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Cenário macro 26-mai-11

Os dados do mercado de trabalho em Abril mostram que o aperto da política econômica ainda não
provocou qualquer impacto significativo sobre o emprego. É fato que as medidas têm efeito defasado
sobre a atividade econômica e que essa defasagem é ainda maior em relação ao mercado de trabalho.
No entanto, os indicadores de Abril mostram que o emprego segue crescendo em ritmo acelerado e
sugerem que a estagnação da massa salarial tem sido causada mais pela elevação da inflação e pela
falta de ajuste real do salário mínimo do que pela eventual queda do salário médio dos trabalhadores.

De acordo com os dados do CAGED divulgados na 0,8%


semana passada (números dessazonalizados), a geração Geração / Estoque (%) Média 04-11
de empregos formais nos últimos meses tem sido
0,6%
equivalente a 0,47% do estoque de empregos formais
acompanhados pelo Ministério do Trabalho. Dado que a
média histórica da relação entre geração de empregos e 0,4%
estoque é 0,41%, isso significa que a criação de empregos
formais continua a crescer em ritmo acelerado. A situação 0,2%
impressiona ainda mais quando se considera que o
estoque cresceu mais de 20% nos últimos quatro anos.
0,0%

Parte da geração de empregos formais resulta da


formalização de postos de trabalho e da migração de -0,2%
trabalhadores autônomos para o mercado formal. No
entanto, a geração efetiva de empregos, medida pela
-0,4%
pesquisa do IBGE, tem crescido em ritmo próximo ao abr/07 abr/08 abr/09 abr/10 abr/11
médio histórico e isso também é relevante, dado o
crescimento expressivo do emprego nos últimos anos. 150

Massa Salarial Real (índice)


Por conta disso, a taxa de desemprego está no mínimo
histórico e a estagnação da massa salarial, que em 140
princípio poderia sugerir o enfraquecimento do mercado de
trabalho, parece refletir mais a elevação da inflação e a
falta de ajuste real do salário mínimo do que uma eventual 130
queda do salário médio dos trabalhadores em 2011.
Coincidentemente ou não, a massa salarial parou de
120
crescer desde o momento em que a inflação mensal subiu
para a média mensal de 0,8%. Assim, assumindo que a
provável desaceleração do crescimento do emprego será 110
gradual, a massa salarial deverá voltar a crescer em breve,
refletindo a manutenção do desemprego em nível baixo e
a queda da inflação. E no último trimestre do ano esta 100
tendência poderá ser reforçada pela concentração de abr-07 abr-08 abr-09 abr-10 abr-11
negociações trabalhistas de importantes sindicatos. Em relação às perspectivas para o consumo, os números do
mercado de trabalho continuam a ser muito encorajadores; em relação ao combate à inflação, os dados de Abril
reforçam o temor de que a desaceleração da economia esteja sendo modesta e tardia.

Mauro Schneider – mschneider@banifib.com.br

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