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Franco Ezequiel Harlos (Org.

Sociologia viva
no Ensino Médio
A pesquisa como princípio educativo
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S67894 Sociologia viva no ensino médio: a pesquisa como princípio


educativo / Franco Ezequiel Harlos (orgs). — Bauru: Canal 6, 2016.
240 p. ; 23 cm.

ISBN 978-85-7917-399-8

1. Educação. 2. Ensino Médio. 3. Sociologia. I. Harlos, Franco


Ezequiel. II. Título.

CDD: 301
F R A NCO E Z EQUIE L H A R L OS ( OR G . )

Sociologia viva no ensino médio


A PESQUISA COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO

1ª edição 2016
Bauru, SP
Para:
Todos os alunos do Ensino Médio que acreditam que o mundo pode mudar.
Todos os alunos do Ensino Médio que não aceitam “sempre foi assim” como
justificativa para qualquer ação.
Sumário

PREFÁCIO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

CARTA AO LEITOR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

INTRODUÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

AULA MISSA VERSUS EDUCAÇÃO PELA PESQUISA. . . . . . . . . . . . . . 17

CIÊNCIA: O FRUTO DA PESQUISA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

MAPA: (PRÉ) PROJETO DE PESQUISA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

NOÇÕES BÁSICAS DE METODOLOGIA DE PESQUISA . . . . . . . . . . . 31

APLICAÇÃO (COLETA E ANÁLISE DOS DADOS). . . . . . . . . . . . . . . . . 35

PRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO DO RELATÓRIO DE PESQUISA . . . . 37

CONSIDERAÇÕES FINAIS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

REFERÊNCIAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41

ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43

índice dos resumos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229

índice dos autores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237

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PREFÁCIO

O sinal toca e uma nova aula se inicia. Dentro da sala de aula, enfileirados
como produtos em prateleiras, os alunos escutam seu mentor, seu mestre, anotan-
do todas as palavras como se fossem únicas, digerindo todas as informações como
se fossem leis. Por quê? Simples. Desde sempre, ensinamos aos mais jovens que só
há um saber legítimo: aquele ensinado e exigido pela escola.
O filósofo francês Michel Foucault explica em seu livro Vigiar e Punir como
o sistema de ensino, da mesma forma que o penitenciário, busca transformar as
pessoas em corpos dóceis, submissos e geradores de lucro. A forma como a disci-
plina e a organização são valorizadas e exaltadas no espaço escolar, assim como
a imposição de verdades inquestionáveis e a ideia romântica de como o trabalho
- porém, não todo tipo de trabalho - enobrece o homem, criam pouco a pouco no
estudante o ser social, um indivíduo moldado para a vida em sociedade.
Além do mais, em aspectos comuns do cotidiano escolar são facilmente iden-
tificáveis ferramentas usadas para ensinar aos alunos obediência e disciplina ci-
tadas em Vigiar e Punir: o olhar hierárquico, a sanção normatizadora e o exame.
O olhar hierárquico é identificável, por exemplo, na forma como as salas de aula
são organizadas, na forma como o professor, ficando na frente da turma, pode ob-
servar os alunos a todo momento - ou apenas fazer com que se sintam observados
-, além de poder circular facilmente pela sala por entre as fileiras de carteiras. As
sanções normatizadoras são constantemente aplicadas: “sente-se”, “tire o boné”,
“ajeite a postura”, “não coma na sala”, “não corra nos corredores”. Os alunos con-
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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

siderados comportados são usados como bons exemplos, enquanto aqueles vistos
como desleixados e mal-educados são desprezados. Porém, o exame, ou seja, a
prova, é, sem dúvidas, o aspecto mais forte desse sistema. O exame padroniza o
aprendizado, destrói as capacidades individuais dos alunos e os coloca em moldes
de inteligência. O aluno se torna uma coisa, um caso, uma nota. As dificuldades
e progresso individuais são esquecidos e o estudante se converte em números e
conceitos.
Por estes aspectos do cotidiano escolar, há muito tempo, nosso ensino deixou
de ser para a vida, pelo puro prazer de saber, e passou a ser um funil onde muitas
ideias entram, mas só uma sai. Plantamos, todos os dias, a falsa ilusão de que se
estudarem com muita dedicação, um futuro bom estará garantido - e que fique
claro: essa é a única maneira de atingir um futuro estável, válido e vantajoso. Tra-
tamos o aluno como um receptor de informações, uma página em branco que
pode apenas aprender, mas nada tem a oferecer.
O modelo tradicional de ensino possui em si todas estas características citadas
e reforça outras práticas e costumes prejudiciais ao aluno (e muitas vezes também
ao professor), como por exemplo, o autoritarismo em sala de aula. Um bom pro-
fessor, além de possuir o conhecimento da matéria ministrada, deve ter didática e
uma relação saudável e respeitosa com os estudantes. Alguns educadores, porém,
por diversas razões, se tornam autoritários, gritam, são dominadores, se colocam
em um pedestal e vêem os alunos como indivíduos que devem apenas ouvir, ab-
sorver a informação e obedecer.
Os defensores dessa relação entre aluno e professor argumentam que apenas
dessa forma o educador consegue a atenção e o bom comportamento da turma,
porque, se a tratasse de outra forma, os estudantes não o veriam com respeito.
Contudo, o que se consegue dessa maneira é uma obediência cega e falsa, que não
nasce do respeito, mas sim do medo, e que desencoraja o aluno e o faz criar uma
barreira que afeta sua aprendizagem. O educador deve ser consciente de que é uma
figura influente em sala, um exemplo de comportamento. O estudante não precisa
de um ditador, precisa de um guia, alguém que transmita confiança, que entenda
suas dificuldades e esteja disposto a ajudar.
Existem diversas dinâmicas, comportamentos e práticas que rompem com
essa relação autoritária e distante de aluno-professor e a tornam mais igualitária e
agradável, sem comprometer o aprendizado - facilitando-o, na maioria das vezes.
Entre elas, se encontra a metodologia denominada educação pela pesquisa. Nela,
possibilitando ao aluno que ele realize estudos dentro de um tema de sua escolha

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PREFÁCIO

se permite também que ele descubra o prazer em estudar, investigar e analisar,


que entre em contato com a diversidade humana e veja em si mesmo a capacidade
não só de aprender, mas também de ensinar. O educador, por sua vez, aprende
com seus alunos e percebe que cada um deles possui um mundo de ideias e sabe-
res dentro de si. Ao colocar o aluno em posição de pesquisador e o professor em
posição de aprendiz, mesmo que por um curto período de tempo, se quebra essa
ideia do mestre que tudo sabe e do discípulo que apenas ouve.
A educação pela pesquisa é, portanto, um caminho para novas práticas edu-
cativas e novas formas de relação entre professores(as) e alunos(as). Talvez até para
uma nova forma de fazer escola. Este livro trata exatamente desse assunto e é um
convite para que práticas educativas sejam repensadas e a escola possa ser um
lugar de pesquisa e prazer.

Amanda Moreno Medina


Ana Luiza Severo Fernandes

Egressas do curso de Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio - IFPR


(Campus Foz do Iguaçu). Acadêmicas do bacharelado em Ciência Política e Sociologia –
Sociedade, Estado e Política na América Latina - UNILA.

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CARTA AO LEITOR

Prezado leitor,
Você já escutou o apelo dos mares? Já escutou as águas que, GRITANDO,
clamam, imploram, apelam e arrastam os seres humanos ao desconhecido? As
águas da mesmice não lhe deixam entediado? Eu olho para as coisas do mundo
e vejo uma quantidade infinita de mar a ser navegado. Tem tanta coisa para ser
melhor entendida que não consigo pensar em uma existência em que se abandona
a navegação.
Não entendo como viver sem navegar, mas sei que é difícil abandonar o con-
fortável porto seguro de águas conhecidas. Aliás, os mares assustam os que nunca
navegaram e os que neles se lançam todos os dias. Eu sei, o problema é o maldi-
to/bendito começo! Depois que você já navegou algumas léguas, retroceder não
é atraente. Mesmo que você volte para as seguras areias da comodidade, o mar
puxa, chama, apela, clama, berra pedindo o fim da viagem.
Para falar a verdade, as primeiras navegações podem ser muito chatas. Nelas
você não conhece o funcionamento dos barcos, se depara com imprevistos, tem
que aprender procedimentos que parecem não fazer sentido e repeti-los detalha-
damente. No entanto, gradativamente, você vai se deparando com novos horizon-
tes. E então? Então o encantamento acontece! Fato é que navegar é o tipo de coisa
que se aprende fazendo e, uma vez tendo aprendido a navegar, qualquer oceano
pode ser conhecido.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

Pesquisar é assim, é ouvir o apelo de um mundo que grita para ser conhecido.
É não saber direito como começar, mas mesmo assim entregar-se ao processo de
busca. É ter que repetir procedimentos que nem sempre tem um significado que
lhe é plenamente conhecido. É, aos poucos, aprender a conhecer o mundo por
meio de métodos científicos.
Na pesquisa, a página em branco é a base para novos mapas de viagem: nela
você pode projetar viagens a temas que você sempre desejou conhecer. A de ter
elementos/lugares do mundo que te inquietam: dê asas para sua imaginação e
projete viagens a estes lugares. A vida é muito curta para termos medo de desafios.
Ouça o apelo dos mares. Navegue.
Carpe Diem. Carinhosamente,

Prof. Dr. Franco Ezequiel Harlos

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INTRODUÇÃO

Cinquenta minutos por semana. Em média 35 alunos por sala de aula. Cha-
mada (5 minutos), práticas corriqueiras no espaço escolar – encontrar o livro di-
dático, recados, ir ao banheiro, acomodar-se nas carteiras, guardar as provas de
outra disciplina – (5 minutos), breve retomada do conteúdo da semana antece-
dente e introdução ao assunto do dia (10 minutos), discussão sobre fatos sociais
recentes associados com o conteúdo da aula (10 minutos), explicação – aula expo-
sitiva (15 minutos), guardar livros e retirar/guardar equipamentos utilizados (5
minutos). A cada 8 aulas de 50 minutos, uma prova ou outro exercício avaliativo.
Eis o cotidiano da maioria dos professores de Sociologia que atuam no Ensino
Médio brasileiro. Em muitos contextos, a cada semana, professores de Sociologia
repetem esta rotina com mais de 30 turmas de estudantes. Assim espera-se que
ao final do Ensino Médio o educando demonstre: domínio dos conhecimentos de
Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. Não é uma piada:
é a grotesca realidade.
Neste contexto, no afã de aproveitar o pouco tempo disponível, os professo-
res são incitados ao tradicionalismo, ao mecanicismo, ao tecnicismo, ao fordismo
educacional e assim a Sociologia torna-se aquilo que grande parte da escola já é:
uma grande estrutura em prol da memorização de informações com aplicação
restrita às provas de vestibulares ou ao ENEM – Exame Nacional do Ensino Mé-
dio. Quanto a mim, eu não me formei professor para fazer isso.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

Mas como fazer diferente nos meus 50 minutos semanais com cada turma
do Ensino Médio? O poder coercitivo que decorre da própria estrutura organi-
zacional das escolas, da maneira como a Sociologia é ofertada no Ensino Médio
e do modus operandi típico da Educação Básica brasileira, impõe limites à ação
individual diferenciada. No entanto, felizmente, não impossibilita novas práticas.
Na busca de alternativas reais/possíveis para ensinar Sociologia de uma forma
significativa apostei em novas/velhas metodologias: adotei o portfólio individual
como substituto da prova/registro de presença e nele passei a cobrar anotações das
discussões, teorias e/ou conceitos abordados em cada dia de aula; adotei o ambien-
te virtual (uma comunidade no Facebook1) como complemento das discussões
iniciadas em sala de aula; adotei o Kahoot2 como recurso para memorização de
conceitos fundamentais para a compreensão das discussões sociológicas; adotei as
cartas e projetos de vida como alternativas para discussão sociológica com alunos
concluintes do Ensino Médio; passei a organizar anualmente um evento deno-
minado Café com Sociologia Viva e direcionado para apresentação de pesquisas
sociológicas desenvolvidas por alunos do Ensino Médio; e, gradativamente, fui
sendo conduzido à metodologia denominada educação pela pesquisa.
O encantamento com os resultados da Educação pela Pesquisa deu origem ao
presente livro. Trata-se do resultado inicial de um projeto de desenvolvimento de
uma metodologia para o ensino de Sociologia pautada na educação pela pesquisa
e circunscrita ao âmbito do Ensino Médio. É o primeiro volume de uma série de
três volumes, cada um com o intuito de caracterizar e disseminar os resultados de
três etapas do projeto em questão, a saber:
Etapa 1 (volume 1): após dois anos de orientação de pesquisas sociológicas
desenvolvidas por alunos do Ensino Médio, o presente volume consiste tanto no
delineamento de um modelo de educação pela pesquisa no ensino de Sociologia,
quanto na apresentação de estruturas, métodos e exemplos que possam auxiliar
professores do Ensino Médio a desenvolverem a educação pela pesquisa e alunos
do Ensino Médio a desenvolverem pesquisas sociológicas.

1 Comunidade Café com Humanas (os): https://www.facebook.com/groups/691174047671792/


2 Trata-se de um jogo virtual pedagógico composto por perguntas e respostas formuladas pelo pró-
prio professor de cada disciplina. Informações sobre o mesmo podem ser encontradas no seguinte
endereço eletrônico: http://www.gqs.ufsc.br/wp-content/uploads/2015/07/Kahoot-PM-Quiz-Ma-
nual.pdf

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INTRODUÇÃO

Etapa 2 (volume 2): guiados pelos exemplos e modelos expressos no volume


1, o volume 2 consistirá em uma obra inteiramente feita por alunos do Ensino
Médio, uma composição de pesquisas grupais relacionadas com temáticas socio-
lógicas diretamente associadas com a vida de jovens e adolescentes.
Etapa 3 (volume 3): consistirá em uma obra analítica dos processos efetuados
nas etapas 1 e 2 e (re)apresentará orientações para o desenvolvimento da educação
pela pesquisa no Ensino Médio.
Tendo em vista estas etapas, o primeiro volume apresenta, além dos itens su-
pracitados, uma breve discussão teórica sobre Educação pela Pesquisa. Quiçá, as
propostas caracterizadas no presente livro possam representar uma pequena con-
tribuição para a reflexão sobre as práticas pedagógicas realizadas no Ensino de
Sociologia no Ensino Médio.

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AULA MISSA VERSUS
EDUCAÇÃO PELA PESQUISA

Em diversos contextos educacionais ainda perpetua-se uma visão ultrapassa-


da de educação como ato de promoção do armazenamento de conteúdos. Conte-
údos que, aos alunos, caberia reproduzir, memorizar e/ou interpretar. Nas esco-
las, o típico é apenas “dar e escutar aula”, fazer dos alunos espectadores de aulas
expositivas e/ou quando muito coadjuvantes passivos de diálogos (monólogos?)
direcionados pelos professores (DEMO, 1997).
Em muitas situações o próprio significado de aula é associado por alunos e
professores como o ato de exposição verbal de algo a ser escutado-copiado por
estudantes. No entanto, este modelo educacional de aulas semelhantes a missas,
cultos e pregações religiosas, há séculos é questionado. Dentre os caminhos in-
dicados para a superação da aula-missa3 e do aluno-discípulo-ouvinte cons-
ta a abordagem denominada Educação pela Pesquisa. Não é a “salvação da
pátria”, mas é uma alternativa bastante viável. Trata-se de proposta em que
a pesquisa é meio, é recurso, é método, é instrumento para a execução de
processos de ensino; em que o aluno aprende pelo ato de pesquisar mediado/
orientado pelo professor; em que pesquisar passa a ser princípio metodológico
diário da aula e a aula passa a ser um tempo, um espaço e um processo de pesquisa

3 Aula expositiva em que o(a) professor(a) apresenta informações enquanto os alunos escutam pas-
sivamente e/ou participam com breves comentários e/ou questionamentos.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

(GALLIAZI e MORAES, 2002). E, em que os conteúdos curriculares obrigatórios


são transformados em temas de pesquisa.
A metodologia de educação pela pesquisa não é recente. Vários intelectuais
vêm desenvolvendo-a desde a última década do século passado, entre eles destaca-
-se Demo (1997). No entanto, a metodologia em questão ainda permanece atual
justamente porque a escola perpetua velhas práticas de ensino pautadas primor-
dialmente na aula expositiva; bem como, pelos fracassos da Educação Básica e do
Ensino Médio.
Dentro da perspectiva da “Educação pela pesquisa” é incoerente pensar no
estudante como objeto de ensino, como receptor passivo-submisso do conteúdo
transmitido pelo professor. Na perspectiva em questão é inaceitável o método de
“saliva e giz (ou Data Show)” no qual o professor é o centro ou a fonte do conheci-
mento e a aula expositiva é a metodologia primordial.
Desta forma, a adoção da pesquisa como princípio educativo proporciona
oportunidade de o educando ser também responsável por suas necessidades edu-
cacionais, bem como, ser protagonista da sua própria aprendizagem. Para Demo
(2010), a educação pela pesquisa pode contribuir com a compreensão, no aluno,
de que, a aprendizagem é um processo contínuo, que ocorre não meramente por
substituição mecânica e/ou passiva, mas, por reconstrução.
Apesar de todos os aspectos positivos relacionados com a abordagem deno-
minada “educação pela pesquisa”, a mesma pode gerar resistências no espaço es-
colar. “A maioria dos alunos está acostumada a receber o conhecimento de forma
transmissiva. Pouco lhes é exigido nas aulas tradicionais: silêncio, atenção e cópia”
(GALIAZZI, MORAES, RAMOS, 2003, p.11). Não raramente, os alunos esperam
do professor aulas expositivas e ficam perdidos quando precisam ser agentes, ato-
res, sujeitos ativos do processo de aprender e/ou construir conhecimentos: muitas
vezes, quando estudantes escutam que vão aprender pela pesquisa e não vão
ter ou terão poucas aulas expositivas, resistem e reclamam o retorno ao velho
teatro (confortável-seguro-conhecido) do “você finge que ensina e eu finjo
que aprendo”.
Assim, nesta metodologia o desafio de professores e alunos é superar a sen-
sação de insegurança que decorre das circunstâncias em que conhecimento não é
dado pronto, como algo a ser conhecido sem ser modificado. Fato é que a pesquisa
científica é vista por muitos alunos e professores como coisa para cientistas, como
se alguns fossem aptos apenas para ensinar e aprender reproduzindo o que outros
criam e poucos fossem capacitados para pesquisar.

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EDUCAÇÃO PELA PESQUISA

Ora, aprendemos a separar ensino de pesquisa, como se tratássemos de duas


coisas distintas: é tanto comum o professor que apenas ensina (ou acredita que
ensina), que não pesquisa, não promove a pesquisa em sala de aula, quanto o
oposto: o professor que apenas pesquisa, que considera o ensino uma atividade
menor (DEMO, 2006). Mais ainda, frequentemente aprendemos que “o processo
de pesquisa está quase sempre cercado de ritos especiais, cujo acesso é reservado
a poucos iluminados” (DEMO, 2006, p. 12) e por isso não apostamos nele como
possibilidade para fazer o ensino e a aprendizagem acontecerem.
Em função das características citadas e dos mitos que pairam em torno da
pesquisa, a Educação pela Pesquisa gera a demanda de “alfabetização científi-
ca”: processo em que os alunos entram em contato com os principais métodos
e instrumentos de pesquisa de uma determinada área do conhecimento. Ou
seja, a educação pela pesquisa passa pela familiarização do aluno com o mundo
científico, capacitando-o a lidar com métodos de pesquisa, a desenvolver pesqui-
sa e atuar como produtor de conhecimento.
Para Demo (2006) aprender a lidar com método, planejar e executar pesqui-
sa, argumentar, contra-argumentar, fundamentar, revisar fundamentações, cri-
ticar, produzir textos próprios e formalmente corretos, possibilita a construção
da autoria individual e promove o desenvolvimento da autonomia intelectual dos
estudantes. Não obstante, a pesquisa, que requer coleta de dados e reelaboração
de significados, envolve a construção de conhecimento sobre o que está sendo pes-
quisado, o que permite o enriquecimento do saber de cada um dos participantes
do pesquisar.
Neste contexto, é também fundamental o exercício do escrever, em que, por
meio de interlocuções com conceitos e autores, os alunos-pesquisadores expres-
sam suas aprendizagens e produzem conhecimentos. Ou seja, como cientistas,
alunos-autores fazem dos resultados de suas pesquisas produções textuais descri-
tivas e reflexivas em relação ao próprio processo de pesquisa e aos dados coletados
e analisados.
Isto posto, na sequência, apresenta-se informações básicas sobre metodologia
de pesquisa em Ciências Sociais, sobre como fazer pesquisa e escrever os itens ne-
cessários para a estruturação de pesquisas. Trata-se de informações norteadoras
para alunos e professores que desejem fazer pesquisa no Ensino Médio.

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CIÊNCIA: O FRUTO DA PESQUISA

Não espere colher goiabas de uma laranjeira. Existem diversos tipos de co-
nhecimento (conhecimento religioso, filosófico, de senso comum e científico) e
cada tipo de conhecimento tem sua origem em âmbitos distintos. O conhecimento
religioso é fruto da fé, da crença religiosa, do mundo das coisas que não podem ser
confirmadas ou negadas, que dependem de dogmas e crenças de cada indivíduo
ou religião. O conhecimento filosófico obedece a princípios da razão, da lógica
e origina-se do raciocínio e da reflexão, consistindo em conceitos e teorias que
buscam dar sentido aos fenômenos gerais do universo. O conhecimento de senso
comum é obtido ao acaso, por meio de ações não planejadas, da tentativa e erro, do
que se observa aleatoriamente no mundo. Por sua vez, o conhecimento científico
tem sua origem em procedimentos planejados e nasce de pesquisas, com coleta e
análises pautadas em métodos.
Isso significa que o conhecimento científico não é fruto do acaso, mas de
ações com objetivos declarados, de coletas e análises com procedimentos-instru-
mentos pré-estabelecidos e com foco em uma temática precisa. Essencialmente, o
conhecimento científico nasce da pesquisa. Temos então que “pesquisa é a mãe da
ciência”, pesquisa é o que estrutura todo o conhecimento que pode ser denomina-
do científico. Tal qual a laranja é o fruto da laranjeira, o conhecimento científico
é o fruto da pesquisa.

21
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

Pesquisa científica não é ir ao Google e coletar recortes de textos sobre deter-


minado assunto. Pesquisa científica não é fazer uma coleta aleatória sobre deter-
minado tema. Pesquisa é “a investigação feita com o objetivo expresso de obter
conhecimento específico e estruturado sobre um assunto preciso” (BAGNO,
2012).
Em geral e de forma sintética/didática, pode-se dizer que o ato de pesquisar
segue três etapas, a saber:

Figura 1: Etapas básicas de uma pesquisa


ETAPA 1 ETAPA 2 ETAPA 3
Elaboração do (pré) proje- Aplicação (coleta e análise Produção e divulgação do
to de pesquisa: dos dados): relatório de pesquisa
Fonte: Elaboração do autor

Etapa 1- Elaboração do (pré) projeto de pesquisa: nesta etapa, como um


construtor que faz a planta de uma casa antes de edificá-la ou como um viajante
que traça uma rota de viagem antes de viajar, o pesquisador elabora um planeja-
mento, uma projeção do que será sua pesquisa.
Etapa 2 – Aplicação (coleta e análise dos dados): após elaborar a planta o
construtor faz a casa, após traçar a rota o viajante percorre-a. O pesquisador, após
planejar, executa as ações de coleta e análise dos dados que projetou: é a etapa da
execução.
Etapa 3 – Produção e divulgação do relatório de pesquisa: fazer pesquisa
não tem sentido se os resultados não forem relatados e divulgados, seja em even-
tos científicos ou em publicações. Uma pesquisa sempre deve culminar em uma
publicação e/ou apresentação em eventos científicos.
Neste contexto, estas etapas contem elementos estruturais próprios e, em re-
lação às atividades descritas neste livro, apresentam as características expressas
na figura 02.

22
CIÊNCIA: O FRUTO DA PESQUISA

Figura 2:Síntese das etapas de pesquisa


Etapas Elementos Estruturais Observações
• Título do Projeto/Autores
Para pesquisadores iniciantes em
• Tema
pesquisa no âmbito das Ciências
• Delimitação de Tema
Sociais sugere-se a utilização de
• Revisão de Literatura
questionários como instrumento
• Problematização
de pesquisa. Sugere-se também a
• Hipóteses
1º. Projeto aplicação de questionários on-line
• Objetivos
via formulários Google. No refe-
• Justificativa
rencial teórico, para estudantes do
• Método (sujeitos, instru-
Ensino Médio, sugere-se revisão
mentos, procedimentos e
de literatura contendo no mínimo
carcaterização da pesquisa).
três citações bibliográficas.
• Referências Bibliográficas
Aplicação dos procedimentos definidos na metodologia para a coleta
2.º Aplicação
de dados, bem como para tabulação e análise dos dados coletadas.
No caso dos trabalhos relacio-
nados com o presente projeto, os
Relato da pesquisa com a des-
relatos são apresentados em um
3º. Relatório crição de todos os elementos
formato próprio de “Resumo”, em
e publicação do projeto de pesquisa, dos
um evento específico denominado
dos resultados dados coletados e analisados e
Café com Sociologia. Vide exem-
das conclusões.
plos dos relatos nos Anais do Café
com Sociologia.
Fonte: Elaboração do autor

Cada um dos elementos estruturais e ações relativas a cada uma das etapas da
pesquisa contribui para que o conhecimento científico seja mais fidedigno (segu-
ro, autêntico, real, verdadeiro, verídico, fiel, confiável), por isso, na sequência, eles
serão descritas de forma a serem facilmente compreendidas.

23
MAPA: (PRÉ) PROJETO DE PESQUISA

Navegar sem rumo é possível, mas você pode perder um tempo danado em
não chegar a nenhum lugar interessante. Quem constrói uma casa, segue uma
planta. Quem viaja, planeja, traça rotas, escolhe um mapa. Quem pesquisa, tam-
bém. O mapa do pesquisador é o projeto de pesquisa. Elaborar um projeto de
pesquisa pressupõe seguir certa estrutura textual, organizando componentes que
deixem claro a proposta do pesquisador. Embora distintos formatos possam ser
identificados em projetos de pesquisa, geralmente os mesmos apresentam os se-
guintes elementos:

Figura 3:Estrutura básica de um projeto de pesquisa

INSTITUIÇÃO 1 2 3 4 5 6
Curso TÍTULO DA REVISÃO DE PROBLEMA- OBJETIVOS MÉTODO REFERÊN-
PESQUISA LITERATURA TIZAÇÃO CIAS

Tema: Lembre-se das


TÍTULO DA Delimitação citações.
PESQUISA do Tema:
HIPÓTESES
Nome do(a)
Autor(a)

Cidade
Ano

25
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

1. Tema: trata-se do “assunto” que será objeto de pesquisa.

2. Delimitação de tema: A delimitação do tema deve mostrar com clareza o


que será pesquisado. Trata-se do elemento do assunto que será abordado na pes-
quisa, dos limites claros do que se pretende entender. Ressalta-se que não é viável
pesquisar tudo relacionado com um tema e que justamente por isso é necessário
delimitá-lo.

3. Revisão de Literatura: consiste em “(re) ver” o que já foi publicado em rela-


ção ao tema da pesquisa. Trata-se de ler e conhecer a “literatura” relevante (livros,
artigos de periódicos, artigos de jornais, registros históricos, relatórios governa-
mentais, teses e dissertações), sobre o tema que será pesquisado. É um texto que
retrata os resultados dos principais estudos relacionados com o tema de pesquisa.
Neste texto, o pesquisador descreve resumidamente o que já foi pesquisado sobre
o tema. No caso de propostas voltadas a pesquisadores iniciantes (alunos do Ensi-
no Médio), em fase de aprendizagem do processo de pesquisar, recomenda-se um
texto com citações de no mínimo três pesquisas recentes e relevantes relacionadas
com o tema de pesquisa. 
As citações podem ser diretas/literais (curtas ou longas) ou indiretas. Uma cita-
ção direta é uma “ transcrição literal da parte da obra do autor consultado” (NBR
10520, 2002, p.2): é a cópia fiel de um trecho do texto de um autor, com a preser-
vação de todos os elementos textuais (ortografia, sinais gráficos, pontuação) deste
trecho, acompanhada da indicação do autor.
Uma citação direta curta apresenta o limite máximo de três linhas e é inserida
entre aspas no interior do parágrafo, acompanhada do sobrenome do seu autor (ou
dos autores), da data e do número da página em que ela foi retirada. Por exemplo:

De acordo com Harlos (2009, p.21), “não podemos passar a vida surdos às coisas
que nos movem”.

Ou

Nesse sentido, acredita-se que “loucura real é docência sem reflexão. Sem pes-
quisas, sem análise, sem escrita” (HARLOS, 2009, p.21).

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MAPA: (PRÉ) PROJETO DE PESQUISA

A citação direta longa apresenta mais de três linhas que devem aparecer em
um parágrafo distinto, com espacejamento simples de entrelinhas, recuo de 4 cm
da margem esquerda e descrito em fonte 10. Exemplo:

Para Bagno (2012, p.21),

se quisermos que nossos alunos tenham algum sucesso na sua


atividade futura – seja ela do tipo que for: científica, artística,
comercial, industrial, técnica, religiosa, intelectual ... -, é funda-
mental e indispensável que aprendam a pesquisar.

Por sua vez, a citação indireta se caracteriza como uma espécie de paráfrase
das ideias do autor citado, ou seja, aquele que cita apresenta as ideias do citado sem
copiar as palavras deste: o pesquisador, por meio de suas próprias palavras, inter-
preta o discurso do citado e o apresenta mantendo o mesmo sentido. Por exemplo:

Para Giddens (2012) pensar de maneira sociológica pressupõe que cultivemos


nossa imaginação, nos afastando das coisas cotidianas, familiares, para enxer-

Nas revisões de literaturas citam-se outras pesquisas para indicar o co-


nhecimento do que já foi pesquisado sobre a temática e também para que o
autor-pesquisador forme, diante do já pesquisado sobre o tema, compreensões
de elementos problemáticos que podem ser pesquisados para o avanço cientí-
fico em determinada área. Estes elementos problemáticos compõe uma etapa
posterior do projeto de pesquisa chamada problematização.

4. Problematização: problematizar é elucidar, é contextualizar a situação-


-problema que gerou o tema através da construção de uma pergunta que norteará
todo o processo de pesquisa. Portanto, a problematização deve culminar em uma
pergunta; deve ser clara e precisa (os conceitos e termos usados não podem causar
dúvidas); deve ser limitada a uma dimensão viável (que é possível de ser pesqui-
sada no espaço-tempo e com os recursos que o pesquisador dispõe); deve ser sus-
cetível de solução (é necessário que haja maneira de produzir uma solução para o
problema dentro de critérios metodológicos e de cientificidade); deve ser coerente
com a delimitação do tema e com os objetivos da pesquisa. Por exemplo, se o tema

27
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

de uma pesquisa é o Feminismo, delimitado nas interpretações de adolescentes


(estudantes de escola profissionalizante) em relação ao Feminismo, a pergunta de
pesquisa pode ser expressa da seguinte maneira “como adolescentes estudantes de
uma escola técnica profissionalizante interpretam o Feminismo?”

5. Hipóteses: são respostas supostas, prováveis e provisórias, que são ante-


cipadas no projeto e que deverão ser comprovadas ou refutadas na pesquisa. As
hipóteses devem mostrar aquilo que o pesquisador visualiza antes de realizar a
pesquisa como resposta mais provável ao problema em estudo. Em pesquisas ex-
ploratórias e descritivas não há necessidade de apresentar as hipóteses.

6. Objetivos: trata-se de definir de forma ampla o que se pretende alcançar


(meta, fim) com a pesquisa e refere-se também a apontar os objetivos da pesquisa
de forma coerente com o tema delimitado e o problema de pesquisa. Não se trata
do que o pesquisador vai fazer (isto se prevê nos procedimentos), mas o que ele
pretende conseguir como resultado intelectual final de sua pesquisa. Com alunos
do Ensino Médio recomenda-se um macete para ajudar na elaboração do objeti-
vo geral, a saber: para formular o objetivo, copie o problema de pesquisa, coloque
um verbo no infinitivo antecedendo o problema de pesquisa e retire o ponto de in-
terrogação. Por exemplo, se o problema de pesquisa culmina na pergunta “como
adolescentes estudantes de uma escola técnica profissionalizante interpretam o
Feminismo?”, teríamos como objetivo “identificar como adolescentes estudantes
de uma escola técnica profissionalizante interpretam o Feminismo”.

7. Justificativa: trata-se de explicar os motivos que tornam relevante o de-


senvolvimento da pesquisa: é o momento do convencimento de que o trabalho
de pesquisa é importante. Na justificativa, não é a importância do tema que deve
ser defendida, mas da pesquisa. É um item relevante do projeto, pois é nele que se
apresenta a relevância e a validade da pesquisa, é “onde se vende o peixe”.

8. Método: consiste na descrição do conjunto de procedimentos e instrumen-


tos que serão adotados para a coleta e análise dos dados. Trata-se também de ca-
racterizar o tipo de pesquisa e os sujeitos da pesquisa. Nesta seção são considera-
das todas as circunstâncias operacionais da pesquisa, isto é, grosso modo, o “com
quem”, o “aonde” e o “como” da pesquisa. Obviamente, para descrever o método
de pesquisa os alunos precisam ter noções básicas de Metodologia de Pesquisa. No

28
MAPA: (PRÉ) PROJETO DE PESQUISA

presente livro estas noções são apresentadas na seção com título “Noções Básicas de
Metodologia de Pesquisa”.

9. Referências bibliográficas: Referências bibliográficas são um conjunto pa-


dronizado de elementos descritivos de um documento, que permite a sua identi-
ficação individual. Constituem-se em uma lista ordenada dos documentos efeti-
vamente citados no texto (NBR 10719, 1989, p. 13). Nesta lista constam dados que
permitem identificar cada autor e obra citada no transcorrer de qualquer parte
(introdução, revisão de literatura, justificativa, método) do projeto ou do relatório
de pesquisa.
Por exemplo, em relação a cada livro citado no transcorrer do projeto ou do
relatório de pesquisa devem ser apresentados os seguintes elementos:

AUTOR DA OBRA. Título da obra: subtítulo. Número da edição. Local de Pu-


blicação: Editor, ano de publicação.

Trata-se de “indicar o sobrenome, em caixa alta, seguido do prenome, abre-


viado ou não desde que haja padronização neste procedimento, separados entre si
por ponto e vírgula seguidos de espaço” (NBR 6023, 2012, p.14). Veja o exemplo:

HARLOS, Franco Ezequiel. Zero-a-seis: o passo a passo da docência na Educa-


ção Infantil. Bauru: Canal6, 2007.

Por sua vez, em relação a cada artigo citado no transcorrer do projeto ou do


relatório de pesquisa devem ser apresentados os seguintes elementos:

AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título da Revista, (abreviado ou não)


Local de Publicação, Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas ini-

Assim, se você citou o artigo produzido por Harlos, Denari e Orlando (2014)
no transcorrer da sua revisão de literatura, nas referências bibliográficas deverá
constar a referência deste artigo:

29
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

HARLOS, Franco Ezequiel; DENARI, Fátima Elisabeth; ORLANDO, Rosimei-


re Maria. Análise da estrutura organizacional e conceitual da educação especial

Obviamente, os exemplos de referências bibliográficas apresentadas no pre-


sente livro não representam a multiplicidade das características das publicações
que podem ser citadas. Estas podem ter mais do que um, dois ou três autores,
podem não ser livros ou artigos, podem não ter ano de publicação, etc. Sugere-se
que, tendo aprendido estes com os exemplos aqui apresentados, o aluno-pesqui-
sador possa buscar fontes que indiquem as formas de citação de publicações com
outros formatos.

30
NOÇÕES BÁSICAS DE
METODOLOGIA DE PESQUISA

Como você faz bolo de chocolate? Você segue um conjunto de procedimen-


tos e técnicas e utiliza instrumentos de uma forma específica. Sem o uso de certos
procedimentos, técnicas e instrumentos, não há como fazer um bolo de chocolate.
Fazer pesquisa também pressupõe a escolha e o uso de procedimentos, técnicas e
instrumentos adequados. Estes elementos são componentes do método da pesquisa.
Para definir o método de uma pesquisa o pesquisador deve saber identificar
que sujeitos (população e amostra4) serão participantes da pesquisa, em que con-
texto os dados serão coletados, quais instrumentos e procedimentos de pesquisa
serão utilizados e que tipo de pesquisa será realizado. Para facilitar a organização
da apresentação do método no projeto de pesquisa, sugere-se que cada um destes
elementos citados (participantes, instrumentos, procedimentos e tipo de pesqui-
sa) seja apresentado em um campo com subtítulo distinto.
A definição dos sujeitos de pesquisa deverá levar em conta os objetivos da
pesquisa e o tempo disponível para a coleta. Evidentemente, alguém que faz uma
pesquisa com o objetivo de identificar as opiniões dos adolescentes em relação
à determinada temática, deverá ter adolescentes como sujeitos da pesquisa. No
entanto, não é possível ter todos os adolescentes do mundo como participantes da
pesquisa, então é necessário delimitar uma amostra de sujeitos da pesquisa.
Desta forma, o conteúdo do subtítulo sujeitos irá apresentar, no projeto de pesqui-
sa, a População com a qual a pesquisa vai ocorrer ou, no relatório de pesquisa, a carac-
terização dos sujeitos que efetivamente participaram da pesquisa, isto é da Amostra.

4 Amostra diz respeito a um subconjunto finito da população, fração ou uma parte do grupo.

31
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

Na apresentação dos instrumentos de pesquisa são descritas aquelas ferramen-


tas que serão utilizadas tanto para a Coleta de dados quanto para a Análise (ou Tra-
tamento) dos dados. Por exemplo, questionários, entrevistas, testes ou escalas. Um
questionário é uma compilação ou série de questões que funciona como instrumen-
to para coletar informações de pessoas sobre opiniões, ideias, sentimentos, planos,
crenças, origem social e educacional. Nas pesquisas desenvolvidas por pesquisado-
res iniciantes e adolescentes, recomenda-se, sempre que viável para os objetivos da
pesquisa, a adoção de questionários com questões fechadas para coleta de dados, de-
vido à facilidade de aplicação e análise dos dados coletados a partir deste tipo de ins-
trumento. Destaca-se que nas pesquisas referentes ao projeto que deu origem a este
livro, os estudantes foram orientados a utilizar questionários online para a coleta de
dados, tais como os que podem ser elaborados a partir das ferramentas do Google5.
No subtítulo procedimentos de pesquisa são indicados quais serão os pas-
sos para a efetivação do Projeto de Pesquisa. Trata-se de descrições sobre como os
dados serão coletados e analisados (se por meio de busca a fontes bibliográficas,
por meio de observação e registro de eventos, por questionamento, ou por inter-
venção no objeto de estudo) e, de apresentação de um cronograma da pesquisa,
com a previsão de datas e períodos em que cada procedimento será realizado.
No subtítulo que apresenta o tipo de pesquisa (caracterização da pesquisa) as
pesquisas são caracterizadas de acordo com classificações que se dão em relação a
critérios diversos, tais como em relação à abordagem e aos procedimentos utilizados.
No que se refere à abordagem, as pesquisas são predominantemente classifica-
das como quantitativas ou qualitativas. A figura 02 apresenta uma diferenciação
destas duas abordagens.

Figura 4: Classificação em relação à abordagem


ABORDAGEM DESCRIÇÃO
na pesquisa de abordagem quantitativa espera-se do pesqui-
sador a coleta sistemática de informação numérica, em con-
Quantitativa
dições de muito controle, além da análise dessa informação
por meio de procedimentos estatísticos.
coleta e analisa sistematicamente materiais narrativos. Tem ca-
ráter mais subjetivo, utilizando procedimentos de coleta de da-
Qualitativa
dos com menor controle imposto pelo pesquisador, pode utili-
zar dados numéricos, mas a forma de coleta é menos rigorosa.
Fonte: Elaboração do autor.

5 Formulários do Google: https://www.google.com/intl/pt_br/forms/about/.


32
METODOLOGIA DE PESQUISA

Por sua vez, no que concerne aos procedimentos para a coleta de dados, uma
pesquisa pode receber uma grande quantidade de classificações. Destacam-se as
seguintes:

Figura 5: Classificação em relação aos procedimentos para coleta de dados


PROCEDIMENTOS DESCRIÇÃO
é aquela que busca informação diretamente com um grupo
Levantamento (pes-
de interesse a respeito dos dados que se deseja obter, utilizan-
quisa de opinião):
do questionários, formulários ou entrevistas.
é aquela que utiliza fontes de informação que ainda não re-
Pesquissa
ceberam tratamento analítico e publicação, tais como do-
documental:
cumentos arquivados em repartições públicas, associações,
igrejas, hospitais, sindicatos, tabelas estatísticas.
Pesquisa adota procedimentos que reproduzem um fato ou fenômeno
experimental: da realidade de forma controlada, com o objetivo de desco-
brir os fatores que o produzem ou que por ele são produzidos.
é aquela que analisa publicações escritas /gravadas. Dentre
outros materiais, são consideradas fontes bibliográficas li-
Pesquisa Bibliográfica
vros, publicações periódicas (jornais, revistas, panfletos etc.),
relatórios de simpósios / seminários, anais de congressos.
É aquela que estuda com profundidade os diversos aspec-
Estudo de Caso tos característicos de um determinado objeto de pesquisa
restrito.
é um tipo de pesquisa que adota procedimentos em que os
Pesquisa-ação pesquisadores e os participantes envolvem-se na investigação
de modo participativo ou cooperativo, interagindo em fun-
ção de um resultado esperado.
é um método de pesquisa que têm como objeto de investiga-
ção as diferentes formas de sociabilidade, ritos, cultura, cren-
ças e costumes de um determinado grupo social. Trata-se da
Pesquisa Etnográfica
obtenção e tratamento de dados a partir do contato intersub-
jetivo entre o cientista social e a cultura e costumes de um
determinado grupo, ora seu objeto de estudo.
Fonte: Elaboração do autor.

Estas classificações facilitam a outros pesquisadores o entendimento de como


determinada pesquisa será desenvolvida ou de como foram obtidos os resultados
expressos em um relatório de pesquisa. Além disso, elas são denominações que,
por se referirem à práticas com procedimentos próprios, dão direcionamento a
aplicação da pesquisa.

33
APLICAÇÃO
(COLETA E ANÁLISE DOS DADOS)

Trata-se inicialmente da aplicação dos procedimentos definidos na metodo-


logia para a coleta de dados. É possível, especialmente em pesquisas qualitativas,
que, por fatores inesperados, o planejado tenha que ser modificado no transcorrer
da aplicação da pesquisa. Nestes casos, todas as alterações relacionadas com o
projeto inicial devem ser registradas.
A análise e tabulação dos resultados deve iniciar após o momento de coleta,
consistindo no momento em que se busca entender como os dados coletados res-
pondem ao problema de pesquisa. Para tanto, é necessário que se olhe os dados de
múltiplas perspectivas, ora considerando-os em seu conjunto, ora considerando-
-os em relação a cada sujeito da pesquisa ou em relação a características específi-
cas (renda, sexo, idade, religião, grau de escolarização, etc.) de grupos de sujeitos
pesquisa. Por exemplo, se você aplicou um questionário, você pode analisar as
porcentagens de respostas do total de sujeitos em relação a cada pergunta, deve
analisar as respostas de cada sujeito da pesquisa separadamente, analisar/com-
parar as respostas de grupos específicos, por exemplo, de grupos de mulheres e
de homens. É do ato de analisar de múltiplos ângulos os dados coletados que vão
se formando inferências e conclusões que ajudam a responder a pergunta de pes-
quisa. Por isso a coleta e análise dos dados se finda com a apropriada formula-
ção de conclusões, com a descrição do que pode ser concluído a partir dos dados
coletados.

