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FACULDADE DE TECNOLOGIA APOENA

ALESSANDRA COSTA DOS REIS

ANTÔNIA FERREIRA DA SILVA

DAISE FERREIRA VILHENA

GENIFF MACÊDO DE SOUZA

JOSIANE DA COSTA MONTEIRO DE SOUSA

JULIENE DA SILVA SANTOS

KATIANE RAMOS DA SILVA

MARIA LIMA

ELEIÇÃO DE DIRETOR ESCOLAR

MACAPÁ
2016
ALESSANDRA COSTA DOS REIS

ANTÔNIA FERREIRA DA SILVA

DAISE FERREIRA VILHENA

GENIFF MACÊDO DE SOUZA

JOSIANE DA COSTA MONTEIRO DE SOUSA

JULIENE DA SILVA SANTOS

KATIANE RAMOS DA SILVA

MARIA LIMA

ELEIÇÃO DE DIRETOR ESCOLAR

Seminário apresentado á disciplina de Gestão da


Educação Básica, como requisito avaliativo no
Curso de Licenciatura em Pedagogia pela
Faculdade de Tecnologia de Macapá orientado
pela professora Efigenia Rodrigues.

MACAPÁ
2016
INTRODUÇÃO

A presente pesquisa busca mostrar como o processo para provimento ao


cargo de diretor escolar, pode influenciar muito na forma de gestão adotada pela
escola com a LDB, Lei de Diretrizes e Bases da educação Brasileira, nº 9.394/96, a
necessidade da implantação da gestão democrática veio à tona e, inclusive, tornou-
se uma exigência para todas as escolas públicas do Brasil.  A partir da década de 80
que começam a história do processo de escolha de diretores, pois é nesse período
que surgem reinvindicações para a redemocratização política do país.

São grandes desafios na educação brasileira a garantia da gestão


democrática e participativa nas instituições de ensino, por intermédios dos diretores
escolares e secretários de educação, para que de fato possamos avançar rumo a
fazer do Brasil um país de status mundial, no tocante à educação. Na realidade, o
país demonstra evolução em números, no entanto, não avança concretamente, de
maneira que a estrutura organizacional-financeira sustente as exigências
educacionais-pedagógicas, para que a melhoria educacional seja efetiva na escola.

A Constituição Federal, promulgada em 1988, em seu Artigo 205, destaca a


importância da escola no seio da sociedade, reforçando a relevância de esforços
sociais, pois:

A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida


e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 2004, p. 121).

 O mais importante é que, como alunos, vamos poder votar democraticamente


e escolher um representante que tem as melhores propostas para o nosso colégio.
Vamos ter como exigir mais, pois nós que o elegemos. É muito importante fazer
parte deste projeto, tendo em vista que a “voz da sociedade que se constrói a
democracia”.
 D'Ângelo

No primeiro dia de aula de 1894, os alunos da recém-


inaugurada escola-modelo Caetano de Campos, no
centro de São Paulo, estranharam o ambiente. Até
então, eles haviam frequentado classes improvisadas na
casa de um professor ou em prédios públicos
malconservados. A gigantesca estrutura arquitetônica do
novo edifício - com 60 salas de aula, laboratórios, pátio, biblioteca e museu - era o
símbolo da renovação educacional prometida com a Proclamação da República, em
1889. E o início de uma nova organização: a dos grupos escolares, criada por
reformadores como Antônio Caetano de Campos (1844-1891), retratado na
ilustração.

Esse modelo, forjado pela proposta iluminista republicana de racionalizar


custos, exercer controle e oferecer acesso à Educação para todos, reunia de quatro
a dez grupos de alunos, que até então estudavam isolados. As crianças passaram a
ser organizadas por classes seriadas de acordo com o nível de conhecimento, com
um docente para cada 40 pupilos. Funcionários com formação diversa passaram a
cuidar da aplicação do currículo e do gerenciamento da escola. A fiscalização dessa
instituição não poderia mais ser realizada a distância pelos inspetores. Era preciso
ter alguém dentro da escola e, assim, surgiu o cargo de diretor. Cabia a ele fazer a
interlocução junto ao governo e determinar as diretrizes administrativas e
pedagógicas dos grupos. A influência dele passou a ser tão grande que quem
exercia o posto era frequentemente convidado para assinar artigos em revistas e
jornais, fazer conferências e se tornar conselheiro de secretários de estado. João
Lourenço Rodrigues (1869-1954), inspetor geral de ensino de São Paulo, assinalou
em relatório de 1908: "A escolha do diretor é uma questão de vida ou morte. Pode-
se dizer, em geral, que tanto vale o diretor, tanto vale o grupo". 

