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CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS
Olá, pessoal. Com a autorização para a realização do concurso da Receita Federal, vários candidatos que já fizeram algum tipo de curso de contabilidade (inclusive conosco), ou que estudaram por conta própria, nos solicitaram que realizássemos um curso de revisão, ou de aprofundamento, ou de exercícios, ou de tópicos especiais, enfim, um curso avançado para quem já sabe o básico. Nesse sentido, começamos a elaborar um material que satisfizesse as necessidades dos alunos. A idéia é oferecer um curso de contabilidade para candidatos já iniciados na matéria, ou seja, um curso avançado, de maneira a apresentar aos alunos os principais pontos do programa de forma mais aprofundada, visando ampliar ainda mais o conhecimento, para reduzir as possibilidades de que, na prova, surjam assuntos não vistos antes pelo candidato. Na verdade, é isso que todos querem, não é mesmo? Neste curso pretendemos apresentar e discutir de forma aprofundada, além dos pontos mais “cascudos” do programa, tais como tópicos relacionados à DOAR (origens e aplicações do capital circulante líquido), avaliação de investimentos, reavaliação, tributos nas operações com mercadorias, outros pontos que podem aparecer como novidade nos próximos certames, como bens totalmente depreciados, aquisição de imobilizado na fase préoperacional, reavaliação negativa, vendas por cartão de crédito,
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aquisição de ações próprias, lançamentos na constituição de empresas e vários outros. O curso será ministrado em 10 aulas semanais no total. Ao final de cada aula, além dos exercícios normais de provas, serão apresentadas algumas questões inéditas, simulando questões de concursos e englobando o tema visto na aula. Para aqueles que já assistiram outros dos cursos nossos presenciais, cursos e para de aqueles que participaram on-line contabilidade

introdutória e de contabilidade intermediária neste site trata-se de uma excelente oportunidade de complementar os estudos sobre essa matéria tão importante nos concursos públicos. A seguir, como aula demonstrativa, será apresentada a resolução de uma das questões mais solicitadas dos últimos tempos, que versa sobre DOAR (Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos). Trata-se apenas de resolução de uma questão de prova, um trecho de aula, objetivando dar uma boa idéia ao concursando de como será o nosso curso. Apesar de ser apenas uma questão de prova, a mesma é tão rica em conceitos e procedimentos sobre DOAR que resolvemos inseri-la exatamente nesta aula inaugural gratuita. Procuraremos explicar muito bem cada passo da resolução.

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AULA 0: QUESTÃO 30 DO CONCURSO AFC– STN/2005

Tomemos como exemplo as operações realizadas pela Cia. Comercial de Lixeiras, durante o exercício de 20x4, para elaborar a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos nos termos da Lei nº 6.404/76. Operações: 01- venda, a vista, de mercadorias por R$ 50.000,00, com lucro de 30% sobre as vendas; 02- compra, a prazo, de móveis e utensílios para uso por R$ 40.000,00; 03- obtenção de empréstimo bancário, com juros de 5%, para pagamento em 30 parcelas iguais de R$ 4.000,00, iniciando-se em 30 de novembro de 20x4; 04- pagamento de R$12.000,00 de hipotecas de longo prazo; 05- recebimento de créditos no valor de R$ 16.000,00, com juros de 8%; 06- registro dos encargos de depreciação no valor de R$ 3.000,00; 07- aumento do capital social em R$ 4.000,00, com realização em dinheiro; 08- venda, a vista, de equipamentos usados por R$ 2.000,00, baixando-se um custo de alienação de R$ 1.200,00; 09- pagamento de despesas gerais no valor de R$ 700,00;

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10-

aumento

do

capital

social

em

R$

5.000,00

para

integralização futura; 11- aquisição de coligação acionária por R$ 25.000,00, para pagamento em 25 parcelas mensais, iguais, a partir de 30/11/x4; e 12- destinação do lucro do período, sendo: R$ 1.380,00 para imposto de renda; R$ 1.000,00 para reservas; e R$ 2.000,00 para pagamento de dividendos. Com base nessas operações a empresa mandou elaborar a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, nos termos da Lei nº 6.404/76, a qual, certamente, vai evidenciar os seguintes itens e valores: a) Origens de Recursos no valor de R$ 94.200,00. b) Origens de Recursos no valor de R$ 71.000,00. c) Aplicações de Recursos no valor de R$ 79.000,00. d) Aplicações de Recursos no valor de R$ 60.800,00. e) Redução do Capital Circulante Líquido em R$ 10.200,00.

Resolução:. Bom, pessoal, trata-se de uma questão típica da ESAF. O examinador apresenta uma série de operações ocorridas durante o período, e pede, ao final, qual o efeito total causado pelas transações no capital circulante líquido (CCL). Lembramos que: CCL = AC – PC

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Portanto, já podemos observar que, para sabermos a variação do capital circulante líquido no período, bastaria calcular a variação do ativo circulante e do passivo circulante. Isso não é difícil de analisar em cada uma das transações apresentadas. Porém, esse tipo de caminho para resolver a questão somente nos daria em quanto aumentou ou em quanto diminuiu o CCL. Se chegássemos ao valor de R$ 10.200,00 como redução do CCL, a resposta seria letra E, e tudo estaria bem. Porém, reparem que as alternativas (a leitura atenta das alternativas é fundamental) informam o valor das origens e das aplicações de recursos. Bom, então temos que tomar outro caminho. Precisamos recorrer à Lei das S.A. (e também à doutrina) para saber o que ela define como sendo origens e aplicações). Nesse ponto cabe a transcrição do artigo 188 da Lei 6.404/76. Relembrando:
Art. 188. A demonstração das origens e aplicações dos recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia, discriminando: I – as origens dos recursos, agrupadas em: a) lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros; b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital; c) recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. II – as aplicações de recursos, agrupadas em: a) dividendos distribuídos; b) aquisição de direitos do ativo imobilizado; c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; www.pontodosconcursos.com.br 5

CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA d) redução do passivo exigível a longo prazo. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações, representando aumento ou redução do capital circulante líquido; IV – os saldos, no inicio e no fim do exercício, do ativo e do passivo circulantes, o montante do capital circulante Líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício.

A primeira coisa que devemos nos lembrar ao resolver um exercício sobre DOAR é que o resultado do exercício pode ser lucro ou prejuízo, certo? A lei determina que o lucro do exercício ajustado conforme o artigo 188, I-a é o primeiro item das origens de recursos. Mas e se o resultado ajustado for negativo, ou seja, se tivermos um prejuízo ajustado? A lei silencia quanto a isso, mas não faria sentido termos uma “origem negativa de recursos”. Por esse motivo, reza a boa doutrina que, caso o resultado ajustado seja negativo, este deve ser considerado como aplicação de recursos, apesar de não constar como um dos itens do artigo 188, II. Então, meus amigos, o que vocês têm que fazer é apurar em separado o resultado do exercício, ajustá-lo, e em seguida contabilizá-lo como origem ou aplicação, caso seja positivo ou negativo, respectivamente. Basicamente, analisaremos cada uma das operações, faremos o lançamento, e totalizaremos, ao final, o resultado, as origens e as aplicações. É claro que, na prova, vocês poderão resolver a questão de forma muito mais rápida, fazendo os lançamentos de cabeça e somente totalizando origens e aplicações no papel. Mas

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isso é uma aula de revisão. E ainda por cima, on-line!!! Então temos a preocupação de deixar todos os passos bem claros para os alunos. Vamos lá: 01- venda, a vista, de mercadorias por R$ 50.000,00, com lucro de 30% sobre as vendas; Lucro = 30% x R$ 50.000,00 = R$ 15.000,00 O lançamento é: D – Caixa C – Vendas D – CMV C – Estoques R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 35.000,00 R$ 35.000,00

Conforme o artigo 188 da Lei das S.A., a transação acima somente afeta o CCL por meio do lucro obtido, de R$ 15.000,00, que será lançado no resultado do exercício.

02- compra, a prazo, de móveis e utensílios para uso por R$ 40.000,00; Quando não se fala o prazo de pagamento, deve-se supor sempre o curto prazo. Portanto, o lançamento é: D – Móveis e Utensílios (aumento AP) C – Contas a Pagar (aumento PC) R$ 40.000,00 R$ 40.000,00

Trata-se de uma aplicação de recursos, segundo o artigo 188, II-b

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00 Parcelas de Longo Prazo: 16 x R$ 4.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA 03. que diz “com base nessas operações. I-c 04..00 O lançamento é: D – Bancos C – Empréstimos Bancários (PC) C – Empréstimos Bancários (PELP) R$ 120.00 = R$ 64.obtenção de empréstimo bancário.00 de hipotecas de longo prazo.000. Assim. Parcelas de Curto Prazo: 14 x R$ 4.”.00 R$ 64. Valor do empréstimo: 30 x R$ 4. a segunda para 31/12/20x4.000. segundo o artigo 188.000.000. teremos até o final de 20x5 (curto prazo) um total de 14 parcelas.00 = R$ 120.000.000.000. iniciando-se em 30 de novembro de 20x4.000.pontodosconcursos. Isso quer dizer que devemos nos ater apenas à operação de tomada do empréstimo..000.00. sendo a primeira em 31/01/20x6.pagamento de R$12.00 Trata-se de uma ORIGEM de recursos.00 O que poderia pegar aqui seriam os juros. O lançamento é: www.com. vocês devem ficar atentos ao enunciado. Porém.00 = R$ 56.000.br 8 . a empresa mandou elaborar. e não à apropriação dos juros.00 R$ 56. com juros de 5%. no ato do empréstimo. e 16 parcelas para a partir de 20x6. para pagamento em 30 parcelas iguais de R$ 4. e assim sucessivamente.000. sendo a primeira parcela mensal para 30/11/20x4.

000.00 Essa operação propiciou uma receita de R$ 1.00.280. 06. Por esse www.00 O lançamento é: D – Caixa C – Valores a Receber C – Receita de Juros R$ 17.00 Essa operação gera um efeito negativo no resultado (despesa). a ser lançada no resultado do exercício.00 R$ 16. II-d 05.280.00 = R$ 1. porém não afeta o capital circulante líquido.280.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA D – Hipotecas a Pagar (PELP) C – Caixa R$ 12.000.recebimento de créditos no valor de R$ 16.00 Trata-se de uma aplicação de recursos.000.000.00.pontodosconcursos. com juros de 8%.000.000.280.00 R$ 3.000.00. Juros = 8% x R$ 16.br 9 .00 R$ 1. segundo o artigo 188.com. O lançamento é: D – Encargos de Depreciação C – Depreciação Acumulada R$ 3.00 R$ 12.000.registro dos encargos de depreciação no valor de R$ 3.

assim como os R$ 800. I-c).CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA motivo.00.000.aumento do capital social em R$ 4.00 de lucro na operação devem ser lançados no resultado. pois o aumento do capital social veio em forma de aumento do ativo circulante (caixa) 08. baixando-se um custo de alienação de R$ 1. Trata-se de uma origem de recursos clássica (art.000. Lançamento: D – Despesas Gerais C – Caixa R$ 700.200. de equipamentos usados por R$ 2. 07.00 A operação acima deve-ser contabilizada como origem de R$ R$ 2. I-a).com.br 10 .00 R$ 1.000.00 R$ 700.00.pagamento de despesas gerais no valor de R$ 700.00. porém deduzidos como ajuste. 188. 188.00 R$ 800.00.000. O lançamento é: D – Caixa C – Equipamentos (AP) C – Resultado não-operacional R$ 2.00.200. 09.venda. a vista. a depreciação deve ser expurgada (somada) ao resultado do exercício para a obtenção do resultado ajustado (art.pontodosconcursos. 188. pelo valor da venda dos bens do ativo permanente (art. com realização em dinheiro.00 www. I-b).

Não houve entrada de recursos na empresa se não houve a integralização.00 11 . Não é origem nem aplicação de recursos.000. Lançamento: D – Capital a Realizar C – Capital Social R$ 5. Parcelas de curto prazo (até 31/12/20x5): 14 x R$ 1. a partir de 30/11/x4.com.aquisição de coligação acionária por R$ 25.000.00 para integralização futura.000. 10- aumento do capital social em R$ 5.00 Lançamento: D – Ações de Coligadas C – Valores a Pagar (PC) C – Valores a Pagar (PELP) www.00 R$ 11.00 = R$ 14. iguais.pontodosconcursos.000.00 Esse lançamento não afeta o CCL.000.00 = R$ 11.00.000.000.00 R$ 5.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA O valor será lançado no resultado. 11.00 Parcelas de longo prazo (a partir de 20x6): 11 x R$ 1.000. para pagamento em 25 parcelas mensais.000.000.000.00 R$ 14.br R$ 25.

br 12 . reduzindo o resultado do exercício em R$ 1.destinação do lucro do período. sendo: R$ 1.00 para imposto de renda. vamos contabilizar o resultado do exercício: www. O imposto de renda é uma despesa para a empresa.00 para reservas.380. A destinação dos dividendos é uma aplicação de recursos (art. 188. pois o recurso sai do patrimônio Líquido (LPA) e continua no PL.000.com.pontodosconcursos. pois o recurso sai do patrimônio líquido e vai para o passivo.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA 12. R$ 1. Primeiramente.380. ficou fácil contabilizar origens e aplicações.00 para pagamento de dividendos. e R$ 2. II-a).00 A constituição de reservas não afeta o CCL. Após todas essas análises individuais.000.

00) R$ 14.00 R$ 3.000.200.pontodosconcursos.000. teremos: RLE (+) Depreciação (-) Lucro nas vendas do AP (=) Resultado Ajustado para DOAR R$ 12. teremos: www.00 Ajustando o resultado.000.000.00 1.00 (R$ 800.000.080.00 700.280.080.380.00 1.00 12.br 13 .00 15.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA Resultado do Exercício (6) (9) (12) 3.com.00 Contabilizando as origens e aplicações.00 800.00 (1) (5) (8) 5.00 17.

00 APLICAÇÕES (2) (4) (11) (12) 95.00 12.000.000.200.000. o objetivo aqui é revisar o máximo de conteúdo possível. Porém.00 2. Por isso escolhemos questões como esta.200 – 79.000.000.000 = 16.pontodosconcursos.200.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA ORIGENS (3) (7) (8) (11) (Res.200 (positiva) Houve um aumento do CCL de R$ 16.com.00 4.000.br 14 .) 64.200 79.000. vocês devem estar pensando: “mas que questão enorme !!! Que trabalheira !!!” É claro que na prova daria para resolver de forma simplificada.00 25.00 3 Finalmente: Variação do CCL = Origens – Aplicações Variação do CCL = 95.000. que englobam grande quantidade de conceitos e lançamentos.00 2. Velter e Missagia www.00 Resposta: Letra C Pessoal.000.00 11. utilizando apenas os razonetes.00 40. Um abraço a todos. Nos encontramos no curso. como vocês perceberam.00 14.

mas já lhe pertence. pois as mercadorias não lhe pertencem mais. de imediato. inclusive procedendo a baixa das mercadorias vendidas do seu estoque se estiver adotando o sistema de inventário permanente. para o vendedor. Será o diferencial no vosso estudo.CURSOS ON-LINE. A partir de hoje começamos um curso novo de contabilidade. não é verdade?!! TÓPICOS ESPECIAIS . Um polimento! Começaremos a aula desta semana. www. Mas. além de aprofundar os conteúdos normais de contabilidade.CONTABILIDADE.com. na tentativa de “adivinhar” aquela questão esdrúxula que a ESAF sempre cobra nos concursos da Receita. Salienta-se que neste caso a mercadoria existe e está no depósito ou na posse do vendedor. quando o adiantamento dos clientes é registrado como passivo exigível. É claro que não abandonaremos os pontos tradicionais. Assim. tratados em grau de profundidade suficiente para deixá-los em condições de resolver aquelas questões mais “pesadas” ou mesmo aquelas “exóticas” de contabilidade. o quê o vendedor fará com as mercadorias do comprador e que não foram retiradas? O vendedor deverá separar as mercadorias do comprador do seu estoque de mercadorias para venda e assume a condição de depositário das mesmas. Estamos tratando de caso em que a mercadoria está à disposição do comprador e este somente não a retira do estabelecimento do vendedor por sua conveniência. a receita da venda deve ser reconhecida desde a realização do negócio. afinal vocês querem ser aprovados no concurso e não apenas acertar as questões mais difíceis ou exóticas.DIVERSOS 1 . traremos alguns pontos pouco explorados pela maioria dos livros de contabilidade e na maioria das provas.VENDAS PARA ENTREGA FUTURA Numa operação de compra e venda de mercadorias. justamente. com alguns tópicos especiais.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER AULA 1: TÓPICOS ESPECIAIS. Trata-se de um curso de contabilidade geral com tópicos avançados. pode ocorrer que o comprador pretende efetuar a compra agora e retirar a mercadoria em outro momento.DIVERSOS Prezados alunos e alunas. isto é. logo não estamos tratando do caso de venda antecipada em que o reconhecimento da receita ocorre apenas pela entrega das mercadorias ou quando elas passam a existir.br 1 . Nesse ínterim.pontodosconcursos.

A vendedora aceita as condições da compradora e o negócio é realizado 01/10/2005.00 R$ 92.00.000. Exemplo: A empresa LOG-LUG S/A. Lançamentos: 1) Pela venda em 01/10/2005: D – Clientes/Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 100. Pelo lançamento nº 2 é criada uma obrigação (Mercadorias de Terceiros em Depósito – PC) em contrapartida o www.Estoques de Terceiros (AC) R$ 92. não pretende perder esta promoção e contata com a vendedora verificando a possibilidade de esta ficar como depositária em eventual compra no valor de R$ 125.CONTABILIDADE.com.Estoques de Mercadorias (AC) R$ 92.000. que está reformando o seu depósito de mercadorias para revenda. por ocasião da entrega das mercadorias ao cliente: D – Mercadorias de Terceiros em Depósito (PC) R$ 92.000.000.000. O custo das mercadorias vendidas para a vendedora é de R$ 92.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Vejamos o assunto por meio de um exemplo com todos os lançamentos a ele inerentes.00 4) Em 12/11/2005. teremos as seguintes implicações contábeis na operação.000.000.00 C – Mercadorias de Terceiros em Depósito (PC) R$ 92.00.CURSOS ON-LINE. lançou uma promoção de vendas concedendo desconto de 20% sobre o preço normalmente praticado com a mesma mercadoria.00 D – Descontos incondicionais (redutora de venda) R$ 25.00 Percebam que por meio dos lançamentos de nº 2 e 4 é que se faz o controle das mercadorias do comprador. Desconsiderando a incidência de tributos na operação.000.00 C .000. A empresa LIGADONA S/A. cuja retirada das mercadorias pela compradora deverá ocorrer somente em 12/11/2005.pontodosconcursos.000.00 C – Vendas de Mercadorias (Resultado) R$ 125.00 2) Pela segregação dos estoques relativos à venda : D – Estoques de Terceiros (AC) R$ 92.000.00 3) Pela baixa dos estoques vendidos em 01/10/2005: D – CMV (Conta de Resultado) C .br 2 .

que o vendedor emita a Nota Fiscal e a fatura em relação a uma venda sem que este esteja de posse dos produtos ou mercadorias para entrega.Receitas Antecipadas a Apropriar (Conta de Compensação Passiva) C .CURSOS ON-LINE. Como o vendedor não possui as mercadorias ou os produtos para entrega.Receitas Antecipadas a Apropriar (Conta de Compensação Passiva) Na efetiva entrega dos bens ou serviços. a receita somente deve ser reconhecida quando efetivamente entregar os bens ao comprador.com.Faturamento Antecipado (Conta de Compensação Ativa) www. esta transação não há de constar nas demonstrações contábeis. o comprador pode querer. efetua-se os seguintes lançamentos: D – Clientes C – Vendas D .Faturamento Antecipado (Conta de Compensação Ativa) C .pontodosconcursos.AC) e a conseqüente baixa da obrigação (Mercadorias de Terceiros em Depósito – PC). devendo ser controlada por meio de contas de compensação. conforme segue. D .CONTABILIDADE. caso em que a receita deve ser reconhecida apenas quando da efetiva prestação.br 3 . de forma extracontábil. Pela efetiva entrega das mercadorias ao comprador (lançamento nº 4). 2 . Neste caso temos o que chamamos de faturamento antecipado sem que as mercadorias ou produtos estejam de posse do vendedor. exclusivamente por sua conveniência. Salienta-se que fato semelhante pode ocorrer na prestação de serviços.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER registro das mercadorias em depósito (Estoque de Terceiros – AC). pois ela não passa de mera promessa de compra e venda. neste caso. Chama-se a atenção ao fato de que o faturamento antecipado não se constitui em recebimento antecipado e.FATURAMENTO ANTECIPADO Em algumas circunstâncias. dá-se a saída das mercadorias (Estoques de Terceiros .

TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 3 . será: I . A LC nº 87/1996.pontodosconcursos. do inciso XII. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. transcrevemos os principais trechos dessa regulamentação. caso não se realize o fato gerador presumido”.ICMS .. do artigo 155 da CF/88.CURSOS ON-LINE. Este dispositivo representa a base da Substituição Tributária de modo geral. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga..12.em relação às operações ou prestações antecedentes ou concomitantes. obtida pelo somatório das parcelas seguintes: a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo substituído intermediário. II . www.2002) § 1º A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais operações ou prestações. de 16. hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário. que seja contribuinte do imposto. Esse dispositivo constitucional foi jurisdicionado por meio da Lei Complementar nº 87/1996 e complementado por diversos Convênios do ICMS no âmbito do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária). por meio dos artigos 5º ao 10º. 6o Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento. (Redação dada pela Lcp 114. concomitantes ou subseqüentes. Na alínea “b”.CONTABILIDADE.com. disciplinou a substituição tributária. .br 4 . para fins de substituição tributária. do seguinte modo: Art. o valor da operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído. Dada a sua relevância. 8º A base de cálculo. a carta magna remete à lei complementar para dispor sobre substituição tributária relativamente ao ICMS.SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA A Constituição Federal estabelece no § 7º do artigo 150 que “A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. sejam antecedentes. inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. Art.em relação às operações ou prestações subseqüentes.

000.000. 8º versa sobre a base de cálculo do imposto por substituição tributária. A operação está sujeita a IPI de 20% e ICMS também de 20%. Além disso a indústria recolhe o ICMS – substituição tributária “para frente” e sugere o preço de venda de R$ 300.CONTABILIDADE.000.000. c) a margem de valor agregado. de frete e de outros encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço.000.com.00 por unidade: Elementos da Nota Fiscal: Descrição Valor da Operação – venda de pneus IPI ICMS substituição Tributária Valor Total da Nota Fiscal de Venda R$ 15.00 R$ 21.00 3. a indústria ou distribuidor recolhe o ICMS devido das operações seguintes até o consumidor final na substituição para frente e o vendedor varejista recolhe o tributo devido pelo distribuidor ou o industrial na substituição para trás.br .Vendas C – IPI a Recolher C – ICMS (substituição trib.antecedente”.pontodosconcursos. não cabendo comentário adicional.00.CURSOS ON-LINE. inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual.00 5 www. (grifamos). O custo dos Pneus para indústria é de R$ 98. cujo dispositivo é bastante claro. Na prática.00 R$ 3. Exemplo 1 – A Indústria Bom Pneu. Da leitura do dispositivo percebe-se que a substituição pode ser “para frente .000.000.000.00 a unidade dos pneus.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER b) o montante dos valores de seguro.000. relativa às operações ou prestações subseqüentes.00 CONTABILIZAÇÃO: 1) Pelo registro da venda: D – Caixa/Bancos/Clientes (AC) D – ICMS s/ Vendas C .) a Recolher R$ R$ R$ R$ R$ 21. inclusive lucro. efetuou a venda de 100 pneus para a empresa Repneus Ltda.00 3.000.subseqüente” ou concomitante. ao preço unitário de R$ 150. “para trás .00 Destaque de ICMS (normal) – R$ 3.00 3.00 R$ 3. O art.00 15.

Assim. 2) Pela baixa do estoque: D – CPV C – Estoque R$ 9.br 6 Valor R$ 15.00 Apuração do RCM ou Lucro Bruto na Indústria: Vendas Brutas (-) ICMS = Vendas Líquidas (-) CPV = Lucro Bruto R$ 15.000.800.: 1 – A compradora tem o ICMS recolhido por substituição tributária.00 21.00 R$ 3.000.00 3.000.pneus IPI ICMS substituição Tributária Valor Total da Nota Fiscal de aquisição Obs.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C – ICMS Próprio a Recolher R$ 3. logo não faz jus ao crédito do ICMS normal incidente na aquisição. o valor do ICMS integra o custo de aquisição e vai para o estoque.00 3.com.800.00 R$ 12. logo não é contribuinte do IPI e o valor deste integrará o custo de aquisição. teremos na compradora o seguinte lançamento pela aquisição dos pneus: www. 3 – A Revendedora é uma empresa eminentemente comercial.pontodosconcursos. Assim.CURSOS ON-LINE. logo ele será excluído da base de cálculo do PIS e COFINS.00 Na empresa Repneus Ltda.000.00 . o registro da aquisição com substituição tributária de pneus para revenda assume a seguinte configuração: Descrição Valor da Operação .00 R$ 3.Substituição Tributária não é receita da empresa vendedora. 2 – A adquirente não terá débito de ICMS quando vender as mercadorias adquiridas.000.200.00 R$ 9.CONTABILIDADE.000.000. logo o ICMS por substituição deverá compor o custo de aquisição e será lançado no estoque.00 O ICMS .000.

00 www.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D – Estoque de Mercadorias p/ Revenda (AC) C – Caixa/Bancos/Fornecedores R$ 21.br 7 . até o efetivo desembaraço aduaneiro dos bens. Exemplo: Suponha que a empresa IMPORTA-SE S/A efetua a importação de 200 unidades de mercadorias. se esse negócio de substituição tributária cair na prova. Todos os gastos efetuados e relativos à importação devem ser agregados a uma conta específica e transitória intitulada "Importação em Andamento" a ser classificada no Ativo Circulante.CURSOS ON-LINE. como o ICMS por substituição tributária tem implicações com a base de cálculo do PIS e da Cofins. comissões. com os seguintes dados: Valor das mercadorias US$: 30. a avaliação dos bens importados em moeda nacional deve ocorrer pela conversão da moeda estrangeira pela taxa de câmbio (valor de venda) vigente na data do desembaraço aduaneiro. vocês já sabem do que se trata!!! Além disso. Por ocasião do desembaraço dos bens.000. Para fins de apuração do custo de aquisição. Esta regra é aplicável aos bens adquiridos no mercado nacional ou no exterior. mesmo não caindo na prova os lançamentos da substituição.000. Estes gastos compreendem basicamente fretes. se for o caso) que incidem na importação devem compor o custo de aquisição a ser atribuído aos bens importados (salientamos que somente as empresa tributadas com base no Lucro Real é que podem recuperar o PIS e a Cofins). o importador fará o registro no estoque em contrapartida da conta de Importação em Andamento.000.com. Assim. Os tributos não recuperáveis (inclusive o PIS e COFINS.IMPORTAÇÃO DE MERCADORIAS E MATÉRIASPRIMAS Sabemos que todos os gastos realizados e necessários para a obtenção de um bem devem ser considerados como custo de aquisição. impostos não recuperáveis e tarifas aduaneiras. seguros.00 Agora. o custo a ser atribuído aos insumos ou mercadorias adquiridas no mercado externo e destinado para revenda é composto por todos os gastos incorridos desde a data da assinatura do contrato de câmbio.pontodosconcursos.CONTABILIDADE. vocês estarão mais seguros no cálculo do PIS e da Cofins!! 4 .00 R$ 21.

00 Valores da fatura do despachante aduaneiro (em R$): Taxas Portuárias e Alfandegárias Imposto de Importação Honorários do Despachante ICMS IPI Total da Fatura do Despachante Frete R$ 1.00 Data do recebimento da fatura do fornecedor estrangeiro: 05/05/2004.CURSOS ON-LINE.CONTABILIDADE. em 30/09/2004.00 2.00 x R$ 2.Importação em Andamento (AC) C .7827 A liquidação do câmbio para pagamento do fornecedor estrangeiro.6594): D .00 R$ 1. Data do desembaraço: 10/06/2004 Data do pagamento da fatura do fornecedor estrangeiro: 30/09/2004 Taxas do dólar comercial de venda fixada pelo Banco Central (valores hipotéticos): 05/05/2004 = R$ 2.00 6.780.Adiantamento por Conta de Importação (AC) C .650.500. 1) Registro dos gastos com a obtenção da Licença de Importação e a contratação de seguro: D .00 26.00 3.6594 10/06/2004 = R$ 2. se deu pela taxa de R$ 2.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Gastos para a obtenção de licença de importação e pagamento de seguro: R$ 1.br 8 .00 12.9324 por dólar.976.Bancos C/ Movimento (AC) 1.746.000.pontodosconcursos.100.450.00 3) Registro da fatura do fornecedor estrangeiro em 05/05/2004 (US$ 30.00 2) Registro do adiantamento ao despachante aduaneiro: D .976.Bancos C/ Movimento (AC) R$ 26.com.450.700.Importação em Andamento (Ativo Circulante) www.

00 R$ 26.00 Honorários do Despachante R$ 2.00 D .780.00 – R$ 79.699.00 5) Pelo registro da fatura do despachante aduaneiro: a) Valores que integrarão o custo dos bens adquiridos: D – Importação em Andamento (Ativo Circulante) C – Adiantamento – Despachantes Aduaneiros (PC) b) Impostos recuperáveis: D – IPI a Recuperar (Ativo Circulante) D – ICMS a Recuperar (Ativo Circulante) C .CURSOS ON-LINE.00 6) Pela transferência do saldo da conta "Importação em Andamento" para a conta definitiva.782.CONTABILIDADE.00 .00 R$ 19.Fornecedores – estrangeiros R$ 3.976.00 (valor contabilizado) = R$ 3.782.Importação em Andamento (Ativo Circulante) C .650.00 4) Variação cambial até o desembaraço das mercadorias em 10/06/2004: Cálculo: US$ 30.00 Fatura da Mercadoria R$ 79.100.699.00 Soma R$ 92.557.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C – Fornecedores – estrangeiros R$ 79.699.7827 = R$ 83.00 Taxas Portuárias e Alfandegárias R$ 1.481.00 R$ 12.com.00 Variação Cambial da Fatura R$ 3.00 D – Estoque de mercadorias C – Importação em andamento 7) Contabilização do frete: D .700.350.Importação em Andamento (Ativo Circulante) R$ 6.746.Estoque (Ativo Circulante) www.pontodosconcursos.481.450.00 Imposto de Importação R$ 3.557. em face da entrada das mercadorias/matérias-primas no estabelecimento: Demonstração da conta: Licença de Importação e Seguro R$ 1.00 R$ 83.000.00 x 2.br 9 R$ 92.782.

481.b) (3) 79.700.b) 6.699.00 R$ 1.00 (1) 26.557.491.976.500.00 (5.00 26.CONTABILIDADE.491.b) 12.450.650 www.Fornecedores – estrangeiros R$ 4.00 92.a) 26.a) ICMS a Recuperar (5.00 D .976.481.972.00 (4) 3.00 R$ 94.782.491.972.9324 = R$ 87.pontodosconcursos.00 (5.00 – R$ 83.00 92.00 Variação: R$ 87.00 = R$ 4.00 8) Reconhecimento da variação cambial sobre a importação a pagar no período entre o desembaraço aduaneiro até a data do pagamento do fornecedor em 30/09/2004: Cálculo: US$ 30.557.Variação Cambial Passiva (Resultado) C .br 10 .com.00 (5.500.00 Após os lançamentos aludidos.450.00 (6) Bancos c/ Movimento 1.976.00 (2) SI Fornecedores Estrangeiros 79. a demonstração do custo unitário da mercadoria importada ficará como segue: Valor da Importação Frete Total do Custo Unidades Custo Unitário R$ 92.557.00 (4) 4.976.00 (8) 87.28 LANÇAMENTOS DE RAZÃO Importações em Andamento (1) 1.00 (3) 3.782.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C – Fretes a Pagar (Passivo Circulante) R$ 1.972.00 IPI a Recuperar (5.350.CURSOS ON-LINE.00 x 2.000.00 Adiantamentos a Despachantes (2) 26.699.057.00 200 R$ 470.00 Saldo de importação a pagar R$ 83.00 19.

Incidência 1. entrados em território nacional os bens que constem como importados cujo extravio seja apurado pela administração aduaneira.com. também. o crédito.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Fretes a Pagar 1.Estoque (6) 92.CURSOS ON-LINE.00 94. O objetivo da Instituição das Contribuições Incidentes sobre as Importações foi o de estabelecer a isonomia tarifária entre produtos e serviços nacionais e produtos e serviços importados.br 11 . Para serviços: o pagamento. a entrega ou a remessa de valores para países estrangeiros.00 (7) Mercadorias .CONTABILIDADE.557. • data do lançamento do crédito tributário.500.491. incide PIS e COFINS na importação de bens e serviços. cujo resultado se verifique no País. no caso de extravio.pontodosconcursos. Ocorrência do Fato Gerador 1. www. ou • Executados no exterior. Importação de produtos 2. Antes de apresentarmos as implicações contábeis relativas a essas contribuições vamos ver alguma coisa. por força da Lei 10.00 CONTABILIZAÇÃO DO PIS E COFINS SOBRE IMPORTAÇÃO A partir de 01/05/2004.865/2004. Consideram-se.00 Variação Cambial Passiva (8) 4. resumidamente.500.057. sobre a legislação de regência para deixá-los a par do que se estará fazendo na contabilidade. Para produtos: • data do registro da Declaração de Importação. Fato Gerador Para produtos: a entrada de produto importado em território nacional. Importação de serviços Consideram-se importados os serviços prestados por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior: • Executados no País.00 (7) 1.

6%. Para Serviços: A pessoa física ou jurídica contratante de serviços de residentes ou domiciliados em país estrangeiro.com. • Bagagem de viajantes. Isenções • Importações realizadas por PJ de direito público. • Remessas postais sem valor comercial ou destinadas a pessoas físicas. Para serviços: • data do pagamento. Base de Cálculo Para Produtos: Valor Aduaneiro (VA) Para efeitos das contribuições temos que: VA = BC do II + ICMS + PIS/Pasep-Importação + Cofins-Importação Para Serviços:Valor pago. Equiparam-se a importador: • o destinatário de remessa postal internacional. da entrega. Contribuintes Para Produtos: O importador.br 12 . creditado. COFINS-Importação = 7. do crédito. e • o adquirente de mercadoria entrepostada. bens adquiridos em lojas francas no País ou bens destinados à subsistência das famílias em cidades fronteiriças. pessoa física ou jurídica que promova a entrada de produtos estrangeiros em território nacional. Alíquotas Básicas PIS/PASEP-Importação = 1.65%. por Missões Diplomáticas ou por representantes de organismos internacionais. entregue ou remetido para o exterior (antes da retenção do IR) + ISS + PIS/Pasep Importação + Cofins Importação. 2.pontodosconcursos. se iniciado o despacho aduaneiro. do emprego ou da remessa de valores.CURSOS ON-LINE.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER • data do vencimento do prazo de permanência em recinto alfandegado. • Bens importados sob regime de drawback www.CONTABILIDADE.

os contribuintes de PIS/Pasep e Cofins nãocumulativos podem descontar créditos calculados sobre o valor que serviu de BC das contribuições na importação nas hipóteses de: Bens adquiridos para revenda. • Bens devolvidos ao exterior antes do registro da DI. • Equipamentos importados por instituições científicas ou por cientistas e pesquisadores. Exemplo: PIS e COFINS devidos na importação. Cálculo dos Créditos – Alíquotas Básicas PIS/Pasep = 1.6% Lei 10. • Pescado capturado fora das águas territoriais.00.65% Cofins = 7. 15 . bastará contabilizar tais valores em conta do Ativo Circulante.com. Bens e serviços utilizados como insumos. como PIS e COFINS a Recuperar. • Bens estrangeiros que tenham sido objeto de pena de perdimento. após o desembaraço. Aluguéis e contraprestação de arrendamento mercantil. o procedimento contábil a ser adotado para tais contribuições é a seguinte: PIS e COFINS RECUPERÁVEIS Na hipótese de o importador valer-se do crédito.600.CONTABILIDADE. que serão compensados posteriormente com as respectivas contribuições: 1. • Bens destinados a reposição de outros anteriormente importados. • Bens submetidos ao regime de exportação temporária. • Bens avariados. que tenham se revelado.br 13 . imprestáveis. nos valores de R$ 1. art. • Bens em transito aduaneiro de passagem.CURSOS ON-LINE.00 e R$ 7. Bens incorporados ao ativo imobilizado. em face da legislação aplicável. • Bens ou serviços importados por entidades beneficentes de assistência social.pontodosconcursos. que tiverem sido computados no valor aduaneiro. Pelo registro do pagamento: www. Energia elétrica. Assim. • Custo do transporte internacional e outros serviços. acidentalmente destruídos.650. Não incidência • Bens estrangeiros que cheguem ao País por erro de expedição. respectivamente.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER • Objetos de arte. desde que destruídos sob controle aduaneiro.865.

Pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários. www.250.600. nos valores de R$ 1.718.00 R$ 7. empresas de seguros privados. 3o da Lei no 9. ele deve fazer o seguinte lançamento: Exemplo: PIS e COFINS na importação de mercadorias para revenda.600.600. 2.00 Entretanto. PIS a Recuperar (AC) R$ 1.514.br 14 .600. nos termos da Lei no 9.Pessoas jurídicas imunes a impostos. 3.CONTABILIDADE.00 2.00. entidades de previdência privada. 5. visto que é tributado pelo Lucro Presumido. de 1997. Obs.Pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Presumido ou Arbitrado.600.650. O contribuinte é tributado pelo IRPJ com base no Lucro Presumido: D – Importações em Andamento R$ 9.718.00 Percebam que neste caso o valor do PIS e da Cofins integrarão o custo de aquisição. COFINS Importação a Recolher (PC) R$ 1. Pela compensação efetuada no final do mês com as respectivas contribuições apuradas: D.CURSOS ON-LINE. Pessoas Jurídicas excluídas da incidência não-cumulativa das contribuições: 1. 3o da Lei no 9. COFINS a Recuperar (AC) C.00 C – COFINS Importação a Recolher (PC) R$ 7. de 1998). de 1998).Instituições financeiras.650. se o importador não puder compensar o valor dos tributos (forma cumulativa).com. e financeiros (§ 8o do art.00 R$ 7.: Somente as pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real é que podem optar pela não-cumulatividades do PIS e da Cofins. PIS Importação a Recolher (PC) C.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D.650. 4.650. pois o importador não tem o direito de optar pela forma da nãocumulatividade dessas contribuições.00 e R$ 7. PIS a Recuperar (Ativo Circulante) D. PIS Receita Bruta a Recolher (PC) C.00 e D. COFINS Receita Bruta a Recolher (PC) C.00 C – PIS Importação a Recolher (PC) R$ 1.pontodosconcursos. empresas de capitalização (§ 6o do art.650.Pessoas jurídicas optantes do SIMPLES.00 R$ 1. COFINS a Recuperar (AC) R$ 7.

00 R$ 12.00 Valor do ICMS R$ 12.000.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 6.102.718. Contabilização do ICMS recuperável: D – ICMS s/ Imobil.000.000. 8.00 ARLP: 36 x R$ 250. 5 – ICMS NA AQUISIÇÃO DO IMOBILIZADO O assunto é tratado pela Lei Complementar 114/2002. já que o ICMS recuperável é considerado como redutor do custo de aquisição. exceto as de produção agropecuária e as de consumo.00 Cálculo do ICMS recuperável por mês para fins de distribuição nas contas do AC e ARLP: R$ 12.Órgãos públicos.00 / 48 meses = R$ 250. de 1983.00/mês) Ativo Circulante: 12 x R$ 250.000.Sociedades cooperativas. Exemplo: Valor de Aquisição de Máquina: R$ 80.Empresas particulares que explorem serviços de vigilância e transporte de valores na forma da Lei nº 7.ICMS s/ Imobil.00 R$ 9.com. A contabilização do referido crédito a apropriar deve ser feito em conta do ativo (impostos a recuperar) e a crédito de imobilizado. autarquias e fundações públicas federais.000. 61 do ADCT da CF 1988. a Recuperar (ARLP) C – Máquinas e Equipamentos(Imob) R$ 3. Apropriação do ICMS 1/48 no mês: D .Operadoras de planos de assistência à saúde (§ 9o do art.CONTABILIDADE.pontodosconcursos. 7.00 1.00 = R$ 3.CURSOS ON-LINE.000. de 1998). 9. estaduais e municipais e as fundações de ensino e pesquisa do art.br 15 .000.ICMS a Recolher (PC) www.00 = R$ 9.000.00 2. 3o da Lei no 9. dispondo que a partir de 01/01/2007 os créditos decorrentes de entrada de ativo permanente poderão ser apropriados á razão de 1/48 por mês. a Recuperar (AC) D .

mas mediante aumento da quantidade de mercadorias a ele entregues. entregando ao todo 220 câmeras digitais.com.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C . Exemplo: A empresa HORROR S/A adquire para revenda da empresa RIR S/A 200 unidades de máquinas fotográficas digitais. foi de R$ 400. neste caso.pontodosconcursos. O custo unitário das câmeras para a vendedora é de R$ 360.00 16 www.000. Percebe-se que não se fala em despesas de vendas.00. Desta forma. a classificação contábil da baixa das 20 unidades "bonificadas" deve ser efetuada em conta de CMV. A vendedora. esse desconto representa aumento do CMV. em vez de conceder o tradicional desconto sobre vendas (desconto incondicional ou comercial). em vez dos tradicionais descontos. deve ser entendida como sendo um desconto por unidade da mercadoria adquirida. a Recuperar (AC) R$ 250.ICMS s/ Imobil. Essa bonificação.00 (R$ 440. há vinculação da receita com vendas e a baixa do estoque de 220 unidades. diminuindo o seu custo.CONTABILIDADE. para o comprador. e considerando que a entrega da quantidade adicional está vinculada ao negócio em si.CURSOS ON-LINE. interferindo diretamente na apuração do resultado com mercadorias ou do Lucro Bruto. mantém-se o valor de venda. porém há a entrega de uma quantidade adicional de mercadorias. Contabilização: 1) Pela venda D – Caixa/Bancos/Clientes C – Vendas Brutas R$ 88. Para o vendedor.00 6 – BONIFICAÇÃO EM MERCADORIAS Em algumas operações com mercadorias (compra e venda) o desconto concedido ao comprador não é na forma tradicional (diminuição do valor a desembolsar). Percebam que neste caso a bonificação de 20 unidades está atrelada à venda de um lote de 200 unidades.00. Veja-se que em situações como esta na Nota Fiscal. É CPV ou CMV mesmo. dá uma bonificação de 10% ao vendedor. O preço de venda unitário real.br . ao preço unitário de R$ 440. por essa quantidade adquirida pelo comprador. da mesma forma como se dará baixa das outras 200 unidades.00 x 200 /220). isto é.

aí o custo dessas unidades deveria ser classificado como conta de resultado em outras despesas operacionais – despesas com vendas.00 R$ 7. www. A receita das administradoras de cartões de crédito provém da cobrança de uma taxa sobre o valor do crédito autorizado (venda) – as chamadas taxas de administração do cartão de crédito (vejam que nós.00 O Custo Unitário será de R$ 400.200.00 / 220 u) Se no caso do exemplo anterior.00 7 – CARTÕES DE CRÉDITO . geralmente. sem vinculação com a venda ou sem realização direta de receita vinculada a cada unidade entregue.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 2) Pela baixa do estoque D – CMV/CPV C – Estoque de Mercadorias R$ 79.br 17 . também pagamos anuidade. algum tempo após as autorizações de pagamento por parte do comerciante.00 (R$ 88. D – Despesas com Vendas C – Estoque de Mercadorias Atenção! Em nosso exemplo desconsideramos a incidência tributária. ou não. ao invés de haver a bonificação.CONTABILIDADE.CURSOS ON-LINE.200. visto que as administradoras de cartões de crédito efetuam o pagamento. principalmente quando queremos cancelar o danado do cartão.pontodosconcursos. teremos o seguinte lançamento: D – Mercadorias – Estoque C – Caixa/Bancos/Fornecedores R$ 88.000. por exemplo).com. este deve ser considerado inclusive na distribuição de amostras! R$ 7.200. as 20 unidades adicionais da mercadoria tivessem sido distribuídas como amostra. os mortais.000.00 No comprador. para ter o desgraçado do cartão de crédito e nos incomodamos muito com isso.COMPRAS E VENDAS Devem ser lançadas como vendas a prazo as realizadas por meio de cartões de crédito. Caso as mercadorias estejam sujeitas a tributos (ICMS.

300.00 R$ 1.Pela venda da mercadoria: D – Créditos com Administradoras de cartão (AC) D .ICMS a Recolher (PC) R$ R$ 65.Despesas com Vendas (Conta de Resultado) C . trezentos atendentes e ninguém resolve nada!).Receita de Vendas (Conta de Resultado) e D .TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER É um tal de 0800 pra cá.pontodosconcursos.00 65.ICMS sobre Vendas (Conta de Resultado) C .235.com. outro pra lá. Em 05/11/2005.Créditos com Administradoras de cartão (AC) 2 – Pelo ICMS incidente sobre vendas: D . Jacinto Adoralino Bolso. no mês ou ano em www.00 R$ 1.br 18 .Receita de Vendas (Conta de Resultado) R$ 1. realizou a venda de um refrigerador pelo valor de R$ 1. O cliente.00 É interessante observar que esse lançamento poderia ter sido realizado da seguinte forma: D – Créditos com Administradoras de cartão (AC) C . paga sua compra com cartão de crédito da Administradora “SYNO INTERNACIONAL”. por meio de depósito bancário.Despesas com Vendas (Conta de Resultado) C .00 R$ 65.300.Créditos com Administradoras de cartão (AC) R$ 1.00 3 – Por ocasião do efetivo recebimento da administradora: D . Exemplo A empresa IN LOCO S/A. CONTABILIZAÇÃO: 1 .00 R$ 1. ICMS a alíquota de 20%.00. no dia 10/10/2005. Esta operadora cobra do vendedor a taxa de 5%.300.300.CONTABILIDADE.CURSOS ON-LINE.00 R$ 260.00 Salientamos que o reconhecimento da despesa com a taxa cobrada pela administradora deve ser pelo regime de competência.Banco Conta Movimento (AC) C . ocorre a liquidação do crédito com a empresa vendedora. o Sr.235. ou seja.

Jacinto Adoralino Bolso pelo crédito aberto.br 19 . o lançamento da compra de mercadorias com cartão de crédito é bastante simples: D – mercadorias – compras C – Cartão de crédito – faturas a pagar R$ 1. Assim. é largamente adotada no comércio a prática de realizar compras e vendas mediante cheque pré-datado.00 8 . como forma de melhor demonstrar a situação patrimonial da empresa. na hipótese de realização de compras por meio de cheques pré-datados. se o comprador não pagar a fatura do cartão de crédito.com. Todavia. pois a administradora. sugere-se os seguintes lançamentos contábeis: Pelo registro da compra efetuada: www. assume a responsabilidade para efetuar o pagamento ao vendedor e usa de todos os meios possíveis para cobrar do Sr. ou seja.CONTABILIDADE. Dessa forma. a empresa vendedora já recebeu e está livre de qualquer ônus decorrente dessa inadimplência do comprador perante a operadora do cartão de crédito. sob o compromisso de somente ser apresentado ao banco sacado em determinada data posterior. Para o comprador. o caso. Outro aspecto interessante a ser destacado é que a conta debitada pela venda será sempre a administradora do cartão de crédito e nunca o cliente.pontodosconcursos. levando-se em conta opiniões no sentido de que ele não deve ser objeto de lançamento contábil (por ser figura estranha ao ordenamento jurídico).CURSOS ON-LINE. uma ordem de pagamento à vista.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER que a venda é realizada e não apenas quando do recebimento do valor da venda (pagamento da administradora). Embora inexista previsão legal para o cheque pré-datado e. por definição. por força de contrato.COMPRAS COM CHEQUES PRÉ-DATADOS O cheque é.300. ainda. entendemos ser viável e necessário o registro desse tipo de operação.

pontodosconcursos.” Desta forma.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D . com cheque pré-datado: a) se houver fundos suficientes no banco sacado: D .Bancos conta movimento (AC) b) se não houver fundos suficientes no banco sacado: D .Cheques a Pagar (PC) c) quando for providenciado fundo suficiente para a cobertura do cheque: D .Fornecedores (PC) C .Cheques a Pagar (PC) C . o registro contábil merece a seguinte grafia: www. se determinada empresa adquirir um animal para prestar-lhes algum serviço. Nesta acepção.Fornecedores (PC) Pelo pagamento ao fornecedor. inclusive aos processos de depreciação a partir do momento em que passem efetivamente a ser utilizados.CURSOS ON-LINE. conforme o caso) estando sujeitos a todos os tratamentos contábeis atinentes àqueles bens.CONTABILIDADE. os semoventes devem ser registrados no Ativo Permanente (subgrupo Imobilizado ou Investimento. “SEMOVENTES – Título de conta que se destina ao registro dos animais adquiridos para prestar serviços à empresa ou para produzir renda. classificam-se como semoventes os animais que a empresa adquira com a finalidade de prestar-lhe algum tipo de serviço (por exemplo: animais de tração destinados à produção). por meio de seu Dicionário de Contabilidade.br 20 .Estoque ou Ativo Imobilizado (AC/AP) C .com.Bancos conta movimento (AC) 9 .Fornecedores (PC) C . Conta que pertence ao grupo do imobilizado. Assim.AQUISIÇÃO DE SEMOVENTES Segundo o Professor Antônio Lopes de Sá.

mas é possível que determinada empresa receba em doação mercadorias destinadas à revenda. isto é.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D . ocorre uma receita.pontodosconcursos. o valor pelo qual possam ser adquiridas em uma transação normal. pois o montante destas estará à disposição para venda e devem ser classificadas em estoque de mercadorias. No que concerne aos registros contábeis. podem surgir as seguintes situações: 1 – Compra de mercadorias: D – Estoque C – Caixa/Bancos/Fornecedores 2 – Mercadorias produzidas: D – Estoque C – Produtos em elaboração 3 – Mercadorias recebidas em doação: D – Estoque C – Mercadorias Recebidas em Doação (Resultado) Percebam que no caso de mercadorias recebidas em doação. doação. consoante o princípio da competência.Caixa ou Bancos Conta Movimento (AC) 10 . produção própria).Semoventes (AP) C .Doações recebidas em mercadorias para revenda Não se trata de operação comum.CONTABILIDADE.CURSOS ON-LINE.br 21 . Por qual valor deve ser mensurada esta receita (mercadorias)? As mercadorias recebidas em doação devem ser registradas pelo valor de mercado. Salientamos que não importa a origem das mercadorias existentes para revenda (compra.ADIANTAMENTOS PARA FUTURO AUMENTO DE CAPITAL SOCIAL www. 11 .com.

84. ocorrer o recebimento de cada parcela de integralização. e CST nº 28. estabelecem o seguinte: Ocorrendo a eventualidade de adiantamento para futuro aumento de capital.81. que. Caso haja dúvidas neste aspecto. podemos estabelecer. conclusivamente. Desta forma. em síntese. isto é. em face da legislação fiscal. D – Caixa/Bancos C – Sócios ou Acionistas (adiantamento para futuro aumento de capital) Entretanto. pois o aumento de capital com origem de recursos externos não se caracteriza como operação de resultado. mesmo que sob a condição para utilização exclusiva em aumento de capital. por meio dos Pareceres Normativos CST nº 23. A Lei das Sociedades Anônimas não traz uma posição em relação a esta hipótese.12. se existir a possibilidade de devolução dos valores. não existe a possibilidade de devolução. podendo ser exigidos pelos titulares enquanto o aumento de capital não se concretizar. somente devem figurar em grupo do Patrimônio Líquido os adiantamentos sobre os quais não se tenha nenhuma dúvida quanto a sua permanência na empresa.com. qualquer que seja a forma pela qual os recursos tenham sido recebidos. esses ingressos deverão ser mantidos fora do patrimônio líquido.CURSOS ON-LINE. de 21. a legislação fiscal. eles não devem figurar como exigível.pontodosconcursos. após a subscrição. Neste caso. isto é. Ressalte-se que a intenção de permanência deve ser formalizada por documentos irrevogáveis. Também não devem figurar como Resultados de Exercícios Futuros. O patrimônio líquido fica definitivamente aumentado quando. quando os adiantamentos recebidos são amparados por cláusula de absoluta permanência na sociedade. por serem esses adiantamentos considerados obrigação para com terceiros.06.br 22 . Entretanto.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Os recursos oriundos de sócios ou acionistas para futuro aumento de Capital Social podem ter duas destinações contábeis conforme exista a possibilidade de devolução ao investidor ou não dos recursos por eles repassados à empresa. de 26. a classificação dos adiantamentos para futuro aumento de capital deve ser registrada como exigibilidades (PC ou PELP). Destarte. resta-nos a opção de classificar esse adiantamento para futuro aumento de capital como parte integrante do patrimônio líquido. estes devem ser registrados no Passivo Exigível.CONTABILIDADE. o seguinte critério: www. Desta forma.

CURSOS ON-LINE.000. formalizado por meio de contrato com cláusula de irrevogabilidade: Registros contábeis: a) Pelo recebimento dos recursos: D – Bancos Cta.CONTABILIDADE.Capital Social (PL) c) Pela devolução aos sócios: D .. recebeu de seus sócios a quantia de R$ 120. a sua classificação há de ser em contas do passivo exigível (PC ou PELP). Registros contábeis: a) Pelo recebimento dos recursos: D – Bancos Cta.Capital Social (PL) R$ 180.00 b) Pelo efetivo aumento do capital social: D . no grupo patrimônio líquido.Adiantamentos para Aumento de Capital (PC ou PELP) C – Caixa/Bancos (AC) R$ 120.000.00.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 1 – Se os adiantamentos para aumento de capital possuírem destinação única para incorporação ao capital social. a classificação há de ser em conta distinta.Adiantamentos para Aumento de Capital (PL) C .00 www. com o fim específico de aumento de Capital Social.pontodosconcursos.000.000. Movimento (AC) C . eventualmente ser utilizados para um futuro aumento de Capital Social.00 R$ 120.000.Adiantamentos para Aumento de Capital (PC ou PELP) C .00 que poderiam. Exemplos: 1 – A empresa BONSLUCROS S/A recebeu de seus acionistas a quantia de R$ 180.00 R$ 120.com. em período de crise de liquidez. 2 – Havendo dúvidas de que os adiantamentos irão se incorporar ao capital.Adiantamentos para Aumento de Capital (PL) R$ 180.Adiantamentos para Aumento de Capital (PC ou PELP) b) Pelo efetivo aumento do capital social: D .000.00 2 – A empresa BOASNOVAS Ltda. Movimento (AC) C .000.br 23 .

Como as dívidas representam 20% do capital aplicado no patrimônio da empresa. Sabendo-se que esta empresa não tem resultados de exercícios futuros e que suas dívidas representam 20% dos recursos aplicados atualmente no patrimônio.8 A = R$ 1. que pode ser uma reserva estatutária se decorrente de previsão no estatuto. podemos afirmar que o valor total de seus ativos é de a) R$ 1.000.200.000.8 A = R$ 1.000.00 Após determinado período.000.00 A = R$ 1.00 / 0. Assim: A – 0.000.pontodosconcursos.00 0. chegamos ao final de nossa primeira aula de Contabilidade Geral. Acreditamos que pode ser cobrado alguma coisa com www.com.00 de Reserva de Lucros).br 24 .000.00 Resposta letra “e”. Também queremos deixar claro que se o bendito edital sair (o que esperamos seja em breve) e se nele constar algum assunto diferente.CONTABILIDADE.00 d) R$ 1. tópicos avançados.000.00 e) R$ 1.00 Bené Pereira R$ 150. Nas aulas seguintes nos aprofundaremos nos tópicos normais de contabilidade e traremos mais algumas novidades. Sabemos que exploramos pontos pouco cobrados em concursos. vejamos a seguinte questão: A Cia. ele será tratado neste espaço. que integralizaram suas ações como segue: Adão Macieira R$ 300.00 b) R$ 750.00 (R$ 750.000.000.350.000. Os restantes R$ 450.CURSOS ON-LINE.000. por três sócios.500.00.00.00 foram reinvestidos na empresa na conta Reserva para Aumento de Capital. dos quais R$ 150.200.200.000.00 de Capital Social e R$ 450. Eira & Eira foi constituída com capital de R$ 750.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Chamamos a atenção que pode haver a Reserva para aumento de Capital.000. mas eles foram necessários à medida que a Esaf costuma cobrar coisas diferentes em suas provas. nada mais havendo em seu Patrimônio Líquido.000. a empresa verificou que nas suas operações normais lograra obter lucros de R$ 600. Assim. Neste sentido.000.200.000.000. podemos dizer que o passivo representa 20% do Ativo.00 c) R$ 600.00 Resolução: O Patrimônio Líquido da empresa é de R$ 1.00 Carlos Parreira R$ 300.2 A = PL A – 0.000.00 foram distribuídos e pagos aos sócios.000. Porém é sempre uma reserva de lucros e sempre fará parte do PL.500.200.2 A = R$ 1.

Mas isto é apenas um palpite.br 25 . Ademais. logo não é interessante que vocês saiam estudando esse assunto. os exercícios servirão de base para discussão dos temas mais relevantes nas aulas seguintes. Bom estudo e bom proveito dos exercícios!!! www. Além disto. a nosso juízo. aceitamos algumas questões. incluí-las nas aulas. mas como o curso é avançado.pontodosconcursos.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER relação a demonstração do fluxo de caixa.com. Sugerimos que utilizem as 48 questões apresentadas como se fosse um SIMULADO para verificar o vosso conhecimento. do tipo certo ou errado para que vocês exercitem.CONTABILIDADE. O resto é esperar o Edital! A seguir apresentamos algumas questões diversas com os respectivos gabaritos oficiais. para. desde que com indicação da fonte. presume-se que sejam conhecedores da matéria. visto que neste momento devemos concentrar a nossa atenção àquilo que está praticamente certo. As referidas questões não possuem relação direta com a aula apresentada.CURSOS ON-LINE.

000 900 50.000 48.404/1976).400.O valor apurado do custo da mercadoria vendida é de R$ 11. 01 .000 16.900 890 200 1.O ativo circulante é igual a R$ 105.00.000 25.000 500 700 5.00.000 5.CONTABILIDADE.000 10. 04 . 03 .º 6.O valor do lucro acumulado. www.00.000 680 1. julgue os itens seguintes.080.com.pontodosconcursos. antes da apuração do resultado do período. 02 .000 60. é igual a R$ 17.500 50.500.000 5.800 580 25.00.000 900 30.000 500 5.620.000 1.O passivo circulante é de R$ 35. considerando o que preconiza a Lei das Sociedades por Ações (Lei n.900 1.CURSOS ON-LINE.000 10.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER EXERCÍCIOS PROPOSTOS: Conta banco receita antecipada material de consumo receita de vendas devolução de compras energia elétrica a pagar despesa com energia elétrica despesa com salários despesa com seguros despesa com aluguel despesa antecipada com assinatura de revistas prédios veículos depreciação acumulada capital social fretes sobre compras estoque inicial despesas financeiras aquisição de mercadorias estoque final seguro sobre compras duplicatas a receber fornecedores provisão para contingências provisão para devedores duvidosos deduções de receitas receitas financeiras deduções sobre vendas reservas despesas com material de consumo despesas com depreciação saldo (em R$) 34.000 600 450 Com relação ao balancete apresentado acima.000 8.br 26 .

o valor do ativo permanente será reduzido.Ao utilizar plano de contas.CURSOS ON-LINE.com.404/1976.Caso a empresa receba o valor registrado como provisão para devedores duvidosos.O passivo a descoberto configura a existência de patrimônio líquido negativo. a empresa.00. deve haver. o valor do custo da mercadoria vendida será subavaliado no período subseqüente. um decréscimo no resultado e um acréscimo no passivo.O valor do lucro acumulado após a elaboração da demonstração do resultado do exercício é de R$ 29. Com base nas disposições da Lei n.O valor do passivo realizável em longo prazo é R$ 1.404/1976 — Lei das Sociedades por Ações —. 11 .Ao se constituir a provisão para imposto de renda. Acerca das peculiaridades das contas contábeis e seus registros e da influência dos princípios contábeis. fato esse que não influenciará a demonstração do resultado do exercício.170.O registro do ativo deve ser efetuado segundo o regime de competência e o princípio da prudência. 12.Ao se considerar o estorno do registro da reserva de reavaliação. o valor do ativo circulante sofrerá acréscimo.br 27 .O valor do ativo permanente imobilizado é maior que o valor do ativo permanente investimentos. uma vez que essa despesa é uma obrigação da empresa.Uma redução na conta de despesa antecipada provocará uma redução no passivo circulante. 16 . 15. 07 . 10 .TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 05 .900. 08 . julgue os itens a seguir.º 6.800. nas contas contábeis.º 6. 13. 09 . 06 .pontodosconcursos. 14.A receita líquida de vendas corresponde a R$ 48.CONTABILIDADE. adota uma estrutura de contas que só poderá ser substituída em caso de mudança da Lei n.Ao se registrar o estoque final com valor superavaliado.00. compulsoriamente.00. julgue os itens a seguir. www.

permanentemente. a CVM eliminou esse percentual.Os estoques de mercadorias destinadas à venda são avaliados ao custo de aquisição.CURSOS ON-LINE. ajusta-se o saldo contábil às existências físicas.CONTABILIDADE. de acordo com o critério de custeamento das respectivas baixas. julgue o item subseqüente. julgue o item a seguir. 23 .Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas com base na equivalência patrimonial são registrados como redução do valor dos respectivos investimentos. as existências físicas devem ser ajustadas ao saldo contábil. Com base na legislação societária e nos princípios fundamentais de contabilidade.com. relativos às sociedades comerciais em geral.Sociedade controladora é a que detém. Com base nos critérios contábeis aplicáveis aos investimentos societários.Enquanto a Lei das Sociedades por Ações restringe a obrigatoriedade de consolidação das demonstrações financeiras às companhias abertas que tiverem mais de 30% de seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas. julgue os itens subseqüentes. a condição de predominância nas assembléias e a prerrogativa de escolher a maioria dos administradores.br 28 . julgue o item seguinte. No primeiro caso. 22 . Quanto aos critérios para destinação do resultado. 20 . ou pelo valor de mercado. aplicandose a consolidação independentemente da representatividade desses investimentos em relação ao patrimônio líquido da controladora.pontodosconcursos.A legislação societária estabelece que os titulares de ações ordinárias têm direito a um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado. diretamente ou por meio de outras controladas. De acordo com a legislação societária e a CVM. no ativo da sociedade investidora. se este for menor.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 17 . 21 . 18 . no segundo. a CVM determina que as www.Para evitar as distorções resultantes da contabilização dos juros sobre o capital próprio como despesa financeira. 19 . direitos de sócio que lhe assegurem.O custo das mercadorias vendidas pode ser calculado pelos sistemas do inventário periódico e do inventário permanente.

julgue o item abaixo. 25 . inclusive as nãooperacionais decorrentes de venda do ativo permanente. Com relação à sistemática contábil do imposto de renda na fonte. julgue o item a seguir. compensável na declaração.com. Com base na sistemática contábil do imposto de renda das pessoas jurídicas.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER companhias abertas efetuem a reversão de seu valor para efeito de apuração do resultado líquido do exercício. julgue o item a seguir.br 29 . www.CONTABILIDADE. o lançamento no beneficiário desses rendimentos deve ser registrado da forma seguinte. julgue o item seguinte.O imposto de renda devido. 26 . O lançamento na empresa adquirente foi feito da seguinte forma. por depender da existência de lucro contábil.000. depois de deduzidas as demais despesas. e se limita à parcela remanescente do lucro líquido. 24 . D – mercadorias 850 D – ICMS a recuperar 150 C – caixa (ou bancos) 900 C – descontos obtidos 100 Com base na legislação da COFINS. constitui uma apropriação do resultado. Com base na sistemática adotada para a contabilização do ICMS.)..pontodosconcursos. D: Disponível (caixa/bancos) D: Imposto de Renda a Compensar C: Receita de (.Na contabilização do imposto de renda incidente na fonte sobre rendimentos auferidos pela pessoa jurídica.CURSOS ON-LINE.Considere a situação de uma empresa. julgue o item a seguir. 27 . em que determinada mercadoria sujeita à alíquota de ICMS de 15% estava cotada a R$ 1.. A empresa adquirente conseguiu um desconto comercial de 10%. Considerando os sistemas de custo e os critérios de avaliação da produção e dos estoques.A base de cálculo da COFINS não-cumulativa tem como fato gerador o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica. deduzidas as vendas canceladas e os descontos financeiros concedidos.

somente são considerados na avaliação dos estoques em processo e acabados os custos variáveis. 32 .CONTABILIDADE. que não foi absorvido por prejuízos. 30 .pontodosconcursos. pode limitar a correção monetária do ativo permanente ao montante necessário para compensar a correção das contas do patrimônio líquido. 33 . o que permite uma melhor análise do desempenho da empresa. 34 .É proibido que a companhia adquira debêntures de sua emissão.br 30 .A amortização de debêntures da mesma série que possuam vencimentos anuais distintos. Considerando aspectos concernentes à Lei das Sociedades por Ações e legislação correlata.000. nas condições determinadas pelo estatuto ou pela assembléia-geral. Nesse caso. 35 .Considere que certa empresa registrou R$ 50. 31 .00 devem ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a realização. mesmo que por valor igual ou inferior ao nominal. deve ser feita mediante sorteio ou por compra em bolsa.Para os efeitos da legislação aplicável às sociedades por ações. deve haver a inscrição do nome do acionista no livro de registro de ações nominativas e a emissão de extrato pela instituição custodiante. julgue os itens seguintes.com. a companhia é fechada quando os valores mobiliários de sua emissão estejam admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. quando autorizada pelo ministério a que estiver vinculada.Havendo a propriedade de ações nominativas. no caso de as debêntures estarem cotadas por preço inferior ao valor nominal. apesar das restrições impostas pela legislação tributária. os R$ 50.000. assim como o resgate parcial.Apesar da extinção da correção monetária de balanços. a companhia de economia mista. 29 .00 na reserva de lucros a realizar.CURSOS ON-LINE. www. ocorreu a realização do lucro. 36 .As partes beneficiárias podem ser alienadas pela companhia.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 28 . No exercício subseqüente. na qualidade de proprietária fiduciária das ações.A companhia aberta somente pode criar partes beneficiárias para alienação onerosa ou para atribuição gratuita a sociedades ou fundações beneficentes de seus empregados.No método de custeio direto ou variável.

quando houver a versão de todo o patrimônio da sociedade cindida (que se extinguirá). A cisão pode ser total.Ao registrar o ICMS da aquisição de mercadorias para revenda. à cisão e incorporação de empresas e a destinação/registro de lucros. já existentes ou que sejam criadas precipuamente para esse fim.000. o prazo para exercício do direito de retirada deve ser contado a partir da efetivação da operação. 38 .Ao se registrar a fusão.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 37 . para não reduzir o seu ativo.pontodosconcursos.br 31 . No caso de perda dos documentos comprobatórios da aquisição de mercadorias.000. há a transferência. Julgue os seguintes itens.Nos casos de incorporação ou fusão. D duplicatas a pagar R$ 62. com sucessão universal.Ao efetuar o registro do estoque de mercadorias para revenda pelo valor de aquisição. do patrimônio das sociedades incorporadas ou fusionadas para a sociedade incorporadora ou constituída. quando apenas parte do patrimônio é vertido para outras sociedades e a personalidade jurídica da companhia cindida subsiste. transformação ou incorporação de outra ou em outra deve registrar em seu passivo os tributos devidos. 42 . julgue os itens a seguir.00 C mercadorias R$ 67. Acerca da contabilidade de custos e do controle de estoques. relativos a normas aplicáveis à fusão.00 39 . a empresa deve obedecer ao conservadorismo e à prudência. www. após consulta ao mercado.000.A cisão é a transação pela qual uma companhia (cindida) transfere parcelas de seu patrimônio para uma ou mais sociedades.A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão.CONTABILIDADE.000. até a data da mudança. transformadas ou incorporadas. pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas. enquanto o pagamento do preço de reembolso somente será devido após a publicação da ata que aprovar o protocolo ou a justificação. 41 . ou parcial.com. a empresa deve efetuar o registro.A devolução de mercadorias ao fornecedor no valor de R$ 67.000. 43 .00 deve ser corretamente registrada como a seguir. 40 .00 cuja aquisição ocorreu a prazo e com desconto comercial de R$ 5.CURSOS ON-LINE. a empresa deve aumentar seu ativo circulante em duas contas: mercadorias para revenda e ICMS a recolher. sempre pelo maior valor.00 D desconto obtido R$ 5.

para a determinação do lucro real correspondente ao balanço levantado no dia 31 de dezembro do ano-calendário em que tiverem sido disponibilizados para a pessoa jurídica domiciliada no Brasil. esse fato afetará a DOAR porque se trata de item econômico que afeta o ativo circulante.Na empresa resultante após a cisão. 45 . mas. 47 . controladas ou coligadas. serão adicionados ao lucro líquido. Quanto à elaboração e divulgação do fluxo de caixa e à demonstração de origens e aplicação de recursos (DOAR). julgue os itens subseqüentes. na demonstração dos fluxos de caixa. há uma redução do passivo circulante que não é representada na DOAR. por intermédio de filiais ou sucursais. www.com.pontodosconcursos. serão efetuados os registros de bens.br 32 .Enquanto o fluxo de caixa apresenta a variação do capital circulante líquido.CONTABILIDADE.Os lucros auferidos no exterior. 46 .CURSOS ON-LINE.O registro de prováveis perdas de estoque não afetará o demonstrativo do fluxo de caixa porque não caracteriza desembolso. Por outro lado. sim. direitos e obrigações transferidos da cindida e o registro do capital social integralizado com o patrimônio líquido transferido da cindida. 48 .Ao se registrar o pagamento de dividendos apropriados.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 44 . a DOAR apresenta a movimentação econômica do período.

pontodosconcursos.CONTABILIDADE.CURSOS ON-LINE.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER GABARITO 01 – C 02 – C 07 – C 08 – C 13 – E 14 – C 19 – C 20 – C 25 – E 26 – E 31 – E 32 – C 37 – E 38 – E 43 – C 44 – C 03 – E 09 – E 15 – C 21 – E 27 – E 33 – E 39 – E 45 – C 04 – E 10 – E 16 – E 22 – C 28 – C 34 – E 40 – E 46 – E 05 – E 11 – C 17 – E 23 – C 29 – E 35 – C 41 – C 47 – C 06 – E 12 – C 18 – C 24 – E 30 – C 36 – E 42 – C 48 – C www.com.br 33 .

1.O devedor em crise econômico-financeira que julgue não atender aos requisitos para pleitear sua recuperação judicial deverá requerer ao juízo sua falência. demonstração do resultado do exercício. de 25 de fevereiro de 2005. Além desse dispositivo legal. 105. b) demonstração de resultados acumulados. no art. Percebe-se que a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) não é obrigatória. quando ela estabelece que as demonstrações são complementadas por outros quadros ou demonstrações contábeis necessários para o esclarecimento da situação patrimonial. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados.404/76.101. Lei no 11. dispõe que: Art. confeccionadas com estrita observância da legislação societária aplicável e compostas obrigatoriamente de: a) balanço patrimonial. mas encontra amparo no § 4º do art. servindo de apoio ao processo decisório na gestão empresarial. 176. 105 . no art. a CVM. De fato. inciso I. e demonstração das origens e aplicações de recursos. que as demonstrações contábeis obrigatórias são: balanço patrimonial. orientando os Diretores de Relações com Investidores e Auditores Independentes sobre a elaboração de Informações Contábeis pelas Companhias Abertas. Em que pese não haver disposição expressa na lei societária sobre a DFC. acompanhadas dos seguintes documentos: I – demonstrações contábeis referentes aos 3 (três) últimos exercícios sociais e as levantadas especialmente para instruir o pedido.404/76) estabelece. a nova lei de falências. a DFC complementa e esclarece a situação patrimonial no concernente ao aspecto financeiro do patrimônio. c) demonstração do resultado desde o último exercício social. d) relatório do fluxo de caixa. alínea “d”.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia AULA 02 FLUXO DOS CAIXAS Esta aula consta no item 14 do Edital para AFRFB e acreditamos que pelo menos 1 questão sobre o assunto será cobrada na prova. expondo as razões da impossibilidade de prosseguimento da atividade empresarial. de 30 de outubro de 1976 (Lei 6. estabeleceu no item 4 as seguintes recomendações acerca da Demonstração de Fluxos de Caixa (DFC): INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . de 9 de fevereiro de 2005. por meio do OFÍCIOCIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 01/2005. INTRODUÇÃO A Lei nº 6. 176 da Lei 6. No § 4º do mesmo dispositivo nos é informado que as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.404.

IV – os saldos. denominação que permanece até hoje em vários países. d) redução do passivo exigível a longo prazo. do ativo e passivo circulantes. dos investimentos e do ativo diferido. ou capital de giro líquido. agrupadas em: a) lucro do exercício.404/76. Na forma prevista pelo artigo 188 da Lei nº 6. no início e no fim do exercício. acrescido de depreciação. A elaboração da demonstração de origens e aplicações de recursos evoluiu ao longo do tempo e os seguintes pontos foram adotados na pratica contábil: (i) quando os recursos das operações da empresa apresentarem-se negativos. ou seja. c) aumento do ativo realizável a longo prazo. Demonstração dos Fluxos de Caixa 4.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4. c) recursos de terceiros. eles devem ser demonstrados como uma aplicação de recursos e não como uma redução na origem de recursos. (iii) a reavaliação deve ser excluída das INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . as variações de itens dos ativos e passivos organizados de forma tal que demonstre a variação no capital circulante líquido do período. b) aquisição de direitos do ativo imobilizado. originários do aumento do passível exigível a longo prazo. da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. Esse formato evoluiu de uma informação suplementar e voluntária para uma demonstração obrigatória ainda sob o conceito da posição financeira como a variação do capital circulante. A diferença entre esses itens foi chamada de posição financeira. No texto desse artigo. respectivamente. o montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros.1 Evolução da Demonstração de Fluxos de Caixa As origens da atual demonstração de fluxos de caixa estão nas demonstrações preparadas décadas atrás pelas companhias que apresentavam as fontes e aplicações de fundos obtidos em essência dos aumentos e diminuições dos itens do balanço patrimonial. b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR – tem como objetivo indicar as modificações na posição financeira da companhia. (ii) os empréstimos dedicados ao financiamento do imobilizado podem ser apresentados como origens e aplicações. II – as aplicações de recursos. agrupadas em: a) dividendos distribuídos. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. essa demonstração deve discriminar: I – as origens dos recursos.

O conceito de "fundos" e "posição financeira" originário das primeiras demonstrações. o que significa apresentar a disponibilidade dentro do chamado ciclo financeiro da empresa e na geração de recursos operacionais a partir do resultado elaborado segundo o regime de competência. por outro lado. Estrutura Os seguintes tópicos principais devem ser usados em todos os fluxos de caixa: (i) atividades operacionais. Essa classificação permite avaliar o efeito das atividades sobre o montante de caixa e equivalentes de caixa. baseia-se no conceito de disponibilidade imediata. a empregados. Exemplos são os recebimentos em dinheiro pela venda de bens e serviços e o pagamento em dinheiro a fornecedores. que são prontamente conversíveis em valores de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. e este interesse independe da natureza da empresa. baseada nos conceitos de capital circulante líquido e no regime de competência. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da entidade. foi então estreitado para uma definição de caixa ou equivalente de caixa. a seguradores por prêmios e de impostos. Os usuários da empresa estão interessados em saber como a empresa gera caixa e equivalentes de caixa. conforme estabelecido no pronunciamento americano SFAS 95 e no pronunciamento internacional IAS 7. A demonstração dos fluxos de caixa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia demonstrações das origens e aplicações por não representar fluxo de recursos. demonstrado segundo o regime de caixa. além de outras atividades diferentes das de investimento e financiamento.2 A Demonstração dos Fluxos de Caixa segundo a norma internacional IAS 7 A seguir estão resumidos e comentados os principais pontos da norma sobre a demonstração de fluxo de caixa no IAS 7: Objetivos A informação dos fluxos de caixa fornece uma base para avaliação da capacidade de geração e utilização desses fluxos de forma estruturada por natureza de atividades. portanto. ambos com o título de Statement of Cash Flow. de alta liquidez. Esses fluxos são basicamente derivados de transações geradoras de receita da entidade e. 4. A DOAR está. Conceitos Caixa e equivalentes de caixa: o caixa compreende numerário em mãos e depósitos bancários disponíveis. portanto. Equivalentes de caixa são investimentos de curto prazo. Atividades de investimento: são aquisição e venda de ativos de longo prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar receitas futuras e fluxos de caixa e que não estão incluídos nos equivalentes de caixa. geralmente resultam das transações e outros eventos que entram na apuração do resultado. (ii) de investimento e (iii) de financiamento.

b) Os fluxos de caixa de transações em moeda estrangeira devem ser registrados na moeda em que estão expressas as demonstrações contábeis da entidade. pagamento de arrendamento (lease). e separadamente divulgados. como depreciação. aquisição ou venda de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades. Métodos para apresentação A entidade pode usar o método direto ou indireto para reportar o fluxo de caixa das atividades operacionais. diferimentos e provisões. dividendos e impostos de renda devem ser divulgados separadamente e de maneira uniforme no grupo em que melhor represente a essência da transação. Exemplos são o numerário proveniente da emissão de ações ou instrumentos de capital. Atividades de financiamento: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do patrimônio líquido e empréstimos a pagar da entidade. c) Quando um contrato é contabilizado como proteção (hedge) de uma posição identificável. d) os fluxos de caixa referentes a itens extraordinários devem ser classificados como resultantes de atividades operacionais. amortização de empréstimos e. e requer da INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . Aspectos de classificação e divulgação a) A entidade deve destacar as principais classes de recebimento e pagamentos decorrentes das atividades de investimento e financiamento pelo valor bruto. os fluxos de caixa do contrato são classificados do mesmo modo como os fluxos de caixa da posição que está sendo protegida. convertendo-se o montante em moeda estrangeira à taxa cambial na data do fluxo de caixa. lucros ou prejuízos cambiais não realizados. numerário proveniente da emissão de debêntures. tomada de empréstimo a curto e longo prazo. intangível e outros ativos de longo prazo. sendo encorajado o método direto. pagamento a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade. lucros não distribuídos de investidas e interesses minoritários. recebimentos pela venda de ativo imobilizado. (iii) todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento. no método indireto. (iii) todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento. o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é determinado ajustando-se o resultado (lucro ou prejuízo): (i) pelos efeitos das transações que não afetam o caixa. No método direto as principais classes de recebimentos e desembolsos são divulgados e. conforme o caso. e) os fluxos de caixa referentes aos juros. o pronunciamento IAS 7 não especifica como devem ser classificados estes fluxos de caixa. (ii) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas a receber e a pagar e.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Exemplos são os desembolsos para aquisição de ativo imobilizado. de investimento ou de financiamento. que representam exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade.

separadamente. O IAS 7 requer divulgar. recebe uma diretriz específica no caso do pronunciamento americano. e juros (receitas financeiras) e dividendos recebidos como "investimento". os juros pagos e recebidos e os dividendos pagos e recebidos e o SFAS 95 permite que os juros e dividendos recebidos possam ser divulgados em conjunto. A diferença de tratamento dos juros e dividendos entre os pronunciamento americano FASB Statement 95 e o pronunciamento internacional IAS 7 A classificação dos juros e dividendos. por outro lado: (i) requer que os juros pagos e os juros e dividendos recebidos devem ser classificados como fluxo de caixa operacional. mantendo-se cada um desses itens demonstrado em separado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresa que estabeleça a sua política contábil para esses itens da forma mais adequada. (ii) classifica os dividendos pagos como um fluxo de caixa de "financiamentos". e esta diferença pode fazer com que a empresa potencialmente varie a classificação para um mesmo tipo de transação. custo da obtenção dos recursos financeiros. ou seja. como item do fluxo de caixa operacional e os dividendos pagos como item do fluxo de caixa de financiamento. que no pronunciamento internacional IAS 7 permite tratamentos alternativos. A premissa subjacente no caso do pronunciamento americano é a convergência entre o fluxo de caixa operacional e os itens do resultado. particularmente aquelas com registro em bolsas americanas. O pronunciamento IAS 7 permite uma empresa não financeira classificar de forma consistente entre os períodos: (a) juros (despesas financeiras) e dividendos pagos ou recebidos no tópico "operacional" ou (b) juros e dividendos pagos como "financiamento". estabeleçam e divulguem em nota explicativa às demonstrações de fluxos de caixa uma política contábil para esses itens. IAS 7 Exige a divulgação dos componentes que a empresa está considerando como caixa e equivalentes caixa e deve apresentar uma conciliação entre os valores em sua demonstração dos fluxos de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . porque são considerados um custo para obter recursos. O pronunciamento SFAS 95. Divulgação de notas explicativas às demonstrações de fluxo de caixa O IAS 7 e o SFAS 95 requerem divulgações em notas explicativas sobre certos tópicos da demonstração de fluxo de caixa: tópico Componentes caixa e equivalentes caixa SFAS 95 Exige a divulgação dos critérios que a empresa utiliza na consideração dos investimentos classificados como equivalentes-caixa. Uma forma de conciliação entre esses pronunciamentos poderia ser a demonstração de juros pagos e juros e dividendos recebidos. Acrescente-se que o SFAS 95 determina que a transação deve ser classificada na atividade que representar a fonte predominante de fluxos de caixa para o item. Recomenda-se que a empresa brasileira. ou seja. retornos sobre investimento.