35
PRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO DO
RELATÓRIO DE PESQUISA

Uma pesquisa só termina quando o conjunto de seus elementos é relatado e


apresentado-divulgado a outros pesquisadores, seja em eventos científicos, revis-
tas ou livros. É a partir do compartilhamento dos dados coletados em pesquisas
que a ciência avança. Por isso, o conhecimento dos processos de elaboração de
relatórios de pesquisa é fundamental para qualquer pesquisador.
Relatório de pesquisa é o documento que descreve como uma pesquisa foi re-
alizada, indicando os dados coletados, as análises efetuadas e as conclusões decor-
rentes da pesquisa. Trata-se do desenvolvimento de um relato que permita outros
pesquisadores conhecerem os elementos da pesquisa.
Um relato de pesquisa geralmente contempla a identificação de do(s) autor(es),
da instituição a que os autores estão vinculados, do título da pesquisa e do ano
de realização da mesma; um capítulo de introdução (uma apresentação geral da
pesquisa, definindo de forma clara e concisa o tema/problema que foi objeto da
pesquisa e utilizando elementos – justificativa, problematização, etc. – do proje-
to de pesquisa); um capítulo de revisão de literatura e/ou fundamentação teórica
(com características estruturais similares ao elaborado no projeto de pesquisa6);
a descrição dos objetivos da pesquisa; um capítulo (metodologia) descrevendo
o método utilizado para coleta e análise dos dados; um capítulo descrevendo e
analisando os resultados coletados; um contendo cconsiderações finais ou conclu-

6 Vide capítulo Mapa: (pré) projeto de pesquisa;

37
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

sões (uma exposição clara e ordenada das deduções/inferências decorrentes dos


resultados obtidos na pesquisa); e, as Referências bibliográficas (autores e fontes
citadas no texto).
Destaca-se que a conclusão apresenta sinteticamente toda a pesquisa, princi-
palmente os resultados (dados coletados) e a discussão (interpretação dos autores
e interpretação própria). Para facilitar a coerência da pesquisa como um todo,
pode-se iniciar a conclusão com a reapresentação dos objetivos da pesquisa. De
qualquer forma, neste momento o autor da pesquisa precisa expor o que ele in-
fere a partir dos dados coletados e citados nos resultados e não a partir de outras
fontes não expressas anteriormente na pesquisa ou não coerentes com o objetivo
da mesma.
Apesar de existirem elementos estruturais comuns à maioria dos relatórios
de pesquisa, eles podem assumir diferentes formatos, tais como o de monografia,
dissertação, tese ou artigo científico. No contexto das propostas descritas neste li-
vro, para atividades com adolescentes, optou-se por um modelo exclusivo de rela-
to, que se aproxima do formato de resumos e ou dos textos de banners produzidos
para congressos.

38
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O que está em jogo no desenvolvimento de pesquisas por Estudantes do Ensi-


no Médio, é a aprendizagem do processo de pesquisa. No Ensino Médio, mais do
que produzir pesquisas com resultados significativos e com métodos impecáveis,
deve-se incitar a compreensão dos caminhos da pesquisa e das formas de constru-
ção de conhecimento científico. Deve-se plantar a semente do gosto pela pesquisa
relacionada com temas sociológicos.
No Ensino Médio, é necessário incitar a percepção de que a pesquisa não é
coisa restrita a gênios, mas que pode e deve ser parte do cotidiano de estudantes
das mais diversas fases da escolarização. Espera-se fazer entender que “o caminho
da pesquisa, uma vez aprendido, pode ser adaptado a qualquer situação de apren-
dizagem” (GÜLLICH, 2007, p.12).
Alguns dos relatos de pesquisa produzidos por estudantes do Ensino Médio
para fins da proposta narrada no presente livro encontram-se na sequência, ane-
xos ao presente livro. Leia-os e inspire-se.

39
REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e docu-


mentação, citações em documentos, apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10719: apresentação de re-


latórios técnico-científicos. Rio de Janeiro, 1989.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e docu-


mentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

BAGNO. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1998. 

DEMO, P. Educar pela Pesquisa. Campinas, SP: Autores Associados, 1997.

DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

DEMO, P. Educar pela Pesquisa. 9º edição. Campinas, SP: Autores Associados, 2011.

GALIAZZI, M. C. & MORAES, R. Educação pela pesquisa como modo, tempo e espaço
de qualificação da formação de professores de ciências. Ciência e Educação, v. 8, n. 2, p.
237- 252, 2002.

GALIAZZI, M. C.; MORAES, R.; RAMOS, M. G. Educar pela pesquisa: as resistências sinali-
zando o processo de profissionalização de professores. Educar, Curitiba, n. 21, p. 227-241. 2003.

GIDDENS, A. Sociologia. 6º ed. São Paulo: Penso, 2012.

41
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

HARLOS, F. E. Vida docente: Escrever é preciso. 1. ed. Bauru-SP: Canal6, 2009. 

HARLOS, F. E.; DENARI, F. E.; ORLANDO, R. M. Análise da estrutura organizacional


e conceitual da educação especial brasileira (2008-2013). Revista Brasileira de Educação
Especial, v. 20, p. 497-512, 2014.

42
ANAIS DO V CAFÉ
COM SOCIOLOGIA VIVA7

O evento Café com Sociologia Viva ocorre anualmente nas dependências do


Instituto Federal do Paraná, no Campus Foz do Iguaçu. Com o objetivo de incitar
o interesse pela pesquisa sociológica, o evento consiste em apresentações de pes-
quisas científicas produzidas por estudantes do Ensino Médio e, nesta 5ª edição,
incluiu também debates e apresentações artísticas. Há ainda o objetivo de colabo-
rar para a compreensão de transformações sociais ora em curso, de resistências
à mudança, de continuidades e rupturas em padrões culturais e em instituições
sociais e sobre o processo de construção do conhecimento sociológico.
Embora as pesquisas abordem temáticas diversas associadas com os conteú-
dos curriculares obrigatórios nas aulas de Sociologia no Ensino Médio, em cada
edição o evento apresenta um eixo temático central. Nesta edição o eixo temático
é “opiniões sobre temáticas sociais diversas”. Trata-se de identificar e refletir so-
bre opiniões que se transformam em atos de preconceito, respeito, discriminação,
ativismo político ou até mesmo em atitudes criminosas. Leia as pesquisas e pense
nas suas opiniões sobre os assuntos nelas abordados.

7 Todas as pesquisas relatadas na sequência foram orientadas pelo organizador do presente livro.

43
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

DESIGUALDADE SOCIAL E SEUS


IMPACTOS NA VIDA ESCOLAR DE
ESTUDANTES POBRES
BOCHI, Iury Foscarini
BELLING, Luiz Gabriel

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões sobre o impacto


da desigualdade social na escolarização de alunos pobres. Trata-se de um Levan-
tamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação (on-line) de um
questionário. O questionário foi respondido por 460 pessoas, sendo 374 homens e
85 mulheres. Entre os respondentes, 73,4% acreditam que a pobreza afeta o desen-
volvimento escolar. 50,1% são a favor de cotas sociais para estudantes em univer-
sidades públicas, 45,1% são contrários a tais cotas e 4,8% preferiram não declarar.
84,3% dos respondentes acreditam que pessoas mais pobres têm mais dificulda-
des de acesso a instituições de ensino de boa qualidade. 85,4% declaram que não
acham justo haver uma diferenciação na qualidade dos estudos para estudantes de
diferentes classes. Para 68,5% dos participantes da pesquisa, a renda familiar afeta
o processo de escolarização dos estudantes, 28,5% discordam desta interpretação
e 3% não responderam ou não opinaram. Neste contexto, 67,9% dos participantes
da pesquisa acreditam que quem se esforça, mesmo sendo pobre, tem as mesmas
chances de sucesso do que pessoas ricas, 29,4% não acreditam nesta igualdade
de possibilidade para pessoas de diferentes classes e 2,8% não opinaram. 72,5%
acreditam que a pobreza provoca dificuldades de acesso a ítens básicos para a
boa escolarização. 49,3% declaram que um sistema escolar dividido em escolas
públicas e privadas favorece o sucesso dos alunos ricos em universidades públicas,
para 37,3% a atual formatação do sistema escolar não favorece alunos ricos, 13,4%
não opinaram. 85,1% dos participantes da pesquisa declaram que todos deveriam
estudar em escolas com as mesmas condições, independentemente de suas condi-
ções econômicas familiares, ao passo que 10,3% não concordam com esta inter-
pretação e 6,8% não opinaram. Para 66% dos respondentes um ambiente familiar

44
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

marcado pela pobreza gera membros com baixa escolarização e para 88% deles,
a escola é uma das melhores chances para pessoas pobres mudarem para classes
sociais mais elevadas. As respostas coletadas indicam que, em sua maioria, os par-
ticipantes da pesquisa entendem que a desigualdade social afeta negativamente
o processo de escolarização de alunos pobres, seja por impactar em realização
de estudos em escolas com condições distintas ou pela própria escassez de opor-
tunidades e recursos a que pessoas em condição de pobreza estão submetidas.
Destaca-se que, apesar desta compreensão, alguns dos participantes divergem da
oferta de escolas com as mesmas condições para todos os alunos.

Palavras-chave: Desenvolvimento escolar, Pobreza, Desigualdade.

45
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL:


ENTRE OPINIÕES E PRECONCEITOS
SIQUEIRA, Jhenifer
SALLES, Antonielle

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões em relação à


redução da maioridade penal. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com
coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário
foi respondido por 122 pessoas, sendo 65,6% mulheres e 34,4% homens. 88% dos
respondentes têm idade entre 13 e 18 anos e 24% entre 18 e 40 anos. Os principais
resultados obtidos foram os seguintes: 32,5% acham que o principal motivo que
levou menores de idade a cometerem crimes é a influência dos amigos ou conheci-
dos e a impunidade de familiares; 24,2% acham que por falha no ensino; 21,7% fal-
ta da presença do Estado; 11,7% dos participantes da pesquisa acreditam que pela
violência dentro de casa e a possibilidade de acesso a bens materiais e 10% acham
que por falta de oportunidade profissional. 33,1% acham que a maioridade penal
deve ser reduzida para 16 anos; 47.1% acham que deve ser reduzida para 12 ou 17
anos e 19,8% são contra a redução da maioridade penal. 37,2% acham que reclusão
com medidas socioeducativas e trabalhos comunitários é o tipo de penalidade
adequada para um adolescente em conflito com a lei; 21,5% acham que internação
em uma casa de correção é a penalidade adequada, enquanto 41,3% acham que
pena integral para crimes hediondos é a penalidade adequada. 60,3% acham que
reduzindo-se a maioridade penal, os crimes cometidos por adolescentes tendem a
diminuir; 25,6% acham que os índices tendem a ficar inalterados e 14,1% acham
que tendem a aumentar. 63% afirmam que com a redução da maioridade penal os
menores pensarão duas vezes antes de cometer um crime; 36,9% consideram que,
no caso de redução da maioridade penal, a criminalidade continuará existindo da
mesma maneira. 88,2% acham que com relação ao número de crimes cometidos
por adolescente, os números de crimes praticados são estaticamente significativos,
enquanto 11,8% acham que os números de crimes são insignificantes, comparados
a outros tipos de crimes. 63,1% acham que em alguns casos leis severas diminuem

46
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

a criminalidade; 26,2% acham que diminuem e 10,7% acham que não diminuem.
63,1% acham que se uma pessoa próxima a ela cometesse um crime aconselharia
a pessoa a pagar pelos seus atos; 29,5% denunciariam imediatamente à polícia
e 7,4% não se envolveriam com a história. 69,7% concordam com a redução da
maioridade penal; 14,8% não concordam e 15,6% não tem uma opinião formada.
Acredita-se que muitos dos respondentes concordam com a redução da crimina-
lidade porque desconsideram desigualdades sociais e condições de pobreza que,
muitas vezes, incitam ou induzem pessoas à criminalidade. Entende-se também
que a mídia desempenha o papel de favorecer a adesão à ideia de redução da maio-
ridade penal porque ressalta casos de criminalidade juvenil que são marcados por
grande violência – casos estes que são a exceção e não a regra.

Palavras-chave: redução, adolescente, maioridade penal.

47
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

HOMOSSEXUALIDADE,
HETERONORMATIVIDADE E
PRECONCEITOS
CORREIA, Kauana Julia Weirich
OLIVEIRA, Theodora Gabriela Castanho de Souza

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões e preconceitos


relacionados com a homossexualidade e/ou outras orientações sexuais não hetero-
normativas. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na apli-
cação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 207 pessoas,
sendo 49.8% do sexo feminino e 50.2% do sexo masculino. Destes, 7.2% têm idade
entre 13 e 15 anos, 53.1% têm entre 15 e 18 anos e 39.6% tem mais de 18 anos. Em
relação à orientação sexual, 71.5% declaram-se heterossexuais, 17.4% declaram-se
bissexuais, 3.4% alegam ser homossexuais, 0.5% declara ser transexual ou trans-
gênero, 1.4% declaram-se assexuais, 5,7% declaram outras orientações sexuais.
Quanto à atração sexual, 39.6% alegaram já terem sentido atração sexual por pes-
soas do mesmo sexo e 60.4% declararam nunca terem sentido atração sexual por
pessoas do mesmo sexo. Para 52.7% dos participantes da pesquisa as pessoas acei-
tam com mais facilidade a bissexualidade do que a homossexualidade e 47.3% dis-
cordaram desta interpretação. 75.4% dos participantes da pesquisa declaram que
todos os seus amigos e familiares sabem a respeito da sua orientação sexual, 20.8%
disseram que apenas alguns amigos e familiares sabem sua orientação sexual,
3.9% alegam manter sigilo sobre sua orientação sexual. 44% afirmam que pelo
menos um de seus amigos ou colegas demonstra preconceito em relação à homos-
sexualidade. Diante da pergunta sobre haver ou não homossexuais no seu grupo
social, 16.4% afirmam haver nele apenas uma pessoa homossexual, 52.7% alegam
haver mais de uma pessoa homossexual, 10.1% dizem que a maioria das pessoas
que compõem seu grupo social são homossexuais, 9.7% declaram que não sabem
se alguém integrante de seu grupo social é homossexual e 11.1% afirmam que não
possuem homossexuais em seus grupos sociais. 77.3% declaram que pelo menos

48
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

um de seus familiares possui preconceitos homofóbicos e 22.7% dizem que seus


familiares não apresentam nenhum tipo de comportamento homofóbico. Neste
contexto, 0.5% declara sentir-se incomodado em dirigir um carro sozinho(a) na
companhia de um gay, 1.4% admitem incomodar-se ao sentar-se ao lado de um
gay no ônibus durante uma viagem relativamente longa, 2.4% afirmam sentirem-
-se incomodados em ter um gay dormindo na mesma casa: os demais participan-
tes da pesquisa declaram que não se sentiriam incomodados em nenhuma destas
situações. Dentre os participantes da pesquisa, 14.8% afirmam que não aceitariam
um gay como familiar e 14.2% dizem que não aceitariam um travesti neste grupo
como familiar. 4% não aceitariam gays no seu grupo de amizades, 7.9% não acei-
tariam travestis como amigos e 88.1% não se sentiriam incomodados em relação
à orientação sexual das pessoas deste grupo. 4.5% dos participantes da pesquisa
não aceitariam gays como doadores de sangue, 7.1% não aceitariam travestis como
doadores de sangue. 2.7% afirmaram que afastariam gays da sociedade, 0.7% dis-
se que afastaria lésbicas da sociedade, 2.1% declaram que afastariam travestis
da sociedade e 94.5% alega que independentemente da orientação sexual não os
afastariam da sociedade. Os dados coletados indicam que uma pequena parcela
de participantes da pesquisa declara não aceitar gays, travestis, transgêneros ou
transexuais em seus grupos sociais e que a aceitação diminui quanto mais estas
minorias sociais são aproximadas dos círculos sociais cotidianos. Destaca-se que,
embora a maioria dos participantes da pesquisa não declare comportamentos e
opiniões homofóbicas ou transfóbicas, eles declaram que dentre os seus amigos,
familiares e colegas, existem grandes porcentagens de pessoas que manifestam
preconceitos contra homossexuais. Acredita-se que muitas pessoas aprenderam o
discurso politicamente correto de aceitação da diversidade sexual e que por isso
podem camuflar preconceitos sem superá-los.

Palavras-chave: preconceito, orientação sexual, homossexualidade.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

RACISMO E BULLYING ESTÃO


RELACIONADOS?
SCHMIDT, Anderson
SILVA, Mariana

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar se fatores raciais podem


favorecer a ocorrência de bullying. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido
por 36 sujeitos e dentre eles, 72,2% são do sexo feminino e 27,8% são do sexo
masculino; 13,9% têm menos de 15 anos de idade e 8,3% têm mais de 18 anos. Em
relação à cor da pele, 47,2% se consideram brancos e 47,2% se consideram pardos.
Entre os entrevistados, 72,2% possuem alguma pessoa da família com a cor de pele
diferente da sua e 25% não possuem ninguém na família com cor de pele diferente.
Dos que responderam, 80,6% possuem amigos próximos com cor de pele dife-
rente da sua e 19,4% possuem a maioria dos amigos próximos com a cor de pele
diferente da sua; 77,8% convivem com algumas pessoas que possuem a cor de pele
diferente da sua e 22,2% convivem com pessoas que, em sua maioria, possuem cor
de pele diferente da sua. 34 pessoas (94,4%) aceitariam ter pessoas de cor de pele
branca como parentes por casamento. 34 pessoas (94,4%) aceitariam ter pesso-
as negras como parentes por casamento. 31 pessoas (86,1%) aceitariam ter índios
como parentes por casamento. 34 pessoas (94,4%) aceitariam ter pessoas de cor de
pele branca no seu grupo de amizade ou como amigos de seus filhos. 36 pessoas
(100%) aceitariam ter pessoas negras no seu grupo de amizade ou como amigos
de seus filhos. 35 pessoas (97,2%) aceitariam ter pessoas negras como colegas ou
parceiros no seu grupo de estudo ou trabalho. 35 pessoas (97,2%) aceitariam ter
pessoas de cor de pele branca como colegas ou parceiros no seu grupo de estudo
ou trabalho. 66,7% dos que responderam disseram que já sofreram bullying. 72%
disseram que já sofreram bullying diversas vezes. 28% apenas uma vez. 20 pessoas
(80%) disseram que quem praticou bullying com elas era do sexo masculino e 15
pessoas (60%) disseram que era do sexo feminino. 72% das pessoas se sentiram
mal quando sofreram bullying. 20% disseram que isso não as incomodou. 8% fica-

50
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ram com medo. 68% sofreram bullying verbal. 16% sofreram bullying físico. 68,6%
das pessoas que responderam que nunca praticaram bullying. Conclui-se que o
sexo masculino é o que tem maior tendência a praticar bullying, pois 20 das 25 das
pessoas que responderam a pergunta sobre o sexo do agressor disseram que sofre-
ram bullying por alguém do sexo masculino e 7 das 10 pessoas do sexo masculino
que responderam o questionário disseram já praticaram bullying. Acredita-se que
racismo e bullying se relacionam, uma vez que entende-se que muitas práticas
racistas representam bullying. No entanto, observa-se que, ao menos na coleta re-
alizada nesta pesquisa, não é possível identificar maior presença de vivência de
situações de bullying dentre indivíduos negros.

Palavras-chave: Bullying, Racismo, preconceitos.

51
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

DIVERSIDADE RELIGIOSA E
RELIGIOSIDADE NO IFPR
ROSA, Ellyane
MALTEZO, Adnan

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar o perfil religioso dos


estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná –
IFPR (Campus Foz do Iguaçu). Trata-se de um levantamento de opiniões com
coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário
foi respondido por 55 sujeitos, todos alunos do IFPR, dos quais 42,6% são do sexo
masculino e 57,4% são do sexo feminino. Os principais resultados obtidos foram
os seguintes: em relação à religião: 26,4% são católicos; 11,3% acreditam em Deus,
mas não seguem religião; 22,6% são protestantes; 11,3% são ateístas; 17% são ag-
nósticos; 5,7% são católicos não praticantes; 1,9% prefere não declarar; 1,9% são
espíritas e 1,9% tem outra religião. Neste contexto, 94,2% dos entrevistados tive-
ram algum tipo de educação religiosa na infância e 5,8% não tiveram. Quanto à
frequência de participação em cultos religiosos: 9,4% participam raramente ou em
datas especiais; 9,4% participam cerca de uma vez ao ano; 18,9% participam cerca
de uma vez por semana; 11,3% até três vezes por semana; 11,3% nunca participam;
13,2% cerca de uma vez a cada quinze dias; 20,8% participam apenas em ceri-
mônias especiais, e 5,7% participam diariamente. Quanto à frequência com que
fazem orações: 28,8% fazem orações uma vez por dia; 25% nunca fazem orações;
7,7% até 3 vezes ao dia; 3,8% mais de 3 vezes ao dia; 7,7% fazem suas orações cerca
de uma vez ao mês; 7,7% somente em algumas ocasiões; 7,7% fazem suas orações
até 3 vezes na semana; 5,8% raramente, e 5,8% fazem suas orações cerca de uma
vez por semana. Sobre a prática dos preceitos religiosos, 44,2% dos participan-
tes não está preocupado em praticar preceitos religiosos; 19,2% busca praticar a
maior parte dos preceitos; 19,2% pratica somente aqueles com os quais concorda;
9,6% pratica poucos preceitos, e 7,7% busca praticar todos os preceitos. Quando
questionados sobre o papel da religião em suas vidas, 34,6% dos alunos respondeu
“não é importante e não baseio minhas opiniões ou atitudes em nenhuma reli-

52
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

gião”; 7,7 % “tem alguma importância na minha vida, mas eu não baseio minhas
decisões ou opiniões na religião”; 25% “tem relativa importância para mim, mas
nem sempre está de acordo com as minhas opiniões ou atitudes”; 15,4% “é o que
há de mais importante na minha vida e na qual eu procuro basear todos os meus
atos e opiniões”; 17,3% “é algo muito importante para a minha vida e na qual eu
procuro me basear na maior parte dos meus atos e opiniões”. . Quando questio-
nados se em algum momento já sofreram ofensa dentro do IFPR motivada pela
sua religião, 76,9% responderam que não; 23,1 % responderam que poucas vezes
e 3,8% que sofreram com frequência. Conclui-se que a diversidade religiosa no
IFPR se encontra próxima à média nacional, com predominância do catolicismo
e do protestantismo; que a religião não é tão importante na vida da maior parte
dos alunos, e que ela tem um papel relativamente pequeno na tomada de decisões
dos mesmos.

Palavras-chave: diversidade religiosa, IFPR, religiosidade.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

HÁBITOS COTIDIANOS DE USO DA


INTERNET
BARBOSA, Claudio Henrique Desordi
PRESTES, Andressa Abreu

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar hábitos cotidianos de uso


da internet. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pau-
tada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por
420 pessoas, sendo 31,6% homens e 68,9% mulheres. Neste contexto, 7,5% possuem
idade entre 10 e 13 anos, 46,6% possuem idade entre 14 e 18 anos, de 19 a 22 anos
21,6%, de 23 a 30 anos, 14,7%, de 31 a 50 anos 8,4% e 1,2% possuem idade superior
a 50 anos. 15,2% dos respondentes afirmam que diariamente passam entre 1 e 2
horas conectados à internet, 31,7% de 3 a 5 horas, 21,8% de 6 a 8 horas e 31,4% mais
de 8 horas diárias. 75% dos respondentes acessam a internet mais de 5 vezes por
dia, 8,9% acessam 3 vezes ao dia, 16% acessam em média 4 vezes ao dia. 66,6% dos
respondentes afirmam que preferem ter um computador com acesso à internet a ter
uma estante cheia de livros e 33,4% preferem uma estante com livros a um computa-
dor com acesso à internet. Indagados sobre o que costumam fazer na internet, 90,1%
dos respondentes costumam acessar redes sociais, 44,9% trocam e-mails, 12,3%
participam de fóruns de discussão, 65,9% navegam pelos sites de seus interesses,
55,6% leem notícias, 53,4% pesquisam em sites de busca, 72% trocam mensagens
instantâneas, 43,7% fazem pesquisas acadêmicas, 74,2% assistem a vídeos ou ou-
vem músicas, 54,8% fazem downloads de conteúdos de seus interesses, 19,6% utili-
zam serviços bancários, 37,4 pesquisam preços de produtos, 27,1% fazem compras,
28% consultam mapas, 30% participam de jogos online, 18,6% usam para outros
interesses. 50,8% acreditam que a internet é a base principal para estudar, 47,9%
consideram necessário o uso de outros recursos além da internet e 1,2% não consi-
deram a internet importante para os estudos. Questionados sobre a frequência com
que preferem estar na internet a sair com um amigo, 56,9% afirmam que preferem
raramente, 21,9% preferem às vezes, 14,3% preferem frequentemente e 6,8% prefe-
rem navegar na internet sempre. Indagados sobre com qual frequência constroem

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

novas amizades usando a internet, 29,3% dos respondentes afirmam que constroem
raramente, 27,6% que ocasionalmente, 13,9% sempre, 22,9% frequentemente e 6,3%
não constroem amizades na internet. 48,7% dos participantes da pesquisa afirmam
que raramente dormem pouco ou não dormem pouco por ficar na internet, 25,8%
às vezes deixam de dormir para ficarem na internet, 25,5% frequentemente dor-
mem pouco por ficar na internet. 54,1% dos participantes da pesquisa afirmam que
raramente ficam nervosos ou deprimidos quando estão off-line, 23,3% que se sen-
tem nervosos às vezes, 12,3% frequentemente e 10,3% sempre. Os dados coletados
indicam que, para os participantes desta pesquisa, a internet é, ao mesmo tempo,
espaço de lazer, estudos e de relações sociais. Indicam também que, ocasionalmente
os participantes da pesquisa preferem o mundo virtual da internet em detrimento
das coisas do mundo real.

Palavras-chave: internet, cotidiano, hábitos.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

FEMINISMO E MACHISMO
NA VISÃO DE CATÓLICOS
OLIVEIRA, Eduardo Camargo
DA SILVA, Tiago Henrique Gonçalves

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar o ponto de vista dos cató-


licos a respeito da igualdade de gênero. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line e análise dos
resultados em uma abordagem qualitativa. O questionário foi respondido por 32
sujeitos que se identificaram como católicos, sendo 62,5% mulheres e 37,5% homens;
84,4% são menores de idade (possuem menos de 18 anos) e 15,6% são maiores de
idade; 96,9% são solteiros e apenas 3,1% são casados; 93,8% são brasileiros e 6,3%
são estrangeiros naturalizados; grande parte é do estado do Paraná, sendo a maioria
de Foz do Iguaçu. Neste contexto, 84,4% foram incentivados pelos familiares a se-
guirem o catolicismo 12,5% seguiram por conta própria e 3,1% não se identificaram
com a questão; quase a totalidade (96,9%) possuem família católica e apenas 3,1%
não possuem. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 84,4% afirmam
que a mulher deve ter os mesmos direitos dos homens e 15,6% se posicionam contra
os direitos iguais entre os sexos; 75% consideram a atual sociedade machista e 25%
não consideram. Dentre os que consideram: 70,8% afirmam ser por conta da falta
da liberdade para a mulher e por direitos menos favoráveis; 66,6% dizem ser pela
desigualdade nos salários para cargos iguais e 45,8% pela criação patriarcal; 68,8%
dizem apoiar o feminismo e 31,2% não apoiam; a maioria de 93,8% não consideram
a mulher inferior ao homem e 6,2% consideram inferior. Conclui-se que, dentre os
participantes da pesquisa, os jovens católicos em geral são integrados na religião
pela família e em sua maioria são classe média e estudam. Os mesmos se manifesta-
ram favoravelmente à igualdade de gênero e o feminismo. Acredita-se que o contex-
to escolar e educacional dos participantes da pesquisa pode tanto influenciar uma
compreensão mais clara da necessidade de igualdade de gênero e de lutas feministas,
quanto pode gerar certa coação no sentido de construir um discurso favorável aos
elementos em questão para não transparecer opiniões “politicamente incorretas”.

Palavras-chave: Feminismo, católicos, opiniões.


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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ATIVIDADES FÍSICAS E HÁBITOS


ALIMENTARES NO IFPR
PERALTA, Giovanna
DOS SANTOS, João Vítor Soares

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar a influência do IFPR


(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná) na prática de
atividades físicas e nos hábitos alimentares dos alunos que estudam nesta institui-
ção. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na
aplicação de um questionário on-line e análise dos resultados em uma abordagem
qualitativa. O questionário foi respondido por 56 sujeitos estudantes do IFPR, do
campus de Foz do Iguaçu, 55 deles com idade entre 15 e 18 anos e um com idade
entre 18 e 22 anos, 43 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, 50 com ensino
fundamental completo e 6 com ensino médio completo. Os principais resultados
obtidos foram os seguintes: 28 pessoas afirmaram não praticar atividades físicas,
25 afirmaram praticar alguma atividade física, 10 afirmaram praticar atividades
artísticas ou culturais. Dentre as que praticam algum tipo de atividade física, 14
afirmaram praticar de um a dois dias na semana e 11 praticam com uma fre-
quência acima de três vezes por semana. 13 pessoas alegam manter alimentação
saudável e/ou atividade física por causa do IFPR, enquanto 43 tiveram estes fatores
prejudicados, sendo eles: falta de tempo, pouca opção saudável, variedade baixa de
restaurantes, ter a dieta regulada afetada, entre outros aspectos não declarados. 39
pessoas afirmaram desistir de alguma atividade física por causa do IFPR. 40 pes-
soas afirmaram consumir alimentos ricos em gorduras, 26 afirmaram consumir
alimentos saudáveis, 8 afirmaram ter a alimentação regulada por especialistas ou
restrita devido alergias e/ou intolerância. 36 estudantes dizem sentir sua saúde
piorar após adentrar o IFPR, enquanto 20 discordam desta afirmação. 21 pessoas
sugeriram um horário alternativo para a prática de atividades físicas no campus,
21 sugeriram exposição de um cardápio saudável nas dependências do campus, 14
sugeriram a contratação de uma nutricionista. 34 estudantes dormem em média
até 6 horas por noite, e 22 passam mais de 6 horas dormindo. 54 pessoas já troca-

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ram horas de sono para fazer alguma atividade acadêmica e duas não trocaram.
51 pessoas sugerem que a direção deve dar mais atenção para a saúde do estudante
e 47 alunos acham necessária a criação de um serviço social mais eficaz no IFPR.
Dos 43 alunos da nova grade do ensino médio técnico, 40 acham que os professo-
res acabam passando mais atividades por acharem que os mesmos têm o contra-
turno livre. Conclui-se que os alunos do IFPR têm suas atividades físicas e hábitos
alimentares deficitários, sendo os maiores causadores: a falta de tempo e a falta de
opções para alimentação, respectivamente. A maioria dos alunos tem sentido sua
saúde piorar após começar a estudar no IFPR e isso está relacionado à redução de
horas de sono para a realização de atividades acadêmicas. Os alunos sugerem mais
atenção da Direção da instituição à saúde dos seus estudantes: sugere-se debates
sobre saúde escolar e reorganização das práticas pedagógicas.

Palavras-chave: Alunos, Atividades Físicas, Hábitos Alimentares.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

NÃO EXISTE APENAS AZUL E ROSA


NO ARCO-ÍRIS: A ACEITAÇÃO DA
HOMOSSEXUALIDADE NA ATUALIDADE
TOEBE, Ana Luiza
CASTRO, Giovana Borges

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar perspectivas sobre a


aceitação da homossexualidade e os direitos dos homossexuais. Trata-se de um
Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação (on-line) de um questio-
nário. O questionário foi respondido por 95 pessoas, sendo que 51,6% são heteros-
sexuais, 35,5% bissexuais, 9,7% homossexuais e 3,2% preferiram não declarar sua
orientação sexual. Destes, 6,3% são homens e 93,7% são mulheres. Os principais
resultados obtidos foram os seguintes: 90,5% aprovam o casamento entre homos-
sexuais e 9,5% desaprovam. Dos respondentes, 78,9% discordam completamente
da homofobia, enquanto 7,4% concordam totalmente e 13,7% não têm uma opi-
nião completamente formada. Quanto à discriminação, 51,6% concordam que a
mesma afeta os relacionamentos homossexuais, 37,9% concordam parcialmente
e 10,6% discordam totalmente dessa afirmação. Para 93,7% dos participantes da
pesquisa a homossexualidade não pode ser considerada uma doença, para 2,1%
ela pode ser considerada uma doença e 4,2% não souberam responder. Dos entre-
vistados, 89,5% acreditam que casais homoafetivos têm o direito de inclusão nos
programas do Estado direcionado às famílias, outros 2,1% discordam 8,4% não
tem uma opinião formada sobre o assunto. 88,4% dos participantes da pesquisa
acreditam em conceitos de família que incluam famílias formadas por casais ho-
mossexuais, enquanto 5,3% não acreditam e 6,35% não tem uma opinião formada
sobre o assunto. Sobre a aceitação da homossexualidade como algo a ser tratado
normalmente na sociedade, 88,4% dos respondentes concordam, 9,5% não têm
opinião formada e 2,1% discordam. Com relação à aceitação de gays, lésbicas
ou transexuais como familiares, 92,6% aceitariam e 7,4% não aceitariam. Já em
seus grupos de amizades ou amigos de seus filhos, 96,8% aceitariam e 3,2% não

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

aceitariam. No que diz respeito à aceitação de gays, lésbicas ou transexuais como


doadores de sangue ou órgãos, 96,8% aceitariam e 3,2% não aceitariam. Já como
parceiros de trabalho ou estudos, 96,8% aceitariam e 3,2% não aceitariam. Com
relação a terem homossexuais em suas famílias, 29% têm um familiar, 16,1% têm
alguns, 45,2% não têm e 9,7% preferem não declarar. Já em seus grupos de amigos,
41,9% têm alguns, 16,1% um, 19,4% não têm, 12,9% a maioria de seus amigos são e
9,7% não sabem. Conclui-se que a aceitação da homossexualidade é um tema que
demanda debates e estudos, pois percebe-se também que uma margem de apro-
ximadamente 10% dos respondentes tende a manifestar respostas que indicam
dificuldade de aceitação da homossexualidade e/ou de igualdade de direitos entre
homossexuais e heterossexuais, o que aponta para a perpetuação de compreensões
discriminatórias e preconceituosas. Acredita-se que a escola pode ter um papel
fundamental na redução dos preconceitos e estereótipos em relação aos homosse-
xuais. Sugerem-se práticas educativas relacionadas com o esclarecimento direitos
de pessoas de diferentes gêneros, orientações sexuais e sexos.

Palavras-chave: homossexualidade, aceitação, direito.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

RELAÇÃO ENTRE ALUNO E PROFESSOR


ZINN, Karine Paiva
DE LARA, Mileny Krul
COELHO, Paola Elisa

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se caracterizar as diferenças de pa-


drões sociais na interação entre professores e alunos de distintas escolas de Foz do
Iguaçu. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada
na aplicação de um questionário on-line e análise dos resultados em uma abor-
dagem qualitativa. O questionário foi respondido por 70 estudantes, sendo que
65 (92,9%) cursam o ensino médio e 5 (7,1%) frequentam o ensino fundamental;
39 (55,7%) estudam em instituição pública federal; 24 (34,3%) em rede pública
estadual e 7 (10%) em entidade privada. Os principais resultados obtidos foram os
seguintes: 63 (90%) dos entrevistados apenas estudam e cursam o ensino médio
e suas idades variam de 13 a 19 anos; 56 (80%) pessoas gostam de ir à escola para
ter um bom emprego no futuro e para encontrar os amigos; 10 (14,2%) declararam
que não gostam de frequentar a escola porque consideram as aulas entediantes e
4 (5,8%) relataram que gostam de ir à escola para adquirir conhecimento, porém
se sentem muito pressionados; 44 (60%) dos alunos já tiveram alguma experiência
negativa que afetasse sua aprendizagem na disciplina e 35 (50%) dos estudantes
não conversam sobre assuntos pessoais com seus professores, embora já tenham
ido à escola com problemas pessoais e os professores não notaram; 39 (52,9%)
relataram que quando não entendem o conteúdo ministrado pelo professor per-
guntam para o colega; 16 (22,9%) pedem explicação em público; 9 (12,9%) espe-
ram outro momento e 8 (11,4%) não esclarecem a dúvida. 42 (60%) falaram que
às vezes interagem nas aulas dando exemplos do que acontece no dia-a-dia, 27
(38,6%) nunca interagiram e 1 (1,4%) não opinou. Quando questionados sobre
como seriam suas aulas, caso os mesmos se tornassem professores, 13 (18,57%)
relataram que suas aulas seriam dinâmicas; 18 (25,71%) lecionariam aulas mais
entusiasmantes; 16 (22,85%) fariam suas aulas mais didáticas; 15 (21,42%) teriam
aulas excelentes, e 8 (11,4%) investiriam em ouvir mais o aluno. Conclui-se que a

61
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

maioria dos alunos gosta de ir à escola para ter uma boa formação profissional,
mas sentiriam-se mais motivados para participar das aulas se as mesmas fossem
mais dinâmicas e os envolvessem mais. É possível perceber que muitos alunos
sentem-se afetados pelo comportamento dos professores, uma vez que estes não
lhes dão atenção necessária e não demonstram o interesse no seu crescimento
pessoal e profissional ou não tornam as aulas cativantes. É essencial que ambos
os lados estejam abertos ao contato e à interação para que haja uma comunicação
que favoreça aluno e professor.

Palavras-chave: Relacionamento, estudante, professor.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ACEITAÇÃO SOCIAL- NECESSIDADE DE


PERTENCIMENTO A UM GRUPO
CORREA, Gabriela
GUTIERREZ, Nathali

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar como algumas pessoas


se sentem em relação a serem elas mesmas na sociedade e se são discriminadas
por não serem quem a sociedade espera que sejam. Trata-se de um Estudo de Caso
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 48 sujeitos, dos quais 65,6% são mulheres, 34,4% são ho-
mens. 29,2% têm de 10 a 15 anos, 66,7% têm entre 16 a 20 anos e 4,2% mais de 20
anos. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 58,3% identificam mui-
to preconceito contra a mulher na sociedade, 33,3% identificam moderadamente
o preconceito contra a mulher na sociedade, 6,3% identificam que o preconceito
contra a mulher na sociedade é pouco e 2,1% não identifica preconceito contra a
mulher na sociedade. 75% das mulheres já sofreu algum tipo de preconceito pelo
fato de ser mulher e 25% não sofreu. 52,1% das pessoas se acham diferentes das
pessoas da sociedade, 27,1% não se acham diferentes e 20,8% acreditam que em
certa parte eles sejam diferentes das pessoas da sociedade. 64,6% não sofreram ne-
nhum tipo de agressão por serem quem são, 33,3% já sofreram e 2,1% preferiram
não declarar. 72,3% precisaram mudar seu modo de ser para não se sentirem ex-
cluídos ou diferentes dos outros e 27,7% não precisaram. 54,2% já foram discrimi-
nados por gostarem de algum estilo musical ou por usarem certo tipo de roupas,
43,8% não foram e 2,1% preferiram não declarar. 71,8% não mudaram seu estilo
por terem sido discriminados, 17,9% mudaram seu estilo e 10,3% preferiram não
declarar. 52,4% pretendem deixar de se importar com a opinião alheia e passar
a ser quem são, 28,6% não pretendem mudar e 19% preferiram não declarar. As
pessoas que conseguiram deixar de se importar com os outros em geral, se sen-
tiram “aliviadas”, livres, sua saúde e autoestima melhoraram; 70,8% acham que
para fazer parte de algum grupo social é necessário mudar seu estilo e compor-
tamento e 29,2% não acham; 72,9% acreditam que, predominantemente, os ami-

63
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

gos que possuem não os aceitam como são e 27,1% não se sentem aceitos; 62,5%
sentem que a maioria das pessoas mais velhas do que eles os aceitam socialmente
e 37,5% não se sentem aceitos pelos mais velhos; 52,1% acreditam que ser aceito
pelos colegas de classe é um pouco importante, 25% acham que não é importante,
22,9% acham que é muito importante. 38,3% acham que ser aceito pelo grupo de
amigos é muito importante, 25,5% acham que é extremamente importante, 23,4%
acham que é um pouco importante, 8,5% acham que é pouco importante e 4,3%
não acham importante. Conclui-se que preconceitos e padrões tendem a forçar os
participantes da pesquisa a determinadas formas de conduta e de identidade e que
os mesmos acreditam que são discriminados quando não se adaptam aos padrões
sociais. Paradoxalmente, também ressalta-se que, predominantemente, os parti-
cipantes afirmam que se sentem mais felizes quando assumem suas identidades
reais nas relações sociais. Parece evidente que, dentre os participantes da pesquisa,
existe a necessidade de pertencimento a determinado grupo.

Palavras-chave: aceitação, sociedade, grupo.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

IGNORÂNCIA QUE GERA


DISCRIMINAÇÃO
SPOHR, Leticia Gabriele
MEDEIROS, Libna Naara da Silva

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões sobre discrimi-


nação racial em contexto escolar. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi res-
pondido por 53 sujeitos, sendo 49 do sexo feminino e 04 do sexo masculino, todos
com idade entre 15 e 21 anos. Vinte e cinco participantes da pesquisa se declara-
ram brancos, 20 pardos, 07 negros e 01 amarelo (oriental). Em relação ao precon-
ceito de alguma ordem étnica na sociedade brasileira, 58,5% das pessoas pensam
que o mesmo existe contra afrodescendentes de um modo geral (negros, pardos,
mulatos e cafuzos), 28,5% afirmaram não perceber nenhum tipo de preconceito
e 13,2% afirmaram que ele exista contra negros. Considerando a questão sobre
acreditar ou não que as formas de preconceito étnico (por causa da pele de Estado
de origem) no Brasil estão a mudar, 50,9% responderam que o preconceito ainda
é muito forte e prevalente, mas está diminuindo, 22,6% acreditam que ainda são
muito fortes, prevalentes e não vão mudar, 17% pensam que não são mais tão pre-
valentes, mas vai demorar muito tempo para diminuir e 9,4% dizem que não são
mais tão prevalentes e que o preconceito tem diminuído consideravelmente; 54,7%
alegaram que nunca foram vítimas de práticas racistas e 45,3% já sofreram práti-
cas racistas ou preconceituosas. Sobre os programas de cotas afrodescendentes ou
indígenas nas universidades, 32,1% concordaram totalmente, 28,3% não tem uma
opinião formada sobre o assunto, 11,3% concorda em partes, 13,2% discorda em
partes e outros 13,2% discorda totalmente e 1% é indiferente; 94,3% dos entrevis-
tados afirmaram que consideram importante a abordagem escolar do assunto ra-
cismo 5.7% consideram esta temática irrelevante; 64,2% dos sujeitos responderam
que não percebem diferenças no tratamento às pessoas de diferentes cores de pele
e 35,8% responderam que percebem; 39,6% responderam que nunca observaram
alguma prática racista na escola, 37,7% perceberam a prática poucas vezes e 22,6%

65
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

observaram tal atitude várias vezes; 41,5% acredita que sua escola não falha em
conscientizar sobre práticas racistas e 58,5% acreditam que essa prática faz falta
na escola. 92,5% dos entrevistados disseram que aceitariam ter como parentes por
casamento pessoas com a cor da pele negra. 92,5% dos jovens aceitariam receber
doação de sangue ou órgãos de pessoas com a cor da pele negra, 83% aceitariam
receber doação de brancos, 81,1% receberiam de pardos e 77, 4% de indígenas ou
orientais. 94,3% das pessoas aceitariam ter negros como vizinhos na mesma rua
ou prédio, 84,9% aceitariam orientais, 83% receberiam indígenas e 79,2% teriam
brancos ou pardos em sua vizinhança. 96,2% dos jovens aceitariam ter colegas ou
parceiros de trabalho ou estudo de cor negra, 84,9% aceitaria pessoas com a cor
da pele amarela, 81,1% toleraria indígenas e 79,2% aceitariam brancos ou pardos
como colegas ou parceiros. Se pudessem, 1,9% das pessoas afastariam negros do
país por causa da cor de sua pele e 98,1% não afastaria pessoas de qualquer origem.
Destaca-se que, apesar de em pequenos índices, os dados indicam para partici-
pantes com perspectiva extremamente racista, a ponto de não aceitar casamen-
tos, doação de sangue ou órgãos de pessoas negras. Conclui-se que poderia haver
maior incentivo das escolas para que houvesse a conscientização e o declínio das
práticas racistas, já que, mesmo não sendo a maioria, um número considerável de
pessoas já sofreram com o tema abordado.

Palavras-chave: racismo, discriminação, escola.

66
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ATIVIDADES CULTURAIS
EM COLÉGIOS PÚBLICOS
QUADROS, Carlos Eduardo
SANTOS REIS, Ana Beatriz

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar a satisfação dos estudan-


tes de escolas públicas com relação às atividades culturais escolares. Trata-se de
um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário on-line. O questionário foi respondido por 62 estudantes, sendo 59%
mulheres e 41% homens. 87% dos participantes da pesquisa apresentam idade en-
tre 15 e 18 anos. 75% apoiam a implantação de dança e teatro como disciplinas
nas escolas públicas, 9% não apoiam, 5% são indiferentes. 86% das pessoas con-
cordam e 14% não concordam com a Lei 13.278/2016, que inclui as artes visuais, a
dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da educação básica.
52% das pessoas já tiveram alguma atividade artística em seu ambiente escolar,
11% ainda têm, 28% já tiveram por um curto período de tempo e 9% das pesso-
as nunca tiveram algo do tipo. Quanto às atividades culturais no espaço escolar,
26% têm teatro, 16% têm dança, 28% fazem dança, 30% não fazem nenhuma das
atividades citadas ou fazem outros tipos de atividades. Sobre a importância de
frequentar uma biblioteca, 50% atribuíram importância máxima, 27% atribuíram
importância mediana e 23% atribuíram pouca importância. Já com relação a ir ao
cinema, 76% atribuíram importância máxima, 11% atribuíram importância me-
diana e 13% atribuíram pouca importância. Quanto a ir ao circo, 45% atribuíram
importância máxima, 26% atribuíram importância mediana e 29% atribuíram
pouca importância. Quanto ao motivo da influência da cultura na vida das pesso-
as, 33% acreditam ser os pais, 3% namorado(a)/marido(a), 13% familiares ou pa-
rentes, 19% amigos ou colegas, 7% escolas, professores ou orientadores, 9% Igreja
e 16% acreditam em outros motivos/razões. Observa-se insatisfação em relação às
atividades culturais desenvolvidas nas escolas e aprovação da implantação de dis-
ciplinas especificamente voltadas para atividades como teatro e danças. Perante os
dados, conclui-se que deveriam ser criadas medidas em que parte da verba escolar

67
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

fosse direcionada a atividades culturais e que estas ajudariam na inclusão social e


na socialização entre os jovens de todas as idades.

