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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO

CONTROLE ESTATAL
Auditoria e Controladoria
Prof. Diego Mentor.
Estabelecimento
de padrões de
desempenho

Métodos de
comunicação

Sistema
adequado de
produção de Fonte: Arrais; Machado, 2014).
relatórios
“O controle consiste em verificar se tudo ocorre de acordo com o
programa adotado, as ordens dadas e os
princípios admitidos. Tem por fim assinalar os erros, a fim de que
se possa repará-los e evitar a sua repetição”.
(FERRAZ, 1999, p. 69)

Introdução

Programas
Setor público
fixados em lei

Voluntário e
Iniciativa privada flexível
Modelo de
gestão que
contemple o
aumento da
eficiência,
da melhoria
da
qualidade
Controle na com foco
nas
administração Administração
pública atividades
pública brasileira Crise fiscal e
gerencial fins e ênfase
nas políticas
de
desempenho públicas
com
Modelo instrument
burocrático os
garantidore
s da
cidadania.
Escassez de Demanda de
Controle na recursos, serviços seja
diversidade e superior à
administração complexidade possibilidade de
pública brasileira dos serviços, oferta
rigidez de normas
e regulamentos

Necessidade muito maior nde controle com


foco na melhoria quantitativa e qualitativa
Fundamento legal ▪ “Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: o
plano plurianual; as diretrizes orçamentarias; os
do controle na orçamentos anuais” (BRASIL, 1988).
administração
pública
PPA

LDO

LOA
▪ Lei Federal n. 4320/64. Art. 75
Fundamento legal ▪ A Lei Federal no 4.320, de 17 de março de 1964, que
do controle na estatui normas gerais de direito financeiro para a
elaboração e o controle dos orçamentos e balanços da
administração União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal,
pública dispõe sobre a existência do controle orçamentário
No âmbito municipal, a Carta Magna determina, no artigo
31, as instâncias em que o controle será́ exercido:
▪ A fiscalização do Município será́ exercida pelo Poder
Legislativo Municipal, mediante controle externo, e
Fundamento legal pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo
do controle na Municipal, na forma da lei.
administração ▪ § 1o O controle externo da Câmara Municipal será́
pública exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos
Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais
de Contas dos Municípios, onde houver (BRASIL, 1988).
▪ Constituição Federal de 1988
▪ A Constituição Federal de 1988 reforçou a necessidade
do controle e define no artigo 70:
Fundamento legal ▪ A fiscalização contábil, financeira, orçamentaria,
do controle na operacional e patrimonial da União e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à legalidade,
administração legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções
pública e renúncia de receitas, será́ exercida pelo Congresso
Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de
controle interno de cada Poder (BRASIL, 1988).
▪ Lei Complementar n. 101/2000
▪ A Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000,
denominada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),
estabelece normas de finanças públicas voltadas para a
Fundamento legal responsabilidade na gestão fiscal, mencionando em
do controle na alguns dispositivos a execução de controle quanto às
despesas e aos custos envolvidos na Administração.
administração Enfatiza, principalmente, a existência do controle social
pública por parte dos cidadãos e a fiscalização pelos órgãos de
controle externo e interno dos atos e fatos que resultem
no aumento das despesas e na diminuição das receitas,
dentre outros
Controle Controle
Instâncias do interno Externo
controle na
administração
pública
Controle
Social
▪ Bragg (2009) afirma que as organizações, públicas ou
privadas, historicamente, tinham como principal razão
para instituir um sistema de controle interno a
ocorrência de fraudes. Embora a redução de perdas
Controle por fraudes seja ainda um interesse válido, a ênfase do
controle interno tem sido o monitoramento das
interno transações, visando à racionalização dos recursos e à
consistência dos procedimentos.
Conjunto de atividades,
planos, métodos e
procedimentos
interligados utilizado com
vistas a assegurar que os
objetivos dos órgãos e
Prevenção e correção de
entidades da
erros ou desvios no âmbito
CONTROLE INTERNO Administração Pública
de cada poder ou entidade
sejam alcançados, de
da AP
forma confiável e concreta,
evidenciando eventuais
desvios ao longo da
gestão, até a consecução
dos objetivos fixados pelo
Poder Público.
▪ Botelho (2008, p. 31) define controle interno como
controle realizado pelo próprio órgão executor no
âmbito de sua própria Administração, exercido de

