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1- Apresentação:

Em diversos países da Europa, a crise capitalista de 1929 trouxe como


conseqüências: aumento do desemprego, queda da produção, elevação dos
índices de inflação, falência de muitas empresas. A crise de 1929 contribuiu ainda
para agravar os conflitos entre as classes sociais, tornando-os mais profundos e
explosivos.
A democracia liberal, em várias partes do mundo, mostrou-se incapaz de
administrar os graves problemas da época. Preocupadas, as elites dominantes
(industriais, banqueiros, grandes comerciantes) mostram-se, então, favoráveis à
formação de governos fortes e autoritários, capazes de impor disciplina social para
recompor a ordem capitalista. Essas ideias políticas levaram ao recuo das
democracias liberais, abrindo espaço para o avanço dos regimes totalitários.
Outro importante fator que contribuiu para o recuo do liberalismo e a crise das
democracias liberais foi o temor das classes dominantes (industriais, banqueiros,
altos oficiais do exército etc.) em relação às lutas proletário-socialistas. Essas lutas
ganharam vigor com o exemplo da Revolução Russa (1917).
Para se proteger dos movimentos socialistas, grande parcela das classes
dominantes apoiou a ascensão dos regimes totalitários, que prometiam impor
ordem e disciplina em toda a sociedade. Entre os exemplos mais significativos de
regimes totalitários estão o fascismo, na Itália, e o nazismo, na Alemanha.
2- Características do nazifascismo:

- Nacionalismo extremado: o orgulho da nação


deveria ser elevado ao máximo.
- Militarismo: a guerra é a grande redentora dos
povos. “A guerra enobrece o homem e a
nação”, dizia Benito Mussolini.
- Totalitarismo: subordinação total do indivíduo
aos interesses do Estado. Como dizia Benito
Mussolini (“Nada fora do Estado, nada contra o
Estado, nada acima do Estado”).
- Autoritarismo: o Estado tem poderes absolutos.
2- Características do nazifascismo:

-Crença na infalibilidade do líder: o “Fuher”


(era o apelido de Adolf Hitler, quer dizer
chefe, líder absoluto); o “Duce” (apelido
de Benito Mussolini, quer dizer líder,
condutor infalível, aquele que dirige).

- Unipartidarismo: significa a existência de


um só partido (como exemplos o Partido
Fascista, na Itália, e o Partido Nazista, na
Alemanha. Para fazer valer este princípio,
Hitler e Mussolini dominaram o poder
executivo e judiciário, enfraqueceram o
poder legislativo, perseguiram políticos
opositores e implantaram regimes
ditatoriais ou ditaduras em seus países.
- Antissocialismo e anticomunismo: o
nazifascismo se caracterizou pelo
desprezo às ideologias de esquerda,
governos de origem socialista,
movimentos operários, greves e
sindicatos.
- Controle estatal da imprensa,
educação, teatro, cinema, rádio e
muitos setores da produção
econômica e do comércio.
3- FASCISMO NA ITÁLIA:
Principal líder: Benito Mussolini (1883 – 1945) foi professor, jornalista e político italiano. Alistou-se no
exército, chegando à patente de sargento.
3.1- A Itália pós-Primeira Guerra Mundial:
Após a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), a Itália enfrentou o saldo doloroso do conflito: 700
mil mortos, 500 mil feridos e dívidas enormes contraídas junto aos Estados Unidos e à Inglaterra.
Além disso, a fome, a inflação e o desemprego afetavam operários e camponeses, provocando
grande agitação social.
Foi nesse clima de instabilidade econômica e social que Benito Mussolini fundou, em 1921, o
Partido Nacional Fascista. Mussolini e seu partido apresentavam-se como solução para a crise
italiana. Afirmavam ser capazes de acabar com a onda de greves e com a agitação dos
socialistas, além de encaminhar o país rumo ao crescimento econômico. Acreditando nas
propostas de Mussolini, muitos industriais financiaram a ascensão fascista. Em 1922, Mussolini
conquistou o poder na Itália.
3.2- A Marcha sobre Roma:
Decidido a conquistar o poder,
Benito Mussolini organizou, em 28
de outubro de 1922, a famosa
Marcha sobre Roma, promovendo
uma passeata de cerca de 50 mil
fascistas (“camisas negras”),
exigindo a entrega do poder. A
reação do rei Vittorio Emanuelle III
foi convidar Mussolini a compor o
governo, como primeiro-ministro;
ele se tornou, então, o chefe do
governo da Itália.
3.3- GOVERNO DE MUSSOLINI – OS FASCISTAS NO
PODER:

