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Ana Paula Quitério

Natalia Leite Alvarenga

TELECENTROS COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO


DIGITAL: PROPOSTAS DE MELHORIA

Trabalho de Titulação apresentado como


exigência para obtenção do Título de Bacharel
em Análise de Sistemas e Tecnologias da
Informação, habilitação em Gerenciamento de
Sistemas e Tecnologia da Informação, da
Faculdade de Tecnologia de Ourinhos.

Orientador: Profª. Me. Elaine Pasqualini

Ourinhos-SP
2009

Ficha Catalográfica

QUITÉRIO, Ana Paula et al.


Telecentros como instrumento de inclusão digital:
Propostas de melhoria / Ana Paula Quitério e Natalia Leite
Alvarenga. Ourinhos: Faculdade de Tecnologia, 2009.
xiv, 60p., il.

Projeto – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos, 2009.

1. Telecentros 2. Inclusão digital 3. Educação I.


QUITÉRIO, Ana Paula II. ALVARENGA, Natalia Leite III.
Título.
Ana Paula Quitério
Natalia Leite Alvarenga

TELECENTROS COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO


DIGITAL: PROPOSTAS DE MELHORIA

Essa monografia foi julgada e aprovada para a obtenção do Título de Bacharel


em Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação, habilitação em
Gerenciamento de Sistemas e Tecnologia da Informação, da Faculdade de
Tecnologia de Ourinhos.

Ourinhos, 20 de novembro de 2009.

Profª. Lia Cupertino Duarte Albino, Dra.


Diretora da Fatec - Ourinhos

Banca examinadora

_________________________
Prof. Elaine Pasqualini, Me. (Orientadora)

_________________________ _________________________
Prof. .............................., Dr. Prof. ....................................., Dr.

Aos nossos pais, a quem devemos tudo, pelo apoio incondicional.

Aos nossos colegas, pelos valiosos conhecimentos trocados.

A todos os professores da Fatec pelo incentivo e companheirismo.


Agradecimentos

Agradecemos em primeiro lugar a Deus, que nos capacitou, e que foi nosso
apoio, força e refúgio em momentos difíceis e incentivo, coragem e
determinação nos momentos bons.

Aos nossos pais, irmãos e familiares, sem os quais seria praticamente


impossível a realização deste nosso sonho de estarmos graduadas, pelo
apoio que nos dedicaram nesta jornada pelo conhecimento.
Agradecemos a nossa orientadora professora Elaine que nos ajudou e nos
orientou, apoiou e incentivou na elaboração deste projeto.

Aos nossos amigos, aos antigos de longos anos, e aos novos que encontramos
no decorrer desses anos em busca de conhecimentos e realizações, por
entrarem e nossas vidas, trazerem as suas experiências, compartilhar
conhecimentos e fazer de nós pessoas melhores.

Aos nossos professores, a todos eles, aos que conviveram conosco apenas um
semestre e aos que estiveram presentes em nossas vidas universitárias por mais
tempo, por contribuírem com nosso crescimento profissional e pessoal, por nos
passarem conhecimentos e lições de vida, e que ao longo desses anos deixaram
em nossas vidas um pouco de si e levarão consigo em pouco de nós.
“A distância que você consegue percorrer na vida depende da sua ternura
para com os jovens, compaixão pelos idosos, solidariedade com os
esforçados e tolerância para com os fracos e os fortes, porque chegará o dia
em que você terá sido todos eles.”
George Washington
Resumo

O presente projeto buscou analisar alguns telecentros em andamento e citar melhorias nos
telecentros comunitários Acessa - SP, que têm proporcionado aos excluídos digitalmente
acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) à população de forma
gratuita, para que com estas melhorias atinjam uma quantidade maior de incluídos
digitalmente. Sendo o Brasil uma nação marcada por diversidades e o percentual de
pessoas que vivem em condições de extrema pobreza ser alto, surge a necessidade de
proporcionar uma melhor condição de vida para a população e a ação de incluir
digitalmente cria um cenário de inclusão social a fim de proporcionar uma vida melhor a
comunidades carentes. A tecnologia está evoluindo rápido e a sociedade não consegue
acompanhar esse ritmo acelerado por ser um grande desafio incluir toda a sociedade
digitalmente, diante desse desafio, foram pesquisados telecentros comunitários. Para o
desenvolvimento desse trabalho foram utilizadas referências encontradas em livros, sites,
monografias, dissertações e artigos que foram analisados a fim de se propor melhorias nos
programas governamentais selecionados. O instrumental utilizado para coleta de dados foi
um questionário respondido por três atuais monitores de postos do Acessa - SP e um ex
monitor do telecentro, para sanar duvidas quanto à rotina e funcionamento do telecentro a
fim de propor melhorias nos programas governamentais selecionados, visando a utilização
destes de forma gratuita e com base nesses dados esse projeto disponibilizará propostas de
melhorias à telecentros que já estão em funcionamento ou que futuramente funcionarão
utilizando meios e processos de inclusão digital.

Palavras - chave: Inclusão social, telecentros, educação.


Abstract

The present project sought to analyze some telecentros in course and cite improvements in the
telecentros communal Accesses - SP, that have provided them excluded digital I access to the
Technologies of Information and Communication (TICs) to the population of free form, for
that with these improvements reach a bigger quantity of included digital. Being Brazil a
nation marked by diversities and the percentage of persons that live in conditions of extreme
poverty be highly, arises the need of provide a better condition of life for the population and
the action of include digital creates a setting of social enclosure in order to provide a better
life the lacking communities. The technology is evolving quick and the society is not going
to accompany that rhythm accelerated by be a big challenge include all the society digital,
faced with that challenge were researched some telecentros, For the development of that work
were utilized references found in books, sites, monographs, dissertations and articles that
were analyzed in order to be proposed improvements in the governmental programs selected.
The instrumental one utilized for fact-gathering was a questionnaire taken responsibility for
three present monitors of positions of accesses- SP and an ex monitor of the telecentro, for of
cure doubts as regards the routine and operation of the telecentro in order to propose
improvements in the governmental programs selected, aiming at the utilization of these of free
form and on the basis of those facts that project will dispose proposals of improvements That
future will function utilizing means and trials of digital enclosure.

Key-words: Keywords: Social inclusion, telecenters, education.


Lista de Figuras

Figura 1: (Gráfico dos telecentros no Brasil) .........................................................................................22


Figura 2: (Gráfico dos telecentros por região) .......................................................................................22
Figura 3: (Gráfico dos 10 municípios com maior número de telecentros) ............................................23
Figura 4: (Vagas de empregos) ..............................................................................................................24
Figura 5: (Roteiro da unidade móvel) ....................................................................................................35
Figura 6: (Telecentro Móvel) ................................................................................................................37
Figura 7: (Planta Biblioteca Telecentro) ................................................................................................39
Figura 8: (Sala de Leitura) .....................................................................................................................39
Figura 9: (Sala dos computadores) ........................................................................................................40
Figura 10: (Modelo de oficina) ..............................................................................................................40
Lista de tabelas

Tabela 1: (Quadro dos horários de aulas do telecentro móvel) .............................................................36


Tabela 2: (Plano de aulas do telecentro móvel ) ................................................................................... 36
Lista de abreviaturas, siglas e símbolos

Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações

CDI -Escola de Democratização da Informática

CVTs- Centros Vocacionais Tecnológicos

EDI -Escola Digital Integrada

FSF - Free Software Fundation

GESAC - Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão

GPL - GNU General Public License

LIDEC - Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária

ONGs – Organizações Não Governamentais

ONID - Observatório Nacional de Inclusão Digital

OS - Organizações Sociais
OSCIPs –Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público

PGMU - Plano Geral de Metas para a Universalização

POPAIs - Postos Públicos de Acesso à Internet

UIT - União Internacional de Telecomunicações

VSAT - Very Small Aperture Terminal


Sumário

1.Introdução............................................................................................................................................15
1.1.Contextualiazação.............................................................................................................................15
1.2.Objetivo............................................................................................................................................16
1.3.Justificativa.......................................................................................................................................16
1.4.Metodologia......................................................................................................................................17
1.5.Descrição do trabalho.......................................................................................................................17
2.Revisão de literatura............................................................................................................................18
3.Inclusão digital....................................................................................................................................19
3.1.Conceitos..........................................................................................................................................19
3.2.Programas e projetos para a inclusão digital....................................................................................20
3.3.Gráficos e estatísticas........................................................................................................................21
3.4.A importância da inclusão digital.....................................................................................................23
4.Software livre.......................................................................................................................................25
4.1.Licenças de distribuição....................................................................................................................25
4.2.O Software livre e Inclusão Digital..................................................................................................26
5.Telecentros no Brasil...........................................................................................................................27
5.1.Telecentros comunitários..................................................................................................................27
5.2.Projetos de inclusão digital no Brasil...............................................................................................27
5.2.1.Acessa São Paulo...........................................................................................................................28
5.2.2. Inclusão Sócio-Digital..................................................................................................................29
5.2.3.Paranavegar....................................................................................................................................30
5.2.4.Projeto Beija-Flor..........................................................................................................................30
5.2.5.CDI – Comitê para democratização da informática.......................................................................31
5.2.6.Estação Digital...............................................................................................................................32
6. Proposta de melhoria em telecentros..................................................................................................33
6.1. Telecentros móveis..........................................................................................................................33
6.1.1. Melhorias previstas.......................................................................................................................37
6.2. Biblioteca - Telecentro Digital........................................................................................................38
6.2.1.Melhorias previstas........................................................................................................................42
7.Considerações finais............................................................................................................................43
8.Continuidade do trabalho.....................................................................................................................44
Referências .............................................................................................................................................45
Apêndice A.............................................................................................................................................47
Apêndice B.............................................................................................................................................51
Apêndice C.............................................................................................................................................55
Apêndice D.............................................................................................................................................58
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 15

