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autores
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João Arantes Costa
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José Humberto de Oliveira

revisores
Aydano Barreto Carleial
Leheni Lino de Oliveira Ferreira

autora do guia
Mércia Madeira e Silva

projeto gráfico
Patrícia Pereira Silva

diagramação
André de Sousa Júnior

capa
Henrique Martins Carvalho
EDITORIAL
Ao receber Cristo como nosso Senhor e Salvador, iniciamos uma
nova vida. É necessário deixar as coisas antigas para trás e viver
para Deus. A cada dia, precisamos aprender a abandonar nossa
velha natureza e deixar o Espírito Santo nos ensinar a viver imitando
Jesus.

Do ponto de vista de Deus, não existe “meio cristão”: ou somos


totalmente de Cristo, ou simplesmente não pertencemos a Ele. Seu
amor nos constrange a vivermos inteiramente para o louvor da Sua
glória. Por isso, o cristão verdadeiro não receia assumir o
compromisso de amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de
todo o entendimento e de toda a força.

Como recém-nascidos, há muito o que aprender na nossa nova


vida. Aprender que tudo pertence ao Senhor e que somos Seus
mordomos; que Deus nos escolheu para participarmos da expansão
do Seu reino; que servir a Deus é privilégio e motivo de grande
alegria; que podemos servi-Lo com nossos bens, nossos dons e
talentos; que o amor é a nossa maior fonte de motivação.

Esta série de estudos guiará seus passos no aprendizado de se


tornar um cristão fiel e verdadeiro, cem por cento consagrado ao
Senhor Jesus. Que todos nós, que recebemos do Senhor a
salvação eterna, vivamos inteiramente para amá-Lo, servi-Lo e
adorá-Lo!
SUMÁRIO

1 A doutrina da mordomia cristã


2 A maior oportunidade da vida
3 Sua participação no reino de Deus
4 Você é importante para Deus
5 Círculo de Comprometimento (parte 1)
6 Círculo de Comprometimento (parte 2)
7 Exemplo bíblico de compromisso com Deus
8 Vida financeira equilibrada
9 A alegria de servir a Deus
10 O sustento da obra de Deus
11 A importância da liberalidade
12 Um culto diferente
13 Motivado por amor
14 Comprometido por amor
15 O desamor na igreja
16 Compromisso de amar as pessoas
A DOUTRINA
DA MORDOMIA CRISTÃ
ESTUDO 1

PENSAR SENTIR AGIR


Sentir-se
Definir e Aplicar o conceito de mordomia em uma
desafiado a ser
compreender área específica da vida e compartilhar
mordomo de
mordomia cristã. com outra pessoa.
Deus.
Mostre imagens de mordomos famosos. Se puder, mostre trechos de filmes
com mordomos.
Incentive os participantes a mencionarem outros mordomos popularmente
conhecidos.
Converse sobre o tema por alguns minutos, mas lembre-se de que este é só o
início do tempo de estudos.

Quantas vezes você já ouviu a palavra “mordomia”? Desde


pequenos, ouvimos essa palavra, e ela faz parte do nosso
vocabulário. Às vezes, não sabemos muito bem o que significa, mas
soa familiar aos nossos ouvidos.
O objetivo deste estudo é ajudá-lo a compreender bem o significado
de “mordomia”, mostrando a grande importância desse tema na
Bíblia. Assim, você poderá avaliar-se e verificar se tem sido ou não
“mordomo” de Deus.

1. Significado da palavra
Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave
do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram e formule, com o auxílio da turma e de um
dicionário, uma definição para a palavra, que deve ser registrada no campo
“significado real”.
Palavra-chave: MORDOMIA
O que penso a respeito? Significado real:
A palavra “mordomo” tem significado profundo para sua vida. Ela vem do
grego e significa despenseiro ou ecônomo.
A tarefa dos mordomos era administrar a casa. O mordomo era aquele que
recebia, por incumbência, tudo quanto
o seu senhor possuía, cabendo-lhe a tarefa de cuidar com esmero de todos os
bens, que poderiam ser terras, dinheiro,
joias e até mesmo o cuidado com a família do seu senhor, quando este se
ausentasse. O mordomo era, portanto,
uma espécie de mantenedor dos bens de outra pessoa, alguém responsável e
digno o bastante para receber cargo de tamanha confiança.

A Bíblia nos traz pelo menos dois exemplos claros do que significa o
trabalho de um mordomo.

• Eliézer, servo de Abraão – “Abraão disse ao mais antigo servo da


sua casa, que governava tudo o que possuía...”(Gn 24.2). Nesse
exemplo, vemos que o mordomo era responsável por cuidar de
tudo quanto seu senhor possuía. Esse cuidado era tão abrangente
que Eliézer recebeu uma difícil incumbência: procurar uma esposa
para Isaque. Diz a Bíblia que ele desempenhou bem essa tarefa e
alegrou o coração de seu senhor (leia o capítulo 24 de Gênesis).

Que qualidades de mordomo foram demonstradas por Eliézer?


Essa tarefa envolvia o bom senso, a responsabilidade e a habilidade do
mordomo. Eliézer foi aprovado em seu trabalho.

• José – “E ele (Potifar) pôs José por mordomo de sua casa e lhe
passou às mãos tudo o que tinha...” (Gn 39.4). José foi digno de
tanta confiança que seu senhor não tinha qualquer tipo de
preocupação com o andamento de seus negócios. José
administrava tudo e recebia de Potifar autoridade para gerir todos
os seus bens.
Que qualidades de mordomo José demonstrou?
Incentive os participantes a trocarem ideias com um ou dois colegas ao lado e
sugerirem qualidades de mordomo evidenciadas na vida de Eliézer e de José.
Depois, ouça o que registraram e acrescente ou corrija algo, se necessário.

Tanto no exemplo de Eliézer como no de José, algo é claro: o


mordomo é responsável por cuidar de todas as coisas pertencentes
a seu senhor, até mesmo daquelas mais íntimas e valorosas.

2. Base bíblica da mordomia cristã


Tal qual Eliézer e José, nós também somos mordomos. Nosso
Senhor não é poderoso como Abraão ou rico como Potifar. Ele é
incomparavelmente maior que qualquer homem, do que qualquer
estadista ou governante. Nós somos mordomos de Deus. Pode ser
até estranho pensar dessa maneira, mas a Bíblia traz inúmeros
textos que nos ajudam a entender essa missão que nos foi confiada
pelo Senhor. Vejamos os motivos pelos quais somos mordomos de
Deus.
Oriente os participantes a lerem as referências bíblicas e completarem a
tabela. Depois, ouça o que registraram e acrescente ou corrija algo, se
necessário.

2.1 O universo onde vivemos pertence a Deus


O universo foi criado por Deus: o solo onde pisamos, a água que bebemos, o
ar que respiramos,
o sol que brilha, as leis que regem. Leia: Gn 1.1; 14.22; 1Cr 29.13-16; Sl 24.1;
50.10-12; Jr 27.5.

O UNIVERSO FOI CRIADO POR DEUS


Referência O que pertence a Deus
Gênesis 1.1; Os céus e a terra
14.22
1Crônicas 29.13- Tudo
16

Toda a terra, o mundo inteiro e todos os que nele


Salmo 24.1
habitam
Todos os animais, as aves, as plantas, o mundo
Salmo 50.10-12
inteiro
Jeremias 27.5 A terra, os seres humanos, os animais
Por vezes, desperdiçamos as riquezas da natureza e nos esquecemos de que
estamos,
na verdade, fazendo mau uso de algo que não nos pertence. Se temos o
direito de usufruir de toda a
grandeza deste universo, é sinal de que Deus permite que administremos a
obra Dele.

2.2 O homem pertence a Deus


Analisando de maneira profunda nossa própria vida, percebemos
que, apesar de ser dotados de grande autonomia pessoal, ainda
assim não somos independentes: não nascemos por vontade
própria, não decidimos o dia da nossa morte, não podemos
simplesmente evitar uma doença ou tragédia em nossa vida, não
podemos optar por vir ao mundo nesta ou naquela família. Enfim,
algo se torna claro: não temos completa autonomia ou
independência. O motivo é que pertencemos a Deus, que é nosso
dono, tem domínio e autoridade sobre nós, e pode agir em nossa
vida como nosso Senhor.
Por que Deus é meu dono? Há pelo menos três motivos:
A cada ponto, dê um tempo para os participantes refletirem sobre o que
pensam ou sentem a respeito. Incentive-os a fazerem registros na revista ou a
trocarem ideias com um participante ao lado.

a. Porque Ele me criou. (Gn 1.27; 2.7; Is 42.5; 43.1-7; Ez 18.4)


Deus não criou o universo e posteriormente o abandonou à própria sorte. O
interesse de
Deus pela obra criada foi maior do que simplesmente “criar”. Deus cuida da
obra criada, importa-Se com ela,
providencia e sustenta o universo e, consequentemente, cada um de nós.

O que penso/sinto a respeito?

b. Porque Ele me sustenta. (At 14.15-17; 17.22-28; Cl 1.17; 1Pe 1.5)


Deus tem interesse em sustentar a sua vida, afinal você é uma criatura Dele.
Por crer assim, a interpretação deísta da vida não faz sentido para você, mas
sim a teísta.

O que penso/sinto a respeito?

c. Porque Ele me comprou. (Êx 19.5; 1Co 6.19-20; Tt 2.14; Ap 5.9)


Deus não apenas nos criou e nos sustenta, Ele também nos comprou.
Percebendo que não reconhecíamos o
fato de ser criaturas Dele e nos afastávamos cada vez mais de Sua
companhia, Deus enviou Seu Filho, Jesus,
ao mundo a fim de morrer em nosso lugar, pagando alto preço para que não
fôssemos apenas criaturas, mas filhos.
Deus nos reconquistou por intermédio de Jesus Cristo, nos trouxe à memória
a grande verdade de que pertencemos a Ele.
Sem que pedíssemos ou sequer esperássemos, Ele nos comprou pelo
sacrifício redentor de Jesus Cristo e, dessa forma,
pertencemos a Ele duas vezes: primeiro pela criação, segundo pela redenção.

O que penso/sinto a respeito?


Tal qual Eliézer e José cuidavam dos bens de seu senhor, mas
também lhes pertenciam por direito, assim somos nós: vivemos no
universo criado por Deus, mas também somos criaturas de Deus e a
Ele pertencemos. Veja que tanto Eliézer como José eram servos, ou
seja, foram comprados por seus senhores e lhes pertenciam por
direito. Confira em Gênesis 24.2; 39.1.
Uma antiga ilustração apresenta de forma clara esta verdade:
Com muito carinho e esforço, um menino tinha feito um barquinho a motor.
Satisfeito, brincava com ele à beira do rio, quando, de repente, o barquinho,
impelido pela correnteza, lhe escapou das mãos.
Triste, o garoto voltou para casa sem esperança de ver o brinquedo que tanto
trabalho lhe custara.
Certo dia, qual não foi seu espanto ao ver seu barquinho na vitrine de uma das
lojas da cidade.
Ele entrou e insistiu que o barco era seu, mas o negociante disse que só lhe
daria mediante o pagamento do preço estipulado.
O menino voltou triste à sua casa e narrou o incidente ao pai, que prontamente
forneceu o valor necessário para a compra.
Rapidamente o menino se dirigiu à loja e comprou o barquinho que, na
verdade, já lhe pertencia por ter sido feito por ele.
Ao sair, segurou firme o brinquedo em suas mãos e exclamou: “Este barquinho
é meu duas vezes: porque o fiz, e porque o comprei”.

Somos de Deus duas vezes. Ele nos criou e nos comprou, pagando
o preço com o sangue precioso do Seu Filho. Lembrando disso,
precisamos estar atentos no que diz respeito à nossa vida, que na
verdade é dom de Deus para usarmos bem e com responsabilidade.

3. O que a mordomia nos ensina?


Reconhecendo que o universo e a própria vida pertencem a Deus,
resta-nos agora parar para refletir: será que, antes de fazermos isso
ou aquilo, temos nos lembrado de que, na verdade, estamos
administrando coisas que pertencem a Deus? Será que nossos
bens e nossa vida têm sido administrados com a consciência de que
somos apenas mordomos, mantenedores, administradores e servos
daquele que é o dono de tudo?
Ministre o assunto a seguir, ponto a ponto, dando tempo para os participantes
refletirem e completarem o quadro entre um ponto e outro.

Refletindo nessa direção, acabamos por concluir que precisamos de


três coisas:
O que pretendo
fazer a respeito
O que sinto O que

a respeito penso a

respeito
1. Ter atitude diferente em relação
ao universo e a nós mesmos.
2. Ser responsáveis.
3. Reconhecer nossa dependência
de Deus.
1. Ter atitude diferente em relação ao universo e a nós mesmos
  Ao lembrarmos que Deus nos dá o privilégio de administrar e cuidar da obra
  Dele, precisamos nos sentir honrados e desejosos de fazer o melhor que
  pudermos. Precisamos, ainda, olhar para o mundo e para nós mesmos com
  nova visão. Minha família, meu trabalho, minha casa, meus amigos, enfim,
tudo o que está ao meu redor pertence a Deus. Quando tomo qualquer atitude,
estou, na verdade, agindo como mordomo de Deus, alguém responsável por
cuidar com zelo dos bens de seu Senhor.
2. Ser responsáveis
Tal qual os mordomos Eliézer e José, somos responsáveis em administrar os
bens de nosso Senhor. Como mordomos que somos, precisamos ter
responsabilidade, afinal estamos cuidando das coisas de Deus. Aquilo que
está ao seu alcance deve ser administrado com a seguinte visão: isto é de
Deus, mas Ele me confiou a tarefa de cuidar bem de Sua criação. Com
responsabilidade, seremos capazes de trabalhar bem como administradores
das coisas de Deus.
3. Reconhecer nossa dependência de Deus
Difícil tarefa é a de ser mordomo. Precisamos, antes de agir, pensar como
nosso Senhor quer que realizemos cada uma de nossas tarefas. Antes de
tomar qualquer decisão, devemos perguntar a nós mesmos se alegraremos ou
não a Deus, se honraremos ou não a responsabilidade que Ele nos confiou.
Diante de tal ministério, precisamos pedir a ajuda de Deus e nos sentir
completamente dependentes Dele. Qualquer pontinha de orgulho pode destruir
nossa função de mordomos. Precisamos pedir, a cada momento, orientação
divina para tomarmos as decisões certas e em tudo agradarmos ao nosso
Senhor. Muita oração, conhecimento de Deus por meio da Bíblia e comunhão
com a igreja de Jesus nos ajudarão a crescer na dependência e, assim,
melhorar nossa tarefa de mordomos.
Desafie
• a memorizarem o conceito de “mordomia”;
• a exemplificarem “mordomia” na Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. Mordomo significa administrador, mantenedor, aquele que cuida
dos bens de seu senhor.
2. Nós somos mordomos de Deus:
• o universo onde vivemos pertence a Deus;
• pertencemos a Deus porque Ele nos criou;
• pertencemos a Deus porque Ele nos redimiu, pagou alto preço
para nos salvar e nos trazer de volta para perto de Si.
3. Tudo o que está ao nosso alcance pertence a Deus e, por isso,
somos administradores da obra Dele.

Reflexão/Aplicação
A mordomia me ensina que:
• preciso olhar para mim mesmo e para o universo como obras de
Deus;
• sou responsável por meus atos e decisões, pois, na verdade, estou
cuidando das coisas de Deus;
• devo depender totalmente de Deus.
Que muda na sua vida o fato de enxergar-se como mordomo de
Deus? Registre aqui e escreva pelo menos três decisões ou atitudes
que você quer tomar em decorrência desse entendimento.

Palavras novas no estudo


Deísmo: Doutrina que crê no Deus Criador, mas não Sustentador do universo.
Para o deísta, Deus criou o mundo e o abandonou à sua própria sorte, de modo
que não existe muita esperança para este mundo.
Teísmo: Doutrina que crê no Deus Criador e Sustentador do universo. Para o
teísta, Deus criou o universo e continua sustentando Sua obra, dando-nos,
assim, esperança de um amanhã melhor.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM:  Gn
Qual o maior exemplo que Eliézer lhe dá?
24.1-9
SEG:  Sl Qual o impacto de Deus como Criador em seu conceito de
24.1-10 mordomia?
TER: Sl 8.1- Escreva uma oração de gratidão ao Senhor, que permite você
9 cuidar e desfrutar da criação.
QUA: 1Co Há limites para o cristão? Quais são? Limites são bons ou ruins?
6.12-20 Por quê?
QUI: Gn Como você se sente sendo aquele que cuida do que pertence ao
28.10-22 Criador?
SEX: 1Co
De que maneira você pode ser considerado “despenseiro fiel”?
4.1-5
SÁB: 1Pe
Por que devemos ser submissos ao Senhor?
2.18-25
A MAIOR
OPORTUNIDADE
DA VIDA
ESTUDO 2
PENSAR SENTIR AGIR
Definir e compreender Sentir-se desafiado Aperfeiçoar-se na prática da
quem é e o que é ser a ser fiel mordomo mordomia cristã, em áreas
“senhor” e “servo”. de Deus. selecionadas da vida.
Com a ajuda dos participantes, liste no quadro diversas “áreas da vida”, como
mencionadas na introdução.
Em seguida, proponha a questão: “Qual área de sua vida a mordomia
abrange?”
Dê um tempo para que a turma reflita sobre o assunto e registre o resultado
da reflexão.

Todos nós temos ocupações diversas na vida: trabalho, família,


amigos, vizinhança, igreja. Além dessas, cada um de nós pode ter
muitas outras. Pare para pensar em todas as suas ocupações e
responda: “Qual área de sua vida a mordomia abrange?”

Sua resposta foi “igreja”? Você errou! Sua resposta foi “igreja e família”? Você
também errou! Sua resposta foi “todas as áreas”?
Então, você acertou. A mordomia abrange todas as áreas de nossa vida.
Estamos neste mundo para “viver para Deus” e,
por isso, tudo o que fazemos e somos faz parte da nossa mordomia.
O objetivo desta lição é demonstrar que somos mordomos de Deus em tudo
aquilo que realizamos e em todas as áreas de nossa vida.

Que aprendemos no estudo anterior? 

Aprendemos que todos nós somos mordomos de Deus. Não existe pessoa
que não seja mordomo,
visto que todos nós somos criaturas de Deus, redimidas por Ele e vivemos no
universo criado por Ele.
Sendo mordomos, resta-nos uma atitude responsável, humilde e dependente
de Deus.

1. Mordomos em tudo
O primeiro mordomo narrado na Bíblia foi Adão. O primeiro ser
humano criado foi também o primeiro mordomo de Deus.

Desafie os participantes a lerem o texto bíblico, identificarem a incumbência


dada por Deus a Adão e registrarem na revista.

Conforme Gênesis 2.15,19-20, que incumbência de mordomo Deus


deu a Adão?

Gênesis 2.15,19-20 diz que Adão recebeu a incumbência de lavrar o jardim do


Éden, de cuidar dele e de dar nome a todos os animais.
Por ordem de Deus, Adão administrou o jardim e seus animais, sendo legítimo
mordomo. Abel e Caim também foram mordomos de Deus.
Em Gênesis 4.2, lemos que Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, agricultor. Tal
qual Adão, eles também cuidaram daquilo que não lhes pertencia, mas que
lhes fora confiado por Deus, o Dono.

Conforme vamos lendo a Bíblia, percebemos que todos os homens


e mulheres foram mordomos de Deus. Alguns, como Adão, tiveram
a incumbência de administrar a criação. Outros, como Noé, Abraão,
Moisés, Davi receberam ordens expressas para cuidar de assuntos
relacionados à Casa de Deus ou ao povo de Deus.

No Novo Testamento, vemos que João Batista, os discípulos de


Jesus, Paulo e tantos outros também receberam incumbências do
próprio Senhor, sendo mordomos exemplares que serviram a Deus,
desempenhando bem a tarefa de administradores das coisas
divinas.
Ao enfatizar que a mordomia é para todos, incentive a turma a identificar de
que maneira os
personagens bíblicos mencionados agiram como mordomos. Se os
participantes não se lembrarem da história de
algum desses personagens, faça um breve resumo a fim de ajudá-los.

Observando esses exemplos, chegamos a uma conclusão


importante: a mordomia é para todos. Seja nas questões do
cotidiano (como trabalho, estudos) ou nas questões espirituais
(como o trabalho cristão), a mordomia sempre está presente.

• Adão foi mordomo: lavrando a terra.


• João Batista foi mordomo: anunciando a vinda de Jesus.
• Abel foi mordomo: cuidando de ovelhas.
• O apóstolo Paulo foi mordomo: pregando aos gentios.

Seja qual for a área de sua vida, você sempre será mordomo de
Deus. No trabalho, em casa, na comunidade ou na igreja, você
poderá e deverá exercer bem a administração das coisas que Deus
lhe confiou. Por isso, falamos que “vivemos para Deus”. A nossa
vida está totalmente ligada a Ele e, onde quer que estivermos,
estaremos exercendo nossa missão de mordomos.

2. Servos em tudo
Tente memorizar esta frase: Só podemos nos sentir mordomos de
Deus em todas as áreas de nossa vida se considerarmos que Deus
é Senhor de todas as áreas dela.

Repita a frase com a turma diversas vezes e de formas variadas, para ajudar
na memorização.

É impossível se sentir mordomo se você não se sente servo. É


impossível viver para Deus se você não reconhece o senhorio Dele
sobre si. Apesar de chamarmos Deus de Senhor, nem sempre
agimos como servos, quase sempre nos sentimos “senhores” de
nós mesmos, e isso prejudica nossa vida espiritual.
Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre as palavras-
chave do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um
ou dois colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram e construa, com a turma e com o auxílio de um
dicionário, uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: SENHOR
O que penso a respeito? Significado real:
Deus é nosso Senhor em todas as áreas da vida, desde aquelas
que chamamos de “seculares” até às “espirituais”. Na vida do
cristão, tudo deve ser espiritual, cada negócio, cada decisão, cada
tarefa. Sua mordomia deve envolver tudo. É a sua vida totalmente
entregue a Deus.

Palavra-chave: SERVO
O que penso a respeito? Significado real:
A palavra “servo” no grego aparece 124 vezes no Novo Testamento. Várias
vezes a palavra “servo” se refere a um mordomo, como no caso de Lucas
12.42-43.

Deus não nos chama para ser servos nesta ou naquela área. Ele
nos chama simplesmente para ser servos, e isso significa servo
integral, em tudo, em qualquer área, em qualquer condição. Somos
servos de Deus em várias situações de nossa vida:
• no trabalho (Ef 6.5-7);
• na vida familiar (Ef 5.22; 6.4; Pv 22.6; Dt 4.9);
• no uso de nossas palavras (Tg 3.1-12);
• no trato com as pessoas (Rm 12.10);
• na administração dos bens pessoais (Lc 12.13-21);
• no cuidado do próprio corpo (Sl 139.14-16; Rm 12.2);
• nos pensamentos (Sl 19.7-14);
• nas finanças (Ml 3.8-10);

Lembre-se agora de áreas específicas da sua vida nas quais você


também é servo e mordomo de Deus:
Devemos lembrar que, se somos servos de Deus em todas as áreas
de nossa vida, somos, portanto, mordomos. Sempre estaremos
servindo a Deus, administrando a obra e os bens Dele. Você se
considera servo de Deus? Então, automaticamente você é mordomo
de Deus. E esse trabalho será feito em todos os momentos, pois o
mordomo “vive para Deus”.

3. A decisão do mordomo
Até aqui trabalhamos com duas ideias básicas:
• todos nós somos mordomos;
• a mordomia envolve todas as áreas da vida.

Só nos falta decidir ser bom e fiel mordomo de Deus. Assumir essa
responsabilidade com todo o esforço, agradando a Deus e
cumprindo o desafio.
Em 1Coríntios 4.1-2, a palavra que aparece traduzida
por encarregado vem do grego e significa “mordomo”. Substitua a
palavra encarregado pela palavra mordomo nesses versos e
observe como vai ficar.

Professor, ministre o conteúdo do Expanda a seguir, dando tempo para os


participantes refletirem e completarem o quadro.
Os homens devem nos considerar como mordomos. As pessoas que
convivem com você conseguem perceber sua
atitude responsável de administrador das coisas de Deus? Seus colegas de
serviço, familiares, amigos e irmãos em
Cristo consideram você como mordomo de Deus, alguém que cuida das
coisas de Deus? A palavra “homens” é muito
abrangente. Pode ser relacionada a pessoas cristãs ou não cristãs, e isso nos
leva a crer que a mordomia é um testemunho
tanto dentro como fora da igreja. Quando as pessoas veem que somos
mordomos, elas automaticamente nos consideram
como ministros de Cristo, visto que, no texto, as palavras “ministro” e
“mordomo” são colocadas juntas e em pé de igualdade.
O mordomo precisa ser fiel. Você é fiel na mordomia? Deus pode contar com
você sempre e em todas as áreas da vida,
ou apenas de vez em quando, somente em algumas áreas? O texto diz que
“requer-se” dos mordomos que sejam fiéis.
A fidelidade é pré-requisito para a vida dele. Se quisermos ser mordomos de
Deus, a fidelidade deverá ser nossa companheira.
Fiéis sempre e em tudo.

Esse texto nos diz que:


Os homens devem nos
O mordomo precisa ser fiel
considerar como mordomos
O que PENSO
O que SINTO
O que pretendo FAZER
Qual será a sua decisão? Está disposto a ser mordomo fiel a Deus,
que testemunha com sua atitude àqueles que convivem com você?

Uma ilustração poderá ajudá-lo nessa decisão.


