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O Banco Mundial e FMI: seu papel e contribuição para o desenvolvimento dos países em

desenvolvimento~

Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma organização internacional criada em 1944 na


Conferência de Bretton Woods (formalmente criada em 27 de dezembro de 1945 por 29
países-membros e homologado pela ONU em abril de 1964) com o objetivo, inicial, de ajudar
na reconstrução do sistema monetário internacional no período pós-Segunda Guerra Mundial.
Os países contribuem com dinheiro para o fundo através de um sistema de quotas a partir das
quais os membros com desequilíbrios de pagamento podem pedir fundos emprestados
temporariamente. Através desta e outras atividades, tais como a vigilância das economias dos
seus membros e a demanda por políticas de auto-correção, o FMI trabalha para melhorar as
economias dos países.
O FMI se descreve como "uma organização de 188 países, trabalhando para promover a
cooperação monetária global, a estabilidade financeira segura, facilitar o comércio
internacional, promover elevados níveis de emprego e crescimento econômico sustentável e
reduzir a pobreza em todo o mundo". Os objetivos declarados da organização são promover a
cooperação econômica internacional, o comércio internacional, o emprego e a estabilidade
cambial, inclusive mediante a disponibilização de recursos financeiros para os países
membros para ajudar no equilíbrio de suas balanças de pagamentos. Sua sede fica em
Washington, D.C., Estados Unidos.

Histórico e objetivos
Após a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, os países vinham implantando práticas
protecionistas, e na Europa prevaleceu a política de desvalorização induzida da moeda para
aumentar sua competitividade. No fim da Segunda Guerra Mundial, os países aliados
decidiram por implantar um sistema mais liberalista, e é neste contexto que se desenvolveu o
Sistema de Bretton Woods, composto pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco
Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e a Organização Internacional
do Comércio (OIC). Caberia ao FMI fiscalizar as taxas de câmbio e conceder empréstimos
em casos de desequilíbrio na Balança de pagamentos. Caso a taxa de câmbio ultrapassasse
um "ponto de sustentação", o país deveria comprar ou vender sua moeda para manter a
paridade com o dólar dos Estados Unidos dentro dos limites permitidos.[4] O ponto de
sustentação (ou "de intervenção") seria definido em 1% acima ou abaixo do câmbio original
em dólar,[5] e o câmbio original em dólar era definido por cada país no momento de sua
adesão ao sistema.[6] Por sua vez, os Estados Unidos deveriam manter a conversibilidade de
sua moeda em 35 dólares por onça de ouro,[4] e por isso este sistema ficou conhecido como
"padrão dólar-ouro".
Sede do FMI em Washington, D.C.
O FMI foi criado em 1944 com 45 países representados inicialmente em Bretton Woods,
New Hampshire, nos Estados Unidos.
Tem como objetivo básico zelar pela estabilidade do sistema monetário internacional, através
da promoção da cooperação e da consulta de assuntos monetários entre os seus 188 países
membros.[7] Com exceção de Coreia do Norte, Cuba, Liechtenstein, Andorra, Mônaco e
Tuvalu, todos os membros da ONU fazem parte do FMI. Juntamente com o BIRD, o FMI
emergiu das Conferências de Bretton Woods como um dos pilares da ordem econômica
internacional do pós-Guerra, além disso foi necessário a sua criação para evitar a repetição
das desastrosas políticas econômicas que contribuíram para a Grande Depressão de 1929.[7]
O FMI tem como meta, evitar que desequilíbrios nos balanços de pagamentos e nos sistemas
cambiais dos países membros que possam prejudicar a expansão do comércio e dos fluxos de
capitais internacionais. O Fundo favorece a progressiva eliminação das restrições cambiais
nos países membros e concede recursos temporariamente para evitar ou remediar
desequilíbrios no balanço de pagamentos. Além disso, o FMI planeja e monitora programas
de ajustes estruturais e oferece assistência técnica e treinamento para os países membros.
O FMI se autoproclama como uma organização de 188 países, trabalhando por uma
cooperação monetária global, assegurar estabilidade financeira, facilitar o comércio
internacional, promover altos níveis de emprego e desenvolvimento econômico sustentável,
além de reduzir a pobreza.
Os objetivos da organização são; promover a cooperação monetária internacional, fornecendo
um mecanismo de consulta e colaboração na resolução dos problemas financeiros; favorecer
a expansão equilibrada do comércio, proporcionando níveis elevados de emprego e trazendo
desenvolvimento dos recursos produtivos; oferecer ajuda financeira aos países membros em
dificuldades econômicas, emprestando recursos com prazos limitados e contribuir para a
instituição de um sistema multilateral de pagamentos e promover a estabilidade dos câmbios.

