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Termodinâmica

CONFORTO TÉRMICO
Transferência de calor

Professora Ana Kaori: ana.ouba@unicesumar.edu.br 1


Conforto Térmico

Termodinâmica
• Balanço de Energia:
• Fluxo de energia que entra – fluxo de energia que sai = 0

Na superfície de controle
• Entra energia por condução
• Sai energia por convecção
• Sai energia por radiação

• Balanço de energia
𝒒"𝒄𝒐𝒏𝒅 − 𝒒"𝒄𝒐𝒏𝒗 − 𝒒"𝒓𝒂𝒅 = 𝟎

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Conforto Térmico

Exercício 1
Humanos são capazes de controlar suas taxas de produção de calor e de perda
de calor para manter aproximadamente constante sua temperatura corporal 𝑇𝑐 =
37°C sob uma ampla faixa de condições ambientais. Este processo é chamado de
termorregulação. Com a perspectiva de calcular a transferência de calor entre
um corpo humano e sua vizinhança, focamos em uma camada de pele e gordura,
com sua superfície externa exposta ao ambiente e sua superfície interna a uma
temperatura um pouco abaixo da temperatura corporal (𝑇𝑖 = 34°C). Considere
uma pessoa com uma camada de pele/gordura com espessura L = 5 mm e com
condutividade térmica k = 0,3 W/(m.K). A pessoa tem uma área superficial de
1,72 m² e está com roupa de banho.
a) Calcule a taxa perda de calor e a temperatura da pele, quando esta pessoa
está em repouso no ar 𝑇∞ = 23°C
b) Calcule a taxa perda de calor e a temperatura da pele, quando esta pessoa
está em repouso na água 𝑇∞ = 23°C
c) Explique todo o desenvolvimento do exercício com suas palavras
Dados: próximo slide
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Conforto Térmico

Resistência térmica
• Transferência por difusão em condições unidimensionais e em
regime estacionário.
• Apesar de sua simplicidade, os modelos unidimensionais em
regime estacionário podem ser usados para representar,
acuradamente, inúmeros sistemas da engenharia.
• O objetivo é determinar expressões para a distribuição de
temperaturas e para a taxa de transferência de calor

• Apresentar o conceito de resistência térmica


• Mostrar como circuitos térmicos podem ser usados para modelar
o escoamento do calor

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Conforto Térmico

1ª Lei de Ohm
• Um fio de cobre conectado a uma bateria.
• Se uma diferença de potencial for aplicada ao fio, circulará por ele
uma corrente i proporcional a resistência R do fio

• Resistência: PROPRIEDADE DO CORPO

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Conforto Térmico

Resistência térmica

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Conforto Térmico

Resistência térmica

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Conforto Térmico

Resistência térmica Transferência de calor através de uma parede


plana. (a) Distribuição de temperaturas.
• A parede plana separa dois fluidos, que se (b) Circuito térmico equivalente.
encontram a diferentes temperaturas.

• Transferência de calor por:


• Convecção do fluido quente T∞,1 para superfície da
parede Ts,1
• Condução através da parede
• Convecção da outra superfície Ts,2 para o fluido frio
a T∞,2

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Conforto Térmico

Resistência térmica Transferência de calor através de uma parede


plana. (a) Distribuição de temperaturas.
(b) Circuito térmico equivalente para a parede
• A taxa de transferência de calor pode ser plana com condições de convecção nas superfícies
determinada pela consideração em separado de
cada elemento da rede.
• Uma vez que qx é constante ao longo da rede, tem-
se que

• Em termos da diferença de temperaturas global,


T∞,1 − T∞,2, e da resistência térmica total, Rtot, a
taxa é:

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Conforto Térmico

Resistência térmica
Circuito térmico equivalente para uma parede
composta em série.
A Parede Composta: Em série
• A taxa de transferência de calor
unidimensional para esse sistema pode
ser representada por

• T∞,1 − T∞,4 diferença de T global


• σ 𝑅𝑡 somatório incluindo todas as
resistências térmicas

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Conforto Térmico

Resistência térmica
• Em sistemas compostos, é frequentemente conveniente o
trabalho com um coeficiente global de transferência de calor (U)

• na qual ΔT é a diferença de temperaturas global.

