Você está na página 1de 3

UNOESC CHAPECÓ

ALUNA: YASMIM DE MORAES ESPINDULA


DISCIPLINA: ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA
PROFESSOR: ROBSON TRAMONTINA

RELATÓRIO DA PALESTRA

O dever Constitucional de motivação e os modelos decisórios

Análise do fenômeno à luz da 4ª geração da Teoria da Argumentação Jurídica

O dever constitucional de fundamentar:

Todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade – art. 93, IX,
da CF.
A decisão fundamentada está intimamente ligado ao devido processo legal, é o
princípio que garante às partes que cada decisão proferida no processo será
fundamentada, impedindo, assim que haja abusos e demonstrando a imparcialidade do
Juiz, já que o Magistrado deverá expressar os motivos que o levaram a proferir a decisão.

De acordo com o art. 489 do CPC, uma decisão não é considerada fundamentada
quando:
I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua
relação com a causa ou a questão decidida;
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua
incidência no caso;
III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão;
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese,
infirmar a conclusão adotada pelo julgador;
V - se limitar, a invocar precedente o enunciado de súmula, sem identificar seus
fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta
àqueles fundamentos;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela
parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação
do entendimento”.

Teoria da Argumentação Jurídica

Breve evolução histórica:


- Declínio do Positivismo
- Teoria da Injustiça Extrema (Gustavo Radbruch)

A fórmula de Radbruch considera que o direito supralegal não deve ser aplicado
diante de qualquer injustiça ou malefício. Sobre isso, a primeira parte do enunciado é
bastante clara: o direito enquanto norma deve ser aplicado, ainda que injusto ou não
benéfico, por uma questão de segurança jurídica.

1ª Geração – Delimitação da aplicação de princípios e introdução à busca pela criação e


métodos;
2ª Geração – Desenvolvimento de métodos mais práticos e objetivos;
3ª Geração – Crítica à burocratização decisória e retorno a valores;
4² Geração – Reconhecimento da importância de aspectos não jurídicos; O foco da Teoria
da argumentação jurídica migra dos elementos normativos (princípios ou regras) para os
elementos fáticos; As interfaces do Direito com outros sistemas;

Perspectiva psicanalítica
A perspectiva de Freud é revolucionária até os dias de hoje, posto que aponta a
fragilidade da ilusão positivista de controle racional de todo e qualquer processo humano
de tomada de decisões.

Modelos descritivos de comportamento judicial

1) Modelo Legalista: é pautado em textos normativos, nos precedentes, ou na dogmática


jurídica. Corresponde ao que os norte-americanos denominam de formalismo. As
decisões tomadas pelos juízes devem ser determinadas exclusivamente pelo direito, não
estando autorizadas a agir como atores políticos livres para impor os valores que
entendam como corretos ou prepoderantes.

2) Modelo Ideológico: procura demonstrar que a ideologia é que deve ser considerada
como prepoderante. Encontra suas raízes teóricas no Realismo Jurídico ao prescrever
que a ideologia influencia fortemente o comportamento dos julgadores.

3) Modelo Estratégico: percebe o fenômeno de maneira mais sofisticada, considerando


diversas influências exógenas como relevantes, tais como: a opinião pública; o momento
histórico; as preferencias pessoais do julgador; as preferências dos demais membros do
colegiado; a maneira como os membros de outros Poderes e órgãos responderão ao que
fora decidido, etc. Pressupões que os juízes, devem ser percebidos como indivíduos
complexos, influenciáveis em múltiplas perspectivas.

Você também pode gostar