Você está na página 1de 12

Modos Eclesiásticos 

Fala Ciro, tudo bem? Gostaria que você desse uma


breve explicação sobre os modos e seus usos e,
sugerisse bons livros e vídeo aulas a respeito do
assunto, valeu xD (anônimo, via formspring.me)
Vou usar parte de um texto que escrevi sobre o assunto em uma matéria na
Guitar Player:

“A organização dos modos Eclesiásticos é normalmente atribuída ao Papa


Gregório I, e por isso também são chamados de modos Gregorianos ou de
modos Litúrgicos. Formaram o sistema que durou até o final da
Renascença, no início do século XVII. O sistema inicialmente tinha oito
modos, quatro autênticos e quatro plagais, e por isso era chamado de
Oktoechos. Os modos autênticos eram aqueles que iniciavam com a
fundamental e os modos plagais iniciavam uma quarta abaixo de sua
fundamental, portanto a diferença entre eles é que a tessitura dos modos
plagais é mais grave.

O primeiro modo era chamado de Protus e começava com a sua


fundamental, a nota Ré. O segundo modo era o Protus Plagal que
começava com a nota Lá, uma quarta abaixo de sua fundamental. O
terceiro modo era chamado de Deuterus e começava com a sua
fundamental, Mi. O quarto modo era o Deuterus Plagal que começava com
a nota Si, uma quarta abaixo de sua fundamental. O quinto modo era
chamado de Tritus e começava com a sua fundamental, Fá. O sexto modo
era o Tritus Plagal que começava com a nota Dó, uma quarta abaixo de
sua fundamental. O sétimo modo era chamado de Tetradus e começava
com a sua fundamental, Sol. O oitavo modo era o Tetradus Plagal que
começava com a nota Ré, uma quarta abaixo de sua fundamental. Entre os
séculos IX e X os modos foram rebatizados com os nomes dos antigos
modos Gregos (porém com a ordem trocada). Protus, Deuterus, Tritus e
Tetradus passaram a chamar Dórico, Frígio, Lídio e Mixolídio
respectivamente, e os modos plagais passaram a ter o prefixo “hipo” e
portanto passaram a chamar Hipodórico, Hipofrígio, Hipolídio e
Hipomixolídio. Veja na figura abaixo os modos do sistema Oktoechos:
Henrique Glareanus publicou em 1547 seu livro chamado Dodecachordon,
que incluiu quatro novos modos no sistema: O Eólio, que era o modo
autêntico de Lá; o Hipoeólio, que começava em Mi, quarta abaixo de sua
fundamental; o Jônio, que era o modo autêntico de Dó; e o Hipojônio, que
começava em Sol, quarta abaixo de sua fundamental. Veja esses quatro
modos a seguir:

Após a formação do sistema tonal, os modos foram condensados na escala


maior e na escala menor. No entanto a partir do século XX reapareceram
com texturas diferentes daquelas que foram utilizadas na Idade Média e
no Renascimento e com algumas modificações: passaram a ser sete modos
organizados a partir do modo Jônio, ao invés do Dórico; os modos plagais
desapareceram; o modo Hipofrígio passou a se chamar Lócrio; e eles são
transpostos para qualquer tonalidade.”

Como disse nesse texto acima, os modos fazem parte de um sistema antigo,
anterior ao tonal, mas que acabou renascendo na música popular. Dessa
maneira entende-se que cada grau da tonalidade condensa um dos modos,
ficando o Jônio condensado no I grau, o Dórico no II grau, o Frígio no III
grau, o Lídio no IV grau, o Mixolídio no V grau, o Eólio no VI grau e o
Lócrio no VII grau. Isso quer dizer que se você tocar a escala de Dó Maior
sobre seu II grau (Ré menor) ela soaria como um “Dórico”. Esse conceito é
muito diferente do sistema modal original.

Não conheço bons livros sobre modos aplicados à improvisacão, mas sobre
o sistema modal do renascimento tem um que eu gosto muito: Counterpoint
– The Polyphonic Vocal Style of the Sixteenth Century, de Knud Jeppesen
(só tem em inglês). Esse é um livro de contraponto mas tem uma excelente
introdução que fala sobre a história do contraponto e sobre os modos
Eclesiáticos.

