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Aluna: Dara Amaral

No de matrícula: 387261

Tipos de conhecimento: Empírico, Religioso,


Filosófico e Científico

Quando algo rompe o nosso equilíbrio, como perguntas sem respostas,


procuramos entender e explicar os motivos desses fatos, mesmo que de
alguma forma irracional, buscando reestabelecer novamente o equilíbrio. Um
Homem sem conhecimento está fadado a não ter respostas verdadeiras, não
tem como contestar ou testar algo que não se sabe onde chegar. As formas de
conhecimentos são:

Conhecimento Empírico:
Esse tipo de conhecimento é baseado nas experiências pessoais de
cada indivíduo, considerando os sentidos, principalmente o sensorial, como
algo fundamental para obter-se conhecimento. Por ser dependente de uma
experiência individual, o conhecimento empírico não pode ser considerado uma
lei, é algo muito subjetivo e maleável. “Nem os princípios nem as ideias são
inatas” John Locke.
O conhecimento empírico é composto por três fundamentos:
1. Ametódico: não é premeditado, pois ocorre ao acaso;
2. Assistemático: não possui uma ordem;
3. Dependente: é influenciado pela cultura, sociedade e meio ambiente;

Conhecimento Religioso:
Utilizando de um conceito-chave em suas explicações, sendo este
conceito de caráter dogmático, ou seja, aceito como verdade sem ser discutido,
testado ou questionado. Esse dogma seria uma força superior ou de um ser
supremo, no caso Deus, que seria o motivo para acontecimentos que não
podem ser explicados através do empirismo.
A presença de profetas, os quais são sujeitos especiais, escolhidos por
Deus ou por possuírem um ‘dom’, tornam-se um elo de comunicação com o
mundo espiritual, o qual nos traz conhecimento, é outra característica do
conhecimento religioso.
Popper (1975) chama de pseudociências as teorias que não possuem
condições de terem o adjetivo científico, como por exemplo a psicanálise e a
dialética marxista, na concepção de Popper, são pseudociências por sempre
buscar relação, respectivamente, com o inconsciente e entre dominante-
dominado. Assim como o conhecimento empírico, o religioso também é uma
pseudociência.
Três fundamentos principais:
1. Dogmatismo: baseia-se em ideias que não são contestadas ou testadas;
2. Não testável: Não aceita ser testada/comprovada de forma que garanta
sua veracidade ou ciência;
3. Dependente: depende da crença ou fé, podendo ter sido ou não
induzidos;
Aluna: Dara Amaral
No de matrícula: 387261

Conhecimento Filosófico:
Como antecedente da ciência é o primeiro a levantar teorias que podiam
ser discutidas, debatidas e pensada, porém não é passível de experimentação
e essa é a grande diferença entre os dois. É uma forma racional de
conhecimento, não admitindo a fé ou a intuição como origem.

Conhecimento Científico:
É a fase mais recente na evolução do conhecimento humano. Sendo
metódico, necessita de um conjunto de princípios que sejam científicos,
sistemático, precisa de regras e reproduz, e objetivo, deve ser relatado de
forma simples e direta. A ciência busca respostas mais confiáveis à
humanidade, respostas essas que independam do empirismo, e que não
expliquem a vida em função de dogmas.
Para a ciência a verdade é assim até que se prove o contrário, portanto
ser cientista é trabalhar com a dúvida, conviver com incerteza, pois tudo que se
sabe hoje pode ser substituído por uma nova verdade amanhã. Possui dois
campos, o factual e o formal. As ciências formais tratam de objetos não
empíricos, abstratos, cuja veracidade é comprovada por dedução ou lógica,
sem a necessidade/possibilidade de experimentação. O segundo campo é
denominado de factual por tratar de objetos empíricos ou materiais, com
métodos baseados na observação e na experimentação.
Possui quatro condições:
1. Replicabilidade: é possível ser reproduzido;
2. Fidedignidade: determina-se após a replicabilidade, será mais fidedigna
na medida que for generalizada;
3. Generabilidade: se passar pelas etapas acima, pode ser utilizado para
explicar fenômenos em condições naturais;
4. Falseabilidade: possível de ser mostrada como falsa.

Implicações para a psicologia:


As pessoas, assim como o psicólogo, não devem abandonar suas
crenças, comportamentos e costumes, mas sim incorporar o conhecimento
científico no seu mundo. A ciência veio com o pretexto de ajudar, só temos que
saber separar.

Método:
Método científico, é um conjunto de princípios que orientam a conduta
do pesquisador afim de poder ser reproduzido. Através do método é que
podemos garantir a validade do conhecimento descoberto.
Anderson (1977) define que o método científico possui cinco princípios:
1. Verificação empírica: deve trabalhar com o teste da observação e
com objetos que sejam observáveis.
Aluna: Dara Amaral
No de matrícula: 387261

2. Definição operacional: os conceitos utilizados devem ser definidos


em termos e componentes cuidadosamente claros e precisos.
3. Observação controlada: ato da coleta de dados/informações, onde a
mensuração adequada das variáveis deve ser definida.
4. Generalidade Estatística: Padrão de validade aceitando uma margem
de erros, a qual é definida em função de alguns princípios.
5. Confirmação empírica: um bom método produz dados que sejam
sistemáticos.

Pesquisa:
Existem dois tipos de Pesquisa, a experimental e a descritiva. A pesquisa
experimental procura explicar o ‘porque’ acontece um determinado fenômeno,
o que na prática é produzir um experimento controlado e manipulável. Já a
pesquisa descritiva busca conhecer e interpretar a realidade sem nela interferir
e descreve o que ocorre na realidade.

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