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Aramação

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Aramação

A técnica de “educar” plantas através da colocação de arames é uma das mais utilizadas no cultivo do Bonsai.
Sua finalidade é dar forma ao tronco e direcionar galhos e ramos, dando à planta uma aparência de árvore
antiga, acrescido de um efeito artístico. Com arames de cobre ou alumínio é possível educar o Bonsaiem quase
todas as formas e estilos. É importante, porém, ter em mente que a forma deve respeitar a estrutura da planta
natural, para que o resultado não seja um Bonsai com aparência artificial. Assim, se uma planta tem
característica de um “Chokkan”, dificilmente teremos condições de transformá-la em um “Kengai”.
Algumas regras devem ser observadas para procedermos corretamente à aramagem:

As árvores fracas ou aquelas que tenham sido replantadas recentemente não devem nunca ser submetidas a
este processo, pois a tendência é que murchem e morram;

É fundamental que o arame seja mantido sempre na direção do crescimento natural do galho, para evitar que
afrouxe. Ele não deve ser amarrado muito apertado, pois poderá danificar os galhos e provocar marcas
indesejáveis, mas também não deverá ficar muito frouxo, já que dessa maneira não cumpriria seu objetivo;

O arame deve ser aplicado em ângulos de aproximadamente 45° (ângulos maiores ou menores tornam menos
efetivo o processo);

Pode-se aramar dois galhos com um único arame;

Para galhos mais grossos, pode-se utilizar mais de um arame, sempre paralelo ao primeiro;

Pode-se prender uma ponta do arame ao solo e ir enrolando até o galho que se deseja modelar;
Para direcionar um galho recém amarrado, pressione com uma das mãos a parte inferior do mesmo, fixando o
polegar sobre o ponto onde se deseja efetuar uma curvatura e, com a outra mão, pressione a parte superior do
galho e faça o modelo que tem em mente;

Devemos também ter cuidado para não danificar as gemas, brotos e folhagens;

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Aramação

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• Não é aconselhável alterar o ângulo de um galho no ponto de intersecção com o tronco: há o risco
dele romper-se;
• O arame deve ser removido após um certo período de tempo. Em geral de seis a oito meses,
dependendo da espécie. Entretanto, há árvores que se desenvolvem mais rapidamente que outras e é
preciso observar se o arame está danificando os galhos. Nesse caso, retire os arames;
• Evite “desenrolar” os arames. Para retirar os arames é aconselhável cortá-los aos pedaços, utilizando
uma ferramenta apropriada.

Há ainda métodos alternativos utilizados para alterar o posicionamento de um galho, como exemplo podemos
citar a ANCORAGEM, que consiste em prender um fio ou arame no galho em que se deseja modificar sua
inclinação fixando-o ao vaso, parte da raiz ou outro galho mais grosso e ir fazendo um torniquete para esticá-lo
até que o galho fique na posição desejada.

Outro acessório bastante comum no mundo do Bonsai, o CURVADOR, é capaz de efetuar curvas em galhos
bem mais grossos. Porém, devemos ter cuidado quando usarmos esse método protegendo a área do galho que
fica tracionada com um pedaço de borracha ou capa de fios, para que não fiquem marcas indesejáveis.
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Adubação

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Sementes, Bonsai, Ferramentas, Insumos e tudo que você pode imaginar referente a Bonsai

Adubação - macro e micro nutrientes e suas funções

Assim como o ser humano, as plantas também são organismos vivos,formados por moléculas, que na sua
composição contém açúcares, lipídios, proteínas e ácidos nucléicos (ADN). Esta composição básica de uma
molécula é comum a todos os organismos vivos, e é ela que contém as informações genéticas de cada ser.
A diferença está na origem destes elementos. Os seres humanos e os animais precisam comer para consegui-
lo. As plantas por sua vez retiram-nos da luz solar, que serve para produzir folhas, frutos e flores. Tudo isso se
encontra nas moléculas inorgânicas encontradas no ar e no solo, que são chamados de sais.
Na sua origem os sais se encontram em forma sólida, sendo dissolvidos em água. Por exemplo: O sulfato de
magnésio se dissolve resultando em iones de magnésio e iones de sulfato, e ambos são absorvidos pelas raízes.
O Enxofre contido neles é essencial para que a formação da planta aconteça naturalmente.
Os elementos essenciais para a formação de uma planta são classificados em dois grupos:
a) Macronutrientes: Carbono (C), Oxigênio(O), Hidrogênio(H), Nitrogênio(N), Enxofre (S), Fósforo (P), Potássio
(K), Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg).
b) Micronutrientes: (Oligoelementos) Ferro (Fe), Manganês (Mn), Boro (B), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Molibdeno
(Mo) e Cloro (Cl).
Os Macronutrientes são os elementos que a planta necessita em quantidades elevadas, e os Micronutrientes em
quantidade muito pequena.
Os primeiros elementos são tomados do ar (CO2 e oxigênio) e da água (H2O). também o Cloro geralmente já
está contido na água utilizada para regar a planta (a carência de cloro deixa a coloração das folhas pálida).

Nitrogênio: este elemento serve de base para a formação das proteínas, e é especialmente importante na
formação de clorofila (transformação de luz solar em alimento, através da fotosíntese). Grande quantidade do
nitrogênio contida nas plantas se encontra nas folhas.
Assim sendo é um elemento necessário para o crescimento e desenvolvimento da massa foliar, bem como da
formação de “corpo” na planta.
Fósforo: fundamental para a formação de ADN e na formação de membranas celulares. O Fósforo é um
elemento importante na formação de flores e frutos.
Em frutífera e floríferas pode ser usado em quantidade mais elevada, nos períodos de floração.
Enxofre: se absorve em forma de sulfato, e faz parte de alguns aminoácidos e de algumas proteínas da planta.
Junto com fósforo, nitrogênio, carbono e água, forma um grupo chamado de elementos estruturais, que
intervém na formação do “esqueleto” da planta.
Potássio: é absorvido na forma de íon potássio(K+). Intervém no regulamento da abertura e fechamento dos
estomas das folhas. Tem participação no transporte dos nutrientes pelo floema. Deve ser regulado de acordo
com a estação do ano. Com a chegada do inverno tende-se a aumentar a dosagem de potássio.
Cálcio: sua função é estrutural, dando rigidez as membranas celulares, bem como regulador de certas reações
que ocorrem na planta. Atua como agente protetor frente a elevadas concentrações salinas (contidas em água)
e frente a certos elementos tóxicos que podem ser absorvidos pela planta.
Magnésio: fundamental para a formação da clorofila.

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Adubação

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MICRONUTRIENTES
Atuam na formação de reações fundamentais ao crescimento, bem como auxiliam a fotosíntese. Alguns se
concentram mais nas raízes (zinco) e outros na parte aérea (ferro). Mesmo que em quantidade muito pequena,
são fundamentais para o bem desenvolvimento da planta.

NPK:
N (nitrogênio): Torta de mamona
P (fósforo): Farinha de osso/ostra
K(potássio): Cinza de madeira
PERIODICIDADE:
A adubação não deve ocorrer de forma irregular. Quanto mais periodicamente e regularmente a adubação
ocorrer, mais resultados serão obtidos. Uma adubação irregular causa esgotamento e desenvolvimento
irregular para a planta.
ADUBO E ÁGUA:
A adubação está intrinsecamente ligada a água. Adubo só faz efeito quando dissolvido, e assim as reações
procedentes do contato com a água agem de forma livre. Uma adubação com pouca água não terá efeito, ou no
máximo, um efeito muito fraco. A periodicidade das regas também é fundamental, pois faz com que a planta
crie uma rotina de alimentação. As raízes só absorvem nutrientes e água quando a umidade do substrato do
vaso estiver entre 15 e 25 % .
ADUBO E SUBSTRATO:

Não é a quantidade de adubo que mata uma planta, mas sim a falta de aeração no substrato. Se a drenagem
estiver muito baixa, a concentração de adubo ativo (solvido) é elevada e assim também a absorção. Isso
provoca a superdosagem que queima as células sensíveis na ponta das raízes capilares. Um substrato com boa
drenagem e aeração permite que a porcentagem de umidade (e assim também adubo ativo) ideal seja atingida
mais de uma vez ao dia.

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Dicas

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- DICAS GERAIS -

ADUBO
-Torta de mamona
Farinha de osso
É preparado com partes iguais - 1 de torta e 1 de Farinha osso
USO - 1 colheres de café para vaso pequeno ( 6x9 cm )
2 colheres de café para vaso grande ( 20x30 cm )
-Calda de estêrco de vaca
Necessariamente um estêrco bem curtido. Deixar uma semana fermentando em
uma lata ou tambor com água, sendo de 1/3 até metade do recepiente com estêrco
Ouví dizer que temos Bonsaístas que usam somente este preparado.

ADUBOS ORGÂNICOS - Teor aproximado de N.P.K.

Qualquer informação adicional será bem vinda. Por favor citar a fonte (livro) e autor pois, ficará uma
informação mais precisa.

N P K
TIPO DE ADUBO % % %
Algas Secas 0.45 .46 1.29
Cinza de Madeira 0.00 0.00 15.00
Composto Orgânico 1.20 1.40 .050
Esterco de cavalo 0.54 0.23 0.54
Esterco de gado 0.40 0.20 0.44
Esterco de Ovelha 0.83 0.23 0.67
Esterco de pombo 1.75 1.80 1.00
Esterco de porco 0.45 0.19 0.60
Esterco de galinha 1.63 1.55 0.80
Farinha de osso 2.00 24.00 0.00
Farinha de peixe 5.00 9.00 3.00
Farinha de sangue 12.00 1.00 0.60

Urina de Vaca para Repelente de Insetos ou fertilizante

-Por possuir vários nutrientes, a urina é útil como fertilizante e, por causa do cheiro forte, atua como replente
de insetos. Como fertilizante a urina precisa ser diluída 1% (1 litro de urina para 100 litrosde água) e fazer
pulverizações semanais em hortaliças ou a cada 15 dias em frutíferas. Ou,
ainda, no solo, junto ao pé da planta, diluída a 5% (5 litros de urina para 100 litros de água). A urina deve ser
recolhida em um balde e guardada por três dias em um vasilhame fechado antes de ser usada. Pode ser
guardada um ano em vasilhame fechado.