O pastor Waldomiro Motta, missionário na Bolívia por muitos anos, conta que,
em um culto doméstico, no momento dos pedidos de oração, compartilhou com
a família um grave problema: uma nota promissória venceria a dois dias, e eles
não tinham o dinheiro para efetuar o pagamento. Enquanto ele falava, seu filho
de 6 anos o olhava com muita atenção. Acabou o culto, e o menino ficou
sentado, triste, não queria ir dormir. Deu-se então o seguinte diálogo:
– O que você tem, meu filho? Por que não quer se deitar?
– Estou preocupado com essa nota promissória, papai.
– Ora, não se preocupe! Papai do Céu vai dar um jeito para resolver esse
problema. Vá dormir.
Foi então que o menino tirou do bolso algumas moedinhas que ganhara de um
tio há alguns dias e as entregou ao pai, dizendo:
– Esse dinheirinho é tudo o que eu tenho. Eu ia comprar balas com ele, mas
quero ajudar você a resolver o nosso problema.
Com lágrimas nos olhos, o pastor Waldomiro recebeu as moedinhas e
respondeu ao filho:
– Para pagar toda a conta não vai dar, mas vai ajudar muito.
Ser mordomo é estar preocupado com as coisas do Pai e participar delas como
se fossem suas, colocando tudo o que se tem ao dispor de Deus. Lembre-se da
preocupação do menino: “resolver o nosso problema”.
Desafie
• a assimilarem os conceitos de “senhor” e “servo”;
• a exemplificarem a relação entre “servo”, “senhor” e “mordomia”, conforme
a Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. Somos mordomos em tudo. A mordomia abrange todas as áreas
de nossa vida.
2. A mordomia em tudo começa quando nos submetemos a Deus
em todas as áreas da vida e não apenas em algumas delas. Só
podemos nos sentir mordomos de Deus em todas as áreas de
nossa vida se considerarmos que Deus é Senhor de todas elas.
3. Precisamos tomar a decisão de ser mordomos fiéis e
responsáveis, fazendo tudo o que pudermos para agradar ao
nosso Deus.

Reflexão/Aplicação
• Você já tomou consciência da sua posição de mordomo?
• Você é mordomo em tudo ou apenas em algumas áreas da vida?
• Deus é Senhor de toda a sua vida ou apenas de parte dela?
• As pessoas que convivem com você podem ver em você atitude
própria de alguém que administra a obra de Deus?
• Você está disposto a ser mordomo fiel e responsável a partir deste
momento?
Registre aqui pelo menos três áreas de sua vida em que você
precisa desenvolver melhor a mordomia cristã. Escreva algumas
atitudes ou decisões que você pretende tomar em decorrência
desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: Lc
Como age o mordomo fiel e prudente?
12.35-48
SEG: Lc 16.1-
Quem deve ser o senhor da vida do cristão?
13
TER: Mt
O que você tem feito com os “talentos” que o Senhor lhe confiou?
25.14-30
QUA: Mt
Qual a diferença de atitude do bom servo e do mau servo?
24.45-51
QUI: Cl 3.1- Por que o mordomo cristão pensa nas coisas do alto, não nas que
25 são aqui da terra?
SEX: Fp De que maneira Paulo demonstra ser bom mordomo de Cristo
1.19-26 nesse relato pessoal?
SÁB: Mc De que maneira a viúva pobre demonstrou exercer boa mordomia
12.41-44 cristã?
SUA PARTICIPAÇÃO NO REINO
DE
DEUS
ESTUDO 3

PENSAR SENTIR AGIR


Compreender a
Sentir o privilégio
importância
de Participar do reino de Deus com tudo o
de participar
participar do reino que tem e tudo que é.
ativamente
de Deus.
do reino de Deus.
Proponha aos participantes uma situação como a seguinte:
“Uma pessoa voluntariamente decide frequentar aulas numa escola. Para
aprender, o professor deixa claro
que a parte do aluno é participar ativamente da aula”. Então, pergunte: “Que
faz o aluno que participa ativamente da
aula para aprender?” Ouça as sugestões da turma, listando-as no quadro.

Sempre que ingressamos num grupo social, preocupamo-nos em


saber quais são os nossos deveres e os nossos direitos. Essa
preocupação é própria de alguém que quer participar ativamente do
grupo. Qualquer relacionamento, seja com um grupo ou mesmo com
um indivíduo, envolve participação. Quando você demonstra
interesse em saber qual é a sua participação num relacionamento, é
sinal de que você quer que esse relacionamento dê certo.
Você quer participar do reino de Deus? Então, qual é a sua parte?

Neste estudo, vamos verificar qual é a nossa participação no reino de Deus, e


você perceberá que para ser cristão em tempo integral é fundamental sua
participação no reino de Deus.
Que aprendemos no estudo anterior? 

No estudo anterior, vimos que a mordomia abrange todas as áreas de nossa


vida. Quando Deus é Senhor de tudo, nós somos mordomos Dele em tudo.
Cabe a cada um de nós a decisão: ou assumo minha posição de mordomo e
sou bom mordomo, ou não assumo essa posição e continuo falhando na tarefa
de administrar os bens do Senhor.

1. O reino de Deus
Há várias posições sobre a expressão “reino de Deus”. A posição
teológica que propomos é simples e muito objetiva:
Reino de Deus é o domínio de Deus sobre todas as coisas.
Prepare um cartaz com essa frase e fixe na sala, deixando lá até o final da
revista.
Leia João 3.3 com a turma e instigue a discussão da questão proposta.
Registrem o resultado.

Com base nesta posição, partimos do pressuposto de que todos nós


estamos inseridos no reino de Deus. A questão é: como temos
participado desse reino? Há pessoas que ignoram o domínio de
Deus e, portanto, participam desse reino passivamente. A Bíblia nos
diz sobre isso em João 3.3, quando Jesus Cristo declara: “se
alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Quem
pode e quem não pode ver o reino de Deus? Por quê?

Há muitas pessoas que realmente não podem ver o domínio de Deus sobre
tudo, porque ainda não nasceram de novo.
Nós, que somos salvos, porém, participamos do reino de Deus
conscientemente. Sabemos que Deus é o criador e o sustentador do universo.
Sabemos que Deus domina sobre tudo e é o dono de tudo. Tendo todo esse
conhecimento de Deus, resta-nos
observar a maneira correta de participarmos desse reino e, assim,
desfrutarmos ao máximo do domínio de Deus sobre a nossa vida.
2. Qual é a minha participação no reino de Deus?
Você está interessado em saber como Deus quer que você participe
do reino Dele? Esse interesse há de caracterizar a sua mordomia.
Quando não nos interessamos em participar do reino de Deus, é
sinal de que estamos distantes do ideal de mordomia que Ele tem
para nós. Nossa participação no reino divino abrange todas as áreas
de nossa vida; afinal, Deus é Senhor de toda a nossa vida e não de
parte dela. É por isso que temos enfatizado a necessidade de ser
cristão em tempo integral. Sua participação no reino de Deus pode
se dar de, pelo menos, três maneiras:

Palavra-chave: PARTICIPAÇÃO

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

O que penso a respeito? Significado real:

2.1 Posso participar com aquilo que sou


Sua participação começa com aquilo que você tem de mais
importante: sua vida. Se não colocar sua vida ao dispor de Deus,
você nunca poderá participar do reino Dele. O salmista, no Salmo
31.15, diz: “Nas tuas mãos estão os meus dias...”. Essa frase deve
ter dois significados para nós: estamos nas mãos de Deus porque
Ele domina sobre tudo; mas também estamos nas mãos Dele
porque queremos que Ele nos use, que Ele faça de nós
instrumentos, queremos participar do reino Dele com a nossa vida.
Deus quer que você esteja nas mãos Dele, tal qual o barro nas
mãos do oleiro, que pode dar forma a um lindo e útil vaso (leia Jr
18.4).
Leia com os participantes as referências do quadro a seguir, completem
juntos a coluna “Personagem”,
conversando a respeito da maneira que cada um deles se sentia e, no final
das contas, ao se permitirem
ser usados por Deus, puderam servir e participar do Seu reino.

Na Bíblia, encontramos vários exemplos de pessoas que colocaram


a vida nas mãos de Deus e participaram ativamente do reino Dele.
Personagem Como se sentia Foi usado por Deus para...
Êxodo 4.10-13 Moisés incompetente libertar o povo do Egito
Josué 1.9 Josué temeroso conquistar a terra prometida
Juízes 6.15 Gideão inseguro derrotar os midianitas

Essas pessoas não possuíam riquezas ou poderes especiais.


Tinham apenas a vida que, colocada nas mãos de Deus, foi usada
por Ele com todo o poder.

Reflexão/Aplicação
• Pare por alguns instantes e pense em sua vida. Olhe para si
mesmo e comece a pensar nas formas como Deus pode usá-lo no
reino Dele.
• Após ter pensado, responda: Você tem participado do reino de
Deus com aquilo que você é?
Sua primeira forma de participação no reino é pela sua vida. Você
não precisa ter alguma coisa para participar – só precisa ser. E
como todos nós somos pessoas importantes, todos nós temos
condições de participar.

2.2 Posso participar com os bens que Deus colocou à minha


disposição
Cada um de nós recebeu bens de Deus. Se pensarmos apenas em
bens materiais, chegaremos à conclusão de que alguns receberam
mais e outros menos. Deus não nos fez saber o motivo dessa
diferença, mas nos declara que podemos e devemos participar do
reino Dele com aquilo que Ele colocou em nossas mãos.
Leia Mateus 25.14-30 com os participantes. Dê a eles alguns minutos para
tentarem identificar em
quais versículos ficam evidentes as lições listadas no quadro a seguir. Dê
liberdade para que troquem ideias com
colegas ao lado. No final, converse com toda a turma a respeito, corrigindo o
que for necessário.

Leia Mateus 25.14-30 e identifique onde aparecem as seguintes


lições:

Lições Versículos
Todos receberam talentos/bens de Deus. v.15
Cada um teve liberdade de administrar esses bens. v.16-18
v.20, 22,
Cada um participou de acordo com o que recebeu.
25
A recompensa foi dada de acordo com a fidelidade e não de acordo v.21, 23,
com a quantidade. 29
Esse texto é muito claro. Deus quer que você participe no reino Dele inclusive
com os bens que
Ele mesmo colocou à sua disposição. Essa participação é uma prova de sua
mordomia.
Se você for bom mordomo, reconhecerá que os bens que você tem pertencem
a Deus, e
então os colocará ao dispor do Senhor, aplicando tudo o que estiver ao seu
alcance para a participação no reino Dele.
No texto, um dos servos simplesmente escondeu os bens que recebera de seu
senhor. Esse esconder pode ser
interpretado de diversas maneiras. Quase sempre nossos bens desaparecem
quando se trata de participação no
reino de Deus. Felizmente, nosso Deus sabe de tudo e vê exatamente onde
“escondemos” o muito ou o pouco que Ele nos tem confiado.

Quando participamos do reino com os nossos bens, na verdade


estamos devolvendo a Deus aquilo que Ele mesmo nos tem dado.
Certa feita, disse Davi: “...tudo vem de ti, e nós só damos o que vem
das tuas mãos” (1Cr 29.14). Com essas palavras, ele reconheceu
que participar do reino com os nossos bens é, na verdade,
reconhecer que esses bens são de Deus e devem ser usados
também para o engrandecimento do reino divino.

2.3 Posso participar com aquilo que Deus ainda me dará


Quando participamos do reino com aquilo que somos e temos, Deus
vai acrescentando à nossa vida mais bens, quer materiais ou
espirituais, para que possamos participar ainda mais de Seu reino.
No texto de Mateus 25.14-30, percebemos isto claramente: aqueles
que foram fiéis receberam mais; aquele que escondeu perdeu até o
que tinha. Parece que Deus nos coloca em prova por meio de nossa
participação no reino. Quando participamos com aquilo que somos e
temos, Deus nos concede mais oportunidades de servi-Lo. Desse
modo, a nossa participação atual é um meio de garantirmos a nossa
participação futura; Deus sempre permite que o homem tenha meios
de participar do reino Dele.

3. O método de Deus: participação


Deus poderia ter outros métodos para administrar Sua criação e
domínio, porém, resolveu usar o método da participação. E o
melhor: resolveu nos dar a chance de interagirmos com Ele nessa
tão grande tarefa! No método de Deus, a sua participação é
importante.
Ministre o conteúdo do Expanda a seguir, ponto a ponto, dando tempo para os
participantes refletirem e completarem o quadro entre um ponto e outro.
Filhos – João 1.12 e 1João 3.1. Você já viu um filho que não participa da vida
do pai? Eu particularmente já vi, porém, esse filho era mau, ingrato e, para
mim, não pode ser considerado bom exemplo de filho. Um bom filho terá prazer
em participar da vida do pai, ajudando-o, fazendo o que puder para ver o pai
feliz. Mesmo que o filho não queira participar da vida do pai, algo é
incontestável: ainda assim ele terá laços familiares com o pai e, indiretamente,
participará pelo menos dessa maneira da vida do pai. Nós somos filhos de
Deus e precisamos participar da vida do nosso Pai, alegrando-O em tudo com
nossas atitudes.
Herdeiros – Gálatas 4.7. Nesse texto, verificamos que Deus nos colocou como
herdeiros também. Somos herdeiros Dele, e isso exige de nós participação
ativa no reino que recebemos por herança.
Servos – 1Pedro 2.16. Um servo não pode negar participação nas coisas de
seu senhor, isso porque ele foi comprado exatamente para atender às
exigências que seu senhor fizer. Ele só é servo se obedecer às ordens de seu
senhor, participando, assim, daquilo que seu senhor quiser. Somos servos, e
essa posição exige de nós participação no reino de Deus do modo como Ele
quiser.
Amigos – João 15.15. Amigo é alguém que participa intimamente da vida de
outro, dando-lhe provas de confiança, amor e respeito; está pronto a participar
da vida do outro assim que ele precisar; sempre se colocará à disposição para
servir o outro com alegria e com vontade. Somos amigos de Cristo, e isso
implica o fato de estarmos prontos para participar do reino Dele, colocando-nos
à disposição para servi-Lo alegremente, como Ele bem quiser, e fazendo isso
com vontade, por livre decisão.

O método da participação pode ser visto por meio das posições que
Deus nos deu:
Que Que pretendo
Que PENSO a
SINTO FAZER
respeito
a respeito a respeito
Filhos – João 1.12 e 1João
3.1
Herdeiros – Gálatas 4.7
Servos – 1Pedro 2.16
Amigos – João 15.15
Desafie
• a assimilarem o conceito de “participação”;
• a exemplificarem a relação entre “participação” e “mordomia”, conforme a
Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. O reino de Deus é o domínio de Deus sobre todas as coisas.
2. Participo do reino de Deus e, sendo salvo, tenho consciência
dessa participação.
3. Participo do reino de Deus pelo menos de três maneiras: com
aquilo que sou, com os bens que tenho, e com o que Deus ainda
me dará.
4. Participo do reino de Deus porque sou filho, herdeiro, servo e
amigo de Deus.

Reflexão/Aplicação
Pare para refletir sobre esses pontos. Após a reflexão, desafie você
mesmo a ser um mordomo cada vez mais participativo no reino de
Deus.
“E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam em
nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17).
Registre aqui como participar do reino de Deus muda a sua vida.
Escreva pelo menos três decisões ou atitudes que você quer tomar
em decorrência desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: Fp 4.1- Segundo esse texto, de que maneiras você pode participar do
9 reino de Deus?
SEG: Jo 4.31- Que participação no reino de Deus Jesus estimula os discípulos a
38 praticarem?
TER: Mc
Por que o jovem rico falhou na participação no reino de Deus?
10.17-31
QUA: 2Sm Por que Davi fez questão de pagar pelos animais que sacrificaria
24.18-24 ao Senhor?
QUI: 1Cr De que maneira Davi participou do reino de Deus na situação
29.10-19 relatada?
SEX: Fp 4.10- De que maneira os filipenses participaram do reino de Deus,
23 segundo descreve Paulo?
SÁB: Cl 3.23- Como age o cristão que deseja participar integralmente do reino
25 de Deus?
VOCÊ É
IMPORTANTE PARA DEUS
ESTUDO 4

PENSAR SENTIR AGIR


Definir e compreender o que Sentir-se Buscar conhecer e realizar a
é amor e o amor de Deus por imensamente missão de Deus para a sua
nós. amado por Deus. vida.
Escreva no quadro as seguintes frases: Eu não valho nada. Não sou ninguém.
Ninguém liga para mim.
Sou rejeitado. Não tenho rumo na vida. Minha vida não tem graça. Pergunte
aos participantes se já pensaram
alguma dessas frases ou sentiram algo semelhante. Pergunte-lhes se acham
possível ser feliz alguém que
passa muito tempo pensando e se sentindo assim – peça que expliquem por
quê. Desafie-os a descobrirem o que falta na vida dessa pessoa.

O ser humano tem necessidade de se sentir amado. O Dr. Gary


Collins, famoso psicólogo cristão, disse que aquele que não se
sente amado acaba por adoecer, quer emocionalmente, quer
fisicamente. Quando nos sentimos amados, uma inexplicável alegria
toma conta de nós e nos sentimos importantes para alguém.

Que aprendemos no estudo anterior? 


Vimos que a mordomia compreende o fato de sermos participantes do reino
de Deus,
que é o domínio de Deus sobre todas as coisas. Participamos dele pelo
menos de três
maneiras: com aquilo que somos, com os bens que temos e com aquilo que
Deus ainda
nos dará. Essa participação está baseada no fato de sermos filhos, herdeiros,
servos e amigos de Deus.
1. Deus ama você
A Bíblia diz: “Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido...”
(1Jo 3.1). Seja sincero: você se sente amado por Deus? Há muitos
crentes que vivem a vida cristã sem se sentirem amados por Deus.
Participam do reino de Deus muito mais por obrigação do que por
amor, não conseguem ver o amor do Pai. Enquanto não
conseguirmos ver o amor que Deus tem por nós, não teremos
condições de ser bons mordomos de Deus. A mordomia está
baseada muito mais no amor do que em qualquer outra coisa. Sou
mordomo de Deus porque Ele me ama e me considera muitíssimo
importante para Sí. Vamos observar como é esse amor de Deus.

Palavra-chave: AMOR

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo, com eles e com o auxílio de um
dicionário, uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

O que penso a respeito? Significado real:

Conceituar o amor não é tarefa fácil. Genericamente, amor é uma afeição


especial por
alguém que nos dá alegria, satisfação, prazer. Quem ama deseja estar perto
da
pessoa amada, desfrutar da sua companhia, agradar-lhe, fazer-lhe bem,
cuidar dela, promover-lhe
a felicidade. Mas se recorrermos à Bíblia, especialmente a 1Coríntios 13,
poderemos ter uma
visão mais completa do que é amor. No amor há bondade, paciência, afeto,
gentileza, abnegação,
perdão, caridade, amizade, boa vontade, respeito, consideração, honestidade,
compaixão, misericórdia, graça.

1.1 O amor de Deus não tem fim


Deus diz: “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade
te atraí” (Jr 31.3 ARA). Esse verso declara que o amor de Deus é
eterno, ou seja, o amor de Deus não tem fim. Deus sempre me ama,
sempre amou e sempre amará. Sempre poderei desfrutar desta
certeza: o amor de Deus não tem fim.

1.2 O amor de Deus é grande


É maior do que minhas eventuais falhas ou erros. A Bíblia diz
assim: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande
amor com que nos amou...” (Ef 2.4). O amor de Deus é tão grande
que pode ultrapassar quaisquer barreiras. O amor que Deus tem por
mim nunca vai acabar, portanto, posso estar seguro de que sempre
serei amado por Deus.

1.3 O amor de Deus é real


O amor de Deus não é discurso: é ação. Em Romanos 5.8, lemos
que “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de
Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores”. O amor
de Deus é uma realidade, Ele prova isso concretamente de várias
formas. Posso desfrutar de maneira concreta desse amor.

Você é amado por Deus. E isso é sinal de que você tem importância
para Ele. Repita essa verdade de maneira bem pessoal: SOU
AMADO POR DEUS. SOU IMPORTANTE PARA ELE.

Distribua aos participantes cartolinas em branco, cortadas em forma de marca-


livro. Peça que cada um elabore seu próprio marca-livro, escrevendo nele as
frases: “Sou amado por Deus” e “Sou importante para Deus”.
2. Os efeitos do grande amor de Deus
Você é amado por Deus. Em que isso faz diferença? A resposta a
essa pergunta é bastante complexa e, ao mesmo tempo, bem
simples: EM TUDO. A partir do momento em que nos sentimos
amados por Deus, tudo muda em nossa existência.
No que diz respeito à nossa vida como mordomos de Deus, duas
diferenças práticas do amor de Deus por nós são destacadas.

2.1 O amor de Deus me transforma numa pessoa com uma


missão
As reclamações mais comuns que me vêm aos ouvidos são as seguintes: Eu
não valho nada. Não sou ninguém.
Ninguém liga para mim. Sou rejeitado. Não tenho rumo na vida. Minha vida
não tem graça.
Expressões desse tipo demonstram dois sentimentos básicos: falta de amor e
falta de missão.
O texto de Oseias 11.4 diz: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de
amor...”.
O amor de Deus nos atrai para Ele. Deus nos traz para perto de Si porque tem
uma missão para nós.

Alguém que vive sem missão, sem propósito maior na vida, sem
rumo definido em sua existência, sem dúvida será uma pessoa
infeliz. O homem precisa de uma missão, e o amor de Deus nos
transforma em pessoas assim. Quando entendemos o amor de
Deus e nos aproximamos Dele (Os 11.4), a nossa vida passa a
mudar radicalmente, pois Ele nos dá a missão especial de sermos
mordomos. Foi assim com os grandes personagens da Bíblia.
Vamos analisar alguns exemplos:

Como se
Personagem Ocupação Recebeu de Deus a missão de... Referência
sentia(m)
Moisés Pastor de Derrotado Libertar o Êx 3-4
cabras Incapaz povo do Egito
Comuns
Pedro e Tornarem-se pescadores de Mt 4.18-
Pescadores Nada
André homens 20
especiais
O que Deus viu em Moisés e em Pedro e André? Possivelmente viu homens
comuns.
No caso de Moisés, um fracassado, derrotado pelas experiências do passado
(leia sobre isso no capítulo 2 de Êxodo).
Pedro e André eram simples pescadores e comerciantes. Se Deus
considerasse apenas o que Moisés, Pedro e André eram, possivelmente Ele
não os teria chamado.
O amor de Deus nos atrai e nos dá uma missão. Talvez você esteja com a vida
totalmente fracassada, deprimida ou triste, sem rumo e direção. Isso não
importa. Ainda assim Deus tem uma missão para você, e essa missão está
baseada no grande amor que Ele sente por você.

O que Deus sentiu por Moisés, Pedro e André? Um genuíno e


profundo amor. Deus amou Moisés e, deixando seu passado de
lado, o atraiu para Si, dando-lhe uma grande missão. Deus amou
Pedro e André, e ignorou suas condições sociais, dando-lhes uma
grande missão. Em que Deus transformou Moisés, Pedro e André?

Em pessoas com uma missão. Moisés, Pedro e André receberam de


Deus uma missão pessoal e individual.
O amor de Deus nos atrai e nos dá uma missão. Que missão Deus
tem para mim? A partir do momento que nos sentimos amados por
Deus e atraídos para Ele, Deus começa a trabalhar em nossa vida e
nos confere uma missão pessoal. Perceba que Moisés cuidava de
rebanho, e Deus o mandou cuidar do povo de Israel. Pedro e André
eram pescadores, e Deus os mandou pescar homens. Moisés,
Pedro e André continuaram a fazer o que sabiam, porém em escala
infinitamente maior. Talvez Deus queira lhe dar uma missão dentro
de sua família, de seu trabalho ou do ambiente escolar. Talvez sua
missão esteja bem pertinho de você, mas ainda lhe é desconhecida.
Preocupe-se, primeiramente, em se sentir amado por Deus e atraído
por Ele. De maneira natural, Deus falará ao seu coração e lhe dará
uma missão especial.

Uma ilustração poderá ajudá-lo.


Robert era pai de um adolescente de 16 anos. Era um comerciante não muito
bem-sucedido
e tinha uma pequena barraca de frutas. Certo dia, ouviu falar de Cristo e O
recebeu como
seu único e suficiente Salvador. A partir daí, começou a pedir a Deus que sua
vida fosse transformada
e que Deus o usasse poderosamente. O tempo foi passando... E Robert não
via nada especial
acontecer em sua vida, e continuava a lidar com seu negócio mal sucedido.
Robert se sentiu frustrado com Deus e abandonou a igreja. Certo dia, num
programa de rádio, ouviu sobre
o amor de Deus que nos transforma em pessoas com uma missão. Robert se
sentiu amado por Deus,
dobrou seus joelhos e pediu ao Senhor que lhe desse essa tão esperada
missão. Aos poucos, Robert foi aumentando sua fé no amor de Deus.
Certo dia, vendo seu filho, agora jovem, chegar em casa drogado, ele
entendeu qual era a sua missão:
ser um pai dedicado à recuperação de seu filho. Robert abraçou a sua missão
de pai e deu toda a atenção
possível ao filho. Por várias vezes, passeou, conversou e chorou com ele.
Quando seu filho se recuperou,
os dois voltaram para a igreja, e Robert deu o seguinte testemunho: “Quando
entendi que a missão que
Deus tinha para mim era a de recuperar meu filho, minha vida se transformou
radicalmente e hoje sou muito feliz”.

Abra o coração para sentir o amor de Deus, e os olhos para ver a


missão que Deus tem para você.

2.2 O amor de Deus me assegura o sustento Dele


Moisés, Pedro e André abraçaram a missão que Deus lhes deu.
Eles se sentiam amados por Deus. Será que tiveram algum tipo de
problema ou luta? Sim, vários. Tiveram problemas sérios e grandes.
Passaram por momentos difíceis e terríveis. Houve ocasião em que
quase abandonaram a fé em Deus. Porém, diante de cada
dificuldade, algo era visível para eles: Deus os estava sustentando.
Foi esse sustento que lhes garantiu a vitória. Moisés, após um
desses momentos, declarou: “O S é a minha força e o meu
cântico; ele se tornou a minha salvação. Este é o meu Deus;
portanto, eu o louvarei...” (Êx 15.2). Essa expressão de Moisés
demonstra a segurança que tinha de que era Deus quem lhe
sustentava a vida.