Essa concepção de organização escolar espalhou-se durante as três


primeiras décadas do século 20 para estados do Sul ao Nordeste. Porém o ideal
republicano de Educação para todos, tendo os grupos escolares como embrião, não
se concretizou. A falha foi pedagógica e também material. A homogeneização das
classes otimizou recursos e esforços, mas a escola republicana gerou altos padrões
de seleção e exigência - que acabaram por excluir as crianças de classes menos
favorecidas. Concebida para ser do povo, tornou-se das elites. Faltaram professores
qualificados, estrutura para atingir o interior e atender toda a demanda gerada com o
crescimento demográfico e recursos para a construção de novos estabelecimentos
nos padrões de excelência da Caetano de Campos. Em 1920, o estado de São
Paulo tinha 67,9% das crianças em idade escolar fora das salas e 74,2% da
população era analfabeta. A despeito do fracasso desse modelo, ele durou até
meados de 1970 e a estrutura dos primeiros anos do Ensino Fundamental, hoje, é
praticamente a mesma dos grupos escolares da Primeira República (1889-1930).
Problemas como infraestrutura e formação de professores continuam em pauta. De
positivo, permanecem apenas a importância do diretor - agora reconhecido como
gestor - e seu papel decisivo na realização do sonho republicano de uma escola
pública de qualidade para todos.

É a partir da década de 80 que começa a história do processo de escolha de


diretores, pois é nesse período que surgem reinvindicações para a
redemocratização política do país. A partir daí surge, em vários estados, a eleição
para diretores.

Uns diretores eleitos por indicações de agentes políticos, na maioria dos


casos, não conseguem manter a escola sob influencias da política local, o que
desvirtua a finalidade principal da escola, bem como todas as contribuições que a
mesma abarca. A direção escolhida de forma não democrática tem maior dificuldade
para envolver o grupo de trabalho nos processos democráticos da escola, como por
exemplo: na construção, implantação e execução do projeto político pedagógico, na
maioria das vezes enfrentando forte resistência da comunidade escolar.

A eleição de diretores por si só não resolves os problemas da escola, mas,


esta forma de provimento somada às outras estratégias democráticas pode ser
fundamental para o rompimento do afastamento que habita o espaço escolar,
transformando a escola em um verdadeiro cenário de democracia e construção
coletiva do conhecimento. Um dos principais motivos para a implantação
das eleições de diretores foi a possibilidade de o sistema eletivo acabar com as
práticas tradicionalistas calcadas no clientelismo. A partir daí houve uma
considerável redução, nos sistemas que adotaram a eleição de dirigentes, da
sistemática influência dos agentes políticos (vereadores, deputados, etc.) na
nomeação do diretor.

O assunto é complexo, no Brasil, segundo a Constituição de 1988, existem


duas formas de provimento de funcionários públicos: concurso para os cargos
efetivos e nomeação pelo Poder Executivo, quando se trata de uma função de
confiança. Por isso, na letra fria da lei, as eleições diretas para diretores são
inconstitucionais.

No Estado do Amapá as Escola Estadual Augusto Antunes, em Santana,


foram escolhidas, respectivamente, para os cargos de diretor, diretor-adjunto e
secretário escolar: Luizinho Shuersosvski, Josenildo Monteiro, Luzinete Barbosa.
Igualmente, na Escola Estadual Deusolina Salles Farias: Maria Estela Farias,
Rubenício Correa, e Maria do Socorro Sfair. Na Escola Estadual Azevedo Costa:
Josinei Moreira, Tana Pinon, e Cruyff Guimarães. E na Escola Estadual Gonçalves
Dias foram escolhidas como diretora e secretária escolar as professoras Edna
Palmeirim e Lina Rosa Silva.  Teve o apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AP),
que disponibilizou urnas eletrônicas nos colégios.

A qualidade na Educação melhora quando a comunidade participa


diretamente das decisões sobre a escola, isto é comprovado cientificamente. Com o
projeto Gestão Democrática, a educação do Amapá inicia um novo processo na
escolha dos representantes que vão administrar as escolas numa gestão
compartilhada com a comunidade.

O projeto de Gestão Democrática era uma reivindicação da categoria desde


2007, virou lei em 2010, onde foi implementado pelo governo. O processo ocorre
como em uma eleição, onde os candidatos, em fase de propaganda eleitoral,
apresentam seus planos de ação para os três anos de mandato. Após o término da
gestão, em outra eleição, os gestores poderão concorrer novamente aos cargos.

