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U

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

UNIDADE ACADÊMICA DE FÍSICA

LABORATÓRIO DE ÓPTICA, ELETRICIDADE E MAGNETISMO

ÓPTICA ONDULATÓRIA: INTERFERÊNCIA, DIFRAÇÃO E


POLARIZAÇÃO DA LUZ

Heloyse Reges Chaves

Campina Grande – PB

2021
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Fenômeno de difração produzido por uma fenda simples. ........................... 6


Figura 2: Onda eletromagnética. ................................................................................. 6
Figura 3: Feixe de luz não polarizado. ........................................................................ 7
Figura 4: Onda polarizada. .......................................................................................... 7
Figura 5: Polarização por reflexão............................................................................... 8
Figura 6: EXP. 01 - Sistema montado para realização do experimento. ................... 11
Figura 7: EXP.02 - Sistema montado para realização do experimento. .................... 13
Figura 8: EXP.03 - Sistema montado para realização do experimento. .................... 14
Figura 9: EXP.03 - Ângulo de incidência e refração iguais a 0º. ............................... 14
Figura 10: EXP.01 - Espectro projetado como resultado da difração por fenda simples.
.................................................................................................................................. 16
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Exp.01 - Parte I: Ângulos de incidência e refração. ................................... 17


Tabela 2: EXP.01 - Valores teóricos para comprimento de onda (λ). ........................ 17
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 5

1.1. O ESTUDO DA LUZ: ÓPTICA ONDULATÓRIA ............................................. 5


1.2. ÓPTICA ONDULATÓRIA ............................................................................... 5
1.2.1. Difração ................................................................................................. 5

1.2.2. Polarização ........................................................................................... 6

1.2.3. Polarização por reflexão ...................................................................... 7

2. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. 10

2.1. EXPERIMENTO 01: DIFRAÇÃO – COMPRIMENTO DE ONDA .................. 10


2.1.1. Materiais.............................................................................................. 10

2.1.2. Métodos .............................................................................................. 10

2.2. EXPERIMENTO 02: POLARIZAÇÃO DA LUZ ............................................. 11


2.2.1. Materiais.............................................................................................. 11

2.2.2. Métodos .............................................................................................. 12

2.3. EXPERIMENTO 03: POLARIZAÇÃO DA LUZ POR REFLEXÃO ................. 13


2.3.1. Materiais.............................................................................................. 13

2.3.2. Métodos .............................................................................................. 14

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................... 16

3.1. EXPERIMENTO 01: DIFRAÇÃO – COMPRIMENTO DE ONDA .................. 16


3.2. EXPERIMENTO 02: POLARIZAÇÃO DA LUZ ............................................. 17
3.3. EXPERIMENTO 03: POLARIZAÇÃO DA LUZ POR REFLEXÃO ................. 18
4. CONCLUSÃO ..................................................................................................... 20

REFERÊNCIAS......................................................................................................... 21

ANEXO ..................................................................................................................... 22
5

1. INTRODUÇÃO

1.1. O ESTUDO DA LUZ: ÓPTICA ONDULATÓRIA

De acordo com Balzuweit et. al. (2008) a física é uma ciência de caráter prático,
que baseia suas contribuições em análises quantitativas e qualitativas. Através da
física, que permeia as áreas ainda da química, da biologia e afins, é possível construir
pontes de interdisciplinaridade que possibilitam a elucidação das principais leis que
regem os fenômenos naturais.

Dentre os objetos de estudo da física, a luz é um dos que possuem maior destaque.
Isto porque, segundo Young e Freedman (2016), a natureza da luz é uma grande
curiosidade para os estudiosos da área; as duas teorias aplicáveis que explicam o
aspecto da luz são: a corpuscular e a ondulatória. Estes autores explicam que, na teoria
corpuscular, a luz é tratada como pacotes distintos de energia luminosa, os fótons.

Nascimento et al. (2019) explica que, na teoria ondulatória, a luz é tratada como
ondas eletromagnéticas oscilantes que se propagam no espaço e é esta mesma teoria
que explica os fenômenos de reflexão, refração, difração e afins.

Young e Freedman (2016) separam o estudo da luz em duas categorias


principais: a óptica geométrica, que analisa a luz pela propagação de raios; e a óptica
ondulatória, que se debruça sobre as propriedades ondulatórias da luz.

