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“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas
forças, porque no além para onde tu vais, não há obra, nem
projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes
9.10)

Temos o prazer de apresentar, nesta revista, dezessete lições


baseadas nos livros de Esdras e Neemias, visando despertar os
crentes para que se disponham a servir na restauração da vida
espiritual e moral do povo de Deus. Refletir sobre princípios bíblicos
de uma restauração é de suma importância para a igreja, que
enfrenta complicados problemas nestes tempos.

Os enfoques principais das lições são as habilidades pessoais de


Esdras e Neemias, a disponibilidade para aceitar os desafios da
obra, a coragem para enfrentar as oposições e, sobretudo, a
dependência de Deus no serviço da reconstrução da cidade.

Esperamos que o raio de ação das memórias de Esdras e Neemias,


codificadas nos princípios de liderança eficaz, de renovação
espiritual e de excelência administrativa, envolva professores e
alunos na reconstrução dos muros que estão em ruínas na nação,
no lar, na igreja e na alma.

João Arantes Costa


– Sumário –

1 Restaurando a nação eleita


2 Líderes cujo espírito Deus despertou
3 Quem é quem
4 A restauração do culto
5 A hostilidade do inimigo
6 Líderes corajosos para reconstruir
7 O líder que Deus usa
8 Dormindo com o inimigo
9 O líder e a oração
10 O líder e o planejamento
11 O líder e a tarefa
12 O líder e a oposição externa
13 O líder e os conflitos de interesses
14 O líder e os ataques pessoais
15 O líder e a reavaliação
16 O líder e o avivamento
17 O líder e a reforma
1

Restaurando a nação eleita

Pr. Antônio Rodrigues da Silva


texto básico 2Crônicas 36.11-21

texto devocional Jeremias 38.14-28


versículo-chave Esdras 1.2

“Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou
de Lhe edifcar uma casa em Jerusalém de Judá”

alvo da lição

Mostrar que a justiça de Deus pune a maldade do Seu povo, mas a Sua misericórdia abre caminhos para a
sua restauração.

leia a Bíblia diariamente


seg Sl 122.1-9
ter Sl 124.1-9
qua Sl 125.1-5
qui Sl 126.1-6
sex Sl 127.1-5
sáb Sl 128.1-6
dom Sl 137.1-9

Neste quadrimestre, vamos estudar dois livros maravilhosos na história do povo de Deus –
Esdras e Neemias, que integram os livros históricos da Bíblia e representam: “Jesus Cristo
nosso restaurador”.

Esdras e Neemias eram grandes líderes do povo, por isso há muitas lições a aprender para
a liderança das nossas igrejas. Antes, entretanto, de estudá-los da perspectiva
de liderança, é necessário considerar o aspecto histórico dos livros.

Vemos em Daniel 5.24-31 e 2Crônicas 36.17-22 a queda do império babilônico e o fm dos


setenta anos do exílio judaico. Embora o novo monarca persa, o rei Ciro, já houvesse
anunciado a libertação dos judeus no fnal do livro de 2Crônicas, ali não nos deu nenhum
detalhe sobre a ação libertadora dos exilados. São os livros de Esdras e Neemias que
preenchem essa lacuna, detalhando as ocorrências do regresso dos judeus a sua terra tão
sonhada.

Só assim fcamos conhecendo os sacrifícios por eles vividos durante a difícil tarefa
de restaurar a saudosa e amada pátria.
Enquanto Esdras se ocupou com a reconstrução do Templo e a assistência espiritual do
povo, Neemias, que só chegou mais tarde, ocupou-se especialmente com a reconstrução
dos muros e da cidade.

Esdras tratou das condições espirituais do povo e Neemias tratou da segurança do povo,
do templo e da cidade.

I. Situação histórica
Desde 2Crônicas 10 percebe-se a crescente decadência moral, política e espiritual
da monarquia judaica.

1. Causas do exílio
a. A desobediência aos mandamentos da lei de Deus. Já nos dias de Moisés,
Deus advertiu de que a desobediência à Sua Palavra acarretaria à nação vários castigos e
até mesmo o desterro – isso é, serem espalhados entre as nações (Dt 28.32-36).

b. Idolatria, contendas e divisões Como se a idolatria, a contenda e as divisões


não bastassem, o povo e os reis partiram para outras práticas maldosas e
devastadoras. Com raras exceções, ao longo do tempo, sempre “faziam o que era mau aos
olhos de Deus”. Assim as coisas se complicavam, provocando a ira de Deus, e o dia
mau chegou. O exílio babilônico foi a disciplina (2Cr 33.1-3, 9-10, 21-25; 36.11-20).

2. Experiências dos judeus no exílio

a. Negativas
(1) Dispersão da família hebreia.

(2) Perda da convivência e dos benefícios espirituais em ambiente próprio, como no


Templo e em Jerusalém, o que lhes causou humilhação, tristeza, choro, saudades e até
mesmo ódio (Sl 137).

(3) Perda da liberdade demonstrada no silêncio da música sacra e do som solene


da harpa, tão apreciada nos cultos (Sl 137.1,2). Enfm, grande estrago no
patrimônio histórico, artístico, moral e espiritual (2Cr 36.17-19; 2Rs 25.1-11).

b. Positivas
(1) Aprenderam que a palavra de Deus não falha. Que realmente Deus castiga os
rebeldes e restaura os arrependidos, e que de Deus não se zomba (Jr 24.4-10; Is 44.26;
Gl 6.7).

(2) Houve a disseminação religiosa, porquanto o culto foi descentralizado


de Jerusalém, e acabou por influenciar outros povos, palácios e reis gentios, como no
caso de Daniel, Neemias, Esdras e outros nas cortes babilônicas e medo-persa (Dn 5.11-
30; Ne 1.1-6).

(3) Aprenderam a arte do comércio, e deixaram de ser apenas agricultores,


como antes, na Palestina.

(4) Foram disciplinados com o horror da idolatria babilônica. Curaram-se da idolatria


de uma vez por todas. Em tudo isso, a providência preparava caminho e ambiente para
a chegada do Messias, por meio do povo judeu.

3. A volta do exílio
O exílio não signifcou o abandono de Deus para com o Seu povo. Foi, sim, apenas
uma dura lição em resposta a sua insistente e deslavada rebeldia e desobediência.

Em Isaias 44.21-22 e 26-28, 200 anos antes, Deus já havia decretado a volta dos judeus à
sua terra e a restauração do seu país. Esdras e Neemias relataram em seus livros
o cumprimento prático dessa promessa de Deus na vida dos exilados.

Esdras e Neemias para hoje

Quais problemas tem afastado o povo de Deus dos caminhos do Senhor atualmente? Cada um de nós
é responsável, como Corpo de Cristo, a corrigir os erros que nos afastam de Deus.

II. O papel dos dois líderes


Esdras e Neemias eram homens honestos, fiéis a Deus, ao rei e aos seus compatriotas.
Embora gozassem de privilégios na corte, eram muito sensíveis aos sofrimentos do seu
povo, e dele não se esqueceram (Ed 7.1-6; Ne 1.1-3).

Esdras pertencia à tribo de Levi, era da linhagem sacerdotal. Seu pai, o sacerdote Seraías,
fora morto quando da tomada de Jerusalém por Nabucodonozor (Ed 7.1; 2Rs 25.18-21).

Quanto a Neemias, parece ter nascido nos dias do cativeiro. Era moço de qualidades
morais e espirituais invejáveis e gozava igualmente de muito prestígio perante o rei
Artaxerxes.

Os dois estavam credenciados para a tarefa da restauração, tanto pelo poder do céu como
da terra, de Deus e do rei da Pérsia, pois eram homens de oração, jejum e lágrimas (Ne
1.2-7; 2.5-9; Ed 7.11-22).
Suas tarefas eram complementares entre si, educação e vigilância ou segurança para o
povo, o templo e a cidade (Ed 7.10; Ne 2.3-8).

III. Temas religiosos

1. Continuidade histórica do povo


O povo de Deus tem uma história e uma tradição. É a descendência do patriarca Abraão, o
“amigo de Deus” (Gn 12.1-5; 13.14-17; 17.7-10; Tg 2:23). Foi chamado por Deus com o
propósito de ser abençoado e ser uma bênção para o mundo, como vemos em Gênesis
12.2; Gálatas 3.8-9.

Para assegurar a continuidade da história desse povo nos padrões previstos por Deus, Ele
despertou, ao longo do tempo, líderes da envergadura de Esdras e Neemias para conduzir
o Seu povo em todas as circunstâncias de acordo com os Seus propósitos (Rm 11.1-5, 11-
12; 2.22-26).

2. Pureza religiosa
Esdras começou reordenando o povo de acordo com a lei de Deus, fazendo o
assentamento por família e vendo a linhagem de cada um (Ed 8.1-21). Procurou
também resolver o intricado problema dos casamentos mistos, reparando assim as
estruturas, a fm de ter uma nação próspera e estável. (Ed 9.12-15).

3. Usando os meios de graça


Sem a orientação divina, seria impossível executar tão exigente missão. E foi isso que os
dois líderes buscavam em Deus: os principais e indispensáveis meios de graça, tais como:

a. a leitura da Palavra para todo o povo como orientação (Ne 8.2-6);

b. o exercício da oração como maior comunhão com Deus (Ed 9.3-10);

c. a adoração a Deus em clima de avivamento (Ed 9.1-4);

d. a autorização legal do rei, que lhes garantia liberdade para executar a obra nacional (Ed
7.12-26; Ne 2.7-9).

O rei Ciro prefgura a Pessoa de Cristo na Sua segunda vinda, fazendo cair a
grande Babilônia com seu poder satânico e assumindo o controle dos reinos do mundo
para libertação defnitiva do povo de Deus (Ap 11.15, 18.1).

Embora gentio, o rei Ciro, após fazer cair o quase invencível poder babilônico e de outros
povos da terra, entendeu que foi a mão de Deus que o fez, para que Ciro abrisse caminho
aos exilados rumo a Jerusalém. Para tanto muito se empenhou na reabilitação do povo de
Deus (Ed 1.2; Ap 18.2-4).

Enquanto Deus dá cumprimento do restante de Seus santos propósitos para este mundo
e o Seu povo, procuremos, como líderes nas igrejas, seguir o exemplo de Esdras e
Neemias na humildade, fé, jejum e oração, vontade e ação.

Esdras e Neemias para hoje

O que você tem feito para se manter puro diante de Deus? Assim como na época de Esdras e
Neemias, também precisamos nos dedicar à leitura da Bíblia, à oração contínua e à adoração sincera para
cumprir a missão que o Senhor tem para nós.

Conclusão
É impossível separar Esdras e Neemias da realidade em que viviam. Assim como
eles, também vivemos em um tempo e em um país corrompidos pelo pecado e carentes
da graça de Deus. Esdras e Neemias não ignoraram essa necessidade de seu tempo e
não se deixaram corromper. Antes mesmo de serem líderes chamados por Deus para
guiar o povo escolhido, eram pessoas comuns, trabalhadores, mas tinham um
diferencial: eram servos piedosos de Deus.

Os temas religiosos que aparecem ao longo destes dois livros da Bíblia nos mostram como
é fundamental nos frmarmos nas bases da fé. Certamente esses dois líderes tiveram que
trabalhar a pureza religiosa e os meios de graça em suas próprias vidas para então
ajudarem o povo de Deus a se reerguer. Assim como Deus chamou trabalhadores comuns
para servi-Lo, Ele também pode nos chamar. A questão que fca para nós é: estamos
vivendo como servos piedosos de Deus?
2

Líderes cujo espírito Deus despertou

Pr. Antônio Rodrigues da Silva


texto básico Esdras 1.1-11

texto devocional Neemias 1.1-11


versículo-chave Esdras 1.5

”Então se levantaram os cabeças de famílias de Judá e de Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com


todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edifcar a casa do Senhor, a qual está em
Jerusalém”

alvo da lição

Mostrar que neste mundo todas as coisas estão sob o controle de Deus, e Ele as usa para realizar os Seus
santos propósitos.

leia a Bíblia diariamente


seg 2Cr 36.11-16
ter 2Cr 36.17-23
qua Ne 2.1-17
qui Dt 9.1-18
sex Dt 30.1-10
sáb Dt 30.11-20
dom Sl 91.1-16

Tendo caído o império babilônico, a cabeça de ouro, e ascendido a monarquia medo-persa,


peito e braços de prata de Daniel 2.31-33, 37-39, o mundo de então iniciava uma nova era
na História da humanidade, especialmente para os povos oprimidos e subjulgados no
tempo dos babilônicos. Até porque os novos conquistadores, os medos, eram de princípios
mais democráticos. Eram menos duros no tratamento para com os conquistados (Ed 1.1-9;
Ne 2.2-8). E governavam com leis inflexíveis (Ne 8.8).

Deus tirou o poderio dos babilônios, que foram usados para castigar o povo rebelde. O
Senhor o entregou, então, aos medo-persas, que foram instrumento para libertação,
reedifcação e restauração do Seu povo em cativeiro há 70 anos (Jr 43.10-12; Is 44.28;
45.1-4).

Assim fca provado que Deus governa as pequenas e as grandes potências mundiais, e faz
delas servas dos Seus divinos e santos propósitos.
I. Despertando o espírito do rei Ciro
Duzentos anos antes do cativeiro, Deus profetizou a volta dos exilados da Babilônia à sua
terra, por intermédio dos profetas Jeremias e Isaías. Para tanto, apontou o nome de Ciro
como libertador, séculos antes do seu nascimento (Jr 29.10; Is 45.1-4).

O tempo andou e com ele os cumprimentos proféticos. Veio o império Persa e Ciro foi o
seu primeiro rei, um grande estadista. Já no primeiro ano de governo, Deus despertou o
seu espírito no sentido de não só decretar a libertação dos judeus, mas também ajudá-los
a reconstruir a nação (Ed 1.1-2).

Tal foi o despertamento que sofreu para executar tamanho empreendimento que, embora
sendo gentio, tinha as seguintes convicções com referência à tarefa proposta:

1. que o grande reino por ele conquistado, o foi pela vontade de Deus (v.2);

2. que sob a bênção de Deus, todo judeu convicto estava livre para voltar a Jerusalém e
por mãos à obra (v.3);

3. que onde quer que passassem, os judeus que não subissem a Jerusalém tinham o dever
de contribuir com donativos para a obra. Ele mesmo deu o exemplo da liberalidade (v.4-7);

4. que tudo que Nabucodonosor saqueara do templo há anos tinha de ser devolvido e
levado de volta para Jerusalém (Ed 7.19);

5. que Deus tinha razão quando, pela boca do profeta Isaías, chamou-o dizendo:
"Meu pastor... e cumprirá tudo que me satisfaz” (Is 44.28).