Não é necessário nenhum procedimento especial para evidenciar os fluxos de caixa oriundos de itens extraordinários. Encoraja a divulgação. Saldos indisponíveis de caixa Deve divulgar os saldos de caixa e equivalentes de caixa indisponíveis. a que os originou. Requer a divulgação dos critérios utilizados para classificar os hedges de transações identificáveis na mesma categoria dos itens que o originaram. e evidenciados de acordo com o IAS 8. Atividades de hedging Não requer a divulgação dos critérios utilizados. juntamente com os comentários da administração. conforme o caso. Não faz referência. Os juros e dividendos. Valor dos fluxos de caixa por Outras divulgações Não faz referência. pagos e recebidos. . juros e dividendos recebidos podem também constituir um único subitem. de investimento ou de financiamento. Fluxo de caixa por ação Proíbe a divulgação de qualquer índice relacionado ao fluxo de caixa por ação. independentemente de se utilizar o método direto ou indireto. Juros. Valor de empréstimos obtidos mas não utilizados. Deve ser divulgado o efeito de qualquer mudança na política para determinar os componentes de caixa e equivalentes de caixa (IAS 8). Itens extraordinários Devem ser classificados como resultantes de atividades operacionais. e o imposto de renda pago devem ser mostrados d forma individualizada na demonstração de fluxo de caixa. e. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . separadamente divulgados. dividendos e imposto de renda Os juros (líquido das quantias capitalizadas) e imposto de renda pagos devem ser evidenciados em destaque apenas se for utilizado o método indireto.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia caixa com os itens do balanço patrimonial . de: . dividendos pagos podem ser agrupados com outras distribuições aos proprietários. Não faz referência.

ou seja.3 Divulgação segundo as normas brasileiras e normas estrangeiras. facilitaria a avaliação do comportamento da atividade para o investidor/analista de mercado. tenha o mesmo formato e estrutura. na situação de transição atual. a empresa julgou que. considerar outros itens de esclarecimento para os usuários em notas explicativas adicionais como. Valor dos fluxos por atividade econômica e região geográfica. 4. também. dando uma conotação de informação de natureza voluntária. A companhia deve. As companhias devem atentar. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . ao abrir a composição desses fluxos de caixa. (b) o total do imposto de renda e CSSL pagos no ano e. . (c) eventuais transações que ou eventos que não alteraram o caixa mas são relevantes para informar sobre o fluxo de recursos da empresa (e que são expressamente excluídos da demonstração do fluxo de caixa pelo IAS 7). Como política contábil a empresa também pode determinar que qualquer fluxo de caixa das atividades de investimento e financiamento que seja maior que 5% do valor total da atividade envolvida seja discriminado em separado. Recomenda-se que. Valor dos fluxos de caixa derivados de aumentos na capacidade operacional separadamente daqueles necessários para manter a capacidade operacional. para que não exista prejuízo de entendimento para o usuário/investidor. Como exemplo desses aperfeiçoamentos. inclusive os capitalizados oriundos de ativações em bens em construção. As companhias abertas vêm divulgando a DFC de forma suplementar às suas demonstrações contábeis. a demonstração de fluxos de caixa pelo FAS 95 ou pelo IAS 7. para que não haja prejuízo ao entendimento do investidor. No entanto. as companhias que divulgarem essa informação no exterior são obrigadas a divulgá-la no Brasil para que não ocorra a divulgação de informações de forma privilegiada e assimétrica entre os diferentes mercados. Nesse caso. Por exemplo: a demonstração de origens e aplicações na legislação societária brasileira. também. . as demonstrações de fluxos de caixa e de origens e aplicações de recursos sejam elaboradas de acordo com as normas e práticas dispostas nas quais a companhia escolheu para referenciar a elaboração desse tipo de demonstração e que estão esclarecidas na nota explicativa sobre as políticas contábeis seguidas. sendo recomendável o esclarecimento adicional sobre as bases da política contábil seguida ao estabelecer essas modificações. Isso não impede que a companhia aperfeiçoe o modelo proposto pela regulação. na DOAR e a criação de categorias ou subitens especiais na demonstração dos fluxos de caixa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia atividade em joint ventures. para que a divulgação da Demonstração dos Fluxos de Caixa divulgada no Brasil seja a mesma divulgada no exterior. podemos citar a redução do CCL como origens de recursos e o aumento do CCL como aplicação de recursos. por exemplo: (a) a divulgação dos juros e encargos pagos no ano.

não contribui para comunicar o desempenho da empresa e traz potencialmente o risco de confundir o leitor. CONCEITO Embora o nome dado ao demonstrativo seja Fluxo dos Caixas ou Fluxo de Caixa. as empresas preferem publicar a DFC que. é de compreensão mais fácil por parte dos administradores e do público em geral. a empresa deve referenciar-se tanto na estrutura regulatória. deve modificar a estrutura dessa demonstração ou constar de nota de rodapé ou ainda de nota explicativa. ao fazer modificações sobre a estrutura e conceitos indicados na regulação. Assim. A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa em português usando os meios para a divulgação no Brasil. em face da legislação estrangeira ou por ato volitivo da empresa. site da CVM. a DFC vem crescendo em nosso meio. Recomenda-se especial atenção para esse aspecto. basicamente. com o passar do tempo. que pretende organizar a informação mínima necessária a ser divulgada. 2. para que não exista prejuízo ao investidor brasileiro e nem ao investidor internacional. principalmente. a divulgação do mesmo tipo de informação contábil em um mercado e a não divulgação em outro mercado configura a divulgação assimétrica de informações e representa uma infração em relação ao disposto na legislação brasileira. ou seja. adequada às análises de curto prazo e à gerência financeira do dia-a-dia. jornais. Portanto. deve manter a perfeita identidade com o fluxo de caixa divulgado em língua estrangeira segundo normas estrangeiras. portanto. O critério final de uma alteração de forma em uma demonstração deve ser. A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa em formatos diferentes e em dois mercados distintos. de onde vem e para onde INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . Portanto. por exemplo. é muito complexa e de difícil compreensão. que é um demonstrativo financeiro com grande capacidade informativa e exigida pela lei societária. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). no concernente ao conceito abstrato de Capital Circulante Líquido. pela DFC. pois são de grande valia as informações trazidas por este demonstrativo complementar. os administradores. por exemplo. a sua utilidade ou relevância para o usuário e. alternativamente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Finalmente. devem avaliar se o que se deseja acrescentar ou modificar não altera o julgamento do analista/investidor e se. quanto nos objetivos dos usuários da informação contábil divulgada. para isso. divulgados através do site da companhia. Ademais. analisaremos a DFC nos aspectos apregoados pela CVM. a elaboração da DFC possui exigência legal na lei de falências e a recomendação de sua elaboração pela CVM. Em outra situação. a sua demonstração se prende a informar. Por se constituir numa demonstração financeira. Com isso. contadores e auditores. estamos diante da tendência de a DOAR ser substituída. embora com menor capacidade informativa. com acréscimos ou exclusão das respectivas notas explicativas.

ao passo que sob a ótica do controle da execução orçamentária o fluxo de caixa realizado ganha relevo. não possui liquidez para saldar seus compromissos assumidos em curto ou em médio prazo. envolve o conceito de equivalente de caixa. Existem. pois traz no seu bojo todo ativo circulante. depositado em banco e as aplicações financeiras de liquidez imediata. geralmente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia vão os recursos aplicados em disponibilidades. Desta forma. o principal objetivo do fluxo de caixa realizado é demonstrar as movimentações das entradas e as saídas de recursos financeiros. se elaborado criteriosamente. pois por meio dele é possível constatar as causas das falhas no planejamento ou na gestão dos recursos financeiros quando houver divergências entre os valores projetados e os realizados. Do ponto de vista do planejamento. A elaboração do fluxo de caixa realizado por diversos períodos sucessivos permite a elaboração de análise horizontal ou análise de tendência. incluindo contas como duplicatas a receber. que o fluxo de caixa realizado se constitui em ferramenta de indiscutível valor de controle do fluxo de caixa projetado. despesas antecipadas etc. pelo fluxo de caixa realizado. ainda. Além disso. no disponível da entidade. O fluxo de caixa se constitui numa ferramenta de gerenciamento dos recursos financeiros à disposição do administrador. mesmo apresentando resultados positivos. A projeção pode ser a curto ou a longo prazo. a principal finalidade do fluxo de caixa projetado é gerencial. está presente o fluxo de caixa projetado. portanto. De modo geral. Desta forma. as finalidades para as quais se elabora esta demonstração são para evidenciar o fluxo de caixa realizado e o fluxo de caixa projetado. isto é. não representa liquidez. Conforme o próprio nome revela. diversos objetivos e diferentes formas de se elaborar a DFC. tanto a atual quanto a projetada. Na projeção de orçamento empresarial. realizados num determinado intervalo de tempo considerado. representados pelo dinheiro em caixa. estoques. visto que a DFC apresenta as alterações sofridas no disponível da sociedade. servirá de ponto de partida à elaboração do fluxo de caixa projetado. assim. a DOAR evidencia alterações no Capital Circulante Líquido que. com vistas a determinar um provável comportamento do fluxo de entradas e saídas de recursos financeiros. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . Portanto. Trata-se de um demonstrativo ou instrumento financeiro e gerencial utilizado pelos administradores e investidores como termômetro para aferir a saúde financeira da entidade. De forma diversa. aplicável tanto aos recebimentos quanto aos pagamentos. Em ambas as hipóteses é possível identificar as insuficiências ou os excessos de recursos no período projetado. é possível evidenciar que determinada entidade. Surge. onde são previstas as receitas e despesas de um determinado período. o conceito de equivalentes de caixa que são aquelas aplicações financeiras de curtíssimo prazo de liquidez imediata. o fluxo de caixa projetado está ganhado ênfase cada vez maior. É de ressaltar.

Caixa ou equivalentes de caixa: na movimentação dos recursos financeiros. DEFINIÇÕES IMPORTANTES Tomando por base os conceitos contidos nas recomendações da CVM. pagamento aos fornecedores por compra de materiais. O planejamento pode envolver as entradas e saídas de recursos financeiros a curtos e médios prazos. cujo risco de mudança de valor é insignificante. Elas podem ser exemplificadas pelo recebimento em dinheiro decorrente da venda de bens e serviços. devem ser consideradas as aplicações financeiras com característica de liquidez imediata. também. Assim. É interessante que se abandone o conceito de regime de competência. pois este demonstrativo baseia-se. pagamentos a seguradores por prêmios e impostos etc. Atividades operacionais: compreendem as transações que envolvem a consecução do objeto social da Entidade que são as principais atividades geradoras de receita da entidade. Como equivalentes de caixa. geralmente. pagamentos aos funcionários. podemos dizer que a DOAR evidencia as origens e as aplicações de recursos que alteram o Capital Circulante Líquido ao passo que a DFC evidencia as origens e aplicações de recursos que alteram o disponível. podemos apresentar as seguintes definições: Fluxos de caixa: são ingressos e saídas de caixa e equivalentes de caixa. Por meio do fluxo de caixa projetado o administrador pode planejar os seus pagamentos e terá em suas mãos a programação financeira de determinado período. 3. As receitas e despesas das atividades operacionais aqui consideradas possuem conotação diferente da dada às receitas e despesas operacionais consideradas na apuração do resultado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia subsidia as decisões da administração quanto a necessidade de investimentos externos ou na alocação de possíveis excessos. os valores prontamente conversíveis em dinheiro. incluem-se não somente saldos de moeda em caixa ou depósitos em conta bancária disponível. outros tipos de contas que possuem as mesmas características de liquidez e de disponibilidade imediata. exclusivamente. entretanto. Atividades de investimentos: compreendem as transações com os ativos de longo prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . Nestas atividades devem ser evidenciadas também outras receitas que não se amoldem aos conceitos de atividades de investimento e financiamento. ou seja. estão presentes naquele demonstrativo. Ressalta-se que na DFC são demonstradas tanto as origens quanto as aplicações dos recursos financeiros que transitaram pelo disponível de determinada entidade. mas. Sempre é bom lembrar que por disponível se entende: Caixa + Bancos + Aplicações Financeiras de liquidez imediata ou Investimentos de liquidez imediata. no conceito de regime de caixa.

pagamento de arrendamento. o fluxo de caixa gerado por essa transação é considerado como operacional. pois não refletem nem aumento nem diminuição de disponibilidades. Dessa forma. 4. Todavia. devem ser excluídas da demonstração dos fluxos de caixa e serem apresentadas em local apropriado nas demais demonstrações ou em notas explicativas. tomada de empréstimo a curto e longo prazo. a classificação apropriada deverá levar em consideração qual atividade é predominante na geração do fluxo de caixa. Se for o caso. Adicionalmente. como nas atividades de financiamentos ou nas atividades de investimentos. Incluem-se nessas atividades a captação de recursos junto aos acionistas ou cotistas pela emissão de ações ou instrumentos de capital. mas que não resultaram em pagamentos ou recebimentos de caixa. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . amortização de empréstimos e. pagamento a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade. Por exemplo. numerário proveniente da emissão de debêntures. que representam exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade. deverá ser apresentada uma conciliação entre o resultado e o fluxo de caixa líquido gerado pelas atividades operacionais visando fornecer informações sobre os efeitos líquidos das transações operacionais e de outros eventos que afetam o resultado. Atividades de financiamentos: são as atividades que interferem na composição e no valor do patrimônio líquido e empréstimos a pagar da entidade. outro exemplo é a manutenção de ativos e passivos financeiros sem o objetivo primário de auferir ganhos financeiros. Também. É de ressaltar que determinados recebimentos ou pagamentos de caixa podem ter características que se enquadrem tanto no fluxo de caixa das atividades operacionais. e c) das atividades de financiamentos. Informações sobre atividades de investimentos e de financiamentos que resultaram em reconhecimento de um ativo ou de um passivo. se um imóvel é adquirido com o objetivo de revenda. Exemplos desse tipo são as aquisições de ativos realizadas por meio de empréstimos ou financiamentos e a reavaliação. b) das atividades de investimentos. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS APLICÁVEIS A "Demonstração dos Fluxos de Caixa" refletirá as transações de caixa oriundas: a) das atividades operacionais. por possuir a característica de estoques. Portanto. As atividades de investimentos não compreendem a aquisição de ativos com o objetivo de revenda. apenas as transações que afetam o fluxo de caixa devem ser apresentadas na demonstração dos fluxos de caixa. as transações envolvendo imóveis geralmente são consideradas como atividades de investimentos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia receitas futuras e fluxos de caixa e que não estão incluídos nos equivalentes de caixa. como numa entidade do ramo imobiliário. caracterizam esta atividade os desembolsos efetuados ou as entradas de recursos originadas nas aquisições ou vendas de participações em outras entidades e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade.

quando utilizadas com os dados e informações divulgados nas demonstrações contábeis. de investimentos e de financiamentos e o seu efeito líquido sobre os saldos de caixa. conciliando seus saldos no início e no final do período ou exercício. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . Entidades sujeitas a órgãos reguladores devem utilizar. Neste método. finalmente. O método direto caracteriza-se por apresentar os componentes dos fluxos por seus valores brutos. ou a identificar as necessidades de financiamento. a ampla evidenciação. devem ser apresentados.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A função primordial de uma demonstração dos fluxos de caixa é a de propiciar informações relevantes sobre as movimentações de entradas e saídas de caixa de uma entidade num determinado período ou exercício. poderá ser utilizado o método direto ou indireto. Pagamento de Imposto de Renda. modelos estabelecidos pelos respectivos órgãos. Outros recebimentos e pagamentos operacionais. Pagamentos a fornecedores de mercadorias e serviços. produtos ou serviços. ao menos para os itens mais significativos dos recebimentos e dos pagamentos. 5. com a utilização ou não de numerário. A par dos demais princípios contábeis. lucros e dividendos recebidos. não lhe sendo aplicável o princípio da competência e os demais princípios fundamentais de contabilidade. destinam-se a ajudar seus usuários a avaliar a geração de fluxos de caixa para o pagamento de obrigações e lucros e dividendos a seus acionistas ou cotistas. sobre a posição financeira. Sendo este o principal princípio contábil envolvido na DFC. no mínimo. o principal objetivo da “Demonstração do Fluxo de Caixa” é a mais ampla evidenciação da situação financeira da Entidade. ou seja. Na preparação da demonstração dos fluxos de caixa. Desta forma. Juros. Pagamentos a empregados e remuneração de administradores. a DFC fica adstrita ao regime de caixa. os seguintes tipos de recebimentos e pagamentos relacionados às operações: Recebimento de clientes decorrentes de vendas de mercadorias. revelar o efeito das transações de investimentos e financiamentos. se houver. As informações contidas numa demonstração dos fluxos de caixa. CONSIDERAÇÕES DE TÉCNICA CONTÁBIL A demonstração dos fluxos de caixa para um determinado período ou exercício deve apresentar o fluxo de caixa oriundo ou aplicado nas atividades operacionais. as razões para as diferenças entre o resultado e o fluxo de caixa líquido originado das atividades operacionais e.

Processos. por impostos e contribuições. a título de lucros ou dividendos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O método indireto caracteriza-se por apresentar o fluxo de caixa líquido oriundo do Lucro Líquido do Exercício (LLE). EXEMPLOS Deve-se classificar como oriundo de atividade operacional o numerário recebido de: Clientes por venda de mercadorias. companhias de seguro. tais como estoques. contas a receber e contas a pagar.. Todos os ajustes de conciliação entre o resultado e o caixa gerado pelas atividades operacionais devem ser claramente identificados como itens de conciliação. tais como: depreciação. Deve-se classificar como utilizado na atividade operacional o numerário pago a: Fornecedores por compra de material produtivo (mercadorias. ajustadas pelas movimentações dos itens que não geram caixa. Tanto pelo método direto quanto pelo método indireto deve-se fazer a conciliação do resultado do exercício com o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. a partir das disponibilidades geradas pelas atividades operacionais. produtos e serviços. Governos. Reembolsos de fornecedores. avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. matériaprima). Deve-se classificar na atividade de investimentos o numerário utilizado na aquisição de: ativo permanente. ajustado por: Movimentação líquida das contas que influenciam na determinação dos fluxos de caixa das atividades operacionais. restituição de impostos. etc. amortização. Movimentação líquida das contas que influenciam na determinação dos fluxos de caixa das atividades de investimentos e de financiamentos. baixas de itens do ativo permanente etc. Subsidiárias. Deve-se classificar numerário recebido por: como oriundo de atividades de investimentos o Venda de ativos permanentes. Aplicação de recursos no ARLP INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . Empregados. reembolsos a clientes etc.

Atividade operacionais As Atividades Operacionais compreendem as atividades produtivas do empreendimento. 6. pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON. valores pagos a fornecedores de mercadorias e serviços e empregados.1. Colocação de títulos a longo prazo (debêntures e equivalentes). Deve-se classificar na atividade de financiamentos o numerário pago a: Acionistas ou cotistas por lucros. conforme apregoado pelo §4º do art. 6. atividades de investimentos e atividades de financiamentos. por meio OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 01/2005. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A tendência mundial. produtos e serviços. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . de 30/04/1999.1. valores pagos de imposto de renda e contribuição social. inclusive a brasileira. entre outras. orientando sobre a forma de elaboração do fluxo de caixa naquele país. juros sobre o capital próprio ou reembolso de capital.404/1976 e as orientações da CVM.1. em 30/04 e pela CVM. as seguintes operações: valores recebidos de clientes decorrentes de vendas de mercadorias. FORMAS DE ELABORAÇÃO 6. proposta por aquele órgão americano. O Financial Accounting Standards Board – FASB. Essa forma de elaboração e apresentação do fluxo de caixa. órgão americano. Credores de obrigações por financiamentos (amortização). de certa forma. 176 da Lei nº 6. abarcando. publicado no D.U.DOAR. Obtenção de empréstimos externos (curto e longo prazos). Desta forma. por meio do Pronunciamento nº 20. aumenta a capacidade informativa desta ferramenta gerencial e foi referendada. classifica as atividades das empresas em três categorias: atividades operacionais. de 25 de fevereiro de 2005.O. recomenda-se que a DFC seja apresentada como informação complementar.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Deve-se classificar como oriundo de atividades de financiamentos o numerário recebido por: Integralização de capital. dividendos. enquanto as disposições legais mantiverem a exigibilidade de preparação da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos . é a elaboração deste demonstrativo segregando ou classificando as atividades por categorias. pagamentos e recebimentos de contingências.

1. integralização de capital obtenção de empréstimos a curto prazo. aumento de Resultados de Exercícios Futuros. pagamento de lucros ou dividendos. compra e venda de ativos fixos. 6. recursos vindos dos proprietários ou acionistas. considerando este grupo. Analisando a DFC. reaquisição de títulos relacionados com PL. aquisição e venda de participações em outras sociedades. recebimento por reembolso de seguros. as Atividades de Financiamentos. pagamento de juros sobre empréstimos. Atividades de investimentos Nas Atividades de Investimentos são agrupadas as transações que envolvem os ativos não circulantes. recebimento de dividendos e lucros de sociedades por investimentos realizados . é possível perceber qual é a atividade que mais contribui para a formação do caixa operacional. pagamentos de encargos sociais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia aquisição de materiais e serviços gerais. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . pagamento de empréstimos de curto e longo prazo. comportam os recursos obtidos ou alocados nas seguintes operações: aquisição de ações em tesouraria. pagamento de juros sobre o capital próprio.1. devoluções a clientes. 6.2. aquisição de máquinas e equipamentos. que interferem no Patrimônio Líquido e outros valores. recuperação de impostos recebidos. como por exemplo: ampliação e reestruturação do ativo permanente. Atividades de financiamentos Por fim. bem como é possível perceber qual é a atividade operacional que mais absorve recursos financeiros. venda de imobilizado.3. obtenção de empréstimos a longo prazo. compra de prédios e instalações.

6. serão necessários alguns ajustes a partir do Capital Circulante Líquido (CCL). É de ressaltar que o ingresso desses valores será classificado como atividade operacional ao passo que o seu pagamento é considerado atividade de financiamento. subscrição de debêntures. 6. ou são origens ou são aplicações de recursos financeiros. origens e aplicações de recursos ou de outra forma aumento e diminuição das disponibilidades.2.1. MÉTODO INDIRETO Por este método de apresentação do Fluxo de Caixa. quer pelo seu aumento. Assim.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia resgate de debêntures. um aumento de Duplicatas a Receber representa que foram alocados recursos de caixa nessas operações. para considerar os valores circulantes que representarão diminuições ou aumentos das disponibilidades. Considerado dessa forma. ou numa análise mais detalhada. recebimento de doações e subvenções. respectivamente. quer pela destinação de resultado ou mesmo o pagamento de juros sobre o capital próprio. Os ajustes necessários se referem aos aumentos líquidos nas contas do Passivo Circulante e dos aumentos líquidos das contas do ativo circulante que representam. embora seja classificada em conta que não representa circulante. por representar efetivo ingresso de recursos no disponível (decorrente de vendas ou prestações de serviços futuros). não afetaram as disponibilidades da entidade ou que não sejam enquadradas nas atividades das operações.2. as disponibilidades oriundas das atividades operacionais da empresa são demonstradas a partir do Resultado (lucro ou prejuízo) que deverá ser ajustado pelas contas incluídas na sua apuração que. A diferença existente entre os dois métodos está na forma de apresentação das origens e aplicações dos recursos gerados ou aplicados nas atividades das operações. com exceção do disponível. Outro aspecto interessante diz respeito às atividades de financiamento. na qual são incluídas as operações que envolvem o capital social. com exceção das variações patrimoniais que representam ingresso ou saída de disponível. entretanto. A semelhança da apresentação deste método com a DOAR nos autoriza a dizer que todos os valores movimentados num dado período. se elaborada a DOAR. a empresa financiou vendas a seus clientes o que ocasionou a aplicação de disponibilidades. É de ressaltar que nas atividades operacionais está incluído o aumento de REF. representa recursos financeiros que deixaram de ingressar INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . ELABORAÇÃO PROPRIAMENTE DITA Existem dois métodos de se apresentar a Demonstração do Fluxo de Caixa: pelo MÉTODO DIRETO ou pelo MÉTODO INDIRETO. isto é.

pois. considerando as atividades segmentadas em seus três grupos. que não seja em disponibilidades. se apresenta da seguinte forma: Fluxo de caixa das atividades operacionais Resultado Líquido do Exercício (±) Ajustes que não representam entrada ou saída de caixa como: (+) Depreciação. A estrutura mais técnica da Demonstração do Fluxo de Caixa. Entretanto. este demonstrativo possui uma forma própria. o aumento das contas de Estoques. Valores Mobiliários etc. de ser apresentado. Podemos representar. Por outro lado.. representam aplicação de disponibilidades ou a abdicação de recebê-los de imediato. amortização e exaustão (+) Provisão para devedores duvidosos (±) Resultado na venda do imobilizado (±) Aumento ou diminuição do contas a receber (±) Aumento ou diminuição de estoques (±) Aumento ou diminuição de despesas antecipadas (±) Aumento ou diminuição de passivos (±) Variação no valor de investimentos avaliados pela equivalência patrimonial (±) Variação REF (±) Aumento ou diminuição de outros ajustes (=) Caixa Líquido das Atividades Operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos (+) Alienação de imobilizado (+) Alienação de investimentos (-) Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de investimentos (=) Caixa Líquido das Atividades de Investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos (+) Empréstimos líquidos tomados INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . representam origens de recursos financeiros ou disponibilidades. por este método. técnica. estes ajustes como indicado no quadro seguinte: Aumentos no AC e Reduções no PC Reduções do AC e Aumentos no PC = = APLICAÇÕES ORIGENS Até o momento.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia nos cofres da entidade. as reduções de Ativo Circulante e o aumento do passivo circulante. Despesas antecipadas. Da mesma forma. analisamos uma forma mais prática de demonstrar ou apurar o valor das disponibilidades.

6. elaborada segundo o método indireto. ou seja. facilitando a análise aos usuários. são apresentados os ingressos e as saídas no disponível em lugar do resultado do exercício ajustado que é utilizado na demonstração pelo método indireto. por sua vez. consideramos os INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . Assim. no fluxo de caixa das atividades operacionais. pela variação dos saldos das contas Fornecedores ou Duplicatas a Pagar. em sua estrutura.2. Este resultado ajustado é obtido a partir da Demonstração do Resultado do Exercício. A DFC elaborada pelo método direto. pois no método indireto partirmos do resultado do exercício. é complexa e de difícil entendimento. é mais objetiva e de mais fácil entendimento e interpretação sendo. ajustado pelos valores que compõem este resultado. ingressos ou saídas de recursos financeiros. Enfim.2. com adição das despesas de depreciação. efetivamente. estimulada a sua elaboração. Clientes ou Duplicatas a Receber e variação da conta representativa de investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial. quaisquer valores que foram considerados na DRE e que não representem efetivos desembolsos ou ingressos de disponibilidades. parte do resultado do exercício (lucro ou prejuízo). Desta forma. no fluxo das atividades operacionais. Já no método direto. amortização. não afetaram as disponibilidades ou por não serem parte das atividades das operações. pois apresenta. em único demonstrativo. Isso possibilita uma visão mais clara das movimentações de recursos financeiros.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (+) Aumento do capital social (-) Pagamentos de lucros e dividendos (-) Juros pagos por empréstimos tomados (-) Pagamentos de empréstimos/debêntures (principal) (=) Caixa Líquido das atividades de financiamentos (=) Aumento ou redução de Caixa Líquido (+/-) Saldo de Caixa – Inicial ( = ) Saldo de Caixa – Final Observa-se que a DFC. No tocante à demonstração do fluxo de caixa das atividades de investimento e de financiamento. a DFC elaborada pelo método indireto se assemelha. à DOAR. assumindo os mesmos predicados da demonstração exigida pela lei societária. MÉTODO DIRETO Pelo método direto da DFC. efetivamente. principalmente aos que não possuem grandes conhecimentos em contabilidade. as operações que influenciaram as disponibilidades. exaustão. mas que. provisão para devedores duvidosos e ainda. por isso. ajustando-o pelos valores operacionais considerados na DRE que não representam. a diferença básica entre os dois métodos (Indireto e o Direto) reside na apresentação ou do fluxo de caixa das atividades operacionais. o método direto é idêntico ao método indireto.

) Pagamentos de Salários ( . basicamente.) Pagamento de Despesas com vendas ( . Assim.) Pagamento de Despesas administrativas ( . desconsiderando-se a DRE.) Pagamento de Despesas financeiras ( .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia ingressos de recursos e as saídas de recursos oriundos das operações da entidade.) Pagamento a fornecedores ( . As atividades de financiamentos e investimentos serão apresentadas exatamente da mesma forma nos dois métodos.) Juros pagos sobre atividades das operações ( .) Devoluções de vendas ( . a estrutura de apresentação da DFC pelo método direto. segue. o seguinte roteiro: Fluxo de caixa das atividades operacionais: ( + ) Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) ( + ) Desconto de Duplicatas ( + ) Dividendos recebidos ( + ) Juros recebidos ( + ) Aluguéis recebidos ( + ) Recebimentos por reembolso de seguros ( + ) Recebimentos de lucros de subsidiárias ( + ) Venda à vista de mercadorias e serviços ( + ) Outros recebimentos ( .) Pagamento de Impostos de renda e outras despesas legais e tributárias ( .) Pagamento de encargos sociais dos empregados ( . por grupo de atividades.) Outros pagamentos ( = ) Caixa líquido das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos (+) Alienação de imobilizado (+) Alienação de investimentos (-) Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de investimentos (=) Caixa Líquido das Atividades de Investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos (+) Empréstimos líquidos tomados INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 .) Compras à vista ( .

Pelo exposto. não só pelo aspecto financeiro. também. ao passo que o fluxo de caixa realizado serve.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (+) Aumento do capital social (-) Pagamentos de lucros e dividendos (-) Juros pagos por empréstimos tomados (-) Pagamentos de empréstimos/debêntures (principal) (=) Caixa Líquido das atividades de financiamentos (=) Aumento ou redução de Caixa Líquido (+/-) Saldo de Caixa – Inicial ( = ) Saldo de Caixa – Final Verifica-se que a demonstração do fluxo de caixa pelo método direto torna a avaliação da solvência e da liquidez da empresa mais fáceis. demonstrando as origens dos recursos de disponibilidades e suas respectivas aplicações. os dois métodos de elaboração: MÉTODO DIRETO Ingressos Operacionais (-) Desembolsos Operacionais (=) Fluxo de Caixa Operacional MÉTODO INDIRETO Resultado do Exercício (DRE) ( +/_ ) Ajustes (=) Fluxo de Caixa Operacional ( +/_ ) Fluxo de Caixa das atividades de Investimentos ( +/_ ) Fluxo de Caixa das atividades de Financiamentos (=) Variação Líquida do Disponível INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . mas. como meio de controle e para o usuário externo serve para análise de tendência e do comportamento dos ingressos e saídas de recursos do disponível. de forma simplificada. pois evidencia toda a movimentação dos recursos financeiros decorrentes das operações. sob o aspecto decisório. podemos concluir que o fluxo de caixa representa uma poderosa e imprescindível ferramenta de gestão à disposição do administrador. o fluxo de caixa projetado serve de planejamento e acompanhamento dos ingressos e saídas dos recursos financeiros. apresenta-se o quadro seguinte contemplando. Para finalizar e ressaltar a diferença existente entre as duas formas básicas de elaboração e demonstração desse demonstrativo complementar. Neste contexto. para o administrador.

000.00 18.00 21.00 22.00 127. de acordo com as atividades operacionais.00 312.00 7.00 742.00 7.800.800.00 7.420.00 2.940.240.400. EXERCÍCIO DESENVOLVIDO No balancete de encerramento do mês de novembro.720.00 5. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .200.000.400.00 11.400. após o registro dos ajustes necessários foram levantados.00 12.00 Com base nestes dados.00 6.000.00 57.00 123.00 6.00 41.680.00 111. de 20X4.00 678. os seguintes saldos: 12345678910 11 12 13 14 15 16 – 17 18 – 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 Contas Alienação de imobilizado à vista Aquisição de imobilizado a prazo Aumento de Resultado de Exercícios Futuros Compras líquidas a prazo Compras líquidas à vista Custo das mercadorias vendidas Custo do imobilizado vendido Desconto de Duplicatas (realizados no mês) Despesa com provisão para devedores duvidosos Despesas com depreciação Despesas de Juros do mês e pagas Devoluções de vendas à vista Dividendos recebidos Duplicatas a receber (saldo inicial) Mercadorias – Estoque inicial Empréstimos líquidos tomados no mês Ganhos pela equivalência patrimonial de controladas ICMS sobre vendas (já pago no mês) Integralização de capital recebida Juros pagos Juros recebidos de empréstimos concedidos Despesas administrativas do mês e pagas Despesas com vendas do mês e pagas Despesas financeiras do mês e pagas Pagamento de encargos sociais dos empregados Pagamento aos fornecedores Pagamento de Impostos de renda do mês anterior Pagamento de seguros antecipados Pagamentos de empréstimos/debêntures (principal) Pagamentos de lucros e dividendos Pagamento de salários do mês PIS/COFINS sobre faturamento do mês (já pago) Provisão para devedores duvidosos (saldo anterior) Provisão para IR e CSLL Recebimento de lucros de controladas Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) Receita de Aluguel recebida no mês Receitas de Juros recebidas no mês Saldo inicial de Disponibilidades Venda à vista de mercadorias e serviços Vendas de mercadorias e serviços a prazo R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Saldos (R$) 27.00 345.00 96. de investimento e de financiamento.200.200.000.300.00 412.250.540.340.00 22. solicita-se: 1 – Demonstrar o Fluxo de Caixa pelo método direto e indireto.800.00 248.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 7.00 78.800.000.590.900.380.400.A.000.00 1.680.650.00 337.00 29.540.530. entre outros.00 2.540.00 18.00 124.00 6.00 17.00 6.00 22.00 6.400.00 17.00 7.200.400.000.000.560. da empresa BONSFLUXOS S.00 6.400.

) Provisão para IR e CSLL ( = ) Resultado Líquido do Exercício Valor (R$) 742.200.400.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 2 – Demonstrar o fluxo de recebimentos do mês em questão.400.00 6.250.) Total de Outras Despesas Operacionais ( = ) Resultado Operacional Líquido ( + ) Venda de Imobilizado à vista ( .750.360.00) 355.00 (41.680.930.540.) Devolução de vendas ( .800.300.00 248.00) 333.560.00) (6. SOLUÇÃO: Comecemos a solução do exercício proposto pela DRE.00) (29.00) 369.00) (6.00) (2.720.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 .000.00) (22.mercadorias e serviços ( .00) (111.200.00 264.540.00 (5.00 (678.) PIS/COFINS sobre faturamento ( = ) Receita Líquida de vendas .00 7.mercadorias e serviços ( .00) (158.00) (21.140.) Custo da Mercadorias e Serviços Vendidos ( = ) Lucro Bruto ( +/_ ) Outras Receitas e Despesas Operacionais Receita de Aluguéis Receita de Juros Ganho EP – controladas Juros recebidos de empréstimos concedidos (+) Total de Outras Receitas Operacionais Despesas com Vendas Despesas de salários Encargos sociais – empregados Despesas Financeiras Despesa de Juros Despesas Administrativas Despesas com Provisão DD Despesas de Depreciação Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( .00 345.00 1.140.00) (6.) Custo de Imobilizado Alienado ( = ) Lucro antes de IR e CSLL ( . Demonstração do Resultado do Exercício Discriminação Venda à vista de mercadorias e serviços ( + ) Vendas de mercadorias e serviços a prazo ( = ) Receita Bruta de vendas .400.087.00 27.) ICMS sobre vendas ( .00) (7.680.000.00) (78.00 1.530.530.680.750.800.00 (6.00) 263.200.00) 941.00 (22.940.380.540. decorrentes de vendas de mercadorias e serviços.

760.00) (18.540.000.00 22.00 (345.540.000.00) 72.00 12.) Pagamento de fornecedores ( .) Aquisição de Investimento à vista 2 . 2 – A provisão para o IR e CSLL.00 18.00) (27.00 6.930.Caixa gerado pelos Financiamentos ( = ) Variação Líquida do caixa no mês ( 1 + 2 + 3) ( + ) Saldo inicial do Disponível ( = ) Saldo final do Disponível Valor (R$) 333.00 Observações e esclarecimentos importantes: 1 – As despesas de depreciação e de provisão para devedores duvidosos. não representam desembolsos de disponível.00 2.380. consideradas no cálculo da DRE.140. 3 – O custo do Ativo Permanente alienado (Imobilizado).00 6.00) 15.800.) Pagamento de seguros antecipados 1 .400.) Impostos pagos no mês ( .00 128.400.000.) Ganho pela Equivalência Patrimonial – Controladas ( = ) Lucro Líquido Ajustado ( + ) Recebimento de clientes ( + ) Duplicatas descontadas ( + ) Aumento de Resultado de Exercícios Futuros ( + ) Dividendos recebidos de controladas ( + ) Recebimento lucros de controladas ( .00) 177.00) (16. ela foi adicionada ao lucro.Caixa gerado pelos Investimentos ( + ) Integralização de Capital recebida ( + ) Empréstimos líquidos tomados ( .00 (6.00 17. Fluxo de Caixa .00 6. que foram deduzidas para obter o resultado líquido do exercício.00 (12.00 (337. não foi paga.00 57.250.00 96.00 366.00) 70. deve ser excluído das atividades das operações porque serão analisados nas atividades de investimentos.360.00) (248. se representarem efetivos desembolsos.00 124.000.200.420.560.000.00 27.400.200.00 22.) Alienação de Imobilizado à vista ( .200.Caixa gerado pelas operações ( + ) Alienação de imobilizado à vista ( .200.350.) Pagamento de Lucros e Dividendos ( .) Vendas a prazo ( .Método Indireto Discriminação ORIGENS DE RECURSOS FINANCEIROS Resultado Líquido do Exercício (DRE) ( + ) Depreciações ( + ) Despesa com Devedores Duvidosos ( + ) Provisão para IR e CSLL ( + ) Custo de Imobilizado Alienado ( + ) Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( + ) Compras a prazo e diminuição de estoques ( .000. Desta forma. visto não ter havido desembolso.340. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 .) Pagamento de empréstimos/debêntures 3 .530.00 41. por isso foram adicionadas ao Resultado do Exercício para eliminar os seus efeitos.) Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( .800.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia De posse do Resultado do Exercício é possível elaborar a Demonstração do Fluxo de Caixa pelo Método Indireto.530.00) (17.540.330.00) (11.00) (7.900.

porém representam desembolsos. Desta forma. 9 – O recebimento de clientes. 11 – O pagamento de seguros antecipados. por esta razão foram eliminados das atividades das operações. por isso foram excluídas do resultado. o pagamento de lucros e dividendos e o pagamento ou reembolso de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 . 14 – Os juros pagos sobre empréstimos para aplicação no imobilizado. mas. com o objetivo de ampliar a evidenciação. 5 – As compras a prazo e diminuição do estoque são valores que fazem parte do CMV e não representam saídas de disponibilidades. Neste particular. preferiu-se excluir todo ganho para depois adicionar os valores recebidos a título de lucros e dividendos para adequar o procedimento aos ditames da Instrução CVM 247/96. por isso são somados a esse item.360. obtivemos o lucro ajustado aos efetivos ingressos e desembolsos de disponibilidades. O valor apresentado foi encontrado segundo o seguinte cálculo: CMV – Compras à vista. obtivemos as disponibilidades geradas pelas atividades das operações no valor de R$ 72. em função da adoção do regime de competência. Desta forma este grupo das atividades de investimentos contribuiu na formação do caixa líquido com o valor de R$ 15. não é despesa e não foi considerado na DRE. 12 – A alienação do imobilizado à vista representa ingresso e se constitui em atividade de investimento. razão pela qual foram excluídos. Poder-se-ia excluir apenas a variação líquida dos investimentos. logo deve ser excluído. o recebimento de dividendos e lucros decorrentes da equivalência patrimonial representam ingressos que não fazem parte do resultado do exercício. o desconto de duplicatas. por isso são adicionados para obter o fluxo líquido gerado pelas atividades das operações. 7 – A alienação do Ativo Permanente (Imobilizado à vista) será computado nas atividades de Investimentos e a alienação a prazo não representa ingresso de recursos. os dividendos e lucros recebidos representam aumento de disponibilidades. 10 – O pagamento aos fornecedores e impostos relativos a fatos geradores de meses anteriores não foram considerados na DRE. sendo somado a este grupo. logo foi excluído. 13 – A integralização de Capital recebida e os empréstimos líquidos tomados representam origens de recursos financeiros das operações de financiamento.00. 8 – O ganho pela equivalência patrimonial não representa ingresso de recursos de disponível.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4 – Os juros pagos sobre empréstimo para imobilizado foram excluídos das atividades operacionais porque devem fazer parte das atividades de financiamentos. 6 – As vendas a prazo não representam ingressos. que representa um efetivo desembolso no mês.00. o aumento de REF.330. Assim.

00) (78.200.00 27. absorveram recursos financeiros no valor de R$ 16.00) (7. As atividades de financiamento.Caixa gerado pelos Investimentos ( + ) Integralização de Capital recebida ( + ) Empréstimos líquidos tomados ( .00) (29.340.300.800.400.00 96. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . com conhecimentos elementares em contabilidade.530.00) 15. Constata-se que os valores finais são idênticos aos encontrados na demonstração pelo método indireto e que a efetiva diferença existente entre esta forma de demonstração com a forma indireta reside nas informações contidas no fluxo das atividades das operações.00) (16.00 (312.900.00 57. percebe-se a maneira simples com que ela é elaborada.720.) Pagamento de Lucros e Dividendos ( .00) 70. sendo possível a qualquer pessoa.200.00 6.400.00) (111.400.000.00) (5.940.00) (11.200.) Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( .) Aquisição de Investimento à vista 2 .00 17.00 742.00 6.00 (12.00) (337.00 Analisando a Demonstração do Fluxo de Caixa pelo método direto.00) (17.760.00) (6.000.Caixa gerado pelas operações ( + ) Alienação de imobilizado à vista ( .350.00 2.800.00) (21.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empréstimos/debêntures representam aplicações de recursos financeiros na atividade de financiamento.760. desta forma.00) (7.680.00.00) (6.400.400.) Pagamento de empréstimos/debêntures 3 .00 128.560.00) (2.00 (6. Fluxo de Caixa .00 7.Método Direto Discriminação INGRESSOS DE RECURSOS Aumento de Resultado de Exercícios Futuros Desconto de Duplicatas (realizados no mês) Dividendos recebidos (controladas) Recebimento de lucros de controladas Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) Receita de Aluguéis recebidos Receitas de Juros recebidos Juros Recebidos de empréstimos concedidos Venda à vista de mercadorias e serviços Compras líquidas à vista Despesas administrativas pagas Despesas com vendas pagas Despesas de Juros pagos Despesas financeiras pagas Devoluções de vendas ICMS sobre vendas (já pago) Pagamento de encargos sociais dos empregados Pagamento de fornecedores Pagamento de Impostos de renda do mês anterior Pagamento de seguros antecipados Pagamentos Salários PIS/COFINS sobre faturamento (já pago) 1 .800.000.000.00 1.200.930.00 124.00) 72.420.400.800.360.200. compreendê-la.680.00 12.00) (18.Caixa gerado pelos Financiamentos ( = ) Variação Líquida do caixa no mês ( 1 + 2 + 3) ( + ) Saldo inicial do Disponível ( = ) Saldo final do Disponível Valor (R$) 18.000.330.

Assim. O outro modo de obtermos o fluxo de caixa decorrente das vendas de mercadorias e serviços é partir do saldo anterior de clientes ou duplicatas a receber. isto é.00) (12. no início de novembro e no final de novembro.00 ( .280. Um deles.000.00 O saldo final de clientes foi obtido com emprego do seguinte raciocínio: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . no fluxo das atividades das operações.000. principalmente. descontadas de vendas canceladas ou devolvidas.00) ( = )Recebimentos líquidos de clientes no período 864.800. necessitamos os valores a receber de clientes no início do período e no final do período. o valor das vendas totais. é adotar o método direto fazendo constar nele os recebimentos líquidos dos clientes no período considerado. visto que se parte do Resultado do Exercício ou período considerado.650. quando dispomos de todos os valores.00 (6. Para satisfazer o quesito 2 podemos utilizar dois caminhos diferentes.00 Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) 96.00 Desconto de Duplicatas (realizados no mês) 12.) Duplicatas descontadas PASSIVO Resultado de Exercícios Futuros Início 123. PDD.) Devoluções de vendas (5. o valor de duplicatas descontadas. pelo método direto: Fluxo de Caixa decorrente de vendas de mercadorias e serviços Discriminação Valor (R$) INGRESSOS DE RECURSOS Aumento de Resultado de Exercícios Futuros 18.860. além dos valores a receber dos clientes é necessário que se tenha os valores da provisão para devedores duvidosos no início do período.00 (7. Assim.540.00 Venda à vista de mercadorias e serviços 742. está respondido o quesito 1 do nosso exercício.680. teríamos o seguinte segmento de balanço: Contas ATIVO Duplicatas a receber – clientes ( .000. ao passo que pelo método indireto não se possui esta informação. Vejamos a demonstração. são apresentadas todas as contas que interferiram na formação das disponibilidades.00) ----------- 18. o aumento de Resultados de Exercícios Futuros. inicialmente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No método direto. se tivéssemos o balanço patrimonial dos dois períodos.000.) Provisão para devedores duvidosos ( . devemos tomar como referência os valores relativos a clientes (duplicatas a receber.200. Assim.00) ----------Final 364. perdas de crédito) constantes no balanço patrimonial atual e do período imediatamente anterior e das vendas à vista realizadas no período.00 Pelo outro modo de demonstrar o fluxo de caixa decorrente de vendas de mercadorias e serviços.240. as perdas no recebimento de crédito de clientes que não estavam provisionados e.

00 123.087.) Vendas devolvidas ( = ) Vendas líquidas ( + ) Clientes (início do período) ( + ) Duplicatas descontadas no período ( + ) Aumento de REF ( . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 .) Provisão Devedores Duvidosos (início) ( .00 (7.00) (96. Atenção! Nas provas de concursos dispomos.930.00) 345. clientes no final do período.250.200. 3 – Saldo = (1) – (2).) Recebimentos no período ( + ) Vendas a prazo no período ( = ) Saldo final de clientes R$ R$ R$ R$ R$ 123. o saldo da conta clientes no início do período. o valor do Fluxo de caixa gerado pelos clientes pode ser representado do seguinte modo: FLUXO DE CAIXA GERADO PELOS CLIENTES Vendas totais ( . devolvidas. apenas dos elementos para apurar os valores recebidos de clientes por este método. Desta forma.) Clientes (final do período) ( = ) Ingressos líquidos de caixa de clientes 1.00 Percebe-se que o valor referente a PDD do início do período foi excluído para apurar o saldo final de clientes. ou seja.00) (364.00) 864.00) 1. 2 – Subtração das vendas canceladas.280.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Saldo inicial ( . assim. dispomos dos balanços de dois períodos mais as receitas de vendas do período considerado. ou seja. presumindo-se.) PDD ( . isto se deve ao fato de não haver menção de reversão dessa provisão. provisão para devedores duvidosos no início do período e perdas não provisionadas com clientes.800.00 18. geralmente. a previsão ou estimativa inicial de que certa quantia dos clientes não seria recebida foi confirmada.240.000.00 É interessante notar que adotamos o seguinte critério para determinar os ingressos decorrentes de vendas (clientes): 1 – Soma dos valores que poderiam ter sido recebidos de clientes como as vendas totais.730.650.650.860.00 364.240.00 (5.00 (7.860. que ela foi utilizada. o aumento de REF e os valores referentes a duplicatas descontadas no período.000.00 12.082.

demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. § 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. Outro aspecto que pode gerar algum interesse para o fisco é o concernente a avaliação da CPMF. Ao final. II . 176. a solução poderia trazer algumas dúvidas. 9.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 8. Noutro aspecto que ele pode ser extremamente útil é na análise de viabilidade financeira da empresa. ele pode ser útil na análise de solicitação de parcelamentos de débitos bem como meio de verificação para comprovar se as receitas foram efetivamente registradas. principalmente na habilitação para operar no comércio exterior. façam bom proveito! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 . Para o fisco não há exigência desse demonstrativo. pois como se trata de assunto novo para a maioria. O art. 176. Ao fim de cada exercício social. § 4º da Lei nº 6. ASPECTOS LEGAIS E FISCAIS A legislação brasileira não exige a Demonstração do Fluxo de Caixa. III . resolvemos apresentar a maioria dos exercícios resolvidos desta aula.demonstração do resultado do exercício. a diretoria fará elaborar. trazemos mais questões propostas. no entanto prevê que as companhias e por extensão todas as empresas poderão apresentar outros demonstrativos que tragam maior evidenciação aos demonstrativos obrigatórios ou os complementem. Desta forma. . as seguintes demonstrações financeiras. e IV .demonstração das origens e aplicações de recursos.404/76... que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I . EXERCÍCIOS RESOLVIDOS A fim de facilitar a vida de vocês. estabelece esta permissibilidade: Art.balanço patrimonial. No entanto. (grifouse). com base na escrituração mercantil da companhia.

000 d) 14.000.000 15.900.000.000 Custo das Mercadorias Vendidas 3.000.000 26.000 II .000 2. de três períodos consecutivos. Além destes valores.000 15.000 2001 32. responda às questões de 01 a 04.00 = 65. nos três períodos.00 Desta forma.000.000 Clientes 3.000 12.A empresa utilizava Contas a Pagar somente para registrar despesas a prazo.000 4.705. proveniente das Vendas é: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 .000 c) 16.As Demonstrações Contábeis.000 12.00 Co = 18.000 14.00 – 65.000 III .000.000 70.500.000 400.00.O Balanço Patrimonial de 1998 evidenciava como saldos finais valores: Estoques 100.000 Fornecedores 1.000.535.000.000 Estoques 30. teremos que Co é a única variável que deve ser encontrada. Com base unicamente nas informações fornecidas.000.000. MARACANÃ.000 PDD 3.000 Despesa c/ Devedores Duvidosos 10. substituindo na fórmula os valores já conhecidos.00.000 Clientes 13. partindo do conceito de CMV = Ei + Co – Ef.005.000.000.500.000.00 22.000. O estoque final (Ef) é fornecido no próprio balanço encerrado em 2001.000.000 Contas a Pagar 220. senão vejamos: Para o exercício social de 2001 devemos considerar como estoque inicial o valor do estoque final do exercício social anterior.000.000 b) 17.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Dadas as informações a seguir: I . Neste caso temos que o estoque inicial (Ei) foi de R$ 65.000 4. registram nas contas abaixo.000.450.000.000 65.000.600. Assim. basta conhecermos a fórmula de apuração do custo das mercadorias vendidas.385.000 3.000 Perdas com Clientes --8.000 5. foi fornecido o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).935.00 + 70.070.000.000. Logo. os seguintes saldos: SALDOS FINAIS 1999 2000 Vendas 15.000 --das contas a seguir os Contas a Pagar 150.000. 01) (AFRF-2002-Esaf) O valor das compras efetuadas pela empresa em 2001 é: a) 18.000 SOLUÇÃO: A solução deste exercício é relativamente simples. cujo valor é de R$ 70.000 Reversão de PDD ----Fornecedores 1. temos: 18. onde Co representam as compras líquidas do período.00.00 Co = R$ 18. como de resto para todas as contas patrimoniais.000.000 e) 13.005. 02) (AFRF-2002-Esaf) O valor de ingresso no Fluxo de Caixa. no valor de R$ 18.000 350.000 Despesas do Período 3.000 25. da CIA.000 18. a opção correta é a representada pela alternativa “a”.00 + Co – 70.000 PDD 10.500.000.

ou seja.982.000. Assim.000 b) 13.00 2000 25.000 27. as vendas do período considerado! Vamos analisar o fato ano por ano: 1999: As vendas efetuadas foram no montante de R$ 15. 2000: Seguiremos praticamente o mesmo raciocínio adotado para o ano anterior.00 (1999).000 referentes a perdas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .000.000.000 22. como não houve reversão da PDD do período anterior e as vendas não foram todas à vista.988. o valor efetivamente recebido em 1999.997.000. logo a análise há de ser feita em relação ao aumento de disponibilidades geradas pelas vendas. foi de R$ 4.000. haveria a necessidade de reverter a PDD constituída no período anterior.000 21. decorrente de vendas.992.000. conforme se pode perceber pelo aumento da conta de clientes que passou de R$ 3.000.000. discriminados ou demonstrados da seguinte forma: Vendas no período = R$ 15.000.000.000.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 1999 a) 15.000 É de se anotar.000. que a soma das vendas no período com valores a receber de clientes do período anterior representa o valor passível de recebimento. integralmente. Porém.992.000. devedores de 1998. cujo resultado representa o efetivo ingresso de recursos decorrentes de vendas. os seus saldos devem ser deduzidos dos valores passíveis de recebimento.000 31. e no ano de 1999 foram realizadas vendas a prazo pelo valor de R$ 13.002.000 27.000.00 (1998) para 13.00. necessariamente.997. Isto pode ser interpretado da seguinte forma: Os clientes.007.000 22.000 31.000.000 2001 32.00. seus compromissos. No entanto devemos atentar ao fato de que neste ano foi baixado o valor de R$ 8. ainda.000 15.000. não podemos nos esquecer que dos clientes devedores de 1998 não foram recebidos R$ 3.000.000 e) 4. Mas.997.00.997.00 referentes a PDD.000.000.00 3. considerando-se para tanto que as vendas tivessem sido realizadas à vista e que os clientes pagariam.00 4. efetuaram os seus pagamentos.00.992.000.000 SOLUÇÃO: Perceba que foi solicitado o ingresso proveniente das vendas.000. Somente por esse fato poderíamos dizer que houve o ingresso de R$ 5.00 (+) Clientes (1998) = R$ (-) PDD (1998) Total Recebido = R$ = R$ 3. entretanto esse valor não foi recebido integralmente.000.00 (-) Clientes (1999) = R$ 13.000.000 d) 9.000. que não precisam ser.000 c) 12.998.

Tecnicamente isto quer dizer que. logo devemos deduzir também este valor do total de despesas para apurar o efetivo desencaixe pelo pagamento de despesas.000.00 Assim.500.000.150.982.000. Vendas no período (+) Clientes (1999) (-) Clientes (2000) (-) PDD (1999) (+) Reversão PDD Total recebido = = = = = = R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32. cujo valor deverá ser subtraído de PDD do período anterior.000.500.000.000.00 22.000.000 c) 4. Percebe-se que nesta rubrica houve um aumento de R$ 130.000.000.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .00. 03) (AFRF-2002-Esaf) Se 10% das Despesas do ano de 2000 representarem valores ligados a itens provisionados. logo não houve desembolso ou diminuição das disponibilidades no valor de R$ 450.000. para o ano de 2000.000.00 Desta forma.000 d) 4. pois as explicações relativas aos exercícios sociais anteriores são também aplicadas aqui. Desta forma.000.00 10.00 15.00 R$ 130.00. Assim.000. tem-se que o seu total foi de R$ 4.000.00 8.000.00 12. podemos elaborar o seguinte demonstrativo: Vendas no período (+) Clientes (1999) (-) Clientes (2000) (-) PDD (1999) (-) Perdas (2000) Total recebido 2001: Agora já podemos ir diretamente ao demonstrativo.00 22.000.00 27.992. a resposta correta está contemplada na alternativa de letra “e”.700. isto quer dizer que os valores provisionados ainda não foram pagos.00 26.000.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia com clientes.00 = = = = = = R$ R$ R$ R$ R$ R$ 25.000 b) 3.000.000 e) 4.500.00.00 4.00 R$ 3.00 não foi recebida dos clientes.720. a resposta correta é a representada pela letra “b”.00 13.000. teremos o seguinte demonstrativo do desembolso por pagamento de despesas: Despesas do período (-) Despesas provisionadas (-) Despesas a pagar Total desembolsado por despesas R$ 4. a quantia de R$ 8.00 R$ 450.000. visto que elas não representam um provisionamento de despesas.000. mas sim o seu reconhecimento ou a sua apropriação.000.000. pode-se afirmar que o valor das saídas de caixa decorrentes de pagamento de despesas é: a) 3.00 do ano de 1999 para o ano de 2000. Nos é fornecida a informação que 10% delas foram provisionados. Outra informação que merece ser analisada diz respeito a contas a pagar.920.000 SOLUÇÃO: Conforme o saldo apresentado em despesas. além da PDD que não foi suficiente.920.000.000. com a ressalva de que neste exercício houve uma reversão de provisão no valor de R$ 4.

705.000. O estoque final (Ef) é fornecido no próprio balanço encerrado em 2000.00 – 30. então nem todas as compras do período foram pagas. se no lugar de haver aumento de contas a pagar tivesse havido diminuição.000 SOLUÇÃO: Para apurarmos os pagamentos inicialmente.000. então no período.000.00 Co = 14.535.000. para tanto. o valor das compras.535.000 c) 16.000.600. foi fornecido o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). partindo do conceito de CMV = Ei + Co – Ef.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .450.000.00 R$ 1. Além destes valores.000.00. o estoque inicial (Ei) foi de R$ 30.00 + 65.00 = 30.385.000.000.00.000.000 b) 17. resta-nos verificar os pagamentos efetuados aos fornecedores e. partimos do princípio que poderiam ser pagos todos os valores devidos de exercícios anteriores mais as compras realizadas no período. onde Co representam as compras líquidas do período. Partindo do mesmo raciocínio empregado na solução da questão 01. substituindo na fórmula os valores já conhecidos.935. cujo valor é de R$ 65.000. Logo. devemos analisar a conta Fornecedores. subtrai-se a quantia não paga: Compras do período (+) Fornecedores (1999) (-) Fornecedores (2000) Total de desembolso R$ 14.385.00 + Co – 65. se houve diminuição no seu saldo. Na análise desta conta.500.00.00 R$ 2.000 e) 13. efetuados aos fornecedores precisamos saber. temos: 14.500. teremos que Co é a única variável que deve ser encontrada.500. constatado que no exercício em análise houve aumento no saldo de fornecedores e para bem estruturar uma demonstração do desembolso ocorrido pelo pagamento a Fornecedores.00 R$ 13. teremos: Para o exercício social de 2000 devemos considerar como estoque inicial o valor do estoque final do exercício social anterior. no valor de R$ 14. Assim. Portanto.000 d) 14. Desta forma. Do montante assim obtido.535. devemos entender o seguinte: se houve aumento no seu saldo de um período anterior para o de análise. 04) (AFRF-2002-Esaf) No período de 2000 os pagamentos efetuados pela empresa aos fornecedores foram no valor de: a) 18.000.00. ou então. foram pagas contas do período anterior em valor maior do que as não pagas do período atual.00 Uma vez conhecido o valor total de compras.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Interessante enfatizar que. além do pagamento de todas as compras foram pagas compras do período anterior. a diferença teria de ser adicionada as despesas do período na apuração do desencaixe.005.00 Co = R$ 14.

portanto. Assim. As operações com debêntures representam a contratação de empréstimo. a alternativa correta. efetivamente. Logo. a resposta correta é a representada pela letra “e”. d) no fluxo gerado por Investimentos. aumenta as disponibilidades pelo ingresso dos recursos em Caixa ou Bancos. A reavaliação de ativos merece um lançamento a débito na conta do bem reavaliado (Ativo Imobilizado) e crédito na conta de reserva de reavaliação (Patrimônio Líquido). Desta forma. falamos que pelo método direto da DFC. indique aquela que não tem como conseqüência alteração nas disponibilidades. a resposta correta é a letra “b”. haverá aumento do PL. no entanto não há ingresso de recursos em disponibilidades. tanto a curto ou a longo prazo. b) no Fluxo de Caixa Indireto. A alternativa “d” está incorreta. do resultado do exercício e o ajustamos por receitas e despesas operacionais que não representaram ingressos e saídas de disponibilidades. no fluxo das atividades operacionais. a alternativa “b” também está incorreta. Logo a alternativa “e” também está errada. que será creditada. Isto responde a questão. A contratação de novos empréstimos e financiamentos. diminuindo-as. a alternativa “c” representa a opção que não altera as disponibilidades. pois pelo método indireto de apresentação da DFC partimos. Assim. quando definimos o fluxo de caixa pelo método direto. 07. SOLUÇÃO: Note que no texto. Os créditos concedidos a controladas e coligadas terão como contrapartida uma conta de disponibilidades. logo o fato da alternativa “a” gera alteração de disponibilidades. 05) (AFRF-2002-Esaf) Das operações listadas a seguir. 06) (AFRF-2002-2-Esaf) A composição da diferença entre o Lucro Contábil com o Fluxo de Caixa Operacional Líquido é evidenciada: a) na Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. c) na Demonstração de Resultados. e) na composição dos financiamentos de Caixa. havendo ingresso de recursos financeiros em disponibilidades. por alterar as disponibilidades. diminuindo o seu saldo. a) diminuições de financiamentos por amortizações b) novos investimentos de longo prazo c) aumento de imobilizados por reavaliações d) créditos concedidos a coligadas e controladas e) operações com debêntures conversíveis em ações SOLUÇÃO: A forma usual de amortizar financiamentos é pelo pagamento.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Desta forma. sendo.(AFRF-2002-2-Esaf) O valor de resgate referente a aplicações financeiras de longo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . geralmente a longo prazo. são apresentados os ingressos e as saídas no disponível em lugar do resultado do exercício ajustado que é utilizado na demonstração do método indireto.

000 Despesas Totais do Período 1. representadas pela conta Fornecedores.000.300. responda às questões de nº 08 a 10. o valor que poderia ter sido pago no período pelas compras é aquele valor das compras realizadas durante o período atual mais o saldo das compras do período anterior que não foram pagas. no item 3.223.101. a resposta correta é a representada pela letra “c”.00 R$ 1.000 b) 1.000.191. Desta forma. Então.000.000 SOLUÇÃO: O valor total das compras no período foi de R$ 1. do valor total que poderia ser pago no período.000.200.191.000 Tomando como base os dados fornecidos. Azulão foram extraídas seus respectivos saldos: Período Contas 2000 Fornecedores 23. Das demonstrações contábeis da Cia.000 1.000 c) 1.091.300. Logo a resposta correta é a letra “e”.000 e) 1. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 . o resgate de empréstimos de curto e longo prazo serão demonstradas na DFC no grupo Atividades de Investimentos.500.000 540. teremos o seguinte valor pago pelas compras em 2001: Compras do período (+) Fornecedores (2000) = Total pagável em 2001 (-) Fornecedores em 2001 = Total compras pagas em 2001 = = = = = R$ 1.000.000 Vendas 2.000 4.000 240.500.00) R$ 1.00 R$ 23. 08) (AFRF-2002-2-Esaf) O valor pago pelas compras no ano de 2001 foi: a) 1. Na mesma linha de raciocínio.200.000 1.000 d) 1. pois se constituem em ativos financeiros.200.000.00 R$ (32. as atividades de investimentos compreendem as transações com os ativos financeiros.000 as contas abaixo com os 2001 32.200.000 Compras 750. em forma de demonstrativo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia prazo é classificado no Fluxo de Caixa como item: a) de Empreendimentos b) de Financiamentos c) de Operações d) de Amortizações e) de Investimentos SOLUÇÃO: Conforme definimos no texto.000 Depreciação do Período 320.000 Despesas Antecipadas 15.00.000 6.000. Porém.00 Assim.200. As atividades de investimentos não compreendem a aquisição de ativos com o objetivo de revenda. o valor de compras realizadas a prazo. devemos excluir. as aquisições ou vendas de participações em outras entidades e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade.000 CMV 800.

000. logo o seu valor está dentro do montante de despesas do período e deve ser excluído para apurar o valor da despesa paga. sob o mesmo ponto de vista. em forma de demonstração.00 Ei = 1.000. pode-se afirmar que o valor das Despesas pagas no período é: a) 3. nos foi fornecido o valor do CMV.00 Desta forma.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 09) (AFRF-2002-2/Esaf) Se o valor do estoque final for 90. Co e o Ef.00 240.685.00 = Ei + 1.000 e) 4. das quatro variáveis envolvidas na fórmula possuímos três.000.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .00 – 90. ou seja.000. ao passo que as pagas antecipadamente no período em análise seriam excluídas. visto que foi informado não haver realizável a longo prazo.000. o estoque inicial será: a) 190.00 – 1. Ef.000. Ainda.00 15.000 b) 3.000.00 Ei = R$ 190. Desta forma.300. devemos aplicar os conceitos envolvendo o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). pois houve o pagamento de despesas antecipadas no período e que se referem a despesas do período seguinte.000 e) 90.00 + 90.000 d) 3. mas já foram pagas antecipadamente. O CMV.000.000. 10) (AFRF-2002-2/Esaf) Considerando que o Passivo Circulante da empresa era formado unicamente pela rubrica fornecedores e o Balanço Patrimonial não evidenciava a existência de Realizável a Longo Prazo. é obtido pela aplicação da seguinte fórmula: CMV = Ei + Co – Ora. as despesas antecipadas do período anterior estão dentro do valor das despesas totais do período. teremos: Despesas totais do período (+) Despesas antecipadas (2001) (-) Despesas antecipadas (2000) (-) Depreciação do período = Total de despesas pagas em 2001 = = = = = R$ R$ R$ R$ R$ 4.000 SOLUÇÃO: A evidenciação e o entendimento das despesas pagas no período vai além do conceito de despesas do período. matematicamente.00 540.445.000.685. ou seja.000 SOLUÇÃO: A solução deste exercício é semelhante a do exercício 01.200.000. Assim.300.000. a opção correta é a representada pela alternativa “a”. logo sua exclusão é requerida na apuração do valor das despesas pagas no período.000 c) 120. basta substituir os valores das variáveis na fórmula e apurar o valor do Ei: 1. então o valor das despesas antecipadas do período anterior seriam adicionadas às despesas do período.000 b) 180.000 d) 100.000. Outro aspecto a ser considerado é que a depreciação é conta de despesa e sobre a qual não houve desembolso. Perceba que se fosse argüido sobre o valor das despesas do período.000 c) 3.220.200.000.460.00 3.

500) Resultado Antes do Imp.000 1.000 4.000 2. Comercial Santarém: 1 – Balanço Patrimonial de Disponibilidades Estoques Clientes Prov.000) Resultado Líquido do Exercício 4.000) Resultado Bruto Operacional 80. Dados da Cia.000) (1. Tomando como base apenas os dados acima fornecidos.700) Despesas de Vendas (19.000 40.000 46.000 15.000 10.750) (8. responder as questões de nos 11 a 17 a seguir: 11) SERPRO/2001-ESAF .000 120.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Desta forma.000 a) b) c) d) e) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 .500 6.000 3 – Outras informações: Do resultado de 19x9 foram destinados: 3.750) (6.000 CMV (80. a opção correta é a representada pela alternativa “d”.000 13.500) Devedores Duvidosos (250) (300) Despesas Financeiras (3.000 6.000 10.200) 10.000) (2.500 4.000 5.500 36.000) (3.000 (2. de Renda 5.700) (70.000 (250) (300) (8.000 85.500 8.800) (31.000 43.500 1.000 60.000 18.000 30. p/Devedores Duvidosos Duplicatas Descontadas Participações Societárias Terrenos Bens de Uso Depreciações Acumuladas Total Ativo C/ a Pagar Fornecedores Provisão p/ Imposto de Renda Dividendos a Pagar Empréstimos de L.000 2 – Demonstração do Resultado dos Exercícios de 19x8 e 19x9 19x8 19x9 Vendas 160.O valor do Ativo Circulante em 19x9 é: 50.500) 60.000 Despesas Administrativas (49.000 42.000) (180.500 24.000 12.000 7.500 3.000 25. Prazo Capital Social Reservas de Lucros Lucros Prejuízos Acumulados Total P+PL 19x8 e 19x9 19x8 19x9 2.000 2.000 500 3.000 13.500 16.000 300.500 para os acionistas e 500 para Reservas de Lucros.000) Depreciação (1.500 85.000 Provisão p/ Imposto de Renda (1.000 1.000 15.

500 43.000 Desta forma.000 40. as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante.500 29.500 17. reservas de reavaliação. Desta forma.000 Clientes 42..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia SOLUÇÃO: O ativo circulante do período solicitado é obtido diretamente no Balanço de 19x9 Contas 19x9 Disponibilidades 4. o passivo compreende o PC. dividido em capital social.000 40. Logo. 178 da Lei nº 6.000 2. § 2º No passivo.000 Total 43. a) b) c) d) e) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 .500 36.000 Capital Social 30. Contas 19x8 19x9 Empréstimos de L. Prazo 10.000 Prov.000 SOLUÇÃO: O parágrafo segundo do art.000 Estoques 4.404/76.000 26.000 16.00 Logo. dispõe que: Art.500 24.000 41.. b) passivo exigível a longo prazo. reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.000 Lucros Prejuízos Acumulados 3. 178. a resposta correta está representada pela letra “a”. segundo a lei. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. 12) SERPRO/2001-ESAF .500. p/Devedores Duvidosos (300) Duplicatas Descontadas (6. d) patrimônio líquido. a resposta correta é a representada pela letra “c”. para resolvermos o nosso exercício devemos considerar essa disposição legal. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem.000 Reservas de Lucros 500 1. No balanço. .O valor do Passivo Não Circulante para as dois períodos é: 19x8 19x9 43. reservas de capital.500 59. REF e o PL.500 59. PELP.200) Total 43. c) resultados de exercícios futuros.

a) b) c) d) e) 14) SERPRO/2001-ESAF .000 19x9 43.000 177.000.000 (24.O Capital Circulante Líquido nos dois períodos é: 19x8 19x9 a) (17.00. cuja interpretação que se deve dar ao resultado é que ele será positivo quando o ativo circulante supera o passivo circulante e será negativo quando o passivo circulante for maior que o ativo circulante.000 173.750) 24.000) c) 10.000 b) 17.500 (17.00 + Co – 4.) Passivo Circulante CCL 19x8 2.500 19x9 7. O estoque inicial representa o estoque de mercadorias no final do período de 19x8.000 3. logo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 .000 (300) (6.500 e) 7.500 26.00.000) 7.00 = 6.000 10.500) 26.000.500) d) (7.500 (26.000 SOLUÇÃO: A solução desta questão começa pelo conhecimento do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).000 17. O estoque final é o próprio estoque de mercadorias constante no Balanço do exercício de 19x9. com valor de R$ 4.000) 17.000 19x8 24.000 13. p/Devedores Duvidosos Duplicatas Descontadas Total Passivo Circulante C/ a Pagar Fornecedores Provisão p/ Imposto de Renda Dividendos a Pagar Total P+PL Capital Circulante Líquido Ativo Circulante ( .000 1.500 SOLUÇÃO: O Capital Circulante Líquido é definido como sendo a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.500 19x8 5.000 4.500 19x9 4.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 13) SERPRO/2001-ESAF .000 6.000 1. Os outros componentes do CMV como estoque inicial e estoque final também foram informados.500 2.500 25.500 177.500 (26.500 Desta forma. a resposta correta é a letra “e”.500) 17.200) 43. Ativo Circulante Disponibilidades Estoques Clientes Prov. Como o CMV = Ei + Co – Ef. cujo valor fornecido é de R$ 180.O valor das compras de mercadorias efetuadas em 19x9 é: 180.00.500 17.500. teremos: 180.00.000.500 173.000.500. cujo valor é de R$ 6.000 42.000 (250) (8.

500.00 vieram de lucros acumulados e os outros 9. o índice. O índice de liquidez imediata representa o quociente entre as disponibilidades e o passivo circulante.00 = 0. 15) SERPRO/2001-ESAF .000. era de 2.000.00 Co = 177. logo a perda com devedores duvidosos no exercício social de 19x8 foi de apenas 250.00. Como no exercício de 19x9 foi destinado o valor de 3. As atividades de investimento compreendem os seguintes valores: Alienação de imobilizado (+) Alienação de investimentos (+) Resgate de investimentos temporários (-) Integralização de capital em sociedade investida (-) Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de investimentos (-) Aplicação no Diferido Se apurarmos os valores. Assim. Logo a alternativa “d” está correta.5.1538 ou 1/6.500. isto é. pois não houve alienação de Ativo Permanente. Ora. a alternativa “c” está errada. dos sócios. logo o índice cresceu e a alternativa “b” está errada.500.000. No exercício social de 19x9 houve um aumento do capital social na ordem de 10.500. isto sim.00/26. No exercício de 19x9 o mesmo índice apresenta o valor de 4.000. aquisição de Permanente.00 a título de dividendos.00 + 4.Em 19x9 o valor dos ingressos de disponibilidades originados por vendas é: 300.00 – 6.5.000. Assim.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Co = 180.Com base unicamente nos dados fornecidos pode-se identificar que: a) foi efetuado um pagamento de dividendos na ordem de 3.000. 1/6. percebe-se que os investimentos absorveram recursos de disponibilidades.200 280.500. Houve. é de se concluir que o dividendo total distribuído foi de.200 280. 16) SERPRO/2001-ESAF .000.00 vieram de recursos externos.5.000 a) b) c) d) e) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 .1176 ou 1/8. no mínimo. a resposta correta é a letra “b”. A PDD constituída em 19x8 foi de 250. Analisando a origem desse aumento.00. Não foi informado que houve reversão de parte ou de toda essa provisão e tampouco que houve alguma baixa da conta clientes por perdas. Logo a alternativa “a” está errada.00/17.000 296.5 é maior do que 1/8.000.500 b) a Liquidez Imediata apresenta uma acentuada queda em 19x9 c) ocorreram perdas com clientes na ordem de 300 em 19x8 d) houve um aumento de capital com aporte de recursos dos sócios e) as atividades de investimento geraram um aumento nas disponibilidades SOLUÇÃO: Conforme se depreende da análise dos Balanços de 19x8 e 19x9.00 = 0.000.00 e no final de 19x9 no valor de 3.000.500 283. havia dividendos a pagar no final de 19x8 no valor de 1. constata-se que 1. 4.00. em 19x8.00.00 Assim. Logo a alternativa “e” está errada.

Desc.000 = R$ 25. no Fluxo de Caixa pelo Método Direto é: a) 173.000 = R$ = R$ = R$ = R$ 42. (19x8) (+) Dup.200 Logo a alternativa correta é a letra “d”.000 Despesas financeiras 8. a resposta correta é a letra “c”.000 250 8. podem ser apuradas basicamente pela DRE. Desc.700 Despesas de vendas 31.500 b) 173.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia SOLUÇÃO: Seguiremos o emprego do mesmo raciocínio adotado para questões anteriores. teremos o seguinte demonstrativo de despesas pagas em 19x9: Despesas administrativas 70. (19x9) Total recebido = R$ 300. em 19x9.000 SOLUÇÃO: As despesas pagas. Desta forma. 17) SERPRO/2001-ESAF .200 Desta forma. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 40 .200 = R$ 280.500 (-) Aumento de c/ a pagar (2.000) Total = 108.000.750 6.200 c) 108.00.O valor apurado. Outro aspecto que merece atenção é o aumento em contas a pagar de R$ 2. em 19x9. como pagamento de Despesas.200 e) 68. devendo-se ter o cuidado de excluir os valores que não representam saídas de disponibilidades como depreciação e devedores duvidosos. Assim.200 d) 78. podemos elaborar o seguinte demonstrativo: Vendas no período (+) Clientes (19x8) (-) Clientes (19x9) (-) PDD (19x8) (-) Dup.

500 (800) 6.000) TOTAL DO ATIVO 72.000 22.000 CONTAS DO PASSIVO+PL Contas a Pagar Fornecedores Dividendos a Pagar Impostos Provisionados Notas Promissórias a Pagar Financiamentos de Longo Prazo Capital Social Reservas de Lucros Lucros/Prejuízos Acumulados TOTAL DO PASSIVO+PL 20x1 1.000 72. Saldo em 31.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 10.000 4.000 0 (3. p/ Créditos de Liq.12.000 Participações Societárias 5.000 82.000 0 7.300 Imóveis 12.000 6.000 20.000 1.300 12. Em uma operação de verificação dos livros contábeis.000 11.000 30.000 II .000 0 9.000 9.000) 7.000 Variações Cambiais Passivas ---- 20x2 152.000 20.000) Novas Subscrições 9. Duvidosa (300) Estoques 2.000 3.O Balanço Patrimonial dos exercícios 20x1 e 20x2 CONTAS DO ATIVO 20x1 Disponibilidades 8.000 CMV 64.000 1.000 20x2 6.000 16.500 5.12. realizada na Cia. Luanda.000 Incorporação do TOTAL 35.000 4.000 ---22.000 Transferências p/Capital 4.000 20x2 4.A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido CAPITAL RESERVA LUCROS/ PRESOCIAL DE LUCROS JUÍZOS AC. EXERCÍCIOS PROPOSTOS Instruções para resolução das questões de nºs 01 a 07.000 10.000 Equipamentos 15.500) 84. foi possível identificar os seguintes dados: I .000 Resultado Líquido 20x2 Distribuição do Resultado Dividendos Saldo em 31.000 Resultado antes do IR 2.000 Clientes 12.000 (7.000 ---1.Itens da Demonstração de Resultado do Exercício Itens Adicionais 20x1 Vendas 100.20x1 30.20x2 40.000 Despesas totais do período 34.000 0 (3.000 84.000 2.000 (-) Depreciação Acumulada (2.000 (4.000 III .000) 47.000 Veículos 20.000 40.000 (-) Prov.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 41 .000 59.000 6.

500 c) 85.000 800 IV .000 e) 75.500 e) 139.000 d) 82.12.500 c) 85.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 42 .700 d) 45. .700 04) (AFRF-2003) No período a empresa efetuou compras de estoques no valor de: a) 89.20x1 pelo prazo de 8 anos.000 d) 82. verifica-se que a empresa pagou aos fornecedores o valor de: a) 89. pode-se afirmar que a contribuição do resultado ajustado para a formação das disponibilidades é: a) 21. pode-se afirmar que a saída de caixa para o pagamento de despesas foi: a) 52.000 1.500 b) 150. responder às questões de números 01 a 07. 01) (AFRF-2003) O valor dos ingressos de caixa gerado pelas vendas no período examinado foi: a) 159. O saldo devedor é corrigido pela variação da moeda x.000 c) 17.500 b) 86.Outras informações adicionais .700 c) 44.500 e) 43. As Notas Promissórias vencem em 180 dias.500 2.000 c) 141. Com base unicamente nos dados fornecidos.500 03) (AFRF-2003) Com base nos dados identificados. Os financiamentos foram contratados junto ao Banco ABC em 30.300 b) 12.500 b) 86.500 05) (AFRF-2003) Com os dados fornecidos e aplicando o método indireto para elaborar o fluxo de caixa.200 02) (AFRF-2003) Examinando os dados. pagáveis ao final de cada período contábil.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Despesas de Depreciações Provisão p/ pagamento do Imposto de Renda Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa 2. com pagamento do principal em 5 parcelas anuais após o período de carência.700 b) 50.000 e) 75.500 d) 20.000 300 5. com carência de 3 anos e juros de 5% anuais.200 d) 139.500 e) 6.

que objetiva mostrar como ocorreram as movimentações de disponibilidades durante determinado período. veículos ou equipamentos através de contrato de arrendamento mercantil. 11) (INSS-CESPE-2003) O fluxo de caixa pode ser demonstrado pelos métodos direto ou indireto. c) alienação de participações societárias e depreciações lançadas no período. marque C (certo) ou E (errado). d) venda de ações emitidas e recebimento de valores decorrentes da alienação de participações societárias.000 e) 9. também conhecido como método da reconciliação. e) recebimento de juros sobre empréstimos concedidos a outras empresas. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 43 . para todas as empresas sob a égide da legislação societária. a divulgação da demonstração dos fluxos de caixa (DFC). b) aquisição de bens não de uso e quitação de contrato de mútuo. direta ou indiretamente.500 07) (AFRF-2003) O valor do caixa líquido consumido nas atividades operacionais é: a) (9. 09) (AFRF-2003) Na elaboração do fluxo de caixa são classificáveis como atividade de financiamento: a) desembolso por empréstimos concedidos a empresas coligadas e controladas.000 08) (AFRF-2003) Representam operações que não afetam o fluxo de caixa: a) recebimento por doação de terrenos e depreciações lançadas no período. partindo da receita de vendas. O método indireto é considerado mais vantajoso do que o método direto por que evidencia as eventuais diferenças entre o lucro líquido e o dinheiro líquido gerado nas atividades operacionais. por meio de remoção de quaisquer itens que não afetem o fluxo de caixa. b) aquisição de máquinas.000) c) (500) d) 5. portanto. influenciam o saldo geral de caixa. formalmente. a fim de determinar o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais. ajusta-se para o regime de caixa. causam impacto no fluxo de caixa e. a DFC já substituiu a DOAR por ser de mais utilidade e facilidade de entendimento para os usuários.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 06) (AFRF-2003) O valor dos itens de Investimentos que contribuíram para a variação das disponibilidades é: a) (5. em duas seções: atividades operacionais e atividades não operacionais. 12) (PETROBRAS-CESPE-2004) As normas complementares tornaram obrigatória. Em alguns países. 10) (INSS-CESPE-2003) A demonstração do fluxo de caixa objetiva destacar as principais atividades que.000) c) (3. parte do lucro líquido e. reconstrói a demonstração de resultado de exercício de cima a baixo quanto ao fluxo de caixa. d) amortizações efetuadas no período de diferidos e venda de ações emitidas. e) repasse de recursos para empresas coligadas e aquisição de bens. Enquanto o primeiro.000 e) 5. c) recebimento de contribuições de caráter permanente para aquisição de terrenos para expansão da capacidade instalada da empresa. o segundo método.300) b) (8. Nas questões de números 10 a 45.000) d) 7. Divide-se.500) b) (5.

permite análise de tendência. Caixa é utilizado em sentido amplo. portanto. que é recomendado e incentivado pelo FASB (Financial Accounting Standards Boards) – Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira norte-americano para fins de divulgação externa . 15) (PETROBRAS-CESPE-2004) O objetivo da demonstração de fluxo de caixa é destacar as principais atividades que. a captação de empréstimos ou outros recursos. assim. por essa via. ou seja. quando elaborado por diversos períodos sucessivos. 21) A DFC evidencia as origens e aplicações de recursos que alteram o disponível ao passo que a DOAR evidencia as origens e aplicações de recursos que alteram o capital circulante líquido. bem como o recebimento de doações ou subvenções. sendo. 17) Por disponibilidades entende-se o dinheiro em caixa. direta ou indiretamente. No entanto. além da função do controle orçamentário.404/76. Em ambos os métodos de apresentação ou elaboração. 24) As atividades de investimentos compreendem as transações com os ativos financeiros. uma vez que evidencia as eventuais diferenças entre o lucro líquido e o dinheiro líquido gerados pelas atividades operacionais no período. sua amortização e remuneração. os valores depositados em conta corrente bancária e as aplicações de liquidez imediata. influenciam o saldo geral de caixa. 23) As atividades operacionais compreendem as transações que envolvem a consecução do objeto social da Entidade. cuja divulgação deve ser auditada por auditor independente registrado na CVM. é mais vantajoso que o indireto.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 13) (PETROBRAS-CESPE-2004) A demonstração de fluxo de caixa pelo método direto é elaborada a partir do lucro líquido ajustado para o regime de caixa. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 44 . 14) (PETROBRAS-CESPE-2004) O método direto. 16) A Lei nº 10. a programação financeira a curto prazo somente será obtida se elaborar o fluxo de caixa realizado. 18) O fluxo de caixa projetado ganha ênfase quando o objetivo da empresa é o planejamento a curto e médio prazos. Os valores que afetam o fluxo de caixa são removidos diretamente do lucro líquido.303/01. 22) O fluxo de caixa pode ser apresentado pelo método direto ou indireto. tornou obrigatória a DFC para as companhias abertas que tenham suas ações negociadas no mercado secundário. recomenda-se a segmentação por atividades por haver melhor compreensão do seu conteúdo. ferramenta importante para a elaboração do fluxo de caixa projetado. devem ser considerados não apenas o dinheiro em espécie mas também os demais ativos equivalentes de caixa que possuam liquidez imediata. ao alterar a Lei nº 6. o dinheiro líquido gerado pelas atividades operacionais. 20) O moderno administrador de empresas pode planejar seus pagamentos e terá em suas mãos a programação financeira a longo prazo se elaborar o fluxo de caixa projetado. 19) O fluxo de caixa realizado. obtendo-se. causam impacto no mesmo e.. 25) Entre as atividades de financiamentos temos a captação de recursos junto aos acionistas ou cotistas e seu retorno em forma de lucros ou dividendos. sendo que às últimas dá-se a denominação de equivalentes de caixa. as aquisições ou vendas de participações em outras empresas e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade.