Controle forma adequada, capaz de propiciar uma razoável


margem de garantia de que os objetivos e metas serão
Interno atingidos de maneira eficaz, eficiente e com a
necessária economicidade.
• Relacionado às ações
Contábil • Relacionado à
que propiciam o observância da
alcance dos objetivos • Relacionado à regulamentação
Controle veracidade e à
fidedignidade dos
registros e das
pertinente

Interno demonstrações
contábeis
Operacional Normativo

Assim, o controle interno estabelece o planejamento para a


execução das atividades da administração de forma que os
objetivos determinados sejam atingidos, identificando os
possíveis erros e fraudes durante a gestão.
▪ A Constituição Federal, em 1988, reforçou e ampliou a
ideia de controle interno, estendendo seu raio de ação
para os demais poderes, além do Executivo, conforme
artigo 74.
▪ Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de
forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade
de:
▪ I − avaliar o cumprimento das metas previstas no plano
plurianual, a execução dos programas de governo e dos
Controle orçamentos da União;
▪ II − comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à
Interno eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e
patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal,
bem como da aplicação de recursos públicos por entidades
de direito privado;
▪ III − exercer o controle das operações de crédito, avais e
garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
▪ IV − apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional (BRASIL, 1988).
Legalidade: obediências às normas legais Economicidade: racionalização de gastos

Eficiência: maximização dos resultados de Efetividade: solução sustentável dos problemas


forma objetiva e mensurável identificados nos programas governamentais

Eficácia: cumprimento dos programas de


Qualidade: reporta-se à efetividade
governo
▪ Ideia central: prevenção e correção de erros e desvios
Controle no âmbito de cada poder ou entidade da Administração
interno Pública.
▪ i) Relação custo/benefício: consiste na minimização
da probabilidade de falhas ou desvios quanto ao
alcance de objetivos e metas. Este conceito reconhece
que o custo de um controle não deve exceder os
Princípios do benefícios que possa proporcionar. Há necessidade,
também, de definição precisa de critérios,
Controle mensuração, padrões de comparação e de outros
Interno elementos que permitam a identificação e a análise de
desvios, em relação aos resultados ou procedimentos
previstos.
▪ ii) Qualificação adequada, treinamento e rodízio de
funcionários: a eficácia dos controles internos está
diretamente relacionada com a competência e a
integridade do pessoal. Assim sendo, é imprescindível
que haja uma política de pessoal que contemple:

Princípios do ▪ seleção e treinamento de forma criteriosa e


sistematizada, buscando melhor rendimento e menores
Controle custos;
▪ rotatividade de funções, com vistas a reduzir/eliminar
Interno possibilidades de fraudes;
▪ obrigatoriedade de funcionários gozarem férias
regularmente, como forma, inclusive, de evitar a
dissimulação de irregularidades;
▪ iii) Delegação de poderes e determinação de
responsabilidades: a delegação de competência,
conforme previsto em lei, será́ utilizada como um
instrumento de descentralização administrativa, com
vistas a assegurar com maior rapidez e objetividade às
decisões. O ato de delegação deverá indicar, com
Princípios do precisão, a autoridade que delegou o poder ou
Controle responsabilidade por determinado ato (delegante), a
pessoa que recebeu a delegação respectiva
Interno (delegada) e o objeto da delegação que corresponde
ao ato em si. Assim, em qualquer órgão ou entidade,
devem ser observados instrumentos fundamentais para
a verificação da validade da delegação; são estes:
▪ estatuto ou regimento e organograma adequados, nos
quais a definição de autoridade e consequentes
responsabilidades sejam claras e satisfaçam plenamente
Princípios do as necessidades da organização;

Controle ▪ manuais de rotinas e procedimentos claramente


determinados, que considerem as funções de todos os
Interno setores do órgão ou entidade.
▪ iv) Segregação de funções: a estrutura de um controle
interno deve prever a separação entre as funções de
autorização ou aprovação de operações, e a execução,
controle e contabilização destas, de tal forma que
nenhuma pessoa detenha competências e atribuições
Princípios do em desacordo com este princípio.

