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FENÔMENOS E PROCESSOS PSICOLÓGICOS: HUMANISMO E

EXISTENCIALISMO

Aula 1 - A Personalidade em Rogers.

RUDIO, F. V. Orientação não-diretiva na educação, no aconselhamento e na


psicoterapia. Cap. 3 e 4

Cap. 3 - A experiência da comunicação consigo mesmo

Para Carl Rogers, a personalidade não pode ser explicada por meio de um conceito
estático, pois as pessoas vivem um fluxo contínuo de transformações. Contudo, ele
propõe que existe uma diferença fundamental entre a personalidade saudável e aquela
que vive uma existência patológica. A personalidade saudável confia em sua própria
experiência e é capaz de aceitar outras pessoas, por mais diferentes que sejam. O autor
também propõe que todo ser humano tem uma tendência inata para a autorrealização,
porém o ambiente social muitas vezes produz bloqueios nessa busca da realização das
potencialidades do sujeito. Para explicar a diferença entre a personalidade saudável e a
patológica, Rogers apresenta os seguintes conceitos:

1. Organismo: é como o autor identifica o indivíduo que vive a experiência. O


organismo é compreendido como uma totalidade que vive em constante interação com o
meio. Tudo aquilo que envolve o organismo como totalidade é denominado como
organísmico.
Encontre outras palavras para explicar a concepção de Rogers sobre “organismo”:
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2. Experiência: compreende tudo o que se passa com o organismo em um determinado


momento e que pode ser representado adequadamente na consciência.
Encontre outras palavras para explicar a concepção de Rogers sobre “experiência”:

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Rogers completa que a experiência vivida pelo organismo pode estar ou não disponível
à consciência. A psicoterapia procura trabalhar as experiências que não estão
disponíveis à consciência.

3. A representação da experiência: pode ser correta ou incorreta, estando basicamente


relacionada à imagem de si. Quando a experiência não produz nenhum choque com a
imagem de si, ela é representada corretamente. Quando a experiência ameaça a imagem
de si, ela é bloqueada pela consciência. Não podendo ser simbolizada corretamente, a
experiência se manifesta de modo distorcido na consciência. Essa distorção acontece
porque a experiência organísmica de fato existe, mas não pode chegar corretamente à
consciência.

https://www.youtube.com/watch?v=ZBrclqoeOcs

“Beata Maria, eu sou um homem justo e bom e por isso posso me orgulhar.”
“Me diga, Maria, por que eu a vi dançar, por que o seu olhar me incendiou?”
“Eu sinto e vejo os seus cabelos a brilhar, foi essa chama que me abraçou.”
“Qual fogo do inferno, tal fogo arde em mim. Desejo eterno, do mal é o estopim.”
“Não é a mim a quem culpar. Foi a cigana, a bruxa a me enfeitiçar.”
“Destrua Esmeralda, que ela queime em aflição ou seja meu, só meu o seu amor.”
“Vou acha-la nem que tenha que incendiar toda a Paris.”
“Cigana do inferno, você vai escolher meu beijo tão terno ou no inferno arder.”
Frollo – “O Corcunda de Notre Dame”.

Para Rogers, por que acontece a distorção da experiência organísmica?


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Qual a relação entre a distorção da experiência organísmica e os sintomas e conversões


psicossomáticas?
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A psicoterapia é o ambiente no qual o cliente tem a oportunidade para transformar em


adequadas as simbolizações que anteriormente eram inadequadas. Para que isso
aconteça, a imagem de si necessita ganhar maior flexibilidade ao longo do processo
terapêutico.

4. A boa comunicação consigo mesmo: consiste num processo em que as experiências


organísmicas são simbolizadas corretamente. Quando isso acontece podemos dizer que
existe acordo entre a experiência e a imagem de si. A esse acordo dá-se o nome de
congruência. Ao desacordo entre a experiência e a simbolização dá-se o nome de
incongruência.
De acordo com o exposto no item 4, estabeleça a relação entre os seguintes elementos:
Personalidade saudável; desajuste na personalidade; congruência; incongruência.
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Cap. 4 – Liberdade Experiencial

1. O que faz a experiência ficar “obstruída”? O processo de “obstrução” foi iniciado


a partir de uma violência ao direito do indivíduo expressar algo que lhe era
significativo. O que era, no princípio, uma proibição do meio, transforma-se em uma
“autoproibição”, quando o organismo se torna realmente incapaz de simbolizar
corretamente a experiência. Mas por que se instala a autoproibição? Por que o indivíduo
não simplesmente desobedece à restrição do meio a uma simbolização correta da
experiência? A resposta dada no capítulo 3 faz referência à imagem de si: o indivíduo
deseja resguardar uma boa imagem de si. É preciso compreender agora que a imagem
de si é construída a partir da consideração positiva, que é algo oferecido sempre pelo
outro: uma pessoa significativa para o indivíduo. A consideração positiva se refere à
necessidade que todo ser humano tem de ser querido e apreciado pelo outro, de ser
aceito e respeitado em sua maneira própria de ser. A pessoa significativa, cuja opinião a
nosso respeito é muito relevante, é denominada por Rogers como pessoa-critério.

Explique em suas palavras os seguintes conceitos: consideração positiva e pessoa-


critério.
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2. Centro de avaliação e desajustamento: O indivíduo tem em si mesmo o seu centro


de avaliação quando procura “dentro de si” os critérios para avaliar suas experiências
pessoais. Se ele avalia sua experiência tendo como critério os valores externos a si
mesmo, nesse caso, o centro de avaliação está no outro. É aí que começa o
desajustamento psicológico.

Para Rogers, que relação se estabelece entre “desajustamento psicológico” e “centro de


avaliação”?
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3. O conceito de “liberdade experiencial”: Refere-se à liberdade que o indivíduo


precisa para constatar, de maneira correta, as suas experiências organísmicas e
representa-las adequadamente na consciência. Para Rogers, a psicoterapia não-diretiva é
a situação favorável para a instalação da liberdade experiencial. Uma situação onde o
indivíduo sinta tranquilidade e confiança para expressar com transparência a elaboração
mental das experiências vividas por ele. A liberdade de expressão, que acontece
quando o indivíduo pode manifestar tudo o que pensa e sente com palavras, gestos e
mímicas, é condição necessária para que se instale a liberdade experiencial. O clima
permissivo da psicoterapia não-diretiva se refere à liberdade de expressão concedida ao
cliente pelo terapeuta.

Relacione os seguintes conceitos da abordagem centrada na pessoa (ACP): liberdade


experiencial; situação favorável, clima permissivo e liberdade de expressão.

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Utilizando os conceitos expostos acima, explique a proposta rogeriana: “o cliente é


quem se cura a si mesmo”.

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