Você está na página 1de 7

Sociedade Educacional Arnaldo Horácio Ferreira S/C

Direito – 1 PERIODO.

Professora: Chandrélin Paula Cantelle

Alunos (as): Eliziane;

Felipe Gomes;

Geovanna Presser Campos;

Karine Oliveira.

Jean-Jacques Rousseau
Introdução

A disciplina pretende prover uma apresentação ampla da filosofia de Jean-Jacques


Rousseau (1712-1778), procurando destacar os principais acontecimentos em torno
dos quais se articula, considerando especialmente as oposições natureza-cultura e
indivíduo-sociedade.

A partir de um estudo do Discurso sobre a origem e os fundamentos da


desigualdade entre os homens, será articulado seus principais pensamentos,
procurando exibir a importância da unidade fundamental do projeto filosófico do
autor, frequentemente mal compreendido e acusado até de ser inconsistente.
 Quem foi

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um filósofo social, teórico político e


escritor suíço. Foi considerado um dos principais filósofos do Iluminismo e um
precursor do Romantismo. Suas ideias influenciaram a Revolução Francesa. Em sua
obra mais importante "O Contrato Social" desenvolveu sua concepção de que a
soberania reside no povo.

Em 1724, com 12 anos, iniciou seus estudos. Nessa época, já escrevia comédias e
sermões. Passou a levar uma vida errante e na tentativa de se afirmar numa
profissão: foi relojoeiro, aprendiz de pastor e gravador. Em 1728, com 16 anos,
Rousseau foi para Savóia, na Itália. Sem meios para se manter, procurou uma
instituição católica e manifestou o desejo de se converter. De volta a Genebra
conheceu Senhora de Varcelli, uma dama ilustre que passou a cuidar de sua
manutenção. Com a morte dela, resolveu percorrer a Suíça em busca de aventuras.
Entre 1732 e 1740, viveu na França, quando se envolveu com Senhora de Warens,
em Cambéry, época em que conquistou como autodidata grande parte de sua
instrução. Em 1742, foi para Paris, onde conheceu uma nova protetora que o indicou
para secretário do Embaixador da França, em Veneza. Observando as falhas do
Governo de Veneza, passou a se dedicar ao estudo e à compreensão da política. Se
apaixonou por Thérèse Levasseur, mãe de seus 5 filhos, que foram abandonados
em um orfanato parisiense, supostamente para terem uma melhor criação.

 No iluminismo

Rousseau desenvolve em suas obras o caráter iluminista assim que retorna à Paris
em 1745. Começa a publicar ensaios e artigos sobre política e ganha notoriedade ao
participar, incentivado pelo amigo Diderot, do concurso da Academia de Dijon, em
1750, com o texto “Discurso Sobre as Ciências e as Artes”. Recebe, então, o prêmio
de melhor ensaio, além da fama causada pela polêmica ao afirmar que as artes, as
ciências e as letras são os piores inimigos da moral, além de serem fontes de
escravidão intelectual.
 Contrato social

Rousseau considera o surgimento da sociedade civil um acidente, e ao falar


sobre o funcional acerca do contrato social, ele fundamenta como diretriz uma
progressiva para novos tempos, pois “o homem nasce livre, e por toda parte
encontra-se em ferros”.

Restam ao homem então, duas alternativas: entregar a extinção ou garantir sua


segurança por meio de um contrato que tem a seguinte função: forma de
associação que defende e proteja de toda força comum a pessoa e os bens de
cada associado e pela qual cada um unindo-se a todos não obedeça, portanto
se não a si mesmo e permaneça é tão livre como anteriormente.

Ricos e pobres supostamente juntos, embora os objetivos sejam distintos uma parte
assegurar a sua fortuna e a outra garantir sua segurança. O estado de
Rousseau ao contrário do estado de Hobbes - autoritário e tirano - vive parte em
função da coletividade e é dirigido pelo único e verdadeiro soberano que deve
por sua vez ser ativo para não perder tal qualidade, o povo.

