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O PROCESSO PSICODIAGNOSTICO E AS TECNICAS PTOJETIVAS – M. L. S.

de Ocampo e colaboradores

Descrição e compreensão mais profunda e


completa da personalidade do paciente
Explicar a dinâmica do caso, integrando –o num
Objetivos quadro global
Investigação de algum aspecto em particular,
segundo a sintomatologia e as características da
indicação.
Abrange os aspectos passados, presentes
(diagnostico) e futuros (prognósticos)
Formular recomendações terapêuticas
adequadas
Papeis bem definidos (uma pessoa pede que a
ajudem, e outra aceita o pedido e se
Caracterizacao compromete a satisfaze-lo na medida de suas
PSICODIAGNOSTICO
possibilidades
Contrato bi pessoal (psicólogo-paciente ou
psicólogo –grupo familiar)
1o. Contato e entrevista Inicial com o paciente

Momentos
Aplicação de testes e Técnicas Projetivas *
Encerramento do processo: devolução oral ao
paciente (e/ou seus pais) **
Informe escrito (produção de documentos
decorrentes da avaliação psicológica)
Enquadramento Esclarecimento dos papeis respectivos
Lugares onde se realizara as entrevistas
Horário e duração do processo
Honorários
Objetivo Conhecer a realidade da criança
Forma de expressão própria da criança
Hora de jogo diagnostica (engloba um processo
que tem começo, meio e fim, opera como
unidade) ≠ hora de jogo terapêutica (elo a mais
em um amplo continuum no qual novos aspectos
e modificações estruturais vão surgindo com a
Atividade lúdica intervenção do terapeuta)
Possibilidade de brincar em um contexto
particular
Espaço limitado
Enquadramento Tempo limitado
Explicitação de papeis
Finalidade
*Hora de Jogo Diagnostica Definição de papeis
HJD Instruções Limitação do tempo e
do espaço
Material a ser utilizado
Objetivos esperados
Transferência e Contratransferência
Escolha dos
brinquedos e de
Sala de jogos e materiais brincadeiras
Modalidades das
Indicadores da HJD (α) brincadeiras
Personificação
Motricidade
Criatividade
Capacidade simbólica
Tolerância a frustração
Adequação a realidade
De observação direta a distancia
Dependente
Evitativa
Dubitativa
Escolha dos brinquedos e de brincadeiras De irrupção brusca sobre os materiais
De irrupção caótica e impulsiva
De aproximação, tempo de reação inicial para
estruturar o campo e, em seguida, desenvolver a
atividade
Plasticidade
(α) Indicadores da HJD Modalidades das brincadeiras Rigidez
Estereotipia e perseverança
Personificação Capacidade de assumir e atribuir diferentes
papeis de forma dramática
Deslocamento geográfico
Possibilidade de encaixe
Preensão e manejo
Alternância de membros
Lateralidade
Mov. Voluntários e involuntários
Motricidade Movimentos bizarros
Ritmo do movimento
Hipercinesia
Hipocinesia
Ductibilidade
Criatividade Unir ou relacionar elementos dispersos num
elemento novo e diferente.
A riqueza expressiva
Capacidade Simbólica A capacidade intelectual
A qualidade do conflito
Possibilidade de aceitar as instruções com as
Tolerância a frustração limitações que elas impõem e pelo
desenvolvimento da atividade lúdica
Aceitação ou não do enquadramento
Adequação a realidade espaciotemporal
Possibilidade de c0olocar-se em seu papel e
aceitar o papel do outro
Dificuldade para brincar que vai desde a inibição
O brincar da criança psicótica total ou parcial do brincar até a desorganização
da conduta
Possibilidade de expressão lúdica com
reconhecimento parcial da realidade, áreas livres
O brincar da criança neurótica de conflitos coexistentes com escotomas que
encobrem situações conflitivas. Capacidade
simbólica desenvolvida, expressão dos conflitos
no “como se” da situação lúdica
O equilíbrio estrutural permite a criança normal a
superação dos conflitos (inerentes ao seu
O brincar da criança normal desenvolvimento) e permite que ela saia
enriquecida, isto e, a situação conflitiva opera
como motor e não como inibidor a seu
desenvolvimento
Garatuja Desordenada: movimentos amplos e
desordenados
Ordenada: traços longitudinais e circulares
Fundamentos Teoricos do Desenho Infantil Pré-esquematismo Elementos dispersos e não-relacionados entre si.
Descoberta da relação entre desenho,
pensamento e realidade.
Esquematismo Começa a construir formas diferenciadas para
cada categoria de objeto.
O uso da linha de base e a descoberta da relação
cor-objeto.
Realismo As formas geométricas aparecem, junto com
uma maior rigidez e formalismo.
Pseudo Naturalismo Nos desenhos aparecem muito o realismo, a
objetividade, a profundidade, o espaço subjetivo
e o uso consciente da cor.

