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Universidade Federal de Juiz de Fora –

Programas em Saúde
Eduany W. S. Callegaro
Res. Gestão Hospitalar – HU/UFJF

E-mail: residecoadm.hu@ufjf.edu.br
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

A Constituição que define a política fundamental, princípios políticos, e


estabelece a estrutura, procedimentos, poderes e direitos, de um governo.
Ao limitar o alcance do próprio governo, a maioria das constituições
garantem certos direitos para as pessoas.

 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido


mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

Diferença entre leis, portarias e programas em


saúde:
 Lei: Regra geral justa e permanente, que exprime a vontade imperativa
do Estado, a que todos são submetidos.

 Portaria: Contém ordens/instruções acerca da aplicação de leis ou


regulamentos, recomendações de caráter geral e normas sobre a execução
de serviços.

 Programa: São políticas públicas, principal instrumento que os governos


utilizam para promover a integração entre os entes e os setores para
otimizar seus recursos, sejam eles financeiros, humanos, logísticos ou
materiais.
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

Programa de saúde:

 Um programa de saúde é um conjunto de ações implementadas por um


governo com o objetivo de melhorar as condições de saúde da
população. Como tal, o programa de saúde é um instrumento para
operacionalizar as políticas de saúde através do planejamento, da
execução e avaliação de ações de promoção, prevenção, tratamento
(cuidados) e recuperação da saúde.
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

Existem vários tipos de programas de saúde:

• Área geográfica de aplicação: um programa de saúde pode


ser nacional, estadual ou municipal.

• Os programas também podem se destinar a satisfazer as


necessidades de um campo específico da saúde.
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF
Programas em Saúde que serão abordados:

Saúde da Família Mais Médicos

Farmácia Popular PRO-HOSP


Programas em Saúde:

• É uma das mais importantes mudanças estruturais já realizada na saúde


pública no Brasil;

• Promove a saúde da população por meio de ações básicas de


prevenção;

• A Unidade Básica de Saúde como porta de entrada do sistema local de


saúde -> mais garantia de referência e menos desperdício;

• Se propõe a humanizar as práticas de saúde-> satisfação do usuário pelo


estreito relacionamento dos profissionais com a comunidade ->
estimulando-a ao reconhecimento da saúde como um direito de cidadania
e, portanto, expressão e qualidade de vida;
Saúde da Família
• Compromisso de prestar assistência universal, integral, equânime,
contínua e, acima de tudo, resolutiva à população de acordo com as suas
reais necessidades.

Unidade de Saúde
Domicílio

Identifica os fatores de risco aos quais a população está exposta, neles


intervindo de forma apropriada
Saúde da Família
Uma das principais estratégias do Saúde da Família é sua capacidade de propor
alianças.

• Trabalho com equipes multiprofissionais:


 Devem ser compostas por, no mínimo, um médico de família, um enfermeiro, um
auxiliar de enfermagem e cinco a seis agentes comunitários de saúde. Além disso,
outros profissionais tais como psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, por exemplo,
poderão ser incorporados de acordo com as características e demandas dos
serviços locais de saúde.
 Cada equipe é responsável pelo acompanhamento de, no máximo, mil famílias ou
4.500 pessoas que residam ou trabalhem no território de responsabilidade da
unidade de saúde, agora denominada "Unidade Básica de Saúde da Família".
 Os profissionais das equipes de saúde devem residir no município onde atuam,
trabalhando em regime de dedicação integral.
 Para garantir a vinculação e identidade cultural com as famílias sob sua
responsabilidade, os agentes comunitários de saúde (ACS) também devem residir
nas respectivas áreas de atuação.
Saúde da Família
As atribuições básicas de uma equipe de Saúde da Família são:

• Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis e identificar


os problemas de saúde mais comuns e situações de risco aos quais a
população está exposta;

• Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os


procedimentos de vigilância à saúde e de vigilância epidemiológica, nos
diversos ciclos da vida;