Palavras-chave: Escolas Públicas, Atividades Culturais, Satisfação.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A VIDA EMOCIONAL DOS


ADOLESCENTES
ARNOLD, Sheila Carolina Souza
DENIS, Lucy Raquel Ferreira

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões de jovens, ado-


lescentes e adultos sobre a depressão. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 87 sujeitos; sendo 19,5% com idades entre 10 e 15 anos,
70,1% com idades entre 15 e 18 anos e 10% com mais de 18 anos. Os principais
resultados obtidos foram os seguintes: 98,8% declararam que depressão é um
assunto que se deve discutir com adolescentes e 1,1% declararam que não é um
assunto para se discutir com adolescentes; 86,2% declararam que deveria haver
disciplinas escolares que abordassem depressão e saúde mental e 13,8% declara-
ram que não há necessidade de disciplinas que abordem depressão e saúde mental;
64,4% declararam não estarem preparados para lidar com os dilemas emocionais
típicos da adolescência e 35,6% disseram que estão preparados para lidar com
os dilemas emocionais da adolescência; 93,1% declararam acreditar que a esco-
la pode contribuir para gerar condições de tristeza e 6,9% declararam que não
acreditam que a escola contribui com isso; 86,5% declararam que não gostam das
mesmas coisas de antes e 13,8% declararam que gostam das mesmas coisas; 39,9%
se sentem alegres muitas vezes, 39,5% poucas vezes, 23,3% a maior parte do tempo
e 2,3% nunca se sentem alegres; 65,5% afirmaram que não perderam o interesse
em cuidar da sua aparência e 34,5% afirmaram que perderam o interesse em cui-
dar da aparência; 59,8% afirmaram que o prazer e alegria não tem estado fora de
suas vidas, e 40,2% afirmaram que o prazer e alegria tem estado fora de suas vidas;
51,7% afirmaram que se sentem tristes, desmotivados e infelizes enquanto 48,3%
afirmaram que não se sentem tristes, desmotivados e infelizes; 71,3% afirmaram
que seu sono está perturbado, que dormem pouco, sofrem com insônia, sono ex-
cessivo ou com muitas interrupções enquanto 28,7% afirmaram que não sofrem
com insônia, sono excessivo ou com muitas interrupções; 58,6% afirmam não se

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

sentirem deprimidos, mesmo quando coisas boas acontecem para eles, enquanto
41,4% afirmaram que se sentem deprimidos, mesmo quando coisas boas aconte-
cem para eles; 96,6% afirmam que depressão é uma doença e 3,4% julgam-na uma
“frescura”. Conclui-se que depressão é um assunto que deve ser discutido não ape-
nas com os adolescentes, mas também com familiares, professores e comunidade.
Não se deve fechar os olhos para um assunto sério como esse, principalmente
quando há pessoas que qualificam depressão como “frescura”.

Palavras-chave: Depressão, Adolescentes, Vida Emocional.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

POLÍTICA E JUVENTUDE
ZANON, Marseli
BRITO, Matheus

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar o interesse e a participa-


ção do jovem na política. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta
de dados pautada na aplicação de um questionário on-line e análise dos resultados
em uma abordagem qualitativa. O questionário foi respondido por 79 sujeitos,
com 53,2% tendo entre 17 e 21 anos, 25,3% 22 a 26 e 21,5% entre 12 e 16. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: dos 79 participantes da pesqui-
sa, 22 (27,9%) afirmam ter pouco interesse pela política, 26 (32,9%) afirmam ter
interesse mediano por política, 31 (39,3%) ter alto interesse por política. Neste
contexto, 45 (56,3%) participantes da pesquisa afirmaram que consideram baixo o
interesse dos jovens pela política, 28(35,4%) afirmaram que consideram mediano
e 6 (7,6%) que o interesse dos jovens pela política é alto. 58 (73,4%) responderam
que se sentem pouco representados pelas atuais juventudes partidárias e partidos
políticos, 18 (22,8%) que se sentem medianamente representados e 3 (3,8%) que se
sentem bem representados pelas juventudes partidárias e partidos políticos. Sobre
o interesse em fazer parte de um grupo com intuito de inovar as ideias do país, 30
(38%) responderam não ter muito interesse, 24 (30,4%) que têm um interesse me-
diano e 25 (31,7%) que têm um interesse elevado em fazer parte de grupos assim.
41 (51,9%) dos jovens responderam que participam de algum partido político e
38 (48,1%) que não participam. 74 (93,7%) afirmaram que acreditam que a parti-
cipação dos jovens na política pode mudar a sociedade contemporânea e 5 (6,3%)
acreditam que não. 46 (58,2%) responderam que não conhecem o portal da trans-
parência e 33 (41,8%) que conhecem. 42 (53,2%) responderam que não assistem a
propagandas partidárias e 37(46,8%) que assistem. 60 (75,9%) responderam acre-
ditar que a propaganda política influencia o voto e 19 (24,1) que não influencia.
36 (45,6%) afirmaram conhecer o trabalho dos vereadores em suas cidades e 43
(54,4%) responderam não conhecer. 47 (59,5%) responderam que possuem algum
tipo de interesse pela política de sua cidade e 32 (40,5%) que não tem. Conclui-se

71
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

que os jovens têm se interessado pela política, mas com pouco espaço, o que faz
com que se distanciem da mesma, causando consequências como não conhecerem
o portal da transparência ou o trabalho dos vereadores da própria cidade.

Palavras-chave: Jovem, Política, Interesse.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

HÁBITOS FEMININOS: ENTRE


ESTÉTICA E APARÊNCIA FÍSICA
HONORATO, Giovanna
SANTOS, Mayra Ribeiro dos

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar hábitos femininos em


relação à aparência física. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido
por 520 mulheres. 61.9% das participantes da pesquisa têm menos de 19 anos,
31.3% tem entre 20 e 39 anos, 6.7% acima de 40 anos. 56.2% encontram-se soltei-
ras, 25.4% estão namorando e 17.4% são casadas. 37.7% declaram que usam cos-
méticos de forma mediana, 31% usam muito, 16.3% usam pouco, 7.7% raramente,
4.6% não usam cosméticos e 2,7% usam exageradamente. Neste contexto, 52.2%
declaram que o seu gasto mensal com cosméticos é abaixo de R$ 50,00, 37% até
R$ 100,00, 8% até R$ 300,00 e 2,8% acima de R$ 300,00. 70.5% têm cosméticos na
bolsa e apenas 29.5% não têm cosméticos na bolsa. 56.3% fazem uso de cosméticos
desde a adolescência, 26.2% declaram sempre ter usado cosméticos, 14% usam
desde um ano atrás e 3.5% nunca usaram. Não obstante, 68.3% das entrevistadas
já foram influenciadas a comprar algum cosmético por meio de propagandas e
31.7% declaram nunca terem sido influenciadas a comprar cosmético por propa-
ganda. 85.9% das entrevistadas declararam se preocupar com os traços de enve-
lhecimento ou espinhas e apenas 14.1% das entrevistadas afirmaram o contrário.
40.2% declaram ir ao salão de beleza às vezes, 38.4% declaram ir ao salão de beleza
raramente, 12% declaram não ir e 9.5% sempre vão ao salão de beleza. 96.3% das
entrevistadas declaram que não realizaram cirurgias plásticas para fins estéticos
e 3.7% declaram que já realizaram cirurgias plásticas para fins estéticos. 55.7%
das entrevistadas já pensaram em fazer alguma cirurgia plástica, 40.6% das en-
trevistadas declararam nunca ter pensado em fazer e 3.7% declararam já ter feito
cirurgia plástica. 42.5% das entrevistadas declaram que gostariam de realizar mo-
dificações estéticas nos seios, 23.7% no rosto, 23.5% nas nádegas, 13.5% nas per-
nas, 20.6% em nenhum lugar e 26.9% em outros lugares. 75.8% das entrevistadas

73
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

acreditam que, com as novas tecnologias de informação, aumentaram as suas pre-


ocupações com estética e 24.2% declararam que tais tecnologias não aumentaram
suas preocupações com estética. 85.6% das entrevistadas declaram que a aparên-
cia física influencia nos relacionamentos (sociais e afetivos) e apenas 14.4% decla-
raram o contrário. Os dados coletados indicam que a preocupação com estética e
aparência física transforma o investimento em cosmético e o anseio por alterações
corporais, um hábito comum dentre a maioria das mulheres, indiferentemente de
faixa etária e renda. Destaca-se que os meios de comunicação parecem influenciar
as mulheres ao consumo de cosméticos e a preocupação com o alcance de padrões
estéticos que pressupõe cirurgias e outras intervenções corporais.

Palavras-chave: Mulheres, Aparência, Vaidade.

74
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

MACONHA: ENTRE CONCEITOS,


PRECONCEITOS E DROGAS LÍCITAS
GARCIA, Veronica
RAMIRES, Kauane

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre a ma-


conha e sobre os usuários da mesma. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 1472 sujeitos, sendo 54,3% mulheres e 45,7% homens. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: 4% dos respondentes afirmam
que não usaram/usam drogas lícitas, 27% que já usaram/usam cigarro, 67,1% que
já usaram/usam bebidas alcoólicas e 9% que já usaram/usam fármacos para uso
recreativo. Dos respondentes, 79,1% já usaram ou conhecem alguém que já usou
maconha e 20,9% não. 56,1% nunca foram induzidos a usar maconha e 43,9% já
foram. 45,7% dos respondentes afirmam ter conhecimento sobre os efeitos causa-
dos em curto prazo pelo uso da maconha e 54,3% dizem não saber. Dos 45,7% de
respondentes que afirmam ter conhecimento sobre os efeitos causados em cur-
to prazo pelo uso da maconha, 11% citam efeitos positivos (como relaxamento,
bem-estar, prazer e maior fluxo de ideias), 62% citam efeitos negativos (como alu-
cinações, letargia, taquicardia, lentidão, vermelhidão nos olhos, euforia e fome),
21% citam efeitos positivos e negativos e 6% dizem que a maconha não apresenta
nenhum efeito em curto prazo. Com relação aos efeitos causados em longo pra-
zo pelo uso da maconha, 45,7% afirmam ter conhecimento e 54,3% dizem não
conhecê-los. Dos 45,7% de respondentes que afirmam ter conhecimento sobre os
efeitos causados em longo prazo pelo uso da maconha, 90% apontam efeitos ne-
gativos (como perda de memória, câncer, depressão, esquizofrenia, dependência
e problemas respiratórios), 6% dizem que os efeitos em longo prazo dependem da
forma e da frequência de uso da substância e 4% dizem que a maconha não apre-
senta nenhum efeito em longo prazo. Destaca-se que, dentre os participantes da
pesquisa, 53,5% concordam que a maconha possui propriedades viciantes, 32,9%
concordam parcialmente e 13,6% não concordam. 46,5% concordam que a maco-

75
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

nha é prejudicial para a saúde do usuário, 41,2% concordam parcialmente e 12,3%


não concordam. Além disso, 71,6% dos participantes da pesquisa concordam que
drogas lícitas (como o álcool e o cigarro) apresentam males muito maiores do que
a maconha e 28,4% não concordam. Dos respondentes, 66,4% não aceitariam um
usuário de maconha em sua família, enquanto 33,6% aceitariam. 52,9% afirmam
não apresentar nenhum tipo de preconceito com usuários da maconha, 24,3%
também dizem não apresentar, mas procuram manter-se afastados dos mesmos
e 22,8% dizem apresentar preconceito. 78,3% não consideram um usuário de ma-
conha um criminoso e 21,7% consideram. 24,9% se consideram desinformados
quando o assunto é maconha e 75,1% não. 76,3% consideram a sociedade bra-
sileira desinformada quando o assunto é esse e 23,7% não. Concluiu-se que, em
relação ao usuário de maconha, pairam preconceitos que estigmatizam esse grupo
social como “criminosos ou vagabundos”. Destaca-se também o grande número
de respondentes que consomem drogas lícitas, tais como álcool e cigarro. Mesmo
concordando que estas drogas fazem tanto ou mais mal que a maconha. Neste
contexto, observa-se desconhecimento sobre os efeitos da maconha e das drogas
lícitas. Informação parece, portanto, ser o caminho para redução dos problemas
associados com as drogas lícitas e ilícitas.

Palavras-chave: Maconha, Drogas ilícitas, Drogas lícitas.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

OPINIÕES E HÁBITOS POLÍTICOS EM


FOZ DO IGUAÇU
MACHADO, Dalva
RODRIGUES, Eduarda
LOVI, Tamara Valandro

Resumo: ​Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões e hábitos de


Foz do Iguaçu em relação à política. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respon-
dido por 82 sujeitos, sendo 65% mulheres e 35% homens. 72% dos respondentes
têm entre 14 e 18 anos, 13% entre 19 e 22 anos e 14% têm entre 23 e 50 anos. 60%
cursaram os estudos apenas em instituições públicas, 36% parte em instituições
públicas e parte em privada e 4% apenas em instituições privadas. Os principais
resultados obtidos foram os seguintes: 77% dos respondentes afirmam que políti-
ca tem papel importante ou muito importante na sua vida, e procuram discutí-la
com conhecidos, enquanto 23% não se preocupam ou não se interessam, portanto
não é tema de conversas com conhecidos. 54% acreditam que o voto não deveria
ser obrigatório. Neste contexto, 76% dos participantes da pesquisa utilizam as re-
des sociais (Facebook, Twitter) como fonte de informações sobre fatos políticos,
56% informa-se pela televisão, 66% informa-se por conversas e discussões. Sobre
votar em mulheres, 98% afirmam votar em mulheres, pois acreditam que deve
existir representatividade e que o que define um candidato são ideias e atitudes,
independente do sexo. Já os 2% que afirmam não votar em mulheres, defendem
ideias religiosas, as quais inferiorizam a mulher e alegam que mulheres não pos-
suem o instinto de liderança e domínio. 55% dos respondentes não votam em
candidatos ou partidos que explicitam sua religião, 37% são indiferentes à religião
do candidato ou partido, 2% procuram votar em candidatos ou partidos cujos
preceitos ou filosofias estejam em concordância com a religião, 1% tem alguma
preferência por candidatos ou partidos que compartilham da mesma religião e 5%
dos eleitores sempre procura votar em candidatos ou partidos que representam
a religião que seguem. 46% conversam frequentemente sobre política com seus

77
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

amigos e familiares, 45% conversam às vezes, 2% apenas uma vez e 6% nunca


conversou sobre. Na Educação Básica, apenas 63% afirmaram que cursaram uma
ou mais disciplinas nas quais discutiram sobre política (Sociologia, História e
Filosofia). Considerando-se os dados coletados, acredita-se que, especialmente o
morador iguaçuense com idade entre 14 e 18 anos, vota ou votaria em mulheres,
procura se informar sobre política e não baseia seu voto na religião.

Palavras-chave: Política, Conhecimento, Iguaçuenses.

78
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ASSÉDIO SEXUAL: ENTRE OPINIÕES E


PRECONCEITOS
QUADROS, Jordana Daniel
OLIVEIRA, Raissa Carolina Rodrigues de

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões, conceitos e


preconceitos relacionados com o assédio sexual. Trata-se de um Estudo de Caso
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 150 pessoas, sendo 77% mulheres e 22% homens. Desta-
ca-se que 7,6% dos participantes da pesquisa apresentam entre 12 a 14 anos, 41%
dos respondentes apresenta idade entre 15 a 17 anos, 15,8% de 18 a 20 anos e 35,4%
apresentam mais de 20 anos. Neste contexto, 44,2% dos participantes da pesquisa
discordam da interpretação de que “o abuso sexual é somente a situação na qual
um adulto tem relações sexuais completas com uma criança ou adolescente, já
26,3% concordam parcialmente com esta; 45,9% relatam que já sofreram algum
tipo de assédio ou já viram alguém sofrer e 42,7% afirmam que nunca sofreram
assédio. A maioria, 83,5% dos participantes da pesquisa, concordou que o assédio
não envolve necessariamente somente o contato físico do agressor com a vítima.
78,2% relataram que, em caso de sofrerem assédio, denunciariam o agressor e
69,6% dos respondentes são a favor da conversa sobre abuso sexual com crianças.
Além disso, 67,5% concordam que o abuso sexual praticado por pessoas de dentro
da família é mais grave para a vítima do que o praticado por pessoas que não são
da família e 8,9% não concordam com essa interpretação, 19,7% pensam que tal-
vez seja mais grave do que outro e 8,9% acreditam que não mesmo se ocorre com
um estranho seria a mesma reação a da vítima. Para 60,9% quando um abusador
é descoberto pela comunidade não deve ser feita justiça com as próprias mãos
e 11,5% pensam que a justiça “com as próprias mãos”, nestes casos é a melhor
opção. Para 79,1% dos participantes da pesquisa, os abusadores costumam fazer
promessas falsas para atrair as vítimas mais facilmente. Sobre os possíveis motivos
para o silêncio sobre o abuso sexual, 95,5% dos entrevistados não denunciariam
por medo de vingança, ameaças e coisas do gênero. E 94,9% dos participantes da

79
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

pesquisa concordam que não são apenas os homens que praticam abuso, é sim
as mulheres também praticam. Considerando-se os dados coletados observa-se
que as mulheres são mais interessadas em refletir sobre a temática em questão,
uma vez que, foram elas que predominantemente responderam este questionário.
Observa-se também grande índice de pessoas que vivenciaram ou testemunha-
ram assédio sexual, o que permite concluir que o assédio é um problema grave que
precisa ser debatido, punido e pesquisado.

Palavras-chave: assédio sexual, opiniões, conceitos.

80
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

LEITURA: HÁBITOS E (DES)


MOTIVAÇÕES NA EXPERIÊNCIA DE
ADOLESCENTES E JOVENS
COZER, Luan Carlos Covalski
GALLI, Guilherme Gomes

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar elementos que incitam


jovens ao hábito da leitura. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário (com itens de Escala Likert). O questio-
nário foi respondido por 51 estudantes ou egressos do Ensino Médio. 74,5% dos
respondentes tem idade entre 14 e 16 anos, 15,7% entre 17 e 19 anos, 5,9% entre 20
e 30 anos e 3,9% apresentam outras faixas etárias. Quanto ao interesse pela leitura,
54.9% dos respondentes indicaram interesse elevado pela leitura, 33,4% declara-
ram apresentar interesse mediano, pela leitura e 11,8 declaram apresentar baixo
interesse. Destaca-se que 62,7%, para leituras, utilizam mais livros impressos do
que livros virtuais, já 37,3% realizam mais leituras em livros virtuais. Entre os
entrevistados, 19,6% têm em casa a quantidade de 41 a 100 livros, 25,5% tem entre
16 a 40 livros, 25,5% de 6 a 15 volumes, 25,5% de 1 a 5 e 3,9% não possuem livro
algum. Livros de romance representam a preferência de 11,8% dos respondentes,
livros de ação são preferência de 15,7%: 17,6% preferem mitologia, 9,8% literatura
Brasileira, 5,9% preferem livros de ensino, 19,6% preferem ficção científica e 76,5%
preferem outros estilos . Para 82,4% dos participantes da pesquisa, a falta de tem-
po é um fator que reduz a possibilidade de ler, para 13,7% é a lentidão na leitura
e 9,8% é a dificuldade de acesso aos livros. Anualmente, 6,5% dos respondentes
afirmaram que lêem um único livro, 17,4 % leem entre dois e três livros, 17,4%
realizam a leitura de quatro livros, 13% lêem entre cinco e sete livros, 17,4% lêem
entre 10 e 14 livros, 8,7% lêem 15 livros, 4,3% lêem entre seis e 20 livros, 4,34%
leem entre 30 e 50 livros e 4,3% não souberam responder. Conclui-se que as pes-
soas do ensino médio e os recém-formados, possuem um grande apego com a
internet e que este pode ser um fator provocador de certo desinteresse pela leitura,

81
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

no entanto destaca-se que os resultados indicam um significativo interesse pela


leitura em relação à média nacional. Acredita-se que, o contexto escolar e social
(uma instituição federal de ensino) da maioria dos respondentes pode ser um fator
que seleciona alunos leitores e estimula a leitura e que, por estas características,
verificou-se dentre a maioria dos respondentes um elevado interesse pela leitura.

Palavras-chave: Ensino Médio, Leitura, Hábitos.

82
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

PENA DE MORTE: ENTRE OPINIÕES E


VALORES
RESENDE, Adilson Zick
SANTOS, Ismael Pereira

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar a opiniões sobre a pena


de morte (pena capital). Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta
de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi
respondido por 64 pessoas, sendo 79,7% homens e 20,3% mulheres. Dentre os
respondentes, 7,8% apresentam renda abaixo de um salário mínimo, 10,9% entre
um e dois salários mínimos, 32,8% recebem entre dois e cinco salários mínimos,
26,6% entre cinco e 10 salários mínimos, 1,6% entre 10 e 15 salários mínimos
e 4,7% recebem mais de 15 salários mínimos. Neste contexto, 25% dos partici-
pantes da pesquisa acreditam em Deus, mas não segue nenhuma religião, 18,8%
são protestantes, 17,2% são ateístas, 14,1% são agnósticos, 7,8% são católicos, 7,8%
preferem não declarar informações sobre religião, 3,1% são católicos não pratican-
tes, 3,1% kardecistas, 1,6% praticantes de religião Afro-Brasileira, 1,6% são mu-
çulmanos. Do total de respondentes, 46,9% são a favor da pena de morte, 28,1%
são favoráveis em casos específicos e 25% não concordam com a pena de morte
em nenhuma situação. Para 39% dos respondentes a pena de morte não poderia
resolver o problema da violência no país, 34,4% das pessoas acreditam que a pena
de morte resolveria tais problemas e 26,6% das pessoas acham que existe uma pos-
sibilidade de solução dos problemas de violência a partir da pena de morte. 70,3%
dos participantes concordam com a interpretação de que a pena de morte seria
compatível com um mundo civilizado e 29,7% discordam. Destaca-se que 81% dos
respondentes afirmam que já estudaram sobre a pena de morte e 19% dizem que
nunca estudaram sobre a temática em questão. 47,9% respondentes afirmam que
a prática de pena de morte deve ser executada para alguns crimes mais graves,
29,9% afirmam que a mesma deve ocorrer independente do crime, 20,5% acre-
ditam que a pena de morte não deve ser aplicada em nenhuma situação e 1,5%
dos participantes da pesquisa não respondeu esta questão. Os dados coletados in-

83
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

dicam predomínio de opiniões favoráveis à pena de morte e ausência de relação


entre estas opiniões e a religião ou a renda das pessoas participantes da pesquisa.

Palavras-chaves: Pena de morte, opiniões, valores.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

CORPO E ESTÉTICA: A CORPOLATRIA


NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
GONÇALVES, João Gabriel
RIBEIRO, Elison dos Santos

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões sobre cuidados


com o corpo e com estética. Trata-se de um Levantamento de opiniões com coleta
de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi
respondido por 51 pessoas, sendo 22(43,1%) homens e 29(56,9%) mulheres. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: 56,9% dos participantes da pes-
quisa não tem vontade de fazer cirurgia plástica, 41,2% querem fazer e 2% fizeram
cirurgia plástica; 70% dos entrevistados acham que as mulheres buscam melhorar
seus corpos “porque querem se sentir mais satisfeitas consigo mesmas” e os outros
30% acreditam que as mulheres buscam melhorar seus corpos devido à opinião
das outras pessoas; 90% concordam que as mulheres são mais cobradas em rela-
ção à forma ou tamanho dos seus corpos do que os homens; 49% dos entrevista-
dos afirmam que não se importam com o tipo de corpo que mídia define como
belo, 29,4% afirmam que se importam e buscam delinear seus corpos conforme
os corpos belos apresentados na mídia e 17,6% não tem interesse em ter aqueles
corpos. Neste contexto, 20% concordam parcialmente com a interpretação de mu-
lheres mais magras têm mais chances de ter um companheiro e 80% discordam
totalmente disso. Não obstante, 34% dos participantes da pesquisa acredita que
mulheres mais magras têm mais chance de sucesso profissional; 58,8% discor-
dam totalmente que mulheres mais magras têm mais disciplina; 29,4% concor-
dam parcialmente que mulheres mais magras têm mais saúde e 17,6% são neutros.
Destaca-se que 64,7% dos entrevistados se pesam pelo menos uma vez ao mês;
88,2% das pessoas acham que uma das melhores formas de cuidar o corpo é com
atividade física e 39,6% dos entrevistados se informam sobre o corpo ideal com a
internet. Além disso, 34% dos participantes da pesquisa cuidam o seu próprio cor-
po por influência da família, 21,3% por influência da mídia e 27,7% por influência
dos amigos; 58% começaram a se preocupar com a aparência na adolescência, 22%

85
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

não se preocupam com a aparência de seus corpos e 20% começaram a se preocu-


par depois que tiveram filhos. Dentre os participantes da pesquisa 36,7% querem
perder peso e 46,9% estão satisfeitos com o corpo que tem. Os dados indicam
desejos (cirurgia e emagrecer) e concepções que revelam forte preocupação com
cuidados estéticos. Acredita-se que, na sociedade contemporânea, ocorre um fe-
nômeno de corpolatria (culto exagerado ao corpo) e que este fenômeno contribui
para pressionar, especialmente as mulheres, a uma busca por padrões estéticos e
corporais que, supostamente, favorecem a aceitação social.

Palavras-chave: padrão de beleza, mídia, corpo.

86
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA
FELIPE, Misael Boeira
COELHO, Lucas Pereira

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre a legali-


zação da maconha. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada
na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 45
pessoas, das quais 53,3% são mulheres e 46,7% são homens. Os entrevistados di-
videm-se, quanto à residência, entre periferia (49%) e centro (51%). Sobre a renda
familiar 44,4% recebem de 3 a 6 salários mínimos, 40% recebem de 1 a 3 salários
mínimos, 11,1% recebem mais de 6 salários mínimos e 4,4% recebem menos de
1 salário mínimo. Sobre religião 82,2% acreditam em alguma religião 17,8% não
acreditam em nenhuma religião. 71,7 % dizem nunca terem feito uso de maco-
nha e 28,3 % afirmam terem usado maconha. Sobre o uso de drogas lícitas 39,1%
afirmam não usarem, 17,4% dizem usar cigarro, 56,5% afirmam ingerir bebidas
alcoólicas e 4,3% dizem usar fármacos. Os principais resultados obtidos foram os
seguintes: Sobre a aprovação dos pais (caso seja pai ou futuramente quando for)
em relação aos filhos fazerem uso de maconha, 34,8% dizem que aprovariam o
uso, porém moderado, 17,4% dizem que não aprovariam, 17,4% dizem que não
aprovariam apenas por não quererem que seus filhos façam uso de maconha,
21,7% dizem não se aplicar a essa situação e 8,7% dizem que os pais apoiaram, pois
não tem problemas com o uso de maconha. 95,7% dizem que os idosos da família
não concordam com a legalização da maconha e 4,3% dizem que os idosos de suas
famílias concordam com a legalização da maconha. Sobre o uso de maconha pelos
pais, 71,7% dizem nunca terem feito o uso de maconha, 10,9% afirmam já ter feito
uso de maconha e 17,4% dizem não se aplicar a essa situação. 80,4% das pessoas
acham que com a plantação de maconha em casa o tráfico diminuiria e 19,6% não
acreditam que com a plantação diminuiria o tráfico. 95,7% afirmam que seus pais
não apoiariam se eles fizessem uso de maconha, 4,3% dizem que provavelmente
sim e não houve nenhum caso em que os pais apoiariam. Conclui-se que a grande
maioria dos indivíduos participantes é contra o uso da maconha. Observando o

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

quadro geral da pesquisa, destaca-se a maioria dos participantes da mesma tem


opinião contrária aos processos de legalização da maconha, independente de reli-
giosidade ou da faixa etária a que tais participantes pertencem.

Palavras-chave: Maconha, Legalizar, Gerações.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A POLÍTICA DO DESARMAMENTO: O
CONHECIMENTO E AS OPINIÕES
GERKE, Joabe
MAZZUCO, Guilherme Macarini

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões de pessoas de


diferentes classes sociais em relação ao desarmamento. Trata-se de um Levanta-
mento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário
on-line. O questionário foi respondido por 50 pessoas, sendo 53% homens e 47%
mulheres. Dentre os participantes da pesquisa, 4% recebem menos de um salário
mínimo, 22% entre um e dois salários, 48% com entre dois e cinco salários e 26%
mais de 5 salários mínimos. Os principais resultados obtidos foram os seguin-
tes: 16% dos participantes da pesquisa afirmam que nunca ouviram falar sobre a
política do desarmamento, 30% conhecem a proposta e 54% ouviram falar sobre
a política em questão, mas não a conhecem em profundidade. Neste contexto,
46% são contra ao desarmamento e 54% são favoráveis ao desarmamento. Em
relação ao Estatuto do Desarmamento, 36% são favoráveis e defendem a proibição
de venda de armas para civis e 64% são contra tal estatuto e favoráveis a venda de
armas para civis. Não obstante, 92% dos respondentes afirma que a presença de
policial armado em lugares violentos provoca sensação de segurança e 8% afirma
que não provoca. Além disso, 40% dos participantes da pesquisa afirmam que
atualmente já há restrições o suficientes para o porte de armas e 60% afirma que
são necessárias mais restrições do que as existentes. Para 42% dos participantes da
pesquisa não deve ocorrer indenização para as pessoas que entregam suas armas
para a polícia federal e para 58% deve ocorrer indenização. Para 40% dos res-
pondentes o desarmamento provoca redução da criminalidade. Apenas 16,3% dos
participantes da pesquisa acreditam que, a partir do Estatuto do Desarmamento,
criminosos tem mais dificuldade de o acesso a armas de fogo. E, para apenas 4%
dos respondentes, as forças policiais tem a segurança pública em domínio. Ob-
serva-se que a retirada das armas de fogo do meio civil é vista como uma medida
que não reduz os índices de criminalidade. Com a análise dos dados coletados

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

pode-se perceber que, na opinião dos participantes da pesquisa, o acesso a armas


de fogo voltadas para a atividade criminosa continua fácil, mesmo com o estatuto
do desarmamento.

Palavras-chave: Desarmamento, opiniões, armas de fogo.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

IMPACTOS DO ASSÉDIO SEXUAL NO


COMPORTAMENTO FEMININO
OLIVEIRA, Gabrielly Lara Cruz
NUNES, Rafaela Pereira

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se avaliar o impacto do assédio sexual


sobre o comportamento feminino. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário on-line e análise dos resultados
em uma abordagem qualitativa. O questionário foi respondido por 45 mulheres,
82,2% com idade entre 15 e 18 anos, 8,9% entre 18 e 22 anos, 6,7% entre 10 e 13
anos e 2,2% entre 30 e 40 anos, 95,5% das entrevistadas eram solteiras. Os prin-
cipais resultados obtidos foram os seguintes: 80% dos participantes da pesquisa
afirmam que já sofreram assédio sexual. 66,7% declaram que tem medo de andar
na rua sozinhas, 24,4% declaram que evitam andar sozinhas na rua e 8,9% afir-
mam que não tem medo. Neste contexto, 75,6% das participantes da pesquisa já
evitaram usar alguma roupa por medo de assédio. Não obstante, 75,6% já evita-
ram ir a algum local em função de o mesmo ser frequentado por homens. 68,6%
das participantes da pesquisa responderam que já foram assediadas na rua, 2,9%
em festas, 2,9% na escola e 25,7% em outros lugares. Em seguida, foi questiona-
do se as participantes da pesquisa conheciam a pessoa que as assediou, 83,8%
disseram que não conheciam o assediador e 16,2% afirmaram que o conheciam.
Destaca-se que, quando sofreram/sofrem assédio sexual, 46,2% das participan-
tes afirmam que ignoram, 41% que se afastam do assediador, 10,3% que pedem
ajuda e 2,6% que “levam na brincadeira”. Ao serem questionadas sobre em que
momento sentiam mais medo de serem assediadas, 60% das participantes da pes-
quisa respondeu que ao andar nas ruas, 35,6% ao sair ou chegar em casa depois
que escurece e 4,4% mencionou o transporte público. 65,8% das participantes da
pesquisa não pensou em ir a polícia quando sofreu assédio, 28,9% pensaram em
tal alternativa e 5,3% foram. 40,7% das participantes que não foram ou não pen-
sam em ir até a polícia quando assediadas, acreditam que não seriam levadas a
sério pelos policiais, 40,7% acreditam que a denúncia não seria útil, 14,8% alega

91
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

outros motivos para não denunciar práticas de assédio e 3,7% afirma ter medo de
denunciar. Posteriormente, foram questionadas se achavam que quem comete
assédio deve ser punido, todas as entrevistadas responderam que sim; também
foram questionadas sobre qual tipo de punição, 75,6% responderam ser preso,
17,8% pagar indenização à vítima, 6,7% pagar multa. Concluiu-se que deixam de
frequentar certos locais, de transitar na rua, usar certas roupas e sair em deter-
minados horários, por temor do assédio sexual. Vivemos em uma sociedade ma-
chista em que a mulher ainda é muito desvalorizada, objetificada e muitas vezes
deixam de denunciar o agressor por medo ou por pensar que não seriam levadas
a sério pelos profissionais da lei.

Palavras-chave: assédio sexual, mulheres, opiniões.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

HÁBITOS ALIMENTARES NA
ADOLESCÊNCIA
VARGAS, Anne Gabrielly
CASSUBOSKI, Gisele Vitória

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar hábitos alimentares


de adolescentes estudantes do Ensino Médio. Trata-se de um Levantamento de
Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 53 sujeitos, sendo 24.5% do sexo masculino e
75.5% do sexo feminino. Dentre estes, 11.3% tem idade entre 12 a 14 anos e 88.7%
tem entre 15 a 19 anos. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: em
relação ao café da manhã, 22.6% dos sujeitos da pesquisa afirmaram não tomá-lo,
15.1% tomam-no duas vezes na semana, 20.8% tomam-no de 3 a 6 vezes na sema-
na e 41.5% tomam café da manhã todos os dias. Dos entrevistados, 79.2% realizam
essa refeição em casa, 3.8% realizam-na na escola e 17% não realizam essa refeição.
50.9% das pessoas entrevistadas não comem o lanche da manhã, 22.6% come-no
duas vezes na semana, 11.3% comem-no de 3 a 6 vezes na semana e 15.1% comem-
-no todos os dias. Esse lanche é realizado em casa por 17% dos entrevistados, na
escola por 43.4% e 39.6% não comem lanche de manhã. Em relação ao almoço, to-
dos os entrevistados realizam essa refeição: 67.9% almoçam em casa, 15.1% almo-
çam na escola e 17% em restaurante/lanchonete. Dentre os entrevistados, 43.4%
comem todos os dias lanche da tarde, 22.6% comem de 3 a 6 vezes por semana,
17% comem 2 vezes na semana e os outros 17% não comem lanche da tarde; 43.4%
comem esse lanche em casa, 35.8% comem na escola e 3.8% comem em restauran-
te/lanchonete, fora os 17% que não comem esse lanche. 9.4% dos sujeitos da pes-
quisa não jantam, 7.5% jantam dois vezes na semana, 18.9% jantam de 3 a 6 vezes
na semana e os 64.2% restantes jantam todos os dias; essa refeição é realizada em
casa por 84.9% das pessoas entrevistadas, na escola e em restaurante/lanchonete
por 1.9%, e 11.3% não realizam essa refeição. Em relação ao lanche da noite, 26.4%
comem todos os dias, 17% comem de três a seis vezes na semana, a mesma porcen-
tagem vale para os que comem duas vezes na semana e 39.6% não comem, 60.4%

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

comem esse lanche em casa, 1.9% comem na escola e em restaurante/lanchonete, e


35.8% não comem lanche da noite. Entre os entrevistados, quando lancham na es-
cola, 24.5% trazem o lanche de casa, 60.4% compram-o na escola e 3.8% compram
na rua, fora os 11.3% que não lancham na escola. 55.8% dos sujeitos da pesquisa
comem, em média, 1 refeição por semana a base fast-food, 19.2% comem 2 refei-
ções por semana, 17.3% comem 3 refeições por semana e os outros 7.7% restantes
comem 4 ou mais refeições por semana, a base fast-food. Dentre os 48 entrevis-
tados que bebem refrigerante, 62.5% bebem em uma refeição, 12.5% bebem em
duas refeições, 8.3% bebem em três refeições e 16.7% bebem em quatro ou mais
refeições por semana. Em relação à pirâmide alimentar, a maioria dos entrevista-
dos considera que come normalmente: óleos e gorduras (47.2%), açúcares e doces
(41.5%), carnes e ovos (49.1%), leite e derivados (43.4%), cereais, pães, tubérculos
e raízes (43.2%), 39.6% dos entrevistados considera que come pouca quantidade
de verduras e legumes e 35.8% acredita que come pouco frutas. Conclui-se que a
maioria desses adolescentes se alimenta regularmente somente no café da manhã,
no almoço, no lanche da tarde e no jantar, e não realiza, portanto, as seis refeições
necessárias para o dia, que seria o ideal. Concluiu-se também que os entrevistados
consomem pouco comidas do tipo fast-food e refrigerantes em suas refeições, e
acredita-se que esta informação é relevante, uma vez que, dado os padrões de vida
na sociedade contemporânea, esperava-se hábitos alimentares bem menos satis-
fatórios. Sugere-se educação alimentar como prática permanente tanto na escola
como em campanhas nos meios de comunicação de massa.

Palavras-chave: Alimentação, adolescentes, atual.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
EM FOZ DO IGUAÇU
ROCHA, Leticia Felizardo
OLIVEIRA, Natália

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar concepções e preconceitos


que estão associados com diferentes religiões presentes em Foz do Iguaçu. Trata-se
de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário on-line. O questionário foi respondido por 46 sujeitos, sendo 32,6% ca-
tólicos, 28,3% protestantes, 19,6% católicos não praticantes, 15,2% agnósticos e 4,3%
têm outra religião. Os entrevistados têm entre 12 e 50 anos. Em relação à renda fa-
miliar mensal, 37% responderam de dois a cinco salários mínimos, 21,7% de um a
dois salários mínimos, 19,6% de cinco a dez salários mínimos, 6,5% de dez a quinze
salários mínimos, 2,2% mais de quinze salários mínimos e 13% preferiram não de-
clarar. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 91,3% dos sujeitos rece-
beram algum tipo de educação religiosa na infância, os outros 8,7%, não receberam;
6,5% nunca participam de culto religioso, 93,5% frequentam cultos religiosos, porém,
28,3% apenas em cerimônias como casamentos, 17,4% cerca de três vezes por sema-
na, 17,4% cerca de uma vez por semana, 17,4% a cada quinze dias e 13% cerca de uma
vez por mês. Quanto à intolerância religiosa, 2,2% dos sujeitos afirmaram que afasta-
riam ateístas do seu país, 2,2% afastariam evangélicos, 2,2% afastariam muçulmanos
e 6,5% afastariam umbandistas do seu país, os demais sujeitos afirmaram que não
afastariam fiéis de nenhuma dessas religiões. Conclui-se que a intolerância religiosa
está presente em Foz do Iguaçu, porém, em pequena escala. Para a maioria dos sujei-
tos, a religião não é o que há de mais importante em suas vidas. Uma pequena parcela
dos sujeitos afirmou que afastaria de seu país: ateístas, evangélicos, muçulmanos e
umbandistas. Nenhum afirmou que afastaria católicos, deixando clara a supremacia
católica ainda nos dias de hoje. Pelo fato de Foz do Iguaçu abrigar mais de oitenta
etnias distintas, há também, consequentemente, uma grande diversidade religiosa.
Por hipótese, essa diversidade religiosa diminui a intolerância.

Palavras-chave: Intolerância religiosa, Diversidade religiosa, Foz do Iguaçu.


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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

OPINIÕES SOBRE COMO OS MEIOS DE


COMUNICAÇÃO DE MASSA RETRATAM
AS MULHERES
MARTINS Julia
LARA João Vitor

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre como os


meios de comunicação de massa retratam as mulheres. Trata-se de um Levanta-
mento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário
on-line. O questionário foi respondido por 50 pessoas, sendo 70% mulheres e 30%
homens, 12% com idade entre 13 e 15 anos, 56% (maioria) com idade entre 15 e
18 anos, 20% com mais do que 18 e menos do que 25 anos, 4% mais do que 25 e
menos do que 30 anos, 6% entre 30 e 40 anos e 2% entre 40 e 50 anos. Os prin-
cipais resultados obtidos foram os seguintes: quando perguntados sobre o que
pensam em relação ao uso da mulher como chamariz para promover a venda de
produtos e serviços, 76% concordam que tal prática ocorre, 8% discorda e 16%
não apresenta opinião sobre o assunto. Dentre os participantes da pesquisa, 32,7%
concordam com a afirmação “nunca vejo a mulher sendo apresentada como uma
pessoa inteligente em propagandas na Tv”, 32,7% não concorda nem discorda de
tal afirmação e 34,7% discorda. Neste contexto, 72% dos participantes da pesqui-
sa concordam que propagandas mostram a mulher de forma ofensiva devem ter
seus responsáveis punidos, 10% discorda de punições para propagandas com estas
características e 18% não concorda nem discorda. Diante de uma propagando de
cerveja que faz comparação do corpo da mulher com a garrafa de cerveja, 58% dos
participantes da pesquisa identificam desrespeito contra a mulher, 14% identifi-
cam machismo e se sentem ofendidos, 14% identifica vulgaridade, mas não enten-
de isso como um problema e 14% dizem ser um anúncio válido e não tem nada de
errado. Perante uma propaganda de joias que incita a interpretação de que as mu-
lheres se entregam sexualmente ao ganharem uma joia, 92% dos participantes da

96
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

pesquisa afirmam sentirem indignação, 6% afirmam visualizarem o que realmen-


te acontece e 2% dizem que a mulher está sendo retratada normalmente. Diante
dos dados coletados, conclui-se que, predominantemente, os participantes desta
pesquisa acreditam que a mídia ainda representa a mulher de forma vulgar e que
as desmoraliza diante da sociedade, mesmo que a classe feminina busque seu lu-
gar na sociedade existe muito preconceito e abuso de imagem. Com o uso de ima-
gens para a conclusão desta pesquisa observamos que principalmente indivíduos
mais velhos não encontram problemas com propagandas ofensivas às mulheres,
que as tratam como objeto e desvalorizam as mesmas sem punição alguma.

Palavras-chave: Desigualdade, gênero, mídia, mulher, propaganda;

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

FEMINISMO E MULHER: VOCÊ SABE O


QUE ESTAS PALAVRAS SIGNIFICAM?
SANTOS, Gabriela Marques dos
QUEIROZ, Vitória Silva de Souza

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar compreensões associa-


das com o feminismo e com as mulheres, na perspectiva de adolescentes e jovens.
Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na apli-
cação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 28 pessoas
com idade média de 16,6 anos. Os principais resultados obtidos foram os seguin-
tes: 16,9% (80% do sexo masculino e 20% do sexo feminino) dos participantes da
pesquisa consideram que o feminismo prega a superioridade da mulher sobre os
homens e o restante acredita que feminismo é lutar por equidade de direitos entre
homens e mulheres; quando questionados sobre como agiriam se tivessem uma
filha, 71,4% das pessoas responderam que a deixariam vestir e brincar com rou-
pas e brinquedos socialmente entendidas como femininas ou masculinas - destes,
apenas 25% são homens; somente 64,3% dos participantes da pesquisa respon-
deram que, sendo pais, deixariam seus filhos homens vestirem o que quisessem.
Para 35,7% das pessoas não há nenhum obstáculo para uma mulher chegar a um
cargo gerencial ou de chefia, para 57,1% o maior obstáculo para tal conquista fe-
minina é o machismo. Quanto a ser feminista ou pró-feminismo, 35,7% pessoas se
consideram feministas, sendo todas do sexo feminino. Neste contexto, 71,4% dos
participantes da pesquisa disseram que as feministas devem lutar pela igualdade
salarial entre homens e mulheres, 50% disseram que as mesmas devem lutar por
mulheres ocupando lugares políticos e 46,4% disseram que as feministas devem
lutar pelo banimento de propagandas que expõem mulheres como objeto sexual e
a remetem a um “sexo frágil”. Quanto ao preconceito na sociedade brasileira em
relação às mulheres, somente 7,1% dos participantes da pesquisa não o identifica
e estes participantes são do sexo masculino. 42,8% dos participantes da pesqui-
sa acreditam que a mulher tem características naturais como “amável”, “passiva”
e “cuidadosa; desses 42,8% entrevistados, 33,3% também acreditam que homens

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

devem ter traços mais fortes, de “macho”. 21,4% das pessoas acreditam que as mu-
lheres não deveriam usar roupas curtas, se não querem ser assediadas, sendo 50%
do sexo masculino. 14,2% das pessoas acreditam que mulheres que tiveram vários
parceiros sexuais não devem ser valorizadas, porque são consideradas fáceis. Das
pessoas entrevistadas todas concordam que as mulheres tem o direito de votar e
serem votadas, de que as mulheres devem receber a mesma educação escolar que
um homem e também que é obrigação de ambos os pais cuidar da educação dos
filhos. Os dados coletados indicam que, dentre os participantes da pesquisa, os
homens demonstraram-se mais propensos a responder de forma machista do que
as mulheres. Indicam também uma parcela de pessoas que entendem o feminismo
e a mulher de forma equivocada. No entanto, a grande maioria dos participantes
da pesquisa demonstrou que consegue compreender as condições de desigualdade
e opressão a que mulheres estão submetidas. Apesar do machismo ser uma cons-
trução da sociedade empregada em práticas educativas familiares, acredita-se que
os jovens demonstram uma visão mais aberta em relação à mulher na sociedade.

