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09/03/2022

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

ANESTESIA E SEDAÇÃO

ANESTESIA E SEDAÇÃO ANESTESIA GERAL


A anestesia é um estado de narcose (depressão grave do sistema
nervoso central induzido por agentes farmacológicos), analgesia,
Anestesia geral (inalação, intravenosa)
relaxamento e perda dos reflexos. Os clientes sob anestesia geral não
Anestesia regional (peridural, raquidiana e bloqueios de condução local) conseguem despertar, nem mesmo quando submetidos a estímulos
Sedação moderada dolorosos. Eles perdem a capacidade de manter a função
ventilatória e precisam de assistência na manutenção da perviedade das
Anestesia local vias respiratórias. A função cardiovascular também pode ser prejudicada.

INALATÓRIA INTRAVENOSA

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ANESTESIA GERAL ANESTESIA GERAL


Estágio I: início da anestesia. Conforme o cliente respira a mistura anestésica, Estágio III: anestesia cirúrgica. A anestesia cirúrgica é alcançada pela administração de vapor
pode sentir calor, tontura e sensação de distanciamento. O cliente pode ouvir ou gás anestésico, sendo mantida por agentes intravenosos, conforme necessário. O cliente fica
inconsciente e imóvel sobre a mesa. As pupilas tornam-se pequenas, mas se contraem quando
sinos, rugido ou zumbido e, embora ainda consciente, pode ter incapacidade de expostas à luz. As incursões respiratórias são regulares, a frequência e o volume do pulso são
mover os membros com facilidade. Durante esta fase, os ruídos são exagerados; normais, e a pele é rosada ou levemente corada. Com a administração adequada do agente
até mesmo vozes baixas ou sons menores parecem altos e irreais. Por isso, anestésico, este estágio pode ser mantido por horas em um dos vários planos, variando de leve
(1) a profunda (4), dependendo da profundidade da anestesia necessária
evitam-se ruídos e movimentos desnecessários ao iniciar a anestesia
Estágio IV: depressão bulbar. Este estágio é alcançado se foi administrado muito anestésico. As
Estágio II: excitação. O estágio de excitação, caracterizado pelo fato de o cliente incursões respiratórias tornam-se superficiais, o pulso é fraco e filiforme, e as pupilas ficam muito
se debater, gritar, falar, cantar, rir ou chorar, muitas vezes é evitado se os agentes dilatadas e deixam de se contrair quando expostas à luz. Desenvolve-se cianose e, sem
intervenção imediata, a morte ocorre rapidamente. Se esta fase se desenvolver, o anestésico é
anestésicos intravenosos forem administrados de modo tranquilo e rapidamente. interrompido imediatamente e inicia-se suporte respiratório e circulatório para evitar a morte.
As pupilas se dilatam, mas se contraem se forem expostas à luz; a frequência Estimulantes, embora raramente utilizados, podem ser administrados; podem ser utilizados
cardíaca é rápida e a respiração pode ser irregular. antagonistas de narcóticos se a overdose for de opioides.

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NALOXONA

NALOXONA

DENTROLENE
NEOSTIGMINA

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NEOSTIGMINA

NEOSTIGMINA

FLUMAZENIL

FLUMAZENIL

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ANESTESIAS NA COLUNA VERTEBRAL


Espaço peridural ou extradural = ANESTESIA EPIDURAL

DURA-MÁTER

Espaço subdural

ARACNOIDE

Espaço sub-aracnóideo / LCR = ANESTESIA RAQUIDIANA

PIA-MÁTER

MEDULA ESPINHAL

ANESTESIAS NA COLUNA VERTEBRAL ANESTESIAS NA COLUNA VERTEBRAL

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ANESTESIA PERIDURAL ANESTESIA PERIDURAL

A anestesia peridural é obtida


por meio da injeção de um
agente anestésico local no
espaço epidural que circunda a
dura-máter da medula espinhal.

ANESTESIA PERIDURAL RAQUIANESTESIA


Vantagem da anestesia peridural: ausência de cefaleia

Desvantagem da anestesia peridural:


Introduzir o agente anestésico no espaço subaracnóideo, ao invés de
introduzir no espaço peridural.
Se ocorrer a punção inadvertida da dura-máter durante a anestesia
peridural e o agente anestésico se deslocar em direção à cabeça, pode
resultar em raquianestesia alta; isso pode causar hipotensão grave e
depressão e parada respiratória.