▪ v) Formalização das instruções: para atingir um grau


Controle de segurança adequado, é indispensável que as ações,
Interno os procedimentos e as instruções sejam disciplinados e
formalizados mediante instrumentos eficazes, ou seja,
claros e objetivos e emitidos por autoridade
competente.
▪ vi) Controles sobre as transações: é imprescindível o
estabelecimento do acompanhamento dos fatos
contábeis, financeiros e operacionais, objetivando que
sejam efetuados mediante atos legítimos, relacionados
com a finalidade do órgão ou entidade e autorizados
Princípios do por quem de direito.

▪ vii) Aderência às diretrizes e normas legais: é


Controle necessária a existência, no órgão/entidade, de
Interno sistemas estabelecidos para determinar e assegurar a
observância das diretrizes, planos, normas, leis,
regulamentos e procedimentos administrativos
internos.
▪ O objetivo geral do controle interno é assegurar que
não ocorram erros potenciais, através do controle de
suas causas, destacando-se entre os objetivos
específicos, a serem atingidos, os seguintes:
▪ i) observar as normas legais, as instruções normativas,
Objetivos do os estatutos e os regimentos;

▪ ii) assegurar, nas informações contábeis, financeiras,


Controle administrativas e operacionais, sua exatidão,
Interno confiabilidade, integridade e oportunidade;
▪ iii) antecipar-se, preventivamente, ao cometimento de
erros, desperdícios, abusos, práticas antieconômicas e
fraudes;
▪ iv) propiciar informações oportunas e confiáveis,
inclusive de caráter administrativo/operacional, sobre
os resultados e efeitos atingidos;
▪ v) salvaguardar os ativos financeiros e físicos quanto à
sua boa e regular utilização e assegurar a legitimidade
Objetivos do do passivo;

Controle ▪ vi) permitir a implementação de programas, projetos,


atividades, sistemas e operações, visando a eficácia,
Interno eficiência e economicidade dos recursos; e
▪ vii) assegurar aderência às diretrizes, planos, normas e
procedimentos do órgão/entidade.
▪ O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal visa avaliar a ação governamental e a gestão
dos administradores públicos federais, por intermédio
da fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial, e apoiar o controle externo
no exercício de sua missão institucional.
Órgãos de ▪ A Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão
controle interno central do Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal, incumbido da orientação normativa
e supervisão técnica dos órgãos que compõem o
sistema.
▪ A CGU tem como missão a defesa do patrimônio
público e o combate aos desvios e desperdícios de
recursos públicos federais. A competência da CGU foi
Controladoria definida no artigo 17 da Lei no 10.683, de 28 de maio
Geral da União de 2003, com a nova redação dada pela Lei no 11.204,
de 5 de dezembro de 2005. De acordo com a referida
(CGU) lei, a CGU tem as seguintes competências:
▪ assistir direta e imediatamente ao Presidente da
República no desempenho de suas atribuições quanto
aos assuntos e providências que, no âmbito do Poder
Executivo, sejam atinentes à defesa do patrimônio
público, ao controle interno, à auditoria pública, à
correição, à prevenção e ao combate à corrupção, às
Controladoria atividades de ouvidoria e ao incremento da