Palavras-chave: Feminismo, Machismo, Sociedade.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

O QUE FAZER COM OS ANIMAIS DE RUA?


EDUARDO, Luís
SIQUEIRA, Anna Giulia
REDHER, Gabriele

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre o aban-


dono e a posse de animais. Trata-se de um estudo de caso com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido por 160
pessoas, sendo 85,6% mulheres e 14,4% homens. Dentre os respondentes, 49,4%
apresenta idade entre 10 anos e 18 anos e 50,6% com mais de 18 anos. A maioria
dos entrevistados apenas estudam (53,1%), 20,6% apenas trabalham, 16,9% estu-
dam e trabalham e os outros 9,4% não trabalham e nem estudam; 3,1% apresen-
tam renda inferior a um salário mínimo, 55,6% renda de dois a cinco salários
mínimos e 41,3% apresenta renda superior a cinco salários mínimos. Os princi-
pais resultados obtidos foram os seguintes: 83,1% responderam que tem animal de
estimação e 16,9% disseram que não; 16,6% dos entrevistados que não possuem
algum animal disseram que gostariam de ter; 69,6% não costumam viajar com
seus animais, 15,8% disseram que viajam com seus animais e 14,6% não possuem
algum animal; 96,3% não seriam capazes de abandonar um animal de estimação,
1,9% disseram que talvez abandonariam e 1,9% disse que abandonaria seus ani-
mais de estimação; 63,1% se dizem capazes de adotar um animal com algum tipo
de problema, 31,9% disseram que talvez adotariam e 5% que não adotariam; 71,3%
ficariam com algum animal que encontrasse na rua, 23,1% disseram que isso po-
deria ocorrer, mas não tem certeza e 5,6% disseram que não adotariam animais
abandonados; 55,6% não acha que o abandono é consequência da idade avançada
dos animais, 30% interpreta que a idade dos animais pode ocasionar abandono e
14,4% disseram que a idade dos animais é um fator determinante no abandono
dos mesmos; 98,8% acham que as pessoas devem ser punidas por abandonar ani-
mais e 1,2% preferiu não responder; 89,4% disse que denunciaria práticas de maus
tratos contra animais, 9,4% afirma que talvez denunciaria e 1,2% disse que não de-
nunciaria; 96,9% disse que prestaria socorro se atropelasse um animal e 3,1% disse

100
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

que talvez. Tem-se então que a maioria dos participantes da pesquisa é contra o
abandono de animais, mas observa-se que esta prática é extremamente presente
em nossa sociedade. Apesar da existência de toda uma economia e afetividade em
torno dos animais de estimação (pets), os mesmos seguem sendo tratados como
objetos descartáveis. Para a minimização do abandono de animais sugere-se: pu-
nições (multas) para quem realiza esta prática, a realização de um cadastro para
cada animal, e a criação de organizações de acompanhamento anual do animal,
para verificar a saúde e também se ele está sofrendo algum tipo de maltrato.

Palavras-chave: Animais, abandono, rua.

101
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

FEMINISMO NA PERSPECTIVA
MASCULINA
SALES, Fabíola Ellen
GONÇALVES, Maria Manoela

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões masculinas so-


bre o feminismo. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido
por 50 homens que tem entre 13 e 40 anos de idade. Os principais resultados ob-
tidos foram os seguintes: 38% dizem ser ou conhecer homens feministas, outros
30% dizem não ser ou não conhecer homens feministas, 30% também dizem não
ser nem conhecer homens feministas, mas acreditam que exista e 2% dos homens
que responderam acreditam que não há homens feministas. Dos respondentes ho-
mens, 88% dizem saber o que é feminismo e 12% afirmam não saber. 48% dizem
não saber a diferença entre o feminismo e o femismo e 52% dizem saber diferen-
ciar esses termos. Quando questionado se as mulheres deveriam receber a mesma
educação escolar que os homens e se ambos os sexos deveriam ter os mesmos
direitos, 100% concordaram. Em se tratando das atividades domésticas, 98% dos
homens afirmaram ser responsabilidade dos moradores da casa, indiferente de ser
homem ou mulher outros 2% discordaram. 22% dos homens dizem que o feminis-
mo não faz diferença alguma na sociedade atualmente, junto com 12% que dizem
ser um movimento totalmente inútil, os outros 66% dizem que o feminismo faz
diferença na sociedade. 82% dos participantes dizem ser possível ser feminista e
feminina ao mesmo tempo, 10% acreditam ser quase impossível e os outros 8%
dos participantes acham algo impossível. 90% participantes concordam que o
feminismo não prejudica os homens de maneira alguma, outros 10% dizem que o
feminismo prejudica sim os homens, como justificativa a essa afirmação foi dito
que mulheres buscam os mesmos direitos, porém tem privilégios perante as leis,
por exemplo. 92% dos homens que colaboraram com o questionário dizem que
homens e mulheres não recebem os mesmos tratamentos na sociedade, os outros
8% dizem que ambos recebem tratamento igual. Observa-se que, dentre os par-

102
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ticipantes, muitos não são leigos quando o assunto é feminismo. Porém, grande
parte dos respondentes que afirmaram ter conhecimento sobre os termos “femi-
nismo” e “femismo”, não souberam diferenciar estes termos e não reconhecem a
importância do feminismo para as conquistas das mulheres e redução da desi-
gualdade de gênero.

Palavras-chave: feminismo, homens, conceitos e preconceitos.

103
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

A CRISE ECONÔMICA: ENTRE OPINIÕES


E CONSEQUÊNCIAS
GONÇALVEZ, Andressa Andrade
SILVA, Luana Specht

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre os fato-


res que originaram a atual crise econômica brasileira e possíveis consequências da
mesma. Trata-se de um levantamento de opiniões com coleta de dados pautada na
aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por cinquenta
sujeitos, dos quais 69,4% são mulheres e 30,6% são homens. Dentre os participantes
da pesquisa, 6% recebe o vivem em famílias que recebem menos de um salário míni-
mo, 26% de um a 2 salários mínimos, 34% de 2 a 5 salários mínimos, 14% de 5 a 10
salários mínimos, 2% mais de 10 salários mínimos e 18% preferiu não declarar. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: 44,9% não estão desempregados e
55,1% estão; dentre as pessoas que afirmaram estar desempregadas 39,3% não tra-
balham por terem condições de serem sustentadas, 53,6% não têm idade suficiente
para trabalhar e 7,1% foram demitidas, pois a empresa onde trabalhavam precisava
cortar gastos; a crise teve pouco impacto na vida de 59,2% dos indivíduos, para 34,7%
dos indivíduos a crise teve impacto mediano e para 6,1% a crise não gerou nenhum
impacto; 85,7% tiveram que cortar gastos em função da crise; 42,9% atribuem a crise
à corrupção, 42,9 à má gestão dos governantes, 4,1% ao cenário econômico mundial
e 10,2% a outros motivos; 40,8% haver oportunidades de empreender durante a crise,
24,5% não acredita na existência destas oportunidades e 34,7% acredita que podem
ocorrer oportunidades muito ocasionais; 65,35% pensam que o país não sairá da cri-
se em 2017; 28,6% dizem que seus salários não são suficientes para seus gastos, 36,7%
dizem que é suficiente e o restante não trabalha; 95,8% pensam que as medidas do
governo contra a crise são incorretas e ineficazes. Observa-se que um em cada três
respondentes destaca que a crise teve muitos impactos em suas vidas e quase a totali-
dade dos respondentes posiciona a culpa pela crise econômica no governo, destacan-
do a crença na ineficácia das ações governamentais na superação da crise.

Palavras-chave: Crise econômica, opiniões, origens e consequências.


104
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ASSÉDIO SEXUAL: ENTRE OPINIÕES E


PRECONCEITOS
PERONI, Alexia Luana
FREITAS, Carolina Candido

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões sobre o assé-


dio sexual de adolescentes. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido por 42
sujeitos, sendo 78,6% do sexo feminino e 21,4% do sexo masculino. Dentre os par-
ticipantes da pesquisa, 59,5% possuíam idade entre 13 e 15 anos, 23,8% entre 16
e 18 anos, e 16,6% entre 19 e 30 anos. Destas 42 pessoas, 38,1% possui o ensino
médio incompleto, 26,2% possui o ensino fundamental completo, 14,3% possui
o ensino fundamental incompleto, 7,1% possui o ensino médio completo, 7,1%
possui o ensino superior completo e 7,1% possui o ensino médio incompleto. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: 57,1% nunca sofreu algum tipo
de assédio sexual, 28,5% já sofreu uma ou mais vezes e 14,3% já sofreu muitas
vezes. 59,5% discordaram que é muito raro uma adolescente ser assediada sexu-
almente no espaço escolar, 16,7 concordaram, 24,8% não souberam opinar. 61,9%
discordam que as pessoas que assediam sexualmente adolescentes são quase sem-
pre desconhecidos, 4,8% concordam e 33,3% não tem opinião. 21,4% discordam
que as pessoas que assediam sexualmente adolescentes são quase sempre conhe-
cidos, 42,9% não concordam e 35,8% não têm informações sobre o assunto. 59,5%
discordam que as adolescentes podem provocar o abuso, pelo seu comportamento
sedutor, 26,1% acreditam que isso pode ocorrer e 14,3% não tem opinião sobre o
assunto. 92,9% discordam que só se pode falar em assédio sexual quando ocorre
sexo. 73,8% acreditam que o assédio sexual de crianças geralmente acontece devi-
do ao consumo de álcool ou drogas por parte do assediador. 40,5% não acreditam
que o assédio sexual de adolescentes geralmente acontece devido à falta de aten-
ção familiar, 19,1% acreditam que a desatenção familiar é fator associado com a
ocorrência de assédio e 40,5% não tem opinião sobre o assunto . 31% discordam
que o assédio sexual de crianças geralmente acontece devido à lógica machista

105
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

que orienta nossa sociedade, 30,9% acreditam que o machismo é fator gerador de
assédio sexual e 8,1% não tem opinião sobre o assunto. Os dados coletados reve-
lam a perpetuação de preconceitos que podem induzir a culpabilização da vítima
de assédio sexual como responsável pelo assédio. Observa-se que uma quantidade
significativa de participantes afirma que já sofreu assédio sexual e que aproxima-
damente 20% dos participantes da pesquisa culpabilizam as famílias das vítimas
pela ocorrência de assédio. Acredita-se que, para a superação dos mitos relacio-
nados com assédio sexual, instituições de (escola) ou informal (televisão e outras
mídias) devem abordar essa temática e os crimes de assédio devem ser punidos.

Palavras-chave: assédio sexual, escola, adolescentes.

106
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

RELAÇÕES SOCIAIS E
CONFLITOS NA ESCOLA
LIMA, Rosiane Rodrigues

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se caracterizar a percepção dos alu-


nos em relação às relações sociais e aos conflitos que ocorrem em espaço esco-
lar. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de
um questionário on-line. O questionário foi respondido por 30 pessoas (alunos e
professores de uma mesma escola) com idade entre e 14 e 30 anos, sendo 73,3%
mulheres e 26,7% homens. Os principais resultados obtidos foram os seguintes:
50% dos participantes da pesquisa se sentem seguros na sala de aula, 36,7% não
muito seguros e 13,3% sentem-se inseguros; 46,7% dos participantes da pesquisa
se sentem seguros nos arredores da escola, 43,3% não se sentem muito seguros
nos arredores da escola e 10% se sentem inseguros nos arredores da escola. Neste
contexto, 50% dos participantes da pesquisa afirmam que nunca foram intimi-
dados no espaço escolar, 40% afirmam que foram intimidados algumas vezes e
10% afirmam que foram intimidados muitas vezes; 36,7% dos respondentes dizem
nunca foram xingados e ameaçados em espaço escolar, 36,7% afirmam que algu-
mas vezes isso já ocorreu com eles e 6,7% afirmam que vivenciaram esta experiên-
cia muitas vezes. Destaca-se que 40% dos participantes da pesquisa afirmam que
nunca ficaram com medo de alunos da escola em que estudam, 56,7% afirmam
que tiveram medo de colegas algumas vezes e 3,3% afirmam que muitas vezes
vivenciaram o medo de colegas. Dentre os participantes da pesquisa, 43,3% nunca
se envolveram em brigas ou violência física na escola, 53,3% se envolveram algu-
mas vezes e 3,3% muitas vezes. Dos 30 respondentes, 16,7% não concorda que há
muitas situações de conflito entre os alunos no espaço escolar e 83,3% concordam.
Não obstante, 23,3% dos respondentes não acreditam que há muitas situações de
conflito entre os alunos e professores, mas 69,7% concordam que a muitas des-
tas situações; 23,3% dos respondentes afirmam que não existem muitas situações
de indisciplina na escola, 76,7% afirmam que tais situações existem em grande
quantidade. Além disso, 26,7% dos participantes da pesquisa não concordam que

107
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

tenha situações de agressividade dos estudantes na escola, 73,3% concorda; 6,7%


dos respondentes dizem que os alunos nunca desrespeitam os professores, 93,3%
afirmam que os alunos desrespeitam os professores. Os dados coletados indicam
que a percepção dos alunos em relação às relações sociais e aos conflitos escolares,
predominantemente, é a de que a escola é um lugar marcado pela tensão e desres-
peitos na relação professor-aluno e aluno-aluno e que os conflitos escolares levam
a intimidações e medos. Diante destes dados, sugere-se que a relação professor-
-aluno seja objeto de estudo na formação de professores e que as escolas tenham
momentos, disciplinas e práticas para a discussão das relações interpessoais que
nelas ocorrem.

Palavras-chave: Relações Sociais, Conflitos, Escola.

108
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

HOMOSSEXUALIDADE: ENTRE
OPINIÕES E OBSTÁCULOS
SILVA, Emilly Berlanda da
SILVA, Jadna Luana Felipe da

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões e dificuldades


relacionadas com a homossexualidade. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta
de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi
respondido por 117 pessoas, sendo 72,6% mulheres e 27,4% homens. A maioria
(91,5%) dos respondentes apresenta idade entre 13 e 18 anos. Em relação à orien-
tação sexual, 77,8% dos participantes da pesquisa se consideram heterossexuais,
13,6% se consideram bissexuais, 6% se consideram homossexuais, 0,9% se consi-
deram assexuais e 0,9% prefere não se declarar. Os resultados obtidos foram os
seguintes: 77,8% dos respondentes afirmam que não tiveram dificuldades para
aceitar a orientação sexual que apresentam, 13,7% afirmam que apresentaram um
pouco de dificuldade, 5,1% que apresentaram muita dificuldade e 3,4% afirmam
desconhecem ou não tem certeza de sua orientação sexual. 67,5% dos responden-
tes não se sentiram pressionados para assumir determinada orientação sexual.
32,5% se sentiram influenciados a assumir determinada orientação sexual. Den-
tre os respondentes, 47,7% afirmam que tiveram certeza de sua orientação sexual
quando apresentavam entre 10 e 14 anos; 36,8% quando tinham entre 5 e 9 anos de
idade e 8,5% afirmam que ainda não tem certeza de sua orientação sexual. 31,6%
dos respondentes afirmam que não têm nenhum homossexual na família, 43,6%
dos respondentes afirmam que tem algum familiar homossexual, 23,9 disseram
não saber e 0,9 afirmou ter a maioria da família composta por homossexuais. A
maioria (81,2%) dos respondentes, tem amigos homossexuais, 7,7% diz não saber
se tem amigos homossexuais, 5,1% dizem não ter amigos com a orientação sexual
em questão e 6% diz que a maioria de seus amigos são homossexuais. 85% dos res-
pondentes aceitariam um gay, lésbica ou travesti como seu parente, como doador
de sangue. Apenas 75% aceitaria um homossexual como familiar mais próximo
ou como empregado e 96,5% afirmam que não se sentiriam incomodados com

109
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

a presença de um homossexual em qualquer situação. Dentre os respondentes,


57,8% concordam com a união/casamento de pessoas do mesmo sexo, 26,7% se
consideram indiferentes ao relacionamento homossexual e 15,5% não concordam.
Para 83,8% de dos participantes da pesquisa o risco de contrair AIDS é igual entre
heterossexuais e homossexuais. A maioria dos entrevistados neste questionário
não sofreram preconceito por sua orientação sexual com um percentual de 84,6%
e 11,1% alegam que sim. Observa-se respostas contraditórias em relação à temá-
tica homossexualidade, pois muitos respondentes aceitam amigos homossexuais,
mas não concordam com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Observa-se
também, que a porcentagem de respondentes que aceitam amigos homossexuais
é menor do que a porcentagem de pessoas que aceitam familiares ou empregados
homossexuais. Acredita-se que o preconceito em relação à homossexualidade ain-
da se faz muito presente em nossa sociedade e que, por vezes, o mesmo é camu-
flado por discursos politicamente corretos. Sugere-se que temáticas relacionadas
com a orientação sexual e a discriminação sexual sejam abordadas nos espaços
escolares a fim de minimizar as condutas homofóbicas.

Palavras-chave: Homossexualidade, adolescência e preconceito.

110
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

HÁBITOS DE USO DA INTERNET


SANTOS, Felipe Gabriel

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar hábitos de uso diário da


Internet. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplica-
ção de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 126 sujeitos.
60% dos participantes da pesquisa apresentam renda de aproximadamente 2 sa-
lários mínimos e os 40% apresentam renda de, com renda de aproximadamente
3 salários mínimos. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 81% dos
respondentes usam Internet para ouvir músicas e assistir vídeos, 8% usam para
fazer compras, 4,7% usam para navegar em sites de sua preferência 6,3% usam
para acessar redes sociais. Neste contexto, 78,4% dos participantes da pesquisa
acham que a Internet ajuda no dia a dia e 21,6% acredita que a Internet não ajuda
no dia a dia. Destaca-se que 100% dos participantes da pesquisa utilizam Internet
todos os dias. No entanto, 48,8% pessoas acham que o tempo que eles usam para
acessar a Internet poderia ser usado para algo melhor, 44,9% dizem que o tempo
gasto com a Internet não poderia ser melhor aproveitado com outras atividades
e 6,3% das pessoas não responderam esta questão. Conclui-se que as pessoas que
usam mais frequentemente a Internet acham que ela é importante no dia a dia,
também sendo em boa parte dos casos seu meio de trabalho e ou fonte de renda,
a maior parte dos entrevistados acham que a melhor utilidade da Internet é ouvir
música e assistir vídeos.

Palavras-chave: utilidade, Internet, hábitos.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

PADRÕES DE BELEZA E MÍDIA:


O QUE É BELO PARA VOCÊ É SÓ O QUE
APARECE NA TV?
RODRIGUEZ, Camila Caroline
BINOTTO, Izabela

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se investigar o comportamento das


pessoas em relação aos padrões de beleza valorizados pela mídia. Trata-se de um
Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um ques-
tionário on-line. O questionário foi respondido por 74 pessoas, sendo 23% ho-
mens e 77% mulheres. 14,9% com idade entre 12 e 15 anos, 73% com idade entre 15
e 18 e 12,2% com mais de 18 anos. 43,2% possuem renda familiar inferior ou igual
a dois salários mínimos, 40,6% de dois a quinze salários mínimos, 16,2% preferi-
ram não declarar. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 55,4% das
pessoas passam menos de 30 minutos diários preocupando-se com algum aspecto
de sua aparência, 31,1% utilizam de 30 a 60 minutos e 13,5 gastam mais de 60
minutos diários com estética. 8,1% das pessoas nunca ficam perturbados com a
aparência que possuem (isto é, sentindo-se triste, ansioso ou deprimido), 31,1%
raramente perturba-se com a estética que apresenta, 33,8% ficam às vezes e 27%
frequentemente. 21,6% nunca buscam esconder uma parte do corpo que conside-
ram feia, 45% raramente executam essa ação e 32,4% executa-a frequentemente.
55,4% das pessoas gastam menos de 30 minutos por dia envolvidos em atividades
destinadas a melhorar sua aparência, 29,7% gastam de 30 a 60 minutos e 14,9%
mais de 60 minutos. 44,6% dos sujeitos nunca realizam dietas com foco na melho-
ra da aparência, 44,6% ocasionalmente fazem dietas com este propósito e 10,8%
frequentemente faz dietas com fins estéticos. 67,6% dos sujeitos consideram ser
influenciados pela mídia nos cuidados com estética e 32,4% não se consideram
influenciados. 83,3% dos sujeitos declaram que se possível mudariam algo em sua
aparência e 16,2% não mudariam nada. 48,6% se consideram muito feliz em re-
lação a sua própria aparência e 51,4% das pessoas não se consideram felizes com

112
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

a própria aparência ou não sabem. Os dados indicam grande preocupação com


estética e com adequação a padrões de beleza, bem como apontam para a consci-
ência de que os padrões beleza apresentados nos meios de comunicação de massa
interferem em condutas cotidianas relacionadas com cuidados estéticos.

Palavras-chave: Mídia, padrões de beleza, opiniões.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

RACISMO NAS ESCOLAS: A


PERSPECTIVA DOS PROFESSORES
IBERSS, Patrick

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões de professores


sobre a ocorrência de práticas racistas no contexto escolar. Trata-se de um Levan-
tamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questio-
nário on-line. O questionário foi respondido por 21 professores da rede estadual
de ensino de Foz do Iguaçu. Neste contexto, 81% dos respondentes afirmam que
os assuntos como racismo, trajetória negra e escravidão devem ser tratados nas
escolas como conteúdo de várias disciplinas, 14,3% que o assunto deve ser tratado
apenas uma vez ao ano e 4,8% acreditam que o mesmo deve ser abordado apenas
no dia da abolição da escravatura, mês do folclore e no dia da consciência negra.
Além disso, 90,5% acreditam que o racismo deve ser tratado pedagogicamente pela
escola e 9,5% que o assunto deve ser tratado quando ocorrer algum caso evidente
na escola. 52,4% dos participantes da pesquisa afirmam que o racismo se mani-
festa na escola de maneira não explícita e com grande frequência, 28,6% disseram
que, em tal contexto práticas racistas ocorrem de maneira explícita e com grande
frequência, já 9,5% disseram que existe de maneira não explícita com baixa fre-
quência e a mesma quantidade disse que existe de maneira explícita e com baixa
frequência, ninguém disse que não existe racismo nas escolas. Ao serem questio-
nados se alunos negros tendem a ter maior probabilidade de reprovação 38,1% dos
professores disseram que isso não ocorre, 28,6% disseram que sim e com grandes
chances disso acontecer, 19% disseram que sim tende a acontecer porém é pouco
comum e 14,3% disseram que são raras as vezes que isso acontece. Não obstante,
38,1% dos professores afirmam que o racismo tem influência mediana na apren-
dizagem e nas notas dos alunos, 28,6% disseram que o racismo tem alta influência
em relação a estes fatores, 19% responderam que tem baixa influência e apenas
14,3% disseram que a questão racismo tem pouca interferência na aprendizagem.
42,9% dos professores disseram que suas perspectivas em relação à aprendizagem
de um aluno negro são elevadas, 28,6% disseram que suas perspectivas são me-

114
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

dianas, 23,8% disseram que suas perspectivas são baixas e 4,8% afirmam que tem
baixas perspectivas em relação ao aluno negro. Para 61,9% dos respondentes alu-
nos brancos não tem melhor aprendizado que alunos negros, 19% disseram que
alunos brancos, na maioria da vezes, aprendem mais que alunos negros e a mesma
percentagem disse que esta situação ocorre, porém raramente. 47,6% dos professo-
res respondentes disseram que alunos negros tendem a evadir de maneira igual a
alunos de outros grupos raciais ou étnicos, 42,9% dos respondentes disseram que
alunos negros tendem a evadir, não muitos mais, que alunos de outros grupos e
9,5% dos professores disseram que alunos negro tendem a evadir muitos mais que
alunos de outros grupos. Considerando os dados coletados observa-se que uma
porcentagem significativa dos participantes da pesquisa acredita na ocorrência de
práticas racistas em contexto escolar e entende que essas práticas interferem na
aprendizagem dos alunos. Destaca-se também que alguns dos docentes da pes-
quisa atribuem diferentes possibilidades de sucesso escolar para alunos negros.
Diante dos dados coletados, surge que, processos de formação inicial e continuada
abordem e sensibilizem docentes em relação aos nefastos efeitos do racismo.

Palavras-chave: Racismo, escola, professores.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

FEMINISMO: ENTRE OPINIÕES,


CONCEITOS E PRECONCEITOS
SANTOS, Mariah de Mello
ROVARIS, Sofia Zanette

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões, conceitos e


preconceitos relacionados com o Feminismo. Trata-se de um Levantamento de
Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 146 pessoas, predominantemente adolescentes
com idade entre 14 e 17 anos, sendo 67,1% mulheres e 32,9% homens. Os princi-
pais resultados obtidos foram os seguintes: 65,8% declararam que consideram o
feminismo necessário, enquanto 16,4% o entendem como um exagero (66,6% são
do sexo feminino e 33,4% do sexo masculino), 13% o percebem como desneces-
sário e 4% declararam não conhecer o tema. 85,6% dos participantes da pesquisa
julgam que existe desigualdade entre gêneros na sociedade atual, enquanto 9,6%
discordam da existência de desigualdade e 4,8% preferiram não opinar. Neste
contexto, 78,1% dos respondentes concordaram totalmente com a afirmação de
que “nenhum homem tem direito de agredir verbalmente ou fisicamente uma mu-
lher”, 13% concordaram parcialmente (33,3% são do sexo feminino e 66,7% são do
sexo masculino), 2,7% discordaram parcialmente, 3,4% discordaram totalmente e
2,7% declararam ser neutras. Dentre os participantes da pesquisa, 47,3% concor-
dam totalmente com a afirmação de que o feminismo impulsiona as mulheres a
denunciarem mais os casos de violência, 20,8% concordam parcialmente com esta
afirmação, 8,9% discordam totalmente, 7,5% discordam parcialmente da mesma
e 5,5% preferem não opinar. Observa-se que os respondentes concordaram que
há desigualdade de gênero na sociedade, mas discordam sobre o significado do
Feminismo. Predominantemente, os homens participantes da pesquisa apresenta-
ram divergências de opiniões, enquanto alguns expressaram total apoio ao femi-
nismo, outros apresentaram afirmam que o feminismo foi uma maneira encon-
trada pela maioria das mulheres de se vitimizarem e que ele não ajuda no combate
à violência. Desta forma, observa-se que o feminismo não possui total aprovação,

116
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ainda há uma grande divergência de opiniões a respeito do assunto, especialmente


dentre os atores sociais (homens) que historicamente usufruíram dos resultados
de posturas machistas e androcêntricas.

Palavras-chave: preconceitos, feminismo, opiniões.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

A VIVÊNCIA DA TRANSFOBIA
FERRARI, Victor Fonseca
CÁCERES, Júlia Pietrovski

Resumo: A transfobia é uma série de atitudes ou sentimentos negativos em re-


lação às pessoas travestis, transexuais e transgêneros. Na presente pesquisa objeti-
va-se averiguar informações sobre a vivência da transfobia. Trata-se de um Estudo
de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O
questionário foi respondido por 43 pessoas, sendo 31 homens e 12 mulheres. Den-
tre os respondentes, 51% declaram-se homossexuais, 30% declaram-se heterosse-
xuais, 16% bissexuais, 3% pansexuais. Neste contexto, 4 participantes da pesquisa
passaram por transição cirúrgica do sexo feminino para o masculino e 6 reali-
zaram o processo inverso. 62% moram com os pais, 16% moram sozinhos, 15%
com amigos ou parentes e 7% companheiros ou cônjuges. Os principais resultados
obtidos foram os seguintes: 23,2% dos participantes da pesquisa foram vítimas
de transfobia, 34,8% presenciaram situações de transfobia e 16,2% foram vítimas
de agressão física acompanhada de atitudes transfóbicas. 43% dos entrevistados
que a sofreram agressão (verbal ou física) não procuraram as autoridades para
relatar o acontecido. Dos que sofreram agressão física, 4 sujeitos sofreram apenas
uma vez e 3 sofreram de 2 a 4 vezes: destes, 43% foram agredidos na rua, 28% em
outros locais públicos, 15% na escola/faculdade e 14% em local de trabalho. Cinco
respondentes foram agredidos por desconhecidos, enquanto dois foram agredidos
por funcionário ou alunos de uma escola. Apenas 4 dos participantes da pesquisa
que sofreram violência apresentaram queixa às autoridades competentes. 3 foram
agredidos há mais de um ano, 2 entre o período de seis meses e um ano, e 2 há
menos de 6 meses. 4 contaram com a ajuda de amigos para lidar com a situação,
outros 3 lidaram ou com ajuda clínica, sozinhos ou com a família. Os dados indi-
cam que a transfobia e a homofobia geram não só ofensas verbais como também
agressões físicas. Trata-se de crimes que precisam ser conhecidos e combatidos
pelas autoridades, escolas e professores. Homofobia e transfobia parecem se mes-
clar na geração de atos criminosos que atingem travestis, transexuais e transgê-

118
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

neros e homossexuais. Acredita-se que a temática da transfobia deve ser abordada


nas escolas e em campanhas governamentais, de qualquer forma, a ignorância
não pode ser justificativa para a violência e prática de crimes que desrespeitam
qualquer segmento social.

Palavras-chave: transfobia, transexualidade, opiniões.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NAS


RELAÇÕES HUMANAS
SCHMIDT, Daniela
SILVA, Gabriella Gabrielli

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar opiniões sobre a influên-


cia da tecnologia nas relações humanas. Trata-se de um Levantamento de Opini-
ões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O ques-
tionário foi respondido por 29 sujeitos, sendo 72,4% mulheres e 27,6% homens;
62,1% têm idades entre 15 e 16 anos, 13,8% entre 17 e 18 anos, 20,7% acima de 18
e 3,4% entre 12 e 14 anos; 44,8% tem uma renda mensal de dois a cinco salários
mínimos, 37,9% de um a dois salários mínimos, 3,4% de cinco a dez, 3,4% mais
de dez salários mínimos, 3,4% menos de um salário mínimo e 6,9% preferiram
não declarar; O grau máximo de escolaridade dos sujeitos está dividido em: 62,1
% possui o ensino médio incompleto, 3,4% o ensino médio completo, 17,2% o en-
sino superior incompleto, 3,4% possui especialização, 3,4% o ensino fundamental
incompleto e 10,3% o ensino fundamental completo. Os principais resultados ob-
tidos foram os seguintes: 72,4% dos respondentes admitiram que algumas vezes já
fingiram estar mexendo no celular para evitar falar com alguém, e outros 13,8%
afirmam que sempre fazem isso e outros 13,8% afirmam que nunca fingiu estar
no usando o celular para evitar uma conversa. Perante a pergunta “de que forma
você prefere se comunicar com as pessoas?” 48,3% dos participantes da pesquisa
responderam que preferem conversar pessoalmente, 31% afirmam que preferem
se comunicar por mensagens de texto e 20,7% afirmam que prefere não falar com
as pessoas; 62,1% dos respondentes concordam em parcialmente com a afirma-
ção “a tecnologia aproxima quem está longe e afasta quem está perto” já 24,1%
concordam plenamente com tal afirmação e 13,8% não tem opinião clara sobre a
afirmação mencionada; 37,9% dos entrevistados não acreditam que a tecnologia
de alguma forma os afasta de suas famílias e amigos, 10,3% acreditam que isso
ocorre e 51,7% não tinham uma resposta clara sobre o assunto; Dos respondentes,
89,7% acreditam que as pessoas deveriam ter mais contato umas com as outras e

120
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

os outros 10,3% não acham que as pessoas deveriam ter mais contato umas com
as outras. Observa-se que uma porcentagem significativa de participantes da pes-
quisa apresenta preferência pela comunicação virtual, mediada por tecnologias,
do que pela interação face a face, o que pode indicar um efeito das tecnologias nas
relações humanas no sentido de uma crescente dificuldade da relação interpessoal
cotidiana. Considerando-se que muitos participantes acreditam que a tecnologia
permite uma aproximação de pessoas que estão distantes e um distanciamento
das pessoas que estão próximas, reforça-se a interpretação de que as tecnologias
podem estar minimizando a capacidade das pessoas de efetuarem interação face
a face.

Palavras-chave: Influência, tecnologia, relações humanas;

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

COMO MACHISMO E PAPÉIS DE


GÊNERO AFETAM O COMPORTAMENTO
MASCULINO?
GOMES, Mateus
TEIXEIRA, Willian

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar como o machismo e os


papéis de gênero afetam o homem. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 88 pessoas, entre os quais 50,6% são mulheres e 49,4%
são homens. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 90,8% dos parti-
cipantes da pesquisa acreditam que o machismo não oprime somente as mulheres,
enquanto 9,2% acreditam que o machismo oprime somente mulheres. 75,6% dos
respondentes disseram que já deixaram de fazer alguma coisa por ser conside-
rada uma prática feminina ou (no caso das mulheres) já presenciaram homens
deixando de realizar ações porque outros a consideram ações de mulheres, os ou-
tros 24,4% nunca deixaram de fazer algo por este motivo ou não presenciaram
o fato. Perante a frase “se um homem chorar, seus amigos homens vão..:”, 40,9%
marcaram a opção “tirar sarro e fazer brincadeiras com ele”, 38,6% marcaram a
opção “oferecer apoio e carinho” e 20,5% marcaram a opção “distanciar-se ou per-
manecerem indiferentes”. Perante a frase “se um homem se emocionar com um
filme, seus amigos vão...:”, 72,7% responderam que provavelmente os amigos do
indivíduo iriam tirar sarro e fazer brincadeiras com ele, 13,6% responderam que
os amigos iriam oferecer apoio e 13,6% responderam que os amigos iriam distan-
ciar-se ou permanecerem indiferentes. No que se refere à afirmação “e um homem
se negar a mexer com uma mulher ou reclamar de amigos que estão mexendo/
incomodando a mesma, seus amigos vão...:” 46% responderam que seus amigos
iriam tirar sarro, fazer brincadeiras com ele, 40,2% responderam que os amigos
iriam entender tal atitude e 13,8% responderam que provavelmente seus amigos
iriam se isolar. Na afirmação “se um homem demonstrar-se sensível e desinte-

122
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ressado por atividades esportivas, as mulheres podem se interessar menos por


ele”, 69,3% responderam que não concordam, 22,5% responderam que concordam
e 8% mantiveram-se indiferentes. 88,6% concordam com a afirmação de que “a
cultura machista/patriarcalista pode vitimar todas as pessoas, independente do
seu sexo e orientação sexual. Neste contexto, 79,6% dos respondentes consideram
o feminismo um movimento necessário, 13,6% considera desnecessário e mais
6,8% não opinaram. 73,6% dos questionados não concordam com a interpretação
de que os papéis de gênero devem ser respeitados enquanto 26,4% concordam.
Considerando-se as respostas obtidas pode-se notar que a grande maioria dos
respondentes vivenciaram ou presenciaram fatos em que homens sofrem julga-
mentos, chacotas e distanciamentos por se oporem a comportamento machistas
ou assumirem comportamentos associadas com os papéis de gênero femininos.
Em razão disso mais de dois terços dos respondentes já deixaram de fazer alguma
coisa por ser considerada uma prática feminina ou pelo menos já presenciaram
este fato. Desta forma, acredita-se que o combate ao machismo e as violências que
dele decorrem, perpassa também pela luta contra as consequências do machismo
dentre os próprios homens.

Palavras-chave: machismo, papel social de gênero, opressão.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

A CULTURA DO ESTUPRO
NA OPINIÃO DOS HOMENS
COSTA, Tulio Gabriel de Senna
EVANGELISTA, Vinicius Paulino

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar o que homens pensam


sobre a cultura do estupro. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com cole-
ta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi
respondido por 34 homens. Os principais resultados obtidos foram os seguintes:
94% discordam da interpretação de que o uso de roupas mais recatadas evitaria
a ocorrência de práticas de estupro e 6% concordam com esta interpretação. 80%
dos participantes da pesquisa acreditam que a cultura do estupro é algo real e que
preciso ser combatido, mas 20% entende que trata-se de um discurso sobre algo que
não existe; 91% afirmaram que ao receber um não de uma mulher respeitaram sua
decisão, já 9% disseram que insistiriam; 100% concorda que a mulher tem direito
a segurança independente da roupa que usa; 50% afirmaram não conhecer uma
mulher vítima de estupro, 24% disseram que sim e 26% afirmaram que só viram
na televisão; 88% afirmaram que acham que homens não são estuprados na mesma
frequência que mulheres e 12% afirmaram que sim; 82% concordaram que a mobi-
lização nas redes sociais é importante para a luta contra o estupro, já 16% afirmaram
que não. Observa-se que todos os participantes da pesquisa concordam que mulher
merece segurança independente de sua roupa, e que a roupa não é um fator para
que a mulher seja estuprada. Apesar da maioria não conhecer uma mulher que já
tenha sido estuprada, predominantemente concordam que a frequência de estupro
em mulheres é maior do que a dos homens. No entanto, ressalta-se que uma parcela
pequena dos participantes da pesquisa associa o tipo de roupa que uma mulher usa
com a maior probabilidade de ocorrência do estupro e acredita que homens são tão
frequentemente estuprados o quanto mulheres, o que revela preconceitos e desinfor-
mação em relação aos dados sobre o estupro. Desta forma, acredita-se que a temática
em questão precisa ser discutida em ambientes escolares e midiáticos.

Palavras-chave: Cultura do Estupro, perspectiva masculina, opiniões.


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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

POLÍTICA E RELIGIÃO DEVEM ANDAR


DE MÃOS DADAS?
GUIMARÃES, Bruna
ALENCAR, Rafael de

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar o posicionamento de


pessoas de distintas religiões no que se refere à relação entre política e religião.
Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na apli-
cação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 67 pessoas,
sendo 33 (49,3%) são mulheres e 34 (50,7%) são homens. 61 (91%) participantes
da pesquisa receberam educação religiosa na infância. Em relação à religião, 16
(23,9%) se intitulam evangélicos, 15 (22,4%) católicos, 13 (19,4%) acreditam em
Deus, mas não possuem religião, 8 (11,9%) agnósticos, 7 (10,4%) ateístas, 2 (3%)
católicos não praticantes, 2 (3%) espíritas kardecistas, 1 (1,5%) candomblecista e
3 (4,5%) afirmam-se vinculados a outras manifestações religiosas. Sobre a visão
política 28 (41,8%) declaram-se “eleitores de esquerda”, 18 (26,9%) “do centro”,
10 (14,9%) declararam-se “eleitores de direita” e 11 (16,4%) não responderam. 38
(56,7%) respondentes não votam em candidatos ou partidos que explicitam sua re-
ligião, 24 (35,8%) são indiferentes à religião do candidato, 3 (4,5%) procuram votar
em candidatos ou partidos cujos preceitos e filosofias estejam em concordância
com as suas perspectivas religiosas e 2 (3%) preferem votar em candidatos ou par-
tidos que compartilham da mesma opinião que a sua. Sobre o ensino religioso nas
escolas, 28 (46,8%) acham que não deveria existir, 10 (14,9%) não têm uma opinião
formada sobre o assunto, 10 (14,9%) acham que ele deve existir somente nas esco-
las religiosas, 9 (13,4%) acham que ele deve ser ofertado, mas deve ser facultativo
ao aluno e 10 (14,9%) acreditam que deveria existir em todas as escolas. Dentre os
participantes da pesquisa, 53 (79,7%) acham que a religião e a política nunca de-
vem ser misturadas, 8 (11,9%) acham que os valores religiosos devem orientar nas
tomadas de decisões políticas e 6 (9%) não tem opinião formada. Observa-se que
mesmo com uma grande maioria de participantes da pesquisa vinculados a uma
religião e oriundos de contextos em que receberam educação religiosa, predomina

125
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

a compreensão de que a escolha de políticos e a condução da política, não podem


ser guiadas por preceitos religiosos.

Palavras-chave: Religião, Política, Posicionamento.

126
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

VEGETARIANISMO: UMA TENDÊNCIA?


LEITE, Deborah Mayara Schlosser
PACHECO, Enrique Leandro Dutra

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre o vegeta-


rianismo e sobre o consumo de carne. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 70(setenta) sujeitos vegetarianos e não vegetarianos. Dos
não vegetarianos 68,3% são mulheres e 31,7% são homens; 50% têm idade entre 15
e 18 anos, 29% entre 13 e 15 anos, 8,1% entre 18 e 22 anos, 4,8% entre 22 e 30 anos,
3,2% entre 30 e 40 anos , 3,2% entre 10 e 13 anos e 1,6% entre 40 e 50 anos. 84,1%
apenas estudam, 11,1 trabalham e estudam e 4,8% apenas trabalham. 42,9% tem
renda mensal de 2 a 5 salários mínimos, 23,8% de 1 a 2 salários mínimos, 14,3%
de 5 a 10 salários mínimos, 1,6% de 10 a 15, 1,6% mais de 15 salários mínimos
3,2% tem renda de menos de um salário mínimo e 12,7% preferem não declarar.
Dos vegetarianos 80% são mulheres e 20% homens; 63,6% tem idade entre 15 e 18
anos, 18,2% entre 13 e 15, 9,1% entre 18 e 22 e 9,1% tem idade entre 22 e 30 anos.
90% apenas estudam e 10% trabalham e estudam. 41,7% tem renda mensal entre 2
e 5 salários mínimos, 16,7% de 1 a 2 salários mínimos, 8,3% menos de um salário
mínimo, 8,3% de 5 a 10 salários mínimos e 25% preferem não declarar. 89% dos
respondentes não são vegetarianos e 11% são vegetarianos. 54% dos não vegetaria-
nos não comem algum tipo de carne e 46% comem todo tipo de carne. Dentre os
respondentes vegetarianos 77,8% concordam que a dieta vegetariana não é difícil
de ser seguida e 22,2% acham que é difícil; 100% dos vegetarianos concordam que
não há opções de alimentação vegetarianas suficientes nos locais em que frequen-
tam; 79,4% dos não vegetarianos já foram adeptos da dieta vegetariana e 20,6%
nunca foram vegetarianos. Desses 79,4%, 53,3% pararam de comer carne por es-
tarem preocupados com os maus tratos aos animais, 6,7% pela saúde, 6,7% por
questões ambientais e 33,3% por outros motivos. ainda sobre esses 79,4%, 62,4%
voltaram a consumir carne por gostar do sabor, 25% pela saúde e 12,5% por influ-
ência de terceiros. 42,9% dos não vegetarianos tem interesse em experimentar a

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

dieta vegetariana e 57,1% não tem interesse; dos não vegetarianos 46% continuam
comendo carne por gostar do sabor, 30,2% por hábito/costume, 14,3% por falta de
opções vegetarianas e 9,5% por não acreditarem nas vantagens da dieta vegetaria-
na. Dos não vegetarianos, 65% eliminariam a carne de sua dieta por saber que os
animais sofreram antes de morrer, 15% por saber da grande poluição produzida
pelos dejetos e restos de animais, 13,3% por saber que há um excessivo gasto de
água para a produção de carne e 6,7% por saber que é necessário desmatar 10 mil
metros quadrados para a produção de um quilo de carne. Conclui-se que os vege-
tarianos estão satisfeitos com sua dieta e acreditam que precisa-se de mais atenção
do comércio para esse grupo, que os não vegetarianos também estão satisfeitos, e
não dispensam a possibilidade de experimentar a dieta vegetariana pelo motivo
de se sentirem “culpados” em relação aos animais. Considerando-se o dado de que
79,4% dos não vegetarianos já vivenciaram uma experiência de vegetarianismo,
acredita-se que existe dentre os respondentes uma tendência ao questionamento
do hábito de comer carne e que isso possa refletir uma tendência mais geral da so-
ciedade contemporânea. Sugere-se que, nas escolas, desde a fase inicial da educa-
ção, alternativas de alimentação vegetariana sejam apresentadas aos alunos, para
que estes possam perceber a possibilidade do vegetarianismo. Por fim, destaca-se
que as opções de alimentações vegetarianas devem ser ampliadas em lugares de
comercialização de alimentos, especialmente em lugares públicos como escolas
e restaurantes: os vegetarianos também têm direito a uma alimentação variada e
isto é possível sem grandes custos.