II. Despertando o espírito dos cabeças de


famílias
Uma vez que o edito do rei abriu o caminho de volta a Jerusalém, Deus operou também no
espírito e na mente das pessoas de destaque entre o povo para atender ao apelo divino e
ao do rei, e naturalmente seguir a liderança de Zorobabel.

1. O Espírito de Deus moveu as principais autoridades das famílias, base das tribos de
Judá e Benjamim, uma vez que a nação cativa era constituída dessas duas tribos (v.5)

2. O Espírito de Deus moveu também os sacerdotes e os levitas. Os sacerdotes eram


necessários para ministrar ao povo os dons espirituais e instruí-los. Os levitas exerciam
atividades no templo como cantores, porteiros, etc. (v.5).

Foram despertados ainda outros mais, cujas categorias não são mencionadas. Para
cumprir suas tarefas bastava que estivessem movidos por Deus (v.5).

Esdras e Neemias para hoje


É assim que funciona a obra de Deus. No Novo Testamento, para cuidar da distribuição às viúvas na
igreja de Jerusalém foram escolhidos homens cheios do Espiríto Santo, de boa reputação e cheios de
sabedoria. Foi assim que oraram e elegeram diáconos para a difícil tarefa numa igreja grande em número de
membros, porém pequena ainda em experiência, já com volumosos problemas e que estava só no início do
ministério (At 6.3).

III. Despertando o povo em geral


Quando Deus libertou Israel da escravidão no Egito, operou lá o milagre da simpatia e
generosidade. Ser simpático e generoso para com os sofrimentos alheios parece-nos ser
algo que vem de Deus.

Israel serviu aos egípcios em trabalhos duros, anos a fio. Agora seriam despedidos
de mãos vazias? Não. Deus moveu o coração dos egípcios e criou neles, tanto homens
como mulheres, o sentimento de empatia e liberalidade, de tal modo que
espontaneamente ofereciam aos hebreus, na sua saída, prata, ouro, vestimentas, joias,
etc.

Assim confortavam os escravos que partiam para a liberdade, até porque isso era
um direito deles (Êx 3.21-22; 12.35-36).

O Senhor é Deus que não conhece barreiras. Na eufórica libertação dos exilados
da Babilônia, mais uma vez a cena se repete. Vemos Deus movendo o coração de
todos em benefício do Seu amado povo:

1. Deus moveu o poder babilônico para disciplinar o povo rebelde que não deu ouvidos aos
Seus profetas.

2. Deus fez subir o poderio medo-persa como Seu instrumento para restauração de Israel,
agora já disciplinado pelo sofrimento do exílio babilônico.

3. Deus inspirou o rei Ciro a decretar a libertação do Seu povo e abrir-lhe caminhos rumo a
Jerusalém.

4. Deus moveu príncipes e várias outras categorias de pessoas de destaque para


se responsabilizar pela obra de restauração nacional.

5. Deus moveu o povo de modo geral para participar de alguma forma, da reconstrução
nacional. Mesmo com donativos, oferecendo vasos de prata, de ouro, fazendas, gado, etc.
Assim os que não subiram a Jerusalém ajudaram com bens os que subiram (Ed 1.6).

Era o Espírito de Deus movendo o povo a participar no cumprimento dos Seus santos
propósitos já ditados nas profecias. Afrmou o apóstolo Paulo: “Deus escolheu as coisas
loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para
envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas,
e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fm de que ninguém se vanglorie
na presença de Deus” (1Co 1.27-30).
Conclusão

1. Testemunho do escritor da lição: “Ainda bem jovem e inexperiente, Deus despertou-me


para servi-Lo como crente e como ministro do Evangelho. Eu O atendi, e depois de quatro
décadas de dedicação, sinto-me ainda servo inútil, pois não tenho conseguido fazer tudo
que o Senhor me mandou.” Qual tem sido seu testemunho nesse sentido?

2. Para refletir: Quando participo do culto, canto, oro, leio a Palavra e nela medito, dou ao
Espírito Santo a melhor oportunidade de me despertar para o trabalho de Deus?
3

Quem é quem

Pr. Wilson Nunes


texto básico Esdras 2.1-70

texto devocional 1Pedro 2.1-10


versículo-chave 2Pedro 1.10-11

”Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confrmar a vossa vocação e eleição; porquanto,
procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois, desta maneira é que vos será amplamente
suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”

alvo da lição

Ajudar o aluno a avaliar o nível de comprometimento espiritual com Deus e com a igreja.

leia a Bíblia diariamente


seg Is 45.1-4
ter Ez 37.1-14
qua 2Co 6.14-7.1
qui 1Pe 1.13-21
sex 2Pe 2.1-10
sáb Mt 7.15-23
dom 2Pe 1.3-11

Algumas informações gerais de caráter histórico podem ser úteis para a compreensão
desta lição. Queremos brevemente destacar alguns fatos.

1. Esdras continua a narrativa de 2Crônicas ao mostrar como Deus cumpriu Sua promessa
ao trazer de volta o povo para a Palestina, depois de setenta anos de exílio. Esse é o
segundo êxodo de Israel.

2. O livro foi escrito provavelmente entre 457 a.C. e 444 a.C. Esdras relata a história de
dois retornos da Babilônia; o primeiro sob Zorobabel, para a reconstrução do Templo (Ed
cap. 1-6), e o segundo sob a liderança de Esdras, para a reconstrução da condição
espiritual do povo (Ed 7-10).

Talvez a razão para esta lista de nomes seja mostrar que certos líderes de famílias haviam
retornado para a Terra Santa e que determinados lugares geográfcos foram ocupados
pelos que retornaram.
No entanto, não se pode deixar de notar que esse capítulo sublinha a importância da
genealogia. O fato de grande interesse para nós aqui é o cuidado que houve no caso dos
sacerdotes. A genealogia teve de ser provada.

A genealogia era de grande importância em Israel. Um homem que não tinha


conhecimento da tribo ou clã à qual pertencia estava sob sérias restrições e era
especialmente excluído do sacerdócio.

Considero isso, atualmente, um princípio muito precioso para nós, pois tão logo não
pudermos também provar a nossa “genealogia espiritual” seremos igualmente
considerados como impuros e fora do sacerdócio.

I. As três listas (v.2-63)


No tocante à tarefa de restauração da adoração a Deus a ser empreendida, Esdras
faz uma lista na qual apresenta clara distinção entre três grupos gerais de pessoas, o
que pode representar para nós três níveis de comprometimento espiritual do povo de Deus.

1. O grupo da primazia
(v.2-19)

Esse era o grupo das pessoas que podiam provar sua genealogia.

a. Os líderes (2) – Esdras se lembra de onze civis e líderes religiosos preeminentes. Vamos
destacar aqui apenas quatro deles:

(1) Zorobabel, cujo nome signifca “nascido em Babel” e que era também da descendência
do rei Davi;

(2) Jesua, que foi o primeiro sumo sacerdote depois do exílio (cf 3.2). Ele era neto de
Seraías, o último sumo sacerdote antes do exílio (cf. 2Rs 25.18);

(3) Neemias, que não era o famoso Neemias que reedifcou os muros, pois esse
só retornou a Jerusalém treze anos mais tarde em 444 a.C.

(4) Mordecai, o primo de Ester (Et 2.5-7).

b. O número dos homens que são identifcados por sua descedência (2-19) – A lembrança
da genealogia forma aqui uma importante ordem de provas que nos revela algumas
qualidades fundamentais do caráter desse grupo de pessoas. Afinal, o que fez com que
conservassem após tanto tempo tal conhecimento? Note-se que após mais de sessenta
anos de exílio eles foram os únicos remanescentes que se lembravam com zelo de sua
família, seu clã e sua tribo. O que explica tão elevado nível de compromisso com Deus e
com o Seu povo?
Em primeiro lugar, a fé – conservaram a certeza absoluta no cumprimento da promessa do
Senhor (cf. Is 45.1-4; Ez 37.1-14). Foram frmes e perseverantes em confar no Senhor.

Em segundo lugar, a esperança – mantiveram viva a expectativa do retorno a Jerusalém.


Nem a distância, nem o tempo, nem as provações foram capazes de apagar-lhes da
memória sua origem e sua identidade espiritual. E, em terceiro lugar, o amor:

• pelo Senhor, pois como Davi suspiravam continuamente pelo Santuário de Deus (Sl 42-
43,84);

• pela terra natal, pois recusavam-se a fcar contentes e a descansar enquanto estivessem
na Babilônia.

Ora, isto é altamente instrutivo para nós e retrata uma realidade bem presente. Tal como
Israel, nós também somos chamados a manter frmes nossa fé, esperança e amor
enquanto aguardamos nossa redenção fnal (1Co 13.13). Durante o tempo em que
permanecemos no mundo, nem o tempo nem as provações podem apagar essas virtudes
dos nosso coração. Por isso, quando a Bíblia fala de fé, esperança e amor, ela não
identifca de qualquer fé e esperança, nem qualquer amor, mas fé, esperança e amor que
permanecem.

Estas são as marcas do cristão e a prova de sua “genealogia espiritual”.

Esdras e Neemias para hoje

• O que isso signifca para você?


• Como você provaria que ainda é um cristão?
• De que modo você pode demonstrar, em termos práticos, sua fé, esperança e amor?
• De que maneira isso ajuda você a encarar de modo diferente o mundo a sua volta?

2. O grupo secundário
(v.20-58)

As pessoas que compõem esse grupo são:

a. as que se lembravam apenas dos nomes das cidades (v.20-35)

b. as que conservaram apenas suas funções (v.36-58):

(1) os sacerdotes (v.36-39), que somavam o número de 4.289;

(2) os levitas (v.40-42), dos quais apenas 341 retornaram;

(3) os servidores do templo (v.43-54), provavelmente prisioneiros de guerra que foram


designados para tarefas seculares do templo (cf. Js 9.27);
(4) os filhos dos servos de Salomão (v.55-58). A origem destes servos é desconhecida.

Esse grupo se denunciava pelo fato de render tão pouco de seu coração a Deus,
ou apenas parcialmente. Mas o exílio não deveria ser uma desculpa para a
negligência. Afinal, como puderam esquecer os nomes de seus ancestrais?

Como cristãos, tal fato nos chama a atenção para o perigo de que somos
capazes, enquanto estamos no mundo, de ficarmos indiferentes no que tange às coisas
fundamentais da vida cristã. Nesse sentido, o mundo se torna uma região
extremamente ameaçadora para os crentes. Pastores, igrejas, santos, frequentemente,
perdem o zelo e a identidade cristã quando se deixam envolver pelas redes do mundo à
sua volta. Nessa perspectiva, todos somos chamados a reconhecer que vivemos em terra
estranha e que devemos fcar prevenidos contra as coisas que há no mundo e que nos
fazem esquecer de Deus e do Seu Reino.

No contexto do mundo os nossos deveres são bem claros:

• separados do mundo (2Co 6.17);

• separados de associações proibidas (Gn 19.17);

• separados das realizações presentes (Fp 3.13-14; 1Co 6.17-20);

• suportando as aflições que nos forem enviadas (2Co 12.9);

• partindo deste mundo, quando a voz do alto nos chama para casa (2Tm 4.6).

3. O grupo dos rejeitados


(v.59-63)

Esse grupo incluía aquelas pessoas que não podiam provar que eram de Israel, e
foram consideradas como imundas para o sacerdócio.

Tal como Esdras, nós também temos de duvidar daquele que não pode provar a
sua identidade cristã. William Kelly diz: “Na atual confusão da cristandade, nós
somos chamados a ter o máximo de cuidado com respeito àqueles que professam o nome
do Senhor, e com aqueles que tomam lugar mais perto de Deus...”.

Existem três razões simples para este cuidado.

a. Porque o hipócrita pode imitar o cristão.

b. Porque Jesus disse: “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor! Entrará no reino do
céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt 7.21)

c. Porque para comer das coisas sagradas a “genealogia espiritual” precisa ser
provada (v.63).
A terrível verdade aqui é que muitos que caminham ao nosso lado descobrirão no dia da
“averiguação” que são imundos para o sacerdócio (v.62), cf. Mateus 22.11-13.

De qual grupo você faz parte ativa?

(1) Daqueles que amam o Senhor de todo coração?

(2) Daqueles que possuem o coração dividido entre Deus e o mundo?

(3) Daqueles que são repudiados?

II. O total (v. 64-67)

1. De pessoas
(v. 64-65)

Quando juntamos a lista dos números de v. 2-42, 58-60 chegamos a 29.829. No entanto, o
total dos versículos 54-65 é de 49.897. Esse número maior pode incluir hebreus das dez
tribos do norte que podem ter juntado aos remanescentes das duas tribos do sul, Judá e
Benjamim (cf. 1.5).

2. De animais
(v.66-67)

Até mesmo os animais foram contados, num total de 981.

III. O estabelecimento em Jerusalém (v.68-70)

1. Cuidaram primeiro de restaurar a casa do Senhor


(v.68)

O templo é iniciado em 536 a.C., em 534 é descontinuado, é reassumido em 520


e completado em 515 a.C. Começou sob o governo de Ciro e terminou sob Dario I.

2. Ofertaram segundo os seus recursos


(v.69)

a. Deram 61 mil dracmas de ouro.


b. Duas e meia toneladas de prata.

3. Situaram-se nas cidades e vilas de seus ancestrais


(v.70)

Conclusão
Existe uma nota positiva de esperança neste capítulo por causa do remanescente que
retorna à terra da promessa. Ficamos impressionados com a fidelidade de Deus, que é
vista na maneira pela qual Ele soberanamente os estabeleceu de novo em sua terra. Isso
revela a continuidade da promessa de Deus, pois é nessa terra que a promessa
messiânica se cumpriu. Cristo nasceu em Belém (Mq 5.2), não na Babilônia.
4

A restauração do culto

Pr. Wilson Nunes


texto básico Esdras 3.1-13

texto devocional Salmo 150.1-6


versículo-chave Mateus 6.33

“Buscai, pois em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão
acrescentadas”

alvo da lição

Depois de indentifcar as prioridades da vida da igreja os alunos deverão sugerir um plano para alcançá-las.

leia a Bíblia diariamente


seg 2Cr 34.3-7
ter Fp 1.27-30
qua 1Co 1.10-17
qui Jo 4.19-24
sex Sl 51.16-17
sáb 1Co 3.10-17
dom Ap 21.9-27

A conexão entre os capítulos 2 e 3 do livro de Esdras é óbvia. O capítulo 2 descreveu o


retorno dos judeus. O capítulo 3 retrata o reinício da adoração ao Senhor. O primeiro ato
depois do retorno dos exilados para terra deles foi o restabelecimento do altar de culto. O
reavivamento do culto precedeu a tudo o mais na vida daquele povo.