• Garantir a continuidade do tratamento, pela adequada referência do caso;

• Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada


à demanda, buscando contatos com indivíduos sadios ou doentes, visando
promover a saúde por meio da educação sanitária;
Saúde da Família
As atribuições básicas de uma equipe de Saúde da Família são:

• Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e


informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos
problemas;

• Discutir, de forma permanente, junto à equipe e à comunidade, o conceito de


cidadania, enfatizando os direitos de saúde e as bases legais que os
legitimam;

• Incentivar a formação e/ou participação ativa nos conselhos locais de saúde


e no Conselho Municipal de Saúde.
Saúde da Família
•Em 2002 existiam 7.991 equipes de Saúde da Família, distribuídas
em 2.614 municípios brasileiros, conferindo cobertura a mais de 27,5
milhões de habitantes.

•Em 2012 o número de equipes de Saúde da Família já era de 32.970


espalhados por todo o país.
Programas em Saúde:

• Para o PSF, a Portaria nº 1.329, de 12.11.99, estabelece que,


de acordo com a faixa de cobertura, os municípios passam a
receber incentivos diferenciados, conforme demonstra a
tabela a seguir:
Programas em Saúde:

Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência


desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para
construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além
de novas vagas de graduação e residência médica para qualificar a formação
desses profissionais.
Programas em Saúde:

 Atuação em três eixos:

• Provimento emergencial: Atualmente, o Programa Mais Médicos conta com


um total 18.240 vagas em 4.058 municípios de todo o país, cobrindo 73% das
cidades brasileiras e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

• Educação: Plano de expansão da graduação e da residência, a meta do


Governo Federal é criar 11,5 mil novas vagas de graduação e 12,4 mil vagas
de residência até 2017.

• Infraestrutura: construção de novas unidades básicas de saúde e reforma e


ampliação das unidades já existentes. São investidos mais de R$ 5 bilhões
para o financiamento de 26 mil obras em quase 5 mil municípios, das quais
aproximadamente 10,5 mil já estão prontas e outras 10 mil encontram-se em
fase de execução.
Programas em Saúde:

•O Mais Médicos se somou a um conjunto de ações e iniciativas do governo para o


fortalecimento da Atenção Básica do país. A Atenção Básica é a porta de entrada
preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS), que está presente em todos os
municípios e próxima de todas as comunidades. É neste atendimento que 80% dos
problemas de saúde são resolvidos.
Programas em Saúde:

•Os médicos do programa têm bolsa de R$10 mil por uma jornada de
40 horas. O auxílio moradia e auxílio alimentação serão custeados
pelos municípios.

•A verba destinada pelo governo federal ao programa Mais Médicos


saltou de R$ 540 milhões em 2013 para R$ 1,9 bilhão em 2014.

•Dos quase R$ 2 bilhões orçados para o Mais Médicos, R$ 1,5 bilhão


está sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, R$ 359,5 milhões
do Ministério da Educação e R$ 28,6 milhões do Ministério da Defesa.
Programas em Saúde:

•Iniciativa do Governo Federal que cumpre uma das principais diretrizes da


Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Foi implantado por meio da
Lei nº 10.858, de 13 de abril de 2004, que autoriza a Fundação Oswaldo
Cruz (FIOCRUZ) a disponibilizar medicamentos mediante ressarcimento, e
pelo Decreto nº 5.090, de 20 de maio de 2004, que regulamenta a Lei 10.858
e institui o Programa Farmácia Popular do Brasil.
Programa Farmácia Popular

Portaria 491/2006 :

• A Portaria apresentava os valores de referência a serem aplicados para as


unidades farmacotécnicas de cinco princípios ativos indicados para o tratamento da
hipertensão e quatro para o tratamento do diabetes, definidos com base na
Relação Nacional de Medicamentos Essenciais –RENAME.