Palavras-chave: Vegetarianismo, Carne, opiniões.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
EM FOZ DO IGUAÇU
SANTOS, Mateus Henrique

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações e opiniões


sobre a intolerância religiosa e religiosidade em Foz do Iguaçu. Trata-se de um
Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um ques-
tionário on-line. O questionário foi respondido por 28 sujeitos, sendo 53,6% que
se definem como protestantes (evangélicos, batistas, mórmons, luteranos, teste-
munhas de Jeová, dentre outros); 25% católicos; 17,9% acreditam em uma força
maior (divindade), porém não pertence a nenhuma religião; e 3,6% são pagãos.
Dos entrevistados, 78,6% acreditam existir intolerância religiosa em Foz do Igua-
çu; 10,7% não tem certeza da ocorrência de tal fenômeno; 10,7% nunca ouviram
falar no assunto. 68% seguem a sua religião porque parentes ou familiares seguem
a mesma religião, 20% porque um dia ouviu falar nela e se interessou, 12% por
outros motivos. 64,3% dizem que seus pais não os obrigam a efetuar práticas li-
gadas a uma religião, já 35,7% dizem que sim. 50% dizem participar de atividades
religiosas em grupo por duas ou mais vezes na semana, 28,6% uma vez na semana,
10,7% raramente vão aos cultos, 3,6% uma vez ao ano, 3,6% não possuem culto,
3,6% outros. 28,6% buscam praticar todos os preceitos de sua religião, 32,1% bus-
cam praticar a maior parte deles, 21,4% praticam somente os que vão de acordo
a seus ideais, 10,7% não estão preocupados em praticar, 7,1% praticam poucos.
32,9% dizem que a religião é a coisa mais importante em suas vidas e nela pro-
curaram basear todos os atos e opiniões, 39,3% dizem ser algo muito importante
na qual tentam basear a maior parte de seus atos e opiniões, 10,7% dizem que a
religião tem pequena importância em suas vidas, 10,7% dizem não ser importante
e não se baseiam nela, 3,6% diz ter alguma importância, porém não se baseiam
nela, 3,6% outros. 25% dizem que deve existir ensino religioso em todos as es-
colas, 28,6% discordam da presença do ensino religioso na escola, 1,4% acredi-
tam que o ensino religioso deve ser matéria opcional, 14,3% não possuem opinião
formada, 3,6% acreditam que o ensino religioso deve ser ofertado somente em

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

escolas religiosas, 7,1% não opinaram. 77,8% aceitariam familiares pertencentes à


outra religião, 14,8% aceitariam, porém não estariam felizes, 7,4% toleraria. 81,5%
aceitariam amigos (as) pertencentes à outra religião, 11,1% aceitariam, porém não
estariam felizes, 7,4% toleraria. 91,6% aceitaria doadores de sangue/órgãos, 7,4%
aceitariam, porém não estariam felizes. 51,9% aceitariam ter filhos (as) pertencen-
tes a outra religião, 37% aceitariam, porém não estariam felizes, 11,1% toleraria.
81,5% aceitariam vizinhos (as) pertencentes a outra religião, 14,8% aceitariam, po-
rém não estariam felizes, 3,7% toleraria. 85,2% aceitariam colegas ou parceiros
(as) de trabalho pertencentes a outra religião, 11,1% aceitariam, porém não esta-
riam felizes, 3,7% toleraria. 80,8% aceitariam ter empregados em sua casa/funcio-
nários de sua empresa pertencentes a outra religião, 7,7% aceitariam, porém não
estariam felizes, 7,7% toleraria, 3,8% preferiram não declarar. 80,8% aceitariam
turistas pertencentes a outra religião, 11,5% aceitariam porém não estariam feli-
zes, 7,7% toleraria. 63% aceitaria governadores/presidentes/prefeitos pertencentes
a outra religião, 7,4% aceitariam porém não estariam felizes, 22,2% toleraria, 3,7%
não aceitariam e 3,7% não reconheceriam este como tal. 7,4% votariam em can-
didatos que compartilham a mesma religião que eles, 22,2% teriam alguma prefe-
rência por candidatos que compartilham da mesma religião que eles, 48,1% dizem
que a religião do candidato é indiferente, 14,8% não votaria em candidatos que
explicitam sua religião, 7,4% outros. Conclui-se que dentre os moradores de Foz
do Iguaçu existe forte religiosidade e tolerância em relação à diversidade religiosa,
mas que mesmo assim a intolerância religiosa se manifesta em alguns segmentos
sociais, uma vez que uma pequena parcela dos respondentes aponta não satisfação
com o fato de pessoas de diferentes religiões fazerem parte de seus círculos sociais.

Palavras-chave: Intolerância, Religião, Crença.

130
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

REAÇÕES DIANTE DE PROPAGANDA


NAS REDES SOCIAIS
SOARES, Lucas
FONTEBASSO, Bruno

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar comportamentos rela-


cionados com a propaganda em redes sociais, na perspectiva dos usuários destas
redes. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação
de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 50 usuários das
redes sociais, sendo 61.2% homens e 38.8% mulheres. Os principais resultados
obtidos foram os seguintes: 61.2% dos entrevistados utilizam a internet há 7 anos
ou mais; 26.5% utilizam-na entre 4 a 6 anos e 12.2% utilizam internet há menos de
3 anos. 100% dos entrevistados afirmam possuir perfil em pelo menos uma rede
social e se conectam as redes sociais todos os dias. 95.8% utilizam o Facebook;
54.2% utilizam o Twitter; 6.3% o LinkedIn e 41.7% utilizam outras redes sociais.
Quanto ao dispositivo em que os entrevistados utilizam para se conectar as re-
des sociais, 34.8% utilizam o Computador (Desktop); 93.5% utilizam o celular;
8.7% o tablet e 52.2% o notebook. 97.8% dos entrevistados acessam as redes sociais
em sua residência; 65.2% acessam na escola, trabalho, ou outros. Os principais
motivos para a criação dos perfis nas redes sociais estão entre: entretenimento/
lazer 82.9%; buscar e manter contatos sociais 67.4%; obter informações em tem-
po real de seus contatos 34.8%; outros motivos 56.4%. Em relação ao perfil de
comportamento nas redes sociais, 54.3% dos entrevistados se identificam como
participantes (interagem e compartilham conteúdos); 39.1% se identificam como
expectadores (somente acompanham os acontecimentos) e 6.5% se identificam
como criadores (criam e divulgam seu próprio conteúdo). Na questão “você cos-
tuma participar de alguma publicidade (promoções, ofertas, sorteios) de empre-
sas pela Rede Social?”, 52.2% dos entrevistados afirmaram não participar e 47.8%
afirmaram que costumam participar. Em relação a compartilhar publicidade para
outras pessoas, 52.2% dos entrevistados afirmaram que compartilham e 47.8%
afirmaram que não costumam compartilhar publicidade de outras pessoas. Em

131
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

relação aos quesitos mais atrativos de uma publicidade realizada nas redes sociais,
as alternativas mais escolhidas foram: apresentação do produto (design, fotos),
com 57.8%; promoções com 48.9% e credibilidade da marca com 40%. Neste con-
texto, 63% dos participantes da pesquisa já usaram as redes sociais como canal de
contato com alguma empresa e 37% nunca usou. Concluiu-se que as redes sociais
são um recurso que pode ser eficaz para atividades de marketing e propaganda,
um recurso que quase não gera custos e que aproxima a relação cliente e empresa
em um ambiente utilizado espontaneamente por potenciais clientes. Destaca-se
que, o próprio usuário das redes sociais pode ser um agente de marketing, uma
vez que, como os dados indicam, muitos compartilham propagandas com outros
usuários dos ambientes virtuais em questão.

Palavras-chave: propaganda, redes sociais, comportamento.

132
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A MÍDIA CONTROLADA POR


INTERESSES POLÍTICOS
VASCONCELOS, Pedro Ivo
PRESOTTO, Allan

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se entender a visão dos adolescentes


em relação à divulgação de fatos políticos na mídia. Trata-se de um Levantamento
de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 41 pessoas, sendo 63,4% homens e 36,6% mu-
lheres. Predominantemente (90,2%), os participantes da pesquisa possuem idades
entre 15 e 20 anos. 95,1% dizem utilizar a Internet como principal meio de infor-
mação sobre política. 51,2% dos participantes da pesquisa acreditam que o horário
de propaganda eleitoral obrigatória é útil para conhecer as propostas dos candi-
datos, 29,3% dizem que o mesma é útil para conhecer os candidatos, 14,6% acham
que é um meio de os políticos acalmarem as pessoas diante uma crise política; 1
entrevistado diz ser desnecessário e outro diz ser desigual, pois alguns partidos
possuem mais recursos para campanhas maiores. 97,5% dos participantes da pes-
quisa acreditam que os políticos utilizam a mídia para influenciá-los e 2,5% dis-
corda da ocorrência de tal fato. 39% dos entrevistados afirmam que têm o hábito
de ler, ouvir ou assistir assuntos políticos, 34,1% afirma que às vezes o faz e 26,8%
afirmam não realizar nenhuma dessas atividades. Quando perguntado se os en-
trevistados acreditam no que é apresentado nos meios de comunicação de massa,
65,9% disseram acreditar um pouco, desses 37% se consideram pessoas pouco
informadas e 26% se consideram pessoas informadas. 26,8% dos participantes da
afirmam não acreditar no expresso nos meios de comunicação de massa, destes,
45,4% se consideram informados e 36,3% muito informados e 18,3% um pouco
informados. Apenas 7,3% acreditam nas informações sobre política expressa pe-
los meios de comunicação de massa. Observa-se que as pessoas que acreditam ter
maior índice de informação tendem a desacreditar nas informações oriundas dos
meios de comunicação de massa. Destaca-se também que as informações expres-

133
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

sas na internet recebem mais credibilidade do que informações oriundas de fontes


de informação como a televisão, rádio e os jornais.

Palavras-chave: política, mídia, influência, controle.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

OPINIÕES SOBRE PAPÉIS DE GÊNERO


ALENCAR, Áquila Oliveira
STOPASSOLI, Juliana Abatti

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identifica opiniões sobre papéis de


gênero na perspectiva de jovens e adolescentes. Trata-se de um Levantamento de
Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 78 pessoas, sendo 65,4% mulheres e 34,6% ho-
mens. Desses, 66,7% têm idades entre 10 e 16 anos e 33,4% tem entre 17 e 25 anos.
Quanto à renda familiar mensal, 62,8% possuem renda entre menos de 1 salário
mínimo a 5 salários mínimos; 15,4% possuem renda entre 5 salários mínimos a
mais de 15 salários mínimos e 21,8% preferiram não declarar. Os principais resul-
tados obtidos foram os seguintes: quando perguntados sobre o que achavam de
ver uma mulher pagando a conta de um casal em um restaurante, 20,5% acham
que seria mais educado se o homem pagasse a conta; 33,3% acham que, provavel-
mente, foi a mulher que fez o convite e 46,2% acham que aquela mulher, sendo
independente, deve detestar ficar devendo a alguém. 76,9% acham natural que o
pai e a mãe compartilhem as tarefas e os cuidados do filho como a troca de fral-
das; 20,5% pensam que um pai que troca as fraldas do filho não faz mais que a
obrigação; 2,6% acham linda essa atitude colaborativa e quando encontrá-lo vão
até elogiar. Neste contexto, 69,2% acreditam que atitude de um rapaz que se pron-
tifica a levar as sacolas de uma mulher na feira, é um raro ato de cavalheirismo;
26,9% acham tal ato gentil, mas acreditam que ele baseia-se na ideia de que a mu-
lher é mais frágil do que o homem; 2,6% acham tal ato antiquado, pois as mulhe-
res de hoje em dia dispensam esse tipo de cuidado, 1,3% acham a atitude natural,
pois as mulheres são mais frágeis e gostam de proteção. Para reduzir o assédio
às mulheres no ônibus, 87,2% falaram que deve haver educação desde a primeira
infância, além de denúncia e punição efetiva dos assediadores, 5,1% acham que
as mulheres deveriam conhecer estratégias de defesa pessoal para afugentar, na
hora, todo homem que se aproximar demais, 5,1% acha que as mulheres que não
desejam ser assediadas deveriam usar roupas bem mais discretas e 2,6% acham

135
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

que as mulheres deviam ter ônibus só para elas. 66,7% acredita não ser um pro-
blema uma família em que um marido cuida da casa e a mulher trabalha, 21,8%
sente esta situação como desconfortável, 7,7% entendem que esta situação indica
uma mudança de papéis que demonstra a evolução social; 3,8% acreditam que esta
situação humilhante a tanto para o marido quanto para a mulher. Para a vaga de
professor(a) de uma creche, dentre candidatos homens ou mulheres, 94,9% esco-
lheriam aqueles que tivessem a melhor qualificação; 5,1 % escolheriam a mulher,
já que as mulheres são mais delicadas. Ao serem questionados sobre como inter-
pretariam o fato de ver o namorado de sua filha chorando quando assiste um fil-
me, 91% disse interpretar como algo normal, afinal, emoção não tem gênero; 5,1%
concluiria que ele é gay e que ela precisa arrumar outro namorado urgentemente;
3,8% afirma que achei interessante que um homem expresse seu lado feminino.
Para 79,5% a escolha da roupa, do horário ou fato de estar sozinha não justifica
o ato de agressão sexual contra as mulheres; para 15,4% embora tais comporta-
mentos não justifique a agressão sexual, as mulheres devem usar roupas mais ade-
quadas para saírem sozinha e à noite; e 5,1% acha extremamente inadequado uma
mulher andar sozinha ou usar roupas curtas. Embora predominantemente os
dados coletados indiquem opiniões que questionam os habituais papéis de gênero,
as respostas dos participantes da pesquisa assinalam um pequeno percentual de
pessoas que defendem a perpetuação dos tradicionais comportamentos associa-
dos ao feminino e ao masculino. Trata-se de opiniões que, por exemplo, negam ao
homem a possibilidade de expressão de sentimentos e a mulher a possibilidade de
vestir-se de determinadas formas ou andar nas ruas em determinados horários.

Palavras-chave: Machismo, papéis de gênero, opiniões.

136
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

(IN) SUSTENTABILIDADE NOS


DOMICÍLIOS DE FAMÍLIAS DO OESTE
PARANAENSE
LUZ, Clara
FAJARDO JAGNOW, Liliane

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar práticas sustentáveis re-


alizadas em domicílios de famílias do oeste paranaense. Trata-se de um Estudo
de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 104 pessoas, sendo 81% dos respondentes mu-
lheres e 18% homens; 74% com idade entre 14 e 18 anos. 82% dos respondentes
são estudantes do Ensino Médio. 34% dos respondentes afirmam demorar entre
5 e 10 minutos para tomarem banho, 25% afirmam demorar 15 minutos e outros
41% afirmam demorar mais de quinze minutos. 59% declaram que nunca deixam
a torneira aberta enquanto escovam os dentes. 22% declaram que nunca deixam
as luzes acessas durante o dia, 40% alegam que deixam algumas vezes e somente
3% afirmam que sempre deixam. 30% dos participantes da pesquisa afirmam que
nunca deixam o computador ligado sem estar utilizando-o, 32% algumas vezes
tem esse comportamento e 38% geralmente mantem o computador ligado mesmo
quando não o estão utilizando. Dentre os participantes da pesquisa, 37% alegam
que separam o lixo orgânico do reciclável e 22% afirmam que nunca se impor-
taram com isso.   59% alegam que sempre apagam as luzes do cômodo que estão
ao se dirigirem a outro espaço e apenas 5% alegam não fazer isso e os outros 36%
afirmam que as apagam raramente. 48% dizem descartar o papel utilizado no lixo
comum, 33% por vezes reutiliza o papel reciclado e 18% dos respondentes costu-
mam transformar papel em rascunho antes de encaminharem para reciclagem.
Neste contexto, 76%, declaram que tem o hábito de abrir as janelas para aproveitar
a iluminação natural e ventilação.   Com relação às lâmpadas que economizam
energia, 89%, afirmam que as utilizam e 10% não as utilizam em seus domicílios.
Para 39% dos participantes da pesquisa as soluções dos problemas ambientais de-
correm de pequenas ações de cada indivíduo, 53% acreditam que as soluções têm

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

que origem em ações individuais, em ações do governo e empresas. Observa-se


que, na organização das ações do cotidiano, as respostas dos participantes da pes-
quisa indicam que as famílias do oeste paranaense nem sempre executam condu-
tas que demonstram preocupação com questões ambientais: no tempo do banho,
no computador que se mantem ligado e no lixo que não é separado, estão exem-
plos de pouca preocupação com sustentabilidade. No entanto, os participantes
concordam com seu papel na redução dos problemas ambientais e realizam ações
de cuidado com o meio ambiente que impactam também na redução de gastos,
tais como o uso de lâmpadas mais econômicas. Acredita-se que estratégias perma-
nentes de educação ambiental (formal e informal) devem ser efetuadas para que as
pessoas incorporem hábitos sustentáveis no cotidiano das atividades domiciliares.

Palavras-chave: Sustentabilidade, ambiental, práticas domiciliares.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

CULTURA DO ESTUPRO:
EM OPINIÕES E DETALHES
FILIPIAK, Eduarda Borges
LIMA, Emanuely de Carvalho

Resumo: A expressão “cultura do estupro” tem sido utilizada desde 1970, para
apontar comportamentos (sutis ou explícitos) que silenciam ou relativizam a vio-
lência sexual contra a mulher. Na presente pesquisa objetiva-se averiguar possíveis
expressões da cultura do estupro dentre adolescentes e jovens. Trata-se de um
Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário
on-line e análise dos resultados. O questionário foi respondido por 44 sujeitos,
sendo 10 do sexo masculino e 34 do feminino. Os principais resultados obtidos
foram os seguintes: 93,2% dos participantes da pesquisa consideram o estupro um
ato anormal e criminoso os outros 6.8% consideram o estupro um ato normal.
86,4% dos participantes da pesquisa acreditam que no mundo atual ainda há uma
chance de haver igualdade de gênero e 13.6% não acredita nesta possibilidade. 75%
afirmaram sofrer cotidianamente com o assédio sexual, enquanto 25% afirmam
que não sofrem assédio sexual - em sua maioria, os que afirmam que não sofrem
assédio, são homens. Em relação à ação de assoviar para mulheres na rua, 90,9%
relatam não ser uma atitude normal, mas 9,1% não percebem tal ato como inade-
quado. 97,7% dos participantes da pesquisa discordam que a culpa de um estupro
pode ser da vítima, enquanto 2,3% acreditam que ocasionalmente a vítima pode
ser culpada de ser estuprada. 83,7% afirmam que o movimento feminista é funda-
mental para combater a cultura do estuporo e 16,3% discordam dessa interpreta-
ção. 93,2% dos participantes da pesquisa não concordam que “em briga e agressões
de marido e mulher ninguém pode meter a colher” e 6,8% concordam com essa
interpretação. Além disso, 100% dos que responderam, afirmam que mulher que
sofre violência em casa não provocou o homem, e que a mulher que sofre violência
conjugal não tem personalidade sadomasoquista. De acordo com as respostas ad-
quiridas, 100% discordam que a mulher deve aguentar a violência para manter a
família unida, assim como 97.7% discordam que atualmente a violência doméstica

139
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

contra a mulher justifica-se pelo alto nível de estresse, enquanto os outros 2.3%
concordam. 47,7% acreditam que o homem é naturalmente mais agressivo que a
mulher e 52.3% discordam desta afirmação. 43.2% relatam acreditar que todo ho-
mem tem potencial de ser estuprador, mas 56.8% não acredita na veracidade desta
interpretação. 86.4% não concordam com a afirmação de que “mulher casada tem
que transar com o marido, mesmo que não queira”; já 13.6% afirmam que sim. Por
fim, 75% das pessoas que responderam o questionário pensam que o estupro não
é um ato banal e 25% acredita na banalidade do estupro. Observa-se que a maio-
ria dos participantes da pesquisa acham erradas as atitudes relacionadas com a
cultura do estupro, porém, algumas das respostas reforçam essa atitude tais como
assoviar na rua e as ideias de que a culpa do estupro é da vítima e de que o estupro
é um ato banal e normal. As respostas coletadas ainda indicam que existe assédio
sexual/verbal nas ruas, incomodando as vítimas cotidianamente.

Palavras-chave: estupro, cultura, assédio.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

DESIGUALDADE SOCIAL E POBREZA:


ENTRE OPINIÕES E PRECONCEITOS
BOITA, Alisson Becker
JESUS, Adeir Silva

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões relacionadas


com a desigualdade social e a pobreza no Brasil. Trata-se de um Levantamento
de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-
-line. O questionário foi respondido por 31 estudantes, 22,6% do sexo masculino e
77,4% do sexo feminino; 96,8% com idade entre 10 a 18 anos. Os principais resul-
tados obtidos foram os seguintes: 96,8% dos participantes da pesquisa afirmam
que existe preconceito em relação às pessoas mais pobres da sociedade brasileira
e 3,2% acredita que tal preconceito não existe. 45,2% afirmam que ricos também
sofrem com preconceito e são discriminados no Brasil e 54,8% dizem que isso não
ocorre. Exemplificando preconceitos contra pessoas mais pobres, os participantes
da pesquisa descreveram situações em que pobres são considerados inadequados
em relação a um determinado espaço, porque supostamente não teriam condições
de compra dos itens nele vendidos, ou são pensados como favelados ou mendigos,
em função da roupa que vestem. Identificando preconceitos contra pessoas mais
ricas, citaram frases como “aqui playboy não entra”, representando a expressão da
não aceitação de “ricos” em determinados contextos. Neste contexto, 58,1% acre-
ditam que ações do governo, tais como programas sociais, são úteis para acabar
com a desigualdade social e 41,9% não acreditam em tais ações; 74,2% declaram
que os movimentos sociais auxiliam no combate à desigualdade social e 25,8%
acreditam que não; todos os participantes da pesquisa acreditam que existe uma
relação entre pobreza e maior índice de criminalidade; 64,5% acreditam que a
desigualdade social contribui para a violência no país e 35,5% dizem que não;
54,8% dos entrevistados não sabem se contribuem ou não para a desigualdade no
Brasil, 25,8% afirmam que não contribuem, 12,9% contribuem, e 6,2% dizem que
não; 96,8% declaram que o Brasil é um país marcado por desigualdades sociais e
3,2% discordam desta interpretação. 58,1% afirmam que frequentemente se de-

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

param com situações de discriminação aos mais pobres. Dentre os participantes


da pesquisa, 90,3% dizem que na zona urbana ocorre mais desigualdade social,
enquanto 9,7% acredita que a desigualdade social está mais presente na zona rural;
51,6% acreditam que o Brasil está entre os países mais desiguais do mundo. Todos
os participantes da pesquisa acreditam que a desigualdade se concentra mais nas
cidades maiores do que nas menores cidades. E 96,8% dos entrevistados creem
que lutar contra a desigualdade social é uma forma de manter a sociedade mais
humana e justa perante os seus cidadãos e 3,2% acreditam que lutas contra a desi-
gualdade social não transformam a justiça nas sociedades. Considerando-se que o
Brasil é um dos países com maior índice de desigualdade social no mundo e tendo
em vista os dados coletados, destaca-se como a desigualdade social pode ter efeitos
que ultrapassam condições econômicas e interferem nas relações entre pessoas
de diferentes classes sociais, pois geram preconceitos e atitudes discriminatórias.
Ressalta-se também a descrença de pequena parcela de participantes da pesquisa
em relação à eficácia das lutas de movimentos sociais no combate a desigualdade
e/ou descrença no próprio combate a desigualdade, como recurso para superação
a injustiça – estas descrenças revelam o desconhecimento da história da humani-
dade que indica que, as lutas de movimentos sociais foram recursos das pessoas de
classes mais pobres para a conquista de melhores condições de vida.

Palavras-chave: desigualdade social, pobreza, opiniões.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

FORMAS DE EXPRESSÃO EMOCIONAL:


ENTRE MENINAS E MENINOS
HEGER, Daniela Helena
BARROS, Gabriela Toffanetto

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre as for-


mas de expressão emocional de meninas e meninos. Trata-se de um levantamento
de opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 287 sujeitos, sendo 64,1% mulheres e 35,9%
homens; 48,4% possuem idade entre 10 e 16 anos, 35,2% tem entre 17 e 19 anos
e 16,4% possuem mais de 20 anos. Os principais resultados obtidos foram os se-
guintes: 97,2% dos participantes da pesquisa afirmam não concordar com o dita-
do “Homem que é homem não chora” e apenas 2,8% afirmam concordar; 45,3%
dizem não se sentir desconfortável por manifestar emoções em público, outros
54,7% dizem que se sentiriam desconfortável; 89,5% confirmam que já escuta-
ram dizer que “chorar é coisa de mulherzinha” e 10,5% confirmam que nunca
escutaram tal afirmação; 72,8% dos entrevistados admitem que nunca deixaram
de expressar seus sentimentos por medo de ser considerado afeminado e 27,2% (
a maioria meninos) admitem que já deixaram de expressar seus sentimentos por
conta do medo de ser considerado afeminado; 92% reconhecem que os meninos
são mais pressionados do que as meninas para não chorarem ou se emocionarem,
outros 8% dizem não ser verdade; dos entrevistados que reconheceram que os
meninos são mais pressionados do que as meninas para não chorarem ou se emo-
cionarem, 71,1% acreditam que é porque as pessoas associam masculinidade com
força e força com “frieza emocional”, 19,2% acreditam que é porque a sociedade
prega que os meninos não devem expressar seus sentimentos em público, 6,8%
dizem que é porque biologicamente os meninos apresentam menos tendência a
se emocionar e 8% afirmam ser por outro motivo; 89,2% firmam que as meninas
são mais pressionadas do que os meninos para não chorarem ou se emociona-
rem, 10,8% discordam desta interpretação; 50,2% declaram que os meninos são
imprevisíveis e podem se expressar de várias maneiras, 25,8% acreditam que os

143
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

meninos geralmente não expressam seus sentimentos, 17,4% afirmam que os me-
ninos expressam seus sentimentos apenas quando estão sozinhos, 5,6% diz que os
meninos são bem diretos, expressam e falam sobre seus sentimentos, 1% assegura
que os meninos são muito sentimentais e expressam seus sentimentos em qual-
quer momento e lugar; 56,8% declaram que as meninas são imprevisíveis e podem
se expressar de várias maneiras, 32,1% acreditam que as meninas são muito sen-
timentais e expressam seus sentimentos em qualquer momento e lugar, 8,4% afir-
mam que as meninas são bem diretas, expressam e falam sobre seus sentimentos,
2,8% dizem que as meninas geralmente não expressam seus sentimentos. Consi-
derando os dados coletados observa-se que predominantemente os respondentes
acreditam na sociedade ainda existem preconceitos em relação a como meninos
e meninas devem expressar emoções. Espera-se que os meninos sejam “durões”
e não expressem sentimentos e ou não chorem e da menina espera-se o oposto.
Acredita-se que estes preconceitos devam ser superados para a mais adequada ex-
pressão emocional, seja de meninos ou meninas.

Palavras-chave: Emoções, Meninas, Meninos.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

BULLYING NAS ESCOLAS


SANTOS, Maria Alice dos
PRIOTTO, Heloisa Palma

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a


ocorrência do bullying em um contexto escolar. Trata-se de um Estudo de Caso
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O ques-
tionário foi respondido por 47 sujeitos (estudantes do Ensino Médio), sendo que
63,1% são do sexo feminino e 36,9% são do sexo masculino; dentre esses, 83%
apenas estudam, 10,6% apenas trabalham e 6,4% trabalham e estudam. Os prin-
cipais resultados obtidos foram os seguintes: 31,9% dos participantes da pesquisa
afirmam que nunca sofreram agressão, intimidação ou assédio na escola e 68,1%
responderam que já haviam sofrido; 12,8% haviam sofrido intimidação, agressão
ou assédio apenas uma vez, 27,7% sofreram diversas vezes, 2,1% sofreram todos
os dias, 27,7% sofreram algumas vezes e 4,3% sofreram várias vezes ao dia; 17%
dessas pessoas sofreram intimidação, agressão ou assédio indo ou vindo da escola,
2,1% sofreram no banheiro da escola, 10,6% no refeitório da escola, 27,7% na sala
de aula e 40,4% em outro local da escola; 4,3% desses entrevistados responderam
que quando isso aconteceu, não se sentiram incomodados, 10,6% sentiram se
assustados, 14,9% ficaram com medo, 42,6% sentiram-se mal e 2,1% não queriam
mais ir para a escola; 47,8% dessas pessoas responderam que a intimidação, agres-
são ou assédio sofridos por elas não teve consequências, 17,4% responderam que
teve consequências ruins, 6,5% responderam que teve consequências terríveis e
4,3% responderam que tiveram que mudar de escola; 2,1% não sentem nada em
relação aos agressores, 36,2% tem pena deles, 12,8% tem medo deles, 46,8% não
gosta deles e 2,1% gosta deles; 61,7% acreditam que a culpa de que pratica intimi-
dação, agressão ou assédio é do agressor, 21,3% responderam que a culpa é dos
alunos que assistem e não fazem nada e 17% acreditam que a culpa é dos pais
de quem agride; 75,7% responderam que foram agredidas por pessoas do sexo
masculino, e 24,3% que foram agredidas por pessoas do sexo feminino; 27% das
pessoas sofreram agressão, intimidação ou assédio de forma física, 67,6% sofre-

145
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ram de forma verbal, 27% de forma emocional, 5,4% de forma sexual e 5,4% de
forma racista; 91,1% dos participantes da pesquisa afirmam que nunca intimida-
ram, assediaram ou agrediram alguém e 8,9% declaram que já executaram tais
ações. Os dados coletados indicam que o bullying é algo bastante presente no es-
paço escolar dos participantes da pesquisa. Acredita-se que as vítimas do bullying
podem desenvolver problemas psíquicos e que aqueles que praticam o bullying
possam futuramente adotar comportamentos, antissociais, psicóticos e/ou violen-
tos. Conclui-se então que a temática em questão precisa ser abordada pela escola
e que família e comunidade escolar precisam trabalhar juntos para identificar e
combater casos de bullying.

Palavras-chave: Bullying, violência, escola.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ALUNOS QUE SE SENTEM


DISCRIMINADOS PELOS PROFESSORES
KLAUCK, Larissa Gregório
SILVESTRI, Macsini Cometa Andrioli

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a


possível ocorrência de atos discriminatórios dos professores para com os alunos.
Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplica-
ção de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 47 estudantes,
sendo 76,1% do sexo feminino e 23,9% do sexo masculino. Os participantes da
pesquisa tem idade entre 14 e 19 anos. Os principais resultados obtidos foram os
seguintes: 56,5% dos participantes da pesquisa afirmam que já se sentiram dis-
criminados pelos professores, enquanto 43,5% nunca se sentiram discriminados.
Dentre os que se sentiram discriminados pelos professores, 51,7% acredita a di-
ficuldade no aprendizado foi o fator motivador da discriminação, 21,1% acredita
que a religião a que pertencem motivou a atitude discriminatória, 15,2% a cor de
pele, 9,1% a origem étnica e cultural, 6,1% a orientação sexual e 39,4% cita outros
motivos. Como atitudes discriminatórias, 26 dos estudantes citam a grosseria do
professor, 20 citaram o favoritismo do docente para com outros alunos, 18 a impa-
ciência, 14 a implicância individualizada, 10 o autoritarismo e 9 a falta de interesse
do professor para com o aluno. 58,7% dos participantes da pesquisa sentem medo
de algum de seus professores. Devido ao relacionamento com o professor, 67,4%
dizem que se sentem afetados negativamente no aprendizado, porém 32,6% dizem
que não se sentem afetados. Ao que se refere a essa deficiência no relacionamento
com os professores 78,3% das pessoas tem muita dificuldade na matéria, os outros
21,7% não possuem dificuldades na matéria. 95,7% dos participantes da pesquisa
acreditam que os professores demonstram preferência por determinados alunos.
84,8% acreditam que notas baixas influenciam na ocorrência de discriminação
dos professores para com os alunos. 87% declaram que acreditam que o humor do
professor pode afetar a vontade de aprender e causar algum desconforto durante
as aulas. O número de alunos que afirmam já ter chorado pelas atitudes de algum

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

professor é de 56,5%. Em caso de dúvidas na matéria em que o relacionamento


com o professor é considerado inadequado 57,8% pedem ajuda a um colega, 26,7%
deixam passar, 8,9% procuram o professor em outro momento e apenas 6,6% pe-
dem a explicação em público. Os dados coletados indicam que, no relacionamento
professor-aluno, os alunos sentem-se muitas vezes discriminados e que isso pode
interferir negativamente na aprendizagem e no esclarecimento de dúvidas, bem
como pode afetar o aluno psicologicamente. Assim, acredita-se que a relação entre
professores e alunos precisa ser discutida em espaço escolar e que todos os alunos
precisam ser escutados para que a escola não se torne um lugar de discriminação.

Palavras-chave: alunos, discriminação, professores.

148
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

DROGAS E ÁLCOOL NA ADOLESCÊNCIA


VIANA, Kethelyn Beatriz
MACHADO, Luciene do Carmo Ribeiro

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se analisar como as drogas e o álcool


influenciam a vida dos adolescentes. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta
de dados pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido
por 28 sujeitos, sendo 67,9% são mulheres e 32,1% homens, a maioria, 75% com
idade entre 10 e 18 anos e 25% com idade entre 18 e 20 anos. 89,3% admitiram
já ter ingerido bebida alcoólica e 10,7% disseram que não. 71,4% dos entrevis-
tados disseram que se fumassem maconha ocasionalmente ou regularmente, os
amigos íntimos desaprovariam e 28,6% alegaram que não receberiam nenhuma
desaprovação. Quanto à ingestão de bebidas alcoólicas em regularidade, 66,7%
disseram que seus amigos não desaprovariam e 33,3% que seus amigos desapro-
variam. 78,5% alegaram que não bebem, pois não têm motivo para realizar tal
ato e os outros 21,5% dizem ter medo de futuramente adquirir problemas com
bebidas alcoólicas. 66,6% disseram que começaram a beber mais que um goli-
nho há um ano e 33,4% disseram que não bebem regularmente. Falando sobre
drogas que eles já experimentaram, 71,4% alegaram nunca terem usado nenhum
tipo, 7,1% já fumaram cigarro, 17,9% usaram maconha e 3,6% já experimentaram
LSD. 39,3% dos participantes da pesquisa disseram que já ficaram com alguém
sob efeito de drogas e 60,7% que não ficaram. 64,3% dos participantes da pesquisa
disseram nunca ter tido problemas com a polícia enquanto estava sob efeito de
drogas, enquanto 7,1% já tiveram. 57,1% alegaram que ninguém os influenciou a
beber ou usar drogas e 42,9% afirmou que já sofreram influencias para beberem.
85,7% dos respondentes disseram que nunca beberam para se adequar a um grupo
social específico e 14,3% disseram que talvez já o tenham feito. 67,9% afirmaram
que se incomodam quando alguém usa drogas por perto e 32,1% disseram que
não faz diferença. Quanto ao motivo de beber em festas, 64,3% alegaram que é
por diversão, enquanto 35,7% disseram que não tem um motivo em particular.
Considerando-se o alto índice de adolescentes que alegam ter consumido drogas

149
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

lícitas, especialmente o álcool, considera-se que os estudos do efeito do álcool e


os fatores sociais que levam ao consumo do álcool deveriam ser mais discutidos
no espaço escolar. Aliás, sabemos que álcool mata mais do que as drogas ilícitas.
Destaca-se também a precocidade do início do consumo do álcool, uma vez que os
participantes pesquisa são predominantemente menores de idade e observou-se
que a maioria deles declara que já consumiu bebidas alcoólicas.

Palavras-chave: drogas, álcool, adolescência.

150
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

MACHISMO, FEMINISMO E FEMISMO:


VOCÊ SABE A DIFERENÇA?
PEREIRA, Gabriel
NASCIMENTO, Vitória

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar o conhecimento das pes-


soas em relação à diferença entre feminismo e femismo. Trata-se de um levanta-
mento de opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário
on-line e análise dos resultados em uma abordagem qualitativa. O questionário foi
respondido por 106 pessoas, sendo 69 pessoas do sexo feminino e 37 do sexo mas-
culino, com idades entre 15 e 18 anos. Dentre os participantes da pesquisa, 83%
afirmam que sabem o significado de femismo e 17% que não sabem, mas 77,4%
não sabiam diferenciar femismo do feminismo e 22,6% afirmavam que sabiam,
demonstrando não compreender a diferença entre feminismo e femismo. 83% dos
entrevistados afirmam que conhecem uma pessoa que luta pelo movimento fe-
minista e 17% não conhece nenhuma pessoa que lute pelo femismo; 43,4% das
pessoas acham o femismo desnecessário, 24,5% acham um exagero, 21,7% não
conhecem o assunto e 10,4% acham necessário. Diante de imagem em que um
homem e uma mulher são separados por símbolo que representa igualdade, 81,1%
lembram-se do feminismo e 18,9% lembram-se de femismo. Ao serem indagados
sobre a realidade do femismo como problema social, 49,1% assinalaram que é um
problema real e 50,9% afirmaram que é apenas falta de informação do feminismo;
91,5% dos entrevistados completaram a frase “mulheres que buscam a igualdade
são” com a expressão “feminista” e 8,5% com a expressão “femistas”. 86,8% com-
pletaram a frase “mulheres que acreditam serem superiores aos homens são...”
com a expressão “femistas” e 13,2% com a expressão “feministas”. Quando fala-
mos sobre o machismo, 89,6% dos entrevistados afirmam que o machismo é um
problema real e 10,4% que não; 90,6% das pessoas acham que o machismo é gera-
dor de violência e 9,4% acham que não. Concluiu-se que alguns dos participantes
da pesquisa não sabem a real diferença entre o femismo e o feminismo, observa-se
também. Acredita-se que a confusão entre feminismo e femismo decorra da ótica

151
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

machista que entenda igualdade entre homens e mulheres como uma supervalo-
rização da mulher.

Palavras-chave: Femismo, feminismo, ignorância.

152
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

AVALIAÇÃO DOS PROCESSOS DE


ESCOLARIZAÇÃO
CAMARGO, Leonardo Santos
MEDEIROS, Marcos Vinicius

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar o que alunos pensam


sobre as escolas em que estudam ou estudaram. Trata-se de um levantamento de
opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 347 sujeitos, sendo 88,2% mulheres e 11,8%
homens, predominantemente com idade entre 15 e 18 anos e estudantes de escolas
públicas. 39% dos participantes da pesquisa avaliam as escolas em que estuda-
ram/estudam como “boas” e 61% como ‘’regulares’’. Nas escolas em que estudam,
44% dos participantes da pesquisa definem como “bom” o conhecimento que os
professores têm das matérias e o método de ensino dos professores e 56% definem
como regular. Quanto à dedicação dos professores para preparar aulas e atender
aos estudantes, 40% acharam insuficiente e 60% acham satisfatória. 32% avalia-
ram como insuficientes as iniciativas da escola para realizar excursões, passeios
culturais, 53% acharam tais iniciativas regulares e 15% acharam boas. 55% ava-
liam como deficientes as biblioteca da(s) escola(s) em que cursaram o ensino fun-
damental e 45% como boas. Quanto às condições dos laboratórios da(s) escola(s)
em que cursaram ensino fundamental, 45% avaliaram como insuficientes, 35%
acharam regulares e 20% avaliaram como boas. Sobre o acesso a computadores e
outros recursos de Informática da(s) escola(s) em que cursaram o ensino funda-
mental, 40% acharam insuficiente e 60,5% avaliaram como bom. Sobre o ensino
de língua estrangeira na(s) escola(s), 34% avaliaram como boas as condições para
a prática de esporte na(s) escola(s) e 64% avaliaram como regular. Neste contexto,
81% dos participantes da pesquisa afirmam que quando concluírem o ensino mé-
dio cursarão ensino superior, 7,2% disseram que farão algum curso rápido para
conseguirem emprego, 5,5% disseram que vão trabalhar e 5,5% não souberam res-
ponder. Os dados coletados indicam insatisfações dos alunos quanto à estrutura
física, práticas pedagógicas e atividades culturais, indicando que a escola precisa

153
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ser repensada tanto para atender demandas daqueles que nelas estudam, quanto
para obter melhores resultados. No entanto, indicam que apesar destas dificulda-
des, os pari percebem a importância da continuidade dos estudos.

Palavras-chave: escola, adolescentes, avaliação.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

VOCÊ É DEPENDENTE DA INTERNET?


CHAGAS, Fernando Apolinario
LIMA, Victor Romagna

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar indícios de dependência


em relação à internet. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pauta-
da na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 34
sujeitos, sendo que 18,2% afirmam ter a idade entre 12 a 14 anos; 48,5% entre 15 a
18 anos; 33,3% tem mais do que 19 anos. Os principais resultados obtidos foram
os seguintes: 21,2% declaram que sempre ficam conectados a internet por mais
tempo que pretendiam; 45,8% declaram quase sempre isso corre, 9,1% raramente
vivenciam essa situação e 9,1% não ficam conectados por mais tempo do que pre-
tendiam. 15,7% constantemente ouvem queixas de pessoas próximas pelo fato de
permanecerem muito tempo usando a internet; 43,8% frequentemente escutam
reclamações deste tipo, 18,8% raramente as escutam e 21,9% não escutam quei-
xas pelo excesso de uso da internet. Neste contexto, 34,4% dos participantes da
pesquisa não deixam de dormir para ficar na internet, enquanto 15,6% raramente
deixam de dormir para ficar na internet; 15,6% ocasionalmente; 9,4% frequente-
mente e 25% diz que sempre troca internet pela cama. Com relação ao desem-
penho no trabalho ou na escola, 41,9% dizem não terem queda de produtividade
pelo uso da Internet, enquanto 13% dizem que ocasionalmente são afetados pelo
uso da mesma; 25% declaram que isso ocorre frequentemente e 19,3% dizem que
a internet sempre causa queda no desempenho. Quase a metade, ou seja, 45,4%
não se importam em se desconectar para executar tarefas domésticas; 12,1% oca-
sionalmente; 27,3% frequentemente, enquanto 15,2% sempre negligenciam tare-
fas domésticas para ficar na internet. Quando interrompidos na internet, 31,3%
não se incomodam; 37,5% raramente se incomodam; 18,8% ocasionalmente ficam
perturbados e 12,6% sempre se incomodam. Os dados indicam uma parcela signi-
ficativa de participantes da pesquisa com indícios de dependência da internet, tais
como: trocar as horas de sono, ter prejuízos no trabalho ou estudo pelo uso da in-
ternet; ter amigos ou familiares que frequentemente reclamam do excesso do tem-

155
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

po em que o respondente passa na internet ou ficar estressado quando não pode


acessar ou interrompido no uso da internet. Sugere-se que a temática abordada na
presente pesquisa receba mais atenção em políticas e práticas educacionais.

Palavras-chave: Dependência, Internet, Sedentarismo.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

DESIGUALDADE SOCIAL: ENTRE


OPINIÕES E PRECONCEITOS
ALEGRENCIO, Juciliane Milouski

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões relacionadas


com pobreza, riqueza e desigualdades sociais. Trata-se de um Levantamento de
Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line.
O questionário foi respondido por 38 pessoas, sendo 57,9% do sexo feminino e
43,1% do sexo masculino, com idade entre 10 e 30 anos. Os principais resultados
obtidos foram os seguintes: 81,6% declaram que sabem definir o que é desigual-
dade social, enquanto 18,4% afirmam que não sabem o que é desigualdade social;
quando questionados sobre quais seriam as causas da desigualdade social, 38,5%
dos respondentes afirmam ser o desequilíbrio, 66,7% a divisão de classes sociais,
2,6% a distribuição igualitária de trabalhos, 38,5% salários desiguais na mesma
área de trabalho, 25,6% a discriminação racial e 2,6% a distribuição monetária
igualitária. Neste contexto, 94,9% dos participantes da pesquisa afirmam que o
Brasil é um país em que ocorre desigualdade social e 5,1% que não. 94,9% acredi-
tam que as relações sociais diárias de uma pessoa são afetadas pela classe social a
que ela pertence, enquanto 5,1% acreditam que não; 79,5% acreditam que a classe
social de uma pessoa interfere na conquista de um emprego, 10,3% acreditam que
não, e outros 10,3% não souberam opinar. Dentre os participantes da pesquisa,
20,5% discordam parcialmente da afirmação “o esforço pessoal é o principal fa-
tor de sucesso de uma pessoa”, 0,3% discordam completamente da mesma, 41%
concordam parcialmente e 28,2% concordam completamente com esta afirmação.
61,5% concordam parcialmente com a interpretação de que condições econômicas
dos pais de uma pessoa geralmente são o principal fator de sucesso ou da falta de
sucesso da mesma, 25,6% discordam parcialmente e 12,8% discordam completa-
mente desta interpretação. Para 66,7% dos participantes da pesquisa, pessoas mo-
tivadas podem chegar onde quiserem independentemente de suas condições eco-
nômicas. 48,7% declaram que as oportunidades de vida, trabalho e escolarização
são radicalmente diferentes para ricos e pobres, 28,2% concordam parcialmente

157
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

com esta declaração, 12,8% discordam parcialmente e 10,3% discordam comple-


tamente da mesma. 35,9% concordam parcialmente com a interpretação de que a
escola valoriza o mesmo tipo de conhecimento e de vocabulário que na maioria
das vezes é apresentado pelas pessoas ricas, 25,6% discordam parcialmente desta
interpretação, 23,1% discordam completamente e 15,4% concordam completa-
mente; 38,5% concordam parcialmente com a seguinte afirmação: “Com trabalho
e esforço pessoal a pobreza pode ser superada por todos”, 28,2% concordam com-
pletamente, 23,1% discordam parcialmente desta afirmação e 10,3% discordam
completamente. Em relação à afirmação de que “pobres são pobres por falta de
esforço de mudarem suas condições de vida”, 59% discordam completamente,
23,1% discordam parcialmente, 12,8% concordam parcialmente e 5,1% concor-
dam completamente. Concluiu-se que, uma pequena parcela de participantes da
pesquisa associa desigualdade social e pobreza com falta de esforço pessoal das
pessoas menos favorecidas economicamente, bem como acredita que, todos, em
que caso de esforço individual adequado, podem alcançar as mesmas condições de
vida: acredita-se que estas concepções meritocráticas desconsideram as profundas
diferenças de oportunidades escolares, de saúde e de alimentação, que afetam as
pessoas de diferentes classes sociais do Brasil e do mundo.

