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Geração e Distribuição de Vapor

2020
Normas Regulamentadoras

NR 20 - Inflamáveis e Combustíveis
Estabelece requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os
fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção,
armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos
combustíveis.
https://www.youtube.com/watch?v=wK48DLoen1A

NR 13 - Caldeira, vaso de pressão, tubulação e tanque metálico


https://www.youtube.com/watch?v=Fi5isBigNRg
https://www.youtube.com/watch?v=H3m_ReyYD1k
https://www.youtube.com/watch?v=IuuZnASVjbQ&t=63s
Geradores de Vapor

• Caldeiras de Vapor: são os geradores de vapor


mais simples, queimam algum tipo de combustível
como fonte geradora de calor.

• Caldeiras de Recuperação: são aqueles geradores que não


utilizam combustíveis como fonte geradora de calor,
aproveitando o calor residual de processos industriais
(gás de escape de motores, gás de alto forno, de turbinas)
Geradores de Vapor

• Caldeiras de Água Quente: são aqueles em que


o fluido não vaporiza, sendo o mesmo
aproveitado em fase líquida (calefação,
processos químicos).

• Geradores Reatores Nucleares: são aqueles que


produzem vapor utilizando como fonte de calor
a energia liberada por combustíveis nucleares
(urânio enriquecido).
O queimador de cozinha é uma peça importante
para o funcionamento correto do fogão, pois
realiza a mistura do gás de cozinha, que é um
combustível gasoso, com o ar atmosférico para
iniciar o processo de combustão por meio de
uma faísca elétrica ou de um fósforo.

Nos geradores de vapor, os queimadores


localizados na fornalha da caldeiras podem ser
alimentadas com diferentes tipos de
combustíveis, o que levou a existência de
diferentes tipos de queimadores, adequados para
cada tipo de material combustível.
Queimador

A combustão é a reação química que ocorre entre um combustível e um comburente


(oxigênio contido no ar atmosférico) com a liberação, simultânea, de luz e calor.
Para que a combustão ocorra de uma forma rápida e eficiente, é preciso que a mistura dos
reagentes dessa reação seja conduzida de forma apropriada.
O equipamento empregado para a correta mistura dos reagentes é denominado
de queimador.
TDR: turn-down ratio
Exemplo TRD
Funcionamento do queimador
Funcionamento do queimador
• Registro de ar:
Introduz o ar primário (vazão fixa) de forma a produzir mistura íntima com o
combustível e, também, o ar secundário (vazão variável).

• Difusor (impelador):
Responsável por rotacionar o ar primário proporcionando benefícios de uma chama
rotacional; o ar secundário é alimentado tangencialmente após o difusor.

• Sensor de chama.
Protege o sistema de instabilidades que causariam a extinção da chama.
Pode ser instalado externamente.
Funcionamento do queimador
• Maçarico:
Ejeta o combustível líquido (óleo) ou gás para o interior da câmara de
combustão ou fornalha.

• Cone de refratário:
Elaborado em tijolo refratário ou cimento. Responsável por proporcionar
estabilidade à chama.

• Sistema de ignição:
Manual ou automático.

http://mecanica.ufes.br/sites/engenhariamecanica.ufes.br/files/field/anexo/pr
ojeto_de_graduacao.pdf
O queimadores a óleo são mais complexos, pois é necessário atomizar o óleo
antes de misturá-lo ao comburente de maneira adequada.
Em uma dada temperatura, o óleo vaporiza-se e inflama na presença de uma
chama.
Porém, a chama gerada rapidamente se extingue ( ou instável), pois a energia
liberada dificilmente é suficiente para sustentar uma vaporização continuada
do óleo.
A atomização tem a finalidade de contornar esse percalço.
Queimador a gás (a) e a óleo (b)
Queimador Dual

No Brasil é comum existir queimadores que


admitem a combustão combinada, porém não
simultânea, de ambos os materiais em um mesmo
equipamento.
Para que isso ocorra de maneira apropriada,
foram desenvolvidos os queimadores dual, que
admitem intercambiar sua operação com gás e
com óleo combustível alternadamente.

https://www.youtube.com/watch?v=mSJ_rJ7mu1o
Vantagem

Se a quantidade de vapor produzida precisa ser diminuída:

• ajustar o queimador de modo a diminuir e encerrar a alimentação de óleo


(elevado calor de combustão)
• introduzir apenas gás para manter a chama do equipamento e garantir uma
mínima produção de vapor.