Modos Eclesiásticos e formação do sistema tonal


Na verdade o que aconteceu na passagem do sistema modal para o tonal
não foi bem uma eleição dos modos Jônio e Eólio como modelos das
escalas tonais. Eu sei que muitos professores de teoria e de história da
música colocam esse assunto dessa maneira, como se em algum ponto da
história os músicos e compositores tivessem escolhidos esses dois modos
para seguir em frente na evolução do sistema, mas isso é um truque
didático que peca pela falta de exatidão.

Como disse em um post anterior

( https://cirovisconti.wordpress.com/2010/06/26/modos-eclesiasticos/ ) o
sitema dos modos eclesiásticos teve duas fases: a primeira com oito modos,
chamada Oktoechos; e a segunda com doze modos, na qual foram incluídos
o modo Jônio e Eólio. Como esses dois modos foram incluídos apenas no
séc. XVI, próximo ao final do período modal, podemos imaginar que tal
inclusão já seja uma consequência do início desta transição, ou seja, a
formação do Jônio e do Eólio já pode ser encarada como uma antessala
para as escalas maior e menor.

No livro Counterpoint: The Polyphonic Vocal Style of the Sixteenth


Century, de Knud Jeppesen é explicado de forma bem detalhada como os
modos estavam organizados no século XVI, o século da transição entre os
sistemas. Nesse período cada modo tinha sua própria sensível artificial com
a qual era feita a cadência. Dessa forma a cadência do modo Dórico era
Dó# – Ré, e além disso a nota Sib era usada em diversas passagens. A
cadência do modo Mixolídio era Fá# – Sol, e a nota Sib também era usada
nesse modo. No modo Eólio a cadência era Sol# – Lá, e apesar da nota Sib
não ser utilizada nesse modo, em muitas passagens a nota Fá# aparecia para
evitar o passo aumentado entre a sexta e sétima nota (O Schoenberg
também descreve o modo Eólio dessa forma no capítulo sobre o modo
menor do “Harmonia”). No modo Jônio a cadência era obviamente Si – Dó,
mas também nesse modo a nota Sib era usada em algumas passagens.
Portanto a cadência perfeita poderia ser feita em todos os modos!

REPORT THIS AD

A conclusão que eu tiro disso é que na verdades todos os modos se


condensaram no sistema tonal, não só o Jônio e o Eólio. Na verdade todos
os modos foram ficando tão parecidos que acabaram se transformando em
outro sistema. Veja que se somarmos todas as possibilidades de notas
descritas acima teremos além da escala de Dó maior, a escala de Lá menor
(nas 3 versões), a escala de Fá maior, de Ré menor (nas 3 versões) e a de
Sol Maior, escalas que abrangem 3 regiões do círculo de quintas. Por isso
penso que todos os modos foram condensados dando origem ao sistema
tonal, e não apenas as tonalidades de Dó maior e Lá menor.

MODOS AUTÊNTICOS E PLAGAIS

Manuscrito com sistema notacional neumático, no trecho central em letras


menores.

Moteto escrito no sistema notacional dásio.

Guido d'Arezzo: hino Ut queant laxis, escrito na pauta inventada por ele,
com uma transcrição para notação moderna ao lado.
Todas as melodias eclesiásticas gregorianas se encaixam numa das
classificações de um sistema organizado em modos, diretamente derivado
dosmodos gregos, que eram padrões básicos para ordenar as notas
dentro de uma escala diatônica. Todos os modos abrangiam apenas
uma oitava cada um, e possuíam uma nota de importância central,
a dominante, que fornecia uma espécie de centro de gravidade em torno
do qual se estruturava a melodia, e uma nota chamada de final, onde
necessariamente a melodia deveria encerrar. Os modos se dividiam em
dois grupos, quatro sendo considerados autênticos e quatro deles
derivados, os plagais ou falsos, que tinham a mesma final mas outra
dominante e se desenvolviam dentro de uma oitava diferente. Como
exemplo, o primeiro modo autêntico iniciava e terminava suas melodias
na nota ré, sua dominante era o lá uma quinta acima e se desenvolvia
entre ré e ré. Seu modo derivativo, o primeiro plagal, se desenvolvia na
oitava de lá a lá, tinha sua final em ré e sua dominante em fá. A
diferença prática mais evidente entre os modos era que a posição relativa
dos semitons na escala diatônica variava, o que contribuía para dar a
cada modo uma atmosfera sonora especial.[9]
Em algum momento do século IX os compositores deram um passo
crucial para o futuro desenvolvimento da música do ocidente
introduzindo uma segunda linha melódica ao canto gregoriano. De
início essa segunda voz, avox organalis, imitava a linha original nota a
nota, mas sendo cantada no intervalo de uma quarta abaixo da melodia
principal, e esta técnica foi chamada de organum.[9] Entretanto,
os organa iniciavam e terminavam com ambas as linhas em uníssono, de
forma que para alcançar o intervalo de quarta e também para terminar a
peça era necessário um pequeno movimento não-paralelo, sendo esta a
tímida origem do contraponto.