É importante receber de Deus uma missão. Mais importante, porém,


é saber que Deus vai me sustentar e vai me dar condições de lutar,
de vencer, de cumprir a minha missão. Talvez você ainda não tenha
assumido e se submetido às ordens e à direção de Deus por medo
de não conseguir cumprir a sua missão. Creia agora que Deus vai
sustentar você, vai capacitá-lo a cumprir a missão que Ele tem lhe
dado.
Leia com os participantes os dois textos indicados e dê tempo para todos
refletirem e completarem o quadro.

Leia os textos de Filipenses 2.13 e João 15.16. A verdade central


desses versos é:
Se Deus nos deu uma missão, Ele nos capacitará e nos sustentará para cumpri-la.
O que PENSO a respeito
O que SINTO a respeito
O que pretendo FAZER a respeito
Desafie
• a assimilarem o conceito de “amor”;
• a exemplificarem a relação entre “amor” e “mordomia”, conforme a Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.
Para não esquecer
1. O amor de Deus é grande, é real e não tem fim.
2. O amor de Deus me transforma numa pessoa com uma missão e
me assegura o sustento Dele.

Reflexão/Aplicação
• Minha mordomia tem como base o amor de Deus. Ele me chama
para ser mordomo porque tem uma missão especial para minha
vida.
• Posso ser bom mordomo porque Deus sustenta a minha vida e me
capacita.
• Ser chamado para servir a Deus como mordomo é um privilégio,
pois demonstra que sou importante para Deus e amado por Ele.
Registre aqui o que você acha que pode ser a missão de Deus para
a sua vida. Escreva algumas atitudes ou decisões que você
pretende tomar em decorrência desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: Sl
De que maneira esse salmo revela o amor de Deus por nós?
146.1-10

SEG: Rm
Como Deus provou inquestionavelmente o Seu amor por nós?
5.6-11

TER: Ef
O que Deus fez por causa do Seu grande amor por nós?
2.4-7

QUA: 1Jo
O que o amor de Deus nos torna?
3.1-2

QUI: Is
O amor de Deus é como o de uma mãe pelo filho, ou maior?
49.13-15

SEX: Rm
O que pode nos separar do amor de Deus?
8.35-39

SÁB: Ef O que Paulo quer que todo cristão compreenda para que se torne
3.14-19 cheio da plenitude de Deus?
CÍRCULO DE
COMPROMETIMENTO
(PARTE 1)
ESTUDO 5

PENSAR SENTIR AGIR


Definir e compreender o Sentir necessidade de Dispor-se a assumir
que é “compromisso com comprometer-se com o verdadeiro compromisso
Deus”. Senhor. com Deus.
Pergunte aos participantes: “Você é interessado em Deus ou comprometido
com Ele?”
Escreva no quadro as palavras “interessado” e “comprometido” e pergunte-
lhes a diferença entre elas.
Após conversarem a respeito, repita a pergunta inicial: “Você é interessado
em Deus ou comprometido com Ele?”
Ministre a introdução do estudo.

Há muitas pessoas que são interessadas em Deus. Gostam de ler a


Bíblia, participam de cultos e até fazem orações. Quando estão
vivendo alguma dificuldade na vida, lembram-se de Deus e recorrem
a Ele. Têm amigos na igreja e querem que seus filhos vivam nesse
ambiente que julgam ser muito bom. Mas a vida cristã é muito mais
do que isso. Deus exige de nós não apenas interesse, mas também
compromisso.

Você é interessado em Deus ou comprometido com Ele? Quais as


evidências disso?

Que aprendemos no estudo anterior? 


No estudo anterior, aprendemos sobre a importância do ser humano nos planos
de Deus. Vimos que Ele nos amou exatamente a fim de mostrar quanto
valemos e como somos especiais. Esse amor nos motiva a viver para Deus, a
cumprir a missão que Ele tem para a nossa vida, e também nos dá a certeza de
que Ele nos proverá todo o necessário para fazê-lo.

1. Significado da palavra
As grandes mudanças na vida são realizadas por pessoas
comprometidas. O interesse pode até dar início a um processo, mas
não terá força para concluí-lo. Deus procura pessoas
comprometidas com Ele, pois a obra que está fazendo neste mundo
depende de quem de fato tenha assumido o compromisso de amá-
Lo e servi-Lo, o que exigirá fidelidade, esforço, perseverança e total
dedicação.

Palavra-chave: COMPROMISSO

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

O que penso a respeito? Significado real:


Compromisso é um vínculo muito mais forte do que o interesse. Comprometer-
se é obrigar-se a fazer algo, é respeitar um trato feito, é manter um acordo com
todas as suas forças. Compromisso está relacionado também com obediência,
fidelidade e total entrega a uma causa ou a alguém.

O que Deus requer de nós vai muito além da ideia social de


compromisso. Compromisso social é pagar os devidos impostos,
votar com consciência, respeitar as leis de trânsito, não enrolar no
horário de trabalho, educar bem os filhos, ajudar os necessitados,
respeitar a vaga do idoso ao estacionar no supermercado, não furar
fila, etc. O compromisso com Deus vai muito além disso, pois se
relaciona com uma entrega total a Deus.
Qualquer pessoa pode ter compromisso social. Respeitar as leis e as
autoridades, ser honesto e generoso,
fazer caridade, dedicar-se à boa educação dos filhos, não enganar o patrão,
falar a verdade, tratar bem o
próximo... não são qualidades exclusivas do cristão. Entretanto, é
decepcionante ver que, muitas vezes,
o descrente tem comportamento melhor na sociedade que o cristão. Um dos
motivos pelos quais isso
ocorre é a falta de compromisso com Deus por parte de muitos dos que se
chamam cristãos.
São pessoas interessadas nas coisas de Deus, que frequentam igrejas
evangélicas, mas que
nunca assumiram compromisso verdadeiro com o Senhor. Por isso, não
estudam a Palavra, não
obedecem a Deus, não têm a vida transformada, nem vivem conforme as leis
de Deus. Como resultado, carregam o nome de cristãos, mas não seguem o
exemplo de Cristo.

2. Interessados, mas não comprometidos


Jesus conviveu com muitas pessoas interessadas Nele, em Seus
milagres, em Sua mensagem. Os principais interesses das
multidões na época de Jesus eram ouvir Seus ensinos e ser
curadas ou libertas de espíritos malignos, conforme exemplos
extraídos dos evangelhos.
Leia os exemplos a seguir e classifique o tipo de interesse das
pessoas por Jesus.

Leia os textos com os participantes e, juntos, completem o quadro.

Tipo de
Referência Texto
interesse
Mt 4.23 “Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas Interesse
sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando por
todo tipo de doenças e enfermidades entre o povo.” ensino e
por cura
“E a sua fama correu por toda a Síria. Trouxeram-lhe, Interesse
então, todos os doentes, acometidos de várias por cura
Mt 4.24
enfermidades e tormentos: endemoniados, epilépticos e e
paralíticos. E ele os curou.” libertação
“Jesus se retirou com os seus discípulos para o mar.
Uma grande multidão o seguia. Eram pessoas que
tinham vindo da Galileia, da Judeia, de Jerusalém, da
Idumeia, do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro Interesse
Mc 3.7-10
e de Sidom, porque ouviam falar das coisas que Jesus por cura
fazia... Pois curava muitas pessoas, de modo que todos
os que tinham alguma enfermidade se esforçavam para
chegar perto, a fim de poderem tocar nele.”
“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as
Interesse
multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina,
Mt 7.28-29 pelo
porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e
ensino
não como os escribas.”
Assim como nos tempos de Jesus, hoje em dia ainda há muita gente
procurando igrejas evangélicas
interessadas apenas em ouvir mensagens empolgantes, ou em receber curas
e libertações. Muitas
igrejas acabam cedendo a esse tipo de interesse e, em vez de pregarem o
evangelho do compromisso,
pregam o “evangelho paz e amor”, o “Cristo dos milagres”, o “Deus da
prosperidade”, a “igreja dos eventos”,
a “salvação pela caridade”, o “culto aos sentimentos”, o “louvor das emoções”.
É fato que isso atrai pessoas
e lota igrejas, mas o que serão dessas pessoas se o pregador confrontar
pecados e ensinar o evangelho da
abnegação? Se os milagres não acontecerem? Se a prosperidade não vier?
Se o culto for racional em vez
de emocional? Se o louvor falar menos das nossas experiências e focar na
pessoa de Deus?

Apesar de interessadas em Cristo, aquelas pessoas não buscavam


profundidade de relacionamento com o Senhor. Não havia amor
nem submissão a Ele. Prova disso é a narrativa de Lucas 23.18-25,
que diz: “Toda a multidão, porém, gritava: — Fora com este
[Jesus]! Solte-nos Barrabás! Barrabás estava preso por causa de
uma revolta na cidade e também por homicídio. Pilatos, querendo
soltar Jesus, falou outra vez ao povo. Eles, porém, gritavam mais
ainda: — Crucifique! Crucifique-o! Então, pela terceira vez,
Pilatos lhes perguntou: — Que mal fez este? De fato, não achei
nada contra ele para condená-lo à morte. Portanto, depois de o
castigar, mandarei soltá-lo. Mas eles insistiam com grandes
gritos, pedindo que fosse crucificado. E o clamor deles
prevaleceu. Então Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. Soltou
aquele que estava encarcerado por causa da revolta e do homicídio,
a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade
deles”.
O mesmo povo que se interessou por Jesus, por Suas curas e por
Seus ensinos, agora gritava em alta voz pedindo que fosse
crucificado. O interesse deles havia passado. Nunca houve
compromisso algum. Por isso, não havia motivo para O defenderem,
ou para se arriscarem por amor e fidelidade a Ele.

3. Características do compromisso com Deus


Deus espera de nós entrega total, compromisso completo e
disposição real de viver para Ele. Estude os textos a seguir e
procure entender o que Deus espera de você, como um cristão
compromissado com Ele.
Combine alguns minutos para os participantes lerem os textos e completarem o
quadro. Sugira que façam a atividade em duplas ou trios. Depois, incentive
alguns deles a compartilharem com toda a turma o que escreveram. Faça
comentários e correções, quando necessário.

O que preciso fazer a


Referência O que entendo do texto
respeito
Lc 9.23-24 Quem quer seguir a Jesus precisa Preciso entregar toda a
negar-se a si mesmo e entregar toda a minha vida a Deus.
vida a Ele.
A viúva deu tudo o que possuía ao
Preciso estar disposto a
Lc 21.1-4 Senhor, e Jesus a valorizou por sua
sacrificar-me por Deus.
abnegação e fé.
Jesus desafiou um homem a rever suas Preciso ter coragem para
Lc 9.59-60 prioridades, colocando o reino de Deus colocar Deus em primeiro
em primeiro lugar. lugar na minha vida.
Não é possível servir a dois senhores. É Preciso servir a Deus
Mt 6.24 preciso escolher a quem vamos servir como meu único Senhor,
fielmente e de todo o coração. com fidelidade.

Podemos perceber nesses versos que o relacionamento que Jesus


Cristo espera de nós vai muito além do interesse. Ele exige total
compromisso daqueles que O seguem.
Infelizmente muitos cristãos ainda não experimentaram uma entrega
total ao Senhor. São interessados, mas não comprometidos. E, para
eles, temos um grande desafio: começar uma vida de
comprometimento com Deus.

Muitas pessoas precisam passar por um processo de transição,


saindo do interesse e começando uma vida de compromisso. Para
ilustrar tal processo, temos os Círculos de Comprometimento, que
mostram como uma pessoa pode progredir de uma vida de
interesse para uma vida de total entrega a Deus por meio do
compromisso.
Desafie
• a assimilarem o conceito de “compromisso”;
• a explicarem a relação entre “compromisso” e “mordomia”, conforme a
Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. Ter interesse pelas coisas de Deus não é o mesmo que ser
comprometido com Ele.
2. Muitas pessoas se interessam por Cristo, mas não estão
dispostas a se comprometer com Ele.
3. Quem quer ter compromisso com Deus precisa:
• entregar toda a vida ao Senhor;
• estar disposto a sacrificar-se por Ele;
• ter coragem para colocar Deus em primeiro lugar na vida;
• servir a Deus como único Senhor, com fidelidade.

Reflexão/Aplicação
• Não basta ser interessado pelas coisas de Deus ou por Jesus
Cristo.
• Deus busca pessoas que estejam dispostas a se comprometerem
verdadeiramente com Ele.
• Devemos buscar ser comprometidos com Deus e ajudar nossos
irmãos a se comprometerem igualmente com Ele.
Registre aqui o que você pode fazer para aumentar seu
comprometimento com o Senhor. Escreva algumas atitudes ou
decisões que você pretende tomar em decorrência desse
entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM:
Pelo que as pessoas se interessavam e por que se aproximavam de
Mt
Jesus?
4.23-24
SEG: Será que você é semelhante a essas pessoas, que se aproximam de
Mc 3.7- Cristo/da igreja apenas porque estão interessadas em receber alguma
11 coisa?

TER:
Lc Como agiram as pessoas que um dia estiveram interessadas em Cristo,
23.18- mas que nunca assumiram compromisso com Ele?
25
QUA:
O que faz o cristão que, de fato, quer assumir compromisso com
Lc 9.23-
Jesus?
24
QUI:
Qual deve ser a prioridade daqueles que assumem verdadeiro
Lc 9.59-
compromisso com Cristo?
62
SEX:
Como a viúva demonstrou seu compromisso com o Senhor? O que
Lc 21.1-
você pode aprender com a atitude dela?
4
SÁB: Você ama a Deus de forma que Ele ocupa o primeiro lugar na sua vida
Mt 6.24 ou há outros “senhores” a quem você segue no dia a dia?
CÍRCULO DE
COMPROMETIMENTO
(PARTE 2)

PENSAR SENTIR AGIR


Sentir-se motivado a Assumir verdadeiro
Definir e compreender o
comprometer-se com o compromisso com
que é “seguir a Jesus”.
Senhor. Deus.
Pergunte aos participantes: “A ideia de assumir compromisso lhe traz alguma
sensação ruim?
Você conhece pessoas que evitam assumir compromissos? O que elas
alegam? Por que você acha que elas agem assim?”
Ouça alguns participantes e ministre a introdução do estudo.

Muitas pessoas se aproximam da igreja, gostam do ambiente, dos


membros, dos cultos e são até capazes de manter assiduidade às
programações, mas não querem compromisso. Essa postura pode
ser explicada pelo pensamento que a sociedade construiu acerca de
compromisso.

Popularmente, compromisso é tido como obrigação. Em geral, traz


consigo uma ideia negativa e dá uma sensação ruim. Pessoas que
se sentem assim não estão dispostas a se vincularem com outras
para construir algo juntas. Podem ser até membros da igreja, mas
não se entregam totalmente, não se dispõem a assumir
compromisso a fim de fazerem algo para Deus.

Que aprendemos no estudo anterior? 


No estudo anterior, começamos a refletir sobre COMPROMISSO e vimos a
diferença entre ser interessado em Deus e comprometido com Ele e Sua obra.
Pessoas comprometidas têm como principais características a entrega total de
sua vida, a disposição de sacrificar-se, a coragem para colocar Deus em
primeiro lugar e a compreensão de que devemos servir ao Senhor com
fidelidade.

1. O compromisso de seguir o Mestre Jesus

A palavra “compromisso” tem origem muito interessante. Ela vem do latim e


originalmente significa “construir algo juntos ou entre”. Inicialmente,
compromisso não trazia ideia de obrigação, mas sim de relacionamento entre
pessoas. Essa ideia combina exatamente com o pensamento de Jesus acerca
de compromisso.

Os evangelistas usaram o verbo “seguir” a fim de evidenciar o


compromisso assumido pelos homens que decidiram se tornar
discípulos de Jesus: “Caminhando junto ao mar da Galileia, Jesus
viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André. Eles lançavam as
redes ao mar, porque eram pescadores. Jesus lhes disse: – Venham
comigo, e eu os farei pescadores de gente. Então, eles deixaram
imediatamente as redes e o seguiram. Pouco mais adiante, Jesus
viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, o irmão
dele. Eles estavam no barco em companhia de seu pai, consertando
as redes; e Jesus os chamou. Então eles, no mesmo instante,
deixaram o barco e seu pai eseguiram Jesus” (Mt 4.18-22).

Palavra-chave: SEGUIR

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.
O que penso a respeito? Significado real:
No sentido bíblico, “seguir” vai além de simplesmente andar com Jesus, indo
junto na mesma direção. No Novo Testamento, um homem que “seguia” um
mestre o tinha como modelo, padrão, exemplo a imitar. Ele deveria estar
disposto a aprender os mesmos valores e defender a mesma opinião que seu
mestre. Ao aceitarem o convite de Cristo para segui-Lo, os discípulos
escolheram não apenas conviver com Ele, mas aprender Seus ensinos, ser
influenciados por Seus valores, seguir Suas orientações, obedecer a Ele,
pensar, acreditar e agir em conformidade com seu Mestre, sendo-Lhe fiéis em
tudo.

Para Jesus, o verbo seguir identifica claramente a ideia de


compromisso. A história dos primeiros discípulos mudou
radicalmente a partir do momento em que eles “seguiram Jesus”.

Muitos membros de igreja conhecem a Jesus, mas não O seguem.


Nunca abandonaram algo para seguirem Jesus, e também nunca
fizeram qualquer esforço para participar de algo significativo
relacionado à obra de Deus. Para alguém mudar da posição de
interessado para a de comprometido é necessário seguir Cristo.

Leia os textos com os participantes e, juntos, completem o quadro.

Para seguir Jesus...


O que os discípulos
Referência Referência O que preciso deixar
deixaram
As suas redes (o As obras das trevas; os desejos
seu trabalho; a sua Rm 13.12- da minha carne; meus “pecados
Mt 4.18-20
renda; a sua 14; 1Jo 3.9 de estimação”; a prática do
estabilidade) pecado.
Mt 4.21-22 O barco e seu pai Lc 14.25- O vínculo excessivo com a minha
(seu trabalho; seus 27 família (acima do meu amor por
bens; sua Cristo); o costume de viver para
estabilidade; sua mim mesmo e para buscar meu
família) próprio conforto.
O seu trabalho; o
Mt 6.24; O amor ao dinheiro, aos bens
seu status; o seu
Lc 5.27-28 1Jo 2.15- materiais, aos desejos da carne,
conforto; os seus
17 às coisas deste mundo.
bens; tudo!

Seguir Jesus envolve:


• relacionamento pessoal com Ele, tendo-O como Mestre e Senhor
da sua vida;
• prontidão para iniciar uma nova vida, deixando para trás o amor a
este mundo, a si mesmo, à prática do pecado e às paixões da
carne;
• disposição para colocar Cristo acima de tudo e de todos, o que
inclui seu trabalho, seu conforto, seus bens, seustatus, seu
sucesso e sua própria família.

2. Deixe as desculpas e entregue-se totalmente


Um dos principais impedimentos para alguém se comprometer com
Jesus e Sua igreja são as desculpas. Sempre aparece algum motivo
que se torna impedimento para o compromisso.
Isso é tão natural que Cristo, por meio de uma parábola, já advertiu
sobre esse costume. Leia Lucas 14.16-24 e identifique os três
motivos mais comuns que as pessoas usam como “desculpas” para
não assumirem compromisso com Deus.

Combine alguns minutos para os participantes lerem os textos e completarem o


quadro. Sugira que façam a atividade em duplas ou trios. Depois, incentive
alguns deles a compartilharem o que escreveram com toda a classe. Faça
comentários e correções, quando necessário.

Exemplo de desculpas Razão


Desculpas semelhantes
comuns nos tempos de da
apresentadas hoje em dia
Cristo desculpa
“Comprei um campo e Desfrute Comprei um sítio/casa na praia/título
preciso ir vê-lo; peço que dos bens num clube e preciso aproveitar os fins
me desculpe” (v.18) de semana; não posso assumir
compromisso aos domingos.
“Comprei cinco juntas de Preciso fazer horas extras/viajar a
bois e vou experimentá-las; trabalho/abrir o comércio nos fins de
Trabalho
peço que me semana; não posso assumir
desculpe” (v.19) compromisso aos domingos.
Preciso dar atenção ao meu
“Casei-me e, por isso, não marido/esposa e aos meus filhos; não
Família
posso ir” (v.20) posso assumir compromisso aos
domingos.

O texto bíblico é claro: “todos eles, um por um, começaram a


apresentar desculpas” (Lc 14.18). Você conhece alguém que não se
compromete com a igreja por que está envolvido em algum projeto
pessoal ou por que está trabalhando muito? Se você colocar em
primeiro lugar na sua vida o seu trabalho, a sua família ou a sua
realização pessoal, eles se tornarão as desculpas que o impedirão
de assumir um verdadeiro compromisso com Deus.

3. O compromisso é um sinal claro de que somos de Jesus


Em Lucas 14.25-33, Jesus explica o significado de assumir o
compromisso de se tornar um verdadeiro discípulo Dele. Leia o
trecho completo, reflita a respeito e preencha o quadro.
Leia com os participantes o texto indicado e dê tempo para todos refletirem e
completarem o quadro.
O que PENSO a respeito
O que SINTO a respeito
O que pretendo FAZER a respeito

Amar a Jesus é ir além do interesse, é comprometer-se com Ele de


modo intenso e prático. É colocá-Lo como prioridade e fazer Dele a
razão para a nossa vida.
Alguém que diz ter compromisso com Jesus, mas é incapaz de
realizar algo para Deus, possivelmente é apenas um interessado, e
não comprometido. O compromissado não é apenas simpatizante,
mas alguém que ama o Senhor de todo o coração e está
inteiramente disposto a sacrificar-se por Ele, a abrir mão de seus
próprios interesses por amor e devoção a Cristo. Isso envolverá
ações bem práticas, como:
• participar das atividades da igreja (não apenas frequentar, mas
colaborar);
• sustentar a igreja por meio dos dízimos, ofertas, orações e
voluntariado;
• testemunhar continuamente de Jesus a todos;
• abandonar os hábitos e práticas que não engrandecem o nome de
Jesus;
• buscar a santificação, evidenciada na transformação de vida
(caráter e conduta).
Uma ilustração poderá ajudá-lo.
Conta-se que, numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de
missionários foi atingido por um bombardeio. Várias crianças tiveram morte
instantânea. As demais ficaram muito feridas, entre elas, uma menina de 8
anos, em estado grave. Ela precisava urgentemente de sangue. Com um teste
rápido, descobriram seu tipo sanguíneo, mas, infelizmente, ninguém da equipe
médica era compatível. Chamaram os moradores da aldeia e, com a ajuda de
uma intérprete, lhes explicaram o que estava acontecendo. A maioria não podia
doar sangue, devido ao seu estado de saúde. Após testar o tipo sanguíneo dos
poucos candidatos que restaram, constataram que somente um menino estava
em condições de socorrê-la. Deitaram-no em uma cama ao lado da menina e
espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar
fixo no teto, enquanto seu sangue era coletado. Passados alguns momentos,
ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O
médico pediu que a intérprete lhe perguntasse se estava doendo. Ele
respondeu que não. Mas não demorou muito, soluçou de novo e lágrimas
correram por seu rostinho. O médico ficou preocupado e pediu que a intérprete
lhe perguntasse o que estava acontecendo. A enfermeira conversou
suavemente com ele e explicou para o médico por que ele estava chorando:
“Ele pensou que iria morrer. Não tinha entendido direito o que você disse e
estava achando que ia ter de doar todo o seu sangue para a menina não
morrer”. O médico se aproximou dele e, com a ajuda da intérprete, perguntou:
“Mas se era assim, por que, então, você se ofereceu para doar seu sangue?” O
menino respondeu prontamente: “Porque ela é minha amiga”.
Desafie
• a assimilarem a ideia de “seguir Jesus”;
• a explicarem a relação entre “seguir Jesus” e “compromisso”, conforme a
Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


O compromisso que Cristo tinha com o Pai e conosco era tão
grande que Ele Se dispôs a entregar Sua vida por nós. Paulo disse
que podemos imitá-lo, da mesma maneira que ele imitava a Cristo
(1Co 11.1). Nosso compromisso com Jesus deve ser tão intenso
como o de Cristo, ou o de Paulo – ambos dispostos (cada um à sua
maneira) a entregar a vida por amor e compromisso com Deus.
Precisamos nos doar, nos entregar, fazer de nossa vida um
testemunho público de que somos de Jesus e estamos dispostos a
fazer o que for necessário para honrarmos nosso compromisso com
Ele.

Reflexão/Aplicação
• Você é comprometido com Jesus ou interessado por Ele?
• Você é comprometido com a igreja ou interessado por ela?
• Lembre-se: sua resposta sempre será demonstrada por meio de
suas atitudes e de sua forma de encarar a vida!
Registre aqui o que você pode fazer para aumentar seu
comprometimento com o Senhor. Escreva algumas atitudes ou
decisões que você pretende tomar em decorrência desse
entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: Mt Que verbo indica o compromisso assumido pelos discípulos com
4.18-22 Cristo? Que ele quer dizer na prática?
SEG: Lc Que desculpas as pessoas deram para não assumir compromisso?
14.16-24 Você já deu desculpas parecidas?
TER: Lc O que Jesus diz ser necessário para quem quer assumir
14.25-33 compromisso com Ele?
QUA: Lc Qual a diferença entre os interessados em Deus e os
13.22-30 compromissados com Ele?
QUI: Fp
De que maneira Paulo deixa evidente seu compromisso com Deus?
1.20-26
SEX: Fp Que evidências o cristão verdadeiro dá de seu compromisso com
3.12-21 Deus?
SÁB: 1Pe O que fez Cristo que O tornou merecedor de nossa total fidelidade e
2.21-25 compromisso?
EXEMPLO BÍBLICO
DE COMPROMISSO
COM DEUS
ESTUDO 7
PENSAR SENTIR AGIR
Entender que o Aceitar o desafio de
Sentir-se desafiado a
comprometimento com Deus comprometer-se a
comprometer-se com
inclui o comprometimento com a realizar a obra do
a obra do Senhor.
obra de Deus. Senhor.
Pergunte aos participantes: “Quem gosta de desafios?” Peça que todos se
manifestem, dividindo a classe em dois grupos:
os que gostam de desafios e os que não gostam de desafios.
Ao grupo que gosta de desafios, peça que tente elaborar argumentos para
convencer os
que não gostam a aceitar os seguintes desafios:
1) levantar uma grande quantia para a obra missionária;
2) construir um novo prédio para um projeto da igreja;
3) evangelizar um bairro da cidade.
Ao grupo que não gosta de desafios, pergunte que tipo de argumentos
poderiam convencê-lo a aceitar os três desafios propostos.
Combine um tempo para o trabalho em grupos. Em seguida, escreva os três
desafios no quadro e peça que o grupo dos que
gostam de desafios apresente os argumentos para tentar convencer os
que não gostam. Depois, peça que o grupo dos que não gostam
diga se foi ou não convencido, e quais argumentos ajudariam a convencê-lo.

