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Universidade de Brasília

Aluna: Larissa Bárbara de Oliveira Andrade


Matrícula:190120932

QUESTÃO I: (5,0 pontos)

 A respeito do tópico A sociologia e a sociedade informacional, considerando as


análises de Manuel Castells nas seleções de leitura de A sociedade em
rede, disserte sobre os cinco aspectos centrais do paradigma da tecnologia da
informação.

De acordo com CASTTELS, " o desenvolvimento da Internet está invertendo a relação entre a
comutação de circuitos e troca de pacotes nas tecnologias da comunicação, para que a
transmissão de dados se torne uma forma de comunicação predominante e universal." Sendo
assim, os aspectos centrais do paradigma da tecnologia da informação possuem uma forte
influência sobre a transformação social, representando a base material da sociedade da
informação. Para o escritor, a informação é a parte integral da atividade do homem, como
também a sua matéria prima. O meio tecnológico é moldado por todos os processos
relacionados a existência humana ( tanto individual como coletiva ), esse aspecto recebe a
denominação de "penetrabilidade dos efeitos da nova tecnologia".
A rede impõe uma lógica própria na tecnologia da informação: sua morfologia (das redes) se
adaptaram bem à crescente complexidade de interação e aos modelos de desenvolvimento
que repercutem dessa interação. Lembra CASTELLS porém que “essa lógica de redes, contudo,
é necessária para estruturar o não-estruturado, porém preservando a flexibilidade, pois o não-
estruturado é a força-motriz da inovação da atividade humana. Segundo o escritor: "O
paradigma da tecnologia da informação se baseia no conceito de flexibilidade: não apenas os
processos são reversíveis, mas organizações e instituições podem ser modificadas, e até
mesmo fundamentalmente alteradas, pela reorganização de seus componentes."
Existe uma crescente convergência de tecnologias específicas para um sistema altamente
integrado. Desta forma, pode se considerar como integrados no sistema de informação, a
microeletrônica, as telecomunicações, a optoeletrônica e os computadores: haverá um tempo
em que um desses elementos não poderá ser imaginado sem se considerar o outro.
QUESTÃO II: (5,0 pontos)

 A respeito do tópico A sociologia e a problemática ambiental, considerando as


seleções de leitura de A sociedade de risco de Ulrich Beck, disserte sobre as
diferenças entre a sociedade de risco e a sociedade industrial.

Enquanto obra da Revolução Industrial, a busca pelo desenvolvimento


material das sociedades acarretou danos altamente nocivos para a natureza e,
consequentemente, para o próprio homem, uma vez que não estava no foco de
discussão dispender  atenção para as consequências que uma expansão
descontrolada da produção poderia deixar de herança para as gerações futuras.
A partir do contexto da modernidade, com sua racionalidade exacerbada e
com a construção dos modos de produção capitalista que resultaram em uma
sociedade do lucro e do consumo desenfreados, emerge a crise do paradigma
moderno, resultado de uma ideia voltada para o domínio da natureza pelo
homem, através do desenvolvimento econômico e tecnológico. Isso,
indiscutivelmente, proporcionou desmesurados avanços, mas trouxe,
paradoxalmente, riscos e inseguranças à sociedade, em um contexto que se
convencionou chamar de Sociedade de Risco.
Com o desenvolvimento da sociedade capitalista e, posteriormente, com o
surgimento da globalização, instaurou-se o desequilíbrio ecológico. Deste
modo, a sociedade pós-moderna é conhecida como Sociedade de Risco, pois
se vive em uma sociedade marcada pela produção social de riquezas e riscos,
sendo estes até então desconhecidos pela ciência, pelo direito e pela sociedade
(BECK, 2011).
Nessa perspectiva, a questão ambiental contemporânea passa por uma crise de
civilização, num conjunto da crise global, caracterizado por um processo
histórico em consequência do modelo civilizatório dominante, que se agrava
ano após ano. Contudo, é preciso ter a plena consciência de que a preocupação
para com a preservação da natureza, definitivamente, traz consequências
nefastas à qualidade de vida de todos os habitantes do planeta terra
indistintamente.
Nesse sentido, Morin (2000) ensina que a humanidade precisa estar preparada
para enfrentar os novos riscos e as incertezas. Para o autor, a comunidade
humana tem um destino comum, por isso é necessário desenvolver a
consciência ecológica porque a crise ambiental afeta a todos.
A crise ambiental e a irreversibilidade dos danos ambientais são
características da Sociedade de Risco. Assim, o direito vem buscando
mecanismos
 
de garantir às presentes e futuras gerações a consagração do direito ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado.
 
A sociedade de classes ou industrial versus sociedade de risco cede lugar a um
momento de transformação da sociedade industrial clássica, caracterizada pela
produção e a distribuição de riquezas, em uma chamada sociedade (industrial)
de risco, na qual a produção dos riscos domina a lógica da produção de
bens. Dessa nova concepção produtiva, os riscos seriam mais democráticos e
globalizados, tornando a repartição mais equalizada. Sendo assim, ninguém,
nem pobres nem ricos, estaria totalmente imune às ameaças produzidas e
agravadas pelo progresso.
 
A sociedade de risco não é simplesmente uma opção que se pode escolher ou
rejeitar no decorrer das disputas políticas. Isso se deve ao fato dela originar-se
na continuidade dos processos de modernização autônoma, que são cegos e
surdos a seus próprios efeitos e ameaças.
No painel da sociedade de riscos moderna destaca-se o surgimento do Direito
Ambiental estritamente vinculado às dificuldades do Estado e dos cidadãos de
enfrentar uma complexa situação inserida no seio da sociedade industrial: a
degradação ambiental. A possível “neutralização” ou caminhada a uma maior
segurança social face à iminência dos riscos atualmente vividos conduz à
busca de um novo modelo de Estado, no qual se sobreponha o dever jurídico-
estatal de respeito e proteção da dignidade humana em conjunto com a
exigência de uma medida mínima de amparo ambiental.
Enquanto na sociedade industrial a Lígia da produção de riqueza domina a
lógica da produção de risco, na sociedade de risco está relação se inverte. Na
reflexividade dos processos de modernização, as forças produtivas perderam
sua inocência.
A distribuição dos riscos atuais não segue regra de distribuição de riquezas.
As áreas de maior concentração financeira não são poupadas, não há como
identificar pontos geográficos de incidência dos riscos, já que os riscos
ameaçam toda a civilização de maneira global. 
Sociedade de risco significa que vivemos em um mundo fora de controle. Não
há nada certo além da incerteza.
 
 
 
 
 

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