• Expandiu o Programa Farmácia Popular do Brasil, aproveitando a rede instalada do


comércio varejista de produtos farmacêuticos, bem como a cadeia do medicamento.
Esta expansão foi denominada “Aqui Tem Farmácia Popular”, com o intuito de
levar o benefício da aquisição de medicamentos essenciais a baixo custo a mais
lugares e mais pessoas, aproveitando a dinâmica da cadeia farmacêutica
(produção x distribuição x varejo), por meio da parceria entre o Governo Federal
e o setor privado varejista farmacêutico.
Programa Farmácia Popular

•Em junho de 2007, o elenco de medicamentos do “Aqui Tem Farmácia


Popular” foi ampliado, sendo incluídos os contraceptivos.

•Em outubro de 2010, o Programa ampliou o elenco de medicamentos


indicados para o tratamento da hipertensão e passou a atender novas
doenças, tendo sido incluídos medicamentos para o tratamento da
osteoporose, rinite, asma, Parkinson e glaucoma. A incontinência urinária
para idosos passou a ser atendida com a inclusão das fraldas geriátricas.
Programa Farmácia Popular

No Brasil, a hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de


brasileiros. Destes, 80% são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5
milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões recebem assistência
no SUS.

Desta maneira, em fevereiro de 2011, foi lançada a campanha Saúde Não Tem
Preço (SNTP), após um intenso trabalho de articulação do Ministério da Saúde
com produtores e distribuidores da Indústria Farmacêutica, com o objetivo de
viabilizar, inicialmente, a gratuidade dos medicamentos para hipertensão e
diabetes disponíveis no Programa Farmácia Popular do Brasil, beneficiando os
brasileiros hipertensos e diabéticos, além de ajudar no orçamento das famílias
mais humildes que comprometem 12% de suas rendas com medicações.

Atualmente disponibiliza os medicamentos indicados para o tratamento da


hipertensão, diabetes e asma sem custos.
Programa Farmácia Popular

•O “Aqui Tem Farmácia Popular” visa a atingir aquela parcela da população que
não busca assistência no SUS, mas tem dificuldade para manter tratamento
medicamentoso devido ao alto preço dos medicamentos.

•O programa já beneficiou mais de 31 milhões de pessoas com entrega de


medicamentos gratuitos e com até 90% de desconto no período de fevereiro de
2011 a abril de 2015.
Programa Farmácia Popular

É necessário para participar do programa:

A receita médica deverá ter validade de até 180


Documento oficial com foto no qual conste
dias em casos de medicamentos ou
o seu número de CPF.
fraldas geriátricas e 01 ano para
anticoncepcionais, tanto do SUS quanto da
rede particular.

Todo cidadão brasileiro poderá ser beneficiado pelo Programa


Farmácia Popular. Não é necessário cadastro!
Programa Farmácia Popular

O Programa Farmácia Popular do Brasil é apresentado em duas modalidades:

Rede Própria

Foi a primeira a ser criada. Trata-se de


unidades que funcionam em parceria com
prefeituras municipais e governos estaduais.
São disponibilizados 112 itens, entre
medicamentos e o preservativo masculino, os
quais são dispensados pelo seu valor de
custo, representando uma redução de até
90% do valor de mercado.
Programa Farmácia Popular

O Programa Farmácia Popular do Brasil é apresentado em duas modalidades:

"Aqui Tem Farmácia Popular"

A modalidade "Aqui Tem Farmácia Popular" funciona


em parceria com farmácias particulares e drogarias
comerciais que aderem ao credenciamento no
Programa. A lista de itens oferecidos é diferente da
Rede Própria.
São disponibilizados medicamentos para o tratamento
de hipertensão, diabetes, asma, rinite, dislipidemia,
doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, além
dos contraceptivos e fraldas geriátricas.
Programa Farmácia Popular
Medicamentos disponibilizados gratuitamente pelo programa aqui tem
farmácia popular e seus valores de referência