1 INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização

Atualmente alguns setores da sociedade manifestam preocupações quanto à


necessidade de Inclusão Digital, pois, todos têm direito à informação, porém ainda não
obtiveram um consentimento sobre como democratizar o acesso às tecnologias da informação,
comunicação e alfabetização digital, oferecendo o contato com as novas ferramentas a um
maior número de pessoas.
Muitas organizações centralizam apenas nos aspectos mais evidentes e algumas se
destinam à cursos de informática, outras com o acesso às máquinas, softwares e a internet.
Surgem então políticas de software livre, como por exemplo, o programa "PC Conectado”
programa que faz parte da política de inclusão digital do governo federal, iniciado em 2003.
Conforme Rebelo (2005) seu principal alvo são famílias com renda baixa em
condições de comprometer parte do orçamento para adquirir um computador. Um outro
exemplo são os telecentros, espaços públicos onde pessoas podem usar microcomputadores,
internet e outras tecnologias digitais que permitem coletar informações, aprender e
comunicar-se com outras pessoas, enquanto desenvolvem habilidades digitais essenciais do
século XXI, sem custo algum.
O empenho pela inclusão digital deve atender a vários aspectos. O mais importante
para atingir o êxito está na prática cultural, nas informações e modo de agir que precisam ser
estabelecidos para operar essas tecnologias. Se não arquitetar estratégias que dêem sentidos e
viabilizem alternativas práticas para os setores que se pretende integrar, poucos serão os
efeitos. A prática indica que a inclusão digital se concentra onde essas tecnologias aparecem
como instrumentos do cotidiano e vêm associadas à criação de uma vida comunitária,
cooperação e solidariedade, como instrumentos fundamentais para sua viabilização.
Segundo Camargo, Ribeiro e Santos (2004), a dificuldade que o cidadão apresenta na
utilização de um equipamento eletrônico é proveniente pela ausência do contato constante
com essas novas ferramentas ou mesmo pelo completo desconhecimento de suas
aplicabilidades e funções.
Portanto esse trabalho contribua ao processo de democratização da informação, com as
propostas descritas.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 16

1.2 Objetivo

O principal objetivo desse trabalho é descrever a importância de políticas de inclusão


digital como meio de inclusão social e apresentar duas propostas de melhorias em programas
governamentais, já existentes, que funcionam como telecentros, que têm por meta incluir
digitalmente cidadãos com dificuldades de acesso às tecnologias da informação.

1.3 Justificativa

A justificativa deste trabalho reside no fato fundamental de que, novas


propostas viabilizam possíveis melhorias, para atender às necessidades da atual demanda da
sociedade da informação. O Brasil vem desenvolvendo esforços, no sentido de adequar-se às
transformações exigidas por uma sociedade que se torna cada vez mais informatizada. A
tecnologia da informação está presente no dia-a-dia tanto como forma de conhecimento,
quanto de cultura para ampliar as visões do mundo, modificar linguagens e propor novos
padrões de aprendizagem. Porém, não basta apenas democratizar o acesso às informações
públicas, existe a necessidade de preparar a sociedade, para viver e usufruir as modernidades
tecnológicas.
Ajudar a sociedade a evoluir, investir e trabalhar dentro deste contexto mundial de
informatização social é a chamada inclusão digital que passa por processos educativos, sem o
qual, não poderão surtir efeitos em curto prazo. Ou seja, este trabalho, disponibiliza propostas
viáveis de criação de projetos que viabilizem a inclusão digital com base educativa e
informativa.
Por acreditar-se que a tendência é depender mais dessas tecnologias e que cada vez
mais se delegam às máquinas os trabalhos de rotinas físicas e intelectuais e que muitos
indivíduos desconhecem ou têm dificuldades em utilizá-las, a melhoria nos telecentros seriam
soluções para diminuir o abismo que se apresenta entre aqueles que possuem acesso às
facilidades tecnológicas, daqueles que nada possuem, nem mesmo direito ao acesso às
tecnologias.
Espera-se então que com melhorias no conhecimento dessas funções haverá também
uma melhoria de vida para as pessoas com a utilização dos telecentros.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 17

1.4 Método

Para o desenvolvimento desse trabalho foram utilizadas referências encontradas em


livros, sites, monografias, dissertações e artigos que foram analisados a fim de se propor
melhorias nos programas governamentais selecionados. O instrumental utilizado para coleta
de dados foi um questionário respondido por três atuais monitores de postos do Acessa- SP e
um ex monitor do telecentro Acessa – SP, a fim de sanar duvidas quanto à rotina do telecentro
Para esta coleta de dados foi solicitada a assinatura da autorização das pessoas que
responderam o questionário. Os respondentes demoraram aproximadamente cinquenta
minutos para responderem o questionário. O local de realização foram os próprios telecentro
já que o instrumental em questão foi aplicado em horário de funcionamento dos telecentros.

1.5 Descrição do trabalho

Este trabalho está dividido em oito capítulos, e quatro apêndices. O capítulo 1


descreve-se a contextualização, justificativa, objetivo e método do trabalho.
O capítulo 2 aborda os motivos que levaram às escolhas das ferramentas, com base nas
opiniões dos autores da literatura consultada.
O capítulo 3 tem-se a definição e características de inclusão digital com foco nos
projetos do governo.
O capítulo 4 descreve o software livre e sua ligação com a inclusão digital.
O capítulo 5 apresenta alguns projetos de inclusão digital no Brasil e explica-se os
programas de inclusão apresentados.
O capítulo 6 descreve–se as propostas de melhorias.
O capítulo 7 apresenta-se as considerações finais
O capítulo 8 apresenta-se o futuro do projeto
Os Apêndices contêm os questionários respondidos por alguns funcionários de
telecentros.
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2. Revisão de literatura

Rebelo (2005) comenta que o Brasil é um país marcado por diversidades, surgindo a
necessidade de incluir-se digitalmente a sociedade como suporte para a inclusão social.
Entretanto oferecer apenas a tecnologia não é o suficiente para ocorrer a inclusão. Deve-se
ensinar as pessoas como utilizá-las e como poderão melhorar as suas condições de vida com o
uso delas.
A inclusão digital segundo Silveira (2005) ocorre com a disponibilização de internet,
e-mail, acesso aos conteúdos na rede, como sites governamentais, de notícias e culturais,
ferramentas para produção de conteúdos, fornecendo meios de comunicação e aprendizado
para a sociedade. Para que isso ocorra, Silveira e Cassiano (2003) sustentam a idéia de que
utilizando plataformas abertas e o uso de programas de computadores considerados livres, os
projetos de inclusão digital seriam implantados em mais municípios do Brasil.
Em seu estudo Waiselfiez (2007) diz que acesso ao computador e a internet são fatores
de competitividade para o desenvolvimento econômico de um país.
Sendo assim, o telecentro tem como missão alfabetizar, mas diferentemente de uma
escola. A inclusão digital se faz necessária para a melhoria não somente da pessoa que está
incluída, mas também para sociedade como um todo.
Com base nos estudos, aqui apresentados, este projeto poderá beneficiar pessoas
privadas de tecnologias, tanto de equipamentos quanto aos benefícios e serviços que ela pode
oferecer, pois seu objetivo é incentivar e desenvolver propostas viáveis que atendam as
necessidades da sociedade e que seja capaz de criar oportunidades de melhorias de vidas para
os seus usuários.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 19

3. Inclusão digital

3.1 - Conceitos

A inclusão digital visa a melhorar as condições de vida de uma determinada


comunidade.
Incluir digitalmente é melhorar as situações sociais com o uso dos computadores e não
apenas “alfabetizar” as pessoas em informática. Segundo Rebelo (2005) é importante mostrar
como as pessoas podem ganhar dinheiro e melhorar de vida com essa tecnologia.
Muitos compreendem que incluir digitalmente nada mais é do que colocar
computadores na frente das pessoas e ensiná-las a usar um editor de texto e pacotes de
escritório. Para Rebelo (2005), esta é uma comparação errônea que distorce a visão do que
realmente seja a inclusão digital. Colocar o computador ao alcance das mãos das pessoas ou
apenas vendê-los mais baratos definitivamente não é inclusão digital. É preciso ensiná-las e
ajudá-las a usar em beneficio próprio e coletivo.
Para Silveira (2005) a inclusão digital baseia-se em disponibilizar:
• A internet;
• A caixa postal eletrônica e os meios de armazenamento (e-mail);
• Conteúdos na rede (pesquisas e navegação em sites do governo, notícias,
culturais e educacionais, diversão, etc);
• Linguagem básica e instruções para usar a rede (chats, fóruns, etc.);
• Construção de ferramentas e sistemas voltados às comunidades (linguagem de
programação, design, etc.);
• Técnicas de produção de conteúdo (técnicas para a produção de hipertexto,
etc.);
A questão do acesso pela perspectiva tecnológica ou financeira não é o principal ou o
único fator da inclusão.

Acesso para todos sim! Mas não se deve entender por isso um “acesso ao equipamento”, a
simples conexão técnica que, em pouco tempo, estará de toda forma muito barata (...).
Devemos antes entender um acesso de todos aos processos de inteligência coletiva, quer
dizer, ao ciberespaço como sistema aberto de autocartografia dinâmica do real, de expressão
das singularidades, de elaboração dos problemas, de confecção do laço social pela
aprendizagem recíproca, e de livre navegação nos saberes. (Lévy, 1999. p.196).
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 20

Portanto entende-se que incluir digitalmente não é somente equipar a população com
microcomputadores e sim proporcionar meios de comunicação e aprendizado a toda à
sociedade.