Nesse capítulo, encontramos o que podemos chamar de prioridade absoluta para o povo
de Deus em tempos de restauração, pois notam-se aqui três princípios fundamentais que
devem governar a vida da igreja na busca do verdadeiro reavivamento. Ora, que devemos
esperar de um avivamento? Ao dizer “reavivamento” não estamos pensando em algum
alvoroço emocional ou sensacionalista. Nada disso; queremos um reavivamento bíblico,
uma igreja pronta e avivada naquilo que é essencial, a saber, na unidade, na adoração e
na edifcação. Estas são três metas fundamentais para um programa de restauração
espiritual na igreja local.

I. Unidade
(v.1)
A unidade era visível entre os flhos de Israel, “como um só homem” (v.1). Esse espírito de
união é também indispensável à igreja de hoje. É o primeiro segredo essencial
do reavivamento e da benção de Deus em qualquer igreja ou grupo de crentes. Contudo, ,
é um dos mais negligenciados.

Quantos projetos valiosos são frustrados ou deixam de ser realizados por falta de unidade!
A Bíblia diversas vezes chama a nossa atenção para este aspecto vital e fundamental da
vida da igreja (1Co 1.10; Ef 4.3; Fp 1.27; Jo 17.21; 2Co 13.11; Fp 4.2-3).

A unidade é a forma divina apontada para alcançar o poder e a benção de nossas


igrejas. Porém é importante sublinhar que essa união não signifca uniformidade. Na
igreja há muita diversidade, e nenhum esforço para fazer todos iguais produzirá a igreja
que Deus deseja ter (ver 1Co 12.4-6).

Esdras e Neemias para hoje

Pense nos projetos da sua denominação e sua igreja local. Que importância você vê na unidade para
a realização dos mesmos? Você colocaria a unidade como primeira coisa na sua lista de prioridades para
a denominação e para sua igreja local?

II. Adoração
(v.2-7)
A segunda expressão da vida da comunidade judaica mencionada no texto em tela refere-
se à adoração. Aqui descobrimos que, antes de qualquer coisa, o culto ao Senhor deve ter
prioridade máxima na vida do Seu povo. A prioridade de Zorobabel está no lugar certo:
antes de lançar os fundamentos do templo é preciso levantar o altar do Senhor.

Temos cometido o erro de dizer às pessoas que elas são salvas para trabalhar. A
tendência, então, é vê-las correndo em todas as direções empenhadas na obra de Deus.
Quase sempre o resultado é apenas exaustão. É preciso lembrar que o Pai procura, antes
e acima de qualquer outra coisa, adoradores. Watchman Nee já observou que é muito fácil
colocarmos a obra do Senhor antes do Senhor da obra. Como os filhos de Israel, nós
também somos chamados para exercer um sacerdócio e, como no caso dos levitas, nossa
primeira responsabilidade é a adoração ao Senhor (1Pe 2.5).

No texto em estudo, notam-se três planos do culto ao Senhor.

1. A oferta do holocausto
(v.2-3)
Dois pontos são dignos de nota aqui.

a. O sacrifício era um ato de entrega. Sacrifcar quer dizer entregar.

Esdras e Neemias para hoje


Que estamos entregando, cedendo, sacrifcando, quando adoramos a Deus? O que o Senhor quer
que depositemos no altar? (Sl 51.16-17; Pv 23.26)

b. O sacrifício era um ato de fidelidade.

Por terem destruído o antigo altar para construir um novo em seu lugar, o terror dos povos
da terra estava sobre eles. Mas, a despeito de toda oposição, nada iria impedi-los de servir
ao Senhor.

2. As festas religiosas (v.4-6)


Aqui o texto chama a atenção para o abundante zelo e serviço dos judeus.

“Adorar a Deus nas horas difíceis é prova da fé forte, daquele que reconhece
a Sua Onipotência e admite que Ele não erra”. (Sl 34.10)

Aqueles homens piedosos frequentavam todas as reuniões e formas públicas de culto, e


celebravam todas as festas religiosas. “holocaustos contínuos e os sacrifcios das luas
novas e de todas as festas fxas do Senhor” (v.5).

Esdras e Neemias para hoje

O que isso nos diz sobre o zelo com que o crente deve servir ao Senhor? Como o seu zelo se compara
com o deles? Que signifca Romanos 12.11 para você?

3. A contribuição financeira (v.7)


Dizemos que colocamos Deus em primeiro lugar, no entanto o que mais se vê entre nós
são membros de igreja que buscam as coisas do mundo e relegam o Reino de Deus ao
último lugar. Mas diante do exemplo daqueles servos de Deus do passado aprendemos
que a contribuição fnanceira é parte integrante do nosso culto, e que a aplicação dos
nossos recursos materiais na obra de Deus deve ser prioridade.

Esdras e Neemias para hoje

Quão importante é a contribuição financeira para a obra de Deus? Quais são as consequências de
nossa infidelidade nessa área? (ver 2Cr 29.7; Ne 13.10). Quanto à aplicação dos recursos fnanceiros da
igreja, quais deveriam ser as prioridades?

III. Edificação
(v.8-13)
Nosso trabalho cristão pode ser tipifcado pela edificação do templo de
Jerusalém. Podemos dizer que o nosso trabalho também deve ser o de edifcar a Casa de
Deus (1Pe 2.5; 1Co 1.10-17).

Como edificá-la? O texto sugere dois aspectos fundamentais para se alcançar o progresso
da igreja de Deus.

1. A seleção de líderes (v.8-9)


Um homem não pode levar sozinho o trabalho do Senhor. Nem pode alimentar um
rebanho, porque não possui todos os dons para ser o modelo para o povo. Por isso,
devemos estar dispostos a pagar o preço de preparar homens para assumir a liderança
conosco. Jesus escolheu alguns, e gastou três anos com eles (Mc 3.13-14; At 2.42; 4.35).
Paulo trabalhava em equipe (At 13.1-3; 20.4) e insistia para que os outros assim fizessem
(Tt 1.5-9; 2Ts 2.1-13).

Talvez valha a pena dar uma olhada nas igrejas que têm ministério colegiado. Não é por
acaso que elas são as que mais crescem em nosso país.

Quando escolhemos os líderes de nossas igrejas, adotamos os critérios bíblicos? (Tt 1.5-9;
1Tm 3.1-3)

Na escolha dos líderes perguntamos pelas necessidades da igreja? Perguntamos pelos


dons?

2. A celebração do louvorstrong style="line-height: 23px; font-


size: 1.1em;"> (v.10-11)
Louvar é expressar gratidão por tudo o que Deus nos tem feito (Sl 150.6; Sl 100.4). É
expressar nossa apreciação pelo que Deus é (Ap 4.11).

Aqui aprendemos que o louvor:

a. deve ser dirigido ao Senhor “para louvarem ao Senhor” (v.10);

Quantos de nossos corais, grupos musicais ou de drama pensam em apresentar-se


apenas para o Senhor, sem ninguém mais vê-los?

b. pode se expressar de diversas maneiras (v.11-13).

Louvor é extravasar alegria, pela lembrança daquilo que Deus tem feito. Veja como se
manifestou naquela ocasião (v.11-13).

“Cantavam alternadamente, louvando e rendendo graças ao Senhor:


Ele é bom; o seu amor dura para sempre sobre Israel.” (Esdras 3.11)
Você concorda que o louvor é um meio de edifcação da igreja? Por quê? Quando o louvor
edifca? Quando não?

Conclusão
Quando sentimos que nossas igrejas estão apáticas, letárgicas, mortas, nossa
primeira reação é:

1. inventar toda sorte de programas e novidades;

2. estabelecer planos na tentativa de fazer com que as pessoas comecem a se


movimentar;

3. convencer a igreja de que nossa necessidade básica é nos achegarmos mais


à presença de Deus, meditarmos Nele, adorá-Lo e servi-Lo com mais zelo e fervor (Ap
2.4).
5

A hostilidade do inimigo

Equipe Editorial
texto básico Esdras 4.1-24

texto devocional Tiago 1.2-18 e Salmo 3


versículo-chave 1Corintios 15.58

“Sede frmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, vosso trabalho
não é em vão”

alvo da lição

Animar os membros a enfrentar as aprovações com determinação e coragem e incentivar cada um com o
senso de responsabilidade pessoal para o serviço de Deus.

leia a Bíblia diariamente


seg Tg 1.2-18
ter Ed 4.1-5
qua Ed 4.6-16
qui Ed 4.17-24
sex 2Rs 4.8-37
sáb 2Rs 17.24-41
dom Sl 3.1-8

É importante para a boa compreensão do livro de Esdras, em especial de sua mensagem,


notar que descrição apresentada abrange vários reis e acontecimentos. Há momentos em
que, de um versículo para outro, se passaram vários anos. Note que a volta do povo de
Deus à terra se deu em dois estágios com um intervalo de 60 anos. Assim, a estrutura do
livro se torna compreensível e interessante. Primeira parte (Ed 1-6) sob a liderança de
Zorobabel, com 50 mil, no primeiro ano de Ciro (Ed 1.1), em 563 a.C.; segunda parte,
liderados por Esdras, no sétimo ano do Rei Artaxerxes (Ed 7.8), em 456 a.C.

Até a lição seis, estudaremos a primeira parte do livro, em que vemos lançados os
fundamentos do novo Templo, com oposição por parte dos samaritanos, árabes e monitas
que durou aproximadamente vinte anos.

Na lição de hoje, nos concentraremos no capítulo quatro em que os inimigos fizeram


cessar a obra por um pouco de tempo, até o segundo ano do rei Dario.
Cuidado com a amizade do mundo
I.
(Ed 4.1-5)
Os inimigos se ofereceram para cooperar na edifcação do Templo. Essa proposta
provavelmente encobria o propósito de obter o controle político da região que estava sendo
governada pelo recém-chegado povo de Deus, que criou uma nova província.

Porém, além do problema político, aceitar qualquer mistura implicava correr o risco de cair
na idolatria (a mesma que um dia levara a nação para o cativeiro do qual estava saindo).
Cometer os pecados de seus pais seria insensatez (Ez 16.14-15, 26-30 e 37-43).

Os pagãos quiseram ajudar na edifcação do templo (v.2), mas Zorobabel e Josué não
permitiram (v.3), certamente por ter tido discernimento e previsto futuros males que
adviriam de abrir espaço para o inimigo (veja Ef 4.27).

Esdras e Neemias para hoje

Você deve fazer o mesmo contra as coisas apenas aparentemente boas que devagar se infltram na igreja e
nos lares.

II. A pressão e perseguição do mundo


(Ed 4.6-24)
Leia 2Reis 17.24-41 e veja a origem dos inimigos.

Quando a ajuda foi rejeitada, os adversários começaram pertubar a obra: “desanimaram e


atemorizaram o povo” (v.4).

Esdras e Neemias para hoje

Note: se você hoje está desanimado quanto à leitura, oração, evangelismo, louvor, contribuição,
comunhão... ou inquieto (atemorizado) quanto a seu lugar no corpo e propósito de Deus, muito cuidado pois
a obra é inimiga.

Pior do que estar desanimado e atemorizado, é desanimar e atemorizar os irmãos de sua igreja e
denominação. Dessa forma você se torna um dos instrumentos do inimigo.

Como foi dito na introdução, há pontos em que de um versículo para outro temos um
grande espaço de tempo. Isto ocorre no capítulo 4:

- no versículo 4 temos ainda o rei Ciro, que reinou de 536 a 529 a.C.;

- no versículo 6 narra a respeito do rei Assuero ou Cambises (529-521 a.C.), que recebe
uma acusação, à qual, porém, parece que ele não deu muita importância;

- no versículo 7 já vemos outro rei, Artaxerxes (ou Esmerds/Gaumata) (vale lembrar que
esse não é o Artaxerxes do capítulo 7). O Artaxerxes do capítulo 4, cujo reinado só durou
sete meses, recebeu uma carta com uma lista bem expressiva de remetentes para dar
ênfase ao conteúdo (v.7-10). Apesar de seu reinado ter sido tão curto, foi sufciente para
que ele decretasse suspensão das obras no templo (v.21-24). Os adversários obtiveram
vitória por algum tempo.

Mesmo quando estamos trabalhando felmente para Deus, devemos preparar-nos para
contrariedades.

Conclusão
Quando Deus trabalha, o diabo tenta atrapalhar! O inimigo percebeu a importância da
restauração de Israel. Disso é que dependia a vinda do Messias. O império das trevas é
traiçoeiro, maldoso, acusador e unido para fazer oposição a tudo que promove o reino de
Deus. Portanto vigie, ore e espere Nele porque a Sua obra, ainda que simples, está dentro
de um propósito maior e elevado que atingirá outras vidas. Não desanime com as
decepções, pois sob a atual situação na Terra as provações são um elemento necessário
ao progresso espiritual. Com essa mentalidade vençamos os poderes do mal (veja Lc
10.19; 2Co10.3-5; Ef 6.10-18; Hb 2.14-15; 1Jo 4.4;5.4-5).
6

Líderes corajosos para reconstruir

Equipe Editorial
texto básico Esdras 5.1-6.22

texto devocional Ageu 2.1-9


versículo-chave 2Timóteo 1.7

“Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”

alvo da lição

Levar o aluno a saber que Deus está disposto a usá-lo como um líder destemido e ativo no reino.

leia a Bíblia diariamente


seg Ed 5.1-5
ter Ed 5.6-17
qua Ed 6.1-12
qui Ed 6.13-22
sex Ag 1.1-15
sáb Ag 2.1-9
dom Ag 2.10-23

Quando trabalhamos em cooperação com Deus, Ele nos concede forças e graça para
concluir as tarefas que nos designou. Dentro de nossos projetos para Deus, os obstáculos
e desânimos devem ser enfrentados com coragem e
determinação, como fzeram Zorobabel, Josué e os profetas Ageu e Zacarias.

I. A liderança que sabe o que deve ser feito


(Ed 5.1-5)
Com a saída do rei Artaxerxes, que interrompeu as obras do templo, o rei Dario I assumiu o
trono. Nesse período, Deus inspirou os profetas Ageu e Zacarias para que animassem o
povo a se esforçar e terminar o templo. Zorobabel, Josué e os construtores atenderam à
mensagem de Deus com fervor e boa vontade. De acordo coma as
informações de Ageu 1.1 e 1.12-15, a construção recomeçou vinte e três dias depois do
apelo do profeta (Ed 5.1-2).

Esdras e Neemias para hoje

Com que diligência e prontidão temos atendido ao convite do Senhor para que nos ponhamos em ação?
A oposição, o desânimo e o aparente fracasso foram combatidos por Deus por meio de Sua palavra,
pelos profetas Ageu e Zacarias. Para combater esses males você recorre a quê?