Unidade Valor de referência por Valor máximo para


Princípio Ativo e concentração
Farmacotécnica unidade farmacotécnica pagamento pelo MS

Losartana Potássica 50 MG 1 (um) comprimido R$ 0,30 R$ 0,30

Atenolol 25 MG, comprimido 1 (um) comprimido R$ 0,11 R$ 0,11

Cloridrato de propranolol 40 MG,


1 (um) comprimido R$ 0,07 R$ 0,07
comprimido

Fonte: Ministério da Saúde (2017)


Programas em Saúde:

Programa de fortalecimento e melhoria da qualidade dos


Hospitais do SUS em Minas Gerais –PRO-HOSP

Ano de Criação: 2003

Objetivo: promover a melhoria da qualidade dos hospitais integrantes do


SUS em Minas Gerais. Contribuindo para o desenvolvimento do parque
hospitalar, para que opere com eficiência, preste serviços de qualidade,
preencha os vazios assistenciais e se insira em redes integrais de atenção à
saúde.
PRO-HOSP:

Pretensões:

• contratualizar metas quantitativas e qualitativas e vincular o repasse do


recurso ao seu cumprimento;

• direcionar a aplicação dos recursos a prioridades com obrigação de


investimento em rubricas de infraestrutura, gestão e custeio;

• desenvolver estratégias de capacitação gerencial, de padronização da


conduta assistencial, de fomento à cooperação e à institucionalização da
qualidade;

• distribuir de forma equitativa entre as regiões de saúde de Minas os


recursos alocados.
Até 2009, eram cerca de 127 hospitais públicos e privados sem fins lucrativos
contemplados pelo programa, distribuídos em todas as 13 macrorregiões e 76
microrregiões de saúde de Minas Gerais, nos quais, entre 2003 e 2008, foram
investidos, aproximadamente, R$500 milhões.
Programas em Saúde:
•Planilha Físico-Financeira
Programas em Saúde:

•Metas Qualitativas:
•Taxa de Ocupação Hospitalar
•Taxa de Referência
•Taxa de Mortalidade Institucional
•Taxa de Mortalidade Infantil Hospitalar

•Metas Quantitativas:
•Taxa de Cumprimento dos Pactos Regionais do SUS –Região de Saúde e Região
Ampliada de Saúde
•Peso: 25%.
Programas em Saúde:

Taxa de Ocupação Hospitalar


•Definição: Relação percentual entre a permanência total da instituição e o número de
leitos-dia em determinado período.
•Objetivo: Aumentar a oferta assistencial nos leitos SUS do elenco de hospitais do Pro-
Hosp.

• Peso: 10%
Programas em Saúde:

Taxa de Referência
•Definição: Relação percentual entre o número de internações de referências e o
número de internações totais em determinado período.
•Objetivo: Fortalecimento da regionalização da assistência.

• Peso: 25%
Programas em Saúde:

Taxa de Mortalidade Institucional


•Definição: Relação percentual entre o número de óbitos após 24 horas de internação
e o número total de saídas em determinado período.
•Objetivo: Mensurar a qualidade do atendimento hospitalar, considerando as primeiras
24 horas, conforme indicações da literatura de gestão da qualidade, como suficientes
para estabilização dos pacientes.

• Peso: 20%
Programas em Saúde:

Taxa de Mortalidade Infantil Hospitalar


•Definição: Relação percentual entre o número de óbitos em crianças menores
de 1 (um) ano e o número de saídas realizadas em pacientes de mesma faixa
etária em determinado período.
•Objetivo: Reduzir o número óbitos infantis evitáveis ocorridos no hospital.

• Peso: 20%
Programas em Saúde:
Programas em Saúde:
Programas em Saúde:
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

Referência

MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Portal da Saúde. 2017.


Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/>. Acesso em:
20 abr. 2017.

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