Geral da União transparência da gestão no âmbito da Administração


Pública federal;
(CGU) ▪ dar o devido andamento às representações ou
denúncias fundamentadas que receber, relativas a
lesão ou ameaça de lesão ao patrimônio público,
velando por seu integral deslinde;
▪ requisitar a instauração de sindicância, procedimentos e
processos administrativos outros, e avocar aqueles já́ em
curso em órgão ou entidade da Administração Pública
federal, para corrigir lhes o andamento, inclusive
promovendo a aplicação da penalidade administrativa
cabível, sempre que constatar omissão da autoridade
competente;
▪ encaminhar à Advocacia-Geral da União os casos que
Controladoria configurem improbidade administrativa e todos quantos
recomendem a indisponibilidade de bens, o
Geral da União ressarcimento ao erário e outras providências a cargo
daquele órgão, bem como provocará, sempre que
(CGU) necessária, a atuação do Tribunal de Contas da União, da
Secretaria da Receita Federal, dos órgãos do Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal e, quando
houver indícios de responsabilidade penal, do
Departamento de Polícia Federal e do Ministério Público,
inclusive quanto a representações ou denúncias que se
afigurarem manifestamente caluniosas.
▪ A CGU tem atuado também nas áreas municipais e
estaduais sorteando unidades para receberem
fiscalizações especiais quanto à aplicação de recursos
Controladoria públicos federais. O Programa de Fortalecimento da
Geral da União Gestão Municipal a partir de Sorteios Públicos foi
criado pela Portaria CGU-PR no 363, de 6 de junho de
(CGU) 2006.
▪ O controle externo na Administração Pública, como já́
comentado, é realizado por órgãos que não fazem
Controle parte da gestão administrativa, com a finalidade de
verificar a gestão contábil, financeira, orçamentária,
Externo operacional e patrimonial dos órgãos de sua igual
federação.
Alcance
Administração direta

Controle Autarquias e fundações instituídas e mantidas


pelo poder público

Externo
Empresas públicas, sociedades de economia
mista e demais empresas controladas direta
ou indiretamente pelo poder público, órgãos
e entidades que arrecadem ou gerenciam
recursos públicos.
▪ No Brasil, o controle externo está ao encargo do Poder
Legislativo, representado pelo Congresso Nacional, no
âmbito federal; pelas Assembleias Legislativas
estaduais; e pelas Câmaras de Vereadores, nos
Municípios.
Controle ▪ Os órgãos de controle foram criados com a finalidade
Externo de aperfeiçoarem e cumprirem sistematicamente as
determinações constitucionais. No âmbito federal,
destaca-se o Tribunal de Contas da União (TCU), como
órgão técnico de apoio ao Congresso Nacional no
controle externo.
Lei 4.320/1964
• O objetivo do controle externo pelo Poder
Legislativo é “verificar a probidade da
administração, a guarda e legal emprego dos
dinheiros públicos e o cumprimento do
orçamento”.

Controle Constituição Federal/ 88


Externo • O Poder Legislativo tem a responsabilidade de
fiscalizar a execução dos recursos públicos
utilizados pelo Poder Executivo durante o
exercício financeiro. Esse compromisso foi
concedido ao Poder Legislativo, porque este
Poder representa o povo, além de ser
responsável pela autorização de despesas
mediante lei orçamentária.
▪ Na esfera estadual, o controle externo é exercido pelas
assembleias legislativas com o auxílio dos Tribunais de
Contas dos Estados (TCEs).
Controle ▪ No âmbito dos Municípios, o controle externo é
Externo exercido pelas Câmaras Municipais com o auxílio dos
Tribunais de Contas dos Municípios (TCMs).
▪ O Brasil dispõe de um TCU, 26 (vinte e seis) TCEs, 4
(quatro) TCMs e 2 (dois) Tribunais de Contas
Municipais, Rio de Janeiro e São Paulo. Os Estados que
possuem TCMs são: Bahia, Ceará, Pará e Goiás.
▪ Os Tribunais de Contas Municipais diferem dos
Tribunais de Contas dos Municípios na quantidade de
Controle Municípios que cada um abrange, pois o primeiro
existe na condição de ser específico para cada
Externo Município, enquanto o segundo é um órgão estadual,
que atende a todos os Municípios de determinado
Estado.
FUNÇÕES Função Função
DO TCU sancionadora corretiva