MODOS GREGOS = DÓRICO-FRÍGIO-LÍDIO-MIXOLÍDIO

O estilomusical adotado pelos Gregos, consistia na Escala


começando do agudo para o grave. Posteriormente na Idade
Média, com uma interpretação de maneira errônea, as escalas
passaram a ser do grave para o agudo.
A concepção da terminologia corrente do Sistema Modal destoa
completamente do Sistema Modal da Grécia Antiga. O principal
responsável pela confusão dos Modos foram Ambrósio, Papa
Gregório e posteriormente Glareanus que modificou os nomes
dos Modos: o modo Lídio da Grécia Antiga passa a ser Jônio, o
Frígio passa a ser Dórico, etc. O Ocidente adotou, então, essa
nova forma dos modos. Outra confusão foi aplicada, também,
quanto aos Modos Autênticos e Plagais. Na Grécia Antiga, o
Modo Plagal, situava-se uma Quarta acima, enquanto para
Gregório passa a situar-se uma Quinta acima do respectivo
Modo Autêntico.

Modos autênticos e plagais


No canto medieval, sobretudo na salmódia (canto dos salmos) se
diferenciava entre os tons autênticos e plagais. [1] Se uma música dórica
tem o âmbito de Ré até o outro Ré, o modo é autêntico. Mas se fosse
assim que a melodia começasse em Ré e fosse em cima dele e também
uns três ou quatro tons para baixo dele, assim que o Ré ficasse no meio,
o modo continuaria dórico, mas seria classificado mais exato como
hipodórico. "Hipo" é grego e significa "em baixo", porque a melodia vai
também em baixo.[2]
Na salmodia (canto dos salmos) o tom da recitação, onde se cantam
normalmente muitas sílabas no mesmo tom, é muito importante. Os
cantores treinados na salmodia sabem logo a maneira como cantar se o
maestro exige, por exemplo, o terceiro tom. Eles recitam a maioria do
texto no tom da repetição (repercussa, tuba ou também chamado de
dominante) e finalizam no tom da tônica. Teve na época medieval os 8
tons que coincidem com os números na imagem, e mais um nono tom
misto chamado de "tonus peregrinus". Todos os modos plagais recebiam
o prefixo "hipo". Em algumas igrejas a salmódia é praticada até hoje,
por exemplo na igreja católica, embora que talvez muitos católicos nem
a conhecem

Os Bizantinos deram o nome de PLAGAIS aos modos


que correspondiam aos Modos HIPOS dos Gregos.     
Ele foram aceitos por escritores ocidentais como
Boécio(475 a 520) e Alcuíno (735 a 804).
A diferença final foi a nomenclatura usada por cada por
cada Modos.  
Os Modos PLAGAIS dos Bizantinos principiando uma
Quarta abaixo de seus respectivos Modos (Ré-Mi-Fá-
Sol) ou seja:- Hipodórico-Hipofrígio-Hipolídio-
Hipomixolídio, tinham seus Modos Autênticos iniciando
em Ré-Mi-Fá-Sol (Ordem Ascendente).
Os Modos HIPOS dos Gregos (Ordem Descendente)
iniciavam os Modos Autênticos em Mi-Fá-Sol-Lá.
HIPO = Prefixo usado com os nomes dos Modos Eclesiásticos, para indicar suas
formas Plagais, como se segue:

Hipoeólio - em Lá - âmbito Mi-Mi;


Hipodórico - em Ré - âmbito La-La;
Hipojônico - em Dó - âmbito Sol-Sol;
Hipolídio - em Fá - âmbito Do-Dó ou Dó-Ré;
Hipomixolídio - em Sol - âmbito Ré-Ré ou Dó-Mi;
Hipofrígio - em Mi - âmbito Si-Si ou La-Dó. 