No poder, Mussolini implantou uma brutal


ditadura: suprimiu todos os partidos políticos de
oposição, conservando apenas o Partido Nacional
Fascista; fechou jornais; mandou prender centenas
de jornalistas; reprimiu os protestos dos trabalhadores
contra a exploração das fábricas; proibiu greves e
manifestações contra o governo; criou uma polícia
secreta, a OVRA, que perseguia, prendia e
assassinava os adversários.

Mas Mussolini não usou apenas a força, recorreu


também à aliança com a Igreja Católica e à Antônio Gramsci (1891 – 1937),
propaganda de massas para conservar-se no poder. pensador mundialmente conhecido, e
Com um discurso nacionalista de reerguimento do membro do Partido Comunista Italiano,
país, os fascistas procuravam convencer as massas
da possibilidade de retomar o passado grandioso da
foi um dos muitos intelectuais
Itália, principalmente a fase do Império Romano. A perseguidos e presos pelo governo de
imprensa, o cinema e o rádio eram utilizados na Mussolini. Gramsci escreveu parte de
propaganda do regime fascista. Os meios de sua obra na cadeia, nela morrendo em
comunicação tornaram-se instrumento de 1937, vítima da ditadura fascista.
propagação do culto à sua personalidade. A
propaganda fascista afirmava: “Mussolini tem
sempre razão”; “Acredite! Obedeça! Lute!”; “Um
minuto no campo de luta vale uma vida inteira de
paz”.
Em 1929, Mussolini assinou um acordo com o
Papa Pio XI, o Tratado de Latrão, pelo qual
reconhecia o Vaticano como Estado
independente. De acordo com esse tratado, o
governo italiano se comprometia a pagar uma
indenização ao clero pela perda de alguns
territórios durante a unificação italiana e a
estabelecer o catolicismo como religião oficial
da Itália. Em compensação, o governo de
Mussolini obtinha o apoio de parte das
autoridades católicas.
Atento à juventude, Mussolini empenhou-se na
reestruturação do ensino público como meio de
transmitir a doutrina fascista à sociedade. O ideal
básico de educação fascista era submeter o
indivíduo à total obediência ao Estado. Os
manuais das escolas primárias o retratavam
como “o salvador da pátria”. Milhões de jovens,
usando uniformes fascistas, participavam de
cerimônias cantando hinos nacionalistas.
No plano externo, Mussolini desenvolveu uma
agressiva política de expansão. Em 1935, como
estratégia para recuperar o orgulho nacional, o
exército italiano invadiu a Etiópia, nação
africana que havia permanecido livre do
imperialismo europeu. Embora sob pressão
internacional, os italianos conquistaram o país.
4 - Nazismo na Alemanha:
Principal líder: o austríaco Adolf Hitler (1889 – 1945) que em 1914,
alistou-se voluntariamente no exército alemão, chegando à patente de cabo.
Durante a Primeira Guerra Mundial, foi condecorado com a medalha
Cruz de Ferro. Hitler muito se orgulhava dessa condecoração.

4.1- A Alemanha pós-Primeira Guerra Mundial e a República de Weimar:


A situação econômica e social alemã após a derrota na Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) era
extremamente delicada. O Tratado de Versalhes (1919) foi uma das causas fundamentais para a crise que se
desencadeou no país na década de 1920. De fato, a Alemanha foi declarada a principal responsável pela guerra
e condenada a pagar pesadas indenizações aos países vitoriosos. Isso reduziu sua capacidade de recuperação.
A derrota na Primeira Grande Guerra resultou no fim da monarquia alemã. Em fins de 1918, o kaiser Guilherme II
renunciou e saiu do país, enquanto a república era proclamada na pequena cidade de Weimar (República de
Weimar).
Assim como o fascismo italiano, o nazismo alemão também tirou proveito da crise que se seguiu à Primeira
Guerra Mundial: inflação galopante, altas taxas de desemprego e dívida externa crescente; sabe-se, por meio de
depoimentos e fotos daquela época, que as pessoas levavam carrinhos de mão cheios de dinheiro para comprar
umas poucas coisas, tal era a rapidez com que o marco alemão perdia o valor. No final de 1923, 1 dólar chegou a
valer 2,5 trilhões de marcos alemães.
O aprofundamento da crise favoreceu,
por um lado, o crescimento de
socialistas e comunistas nas eleições; por
outro, abriu caminho para o surgimento
de partidos que prometiam soluções
rápidas e “mágicas”. Um desses partidos
foi o Partido Nazista, fundado em 1919,
ano em que admitiu em seus quadros o
ex-cabo Adolf Hitler.
Falando ao público e com um
discurso nacionalista agressivo, Hitler
culpava os judeus, os comunistas e os
políticos liberais pela derrota da
Alemanha na guerra e pelas condições
humilhantes impostas ao país pelo
Tratado de Versalhes. E para atrair e
envolver os alemães dizia que o povo
alemão era “superior aos demais e, que,
apesar disso, estava entregue aos
pontapés do resto do mundo”. Com esse
discurso inflamado e demagógico Hitler
tornou-se, em pouco tempo, o líder
absoluto dos nazistas.
Temendo a expansão dos movimentos socialistas,
a burguesia alemã passou a fornecer apoio ao
Partido Nazista (autoritário e antidemocrático),
liderado por Adolf Hitler.
Em novembro de 1923, através de um golpe de
Estado na cidade de Munique, os nazistas tentaram
chegar ao poder. Fracassaram, muitos nazistas
foram presos, entre eles, Adolf Hitler, que é
condenado a 5 anos de prisão, mas não cumpriu
um ano da pena.
Foi na prisão que Adolf Hitler escreveu a primeira
parte do livro Mein Kampf (Minha Luta), que se
tornou o “livro sagrado” do nazismo. Nesse livro Hitler
expõe as bases da sua doutrina: com ideias
antissemitas, racistas, antissocialistas, anticomunistas
e antidemocráticas.
4.2- AS PRINCIPAIS TESES DA
DOUTRINA HITLERISTA NO MEIN
KAMPF OU CARACTERÍSTICAS
ESPECÍFICAS DO NAZISMO:

- O arianismo ou a superioridade da
raça ariana: Hitler afirmava que o povo
alemão descendia de uma “raça
superior” (a raça ariana) e, por isso,
tinha o direito de dominar as “raças
inferiores” (semitas, eslavos, latinos,
negros, ciganos etc.);
- O antissemitismo: Hitler declarava que
os judeus (semitas) faziam parte de uma
“raça inferior”, sendo capazes de
corromper e destruir a pureza alemã. Os
casamentos entre judeus e alemães
deveriam ser proibidos, e os judeus,
aniquilados;
- O total fortalecimento do Estado: Hitler
defendia a total submissão do indivíduo
à autoridade soberana do Estado,
personificado na figura do Fuhrer
(“chefe”);
- O expansionismo: Hitler afirmava que o
povo alemão tinha direito de conquistar
seu espaço vital, expandindo
militarmente seu território.
4.3 - Governo de Hitler ou a ditadura nazista:

Em 1925, o general Paul Von Hindenburg, foi eleito presidente da Alemanha. Com a ajuda de
capital estadunidense, colocou em prática um programa de recuperação econômica e
fortaleceu a democracia no país. Mas com a crise de 1929, a situação se alterou profundamente.
Na Alemanha, a produção caiu, a inflação disparou e o desemprego trouxe consigo a fome, a
humilhação e a falta de esperança.
Nesse cenário deprimente, Hitler se apresentou como “salvador da pátria” e conquistou a
simpatia de milhões de alemães, entre os quais havia muitos militares e industriais. Em 30 de janeiro
de 1933, o presidente Hindenburg convidou Adolf Hitler para o cargo de chanceler (chefe de
governo) na Alemanha. Em agosto de 1934, com a morte do então presidente Hindenburg, o
chanceler Hitler assumiu também a presidência do país, tornando-se, então, o chefe absoluto da
Alemanha. O regime instituído por Hitler passou a ser chamado de Terceiro Reich (Terceiro Império
Germânico). O Partido Nazista representava, para a burguesia alemã, a solução para a crise do
sistema capitalista.
Os principais métodos utilizados pelo Nazismo foram a violência e a propaganda junto às
massas populares. O uso da violência contra os inimigos do nazismo ficava a cargo principalmente
da Gestapo (“polícia secreta do Estado”), dirigida por Heinrich Himmler.
A propaganda era conduzida por Joseph Goebbels, titular do Ministério da Educação do Povo
e da Propaganda, que exercia severo controle sobre as instituições educacionais e sobre os meios
de comunicação. Utilizando os métodos mais desonestos e sensacionalistas para divulgar a
doutrina nazista, Goebbels tinha, basicamente, a seguinte tese: “Uma mentira dita cem vezes
torna-se verdade”.
Em fevereiro de 1933, um incêndio premeditado pelos nazistas destruiu o Parlamento alemão. A
sociedade ficou indignada. O governo culpou os comunistas e, com isso, obteve respaldo para
perseguir os partidos de esquerda.
4.4- AS OLIMPÍADAS DE 1936, EM BERLIM:
Em 1936, os Jogos Olímpicos foram organizados em Berlim. Para Hitler e seguidores nazistas, as
Olimpíadas eram uma chance de mostrar ao mundo seu fortalecimento econômico e a crença
na superioridade da “raça ariana”. Assim, foram feitos grandes investimentos para a realização
do evento, como a construção de um estádio com capacidade aproximada de 100 mil pessoas.
No entanto, nem tudo saiu do jeito que Hitler desejava. Inicialmente, foi obrigado a aceitar na
equipe da Alemanha duas atletas alemãs de origem judia (elas não eram, na visão de Hitler,
“alemãs puras”). O Comitê Olímpico Internacional (COI) pressionou as autoridades nazistas com
uma ameaça: se elas fossem proibidas de participar, a Alemanha não sediaria os jogos.
Quem mais brilhou naqueles jogos não
foi nenhum “ariano puro”, de cabelos
loiros e olhos azuis, mas sim os atletas
negros estadunidenses que ganharam
todas as provas de atletismo. Entre eles
estava um neto de escravos, o
corredor negro Jesse Owens, que
ganhou quatro medalhas de ouro. No
salto em distância atingiu 8,06 m,
recorde olímpico por 24 anos. Hitler
estava presente no estádio, mas saiu
antes que a prova de salto terminasse.
A “estrela da festa” foi mesmo o atleta
Jesse Owens, cuja vitória é até hoje
lembrada como prova de que as
ideias racistas de Hitler não passam de
bobagens.
4.5 – A aliança nazifascistas:
Em 1936, formou-se o Eixo Berlim-Roma, aliança
político-militar entre a Alemanha e a Itália
(posteriormente, o Japão também a integrou). O
primeiro ato em conjunto dos dois regimes
totalitários foi intervir na guerra civil na Espanha
(1936 – 1939).
4.6- A política hitlerista de expansão pela Europa:
Desrespeitando as proibições do Tratado de
Versalhes, a Alemanha hitlerista passou a se
militarizar rapidamente. Em 1938, iniciou sua
política de expansão pela Europa, baseando-se na
tese do espaço vital (o povo germânico tinha
direito de expandir seu território para sustentar seu
desenvolvimento). Sua primeira investida foi contra
a Áustria, que conquistou sem disparar um tiro. Em
setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia, dando
início à Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).
4.7 – O antissemitismo nazista:
Um dos elementos centrais do nazismo era o antissemitismo, e Adolf Hitler conseguiu
com seu discurso mobilizar uma nação contra os judeus. O que começou como um
discurso tornou-se prática de terror quando os nazistas assumiram o poder na Alemanha,
em 1933.
Em 1935, foram decretadas leis antissemitas pelo governo alemão, as quais ficaram
