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Os Contratos no Direito Desportivo

1. O desporto tem uma


importância social, econômica e
política. Nascido como prática
recreativa, o desporto,
gradativamente tornou-se atividade
profissional, interesse econômico, social, político e até diplomático no
a. O desporto gera muito lucro. Empresários desportivos. Nenhuma nação
considera o desporto fora de sua área de interesse.
b. O desporto atingiu alto nível de profissionalismo. Cria uma relação
contratual entre o Clube e o jogador.
c. Dois aspectos levaram à importância do desporto que vemos hoje.
i. Exploração para ganhar prestígio social. A exploração do desporto através de
dirigentes, com única finalidade de ganhar prestígio social, começou por volta
de 1940.
ii. Exploração para ganância política. A exploração política do desporto.
2. Toda a questão do contrato desportivo parte da idéia do passe. Os clubes
estruturaram-se financeira-economicamente em cima do instituto do passe. O passe
gerou a exigência de contrato.
a. O passe é previsto na legislação brasileira em 1973. Atleta só pode ser liberado
do seu contrato para participar por outro clube se houver pagamento ao clube original.
b. O passe quebrava todos velhos vínculos. Com o passe pago, o contrato velho
terminava, junto com todo vínculo entre o jogador e o clube anterior.
3. Cronologia do desenvolvimento do direito sobre os contratos desportivos
a. Decreto Lei no 3199/41: a primeira intervenção oficial do governo no
desporto.
Cria o Conselho Nacional de Desportos (CND). Com poder de dirigir o
desporto nacional, e Conselhos Regionais em cada Estado.
ii. Outras instituições criadas pelo decreto: Confederações, Federações, e Ligas.
b. Lei no 6251/75: o Estado interveio na organização interna dos clubes já
existentes (especialmente RJ, SP). Clubes utilizados para ganhar prestígio político.
c. Lei no 6354/76: pela primeira vez a aplicação do direito trabalhista aos
desportistas profissionais.
i. Regras do direito de trabalho aplicam-se aos atletas. As regras contratuais do
trabalho e as leis da previdência são aplicadas ao atleta. Extinguindo o contrato de
trabalho do atleta, termina o vínculo com o Clube.
ii. O clube desportivo é um “empregador”.
Art. 11, “Lei do Passe”: “Entende-se por passe a importância devida por um
empregador a outro, pela cessão do atleta durante a vigência do contrato ou depois de
seu término, observadas as normas desportivas pertinentes.”
iii. Recurso à Justiça do Trabalho só depois de esgotar-se instâncias de Justiça
Desportiva (art. 29): “Somente serão admitidas reclamações à Justiça do Trabalho
depois de esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva, a que se refere o item III do
artigo 42 da Lei número 6.251, de 8 de outubro de 1975, que proferirá decisão final no
prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da instauração do processo.”
d. Lei no 8.672 (1993) (Lei Zico).
e. Lei no 9.615 (1998) (Lei Pelé): extinto o contrato de trabalho, acaba o vínculo
entre o jogador e o Clube.
Trouxe uma revolução ao processo. Tradicionalmente, o contrato de trabalho
teve dois anos. A Lei Zico dispôs que o contrato de trabalho podia ter um prazo de até
36 meses.
ii. Atualmente, um jogador não pode ser transferido em meio do contrato sem o
Clube ser indenizado.
iii. O passe acabou e o que existe é uma cláusula penal.
A. Cláusula penal criada (Lei Pelé art. 28 caput). A Lei Pelé extinguiu o passe,
surgindo no seu lugar previsão de cláusula penal inserida dentro do contrato de
trabalho. Esta cláusula consiste em indenização que o atleta deverá pagar caso
queira se transferir de um clube para outro antes do término do prazo contratual.
B. Multa rescisória oriunda (Modificação à Lei Pelé [Lei no 9981/2000], art. 28 §§
3-6). Além da cláusula penal, há a multa rescisória oriunda do contrato de trabalho,
devida pelo clube em caso de rescisão antecipada.