Todas melodias Eclesiásticas Gregorianas se encaixam em um sistema


organizado chamado de Modos Gregos. 
Todos os Modos abrangiam apenas a uma oitava cada um, e possuíam
uma nota de im portância Central, a Dominante, que fornecia uma
espécie de centro de Gravidade em torno do qual se estruturava a
Melodia, e uma nota Final onde necessariamente ela deveria se encerrar.
Em algum momento do século IX, os compositores, deram um passo
crucial para o futuro desenvolvimento da música do Ocidente, na qual,
introduziram uma segunda linha melódica ao Canto Gregoriano.
De início essa segunda voz, a Vox Organalis, imitava a linha Original
nota a nota, mas, sendo cantada no intervalo de uma Quarta abaixo de
Melodia Principal e esta técnica foi chamada de ORGANUM.
Entretanto, os Organas iniciavam e terminavam com ambas as linhas em
Uníssono, de forma que para alcançar o intervalo de Quarta e também
para terminar a peça era necessário um pequeno movimento não
Paralelo, sendo esta a tímida origem do Contraponto.Os modos se
dividiam em dois grupos, quatro sendo considerados autênticos e quatro deles
derivados, os plagais ou falsos, que tinham a mesma final mas outra dominante e se
desenvolviam dentro de uma oitava diferente. Como exemplo, o primeiro modo
autêntico iniciava e terminava suas melodias na nota ré, sua dominante era
o lá uma quinta acima e se desenvolvia entre ré e ré. Seu modo derivativo, o
primeiro plagal, se desenvolvia na oitava de lá a lá, tinha sua final em ré e sua
dominante em fá. A diferença prática mais evidente entre os modos era que a posição
relativa dos semitons na escala diatônica variava, o que contribuía para dar a cada
modo uma atmosfera sonora especial

MODOS GREGOS - ORIGINAIS E SUBORDINADOS


As origens do nosso atual sistemade notação musical foram
notavelmente humilde. A notação dos gregos era baseada em seu
alfabeto, mas, com o tempo não chegou a consolidar-se. As primeiras
tentativas (neumas) foram vagas. com o crescimento   dos neumas
persistiu uma considerável imprecisão, pois dependia das interpretações
dos interpretes ou cantores.
Os Bizantinos formularam 4 modos principais e 4 modos subordinados,
começando uma quarta abaixo de seus respectivos modos principais.
Os Gregos formularam 4 modos principais e 4 modos subordinados
começando uma quinta abaixo dos seus respectivos modos principais.
O que predominava em relação aos modos era a posição dos semitons
em que estavam colocados em seus modos principais.
Podemos verificar que alguns modos com nomes deferentes, como por
exemplo Dórico e Hipomixolídio, Hipodórico e Eólio, parecem identicos,
mas, o que define a diferença é a sua nota de finalização.

TODO SOM IDÊNTICO VIBRA POR SIMPATIA (SONS IDÊNTICOS)


-Modulação dos gregos - Ciclos das 5ªs.)
 Saía de uma regra (Modos Gregos) e usavam o ciclo das 5ªs (Jogo das relações
matemáticas mais  simples, que influenciou a Idade Média e Renascença.
-Modulava na relação mais próxima (partindo de qualquer ponto). Criou o ciclo das
5ªs.
-Todo som tende a caminhar para uma 4ª Justa Ascendente. (DO  FA  SIb, etc.)
DÓRICO -CENTRO DA PRODUÇÃO GREGA.
- 700 a.C. - cálculo de cada som na escala (PITÁGORAS).
  Só 800 anos depois de Cristo é que foi escrito as idéias de Pitágoras.
 CLEONIDES - Música Grega era organizada século 2 depois de Cristo. Escreve um
Tratado resumindo as idéias de Aristóxeno (330 a.c.)
  
TETRACORDE GREGO VIRA VIRA ESCALA DE MODO FRÍGIO (1°
FRAGMENTO MELÓDICO) 

DACI foi o iniciador do Canto e Escala (Organização da música).

