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MUNDI - UNIVERSO EDUCACIONAL Módulo I - Eletricidade Básica

Capítulo 06

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES Associação em Paralelo

Para analisarmos um circuito elétrico, na maioria das vezes Uma associação de resistores é um paralelo, quando todos
é conveniente representar um trecho complexo, com estiverem submetidos à mesma diferença de potencial.
diversos resistores, por um único resistor cuja resistência
equivale à do circuito. Teremos então a resistência
equivalente do circuito.

Podemos associar dois ou mais resistores em série ou em


paralelo.

Associação em Série

Vamos nos fixar em três resistores apenas. Dizemos que


a associação é em série, quando pelos resistores passa a A tensão total entre os pontos A e B do circuito é U.
mesma corrente.
A intensidade total da corrente isubdivide-se por todos os
resistores.

i = i 1 + i2 + i3

Aplicando-se a primeira lei de ohm para o circuito, com


A tensão total entre os pontos A e B do circuito é Ur.
raciocínio análogo à associação em série, temos:
A resistência equivalente é uma única re­
1/R = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3
é percorrida pela mesma corrente ique percorre a
associação.
Quando apenas dois resistores de resistências R1 e
A relação entre a tensão total UT e as tensões em cada
R2, estiverem associados em paralelo, a resistência
resistência é:
equivalente será:
UT = U1 + U2 + U3
R = R1.R2 (R1+ R2)
Aplicando-se a primeira lei de ohm para cada resistor e
Associação Mista
para o circuito total,temos:
Como o próprio nome diz, é a combinação das duas
U1 = R1.i
associações. Não existe uma maneira específica para
resolvê-la. Devemos considerar os tipos de associação de
U2 = R2.i
forma separada.
U3 = R3.i
TRANSFORMAÇÕES DELTA-ESTRELA (Δ-Y) E ESTRELA-
UT = R.i
DELTA (Y-Δ) (OU TRIÂNGULO-ESTRELA E ESTRELA-
TRIÂNGULO)
Substituindo-se na igualdade acima, temos:
Redes com estas configurações são redes de três vértices,
R.i = R1.i + R2.i + R3.i
necessitando, portanto, de três equações para determinar
a sua equivalência.
Concluímos que: R = R1 + R2 + R3
Estas duas configurações são equivalentes. Em 1899, Arthur
Portanto, a resistência equivalente para a associação de
E. Kennelly deduziu suas equações de transformação.
resistores em série, é o somatório das mesmas.

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Transformação delta-estrela (Δ-V) RAB = (Ra . Rb + Rb . Rc + Rc . Ra) / Rc

São conhecidos os valores das resistências do triângulo RBC = (Ra . Rb + Rb . Rc + Rc . Ra) / Ra


(delta), com vértices A, B e C. Na ligação equivalente
em estrela, surge um ponto central. Cada resistência RCA = (Ra . Rb + Rb . Rc + Rc . Ra) / Rb
na estrela é a ligação desse ponto central com o vértice
respectivo no triângulo. Exemplo:

Dados R 0 = 3 O, R, = 6 Q e R, = 18 O, calcular

Utilizando-se as equações acima, temos:

RAB = (3.6 + 6.18 + 18.3) / 18 = 10 Ω

RBC = (3.6 + 6.18 + 18.3) / 3 = 60 Ω


Ra = RAB . RCA / (RAB + RCB + RCA)
RCA = (3.6 + 6.18 + 18.3) / 6 = 30 Ω
Rb = RAB . RBC / (RAB + RCB + RCA)
Nesse exemplo, foram utilizados os valores encontrados
Rc = RBC . RCA / (RAB + RCB + RCA) no exemplo anterior e observadas as mesmas posições.
Foram obtidos os mesmos valores de resistências do
Exemplo: primeiro exemplo
Curto-circuito
Dados RAB = 10 Ω. RCA = 30 Ω e RBC= 60 Ω, calcular Ra, Rb e
Rc. O curto-circuito ocorre quando dois pontos de potenciais
elétricos (tensões) diferentes são interligados por uma
Utilizando-se as equações acima, temos: resistência muito pequena (praticamente nula).

Ra = 10 . 30 / (10 + 60 + 30) = 3Ω Pela primeira lei de ohm, temos: I= V/R.