32) Um das vantagens atribuídas ao método indireto é a possibilidade de comparação do resultado com o caixa gerado pelas atividades operacionais. nas atividades de investimentos ou nas atividades de financiamentos. 34) O aumento de contas a pagar como: Salários. 37) Além dos valores recebidos de clientes. 31) A par de a DFC não ser de elaboração obrigatória. 38) Numa empresa que possui como objeto social a incorporação imobiliária. pelo método direto. 33) Na elaboração da DFC pelo método indireto parte-se do resultado do exercício que deve ser ajustado mediante adição das despesas que não representaram saídas de caixa e diminuído das receitas que não geraram ingressos de recursos em disponibilidades. como o reconhecimento de variações cambiais ativas e passivas. deve-se levar em conta a atividade preponderante da Entidade para a correta classificação da atividade no fluxo de caixa. ficam excluídos do resultado ajustado. 30) As informações contidas numa demonstração dos fluxos de caixa.. tem-se como vantagem a possibilidade de visualizar o item de maior contribuição para a formação do caixa líquido. mesmo que as vendas tenham sido realizadas no período anterior. deve ser apresentado na DFC como atividade de financiamento. substituem com vantagens as demais demonstrações contábeis. 28) As informações sobre atividades de investimentos e de financiamentos que resultarem em reconhecimento de um ativo ou de um passivo. 36) O recebimento de duplicatas de emissão da Entidade. havendo aqueles que apontam o método direto como o mais recomendado e outros vêem vantagens no método indireto. pela sua natureza. não devem fazer parte da DFC.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 26) Quando. a venda de imóveis a prazo será lançada na DFC como atividade operacional. Aluguéis. sem o efetivo pagamento ou recebimento. contribui para o aumento do caixa líquido do período. a partir do lucro líquido ajustado. pagamentos e recebimentos pareçam ser classificáveis tanto nas atividades operacionais. quando elaborada criteriosamente. 35) Na DFC. 39) O aumento ou a redução do PL que possua correspondência em disponibilidades e que não esteja incluído no resultado do período considerado. 27) A aquisição ou alienação de imóveis é considerada atividade de investimento. devendo ser considerados apenas os resultados de exercícios futuros e as depreciações no lucro ajustado. a doutrina ainda não está pacífica sobre qual é o método mais vantajoso. Telefone. 29) A conciliação entre o resultado e o fluxo de caixa líquido gerado pelas atividades operacionais visa fornecer informações sobre os efeitos líquidos das transações operacionais e de outros eventos que afetam o resultado. a sua elaboração e divulgação. independentemente do objeto social da Entidade. incluem-se nas atividades operacionais os recebimentos de dividendos e lucros de subsidiárias. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 45 . etc. dispensando-se. neste caso.

11. para obter o lucro ajustado.C INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 46 . 01 – C 06 – B 11 . deve ser excluído do lucro líquido do exercício na determinação do lucro ajustado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 40) O caixa gerado pelas vendas em dado período deve considerar a diminuição do saldo da conta clientes do período anterior e o aumento do saldo da conta clientes do período atual. sendo que a diferença consiste em considerar. 45) A demonstração do fluxo de caixa pelo método indireto se assemelha em quase todos os aspectos à elaboração da DOAR.E 17 – C 22 – C 27 – E 32 – C 37 – C 42 – C 03 – E 08 – A 13 – E 18 – C 23 – C 28 – C 33 –C 38 – E 43 – C 04 – B 09 – C 14 – E 19 – C 24 – C 29 – C 34 – E 39 – C 44 – C 05 – D 10 . na elaboração da DFC. deve ser adicionado ao resultado do período a fim de obtermos o lucro ajustado. quer na elaboração da DOAR. as variações ocorridas no capital circulante líquido. 41) O fluxo de caixa gerado pelo aumento de resultados de exercícios futuros somente deve ser reconhecido como disponibilidade com a ocorrência do fato gerador da receita. também. na avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial. quer na elaboração da DFC. 43) O resultado positivo. pois tais aumentos de passivos não representam desembolsos de disponibilidades.C 16 – E 21 – C 26 – C 31 – C 36 – C 41 – E GABARITO DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 02 – A 07 – D 12 . 42) O aumento de obrigações decorrentes de variações cambiais. pois do contrário estaremos desrespeitando o princípio da competência. poder-se-ia dizer que os ajustes que se fazem necessários ao resultado do exercício. 44) Em certas circunstâncias ou de modo genérico. pois não representa ingresso de disponibilidades e não há aumento de capital circulante. bem como o valor da PDD constituída no final do período atual.C 20 – E 25 – C 30 – E 35 – C 40 – E 45 . consistem em considerar os aumentos do ativo circulante como aplicações de recursos e os aumentos do passivo circulante como sendo origens de recursos.E 15 .

o adequado gerenciamento dos recursos financeiros de modo a otimizá-los. podem ser temporários ou permanentes. Apresentaremos o tema em três aulas (Aula 03. a entidade apresentar riqueza própria em excesso ou excesso de disponibilidades. porém sempre objetivando a melhor alocação destes e buscando rentabilidade. o fator de produção mais escasso. acreditamos que possam ser cobradas até 5 questões! Desta forma. geralmente. além de no final transcrevermos a íntegra da norma da CVM (Instrução 247/96). seria considerado desperdício inadmissível e indicativo de administração deficiente. historicamente. não há outro jeito a não ser estudar a matéria com todo cuidado! No estudo dessa matéria. o objetivo principal de qualquer empreendimento empresarial. em investimentos que podem assumir natureza diversa. entre outros aspectos. ativo permanente – imobilizado e diferido. matérias-primas. tomamos o cuidado de trazer a legislação societária. Por isso. pois deixar esses recursos ociosos. deverá aplicá-los em investimentos que. aplicam os excessos de recursos. e em conseqüência o mais caro. Isto se faz necessário pelo fato de os recursos financeiros representarem. porém. na área de auditoria quase a metade da prova era sobre o tema Avaliação de Investimentos (14 questões em um total de 30) e mais 9 questões sobre Fluxo de Caixa. entendemos que em relação ao item 15 podem aparecer duas ou três questões na prova desse concurso que se aproxima e mais uma ou duas questões sobre a DFC.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aula 03 Caros alunos(as). da CVM e a legislação fiscal pertinente. mesmo que não seja seu objeto social principal. Considerando que quando havia as áreas de especialização. Por estes aspectos apresentados é que as empresas. Diante de tal situação o administrador moderno deve buscar a melhor solução de rentabilidade para os recursos de sua empresa. entre DFC e o item 15. apresentando ao final de cada aula questões de provas da Esaf e de outras instituições sobre o assunto. para o concurso de AFRFB não há mais a divisão por áreas. No entanto. mesmo que temporários. que já vimos na aula 02. sem nada produzir. especialmente em nosso País onde as taxas de juros praticadas tem sido. dependendo da natureza e freqüência dessas sobras. em última análise. Se. aí incluídos os estoques de mercadorias. temporários ou permanentes. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS – PARTE I 1 – ASPECTOS INICIAIS Uma administração empresarial eficiente envolve. no edital temos o “inquietante” item 15 – Legislação societária atualizada e normas da CVM. elevadíssimas. vendas a prazo. que é. 04 e 05). alocando-os no objeto social de sua entidade. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . Assim.

existirem saldos em aplicações dessa natureza. Notas Promissórias e as Duplicatas. para registro de correção monetária. Todos esses papéis possuem prazo de vencimento e. também. No balanço.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 2 – APLICAÇÕES FINANCEIRAS DE LIQUIDEZ IMEDIATA Uma empresa. em observância ao regime de competência.os direitos e títulos de crédito. Porém. quando possui excesso de disponibilidades temporárias. Valores Mobiliários – Representam os títulos e papéis emitidos por entidades financeiras e outras entidades comerciais. rendem juros que podem ser pré-fixados ou pós-fixados. o conceito de títulos de crédito é mais abrangente. no final do exercício. quando. os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I . serão excluídos os já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-lo ao valor provável de realização. Todos são emitidos com finalidade de captar recursos no mercado financeiro ou de financiar as atividades da entidade. 183 da Lei nº 6. devemos contabilizar os rendimentos já ganhos (receitas auferidas ou incorridas) até aquela data e somá-los ao investimento. isto é. devendo ser creditada uma conta de resultado (rendimentos em aplicações financeiras. 3 –ALGUMAS DEFINIÇÕES PRELIMINARES Títulos de Crédito – Quando falamos de títulos de crédito vêm à tona aqueles papéis emitidos por entidades financeiras como: Letras de Câmbio. até o limite do valor do mercado. envolvendo. explicitamente ou implicitamente. no balanço final do exercício. a conta investimentos de liquidez imediata será debitada. Para a correta avaliação das aplicações financeiras de liquidez imediata. no subgrupo disponibilidades. gerando o lançamento a seguir: Aplicações financeiras de liquidez imediata a Receita operacional de variação cambial e/ou juros Procedendo desta forma teremos. por exemplo). não necessários para honrar os compromissos imediatos. se este for menor. elas deverão ser classificadas no ativo circulante. Constituem-se de frações de um patrimônio como as ações e quotas ou de direitos sobre a participação patrimonial de uma entidade como. os Fundos de Renda Fixa. as partes beneficiárias e as debêntures. variação cambial ou juros acrescidos. o valor atualizado do investimento. por exemplo. 183. o bônus de subscrição. É neste sentido que dispõe o final do inciso I do art. Certificado de Depósito Bancário e outros. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . por exemplo.404/76: Art. faz aplicações financeiras visando se proteger da desvalorização da moeda e para auferir alguma vantagem financeira. e quaisquer valores mobiliários não classificados como investimentos. Na hipótese de estas aplicações financeiras serem do tipo que podem ser resgatadas a qualquer tempo. os títulos emitidos por entidades não financeiras como: Debêntures. como. pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado. e será admitido o aumento do custo de aquisição.

por sua relevância e afinidade aos temas aqui tratados. a Instrução CVM No 387. ações adquiridas ou cotadas em mercado de valores mobiliários (bolsa de valores). São exemplos representativos de direitos ou títulos dessa natureza: Certificados de Depósito Bancários Caderneta de Poupança Debêntures conversíveis ou não em ações Depósitos a prazo fixo Investimentos – Diferentemente das aplicações financeiras. Câmara de Compensação e de Liquidação: câmara ou prestador de serviços de registro. compensação e liquidação de operações com valores mobiliários. instituição financeira ou a ela equiparada. investimentos em ouro. habilitada a atuar no pregão e nos sistemas eletrônicos de negociação e de registro de operações. São as aplicações em valores mobiliários que não possuem prazo de vencimento e tampouco taxa de rendimento predeterminados. fundo de ações. os investimentos se caracterizam mais por alocações de recursos em bens de natureza não monetária. como as participações societárias e mesmo em bens imóveis e bens móveis como obras de arte. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Entidade de Balcão Organizado: pessoa jurídica que administra sistema eletrônico de negociação e de registro de operações com valores mobiliários. em pregão e em sistemas eletrônicos de negociação e de registro em bolsas de valores e de bolsas de mercadorias e futuros e dá outras providências. Membro de Compensação ou Agente de Compensação: a pessoa jurídica. que não possuem a característica de permanência. por exemplo. Esses direitos ou títulos de crédito se apresentam com prazo de vencimento e taxas de rentabilidade pré ou pós-fixados. Operador Especial: pessoa natural ou firma individual detentora de título de bolsa de mercadorias e futuros. estão a seguir transcritos: Corretora de Valores: a sociedade habilitada a negociar ou registrar operações com valores mobiliários por conta própria ou por conta de terceiros em bolsa e entidades de balcão organizado. também são considerados investimentos as alocações de recursos em papéis de natureza monetária representados por direitos ou títulos de crédito como. natural ou jurídica. integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB. Além destas definições.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aplicações Financeiras – As aplicações financeiras se caracterizam pela alocação de recursos em títulos e papéis de natureza monetária. Corretora de Mercadorias: a sociedade habilitada a negociar ou registrar operações com valores mobiliários negociados em bolsa de mercadorias e futuros. desde que autorizadas pela bolsa. quotas de capital. executando operações por conta própria e por conta de corretoras. que estabelece normas e procedimentos a serem observados nas operações realizadas com valores mobiliários. Comitente ou Cliente: a pessoa. constituindo-se em direito ou títulos de crédito. de 28 de abril de 2003. trouxe em seu artigo 2º definições que. e a entidade. por conta da qual as operações com valores mobiliários são efetuadas. Entretanto. responsável perante aqueles a quem presta serviços e perante a câmara de compensação e de liquidação pela compensação e liquidação das operações com valores mobiliários sob sua responsabilidade.

e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. As principais opções no mercado financeiro e no de capitais para aplicação dos excessos de recursos são: Aplicações Temporárias em Ações Aplicações Temporárias em Ouro Bônus do Tesouro Nacional . quando o prazo de resgate assim o requerer ou quando a entidade adquirente assim o desejar. os investimentos em títulos e valores mobiliários a curto e médio prazo se constituem em boas alternativas para alocar as disponibilidades que não serão necessárias durante o período de aplicação. Há.404/1976 determina que as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza.CONCEITO Em economia de preços crescentes e taxas de juros atrativas.BTN Certificado de Depósito Bancário (RDB/CDB) Commodities Depósitos a Prazo Fixo Fundo de Aplicação Financeira . Desta forma. não classificáveis no ativo circulante. 4. devem ser classificadas no grupo do Ativo Permanente no subgrupo Investimento. Participante com Liquidação Direta: instituição financeira detentora de título de membro de compensação que realiza e liqüida operações para sua carteira própria ou para fundos sob sua administração. pode-se conceituar investimento temporário como sendo a alocação de recursos ou disponibilidades temporárias em aplicações de caráter não permanentes. isto é. a possibilidade da classificação de investimentos no Ativo Realizável a Longo Prazo. inciso III. Antes de seguirmos em nosso estudo. porém a ele pertinente.FAF Fundo de Curto Prazo Fundo de Investimentos de Renda Fixa ou Variável Letras de Câmbio Letras Financeiras do Tesouro .LFT Desta forma.1 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ordem: ato mediante o qual o cliente determina a uma corretora que compre ou venda valores mobiliários. em seu nome e nas condições que especificar. da Lei nº 6. Oferta: ato mediante o qual a corretora ou o operador especial apregoa ou registra a intenção de comprar ou vender valores mobiliários. porém. ou registre operação. 4 – INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS 4.2 – CLASSIFICAÇÃO E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O art. classificáveis no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo. a lei aventa a hipótese de haver investimentos classificáveis no Ativo Circulante. cabe uma ressalva no concernente à classificação das contas relativas ao investimento em ouro. 179. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . aqueles investimentos que possuem o caráter e a intenção de realização.

os direitos e títulos de crédito. que possuem característica de realização. dos dois o menor. e será admitido o aumento do custo de aquisição. nesse último caso quando os produtos estiverem acabados.404. Agora. . a classificação do ouro será. para registro de correção monetária. os investimentos em Valores Mobiliários não permanentes. emolumentos e taxas efetivamente devidos pelo comprador. pronunciou-se com maestria por meio do item 4 do Parecer de Orientação nº 18. Art. dispondo que: “4. se nesse dia não houver pregão. sempre. devendo.custo de aquisição: o preço pago na compra do ouro e constante do documento representativo da transação em bolsa ou emitido por empresa habilitada ao comércio do metal. 183 da Lei nº 6. quando for o caso. isto é. ser constituída provisão para ajuste ao valor de mercado. que se constitui no diploma legal a respeito de avaliação de ativos. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . acrescido da corretagem. dos dois o menor. 183. Já nas empresas que possuem como objeto social a sua comercialização ou industrialização. após este breve esclarecimento sobre a classificação do ouro. de 30 de outubro de 1976. Para dar maior clareza ao assunto. como é o caso das fabricantes de jóias. No balanço.” Portanto. até o limite do valor do mercado. É de ressaltar ainda que o ajuste ao valor de mercado é efetuado por meio de provisão para ajuste ao valor de mercado. junto às empresas que não tenham por objeto social a sua comercialização ou industrialização. no ativo circulante. dependendo da intenção da investidora quanto a sua realização. resta cristalino que os investimentos em ouro devem ser classificados ou no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo. Tal tipo de aplicação deverá ser avaliada pelo custo de aquisição atualizado monetariamente pelo BTN fiscal de final do período ou pelo valor de mercado. devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou valor de mercado. os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I . e quaisquer valores mobiliários não classificados como investimentos. em estoques de matérias-primas ou mercadorias. ocorridas durante o pregão da bolsa do país em que se verificar o maior volume de negociações. variação cambial ou juros acrescidos. pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado. no dia do encerramento do exercício social ou. 183. se este for menor. no dia do último pregão anterior. transcrevemos a seguir a íntegra do art.valor de mercado: a média aritmética ponderada das cotações diárias. inciso I da lei societária. APLICAÇÕES EM OURO Classificáveis.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Sobre o tema a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). de 18 de janeiro de 1990 (PO nº 18/90). cabe acrescentar que a avaliação dos demais investimentos temporários deve seguir a orientação contida no art. como Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo. serão excluídos os já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-lo ao valor provável de realização. Entende-se por: . entre eles os investimentos.

assim como matérias-primas. decorrente da sua exploração. ação da natureza ou obsolescência.os investimentos em participação no capital social de outras sociedades. o preço pelo qual possam ser repostos. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. c) dos investimentos. ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado. c) exaustão. sem custo para a companhia. ou bens aplicados nessa exploração. quando essa perda estiver comprovada como permanente. pelo custo de aquisição. b) amortização. deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada. e que não será modificado em razão do recebimento. devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 .os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II . ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. pelo custo de aquisição. considera-se valor de mercado: a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado. deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação. b) dos bens ou direitos destinados à venda. quando este for inferior. deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda. § 3º Os recursos aplicados no ativo diferido serão amortizados periodicamente.os direitos classificados no imobilizado. o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. quando este for inferior. deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor. quando corresponder à perda do valor. III . em prazo não superior a 10 (dez) anos. mediante compra no mercado. IV . VI . pelo custo de aquisição. o preço líquido de realização mediante venda no mercado. quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso. § 1º Para efeitos do disposto neste artigo.o ativo diferido. amortização ou exaustão. deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização. de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais. a partir do início da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes. pelo custo de aquisição ou produção. deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado. V . de ações ou quotas bonificadas. e a margem de lucro. pelo valor do capital aplicado. § 2º A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação.os demais investimentos. ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250.

que dispõe sobre a classificação do ativo. vejamos a íntegra do art. Analisando. acionistas ou participantes no lucro da companhia.404/76.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia ou atividades a que se destinavam. ou comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortizálos. os investimentos em ouro devem ser classificados no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo e serão avaliados pelo custo de aquisição ou valor de mercado. os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. tanto no concernente à classificação quanto no de sua avaliação. inclusive os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início das operações sociais.no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte. 179 da Lei nº 6. as disposições do artigo 179 e do artigo 183. § 4° Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado. Tendo em vista que a correta avaliação de ativos não pode ser dissociada de sua correta classificação e considerando a relevância societária e tributária que o tema possui. V . diretores. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil. a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza. As contas serão classificadas do seguinte modo: I . assim como os derivados de vendas. Parágrafo único. 179. sendo que o ajuste ao valor de mercado é feito por meio de provisão própria. devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou valor de mercado. dos dois o menor. dos dois o menor. aí incluídos os investimentos: Art. ou exercidos com essa finalidade.no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa.no ativo diferido: as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social.no ativo circulante: as disponibilidades.404/76. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social. IV . que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. tomando por base a cotação do metal. III . chegamos as seguintes conclusões no concernente a classificação e modos de avaliação para os investimentos: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . Outros investimentos temporários devem seguir a sorte do investimento em ouro. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243). conjuntamente. não classificáveis no ativo circulante. Assim. para enfatizar o que se disse até o momento. inclusive os de propriedade industrial ou comercial. isto é. ambos da Lei nº 6. II .

não se considerando uma provável redução em face do valor de mercado por ocasião de sua avaliação. como as ações e quotas de outras sociedades comerciais. devem ser classificados como Ativo Circulante em subgrupo de Investimentos Temporários. como os Certificados de Depósito Bancários e as Debêntures. devem ser classificadas no ativo circulante ou ativo realizável a longo prazo. isto é. como ações ou quotas de outras empresas. 8 – Participações Societárias em empresas controladas ou em sociedades coligadas e equiparadas a coligadas quando o investimento é relevante e a sociedade investidora exerça influência na administração da sociedade investida ou INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . cuja avaliação deve ser pelo custo de aquisição ajustado por provisão para ajuste ao valor de mercado quando este for menor. se houver.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 1 – As aplicações financeiras de liquidez imediata. Veja que não há a possibilidade de provisionamento para ajuste ao valor de mercado. ao final de cada período devemos reconhecer as receitas nele ganhas. 5 – Participações Societárias com intenção de realização até o final do exercício social subseqüente. 3 – Aplicações financeiras com liquidez após o final do exercício seguinte. devem ser classificados no Ativo Circulante Disponível e avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos ganhos até a data do encerramento do exercício. É interessante frisar que os investimentos relativos aos itens 1 a 6 compõem o ativo realizável ou possuem a natureza ou intenção de realização. 7 – Participações societárias em empresas não controladas e cujo investimento não seja relevante. até este momento. como os Fundos de Renda Fixa. como os Certificados de Depósito Bancários e as Debêntures. estes investimentos (itens 1 a 3) são avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos. as operações de compra e venda de ouro. devem ser classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo. Ressalte-se que os rendimentos ganhos serão computados consoante o regime de competência. pois estamos tratando de valores monetários. 4 – O Estoque em Ouro com liquidez imediata ou não. isto é. por exemplo. conforme previsão de realização e devem ser avaliados pelo custo de aquisição e ajustados por provisão para desvalorização quando o valor de mercado for menor. devem ser classificadas no Ativo Realizável a Longo Prazo e avaliadas pelo custo de aquisição e ajustados ao valor de mercado quando este for menor. visto tratar-se de valores monetários. como. Atente-se ao fato que na avaliação desses ativos. devem ser classificadas no Ativo Permanente Investimentos e avaliados pelo Custo de Aquisição ajustado por provisão para perdas quando comprovadas como permanentes. não foi invocada a necessidade de se constituir provisão para ajuste ao valor de mercado quando este seja menor. 2 – Aplicações financeiras com liquidez até o final do exercício seguinte. Este tipo de ativo também não comporta provisão para ajuste ao valor de mercado. em Aplicações Temporárias e devem ser avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos ganhos no exercício. mas com intenção de permanência. como ações e quotas de outras sociedades. em Aplicações Temporárias e devem ser avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos auferidos no período considerado. fato este que não está presente nos investimentos do ativo permanente. devem ser classificados no Ativo Circulante. O ajuste será feito tomando por base a cotação em bolsa de valores de maior movimento no último dia útil do exercício. 6 – Participações Societárias com intenção de realização após o final do exercício social subseqüente.

dispôs sobre a divulgação. os critérios e as premissas adotados para determinação desse valor de mercado. reconhecidos ou não nas demonstrações financeiras das companhias abertas e dá outras providências. porém. intenção da empresa na sua aquisição etc. Estabelece aquele ato normativo que as companhias abertas que possuam instrumentos financeiros. Vê-se que cada aplicação ou investimento possui características próprias em relação ao prazo para resgate. reconhecidos ou não como ativo ou passivo em seu balanço. devem ser classificados no Ativo Permanente Investimento e avaliados pelo custo de aquisição e ajustados por provisão para perdas prováveis ou ajuste a valor de mercado (art. reconhecidos ou não como ativo ou passivo em seu balanço patrimonial. terrenos. devem ser classificadas no Ativo Permanente Investimento e avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). taxa de rendimento. Ainda no concernente a avaliação de investimentos. como ações e quotas de sociedades controladas e coligadas ou equiparadas a coligadas. os títulos resgatáveis de pronto devem ser classificados como disponibilidade e. Outro aspecto interessante. na sua classificação nos interessa. tão-somente. bem como as políticas de atuação e controle das operações nos mercados derivativos e os riscos envolvidos. Entretanto.ITR. Por isso. Assim. Entende-se por instrumento financeiro todo contrato que dá origem a um ativo financeiro em uma entidade e a um passivo financeiro ou título representativo do patrimônio em outra entidade. ainda. a CVM. sem outra designação. se aparecer a conta valores mobiliários. de 23 de março de 1995. eles deverão ser classificados no grupo do ativo permanente em subgrupo investimentos. em nota explicativa. estes serão classificados no ativo realizável (circulante ou longo prazo). com intenção de permanência ou de fazer parte do corpo social da outra empresa. Percebe-se que o ativo permanente representa o ativo que não possui a característica de realização. esta deve ser classificada no ativo permanente. se aparecer a conta ações de coligadas. por meio da Instrução CVM nº 235. os direitos contratuais recebíveis em moeda ou em instrumentos financeiros de outra entidade. diz respeito à correta classificação de ações de coligadas. Se. como obras de arte. método do custo ou método da equivalência patrimonial. pois somente podemos falar em coligadas quando participamos do capital social da sociedade investida com intenção de permanência. 183. Devem constar. são considerados ativos financeiros as disponibilidades. quando nos são fornecidos aqueles “balancetes”. em questões de provas. edificações que não sejam de uso. No nosso modo de entender o assunto. em nota explicativa. em nota explicativa anexa às suas demonstrações financeiras e às informações trimestrais. quando podemos dispor desses valores ou qual é a intenção da empresa em relação a sua realização. do valor de mercado dos instrumentos financeiros. devem evidenciar. onde serão separados pela sua forma de avaliação. quando não possuem essa característica. os direitos contratuais de troca de resultados financeiros (swaps) ou instrumentos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . IV). há a intenção de permanência. forma de rentabilidade. Por outro lado. isto é. 9 – Outros ativos com intenção de permanência. a cuja conclusão chegamos pela leitura dos dispositivos legais sob análise. estas devem ser sempre classificadas no ativo permanente – investimento. Desta forma. devem classificados como investimento temporário.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia cujo investimento representa 20% ou mais do capital social da investida. liquidez. pois se possuir essa característica deverá ser classificado no ativo circulante ou no realizável a longo prazo. o valor de mercado desses instrumentos financeiros.

na mesma base e período em que forem apropriadas as receitas de juros relativas a essa operação de crédito. prazo e risco similares. em que comprador e vendedor possuam conhecimento do assunto e independência entre si.nas companhias abertas vendedoras dos títulos e financiadoras da operação de crédito. para apropriação ao resultado. os contratos de arrendamento mercantil. nas empresas seguradas. Na negociação de instrumentos financeiros feita por valor acima do valor de mercado e conjugada com operação de crédito deve ser observado o seguinte: I . a diferença entre o valor da aquisição e o valor de mercado do título deve ser registrada em conta redutora do ativo e da obrigação devendo ser essa conta redutora da obrigação apropriada ao resultado. possuindo a seguinte forma de apresentação: Ativo Circulante . são caracterizados como passivos financeiros as obrigações contratuais de pagamento de determinada importância em moeda ou em instrumentos financeiros de troca de resultados financeiros ou instrumentos financeiros. O ganho na aquisição de um instrumento financeiro cujo valor de mercado seja inferior ao seu valor de face. na data do balanço. Não carecem de evidenciação nas notas explicativas os seguintes créditos ou débitos da entidade: as duplicatas a receber.Investimentos Temporários . a CVM considera valor de mercado o valor que se pode obter com a negociação do instrumento financeiro em um mercado ativo.títulos e valores mobiliários . os contratos de seguro. no Balanço Patrimonial. Para os fins desta avaliação. nas empresas emissoras. aposentadoria. compõem um subgrupo próprio dentro do ativo circulante ou do ativo realizável a longo prazo.como receita financeira. e as obrigações com planos de pensão. na arrendatária. 4. ou o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros a serem obtidos. em um mercado ativo. seguro e saúde dos empregados da entidade.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia financeiros. e os títulos representativos de participação no patrimônio de outra entidade. prazo e risco similares. e as duplicatas a pagar. os investimentos em ações que não possuam valor de mercado. ou na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro o valor que se pode obter com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza. ajustado com base na taxa de juros vigente no mercado. II .como despesa financeira.aplicações em certificados de depósito bancário INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . o ganho decorrente da diferença entre o valor de venda e o valor de mercado do título deve ser registrado como redução do ativo representativo de crédito.3 – ASPECTOS CONTÁBEIS Os investimentos temporários.nas companhias abertas compradoras dos títulos. para instrumentos financeiros de natureza. Por outro lado. na mesma base e período em que forem apropriadas as despesas de juros relativas à operação de crédito. sem que corresponda a uma transação compulsória ou decorrente de um processo de liquidação. somente será reconhecido à medida em que for efetivamente realizado. mesmo nos casos em que este possa ser utilizado para liquidação de dívidas.

deve-se fazer o provisionamento da diferença em contrapartida de despesas com provisão. podemos observar o seguinte: os seus saldos aumentam por meio de débitos e diminuem mediante créditos.000. conforme o princípio da competência. devendo. possuem funcionamento inverso ao das contas do seu grupo. Portanto.35 = R$ 13. 179.404/1976).Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia .00 A diferença (R$ 13. isto é. aumentam seus saldos mediante créditos e diminuem seus saldos mediante débitos.aplicações em certificados de depósito bancário . Exemplo: empresa ALFA adquire 10. para a correta avaliação dos investimentos pendentes de resgate.4 – ASPECTOS LEGAIS A Lei das sociedades por ações (Lei nº 6. O art.investimentos em ouro – ativo financeiro (-) provisão para ajuste ao valor de mercado Estas contas possuem a função de registrar as alocações dos investimentos temporários no mercado financeiro ou de capitais. quando este for menor. dispõe que o exercício social terá a duração de 01 (um) ano. pois. bem como verificar se o valor de mercado corresponde ao valor de aquisição do investimento. Cabe ressaltar que a contrapartida da provisão para ajuste ao valor de mercado é considerada despesa indedutível pela legislação do Imposto de Renda. 175. em seu art. o valor da cota alcançava R$ 1. Assim: Lançamento no encerramento do exercício de 2004 Investimentos em Fundo de Ações a Receita Financeira 4. por ocasião do encerramento do exercício social. e considerando que são contas do ativo.500. devemos calcular a rentabilidade alcançada no período e registrá-la como receita financeira em contrapartida da conta do investimento temporário. cuja data do término será fixada no estatuto. segundo disposição do art.000 cotas de um Fundo de Ações em 02/10/2004.500.35.00) deverá ser lançada como receita do exercício de 2004. Caso o valor de mercado seja menor. quando cada cota estava avaliada em R$ 1. Em 31/12/2004.500. R$ 1. segundo os princípios fundamentais de contabilidade. Lançamento na aquisição das ações Investimentos em Fundo de Ações a Caixa R$ 12. por sua vez.500. estabelece os critérios de classificação dos ativos.Investimentos Temporários . que são contas retificadoras de ativo.000 x R$ 1.investimentos em ouro – ativo financeiro (-) provisão para ajuste ao valor de mercado Ativo Realizável a Longo Prazo .00 – R$ 12.20. os rendimentos ganhos até o encerramento do exercício social e a provisão para ajustá-los ao valor de mercado.404/76.00 Valor do investimento em 31/12/2004 = 10. ser adicionada ao Lucro Líquido do Exercício na determinação do Lucro Real que é a base de cálculo do IRPJ.000. Já as contas de provisão. 183 da Lei 6.00 = R$ 1.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 .títulos e valores mobiliários . No concernente ao funcionamento das contas representativas de investimentos temporários.

os ajustes e as provisões para atender a perdas prováveis e os investimentos em outras sociedades. 176.. . pagos ou incorridos. a lei vincula a classificação preconizada nos incisos I e II ao ciclo operacional da empresa.. §1º Para efeitos do disposto neste artigo. Art. os ganhos decorrentes dos investimentos temporários. Por seu turno. mas a própria lei admite exceções como o caso no ano de início da atividade e no caso do ano de encerramento das atividades da empresa: Art. 187. Desta forma.. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. 183 da mesma lei encontramos os critérios da avaliação do ativo e no seu parágrafo 1º. parágrafo 5º. deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda.. alínea “b”. Vejamos o dispositivo: Art. b) dos bens ou direitos destinados à venda. para o caso de ele ser superior a um ano.. e no período. mesmo os não realizados.. 179.. 183. encargos e perdas. 187 da lei societária. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa. está definida a expressão valor de mercado para os investimentos.. b) os custos. . Art.. o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. serão levados à Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).404/1976. As contas serão classificadas do seguinte modo: . No art. Art. Parágrafo único. No concernente às notas explicativas. o art. em face da aplicação do princípio contábil da competência. 175. correspondentes a essas receitas e rendimentos. despesas. §1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos independentemente da sua realização em moeda. a regra é que o exercício social terá a duração de um ano.. 176.. considera-se valor de mercado: . Parágrafo único. da Lei nº 6. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social. o preço líquido de realização mediante venda no mercado. e a margem de lucro. a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . c) dos investimentos. conforme disposição do §1º do art.. estabelece que deverão ser indicados os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No parágrafo único do mencionado artigo. . .

especialmente estoques. da Lei n° 6. serão convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. desprezando-se. são ajustados em valor presente. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM). preconizou a adoção de outros critérios em se tratando de investimentos permanentes. 247. de constituição de provisões para encargos ou riscos. por meio do Parecer de Orientação nº 17 de 1989 (PO-17/89). parágrafo único). títulos de crédito e quaisquer outros créditos mercantis. d) Os direitos. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) se pronunciou por meio da NBC T 4. pois neste caso somente se constitui a provisão para perdas quando a sociedade investida apresentar diminuição no seu patrimônio líquido e desde que essa diminuição seja permanente. deverá considerar a média aritmética ponderada da última cotação diária ocorrida no exercício. com cláusula de paridade cambial. a as obrigações sujeitas à correção monetária serão atualizadas até a data do balanço. do artigo 183. as obrigações em moeda estrangeira. Por estrita correlação ao assunto. quando relevantes (art. vale a pena discorrermos algumas linhas a respeito da avaliação de passivos. inclusive Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício. se pronunciou da seguinte forma a respeito da provisão para ajuste ao valor de mercado: PROVISÃO PARA AJUSTE A VALOR DE MERCADO.404/76. que servirá de parâmetro para a avaliação de títulos e valores mobiliários. Diz aquele dispositivo que as obrigações. na Bolsa de maior volume de negociação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . conhecidos ou calculáveis. são avaliadas pelo valor de mercado. (PO-17/89) Para efeito da constituição das provisões previstas nos incisos I e III. o valor de mercado. dos cálculos de depreciação. estabelecendo as seguintes regras de avaliação: a) Os componentes do patrimônio com cláusula de atualização monetária pós-fixada são atualizados até a data da avaliação. encargos e riscos. A Instrução CVM nº 247. acrescidos de atualização monetária. de 27 de março de 1996. consoante o disposto no art. entretanto. serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço. dos juros e outros rendimentos auferidos. se existentes. e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo. 184 da lei das sociedades anônimas. financeiros e outros prefixados. amortização e exaustão. quando aplicável.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia §5º As notas deverão indicar: a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. cotações derivadas de negociações atípicas. como ativo financeiro. b) As aplicações em ouro. c) Os investimentos temporários são avaliados ao custo de aquisição e. b) os investimentos em outras sociedades.

neste último caso. não classificáveis no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo. segundo a lei. Os bens e direitos de qualquer natureza. e para possibilitar interpretação e análise exata das demonstrações financeiras. deverão ser classificados no Ativo Permanente .Imobilizado. variações cambiais e monetárias. Da inteligência do dispositivo societário em análise.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Percebe-se que. os quais apresentam. as participações permanentes em outras sociedades e os bens e direitos de qualquer natureza. Para satisfazer uma das finalidades da contabilidade. Vejamos como os investimentos permanentes podem ser apresentados no Balanço Patrimonial: ATIVO PERMANENTE INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . infere-se que estamos diante de dois tipos de Investimentos classificáveis no subgrupo investimentos: “as participações permanentes em outras sociedades” e os “direitos de qualquer natureza. como é o caso dos juros. não classificáveis no ativo circulante ou longo prazo”. pois os bens do ativo permanente não possuem na realização a sua característica. sendo a principal característica deste grupo a intenção de permanência.404/1976. As participações permanentes em outras sociedades são os investimentos efetuados pala aquisição de ações ou quotas do capital social de outras empresas. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa devem ser agrupadas em subcontas próprias. têm tratamento legal próprio definido nos arts. cujo investimento seja relevante e haja o exercício de influência administrativa. Essas participações societárias. os bens e direitos de qualquer natureza. não classificáveis no ativo circulante e realizável a longo prazo. que é a evidenciação de todos os fatos contábeis. mesmo por ocasião da baixa ou saída destes do Ativo Permanente. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa compreendem os investimentos que não se constituem em meios necessários à consecução da finalidade da entidade. não devem possuir a característica de realização e não devem constituir-se em meios à consecução da atividade econômica da empresa. Observa-se que os bens e direitos a serem classificados nesse subgrupo não podem ser classificáveis no ativo circulante ou realizável a longo prazo. as antigüidades e os imóveis não de uso. são classificados no Ativo Permanente no subgrupo INVESTIMENTOS. não classificáveis no ativo circulante ou realizável a longo prazo. ou seja. geralmente. 5 – INVESTIMENTOS PERMANENTES Conforme disposição do art. uma expectativa de realização em valores que ultrapassam o custo de aquisição. 248 a 250 da lei das sociedades por ações e regulamentado pela Instrução CVM nº 247/96. 179 da Lei nº 6. com intenção de permanência. pois. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. São exemplos de investimentos dessa natureza os direitos de propriedade sobre obras de artes. quando em sociedades controladas ou em sociedades coligadas. Convém frisar que a expectativa de realização é apenas para fins de avaliação. também as contas do passivo terão seu valor atualizado quando conhecidos os riscos ou quando calculáveis os seus valores. Adotando essa prática se obtém a identificação de cada bem ou direito de imediato.

Investimentos Incentivados EMBRAER FINAM FINOR FISET (-) Provisão para Perdas Prováveis na Realização AVALIADAS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Em sociedades controladas Cia. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 .) deságio na aquisição do investimento EMPRESA COQUEIROS Ltda.A. Esta intenção é normalmente manifestada no momento da aquisição do investimento e materializada pelo simples registro no grupo do Ativo Permanente no subgrupo Investimento. OUTROS INVESTIMENTOS PERMANENTES Obras de Artes e Antigüidades (-) Provisão para perdas prováveis na realização Imóveis de renda não destinado ao uso (-) Depreciação acumulada 5.A. QUEBRA-GALHO S.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Investimentos Participações permanentes em outras sociedades AVALIADAS PELO MÉTODO DO CUSTO DE AQUISIÇÃO Participações permanentes em outras empresas Ações da Cia. ( . ( . porém ela pode ser manifestada em momento posterior com inscrição no mesmo subgrupo.) provisão para perdas prováveis Quotas de Capital da Empresa PAMONHA Ltda. O caráter que os distingue dos investimentos temporários ou realizáveis é exatamente a intenção de permanência que deve estar manifestada.A. BOMNEGÓCIO S. ágio na aquisição do investimento Cia. BELOMONTE ( .) provisão para perdas prováveis Investimentos relevantes e influentes em sociedades coligadas TAMBO BOM LEITE S. SEMPREBEM Ações da Cia.1 – CONCEITO Os investimentos permanentes são as aplicações de recursos em participações no capital social de outras sociedades e em direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo realizável (circulante e longo prazo) e que não se destinem à manutenção da atividade da empresa.

As Participações Permanentes em Outras Sociedades são aquelas participações no Capital Social das outras sociedades. Como é este o tipo de investimento que interessa ao nosso estudo no momento e porque é ele quem traz as maiores dificuldades aos estudantes. 183. em particular aos concursandos. novamente. Portanto.os investimentos em participação no capital social de outras sociedades. a letra do texto legal: Art. constituindo o seu exercício mera liberalidade. A sociedade investida pode ser uma coligada. III . são dois os tipos de investimentos que devem ser classificados no subgrupo de Investimentos. que dentro de certas circunstâncias também são participações voluntárias..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. inciso III. III . pois ninguém está obrigado. participar do capital social. representadas por ações e quotas do capital social. Para que sejam considerados integrantes desse subgrupo esses investimentos devem ter a característica de permanente e devem estar aplicados na formação de capital de outras sociedades. as Participações Permanentes em outras Sociedades e Outros Investimentos Permanentes.3 – MÉTODOS DE AVALIAÇÃO A lei societária.. considerando-se a sociedade investida como se fosse uma extensão das atividades da própria empresa investidora. 179. ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250. Os Investimentos Voluntários são aqueles realizados pelas empresas em outras sociedades. No balanço.404/76. sobre os quais a sociedade detentora possui a intenção de realização e não de permanência. vejamos. estabelece a forma de avaliação dos investimentos permanentes no capital de outras sociedades. Os Investimentos decorrentes de Incentivos Fiscais têm origem por destinação de parcela do Imposto de Renda devido em projetos como: FINOR (Fundo de Investimentos do Nordeste) e FINAM (Fundo de Investimento da Amazônia). 179 da Lei nº 6. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: . compulsoriamente. excetuam-se desse conceito os investimentos de natureza temporária e puramente especulativos. não classificáveis no ativo circulante. controlada ou simplesmente uma sociedade na qual se pretende. As contas serão classificadas do seguinte modo: . pelo custo de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . As Participações Societárias Permanentes em outras Sociedades podem ser de natureza voluntária ou serem decorrentes de incentivos fiscais.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza... inciso III. 183. Conforme já vimos. 5. ou seja.2 – CRITÉRIOS LEGAIS Consoante dispõe o art. tais direitos devem ser classificados no ativo permanente: Art. por meio do art. a investir em incentivos fiscais. de forma permanente.

influentes. conforme disposto no art. bem como os investimentos em sociedades coligadas. O dispositivo trata da avaliação dos investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). O MEP só pode ser utilizado nos casos expressamente determinados pela Lei e. O Método do Custo é usado para avaliação dos investimentos em outras sociedades. 248 da lei societária. sendo inclusive a regra geral. pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Uma delas. Assim. mesmo sendo sociedades coligadas. O MEP. o investimento não é relevante para a investidora ou esta não exerce influência na administração da sociedade investida ou nas quais o valor do investimento seja menor do que 20% do capital social da investida. deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. os investimentos devem ser. sociedades que não são coligadas nem controladas ou que. avaliados pelo Método do Custo. Nos demais casos. é a avaliação dos investimentos pelo custo de aquisição. desde que não sejam relevantes. Da leitura do texto legal. ou seja. 248 da lei societária e regulamentado pela Instrução CVM nº 247/96. subsidiariamente. O uso de uma ou de outra forma de avaliação das Participações Societárias no Capital de outras Empresas não constitui liberalidade da sociedade avaliadora ou investidora. obrigatoriamente. ajustado por provisão para perdas quando esta estiver comprovada como permanente. isto é. sobre cuja administração se exerça influência ou que represente mais de 20% do capital social de sociedades coligadas e equiparadas a coligadas. e que não será modificado em razão do recebimento. de ações ou quotas bonificadas. é usado para avaliação dos investimentos em sociedades controladas e dos investimentos relevantes. A outra forma de avaliação das participações societárias é a encontrada no art. depreende-se que são duas as formas de avaliação das Participações Permanentes em outras Sociedades. podemos resumir os critérios de avaliação dos investimentos nas seguintes situações a seguir (mais adiante veremos as definições de investimentos relevantes. sem custo para a companhia. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . sociedades coligadas e controladas): MÉTODO MEP MEP MEP CUSTO CUSTO COLIGADA > 20% NÃO NÃO SIM SIM NÃO CONTROLADA SIM NÃO NÃO NÃO NÃO RELEVANTE NÃO SIM SIM NÃO SIM INFLUENTE NÃO SIM NÃO SIM NÃO 6 – MÉTODO DO CUSTO DE AQUISIÇÃO Utiliza-se este método de avaliação de participação societária na forma de ações ou quotas em sociedades que não sejam coligadas ou controladas. quando não cabível a aplicação do MEP.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia aquisição. quando essa perda estiver comprovada como permanente.

Porém. Assim. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 .1 . Entende-se que a perda é permanente quando a sociedade investida estiver em recuperação judicial ou extra-judicial (antiga concordata) ou quando for declarada a sua falência. Valor despendido na aquisição ou subscrição de novas ações ou quotas por aumento de capital. prejuízos acumulados. Assim. o aumento do Patrimônio Líquido na investida. dos dois o menor. ATENÇÃO!!! No método de avaliação de investimentos pelo CUSTO. 183. Na adoção deste método. deduzidos de provisão para perdas. conforme dispõe o art. e sobre cuja administração não se exerça influência. pode-se dizer. 6. qualquer alteração no valor do investimento efetuado com base no custo de aquisição. podemos definir que custo de aquisição representa o valor líquido e efetivo despendido na operação de aquisição da participação societária. Os lucros ou dividendos que cabem à investidora. não sendo plausível constituir a provisão pelo fato de a cotação das ações daquela empresa estar em baixa na data do balanço. por hora. Ressalte-se que a provisão para perdas somente poderá ser constituída quando a perda estiver comprovada como permanente.CUSTO DE AQUISIÇÃO Por tudo o que já se viu. a entidade investidora registra e avalia os investimentos pelo custo de aquisição. a provisão é cabível apenas quando houver reflexo no patrimônio líquido da sociedade investida. na empresa investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia individualmente ou no seu conjunto. A lei das Sociedades Anônimas conceitua investimentos relevantes. Valor pago a título de corretagem. sociedades coligadas e controladas. inclusive ágio ou deságio. por este método. que são avaliados pelo método do custo de aquisição quase todos os investimentos em que a participação da sociedade investidora for inferior a 20% do capital social realizado na sociedade investida. da Lei. visto que o critério é custo de aquisição ou valor de mercado. cujo estudo faremos no tópico em que trataremos da avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial. Também pode haver a constituição dessa provisão em casos de a sociedade investida apresentar. pela geração de lucros ou reservas. ressalvando que essa provisão é necessária para se obter o valor de mercado. Montante pago pela compra de ações de terceiros. em períodos consecutivos. III. mesmo a reserva por reavaliação de ativos. quando esta redução ou perda estiver comprovada como permanente. não deve se traduzir em alteração na participação societária da investidora. o custo de aquisição engloba os valores relativos a: Valor aplicado na formação de capital para constituição de nova sociedade. inclusive ágio. a redução do PL da investida há de ser registrada pela sociedade investidora sob a forma de provisão para perdas. Porém. devem ser registrados como receita operacional no momento em que a empresa investida os distribuir ou provisionar. não se fazendo.

000.000. O lançamento contábil na Cia Pica Pau será: Investimentos na Cia Colibri a Caixa/Bancos R$ 9.00. A aquisição.00.00. Houve. representado por 100. representado por 20.000 quotas. da Cia Tambaqui se limitou a 1. será: Investimento na Cia Trutas a Caixa/Bancos R$ 5.00 Esse fato deverá ser contabilizado pela Cia Tambaqui da seguinte forma: Investimento na empresa Tucunaré Ltda.00 R$ R$ 150. com valor individual de R$ 10. EXEMPLO 3: A Cia Pica Pau adquiriu da Cia Colibri a quantia de 12.000. para investimentos que serão avaliados pelo método do custo. Assim.00.00 Observe que não houve ágio/deságio e outros custos de aquisição. um deságio na operação de R$ 3. Desta forma. bem como o foi o valor da corretagem.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Para consolidar o estudo. com boa situação financeira.700. Portanto.000. na empresa Tucunaré Ltda.00 Corretagem Total = = = R$ 1. com ágio de R$ 0.00 Importante notar que o valor do deságio foi considerado como diminuição de custo de aquisição.000 ações pelo preço de R$ 9.000 ações.00 Perceba que o valor despendido a título de ágio foi integrado ao valor do investimento. a Caixa/Bancos R$ 1. não se fazendo o destaque do ágio ou do deságio quando existirem. à vista. sendo registrado apenas o valor líquido do investimento adquirido.00 50. isto é.00 Ágio de R$ 0. O capital da Cia Colibri é de R$ 100.500 quotas x R$ 1. portanto.000.10 por quota e mais uma taxa de corretagem de R$ 50. logo o valor a ser registrado como custo de aquisição é apenas o gasto efetivamente realizado na aquisição deste investimento.000. na Cia Salmão. isto é.000 ações. cujo capital social é de R$ 20.10 por quota = R$ 1. os valores despendidos pela Cia Tambaqui foram: 1. o lançamento contábil da operação.500. todos os gastos realizados para sua aquisição o integrarão.10. Na aquisição de investimento pelo método do custo é assim que se procede! EXEMPLO 2: A Cia Salmão adquiriu da Cia Trutas 500 ações. resolveu aplicar parcela de seus recursos. O capital da Cia Trutas é composto por 6. de forma permanente.000..500 quotas ao custo unitário de R$ 1.00. o investimento será registrado pelo valor INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . buscamos o auxílio de exemplos práticos a fim de registrarmos a operação de aquisição: EXEMPLO 1: A Companhia Tambaqui. pagando à vista o montante de R$ 5.700.00.

no Balanço Patrimonial o fato ficará registrado no Ativo Permanente – Investimento.000. devem ser registrados pelo custo de aquisição. os valores das despesas com provisão dessa natureza serão adicionados no LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real) ao Lucro Líquido do Exercício.00) Por pertinente. por força do disposto na lei nº 9. Oportunidade. prejuízos acumulados por diversos exercícios. decorrente de resultados negativos. deduzidos de provisão para perdas e corrigidos monetariamente. Atualização Monetária e Competência.249/1995. Dessa forma. Portanto. os investimentos avaliados pelo Método do Custo de Aquisição. como o objetivo da contabilidade é mais amplo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia efetivamente gasto na sua aquisição. EXEMPLO 4: Supondo que a Cia Investemal seja detentora de ações da Cia Falidos. aí incluído o valor da corretagem e do ágio. registrando-se o investimento pelo valor líquido da transação. Registro pelo Valor Original. o valor da perda na participação societária é uma despesa não operacional e a provisão é conta retificadora de Ativo Permanente – Investimento. o lançamento contábil pertinente será o seguinte: Perdas na participação societária a Provisão para Perdas em Participação Societária R$ 800. cabe destacar que. 6. Já o valor do deságio será deduzido.00. cabe ressaltar que “esta provisão é indedutível” para fins de Imposto de Renda a partir de 01 de janeiro de 1996. do seguinte modo: Ativo Permanente Investimentos Ações na Cia Falidos (-) Provisão para perdas 10. não se restringindo aos preceitos da legislação fiscal. desde que essas perdas sejam comprovadas como permanentes consoante previsão na lei societária. Corroboram com esse dispositivo os Princípios Contábeis da Prudência. quando houver redução no Patrimônio Líquido da sociedade investida. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . isto é. Note que é valor patrimonial das ações que sofrerá redução e não a sua cotação na bolsa de valores.000. Entretanto. a regra para os investimentos permanentes é diferente da aplicada aos investimentos temporários que são passíveis de provisão quando a cotação das ações em bolsa de valores estiver abaixo do custo de aquisição.00 Por se caracterizar em perda de capital.2 . Para fins fiscais. o valor patrimonial das ações sofrerá redução e esta deverá ser registrada na sociedade investidora. Portanto.PROVISÃO PARA PERDAS Por determinação da lei societária. esta reversão se constituirá em receita não-operacional. quando da apuração do Lucro Real. por ocasião da reversão desta provisão. essa provisão há de ser constituída quando houver perdas prováveis na realização do valor do investimento.00 e que as ações da Cia Falidos estão desvalorizadas em função de sucessivos resultados negativos e que isto traga um reflexo para a investidora no valor de R$ 800.00 (800. Por pertinente. adquiridas e registradas em seu patrimônio pelo custo de R$ 10.

assim. dispensando-se. que. A sociedade investidora deve providenciar a obtenção dessa informação junto a sociedade investida. com base em um Lucro Ajustado nos termos do art. nas sociedades que avaliam seus investimentos pelo Método do Custo de Aquisição. Os registros contábeis serão os seguintes: 1 .00 Perceba que a sociedade investida deve comunicar à sociedade investidora desse seu direito ao dividendo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . a investidora deverá reconhecer esse direito com o correspondente registro no ativo circulante ou realizável a longo prazo em conta própria de "Dividendos a Receber" em contrapartida de conta de receita operacional. Convém frisar que nas sociedades que avaliam seus investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial o dividendo declarado pela sociedade investida reduz o valor do investimento. sob a forma de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Reservas. se for o caso.000. Em se tratando de distribuição de lucro pela investida. ela somente o reconhecerá quando do efetivo recebimento. os dividendos serão declarados a partir da conta Lucros Acumulados. 186 da lei societária. "Receita de Dividendos".3 . isto é. que consoante o disposto no art. a fim de efetuar o devido lançamento desse dividendo no seu balanço patrimonial. o primeiro lançamento por desconhecimento do fato e o dividendo será contabilizado pelo seu recebimento conforme o regime de caixa da seguinte forma: Caixa/Bancos a Receita de Dividendos R$ 2. pois a receita será reconhecida na avaliação do investimento pela Equivalência Patrimonial. sob a forma de Dividendos a Pagar ou Dividendos Propostos. porém a apuração do seu valor terá por base o lucro ajustado.000. Caso a sociedade investidora não seja informada desse direito. quer no Patrimônio Líquido. É de salientar.00 Nota-se. Veja que o dividendo será debitado a conta de lucros ou prejuízos acumulados.DIVIDENDOS RECEBIDOS OU DECLARADOS No Balanço Patrimonial de qualquer empresa deve estar designada a destinação do lucro do exercício. não havendo o porquê se falar em receita quando do recebimento de dividendo. deve procurar saber se houve a declaração de dividendo ou a proposição de dividendo.Pelo reconhecimento do direito ao dividendo: Dividendos a Receber a Receita de Dividendos Caixa/Bancos a Dividendos a Receber R$ 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 6.00 2 – Pelo efetivo recebimento do dividendo: R$ 2. quer no Passivo.000. ainda. mediante registro no passivo (dividendos a pagar ou propostos). assim. ao passo que as perdas são consideradas despesa não operacional. 202 da mesma lei. os dividendos são sempre considerados receita operacional na empresa investidora.

entretanto. e a empresa investida apurou lucro e a conseqüente declaração de dividendo em 20x2. pois bastaria que creditássemos a conta específica do investimento. quando o dividendo foi declarado. além da participação. que nessa hipótese a investidora adquiriu. na apuração do Lucro Real. Não são dedutíveis para fins de apuração do lucro real as provisões para perdas prováveis. 6. serão registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não influenciarão as contas de resultado (Decreto-lei nº 2. adquirida até seis meses antes da data da respectiva percepção. a empresa investidora não terá direito de receber esse dividendo. Por isso. transcrito a seguir).4 – ASPECTOS FISCAIS Os dividendos recebidos pela investidora são receitas operacionais e não são tributadas pelo imposto de renda.000. necessariamente. pois ele pertence aos detentores ou titulares de ações no final do exercício de 20x2. lançamento com essa forma de apresentação já foi cobrado em prova de concurso e é sempre bom estar preparado para o que der e vier! Ressalte-se. ele não será considerado receita operacional. em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição. o direito ao dividendo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . que se a empresa investidora adquiriu o investimento em janeiro de 20x3. desta forma.072. ou seja. nessas condições.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Atenção! Outro aspecto a analisar é o caso em que a investidora recebe dividendo quando a aquisição do investimento conta com menos de 06 (seis) meses. Art. o dividendo já era devido ao tempo da transação ou aquisição do investimento. Porém. Este lançamento não precisa ser. art. O lançamento desse fato será contabilizado da seguinte forma: Caixa/Bancos a Investimentos Permanentes a Investimentos na Cia ZETA R$ 1. 2º). de 1983. pela análise da legislação fiscal (art. as contrapartidas dessas provisões devem ser adicionados ao resultado contábil. 380. a detentora da participação societária da época já havia registrado em seu ativo o direito ao dividendo e este era nominal a ela. por ocasião do recebimento do dividendo. Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica. Assim.00 Percebe-se que houve um crédito em investimentos permanentes e dentro desse grupo foi creditada a conta específica do investimento. mas uma redução do próprio investimento. ou seja. Entende-se. 380 do RIR/99. portanto podem ser excluídos do lucro contábil na apuração do lucro real (lucro fiscal = base de cálculo do imposto de renda).

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Os ganhos apurados na alienação da participação societária são tributáveis pelo imposto de renda ao passo que as perdas são passíveis de dedução da base de cálculo do mesmo imposto. Vale frisar que tanto os ganhos quanto as perdas, decorrentes da alienação de participação societária permanente, são receitas ou despesas não operacionais.

6.5 – ASPECTOS LEGAIS E CONTÁBEIS Observando o critério de ordem decrescente do grau de liquidez estabelecido no art. 178, § 1º, a lei societária insere os Investimentos Permanentes no primeiro subgrupo do Ativo Permanente, ao passo que o art. 179, da mesma lei, determina quais contas devem integrar este subgrupo investimentos. Deduz-se daí que, mesmo sendo parte do ativo permanente, os investimentos apresentam uma certa expectativa de realização o que não é afeto ao imobilizado e ao diferido ou, em outras palavras, o ativo permanente investimentos é, dentre o permanente, o primeiro grupo que pode ser alienado em caso de crise de liquidez. Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. §1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: ... c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. ... Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:... III – em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; No art. 188 da lei societária, que trata da elaboração da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), nos é apresentada a seguinte norma: Art. 188. A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia, discriminando: I – as origens dos recursos, agrupadas em: ... c) recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado; II – as aplicações de recursos, agrupadas em: a) dividendos distribuídos; ...

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c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; No que for pertinente a avaliação desses investimentos, encontramos amparo legal no inciso III do art. 183. Este dispositivo estabelece que os investimentos devem ser avaliados pelo custo de aquisição, corrigido monetariamente e ajustado por provisão para perdas comprovadas como permanentes: Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: ... III – os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos arts. 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; Da análise desse inciso III extraímos as seguintes conclusões: 1 - Em relação às participações societárias permanentes, a lei estabelece dois critérios de avaliação: Pelo custo de aquisição – Método de Custo Pelo valor do patrimônio líquido – Método da Equivalência Patrimonial O Método do Custo é o que estamos analisando. O Método da Equivalência Patrimonial será objeto de análise no tópico seguinte. 2 – Os investimentos pelo Método do Custo de Aquisição serão avaliados pelo custo de aquisição e deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente. 3 - A perda será comprovada como permanente quando a sociedade investida apresentar prejuízos acumulados, estiver em processo de recuperação judicial ou extra-judicial ou for decretada a falência. Veja que todas as hipóteses acabam reduzindo o valor do patrimônio líquido, sendo, em última análise essa a causa que pode ensejar a constituição da provisão para perdas. Outro aspecto a salientar diz respeito ao princípio contábil da prudência, pois este reclama a constituição de provisão quando existir incerteza de grau variável. Desta forma, para constituirmos uma provisão, qualquer que seja, deve haver alguma incerteza, seja em relação ao valor, ao fato ou outro aspecto qualquer, pois se não há essa incerteza a perda é de fato e nesse caso devemos baixar o investimento por perecimento, cuja baixa terá como contrapartida uma despesa não operacional e será dedutível pela legislação fiscal. 4 – Na parte final do inciso sob análise está grifado “... e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas”. Essas ações ou quotas bonificadas podem surgir pelo aumento do capital social com utilização de reservas ou lucros acumulados. Veja-se que nesse caso há aumento do capital social sem que os acionistas ou sócios tivessem desembolsado recursos financeiros. A sociedade investida pode emitir, neste caso, as chamadas ações ou quotas bonificadas, repassando-as, de forma proporcional, aos

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detentores de ações ou quotas. Pode, também, aumentar o valor nominal das ações já existentes. Em ambos os casos, não há custo para a sociedade investidora. Conforme disposto nos arts. 592 a 594 do Decreto nº 3.000/1990 - Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), as empresas tributadas com base no lucro real poderão optar por aplicações em incentivos fiscais, com parte do Imposto de Renda devido: “Opção na Declaração Art. 592. A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá optar pela aplicação de parcelas do imposto de renda devido, nos termos do disposto neste Capítulo, em incentivos fiscais especificados nos arts. 609, 611 e 613 (Decreto-lei nº 1.376, de 12 de dezembro de 1974, art. 1º). Art. 593. O valor do imposto recolhido na forma dos arts. 454 e 455, mantidas as demais disposições sobre a matéria, integrará o cálculo dos incentivos fiscais destinados ao FINOR, FINAM e FUNRES (Lei nº 8.541, de 1992, art. 11). Art. 594. Os incentivos a que se refere este Capítulo não se aplicam aos impostos devidos por lançamento de ofício ou suplementar, observado ainda o disposto no § 11 do art. 394 (Lei nº 4.239, de 1963, art. 18, § 5º, alínea "a", e Decreto-lei nº 756, de 1969, art. 1º, § 6º).”

7 – MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial significa que a sociedade investidora avaliará sua participação societária, na sociedade investida, utilizando como parâmetro o percentual de sua participação no capital social daquela sociedade. Esse percentual de participação no capital social da sociedade investida será aplicado sobre o Patrimônio Líquido daquela Sociedade, resultando no valor do investimento da Sociedade Investidora. Com a adoção desse método de avaliação de Investimentos os resultados das controladas e coligadas serão reconhecidos pela sociedade investidora no exercício em que forem gerados. Além dos resultados, também serão reconhecidos pela Sociedade Investidora quaisquer outros efeitos no Patrimônio Líquido da Sociedade Investida como, por exemplo, o aumento ou redução de Reservas de Reavaliação e de Reservas de Capital, as quais não transitam por resultado na sociedade investida enquanto se constituem em reservas. O fundamento ou a lógica do método da equivalência patrimonial consiste, pois, em se considerar que o Patrimônio Líquido Contábil representa o capital próprio ou a riqueza própria de uma entidade. Assim, se determinada empresa possui participação no capital social de outra, então ela terá direito à participação no Patrimônio Líquido dessa outra sociedade na mesma proporção de sua participação no capital social. Desta forma, por exemplo, se a empresa CITRICA S/A participa com 20% do capital social da empresa LARANJEIRAS S/A, ela (a empresa CITRICA S/A) terá direito de participar, também, de 20% no Patrimônio Líquido da empresa LARANJEIRAS S/A, ou de outra forma, 20% do Patrimônio Líquido da empresa LARANJEIRAS S/A pertencem à empresa CITRICA S/A.

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Para ilustrar o assunto, de forma preliminar, tomemos o seguinte exemplo: a sociedade Deleitos S.A. adquire ações ordinárias da Cia Soneca, que no conjunto representam 30% do Capital Social desta. A CIA Soneca possui seu capital dividido em ações ordinárias e ações preferenciais de forma equânime. A Deleitos S.A. avaliará, invariavelmente, essa participação considerando aquele percentual sobre o Patrimônio Líquido da Cia Soneca. Desta forma, se no momento da aquisição o Patrimônio Líquido da Cia Soneca foi de R$ 100.000,00, a participação societária será registrada, na Deleitos S.A., pelo valor de R$ 30.000,00 que é o valor patrimonial das ações. Registro da aquisição do investimento: Participações Societárias – Cia Soneca a Caixa R$ 30.000,00

Contudo, se a Cia Soneca auferir lucros, mesmo que não haja distribuição de dividendos, a participação da Deleitos S.A. aumentará. Por exemplo, o PL da Cia Soneca aumentou em R$ 10.000,00 decorrente de resultados obtidos, passando o PL a ser R$ 110.000,00. Imediatamente a Deleitos S.A. reconhecerá essa variação patrimonial na sociedade investida, aumentando o valor do seu investimento em R$ 3.000,00. A contrapartida desse lançamento será uma receita operacional (ganho por equivalência patrimonial ou resultado positivo da equivalência patrimonial), a ser registrado na investidora Deleitos. A sua participação passará para R$ 33.000,00 (30% de R$ 100.000,00, valor original; mais 30% de R$ 10.000,00, valor do resultado gerado na sociedade investida). Perceba que o percentual de participação societária não foi alterado, pois não houve mudança na estrutura do Capital Social da sociedade investida. Registro na Cia Deleitos dos lucros auferidos na investida: Participações Societárias – Cia Soneca a Ganhos por Equivalência Patrimonial R$ 3.000,00

Tentamos, com esse exemplo, de forma singela, demonstrar o princípio deste método de avaliação de investimentos. Contudo, o método da equivalência patrimonial apresenta algumas particularidades próprias e se configura, no todo, em operações mais complexas do que a acima apresentada. Nos tópicos seguintes procuraremos explicar suficientemente os aspectos específicos deste método de avaliação, de modo que você possa resolver, com segurança, quaisquer questões de provas envolvendo o assunto. A par dessa introdução modesta, podemos conceituar o método da equivalência patrimonial como sendo aquele em que os investimentos da sociedade investidora são avaliados tendo como referência o percentual de participação no capital social da sociedade investida aplicado sobre o Patrimônio Líquido desta mesma sociedade investida, consignando, com isso, os resultados e quaisquer variações patrimoniais na sociedade investida a partir do momento de sua geração, independentemente de o resultado ser positivo ou negativo e de haver ou não distribuição de dividendos ou lucros.

7.1 – DEFINIÇÕES FUNDAMENTAIS Para que possamos entender o processo de avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP, é necessário que algumas definições, como sociedade controladora, sociedade coligada normal e sociedade coligada por equiparação, relevância, exercício de influência etc. sejam analisadas de forma pormenorizada. Para tanto, nos socorremos dos enunciados da Lei nº 6.404/76 e dos

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preceitos da Instrução CVM nº 247/96, esta última complementada por nota explicativa emitida pela própria CVM. Outra definição, que nos é fornecida pelo caput do art. 4º da lei societária, diz respeito a definição de companhia aberta e de companhia fechada. Para a Lei, a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. 7.1.1 – CONTROLADA E CONTROLADORA O conceito oficial dessas duas figuras jurídicas é encontrado no § 2º do art. 243 da lei societária, que assim preceitua: Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. ... § 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.(Grifamos). Do comando legal se extrai que sociedade controladora é aquela que possui a titularidade de mais da metade (ou mais de 50%) das quotas ou ações com direito a voto de outra sociedade, que será controlada. O controle não necessita ser direto, podendo ser por intermédio de outra controlada, isto é, admite-se o controle indireto. Assim, por exemplo, se a sociedade Anchova S.A. participa com 51% do capital votante da sociedade Baleia S.A. e, esta, por sua vez, participa da com 60% do Capital votante da sociedade Cará S.A., então a sociedade Anchova S.A. é controladora da sociedade Baleia S.A. de forma direta e da sociedade Cará S.A. de forma indireta, que são suas controladas. Isto é assim porque, se a sociedade Anchova S.A. dita as regras que devem ser seguidas pela sociedade Baleia S.A., ela, de forma indireta, estará ditando, também, a conduta da sociedade Cará S.A., pois esta última é controlada da sociedade Baleia S.A., logo seguirá as diretrizes por ela traçada. A sociedade Baleia S.A. traçará diretrizes para a sociedade Cará S.A. conforme orientações de sua controladora, a sociedade Anchova S.A.. Controle Anchova S.A. Direto Baleia S.A. Controle direto Controle indireto Cará S.A. É de se salientar, ainda, que a titularidade do Capital Social há de ser permanente, pois quando não possui esse caráter, o investimento é classificado no Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, conforme já vimos no início do nosso estudo e corroborado por orientação da própria CVM.

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Outro aspecto interessante é o que diz respeito à preponderância nas deliberações sociais. De regra, tem-se preponderância quando se possui a maioria do Capital Votante. Entretanto, na prática, em situações não raras, é possível que uma parcela do capital votante, menor que a maioria, defina os rumos de uma sociedade. É o caso em que as ações da sociedade investida estão pulverizadas no mercado de forma que, nas assembléias deliberativas, parte dos acionistas detentores de ações ordinárias com direito a voto, não participam das deliberações tomadas pela maioria presente. Por oportuno, cabe mencionar que a lei das Sociedades Anônimas, em seu art. 15, § 2º, preceitua que as ações sem direito a voto não poderão exceder a 50% do total das ações de uma companhia. Com isto, a lei admite a possibilidade de o Capital Votante estar representado por apenas 50% do Capital Total. Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais, ou de fruição. § 1º As ações ordinárias da companhia fechada e as ações preferenciais da companhia aberta e fechada poderão ser de uma ou mais classes. § 2º O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) do total das ações emitidas. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001). Ora, ocorrendo essa hipótese, 25% do Capital Total mais uma ação pode representar a maioria do Capital Votante, isto é, a detenção, de forma permanente, de 25,01% do Capital Total pode representar a preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores, desde que a companhia tenha 50% do seu capital representado por ações sem direito a voto e que o investidor ou investidora com participação de 25,01% possua somente ações ordinárias, isto é, ações representativas do capital votante. Atente-se ao fato que o art. 15 da lei societária foi sensivelmente alterada pela Lei nº 10.303, de 31/10/2001. Antes dessa alteração, o dispositivo apregoava que as ações preferenciais sem direito a voto não poderiam exceder a 2/3 do total das ações. Com isto se admitia a hipótese de uma empresa ser constituída sob a forma de S.A. com apenas 1/3 do total de suas ações serem ordinárias. Ora, para exercer a preponderância nas deliberações é necessário que se detenha a maioria do capital votante. Este poderia ser obtido com a detenção de apenas 16,7% do total das ações, desde que todas fossem com direito a voto e a sociedade investida tivesse seu capital formado conforme os limites máximos admitidos por lei, isto é, 2/3 em ações preferenciais e 1/3 em ações ordinárias. No § 3º do art. 243 da lei das sociedades anônimas, observa-se a exigência da interveniência da CVM, desta feita com relação as informações que devem ser divulgadas ou veiculadas pelas companhias abertas: Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. ... § 3º A companhia aberta divulgará as informações adicionais, sobre coligadas e controladas, que forem exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Com respeito ao assunto e dentro de sua competência, delegada pela lei, a CVM, por meio da Instrução 247/96, assim se pronunciou:

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Art. 3º - Considera-se controlada, para os fins desta Instrução: I - Sociedade na qual a investidora, diretamente ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente: a) - preponderância nas deliberações sociais; e b) - o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores. II - Filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior, sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora, por força de normatização específica; e III - Sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, previstos nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de acordo de votos, independentemente do seu percentual de participação no capital votante. Parágrafo Único - Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a investidora como única acionista. Percebe-se, portanto, que, com relação à definição de sociedade controladora e controlada, a CVM reproduziu, basicamente, o texto da lei. Entretanto, a autarquia avançou no conceito inserindo no rol das sociedades controladas as filiais, agências, sucursais, dependências e escritórios de representação no exterior de sociedades brasileiras, quando estas extensões necessitam se constituir com personalidade jurídica própria em face da legislação do país estrangeiro onde estejam. Importante salientar que, nestas circunstâncias, as filiais, sucursais etc. terão personalidade jurídica própria e, em respeito ao princípio da entidade, se constituem em entidade diversa da matriz. Portanto, nestas condições, as filiais, sucursais etc. serão subsidiárias integrais da sociedade brasileira, isto é, serão empresas de capital brasileiro com um único sócio ou acionista. A respeito de subsidiária integral e antes que haja interpretação equivocada sobre o essa forma jurídica, convém frisar que esta figura não ocorre somente quando uma empresa brasileira possua filiais, sucursais etc. no exterior que necessitam se revestir de personalidade jurídica própria, em face da legislação daqueles países, pois esta figura jurídica é perfeitamente compatível com a legislação nacional. Assim, poderemos ter uma empresa nacional constituída com capital subscrito por uma única e outra empresa nacional. Então, subsidiária integral é aquela empresa de capital nacional que possui como única sócia ou acionista outra empresa brasileira, seja por força de legislação alienígena ou por ato voluntário da empresa nacional. Por fim, cabe tecer um breve comentário sobre outra forma de controle, o controle comum. Esta forma de controle é muito utilizada na prática pelos grandes grupos empresariais onde diversas pessoas ou empresas são participantes do capital social de outra ou outras, cuja participação individual não atinge percentual suficiente para garantir a preponderância nas deliberações. Por questões de interesses e de administrabilidade, algumas pessoas ou empresas, leia-se sócios ou acionistas, pactuam no sentido de unir seus capitais formando um grupo que, no conjunto, representa a maioria do capital votante. É de salientar que, para esta figura jurídica, o percentual de participação de cada uma das sociedades investidoras na sociedade investida é irrelevante, pois o controle se dará pelo conjunto de sociedades investidoras que conseguem juntar a maioria do capital votante da empresa investida. Para dar maior clareza ao assunto, tomemos o seguinte exemplo:

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404. com apenas 0. Art. juntamente com a empresa CAIXACURTO S/A!!! 7. é a sua controladora. algumas normas. algumas alterações significativas foram introduzidas na Lei nº 6. formaram um acordo para manterem o controle comum.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A empresa BOMCAIXA S/A possui o seu capital social. As duas sociedades investidoras acordaram no sentido de tomarem as deliberações em conjunto. Perceba que. Como o somatório de suas ações ordinárias representa 50. Art. isto é.00. não se aplica às companhias em processo de desestatização que. principalmente no concernente a quem deve avaliar os seus investimentos pelo MEP. a contar da data em que esta entrar em vigor. que esta regra não é absoluta.404.001 ações (mais de 50% do capital votante) terão assegurados a preponderância nas deliberações da companhia.660 (49. 8º. será aplicada de acordo com o seguinte critério: I .780.imediatamente às companhias novas.000. especificamente em relação a vigência e a aplicação das alterações. Neste contexto. Porém.1. Art. dependendo da vontade das empresas de capital aberto já constituídas. 7o O disposto no art. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .303/01 Com a edição da Lei nº 10. tenham publicado um edital. adquirindo 24. Veremos no art. 6º ao 9º dessa lei merecem a transcrição e alguns comentários para reforçar o seu entendimento. A empresa CAIXACURTO S/A possui 2. necessitam de detalhamento maior. de 31 de outubro de 2001. de R$ 6.404/76. o detentor ou detentores de 2. § 1o A proporção prevista no § 2o do art. 8o A alteração de direitos conferidos às ações existentes em decorrência de adequação a esta Lei não confere o direito de recesso de que trata o art.408. formado por 2. até a data da promulgação desta Lei.000 ações ordinárias. de 1976.013. de 1976. 137 da Lei no 6. pelo exemplo.6% do capital votante e 0.1 – NORMAS DE TRANSIÇÃO DA LEI Nº 10.6% do capital votante da empresa BOMCAIXA S/A.034. principalmente no inciso III.00. de forma isolada. possui esta quantidade de ações. O perfeito entendimento do exemplo acima será muito útil para dirimir certas dúvidas que poderão surgir ao longo do nosso estudo.36% do capital total) da empresa BOMCAIXA S/A. Há a empresa GRANACURTA LTDA que investiu apenas R$ 24. para este fim.068. de 1976. os arts. A maioria dessas alterações já estão consolidadas nos textos legais apresentados ao longo do presente trabalho.1. nenhum acionista. havendo casos em que a situação anterior a lei reformadora poderá perdurar por tempo.303.36% do capital total. O seu estatuto prevê que somente as ações ordinárias têm direito a voto nas principais deliberações da companhia.000 ações preferencias e 4.404.1% do capital votante da companhia BOMCAIXA S/A.712. devendo. o que representa somente 0.5% do capital votante) o que não lhe assegura a preponderância absoluta nas deliberações da companhia. ser convocada assembléia-geral dos acionistas. Desta forma. se efetivada até o término do ano de 2002. elas passaram a ser as controladoras daquela empresa. 6o As companhias existentes deverão proceder à adaptação do seu estatuto aos preceitos desta Lei no prazo de 1 (um) ano.408 ações ordinárias (0. 254-A da Lei no 6. Entretanto. a empresa GRANACURTA LTDA. 15 da Lei no 6.

aplicando-se. da Lei no 6. ou do § 5o do art. com a redação dada por esta Lei. 15. ficando os atos praticados no interregno da edição da lei e da sua vigência aos auspícios da legislação anterior. alínea b. o direito de preferência a que se refere o art. no momento em que decidirem abrir o seu capital. Com isto. de 15 de dezembro de 1976. § 2o. a critério da companhia. Percebe-se que com 2/3 de ações preferenciais restam 1/3 de ações ordinárias. pois poderá possuir a maioria do capital votante. Art. não mais será lícito à companhia elevá-lo além do limite atingido.2 – COLIGADA INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . poderá não ser estendido aos acionistas titulares de ações preferenciais.1. 171. § 4o Até a assembléia-geral ordinária que se reunir para aprovar as demonstrações financeiras do exercício de 2004. se a sociedade (companhia aberta) que foi constituída nesses percentuais.404. § 2o Nas emissões de ações ordinárias por companhias abertas que optarem por se adaptar ao disposto no art. § 1o. pois segundo ela podemos ter duas formas de determinação do controle com participação em percentuais diferenciados no capital votante da sociedade investida. Uma vez reduzido o percentual de participação em ações preferenciais. 7. devendo os respectivos estatutos ser adaptados ao referido dispositivo legal no prazo de 1 (um) ano. § 3o As companhias abertas somente poderão emitir novas ações preferenciais com observância do disposto no art. será escolhido em lista tríplice elaborada pelo acionista controlador. e. 9o Esta Lei entra em vigor após decorridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial. todavia.7% das ações e desde que sejam com direito a voto. a partir da assembléiageral ordinária de 2006. inciso II. Chamamos atenção a essa regra ou permissibilidade dada às companhias abertas que podem manter 2/3 de suas ações representadas por ações preferenciais e apenas 1/3 de ações ordinárias. No presente caso. em relação ao total de ações emitidas.as companhias abertas existentes poderão manter proporção de até dois terços de ações preferenciais. inclusive em relação a novas emissões de ações. de 1976. § 1o. independentemente do mandato do conselheiro a ser substituído. às companhias que se constituírem a partir dessa data. pois somente poderá produzir efeitos a partir daquela data.33% do capital total pode estar representado por capital votante. com a redação que lhe é conferida por esta Lei. da Lei no 6. e III . alguém que detenha apenas 16. após a data de entrada em vigor desta Lei. vale dizer.404. 17. pode ser o controlador.404. de 1976.404. É sempre importante verificar quando que uma norma entra em vigor.às companhias fechadas existentes. a partir da data de publicação. Essa disposição é de extrema importância.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II . da Lei no 6. a lei foi publicada em 31/10/2001. o referido conselheiro será eleito nos termos desta Lei. de 1976. apenas 33. inclusive. da Lei no 6. o conselheiro eleito na forma do § 4o. 141.

com 10% (dez por cento) ou mais. e supondo que estamos diante de uma empresa que tenha seu capital social constituído com aquele INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 . Interessa-nos o percentual de participação no capital votante representado pelas ações ordinárias. essas participações societárias da CIA TUCUNARÉ. a única condição para que se considere uma sociedade coligada de outra é que haja uma participação com. não nos interessa o percentual de participação do capital social como um todo. conclui-se que: 1 – A CIA CARÁ e a CIA TAMBAQUI são suas coligadas. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. Observa-se que. como segue: 1 – 11% do Capital Social. 2º da Instrução CVM nº 247/96. 2 – 6% do Capital Social. Portanto. Perceba que na lei não há previsão de participação indireta e tampouco referência à espécie de ações ou do tipo societário adotado na constituição da empresa. 3 – 4% do Capital com direito a voto e 5% do capital sem direito a voto da CIA TRUTA. Um exemplo hipotético nos ajudará a elucidar os conceitos antes desenvolvidos. tão somente.1. Para caracterizar a coligação importa apenas que as ações possuídas pela sociedade investidora sejam em percentual igual ou superior a 10% do Capital Social da sociedade investida. constata-se a hipótese da existência de sociedade equiparada à coligada. no mínimo. ações sem direito a voto da CIA TAMBAQUI. Desta forma. Considerando.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O conceito legal de Sociedade Coligada nos é fornecido pelo § 1º. ações com direito a voto e 7% do Capital Social. no caso de ser a investida uma Sociedade Anônima. do capital da outra. Supondo que a CIA TUCUNARÉ tenha participação no Capital Social em diversas empresas. pode haver coligação de Sociedade Anônima em Limitada e vice-versa e. 243 da lei das sociedades anônimas que assim dispõe: Art. da CIA CARÁ. Portanto. 243. que a equiparação pode ser de forma direta ou indireta. não importa se a participação é constituída por ações preferenciais ou ordinárias. que limita o percentual máximo de ações preferenciais em 50% (para as empresas que já estavam constituídas em 31/10/2001 o limite pode continuar 1/3). do art. e 4 – 3% do Capital com direito a voto e 4% do Capital não votante da CIA SALMÃO.3 – EQUIPARADA A COLIGADA Pelo disposto nas alíneas “a” e “b” do parágrafo único do art. de 10% do Capital Social da outra sociedade (investida). 2 – A CIA TRUTA e a CIA SALMÃO não são coligadas da CIA TUCUNARÉ. sem controlá-la. salienta aquela autarquia. consoante o disposto no art. 15 da lei societária. Além disto. § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa. 7. sem direito a voto. na norma da CVM existe esta possibilidade com relação à coligação por equiparação. Nesse conceito de sociedade equiparada à coligada. embora não conste na lei a figura da coligação indireta.

