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AO JUÍZO DA __VARA CÍVEL DA COMARCA DE BELÉM-PA

ARTHUR SILVA, nacionalidade (xxx), estado civil (xxx), profissão (xxx), inscrito no
CPF de nº (xxx), e RG de nº (xxx), E-mail (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx),
nº (xx), Bairro: (xxx), Cidade: (xxx), Estado: (xxx), CEP: (xxx); por intermédio dos
seus advogados legalmente constituídos, conforme instrumento procuratório em anexo,
os quais recebem intimações e quaisquer comunicações no seu escritório jurídico
localizado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro: (xxx), Cidade: (xxx), Estado: (xxx), CEP:
(xxx); recebendo comunicações virtuais (E-mail) no endereço eletrônico (xxx), vem à
presença de Vossa Excelência, fundamentado nos artigos 1.210 e 1.228 do Código Civil
Brasileiro, e artigos 560 e 561, incisos I e II do Código de Processo Civil, propor a
pressente

AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE COM PEDIDO DE LIMINAR

em face MARIA SILVA, nacionalidade (xxx), estado civil (xxx), profissão (xxx),
inscrita no CPF de nº (xxx), e RG de nº (xxx), E-mail (xxx), residente e domiciliado na
Rua (xxx), nº (xx), Bairro: (xxx), Cidade: (xxx), Estado: (xxx), CEP: (xxx); pelos fatos
e fundamentos que passa a expor:
DOS FATOS

O AUTOR é legítimo proprietário de um imóvel urbano localizado na Rua


(xxx), nº (xx), Bairro (xxxxx), no Estado (xxxxx), e matriculado junto ao registro de
imóveis da __ Zona desta Comarca sob nº (xxx).

O AUTOR, foi casado com a RÉ durante o período de 10 (dez) anos, ao se


divorciarem, ambos optaram pela separação total de bens, no entanto, em virtude da
falta de renda da RÉ, o autor decidiu sair de sua residência, permitindo que a RÉ
permanecesse residindo no local até encontrar uma atividade laboral que a possibilitasse
custear o pagamento de aluguel de uma outra residência.

Ocorre que, passados 03 (três) anos do ocorrido, a RÉ não tomou nenhuma


iniciativa de mudar-se do imóvel. Por conta disso, o AUTOR notificou a RÉ de forma
extrajudicial requerendo a desocupação e devolução do imóvel no prazo de 15 (quinze)
dias, porém, a RÉ não obedeceu a determinação extrajudicial.

Tendo o prazo expirado, e não havendo interesse em acordo entre as partes, não
vislumbrando alternativas o AUTOR, recorre aos meios judiciais para satisfazer seus
direitos ora corrompidos pela RÉ.

DO DIREITO

O caso em questão trata de posse precária da RÉ, pois se originou de um ato de


generosidade do AUTOR, que permitiu que a RÉ, que no momento de concessão do
bem não tinha condições financeiras favoráveis para mudar-se para um novo imóvel,
usufruísse da propriedade sem, contudo, renunciar à condição de titular dos direitos
sobre o imóvel. E, sendo a posse um atributo direto e indiscutível da propriedade,
aquele que a detém possui a garantia e direito de exercê-la. Conforme versa o artigo
1.210 do Código Civil Brasileiro:

Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse


em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de
violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

O que se nota é que, findo o vínculo matrimonial, a RÉ insiste na ocupação do


que não lhe pertence, devendo prevalecer a melhor posse do AUTOR que é o legítimo
proprietário do bem, pois, conforme dispõe o artigo 1.228 do Código Civil, aquele que
tem propriedade sobre a coisa é legítimo a usar, gozar e dispor da res, caracterizando os
poderes inerentes à propriedade, segue:

Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e


dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem
quer que injustamente a possua ou detenha.
Ao solicitar à RÉ a desocupação e devolução do imóvel de propriedade do
AUTOR, o mesmo se deparou com o descumprimento da solicitação, demonstrando
assim o esbulho, caracterizado pela má fé da RÉ diante da generosidade do AUTOR que
cedeu o imóvel de livre vontade e com o intuito de ajudar a RÉ a se estabilizar
financeiramente antes de alugar um imóvel para residir, e também ao se identificar a
perda da posse do imóvel, restando da RÉ a posse viciada e precária. O Código de
Processo Civil – CPC, em seu artigo 560, ainda legitima a ação proposta ao dispor que:

Art. 560. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em


caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho.

Conforme regula o artigo 561, em seus incisos I e II do CPC, para que seja
acatada a ação de reintegração de posse, é necessário que o AUTOR comprove a posse
do bem, assim como a turbação ou esbulho praticado pela RÉ. No caso em questão, tais
comprovações se dão por meio: da Escritura Particular, anexada a esta peça inicial, que
indica que o AUTOR é proprietário legítimo do bem, e dado que a RÉ descumpriu
intimação extrajudicial requerendo a desocupação e devolução do imóvel.

Art. 561. Incumbe ao autor provar:


I - a sua posse;
II - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu;

Dispõe o artigo 562 do CPC, que uma vez que devidamente instruída a inicial o
juiz deferirá o pedido de liminar de reintegração de posse sem a prévia oitiva da parte
contrária. Por isso, estando esta inicial de acordo com o que requisita o artigo
anteriormente mencionado, é direito do AUTOR o deferimento de liminar de
reintegração de posse do imóvel em questão. Conforme dispositivo legal:

Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o


juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado
liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário,
determinará que o autor justifique previamente o alegado,
citando-se o réu para comparecer à audiência que for
designada.

DOS PEDIDOS

Diante de todo exposto, vem o AUTOR em busca da segura tutela jurisdicional,


requerer:

a) O deferimento de liminar de reintegração de posse do imóvel questão, sem a


oitiva da prévia da parte contrária, a ser cumprida por oficial de justiça,
facultando-lhe a utilização de força policial e ordem de arrombamento.
Conforme previsão legal disposta nos artigos 560 e 562 do CPC;
b) Subsidiariamente, caso Vossa Excelência entenda necessária a audiência de
justificação nos termos da segunda parte do artigo 562 do Novo Código de
Processo Civil;

c) Que a RÉ seja condenada, em sentença, à reintegração definitiva do imóvel ao


AUTOR;

d) Que a RÉ seja condenada ao pagamento das custas processuais e honorários


sucumbenciais nos termos do art. 85, caput e in fine do Novo CPC Brasileiro;

f) Requer-se a citação da RÉ para, caso queira, contestar a ação no prazo, conforme


artigo 564 do Novo CPC, oferecendo a defesa que tiver sob pena de confissão e
efeitos da revelia (art. 344 do Novo CPC), bem como comparecer à audiência de
justificação, nos termos do artigo 562, segunda parte, do Novo Código de
Processo Civil.

DAS PROVAS

Protesta provar tudo aqui alegado, por todos os meios de prova em Direito
admitidos, sem exceção, notadamente a documentação juntada à presente petição, o que,
desde já, requer o deferimento, e especialmente, depoimento pessoal das partes que
compõe esta ação, sob pena de confissão, assim como, juntada de novos documentos e
outras admitidas em direito.

DO VALOR DA CAUSA

Dá-se a causa o valor de R$ (xxx) (pelo menos um salário mínimo, por conta da ação
ser de obrigação de fazer).

Termos em que pede e espera deferimento.

Belém, (dia xx) (mês xxx), (ano xxx).

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
[NOME DO ADVOGADO]
xxxxxxxxxx
[NÚMERO DA OAB E SECCIONAL DE REGISTRO]

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