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SOLUÇÕES DA TECNOLOGIA

COMPORTAMENTAL PARA O ENSINO


INCLUSIVO
Psicóloga Neirylande Moreira (CRP-11/13680)
Especialista em Psicologia Análitico Comportamental
Especializanda em TEA
O que é educação inclusiva?
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA
EDUCAÇÃO
● Art. 4º, III:
● Educação escolar pública como dever do estado;
● Prevê atendimento educacional especializado gratuito
aos educandos com deficiência;
● Todos os níveis, etapas e modalidades são abrangidos
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA
EDUCAÇÃO
● Caput do Art. 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação:
● Definição de educação especial como modalidade
escolar;
● Preferencialmente na rede regular de ensino;
● Voltada para educandos com deficiência, transtorno de
desenvolvimento e/ou superdotação;
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA
EDUCAÇÃO
● Art. 58, §1º, 2º e 3º:
● Serviços de apoio especializado, para atender às peculiaridades
dos alunos;
● Possibilidade de atendimento em classes e escolas especializadas,
quando impossível a integração no ensino regular;
● A educação especial tem início na educação infantil e estende-se
ao longo da vida.
O que é o Transtorno do Espectro Autista?
Transtorno do neurodesenvolvimento que tem como principais
critérios de diagnóstico déficits em:
a) Comunicação social e interação social
b) Padrões comportamentais de interesses repetitivos e restritos.

Manual diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: American


Psychiatric Association (APA), 2013
Exemplos característicos:
● Dificuldades na comunicação: Ecolalias, fala estereotipada,
atraso na linguagem, etc.
● Prejuízos na reciprocidade sócio-emocional: Dificuldades em
brincar de faz de conta, contato visual, noção de empatia,
etc.
● Estereotipias, rigidez de rotina, dentre outros.
Qual a importância da inclusão de crianças
com TEA em sala de aula regular?
● Evitar o isolamento social das crianças com TEA.
● Proporcionar as outras crianças o convívio com as
diferenças, ação preventiva de preconceitos.
● Preparar as mesmas para o mercado de trabalho e a vida
social comum.
Quais são as principais dificuldades relatadas?

"Há escolas onde abruptamente enviaram os alunos autistas para


as salas de aula, sem apoio individualizado"
Helena Sabino: Associação Pais em Rede, em depoimento para a Revista Público.
Quais são as principais dificuldades relatadas?
“...Muitos destes alunos estão em aulas desde o passado dia
17 sem que ninguém os ajude a decifrar o que os professores
transmitem aos seus colegas que não têm as mesmas
dificuldades. Ou estão em casa porque as escolas onde
pertencem assumiram não ter ainda meios para os
acolherem...”
Clara Viana, em depoimento para a Revista Público.
Quais são as principais dificuldades relatadas?
“Para ele é um suplício estar num pavilhão. Como ouve a triplicar, é todo aquele barulho
normal de um jogo, mas três vezes mais alto”, explica a mãe. E continua: “Não sabe escrever,
não sabe ler, não sabe falar. Tudo o que faz e trabalha é ao nível da memória, do
desenvolvimento da autonomia. Isso é que interessa ao Zé. O problema dele é esse. Pode
parecer frio, mas ele não precisa [daquilo que se dá nas aulas tradicionais]. Não tem hipótese
alguma de aprender. O meu filho vai ouvir a professora e não vai captar nada. Entende ordens
diretas, frases curtas e objetivas. Nada mais.”
Depoimento para a Revista Expresso.
Como lidar com as dificuldades?

“ Conviver com tais diferenças e encontrar caminhos para


realizar um trabalho legítimo e eficaz constitui-se a meta na ser
alcançada por famílias e comunidades escolares. “ (SUPLINO, 2005, p.
17)
O que é a Análise do
Comportamento e como ela pode
ajudar?
Behaviorismo