Enquanto muitos judeus estavam acomodados à vida na Babilônia,


cedendo aos costumes e à cultura babilônica, Neemias foi
despertado pelo Senhor para voltar a Jerusalém e dar início a uma
obra grande, desafiadora e demasiadamente perigosa.

Apesar de Neemias ter muito prestígio como copeiro do rei, em vez


de acomodar-se à boa vida que desfrutava no palácio, ele aceitou o
desafio de dedicar-se totalmente à obra que o Senhor o chamou
para realizar, apesar de parecer humanamente impossível.

Neemias foi usado poderosamente por Deus para fazer uma grande
obra, e o segredo para a vitória foi exatamente o comprometimento
dele e do povo que se dispôs a trabalhar com ele em Jerusalém.

Que aprendemos no estudo anterior? 

1. Desafio ao compromisso com a obra de Deus


Com a invasão dos babilônios, Jerusalém foi totalmente destruída
(586 a.C.). Cento e quarenta anos havia se passado, e as
imponentes muralhas que um dia a protegeram agora jaziam aos
pedaços esparramados pelo chão (446 a.C.). Todos os seus portões
tinham sido queimados. Aquela que havia sido a joia de Israel se
tornou escombros. Os poucos judeus que habitavam nas
redondezas viviam “em grande miséria e humilhação” (Ne 1.3). Foi
esse o relatório que Neemias recebeu de seus parentes, quando
eles retornaram de uma visita a Judá. Seu coração ficou dilacerado,
e em lágrimas ele se colocou diante do Senhor, em jejum e oração
(Ne 1.1-11).

A cidade de Jerusalém foi destruída pelos babilônios em 586 a.C. Por 170
anos, apesar de diversas tentativas de reconstrução, a muralha que cercava a
cidade permanecia em ruínas. Naquela época, uma cidade sem muros estava
sem proteção, tornando o local totalmente inseguro para construção, moradia e
desenvolvimento. Ladrões e saqueadores entravam e saíam da cidade
livremente. Não havia como prosperar ali, nem viver em segurança. Além do
mais, uma cidade sem muros era motivo de vergonha para seu povo. Por isso,
enquanto não tivessem os muros reconstruídos, Jerusalém estava fadada à
humilhação e à miséria.

Foi nesse momento que o Senhor chamou Neemias e lhe deu a


visão do que deveria fazer. Aos olhos humanos, um trabalho
impossível, mas Neemias não questionou. Creu, orou e agiu. Assim
que o Senhor lhe deu uma oportunidade diante do rei Artaxerxes,
Neemias a aproveitou, e o Senhor lhe concedeu o favor do rei da
Pérsia (Ne 2.1-10).

As pessoas que serviam o rei deveriam se apresentar diante dele sempre


alegres e bem dispostas. Ao entrar na presença de Artaxerxes com o
semblante descaído, Neemias quebrou esse protocolo. O rei poderia tê-lo
repreendido, mas, ao contrário, importou-se com a tristeza de seu copeiro e se
interessou por aquilo que o afligia. Neemias, receoso, expôs o motivo de sua
aflição, mas não sem antes orar ao Senhor (Ne 2.4-5). Para sua surpresa, o rei
não apenas o escutou, como atendeu aos seus pedidos:
1. concedeu-lhe o tempo necessário para ir a Jerusalém e executar a obra (que
chegou a 12 anos);
2. deu-lhe cartas que permitissem sua passagem segura pelos territórios do
reino, bem como provisões durante a sua jornada (cerca de 1.760 km);
3. forneceu-lhe madeira suficiente para reconstruir as portas da cidade.
Qual a razão para um rei tão poderoso atender ao pedido de um copeiro? “E o
rei me deu o que eu pedi, porque a mão bondosa do meu Deus estava sobre
mim” (Ne 2.8).

Ao chegar à cidade de Jerusalém, Neemias inspecionou


pessoalmente boa parte do perímetro das muralhas, percebendo a
gravidade da situação (Ne 2.11-15). Ele sabia que, sozinho, não
podia restaurar os muros e as portas da cidade. Não bastavam
apenas compromisso, fidelidade e disposição de um homem para
tamanha obra. Por isso ele convocou o povo que ali vivia, mesmo
em meio à miséria, para que aceitasse o desafio de reerguer os
muros da cidade de Jerusalém, porque a mão bondosa de Deus
havia estado sobre ele, guiando-o a realizar essa obra (Ne 2.17-18).

Aproximadamente 2,4 km de muros precisavam ser reconstruídos a fim de


proteger novamente a cidade de Jerusalém. Havia trechos que os muros
alcançavam 2,75 m de espessura. Muitas das pedras antigas estavam
totalmente destruídas, e tantas outras foram saqueadas durante os quase 150
anos de abandono. Além disso, pelo menos 10 portas enormes precisavam ser
refeitas. A obra era imensa! A fim de conseguir realizar a tarefa para a qual
Deus o havia chamado, Neemias precisou contar com todo tipo de gente:
sacerdotes, perfumistas, ourives, comerciantes, mulheres, idosos, crianças –
todos precisaram se unir e aceitar o desafio de trabalhar juntos a fim de
reconstruir os muros da cidade.
Leia Neemias 2.17-18 com os participantes e, juntos, completem a primeira
linha do quadro. Em seguida, dê um minuto para completarem individualmente
a outra linha.

Quais são as palavras de desafio lançadas Qual é a resposta do povo ao desafio lançado
por Neemias? (Ne 2.17) por Neemias? (Ne 2.18)
“Venham, vamos reconstruir as “‘Vamos nos preparar e começar a
muralhas de Jerusalém, para nos reconstrução!’ Então se prepararam para
livrarmos desta vergonha” fazer esta boa obra.”
Deus desafiou você a fazer alguma Qual foi a sua resposta ao desafio do
obra? Qual? Senhor?

O desafio de Neemias envolveria muito trabalho, sacrifício e


compromisso, obviamente. Mesmo assim, o povo se encheu de
coragem e se comprometeu.
Deus nos desafia a trabalharmos para Ele, e nossa resposta
também deve ser a de aceitarmos com comprometimento.

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: DESAFIO
O que penso a respeito? Significado real:
Desafio é um convite para realizar uma tarefa muito difícil, que exige coragem,
esforço e perseverança. Desafiar alguém é instigar a pessoa a fazer algo que
vai exigir toda a sua dedicação e habilidade. Quem aceita um desafio se
compromete a dedicar todas as suas capacidades para conseguir executá-lo.

2. Lidando com os não comprometidos e com os opositores


Em todo grupo, há pessoas que não se comprometem, e há também
os opositores. Neemias teve que lidar com esse tipo de gente (Ne
2.19-20). E na igreja não é diferente! Que fazer em relação a eles?
Primeiro, precisamos identificá-los. Suas principais características
são (v.19):

• zombaria do compromisso – “Porém, quando Sambalate, o horonita,


Tobias, o servo amonita, e um árabe chamado Gesém souberam
disso, zombaram de nós...”;
• desprezo pelo compromisso – “... e nos desprezaram...”;
• maledicência e ironia contra os que se comprometem - “... dizendo: O
que é isso que vocês estão fazendo? Querem se rebelar contra o
rei?”

Os não comprometidos sempre existirão, e alguns deles se


transformarão até em opositores da obra de Deus. Mas não
podemos desistir nem ser influenciados por aqueles que não têm
compromisso. Nosso dever é incentivá-los, motivá-los e orar por
eles, para que também venham a ter uma vida de compromisso com
o Senhor.

Neemias usou de discernimento espiritual para elaborar uma


estratégia a fim de lidar com os que não se comprometeram e ainda
se opuseram à realização da obra (v.20).

• Conscientização da vontade de Deus – “Então lhes respondi: O Deus


dos céus é quem fará com que sejamos bem-sucedidos.” O
compromisso é com Deus porque a obra é de Deus. O Senhor
abençoa o compromisso dos Seus servos e lhes dá bom êxito
naquilo que fazem.

• Resolução em prosseguir com os que já se comprometeram – “Nós, seus


servos, nos disporemos e reedificaremos”(ARA). Deus nos desafia
a trabalharmos com os comprometidos, sejam eles muitos ou
poucos. Não podemos desanimar por causa dos que não se
comprometem. Deus quer que cada um de nós já comece a
trabalhar, incentivando os demais a se comprometerem também.

• Discernimento em saber com quem se pode contar  – “Mas vocês não


têm parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém”. Ao
lembrarem da vida dos que não se comprometeram nem
trabalharam na obra de Deus, não haverá nada de memorável a
seu favor.
Leia em voz alta a pergunta proposta no topo do quadro a seguir e dê tempo
para os participantes refletirem e registrarem seus pensamentos, sentimentos
e decisões a respeito.

Você está entre os comprometidos ou entre os não comprometidos com a obra de Deus?

Que pretendo FAZER


Que PENSO a respeito Que SINTO a respeito
a respeito

Devemos honrar os que são comprometidos. E aqueles que se


comprometem com o Senhor vão ter o privilégio de poder ser
lembrados por terem feito parte da obra de Deus, de terem sido
Seus fiéis obreiros. Quando servimos o Senhor com
comprometimento, deixamos um legado às próximas gerações. Já
os que não são comprometidos serão lembrados pelo quê?
Desafie
• a ponderarem sobre a ideia de se comprometer com a realização da obra do
Senhor;
• a explicarem a relação entre “receber de Deus um desafio” e “se
comprometer com o Senhor” conforme a Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. Deus nos desafia a participarmos de Sua obra com fé,
compromisso e disposição para trabalhar.
2. Sempre haverá pessoas que não se comprometerão e que serão
capazes de fazer de tudo para boicotar a obra ou para desanimar
os que se dispuseram a trabalhar.
3. Ao enfrentar os ataques dos opositores:
• lembre-se de que a obra é de Deus;
• mantenha-se resoluto em prosseguir junto aos que se
comprometeram;
• tenha discernimento em saber com quem se pode contar.

Reflexão/Aplicação
• Você está entre os comprometidos ou entre os não comprometidos
com a obra de Deus?
• Você costuma fazer comentários maldosos, criticar e desprezar o
trabalho daqueles que servem na igreja? Já desencorajou alguém
a servir num ministério? Já torceu para algum evento ou projeto
dar errado? Já falou mal de irmãos que estão empolgados em
realizar algum projeto que você não apoia?
• Ou você é do tipo que está sempre disposto a ajudar num projeto,
num evento ou numa obra realizada pela sua igreja? Você ora por
aqueles que estão trabalhando e lhes dá palavras de ânimo?
Elogia o empenho dos envolvidos e se dispõe a colaborar de
alguma forma?

Registre aqui o que você precisa fazer para comprometer-se em


realizar/participar da obra do Senhor. Escreva algumas atitudes ou
decisões que você pretende tomar em decorrência desse
entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: De que maneira Deus desafiou Neemias para executar a Sua obra e
Ne 1.1- qual a reação dele?
11
SEG:
O que Deus fez para tornar possível que Neemias cumprisse a obra
Ne 2.1-
para a qual Ele o havia chamado?
10
TER:
Ne Qual o desafio que Neemias lançou ao povo? Como o povo reagiu?
2.11-20
QUA:
De que maneira as pessoas citadas nesse relato bíblico demonstraram
Ne 3.1-
compromisso com Deus?
32
QUI:
Como o fato de ter assumido um compromisso com Deus ajudou o povo
Ne 4.1-
quando o medo e o desânimo chegaram?
23
SEX:
De que maneira o verdadeiro compromisso com Deus deve interferir em
Ne 5.1-
nossos relacionamentos, conforme ensinou Neemias?
19
SÁB: De que maneira Neemias reagiu aos que o caluniavam e perseguiam?
Ne 6.1- Qual o resultado de sua fidelidade ao compromisso que tinha com
19 Deus?
VIDA
FINANCEIRA
EQUILIBRADA
ESTUDO 8

PENSAR SENTIR AGIR


Ponderar sobre o modo que Avaliar a vida
Abandonar a preocupação
deve ser o nosso financeira e ajustá-la
com a aquisição de bens
relacionamento com o aos padrões de
(necessários ou supérfluos).
dinheiro. Deus.
Pergunte aos participantes: “Deus é o dono do seu dinheiro?” Dê um minuto
para que troquem
ideias com os colegas ao lado. No topo do quadro, escreva no centro: “DEUS
É O DONO
DO MEU DINHEIRO?” Logo abaixo, divida o quadro ao meio; numa coluna,
coloque o título
“EVIDÊNCIAS DE QUE SIM”; na outra, “EVIDÊNCIAS DE QUE NÃO”. Peça
aos participantes que
sugiram de que maneiras práticas um cristão torna evidente se Deus é o dono
do seu dinheiro ou não.
Liste-as no quadro, nas respectivas colunas.
Depois, ministre a introdução do estudo.

Você se lembra do que aprendemos sobre mordomia no primeiro


estudo? Entendemos que mordomo é aquele que administra tudo o
que pertence ao seu senhor. Aprendemos, neste contexto, que,
biblicamente, o mordomo ou servo de Deus administra tudo o que
envolve a sua existência, e que até mesmo sua vida não lhe
pertence (estudo 2). Isso inclui o dinheiro.

Os bens que estão em nossa posse pertencem ao Senhor, e nós,


como mordomos Dele, apenas os administramos. Isso significa
que meu carro, minha casa, meu dinheiro... Opa! Melhor redigir
novamente: Isso significa que o carro, a casa e o dinheiro de Deus,
que Ele colocou aos meus cuidados, devem estar sempre à
disposição Dele. O que o Senhor quer que eu faça com os bens
Dele, que Ele me confiou para administrar? Essa é a pergunta que
faz o mordomo fiel.

Que aprendemos no estudo anterior? 

No estudo anterior, aprendemos que envolver-se com a obra do Senhor é uma


das evidências na vida de quem assume compromisso com Ele. Deus nos
desafia a executarmos a Sua obra, o que implica estarmos dispostos a investir
nosso tempo, nosso trabalho, nosso esforço, nossa coragem, nossa
perseverança, inclusive para enfrentar opositores, até que a obra do Senhor
seja realizada.

1. Deus cuida de você


Todos nós precisamos de alimento, vestuário, abrigo. Em nosso
sistema econômico, essas coisas são adquiridas com dinheiro.
Obtemos dinheiro por meio do trabalho, que, aliás, foi instituído por
Deus e estipulado ao homem como meio de subsistência.
Embora precisemos de dinheiro para o nosso sustento e o de
nossos familiares, Jesus nos ensina que não devemos viver
sofrendo de preocupação com isso. Analise com atenção o ensino
de Jesus registrado em Mateus 6.25-34.

Leia Mateus 6.25-34 com os participantes e, juntos, completem o quadro.

Com o que não


Não me preocupar com o que vou comer ou beber; com o que
devo me
vou vestir; ou com outros cuidados básicos da minha vida.
preocupar?

Exemplos dados Deus sustenta as aves do céu, que não cultivam o alimento.
por Jesus Deus veste os lírios do campo, que não fazem suas “roupas”.

Por que não Porque Deus, que é meu Pai e dono do universo, me ama mais
que as aves e os lírios, e vai cuidar de mim.
devo me
Porque a vida é mais do que comer ou vestir, e a preocupação
preocupar? com essas coisas não vai acrescentar nada na minha vida.
Não ficar preocupado com o que vou comer ou vestir.
O que Jesus me
Confiar que Deus vai suprir todas as minhas necessidades.
manda fazer? Buscar em primeiro lugar as coisas de Deus.

O sentido aqui é de fé, não de ociosidade. Deus cuidará do servo


fiel, que trabalha dignamente, que coloca as coisas de Deus em
primeiro lugar, que tem plena consciência de que o Senhor é dono
de tudo e Pai amoroso. Esse não precisa se preocupar, porque
Deus proverá as suas necessidades.
A ideia básica desse texto é: Como não cuidaria Deus daqueles que são tão
importantes para Ele? Deus cuida até das aves e das flores, como não cuidaria
de Seus filhos? Por isso, o servo fiel não precisa temer o desemprego e a
recessão – Deus proverá o seu sustento.
Dele são todas as coisas. Ele tem como providenciar algum meio de
subsistência para você. Se você é um cristão verdadeiro, comprometido com o
Senhor, Deus cuidará de você. Note: Jesus não promete vida fácil para o
cristão, pelo contrário, Ele adverte:“basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.34).
Os dias são maus! Todos sofreremos males e adversidades neste mundo. Não
há promessa de abundância ou prosperidade financeira. Há garantia dos
cuidados essenciais, do pão de cada dia, que “aos seus amados ele o dá
enquanto dormem” (Sl 127.2).

2. Como lidar com o dinheiro


Lembremos, mais uma vez, que os bens que estão em nossa posse
pertencem ao Senhor, e nós, como mordomos Dele, apenas os
administramos. Além disso, “... nada trouxemos para o mundo, nem
coisa alguma podemos levar dele” (1Tm 6.7).

Proponha a leitura silenciosa de 1Timóteo 6.6-10 e dê tempo para os


participantes refletirem e registrarem seus pensamentos, sentimentos e
decisões a respeito.

O que O que O que


PENSO SINTO pretendo
1Tm 6.6-10
a a FAZER a
respeito respeito respeito
“Tendo sustento e com o que nos vestir, estejamos
contentes.” (v.8)
“... os que querem ficar ricos caem em...
armadilhas... que levam as pessoas a se afundar
na ruína...” (v.9)
“... e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e
atormentaram a si mesmos com muitas
dores.” (v.10)

Não é pecado ser rico. Mas Paulo nos dá advertências e


orientações importantes sobre o nosso relacionamento com o
dinheiro. Continuando em 1Timóteo 6, agora nos versículos 17-19,
podemos identificar algumas delas:
a. não devemos depositar nossa esperança (ou alegria) no dinheiro;
b. nossa esperança e alegria devem estar em Deus, pois Ele é a
fonte da nossa riqueza;
c. Deus permite que tenhamos dinheiro para aproveitarmos coisas
boas da vida;
d. o dinheiro que Deus nos dá não é apenas para o nosso prazer,
mas para fazermos o bem;
e. devemos usar nosso dinheiro para fazer boas obras;
f. precisamos ser generosos e prontos em repartir o que temos;
g. o bom relacionamento com o dinheiro nos faz ter uma correta
perspectiva da vida e do futuro.

Deus abençoa muitos de Seus servos, dando-lhes bens e vida confortável, mas
nem todos somos contemplados materialmente. Os que de Deus recebem mais
têm a incumbência de administrar com sabedoria, generosidade e compaixão o
que receberam – devem usar seus recursos para abençoar o próximo e investir
na obra do Senhor. Na verdade, o que mais interessa a Deus é que tenhamos
com Ele tal comunhão, que cheguemos a dizer como Paulo em sua declaração
de satisfação por pertencer a Deus: “... porque aprendi a viver contente em
toda e qualquer situação. Sei o que é passar necessidade e sei também o que
é ter em abundância... estar alimentado como de ter fome, tanto de ter em
abundância como de passar necessidade. Tudo posso naquele que me
fortalece.”(Fp 4.11-13).

3. Administrando os recursos financeiros

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: ADMINISTRAR

O que penso a respeito? Significado real:

Administrar é o mesmo que gerir ou exercer governo. Isso significa que o


administrador é o responsável pela gestão de algo, normalmente uma empresa
ou bens. O administrador não é o dono, mas aquele a quem o dono confia a
gerência do seu negócio, do seu dinheiro, da sua casa, dos seus bens. O bom
administrador cuida dos bens que lhe foram confiados com zelo e prudência;
procura economizar; segue fielmente as instruções recebidas de seu senhor;
não desperdiça, pelo contrário, multiplica; escolhe com cuidado no que vai
investir; não rouba do seu senhor nem faz negócios ilícitos; é confiável; está
pronto a prestar contas ao seu senhor a respeito da boa gestão que fez.

“Não se deixem dominar pelo amor ao dinheiro e fiquem satisfeitos


com o que vocês têm” (Hb 13.5 NTLH). Você se contenta com o que
tem?
“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o
contentamento” (1Tm 6.6). A Bíblia nos dá algumas orientações
práticas para levarmos uma vida com contentamento, independente
de termos muito ou pouco. O segredo é a boa administração do que
recebemos de Deus.

3.1 Não seja impulsivo para gastar


Se não temos condições para adquirir algo que queremos, vamos
esperar o momento certo. Também avaliemos o que é interessante
adquirir, o que é importante e o que é necessário (são três
categorias distintas). Se não temos condições de viver como “reis”,
vivamos como pessoas simples, aliás, Jesus recomenda que nossa
vida seja simples (Mt 6.19-21).

3.2 Seja econômico


A palavra “economia” vem da mesma raiz que a palavra “mordomia”,
no grego. O mordomo é uma pessoa que sabe praticar a economia
na administração dos bens que Deus lhe deu, por mais
insignificantes que eles sejam (Jo 6.12).

3.3 Zele pela honestidade


Se gastamos imprudentemente, somos tentados a corrigir o erro por
meio da desonestidade. Ninguém quer ter dívidas. A verdade é que
muitas delas são resultado de escolhas erradas que fizemos no uso
do dinheiro. Se você se endividar, não caia na tentação de buscar
maneiras desonestas de ganhar dinheiro, ou na tentação de não
pagar devidamente os impostos (Rm 13.7-8).

3.4 Procure bons negócios


Na parábola dos talentos e na das minas, Jesus nos incentiva a
multiplicar o que recebemos. Aqueles que foram competentes
dobraram seus ganhos, enquanto o incompetente perdeu o que
havia recebido. Portanto, se você tiver uma oportunidade honesta
para investir e multiplicar seu dinheiro, aproveite-a, mas lembre-se
de que você está administrando algo que não é seu. E não coloque
seu coração ali, pois o seu tesouro é outro (Mt 25.14-30; Lc 19.11-
27).

3.5 Seja fiel no dízimo


A Bíblia ensina: “Tragam todos os dízimos à casa do Tesouro...” (Ml
3.8-10) e promete bênçãos para os que forem fiéis. Faz parte da
boa mordomia, ao recebermos nossos rendimentos, separar
primeiro o dízimo (as “primícias” – Pv 3.9-10). Se você dedica a
Deus o que sobra (e se sobra), isto não são as suas primícias, e
você não sujeitou tudo a Ele. Se você não devolve ao Senhor o
dízimo, revela sua falta de fé, apego às coisas deste mundo,
infidelidade e ingratidão para com o Senhor, que é quem na
realidade lhe provê todas as coisas.

Leia Romanos 11.16 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje e entenda: “...


se o primeiro pão assado depois da colheita é dedicado a Deus, isso quer dizer
que todos os outros pães também são dedicados a Ele...”. Se o primeiro pão é
santo, isto é, separado, dedicado a Deus, toda a massa, os outros pães que
serão feitos também são dedicados a Ele. Se o dízimo, parte tirada dos seus
rendimentos, é dedicado a Deus em primeiro lugar, logo todo o rendimento,
todo o seu salário, todos os seus bens são também dedicados a Ele.
Desafie
• a explicarem a relação entre “mordomia” e “dinheiro”, conforme a Bíblia;
• a ponderarem sobre a ideia de administrar com zelo e sabedoria o dinheiro
que Deus lhes dá;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. O bom mordomo descansa em Deus quanto ao futuro, elimina a
ansiedade, fortalece sua fé e desfruta de paz no coração.
2. O bom mordomo reconhece que é abençoado por Deus com
dinheiro e bens, por isso desfruta com gratidão do que o Senhor
lhe deu, ajuda generosamente os necessitados e investe com
alegria na obra de Deus.
3. O bom administrador tem vida financeira que:
• leva em consideração a sua realidade, e não gasta além do que
recebe;
• honra os compromissos e vencimentos;
• dá bom testemunho e mostra confiabilidade;
• demonstra sua fé, gratidão e fidelidade a Deus por meio do dízimo.

Reflexão/Aplicação
“A questão do dinheiro é muito importante na vida do crente e revela
seu caráter. O dinheiro é a pedra de toque que nos permite
descobrir o quilate do cristão. A maneira de agirmos com respeito a
ele revela de modo saliente os traços essenciais da nossa
personalidade” (Revista Maturidade Cristã – Junta de Missões
Nacionais da CBB).
Registre aqui o que você precisa fazer para administrar melhor o
dinheiro que Deus lhe dá. Escreva algumas atitudes ou decisões
que você pretende tomar em decorrência desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM:
Dt O que nos torna capazes de ser bem-sucedidos, de trabalhar, de ganhar
8.11- dinheiro? Você tem sempre essa verdade em mente?
18
SEG:
Mt Por que não devemos viver preocupados com ganhar dinheiro? Em vez
6.25- disso, no que deveríamos colocar nossa energia?
34
TER:
Por que devemos aprender a ser feliz com o que temos? Quais os
1Tm
malefícios enfrentados por aqueles que vivem em busca de ficar ricos?
6.6-12
QUA: Que orientações Paulo dá aos que têm mais dinheiro, de maneira que
1Tm façam bom uso dele e que agradem a Deus?
6.17-
21
QUI:
Lc
Quando recebemos dádivas de Deus, que devemos fazer com elas?
19.11-
27
SEX:
Onde está o seu coração? Você coloca a maior parte da sua energia em
Mt
ganhar dinheiro e adquirir bens ou em buscar ao Senhor e servi-Lo,
6.19-
inclusive com seu dinheiro e bens?
21
SÁB:
Devolver o dízimo ao Senhor é uma ordem e também um privilégio. Você
Ml 3.8-
tem sido fiel em entregar o dízimo à Casa do Senhor?
10
A ALEGRIA
DE SERVIR
A DEUS
ESTUDO 09

PENSAR SENTIR AGIR


Sentir-se
Servir ao Senhor
Entender de onde vem a alegria do alegre ao
voluntariamente e com
cristão em servir ao Senhor. servir a
alegria.
Deus.
Proponha as perguntas a seguir, dando um instante entre uma e outra para os
participantes responderem mentalmente a cada uma delas.
• Ir à Escola Bíblica é uma alegria ou uma obrigação?
• Cultuar a Deus todo domingo é uma alegria ou uma obrigação?
• Ler a Bíblia todos os dias é uma alegria ou uma obrigação?
• Evangelizar conhecidos e desconhecidos é uma alegria ou uma obrigação?
• Participar da obra missionária é uma alegria ou uma obrigação?
• Honrar a Deus com o dízimo é uma alegria ou uma obrigação?
• Promover o “culto doméstico” com a família é uma alegria ou uma obrigação?
Se quiser, acrescente mais alguns itens conforme a realidade de sua igreja,
incluindo a participação da turma em ministérios, projetos, programas, eventos,
que sua igreja organiza.