Urina de vaca distribuída como brinde


Brasília, 16 (Agência Brasil - ABr) - Um dentre os vários brindes distribuídos na exposição Ciência para a Vida,
promovida pela Embrapa, despertou a curiosidade dos visitantes, a urina de vaca. Pode parecer estranho
presentear as pessoas com um frasco contendo urina animal, mas essa foi a forma encontrada pela Empresa de
Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) para divulgar as pesquisas efetuadas na
instituição para o aproveitamento da urina de vaca como fungicida e na produção de plantas mais resistentes.

Segundo os pesquisadores, a urina é um substituto natural aos agrotóxicos e adubos químicos utilizados na
agricultura. Ela é composta por substâncias que, reunidas, melhoram a saúde das plantas, tornando-as mais
resistentes às pragas e doenças. A urina é rica em potássio e em priocatecol, um aminoácido que fortalece os
vegetais. Em sua composição também são encontrados cloro, enxofre, nitrogênio, sódio, fenóis e ácido
indolacético.
Na Estação Experimental de Itaocara, Rio de Janeiro, onde os experimentos estão centralizados sob a
coordenação de Ricardo Gadelha, a urina foi utilizada, inicialmente, para combater a fusariose, doença que
ataca as plantações de abacaxi e que pode provocar perda de até 40% para os produtores. Com o avanço dos
testes, verificou-se que o produto evitava outras doenças provocadas por fungos em culturas diversas. Já foram
realizados estudos que revelaram aumento de produção no cultivo de frutas, legumes, hortaliças e também
plantas ornamentais.
Para cada cultura, há uma dosagem específica da mistura. Nelcyr Guimarães, um dos pesquisadores da Pesagro
envolvidos no trabalho, explica que dosagens de urina maiores que as indicadas podem causar danos às
plantas. Em culturas de legumes como quiabo, jiló e berinjela, o litro de urina deve ser diluído em 100 litros de
água e pulverizado sobre a plantação uma vez a cada quinze dias. Para as frutas o procedimento é diferente.
No abacaxi, por exemplo, pulveriza-se a mistura com a mesma dosagem uma vez por mês, durante os
primeiros quatro meses. Depois, aumenta-se a quantidade de urina para 2,5 litros para cada 100 litros de
água, continuando a aplicação mensal. O procedimento deve ser suspenso dois meses antes da indução da
floração, retornando a partir do vermelhamento do fruto.
A idéia de se aproveitar a urina de vaca surgiu a partir de reivindicações de pequenos produtores rurais
fluminenses, para que a Pesagro desenvolvesse ações que aumentassem a produção com redução do uso de
agrotóxicos. A urina de vaca resolve as duas questões, inibindo o uso de defensivos químicos e aumentando o
número de brotações, de folhas e de frutos. Sendo um produto natural, não causa riscos à saúde do produtor e
do consumidor. Outra vantagem apontada por Guimarães é o atraso na maturação dos frutos tratados com a
mistura. "Chegando ao mercado na entressafra, esses produtos gerarão mais lucro a seus produtores", diz o
pesquisador.
A urina já é usada, com resultados satisfatórios, por produtores rurais do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e
Minas Gerais. Quando fala das pesquisas para os visitantes da exposição, Guimarães costuma brincar dizendo
que o mais difícil de tudo é fazer a vaca urinar dentro do recipiente. Brincadeiras à parte, o procedimento de
coleta do material é simples e deve ser feito na hora de tirar o leite. Ele explica que é normal o animal urinar
quanto tem as pernas amarradas para a ordenha, sendo esse o momento ideal de coleta. O líquido deve
descansar por três dias, estando bom para manipulação após esse período. A validade do produto é de dois
anos. (Hebert França)

CALDA BORDALESA - fungicida

-A calda bordalesa é preparada com sulfato de cobre que é encontrado em casas


especializadas em jardins em sacos com pequenas quantidades.
MODO DE PREPARO - 2 grs ou 2 colheres de café por litro de água.

CALDA SULFOCÁUSTICA - P/ preservar madeira em Jins e Sharis

-CONTEÚDO
1 litro de água
70 grs de cal
100 grs de enxofre
MODO DE PREPARO -
Ponha a água com cal para ferver. Quando estiver ebulindo o enxofre será adicionado aos poucos, em fogo
baixo. Após alguns minutos o enxofre terá se dissolvido e, parte da cal terá permanecido sem se dissolver e
não mais se dissolverá. Esfriar e coar. Está pronto para o uso.

COXONILHAS - Combate (Veja também "'OLEO MINERAL")

MATERIAL
100 grs de fumo
1 litro de água
1 barra sabão de côco de 200grs ralada.
1/2 litro de querosene OU 1/2 litro de detergente neutro
PREPARO:
Deixar o fumo de molho na água por 24 horas, após este período aquecer em fogo (NÃO DEIXAR FERVER).
Coar. Usar um coador de pano para reter todos os resíduos.
Diluir o sabão na calda em FOGO BAIXO.
Tirar do fogo e acrescentar 500 ml. (1/2 litro) de querosene ou pode ser usado também, no lugar do
querosene, um detergente neutro.
USO

DILUIR 1 PARTE DO PREPARADO PARA 10 PARTES DE ÁGUA E ASPERGIR SOBRE AS PLANTAS ATACADAS.

Dicas

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ENRAIZADORES

Outra dica é usar como enraizante a erva daninha TIRIRICA batida no liquidicador com água, a tiririca possui
grande quantidade de ácido indol-acético que estimula a formação das raízes.
Após 5 meses de espera, a árvore esta pronta para ser coletada.
OBS.: A “caldo de tiririca” deve ser guardado em recepiente escuro, não transparente, pois o ácido indol-
acético perde a sua propriedade se for exposto a luz.
Rubens Marcelo 6.39
Rua João Marson, 742
Piscina
Cajobi-SP
15410-000
(0XX17) 563.1626
-Vita Flor - Raiz - produto encontrado em lojas que trabalham com jardinagem
MODO DE USAR - 1 ou 2 colheres de café por litro de água.

-Complexo B1
MODO DE USAR - 1 cc por litro de água

FERTILIZANTES

-Fórmula encontrada na página da Bonsai Rio http://www.bonsai.com.br


-Fórmula 1 - Árvores Frutíferas
Base = 1 litro de água
10% de torta de soja ou de mamona ou de grãos de colza. Prefiro a colza
15% de farinha de osso
05% de cinza de madeira ( se a árvore é de PH alcalino )
Substitua a cinza por enxôfre em pó, flor de enxôfre, se a árvore é de PH ácido.
5 grs de pó de folha de tabaco ou, o conteúdo de tabaco de 5 cigarros.
-Fórmula 2 - Demais Árvores
Base = 1 litro de água
10% de torta de soja ou de mamona ou de grãos de colza. Prefiro a colza.
05% de farinha de osso
05% de cinza de madeira ( se a árvore é de PH alcalino )
Substitua a cinza por enxôfre em pó se a árvore for de PH ácido
5 grs de pó de folha de tabaco ou, o conteúdo de tabaco de 5 cigarros.
MODO DE PREPARO -
Deixe fermentar por um mês, recolha o líquido e jogue fora a parte sólida. Ao usar, faça uma solução de 1
parte do preparado para 10 partes de água, ou seja, uma solução de 10%. Regue apenas o solo do Bonsai.

MÁSTIQUE - Cicatrizante

-Para cortes em raízes, estacas, etc. Protege contra agentes atmosféricos, invasão de insetos ou fungos.
Substância adesiva ou aglutinante que os franceses chamam de "mastic".
200 grs de cera de abelha
60 grs de breu
25 grs de sebo de vaca( ou 20 grs de sebo de carneiro)
MODO DE PREPARO:
Derreter tudo em uma panela, mexer bem para que os ingredientes se misturem. Fazer pequenas formas ou
antes que endureçam faça toretes esfregando uma quantidade entre as mão. Você terá mástique para muito
tempo. Quando for usar aqueça a ponta de um torete e aplique sobre a parte cortada.

MUSGO - Receita para preparar

1. Recolha um punhado de musgo e retire a maior parte de terra possível.


2. Coloque algumas lajotas de cerâmica dentro de um local com água e deixe por um dia para que fiquem
totalmente úmidas.
3. Prepare em um local com sombra uma(s) bandeja(s) com um pouco de água onde serão colocadas as
lajotas.
4. Coloque o musgo dentro de um liquidificador e acrescente meia colher de sobremesa de açucar.
5. Acrescente um pouco de água e bata. Se ainda estiver muito pesado, coloque mais um pouco de água até
que forme uma pasta verde.
6. Sobre as lajotas coloque uma tela como as de mosquiteiro. A tela deve estar úmida e ficar bem estendida.
7. Com pincel ou espátula passe a pasta de musgo sobre a lajota.
8. Mantenha sempre a umidade na(s) bandeja(s) com a(s) lajota(s).
9- Fertilize com frequência.
Agora é esperar. Fique atento as lajotas pois elas absorvem bastante água. Com o tempo o musgo irá se
desenvolver e poderá ser usado levantando-se a tela e cortando-se a quantidade necessária, não é preciso tirar
a tela. Com o tempo ela apodrecerá.
Esta informação foi retirada do informativo trimestral (Jan/Fev/Março-98) da FELAB - Federação Latino-
Americana de Bonsai.

ÓLEO MINERAL

-Usado no combate a coxonilhos


MEDIDA - 4 cc por litro de água.

PASTA DE DENTE - Cicatrizante

-É usada também para proteção de cortes em galhos ou raízes. O Sr José Naka mura de Uberlândia diz que não
usa nenhum outro produto, desde que ficou sabendo das propriedades fungicidas da pasta de dente.

PASTA CICATRIZANTE
Caro Mário

Finalmente terminei meus testes e acho que cheguei numa fórmula bastante satisfatória. Hoje fiz muitos testes
com a pasta e fiquei satisfeito.
Parti da premissa de que tem que ser bom (eficiente), barato e fácil de fazer (os ingredientes tem que ser fácil
de se obter também).
A fórmula que cheguei é:
1/3 de argila
1/3 de pasta de dente
1/3 de graxa de sapato preta
A argila tem a função de selante para tamponar a área cortada. Também dá consistência e cor a ajuda a secar
rápido. A pasta de dente tem função de ser bactericida devido ao cloro, precisa ser uma pasta com fluor (acho
que hoje todas são). A graxa de sapato é impermeabilizante e dá consitência moldável e cor.