1.2. ÓPTICA ONDULATÓRIA

1.2.1. Difração

A natureza ondulatória da luz provoca efeitos que não podem ser


compreendidos com um simples modelo da ótica geométrica; uma importante classe
desses referidos efeitos ocorre quando a luz atinge um obstáculo que apresenta uma
abertura ou uma extremidade. As figuras de interferência que se formam em
decorrência desses efeitos são estudadas com a designação geral de difração; sendo
6

possível observar o fenômeno da difração quando uma frente de onda de luz passa
por um obstáculo. (YOUNG & FREEDMAN, 2016).

Figura 1: Fenômeno de difração produzido por uma fenda simples.

Fonte: YOUNG; FREEDMAN, 2016.

1.2.2. Polarização

Nascimento et al. (2019) explica que o conceito de polarização esta atrelado ao


comportamento das ondas eletromagnéticas, destacando que estas são formadas
através de uma distribuição espacial de campo elétrico (E) e magnético (H),
perpendiculares entre si e a própria direção de propagação.

Figura 2: Onda eletromagnética.

Fonte: NASCIMENTO et al., 2019.

A direção de polarização da onda eletromagnética é definida pela orientação


do campo elétrico 𝐸. Tal que um feixe de luz é constituído por um grande número de
ondas que são emitidos a partir da fonte luminosa (NASCIMENTO et al., 2019).
7

Figura 3: Feixe de luz não polarizado.

Fonte: NASCIMENTO et al., 2019.

Young e Freedman (2016) explicam que, para uma onda ser dita polarizada, é
necessário que esta adquira uma única direção de vibração. Nascimento et al. (2019)
explicam que alguns materiais têm a propriedade de polarizar a luz, isto é, só deixam
passar a parte da onda que oscila numa determinada direção. A luz que atravessa um
filtro polarizador, por exemplo, oscila num único plano.

Figura 4: Onda polarizada.

Fonte: NASCIMENTO et al., 2019.

Se colocarmos um segundo filtro polarizador a seguir ao primeiro, e os planos


de polarização dos dois filtros coincidirem, a luz atravessará os dois filtros, ficando
polarizada nesse plano. Mas se os planos dos dois filtros forem perpendiculares,
nenhuma parte da luz polarizada pelo primeiro filtro conseguirá passar através do
segundo polarizador, colocado um anteparo após o segundo polarizador não será
observar-se-á luz (NASCIMENTO et al., 2019, p.42).

1.2.3. Polarização por reflexão

De acordo com Young e Freedman (2016), quando uma luz não-polarizada


incide em uma interface que separa dois meios, a luz refletida, na mesma interface,
pode ser parcial ou completamente polarizada, dependendo do ângulo de incidência
e da relação entre os índices de refração dos meios.
8

Na maior parte dos ângulos de incidência, as ondas em que o campo elétrico


𝐸 é perpendicular ao plano de incidência (ou seja, paralelo ao plano da interface
refletora) são refletidas mais acentuadamente que as ondas com 𝐸 paralelo ao plano
de incidência. Nesse caso, as ondas são parcialmente polarizadas na direção
perpendicular ao plano de incidência (YOUNG; FREEDMAN, 2016).

Estes mesmos autores, no entanto, explicam que para o ângulo de incidência


𝜃𝑝 , chamado de ângulo de polarização, a luz concentrada no campo elétrico E não é
refletida, e sim refratada. Já os componentes do campo elétrico perpendiculares ao
plano de incidência da luz, são parcialmente refletidos e refratados.

Figura 5: Polarização por reflexão.

Fonte: SUAIDE, 2008.

A figura 5 evidencia que as componentes do campo elétrico da luz, paralelas à


superfície, estão representadas por pontos e as componentes perpendiculares, por
setas. Observa-se que a componente paralela à superfície é refletida mais
intensamente que outra.

Matematicamente, esta situação é explicada pela lei de Brewster, que diz que
quando o ângulo de incidência é equivalente ao ângulo de polarização, o raio refletido
é perpendicular ao raio refratado, tal que:

𝑛𝑎 𝑠𝑒𝑛𝜃𝑝 = 𝑛𝑏 𝑠𝑒𝑛𝜃𝑏 = 𝑛𝑏 𝑠𝑒𝑛(90° − 𝜃𝑝 ) = 𝑛𝑏 𝑐𝑜𝑠𝜃𝑝

𝑛𝑏
𝑡𝑔(𝜃𝑝 ) =
𝑛𝑎

onde:
9

𝑡𝑎𝑛𝜃𝑝 : ângulo de polarização;

𝑛𝑏 : índice de refração do segundo material;

𝑛𝑎 : índice de refração do primeiro material.