3.2 - Programas e projetos para a inclusão digital

Apesar da inclusão digital ser um assunto em pauta no mundo, Mercadante (2008)


afirma que esse fenômeno ainda é concentrado nas classes mais altas e municípios mais
urbanizados. Enquanto que, entre os 10% mais pobres, 0,6% tem acesso a computadores com
internet e entre os 10% mais ricos esse número é de 5,63%.
Segundo o ONID (2009a) o maior programa estadual mapeado é o Acessa São Paulo
com 448 telecentros. O Programa de Inclusão Sócio-Digital está em segundo lugar com 382
unidades, seguido do Projeto Estruturador Rede de Formação Orientada pelo Mercado, com
228. Finalmente, o programa Paranavegar e o Projeto Beija-Flor com respectivamente 121 e
88 telecentros mapeados.
Atualmente a Anatel aprovou alteração no plano Geral de Metas e Universalização das
comunicações, de forma a trocar instalações de postos de serviço de telefonia fixa por redes
de banda larga.
Segundo o IDBrasil (2009a) mais uma meta do Ministério das Comunicações será
alcançada: levar internet banda larga a todos os municípios brasileiros. A proposta de
alteração do Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU), que visa a garantir a
instalação de infra-estrutura de rede de serviços de telecomunicações em cerca de 3.570
municípios do país que ainda não estão conectados à rede mundial terão acesso a essa
ferramenta. A proposta foi aprovada pelo Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) e aguarda edição de decreto presidencial.
O IDBrasil (2009a) cita que a evolução é esperada já que o Brasil possui atraso em
relação aos outros países. Em 2005 apenas 17,2 % da população possuía acesso à internet e o
Brasil ocupava a 76º posição, entre 193, na lista da UIT (União Internacional de
Telecomunicações). Para se ter uma idéia, países como Austrália, Holanda, Suécia e Islândia
têm entre 70% a 90% da sua população com acesso a internet. Salienta-se que, mesmo na
América do Sul, o Brasil não está bem posicionado e está atrás do Chile (28,9%), Uruguai
(20,6%) e Argentina (17,8%).
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3.3 - Gráficos e estatísticas

ONID (2009a) descreve o crescimento de projetos para inclusão digital. Segundo


dados retirados ainda há um grande número de municípios sem telecentros no Brasil
conforme mostra a figura 01. A região que possui maior número de telecentros é o Sudeste
com 46,44% da participação e a região norte que possui a menor, apenas 5,10% participação
do país (figura 02).

Também é possível afirmar, segundo os gráficos da ONID, que São Paulo é o


Município com maior número de telecentros, com mais da metade de telecentros que Rio de
Janeiro (figura 03).

Dados que precisam aumentar, pois a inclusão digital ajuda a desenvolver e a incluir, a
fim de proporcionar melhorias nas condições de vida da população.

Para Waiselfiez (2007) o acesso ao computador e a internet é um fator decisivo para a


competitividade dos países na economia internacional e dos indivíduos no mercado de
trabalho. Os modernos meios de comunicação, especialmente a internet, trouxeram para os
cidadãos um diferencial no aprendizado e na capacitação profissional, conseqüentemente,
maior possibilidade de ascensão financeira.

Sendo assim, a inclusão digital é importante e um necessário fator para a evolução do


país afetando positivamente a inclusão social e contribui consideravelmente com o avanço
tecnológico do país.

As figuras abaixo mostram dados sobre telecentros revelados pela ONID, segundo a
figura 01 aproximadamente 60% dos municípios brasileiros não possuem telecentros
instalados, a figura dois mostra que as regiões norte, sul e centro - oeste do país ainda possui
poucos telecentros e a figura três afirma que o município de São Paulo com 385 unidades é o
que possui o maior número de telecentros do Brasil, seguido do Rio de janeiro com 178 e
Belo Horizonte com 134.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 22

40%
60%

Figura 1 – Gráfico dos telecentros no Brasil


Fonte: ONID-2009 – disponível em: < www.onid.org.br>

Conforme figura, aproximadamente 60% dos municípios brasileiros não possuem


telecentros instalados.

Figura 02 – Gráfico dos telecentros por região


Fonte: ONID 2009 - disponível em: <www.onid.org.br>

A figura acima demonstra que a região sudoeste é a maior beneficiada com as


tecnologias disponibilizadas pelos telecentros, tal privilégio pode ser entendido por ela ser
uma região de crescimento acelerado.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 23

Figura 03 – Gráfico dos 10 municípios com maior número de telecentros


Fonte: ONID 2009 – disponível em: <www.onid.org.br>

A ilustração acima mostra que os grandes centros do país estão preocupados com a
inclusão digital, disponibilizando um grande número de telecentros nos municípios.

3.4 - A importância da inclusão digital

A inclusão digital ajuda a desenvolver e incluir socialmente um indivíduo na


sociedade, proporcionando melhorias nas condições de vida da população,e cada vez mais
tenta-se encontrar soluções para garantir e popularizar o acesso à internet e assim gerar um
avanço na capacitação e na qualidade de vida de grande parte da população, pois a
tecnologia em especial a internet trás para os cidadãos um diferencial no aprendizado e
capacitação profissional.

As Seções de emprego de qualquer jornal revelam que a informática é um item


considerado básico para a maioria dos cargos, como mostra na Figura 04. Para os cargos de
porteiro e vigilantes a falta do domínio de ferramentas básicas como editor de texto e
planilhas é a principal barreira para os candidatos a uma vaga de emprego no Brasil e um
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 24

curso para estes aplicativos, possui um valor extremamente alto para o poder aquisitivo médio
do brasileiro, especialmente para os jovens.

Figura 04: Vagas de empregos


Fonte: Ibiubi (2009). Disponível em: <www.ibiubi.com.br/empregos>

Segundo Rondelli (2004) há quatro passos importantes na inclusão digital, sendo eles:
o ensino (para a autora possibilitar apenas o simples acesso não adianta); a oportunidade de
emprego dos suportes técnicos digitais na vida cotidiana e no trabalho; a necessidade de
políticas públicas para inclusão e a exploração dos potenciais dos meios digitais.
Sendo assim é possível considerar os telecentros que possuem a missão de incluir
digitalmente um importante processo para a inclusão social e digital, pois os mesmos
colaboram para o avanço tecnológico do país.

“O acesso ao computador e a internet é fator decisivo para a competitividade dos


países na economia internacional e dos indivíduos no mercado de trabalho”.( Waiselfiez Apud
Mercadante, 2008, p 48.).

4. Software livre
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 25

O software aberto tem como principal característica disponibilizar o código fonte a


qualquer interessado, para trazer benefícios, tanto para desenvolvedores de sistemas como
para usuários em geral.
“É por meio da imaginação que os cidadãos são disciplinados e controlados pelos
Estados, mercados e outros interesses dominantes, mas é também da imaginação que os
cidadãos desenvolvem sistemas coletivos de dissidência e outros grafismos da vida
coletiva.”(Santos Apud Silveira, 2005, p. 46).
O movimento software livre tem como base o compartilhamento e a disseminação do
conhecimento e da inteligência coletiva conectada na rede mundial de computadores. Assim,
esse conhecimento é distribuído e igualado entre seus colaboradores e divulgadores do
movimento no qual essa distribuição do conhecimento livre tornou-se vital para a
sobrevivência do software livre na sociedade.
Existem quatro tipos de liberdades para os usuários do software livre. Segundo Free
Software Fundation (2008) essas liberdades são:
• Liberdade nº 0: liberdade de executar o programa, para qualquer fim.
• Liberdade nº 1: liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo segundo
as suas necessidades. Ter acesso ao código fonte é um pré-requisito para seguir essa
liberdade.
• Liberdade nº 2: liberdade de redistribuir cópias, do modo que se possa ajudar o
próximo.
• Liberdade nº 3: liberdade de aperfeiçoar o programa e disponibilizar os seus
aperfeiçoamentos, beneficiando toda a comunidade usuária.
Dessa maneira garante-se que o software continuará aberto, disponível e cada vez mais
usuários e desenvolvedores, poderão usufruir e contribuir para o software.

4.1 – Licenças de distribuição

Danesh (2000) cita que o software aberto pode ser distribuído em uma grande
variedade de licenças.
O autor afirma que a mais famosa é a GNU, General Public License (GPL), usada pela
maior parte do software desenvolvido pela Free Software Foundation. É por isso que é
possível que tantos fornecedores diferentes produzam distribuições gratuitas ou
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 26

comercialmente. No caso de produtos GNU, os autores de software continuam de posse dos


direitos do software e podem optar, no futuro, por parar de distribuí-lo sob a licença GNU.
Segundo o mesmo autor, o objetivo da licença é dar toda liberdade a quem possui uma
cópia do software para fazer o que bem entender com ele. Software livre (ou free software)
pode ser distribuído gratuitamente, vendido, alterado, etc.

4.2-O software livre e inclusão digital

Nos últimos anos têm se falado muito em inclusão digital e como os softwares livres
têm crescido exponencialmente percebeu-se que a união dos dois pode ser útil.
A principal característica do software aberto é a disponibilização do código fonte a
qualquer interessado, o que traz inúmeros benefícios para desenvolvedores e usuários em
geral. Já a inclusão digital depende de alguns elementos, tais como, computador, telefone,
provimento de acesso e a formação básica em softwares aplicativos.
Os autores Silveira e Cassino (2003) afirmam que no Brasil apenas 15% da população
tem acesso ao mundo digital. Utilizam-se de programas para computadores considerados
livres, que garantem uma economia na aquisição de licenças de uso. Assim facilita-se a
implementação de projetos de inclusão digital, na tentativa de combater o monopólio que
existe atualmente sobre os programas de computador.
Atualmente para a inclusão digital ser economicamente sustentável, deve-se utilizar
plataformas abertas e não-proprietárias. O fato de desenvolver softwares livres é um elemento
de afirmação de cidadania, inteligência coletiva e redução da dependência tecnológica.