Exemplo. Se o jogador ganhar R$50.000/mês, e cancelar antes de


completar 1 ano, vai pagar R$60.000.000; se cancelar antes de completar 2
anos, vai pagar R$54.000.000, e assim por diante.

C. Há penas em cascata, dependendo do tempo de contrato remanescente.


1) Pena máxima (art. 28 § 3): multa de 100 vezes o salário
anual do jogador.
2) Após 1o ano: redução de 10% da pena máxima.
3) Após 2o ano: redução de 20% da pena máxima.
4) Após 3o ano: redução de 40% da pena máxima.
5) Após 4o ano: redução de 80% da pena máxima.
6) Após 5o ano: pena zerada.
7) Terminado o prazo do contrato (art. 28 § 2): o jogador está completamente livre.
4. O direito da imagem.
a. Toda pessoa tem direito ao uso da sua imagem. A imagem é importante,
tem repercussões financeira.
b. Antes: só a Lei 5888/73, de direitos de autor, regia o assunto. Essa Lei foi
substituída pela 9610/98.
c. Hoje: “Direito de arena”. Os clubes têm o direito de negociar o espetáculo com
os canais de TV, mas 20% do lucro deve ir para os atletas – Lei no9615/98 (Lei
Pelé) art. 42: “Às entidades de prática desportiva pertence o direito de negociar,
autorizar e proibir a fixação, a transmissão ou retransmissão de imagem de espetáculo
ou eventos desportivos de que participem. § 1º Salvo convenção em contrário, vinte
por cento do preço total da autorização, como mínimo, será distribuído, em partes
iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo ou evento.”
d. Os contratos de imagem são muito difundidos hoje. Compõem 50% da
remuneração dos atletas hoje.
5. Rescisão do contrato por falta de pagamento. Caso o Clube atrase o pagamento
do salário do atleta em três meses, o atleta poderá rescindir o seu contrato. Para
evitar isto, os clubes pagam os salários obrigatórios e atrasam os referentes aos
direitos autorais a que o atleta tem direito.
6. Os clubes não se transformaram em empresa – constituem sociedade em
comum. Os administradores respondem pela sociedade. No entanto, a Lei
Pelé exclui o benefício da personalidade jurídica aos clubes, determinando que os
dirigentes deverão responder pessoalmente pelas dívidas do clube.
7. Requisitos mínimos contratos futebol profissional. Em 28 de novembro de
2008, a FIFA – através do of. Circular 1171, estabeleceu os requisitos mínimos
contratos futebol profissional. Examine-a na íntegra clique aqui FIFA1171

Do contrato e da relação de Trabalho na inspirada análise de


Gibran Khalil Gibran sobre o Trabalho em “O Profeta”
Tradução primorosa de Mansour Chalitta e interpretação de Tôni Luna clique aqui –
Ou copie para seu navegador o
endereço: www.padilla.adv.br/desportivo/trabalho.mp3
Quadro elaborado pelo Dr. Décio Nehaus comparando Lei Pelé original às
modificações da Lei 10.672:

Lei 9.615/98 Lei 9981/2000 Lei 10.672/2003


Art. 28 - A atividade do atleta Art. 28 - A atividade do atletaArt. 28 - A atividade do atleta
profissional, de todas as profissional, de todas asprofissional, de todas as modalidades
modalidades desportivas, é modalidades desportivas, édesportivas, é caracterizada por
caracterizada por remuneração caracterizada porremuneração pactuada em contrato
pactuada em contrato formal de remuneração pactuada emformal de trabalho firmado com
trabalho firmado com entidade de contrato formal de trabalhoentidade de prática desportiva,
prática desportiva, pessoa jurídica firmado com entidade depessoa jurídica de direito privado, que
de direito privado, que deverá prática desportiva, pessoadeverá conter obrigatoriamente,
conter obrigatoriamente, cláusula jurídica de direito privado, quecláusula penal para as hipóteses de
penal para as hipóteses de deverá conterdescumprimento, rompimento ou
descumprimento, rompimento ou obrigatoriamente, cláusularescisão unilateral.
rescisão unilateral. penal para as hipóteses de§1º Aplicam-se ao atleta profissional
§1º Aplicam-se ao atleta descumprimento, rompimentoas normas gerais da Legislação
profissional as normas gerais da ou rescisão unilateral. trabalhista e da seguridade social,
legislação trabalhista e da §1º Aplicam-se ao atletaressalvadas as peculiaridades
seguridade social, ressalvadas as profissional as normas geraisexpressas nesta lei ou integrantes do
peculiaridades expressas nesta lei da legislação trabalhista e darespectivo contrato de trabalho.
ou integrantes do respectivo seguridade social,§ 2o O vínculo desportivo do atleta
contrato de trabalho. ressalvadas as peculiaridadescom a entidade desportiva
§2º O vínculo desportivo do atleta expressas nesta lei oucontratante tem natureza acessória
com as entidades contratantes integrantes do respectivoao respectivo vínculo trabalhista,
tem natureza acessória ao contrato de trabalho. dissolvendo-se, para todos os
respectivo vínculo empregatício, §2º O vínculo desportivo doefeitos legais:
dissolvendo-se, para todos os atleta com as entidadesI - com o término da vigência do
efeitos legais com o término da contratantes tem naturezacontrato de trabalho desportivo; ou
vigência do contrato de trabalho. acessória ao respectivoII - com o pagamento da cláusula
vínculo empregatício,penal nos termos do caput deste
dissolvendo-se, para todos osartigo; ou ainda
efeitos legais com o términoIII - com a rescisão decorrente do
da vigência do contrato deinadimplemento salarial de
trabalho. responsabilidade da entidade
§3º O valor da cláusuladesportiva empregadora prevista
penal a que se refere onesta Lei.
caput deste artigo será3º O valor da cláusula penal a que se
livremente estabelecidorefere o caput deste artigo será
pelos contratantes até olivremente estabelecido pelos
limite máximo de cem vezescontratantes até o limite máximo de
o montante da remuneraçãocem vezes o montante da
Art. 29. A entidade de prática
Art. 29 - A entidade de prática Art. 29 - A entidade de práticadesportiva formadora do atleta terá o
desportiva formadora de atleta desportiva formadora dodireito de assinar com esse, a partir
terá o direito de assinar com o atleta terá o direito de assinarde dezesseis anos de idade, o
mesmo o primeiro contrato de com o mesmo o primeiroprimeiro contrato de trabalho
profissional, cujo prazo não contrato de profissional, cujoprofissional, cujo prazo não poderá
poderá ser superior a 2 (dois prazo não poderá ser superiorser superior a cinco anos.
anos). a 2 (dois anos). §1º - vetado
Parágrafo único - vetado Parágrafo único - vetado §2º - Para efeitos do caput deste
§1º - vetado artigo, exige-se da entidade de
§2º - Para efeitos do caputprática desportiva formadora que
deste artigo, exige-se dacomprove estar o atleta por ela
entidade de práticaregistrado como não-profissional há,
desportiva formadora quepelo menos, dois anos, sendo
comprove estar o atleta porfacultada a cessão deste direito a
ela registrado como não-entidade de prática desportiva, de
profissional há, pelo menos,forma remunerada.
dois anos, sendo facultada§ 3o A entidade de prática desportiva
a cessão deste direito aformadora detentora do primeiro
entidade de práticacontrato de trabalho com o atleta por
desportiva, de formaela profissionalizado terá o direito de
remunerada. preferência para a primeira renovação
deste contrato, cujo prazo não poderá
§3º - A entidade de práticaser superior a dois anos.
desportiva detentora do§ 4o O atleta não profissional em
primeiro contrato deformação, maior de quatorze e menor
trabalho com o atleta porde vinte anos de idade, poderá
ela profissionalizado terá oreceber auxílio financeiro da entidade
direito de preferência para ade prática desportiva formadora, sob