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RAQUIANESTESIA

A raquianestesia é um bloqueio significativo da condução nervosa


induzido quando um anestésico local é introduzido no espaço
subaracnóideo, ao nível lombar, geralmente entre a 4ª e a 5ª
vértebras lombares.
Provoca anestesia dos membros inferiores, períneo e abdome inferior. Para
o procedimento de punção lombar, o cliente geralmente fica deitado de
lado, com os joelhos tocando o tórax.

COMPLICAÇÕES:
CEFALEIA PÓS RAQUIANESTESIA

A cefaleia pode ser um efeito colateral da raquianestesia. Vários


fatores estão relacionados com a incidência de cefaleia: o tamanho da
agulha espinal usada, o extravasamento de líquido do espaço subaracnóideo
através do local de punção e o estado de hidratação do cliente.
As medidas que elevam a pressão cerebrospinal são úteis em aliviar a
cefaleia; entre elas estão: manter um ambiente calmo e o cliente deitado e
bem hidratado.

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HIPERTERMIA MALIGNA HIPERTERMIA MALIGNA

Durante a anestesia, agentes potentes como os fármacos anestésicos inalatórios


A hipertermia maligna é uma doença muscular hereditária, muitas (halotano, enflurano) e relaxantes musculares (succinilcolina) podem desencadear
vezes rara, quimicamente induzida por agentes anestésicos. os sintomas de hipertermia maligna. O estresse e alguns medicamentos – como
A hipertermia maligna pode ser desencadeada por miopatias, estresse emocional, simpaticomiméticos (epinefrina), teofilina, aminofilina, anticolinérgicos (atropina) e
glicosídios cardíacos (digitálicos) – podem induzir ou intensificar esta reação.
insolação, síndrome neuroléptica maligna, exercício extenuante e traumatismo.
A fisiopatologia da hipertermia maligna está relacionada com uma condição
As pessoas suscetíveis incluem aquelas com músculos fortes e volumosos, hipermetabólica que envolve a alteração de mecanismos na função do cálcio nas
história pregressa de cãibras musculares ou fraqueza muscular e elevação células do músculo esquelético. Este desequilíbrio do cálcio(aumento) provoca
inexplicável da temperatura, assim como a morte inexplicável de um familiar sintomas clínicos de hipermetabolismo, que por sua vez aumenta a contração
durante a cirurgia, que foi acompanhada por uma resposta febril muscular (rigidez) e provoca a hipertermia com subsequentes lesões ao sistema
nervoso central.

HIPERTERMIA MALIGNA HIPERTERMIA MALIGNA

Os sinais/sintomas iniciais da hipertermia maligna estão relacionados com as


atividades cardiovascular e musculoesquelética. Com o transporte anormal de cálcio, ocorrem rigidez ou movimentos
tetânicos, muitas vezes na mandíbula. A rigidez muscular generalizada é um
A taquicardia (frequência cardíaca acima de 150 bpm) muitas vezes é o dos primeiros sinais.
primeiro sinal.
A elevação da temperatura é, na verdade, um sinal tardio que se desenvolve
A estimulação do sistema nervoso simpático também causa arritmias rapidamente; a temperatura corporal pode aumentar em 1°C a 2°C a cada
ventriculares, hipotensão, diminuição do débito cardíaco, oligúria e, mais 5 min, e a temperatura interna do corpo pode exceder 42°C.
tarde, parada cardíaca.

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HIPERTERMIA MALIGNA

Os objetivos do tratamento são diminuir o metabolismo, reverter a acidose


metabólica e respiratória, corrigir arritmias, diminuir a temperatura corporal,
fornecer oxigênio e nutrientes aos tecidos e corrigir o desequilíbrio eletrolítico.
A anestesia e a cirurgia devem ser adiadas. No entanto, se houver disponibilidade
de monitoramento do dióxido de carbono final expirado (CO2) e dantrolene
sódico, e o anestesista for experiente no manejo da hipertermia maligna, pode-se
prosseguir com a cirurgia usando um agente anestésico diferente.
Embora a hipertermia maligna geralmente se manifeste cerca de 10 a 20 min após
a indução da anestesia, também pode ocorrer nas primeiras 24 h após a cirurgia.