5. Telecentros no Brasil
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 27

5.1-Telecentros comunitários

Segundo a UNESCO (2008) telecentros são centros públicos onde se oferecem


serviços de comunicação e se utilizam as TICs para as necessidades da comunidade.
Geralmente, eles são iniciativas de governo, de ONGs, de instituições ou de empresas.
Os telecentros comunitários são instrumentos importantes para diminuir as
desigualdades econômicas, sociais e políticas, como elementos das políticas públicas de
inclusão digital. Eles não devem se restringir a sala com computadores, mas podem congregar
várias outras mídias digitais, como vídeo, som e fotografia.
Possuem como objetivo promover o desenvolvimento social e econômico das
comunidades atendidas, reduzindo a exclusão social e criando oportunidades aos cidadãos.
Os espaços comunitários atendem os interesses da comunidade em geral,
disponibilizando o acesso livre e gratuito, onde o usuário pode fazer trabalhos ou até mesmo
jogar, desde que sejam jogos que permitam o desenvolvimento de habilidade de destreza, pois
é vedada qualquer atividade que envolva sites pornográficos, discriminação racial, jogos e
sites que estimulem a violência e qualquer outro gênero ou sites criminosos.

Alguns também disponibilizam cursos básicos de informática para que os cidadãos


não dependam dos monitores para interagir com as máquinas e que o uso livre dos
computadores e internet nos telecentros garantam que eles não venham a esquecer o que
aprenderam deixando de serem analfabetos digitais.

5.2 - Projetos de inclusão digital no Brasil

Segundo a ONID (2009a) existem no Brasil mais de 5192 telecentros espalhados pelo
país.
Os maiores telecentros relatados pela ONID (Observatório Nacional de Inclusão
Digital) são: Acessa São Paulo (São Paulo) com 448 telecentros, Programas de Inclusão
Sócio-Digital (Bahia) com 382 telecentros, programa Paranavegar (Paraná) com 121
telecentros e Projeto Beija-Flor (Santa Catarina) com 88 telecentros mapeados.
Outros telecentros como CDI (Escola de Democratização da Informática), Estação
Digital também são citados pela ONID. A seguir descrevem-se esses telecentros.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 28

5.2.1 - Acessa São Paulo

De acordo com Acessa São Paulo (2009), esse é um programa de inclusão digital do
Governo do Estado de São Paulo, coordenado pela Secretaria de Gestão Pública, com gestão
da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Instituído em
julho de 2000, o Programa Acessa São Paulo oferece para a população do Estado o acesso às
novas tecnologias da informação e comunicação (TIC's), em especial à internet, contribuindo
para o desenvolvimento social, cultural, intelectual e econômico dos cidadãos paulistas.
Para atingir seus objetivos, o Programa Acessa São Paulo abre e mantém espaços
públicos com computadores para acesso gratuito e livre à internet conforme necessidade do
município, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural, intelectual e econômico dos
cidadãos paulistas.
Sua missão é garantir o acesso democrático e gratuito às tecnologias da informação e
comunicação, acabando com a exclusão digital no Estado de São Paulo para o
desenvolvimento econômico, social, pessoal e da cidadania e ser reconhecido
internacionalmente como referência em inclusão digital.
Para melhor atender a população e atingir os objetivos de inclusão digital, o Programa
Acessa São Paulo possui 2 tipos distintos de postos, cada um com características especiais. Os
postos municipais que são implantados em parceria com as prefeituras paulistas e os POPAIS
- Postos Públicos de Acesso à internet que são implantados em parceria com secretarias e
órgãos do Governo do Estado, como por exemplo os postos Poupatempo.
Segundo o Acessa São Paulo (2009) o programa possui 8 anos de existência.
Aproximadamente 1,74 milhões de usuários cadastrados em 504 postos, 40,33 milhões de
atendimentos anuais e emprega no total 1.154 monitores.
O Acessa -SP conta com a parceria e o expertise do LIDEC - Laboratório de Inclusão
Digital e Educação Comunitária da Escola do Futuro da USP - co-responsável por diversas
das atividades desenvolvidas pelo programa.

5.2.2 - Inclusão Sócio-Digital


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 29

Segundo o CDC CIA Condina (2009), o programa de Inclusão Sócio-Digital do Estado da


Bahia disponibiliza à população baiana o acesso às tecnologias da informação e da
comunicação, por meio dos recursos tecnológicos das redes de computadores. É um projeto
da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia que objetiva, uso e apropriação das
tecnologias, possibilitarem o desenvolvimento humano e social em diferentes áreas.
O Programa possui 3.200 antenas VSAT (Very Small Aperture Terminal) e modens que
permitem a conexão à internet via satélite, com média de sete computadores em cada ponto e
funcionando em escolas, unidades militares e telecentros. Estima-se que uma população
superior a quatro milhões de pessoas esteja sendo atendida pelo programa, por meio de 22 mil
terminais conectados numa grande rede nacional.
Para escolha das localidades beneficiadas, o programa prioriza comunidades com baixo
índice de desenvolvimento humano (IDH), regiões que não dispõem de acesso à internet e que
já desenvolve alguma atividade apoiada por Tecnologias de Informação e Comunicação
(TICs).
O acesso é feito por antenas VSAT instaladas em cada localidade, que transmitem os
dados para um satélite. Esse sinal é retransmitido para a Terra e tratado pelo Centro de
Gerência do programa, localizado em Belo Horizonte. A partir daí se dá efetivamente a
conexão com a rede mundial de computadores.
O Programa GESAC (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão) possui a
meta de disponibilizar acesso à internet e outro conjunto de serviços de inclusão digital às
comunidades excluídas do acesso e dos serviços vinculados à rede mundial de computadores.
Ele possui vários serviços de TICs que estão disponíveis aos usuários, além de um serviço de
suporte telefônico gratuito 0800.
Atualmente, o programa está numa fase em que as ações são voltadas à articulação e
formação de uma rede de conhecimento solidária. Nesse sentido, estão sendo lançados
Projetos Comunitários como o incentivo à produção de sítios das comunidades beneficiadas.
O eixo principal dessas ações contempla a utilização das TICs para geração de emprego e
renda e difusão da cultura local.
Por meio desses projetos, as comunidades às margens da tecnologia poderão se
comunicar, trocar idéias, gerar conhecimento coletivo e até fazer negócios, criando uma nova
cultura de compartilhamento e socialização da informação. A produção cooperativa de
projetos via internet é um fator de motivação para o aprendizado e conseqüentemente para a
construção da inteligência coletiva.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 30

5.2.3 – Paranavegar

Segundo o site Inclusão Digital IBICT (2009), o programa Paranavegar foi criado em
2003 com o objetivo de disponibilizar computadores com acesso à internet e correio
eletrônico a toda a população do Paraná e formar os Agentes Locais de Inclusão Digital,
pessoas da própria comunidade que tenham interesse e capacidade de articulação com o seu
meio, atendendo prioritariamente os locais com menor índice de desenvolvimento humano
(IDH). Atualmente, o projeto beneficia mais de 50 comunidades em todo o Estado e foram
implantados 103 telecentros.
Segundo o site da ONID (2009c) o programa Paranavegar possui 121 telecentros
mapeados, tendo 129 unidades declaradas, com uma abrangência estadual de gestão pública.
O programa tem por objetivos a disponibilização de computadores com acesso à
internet e os seus utilitários para toda a população paranaense. Formar pessoas da comunidade
com interesse em se tornarem Agentes Locais capacitando-os em seus meios.
Esses agentes trabalham na capacitação da comunidade em TI (Tecnologias da
Informação), na identificação de caminhos para o seu desenvolvimento e para conhecimento
de sua realidade. Assim esse trabalho de Agentes Locais visa a capacitação de agentes para a
inclusão social, sendo de responsabilidade do agente auxiliar a produção de informação e
construção do conhecimento da comunidade.
Esse programa baseia-se em padrões que garantam o acesso universal, em solução de
baixo custo tecnológico que permite uma rápida expansão dessa política de inclusão. Todo
acesso público aos computadores e à internet são realizados por meio de softwares livres.

5.2.4 - Projeto Beija-Flor

O Programa de Inclusão Digital Beija-Flor (2009) afirma que o mesmo atua em


comunidades rurais e pesqueiras de Santa Catarina. Mais do que os recursos tecnológicos
implantados nos Telecentros há o fomento de atividades pedagógicas, cujo objetivo é permitir
o exercício da cidadania. Nesse sentido, o programa busca nos parceiros, apoio para o
desenvolvimento de ações visando atender às demandas das comunidades atendidas.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 31

Os telecentros ou unidades de inclusão digital são núcleos equipados com


computadores e acesso à internet. São instalados em locais de acesso público, como escolas,
colônia de pescadores, bibliotecas públicas, prefeituras municipais, associações da sociedade
civil, dentre outros. São espaços de integração comunitária, aprendizagem, crescimento
pessoal e mobilização social. Funcionam como salas de aula de informática com monitores
capacitados e também proporcionam acesso livre à internet. Todos os computadores são
doados pela Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que mantém uma
equipe técnica que revisa, promove a manutenção e instalação dos equipamentos.
Nos processos de formação ou capacitação de monitores e coordenadores de
telecentros há uma troca de experiências entre os membros da equipe que atuam nos
telecentros. São promovidos encontros cujo objetivo é apresentar as melhores práticas de
atividades, buscando maior interação e compartilhamento de conhecimento.
Mapeados pela ONID (2009c) o Programa Beija-Flor de Santa Catarina possui 128
telecentros mapeados, 133 unidades declaradas, sendo de abrangência estadual e de gestão
pública.
Segundo informações do programa de Inclusão Digital Beija-Flor (2009), este projeto
tem atuação em comunidades rurais e pesqueiras do estado de Santa Catarina, além de
disponibilizar recursos tecnológicos presentes nos telecentros tem base em atividades
pedagógicas, busca parceiros para apoiarem o desenvolvimento do projeto e atender mais
comunidades.