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Conforto Térmico

Resistência térmica
A Parede Composta: Em série
• O coeficiente global de transferência de calor está relacionado com a
resistência térmica total
• Se UA = 1/Rtot, para a parede composta:

• Em geral, podemos escrever

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Conforto Térmico

Circuitos térmicos equivalentes para uma


Resistência térmica parede composta em série-paralelo

A Parede Composta: Em série-Paralelo


• Embora nesse sistema o escoamento de calor seja
multidimensional, frequentemente é razoável a hipótese
de condições unidimensionais.

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Conforto Térmico

Resistência térmica
Resistência de Contato
Queda de temperatura em razão da
• Desprezada até o momento resistência térmica de contato
• Em sistemas compostos, a queda de
temperatura na interface entre materiais pode
ser considerável devido a resistência térmica de
contato, Rt,c:

• Efeitos da rugosidade da superfície.


• Pontos de contato: se entremeiam com
interstícios e são, na maioria dos casos,
preenchidos com ar.

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Conforto Térmico

Resistência térmica
Resistência de Contato
′′
• Embora teorias tenham sido desenvolvidas para prever 𝑅𝑡,𝑐 , os resultados mais
confiáveis são aqueles obtidos experimentalmente.
• a) Efeito do preenchimento de interfaces metálicas: faixa de resistências térmicas sob
condições de vácuo.
• b) Efeito do fluido interfacial na resistência térmica em uma interface de alumínio

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Conforto Térmico

Resistência térmica
Resistência de Contato
• Muitas aplicações envolvem o contato entre sólidos diferentes e/ou uma ampla
variedade de possíveis materiais intersticiais (enchimentos)
• Duas classes de materiais bastante adequadas para esse propósito são (não
permanentes):
• Metais macios: índio, chumbo, estanho e prata em folhas filhas ou revestimento fino
em um dos materiais em contato.
• Graxas térmicas: à base de silicone. Capacidade de preenchimento completo dos
interstícios.
• A condutividade térmica do silicone pode ser até 50x maior que condutividade térmica
do ar.

• Interfaces definitivamente aderidas: Resina epóxi; Solda macia rica em chumbo e solda
firme com uma liga de ouro e estanho.

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Conforto Térmico

Resistência térmica
Resistência de Contato

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Conforto Térmico

Exercício 2
• No exercício 1, calculamos a taxa de perda de calor de um corpo humano no ar
e na água. Aqui consideramos as mesmas condições, exceto a vizinhança (ar ou
água), que se encontra a 10 °C. Para reduzir a taxa de perda de calor, a pessoa
veste roupas especiais esportivas (casacos para neve ou impermeáveis) feitas
com um isolante de aerogel de sílica com uma condutividade térmica
extremamente baixa, igual a 0,014 W/(m · K). A emissividade da superfície
externa dos casacos para neve e impermeáveis é de 0,95. Qual espessura do
isolante de aerogel é necessária para reduzir a taxa de perda de calor para 100
W (uma taxa de geração de calor metabólica típica) no ar e na água? Quais são
as temperaturas resultantes da pele?

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Conforto Térmico

INCROPERA, F.P., BERGMAN, T.L., DEWITT, D.P. (2008),


Fundamentos de transferência de calor e de massa, 6ª ed.,
Editora LTC, Rio de Janeiro-RJ, 643p.