Quando for necessário, pode-se cortar a alimentação de gás e reintroduzir o óleo


para aumentar a produção de calor na combustão, aumentado a geração de vapor.
Queimador
frontal misto
para queima
de óleo e gás
combustível

A distinção é a localização da lança de combustível líquido (jato de óleo).


No queimador frontal, a lança é posicionada centralmente, ou seja,
alinhada com o centro da câmara de combustão.
No tangencial, quatro lanças são posicionadas nas extremidades de um
‘’xis’’ apontando para o centro e formando um turbilhão com os jatos
combustíveis, conforme apresentado na próxima imagem.
Nos dois modelos, jatos de ar são
distribuídos ao redor dos jatos de óleo, de
forma a se misturarem adequadamente
com as gotículas de óleo e o ar primário
introduzido na fornalha.
Vídeos

https://www.youtube.com/watch?v=ElJApo6Mrjg

Caldeiras:
https://www.youtube.com/watch?v=DEarLRvXJrU

https://www.youtube.com/watch?v=G8LDKrCu9n8
Caldeiras

As caldeiras são capazes de vaporizar a água em vapor saturado e/ou


superaquecido.
Utilizado como vapor de processo e/ou
Geração de energia elétrica e mecânica em indústrias.
Por exemplo, para a esterilização de superfícies e materiais em hospitais e
clínicas médico-odontológicas, para o cozimento de alimentos em
restaurantes, dentre outras aplicações.
Classificações

1) Quanto à posição dos gases quentes e da água:


- Aquatubulares (Aquotubulares)
- Flamotubulares (Fogotubulares, Pirotubulares)

2) Quanto à posição dos tubos:


- Verticais
- Horizontais
- Inclinados
Classificações

3) Quanto à forma dos tubos:


- Retos
- Curvos

4) Quanto à natureza da aplicação:


- Fixas
- Portáteis
- Locomóveis (geração de força e energia)
- Marítimas
Como se pode observar, existem várias classificações de caldeiras de vapor, a
escolha de
um tipo se faz principalmente em função de:
• Tipo de serviço
• Tipo de combustível disponível
• Equipamento de combustão
• Capacidade de produção
• Pressão e temperatura do vapor
• Fatores de caráter econômico.
1) Pressão de Regime: a máxima pressão de vapor, considerada como limite superior
quando do projeto.
2) Pressão de Prova: pressão de ensaio hidrostático a que deve ser submetido a caldeira
(NR-13, item 13.10)
3) Capacidade de Evaporação: são as partes metálicas em contato, de um lado com a água
e vapor da caldeira e, do outro, com os produtos da combustão. A medição desta área se
faz pelo lado exposto às chamas.
4) Superfície de Grelhas ou Volume da Fornalha: juntamente com o item anterior,
determina a potência da caldeira. Maior será a potência quanto maior for o volume da
caldeira.
5) Outros: peso, superfície dos superaquecedores de vapor, economizadores de água de
alimentação, aquecedores de ar, volume das câmaras de água e vapor, eficiência térmica
desejável, variação da demanda, espaço necessário ou disponível, amortização do
investimento.
As caldeiras devem possuir, ainda, algumas condições, a saber:

1. Projeto e Construção: sua forma e método de construção deverá ser


simples, proporcionando elevada segurança em funcionamento.
Todas as partes deverão ser de fácil acesso ou desmontagem para facilitar a
limpeza interna e consertos ordinários.
2. Vaporização específica, grau de combustão e capacidade: deverão ser
projetadas de forma que, com o mínimo peso e volume do gerador, seja
obtida a máxima superfície de aquecimento.
3. Peso e espaço: estes fatores devem se combinar para que as caldeiras se
adaptem ao espaço a elas destinado.
4. Flexibilidade de manobra e facilidade de condução: condições
fundamentais em processos de variação rápida e frequente, onde a caldeira
possua grande flexibilidade para se adaptar imediatamente às modificações
da carga.
5. Características do Vapor produzido: as caldeiras não deverão apresentar tendência
a arrastar água com o vapor, especialmente na condição de sobrecarga, evitando o
fornecimento de vapor úmido ou a redução do grau de superaquecimento.
6. Circulação de água e gases: a circulação de água no interior da caldeira, da mesma
forma que o fluxo de gases do lado externo, deverá ser ativa, de direção e sentido
bem definidos para toda e qualquer condição de funcionamento.
7. Rendimento Térmico Total: deverá ter um rendimento elevado a fim de se obter
uma economia apreciável de combustível.
8. Segurança: a caldeira e todos os seus elementos deverão ser projetados para obter
o mais elevado fator de segurança
Principais componentes
As caldeiras Flamotubulares

Os tubos evaporadores ficam imersos na água que será evaporada.