10

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Seguindo a metodologia exposta no livro texto da disciplina (NASCIMENTO et


al., 2019), bem como os materiais audiovisuais propostos, realizou-se 3 experimentos
para observação dos fenômenos de interferência, difração e polarização da luz (sendo
um destes de polarização por reflexão).

2.1. EXPERIMENTO 01: DIFRAÇÃO – COMPRIMENTO DE ONDA

2.1.1. Materiais

• Fonte de luz branca 12V – 12W;


• Chave liga-desliga;
• Alimentação bivolt;
• Sistema de posicionamento de filamento;
• Base metálica (8 x 70 x 3 cm);
• 2 mantas magnéticas;
• 5 cavaletes metálicos;
• Lente de vidro convergente biconvexa com Ø = 50mm e distância focal de 50mm
em moldura plástica com fixação magnética;
• Lente de vidro convergente biconvexa com Ø = 50mm e distância focal de 100mm
em moldura plástica com fixação magnética;
• Trena de 2m;
• Anteparo para projeção com fixador magnético;
• Régua milimetrada (±150mm);
• Diafragma de uma fenda.

2.1.2. Métodos

Para este experimento, após exibição do vídeo auxiliar (EXP.14-..., 2019),


montou-se o sistema representado na figura 6.
11

Figura 6: EXP. 01 - Sistema montado para realização do experimento.

Fonte: NASCIMENTO et al. (2019). Adaptada pela autora.

Com a fonte de luz, a trena de 2m, anteparo e régua posicionados conforme a


figura acima, colocou-se 4cm à frente da fonte um dos cavaletes, com a lente de
distância focal de 50mm acoplada no mesmo. Em seguida, posicionou-se outro
cavalete a frente da lente, com o diafragma de uma fenda.

Acoplou-se o terceiro cavalete, com a lente de distância focal de 100mm,


ajustando-a para que a fenda se projetasse nitidamente no anteparo. No último
cavalete acoplou-se a rede de difração, ajustando-a à 14cm do anteparo, também
para revelar nitidez no espectro projetado.

Por fim, mediu-se a distância do centro de cada cor até o centro da fenda
projetada (na posição 0mm da régua). Tomou-se nota de todos os valores para análise
posterior.

2.2. EXPERIMENTO 02: POLARIZAÇÃO DA LUZ

2.2.1. Materiais
• Fonte de luz branca 12V – 12W;
• Chave liga-desliga;
• Alimentação bivolt;
• Sistema de posicionamento de filamento;
• Base metálica (8 x 70 x 3 cm);
• 2 mantas magnéticas;
12

• 4 cavaletes metálicos;
• Lente de vidro convergente plano-convexa com Ø = 60mm e distância focal
de 120mm em moldura plástica com fixação magnética;
• Anteparo para projeção com fixador magnético;
• 2 polarizadores em moldura plástica com fixação magnética;
• Diafragma de uma fenda.

2.2.2. Métodos

Após exibição do vídeo auxiliar (EXP12-..., 2019) e utilizando o sistema da


figura 7, no primeiro cavalete metálico acoplado ao suporte magnético, acopla-se
também o diafragma de uma fenda de um lado e a lente convergente do outro, bem
como o anteparo para projeção na extremidade da base; liga-se a fonte de luz,
ajustando a posição do sistema para que o filamento da lâmpada fique no foco da
lente.

Medindo uma distância de 10cm a partir da lente, acopla-se o polarizador no


segundo cavalete, ajustando a posição da lente para que a fenda projetada no
anteparo fique nítida. Mede-se mais 10 cm a partir do primeiro polarizador e instala-
se o segundo.

Mantendo a posição do primeiro polarizador, gira-se o segundo polarizador em


um ângulo de 90º em relação ao primeiro, observando o comportamento da fenda
projetada.
13

Figura 7: EXP.02 - Sistema montado para realização do experimento.

Fonte: NASCIMENTO et al. (2019). Adaptada pela autora.