Objetivos - Obter informação sobre como uma pessoa


experiencia sua individualidade em relação aos
outros e ao ambiente do lar.
- Estimula a projeção de elementos da
personalidade e de áreas de conflito dentro da
situação terapêutica.
População Mais adequado para indivíduos acima de 8 anos
de idade.
1ª. Não-verbal: desenho a mão livre acromático.
Casa, Arvore e Pessoa; Pessoa do sexo oposto é
opcional.
Casa- Arvore-Pessoa Fases* 2ª. Inquérito posterior ao desenho. Série de
Técnica Projetiva de desenho perguntas relativas as associações sobre
HTP  No mínimo 2 fases aspectos de cada desenho.
3ª. Não-verbal: desenho a mão livre cromático.
4ª. Inquérito posterior ao desenho: Série de
perguntas relativas as associações sobre
aspectos de cada desenho. Somente as questões
com asteriscos.
Interpretação Aspectos gerais Atitude
do Desenho Tempo, latência, pausas
Item importante Latência media é de 30
para segundos.
interpretação - Acima de 30 segundos pode
Observações do indicar potencial para
aplicador psicopatologia.
Capacidade crítica e rasuras
Comentários
Características Proporção
gerais do Perspectiva
desenho Detalhes
Cor

Objetivo Compreensão dinâmica de personalidade, de modo que o


psicólogo possa identificar a atitude do indivíduo frente a
diversas situações, seus temores, desejos, dificuldades,
enfim a DINÂMICA DE SUA PERSONALIDADE. O ESTADO
PSICOLOGICO ATUAL do indivíduo.
Material do teste 30 quadros com gravuras
01 quadro em branco
Divididos em 1ª. serie e 2ª. serie.
O exame completo realizado em duas sessões, separados
por um intervalo mínimo de um dia.
Teste de Apercepção Temática Tarefa Os elementos oferecidos ao sujeito dentro da situação de
TAT aplicação do TAT configuram uma situação de conflito,
onde ser observa a oposição entre princípio do prazer e o
da realidade; representação do objeto e representação
pela palavra; desejo e defesa; ou seja, imperativos
conscientes e imperativos inconscientes.
Interpretação 10 Itens para análise I. Herói
do TAT II. Necessidades
III. Ambiente/Pressão
IV. Outras figuras
V. Relação com
outros
VI. Conflitos
VII. Ansiedade
VIII. Defesa
IX. Superego
X. Recursos Egóicos

Transmitir a informação diagnostica e


Teoria da devolução da informação prognostica discriminada e dosificada,
relacionadas com as capacidade egóicas do ou
Objetivos dos destinatários
Observar a resposta verbal e pré-verbal do
Por que fazemos? paciente e de seus pais ante a recepção da
mensagem do psicólogo.
Devolução de Para que a fazemos?
informação Perspectivas Do ponto de vista do paciente
Como fazer? Do ponto de vista dos pais do paciente
γ
Do ponto de vista do psicólogo
Quando?
A Técnica de devolução Supõe a constante utilização do latente e do
Para quem? transferencial
Importante estudar todo o material registrado e
elaborar hipóteses explicativa
Discriminar quais são os aspectos mais sadio e
adaptativos do paciente, de seus pais e de seu
grupo familiar e quais os menos adaptativos e
mais doentes
A técnica de devolução ao paciente Devolução a crianças
µ Devolução a adolescentes
Devolução a Adultos
Perspectiva Comunicação circular do paciente para o
Γ psicólogo e vice-versa
Do ponto de vista do paciente Deposito no psicólogo de partes adaptativas e
doentes do paciente
Se não acontece essa reintegração, o paciente
permanece ligado ao psicólogo numa relação de
objeto que o privou, o psicólogo não consegue
uma boa separação
Devolver a informação aos pais e ao filho
separadamente (discriminação da identidade
dentro do grupo familiar)
Devolução funciona como uma prova de
realidade
Evita o favorecimento de fantasias de
empobrecimento e roubo pela alienação de
partes egóicas
Quando o paciente não sabe se o psicólogo lhe
dirá algo sobre o que acha de seu problema,
poderá não ter vontade de colaborar
Do ponto de vista dos pais do paciente Solicitaram a consulta, necessário a opinião do
profissional consultado
Necessário reintegrar a imagem do filho, deles e
do grupo familiar, corrigida, atualizada, ampliada
ou restringida
Porque - criança, adolescente ou um adulto
psicótico grave ou em estado confusional, são os
pais ou outros parentes responsáveis pela
concretização do tratamento
Se os pais não vieram por iniciativa própria, a
entrevista devolutiva funciona como a
oportunidade para que consigam certo insight a
respeito da situação real.
Assim como o paciente resiste, as vezes, a vir
para entrevista devolutiva, o mesmo acontece
com os pais. Se eles não comparecem podemos
compreender que o psicólogo funciona para eles
como objeto ansiógeno.
Do ponto de vista do psicólogo A devolução preserva a saúde mental do
psicólogo. Pode ampliar o conhecimento do caso.
O psicólogo funciona, dentro do grupo, como um
aspecto egóico que possui – mais que os outros –
a capacidade de percepção, discriminação,
integração e síntese.
Trata-se de um agente promotor de mudança, e
transmitir o que percebe e perceber de novo
para ponderar o resultado de sua mensagem.
Conhecimento da técnica de jogo e os elementos
básicos da hora de jogo permite captar e
compreender melhor o que a criança diz e faz
durante a aplicação do psicodiagnóstico e,
especialmente, o que acontece na entrevista de
Devolução a crianças devolução.
A técnica de devolução ao paciente A mensagem não verbal da criança deve ser
µ detectada, compreendida e utilizada, incluindo-a
na entrevista de devolução junto com a
mensagem verbal.
A devolução de uma informação a um paciente
trazido pelos pais é realizada depois da
devolução a estes e sabendo claramente o que
eles pensam sobre as recomendações
terapêuticas.
Devolução a adolescentes Seguramente encontraremos aspectos infantis e
outros mais adultos. Será necessário procurar o
meio adequado de mostrar-lhes seus aspectos
infantis sem feri-los e os mais adultos sem
adultificá-los.
Devolução a Adultos Acrescentar que a comunicação verbal deve
prevalecer sobre a pré-verbal. Se prevalece o
material pré-verbal, podemos ratificar o
diagnóstico de mecanismos mais regressivos.

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