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Aluna: Thaynara Pereira da Costa Siqueira

ATIVIDADE 1 – RECREAÇÃO E LAZER

A indústria cultural opera diretamente na massificação de brinquedos de modo que a


mídia influencia diretamente uma tendência de mercado voltada para
determinados brinquedos. Sendo assim, com o avanço da tecnologia consequentemente
os brinquedos vão se atualizando, e as crianças atualmente gostam de brinquedos
automatizados, que interagem e emitem sons simulando falas, e se mexem sozinhos. É
comum, ver crianças já na faixa dos dois anos de idade, terem acesso a celulares para
jogar e assistirem vídeos, mudando assim o conceito de que criança passa o dia na rua
brincando. Atualmente, é comum presenciar famílias com somente um filho, não
optando por um segundo, isso está diretamente ligado com a tecnologia da informação,
fazendo assim com que seja comum famílias de apenas um filho único, sem alguém
para brincar na maior parte do tempo, crescendo assim a necessidade da tecnologia para
interação através de aparelhos eletrônicos, ou brincando com brinquedos tecnológicos.
A tecnologia nos brinquedos e uso de celulares para crianças altera seu desenvolvimento
deixando muitos brinquedos de lado, pois a tecnologia é atrativa e interage com a
criança da forma que ela quiser. Assim como a criança tem livre acesso a conteúdo
infantil, também tem acesso a conteúdo para adultos mudando os pensamentos das
crianças, tudo que as crianças ouvem elas reproduzem e vão aprendendo. Já os
brinquedos tecnológicos ajudam as crianças a desenvolver o cérebro ao entenderem
como funciona os comandos, desenvolvendo habilidades, assim como os brinquedos
contendo letras e palavras que fazem elas se divertirem e aprenderem ao mesmo tempo.

A mídia influencia diretamente as crianças através de anúncios e comerciais atrativos,


influenciando gostos e escolhas, levando a comprar jogos e brinquedos por conta disso.
É importante estar atento ao tipo de conteúdo o qual as crianças têm acesso, pois
a mídia pode influenciar diretamente o pensamento das crianças. Em consequência
disso, as crianças não brincam mais igual crianças de gerações passadas, não interagem
com outras crianças, as vezes até mudando seus costumes e jeito de falar, alterando sua
personalidade, os distanciando de sua infância.

A criança que ainda não tem idade para o “mercado produtivo”, não é considerada como
ser com uma faixa etária que deve ser vivenciada, mas só um degrau de preparação para
o futuro. Marcellino (1990), critica o furto do lúdico na infância, afirmando que nessa
fase da vida há uma impossibilidade de viver o presente, em nome de uma preparação
para um futuro que não pertence à própria criança. E é comum, encontramos crianças
que vivem da necessidade de trabalhar, em função das dificuldades pelas crianças e por
suas famílias. Ademais, temos outro panorama que também atrapalha a vivência do
lúdico pelas crianças e nesse caso, são crianças que possuem melhores condições de
vida, mas que são obrigadas a participar de diversas atividades (esporte, idiomas, etc),
que nem sempre são prazerosas e de escolha da criança.

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