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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES


FACULDADE DE EDUCAÇÃO
FUNDAÇÃO CECIERJ /Consórcio CEDERJ / UAB
Curso de Licenciatura em Pedagogia – Modalidade EAD
Avaliação Presencial X 2 (APX2) – 2021.2

Disciplina: Gestão na Educação 2


Coordenadora da Disciplina: Profª Cláudia Barreiros
Tutoras à Distância: Pro. Vera Russo e Rebeca Rosa
Aluna (o): Eliane Gonçalves Cabral
Matr.: 18112080390 Polo: Itaguaí Nota: ______________

O RACISMO NA ESCOLA.

O caso apresentado nesta Apx2 nos deixou claro o caso de racismo entre Pedro
(agressor) e Antônio (vítima), por esse motivo é essencial falarmos sobre o racismo nas
escolas, o papel da coordenação pedagógica em relação esses temas, neste caso representado
por Janaína, mesmo que o caso tenha acontecido pelas redes sociais, mas, chegou até a escola,
então devemos trabalhar a questão de racismo com os alunos. A aula 14 nos orienta sobre a
gestão de conflitos, onde nos orienta a compreender as situações de conflito como
oportunidades mediação, entender alguns tipos de conflitos suscetíveis ao campo da educação
e situar o papel da gestão democrática na resolução de conflitos. Segundo CHRISPINO
(2002,P. 12): “A sequência de episódios violentos envolvendo o espaço escolar não deixa
dúvida quanto à necessidade de se trazer este tema à grande arena de debates da educação
brasileira”.
É importante que o(a) coordenador(a) pedagógico deixe claro para sua equipe docente
que o racismo é estrutural, na qual vemos todos os dias na sociedade brasileira, é fruto da
escravidão, pois vivemos em uma sociedade com histórico de desigualdade racial cujo
preconceito, a discriminação e o racismo, vem de heranças culturais de uma sociedade
capitalista, deixando notório e excludente pessoas negras, pois é de caráter estrutural e
sistêmico, a desigualdade racial no Brasil. De acordo com GOMES (2011; P.1) “O Brasil se
destaca como uma das maiores sociedades multirraciais do mundo e abriga um contingente
significativo de descendentes de africanos dispersos na diáspora”.
A live disponibilizada na aula 13 com as docentes Cláudia Barreiros, Mônica Almeida,
Daniela Frida Drelich, Jonê Carla Baião, “Conversando sobre o bullying e racismo”, nos
deixa claro a diferença entre os dois, o quanto o racismo é estrutural e muitas das vezes
ignorados pelo corpo docente, deixando claro que as primeiras experiências com o racismo e
o preconceito se inicia no ambiente escolar, principalmente na educação infantil, crianças
pequenas interiorizam ideias preconceituosas, ao perceberem a diferença de cor de pele e
estrutura dos cabelos. De modo habitual e frequente, crianças negras quanto brancas
demonstram a presença de estereótipos e preconceitos em relação aos negros, situações
cotidianas na vivência escolar, por meio de falas, gestos e muitas das vezes agressões físicas e
verbais.
Neste caso trabalhar a diversidade raciais na escola, ensina o aluno a valorizar as
diferenças e estimula o respeito mútuo entre a classe, valorizando a diversidade dentro da sala
de aula, ensinando-os a importância do respeito entre os alunos independentemente de suas
características. Pois quando falamos em discriminação étnico-racial nas escolas, com certeza
estamos nos referindo a práticas discriminatórias, preconceituosas, que envolvem um universo
composto por relações raciais pessoais entre os estudantes, professores, direção da escola.
O educador tem que enfatizar a dor, a violência que o racismo causa nas pessoas,
principalmente na infância. O educador tem que estimular em suas atividades pedagógicas a
conquista da autonomia e da identidade de cada aluno.
“A educação escolar é permeada por inúmeras necessidades: de planejamento; de
atendimento aos direcionamentos legais; de articulação entre teoria e prática; de
reconhecimento das necessidades do educando; de abordagens locais e globais; de
desafios metodológicos, curriculares, de relacionamento educador-educando; de
aprendizagens que sejam significativas; de avaliação; de permanência e êxito, entre
outras. (LORENZET; ZITKOSKI, 2017,P.460)