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Dicas

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Observações:
A argila pode ser barro de brejo, úmida, de várias cores ou o barro vermelho de barranco que também é
argila. Ë importante não conter areia ou silte que a torne arenosa ou ásapera durante a manipulação. Uma
boa argila vermelha de barranco dá uma boa cor marron ao ser misturada com a graxa preta e a pasta de
dente branca.
A pasta de dente deve ser branca pois dá um tom mais opaco mais realista, mais próximo da cor de casca de
árvore. Não recomendo cremes tipo gel transparentes e muito coloridos.
A graxa de sapato preta com o creme dental branco dá a mistura de cor acinzentada opaca desejada.
Recomendo preparar na hora os tres ingredientes e pode-se variar as proporções de modo a ficar mais próximo
da cor do tronco. Lembrar que ao secar a cor sempre clareia e fica mais neutra. Colocando mais argila que
graxa dá-se um tom mais avermelhado. Colocando-se mais creme dental dá se um tom mais claro,
acinzentado, etc...
Devido a argila e ao creme dental com o tempo a mistura tende a ressecar. Se for um trabalho longo de poda
e aramação e a mistura começar a secar é só adicionar um pouco de água e ela volta a ter a fluidez
necessária. Para cicatrizar ponta de galhos finos podados deve-se diluir bem com água pois facilita a aplicação.

Para o preparo sugiro um pequeno recipiente raso ou uma placa para se manipular a mistura com uma
pequena espátula, que pode ser usada para a aplicação.
Uma bisnaga de creme dental e uma lata de graxa de sapato custam pouco e dá para preparar muita pasta (a
argila é de graça).
Acho que a relação custo/ benefício desta receita caseira é bastante satisfatória.

PASTA BORDALESA - Fungicida/Cicatrizante

-CONTEÚDO
10 grs de sulfato de cobre
20 grs de cal
120 cc de água
PREPARO-
Dissolver 10 grs do sulfato de cobre em 60 cc de água e, em recepiente a parte as 20 grs de cal em 60 cc de
água, juntando em seguida as duas soluções.
Atenção- Não usar recepiente metálico na preparação da pasta.

PULGÕES - Combate

MATERIAL
100 grs de fumo
1 litro de água
1 barra sabão de côco de 200grs ralada.
1/2 litro de querosene OU 1/2 litro de detergente neutro
PREPARO:
Deixar o fumo de molho na água por 24 horas, após este período aquecer em fogo (NÃO DEIXAR FERVER).
Coar. Usar um coador de pano para reter todos os resíduos.
Diluir o sabão na calda em FOGO BAIXO.
Tirar do fogo e acrescentar 500 ml. (1/2 litro) de querosene ou pode ser usado também, no lugar do
querosene, um detergente neutro.
USO
DILUIR 1 PARTE DO PREPARADO PARA 10 PARTES DE ÁGUA E ASPERGIR SOBRE AS PLANTAS ATACADAS.

SULFATO DE COBRE E VASELINA - Cicatrizante

Semelhante ao produto anterior mas com formulação diferente a pasta cicatrizante informada pelo amigo:
Mauri A Baptista Dias
Porto Alegre_RS
mauribaptista@cpovo.net
Conforme seu texto:" A formula é bem simples e desconheço o seu criador. O fato é que é usada há muito
tempo pela minha familia.
Os componentes são os seguintes:
- sulfato de cobre; ( disponivel nas lojas de agropecuária )
- vaselina líquida ( encontra-se em qualquer farmácia )
Coloca-se 50 grs de sulfato de cobre em um vidro de boca larga e adiciona-se a vaselina liquida aos poucos,
mexendo sempre até adquirir a consistencia de tinta grossa. Aplica-se com pincel nos ramos ou raizes recem-
cortadas. O produto preparado dura indefinidamente, devendo ser mexido para homogenizar antes do uso.

PRÓPOLIS E VASELINA - Cicatrizante

-Pode ser usado como fungicida na proteção de cortes de galhos ou raízes. Misture 30/50 gotas de própolis em
uma lata pequena de vaselina.

SUBLIMATO CORROSIVO - Também conhecido como: Calomelano ou Cloreto de Mercúrio Oso

-Para plantas doentes ou de solos infectados.


CONTEÚDO
1 gr de sublimato corrosivo
1 litro de água
MODO DE USAR -
Desinfetar mergulhando a planta ou estaca. Deixar secar em local sombreado e ventilado.

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Dicas para melhorar a forma do Bonsai.

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Há três técnicas principais para melhorar a forma dos Bonsai:

A) A poda
B) As pinçagens
C) A alambragem

A) A PODA.

Podar é dirigir a formação de uma Árvore.


Com a poda, eliminamos os ramos defeituosos (os que se cruzam) ou os desnecessários (os que saem na zona
não desejada do tronco).
A melhor época para podar é geralmente no fim do Inverno, quando as árvores estão em repouso e não sai
tanta seiva pelas feridas da poda.
Para podar devemos utilizar ferramentas adequadas de corte côncavo, que fazem uns cortes limpos e de fácil
cicatrizarão.
Quando as feridas da poda são de grande tamanho, é conveniente cobri-las com pasta de selagem para
garantir a sua perfeita cicatrização.

B) A PINÇAGEM.
Chamamos pinçagem ao corte dos ramos finos dos Bonsai.
Ao contrário da poda, a pinçagem efetua-se também durante a época de crescimento das árvores.
Com a pinçagem conseguimos aumentar a densidade da folhagem dos Bonsai e diminuir o tamanho das suas
folhas.
Como as árvores têm diferentes maneiras de crescimento, não devemos pinçar todas as árvores da mesma
maneira.
Como pinçar as árvores de folhagem perene larga: Árvores que não perdem as folhas no Outono como Ficus,
Oliveira, Sageretia, Serìssa, Carmona, Larajeira, Buxo, etc.
Como pinçar as árvores de folhagem caduca de um só crescimento anual: Árvores que perdem as folhas no
Outono, e que têm uma só brotadura forte na Primavera, como Acer palmatum, Faias, etc.
Como pinçar as árvores de folhagem caduca com crescimento ativo durante todo o período vegetativo; Árvores
que perdem as folhas no Outono, mas que não param de crescer desde a Primavera até ao fim do Verão, como
Ulmeiros, Figueiras, Romãzeiras, Macieiras, Pyracantha, Cotoneaster, Ligustrum, etc.
Como pinçar as coníferas de folhas escamosas; Juníperos como as Sabinas ou Zimbros.
Como pinçar os pinheiros: Pinus pentaphylia, etc.

C) A ALAMBRAGEM.

Utilizamos a alambragem para corrigir a inclinação dos ramos.


A alambragem permite-nos utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
De certa maneira, o arame substitui a força do peso dos ramos nas árvores grandes da natureza. Enrolamos
arame nos ramos e no tronco sem apertar demais para que o arame não fique marcado na casca da árvore.
Idealmente tem de ficar um espaço entre o arame e o ramo por onde possa passar uma folha de papel.
Como os ramos engrossam, devido ao seu crescimento, devemos tirar o arame antes que se "crave" na casca.
A arame que se utiliza atualmente é o arame de alumínio anodizado, de cor de cobre velho.
Trata-se de um arame extraordinariamente flexível e resistente.
A grossura do arame depende da força que tem de exercer para fazer vergar os ramos. De uma maneira geral,
os arames grossos vão de 5 mm. ate aos 0'5 mm.
A regra de ouro da alambragem consiste em não deixar nenhuma marca na casca

Antes da poda e o processo

No bonsai os brotos podem vir fortes ou não. Os brotos vão enfraquecendo e vão
murchando. Existem galhos que necessitam de mais sol que os outros. Para termos um bonsai equilibrado,
bonito, deve haver um bom trabalho de cultivação por parte da pessoa que quer ter um bonsai. Deve haver
dedicação total, e saber fazer poda e a manutenção da aparência, que auxiliam no crescimento. Por isso deve-
se tirar os brotos (Me-tsumi), catar as folhas (Há-gari), arrancar os galhos (Eda-nuki) e cortar os galhos
(Kirimodoshi), havendo técnicas para faze-los. Além de saber a técnica, deve-se saber também a hora certa de
aplicá-las, pois senão não adianta fazer a técnica corretamente, se ainda não é hora de cortar os brotos, por
exemplo. É bom conhecer a natureza das espécies das plantas. Se você faz uma poda para aumentar as raízes
ou para haver uma nova brotação e não é isso que acontece, todo o trabalho que você teve foi nulo. A época de
crescimento dos galhos e raízes geralmente começa um pouco antes de abrir as folhas novas dos galhos. Por
exemplo: ácer e bordo é na metade de Agosto (no Japão é final de inverno) que começam os movimentos das
raízes. As espécies sempre verdes começam o movimento das raízes no final de Setembro ou começo de
Outubro. Podem começar mais cedo, na metade de Agosto, ou mais tarde, no começo de Novembro. No caso
das caducifólias, as raízes começam a crescer mais cedo, na metade de Agosto e continuam, até, mais ou
menos a metade Dezembro. As raízes de folhas verdes iniciam no final de Outubro e vão até o final de Abril.

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Dicas para melhorar a forma do Bonsai.

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Para os galhos, folhas e qualquer outra parte da árvore que


fique sobre a terra, no caso das folhas caídas, iniciam seu crescimento no final da metade de Maio até a metade
de Agosto. No caso das sempre verdes, o crescimento do resto da árvore inicia na metade de Abril até a
metade de Setembro, havendo algumas diferenças dependendo da espécie da árvore. Vai depender também da
temperatura e umidade, que variam de um ano para outro. Por isso é bom ter uma boa base de comparação
para poder fazer os trabalhos (poda e manutenção de estilo),é bom ter anotado.

Programando a forma para daqui a três anos


Poda: a manutenção do estilo da árvore nova deve ser sempre programada, para comparar o que você quer
com o resultado que você tem. Através do resultado você pode analisar como transformar a forma da árvore. A
cada ano que passa você pode fazer um trabalho par alterar a forma e a classe da árvore. Por exemplo: vamos
pegar um bonsai que foi abandonado, crescendo a vontade, as formas caíram em desordem. Agora, pega-se
uma tesoura para organizá-lo, cortando, limpando os galhos. Isto é um trabalho com resultado passageiro,
quem pensa que fazendo assim, está certo, está apenas fazendo um trabalho tapeado. Você deve pegar esse
bonsai e coloca-lo em uma base giratória, dando uma olhada em todo o bonsai, de todos os ângulos, várias
vezes. Ver qual galho é forte e qual é fraco, se a poda é necessária, quais são as direções que ele vai crescer,
quais as medidas, o resultado disso.

