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09/03/2022

P E L E - I N T RO D U Ç Ã O
FERIDAS & CURATIVOS
ENF. LEONARDO VASCONCELOS
“Maior órgão do corpo humano, constitui 15% do peso corporal total
de um adulto. Ela é uma barreira de proteção de proteção e sintetiza
vitamina D. Lesões à pele impõem riscos à segurança e deflagram uma
complexa resposta de cicatrização.”

Potter e Perry (2014).

ANATOMIA DA PELE HUMANA


SISTEMA TEGUMENTAR FUNÇÕES DA PELE

Proteger o corpo
Conter as estruturas corporais
Regular o calor
Sensibilidade através de terminações sensitivas
Sintetizar e armazenar vitamina D

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F E R I DA - C O N C E I TO

“Interrupção da integridade e da função de tecidos no corpo.”


FERIDAS
Potter e Perry (2014).

F E R I DA - C O N C E I TO F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O

Q UA N TO AO G R AU DA A B E RT U R A
“Rompimento anormal da pele ou superfície do corpo.
Normalmente comprometem a pele, os tecidos moles e os Abertas: existe perda de continuidade de superfície cutânea;
músculos.
Fechadas: a lesão do tecido mole ocorre embaixo da pele, mas sem perda
de continuidade da superfície cutânea; estes tipos de feridas apresentam
exsudação serosa ou serosanguinolenta mínima que cessa entre 24 e
Brasil, 2017. 48hs.
Brasil, 2017.

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F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O

QUANTO AO TE MP O D E AB E RTU RA

Agudas: são originadas de cirurgias ou traumas, com reparação no tempo


adequado e sem complicações;

Crônicas: apresentam comprometimento na reparação e complicações.

Brasil, 2017.

F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O

QUANTO AO G RAU D E C ONTAMI NAÇ ÃO

Limpa
Limpa-contaminada
Contaminada
Infectada

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F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O F E R I DA - C L A S S I F I C A Ç Ã O

Limpa: Condições assépticas sem microorganismos. São feridas produzidas Contaminada: Apresentam reação inflamatória, ou tiveram contato com
em ambiente cirúrgico, desde que não foram abertos sistemas digestório ou material contaminado, como fezes, poeira ou outro tipo de sujidade. São
genito-urinário. A probabilidade de infecção é baixa em torno de 1 a 5%; consideradas contaminadas também as feridas que já se passaram 6hs do ato
que produziu a ferida (trauma e atendimento). O risco de infecção é de 10 a
Limpa-contaminada: Também conhecida como potencialmente 17%.
contaminadas, são feridas cirúrgicas em que houve abertura do sistema
digestório ou genito-urinário, ou produzidas acidentalmente com arma branca. Infectada: Presença de agente infeccioso no local e lesão com evidência de
Lesão inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem contaminação intensa reação inflamatória e destruição de tecidos podendo haver secreção
significativa. O risco de infecção é de 3 a 11%. purulenta.

C I C AT R I Z A Ç Ã O D E F E R I DA S C I C AT R I Z A Ç Ã O D E F E R I DA S

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A N A L I S A N D O F E R I DA S

A N A L I S A N D O F E R I DA S A N A L I S A N D O F E R I DA S

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Sobre a fisiologia da cicatrização, analise as afirmativas abaixo, dê valores


A N A L I S A N D O F E R I DA S Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta de cima para baixo. ( ) Na cicatrização por terceira intenção não há perda
tecidual. ( ) Na cicatrização por primeira intenção, as bordas da ferida são
aproximadas por sutura, fita adesiva ou outros mecanismos. ( ) Na cicatrização por
segunda intenção há perda tecidual. ( ) Na cicatrização por segunda intenção não
acontece aproximação de superfícies.