 Estado de Natureza

O ser humano era um ser animal como qualquer outro, vivendo em um momento
hipotético chamado de estado natural ou estado de natureza. Esse estado era
de plena liberdade e era o momento em que o ser humano foi capaz de
desenvolver-se plenamente sem nenhuma corrupção social.

Ele era puro, por ainda não conhecer a moral, vivia como um animal vive na
selva. Não havia moral e não havia propriedade, portanto, não existia qualquer
traço de corrupção do ser humano. Isso mudou quando surgiu a propriedade
privada, e a partir de então, foi necessário o estabelecimento de um contrato
social.

 Rousseau na politica
Os homens são livres quando submetidos às leis: as leis agem justamente no
sentido da teoria do contrato social, na manutenção e garantia da liberdade,
tendo em vista que são o registro das vontades daqueles que se submetem a
elas, nesses casos é o interesse público que governa: são governos
pautados e guiados pela vontade geral.

A igualdade perante a lei e a igualdade de condições na participação e de direitos


é tomada como requisitos indispensáveis para o funcionamento do contrato,
cuja ordem implica um conjunto de operações por meio das quais o sujeito
renuncia ao instinto, a seus interesses particulares e à sua liberdade natural
em benefício do direito, da propriedade e principalmente, da liberdade sob o
quadro da liberdade civil, pautada na obediência às leis. Sendo então, a lei que
faz os homens iguais e proporciona a liberdade, surgindo como expressão real da
vontade da nação resultada de interesses combinados e contrabalanceados pela
pluralidade.

 Rousseau na educação

Fiel a seu princípio, segundo o qual o homem nasce naturalmente bom, Rousseau
estima que é preciso partir dos instintos naturais da criança para desenvolvê-los.
A educação negativa (essa que propõe o filósofo), na qual o papel do preceptor
(professor) é, sobretudo, o de preservar a criança, deveria substituir a educação
positiva que forma a inteligência prematuramente e impensadamente. O ciclo
completo desta nova educação comporta quatro períodos:
1. O primeiro período vai de zero a cinco anos, correspondendo a uma vida
puramente física, apta a fortificar o corpo sem forçá-lo; período espontâneo e
orientado graças, notadamente, ao aleitamento materno;

2. O segundo período vai de cinco a doze anos e é aquele no qual a criança


desenvolve seu corpo e seu caráter no contato com as realidades naturais, sem
intervenção ativa de seu preceptor;

3. O preceptor intervém mais diretamente no terceiro período que vai de doze a


quinze anos, período no qual o jovem se inicia, essencialmente pela experiência, à
geografia e a física, ao mesmo tempo em que aprende uma profissão manual ou
ofício;

4. Dos quinze aos vinte anos compreende-se o quarto período em que o homem
floresce para a vida moral, religiosa e social.

Este é, pois, o modelo básico de educação proposto por Rousseau para substituir a
educação tradicional que, em nome da civilização e do progresso, obriga os homens
a desenvolverem na criança a formação apenas do intelecto em detrimento da
educação física, do caráter moral e da natureza própria de cada individuo.

 Principais obras

1. O contrato social: nessa obra, o filósofo dedica-se a demonstrar como seria


o estado de natureza e como o pacto social colocou-se como momento de
mudança para que a sociedade passasse a viver de maneira a contemplar o
convívio social por meio de normas jurídicas e morais.
2. Sobre a origem da desigualdade entre os homens: nesse livro, Rousseau
mostra como a propriedade privada tornou-se o meio de corrupção primeiro
entre os seres humanos, iniciando a desigualdade entre as pessoas e
rompendo com a lei de natureza.
3. Émile ou da Educação: esse livro é um ensaio sobre a educação ou como
os adultos deveriam educar as crianças para que elas se tornassem pessoas
mais livres, em contanto com sua natureza, e melhores cidadãos.
 Referencias Bibliográficas

google academico - Espaço Plural, 2011 - redalyc.org

https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/jean-jacques-rousseau.htm

https://escolaeducacao.com.br/rousseau/

https://www.ebiografia.com/jean_jacques_rousseau/

https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-educacao-no-emilio-rousseau.htm

https://www.youtube.com/watch?v=L70-SEbehWc

Você também pode gostar