Palavras-chave: desigualdade social, pobreza, meritocracia.

158
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO
CRUPINSKI, Juliana
SILVA, Thyago Leite Santiago

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar características da rela-


ção professor/aluno no campus Foz do Iguaçu, do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Paraná. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi res-
pondido por 29 estudantes, dos quais 69,2% são mulheres, 26,9% são homens e
3,8% não foram especificados. 92,3% apresentam entre 15 e 18 anos de idade e
apenas 7,7% entre 18 e 22 anos. Os principais resultados obtidos foram os seguin-
tes: 55,6% dos participantes da pesquisa afirmam que, em suas aulas, a maioria
dos professores ocasionalmente leva em consideração os conhecimentos do aluno,
22,2% afirmam que os professores sempre levam em consideração tais conheci-
mentos, 18,5% declaram que os professores não levam em consideração o que os
alunos sabem e 3,7% não responderam; 66,7% responderam que ocasionalmen-
te participam das aulas opinando e perguntando, 25,9% responderam que não
participam das aulas ativamente e 7,4% declaram que sempre participam ativa-
mente das aulas. Neste contexto, 44,4% declaram que perguntam para um colega
quando não entendem um conteúdo explicado pelo professor, 37% procuram o
professor em outro momento que não o da aula e 18,5% pedem explicação em
público. 48,1% responderam que as aulas ministradas pelos professores são agra-
dáveis, 25,9% acreditam que predominantemente as aulas são monótonas e 25,9%
consideram as aulas extremamente atrativas; 77,8% responderam que a linguagem
utilizada pelos professores é ótima e 22,2% declaram que tal linguagem é regular.
Para 55,6% dos participantes da pesquisa, os professores aparecem diariamente
para darem aula em estado normal, para 40,7% os professores frequentemente
demonstram-se entusiasmados e 3,7% não souberam responder. 59,3% respon-
deram que os professores não notaram quando estavam com problemas pessoais,
33,3% declaram alguma vez os professores perceberam, 3,7% uma vez e 3,7% nun-
ca; 48,1% responderam que não conversam assuntos pessoais com os professores,

159
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

enquanto 48,1% responderam que às vezes conversam assuntos pessoais com os


professores e 3,7% declaram que sempre que necessário estabelecem conversas
pessoais com os docentes; 55,6% responderam que a razão da permanência na
instituição em questão é adquirir um diploma para conseguir um emprego, 18,5%
declararam que anseiam adquirir conhecimento na área em que buscam um em-
prego, 11,1% anseiam se preparar para o vestibular, 7,4% permanecem no IFPR
porque a famílias os obriga e 7,4% declarou outros motivos. Os dados indicam que
a interação entre professores e alunos estudantes do IFPR pode ser aprimorada,
seja com mecanismos que facilitem que os alunos perguntem quando não sabem
um conteúdo, que ajudem os alunos a se comunicarem com os docentes e/ou com
maior participação dos próprios alunos durante as aulas.

Palavras-chave: IFPR, interação, professor-aluno.

160
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

INTIMIDAÇÃO, AGRESSÃO E ASSÉDIO


NO AMBIENTE ESCOLAR
SILVA, Leonardo Senna Zelinski da

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a


ocorrência de intimidação e agressão em ambiente escolar. Trata-se de um Estudo
de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário. O questio-
nário foi respondido por 24 pessoas, 14 mulheres e 10 homens, estudantes de en-
sino médio público ou particular, com idades entre 15 a 18 anos. Os principais re-
sultados obtidos foram os seguintes: 75% dos participantes da pesquisa disseram
ter sofrido algum tipo de intimidação, agressão ou assédio em algum momento
da vida escolar; destes, 11,1% tinham menos de 5 anos quando foram intimidados
ou agredidos, 27,8% tinham entre 5 e 11 anos, 33,3% tinham entre 11 e 14 anos, e
27,8% tinham mais de 14 anos; em relação ao número de vezes que isso ocorreu,
11,1% disseram ter sofrido apenas uma vez, 66,7% disseram ter ocorrido diversas
vezes, 16,7% disseram ter sofrido ou sofrer quase todos os dias e 5,6% declararam
“várias vezes ao dia”. Neste contexto, nas escolas, 5,6% dos participantes foram in-
timidados ou agredidos no refeitório, 11,1% nos banheiros, 38,9 no pátio da escola,
38,9% indo ou vindo da escola e 44,5%, na sala de aula. Quando perguntados so-
bre as consequências dos atos de intimidação, agressão e assédio, 61,2% disseram
que “não teve consequências”, 33,4% constataram “algumas consequências ruins”,
e uma pessoa acabou mudando de escola, ninguém marcou a opção “consequên-
cias terríveis”. Em relação à natureza do ato de intimidação, agressão ou assédio
sofrido por estes 18 sujeitos, em ordem crescente: Racista 11,2%, Físico 27,8%, Se-
xual 38,9%, Emocional 50%, Verbal 77,8%. Sobre as vítimas, 66,7% foram agredi-
dos ou intimidados por homens e 33,4% por mulheres. Sobre a culpa de estes atos
continuam acontecendo, 83,3% disseram ser do agressor, 28,3% disseram ser “dos
alunos que presenciam e não fazer nada”, 4,2% acreditam ser dos pais do agres-
sor e 4,2% disse ser do agredido, ninguém marcou as opções “dos professores” e
“da direção da escola”. 78,3% já intimidaram ou agrediram alguém em ambiente
escolar. Os dados indicam que formas de intimidação e agressão fazem parte da

161
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

vida escolar de muitos dos participantes desta pesquisa. Como sabe-se, intimida-
ção e agressão tem consequência na vida daqueles que praticam estes atos e dos
que a vivenciam, por isso acredita-se que as escolas deveriam ter trabalhos mais
constantes relacionados com estas ocorrências. Sugere-se que a temática em ques-
tão faça parte dos cursos de formação de professores, pois os docentes precisam
estar preparados para lidar com eventuais situações de intimidação e agressão que
aconteçam entre os alunos.

Palavras-chave: intimidação, violência escolar, escola.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ENTRE OPINIÕES POLÍTICAS E CLASSE


SOCIAL EXISTEM ASSOCIAÇÕES?
SLOVINSKI, Heron Ghellere

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar associações entre opini-


ões políticas e a classe social a que as pessoas pertencem. Trata-se de um levanta-
mento de opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário.
O questionário foi respondido por 100 pessoas, dos quais 85% são homens e 15%
mulheres, 39% possuem renda de mais de 5 salários mínimos; 46% de 2 a 5;14%
de 1 a 2, e 1% tem renda de menos de 1 salário mínimo. Neste contexto, 23% dos
participantes da pesquisa são muito e 53% são pouco procurados para darem sua
opinião sobre política e 24% não são questionados sobre política. Os principais
resultados obtidos foram os seguintes: 49 % dos respondentes já participaram de
associações, grêmios estudantis, sindicatos, movimentos sociais e organizações
políticas e 51% afirmaram que nunca participaram de organizações como estas.
Dos respondentes, 91% não costumam contribuir com a campanha de algum can-
didato/partido, participando de reuniões, colocando cartazes, distribuindo pro-
paganda, trabalhando na campanha, ou dando dinheiro para campanha; e ape-
nas 9% contribui de alguma maneira; 67% acreditam que suas ações não exercem
influência no Governo Federal e 33% pensam que sim; 61% afirmam que gostam
de política e os outros 39% não gostam. Fazendo uma avaliação do atual Governo
Federal, 55% consideram o seu desempenho péssimo, 44% como ruim ou regular
e apenas 1% como bom. Além disso, 17% dos participantes da pesquisa aprovam o
atual governo(federal) e 83% desaprovam. Dos participantes da pesquisa, apenas
5% votariam novamente no atual governo, 86% não votariam e 9% não responde-
ram. Os dados coletados parecem indicar que, no pequeno contingente de parti-
cipantes desta pesquisa, classe social não é um fator relevante para influenciar a
opinião política, uma vez que não foi possível identificar relações entre receber de-
terminado salário e responder o questionário de determinada forma. Ressalta-se
a grande porcentagem de respondentes que nunca participaram de associações,
grêmios estudantis, sindicatos, movimentos sociais e organizações políticas e que

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

não gostam de política ou de falar deste assunto: esse dado merece destaque e re-
flexão, pois acredita-se que indica o distanciamento dos participantes da pesquisa
em relação às atividade política e que isso pode influenciar o fato de o fator classe
social não se relacionar com opiniões políticas.

Palavras-chave: Política, Governo, Classes Sociais.

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ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

OPINIÕES POLÍTICO-PARTIDÁRIAS
PIRES, Ana Maria Timos
FARIAS, Rebecca Canete de

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se levantar opiniões de caráter polí-


tico-partidário e relacioná-las com a idade dos indivíduos respondentes. Trata-se
de uma pesquisa qualitativa, com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário. O questionário foi respondido por 102 pessoas, sendo 20 mulheres
com menos de 30 anos, 42 homens com menos de 30 anos, 18 mulheres com mais
de 30 anos e 20 homens com mais de 30 anos. Os principais resultados obtidos
foram os seguintes: 6 se declaram de centro-direita, 14 de centro-esquerda, 16
de direita, 22 de esquerda e 42 afirmaram não ter posicionamento político. 12
afirmaram se interessar muito por política e acompanhar todos os detalhes rela-
cionados ao cenário político brasileiro, 34 afirmaram ter interesse parcial, vendo
algumas notícias relacionadas com a temática, 10 responderam que não têm in-
teresse e apenas acompanham o que aparece na televisão, 20 que têm interesse e
regularmente acompanham notícias política e 24 que não têm nenhum interesse
no assunto. Dentre as pessoas com mais de 30 anos de idade, 14 são a favor da
saída de Dilma Rousseff do cargo de presidência, 6 são contra, 6 dizem concordar
em alguns pontos e discordar de outros e 12 não têm opinião formada, já dentre
as com menos de 30 anos de idade, 12 se dizem a favor da saída de Dilma Rousseff
do cargo de presidência, 26 são contra, 22 afirmaram concordar em alguns pontos
e discordar de outros e 2 não têm opinião formada sobre o assunto. Acredita-se
que a proximidade escolar com temas relacionados com política possibilita, dentre
os mais jovens, compreensões diferenciadas sobre os processos políticos vigentes
no Brasil atual, enquanto pessoas não vinculadas ao contexto escolar, mais fre-
quentemente debatem política apenas com base nas informações apresentadas nos
antigos meios de comunicação (televisão e rádio).

Palavras-chave: Política, opinião, idade.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ABUSO SEXUAL: ENTRE O (DES)


CONHECIMENTO E O PRECOCEITO
ZARDINELLO, Natalia
RAZENTE, Tamires

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões relacionadas


com o abuso sexual e abordagem desta temática em contexto escolar. Trata-se de
um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário on-line. O questionário foi respondido por 98 pessoas, sendo 66,3%
feminino e 33,7% masculino. Os principais resultados obtidos foram os seguintes:
91,8% das pessoas concordam totalmente que o abuso sexual ocorre em qualquer
classe social, 5,1% concordam em parte, 2% não souberam responder e 1% discor-
dam em parte. 59,9% dos participantes da pesquisa acreditam que, na escola, as
crianças deviam ser informadas sobre abuso sexual, 34,7% concordam parcial-
mente com abordagem deste tema com crianças, 3,1% não souberam responder
e 3,1% discordam totalmente. Neste contexto, 8.1% dos participantes da pesquisa
acreditam que falar sobre o abuso sexual com o adolescente vai despertar a sua
curiosidade e vai levá-la a procurar se relacionar sexualmente com alguém, 78,6%
não acreditam que isso venha ocorrer e os demais não apresentavam opinião clara
sobre este assunto. 90,8% dos participantes da pesquisa acreditam que adolescen-
tes do sexo masculino ou feminino podem ser agressores sexuais, 6,1% não soube-
ram responder e 3,1% discordam totalmente desta interpretação. 67,3% dos parti-
cipantes da pesquisa discordam da interpretação de que roupas curtas, exibindo
o corpo, podem ser causa de abuso sexual, 16,3% discordam em partes, 5,1% não
souberam responder, 8,2% concordam em partes e 3,1% dos entrevistados concor-
dam totalmente que o tipo de roupa pode gerar o abuso sexual. Os dados indicam
que os participantes, em sua maioria, acreditam que temática abuso sexual precisa
ser abordada em contexto escolar para minimizar ou evitar situações de abuso.
Indicam também uma pequena parcela de respondentes que culpabiliza a vítima
pela ocorrência do abuso sexual, julgando vestes e comportamentos da mesma.
Acredita-se que a escola deve ser espaço para pensar sobre todos os problemas

166
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

sociais e que temas não podem ser proibidos por tabus e preconceitos. O silêncio
só aumenta os mitos e medos que geram práticas criminosas como o abuso sexual.

Palavras-chave: abuso sexual, opiniões, preconceitos.

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Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

LEVANTAMENTO DE OPINIÕES SOBRE O


PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
MARTINEK, Alexandre Leonardo
VIANA, Antonio Marcos

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões e o conheci-


mento das pessoas sobre o programa Bolsa Família, do Governo Federal. Trata-se
de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de
um questionário on-line. O questionário foi respondido por 112 pessoas, sendo 50
homens e 62 mulheres. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: ape-
nas 18,8% afirmam que conhecem muito bem o programa Bolsa Família, 20,5%
apenas ouviram falar sobre o Programa e 60,7% das pessoas apenas conhecem
o programa. 69,6% das pessoas obtiveram conhecimento sobre o programa pela
televisão e em redes sociais, 14,3% obtiveram conhecimento sobre o programa
participando do mesmo e 16,1% obtiveram conhecimento sobre o programa re-
alizando leituras e pesquisas profundas sobre o assunto. 25,9% das pessoas ava-
liaram o programa Bolsa Família como “ótimo/bom”, 51,8% como regular, 16,1%
como “ruim/péssimo”, 6,3% não souberam responder. Neste contexto, 21,4% dos
participantes da pesquisa acreditam que o mesmo é meramente assistencialista e
prejudicial, pois leva à acomodação dos pobres, 72,3% acham que é assistencialis-
ta, mas necessário e benéfico, por reduzir a fome e a pobreza, 6,3% não das pes-
soas não souberam responder. Não obstante, 33% acreditam que o programa em
questão é muito importante, 10,7% acreditam que o mesmo é pouco importante,
46,4% dizem que é importante, 4,5% das pessoas acham que o programa não tem
importância nenhuma e 5,4% não souberam responder. Além disso, 75,9% dos en-
trevistados acham que o programa é pouco fiscalizado, sendo que muitos que não
precisam recebem o benefício, 9,8% acham que o mesmo tem uma boa fiscaliza-
ção, 10,7% não souberam responder e 3,6% não responderam. 25% dos participan-
tes da pesquisa não sabem o que é necessário para participar do programa Bolsa
Família, 58% sabem parcialmente e 17% sabem totalmente. Os dados indicam que
os entrevistados apresentam um conhecimento superficial acerca do programa

168
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

Bolsa Família, originário de redes sociais e da televisão. Indicam também que


os entrevistados, em sua maioria não conhecem os critérios para participação no
programa. Apesar do desconhecimento, 72,3% acham que o programa em ques-
tão é assistencialista, mas necessário e benéfico, por reduzir a fome e a pobreza
e, 75,9% acham que é pouco fiscalizado. Diante destes dados, acredita-se que a
população brasileira em geral deveria ser melhor informada sobre o programa em
questão e que, muitas críticas ao programa decorrem da falta de conhecimento
sobre o mesmo.

Palavras-chave: Programa Social Bolsa Família, Conhecimento, Opiniões.

169
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

FATORES QUE INFLUENCIAM NA


ESCOLHA DE OBJETIVOS DE VIDA DE
ADOLESCENTES
MEDEIROS, Lucas Gabriel
BAEZ, Lyncon Estevan

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar fatores e valores que in-


fluenciam na determinação de objetivos de vida de adolescentes e jovens. Trata-
-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação
de um questionário on-line. O questionário foi respondido por 41 sujeitos, sendo
73,2% mulheres e 26,8% homens, 85,4% com idade entre 15 e 18 anos, 9,8% com
idade entre 18 e 22 anos e 4,9% com idade de 10 a 14 anos. Os principais resultados
obtidos foram os seguintes: 51,2% dos participantes da pesquisa afirmam que,
sem apresentar certeza, sabem a profissão que desejam exercer no futuro, 9,8%
ainda não sabem a profissão que desejam exercer e 39% tem certeza da escolha
em questão. Neste contexto, 70,3% dos respondentes escolheram ou escolheriam
a profissão por livre arbítrio, 24,3% com alguma influencia dos familiares; 5,4%
com forte influencia dos familiares ou outras pessoas. Em relação a influencia das
escolas na escolha do futuro, 52,2% das participantes da pesquisa afirmam que as
escolas têm “média influencia”, 21,7% que elas têm muita influencia, 21,7% que
elas tem pouca influencia e 4,3% que elas não tem nenhuma influencia. No que
se refere à influencia de amigos nas escolhas de forma de vida, 82,6% acredita que
amigos excercem pouca ou nenhuma influencia 17,4% que eles exercem média ou
grande influencia. Em relação a quão importante é, na tomada de decisões sobre
o futuro, o reconhecimento social (valorização), 39,1% diz ser importante, 21,6%
diz ser nada importante, 21,6% diz ser muito importante e 8,7% diz ser nada im-
portante. Em relação a quão importante é ter uma profissão que gere muita renda,
39,1% dos participantes da pesquisa diz ser muito importante, 30,4 % diz ser im-
portante, 21,7% diz ser pouco importante e 8,7 diz ser nada importante. Sobre a
importância de uma vida com amigos, 69,6% dizem ser muito importante e 30,4%

170
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

dizem ser importante. No quesito de importância da construção de uma famí-


lia: 47,8% acham que é muito importante; 21,7% acham importante; 21,7% acham
pouco importante e 8,7 acham que não é nada importante construir uma famí-
lia. Quanto à importância de ter dinheiro para ser feliz no futuro, 39,1% acham
isso muito importante; 39,1% acham importante; 13% acham pouco importante e
8,7% acham nada importante. Em relação à importância de ser uma pessoa jus-
ta, 87% diz ser muito importante, 8,7% diz ser pouco importante e 4,7% diz ser
importante. Além disso, 56,5% afirma que para ter um bom futuro é ser impor-
tante ser aceito socialmente , 30,4% diz ser pouco importante, 13% diz ser muito
importante,. Perguntando para os entrevistados qual é a palavra que lhes ocorre
quando escutam a palavra futuro, 11 pessoas expressam a palavra felicidade, 6
citam família, 7 sucesso, 6 trabalho, 5 medo e 10 independência. Perante os dados
coletados observa-se que escola e família são instituições que, na ótica dos partici-
pantes da pesquisa, os influenciam significativamente na tomada de decisões; que
renda e reconhecimento social são fatores importantes na escolha profissional,
mas que o anseio de constituir família e de uma vida com conduta justa também
é uma característica dos respondentes; e, que o futuro é, aos olhos da maioria dos
participantes da pesquisa, um tempo com imagem positiva, associado à felicidade,
sucesso, independência e constituição de família.

Palavras-chave: adolescentes, objetivos, perspectivas.

171
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

QUAL É A SUA MARCA?


LINHAR, Ana Karoline
COLLE, Ana Laura Moresco

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar como as marcas in-


fluenciam jovens e adolescentes. Trata-se de um estudo de caso com coleta de da-
dos pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respon-
dido por 98 pessoas, sendo 90,8% com idade entre 15 a 25 anos de idade e outros
9,2% mais de 25 anos, 64,3% são do sexo feminino e 35,7% são do sexo masculino.
Os principais resultados obtidos foram os seguintes: dentre os participantes da
pesquisa, 4,3% das pessoas se consideram consumistas e 35,7% não; 84,7% acre-
dita que tem amigos consumistas e 15,3% que não tem. Neste contexto, 71,4% já
ouviram falar na marca Fila; 98,2% na marca RipCurl; 95,9%Adidas; 71,4% Con-
verse; 98% Nike; 22,4% Quicksilver; 69,4% Rebook; 4,1% Gola; 89,8% Puma; 17,3%
Goodyear; 88,8% All Star; 48% Umbro; 11,2% Lotto. 15,3% das pessoas compram
calçados esportivos a cada três meses; 23,5% de seis em seis meses; 29,6% a cada
seis meses ou uma vez por ano; 22,4% compram após mais de doze meses e 9,2%
não compram calçado esportivo. 41,8% quase nunca vai as compras com intenção
de adquirir calçados; 35,7% raramente; 16,3% sempre e 6,2% nunca. 42,9% dos
participantes da pesquisa possuem, entre dois ou três calçados esportivos de mar-
ca reputada; 32,6% mais de três pares e 24,5% 0 ou um. Em uma resposta de múl-
tiplas escolhas foi constado que 58,2% das pessoas são influenciadas, ao comprar
algo de marca, pelos pais; 12,2% pelo namorado (a); 12,2% por irmãos; 29,6% por
amigos; 11,2% por ídolos; 42,9% por moda; 30,6% pela publicidade e 15,3% pelos
funcionários dos estabelecimentos. Sobre o que indica um comportamento con-
sumista, em uma pergunta de múltiplas escolhas, 66,3% das pessoas acham que
trocar de celular anualmente revela um comportamento consumista; 70,4% acha
que adquirir todas as inovações tecnológicas é um indício de consumismo; 60,2%
acredita que só usar roupa de marca revela isso; 88,8% afirma que comprar coisas
das quais não se necessita é uma atitude consumista; 82,7% crê que ser consumista
é comprar coisas que não usa, e 72,4% comprar muitas coisas “para aparecer”, em

172
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

busca de status. 40,8% das pessoas quase sempre se sentem mal por não poderem
comprar o que desejam; 36,7% raramente, 13,3% nunca e 9,2% sempre vivenciam
mal estar ao não comprarem o que desejam. Os dados coletados indicam que as
marcas dos calçados são um elemento conhecido pelos participantes da pesquisa
e que muitos buscam adquirir e possuem calçados de certas marcas. Acredita-se
que, a preocupação com aceitação social, faz do adolescente e dos jovens alvos
fáceis de campanhas publicitárias que induzem a aquisição de produz que supos-
tamente representam status.

Palavras-chave: Marcas, adolescentes, identidade.


173
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ATIVIDADES CULTURAIS
EM FOZ DO IGUAÇU
ZRENNER, Rafhael Pereira
ANTUNES, Kevin Matheus

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar opiniões sobre as ativi-


dades culturais e artísticas que acontecem em Foz do Iguaçu; sobre as atividades
culturais preferidas por moradores desta cidade; e, em relação à Fundação Cultu-
ral de Foz do Iguaçu. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de da-
dos pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respon-
dido por 36 moradores de Foz do Iguaçu, sendo 53.1% mulheres e 46,9% homens,
a maioria estudantes do Ensino Médio. Os principais resultados obtidos foram
os seguintes: 81,3% dos participantes da pesquisa gostam de frequentar bibliote-
cas; 90,7% dos participantes da pesquisa gostam e vão ao cinema; 75% gostam de
frequentar shows de música e apresentações musicais e 25% não gostam ou não
vão; 81,3% frequentam ao shopping ao menos uma vez por mês; 93,7% praticam
esportes e 6,3% não praticam esportes; 37,5% dos participantes da pesquisa con-
sidera que seus interesses por atividades culturais tem origem em amigos/colegas,
9,4% em hábitos de familiares/parentes, 9,4% pelo namorado (a)/marido/esposa,
12,5% pelos professores/escola, 21,9% pela igreja e 9,4% por outros meios. Em re-
lação a preferências musicais, 68,8% gostam de rock, 62,5% das gostam de pop e
56,3% prefere música eletrônica. 26,7% das pessoas consideraram as atividades
culturais e artísticas promovidas pela Fundação Cultural de Foz do Iguaçu como
“boas”, 50% consideram-nas “medianas”, 23,3% consideram-nas ruins ou péssi-
mas; 28,1% consideram bom o conforto e comodidade das instalações da Fun-
dação Cultural de Foz do 46,9% como mediana, 18,8% como ruim e 6,3% como
péssimo; 28,1% consideram satisfatórias as condições de higiene/limpeza da fun-
dação em questão, 62,5% consideram-nas medianas, 6,3% consideram-nas ruins e
3,1% consideram-nas péssimas; 52,1% acreditam que a divulgação das atividades
culturais promovidas pela Fundação é satisfatória e os demais 47,9 consideram as
divulgações insatisfatórias; 73,3% dos participantes da pesquisa não se sentiram

174
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

satisfeitos com a quantidade de teatros em Foz do Iguaçu, 20% declaram-se satis-


feitos e 6,7% não opinaram; 86,7% dos participantes da pesquisa acham que não
é suficiente a quantidade de peças teatrais realizadas em Foz do Iguaçu. Para 71%
dos participantes da pesquisa a Prefeitura de Foz do Iguaçu deve investir mais em
atividades culturais e artísticas. 68,8% do total de respondentes acreditam que
Foz do Iguaçu tem potencial para produzir, consumir e ofertar mais atividades
culturais. Os dados coletados revelam opiniões que indicam insatisfação com
as atividades culturais e artísticas realizadas e ofertadas em Foz do Iguaçu, bem
como com as atividades da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu. Destaca-se o in-
teresse dos participantes no maior investimento das verbas públicas em atividades
culturais e artísticas.

Palavras-chave: Cultura, Foz do Iguaçu, Pesquisa.

175
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

DIFERENTES GERAÇÕES E SUAS


OPINIÕES SOBRE DESMATAMENTO
CURCEL, Bianca
GOMES, Isadora
PEREIRA, Laysla Fernanda

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se analisar a opinião das pessoas de di-


ferentes gerações e classes sociais sobre o desmatamento de florestas e áreas verdes.
Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário. O questionário foi respondido por 210 sujeitos, sendo 79% mulheres
e 21% homens. Com idade entre 10 e 50 anos ou mais, 50,4% tem idade entre 10 a
22 anos e 49,6% entre 22 e 50 anos. Com relação ao grau máximo de escolaridade,
19,5% tem apenas o ensino fundamental, sendo completo ou incompleto, 37,6% ape-
nas o ensino médio (completo ou incompleto), 21,4% o ensino superior (completo ou
incompleto), 16,7% estão se especializando e 4,8% fazendo mestrado, doutorado ou
pós-doutorado. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: com relação ao
recente episódio da seca em São Paulo, 56,2% dos respondentes apontaram que di-
versos fatores podem ser justificados para a crise de água no Sudeste e apenas 32,4%
concordaram que o episódio da seca em São Paulo foi causado pelo desmatamento,
enquanto 1% não concorda e 5,2% afirmam que a falta de gestão política adequada
causou a seca em São Paulo. Sobre a relação entre falta de água e o desmatamento,
96,7% concordam que há relação entre os dois e 3,3% afirmam que não há relação.
A respeito da redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, 95,2% afir-
mam que essa redução não é suficiente e 4,8% que é suficiente. Sobre as alternativas
para a redução do desmatamento, 85,6% declaram que toda vez que uma árvore
for cortada, deve-se plantar uma nova em seu lugar, 42,1% afirmam que reduzir o
consumo do papel mediante uso do papel reciclado, 41,1% apontam que não se deve
comprar imóveis em áreas protegidas ecologicamente, 40,7% aboliriam o avanço de
novos pastos sobre florestas, 27,3% apoiam que produtos feitos com couro animal
não devem ser consumidos, dando preferência ao couro ecológico e 14,8% disseram
que para evitar o desmatamento deve-se reduzir o consumo de carne vermelha. No
que se refere às consequências do desmatamento, 63,2% apontam que é a perda de
176
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

biodiversidade de flora e fauna nativas, 45,5% para a degradação de mananciais,


36,8% apontam para o aterramento de rios e lagos, 38,8% destacam a diminuição
das chuvas, 32,5% a desertificação do ambiente, 34% declaram que é a redução da
umidade relativa do ar, 41,1% citam o aumento do efeito estufa e 27,8% a redução
da qualidade da água. Com relação às consequências do desmatamento para a so-
ciedade, 55,9% citam a falta de água, 22,8% destacam que a redução da diversidade
biológica, elimina plantas com potencial de mercado na indústria farmacêutica e
de cosméticos e 12,9% lembram o aumento da resistência a doenças e pragas na
agricultura, 8,4% os danos causados pela redução de áreas para o ecoturismo. Na
opinião dos respondentes, com relação à punição para quem desmata, 66% das pes-
soas pensam que a reclusão, de um a três anos e multa deve ser a punição, 19,6%
apoiam a detenção de seis meses a um ano e multa, 10,5% apoiam a detenção de
um a dois anos e o restante e 3,8% apoiam somente a multa para quem desma-
ta. Quanto à opinião dos respondentes sobre as plantações de reflorestamento (se é
uma vantagem ou desvantagem), 94,2% acham que as plantações de reflorestamen-
to são uma vantagem e o restante, 5,8% acham que são uma desvantagem. Quanto
à possibilidade de aumento da produção de alimentos sem desmatar, 71,4% acha
que é sim possível, 25,2% não souberam responder e 3,3% acham que não é possível.
Quanto à opinião dos respondentes sobre em qual das situações o desmatamento
é aceitável, 85,2% considera que, na atualidade, em nenhuma situação é aceitável
desmatar, 9% apontam a atividade agrícola, 4,3% a construção de moradias, 1% a
construção de estradas e 0,5% a construção de shoppings. Em relação ao principal
fator de desmatamento do Brasil, 43,3% apontam que as madeireiras são o principal
fator de desmatamento, 29,3% apontam as construtoras, 16,8% a pecuária e 10,6% o
cultivo da soja. Com relação a como o respondente pode e faz para contribuir com
o meio ambiente, 37,6% não jogaria lixo nas ruas e nos rios, 32,9% separaria os lixos
recicláveis dos comuns, 21% economizaria água e 8,6% reutilizaria papéis. Os dados
coletados indicam que os participantes da pesquisa, em sua maioria, são contrários
ao desmatamento; conhecem os possíveis efeitos do mesmo tanto no que se refere ao
meio ambiente quanto no que se refere às pessoas; e, conhecem alternativas para o
enfrentamento do desmatamento. Parece haver uma tendência ao consenso quanto
à interpretação de que o desmatamento precisa ser combatido e punido. Sugere-
-se que nossos governantes incentivem pesquisas sobre as opiniões das pessoas em
relação ao desmatamento e que os resultados destas pesquisas sejam escutados na
produção de novas leis e propostas de combate a práticas de desmatamento.

Palavras-chave: Desmatamento, ecologia, meio ambiente.


177
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

CONHECIMENTOS BÁSICOS DE
PROFESSORES A RESPEITO DO TEMA
“GÊNERO E SEXUALIDADE”
HOBLOS, Marwa

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar conhecimentos básicos


de professores a respeito do tema “gênero e sexualidade”. Trata-se de um Estudo
de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line e
análise dos resultados em uma abordagem qualitativa. O questionário foi respon-
dido por 30 professores atuantes no Instituto Federal do Paraná (Campus Foz
do Iguaçu) ou na Universidade Federal da Integração Latino-Americana, sendo
43,3% mulheres e 56,7% homens. 26,6% dos respondentes são doutores; 53,4% são
mestres; 20% são graduados. Quanto à religião, 36,7% não possuem religião, 40%
são católicos, 20% são cristãos e 3,3% seguem outras religiões. 13,3% acreditam
que “gênero” e “sexo” são respectivamente, características anatômicas e hormo-
nais de um determinado indivíduo e aspecto cultural da diferença entre homem e
mulher; 63,3% acreditam que são, respectivamente, aspecto cultural da diferença
entre homem e mulher e características anatômicas e hormonais de um determi-
nado indivíduo; 10% acreditam que são respectivamente, desejo afetivo e erótico
do indivíduo e características anatômicas e hormonais de um determinado in-
divíduo; 10% acreditam que são respectivamente, aspecto cultural da diferença
entre homem e mulher e desejo afetivo e erótico do indivíduo e 3,3% afirmam não
saber. Quanto à quantidade de gêneros existentes, 50% afirmam não saber; 26,7%
acreditam existir entre 4 e 20; 16,7% acreditam que são mais de 40 e 6,7% acre-
ditam existir apenas 3. Quanto ao conhecimento à respeito dos assexuais, 63,3%
acreditam que são os que não sentem atração sexual; 13,3% acreditam que são os
que não se identificam com nenhuma identidade ou expressão de gênero; 13,3%
afirmam não saber e 10% acreditam que estes possuem um distúrbio de desejo
sexual hipoativo. Quanto à diferença entre um transexual e uma travesti, 50%
acreditam que o indivíduo transexual não se identifica com o gênero que lhe foi

178
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

atribuído em o seu nascimento e a travesti vivencia papéis de gênero feminino,


mas não se reconhece como homem ou mulher; 43,3% acreditam que o indivíduo
transexual fez a cirurgia de mudança de sexo e a travesti se comporta conforme
as características do gênero oposto; 3,3% acreditam que não há diferença e 3,3%
afirmam não saber. Para 66,7% dos participantes da pesquisa a vestimenta do
indivíduo não é uma forma de identificar a sua identidade de gênero, para 33,3%
a vestimenta permite identificar sua identidade de gênero. Neste contexto, 70%
acreditam que homossexuais são pessoas que sentem atração afetiva/sexual por
pessoas do mesmo sexo e permanecem se identificando com o gênero atribuído
com o nascimento; 13,3% acreditam ser aqueles que sentem atração afetiva/sexual
por pessoas do mesmo sexo, mas se identificam com o gênero contrário ao atri-
buído com o nascimento, 13,3% afirmam ser aqueles que sentem atração afetiva/
sexual por pessoas do mesmo sexo por se identificarem com o gênero oposto e
3,3% afirmam ser aqueles que sentem atração afetiva/sexual por pessoas do mes-
mo sexo causado por um transtorno mental ou afetivo. De forma geral, 46,7% dos
entrevistados possuem conhecimentos básicos sobre o tema e 53,3% não alcan-
çam este resultado. Observou-se que o grau de escolaridade ou a formação em
licenciatura ou bacharelado não influenciou na demonstração de maior ou menor
conhecimento em relação às temáticas em questão. Nota-se também que 33,3%
dos cristãos, 58,3% dos católicos, 36,7% dos não religiosos e 100% dos que seguem
a FSM são os que possuem os conhecimentos básicos. Conclui-se que, apesar da
grande diferença na quantidade de entrevistados em cada formação (nota-se uma
grande quantidade de mestres), a formação acadêmica não está relacionada com o
nível de conhecimento dos professores sobre o tema. Porém, nota-se que a religião
pode possuir algum vinculo com o nível de conhecimento sobre “Gênero e Sexua-
lidade”. Diante dos resultados e considerando o contato que professores tem com
pessoas com diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, acredita-se
que “gênero e sexualidade” são temáticas que precisam ser abordadas no processo
de formação dos professores.

Palavras-chave: Gênero, Sexualidade, Professores.

179
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

FACES DA VIOLÊNCIA ESCOLAR NO


ENSINO MÉDIO
GONÇALVES, Érica de Freitas

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se caracterizar percepções de alunos


do Ensino Médio de escolas públicas em relação à violência escolar. Trata-se de
um Estudo de Caso desenvolvido em uma abordagem qualitativa, com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido
por 20 sujeitos estudantes do Ensino Médio. Os resultados principais resultados
foram os seguintes: todos os participantes da pesquisa afirmaram que, no am-
biente escolar, não foram furtados nos últimos 6 meses. 89,5% afirmam que ne-
nhum aluno destruiu de propósito seus materiais escolares nos últimos 6 meses
e 10,5% responderam que já tiveram materiais destruídos por colegas. 55% dos
respondentes afirmam que na escola não foi disseminado fofocas sobre eles e 45%
responderam que já foram vítimas de fofocas. Destes que responderam que já es-
palharam fofocas sobre eles, 35% responderam que o fato ocorreu uma ou duas
vezes, 5% que ocorreram cinco ou seis vezes e outros 5% relataram que o fato
aconteceu sete vezes ou mais. 65% dos respondentes afirmaram que nunca foram
excluídos propositalmente por algum colega 35% relataram que já foram excluídos
por colegas. Quando questionados se nos últimos seis meses os respondentes ha-
viam sido xingados ou apelidados por colegas, 84,2% afirmaram que ninguém os
havia xingado/apelidado, 15,8% que foram apelidados/xingados, sendo que 5,3%
foram xingados por serem homens ou mulheres, 5,3% por seus familiares e 15,8%
por sua aparência. Perguntamos quantas vezes por semana os respondentes fo-
ram ofendidos/insultados, 60% afirmaram que ninguém os havia insultado, 25%
relataram que houve xingamento uma ou duas vezes e 15% três ou quatro vezes
por semana. Neste mesmo contexto, perguntamos se professores ou funcionários
estavam presentes quando ocorreu os colegas os insultaram, 62,5% responderam
que não, 25% que algumas vezes sim e outras não e 12,5% responderam que sim.
Quando questionado se nos últimos 6 meses os alunos foram ameaçados, 85%
responderam que não e 15% que sim, sendo 100% das vezes alunos de sua

180
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

série. Quando indagados se alguma vez os respondentes já sentiram medo


que lhe fizessem algum mal, 70% responderam que não, 30% responderam
que sim. Em relação á existência de segurança do colégio 63,2% responderam
que há segurança, 21,1% que não há e 15,8% responderam que não sabem. 55%
dos respondentes afirmam que seus problemas pais ou responsáveis, 40% para
professores, 35% para amigos e 15% responderam que não contam para ninguém.
Perguntamos se nos últimos seis meses, os respondentes haviam agredido fisica-
mente outro aluno, 90% responderam que não e 10% que sim. 73,7% responderam
que não apelidam/xingam seus colegas, e 26,3% que sim, sendo 15,8% destes por
uma brincadeira que envolve xingamento, 10,5% por brigas de futebol ou times de
futebol e 5,3% por fazer mal a ele. Quando indagado quantas vezes o individuo
ameaçou outro aluno, 80% responderam que nunca ameaçaram e 20% que ame-
açaram uma ou duas vezes. Ainda questionamos se nos últimos 6 meses, o aluno
havia ingerido bebidas alcoólicas e quantas vezes, 65% disseram que não, 20%
disseram que ingeriram três ou quatro vezes, 10% sete ou mais vezes e 5% uma
ou duas vezes. Os dados coletados indicam um contexto em que a violência física
não é percebida pelos respondentes e talvez não ocorra, mas em que a violência
psicológica é vivenciada por parcela dos alunos, pois estes apontam práticas como
insultos e ameaças como parte de suas experiências ou ações no contexto escolar.

Palavras-chave: Violência, alunos, ensino médio.

181
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS


SOB A PERSPECTIVA DE DOCENTES DO
ENSINO MÉDIO
ALDERETE, Noelia Janina Alves

Resumo: A presente pesquisa objetiva caracterizar a percepção de professores


do ensino médio em relação ao tema educação em Direitos Humanos. Trata-se de
um Estudo de Caso desenvolvido em uma abordagem qualitativa, com coleta de da-
dos pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido por
nove professores da rede estadual de ensino da região oeste do estado do Paraná,
sendo oito mulheres e um homem. Todos os participantes da pesquisa são licencia-
dos e 44,4% relataram ter durante sua graduação alguma disciplina voltada para a
questão dos direitos humanos. 44,4% também afirma já ter participado de algum
curso de caráter de formação continuada que aborda-se a questão dos direitos hu-
manos. Quando questionados a respeito da possibilidade da inserção do estudo da
educação em direitos humanos na sua área de atuação, ou seja, na(s) disciplinas que
lecionam apenas 11,1% alegaram não ser possível a inserção. Entre os entrevistados
33,3% afirmam já ter lido na integra a Declaração Mundial dos Direitos Humanos.
Foi proposta no questionário uma seção onde eram expostos proposições de direitos
aos entrevistados para que eles os pudessem avalia-las como possíveis bons exemplos
ou maus exemplos de direitos humanos. Esta avaliação dava-se por meio de uma
escala crescente de acordo com a relevância creditada a proposição em questão pelos
entrevistados. As avaliações foram completamente aleátorias em relação ao direito
esconder uma doença contagiosa, de ter quantos filhos quiser, de abortar, de recusar
o serviço militar, de fumar e direito de apressar a morte de um paciente terminal que
pede para morrer. Por meio desta pesquisa-se nota-se que apesar da recente obrigato-
riedade da inclusão da temática Direitos Humanos na educação básica e na formação
de professores, os docentes demonstram ter necessidade de processos de formação
que sistematicamente contemplem a educação em Direitos Humanos.

Palavras-chave: Direitos humanos, professores, colégios estaduais.

182
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

RELAÇÃO FAMÍLIA, ESCOLA


E SUCESSO ESCOLAR
MEZZOMO, Alyne Christyna
ALVES, Marcieli

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a re-


lação família/escola e sobre possíveis relações entre as diferentes estruturas fami-
liares e o sucesso escolar dos alunos. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line e análise
dos resultados em uma abordagem qualitativa. O questionário foi respondido por
142 sujeitos que se identificam como estudantes, sendo 81% do sexo feminino e
19% do masculino. 23,2% dos participantes da pesquisa são filhos de pais sepa-
rados, 7% vivem em famílias monoparentais, 53,5% vivem em famílias nucleares
e 16,3 % vivem em famílias com outras contituições. Neste contexto, 74,6 % dos
participantes da pesquisa considera que tem pais presentes, 11,3 % considera que
tem pais omissos, 7% considera que tem pais permissivos. 67% dos participantes
da pesquisa definem seu desempenho escolar como bom, 23,2% como excelente,
5,6% como ruim e 1,4% péssimo. 71,8% declaram que nunca reprovaram e 28,2%
já reprovaram. 9,9% dos participantes da pesquisa declaram que suas famílias não
acompanham seu desempenho escolar, 51,4% afirmam que vivem em famílias
fazem um acompanhamento mediano do desempenho escolar, 18,3% afirmam
que raramente suas famílias raramente acompanham o seu desempenho escolar
e 20,4% afirmam que suas famílias constantemente acompanham o seu desem-
penho escolar; 50,7% se definiram como participantes em sala, 31% como ativos,
14,8% como pouco participativos e 3,5 % não participantes. 43% dos responden-
tes dizem que os professores que possuem alertam as famílias sobre desempenho
escolar dos alunos, 31% declaram que os professores não alertam, mas tentam
resolver os problemas com o desempenho dos alunos, 21% dizem que a maioria
dos professores que possuem não fazem nada a respeito do desempenho dos alu-
nos e 3,5% declaram que os professores convocam os pais ou responsáveis para
virem até a escola quando de desempenhos negativos dos estudantes. Analisando

183
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

individualmente os dados coletados em relação a cada participante da pesquisa,


verificou-se que oriundos de famílias com pais separados, pai e madrasta, mãe e
padrasto, só pai ou mãe, em maior proporção do que os demais, responderam que
consideram baixo ou muito baixo a relação familiar com seus estudos e/ou que
consideram seus pais omissos na relação família/escola. Acredita-se que as estru-
turas familiares podem ter interferência na forma como as famílias se relacionam
com a escola e na forma como as mesmas se relacionam com o processo de estudo
dos alunos. No entanto, ressalta-se que não se pode pressupor que determinada
estrutura familiar implique em resultados menos ou mais satisfatórios de deter-
minado aluno.

Palavras-chave: família, escola, relações, aprendizagem.