a) F,F,V,V
b) V,V,V,V
c) F,V,V,V
d) V,V,F,F
e) V,F,V,V

Sobre a fisiologia da cicatrização, analise as afirmativas abaixo, dê valores


Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta de cima para baixo. ( ) Na cicatrização por terceira intenção não há perda
tecidual. ( ) Na cicatrização por primeira intenção, as bordas da ferida são
aproximadas por sutura, fita adesiva ou outros mecanismos. ( ) Na cicatrização por
segunda intenção há perda tecidual. ( ) Na cicatrização por segunda intenção não
acontece aproximação de superfícies.

a)
b)
F,F,V,V
V,V,V,V
LESÃO POR PRESSÃO
c) F,V,V,V
d) V,V,F,F
e) V,F,V,V

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AVALIAÇÃO DAS
LESÕES POR PRESSÃO – 6 ETAPAS
1. Avaliação de LPP na admissão de todos os pacientes.
2. Reavaliação diária de risco de desenvolvimento de
LPP de todos os pacientes internados
3. Inspeção diária da pele
4. Manejo da Umidade: manutenção do paciente seco e
com a pele hidratada
5. Otimização da nutrição e da hidratação
6. Minimizar a pressão – Mudar decúbito até 2/2h

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LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 1:

LESÃO POR PRESSÃO PELE ÍNTEGRA COM ERITEMA QUE


NÃO EMBRANQUECE

Lesão por pressão é um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, Pele íntegra com área localizada de
geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo eritema que não embranquece e que pode
médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como parecer diferente em pele de cor escura.
úlcera aberta e pode ser dolorosa. A lesão ocorre como resultado da pressão Presença de eritema que embranquece ou
intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento. A tolerância do mudanças na sensibilidade, temperatura ou
tecido mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada pelo consistência (endurecimento) podem
microclima, nutrição, perfusão, comorbidades e pela sua condição. preceder as mudanças visuais. Mudanças na
cor não incluem descoloração púrpura ou
castanha; essas podem indicar dano tissular
profundo.

LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 3: PERDA DA


LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 2: PERDA DA PELE
PELE EM SUA ESPESSURA TOTAL
EM SUA ESPESSURA PARCIAL COM EXPOSIÇÃO DA
DERME
Perda da pele em sua espessura total na qual a
Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da
gordura é visível e, frequentemente, tecido de
derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou granulação e epíbole (lesão com bordas enroladas)
vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma estão presentes. Esfacelo e /ou escara pode estar
bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. visível. A profundidade do dano tissular varia
O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis. Tecido conforme a localização anatômica; áreas com
de granulação, esfacelo e escara não estão presentes. Esse adiposidade significativa podem desenvolver lesões
estágio não deve ser usado para descrever as lesões de pele profundas. Podem ocorrer descolamento e túneis. Não
associadas à umidade, incluindo a dermatite associada à há exposição de fáscia, músculo, tendão, ligamento,
incontinência (DAI), a dermatite intertriginosa, a lesão de pele cartilagem e/ou osso. Quando o esfacelo ou escara
associada a adesivos médicos ou as feridas traumáticas (lesões prejudica a identificação da extensão da perda
por fricção, queimaduras, abrasões). tissular, deve-se classificá-la como Lesão por Pressão
Não Classificável.

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LESÃO POR PRESSÃO ESTÁGIO 4:


PERDA DA PELE EM SUA ESPESSURA
TOTAL E PERDA TISSULAR
LESÃO POR PRESSÃO NÃO CLASSIFICÁVEL: PERDA DA PELE
EM SUA ESPESSURA TOTAL E PERDA TISSULAR NÃO VISÍVEL.
Perda da pele em sua espessura total e perda
tissular com exposição ou palpação direta da
Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do
fáscia, músculo, tendão, ligamento,
dano não pode ser confirmada porque está encoberta pelo esfacelo ou
cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou escara pode
escara. Ao ser removido (esfacelo ou escara), Lesão por Pressão em Estágio
estar visível. Epíbole (lesão com bordas
3 ou Estágio 4 ficará aparente. Escara estável (isto é, seca, aderente, sem
enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem
eritema ou flutuação) em membro isquêmico ou no calcâneo não deve ser
frequentemente. A profundidade varia
removida.
conforme a localização anatômica. Quando o
esfacelo ou escara prejudica a identificação da
extensão da perda tissular, deve-se classificá-la
como Lesão por Pressão Não Classificável.