II. A liderança que persegue seus alvos esperando em Deus


(Ed 5.6 – 6.14)
Assim que a obra retornou a ritmo, os inimigos procuraram atrapalhar novamente, por meio
de: Tatenai (governador da região), Setar-Bozeni (talvez secratário real) e seus amigos
(v.3). “Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não
foram obrigados a parar, até que o assunto foi parar no rei Dario.” (v.5)

Foi enviada uma carta (5.6-17), relatada do v.6 até o fnal do capítulo 5 (veja o teor da carta
e note como Jeová é conhecido). Contudo dessa vez a tentativa feita para induzir o novo
rei a embargar as obras obtinha o efeito contrário! No capítulo 6, vemos a resposta
favorável do rei, que além de permitir a construção concedeu recursos e estabeleceu pena
de morte a quem se opusesse aos judeus.

Esse rei era o homem mais poderoso da terra por dirigir a superpotência da época. Porém
reconheceu ser Deus mais que ele, e que sua vida estava sob Seus cuidados (6.10).
Humanamente falando, ele tinha de tudo, mas quis dar um passo na direção de Deus (6.11-
12). E como manobra política era vantagem para a Pérsia fazer base sólida na Palestina,
para poder conter qualquer investida do Egito (veja em um mapa).

III. A liderança que consegue concluir seus projetos


(Ed 6.15)
O Templo foi reconstruído no espaço de vinte anos aproximadamente. O valor espiritual do
Templo para Israel, bem como suas implicações ao ser reconstruído, eram dizer que Deus
novamente lhes abria uma oportunidade de existência e ainda estava no meio deles.

Se a liderança administrativa nas pessoas de Zorobabel e os anciãos, e a liderança


espiritual nas pessoas de Josué, Ageu e Zacarias, não tivessem sido tão unânimes,
resolutas e determinadas, a investida de Tatenai teria sido desastrosa para a construção.

Esdras e Neemias para hoje

Qual ou quais projetos você, como líder, tem realizado?

Debata em classe por que muitos projetos nem vão para o papel, e muitos não saem dele!

IV. A celebração da páscoa


(Ed 6.19-22)
Deus prometeu que eles conseguiriam acabar o Templo (Zc 4.9). E também informou ao
povo que o seu apego às afrmações do Senhor lhes asseguraria o sucesso (Ed 5.1-2;
6.14).

A promessa do Senhor se cumpriu. Portanto chegou o momento de louvá-Lo por


Sua infalível misericórdia (Sl 102.13-17).

Os sacrifícios de Israel, na dedicação do segundo Templo, foram apenas uma parcela das
que o povo havia oferecido na dedicação do Templo de Salomão, cinco séculos antes,
porém foram feitos com a mesma devoção. Apesar de não ter ocorrido sinal visível da
presença de Deus, foram acolhidos com o mesmo favor divino. A próxima vez em que Ele
se manifestaria no Templo seria quando Jesus andasse ali. Nesse sentido, a glória da
última casa (que ainda não era essa) superaria a glória da primeira (Ag 2.6-9).

Conclusão
Apesar dos obstáculos, a tarefa é completada, resultando em vitória, alegria e
comunhão. A fé e o trabalho triufam em nome do Senhor.
7

O líder que Deus usa

Equipe Editorial
texto básico Esdras 7.1-8.36

texto devocional Salmo 119.89-105


versículo-chave Esdras 7.10

“Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os
Seus estatutos e os Seus juizos”

alvo da lição

Esclarecer que o verdadeiro avivamento é, acima de tudo, o compromisso com Deus.

leia a Bíblia diariamente


seg Ed 7.1-10
ter Ed 7.11-20
qua Ed 7.21-28
qui Ed 8.1-20
sex Ed 8.21-30
sáb Ed 8.31-38
dom Pv 3.1-10

Entre os capítulos 6 e 7 de Esdras há um intervalo de sessenta anos. Nos primeiros anos


desse espaço de tempo, é que acontecera os eventos do livro de Ester, na Pérsia.

Após o período que se registrou, a história recomeça com a chegada de Esdras na


segunda migração dos judeus provenientes do cativeiro – um grupo de sete mil pessoas.

I. Esdras, um líder preparado


(Ed 7.1-10)

1. Sua linhagem (v.1-5)


Era descendente direto de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel. Todos os elos da
árvore genealógia são dados em 7.1-5.
2. Seu treinamento (v.6)
“Escriba versado na Lei de Deus” (v.6). Escriba era um perito nas Escrituras, apto a ensiná-
las. Ele recebeu uma educação sacerdotal e, provavelmente, ao transcrever muitas cópias
dos escritos sagrados, foi conduzido a um reavivamento sadio com uma compreensão dos
desígnios de Deus para o povo.

3. Seus alvos (v.10)


Seu alvo principal era vivifcar a si mesmo e ao seu povo. Seu percurso e instrumento foi a
palavra de Deus:

- buscar;
- cumprir;
- ensinar a palavra de Deus.

A palavra foi base e motivação de seu ministério e atingimento de alvos (que eram muito
claros e objetivos).

Esdras e Neemias para hoje

Basta este alvo para Deus fazer de você um grande instrumento!

Esdras era muito bem preparado. Sua igreja investe tempo e dinheiro na preparação de seus líderes?

II. A comissão de Esdras por Artaxerxes


(Ed 7.11-28)
O título de Esdras: “escriba da Lei de Deus do céu” (v.12) denota que ele era um
comissário encarregado de cuidar das questões jurídicas. Os reis persas tinham
comissários escolhidos dentre as fileiras das nações subjugadas, os quais atuavam como
conselheiros nas questões de seu respectivo povo (ver Ne 11.24). Tal designação deu-lhe
muita
influência na corte e colocou-o em contato com o rei Artaxerxes.

Deus está no controle e, assim como Daniel, influenciou Ciro, Esdras atraiu agora a
atenção de Artaxerxes.

Esdras e Neemias para hoje

Se o coração dos ofciais do governo é suscetível às insinuações de Deus, eles poderão aceitar a
verdade por meio da influência das orações dos crentes.

Uma das consequências de Esdras estar bem preparado espiritualmente foi que Deus o
equipou materialmente. Note que o rei é benigno e encarrega-o ofcialmente a ir a sua
pátria, ensinar a Lei, nomear magistrados, oferecer sacrifícios e embelezar o Templo. Deus
proveu os meios temporais e espirituais para o cumprimento da missão.

Esdras e Neemias para hoje

Como isto pode ser uma realidade na sua igreja hoje?

III. A companhia de Esdras


(Ed 7.28-8.14)

Esdras dirigiu seu apelo de retorno a Judá aos chefes ou cabeças das famílias. Se
concordassem em sair de Babilônia, eles exerceriam poderosa influência sobre os
membros desses clãs para que também retornassem a Jerusalém.

As famílias levitas talvez tenham relutado em deixar suas casas estabelecidas e ocupações
lucrativas da Babilônia. Ao contrário das outras tribos, eles não tinham terras hereditárias à
sua disposição na Palestina, dependiam dos dízimos. O retorno signifcava trocar sua
segurança econômica por incertezas. Mas os levitas eram a parte central no plano de
instruir o povo na Lei. Por causa disso, Esdras escolheu homens fiéis e prudentes a fm de
recrutar levitas dentre os que tinham decidido fcar no reino persa. Deus abençoou os
recrutadores e um número adequado de levitas e netinins (servos do templo) se
apresentaram para o serviço no santuário de Jerusalém.

Esdras e Neemias para hoje

Quantos crentes há que, devido ao conforto e segurança da vida material, não têm sido féis ao recrutamento
do Senhor!

IV. A viagem do povo


(Ed 8.15-36)

Após as concessões do rei, eles tinham uma carga muito valiosa para levar, num percurso
de aproximadamente mil e quinhentos quilômetros, que era demorado e perigoso. Mas
Esdras falara tão eloquentemente do Deus verdadeiro perante o rei, que fcou com
vergonha de pedir proteção militar para a jornada. Assim, ele levou o povo a um período de
jejum e oração, pedindo que Deus honrasse a confança que estavam depositando Nele.

Esdras e Neemias para hoje

Eis um bom exemplo de viver o que se prega!

Uma das consequências de Esdras estar bem preparado


espiritualmente foi que Deus o equipou materialmente.

Embora levasse o povo a ter vários dias de jejum e oração, é evidente que Esdras
também elaborou minucioso planejamento para assegurar o êxito da viagem e o que faria
em Jerusalém.

Por que é necessário fazer planos, se já entregamos a vida a Cristo? Por que não constitui
falta de fé ser prudente, refletir muito e estabelecer alvos para a jornada da vida?

Conclusão
Como equilibrar os meus planos humanos com a total confança no controle e orientação de
Deus?
8

Dormindo com o inimigo!

Equipe Editorial
texto básico Esdras 9.1-10.44

texto devocional 2Coríntios 6.14-18


versículo-chave Amós 3.3

“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?”

alvo da lição

Alertar veementemente aos que querem contrair núpcias com quem não ama ao Senhor.

leia a Bíblia diariamente


seg Ed 9.1-9
ter Ed 9.10-15
qua Ed 10.1-8
qui Ed 10.9-15
sex Ed 10.16-44
sáb 1Rs 11.1-8
dom Gn 6.1-5

A realidade com que Esdras se defrontou era a possibilidade de que os casa mentos de
judeus com pessoas pagãs conduzissem à extinção da religiãoverdadeira. Como até os
sacerdotes e levitas estavam envolvidos nessa prática, ela acabaria tornando-se comum
entre o povo.

Na lição passada, vimos quanto Esdras era conhecedor das Escrituras. Ele sabia muito
bem a orientação de Deus em relação à questão do casamento.

• O dilúvio em 6.1-2,4-5 era resultado de casamentos mistos.

• O cuidado dos patriarcas ao escolher suas esposas.

• O conselho de Deus a Israel, sobre casamento, depois de tirá-los do Egito (Êx 34.14-16;
Dt 7.1-4; Js 23.11-13).

• O desastre a vida de Sansão (Jz 14-16).

• A vida de Salomão demonstra vividamente porque Deus recomenda tanto: as mulheres


pagãs daquele que tinha sido o mais sábio dos reis perverteram-lhe o coração, fazendo
com que deixasse de servir ao Senhor (1Rs 11.1-8).

Esdras constatado que a apostasia de Israel se devia em grande parte à sua mistura com
nações pagãs. Ele notou que, se tivessem obedecido à ordem de Jeová de se
conservarem separados das nações que os cercavam, teriam sido poupados de muitas
experiências tristes e humilhantes.

I. O problema é desmascarado
(Ed 9.1-2)

Foi dito a Esdras que o povo de Israel está seguindo as abominações (veja 9.1) “se
misturou a linhagem santa com os povos dessas terras” (v.2).

Esdras e Neemias para hoje

Todo ser humano, sob forte impacto emocional, fica vulnerável.

II. A tristeza e a preocupação do líder


(Ed 9.3-4)
Esdras discerniu que o povo judeu estava aos poucos perdendo sua identidade, não por
preconceito racial, mas pelo perigo de idolatria, apostasia, materialismo. Sacerdotes,
levitas, governantes e o povo haviam contraído matrimônio com pagãos (veja a lista
enorme de proibições – Dt 7.1-5; Js 23.11-13). Com isso em mente, Esdras ficou
amargamente triste e atônito, e passou o dia pensando nas implicações dessa prática caso
ela continuasse na nação.

Quando as ameaças ao povo de Deus são discernidas,


suas atitudes são de zelo para com a causa do
Reino? Mesmo se as renúncias necessárias forem grandes?

III. A oração de confssão do líder


(Ed9.5-15)
Esdras não agiu precipitadamente. Sendo um sacerdote apresentou o povo a Deus.
Confessou com lágrimas, humildade e vergonha o desprezo que o povo estava tendo para
com Deus.

Sua oração fez surtir os efeitos necessários e salvou a Nação da extinção completa.

Esdras e Neemias para hoje

Orar por sua igreja e nação é o mínimo que você deve fazer.

IV. A confssão e ação do povo


(Ed 10.1-44)
Em sua oração, Esdras não sugeriu nenhuma solução, mas quando os judeus
testemunharam sua angústia, despertou-se-lhes a consciência, perceberam as
consequências do casamento misto. A oração de Esdras provocou uma reação imediata.
Enquanto ele chorava e se derramava prostado diante da casa de Deus, ajuntou-se a ele
mui grande congregação “e o povo chorava com grande choro” (10.1). Houve, então,
divórcio coletivo! Despediram suas esposas e flhos para suas terras e lares paternos além
das fonteiras de Judá. Talvez (apenas talvez!) as esposas convertidas a Deus não tenham
sido obrigadas a partir (Êx 12.48-49; Rt 4.9-13).

Os traumas e infelicidades provocados pela ruptura dos matrimônios não podem cair sobre
Esdras, e sim sobre aqueles que irresponsavelmente contraíram núpcias que transgrediam
a Lei de Deus.

Esdras discerniu que o povo judeu estava aos poucos perdendo sua identidade,
não por preconceito racial, mas pelo perigo de idolatria, apostasia, materialismo.

Observação: Os fatos ocorridos no capítulo 10 do livro de Esdras e no capítulo 13 de


Neemias não são estímulos ou base bíblica para divórcios nos casamentos mistos. São
base para fugir de tais uniões antes que ocorram. O divórcio só é tolerado em caso de
infdelidade ou abandono conjugal (Mt 19.9; 1Co 7.11,15).

Esdras e Neemias para hoje

Antes de perguntar: “E se a pessoa se converter?”, pergunte: “e se eu apostatar?” Não use um exemplo


que deu certo como referência de que todo casamento misto seguirá bem. Seu referencial deve ser as
Escrituras e os exemplos ali contidos já citados na introdução desta lição.

Conclusão

No Novo Testamento, permanece o príncipio doutrinário contra o casamento misto (veja


1Co 7.39 e 2Co 6.14). O desígnio de Deus é que o matrimônio seja um símbolo prático e
apropriado da viva união com Ele (Is 62.5; Jr 3.14). É essencial, portanto, que todo aspecto
da relação matrimonial glorifque a Deus. Os incrédulos não apreciam essa perspectiva.
9

O líder e a oração

Pr. Geraldo Henrique de Andrade Santos


texto básico Neemias 1.1-11

texto devocional Mateus 6.9-15


versículo-chave Neemias 1.10

“Estes ainda são Teus servos e o Teu povo que resgataste com Teu grande poder, e com Tua mão
poderosa”

alvo da lição

Mostrar que a adoração é parte vital no exercício da liderança.

leia a Bíblia diariamente


seg Ed 4.5-24
ter Ne 1.1-11
qua Jo 17.1-26
qui 1Rs 8.22-53
sex 2Rs 19.14-19
sáb Dn 9.1-19
dom Hc 3.1-19

Na introdução de seu livro Neemias e a dinâmica da liderança efcaz, Cyril J. Bar ber
questiona: “Qual é a sua base da liderança? Quantos líderes desenvolvemtodo o seu
potencial? Quais os passos que podem conservar os resultados do sucesso? Quantos
líderes avaliam seu progresso atual e se preparam para os desafos do futuro?”