Como é bom servir a Deus com alegria! Servir a Deus por amor é
muito melhor que servir por obrigação. O trabalho realizado com
amor e alegria é feito com dedicação e capricho, e seu resultado é
muito mais proveitoso. Além disso traz satisfação e realização a
quem o executou (1Co 9.16-19).
A alegria de servir ao Senhor será estudada agora e, se você não a
tem, será importante pedir a Deus, a fim de que o Senhor o
preencha completamente do prazer em participar do que Ele está
fazendo neste mundo.
Que aprendemos no estudo anterior? 

Vimos no último estudo que o bom mordomo de Deus possui uma vida
financeira equilibrada. Honra seus compromissos, não age por impulsos
consumistas, administra com sabedoria suas finanças e sabe, inclusive, viver
conforme os padrões que a sua renda permite. Não é preguiçoso e aproveita as
oportunidades a ele concedidas para ganhar dinheiro, sem, no entanto, ser
dominado pela ganância, já que seu coração está firmado em Deus e não nas
riquezas. O mordomo de Cristo é fiel no dízimo, separando-o primeiramente,
antes de outras obrigações, e reconhece que apenas está devolvendo a Deus
um pouco de tudo que a Ele pertence, e que graciosamente nos concede para
fazermos boa administração.

1. O amor e a alegria do Senhor nos fortalecem


Muitos de nós encontramos obstáculos e dificuldades para executar
a obra do Senhor. A Bíblia nunca nos escondeu que isso ocorreria.
Os discípulos de Cristo e os cristãos do primeiro século sofreram
constantes perseguições. Tinham que fugir de vilarejos e cidades na
calada da noite, cultuavam o Senhor escondidos em cavernas e
catacumbas, frequentemente eram presos e maltratados, muitos
deles foram até mortos por não negarem a Cristo. Você acha que
eles se arrependeram por ter mergulhado de corpo e alma no
serviço a Deus?

Por toda a Bíblia, lemos a respeito de homens e mulheres que pagaram alto
preço por servir ao Senhor – e fizeram isso voluntariamente! Por exemplo,
Daniel e seus amigos serviram a Deus quando estavam no exílio. Não
escolheram onde viver, nem onde trabalhar, ou o “patrão” a quem serviriam.
Foram perseguidos e ameaçados de morte por permanecerem fiéis ao Senhor.
Demonstraram fé inabalável diante da fornalha de fogo e da cova dos leões.
Viviam para servir a Deus e estavam dispostos a morrer por Ele. Não se
curvariam a outro senhor e cumpririam fielmente a obra para a qual Deus os
havia chamado. Dá para imaginar Daniel e seus amigos enfrentando todas
essas adversidades, inclusive colocar a própria vida em risco, apenas por
obrigação?

Já estudamos um pouco sobre a dificuldade do trabalho de Neemias


e do povo que aceitou o desafio de reconstruir as muralhas de
Jerusalém (estudo 7). Eles pouco sabiam de construção civil e não
tinham muitos recursos para realizar a obra. Para piorar, adversários
fizeram várias tentativas de sabotagem, inclusive com uso de
violência. Mas o povo perseverou no trabalho. De onde vinham a
coragem e a força? O próprio Neemias esclareceu: “... Não se
entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá” (Ne 8.10
NVI).

A alegria do Senhor é o que nos fortalece. E podemos tudo Naquele


que nos fortalece (Fp 4.13). A nossa força e nossa alegria para
trabalhar vêm do Senhor. A obra pode ser difícil, os obstáculos vão
surgir, quem sabe até adversários apareçam com zombarias,
provocações e difamações a fim de nos desanimar. Mas ninguém
poderá nos impedir de executar a obra de Deus porque Ele é a
nossa força, o nosso ânimo e a alegria da nossa vida (Sl 33.20-21).
Quando lemos Romanos 8.31-39, nosso coração se enche de
alegria e de disposição para servir ao Senhor, ao refletirmos sobre
Sua imensa graça e amor por nós.

Leia em voz alta a pergunta proposta no topo do quadro e dê tempo aos


participantes para que reflitam e registrem pensamentos, sentimentos e
decisões a respeito. Depois, peça que alguns compartilhem o que escreveram
e troquem ideias a respeito das contribuições.

De que maneira as afirmações do texto aumentam a nossa alegria em servir ao Senhor?

Rm 8.31-39 O que O que O que


PENSO SINTO pretendo
a a FAZER
respeito respeito a respeito
Deus não poupou Seu próprio Filho por amor de nós.
Nada nem ninguém pode nos separar do amor de
Deus.
“Por amor de ti enfrentamos a morte todos os
dias” (v.36 NVI)
“Em todas estas coisas, porém, somos mais que
vencedores, por meio daquele que nos amou” (v.37)

2. A satisfação de ser usado por Deus


No reino de Deus, há tarefas empolgantes, mas há também tarefas
bem rotineiras, chatas e cansativas. Nesse caso, o que vale é o seu
ânimo, sua disposição em gastar-se, sua dedicação em fé e amor. E
isso quem opera em você é o Espírito Santo de Deus.
Talvez a missão mais árdua que alguém já tenha recebido, na Bíblia,
em termos de tédio, rotina e cansaço, tenha sido a do profeta
Ezequiel (Ez 2-4). Em lugar público, onde todos pudessem vê-lo,
Ezequiel foi incumbido de ficar deitado e amarrado por 390 dias
sobre seu lado esquerdo, e mais 40 dias sobre seu lado direito. Sua
alimentação seria escassa e bem racionada durante esse período.
Com esse gesto, ele ia profetizar o castigo que Deus enviaria a
Israel. E ainda pior, Deus o advertiu de que a sua mensagem não
seria ouvida pela maioria, pois o povo tinha endurecido o coração
para o Senhor. Que tarefa difícil!
Imagine o sofrimento de Ezequiel, dia após dia, deitado; nenhuma
atividade diferente, nenhum movimento. Mas ele perseverou como
servo fiel. Cumpriu com sucesso a tarefa que o Senhor lhe confiou,
anunciando o que Deus tinha mandado, como Ele havia orientado.
Quem mantinha o profeta firme era o Espírito Santo (Ez 2.2).

Desde a sua conversão, o Espírito de Deus também habita em você.


Ele o colocará de pé a fim de realizar a obra do Senhor, e você
poderá sentir a alegria sobrenatural de cumprir a vontade de Deus
em sua vida. A tarefa pode ou não ser prazerosa, mas há grande
alegria em ser usado pelo Senhor. Que privilégio Deus nos escolher
para uma obra! Que honra ser escolhido pelo Deus Altíssimo para
um desafio! E, ainda que eu realize a tarefa em lágrimas, meu
coração colherá os frutos do trabalho com alegria (Sl 126.5-6).

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para
as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a
Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Cl 3.23-24). Paulo ensina que
cada ato de nossa vida, em todos os momentos, todos os dias, é um “serviço
ao Senhor” – afinal, é “a Cristo, o Senhor, que estamos servindo”. Se você não
vive para Deus durante a semana, não pense que comparecer à igreja aos
domingos o tornará um cristão sincero, verdadeiro e fiel. Seu culto a Deus se
tornará vazio de significado, cansativo, monótono, uma mímica, se não for o
resultado de uma vida dedicada a Deus por inteiro. Por outro lado, o cristão que
faz tudo para a glória de Deus, cujo coração serve ao Senhor em tudo o que
faz (quer por meio do trabalho doméstico, por meio de um emprego ou de um
empreendimento), “receberá do Senhor a recompensa”. Que promessa
maravilhosa! Até o cristão que serve ao Senhor nos serviços mais rotineiros e
desprestigiados pode ter a certeza que o próprio Deus (e não seu patrão nem a
sociedade) o recompensará. Pode haver maior satisfação do que essa?

3. Uma vida de alegria e louvor constantes


“O povo se alegrou com tudo o que se fez
voluntariamente, porque de coração íntegro fizeram ofertas
voluntárias ao S . Também o rei Davi se alegrou com grande
júbilo” (1Cr 29.9).
Servir a Deus voluntariamente inunda nosso coração de alegria. E,
de um coração alegre, nasce espontaneamente o mais sincero
louvor. Vejamos o exemplo de Davi.

Leia 1Crônicas 29.10-14 com os participantes e, juntos, completem o quadro.


Explore o significado e as implicações do versículo 14 à luz de tudo o que tem
sido estudado sobre mordomia cristã.

“Agora, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome” (v.13)
1Cr Davi louvou
29.10- a Deus
14
v.10- porque o Nosso Pai, eterno, dono do poder, da grandeza, da honra,
11 Senhor é... da vitória e da majestade, Senhor do céu e da terra.
porque de
v.12 As riquezas, a glória, a força que dá a todos.
Deus vem...
porque eu
v.14 Ninguém
sou...

“... Porque tudo vem de ti, e nós só damos o que vem das tuas mãos” (v.14)

Quando o cristão pondera sobre todas as bênçãos recebidas por


pertencer a Deus, inevitavelmente seu coração se enche de alegria,
e seus lábios, de louvor. O Senhor nos deu nova vida – não somos
mais escravos do pecado, fomos lavados pelo sangue de Cristo,
recebemos Dele o perdão e a restauração da comunhão com Deus.
Somos agora filhos do Deus Altíssimo. Todos os dias recebemos
consolo, força e orientação do Espírito Santo. Qual o
resultado? Uma vida de gratidão, alegria e louvor (Cl 3.16-17).

A Bíblia nos ensina a pensar nas coisas que são lá do alto (Cl 3.1-2). Quando
começamos a refletir sobre a grandeza e a majestade de Deus, e em tudo o
que Ele fez e faz por nós, em Seu infinito amor, Sua misericórdia que se renova
a cada manhã, Sua graça que derrama toda sorte de bênçãos sobre nós, não
dá para permanecermos frios, insensíveis. Pelo contrário, queremos expandir,
esgotar nossas forças servindo ao Senhor, e fazemos isso com sorriso nos
lábios e louvor no coração (Sl 100).

Uma das passagens mais bonitas e animadoras para nós está no


livro de Malaquias 4.2: “Mas, para vocês que me temem, a minha
salvação brilhará como o sol, trazendo vida nos seus raios. Vocês
saltarão de alegria, como bezerros que saem saltando do
curral” (NTLH). Este momento começou no dia da sua salvação.
Desde então, independente das circunstâncias, seu coração deve
sempre estar cheio da alegria que vem do Senhor, disposto a servi-
Lo voluntariamente. Como Paulo e Silas que cantaram na prisão,
apesar de estarem presos num calabouço frio e escuro
(At 16.22-26). Cantaram porque:
• a alegria de pertencerem ao Senhor era maior que a dor dos
açoites e a provação da cadeia;
• eram imensamente gratos a Deus por tudo o que Cristo fez por
eles;
• sentiam-se honrados pelo privilégio de poder fazer a obra do
Senhor;
• confiavam completamente na soberania de Deus sobre a vida
deles.
Desafie
• a autoanalisarem-se se têm realizado a obra do Senhor com alegria ou por
obrigação;
• a explicarem a relação entre “alegria” e “servir ao Senhor”, conforme a
Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. Muito melhor é fazer a obra de Deus com alegria do que por
obrigação.
2. Muitas vezes, a obra do Senhor vai ser difícil, encontraremos
obstáculos e adversários, mas o amor e a alegria do Senhor nos
fortalecerão para realizá-la.
3. Mesmo diante de trabalhos chatos, rotineiros e desgastantes,
podemos nos alegrar pelo privilégio de servir ao Deus Altíssimo.
4. Servir ao Senhor voluntariamente enche o nosso coração de
alegria e de louvor.

Reflexão/Aplicação
1. Tenho servido ao Senhor por obrigação ou com alegria?
2. Quando a obra do Senhor parece árdua e difícil, em vez de me
entregar ao desânimo, procuro restaurar minha alegria no Senhor?
3. Procuro ter satisfação em Deus mesmo nas tarefas mais
enfadonhas e rotineiras?
4. Costumo demonstrar minha gratidão por tudo o que Deus fez e
faz por mim, servindo-O voluntariamente e com alegria?
Registre aqui o que você precisa fazer para realizar a obra do
Senhor com alegria. Escreva algumas atitudes ou decisões que
você pretende tomar em decorrência desse entendimento.
Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!
DOM:
Quais as motivações de Paulo para servir ao Senhor pregando o
1Co
evangelho?
9.14-27
SEG:
Quais motivações todos nós, cristãos, temos para servir ao Senhor com
Rm
alegria e disposição?
8.31-39
TER:
1Cr
O que motivou Davi a fazer tão expressiva oração de louvor ao Senhor?
29.10-
14
QUA: Sl Quais as razões apresentadas pelo salmista para servirmos ao Senhor
100.1-5 com alegria e celebrarmos o Seu nome?
QUI: Sl Nem sempre servir ao Senhor será fácil. Que promessa o Senhor faz
126.1-6 aos que perseverarem em realizar a Sua obra?
SEX:
At Na sua opinião, por que Paulo e Silas cantavam, apesar de terem sido
16.22- presos e açoitados injustamente enquanto faziam a obra do Senhor?
26
O verdadeiro cristão serve a Deus o tempo todo, não somente na igreja.
SÁB: Cl
Você tem servido ao Senhor “em tempo integral”, em tudo o que faz no
3.23-24
dia a dia?
O SUSTENTO
DA OBRA
DE DEUS
ESTUDO 10

PENSAR SENTIR AGIR


Desejar participar Entregar regularmente à igreja
Compreender o que a Bíblia
da obra de Deus o dízimo, num ato de
ensina sobre o dízimo e sua
por meio do obediência, fé e fidelidade ao
importância para o cristão.
dízimo. Senhor.
Previamente, peça ao tesoureiro da igreja que lhe forneça uma lista com os
principais gastos
periódicos de sua igreja. Utilize-a a fim de elaborar uma planilha para
projeção, ou reproduza-a
no quadro (ou ainda tire cópias e distribua à turma). Pergunte aos
participantes de onde vem
o dinheiro para a igreja pagar todas essas contas. A resposta esperada é: por
meio dos
dízimos. Pergunte-lhes quem Deus deixou responsável para entregar o dízimo
e suprir as necessidades
da igreja. A resposta esperada é: todos nós, os membros da igreja.

Deus criou a natureza, os animais, o ser humano, os seres


celestiais, o universo, enfim, Deus criou tudo. De toda a criação,
Deus escolheu o homem para desempenhar a tarefa de mantenedor
da Sua obra. O que significa isso? Significa que cabe a nós a tarefa
de viabilizarmos o sustento e a manutenção da obra de Deus.

Nada pode faltar para que o reino de Deus se expanda na terra, e é


por meio dos Seus servos que Ele provê os recursos para tal
sustento, ou seja, a obra de Deus é sustentada por Deus, por nosso
intermédio!
Que aprendemos no estudo anterior? 

Vimos no último estudo que é muito melhor fazer a obra de Deus com alegria
do que por obrigação. Apesar de muitas vezes ser difícil ou desgastante,
podemos nos alegrar com o privilégio de servir ao Deus Altíssimo – e o amor e
a alegria do Senhor nos fortalecerão. Servir ao Senhor voluntariamente enche o
nosso coração de alegria e de louvor.

Se Deus provê o sustento para a Sua obra, por que a igreja passa
por tantas dificuldades? Por que faltam recursos para realizar obras
importantes? A resposta é simples: Os meios ou instrumentos de
Deus para o sustento da Sua obra não estão cumprindo seu papel.
O problema está em nós!
Neste estudo, veremos que somos peças indispensáveis no
processo pelo qual Deus sustenta Sua obra. Se falharmos, a obra
de Deus será prejudicada; se cumprirmos nosso papel, a obra de
Deus será beneficiada.

1. Cada um de nós recebeu de Deus esta tarefa


“Tragam todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja
mantimento na minha casa. Ponham-me à prova nisto, diz
oS dos Exércitos, se eu não lhes abrir as janelas do céu e
não derramar sobre vocês bênção sem medida”(Ml 3.10). Vamos
analisar o que Deus quer dizer nesse texto?

Palavra-chave: DÍZIMO

O que penso a respeito? Significado real:

A palavra “dízimo” vem da palavra hebraica malaser e da palavra grega dekate,


e traduzida significa “um décimo”, ou seja, dízimo significa “décima parte”, isto
é, 10% da minha renda pessoal. A prática do dízimo está presente em toda a
Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das
ofertas é um ensino claro nas Escrituras. Está presente nos livros da Lei (Lv
27.32), nos livros históricos (Ne 13.11-12), nos poéticos (Pv 3.9-10) e nos
proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos
(Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). O dízimo é sagrado, santo. Ele pertence a
Deus (Lv 27.30,32). Por isso, não damos o dízimo, mas sim devolvemos o que
é de Deus.

• “Tragam” – A quem está dirigido esse imperativo? Ao povo de


Deus, a você e a mim, a cada membro da Igreja de Jesus. Poderia
ser dirigido a anjos, a serafins ou querubins, mas foi dirigido a nós.
Aplicando esse verso, poderíamos ler: eu devo trazer!

• “todos os dízimos” – Dízimo significa “décima parte”, isto é, 10% da


minha renda pessoal. Seja ela muito ou pouco, regular ou irregular,
essa décima parte pertence ao Senhor. Deus poderia ter pedido
outro percentual (5%, 50% ou mesmo 100%). Ele poderia ter
pedido simplesmente uma oferta, sem designar um percentual.
Mas Deus pediu o dízimo. Aplicando esse verso, poderíamos
ler: eu devo trazer 10% da minha renda pessoal.

• “à casa do Tesouro” – A “casa do Tesouro” é a igreja onde você é


membro. O dízimo deve ser entregue à administração de sua
igreja, afinal, como membro, você é um instrumento de Deus para
o sustento dela. Esse ato de entrega deve ser feito em obediência
a Deus. A partir daí, o valor entregue fica sob responsabilidade da
liderança da igreja. Aplicando esse verso, poderíamos ler: eu devo
trazer 10% da minha renda pessoal para a igreja.

Talvez você discorde da aplicação que a liderança da sua igreja faz dos
dízimos; talvez pense que um valor deva ser usado para ajudar esta ou aquela
pessoa necessitada, ou para realizar esta ou aquela obra. É natural que as
pessoas nem sempre concordem no que se aplica o dinheiro. Mas a Bíblia é
clara: o dízimo deve ser trazido à “casa do Tesouro”, que é a igreja. Esse é o
método divino. Você pode questionar (com respeito e submissão) a liderança
da sua igreja sobre a aplicação do dinheiro, mas não questione o método de
Deus. Faça a sua parte e entregue o seu dízimo à igreja.

• “para que haja mantimento”  – Para que serve o dízimo?


Exclusivamente para o sustento da obra de Deus. A palavra
“mantimento” designa qualquer necessidade da igreja: água, luz,
materiais diversos, salários, reformas, construções, gastos com os
ministérios de evangelização, de ensino, de assistência social,
enfim, todas as necessidades da igreja local. O método para o
sustento da obra de Deus não é outro senão o dízimo. Aplicando
esse verso, poderíamos ler: eu devo trazer 10% da minha renda pessoal
para a igreja, pois esse é o meio pelo qual ela é sustentada.

Nada substitui o dízimo. Podemos realizar jantares beneficentes, bazares ou


levantar ofertas especiais, mas nada disso substitui o dízimo. Qualquer tipo de
levantamento de recursos sempre deve ser encarado como meios adicionais,
pois o principal meio de sustento da obra, o meio definido e escolhido por Deus
é o dízimo.

• “na minha casa” – Deus chama a igreja de “minha casa”. O dízimo


entregue à igreja é entregue a Deus, e não a homens. Os líderes
da igreja vão fazer uso desse dinheiro, e oramos para que o façam
com sabedoria. Entretanto, não é a eles que entregamos o dízimo,
é ao Senhor. Vamos aplicar mais uma parte do verso lido: eu devo
trazer 10% da minha renda pessoal para a igreja, pois esse é o meio pelo
qual ela é sustentada. Entrego meu dízimo a Deus, que é o Dono da igreja.

Há pessoas que afirmam não entregar o dízimo porque não vão entregar “seu
dinheiro” ao pastor ou ao tesoureiro da igreja. Entretanto, quando entregamos o
dízimo à Casa de Deus, é Deus quem o recebe. Podemos e devemos verificar
como e onde os dízimos estão sendo aplicados. A igreja deve ser transparente
quanto a isso. Antes de pensar que alguém está “embolsando” o dinheiro dos
dízimos, pesquise como sua igreja o tem administrado. Mas lembre-se de que o
seu dever como dizimista, em primeiro lugar, é para com Deus.

• “Ponham-me à prova nisto, diz o  SENHOR  dos Exércitos, se eu não lhes


abrir as janelas do céu e não derramar sobre vocês bênção sem
medida”  – Entregar o dízimo nos faz participantes de uma
promessa. Deus nos desafia a ser fiéis nos dízimos para
experimentarmos “bênçãos sem medida”. Tentar explicar que
bênçãos são essas (materiais ou espirituais) é perigoso. Algo,
porém, é certo: são bênçãos e, portanto, é algo bom, maravilhoso,
dádiva de Deus para nós. Apliquemos agora o restante do verso
lido: eu devo trazer 10% da minha renda pessoal para a igreja, pois esse é o
meio pelo qual ela é sustentada. Entrego meu dízimo a Deus, que é o Dono
da igreja, e esse ato me faz participante de uma promessa de grandes
bênçãos.

Combine um tempo para os participantes preencherem o quadro


individualmente. É um momento precioso para que reflitam a respeito do que
foi estudado e identifiquem atitudes práticas que precisam tomar.

O que O que O que pretendo


Ml 3.10 PENSO SINTO FAZER a
a respeito a respeito respeito
Dar fielmente o dízimo (10% da minha
renda)
Participar do sustento da igreja e da obra
de Deus

2. Enfrente os obstáculos para ser fiel no dízimo


Para muitos de nós, não é fácil ser fiel no dízimo. O salário que
recebemos é resultado de trabalho duro e, muitas vezes, já tem
destino no nosso orçamento doméstico. Então, surgem as mais
variadas desculpas:
• “Tive uma despesa adicional neste mês e não vou poder dar o
dízimo.”
• “O preço de tudo aumentou, mas o meu salário continua o mesmo.
Vou ter de parar de dar o dízimo.”
• “Não dou conta de sustentar minha família, ainda vou ter que
sustentar a igreja?”

Quando o dízimo não é uma prioridade no seu orçamento


doméstico, sempre haverá desculpas para deixá-lo de fora.
Há pessoas que, de fato, têm grande dificuldade para contribuir com
o sustento da obra de Deus. Talvez você esteja desempregado,
tenha altos gastos com a saúde de um membro da família, tenha
sido assaltado... são situações que realmente dificultam a entrega
do dízimo.
Sempre vão surgir obstáculos para entregarmos o dízimo. Fazê-lo é
um ato de fé e fidelidade ao Senhor. Em 2Samuel 24.24, lemos: “...
não oferecerei ao S , meu Deus, holocaustos que não me
custem nada.” Sustentar a obra de Deus sempre nos custará
alguma coisa.
Não podemos ser omissos no sustento da obra do Senhor. Há quem
veja a igreja em dificuldades, escute apelos para ajudar, mas
continua omisso. Por quê? Porventura o dízimo é invenção
humana? Porventura o dízimo não está na Bíblia? Leia os seguintes
versos: Gênesis 28.18-22; Números 18.21-24; 2Crônicas 31.2-10.
Todos falam de pessoas que entregaram o dízimo.

Jesus condenou os fariseus por serem hipócritas (Mt 23.23). Eles entregavam o
dízimo, mas não eram justos, misericordiosos nem tementes a Deus. Jesus
disse que deveriam mudar a atitude, mas não poderiam omitir o que já faziam,
no caso, entregar o dízimo. Um cristão verdadeiro precisa tanto entregar o
dízimo como ser misericordioso – ambas as atitudes demonstram a
autenticidade de sua fé. O dízimo faz parte da vida cristã. Não é um elemento
isolado. Devemos, portanto, fazer todas as coisas que competem ao cristão,
inclusive entregar o dízimo.
Entregamos nossos dízimos num ato de submissão, gratidão, fé e
fidelidade a Deus. Aceitamos a responsabilidade que Deus nos deu
de sermos Seus instrumentos para o sustento da obra. Não se
omita. Não negligencie essa ordem bíblica dada por Deus. Você
também é um participante de todo processo divino que resulta no
crescimento e desenvolvimento da Igreja de Jesus.

Uma ilustração poderá ajudá-lo.