COMO OCORRE A ELEIÇÃO


Na Gestão Democrática o dirigente da escola só pode ser escolhido depois da
elaboração de seu Projeto Político-Pedagógico. A comunidade que o eleger votará
naquele que, na sua avaliação, melhor pode contribuir para implementação do PPP.
Todavia existem outras formas de escolha de diretor, que fazem parte da maioria
das escolas públicas do Brasil, tais como:

Nomeação: O gestor é escolhido pelo Poder Executivo, podendo ser substituído a


qualquer momento, de acordo com a conveniência (DE QUEM) e o momento
político, estabelecendo assim uma prática clientelista.

Concurso: a escolha do diretor é feita através de uma prova escrita e de uma prova
de títulos. Com isso se impede a prática do clientelismo, todavia os diretores não
possuem liderança na comunidade que o integra. Assim, ele pode não corresponder
aos objetivos educacionais e políticos da escola, e não se comprometer com as
formas da gestão democrática, apesar de não ser uma regra.

Carreira: O gestor assume seu cargo naturalmente, já que é através do seu plano
de carreira e das especializações que faz na área de administração e gestão que se
torna diretor. Essa forma de provimento do cargo, caracteriza o diretor apenas por
suas habilidades técnicas, não levando em consideração a parte política que é
fundamental para um dirigente-educador.

Eleição: é através desse processo, que a vontade da comunidade escolar vai


prevalecer, pois é uma escolha feita através do voto direto, representativo, por
escolha uni nominal ou, por listas tríplices ou plurinominais. Essa é a maneira que
mais favorece o debate democrático na escola, o compromisso e a sensibilidade
política por parte do diretor, além de permitir a cobrança e a corresponsabilidade de
toda a comunidade escolar que participou do processo de escolha. De acordo com o
MEC (2005), tem sido a modalidade mais democrática já que o processo começa
desde a eleição dos representantes do colégio eleitoral até a operacionalização.

Lei da gestão democrática do Amapá Dispõe sobre a regulamentação da


GESTÃO DEMOCRÁTICA ESCOLAR nas Unidades Escolares do Sistema Estadual
de Ensino, prevista nos arts. 6º e 7º da Lei Estadual n° 0949, de 26 de dezembro de
2005, bem como em observância ao disposto no inciso VI do art. 206 da
Constituição Federal, Inciso II, do § 2º, do art. 285 da Constituição do Estado e ao
inciso VIII do art. 3º da Lei n° 9.394/96 e dá outras providências, em que seguem em
anexo.

Esquema misto: O diretor é escolhido por diferentes formas, seja mesclando provas


de conhecimento com a capacidade de liderança e administração, seja através das
decisões tomadas pelos conselhos da escola. Nesse processo misto a comunidade
tem sua parcela de participação, possibilitando assim um maior vínculo do diretor
com a escola.

Na medida em que os atores da escola exercitam seu direito de voto, eles


estão exercitando a sua cidadania. Com a abertura para o diálogo poderá surgir
conflitos de interesses, todavia, existirá uma reflexão crítica sobre a realidade que
fazem parte, e com isso, o surgimento de soluções através da democracia.

CONCLUSÃO

            Podemos dizer que o papel do diretor escolar é complexo nas


instituições de ensino, pois na gestão de bens públicos e dos recursos humanos
disponíveis nas escolas, ele deve traçar métodos para que os objetivos e metas
sejam alcançados, aliado ao espírito de liderança para gerir os diversos recursos. É
de suma importância observar que o regente alinhado ao princípio legal e moral da
gestão democrática deve ser um líder nato e não o líder, aquele que impõe
condições quanto as políticas institucionais, limitando a liberdade e conhecimento
em um meio que deve ser de constante avanço e aprendizado profissional para
atuar com os nossos alunos que devem ser o foco do trabalho pedagógico.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394, de 20 de


dezembro de 1996. Acessado em 16 de abril de 2009. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394, de 20 de
dezembro de 1996. Acessado em 16 de abril de 2009. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br

PARO, Vitor. Eleições de diretores de escolas públicas: avanços e limites da prática.


Acessado em 20 de fevereiro de 2010. Disponível em:
http://revistaescola.abril.com.br/img/politicas-publicas/artigo_vitorparo.doc

www.joaosilvaap.com.br/index.php/2014/06/07/governo-inicia-a-gestao-democratica-
nas-escolas-publicas-do-amapacas-do-amapa/

www.todospelaeducação.org.br

https://gestaoescolar.org.br/conteudo/760/como-surgiu-a-funcao-de-diretor-escolar

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