primeira renovação destea forma de bolsa de aprendizagem
contrato. livremente pactuada mediante
contrato formal, sem que seja gerado
vínculo empregatício entre as partes.
§ 5o É assegurado o direito ao
ressarcimento dos custos de
formação de atleta não profissional
menor de vinte anos de idade à
entidade de prática de desporto
Art. 30 - O contrato de trabalho do Art. 30 - O contrato de
atleta profissional terá prazo trabalho do atletaContinua o texto da 9981/2000
determinado, com vigência nunca profissional terá prazo
inferior a três meses. determinado, com vigência
nunca inferior a três meses
nem superior a cinco anos.
Art. 31 - A entidade de prática Art. 31 - A entidade de práticaArt. 31 - A entidade de prática
desportiva empregadora que desportiva empregadora quedesportiva empregadora que estiver
estiver com o pagamento de estiver com o pagamento decom o pagamento de salário de atleta
salário de atleta profissional em salário de atleta profissionalprofissional em atraso, no todo ou em
atraso, no todo ou em parte, por em atraso, no todo ou emparte, por período igual ou superior a
período igual ou superior a 3 (três) parte, por período igual ou3 (três) meses, terá o contrato de
meses, terá o contrato de trabalho superior a 3 (três) meses, terátrabalho daquele atleta rescindido,
daquele atleta rescindido, ficando o contrato de trabalhoficando o atleta livre para se transferir
o atleta livre para se transferir daquele atleta rescindido,para qualquer outra agremiação da
para qualquer outra agremiação ficando o atleta livre para semesma modalidade, nacional ou
da mesma modalidade, nacional transferir para qualquer outrainternacional, e exigir multa rescisória
ou internacional, e exigir multa agremiação da mesmae os haveres devidos.
rescisória e os haveres devidos. modalidade, nacional ou
§1º - São entendidos como internacional, e exigir multa§1º - São entendidos como salário,
salário, para efeito do acima rescisória e os haverespara efeito do acima previsto, o
previsto, o abono de férias, o 13º devidos. abono de férias, o 13º salário, as
salário, as gratificações, os gratificações, os prêmios e demais
prêmios e demais verbas inclusas §1º - São entendidos comoverbas inclusas no contrato de
no contrato de trabalho. salário, para efeito do acimatrabalho.
§2º - A mora contumaz será previsto, o abono de férias, o
considerada também pelo não 13º salário, as gratificações,§2º - A mora contumaz será
recolhimento do FGTS e das os prêmios e demais verbasconsiderada também pelo não
contribuições previdenciárias. inclusas no contrato derecolhimento do FGTS e das
§3º - Sempre que a rescisão se trabalho. contribuições previdenciárias.
operar pela aplicação do disposto
no caput, a multa rescisória a §2º - A mora contumaz será§3º - § 3o Sempre que a rescisão se
favor da parte inocente será considerada também pelo nãooperar pela aplicação do disposto no
conhecida pela aplicação do recolhimento do FGTS e dascaput deste artigo, a multa rescisória
disposto nos arts. 479 e 480 da contribuições previdenciárias. a favor do atleta será conhecida pela
CLT aplicação do disposto no art. 479 da
CLT
§3º - Sempre que a rescisão
se operar pela aplicação do
disposto no caput, a multa
rescisória a favor da parte
inocente será conhecida pela
aplicação do disposto
nos arts. 479 e 480 da CLT.
Art. 32 – É lícito ao atleta
profissional recusar competir por Continuou o mesmo texto Continuou o mesmo texto
entidade de prática desportiva
quando seus salários, no todo ou
em parte, estiverem atrasados em
dois em dois ou mais meses.
Art. 33 - Independentemente de Art. 33 - Cabe a entidade
qualquer outro procedimento, a nacional de administração docontinuou o mesmo texto
entidade de administração desporto que registrar oi
nacional do desporto fornecerá contrato de trabalho
condição de jogo ao atleta para profissional fornecer a
outra entidade de prática, nacional condição de jogo para as
ou internacional, mediante a prova entidades de prática
da notificação do pedido de desportiva, mediante a prova
rescisão unilateral firmado pelo da notificação do pedido de
atleta ou por documento de rescisão unilateral firmado
empregador no mesmo sentido. pelo atleta ou por documento
de empregador no mesmo
sentido, desde que
acompanhado da prova de
pagamento de cláusula penal
nos Termos do arti. 28 desta
Lei.
Art. 36 – A atividade do atleta Art. 36 - O artigo foi revogado
semi-profissional é caracterizada totalmente e o texto do §4º
pela existência de incentivos foi para o §3º do artigo 29
materiais que não caracterizam Continuou o mesmo texto
remuneração derivada de contrato
de trabalho, pactuado em contrato
formal de estágio firmado com a
entidade de prática desportiva,
pessoa jurídica de direito privado,
que deverá conter,
obrigatoriamente, cláusula penal