Conta-se que uma igreja em construção precisava pagar uma nota promissória
que vencia naquele dia, porém não dispunha do dinheiro necessário. O
tesoureiro da igreja e seu filho resolveram conversar com o credor. Durante o
caminho, o pai, muito preocupado, dizia ao filho que de alguma maneira Deus
iria dar uma solução. Chegando diante do credor, o tesoureiro da igreja contou
o problema. Contudo, o homem não se sensibilizou e disse que a conta deveria
ser paga naquele dia. O filho do tesoureiro, vendo a dureza de coração do
credor, exclamou: “Deus dará um cheque para pagar essa dívida”.
Naquele instante, chegou ao estabelecimento outro membro da igreja que
ouviu o final da conversa, pegou um cheque e o entregou ao credor. Este,
querendo fazer uma brincadeira, disse: “Então você que é Deus?” O recém-
chegado irmão respondeu rapidamente: “Não sou Deus, mas esse cheque é
dele”.

Se você tem dificuldades reais de entregar o dízimo, ore agora


pedindo ajuda a Deus e, assim que receber o seu salário, não dê
chance a sí mesmo ou ao inimigo: entregue o dízimo. Deus cumprirá
a promessa que fez e lhe dará condições de participar do sustento
da Sua obra. Vamos juntos participar da obra de Deus por meio de
nossa fidelidade nos dízimos. O Senhor nos abençoa com
capacidade para trabalhar, e nós O retribuímos com 10% do fruto do
nosso trabalho. Que privilégio podermos servi-Lo com nossos bens!

Desafie
• a explicarem a relação entre o “dízimo” e a “obra de Deus”, conforme a
Bíblia;
• a se autoanalisarem quanto à fidelidade na entrega dos dízimos;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.
Para não esquecer
1. Deus nos escolheu para a tarefa de sustentar a obra Dele por
meio dos dízimos.
2. Surgirão dificuldades e obstáculos que precisarei enfrentar para
ser fiel no dízimo.
3. Entregar meu dízimo é prova de obediência, fidelidade e fé em
Deus.
4. Preciso assumir meu papel de instrumento de Deus para
sustentar a obra Dele.

Reflexão/Aplicação
Qual será a sua atitude diante de tudo o que analisamos? Resta-nos
tomar algumas posições:
• crer que o dízimo é um método divino e obedecer a Deus
entregando-o fielmente;
• enfrentar as dificuldades para entregar o dízimo e crer que, ao
fazer isso, está participando da promessa de Deus de bênçãos
abundantes;
• assumir a responsabilidade de ser instrumento de Deus para o
sustento da igreja.
Registre aqui o que você precisa fazer para entregar fielmente o
dízimo a fim de sustentar a obra do Senhor. Escreva algumas
atitudes ou decisões que você pretende tomar em decorrência
desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: As preocupações com as necessidades da vida podem nos deixar
Mt receosos em entregar o dízimo. Como devemos lidar com elas, de
6.25-34 acordo com Jesus?
SEG: Não entregar o dízimo é “roubar” do Senhor. Entregá-lo ao Senhor é
Ml 3.6- uma ordem, uma exigência de Deus. Você tem entregado fielmente
12 seus dízimos?
TER: Que aconteceu quando o povo obedeceu à Lei de Deus e entregou
2Cr fielmente o dízimo à casa do Senhor?
31.2-10
QUA:
Ao fazer um pacto com o Senhor, Jacó prometeu lhe dar o dízimo de
Gn
tudo o que Deus lhe concedesse. Você reconhece que tudo o que tem
28.18-
provêm de Deus?
22
QUI:
Deus determinou que o dízimo fosse entregue para o sustento daqueles
Nm
que O servem. Você ajuda a sustentar os servos do Senhor com o seu
18.21-
dízimo?
24
SEX:
Dt O que podia dizer ao Senhor quem tivesse sido fiel na entrega dos
26.12- dízimos? Você pode falar o mesmo?
15
SÁB:
Ao firmar compromisso de obedecer à Lei de Deus, o povo entendeu
Ne
que isso incluía ser fiel no dízimo. Você já se comprometeu a ser fiel no
10.37-
dízimo também?
39
A IMPORTÂNCIA
DA LIBERALIDADE
ESTUDO 11

PENSAR SENTIR AGIR


Contribuir com
Entender o que é liberalidade Sentir-se desafiado a
generosidade, amor e
e ponderar sobre o valor dela dar com liberalidade
alegria para a obra do
para a obra de Deus. para a obra do Senhor.
Senhor.
Converse com os participantes sobre o que aprenderam no estudo anterior.
Peça que, individualmente, façam uma lista de empecilhos que é comum
encontrarem na
hora de entregar o dízimo ou de contribuir com ofertas para a obra de Deus.
Para isso,
entregue-lhes uma folha à parte e dê-lhes privacidade. Em seguida, peça que
listem os benefícios
que colhem quando conseguem entregar o dízimo ou ofertas para a obra de
Deus.
A atividade é para reflexão pessoal e visa prepará-los para este estudo.

Que aprendemos no estudo anterior? 


Aprendemos sobre a maneira como Deus planejou o sustento de Sua obra e
estudamos sobre a importância do dízimo. Vimos que cada crente é um
instrumento de Deus para o sustento da igreja, e que, ao entregarmos o dízimo,
estamos demonstrando fé e gratidão, obedecendo ao Senhor, além de
participarmos de uma promessa de grandes bênçãos sobre a nossa vida.

Por que entrego o dízimo ou dou oferta? Será apenas uma


obrigação a cumprir? Alguns de nós, mesmo sem vontade de
entregar o dízimo ou de ofertar para o sustento da obra de Deus,
fazemos um esforço e entregamos a Deus a nossa participação,
movidos por um senso de obrigação. Mas será esse o motivo
correto para ofertarmos alguma coisa a Deus?
Vamos estudar sobre a liberalidade cristã, que envolve a
participação financeira, a participação em atividades da igreja, o
tempo para ler a Bíblia e orar, enfim, tudo o que envolve a nossa
comunhão com Deus e a convivência com a igreja de Jesus.

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Eles devem registrá-la no campo
“significado real”.

Palavra-chave: LIBERALIDADE
O que penso a respeito? Significado real:

Liberalidade é a qualidade daquele que demonstra disposição em doar-se a si


mesmo ou parte de seus bens para beneficiar outros. Quem doa com
liberalidade é capaz de sacrificar seus próprios interesses em benefício de
outra(s) pessoa(s). É alguém que doa espontaneamente, com alegria, sem
esperar nada em troca. Diz respeito à pessoa generosa e benevolente que
voluntariamente participa, contribui, coopera na obra de Deus sem medir
esforços, fazendo tudo com alegria de coração e sincero desejo de ver crescer
a igreja de Jesus.

1. O segredo da liberalidade
O apóstolo Paulo usa dois capítulos de sua segunda carta aos
Coríntios (capítulos 8 e 9) apenas para comentar a atitude das
igrejas da região da Macedônia em relação à liberalidade.
“Também, irmãos, queremos que estejam informados a respeito
da graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia.
Porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram
abundância de alegria, e a profunda pobreza deles transbordou em
grande riqueza de generosidade. Porque posso testemunhar que,
na medida de suas posses e mesmo acima delas,
eles contribuíram de forma voluntária, pedindo-nos, com
insistência, a graça de participarem dessa assistência aos
santos.” (2Co 8.1-4)

1.1 A graça da liberalidade


Que graça será essa que Paulo deseja informar a todos? Dessa vez
não é a graça da salvação, visto que aqueles irmãos já eram salvos.
Observando como o texto continua, percebemos que é a graça da
liberalidade. Os irmãos da Macedônia demonstraram intensa
disposição espiritual de ajudar a sustentar a obra de Deus. Quando
falamos emgraça da liberalidade, estamos admitindo que o ato de
dar é mais do que uma simples entrega de bens: é um ato de fé.
Você já alcançou essa disposição espiritual de desejar participar
ativamente do sustento da obra de Deus? Já pediu a Deus que
a graça da liberalidade seja uma realidade em sua vida?

1.2 Apesar das circunstâncias


Os irmãos das igrejas da Macedônia estavam passando por provas
e tribulações. Além disso, viviam em “profunda pobreza”.
Humanamente falando, eles não tinham condições de contribuir
para a obra de Deus. Mas nada disso os impediu de contribuir. Eles
suplicaram para participar das doações. Eram pobres
financeiramente, mas ricos em generosidade.

É comum apresentarmos impedimentos para participar do sustento da obra de


Deus. Alguns são tão reais como aqueles enfrentados pelos irmãos da
Macedônia. O que precisamos fazer é transformar todos esses impedimentos
em generosidade, coisa difícil, mas possível para aqueles que realmente amam
a Deus e querem sustentar Sua obra. Em primeiro lugar, a liberalidade depende
da entrega pessoal. Quem não entregou a vida totalmente a Deus nunca estará
disposto nem será capaz de dar algo para o reino de Deus. Sempre haverá um
impedimento: o salário baixo, a despesa extra, a prestação a ser paga, o
remédio caro, a viagem inesperada, ou qualquer imprevisto. Quando nos
entregamos totalmente ao Senhor e priorizamos participar do sustento de Sua
obra, as coisas mudam: “do nada” encontramos recursos, pequenos talvez, que
possibilitam nossa participação da obra de Deus – e que satisfação sentimos
em participar!

1.3 A voluntariedade para contribuir


Deus opera transformações enormes na vida daqueles que a Ele se
entregam de coração. Deus fez com que os irmãos da Macedônia
contribuíssem muito além do que possuíam. Eles pediram “com
insistência” para participar da obra de Deus e “contribuíram de
forma voluntária”. No meio de toda a tribulação que enfrentavam,
poder contribuir com a obra de Deus foi motivo de “abundante
alegria”. Você quer participar da obra de Deus? Não pense agora
nos impedimentos, mas na alegria de entregar-se totalmente a Ele.
E o Senhor, que pode todas as coisas, dará condições a você de
participar da obra, mesmo acima de suas posses.
Isso deixa claro algo muito importante: no reino de Deus, o que realmente
importa é o motivo que nos impulsiona a fazer as coisas. Vemos claramente no
exemplo da viúva pobre, dado por Jesus Cristo (Lc 21.1-4). Nesse texto, Jesus
contrasta a motivação daqueles ricos ao dar suas ofertas com a motivação
dela. Os ricos podiam doar muito, e a viúva deu apenas duas pequenas
moedas. Jesus disse que ela deu mais do que os ricos. Por quê? Duas
moedinhas valeriam mais do que uma grande quantidade de dinheiro? Na
verdade, o valor estava na motivação daquela mulher. Os ricos deram de suas
sobras, aquele dinheiro não lhes faria falta alguma. Não havia abnegação no
gesto deles. Se amassem a Deus de todo o coração, dariam além de suas
sobras. Mas a viúva deu tudo o que tinha, provando assim seu amor a Deus.
Para ela, importava mais a obra de Deus do que seu próprio sustento. Essa
atitude de coração é o que Deus mais preza. Muito mais do que a quantia da
oferta.
Para ministrar o tópico 2, faça com os participantes a leitura do texto-chave
(2Co 9.6-15) em pelo menos duas versões da Bíblia. Se possível, projete-as
para que possam acompanhar a leitura.
2. Características da liberalidade
Como demonstrar liberalidade e disposição em sustentar a obra de
Deus? O apóstolo Paulo nos apresenta três características
importantes da liberalidade, em 2Coríntios 9.6-15.

2.1 Generosidade
Paulo diz que o homem colhe na proporção que semeia. Os
mesquinhos têm colheita mirrada; os generosos têm farta colheita. A
generosidade deve ser marca do cristão, não apenas no que diz
respeito à contribuição financeira, mas também em todas as demais
áreas da vida. A generosidade vem de coração agradecido a Deus
por todas as bênçãos que Ele nos dá. Você tem sido generoso em
suas ofertas, no serviço cristão e na participação em atividades da
igreja? Doa o seu máximo ou o seu mínimo?

2.2 Amor
Cada um deve contribuir “segundo tiver proposto no coração”. Uma
entrega feita de coração quebra qualquer barreira, seja ela o
egoísmo, a ganância, a mesquinhez ou a tentação de não dar. Uma
contribuição “de coração” é sincera, vem de alguém que realmente
ama a Deus e deseja ardentemente ver a obra do Senhor ser
realizada neste mundo. Você tem contribuído para o reino de Deus
com amor ou por obrigação?
O motivo que deve nos impulsionar a fazer tudo no reino de Deus é o amor. O
apóstolo Paulo disse que se alguém distribuísse uma fortuna para o sustento
dos pobres ou entregasse o próprio corpo para ser queimado, se não tivesse
amor, nada adiantaria (1Co 13.3). O motivo que nos faz participantes da obra
de Deus deve ser o amor, afinal foi por esse mesmo motivo que Deus mandou
Seu Filho Jesus para morrer em nosso lugar. O amor sempre se traduz em
doação. É o amor que leva você a dar tempo, atenção, dinheiro ou qualquer
coisa que o outro precise. A liberalidade nasce do amor e, por sua vez, o amor
é expresso pela liberalidade, pelo desejo genuíno de dar a Deus aquilo que
pudermos. Quanto mais amamos a Deus, mais participamos de Sua obra.
2.3 Alegria
Paulo diz que é importante dar “com alegria”. Nenhum ato de culto
deve ser prestado com constrangimento, tristeza ou pesar. A
contribuição está incluída no ato de culto e, igualmente, deve ser
impulsionada por um sentimento nobre: a alegria. A alegria de dar é
uma das maiores bênçãos da vida. Deus “ama” a contribuição feita
alegremente. Muitas vezes, pode não ser fácil doar com alegria.
Nesses momentos, podemos pedir ao Senhor que, pelo poder do
Espírito Santo que habita em nós, Ele nos encha da alegria de
contribuir. Creia, irmão, e Ele o encherá!
Combine um tempo para os participantes preencherem o quadro
individualmente. É um momento precioso para que reflitam a respeito do que
foi estudado e identifiquem atitudes práticas a serem tomadas.

O que O que O que pretendo


2Co 9.6-7 PENSO SINTO FAZER a
a respeito a respeito respeito
Tenho sido generoso?
Tenho doado com
amor?
Sinto alegria em
contribuir?

3. Os benefícios da liberalidade
Agora vamos analisar especialmente os versículos 8 a 12 de
2Coríntios 9 e identificar neles os benefícios da liberalidade.
Releia 2Coríntios 9.8-12 com a turma e, juntos, completem o quadro.

Versículos Benefícios de quem dá com liberalidade


Deus supre todas as suas necessidades.
v.8
Suas obras se tornam abundantes.
v.9-10 Seus frutos de justiça permanecerão.
Seus frutos de justiça serão multiplicados.
Serão enriquecidos de muitas formas.
v.11
Ações de graças a Deus serão prestadas.
Colaborarão para o suprimento das necessidades dos santos.
v.12
Muitas orações de gratidão a Deus serão feitas.

• Quem contribui com liberalidade é abençoado! Deus abençoa


abundantemente aqueles que contribuem liberalmente para a Sua
obra, e eles não precisam se preocupar com as próprias
necessidades, porque Deus garante que serão supridas. Os
cristãos que dão liberalmente estão sob especial cuidado do Todo-
Poderoso.

• Quem contribui com liberalidade abençoa outros! O verso 12 diz que


nossa liberalidade “supre a necessidade dos santos”. Quando
contribuímos com liberalidade, abençoamos outras vidas. Por meio
da nossa contribuição, pessoas são evangelizadas; pastores,
obreiros e missionários são sustentados; pessoas carentes podem
ser ajudadas; idosos e enfermos podem ser assistidos; corações
podem ser ministrados, enfim, abençoamos muitas vidas por
intermédio da nossa liberalidade.
Desafie
• a explicarem a relação entre a “liberalidade” e a “obra de Deus”, conforme a
Bíblia;
• a se autoanalisarem em relação à maneira que têm contribuído para a obra
de Deus: com ou sem liberalidade;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


Vimos que a liberalidade é uma expressão de amor. A graça da
liberalidade vem de Deus e nos possibilita, independente de
qualquer circunstância, a contribuirmos liberalmente. A
generosidade, o amor e a alegria devem ser características de
nosso ato de contribuir. E, ao fazer isso, estaremos sendo
abençoados e estaremos abençoando outros.
Reflexão/Aplicação
1. Você tem contribuído com liberalidade para a obra de Deus?
2. Você tem doado com amor, generosidade e alegria?
3. Você está disposto a doar liberalmente, independente das
circunstâncias?
Registre aqui o que você precisa fazer a fim de doar liberalmente
para a obra do Senhor. Escreva algumas atitudes ou decisões que
você pretende tomar em decorrência desse entendimento.
Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!
DOM: De que maneira o exemplo dos irmãos da igreja da Macedônia
2Co 8.1-9 desafia você no que diz respeito à liberalidade?
SEG: 2Co O que Paulo orienta os irmãos de Corinto terem em mente ao
8.10-15 contribuírem com doações?
TER:
Quais os cuidados tomados por Paulo no que diz respeito às
2Co 8.16-
contribuições que seriam feitas pelos coríntios?
24
QUA: Qual a importância de contribuir com fidelidade e generosidade
2Co 9.1-5 esclarecida por Paulo aos irmãos de Corinto?
QUI: 2Co
Quais as características da pessoa que contribui com liberalidade?
9.6-7
SEX:
2Co 9.8- Quais os benefícios colhidos por quem contribui com liberalidade?
15
SÁB: Fp Quais os resultados da fidelidade da contribuição dos filipenses no
4.10-20 ministério de Paulo e na expansão do reino de Deus?
UM CULTO
DIFERENTE
ESTUDO 12

PENSAR SENTIR AGIR


Repensar o que de fato é o Desejar cultuar o Cultuar a Deus em
culto que Deus espera de Senhor em todo o pensamento, atos e
nós, que O temos como tempo, vivendo para palavras, e também na
Senhor e Salvador. a Sua glória. administração dos bens.
Divida o quadro ao meio. No topo de uma das metades, escreva a palavra
DOMINGO e
peça que os participantes digam o que lhes vêm à mente quando pensam
nesse dia da semana.
Registre o que disserem abaixo de DOMINGO. Depois, no topo da outra
metade, escreva SEGUNDA-FEIRA e
proceda da mesma forma, registrando o que disserem.
Em seguida, ministre a introdução do estudo.

“Hoje é domingo, dia de cultuarmos a Deus com os nossos irmãos.”


Domingo é “um dia” de adoração, mas não o único. Cultuar a Deus
deve ser uma atitude constante e não apenas dominical. Há
pessoas que pensam ser o domingo o único dia de culto e o prédio
da igreja, o único local de cultuar. Mas isso não é verdade.

Que aprendemos no estudo anterior? 

Vimos no estudo anterior que a liberalidade deve ser uma característica do


crente em Jesus. Ela é uma expressão de nosso amor a Deus. Além disso, no
reino de Deus, ela nos dá condições de participarmos, com alegria, do sustento
da obra do Senhor.

1. O culto do cristão
No Antigo Testamento, o povo de Deus cultuava o Senhor por meio
de rituais e sacrifícios religiosos. Apesar de o Senhor sempre ter
ensinado a devoção integral da mente e do coração, expressas por
meio da fidelidade a Ele e da obediência aos Seus mandamentos
(Dt 6.4-9; 30.6), com o passar dos anos, grande parte do povo
considerava culto ao Senhor apenas os dias santos e as cerimônias
religiosas.
Infelizmente o mesmo tem ocorrido com muitos cristãos hoje em dia.
Entendem que o domingo é o dia de cultuar a Deus – e o fazem por
meio do cumprimento das práticas, costumes e tradições religiosas
de sua igreja. Contudo, no Novo Testamento, continua a ênfase do
Senhor de que o culto do cristão vai muito além do domingo.

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Eles devem registrá-la no campo
“significado real”.

Palavra-chave: CULTUAR
O que penso a respeito? Significado real:

Cultuar a Deus é adorá-Lo, reverenciá-Lo, demonstrar-Lhe amor e devoção das


mais diversas formas, que podem se traduzir em práticas espirituais como o
louvor, a confissão, a oração, a gratidão, o serviço cristão, entre outros. Cultuar
a Deus é o oposto de realizar atos mecânicos em cerimônias e celebrações
religiosas (com dia e hora marcados). É apresentar ao Senhor a totalidade do
ser, adorando-O com toda a mente e o coração, o que se expressa em atos
como louvor constante, oração incessante, gratidão permanente, proclamação
do evangelho, cuidado com o próximo, enfim, por meio de uma vida em que
cada palavra, gesto e atitude buscam glorificar o Senhor.

1.1 Somos templo do Espírito Santo


A palavra de Deus diz que nós somos o templo onde Deus habita
por meio do Espírito Santo: “Vocês não sabem que são
santuário [templo] de Deus e que o Espírito de Deus habita em
vocês?” (1Co 3.16). “Será que vocês não sabem que o corpo de
vocês é santuário [templo] do Espírito Santo, que está em vocês e
que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês
mesmos?” (1Co 6.19). Ser templo de Deus significa que, onde quer
que estejamos, a hora que for, estamos em constante culto a Deus.
O lugar próprio para adoração e culto é o lugar onde você está. Nós
somos o templo para a adoração. Por isso, é importante
verificarmos se estamos em atitude de culto nas diversas atividades
do dia e nas variadas situações vividas.

1.2 Vivemos para Deus


Quando fomos salvos por Cristo, recebemos Dele nova vida (2Co
5.17). Não vivemos mais como escravos do pecado, nem estamos
mais incapazes de lutar contra os desejos da carne e contra os
valores deste mundo que jaz no Maligno (Rm 6.5-14). Pelo
contrário, agora estamos aptos, pelo Espírito Santo que habita em
nós, a oferecermos nossa vida ao Senhor, um “culto racional” (Rm
12.1-2), que não se conforma com os padrões deste mundo, mas
deixa Deus nos transformar pela renovação da nossa mente. Uma
vida de culto constante, em que cada dia, cada momento, tudo o
que faz é para louvor da glória de Deus (Ef 1.11-12).

2. Nova atitude diária


O cristão que cultua a Deus por meio de sua vida tem disposição e
atitude diferenciada no dia a dia.

2.1 Adora a Deus em espírito e em verdade


Não precisa esperar o tempo e o local adequados, mas sabe que
todo tempo é tempo de adorar a Deus, não importa o lugar: no
quarto, na cozinha, no ponto de ônibus, na empresa, no carro, na
rua ou até mesmo na igreja. Seu coração está sempre focado no
Senhor.

2.2 Desfruta de livre acesso a Deus


Por meio de Cristo, nosso Mediador (1Tm 2.5), podemos desfrutar
de um relacionamento constante com o Senhor, que está sempre
conosco, podendo conversar com Ele em todo lugar e a qualquer
momento.

2.3 Dá mais valor às coisas espirituais


A água que Jesus oferece é melhor que a água de beber, porque a
segunda só sacia a sede do corpo, mas a água de Cristo sacia a
sede da alma (Jo 4.13-14). O cristão que oferece a vida como culto
a Deus busca em primeiro lugar a água da vida oferecida por Cristo,
porque aprendeu a dar mais valor às coisas espirituais que às
materiais. Ele pensa e cultiva as coisas do alto, acumulando
tesouros que não são deste mundo, mas espirituais, guardados
junto ao Senhor.
Leia as referências bíblicas listadas a seguir e relacione-as às
atitudes do cristão que cultua a Deus por meio de sua vida. Depois,
complete o quadro com atitudes práticas que pretende tomar a partir
do que aprendeu com estes versículos:

Cl 3.1-3 Jo 4.23-24 1Ts 5.17 Mt 6.19-21 Hb 10.19-22


Faça a leitura em voz alta dos textos indicados, discutindo com a turma como
se aplicam às atitudes de quem cultua a Deus com a vida. Dê tempo para que,
individualmente, cada participante reflita a respeito e identifique atitudes
práticas que precisa tomar.

Atitude de quem cultua a Deus com a O que pretendo FAZER a


Referência
vida respeito
Adora a Deus em espírito e em
João 4.23-24
verdade
Hebreus 10.19-22 Desfruta de livre acesso a Deus
1Tessalonicenses
5.17
Colossenses 3.1-3 Dá mais valor às coisas
Mateus 6.19-21 espirituais

3. Cultuando a Deus no uso dos bens


A Bíblia ensina que os bens nos são dados por Deus como usufruto,
para fazermos bom uso deles (Dt 8.17-18). O crente em Cristo
procura usar os bens que Deus lhe dá de tal maneira que sua
administração seja um culto, um meio de glorificar e engrandecer o
nome do Senhor.
Vejamos maneiras práticas e objetivas de cultuarmos a Deus com
nossos bens.

3.1 Seja honesto


Fala-se muito hoje na arte de se “tirar vantagem”. A honestidade nos
negócios está cada vez mais fora de moda, e para ganhar dinheiro
vale qualquer coisa, inclusive enganar os outros (patrão,
empregados, clientes...), passá-los para trás, sonegar impostos,
ignorar a lei. O cristão honesto cultua a Deus no uso de seus bens,
pois o Senhor Se agrada da honestidade. Em Provérbios 11.1,
lemos: “O S detesta balanças desonestas, mas o peso justo é
o seu prazer”. Ao agirmos com honestidade, alegramos o Senhor e
O adoramos no uso honrado dos nossos bens.

Temos ainda outros textos da Bíblia que tratam sobre o assunto, como Levítico
19.35-37, Deuteronômio 25.13-16 e Romanos 13.6-10. Por meio desses textos,
podemos notar o valor que Deus dá à honestidade e como precisamos zelar
por ela se quisermos cultuar a Deus em nossos negócios e na forma como
ganhamos dinheiro.
3.2 Seja responsável
O costume de “rolar” dívidas, fazer empréstimos que não são pagos,
gastar mais do que ganha, ter um estilo de vida acima das
condições financeiras ou coisas dessa natureza podem se tornar um
obstáculo para que pessoas se interessem por Jesus, a quem o
cristão supostamente deveria seguir e imitar. Sejamos responsáveis
em relação a nossas finanças, patrimônio e trabalho. O que conta
são o caráter e o que está no coração (Tg 4.1-3; 1Jo 2.15-17).