Interessa-nos. Esquematicamente. apenas. ou com direito a voto. sem controlá-la. Parágrafo Único . A Empresa Corintos S/A participa do capital votante da empresa Búfalo S/A com 40%. tomemos o seguinte exemplo: A empresa Aspa S/A detém 25% do capital social da empresa Corintos S/A. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . Salienta-se que as ações possuídas por Aspa S/A são todas do tipo ordinárias.Equiparam-se às coligadas. fazendo surgir. para os fins desta Instrução: a) . ou seja 10%). também. uma sociedade que participa com 10% do capital votante dessa outra empresa será considerada coligada por equiparação. sem controlá-la. a participação societária total e participação societária no capital votante se apresenta da seguinte forma: Participação capital total Aspa S/A 25% Corintos S/A 20% Búfalo S/A 5% Participação no capital votante Aspa S/A 25% Corintos S/A 40% Búfalo S/A 10% Para “fechar” o tópico.as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra.4 = 0. sendo certo de que a participação de Corintos S/A no capital total de Búfalo S/A é menor do que 40% . Mesmo assim.25 x 0. na análise da equiparação. 2º da Instrução CVM nº 247/96: Art.10.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia percentual de ações preferenciais. mas como já o dissemos. Nesse particular. sua participação no capital social da sociedade investida será de apenas 5%. sem controlá-la. No entanto. É de salientar que o capital de Búfalo S/A é composto de ações ordinárias e preferenciais.Consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra. Búfalo S/A é coligada de Corintos S/A. logo Búfalo S/A é coligada de Aspa S/A por equiparação indireta. transcrevemos o art. sem controlá-la. É interessante notar que a participação indireta de Aspa S/A no capital total de Búfalo S/A é menor do que 10%. a figura da coligada por equiparação. Outro aspecto a merecer nossa atenção diz respeito à participação indireta. A participação indireta de Aspa S/A no capital votante de Búfalo S/A é de 10% (25% de 40% ou 0. a participação direta ou indireta no capital votante. Corintos S/A é coligada de Aspa S/A. logo a participação de Corintos S/A em Búfalo S/A pode representar apenas em 20% do capital total. 2º . não nos interessa a participação no capital total.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) . é quanto ao percentual de participação a ser utilizado. sem controlá-la. serve para medir a equiparação. o percentual a ser utilizado para aplicação do MEP. quando da aplicação do MEP em sociedades equiparadas. necessariamente. de 10% ou mais do capital votante. quando aplicável. não representando. Lembramos que o percentual anteriormente referido. na aplicação do MEP em sociedades equiparadas. independentemente do percentual da participação no capital total. a CVM se manifestou do seguinte modo acerca do assunto: Dúvidas tem surgido quanto à forma de se ajustar o MEP nos casos de participação indireta. porém o somatório das participações caracterize a empresa como equiparada à coligada.as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra. É importante ressaltar ainda que. e aplicáveis às coligadas. Um cuidado adicional que as companhias abertas devem ter. Esse mesmo entendimento é aplicável nos casos em que individualmente o investimento de coligadas/controladas não atinja o percentual necessário para caracterizar a coligação. que já contemple tais efeitos nas suas demonstrações. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 . ou solicitar-lhe. a companhia aberta deve ajustar o balanço da controlada/coligada em que detenha a participação direta para efeitos de aplicação do MEP. Por meio do OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 01/2005. Neste caso. deverão ser observadas as mesmas condições de relevância do investimento e de influência na administração definidas nos artigos 4° e 5° da Instrução CVM n° 247/96.

exceto as controladas e coligadas que tenham seus investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial c) veículos. dos dois o menor b) Método do Valor Presente e Equivalência Patrimonial c) Método do Custo e Equivalência Patrimonial d) Método do Valor de Realização e Equivalência Patrimonial e) Método do Valor de Realização e Valor Presente 05) (AFTN-98-Esaf) De acordo com a Lei 6. patentes e outros bens intangíveis b) participações permanentes no capital social de outras sociedades. dos dois o menor INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 . os investimentos em: (com adaptações).404/76 os investimentos. 02) (AFTN-96-Esaf) Segundo o texto da Lei Societária. móveis e utensílios. os direitos e títulos de crédito não classificáveis como Investimentos Permanentes devem ser avaliados pelo: a) Custo de aquisição ou valor de mercado. equipamentos e instalações d) ativos diferíveis durante a fase anterior ao início das operações e) estoques dos imóveis destinados à revenda ou utilizados no processo produtivo. dos dois o menor d) Custo de aquisição deduzidas as despesas para realização e) Valor corrigido de realização ou valor reposição corrigido 03) (AFTN-96-Esaf) As ações adquiridas no mercado de balcão poderão ser classificadas como: a) Ativo permanente desde que não ocorra flutuação de preços durante 2 exercícios subsequentes b) Ativo circulante desde que ocorra flutuação de preços e a intenção seja de tornar-se acionista da entidade c) Realizável a longo prazo desde que não ocorra flutuação de preços durante 2 exercícios subsequentes d) Ativo permanente desde que a aquisição não seja efetuada com a intenção de participar da sociedade e) Ativo circulante desde que a aquisição seja efetuada com a intenção de não participar da sociedade 04) (AFTN-96-Esaf) São métodos de avaliação das Participações Societárias: a) Método de Custo e Custo ou Mercado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-1994-2-Esaf) nas sociedades anônimas devem ser avaliados pelo custo de aquisição menos a provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. quando essa perda estiver comprovada como permanente. deverão ser avaliados pelo a) valor presente do fluxo de caixa futuro b) custo histórico de aquisição c) valor de realização futura d) valor de reposição e) custo de aquisição ou mercado. dos dois o menor b) Valor de reposição ou valor de mercado. dos dois o menor c) Valor de realização ou pelo custo histórico. a) marcas. classificados como temporários.

000 20. Mauá e) 10% na Cia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 06) (AFTN-98-Esaf) Os resultados decorrentes de avaliação de investimento no exterior. Rondon d) 8% na Cia.000 Cia. 70% na Cia.000 2. Rondon e) 7% na Cia. Mauá e 7% na Cia.000 10. terão o seguinte tratamento: a) não serão reconhecidos na apuração do resultado b) se negativos. Rondon. independentemente da participação total do capital da investida Excluído: 30 Excluído: 31 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . controlá-la. 30% na Cia. Caxias 35. entretanto. 70% na Cia. 70% na Cia. Rondon c) 28% na Cia. Cia. são consideradas participações societárias equiparadas às coligadas quando uma sociedade participa da outra a) com 5% ou mais do capital votante e mais de 20% do Exigível a Longo Prazo sem. Rondon b) 28% na Cia. Mauá b) 70% na Cia. independentemente da participação total no Exigível da investida d) com 10% ou mais do capital votante exercendo o controle econômico e administrativo. Mauá d) 87% na Cia. pelo método da equivalência patrimonial. Mauá 08) (AFRF-2001-Esaf) O percentual de participação indireta da Cia. entretanto. Caxias e 20% na Cia. Itararé tem uma participação total nas investidas na seguinte ordem: a) 67% na Cia. Caxias e 48% na Cia. Mauá 2.000 Cia.000 2.000 07) (AFRF-2001-Esaf) A Cia. Mauá e 20% na Cia.000 50. 70% na Cia. Quadro de composição acionária da CIA ITARARÉ nas companhias Mauá e Rondon: Composição do Capital Empresas Cia.000 -----15. entretanto. Rondon.000 4. Caxias e 40% na Cia. não serão reconhecidos c) serão reconhecidos até o limite do valor de realização d) serão reconhecidos pelo método do custo e) receberão o mesmo tratamento dado aos investimentos locais Utilizando apenas as informações contidas na tabela abaixo. ocorrer dependência financeira b) com 5% do capital votante sem. Rondon 16. Caxias e 38% na Cia. Itararé nas empresas Mauá e Rondon é: a) 18% na Cia. responda às questões 07 e 08. entretanto. independentemente da participação total do capital da investida c) com 10% ou mais do capital total da investida sem. controlá-la. Mauá e 28% na Cia. Rondon 09) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução 247/96 da CVM.000 4. independentemente da participação total do capital da investida e) com 10% ou mais do capital votante sem. Rondon. controlá-la. Outros Total Itararé Caxias Acionistas de ações Cia. Mauá c) 70% na Cia. Mauá e 70% na Cia. Caxias e 40% na Cia. Mauá e 77% na Cia. Rondon. Rondon.

c) do custo histórico e da materialidade. credita a conta: a) Reservas de Capital b) Receitas de Dividendos c) Participações Societárias d) Resultados de Exercícios Futuros e) Valores a Receber INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 . Cristal. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. não que apresentem classificados como investimentos.404/76. não classificáveis no Ativo Circulante. segundo o texto da Lei 6.000. a Cia. 14) (AFRF-2002-Esaf) No final de 2000. utiliza como base os critérios contábeis a) do denominador comum monetário. que possui uma participação societária não relevante nessa empresa. são classificados como: a) Disponibilidades b) Contas a Receber c) Investimentos d) Imobilizados e) Diferido 11) (AFRF-2001-Esaf) O critério da avaliação contábil a ser aplicado aos títulos de crédito. dos dois o menor.000 de reais como dividendos devidos a seus acionistas. estabelecida no artigo 183 da Lei 6. e) da prudência e do custo de oportunidade.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 10) (AFRF-2001-Esaf) Os direitos de qualquer natureza. ao registrar os dividendos a que tem direito. e a quaisquer valores mobiliários não classificados como Investimentos Permanentes é: a) Custo ou mercado dos dois o menor b) Custo histórico como base de valor c) Custo corrente ou o de reposição d) Custo de Realização acrescido dos rendimentos e) Custo original como base de valor 12) (AFRF-2001-Esaf) Aplicações em Investimentos Temporários características de liquidez imediata são classificadas no Ativo como: a) Valores Realizáveis b) Investimentos c) Não Circulante d) Permanente e) Disponível 13) (AFRF-2002-Esaf) A avaliação de valores mobiliários. Quartzo apura o resultado do exercício e provisiona 1.404/76. d) do custo ou mercado. b) da convenção de consistência. A Cia.

B CIA. H participa indiretamente de “I” com 10. B relativo ao capital total. A participa indiretamente de “I” com 10. G CIA. b) a Cia. E 25% 20% OUTROS 55% CIA. e) é irrelevante se “B” for dependente da tecnologia de “A”. A. B participa indiretamente de “I” com 7%. c) a participação de “A” em “B” é relevante em “I”. e) a participação indireta da Cia. I é equiparada a controlada de “D”. d) a Cia. G é controlada indireta da Cia. D 100% 10% 70% 30% CIA. c) a participação de “A” em “B” é relevante. d) a participação indireta da Cia. B é equiparada a controlada de “A”. e) a Cia. C CIA. H CIA. A na Cia B relativo ao capital total. responda às questões de 15 a 17. I Com base no gráfico fornecido. pode-se afirmar que a) a Cia. B é coligada de “A”.7%. 15) (AFRF-2002-Esaf) De acordo com a figura apresentada pode-se afirmar que a) a Cia. F 100% CIA. B.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A configuração gráfica do Conglomerado Alfabético é a seguinte: CIA A 20% 60% 30% CIA. A nas empresas “F” e “H” é idêntica. I com 9%. A na Cia. b) as empresas “C” e “I” são controladas da Cia. pode-se afirmar que a) a Cia. A na Cia. c) a Cia. b) a Cia. 17) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia. A participa indiretamente na Cia. A é controladora de “B”. 16) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia. H é de 51%. d) a Cia. Excluído: 47 Excluído: 49 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 .7%.

localizadas em diversos estados brasileiros e possuem como atividade principal a extração..000 50. ITA. Itaipu é: a) 20% b) 24% c) 30% d) 34% e) 52% 20) (AFRF-2002-2-Esaf) As empresas em questão formam um grupo de empresas.000 90. b) nula porque a Cia. por força de legislação específica. Cia. e) filial ou agência de investida localizada no país cuja participação societária da investidora seja de até 5% do capital votante e o valor contábil do investimento é inferior a 10% do seu patrimônio líquido. sua empresa holding é a Cia. no capital da empresa Itacolomi. Ita poderia ter: a) 100% b) 88% c) 52% d) 40% e) 20% 21) (AFRF-2002-2-Esaf) Se a participação societária da Cia. 10.000 . Itaipu 195.. Itacolomi 120. 30. Se essa empresa é a investidora direta das empresas Itararé e Itacolomi. granitos e pedras de diversos tipos. b) uma empresa que participa diretamente da outra com até 10% do capital total e o valor contábil do investimento não excede a 5% do patrimônio líquido da investidora. e) nula por não haver relação direta entre elas. a participação dessa empresa na Cia... que a Cia.000 150. Itamaracá 40. d) uma empresa que participa indiretamente da outra com até 5% do capital preferencial e o valor contábil do investimento não excede a 8% do patrimônio líquido da investidora.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia.. responder às questões de nº 19 a 21.000 200. Itacolomi for de 20% do capital total. Itajubá 80. industrialização e comercialização de mármores..000 300. Excluído: 58 Excluído: 6 Excluído: 5 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 . beneficiamento.000 . c) filial ou escritório no exterior. sempre que os ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora. d) evidenciada em notas explicativas. (Quadro de composição Acionária .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 18) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 247/1996 é considerada controlada: a) uma empresa que participa indiretamente de outra com até 10% do capital total e o valor contábil do investimento não excede a 5% do patrimônio líquido da investidora.000 19) (AFRF-2002-2-Esaf) O percentual de participação indireta da Cia.. Itajubá não é ligada à Cia. Ita na Cia. Itararé na Cia. lta.000 Cia.000 30.000 Cia. indique o percentual máximo de participação direta..000 90. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia.000 Cia. Itajubá é: a) considerada indireta no valor de 45%. c) considerada direta no valor de 20%. Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária das companhias.000 15.

a resolução CVM 235/95 considera como uma das formas de identificar o valor de mercado. GABARITOS 01 – B 06 – E 11 – A 16 – B 21 – D 02 – A 07 – D 12 – E 17 – D 22 . essência ou forma destinados ao desenvolvimento da atividade principal da empresa. b) representarem direitos de qualquer natureza. essência ou forma destinados à continuidade da empresa. d) representa o valor correspondente ao valor líquido futuro ajustado com base na taxa média de juros vigentes projetada para o vencimento do título. e) somente representarem direitos não destinados à utilização no desenvolvimento da atividade principal da empresa. quando da não existência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro. prazo e risco similares.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 22) (AFRF-2003) Na avaliação de ativos financeiros temporários. 23) (AFRF-2003) São atributos necessários para identificar a existência dos ativos Permanente Investimento a) constituírem direitos de qualquer natureza.C 04 – C 09 – E 14 – B 19 – B 05 – E 10 – C 15 – D 20 – E INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 40 . c) não possuírem a característica de realização e não se destinarem à manutenção da atividade da empresa. b) seria obtido com a negociação em um mercado ativo que corresponda a um processo de liquidação. d) serem destinados ao desenvolvimento da atividade principal da empresa e à capacidade de transformação em moeda.A 03 – E 08 – C 13 – D 18 – C 23 . aquele que: a) se pode obter com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza. c) seria obtido em uma transação entre comprador e vendedor cujo valor corresponda ao valor futuro dos fluxos de caixa futuros. em um mercado ativo. e) se pode obter com a negociação em um mercado ativo que corresponda a uma transação compulsória.

no mínimo e isoladamente. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS . A definição legal de investimento relevante nos é fornecido pelo parágrafo único do art. hoje veremos mais algumas particularidades deste assunto muito interessante e que será cobrado na prova. à sociedade investidora. por meio da Instrução CVM nº 247/96. no mínimo. se o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia. considerados em seu conjunto. o valor contábil do investimento for equivalente a. deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas. com fundamento na competência que lhe foi delegada pela lei societária. Considera-se relevante o investimento: a) em cada sociedade coligada ou controlada. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 .1. unicamente. 15% do Patrimônio Líquido da companhia investidora. ou II . b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas. Parágrafo único. do seguinte modo: Art.Considera-se relevante o investimento: I . for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do patrimônio líquido da investidora. Constata-se que um investimento é relevante se ele representa.. se no conjunto das sociedades coligadas e controladas. As notas explicativas dos investimentos relevantes devem conter informações precisas sobre as sociedades coligadas e controladas e suas relações com a companhia. 4º . ou.Quando o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas.PARTE II 7. 247. indicando: .. § 1º .4 – INVESTIMENTO RELEVANTE O conceito de investimento relevante diz respeito. 247 da lei societária que assim dispõe: Art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aula 04 Continuando o nosso estudo sobre a Avaliação de Investimentos.O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado. 10% do Patrimônio Líquido da sociedade investidora e que seja em sociedade coligada. A CVM.Quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da investidora. se pronunciou. se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia.

pelo inciso I deste ato normativo. Assim. Já na análise da relevância dos investimentos. Por outro lado. com a adição desses créditos. a análise a ser efetuada para determinar a relevância de um investimento de forma isolada deve considerar. não se faz a análise da relevância dos investimentos em controladas. também. de forma isolada. tais como os adiantamentos para futuro aumento de capital e os empréstimos é que devem compor o cálculo. Assim. Somente os créditos de natureza não operacional. Pode-se dizer. Apenas os crébitos não operacionais contra as coligadas e controladas devem ser adicionados aos investimentos na determinação da relevância. se procura alcançar os investimentos aplicados em ações ou que possuam essa finalidade. então os investimentos em sociedades coligadas serão. que os créditos contra as sociedades coligadas e controlados. não podemos concluir que todos os créditos contra as sociedades coligadas e controladas classificadas no Ativo Realizável a Longo Prazo devam compor o cálculo. não devem figurar no cálculo. É de ressaltar. Logo os créditos operacionais normais. que sempre devem ser classificados no ARLP. na análise conjunta somamos todos os investimentos em coligadas e controladas. pois. mas o valor contábil do investimento não contempla essas somas. classificados no circulante. conforme nele consta. devemos considerar também os investimentos que a sociedade investidora possua em controladas. Percebe-se que. relevantes. os investimentos em sociedades coligadas. De resto. que débitos não operacionais a favor de coligadas ou a favor de controladas são desconsiderados na apuração da relevância. ao valor contábil do investimento deverá ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. Atenção!!! Veja que o valor dos créditos decorrentes de empréstimos ou outros direitos só entram no cálculo para se estabelecer a relevância. devem ser adicionados ao valor do investimento para analisar a relevância. aqueles créditos decorrentes de transações não normais. exclusivamente. Isto se deve ao fato de que. visto que lá só devem ser registrados os créditos normais (operacionais) contra as sociedades coligadas e controladas. visto que os investimentos em controladas são sempre relevantes! Outro aspecto que merece relevo é o pertinente ao disposto no § 2º do ato normativo acima transcrito. Atente-se ao fato de que não são todos os créditos da investidora contra suas controladas e coligadas que devem ser somados ao valor do investimento para determinar a relevância.Para determinação dos percentuais referidos nos incisos I e II deste artigo. ainda.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 2º . que não devem ser considerados. tais como contas a receber decorrentes de operações comerciais comuns realizadas com qualquer tipo de cliente. não devem ser considerados no cálculo da relevância. pois pode haver créditos operacionais contra coligadas/controladas com prazo de realização após o final do exercício social subseqüente. tomados em conjunto. pois entende aquela autarquia que os investimentos em sociedades controladas são sempre relevantes. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . Se o valor contábil alcançar 15% ou mais do Patrimônio Líquido da sociedade investidora. devem ser adicionados aos investimentos o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. assim.

Excetuam-se desta regra os empréstimos feitos pela investidora.00 R$ 7.00 e que vende habitualmente a prazo. somado ao empréstimo para futuro aumento de capital de R$ 7. evidentemente. Este fato poderá ser denotado nos exemplos seguintes.000. serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 100.500.00 R$ 15.000.000. na investida Tambaqui.000.00 R$ 15.000. como de resto qualquer empréstimo quando isto não se constitui em operação normal. nos casos deste artigo. é relevante porque representa 10.000. segundo orientação da CVM deve ser apurado antes de registrar o resultado da respectiva equivalência patrimonial e o seu reflexo no Patrimônio Líquido da sociedade investidora. são créditos não operacionais da sociedade investidora quando ela não possua.000.00 R$ 5. é relevante.00.00 R$ 19. pois representa 12% do Patrimônio Líquido da sociedade Tubarão.500.A.00 R$ 7.000.00.500. Atente-se ao fato que empréstimo para futuro aumento de capital.00 R$ 4. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 .00 Empréstimo para futuro aumento de capital Duplicatas a receber Duplicatas a pagar R$ 1. a adoção dessa metodologia traz maior simplicidade na apuração da relevância.404/76.500. indistintamente a qualquer cliente que comprove capacidade de pagamento. no somatório para verificar a relevância. também se manifesta acerca do assunto. É prudente.5% do PL da sociedade investidora. no § 1° do art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Convém destacar que a Lei nº 6. conforme vimos na definição de relevância apresentada acima. Salienta-se que o valor de Duplicatas a Pagar não deve influenciar no cálculo da relevância do investimento. possua as seguintes participações societárias em suas coligadas: Valor do investimento R$ 10. Segundo a CVM. essa atividade como objeto social. que fiquemos atentos ao fato de que o valor contábil. § 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento. às suas coligadas ou controladas em decorrência de serem estes oriundos de sua atividade operacional. instituição financeira..00 R$ 1.00 Investida Tambaqui Tucunaré Truta TOTAIS Analisando esses investimentos quanto ao aspecto da relevância. conforme estamos diante da análise isolada ou conjunta.00.000. EXEMPLO 1 Consideremos que a investidora Tubarão S. na investida Tucunaré.500. O investimento de R$ 5. dispondo que devem ser considerados os créditos não operacionais existentes no Ativo Realizável a Longo Prazo da empresa investidora à empresa investida. ainda. teremos: a) Isoladamente O investimento de R$ 10. 248. Perceba que esta forma de proceder altera os percentuais do Patrimônio Líquido representados por participações societárias em coligadas ou coligadas/controladas.

EXEMPLO 3 A Cia Colibri.00 na Cia Salmão.00. quando se trata de controlada não há razão de se determinar a relevância do investimento. visto que R$ 8. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 80.) provisão para perdas prováveis.00. visto que representa apenas 4% do PL da sociedade investidora. Perceba que o investimento na Cia Truta é inferior a 10% do PL da Cia Tucunaré.500. ou valor contábil dos investimentos.000. o investimento na Cia Truta há de ser avaliado pelo MEP. conclui-se que os dois investimentos da Cia Tucunaré são relevantes. o investimento na sociedade Truta passa a ser relevante. não é relevante. Ressalta-se que o valor de Duplicatas a Receber não deve influenciar o cálculo da relevância do investimento.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O investimento de R$ 4. a não ser para verificar se os investimentos em coligadas são relevantes quando analisados em conjunto com os investimentos em controladas.) saldo do deságio não amortizado (. por se tratar de controlada. pois o somatório dos investimentos em coligadas e controladas ultrapassam a 15% do PL da sociedade investidora. pois é decorrente de atividade operacional. com a finalidade específica de analisar a relevância. Logo. o valor dos investimentos. isoladamente. é de R$ 26. possui os seguintes participações societárias: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 .000. 248 da Lei nº 6.100.000.404/76 e corroborado pelos arts. o VALOR CONTÁBIL do investimento é determinado conforme a seguir demonstrado: (+) valor registrado corrigido monetariamente (+) saldo do ágio não amortizado (. é relevante. se houver (=) VALOR CONTÁBIL DO INVESTIMENTO (+) créditos decorrentes de empréstimos ou outros direitos não operacionais (=) BASE DE CÁLCULO. pois a análise do conjunto dos investimentos não lhes tira aquela condição adquirida quando analisadas isoladamente.500. PARA FINS DE SE ESTABELECER A RELEVÂNCIA EXEMPLO 2 A Cia Tucunaré.00. b) No conjunto Os investimentos efetuados nas sociedades Tambaqui e Tucunaré continuam sendo relevantes.00.00 é superior a 10% do seu Patrimônio Líquido. Perceba que o somatório dos investimentos.00. na investida Truta.100. A esse valor devemos adicionar o montante de R$ 7. Por isso.00 na coligada Cia Salmão .00.00 na controlada Cia Truta Analisando esses investimentos. relativo ao empréstimo para aumento de capital.R$ 3. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 30.R$ 8.000. pois os investimentos em sociedades controladas são sempre relevantes e o investimento de R$ 8. é de R$ 19.100.000. conforme disposto no art. possui as seguintes participações societárias: . 1º e 5º da Instrução CVM nº 247/96. Assim.500. Entretanto. A propósito.

00.A. Também não será considerado.000... 5 – A Cia Sabiá é sua coligada.00.000. é sua coligada por equiparação indireta.000. Esse investimento é também relevante.000.A. Perceba que a participação indireta Cia Colibri no capital total da empresa Pavão S.400.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia .A. de forma isolada. cujo capital social. A análise dos investimentos de forma conjunta deve considerar apenas os investimentos realizados em coligadas e controladas. visto que participa com 15% do capital social desta empresa.00. são relevantes o realizado na empresa Papagaio S. Esta sociedade participa no capital votante da empresa Pavão S. pelo fato de esta ser sua controlada e o investimento realizado na Cia Sabiá. constituído exclusivamente de ações ordinárias.000. cujo capital social é de R$ 700. pois não alcança 10% do PL da sociedade investidora. . é de R$ 270.R$ 2. cujo capital social é de R$ 25. 3 – A empresa Periquito Ltda. constata-se que: 1 – A sociedade Canário Ltda.R$ 120. visto que detém mais da metade das ações com direito a voto. analisado de forma isolada não é relevante.A.000.00 na Cia Sabiá. cujo capital social é R$ 800. representa apenas 6% e.. por enquanto.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 .00 na empresa Periquito Ltda. mesmo assim. pois representa mais do que 10% do seu PL. . .000. O investimento. . cujo capital social é de R$ 20. pois o seu investimento representa 40% do capital social daquela empresa.A. Assim. 2 – A empresa Papagaio S. o investimento realizado na Cia Urubu não será considerado. este investimento é relevante já que todos os investimentos em controladas são relevantes.000. Assim. constituído exclusivamente de ações ordinárias..00 e formado exclusivamente por ações ordinárias.000. para a apuração do percentual do PL representado por investimentos em coligadas e controladas..A.000.00.000. O Capital Social desta empresa é composto por 50% de ações ordinárias e de 50% de ações preferenciais.00.R$ 120. Analisando esses investimentos da Cia Colibri. todavia. pois representa. Portanto. e . mais do que 10% do PL da Cia Colibri.A.R$ 280. com R$ 60. o que lhe assegura a preponderância nas deliberações.00 na coligada Canário Ltda.00 na sociedade Canário Ltda. pois o investimento indireto da Cia Colibri representa 12% do capital votante daquela empresa (40% de 30%).R$ 140. por si só.00 na empresa Papagaio S. Logo. o investimento indireto na empresa Pavão S. mas o investimento. pela análise individual dos investimentos.00 na Cia Urubu. pois o investimento representa menos do que 10% do capital social daquela empresa. 4 – a empresa Pavão S. 6 – A Cia Urubu não é sua coligada. pois o valor desse investimento será computado no investimento realizado na empresa Periquito Ltda.000. é sua coligada.000. cujo montante é de R$ 400.00 na controlada Papagaio S. é sua coligada. o que representa 30% do capital votante.. a Cia Colibri possui o seguinte quadro de investimentos em coligadas e controladas: .00.R$ 4.. não é relevante. é sua controlada. podemos afirmar que dos investimentos da Cia Colibri.A.R$ 140.000. pois a sua participação alcança mais de 10% do capital social daquela empresa (ela representa 22% do capital da investida). ela é coligada por equiparação.000.000.

47% do PL da Cia Colibri (4. 7. Percebe-se que os acionistas detentores de 20% (vinte por cento).5 – INVESTIMENTO INFLUENTE A exata definição do que seja investimento influente é o último aspecto a ser analisado para que possamos determinar se um investimento em sociedade coligada deve ou não ser avaliado pelo MEP. no mínimo.404/76. d) significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira. o que representa 16. Esta disposição apresenta. 5º da Instrução CVM nº 247/96. o que representa.000 / 30. do capital com direito a voto. relevantes pela análise em conjunto. também.00. por exemplo. condicionam a avaliação dos investimentos em sociedades coligadas pelo MEP ao exercício da influência na administração da sociedade investida. 248 da lei e do art. ou f) uso comum de recursos materiais. 248 da Lei nº 6. tecnológicos ou humanos. quando deveria estar presente a figura do capital votante! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . quanto o art. o investimento quando ele representa no mínimo 20% do capital social da sociedade investida.1. pois não fez referência a qual tipo de capital social. pelo menos duas impropriedades. 5º do ato normativo da CVM em função do que estava disposto no § 4º do art.R$ 4.940. inclusive com a existência de administradores comuns. hoje. O montante dos investimentos em sociedades coligadas e controladas é de R$ 4.400.R$ 280. a eleição de um dos membros do conselho.000 X 100).404/76.000. 248 da lei e também no art. inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora.00 na coligada Periquito Ltda.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia . do capital com direito a voto. pela leitura do art. 141 da Lei nº 6. 25% das ações de outra sociedade se estas ações eram todas preferenciais? Certamente esta disposição foi incluída no art. e . efetivamente. em nosso modo de analisar o assunto.. b) poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores. no mínimo. bem como de planos de investimento. Mas veja-se que a classe de ações teria de ser com direito a voto. podiam eleger um dos membros do conselho de administração. São exemplos do exercício de influência da sociedade investidora na sociedade investida. Tanto o art.000.000. 248. é facultado aos acionistas que representem 20% (vinte por cento). observado o disposto no § 1º. c) volume relevante de transações. É justamente neste aspecto que o legislador pecou ao redigir o texto do art. logo todos os investimentos em coligadas são. os seguinte fatos: a) participação nas suas deliberações sociais. entre outros. Também se considera influente. que apresentava a seguinte redação: § 4º Se o número de membros do conselho de administração for inferior a 5 (cinco).00 na coligada Cia Sabiá. 5º do ato normativo expedido pela CVM.000. Senão vejamos: 1 – que tipo de influência podia exercer uma empresa que detinha.940. o exercício de influência. e) recebimento permanente de informações contábeis detalhadas.

a maioria dos titulares.303. 15% (quinze por cento) do total das ações com direito a voto. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. pelo menos. fixada em percentual.303. de 31.303. hoje. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. é que o § 4º do art.2001). que não houverem exercido o direito previsto no estatuto. excluído o acionista controlador. Porém. de 31. componha o órgão. § 7º Sempre que. no art. no mínimo.10. que representem. inclusive com o acréscimo dos §§ 5º a 8º ao referido artigo: § 4º Terão direito de eleger e destituir um membro e seu suplente do conselho de administração.303. 141. 10% (dez por cento) do capital social.de ações de emissão de companhia aberta com direito a voto.10. com as alterações introduzidas no art. § 5º Verificando-se que nem os titulares de ações com direito a voto e nem os titulares de ações preferenciais sem direito a voto ou com voto restrito perfizeram.10. foi sensivelmente modificado e. § 8º A companhia deverá manter registro com a identificação dos acionistas que exercerem a prerrogativa a que se refere o § 4º. de 31. Denota-se que o exercício da influência. mais um. que representem.2001). II . de 31. e (Inciso incluído pela Lei nº 10.de ações preferenciais sem direito a voto ou com voto restrito de emissão de companhia aberta. respectivamente: (Redação dada pela Lei nº 10.303. (Inciso incluído pela Lei nº 10. esse direito será exercido com participação de apenas 15% no capital votante ou se ela detiver ações preferenciais que representem pelo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . de 31.303. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. § 6º Somente poderão exercer o direito previsto no § 4º os acionistas que comprovarem a titularidade ininterrupta da participação acionária ali exigida durante o período de 3 (três) meses. ser-lhes-á facultado agregar suas ações para elegerem em conjunto um membro e seu suplente para o conselho de administração. A matéria passou a ter a seguinte redação. nessa hipótese.2001) I .404/76 teve sua redação modificada pela Lei nº 10. cumulativamente. respectivamente.303. o quorum exigido pelo inciso II do § 4º. de 31.2001).10. 248 não houve nenhuma alteração. 141 da Lei nº 6. de 31/10/2001. independentemente do número de conselheiros que. o quorum exigido nos incisos I e II do § 4º.303. no entanto. de 31. imediatamente anterior à realização da assembléia-geral. segundo o estatuto. É bem verdade que se uma empresa detém participação no capital votante de outra que alcance 20%. 18.2001). em votação em separado na assembléiageral. ela terá efetivamente o direito de designar um elemento do conselho de administração.10.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 2 – O segundo equívoco que entendemos haver.2001).10. será assegurado a acionista ou grupo de acionistas vinculados por acordo de votos que detenham mais do que 50% (cinqüenta por cento) das ações com direito de voto o direito de eleger conselheiros em número igual ao dos eleitos pelos demais acionistas. no mínimo. em conformidade com o art. a eleição do conselho de administração se der pelo sistema do voto múltiplo e os titulares de ações ordinárias ou preferenciais exercerem a prerrogativa de eleger conselheiro. observando-se.10.2001).

141. aquela regra também está valendo.5. serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. 248 da lei não foi alterado até a edição deste livro. então o investimento é avaliado pelo MEP. Sendo relevante o investimento.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia menos 10% do capital total ou. Já para os investimentos em coligadas e equiparadas a coligadas.. nos termos do art. entretanto. pois os investimentos dessa natureza somente deverão ser avaliados pelo MEP quando existir essa influência.. 5º. ainda. visto que. . o que pode gerar sérias discussões se o assunto for cobrado em provas! Outra questão que ficou assente diz respeito ao parágrafo 7º. quer porque o percentual ali constante foi alterado. No caso de o investimento relevante ser inferior a 20% do capital social da coligada ou equiparada. 7. No nosso entender. 248. que os acionistas detentores da maioria do capital votante continuam com o direito de eleger a maioria dos administradores. 141 da lei. ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social. 141 até mesmo os acionistas preferenciais possuem o poder exercer esse direito e para isto necessitam de apenas 10% das ações representativas do capital social. e os investimentos em sociedades controladas..2 – OBRIGATORIEDADE DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL (MEP) AVALIAÇÃO PELO MÉTODO DA A lei estabelece no art. Portanto. o que é bastante sensato.. em seu art. quer por não fazer referência ao capital votante. Ressalta-se que a investidora deve exercer influência na administração ou possuir no mínimo 20% do capital social da sociedade coligada. verifica-se se a participação no capital da coligada ou equiparada é superior a 20%. como o art. aquele dispositivo deveria ter a redação alterada.. ou que tenha o direito de eleger um representante do conselho de administração conforme definido nos §§ 4º ao 8º do art... todos os investimentos em controladas devem ser avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). pois nele está grafado que os acionistas controladores (detentores de mais de 50% das ações com direito a voto) têm o direito de eleger mais do que 50% dos membros do conselho de administração. para enfatizar os preceitos da Instrução CVM nº 247/96. ele terá o direito de eleger um representante do conselho de administração e seu suplente e o conseqüente exercício de influência. Desta forma. com a nova redação do art. de 27 de março de 1996.. pois se alguém possui a maioria do capital votante é razoável que ele possa traçar os destinos do empreendimento. que os investimentos relevantes em sociedades coligadas e sobre cuja administração tenha influência. A Instrução CVM nº 247.. caput. substituindo-se o trecho “ . entendemos que se um investidor possuir 15% do capital social de outra empresa. Sendo a participação superior a 20%.1. 248 é imprópria. estabelece que deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial os investimentos em cada controlada e os investimentos relevantes em cada coligada ou equiparada a coligada. somando-se ações com direito a voto e preferenciais que perfaçam 15% do capital social! Assim. devemos determinar se o investimento é relevante conforme visto no item 7.”. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . de qualquer forma a redação do art. regulamentando as disposições da lei societária. devemos verificar se a investidora exerce influência na administração da sociedade investida. Observa-se. Entretanto.” por “. ou de que participe com 20% ou mais do Capital Social.

as empresas que se enquadram nas condições analisadas devem avaliar pelo MEP os seus investimentos em controladas e os investimentos relevantes. o que pode ser atingido com a detenção de forma permanente de 15% do capital votante ou de 10% do capital social da investida representado apenas por ações preferenciais ou ainda a detenção de 15% do capital somadas as ações com direito a voto e as preferenciais.o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado. 141 da lei societária.404/76 e da Instrução CVM nº 247/96. por seu turno. como matriz primária. ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social. que assim dispõe: Art. a investidora deve exercer influência na coligada ou equiparada. 248. no máximo. a necessidade de avaliação pelo MEP. caso não atinjam esse percentual. na mesma data. Além de relevantes devem ser superiores a 20% do capital social da investida ou. os investimentos relevantes (artigo 247. 7. então ele não poderá ser avaliado pelo MEP e deverá ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição. sendo mais uma forma do exercício da influência administrativa. parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência. é oportuna a sua transcrição integral. todos os investimentos relevantes que representam 15% ou mais do capital votante da sociedade investida devem ser avaliados pelo MEP. com observância das normas desta Lei. antes da data do balanço da companhia. 248 da Lei nº 6.404/1976. a par das disposições da Lei nº 6. se o investimento não satisfizer aquelas condições. Embora já tenhamos transcritos este preceito de forma segmentada. no art. reproduzindo. Essa avaliação pelo MEP há de ser realizada tanto pela legislação comercial ou societária quanto pela legislação fiscal! Entretanto. visto que lhes é assegurado eleger 01 (um) conselheiro do conselho de administração e o respectivo suplente. Assim.000/99 (RIR/99). basicamente. no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia. aquele dispositivo também assegura ao detentor de 10% de ações preferenciais a eleição de um representante do conselho de administração e o seu respectivo suplente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Consoante o disposto nos §§ 4º a 8º do art. Além dessa participação no capital votante. invoca. quando influentes. ou por ela controladas. por meio do art. ou até 60 (sessenta) dias. Concluindo. e em sociedades controladas. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . os investimentos em coligadas e equiparadas somente serão avaliados pelo MEP quando forem relevantes. A legislação fiscal. 384 do Decreto nº 3. No balanço patrimonial da companhia. pois quando possuem essa característica haverá o exercício da influência administrativa. de acordo com as seguintes normas: I . serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido. em coligadas e equiparadas a coligadas. ou com outras sociedades coligadas à companhia. o texto da lei societária ou comercial com os mesmos vícios já comentados quando da análise da relevância.3 – ASPECTOS LEGAIS A fundamentação legal e obrigatoriedade da adoção deste método de avaliação de investimentos encontram assento.

1º e 5º. § 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento. no exercício da competência recebida por delegação legal.. perfeitamente e sem perder o sentido. a delegação há de englobar a interpretação da própria lei e aquela autarquia o fez por meio da Instrução 247. pois insistem na idéia de que. deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I. emitiu a Instrução CVM nº 247. c) no caso de companhia aberta. observadas as disposições desta Instrução. localizadas no país e no exterior.a diferença entre o valor do investimento. com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. de acordo com o número II.Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada. outra interpretação senão aquela dada pela CVM.” 2 – A lei delegou competência à CVM para que esta expedisse normas complementares sobre a avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial. portanto. b) se corresponder. do seguinte modo: 1 – Podemos. de 27 de março de 1996. que: Art. 248: “No balanço patrimonial da companhia.O investimento permanente de companhia aberta em coligadas. os investimentos relevantes em sociedades coligadas . Desta forma. sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior. Art. reforçamos os enunciados da Instrução CVM. a qual determina nos arts. 1º . para que não pairem dúvidas aos leitores. comprovadamente.Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . sempre que solicitada pela companhia. sua equiparada e controlada. da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada. nos casos deste artigo.. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é entidade apta a expedir normas complementares sobre equivalência patrimonial. e os investimentos em sociedades controladas. serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido . No concernente ao caput do dispositivo legal não cabe. III . Parágrafo Único . e o custo de aquisição corrigido monetariamente. . o investimento em controladas também deve ter a sua relevância aferida.. § 2º A sociedade coligada. alterada pela Instrução CVM nº 285. Ressalte-se que existem autores relutantes na adoção desse entendimento.. Conforme podemos observar da leitura do texto legal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II .. deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Certamente. a ganhos ou perdas efetivos. A CVM.. a alínea “c”. 5º . somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada. de 31 de julho de 1998. suas equiparadas e em controladas.o valor do investimento será determinado mediante a aplicação. fazer a seguinte leitura do caput do art. segundo a lei. do inciso III.

e Decreto-lei nº 1. ou de que participe com vinte por cento ou mais do capital social. o que está perfeitamente de acordo com o texto da lei.Serão considerados exemplos de evidências de influência na administração da coligada: a) participação nas suas deliberações sociais. Outro aspecto legal que merece ser mencionado e apresentado é o pertinente a legislação fiscal. § 2º). representar 20% (vinte porcento) ou mais do capital social da coligada. diretamente ou através de outras controladas. § 1º). pois segundo a CVM os investimentos permanentes das companhias abertas é que são susceptíveis de avaliação pelo MEP. tecnológicos ou humanos. e) recebimento permanente de informações contábeis detalhadas.404. Serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido os investimentos relevantes da pessoa jurídica (Lei nº 6. de 1976. art. e II . inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora. 1º. inciso XI): I .em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência. com dez por cento ou mais. entretanto. Depreende-se da leitura do caput do art. d) significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira. art. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. c) volume relevante de transações. § 3º Considera-se relevante o investimento (Lei nº 6. § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa.o investimento em cada controlada. direta ou indireta da investidora. reproduzindo o texto da lei comercial.000/99. 248.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . 243. § 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora. art. e II . Há. do capital da outra.404. de 1976. Parágrafo Único . bem como de planos de investimento. art. 384. art. que o Método da Equivalência Patrimonial (MEP) é aplicado tanto aos investimentos efetuados em sociedades localizadas no País quanto aos investimentos realizados em empresas localizadas no exterior. de 1976.o investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada. de 1976. quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação. sem controlá-la (Lei nº 6. 243. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores (Lei nº 6.404. assim dispõe: Art. que por meio do art.598. de modo permanente. visto que em sua ementa está expresso que ela “Dispõe sobre as Sociedades por Ações”. 67. 384. do Decreto nº 3. uma ressalva a fazer.404.em sociedades controladas. parágrafo único): INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . inclusive com a existência de administradores comuns. de 1977. ou f) uso comum de recursos materiais. b) poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores. 247.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . e II . não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado. se o valor contábil é igual ou superior a dez por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora. § 3º .no conjunto das sociedades coligadas e controladas.O valor do investimento.Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas.Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. líquidos dos efeitos fiscais. 9º . o patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. conforme definido no § 1º deste artigo. do montante referido no inciso I. Analisando tais dispositivos normativos. admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora.Subtraindo-se. quando: a) . se o valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora. Art.Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo. será obtido mediante o seguinte cálculo: I . simultânea e integralmente. normatiza os procedimentos de avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial a serem adotados para a obtenção do valor do investimento. os lucros não realizados.Para os efeitos do inciso II deste artigo.Os lucros e os prejuízos. serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas. § 1º . 7. II . percebemos que a ênfase maior é dada à parcela de lucros não realizada intercompanhias: Art. § 2º .em cada sociedade coligada ou controlada. 10 . ou b) . pelo método da equivalência patrimonial. § 1º . efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. em seus arts.4 – TRATAMENTO DOS ITENS NÃO REALIZADOS A instrução CVM nº 247/96.Para os efeitos do disposto no artigo 9º. 9º a 11º.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I .

Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário. III .000. Primeiro aplica-se o percentual de participação sobre o patrimônio líquido para. Isto porque a figura do lucro não realizado existe somente na relação entre a empresa investidora e as suas controladas/coligadas ou entre estas últimas.000.00 60% R$ 10.00. a CVM adotou uma nova sistemática de cálculo do lucro não realizado. cujos bens estão no patrimônio de A.000. a investidora deverá: I . nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida.Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas. II . o que representa 60% do Capital Social de B. em especial.00 R$ 150. antes do cálculo da equivalência patrimonial.000.000.Para a determinação do valor da equivalência patrimonial. § 3º .000.000.00) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . Art. que possua um investimento em sua controlada companhia B.4. referindo-se a investimentos no exterior. vale dizer. porém estão computados em lucros acumulados os lucros obtidos em vendas realizadas à A. 7. Para os demais sócios/acionistas da investida o lucro é efetivo. O valor contábil do investimento de A em B é de R$ 150.1 .00 60% R$ 180.Excluir o montante correspondente às participações recíprocas.00) R$ 170.000.Admite-se a utilização de períodos não idênticos.000.00 R$ 300. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. no valor de R$ 10. independentemente das respectivas datas de encerramento.Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 2º .000. e IV .00 (R$ 150. O Patrimônio Líquido de B é de R$ 300. subtraírem-se os lucros não realizados. Patrimônio Líquido da controlada B % de participação de A em B Lucros não realizados no PL de B Valor contábil do investimento de A em B Cálculo da equivalência patrimonial Patrimônio Líquido de B % de participação Total do investimento de A em B (-) Lucros não realizados Total do Investimento líquido de A em B (-) Valor contábil do Investimento A em B R$ 300.000.00.00 (R$ 10.ELIMINAÇÃO DE RESULTADOS NÃO REALIZADOS Com a edição da resolução 247/96. 11 . desse montante.00. sendo a mudança evidenciada em nota explicativa. Exemplo: Supondo a seguinte situação em determinada companhia A.O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora. é realizado.

esse resultado deve ser eliminado na avaliação do investimento (de C em B). então não mais se exclui esse efeito. Agora. sendo que neste caso há de ser efetuado uma referência em nota explicativa dessa divergência de datas. não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial.00 Vale enfatizar que. Por isso. isto é. pois o valor relativo ao suposto “lucro” está no estoque da sociedade controladora (C) . controladas e coligadas. as sociedades investidas poderão elaborar seus demonstrativos contábeis em prazo de até 60 dias antes dos demonstrativos da sociedade investidora. Entretanto. para adoção deste procedimento. verifica-se que não houve lucro. imaginando. a controladora efetuar a venda dessa matéria-prima para terceiros (D) . visto que a operação não saiu de dentro do grupo econômico. Quando consideramos controladora (C) e controlada (B) como entidade única. apenas os lucros não realizados são eliminados na apuração do Resultado da Equivalência Patrimonial. 7. No caso do exemplo acima ele está dentro do estoque de matériasprimas da sociedade controladora (C). a família (a sociedade conjugal) teria um ganho. uma sociedade conjugal. admite-se uma defasagem de no máximo 60 dias. porém. Se. O que não é possível é a sociedade investidora elaborar seus demonstrativos antes da sociedade investida. por exemplo. Ressalte-se que. composta neste caso pelo marido e a mulher. o lucro que a mulher obteve na venda ao marido. mesmo que por igual preço pago à mulher. Vejam o esquema a seguir: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . na qual a mulher vende ao marido um bem com lucro e que este bem permaneça em poder do marido. por exemplo. Analisando o assunto sob outro enfoque.4. suponha que o homem ou a mulher seja a empresa controladora a mulher ou o homem seja a empresa controlada. isto é. isto é. em face da realização do resultado. Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. o patrimônio líquido da sociedade investida deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da sociedade investidora. Com as empresas acontece exatamente a mesma coisa. Percebe-se que a família (o casal). pela nova Instrução. a empresa controlada (B) vende com lucro matérias-primas à sociedade controladora (C) e esta não as revender (para fora do grupo). o resultado não realizado é aquele que não saiu de dentro do grupo econômico. Não houve transação com terceiros. Assim. pois o resultado desta última há de constar nos demonstrativos daquela investidora.000. Outra possibilidade de utilização de períodos não idênticos de apuração e levantamento das demonstrações é quando a adoção desta prática possibilite a apresentação de informações de melhor qualidade.2 – IDENTIFICAÇÃO DE RESULTADOS NÃO REALIZADOS Consideram-se não realizados os resultados quando. não ganhou absolutamente nada com esta transação. se o marido tivesse vendido o bem.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resultado da Equivalência Patrimonial R$ 20.

se a operação for realizada com prejuízo. será considerado um lucro não realizado. que parece ser o meio mais hábil para se chegar ao valor do custo. Assim. o resultado não realizado deve ser determinado líquido de impostos. e se estas matérias-primas tiveram um custo de R$ 12.4. enquanto não vendida para “fora” do grupo patrimonial de B e C. isto é.00 em matérias-primas. § 2º.000. durante determinado exercício. ela (X) teve uma rentabilidade de 40% sobre o preço de venda. mercadoria essa que foi adquirida de A. Para o caso de estoques de produtos acabados e mercadorias essa apuração é relativamente simples. em se tratando de produtos em elaboração. da Instrução CVM nº 247/96). 7.000. Agora. ele não deve ser eliminado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Empresa A venda com lucro Empresa B Controlada de C venda com Empresa C Controladora de B lucro Empresa D Na situação acima. ou seja. 9º. Neste caso devemos partir para o conceito de margem de rentabilidade da empresa vendedora.00 incluídos os tributos. em processo contínuo. a empresa C controla a empresa B. o resultado da venda da mercadoria de B para C. o valor da matéria-prima ali incluído é de apuração mais difícil. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . Entretanto.3 – PROCEDIMENTOS PARA APURAÇÃO DOS RESULTADOS NÃO REALIZADOS Conforme disposição da Instrução da CVM. pois se sabe o valor de aquisição e o valor dos impostos incidentes na transação. EXEMPLO: Se uma coligada X vender para a investidora Y o total de R$ 20. o efeito negativo gerado na sociedade controlada será repassado à sociedade controladora por meio da equivalência patrimonial (art. para D. devendo ser excluído do resultado da equivalência patrimonial do investimento de C em B.

Neste último caso.1 .DAS PERDAS PERMANENTES EM INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL O art. cujo valor deve ser excluído da participação societária. Esse fato deveria ter sido provisionado como contingências trabalhistas. cujo fato não tenha sido previsto nesta sociedade por meio de provisão. a provisão será constituída por perdas efetivas quando houver qualquer evento. O excesso deve ser lançado em conta própria do passivo.00) Se no final do exercício considerado a investidora Y ainda tiver no estoque um saldo de matérias-primas adquiridas de sua coligada no valor de R$ 1.00) equivale a 40% das vendas (R$ 20. então a sociedade investidora deverá constituir uma provisão para perdas.000. podemos citar o caso em que a sociedade investida estiver sendo alvo de ação judicial por seus empregados. conforme vimos no item anterior.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia LUCRO = R$ 20. De ressaltar que essa provisão terá de ser registrada em contrapartida de resultado não operacional. que reduza drasticamente o patrimônio da sociedade investida.00 = R$ 8.00 – R$ 12. Como exemplo.00 (40% de margem de lucro na venda pela coligada). 12 da Instrução CVM nº 247/96. no entanto as demais perdas relativas ao investimento são consideradas despesas não operacionais. determina que quando existir passivo a descoberto na sociedade investida e houver intenção manifesta da investidora de manter o seu apoio à investida. deverá ser constituída a provisão para tal perda até o valor do investimento.000.5. Atenção!!! Os prejuízos apurados no decorrer da avaliação pelo MEP (resultado negativo na Equivalência Patrimonial) são considerados despesas operacionais. Assim. quando decorrentes de eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis e quando decorrentes de responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. por constituir obrigação da sociedade investidora. Caso não haja a constituição desta provisão na investida.000.000.5 – ASPECTOS TÉCNICOS E LEGAIS DAS ALTERAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DAS INVESTIDAS E OS REFLEXOS NA AVALIAÇÃO 7.000.00. O lançamento na investidora seria: D – Despesa com Perdas em Investimentos (NOP) C – Provisão para Perdas em Investimentos Outra possibilidade de constituir a provisão para perdas permanentes é quando há passivo a descoberto na sociedade investida e a sociedade investidora assumiu compromisso formal para honrar certos compromissos de sua coligada ou controlada. então o lucro não realizado será de R$ 400. além de constituir provisão para perdas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . a investidora. Segundo aquele ato normativo.00 Esse lucro (R$ 8. 7. as provisões devem ser constituídas em função de perdas efetivas. efetivo.000.

ou. b) . a sua falência sem que os compromissos sejam honrados acarretaria à controladora prejuízos morais e de credibilidade irreversíveis.cobertura de garantias. por meio da Instrução 247/96. A par da provisão constituída por perdas efetivas. pois a falência da investida é. em virtude de: a) . podendo haver recuperação da sociedade.responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. praticamente.tendência de perecimento do investimento. fianças. onde a controladora possui relação direta com a investida. hipotecas ou penhor concedidos. Veja-se que esta provisão decorre de ato voluntário. A possibilidade de constituir a provisão para perdas de investimentos não se limita às perdas efetivas. hipotecas ou penhor concedidos. mesmo que remota. avais. ou b) . Há a possibilidade de constituir a provisão para perdas potenciais. Nesse caso. referente à própria imagem da sociedade investidora. referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. Salienta-se que nesta hipótese. que assumirá tal postura na expectativa de uma provável reversão da situação deficitária da sociedade investida. quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. deve ser constituída ainda provisão para perdas potenciais. Estas perdas potenciais devem ser estimadas quando houver tendência de perecimento do investimento. tornando o seu valor contábil nulo. pois por mais que haja passivo a descoberto.A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I . c) . Ora.Perdas potenciais. Outra hipótese é o caso já analisado. referentes a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . A CVM. para cobertura de garantias.eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. em favor de coligadas e controladas. II . em favor de coligadas e controladas.elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas. ou d) . intencional da investidora. 12 . o PL da investida se torna negativo após a participação societária. eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas. fianças. elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas. ainda. terá de constituir uma provisão no passivo exigível. isto nem sempre é definitivo. se a sociedade investida apresenta passivo a descoberto e a investidora assumiu compromisso formal de honrar obrigações de sua afiliada. estimadas em virtude de: a) .Perdas efetivas.eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas. inevitável. caso o valor do compromisso ultrapasse o valor do investimento. avais. Outro aspecto a considerar é que a sociedade investida pode ser uma controlada do tipo subsidiária integral.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia permanentes até o valor do investimento. então é praticamente certo que o terá de fazer. regulamentou a questão da seguinte forma: Art.

não há efetivo ingresso de recursos.Independentemente do disposto na letra " b" do inciso I. na constituição da reserva de lucros a realizar. Desta forma. carece de realização financeira. 17 da Instrução 247/96.00 R$ 45. o disposto nos arts. quando o resultado é reconhecido pelo fato de a sociedade investida registrar aumento do PL.00 de ganhos com equivalência patrimonial do investimento em BETA e R$ 3. a soma algébrica do resultado do conjunto dos investimentos em controladas/coligadas. Todavia. quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida.00 de perdas com equivalência patrimonial do investimento em DELTA.000. Essa receita auferida.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. no caso o investimento nas duas controladas. § 1º . pela sistemática adotada por esta forma de avaliação do investimento. é factível a constituição de Reserva de Lucros a Realizar.2 – DA RESERVA DE LUCROS A REALIZAR. se determinada investidora controlar duas empresas diferentes e em uma delas for apurado resultado positivo e noutra resultado negativo. para tanto.404/76.00 Considere que ALFA teve R$ 5. Assim: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . para o sociedade investidora. uma receita operacional que integrará a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício. por sua vez. o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial. A CVM. deve ser constituída ainda provisão para perdas. prevê que somente poderão ser considerados lucros a realizar. o valor que poderá ser considerado para fins de constituição da Reserva de Lucros a Realizar será o resultado líquido do conjunto dos investimentos.000. obviamente.5.A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir.000. Em face de o valor representado pelo ganho na aplicação do MEP carecer de realização. por meio do art. Exemplo: a investidora ALFA possui a seguinte situação em seu ativo: Ativo Permanente Investimentos Ações da Coligada BETA Ações da Controlada DELTA R$ 80.000. 7. § 2º . Isso quer dizer que a investidora registrará o aumento do investimento (débito na conta Investimentos) em contrapartida ao ganho por equivalência patrimonial (receita operacional). observado. considerando-se. DOS DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES EM AÇÕES RECEBIDOS PELA INVESTIDORA O resultado positivo originado pela aplicação do MEP gera. sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo. 197 e 202 da Lei nº 6.

III .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ganhos com EQP Perdas com EQP (=) Lucros a Realizar R$ (R$ R$ 5.000. em decorrência. e IV . em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores. pois sendo o investimento avaliado pela equivalência patrimonial esses valores já estavam consignados em investimentos.Para fins de constituição da reserva de lucros a realizar.Receita ou despesa operacional. não deve haver qualquer registro na conta de investimento da sociedade investidora. 17 .000. somente poderá ser considerado como lucro a realizar o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial sobre o conjunto dos investimentos. II .00 3. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Em ambas as situações não ocorrem quaisquer alterações no PL da investida e. Parágrafo Único . se na investidora houver Reservas de Lucros a Realizar decorrentes de ganhos em participação societária avaliado pelo MEP. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . 16 .Reserva de reavaliação quando corresponder a aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação de ativos na coligada e controlada. do artigo 16. o resultado negativo da equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento.000.a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada. apurado nos termos dos incisos I e II. Entretanto. ressalvado o disposto no inciso anterior. a incorporação de reservas e de lucros acumulados ao capital social da investida é forma de realização destas reservas e lucros.A diferença verificada. e b) . Esse aumento pode ser representado por aumento no valor contábil das ações ou pela distribuição de novas ações.Receita ou despesa não operacional.00 Art.a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior. quando corresponder a eventos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada. quando corresponder: a) . conforme definido no parágrafo 1º do artigo 4º desta Instrução Art. na proporção da realização em capital social na sociedade investida. estes devem ser revertidos para Lucros ou Prejuízos Acumulados. ao final de cada período.Aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação dos ativos que lhe deram origem.00) 2. deverá ser apropriada pela investidora como: I . Assim. Também está grifado por aquela entidade normativa que as bonificações recebidas sem custo pela companhia não devem ser objeto de lançamento na conta do investimento na coligada e controlada. As bonificações sem custo decorrem ou surgem quando a sociedade investida utiliza reservas de lucros ou de capital ou mesmo lucros acumulados para aumentar o capital social.Não obstante o disposto no artigo 12.

os valores daí decorrentes não transitam pelo resultado do exercício. serão registrados diretamente em Lucros ou Prejuízos Acumulados. a que se refere o artigo 17.Aumento de capital. a reserva de lucros a realizar deve ser constituída a partir do dividendo declarado e se este for em valor superior aos lucros realizados. Com esse procedimento. inclusive retenção justificada em lucros acumulados. II . prevê a possibilidade da sua destinação.Distribuição de dividendo. a reavaliação de ativos da sociedade investida e as doações e subvenções para investimentos. não devem ser objeto de contabilização na conta do investimento na coligada e controlada. 7. e III . porque. ou absorção do prejuízo do exercício. quando tenha sido realizado em sua totalidade ou apenas uma parcela. do dividendo obrigatório no exercício em que for feita a reversão. inclusive retenção em lucros acumulados. a sociedade investidora deve reconhecer esse ajuste pela equivalência patrimonial em contrapartida da conta de receita ou despesa operacional. Art.303/2001.3. transitando pelo resultado do exercício. quer sejam por aumento do valor nominal das ações. o inciso III do artigo 19 da Instrução 247/96. deverá ser considerada no cálculo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . Por isso. pois segundo esta norma reformadora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. deverá ser revertida para a conta de lucros ou prejuízos acumulados a correspondente parcela que tiver sido destinada para reserva de lucros a realizar. quer sejam por emissão de novas ações. efetivamente. se não absorvida por prejuízos. O excedente poderá ser destinado para: I .404/1976 pela Lei nº 10. atendidas as exigências legais. não se referem ao exercício findo e sim a outros exercícios anteriores. como de resto as demais reservas de capital. Parágrafo Único . 18 . também a alteram: os ajustes de exercícios anteriores. Ampliando o espectro de utilização da reserva de lucros a realizar. para a constituição de outras reservas de lucros.Em decorrência do previsto no caput deste artigo. após computado o dividendo obrigatório. os lucros que forem sendo realizados devem permanecer nesta reserva para serem adicionados ao primeiro dividendo declarado se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios anteriores. porém aumentam (ou reduzem) o PL da sociedade investida. Além disso. 19 .1 – AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES Os ajustes de exercícios anteriores.Constituição de outras reservas de lucros. 7. ou para absorção de prejuízo do exercício ou acumulados.As bonificações recebidas sem custo pela investidora.A parcela revertida da reserva de lucros a realizar para a conta de lucros ou prejuízos acumulados. na sociedade investida.5.5. Aqui cabe uma observação importante em face das alterações introduzidas na Lei nº 6. em separado.3 – OUTROS FATOS QUE ALTERAM O VALOR DA PARTICIPAÇÃO Além dos fatos já analisados que produzem reflexos na participação societária.

00 Esse lançamento gerou um aumento no PL da investida BETA de R$ 10.: A reserva de reavaliação na sociedade investidora será revertida para lucros acumulados na proporção da realização dos bens reavaliados na sociedade investida. Exemplo: A investidora ALFA detém 40% do capital de BETA. transitarão por resultado na sociedade investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Atenção! Em que pese os ajustes não transitarem por resultado na sociedade investida.00 R$ 10.000. cujo valor não advém do resultado do exercício. a investidora ALFA deve reconhecer a receita por equivalência patrimonial: Ganho por equivalência patrimonial = 40% x R$ 10.00 R$ 4. O lançamento em BETA será: D – Provisão para imposto de renda C – Lucros ou Prejuízos Acumulados R$ 10.000. Mesmo assim.PL Obs. visto que são registrados diretamente em conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. no Patrimônio Líquido em conta de Reserva de Reavaliação de controladas e coligadas avaliadas pela equivalência patrimonial.00 7.00 a maior. O fato merece o seguinte lançamento contábil: Lançamento na investida: Débito: Crédito: Investimento em coligada/controlada – Ativo Reserva de Reavaliação em bens de coligada/controlada . A investida BETA realiza um ajuste em 31/12/X1 de seu imposto de renda de X0. mediante registro em conta de investimento e em contrapartida. O registro contábil desse fato se apresenta do seguinte modo: Lançamento na investidora: Débito: Crédito: Subconta representativa do bem reavaliado – ATIVO Reserva de Reavaliação – Patrimônio Líquido A sociedade investidora deve reconhecer esse aumento do PL pela Reavaliação de Ativos da sociedade investida na proporção de sua participação no capital social.00 Lançamento em ALFA: D – Investimentos em BETA C – Ganho por Equivalência Patrimonial R$ 4.3.00 = R$ 4.000.000.5.00.000.000. e serão receita operacional para esta sociedade. As INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . em registro específico. que foi provisionado em R$ 10.2 – REAVALIAÇÃO DE BENS DA SOCIEDADE INVESTIDA A reavaliação de bens do Ativo tangível da sociedade investida gera um aumento em seu PL. não proveniente de lucro do exercício.000.000.

§1°. R$ 60. 171 da Lei 6. O art. Exemplo: Investidora ALFA possui 60% das ações de BETA. amortização e exaustão. A sociedade investidora deverá reconhecer esse fato mediante registro contábil da proporção que lhe cabe nesse aumento do PL da investida.5. Assim. mesmo que esse aumento não seja decorrente do resultado do exercício. Ressalte-se que novamente um fato que não representa receita na sociedade investida deve ser considerado receita operacional na investidora! Outras reservas de capital merecem igual tratamento contábil.5. se determinada empresa detém 40% das ações de outra. 171 .00 como doação.00 R$ 100. mediante subscrição de novas ações. têm preferência na subscrição das novas ações proporcionalmente ao número de ações que possuem antes do aumento de capital. essas doações acabam aumentando o valor do PL sem que seu efeito tenha transitado por resultado daquelas empresas.3.000.DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTO Quando a sociedade investida receber doações e subvenções para investimentos e outras origens de recursos classificáveis como reservas de capital (artigo 182. do número de ações de todas as espécies e classes existentes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia formas de realização mais comuns são pela alienação.00 § 1º Se o capital for dividido em ações de diversas espécies ou classes e o aumento for feito por emissão de mais de uma espécie ou classe.404/76 se constitui na matriz legal deste direito dos acionistas antigos: Art. depreciação. dentro do Patrimônio Líquido. de regra.000.000.00 R$ 100.3 . da Lei 6. os acionistas terão preferência para a subscrição do aumento de capital.VARIAÇÃO NA PORCENTAGEM DE PARTICIPAÇÃO Em caso de a sociedade investida intentar aumentar seu Capital Social. ela terá o direito de subscrever 40% das novas ações. Por esse motivo.404/76).4 . observar-se-ão as seguintes normas: a) no caso de aumento.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . na mesma proporção. por meio da equivalência patrimonial. Supondo que BETA receba um imóvel no valor de R$ 100.000. ela os registrará em reservas de capital. visto que aumentam o PL da sociedade investida.00 R$ 60. baixa por perecimento. 7. cada acionista exercerá o direito de preferência sobre ações idênticas às de que for possuidor.Na proporção do número de ações que possuírem. os atuais sócios ou acionistas. os registros a serem realizados serão: Lançamento na investida BETA: Débito: Imóveis (Ativo Permanente) Crédito: Reserva de Capital – Doações (PL) Lançamento na investidora ALFA: Débito: Investimento em BETA (Ativo Permanente) Crédito: Ganho por EQP (Receita Operacional) 7.

ou na outorga e no exercício de opção de compra de ações. § 6º O acionista poderá ceder seu direito de preferência. a preferência na subscrição de novas ações. mero aumento da participação societária. isto é. c) se houver emissão de ações de espécie ou classe diversa das existentes. quando todos os acionistas exercem o direito estabelecido no dispositivo da lei. mas importarem alteração das respectivas proporções no capital social. em benefício da companhia. nesse caso. bônus de subscrição e partes beneficiárias conversíveis em ações emitidas para alienação onerosa. será sempre assegurado aos acionistas o direito de preferência e. mas na conversão desses títulos em ações. se for o caso. o fato é meramente permutativo e deverá ser lançado mediante débito na INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 . Desta forma. quando não exercido pelo acionista até 10 (dez) dias antes do vencimento do prazo. nos termos da alínea anterior. será obrigatório o rateio previsto na alínea b do § 7º. na proporção do número de ações que possuir. a mesma proporção que tinham no capital antes do aumento. reserva de sobras. a porcentagem da participação fica inalterada e não existirão ganhos ou perdas de capital para nenhum deles. ou b) rateá-las. § 8° Na companhia fechada. no boletim ou lista de subscrição. não inferior a 30 (trinta) dias. entre os acionistas que tiverem pedido. podendo o saldo. § 2º No aumento mediante capitalização de créditos ou subscrição em bens. na proporção dos valores subscritos. a preferência será exercida sobre ações de espécies e classes idênticas às de que forem possuidores os acionistas. § 4º O estatuto ou a assembléia-geral fixará prazo de decadência. o órgão que deliberar sobre a emissão mediante subscrição particular deverá dispor sobre as sobras de valores mobiliários não subscritos. somente se estendendo às demais se aquelas forem insuficientes para lhes assegurar. cada acionista exercerá a preferência. de acordo com os critérios estabelecidos pela assembléiageral ou pelos órgãos da administração. a condição constará dos boletins e listas de subscrição e o saldo não rateado será vendido em bolsa. Haverá. o que não gera nenhum resultado ou alteração do Patrimônio Líquido da sociedade investidora. o direito de preferência. as importâncias por eles pagas serão entregues ao titular do crédito a ser capitalizado ou do bem a ser incorporado. isto sim. ou seja. § 3º Os acionistas terão direito de preferência para subscrição das emissões de debêntures conversíveis em ações. se houver. § 7º Na companhia aberta. não haverá direito de preferência. no capital aumentado. ser subscrito por terceiros.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) se as ações emitidas forem de espécies e classes existentes. poderá sê-lo pelo usufrutuário ou fideicomissário. podendo: a) mandar vendê-las em bolsa. sobre ações de todas as espécies e classes do aumento. § 5º No usufruto e no fideicomisso. para o exercício do direito de preferência.

Exemplo: • A Cia. FUNDOSPERDIDOS.000 de ações.000.00. para R$ 5. com participação de 40% no Capital Social (maioria do capital votante) da Cia. o que acarreta. conforme houver aumento ou diminuição na porcentagem de participação.00. Além do Capital Social.200.000.000. com esse aumento. e Lucros Acumulados de R$ 1.000 de ações.000.00 por ação.000.000. um aumento na proporção das ações que possuía antes da nova subscrição.200.000.00.200. ocorrendo.00. Com isto.00. a sociedade investida possuía em contas do Patrimônio Líquido os seguintes valores: Reserva de ágio na emissão de ações R$ 200. assim. o PL da investida que era de R$ 5.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia conta investimento e crédito na conta que originou o recurso para tal aumento de participação societária.000. isto é. Doações e subvenções para Investimento R$ 600. Quando algum acionista declinar desse seu direito surge a oportunidade de outro subscrever essas ações. em 02/01/2004.000. FUNDOSPERDIDOS. Desta forma podem abrir mão desse seu direito de subscrição de novas ações.000. que foram subscritas e integralizadas na razão de R$ 1. os acionistas antigos não são obrigados a subscrever ações na mesma proporção do número de ações que detinham anteriormente. o Capital social aumentou em R$ 3.00. Reservas de Capital.00 R$ 1.000. FUNDOSPERDIDOS.000.000. com a subscrição e integralização das novas ações passou a ser de R$ 8. • o Capital Social da sociedade investida passou. resolveu aumentar seu Capital Social em R$ 3. Este fato ocorre quando há no Patrimônio Líquido da sociedade investida outros valores além do Capital Social. O volume de ações emitidas com prévia autorização pela assembléia geral foi de 3. A Controladora TOPA-TUDO S/A.000. Lucros ou Prejuízos Acumulados etc. aumentou seu Capital Social com emissão de novas ações. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 .00 Crédito: Pela percepção lógica do disposto no § 6o do artigo 171 da Lei 6. Desta forma.00.000.000.000. A variação na porcentagem de participação no Capital Social pode gerar ganhos ou perdas para a sociedade investidora.00.000. que possuía capital de R$ 2. FUNDOSPERDIDOS Bancos conta movimento BANCO FUNDO FALSO S/A R$ 1. O lançamento contábil pertinente na sociedade investidora TOPA-TUDO S/A deve ser o seguinte: Débito: Ativo Permanente – Investimentos Participação em sociedades controladas Cia. • Os subscritores integralizaram o Capital Social por meio de depósito bancário em favor da sociedade investida.00. Reservas de Lucros. composto por 5.404/76. variação na percentagem de participação no Capital Social. cujos recursos tiveram origem da conta Bancos Conta Movimento.000.000.000. para este outro. Exemplo: A Cia. exerceu o seu direito plenamente e na exata proporção de sua participação no Capital Social.000. subscreveu 40% das novas ações. Reservas de Lucros R$ 1. por exemplo.000.00 com emissão de novas ações previamente autorizado pela Assembléia Geral. que possuía capital de R$ 2. acima transcrito. como.000.

FUNDOSPERDIDOS era de R$ 2. era de R$ 2. que importou em R$ 1.00.000. haja vista a variação na porcentagem de participação. O Patrimônio Líquido da Cia.000.000. com a variação do percentual de participação.000 ações.000 ações emitidas pela investida.500. Lançamento na investida FUNDOSPERDIDOS: Bancos conta Movimento a Capital Social R$ 3. Logo.00. Com a nova subscrição de 1. pois não houve nenhum ágio ou deságio: Lançamento na investidora TOPA-TUDO S/A: Débito: ATIVO PERMANENTE – INVESTIMENTOS PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS Cia. o novo percentual de participação no Capital Social passa a ser de 46%.2 .Registro do aumento da participação societária O lançamento resume-se ao registro do valor das ações adquiridas.5. FUNDOSPERDIDOS antes do aumento do Capital Social era de R$ 5.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia • a controladora TOPA-TUDO S/A. ela passou a possuir o total de 2. que por disposição legal tinha o direito de subscrever 1.1 .Ajuste pela variação percentual do investimento A participação inicial da controladora TOPA-TUDO S/A no Capital Social da Cia. o investimento da controladora no Capital Social representava R$ 800.500.000. Porém. ao lançamento de ajuste. FUNDOSPERDIDOS R$ 1.000. aplicando-se sobre o novo valor do INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 .000.000.000.000 ações.00 Crédito: 7.000 ações e ela pôde aumentar a sua participação.000. na conta representativa do investimento.5. o Investimento da controladora TOPA-TUDO S/A na Cia. Desse momento em diante. 7.000.00.000. Com isso. avaliado pela equivalência patrimonial. FUNDOSPERDIDOS (investida) o aumento do Capital Social será registrado mediante um lançamento em que será debitada a conta Bancos Conta Movimento e em contrapartida será creditada a conta Capital Social pelo valor de R$ 3. FUNDOSPERDIDOS era de 40%. FUNDOSPERDIDOS. pois participava com 40% no capital social da Cia. a equivalência patrimonial será calculada por esse novo percentual.500.000.00 BANCOS C/ MOVIMENTO BANCO DA PRAÇA S/A R$ 1.4. e considerando que o Patrimônio Líquido da sociedade investida é composto por outros valores além do Capital Social.4. é necessário que a investidora proceda.200. Na Cia.000 ações de um total de 5. é necessário que se refaça o valor patrimonial do investimento. além dos registros normais da aquisição do investimento.000.300.00. isto é.00 Pelo fato de a controladora TOPA-TUDO S/A haver subscrito quantidade maior de ações do que a proporção cabida de direito.000.000 das novas ações.00.500.000. Como à época o Capital Social da Cia. subscreveu 1. FUNDOSPERDIDOS.500. outros acionistas não exerceram o direito de preferência na subscrição de 300.

000. logo houve um ganho de capital.500.00.000.00 O adequado registro contábil deste fato será: Débito: ATIVO PERMANENTE – INVESTIMENTOS PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS Cia.000 46% R$ 3.000. Valor Patrimonial = R$ 8.680. ele representa um ganho pelo fato de outras sociedades ou acionistas não terem exercido o seu direito de subscrição e por isso eles perderam essa quantia.00 R$ 180. não teve origem nos resultados obtidos pela investida.000.000.300. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . referente à compra das novas ações.000.000. Portanto.000.00 nesse investimento.000.500. VALOR PATRIMONIAL (-) SALDO NA CONTA DE INVESTIMENTO = GANHO de Capital R$ 3.000.00 5.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Patrimônio Líquido da sociedade investida o novo percentual de participação no seu Capital Social.000.000. ou seja.000. ele está agora representado pelo valor de R$ 3.000.00 Crédito: É interessante notar que esse ganho de capital representa uma receita não operacional. que é sempre não operacional.680.00 R$ 5.00 x 46% = R$ 3.000.00 GANHOS EM PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Cia.000.000.000.000.00 e houve um lançamento a débito de R$ 1. Desta forma.500.000. FUNDOSPERDIDOS R$ 180.000.00 R$ 8.680. deve-se proceder ao ajuste necessário para adequá-lo ao novo valor.000.000 2. FUNDOSPERDIDOS R$ 180.00 2.00 R$ 3.00 Vejam a tabela abaixo: Variação na proporção do investimento de TOPA-TUDO S/A na investida FUNDOSPERDIDOS: Inicial Capital Social da Investida Patrimônio Líquido da Investida Quantidade total de ações emitida por FUNDOSPERDIDOS Quantidade de ações possuída pela Controladora TOPA-TUDO Percentual de participação de TOPATUDO em FUNDOSPERDIDOS Valor do investimento de TOPA-TUDO R$ 2. Percebe-se que este valor é diferente do acima apurado.000 800.00 Como o valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial era de R$ 2.000.00 Após a nova emissão R$ 5.000 40% R$ 2.000. pois foi gerado por alteração do percentual na participação acionária e não da atividade operacional da sociedade investida.

6º da Instrução CVM 247/96. haverá diminuição no percentual de participação o que acarretará perda de capital. e Decreto-lei nº 1. 2 – A sociedade investida apresenta severas dificuldades de liquidez. de forma inversa ao exemplo apresentado. pode ocorrer de haver perda de capital por essa variação. devem deixar de ser avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial. 7. por meio do art. Em ocorrendo este fato. 3 – Os produtos da sociedade investida devem sair do mercado em função de superação tecnológica ou em face de forte concorrência e da incapacidade de competição com os produtos rivais. o mesmo efeito não ocorre com relação à Contribuição Social Sobre o Lucro. conforme vimos em tópico anterior.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A legislação do Imposto de Renda. Entretanto. determina que este acréscimo ou eventual redução de capital em função da variação do percentual de participação acionária não será computado na apuração do Lucro Real: Art. de 1978. Porém. pois esta exclusão não está prevista em lei para essa contribuição. e 4 – A sociedade investida pediu concordata ou teve sua falência decretada.PERDA. quando apresentarem efetiva e clara evidência de descontinuidade de suas operações ou quando elas estejam operando com severas restrições a logo prazo que prejudiquem a capacidade de transferir recursos à sociedade investidora. Esse procedimento há de ser adotado juntamente com a constituição da respectiva provisão para perdas quando estas forem consideradas como permanentes. art. 428 do RIR/99. art. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . 33. ao passo que a perda pode ser deduzida da sua base de cálculo. o ganho decorrente da variação percentual de investimento deve ser computado na apuração da CSLL. 428. de 1977. 1º. decorrente de ganho ou perda de capital por variação na percentagem de participação do contribuinte no capital social da coligada ou controlada (Decreto-lei nº 1. os investimentos em sociedades controladas e coligadas. Assim. A perda é possível e encontra justificativa se a sociedade investidora subscrever ações em quantidade menor do que a participação percentual no capital social da sociedade investida e se esta possuir outros valores no PL além do Capital Social. é oportuno esclarecer que a perda de continuidade do investimento fica caracterizada pela ocorrência de uma das seguintes condições: 1 – A sociedade investida apresenta prejuízos sucessivos. inciso V). § 2º.598. Essa perda será registrada na sociedade investidora mediante lançamento a crédito de investimento e a débito de conta de resultado não operacional como perda de capital. Acabamos de demonstrar a hipótese de haver ganho pela variação do percentual de participação no capital social da sociedade investida. INTENÇÃO DE ALIENAÇÃO DO INVESTIMENTO E REDUÇÃO DO VALOR CONTÁBIL Conforme se depreende da leitura do art.648. Destarte. os quais não possuem capacidade aparente de reversão. tanto as efetivas quanto as em potencial. Não será computado na determinação do lucro real o acréscimo ou a diminuição do valor de patrimônio líquido de investimento.6 .