Comecemos fazendo essas perguntas à classe e dando tempo para algumas respostas. É
verdade que as pessoas já trazem as suas próprias fórmulas de sucesso na liderança, mas
nestas lições não há espaço para posições isoladas. Existe sim, o desejo de interação de
líderes e liderados, num processo de edifcação mútua!

Nesta lição, destacaremos princípios espirituais importantes para nortear nossos estudos
seguintes, por isso precisamos pedir orientação de Deus por meio da oração!

I. O contexto histórico
1. Conhecendo Neemias

a. Seu nome signifca “Deus é meu deleite”;

b. Provavelmente era da tribo de Judá (Ne 1.2;2.3;7.2);

c. Servia como copeiro do rei (Ne 1.11), por isso provava o vinho do rei e guardava seus
aposentos;

d. Poderia exercer grande influência sobre seu soberano, pela confança recebida.

2. Conhecendo as datas e os reis

a. De 550 – 530 a.C. – Ciro (Ed 1.1-4.4);

b. De 530 – 522 a.C. – Cambises;

c. De 522 – 486 a.C. – Dario I (Ed 4.5,24; cap 5 e 6);

d. De 485 – 465 a.C. – Assuero ou Xerxes (Ed 4.6);

e. De 464 – 423 a.C. – Artaxerxes I (Ed 4.7-23; Ed 7-10).

Precisamos compreender que a pergunta de Neemias a Hanani e a resposta a Neemias


referiam-se aos acontecimentos mais recentes da situação de Jerusalém, que eram
resultados da devastação feita por Nabucodonosor. Por isso, devemos observar a
sequência em Esdras 4.7-23, onde uma tentativa de reconstruir os muros tinha sido
relatada ao rei Artaxerxes que a impediu. Esdras 4.24 deve ser lido após 4.5, pois é seu
resultado.

3. Conhecendo as datas e os reis


Diz-nos Barver: “Sem muros para protegê-las as pessoas estavam sendo constatemente
molestadas. A moral estava baixa. Os ricos exploravam os pobres, e os mesmos pecados
que levaram ao cativeiro estavam sendo praticados uma vez mais. A depressão econômica
e a ignorância espiritual acentuavam ainda mais a desunião do povo.”

II. A reação de Neemias


(v.4)

1. Lágrimas “assentei-me e chorei”

2. Preocupação “lamentei por alguns dias”

3. Jejum e oração “e estive jejuando e orando”


Esdras e Neemias para hoje

Essa reação de Neemias pode ser sua também! O que é necessário para que você, como líder,
evidencie estes sentimentos pela igreja?

III. A oração de Neemias


(v.5-11)
Muitas regras para a oração podem neutralizar a ação do Espírito Santo em nossas vidas,
naquele momento sublime quando entramos na presença de Deus orando. Muito mais
importante que as regras, é o ato da oração e a dependência de Deus!

Existem aqueles que perguntam como aproveitar melhor aquele momento de oração
devocional, ou como se achegar a Deus, ou então, como falar com Deus. Por isso, vamos
analisar alguns princípios da oração de Neemias, não como uma imposição para o sucesso
da oração, mas como sugestão para os líderes e para a igreja.

A oração de Neemias:

1. incluia o conhecimento de uma necessidade (v.1-4);


2. demonstrava profunda reverência (v.5);
3. baseava-se nas Escrituras (v.5, 7-10);
4. era acompanhada de confssão (v.7);
5. persistia nos pedidos (v.11);
6. garantia-se nas promessas de Deus (v.8-10);
7. comprometia o servo do Senhor (v.11).

Esdras e Neemias para hoje

Sugestão: Agora, em grupos menores de estudo, desenvolva uma relação desses princípios com o seu
momento de oração. Compartilhe nesses pequenos grupos de estudo a sua experiência na efcácia de
alguns princípios e considere o que a sua utilização resultaria como benefício para a liderança e para a
igreja.

Conclusão

Devemos tirar o maior proveito do momento em que estamos em comunhão com


Deus pela oração. Todo exercício de liderança precisa ter como base a oração.

1. O que você está fazendo para tirar o máximo proveito do seu tempo de oração?

2. Compartilhe os benefícios acontecidos a você por reservar um tempo para oração.


10

O líder e o planejamento

Pr. Geraldo Henrique de Andrade Santos


texto básico Neemias 2.1-18

texto devocional Salmo 37.3-7


versículo-chave Neemias 2.13

“De noite saí pela Porta do Vale, para a banda da Fonte do Dragão, e para a Porta do Monturo e contemplei
os muros de Jerusalém, que estavam assolados, cujas portas tinham sido consumidas pelo fogo”

alvo da lição

Mostrar que um bom planejamento favorece o trabalho na igreja.

leia a Bíblia diariamente


seg Pv 16.1-9
ter Pv 16.10-24
qua Pv 16.25-33
qui Tg 3.13-18
sex Tg 4.13-17
sáb Mt 10.5-15
dom Mt 25.14-30

Conta-se a história de um crente que lendo sobre o poder de Deus decidiu provar esse
poder saltando sem paraquedas de um avião, na “certeza” de que Deus, por amá-lo, o
salvaria antes que atingisse o chão.

Reuniu toda a igreja para a ocasião, tomou o avião e quando alcançou grande altitude...
saltou! Enquanto caía em queda livre, os irmãos em baixo acentuavam seu clamor a Deus,
percebendo que o “confante saltador” aproximava-se rapidamente do chão. Alguns
instantes depois, o irmão atingiu o objetivo errado! Não planejou bem o seu salto, e Deus
não o livrou! Quebrou-se todo e morreu!

Todo líder precisa ser um sonhador! Às vezes deve fcar parado, imaginando o término de
uma reforma no templo, ou os desafos da abertura de novos trabalhos, ou o resultado de
uma programação evangelística... Enfm, na impossibilidade, ter a certeza que Deus pode
tudo!

Fazer a obra do Senhor exige riscos! Deus não nos chama a saltar de avião sem
paraquedas, mas quando nos vocaciona para a obra requer que corramos riscos! “É
arriscado servir ao Senhor!” O que precisamos é ter certeza da aprovação de Deus no que
planejarmos, mas não como na história.

I. Planejar envolve enfrentar o impossível


Desde o primeiro versículo do primeiro capítulo até o primeiro versículo do segundo
capítulo do livro de Neemias já haviam se passado quatro meses (“mês de quisleu” =
novembro/dezembro e “mês de nisã” = março/abril) e Neemias continuava à espera da
resposta às suas orações (1.11).

Mesmo cumprindo suas obrigações perante o rei, Neemias ainda trazia no semblante as
marcas de alguém envolvido com a causa de Deus. Daí “Disse-me o rei: Que me pedes
agora? Então orei ao Deus dos céus.”

E agora? Como agir? Que falar ou fazer? O que Neemias queria (1.11) aconteceu! A sua
oração rápida (v.4) somente teve validade porque ele já estava totalmente envolvido na
obra, e seu pedido ao rei o comprometia ainda mais.

O rei, que antes havia impedido a reconstrução (Ed 4.21), era o obstáculo a ser
solucionado. “Que me pedes agora?” era a oportunidade de enfrentar o impossível, mas
porque Deus já havia preparado o momento.

Esdras e Neemias para hoje

Observando o objetivo que você escolheu, quais os “impossíveis” que precisam ser enfrentados? Como
deve ser seu envolvimento nesse desafio?

II. Planejar envolve prever as necessidades


(v.7-10)
Antecipando-se às necessidades Neemias precisava de:

1. cartas para os govenadores (v.7) – permissão para transitar.


2. carta para Asafe, guarda das matas (v.8) – material para o trabalho.
3. ofciais do exército (v.9) – segurança e credenciamento.

Kidner diz: “Se fcamos impressionados com o realismo e a coragem destes pedidos, o rei
também fcou. Qualquer atitude vaga a esta altura teria demonstrado que o projeto era um
mero sonho ou impulso repentino; Neemias, porém, orara por tempo suficiente (v.1), e
tivera fé sufciente, para visualizar a operação com bastante detalhe, até mesmo a técnica
de construção que empregaria no muro (Ed 5.8). Mas o fator decisivo, conforme
reconhecia, não era sua fé, mas, sim, o objetivo dela: O Deus que era seu Deus, cuja boa
mão estava sobre ele.”

Esdras e Neemias para hoje

Ainda dentro de nosso trabalho, aliste as necessidades para se alcançar o objetivo pretendido. Escreva ao
lado o que está sendo feito para suprir estas necessidades.
III. Planejar envolve fazer um levantamento cauteloso da situação
(v.11-16)
Sempre que fzermos a obra do Senhor, precisamos ter em mente que não a estamos
fazendo para nossa glória (Cl 3.23). O nosso mandato vem do Senhor! A obra é Dele! A
glória é para Ele! De acordo com Sua vontade!

Embora o coração de Neemias esperasse tanto por aquela oportunidade de estar em


Jerusalém, devemos destacar seu procedimento cauteloso.

1. Não se precipitou para a ação nem para a conversa (v.11-12).


2. Buscou mais informações sobre a situação local (v.13-15).
3. Aguardou o momento certo para agir (v.15).
4. Não expôs ideias semiformadas, aos pedaços (v.16).
5. Impediu que os inimigos soubessem dos planos e preservou o despertamento dos
líderes locais (v.16).

Esdras e Neemias para hoje

Tem sido esse seu procedimento diante do projeto da igreja que está sendo analisado? Como deve ser sua
atitude
a partir de agora?

IV. Planejar envolve motivar o povo


(v.17-18)
Quando queremos agradar ao Senhor com nossas atitudes e projetos, muitas vezes
precisamos passar primeiro por uma avaliação de nossa atual situação.

A afrmação “deixemos de ser opróbrio” era um reconhecimento duro de se fazer, mas a


realidade saltava aos olhos: “Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada,
e as suas portas queimadas a fogo” (v.17).

Mas essas palavras não eram o “golpe de misericórdia” no povo. “Vinde, pois,
reedifiquemos os muros de Jerusalém” é que era o desafo! Neemias estava convicto de
que Deus agia em favor da obra: primeiro declara “como a boa mão do meu Deus estivera
comigo”, e somente depois vêm “as palavras que o rei me falara”.

“Disponhamo-nos, e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra.” (v.18)

O povo estava motivado! “Mas na realidade uma resposta tão completa de semelhante
grupo era tão milagrosa como a de Artaxerxes.”

Esdras e Neemias para hoje

E então? Você já está motivado para colocar o plano em ação? Compartilhe seus sentimentos com os
irmãos.
Conclusão

Todo alvo na igreja, e até mesmo em nossa vida particular, primeiro passa pela aprovação
do Senhor, para, depois, termos sucesso em nosso planejamento.

1. A liderança da igreja tem se envolvido em grandes desafos aprovados por Deus?

2. Tenho ouvido esses desafos e respondido como o povo: “Disponhamo-nos


e edifiquemos?”
11

O líder e a tarefa

Pr. Geraldo Henrique de Andrade Santos


texto básico Neemias 3.1-32

texto devocional Números 11.16-25


versículo-chave Neemias 3.1

“Então, se dispôs Eliasibe, o sumo sacerdote, com os sacerdotes, seus irmãos, e reedifcaram a porta da
Ovelhas; consagraram-na, assentaram-lhe as portas e continuaram à reconstrução até à torre dos Cem e a
torre de Hananel”

alvo da lição

Mostrar princípios que resultem em sucesso para a liderança.

leia a Bíblia diariamente


seg Ef 4.4-6
ter Ef 4.11-16
qua 1Co 12.12-27
qui Mt 14.15-21
sex At 11.27-30
sáb Jo 21.15-17
dom At 13.1-5

Certamente ainda lembramos que na lição anterior escolhemos um objetivo e a classe


esteve seguindo alguns passos para um bom planejamento. Depois de enfrentar o
impossível, prever as necessidades, fazer um levantamento cauteloso da situação,
chegamos ao final motivados!

Nesta lição, gostaria que aquele planejamento estudado fosse observado novamente, pois
desenvolveremos agora a ação, ou seja, a fórmula para o sucesso da tarefa!

Veremos alguns princípios apresentados por Cyril J. Barber em seu livro Neemias e a
dinâmica da liderança efcaz, e também precisaremos do envolvimento de toda a classe nas
explicações.

“O problema que enfrentamos ao examinar este capítulo – e sua longa lista de nomes – é
que somos tentados a virar a página e continuar a história em Neemias 4. Contudo, este
capítulo é um dos mais importantes do livro todo! Ao notar declarações repetitivas,
veremos que surgem princípios de importância vital. Destes princípios aprenderemos o
segredo do sucesso de Neemias.”

I. Liderar envolve coordenação


“A base de toda liderança eficaz é a coordenação correta das atividades de todos os
envolvidos.”

Percebemos esse fato na repetição de algumas frases, como:

1. “junto a ele” e “ao seu lado” (3.2)

2. “desde a porta da casa” e “defronte da sua casa” (3.21-23,28-30)

É importante notarmos que nem todo trabalho era igual. Havia uma variedade de tarefas, e
era preciso que cada um fosse colocado estrategicamente para o seu cumprimento. Por
isso, “não importava se estivessem envolvidos na construção ou na restauração; cada um
sabia o que se esperava de sua tarefa.”

Também percebemos que o trabalho bem coordenado criara condições que facilitavam sua
execução. “Fazendo com que cada homem trabalhasse perto de sua própria casa,
Neemias facilitou o acesso ao serviço, a alimentação enquanto estivessem trabalhando, e
a segurança daqueles que eram mais próximos e mais amados.”

Esdras e Neemias para hoje

Analisando a frase: “se o todo prospera, o trabalhador individual como parte ativa, efetiva e progressiva
do todo prosperará com ele” - descreva como está coordenada a tarefa planejada na lição anterior e
discuta o assunto com a classe.

II. Liderar envolve cooperação


Efésios 4.4-6 traz como ênfase unidade! O corpo de Cristo precisa expressar unidade!
Você faz parte do Corpo de Cristo! Nós todos fazemos! Em Efésios 4.11-16 e 1Coríntios
12.12-27 a unidade gera cooperação, e essa, edificação!

