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Vou começar, dizendo o que cada um desses termos significa.

A Gnoseologia é o ramo da filosofia que se preocupa com a validade


do conhecimento em função do sujeito cognoscente, ou seja, daquele
que conhece o objeto.

Já a Ontologia (em grego ontos e logoi, "conhecimento do ser") é a


parte da filosofia que trata da natureza do ser, da realidade, da
existência dos entes e das questões metafísicas em geral.

E por ultimo,a Ontognoseologia é a teoria do conhecimento, conceito


formulado por Reale, e tem como foco a relação primordial existente
entre o pensamento, em suas condições originarias, e o real.

Entao, a gnoseologia, é a parte da ontognoseologia que trata da


validade do conhecimento em função do sujeito cognoscente. E
alguns autores dizem que a teoria do conhecimento aparece
propriamente com Kant. Reale acredita que essa afirmação não pode
ser aceita sem algum reparo. Pois Kant marca um ponto culminante
de um processo de pensamento, que já encontra suas raízes no
próprio período clássico e no medieval.

Se nós pensarmos, analisarmos a filosofia clássica, assim como a


medieval, podemos observar que de Sócrates a são tomas de Aquino,
o problema que se Poe de maneira prevalecente é oq eu se diz
respeito ao ser como ser...

A Teoria do Conhecimento tem por objectivo buscar a origem, a


natureza, o valor e os limites do conhecimento, da faculdade de
conhecer. Os principais problemas da Teoria do Conhecimento são:

 A possibilidade do conhecimento
 A origem do conhecimento
 A essência do conhecimento
 As formas do conhecimento
 O valor do conhecimento (o problema da verdade)

A filosofia dos gregos, assim como clássica foi acima de tudo uma
ontologia, ou seja, na acepção da teoria do ser em geral, ou em
parte geral da metafísica. Os gregos também tiveram consciência de
que havia um problema relativo às possibilidades e aos limites do
conhecimento humano, e daí se pode perceber que desde cedo os
gregos sentiram a necessidade de responder estas perguntas: como é
que o homem pode conhecer?ate que ponto o homem pode conhecer
com certeza? Apesar dessa necessidade, esses problemas não eram
considerados fundamentais, ( ser enquanto o ser), assim o problema
do conhecimento pôs-se, por conseguinte como problema de
natureza metafisica. E foi por isso que a filosofia clássica e a
medieval não desenvolveram uma teoria do conhecimento autônoma,
cuidando de suas questões de forma secundaria, como decorrência de
prévios problemas ontológicos.

Já a filosofia moderna marca uma mudança. Pois o pensamento


moderno, que começa com o humanismo, apresenta, desde o inicio,
acentuada preocupação pelo problema dos limites e das
possibilidades do conhecimento e, de maneira particular, do
conhecimento cientifico. Aos poucos foi se formando e afirmando a
tendência de colocar o problema do conhecimento como principal
problema da filosofia, independente de previas colocações
metafísicas, por se refirir ao problema do homem como ente que
conhece. Essa tendência foi fortalecida pelo pensamento de Leonardo
da Vinci e Galileu Galilei, cabendo a este a colocação inicial da
metodologia moderna. Para o fundador da física moderna o
pensamento ordena segundo razão matemática. Essa preocupação
pelos fundamentos das verdades cientificas, acentua-se ainda mais
ao se constituírem as duas grandes correntes: racionalismo de
Descartes e o empirismo de bacon. Embora obedecendo a orientações
diversas, ambos se preocupam com o problema relativo às bases do
conhecimento certo, na conquista da natureza graças as leis
descobertas metodicamente pelo espírito humano. O racionalismo de
descartes ou o empirismo de banco são marcados, desde o inicio, por
essa preocupação metodológica, ou de maneira mais ampla
gnoseologica. Depois de Bacon, na Inglaterra aparece Hobbes que
desenvolveu os problemas metodológicos do empirismo como iria ser
feito pelos seus continuadores, no sentido de esclarecer não so a
gênese do conhecimento, como as condições lógicas das ciências
naturais. Depois vem Locke com o livro ensaio sobre o entedimento
humano que já denota a sua preocupação gnoseologica. Como critica
a esse livro, Leibniz escreveu o livro Novos ensaios sobre o
entendimento humano. Essa obra reforça mais ainda a tendecia do
pensamento moderno, no sentido de dar importância fundamental a
teoria do conhecimento.
Ainda na primeira metade do sec XVIII, o trabalho de Bacon veio a
ser completado pelo pelsador italiano Giovanni Batista Vico, que
sentiu imprenscidivel necessidade de determinar os fundamentos de
um outro tipo de ciências, o das ciências do espírito ou do fato
histórico. O livro os princípios de uma ciência nova, representa assim
um elo decisivo processo gnoseologico da filosofia moderna.