O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da investidora. visto que. Entretanto. Contudo. se com isto. segregadamente. Art. em futuro próximo. os registros contábeis devem ser fundamentados em fatos e não apenas em intenções que não sejam evidências de realização. em nota explicativa. avaliados pelo MEP. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 . 6º . o investimento deixar de ser relevante.Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial. os reflexos do fato devem ser evidenciados. continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. 7º . tenha efetiva e clara evidência de realização. deixar de ser relevante. deixar de ser relevante. na sociedade investidora. sempre. 8º . continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial. devendo todos os seus reflexos ser evidenciados.Na hipótese de descontinuidade do investimento.O investimento em coligada que. caso essa redução não seja considerada de caráter permanente. em nota explicativa. por este método de avaliação. caso essa redução não seja considerada de caráter permanente. em futuro próximo. cuja venda por parte da investidora. o investimento passará a ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição e. Vejam que não há razão para não avaliar os investimentos pelo MEP enquanto a transação de alienação não estiver concluída. o investimento em sociedade coligada que. não havendo a necessidade de analisá-los sob esta ótica. os saldos das reservas de reavaliação constituídas pela investidora deverão ser revertidos em contrapartida ao respectivo valor contábil do investimento. o investimento em sociedades coligadas e controladas com efetiva e clara evidência de perda de continuidade de suas operações ou no caso em que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora. por redução do valor contábil do investimento. continuarão sendo avaliados pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. principalmente aquelas previstas nos artigos 6º e 7º. em conformidade com os princípios de contabilidade. os saldos das reservas de reavaliação constituídas pela investidora deverão ser revertidos em contrapartida ao respectivo valor contábil do investimento. Percebe-se que com este procedimento reduzimos o valor contábil do investimento e também o valor do Patrimônio Líquido da investidora. quando a redução assumir o caráter de permanente e. Visto que os investimentos em controladas devem ser. os efeitos decorrentes da reavaliação de ativos na sociedade coligada. sem prejuízo do disposto no artigo 12. neste caso. pois. por redução do valor contábil do investimento. não reconhecemos. Vejamos o que dispõe a Instrução CVM nº 247 a esse respeito: Art. configurando-se a descontinuidade do mesmo. Parágrafo Único . segregadamente. tenha efetiva e clara evidência de realização. Nesse caso.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia É interessante o leitor atentar-se ao fato de que os investimentos em sociedades coligadas e controladas. Art. a redução do valor contábil destes investimentos não lhes tira aquela condição.

Art. Já os lucros e os prejuízos. líquidos dos efeitos fiscais. Para os efeitos de avaliação de investimentos pelo MEP.Para os efeitos do inciso II deste artigo. ou b) . quando: a) . não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. entendidos como não realizados os lucros decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas que estejam incluídos no resultado da sociedade investida. do montante referido no inciso I.Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. e II . consideram-se não realizados os lucros decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado. simultânea e integralmente.Os lucros e os prejuízos. o prejuízo decorrente de tais transações não deve ser eliminado. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. Por outro lado. 9º . Salienta-se que devem ser eliminados os lucros não realizados. § 3º .O valor do investimento. Esses lucros devem ser eliminados líquidos dos efeitos fiscais.7 – DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL O valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial será obtido pela aplicação da porcentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido da controlada. não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. § 1º .Subtraindo-se. os lucros não realizados. pelo método da equivalência patrimonial. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 7. quando o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora ou de outras coligadas e controladas. serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas. será obtido mediante o seguinte cálculo: I . coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. coligada e equiparada.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . conforme definido no § 1º deste artigo. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. simultânea e integralmente. § 2º .Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. pois já possuem os seus efeitos compensados entre as sociedades investidas.

Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário. admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora.1 – MOMENTO DO LEVANTAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES O art. o período de abrangência das demonstrações contábeis da investida deve ser idêntico ao da investidora. § 1º . § 2º . Art. 10 da Instrução CVM nº 247/96 nos revela que. Enfatiza-se. no entanto. e IV .Admite-se a utilização de períodos não idênticos. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.7.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. que a defasagem entre a elaboração das demonstrações da sociedade investida e a apuração ou elaboração das demonstrações da sociedade investidora não pode ser superior a 60 (sessenta) dias. 7. II . em especial.O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . sendo que a sociedade investida há de elaborar seus demonstrativos antes da sociedade investidora.Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo. Quando os períodos de elaboração das demonstrações não forem idênticos.Excluir o montante correspondente às participações recíprocas. 11 .Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo. no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas. para fins de equivalência patrimonial. 10 . nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida. referindo-se a investimentos no exterior. § 3º . a investidora deverá: I . o fato deve ser evidenciado em nota explicativa.Para a determinação do valor da equivalência patrimonial. sendo a mudança evidenciada em nota explicativa. o patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. desde que possibilite a apresentação de informações de melhor qualidade. independentemente das respectivas datas de encerramento. como no caso de adotar o prazo de até 60 dias de diferença. entretanto. a utilização de períodos não idênticos.Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. Admite-se.Para os efeitos do disposto no artigo 9º. III .

000 Outras informações: Ipara apuração dos resultados de 1994.000 Passivo Circulante 25.12.000 Receitas Operacionais 80.000 45. identifique a resposta correta para as questões de números 03 a 05.000 (14. das empresas.000 --Imobilizado Líquido 110.000 Patrimônio Líquido: Capital 80.a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia. os dividendos pagos pelas investidas são tratados como: a) Receitas não operacionais b) Resultados de exercícios futuros c) Receitas operacionais do período d) Redução do valor dos investimentos e) Resultado positivo de equivalência Em 31.1994 os balancetes finais das Cias.000 49.a inflação no período foi ZERO IV .000 Reservas 10. PARÁ CIA. II .000 42.000 1.000 50.000 15.000 5. PARÁ e SERGIPE eram os seguintes : CIA. III .000 5.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-96-Esaf) Quando a Participação Societária for relevante.000 Passivo Exigível a Longo Prazo 15. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .000 Ativo Realizável a Longo Prazo 18. SERGIPE Contas Saldos Saldos Ajustados Ajustados Ativo Circulante 12. falta apenas a avaliação dos Investimentos Permanentes.000) Despesas Operacionais 60. o efeito gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela empresa controladora da seguinte forma: a) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participações Societárias b) Participações Societárias a Lucros / Prejuízos Acumulados c) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas d) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Lucros / Prejuízos Acumulados e) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Participações Societárias 02) (AFTN-96-Esaf) Nas participações Societárias relevantes.000 Lucros/Prejuízos Acumulados 20.até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram avaliados pela equivalência patrimonial Com base nas informações anteriores. SERGIPE e constituía-se na única participação societária da empresa .000 --Ativo Permanente Investimentos 30.

800 Despesas não-operacionais .800 a Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.000 .24.800 Outras Despesas Operacionais .10.200 b) $. C R$ 150.representa 25% do capital da empresa "C".600 a receitas não Operacionais . o seguinte: Na Cia.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1. B R$ 100.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.000 b) $ 20.800 a Investimentos 9. Continental é uma empresa de capital aberto com investimentos em 4 outras empresas.Ajustes de Exercícios Anteriores 1.22. os lucros não realizados.12. Na Cia.18. Na Cia. o valor correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: a) $ 30. PARÁ é: a) $.800 Despesas não-operacionais .600 e) Investimentos 1.800 a Investimentos 9.800 04) (AFTN-96-Esaf) O resultado apurado na aplicação da equivalência patrimonial deveria ser lançado pela Cia. referentes a negócios entre coligada ou controlada com a investidora.800 Outras Despesas Operacionais .representa 40% do capital da empresa "D".Ganhos c/ Investimentos 7.600 d) $ 22.Ajustes de Exercícios Anteriores 7. PARÁ como: a) Lucros/ Prejuízos Acumulados .600 d) Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos 7.800 a Investimentos 1.representa 8% do capital da empresa "A".12.200 d) $. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .800 a Investimentos 9. Na Cia.400 c) $. a) incluídos no PL da investida b) incluídos no PL da investida e investidora c) excluídos após a aplicação do percentual de participação no capital social sobre o PL da investida d) incluídos no Ativo da investida e) excluídos do Passivo da investidora 07) (AFTN-98-Esaf) A Cia. D R$ 500.representa 15% do capital da empresa "B".000 . deverão ser (com adaptações). sendo o valor contábil de seus investimentos.200 06) (AFTN-98-Esaf) Na determinação da equivalência patrimonial.000 e) $ 1.19x7. em 31.400 c) $ 9.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.000 .800 c) Lucros / Prejuízos Acumulados .200 e) $. o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7. A R$ 50.000 .600 05) (AFTN-96-Esaf) Considerando o valor apurado na equivalência patrimonial.600 b) Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes 9.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 03) (AFTN-96-Esaf) Aplicando o método da equivalência patrimonial.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . D e) A.00 b) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. D 08) (AFTN-98-Esaf) Na aquisição de Participação Societária relevante.00 c) Investimentos Permanentes / Ações da Empresa Dona S/A a Receita da Equivalência Patrimonial Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. As Participações Societárias que deverão ser avaliadas pelo método da equivalência patrimonial são as das Cias: a) C. No fim do exercício social a empresa Dona S/A.000.00 10) (AFTN-98-Esaf) Quando uma sociedade coligada ou controlada proceder à reavaliação. a empresa Sócia S/A.00 d) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. B. o custo de aquisição deve ser registrado. ao ser comunicado deste fato.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O Patrimônio Líquido da Cia.000. promoveu o seguinte lançamento no Diário da empresa Sócia S/A.00 e) Dividendos a Receber a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. C d) A. B. Nós. a ser avaliada pelo método da equivalência patrimonial. Continental na mesma data é R$ 5.A.000. D b) B.00. resolveu contabilizar a distribuição de dividendos calculados em 40% deste lucro.000. a investidora. desdobradamente.000. C. que avalia esse investimento pelo método da equivalência patrimonial. C. O nosso Contador. deverá efetuar o seguinte lançamento contábil: a) Débito de Ativo Permanente e crédito de Lucros e Perdas b) Crédito de Ativo Permanente e débito de Lucros e Perdas c) Débito de Ativo Permanente e crédito de Patrimônio Líquido d) Débito de Ativo Permanente e crédito de Exigível a Longo Prazo e) Débito de Ativo Permanente e crédito de Resultado de Exercícios Futuros 11) (TCU-2000-Esaf) A empresa Cia. em valor a) pago dentro do exercício e a pagar no exercício seguinte b) conta de Ativo e de Patrimônio Líquido c) de Participação Societária e de ágio ou deságio na aquisição d) de mercado do investimento e de realização futura e) de lucros esperados e perdas não-recuperáveis 09) (ESAF/98-Esaf) A empresa Dona S/A possui capital social formado por 2 milhões de ações. para registrar o dividendo a ela distribuído: a) Equivalência Patrimonial a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90.00 em ações da empresa S. C.000.000. constituindo uma participação acionária de 30%. Armamentos Gerais e contabilizou o investimento em “Ações de Coligadas”.000. D c) A. possuímos 30% desse capital e avaliamos o nosso investimento pelo método da Equivalência Patrimonial. Aços Especiais investiu R$ 200. tendo apurado lucro líquido de R$ 300.

coligadas e a investidora d) os lucros apurados em operações de venda de Imobilizados das empresas coligadas efetivas para a investidora e) quaisquer resultados obtidos em transações efetuadas entre investidora..00. ocorrer dependência financeira b) com 5% do capital votante sem. b) O Ativo Permanente das empresas Controladas. controlá-la. para determinação do cálculo do valor do Investimento e o respectivo cálculo da equivalência patrimonial não são excluídos a) os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. controlá-la.00 d) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos R$ 5.. Aços Especiais.R$ 5. são consideradas participações societárias equiparadas às coligadas quando uma sociedade participa da outra a) com 5% ou mais do capital votante e mais de 20% do Exigível a Longo Prazo sem.500.500.000. entretanto. independentemente da participação total do capital da investida e) com 10% ou mais do capital votante sem.00 e) Ações de Coligadas a Receitas de Dividendos R$ 6...00 e destinou 25% desse lucro para dividendos na forma do lançamento abaixo: Lucros (ou Prejuízos) Acumulados a Dividendos a Pagar Valor que ora se distribui aos acionistas . independentemente da participação total do capital da investida c) com 10% ou mais do capital total da investida sem.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No fim do exercício de 1999 a S. c) Os ativos não circulantes das companhias Investidas.000. entretanto... na investidora.. o Contador da empresa investidora. independentemente da participação total no Exigível da investida d) com 10% ou mais do capital votante exercendo o controle econômico e administrativo.. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 .00 c) Dividendos a Receber a Ações de Coligadas R$ 1. coligadas e controladas b) os resultados obtidos em transações realizadas com controladas indiretas e coligadas equiparadas c) todos os resultados apurados em venda de imobilizados e transferência de realizáveis ocorrida entre controladas. as alterações ocorridas nas empresas investidas quando estas afetarem: a) O Ativo Circulante das Controladas e Coligadas.000.000. Cia. independentemente da participação total do capital da investida 14) (AFRF-2001-Esaf) O método da Equivalência Patrimonial reconhece. coligadas e controladas 13) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução 247/96 da CVM.00 12) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 247/96. Ao receber a comunicação sobre os dividendos propostos e contabilizados na forma acima.00 b) Ações de Coligadas a Receitas de Dividendos R$ 1.. Armamentos Gerais contabilizou um lucro líquido anual de R$ 20. entretanto.. deverá promover o seguinte lançamento: a) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos R$ 1. entretanto.500.. controlá-la.A.

000 reais para este investimento societário. de acordo com a Instrução CVM 247/96. a constituição da Reserva de Reavaliação de Ativo Imobilizado na investida origina o seguinte lançamento na investidora: a) Débito de “Ativo Permanente . b) No conjunto das sociedades coligadas e controladas. a contabilidade da investida forneceu os valores a seguir para os itens: Itens identificados na Contabilidade da Investida: Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2. 247. se o valor contábil é igual ou superior a 10% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora. Por ocasião do encerramento do exercício de 2000. 16) (AFRF-2001-Esaf) Em um investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. e) Débito de “Ativo Permanente . na Cia.500.150. subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas” e crédito de “Resultado do Exercício”. CARIRI. subgrupo “Resultado Apurado na Equivalência Patrimonial”. c) Débito de “Resultado do Exercício” subgrupo “Resultado da Equivalência Patrimonial” e crédito de “Ativo Permanente” subgrupo “Investimentos Avaliados pela Equivalência Patrimonial”.00 Margem de Lucro das Vendas 20% intercompanhias 17) (AFRF-2002-Esaf) Se ao final do exercício de 2000 restassem.00.00 Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2. Dados para a resolução das questões de número 17 e 18. ao final do exercício contábil de 1999. R$ 500.Investimentos” subgrupo “Investimentos Avaliados pela Equivalência Patrimonial” e crédito no “Patrimônio Líquido” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas”. o valor a ser registrado pela investidora como resultado de equivalência patrimonial seria uma: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .404/76.Investimentos”.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia d) O Patrimônio Líquido das empresas Investidas. b) Débito do “Patrimônio Líquido” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas” e crédito do “Ativo Permanente” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas”. se o valor corrente é igual ou superior a 20% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora. XAVANTE.000. Xavante. detentora de 60% do capital ordinário da Cia.000. e) O Passivo Exigível de Longo Prazo das Investidas. Art. se o valor contábil é igual a 5% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora.000. no 6. evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900. se o valor de realização é igual ou superior a 15% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora. Cariri e o valor contábil da participação societária registrada na mesma data fosse R$ 900. 15) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Lei das S/A. A Cia. d) No conjunto das sociedades coligadas e controladas. d) Débito de “Ativo Permanente – Imobilizado” e crédito do “Patrimônio Líquido” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas”.000. considera-se relevante o investimento: a) Em cada sociedade coligada ou controlada. c) Em cada sociedade coligada ou controlada.00 dos estoques adquiridos da Cia. e) Em cada sociedade coligada ou controlada. se o valor de mercado é igual ou superior a 25% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora.

00 b) despesa de R$ 330...000 .00 19) (AFRF-2002-Esaf) A empresa Juruá S/A. devem ser registrados como receita. aplica-se a equivalência patrimonial. e) na avaliação dessa participação societária. os dividendos provisionados representam ingressos de Disponibilidades.000 21) (AFRF-2002-2-Esaf) Em dezembro de 2000 a Cia.000 Cia.190. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia.000. o valor ao final dessa participação seria: a) R$ 1.00 b) R$ 1. c) o valor inscrito em investimento permanente em cada uma das empresas coligadas for igual ou inferior a 5% do Patrimônio Líquido da investidora. evidencia.000. d) o custo de aquisição do investimento nas coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida. 20) (AFRF-2002-2-Esaf) Um investimento é considerado relevante quando: a) o valor inscrito na conta de participação societária de cada coligada e controlada.000. não exceder a 5% do Patrimônio Líquido da investidora.000 90. Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária das companhias.. considerado em seu conjunto. d) na distribuição dos lucros da investida..000.. os valores de 140 milhões como Participações Societárias e 250 milhões como total de Patrimônio Líquido. em um determinado período. controladora do Grupo Solimões.00 d) despesa de R$ 290.000 Cia.000 Cia.. que é de 90. b) as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da investida são simultaneamente reconhecidas na investidora.00 e) receita de R$ 290. Itamaracá distribui dividendos a seus INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 .000.00 e) R$ 1.000 300. b) o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas considerados em seu conjunto for igual ou superior a 15% do Patrimônio Líquido da investidora. quando pagos pela investida.00 c) receita de R$ 330.00 c) R$ 1. Itacolomi 120.000 200.00 d) R$ 1.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia.000 .000 50. c) a empresa investida é reconhecida como equiparada à empresa Coligada no processo de Consolidação. (Quadro de composição Acionária . essa empresa possui 5% do capital preferencial da Cia.000. identifique o procedimento contábil correto a ser aplicado nessas circunstâncias.000.00 18) (AFRF-2002-Esaf) Se o estoque adquirido pela investidora tivesse sido repassado integralmente a terceiros.000. Com base nas informações anteriores.000 150. Itaipu 195..309. 30.000. e) o valor pago na aquisição do investimento em coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida.000 90.000 15. a) os dividendos. No mesmo período. Rio Negro. Itamaracá 40.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) despesa de R$ 390.000.000 30.230.290.390.. Itajubá 80. Cia. responder às questões de nº 21 e 22. 10.000.

c) apenas a evidenciação em notas explicativas do fato não sendo necessário nenhum registro contábil na empresa investidora.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia acionistas. O imposto retido é compensável com o Imposto de Renda devido sobre o lucro apurado no período fiscal. resgatável em 180 dias pelo valor de R$ 590.12 de cada ano.20x1 o valor de mercado dos títulos que lastreiam essa aplicação temporária era de R$ 532. 22) (AFRF-2002-2-Esaf) Em junho de 2001 a Cia.01 a 31.000 c) R$ 534.20x1 a empresa deverá ter registrado como resultado do exercício. responder às questões de nºs 23 a 25. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 . 23) (AFRF-2003) O valor a ser incorporado como custo de aquisição da operação é a) R$ 590. c) débito em conta do Ativo Circulante Disponibilidades da Cia.000 24) (AFRF-2003) Se a empresa utilizar o critério linear para apropriação dos rendimentos gerados por esta operação. d) débito na conta de Participações Societárias da Cia. e) a formação de uma Reserva de Capital no valor correspondente ao valor da reavaliação efetuada.000 d) R$ 530.12.000. no resultado da empresa investida. abrange o intervalo de tempo entre 01. Itamaracá. d) a empresa deverá registrar como Resultado de Exercícios Futuros o valor total dos rendimentos contratados na ocasião da contratação e efetivação da operação. e) reconhecimento de receita de dividendos na sua investidora. d) o reconhecimento proporcional à Participação Societária de uma Reserva de Reavaliação na investidora. b) em 31. registrando o valor apurado em conta do ativo. companhia atuante no mercado imobiliário.000 b) R$ 536. já deduzido do Imposto de Renda retido na fonte. é correto afirmar que: a) o valor proporcional ao Imposto de Renda Retido na Fonte deve ser computado em conta corretiva do ativo. este fato gera: a) um ganho de capital a ser reconhecido e tributado. Itacolomi. I.20x1 dessa empresa deverá ser afetado por receitas financeiras correspondentes a 19.000. Itacolomi efetua a reavaliação de seus Ativos Imobilizados.10. estabelecido em seu estatuto. b) a necessidade de um registro contábil de redução do investimento societário na Cia. Boa Vista. 25) (AFRF-2003) Em 31. O período contábil da empresa. em 20. b) crédito em conta do Ativo Permanente Investimentos da Cia.000. em conta de Receitas Financeiras. c) os rendimentos contratados somente serão apropriados ao resultado da empresa na ocasião do vencimento da aplicação.12. A Cia. 2/5 dos rendimentos contratados. com Imposto de Renda Retido na Fonte de 10%. Itararé. esse procedimento gera um lançamento de: a) crédito na conta Lucros/Prejuízos Acumulados da Cia. e) a Demonstração do Resultado do Exercício encerrado em 31.12. Itararé.000 e as despesas de negociação e corretagem R$ 2.000 e) R$ 500.01% dos rendimentos.20x1 faz uma aplicação financeira em Títulos e Valores Mobiliários de R$ 500. Itamaracá. Com as instruções fornecidas a seguir. Em casos como este o procedimento contábil a ser efetivado seria: a) computar o rendimento efetivo de R$ 27. II. III.

000 27) (AFRF-2003) Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo permanente e com segurança na Cia. d) 25% das ações ordinárias da investida.000. dentro dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da época. b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora.500. seus acionistas estão dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal das ações desde que essa operação seja realizada a vista.7% do capital votante da investida.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) debitar em conta de ativo o ajuste de R$ 32. c) evidenciar em notas explicativas o ganho efetivo de R$ 30. obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão. d) efetuar o provisionamento de R$ 6.00 cada uma. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 .000 correspondente ao valor de mercado dos títulos a crédito de conta de receita financeira.000 em função do custo de oportunidade da empresa em relação a essa aplicação. Com capital social representado por 900. A Cia.000 resultantes da comparação entre o valor pago na data do balanço e o valor contábil da aplicação. forma de avaliação aplicada a este tipo de ativo. Para responder às questões de nºs 26 e 27 considere a situação descrita a seguir. no momento.000 b) R$ 3. 26) (AFRF-2003) Com base nas informações acima. 28) (AFRF-2003) Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da equivalência patrimonial. apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002. Boreal. de acordo com os limites legais.500. a) R$ 4. Transportadora Carga Pesada que. c) 33. a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da controlada.000 d) R$ 2. c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada.3% do patrimônio líquido da investida. empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos.010 e) R$ 1. b) 40% das ações totais da investida. No início de 2003 a diretoria da Cia. decide fazer uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia. indique o valor mínimo que a Cia.200.000.250. passa por problemas de gestão. Beneficiadora de Cereais. cujo capital social é totalmente integralizado e formado por 1. Boreal.000 ações distribuídas. Beneficiadora de Cereais.000 ações ordinárias e preferenciais com valor unitário de R$10.00/ação. a Cia. d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da investidora. e) 16. em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de R$10.000 para atender o ajuste ao valor de mercado. Boreal deve possuir pelo menos: a) 50% do capital total da investida. e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. Boreal deveria pagar para tornar-se a controladora da empresa transportadora.010 c) R$ 3. no início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. e) registrar o ganho de R$ 4.

30) (AFRF-2003) A diferença verificada. quando se referir a investimento no exterior. b) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial de dividendo fixo. c) Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. GABARITOS 01 – E 06 – C 11 – C 16 – E 21 – B 26 . d) Verificar os efeitos decorrentes de eventos não relevantes ocorridos no caso das demonstrações contábeis de mesma data e efeitos postecipados. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. ao final do período. e) a diminuições do patrimônio líquido de coligadas provocadas por reavaliações de ativos.B 05 – E 10 – C 15 – C 20 – B 25 .A 04 – A 09 – E 14 – D 19 – A 24 . é registrado como item do resultado operacional quando corresponder: a) a eventos que provoquem diminuição do percentual de participação no capital da investida se esta for uma coligada.E 03 – B 08 – C 13 – E 18 – C 23 .D 02 – D 07 – A 12 – A 17 – E 22 – D 27 . indicar aquela que faz parte dos procedimentos efetuados pela investidora para a determinação do valor da equivalência patrimonial. d) a variação cambial de investimento em coligada ou controlada e controlada no exterior.B 29 .E 28 . b) a aumento no patrimônio líquido da empresa coligada decorrente da reavaliação de seus ativos. excetuando. a) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial ou não de dividendo fixo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 29) (AFRF-2003) Entre as afirmativas a seguir. e) Admitir a exclusão do montante correspondente às participações recíprocas quando estas apresentarem caráter eventual e irrelevância. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.D INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 . entre o valor da participação societária relevante de companhia aberta e o resultante da aplicação do percentual de sua participação no patrimônio líquido da empresa investida. c) a eventos resultantes de aumentos do percentual de participação no capital social da empresa controlada.D 30 .

na avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial. pois aquele ágio é em decorrência da diferença do valor realizado com a colocação de ações e o valor nominal dessas ações. ocorre o pagamento do ágio quando ações são adquiridas por valor superior ao valor patrimonial. no valor do ágio ou deságio.000.000 ações R$ 100. Não acreditamos que a consolidação seja cobrada. o custo de aquisição deverá ser seccionado em investimento. que não integram o valor do investimento.8 – TRATAMENTO CONTÁBIL E LEGAL DO ÁGIO E DESÁGIO Ágio.000 ações 50% R$ 50.000.A.000.000. ele é incorporado ao valor do investimento e lançado em conta única de custo de aquisição!!! Exemplo: Suponha que a CIA Tubarão S. não poderia ser diferente. Salienta-se que não estamos tratando do mesmo ágio que constitui reserva de capital na sociedade emissora de ações. se for o caso. quando o valor das ações adquiridas for menor que o seu valor patrimonial. isto é.00) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 .000 ações 20% R$ 40.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aula 05 Agora é para concluir o assunto! Para isto. adquiriu as seguintes participações societárias: Capital Patrimônio Líquido Aquisição Percentual Valor Patrimonial Custo de Aquisição Ágio (Deságio) Cia Tucunaré 20.000 ações R$ 200. avaliado pelo Patrimônio Líquido da investida e.000. Valor patrimonial das ações equivale ao valor do patrimônio líquido da investina dividido pelo número de ações do capital social. Temos ainda os aspectos mais complicados sobre a avaliação de investimentos (tratamento do ágio e deságio e investimentos no exterior).000.00 (R$ 2.00 R$ 55. Portanto. propriamente dito. que trata da Avaliação de Investimentos e da Consolidação das demonstrações financeiras. mas é sempre interessante a sua leitura para que não haja surpresa! AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS – PARTE III 7.00 20.000. Enfatizamos que na avaliação de investimentos pelo Método do Custo de Aquisição o ágio pago na aquisição do investimento compõe o valor do investimento. representa a diferença a maior entre o valor que a investidora pagou pelo investimento e o valor patrimonial das ações da investida.000.00 Cia Tambaqui 100. Ao final da aula transcrevemos a íntegra da Instrução CVM 248/96. O deságio representa situação inversa.00 R$ 5.00 10.00 R$ 38. No lançamento do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. isto é.

00 Dessa forma..00 AÇÕES DA CIA TAMBAQUI 40. quer na constituição de empresa nova. 7.000. se imaginava que o ágio ou o deságio só poderiam ocorrer em transações diretas entre empresas. avaliados pelo método da equivalência patrimonial. deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou. PERMANENTE INVESTIMENTOS .A.00 DESÁGIO 2. na ocasião da aquisição ou subscrição do investimento.000.PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES Avaliados pelo método da equivalência patrimonial Ações da Cia Tucunaré R$ 50.00) Salientamos que o deságio é conta retificadora do ativo e deve estar registrado logo abaixo do investimento a que estiver retificando. 2 . Constituem fundamentos econômicos para computar o ágio ou o deságio. seriam os seguintes: AÇÕES DA CIA TUCUNARÉ 50.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os lançamentos contábeis no Livro Razão da Cia Tubarão S. que o ágio ou o deságio não podem ser constituídos.00 Ágio nas ações da Cia Tucunaré R$ 5. deve apresentar-se como segue: ATIVO . O seu cômputo.A.000.000. já existe o entendimento. no Balanço Patrimonial da Cia Tubarão S. quer no aumento do capital social.000.000.8.000. inclusive da CVM. pela vontade do investidor ou do vendedor da participação societária. o registro de participações permanentes em outras sociedades.00 38.00 ÁGIO 5. não podendo ser compensado com o ágio pago em outro investimento. os seguintes fatos: 1 – Diferença entre o valor de mercado (valor econômico) de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil. e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 .000. até pouco tempo atrás..000.000.1 – RAZÕES DO ÁGIO E DO DESÁGIO Destaca-se.00 Ações da Cia Tambaqui R$ 40.Expectativa de resultado futuro. entretanto.00 (-) Deságio nas ações da Cia Tambaqui ( R$ 2. Hoje.00 CAIXA/BANCOS 55. Um fato a ser ressaltado é que. exclusivamente.. inicialmente. de que o ágio ou o deságio podem também surgir em decorrência de uma subscrição de capital.

é extremamente relevante que as razões do ágio ou deságio estejam expressas nos registros da investidora. o ágio ou deságio por diferença de valor de mercado dos bens só será amortizado quando da realização dos bens na investida. c) Decorrente da aquisição do direito de exploração. terá seu valor amortizado levando em conta o lapso temporal em que tais rendas ou prejuízos seriam realizados ou incorridos. Contratos dessa natureza garantem a saúde financeira das empresas e conseqüentemente suas ações ficam valorizadas. 7. pois a amortização ou realização futura se dará com fundamento em tais razões. ocorre por depreciação. amortização ou exaustão ou por baixa em decorrência de alienação ou por perecimento dos bens ou do próprio investimento. de acordo com normas da CVM. pois estes podem estar registrados com valores contábeis menores ou maiores do que o de mercado. pois a realização dos bens é individualizada e o ágio ou deságio somente poderão ser amortizados com a ocorrência do fundamento econômico que lhe deu causa. bem como em qualquer outra sociedade. Desta forma. hão de ser efetuados controles criteriosos na administração do ágio e do deságio. Em ocorrendo o contrário.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3 . o valor do ágio ou do deságio há de ser contabilizado separadamente do valor do investimento. avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial. gerando. Já o ágio ou deságio constituídos em função de rentabilidade futura. não há um prazo máximo para que se considere o ágio/deságio realizado quando decorrente de valor econômico de ativo. chega-se as seguintes conclusões a respeito das mesmas: a) Por diferença de valor de mercado dos bens: Nessa hipótese. concessão ou permissão delegada pelo Poder Público: Nesta hipótese fica afastada a figura do deságio. a operação é realizada com deságio.Ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. Analisando as razões que podem suscitar a ocorrência de ágio ou deságio na aquisição de investimentos em participação societária. Assim. historicamente. ensejam a figura do ágio. o ágio sem fundamentação econômica deve ser reconhecido imediatamente como perda no resultado do exercício.8. b) Por valor de rentabilidade futura: Os investimentos realizados em sociedades que apresentam. A realização dos bens na sociedade investida. Ressalte-se ainda que. respectivamente o ágio ou o deságio por ocasião da aquisição da participação societária. que no entanto não está representado no seu Patrimônio Líquido. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público. A amortização do ágio está atrelada à causa que lhe deu origem. com indicação obrigatória de sua origem (fundamento econômico). De regra se considera que a realização ocorra no INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . altos índices de rentabilidade ou que tenham a expectativa de significativos rendimentos futuros. A hipótese se constitui pelo fato de a sociedade investida possuir contrato em vigência com o poder público.2 – AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO E DO DESÁGIO Por expressa disposição da CVM. Assim. Assim. o valor do Patrimônio Líquido da sociedade investida não contempla o valor de mercado dos bens. fazendo constar em nota explicativa as razões de sua existência.

Com esse fato. de vigência ou de perda de substância econômica. a Cia Cascavel realizou o bem (no caso de terreno a realização ocorre no momento da alienação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 .000.00 Algum tempo após a aquisição do investimento pela Cia Sucuri. o referido imóvel foi avaliado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia prazo máximo para amortização do ágio ou do deságio.000. Este investimento se caracteriza relevante à Cia Flores e lhe assegura o exercício de influência na administração da Cia Rosas. O pertinente registro contábil pela aquisição de investimento em participação societária na Cia Sucuri é o seguinte: ATIVO PERMANENTE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES Ações da Cia Cascavel R$ 690. no caso despesa operacional. isto é.300. a Cia Rosas possuía em seu imobilizado uma máquina.00).000. deve ser amortizado no prazo estimado ou contratado de utilização.00 na aquisição do investimento (10% de R$ 12.00 Ágio nas ações da Cia Cascavel R$ 30. pelo valor de R$ 80. o que representa o valor de R$ 2. salienta-se que o ágio deve ser reconhecido como perda no próprio exercício em que ocorre. em notas explicativas. Desta forma.000. A Cia Cascavel possuía em seu ativo imobilizado um terreno com valor contábil de R$ 200. corretamente.00).00. para fins de alienação.200. cujo investimento é relevante para a investidora e a participação de 30% no Capital Social da investida lhe assegura influência administrativa. Já o deságio somente poderá ser amortizado quando da baixa por alienação ou perecimento do investimento. Por ocasião da transação. as razões de sua existência.000. por ocasião da operação de participação societária. ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento.00.500.00.000. Quanto à amortização do ágio ou deságio decorrente de qualquer outra causa. que é de 10 anos.00 e que foi avaliado. A diferença entre o valor contábil e o valor de mercado gerou um custo adicional (ágio) no investimento da Cia Sucuri no valor de R$ 30. EXEMPLO 2: Supondo que a Cia Flores investiu na Cia Rosas com aquisição de 10% do Capital votante desta. O ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público. entretanto. A participação societária da Cia Sucuri é de 30% do Patrimônio Líquido da Cia Cascavel.000.000. Neste caso deve ser evidenciado.000. a Cia Flores pagou ágio no valor de R$ 1. conforme estabelecido na norma da CVM. no primeiro balanço. pelo valor de mercado por R$ 300. o ágio deve ser amortizado pelo seguinte lançamento contábil: Amortização de ágio a Ágio nas ações da Cia Cascavel R$ 30.000.00 (30% de R$ 100.000.00. visto que não é passível de depreciação).00 Salienta-se que a conta “Amortização de Ágio” representa uma despesa. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 2. No laudo de avaliação ficou estabelecido que a vida útil remanescente da referida máquina era de 6 anos.00. cujo valor contábil era de R$ 68. EXEMPLO 1: A Cia Sucuri efetuou investimento em participação societária na Cia Cascavel.000.

000. 1 – PELA AQUISIÇÃO DO INVESTIMENTO: PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES Ações da Cia Rosas R$ 2. a Cia Sucupira obteve deságio de R$ 6. então. são: 1 – PELA AQUISIÇÃO DO INVESTIMENTO: PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA PERMANENTE Ações da Cia Canjica R$ 700. Desta forma. II) ágio/deságio em função de expectativa de resultado futuro. o ágio terá de ser amortizado à razão de R$ 200. Entende-se. por ocasião da efetiva alienação do referido terreno.00) 2 – PELA ALIENAÇÃO DO BEM NA INVESTIDA: Deságio nas ações da Cia Canjica a Amortização de deságio R$ 6. quando. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público.00 2 – PELA AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO NO FINAL DE CADA EXERCÍCIO: Amortização de ágio a Ágio nas ações da Cia Rosas R$ 200.000. Para reforçar o assunto. A Cia Canjica possui em seu ativo permanente um investimento em terreno registrado contabilmente por R$ 100.00. os lançamentos pertinentes à aquisição e a amortização do deságio.00 na aquisição de seu investimento. O valor patrimonial das ações adquiridas pela Cia Sucupira atinge o montante de R$ 700. Desta forma.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Portanto.000. em virtude de depreciação (realização do ágio). em terreno contíguo.000.00 (-) Deságio nas ações da Cia Canjica ( R$ 6. EXEMPLO 3: A Cia Sucupira adquiriu investimento relevante da Cia Canjica. adquirindo 12% do Patrimônio Líquido desta.00. o terreno foi avaliado.000. ainda. conforme demonstrado nos lançamentos a seguir. um presídio de segurança máxima para albergar reclusos de alta periculosidade. Esta participação assegura à investidora o direito de eleger um membro do conselho de administração da sociedade investida.. Em face dessas circunstâncias. salienta-se que a Instrução da CVM prevê apenas três tipos de ágio e deságio com fundamento econômico: I) ágio/deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado dos bens e respectivo valor contábil. para fins de alienação. intangíveis etc. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 .00 Esse procedimento é efetuado até que todo ágio seja amortizado pela realização do bem por depreciação.00 Ágio nas ações da Cia Rosas R$ 1.00 por ano. pelo valor de R$ 50.00 Percebe-se que a conta Amortização de Deságio é conta de receita. mas antes da alienação societária. desaparece a conta do Ágio na sociedade investidora.000.000. e III) ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. está diretamente relacionada à expectativa de rentabilidade futura.500. classificada como outras receitas operacionais. Alguns anos após a aquisição deste terreno pela Cia CAnjica. que a existência de ágio por fundo de comércio.200. na Cia Sucupira.000.00. o Estado construiu.

cujo sociedade investida possua contrato de direito de exploração. extensão e proporção dos resultados projetados.O ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada. § 2º . Art. ainda. 10. em contas distintas. referido no parágrafo anterior. nos casos de ágio ou deságio sem fundamentação econômica justificada. por depreciação.Ágio ou deságio na aquisição ou na subscrição. amortização. É o que prevê o art. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público no prazo estimado ou contratado de utilização. a CVM determina que o ágio seja imediatamente reconhecido como perda no resultado do exercício. o custo de aquisição de investimento em coligada e controlada deverá ser desdobrado e os valores resultantes desse desdobramento contabilizados em subcontas separadas: I . respectivamente. devendo os resultados projetados serem objeto de verificação anual. um prazo máximo de 10 (dez) anos para amortização do ágio/deságio decorrente de perspectiva de rentabilidade futura. o que é bastante plausível. o valor poderá ser realizado após longo prazo.O ágio ou deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil. Os saldos do ágio ou do deságio que ainda não estiverem amortizados na elaboração do balanço patrimonial devem ser apresentados no ativo permanente. enquanto que o deságio somente poderá ser amortizado quando da baixa por alienação ou perecimento do investimento. da diferença de preço de um terreno. que não é passível de depreciação. somados ao investimento em caso de ágio e subtraídos do investimento se se tratar de deságio.o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Por outro lado. deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado na coligada e controlada. e b) . a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização ou registrada a baixa integral do ágio.o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado futuro no prazo. representado pela diferença para mais ou para menos. e II . de vigência ou de perda de substância INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . concessão ou permissão delegadas pelo poder público devem ser amortizados no prazo previsto no referido contrato. § 1º .O ágio ou deságio computado na ocasião da aquisição ou subscrição do investimento deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou. Já o ágio decorrente da aquisição de investimento. entre o custo de aquisição do investimento e a equivalência patrimonial. 15 da Instrução CVM.Para efeito de contabilização. exaustão ou baixa em decorrência de alienação ou perecimento desses bens ou do investimento. foi estabelecido. (NR)* a) .Equivalência patrimonial baseada em demonstrações contábeis elaboradas nos termos do art. por exemplo. 13 . 14 . visto que se decorrer. deverá ser amortizado da seguinte forma. Já o ágio decorrente da diferença entre o valor de mercado dos bens e respectivo valor contábil não possui prazo determinado para realização ou amortização. Art. ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento. Por fim.

deve ser reconhecido imediatamente como perda. à equivalência patrimonial do investimento a que se referir. deverá ser apropriada. como receita ou despesa operacional. pela baixa por alienação ou perecimento do § 3º . das destinações dadas aos valores envolvendo a avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP. que também constitui receita ou despesa operacional.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia econômica. no valor do investimento em cada controlada e coligada. Já o lançamento a seguir.DA DIFERENÇA RESULTANTE DA AVALIAÇÃO BASEADA NO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Neste tópico trataremos. § 5º .Quando houver deságio não justificado pelos fundamentos econômicos previstos nos parágrafos 1º e 2º. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . A diferença verificada. previstos nos parágrafos 1º e 2º. 7. adicionado ou reduzido. se o investimento sob avaliação estiver localizado no exterior. respectivamente.Na elaboração do balanço patrimonial da investidora. esclarecendo-se em nota explicativa as razões da sua existência. no resultado do exercício. na sociedade investidora. ao final de cada período. cujo lançamento será o seguinte: Investimentos a Resultado positivo na equivalência Patrimonial (outras receitas operacionais) Perceba que com o lançamento contábil acima estaremos aumentando o valor contábil do investimento na sociedade investidora. ou investimento. Art. que se refere ao reconhecimento de resultado negativo avaliado pela equivalência patrimonial. o saldo não amortizado do ágio ou deságio deve ser apresentado no ativo permanente.O prazo máximo para amortização do ágio previsto na letra "a" do parágrafo anterior não poderá exceder a dez anos. 15 . de forma definitiva. quando corresponder a aumento ou diminuição do patrimônio líquido.O ágio não justificado pelos fundamentos econômicos. a sua amortização somente poderá ser contabilizada em caso de baixa por alienação ou perecimento do investimento. avaliado pelo MEP. em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores.9 . a diferença verificada no final de cada período decorrente da variação cambial deverá ser registrada em variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior.(NR)* § 4º . causa redução no valor do investimento! Resultado negativo na equivalência Patrimonial (outras despesas operacionais) a Investimentos em controladas e coligadas Ressalte-se que.

terá de ser registrado na investidora como aumento do investimento em contrapartida de Reserva de Reavaliação. em conta específica de reavaliação de ativos em sociedades controladas e coligadas. ao passo que a amortização do deságio terá como contrapartida uma receita operacional. Investimentos a Receitas não operacionais (aumento no valor do investimento decorrente da variação no percentual de participação) ou Despesas não operacionais (pela diminuição do percentual de participação societária) a Investimentos A amortização do ágio terá como contrapartida uma conta de despesa operacional. Deságio na aquisição de investimento a Amortização do deságio (pela implementação das razões que suscitaram o deságio) Perceba que houve o implemento da condição que suscitou o deságio. ou seja. Na sociedade investida teremos o seguinte lançamento: D – Conta do Imobilizado tangível C – Conta do PL – Reserva de Reavaliação INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . Amortização de ágio a ágio em investimento (pelo reconhecimento da realização das razões do ágio na sociedade investida) Vejam que com este procedimento houve uma postergação do reconhecimento da despesa relativa ao valor pago a maior na aquisição do investimento. O aumento do PL de controladas e coligadas. decorrente de reavaliação de ativos. a Amortização do deságio é considerado uma receita operacional.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Investimentos a Variações cambiais ativas (Aumento de investimento no Exterior por variação cambial) ou Variações cambiais passivas a Investimentos (pela redução do investimento no exterior por variação cambial) O registro pertinente relativo a eventos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada devem possuir como contrapartida contas de receita ou despesa não operacional.

§ 5º A participação recíproca. 244. deve estar em conta específica de Reserva de Reavaliação em controladas e coligadas. em especial. deverá ser mencionada nos relatórios e demonstrações financeiras de ambas as sociedades. pela companhia. reconhece a existência de participações recíprocas: Art. Desta forma. 244 da lei das S. ou da aquisição. pois os § 1º e 5º. § 1º O disposto neste artigo não se aplica ao caso em que ao menos uma das sociedades participa de outra com observância das condições em que a lei autoriza a aquisição das próprias ações (artigo 30. abrem exceções. que representem menor porcentagem do capital social. na proporção de sua participação no capital social daquela sociedade: D – Investimento C – Reserva de Reavaliação Reavaliação em controladas e coligadas 7. e será eliminada no prazo máximo de 1 (um) ano. em questões de prova aparecendo a afirmação de que a participação recíproca é sempre vedada. no caso de coligadas. com certeza você deve considerá-la incorreta. A primeira diz respeito a aquisição das próprias ações (§ 1º) e a outra. à compra ilegal das próprias ações. O texto legal retrata o assunto do seguinte modo: Art. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . para efeitos penais. Portanto. se da mesma data. essa vedação é apenas relativa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Na sociedade investidora. equiparando-se. 11 da Instrução CVM nº 247/96. é o caso de incorporação. 11 .Para a determinação do valor da equivalência patrimonial.10 .. não pode a investida ser investidora na sociedade da qual é coligada ou controlada. § 1º..Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. .PARTICIPAÇÃO RECÍPROCA O art. inciso II. alínea b). salvo acordo em contrário. veda a participação recíproca entre a companhia e suas coligadas ou controladas. a investidora deverá: I . Já o art. § 6º A aquisição de ações ou quotas de que resulte participação recíproca com violação ao disposto neste artigo importa responsabilidade civil solidária dos administradores da sociedade. II . fusão ou cisão.Excluir o montante correspondente às participações recíprocas. quando ocorrer em virtude de incorporação. referindo-se a investimentos no exterior. do controle de sociedade. É vedada a participação recíproca entre a companhia e suas coligadas ou controladas. fusão ou cisão. o lançamento deverá estar devidamente segregado.As. Entretanto. isto é. visto que existem duas exceções. deverão ser alienadas as ações ou quotas de aquisição mais recente ou.

DAS NOTAS EXPLICATIVAS Pelo art. encargos financeiros e garantias. 7. no mínimo: I . que detém participação acionária na empresa Abaslargas S/A. Como resultado dessa transação. II) montante dos dividendos propostos ou pagos no exercício.Créditos e obrigações entre a investidora e as coligadas e controladas especificando prazos. A Cia Barrofrio. espécie e classe de ações ou de cotas de capital possuídas pela investidora. salientando-se que a Lei das S. também estabelece quais os elementos que devem ser informados em notas explicativas e que estas não são coincidentes com as a seguir apresentadas. Veja-se a íntegra do dispositivo normativo. decorrente da avaliação do valor contábil do investimento pelo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 .As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis devem conter informações precisas das coligadas e das controladas. lucro líquido ou prejuízo do exercício. VI . se houver. é incorporada pela empresa Chuvagrossa S/A.Avais.Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo.Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário.Patrimônio líquido. 20 . no resultado e patrimônio líquido.Montante individualizado do ajuste. e IV . Ressalte-se que essa participação recíproca deve ser eliminada por ocasião da avaliação do investimento. EXEMPLO: A empresa Abaslargas S/A possui participação acionária na empresa Chuvagrossa S/A. Destacam-se as seguintes informações em relação às coligadas/controladas: I) avais. no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas.As. IV) critérios.Receitas e despesas em operações entre a investidora e as coligadas e controladas. Art. fianças. taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultado que justifica a existência de ágio/deságio. V . e VI) efeitos decorrentes de investimentos descontinuados. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. V) participações recíprocas existentes. relativos ao mesmo período. III . hipotecas ou penhor concedidos pela investidora. o número.Denominação da coligada e controlada. III) memória de cálculo da equivalência. fianças. II . hipotecas ou penhor concedidos em favor de coligadas ou controladas.11 . indicando. garantias. 20 da norma da CVM são apresentadas as informações que devem ser grafadas em notas explicativas aos investimentos avaliados pelo MEP. o percentual de participação no capital social e no capital votante e o preço de negociação em bolsa de valores. IV . as empresas Abaslargas S/A e Chuvagrossa S/A passaram a ser sócias recíprocas uma da outra. garantias.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia III . assim como o montante dos dividendos propostos ou pagos. As notas que veremos aqui são aplicáveis no caso de coligadas e controladas.

Entretanto. Bancos ou Dividendos a Receber a Investimento (pelo recebimento ou reconhecimento de dividendo) O fato de a sociedade investidora receber dividendo ou o seu reconhecimento poderá trazer outros reflexos.Participações recíprocas existentes. sabemos que o reconhecimento da receita ou da despesa. os lucros consideram-se realizados na proporção dos dividendos recebidos e. taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultados. principalmente se os ganhos pela equivalência patrimonial foram destinados à formação de Reservas de Lucros a Realizar. Bancos Conta Movimento ou Dividendos a Receber. Caixa. D – Investimento C – Resultado na Avaliação pelo MEP Quando a sociedade investida distribuir dividendos. Neste momento. bem como o saldo contábil de cada investimento no final do período. direta ou indiretamente. patrimônio líquido e resultado decorrentes de investimentos descontinuados (artigos 6º e 7º). uma redução do valor do investimento na investidora proporcionalmente a sua participação no capital social da investida. passivo.Efeitos no ativo. como conseqüência. VII . X . Perceba que a equivalência Patrimonial reconhece o resultado na investidora no momento da sua geração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia método da equivalência patrimonial. mediante registro a débito em investimento e como contrapartida a conta Resultado da Equivalência Patrimonial. quando este não decorrer somente da aplicação do percentual de participação no capital social sobre os resultados da investida. evidenciando os números relativos aos casos em que a proporção do poder de voto for diferente da proporção de participação no capital social votante.Condições estabelecidas em acordo de acionistas com respeito a influência na administração e distribuição de lucros. haverá uma diminuição do seu patrimônio líquido.Base e fundamento adotados para constituição e amortização do ágio ou deságio e montantes não amortizados. IX . e XI . o que gera. ou seja. bem como critérios. 7. o valor pode ser depositado diretamente na conta bancária ou ainda apenas haver o reconhecimento do dividendo declarado.12 – CONTABILIZAÇÃO DO DIVIDENDO Pelo que já analisamos sobre o Método da Equivalência Patrimonial.Memória de cálculo do montante individualizado do ajuste. do resultado ocorre no momento da realização da Equivalência Patrimonial. VIII . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . Desta forma. as contas que podem ser debitadas pela diminuição do investimento são as contas Caixa. se relevante. Desta forma. dentro da ótica do art. quando então será alimentada a conta caixa mediante débito e sua contrapartida será um crédito na conta de investimento. fato que normalmente ocorre em momento posterior ao da apuração do resultado. o recebimento de dividendo deve ser entendido como uma realização do investimento.

exceto os dividendos não contabilizados em resultado. debitamos uma conta do AC e creditamos Investimentos. Devemos reconhecer essa mesma realização na conta de Reserva de Lucros a Realizar. tributável! 7. poderá ser excluído do resultado contábil. porém ele faz parte no resultado contábil. se terá uma espécie de diferimento da tributação do deságio e do reconhecimento da despesa decorrente da amortização do ágio.2 . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . Assim. para adicionar o valor assim realizado ao primeiro dividendo declarado. deve ser mantido controle na parte B do LALUR.000/99. não pode se utilizar deste critério. quando estiverem sujeitos à tributação nas firmas ou sociedades que os distribuíram. os resultados na equivalência patrimonial serão tratados da seguinte forma na apuração do Lucro Real: Se positivo. Assim. Porém.13. pois por ocasião da alienação ou da liquidação do investimento. portanto. Com a exclusão do valor negativo estaremos eliminando o efeito da equivalência patrimonial que não deve ser considerada na apuração do Lucro Real. Este é o tratamento dado às operações periódicas. Por isso. será tributado. quando existente. Entretanto. tal procedimento será considerado pelo fisco como reavaliação espontânea de ativos e. para reforçar o nosso estudo. integrarão o lucro operacional e serão excluídos do lucro líquido. como conseqüência.404/76. eles devem ser adicionados ao primeiro dividendo declarado pela sociedade investidora.1 – RESULTADO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Conforme disposto no Regulamento do Imposto de Renda. Se negativo. neste último caso. de forma concomitante. Se o contribuinte não estiver obrigado. as normais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 202 da lei societária. Se avaliar seus investimentos em desacordo com as normas legais e fiscais e se. pois o Imposto de Renda já incidiu sobre o lucro na sociedade investida. isto é. não é opcional a adoção do critério. se esta foi a origem da reserva. não será realizado nenhum lançamento pois os lucros realizados. Isto quer dizer que lucros e dividendos recebidos de outra pessoa jurídica.13 – ASPECTOS FISCAIS DA ADOÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 7.AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO OU DESÁGIO As contrapartidas das amortizações do ágio não são dedutíveis e as contrapartidas da amortização do deságio não são tributadas. para efeito de determinar o lucro real. quando a investidora receber dividendos de suas controladas ou coligadas uma parcela do investimento estará sendo realizada. permanecerão na conta de reserva até que seja declarado novo dividendo ou o seu valor seja absorvido por prejuízos de exercícios subseqüentes! 7. Para fins legais e fiscais. a contrapartida do ágio será dedutível e a do deságio será adicionada ao valor de alienação. deverá ser adicionado ao resultado do exercício social visto que o resultado da equivalência não faz parte da base de cálculo do Lucro Real. isto é. ou seja. a avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial é obrigatória nos casos determinados pela Lei nº 6. no momento do seu recebimento ou reconhecimento devemos baixar a parcela realizada do investimento mediante crédito na conta de investimento e débito na conta da aplicação dos recursos advindos desta realização.13. aprovado pelo Decreto nº 3. quando decorrentes do dividendo mínimo obrigatório. aumentar o valor contábil de suas participações societárias.

os resultados na alienação. por não ser considerado receita. e computados na determinação do lucro real.6 – RESULTADO DA ALIENAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA Com base no mesmo art.13. independentemente do método de avaliação. decorrentes de investimentos em coligadas e em controladas avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Exceção a regra é a desapropriação para fins de reforma agrária que não será tributada. o recebimento de dividendos.1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS Conforme se depreende da leitura do caput do art. na desapropriação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . 7. 7. as contrapartidas de provisões para perdas não são dedutíveis do resultado do exercício para fins de apuração do lucro real. decorrente de ganho ou perda de capital por variação na percentagem de participação do contribuinte no capital social da coligada ou controlada.13. Por outro lado. não altera o resultado da investidora. adicionadas ao lucro contábil na apuração do lucro fiscal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 7. são tributados pelo imposto de renda. devendo ser. o recebimento de dividendos nessas condições não deve ser tributado pelo imposto de renda. pelo fato de representar apenas um fato permutativo não merece análise em termos de resultado. obsolescência ou exaustão. com exceção da desapropriação para reforma agrária. conclui-se que os ganhos de capital apurados na alienação dos investimentos em participação societária em outras empresas.3 – GANHO OU PERDA DE CAPITAL EM DECORRÊNCIA MODIFICAÇÃO DO PERCENTUAL DE PARTICIPAÇÃO EM COLIGADAS CONTROLADAS DA OU Não será computado na determinação do lucro real o acréscimo ou a diminuição do valor de patrimônio líquido de investimento. adotado para a avaliação de investimentos permanentes no exterior que se amoldem às regras estabelecidas para a adoção deste método. as perdas de capital decorrentes da alienação de investimento são dedutíveis na determinação do lucro real. Portanto. portanto. 418 do RIR/99. por disposição constitucional. os investimentos permanentes no exterior devem ser avaliados da mesma forma como os investimentos nacionais. na baixa por perecimento. 418 do RIR/99 dispõe que “serão classificados como ganhos ou perdas de capital. Portanto. extinção. 1º da Instrução CVM nº 247/96. por disposição constitucional.14.4 – RECEBIMENTO DE DIVIDENDOS A sociedade investidora deverá registrar os dividendos recebidos como diminuição do valor do investimento.13. Dessa forma.5 – PROVISÕES PARA PERDAS O art.14 – INVESTIMENTOS EM COMPANHIAS NO EXTERIOR 7. Logo. 7. o método da Equivalência Patrimonial deve ser.13. também. 7. desgaste. ou melhor. ou na liquidação de bens do ativo permanente”.

tais investimentos devem ser ajustados ao valor do patrimônio líquido na contabilidade da empresa investidora no Brasil. sua equiparada e controlada. 7. com observância do regime de competência. alguns aspectos importantes dos investimentos no exterior hão de ser observados. adequada conversão dos elementos constantes nas demonstrações financeiras para a moeda nacional e observância das legislações quanto a remessa de lucros. deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. a seguir transcrito. e II . demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por companhia aberta que possuir investimento em sociedade controlada. os investimentos no País e no exterior hão de ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial quando assim o investimento o exigir. principalmente no concernente a condição ou intenção de permanência do investimento. similarmente ao que ocorre com investimentos em outras INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . mais precisamente em seu art.14. No mesmo ato normativo. Pela legislação societária e pelos princípios de contabilidade. os investimentos não podem ser considerados permanentes. suas equiparadas e em controladas. 1º da Instrução CVM nº 247/96. Vejamos o referido dispositivo: Art. principalmente no concernente à adoção do método da equivalência patrimonial de suas coligadas ou controladas e com relação a consolidação de Demonstrações Contábeis que devam incluir as controladas no Exterior. Parágrafo Único . localizadas no país e no exterior. surge a indagação de como tratar contabilmente tais investimentos. Art.Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por: I .Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada.2 – TRATAMENTO CONTÁBIL E LEGAL Como se pode observar pelo disposto no art. pois quando não há essa intenção. Para as empresas que possuem investimentos permanentes em outros países. 1º . incluindo as sociedades controladas em conjunto.O investimento permanente de companhia aberta em coligadas. observadas as disposições desta Instrução.Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas. vele dizer. de forma que se reconheça sua participação nos resultados dessas empresas no Exterior à medida que são gerados. como adoção de critérios contábeis uniformes. caso esta seja elaborada.Ao fim de cada exercício social. Todavia. 21 . na forma de participações societárias. 21 é mencionado que ao fim de cada exercício social.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os investimentos no exterior também devem ser demonstrados na consolidação de Balanços. incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução. É de ressaltar que continuam valendo todas as informações trazidas aplicáveis aos investimentos no País.

consoante o disposto pelo princípio da entidade.404/1976. demonstrações consolidadas. dispõe no mesmo sentido. A equalização deste problema é complexa. em termos internacionais. 7. em seu art. 249 determina que a companhia aberta que tiver mais de 30% do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar.14. Esse critério de relevância é aplicado apenas para fins de consolidação das demonstrações contábeis. em face da maior experiência na exportação de capitais. principalmente as normas reguladoras emitidas pela CVM. Ressalte-se que. não se deve confundir a relevância aqui referida com o investimento relevante para fins de aplicação do MEP. as participações societárias em controladas e as relevantes em coligadas no exterior devem ser avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e devem.APLICABILIDADE A legislação brasileira. Assim. o grande problema na avaliação destes investimentos consiste em estabelecer critérios que devem ser adotados no tratamento contábil de Investimentos no Exterior e na Conversão das Demonstrações Contábeis de Outras Moedas para a moeda nacional. enfatiza-se. por exigência da legislação alienígena. sucursais ou dependências de empresas brasileiras situados no exterior que. atendendo às normas e à legislação do país onde operam e. Porém.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresas sediadas no próprio País. O grande problema com que se depara uma empresa nessas circunstâncias é exatamente a necessidade de dispor das demonstrações contábeis dessas coligadas e controladas no Exterior expressas em moeda nacional e elaboradas segundo critérios contábeis que guardem uniformidade com os praticados no Brasil. devem ter seus ativos. passivos e resultados. É de ressaltar que o termo relevante empregado na definição de investimentos que devem compor as demonstrações consolidadas não deve ser confundido com o conceito de investimento relevante adotado para fins de equivalência patrimonial. adquirirem personalidade jurídica própria. especificam que tipos de investimentos devem ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial. principalmente porque o assunto é novo em nosso País. também. logo serão avaliadas pelo MEP. a partir do art. já que a exportação de capital é fato recente em nossa economia. pois a Lei nº 6. 21. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . quando não se caracterizam como empresas juridicamente independentes. De fato. o assunto tende a crescer de importância. Todavia. constituem-se em subsidiária integral da empresa brasileira. As filiais. aplicáveis aos investimentos em empresas no Exterior. juntamente com suas demonstrações financeiras. Assim. tais coligadas e controladas terão sua contabilidade e demonstrações contábeis oficiais desenvolvidas e aplicadas. ser incluídas no processo de consolidação das demonstrações contábeis. principalmente nos concursos públicos para a área fiscal. logicamente. expressas na respectiva moeda. há inúmeros estudos e normas sobre a conversão de demonstrações contábeis para outras moedas. sucursal ou dependência mantida no próprio País. Essas normas são.3 . Portanto. agência. com a crescente globalização da economia. integrados à contabilidade da matriz no Brasil como qualquer outra filial. agências. também. A Instrução CVM nº 247/96.

sucursais e agências para assumirem a condição de subsidiária integral. efetivamente.CONTABILIZAÇÃO DA CONTA DE INVESTIMENTOS NO EXTERIOR Os critérios adotados na contabilização das transações de investimentos realizados no exterior devem ser idênticos aos adotados para investimentos realizados no País. sucursais e agências no exterior. As ações ou quotas bonificadas recebidas sem custo pela investidora de suas coligadas ou controladas no Exterior não devem ter registro equivalente em moeda nacional. por vezes em função de legislação específica daqueles países. e b . que essas dependências se constituam com personalidade jurídica própria. que será registrada como ganho ou perda cambial corrente de investimentos societários no exterior. geralmente não possuem personalidade jurídica própria. pois não representam. avaliados pelo MEP. quando então passarão a ter patrimônio próprio. Esta contabiliza todo o patrimônio como único. mas integrarão o cômputo dos investimentos para a determinação da relevância. as integralizações de Capital devem ser registradas pelo custo efetivamente incorrido. sucursal.parte que será registrada como redução da conta de investimento pelo valor do dividendo recebido em moeda estrangeira convertido para a moeda nacional à taxa de câmbio vigente na data da última equivalência patrimonial registrada. devem ser registrados como redução da conta de investimentos da mesma forma como fazemos para outros investimentos realizados no Brasil. devem ser observadas: 1 – A contabilização deve ser evidenciada em moeda nacional. elas operam como se fosse extensão de matriz. segundo as regras do princípio do registro pelo valor original. As transações efetuadas em moeda estrangeira devem ser registradas em moeda nacional convertidas à taxa de câmbio da data da remessa das divisas para integralização de capital. é necessário. No entanto. 3 .parte representativa da diferença entre o valor em moeda nacional do dividendo efetivamente recebido e o valor apurado conforme (a). no entanto. nesta condição devem ser avaliadas pelo MEP e ser incluídas na consolidação quando o investimento for relevante. Os dividendos recebidos de investimentos realizados no exterior. em conta própria do resultado operacional do exercício. agência e outras dependências. Algumas regras. custo e tampouco remessa ou recebimento de recursos financeiros. Assim.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A filial. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . isto é. 2 – A conversão para moeda nacional deve se dar à taxa de câmbio vigente na data do efetivo ingresso dos recursos financeiros. Nestas circunstâncias deixarão de ser filiais.Como o dividendo no exterior é calculado na moeda estrangeira e não é considerado o fato da variação cambial que ocorre com a moeda nacional. Outras remessas de recursos que não tenham correspondente de capital social representam créditos da empresa brasileira e não devem compor o custo de aquisição do investimento. empresas que possuem como sócia ou acionista uma única e outra empresa.14. além de observar os critérios de conversão das demonstrações às normas e moeda nacionais. esse valor deverá ser segregado da seguinte forma: a . 7. ou seja.4 . em se tratando de filiais.

000. Essa diminuição do investimento deve se referir a data da apuração do resultado. empresa alemã. então. pois o resultado se refere a data em que a cotação do EURO era de R$ 4.000.000. é de 500. diminui o valor do investimento.00 na CIA HOLZBACH.00. a título de ganho pela equivalência patrimonial.00. representando 40% do lucro líquido.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Este item é.20. Solução: 1 – A participação da empresa brasileira na empresa alemã é 25%. a diferença do valor de R$ 160. empresa genuinamente brasileira. reconhecendo o resultado da equivalência patrimonial. que pelas normas brasileiras é sua coligada.000. o de maior relevância sobre o assunto em termos de estudo para concursos. destarte. o que equivale a R$ 2. quando a cotação do EURO era de R$ 3.000. tomemos o seguinte exemplo: A CIA GIRAMUNDO.00. a seguinte situação: o valor efetivamente ingressado no País é de R$ 640.00. pois a conversão há de ser efetuada à taxa de câmbio vigente na data do efetivo ingresso da moeda estrangeira no País.000. 3 – O lançamento contábil a ser efetuado pela empresa brasileira. Teremos. talvez. o investimento deve ser diminuído em R$ 800.00.600. um cuidado maior na sua preparação.000. Aqui entra a particularidade insculpida na norma brasileira. que devem ser convertidos para Reais. que é oriundo da diferença da cotação do EURO entre a data do reconhecimento da equivalência patrimonial e a data do recebimento do dividendo.00. sabemos que o dividendo recebido.00 EUROS.00 EUROS na data do reconhecimento do resultado da equivalência patrimonial.000.000. Essa diferença se constitui em perda cambial e representa uma despesa operacional. cujo patrimônio líquido é de R$ 12. Assim.000.00.00. No final do exercício social de 2002 a CIA HOLZBACH obteve lucro líquido de 2. quando o investimento é avaliado pelo MEP.00 de EUROS. possui investimento de R$ 3. pois o investimento representa 25% do capital social da empresa investida.00. O lançamento do recebimento de dividendos será apresentado do seguinte modo: Diversos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .000. nesta data.00 pela cotação do EURO do dia da apuração do resultado. pois traz em si algumas regras que podem ser cobradas pelas bancas examinadoras e requerem.00 4 – Do dividendo de 800.000. Em 30 de abril de 2003.00 EUROS. Surge. A cotação do EURO. logo a taxa de câmbio a ser empregada é a vigente naquela data. quando a taxa de câmbio era de R$ 4. por isso.000.000.000.000. Assim. No entanto. o valor em Reais ingressado no País é de R$ 640. porém o reconhecimento na diminuição do investimento deve ser de R$ 800. compete à empresa brasileira a quantia de 200. 2 – O valor do resultado do exercício que compete à empresa brasileira.000. pois representa o valor de 200. era de R$ 4.000.000.00 EUROS. a CIA HOLZBACH resolveu distribuir a título de dividendos a quantia de 800. Para que este tópico fique devidamente esclarecido.00. é o seguinte: Investimento na CIA HOLZBACH a Ganho pela equivalência patrimonial R$ 2.

Destarte. O ajuste decorrente de comparação do valor final em relação ao valor contábil do investimento corrigido representará um ajuste à conta de investimentos. conta de resultado do exercício. não terá esse direito quando arcará com o ônus do imposto cobrado pelo país alienígena.000. nessa hipótese. tendo. isto é. não se pode fazer uma afirmação conclusiva a respeito da tributação sendo necessária uma análise individualizada de cada caso. O patrimônio líquido da investida no Exterior também deverá ser ajustado pela investidora quando houver resultados não realizados. mas perceba que a tributação incidirá apenas sobre o valor do dividendo e não sobre todo o valor do ganho na equivalência. pois caso exista acordo. tivesse havido desvalorização da moeda nacional.00 Analisamos o caso de recebimento de dividendo em situação onde houve valorização da moeda nacional. Outro aspecto de relevância que deve ser evidenciado na contabilização é o fato de os dividendos estarem sujeitos à tributação no país de origem. Assim. porém. Portanto. teríamos tido um ganho de variação cambial ou variação cambial ativa. Havendo convênio com o País de origem dos recursos ou rendimentos.Bancos R$ 640. Tal ganho ou perda deve ser apresentado em INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . porém. Deve-se. principalmente quando o fato acarreta ônus à investidora. Por fim cabe informar que todos esses fatores envolvendo a tributação sobre investimentos realizados no exterior devem ser elucidados em notas explicativas.00 R$ 800. os tributos serão recuperáveis até o limite na nossa legislação. há de ser observado se existe acordo tributário entre o Brasil e aquele país.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a Investimentos na CIA HOLZBACH Dividendos recebidos . gera para a sociedade receptora o direito de compensar esses tributos internamente.5 . na medida em que corresponda a ganhos ou perdas efetivos. não se faz a provisão para o Imposto de Renda relativo aos lucros que se pretendam manter na empresa no Exterior. a despesa deve compor o resultado do período em que foi gerado o ganho pela MEP. como contrapartida. assim eles constituirão créditos na investidora. É de ressaltar que o Brasil mantém convênio com alguns países para evitar a bitributação do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer natureza. reconhecer a despesa gerada pela tributação com observância do regime de competência. eles não forem recuperáveis.AJUSTE AO VALOR DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A apuração do valor da equivalência patrimonial na data do balanço deve ser idêntica a dos investimentos realizados no Brasil.000. ela pode se creditar do valor do imposto pago no exterior. quer para reinvestimento em futuro aumento de capital quer na forma de reservas de lucros. 7. Caso não haja convênio. sempre que possível. deve-se aplicar a porcentagem de participação no capital da investida no Exterior sobre o seu patrimônio líquido convertido para moeda nacional. Se. oriundos de transações dessa investida com a investidora ou outras coligadas e controladas. isto é. Se.14.000. representam um ônus da investidora.00 Perdas Cambiais (despesa operacional) R$ 160. relativamente à participação da investidora no resultado do exercício da coligada ou controlada. Nestas circunstâncias. logo serão registrados como despesas.

deverão ser elaboradas e apuradas segundo os mesmo critérios adotados no País. em relação aos princípios contábeis vigentes no Brasil. sendo que o resultado da equivalência patrimonial representa resultado operacional. pois se o objetivo for apenas a avaliação dos investimentos pelo método de equivalência o importante é que o patrimônio líquido da coligada ou controlada tenha seu valor apurado segundo os critérios nacionais.DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA COLIGADA OU CONTROLADA – UNIFORMIDADE DE CRITÉRIOS CONTÁBEIS Para que dois demonstrativos contábeis possam ser comparados.6 . comentadas acima. provocando distorções de efeitos relevantes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia destaque nas demonstrações contábeis. as demonstrações contábeis da coligada ou controlada no exterior que servirão de base aos ajustes da conta de investimentos ou à consolidação devem ser elaboradas com Uniformidade de critérios em relação aos princípios contábeis do Brasil. é fundamental que eles estejam elaborados segundo os mesmos critérios. Este procedimento poderá ocasionar divergências. particularmente quanto ao regime de competência.7 . Atenta-se ao fato que as empresas no Exterior podem adotar. também. estes deverão ser apurados de forma extracontabil. se cabível. como resultado. quando se está diante de Demonstrações Contábeis oficiais da coligada ou controlada que requeiram ajustes para adequá-los as normas nacionais. deve-se efetuar o devido diferimento.14. 7. se as demonstrações contábeis hão de fazer parte de processo de Consolidação de Demonstrações Contábeis. critérios que atendam a requisitos legais ou fiscais dos respectivos países. Porém. quando eventuais divergências de nomenclatura ou de classificação das demais contas do Balanço ou da Demonstração do Resultado serão irrelevantes. devendo. a adaptação de nomenclatura e classificação de contas relativas às demonstrações contábeis. é necessário. Demonstrações Contábeis Ajustadas elaboradas segundo os princípios de contabilidade vigentes na época no Brasil. obtendo-se. em suas demonstrações contábeis oficiais. Deve-se utilizar um método que produza a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . As demonstrações contábeis da coligada ou controlada que serão utilizadas para a apuração do valor da equivalência patrimonial do investimento. conforme critérios de apresentação adotados no Brasil. se for o caso. ser efetuados os respectivos ajustes para manter a uniformidade de registros e apresentação. Dessa forma. Assim.CONVERSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA MOEDA NACIONAL Os métodos de conversão de demonstrações contábeis expressas em uma moeda para a de outro país são muitos. dentro do conceito de demonstrações oficiais do país de localização da investida.14. A extensão dos ajustes deve considerar os propósitos a que se destinarão. pois é neste contexto que a investidora nacional elaborará seus demonstrativos. Salienta-se que deve ser dada especial consideração ao reflexo no imposto de renda sobre esses ajustes e. 7. no que tange à avaliação de ativos e registros de passivos.

ou seja. c) Os demais acréscimos ou reduções patrimoniais que representarem ganhos ou perdas patrimoniais efetivos. Na conversão pelo método da taxa histórica utiliza-se da seguinte técnica: 1) Balanço Patrimonial a) Os saldos de ativos e passivos monetários constantes do balanço são convertidos pela taxa corrente de câmbio. pela taxa em vigor na data do balanço.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia apuração de demonstrações contábeis expressas em moeda nacional que reflita adequadamente sua posição patrimonial e financeira e os resultado de suas operações. pois consiste em tomar todos os valores das demonstrações contábeis expressa sem uma moeda e convertê-las pela taxa corrente de câmbio. ou seja. Trata-se do método mais simples quanto à mecânica. são: · método da taxa corrente. O método da taxa histórica baseia-se no princípio de que a conversão das demonstrações contábeis é feita interpretando-se as transações como se tivessem ocorrido na moeda para a qual se pretende converter. ou seja. Em face da utilização de taxas históricas de câmbio. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . sobre os valores originais de custo de aquisição das transações respectivas. o valor total do patrimônio líquido convertido é apurado pela equivalência contábil. são convertidos às taxas históricas de formação. b) Os dividendos distribuídos são convertidos pela taxa histórica. por esse método de conversão. Existem diversas técnicas e formas de conversão de balanços de uma moeda para outra. de acordo com os princípios contábeis vigentes em nosso País e aplicados de maneira uniforme entre os exercícios. têm equivalência nula na outra moeda. se forem dividendos contabilizados como propostos na data do balanço. c) As contas que formam o patrimônio líquido são também de natureza não monetária sendo que. b) Os ativos não monetários são convertidos pela aplicação das taxas históricas de câmbio. É de se destacar que este método é mais apropriado nos casos de empresas investidoras sediadas em países de “moeda forte” que tenham investimentos em países com elevada inflação e não adotam sistemas de correção monetária. d) Acréscimo do patrimônio líquido oriundos de correções monetárias não são convertidos. As mais utilizadas. apurando-se os valores correspondentes na outra moeda. Entretanto. os valores eventualmente constantes dos saldos das contas não monetárias originárias de correções monetárias não são convertidos. Taxa corrente significa a taxa de câmbio em vigor na data do balanço que se pretenda converter. apesar de não transitarem pelo resultado do exercício. 2) Mutações do Patrimônio Líquido a) Os aumentos de capital são convertidos pela taxa histórica em vigor nas datas das integralizações efetivas. convém assinalar novamente que essa conversão há de ser feita a partir das demonstrações contábeis ajustadas da empresa do outro país. pela diferença entre o ativo total e exigibilidade totais. · método da taxa histórica. vigentes nas datas de aquisição dos itens que formam estes ativos na data do balanço. entretanto. pela taxa de câmbio em vigor na data de distribuição dos dividendos ou.

Porém. Deve-se sempre analisar a legislação do país onde se tem o investimento quanto à remessa de lucros e retorno de capital e considerar a própria estabilidade econômica e política do país para avaliar-se a real possibilidade de realização ou de recuperação do capital e dividendos. A eventual mudança no método de conversão ou no critério de avaliação dos investimentos representa uma mudança de prática contábil que deve ser contabilmente tratada como tal. Chamamos a atenção ao fato de que até o art. conforme prática em nosso País. a empresa no Brasil deverá constituir provisão para perdas aplicáveis a tais investimentos. mediante registro de seus efeitos como ajustes de exercícios anteriores e feita a nota explicativa correspondente.CONSIDERAÇÕES FINAIS Independentemente do método de conversão adotado. Nas notas explicativas de investimentos deverão constar. 20 a norma trata da avaliação de investimentos e a partir do art. cabe uma leitura dos dispositivos para não serem pegos de surpresa! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . deve-se dar adequada consideração para a taxa de câmbio que será utilizada. de forma idêntica à conversão dos acréscimos nos ativos correspondentes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia e) Os eventuais acréscimos registrados oriundos de novas avaliações de ativos (similares a Reservas de Reavaliação no Brasil) devem ser convertidos pela taxa de câmbio em vigor na data de reavaliação. os critérios de apuração e das demonstrações contábeis dessas investidas no Exterior e os critérios de conversão para moeda nacional. 21 ela trata da Consolidação das Demonstrações Contábeis . para ser baixada à medida da realização dos ativos que lhe deram origem na empresa no Exterior. após a consideração dos itens “a” a “e” acima. no sumário das práticas contábeis. 7. b) As depreciações são apuradas pela aplicação das taxas de depreciação sobre os custos dos bens depreciáveis já convertidos. utilizando-se da taxa média do mês.8 . f) O lucro ou prejuízo é apurado pela diferença de patrimônios inicial e final. Nessa hipótese. devem ser adotadas taxas de câmbio oficiais de venda do banco central. por exemplo) pelas taxas de formação. A seguir a transcrição da Instrução 247/96. c) O custo das vendas deve levar em conta os estoques iniciais e finais convertidos pelas taxas históricas e os ingressos (compras. Na situação de perdas prováveis.14. os dados de cada coligada ou controlada no Exterior. Em princípio. também. Deverão ser mencionados. 3) Demonstrações do Resultado do Exercício a) As receitas e despesas são convertidas pelas taxas em vigor nos períodos respectivos de sua formação. o acréscimo equivalente na conta de investimento da empresa no Brasil deve ser registrado em conta específica de Reserva de Reavaliação. normalmente numa base mensal. em face de tais fatores. tendo em vista que cada país pode ter políticas próprias. cujo assunto não veremos neste curso pelo fato de entendermos de ele ser pouco relevante para o concurso.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nºs 269/97 E 285/98. INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996. Dispõe sobre a avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas e sobre os procedimentos para elaboração e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, para o pleno atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, altera e consolida as Instruções CVM nº 01, de 27 de abril de 1978, nº 15, de 03 de novembro de 1980, nº 30, de 17 de janeiro de 1984, e o artigo 2º da Instrução CVM nº 170, de 03 de janeiro de 1992, e dá outras providências. O Presidente da Comissão de Valores Mobiliários - CVM torna público que o Colegiado, em sessão realizada em 22.03.96, com fundamento no disposto na alínea "c" do inciso III do artigo 248, no parágrafo único do artigo 249 e no parágrafo único do artigo 291 da LEI Nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e nos incisos I, II e IV do parágrafo único do artigo 22 da LEI Nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976, resolveu: DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 1º - O investimento permanente de companhia aberta em coligadas, suas equiparadas e em controladas, localizadas no país e no exterior, deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, observadas as disposições desta Instrução. Parágrafo único. Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada, sua equiparada e controlada. DAS COLIGADAS E CONTROLADAS Art. 2º - Consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra, sem controlá-la. Parágrafo único. Equiparam-se às coligadas, para os fins desta Instrução: a. as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la; b. as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la, independentemente do percentual da participação no capital total. Art. 3º - Considera-se controlada, para os fins desta Instrução: I. Sociedade na qual a investidora, diretamente ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente: a. b. II. preponderância nas deliberações sociais; e o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores.

Filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior, sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora, por força de normatização específica; e Sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, previstos nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de acordo de votos, independentemente do seu percentual de participação no capital votante.

III.

Parágrafo único. Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a investidora como única acionista. DA DETERMINAÇÃO DA RELEVÂNCIA DO INVESTIMENTO Art. 4º - Considera-se relevante o investimento:

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I. II. Quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da investidora; ou Quando o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas, considerados em seu conjunto, for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do patrimônio líquido da investidora.

§ 1º - O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas. § 2º - Para determinação dos percentuais referidos nos incisos I e II deste artigo, ao valor contábil do investimento deverá ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. DOS INVESTIMENTOS A SEREM AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I. II. O investimento em cada controlada; e O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada.

Parágrafo único. Serão considerados exemplos de evidências de influência na administração da coligada: a. participação nas suas administradores comuns; deliberações sociais, inclusive com a existência de

b. poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores; c. volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora; d. significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira; e. recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimento; ou f. uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos. Art. 6º - Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, sem prejuízo do disposto no artigo 12, o investimento em sociedades coligadas e controladas com efetiva e clara evidência de perda de continuidade de suas operações ou no caso em que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora. Art. 7º - O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. Art. 8º - O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial, caso essa redução não seja considerada de caráter permanente, devendo todos os seus reflexos ser evidenciados, segregadamente, em nota explicativa. Parágrafo único. Na hipótese de descontinuidade do investimento, principalmente aquelas previstas nos artigos 6º e 7º, os saldos das reservas de reavaliação constituídas pela investidora deverão ser revertidos em contrapartida ao respectivo valor contábil do investimento.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte cálculo: I. II. Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada; e Subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os lucros não realizados, conforme definido no § 1º deste artigo, líquidos dos efeitos fiscais.

§ 1º - Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas, quando: a. o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora; ou b. o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. § 2º - Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora, coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. § 3º - Os lucros e os prejuízos, assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado, simultânea e integralmente, efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas, não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. Art. 10 - Para os efeitos do disposto no artigo 9º, o patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. § 1º - Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo, admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora. § 2º - O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora, independentemente das respectivas datas de encerramento. § 3º - Admite-se a utilização de períodos não idênticos, nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida, sendo a mudança evidenciada em nota explicativa. Art. 11 - Para a determinação do valor da equivalência patrimonial, a investidora deverá: I. II. III. IV. Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis, em especial, referindo-se a investimentos no exterior; Excluir o montante correspondente às participações recíprocas; Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário, no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas; e Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo, dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.

DAS PERDAS PERMANENTES EM INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I. Perdas efetivas, em virtude de:

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a. b. II. a. b. c. d. eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis; ou responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. tendência de perecimento do investimento; elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas; eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas; ou cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada.

Perdas potenciais, estimadas em virtude de:

§ 1º - Independentemente do disposto na letra " b" do inciso I, deve ser constituída ainda provisão para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. § 2º - A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir, sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo. DO ÁGIO OU DESÁGIO NA AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO AVALIADO PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 13 - Para efeito de contabilização, o custo de aquisição de investimento em coligada e controlada deverá ser desdobrado e os valores resultantes desse desdobramento contabilizados em sub-contas separadas: I. II. Equivalência patrimonial baseada em demonstrações contábeis elaboradas nos termos do art. 10; e Ágio ou deságio na aquisição ou na subscrição, representado pela diferença para mais ou para menos, respectivamente, entre o custo de aquisição do investimento e a equivalência patrimonial.