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Termodinâmica

CONFORTO TÉRMICO
Arquitetura e clima

Professora Ana Kaori: ana.ouba@unicesumar.edu.br 21


Arquitetura e Clima
➢ O estudo do clima e do local da obra deve ser primordial: a sua análise é uma das
condicionantes do projeto de arquitetura
• Um bom projeto de arquitetura é eficiente
energeticamente e confortável ao usuário

➢ Tempo: variação diária das condições atmosféricas


➢ Clima: condição média do tempo em uma região – baseadas em medições de longos
períodos (30 anos)
Arquitetura e Clima
Estações meteorológicas para medições
• NORMAIS CLIMATOLÓGICAS (dados climáticos no Brasil): Médias e extremos
mensais:
• Temperatura; Umidade; Horas de sol; Etc.
• Medições padronizadas: 1901 a 1930, 1931 a 1960 e 1961 a 1990
• Análise climática satisfatória

• ANO CLIMÁTICO DE REFERÊNCIA (TRY - Test Reference Year): base de dados mais
precisa para análise completa (simulação horária) entre edificação e clima local – 14
cidades brasileiras

• ANO METEOROLÓGICO TÍPICO (TMY – Typical Meteorological Year): semelhante ao


TRY, geram planilhas eletrônicas que facilitam análises – 20 cidades brasileiras
Variáveis Climáticas

• Caracterizam o clima de regiões:


➢ Radiação solar (inclui a luz natural)
➢ Temperatura
➢ Vento
➢ Umidade

“A ação simultânea das variáveis climáticas terá influência no


conforto do espaço arquitetônico construído.”
(LAMBERTS et al, 2014, p.71)
Variáveis Climáticas
Radiação Solar

➢ Principal fonte de energia para o planeta


– influencia as demais variáveis
➢ Luz + Calor
➢ Movimento de translação (trajetória
elíptica da Terra)
– quantidades distintas de radiação:
solstícios e equinócios
Variáveis Climáticas
Radiação Solar
➢ Quanto mais distante da Linha do
Equador (Latitude 0°), mais
definidas ou mais distintas são as
estações do ano
Variáveis Climáticas
Radiação Solar

• Carta Solar: medições de ângulos para definir a posição do


Sol na abóbada – variam conforme o período do ano e a
hora do dia

• Altura ou altitude solar (H): varia de um valor máximo na


região dos trópicos e mínimo nos polos, devido a inclinação
da Terra (23°27’) durante o movimento de translação

• Azimute solar (A): medido no plano horizontal, a partir do


Norte até um plano perpendicular ao do horizonte e que
passe pelo Sol
Variáveis Climáticas
Radiação Solar
Variáveis Climáticas
Radiação Solar

• Acontece na velocidade da luz


• Não precisa de meio condutor

• Dividida em:
• Direta: diretamente do Sol
• Principal influência nos ganhos térmicos das edificações

• Sol poente (A) e Sol a pino (B)

• Quanto menor a H solar, mais longo o trajeto e menor a


radiação na superfície: Dissipação atmosférica

• Difusa: abóbada celeste ou cúpula do céu


Variáveis Climáticas
Radiação Solar

Parcela difusa: espalhamento – direção é alterada


• Quanto mais nublado, maior a parcela

“Com céu limpo, o pequeno tamanho das partículas existentes na atmosfera


permite apenas a refração do comprimento de onda da luz azul do espectro, dando ao
céu essa cor. Com céu nublado, o vapor de água em suspensão refrata e reflete todos
os comprimentos de onda em todas as direções, resultando em luz difusa de cor
branca na abóbada celeste.” (LAMBERTS et al, 2014, p.76)
Variáveis Climáticas
Radiação Solar

Por que o céu é azul?