2.3. EXPERIMENTO 03: POLARIZAÇÃO DA LUZ POR REFLEXÃO

2.3.1. Materiais

• Fonte de luz branca 12V – 12W;


• Chave liga-desliga;
• Alimentação bivolt;
• Sistema de posicionamento de filamento;
• Base metálica (8 x 70 x 3 cm);
• 2 mantas magnéticas;
• 3 cavaletes metálicos;
• Lente de vidro convergente plano-convexa com Ø = 60mm e distância focal de
120mm em moldura plástica com fixação magnética;
• Anteparo para projeção com fixador magnético;
• 1 polarizador em moldura plástica com fixação magnética;
• Disco giratório (transferidor) Ø = 23cm com escala angular e subdivisões de 1º;
• Suporte para disco giratório;
• Semicírculo em acrílico;
• Diafragma de uma fenda.
14

2.3.2. Métodos

Segundo o vídeo auxiliar (EXP13-..., 2019), utilizou-se para este experimento o


sistema da figura 8.

Figura 8: EXP.03 - Sistema montado para realização do experimento.

Fonte: NASCIMENTO et al. (2019). Adaptada pela autora.

À frente da fonte de luz posicionou-se um cavalete metálico, em um dos lados


acoplou-se a lente de distância focal de 120mm e no outro o diagrama de uma fenda.
Ligou-se a fonte de luz, ajustando o sistema para que o raio luminoso atingisse o
centro do disco giratório.

Em seguida, colocou-se sobre o disco óptico o semicírculo de acrílico, em uma


posição que o ângulo de incidência e refração fosse equivalente a 0º.

Figura 9: EXP.03 - Ângulo de incidência e refração iguais a 0º.

Fonte: NASCIMENTO et al. (2019). Adaptada pela autora.


15

Para completar a montagem do sistema dispôs-se os outros cavaletes de metal


sobre a bancada; acoplou-se em um o anteparo de projeção e no outro o polarizador.
Dando início a prática, girou-se o disco óptico até que o raio de incidência marcasse
20º e, observando a direção do raio refletido, colocou-se o anteparo e o polarizador
nesta mesma direção, com distância de 10cm entre eles.
O mesmo procedimento foi repetido para ângulos de 40º, 50º, 60º e 90º, afim
de atingir o objetivo do experimento de fazer a projeção desaparecer, indicando a
polarização do feixe.
16

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1. EXPERIMENTO 01: DIFRAÇÃO – COMPRIMENTO DE ONDA

Como resultado do experimento, obteve-se um espectro visível constituído de


6 cores, produzidas por interferência construtiva, conforme visualiza-se na figura 10.

Figura 10: EXP.01 - Espectro projetado como resultado da difração por fenda simples.

Fonte: EXP.14-..., 2019.

Os dados obtidos durante a prática foram agrupados na tabela 1, que indica a


distância (a) da rede de difração ao anteparo de projeção, a distância (X) do centro de
cada cor até a fenda projetada (na posição 0mm). A 6ª coluna da tabela representa
os comprimentos de onda calculados (vide anexo), a partir da expressão:

𝐷𝑋
𝜆=
√(𝑎2 + 𝑋 2 )

Para aplicar esta relação fez-se necessário determinar a constante da rede de


difração (D) que possui 500 linhas/mm; esta é dada por:

1 1
𝐷= = 𝑚𝑚
𝑛º 𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎𝑠/𝑚𝑚 500
𝐷 = 0,002 𝑚𝑚 = 2000 𝑛𝑚

As conversões (metro para nanômetro) foram incluídas na tabela e calculadas


no anexo deste relatório.
17

Tabela 1: Exp.01 - Parte I: Ângulos de incidência e refração.

Fonte: Dados experimentais.

Diante do exposto e visando aferir a qualidade do experimento realizado, fez-


se uma comparação entre os dados obtidos na tabela 1 e os valores teóricos para os
comprimentos de onda em suas respectivas radiações, vide tabela 2.

Tabela 2: EXP.01 - Valores teóricos para comprimento de onda (λ).

Fonte: NASCIMENTO et al. (2019)

Verificou-se, portanto, que todos os valores calculados experimentalmente


estão dentro do intervalo proposto pela literatura, indicando a confiabilidade da
metodologia aplicada e da realização da prática.

Constatou-se ainda que a radiação com maior comprimento de onda é a


vermelha (conforme esperado também teoricamente); esta também é a mais afastada
da raia central. A de maior frequência (que é inversamente proporcional ao
comprimento) é a radiação violeta.

3.2. EXPERIMENTO 02: POLARIZAÇÃO DA LUZ

Para realização desta prática, tomou-se como objeto de estudo a projeção


luminosa sobre o anteparo instalado no sistema. Ao realizar a adição de apenas um
polarizador entre o feixe luminoso e o anteparo, notou-se que o feixe não apresentou
18

nenhuma alteração significativa, apenas uma discreta diminuição em sua intensidade.