INFECÇÕES
CIRURGIA SEGURA
Cirurgias nas quais são utilizados OPME (órtese, prótese e materiais
especiais) são potenciais para focos de infecção de fundo hospitalar.

São consideradas infecções hospitalares as provenientes


de uso de OPME até um ano após o implante (ex: prótese de INFORMAÇÕES
quadril) e sem ouso de OPME até 30 dias após a realização do
ato cirúrgico (ex: amigdalectomia).
IMPORTANTES!

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SIGN IN
Antes da indução anestésica

TIME OUT
Imediatamente, antes da incisão cirúrgica

SIGN OUT
Antes do paciente sair da sala operatória

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Medidas de Prevenção de Infecção Cirúrgica Tricotomia


ANTIBIOTICOPROFILAXIA
Não deve ser feita de rotina, se os pelos tiverem que ser removidos, deve-se
• Escolher a droga adequada levando em consideração o sítio a ser operado; faze-lo imediatamente antes da cirurgia, utilizando tricotomizadores
• Administrar dose efetiva em até 60 minutos antes da incisão cirúrgica: elétricos, e fora da sala de cirurgia. O uso de lâminas esta contraindicado.
• Vancomicina e Ciprofloxacina: iniciar infusão 1 a 2 horas antes da incisão;
• Atenção especial em relação ao uso de torniquetes (administrar a dose total antes
Controle da Glicemia
de insuflar o torniquete);
• Descontinuar em 24 horas;
• Ajustar a dose para pacientes obesos;
Controle de glicemia no pré-operatório e no
• Repetir as doses em cirurgias prolongadas;
pós-operatório imediato
• Combinar administração via intravenosa (IV) e via oral (VO) de antimicrobiano para
cirurgia coloretal.
• Objetivo: níveis glicêmicos <180 mg/dl.

Controle da Temperatura

Manutenção da normotermia em todo perioperatório Abordagens NÃO recomendadas


• Objetivo: ≥ 35,5°C.

 Utilizar vancomicina como droga profilática rotineiramente;


Preparo da pele com preparações alcoólicas  Postergar a cirurgia para prover nutrição parenteral;
 Utilizar suturas impregnadas com antissépticos de rotina;
Utilizar preparações que contenham álcool no preparo da pele  Utilizar curativos impregnados com antissépticos de rotina.
• Altamente bactericida, ação rápida e persistente (preparações
alcoólicas com clorexidina ou iodo).

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O nível de consciência de um paciente é o indicador mais sensível de


desequilíbrio da função neurológica. Em situações de urgência e
FATORES DE RISCO IMPORTANTES emergência, tal como trauma craniano ocasionado por acidente
automobilístico, é importante que a enfermagem avalie a perceptividade
e/ou reatividade da vítima/paciente para estimar prognósticos. Existem
1 Obesidade algumas escalas que ajudam o enfermeiro nessa avaliação neurológica, uma
Ajuste da dose de antibióticos profiláticos. delas, permite por exemplo, a observação de parâmetros como a abertura
2 Diabetes mellitus ocular, a resposta verbal e a resposta motora, dando escore de pontuação
Controle da glicemia. que varia entre 3 e 15 pontos, isso de acordo com a resposta apresentada
3 Tabagismo pelo paciente. Essa escala a qual o texto se refere é a:
O ideal e que a abstenção seja um item obrigatório nas cirurgias eletivas pelo menos
30 dias antes da realização das mesmas. a) aldrete.
4 Uso de esteroides e outros imunossupressores b) ramsay.
Evitar ou reduzir a dose ao máximo possível no período perioperatório. c) kroulik.
d) Glasgow
e) braden.