184
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

GRAVIDEZ E METODOS
CONTRACEPTIVOS:
ENTRE O CONHECIMENTO E AS
OPINIÕES DE ADOLESCENTES
CANZI, Tiago

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar o conhecimento de ado-


lescentes sobre métodos contraceptivos e opiniões dos mesmos sobre a gravidez
na adolescência. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário on-line e análise dos resultados em uma
abordagem qualitativa. O questionário foi respondido por 370 adolescentes com
idades entre 14 e 17 anos, sendo 44,5% do sexo masculino e 55,5% são do sexo
feminino. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 80,8% dos partici-
pantes da pesquisa classificam a acessibilidade que têm a métodos contraceptivos
como regular e 19,2% classificam-na como boa. 92,2% consideram que recebem
poucas informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e 6,8% consideram
que receberam informações em nível adequado. Todos os participantes da pesqui-
sa conhecem uma adolescente que tenha engravidado durante o Ensino Médio.
Todos consideram a gravidez na adolescência algo preocupante. Todos conhecem
pelo menos um tipo de doença sexualmente transmissível e/ou de método para
evitar a gravidez. Todos os participantes da pesquisa conhecem pelo menos um
método de aborto. Todos os participantes da pesquisa responderam que, em caso
de dúvidas sobre questões relacionadas com sexo, métodos contraceptivos e doen-
ças sexualmente transmissíveis, primeiro buscam informações na internet, depois
com amigos e por fim com adultos (familiares ou professores). Os participantes
da pesquisa relatam que, geralmente, buscam informações sobre as temáticas em
questão, apenas quando estão diante de uma situação problemática. Os dados co-
letados indicam que os participantes da pesquisa entendem a gravidez na adoles-
cência como um problema, conhecem métodos contraceptivos e acreditam que
tem informações básicas sobre doenças sexualmente transmissíveis. No entanto,

185
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

também indicam que, para os participantes da pesquisa, a acessibilidade a méto-


dos contraceptivos e as informações sobre DST’s não são satisfatórias. Conside-
rando os dados coletados, acredita-se que devem ser criadas alternativas para que
adolescentes tenham o amplo acesso aos recursos necessários para a realização
métodos contraceptivos e que a educação sexual, com situações para que os alu-
nos possam esclarecer dúvidas individualmente, possa fazer parte do cotidiano
escolar.

Palavras-chave: gravidez, adolescência, conhecimentos e opiniões.

186
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

EVASÃO ESCOLAR EM UM CURSO DE


LICENCIATURA EM FÍSICA:
UM ESTUDO DE CASO
OLIVEIRA, Vanessa Magalhães de

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar causas de evasão do curso


de licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Paraná (Campus Foz do Iguaçu). Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de da-
dos pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respondido
por 15 sujeitos que evadiram do curso em questão, sendo seis homens e nove mulhe-
res. Destes sujeitos, quatro têm idade entre 16 a 20 anos; três têm idade entre 21 a 24
anos e oito tem mais do que 25 anos; além disso, quatro apresentam renda entre um
e dois salários mínimos, sete apresentam renda entre três e cinco salários mínimos
e quatro apresentam renda acima de cinco salários mínimos. Todos os participantes
da pesquisa afirmaram serem egressos de ensino médio realizado em escola pública.
Os principais resultados obtidos foram os seguintes: todos os participantes da pes-
quisa acreditam que alunos cansados do trabalho ou preocupados com problemas
familiares não conseguem aprender bem o que o professor ensina; 12 respondentes
afirmaram que gostariam de voltar a estudar e terminar a licenciatura em Física e
três afirmaram que não gostariam de efetuar tal retorno; dois respondentes acredi-
tam que para melhorar a situação da evasão escolar atual, é necessário mais atenção
do governo com as famílias mais carentes, um acredita que é necessário melhorar as
condições da escola, dois acreditam que são necessários professores mais pacientes
com os alunos, dois pensam que é necessário oferecer transporte escolar de quali-
dade para todos os alunos e oito indicam estas e outras medidas como necessárias
para minimizar a evasão escolar; quando indagados sobre os motivos de escolha o
curso de Física, seis respondentes relataram que foi pelas oportunidades no mer-
cado de trabalho, para a carreira, dois afirmaram que foi devido à influência dos
pais, professores e amigos, quatro afirmaram que gostam da área em que se insere
o curso, um afirmou que fez a escolha em função da qualidade do IFPR e dois não

187
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

especificaram motivos; oito participantes da pesquisa afirmaram que estavam com


dúvidas na hora da escolha do curso de Licenciatura em Física, seis disseram que
tinham certeza da escolha e um não respondeu; dos respondentes que já abando-
naram a escola em outras ocasiões (durante o ensino médio), três disseram que o
fizeram para trabalhar e ajudar a família; dois afirmaram que o fizeram pelo fato
de não aprenderem nada com a escola; cinco afirmaram que foi por outras causas;
cinco participantes afirmaram não conhecer os prejuízos causados na sociedade e
nos cofres públicos com a evasão escolar, nove afirmaram conhecer tais prejuízos
e um não respondeu a esta questão; dois respondentes afirmam que seus familia-
res e/ou amigos não aprovaram a escolha do curso de Física, 11. disseram que seus
familiares aprovaram tal escolha, um afirma que seus familiares não aprovaram a
licenciatura em Física e que isso influenciou na sua decisão de abandonar o curso;
três respondentes afirmaram que abandonaram o curso de Física por insatisfação
com o mesmo, um por problemas familiares, três por dificuldades financeiras, oito
por outros motivos; 10 respondentes afirmam que pretendem fazer outro curso uni-
versitário, dois afirmaram que já haviam cursado outro curso e que isso influenciou
decisão de desistência do curso de Física, um afirmou que não pretende cursar outra
graduação e um não respondeu a esta questão. Neste contexto, sete respondentes
afirmam que precisaram exercer alguma atividade remunerada que o atrapalhou
durante o curso de licenciatura em Física e que isso contribuiu para a tomada de
decisão de desistência do curso; cinco disseram que exerceram atividade remune-
rada durante a realização do curso, mas que isso não influenciou na decisão de de-
sistência da licenciatura, dois disseram que não trabalharam durante o período de
estudos na licenciatura em Física, sete participantes da pesquisa afirmaram que não
conversaram com ninguém para tomarem a decisão de abandono da licenciatura,
cinco afirmaram que conversaram com amigos e/ou familiares, um que conversou
com outros colegas do curso. Diante dos dados coletados observa-se que, os alunos
que evadiram o curso em questão são predominantemente alunos trabalhadores
(que trabalham enquanto estudam), egressos de escola pública, incertos da escolha
na graduação desde o princípio do curso. Destaca-se que os motivos alegados para
evasão são múltiplos, mas que a característica aluno-trabalhador identifica 12 dos
15 participantes da pesquisa, o que leva a hipótese de que, mesmo não reconhecendo
a necessidade de trabalho como fator de evasão, esta é uma possível variável funda-
mental na desistência da licenciatura em Física do campus Foz do Iguaçu.

Palavras-chave: Evasão Escolar, Licenciatura em Física e causas da evasão.

188
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

CLIMA ESCOLAR:
ENTRE DIAS DE SOL E TEMPESTADES
DALLAZEM, Anna Claudia
LARA, Luana

Resumo: Entende-se Clima Escolar como a atmosfera psicológica, o perfil das


relações entre as pessoas e as expectativas recíprocas compartilhadas pelos envol-
vidos com as atividades de uma escola. Com esta compreensão, na presente pes-
quisa objetiva-se averiguar a percepção de clima escolar de estudantes do ensino
médio de escolas públicas do extremo-oeste do Paraná. Trata-se de um estudo
de caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O
questionário foi respondido por 101 estudantes com idades entre 14 e 18 anos. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: 45,5% dos respondentes acre-
ditam que a maioria dos estudantes das escolas em que estudam será capaz de
ter êxito no ensino superior, no entanto 33,7% acreditam que poucos terão êxito
no ensino superior. Neste contexto, 47,5% dos participantes da pesquisa acredi-
tam que a maioria dos alunos valorizam pouco a escola, 23,8% acreditam que
os alunos não valorizam a escola em que estudam; 59,4% acreditam que é alto o
nível de exigência da escola em que estudam, 32,7% concordam parcialmente com
esta afirmação e 7,9% não concordam com a mesma. Neste contexto, 49,5% dos
respondentes afirmam que, na escola em que estudam, os alunos não usam com
frequência computadores ou outros aparelhos conectados à internet, 34,7% afir-
mam que os alunos usam computadores ou outros aparelhos conectados à inter-
net e 15,8% afirma que tal uso ocorre muito raramente. 60,4% % dos participantes
da pesquisa afirmam que ocorre muita troca de professores nas escolas em que
estudam e 39,6% afirmam que estas trocas ocorrem pouco. 76,2% afirmam que
os alunos da escola em que estudam não são divididos em turmas/série, de acor-
do com seu nível de capacidade, 11,9% acreditam que essa prática ocorre; 70,3%
acreditam que nunca há competição entre os professores; 29,7% acreditam que
algumas vezes possui competição entre os professores. 50,5% responderam que al-
gumas vezes são realizadas assembleias ou encontros com os alunos para discutir

189
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

as regras, a disciplina e os problemas de convivência na escola; 28,7% acham que


nunca há encontros com os alunos; 41,5% dos respondentes acreditam que os pro-
fessores demonstram poucas habilidades para lidarem com indisciplina e confli-
tos na classe de forma construtiva; 34,7% acreditam na habilidade dos professores
para lidar com estas questões e 14,9% acham que os professores não possuem ha-
bilidades para lidarem com indisciplina e os conflitos na classe. 69,3% acreditam
que os alunos nunca vão embriagados ou drogados para a escola; 24,8% acham
que em algumas vezes os alunos vão desta maneira para a escola; 4% acha que
muitas vezes os alunos vão embriagados ou drogados para a escola e 2% afirmam
que os alunos sempre vão para a escola embriagados ou drogados. 96% declaram
que, na escola em que estudam ocorrem situações em que os alunos provocam,
zoam, apelidam ou irritam algum colega e 4% acreditam que nunca há esse tipo
de situação. Diante dos dados coletados observa-se que, predominantemente, os
participantes da pesquisa percebem o clima escolar como marcado por possibili-
dade de êxito acadêmico dos alunos que com eles estudam; por muitas trocas de
professores e por situações em que não se sabe lidar com conflitos entre os alunos.
Acredita-se que, os professores e os governantes devem receber capacitação para
a compreensão de como o clima escolar interfere na aprendizagem dos alunos e
devem agir para que as escolas tenham clima caracterizado por segurança, estabi-
lidade, boa gestão de conflitos e participação ativa de todos os agentes envolvidos
com o processo de escolarização.

Palavras-chave: clima escolar, professores, indisciplina.

190
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

PERFIL SOCIOECONÔMICO DE
ESTUDANTES DE ESCOLAS PÚBLICAS
DO EXTREMO-OESTE DO PARANÁ
SILVA, Carolina Model

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar o perfil socioeconômico


de estudantes da rede estadual de escolas públicas do extremo-oeste do Paraná.
Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário on-line. O questionário foi respondido por 33 sujeitos, sendo 11 mu-
lheres e 22 homens. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 39,4%
dos participantes da pesquisa residem em bairros localizados na região central da
cidade, 36,4% residem em bairros na periferia da cidade, 12,1% moram em área
rural, 9,1% residem em condomínio residencial fechado e 1% dos entrevistados
residem em favela. Em relação à renda mensal da família, 39,4% indicam que a
renda familiar é de três a cinco salários mínimos, 27,3% apresentam renda de um
a dois salários mínimos, 3% afirmam que a sua renda familiar é menor que um
salário mínimo, 3% dos entrevistados apresentam renda superior a vinte salários
mínimos e 3% apresentam renda familiar de seis a dez salários mínimos. Neste
contexto, 24,2% responderam que quatro pessoas vivem da renda da sua família,
24,2% dos entrevistados responderam que três pessoas vivem da renda da família,
21,2% responderam que duas pessoas vivem da renda familiar, 18,2% responde-
ram que cinco pessoas fazem parte da renda da sua família e uma pessoa declarou
que sete ou mais integrantes da casa que vivem da renda familiar. Em relação ao
grau de escolaridade dos pais 48,5% responderam que os pais apresentam ensino
fundamental incompleto, 15,2% dos pais dos estudantes possuem o ensino fun-
damental completo, 6,1% afirmam que seus pais não concluíram o ensino médio
e 12,1% responderam que seus pais concluíram o ensino médio, 9,1% dos estu-
dantes responderam que seus pais não completaram o ensino superior, 3% res-
ponderam que os pais têm mestrado e 6,1% dos estudantes afirmam que os pais
possuem doutorado. Em relação ao grau de escolaridade da mãe, 57,6% afirmam

191
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

que as mães têm ensino fundamental incompleto e 18,2% das mães dos estudantes
apresentam ensino fundamental completo, 3% das mães não concluíram o en-
sino médio e 6,1% dos entrevistados responderam que suas mães concluíram o
ensino médio, 3% dos estudantes responderam que suas mães não concluíram o
ensino superior e 12,1% das mães dos entrevistados apresentam ensino superior
completo. Entre os participantes da pesquisa, 90,9% pretendem cursar faculdade
e 9,1% não pretendem. Em relação ao número de livros que costumam ler por ano
48,5% dos entrevistados responderam que não leem nem um livro, 15,2% leem
apenas um livro, outros 15,2% leem de dois a cinco livros por ano, 12,1% afirmam
ler mais de quinze livros, 6,1% responderam que leem de seis a dez livros, 3%
responderam onze a quinze livros por ano. Em relação à religião 60,6% dos entre-
vistados são católicos, 18,2% são protestantes, 15,1% acreditam em Deus, mas não
seguem nenhuma religião, 3% são católicos não praticantes, 3% consideram-se
agnósticos. Em relação aos preceitos de sua religião, 27,3% não praticam nem um
tipo de preceitos, 27,3% buscam praticar todos os preceitos da sua religião, 18,2%
praticam poucos preceitos, 18,2% praticam a maioria dos preceitos da sua religião
e 9,1% praticam preceitos dos quais concordam. Sobre o papel da política na vida
dos estudantes, 36,4% responderam que não se preocupam com política e não
costumam discutir sobre política, 21,2% não apresentam opiniões sobre o assunto,
21,2% responderam que a política é muito importante e procuram sempre discu-
tir sobre política com conhecidos, 12,1% acreditam que a política é importante
e eventualmente discutem sobre política com conhecidos e 9,1% não entendem
ou não gostam de política. Considerando os dados coletados observa-se que os
sujeitos desta pesquisa possibilitam inferir a escola pública do extremo-oeste do
Paraná como um lugar de diversidade religiosa, de pessoas oriundas de diferentes
classes econômicas e com distintas relações com questões políticas, no entanto,
com um predomínio significativo de estudantes com pais com baixa escolarida-
de e com pouco interesse pela leitura. Acredita-se que, os estudantes da região
apresentam peculiaridades culturais, econômicas e políticas, típicas de regiões de
fronteira, que precisam ser conhecidas para a eficaz prática pedagógica.

Palavras-chave: Escola pública, Perfil socioeconômico, estudante.

192
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

OPINIÕES SOBRE DIREITOS HUMANOS E


ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI
DAMINELLI, Lara Marques

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar interpretações sobre os


Direitos Humanos e os direitos específicos de adolescentes em conflito com a lei.
Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário. O questionário foi respondido por 33 pessoas, sendo 25 mulheres e
8 homens. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: dentre os parti-
cipantes da pesquisa 3% declaram possuir elevado conhecimento sobre Direitos
Humanos, 57,6% declaram possuir satisfatório conhecimento sobre a temática em
questão, 39,4% declaram que sabem pouco sobre o assunto Direitos Humanos.
Neste contexto, 66,7% não concordam com a redução da maioridade penal, en-
quanto 33,3% concordam. No caso de um adolescente infringir a lei, 24,3% dos
respondentes afirmam que o mesmo dever receber penalidade deve receber a
mesma que a de um adulto, 39,4% declaram que adolescentes e adultos devem
receber penalidades distintas, porém com o mesmo grau de severidade e 36,4%
dizem entre adultos e adolescentes que comentem crimes devem ocorrer penali-
dades diferentes, sendo as penalidades dos adolescentes menos rígidas. Para 75,8%
dos participantes da pesquisa os Direitos Humanos destinam-se a todos os seres
humanos, para 24,2% tais direitos destinam-se aos seres humanos que respeitam
os valores e normas produzidas socialmente. Dos entrevistados, 66,6% conside-
ram que a defesa dos direitos humanos entre adolescentes em conflito com a lei
não é prioritária, pois tais adolescentes não fizeram o uso adequado da liberdade
individual, não souberam agir pacificamente e 33,3% declaram que tal defesa é
prioritária servindo como oportunidade de superação de condutas não aceitáveis.
Não obstante, 24,2% dos participantes da pesquisa concordam com a interpreta-
ção de que “bandido bom é bandido morto” e os demais participantes discordam.
Para 72,7% o tratamento judicial é desigual para adolescentes de distintas classes
sociais. Ao serem questionados quanto aos serviços (saúde, educação e assistência
social) que um adolescente tem acesso quando internado em uma unidade socioe-

193
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ducativa, 66,6% dos entrevistados afirmaram que os adolescentes devem ter aces-
so a estes serviços, 33,3% afirmam que tais serviços representam uma inversão de
valores, pois “cidadãos corretos” não têm acesso aos serviços públicos. Para 63,6%
dos participantes, durante a permanência numa Unidade Socioeducativa os ado-
lescentes perdem parte dos direitos que possuem, para 36,4% isso não ocorre. Os
dados coletados revelam que aproximadamente 25% dos participantes da pesquisa
não percebem o adolescente em conflito com a Lei como detentor de Direitos Hu-
manos e/ou não sabem o que são Direitos humanos; indicam também que, uma
parcela significativa de participantes da pesquisa deslegitima a vulnerabilidade
social dos adolescentes em conflito com a lei e a necessidade de atendimento dife-
renciado para adolescentes ou adultos que cometam atos infracionais. Acredita-se
que, em espaço escolar, devem ser executadas propostas de Educação em Direitos
Humanos que contemplem o debate das especificidades daqueles que, sendo ado-
lescentes, transgridam as leis vigentes.

Palavras-chave: Direitos Humanos, conflito com a lei, adolescentes.

194
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

NA PERSPECTIVA DE GAMERS:
OPINIÕES SOBRE PROBLEMAS
RELACIONADOS COM JOGOS VIRTUAIS
SACARDO, Eric
BITENCOURT, Joab

Resumo: Na presente pesquisa objetivou-se averiguar opiniões sobre os pro-


blemas relacionados com jogos virtuais. Trata-se de um Estudo de Caso com co-
leta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário
foi respondido por 73 sujeitos que se identificam como gamers, em sua maioria
(43,8%) com idades entre 15 e 18 anos, sendo 65,8% homens e 34,2% são mulheres.
Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 50,7% dos participantes da
pesquisa afirmam que os jogos não os afetam fisicamente ou mentalmente, 49,3%
que os jogos afetam nestes aspectos. Dentre os respondentes, 34,2% declaram que
jogam menos de 20 horas semanais, 75,3% jogam mais do que 20 horas semanais e
6,8% declaram que jogam mais de 250 horas por mês. Além disso, 76,7% declaram
que os jogos tem uma influência positiva em suas vidas, enquanto 23,3 acredi-
tam que os jogos têm efeitos negativos. Neste contexto, 60,3% dos respondentes
afirmam que já gastaram dinheiro com jogos e 39,7% não gastaram; 57,5% das
pessoas concordam que o seu comportamento não muda após jogar por muito
tempo, enquanto 42,5% dizem que sim, mudam de comportamento; 23,3% dizem
ser viciados em jogos e 76,7% dizem que não são viciados em jogos; 65,8% oca-
sionalmente trocam atividades importantes por jogos, 34,2% afirmam que não;
58,9% diz que não trocaria momentos com amigos por jogos, enquanto 41% diz
que efetuaria tais trocas; 69,9% acreditam que não terão nenhum futuro com os
jogos; 65,8% dizem que não nunca perderam nenhum trabalho escolar e/ou algum
compromisso importante por jogos, enquanto 34,2% afirmam que já perderam
compromissos importantes em função de jogos; 64,4% diz conhecer mais amigos
pessoalmente do que virtualmente, 9,6% diz conhecer mais pessoas virtualmente
26% são iguais. Diante dos resultados coletados, conclui-se que, na perspectiva

195
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

dos gamers a uma divisão de opiniões entre acreditar que os jogos os afetam ou
não os afetam mentalmente, enquanto concomitantemente a um reconhecimento
de que, muitas vezes, em função dos jogos não se executam atividades importan-
tes. Além disso, a maioria dos gamers reconhece resultados positivos dos jogos em
suas vidas, por isso cabe perguntar se o interesse dos adolescentes por jogos não
poderia ser utilizado no processo de ensino destas pessoas. Ora, na escola, jogos
não poderiam ser recursos de ensino? Disciplinas relacionadas com jogos on-line
não poderiam ser utilizadas para ensinar conhecimentos das diferentes áreas do
conhecimento?

Palavras-chave: jogos, opiniões, jogadores.

196
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A DROGADIÇÃO E A ABORDAGEM DE
REDUÇÃO DOS DANOS
MURIANA, Alexandre Abraão

Resumo: A drogadição é um problema que vem tomando grandes proporções


nas sociedades e escolas contemporâneas. Consequentemente, também foi am-
pliada a demanda por estudos abordando as implicações da drogadição no am-
biente escolar e sobre como os professores e alunos vivenciam as situações a ela
relacionadas. Neste contexto, o presente estudo objetiva analisar publicações que
versam sobre drogadição dos estudantes e suas implicações no seu ambiente esco-
lar. Trata-se de pesquisa bibliográfica desenvolvida em uma abordagem qualitati-
va e pautada na análise categorial temática de seis artigos compilados a partir de
busca na Scientific Electronic Library Online – SciELO, com base nos descritores
“drogas” e “escola” e delimitada ao campo título. A análise dos artigos compila-
dos permitiu o desvelamento de três temáticas recorrentes, a saber: 1. abordagens
de combate ao uso de drogas; 2. a associação entre supostas características da
adolescência e o interesse pelo consumo de drogas; e, 3. a representação social
do usuário de drogas. Dentre as abordagens de combate ao uso de drogas os ar-
tigos compilados apostam na abordagem de redução de danos que se baseia em
princípios como os seguintes: evitar o envolvimento com o uso de drogas; evitar
o envolvimento precoce; evitar que o uso se torne abuso; ajudar a abandonar a
dependência; e orientar para o uso menos prejudicial possível. A abordagem da
redução de danos consiste em minimizar os problemas de saúde decorrentes do
uso abusivo de drogas ao invés de, como na abordagem tradicional, reprimir o
uso ou tentar eliminá-lo. Os artigos são unânimes na contraposição a abordagem
tradicional. Neste contexto, todos os artigos analisados evidenciam a adolescência
como uma etapa relacionada à “transgressão”, bem como elaboram uma a associa-
ção estigmatizante entre supostas características da adolescência e o interesse pelo
consumo de drogas. Considerando o expresso nos artigos analisados interpreta-se
que os educadores não só deveriam repensar campanhas pautadas na abordagem
tradicional de combate e repressão do uso de drogas, como deveriam repensar os

197
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

significados que atribuem à adolescência. Sugere-se que professores possam cogi-


tar a discussão sobre usos menos prejudiciais possíveis, especialmente de drogas
lícitas (álcool e tabaco), ao invés de, sem sucesso, tentarem eliminá-las por com-
pleto da vida de adolescentes.

Palavras-chave: drogadição, redução dos danos, pesquisa bibliográfica.

198
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A VIDA PROFISSIONAL DE UM
ENGENHEIRO ELETRICISTA
SILVA, Nicolas Alves da

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a vida


profissional de engenheiros eletricistas. Trata-se de um Levantamento de Opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 26 engenheiros eletricistas, sendo 87,5% homens e 12,5%
mulheres. Dentre estes, 4% cursaram especialização em construção civil, 8% em
automação, 32% em fornecimento de energia elétrica, 4% em telecomunicações
e 44% em eletroeletrônica. Os principais resultados obtidos foram os seguintes:
80% dos participantes da pesquisa afirmam que trabalhar com engenharia elé-
trica é cansativo e 20% declaram que não trata-se de uma profissão cansativa.
Neste contexto, 24% estão muito satisfeitos em relação à atividade profissional que
exercem, 36% estão satisfeitos, 32% estão insatisfeitos e 8% não opinaram. 12,5%
declaram possuir renda de dois salários mínimos, 29,2% de dois a cinco salários
mínimos, 25% de cinco a dez salários mínimos, 8,3% de dez a quinze salários
mínimos, 4,2% de vinte a quarenta salários mínimos e 20,8% preferiram não de-
clarar. 72% escolheram a engenharia elétrica por gostarem da atividade, 8% pelas
oportunidades de emprego a ela relacionadas, 8% por questões financeiras e 12%
por outros motivos. 4,2% declaram trabalhar até 20 horas semanais, 20,8% entre
20 e 30 horas semanais, 12,5% entre 30 e 39 horas semanais, 41,7% entre 40 e 44
horas semanais e 20,8% acima de 44 horas semanais. 32% estão empregados com
carteira assinada, 4% empregados sem carteira assinada, 16% são funcionários pú-
blicos concursados, 16% são autônomos/ prestadores de serviços, 8% tem contrato
temporário, 12% são estagiários, 4% proprietários de empresas e 8% apresentam
outro tipo de vínculo empregatício. 56% exercem atividade técnica no seu tra-
balho atual, 4% atividade administrativa, 20% atividade gerencial, 8% atividade
comercial e 12% em outro tipo de atividade. 56% declaram que a exigência da
capacitação profissional é superior a recebida no curso de engenharia elétrica em
que se formou, enquanto 20% declaram ser compatíveis com a recebida no curso e

199
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

24% inferior a recebida no curso em que se formou. Durante o curso de engenha-


ria elétrica, 64% declaram que obtiveram um alto aprendizado, 24% declaram que
obtiveram um aprendizado mediando e 12% declaram que não obtiveram uma
aprendizagem satisfatória. 4% declaram que na região em que vive há muitas ofer-
tas de emprego ou trabalho para profissionais da sua área técnica, 24% declaram
que há ofertas de emprego ou trabalho, 52% declaram que há poucas ofertas de
emprego ou trabalho e 20% declaram que praticamente não há ofertas de emprego
para profissionais da sua área técnica. Referente à como o mercado remunera os
profissionais da Engenharia Elétrica, 20% declaram que é melhor que as outras
áreas, 48% declaram que é equivalente a outras áreas e 32% de forma pior que as
outras áreas técnicas. 60% dos entrevistados declaram que teve dificuldade para
empregar-se, enquanto que 40% dizem que não tiveram essa dificuldade. 20% de-
clara que a engenharia elétrica é uma boa opção para quem espera uma condição
financeira estável, 20% declara que não é uma boa opção, e 60% declararam que é
relativo. Os dados coletados indicam que os participantes da pesquisa percebem
a existência de poucas vagas de emprego na área em questão e profissionais da
Engenharia Elétrica com níveis bastante distintos de rendas salariais, de graus de
satisfação em relação à atividade profissional e de tempo de exercício profissional
semanal.

Palavras-chave: Engenharia Elétrica, vida profissional, grau de satisfação.

200
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A (IN)SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DE
ENGENHEIROS QUÍMICOS
SILVA, Leonardo Zapola da

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a sa-


tisfação profissional de Engenheiros Químicos. Trata-se de um Estudo de Caso
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questio-
nário foi respondido por 15 pessoas, sendo 9 mulheres e 6 homens. Os principais
resultados obtidos foram os seguintes: 46,7% dos participantes da pesquisa afir-
maram que escolheram essa profissão pelas oportunidades no mercado de tra-
balho, 46,7% afirmaram que escolheram por ser o que realmente gostam e 6,7%
a escolheram por outros motivos. Neste contexto, 60% dos respondentes decla-
ram-se satisfeitos com as perspectivas e atuação com engenharia elétrica e 40%
declaram-se insatisfeitos. Não obstante, 60% dos participantes da pesquisa não re-
comendam o curso de Engenharia Química como alternativa viável para egresso
do ensino médio e 40% recomendam o curso em questão. Destaca-se também que
53,3% dos entrevistados afirmaram que a remuneração que recebem está abaixo
da média do mercado, 13,3% afirmaram que a remuneração está acima da média
do mercado, 13,3% afirmaram que a remuneração está na média do mercado, 20%
não souberam responder ou não opinaram; 53,3% dos entrevistados afirmaram
que tem carga horária semanal de trabalho entre 40 e 44 horas de trabalho, 33,4%
entre 20 e 30 horas, 13,3% afirmaram que a carga horária está acima de 44 ho-
ras; 40% dos entrevistados declaram que em suas atividades profissionais atuais
efetuam especialmente atividades administrativas ou gerenciais, 26,7% atividades
técnicas, 6,7% afirmaram exercer atividade comercial, 26,7% afirmaram exercer
outro tipo de atividade; 46,7% dos entrevistados afirmaram que há poucas ofertas
profissionais na área de Engenharia Química, 40% afirmaram que praticamente
não há ofertas profissionais na área de Engenharia Química, 13,3% afirmaram
que há ofertas profissionais na área de Engenharia Química; 60% dos entrevis-
tados afirmaram que foi muito difícil encontrar uma oferta profissional em sua
área depois de finalizar o curso superior, 20% afirmaram que foi razoavelmente

201
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

difícil encontrar uma oferta profissional em sua área, 6,7% afirmaram que foi fácil
encontrar uma oferta profissional em sua área, 13,3% afirmaram ainda não ter
encontrado uma oferta profissional em sua área. Os dados coletados indicam que
atualmente é difícil encontrar uma boa oferta profissional na área de Engenharia
Química, indicam uma porcentagem significativa de Engenheiros Químicos insa-
tisfeitos com as atividades que exercem.

Palavras-chave: Engenheiros Químicos, satisfação, cotidiano e empregabilidade.

202
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

AS ATIVIDADES PROFISSIONAIS DO
ENGENHEIRO QUÍMICO:
ENTRE SATISFAÇÕES E INSATISFAÇÕES
PIOVESAN, Thiago

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar características e desafios


das atividades profissionais do Engenheiro Químico. Trata-se de um Levanta-
mento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário
on-line. O questionário foi respondido por 70 engenheiros químicos, dos quais
a maioria (51,4%) é do sexo feminino. Os principais resultados obtidos foram os
seguintes: 46% dos participantes da pesquisa estão satisfeitos ou muito satisfei-
tos com a profissão em questão; em contrapartida, 42,8% estão insatisfeitos ou
muito insatisfeitos. A maioria considera o salário que recebe está abaixo da mé-
dia do mercado e trabalha entre 40 e 44 horas por semana. 37,7% declaram que
os conhecimentos utilizados no cotidiano do Engenheiro Químico são inferio-
res aos recebidos no curso e 37,7% dizem que os conhecimentos utilizados são
compatíveis com os recebidos na graduação em Engenharia Química. Entre estes,
18,8% se atualizam todo dia, 20,3% uma ou mais vezes por semana, 20,3% uma
ou mais vezes por mês e 24,6% uma ou mais vezes a cada três meses. Para 40,6%
dos participantes da pesquisa o curso de engenharia química atendeu as expec-
tativas profissionais e para 46,6% não atendeu. É importante destacar que, 52,2%
dos participantes da pesquisa afirmam que nas regiões onde moram há poucas
oportunidades para pessoas formadas em Engenharia Química e 26,1% dizem que
quase não existem ofertas de emprego nesta área. As respostas obtidas indicam
um cenário de contradições, uma vez que vários respondentes estão atualmente
em algum emprego concordam que o curso de Engenharia Química atendeu as
expectativas profissionais, que estudaram em boas universidades, contudo dizem
que a área está ruim no momento, péssima para alguns, por falta de opções e
pelo mercado ser extremamente volátil. Contraditoriamente, os participantes da
pesquisa também afirmam que o mercado de trabalho do Engenheiro Químico é

203
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

promissor e pode acabar surpreendendo no futuro. Considerando os dados ci-


tados, tendo em vista especialmente a grande porcentagem de insatisfeitos com a
profissão e de participantes da pesquisa que afirmam que, em suas regiões de resi-
dência o mercado de trabalho na Engenharia Química não é promissor, conclui-se
que a escolha da profissão em questão pressupõe esforço tanto para a inserção no
mercado do trabalho, quanto para se manter em exercício profissional.

Palavras-chave: Engenharia química, profissão, satisfação.

204
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

CONHECENDO UMA PROFISSÃO:


ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS E
BIOTECNOLOGIA
FARIAS, Letícia Scussel

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre o


curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Trata-se de um Estudo de
Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O
questionário foi respondido por sete pessoas que concluíram ou estão cursando
Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, sendo três mulheres e quatros ho-
mens. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: em relação à satisfação
com o curso em questão, três participantes da pesquisa declararam que se sentem
muito satisfeitos e quatro declararam-se satisfeitos. No que se refere às ofertas
profissionais na área de Bioprocessos e Biotecnologia, cinco participantes da pes-
quisa responderam que há ofertas de trabalho e dois responderam que há poucas
ofertas ou que praticamente não há ofertas de emprego para profissionais na área.
Quanto à remuneração em relação à média do mercado, um alegou ser acima da
média, dois alegaram ser na média, dois alegaram ser abaixo da média e dois não
souberam responder. Quando questionados sobre o vínculo empregatício que
possuem, três responderam ser estagiários, dois não trabalham, um possui outro
tipo de vínculo além dos citados e um não respondeu. Sete participantes relata-
ram que o curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia é muito novo no
Brasil, porém é muito abrangente, sendo uma área tecnológica utilizada em diver-
sos âmbitos profissionais, tornando o mercado de trabalho amplo e o profissional
versátil. Concluiu-se que o curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia é
um curso multidisciplinar e que dada sua recente implantação no Brasil, ainda de-
mandará algum tempo para que profissionais relacionados com o mesmo possam
ser demandados pelo mercado. Acredita-se que, por ser um curso novo, o mercado
tende a reconhecer cada vez mais o profissional formado na área e entende-se que

205
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

a multidisciplinaridade, que é característica do curso em questão, pode favorecer


a atuação em âmbitos de criação científica e tecnológica.

Palavras-chave: Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, profissão, mer-


cado de trabalho.

206
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

O PERFIL PROFISSIONAL DO
EDUCADOR FÍSICO
NETO, Renan Augusto Chueng

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a vida


profissional de Educadores Físicos. Trata-se de um levantamento de opiniões com
coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário
foi respondido por 30 profissionais na área de Educação Física – dos quais 20 são
homens e 10 mulheres, com idade entre 25 e 40 anos. Os principais resultados ob-
tidos foram os seguintes: todos os participantes da pesquisa estão satisfeitas com
a atuação profissional no âmbito da Educação Física; 80% dos entrevistados es-
colheram tal profissão por realmente gostar de praticar esportes e os outros 20%,
escolheram por influência de outras pessoas. Todos os entrevistados trabalham
com em uma carga horária de aproximadamente horas semanais e são servidores
públicos concursados. Dois terços (66,7%) afirmam que a remuneração que rece-
bem é acima da média do mercado e o restante (33,3%) não sabe responder. Nem
todos os entrevistados obtiveram apoio dos pais quando optaram pela gradua-
ção em Educação Física, pois havia opiniões diferentes na família, que acabaram
acarretando em uma caminhada mais complicada para completar seus objetivos.
Todos os participantes da pesquisa estão satisfeitos com a atuação profissional
como educadores físicos e recomendam o curso em questão. Concluiu-se que,
apesar das compreensões negativas relacionadas com a docência, os profissionais
que atuam como professores de Educação Física demonstram satisfação com a
profissão que exercem.

Palavras-chave: Educação Física, Esportes, Docência.

207
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

CONHECENDO MAIS SOBRE A


PROFISSÃO DE MÉDICO
POSSAMAI, Bruna
CAMARGO, Clovis

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar informações sobre a ati-


vidade profissional de médicos. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido
por 28 sujeitos formados em Medicina, sendo 13 homens e 15 mulheres, a maioria
nascida entre 1977 e 1995. Dentre os entrevistados, três são estagiários, seis em-
pregados com carteira assinada, quatro funcionários públicos concursados, sete
autônomos, cinco em contrato temporário e três enquadram-se em outras cate-
gorias. Neste contexto, 52,2% dos participantes da pesquisa afirmam que estão
muito satisfeitos com a profissão que exercem, 37,9% declararam-se satisfeitos e
9,9% não respondeu. Prevalecem aqueles que estudaram somente em escola parti-
cular, depois dos mais de 50% que estudaram apenas em escola pública no ensino
médio. Para conseguirem a aprovação no curso de Medicina, 34,5% estudaram
de 0 a 6 meses, 13,8% estudaram de 6 a 12 meses, 24,1% de 1 a 2 anos, 3,4% de 2 a
3 anos e 24,1% estudou por mais que 4 anos após o término do Ensino Médio. O
percentual de pessoas que cursaram Medicina em instituições federais e estaduais
é inferior ao percentual que fez faculdade particular. Pode-se constatar que os
atuantes desta profissão dificilmente irão sofrer com a falta de oportunidades de
emprego. Conclui-se que a carreira na medicina está em alta e a escolha pelo curso
envolve muito mais que retorno financeiro. Existe também a necessidade de se ter
vocação para seguir a mesma, pois é preciso muito estudo e dedicação para entrar
na faculdade, para frequentar a mesma e para exercer a profissão.

Palavras-chave: Medicina, mercado de trabalho, satisfação profissional.

208
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

DOCÊNCIA EM QUÍMICA
SOUSA, Rhuan Gustavo Vieira de

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a pro-


fissão professor de química. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de dados
pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi respondido por 43
docentes, dos quais 62,8% são mulheres e 37,2% são homens, 44,2% dos partici-
pantes têm menos de 5 anos de atuação na profissão, 30,2% atuam há mais de 10
anos. Dentre estes, trinta e quatro formaram-se em instituições públicas e dezoito
não possuem nenhum tipo de pós-graduação. Dos que possuem pós-graduação,
onze têm especialização em áreas técnicas da Química e quatorze em áreas rela-
cionadas com a Educação. Dez participantes da pesquisa atuam em instituições
privadas e os demais atuam em instituições públicas. No que se refere estresse la-
boral, 81,50% classificam seu trabalho como medianamente estressante. Três par-
ticipantes da pesquisa afirmam ter recebido rejeição dos familiares em função de
terem escolhido a docência química como profissão. Os participantes da pesquisa
afirmam que escolheram a profissão professor de Química por gostarem da do-
cência e da química; bem como pela carência desses profissionais no mercado de
trabalho, ou simplesmente por falta de opção. Neste contexto, os profissionais des-
tacam que, associadas com o exercício da profissão em questão, estão as seguintes
dificuldades: parte dos alunos é desinteressada, o sistema e a estrutura de ensi-
no são deficitários e a remuneração é insatisfatória. Desta forma, considerando a
profunda carência de professores de química enfrentada pelo sistema educacional
brasileiro e tendo em vista os dados coletados, acredita-se que, apesar de evidentes
desafios, a docência em química é uma alternativa viável para a conquista de um
emprego com estabilidade (em instituição pública).

Palavras-chave: Docência, Química, Características da profissão.

209
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO
ENGENHEIRO MECÂNICO: ENTRE
CARACTERÍSTICAS E DIFICULDADES
MACHADO, Higor Rosso
DE CAMPOS, Mateus Vinícius Carneiro

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre a atu-


ação profissional do Engenheiro Mecânico. Trata-se de um Estudo de Caso com
coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário
foi respondido por 31 sujeitos que se identificam como engenheiros mecânicos
formados ou em formação em universidades federais, sendo 80% homens. Os
principais resultados obtidos foram os seguintes: 60% dos entrevistados estavam
entre os mais interessados das turmas em que estudaram. Mais de 70% dos entre-
vistados trabalham com carteira assinada e a média da carga horária de trabalho é
de aproximadamente 30 horas semanais. Cerca de 50% dos entrevistados relatam
que no atual emprego a exigência da capacidade profissional é inferior à recebida
na graduação. 75% das pessoas que responderam ao questionário disseram ter
encontrado dificuldades para ingressar no mercado de trabalho devido à falta de
experiência profissional. 90% afirmaram que o campo de trabalho da Engenharia
Mecânica é muito vasto e está em crescimento. Todos os participantes da pesquisa
declaram estar satisfeitos com a perspectiva de trabalho e remuneração na área da
Engenharia Mecânica. Os dados coletados indicam que, na perspectiva dos parti-
cipantes desta pesquisa, a Engenharia Mecânica é uma área promissora.

Palavras-chave: Mercado de trabalho, Oportunidades de emprego, Engenha-


ria Mecânica.

210
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

ENGENHARIA QUÍMICA:
CARACTERÍSTICAS E DESAFIOS DA
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
RAMIREZ, Aline Braz

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar características da atuação


profissional em Engenharia Química. Trata-se de um Estudo de Caso com coleta de
dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário foi respon-
dido por 94 sujeitos que estão cursando ou estão formados no curso mencionado.
Dentre os indivíduos que responderam o questionário, 56,7% são homens e 43,3%
são mulheres. Cerca de 40% dos participantes possuem mãe e pai com ensino supe-
rior completo. 42,9% dos participantes da pesquisa consideram-se satisfeitos com a
atividade profissional que exercem e/ou com a Engenharia Química e 57,1% se con-
sideram insatisfeitos com estes elementos. Neste contexto, 38,9 % dos respondentes
afirma possuir uma remuneração abaixo da média do mercado e 61,1% afirma apre-
sentar remuneração coerente com a média do mercado. Destaca-se também que, na
opinião de 46,7% de respondentes, na região em que eles vivem, há poucas ofertas de
emprego ou trabalho para profissionais da Engenharia Química. Além disso, o local
de trabalho é considerado moderadamente estressante, para 51,7% dos participan-
tes da pesquisa. Destaca-se que 88,6% dos participantes da pesquisa acham que a
Engenharia Química é importante para o desenvolvimento do país. Observa-se que
apesar dos preconceitos de gênero que geralmente associam a Engenharia Química
como profissão masculina, nesta coleta uma grande porcentagem de participantes
da pesquisa são mulheres. Destaca-se também que apesar de uma porcentagem
significativa de participantes da pesquisa alegarem que existem poucas ofertas de
emprego e trabalho para engenheiros químicos, ou que estão insatisfeitos com a
escolha pela área profissional em questão, existe satisfação com os salários recebidos
e percepção do âmbito de trabalho como pouco estressante.

Palavras-chave: Engenharia Química, mercado de trabalho, características


da atuação profissional.

211
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

CARACTERÍSTICAS DA ATUAÇÃO
PROFISSIONAL COM ENGENHARIA CIVIL
OLIVEIRA JUNIOR, Cipriano Limas de

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar características da atua-


ção profissional na área de Engenharia Civil. Trata-se de um Estudo de Caso com
coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-line. O questionário
foi respondido por 72 profissionais que atuam na área questão, seja como projetis-
tas ou engenheiros executores de obras. Dentre os participantes da pesquisa 63,9%
são homens e 36,1% são mulheres. Os principais resultados obtidos foram os se-
guintes: 45,8% dos participantes da pesquisa estão satisfeitos com suas atividades
profissionais, 20,8% estão insatisfeitos e 13,9% não sabem qual seu nível de satisfa-
ção. Dentre os dados coletados, surpreende que 50% dos participantes da pesquisa
afirmam que tem salário abaixo da média do mercado e outros 50% afirmam que
tem salário dentro da média, o que pode explicar os 20,8% de insatisfeitos com a
profissão. Neste contexto, 51,4% dos participantes da pesquisa destacam a falta
de oferta de vagas de emprego para engenheiros civis, na cidade em que vivem
e em regiões próximas. Outro fato curioso é o nível de exigência para atuação
com Engenharia Civil, uma vez que 44,3 % dos participantes da pesquisa afirmam
que este nível é superior ao recebido na graduação na área e 38,6% dizem que tal
exigência é compatível com o curso. Destaca-se também que pós a formação e
trabalho como engenheiro (a) civil, 57,6% dos participantes da pesquisa optou
por fazer outro curso de nível superior. Considerando os dados nesta pesquisa,
infere-se que a engenharia civil sofre consequências da crise econômica atual ou
de um número alto engenheiros (as) civis residentes na região dos participantes
da pesquisa, pois muitos destacaram a baixa remuneração e/ou a dificuldade para
arrumar emprego na área.

Palavras-chave: Engenharia Civil, remuneração, profissão.

212
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

MEDICINA: CARACTERÍSTICAS DA
ATIVIDADE PROFISSIONAL
REBELATTO, Amanda Colle

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar características da atuação


profissional de médicos e o perfil socioeconômico de profissionais da medicina. Trata-
-se de um Estudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questioná-
rio. O questionário foi respondido por 10 médicos, sendo 70% homens e 30% mulheres.
Os principais resultados obtidos foram os seguintes: a maior parte dos entrevistados,
60%, realizaram o ensino fundamental e médio em escolas particulares, entretanto
70% cursaram a graduação em uma instituição pública. Apenas 10% afirmaram que
trabalhavam antes da graduação. Dentre os participantes da pesquisa, 70% trabalham
há mais de cinco anos na profissão; 20% trabalham há menos de 2 anos e 10% trabalha
a menos de 5 anos; 50% dos respondentes trabalha mais de 45 horas semanais, 10%
trabalha entre 40 e 45 horas semanais, 30% trabalha entre 31 a 40 horas semanais
e 10% trabalha menos do que 20 horas semanais. Em relação à remuneração, 40%
afirmou que está na média de mercado e 20% afirmaram que recebe abaixo da média
de mercado, os demais não responderam. Neste contexto, 60% dos respondentes afir-
mam que estão satisfeitos quanto ao exercício profissional como médicos; 20% estão
muito satisfeitos e 20% estão insatisfeitos. 80% acham que há ofertas de trabalho na
região em que vivem e 20% acreditam que as ofertas regionais não são satisfatórias.
40% acreditam que é boa a infraestrutura do local em que trabalho, enquanto 30%
acreditam que é ótima e 30% afirma que ela é regular. Do total, 90% acreditam que fi-
zeram uma boa escolha profissional e 10% pensam que não fizeram uma boa escolha.
Diante dos dados coletados, observou-se que a maioria dos participantes cursaram o
ensino fundamental e médio em escolas particulares e a graduação em universidades
públicas, além de nenhum trabalhar durante a graduação. Quase todos os entrevista-
dos afirmaram que fizeram uma boa escolha profissional. Conclui-se que a Medicina
é, na perspectiva dos respondentes, uma profissão promissora, que gera remuneração
satisfatória e satisfação, mas que demanda grande investimento temporal tanto para a
formação quanto na atuação profissional.