Análise Experimental do Análise do Comportamento


Comportamento - AEC Aplicada - ABA
Características da Análise do Comportamento
● Instruções iniciais e imediatas
● Garantir a aprendizagem
● Avisos desaparecem com o tempo
● Aluno capaz de responder por conta própria
● Diminui a frustração e aumenta a motivação
Pressupostos básicos do behaviorismo e a
ciência comportamental
Tem uma concepção determinista, onde eventos como
sentimentos, atitudes, escolhas, dentre outros, não ocorrem
aleatoriamente, mas sim com relação a outros eventos anteriores
(MARÇAL, 2010).
Pressupostos básicos do behaviorismo e a
ciência comportamental
Se fundamenta no pragmatismo, no qual a ciência deve procurar
realizar descrições econômicas, logo entendíveis e acessíveis, tal
como totalizante de todos os fenômenos naturais humanos
(BAUM, 2006).
Pressupostos básicos do behaviorismo e a
ciência comportamental
Comportamento é tudo que o indivíduo realiza, seja público ou
privado, e ele pode ser descrito através de relações contingenciais
com o meio a qual está inserido (CATANIA, 1999)
Estratégias comportamentais
● Esquemas de reforçamento;
● Equivalência de estímulos;
● Aprendizagem sem erro: Hierarquia de dicas;
● Comportamento governado por regras;
● Comportamento verbal;
● Pistas visuais e comunicação alternativa;
● Ensino sistemático com Plano de Ensino Individualizado
(PEI); dentre outros.
Etapas da Intervenção ABA
APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS
COMPORTAMENTAIS PARA
EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS
COM TEA
Considerações finais
Nos Estados Unidos, existem diversos programas de ensino e
serviços individualizados em diversas instituições públicas e
privados, atendimento domiciliar, inclusive escolas de educação
especial, baseadas na intervenção comportamental e em práticas
baseadas em evidências (FAZZIO, 2002)
Considerações finais
No Brasil, a assistência a saúde mental infanto-juvenil se deu de
forma tardia, onde a implantação do primeiro CAPSi se deu
apenas em 2002. Já a sanção de uma Lei específica para o TEA
reconhecendo-o como uma deficiência ocorreu em 2012.
(OLIVEIRA, FELDMAN, et al., 2017)
Considerações finais
O número de publicações acerca do Transtorno do Espectro
Autista (TEA) tem aumentado nos últimos anos, em paralelo do
aumento do número de casos diagnosticados (APA, 2013). Mas
ainda assim a falta de informação e de investimento público faz
com que muitas crianças não obtenham o tratamento
necessário.
Vamos aos exercícios!
Como lidar com comportamentos
inadequados?
Exemplo: Letícia, de 4 anos de idade, adora a
atenção da mãe. A mãe fala ao telefone
celular com amigas e ignora o que ela está
fazendo. Letícia então começa a destruir
algumas flores lindas. A mãe imediatamente
vai até lá, se abaixa, fala bem próximo ao
rosto de Maria “não, não... não faça isso”
Exemplo: João está sempre tentando escalar
os móveis, como a estante da sala, por ser
um comportamento perigoso, a mãe quer
reduzir esse comportamento. Como fazer
isso?
E quando é necessário utilizar a
punição?
Exemplo: Daniel tem 2 anos de idade e adora
de brincar na calçada de casa. Porém, sua
mãe fica bastante preocupada, pois fica com
medo dele tentar atravessar a rua e esse ser
um comportamento perigoso. Então, ela
explica que se ele tentar atravessar a rua, a
brincadeira acaba imediatamente.
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar
para mudar o mundo.”
Nelson Mandela
Indicações de livros

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Indicações de vídeos
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Referências Bibliográficas
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). DSM-V - Manual diagnóstico e estatístico de transtornos
mentais. (5 ed.) Porto Alegre: Artmed, 2013.

BAUM,W.M Compreender o behaviorismo: Comportamento, cultura e evolução. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,
2006.

CATANIA, A. C. Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
1999.

MARÇAL, J. V. S. Behaviorismo radical e prática clínica. Em A. K. C. R. deFarias (Org.). Análise Comportamental


Clínica: aspectos teóricos e estudo de caso.(pp. 30-43). Porto Alegre: Artmed, 2010.

FAZZIO, DANIELA F. Intervenção comportamental no autismo e deficiências de desenvolvimento: Uma análise dos
repertórios propostos em manuais de treinamento. 2002. 112 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2002.
Referências Bibliográficas
Suplino, Maryse. Curriculo funcional natural: guia prático para a educação na área do autismo e deficiência mental -
Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência; Maceió: ASSISTA, 2005.

BRASIL, LDB. Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em < www.planalto.gov.br
>. Acesso em: 20 de outubro de 2018.

REVISTA PÚBLICO, Mudança de regime deixa muitas crianças sem apoio. Disponível em
<https://www.publico.pt/2018/09/29/sociedade/noticia/mudanca-de-regime-deixa-muitos-alunos-sem-apoios-18456
77> Acesso em 19 de outubro de 2018.

REVISTA EXPRESSO, Pode parecer frio, mas ele não precisa do que se dá nas aulas tradicionais. Disponível em
<https://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-10-09-O-Ze-nao-le-nao-escreve-e-nao-fala.-Pode-parecer-frio-mas-ele-nao-pr
ecisa-do-que-se-da-nas-aulas-tradicionais#gs.EhOJmmE> Acesso em: 22 de outubro de 2018.

OLIVEIRA, Bruno Diniz Castro de et al . Políticas para o autismo no Brasil: entre a atenção psicossocial e a
reabilitação1. Physis, Rio de Janeiro , v. 27, n. 3, p. 707-726, July 2017 .
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