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Prof. MS. TANIA Acadêmico.

Amanda Heloisa 3° Psicologia do desenvolvimento

1.Relacione 5 questões próprias do trabalho com o adolescente, em


psicoterapia (por que ele vem para a psicoterapia?)
São muitas os motivos pelo qual o adolescente pode ir a psicoterapia, dentre
os principais pode-se considerar, os problemas relacionados com o
desempenho escolar, problemas relacionados com o corpo e a imagem
corporal, problemas relacionados com a alimentação, problemas relacionados
com a formação da identidade, problemas relacionados com a sexualidade,
problemas de comportamento e agressividade, problemas na vida familiar,
problemas depressivos e ansiosos, problemas com a integração num grupo de
amigos.

De modo geral, pode-se destacar duas categorias de adolescentes que


necessitam de orientação psicológica e de tratamento psicoterápico: A primeira
diz respeito àqueles que apresentam as necessidades típicas evolutivas e
vivem a elaboração da transição para a idade adulta, sofrendo as normais
frustrações advindas de situação de dependência afetiva e social, além da
perda gradual dos traços infantis. A segunda, relacionada aos jovens que
apresentam distúrbios mais graves de personalidade correspondentes a
processos de bloqueio de desenvolvimento ou de desorganização da conduta.

2.Por que o adolescente não pode ser atendido sem a autorização dos
pais?
Em caso de atendimento de menores, o Art. 8º do Código de Ética Profissional
do Psicólogo informa que “para realizar atendimento não eventual de criança,
adolescente ou interdito, o psicólogo deverá obter autorização de ao menos um
de seus responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente”. O
Art. 13 esclarece que “no atendimento à criança, ao adolescente ou ao
interdito, deve ser comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para
se promoverem medidas em seu benefício”. Como é de conhecimento do
Conselho que são vários os conflitos existentes em atendimentos de crianças
que possuem pais separados e/ou que estão em disputa de guarda, orientamos
sempre aos psicólogos(as) que o ideal é que ambos os pais sejam informados
e concordem com o trabalho psicoterápico, sendo incluídos no processo e
sendo chamados sempre que necessário.

3.Como estabelecer o vínculo no atendimento com adolescentes?


A construção do vínculo terapêutico é fundamental para o desenvolvimento do
trabalho. Daí a importância da primeira entrevista na clínica, que é o momento
inicial da construção do suporte daquela relação.

Estabelecer um contrato é o ponto de partida do processo psicoterapêutico.


Através do contrato são estabelecidos os limites da relação que se inicia, onde
o cliente (individual, família, casal ou grupo) e o psicólogo, se comprometem
com o trabalho.

É importante que o espaço de atendimento seja um lugar agradável, acolhedor


onde os clientes se sintam bem. De igual modo, respeitando seu modo de ser,
o terapeuta precisa cuidar de sua apresentação pessoal. Além disto, “as
primeiras entrevistas são também momentos de acolhimento e preparação
para o vínculo que começa a se fazer”.

A terapia necessita de atualização e humor, uma vez que os adolescentes


gostam de rir e brincar. Deve ser lúdica, móvel, dinâmica não monótona porque
o adolescente traz características da infância. Por isto, muitas vezes, parte do
trabalho é feito de "brincadeiras" que, posteriormente, levam a um relaxamento
e a vivências muito profundas – a terapia deve desenvolver o
autoconhecimento. Para o terapeuta, também são essenciais flexibilidade,
criatividade e, acima de tudo, muita compreensão então o adolescente
perceberá o quanto pode beneficiar-se e buscará, sempre que necessário, o
trabalho de facilitação do surgimento da pessoa que ele é. Muitas vezes é
necessário falar de de futebol ou de marcas de roupas o terapeuta deve ir
onde o adolescente está e deve partir deste ponto.
4.O que pode ocorrer no processo se a figura do terapeuta for temida, ou
exageradamente idealizada?
O psicoterapeuta quando é tido como mais um "adulto" pode tornar-se dejeto
na visão do adolescente, tido como incapaz de entender qual é a sua
demanda. Há certa rejeição em relação ao psicoterapeuta, incluído na mesma
série dos adultos junto com os pais, a escola, a instituição, o corpo médico. O
Psicoterapeuta pode ser colocado no lugar de "mestre", onde o adolescente
busca um personagem sem defeitos e com respostas para tudo. O
psicoterapeuta não deve identificar-se com este lugar de absoluto saber, mas
ser aquele que traz as questões, deixando-as em aberto para o processo do
próprio adolescente.

5.Que recursos o terapeuta pode utilizar no trabalho com adolescentes?


Atividades lúdicas, dramatizações, utilização da escrita, entre outras. A terapia
necessita de atualização e humor, uma vez que os adolescentes gostam de rir
e brincar. Deve ser lúdica, móvel, dinâmica não monótona porque o
adolescente traz características da infância. Por isto, muitas vezes, parte do
trabalho é feito de brincadeiras que, posteriormente, levam a um relaxamento e
a vivências muito profundas a terapia deve desenvolver o autoconhecimento.
Para o terapeuta, também são essenciais flexibilidade, criatividade e, acima de
tudo, muita compreensão, o adolescente perceberá o quanto pode beneficiar-
se e buscará, sempre que necessário, o trabalho de facilitação do surgimento
da pessoa que ele é, muitas vezes é necessário falar de surfe, de futebol ou de
marcas de roupas, o terapeuta deve ir onde o adolescente está e deve partir
deste ponto. O fundamental é gostar de adolescentes e apreciar
autenticamente o que eles têm para nos dizer, sem ideias preconcebidas. A
linguagem utilizada é outro ponto a ser considerado: ela deve ser acessível e
ter vida. Não há como tratar adolescentes usando uma linguagem muito difícil.
Devemos utilizar uma linguagem simples, próxima da vivência deles. Além
disso, o que é dito deve ter coerência com a pessoa do terapeuta. Os
adolescentes são muito atentos à linguagem não-verbal dele. É importante ser
autêntico e confiável.

Curitiba, junho de 2021

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