O nível de consciência de um paciente é o indicador mais sensível de Antes do paciente ser transferido da sala operatória para a sala de
desequilíbrio da função neurológica. Em situações de urgência e recuperação pós-anestésica (SRPA), o enfermeiro da SRPA deve receber
emergência, tal como trauma craniano ocasionado por acidente informações antecipadamente quanto às condições clínicas do paciente.
automobilístico, é importante que a enfermagem avalie a perceptividade Na SRPA, deve ser aplicada a escala de Aldrete e Kroulik. Sobre essa escala,
e/ou reatividade da vítima/paciente para estimar prognósticos. Existem é correto afirmar que:
algumas escalas que ajudam o enfermeiro nessa avaliação neurológica, uma
delas, permite por exemplo, a observação de parâmetros como a abertura a) deve ser aplicada para adultos a cada 30 minutos na primeira hora e após a cada
ocular, a resposta verbal e a resposta motora, dando escore de pontuação hora até a alta da SRPA, de acordo com a gravidade do paciente.
que varia entre 3 e 15 pontos, isso de acordo com a resposta apresentada b) envolve a avaliação da respiração, circulação, saturação de oxigênio, atividade
pelo paciente. Essa escala a qual o texto se refere é a: muscular e temperatura.
c) cada item da escala recebe uma pontuação que varia de zero (0) a dois (2). Um
a) aldrete. paciente está apto a receber alta da SRPA quando atingir pontuação (escore total)
b) ramsay. igual ou superior a 8.
c) kroulik. d) deve ser aplicada somente após a aplicação da escala de Ramsay.
d) Glasgow
e) braden.

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Antes do paciente ser transferido da sala operatória para a sala de


recuperação pós-anestésica (SRPA), o enfermeiro da SRPA deve receber
informações antecipadamente quanto às condições clínicas do paciente.
Na SRPA, deve ser aplicada a escala de Aldrete e Kroulik. Sobre essa escala, O pós-operatório imidiato consiste, entre outros cuidados a
é correto afirmar que: verificação dos sinais vitais na seguinte frequência:
a) deve ser aplicada para adultos a cada 30 minutos na primeira hora e após a cada a) Hora em hora nas primeiras 12 horas;
hora até a alta da SRPA, de acordo com a gravidade do paciente.
b) 15 em 15 minutos nas primeiras 12 horas;
b) envolve a avaliação da respiração, circulação, saturação de oxigênio, atividade
c) 15 em 15 minutos na primeira hora;
muscular e temperatura.
c) cada item da escala recebe uma pontuação que varia de zero (0) a dois (2). Um d) 15 em 15 minutos nas primeiras 12 horas;
paciente está apto a receber alta da SRPA quando atingir pontuação (escore total) e) 30 em 30 minutos na primeira hora.
igual ou superior a 8.
d) deve ser aplicada somente após a aplicação da escala de Ramsay.

O paciente cirúrgico preocupa-se com o procedimento anestésico, com


O pós-operatório imidiato consiste, entre outros cuidados a o ato cirúrgico e também com sua recuperação durante o pós-
verificação dos sinais vitais na seguinte frequência: operatório.
Em relação ao período transoperatório, é CORRETO afirmar:
a) Hora em hora nas primeiras 12 horas;
a) Esse período compreende desde a chegada do paciente na sala cirúrgica até as
b) 15 em 15 minutos nas primeiras 12 horas; primeiras 12 e 24 horas que sucedem o ato cirúrgico.
c) 15 em 15 minutos na primeira hora; b) Esse período envolve o paciente desde sua entrada no Centro Cirúrgico até
d) 15 em 15 minutos nas primeiras 12 horas; sua admissão na sala de recuperação pósanestésica.
e) 30 em 30 minutos na primeira hora. c) Esse período inicia-se com a entrada do paciente na sala cirúrgica e estende-se
até sua alta da sala de recuperação pós-anestésica.
d) Esse período compreende desde a internação do paciente em uma unidade
cirúrgica até sua alta hospitalar.

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O paciente cirúrgico preocupa-se com o procedimento anestésico, com


o ato cirúrgico e também com sua recuperação durante o pós-
operatório.
Em relação ao período transoperatório, é CORRETO afirmar:

a) Esse período compreende desde a chegada do paciente na sala cirúrgica até as


primeiras 12 e 24 horas que sucedem o ato cirúrgico.
b) Esse período envolve o paciente desde sua entrada no Centro Cirúrgico até
sua admissão na sala de recuperação pós-anestésica.
c) Esse período inicia-se com a entrada do paciente na sala cirúrgica e estende-se
até sua alta da sala de recuperação pós-anestésica.
d) Esse período compreende desde a internação do paciente em uma unidade
cirúrgica até sua alta hospitalar.

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