5.2.5 - CDI – Comitê para a democratização da informática

O Comitê para Democratização da Informática é uma organização não-governamental


sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão
social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o
exercício da cidadania.
Por meio de suas Escolas de Informática e Cidadania, o CDI implementa programas
educacionais no Brasil e no exterior, com o objetivo de mobilizar os segmentos excluídos da
sociedade para a transformação de sua realidade. Trabalha-se em parceria com comunidades
de baixa renda e públicos com necessidades especiais, tais como deficientes físicos e visuais,
usuários psiquiátricos, jovens em situação de rua, presidiários, população indígena, entre
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 32

outros. Acredita-se que o domínio das novas tecnologias abre oportunidades de trabalho e de
geração de renda, possibilita o acesso a fontes de informação e espaços de sociabilidade.
Para Rebelo (2005), o CDI tem obtido bons resultados sobre a inclusão social apesar
de ser um cenário pouco estudado no Brasil, o comitê é reconhecido e elogiado por vários
estudiosos que costumam classificar as ações do comitê como exemplo em palestras mundo
afora.

5.2.6–Estação Digital

Segundo a ONID (2009b) a Estação Digital é um espaço social que faz parte do
Programa de Inclusão Digital da Fundação Banco do Brasil, ou seja, um espaço que se dispõe
a facilitar a mobilização das pessoas da comunidade. A Estação Digital tem por objetivo
contribuir com a comunidade local para o desenvolvimento de sua qualidade de vida.
Esse projeto foi desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil, por acreditarem que a
informação é fundamental para o conhecimento, participação em sociedade e ampliação de
oportunidades de trabalho. É composto por estações digitais implantadas em comunidades
carentes de acesso a tecnologias, em parceria com entidades do município e organizações.
Consiste em Estações Digitais implantadas em comunidades que não possuem acesso
a tecnologias, em parceria com entidades do município e organizações. Sempre que possível,
busca fortalecimento dessa ação integrando-a a outros programas já desenvolvidos.

6. Proposta de melhoria em telecentros


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 33

Esse capítulo descreve as propostas de melhorias em telecentros que já estão em


funcionamento ou que futuramente funcionarão utilizando meios e processos de inclusão
digital. Esta proposta vem de encontro com os conceitos estudados para disponibilizar de
forma gratuita cursos, projetos de desenvolvimento cultural, social e econômico baseados em
tecnologias de comunicação e informação, bem como livre acesso à internet e correio
eletrônico para a comunidade.
Com base nos estudos realizados sobre o que cada posto disponibiliza aos usuários,
pode-se usar como opção um telecentro móvel, com acesso gratuito a internet, administração
de cursos de ferramentas básicas para capacitar os usuários para o mercado de trabalho e
fornecer serviços sociais, como segunda via de documentos, às pessoas que não possuem
acesso à internet, ou por estarem em lugares distantes e não poderem ir até o local onde se
encontra instalado um telecentro, ou por que a comunidade não tem um espaço físico para
montar um telecentro fixo.
Outra sugestão é a biblioteca - telecentro comunitário no qual pode proporcionar a
oportunidade de leitura e aprendizado maior aos freqüentadores.
Acredita-se que com essas duas propostas poderia haver um maior número de acessos
pelo motivo do telecentro móvel ir a lugares afastados, e possibilitar o conhecimento a quem
está excluído.
A tecnologia está cada vez mais presente no dia-a-dia da comunidade em geral e sem
seu conhecimento ficará cada vez mais difícil conseguir emprego. Atualmente alguns dos
serviços pedem como requisito básico o conhecimento de ferramentas básicas do computador
e se for possível unir o conhecimento da língua portuguesa com o conhecimento das
tecnologias, os padrões de vida da comunidade aumentarão juntos.

6.1 Telecentros móveis

A iniciativa de um telecentro móvel visa incluir digitalmente jovens e adultos de


classe baixa, que não possuem condições de terem microcomputadores em suas casas, ou
pessoas que possuam computadores, mas não podem pagar para instalar internet ou mesmo
atender a comunidades que se encontram em localidades remotas.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 34

As unidades móveis funcionariam montadas em uma carreta, reboque, semi-reboque,


ônibus, ou quaisquer outro veículo adequado ao transporte de pessoas ou cargas, modificado
para comportar uma rede de computadores.
Os telecentros móveis disponibilizariam programas, internet, jogos, jogos em rede,
programas educacionais e aulas de informática básica como Word, Excel e Internet; com o
intuito de deslocar-se, a lugares desprovidos de tecnologia, providenciando qualidade de
serviços e uma boa ambientação, onde quer que esteja.
O telecentro possuiria a capacidade de deslocamento para qualquer região,
possibilitando a inclusão digital em comunidades remotas e em locais que não possuem a
possibilidade de instalação de um telecentro fixo.
A unidade funcionaria normalmente em horário comercial e teria um roteiro como, por
exemplo: cada semana em um bairro carente no qual adultos e jovens possam desfrutar de
suas utilidades. Poderia também oferecer serviços do Poupatempo, como o mesmo faz na sub-
prefeitura da Vila Prudente e Sapopemba na cidade de São Paulo.
Os serviços disponibilizados pelos Poupatempos são: carteira de identidade, CPF,
atestado de antecedentes criminais, consulta de multa de trânsito, débitos do IPVA, entre
outros, o que facilitaria para muitas pessoas residentes em bairros distantes do centro da
cidade.
Teria um planejamento semanal, as segundas, quartas e sextas-feiras seriam somente
para uso livre da internet e para tirar novas vias de documentos, nas terças e quintas-feiras
teriam aula de informática básica, cada semana em um bairro da cidade.
Seria usado um software livre como, por exemplo, o Linux 3.0, que possui um design
bonito e é mais fácil de utilizar.
A unidade móvel está se tornando comum em grandes cidades do Estado de São
Paulo, porém, no interior e na maioria dos outros estados, exceto Paraná que começa a
adaptar-se, para os outros estados esta tecnologia ainda é desconhecida.
Esta unidade seguiria um roteiro para atender as comunidades, teria o roteiro de aula e
ficaria em cada local por uma semana, para assim conseguir atender mais comunidades ao ano
e poder ministrar os cursos preparatórios.
Os cursos seriam definidos com formato semestral, as aulas de informática básica
seriam ministradas duas vezes por semana, e o telecentro atenderia 2 comunidades no
semestre fazendo um rodízio entre elas, como ilustra a figura 10.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 35

O telecentro começaria atendendo a Comunidade A, onde ficaria instalado de segunda


a sexta-feira, com aulas nas terças e quintas-feiras, disponibilizando nos dias restantes o
acesso livre a internet para toda a comunidade, não somente para os alunos; esse acesso seria
monitorado e controlado, disponibilizando 1 hora de internet para cada usuário, e para
utilizar-se o usuário deveria apresentar o RG para assim liberar o computador. Após a
primeira semana seguiria para a Comunidade B, onde aplicaria o mesmo plano de aulas. E
durante os 6 meses aconteceria um rodízio de comunidades como ilustrado na Figura 05:

Figura 05 - Roteiro da unidade móvel


Fonte: Autoras

Cada comunidade poderá ter três turmas nos períodos da manhã e tarde, com no
máximo vinte e quatro alunos cada, com datas de início e fim estipuladas e uma coleção de
atividades para cada semana.
As aulas semanais seguirão um plano e teriam um prazo a cumprir conforme ilustrado
na Tabela 1.
O curso disponibilizado pelo telecentro móvel seguiria o roteiro de atividades da
Tabela 2. Nos três primeiros meses ensinará a origem da informática, os conceitos como
dados, informação, conhecimento e os dispositivos de entrada, processamento e saída, após
passado todo o conhecimento necessário, será realizada uma prova prática em laboratório
utilizando softwares aplicativos. Concluída a primeira parte dará início a segunda parte do
curso onde será ensinado a tecnologia da informação, aplicativos (Word, Excel, Power Point),
segurança das informações e internet, sendo que mesmo antes das aulas práticas sobre internet
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 36

o aluno já pratica o uso da mesma. Após concluída esta última parte os alunos farão uma nova
avaliação e receberão o certificado de conclusão do curso.

TABELA 1
Quadro dos horários de aulas semanais do telecentro móvel

QUADRO DE HORÁRIOS DAS AULAS


HORARIO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA
9:00 as 11:00 Internet livre INF Internet livre INF Internet livre
12:00 as 14:00 Internet livre INF Internet livre INF Internet livre
15:00 as 17:00 Internet livre INF Internet livre INF Internet livre
PROVAS
As provas serão realizadas a cada três meses, o curso terá duração de seis meses.
Fonte: Autoras

TABELA 2
Plano de aulas do telecentro móvel

PLANO DE AULAS
Matéria/ Meses 01 02 03 04 05 06
Dados, informação, conhecimento e os dispositivos O O O
de entrada, processamento e saída.
Prova O

Tecnologia da informação, aplicativos (Word, Excel, O O O


Power Point), segurança das informações e internet.
Prova O
Recebimento de Certificado O
Fonte: Autoras

Cada microcomputador será ocupado por no máximo dois alunos e as lições deverão
ter nomes, limite de tempo para serem executadas, nota máxima, número máximo de
tentativas de resolução pelos alunos. Já a prova é uma atividade no qual o professor estabelece
uma tarefa com data de execução, incluindo uma nota para a tarefa total completada. A data
em que a prova será realizada é registrada pelo monitor. Depois da realização da prova o
monitor irá corrigir e os alunos receberão via e-mail suas notas para assim praticarem o uso
do mesmo.
O telecentro móvel e seria um veículo adaptado. No caso seria um ônibus adaptado
que já possua banheiro. Geralmente são doados pela Receita Federal e comportariam de 8 a
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 37

12 computadores, possuiria um banheiro adaptado à deficientes e uma lousa para o monitor


ministrar as aulas. Como ilustrado abaixo na figura 06:

Figura 06: Telecentro móvel


Fonte: Autoras

A vantagem dessa versão de telecentro é a sua capacidade de atender, de forma


razoavelmente barata, mais de uma comunidade em diversas datas. Outra vantagem é a
possibilidade de atender locais mais remotos. Mas para que isso ocorra a prefeitura
municipal teria que hospedar o telecentro, oferecer infra-estrutura básica de energia e
conexão.

