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Termodinâmica Clássica ou Termodinâmica do Equilíbrio: Aspectos


conceituais básicos

Article  in  Semina Ciências Exatas e Tecnológicas · August 2008


DOI: 10.5433/1679-0375.2008v29n1p57

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João Lucas Silva


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Termodinâmica Clássica ou Termodinâmica do Equilíbrio: Aspectos
conceituais básicos
Antonio Braz de Pádua1, Cléia Guiotti de Pádua1, João Lucas Correia Silva1, Ricardo
Spagnuolo Martins1, Felipe Barreiro Postali1 e Luiz Augusto Calvo Tiritan1.
1
Departamento de Física, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR

Para o físico, a Termodinâmica Clássica ou Termodinâmica do Equilíbrio é uma


das poucas áreas bem consolidadas da Física, sintetizada por uma estrutura de
conhecimento bem definida e autoconsistente. A essência da estrutura teórica da
Termodinâmica Clássica é um conjunto de leis naturais que governam o comportamento
de sistemas físicos macroscópicos. As leis foram derivadas de generalizações de
observações e são, em grande parte, independentes de quaisquer hipóteses relativas à
natureza microscópica da matéria.
Quase todas as aproximações estabelecidas para a Termodinâmica Clássica
seguem uma das duas alternativas: a aproximação histórica que faz um estreito paralelo
entre a evolução cronológica dos conceitos corretos e dos falsos juízos e, a aproximação
postulatória, na qual são formulados postulados que não são demonstrados “a priori”,
mas que podem ter suas veracidades confirmadas “a posteriori”.
Neste trabalho, propomos tratar da evolução conceitual da aproximação histórica
pré-clássica que vai desde o início do século XVII até meados do século XIX. Para isto,
abordamos de forma evolucionária e fenomenológica os seguintes temas: natureza do
calor, termometria, calorimetria, máquina a vapor, equivalente mecânico do calor e, a
primeira e a segunda lei. A lei zero e a terceira lei, que foram formuladas
posteriormente, estão incluídas na discussão.

Referências bibliográficas:

[1] H. B. Callen, “Thermodynamics and an Introduction to Thermostatistics”, John


Wiley and Sons,
Inc., New York (1985).
[2] Encyclopaedia Britannica, International Copyright Union, USA (1979).
[3] D. Kondepudi, I. Prigogine, “Modern Thermodynamics”, John Wiley &s Sons, New
York (1999).
[4] P. M. Morse, “Thermal Physics”, W. A. Benjamin, New York (1969).
[5] H. M. Nussenzveig, “Curso de Física Básica: Fluidos, Oscilações, Ondas e Calor”,
volume 2, 2a
edição, Editora Edgard Blücher Ltda, São Paulo, SP (1981).
[6] A. B. Pádua, C. G. Pádua, “Termodinâmica: Uma Coletânea de Problemas”, 1a
edição, Editora
Livraria da Física, São Paulo, SP (2006).
[7] E. Segrè, “Dos Raios X aos Quarks”, Editora Universidade de Brasília, Brasília, DF
(1980).
[8] A. Sommerfeld, “Thermodynamics and Statistical Mechanics”, Academic Press,
New York (1964).
A natureza do calor – I: Passados dois séculos, será que a teoria do calórico ainda é
de alguma forma uma idéia atraente ou, até mesmo, útil?

Antonio Braz de Pádua1, Cléia Guiotti de Pádua1 e Ricardo Spagnuolo Martins1.


1
Departamento de Física, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR

No início do século XIX, havia duas teorias absolutamente distintas sobre a


natureza do calor: a Teoria Mecânica do Calor e a Teoria do Calórico. Na primeira, o
calor era considerado como ‘uma vibração’ dos átomos que compõem a matéria. Assim,
a temperatura representava a intensidade dessas vibrações e uma transferência de calor
era uma propagação das mesmas. Quando dois corpos de temperaturas diferentes eram
postos em contato, os átomos do corpo mais quente comunicavam parte de suas
vibrações aos do corpo mais frio por meio de colisões e, esse processo continuava até
que os átomos dos dois corpos vibrassem com intensidades iguais; na segunda, o calor
era considerado com um fluido sutil que preenchia o interior dos corpos. Espalhado por
toda a natureza, esse fluido era propagado ou conservado pelos corpos, de acordo com
suas propriedades e temperatura.
A teoria do calórico, antes de ser substituída pela concepção do calor como uma
forma de energia, em meados do século XIX, alcançou grandes sucessos com os
trabalhos de Jean-Baptiste Fourier (1768 – 1830) em 1822, Sadi Carnot (1796 – 1832),
em 1824 e Émile Clapeyron (1799 – 1864) em 1834.
Neste trabalho propomos, por meio de uma revisão criteriosa dos resultados
analíticos de Clapeyron, desenvolvidos com base na teoria do calórico, readequá-los e
compará-los com teorias e dados atuais e, mostrar que ainda podemos compreender
algumas características dos fenômenos térmicos, sem considerar o calor como uma
forma de energia. Em especial, no estudo dos gases, obtemos informações objetivas
sobre a absorção e liberação de calor nos processos isotérmicos, rendimento da máquina
térmica de Carnot e a relação entre calores específicos.

Referências bibliográficas:

[1] H. B. Callen, “Thermodynamics and an Introduction to Thermostatistics”, John Wiley and Sons, Inc.,
New York (1985).
[2] D. Kondepudi, I. Prigogine, “Modern Thermodynamics”, John Wiley &s Sons, New York (1999).
[3] E. Mendoza(publisher), “Reflections on the Motive Power of Fire by Sadi Carnot”, Dover
Publications, INC. New York (1960).
[4] P. M. Morse, “Thermal Physics”, W. A. Benjamin, New York (1969).
[5] A. B. Pádua, C. G. Pádua, “Termodinâmica: Uma Coletânea de Problemas”, 1a edição, Editora
Livraria da Física, São Paulo, SP (2006).
[6] A. Sommerfeld, “Thermodynamics and Statistical Mechanics”, Academic Press, New York (1964).

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