para as hipóteses de
descumprimento, rompimento ou
rescisão unilateral.
§1º - Estão compreendidos na
categoria dos semi-
profissionais os atletas com idade
entre 14 (quatorze) e 18 (dezoito)
anos completos.
§2º Só poderão participar de
competição entre profissionais os
atletas semi-profissionais com
idade superior a 16 (dezesseis
anos).
§3º - Ao completar 19 (dezoito)
anos de idade, o atleta semi-
profissional deverá ser
obrigatoriamente
profissionalizado, sob pena de o
não fazendo, voltar a condição de
amador ficando impedido de
participar em competições entre
profissionais.
§4º - A entidade de prática
detentora do primeiro contrato de
trabalho do atleta por ela
profissionalizado terá o direito de
preferência para a primeira
Art. 40. Na cessão ou Art. 40. Na cessão ou transferência
transferência de atleta profissional de atleta profissional para entidade de
para entidade de prática prática desportiva estrangeira
desportiva estrangeira observar- observar-se-ão as instruções
se-ão as instruções expedidas expedidas pela entidade nacional de
pela entidade nacional de título. Continuou o mesmo texto título.
Parágrafo único. As condições §1º- . As condições para transferência
para transferência do atleta do atleta profissional para o exterior
profissional para o exterior deverão integrar obrigatoriamente os
deverão integrar obrigatoriamente contratos de trabalho entre o atleta e
os contratos de trabalho entre o a entidade de prática desportiva
atleta e a entidade de prática brasileira que o contratou.
desportiva brasileira que o § 2o Se a entidade de prática
contratou. desportiva cedente de atleta
profissional para entidade de
prática desportiva estrangeira tiver
sido cessionária do atleta, no prazo
inferior a doze meses, em
transferência definitiva ou
empréstimo, oneroso ou gratuito,
para qualquer outra entidade de
prática desportiva, será
caracterizada como entidade
repassadora, fazendo jus a vinte e
cinco por cento do valor pactuado
para a cessão ou transferência
internacional, ficando a entidade
formadora com direito de receber
setenta e cinco por cento do valor
pago pela entidade estrangeira,
desde que a entidade formadora do
atleta não tenha sido previamente
indenizada.
Art. 42 – Às entidades de prática
desportiva pertence o direito de
negociar, autorizar e proibir a
fixação, a transmissão ou
retransmissão de imagem de
espetáculo ou eventos desportivos Continuou o mesmo texto Continuou o mesmo texto
de que participem.
§1º - Salvo, convenção em
contrário, vinte por cento do preço
total da autorização, como
mínimo, será distribuído, em
partes iguais, aos atletas
profissionais participantes do
espetáculo ou evento
§2º - O disposto neste artigo não
se aplica a flagrantes de
espetáculo o evento desportivo
para fins, exclusivamente
jornalísticos ou educativos, cuja
duração, no conjunto, não excede
de três por cento do total do
tempo previsto para o espetáculo.
§3º - O espectador pagante, por
qualquer meio, de espetáculo ou
evento desportivo, equipara-se,
para todos os efeitos legais, ao
consumidor, nos termos do art. 2º
da Lei nº 8.078, de 11 de
setembro de 1990.
Art. 43 – É vedada a participação Art. 43 – É vedada a
em competições desportivas participação emContinuou o mesmo texto
profissionais de atletas amadores competições desportivas
de qualquer idade e de semi- profissionais de atletas não-
profissionais com idade superior a profissionais com idade
vinte anos. superior a vinte anos.
Art. 45 – As entidades de prática Art. 45 – As entidades de
desportiva serão obrigadas a prática desportiva serão
contratar seguro de acidentes obrigadas a contratar
pessoais e do trabalho para os seguro de acidentes de
atletas profissionais e semi- trabalho para os atletasContinuou o mesmo texto
profissionais a elas vinculados, profissionais a elas
com o objetivo de cobrir os riscos vinculados, com o objetivo
a que estão sujeitos. de cobrir os riscos a que
Parágrafo Único – Para os atletas eles estão sujeitos.
profissionais o prêmio mínimo do Parágrafo Único – A
que trata o caput deste artigo importância segurada deve
deverá corresponder à garantir direito a uma
importância total anual da indenização mínima
remuneração ajustada, e, para os correspondente ao valor
atletas semi-profissionais, ao total total anual da remuneração
das verbas de incentivos ajustada no caso dos
materiais. atletas profissionais.
Art. 93 – O disposto no art. 28, §2º Art. 93 – O disposto no art.
somente entrará em vigor após 28, §2º destas Leis somente
três anos a partir da vigência produzirá efeitos jurídicos aContinuou o mesmo texto
desta Lei. partir de26 de março de
2001, respeitados os
direitos adquiridos
decorrentes dos contratos
de trabalho e vínculos
desportivos de atletas
profissionais pactuados
com base na legislação
anterior.