6.1.1 Melhorias previstas

Algumas cidades do Estado de São Paulo já possuem unidades móveis para atender as
comunidades, no entanto disponibilizam apenas serviços de pedidos de segunda via de
documentos, consultas de pendências ou dívidas para o governo. Permanecem nessas
comunidades por até 3 dias e partem sem data prevista para retornarem. Algumas capitais do
Brasil que possuem o telecentro- móvel, como a cidade de Curitiba no Paraná, atendia apenas
os bairros mais carentes da cidade, fornecendo apenas o serviço de internet.
A melhoria no telecentro- móvel visa não apenas disponibilizar o acesso à internet,
mas também incluir digitalmente os seus usuários, disponibilizando gratuitamente cursos
básicos de informática e internet, serviços de pedidos de segunda via de documentos e
acesso a internet a toda a comunidade. O posto móvel pretende atender principalmente
regiões mais isoladas e carentes, como comunidades rurais, e locais onde não haja a
possibilidade e infra-estrutura para a instalação de um telecentro fixo. Atenderia a
comunidade a cada 15 dias durante um semestre.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 38

6.2 Biblioteca - Telecentro Digital

Conforme levantamento dos trabalhos desenvolvidos pelo Acessa- SP para um melhor


funcionamento e aprendizagem dos jovens usuários, seria interessante a aplicação de um
projeto que ajudasse a desenvolver a leitura dos mesmos, unindo o telecentro comunitário
com biblioteca pois juntos são provedores de acesso à informação e aproveitaria que crianças
e adolescentes passam horas nos postos dos telecentro.
As leituras realizadas demonstram que as principais dificuldades de aprendizado das
pessoas que freqüentam telecentros estão relacionadas à alfabetização, aqueles que possuem
dificuldades para ler, apresentam maior dificuldade para escrever e também para aprenderem
a usar os computadores, a internet e as informações disponíveis na rede. Com isso, torna-se
maior a dificuldade para alcançarem uma inclusão digital ampliada. Isto nos leva a crer que,
se os telecentros promoverem a leitura e a escrita, estarão auxiliando as pessoas a tirarem um
melhor proveito das ferramentas disponíveis.
Segundo o Acessa – SP (2009) a maioria dos postos são instalados em bibliotecas
municipais, o que mesmo assim não estimula a leitura, pois os jovens optam por aguardar do
lado de fora da biblioteca ao invés de lerem enquanto esperam por sua vez de utilizar o
microcomputador.
A proposta sugere criar uma sala de leitura e para poder utilizar o microcomputador os
usuários teriam que fazer uma leitura indicada pelo monitor ou escolhida pela própria pessoa
com a ajuda da bibliotecária, o usuário após feita a leitura debateria o tema com outros
usuários que também leram o mesmo artigo/livro ou escreveria um resumo do que foi lido e
entendido pelo mesmo. As leituras seriam divididas de acordo com a idade do usuário.
Assim, os jovens passariam parte do período de espera lendo, aumentando o
conhecimento, afastando o vício da linguagem abreviada usada nos bate-papo e sites de
relacionamentos, também aliviando o stress causado por horas em frente ao computador.
O acervo de livros seria composto de literatura, livros juvenis, revistas, jornais e livros
de pesquisa o que auxiliaria quando os usuários fossem fazer trabalhos escolares.
O horário de funcionamento continuaria o mesmo de oito horas por dia.
O local seria composto, por exemplo, por no mínimo três salas, uma para a leitura,
outra onde estariam os computadores e uma para debate das leituras ou outras atividades
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 39

como por exemplo as oficinas oferecidas; teriam dois banheiros um normal e outro para
pessoas com necessidades físicas, conforme planta abaixo:

Figura 07 – Planta da Biblioteca Telecentro


Fonte: Autoras
A sala de leitura teria puffs, tapetes e almofadas para a sala ficar confortável e chamar
a atenção dos jovens. O acervo ficaria a disposição e alcance de quem quisesse pegar e ver.
Não precisa pedir à bibliotecária nem ao monitor, conforme ilustrado na figura 08.

Figura 08 – Sala de Leitura


Fonte: Revista Info (2009) - Disponível em: < http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/acessa-sao-paulo-
20090723184114.jpg>.

A sala de computadores continuaria exatamente igual ao que já é, pois são amplas e


confortáveis conforme ilustrado.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 40

Figura 09 – Sala dos computadores


Fonte: Revista Info (2009) - disponível em: <http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/sp-abre-
telecentro-para-menores-de-11-anos-23072009-47.shl >.

A sala de debate/oficina teria os equipamentos necessários para as atividades


oferecidas em oficinas como lousas, tecidos, roupas, mesas e cadeiras, papéis, arma de cola
quente, bastões de cola quente, canetas entre outros materiais como ilustrado na figura 10,
nesta sala também teria uma mesa redonda para debates em que os temas iriam variar,
desde temas polêmicos, a temas engraçados conforme artigo debatido, cada sala teria um
monitor para ajudar e monitorar os usuários e alunos das oficinas.

Figura 10 – Modelo de oficina


Fonte: Colégio Cruzeiro (2009) – disponível em:
<http://www.colegiocruzeiro.g12.br/Noticias/2009/setembro/feira_artesanato/feira_de_artesanato01.jpg>

A partir desta iniciativa poderá surgir a hora do conto, com os monitores disponíveis
para contar e criarem histórias e até peças de teatros estimuladas pelos jovens usuários do
Acessa – SP, pois a leitura se tornaria um hábito e possivelmente um lazer para os usuários.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 41

Segundo Calgaro (2009) no Ceará funciona um projeto parecido com esta proposta,
funciona da seguinte forma: a pessoa pode utilizar o microcomputador equivalente ao tempo
em que praticou a leitura, ou seja, uma hora de leitura equivale a uma hora de uso do
computador. Já no Acessa- SP o tempo de uso de cada pessoa no microcomputador continuara
sendo de 30 minutos por vez, já que a demanda de usuários é grande para o volume de
microcomputadores disponíveis por posto.
A autora diz que o projeto do Ceará, que possui o nome de Bila, teve a iniciativa em
2008 e chamou a atenção fora do Ceará pela a sua iniciativa de incluir a leitura na vida dos
jovens. Foi um dos 15 finalistas do prêmio Vivaleitura 2008, iniciativa do Ministério da
Educação e da Organização dos Estados Libero - Americanos (OEI). A premiação foi
realizada em São Paulo em novembro de 2008.
Segundo a mesma, com a digitalização dos acervos, as bibliotecas de papel vem sendo
deixadas de lado, o que torna o aprendizado complicado, pois com esta facilidade os alunos
somente copiam o que esta na internet e colam no trabalho, sem ao menos fazer a leitura
completa do que estão utilizando. A maioria dos jovens já não sabem como pesquisar em
livros, por isso preferem utilizar sites de busca, o que deixa tudo muito mais fácil. Para o
aluno este projeto poderá ajudar a resgatar essa aptidão perdida pelos jovens estudantes e
contribuirá para terem uma ótima leitura e escrita.
O acervo seria composto por doações de bibliotecas, também poderiam ser realizadas
pelos usuários e pessoas da comunidade e por colaboração da prefeitura municipal e do
governo do Estado por meio de requerimentos feito pelo responsável pela abertura do
telecentro.
O projeto também disponibilizaria várias oficinas com temas como educação,
educação ambiental, criação de sites, digitação, internet, inglês, artesanato entre outros temas
sociais, ambientais e profissionais. As oficinas seriam gratuitas e aconteceriam de manhã e à
tarde, para participar bastaria estar com RG e comparecer no posto com um dia de
antecedência para efetuar a inscrição. As oficinas seriam aplicadas por voluntários e por
funcionários que a prefeitura disponibilizaria.
Nas bibliotecas - telecentros poderiam também ser impressos documentos, segunda via
de boletos, mensagens e informações de interesse dos usuários. Todos os serviços, oficinas e
materiais seriam fornecidos pelos Telecentros gratuitamente.

6.2.1 Melhorias previstas


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 42

Atualmente a maioria dos postos do Acessa – SP são instalados em bibliotecas


municipais, porém sem nenhum projeto de incentivo a leitura. De acordo com as entrevistas
realizadas nos postos do Acessa - SP, os usuários não têm interesse em ler livros, revistas ou
qualquer outra coisa enquanto esperam para usarem o computador.
A proposta da Biblioteca - Telecentro é unir leitura e tecnologia, por estarem
instalados no mesmo local seria de fácil integração um projeto que incentive a leitura e
disponibilize acesso aos computadores. Pois na Biblioteca - Telecentro Digital além de o
telecentro e a biblioteca estarem instaladas no mesmo local , teria também a sala de oficinas e
debates para a realização de trabalhos artesanais, teatro e debate das leituras realizadas , onde
seriam disponibilizados cursos de artesanatos, ensaio de teatros e debates sobre os
livros/artigos que foram lidos.
Os freqüentadores para acessar os computadores teriam que obrigatoriamente ler um
livro ou artigo e fazer um resumo do que foi entendido e debater com o monitor presente na
sala, independentemente do tempo de leitura o usuário poderia ficar somente trinta minutos
acessando o microcomputador e após isto marcar novamente seu nome se quisesse acessar
novamente,
e neste período de espera teria que participar de alguma oficina ou ler algum outro artigo ou
continuar lendo o livro que começou.
A oficina disponibilizaria cursos gratuitos como criação de sites, digitação, internet,
inglês, artesanato entre outros temas sociais, ambientais e profissionais, disponibilizado por
voluntários e funcionários ou estagiários da prefeitura municipal.
Acredita se então que o projeto em questão melhoraria significativamente o
conhecimento dos freqüentadores dos postos Acessa –SP, por estimular a leitura,debate e
participação em cursos oferecidos pelas oficinas.