Art. 14 - O ágio ou deságio computado na ocasião da aquisição ou subscrição do investimento deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou. § 1º - O ágio ou deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil, deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado na coligada e controlada, por depreciação, amortização, exaustão ou baixa em decorrência de alienação ou perecimento desses bens ou do investimento. § 2º - O ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada, referido no parágrafo anterior, deverá ser amortizado da seguinte forma. (NR)* a. o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado futuro no prazo, extensão e proporção dos resultados projetados, ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento, devendo os resultados projetados serem objeto de verificação anual, a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização ou registrada a baixa integral do ágio; e b. o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público no prazo estimado ou contratado de utilização, de vigência ou de perda de substância econômica, ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 3º - O prazo máximo para amortização do ágio previsto na letra "a" do parágrafo anterior não poderá exceder a dez anos;(NR)* § 4º - Quando houver deságio não justificado pelos fundamentos econômicos previstos nos parágrafos 1º e 2º, a sua amortização somente poderá ser contabilizada em caso de baixa por alienação ou perecimento do investimento. § 5º - O ágio não justificado pelos fundamentos econômicos, previstos nos parágrafos 1º e 2º, deve ser reconhecido imediatamente como perda, no resultado do exercício, esclarecendo-se em nota explicativa as razões da sua existência. Art. 15 - Na elaboração do balanço patrimonial da investidora, o saldo não amortizado do ágio ou deságio deve ser apresentado no ativo permanente, adicionado ou reduzido, respectivamente, à equivalência patrimonial do investimento a que se referir. DA DIFERENÇA RESULTANTE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL DA AVALIAÇÃO BASEADA NO MÉTODO DA

Art. 16 - A diferença verificada, ao final de cada período, no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial, deverá ser apropriada pela investidora como: I. Receita ou despesa operacional, quando corresponder: a. a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada, em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores; e a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior.

b. II. III. IV.

Receita ou despesa não operacional, quando corresponder a eventos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada; Aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação dos ativos que lhe deram origem; e Reserva de reavaliação quando corresponder a aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação de ativos na coligada e controlada, ressalvado o disposto no inciso anterior.

Parágrafo único. Não obstante o disposto no artigo 12, o resultado negativo da equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento, conforme definido no parágrafo 1º do artigo 4º desta Instrução. DA RESERVA DE LUCROS A REALIZAR E DOS DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES EM AÇÕES RECEBIDOS PELA INVESTIDORA Art. 17 - Para fins de constituição da reserva de lucros a realizar, somente poderá ser considerado como lucro a realizar o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial sobre o conjunto dos investimentos, apurado nos termos dos incisos I e II, do artigo 16. Art. 18 - As bonificações recebidas sem custo pela investidora, quer sejam por emissão de novas ações, quer sejam por aumento do valor nominal das ações, não devem ser objeto de contabilização na conta do investimento na coligada e controlada. Parágrafo único. Em decorrência do previsto no caput deste artigo, deverá ser revertida para a conta de lucros ou prejuízos acumulados a correspondente parcela que tiver sido destinada para reserva de lucros a realizar, a que se refere o artigo 17. Art. 19 - A parcela revertida da reserva de lucros a realizar para a conta de lucros ou prejuízos acumulados, se não absorvida por prejuízos, deverá ser considerada no cálculo, em separado, do dividendo obrigatório no exercício em que for feita a reversão. O excedente poderá ser destinado para : I. Aumento de capital;

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II. III. Distribuição de dividendo; e Constituição de outras reservas de lucros, inclusive retenção justificada em lucros acumulados, ou absorção do prejuízo do exercício, atendidas as exigências legais.

DAS NOTAS EXPLICATIVAS Art. 20 - As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis devem conter informações precisas das coligadas e das controladas, indicando, no mínimo: I. Denominação da coligada e controlada, o número, espécie e classe de ações ou de cotas de capital possuídas pela investidora, o percentual de participação no capital social e no capital votante e o preço de negociação em bolsa de valores, se houver; Patrimônio líquido, lucro líquido ou prejuízo do exercício, assim como o montante dos dividendos propostos ou pagos, relativos ao mesmo período; Créditos e obrigações entre a investidora e as coligadas e controladas especificando prazos, encargos financeiros e garantias; Avais, garantias, fianças, hipotecas ou penhor concedidos em favor de coligadas ou controladas; Receitas e despesas em operacões entre a investidora e as coligadas e controladas; Montante individualizado do ajuste, no resultado e patrimônio líquido, decorrente da avaliação do valor contábil do investimento pelo método da equivalência patrimonial, bem como o saldo contábil de cada investimento no final do período; Memória de cálculo do montante individualizado do ajuste, quando este não decorrer somente da aplicação do percentual de participação no capital social sobre os resultados da investida, se relevante; Base e fundamento adotados para constituição e amortização do ágio ou deságio e montantes não amortizados, bem como critérios, taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultados; Condições estabelecidas em acordo de acionistas com respeito a influência na administração e distribuição de lucros, evidenciando os números relativos aos casos em que a proporção do poder de voto for diferente da proporção de participação no capital social votante, direta ou indiretamente; Participações recíprocas existentes; e Efeitos no ativo, passivo, patrimônio líquido e resultado decorrentes de investimentos descontinuados (artigos 6º e 7º).

II. III. IV. V. VI.

VII.

VIII.

IX.

X. XI.

DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS DO DEVER DE ELABORAR E DIVULGAR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. 21 - Ao fim de cada exercício social, demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por: I. II. Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas, incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução; e Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.

Art. 22 - Demonstrações contábeis consolidadas compreendem o balanço patrimonial consolidado, a demonstração consolidada do resultado do exercício e a demonstração consolidada das origens e aplicações de recursos, complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados consolidados. DAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. 23 - Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas, sem prévia autorização da CVM, as sociedades controladas que se encontrem nas seguintes condições: I. II. Com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado, ou não, a valores de liquidação; ou Cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada.

§ 1º - Em casos especiais justificados, poderão ser ainda excluídas da consolidação, mediante prévia autorização da Comissão de Valores Mobiliários, as sociedades controladas cuja inclusão, a critério da CVM, não represente alteração relevante na unidade econômica consolidada ou que venha distorcer essa unidade econômica. § 2º - No balanço patrimonial consolidado, o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. § 3º - Não será considerada justificável a exclusão, nas demonstrações contábeis consolidadas, de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas. DA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. 24 - Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, a investidora deverá observar, além do disposto no artigo 10, os seguintes procedimentos: I. II. III. Excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas, decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação; Eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada. Eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado, apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo - tributos diferidos, no balanço patrimonial consolidado.

Parágrafo único. No processo de consolidação das demonstrações contábeis, não poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos, a não ser que exista um direito de compensação e a compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do passivo. Art. 25 - A participação dos acionistas não controladores, no patrimônio líquido das sociedades controladas, deverá ser destacada em grupo isolado, no balanço patrimonial consolidado, imediatamente antes do patrimônio líquido. Art. 26 - O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição/subscrição de sociedade controlada, não excluído nos termos do inciso I do artigo 24, deverá: I. Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 1º do artigo 14, ser divulgado como adição ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do ativo especificado; e Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 2º do artigo 14: a. b. ser divulgado em item destacado no ativo permanente, quando representar ágio; e ser divulgado em conta apropriada de resultados de exercícios futuros, quando representar deságio.

II.

Art. 27 - A parcela correspondente à provisão para perdas constituída na investidora deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição da provisão, ou apresentada como passívo exigível, quando representar expectativa de conversão em exigibilidade.

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28 . 34 .A participação dos acionistas não controladores no lucro líquido ou prejuízo do exercício das controladas deverá ser destacada e apresentada. Art. para fins de comparabilidade das demonstrações contábeis. Art. Art. 30 . II. bem como entre estas. bem como o percentual de participação em cada uma delas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. como dedução ou adição ao lucro líquido ou prejuízo consolidado. 31 .Em nota explicativa às demonstrações contábeis consolidadas. 32 . 33 . individualmente. adquirida ou vendida no transcorrer do exercício social.Considera-se controlada em conjunto aquela em que nenhum acionista exerce. Art. e Eventos que ocasionaram diferença entre os montantes do patrimônio líquido e lucro líquido ou prejuízo da investidora. da aquisição ou venda de sociedade controlada. no transcorrer do exercício social.Para a elaboração da demonstração consolidada do resultado do exercício a investidora deverá: I. os poderes previstos no artigo 3º desta Instrução. no que não colidir com as normas previstas nos artigos 32 e 33. Incluir os resultados de sociedade controlada. Efeitos.As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis consolidadas devem conter informações precisas das controladas. e Excluir todas as receitas e despesas decorrentes de negócios entre a investidora e as sociedades controladas. em confronto com os correspondentes montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido ou prejuízo consolidados. Critérios adotados na consolidação e as razões pelas quais foi realizada a exclusão de determinada controlada. nos elementos do patrimônio e resultado consolidados. DA CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTROLADAS EM CONJUNTO Art. deverão ser divulgados ainda o montante dos principais grupos do ativo. § 2º . passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto. IV. DAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art.A demonstração consolidada das origens e aplicações dos recursos deverá ser elaborada de maneira consistente com o contido nesta Instrução. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. na proporção da participação destas no seu capital social. Eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício social que tenham. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 .No caso de uma das sociedades investidoras passar a exercer direta ou indiretamente o controle isolado sobre a sociedade controlada em conjunto. respectivamente. ou possam vir a ter.Os componentes do ativo e passivo. indicando: I. referidas no artigo anterior. assim como da inserção de controlada no processo de consolidação. § 1º . efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros consolidados. 29 . a controladora final deverá passar a consolidar integralmente os elementos do seu patrimônio. II.Aplica-se o disposto nos artigos 23 a 31 à elaboração das demonstrações contábeis consolidadas de sociedades controladas em conjunto. as receitas e as despesas das sociedades controladas em conjunto deverão ser agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada investidora. 35 . tomando por base a data do respectivo registro ou baixa nos seus investimentos permanentes.As demonstrações contábeis consolidadas e respectivas notas explicativas serão objeto de exame e de parecer de auditores independentes. CONTÁBEIS DE SOCIEDADES III.

Todas as disposições relativas às sociedades coligadas. em cada exercício social. por se tornarem relevantes.As companhias abertas deverão manter em boa ordem.Os ajustes iniciais. de 03 de janeiro de 1992. de 17 de janeiro de 1984.385. pelo prazo de 3 (três) anos e por quaisquer meios adequados. o disposto no caput deste artigo aos investimentos que. de 07 de dezembro de 1976. Adaptam-se à presente Instrução as demais normas da CVM que tratam dessa matéria. a data de publicação das demonstrações contábeis consolidadas da sociedade de comando de grupo de sociedades a que estiver filiada. de 03 de novembro de 1980. Parágrafo único. quando ficarão revogadas as Instruções CVM nº 01. Art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Parágrafo único. Original assinado por FRANCISCO DA COSTA E SILVA PRESIDENTE INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . 32 e 35 desta Instrução será considerado falta grave. se possível. § 2º .As demonstrações contábeis consolidadas. a guarda dos papéis de trabalho e memórias de cálculo relativos à elaboração de suas demonstrações contábeis consolidadas. Art. passarem a ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial.O disposto neste artigo não implicará reelaboração das demonstrações contábeis individuais ou consolidadas relativas ao exercício social anterior. Art. Art. Art. 38 . nº 30.Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação. 21. 40 . abertas ou fechadas. com divulgação do fato e os valores envolvidos em nota explicativa. A auditoria referida no caput deste artigo deverá incluir o exame das demonstrações contábeis de todas as controladas. deverão ser registrados como receita ou despesa de equivalência patrimonial. aplicam-se ainda às sociedades equiparadas conforme definição contida no parágrafo único do artigo 2º.Aplica-se. de 27 de abril 1978. o órgão e. o artigo 2º Instrução CVM nº 170.A companhia aberta filiada de grupo de sociedades deve indicar. as demonstrações contábeis da companhia aberta investidora ou da sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. 37 . § 1º . às de de da Parágrafo único. para fins do artigo 11 da LEI Nº 6. Art. ensejando a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. realizado por auditor registrado nesta Comissão. 39 . ainda. no resultado não operacional. assim como as notas explicativas e quadros analíticos. aplicando-se demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais a se encerrarem a partir de 1º dezembro de 1996. referidos nesta Instrução. 36 . integram. incluídas na consolidação. nº 15. O descumprimento ao disposto aos artigos 1º. e as demais disposições em contrário. em nota explicativa às suas demonstrações contábeis. contidas nesta Instrução. 41 . decorrentes das alterações introduzidas por esta Instrução.

tenha efetiva e clara evidência de realização. de 27 de março de 1996. deixará de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. julgue os itens abaixo. mesmo que a redução não seja considerada de caráter permanente. É considerada exemplo de evidência de influência na administração da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira. cuja venda por parte da investidora. O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não-amortizado. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . deduzidos o deságio nãoamortizado e a provisão para perdas. 1. que dispõe. O investimento em sociedade coligada ou controlada. a empresa investidora deve registrar: a) O fato apenas juridicamente e evidenciá-lo nas Notas Explicativas na ocasião da publicação do seu balanço b) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação como contrapartida de receita realizada no período c) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação como contrapartida de receita de exercícios futuros d) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação como contrapartida de reserva de reavaliação e) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação de redução do valor do investimento 04) (TCU-1998-CESPE) De acordo com a Instrução CVM n.º 247. imediatamente após a decisão de venda. 3. 5.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-96-Esaf) A figura contábil do ágio pode ocorrer por origens e circunstâncias diversas. deixar de ser relevante. deixará de ser avaliado pela equivalência patrimonial. O investimento em coligada que. por redução do valor contábil do investimento. quando as participações societárias são avaliadas pelo método de custo: a) Não gera nenhum registro contábil na investidora b) É também registrado pela investidora imediatamente c) É registrado pela investidora no ano subsequente ao fato d) Gera o reconhecimento de receita não-operacional na investidora e) Gera um registro contábil de receita operacional na investidora 03) (AFTN-96-Esaf) Quando uma empresa controlada faz reavaliação de seus bens. 2. entre outras coisas. entre elas a expectativa: a) De rentabilidade futura da Participação Societária adquirida b) Das despesas futuras da Participação Societária adquirida c) De o valor do Imobilizado Líquido da empresa investida tender para zero d) De prejuízos futuros da Participação Societária adquirida e) De o Patrimônio Líquido da empresa investida ser negativo 02) (AFTN-96-Esaf) O efeito da reavaliação de bens efetuados nas empresas coligadas. O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. a respeito da avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas. em futuro próximo. 4.

000.000.00 b) R$ 30.000.000.000.000. Alfa foi de a) R$ 700.000.000.00 d) R$ 30.00 c) R$ 100. dividendos de R$ 100. ao final do exercício de 19x8.000 em 31. pela Cia.00 d) R$ 6. O ágio pago pela Cia.12.000 ações que representavam 30% das ações da Cia. A Cia. que teve no exercício um lucro de 5.00 08) (AFTN-98-Esaf) O valor nominal unitário das ações adquiridas da Cia.00 e) R$ 60. a empresa Beta pagou.00 b) R$ 60.00 c) R$ 90.00 07) (AFTN-98-Esaf) O valor registrado na Conta Participações Permanentes em Outras Sociedades pela Cia. Beta foi de a) R$ 8.000. em caixa. O valor apurado como Lucros e Prejuízos de Participações em outras Sociedades reportado pela Cia. Beta.19x8.000.00 e) R$ 3. Beta apresentou um lucro do exercício 19x8 de R$ 300.00 c) R$ 2. foi de a) R$ 100.000. a Cia. Em 31 de dezembro de 19x8. Em 10 de julho de 19x8.00 b) R$ 9.000.000.00 06) (AFTN-98-Esaf) Ao final do exercício de 19x8.00 e) R$ 800. Beta. o valor apurado na aplicação da Equivalência Patrimonial foi de a) R$ 30.00 d) R$ 900.000.000. Alfa exerce significativa influência sobre a Cia. Beta e avalia seus investimentos pelo método da equivalência patrimonial. resultando em acréscimo do valor desse seu investimento: a) 1 000 b) 1 800 c) 3 000 d) 5 000 e) 7 000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .000.00 d) R$ 80.000.00 10) (TRT-4ª/ANAL.000.00 e) R$ 90.000.000.00 b) R$ 300. Alfa será amortizado em 10 anos.000. por ocasião da aquisição das ações da Cia.000 por 100.00 b) R$ 90.00 09) (AFTN-98-Esaf) O valor do ágio amortizado.-2001) A controladora detém 60% do capital da investida. 05) (AFTN-98-Esaf) O valor do ágio pago por Alfa.000 e lhe atribuiu lucros acumulados de 2. utilizando os dados do enunciado a seguir: Em 10 de janeiro de 19x8.00 d) R$ 80. Alfa pagou R$ 700.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Responda às questões 05 a 09. Alfa foi de R$ 80.00 c) R$ 600. a Cia.00 e) R$ 60.000. Alfa foi de a) R$ 10.00 c) R$ 70.000.JUD.

os valores apurados no exterior devem ser apenas convertidos à taxa de câmbio média do período contábil de referência. c) do custo histórico e da materialidade. d) ao valor patrimonial da ação. 12) (AFRF-2001-Esaf) Em circunstâncias que determinem situações que configurem a existência de perdas já previstas mas não contabilizadas pelas coligadas ou controladas. a) Os investimentos em controladas ou coligadas existentes no exterior devem obrigatoriamente fazer a consolidação de balanços independentemente da relevância do valor investido. e) da prudência e do custo de oportunidade. não classificados como investimentos.404/76. b) O método da equivalência patrimonial deve ser adotado para avaliar participações societárias tanto em controladas como em coligadas. 14) (AFRF-2002-Esaf) Assinale a opção que corresponde a um correto tratamento contábil relativo a investimentos no exterior. em seu artigo 12 inciso II. d) do custo ou mercado. c) Independentemente da relevância do investimento no exterior. b) ao valor de cotação em bolsa. utiliza como base os critérios contábeis a) do denominador comum monetário. b) da convenção de consistência. d) A avaliação de investimentos societários em empresas estrangeiras deverá ser feita pelo método do custo identificado pela taxa média de câmbio do mês em que o mesmo for efetivado. sempre que essas forem relevantes. Sobre esse assunto a Instrução CVM 247/96. estabelecida no artigo 183 da Lei 6. e) Na adoção de critérios contábeis divergentes daqueles utilizados pela investidora brasileira. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . c) ao valor do capital da investida. e) ao valor do capital e reservas de capital da investida. deve ser constituída uma provisão para perdas em Investimentos. estabelece como perdas potenciais a) responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto e tendência de perecimento de investimento b) tendência de perecimento do investimento e elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas c) eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas ou controladas em suas demonstrações contábeis d) elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas e responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto e) perdas decorrentes de sinistros já ocorridos e ainda não registradas contabilmente pela controlada ou coligada 13) (AFRF-2002-Esaf) A avaliação de valores mobiliários.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 11) (AFRF-2001-Esaf) O ágio na compra de investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial é determinado pelo valor pago que exceder a) ao valor do capital da investidora. deve ser utilizado o método de equivalência patrimonial mesmo quando se tratar de filiais ou agências no exterior. dos dois o menor.

b) Perdas resultantes do processo de produção industrial de controladas e coligadas não provisionadas. c) o investimento indireto em empresas. d) sempre como ganho de capital. e) o investimento direto em empresas. quando relativo à variação cambial de investimento em coligada ou controlada no exterior. segundo a Instrução CVM 247/96. deve ser apropriada pela investidora a) como reserva de capital quando o saldo for credor. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 . c) lançamento de crédito em ganhos com investimentos permanentes. b) reconhecimento de receitas não-operacionais de lucros com investimentos. 18) (AFRF-2002-2-Esaf) A diferença verificada. b) o investimento indireto em outra empresa com valor contábil superior a 20% do capital votante da investida. com valor contábil superior a 30% do capital votante da investida que apresente prejuízos em dois períodos subseqüentes. c) Eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento. e) Situação de elevado risco de paralisação de operações de coligadas ou controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 15) (AFRF-2002-Esaf) O registro contábil efetuado quando da aquisição de participações societárias relevantes com deságio. d) o investimento em sociedades controladas ou coligadas que apresentar efetiva e clara evidência de perda de continuidade. conforme estabelecido por Instrução/CVM. ao final de cada período. e) a apropriação em resultados de exercícios futuros do valor do deságio. c) como receita ou despesa operacional. quando provenientes de: a) Eventos que possam indicar perda total de créditos contra coligadas e controladas. de acordo com a Instrução CVM 247/76. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. com valor contábil superior a 30% do capital votante da investida que apresente prejuízos em três períodos subseqüentes. b) sempre como conta de despesa não operacional. e) como subconta do ativo permanente diferido. envolve: a) lançamentos em subcontas do grupo Permanente Investimentos. é de: a) 3 anos b) 5 anos c) 7 anos d) 8 anos e) 10 anos 17) (AFRF-2002-2-Esaf) As perdas permanentes em investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial são denominadas de perdas efetivas. 19) (AFRF-2002-2-Esaf) Poderá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial: a) o investimento em coligada no valor contábil superior a 20% do patrimônio líquido da investidora. d) Eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. d) registro em participação societária apenas pelo valor líquido pago. 16) (AFRF-2002-Esaf) O prazo máximo para amortização do ágio ou deságio decorrente de expectativa de resultado futuro.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária das companhias.000 . b) um percentual de participação maior da investidora na investida. c) a identificação da perda do controle indireto da Cia. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. b) ganho de capital. c) resultado não-realizado.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia.. Ita.000 300. 22) (AFRF-2002-2-Esaf) Por decisão das diretorias das empresas do grupo ficou estabelecido como período de exercício contábil para todas as empresas o ano civil. A Cia. com lucro. d) o reconhecimento de uma perda de capital pela investidora. Itararé. 30. ao final do período contábil de ambas. Cia.000 90.. Itamaracá tem como atividade o transporte de cargas e foi constituída apenas para prestar esse tipo de serviço às empresas do grupo. Itaipu é R$2. (Quadro de composição Acionária . d) não é necessária por eventualmente vir a gerar transferências não remuneradas entre as partes relacionadas. 21) (AFRF-2002-2-Esaf) Cia.000 20) (AFRF-2002-2-Esaf) O valor nominal unitário das ações da Cia. Itararé e.000 . esse fato contábil gera: a) um fato contábil misto aumentativo na contabilidade da investida. da Cia.000 Cia.. Itaipu 195. e) lucro das operações.000 Cia.00.. Na verificação da ocorrência de uma venda de um bem imobilizado. 10.000 150. Itamaracá 40. em março de 2002 a empresa aumenta o seu capital ordinário em 60. O resultado apurado nessa operação é classificado contabilmente como: a) resultado de investimento.000 200.. a compradora ainda mantinha em seu patrimônio esse bem. e) o registro de um ganho de capital pela Cia. e) é indispensável por se tratar de operação entre partes relacionadas e afetar a tributação. d) perda de capital.000 50.000. Itacolomi para a Cia..000 ações ordinárias para subscrição apenas no mercado primário. Itararé subscreve e integraliza nessa operação o valor de R$60.. Nesse caso a divulgação desse fato em notas explicativas: a) não é necessária se as empresas do grupo estiverem obrigadas a consolidar suas demonstrações.000 90.000 Cia. Itajubá 80. Itacolomi 120.00.. b) é obrigatória por ferir possíveis interesses de acionistas minoritários e afetar a tributação do Imposto de Renda. c) é facultativa desde que esta decisão não afete o fato gerador para o cálculo do ICMS e do Imposto sobre a Renda. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .000 15. responder às questões de nº 20 a 22.000 30.

em um determinado exercício reconhece como ajustes de exercícios os efeitos relevantes decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. 25) (AFRF-2003) A Cia. a controladora que avalia seu investimento pelo método de equivalência patrimonial. b) proceder à realização de assembléia extraordinária e dar conhecimento aos acionistas minoritários do fato ocorrido na controlada. para mais ou para menos. 3. define os principais critérios de avaliação patrimonial. em particular a aplicável às sociedades por ações. o tratamento contábil dado a esse evento deverá ser: a) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. As participações societárias no capital social de outras sociedades. quando ficarem caracterizados a relevância e o controle. Época. o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos. que corresponde ao preço pelo qual possam ser revendidos. 5. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Jovial. 2. ajustado. Lavandisca. serão avaliadas com base na equivalência patrimonial. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos referentes a esses itens. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . de Reservas e Lucros Acumulados. Na ocasião da operação. nos princípios e na doutrina contábil. c) apenas efetuar a evidenciação do fato em notas explicativas e constar em ata de assembléia extraordinária. julgue os itens a seguir. deverá: a) registrar o efeito correspondente à sua participação em seu resultado como item operacional. As matérias-primas e outros insumos de produção serão avaliados pelo custo de aquisição. d) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. ajustado ao valor de mercado. relativos a saldos. d) lançar também como Ajustes de Exercícios Anteriores o valor proporcional à sua participação societária. Neste caso. Os créditos em moeda estrangeira serão convertidos em moeda nacional.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 23) (TCU-1995-CESPE) A legislação comercial. Com base nessa legislação. atualizados com base na variação cambial e deduzidos das provisões adequadas ao valor provável de realização. Os imóveis classificados como "Investimentos" serão avaliados pelo custo de aquisição. ao valor de mercado. tendo em vista que o fato não afeta o seu resultado. b) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. e) apenas fazer a evidenciação do fato em notas explicativas. c) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta participação societária em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. e) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. 24) (AFRF-2003) A Cia. controlada da Cia. Os empréstimos sujeitos a correção monetária serão atualizados com base no índice oficial e acrescidos de todos os encargos calculáveis até a data do vencimento. 4. pré-existentes e ainda não distribuídos. 1.

em 01. deverá ter em relação à doação do bem. no período de seis meses. a parcela de ações ou quotas que não excederem o valor dos lucros e reservas. b) somente a empresa incorporadora deverá publicar o fato em jornal de grande circulação no local onde estiver sediada. a) Aplicar o percentual de participação no capital da controlada e registrar o valor apurado como Reserva de Lucros a Realizar. um terreno industrial avaliado em R$ 250. c) Registrar em seu patrimônio líquido. detentora de 60% do capital votante dessa empresa.404/76 será: a) a empresa incorporada deverá alienar. justificando a natureza e o valor da operação. no momento em que o evento ocorreu. Essa operação. o procedimento exigido pela Lei 6. Jaguaribe.2000. a parcela de ações ou quotas que não excederem o valor dos lucros acumulados da incorporadora. d) Indicar em notas explicativas o acréscimo patrimonial de sua investida e a potencialidade de um provável ganho de capital. e) alienar. Indique o procedimento contábil que a Cia. como Reserva de Capital. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 . 27) (AFRF-2003) Na verificação de participação recíproca em operações de incorporação. envolve um investimento total de 15. no prazo máximo de um ano. recebe em doação. c) mencionar o fato nos relatórios e demonstração financeira de ambas as sociedades e eliminar esse tipo de participação. Boa Sorte.5 milhões com previsão para entrar em operação nos próximos dois anos. prevista no planejamento estratégico da empresa no item expansão. b) Reconhecer em seu resultado. do município x. uma receita operacional de valor proporcional à sua participação. para instalar uma nova unidade fabril. o valor proporcional à sua participação societária. d) mencionar esse fato apenas no relatório da administração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 26) (AFRF-2003) A Cia. no período de seis meses.03. justificando a necessidade da operação e indicando as classes e valor nominal das ações envolvidas. e) Lançar ao final do exercício no qual a controlada registrou a incorporação do terreno como um ganho de capital relativo à doação.000.

000 15. Rondon c) 28% na Cia. a resposta correta é a letra “d”.000 Quadro de composição acionária da CIA ITARARÉ nas companhias Mauá e Rondon: Composição do Capital Cia. Mauá Cia. Caxias e 20% na Cia. 70% na Cia. Mauá d) 87% na Cia.B 02 – A 07 – C 12 – B 17 – D 22 . Rondon d) 8% na Cia. Mauá b) 70% na Cia. Rondon Cia. Rondon. Mauá e 7% na Cia. Caxias Cia. de 80% na Randon e de 70% na Caxias.C. Mauá e 20% na Cia. Caxias e 38% na Cia. o investimento da Itararé na Randon é de 80% mais 10% de 70%.000 2. ou seja. Rondon.000 2. Entretanto. Desta forma. Caxias e 40% na Cia. 70% na Cia. A participação na Caxias é apenas a direta de 70%. a Caxias possui investimento de 40% na Mauá e de 10% na Randon. Mauá c) 70% na Cia. Mauá e 28% na Cia. Isto totaliza 87%.000 50.000 16. Empresas Cia.E E C C E 04 – C. 70% na Cia.A Alguns exercícios resolvidos: Questões da aula 03. Caxias e 40% na Cia. Rondon. Mauá e) 10% na Cia.000 Total de ações 10. Itararé 2. é conveniente passar as informações do quadro para um gráfico.000 -----Outros Acionistas 4. totalizando 48%. Caxias 4.C. 70% na Cia. Assim. em que representaremos a participação de uma empresa em outro traçando setas no sentido da participação: ITARARÉ 20% MAUÁ 70% 40% CAXIAS 10% 80% RANDON 07) (AFRF-2001-Esaf) A Cia. Itararé tem uma participação total nas investidas na seguinte ordem: a) 67% na Cia.E 09 – A 14 – B 19 – D 24 . Rondon INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 .000 Resolução: Para facilitar a visualização da participação acionária.C 03 – D 08 – D 13 – D 18 – C 23. Mauá e 77% na Cia. Caxias e 48% na Cia. Itararé nas empresas Mauá e Rondon é: a) 18% na Cia. Rondon. Rondon b) 28% na Cia. A participação na Mauá é de 20% de forma direta e mais 28% de forma indireta (40% de 70%). o que constitui investimento indireto na ITARARÉ naquelas duas empresas. É de notar que 10% = 10/100 e 70% = 70/100.E.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia GABARITOS 01 – A 06 – E 11 – D 16 – E 21 – A 26 . 30% na Cia. 08) (AFRF-2001-Esaf) O percentual de participação indireta da Cia. mais 7%. Rondon.C 05 – A 10 – A 15 – A 20 – D 25 .000 20. Mauá Percebe-se que a ITARARÉ possui participação direta de 20% na Mauá.000 35.C 27 .

c) a Cia. Agora pelo centro. 15) (AFRF-2002-Esaf) De acordo com a figura apresentada pode-se afirmar que a) a Cia. G CIA.1 x 0. d) a participação indireta da Cia. Logo.7%.7%. C e D. ou seja. H é de 51%. A participa indiretamente na Cia. responda às questões de 15 a 17. A nas empresas “F” e “H” é idêntica. Então. 16) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia. d) Percebam que a empresa A não possui participação direta em H. donde pode-se concluir que C é controlada de ª Porém.2 x 0.7 x 0.2 = 0. b) as empresas “C” e “I” são controladas da Cia. D 100% 10% 70% 30% CIA. ou seja: 0. e) A participação indireta de A em H já vimos que é de 51%. A configuração gráfica do Conglomerado Alfabético é a seguinte: CIA A 20% 60% 30% CIA. I OUTROS 55% Com base no gráfico fornecido.005 x 100 = 0. pela direita temos a participação de: 30% de 30% de 20%.5%. A na Cia. 0. A na Cia B relativo ao capital total.6 x 0. B CIA. Resolução: a) A CIA G é subsidiária integral da CIA B. G é controlada indireta da Cia. cujo valor pode ser assim apurado: olhando de frente para a figura. a participação de A em I é apenas indireta. com participação de 20% de 10% de 25%. a resposta correta é a letra “c”. que é de 10.3 x 0.25 = 0. a participação de A em I é de 1. F 100% CIA. pois a CIA B possui 100% do capital de G.5% = 10. E 25% CIA. Ainda pela esquerda. 0.4%. logo é controlada direta. B. e) a participação indireta da Cia. c) Acabamos de calcular a participação indireta de A em I.4% + 0. Rondon Resolução: Conforme resolução da questão anterior. a participação indireta de A em H é de 51%. b) A participação de A em C é de 60%.8% + 8. A participação por meio da Cia C é de 42% (70% de 60%) A participação por intermédio de D é de 9% (30% de 30%). É a resposta correta. pode-se afirmar que INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 . A participação é indireta e se dá por intermédio das Cias. a participação é de 60% de 70% de 20%.2 = 0.8%. A. I com 9%.084 x 100 = 8.3 x 0. A participação de A em F é de apenas 2%.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia e) 7% na Cia. o que não caracteriza o controle. H 20% CIA. C CIA. ou seja. Mauá e 70% na Cia.018 x 100 = 1.

30% de 80% resulta em 24%.000 300. Não sabemos a composição acionária de B.. A participa indiretamente de “I” com 10. c) a participação de “A” em “B” é relevante em “I”. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. 19) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária .000 150. 10. logo a participação pode ser em ações sem direito a voto. Entretanto. fiquemos com a resposta da letra “b”. ITA.000 Cia.000 300. uma coisa é certa: A Cia B é coligada de A. Resolução: Se voltarmos à questão 15) veremos que a Cia A participa indiretamente em I com 10. d) a Cia. granitos e pedras de diversos tipos.000 200.000 Cia. 30.000 50. b) a Cia. pode-se afirmar que a) a Cia.000 .000 Resolução: Novamente. Itararé na Cia. a relevância se mede em relação ao PL da investidora.. c) a participação de “A” em “B” é relevante. Cia..7%.. 20) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária .000 Cia. localizadas em diversos estados brasileiros e possuem como atividade principal a extração. devemos fazer o gráfico da relação de investimentos: ITARARÉ 65% ITAIPU 80% ITAMARACÁ 80% 30% ITACOLOMI 45% 40% ATAJUBÁ A participação indireta da Itararé na Itaipu ocorre por meio da Itacolomi. Itaipu 195. B participa indiretamente de “I” com 7%. A resposta correta é a letra “b”. B relativo ao capital total.quantidade de ações) Investidores Empresas Cia.000 . Então..000 Cia. Itamaracá 40.000 90.. Como não dispomos desses dados.7%.... B é coligada de “A”. Itajubá 80.000 .000 90.000 O percentual de participação indireta da Cia. e) a Cia..000 . I é equiparada a controlada de “D”.000 90. A na Cia. A é controladora de “B”. Se essa empresa é a investidora direta das empresas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 40 . Resolução: O investimento de A em B é de 20%.000 90. para facilitar a visualização. Itacolomi 120.000 30.000 50.000 15. Itaipu é: a) 20% b) 24% c) 30% d) 34% e) 52% Total de Ações 200. H participa indiretamente de “I” com 10... e) é irrelevante se “B” for dependente da tecnologia de “A”. Outro(s) Investidas Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. Itacolomi 120.000 Cia.000 150.000 As empresas em questão formam um grupo de empresas. d) a Cia. Resposta correta letra “d”. Itajubá 80. Cia..7%. Itamaracá 40. industrialização e comercialização de mármores. 10.. b) a Cia.000 30. sua empresa holding é a Cia.. beneficiamento. B é equiparada a controlada de “A”. Conforme vimos em nossas aulas.000 Cia. 30. Itaipu 195.. 17) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia.000 15.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) a Cia.

Caso o resultado da equivalência seja positivo.000 50. Itajubá 80. SERGIPE INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 41 ... o lançamento correto é o da letra “e”. salvo se a empresa elaborar demonstrações consolidadas. PARÁ e SERGIPE eram os seguintes : Contas CIA. a participação dessa empresa na Cia. Resposta correta letra “d”.000 300. Ita poderia ter: a) 100% b) 88% c) 52% d) 40% e) 20% Resolução: Como a Itararé possui 80% das ações da Itacolimi.. que a Cia. Itajubá é: a) considerada indireta no valor de 45%. b) nula porque a Cia. d) evidenciada em notas explicativas. Neste caso.000 Cia. o investimento será creditado e será debitada conta de resultado. 21) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária . Quando a sociedade investida (controlada ou coligada avaliada pela equivalência) apurar prejuízo. o investimento será debitado e creditado o resultado. o efeito gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela empresa controladora da seguinte forma : a) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participações Societárias b) Participações Societárias a Lucros / Prejuízos Acumulados c) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas d) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Lucros / Prejuízos Acumulados e) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Participações Societárias Resolução: Inicialmente devemos observar que a questão se refere a uma prova realizada em 1996. indique o percentual máximo de participação direta.. Cia..000 . Questões da aula 04: 01) (AFTN-96-Esaf) Quando a Participação Societária for relevante.000 Cia. e) nula por não haver relação direta entre elas. Itajubá não é ligada à Cia.000 . no máximo. 30.000 200. Resposta correta letra “e”. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. no capital da empresa Itacolomi. Itaipu 195.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. 20% do capital dessa empresa.000 90. 10.1994 os balancetes finais das Cias.000 90. Desta forma. Itacolomi 120..12. Itacolomi for de 20% do capital total. Em 31..000 30. a ITA poderá ter. Ita na Cia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Itararé e Itacolomi. De lá até a presente data ocorreram algumas alterações na Lei e a CVM entrou em campo editando normas sobre o assunto.000 Se a participação societária da Cia. c) considerada direta no valor de 20%.000 150.000 Cia. O registro do resultado da equivalência patrimonial é lançado diretamente no ativo permanente investimento em contrapartida de conta de resultado.000 15. Itamaracá 40.. o resultado da equivalência será negativo. PARÁ CIA. lta. Resolução: A participação societária direta e indireta em controladas e coligadas deve ser evidenciada em notas explicativas.

000 50.600 d) Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos 7.000 e) $ 1.000 25.00 + Reservas R$ 1.000.000 --49.800 Resolução: O valor do investimento será apurado pela aplicação de 60% sobre o Patrimônio Líquido da Cia SERGIPE. SERGIPE e constituía-se na única participação societária da empresa .800 Outras Despesas Operacionais . 04) (AFTN-96-Esaf) O resultado apurado na aplicação da equivalência patrimonial deveria ser lançado pela Cia.000 (14.000 15. das empresas.000 10.400 c) $ 9. será de: Capital social R$ 50. o valor correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: a) $ 30.000) 45.00 Aplicando o percentual de participação (60%).000 --- Receitas Operacionais 80.800 Despesas não-operacionais . Com base nas informações anteriores.000 – 45.000.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.000 1.Ajustes de Exercícios Anteriores 7.000 110.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.000 Saldos Ajustados 5.000 20.800 a Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.000 18.000 5. identifique a resposta correta para as questões de números 03 a 05.000 30.Ajustes de Exercícios Anteriores 1.000).600 d) $ 22.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.Ganhos c/ Investimentos 7. falta apenas a avaliação dos Investimentos Permanentes.000 42.000 60.800 a Investimentos 9. 03) (AFTN-96-Esaf) Aplicando o método da equivalência patrimonial. Resposta correta letra “b”.600 Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 42 . III a inflação no período foi ZERO IV até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram avaliados pela equivalência patrimonial. O PL da Cia Sergipe.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.000 Outras informações: Ipara apuração dos resultados de 1994.000.800 Outras Despesas Operacionais .600 a receitas não Operacionais . teremos que o investimento da empresa PARÁ na Sergipe vale R$ 20.800 a Investimentos 9. PARÁ como: a) Lucros/ Prejuízos Acumulados .000 12.400.600 b) Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes 9.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Saldos Ajustados Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente Investimentos Imobilizado Líquido Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido: Capital Reservas Lucros/Prejuízos Acumulados Despesas Operacionais 80. II a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia.000 b) $ 20. Acumulados R$ 17.00 Patrimônio Líquido R$ 34.000.800 Despesas não-operacionais .800 c) Lucros / Prejuízos Acumulados .800 a Investimentos 9.000 15.800 a Investimentos 1.600 e) Investimentos 1.00. considerando que no período teve prejuízo de R$ 3.00 (42.00 (-) P.000.

o lançamento correto está representado pela letra “a”.00 e) Dividendos a Receber a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36.200 Resolução: Confrontando as receitas e despesas do exercício. pois no ano de 1994 o prejuízo da Cia Sergipe foi de apenas R$ 3. vamos em frente. Operacionais R$ 60. Os ajustes de exercícios anteriores na Cia Pará hão de ser realizados diretamente em conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. se ordenarmos as coisas como devem ser.000.000. Como o investimento passou a ser avaliado pelo MEP e ele vale apenas R$ 20.00 d) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90.00 deve ter como contrapartida o resultado do exercício atual.200 d) $. Aí o bicho começa a pegar. Nós.00 (-) Resultado da EP R$ 1. Uma coisa já deve ter ficado certo.400.00 b) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. Isto nos leva a concluir que a Cia Pará investiu R$ 30. nunca mais cairão em ciladas como esta.00. se aplicado o percentual de participação (60%).800.22.00. Mas a contrapartida não deve ser toda no resultado do exercício. apenas R$ 1. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 43 .600. para registrar o dividendo a ela distribuído: a) Equivalência Patrimonial a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. vale apenas R$ 20.00 Resposta correta letra “e”.00.600.12.10.00 (-) Desp. a Cia Pará está arcando com resultado negativo de R$ 9. tendo apurado lucro líquido de R$ 300.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Percebam que a participação da Cia Pará no capital da Cia Sergipe é de 60% e que o Capital Social da Cia Sergipe é de R$ 50. ao ser comunicado deste fato. certamente.400. tudo tranqüilo?! Muito bem.00 c) Investimentos Permanentes / Ações da Empresa Dona S/A a Receita da Equivalência Patrimonial Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. temos: Receitas operacionais R$ 80.800.18.000. Mas. Até aqui.000.00 e.00.200. o investimento deve ser creditado no valor de R$ 9.00. 09) (ESAF/98-Esaf) A empresa Dona S/A possui capital social formado por 2 milhões de ações.000.400 c) $. possuímos 30% desse capital e avaliamos o nosso investimento pelo método da Equivalência Patrimonial.000.200 e) $. No fim do exercício social a empresa Dona S/A. PARÁ é: a) $.000. Mas. Os outros R$ 7.800. Outro aspecto que deve ser considerado é que o investimento não vinha sendo avaliado pela EP até o ano de 1993. Logo.000.200 b) $. promoveu o seguinte lançamento no Diário da empresa Sócia S/A.00 = Resultado do Exercício R$ 18. na questão anterior apuramos que o investimento. Desta forma. 05) (AFTN-96-Esaf) Considerando o valor apurado na equivalência patrimonial. O nosso Contador.000. em função do princípio da competência. em 31/12/1994.000. o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia.00 Resolução: Essa questão poderá ter pego alguns de surpresa.00. a empresa Sócia S/A.00 se referem a prejuízos que a Cia Sergipe teve em exercícios anteriores. resolveu contabilizar a distribuição de dividendos calculados em 40% deste lucro.000.24.

No entanto. quando pagos pela investida. Em 31.12 de cada ano. Desta forma.00 (R$ 90. que é de 90. logo o investimento deve ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição. abrange o intervalo de tempo entre 01.000.000. forma de avaliação aplicada a este tipo de ativo.00 / 180 dias). devem ser registrados como receita. II.000. para o período de 72 dias teremos de considerar o rendimento de R$ 36. no final de X1 o investimento deverá ser avaliado por R$ 536. aplica-se a equivalência patrimonial.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 44 . já deduzido do Imposto de Renda retido na fonte. Como o lucro foi de R$ 300. III. em um determinado período.12. c) a empresa investida é reconhecida como equiparada à empresa Coligada no processo de Consolidação. de 20/10/x1 até 31/12/x1 são 72 dias.00! Resposta correta letra “D”.20x1 o valor de mercado dos títulos que lastreiam essa aplicação temporária era de R$ 532.000. estabelecido em seu estatuto.00 e já havia registrado o resultado da equivalência patrimonial no valor de R$ 90.000. R$ 36.00.000.00.00 e o dividendo proposto foi de 40% do lucro. em 20. Por esta forma de avaliação de investimentos os dividendos. O imposto retido é compensável com o Imposto de Renda devido sobre o lucro apurado no período fiscal.000 correspondente ao valor de mercado dos títulos a crédito de conta de receita financeira. quando recebidos.000. aumentando o investimento em contrapartida de resultado. leia-se valor de mercado. Resposta correta letra “A”. Assim. controladora do Grupo Solimões.000 para atender o ajuste ao valor de mercado.000. Com base nas informações anteriores. com Imposto de Renda Retido na Fonte de 10%.00 e o valor de realização. Boa Vista. resgatável em 180 dias pelo valor de R$ 590. Rio Negro. d) efetuar o provisionamento de R$ 6. deve-se constituir uma provisão de 6. A nossa empresa possui direito a receber 30% desse valor. então o rendimento diário será de R$ 500.00. 19) (AFRF-2002-Esaf) A empresa Juruá S/A.000. identifique o procedimento contábil correto a ser aplicado nessas circunstâncias. é de apenas 530.000.20x1 faz uma aplicação financeira em Títulos e Valores Mobiliários de R$ 500. d) na distribuição dos lucros da investida.000. e) na avaliação dessa participação societária. Em casos como este o procedimento contábil a ser efetivado seria: a) computar o rendimento efetivo de R$ 27.000. visto que a empresa teria de pagar corretagem de 2. Como o investimento foi avaliado por R$ 536. o lançamento correto é o da letra “e”.00 para alienar esse investimento. ou seja. Ora. RESOLUÇÃO: Percebam que.00 (72 d x R$ 500. os dividendos provisionados representam ingressos de Disponibilidades. c) evidenciar em notas explicativas o ganho efetivo de R$ 30.000. RESOLUÇÃO: Percebam que o investimento da empresa Juruá S/A na Cia. os valores de 140 milhões como Participações Societárias e 250 milhões como total de Patrimônio Líquido. e) registrar o ganho de R$ 4.000. Assim. b) debitar em conta de ativo o ajuste de R$ 32.000.000.000 em função do custo de oportunidade da empresa em relação a essa aplicação.00. registrando o valor apurado em conta do ativo.00 e o valor de realização de R$ 530. b) as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da investida são simultaneamente reconhecidas na investidora. Rio Negro não é relevante e tão pouco a Cia.000 resultantes da comparação entre o valor pago na data do balanço e o valor contábil da aplicação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No enunciado fala a respeito do registro do dividendo. Rio Negro é sua coligada.00 / d). 23) (AFRF-2003) I. A Cia.000. No recebimento do dividendo ou na sua declaração pela sociedade investida o lançamento deve ser a débito de AC (dividendos a receber ou caixa/bancos) e a crédito de investimento. devem ser lançados diretamente como receita operacional.000.01 a 31. o valor de mercado é de apenas 532. O período contábil da empresa. houve a proposta de dividendos a pagar no valor de R$ 120.000. para registrar o dividendo o contador da nossa empresa já sabia do lucro de R$ 300. companhia atuante no mercado imobiliário.000 e as despesas de negociação e corretagem R$ 2. essa empresa possui 5% do capital preferencial da Cia. Como o rendimento previsto para 180 dias é de R$ 90. No mesmo período. evidencia.00.10.00. a) os dividendos.00.

pelo método da equivalência patrimonial. 9º da Instrução CVM nº 247: Art.Os lucros e os prejuízos. os lucros não realizados. b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 45 . simultânea e integralmente. e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. e) Admitir a exclusão do montante correspondente às participações recíprocas quando estas apresentarem caráter eventual e irrelevância. e II . dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros altera o valor do Patrimônio Líquido da sociedade investida. a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da controlada. a existência desse fato deve ser observado pela investidora na determinação da equivalência patrimonial. § 3º .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 28) (AFRF-2003) Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da equivalência patrimonial. d) Verificar os efeitos decorrentes de eventos não relevantes ocorridos no caso das demonstrações contábeis de mesma data e efeitos postecipados. serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.Subtraindo-se. quando se referir a investimento no exterior. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado. c) Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. excetuando. b) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial de dividendo fixo. conforme definido no § 1º deste artigo. não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento.Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. será obtido mediante o seguinte cálculo: I . Resolução: A base de cálculo da equivalência patrimonial está definida no art.Para os efeitos do inciso II deste artigo. ou b) .O valor do investimento. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. a) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial ou não de dividendo fixo.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora. § 2º . do montante referido no inciso I. 9º . quando: a) . na alternativa “c” há uma inversão das companhias. Desta forma. líquidos dos efeitos fiscais. 29) (AFRF-2003) Entre as afirmativas a seguir. Desta forma. indicar aquela que faz parte dos procedimentos efetuados pela investidora para a determinação do valor da equivalência patrimonial. Alternativa correta letra “c”. pois o lucro a que se refere a CVM é o das controladas e coligadas e não da controladora que estiver no ativo de suas filiadas.Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da investidora. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. § 1º . c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. Resolução: A presença de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo.

devem ser registrados como receita.000.000 200. Por esta forma de avaliação de investimentos os dividendos.000 50. Cia.000 90.. No mesmo período.000 15.. Com base nas informações anteriores. Itararé subscreve e integraliza nessa operação o valor de R$ 60. RESOLUÇÃO: Percebam que o investimento da empresa Juruá S/A na Cia. Rio Negro.A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I .000 150. controladora do Grupo Solimões.000 90.00. c) a empresa investida é reconhecida como equiparada à empresa Coligada no processo de Consolidação. em março de 2002 a empresa aumenta o seu capital ordinário em 60. QUESTÕES DA AULA 05: 14) (AFRF-2002-Esaf) A empresa Juruá S/A. Itararé. que é de 90. ou b) . Itaipu 195. Itamaracá 40. evidencia. 10. em um determinado período.000 . sendo a resposta correta. c) a identificação da perda do controle indireto da Cia.000 Cia.000. A Cia.000 O valor nominal unitário das ações da Cia. aplica-se a equivalência patrimonial.responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto Percebe-se que a alternativa “D” representa transcrição literal da alínea “a” do dispositivo. Rio Negro não é relevante e tão pouco a Cia. As efetivas estão previstas no inciso I daquele dispositivo: Art..00. 30. 12 . essa empresa possui 5% do capital preferencial da Cia.Perdas efetivas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resposta correta letra “b”. logo o investimento deve ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição. Itaipu é R$ 2. identifique o procedimento contábil correto a ser aplicado nessas circunstâncias.000 300.. devem ser lançados diretamente como receita operacional. os valores de 140 milhões como Participações Societárias e 250 milhões como total de Patrimônio Líquido..000 ações ordinárias para subscrição apenas no mercado primário. Ita. Resposta correta letra “A”. esse fato contábil gera: a) um fato contábil misto aumentativo na contabilidade da investida... 12 da Instrução CVM 247. 17) (AFRF-2002-2-Esaf) As perdas permanentes em investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial são denominadas de perdas efetivas. RESOLUÇÃO: Conforme disposto no art. e) o registro de um ganho de capital pela Cia.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. d) Eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 46 . as perdas podem ser efetivas ou potenciais. b) Perdas resultantes do processo de produção industrial de controladas e coligadas não provisionadas. e) na avaliação dessa participação societária.000 30.000 . os dividendos provisionados representam ingressos de Disponibilidades. em virtude de: a) .000 Cia. segundo a Instrução CVM 247/96. Rio Negro é sua coligada.eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. e) Situação de elevado risco de paralisação de operações de coligadas ou controladas. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. b) as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da investida são simultaneamente reconhecidas na investidora. b) um percentual de participação maior da investidora na investida. quando pagos pela investida. a) os dividendos. 20) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária . d) na distribuição dos lucros da investida. c) Eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento. Itajubá 80.000 Cia. Itacolomi 120. quando provenientes de: a) Eventos que possam indicar perda total de créditos contra coligadas e controladas. quando recebidos.. d) o reconhecimento de uma perda de capital pela investidora.

a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada. vamos a resolução já que a questão aí está. não exercendo o seu direito pleno que era a subscrição de 65%. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Como o valor nominal das ações é de R$ 2.000 30. 16 da Instrução CVM 247 prevê que: Art.000 200.A diferença verificada. quando corresponder: a) . e) é indispensável por se tratar de operação entre partes relacionadas e afetar a tributação. Entretanto.000. e b) .000 A Cia. em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia.000 150. Itamaracá 40. Este fato pode gerar perda de capital para a investidora se o PL da Itaipu for composto de outros valores positivos que não seja o capital social.. ao final de cada período. Itajubá 80.000 Cia. como receita operacional. Resposta correta letra “a”. 10. 30. Época.Receita ou despesa operacional.000 Cia.000 300. 21) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O percentual de participação da Itararé na Itaipu é de 65%.. o ajuste de exercícios anteriores efetuados em coligadas e controladas. controlada da Cia. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 47 . b) proceder à realização de assembléia extraordinária e dar conhecimento aos acionistas minoritários do fato ocorrido na controlada. não há resposta correta. Itacolomi 120.000 90. Itaipu 195.. RESOLUÇÃO: Inicialmente cabe destacar que esta questão consta do rol de exercícios por engano. mas determinadas.000 15. logo. empresas entre ela é considerada parte relacionada ou dependente das empresas para as quais ela presta serviços e tal fato deve ser mencionado em notas explicativas ou revelado de alguma forma ao público em geral. Quando elaborarem as demonstrações consolidadas e as publicarem. deve divulgar demonstrações consolidadas. Desta forma. d) não é necessária por eventualmente vir a gerar transferências não remuneradas entre as partes relacionadas.000 50. b) é obrigatória por ferir possíveis interesses de acionistas minoritários e afetar a tributação do Imposto de Renda. então ela subscreveu apenas 50% das novas ações. e) apenas fazer a evidenciação do fato em notas explicativas. d) lançar também como Ajustes de Exercícios Anteriores o valor proporcional à sua participação societária. Resposta correta letra “A”. c) apenas efetuar a evidenciação do fato em notas explicativas e constar em ata de assembléia extraordinária. Percebam que. a controladora que avalia seu investimento pelo método de equivalência patrimonial.000 90.. deverá: a) registrar o efeito correspondente à sua participação em seu resultado como item operacional.a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior.000 . Itamaracá tem como atividade o transporte de cargas e foi constituída apenas para prestar esse tipo de serviço às empresas do grupo. tecnicamente. 16 .00. como a única possibilidade neste caso é considerar a existência de valores positivos no PL. em um determinado exercício reconhece como ajustes de exercícios os efeitos relevantes decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. nesta hipótese.. Pelas normas da CVM..000 Cia. deverá ser apropriada pela investidora como: I . 25) (AFRF-2003) A Cia. pois trata da consolidação das demonstrações. cujo tema é estritamente de contabilidade avançada. tendo em vista que o fato não afeta o seu resultado. quando uma empresa presta exclusivamente serviços a outra ou outras. quando forem companhias abertas.. porém. que naquelas sociedades são lançados diretamente em conta de lucros ou prejuízos acumulados. Neste caso.. em certos casos. então a resposta correta é a letra “d”. c) é facultativa desde que esta decisão não afete o fato gerador para o cálculo do ICMS e do Imposto sobre a Renda. Cia.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. Nesse caso a divulgação desse fato em notas explicativas: a) não é necessária se as empresas do grupo estiverem obrigadas a consolidar suas demonstrações. o fato não carece estar em nota explicativa. Resolução: O art.00 e a Itararé subscreveu o valor de R$ 60. Um grupo de sociedades.000 . Jovial. devem ser reconhecidos como resultado da equivalência patrimonial. o fato de serem interligadas fica evidenciado.

a sociedade de comando estará sempre obrigada a elaboração de demonstrações consolidadas. independentemente de ser sociedade anônima ou outro tipo societário. absolutamente nada. muitas vezes. Desta forma. 249 e 275. Dispõem. é um demonstrativo que ganha importância cada vez maior em face da crescente busca de capital por parte das empresas junto ao mercado de ações. A consolidação de balanços. financeiros e de prestação de serviços. As demonstrações financeiras não consolidadas das empresas pertencentes a um grupo empresarial perdem muitas informações. No caso de grupo de sociedades. Esse lucro deve ser eliminado do patrimônio da família. desde que sejam dependentes financeira ou administrativamente da companhia. em casos especiais. pois a família. adequadas na análise da tomada de decisões por parte dos acionistas minoritários e público em geral que são a razão principal da consolidação. Assim. a lei prevê que a companhia aberta que tiver mais de 30% do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas e o grupo de sociedades deverão elaborar e divulgar. como unidade econômica (entidade autônoma). Por meio da consolidação das demonstrações financeiras podemos conhecer a efetiva posição financeira da empresa controladora juntamente com as suas controladas e sociedades dependentes. É exatamente neste contexto que devemos analisar as demonstrações financeiras. no qual as empresas estão formando grupos econômicos constituídos por diversos segmentos industriais. poder-se-ia dizer que consolidação das demonstrações financeiras se constitui no trabalho de eliminar toda e qualquer transação realizada entre os componentes do grupo empresarial para que o grupo possa apresentar um demonstrativo único. ainda. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A Lei das sociedades anônimas. dispõe sobre a necessidade da elaboração de demonstrações contábeis consolidadas por parte das companhias abertas que deverá seguir as normas emanadas pelo art. juntamente com suas demonstrações financeiras. a exclusão de uma ou mais sociedades controladas. comerciais. pois representam um conjunto de atividades empresariais. como é mais conhecida. aqueles dispositivos que a CVM poderá expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação bem como incluir na consolidação sociedades que não sejam controladas. Muitos grupos empresariais são constituídos por suas atividades serem complementares umas das outras. ainda. Esta análise somente será válida quando realizada com base nas demonstrações consolidadas. com fundamento no princípio da entidade. não sendo. surge a necessidade da consolidação das demonstrações contábeis. A CVM poderá autorizar. demonstrações consolidadas nos termos do art. não ganhou. há a necessidade de as empresas de comando ou controladoras evidenciarem de forma clara e transparente todas as transações efetuadas e principalmente as realizadas com relação a outras empresas do mesmo grupo econômico.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1. Nesses dispositivos. Antes de adentrarmos nos conceitos mais técnicos e para que possamos entendê-los adequadamente. 250 da mesma lei. É como se fosse uma família em que o filho realizasse uma venda ao seu pai e obtivesse lucro nessa venda. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . por meio dos arts. 250. no contexto da vida empresarial contemporânea.

por meio dos arts. 249 e 275 determina a exigibilidade da consolidação nos termos do art. Art. O objetivo da consolidação é.A. 2 . o pronunciamento proferido pela CVM. mais uma possibilidade de avaliação pelo MEP.LEI DAS Sociedades Anônimas (Lei das S. tendo em vista que na análise individual das demonstrações algumas informações são perdidas ou não detectadas. A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar. salientamos. uma visão global do empreendimento o que facilita uma análise mais abrangente do grupo empresarial.ASPECTOS LEGAIS DA CONSOLIDAÇÃO A seguir. 250. A Comissão de Valores Mobiliários poderá expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação. sejam financeira ou administrativamente dependentes da companhia.) As disposições da Lei das S. b) autorizar. em casos especiais. editou os procedimentos que devem ser adotados nas demonstrações financeiras consolidadas. Parágrafo único. as quais analisaremos detalhadamente a seguir. nos termos da Instrução CVM nº 408/04. 2 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . 2. depois.404/76. no âmbito de sua competência. 250. devem ser incluídas na consolidação e avaliadas pelo MEP.A. reproduzindo. Mas.. embora não controladas. por meio da Instrução 247/96. Ter-se-á. apresentar aos interessados. com alterações posteriores. editou procedimentos a serem observados pelos contabilistas na consolidação das demonstrações contábeis. dando ênfase aos aspectos contábeis. Atenção! Aqui temos consolidação. A CVM. daremos ênfase a parte da legislação porque é assim que está no edital.A. apresentaremos a legislação pertinente a consolidação das demonstrações contábeis. embora poucas. principalmente acionistas minoritários e credores. percebe-se que a consolidação das demonstrações financeiras é obrigatória em alguns casos pontuais. são enfáticas e bastante precisas no que versa sobre consolidação. já vimos que a Lei 6. juntamente com suas demonstrações financeiras. os resultados e a posição financeira da sociedade controladora juntamente com suas controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Neste contexto surgem as Entidades de Propósito Específico (EPE) que. quando cabível. demonstrações consolidadas nos termos do art. e: a) determinar a inclusão de sociedades que. além da No concernente ao aspecto legal. por meio da consolidação. por meio da Norma Brasileira de Contabilidade – norma Técnica nº 8 (NBC T 8). para. Isto é obtido mediante a eliminação da maioria das transações realizadas entre os componentes do grupo econômico. como unidade econômica única. a exclusão de uma ou mais sociedades controladas. além de delegar competência normativa à CVM. basicamente. analisarmos os aspectos de consolidação com exemplos práticos. nos termos da Instrução CVM 247/96. O Conselho Federal de Contabilidade.1 . 249. destarte. geralmente quando há o envolvimento de companhias de capital aberto e no caso de grupos empresariais: Lei das S. dentro do propósito do item 15 do edital de AFRF. assim. Por meio da leitura dos artigos a seguir transcritos.

457. Art. . § 1º A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do exercício será destacada. Das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas: I . § 3º O valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá parcela destacada dos resultados de exercícios futuros até que fique comprovada a existência de ganho efetivo. (Redação dada pela Lei nº 9. demonstrações financeiras extraordinárias em data compreendida nesse prazo.. §4º As demonstrações consolidadas de grupo de sociedades que inclua companhia aberta serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados na Comissão de Valores Mobiliários.as parcelas dos resultados do exercício. 275. além das demonstrações financeiras referentes a cada uma das companhias que o compõem.5. Os administradores do grupo e os investidos em cargos de mais de uma sociedade poderão ter a sua remuneração rateada entre as diversas sociedades.. A presente Lei entrará em vigor 60 (sessenta) dias após a sua publicação. cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia. 295. 250. deverá ser mantida no ativo permanente. O grupo de sociedades publicará. Art. com observância das normas desta Lei. . ainda não realizados. às companhias que se constituírem. elaboradas com observância do disposto no art. com dedução da provisão adequada para perdas já comprovadas.. elaborarão. as sociedades controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Normas sobre Consolidação Art. ainda que não tenha a forma de companhia. demonstrações consolidadas. . no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício. o órgão que publicou a última demonstração consolidada do grupo a que pertencer. a partir da data da publicação. dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo permanente que corresponderem a resultados. e observarão as normas expedidas por essa comissão. e a gratificação dos administradores. de negócios entre as sociedades. de 5. III . compreendendo todas as sociedades do grupo. §3º As companhias filiadas indicarão.. §1º As demonstrações consolidadas do grupo serão publicadas juntamente com as da sociedade de comando. em nota às suas demonstrações financeiras publicadas. Art. § 4º Para fins deste artigo.as participações de uma sociedade em outra. . poderá ser fixada. que não for absorvida na consolidação.. 274. se houver. II . dentro dos limites do § 1º do artigo 152 com base nos resultados apurados nas demonstrações financeiras consolidadas do grupo. 250.. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . respectivamente. e será objeto de nota explicativa. aplicando-se.. todavia. §2º A sociedade de comando deverá publicar demonstrações financeiras nos termos desta lei..os saldos de quaisquer contas entre as sociedades.1997) § 2º A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada.

A Instrução 247/96 trata da consolidação a partir do art. ou não. 23 . 2. de 7 de dezembro de 1976.Cuja venda por parte da investidora. por meio das Instruções 247/96 e 408/2004. demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por: I . e II .Ao fim de cada exercício social. Percebe-se que a lei deu amplos poderes à CVM para regulamentar e inclusive inserir outras companhias ou casos no rol das empresas que devem consolidar suas demonstrações contábeis. 22 . Já a Instrução nº 408/04.Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. normatizou os procedimentos relativos à avaliação de investimentos permanentes pelo MEP e os de consolidação de demonstrações contábeis. 21. 21 . 4 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . Em termos de consolidação das demonstrações contábeis.Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas. a valores de liquidação. complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados consolidados.Com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. são aplicadas às demais sociedades. das normas expedidas pela CVM. a demonstração consolidada do resultado do exercício e a demonstração consolidada das origens e aplicações de recursos. há a obrigação legal de cumprimento. Instrução CVM 247/96 DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS DO DEVER DE ELABORAR E DIVULGAR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada. as sociedades controladas que se encontrem nas seguintes condições: I .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) elaboração e publicação de demonstrações financeiras consolidadas. em futuro próximo.CVM A CVM.2 – A Comissão de Valores Mobiliários . que somente serão obrigatórias para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 1978.385. com a finalidade de regular e fiscalizar as operações de valores mobiliários no âmbito de sua competência. autarquia constituída pela Lei no 6.Demonstrações contábeis consolidadas compreendem o balanço patrimonial consolidado. Art. trata da inclusão de Entidades de Propósito Específico – EPE nas demonstrações contábeis consolidadas das companhias abertas e na avaliação pelo MEP. incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução. estabelece normas sobre as demonstrações contábeis das sociedades anônimas de capital aberto que. em certas circunstâncias. ou II . sem prévia autorização da CVM. por parte das investidoras de capital aberto que possuírem participações societárias em controladas. DAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. Esta autarquia.Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas.

além do disposto no artigo 10. ou apresentada como passivo exigível. III . o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. 28 . decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 1º .O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição/subscrição de sociedade controlada. ser divulgado como adição ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do ativo especificado. quando representar deságio. deverá: I .Em casos especiais justificados.No balanço patrimonial consolidado. no balanço patrimonial consolidado. e II .Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 2º do artigo 14: a) . a critério da CVM. quando representar ágio. mediante prévia autorização da Comissão de Valores Mobiliários. § 3º . Art. poderão ser ainda excluídas da consolidação. a não ser que exista um direito de compensação e a compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do passivo. DA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art.Incluir os resultados de sociedade controlada.A parcela correspondente à provisão para perdas constituída na investidora deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição da provisão. 26 . § 2º .A participação dos acionistas não controladores.Excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas.Para a elaboração da demonstração consolidada do resultado do exercício a investidora deverá: I . Art. as sociedades controladas cuja inclusão. não poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos. e b) . Art.Eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada. II . no patrimônio líquido das sociedades controladas.Não será considerada justificável a exclusão. a investidora deverá observar. 25 . imediatamente antes do patrimônio líquido. Art. e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . os seguintes procedimentos: I .ser divulgado em conta apropriada de resultados de exercícios futuros.No processo de consolidação das demonstrações contábeis. no balanço patrimonial consolidado. não represente alteração relevante na unidade econômica consolidada ou que venha distorcer essa unidade econômica. quando representar expectativa de conversão em exigibilidade. tomando por base a data do respectivo registro ou baixa nos seus investimentos permanentes.Eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado. 24 .Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 1º do artigo 14. 27 . Parágrafo Único . adquirida ou vendida no transcorrer do exercício social. nas demonstrações contábeis consolidadas. de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas. apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo tributos diferidos.Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas. não excluído nos termos do inciso I do artigo 24. deverá ser destacada em grupo isolado.ser divulgado em item destacado no ativo permanente.

A participação dos acionistas não controladores no lucro líquido ou prejuízo do exercício das controladas deverá ser destacada e apresentada. referidas no artigo anterior. DA CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE SOCIEDADES CONTROLADAS EM CONJUNTO Art. 33 . ou possam vir a ter. na proporção da participação destas no seu capital social. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros consolidados. 32 .Em nota explicativa às demonstrações contábeis consolidadas.Os componentes do ativo e passivo.A auditoria referida no caput deste artigo deverá incluir o exame das demonstrações contábeis de todas as controladas. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.Eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício social que tenham. Art. Art. 31 .As demonstrações contábeis consolidadas e respectivas notas explicativas serão objeto de exame e de parecer de auditores independentes. 30 . III . II . assim como da inserção de controlada no processo de consolidação.Efeitos. 34 . bem como entre estas. bem como o percentual de participação em cada uma delas. 29 . para fins de comparabilidade das demonstrações contábeis. Art.Eventos que ocasionaram diferença entre os montantes do patrimônio líquido e lucro líquido ou prejuízo da investidora.Excluir todas as receitas e despesas decorrentes de negócios entre a investidora e as sociedades controladas. respectivamente. Art. indicando: I .Critérios adotados na consolidação e as razões pelas quais foi realizada a exclusão de determinada controlada. Parágrafo Único . da aquisição ou venda de sociedade controlada.No caso de uma das sociedades investidoras passar a exercer direta ou indiretamente o controle isolado sobre a sociedade controlada em conjunto. deverão ser divulgados ainda o montante dos principais grupos do ativo. como dedução ou adição ao lucro líquido ou prejuízo consolidado. 35 . abertas ou 6 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .Considera-se controlada em conjunto aquela em que nenhum acionista exerce. os poderes previstos no artigo 3º desta Instrução. as receitas e as despesas das sociedades controladas em conjunto deverão ser agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada investidora. § 2º . individualmente. nos elementos do patrimônio e resultado consolidados. DAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II .Aplica-se o disposto nos artigos 23 a 31 à elaboração das demonstrações contábeis consolidadas de sociedades controladas em conjunto. no transcorrer do exercício social. e IV .As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis consolidadas devem conter informações precisas das controladas. em confronto com os correspondentes montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido ou prejuízo consolidados. passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto.A demonstração consolidada das origens e aplicações dos recursos deverá ser elaborada de maneira consistente com o contido nesta Instrução. a controladora final deverá passar a consolidar integralmente os elementos do seu patrimônio. § 1º . no que não colidir com as normas previstas nos artigos 32 e 33.

se possível. Art.O descumprimento ao disposto aos artigos 1º. de 03 de novembro de 1980. com divulgação do fato e os valores envolvidos em nota explicativa. estão obrigados à elaboração das demonstrações contábeis consolidadas e outras imposições: 1– 2– A companhia aberta que possua investimentos em controladas. de 03 de janeiro de 1992. a guarda dos papéis de trabalho e memórias de cálculo relativos à elaboração de suas demonstrações contábeis consolidadas. 41 . desta forma. em cada exercício social. nº 30. no resultado não operacional. 32 e 35 desta Instrução será considerado falta grave. Art. referidos nesta Instrução. de 07 de dezembro de 1976. a data de publicação das demonstrações contábeis consolidadas da sociedade de comando de grupo de sociedades a que estiver filiada. Art. Parágrafo Único . 37 . e as demais disposições em contrário. decorrentes das alterações introduzidas por esta Instrução. em nota explicativa às suas demonstrações contábeis. Art.Adaptam-se à presente Instrução as demais normas da CVM que tratam dessa matéria. Percebe-se que a CVM. aplicandose às demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais a se encerrarem a partir de 1º de dezembro de 1996. com base na lei e na norma da CVM. o artigo 2º da Instrução CVM nº 170.385.EPE. § 1º .O disposto neste artigo não implicará reelaboração das demonstrações contábeis individuais ou consolidadas relativas ao exercício social anterior. para fins do artigo 11 da LEI Nº 6. alargou a abrangência das empresas que devem apresentar. assim como as notas explicativas e quadros analíticos. quando ficarão revogadas as Instruções CVM nº 01. 40 . passarem a ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial. ensejando a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. Outras sociedades cuja inclusão tenha sido determinado pela CVM. a limitação dos 30% estabelecidos pela lei. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 .Os ajustes iniciais. 38 .Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação. o órgão e.Todas as disposições relativas às sociedades coligadas. Assim.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia fechadas. não importando o percentual do PL da investidora representado pelo investimento.A companhia aberta filiada de grupo de sociedades deve indicar. 39 . deverão ser registrados como receita ou despesa de equivalência patrimonial. como é o caso de Entidades de Propósito Específico . pelo prazo de 3 (três) anos e por quaisquer meios adequados. de 27 de abril de 1978. nº 15. 21. por se tornarem relevantes. Parágrafo Único . Art.As companhias abertas deverão manter em boa ordem. de 17 de janeiro de 1984. integram. incluídas na consolidação. § 2º . afastando. aplicam-se ainda às sociedades equiparadas conforme definição contida no parágrafo único do artigo 2º. contidas nesta Instrução. Art. as demonstrações contábeis da companhia aberta investidora ou da sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. 36 . ainda. obrigatoriamente. a consolidação para toda e qualquer controlada. dentro de sua competência normativa. realizado por auditor registrado nesta Comissão.As demonstrações contábeis consolidadas. desde que sejam dependentes financeira ou administrativamente da companhia. o disposto no caput deste artigo aos investimentos que.Aplica-se.

o órgão que publicou a última demonstração consolidada do grupo a que pertencer. independentemente da forma jurídica. que não sejam a sociedade de comando. as demonstrações contábeis consolidadas das companhias abertas deverão incluir. RESOLVEU baixar a seguinte Instrução: Art. e 249 da Lei no 6. em reunião realizada nesta data.404. direta ou indiretamente. com fundamento nos arts. estar exposta aos riscos decorrentes dessas atividades. 177. e nos arts. tanto na Consolidação quanto na avaliação de investimentos pelo MEP. alternativamente. quando a essência de sua relação com a companhia aberta indicar que as atividades dessas entidades são controladas. de 15 de dezembro de 1976.385. da Lei no 6. A exclusão de uma ou mais sociedades controladas das demonstrações consolidadas deve ser autorizada pela CVM. As companhias pertencentes a um grupo de sociedades. Quando incluído companhia aberta em demonstrações consolidadas de grupo de sociedades. 8o. desde que. individualmente ou em conjunto. § 1o incisos II e IV. além das sociedades controladas. e Quando as transações entre partes relacionadas estiverem incluídas em demonstrações consolidadas. de 27 de março de 1996. 1o Para fins do disposto na Instrução CVM no 247. nos termos da Instrução CVM no 247. juntamente com as demonstrações da sociedade de comando. de 1996. podendo. inciso I e 22o. direta ou indiretamente: I – a companhia aberta tenha o poder de decisão ou os direitos suficientes à obtenção da maioria dos benefícios das atividades da EPE. a CVM incluiu mais uma exigência a ser observada. 5– 6– 7– Recentemente. em conseqüência. Considera-se que existem indicadores de controle das atividades de uma EPE quando tais atividades forem conduzidas em nome da companhia aberta ou substancialmente em função das suas necessidades operacionais específicas. Parágrafo único. INSTRUÇÃO CVM No 408. ou II – a companhia aberta esteja exposta à maioria dos riscos relacionados à propriedade da EPE ou de seus ativos. estas demonstrações consolidadas deverão ser auditadas por auditor independentes registrados na CVM. Parágrafo único. deverão indicar em nota explicativa às suas demonstrações financeiras publicadas. de 7 de dezembro de 1976.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO 3– 4– Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O grupo de sociedades. fica dispensada a sua inserção em notas explicativas. individualmente ou em conjunto. 2o As participações societárias em EPE incluídas na consolidação deverão ser avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. por meio da Instrução nº 408. DE 18 DE AGOSTO DE 2004 Dispõe sobre a inclusão de Entidades de Propósito Específico – EPE nas demonstrações contábeis consolidadas das companhias abertas O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM torna público que o Colegiado. § 3o. as entidades de propósito específico – EPE. Os ajustes decorrentes das alterações produzidas pela aplicação do método de equivalência patrimonial previstos neste artigo não 8 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . Art. pela companhia aberta.