CLAUSULA PENAL
O §3º acrescentado ao artigo 28 da Lei Pelé pela Lei 9981/2001, criou a CLÁSULA
PENAL CENTENÁRIA E A CLAUSULA PENAL INFINITA.
Diz o referido parágrafo que o contrato de atleta poderá ter uma indenização de até
100 vezes o que ele recebe por ano. Isto em outras palavras significa que é o que ele
levaria para ganhar em 100 anos atuando como atleta.
Vejamos dois exemplos: considerando que um atleta ganha salário mínimo e outro
ganha R$ 5.000,00. Nos dois exemplos, os atletas estão cumprindo o primeiro ano de
um total de cinco anos, e foram convidados para atuar em outra agremiação; o
primeiro passando de um salário mínimo para mil reais (um aumento de 500%) e o
segundo para o dobro.

Salário Remuneração Valor total doCláusula Penal


anual contrato

R$ 200,00 R$ 2.660,00 R$ 13.300,00 R$ 266.000,00

R$ 5.000,00 R$ 66.650,00 R$ 333.250,00 R$ 6.665.000,00

Em março de 2001, conforme documento dirigido ao TST, registrando 22 mil atletas


em atividade, distribuídos nas seguintes faixas salariais:
FAIXA ATLETAS em 1999 % em 1999 ATLETAS em 2000 % em 2000
SALARIA
L

1 salário 10.581 51,60% 10.145 44,91%

De 01 6.787 33,20% 9.401 41,63%


a 02
salários

De 02 1.528 07,50% 1.315 05,82%


a 05
salários

De 05 474 0,230% 629 02,79%


a 10
salários
De 10 351 01,70% 339 01,50%
a 20
salários

Mais de 765 3,70% 756 03,35%


20
salários

TOTAL 20.496 100,00% 22.585 100,00%