Quais as tendências que esse bonsai tem, para que tipos de formas. Ás vezes agimos muito rápido, devemos ás
vezes deixar crescer um pouco mais, para poder planejar formas para daqui a três ou cinco anos. Devemos
forma-lo pouco a pouco, isto é importante. Não é tão complicado observa-lo por um ou dois anos, qualquer
pessoa saberá a natureza da árvore. Daí deve-se seguir o básico da poda e a manutenção aparência,
cumprindo por este tempo apenas este método.

A Estética é o coração do bonsai. Enquanto é verdade que o cultivo de bonsai está baseado na horticultura, os
aspectos de horticultura não devem levar vantagem em relação aos fatores estéticos. Será um fracasso
apreciar um bonsai sem estética, resultando em árvores de baixo padrão. Aqueles que negligenciam a estética
fazem do bonsai um grande desserviço. Uma árvore bonita sempre é uma fonte de grande inspiração para
outros. As pessoas estão começando a ser mais criteriosa no que eles apreciam e compram. No passado, a
maioria dos entusiastas de bonsai dedicava quase todos suas energias às mecânicas do bonsai. Hoje em dia o
equilíbrio mudou ligeiramente a favor dos aspectos visuais de designio de bonsai. Isto é uma realidade, porque
o bonsai é essencialmente um tipo de arte. Como qualquer outro tipo de arte, o bonsai pode ser analisado,
ensinado e estudado. Os princípios básicos estão comumente relacionados com os outros tipos de artes visuais
como pinturas e esculturas. As limitações habituais que os indivíduos passam para alcançar o final, são
inerentes a todos os tipos de arte, afinal de contas nada é fácil e o desafio a disciplina e a dedicação é quem vai
determinar a formação de um grande artista. Os princípios estéticos do bonsai podem ser aprendido como
quaisquer outros tipos de arte. Objetivo é dar uma compreensão de como a teoria estética deveria ser colocada
em prática fazendo um projetado de árvore. A Estéticas do Bonsai é composta por linha, forma, composição,
equilíbrio, perspectiva, textura e cor, os mesmos fatores que governam as impressões visuais das artes
plásticas.

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INTRODUÇÃO

A palavra Bonsai, justamente por ser um ideograma, não possui plural. BON=BANDEJA, SAI=ÁRVORE. Bonsai
= “Árvore criada em bandeja (vaso)”.
Muitas das coisas belas deste mundo se criam a partir da própria destreza ou são transmitidas de geração em
geração. A arte se baseia na sensibilidade, na visão e no tato. O bonsai mescla estes três sentidos e inspira paz
e tranqüilidade. Além disso, o bonsai é uma terapia, já bastante indicada, onde esta nos ensina observação,
cuidado e principalmente paciência.
O Bonsai é uma arte viva, sempre em formação. Cada bonsai é único, nunca encontraremos dois Bonsai
idênticos. O Bonsai não deverá ser somente a fotocópia ou a imitação tridimensional de uma fotografia. Se for
justo usar a natureza como modelo, o objetivo final deverá ser algo que foi estudado e refeito nas vossas
mentes antes de iniciar a criar. Só neste caso se lhe pode chamar Arte.
A arte do Bonsai esta intimamente relacionada com a contínua observação. Tanto a observação de nossa
inspiração, a natureza em si, quanto à de nossa própria arte. Talvez o mais fácil e importante meio de
proteger-se de problemas é inspecionar as plantas regularmente e estar consciente do fato de que insetos e
doenças geralmente não atacam plantas saudáveis e bem cuidadas.
Por suas características muito singulares é cada vez maior, em todo mundo, o número de pessoas interessadas
em aprender a arte do Bonsai. Antigamente, o cultivo do Bonsai era considerado elitizado. Hoje, no entanto, ele
é visto como arte e hobby pelo público em geral. Tornou-se popular nas grandes cidades, onde as pessoas têm
pouco contato com a natureza.
Um dos principais itens a ser nunca esquecido, é o fato de que o Bonsai é uma árvore, e como qualquer árvore
necessita de um ambiente ao máximo similar ao geral. O Bonsai deve permanecer o máximo possível em
ambiente externo. Sua saúde depende exclusivamente do contato com o ambiente natural.
O fato de “aprisionarmos” uma árvore a um vaso, pode nos levar a pensar que esta sofre. Mas se os Bonsai não
fossem fortes e saudáveis, como é que alguns exemplares poderiam ter sobrevivido por centenas de anos? Há
registro de um bonsai ainda vivo, cuja idade aproximada é 1500 anos, em alguma casa na periferia de Tóquio
(informação extraída da revista Veja). No Japão até um tempo atrás, uma família para se considerar com
tradição deveria possuir um Bonsai de pelo menos 300 anos.
No bonsai o fator idade é bastante relevante. Muitas vezes torna-se difícil determinar a idade exata de um
bonsai. Entretanto, a idade real não é fundamental. No Bonsai o que prevalece é a idade que a árvore aparenta
ter. O verdadeiro artista é aquele que consegue, através de técnicas, “envelhecer” uma planta jovem.
O Bonsai esteticamente perfeito é aquele que se pode encontrar um similar na natureza, em sua forma e
tamanho originais.
Atualmente os bonsai são classificados por quatro portes: mini ou "mame" até 15 cm, pequenos medindo de 15
a 30 cm, médios com altura entre 30 e 60 cm e grandes com mais de 60 cm.
O PRIMEIRO ESTILO
Mário Alberto Garcia Leal.

Em uma exposição vários amigos mostravam e passavam um pouco da Arte Bonsai aos atentos visitantes
quando, entre estes, aparece um conhecido bonsaísta que passa a fazer críticas a cada árvore que via.
- Este "Jin" está mal-feito; a aramação deveria começar aqui; aquele vaso está muito grande para aquela
planta...
Continuou implacável até chegar a uma árvore onde sua fúria apareceu por inteiro.
- Mas o que é isto?! Uma árvore como esta não deveria estar em nenhuma exposição! De quem é?- perguntou.
- É do Sr Terada - respondeu um dos participantes, e enquanto respondia foi em direção ao dono da árvore e o
chamou:
- Sr. Terada, fulano quer vê-lo e certamente ouví-lo.
Tranqüilo o Sr. Terada, 68 anos, levantou-se de onde estava atendendo ao chamado.
- Como?! - pergunta o crítico - como o Senhor tem coragem de trazer uma planta como essa a uma exposição?

- Não, não tive coragem, - responde calmamente - tive receio.


- Receio, realmente é o que se deve ter ao trazer uma árvore como esta a uma exposição. - atacou mordaz o
crítico.
- Não, o Senhor não entendeu, - respondeu - não tive receio de trazê-la, meu receio é que não entendessem o
"PRIMEIRO ESTILO".
- O Senhor vai me perdoar mas, tenho certeza que entre todos os que aqui se encontram, ninguém conhece o
"PRIMEIRO ESTILO". - contra ataca vitorioso o crítico.
- Se assim for, - responde com ar de tristeza o Sr. Terada - precisaremos começar tudo de novo, pois o
"PRIMEIRO ESTILO" que é o estilo desta maravilhosa árvore, não sofreu em nenhum instante a minha
interferência no seu processo de desenvolvimento; ela é NATURAL, foi colhida como se apresenta e não
acredito que ninguém esteja habilitado a criticar a NATUREZA. - e, valorizando a quem de fato não tinha valor,
completa - Nem mesmo o Senhor.
Virou-se e voltou calmamente para seu o lugar.

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Manual do Bonsai

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HISTÓRIA

A mística taoística, rica em visões de promessas, atraiu a favor do povo chinês e reuniu adeptos. O taoísmo
marcou profundamente a visão estética dos chineses; as miniaturas se converteram em um meio de
regeneração de forças, em um caminho que prolongava a vida e traria a imortalidade. Os monges taoístas
desempenharam um papel muito importante no desenvolvimento do bonsai. Como tinham uma especial
obsessão pela imortalidade, recorriam aos vales e despenhadeiros mais abruptos, buscando o elixir da vida.
Voltavam destas expedições carregados de plantas e rochas, pois todos os fenômenos da natureza, por sua
força vital, representavam o poder e a eternidade; eram o veículo que os conduzia à meditação.
Durante essas viagens, os monges observaram que algumas árvores, de tamanho reduzido, mostravam sinais
de terem vivido muitos anos, de terem lutado contra todas as inclemências do tempo e, apesar do meio hostil
no qual se desenvolviam, reverdeciam a cada primavera. Cada broto, cada flor era um canto de vitória contra a
morte.
Os monges começaram a recolhê-las para continuar sua vida em um recipiente. Por seu valor religioso, ligado à
meditação, as puseram nas escadas dos templos. As incontáveis sessões dedicadas à meditação os conduziram
a formular a idéia de que, nessas árvores em miniaturas, se concentrava a força vital, a energia dos grandes
bosques e que o pequeno tamanho era o que lhes prolongava a vida. Ainda mais, a pessoa capaz de garantir
vida a essas plantas, em um espaço reduzido, possuía o poder de concentrar em seu corpo toda a energia da
vida e os poderes mágicos que aquelas plantas guardavam e estendê-los aos seres humanos para assegurar a
longevidade. Essas árvores modeladas nas inclemências do tempo receberam o nome de “p’en-tsai” (pun-sai).
Para os chineses, a árvore era o vínculo que unia o céu e a terra, um veículo de pensamento, algo real e
concreto que estimulava a meditação. Durante os séculos XII e XIII, muitos monges se instalaram no Japão,
levando consigo os “p’ent-sai” que possuíam um significado filosófico e religioso. Os japoneses, porém,
entenderam o bonsai de outra maneira, Converteu-se na expressão do homem como intérprete da Natureza e
adquiriu a categoria de Arte. O entusiasmo que despertou foi tão grande que colecionar bonsai transformou-
se no passatempo da aristocracia. Os mercadores percorriam as comarcas vizinhas em busca de exemplares
que, uma vez colocados em recipientes de porcelana, adornavam a entrada e os terraços das casas. Em 1644,
um funcionário chinês, Chun-sun-sui, cansado dos assuntos do Estado, instalou-se no Japão onde se dedicou ao
cultivo da Arte. A partir dos ensinamentos desse mestre chinês, os japoneses desenvolveram as técnicas de
cultivo, criaram os estilos básicos, a terminologia adequada e difundiram o bonsai pelo mundo. Por esta razão,
o Japão é considerado a pátria indiscutida do bonsai.
Esta prática que, em princípio, esteve reservada à nobreza, pouco a pouco foi acercando-se do povo e,
atualmente, muitos japoneses dedicam grande parte de seu tempo livre ao cultivo do bonsai. No Brasil, a
história do bonsai teve início a partir de 1909, com a chegada do vapor Kasato-Maru, no porto de Santos.
Apesar de poucos dados existentes, sabe-se que os primeiros imigrantes japoneses, provavelmente tenham
trazido consigo pertences de grande estima, coisas que os fizessem lembrar sua terra natal. Certamente os
primeiros exemplares de bonsai chegaram aqui dessa maneira. Dentre esses imigrantes encontravam-se
Alfredo Otsu, Kensaburo Hadano e Osamu Hidaka.