20 da Instrução CVM no 247. sem. na hipótese a que se refere o art. no que couber. e VII – a identificação do beneficiário principal ou grupo de beneficiários principais das atividades da EPE. as seguintes informações: I – a natureza. decorrentes desse envolvimento. III – natureza de seu envolvimento com a EPE e tipo de exposição a perdas. II . receitas e despesas entre a companhia e a EPE. no mínimo. Art. III – EPE. II – participação no patrimônio e nos resultados da EPE. 20 e 31 da Instrução CVM no 247.a natureza do seu envolvimento com a EPE. 4o. 3o Em nota explicativa às suas demonstrações contábeis consolidadas. o propósito e as atividades da EPE. hipotecas ou outras garantias concedidas em favor da EPE. de 1996. e IV – o tipo e o valor dos ativos consolidados que tenham sido dados em garantia das obrigações da EPE. Art. Parágrafo único.o tipo de exposição a perdas decorrentes desse envolvimento com a EPE. deverá divulgar. obrigações. relacionados às atividades da EPE ou de seus ativos. Art. ativos transferidos pela companhia e direitos de uso sobre ativos ou serviços da EPE. se houver. Para os efeitos do caput deste artigo. V – total dos ativos. VI – avais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia constituem ajustes de exercícios anteriores. devendo ser registrados conforme o disposto na Instrução no 247. 4o A companhia aberta que tenha direitos suficientes à obtenção de benefícios relevantes das atividades da EPE. 5o As companhias abertas com exercício social encerrado até 31 de dezembro de 2004 devem divulgar. no que for aplicável. as companhias abertas deverão observar as demais disposições desta Instrução nas demonstrações INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . natureza. ou que esteja exposta a riscos também relevantes. 6o Ressalvado o disposto no artigo anterior. passivos e patrimônio de cada EPE. III . as seguintes informações: I – a natureza. 1o. IV – montante e natureza dos créditos. não serão consideradas como EPE entidades com autonomia operacional e financeira. e V – as informações requeridas no art. o tipo de exposição a perdas decorrentes desse envolvimento com a IV – a identificação do beneficiário principal ou grupo de beneficiários principais das atividades da EPE. de 1996. propósito e atividades da EPE. II – a natureza do seu envolvimento com a EPE. fianças. propósito e atividades desenvolvidas pela EPE. enquadrar-se no disposto no art. Art. tais como clientes e fornecedores da companhia aberta. além das informações requeridas nos arts. em nota explicativa às respectivas demonstrações contábeis. a companhia aberta deverá divulgar. de 5 de fevereiro de 1986. contudo. sem prejuízo do disposto na Deliberação CVM nº 26. em nota explicativa. as seguintes informações: I – denominação. de 1996.

embora possa ter uma parcela pequena ou nenhuma participação no patrimônio líquido da EPE. o instituidor ou patrocinador retém uma participação significativa nos benefícios das atividades da EPE. A participação nos benefícios por ela gerados pode. em muitas das vezes. de um direito de participação. ou seja. tomar a forma de um instrumento de dívida. a não ser. Para fins de comparabilidade. 23 da Instrução 247/96. a CVM pode determinar que elas não devem ser incluídas na consolidação. uma outra que não seja uma forma societária usual. gás ou uma securitização de ativos financeiros. os que não necessitam de qualquer autorização prévia da CVM. as demonstrações contábeis consolidadas do exercício anterior deverão ser divulgadas incluindo as EPE existentes à época em que essas demonstrações foram originalmente elaboradas. Tal Entidade de Propósito Específico . 2.2. tarifa ou mesmo uma participação nos resultados. mediante a segregação dos riscos específicos dos ativos ou de atividades dos riscos globais da empresa beneficiada pela sua criação. de uma participação residual ou de um arrendamento. talvez. A constituição de uma EPE busca. 7o Esta Instrução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. por seu instituidor ou patrocinador. do art. pode substancialmente controlar a EPE."EPE" . efetuar um arrendamento mercantil. remetendo à CVM a competência para disciplinar ou divulgar tais casos. enquanto outras partes. a utilização de oportunidades de financiamento. Naquele dispositivo há dois tipos de exclusão. de exploração de energia elétrica ou térmica. fundação. a CVM. Uma companhia que mantém transações com uma Entidade de Propósito Específico. Atendendo os requisitos da Lei. estatutária ou contratuais que impõem limites rígidos ao processo de tomada de decisões de seus órgãos pelos seus gestores. inciso “b”. podem prover os recursos para financiamento da Entidade de Propósito Específico. normalmente o instituidor ou o patrocinador. ainda. 249 da lei societária. Parágrafo único. Alguns interesses nesses benefícios simplesmente podem retribuir o proprietário com uma taxa de retorno fixa ou declarada. Veja-se que a lei se restringiu a mencionar que poderia haver casos em que a consolidação não seria necessária. Art. há situações em que. cobrando por esses recursos uma espécie de aluguel. por exemplo. obter o direito de executar serviços ou de usar os ativos por ela possuídos . Na maioria dos casos. 10 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .1 – Entidades de Propósito Específico – EPE Uma entidade pode ser constituída para realizar um propósito específico e bem definido como. consideradas "fornecedores de capital".Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia contábeis consolidadas relativas aos exercícios sociais encerrados a partir de 1o de janeiro de 2005. ou seja. Essas disposições geralmente especificam que a política que guia as atividades contínuas da EPE não pode ser modificada.pode ter a forma de uma companhia. elas operam em um mecanismo denominado de "piloto automático" ("autopilot"). sociedade ou. O patrocinador ou a entidade em cujo benefício a EPE foi criada pode transferir ativos à EPE. por exemplo. por meio do art. desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento. mesmo presentes os requisitos para a elaboração da consolidação das demonstrações contábeis. de um instrumento patrimonial. 3 – EMPRESAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO Conforme previsto no parágrafo único. pois estão claramente definidos pela norma e os que necessitam de anuência prévia da CVM. Freqüentemente são criadas EPE com disposições legais. enquanto outras dão ao proprietário direito ou acesso a outros benefícios econômicos futuros das atividades da EPE. regulamentou as possibilidades de exclusão de empresas do processo de consolidação. facultada a sua aplicação imediata.

ou não. No segundo grupo de empresas que podem ser excluídas da consolidação.1 . para as quais há a necessidade de autorização especial da CVM que. É neste contexto. isto vem a corroborar com o espírito do legislador que conferiu às empresas a liberalidade para elaborar outros demonstrativos para dar maior transparência e evidenciação aos fatos contábeis. com documentação hábil. este deve estar formalizado. muitas vezes. mediante a eliminação das transações realizadas entre essas empresas para evidenciar o resultado obtido com entes alheios ao grupo. Aliás. ultrapassados para atingir essa finalidade. se num grupo de empresas ligadas ao setor industrial houver uma ligada ao setor de transportes. que a principal finalidade das demonstrações é o fornecimento de informações úteis aos usuários. ou cuja venda por parte da investidora. cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas não representa uma justificativa aceitável. mesmo assim. mesmo não obrigadas. Assim. o simples fato de a investidora intencionar alienar o investimento não é suficiente para considerá-lo excluído da consolidação. no Brasil existem muitas empresas de capital fechado. em decorrência de certos incentivos fiscais que outrora foram concedidos às empresas constituídas sob a forma de Sociedade Anônima. neste caso. ainda. a exclusão da empresa dedicada ao transporte não representa justificativa aceitável se no mérito da exclusão estiver presente o fato de ela destoar da uniformidade do grupo quanto ao objeto social. Contudo. Desta forma. A exclusão de sociedade controlada. tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada. Cabe acrescentar. O Conselho Federal de Contabilidade conceitua demonstrações consolidadas da seguinte forma: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . as elaboram para fins gerenciais sem divulgação externa. 5 – CONCEITOS BÁSICOS 5. em futuro próximo. inclusive com sinal (entrada) de pagamento. Entretanto. 4 – NECESSIDADE DA CONSOLIDAÇÃO NAS EMPRESAS FECHADAS Pelo que depreendemos da leitura do texto legal. é plausível que os aspectos legais sejam. a valores de liquidação. a seu critério.DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS A consolidação das demonstrações contábeis visa reunir em uma única peça contábil todas as demonstrações das diversas empresas que fazem parte de um grupo econômico. poderá conceder ou não a autorização. as demonstrações financeiras consolidadas são obrigatórias somente para as companhias abertas que controlem outras empresas e quando essa participação represente 30% do seu PL e nos grupos de sociedade. estão as empresas que não representam alteração relevante na unidade econômica consolidada ou em alguns casos se a inclusão de determinada entidade venha a distorcer a demonstração consolidada. que as empresas de capital fechado poderão elaborar demonstrações contábeis consolidadas. Desta forma. pois. Salienta-se que no caso de venda do investimento.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Enquadram-se no primeiro tipo as sociedades controladas que se encontrem com efetivas e claras evidência de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. Muitas destas empresas nacionais possuem empresas controladas não abrangidas pela obrigatoriedade da consolidação. É necessário um documento em que conste que o fato é irreversível. O fato de uma sociedade controlada ficar excluído do processo de consolidação não dispensa o consolidador de qualquer procedimento. o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial.

deverá realizar as suas demonstrações contábeis e a controladora é que deverá elaborar as demonstrações consolidadas. as demonstrações consolidadas representam o somatório das demonstrações das empresas pertencentes ao grupo societário de cuja soma é subtraído o resultado de operações realizadas entre empresas deste mesmo grupo. Estamos diante de três empresas que possuem personalidade jurídica própria e estão. o grupo Café Preto e Doce não possui personalidade jurídica e não faz registros contábeis. Para tal. pois: 1Os efeitos do imposto de renda e demais tributos são calculados individualmente em cada empresa pertencentes do grupo societário. individualmente. Compete a cada uma das empresas individualmente satisfazer ou suprir os acionistas dos dividendos a que fazem jus. Conforme enfatizamos. Desta forma. é necessário somar os valores constantes nas demonstrações contábeis de todas as participantes e eliminar os resultados e saldos decorrentes de transações realizadas entre essas empresas. a demonstração do resultado do exercício e a demonstração das origens e aplicações de recursos. 12 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . os quais devem ser guardados pelo prazo de três anos para fins de auditoria. porém deve elaborar demonstrações contábeis consolidadas para mensurar o seu patrimônio ou a posição econômica e financeira. não poderá compensá-lo com o lucro de outra e vice-versa. 2- O tratamento dos impostos na consolidação será objeto de estudo no item 8 desta aula. Consoante a nossa legislação. devem ser consolidadas as seguintes demonstrações contábeis: o balanço patrimonial. Da mesma forma como ocorre com as demonstrações individuais ou não consolidadas de cada uma das empresas do grupo econômico.2 – EFEITOS FISCAIS E SOCIAIS NA CONSOLIDAÇÃO Como a demonstração consolidada não pertence a uma pessoa jurídica ela não gera nenhum efeito fiscal ou societário. de duas ou mais entidades. das quais uma tem o controle direto ou indireto sobre a(s) outra(s). as demonstrações consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos julgados necessários à completa evidenciação da situação patrimonial e dos resultados consolidados. com as quais transaciona comercialmente. A empresa Café S/A exerce o controle das outras duas. Ela existe apenas para fins de consolidação. Os únicos registros utilizados na consolidação são os papéis de trabalho de consolidação. Este grupo não possui personalidade jurídica. mesmo que determinada empresa pertencente ao grupo tenha prejuízo contábil ou fiscal. os dividendos são calculados sobre o lucro de cada empresa e não sobre o lucro consolidado do grupo. elas formam o grupo Café Preto e Doce.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Demonstrações Contábeis Consolidadas são aquelas resultantes da agregação das demonstrações contábeis. Preto e Doce. Se somarmos linha a linha das demonstrações contábeis das empresas do grupo Café Preto e Doce e subtraindo o resultado de operações entre as empresa Café. 5. estabelecidas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. Em termos societários. Apesar de serem empresas distintas. Assim. Exemplo: Supondo que a empresa Café S/A participa do capital social das empresa Preto S/A e Doce S/A. obrigadas a elaborar suas demonstrações contábeis. teremos o resultado consolidado do grupo Café Preto e Doce. Salientamos que cada empresa. podemos conceituar demonstrações contábeis consolidadas como sendo o fruto da adição de todas as demonstrações contábeis das empresas sob comando único realizadas com pessoas que não pertençam ao grupo econômico. Desta forma. individualmente.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . não originando nenhum tipo de lançamento na escrituração das entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil. Embora a consolidação não traga efeitos tributários diretos. visualizar a geração de resultados. Quando o controle for exercido de forma conjunta. para fins de consolidação.3 – INTERESSE DOS INVESTIDORES NA CONSOLIDAÇÃO Os investidores e os credores podem utilizar a consolidação das demonstrações contábeis para efetuar uma análise detalhada de suas garantias e possibilidade de rendimentos. devem ser efetuados ajustes que reflitam os efeitos de eventos relevantes nas entidades. é de grande valia para um adequado planejamento tributário. sem dúvida. Quando demonstrações contábeis com datas diferentes são consolidadas. pois podem. as transações realizadas entre si. devem ser levantadas na mesma data ou até no máximo 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da controladora. A controladora deve consolidar as demonstrações contábeis de entidade controlada a partir da data em que assume seu controle.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. podendo ser ponto de partida para uma reorganização societária. As entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil devem segregar. bem como do grupo consolidado. individual ou em conjunto. As demonstrações contábeis das entidades controladas. que ocorrerem entre aquelas datas e a data-base das demonstrações contábeis da unidade de natureza econômico-contábil. por meio da consolidação.4 – A CONSOLIDAÇÃO E A GESTÃO EMPRESARIAL O aspecto mais importante e de maior utilidade da consolidação das demonstrações contábeis é. tanto por empresa quanto pelo grupo. 5. de eliminar saldos de transações e de participações entre entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil e de segregar as participações de não-controladores. os saldos das contas devem ser agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada controladora. o benefício administrativo e gerencial. visto que evidencia a aplicação dos recursos financeiros e econômicos gerados pelo grupo. a controladora final deve passar a consolidar integralmente os elementos do patrimônio da controlada. tendo em vista o pagamento de tributos sobre lucros não realizados. a gestão empresarial. quando for o caso. No caso de uma das entidades controladoras passar a exercer direta ou indiretamente o controle da entidade sob controle conjunto. ou seja. Os ajustes e as eliminações decorrentes do processo de consolidação devem ser realizados em documentos auxiliares. A consolidação possibilita a análise do desempenho de cada uma das empresas participantes do grupo empresarial. 6 – PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO O CFC disciplinou os procedimentos de consolidação preconizando a adoção das seguinte regras: A consolidação é o processo de agregar saldos de contas e/ou de grupos de contas de mesma natureza. Por meio da consolidação e com criteriosa análise a administração da empresa pode visualizar a necessidade de recursos financeiros. quer sejam de terceiros ou dos próprios acionistas. em contas específicas. na proporção da participação destas no capital social da controlada.

sucursal. do patrimônio líquido e do custo de ativos de qualquer natureza que corresponderem a resultados ainda não realizados de negócios entre as entidades. Os impostos e contribuições relacionados às transações entre as entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil devem ser reconhecidos na mesma proporção dos resultados ainda não realizados. somente se consideram realizados quando resultarem de negócios efetivos com terceiros. ou b) cuja venda por parte da controladora. No balanço patrimonial consolidado. o valor contábil do investimento na entidade controlada excluída da consolidação deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Sempre que houver efeito relevante em razão de exclusão de entidade controlada. deve ser apresentado como adição ou retificação da conta utilizada pela entidade controlada para registro do ativo especificado. a valores de liquidação. Os resultados de entidade controlada devem ser incluídos nas demonstrações contábeis consolidadas: a) b) a partir da data da aquisição da participação. 14 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . período por período. No processo de consolidação das demonstrações contábeis. Os resultados ainda não realizados. a não ser que exista um direito de compensação. exceto quando representarem perdas permanentes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Quando o percentual de participação da controladora no capital da controlada variar durante o exercício. no País ou no exterior. ou não. As demonstrações contábeis de todas as entidades controladas. provenientes de negócios entre as entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil. A falta de semelhança das operações de entidade controlada com as da entidade controladora não gera sua exclusão das demonstrações contábeis consolidadas. agência. c) as parcelas dos resultados do exercício. e classificados no ativo ou passivo a curto ou a longo prazo como tributos diferidos. devem ser consolidadas sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da controladora por força de normatização específica. incluindo a filial. dependências ou escritório de representação. até a data da sua baixa. b) os saldos de quaisquer contas decorrentes de transações entre as entidades incluídas na consolidação. e este represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do passivo. em futuro próximo. Devem ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas as entidades controladas que se encontrem nas seguintes condições: a) com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada. os resultados devem ser incluídos proporcionalmente às percentagens de participação. Das demonstrações contábeis consolidadas são eliminados: a) os valores dos investimentos da controladora em cada controlada e o correspondente valor no patrimônio líquido da controlada. não se podem compensar quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos. as demonstrações contábeis consolidadas devem ser ajustadas para fins de comparação. O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição ou subscrição de capital de entidade controlada quando decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da controlada e o respectivo valor contábil.

O valor correspondente à provisão para perdas constituída na entidade controladora deve ser deduzido do saldo da conta da entidade controlada que tenha dado origem à constituição da provisão. como Disponibilidades. Realizável no curso do exercício social subseqüente. Bichano S.00 2. Felina S.00. o estoque consolidado do grupo econômico formado pelas quatro empresas acima é de R$ 14. Total Consolidado 6. somar os saldos das contas de mesma natureza de todas essas demonstrações. Gatuno S.1 – UNIFORMIDADE DE CRITÉRIOS CONTÁBEIS Como o procedimento de consolidação consiste na soma dos saldos das contas de mesma natureza. AP. deve ser apresentado: a) em conta destacada no ativo permanente.00 4.300. ou apresentado como passivo exigível. despesas do exercício seguinte. em caso de ágio. teremos em mãos a matéria prima para o produto final que é a consolidação. Exemplo: Considerando a existência de quatro empresas que possuam os seguintes valores de estoques de mercadorias para revenda em suas demonstrações. representado pela diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos da controlada. como se estivéssemos apresentando a demonstração de uma entidade autônoma ou empresa única. de posse das demonstrações financeiras de todas as empresas que compõem um grupo econômico. O referido Manual de Diretrizes Contábeis do Grupo deve conter. duplicatas a pagar etc. Uniformidade de reavaliação. Manual de consolidação. a consolidação será assim processada: Pantera S. Desta forma. ARLP.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O ágio ou deságio decorrente de expectativa de resultado futuro.A.700. quando representar expectativa de conversão em exigibilidade. No caso de consolidação pela controladora.100. Considerando que o objetivo principal da consolidação é apresentar a posição financeira e os resultados das operações das diversas empresas do grupo.300.100. de forma agregada em peça contábil única. Definição das Práticas Contábeis Uniformes. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . compete a ela elaborar um Manual de Diretrizes Contábeis do Grupo. Este é o procedimento básico de consolidação que deverá ser adotado para todas as contas do balanço. uma a uma. os saldos das contas devem ser adicionadas. que deve ser adotado pela controladora e por todas as controladas na escrituração. ou linha por linha. A técnica adotada será. no mínimo: Elenco de Contas Padronizado. ou como se fosse uma família.400.A.A. 6. é necessário que os critérios de registro e de avaliação adotados por todas as empresas do grupo sejam uniformes.00 14.00 1.00 Desta forma. a princípio. em caso de deságio. avaliação de elementos patrimoniais e na elaboração das demonstrações contábeis.A. e b) em conta específica de resultados de exercícios futuros.

ela registrará este fato em conta de Duplicatas a Receber. A compradora registrará o fato em Duplicatas a Pagar. a consolidação não consiste somente nesta soma dos saldos de cada conta das diversas empresas.00 Crédito 23. A eliminação das transações entre as empresas participantes do grupo há de ser efetuada no Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício. a seguir apresentamos alguns exemplos de eliminações que se fazem necessárias: 6.2. 6. então esses valores hão de ser eliminados do Balanço consolidado. Ressalte-se que os planos de contas de todas as empresas componentes do grupo econômico devem prever um controle segregado das contas e operações que serão objeto de eliminação na consolidação. tendo em vista que a segregação das operações nem sempre está adequadamente registrada. O procedimento de exclusão consiste em debitar a conta representativa da obrigação (Duplicatas a Pagar ou Fornecedores) e creditar a conta representativa do direito (Clientes ou Duplicatas a Receber).400. A eliminação será efetuada mediante o seguinte lançamento: Fornecedores (empresa Barom S/A) a Duplicatas a Receber (empresa Morab S/A) Débito 23.2 .INVESTIMENTOS 16 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .tributos diferidos.00.1. Dada a relevância.400. Imaginemos que a empresa Morab S/A tenha efetuado vendas a prazo a sua controlada Barom S/A no valor de R$ 23. é muito importante e geralmente simples sem maiores complexidades.2. 6. Esta tarefa é.00 Outras contas que representem transações entre as empresas merecem igual tratamento na eliminação.2. é preciso que sejam eliminados os saldos existentes ou transações realizadas entre as empresas do grupo. talvez.1 – ELIMINAÇÕES DE DUPLICATAS A RECEBER Quando uma empresa faz vendas a prazo à outra.1 – ELIMINAÇÕES DO BALANÇO PATRIMONIAL 6.1. no balanço patrimonial consolidado. Do balanço patrimonial deve ser excluído o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada. Para uma consolidação consistente. Entretanto. Se estas empresas fizerem parte do mesmo grupo econômico. apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo . básico.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Modelos de Demonstrações Financeiras. cujas demonstrações devam ser consolidadas. Aquele procedimento. Do Resultado do exercício devem ser excluídos ou eliminados os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado. a mais difícil.400.2 – ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO A soma dos saldos das contas de mesma natureza é o procedimento básico da consolidação.

Para uma maior elucidação.800. ou seja. Ora.00.2.00 2.00. teremos o seguinte lançamento de eliminação dos investimentos: Débito Diversos a Investimentos da Controladora Capital Social das Controladas Reservas de Capital das Controladas Reservas de Lucros das Controladas Lucros Acumulados das Controladas Crédito 8. pois se não fossem. no valor de R$ 10. com isso haverá na sociedade investidora um valor proporcional ao valor do patrimônio líquido das sociedades investidas. Se somarmos os dois patrimônios. o grupo apresentará no Balanço consolidado o valor de R$ 10.00 1.600. A sociedade investida registra o valor na conta Capital Social em contrapartida de um ativo qualquer. que é efetivamente o que o grupo possui. o PL de Beta será de R$ 5. poder-se-ia chegar a lucros com valores astronômicos. quando de fato não houve lucro algum para o grupo! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .600. aplicado sobre cada uma das contas do patrimônio líquido. teremos como resultado um PL de R$ 15.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os investimentos na participação do capital de outras sociedades participantes do grupo econômico não representam.00 Nota-se que o investimento na participação societária representa a saída de recursos da empresa investidora e o ingresso de recursos na empresa investida. Sabemos que os investimentos relevantes são contabilizados pelo MEP.00 2. cujo patrimônio é formado exclusivamente pelas contas Capital Social e Caixa. por força da aplicação do MEP. sem nada vender a terceiras empresas ou pessoas. para o grupo. imagine-se o seguinte exemplo: A empresa Alfa. logo devem ser eliminados contra contas do patrimônio líquido da sociedade investida.100.00 14. Desta forma.00). 6.2. A apuração dos valores a eliminar deve ser feita mediante um cálculo de proporcionalidade tomando por base o percentual de participação no capital social da sociedade investida. Imagine-se a seguinte situação: A empresa B é controlada (subsidiária integral) de A. Como as demonstrações financeiras da investidora que serão usadas na consolidação terão os seus investimentos contabilizados pelo método da equivalência patrimonial. por isso devem ser eliminados para que não haja uma falsa interpretação de terceiros de boa fé.000.000.2.1 – VENDAS INTERCOMPANHIAS As transações entre as companhias do mesmo grupo econômico.00 no PL.00.2 – ELIMINAÇÃO NA DRE 6.400.00. Agora. A investidora registra este investimento no ativo permanente e estará incluído em seu PL. não trazem reflexos patrimoniais na consolidação. sem considerar nenhuma outra atividade. As duas empresas fazem vendas mutuas uma a outra. pois os valores a serem eliminados serão em cada uma das contas do PL. investe a metade de suas disponibilidades na formação do Capital Social da empresa Beta que será sua subsidiária integral. se eliminarmos o valor do investimento (R$ 5.000. na consolidação esses valores devem ser eliminados.000. visto que não foi agregado nenhum outro valor. a sua eliminação será feita contra as contas do patrimônio líquido da sociedade investida. considerando um investimento de R$ 14. Se forem somados os patrimônios das duas empresas o valor do investimento deve ser eliminado para que não haja a contabilização em dobro.600. recursos externos. como não são com agentes externos.000.

das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas. É necessário que se eliminem. também. as vendas poderiam ter sido realizadas com lucros ou prejuízos que também devem ser eliminados no processo de consolidação. 6. é necessário que essas transações e os saldos intercompanhias sejam controlados em registros extra contábeis.650.400. não gera nenhum registro contábil nas empresas componentes do grupo que terá seus demonstrativos consolidados.650. os custos das mercadorias vendidas. conforme já frisamos.2. Desta forma.3 –TRANSAÇÕES ENTRE EMPRESAS DO GRUPO Com o objetivo de efetuar a eliminação das operações realizadas entre as empresas do grupo no momento da consolidação. JUROS E OUTROS Tal qual ocorre com as vendas. ou pela utilização de fichas de razão.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O simples fato de eliminar as vendas inter-companhias da DRE não é suficiente para ajustar os valores à realidade. devem ser eliminados na consolidação das demonstrações contábeis.2. a eliminação das transações deve representar um estorno dessas transações. o processo de consolidação será registrado em documentos extracontábeis como papéis de trabalho elaborados manualmente. juros. 6. Parece paradoxal. visto que as demonstrações consolidadas também são passiveis de auditoria nas companhias abertas.COMISSÕES SOBRE VENDAS. as parcelas dos resultados do exercício. Os casos mais corriqueiros de resultados inter empresas de um mesmo grupo econômico são os juros cobrados. Entretanto. para permitir a apuração dos valores de vendas. ainda não realizados. as comissões de vendas.00 Percebe-se que a contrapartida para eliminação das vendas é o custo dos produtos vendidos. os valores decorrentes de comissões sobre vendas. o processo de consolidação há de ser documentado em papéis de trabalho.00 6.5 – RESULTADOS INTERCOMPANHIAS Conforme disposição do art. os dividendos declarados e os 18 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . de negócios entre as sociedades. 250 da Lei das S/A. visto que nas vendas pode haver resultado. juros e outros quaisquer valores realizados entre as companhias.00 Crédito 1. Desta forma. como se elas não tivessem existido para o grupo. 6. dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo permanente que corresponderem a resultados. isto é.2 . mediante o seguinte lançamento: Receitas – comissões e juros (Empresa A) a Despesas – comissões e juros (Empresa B) Débito 1.00 Crédito 1. Em item anterior fizemos a exclusão de vendas inter-companhias para o qual foi utilizado como contra partida a conta custo das vendas. comissões e outras receitas ocorridas durante o exercício que devem ser eliminados. entre outras. que são documentos extra-contábeis e devem ser guardados pelo período de três anos para fins de auditoria. Entretanto. em outro item trataremos da eliminação do resultado.400. Vendas (Empresa A) a Custo dos Produtos Vendidos (Empresa B) Débito 1.4 – REGISTROS DA CONSOLIDAÇÃO A consolidação das demonstrações contábeis.

ou com a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . sendo necessário. quando teremos a chamada subsidiária integral.00 Com relação aos dividendos. o ágio ou deságio. Conforme estudamos em capítulos anteriores. apenas. cabe ressaltar que somente as empresas avaliadas pelo MEP registram. se os bens permanecerem em estoque. Entretanto. esses valores devem ser eliminados por meio de lançamentos de estorno. Entretanto. Quando a adquirente tenha vendido o estoque ou os bens. Nas transações ao preço de custo não há lucro e o fato será eliminado pela eliminação da venda e do custo. pois a maioria dos investimentos que participam do processo de conciliação devem ser avaliados pelo MEP.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia lucros ou prejuízos de operações de vendas entre as sociedades que estejam incluídos em ativos da compradora. eliminar as operações de venda e custo original entre as companhias. comporão o resultado da investidora. Neste particular pode haver lucros nos estoques adquiridos de sociedade do grupo ou de bens do ativo permanente. Os valores do ágio e do deságio figurarão no balanço consolidado como ativo. Porém. Outro aspecto que merece nossa atenção diz respeito ao ágio ou deságio. donde pode resultar que a empresa adquirente já tenha vendido o bem. pois geralmente as transações são realizadas a valores de mercado. que avaliam seus investimentos pelo método do custo de aquisição. é necessário verificar se a sociedade investidora avalia o investimento pelo MEP ou pelo Método do Custo. tal qual constam do balanço da sociedade investidora. quando decorrentes de diferença de valor econômico de ativo da sociedade investida e em consta específica do ativo permanente ou em REF quando o fundamento econômico tenha sido a perspectiva de resultados futuros. ao fato de existir o controle de uma empresa sobre outra. neste caso. não irá para o resultado. A eliminação de lucros ou prejuízos em transações inter companhias pela venda de ativos é bastante comum e deve ser estudada adequadamente. o controle pode ser total. mesmo que parcialmente. então. Neste caso. são registradas como receita em uma das empresas e como despesa na outra.00 b) Eliminação de comissões de vendas Receita de Comissões de Vendas a Despesas de Comissões de Vendas R$ 500. não há mais lucro a ser eliminado. na data da consolidação haverá lucros não realizados que devem ser eliminados.000. comissões e outras receitas inter-companhias. na maioria dos casos. Os juros. Entretanto. mesmo nas transações intercompanhias. Já os dividendos recebidos pelas investidoras. Neste particular. de forma segregada. Caso o investimento seja avaliado pelo MEP os dividendos recebidos diminuem o valor do investimento e não haverá exclusão a fazer. pois o valor do dividendo. como segue: a) Eliminação de juros inter-companhias Receita de Juros a Despesas de Juros R$ 1. esses valores não representam resultado efetivo com terceiros. o valor dos dividendos recebidos devem ser eliminados na consolidação para não figurarem duplamente como resultado do grupo econômico. realizando o lucro ou. as mercadorias estão no estoque ou no ativo da empresa adquirente. este é um caso raro. originariamente. Desta forma. este não é um fato corriqueiro. 7 – TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES MINORITÁRIAS A Consolidação das Demonstrações contábeis é condicionada.

No Balanço Patrimonial.000. Desta forma. a participação de não-controladores é a parcela do capital. situação em que possui apenas a maioria das ações com direito a voto o que lhe dá a condição de controladora.00 Assim. o controle do acionista majoritário é apenas relativo.00 78. Já a designação de acionistas não controladores surge em face de a controladora não ser a acionista majoritária. caso tenhamos. além do controlador há outros acionistas que não são controladores. a participação dos acionistas não controladores deve ser evidenciada destacadamente no balanço patrimonial consolidado. isto é.000.00 786. imediatamente antes do Patrimônio Líquido e após os Resultados de Exercícios Futuros. A participação de não-controladores no lucro ou prejuízo líquido.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia detenção da maioria das ações do capital votante pela controladora caso em que não haverá o controle total. consoante disposição legal. reservas e resultados pertencentes a acionistas ou sócios minoritários. Desta forma. apresentar-se-á da seguinte forma no lado do passivo. não há parcelas a destacar no Balanço Patrimonial Consolidado e na Demonstração do Resultado Consolidado. Em ambas as situações. logo não há participação de acionistas minoritários ou não controladores.00 47. na Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. por hipótese. já que somente os valores pertencentes ao grupo controlador são levados aos demonstrativos consolidados. Assim.000. com presença de acionistas minoritários. ou seja. das controladas deve ser destacada e apresentada. No Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial Consolidado deve aparecer apenas o valor pertencente ao grupo ou acionistas da empresa controladora. do exercício. O problema da participação dos acionistas minoritários consiste na consolidação das demonstrações contábeis das controladas que possuem o seu capital pulverizado. No caso de subsidiária integral temos como acionista único outra empresa nacional.000. 20 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . ela possui mais de 50% do total das ações. respectivamente. visto que. quando for o caso. Na hipótese de consolidação proporcional.00: Ativo Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Participação minoritária em controlada consolidada Patrimônio Líquido 123. uma participação de acionistas minoritários no valor de R$ 210. essa participação deve ser destacada em grupo isolado no balanço patrimonial consolidado. neste caso.00 210. como dedução ou adição ao lucro ou prejuízo líquido consolidado. a participação dos acionistas minoritários e/ou majoritários não controladores deve ser lançada no Passivo. A denominação de acionistas minoritários surge quando a controladora é a acionista majoritária. um Balanço Patrimonial Consolidado. imediatamente antes do grupo patrimônio líquido. esses valores não aparecem na Consolidação.000.000. Para calcular o valor da participação dos acionistas minoritários aplica-se sobre o Patrimônio Líquido o percentual de participação desses acionistas no capital social da sociedade investida (controlada).

R$ 696.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Exemplo: Suponha que a controlada Piau S/A possua o seu capital social dividido em 500.040.00 98.00.000.00 196.290. por hipótese.000. cujo valor deve ser apresentado destacadamente no Balanço Patrimonial Consolidado.00 96.00 48.421.290.00 Considerando. sem nenhum registro contábil em qualquer livro: Diversos a Participação Minoritária em Controladas Consolidadas Capital Social Reserva de Capital Reserva de Lucros Lucros Acumulados R$ 480.00 74.030.00 por ação e que seu Patrimônio Líquido seja constituído conforme a seguir demonstrado: Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total R$ 980. Na Demonstração do Resultado de Exercício Consolidado. a seguinte situação: Patrimônio Líquido da Controlada Piau S/A Contas Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total Valor total 980.00 147.00 Percebe-se que do Patrimônio Líquido da Controlada Piau S/A. então.800.000.00 48.00 Controladora Antares S/A (51%) 499.020. logo acima deste e abaixo de Resultados de Exercícios Futuros. logo devemos aplicar essa mesma percentagem sobre as demais contas do patrimônio líquido.00 147.00 696.000.00 724. Tomemos. pertencem aos acionistas minoritários.00 98.710.030.00 1.00 99.000.980.00 R$ R$ R$ 96. a guisa de exemplo.000 ações com valor nominal de R$ 1. o percentual de participação dos acionistas não controladores de 49% e consideremos que a empresa controlada tenha obtido um Lucro INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .00 49.000.000.290. Teremos. que 49% das 500.00 196.00 Participação minoritários (49%) 480. devemos destacar a parcela do lucro das controladas consolidadas que se refere à participação minoritária.000.00 72.200.200.00 Não é demais repetir que o valor de R$ 696. pois esse valor pertence ou é de direito dos acionistas minoritários ou não controladores.000 ações não pertencem à Controladora (que está fazendo a consolidação).421.00 R$ 696.000.960.290.970.00 1.040.020.00 72. Para destacar esse valor. será necessário o seguinte lançamento contábil. que será realizado nos papéis de trabalho.000.00 deverá constar no Balanço Patrimonial Consolidado fora do Patrimônio Líquido.

e se esses estoques não forem vendidos pelo adquirente (parcial ou 22 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .000.00 (147.. as despesas com o imposto de renda sobre aquele resultado se o resultado for passível de realização e adição em consolidação futura.000. no qual admitimos que a controladora Asteca S/A tenha obtido um lucro de R$ 500. da controlada à sua controladora. Assim. também. Como na consolidação eliminamos os lucros não realizados decorrentes de transações entre empresas do grupo econômico devemos eliminar. este é um dos principais objetivos da consolidação e apuração da participação dos acionistas minoritários. pois esse lucro será eliminado para apurar o valor pertencente ao grupo econômico.000. mas não para apurar a participação dos minoritários ou não controladores. Exemplo: Na venda de estoques. A seguir apresentaremos um exemplo da forma de apresentação. 8 – TRATAMENTO DE IMPOSTOS NO PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO 8.1 – IMPOSTO DE RENDA NA TRANSAÇÃO ENTRE SOCIEDADES DO GRUPO ECONÔMICO A maioria das transações com lucros estão sujeitas ao Imposto de Renda. mas não poderá afetar a participação minoritária (ou não controladores). No demonstrativo consolidado devemos destacar a participação dos acionistas minoritários.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Líquido do Exercício no valor de R$ 300.00). totalizando um lucro de R$ 800. mas estará realizado para os demais acionistas. se ele nunca mais for adicionado por carecer de realização. o valor a ser destacado na consolidação referente a participação minoritária será de R$ 147. o que afetará o resultado da controladora. pois o lucro estará não realizado na relação de controlada e controladora.00 entre controladora e controlada.00 e o lucro da Controlada Piau S/A tenha sido de R$ 300.00.000. isto é. então a tributação pelo Imposto de Renda será considerada definitiva e não será excluída na consolidação. esses minoritários têm direito de participar no resultado das controladas de que são sócios.00 (49% de R$ 300. ainda que haja lucro decorrente de operações com a controladora.00 Devemos atentar ao fato de que a eliminação dos valores pertencentes aos acionistas minoritários e aos acionistas não controladores deve ser realizada mesmo quando existem lucros não realizados no patrimônio líquido das controladas. com incidência de Imposto de Renda. Aliás. que pode ser da seguinte forma: DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RESULTADO DO EXERCÍCIO da controladora Asteca S/A e da Controlada Piau S/A Receita Bruta Lucro Bruto Despesas Operacionais . com lucro. Lucro Líquido Total (-) Participações Minoritárias da Investida nos resultados consolidados Lucro Líquido Consolidado 800.000.000. se o lucro for eliminado na consolidação de forma definitiva.. Assim sendo.000. Entretanto.00) 653.000.000. quando o imposto excluído será também adicionado.

........... ela apresentará a seguinte estrutura de resultado: Faturamento bruto ...... ela debitou e creditou os valores do IPI e do ICMS nas contas próprias... em face da necessidade de eliminação do resultado não realizado.00 (6... A controladora Asteca S/A pode não ter vendido todo esse estoque adquirido de sua controlada.................. 8.... (-) CPV .................. (-) IPI ....000.............. devemos debitar uma conta do Ativo Circulante ou ARLP em conta de Antecipação de Imposto de Renda ou Imposto de Renda a Compensar..................... Lucro bruto ... Mesmo assim......... já deduzidos os tributos recuperáveis.. Com relação ao IPI e ao ICMS nada deve ser feito...... a parcela do lucro não realizado deve ser eliminada na consolidação. relativa a despesa como se fosse uma partida simples...... do Patrimônio Líquido........... visto que os saldos a recolher ou a compensar desses tributos também são obrigações ou direitos válidos no demonstrativo consolidado.2 – ICMS e IPI Sabemos que os impostos recuperáveis não fazem parte do custo de aquisição dos estoques da adquirente e tampouco farão parte da receita líquida de vendas da sociedade vendedora.......... visto que quando da realização do lucro esse imposto será devido pela controladora...... Exemplo: A controlada Piau S/A faz a venda de seu estoque pelo valor de R$ 50.... conforme veremos no exemplo a seguir. Assim.....Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia totalmente).00) 50.00) 13......... 56.......................... Imposto de Renda a Compensar a Lucros ou Prejuízos Acumulados b) Na Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício Neste demonstrativo o ajuste deverá ser no valor da parcela referente à provisão para imposto de renda... considerando que não houve a venda da metade do estoque: a) No Balanço Patrimonial Consolidado Somente o lucro não realizado no valor de R$ 6....500.... (-) ICMS .......................000.... O custo do estoque foi de 28.....000.... Receita líquida . o que acarreta os seguintes efeitos..........00 (28.. Os lançamentos de eliminação do Imposto (ajustes) são os seguintes: a) No Balanço Patrimonial Consolidado A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.........................000......000....00.................. deve ser creditada para eliminar o efeito do Imposto de Renda no Resultado que foi incorporado a esta conta....... Receita bruta ...000.............000.....00 (9...000....000...... alguns ajustes se fazem necessários................. bem como a proporção do imposto de renda incidente sobre esse lucro..... b) Na Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 ......................00 (com incidência de ICMS de 18% e de IPI de 12%) a sua controladora Asteca S/A.....00 deve ser eliminado...00) 41..00 Como a empresa Piau S/A faz sua escrituração de forma regular........ Como contrapartida........

a natureza e os montantes dos ajustes efetuados em decorrência da defasagem de datas de que trata o item 8. Receita Líquida e Lucro Bruto estarão também ajustados. 4. pelo menos.00 14. se necessários. 9 . 8. o efeito da variação do percentual de participação da controladora na controlada dentro de um mesmo exercício.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Todos os valores relativos ao lucro não realizado devem ser eliminados. a razão pela qual os componentes patrimoniais de uma ou mais controladas não foram avaliados pelos mesmos critérios utilizados pela controladora. o IPI e do Faturamento Bruto proporcionalmente a parcela não realizada. PESSOAL. 7. o ICMS. quando couber.000. 2.00 4. 5. englobando a participação direta e a indireta por intermédio de outras entidades controladas. 9.NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS As demonstrações contábeis consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas que contenham.00 3. e os respectivos esclarecimentos.6. bem como o percentual de participação da controladora em cada entidade controlada. a conciliação entre os montantes do Patrimônio Líquido e Lucro Líquido da controladora com montantes do patrimônio líquido ou prejuízo consolidados. a Receita Líquida.00 6. decorrentes dessa inclusão ou exclusão. 6.500. os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício ou período que tenham ou possam vir a ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas. as seguintes informações: 1.2. 10. do passivo e do resultado das entidades sob controle conjunto. aí incluídos o Custo dos Produtos Vendidos. É ISSO. Agora já podem fazer os exercícios e percebam que bastante teóricos! 24 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . os valores relativos a Receita Bruta. as denominações das entidades controladas incluídas na consolidação. os procedimentos adotados na consolidação.00 Crédito É interessante observar que se for efetuado o ajuste do Faturamento Bruto. a Receita Bruta. 11. Os ajustes a serem efetuados para eliminar esses valores na Demonstração Consolidada do Resultado serão os seguintes: Débito Faturamento Bruto a IPI a ICMS a CPV a Estoques (lucros não realizados) 28. o valor dos principais grupos do ativo.000. a base e o fundamento para a amortização do ágio ou deságio não absorvido na consolidação. do IPI. do ICMS e do CPV. as características principais das entidades controladas incluídas na consolidação.500. bem como os efeitos. nos elementos do Patrimônio Líquido e Resultado Consolidados.000. 3. a exposição dos motivos que determinaram a inclusão ou exclusão de uma entidade controlada durante o exercício.

000 130. de formação dos estoques e mantidos os mesmos credores b) De fornecedores. que também possuía 60% do capital da Cia XY. Em 31/12/19X1 os balanços patrimoniais da Cia. XY. LM 20.000 Estoques 45.000 200.000 20.000 25. Em 31.000 15.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-96-Esaf): Não devem integrar os Demonstrativos Consolidados os patrimônios de empresas controladoras nas quais: a) O controle seja apenas temporário b) O controle ocorra de forma integral c) Ocorra total dependência tecnológica d) Ocorra dependência financeira integral e) O controle seja permanente e total 02) (AFTN-96-Esaf): Para que os procedimentos de Consolidação das Demonstrações Contábeis dos conglomerados reflitam tecnicamente a relação do grupo para com terceiros.000 IMOBILIZADO LÍQUIDO 100.19x1 os balanços patrimoniais da Cia ABC e de suas controladas eram os seguintes : A empresa LM era subsidiária integral da Cia.000 TOTAL DO ATIVO 251.000 30. de estocagem de produtos e mantidos os mesmos credores d) Diretiva em todas as empresas do conglomerado com os mesmos diretores nas empresas e) De critérios e procedimentos contábeis entre as empresas consolidadas A empresa LM era subsidiária integral da Cia ABC.000 130. XY 60.000 100.000 10. de estocagem de produtos e utilizem os mesmos órgãos financiadores c) De políticas de compra e venda de produtos.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . ABC e de suas controladas eram os seguintes: Controladora Controlada Controlada ABC LM XY ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades 1.000 250.000 5. é importante seja mantida a uniformidade a) De políticas de captação de recursos.12.000 Valores a receber 25.000 10.000 35. ABC.000 54. que também possuía 60 % do capital da Cia.000 5.000 20.000 PASSIVO CIRCULANTE Valores a pagar PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos Bancários PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social TOTAL PASSIVO + PL 16.000 Participações societárias Cia.000 22.000 34.000 ATIVO PERMANENTE INVESTIMENTOS Participações Societárias Cia.000 30.

000 06) (AFTN-96-Esaf) Em 31.2.000 08) (AFTN-96-Esaf) O valor do Patrimônio Líquido Consolidado é: a) $ 200. por ocasião da Consolidação das Demonstrações Contábeis.500. 03) (AFTN-96-Esaf) O valor participações minoritárias é: a) $ 20.000 b) $ 70. a Cia.000 b) $ 224.000. Cia Solimões .500. o procedimento de eliminação do lucro não realizado intercompanhias seria : a) Terrenos a Lucros Não-Realizados Intercompanhias $ 3. obtendo um lucro na operação de $ 3.000.000 e) $ 25.000 e) $ 184. identifique as respostas das questões 03 a 08 .000 b) $ 200.000 c) $ 84.000 b) $ 240.000 05) (AFTN-96-Esaf) O valor consolidado do capital social do grupo era: a) $ 320.000 c) $ 300.12.19x1 as obrigações totais do grupo eram: a) $ 14. um imobilizado pelo valor de $ 15.000 26 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .12.000 de sua controladora .000 c) $ 100.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Outras informações: * o saldo das conta Valores a Pagar da Cia. Amazonas vende à vista para a sua subsidiária integral.000 d) $ 16.000 e) $ 51.000 b) $ 200. Com base nas informações anteriores.000 e) $ 120.000 d) $ 220.000 d) $ 164.12.19x1 a Cia. LM tinha a receber $.000 c) $ 234.12.000.000 d) $ 120.000 c) $ 300.000 apurado na consolidação dos demonstrativos para a 04) (AFTN-96-Esaf) Em 31. * em 31.000 b) $ 64. XY correspondia a operações de repasses financeiros realizadas com a controladora. 5.000 b) Resultado Operacional a Terrenos $ 3.500.19x1 o grupo tinha a receber de terceiros: a) $ 57.000 07) (AFTN-96-Esaf) O valor do Ativo Permanente Consolidado em 31.000 c) $ 34.000 d) $ 220. Em 31/12/19x2.19x1 era: a) $ 244.000 e) $ 100.000 d) $.000 09) (AFTN-96-Esaf) Em 10/10/19x2.000 e) $ 40.

deverá ser a) lançado contra estoques. exceto a) participações societárias de empresas não controladas e não pertencentes ao grupo b) lucro na venda de Ativos Imobilizados entre controladora e controlada c) investimento permanente da controladora na controlada d) lucro não realizado nas transações de mercadorias entre controladora e controlada e) contas a receber que representam contas a pagar na controlada 12) (AFTN-98-Esaf) O imposto de renda oriundo de lucro ainda não realizado. quando proveniente de transações de mercadorias b) considerado e pago quando for o caso c) eliminado para posterior tributação d) lançado contra impostos a compensar no Passivo Circulante e) lançado contra impostos a compensar no Exigível a Longo Prazo 13) (AFTN-98-Esaf) Na Consolidação de Demonstrações Financeiras.500. referente a operações efetuadas entre as empresas em consolidação. o ágio oriundo de investimento de controladora em controlada avaliado pelo método da equivalência patrimonial deverá ser a) eliminado proporcionalmente à participação da controladora na controlada b) eliminado na consolidação não aparecendo na demonstração consolidada c) mantido na consolidação e aparecendo na demonstração consolidada d) transferido para conta de receita no resultado da controladora e) transferido ao Lucros e Perdas do Balanço consolidado 14) (AFRF-2001-Esaf) No processo de elaboração da consolidação das demonstrações não são excluídos os(as): a) lucros não realizados decorrentes de operações de venda de ativos entre as empresas do grupo b) vendas de qualquer natureza realizadas entre a empresa controlada e sua controladora c) dividendos recebidos por conta de participações societárias avaliadas por equivalência patrimonial d) receitas auferidas por conta de juros cobrados em contrato de mútuo realizado entre empresas do grupo e) vendas de serviços realizadas entre a empresa controladora e suas controladas 15) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 247/96.000 $ 3. deverão ser a) deduzidas do valor do investimento no Ativo Permanente b) acrescidas ao valor do investimento no Ativo Permanente c) consolidadas sem qualquer referência especial d) segregadas em conta específica no Ativo Permanente e) segregadas em conta específica fora do Patrimônio Líquido consolidado 11) (AFTN-98-Esaf) Na consolidação dos Balanços de Controladora e Controlada todos os itens abaixo deverão ser excluídos.000 10) (AFTN-98-Esaf) As participações de acionistas minoritários ou não controladores.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) Lucro na Alienação de Imobilizados a Terrenos d) Terrenos a Lucros na Alienação de Imobilizados e) Terrenos a Ajustes de Lucros Não-Realizados Intercompanhias $ 3. quando da consolidação. poderão ser excluídas da obrigatoriedade de Consolidação de Demonstrações Financeiras: a) todas as companhias abertas que tiverem mais de 30% do seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas b) sociedades controladas que apresentarem efetivas e claras evidências de perda de continuidade INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 .000 $ 3.500.500.

por R$ 140.000 17) (AFRF-2001-Esaf) O valor do Custo das Vendas Consolidado é de: a) 30. na ordem de R$ 20.000 Contas a Receber intercompanhias 140.000 II – Demonstrações do Resultado de Exercício: Demonstração de Resultados Controladora .000 120.000 Patrimônio Líquido Capital 500.00.000 b) 170.000 c) 10.00.000 35.000.000 Custo das Vendas (70.000 Lucros Acumulados 30. • A controlada B vendeu para a controladora A.000 40.000 Imobilizado 350.000 Total do Ativo 760.000 Estoques 70.000 28 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .000 Resultado da equivalência 20.000 Passivo + Patrimônio Líquido Passivo Fornecedores terceiros 50.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) sociedades controladas que apresentarem efetivas e claras evidências de manutenção da continuidade d) todas as companhias abertas que tiverem menos de 30% do seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas e) sociedades controladas que não se configurem como parte relacionada e não operem com a controladora Tomando como base unicamente as informações a seguir.000 125.000 Investimentos na controlada B 125.000 Fornecedores intercompanhias 140.000 Contas a Receber terceiros 120. mercadorias que lhe custaram R$ 100.B Vendas 80.00.000) Lucro Bruto 10. pela controlada B.B Ativo Disponível 95.000 e) 50. • No período foram distribuídos dividendos.000 III – Outras informações adicionais: • A controladora A constituiu a controlada B da qual tem 100% do capital.000 140. responda às questões de 16 a 23. 16) (AFRF-2001-Esaf) O valor do Lucro Bruto Consolidado é de: a) 30.A Controlada .000 40.000.000 125. I – Balanço Patrimonial: Controladora .000 Lucro Líquido 30.000 Total Passivo e Patrimônio Líquido 760.000 55.A Controlada .000 b) 20.000 20.000 d) 40.000. • A Controladora A vendeu metade dos estoques comprados da controlada B pelo preço de R$ 80.000 20.000 320.000 320.000) (100.000.00.000 Outras contas a pagar 40.

000 c) 255.000 23) (AFRF-2001-Esaf) Receber é a) 120. o valor total das Contas a 24) (AFRF-2002-Esaf) No processo de consolidação.000 b) 815.000 19) (AFRF-2001-Esaf) No processo de consolidação das demonstrações contábeis.080. o valor total das Exigibilidades é: a) 95.000 d) 80.000 c) 120.000 c) 30. o valor dos Lucros Acumulados é: a) 80.000 d) 30.000 b) 20.000 e) 700.000 d) 40.000 b) 140. a participação societária dos acionistas não pertencentes ao grupo deve ser evidenciada como: a) Patrimônio Líquido b) Ativo c) Passivo d) Receitas e) Reservas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 .000 18) (AFRF-2001-Esaf) O valor das Receitas de Vendas Consolidadas é de: a) 220.000 50. o valor total do Ativo é: a) 795.000 d) 720.000 e) 20.000 20) (AFRF-2001-Esaf) Após a consolidação dos Balanços.000 e) 140.000 22) (AFRF-2001-Esaf) Após a consolidação dos Balanços.000 100.000 b) 265.000 21) (AFRF-2001-Esaf) Após a consolidação dos Balanços.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) d) e) 70.000 e) 295.000 e) 10.000 b) 40.000 c) 260.000 c) 1.000 Após a consolidação dos Balanços. o valor do lucro não-realizado é: a) 50.000 b) 80.000 d) 170.000 e) 50.000 d) 140.000 c) 50.

00 de fios elétricos para reformar suas instalações.A. b) Exclusão de saldos de ativos e passivos em aberto de operações realizadas entre controladas e a controladora. Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício e Demonstração Consolidada das Origens e Aplicações de Recursos. tendo.000. são: a) Demonstração Consolidada dos Fluxos dos Caixas.. Demonstração Consolidada das Mutações Patrimoniais e Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. indique aquele que não corresponde ao processo contábil de elaboração das demonstrações consolidadas. c) excluir o Imposto de Renda e manter a contribuição social como despesa do período.A. d) Valores não realizados existentes nos ativos decorrentes de operações de compra e venda de ativos intercompanhias. mesmo que este fato represente melhoria na qualidade da informação produzida. Pressupondo que este lucro será eliminado e nunca mais realizado. Balanço Patrimonial Consolidado. e) Demonstração Consolidada da conta Lucros/Prejuízos Acumulados. e) Operações de vendas efetuadas entre as empresas do grupo que efetuará a consolidação. 28) (AFRF-2002-2-Esaf)Dos procedimentos listados a seguir. c) Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. podese: a) eliminar agora o Imposto de Renda e a contribuição social sobre ele incidente. possui investimentos na empresa Oiapoque S. Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial Consolidado. Balanço Patrimonial Consolidado e Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. d) utilizar demonstrações contábeis de coligadas e controladas elaboradas até 90 dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora. a) Eliminação das despesas e receitas de variação cambial efetuadas com instituições financeiras indicadas pela controladora. b) utilizar demonstrações contábeis e do patrimônio líquido das investidas apuradas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. a obrigatoriedade de efetuar a consolidação. c) compensar quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros ativos ou passivos mesmo na inexistência de direito de compensação. 29) (AFRF-2003) A empresa Chuí S. Demonstração Consolidada dos Fluxos dos Caixas e os Fluxos dos Caixas de cada uma da empresas componentes do grupo. c) Valores de despesas e receitas de prestação de serviços realizados entre empresas do grupo. e) eliminar saldos de quaisquer contas de ativas e passivas resultantes de transações das sociedades incluídas na consolidação. a investidora deve: a) em nenhuma hipótese utilizar períodos contábeis não idênticos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 25) (AFRF-2002-Esaf) As demonstrações contábeis consolidadas. b) excluir definitivamente o Imposto de Renda e a contribuição social pois não são devidos. 30 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . No ano de 2002 a empresa Chuí adquiriu da empresa Oiapoque R$100. d) Demonstração Consolidada das Origens e Aplicações de Recursos. exigidas nos termos da Instrução CVM 247/96. de acordo com as determinações da Lei das Sociedades por Ações. Demonstração Consolidada das Mutações Patrimoniais. 26) (AFRF-2002-Esaf) O saldo em aberto de operações de repasse de recursos efetuadas da controladora para as controladas e coligadas por ocasião da elaboração da consolidação dos balanços será: a) avaliado b) realizado c) incorporado d) anulado e) registrado 27) (AFRF-2002-2-Esaf)Para a elaboração das Demonstrações Contábeis Consolidadas. b) Balanço Patrimonial Consolidado.

os investimentos cuja inclusão possam provocar distorção na representação patrimonial e financeira do grupo. Considerando uma alíquota de 25% de Imposto de Renda e 9% da Contribuição Social.500. a lei tornou obrigatória a publicação. Nesse caso. 30) (AFRF-2003) A empresa Fortaleza S. e) Débito de Ativo Realizável a Longo Prazo e Crédito de Passivo Circulante no valor de R$ 2. b) Débito de Lucros Acumulados e Crédito do Passivo Circulante no valor de R$ 3. mercadorias para revenda no valor de R$ 10.404/1976) e os atos normativos da CVM. entretanto. a propósito da consolidação de demonstrações financeiras e outros aspectos relativos às demonstrações contábeis. informações relativas a aquisição de debêntures de emissão própria e a política de reinvestimentos de lucros e distribuição de dividendos constantes no acordo de acionistas.A.A.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia d) manter o Imposto de Renda e eliminar a contribuição social das demonstrações.400.A.000. pois o Imposto de Renda e a Contribuição Social são despesas do Período. d) Débito no Passivo Circulante e Crédito nos Lucros Acumulados no valor de R$ 3. relativo ao Imposto de Renda e à Contribuição Social.00. 36) (Petrobras-CESPE-2004) Para as companhias abertas e para as instituições financeiras. a) Nenhum. totalizando 34%. marque (C) para CERTO e (E) para ERRADO nas questões nºs 31 a 48.000.00. sendo proibida.00. 31) (INSS-CESPE-2003) A consolidação de demonstrações financeiras só é obrigatória para os casos de grupos empresariais que se constituírem formalmente em grupos de sociedades na forma das sociedades anônimas (S.400.400. independentemente de serem ou não companhias abertas.00. c) Débito no Ativo Circulante e Crédito nos Lucros Acumulados no valor de R$ 3. No ano de 2002 a empresa Fortaleza comprou da empresa Rio Branco S. o investimento excluído deve ser avaliado pelo método de equivalência patrimonial (MEP) e ser objeto de nota explicativa que explique as razões que determinaram a exclusão. e ainda que a sociedade de comando não seja uma S. e) manter o Imposto de Renda e a contribuição social pois ambos são despesas do período.000. Com base no que dispõe a Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6. que são obrigatórias para as companhias abertas e para os referidos grupos de sociedades. entre outras. 32) (INSS-CESPE-2003) Deve-se excluir das demonstrações consolidadas.). a exclusão de qualquer uma dessas empresas sem anuência prévia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).000. pois somente o Imposto de Renda deve ser eliminado. que ainda permanecem em seus estoques.00.A.000. 34) (Petrobras-CESPE-2004) As demonstrações consolidadas devem incluir todas as empresas controladas. não poderão substituir o que é intrínseco às demonstrações. 33) (Petrobras-CESPE-2004) As companhias abertas são obrigadas a publicar o relatório da administração que deve conter. consolida em suas demonstrações financeiras a empresa controlada Rio Branco S. dos pareceres de Conselho Fiscal e de auditores independentes registrados na CVM. inclusive com o uso de notas explicativas que.000. sempre com a anuência prévia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). em qualquer situação. 35) (Petrobras-CESPE-2004) As companhias fechadas e os conjuntos de sociedades que não estejam enquadradas na definição legal de grupos de sociedades estão dispensados da elaboração e da divulgação das demonstrações contábeis consolidadas. juntamente com as demonstrações financeiras exigidas. indique o lançamento a ser efetuado no Balanço Patrimonial Consolidado. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .A. 37) (Petrobras-CESPE-2004) O grau de evidenciação das demonstrações contábeis deve propiciar o suficiente entendimento do que cumpre demonstrar.

deduzido do eventual saldo de prejuízos acumulados. no grupo despesas e receitas financeiras. sem transitar pelo resultado do exercício. assim. antes de se apurar o lucro líquido do exercício. a demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL). ficam obrigadas a efetuar a reversão do seu valor. quando for o caso. o aumento do custo de aquisição até o limite de valor do mercado. não relativas ao investimento dos acionistas. em uma de suas colunas. sendo admitido. a preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. é o lucro líquido. para fins de dedutibilidade fiscal. e antes das participações. a não ser que existam fortes razões para não fazê-lo. exerce o comando direto sobre a outra entidade. os saldos de depósitos bancários em outros países devem ser convertidos em moeda nacional. os resultados devem ser incluídos proporcionalmente às percentagens de participação. as empresas que tiverem contabilizado tais juros como despesa financeira. ou seja. Assim. sendo suficiente e admitido para esse procedimento tão-somente a adoção da taxa cambial de compra corrente da data do balanço. período por período. 43) (Petrobras-CESPE-2004) A princípio todo o resultado do exercício deve ser distribuído aos acionistas. em conta segregada. 40) (Petrobras-CESPE-2004) A consolidação é o processo de agregar saldos de contas e (ou) de grupo de contas de mesma natureza. quando detém a maioria do capital votante da mesma ou exerce o comando indireto. devem ser registradas como despesas da empresa. a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (DLPA). sem prévia autorização da CVM. dispensadas da elaboração e da publicação da DLPA em separado. 39) (Petrobras-CESPE-2004) Quando a participação percentual da controladora no capital da controlada variar durante o exercício. antes do saldo da conta de lucro ou prejuízo do exercício. 32 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . porém. 46) (Petrobras-CESPE-2004) A variação cambial correspondente ao ajuste do saldo em moeda nacional à taxa de câmbio utilizada na data da conversão deve ser contabilizada em resultado do exercício. uma entidade é controladora de outra. ainda que temporariamente. para esse registro. assinale a opção correta. na última linha da demonstração do resultado. antes do imposto de renda e da contribuição social. as razões para a retenção do lucro devem ser suficientes para justificar a não-distribuição. ou não. Esses ajustes e eliminações são realizados mediante lançamentos efetuados na escrituração da entidade controladora. ficando. 44) (Petrobras-CESPE-2004) As participações nos lucros atribuídas a terceiros. que deverá conter. a) Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas. 42) (Petrobras-CESPE-2004) Os juros sobre o capital próprio devem ser contabilizados como destinação dos lucros. quando dispõe de outras condições que lhe assegurem. de eliminar saldos de transações e de participações entre entidades que formam o conjunto e de segregar o interesse de minoritários. A base de cálculo legal para apuração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 38) (Petrobras-CESPE-2004) Para efeito de consolidação das demonstrações contábeis. 47) (CESPE/Unb-INMETRO-2001) Acerca de consolidação de demonstrações contábeis. além de serem devidamente evidenciadas em nota explicativa. as sociedades controladas com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. a valores de liquidação. juntamente com as demais demonstrações societárias obrigatórias. diretamente na conta lucros acumulados. Nesse caso. 41) (Petrobras-CESPE-2004) As companhias abertas são obrigadas a elaborar e publicar. 45) (Petrobras-CESPE-2004) No balanço.

o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método de custo. D) III e V. decorrentes de transações entre as sociedades excluídas na consolidação. V . I . IRRF.A provisão para devedores duvidosos contabilizada em determinado período pode ser deduzida imediatamente para fins de cálculo do lucro real. E) IV e V. poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos. C) II e III.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) No balanço patrimonial consolidado. IV . b) I e IV. e) No processo de consolidação das demonstrações contábeis. III . d) Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas. 48) (CESPE/Unb-INMETRO-2001) Com referência ao PIS/PASEP. será também considerada justificável a exclusão de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas.A provisão para contingências só será dedutível na apuração do lucro real e constituirá base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido no pagamento ou na liquidação do passivo. Estão certos apenas os itens a) I e II. imposto de renda das pessoas jurídicas e contribuição social sobre o lucro líquido. depois de deduzidos os valores de IPI e ICMS. a investidora deverá excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas. II .E 34 – E 39 – C 44 – C 05 – B 10 – E 15 – B 20 – A 25 – B 30 . julgue os itens abaixo.O PIS/PASEP e COFINS incidem sobre a receita de vendas das empresas. mesmo antes do reconhecimento da perda efetiva do recebível.O IRRF sobre aplicações financeiras pago pelas empresas só pode ser utilizado para dedução do imposto devido em cada mês no exercício seguinte ao de sua retenção. GABARITO 01 – A 06 – C 11 – A 16 – A 21 – D 26 – D 31 – E 36 – E 41 – C 46 – C 02 – E 07 – D 12 – C 17 – E 22 – B 27 – E 32 – C 37 – C 42 – C 47 – A 03 – E 08 – A 13 – C 18 – B 23 – A 28 – A 33 – C 38 – E 43 – C 48 – E 04 – A 09 – C 14 – C 19 – B 24 – C 29 . c) Nas demonstrações contábeis consolidadas. por variação do percentual de participação. COFINS.C 35 – C 40 – E 45 – E INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . é uma receita não-tributável para fins de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido. mesmo que não exista direito de compensação.O ganho de equivalência patrimonial não-operacional.

a concentração e a desconcentração de empresas. devendo obter o INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . incorporam ou são incorporadas. diretamente da companhia emissora. objetivando minimizar a carga tributária. entre outros. o processo de reorganização societária envolve a transformação. carecendo para tanto. no art. AFPS. INTRODUÇÃO Com o advento da nova ordem econômica mundial . fusão ou cisão envolverem companhia aberta. Descentralização administrativa ou concentração administrativa. Trataremos. pois é nesses termos que o assunto é cobrado nos principais concursos. 2. sociedades são transformadas. incorporação. as ações que lhes couberem. A incorporação. as sociedades comerciais ou com fins lucrativos necessitam se adaptar a essa realidade para que possam competir nesse mercado turbulento. Assim. O tema é. prevê três formas de concentração societária com tratamento jurídico próprio: A Incorporação. as formas de dissolução e os consórcios de empresas. 223. cobrado em concursos de nível superior como AFRF. do processo de reorganização societária decorrente das operações de transformação. muitas vezes. fusão ou cisão podem ser operadas entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverão ser deliberadas na forma prevista para a alteração dos respectivos estatutos ou contratos sociais. de reorganização da sua estrutura societária. Afastar divergência entre acionistas. dividem-se ou simplesmente vendem ou encerram atividades de unidade fabril ou divisão de produtos. Analista de diversos órgãos. FORMAS DE CONCENTRAÇÃO A Lei das sociedades anônimas. O planejamento fiscal. Melhorar a imagem da empresa perante a opinião pública. fundidas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia REORGANIZAÇÃO DE SOCIEDADES 1. 223. por diversas razões. as sociedades que a sucederem serão também abertas. § 1º Nas operações em que houver criação de sociedade serão observadas as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo. Reorganizações societárias são procedimentos esporádicos através dos quais. As principais razões que levam as sociedades a se reorganizar são: A busca de competitividade no mercado em face da conjuntura socioeconômica. fusão e cisão de empresas. portanto. fundidas ou cindidas receberão. § 3º Se a incorporação. Fusão e Cisão: Art.a globalização da economia -. § 2º Os sócios ou acionistas das sociedades incorporadas. freqüentemente.

no prazo máximo de cento e vinte dias. pois ele estabelece que os preceitos a obedecer na transformação são os que regem a constituição e o registro do tipo societário a ser adotado pela sociedade. o que caracteriza o processo de transformação é a passagem da sociedade de um tipo societário para outro. Caso não obtenha esse registro. mediante reembolso do valor das suas ações (art. A lei. que é de fundamental importância. 220. A primeira vista. contados da data da assembléia-geral que aprovou a operação. a operação parece ser muito simples. nos trinta dias seguintes ao término do prazo nele referido. Pela norma esculpida no parágrafo 3º. observando as normas pertinentes baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários. isto é. de um tipo para outro. percebe-se que a reorganização societária envolvendo Sociedade Anônima de capital aberto (ações negociadas em bolsa de valores) a sociedade resultante também será aberta e deve providenciar na obtenção do respectivo registro em até 120 dias. Entretanto. a lei impõe alguns freios à sua efetivação. passando. pois estabelece que deve haver o consentimento de todos os sócios ou acionistas. Quando do processo de reorganização resultar sociedade nova. Não se trata de concentração de sociedades. 3. independentemente de dissolução e liquidação. de LTDA para Sociedade Anônima e vice-versa. visto que muda apenas a sua forma jurídica. percebe-se que o processo de reorganização pode envolver sociedades de diversos tipos societários.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia respectivo registro e. Vale dizer. Ressalva. a aprovação de forma linear pelos sócios ou acionistas quando haja expressa disposição nos atos constitutivos no sentido de possibilitar a transformação. 137. 220. no art. se determinado estatuto estabelece que poderá ser alterado somente com a aprovação unânime dos integrantes do quadro social é dessa forma que o processo de reorganização deve ser conduzido. pode ela mudar de tipo. Pela leitura do dispositivo legal. se a sociedade resultante for uma sociedade de capital aberto. esta deverá ser constituída conforme os preceitos legais para o tipo societário resultante adotado. dar-se-á aos acionistas o direito de retirarem-se da companhia. além das Instruções pertinentes ao assunto emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É interessante a regra contida no parágrafo único do art. ou não observe o prazo para a obtenção. § 4º O descumprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista direito de retirar-se da companhia. se a sociedade passar de Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada para Sociedade Anônima. no entanto devem observar as formas de alteração dos atos constitutivos de cada tipo societário. a deliberação deve ocorrer conforme disposto em contrato social ou estatuto. se for o caso. todo procedimento deverá ser o estabelecido na Lei nº 6. promover a admissão de negociação das novas ações no mercado secundário. TRANSFORMAÇÃO Após constituída uma sociedade sob determinado tipo societário. Assim. contudo. Portanto. isto é. o estatuto ou o contrato social da sociedade podem prever que a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . observado o disposto nos §§ 1º e 4º do art. por exemplo. 45). define a transformação com o seguinte contexto: A transformação é a operação pela qual a sociedade passa.404/76.

222. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia. no contrato social. 220. (Lei das S. Parágrafo único. com as mesmas garantias que o tipo anterior de sociedade lhes oferecia. Os sócios podem renunciar. A transformação é a operação pela qual a sociedade passa. de um tipo para outro. de má fé. com mais razão o fez em relação aos credores quando estipula. se o estabelecido na lei não for observado. 223 a 234 da Lei n° 6. no parágrafo único do art. independentemente do tipo societário adotado. que continuarão. por transformação. Parágrafo único. se o pedirem os titulares de créditos anteriores à transformação. utilizem o processo de transformação envolvendo ou responsabilizando terceiros em futuro processo de falência. Art. e somente a estes beneficiará. estabelecendo que se os credores do tipo anterior pedirem a falência da sociedade. devendo o tipo resultante oferecer as mesmas garantias do tipo anterior à satisfação integral dos créditos anteriores à transformação. podendo se beneficiar do processo de reorganização qualquer empreendimento empresarial. em caso algum. A transformação não prejudicará. As operações de concentração e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Parágrafo único. independentemente de dissolução e liquidação. 222. no tipo anterior. antes da transformação. Para evitar que pessoas. 221. que a transformação jamais prejudicará o direito dos credores. ASPECTOS LEGAIS NA INCORPORAÇÃO. também impôs um limite. fusão ou cisão é regido pelos arts. até o pagamento integral dos seus créditos. Deliberação Art. a eles estariam sujeitos.) Ressalte-se que. é assegurado ao sócio ou acionista dissidente o direito de retirar-se da sociedade com o devido reembolso das ações ou quotas a que faça jus. CISÃO E FUSÃO O processo de reorganização societária envolvendo as operações de incorporação. salvo se prevista no estatuto ou no contrato social. se uma sociedade que antes da transformação conferia responsabilidade ilimitada aos sócios e se esta sociedade adotou. A transformação obedecerá aos preceitos que regulam a constituição e o registro do tipo a ser adotado pela sociedade. Direito dos Credores Art. Assim. 222. os que eram sócios ao tempo em que surgiram as obrigações. de forma ilimitada em caso de dissolução ou insolvência da sociedade de tipo diferente decorrente da transformação. estes continuarão a responder pelas obrigações assumidas pela sociedade. no art. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. A falência da sociedade transformada somente produzirá efeitos em relação aos sócios que. o estatuto legal. os direitos dos credores. ou seja. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. Porém.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresa será passível de transformação.404/76. tais procedimentos não são vedados a outros tipos de empresas. tipo societário que restrinja a responsabilidade dos sócios ou acionistas. estabelecendo inclusive o forme de sua operacionalização. Se a lei assegurou garantias aos sócios ou acionistas. 4. responderão pelo processo os sócios anteriores ao tipo resultante. não presente no contrato social ou estatuto previsão de transformação. embora a lei regente das operações envolvendo reorganização societária seja a das sociedades por ações.As.

§1° . no caso de cisão. fusão ou cisão constarão de protocolo firmado pelos órgãos da administração ou dos sócios das empresas interessadas no processo. mediante reembolso do valor das suas ações (art. as ações que lhes couberem. tanto para as sociedades por ações quanto para as sociedades constituídas por quotas de responsabilidade limitada (Ltda. As condições da incorporação. II . O protocolo ou proposta de incorporação. 223 . pelos acionistas ou sócios dessas mesmas sociedades. as sociedades que a sucederem serão também abertas. as condições de incorporação. contados da data da assembléia-geral que aprovou a operação. O descumprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista direito de retirar-se da companhia. fusão e cisão deve apresentar os elementos constantes no artigo 224 da Lei n° 6. espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição. que: Art.) ou outra forma jurídica adotada. e parágrafos. fusão ou cisão. § 3º. no prazo máximo de cento e vinte dias. fundidas ou cindidas receberão.o número. PROTOCOLO Segundo a Lei das Sociedades por Ações. fusão ou cisão envolverem companhia aberta. devendo ser. em assembléia.1. O protocolo é basicamente uma proposta ou contrato firmado pelos órgãos da administração ou pelos sócios das empresas que integrarão o processo de incorporação. diretamente da companhia emissora. ao prescrever no artigo 223. serão observadas as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo. Se a incorporação. 45). INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia desconcentração de pessoas jurídicas são igualmente importantes. se for o caso. observando as normas pertinentes baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). ao regulamentar as operações de incorporação.404/76. promover a admissão de negociação das novas ações no mercado secundário. nos trinta dias seguintes ao término do prazo nele referido. posteriormente. deixou de ser uma lei específica para as sociedades por ações. devendo obter o respectivo registro e. que incluirá: I . 4. (Grifou-se).Nas operações em que houver criação de sociedades. fusão ou cisão. 224.os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio. observado o disposto nos §§ 1º e 4º do art. fusão ou cisão com incorporação em sociedade existente constarão de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou sócios das sociedades interessadas. § 4º.Os sócios ou acionistas das sociedades incorporadas. 137.A incorporação. fusão ou cisão podem ser entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverão ser deliberadas na forma prevista para a alteração dos estatutos ou contratos sociais. A Lei 6. §2° . objeto de deliberação.404/76: Art.

A sociedade que tiver patrimônio absorvido por outra deverá levantar balanço específico para esse fim. que tem fim especial. no qual os bens e direitos serão avaliados pelo valor contábil ou de mercado. 225. a data a que será referida a avaliação. Assim. fusão e cisão serão submetidas à deliberação da assembléia geral das companhias interessadas mediante justificação. que deverão ser aprovados para efetivar a operação. VII . A Lei n° 6. Os aspectos que constarão da justificativa estão previstos nos incisos I a IV. que devem ser submetidas à deliberação da assembléia geral. V . a forma de apurar o valor do acervo líquido tomado no processo de incorporação. Tampouco devemos confundir a avaliação aqui tratada com o processo de reavaliação de ativos.os motivos ou fins da operação.as ações que os acionistas preferenciais receberão e as razões para a modificação dos seus direitos. dos dois o menor.todas as demais condições a que estiver sujeita a operação.o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação. segundo espécies e classes das ações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia III . fusão ou cisão é opcional: contábil ou mercado. do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir. e o tratamento das variações patrimoniais posteriores. 4.404/76.a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . na qual serão expostos: I . exige laudo pericial. cujo fim é ajustar os elementos patrimoniais o mais próximo possível ao valor de mercado ou de reposição no estado em que se encontram os bens. ou de alterações estatutárias. IV . no seu artigo 226. do art. após a operação. com a dos ativos. nos termos do art. JUSTIFICAÇÃO A justificação ou justificativa vem a ser a exposição de motivos e finalidades da incorporação. Parágrafo único. Também se evidencia o interesse das sociedades no processo. II .o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes. fusão ou cisão. para avaliação dos ativos das sociedades envolvidas no processo de reorganização. e o interesse da companhia na sua realização.os critérios de avaliação do patrimônio líquido.404/76: Art.a composição. IV . VI . se prevista. cujo fim é a demonstração do Balanço Patrimonial em que a regra é: custo ou mercado. na mesma data e com os mesmos critérios de avaliação para todas as empresas envolvidas no processo. Os valores sujeitos a determinação serão indicados por estimativa.2. 225 da Lei nº 6. 8º da lei. As operações de incorporação. É necessário que fiquemos atentos a esse fato. III .o projeto ou projetos de estatuto. pois não devemos confundir essa avaliação.

devem ser de no mínimo iguais ao capital social a realizar. quando uma das sociedades fundidas for proprietária de ações ou quotas de outra. 137 da Lei nº 6. 226. será contado a partir da INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . As ações ou quotas do capital da sociedade a ser incorporada que forem de propriedade da companhia incorporadora poderão. conforme dispuser o protocolo de incorporação. até o limite dos lucros acumulados e reservas. FORMAÇÃO DO CAPITAL Pelo que dispõe no art. igual ao montante do capital a realizar. previsto no art. Art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4. o prazo para exercício do direito de retirada. e de cisão com incorporação. quando há passivo a descoberto. quando a companhia que incorporar parcela do patrimônio da cindida for proprietária de ações ou quotas do capital desta. observado o limite de lucros acumulados e de reservas de lucros originárias de ato voluntário da sociedade. Este reembolso deve ser reclamado à companhia no prazo de trinta dias contados da publicação da ata da assembléia-geral. Para o acionista dissidente o direito de retirada começa a fluir a partir da publicação da ata da assembléia que aprovar o protocolo. excetuando-se. é vedada. A deliberação sobre a fusão da companhia ou sua incorporação em outra está sujeita à aprovação de acionistas que representem metade.404/76. inciso II. visto que estará adquirindo ações de sua própria emissão. das ações com direito a voto. exceto a legal. no mínimo.4. fusão e cisão somente poderão ser efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados determinarem que o valor do patrimônio ou patrimônios líquidos a serem vertidos para a formação de capital social é. Art. Quando a sociedade incorporadora for titular de parcela das ações ou quotas da sociedade incorporada. o pagamento só será efetivado caso a operação seja de fato concretizada. o valor representativo dessa participação poderá ser extinto ou substituído por ações em tesouraria. para a formação do capital social da companhia sucessora. 226. denota-se que a participação em processo de reorganização de sociedades. Compete aos peritos avaliadores a incumbência de certificarem a satisfação dessa condição. Pode o estatuto estabelecer quorum maior quando não tiver ações negociadas em bolsa ou no mercado de balcão. a seguir transcrito. DIREITO DE RETIRADA NO PROCESSO DE REORGANIZAÇÃO O direito de retirada de acionista de companhia está previsto no art. 230. 4. 137. § 1º.3. § 2º. ou substituídas por ações em tesouraria da incorporadora. Dentre os motivos arrolados naquele dispositivo constam a incorporação e a fusão de sociedades. O acionista dissidente tem direito de retirar-se da companhia. mediante reembolso do valor das ações. O disposto no § 1º aplicar-se-á aos casos de fusão. Os patrimônios ou os patrimônios líquidos a serem vertidos. ser extintas. a reserva legal. para esse fim. As operações de incorporação. Nos casos de incorporação ou fusão. ao menos. Entretanto.

e escolhidos pela Assembléia-geral em deliberação tomada por maioria absoluta de votos. nos casos previstos em lei. 45. não se computando os votos em branco. e nesse caso as ações reembolsadas ficarão em tesouraria. determina que: Reembolso Art. exceto a legal. ao tratar do reembolso. e os rateios que lhes couberem serão imputados no INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . Nesse caso. este considerar-se-á reduzido no montante correspondente. § 1º O estatuto pode estabelecer normas para a determinação do valor de reembolso. § 7º Se sobrevier a falência da sociedade. no prazo de cento e vinte dias. cumprindo aos órgãos da administração convocar a assembléia-geral.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia publicação da ata que aprovar o protocolo ou justificação. somente poderá ser inferior ao valor de patrimônio líquido constante do último balanço aprovado pela assembléiageral. os acionistas dissidentes. mas o pagamento do preço de reembolso somente será devido se a operação vier a efetivar-se Parágrafo único. o direito a um voto. dentro de cinco dias. dias a contar da data da deliberação da assembléia-geral. credores pelo reembolso de suas ações. independentemente de sua espécie ou classe. mediante laudo que satisfaça os requisitos do § 1º do art. a companhia pagará imediatamente 80% (oitenta por cento) do valor de reembolso calculado com base no último balanço e. O prazo para o exercício desse direito será contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o protocolo ou justificação da operação. § 3º Se o estatuto determinar a avaliação da ação para efeito de reembolso. serão classificados como quirografários em quadro separado. pela diretoria. a contar da publicação da ata da assembléia. respectivamente. o valor será o determinado por três peritos ou empresa especializada. será facultado ao acionista dissidente pedir. para tomar conhecimento daquela redução. que. cabendo a cada ação. O reembolso é a operação pela qual. levantado o balanço especial. entretanto. observado o disposto no § 2º. § 4º Os peritos ou empresa especializada serão indicados em lista sêxtupla ou tríplice. O art. § 2º Se a deliberação da assembléia-geral ocorrer mais de 60 (sessenta) dias depois da data do último balanço aprovado. juntamente com o reembolso. a ser apurado em avaliação (§§ 3º e 4º). 45 da mesma lei. mas o pagamento do preço de reembolso somente será devido se a operação vier a efetivar-se. se não houver. 8º e com a responsabilidade prevista no § 6º do mesmo artigo. se estipulado com base no valor econômico da companhia. pagará o saldo no prazo de 120 (cento e vinte). levantamento de balanço especial em data que atenda àquele prazo. pelo Conselho de Administração ou. § 6º Se. não forem substituídos os acionistas cujas ações tenham sido reembolsadas à conta do capital social. § 5º O valor de reembolso poderá ser pago à conta de lucros ou reservas. a companhia paga aos acionistas dissidentes de deliberação da assembléiageral o valor de suas ações.

já se houver efetuado. depois de pagos os primeiros. A incorporação. 4. As quantias assim atribuídas aos créditos mais antigos não se deduzirão dos créditos dos ex-acionistas. decairá do direito o credor que não o tiver exercido. DIREITO DOS CREDORES NA INCORPORAÇÃO E FUSÃO O credor anterior a operação de incorporação e fusão. fusão ou cisão de Sociedades Anônimas com debêntures em circulação somente poderá efetivar-se após aprovado em assembléia de debenturistas convocada com esse fim. Até 60 (sessenta) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação ou a fusão. estes não tiverem sido substituídos. § 8º Se. caberá ação revocatória para restituição do reembolso pago com redução do capital social.5. a responsabilidade pela satisfação da obrigação será solidária entre a sociedade cindida e as sucessoras. Para evitar esse percalço. Será dispensada a aprovação pela assembléia se for assegurado aos debenturistas que o desejarem. DIREITO DOS DEBENTURISTAS NA REORGANIZAÇÃO O processo de incorporação. e por ela prejudicado. essa faculdade só se aplica em caso de ocorrer a falência da sociedade incorporadora dentro dos mesmos 60 dias da incorporação. 4. O prazo fatal para o exercício deste direito se extingue 60 dias depois de publicados os atos da definitividade da operação. se assegurado pela ata que publicar a operação de reorganização. quando ocorrer a falência. na mesma proporção. Porém. o reembolso dos ex-acionistas. Porém.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia pagamento dos créditos constituídos anteriormente à data da publicação da ata da assembléia. à conta do capital social. o credor anterior por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anulação da operação. tem direito de pleitear a anulação judicial da operação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . 232. os credores anteriores poderão pedir a separação dos patrimônios para que os seus créditos sejam satisfeitos pelo patrimônio da sociedade devedora original. Em caso de falência da sociedade incorporadora. a sociedade cindida e as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelo resgate das debêntures.6. poderá ser dispensada essa formalidade. o resgate das debêntures no prazo mínimo de 6 meses. fusão ou cisão da companhia emissora de debêntures em circulação dependerá da prévia aprovação dos debenturistas. A restituição será havida. findo o prazo. de todos os acionistas cujas ações tenham sido reembolsadas. e a massa não bastar para o pagamento dos créditos mais antigos. Art. § 1º. o resgate das debêntures de que forem titulares. Entretanto. § 2º. Art. isto é. a companhia poderá consignar em pagamento a importância que prejudicará a anulação ou poderá oferecer garantia à execução o que suspenderá a anulação do ato. 231. até a concorrência do que remanescer dessa parte do passivo. No caso do § 1º. reunidos em assembléia especialmente convocada com esse fim. durante o prazo mínimo de 6 (seis) meses a contar da data da publicação das atas das assembléias relativas à operação. pela devedora de antes do processo de reorganização. que subsistirão integralmente para serem satisfeitos pelos bens da massa.

Art. mediante notificação às sociedades participantes do processo. suspendendo-se o processo de anulação. desde que notifique a sociedade no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação dos atos da cisão. nesse caso. A certidão. a falência da sociedade incorporadora ou da sociedade nova. da sucessão. anteriores à cisão. 4. quando a versão do patrimônio não for total. 4. § 2º. afastando a solidariedade com as demais sociedades envolvidas no processo. de bens. mas. fusão ou cisão. Parágrafo único. as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. qualquer credor anterior terá o direito de pedir a separação dos patrimônios. a administração da sociedade sucessora deverá providenciar o registro na junta comercial e demais órgãos competentes (CVM se for o caso de S/A de capital aberto). da incorporação. 234. é documento hábil para a averbação. A consignação da importância em pagamento prejudicará a anulação pleiteada. Nesse caso. fusão ou cisão.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 1º. Art. em relação ao seu crédito. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . DIREITO DOS CREDORES NA CISÃO As obrigações da sociedade cindida. as sucessoras responderão com a cindida de forma solidária. A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. em bens. Assim. quer por incorporação.7. porém. qualquer credor anterior poderá se opor à estipulação. Entretanto. as sucessoras responderão em condições iguais. Sendo ilíquida a dívida. o ato de cisão parcial pode amenizar essa obrigação dos sucessores. direitos e obrigações do novo patrimônio. estabelecendo que estas respondam somente pelas obrigações que lhes forem transferidas. serão suportadas de forma solidária pelas sociedades resultantes do processo de cisão. Na cisão com extinção da companhia cindida. passada pelo Registro do Comércio. nos registros públicos competentes. § 3º. sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida. nos demais registros competentes. desde que o façam dentro de 90 dias da publicação dos atos de cisão. a sociedade poderá garantir-lhe a execução. A certidão fornecida pelo registro de comércio é documento hábil para a averbação. Já. quando houver versão total do patrimônio da cindida. os credores anteriores à cisão podem se opor à ressalva. Ocorrendo. 233. direitos e obrigações.8. para o fim de serem os créditos pagos pelos bens das respectivas massas. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas. no prazo deste artigo. decorrente da operação. AVERBAÇÃO DA SUCESSÃO Uma vez realizada a reorganização.

e nomear os peritos que o avaliarão. A assembléia geral da companhia incorporadora. competindo à primeira promover o arquivamento e a publicação dos atos da incorporação. uma operação de subscrição de capital de sociedade para sociedade. O aumento do capital social é verificado na sociedade incorporadora. Cabe a estes.1. § 2º. da assembléia geral. A sociedade que houver de ser incorporada. da Lei 6. Os administradores da sociedade a ser incorporada deverão obter. e não entre os titulares dos direitos de acionista ou quotista. se aprovar o protocolo da operação. a empresa sucedida extingue-se. se aprovar o protocolo da operação. afinal. § 1º. na incorporação. entretanto. deverá autorizar o aumento de capital a ser subscrito e realizado pela incorporada mediante versão do seu patrimônio líquido. sucede a ou as incorporadas em todos os direitos e obrigações. Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. a incorporadora. deliberar como partes integrantes do corpo social. dando lugar a outra (sucessora) que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. 5. incorpora o patrimônio de outras sociedades. autorização para subscrever o aumento de capital da incorporadora. § 3º. CONCEITO Até o momento vimos o processo de reorganização de forma genérica e nos aspectos que são comuns entre suas modalidades.404/76: Art. Ressalte-se. sendo a sociedade incorporada a subscritora e a incorporadora quem recebeu a subscrição. que. ASPECTOS CONTÁBEIS E LEGAIS PRATICADOS NO BRASIL A incorporação é o processo em que uma sociedade preexistente. autorizará seus administradores a praticarem os atos necessários à incorporação. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. 227. começando pela incorporação. quem fará a subscrição serão os administradores da sociedade a ser incorporada em nome da sociedade e não os acionistas ou sócios.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. Verifica-se. ainda. inclusive a subscrição do aumento de capital da incorporadora. Assim. cujo valor vem da sociedade incorporada. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . totalmente. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. extingue-se a incorporada.2. O processo de incorporação é realizado entre sociedades. O entendimento acima exposto encontra guarida nos parágrafos 1º e 2º do artigo 227. Aprovados pela assembléia geral da incorporadora o laudo de avaliação e a incorporação. vale dizer. aí. que a escrituração de todos os fatos envolvendo a incorporação deve ser transcrita no livro diário da sociedade incorporadora. Doravante veremos cada uma das formas de reorganização de modo mais minucioso. O PROCESSO DE INCORPORAÇÃO 5. sucedendo-lhes em direitos e obrigações.