Quase na mesma época, mais dois grandes pensadores confirmam a


tendência fundamental ds novos tempos: George Bekeley com seu
tratado dos princípios do conhecimento humano e David hume com
seus dois trabalhos cuja leitura iria acordar Kant de seu sono
dogmático- o tratado da natureza humana e a investiagacao sobre o
entendimento humano.

Kant, quando elaborou sua obra fundamental, a critica da razão


pura, já encontrou o terreno preparado. A obra de Kant marca,
efetivamente, a convergência dos dois grandes caudais, como se dois
rios se encontrassem para formar um terceiro, que logo iria se
ramificar nas conrrentes de fitche, schelling, Hegel...

Nessa obra que Kant propôs foi realizar uma nova sintesa, capaz de
ALBERGAR os elementos do racionalismo de descartes e do
empirismo de bacon.

A Teoria integral do Conhecimento, ou Ontognoseologia, conceito


formulado por

Miguel Reale, tem como foco a relação primordial existente entre o


pensamento, em suas

condições originarias, e o real. A Ontognoseologia integra em si a


Lógica Transcendental,

além de possuir duas ordens de pesquisa empírico positivas. Tais


subdivisões são

necessárias para comportar as áreas do conhecimento conforme a


delimitação dos campos

da experiência, abordando cada vez campos mais específicos,


partindo, respectivamente,

da Ontognoseologia a Epistemologia, assim como parte da


Epistemologia a Metodologia.
A Lógica Transcendental se divide em Gnoseologia, termo empregado
aqui não

como sinônimo de Epistemologia, mas sim no sentido stricto de teoria


do conhecimento

sob a perspectiva do sujeito cognoscente. E em Ontologia, entendido


aqui não no sentido

clássico, associado à Metafísica, mas sim na nova acepção


empregada por Husserl, que

consiste na analise das estruturas objetivas da realidade e do


pensamento. A

Ontognoseologia, em seu desenvolvimento concreto, revela os


pressupostos constitutivos

de cada esfera particular de objetividade, sendo este o campo da


Epistemologia.

Tendo em vista a ponte que a experiencia constroi entre a natureza e


a Cultura, Miguel Reale vai se ocupar de descrever como, a seu ver, o
conhecimento do homem atravessa essa passagem. Costuma-se
comecar pela teoria do conhecimento para ajuizar sobre o valor do
pensamento e do verdadeiro; procura-se conhecer as condicões
subjetivo-objetivas do conhecimento em geral (e temos a
ontognoseologia), ou em particular (a epistemologia). A
ontognoseologia estuda, de um lado, as condicões do sujeito que
conhece (gnoseologia) e, de outro lado, o ser enquanto objeto a ser
conhecido (ontologia). Mas, considerou o reale, que tal divisão é
puramente abstrata, porque se deve refletir sobre sujeito e objeto em
sua relacão dinâmica de dialética de polaridade (de opostos e não de
contraditórios) e complementaridade (mas se completam). Miguel
Reale fez da teoria ontognoseológica o ponto central de sua teoria do
conhecimento; como ele ensinou em seu livro O Homem e seus
Horizontes : A aceitacão da posicão ontognoseológica repousa no
conceito de a priori material cuja essencia consiste no ato (à primeira
vista paradoxal) de ser reconhecido pelo pensamento como distinto
de si, algo que o pensamento pensa. Parece que ele não quis que a
teoria do ser (metafísica) se reduzisse a uma teoria do conhecimento,
mas sim que a teoria do conhecimento se integrasse na teoria do ser;
para ele, a ontognoseologia coordena dois tipos de pesquisa: uma
sobre as condicões subjetivas do conhecimento e outra sobre
suas condicões objetivas; dessa forma incluiu uma Teoria dos
Objetos, que congrega os objetos naturais, os ideais, os culturais e os
valores. Quanto ao aspecto subjetivo, objeto da gnoseologia, ele
pretendeu uma nova visão crítica, que, diferentemente da de Kant,
não se coloque somente em funcão da matemática e das ciencias
naturais, mas que inclua a experiencia ética; assim, descartou o
criticismo estático e não-dinâmico, pretendendo um criticismo
dinâmico que se baseie na experiencia histórico-cultural.O que fica
muito claro em sua obra é que, embora procure levar em conta os
vários aspectos da realidade, o que Reale pretende realmente
alcancar é uma unidade desses aspectos: adotando a teoria
ontognoseológica do conhecimento, propôs que se leve em conta as
contribuicões do sujeito e do objeto. A complementaridade sujeito-
objeto e a dialética que se estabelece entre ambos, seriam as
condicões a priori, ou melhor, as condicões transcedentais do
conhecimento.