ESTÉTICA

Os aspectos listados a seguir são apenas acréscimos às técnicas de desenvolvimento, delas desligados, mas
constituindo parte integrante da concepção geral das árvores.

A idade da árvore – No bonsai o fator idade é bastante relevante. Muitas vezes torna-se difícil determinar a
idade exata de um bonsai. Entretanto, a idade real não é fundamental. Em bonsai o que prevalece é a idade
que a árvore aparenta ter. O verdadeiro artista é aquele que consegue, através de técnicas, “envelhecer” uma
planta jovem.
Postura do tronco – Quando plantada em ângulo a árvore parecerá mais velha, pois as jovens são verticais.
Com exceção do estilo ereto formal (Chokkan), quanto mais mudanças no tronco, melhor.
Postura dos galhos – As árvores jovens possuem galhos do tipo vassoura, já que estão propensas à
verticalidade. Os galhos das árvores mais velhas curvam-se para baixo, elevando-se apenas seus terminais. As
copas das árvores mais velhas são arredondadas ou planas.
“JIN” – Jin é um galho ou uma ponta de um tronco que, por algum acontecimento natural, morreu e ficou seco
na árvore. Muitas vezes cai um raio e queima um galho e ele permanece ali. O Jin viria a ser como os cabelos
brancos dos homens, aquilo que nos dá a idade. São “os cabelos brancos” na planta que irão ajudar ao
observador para que ele veja e perceba uma planta mais velha.
“SHARI” – A palavra Shari vem do indiano, significa cinzas sagradas de um Buda. O Shari dentro do bonsai é
quando um tronco, por algum motivo também natural, perde parte da casca. Geralmente, quando um galho
cai, seu próprio peso arranca parte da cortiça, da casca da árvore. Isso também é uma marca que dá à planta,
uma imagem mais velha.
“URO” – Uro é um buraco na planta onde geralmente vivem os pássaros ou esquilos. Normalmente esse
buraco indica que ali existia algum galho que, por algum motivo, apodreceu e fez-se surgir uma concavidade. O
Uro também dá ao tronco, característica de velhice, de antiguidade.
“SABAMIKI” – O Sabamiki significa um tronco oco pela ação do tempo e em decorrência do apodrecimento de
parte lenhosa do caule.
Superfície do solo – O solo do bonsai assume uma aparência mais antiga quando coberto por musgos de
delicada textura. Os contornos do solo podem variar combinado com o estilo da planta. Deve-se evitar os
excessos, que além proporcionarem uma aparência artificial, tornam o solo impermeável, pois a água das regas
tende a escorrer sobre o musgo.

Regras Básicas para cuidar de um Bonsai

1. SEMPRE QUE PODAR UM GALHO, USE UM CICATRIZANTE. EVITA A PERDA DE SEIVA E EVITA QUALQUER
ATAQUE DE FUNGOS.

2. SEMPRE QUE PODAR RAÍZES, USE UM BOM HORMÔNIO ENRAIZADOR E TAMBÉM UM CICATRIZANTE.

3. PREFIRA O FINAL DO INVERNO PARA PODAR AS RAÍZES, É UM MOMENTO EM QUE A CIRCULAÇÃO DE SEIVA
É MENOR. A PLANTA SENTIRÁ MENOS, É VÁLIDO TAMBÉM PARA PODAS AÉREAS.

4. AO PODAR AS FOLHAS DE UMA ÁRVORE MAIS VELHA COM O OBJETIVO DE REDUZIR O TAMANHO DAS
FOLHAS, MOLHE POUCO E NÃO ADUBE ATÉ A PLANTA COMEÇAR A MOSTRAR AS NOVAS FOLHAS.

5. TODA VEZ QUE FOR FEITA UMA PODA DE RAÍZES MAIOR DE QUE DEVERIA TER SIDO FEITA, POUPE A
PLANTA ELIMINANDO UM POUCO DE FOLHAGEM. A RAIZ É A BOCA DA PLANTA, COMO DIMINUIMOS A SUA
CONDIÇÃO DE ALIMENTAÇÃO SERÁ INTERESSANTE DIMINUIR, TAMBÉM, UMA PARTE A SER ALIMENTADA.

6. QUANDO PODANDO RAÍZES EVITE QUE AS MESMAS SE RESSEQUEM, USE UM BORRIFADOR PARA MANTER A
UMIDADE.

7. A ARAMAGEM QUANDO FEITA COM O FIO ENCAPADO MACHUCA MENOS OS TRONCOS E OS GALHOS DA
ÁRVORE. SE A SUA PLANTA NÃO ESTÁ INDO PARA UMA EXPOSIÇÃO, PREFIRA FIOS ENCAPADOS.

8. NUNCA SE ESQUEÇA DE COLOCAR A TELA DE PROTEÇÃO NOS FUROS DE DRENAGEM, POIS A MESMA TEM A
FINALIDADE PRINCIPAL DE EVITAR A PERDA DE COMPOSTO POR ESTES FUROS QUE SÃO GRANDES NOS
VASOS DE BONSAI. COM O TEMPO PODERÁ ATINGIR AS RAÍZES.
9. AO ESCOLHER UMA PLANTA EM UM VIVEIRO, OLHE AS CONDIÇÕES DA MESMA. SÓ COMPRE PLANTAS COM
ASPECTO SADIO.

10. PROCURE SEMPRE QUE POSSÍVEL SABER A IDADE, NOME COMUM E CIENTÍFICO DA PLANTA ADQUIRIDA.
TODA INFORMAÇÃO É IMPORTANTE. SE É UMA PLANTA QUE PODE FICAR DIRETO NO SOL,QUAL O TIPO DE
TERRA, QUE TIPO DE ADUBAÇÃO USAR, COMO SE PROPAGA, PRECISA MUITA OU POUCA ÁGUA, ETC..

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Manual do Bonsai

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11. UMA ÁRVORE VELHA, ASSIM COMO UMA PESSOA IDOSA, PRECISA DE MENOS ALIMENTAÇÃO; NÃO DÊ
MAIS DO QUE O NECESSÁRIO, NÃO SERÁ BENÉFICO.

12. UMA ÁRVORE DOENTE TAMBÉM NÃO DEVE SER ADUBADA ATÉ QUE MOSTRE SINAIS DE RECUPERAÇÃO,
NESTE MOMENTO COMEÇAREMOS A ADUBAR DE FORMA MÍNIMA. NÃO SE OFERECE FEIJOADA A NENHUM
DOENTE.

13. NÃO DEVE SER USADA UMA FÓRMULA DE ADUBO “N.P.K.” COM MUITO “N”, NITROGÊNIO, VISTO QUE A
FINALIDADE DO MESMO É DE FAVORECER O DESENVOLVIMENTO DA PLANTA QUE NÃO É O QUE
PRETENDEMOS PARA NOSSOS BONSAI. É EVIDENTE QUE EM PLANTAS NOVAS (MUDAS), PARA QUE CHEGUE
AO ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO NECESSÁRIO MAIS RAPIDAMENTE, PODEREMOS USAR UMA
FORMULAÇÃO “N.P.K.” 10-10-10. FICAREMOS MAIS SEGUROS USANDO 50% DA INDICAÇÃO DO FABRICANTE.

14. AO MOLHAR MENOS AS FLORES DE UMA PLANTA AS MESMAS TERÃO UM PERÍODO DE DURAÇÃO MAIOR.
QUANDO FLORIDAS, MOLHE SOMENTE O COMPOSTO.

15. ESCOLHA SEMPRE A FRENTE DA SUA ÁRVORE ANTES DE COLOCÁ-LA NO VASO.

16. EVITE UM GALHO APONTANDO EM DIREÇÃO AO ESPECTADOR DE SUA ÁRVORE.

17. AS ÁRVORES NASCERAM E CONTINUARÃO NASCENDO AO AR LIVRE. BONSAI DENTRO DE CASA SÓ COM
CONDIÇÕES DE ILUMINAÇÃO ADEQUADA. UMA ÁRVORE TAMBÉM MORRE POR FALTA DE LUZ.

18. TENHA TRANQUILIDADE AO LIDAR COM UM BONSAI.

ESTILOS

Os bonsai obedecem a estilos que imitam as árvores na natureza, como cada bonsai é único, existem tantos
que não seria possível nomeá-los a todos aqui. No entanto baseamo-nos nos mais utilizados.

ERECTO FORMAL -
CHOKKAN

Possui um tronco
totalmente reto e sua
forma geral é cónica com
ramos em escada e tronco
vertical adelgaçando
em direção ao topo.
ERETO INFORMAL -
MOYOGI

Este estilo é agradável á


vista, o tronco mantém-se
ereto, mas é contorto, com
formas caprichosas.

VASSOURA - HOKIDACHI

Como o nome indica tem o


aspecto de uma vassoura
virada ao contrario. O
tronco adelgaça desde a
sua base até ao seu topo.

TRONCO DUPLO - SOKAN

Neste estilo existe um


tronco que domina, é
maior e mais grosso,
enquanto o segundo tronco
nasce no primeiro terço da
parte inferior do tronco
principal. Este estilo muitas
vezes também é
denominado de "mãe e
filho".
CASCATA - KENGAI

O tronco recai sobre o


rebordo do vaso e imita
uma árvore que pende de
uma falésia. A parte
inferior deste Bonsai deve
ficar num plano mais baixo
que o vaso.

