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ESTADO DE ALAGOAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS – UNEAL


PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
PROGRAMA ESPECIAL PARA FORMAÇÃO DE SERVIDORES
PÚBLICOS – PROESP

Disciplina: Direito Internacional público e privado


Docente: Prof. Esp. Lilian Maria Nunes Silva

Aluno (a):Lamarck Felix Cavalcante. Turma: santana do Ipanema.06/10/21

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO – AV1

Analise os dispositivos contidos na Declaração dos Direitos do Homem


(ONU, 1948), selecione um dos direitos elencados e discorra a respeito
da efetiva aplicação da norma.

“A Dignidade Humana”

INTRODUÇÃO

O princípio da dignidade humana ocupa uma posição central nas constituições nacionais
e nos modernos tratados internacionais, sendo frequentemente usado como base para
decisões judiciais em uma ampla gama de questões. A defesa da dignidade humana
ocupa um lugar central no discurso jurídico contemporâneo, pois é a partir daí que
começam os esforços para evitar a recorrência das atrocidades da Segunda Guerra
Mundial. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, "Todas as
pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Este é também um dos
fundamentos da República Federativa do Brasil e a finalidade do sistema econômico e
da ordem econômica brasileira é baseado sobre o valor do trabalho e da livre iniciativa
acima dos valores, visa garantir que todas as pessoas vivam com dignidade de acordo
com os requisitos de justiça social.

Em algumas decisões judiciais sobre diferentes assuntos, como decisões relacionadas à


interrupção da gravidez fetal, o apelo por dignidade foi repetidamente mencionado, às
pesquisas com células-tronco embrionárias, à proibição de trabalho escravo,
reconhecimento da união homoafetiva dentre outras.

DESENVOLVIMENTO

A ignorar a existência e a validade jurídica das uniões homoafetivas é o mesmo que as


pôr em situação de injustificada desvantagem em relação às uniões estáveis
heterossexuais, compete ao estado assegurar que a lei conceda a todos a igualdade de
oportunidades, de modo que cada um possa conduzir sua vida autonomamente segundo
seus próprios desígnios e que a orientação sexual não constitua empecilho à persecução
dos objetivos pessoais, essa ordem de ideias remete à questão da autonomia privada dos
indivíduos, como o centro da dignidade da pessoa humana a previsão de que o
indivíduo mereça do estado e dos particulares o tratamento de sujeito e não de objeto de
direito, respeitando-se a autonomia, pela sua simples condição de ser humano.

Contudo, o apelo recorrente à defesa da dignidade como fundamento para as decisões


judiciais pode levar a exageros, justamente porque a proteção à dignidade das pessoas é
consensual. Por isso, o recurso a ela está sujeito a ser abusado, a ser utilizado em casos
em que o que está em jogo é menos do que a dignidade da pessoa.

Uma ação particularmente vulnerável a essa tendência é a demanda por medicamentos


que não constam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) por serem recém-lançados,
em fase de experimentação ou não apresentarem evidências de efetividade ou custo-
efetividade, pacientes e médicos acreditam que um dos medicamentos pode salvar o
paciente e pedir ao estado que o forneça. Nesse momento, os advogados argumentam
que ofenderia a dignidade do paciente se não fosse fornecido. No entanto, os recursos
orçamentários são escassos. A controvérsia sobre essas ações não é apenas o valor do
custo, sua imprevisibilidade ou a tensão entre o judiciário e a administração, mas
também que atender às solicitações dos pacientes muitas vezes pode significar não
atender milhares de pessoas, haja vista os altos custos.

A dignidade humana e o princípio da proteção à saúde do cidadão comum e exigem que


os governos estaduais e municipais sejam obrigados a fornecer medicamentos e insumos
necessários para a população de baixa renda, uma vez comprovada sua necessidade. Se
um direito subjetivo básico é violado, não há necessidade de dizer que ele viola o
princípio da igualdade, o princípio das três divisões das funções do Estado e o princípio
da discricionariedade do departamento administrativo. No âmbito da proteção mínima
de sobrevivência, não há razão para a falta de prescrições do SUS, a não inclusão dos
medicamentos necessários na lista oficial, as restrições orçamentárias ou a aplicação da
teoria de possíveis reservas.

As ações e serviços no setor saúde são pautados no atendimento integral ao indivíduo,


incluindo o fornecimento de medicamentos de manutenção da vida, mesmo que não
sejam padronizados pelo SUS. De acordo com o laudo médico assinado por
profissionais cadastrados na junta médica regional, não há aporte similar ou universal
no país, o que confirma a necessidade de suplementação. No que se refere aos direitos
fundamentais que visam assegurar a dignidade da vida humana, não se aplicam o
princípio de notificação da administração pública e a reserva de eventuais cláusulas.

CONCLUSÃO

Devemos garantir que todos tenham uma vida digna, que todos tenham a mesma
dignidade e direitos iguais, ninguém seja submetido a tratamentos desumanos e
devemos ajudar as pessoas degradantes. As demandas por dignidade humana são
comuns não apenas no discurso jurídico, mas também na linguagem cotidiana. Este
conceito originou-se na Roma Antiga, e tornou-se a base após a Segunda Guerra
Mundial. No passado, o conceito de dignidade era usado para marcar a hierarquia entre
os indivíduos. No entanto, hoje é usado no discurso transnacional para negar a
existência de uma hierarquia entre os indivíduos a fim de coibir violações de direitos
humanos, como a violação dos direitos humanos confirmado por alguns países como:
Coreia do norte, Afeganistão, Sudão ,Iraque, dentre outros , a dignidade não deve ser
entendida como a afirmação da propriedade interior, que produzirá imprecisão e
arbitrariedade, mas deve ser entendida como a afirmação normativa da propriedade
adquirida.
Isso requer desenvolvimento de exercícios e condições que venham ocorrer, visto que a
dignidade é a propriedade que as pessoas possuem, porque podem determinar seus
objetivos e autonomia pessoal. Esse tipo de propriedade comprova a necessidade de
proteger os interesses básicos das pessoas, garantindo as condições básicas mínimas de
sobrevivência das pessoas, ou seja, as condições mínimas de vida. Esta é a razão por
trás da proteção dos direitos à vida, saúde, educação e liberdade de expressão, tendo
uma conclusão deste artigo que frases como: “O ser humano nascem iguais em
dignidade e direitos”, devem ser entendidas como "ninguém deve ser considerado mais
valioso do que os outros, como "o princípio da dignidade humana é um dos os
fundamentos da República Federativa do Brasil. Deve-se ser entendido como (devemos
dar condições para que as pessoas se desenvolvam e exerçam sua capacidade de
escolha).

Referências:
https://www.telecine.com.br › filme › a-lista-de-schindl.

SARLET, Ingo Wolfgang. Dignidade da pessoa humana e direitos fundamentais na


Constituição Federal de 1988 8. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2010.

BARROSO, Luís Roberto. A dignidade da pessoa humana no direito constitucional


contemporâneo: a construção de um conceito jurídico à luz da jurisprudência mundial.
Belo Horizonte: Fórum, 2013.

https://www.aurum.com.br › blog › principio-da-dignidade.

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