Ao adicionar o segundo polarizador, houve a mesma constatação. Neste ponto, os
dois polarizadores se encontravam na posição de 90º, portanto, paralelos entre si.

No entanto, pôde-se perceber que ao girar o segundo polarizador, fazendo com


que este tomasse um ângulo de 90º em relação ao primeiro, a projeção luminosa do
anteparo de projeção desapareceu por completo, ou seja, a luz foi totalmente
polarizada.

Diante desta observação, fez-se possível compreender a natureza ondulatória


da luz, neste caso composta por duas ondas com ângulo de 90 º entre elas, sendo
uma em campo magnético e outra em campo elétrico. O feixe de luz projetado no
primeiro polarizador direciona a propagação da luz em uma única direção; ao inserir
o segundo polarizador no sistema, a direção de propagação “perdida” no primeiro
polarizador é bloqueada, fazendo com que o feixe se polarize totalmente,
desaparecendo no espectro visível.

3.3. EXPERIMENTO 03: POLARIZAÇÃO DA LUZ POR REFLEXÃO

Seguindo os princípios teóricos da lei para determinação de ângulo de Brewster


e sabendo que este somado ao ângulo de refração deve resultar em um ângulo reto
(90º), mediu-se este com o valor de 56º para luz polarizada, onde a projeção no
anteparo desaparece.

Pela lei de Brewster:

𝜃𝐵𝑟𝑒𝑤𝑠𝑡𝑒𝑟 + 𝜃𝑅𝑒𝑓𝑟𝑎çã𝑜 = 90°

Diante da expressão acima exposta, calculou-se que o ângulo de refração


equivale a:

56° + 𝜃𝑅𝑒𝑓𝑟𝑎çã𝑜 = 90°

𝜃𝑅𝑒𝑓𝑟𝑎çã𝑜 = 90° − 56°

𝜃𝑅𝑒𝑓𝑟𝑎çã𝑜 = 34°
19

Analisando qualitativamente a direção da polarização, tem-se que o feixe de


luz refletido é completamente polarizado, em um plano perpendicular ao plano de
incidência.

Seguindo a metodologia proposta para o experimento, calculou-se a tangente


do ângulo de Brewster determinado experimentalmente, tal que:

𝑡𝑔(56°) = 1,483

Sabendo que, de acordo com a teoria, o índice de refração (n) do perfil acrílico
utilizado na prática é de 𝑛 = 1,50 e comparando-o com a tangente encontrada,
calculou-se (em anexo) o erro percentual da prática realizada:

𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 1,13 %

Considerando ainda que se esperava um erro percentual de no máximo 5%,


tem-se que o erro encontrado foi relativamente baixo, evidenciando a satisfatória
realização do experimento como um todo.
20

4. CONCLUSÃO

Findados os experimentos propostos e analisando brevemente os resultados,


pode-se considerar que foram realizados com êxito, atendendo aos principais
objetivos e consolidando os conteúdos vistos durante a unidade. É fundamental
mostrar que o conhecimento empírico sobre a física (e sobre qualquer ciência) na
realidade advém de um método científico que não deve ser negligenciado. Outro ponto
que deve ser destacado é o ambiente remoto para a realização de aulas práticas, que
neste momento foi bem explorado e não impediu a realização/entendimento dos
experimentos.

Reconhecendo a física como uma ciência de caráter prático, esta é capaz de


consolidar conhecimentos interdisciplinares por meio da obtenção e análise de dados,
que devem corroborar para criação de leis e teorias aplicáveis. No entanto,
compreender a física apenas quantitativamente a torna muito limitada, já que
ambientes ideais (onde geralmente as leis são elucidadas) são utópicos, e os
ambientes reais sofrem influência de fatores externos e incontroláveis.

No caso do ensino remoto e da física experimental, para os experimentos


realizados, a análise qualitativa possibilitou um entendimento muito mais abrangente,
permitindo experimentar o estudo da óptica ondulatória em situações cotidianas (em
lentes polaroides, lentes de óculos e afins); esta noção intuitiva permite ao discente
estabelecer associações entre a prática e a teoria, de modo que a imersão na física
enquanto ciência se torna mais didática e permite aprofundar conhecimentos acerca
de definições, elementos e leis referentes a natureza ondulatória da luz.