Semi Cascata – Han-


Kengai

O tronco recai sobre o


rebordo do vaso, mas a
parte inferior deste Bonsai
não deve ultrapassa a
borda inferior.
Normalmente possui um
galho bastante reclinado
para fora do vaso.

VARRIDO PELO VENTO -


FUKINAGASHI

Este estilo faz lembrar uma


árvore fustigada pelos
ventos fortes. Todas as
pernadas estão orientadas
para um dos lados.
FLORESTA - YOSE UE

Vários bonsai reunidos,


formando uma floresta. No
Japão, por motivos
religiosos, as florestas
plantam-se com um
número impar de árvores.

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Manual do Bonsai

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COMPOSTO

Formação do Solo: Areia, pedra, argila mais elementos minerais, matéria orgânica, água e ar.

Tipos de Solo: Argiloso, calcário, arenoso e humoso.

Características de cada um:


ARGILOSO - Como diz o nome, predomina a argila em sua composição, 50% aproximadamente. É uma terra
pegajosa. São compactos e tendem a rachar quando secos. Não apresentam uma característica de drenagem
boa. A argila vermelha adquire esta cor devido ao ferro em sua composição.
CALCÁRIO - Mais ou menos 50% são de cal ou carbonato de cálcio. Retêm melhor a água que o solo arenoso,
mas, menos que o solo argiloso.
ARENOSO - Drenagem excelente, pobre em nutriente. É composto de aproximadamente de 80% de areia.
HUMOSO - Predomina a matéria vegetal decomposta e alguma parcela de matéria animal.

Controlando a composição do solo:

Para evitar a compactação do solo adicionamos areia ou composto orgânico.

PH - O PH é a taxa de acidez do solo. Pode-se dizer também que é a concentração de íons de hidrogênio.
Pode-se medir o pH por meio de reagentes químicos. Foi convencionada uma escala numérica de 1 a 14 sendo
que pH=7 é considerado neutro e neste ponto de medição a absorção de todos os nutrientes é de 100%.

SOLOS ÁCIDOS - O PH é menor que 7. Quanto menor for a marcação, mais ácido.
O solo ácido pode ser reconhecido visualmente pela sua cor escura.
A falta de cálcio e magnésio torna o solo ácido, isto acontece devido, principalmente, a ação das chuvas que
lavam estes elementos.

COMO NEUTRALIZAR UM SOLO ÁCIDO - Adicionando-se a ele calcário dolomítico, cal hidratado, nitrato de sódio
ou nitrato de potássio. Cerca de 150g de calcário dolomítico por metro quadrado (m2), elevam em 1 ponto o
teor de pH do solo.

SOLO ALCALINOS - O PH é maior que 7. Quanto maior a marcação, mais alcalino.


O solo alcalino tem uma cor clara.

TORNANDO ÁCIDO UM SOLO ALCALINO - Acrescenta-se sulfato de ferro ou de alumínio na proporção de 150 g
por metro quadrado (m2) para diminuir a taxa de pH em 1 ponto.

PEAGÔMETRO - É o equipamento para medir ao pH de uso bem simples.


Fornecedora de cálcio, a cal, é necessária para o desenvolvimento das raízes e
ajuda na absorção de alimentos. A cal agrícola tem uma ação mais lenta e
duradoura. A cal hidratada ( É a cal agrícola queimada, à qual se acrescentou
CAL
água.) é mais rápida mas influi negativamente no teor de humus.
É possível usar a cal empregada em construções embora não seja a mais
recomendada.
Solos com tendência a acidez são neutralizados com carvão. É excelente quando
CARVÃO VEGETAL
acrescentado as sementeiras ou nas covas quando do plantio.
É uma espécie de mica expandida com propriedade de absorção e retenção de
VERMICULITA água excelentes. É um material estéril e levemente alcalino sem nenhum teor
nutricional. Pode ser usada para melhorar a drenagem e reter a umidade.
Formada pela sedimentação da decomposição de vegetais que crescem em
TURFA locais alagados e pobres em oxigênio. A turfa é leve, de cor escura e inflamável.
Pode ser empregada em misturas de solo.
É um composto orgânico da decomposição de vegetais em mistura com a terra.
TERRA VEGETAL
Rico em humus e nutrientes mas pobre em fósforo.
PÓ DE XAXIM Ideal para plantas que necessitam solo úmido.
ESFAGNO É um musgo que tem a propriedade de absorver e armazenar água.

ÁGUA

A água é fundamental para a manutenção de um Bonsai em boas condições. Na maioria das vezes que
converso com alguém que perdeu um Bonsai, verifico que houve descuido na administração de água:
esquecimento, viagem, "achei que estava molhado", etc... De fato não existe nenhum complicador para
molharmos o nosso Bonsai desde que verifiquemos alguns pormenores:
a) Clima em nossa região
Se você mora em uma região onde o clima é muito quente (Ribeirão Preto), deve molhar a sua planta até três
vezes nos dias muito quentes.
b) Tamanho do vaso e material de que é feito: cerâmica, concreto
Alguns Bonsai são colocados em vasos pequenos. Isto propicia um enxugamento mais rápido, assim como o
tipo do material usado na feitura do vaso. A cerâmica esmaltada conserva mais umidade que um vaso de
concreto, este último é mais poroso.
c) Local aonde vamos deixá-la e o tempo de exposição ao sol
Dependendo do local onde colocamos a nossa planta irá acontecer uma variação na exposição; portanto é
importante observarmos qual o tempo de incidência de sol. É com este tipo de observação que vamos
controlando a rega do Bonsai.
d) Época do Ano: fria, quente.
É claro que, quando acontece uma mudança de tempo deverá acontecer uma mudança na quantidade de
água. No período de Inverno nossa planta precisará de menos água.
e) Tipo de planta
Alguns tipos de plantas como Crássulas, Ciprestes, Tuias e Pinheiros aceitam um solo menos úmido, é
importante na hora da compra de um espécime solicitar informação geral sobre a planta e, principalmente,
sobre a rega.
f) Horário
Desde que seja um dia quente, rega-se pela manhã e também a tarde. Como foi dito acima, em dias
excepcionalmente quentes devemos regar também no meio do dia. Uma boa hora para climas normais é na
parte da tarde, sua planta vai aproveitar a umidade durante a noite. É claro que, em dias seguidos de muito
frio não é aconselhável molhar a planta a tarde. O excesso de umidade pode apodrecer as raízes.
g) Como regar

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Manual do Bonsai

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Uma maneira prática de medida é regar até a água escorrer pelo furo no fundo do vaso. Muitas vezes, por
esquecimento, deixamos de molhar nossa planta por um dia. Quando isto ocorrer, a terra do vaso pode
endurecer, e neste caso, devemos molhar a planta por imersão por alguns minutos isto é, colocar o vaso dentro
de 1 recipiente com água. No ressecamento da terra acontece um travamento do substrato em redor das
pequenas raízes e, quando molhamos da maneira normal a água não consegue atingir aquelas raízes essenciais
na alimentação da planta, ocorrendo a perda total da planta. Observe que quando você molha um vaso seco,
ou seja, onde não existe umidade, a água não penetra de imediato, ela escorre como se fosse um piso. A pouca
água que permanece sobre a superfície do vaso vai dilatando e abrindo poros que absorverão a água; por isto
devemos molhar cada vaso demoradamente e com regador de crivo fino. Importante: o vaso para Bonsai tem
um furo de bom tamanho na parte de baixo que é para escoar o excesso de água que porventura tenhamos
usado, fica então subentendido que não se deve usar um prato para apoio do vaso, isto criaria um acumulo de
água dentro do prato e por conseguinte no vaso.
h) Um teste excelente
Verifico a umidade dos meus vasos tocando a terra com as costas da mão. É uma boa maneira de sentir a
umidade ou secura do composto. É NECESSÁRIA A UMIDADE NO VASO DE BONSAI. Se você pegar como
exemplo quaquer planta na natureza, vai observar que, ao escavar até as suas raízes verificará que elas estão
em solo úmido. Não é porque seja um Bonsai que devemos manter a umidade mas, porque as raízes devem
estar em solo com alguma umidade. Como o seu Bonsai não tem como levar as suas raízes até um solo úmido,
você deve proporcionar esta condição. ÚMIDO, NÃO ENCHARCADO.

A MAIORIA DOS BONSAI PERDIDOS SÃO POR FALTA DE ÁGUA. OBSERVE ATENTAMENTE AS INFORMAÇÕES
ACIMA E TENHA UM BONSAI POR MUITOS E MUITOS ANOS.

Podas

Podas Aéreas - São as feitas no tronco ou galhos primários. Diversas podas drásticas são necessárias para
que cheguemos a obter uma boa grossura no tronco do Bonsai. Ao atingirmos a grossura pretendida as podas
drásticas não mais serão necessárias.

Podas de Refinamento - São as feitas em galhos secundários, pequenas ramificações e folhas, com o objetivo
de maior ramificação e aumento folhar ou.

Quando podar - Final da Primavera ao início do Verão.

OBS.: AS FOLHAS SERÃO CORTADAS SEMPRE NO PONTO DE JUNÇÃO COM O PECÍOLO.

CUIDADOS - Árvores que não estejam pegas não se podam. Fazendo uma poda drástica de tronco, faça sempre
acima de uma ramificação ou broto que acabarão, um ou outro, sendo a continuidade do tronco. Faça um corte
limpo, ou seja, retire todas as saliências para que haja uma perfeita cicatrização. Trabalhe sempre com uma
ferramenta adequada para a espessura do galho ou tronco que esteja trabalhando, evitando lascar ou rachar a
madeira.
PODA DAS CONÍFERAS - Todas terão a sua poda feita na Primavera sempre com as mãos. Os brotos serão
retirados com o indicador e o polegar.

Podas de Raizes - O intervalo de tempo para poda de raízes depende de muitos fatores. Um Bonsai novo será
podado bem antes de um Bonsai mais velho, o seu crescimento é naturalmente mais rápido. Existem outros
fatores que podem fazer uma poda de raízes ser mais demorada como por exemplo uma doença que ataque
sua planta.

Épocas - Verão e Outono, com exceção para as espécies deciduifólias que deverão ser reenvazadas logo no
início da Primavera. Nunca devemos reenvazar quando a árvore tenha emitido suas primeiras folhas. Frutíferas
adultas também serão reenvazadas no início da Primavera.