“A luminosidade do dia vem da luz ricocheteando entre as moléculas de


nitrogênio e oxigênio do ar. A poeira em suspensão ajuda. Esse ricochete também explica a
cor azul do céu durante o dia: o ar espalha as ondas com comprimento mais longo e a cor
azul tem comprimento de onda menor do que o amarelo ou vermelho. Portanto, quando
olhamos para o céu evitando o Sol, vemos predominantemente a luz que é espalhada com
maior eficiência, que consiste no azul misturado com algum branco.”
Variáveis Climáticas
Radiação Solar
➢ Criação de modelos padrões para representar tipos de céu:
• Céu limpo (claro) – radiação direta prevalece
• Céu parcialmente nublado (anisotrópico) – mais próximo da realidade
• Céu nublado (isotrópico) – Sol não é visível, há o turvamento da abóbada
Variáveis Climáticas
Radiação Solar

Varia conforme a latitude e pode variar


instantaneamente (W/m²)
Movimentação atmosférica (nuvens)
Variáveis Climáticas
Radiação Solar

• Na escala da edificação, a
transferência de calor por radiação
pode ser dividida em:

• Radiação direta, difusa e


refletida (do entorno) –
onda curta
• Radiação térmica emitida
pelo céu e entorno – onda
longa
Variáveis Climáticas
Temperatura

• Mais conhecida e de mais fácil medição: Resulta basicamente dos fluxos das grandes
massas de ar, de local para local

• Pouca velocidade dessas massas: a temperatura é consequente dos ganhos térmicos


solares dos fatores locais
• Alta velocidade do ar: pouca influência dos fatores locais na temperatura

• Quanto maior a altitude, menor a temperatura

“Para uma mesma temperatura, a sensação de conforto térmico pode ser diferente em
função das variáveis como o vento e a umidade do local.” (LAMBERTS et al, 2014, p.78)
Variáveis Climáticas
Temperatura Deslocamento de massas de ar
Variáveis Climáticas
Temperatura
• Revestimento do solo
• Textura, cor, natureza e porosidade do materiais que revestem o solo
• Interferem no microclima – em maior ou menor grau
• Absorção e reflexão – aumentar ou amenizar a temperatura

• Albedo: coeficiente de reflexão dada pela razão entre a radiação refletida e a radiação
incidente

• Inércia térmica da terra: o solo consegue manter uma temperatura mais constante –
ganha e perde calor de forma lenta

• Boa estratégia para locais com altas temperaturas diurnas e baixas noturnas – alta
amplitude térmica
Variáveis Climáticas
Umidade
• Pressão de vapor – a mais estável durante o dia
• Resultante da evaporação das águas superficiais e evapotranspiração
dos vegetais
• Alta umidade – radiação solar é reduzida (absorvida pelo vapor de água) e apresenta
menor amplitude térmica
• Baixa umidade – dias muito quentes e noites muito frias –
• maior amplitude térmica
• Influência da vegetação e superfícies – microclima
• Quanto maior a temperatura do ar, menor sua densidade e
• maior quantidade de água poderá conter
• Estado de saturação – névoa, orvalho, chuva
Variáveis Climáticas
“O ar a certa temperatura pode
Umidade conter uma determinada quantidade de
água. Quanto maior a temperatura do ar,
menor sua densidade e, em consequência,
maior quantidade de água poderá conter.
Se o conteúdo de água evaporada no ar é
o maior possível para aquela temperatura,
diz-se que o ar está SATURADO.
Nesta condição, qualquer quantidade
de água a mais em estado de vapor
condensará. (...) A umidade relativa tende
a aumentar quando há a diminuição da
temperatura e a diminuir quando há
aumento da temperatura.”

