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Dimensionamento de uma rede de incêndios armada (RIA) do tipo carretel

As bocas-de-incêndio que estão permanentemente acopladas às mangueiras dizem-se armadas, se todas as bocas-de-incêndio da rede estão
armadas, então a rede define-se como rede de incêndios armada.

Dados de cálculo:

Portaria 1532/2008 - Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndios em Edifícios

Alínea b) do Artigo 165. º


A distância entre as bocas não seja superior ao dobro do comprimento das mangueiras utilizadas.

Alínea a) ponto 1 do Artigo 166. º


O seu manípulo de manobra se situa a uma altura do pavimento não superior a 1,50 m.

Ponto 1 do Artigo 167. °


A rede de alimentação das bocas-de-incêndio deve garantir, em cada boca-de-incêndio em funcionamento, com metade das bocas abertas,
até um máximo exigível de quatro uma pressão dinâmica mínima de 250 kPa e um caudal instantâneo mínimo de 1,5 l/s.

Procedimento de dimensionamento:

1.

2. Determinação da velocidade através da Equação da Continuidade (1) e da perda de cargas contínuas das tubagens através da fórmula de Flamant
(2):

D - diâmetro (m)
Q - caudal (m3/s)
v - velocidade de escoamento (m/s)
J - perda de carga (m/m)
b - factor de caracterizador da rugosidade do material
b = 0.00023 recomendado para tubagens em aço

3. Determinação da Perda de carga global (ΔH)

h - desnível do troço (m)


- comprimento equivalente do troço
- comprimento do troço

Por defeito é considerado um acréscimo de 15% ao comprimento dos troços analisados, para compensação das perdas de carga localizadas.

Exemplo prático: Dimensionamento de uma RIA constituída por 3 BI separadas entre si 30m.

A rede foi instalada no tecto a cota de 3m em relação ao pavimento. O manipulo de manobra situa-se a uma altura do pavimento de 1.30. O caudal
considerado em cada uma das BITC = 1.5l/s. A pressão mínima instalada na boca-de-incêndio mais desfavorável em termos de localização é de
250kPa.

Figura 1 – Definição da rede em planta

Figura 2 – Esquema da rede

Quadro I – Determinação da velocidade de escoamento e das perdas de carga de percurso

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Ao navegar no de carga
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estará percurso Bomba – N3
a sua utilização. Saber mais OK
Quadro III – Pressão mínima necessária de abastecimento

Quadro IV – Resultados do cálculo hidráulico obtido pelo programa

Como se pode verificar o caudal instantâneo em cada BI em funcionamento = .

O caudal de saída = 3l/s, é justificado no tramo Bomba – 1 da figura 1, o tramo tem de abastecer metade das bocas-de-incêndio em funcionamento,

ou seja o nº de BI a abastecer a jusante = .

No tramo 1 – 2 da figura 1 o caudal de saída = .

No tramo 2 – 3 da figura 1 o caudal de saída = .

A numeração das BI no Quadro IV não tem a mesma numeração das BI da figura 1 e 2, no entanto, analisando no Quadro IV as distâncias ao grupo
de bombagem das BI e comparando com as distâncias das BI ao grupo de bombagem da figura 2 facilmente se obtêm o Quadro seguinte.

Quadro V

Poderíamos obter os mesmos resultados do Quadro V analisando a coluna das pressões, dado que a pressão aumenta à medida que nos
aproximamos do grupo de bombagem.

Glossário:
BI - Boca-de-incêndio
BITC - Boca-de-incêndio Tipo Carretel

Referências:
Portaria 1532/2008 - Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndios em Edifícios (RT-SCIE).
NT13: Nota Técnica Complementar do RG-SCIE/ Ref.ª VII.V.01/ 2007-05-31.
M.R. Pedroso – Manual dos Sistemas Prediais de Distribuição de Águas, Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

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