Jesus nos deixou exemplo para tudo. Enquanto viveu entre nós, foi sábio em
todas as áreas da vida, inclusive no uso dos bens. Teve uma vida simples (Mt
8.20), pagou Seus impostos
(Mt 17.24-27) e escolheu um tesoureiro dentre os apóstolos para administrar as
economias
(Jo 12.4-6). Jesus ensinou duas coisas muito importantes sobre dinheiro:
1. O valor secundário do dinheiro
Jesus não supervalorizou os bens materiais. Olhou para o dinheiro como um
meio e não um fim em si mesmo. A preocupação principal Dele era o Reino de
Deus (Mt 6.33). Quando colocamos os bens materiais acima das coisas de
Deus, nossa preocupação se limita aos valores passageiros. Vários textos das
Escrituras nos alertam sobre o perigo de colocarmos os bens materiais como
prioridade de nossa vida (Sl 39.6; Lc 12.16-21). Façamos como Jesus:
prioridade é a vida espiritual.
2. Uma conduta irrepreensível
A conduta de Jesus com as finanças pessoais foi irrepreensível. Ele soube lidar
bem com as questões relativas aos bens materiais. Bom será se, tal qual a Ele,
nós também tivermos conduta irrepreensível diante dos desafios da
administração dos bens materiais. Que nosso nome nunca esteja vinculado a
qualquer tipo de trapaça ou de desonestidade!

3.3 Seja bom administrador


O bom mordomo é aquele que sabe administrar os bens que Deus
lhe deu de tal maneira que o muito ou o pouco rendem o suficiente
para o sustento próprio com dignidade e fidelidade ao Senhor.
Administre o que tem com sabedoria e generosidade. Seja fiel no
dízimo e contribua com liberalidade para a obra de Deus (1Tm 6.6-
10,17-19). Invista no que é prioridade e evite gastar com supérfluos.
A boa administração dos bens é prova de gratidão e fidelidade ao
Senhor, que é culto racional.

Conselhos importantes são o estabelecimento de prioridades e a elaboração


de um orçamento mensal.
Não permita que seu culto a Deus, por meio da boa administração, seja
perturbado por gastos desnecessários.
Seja sábio no controle de suas finanças. Uma das maiores tentações na área
da administração dos bens é exatamente o descontrole.
Por causa dele perdemos a chance de ser bem-vistos pelos não crentes.
Desafie
• a explicarem o que significa “cultuar a Deus”, conforme a Bíblia;
• a se autoanalisarem se têm ou não cultuado a Deus por meio da vida;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. O culto do cristão vai além do domingo. O cristão verdadeiro
cultua a Deus todo o dia, em todos os seus atos, porque vive para
adorar o Senhor.
2. O cristão que cultua a Deus por meio da sua vida adora o Senhor
em todo o tempo, em espírito e em verdade, desfruta do livre
acesso a Deus e dá mais valor às coisas espirituais.
3. Quem cultua a Deus com a vida faz bom uso dos bens que o
Senhor concede, sendo honesto, responsável e bom administrador
de suas finanças, demonstrando assim caráter aprovado, gratidão
e fidelidade ao Senhor.

Reflexão/Aplicação
1. Você cultua o Senhor com a sua vida, todos os dias, ou só se
preocupa com isso no domingo?
2. Que você tem feito para que sua vida seja um permanente culto
ao Senhor?
3. Você tem cultuado a Deus com seus bens?
Registre aqui o que você precisa fazer para que sua vida inteira,
todos os dias, seja um culto agradável ao Senhor. Escreva algumas
atitudes ou decisões que você pretende tomar em decorrência
desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM:
Rm Por que o cristão não vive mais para si, e sim para Deus?
6.5-14
SEG:
O que é que nos domina e nos torna aptos a viver uma nova vida que
2Co
cultua o Senhor em todo o tempo e em todo lugar?
5.14-17
TER:
Qual é o nosso “culto racional” e o que nos torna aptos a viver de forma
Rm
a cultuar plenamente o Senhor?
12.1-2
QUA: O que muda no cristão que vive em constante culto a Deus em relação
Mt a forma que se relaciona com os bens materiais e com os bens
6.19-21 espirituais?
QUI: Cl No dia a dia, o que ocupa a maior parte da sua energia: a busca pelas
3.1-4 coisas “lá do alto” ou das “que são aqui da terra”?
SEX:
Por que pagar impostos e não dever nada a ninguém também são
Rm
formas de cultuar a Deus?
13.6-10
De que maneira o salmista alerta para a tolice dos que buscam riquezas
SÁB: Sl
materiais, em contrapartida aos que sabem dar valor às riquezas
49.5-20
espirituais?
MOTIVADO
POR AMOR
ESTUDO 13

PENSAR SENTIR AGIR


Identificar a maior motivação Sentir-se desafiado a Autoavaliar-se e
para ler a Bíblia, orar, entregar aprofundar o amor a trabalhar para que o
o dízimo, ofertar, participar do Deus e a corrigir suas amor a Deus seja sua
culto dominical. motivações. maior motivação.
Ministre a introdução e, antes de prosseguir com o primeiro tópico, apresente à
classe os seguintes estudos de caso:
• Francisco não falta a nenhum culto e entrega seu dízimo todo mês,
regularmente. Lá no fundo, ele receia que, se falhar nessas práticas
religiosas, Deus ficará desapontado e poderá castigá-lo. Para garantir, é
melhor não faltar na EBD também, não é?
• Três vezes ao dia, Rosângela para tudo o que está fazendo a fim de orar. Ela
se certifica de ter orado pelos itens de seu caderninho de oração, um a um.
Se Deus perceber como ela se dedica a orar pelos outros, quem sabe Ele
não concederá a bênção que ela aguarda há tanto tempo?
• Adilson lê a Bíblia por 30 minutos todos os dias. Esse é um horário sagrado
para ele. Também é super meticuloso na entrega do dízimo e jamais falta a
uma reunião de oração. Ele tem certeza de que Deus vê e aprova seu
comportamento. Adilson sente que é melhor cristão do que os que não fazem
o mesmo.
Peça que identifiquem, entre as motivações sugeridas por Larry Coy, quais se
aplicam a cada um dos casos (Resposta: Francisco – medo; Rosângela – favor
divino; Adilson – moralidade superior). Em seguida, pergunte se já conheceram
pessoas que pensavam ou agiam de forma parecida, e troquem ideias a
respeito.

Pare e pense — Qual é sua verdadeira motivação para:


• ler a Bíblia;
• orar;
• participar de um culto dominical;
• entregar seus dízimos e ofertas;
• cantar hinos ou cânticos de louvor.

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: MOTIVAÇÃO
O que penso a respeito? Significado real:

Motivação diz respeito à razão que nos impulsiona a fazer algo. Somos
motivados por aquilo que nos desperta interesse. As motivações são as razões
pelas quais agimos de certa forma, fazemos certas escolhas, damos mais valor
a alguma coisa. As motivações também são usadas como justificativa para
certos comportamentos.

Certa vez Larry Coy mencionou três grandes motivos por que muitos
cristãos se sentem constrangidos a orar, a ler a Bíblia, a entregar o
dízimo ou a participar de um culto:
• por sentirem medo de Deus (de ser castigados; de ir para o
inferno; de perder a salvação);
• porque acham que é um método para conseguir o favor divino
(para Deus lhes conceder uma bênção ou o que pedem em
oração);
• porque entendem que as práticas religiosas são importantes para o
desenvolvimento de uma moralidade superior (acham que essas
práticas vão torná-los pessoas melhores ou aprovadas por Deus).

Serão esses bons motivos para cultivarmos tais práticas de


relacionamento com Deus?
Que aprendemos no estudo anterior? 

No último estudo, ponderamos sobre o fato de que o culto do cristão não é


prestado apenas no domingo, mas toda a sua vida deve ser culto ao Senhor.
Nosso culto é prestado todos os dias, quando zelamos para que nossos atos e
palavras glorifiquem a Deus. Também fomos desafiados a cultuar a Deus com
os nossos bens, por meio de uma atitude honesta e responsável, além de uma
administração cheia de sabedoria e generosidade.

1. As motivações da samaritana
Jesus Se encontrou com uma mulher em Samaria que demonstrou
grande interesse de relacionar-se com Deus. Leia João 4.7-29 e
medite por alguns minutos. Analisando o diálogo dela com Cristo,
podemos identificar algumas de suas motivações que, às vezes, não
diferem das nossas.

1.1 Supervalorização das práticas religiosas


Quando Jesus Cristo falou àquela mulher sobre “água viva”, ela não
compreendeu. Suas expectativas estavam associadas a práticas e
tradições religiosas e não com a vida. Jesus ofereceu uma
experiência com Deus e não uma prática religiosa.

Confusa, a mulher fez referência a Jacó, personagem exaltado pelos


samaritanos, como “dono” daquela água. O poço onde a mulher e Jesus
estavam era um grande símbolo da religiosidade dos samaritanos e foi a ele
que aquela mulher se apegou. Era como se beber da água do poço de Jacó
pudesse aproximá-la de Deus.

• Supervalorizamos práticas da nossa comunidade religiosa como se


elas em si pudessem nos aproximar de Deus. Começamos a
frequentar a EBD, os cultos, pequenos grupos, retiros espirituais e
outros eventos, e crer que o simples ato de estar ali seja
suficiente. Se, por alguma razão, deixamos de ir, sentimo-nos
culpados e afastados do Senhor. Faz sentido?
• A supervalorização das práticas religiosas é perigosa porque
acaba substituindo o relacionamento com Jesus. Quando elas são
a nossa motivação, na verdade, relacionamo-nos com o pastor,
com um ministério, com irmãos da igreja, o que não significa que
estamos nos relacionando com o Senhor.

Usamos o ativismo religioso para esconder questões não resolvidas na vida


com Deus. É atribuída a João Calvino a seguinte frase: “As canções entoadas
com beleza servem muitas vezes para encobrir o som desconcertado de
nossos pecados não confessados”. Compromisso com Cristo é entrega de vida
e não cumprimento de práticas religiosas. Cuidado para que o foco não acabe
sendo apenas “fazer coisas” e não “viver para Deus”.

1.2 Desejo de receber algo de Deus


A mulher samaritana se entusiasmou com a ideia de receber a
“água viva”. Receber alguma coisa sempre acaba nos motivando e,
portanto, ela aceitou receber algo de Jesus. Mas receber não é tudo
na vida cristã. Deus quer relacionamento e não apenas nos dar
algo. Foi por isso que Jesus trouxe à tona o maior problema da vida
daquela mulher. Como ela poderia ter relacionamento com Deus se
continuasse na prática do pecado? Até então, ela achava possível
conciliar sua vida de pecado com sua religiosidade. Mas Cristo
esclareceu que ela precisava acertar sua vida para poder entregar-
se totalmente a Deus, e relacionar-se com Ele.

Muitas pessoas vão à igreja e realizam práticas religiosas na tentativa de


“comprar” o favor de Deus. Pensam que o Senhor vai Se agradar ao ver seus
“sacrifícios” e lhes concederá um milagre ou uma bênção. Não estão à procura
de relacionamento com Deus. Tanto é que, se receberem o que querem, logo
deixam de ler a Bíblia, orar e ir à igreja regularmente, até o dia em que
precisarem de outro favor de Deus, então retomam essas práticas.
1.3 Apego às formalidades criadas por homens
Apesar de a mulher desejar ter relacionamento com Deus, sua
religiosidade estava apegada às formalidades criadas por homens,
como crer que havia um “lugar certo” para adorar. Ela acreditava
que era pelo cumprimento dessas formalidades que Deus aceitaria a
sua adoração. Ela não via sua vida como forma de cultuar a Deus.
Tanto é que seu pecado não parecia incomodá-la, desde que fosse
adorar no “lugar certo”, determinado pelos seus antepassados.
Como a samaritana, muitos de nós nos prendemos a coisas
semelhantes: pregadores, lugares, gestos, vocabulários, vestuário,
costumes, estilo de culto. Os que se apegam demasiadamente a
essas formalidades acabam ignorando problemas sérios na própria
vida, que precisam ser tratados. É a tentação de esconder erros e
paixões carnais atrás de grandes gestos ou tradições humanas.

Em nenhum momento, Jesus questionou o lugar onde os samaritanos


adoravam. Ele estava falando sobre a vida daquela mulher e a condição
pecaminosa dela. Mas não fazia parte da religiosidade da samaritana a
confrontação com o pecado. Por isso ela trouxe à mente o que lhe era comum:
falar sobre as formalidades religiosas. Ela se lembrou de uma discussão entre
judeus e samaritanos sobre o lugar onde se devia adorar. Os samaritanos
adoravam no monte Gerizim, enquanto os judeus, em Jerusalém. Apesar de
toda a importância que a samaritana dava às formalidades religiosas, essas
formalidades nunca a haviam ajudado a resolver seus problemas familiares
nem sua vida espiritual. Muitas vezes, nós também nos prendemos tanto às
tradições e costumes religiosos que perdemos o foco de que é o nosso pecado
que nos afasta de Deus. Se não abandonarmos o pecado, de nada adiantará
cumprir as formalidades cristãs, pois nosso relacionamento com o Senhor está
rompido.

2. Amor: o maior motivo


Nosso relacionamento com Deus está baseado no amor. Deus nos
amou, nos salvou e nos reconciliou com Ele por meio de Jesus
Cristo. E nós O amamos intensamente por tudo o que Ele é e por
tudo o que Ele fez e faz por nós. É esse amor que nos motiva a
cultivarmos práticas que nos aproximam de Deus e nos fazem
desfrutar de real intimidade com Ele.

Faça a leitura em voz alta dos textos indicados no quadro a seguir e, juntos,
identifiquem a motivação por trás deles.

Leia os textos a seguir e identifique qual a motivação que está por


trás deles.
Texto Motivação
Sl 143.6 Sede de maior intimidade com Deus.
Sl 42.1-2 Sede de estar na presença de de Deus.
Sl 63.1-2 Sede de contemplar quem Deus é.
Sl 119.47-48 Sede de conhecer a vontade de Deus.

Não há expressão de medo, interesse em receber algo de Deus, ou


fidelidade a práticas e formalidades religiosas nessas frases. Há
amor e devoção. São expressões que mostram desejo sincero de se
relacionar com Deus com maior intensidade.
O povo de Israel foi ensinado a amar a Deus. Uma frase resumia
essa intenção: “Ame o S , seu Deus, de todo o seu coração,
de toda a sua alma e com toda a sua força” (Dt 6.5). O amor é a
principal motivação para quem busca total envolvimento com Deus.
Por amá-Lo, busca-O por meio da oração constante, do estudo
diário da Palavra, da adoração pública, da entrega do dízimo, do
serviço cristão.

2.1 Amor que transmite vida


“... a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida
eterna” (Jo 4.14). Quando Jesus nos enche com Seu amor, Ele nos
enche de vida. Um relacionamento de amor provocará em nós vida.
Não fomos salvos para fazer coisas para Jesus, e sim para viver
para Ele.
2.2 Amor verdadeiro
Jesus está mais interessado em que O amemos de verdade do que
no modo como cantamos ou oramos, em quais cultos
comparecemos, ou quantos capítulos da Bíblia lemos por dia. Fazer
coisas para ser visto como religioso, enquanto na verdade o coração
não está no Senhor, é hipocrisia. Mas se cantamos com amor
verdadeiro, se vivemos diariamente em culto ao Senhor, se
meditamos nas Escrituras e oramos porque O amamos de todo o
coração, é o que importa (1Jo 3.18).

2.3 Amor que vá além das formalidades


O importante no relacionamento não é o lugar ou a forma. Jesus
ensina que os que de fato amam a Deus O adoram“em espírito e em
verdade” – o tempo todo, em qualquer lugar (Jo 4.23-24). O amor
está relacionado com o interior, com a verdade, com a essência. O
amor sincero se transforma em práticas como orar, ler a Bíblia,
entregar o dízimo, ofertar com liberalidade, congregar com os
irmãos.
Desafie
• a se autoanalisarem e identificarem quais têm sido suas motivações para ler
a Bíblia, orar, entregar o dízimo, ofertar, congregar com os irmãos na igreja;
• a explicarem a relação entre “amor” e “relacionamento com Deus”, conforme
a Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


O que motiva você a orar, ler a Bíblia, entregar o dízimo, ofertar, ir à
igreja, servir a Deus? Lembre-se:
• fazer essas coisas “no automático” não o aproximará de Deus;
• não cultive esses hábitos apenas porque quer receber alguma
bênção do Senhor;
• o simples cumprimento de costumes e formalidades religiosas não
o aproximará do Senhor;
• fomos salvos a fim de viver para Jesus e amá-Lo de todo o
coração;
• o amor é a maior motivação para orar, ler a Bíblia, entregar o
dízimo, ofertar, cultuar a Deus;
• quando amamos o Senhor de todo o coração, buscamos maior
intimidade com Ele o tempo todo, em todo lugar.

Reflexão/Aplicação
1. Alguma vez você já percebeu que estava orando, lendo a Bíblia,
entregando o dízimo ou indo à igreja por medo de Deus, por
desejar receber de Deus uma bênção, ou por simples apego às
formalidades religiosas?
2. Você está disposto a renovar a mente e o coração, a fim de
buscar maior intimidade com o Senhor porque O ama de todo o
coração?
Registre aqui o que você precisa fazer para abandonar as
motivações erradas no cultivo das práticas espirituais ao buscar
maior intimidade com o Senhor. Escreva algumas atitudes ou
decisões que você pretende tomar em decorrência desse
entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: Você já buscou relacionar-se com Deus da maneira errada, como a
Jo 4.1- samaritana? Que motivação errada precisou corrigir e o que fez para
29 corrigi-la?
SEG:
Como Jesus resumiu toda a Lei? De que maneira saber isso faz você
Mt
perceber que de nada adianta fazer coisas para Deus, se não amá-Lo
22.34-
com todo o seu ser?
40
TER:
Sl Por que o salmista medita e obedece à palavra de Deus? Você pode
119.43- dizer o mesmo?
48
QUA: Sua alma tem sede de Deus? Seu coração anseia pelo Senhor?
Sl
42.1-2
QUI:
Sl De que maneira a declaração do salmista inspira você?
63.1-4
SEX: O amor total a Deus tem governado a sua vida? Sua família consegue
Dt 6.1- ver quanto você ama a Deus a cada momento, a cada palavra, em tudo
9 o que faz?
SÁB: Demonstramos amar a Deus quando obedecemos aos Seus
1Jo mandamentos. Ler a Bíblia, orar, entregar o dízimo, ofertar, têm sido
5.1-4 maneiras de demonstrar seu amor a Deus?
COMPROMETIDO
POR AMOR
ESTUDO 14

PENSAR SENTIR AGIR


Ponderar sobre o significado Sentir-se Decidir amar a Deus de todo
de amar a Deus de todo o motivado a amar o coração, comprometer-se
coração e as implicações a Deus de todo o com o Senhor
desse amor. coração. definitivamente.
Escreva no quadro, em letras bem grandes: “QUEM AMA...”.
Peça aos participantes que completem a frase e vá registrando no quadro as
contribuições.
Incentive a participação do máximo possível de pessoas, pelo menos com
uma contribuição.
Em seguida, ministre a introdução.

Uma das perguntas mais sérias que encontramos na Bíblia foi feita
por Jesus Cristo a Pedro. Ela é curta e direta:“Simão... você me ama
mais do que estes outros me amam?” (Jo 21.15-17). Por três vezes
Jesus fez a mesma pergunta, e Pedro respondeu da mesma
forma: “Sim, o Senhor sabe...”. A resposta de Pedro foi sincera,
prova disso é que, após a ascensão de Jesus, ele se tornou o
primeiro líder da igreja nascida no dia de Pentecostes (At 2). O amor
de Pedro por Jesus resultou em compromisso, trabalho,
responsabilidade e entrega total de vida. Neste estudo, vamos ver
que o amor genuíno por Deus sempre nos levará a uma entrega
total, e consequente compromisso com Jesus e Sua igreja.

Que aprendemos no estudo anterior? 

No estudo anterior, vimos que o amor deve ser a principal motivação para as
práticas espirituais que visam aprofundar nosso relacionamento com Deus,
como: ler a Bíblia, orar, entregar o dízimo, ofertar, cultuar com a igreja aos
domingos. Analisamos as motivações erradas para fazermos essas coisas e
vimos que o amor é a base para o relacionamento sadio com Deus.

Continuaremos a estudar sobre o amor a Deus e seu resultado


inevitável: compromisso de entrega completa de nossa vida ao
Senhor. “... ame o S , seu Deus, de todo o seu coração, de
toda a sua alma e de toda a sua força”(Dt 6.5).

1. Que significa amar de todo o coração?


Para responder a essa pergunta, precisamos primeiramente
entender o que significa “de todo o coração”, que é uma expressão
bem típica do povo de Israel, aparece muitas vezes na Bíblia e em
toda a cultura judaica. O povo de Israel usava bastante a figura do
coração para identificar as intenções mais íntimas e as verdades
mais pessoais. Podemos usar a definição de Broadus David Hale
(em Introdução ao Estudo do Novo Testamento) para nos ajudar a
entender: “Amar de todo o coração é amar com o máximo de
empenho, com toda a vontade e sinceridade. É o amor na
intensidade máxima”.
Amar de todo o coração é algo dinâmico, que se relaciona tanto com
a sinceridade máxima como também com a intensidade. É um amor
completo! Apenas um amor assim poderá garantir um compromisso
total com Jesus. Enquanto nosso relacionamento com Deus tiver
outras bases – como a obrigação, o medo, o interesse pessoal, as
aparências, o tradicionalismo – sempre teremos dificuldades para
manter e expandir nosso compromisso com o Senhor. Charles
Swindoll comentou sobre Deuteronômio 6.5 (em Como Viver Acima
da Mediocridade): “Amar de todo o coração é amar completamente.
Esse tipo de amor precisa ser desenvolvido em relação a Deus, pois
é exatamente o tipo de amor que dele recebemos”.
Deus nos amou completamente. Ele também espera de nós um
amor completo. É com esse amor que manteremos nosso
compromisso com Ele!
Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave
do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: COMPLETO
O que penso a respeito? Significado real:

“Completo” diz respeito à totalidade, quando não falta nada, que atingiu o
máximo de sua potencialidade e abrange todas as áreas possíveis. Ou seja, ao
amarmos completamente o Senhor, todo o nosso ser (emoções, intelecto,
vontade, corpo, espírito) – tudo mesmo, O ama. Quando o amor é completo,
nenhuma parte deixa de amar. O amor completo é total, inteiro, pleno.

2. Relacionamento de todo o coração


A expressão “de todo o coração” não ocorre apenas uma vez na
Bíblia. Vemos que Deus deseja um relacionamento com essa
mesma paixão, intensidade e verdade. Isso se comprova em vários
versos bíblicos:

Faça a leitura em voz alta dos textos indicados no quadro a seguir, troquem
ideias a respeito da atitude de relacionamento com Deus neles expressas, dê
um tempo para cada participante tomar uma decisão do que precisa fazer na
própria vida, a partir do que foi aprendido.

O que
pretendo
Versículo Atitude FAZER
a
respeito
“Samuel falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se Consagração
é de todo o coração que vocês estão voltando de todo o
ao S , então tirem do meio de vocês os deuses coração
estranhos..., preparem o coração ao S e sirvam
somente a ele.” (1Sm 7.3)
“Tão somente temam o S e sirvam a ele
Servir de todo
fielmente de todo o coração.”
o coração
(1Sm 12.24)
“Entraram em aliança de buscar o S , Deus de Comprometer-
seus pais, de todo o coração e de toda a alma” (2Cr se de todo o
15.12) coração
“Eu te darei graças, S , Deus meu, de todo o Louvar de
coração, e glorificarei para sempre o teu nome.” (Sl todo o
86.12) coração

O amor a Deus abrange a vida toda. A pessoa que ama se relaciona


com Deus por completo e, consequentemente, tem compromisso
com Ele.
O completo amor por Jesus sempre nos remeterá a ações práticas. E, na
somatória dessas ações, veremos
o compromisso pleno com Deus. “Depois de terem comido, perguntou Jesus a
Simão Pedro: Simão, filho de João,
você me ama mais do que estes outros me amam? Ele respondeu: Sim, o
Senhor, sabe que eu o amo. Jesus lhe disse: Apascente os meus
cordeiros” (Jo 21.15).

3. O amor que se transforma em compromisso


Em Mateus 19.16-22, lemos que Jesus Cristo deu um exemplo
muito claro sobre a importância de amar a Deus de todo o coração
para que exista comprometimento. Nesse texto, Ele mostra que o
amor se transforma em compromisso quando:
• há submissão à vontade de Deus;
• há abnegação e sacrifício para obedecer a Deus;
• Deus é colocado em primeiro lugar na vida.
O amor daquele jovem era superficial, por isso não se transformou
em compromisso. Seu relacionamento com Deus estava
contaminado pelo desejo de receber bênçãos e pela prática de
condutas religiosas que careciam de amor verdadeiro. Quem tem
esse tipo de amor por Deus nunca será de fato comprometido com
Ele. Quando não se ama de todo o coração, não há disposição em
abnegar-se ou sacrificar algo a que costuma dar valor. No caso do
jovem, seu amor pelo Senhor não era o suficiente para abrir mão de
seu conforto e bens. O resultado pode ser visto no texto: “...o jovem
retirou-se triste...”
Tristeza. Decepção. Distanciamento. Esses são alguns dos
resultados do amor superficial. Um amor assim nunca gerará a
coragem necessária para nos submetermos a Jesus Cristo e
obedecermos a Ele. Esse amor nunca se sacrificará por Cristo e
tampouco O colocará em primeiro lugar na vida. A falta de
compromisso sempre está relacionada à falta de amor. Se você ama
a Deus de todo o coração, então o compromisso com Ele será
natural, um resultado prático do relacionamento que você tem com
Ele.