Palavras-chave: Médico, profissão, perfil.


213
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

SER MÉDICO: OS PRÓS E CONTRAS


DESTA ATIVIDADE PROFISSIONAL
SILVA, Izadora Noro da

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar características atuação


profissional como médico (a). Trata-se de um Levantamento de Opiniões com da-
dos coletados a partir da aplicação de um questionário on-line. O questionário foi
respondido por 41 médicos, 28 mulheres e 13 homens, especializados em diversas
áreas, em sua maioria nascidos entre 1977 e 1995. Os principais resultados obti-
dos foram os seguintes: 46% dos entrevistados cursaram Medicina em instituição
pública, 44% em instituição privada e 10% parcialmente em instituição pública
e parcialmente em instituição privada. 57% dos entrevistados demorou um ano
para ingressar na faculdade após iniciar as provas de vestibular e 25% demorou
apenas poucos meses. 71% dos entrevistados se surpreenderam com o curso após
iniciá-lo, 17% não se surpreendeu em nada com o curso e 12% se surpreenderam
muito pouco. A maioria dos entrevistados está trabalhando atualmente, sendo
que 83% atuam na área pública e 17% em consultório particular. Quanto ao sa-
lário, 53% dos médicos declaram-se insatisfeitos com a remuneração que rece-
bem, 22% declaram-se satisfeitos, 12% declaram-se muito insatisfeitos, 12% está
indiferente. Quando perguntado aos médicos o que os levou a escolher a área de
Medicina, as respostas foram distintas: amor, ajudar o próximo, aptidão, vocação,
salário ou influência familiar. Para os participantes da pesquisa, ser médico não é
fácil, pois tal profissão demanda que se abdique muito de tempo de lazer, tanto no
processo formativo, quanto na atuação profissional. Os dados coletados indicam
uma profissão com perspectivas satisfatórias de empregabilidade, mas que pressu-
põe de investimento temporal e financeiro para ser alcançada.

Palavras-chave: Medicina, Profissão, Médico.

214
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

CONHECENDO A PROFISSÃO:
PROFESSOR(A) DE ENSINO
FUNDAMENTAL
SOUZA, Ana Carolina Iuliano

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se identificar características das prá-


ticas e do cotidiano de Professor(as) de Ensino Fundamental, a fim de refletir
sobre a docência como escolha profissional . Trata-se de um Estudo de Caso com
coleta de dados pautada na aplicação de um questionário. O questionário foi res-
pondido por 12 professoras que atuam no Ensino Fundamental. Destas, 75% das
respondentes entre 39 e 50 anos; 50% estudaram apenas em escolas públicas, 25%
somente em escola particulares e 25% estudaram em ambas; 83.3% são funcio-
nários públicos concursados e 16.7% trabalham com carteira assinada; 50% são
formadas em Letras, 25% são formadas em Pedagogia e 25% tem outra formação;
91.7% têm pós-graduação. Os principais resultados obtidos foram os seguintes:
66.7% consideram-se satisfeitas com a profissão e 25% consideram-se insatisfei-
tas; 58.3% consideram como parcialmente satisfatório o conhecimento adquirido
durante a licenciatura e 33.3% considera satisfatório; 50% considera a exigência da
profissão compatível com sua formação e 41.7% a considera superior; 41.7% não
considera que as características da profissão são compatíveis com as imaginadas
anteriormente a escolha da carreira em questão; as participantes da pesquisa ci-
tam como pontos negativos da atividade profissional de docentes a desvalorização
e a falta de compreensão dos pais e sociedade, “a indisciplina e desrespeito por
parte das famílias e sociedade em geral”, e como pontos positivos, a interação com
as crianças e a possibilidade de acompanhar a evolução das mesmas (“observar que
ajudamos criança a ler o mundo” ). Para 50% das participantes da pesquisa o grau
de estresse da profissão de professor é mediano, para 25% é alto e para 25% é mui-
to alto; 83.3% trabalham aproximadamente 40 horas semanais; 83.3% exercem a
profissão há mais de 15 anos; 58.3% consideram a sua remuneração abaixo da mé-
dia de outras profissões e 33.3% consideram na média de outras áreas de gradua-

215
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ção. 41.7% mudaria de profissão se pudesse voltar no tempo e 58,3% não mudaria;
para o futuro, as participantes acreditam que haverá um aumento no desinteresse
pela profissão e surgimento de profissionais menos capacitados. Conclui-se que,
apesar das dificuldades destacadas e de apresentarem uma perspectiva pouco po-
sitiva em relação ao futuro da profissão, a maioria das participantes da pesquisa
está satisfeita com a profissão e atribui à prática profissional um sentido maior,
um sentido que transcende questões salariais e condições de trabalho.

Palavras-chave: professoras, profissão, satisfação.

216
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

BIOMEDICINA: CARACTERÍSTICAS DA
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
ASSUNÇÃO, Flaviane Mattos
LUDKE, Emily Danubia Kalinca

Resumo: Na presente pesquisa objetiva-se averiguar informações sobre as


condições de atuação profissional no âmbito da Biomedicina. Trata-se de um Es-
tudo de Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário on-li-
ne. O questionário foi respondido por 63 pessoas que cursaram/cursam biomedi-
cina, sendo 77% mulheres e 23% homens. Os principais resultados obtidos foram
os seguintes: quanto à área profissional de formação, aproximadamente 33% estão
muito satisfeitos, 41% estão satisfeitos, 22% estão insatisfeitos e 3% são indiferen-
tes. Já quanto à atividade profissional que exercem, 22% dos participantes da pes-
quisa estão muito satisfeitos, 55% estão satisfeitos, 14% estão muito insatisfeitos e
aproximadamente 8% são indiferentes. Na opinião de 55% dos participantes da
pesquisa a remuneração dos biomédicos está abaixo da média do mercado, para
30% a remuneração está na média do mercado, 9% não sabem classificar a remu-
neração dos biomédicos em relação à remuneração média e 9% acham que o sa-
lário dos biomédicos está acima da média do mercado. Quanto à área de atuação,
46% trabalham com análises clínicas, 5% trabalham com microbiologia e o res-
tante trabalha em áreas diversas. Quanto à procura de biomédicos no mercado de
trabalho, 50% caracterizaram como média, 20% caracterizaram como alta e 30%
como baixa. 51% dos participantes da pesquisa descreveram o aprendizado du-
rante a graduação como alto, 24% como médio, 19% como muito alto e 6% como
baixo. 94% dos interrogados cursaram a graduação em universidade particular,
3% em universidade estadual e 3% em universidade federal. Quanto à motivação,
92% escolheram a biomedicina por ser o que realmente gostam, 3% pelas oportu-
nidades no mercado de trabalho e 5% por outros motivos. 64% dos interrogados
descreveram a biomedicina como uma boa profissão e 36% descreveram como
uma profissão ruim. 36% dos participantes da pesquisa trabalham entre 40 e 44
horas semanais, 17% entre 30 e 39 horas semanais, enquanto que 47% trabalham

217
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

menos de 30 horas por semana. 35% concordam que há poucas ofertas de emprego
nessa área, na região onde vivem, outros 35% concordam que há oportunidades
em suas regiões, já o restante, 30%, acha que não há oportunidades para os pro-
fissionais dessa área. Quanto à remuneração, 73% acha que o mercado remunera
os biomédicos de forma pior que outras áreas, enquanto 24% acha que o mercado
remunera os profissionais dessa área da mesma forma que as outras, e o restan-
te, 3%, não sabe definir. 38% descrevem como ruim o mercado de trabalho para
os biomédicos e que seria necessário mais reconhecimento ao profissional, assim
como um conselho atuante para a criação de um piso salarial. 27% considera o
mercado de trabalho saturado para os atuantes nessa área, pois as oportunidades
são poucas e as vagas são geralmente preenchidas por indicação. 25% concorda
que o mercado ainda está em ascensão e 10% ainda afirma que o mercado está
bom e que as vagas surgem para aqueles que procuram especializações. Aproxi-
madamente 75% recomendaria o curso para egressos do ensino médio e 25% não
recomendaria. Destaca-se que a área que mais emprega profissionais da Biome-
dicina é a de Análises Clínicas, por isso os participantes da pesquisa concordam
que ter uma especialização é muito importante para abrir novos caminhos e novas
oportunidades. Como a grande parte dos participantes da pesquisa afirma que
indicaria o curso de Biomedicina, acredita-se que a possível baixa remuneração
seja compensada por outras características da atuação profissional na área.

Palavras-chave: Biomedicina, características, satisfação.

218
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

CONSUMO DE DROGAS NA
ADOLESCÊNCIA
DELGADO, Ana Paula Gonzalez
MARINO, Maria Eduarda
NICOLLI, Gabriele Oliveira

Resumo: Na presente pesquisa objetivou-se identificar opiniões e compor-


tamentos relacionados com o consumo de drogas na adolescência. Trata-se de
um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário on-line. O questionário foi respondido por 673 pessoas, sendo 68,9%
do sexo feminino e 31,1% do sexo masculino. 63,2% dos respondentes têm idade
entre 15 e 18 anos, 30,2% têm idade entre 18 e 22 anos, 3,3% têm entre 10 e 13
anos e 3,1% têm idade entre 22 e 30 anos. Dentre os participantes da pesquisa,
74,4% já consumiu drogas e 25,6% nunca consumiu nenhum tipo de droga. Neste
contexto, álcool foi consumido por 73,3% dos participantes da pesquisa; tabaco
foi consumido por 39,1% e maconha foi consumida por 43,7% dos participantes
da pesquisa. As principais motivações que levaram os participantes da pesquisa
a consumirem alguma droga, conforme respostas apresentadas, foram as seguin-
tes: escolha própria (58,5%), influência dos amigos (13,8%), algum tipo de pressão
(0,6%). 70,2% dos respondentes concordam com a interpretação de que o “consu-
mo de drogas é um problema de saúde pública” e 29,8% discordam desta interpre-
tação. 80,4% declaram que o consumo de drogas afeta a segurança da população
e 19,6% discordam desta interpretação. Para 63,% dos participantes da pesquisa a
posição social do adolescente tem relação com o consumo de drogas e para 36,1%
essa relação não existe. Para 91% dos participantes da pesquisa muitas vezes os
adolescentes consomem drogas para serem aceitos socialmente. Para 27,6% dos
participantes da pesquisa a legalização das drogas ilícitas melhoraria a economia e
reduziria problemas sociais, para 40,6% somente o consumo de maconha deveria
ser legalizado e para 31,9% a legalização de qualquer droga ilícita é inaceitável.
Concluiu-se que grande parte dos respondentes já teve algum contato com drogas,
tanto lícitas quanto ilícitas, que muitos deles as consumiram, e que grande parte
das drogas consumidas pelos participantes da pesquisa são as chamadas drogas
219
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

lícitas. Acredita-se que o consumo de drogas lícitas deve ser debatido em ambiente
escolar e em campanhas que apontem os malefícios provocados pelas mesmas.

Palavras-Chave: drogas, adolescências, opiniões.

220
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE


A POLÍTICA NO BRASIL ATUAL
ALI, Rayan Khaleel Racki Abu
OLIVEIRA, João Victor de Castro

Resumo: Na presente pesquisa objetivou-se identificar opiniões em relação


ao atual cenário político brasileiro. Trata-se de um levantamento de opiniões
com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário. O questionário
foi respondido por 100 pessoas. 81,9% dos respondentes são homens e 18,1% são
mulheres. Os principais resultados obtidos foram os seguintes: 43,1% dos parti-
cipantes da pesquisa declaram que não apresentam grande interesse sobre ques-
tões políticas, 37,5% declaram-se interessados por política e 19,4% declaram-se
completamente desinteressados pela temática em questão; 15,7% declaram que
identificam-se com o PT (Partido dos Trabalhadores), 10% com PSDB (Partido
da Social Democracia Brasileira),  enquanto o restante declaram outros partidos
como seus representantes. Neste contexto, 37,5% dos participantes da pesquisa são
totalmente favoráveis ao processo impeachment da Presidente Dilma Rousseff,
36,1% são parcialmente favoráveis a tal processo e 26,4% são totalmente contrá-
rios ao mesmo. Não obstante, 63,9% acreditam que o voto no Brasil deveria ser
facultativo, 30,6% acreditam que o voto deva continuar sendo obrigatório e 5,6%
declaram que não são capazes de opinar sobre esse assunto. A pesquisa revelou
ainda que 55,1% dos participantes da pesquisa não lembram em quem votaram
na última eleição. Destaca-se que 81,2% dos participantes da pesquisa declaram
que não se arrependem do voto efetuado na última eleição federal e 18,8% se arre-
pendem. Além disso, 87,1% dos respondentes declaram que não venderiam o voto
e 12,9% venderiam. Para 62,9% dos participantes da pesquisa a grande maioria
dos políticos é corrupta, para 18,6% apenas alguns políticos são corruptos e os
outros 18,6% tem certeza de que todos os políticos são corruptos.  Destaca-se que
a maioria dos respondentes não apresentam consciência significativa do papel da
política uma vez que declaram desinteresse pela mesma e não se lembram em
que votaram nas últimas eleições. Conclui-se que, paradoxalmente, a maioria dos

221
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

participantes da pesquisa alega desinteresse pela participação política enquanto


concomitantemente afirma ser favorável a destituição do cargo de uma Presidente
democraticamente eleita.

Palavras-Chave: Política, voto, opinião política.

222
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

A DISCRIMINAÇÃO RACIAL OCORRE


NAS ESCOLAS?
QUINTANA, José Vinicius
RIBEIRO, André Gustavo

Resumo: Na presente pesquisa objetivou-se identificar a ocorrência de prá-


ticas de discriminação racial em ambientes escolares. Trata-se de um Estudo de
Caso com coleta de dados pautada na aplicação de um questionário. O questio-
nário foi respondido por 75 pessoas, 39 homens e 36 mulheres, 82,7% com idade
entre 15 e 18 anos, 10,7% com idade entre 18 e 22 anos, 2,7% entre 22 e 30 anos,
2,7% entre 30 e 40 anos e 1,3% com mais de 50 anos. Em relação à cor da pele,
32% dos respondentes declararam-se pardos, 5,3% negros, 56% são brancos, 4%
amarelos (orientais) e 2,7% preferiram não declarar sua cor. Os principais resul-
tados obtidos foram os seguintes: 49,3% dos respondentes identificam algum pre-
conceito de ordem étnica na sociedade brasileira, 37,3% identificam preconceito
contra negros, 4% contra os índios, 1,3% contra nordestinos e 8% não identificam
preconceitos na sociedade brasileira. Para 56% dos respondentes diversas formas
de preconceito étnico ainda estão muito fortes no Brasil, mas estão diminuindo,
para 20% o preconceito étnico não é mais tão prevalecente, mas entendem que o
mesmo vai demorar muito para acabar, para 18,7% o preconceito racial e étnico
ainda são fortes e prevalecentes e não vão mudar e para 5,3% o nosso país é está
caminhando para ausência de preconceitos étnicos. 52% dos participantes da pes-
quisa não sofreram preconceito pela cor de sua pele nunca, 30,7% já sofreram,
9,3% talvez e 8% não lembram; 33,8% dos respondentes concordam parcialmente
com programas de cotas para negros e indígenas, 27% concordam totalmente,
13,5% não tem opinião formada em relação a estes programas, 9,5% discordam to-
talmente, 12,2% discordam em partes, 4,1% são indiferentes. 41,3% afirmam que
o assunto racismo é abordado nas escolas somente às vezes, 49,3% afirmam que
o assunto é abordado frequentemente, 9,3% que o assunto nunca é abordado na
escola; 69,3% acham muito importante o assunto racismo ser trabalhado no am-
biente escolar, 21,3% acreditam que é importante, 5,3% são indiferentes, 2,7% não

223
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

tão importante e 1,3% não acham importante; 69,3% das pessoas não percebem
diferença no tratamento entre brancos e negros e 30,7% percebem essa diferença.
50,7% dos respondentes já observaram alguma prática de racismo dentro de sua
escola, 30,7% nunca observaram práticas de racismo em ambiente escolar e 18,7%
já observaram várias práticas de racismo em ambiente escolar; 66,7% dizem que
o preconceito racial acontece tanto de negros para brancos quanto de brancos
para negros, 30,7% que acontece apenas de brancos para negros e 2,7% de negros
para brancos; 76% acreditam que a escola falha em conscientizar ou inibir práticas
racistas e 24% não acreditam. Concluiu-se que, na perspectiva dos respondentes,
ocorrem práticas racistas em ambiente escolar, uma vez que muitos dos respon-
dentes vivenciaram ou observaram tais práticas. Acredita-se que o racismo é um
assunto que precisa ser amplamente discutido no ambiente escolar, porque além
dos efeitos negativos que provoca, é um crime e, como ficou evidenciado, 76% dos
respondentes acreditam que a escola falha ao não abordar o assunto e não intervir
para inibir o racismo. Sugere-se que as escolas tenham profissionais e/ou recursos
para identificar e denunciar práticas racistas.

Palavras-chave: racismo, escola, afrodescendentes.

224
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

OPINIÕES SOBRE DESIGUALDADE DE


GÊNERO
KURTZ, Ana Lucia
SCHU, Hanna Caroline de Oliveira

Resumo: Na presente pesquisa objetivou-se identificar opiniões sobre (des)


igualdade de gênero. Trata-se de um Levantamento de Opiniões com coleta de da-
dos pautada na aplicação de um questionário on-line e análise dos resultados em
uma abordagem qualitativa. O questionário foi respondido por 97 sujeitos, sendo
68 (70.1%) mulheres e 29 (29.9%) homens. Dentre os participantes da pesquisa, 78
(80.4%) apresentam idade entre 15 e 18 anos; 12(14.4%) entre 18 e 22 anos; 3 entre
30 e 40 anos (3.1%); 3 entre 10 e 13 anos (13.1%) e 1(1%) entre 22 e 30 anos. Os prin-
cipais resultados obtidos foram os seguintes: dentre os participantes da pesquisa
70 (72.2%) consideram o Feminismo algo necessário; 22 (22.6%) o consideram
desnecessário; 5 (5.2%) não conhecem o tema. 32 (33%) nunca participaram de
um movimento feminista; 32 (33%) gostariam de participar; 18 (18.6%) já parti-
ciparam; 14 (14.4%) declaram que nunca participariam de um movimento com
tal enfoque e 1 (1%) preferiu não declarar. Dentre os participantes da pesquisa, 90
(93.8%) concordam que há desigualdade de gênero na sociedade contemporânea
e 6 (6.3%) acreditam que tal forma de desigualdade não ocorre em nosso país. 89
(91.8%) acreditam que duas pessoas de diferentes sexos devem receber o mesmo
salário para exercer a mesma função; 4 (7.2%) acreditam que homens e mulheres
não devem receber salários iguais e 1 (1%) preferiu não opinar sobre essa questão.
79 (82.3%) acreditam que a mulher não deve ser a única responsável pelo serviço
doméstico; 10 (10.4%) acreditam que a mulher deve ser a única responsável por
tais tarefas e 7 (7.3%) preferiram não opinar. Neste contexto, 88 (91.7%) partici-
pantes da pesquisa não veem algo errado em uma mulher exercer uma função
considerada “masculina”, 5 (5.2%) preferiram não opinar e 3 (3.3%) consideram
errado tal exercício profissional. Além disso, 73 (75.3%) participantes da pesqui-
sa acreditam que é uma escolha da mulher ser mãe; 19 (19.6%) pensam que não
deve ser uma escolha da mulher e 5 (5.6%) preferiram não opinar. 92 (94.8%) res-

225
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

pondentes concordam que é obrigação de ambos os pais cuidar das crianças; 3


(3.1%) declaram que deve ser obrigação da mãe, mas com ajuda do pais, 1 (1%)
acha que é uma obrigação apenas da mãe e 1 (1%) preferiu não opinar. Quando
os participantes homens foram indagados se eles se consideravam machistas, 25
(56.8%) responderam que não se consideram machistas; 11 (25%) disseram que
se consideram machistas; 8 (18.2%) preferiram não responder. Para 83 (86.5%)
participantes da pesquisa uma mulher nunca tem culpa de ser estuprada e para
9 (9.4%) , em função da vestimenta, do local onde estava, do horário do ato, ou
de estar alcoolizada, uma mulher pode ser considerada culpada de um estupro; 2
(2.1%) preferiram não opinar sobre essa questão e 2 (2.1%) declararam que a mu-
lher é a única culpada na maioria das situações. Os dados coletados indicam uma
pequena parcela de respondentes que não percebe a existência de desigualdade
de gênero na sociedade brasileira, que assume posturas machistas e /ou aceitam
como naturais atos que indicam comportamentos machistas e sexistas.

Palavras-Chave: desigualdade de gênero, opiniões e preconceitos.

226
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

VILAS DE FOZ DO IGUAÇU:


PRECONCEITOS EM RELAÇÃO AO
LOCAL DE RESIDÊNCIA
FERREIRA, Amanda dos Santos
BRITO, Matheus da Silva

Resumo: Na presente pesquisa objetivou-se identificar possíveis preconceitos


em relação ao local de residência de moradores de Foz do Iguaçu. Trata-se de
um Levantamento de Opiniões com coleta de dados pautada na aplicação de um
questionário on-line e análise dos resultados em uma abordagem qualitativa. O
questionário foi respondido por 47 sujeitos, dos quais 68,1% são mulheres e 31,9%
homens; 87,2% têm idade entre 14 e 18 anos, 8,5% entre 19 e 22 anos, 2,1% entre
10 e 13 anos e 2,1% entre 31 e 40 anos. Os principais resultados obtidos foram os
seguintes: 55,3% dos participantes da pesquisa declaram que observam precon-
ceitos em relação ao local onde vivem. 89,4% dizem existir preconceito em relação
a outras regiões e 10,6 dizem não existir.   55,3% dos participantes da pesquisa
relatam sofrer preconceito em relação ao local em que residem e 44,7% relata não
sofrer. 63,8% declaram que considera tais preconceitos inadequados, 29,8% diz
que em alguns casos tais preconceitos são pertinentes e 6,4% concorda com o pre-
conceito. Dos entrevistados, metade diz que o bairro onde a pessoa mora pode ser
um limitador de possibilidades de trabalho e de escolarização. Perguntados em
relação a bairros específicos, temos que: em relação à “Vila A”, 71,7% dizem ser
um local seguro e promissor, 17,4% dizem ser um local perigoso e 10,9% dizem ser
um local com muita pobreza e muitos trabalhadores; em relação ao “Porto Meira”,
71,7% dizem ser um local perigoso, 23,9% dizem ser um local com muita pobreza
e muitos trabalhadores e 4,3% dizem ser um local seguro e promissor; em relação
ao “Jardim Jupira”, 69,6% dizem ser um local perigoso,15,2% dizem ser um local
com muita pobreza e muitos trabalhadores e 15,2% dizem ser um local seguro e
promissor; em relação ao bairro “Três Lagoas”, 58,7% dizem ser um local perigo-
so, 28,3% dizem ser um local com muita pobreza e muitos trabalhadores e 13%

227
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

dizem ser um local seguro e promissor. Diante dos dados coletados conclui-se que
existem vilas de Foz do Iguaçu que são identificadas pelos respondentes como pe-
rigosas, marcadas pela pobreza e pouco promissores e outras identificadas como
seguras, ricas e promissoras. Conclui-se também que a forma como cada local de
residência (vila, bairro ou comunidade) é visto, gera estereótipos que interferem
nas oportunidades profissionais e nas relações interpessoais dos moradores de
distintas regiões de Foz do Iguaçu.

Palavras-chave: Preconceito, local de residência, Foz do Iguaçu.

228
Indíce dos resumos

(IN) SUSTENTABILIDADE NOS DOMICÍLIOS DE


FAMÍLIAS DO OESTE PARANAENSE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137

A (IN)SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DE ENGENHEIROS


QUÍMICOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201

A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO


MECÂNICO: ENTRE CARACTERÍSTICAS E DIFICULDADES . . . . 210

A CRISE ECONÔMICA: ENTRE OPINIÕES E CONSEQUÊNCIAS. . 104

A CULTURA DO ESTUPRO NA OPINIÃO DOS HOMENS . . . . . . . . 124

A DISCRIMINAÇÃO RACIAL OCORRE NAS ESCOLAS?. . . . . . . . . . 223

A DROGADIÇÃO E A ABORDAGEM DE REDUÇÃO DOS DANOS. 197

A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NAS RELAÇÕES HUMANAS. . 120

A MÍDIA CONTROLADA POR INTERESSES POLÍTICOS. . . . . . . . . 133

A POLÍTICA DO DESARMAMENTO: O
CONHECIMENTO E AS OPINIÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89

229
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

A VIDA EMOCIONAL DOS ADOLESCENTES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

A VIDA PROFISSIONAL DE UM ENGENHEIRO ELETRICISTA . . . 199

A VIVÊNCIA DA TRANSFOBIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118

ABUSO SEXUAL: ENTRE O (DES)CONHECIMENTO E O


PRECOCEITO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166

ACEITAÇÃO SOCIAL- NECESSIDADE DE


PERTENCIMENTO A UM GRUPO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

ALUNOS QUE SE SENTEM DISCRIMINADOS PELOS


PROFESSORES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147

AS ATIVIDADES PROFISSIONAIS DO ENGENHEIRO


QUÍMICO: ENTRE SATISFAÇÕES E INSATISFAÇÕES. . . . . . . . . . . . 203

ASSÉDIO SEXUAL: ENTRE OPINIÕES E PRECONCEITOS. . . . . . . . 105

ASSÉDIO SEXUAL: ENTRE OPINIÕES E PRECONCEITOS. . . . . . . . . 79

ATIVIDADES CULTURAIS EM COLÉGIOS PÚBLICOS. . . . . . . . . . . . 67

ATIVIDADES CULTURAIS EM FOZ DO IGUAÇU. . . . . . . . . . . . . . . . 174

ATIVIDADES FÍSICAS E HÁBITOS ALIMENTARES NO IFPR. . . . . . 57

AVALIAÇÃO DOS PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO . . . . . . . . . . . 153

BIOMEDICINA: CARACTERÍSTICAS DA ATUAÇÃO


PROFISSIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217

BULLYING NAS ESCOLAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145

CARACTERÍSTICAS DA ATUAÇÃO PROFISSIONAL


COM ENGENHARIA CIVIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212

CLIMA ESCOLAR: ENTRE DIAS DE SOL E TEMPESTADES. . . . . . . 189

230
ANAIS DO V CAFÉ COM SOCIOLOGIA VIVA

COMO MACHISMO E PAPÉIS DE GÊNERO AFETAM O


COMPORTAMENTO MASCULINO?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122

CONHECENDO A PROFISSÃO: PROFESSOR(A) DE


ENSINO FUNDAMENTAL. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215

CONHECENDO MAIS SOBRE A PROFISSÃO DE MÉDICO. . . . . . . . 208

CONHECENDO UMA PROFISSÃO: ENGENHARIA DE


BIOPROCESSOS E BIOTECNOLOGIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205

CONHECIMENTOS BÁSICOS DE PROFESSORES A


RESPEITO DO TEMA “GÊNERO E SEXUALIDADE”. . . . . . . . . . . . . . 178

CONSUMO DE DROGAS NA ADOLESCÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219

CORPO E ESTÉTICA: A CORPOLATRIA NA SOCIEDADE


CONTEMPORÂNEA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85

CULTURA DO ESTUPRO: EM OPINIÕES E DETALHES . . . . . . . . . . 139

DESIGUALDADE SOCIAL E POBREZA: ENTRE


OPINIÕES E PRECONCEITOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141

DESIGUALDADE SOCIAL E SEUS IMPACTOS NA VIDA


ESCOLAR DE ESTUDANTES POBRES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44

DESIGUALDADE SOCIAL: ENTRE OPINIÕES E PRECONCEITOS.157

DIFERENTES GERAÇÕES E SUAS OPINIÕES SOBRE


DESMATAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176

DIVERSIDADE RELIGIOSA E RELIGIOSIDADE NO IFPR . . . . . . . . . 52

DOCÊNCIA EM QUÍMICA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209

DROGAS E ÁLCOOL NA ADOLESCÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149

EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS SOB A


PERSPECTIVA DE DOCENTES DO ENSINO MÉDIO . . . . . . . . . . . . . 182

231
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

ENGENHARIA QUÍMICA: CARACTERÍSTICAS E


DESAFIOS DA ATUAÇÃO PROFISSIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211

ENTRE OPINIÕES POLÍTICAS E CLASSE SOCIAL


EXISTEM ASSOCIAÇÕES? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163

EVASÃO ESCOLAR EM UM CURSO DE LICENCIATURA


EM FÍSICA: UM ESTUDO DE CASO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187

FACES DA VIOLÊNCIA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO . . . . . . . . . . 180

FATORES QUE INFLUENCIAM NA ESCOLHA DE


OBJETIVOS DE VIDA DE ADOLESCENTES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170

FEMINISMO E MACHISMO NA VISÃO DE CATÓLICOS. . . . . . . . . . . 56

FEMINISMO E MULHER: VOCÊ SABE O QUE ESTAS


PALAVRAS SIGNIFICAM? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98

FEMINISMO NA PERSPECTIVA MASCULINA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102

FEMINISMO: ENTRE OPINIÕES, CONCEITOS E


PRECONCEITOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116

FORMAS DE EXPRESSÃO EMOCIONAL: ENTRE


MENINAS E MENINOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143

GRAVIDEZ E METODOS CONTRACEPTIVOS: ENTRE O


CONHECIMENTO E AS OPINIÕES DE ADOLESCENTES. . . . . . . . . 185

HÁBITOS ALIMENTARES NA ADOLESCÊNCIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . 93

HÁBITOS COTIDIANOS DE USO DA INTERNET. . . . . . . . . . . . . . . . . 54

HÁBITOS DE USO DA INTERNET. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111

HÁBITOS FEMININOS: ENTRE ESTÉTICA E APARÊNCIA FÍSICA.73

HOMOSSEXUALIDADE, HETERONORMATIVIDADE E
PRECONCEITOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

232
Indíce dos resumos

HOMOSSEXUALIDADE: ENTRE OPINIÕES E OBSTÁCULOS. . . . . 109

IGNORÂNCIA QUE GERA DISCRIMINAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

IMPACTOS DO ASSÉDIO SEXUAL NO


COMPORTAMENTO FEMININO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159

INTIMIDAÇÃO, AGRESSÃO E ASSÉDIO NO AMBIENTE


ESCOLAR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM FOZ DO IGUAÇU. . . . . . . . . . . . . . 129

INTOLERÂNCIA RELIGIOSAEM FOZ DO IGUAÇU. . . . . . . . . . . . . . . 95

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

LEITURA: HÁBITOS E (DES) MOTIVAÇÕES NA


EXPERIÊNCIA DE ADOLESCENTES E JOVENS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81

LEVANTAMENTO DE OPINIÕES SOBRE O PROGRAMA


BOLSA FAMÍLIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168

MACHISMO, FEMINISMO E FEMISMO: VOCÊ SABE A


DIFERENÇA? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151

MACONHA: ENTRE CONCEITOS, PRECONCEITOS E


DROGAS LÍCITAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75

MEDICINA: CARACTERÍSTICAS DA ATIVIDADE


PROFISSIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 213

NA PERSPECTIVA DE GAMERS: OPINIÕES SOBRE


PROBLEMAS RELACIONADOS COM JOGOS VIRTUAIS . . . . . . . . . 195

NÃO EXISTE APENAS AZUL E ROSA NO ARCO-ÍRIS: A


ACEITAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE NA ATUALIDADE. . . . . . . 59

O PERFIL PROFISSIONAL DO EDUCADOR FÍSICO. . . . . . . . . . . . . . 207

233
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

O QUE FAZER COM OS ANIMAIS DE RUA? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

OPINIÕES E HÁBITOS POLÍTICOS EM FOZ DO IGUAÇU. . . . . . . . . 77

OPINIÕES POLÍTICO-PARTIDÁRIAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165

OPINIÕES SOBRE COMO OS MEIOS DE


COMUNICAÇÃO DE MASSA RETRATAM AS MULHERES. . . . . . . . . 96

OPINIÕES SOBRE DESIGUALDADE DE GÊNERO. . . . . . . . . . . . . . . . 225

OPINIÕES SOBRE DIREITOS HUMANOS E


ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193

OPINIÕES SOBRE PAPÉIS DE GÊNERO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135

PADRÕES DE BELEZA E MÍDIA: O QUE É BELO PARA


VOCÊ É SÓ O QUE APARECE NA TV?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112

PENA DE MORTE: ENTRE OPINIÕES E VALORES. . . . . . . . . . . . . . . . 83

PERFIL SOCIOECONÔMICO DE ESTUDANTES DE


ESCOLAS PÚBLICAS DO EXTREMO-OESTE DO PARANÁ. . . . . . . 191

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE A POLÍTICA


NO BRASIL ATUAL. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221

POLÍTICA E JUVENTUDE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

POLÍTICA E RELIGIÃO DEVEM ANDAR DE MÃOS DADAS? . . . . . 125

QUAL É A SUA MARCA? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172

RACISMO E BULLYING ESTÃO RELACIONADOS?. . . . . . . . . . . . . . . 50

RACISMO NAS ESCOLAS: A PERSPECTIVA DOS PROFESSORES . 114

REAÇÕES DIANTE DE PROPAGANDA NAS REDES SOCIAIS. . . . . 131

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: ENTRE OPINIÕES


E PRECONCEITOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
234
Indíce dos resumos

RELAÇÃO ENTRE ALUNO E PROFESSOR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61

RELAÇÃO FAMÍLIA, ESCOLA E SUCESSO ESCOLAR . . . . . . . . . . . . 183

RELAÇÕES SOCIAIS E CONFLITOS NA ESCOLA. . . . . . . . . . . . . . . . 107

SER MÉDICO: OS PRÓS E CONTRAS DESTA ATIVIDADE


PROFISSIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 214

VEGETARIANISMO: UMA TENDÊNCIA?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127

VILAS DE FOZ DO IGUAÇU: PRECONCEITOS EM


RELAÇÃO AO LOCAL DE RESIDÊNCIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227

VOCÊ É DEPENDENTE DA INTERNET?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155

235
Indíce dos Autores

ALDERETE, Noelia Janina Alves. . . . . . . . . . . 182 CANZI, Tiago. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185


ALEGRENCIO, Juciliane Milouski . . . . . . . . . 157 CASSUBOSKI, Gisele Vitória. . . . . . . . . . . . . . . 93
ALENCAR, Áquila Oliveira. . . . . . . . . . . . . . . . 135 CASTRO, Giovana Borges. . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
ALENCAR, Rafael de. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 CHAGAS, Fernando Apolinario. . . . . . . . . . . . 155
ALI, Rayan Khaleel Racki Abu. . . . . . . . . . . . . 221 COELHO, Lucas Pereira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
ALVES, Marcieli. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183 COELHO, Paola Elisa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
ANTUNES, Kevin Matheus. . . . . . . . . . . . . . . .174 COLLE, Ana Laura Moresco. . . . . . . . . . . . . . . 172
ARNOLD, Sheila Carolina Souza. . . . . . . . . . . . 69 CORREA, Gabriela. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
ASSUNÇÃO, Flaviane Mattos. . . . . . . . . . . . . . 217 CORREIA, Kauana Julia Weirich. . . . . . . . . . . . 48
BAEZ, Lyncon Estevan. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 COSTA, Tulio Gabriel de Senna. . . . . . . . . . . . 124
BARBOSA, Claudio Henrique Desordi. . . . . . . 54 COZER, Luan Carlos Covalski. . . . . . . . . . . . . . 81
BARROS, Gabriela Toffanetto. . . . . . . . . . . . . . 143 CRUPINSKI, Juliana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
BELLING, Luiz Gabriel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 CURCEL, Bianca. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176
BINOTTO, Izabela. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112 DA SILVA, Tiago Henrique Gonçalves. . . . . . . . 56
BITENCOURT, Joab. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195 DALLAZEM, Anna Claudia . . . . . . . . . . . . . . . 189
BOCHI, Iury Foscarini. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 DAMINELLI, Lara Marques. . . . . . . . . . . . . . . 193
BOITA, Alisson Becker. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 DE CAMPOS, Mateus Vinícius Carneiro. . . . 210
BRITO, Matheus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 DE LARA, Mileny Krul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
BRITO, Matheus da Silva. . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 DELGADO, Ana Paula Gonzalez. . . . . . . . . . . 219
CÁCERES, Júlia Pietrovski . . . . . . . . . . . . . . . . 118 DENIS, Lucy Raquel Ferreira. . . . . . . . . . . . . . . . 69
CAMARGO, Clovis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 208 DOS SANTOS, João Vítor Soares. . . . . . . . . . . . 57
CAMARGO, Leonardo Santos . . . . . . . . . . . . . 153 EDUARDO, Luís. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

237
Sociologia viva no ensino médio | A pesquisa como princípio educativo

EVANGELISTA, Vinicius Paulino. . . . . . . . . . 124 LUZ, Clara . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137


FAJARDO JAGNOW, Liliane. . . . . . . . . . . . . . . 137 MACHADO, Dalva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
FARIAS, Letícia Scussel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205 MACHADO, Higor Rosso. . . . . . . . . . . . . . . . . 210
FARIAS, Rebecca Canete de . . . . . . . . . . . . . . . 165 MACHADO, Luciene do Carmo Ribeiro . . . . 149
FELIPE, Misael Boeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87 MALTEZO, Adnan. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
FERRARI, Victor Fonseca. . . . . . . . . . . . . . . . . 118 MARINO, Maria Eduarda. . . . . . . . . . . . . . . . . 219
FERREIRA, Amanda dos Santos . . . . . . . . . . . 227 MARTINEK, Alexandre Leonardo. . . . . . . . . . 168
FILIPIAK, Eduarda Borges . . . . . . . . . . . . . . . . 139 MARTINS Julia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
FONTEBASSO, Bruno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 MAZZUCO, Guilherme Macarini. . . . . . . . . . . 89
FREITAS, Carolina Candido. . . . . . . . . . . . . . . 105 MEDEIROS, Libna Naara da Silva. . . . . . . . . . . 65
GALLI, Guilherme Gomes. . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 MEDEIROS, Lucas Gabriel . . . . . . . . . . . . . . . . 170
GARCIA, Veronica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 MEDEIROS, Marcos Vinicius. . . . . . . . . . . . . . 153
GERKE, Joabe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 MEZZOMO, Alyne Christyna . . . . . . . . . . . . . 183
GOMES, Isadora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176 MURIANA, Alexandre Abraão. . . . . . . . . . . . . 197
GOMES, Mateus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122 NASCIMENTO, Vitória. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
GONÇALVES, Érica de Freitas. . . . . . . . . . . . . 180 NETO, Renan Augusto Chueng . . . . . . . . . . . . 207
GONÇALVES, João Gabriel. . . . . . . . . . . . . . . . . 85 NICOLLI, Gabriele Oliveira. . . . . . . . . . . . . . . . 219
GONÇALVES, Maria Manoela. . . . . . . . . . . . . 102 NUNES, Rafaela Pereira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
GONÇALVEZ, Andressa Andrade. . . . . . . . . . 104 OLIVEIRA JUNIOR, Cipriano Limas de . . . . 212
GUIMARÃES, Bruna. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 OLIVEIRA, Eduardo Camargo. . . . . . . . . . . . . . 56
GUTIERREZ, Nathali. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 OLIVEIRA, Gabrielly Lara Cruz. . . . . . . . . . . . 91
HEGER, Daniela Helena. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 OLIVEIRA, João Victor de Castro. . . . . . . . . . 221
HOBLOS, Marwa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 OLIVEIRA, Natália. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
HONORATO, Giovanna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 OLIVEIRA, Raissa Carolina Rodrigues de. . . . 79
IBERSS, Patrick. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 OLIVEIRA, Theodora Gabriela Castanho de
JESUS, Adeir Silva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 Souza. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
KLAUCK, Larissa Gregório. . . . . . . . . . . . . . . . 147 OLIVEIRA, Vanessa Magalhães de . . . . . . . . . 187
KURTZ, Ana Lucia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 225 PACHECO, Enrique Leandro Dutra. . . . . . . . 127
LARA João Vitor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 PERALTA, Giovanna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
LARA, Luana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189 PEREIRA, Gabriel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
LEITE, Deborah Mayara Schlosser. . . . . . . . . . 127 PEREIRA, Laysla Fernanda. . . . . . . . . . . . . . . . 176
LIMA, Emanuely de Carvalho. . . . . . . . . . . . . . 139 PERONI, Alexia Luana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
LIMA, Rosiane Rodrigues. . . . . . . . . . . . . . . . . 107 PIOVESAN, Thiago. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203
LIMA, Victor Romagna. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155 PIRES, Ana Maria Timos. . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
LINHAR, Ana Karoline. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 POSSAMAI, Bruna. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 208
LOVI, Tamara Valandro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 PRESOTTO, Allan. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133
LUDKE, Emily Danubia Kalinca . . . . . . . . . . . 217 PRESTES, Andressa Abreu . . . . . . . . . . . . . . . . . 54

238
Indíce dos Autores

PRIOTTO, Heloisa Palma . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 SILVA, Leonardo Senna Zelinski da. . . . . . . . . 161
QUADROS, Carlos Eduardo. . . . . . . . . . . . . . . . 67 SILVA, Leonardo Zapola da. . . . . . . . . . . . . . . . 201
QUADROS, Jordana Daniel. . . . . . . . . . . . . . . . . 79 SILVA, Luana Specht. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
QUEIROZ, Vitória Silva de Souza . . . . . . . . . . . 98 SILVA, Mariana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
QUINTANA, José Vinicius. . . . . . . . . . . . . . . . 223 SILVA, Nicolas Alves da. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199
RAMIRES, Kauane. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 SILVA, Thyago Leite Santiago. . . . . . . . . . . . . . 159
RAMIREZ, Aline Braz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211 SILVESTRI, Macsini Cometa Andrioli . . . . . . 147
RAZENTE, Tamires. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166 SIQUEIRA, Anna Giulia . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
REBELATTO, Amanda Colle. . . . . . . . . . . . . . 213 SIQUEIRA, Jhenifer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
REDHER, Gabriele. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 SLOVINSKI, Heron Ghellere. . . . . . . . . . . . . . . 163
RESENDE, Adilson Zick . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 SOARES, Lucas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
RIBEIRO, André Gustavo . . . . . . . . . . . . . . . . . 223 SOUSA, Rhuan Gustavo Vieira de. . . . . . . . . . 209
RIBEIRO, Elison dos Santos . . . . . . . . . . . . . . . . 85 SOUZA, Ana Carolina Iuliano . . . . . . . . . . . . . 215
ROCHA, Leticia Felizardo. . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 SPOHR, Leticia Gabriele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
RODRIGUES, Eduarda. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 STOPASSOLI, Juliana Abatti. . . . . . . . . . . . . . . 135
RODRIGUEZ, Camila Caroline. . . . . . . . . . . . 112 TEIXEIRA, Willian. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
ROSA, Ellyane . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 TOEBE, Ana Luiza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
ROVARIS, Sofia Zanette. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 VARGAS, Anne Gabrielly . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
SACARDO, Eric. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195 VASCONCELOS, Pedro Ivo. . . . . . . . . . . . . . . . 133
SALES, Fabíola Ellen. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 VIANA, Antonio Marcos . . . . . . . . . . . . . . 168
SALLES, Antonielle. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 VIANA, Kethelyn Beatriz . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
SANTOS REIS, Ana Beatriz. . . . . . . . . . . . . . . . . 67 ZANON, Marseli. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
SANTOS, Felipe Gabriel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 ZARDINELLO, Natalia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
SANTOS, Gabriela Marques dos. . . . . . . . . . . . . 98 ZINN, Karine Paiva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
SANTOS, Ismael Pereira . . . 83 ZRENNER, Rafhael Pereira. . . . . . . . . . . . . . . . 174
SANTOS, Maria Alice dos. . . . . . . . . . . . . . . . . 145
SANTOS, Mariah de Mello. . . . . . . . . . . . . . . . 116
SANTOS, Mateus Henrique. . . . . . . . . . . . . . . . 129
SANTOS, Mayra Ribeiro dos. . . . . . . . . . . . . . . . 73
SCHMIDT, Anderson. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
SCHMIDT, Daniela. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
SCHU, Hanna Caroline de Oliveira. . . . . . . . . 225
SILVA, Carolina Model. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
SILVA, Emilly Berlanda da. . . . . . . . . . . . . . . . . 109
SILVA, Gabriella Gabrielli . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
SILVA, Izadora Noro da. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 214
SILVA, Jadna Luana Felipe da. . . . . . . . . . . . . . 109

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