Procedimento - Retira-se a planta do vaso com cuidado (use uma faca para soltar as laterais). Diminuímos o
torrão em 1/3 e, as raízes excedentes serão cortadas com cuidado. Quando a poda de raízes for muito grande
lembre-se sempre de diminuir um pouco as folhagens ou pequenos ramos. É claro, retiramos parte do orgão
alimentador das plantas, as raízes. Esta atitude favorecerá uma melhor recuperação da planta.

Reenvazamento - Tampa-se o furo de drenagem do vaso com uma tela de nylon prendendo-a ao vaso com um
pedaço de fio de cobre. Coloca-se o substrato que vamos usar, sempre verificando que vamos colocar o torrão
com a nossa planta. Se o torrão ficar muito baixo, completamos com substrato. O substrato deve estar seco
para que não fiquem espaços vazios no interior do vaso criando bolsas de ar. Usar um palito, que pode ser
RASHI (Aqueles palitos usados pelos japoneses para comerem.) que será colocado entre as paredes do vaso e o
torrão da planta, quando vamos fazer movimentos circulares pequenos e também um movimento como se
estivéssemos socando (suavemente) para que a terra vá se acomodando (você notará que a terra vai descendo
lentamente ). Comprimir a terra levemente dando pancadas com as pontas dos dedos. NUNCA APERTE A TERRA
DO SEU VASO COM OS DEDOS OU QUALQUER OBJETO. Pode-se dar acabamento com placas de musgo ou
castelos ou pedriscos de 3 a 6mm.

CUIDADOS - Na primeira rega usar um bom hormônio enraizador.

LOCAL - Deixar a árvore sob uma tela de sombreamento. Após 4/5 semanas pode-se voltar com a planta para
área de sol mais intensa.

OBS.: Nunca podar a parte aérea e as raízes ao mesmo tempo. Evitando as duas operações ao mesmo tempo
poupamos mais nossa árvore. Depois da poda da parte aérea daremos um tempo para que a planta se refaça
e, então sim, podaremos as raízes.

Nosso trabalho neste momento é o de


reenvazar esta árvore. Vamos retirar nossa
planta do local onde estiver para fazer a
mudança pretendida. Com uma faca vamos
soltar a terra que poderá estar com certa
aderência com as paredes da lata ou vaso
plástico. Enfie a faca encostada pelo lado de
dentro, entre a lata ou plástico e a terra e
vá contornando toda a volta. Isto soltará o
torrão. Retire o torrão com cuidado evitando
que se quebre.

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Manual do Bonsai

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Vamos fazer isto deixando 1 ou duas folhas em cada galho. Nada mais!
Veja como podar as folhas no tópico abaixo.
Você pode dar acabamento colocando musgo sobre a terra ou pedriscos, castelos (pedregulho). O musgo vcê
poderá retirar de locais onde haja muita umidade. Nestes locais é muito comum a presença de musgo. Retire-
os e coloque sobre a terra do seu vaso que ficará com uma aparência envelhecida.
Nossa árvore já se parece com um Bonsai mas não é. Veja a "regra" abaixo, que considero a mais importante
de todas.
-Qual a terra que vou usar? Quando adubo? Qual o local ideal para deixar minha árvore? Com quais árvores
posso trabalhar?
É verdade são tópicos interessantes, veja logo abaixo!

PRIMEIRA OPÇÃO
QUAL A TERRA (COMPOSTO) QUE VOU USAR?

Simples, faça a seguinte mistura usando sempre todos os ingredientes secos. Ficará melhor para acomodá-los
dentro do vaso no momento de reenvasar:
2 (duas) partes de terra boa. (Quero dizer com terra boa, qualquer terra do fundo do nosso quintal, onde se
desenvolva bem uma horta por exemplo.)
1 (uma) parte de areia média ou grossa. (Esta areia que está sendo usada na construção do seu vizinho.) A
finalidade da areia é para drenar melhor a água.
1 (uma) parte de esterco de gado seco e coado. (Coar para que não fiquem pelotas dentro do vaso. Causam
má impressão. Só por isso!)

SEGUNDA OPÇÃO
QUAL A TERRA (COMPOSTO) QUE VOU USAR?

Nosso amigo tem razão ao dizer que nem todos temos quintal em casa, principalmente nos grandes centros.
Vamos preparar um composto diferente para estes casos.
3 (uma) parte de terra vegetal. (Também encontrada nestas lojas.)
1 (uma) parte de areia grossa de rio.
MISTURE AS DUAS

DETALHE IMPORTANTE - USAR UM ENRAIZADOR

A razão de termos cortado as raízes de nossa árvore é que, um Bonsai deve ser acomodado em vaso de
pequeno porte. Certo! Mas mesmo em um vaso pequeno é necessário uma boa quantidade de raízes para dar
sustentação a toda planta. Por esta razão, (termos cortado as raízes) vamos usar um produto que ajude a
planta no desenvolvimento de novas raízes. São conhecidos como "enraizadores". Bem lógico!
Darei o nome de dois facilmente encontrados.
1. BIOFERT - É um produto da BIOKITS muito bom
2. VITAFLOR RAIZ - Este produto é encontrado em lojas de jardinagem e afins.
3. COMPLEXO B1 - é um remédio para o fígado que tem como princípio ativo os mesmos ingredientes do
produto acima. Encontrado em todas as boas farmácias.
DOSAGEM- Use a tampa dos mesmos em meio litro de água.
COMO USAR - Após acomodar sua planta no vaso e molhá-la até que a água vaze pelo furo de drenagem,
aguarde mais uns 15/20 minutos e coloque a solução de enraizador que você preparou.

LOCAL ONDE DEIXAREMOS NOSSA ÁRVORE


Nossa árvore, após a poda de raízes deverá ser colocada em local sombreado, sem muita ventilação, até que se
recupere. Notaremos a melhora quando começarem a aparecer novos brotos e folhas. Isto variará de árvore
para árvore. Em um período de 15 dias, normalmente, a planta estará respondendo aos cuidados que
dispensamos a ela. NUNCA ADUBE UMA PLANTA DOENTE OU REENVAZADA RECENTEMENTE.

ADUBAÇÃO

Repetindo o que foi dito acima:


NUNCA ADUBE UMA PLANTA DOENTE OU REENVAZADA RECENTEMENTE.
Começar uma adubação com calda de esterco de gado após 4 meses. Quanto mais rápida a recuperação da
planta, mais cedo poderemos adubar.
Comparo com o que se faz com qualquer pessoa que sofreu uma cirurgia. Toma sopinha, nunca uma feijoada!

ÁGUA - ISTO É FUNDAMENTAL

A água é fundamental para a manutençao de um Bonsai em boas condições. Na maioria das vezes que
converso com alguém que perdeu um Bonsai, verifico que houve descuido na administração de água:
esquecimento, viagem,
"achei que estava molhado", etc... De fato não existe nenhum complicador para molharmos o nosso Bonsai
desde que verifiquemos alguns pormenores:
a) Clima em nossa região
Se você mora em uma região onde o clima é muito quente ( Ribeirão Preto ), deve molhar a sua planta até 3
vezes nos dias muito quentes.
b) Tamanho do vaso e material de que é feito cerâmica, concreto
Alguns Bonsai são colocados em vasos pequenos. Isto propicia um enxugamento mais rápido, assim como o
tipo do material usado na feitura do vaso. A cerâmica esmaltada conserva mais umidade que um vaso de
concreto, este último é mais poroso.
c) Local aonde vamos deixá-la e o tempo de exposição ao sol
Dependendo do local onde colocamos a nossa planta irá acontecer uma variação na exposição; portanto é
importante observarmos qual o tempo de incidência de sol. É com este tipo de observação que vamos
controlando a
rega do Bonsai.
d) Época do Ano: fria, quente
É claro que, quando acontece uma mudança de tempo deverá acontecer uma mudança na quantidade de água.
No período de Inverno nossa planta precisará de menos água.
e) Tipo de planta
Alguns tipos de plantas como Crássulas, Ciprestes, Tuias e Pinheiros aceitam um solo menos úmido, é
importante na hora da compra de um espécime solicitar informação geral sobre a planta e, principalmente,
sobre a rega.
f) Horário
Desde que seja um dia quente, rega-se pela manhã e também a tarde. Como foi dito acima, em dias
excepcionalmente quentes devemos regar também no meio do dia. Uma boa hora para climas normais é na
parte da tarde, sua planta vai aproveitar a umidade durante a noite. É claro que, em dias seguidos de muito
frio não é aconselhável molhar a planta a tarde. O excesso de umidade pode apodrecer as raízes.
g) Como regar
Uma maneira prática de medida é regar até a água escorrer pelo furo no fundo do vaso. Muitas vezes, por
esquecimento, deixamos de molhar nossa planta por um dia. Quando isto ocorrer, a terra do vaso pode
endurecer, e neste caso, devemos molhar a planta por imersão por alguns minutos isto é, colocar o vaso dentro
de 1 recipiente com água. No ressecamento da terra acontece um travamento do substrato em redor das
pequenas raízes e, quando molhamos da maneira normal a água não consegue atingir aquelas raízes essenciais
na alimentação da planta, ocorrendo a perda total da planta. Observe que quando você molha um vaso seco,
ou seja, onde não existe umidade, a água não penetra de imediato, ela escorre como se fosse um piso. A pouca
água que permanece sobre a superfície do vaso vai dilatando e abrindo poros que absorverão a água; por isto
devemos molhar cada vaso demoradamente e com regador de crivo fino. Importante: o vaso para Bonsai tem
um furo de bom tamanho na parte de baixo que é para escoar o excesso de água que porventura tenhamos
usado, fica então subentendido que não se deve usar um prato para apoio do vaso, isto criaria um acumulo de
água dentro do prato e por conseguinte no vaso.
h) Um teste excelente
Verifico a umidade dos meus vasos tocando a terra com as costas da mão. É uma boa maneira de sentir a
umidade ou secura do composto. É NECESSÁRIA A UMIDADE NO VASO DE BONSAI. Se você pegar como
exemplo qualquer planta na natureza, vai observar que, ao escavar até as suas raízes verificará que elas estão
em solo úmido. Não é porque seja um Bonsai que devemos manter a umidade mas, porque as raízes devem
estar em solo com alguma umidade. Como o seu Bonsai não tem como levar as suas raízes até um solo úmido,
você deve proporcionar esta condição. ÚMIDO, NÃO ENCHARCADO.