Rb = 10 . 60 / (10 + 60 + 30) = 6Ω Se a resistência for quase zero, na expressão acima


teremos um valor de tensão dividido por um valor
Rc = 60 . 30 / (10 + 60 + 30) = 8Ω extremamente pequeno, dando como resultado um valor
de I extremamente grande.
Transformação estrela-delta (Y-Δ)
Para tensões muito pequenas, como por exemplo, em
São conhecidos os valores das resistências da estrela com circuitos com pilhas de 1,5V, pode não ocorrer grandes
vértices a, b e c. Serão determinadas as resistências do problemas; apenas a descarga das pilhas. Entretanto
triângulo equivalente. para valores maiores de tensão, como num prédio, casa
ou indústria, isto provocará um grande aquecimento nas
instalações elétri­cas causando muitos problemas. Para
que isso seja evitado, são instalados os dispositi­vos de
proteção.
LEIS DE KIRCHHOFF

As leis de Kirchhoff, juntamente com a primeira lei de Ohm,


permitem analisar um circuito elétrico, isto é, calcular as
correntes, tensões e potências em seus componentes.

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Definições Lei dos Nós

--Rede Elétrica: é qualquer conjunto de A soma das intensidades de corrente que chegam a um nó
elementos de circuito, associados - na figura é igual à soma das intensidades que saem do mesmo nó.
acima temos um exemplo de rede elétrica, com
geradores, receptores e resistores associados. Essa lei deve ser aplicada tantas vezes quantos forem os
nós, menos uma. Na rede anterior temos dois nós, A e B.
Devemos aplicar a lei uma vez. Escolhamos o nó B.
O receptor ainda não foi estudado, entretanto é bom
lembrar que no gerador a corrente elétrica sai do seu pólo I3 = I1 + I2 (eq. 1)
positivo e entra no seu pólo negativo. Quando ocorre o
inverso, o elemento não atua como gerador, mas sim, Temos assim a primeira equação. Como são três icógnitas
como receptor, que será objeto de estudo nos próximos (I1, I2 e I3), precisamos de mais duas equações.
capítulos.
Lei da Malhas
--Nó: é um ponto comum a três ou mais
condutores - no circuito acima, pontos B e E. Numa malha, a soma algébrica das tensões é igual à soma
algébrica dos produtos das resistências pelas respectivas
--Ramo: é um trecho do circuito limitado por intensidades de corrente.
dois nós consecutivos - ramos BCDE, BE e
BAFE.

--Malha: é um circuito fechado, constituído


por, pelo menos, dois ramos - ABE­FA, BCDEB,
ABCDFA (malha externa)

Resolução da Rede Percorrem-se cada uma das malhas, segundo um


sentido arbitrário (horário ou anti-horário). Quando o
Verificamos na rede acima, que não se conhece o sentido e sentido de percurso entra pelo pólo positivo do gerador ou
nem a intensidade da corrente pelos diversos elementos. receptor,atribui-se um sinal negativo à tensão. O produto
das resistências pelas correntes será positivo quando o
Desse modo, não é possível saber quais elementos são sentido de percurso coincidir com o sentido da corrente.
geradores ou receptores. Caso contrário, o produto será negativo.
Resolver uma rede consiste em se determinar: Comecemos pela malha (1):
a. O sentido correto das diversas correntes elétricas da - 3 + 6 - 12 = 2I1 - 9.I3 - 7.I1
rede.
- 9 = - 9.I1 - 9.I3
b. A intensidade de cada uma das correntes.
1 = I1 + I3 (eq. 2)
c. Quais são os geradores e receptores da rede.
Na malha (2):
Consideremos a rede anterior. inicialmente é necessário
arbitrar os sentidos das correntes, sem a preocupação de - 6 + 3 + 3 = 1.I2 + 2.I2 + 9.I3
colocar o sentido real.
0 = 3.I2 + 9.I3

0 = I2 + 3.I3 (eq. 3)

Temos agora três equações e três icógnitas:


I1 + I2 = I3

I1 + I3 = 1
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I2 + 3.I3 = 0

Resolvendo, achamos:

I1 = 4/5 = 0,8A

I2 = -3/5 = 0,5A

I3 = 1/5 = 0,2A

O fato de I,ter um valor negativo nos indica que o sentido


arbitrário escolhido para I2. não coincide com o sentido Podemos agora saber quais elementos são geradores (G),
real. Temos que voltar ao circuito e inverter I2. e quais são receptores (R)

ANOTAÇÕES

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