7. Considerações finais

Com base no levantamento bibliográfico realizado e os questionários conclui-se que as


novas tecnologias surgem rapidamente, e, assim, promove o desenvolvimento social de
maneira prática e interativa. Seu surgimento se deu a partir da revolução tecnológica nos
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 43

últimos anos e desencadeou múltiplas transformações sociais, provocando mudanças nas


atitudes, no comportamento e na cultura da sociedade.
Os Telecentros e bibliotecas, por fornecerem um ambiente amigável e por apoiar o
ensino utilizando as vantagens da internet, possibilita, ao processo de ensino-aprendizagem,
uma participação do cidadão na construção do seu conhecimento.

Com o uso do computador, por meio de sites, softwares e jogos, a comunicação entre a
sociedade tem renovado as normas tradicionais da produção do conhecimento.

Embora o molde tradicional dos telecentros seja eficiente, a utilização das novas
ferramentas abre novas possibilidades significativas de aprendizagem, pois atualmente os
usuários de telecentros utilizam-no somente para sites de relacionamentos e jogos on-line.

Essas tecnologias postas à disposição da sociedade têm por objetivo desenvolver as


capacidades individuais. São importantes instrumentos que podem ser bem aproveitados
quando a sociedade mostrar-se interessada a aprender sua utilização com o apoio de terceiros
para melhorar seu convívio social e seus aprendizados, trazendo-a para proporcionar uma
aprendizagem interativa e com os indivíduos utilizando dessa tecnologia para construir o
conhecimento.
Dessa forma, a pessoa que os orienta tem o papel de integrar a tecnologia em suas
vidas e oferecer múltiplos caminhos e flexibilidade no processo de melhoria e lazer. Com
isso, haverá uma busca participativa e cooperativa, pelo conhecimento.
A tecnologia poderá ocupar um papel de destaque, tendo uma contribuição decisiva e
efetiva na medida em que favorecer a criação de novos meios de acesso e apresentação da
informação e possibilitar novas posturas na aprendizagem da vida e em seus trabalhos.

8. Continuidade do trabalho

Para dar continuidade ao projeto é interessante a união das duas propostas, isto é, a
criação de telecentro - biblioteca móvel já que as comunidades que receberiam o telecentro
móvel também não possuem acesso a bibliotecas.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 44

Essa proposta contribuiria para a educação e aprendizado dos alunos, favoreceria as


comunidades carentes de recursos tecnológicos e recursos educacionais, ajudaria
principalmente a alunos que para conseguir estudar tem de descolar-se de grandes distâncias
para fazer pesquisas em bibliotecas municipais para os seus trabalhos escolares.

Este projeto foi concebido para fins de estudo, porém visando aplicação profissional.
Como as propostas não estão completamente concluídas, pretende-se inicialmente efetuar
melhorias, em seguida, efetuar o desenvolvimento e implementação da união das duas
propostas. Quando ambas estiverem concluídas e em funcionamento, o projeto será submetido
a teste.

Espera-se que no futuro outras pessoas sugiram novas propostas de melhorias a


inclusão digital para evolução da tecnologia e sua abrangência. Para isso, este trabalho deixa
aberta essa possibilidade a quem tiver interesse em retomá-lo, desde que mantenham os
créditos da autoria inicial.

Referências

Acessa São Paulo. O que é o Programa Acessa São Paulo? Disponível em:
<www.acessasp.sp.gov.br>. Acessado em: 14 de maio de 2009.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 45

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Disponível em < http://www.portaldetonando.com.br/forum/em-lan-house-uma-hora-de-
leitura-vale-uma-hora-de-internet-t10313.html>. Acessado em: 20 de out. de 2009.

CAMARGO, Marly F.; RIBEIRO, José Carlos; SANTOS, Cléria V. Soares. Experiências de
inclusão digital em Salvador (Bahia): Projetos com uso do computador em 2004.
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Disponível em: <http://www.cdcciacondina.blogspot.com/>. Acessado em: 14 de maio de
2009.

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em: < http://www.fbb.org.br/estacaodigital/action/publico/sobreOPrograma.fbb>. Acessado
em: 15 de set. de 2009, às 17:12 horas.

GARAMANO, Vicente José. Projeto Estruturador Rede de Formação Orientada pelo


Mercado. Disponível em: <http://www.tecnologia.mg.gov.br/index.php?
n1=projetos&pg=RFP>. Acessado em:16 de maio de 2009

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Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 46

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educação Brasil e América Latina. Disponível em: <
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/rl000004.pdf>. Acessado em: 05 de maio
de 2009.

APÊNDICE A

ENTREVISTA PARQUE DA JUVENTUDE/ AUTORIZAÇÃO

1-Qual o seu nome e em que telecentro você trabalha, e qual a sua função?
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 47

R - Daiana Borges de Camillo monitora do parque da juventude.

2- Onde está instalado esse telecentro?


R - Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana, próximo ao metro Carandiru.

3- Quando foi inaugurado este posto?


R - Inaugurou se em 19/03/2007

4-Qual é o horário de funcionamento do Acessa-SP?


R - Funciona de segunda a sexta das 8:00 às 20:00 horas

5-Quantos monitores trabalham neste posto?


R - Somos em 17 monitores:
Alessandra Campos de Oliveira, Aline Garcia Ferreira, André Almeida de Lucca, Ariomar
Antonio Linhares Nunes, Caio de Oliveira Rodrigues, Claudinéia Novaes Batista, Felipe
Maehata, Felipe Rodrigues de Freitas, Janaína da Silva dos Santos, Juliano Moura do Valle,
Leonardo Marques Lopes, Maria José Alves da Silva, Michel Gomes Monsores, Rafael Arias
Haddad, Roberta Pires Moreira Lopes, Giuliano Quaglio Ribeiro e eu Daiana Borges de
Camillo

6-Qual a rotina do telecentro?


R - O posto é aberto e distribui-se a senha, os usuários aguardam e assim que a senha aparece
eles vem para utilizar, nosso posto conta também com uma sala para surdos e mudos e uma
monitora especializada nisto, tem toda a estrutura para todos os tipos de deficientes, não
fechamos para almoço, a maioria das capacitações são realizadas aqui, pois os gestores dos
postos ficam no posto da juventude.

7-O que acha que pode ser melhorado?


R - Muitas coisas podem ser melhoradas e já estão sendo trabalhadas, por exemplo, os
Poupatempos já possui unidades móveis para auxiliar pessoas que não possuem tempo para
vir aos postos fixos.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 48

8-Quais são as dificuldades?


R - Lidar com a falta de conhecimento e educação de muitos usuários, alguns desrespeitam os
monitores.

9-Qual a faixa etária das pessoas que freqüentam o Acessa-SP?


R - Pessoas de todas as idades freqüentam o posto, mas a maioria é de jovens entre 15 e 20
anos.

10-Tem que efetuar algum cadastro para poder utilizar o telecentro?


R - Sim para utilizar o usuário tem que possuir o RG ou a carteirinha de estudante RA e se for
menor de 16 anos estar acompanhando de um responsável e preencher um cadastro, que serve
para identificar o usuário que estava em tal computador caso ocorra algo.

11-Como é feito esse cadastro?


R - É feito por um sistema on line onde todos os postos têm acesso.

12- Há quanto tempo está no telecentro?


R - Há um ano e 2 meses.

13-Você tem contato com outros telecentros do estado?


R - Nos comunicamos e tiramos dúvidas por email, e em capacitações.

14-Você saberia dizer se eles apresentam as mesmas dificuldades que este?


R - As dificuldades geralmente são as mesmas.

15- Quantos computadores têm neste posto?


R - São 97 máquinas, 85 para os usuários e contamos com 6 impressoras.
16-Você tem alguma sugestão que em sua opinião poderia melhorar o atendimento nos
telecentros? Ou melhorar o próprio telecentro, seu funcionamento, rotinas, programas?
R -Quanto a rotina acho que esta ótimo, agora estamos precisando de novos projetos que
façam com que cada vez mais aumentem os acessos aos computadores incluindo assim a
população no mundo tecnológico.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 49

AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE QUESTIONÁRIO


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 50

São Paulo, 20 Agosto de 2009.

Eu, Daiana Borges de Camillo, monitora do Acessa-SP do Parque da Juventude,


AUTORIZO as alunas Ana Paula Quitério Matr. 2050160-9 e Natalia Leite Alvarenga Matr.
2050148-1, matriculados regularmente na FATEC – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos/SP
a utilizar o questionário respondido para fins de estudo.

______________________________
Daiana Borges de Camillo

APÊNDICE B

ENTREVISTA METRÔ SÃO BENTO/ AUTORIZAÇÃO

1-Qual o seu nome e em que telecentro você trabalha, e qual a sua função?
R-Bom meu nome é Cássia Regina e sou monitora do Acessa- SP do metro São Bento.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 51

2- Onde está instalado esse telecentro?


R - Situa-se no Largo São Bento, 12 – Centro.

3- Quando foi inaugurado este posto?


R - Foi inaugurado no dia 04/03/2008

4-Qual é o horário de funcionamento do Acessa- SP?


R - Os acessas têm horários de funcionamentos diferentes, o posto em que trabalho funciona
de segunda a sexta, das 9:00 às 20:00 horas e aos sábado, das 10:00 às 16:00.

5-Quantos monitores trabalham neste posto?


R - Somos em 4, Arinaldo de Oliveira, Luis Fernando Cabral, Rosilene Oliveria e eu Cássia
Regina, pois o posto não fecha para as refeições.