JOGOS OLÍMPICOS
Os Jogos Olímpicos decorriam no santuário de Zeus em Olímpia que era
feito de mármore cristalizado situado na região ocidental do Peloponeso,
a cerca de 15 quilômetros do Mar Jônio, próximo da confluência dos rios
Alfeus e Cladeos. Este santuário retira o seu nome ao Monte Olimpo
(que se situa longe do local, na Tessália, norte da Grécia), ponto mais
elevado da Grécia continental e que era na mitologia grega a residência
das divindades.
O núcleo de Olímpia era o Áltis, um bosque sagrado. No centro do
bosque existia um templo em estilo dórico dedicado a Zeus, que foi
construído entre 468 e 456 a.C., em cujo interior se encontrava uma
estátua colossal do deus da autoria de Fídias e que era considerada uma
das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

Os participantes

Atletas
Não poderiam participar nos jogos os estrangeiros (os "bárbaros"
segundo a mentalidade grega), os escravos e as mulheres. Conta-se o
caso de uma mulher que, vestida com roupas masculinas, disfarçou-se de
treinador para entrar no ginásio e ver seu filho lutar. O filho venceu a
prova e a mãe, comemorando a vitória, deixou cair seu disfarce.
Descobriram que era mulher.
Os atletas eram de uma forma geral oriundos das classes mais
favorecidas e tinham sido iniciados no desporto desde tenra idade. Não
vinham apenas da Grécia continental, mas de todos os pontos do mundo
grego que na Antiguidade incluía as colônias espalhadas pelas costas do
Mediterrâneo e do Mar Negro. Os vencedores eram alvo da homenagem
da sua cidade: poderiam receber alimentação gratuita, terem estátuas
erguidas em sua honra e serem cantados pelos poetas

MODOS GREGO 
O estilomusical adotado pelos Gregos, consistia na
Escala começando do agudo para o grave.
 
  MODOS GREGORIANOS
 
Posteriormente na Idade Média, com uma
interpretação de maneira errônea, as escalas
passaram a ser do grave para o agudo.
A concepção da terminologia corrente do Sistema
Modal destoa completamente do Sistema Modal da
Grécia Antiga. O principal responsável pela confusão
dos Modos foram Ambrósio, Papa Gregório e
posteriormente Glareanus que modificou os nomes dos
Modos: o modo Lídio da Grécia Antiga passa a ser
Jônio, o Frígio passa a ser Dórico, etc. O Ocidente
adotou, então, essa nova forma dos modos. Outra
confusão foi aplicada, também, quanto aos Modos
Autênticos e Plagais. Na Grécia Antiga, o Modo Plagal,
situava-se uma Quarta acima, enquanto para Gregório
passa a situar-se uma Quinta acima do respectivo
Modo Autêntico.
  Os modos se dividiam em dois grupos, quatro sendo considerados
autênticos e quatro deles derivados, os plagais ou falsos, que tinham a
mesma final mas outra dominante e se desenvolviam dentro de uma
oitava diferente. Como exemplo, o primeiro modo autêntico iniciava e
terminava suas melodias na nota ré, sua dominante era
o lá uma quinta acima e se desenvolvia entre ré e ré. Seu modo
derivativo, o primeiro plagal, se desenvolvia na oitava de lá a lá, tinha
sua final em ré e sua dominante em fá. A diferença prática mais evidente
entre os modos era que a posição relativa dos semitons na escala
diatônica variava, o que contribuía para dar a cada modo uma atmosfera
sonora especial.

GRÉCIA ANTIGA - CARACTERÍSTICAS

 
TRATADOS

 -GUIDO D AREZZO-(c.991;após 1033)- Teórico da música - Tratado


Micrologus  é o primeiro tratado completo sobre prática musical (música
polifônica e do cantochão)- notação precisa de alturas definidas por
letras (Claves), e uma técnica de canto à primeira leitura, baseada nas
sílabas : ut-ré-mi-fá-sol,lá. Ao lado de Boécio, foi o manual mais
copiadoe lido na Idade Média.

-GLAREANUS, HENRICUS-Teórico erudito(aborda elementos da música, a


solmização e os Oitos Modos. Sua contribuição notável reside na
exposição feita por Glareanus  de seu novo Sistema Modal, em que
quatro Modos : o Jônico, o Hipojônico, o Eólio e o Hipoeólio foram
acrescentados aos Oitos Modos Medievais.

Você também pode gostar