conhecidas como Leis de Nuremberg. Essas leis excluíam os direitos de cidadania dos
judeus, proibindo-os de se casar com alemães (ditos arianos). A partir dessas leis, a
perseguição ao judeus consolidou-se na sociedade alemã, tanto na vida pública
quanto na privada.
O antissemitismo nazista se manifestou através do ódio, perseguição, tortura e
extermínio dos judeus. A princípio, os judeus tiveram seus bens confiscados e muitos
foram expulsos ou fugiram da Alemanha. Dentre os que permaneciam, havia também o
isolamento nos guetos e o uso como cobaias em experiências científicas.
Os nazistas procuravam jogar a sociedade contra os judeus,
apontados como financistas frios, comerciantes exploradores e
acusados de terem empregos melhores do que os dos alemães
“puros”. Ano após ano, a propaganda nazista divulgava que
os judeus eram pessoas “impuras”, cruéis e gananciosas.
Militantes nazistas faziam campanha nas ruas contra empresas
pertencentes a pessoas judias. Eram comuns as agressões a
judeus sem que a polícia as reprimisse.
As ações de violência antissemita culminaram na chamada
Noite dos Cristais. Na noite de 9 de novembro de 1938, em
diversas cidades alemãs e austríacas, os nazistas destruíram
milhares de residências e lojas pertencentes a judeus,
depredaram sinagogas e prenderam um grande número de
judeus. Muitos foram mortos. Os vidros despedaçados das
janelas deram nome a essa ação agressiva. Incrivelmente, a
comunidade judaica foi responsabilizada pela arruaça de que
foi vítima. Como resultado, os judeus foram expropriados de
seus negócios, obrigados a viver em áreas confinadas (guetos)
e a usar na roupa uma estrela amarela. Também foram
impedidos de freqüentar muitos locais. Assim, desenvolvia-se
uma política de segregação, que conduziria mais tarde ao
extermínio em massa dos judeus.
A História nos diz aonde essa perseguição e terror extremos
contra os judeus na Alemanha levou: ao Holocausto ou, na
terminologia utilizada pelos próprios judeus, Shoá. O Holocausto
foi a política de extermínio promovida pelos nazistas durante os
anos da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). Os nazistas
deram ao programa de extermínio dos judeus o nome de
“Solução Final”. O Holocausto dos judeus na Europa aconteceu
a partir de diferentes etapas: reclusão dos judeus em guetos,
campanhas de fuzilamento e aglomeração dos judeus nos
campos de concentração e de extermínio. Ao todo, seis
milhões de judeus foram mortos pelos nazistas.
5- Movimentos fascistas em outros países
(difusão do totalitarismo):
As doutrinas totalitárias de inspiração
nazifascistas tiveram repercussão em diversas
partes do mundo. Foi o caso, por exemplo, da
Espanha, de Portugal e mesmo do Brasil.
5.1- Espanha – o franquismo:
Na Espanha, o general Francisco Franco
(1892 – 1975), apoiado pela burguesia
conservadora (proprietários de terra, alto clero
e setores do exército), reuniu forças para lutar
contra a república espanhola, instalada desde
1931. Teve início uma sangrenta guerra civil
(1936 – 1939). Hitler e Mussolini, juntos,
enviaram soldados e armamentos para a
Espanha a fim de ajudar os fascistas liderados
por Franco a derrubar o governo republicano
eleito democraticamente pelo povo espanhol.
A Guerra Civil espanhola (1936 – 1939)
matou 750 mil pessoas e foi vencida pelas
forças do general Franco, que se aproveitou
para instalar no país uma brutal ditadura (o
franquismo). A democracia só foi estabelecida
na Espanha em 1976, com a volta das eleições
e da monarquia parlamentar.
5.2- Portugal – o salazarismo:
Outro exemplo de Fascismo foi o
salazarismo, nome pelo qual ficou
conhecida a ditadura instalada em
Portugal pelo professor de economia
Antônio de Oliveira Salazar, entre 1933
e 1974.

5.3- Brasil – o integralismo:


No Brasil, as ideias fascistas
inspiraram a criação da Ação
Integralista Brasileira (AIB), cujo chefe
supremo era o escritor e jornalista
Plínio Salgado. O fascismo à brasileira
foi chamado de integralismo (1932 –
1938).
REFERÊNCIAS
- ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das
Letras, 2012.
- BERTONHA, João Júlio. Fascismo, nazismo, integralismo. São Paulo: Ática,
2000.
- BLINKHORN, Martin. Mussolini e a Itália fascista. São Paulo: Paz e Terra,
2010.
- EVANS, Richard J. O Terceiro Reich no poder. São Paulo: Planeta, 2014.
-MOCELLIN, Renato. O nazismo. São Paulo: FTD, 1999.

SUGESTÕES DE FILMES
-A onda
-O menino de pijama listrado
-O grande ditador: direção de Charles Chaplin
-A Lista de Schindler
- A queda

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