Assembleia de Governadores

Assembleia de Governadores.

A autoridade decisória máxima do FMI é a Assembleia de Governadores do Fundo


Monetário Internacional, formada por um representante titular e um alterno de cada país
membro, geralmente ministros da economia ou presidentes dos bancos centrais.

A diretoria executiva, composta por 24 membros eleitos ou indicados pelos países ou grupos
de países membros, é responsável pelas atividades operacionais do Fundo e deve reportar-se
anualmente à Assembleia de Governadores. A diretoria executiva concentra suas atividades
na análise da situação específica de países ou no exame de questões como o estado da
economia mundial e do mercado internacional de capitais, a situação econômica da
instituição, monitoramento econômico e programas de assistência financeira do Fundo.

A Assembleia de Governadores do FMI é assessorada ainda pelo "Comitê Interino" e pelo


"Comité de Desenvolvimento" (conjunto com o BIRD), que se reúnem duas vezes por ano e
examinam assuntos relativos ao sistema monetário internacional e à transferência de recursos
para os países em desenvolvimento, respectivamente.

Teoricamente, os governadores elegem o presidente do FMI, porém, na prática, o presidente


do Bird é sempre um cidadão dos Estados Unidos, escolhido pelo governo norte-americano.
Já o director-presidente do FMI é tradicionalmente um europeu.

O dinheiro do FMI vem dos países-membros, entre os quais o Brasil e Portugal, por isso, o
poder de voto depende da contribuição de cada país.

Formas de financiamento
 SBA - Acordo de crédito contingente ou acordo stand-by (Stand-by agreement) - é a
política mais comum de empréstimos do FMI. É utilizada desde 1952 em países com
problemas de curto prazo na balança de pagamentos. Essa política envolve apenas o
financiamento direto de 12 a 18 meses. O prazo de pagamento vai de três a cinco
anos. São cobrados juros fixos de 2,22% mais uma taxa variável que pode chegar a
2%
 ESF - Programa de Contenção de choques externos (Exogenous Shocks Facility) -
Crises e/ou conflitos temporários vinculadas a outros países e que influem no
comércio, flutuações no preço de commodities, desastres naturais. Duram de 1 a 2
anos. Foca apenas nas causas do choque. Todos os membros podem pleitear esse
empréstimo, mas sob as regras de um Plano de Assistência de Emergência.
 EFF - Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility) - Problemas
de médio prazo, destinados àqueles países que possuem problemas estruturais no
balanço de pagamentos. Procura-se resolver os problemas através de reformas e
privatizações. Seu prazo vai de 3 a 5 anos.
 SRF -Programa de Financiamento de Reserva Suplementar (Supplemental Reserve
Facility) - problemas de curto prazo de mais difícil resolução, como a perda de
confiança no mercado ou ataques especulativos. Esses empréstimos são pagos em um
prazo de até dois anos e, sobre eles, são cobrados juros fixos de 2,22% ao ano mais
uma taxa que varia de 3% a 5%
 PRGF - Programa de Financiamento para Redução da Pobreza e Desenvolvimento
(Poverty Reduction and Growth Facility) - destinada a países pobres. Está ligada às
estratégias de combate à pobreza e retomada do crescimento. É exigido um
documento do país membro contendo as estratégias para combate à pobreza. Com
taxas de 0,5 % anuais, e podem ser pagos com prazo de 5½ a 10 anos.
 Assistência Emergencial (Emergency Assistance), para auxilio a países que sofreram
catástrofes naturais ou foram palco de conflitos militares e ficaram economicamente
desestabilizados.

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