Função Função Função


fiscalizadora judicante normativa

Função Função Função de


consultiva informativa ouvidoria
▪ A função fiscalizadora compreende a realização de
auditorias e inspeções, por iniciativa própria, por
solicitação do Congresso Nacional ou para apuração de
denúncias, em órgãos e entidades federais, em

Função programas de governo, bem como a apreciação da


legalidade dos atos de concessão de aposentadorias,
fiscalizadora reformas, pensões e admissão de pessoal no serviço
público federal e a fiscalização de renúncias de
receitas e de atos e contratos administrativos em geral.
▪ A função consultiva é exercida mediante a elaboração
de pareceres prévios e individualizados, de caráter
essencialmente técnico, acerca das contas prestadas,
anualmente, pelos chefes dos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário e pelo chefe do Ministério
Público da União, a fim de subsidiar o julgamento a
cargo do Congresso Nacional. Inclui também o exame,
Função sempre em tese, de consultas realizadas por
consultiva autoridades legitimadas para formulá-las, a respeito de
dúvidas na aplicação de dispositivos legais e
regulamentares concernentes às matérias de
competência do Tribunal.
▪ A função informativa é exercida quando da prestação
de informações solicitadas pelo Congresso Nacional,
pelas suas casas ou por qualquer das respectivas
comissões, a respeito da fiscalização exercida pelo
Tribunal ou acerca dos resultados de inspeções e de
Função auditorias realizadas pelo TCU. Compreende ainda
representação ao poder competente a respeito de
informativa irregularidades ou abusos apurados, assim como o
encaminhamento ao Congresso Nacional, trimestral e
anualmente, de relatório das atividades do Tribunal.
▪ A função judicante ocorre quando o TCU julga as contas
dos administradores públicos e demais responsáveis
por dinheiros, bens e valores públicos da
Administração Direta e Indireta, incluindo as fundações
Função e as sociedades instituídas e mantidas pelo Poder
Público federal, bem como as contas daqueles que
judicante derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade
de que resulte prejuízo ao erário.
▪ A função sancionadora manifesta-se na aplicação aos
responsáveis das sanções previstas na Lei Orgânica do
Tribunal (Lei no 8.443/92), em caso de ilegalidade de
despesa ou de irregularidade de contas.
▪ Ao constatar ilegalidade ou irregularidade em ato de
Função gestão de qualquer órgão ou entidade pública, o TCU
sancionadora fixa prazo para cumprimento da lei. No caso de ato
administrativo, quando não atendido, o Tribunal
determina a sustação do ato impugnado. Nesses casos,
o TCU exerce função corretiva.
▪ A função normativa decorre do poder regulamentar
conferido ao Tribunal pela sua Lei Orgânica, que
faculta a expedição de instruções e atos normativos, de
Função cumprimento obrigatório sob pena de
normativa responsabilização do infrator, acerca de matérias de
sua competência e a respeito da organização dos
processos que lhe devam ser submetidos.
▪ O TCU exerce a função educativa, quando orienta e
informa acerca de procedimentos e melhores práticas
de gestão, mediante publicações e realização de
Função seminários, reuniões e encontros de caráter educativo,
ou, ainda, quando recomenda a adoção de
educativa providências, em auditorias de natureza operacional.
▪ Os órgãos de controle interno e externo realizam
atividades que podem ser denominadas de controle
objetivo ou procedural, por meio do qual se busca
verificar a conformidade dos atos à legislação.
▪ O controle subjetivo não é exercido em sua plenitude,
Controle social embora a Constituição Federal enfatize o espaço para
que o cidadão reclame seu direito de obter
informações acerca do trato da coisa pública.
▪ Em sua essência, o controle social pode ser
compreendido como um conjunto de ações
arquitetadas pela sociedade civil organizada, de modo
a fortalecer os demais mecanismos institucionais do
controle exercido pelos órgãos fiscalizadores e pelas
instâncias de controle preconizadas pela Constituição

Controle social Federal.