Antes de continuarmos, leia os textos acima e avalie sua atitude. Deixe a palavra
do Senhor penetrar em sua vida, e permita que o Espírito Santo tire tudo aquilo que
atrapalha a transformação que a Palavra quer trazer!

“A coordenação obtida por Neemias demonstra até que ponto ele pôde unir tão
diversifcado grupo. Todos eles tinham um objetivo comum.”

Leia atentamente o capítulo 3 de Neemias e observe como era diversificado o grupo que
trabalhava na reconstrução dos muros e portões!

E importante saber que Neemias não conseguiu sucesso total (3.5). É lamentável o fato de
que alguns não cooperam. Por esses vamos orar, mas nunca deixar que sua indiferença
atrapalhe o bom serviço para o Senhor!

Esdras e Neemias para hoje

Agora, professor, pode passar uma lista simbólica. Ao assinar, cada aluno estará declarando que está
pronto a cooperar para o sucesso do trabalho que planejou!

III. Liderar envolve aprovação


Agora que temos a lista simbólica dos que querem cooperar, vamos fazer um teste! Separe
em outra lista os que são líderes na igreja, ou foram designados para liderar esse trabalho
planejado.

Queremos que os líderes, agora separados, observem seus liderados e respondam:

1. Você se interessa pessoalmente pelos liderados?

2. Você conhece cada um deles pelo nome?

3. Você sabe quais são suas responsabilidades e o que estão fazendo?

Neemias “os tratou como pessoas, não como objetos; tinham valor e não estavam lá para
serem explorados (...) Dar aprovação às pessoas pelos seus esforços honestos é uma das
chaves mais valiosas para o sucesso nas relações humanas.”

Esdras e Neemias para hoje

É hora de criarmos um ambiente de aprovação na igreja! Deixe que os liderados compartilhem


seus sentimentos com seus líderes, e que o Espírito Santo transforme todas as intenções e cause um desejo
na liderança de orar agora pelos liderados!

IV. Liderar envolve delegação


Ao líder recai a responsabilidade maior em todo trabalho, mas isso não quer dizer que o
trabalho só dependa de uma pessoa ou a ela seja dada toda a tarefa. Em Efésios 4.11-12
lemos que a liderança concedida à igreja tem o propósito de aperfeiçoar (treinar, capacitar)
os santos (os crentes) para o serviço.

Se Neemias não tivesse essa característica “teria fcado sobrecarregado com decisões
triviais e nunca teria conseguido coordenar as atividades de todos os grupos”. Por isso,
“cada pessoa foi capaz de assumir responsabilidade por sua secção do muro”.

Então:

1. Grupos de obreiros tinham chefes de secção (3.13,17).


2. O poder de tomar decisões foi delegado aos líderes de cada grupo.

É verdade que alguns não possuem maturidade suficiente para receber responsabilidade
de liderança, pois imaginam ser os donos da situação e rebelam-se contra a liderança
superior. Esses devem ser tratados com cuidado especial, mas não podem ser o padrão e
a justifcativa para centralizar a liderança numa só pessoa.

Esdras e Neemias para hoje

Poderia ser feita uma delegação de responsabilidade para a execução do plano entre os liderados,
capacitando alguns para tarefas mais simples. Quem estaria disposto?

Conclusão

“Um dos pontos fortes de Neemias era a manutenção efetiva de relações interpessoais. A
extensão de sua capacidade pessoal pode ser medida pelo número de grupos e
pela diversidade de pessoas que ele fundiu numa unidade. Ele não só os manteve
trabalhando – ele os manteve trabalhando apesar de diferenças sociais, de origem
geográfca e ocupação profssional.”

Avalie.
1. Você, como líder, está disposto a ver estes princípios de liderança refletidos em sua
vida?

2. Você como liderado, está disposto a respeitar e cooperar com sua liderança?
12

O líder e a oposição externa

Pr. Geraldo Henrique de Andrade Santos


texto básico Neemias 2.9-10,19,20;4.1-23

texto devocional Efésios 6.10-18


versículo-chave Neemias 4.14

“Inspecionei, dispus-me, e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do


povo: Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e terrível, pelejai pelos
vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas”

alvo da lição

Mostrar que todo trabalho para o Senhor terá oposição externa, mas a igreja
já tem a vitória.

leia a Bíblia diariamente


seg Sl 120.1-7
ter Sl 121.1-8
qua Sl 123.1-4
qui Sl 124.1-8
sex Sl 125.1-5
sáb Sl 126.1-6
dom Sl 129.1-8

Com o povo em grande miséria e desprezo, os muros e portões


destruídos (1.3), a autoestima estava baixa, favorecendo a ação dos
oportunistas. Três nomes aparecem nesses versículos, frmando-se
como implacáveis opositores à todo o trabalho de reconstrução de
Neemias: Sambalá, Tobias e Gesém.

“A chegada de Neemias em Jerusalém sem dúvida pertuba a


estrutura de poder da cidade. Pelo que aprendemos mais tarde
sobre os sacerdotes e regentes (5.5,7-11; 6.7-19; 13.4-9), podemos
estar certos de que eles viam a sua vinda com preocupação.”

Quando a liderança inimiga começa as acusações falsas, Neemias


já estava preparando as justifcativas para um ataque armado e
defnitivo, com a aprovação do rei.

Vamos dividir nossa lição em três partes:

1. Quem são os inimigos?


2. Características da oposição.
3. Atitudes de Neemias.

I. Quem são os inimigos?

1. Sambalá

a. Um documento de 407 a.C. o traz como “Governador de


Samaria”.

b. É chamado de “o horonita”. Provavelmente era um dos bete-


horons da casa do deus Horon (cf. Js 16.3,5)

c. Provavelmente é um descendente do grupo misto que colonizou


Samaria após a conquista assíria (2Rs 17.24,29-31).

2. Tobias
a. Possuía nome judaico (sig. “Jave é bom”), mas não foi possível
provar que “as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (Ne
2.10). “Era estrangeiro e inimigo da obra”. (Ne 2.19; 4.7; 6.1,14)

b. “Servo amonita” (Ne 2.10) – Essa expressão “descrevia, não a


descendência de Tobias, mas, sim, sua esfera escolhida, onde
ganhara um cargo elevado”. “Sempre tivera admiradores e
apoiadores ligados por juramento (negócios) a ele, nos mais altos
círculos de Judá” (Ne 6.17-19).

3. Gesém
a. Há evidências de que, longe de ser um estranho desprezível, foi
uma figura ainda mais poderosa do que seus companheiros.

b. Seu nome aparece num vaso de prata doado a uma deusa árabe,
perto do fim do século V a.C.

II. Características da oposiçãoToda possibilidade


de mudança ou de um desafo novo trará
indubitavelmente resistência externa. Mas tenhamos
em mente que nossa luta é espiritual (Ef 6.12). O
inimigo do povo do Senhor Deus continua o mesmo. Vejamos as
características dessa oposição.
1. Ciúme, zombaria e falsa acusação
(2.9-10,19)

2. Escárnio
(4.1-3)
a. Situação humilhante: “Que fazem estes fracos judeus?”
b. Dúvidas sobre o projeto: “Darão cabo da obra num só dia?”

c. Oposição a sua fé em Deus: “Sacrifcarão?”

d. Indiretas maliciosas: “Renascerão dos montões de pó as


pedras?”

3. Ataque armado
(4.7-12)
Lucas ressaltou a natureza extraordinária da pesca ao referir-se à
disposição dos companheiros de Pedro em ajudar os que estavam
no barco e à admiração dos pescadores pelo que presenciaram(Lc
5.7,9). Jesus montou Sua equipe antes mesmo que ela conhecesse
Sua visão.

4. Plano de desmoralização
(6.13)
Em tudo isso, as características que se destacam nessa oposição
extrema nos dão a percepção exata de que vamos conseguir a
vitória pela luta que, na verdade, não pode ser enfrentada com base
em nossas próprias condições, mas inteiramente na dependência do
Senhor.

III. A reação de Neemias


É bom destacarmos a atitude de Neemias em face aos obstáculos
externos, pois podem nos dar princípios para enfrentarmos também
nosso desafo na igreja.

Neemias:
1. Examinou a situação (2.11-16)
2. Demonstrou confança em Deus (2.20; 4.20)
3. Buscou a justiça de Deus (4.4-5)
4. Preparou-se para a batalha (4.9,13)
5. Animou o povo (4.14)
6. Manteve-se vigilante (4.16-18,21-23)

Conclusão

É muito importante que saibamos dos obstáculos à prática da fé


genuína, para que, na dependência do Senhor, a igreja possa
superá-los, pois somos mais que vencedores!

1. Ore pela igreja, pedindo sempre a Deus que o capacite e à igreja


para a batalha.

2. Ofereça-se para trabalhar com a liderança da igreja e buscar


soluções para os problemas de acordo com a vontade do Espírito.
13

O líder e os conflitos de interesses

Pr. Agnaldo Faissal J. Carvalho


texto básico Neemias 5.1-19

texto devocional Neemias 5.6-9


versículo-chave Neemias 5.9

“Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do
opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?”

alvo da lição

Demonstrar qual deve ser a postura do líder, quando detecta deslizes em sua equipe de trabalho,
principalmente quando tais erros prejudicam o grupo todo.

leia a Bíblia diariamente


seg Sl 41.1-12
ter Ne 5.1-5
qua Ne 5.6-12
qui Ne 5.13-19
sex Êx 21.1-6
sáb Êx 22.25-27
dom Dt 24.10-13

Há momentos em que um líder espiritual se vê tentando a fazer “vista grossa” aos deslizes
de seus colaboradores (equipe), a fm de não prejudicar oandamento ou o prestígio de seus
projetos de trabalho. De fato, muitos têm cedido a essa tentação, mas que será que vale a
pena?

Neemias passou por isso, também. Foi-lhe designada uma grande e urgente tarefa: a
reconstrução das muralhas de Jerusalém. Não havia tempo a perder. Ele, porém, foi capaz
de paralisar a obra e agir energicamente na busca de uma solução imediata, quando
percebeu que o compromisso com Deus e a pureza espiritual do povo estavam sendo
maculados em nome do progresso.

Exortar os próprios cooperadores, e isso publicamente, seria taxado de radicalismo em


nossos dias; mas, como veremos, tal confronto tornou-se salvação moral e espiritual
daquele povo.

I. O que estava acontecendo?


Para compreendermos melhor a reclamação daquele povo, precisamos recordar alguns
fatos históricos.

Quando os israelitas regressaram do exílio, possuíam uma boa situação econômica (Ed
1.5-11), pois os judeus que lá fcaram contribuíram com muitos bens, além de cavalos,
mulas e camelos (Ed 2.66-67), que eram muito caros na época. Também, o rei Ciro deu-
lhes boa oferta em ouro e prata, bem como todos os tesouros pertencentes ao Templo de
Salomão.

Passaram-se 90 anos, e muita coisa mudou, principalmente porque gastaram grandes


somas na reconstrução das muralhas, em suas casas e plantações. A maioria do povo
estava fcando cada vez mais pobre, enquanto uns poucos privilegiados estavam enchendo
seus bolsos à custa da miséria alheia. O pior é que esses tais eram justamente aqueles de
quem Neemias mais esperava colaboração: os nobres e os magistrados.

1. O clamor dos pais de família (5.2)


Deixaram de buscar seus próprios interesses e foram trabalhar sem salário, na
reconstrução das muralhas. Usaram suas economias para o sustento da família, e agora
tinham de tomar dinheiro emprestado com os agiotas para alimentar os filhos.

2. O clamor dos trabalhadores (5.3)


A economia da época era baseada na agricultura. Como as lavouras ficavam fora da
proteção das muralhas, precisavam enfrentar os saqueadores vindos das fronteiras e, às
vezes, perdiam tudo devido aos gafanhotos ou à falta de chuva. Para não perder o serviço,
tinham de tomar empréstimos a juros muito altos e hipotecar as terras como garantia. Não
tendo mais com que pagar, perdiam as terras e ainda eram obrigados a entregar os flhos
como escravos para cobrir a diferença da dívida.

3. O clamor do povo em geral (5.4)


Tanto os moradores do campo como os da cidade tinham de pagar impostos ao governo
persa. Como já estavam empobrecidos, acabavam sendo obrigados a pedir dinheiro
emprestado para cobrir mais esse compromisso. Não tendo mais com que pagar,
tornavam-se escravos de seus credores.

Esdras e Neemias para hoje

A Bíblia condena a agiotagem. Aprendemos de Jesus que “mais bem-aventurado” é dar do que
receber. Aprendemos que tudo o que temos, na verdade, pertence a Deus, e que o melhor investimento é
socorrer um irmão necessitado.

II. As atitudes que o líder tomou


Por um momento, e com tristeza, Neemias parou para refletir sobre a tragédia do povo
(fome, dívidas, humilhação). Ele percebeu que a base do problema e o mal que de fato
estava gerando toda aquela miséria era a exploração que irmãos estavam infligindo contra
irmãos.

Neemias sabia que os nobres e magistrados poderiam rejeitar sua repreensão, se fosse
corrigi-los à sós. Por isso decidiu paralisar todo o trabalho nas muralhas; convocou uma
assembléia geral. Para isso ele usou dois argumentos.

1. Vocês se desviaram do propósito de Deus

a. “Deus nos libertou e nos trouxe aqui para sermos um povo livre e soberano, mas a
ganância de vocês está levando muitos à escravidão.

b. Deus abençoou-os com abundância para que repartam, emprestem, socorram e liderem
com amor, mas a avareza tornou-se seu senhor.

c. Deus os colocou como modelo para os benefícios do povo; mas vocês se tornaram
mercenários, tiranos e opressores.

d. Arrependam-se! Verifquem quão más testemunhas estão sendo para os incrédulos,


nossos inimigos. Arrependam-se.”

2. Vocês se desviaram da minha liderança


“Conto com vocês para liderar esse povo e não dominar sobre eles. Sigam meu exemplo,
pois, sendo eu governador, nunca vivi em luxúria (5.14); tenho repartido meu bens com
quem necessita (5.10) e nunca me aproveitei da desgraça alheia para meu benefício
(5.16). Sigam meu exemplo!”

Esdras e Neemias para hoje

Toda liderança deve seguir o exemplo de seu líder maior (Jesus), sem o qual nossos passos se
desviam, nossos planos se frustram e nossos atos se corrompem.

III. Os efeitos que produziu


É extraordinário e surpeendente observar os resultados produzidos por uma atitude radical,
tomada dentro da vontade de Deus.