Neste momento, o estudo quantitativo, apesar de importante, não traria as


mesmas contribuições e meios de entendimento, deixando o discente alheio à prática.
21

REFERÊNCIAS

BALZUWEIT, K. et al. Física Experimental. 1ª. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2008. 128
p. v. 1.

Exp12: Óptica - Polarização. Gravação de Wilson Curi. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível
em: https://www.youtube.com/watch?v=SpiNb5zha9Q. Acesso em: 17 dez. 2021.

Exp13: Óptica-Polarização (Brewster). Gravação de Wilson Curi. [S. l.: s. n.], 2019.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=6clnRXgIRys. Acesso em: 17 dez.
2021.

Exp14: Óptica-Difração. Gravação de Wilson Curi. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=USZHAmN49ls. Acesso em: 17 dez. 2021.

NASCIMENTO, P. L. et al. Laboratório de Óptica Eletricidade e Magnetismo:


Física Experimental II. Campina Grande: [s. n.], 2019. 295 p.

YOUNG, H. D.; FREEDMAN, R. A. Física IV: Ótica e Física Moderna. 14ª. ed. São
Paulo: Pearson, 2016. cap. 33-34.
22

ANEXO

EXPERIMENTO 01: DIFRAÇÃO – COMPRIMENTO DE ONDA

→ Análise dimensional
𝑚 → 𝑛𝑚

- Para a:

109 𝑛𝑚
𝑎 = 0,14 𝑚 ∙ = 140000000 𝑛𝑚
1𝑚

- Para X:

109 𝑛𝑚
𝑋𝑣𝑒𝑟𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜 = 0,047 𝑚 ∙ = 47000000 𝑛𝑚
1𝑚
109 𝑛𝑚
𝑋𝑙𝑎𝑟𝑎𝑛𝑗𝑎 = 0,043 𝑚 ∙ = 43000000 𝑛𝑚
1𝑚
109 𝑛𝑚
𝑋𝑎𝑚𝑎𝑟𝑒𝑙𝑜 = 0,041 𝑚 ∙ = 41000000 𝑛𝑚
1𝑚
109 𝑛𝑚
𝑋𝑣𝑒𝑟𝑑𝑒 = 0,037 𝑚 ∙ = 37000000 𝑛𝑚
1𝑚
109 𝑛𝑚
𝑋𝑎𝑧𝑢𝑙 = 0,033 𝑚 ∙ = 33000000 𝑛𝑚
1𝑚
109 𝑛𝑚
𝑋𝑣𝑖𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎 = 0,031 𝑚 ∙ = 31000000 𝑛𝑚
1𝑚

𝑚𝑚 → 𝑛𝑚

- Para D:

1 1
𝐷= = 𝑚𝑚
𝑛º 𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎𝑠/𝑚𝑚 500
𝐷 = 0,002 𝑚𝑚
𝐷 = 2000𝑛𝑚
23

- Determinação do comprimento de onda para cada radiação:

𝐷𝑋
𝜆=
√(𝑎2 + 𝑋 2 )
2000 ∙ 47000000
𝑣𝑒𝑟𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜: 𝜆 = = 636,52 𝑛𝑚
√(1400000002 + 470000002 )
2000 ∙ 43000000
𝑙𝑎𝑟𝑎𝑛𝑗𝑎: 𝜆 = = 587,21 𝑛𝑚
√(1400000002 + 430000002 )
2000 ∙ 41000000
𝑎𝑚𝑎𝑟𝑒𝑙𝑜: 𝜆 = = 562,11 𝑛𝑚
√(1400000002 + 410000002 )
2000 ∙ 37000000
𝑣𝑒𝑟𝑑𝑒: 𝜆 = = 511,03 𝑛𝑚
√(1400000002 + 370000002 )
2000 ∙ 33000000
𝑎𝑧𝑢𝑙: 𝜆 = = 458,85 𝑛𝑚
√(1400000002 + 330000002 )
2000 ∙ 31000000
𝑣𝑖𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎: 𝜆 = = 432,38 𝑛𝑚
√(1400000002 + 310000002 )

EXPERIMENTO 03: POLARIZAÇÃO POR REFLEXÃO

- Determinação da tangente do ângulo de incidência

𝑡𝑔𝜃𝐵 = 𝑡𝑔(56°) = 1,483

- Cálculo do erro experimental

|(𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙 − 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜)|


𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = ∙ 100%
𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜

|(1,483 − 1,5)|
𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = ∙ 100%
1,5

𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 1,13 %

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