▪ De acordo com a CGU (2010), o Controle Social
representa a participação do cidadão na gestão
pública, constituindo mecanismo de prevenção da
corrupção e fortalecimento da cidadania.
▪ a) o baixo nível educacional da população em geral, que
dificulta a compreensão dos relatórios e demonstrativos
publicados;
▪ b) a falta de conhecimento da população sobre as suas
possibilidades de exercer esse controle, aspecto
estreitamente relacionado à questão educacional;
▪ c) os reduzidos mecanismos que favoreçam a
transparência da execução dos atos administrativos, que
Barreiras ao pleno na maioria das vezes fica restrito à publicação no diário
exercício do oficial;
▪ d) a falta de acesso às informações sobre a gestão pública,
Controle social particularmente quanto aos dados orçamentários e
financeiros, apesar da obrigatoriedade legal de
divulgação;
▪ e) a complexidade da legislação, deixando dúvidas sobre
a sua aplicação, e a linguagem excessivamente técnica
dos relatórios de gestão;
▪ f) o desinteresse da população, que ocasiona baixa
participação dos cidadãos em instituições de classes
como sindicatos, cooperativas, associações, clubes,
partidos e outras organizações civis;
▪ g) a dificuldade de acesso do cidadão ao Poder
Público, tanto no Executivo quanto no Legislativo e no
Judiciário;
Barreiras ao pleno
▪ h) a reduzida garantia dada ao cidadão que denuncia
exercício do irregularidades;
Controle social ▪ i) a baixa confiança do cidadão nos agentes do Estado
e nos agentes políticos, em decorrência do alto grau de
impunidade; e
▪ j) a inexistência de mecanismos de controle eficazes e
efetivos.
▪ Lei Complementar 101/2000, art. 48:
▪ São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos
quais será́ dada ampla divulgação, inclusive em meios
eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e

Controle Social leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas


e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da
Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e
as versões simplificadas desses documentos (BRASIL,
2000).
... é necessário que a
população tenha pleno
conhecimento e acesso às
Para haver controle social... informações sobre o que foi
planejado e sobre a
prestação de contas desses
planos.
▪ Lei Complementar 131/2009
▪ a) realização de audiências públicas, durante os processos
de elaboração e discussão dos planos, Lei de Diretrizes
Orçamentárias e orçamentos;
▪ b) liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da
sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas
sobre a execução orçamentária e financeira, em meios
eletrônicos de acesso público, contemplando:
▪ I. quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades
gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento
de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados
referentes ao número do correspondente processo, ao bem
Controle social fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica
beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao
procedimento licitatório realizado;
▪ II. quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a
receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos
extraordinários.
▪ c) adoção de sistema integrado de administração financeira
e controle, que atenda a padrão mínimo de qualidade
estabelecido pelo Poder Executivo da União.
Controle social
O Controle Social pode também ser exercido pelos
conselhos de políticas públicas, instâncias de exercício da
cidadania, que podem ter as funções de fiscalização, de
mobilização, de deliberação ou de consultoria (CGU, 2010):
▪ a) Função fiscalizadora: pressupõe o acompanhamento e o
controle dos atos praticados pelos governantes.
▪ b) Função mobilizadora: refere-se ao estímulo à
Funções do participação popular na gestão pública, e às contribuições
para a formulação e disseminação de estratégias de
Controle social informação para a sociedade.
▪ c) Função deliberativa: refere-se à prerrogativa de decidir
sobre as estratégias adotadas nas políticas públicas de sua
competência.
▪ d) Função consultiva: relaciona-se à emissão de opiniões e
sugestões sobre assuntos que lhes são pertinentes.
▪ PETER, M. G. A.; MACHADO, M. V. V. Manual de
Auditoria Governamental. 2ª ed. São Paulo: Atlas,
2014.
Referências ▪ CRUZ, F. Auditoria e Controladoria. Florianópolis:
UFSC, 2012.
Prof. Diego diego.mentor@hotmail.com

Mentor https://br.linkedin.com/in/dmagalvao

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