1. Decidiram repartir o pão sem avareza


Os nobres e magistrados possuiam um grande estoque de alimentos e sementes, com os
quais manipulavam a economia em tempos de fome, mas então, arrependidos, decidiram
repartir sem avareza com os famintos.
2. Decidiram cancelar a dívida dos juros
Além do principal, os juros exorbitantes tornavam quase impossível a quitar as dívidas.
Arrependidos, os credores cancelaram todos os juros, e se dispuseram a emprestar sem
juros.

3. Decidiram devolver as hipotecas


Endividados, muitos hebreus perderam as terras que receberam como herança de Deus.
Perderam ainda casas, filhos e sua própria liberdade. O arrependimento levou aqueles
“líderes” a devolverem tudo quanto tomaram do povo.

Se fosse hoje, essas decisões seriam chamadas de “antieconômicas”, mas aquele


momento exigia medidas drásticas e, somente um líder comprometido com Deus poderia
tomá-las.

Para que não houvesse dúvidas, Neemias fez com que jurassem publicamente, na
presença dos sacerdotes.

Esdras e Neemias para hoje

O arrependimento sincero gera resultados surpeendentes, mas a sua permanência depende do


compromisso que é assumido com Deus.

Conclusão

Nenhuma obra, ainda que realizada para o Senhor, é mais importante que o compromisso
e a fdelidade que devemos a Deus. Se preciso for, melhor é parar o projeto e acertar os
desvios provocados pelos conflitos de interesses. A obra deve ser feita, mas com
integridade. Cabe ao líder a responsabilidade de providenciar que assim seja, ainda que
por isso seja taxado de radical. Os resultados fnais provarão que tinha razão em agir
assim.
14

O líder e os ataques pessoais

Pr. Agnaldo Faissal J. Carvalho


texto básico Neemias 6.1-19

texto devocional Neemias 6.15,16


versículo-chave Neemias 6.9

“Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará...
Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos”

alvo da lição

Mostrar que, a deseito das oposições que se levantam contra a obra que realizamos para Deus, temos
garantido o bom êxito, se mantivermos comunhão permanente com o Dono da Obra.

leia a Bíblia diariamente


seg Ne 4.16
ter Ne 4.7-23
qua Ne 6.1-4
qui Ne 6.5-9
sex Ne 6.10-14
sáb Ne 6.15-19
dom Ne 6.1-19

A reconstrução das muralhas havia acabado, porém não a oposição, pois a vizi nhaça
inimiga sabia que a reconstrução dos muros era um grande passo rumo- à restauração da
temida nação israelita. Os opositores sabiam também que o motivo de terem fracassado
repetidas vezes na tentativa de paralizar a obra era o líder Neemias. Ele
encorajava o povo e, por isso, precisa ser neutralizado.

Sambalá, Tobias e Gesém tinham “contas para acertar” com Neemias; foi assim que
idealizaram um tríplece plano para se vingaremdele, tirando-o do caminho.

I. Armaram uma cilada


(6.1-4)
Em nome dos povos vizinhos, Sambalá convidou Neemias para uma “conferência de paz”,
no Vale de Ono (mais ou menos 30 Km ao norte de Jerusalém). À primeira vista, parecia
até uma boa ideia para acabar com os conflitos que agravavam ainda mais os tempos de
crise e fome que os israelitas vinham atravessando. Mas, com discernimento, Neemias
percebeu as reais intenções daqueles homens (um atentado contra o líder desestabilizaria
política, econômica e emocionalmente Jerusalém).

Neemias, precavido, recusou o convite, alegando não ser uma hora adequada para deixar
o serviço e viajar. A confrmação de suas suspeitas concretizou-se com os repetidos e
persistentes convites.

Esdras e Neemias para hoje

No exemplo de Neemias aprendemos a importância de buscar sabedoria e discernimento para as


decisões que devemos tomar, ainda que pareçam ser de nosso interesse pessoal ou de todo o grupo.

II. Promoveram difamações


(6.6-7)
Percebendo que a primeira estratégia havia falhado, Sambalá e seus comparsas partiram
para um ataque moral, esperando assim, diluir a influência de Neemias em Jerusalém e
desmoralizá-lo perante as autoridades israelitas.

Enviaram uma carta aberta, com o frme propósito de tornar o conteúdo dela conhecido, na
qual difamaram a conduta e intenções de Neemias. Eles sabiam que Neemias poderia
defender-se facilmente daquelas inverdades, mas aí já teriam alcançado seu intento, que
era lançar uma “poeira de calúnias” e uma onda de boatos, maculando o nome de Neemias
nos quatro cantos da cidade.

Que isso sirva de ensino para nós! Cuidado com as coisas que você fala a respeito de
outras pessoas! Poderá destruir covardemente a reputação de um inocente!

Mais uma vez a comunhão que Neemias mantinha com Deus proporcionou-lhe
discernimento para defender-se. Respondeu simplesmente que mantinha pura sua
consciência com Deus e que não gastaria tempo em se defender, pois tinha certeza que
Deus faria isso por ele, como de fato o fez (6.8-9).

III. Partiram para a intimidação


(6.10-14)
Neemias tinha consciência de que seus opositores não descansariam no intento de destruí-
lo. Fracassaram na emboscada, fracassaram na difamação, mas certamente estariam
planejando algo mais.

Veio então uma “profecia” pelo sacerdote Semaías, alertando-o de que sofreria um
atentado naquela noite. À primeira vista parecia se tratar de um aviso divino do seu leal
servidor. Mas... “espere um pouco”, pensou Neemias... “que conselho é esse que o
sacerdote está me dando?” “Entrar no lugar Santo para me esconder?... Isso é contra a Lei
de Deus... eu não posso fazer isso, nem que seja para salvar minha vida!”
Neemias percebeu que tal profecia não poderia ter vindo de Deus, pois Ele nunca Se
contradiz. Percebeu também que se tratava de mais uma tentativa de desacreditar sua
liderança perante a opinião pública.

Esdras e Neemias para hoje

Cumprir a vontade de Deus tem mais valor do que defender nossos próprios interesses, mesmo quando
o fazemos seguindo o conselho de alguém em que confiamos.

Neemias mais uma vez demonstrou integridade e discernimento espiritual, graças a


sua contínua comunhão com o Senhor. Simplesmente orou, buscando a justiça divina
para aqueles que não têm o escrúpulo de violar o Santo Nome de Deus com intenções
impuras.

Conclusão

Neemias não caiu porque teve o discernimento sobre de quem era a obra e para quem
estava trabalhando.

No tempo recorde (para a época) de 52 dias, as obras no muro se completaram. Os que


fzerem oposição, de tão envergonhados... “decaíram muito em seu próprio
conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fzemos esta
obra” (6.16).
15

O líder e a reavaliação

Pr. Agnaldo Faissal J. Carvalho


texto básico Neemias 7.1-7

texto devocional Neemias 7.71-73


versículo-chave Neemias 7.2

“Eu nomeei a Hanani, meu irmão, e a Hananias, maioral do castelo sobre Jerusalém; porque ele era homem
fel e temente a Deus, mais do que muitos outros”

alvo da lição

Mostrar a importância do constante planejamento na Obra de Deus.

leia a Bíblia diariamente


seg Ne 7.1-4
ter Ne 7.5-62
qua Ne 7.63-69
qui Ne 7.70-73
sex Ed 8.15-20
sáb Lc 14.28-32
dom At 6.1-7

Écomum acontecer, quando lideramos ou fazemos parte de um projeto de tra balho, seja
ele na igreja, no comércio, na indústria ou na política, acabarmosnos envolvendo
demasiadamente com os problemas imediatos, a ponto de perdera visão global daquilo que
planejamos. Nessas horas, a prudência manda que paremos a fm de reavaliar o
andamento do projeto, para então decidir as diretrizes a serem tomadas rumo à
consolidação do mesmo.

Para Neemias, o momento da reavaliação havia chegado, antes de fnalizar a reforma das
muralhas. Ele queria estar preparado para a próxima etapa do seu plano. Seu objetivo fnal
era duplo:

1. restaurar o nacionalismo no coração do povo;


2. restaurar a vida espiritual do povo.

Vejamos, então, as atitudes tomadas por Neemias para garantir a concretização da missão
que Deus lhe confiou.
I. Reavaliando a liderança nacional
(7.1-4)
A reconstrução dos muros em Jerusalém era apenas a primeira etapa de um projeto
ambicioso que visava reacender a chama do nacionalismo israelita. Para isso, precisava
constituir uma liderança (equipe) confiável, responsável e capaz.

1. Um administrador para Jerusalém


O homem escolhido para liderar administrativamente Jerusalém chamava-se Hanani, que,
por sinal, era irmão de Neemias.

Em nosso contexto, isto seria taxado de nepotismo, mas os motivos que levaram Neemias
a essa decisão eram honestos e puros.

a. Hanani era um nacionalista - Quando Esdras voltou do exílio, trazendo consigo um


pequeno grupo de remanescentes para Jerusalém, Hanani, movido pelo patriotismo,
deixou a Babilônia e tudo que lá havia construído, e os acompanhou. Enquanto isso, seu
irmão permaneceu a serviço do império. Além disso, Hanani era da linhagem davídica, o
que era visto com bons olhos nacionalistas.

Esdras e Neemias para hoje

Lutar pela herança prometida por Deus lhe atrai mais do que as ofertas do mundo?

b. Hanani era capacitado - Após os conflitos registrados em Esdras 4.23-24, os


judeus confaram a ele a importante missão de voltar à Babilônia e interceder em favor de
Israel, que se achava em situação crítica (Ne 1.1-3).

Esdras e Neemias para hoje

Você tem se preparado para representar o povo de Deus em ambiente hostil? Você tem intercedido por seu
povo perante Deus?

c. Hanani era íntegro - A confança que Neemias depositava nele baseava-se


também em sua formação moral e espiritual. Eles foram criados juntos e, podemos
acreditar que a formação de ambos qualifcava Hanani.

2. Um comandante para Jerusalém


A proteção da cidade estava praticamente concluída (muralha); contudo Neemias percebia
que o perigo não vinha apenas de fora. Havia, também, famílias importantes envolvidas em
intrigas. Aquilo representava um “barril de pólvora” que, cedo ou tarde, poderia fomentar
um golpe de Estado.
Com sabedoria e perspicácia, Neemias escolheu um homem piedoso para comandar a
“guarda metropolitana” de Jerusalém, e esse homem era Hananias. Sua missão
seria proteger a casa do governador e garantir a segurança interna e extrema da cidade.
Ele era temente a Deus e fel à Sua Palavra.

3. Um treinamento para a liderança


Uma vez constituída a equipe de trabalho e defnido o papel de cada um (7.3-4), Neemias
estimulou-os a que exercessem suas funções, sem interferir no estilo uns dos outros.
Organizaram o povo da seguinte forma:

a. Guardiões da porta – caberia aos levitas e aos cantores do templo a tarefa de abrir os
portões da cidade, após o dia estar bem claro, e fechá- -los antes do anoitecer. Não
apenas abrir e fechar, mas, também, vigiar.

b. Guardiões dos muros – durante todo o dia, os guardiões se revezariam na


vigilância sobre os muros, mas, ao anoitecer, a responsabilidade pela segurança passaria
às famílias que habitavam próximas ao muro. Cada uma, de frente à sua própria casa.

Esdras e Neemias para hoje

A nova liderança desenvolve-se melhor quando lhe é oferecida oportunidade de explorar suas
próprias habilidades.

II. Reavaliando a espiritualidade nacional


O grande projeto de reconstrução nacional empreendido por Neemais e seus
colaboradores dependia não apenas das muralhas e da reurbanização, mas também,
e principalmente, da restauração espiritual daquele povo, cujo propósito maior era o de
manifestar a glória de Deus perante as nações.

Quase um século havia se passado desde o desterro. Muitos não mantiveram pura a sua
linhagem, misturando-se pelo matrimônio com gentios, e não foram poucos os que
escolheram permanecer na Babilônia, deixando para trás a herança de seus pais.

Neemias discerniu ser da vontade de Deus realizar um recenseamento para identificar a


situação étnica dos moradores de Jerusalém e vizinhança.

Esdras e Neemias para hoje

Você busca a vontade de Deus para sua vida?

Ao iniciar-se a movimentação para o censo, foi encontrado um valioso documento no qual


estavam especifcadas todas as famílias que regressaram do exílio na primeira leva, sob a
liderança de Zorobabel, cerca de 538 a.C. (Ne 7.6-69). Isso contribuiu decisivamente na
tarefa de recontagem para a formação da árvore genealógica de cada família.
Desse episódio podemos aprender três lições.

1. Os impuros estão desqualificados (7.61-65)


Por intermédio do censo, descobriu-se que algumas pessoas que vinham trabalhando e até
ofciando no serviço religioso, não tinham como provar uma origem pura da raça. Parece
que seus ancestrais haviam se casado com gentios. Em consequência disso, foram todos
removidos dos cargos que ocupavam, sendo alguns deles até sacerdotes.

Provavelmente, muitos em nossos dias discordariam de tal decisão; prefeririam ignorar as


diferenças doutrinárias a fm de não perder colaboradores. Mas, a bem da verdade, um
sacerdócio impuro e com máculas difcilmente pode produzir um rebanho saudável.

Esdras e Neemias para hoje

Um líder espiritual que não evidenciar seu novo nascimento (origem) ou que não se mantiver fiel às
sãs doutrinas jamais servirá de modelo para o rebanho, e muito menos o suprirá com o alimento que
necessita.

2. Os verdadeiros líderes são reconhecidos


O censo também mostrou quem por direito deveria exercer a primazia sobre os grupos de
famílias, e isso era muito importante, pois segundo a cultura e tradições judaicas tais
chefes constituiam o “conselho deliberativo” da cidade, sentando-se às suas portas para
julgar as causas que existissem entre as pessoas.

Tais homens demonstravam o valor do seu caráter pelo gesto voluntário de ofertarem para
a continuação das obras, dando assim um bom exemplo a seus familiares. No total
ofertaram 168Kg de ouro e 1.257kg de prata.

Esdras e Neemias para hoje

Como chefe de família, você tem sido bom exemplo para seus filhos, cônjuge e irmãos?

3. Os que trabalham são recompensados (7.70-73)


O pleno funcionamento das atividades no templo desempenhava um papel fundamental
para o bem-estar espiritual de Israel. Eram muitos os que estavam a serviço do Templo, em
período integral. Reconhecendo isso, Neemias agiu no sentido de prover-lhes um sustento
adequado e justo.

De seus próprios recursos, Neemias fez uma grande oferta para garantir o sustento dos
levitas e sacerdotes, em quantias que hoje equivaleriam a 8,4kg de ouro, 530 mantos
sacerdotais e 50 vasilhas próprias para o culto.
Tendo ele mesmo dado o exemplo, brotou no coração do povo o desejo de também ofertar
para o sustento do ministério e para a continuação da obra, chegando-se a um total de
168kg de ouro e 1.142kg de prata.