(LAMBERTS et. al, p.80, 2014)


Variáveis Climáticas
Temperatura e Umidade
Interferência na Amplitude térmica – variação diária de temperatura (diferença entre a
máxima e a mínima)
Variáveis Climáticas
Ventos

• Variação da direção e velocidade do ar


• Principalmente pelas diferenças de temperatura
entre as massas de ar – deslocamento da área
de maior pressão (ar mais frio e pesado) para a
área de menor pressão (ar quente e leve)
• Diagramas “rosa-dos-ventos”
• Geralmente: quanto maior a altitude,
• maior a velocidade do vento
Variáveis Climáticas
Ventos
• Podem ser alterados pela presença de vegetação,
edificações, relevo, superfícies, etc. anteparos
naturais ou construídos
• Decisões de aproveitamento ou construção de
barreiras
• Velocidade média é maior em locais abertos

• Nas cidades: mais obstáculos, turbulências e


novos direcionamentos
Climas
No mundo
• Alteração do clima mundial com o aquecimento global dos últimos anos devido ao:
• Aumento da emissão de dióxido de carbono
• Efeito estufa
• Desflorestamento
• Esgotamento de recursos
• Aumento da população e da pobreza
• Consequências: derretimento de geleiras, secas e enchentes violentas
Climas
No mundo

• Previsão do aumento da temperatura para os próximos 100 anos: entre 1,4°C e 5,8°C
• Alteração dos padrões de climas vigentes, com elevação do
• nível dos oceanos e de extinção de até 37% das espécies

• Arquitetura – adoção de técnicas bioclimáticas:


• Iluminação, resfriamento e aquecimento mais eficientes
• Tirar partido de elementos, recursos e energias naturais

• A classificação climática mais aceita entre especialistas é a de Köppen (2006)


Climas
No mundo
Climas
No Brasil
Climas
No Brasil

➢ Clima tropical:
• Verão: quente e chuvoso
• Inverno: quente e seco
• Temperaturas médias: acima de
20°C
• Amplitude térmica anual:
até 7°C
• Chuvas: entre
1.000mm/ano e
1.500mm/ano
Climas
No Brasil

➢ Clima equatorial:
• Temperaturas médias: entre
24°C e 26°C
• Amplitude térmica anual:
até 3°C
• Chuvas: abundante e bem
distribuída – maior que
2.500mm/ano
Climas
No Brasil

➢ Clima semiárido:
• Mais seca do país
• Temperaturas médias: em
torno dos 27°C;
• Amplitude térmica anual:
muito baixa – 5°C;
• Chuvas: muito escassas –
menos que 800mm/ano
Climas
No Brasil

➢ Clima subtropical:
• Inverno: rigoroso nas áreas mais
elevadas
• Temperaturas médias: abaixo dos
20°C
• Amplitude térmica
anual: entre 9°C e 13°C
• Chuvas: fartas e bem distribuídas
– entre 1.500mm/ano e
2.000mm/ano
Climas
No Brasil

➢ Clima tropical atlântico:


• Regiões litorâneas
• Temperaturas médias: entre
18°C e 26°C
• Amplitude térmica anual:
aumenta conforme aumenta
a latitude
• Chuvas: abundantes
– 1.200mm/ano
Climas
No Brasil

➢ Clima tropical de altitude:


• Entre o Norte do Paraná e o Sul do
Mato Grosso do Sul
• Inverno: grande possibilidade
de geadas
• Temperaturas médias: entre
18°C e 22°C
• Chuvas: mais intensas no verão –
entre 1.000mm/ano e 1.800mm/ano
Arquitetura e Clima
Microclima
➢ Escala microclimática – próximo ao nível da edificação
➢ Concebido e alterado pelo arquiteto
➢ Sofrem interferência:
• Vegetação
• Topografia
• Solo
• Entorno
Arquitetura e Clima
• ABNT. NBR 15220-3 – Desempenho
REFERÊNCIAS térmico de edificações – Parte 3:
Zoneamento bioclimático brasileiro e
diretrizes construtivas para
habitações unifamiliares de interesse
social. 2003.
• FROTA, A. B., SCHIFFER, S.T. Manual
de Conforto Térmico. São Paulo,
Studio Nobel, 2003.
• LAMBERTS, R.; DUTRA, L.; PEREIRA,
F. O. R. Eficiência Energética na
Arquitetura. [3.ed.] Rio de Janeiro,
2014.

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