6-Qual a rotina do telecentro?


R - Abrimos o posto às 9:00, em 2 monitores e ficamos até as 14:30 os outros 2 monitores
chegam as 14:30 e ficam ate as 21:00 horas, logo que abrimos o posto já tem freqüentadores
esperando para utilizar nossos serviços, pedimos o número de seu RG e fazemos a liberação
da maquina, o usuário utiliza por meia hora e após esse tempo se quiser utilizar novamente
marca seu nome e aguarda sua vez.

7-O que acha que pode ser melhorado?


R - Poderia haver mais projetos educativos já que a maioria dos usuários permanece em bate-
papos e sites de relacionamento, e mesmo assim não possui uma boa escrita.

8-Quais são as dificuldades?


R - Lidar com a população é realmente difícil, muitos acham que estão demorando para usar o
computador por culpa dos monitores,porem temos que seguir a ordem de chegada, outros não
sabem nem como pegar no mouse e ficam estressados porém não temos tempo de ficar o
tempo todo ao lado do usuário auxiliando-o, ajudamos sim porem não permanecemos ao lado
o tempo todo.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 52

9-Qual a faixa etária das pessoas que frequentam o Acessa- SP?


R- São jovens entre 16 e 21 anos

10-Tem que efetuar algum cadastro para poder utilizar o telecentro?


R-Sim, para utilizar o telecentro é necessário efetuar um cadastro com endereço, telefone,
nome completo, nome do responsável aos menores de 16 anos e número do RG ou RA.

11-Como é feito esse cadastro?


R-É feito on-line já que o cadastro vale para qualquer posto, não importa se ele foi cadastrado
aqui em São Paulo, se for utilizar em uma cidade do interior também terá seu cadastro pronto

12- Há quanto tempo está no telecentro?


R - Há um ano.

13-Você tem contato com outros telecentros do estado?


R - Temos contato com todos os postos via e-mail de discussão e também quando
participamos de alguma capacitação.

14-Você saberia dizer se eles apresentam as mesmas dificuldades que este?


R - Sim, as dificuldades são muito parecidas.

15- Quantos computadores têm neste posto?


R - 20 computadores sendo dois dos monitores e 18 para os usuários e 1 impressora.

16-Você tem alguma sugestão que em sua opinião poderia melhorar o atendimento nos
telecentros? Ou melhorar o próprio telecentro, seu funcionamento, rotinas, programas?
R-Sim, acho que para as pessoas que vem para fazer seus trabalhos o tempo de uso deveria ser
maior, já que em 30 minutos a pessoa não consegue fazer a pesquisa e montar seu trabalho,
também acho que deveria ter um programa de incentivo a leitura, pois vejo que muitos
usuários não possuem uma boa escrita.
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 53

AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE QUESTIONÁRIO

São Paulo, 20 Agosto de 2009.


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 54

Eu, Cássia Regina, monitora do Acessa –SP do metro São Bento, AUTORIZO as
alunas Ana Paula Quitério Matr.2050160-9 e Natalia Leite Alvarenga Matr. 2050148-1,
matriculados regularmente na FATEC – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos/SP a utilizar o
questionário respondido para fins de estudo.

______________________________
Cássia Regina

APÊNDICE C

ENTREVISTA POSTO DE SALTO GRANDE / AUTORIZAÇÃO

1-Qual o seu nome, em que telecentro você trabalha, e qual a sua função?
R - Natalia Leite Alvarenga ex monitora do acessa de Salto Grande.

2- Onde está instalado esse telecentro?


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 55

R - Na Avenida Barão do Rio Branco,436 junto a biblioteca Municipal

3- Quando foi inaugurado este posto?


R - Em 09/05/2006.

4-Qual é o horário de funcionamento do Acessa-SP?


R - Funciona de segunda a sexta das 7:30 às 17:00 horas

5-Quantos monitores trabalham neste posto?


R - Somente um.

6-Qual a rotina do telecentro?


R - Abre o posto às 7:30 fecha para almoço às 11:30 volta às 13:00 e fecha às 17:00. O
monitor chega, limpa os computadores e marca o nome de quem já esta esperando para
utilizar, pega o RG ou RA e libera ou agenda se tiver muita gente, após meia hora a máquina
fecha sozinha e outra pessoa utiliza.

7-O que acha que pode ser melhorado?


R - Se houvesse parceria maior com as escolas o posto seria melhor utilizado, já que o mesmo
esta localizado junto a biblioteca municipal.

8-Quais são as dificuldades?


R - Falta de conhecimento da maioria dos usuários, não possuem conhecimento para utilizar
sozinho e ficam estressados.

9-Qual a faixa etária das pessoas que freqüentam o Acessa- SP?


R - Entre 14 e 19 anos.

10-Tem que efetuar algum cadastro para poder utilizar o telecentro?


R - É feito um cadastro com o nome, RG ou RA, endereço telefone e nome do responsável.

11-Como é feito esse cadastro?


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 56

R - Por um site disponibilizado pela Prodesp e o cadastro é valido em qualquer posto do


acessa- SP.

12- Há quanto tempo está no telecentro?


R - Fiquei no posto por dois anos e meio.

13-Você tem contato com outros telecentros do estado?


R - Nos comunicamos e tiramos dúvidas por e-mail.

14-Você saberia dizer se eles apresentam as mesmas dificuldades que este?


R - Sim nas capacitações e via email as duvidas e dificuldades são as mesmas.

15- Quantos computadores têm neste posto?


R-1 máquina do monitor e 5 para os usuários e 1 impressora

16-Você tem alguma sugestão que em sua opinião poderia melhorar o atendimento nos
telecentros? Ou melhorar o próprio telecentro, seu funcionamento, rotinas, programas?
R - Se pudessem colaborar para a aprendizagem dos usuários para utilizar as máquinas
corretamente o funcionamento do posto ficaria melhor, já que haveria menos estress e tumulto
sobre os computadores.

AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE QUESTIONÁRIO


Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 57

São Paulo, 20 Agosto de 2009.

Eu, Natalia Leite Alvarenga, ex monitora do Acessa –SP de Salto Grande AUTORIZO
as alunas Ana Paula Quitério Matr.2050160-9 e Natalia Leite Alvarenga Matr. 2050148-1,
matriculados regularmente na FATEC – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos/SP a utilizar o
questionário respondido para fins de estudo.

______________________________
Natalia Leite Alvarenga

APÊNDICE D

ENTREVISTA POSTO FRANCISCO MORATO / AUTORIZAÇÃO

1-Qual o seu nome, em que telecentro você trabalha, e qual a sua função?
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 58

R-Bom meu nome é Fernando Menezes Veloza e sou monitor do Acessa - SP de Francisco
Morato.

2- Onde está instalado esse telecentro?


R - Rua José Benedito Ryan, 36 – Centro.

3- Quando foi inaugurado este posto?


R - Foi inaugurado em 03/04/2006

4-Qual é o horário de funcionamento do Acessa- SP?


R - O posto em que trabalho funciona de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 18:00 horas e
sábado das 8:00 às 17:00 horas

5-Quantos monitores trabalham neste posto?


R - Somos em 2 monitores Carlos Vinícius Jorge Pupo Castro e eu Fernando Menezes Veloza
.
6-Qual a rotina do telecentro?
R - Abrir o posto, marcar nomes dos usuários, controlar os horários,monitorar os usuários,
verificar os sites que estão acessando e quando necessário chamar a atenção de usuários que
não respeitam as regras.

7-O que acha que pode ser melhorado?


R - Poderia ter mais computadores, e ter um projeto para os usuários aprenderem a utilizar as
ferramentas do computador e não somente a internet.

8-Quais são as dificuldades?


R-A pior dificuldade é chamar a atenção do usuário seja por estar se comportando mal, por
mal ou por acesso a sites proibidos, já que muitos não aceitam a repressão.

9- Qual a faixa etária das pessoas que frequentam o Acessa- SP?


R - Entre 15 e 22 anos, mas também tem os menores que usam acompanhado do responsáveis
e os mais velhos que freqüentam para tentar aprender
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 59

10-Tem que efetuar algum cadastro para poder utilizar o telecentro?


R - Para usar o é preciso ser cadastrado com o nome completo endereço, telefone, nome do
responsável aos menores de 16 anos e número do RG.

11-Como é feito esse cadastro?


R - Por um site que só os monitores tem acesso.

12- Há quanto tempo está no telecentro?


R - Desde que abriu.

13-Você tem contato com outros telecentros do estado?


R - Sim por e-mail e também quando participamos de alguma capacitação, alguns durante as
capacitações se tornam amigos

14-Você saberia dizer se eles apresentam as mesmas dificuldades que este?


R - Quando fazemos as capacitações vemos que não precisamos ficar preocupados, pois as
dificuldades enfrentadas são as mesmas, e juntos tentamos solucioná-las.

15- Quantos computadores têm neste posto?


R - No total são 11 máquinas, 9 para os usuários e uma impressora.

16-Você tem alguma sugestão que em sua opinião poderia melhorar o atendimento nos
telecentros? Ou melhorar o próprio telecentro, seu funcionamento, rotinas, programas?
R - Acho que deveria ter algo que chamasse mais a atenção dos usuários algo que ajudasse a
aumentar a capacidade de raciocínio, que faça que os postos ajudem em sua vida, e que não
sirvam somente para diversão.
AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE QUESTIONÁRIO
Fatec – Ourinhos - Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação - Trabalho de Titulação 60

São Paulo, 21 Agosto de de 2009.

Eu, Fernando Menezes Veloza, monitor do Acessa –SP do Francisco Morato,


AUTORIZO as alunas Ana Paula Quitério Matr.2050160-9 e Natalia Leite Alvarenga Matr.
2050148-1, matriculados regularmente na FATEC – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos/SP
a utilizar o questionário respondido para fins de estudo.

______________________________
Fernando Menezes Veloza