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Manual do Bonsai

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EDUCAÇÃO

Aramação:
A Aramação é uma técnica que irá educar o bonsai ao seu estilo preferido, e também com a possibilidade de
deixar o seu tronco mais grosso.

Procedimento:
Compre arames de 1mm e 2mm de espessura, afim de poder aramar todos os troncos de seu bonsai
uniformemente. Compre de 2 a 3 metros de cada, afinal é melhor sobrar do que faltar.
Siga o Passo a Passo das figuras abaixo:
Cuidado para que os Arames não amassem as folhas, isso poderá prejudicar seu trabalho.
NUNCA deixe as pontas do arame soltas, alem de ser a forma errada de se aramar um bonsai, isso deixaria
uma visualização ruim para o espectador.

ADUBAÇÃO

É a reposição dos nutrientes retirados do solo pelas plantas e pelas chuvas.

Tipos de Adubos:

ORGÂNICOS - São os oriundos de matéria vegetal ou animal. Têm maior permanência no solo embora sejam
absorvidos de forma mais lenta, isto porque eles demandam algum tempo para se tornarem absorvíveis ou
seja, tem que acontecer toda uma transformação para que o adubo orgânico se transforme nos elementos
químicos que serão utilizados pelas plantas. Use preferentemente os orgânicos, deixando os inorgânicos para
solos testados como muito fracos.

Torta de Mamona - (Cerca de 5% de Nitrogênio)


Húmus - É resultado da decomposição de restos vegetais e pequena parcela de restos animais.
Humos de Minhoca - Além de um excelente adubo é também um recondicionante das condições físicas e
biológicas do solo.
Farinha de Sangue - Rica em Nitrogênio aproximadamente 10%.
Farinha de Osso - Rica em Fósforo. É indicado para plantas floríferas visto que o Fósforo é um estimulante
para a floração e frutificação. Para calcular comece pensando que por m2 (metro quadrado) podemos usar de
100 a 300grs.
Farinha de Peixe - Rica em Fósforo 9% e, em Nitrogênio 5%. Valores aproximados.
Cinza de Madeira - É rica em Potássio - Cálcio e Magnésio. É quase imperceptível a presença de Nitrogênio e
Fósforo
Estercos - São ricos em macronutrientes (NPK) além de incorporarem matéria orgânica. Nunca devem ser
usados ainda frescos, é necessário curtir o esterco deixando secar ao sol por mais ou menos 30 dias. Molhe
algumas vezes até que esteja totalmente fermentado.

INORGÂNICOS - São obtidos da extração mineral ou derivados de petróleo. Devido a alta concentração são
aproveitados pelas plantas de forma mais rápida, razão pela qual devemos aplicá-los com conhecimento para
não causarmos danos às plantas.

N - P - K (Nitrogênio - Fósforo e Potássio)


Salitre do Chile - ( Rico em Nitrogênio, aproximadamente 16%)
Sulfato de amônia -( Rico em Nitrogênio)
Nitrocálcio - ( Rico em Nitrogênio)
Uréia -( Rico em Nitrogênio)
Superfosfatos - ( Rico em Fósforo)
Cloreto de potássio - (Rico em Potássio)
Sulfato de potássio - (Rico em Potássio)

Para uma perfeita adubação seria necessária uma análise do solo em laboratório especializado o que em nossa
caso, a Arte Bonsai, não se fará necessário. Os adubos indicados vem, em sua maioria, com a formulação
correta para uso. Siga-as lembrando que a quantidade de solo em seu vaso é limitada. Para maior segurança,
reduza a 1/3 ou 1/2 da indicação na bula.

N- P - K:
N = Nitrogênio - Para brotação e enfolhamento ou seja, desenvolvimento da planta.
P = Fósforo - Estimulante da floração e frutificação.
K = Potássio - Fortalece as plantas tornando-as mais resistentes.
São conhecidos como MACRONUTRIENTES visto serem os principais para as plantas. Esta a razão de toda e
qualquer formulação de adubos serem adotadas por "NPK".

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Manual do Bonsai

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Outros nutrientes importantes:

Além dos acima indicados temos outros. Na realidade dos 109 elementos químicos, 17 são fundamentais para
as plantas. É bom observar que tantos os macronutrientes como os micronutrientes são importantes para as
plantas sendo que, a diferença está, somente, na quantidade necessária para as plantas. Vamos ver os mais
importantes:
CÁLCIO (Ca) - Ajuda no crescimento e funcionamento das raízes.
MAGNÉSIO (Mg) - Ajuda a constituir a clorofila e na formação dos açucares.
ENXOFRE - Componente essencial de todas as proteínas além de ajudar a manter a planta com um verde sadio.

MICRONUTRIENTES - São também importantes para as plantas embora em menor quantidade. Exemplos: Ferro
(Fe), Boro (B), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Molibdênio (Mo), Cloro (Cl), Manganês (Mn).

Como adubar:

Primeiro devemos molhar as plantas depois adubamos. Principalmente nos fertilizantes químicos pois os
mesmos poderiam queimar as plantas.
Adubo Foliar: Deve ser usado em plantas que estejam sadias. Observando que as folhas estão murchas, não
use. O processo de absorção por plantas doentes é deficiente

PRAGAS
PULGÕES - chamados também de piolho de planta. são verde-claro, amarronzados e pretos. Podem ser
retirados com cotonetes embebidos em água ou álcool, quando descoberto no começo. Os sintomas
apresentados são atrofia dos brotos novos, folhas que amarelam e enrugam e, presença de formigas que
apreciam a substância açucarada que os pulgões excretam.
COCHONILHAS - Pequenos insetos de 2 a 5mm de comprimento, de formato arredondado e cores variando do
entre branco, marrom e esverdeado. Existem dois tipos: de carapaças (escamas) e as farinhosas, que se
apresentam revestidas por uma secreção serosa que lembra o algodão. Percebendo-se no início podemos
combatê-la com cotonete embebido em álcool metílico. Os sintomas são folhas que nascem enroladas e com
manchas amareladas, podendo apresentarem-se meladas. Os botões florais caem antes de se abrirem e a
planta mostra-se sem viço e com crescimento estacionado.
ÁCAROS - Assemelha-se a um carrapato ligeiramente peludo com 8 patas. Podem atacar os tecidos internos
das plantas, caules, folhas e até raízes. No início podemos eliminá-los pulverizando água morna nas folhas e
retirando os ácaros com esponja ou cotonete embebido em álcool. A pulverização com calda de fumo ajuda.
Casos extremos usar acaricidas à base de Enxofre, aplicados com muito cuidado. Sintomas são as folhas
apresentarem partes esbranquiçadas, às vezes com os bordos enrolados. Em alguns casos nota-se a presença
de finíssimas teias brancas nas folhas ou outras com aparência de ferrugem. Mais tarde, caules e folhas
escurecem e tornam-se crespos e, se a planta chega a florescer, as flores são menores e defeituosas. Existem
umas aranhas vermelhas também chamadas de ácaros que podem ser combatidas com borrifação de água
constante ou aplicação de enxofre.
BROCAS - São insetos que perfuram troncos e hastes lenhosas para lá depositarem seus ovos. As larvas que
nascem cavam galerias no interior do caule. Sintomas são reconhecidos por orifícios no tronco ou caule. Se a
infestação estiver somente em um galho devemos arrancá-lo. Aplicar nos outros galhos uma pasta à base de
Fosfeto de Alumínio. Pode-se prevenir o ataque de brocas fazendo uma pasta de cinza de madeira misturada
com água e com ela rebocar o tronco.
LESMAS E CARACÓIS - Como precisam manter-se hidratados passam os dias escondidos sob pedras ou
madeiras ou outros locais úmidos. À noite fazem o estrago. Sal de cozinha tem a propriedade de derreter
lesmas. Retire os caracóis com as mãos.
FORMIGAS - Todos sabemos como controlá-las mas existem plantas que tem a propriedade de afastá-las como
a hortelã. O gergelim não afasta mas quando as formigas levam o gergelim para dentro do formigueiro, as
folhas em contato com a umidade do formigueiro liberam uma substância tóxica que envenena as formigas.
LAGARTAS - É necessária a nossa observação e localizar seus ninhos no verso das folhas ou em folhas
enroladas. Para grandes infestações pulverizações com inseticidas biológicos como o Dipel ou Agropel,
provocam uma doença bacteriana mortal na lagarta. Uma maneira de afugentá-las é evitar que as borboletas
ou mariposas cheguem perto plantando a sálvia, alecrim, hortelã e alho poró. Estas plantas afugentam as
borboletas.
TATUZINHO E TRIPS - Para eliminá-los utiliza-se creolina aplicada em seus esconderijos: locais escuros e
úmidos. Como a creolina leva apenas 5 minutos para matá-los, convém lavar o local um pouco depois pois o
produto e prejudicial a microfauna que mantém o solo saudável.

DICIONÁRIO

Chokkan: Formal, ereto, tronco vertical, com copa piramidal e galhos distribuídos em todas as direções.

Fukinagashi: Varrido ou fustigado pelo vento.

Han-Kengai: Estilo "Semi-Cascata".

Hokidachi: Estilo Vassoura. Tronco reto e sem curvas, com todos os galhos partindo de um mesmo ponto.

Ishitsuki: Agarrado a Rocha.

Jin: Galho ou parte de um tronco que morreu e permaneceu seco na árvore

Kengai: Em forma de cascata.

Kusamono: “Planta de assento”. Ervas plantadas em pequenos potes, bastante usadas como
“acompanhamento” para os bonsai.

Mame: Bonsai com altura máxima de 10 cm.

Moyogi: Ereto informal.

Nebari: Raízes visíveis.

Penjing: Arte chinesa que consiste em recriar uma paisagem numa bandeja.

Shakan: Inclinado.
Shari: Parte descascada de um bonsai.

Sokan: Troncos gêmeos: pai e filho.

Suiban: Espécie de bandeja utilizada no cultivo de penjing e saikei. Sui = "água" e Ban = "bacia".

Suiseki: Em geral rochas com formatos que lembram algo da natureza.

Yamadori: Coletar plantas na natureza para fazer bonsai.

Yose-ue: Plantio em grupo de várias árvores em uma bandeja, com a aparência de uma floresta.

BIBLIOGRAFIA

Miniatura Bonsai - Herb L. Gustafson - Sterling Publishing Co. Inc - New York 1995
(Tradução por Eloá C Levandowski - Porto Alegre-RS)

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