Pelo interior dos tubos circulam os gases de combustão que transferem a


energia necessária à geração de vapor.
Caldeiras Aquatubulares

Circulação dos gases e do vapor é invertida.

Como a água líquida fica no tubulão, que é uma grande região cilíndrica da
caldeira flamotubular, pode-se confeccionar dois modelos:
vertical ou horizontal, sendo a fornalha interna ou externa.

Os modelos de caldeiras com apenas um tubulão foram originalmente


denominadas de Cornovaglia e as com dois de Lancashire (posteriormente
modificada, originando a Escocesa, para aplicações marítimas).
No modelo vertical, a transferência de calor para vaporização de água tem
origem nos gases de combustão que transitam o interior dos tubos para a água
contida no tubulão que permanece com nível aproximadamente constante
devido à alimentação contínua.
São equipamentos fáceis de serem transportados e de serem instalados e, por
isso, as caldeiras verticais são recomendadas para localidades em que haja
pouco espaço disponível, mas não apresentam rendimento térmico elevado,
sendo este de aproximadamente 65% devido à única passagem dos gases
pelos tubos evaporadores e da sua área de troca térmica apresentar entre 2 e
30 m².
Além disso, são equipamentos destinados às operações que necessitem de
vapor de , no máximo 10 kgf/cm².
A adoção de um feixe de tubos de pequeno diâmetro fez o tubulão cair em desuso
nos modelos horizontais de caldeiras flamotubulares, sendo esta denominada de
multitubular.
Esta caldeira necessita, obrigatoriamente de uma fornalha externa devido à
disposição do feixe de tubos, isto é, a queima do combustível ocorre na região
inferior da caldeira, os gases de combustão percorrem toda a extensão do
equipamento sendo introduzidos nos tubos por uma extremidade e eliminados pela
chaminé na posição oposta.
No entanto, preferem-se os modelos compactos de caldeiras para a geração de
vapor, pois as multitubulares operam com pressões máximas 16 kgf/cm² e não são
capazes de fornecer vazão de vapor superior a 6 ton/h.
Além disso, são caldeiras com alto custo de construção e instalação e, também,
apresentam eficiência térmica baixa em torno de 60 a 65%.
É importante lembrar que as caldeiras podem ser classificadas conforme sua fonte de energia.
Neste quesito, as dividimos em:

• caldeiras elétricas, capazes de vaporizar a água mediante o uso de eletricidade.


• caldeiras de combustão, que empregam a energia da queima de um combustível.

Flamatubulares, que são àquelas nas quais os gases quentes originados na combustão
percorrem o interior de tubos evaporadores, cedendo calor para o líquido circundante que será
transformado em vapor.
Aquatubulares:
As caldeiras aquatubulares são aquelas em que a água sofre vaporização no
interior dos tubos e os gases quentes percorrem a região externa dos tubos,
cedendo energia para o interior destes.

As caldeiras aquatubulares são utilizadas em processos que necessitam de


grandes quantidades de vapor a níveis de pressão e de temperatura elevados.

As condições de operação alcançadas por este tipo de caldeira são impossíveis


de serem atingidas com as caldeiras flamotubulares.
A caldeira aquatubular permite uma área de transferência térmica muito
superior às flamatubulares, visto que o feixe de tubos que transfere energia na
câmara de combustão se localiza exteriormente ao equipamento, conforme
apresentado na imagem:
Na fornalha, os tubos formam uma parede de água na qual a transferência
de calor ocorre predominantemente por radiação térmica.

Os tubos podem ser sustentados pela própria parede da fornalha ou


podem ser suportados pelos tubulões localizados posteriormente à
fornalha, nos quais a transferência de calor ocorre tanto por convecção
quanto por radiação (BAZZO, 1995, p. 74).
A quantidade de vapor produzida pelas caldeiras aquatubulares é muito
superior às flamatubulares mas, em média, a vazão específica situa-se
em 200 kg/m²⋅h200 kg/m2⋅h, podendo ser maior ou menor dependendo do
combustível alimentado na caldeira e do tipo de fornalha.
Por produzirem grande quantidade de vapor, são empregadas em grandes
unidades industriais com capacidades de geração de 600-750 ton/h, pressão
de 150-200 kgf/cm² e temperatura de 450-500 °C.
Algumas unidades operam com condições críticas de 226 atm ou até mesmo
supercríticas, atingindo até mesmo 250; porém existem modelos menores cuja
capacidade de geração de vapor é de apenas 100 kg/h.

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