Esdras e Neemias para hoje

Muitos pastores e missionários que honram e servem a Deus integralmente têm padecido
dificuldades fnanceiras porque há crentes de corações endurecidos para a obra de Deus. Você tem sido um
deles?

Conclusão
Neemias soube a hora certa de parar, reavaliar, tomar providências e, então, prosseguir
com segurança rumo à concretização de seu projeto. Todas as medidas foram tomadas
para que nem o cansaço, nem o imprevisto e nem os inimigos desviassem o trabalho dos
propósitos estabelecidos por Deus.
16

O líder e o avivamento

Pr. Geraldo Henrique de Andrade Santos


texto básico Neemias 8.1-10.39

texto devocional Salmo 119.97-105


versículo-chave Neemias e 8.12

“Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham
entendido as palavras que lhes foram explicadas”

alvo da lição

Destacar que um avivamento legítimo começa com a liderança.

leia a Bíblia diariamente


seg Ne 8.1-8
ter Ne 8.9-12
qua Ne 8.13-18
qui Ne 9.1-25
sex Ne 9.26-37
sáb Ne 10.1-27
dom Ne 10.28-39

J. I. Packer prefaciando o livro Avivamento de D.M. Lloyd-Jones, escreveu sobre o autor:


“O que ele estava buscando era a nova qualidade de vida espiritual que vem através do
conhecimento da grandeza e da proximidade do nosso Santo, Gracioso Criador – algo que
em outra época seria chamado expansão do coração, o que em geral começa com um
senso mais profundo do poder e da autoridade de Deus na preparação da mensagem
bíblica.”

Com essa citação, destacamos a simplicidade e a seriedade da necessidade de um


verdadeiro avivamento hoje e continuamente, evidenciando a importância dos líderes para
ser exemplos e conduzir o rebanho dentro da vontade divina.

Avivamento legítimo começa com a liderança! Pastores, presbíteros, diáconos, professores


da Escola Bíblica, líderes de ministérios... a igreja toda! – Atenção para isso!
I. Avivamento e compreensão da palavra de Deus
(Ne 8.1-8)
Hoje em dia, é comum os líderes pretenderem atender aos anseios da congregação
destituidos da autoridade da Palavra. O rebanho tem fome e sede de Bíblia! Mas muitos
líderes dão às suas próprias experiências uma prioridade indevida.

O poder da Palavra tem autoridade sobre as manifestações do coração! (Hb 4.12)

Em Neemias 8.1-8, após a construção do muro (cf.6.15), o povo demonstra profunda fome
e sede de Deus. Com atitude geral e espontânea, construiram um púlpito de madeira (v.4),
pois queriam ser vivifcados, avivados pela “Lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a
Israel” (v.1). Esdras, o sacerdote, não trouxe para o púlpito um show, um testemunho de
prosperidade, ou uma onda de gritaria. Esdras:

1. trouxe o Livro da Lei (v.1-4);

2. abriu o Livro da Lei (v.5-6);

3. leu e explicou o Livro da Lei (v.7-8).

Esdras e Neemias para hoje

Amados líderes, deem exemplos de como a palavra de Deus tem sido o alicerce e também o enchimento de
um profundo avivamento em sua vida e na de sua igreja.

II. Avivamento e regozijo na palavra de Deus


(Ne 8.9-12)
“Era o primeiro dia do sétimo mês” (v.2), dia de “descanso solene, memorial, com sonidos
de trombetas, santa convocação”, conforme havia dito o Senhor a Moisés (Lv 23.24).
Antecedia o dia da Expiação (Lv 23.26-32); tudo isso era preparatório para as festividades
dos tabernáculos (Lv 23.33-44). Enfm, “as palavras que acompanhavam mais naturalmente
a santidade não eram somente a justiça e a retidão, mas também a glória, a beleza, a força
e a alegria”. Diz Kidner: “Os muros completados, a multidão e a convivência eram todos
periféricos ou secundários. Ter entendido o que Deus estava dizendo é que fez a ocasião.
Era um passo da religiosidade cega para algum grau de comunhão entre o divino e o
humano”.

A Palavra fazia efeito! Mexia com o sentimento dos líderes e do povo! Nesse causou
pranto, naqueles (Neemias, Esdras e os levitas) uma nova perspectiva. Era hora de júbilo!
A alegria de Neemias contagiava o povo a celebrar e a dar de si mesmo (v.10).

“Porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (v.12).

Esdras e Neemias para hoje


O que a liderança tem feito e demonstrado para contagiar com alegria e prazer a congregação nos dias
de Culto ou reuniões semanais, estudos bíblicos ou Escola Bíblica? Dê exemplos.

III. Avivamento e obediência à palavra de Deus


(Ne 8.13-18)
“A festa dos tabernáculos, durante a qual o povo passava uma semana habitando em
barracas (Lv 23.39-43), era uma comemoração dos quarenta anos que os israelitas
passaram no deserto, cujo signifcado religioso seria o de relembrar aos israelitas que não
passam de peregrinos no mundo, dependentes da proteção divina” (BVN).

A seriedade com que haviam tratado a Escritura fez com que retornassem no dia seguinte
junto a Esdras para “Atentarem nas palavras da Lei” (v.13). Essas palavras sugerem “algo
mais do que escutar passivamente. Como os cabeças das famílias de todo o povo, estes
homens deveriam espalhar o conhecimento da Escritura através das famílias...” na
verdade, o que descobriram há muito era negligenciado (v.17), até que “Acharam escrito na
Lei” (v.14).

Esdras e Neemias para hoje

“E houve mui grande alegria” por tornarem a obedecer ao Senhor. Cite exemplos das vezes em que a
igreja estava negligenciando um mandamento bíblico e, ao redescobri-lo, sentiu grande alegria.

IV. Avivamento e resposta à palavra de Deus


(Ne 9.1-10.39)
Naquele momento era importante analisar o passado e aceitar o desafo futuro. “E, com o
realismo daquela cultura, o corpo e suas vestes devem expressar a mesma auto-
humilhação que as palavras e o tom de voz” (cf. 9.1).

Se queremos ter um avivamento completo em nossa liderança, precisamos de jejum, pano


de saco e terra sobre nós.

Esdras e Neemias para hoje

Qual é sua atitude em relação à palavra de Deus? Quando lida, refletida e praticada, o que lhe traz?

Destaquemos a resposta de todo o povo à palavra de Deus. Eles:

1. arrependeram-se e confessaram (9.1-37);

2. estabeleceram aliança fel (9.38-10.39).


Conclusão

Lembremo-nos: toda vez que os líderes se omitem e o rebanho toma a frente, corre-se o
risco de desvios, divisões, dispersões e, por fm, a vida da igreja se perde.
Avivamento legítimo começa com a liderança!

1. Pergunte ao Senhor se a liderança que você exerce na igreja está inteiramente


nas mãos Dele.

2. Verifque se os seus liderados veem em você o poder de um avivamento


genuíno promovido pelo Espírito Santo.
17

O líder e a reforma

Pr. Geraldo Henrique de Andrade Santos


texto básico Neemias 13.1-31

texto devocional Romanos 6.1-14


versículo-chave Neemias 13.30

“Limpei-os, pois, de toda estrangeirice, e designei o serviço dos sacerdotes e dos levitas, cada um no seu
mister”

alvo da lição

Mostrar que a obediência a Deus é inegociável.

leia a Bíblia diariamente


seg Nm 22.1-41
ter Mc 11.15-19
qua Ml 3.6-12
qui Sl 122.1-9
sex Sl 1.1-6
sáb 1Jo 1.5-9
dom Rm 12.1-2

Chegamos ao final de mais uma série de lições que, embora tenham destacado a
liderança, certamente alcançaram também cada aluno de nossa igreja.

O que podemos notar em todo o aprendizado é que Deus atua permanente e


soberanamente sobre Seu povo, capacitando Seus servos para a condução do rebanho.

Ainda nesta última lição, veremos o zelo de Neemias em obedecer e levar o povo à
obediência a Deus.

A obediência a Deus é inegociável! Por isso, ainda havia cinco áreas que precisavam de
reforma. Vejamos.

I. Envolvimento com o mundo


(v.1-3)
A ordem do Senhor para nós é sermos santos, assim como Ele é Santo (Lv 20.7; 11.44-45;
19.2; 1Pe 1.16), ou seja, devemos viver incontaminados pelo mundo, praticando tudo
aquilo que o Senhor aprova, pois somos “nação santa, povo de propriedade exclusiva de
Deus” (1Pe 2.9).

Assim era Israel para o Senhor. Por isso não deveria relacionar-se com os amonitas e
moabitas (v.1). Quem eram eles?

1. Os moabitas moravam além do Jordão, na altura de Jericó (Nm 22.1). Eram


descendentes de Ló, assim como os amonitas (Gn 19.37-38).

2. Balaque foi o rei moabita que contratou Balaão para amaldiçoar o povo de Deus (Nm
22.5-7).

3. Levaram Israel à prostituição e idolatria (Nm 25.1-2; 31.16).

4. Não socorreram a Israel com pão e água quando saía do Egito (Dt 23.3-5).

Esdras e Neemias para hoje

Aponte algumas áreas em que a Bíblia diz claramente que você, como líder, juntamente com sua igreja,
deve promover uma reforma e “apartar-se do elemento misto.”

II. Desrespeito com a casa do Senhor


(v.4-9)
É imperativo que a liderança mantenha atenção constante sobre seus liderados, pois
influências más podem sobrevir ao rebanho, entrando sorrateiramente em seu meio,
causando falatório, intrigas, divisões, mágoas e desrespeito.

Neste ponto, muito mais do que sermos veterotestamentatários e darmos atenção ao


aspecto físico do Templo, queremos tratar do “santuário espiritual” (1Co 3.16; 6.19),
embora destaquemos o texto em si, com vista a uma aplicação, como segue.

1. Eliasibe era o sumo sacerdote (Ne 3.1; 12.10,22; 13.28).

2. Tobias possuía nome judaico (significado: “Jeová é bom”), mas não foi possível provar
que “as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (Ne 2.10).

3. Tobias, “servo amonita” (Ne 2.10) – Provavelmente o termo “servo amonita” “descrevia,
não a descendência de Tobias, mas sim, sua esfera escolhida, onde ganhara um cargo
elevado.”

4. Tobias era estrangeiro e inimigo da obra (Ne 2.19;4.7;6.1,14).


5. Tobias “sempre tivera admiradores e apoiadores ligados por juramento (negócios) a ele,
nos mais altos círculos de Judá” (Ne 6.17-19).

6. Tobias conseguiu com isso um grande espaço físico no templo (v.5).

Para Neemias a santidade era inegociável! Imediatamente, ao saber dos fatos, indignou-se
e promoveu e purifcação das câmaras do templo (v.8-9 – cf. Mc 11.15-19).

Esdras e Neemias para hoje

Que influências negativas poderiam corromper a sua vida, que é o santuário do Espírito Santo, e a da
igreja? Que devem fazer os líderes sobre isto?

III. Negligência na manutenção dos obreiros do Senhor


(v.10-14)
Precisamos lembrar que a negligência na manitenção dos obreiros vem logo após o
estabelecimento da “aliança fel” do capítulo 10.39, após a promessa de que “não
desampararíamos a casa do nosso Deus”.

Tão cedo já estavam quebrando a aliança! Tornavam a roubar do Senhor, caindo na


condenação do Profeta Malaquias. O compromisso de antes do exílio, que Deus lhes havia
dado e que fora esquecido no cativeiro, novamente era restaurado e esquecido, como uma
afronta perante o Senhor.

Neemias reconheceu de quem deveria cobrar essa situação (v.11) e tomou duas atitudes:

1. promoveu a restituição dos prejudicados a seus postos (v.11)

2. fez nomeações cuidadosas para a tesouraria e administração (v.13)

A atitude de Neemias foi transparente e corajosa! Demonstrou com isso o zelo que tinha
para com o mandamento do Senhor (Ml 3.10).

Esdras e Neemias para hoje

De forma negativa encontramos lideranças que evitam tratar do aspecto dizimal e de ofertas na igreja.

Deixam de promover um desafo e demonstram pouca transparência e zelo.

Professor, oriente a classe, bíblica e contemporaneamente, sobre o dízimo.

IV. Desrespeito com o dia do Senhor


(v.15-22)
Novamente a “aliança fiel” do capítulo 10 era quebrada (ver v.31). Neemias estava convicto
“de que a profanação do sábado era um dos pecados que provocara o castigo do
cativeiro” (v.18), por isso chegou a contender com os magistrados pelo mal que fizeram
(v.17).

Destaquemos a responsabilidade de liderança em ser exemplo de zelo pelo culto ao


Senhor, pois só assim teremos uma igreja dedicada nos dias de celebração!

Não serão fatos simples que desviarão a atenção dos líderes para outras atividades, por
exemplo, nos dias de culto e reuniões.

Neemias teve sabedoria de passar esse encargo para aqueles que deviam zelar pelo seu
cumprimento, assegurando-se de que o aceitaram como tarefa santa (cf. v.22).

Esdras e Neemias para hoje

Cite as coisas que podem desviar sua atenção e prejudicar a igreja na adoração e culto a Deus. Que
pode ser feito para solucionar esse problema?

V. Casamento misto
(v.23-29)
Kidner diz: “A balbúrdia de idiomas entre crianças (v.24) não era apenas um sintoma, mas
ameaça: importava numa erosão contínua da identidade israelita no nível da totalidade do
pensamento e da expressão, e uma perda de acesso à palavra de Deus efetivamente
paganizaria os israelitas. O compromisso feito por uma única geração poderia desfazer a
obra de séculos”.

Sempre que o povo santo de Deus, separado só para Deus, envolve-se em


relacionamentos contrários à Sua vontade, consequências diversas sobrevêm afetando até
mesmo gerações futuras.

O cuidado dos líderes está em conduzir a igreja não só pelos resultados imediatos. Deve-
se ter a visão que Neemias teve, protegendo as gerações futuras de esquecerem e
abandonarem a Deus.

De fato, a atitude de Neemias foi algo temível, mas o momento era decisivo, e o propósito
era preservar o compromisso com Deus pelas gerações futuras.

Quantas vezes já passamos por rompimento dolorosos com o pecado para preservarmos
nossa comunhão com Deus!

Conclusão
Vivamos aos pés do Senhor, sempre desejosos de fazer a Sua vontade como líderes
e como igreja, de forma abrangente.
1. Avalie com os irmãos os benefícios em obedecer ao Senhor.

2. Avalie também as consequências em negociar essa obediência com o mundo.

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