4. Amor completo pelo Senhor


“O S , seu Deus, circuncidará o coração de vocês e o
coração dos seus descendentes, para que vocês amem o S ,
seu Deus, de todo o coração e de toda a alma, para que vocês
tenham vida” (Dt 30.6).
Deus deseja ser amado com a totalidade do nosso ser. Quanto você
O ama? Quanto mais O amar, mais você se comprometerá com Ele.
E, como o desejo do Senhor é que você seja totalmente
comprometido, então, Ele promete lhe dar coração capaz de amá-Lo
completamente.
É raro alguém orar pedindo coração que ame mais o Senhor. Com
certeza, você já pediu muitas coisas a Deus, mas, se for como a
maioria dos cristãos, provavelmente nunca pediu que O amasse
mais intensamente. Você já orou pedindo a Deus que o ajudasse a
amá-Lo de todo o coração, com a totalidade do seu ser?
Aproveite o momento e registre sua oração, a fim de enfatizar seu
desejo e compromisso:
O seu amor por Jesus será medido pelas ações concretas e não pelo verbo
amar ou pelas expressões bonitas.
A única maneira de medir a intensidade de nosso amor por Cristo é por meio
de uma vida totalmente comprometida com Ele.
Quanto você ama a Jesus? Suas ações responderão e serão testemunho para
aqueles que conhecem você.
Desafie
• a se autoanalisarem em relação a intensidade e completude com que têm
amado a Deus;
• a explicarem a relação entre “amor” e “compromisso com Deus”, conforme a
Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. Amar a Deus de todo o coração significa amar completamente,
com a totalidade do nosso ser.
2. Quem ama a Deus de todo o coração se consagra inteiramente a
Ele, vive para servi-Lo e adorá-Lo, e se compromete totalmente
com Jesus.
3. Quando amamos a Deus de todo o coração, comprometemo-nos
com Ele, mostrando disposição para:
• ser submissos à Sua vontade;
• sacrificar nossos desejos por Ele;
• colocar o Senhor em primeiro lugar na vida.
4. Deus capacita os que O amam a amá-Lo ainda mais, se Lhe
pedirmos mais amor.

Reflexão/Aplicação
Você já orou pedindo a Deus que o ajudasse a amá-Lo de todo o
coração, com a totalidade do seu ser? Está disposto a arcar com as
mudanças de vida que virão quando o Senhor responder a essa
oração?
Registre aqui o que você precisa fazer para amar o Senhor de todo
o coração e assumir um compromisso de amor com Ele. Escreva
algumas atitudes ou decisões que você pretende tomar em
decorrência desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM:
De que maneira devemos amar o Senhor? O que isso significa na
Dt
prática?
6.4-6
SEG:
O que Jesus pediu a Pedro que fizesse como prova de amor por Ele? E
Jo
você, o que tem feito para o reino de Deus a fim de demonstrar seu amor
21.15-
por Jesus?
17
TER:
Quanto você ama a Deus? Você O ama completamente ou há áreas da
Mt
sua vida em que esse amor ainda não impera, como no caso do jovem
19.16-
rico?
22
QUA:
Sl
Por que você pode louvar o Senhor de todo o coração, como o salmista?
86.11-
13
QUI:
1Sm Que acaba acontecendo com os que não amam nem servem o Senhor
12.20- de todo o coração?
25
SEX:
Quem ama a Deus demonstra esse amor por meio de atitudes práticas.
Rm
Quais as atitudes recomendadas por Paulo para os que de fato amam o
12.9-
Senhor e têm compromisso com Ele?
21
SÁB:
O amor e a fé genuína em Deus automaticamente se transformam em
Tg
boas obras. É possível perceber claramente em suas obras que você crê
2.14-
em Jesus e O ama de todo o coração?
26
O DESAMOR
NA IGREJA
ESTUDO 15
PENSAR SENTIR AGIR
Ponderar sobre as Sentir-se incomodado Decidir amar os irmãos da
evidências do pelas práticas de igreja e evitar as práticas do
desamor na igreja. desamor na igreja. desamor.
Escreva no quadro, em letras bem grandes: “O QUE ACONTECE ONDE
NÃO HÁ AMOR?”
Peça aos participantes que respondam à questão e vá registrando no quadro
as respostas.
Incentive a participação do máximo possível de pessoas com uma
contribuição, ao menos.
Em seguida, ministre a introdução.

Preste atenção na profundidade das frases a seguir (Jo 3.16; Ef 2.4;


Rm 5.8):

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira...”


“Mas Deus... por causa do grande amor com que nos amou...”
“Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo
ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.”

Deus amou as pessoas. Ele enviou Jesus ao mundo por causa do


imenso amor que tem pelas pessoas. Por sinal, amou pessoas que
não são perfeitas. O texto bíblico deixa claro: Deus nos ama ainda
que sejamos pecadores.

Nós somos filhos de Deus e também precisamos expressar o amor


de Deus às pessoas – mesmo que elas sejam imperfeitas e
pecadoras.

Que aprendemos no estudo anterior? 


No estudo anterior, vimos que o amor a Deus abrange a vida toda. A pessoa
que ama a Deus se
relaciona com Ele por completo e, consequentemente, tem compromisso com
Ele. Deus nos
amou completamente e espera de nós um amor completo também. Um amor
que se transforma em
compromisso se revela por meio da submissão total ao Senhor, da abnegação
e do sacrifício para servi-Lo, e de uma vida que O coloca em primeiro lugar.

1. Um plano sutil
É importante lembrar que o inimigo também tem interesse por
pessoas. Sua tarefa é “roubar, matar e destruir” (Jo 10.10). Ele age
sutilmente para afastar as pessoas umas das outras, e nos afastar
de Deus. Sabendo que a igreja é a somatória de pessoas que
professam a mesma fé em Cristo, ele semeia e alimenta ódio,
inveja, inimizade, ciúmes, amargura, disputa, divisão e outros
valores que prejudicam a convivência dos irmãos (Gl 5.19-21; Ef
4.31). Quando nos deixamos dominar por essas atitudes, não
agimos como pessoas que são amadas por Deus e que devem
amar umas às outras.

2. O exemplo da igreja de Corinto


Possivelmente a igreja de Corinto foi uma das maiores do Novo
Testamento. Sua origem data de 50-51 d.C., época da segunda
viagem missionária do apóstolo Paulo. Ao escrever aos irmãos de
Corinto (em 56 d.C.), Paulo inicia sua carta falando do grande
potencial daquela igreja (1Co 1.5-7).
Veja alguns destaques:
• era uma igreja enriquecida em tudo (em Cristo);
• não lhe faltava nenhum dom (espiritual).
Você consegue imaginar que grande potencial aquela igreja tinha?
Eles podiam fazer muitas coisas para Deus! Já haviam sido
enriquecidos em Cristo e tinham a seu dispor todos os dons
espirituais. Por que essa igreja se tornou problemática e difícil?
Porque em algum momento os irmãos deixaram o compromisso de
amar uns aos outros.
A contenda, a disputa, os ciúmes, a impureza sexual, as brigas e
desentendimentos tomaram conta dos irmãos da igreja de Corinto. E
pode acontecer em qualquer igreja hoje em dia também.

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: DESAMOR
O que penso a respeito? Significado real:

Desamor significa literalmente a falta de amor. Onde há desamor impera o


desprezo, a indiferença,
o desinteresse pelo outro. Por causa do desamor, uma pessoa não leva a outra
em consideração,
ignora o que a outra pensa, sente ou precisa, agindo com insensibilidade e
desdém. Se há desamor, não há carinho, não há respeito, paciência, tolerância
ou afeição.

3. Evidências da falta de amor na igreja


Quando o compromisso de amar uns aos outros é quebrado, as
pessoas perdem a alegria de ser igreja, ficam feridas e desanimam
de servir a Deus e ao próximo. Em vez de experimentarem na igreja
um lugar de amor uns pelos outros, elas presenciam pessoas se
odiando, maldizendo, invejando, disputando, brigando umas com as
outras. Cristãos que não se apoiam, não se encorajam, não
perdoam nem pedem perdão, não se importam uns com os outros.
Veja como isso acontece na prática:

3.1 A discordância é maior que a concordância (1Co 1.10)


A discordância em geral é caracterizada por discussões, gritarias,
falas exaltadas, intolerância e coisas do gênero. É normal que em
um grupo de pessoas haja diferentes opiniões, mas a igreja precisa
criar formas de conduzir os irmãos a um bom nível de concordância.
Para isso, precisamos de propósitos maiores e bíblicos, de busca da
vontade de Deus como igreja e total comprometimento com a
unidade.

3.2 Há partidarismo e criação de grupos que disputam


poder (1Co 1.11-12)
Quando há partidarismo e disputa na igreja, a comunhão é
enfraquecida, e os membros acabam brigando uns com os outros.
Nascem desavenças, falsidades, intrigas, calúnias e outras coisas
do gênero. Nós somos de Cristo e não de um partido, pregador,
ministro, grupo ou família. Nosso interesse é servir a Jesus sobre
tudo e todos!

Na igreja de Corinto, havia disputa entre alguns grupos. Paulo, como seu
fundador, provavelmente tinha fãs. Ao deixar a igreja, foi sucedido por Apolo,
grande pregador que havia sido discipulado por Áquila e Priscila (At 18.24-26).
Ele ensinava e motivava com autoridade (At 18.27-19.1), e deve ter impactado
outro grupo de pessoas. Contudo, a igreja de Corinto também foi recebendo a
influência de um grupo de judaizantes, que dizia seguir os ensinos do apóstolo
Pedro (também chamado Cefas). Com o tempo, surgiram divisões internas,
pois foi formado o grupo dos que diziam seguir Paulo, o grupo de Apolo, e o
grupo de seguidores de Pedro, causando grande inimizade e desunião.

3.3 A carnalidade é maior que a ação do Espírito Santo


(1Co 3.1-4)
Uma das características da carnalidade é exatamente a divisão:
brigas desnecessárias, ciúmes e inveja uns dos outros. A
imaturidade na fé interfere no entendimento dos assuntos
espirituais. Por outro lado, marcas da ação do Espírito Santo são
unidade, comunhão, partilhar da fé, alegria de viver com Jesus!
Grande parte dos problemas dos irmãos de Corinto se devia à carnalidade.
Eram tão imaturos na fé que não conseguiam entender assuntos espirituais.
Uma das provas da carnalidade era a divisão. Paulo foi muito duro com eles e
disse que a inveja e a divisão eram sinais de que estavam agindo como
mundanos.

3.4 A obra de Deus é feita para agradar a homens (1Co


4.6-7)
Outro grande obstáculo à comunhão é fazermos a obra de Deus
para agradar a homens. A expressão “ninguém se encha de orgulho
a favor de um em prejuízo de outro” foi traduzida pela Nova
Tradução da Linguagem de Hoje como“ninguém deve se orgulhar
de uma pessoa e desprezar outra”. A Bíblia Viva sugere: “vocês não
devem ter preferências pessoais... não devem envaidecer-se mais
de um do que de outro”. A ideia é simples: não deve existir em nós a
tendência de trabalhar melhor para um pastor ou líder que para
outro. Ou de não aceitar trabalhar com este ou aquele, por razão de
algum desafeto. A obra é de Deus, e é a Ele que servimos.

Enquanto os irmãos de Corinto focaram suas energias em pessoas, a obra do


Senhor não conseguia expandir. A ênfase nos homens e não na obra de Deus
causa divisões e enfraquece o corpo de Cristo. Devemos ser gratos a Deus
pelas pessoas que Ele usa, sem nunca esquecer que a obra é Dele e não do
instrumento que Ele usou. Vamos evitar enaltecer pessoas, mas mantenhamos
o foco na expansão do evangelho de Cristo.

3.5 Existe imoralidade e problemas não resolvidos (1Co


5.1)
Outro fator que quebra a unidade e prejudica o amor é a
imoralidade. Há pessoas que não podem sequer olhar no rosto de
outro membro da igreja porque já tiveram um relacionamento imoral,
envolvimentos sexuais ou experiências afins. A imoralidade é um
grande obstáculo para amarmos as pessoas. Em uma sociedade na
qual o amor é confundido com sexo, é preciso ter muito cuidado
para que o genuíno amor de Deus e suas expressões não deem
espaço para a imoralidade entre os irmãos. Devem ser respeitados
os limites nas expressões de afeto e no partilhar de intimidades,
seguindo a orientação de Paulo: moças e mulheres jovens sendo
acompanhadas e aconselhadas por mulheres experientes e
piedosas; rapazes e homens jovens, por homens experientes e
tementes a Deus (Tt 2.1-6).
Confira as referências bíblicas, reflita e complete o quadro.

Faça a leitura em voz alta dos textos indicados no quadro a seguir, troquem
ideias a respeito das evidências da falta de amor neles expressas, e dê um
tempo para cada participante tomar uma decisão do que precisa fazer na
própria vida, a partir do que foi aprendido.

Referência Evidências da falta de amor O que pretendo FAZER a respeito


1Co 1.10 Discordância
1Co 1.11-12 Partidarismo
1Co 3.1-4 Carnalidade
1Co 4.6-7 Favoritismo
1Co 5.1 Imoralidade
Desafie
• a se autoanalisarem se têm favorecido práticas de desamor na igreja;
• a explicarem a relação entre o “desamor” e o “prejuízo à igreja”, conforme a
Bíblia;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. O inimigo alimenta o desamor na igreja, semeando inveja,
inimizade, ciúmes, amargura, divisões.
2. O desamor enfraqueceu a igreja de Corinto, atrapalhando a
comunhão entre os irmãos e o serviço deles para o Reino.
3. Quando a falta de amor impera na igreja:
• a discordância é maior que a concordância;
• há partidarismo e criação de grupos que disputam poder;
• a carnalidade é maior que a ação do Espírito Santo;
• a obra de Deus é feita para agradar a homens;
• existe imoralidade e problemas não resolvidos.

Reflexão/Aplicação
• Igreja: ambiente onde gente gosta de gente.
• Relacionamentos: o segredo para gente gostar de gente.
• Bíblia: a receita para gente gostar de gente.
• Espírito Santo: o Ajudador para gente gostar de gente.

Registre aqui o que você precisa fazer para evitar o desamor e suas
práticas na igreja. Escreva algumas atitudes ou decisões que você
pretende tomar em decorrência desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: Gl Qual a diferença entre a atitude dos que são guiados pela carne e
5.16-26 dos guiados pelo Espírito?
SEG: Ef Quais comportamentos o cristão deve abandonar e quais deve
4.25-32 cultivar?
TER: 1Co
Que fazer para diminuir as divisões e partidarismo na igreja?
1.10-13
QUA: 1Co Quais as evidências da carnalidade na igreja mencionadas por
3.2-9 Paulo?
QUI: 1Co A quem devemos prestar glória, de quem recebemos toda a
4.5-7 capacidade para servir?
SEX: 1Co Como devemos tratar os que vivem em imoralidade sexual na igreja,
5.1-13 sem arrependimento e transformação?
SÁB: Tt Quais as orientações de Paulo para evitar a imoralidade e preservar
2.1-6 a prudência, a santidade na igreja?
COMPROMISSO
DE AMAR AS
PESSOAS
ESTUDO 16

PENSAR SENTIR AGIR


Desejar assumir o Abandonar atitudes que
Entender a relação
compromisso de amar as prejudicam o amor e
entre amar a Deus
pessoas e de fazer as cultivar aquelas que o
e amar as pessoas.
mudanças necessárias. promovem.
Peça aos participantes que leiam silenciosamente os versículos selecionados
e reproduzidos
na introdução (trecho de 1João 4, da Bíblia A Mensagem). Ao terminarem,
convide um dos
participantes para fazer a leitura em voz alta desse trecho. Em seguida,
oriente-os a trocarem
ideias em trios sobre o que foi lido, tendo em mente o que vêm aprendendo no
decorrer dos últimos estudos.

João dedica grande parte de sua primeira carta ao amor. Vejamos


alguns versículos selecionados de 1João 4 na versão
contemporânea de Eugene Peterson, conforme a Bíblia A
Mensagem:

“Meus amigos amados, continuemos a amar uns aos outros, pois o


amor vem da parte de Deus. Quem ama é nascido de Deus e tem
um relacionamento real com ele. Quem se recusa a amar não sabe
o que mais importa sobre Deus, pois Deus é amor. Vocês não
podem conhecê-lo se não amam... se amarmos uns aos
outros, Deus habitará no íntimo do nosso ser e seu amor será
completo em nós... Deus é amor. Quando passamos a habitar
permanentemente no amor, vivendo uma vida de amor, vivemos em
Deus e Deus vive em nós... primeiro fomos amados; por isso,
agora podemos amar. A verdade é que ele nos amou primeiro. Se
alguém se vangloria, dizendo: ‘Eu amo a Deus’ mas odeia e
despreza seu irmão, é mentiroso. Se não ama a pessoa que vê,
como pode amar a Deus, a quem não vê? O mandamento que
temos da parte de Cristo é sem rodeios: amar a Deus se vê na
prática de amar o próximo. Vocês precisam amar os dois.”
Não há dúvida: “quem ama a Deus, que ame também o seu
irmão” (1Jo 4.21). Vários textos bíblicos nos apresentam princípios a
fim de nos orientar a demonstrar o amor a Deus pelo amor ao
próximo. Precisamos assumir o compromisso de amar as pessoas,
vivenciar relacionamentos melhores e favorecer a comunhão entre
os irmãos.

Que aprendemos no estudo anterior? 

Estudamos sobre o desamor na igreja e a maneira como ele se revela na


atitude dos irmãos uns para com os outros. Percebemos que atitudes como
inveja, ciúme, divisão, partidarismo, carnalidade, imoralidade são impedimentos
para amar as pessoas, e numa igreja em que não há amor também não há
prosperidade.

1. Uma viagem rápida a Atos 2 e 4


Leia Atos 2.42-47 e 4.32-35, tentando visualizar os relacionamentos
que ali são descritos. Os princípios cristãos de relacionamento
revelados pela conduta desses irmãos têm inspirado a igreja de
Cristo por toda a terra desde então,
servindo-nos como modelo. Analisando o exemplo deles, pondere a
respeito do que você pode fazer para melhorar seus
relacionamentos, segundo cada um dos princípios destacados.

Faça a leitura em voz alta dos textos indicados, discutindo com a turma os
princípios de relacionamento neles contidos. Dê tempo para que,
individualmente, cada participante reflita a respeito e identifique atitudes
práticas que precisa tomar.

O que
pretendo
Princípio de
Versículo FAZER
relacionamento
a
respeito
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na
Concordância
comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42).
“Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e Ação do
sinais eram feitos por meio dos apóstolos” (At 2.43) Espírito Santo
“Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo
Unidade
em comum” (At 2.44)
“Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo
o produto entre todos, à medida que alguém tinha Altruísmo
necessidade” (At 2.45)
“Diariamente perseveravam unânimes no templo...
Alegria
com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).
“Da multidão dos que creram era um o coração e a
alma. Ninguém considerava exclusivamente sua
Comunhão
nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes
era comum” (At 4.32)

Ainda que seja difícil amar as pessoas e se comprometer com elas,


temos na palavra de Deus as ferramentas que de fato funcionam.
Agora precisamos entender algo muito importante nesse processo:
os relacionamentos são dinâmicos e, portanto, precisamos estar
conscientes de que sempre haverá muito trabalho pela frente.

Incentive os participantes a registrarem o que pensam sobre a palavra-chave


do estudo. Se acharem mais interessante, podem trocar ideias com um ou dois
colegas ao lado.
Depois, ouça o que registraram, construindo com eles e com o auxílio de um
dicionário uma definição para a palavra. Os participantes devem registrá-la no
campo “significado real”.

Palavra-chave: RELACIONAMENTO
O que penso a respeito? Significado real:

Um relacionamento se dá quando estabelecemos algum tipo de conexão com


alguém. Diz respeito à maneira como tratamos os outros à medida que
convivemos com essas pessoas. Inclui o que falamos, o jeito que falamos e o
que fazemos (ou não fazemos). Podemos nos relacionar bem ou mal com os
outros. Um relacionamento é algo dinâmico e possui várias esferas. Posso
tratar bem uma pessoa num momento e depois destratá-la. Posso ser alegre e
gentil num dia, e ser mal-humorado e grosseiro noutro. O cristão deve procurar
seguir as orientações bíblicas no cultivo de seus relacionamentos – e a base de
todos eles deve ser o amor.

2. Atitudes que prejudicam o amor nos relacionamentos


Ao ler Efésios 4.25-31, percebemos que Paulo faz questão de
mencionar algumas atitudes que podem prejudicar os
relacionamentos. Vamos fazer uma lista:
• Mentira
• Ira
• Dar lugar ao diabo
• Furto (pegar o que não lhe pertence)
• Palavras torpes (palavrões, baixarias, vulgaridades)
• Entristecer o Espírito Santo
• Amargura (falta de perdão)
• Raiva
• Gritaria
• Calúnia/maledicência (fofoca)
• Maldade
• Malícia
Será que você costuma tomar algumas dessas atitudes em seus
relacionamentos? Se você quer se comprometer de verdade a amar
o próximo, precisa trabalhar para expurgar de uma vez por todas
esse tipo de comportamento.

Em 1Coríntios 13.4-6, vemos mais algumas atitudes que prejudicam ou que


são contrárias ao amor: falta de paciência, inveja, orgulho, egoísmo, rancor,
injustiça. Se observarmos a lista de Efésios mais a lista de 1Coríntios,
facilmente perceberemos que é muito forte na nossa natureza haver tais
atitudes nos nossos relacionamentos. Por isso, amar precisa ser uma decisão e
um compromisso. Para vencer nossa natureza pecaminosa nos
relacionamentos, precisamos de forte decisão e intenso empenho. Caso
contrário, nunca conseguiremos nos aprimorar no amor pelas pessoas.

3. Comprometendo-se a amar as pessoas


Ao meditar em 1Coríntios 10.23-33, aprendemos que atitudes nos
ajudam a cultivar relacionamentos nos quais o amor prospera. O
compromisso de amor pelas pessoas é atingido quando os
relacionamentos são:

3.1 Edificantes
“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas as
coisas são lícitas, mas nem todas edificam” (v.23).
Quando temos por objetivo a edificação uns dos outros, muda o que
fazemos ou deixamos de fazer. Nossa escala de valores ganha nova
perspectiva, e nossas ações são radicalmente transformadas. Vai
edificar? Faço; falo. Não vai edificar? Então, não faço; não falo.
3.2 Benéficos
“Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de seu
próximo” (v.24).
Vamos buscar não apenas o nosso bem, mas o bem do próximo.
Não seremos guiados apenas por nossos interesses, mas
principalmente pelo bem do outro. Isso é abnegação; é amor.

3.3 Focados na glória de Deus


“Portanto, se vocês comem, ou bebem ou fazem qualquer outra
coisa, façam tudo para a glória de Deus” (v.31).
Quando nosso foco é glorificar a Deus nos nossos relacionamentos,
mudamos o que falamos e fazemos, sempre tendo em mente a
questão: Deus será glorificado se eu fizer/falar isso?

3.4 Disciplinados
“Não se tornem motivo de tropeço nem para judeus, nem para
gentios, nem para a igreja de Deus” (v.32).
Por amor, teremos disciplina para não colocar ninguém numa
situação difícil, que gere confusão, favoreça o pecado ou a queda
espiritual.

3.5 Interessados na salvação


“assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos,
não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que
sejam salvos” (v.33).
Relacionamentos de amor geram salvação de vidas. O bom
testemunho, as boas obras e até as conversas informais, quando
são amorosas e edificantes, vão resultar em vidas salvas.

Podemos somar à lista de 1Coríntios 10 as atitudes de amor descritas em


1Coríntios 13.4-8: paciência, bondade, humildade, altruísmo, respeito,
consideração, perdão, abnegação, tolerância, esperança, perseverança e,
talvez o mais interessante, o fato de que “o amor jamais acaba” (v.8). Assim
como Deus, por amor, não desistiu de nós, devemos também amar de maneira
a não desistir dos outros. Não podemos deixar que mágoas, orgulho, ciúmes,
egoísmo, desesperança sufoquem o amor que devemos cultivar pelas pessoas.

É possível ter compromisso de amor com as pessoas que fazem


parte da igreja de Jesus e até com outras que nem fazem parte. O
segredo para isso é a nossa conduta, nossa maneira de ver a vida e
seguir a palavra de Deus como guia prático para os
relacionamentos.
Desafie
• a explicarem a relação entre “amar a Deus” e “amar as pessoas”, conforme
a Bíblia;
• a avaliarem seus relacionamentos, refletindo se tem ou não prevalecido o
amor neles;
• a registrarem a aplicação pessoal na Revista de Estudos.

Para não esquecer


1. “Quem ama a Deus, que ame também o seu irmão” (1Jo 4.21).
2. A igreja de Atos nos deixou como exemplo relacionamentos que
cultivavam:
a) concordância;
b) ação do Espírito Santo;
c) unidade;
d) altruísmo;
e) alegria;
f) comunhão.

3. Precisamos evitar atitudes que prejudiquem o amor nos


relacionamentos, como: mentira, ira, ofensas, amargura, fofoca,
maldade, malícia, entre outras.

4. Se estamos de fato comprometidos a amar as pessoas,


precisamos cultivar relacionamentos:
a) edificantes;
b) benéficos;
c) focados na glória de Deus;
d) disciplinados;
e) interessados na salvação.

Reflexão/Aplicação
• Você já assumiu o compromisso de amar as pessoas?
• O que precisa mudar nos seus relacionamentos para que possam
de fato demonstrar amor?
Registre aqui o que você precisa fazer para que seus
relacionamentos de fato evidenciem amor pelas pessoas. Escreva
algumas atitudes ou decisões que você pretende tomar em
decorrência desse entendimento.

Invista seu tempo devocional nas preciosas lições deste estudo!


DOM: 1Jo Qual a diferença entre os que amam e os que não amam os
2.7-11 irmãos?
SEG: 1Jo
De que maneira devemos amar uns aos outros?
3.11-18
TER: 1Jo
Qual a prova que de fato amamos a Deus?
4.7-21
QUA: At O que você tem feito para viver em harmonia, alegria e união com
2.42-47 as pessoas da sua igreja?
QUI: At Você sente que é “um o coração e a alma” com seus irmãos da
4.32-35 igreja?
SEX: Ef Qual dessas atitudes você deve abandonar, e o que deve fazer no
4.25-31 lugar?
SÁB: 1Co Que mais chama a sua atenção dentre as atitudes de amor
10.23-33 ensinadas nesse texto?

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