LESÃO POR PRESSÃO TISSULAR PROFUNDA:


DESCOLORAÇÃO VERMELHO ESCURA, MARROM OU
PÚRPURA, PERSISTENTE E QUE NÃO
Quando o esfacelo ou escara prejudica a identificação
EMBRANQUECE.
da extensão da perda tissular, deve-se classificá-la
como Lesão por Pressão Não Classificável. Pele intacta ou não, com área localizada e persistente
de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura
que não embranquece ou separação epidérmica que
mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato
sanguinolento. Dor e mudança na temperatura
frequentemente precedem as alterações de coloração da
pele. A ferida pode evoluir rapidamente e revelar a
extensão atual da lesão tissular ou resolver sem perda
tissular. Não se deve utiliar a categoria Lesão por Pressão
Tissular Profunda (LPTP) para descrever condições
vasculares, traumáticas, neuropáticas ou dermatológicas.

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LESÃO POR PRESSÃO CAUSADA CLASSIFICAÇÃO DAS


POR DISPOSITIVOS MÉDICOS LESÕES POR PRESSÃO

E S C A L A S I M P O RTA N T E S ! ! !

AT ENÇÃ O. . .

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RISCO BAIXO (15 A 18 PONTOS NA ESCALA DE BRADEN).


 Cronograma de mudança de decúbito;
 Otimização da mobilização;
 Proteção do calcanhar;
 Manejo da umidade, nutrição, fricção e cisalhamento, bem como uso de
superfícies de redistribuição de pressão.

RISCO MODERADO (13 A 14 PONTOS NA ESCALA DE BRADEN).


 Continuar as intervenções do risco baixo;
 Mudança de decúbito com posicionamento a 30°.

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RISCO ALTO (10 A 12 PONTOS NA ESCALA DE BRADEN).


 Continuar as intervenções do risco moderado;
 Mudança de decúbito frequente;
 Utilização de coxins de espuma para facilitar a lateralização a 30º.

RISCO MUITO ALTO (≤ 9 PONTOS NA ESCALA DE BRADEN).


 Continuar as intervenções do risco alto;
 Utilização de superfícies de apoio dinâmico com pequena perda de ar,
se possível;
 Manejo da dor.

C U R AT I V O - C O N C E I TO
CURATIVOS
& É um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma
cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com o objetivo de
proteger o tecido recém-formado da invasão microbiana, aliviar a dor,
COBERTURAS oferecer conforto para o paciente, manter o ambiente úmido, promover
a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção.

Brasil, 2017.

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C U R AT I V O I D E A L - P R I N C Í P I O S A E S C O L H A D O C U R AT I V O / C O B E RT U R A

Manter elevada a umidade entre a ferida e o curativo;


Remover o excesso de exsudação; A escolha do curativo depende do tipo de ferida, estágio de
cicatrização e processo de cicatrização de cada paciente.
Permitir a troca gasosa;
Fornecer isolamento térmico; Os aspectos da ferida com relação à presença de inflamação, infecção,
Ser impermeável à bactérias; umidade e condições das bordas da ferida devem ser avaliados.
Ser asséptico;
Permitir a remoção sem traumas e dor.

ESCOLHENDO O
C U R AT I V O / C O B E RT U R A . . .

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ESCOLHENDO O
C U R AT I V O / C O B E RT U R A . . .

ESCOLHENDO O
C U R AT I V O / C O B E RT U R A . . .

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ESCOLHENDO O
C U R AT I V O / C O B E RT U R A . . .

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ESCOLHENDO O
C U R AT I V O / C O B E RT U R A . . .

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ESCOLHENDO O
C U R AT I V O / C O B E RT U R A . . .

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AT E N Ç Ã O !

Degermação das mãos;


Utilizar técnica asséptica;
Registrar no prontuário;
Registro fotográfico;
Discutir o caso com equipe multidisciplinar;
Discutir o caso com o time de pele.

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