Nesta nova realidade cabe o coordenador pedagógico neste caso a Janaína, a driblar os
principais desafios da profissão, pois sua função é acompanhar o processo de ensino
aprendizagem, acompanhar a formulação do projeto político pedagógico da unidade escolar,
fazendo com que a escola tenha uma identidade na comunidade escolar, ele é quem articula
pedagogicamente os projetos escolares e trabalha na formação continuada com os professores.
Procura liderar e manter o corpo docente de maneira bem equilibrada, sendo ele é o elo entre
a gestão, corpo docente, família e alunos, precisa estar envolvido com toda comunidade
escolar, criando mudanças no modelo escolar de aprendizagem urgente , onde o professor
deixa de ser o centro e o aluno um receptor, mas um novo conceito de aprendizagem
abrangendo a autonomia, a diferenciação da aprendizagem e a pressurização da
aprendizagem, criando um novo ambiente educativo com a mudança da forma que os
professores trabalhem não só em uma sala de aula mais também em um ambiente virtual,
criando condições para que os alunos desenvolvam suas atividades, pesquisem, estudem,
desenvolvam problemas conquistando sua autonomia, motivando assim o professor para
realizar sua aula coletiva e participativa. Este assunto deve ser abordado no conselho de
classe, para que todos os integrantes da escola e família estejam envolvidos.
“O conselho de classe aparece como um momento privilegiado para ter contato com
posições, disputas, e concepções de avaliação, de educação e de escola. Trata-se de
um momento em que estão em debate a postura dos professores, a escola, e a
imagem que a instituição passa aos alunos, aos pais, às outras escolas, enfim, à
comunidade onde está inserida”. (PETRÓ;2018,P.186)

Infelizmente a falta de políticas públicas, a falta de investimento na capacitação do


corpo docente, já podemos considerar como violência educacional, mas nós professores não
podemos desistir de motivar aos alunos a igualdade entre as pessoas, motivar o fim da
opressão e discriminação, da violência, da desigualdade racial.
“se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade
muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da
equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o
diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a
nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que falamos e o que
fazemos.” (FREIRE, 2000, p. 67)

PLANO DE AÇÃO:
Semana da conscientização racial : Tema: Racismo na Escola

1º Vamos trabalhar com a Leitura do livro “No black power de Tayó” escrito por Kiusam de
Oliveira, onde o livro narra a história da menina de 6 anos, que com muito orgulho assume seu
cabelo “black Power”, carregando um mundo marcado pelas almas de seus antepassados,
africanos de que ela sente muito orgulho, sua autoestima, e a certeza de sua identidade faz
superar todos os preconceitos na qual se depara. A leitura estimula o empoderamento das
mulheres negras na sociedade. Nos deixa uma reflexão sobre o assédio ao falar sobre pluralidade
social, construção de identidade e afirmação das diferenças. Se todo mundo já foi incomodado
por ser branco, Preto, alto, baixo, gordo ou magro.

2º Faremos também uma atividade dinâmica de perguntas e respostas sobre racismo e violência
na escola na qual o aluno ganhará pontos somatórios para as futuras avaliações. As perguntas nos
levarão para questões sobre: diversidade, igualdade, desigualdade, diferença, semelhança,
inferior superior, racismo, igual e diferente pois são fatores que não tornam as pessoas
melhores ou piores, mas diferentes, como todos os seres humanos.

Objetivos da semana de conscientização


Conhecimento: Que os alunos entendam que o Racismo gera divisão da sociedade, gera
violência e estimula a disseminação de conceitos errados.
Habilidade: Que os alunos venham comparar pontos de vistas sobre temas que impactam a
vida cotidiana no tempo presente.
Postura: Com essa atividade, o professor tem como objetivo que a turma tenha sua reflexão
pessoal, gerando assim mudança de posturas nas brincadeiras, nos preconceitos, que cada um
respeite seu colega de classe com suas diferenças étnicas, sociais, de gênero, que não
pratiquem mais apelidos, xingamentos ou qualquer tipo de violência na escola.

BIBLIOGRAFIA

-CHRISPINO, Álvaro. Gestão do conflito escolar: da classificação dos conflitos aos


modelos de mediação. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2007, vol.15, n.54, pp. 11-28.
ISSN 0104-4036. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-40362007000100002.

- GOMES, Nilma Lino. Diversidade Étnico-Racial, inclusão e Equidade na Educação


Brasileira: Desafios, Políticas e Práticas- Universidade Federal de Minas Gerais/Brasil -
Site: https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/19971/11602

-PETRÓ, Vanessa. Conselhos de classe: uma medida de justiça escolar?In: Revista


Contemporânea de Educação, v. 13, n. 26, jan/abr 2018.
DOI:http://dx.doi.org/10.20500/rce.v13i26.14351

- LORENZET, Deloize e ZITKOSKI, Jaime José. Contribuições pedagógicas em institutos


federais:o supervisor escolar, o orientador e o pedagogo técnico-administrativo. Educação
(Porto Alegre),v.40,n.3,p.459-468,set.-dez.2017.Disponível em:
https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/23946/16537

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