00 12.A.A.000. INCORPORAÇÃO DE SOCIEDADES SOB CONTROLE COMUM E AVALIAÇÃO PELO VALOR CONTÁBIL Considerando os seguintes elementos.00 33.400.. equivalente a entrada de recursos. de forma resumida.00 22.800.A.3.A. incorporou a empresa Biribá Ltda. cujos lançamentos contábeis pertinentes apresentamos a seguir: a) Os valores do ativo e do passivo da empresa Biribá Ltda serão transferidos para a sociedade Anônimos S. se a empresa Aquários S.A.00 C 8. são possuídos pelas mesmas pessoas.000. no final do exercício de 20X4.. O capital de Anônimos S.00 40.000..00 59. 5. basta transferir o patrimônio da empresa Biribá Ltda. e Cansaço S. em conseqüência da incorporação.200.800. As empresas envolvidas no processo de reorganização possuem. o procedimento contábil é bastante simples: Os ativos e passivos das sociedades incorporadas (Birita Ltda. pela passagem de todo o patrimônio (bens.000.00. a única a responder.600.00 4.00 128. dentro da normalidade.00 11. No caso de não haver participação acionária ou no capital social entre as sociedades objeto da incorporação e quando esta se opera pelos valores contábeis dos patrimônios. pelos direitos e obrigações. os patrimônios a seguir demonstrados: Anônimos S. absorver o patrimônio das sociedades Birita Ltda. por exemplo.00 Biribá Ltda. temos aí um controle comum.A.400.A. Com este procedimento haverá o aumento do capital social em “Anônimos S. Para a incorporadora Anônimos S. direitos e obrigações) para a formação do capital da Incorporadora.A.00 107.00 128. e Cansaço S. Aquários S. a título de exemplo. sendo a sociedade Aquários S.000. mediante o seguinte lançamento: Conta de incorporação a AC a RLP D 33.” de R$ 22. as duas últimas deixarão de existir.00 6. Birita Ltda. e o capital de Biribá Ltda. ATIVO Circulante Realizável a Longo Prazo Permanente PASSIVO Circulante Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido 28. em situações análogas a acima apresentada.200.00 8.00 Para efetuar os registros contábeis.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Assim.200.A.400. “Patrimônios” Cansaço S. logo.A. podemos desenvolver o assunto de forma mais contundente: A empresa Anônimos S.600.) são transferidos para o patrimônio da incorporadora Aquários S.200.A. A versão do patrimônio será feita linha por linha.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 .00 14.A.000.00 11. 8.400.800.A.600.00 33.

A. a estrutura patrimonial resultante passará a ter a seguinte configuração: ATIVO AC ARLP AP TOTAL 36.400.000 11. a sociedade Biribá Ltda não possui mais contas de ativo e de passivo.600 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . o qual faremos mediante o seguinte lançamento: Patrimônio Líquido a Conta de Incorporação D 22.A.200 C 33.800 b) A incorporação do patrimônio líquido da sociedade Biribá Ltda ao patrimônio da empresa Anônimos S.400 11.00 4.A. será efetivada mediante o seguinte lançamento: AC RLP AP a Conta de incorporação Conta de Incorporação A PC a PELP D 8.00 Assim.600 PC PELP PL TOTAL PASSIVO 19.400.400 Executada a incorporação do patrimônio da sociedade Biribá Ltda ao patrimônio da empresa Anônimos S. cujos lançamentos apresentaremos a seguir.00 Com o lançamento acima foi encerrado o ativo e o passivo da empresa Biribá Ltda.400.00 11..200 14.800 51.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I a AP PC PELP a Conta de Incorporação Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 14.600 161.400.200 73. que serão “zeradas” tendo como contrapartida as contas de ativo. Falta baixar.800.800 129. a sociedade incorporadora. Assim.00 C 22.. ainda. passivo e patrimônio líquido da empresa Anônimos S. A conta “Conta de Incorporação” é transitória e possui o objetivo específico de receber as contrapartidas dos ativos e passivos da sociedade incorporada e será “zerada” pela descarga desses valores nas respectivas contas na sociedade incorporadora. a) A incorporação dos ativos e dos passivos da sociedade Biribá Ltda ao patrimônio da empresa Anônimos S.600 161.200. Possui apenas as contas transitórias de incorporação.A.400 C 22.600 6. se dará mediante o aumento do Capital Social desta última. aquela sociedade deixa de existir formalmente para que seus sócios passem a integrar a estrutura social desta.200 12. as contas do Patrimônio Líquido.00 6. cujo lançamento contábil pertinente é o seguinte: Conta de Incorporação a Capital Social D 22.400 4. b) Com o lançamento anterior foram baixados os ativos e os passivos.

Isto foi possível em face de o controle estar nas mãos das mesmas pessoas de forma proporcional.000 11. INCORPORAÇÃO DA CONTROLADA PELA CONTROLADORA Admitindo-se que a empresa Anônimos S. não haverá aumento de capital social na sociedade incorporadora. direitos e obrigações da mesma forma como foram transferidos no processo do exemplo anterior. (a incorporada).400.A. Assim.400. aí incluído o pagamento de um ágio no valor de R$ 6. direitos e obrigações. Em suma.400.. posteriormente. não haverá a transferência do patrimônio líquido da sociedade incorporada para a incorporadora pelo fato de que este já pertence 100% a sociedade incorporadora. 5.200 14. terá a seguinte estrutura no ativo permanente: Ativo Permanente Investimentos Avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial Participação na empresa Biribá Ltda. Porém. igualmente. estamos admitindo que o laudo de avaliação tenha apontado os saldos contábeis como hábeis para a incorporação. Desta forma. o que não trouxe nenhum prejuízo aos sócios da extinta sociedade Biribá Ltda. tenha desembolsado a quantia de R$ 28.4. pois o patrimônio líquido da sociedade incorporada está representado como investimento da incorporadora. cujo investimento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial por tratar-se de subsidiária integral e utilizando os valores do exemplo anterior com os ajustes necessários em face da participação societária. ser avaliados a valor de mercado. Os lançamentos contábeis relativos a essa incorporação serão os seguintes: a) Na empresa Biribá Ltda.800. serem transferidos à sociedade Anônimos S.400 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 .00 Na contabilização de processos de incorporação dessa natureza faremos a transferência de todos os bens. em face da incorporação: Conta de incorporação a AC a RLP a AP D 33. tendo em vista que o laudo é peça indispensável no processo de incorporação. fundamentado economicamente no fato de os bens do ativo permanente imobilizado da sociedade investida estarem sub-avaliados por esse valor. a empresa Anônimos S. possua investimento em participação societária na empresa Biribá Ltda. Ágio Imobilizado Equipamentos R$ 30.A.600 C 8. considerando que o ativo permanente imobilizado seja composto por equipamentos. Considerando que a empresa Anônimos S.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ressalte-se que a incorporação ocorreu considerando-se os valores contábeis dos bens.00 na aquisição da participação social. Os ativos e passivos incorporados serão transferidos para a conta “Conta de Incorporação” para.00 6.400.A. Os valores poderiam.00 R$ R$ 22.A.

A. o valor do ágio deverá ser somado a esses bens. foi baixado com o lançamento acima.200 Da mesma forma que os ativos e passivos.200 14. cujo lançamento será o seguinte: Ativo Permanente Imobilizado Bens transferidos de Biribá Ltda. não haverá o aumento de capital.800 C 33. Os bens que suscitaram o pagamento do ágio foram incorporados ao patrimônio da empresa Anônimos S. avaliado pelo MEP: Conta de Incorporação a Investimento – valor da EP D 22. b) Na empresa Anônimos S. Entretanto. pois resta destinar o ágio pago na aquisição do investimento.400 C 22.. na empresa Biribá Ltda. R$ 6.800 11. A baixa é necessária apenas para extinguir a empresa Biribá Ltda.000 11.400 Em que pese o Patrimônio Líquido ter sido baixado em contrapartida de conta de incorporação.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 .400 11.400 4.. Logo.400 Percebe-se que o investimento da empresa Anônimos S.200 6.A.600 A baixa da conta de Investimento em Biribá Ltda. e terá na sociedade incorporadora a função de eliminar o investimento realizado na sociedade investida.400 4.400 C 22. também as contas do Patrimônio Líquido serão transferidos para a contra “Conta de Incorporação”: Patrimônio Líquido a Conta de Incorporação D 22. a ágio pago na aquisição de Biribá Ltda.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia PC PELP a Conta de Incorporação 6.400. na sociedade incorporadora. avaliado pelo método da equivalência patrimonial.A. o processo de incorporação não está concluído. Lembrando que o ágio possui fundamento econômico na subavaliação dos bens do ativo permanente imobilizado da extinta empresa Biribá Ltda. (a incorporadora) Os valores dos ativos e passivos recebidos pela incorporadora serão registrados contabilmente da seguinte forma: AC RLP AP a Conta de incorporação Conta de Incorporação A PC a PELP D 8.

Ademais. principalmente aos não controladores.200 12.) Eliminação dos Investimentos em Biribá Patrimônio Líquido 107.200 22.200 51.200 139. A partir desse momento o valor contábil é abandonado. com este procedimento de avaliação dos patrimônios envolvidos no processo de incorporação. representado com os seguintes valores consolidados: Patrimônio Líquido Anterior ( + ) Diferença entre os Ativos e Passivos Incorporados ( .400) 107. 8º da lei societária.. se estará protegendo a todos os acionistas. independentemente de sua participação acionária. O processo de incorporação.200 139. Desta forma. para que haja uma justa relação de substituição das ações dos acionistas.200 estará O Patrimônio Líquido da empresa Anônimos S/A. envolvendo os acionistas da(s) empresa(s) incorporada(s) e da INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . pois a amortização do ágio representa despesa para a investidora. o ágio deveria ser baixado como perda no exato momento da aquisição do investimento pela empresa Anônimos S/A. avaliado por peritos ou empresa especializada. a maioria das incorporações dá-se com a avaliação do patrimônio a valores de mercado. A apresentação do Balanço Patrimonial da empresa resultante da incorporação. é necessário que os patrimônios envolvidos sejam adequada e criteriosamente avaliados.800 51. o que é factível dentro daquelas circunstâncias. 5. conforme apregoado pelo art. após a incorporação. constitui-se em ato eminentemente negocial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ressalte-se que o ágio pôde ser incorporado aos bens do imobilizado pelo fato de a fundamentação econômica haver sido a diferença de valor de ativo.800 107. No entanto. A razão principal da avaliação dos patrimônios a valores de mercado está na possibilidade de esta forma corroborar para uma justa relação de substituição das ações dos acionistas. visto que os patrimônios envolvidos foram avaliados a valor de mercado pelos peritos ou empresa especializada.A. Se assim não fosse. a Anônimos S. na prática.200 Para finalizar o presente tópico cabe uma observação com relação ao ágio.200 PC PELP PL TOTAL 19. INCORPORAÇÃO COM AVALIAÇÃO DE BENS A VALORES DE MERCADO Por enquanto analisamos o processo de reorganização considerando a avaliação dos bens pelo seu valor contábil. o valor do Patrimônio Líquido teria diminuído em R$ 6. reduzindo o PL. decorrendo deste procedimento a correta atribuição de ações aos acionistas da empresa incorporada pela versão do Patrimônio Líquido à empresa incorporadora e o conseqüente aumento do Capital Social desta última.400 (22. fazendo-o constar no laudo de avaliação nos termos do art.400. da forma como foi posto. 8º da lei societária.5. estará com os seguintes valores: ATIVO AC ARLP AP – IMOBILIZADO TOTAL PASSIVO 36. visto que se o mesmo tivesse sido amortizado entre a aquisição do investimento e a incorporação.

6 . As assembléias deliberaram favoravelmente à incorporação e indicaram a empresa especializada para proceder a avaliação de ambos os patrimônios. visto que não se pode comparar ou analisar aspectos desiguais.Como os patrimônios envolvidos foram avaliados a valor de mercado. nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. É de ressaltar que se houver companhia aberta envolvida no processo. proporcional. Portanto. não podendo haver em um único patrimônio avaliações distintamente elaboradas. visto que neste caso não haverá perda para nenhum acionista. os administradores das empresas Cia. Com base nessa premissa. quando os acionistas forem as mesmas pessoas e a participação em todas as sociedades envolvidas no processo for equânime. os patrimônios deverão. Para consolidar nosso estudo em relação ao processo de incorporação a valores de mercado vejamos o seguinte exemplo: Em 06 de junho de 2005. ser avaliados por empresa especializada. não valendo nesse caso a avaliação efetuada por peritos de forma isolada. da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas. Com o objetivo de assegurar uma justa relação de substituição das ações dos acionistas. BONSNEGÓCIOS possui ações negociadas no mercado secundário. deve-se adotar critérios uniformes. pois no momento da atribuição das ações o patrimônio será considerado único para esse fim. BONSNEGÓCIOS começaram entendimento no sentido de a Cia. ABASLARGAS incorporar a Cia. conforme dispõe o § 1º do art. então a substituição poderá dar-se pelo valor contábil do patrimônio. recomenda-se que pelo menos os seguintes procedimentos sejam observados: 1 – Os balanços patrimoniais de todas as empresas envolvidas no processo devem ser elaborados na mesma data-base com observância aos princípios fundamentais de contabilidade. Ambas as empresas convocaram assembléia geral nas quais foi apresentado o protocolo e a justificativa da incorporação. Esta retribui o patrimônio recebido com ações. 3 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresa incorporadora. BONSNEGÓCIOS. obrigatoriamente. É interessante notar que no processo de incorporação não há contraprestação pecuniária por parte da empresa incorporadora aos acionistas que para ela migraram. é necessário que se proceda ao registro da diferença apurada. 2 – O patrimônio de todas as empresas envolvidas deverá ser avaliado a valores de mercado por peritos ou empresa especializada com utilização de critérios uniformes. 264 da lei societária. 5 – O preço de emissão das novas ações representativas do novo capital social tomará por base o valor patrimonial apurado a valores de mercado ou valor contábil. conclui-se que pode haver a incorporação da controladora por sua controlada que possui patrimônio. Consiste o ato na transferência do patrimônio das empresas incorporadas à empresa incorporadora. como resultado. certamente haverá diferenças em relação aos valores registrados na contabilidade das empresas. ABASLARGAS e da Cia. A Cia. menor do que sua controladora.É vedada a adoção. O que importa é que a relação de substituição das ações seja feita com base nos valores de mercado. salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. Entretanto. presumivelmente. vale dizer. Não havia participação societária entre as empresas e seus patrimônios estavam assim constituídos antes da avaliação: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . obtendo-se. ou seja. 4 – A incorporação poderá ser efetivada pelos valores contábeis anteriores a avaliação ou aos valores de mercado. conforme o critério adotado na versão do patrimônio para a sociedade resultante. os patrimônios avaliados aos seus valores de mercado na incorporadora.

000.00 64.00 127.000.000.00 112.00 31. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .000.00 50.00 47.00 1.00 111.00 (31.000 ações e os acionistas da Cia.00.00 27.000.000.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Discriminação ATIVO CIRCULANTE Caixa Bancos c/Movimento Investimentos Temporários Clientes ( .00 40.000 ações.00 7.) Amort.000.) Provisão Deved.00 (150.00 e R$ 500.348.000.00) 74.00 (12.000. Estoques Despesas Antecipadas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Investimentos Temporários Empréstimos a Diretores Despesas Antecipadas PERMANENTE INVESTIMENTOS Participação Societária IMOBILIZADO Móveis e Utensílios ( .00 112.00 (62.00 782.00 0.000.020. ABASLARGAS possuem 600.00 74.00) 240.00 40. respectivamente.00 54.000.00 97. FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados TOTAL DO PASSIVO Cia. nas duas empresa.00 Cia.000.000.000.000.00 0. BONSNEGÓCIOS 226.020.000.000.00) 17. os acionistas da Cia. Portanto.00 831.000.00 178.00 102.000.000.00) 176.000. Duvid.000.000.00 500.00 14.000.00 51.000.000.00 120. Acumulada Marcas e Patentes Direitos de Exploração ( .00) 142.00 Cia.00 42.000.00.00 11.00 0. de R$ 600.000.000.00 (34.00 0.00 0.000.000.000.00 (54.000.00 10.000.00 64. BONSNEGÓCIOS 295.00 0.00 (14.000.000.000.00 25.00 237.000.000.00 (170.000.000.348. é de R$ 1.00 O valor nominal das ações.00 61.000.00 13.000.00 689.) Deprec.000.00 340.000.00 1.00) 1.00 97.000.00) 420.000. ABASLARGAS 168.000.000.00 (34.00 140.000.000.000.000. Acumulada TOTAL DO ATIVO Discriminação PASSIVO CIRCULANTE Salários a Pagar Tributos a Recolher Empréstimos Fornecedores Receitas Antecipadas EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos RESULT. em face do capital social das empresas ser.00 554.00 0.00 37.00 95.000.00 0.000.00) 380.000. DE EXERC.00 80.00 Cia.) Deprec.000.000.000.000. Acumulada Veículos ( .000.000.000.000.000.000.) Deprec.00 17.000.000.000.00 12.00 198.000.000.00 13.00 122.00 12.00 600.00) 135. Acumulada Imóveis ( .00 1. ABASLARGAS 397.000.000.00 12. BONSNEGÓCIOS possuem 500.

264 da Lei nº 6.677. Percebe-se que houve alterações nos seus valores.00 0.) Deprec.00 220.00 47.000.000.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 .00 176.000.00) 689.00 Valor contábil 147.00 0.00 101.000. Após a avaliação. é necessário que os dois patrimônios sejam avaliados a valores de mercado.00) 420.00 0.000.000. É de ressaltar que.000.00 (62.00 17.00 Aumento pelo Laudo 17.000. As variações ocorridas no imobilizado das duas empresas foram as seguintes: Aumento pelo Laudo 20.00) 17.000.000. os princípios de contabilidade e as leis societárias e fiscais.677.00 (31. isto é.00 Novo valor contábil 164.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os dois balanços foram examinados pelos auditores independentes com fins específicos à incorporação.) Deprec.00 394.000.00 782.00 220. Acumulada Imóveis ( .677.000. Acumulada Marcas e Patentes Direitos de Exploração ( .00 380.00 Cia.000. cujas contrapartidas foram lançadas em reserva de reavaliação no Patrimônio Líquido de cada empresa.000.000.00) 240.00 358. Como o patrimônio da Cia. Acumulada Veículos ( .00 22.00) 176.000.000.00 Novo valor contábil 86. BONSNEGÓCIOS Móveis e Utensílios ( .00 (170.00 Valor contábil 66.000. por força do disposto no § 1º do art.00 689.) Amort.000.000.677. donde podemos concluir que as demonstrações satisfazem as normas brasileiras de contabilidade (NBC).000.00 8.00 0.00 1. os dois patrimônios tiveram alterações no Ativo Permanente Imobilizado decorrente da avaliação pela empresa especializada.404/76.000.000. conforme determina a lei societária e emitiram parecer sem ressalva.00 (54. Acumulada Veículos ( .000. Acumulada Marcas e Patentes Direitos de Exploração ( .00 782.00) 380. Acumulada TOTAL DO IMOBILIZADO Valores originais 178.00 0.000.00 90. visto que está envolvida no processo uma empresa que possui ações negociadas no mercado secundário (bolsa de valores).000.000.000.00 (150.000. ABASLARGAS Móveis e Utensílios ( .000.000.00 170.00 176.000. as demonstrações foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.000.00 829. Acumulada Imóveis ( .00 109. os patrimônios devem ser avaliados por empresa especializada.000.) Deprec.00 540.00 0.000. Acumulada TOTAL DO IMOBILIZADO Valores originais 120.000.000.000.00 346. BONSNEGÓCIOS será incorporado a valores de mercado e para que haja uma justa relação de substituição das ações.00 (34.00 0.) Deprec.00 340.) Deprec.) Amort.000.00 50.00 194.083.000 130.00 (34.000.000.000.00 Cia.) Deprec.00 17.00) 135.000.000.

00 13.000.00 97.00 0.000.00 0. O processo consiste na soma dos dois patrimônios líquidos e estabelecer o percentual com que cada empresa participa do Patrimônio Líquido resultante.00 1.000.00 112.000.00 64.) Provisão Deved. DE EXERC.067.000.000.067.000.00 (14.225. BONSNEGÓCIOS 295.00 51.00 40.000.00 97.00 17.00 176.000.000.000.00 13.000.00 47.000.000.000.000. Duvid. passaram a ser os seguintes: Discriminação ATIVO CIRCULANTE Caixa Bancos c/Movimento Investimentos Temporários Clientes ( .00 111.000.000.000.00 Cia.000.00 1083.000.00 80.00 829.00 54.000.00 220.00 0.00 74.00 0.00 1.000.000.000.00 64.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os Balanços.000.000.000 14.00 0.677.00 122.00 37.000.000.000.00 61.000.00 1.000.00 12.00 1.00 17.677.000.000.00 95.000.000.00 394.000.000.00 1.000.000.000. após avaliação.000.000.00 0.000.000 164.677.677.00 601.00 40.00 11.000.00 7.000.00 127.677. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 .00 540.000.00) 74.00 12.00 198.742.00 86.00 47.000. ABASLARGAS 168.00 112.00 12.00) 142.00 220.00 10.00 Cia.000.00 380.000.00 140.00 109.00 600.000.677. BONSNEGÓCIOS 226.00 Cia.00 0.000.000.000.00 50.742.00 27. ABASLARGAS 397.000.00 500.00 25.000.00 237.000.000.000.000.00 Para o cálculo da justa relação de substituição das ações serão tomados os dois patrimônios líquidos avaliados a valores de mercado.000.00 31. FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reserva de Reavaliação Reservas de Lucros Lucros Acumulados TOTAL DO PASSIVO Cia. Estoques Despesas Antecipadas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Investimentos Temporários Empréstimos a Diretores Despesas Antecipadas PERMANENTE INVESTIMENTOS Participação Societária IMOBILIZADO Móveis e Utensílios Veículos Imóveis Marcas e Patentes Direitos de Exploração TOTAL DO ATIVO Discriminação PASSIVO CIRCULANTE Salários a Pagar Tributos a Recolher Empréstimos Fornecedores Receitas Antecipadas EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos RESULT.00 (12.00 102.00 42.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia R$ 1.225.000,00 601.677,00 1.826.677,00 % 67,06 32,94 100

Patrimônio Liquido Ajustado de Cia. ABASLARGAS Patrimônio Liquido Ajustado de Cia. BONSNEGÓCIOS Patrimônio Líquido Total

Desta forma, os antigos acionistas da Cia. BONSNEGÓCIOS farão jus a 32,94% das ações e os antigos acionistas da Cia. ABASLARGAS farão jus a receber 67,06% das ações. Ressaltese que o objetivo da avaliação dos dois patrimônios é exatamente o de estabelecer a participação de cada grupo de acionistas no novo capital social, não sendo necessário que se adote o valor avaliado na formação do novo patrimônio, porém, repete-se, a relação calculada há de permanecer na distribuição das ações. Assim, surgem diversas possibilidades de formação do Capital Social no processo de reavaliação, dentre as quais destacamos: 1 – Todo Patrimônio Líquido contábil das duas empresas, antes da avaliação, formará o Capital Social resultante; 2 - Todo Patrimônio Líquido das duas empresas, após a avaliação, formará o Capital Social resultante; 3 - Todo Patrimônio Líquido contábil da Cia. BONSNEGÓCIOS, antes da avaliação, será agregado ao Capital Social que já havia na Cia. ABASLARGAS, não havendo versão dos outros elementos do patrimônio líquido da Cia. ABASLARGAS ao capital social; 4 - Todo Patrimônio Líquido da Cia. BONSNEGÓCIOS, após a avaliação, será agregado ao Capital Social resultante, sendo que os outros elementos do patrimônio líquido da Cia. ABASLARGAS não serão incorporados ao capital social; 5 – As contas do Patrimônio Líquido resultante podem representar a soma de linha por linha, isto é, somam-se os valores de Capital Social, de Reservas de Capital, de Reservas de Reavaliação, de Reservas de Lucros e de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Seguindo no nosso exemplo, vamos supor que o critério adotado, constante no protocolo e aprovado por ambas as assembléias, seja o da soma de linha por linha, considerando-se os valores após a avaliação. Assim, o Capital Social resultante, após a versão dos valores da Cia. BONSNEGÓCIOS para a Cia. ABASLARGAS será de R$ 1.100.000,00. O valor nominal das novas ações poderá ter por base o valor patrimonial a valores de mercado ou outro valor qualquer. O que importa é que seja guardada a relação percentual acima calculada para a conferência das novas ações. Para simplificar, considerando que o Capital Social será de R$ 1.100.000,00, consideramos que o valor nominal de cada ação seja de R$ 1,00. Desta forma, os antigos acionistas da Cia. ABASLARGAS receberão 737.660 ações (67,06%) e os antigos acionistas da Cia. BONSNEGÓCIOS receberão 362.340 ações (32,94%). Como resultado da aplicação desse critério, de forma resumida, teremos a seguinte estrutura de Patrimônio Líquido: CONTAS Cia. ABASLARGAS Capital Social 600.000,00 Reservas de Capital 111.000,00 Reserva de Reavaliação 394.000,00 Reservas de Lucros 95.000,00 Lucros Acumulados 25.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.225.000,00 Cia. BONSNEGÓCIOS 500.000,00 0,00 47.677,000 14.000,00 40.000,00 601.677,00 CONSOLIDADO 1.100.000,00 111.000,00 441.677,00 109.000,00 65.000,00 1.826.677,00

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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5.6.

INCORPORAÇÃO DE CONTROLADORA POR SUA CONTROLADA

A princípio, pode parecer paradoxal que a controlada venha a incorporar a sua controladora, principalmente se imaginarmos que a controlada pode ser subsidiária integral da controladora. Devemos lembrar que o processo de reorganização societária não é uma transação comercial de compra e venda de empresas. Neste processo não há desembolsos de nenhuma das partes envolvidas, logo a incorporação da controladora por sua controlada não deve apresentar estranheza. Diversas são as razões que podem levar uma controlada a incorporar a sua controladora, girando o negócio resultante sob sua denominação e marca. De forma meramente ilustrativo, tomemos como exemplo a hipótese em que a controlada seja uma empresa que apresenta prejuízos fiscais e a controladora uma empresa que apresenta lucro fiscal. A legislação do Imposto de Renda garante à sucessora praticamente todos os direitos das sucedidas, com exceção de a sucessora poder compensar prejuízos fiscais de sua sucedida. Nestas condições, será vantajoso para o grupo societário que a controladora se extinga e migre o seu patrimônio para a estrutura da controlada, pois desta forma a sociedade resultante (controlada) poderá compensar os seus prejuízos fiscais com os resultados positivos gerados em exercícios futuros pelo patrimônio da controladora. A Instrução CVM nº 319, de 3 de dezembro de 1999, que dispõe sobre as operações de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta, também trata do assunto, principalmente no que concerne ao tratamento legal do ágio e do deságio, que possuem tratamento especial neste tipo de incorporação. Ressalva-se que os procedimentos a seguir arrolados são aplicados, independentemente da respectiva forma societária, às sociedades comerciais que façam parte das operações de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta. Além disto, equiparam-se às companhias abertas as sociedades beneficiárias de recursos oriundos de incentivos fiscais registradas na CVM, e as demais sociedades cujas ações sejam admitidas à negociação nas entidades do mercado de balcão organizado, nos termos da Instrução CVM no 243, de 1o de março de 1996.

5.6.1.

DA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES

As condições de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta deverão ser comunicadas pela companhia, até quinze dias antes da data de realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o respectivo protocolo e justificação, à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação, assim como divulgadas na imprensa, mediante publicação nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. A comunicação e a divulgação deverão conter, no mínimo, as seguintes informações: 1 - os motivos ou fins da operação, e o interesse da companhia na sua realização, destacando-se, notadamente: a) os benefícios esperados, de natureza empresarial, patrimonial, legal, financeira e quaisquer outros efeitos positivos, bem como os eventuais fatores de risco envolvidos;

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) se for o caso, e nos termos da legislação tributária, o montante do ágio que poderá ser amortizado a título de benefício fiscal e as condições de seu aproveitamento pela companhia; e c) a quantificação estimativa, razoavelmente discriminada em itens, dos custos de realização da operação. 2 - a indicação dos atos societários e negociais que antecederam a operação; 3 - o número, espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócio que se extinguirão, os critérios utilizados para determinar as relações de substituição e as razões pelas quais a operação é considerada eqüitativa para os acionistas da companhia; 4 - a comparação, em quadro demonstrativo, entre as vantagens políticas e patrimoniais das ações do controlador e dos demais acionistas antes e depois da operação, inclusive das alterações dos respectivos direitos; 5 - as ações que os acionistas preferenciais receberão, as razões para a modificação dos seus direitos, se houver, bem como eventuais mecanismos compensatórios; 6 - se for o caso de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por companhia aberta controlada, ou de fusão de controladora com controlada, o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada, avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data, a preços de mercado, para efeito da comparação prevista no art. 264 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976; 7 - os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio, no caso de cisão; 8 - os critérios de avaliação do patrimônio líquido, a data a que será referida a avaliação, e o tratamento das variações patrimoniais posteriores; 9 - a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra; 10 - o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação; 11 - a composição, após a operação, segundo espécies e classes das ações, do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir; caso; 12 - o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes, se for o

13 - o detalhamento da composição dos passivos e das contingências passivas não contabilizadas a serem assumidas pela companhia resultante da operação, na qualidade de sucessora legal; 14 - a identificação dos peritos ou da empresa especializada, cuja nomeação será submetida à aprovação da assembléia geral, para avaliar o patrimônio líquido da companhia, com a declaração da existência ou não, em relação aos mesmos, de qualquer conflito ou comunhão de interesses, atual ou potencial, com o controlador da companhia, ou em face de acionista(s) minoritário(s) da mesma, ou relativamente à outra sociedade envolvida, seus respectivos sócios, ou no tocante à própria operação;

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 15 - se a operação foi ou será submetida à aprovação das autoridades reguladoras ou de defesa da concorrência brasileiras e estrangeiras; 16 - todas as demais condições a que estiver sujeita a operação, bem como outras informações relevantes referentes a planos futuros na condução dos negócios sociais, notadamente no que se refere a eventos societários específicos que se pretenda promover na companhia; e 17 - a indicação dos locais onde estarão disponíveis o projeto ou projetos de estatuto, ou de alterações estatutárias, que deverão ser aprovados para se efetivar a operação, e a discriminação dos demais documentos colocados à disposição dos acionistas da companhia para exame e cópia, a partir da data de publicação das informações acima, sendo obrigatório o envio de cópia dos documentos de que trata o presente item à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. Nas informações assim prestadas, os valores sujeitos à determinação deverão ser indicados por estimativa. O protocolo, a justificação, bem como os pareceres jurídicos, contábeis, financeiros, laudos, avaliações, demonstrações financeiras, estudos, e quaisquer outras informações ou documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento, avaliação, promoção e execução de operações de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta, deverão ser obrigatoriamente disponibilizados a todos os acionistas desde a data de publicação das condições da operação, conforme os itens de 1 a 17 acima. As companhias abertas que divulgarem, no exterior, informações, demonstrações financeiras ou quaisquer outros documentos adicionais, ou que, por qualquer motivo, tiverem conteúdo diverso em relação aos requeridos pela legislação societária e pelas demais normas expedidas pela CVM, acerca das operações aqui tratadas, deverão, simultaneamente, divulgálos no país e disponibilizá-los aos acionistas, mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia, e comunicá-los à CVM e às bolsas e entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. Os laudos definitivos deverão ser disponibilizados aos acionistas assim que finalizados, mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia, até a data de publicação do anúncio de convocação da assembléia geral que irá deliberar sobre os mesmos. As empresas e os profissionais que tenham emitido opiniões, certificações, pareceres, laudos, avaliações, estudos ou prestado quaisquer outros serviços, relativamente às operações de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta, sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares aplicáveis, deverão: 1 - esclarecer, em destaque, no corpo das respectivas opiniões, certificações, pareceres, laudos, avaliações, estudos ou quaisquer outros documentos de sua autoria, se tem interesse, direto ou indireto, na companhia ou na operação, bem como qualquer outra circunstância relevante que possa caracterizar conflito de interesses; e 2 - informar, no termos do item anterior, se o controlador ou os administradores da companhia direcionaram, limitaram, dificultaram ou praticaram quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso, a utilização ou o conhecimento de informações, bens, documentos ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade das respectivas conclusões.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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5.6.2.

DO TRATAMENTO CONTÁBIL DO ÁGIO E DO DESÁGIO

O montante do ágio ou do deságio, conforme o caso, resultante da aquisição do controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora será contabilizado, na incorporadora, da seguinte forma: 1 - nas contas representativas dos bens que lhes deram origem – quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil, uma vez que os bens agora estão em patrimônio único; 2 - em conta específica do ativo imobilizado (como ágio) – quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público; e 3 - em conta específica do ativo diferido (em caso de ágio) ou em conta específica de resultado de exercício futuro (no caso de deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. Perceba que apareceu a verdadeira conta representativa de resultado de exercício futuro, pois neste caso não há a menor possibilidade de devolução e não se está diante de uma receita, pois o valor carece de realização em função do princípio da competência. O registro do ágio quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil terá como contrapartida reserva especial de ágio na incorporação, constante do patrimônio líquido. Bens – Ativo Permanente a Reserva Especial de ágio - PL Quando o fundamento econômico do ágio ou do deságio tiver sido a aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público ou quando a fundamentação econômica tiver sido a expectativa de resultado futuro, a companhia deve observar o seguinte tratamento: a) constituir provisão, na incorporada, no mínimo, no montante da diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da sua amortização, que será apresentada como redução da conta em que o ágio foi registrado; b) registrar o valor líquido (ágio menos provisão) em contrapartida da conta de reserva especial de ágio; c) reverter a provisão referida na letra “a” acima para o resultado do período, proporcionalmente à amortização do ágio; e d) apresentar, para fins de divulgação das demonstrações contábeis, o valor líquido referido na letra “a” no ativo circulante e/ou realizável a longo prazo, conforme a expectativa da sua realização. A reserva especial de ágio somente poderá ser incorporada ao capital social, na medida da amortização do ágio que lhe deu origem, em proveito de todos os acionistas. Entretanto, o protocolo de incorporação de controladora por companhia aberta controlada poderá prever que, nos casos em que a companhia vier a auferir benefício fiscal, em decorrência da amortização do ágio decorrente da expectativa de rentabilidade futura, a parcela da reserva especial de ágio na incorporação correspondente a tal benefício poderá ser objeto de capitalização em proveito do acionista controlador. Na ocorrência desta hipótese, observado o disposto no art. 170 da Lei no 6.404/76, será sempre assegurado aos demais acionistas o direito de preferência e, se for o caso, as importâncias por eles pagas serão entregues ao controlador. A capitalização desta parcela da reserva especial referida, correspondente ao benefício fiscal, somente poderá ser realizada ao término de cada exercício social e na medida em que esse benefício represente uma efetiva diminuição dos tributos pagos pela companhia.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Após a incorporação, o ágio ou o deságio continuará sendo amortizado e será considerado realizado na medida desta amortização, conforme previsto na Instrução CVM nº 247/96. A companhia deverá efetuar e divulgar, ao término de cada exercício social, análise sobre a recuperação do valor do ágio, ainda que decorrente de expectativa de resultados futuros ou da aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público, a fim de que sejam registradas as perdas de valor do capital aplicado quando evidenciado que não haverá resultados suficientes para recuperação desse valor ou que sejam revisados e ajustados os critérios utilizados para a determinação da sua vida útil econômica e para o cálculo e prazo da sua amortização.

5.6.3.

DAS RELAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO

Nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por companhia aberta controlada e na operação de fusão de controladora com controlada, o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores deverá excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. No cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores, que se extinguirão, estabelecidas no protocolo da operação, deve ser reconhecida a existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados, sendo vedado favorecer, direta ou indiretamente, uma outra espécie ou classe de ações. É vedada a adoção, nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores e, por extensão, das ações dos acionistas controladores, da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas, salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. Percebe-se que o critério há de ser único, isto é, se é vedado a adoção da cotação de bolsa para os acionistas não controladores, este é também o critério para os acionistas controladores.

5.6.4.

AUDITORIA INDEPENDENTE

As demonstrações financeiras que servirem de base para operações de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta deverão ser auditadas por auditor independente registrado na CVM. Ademais, demonstrações financeiras deverão ser elaboradas de acordo com as disposições da legislação societária e normas da CVM e observarão, ainda, quando envolvido companhia aberta, critérios contábeis idênticos aos adotados pela companhia aberta, independentemente da forma societária da outra sociedade envolvida na operação.

5.6.5.

DO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

No relatório da administração, relativo ao exercício em que tiver sido efetuada qualquer operação de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta, deverá ser dedicado capítulo ou parte específica, devidamente destacada, relacionado-se, item a item, todos os custos de transação suportados pela companhia em virtude da operação, assim como o quantitativo das economias e demais vantagens já auferidas em razão da mesma. O mesmo relatório e os relatórios dos dois exercícios seguintes conterão, sem prejuízo de outras informações devidas, exposição pormenorizada das mudanças ocorridas na administração e na condução dos negócios, relacionadas ou decorrentes da operação.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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5.6.6.

DO EXERCÍCIO ABUSIVO DO PODER DE CONTROLE

Sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares, são hipóteses de exercício abusivo do poder de controle: 1 - o aproveitamento direto ou indireto, pelo controlador, do valor do ágio pago na aquisição do controle de companhia aberta no cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores, quando de sua incorporação pela controladora, ou nas operações de incorporação de controladora por companhia aberta controlada, ou de fusão de controladora com controlada; 2 - a assunção, pela companhia, como sucessora legal, de forma direta ou indireta, de endividamento associado à aquisição de seu próprio controle, ou de qualquer outra espécie de dívida contraída no interesse exclusivo do controlador; 3 - o não reconhecimento, no cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores estabelecidas no protocolo da operação, da existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados, com a atribuição de ações, com direitos reduzidos, em substituição àquelas que se extinguirão, de modo a favorecer, direta ou indiretamente, uma outra espécie ou classe de ações; 4 - a adoção, nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores, da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas, que não integrem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros; 5 - a não avaliação da totalidade dos dois patrimônios a preços de mercado, nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por companhia aberta controlada, e nas operações de fusão entre controladora e controlada, para efeito da comparação prevista no art. 264 da Lei no 6.404/76; e 6 - a omissão, a inconsistência ou o retardamento injustificado na divulgação de informações ou de documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento, avaliação, promoção e execução de operações de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta. Considera-se infração grave a prática de atos com exercício abusivo do poder de controle. Estão sujeitos às penalidades previstas em lei, conforme o caso, a companhia aberta, os membros dos conselhos de administração e fiscal, e da diretoria, os integrantes de seus órgãos técnicos ou consultivos, bem como quaisquer outras pessoas naturais ou jurídicas que tenham concorrido para a infração.

5.6.7.

DO FLUXO DE DIVIDENDOS

Os dividendos atribuídos às ações detidas pelos acionistas não controladores não poderão ser diminuídos pelo montante do ágio amortizado em cada exercício.

6.

PROCESSO DE FUSÃO DE SOCIEDADES 6.1. CONCEITO

A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Ficam, portanto, extintas as sociedades fundidas.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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aprovando-o ou rejeitando-o. deverá nomear os peritos que avaliarão os patrimônios líquidos das demais sociedades. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. § 3º. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. A Cia. Já na incorporação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Na fusão há necessidade de no mínimo duas pessoas jurídicas participarem do processo que perdem a personalidade jurídica para dar lugar a uma nova sociedade com personalidade jurídica própria. § 2º. na qual serão aprovados. os laudos de avaliação dos patrimônios. ASPECTOS CONTÁBEIS E LEGAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO Conforme visto pelo texto legal.404/1976. se aprovar o protocolo de fusão. ANDAS. 228. A assembléia geral de cada companhia. mas sucessora das anteriores. em seu art. COMES + BEBES Ltda. Ressalte-se que é vedada a aprovação do laudo de avaliação do patrimônio por sócios ou acionistas da própria empresa em que forem titulares de direito de sócio ou acionista. § 1º. 228. A Lei nº 6. ou não. COMES e a empresa BEBES Ltda. uma das participantes do processo de reorganização é uma sociedade preexistente que absorve o patrimônio da outra ou outras ou mesmo o patrimônio de uma pessoa física e continua com sua personalidade jurídica antes adotada. Apresentados os laudos. vedado aos sócios ou acionistas votar o laudo de avaliação do patrimônio líquido da sociedade de que fazem parte. que deles tomará conhecimento e resolverá sobre a constituição definitiva da nova sociedade. Os atos constitutivos serão levados ao registro pelos primeiros administradores da companhia ou sociedade resultante do patrimônio fundido.2. As três empresas unem seus patrimônios para formar a Cia. Constituída a nova companhia. no tocante a seus direitos e obrigações. A constituição definitiva da sociedade fundida será deliberada em assembléia geral com participação de todos os envolvidos. a fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. VIVOS. Para operacionalizar o processo de fusão. Cia. ANDAS + Cia. a assembléia geral de cada companhia que aprovar o protocolo deverá nomear peritos que avaliarão o patrimônio líquido das demais sociedades envolvidas no processo. os administradores convocarão os sócios ou acionistas das sociedades para uma assembléia geral. Cia. A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. Imaginando a fusão de três empresas. os sócios ou acionistas de uma empresa nomearão os peritos para avaliar o patrimônio das outras empresas e o analisarão. a Cia. Assim. VIVOS INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . incumbirá aos primeiros administradores promover o arquivamento e a publicação da fusão. trata a fusão da seguinte forma: Art. 6.

É de ressaltar que os sócios ou acionistas de uma empresa indicam os peritos ou empresa que irão avaliar o patrimônio da outra empresa.00 1. cabe salientar que se houver participação societária entre as empresas envolvidas no processo. Em termos práticos. como toda empresa que começa suas atividades. no que diz respeito a todos os direitos e obrigações.118. Outro fato que merece ser mencionado no concernente ao processo de fusão diz respeito a possibilidade de os patrimônios serem unidos tomando por base os valores contábeis das participantes ou a valores de mercado. resolveram fundir seus patrimônios para criar a sociedade Cítricos S/A. a Cia. a Cia. que será a sociedade nova e será criada para esse fim. os acionistas ou sócios não necessitam subscrever e integralizar capital social. Devemos adotar os procedimentos necessários para satisfazer as condições estabelecidas no protocolo. a Cia. o marco inicial é a formação do capital inicial. transferem seus bens. a seguinte estrutura patrimonial nos balanços levantados para essa finalidade e o conseqüente patrimônio da sociedade Cítricos S/A: Empresa Empresa Laranja S/A Limão Ltda. No caso de fusão. Para tanto. As empresas que se extinguirão possuem.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Com este processo. Assim.145. de forma resumida.983.694. pois este vem das sociedades que se extinguem. isto é. o processo de fusão se opera de forma muito semelhante ao processo de incorporação.263. direitos e obrigações para a Cia.00 783.00 661. O primeiro aspecto a analisar é que com a fusão é criada uma nova empresa ou companhia.521. perdem sua personalidade jurídica.00 538. Inicialmente veremos um exemplo de fusão considerando os valores contábeis dos patrimônios. a Cia. COMES e a empresa BEBES Ltda. ANDAS.742. Da fusão de seus patrimônios surge a Cia. O procedimento é análogo ao utilizado no processo de incorporação.00 309.048. devemos eliminá-lo em contrapartida do Patrimônio Líquido correspondente a esse investimento.00 352. os aspectos contábeis envolvidos nos processos de fusão são bastante simples.00 Empresa Cítricos S/A 1. ANDAS. Imaginemos que os sócios ou acionistas das empresas Laranja S/A e Limão Ltda. O número de ações que competirá a cada acionista será proporcional ao patrimônio que detinha na empresa extinta computado no patrimônio total. Ativos Passivos Patrimônio Líquido 1. VIVOS criada especialmente para esse fim. Eles não podem aprovar o laudo da empresa em que sejam sócios ou acionistas. FUSÃO A VALORES DE MERCADO Para que seja observada uma justa distribuição na participação aos futuros sócios ou acionistas é necessário que os patrimônios sejam avaliados a valores de mercado. 6. Quanto ao aspecto contábil. Por fim. pois deixam de existir. os patrimônios devem ser avaliados por peritos ou empresa especializada nomeados em assembléia para tal fim.322.00 Para satisfazer os aspectos contábeis é necessário que se criem contas transitórias de fusão nas duas empresas que se extinguirão e na empresa nova. COMES e a empresa BEBES Ltda.3.070.00 847. VIVOS que sucederá as anteriores.135. pois é este o documento que dá suporte ao processo.451. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 .

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Tomemos o seguinte exemplo para ilustrar o processo de fusão: Os acionistas das empresas GOIABA S. poder-se-ia dizer que houve uma distribuição entre os acionistas das sociedades.00 287.A.500.00 339. justificativa.A.00 223.760.00 161.744. B .00 97. Ativo Passivo PL (CS + Reservas + Lucros Acumulados) A.00 42. auditoria independente. É de frisar que foram elaborados na mesma data-base. ao Capital Social foram incorporados os Lucros Acumulados e as reservas de lucros.846.Situação antes da fusão Empresa GOIABA S.00 21. Para tanto foram realizados os respectivos lançamentos.00 161.00 437.).00 Empresa AÇÚCAR S.Situação das empresas antes e após a fusão A.00 BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA AÇÚCAR S. BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA GOIABA S. a empresa GOIABADA S.350.00 287. deliberaram e aprovaram o protocolo e a justificativa para promover o processo de sua fusão. foram praticados (balanços.384.038..534. Desta forma.A. e AÇÚCAR S. receberá todo o patrimônio das duas empresas avaliado a valores de mercado.A. Desta forma. A .00 PC PELP PASSIVO 154.00 Para fins específicos de fusão.A. Ativo Passivo PL (CS + Reservas + Lucros Acumulados) 287. de forma proporcional a sua participação no capital social da empresa participante no processo antes do encerramento das sociedades. Todos os atos legais. bem como foram auditadas por auditores independentes.00 384.00 PC PELP PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL TOTAL PASSIVO 93.Situação após a fusão Empresa GOIABADA S.1 . de capital e de reavaliação que constavam no Patrimônio Líquido das empresas participantes do processo.780. ATIVO AC ARLP A.606.A.00 49.256. PERMANENTE INVESTIMENTO IMOBILIZADO TOTAL 98. A sociedade resultante.2 .532.312.00 59. pertinentes ao processo.00 213. protocolo.350.734. ATIVO AC ARLP 111. Ativo Passivo PL (CS + Reservas + Lucros Acumulados) 724. assembléias gerais.A.00 126.A.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 .722.350. etc. avaliações.Balanço das empresas fusionadas antes do evento Os balanços a seguir apresentados representam os valores avaliados com fim específico da fusão.038.150. consta no Patrimônio Líquido apenas o valor do Capital Social com o devido aumento pela absorção desses outros valores do PL.000.00 32.850.000.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .00 437.341.00 c. Permanente 437.A.00 59.722.00 147.734.312.384.00 154.00 93.00 223.722.Lançamentos Contábeis Para encerrar as empresas que tiveram seus patrimônios fundidos e para a constituição da nova empresa.00 161. Pelo encerramento das contas do ativo Conta de Dissolução (fusão) a Diversos a AC a ARLP a A.778. são necessários os seguintes lançamentos contábeis: C. Pela baixa das contas do patrimônio líquido C.00 C.256. Permanente 287.00 b.532.00 b.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A.00 c. Pelo encerramento das contas do passivo Diversos a Conta de dissolução (fusão) PC PELP 213. Pelo encerramento das contas do passivo Diversos a Conta de dissolução (fusão) PC PELP Patrimônio Líquido a Conta de dissolução (fusão) 126. resultante da fusão Para registrar a constituição da nova empresa.000. ativos e passivos de cada sociedade.780.437.00 276.00 42.00 32.00 C .00 98.A.256. PERMANENTE INVESTIMENTO IMOBILIZADO TOTAL 27.Na empresa GOIABADA S.00 437.534.00 21.00 161.038.A.3 .00 303. a. a.1 .256.350.722. são necessários os seguintes lançamentos: Transferência dos elementos do Patrimônio Líquido (Capital Social).350.00 111.Na empresa GOIABA S.744.Na empresa AÇÚCAR S.2 .00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL TOTAL 223.000.150. que foi precedida da subscrição do Capital Social. Pela baixa das contas do patrimônio líquido Patrimônio Líquido a Conta de dissolução (fusão) 223. Pelo encerramento das contas do ativo Conta de Dissolução (fusão) a Diversos a AC a ARLP a A.038.

A.744.760.00 92.606.164.191. Conta de Fusão a Capital Social 384.128.00 209.00 c.00 451. ATIVO AC ARLP A. Permanente 724. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .00 Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b.760.00 63.760.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I a.682.734. Após a fusão o balanço de GOIABADA S.00 724.A. Pela constituição da nova empresa GOIABADA S.00 92.00 384.00 724.00 63.00 PC PELP PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL TOTAL PASSIVO 247.744.00 373.846.164. Bons estudos e um forte abraço a todos.00 Na próxima aula daremos seguimento a esse assunto para tratar os aspectos finais e apresentaremos exercícios para resolução.00 77.682.00 247.00 D. se apresentará da seguinte forma: BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA GOIABADA S.734. PERMANENTE INVESTIMENTO IMOBILIZADO TOTAL 209.606. Pelo recebimento dos ativos Diversos a Conta de Fusão AC ARLP A.937.606.00 384. Pelo recebimento dos passivos Conta de Fusão a Diversos a PC a PELP 339.A.

229 da Lei nº 6. 1. que não necessita ser. a hipótese de os empresários buscarem a cisão com fins de planejamento tributário. que a cisão difere do processo de incorporação e do processo de fusão. Existe. ambos da sei das sociedades anônimas. quando será constituída com essa finalidade. Sem prejuízo do disposto no art. A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. ou dividindo-se o seu capital. poderão haver vários sucessores. qualquer credor anterior INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . RESPONSABILIDADE DOS SUCESSORES NA CISÃO As responsabilidades dos sucessores na cisão estão dispostas no § 1º do art. 229. extinguindo-se a companhia cindida. 229 e no art. mas. Os motivos que levam os empresários a perseguir um processo de cisão podem ser diversos. Parágrafo único. ainda. Depreende-se desse dispositivo legal.2. as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida sucederão a esta. em seu aspecto conceitual. Outro aspecto presente na definição acima apresentada é que a sociedade receptora de parcela do patrimônio pode ser nova. ao dispor que: § 1º.1. se houver versão de todo o seu patrimônio. se parcial a versão. sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida. necessariamente. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas. 233.404. de 30 de outubro de 1976. 233. na proporção dos patrimônios líquidos transferidos. Art. O PROCESSO DE CISÃO DE SOCIEDADES 1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Hoje veremos mais alguns aspectos sobre a reorganização societária. as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. quando a cisão poderá ser parcial ou total se houver a extinção da sociedade cindida. no caso de cisão com extinção. Desta forma. nos direitos e obrigações não relacionados. além de haver a possibilidade de resultar apenas um sucessor. dentre os quais a dissidência entre sócios e o aprimoramento de competitividade. quando a cisão será parcial. CONCEITO A definição legal do processo de cisão provém do caput do art. consumada. constituídas para esse fim ou já existentes. ou ser uma sociedade ou empresa preexistente. visto que na cisão poderá haver vários sucessores ou apenas um único. que assim dispõe: Art. Na cisão com extinção da companhia cindida. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. a sociedade que absorver parcela do patrimônio da companhia cindida sucede a esta nos direitos e obrigações relacionados no ato da cisão. Outra importante diferença diz respeito a extinção da sociedade cindida. nesse caso. 1. 233.

nomeará os peritos que avaliarão a parcela do patrimônio a ser transferida. mas somente na proporção do patrimônio recebido. Já no processo de cisão parcial com versão do patrimônio para sociedade preexistente. a oposição dos credores será individual. se a aprovar. Isto quer dizer que no momento da cisão.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia poderá se opor à estipulação. 229. ele não poderá invocar a solidariedade. a estipulação ou a deliberação da assembléia. para ele. ficaram sob sua responsabilidade. as demais terão de fazê-lo. Da mesma forma. Além deste aspecto não poderá haver oposição dos credores anteriores a cisão. a operação será deliberada pela assembléia geral da companhia à vista de justificação que incluirá as informações de que tratam os nºs do art. e funcionará como assembléia de constituição da nova companhia. tecnicamente. incorporação de parcela do patrimônio da sociedade cindida. se uma delas não honrar as obrigações herdadas da companhia cindida. desde que notifique a sociedade no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação dos atos da cisão. Desta forma. a sucessora participará dos direitos da companhia cindida na proporção do patrimônio recebido. quando há criação de sociedade nova. Observa-se que a responsabilidade dos sucessores em relação às obrigações da companhia cindida antes da cisão está limitada a parcela ou na proporção do patrimônio recebido ou transferido. 224. Aspecto interessante ocorre quando há extinção da sociedade cindida. em relação ao seu crédito. isto é. nomear os peritos que avaliarão o patrimônio a ser transferido. porém. essa solidariedade poderá ser excluída em caso de cisão parcial desde que esta intenção conste no protocolo e seja aprovada pela assembléia geral que deliberar sobre a cisão. 1. a sucessora receberá parcela do patrimônio que será composto por bens.3. direitos e obrigações. Se. Entretanto. observando-se a mesma proporção entre os elementos patrimoniais. se a companhia cindida não puder honrar os compromissos assumidos antes da cisão e que. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . também. prevalecendo. há neste caso. nos parágrafos 2º e 3º do art. além dos aspectos já analisados. § 3º. Na cisão com versão de parcela do patrimônio em sociedade nova. ao dispor que: § 2º. isto é. se algum credor não se opor ao afastamento da solidariedade em relação aos seus créditos. isto é. CISÃO PARCIAL A lei trata da cisão parcial. cabe à assembléia geral a quem compete. no processo de cisão. a assembléia. pois neste caso as sociedades que absorveram o patrimônio responderão de forma solidária pelas obrigações da companhia cindida. funcionando a sociedade receptora como incorporadora. a companhia cindida não se extinguir as sucessoras são obrigadas solidárias para com ela pelas obrigações que esta tinha antes da cisão. em caso de aprovação da cisão. Incumbe a assembléia geral promover a constituição estatutária da nova empresa. mediante notificação desta oposição à sociedade no prazo de 90 dias a contar da efetivação da cisão. No entanto. A cisão com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente obedecerá às disposições sobre incorporação (art. a deliberação sobre o processo de cisão parcial. as sociedades resultantes ou as que receberam parcelas do patrimônio terão que assumir estes compromissos na proporção dos patrimônios recebidos. 227). isto quer dizer que. a operação segue o roteiro ou disposições estabelecidas ao processo de incorporação.

na proporção das que possuíam. caberá aos administradores das sociedades que tiverem absorvido parcelas do seu patrimônio promover o arquivamento e publicação dos atos da operação. ASPECTOS CONTÁBEIS E LEGAIS Conforme vimos. esse dever caberá aos administradores da companhia cindida e da que absorver parcela do seu patrimônio. inclusive das ações sem direito a voto.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O arquivamento dos atos inerentes ao processo de fusão parcial na junta comercial e a sua publicação caberá. os procedimentos a serem observados são semelhantes aos procedimentos da cisão parcial.A. COBRAS SOLTAS S. COBRAS SOLTAS S.A. do art.6. o teor do parágrafo 5º do art. CISÃO TOTAL Tratando especificamente da cisão total.A. 229. aos administradores das empresas resultantes ou que absorveram o patrimônio da sociedade extinta. a cisão pode ser total ou parcial. § 5º. conjuntamente. 229 da lei societária. AÇOS S. pois repassa parcela do seu patrimônio às empresas sucessoras. 1. porém com patrimônio menor. em substituição às extintas. 1. aos administradores da companhia cindida e aos administradores das empresas que absorverem parcela de seu patrimônio. por razões óbvias em face da extinção da sociedade cindida. receberão destas as ações que forem integralizadas com parcelas do patrimônio na exata proporção das ações que possuíam na empresa cindida. em caso de cisão total com extinção da companhia cindida. sendo criadas duas empresas novas para absorverem parcelas do seu patrimônio. RESULTANTES AÇOS S. que passarão à condição de acionistas nas empresas sucessoras. o parágrafo 4º do art. Efetivada a cisão com extinção da companhia cindida. poderemos ter as seguintes situações: ESPÉCIE Cisão Parcial SOCIEDADE ORIGINAL SYNO S. em síntese. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . As ações integralizadas com parcelas de patrimônio da companhia cindida serão atribuídas a seus titulares. A diferença entre as duas formas de cisão consiste no fato de que a publicação e o arquivamento dos atos inerentes ao processo compete. Portanto. Na cisão total a empresa cindida desaparece. Este é. SUBSTITUIÇÃO E ATRIBUIÇÃO DAS AÇÕES Os titulares de ações da empresa cindida.4. passe pelo processo de cisão. Assim.5.A. 1. Cisão Total SYNO S. supondo que a empresa SYNO S. à atribuição em proporção diferente requer aprovação de todos os titulares.A. SYNO S.A. exclusivamente. da lei societária estabelece que: § 4º.A.A. enquanto que na cisão parcial a empresa cindida remanesce. na cisão com versão parcial do patrimônio.

que teoricamente apresenta valores de mercado. Porém. pois ela constará no patrimônio da empresa que receber os bens reavaliados como tal.000. após a cisão.000.000.000. cada empresa permanece com uma parcela dos bens. Isto nos faz imaginar que existe uma contabilidade segregada para tais ativos e passivos e. Desta forma. Caso interessante diz respeito a reserva de reavaliação.000.00 40. elas serão transferidas na proporção da cisão.00 25. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . dos resultados e do patrimônio líquido.000.00 550. teremos no patrimônio líquido da sociedade que receberá os bens a conta de reserva de reavaliação. como conseqüência.00 150. a empresa possuía o seguinte patrimônio: ATIVO Ativo Circulante Disponibilidades Contas a Receber Mercadorias .000.000.00 50.00 265.000. Por ocasião da decisão dos acionistas.00 70.00 95.00 145. Este processo objetiva a conversão da parcela do patrimônio líquido da sociedade cindida em capital social na sociedade resultante.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXEMPLO PRÁTICO Vejamos o exemplo de uma cisão parcial com criação de uma nova empresa.000.00 40.000. afinal a sociedade resultante é uma sociedade nova e como tal deverá possuir em seu patrimônio líquido somente o capital social.00 550. isto é. pela operação de cisão. se não houver essa capitalização das contas do Patrimônio Líquido.000.000.000.000. É recomendável que todas as reservas e outras contas que integram o patrimônio líquido sejam capitalizadas antes de efetuar o processo de cisão. direitos e obrigações proporcional ao percentual que lhe foi atribuído pelo processo de cisão.00 Tomando por base este balanço.00 Valor (R$) 150.00 245.estoque Ativo Permanente Imobilizado Total do Ativo PASSIVO Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Obrigações sociais e tributárias Fornecedores PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total do Passivo Valor (R$) 90.00 305.00 285.000. os acionistas decidiram que a nova empresa receberia parcelas proporcionais do ativo e do passivo.

Deve-se dar atenção.750.750. o mesmo percentual do patrimônio líquido.00 412.250.500. ao laudo dos peritos ou da empresa especializada que procedeu a avaliação do patrimônio.250.000.00 137. ASPECTOS CONTÁBEIS COMUNS REORGANIZAÇÃO DE SOCIEDADES NOS PROCESSOS DE Os processos de reorganização de empresas.00 23.00 30.00 76.500. bem como ao protocolo e justificativa.7.00 36.7. 1.750.00 108.500.00 22.250.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Posição Patrimonial após a Cisão Empresa Cindida ATIVO Circulante Disponibilidades Contas a Receber Mercadorias . são relativamente simples quando conhecemos a natureza da operação e as condições estabelecidas no protocolo e na justificativa.750.00 10. como conseqüência.500.750.00 61.500.00 71. é possível efetuar os registros contábeis correspondentes aos processos de reorganização societária. ainda.00 228.00 17.00 37.00 Observe que neste caso os valores do patrimônio líquido foram capitalizados antes do processo de cisão e que o percentual transferido para a empresa nova foi de 25% do valor dos bens. direitos obrigações e. TRATAMENTO DO ÁGIO/DESÁGIO Quanto ao tratamento contábil do ágio e do deságio. De posse dessas informações.00 52. no que se refere aos aspectos contábeis.500.250.000.500.00 183.00 198.500.1.00 137.00 71.250.500. 1.00 Total do Ativo PASSIVO Circulante Empréstimos e Financiamentos Obrigações sociais e trabalhistas Fornecedores PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Total do Passivo 112.00 66.500.250.750.00 213.estoque Permanente Imobilizado Empresa Nova 67.00 412. pois nele constarão valores e vida útil remanescente a serem utilizados pelas empresas sucessoras. podemos ter as seguintes situações: 1) Quando estejam envolvidas empresas de capital fechado ou quando a controladora absorver o patrimônio da controlada: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . Na análise da documentação que instrui o processo devemos dar especial atenção às alterações estatutárias ou contratuais.

no laudo de avaliação e das alterações contratuais ou estatutárias que se fizerem necessárias. c) em conta específica do ativo diferido (ágio) ou em conta específica de resultado de exercício futuro (deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. fusão ou cisão. c) ágio e deságio fundamentados em expectativa de resultado futuro: devem continuar dando o mesmo tratamento na sucessora que teriam na sucedida. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público. incluídos no balanço patrimonial e amortizados no prazo e na extensão das projeções que os determinaram. com base no protocolo.7. incorporando-o ao patrimônio líquido ou destinando-o de outra forma. a incorporadora deverá contabilizar o ágio e o deságio da seguinte forma: a) ágio e deságio. se diferencia em razão de a incorporadora ser a controlada ou a controladora.2. quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil. b) em conta específica do ativo imobilizado (ágio) – quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição do direito de exploração. ou seja. ROTEIRO PARA CONTABILIZAÇÃO A contabilização dos processos de incorporação. do valor relativo ao direito transferido. 2) Quando a empresa controlada incorporar a sua controladora. o deságio vai para Resultados de Exercícios Futuros! 1. ou subtraído. no caso de ágio. No caso de ágio. d) o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. devem ser contabilizados nas contas representativas dos bens que lhe deram origem. 2º) A sociedade que sofre o processo de reorganização (a sucedida) deve encerrar as contas de resultados relativas ao exercício em que se opera a reorganização. Atenção! Perceba que a contabilização. na justificativa. conforme o protocolo. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público: deverá ser adicionado. No caso de controladora ser incorporada pela sua controlada. segue basicamente o seguinte roteiro: 1º) Devemos elaborar os papéis de trabalho do processo de reorganização.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) ágio decorrente da diferença entre o valor de mercado de ativo na sociedade sucedida: esse valor deverá ser adicionado ao respectivo ativo transferido para a empresa sucessora. b) deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de ativo na sociedade sucedida: esse valor deve ser subtraído do respectivo ativo transferido para a sucessora. no processo de incorporação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . em caso de deságio. a contrapartida será uma reserva especial de ágio no patrimônio líquido.

Porém. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos. pode haver casos em que a versão do patrimônio seja efetuada linha por linha. 132. desde que relativos a obrigações tributárias surgidas antes da referida data. sob a mesma ou outra razão social. de regra haverá apenas a conta de capital social no caso de criação de empresa nova. a sociedade sucedida encerra todas as contas de ativo. os passivos e o aumento do patrimônio líquido que poderá ser exclusivamente na conta de capital social. responde pelos tributos. ASPECTOS FISCAIS E TRIBUTÁRIOS DAS OPERAÇÕES DE FUSÃO. reconhecerá os ativos. quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente. mas é aceita pela doutrina e não contraria a legislação de regência. 2..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3º) Para baixar os elementos patrimoniais. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS SUCESSORES As pessoas jurídicas sucessoras das sociedades incorporadas. transformadas ou incorporadas. 133.1. Parágrafo único. Art. e continuar a respectiva exploração. INCORPORAÇÃO E CISÃO 2. sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual. e aos constituídos posteriormente aos mesmos atos. . relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido. conforme já vimos em tópicos anteriores. cindidas ou transformadas respondem pelo imposto devido pelas sucedidas. passivo e patrimônio líquido em contrapartida de uma conta denominada de contas de incorporação. O Código Tributário Nacional – CTN trata da responsabilidade dos sucessores do seguinte modo: Art. no grupo do patrimônio líquido. que não é a forma mais recomendada. em contrapartida das contas denominadas de contas de incorporação. ou sob firma individual. industrial ou profissional. devidos até à data do ato: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . Quanto a contabilização da operação na empresa resultante ou sucessora é de salientar que. por qualquer título. fusionadas. contas de fusão ou contas de cisão. receptora de parte ou todo o patrimônio da sociedade sucedida.. 129. fundo de comércio ou estabelecimento comercial. desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data. transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas. contas de fusão ou contas de cisão. ou seu espólio. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado. A responsabilidade aqui mencionada alcança os créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição na data dos atos citados e também os constituídos posteriormente. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão. Art. 4º) A sociedade resultante (a sucessora).

integralmente. 514. as reservas de reavaliação transferidas da empresa sucedida para a sucessora terão. para a legislação do Imposto de Renda. indústria ou atividade.000. isto é. 2. art. Com relação ao pagamento do imposto devido. se o alienante cessar a exploração do comércio. 235 do Decreto nº 3. indústria ou profissão. II . nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio. 2. de 29 de junho de 1987. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . art. também. Art. o prazo é fatal e o pagamento deve ser efetuado em uma única vez.2.4.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . do art. 810. Ressalta. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Os arts.341.subsidiariamente com o alienante. fusionada ou cindida deverá apresentar declaração de rendimentos correspondente ao período transcorrido durante o ano-calendário.3. igual tratamento tributário que teriam na sucedida. 861 do RIR/99 estabelece que: O pagamento do imposto correspondente a período de apuração encerrado em virtude de incorporação. o art. em cota única. 810 do RIR/99 reproduz os dizeres do § 7º. DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS E PAGAMENTO DO IMPOSTO Consoante o disposto no § 7º. de 26 de março de 1999. Esta regra é válida. ou seja. modificação de seu controle societário e do ramo de atividade (Decreto-Lei nº 2.341. incorporação. devendo ser computada na apuração do lucro real de encerramento das atividades. ainda que neste caso não poderá ser aplicada a forma de pagamento em até três parcelas. fusão ou cisão não poderá compensar prejuízos fiscais da sucedida (Decreto-Lei nº 2. de 29 de junho de 1987. O art. fusão ou cisão. 513 e 514 do RIR/99 estabelecem que: Art. que aprovou o Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99. Em casos de extinção por liquidação. A pessoa jurídica não poderá compensar seus próprios prejuízos fiscais se entre a data da apuração e da compensação houver ocorrido. na sucessora. 33). até o último dia útil do mês subseqüente ao do evento. a reserva de reavaliação da sociedade que se extingue será considerada realizada. fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação deverá ser efetuado até o último dia útil do mês subseqüente ao da ocorrência do evento. a pessoa jurídica incorporada. com observância do disposto no art. 2. 513. 32). antes mencionado. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO Nos processos normais de transformação. em seu próprio nome. A pessoa jurídica sucessora por incorporação. se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação. cumulativamente.

No caso de cisão parcial. enquanto que a dissolução é o marco final do exercício dessa destinação. anistia ou remissão. a dissolução poderá ser operada de forma amigável. pacificamente. relativas a impostos. é vedado à União. que pode ser voluntária ou compulsória (judicial ou por ato de Autoridade Administrativa). a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos. que consiste na realização do ativo e na satisfação do passivo com distribuição de eventuais sobras.A. que. de 29 de junho de 1987. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. durante a dissolução e a liquidação a sociedade mantém a personalidade jurídica. Já a dissolução judicial depende de prévia provocação do poder judiciário por parte dos interessados e se opera por meio de sentença definitiva. quer por meio de um distrato firmado entre os interessados. quer por disposição estatutária ou contratual..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Parágrafo único. só poderá ser concedido mediante lei específica. incorporadas ou cindidas não podem ser compensados nas pessoas jurídicas (empresas) resultantes. Entretanto. Art. FORMAS DE EXTINÇÃO As sociedades são constituídas para exercer o objeto social inscrito nos seus atos constitutivos. ingressando a sociedade. ela não pode realizar novos negócios. A dissolução representa o fim da etapa produtiva da empresa. parágrafo único). concessão de crédito presumido. em verdade. culminando com a extinção da sociedade que consiste no desaparecimento da personalidade jurídica. Veja-se que o CTN estabelece que as sociedades resultantes dos processos de reorganização societária sucedem a anterior em todos os direitos e obrigações. 33. os prejuízos fiscais não podem passar da pessoa que os tenha gerado. art. a compensação de prejuízo fiscal é. Consoante as disposições da Lei das S. XII. sem prejuízo do disposto no artigo 155. a lei específica há de prevalecer sobre a lei geral. o encerramento da sociedade. durante essa fase. um benefício fiscal. 3. objetiva a extinção ou o término jurídico da sociedade. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio líquido (Decreto-Lei nº 2. estamos diante de um processo que se inicia com a dissolução. ao Distrito Federal e aos Municípios: § 6º Qualquer subsídio ou isenção. Desta forma. federal. com base na comprovação dos motivos alegados.341. 150 da CF/88. judicial ou por ato do Poder Executivo. que regule exclusivamente as matérias acima e numeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. No entanto. por sua vez. Desta forma. taxas ou contribuições. é aplicável o disposto no § 6º do art. em processo de liquidação. redução de base de cálculo. a partir daí. os prejuízos fiscais das pessoas jurídicas (empresas) fusionadas. Assim. aos Estados. estadual ou municipal. Será amigável quando os sócios ou acionistas acordam. Neste caso. pela prática dos atos necessários para tal junto aos órgãos de registros competentes. § 2º. g. isto é. Desta forma. 150. seguido da liquidação.

Portanto. se o mínimo de dois não for reconstituído até à do ano seguinte. A liquidação pode operar-se pelos órgãos da companhia ou pelo Poder Judiciário: a) Liquidação pelos Órgãos da Companhia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . em caso de falência. liberando-as dos compromissos assumidos quando da união. pela existência de um único acionista. III) Por Decisão de Autoridade Administrativa Competente. pela extinção. até a extinção. Pode decorrer de vários motivos. 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3. isto é. II) Por Decisão Judicial quando anulada sua constituição. da vontade unânime dos sócios ou por imposição da própria lei. bem como a distribuição das sobras entre os acionistas ou sócios da empresa em liquidação. b) Efeitos A companhia dissolvida conserva a personalidade de jurídica. nos casos previstos nos estatutos. na forma da lei. quando provado que não pode preencher o seu fim em ação proposta por acionistas que representem 5% ou mais do capital social. a) Formas de Dissolução Dissolve-se a companhia da seguinte forma: I) De Pleno Direito: pelo término do prazo de duração.2.1. DISSOLUÇÃO Dissolução significa ruptura no sentido de desmanchar ou romper um elo jurídico de coisas ou pessoas. LIQUIDAÇÃO Liquidação representa a fase do processo de extinção em que são realizados os ativos e liquidados os passivos. na forma prevista na respectiva lei. por deliberação da assembléia geral. em ação proposta por qualquer acionista. nos casos e na Forma Previstos em Lei Especial. da autorização para funcionar. com o fim de proceder a liquidação. entende-se por dissolução da sociedade o ato pelo qual se tem como extinta ou terminada a existência legal da sociedade civil ou comercial. verificada em assembléia geral ordinária.

que tiver liberado ou decidido a liquidação. realizar o ativo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . inclusive alienar bens móveis ou imóveis. ou certidão de sentença. finda a liquidação. fazer levantar. nos casos previstos em lei ou quando julgar necessário. compete à assembléia. determinar o modo de liquidação e nomear o liquidante e o Conselho Fiscal que devem funcionar durante o período de liquidação. O liquidante poderá ser destituído. se os administradores ou a maioria de acionistas deixarem de promover a liquidação. arquivar e publicar a ata da assembléia geral que houver encerrado a liquidação. onde quer que estejam. II – a requerimento do Ministério Público. A companhia que tiver Conselho de Administração poderá mantê-lo. a qualquer tempo. nos casos de dissolução da companhia de pleno direito. no caso da extinção. pagar o passivo. conforme dispuser o estatuto. exigir dos acionistas. de imediato. nos casos de dissolução de pleno direito da companhia. quando o ativo não bastar para a solução do passivo. Na liquidação será observado o disposto na lei processual. São poderes do Liquidante: Compete ao liquidante representar a companhia e praticar todos os atos necessários à liquidação. pelo órgão que o tiver nomeado. nos 30 (trinta) dias subseqüentes à dissolução. o funcionamento do Conselho Fiscal será permanente ou a pedido de acionistas. livros e documentos da companhia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Silenciando o estatuto. a integralização de suas ações. receber e dar quitação. ou pelo juiz. a liquidação será processada judicialmente: I – a pedido de qualquer acionista. em prazo não superior ao fixado pela assembléia geral. se a companhia. b) Liquidação Judicial Além dos casos já mencionados. após iniciá-la. convocar a assembléia geral. confessar a falência da companhia e pedir concordata. interrompê-la por mais de 15 (quinze) dias. ou a ela se opuserem. arrecadar os bens. São deveres do liquidante: arquivar e publicar a ata da assembléia geral. submeter à assembléia geral relatório dos atos e operações da liquidação e suas contas finais. da autorização para funcionar. competindo-lhe nomear o liquidante. na forma da lei. transigir. à vista de comunicação da autoridade competente. e partilhar o remanescente entre os acionistas. devendo o liquidante ser nomeado pelo juiz. não iniciar a liquidação ou se. o balanço patrimonial da companhia. ultimar os negócios da companhia. nos casos previstos em lei.

para essas prestações de contas. ainda que para facilitar a liquidação. As funções da Assembléia Geral: O liquidante convocará a assembléia geral a cada 6 (seis) meses. No curso da liquidação judicial. em detrimento de parcela que lhe tocaria. Nas assembléias gerais da companhia em liquidação todas as ações gozam de igual direito de voto. sumariamente. pelo voto de acionistas que representem 90% (noventa por cento). se inexistissem tais condições. restaura-se a eficácia das restrições ou limitações relativas ao direito de voto. As atas das assembléias gerais serão. Quanto a denominação da Companhia: Em todos os atos ou operações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Sem expressa autorização da assembléia geral o liquidante não poderá gravar bens e contrair empréstimos. o liquidante deverá usar a denominação social seguida da palavra em liquidação. a assembléia geral pode fixar. cessando o estado de liquidação. mas. tornando-se ineficazes as restrições ou limitações porventura existentes em relação às ações ordinárias ou preferenciais. ou. em qualquer caso. se façam rateios entre os acionistas. períodos menores ou maiores que. por cópias autênticas. a quem compete presidi-las e resolver. nem prosseguir. as assembléias gerais necessárias para deliberar os interesses da liquidação serão convocadas por ordem do juiz. os acionistas majoritários indenizarão os minoritários pelos prejuízos apurados. Da Partilha do Ativo (saldo): A assembléia geral pode deliberar que antes de ultimada a liquidação. apensadas ao processo judicial. com desconto às taxas bancárias. à proporção que se forem apurando os haveres sociais. em relação a estas. as dúvidas e litígios que forem suscitados. das ações. sob sua responsabilidade pessoal. condições especiais para a partilha do ativo remanescente. se já consumada. se não consumada. salvo quando o indispensável ao pagamento de obrigações inadiáveis. na atividade social. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . para prestar-lhe contas dos atos e operações praticados no semestre e apresentar-lhe o relatório e o balanço do estado de liquidação. pagar integralmente as dívidas vencidas. o liquidante poderá. com a atribuição de bens aos sócios. pelo valor contábil ou outro por ela fixado. será a partilha suspensa. É facultado à assembléia geral aprovar. o liquidante pagará as dívidas sociais proporcionalmente e sem distinção entre vencidas e vincendas. A satisfação do Passivo: Respeitados os direitos dos credores preferenciais. no mínimo. não serão inferiores a 3 (três) nem superiores a 12 (doze) meses. Provado pelo acionista dissidente que as condições especiais de partilha visaram a favorecer a maioria. depois de pagos ou garantidos os credores. e depois de pagos todos os credores. Se o ativo for superior ao passivo.

aliado a um elevado patrimônio líquido e que demonstrem liquidez satisfatória para fazer frente a determinados empreendimentos. em dar baixa dos atos constitutivos e dos registros nos órgãos competentes em nível federal. através de prestação final de contas aprovadas por estes. para promover a ação que lhe couber. EXTINÇÃO A extinção é o ato final do processo e consiste. fiscais e acionistas subsistirão até a extinção da companhia. fusão ou cisão. até o limite da soma. 4. II – nos casos de incorporação por outra sociedade. encerra-se a liquidação e a companhia se extingue. individualmente. CONSÓRCIO Em muitas situações é requerido que as empresas apresentem grande capacidade operacional e técnica. 3. fusão ou cisão total. Da responsabilidade na Liquidação: O liquidante terá as mesmas responsabilidades do administrador. sem que cada uma perdesse a sua personalidade jurídica. o pagamento de seu crédito. estadual e municipal. nessas circunstâncias. a contar da publicação da ata. Aprovadas as contas. basicamente. O acionista executado terá direito de haver dos demais a parcela que lhes couber no crédito pago. O acionista dissidente terá o prazo de 30 (trinta) dias.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Da prestação de Contas: Pago o passivo e rateado o ativo remanescente. começou-se a facultar que as empresas se agrupassem. ação de perdas e danos. A companhia será extinta: I – pelo encerramento da liquidação. e de propor contra o liquidante. principalmente os concernentes às obras e serviços públicos.3. formando consórcios de empresas para a consecução de um fim específico. assim entendido o processo pelo qual o liquidante paga o passivo e rateia o ativo remanescente entre os acionistas. uma vez que este passa a fazer parte de uma outra empresa que sucede a extinta em seus direitos e obrigações. Diante da escassez de empresas que satisfaçam as condições requeridas. e os deveres e responsabilidades dos administradores. não há devolução do patrimônio aos sócios. Neste último caso. o credor não satisfeito só terá o direito de exigir dos acionistas. se for o caso. o liquidante convocará a assembléia geral para a prestação final de contas. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . por eles recebida. Do Direito do Credor não Satisfeito: Encerrada a liquidação. Os sócios recebem da sucessora as ações que lhe couberem em função da incorporação.

§ 2º A falência de uma consorciada não se estende às demais. As companhias e quaisquer outras sociedades. que também os representa juridicamente. § 1º O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato. conforme sejam os objetivos a consecução de um fim específico ou a execução de determinados serviços. mantendo cada uma a sua estrutura organizacional e jurídica. Por fim. pois carece de personalidade jurídica e. a administração e responsabilidade pelas obrigações do consórcio sobre a empresa designada para tal. sob o mesmo controle ou não. Por isso. não havendo solidariedade entre as partes. observado o disposto neste Capítulo. o consórcio não representa constituição de sociedade nova. respondendo cada uma por suas obrigações. aquele requer que uma das consorciadas seja a interlocutora ou a líder do grupo. não possui capital social. cada empresa participante do consórcio responde pessoalmente por sua obrigações assumidas perante terceiros. Conforme aquele dispositivo legal. os créditos que porventura tiver a falida serão apurados e pagos na forma prevista no contrato de consórcio. em conseqüência. recaindo. Pelo exposto. cuja estipulação precisa deve constar no contrato que implementa o consórcio. conforme seja admitida a entrada de nova empresa no grupo ou não. cujo implemento se dá por meio de um contrato que obriga os contraentes entre si. podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento. visto que o consórcio é constituído para a execução de fim específico e determinado. não será objetivo do consórcio a distribuição de resultados. neste caso. As empresas se agrupam para fazer frente a um objetivo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Destarte. obras e concessões. infere-se que o consórcio possui caráter mercantil e objetiva somar recursos operacionais e/ou financeiros. que geralmente possui amplo espectro de atuação. A superveniência de falência de uma das consorciadas não se estende às demais. encontrando-se sublinhado. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . surgindo. Vejamos os dispositivos legais pertinentes ao assunto: Art. não há que se comparar o consócio com grupo de sociedades. 278 e 279. Em ambos os casos. na lei das SA. sem presunção de solidariedade. como principal matriz legal. A lei das SA trata do consórcio nos arts. persistindo o consórcio com as outras contratantes. Não se trata de forma de reorganização societária e tampouco de formação de truste. As empresas que participam do consórcio podem possuir objeto semelhante ou os objetos das diversas empresas se complemente para a execução do objetivo comum. assim. mantendo cada parte sua autonomia e responsabilidade perante terceiros. conclui-se que consórcio e grupamento de empresas se constituem em expressões análogas. Embora sem personalidade jurídica própria. Quando o objetivo do consórcio é a celebração de contratos com o Poder Público. 278. um consórcio instrumental. A doutrina classifica os consórcios em abertos e fechados. subsistindo o consórcio com as outras contratantes. o consórcio é representado por um órgão de administração constituído pelos seus pares. isto é. o consórcio operacional e o consórcio instrumental. por mais que se possa chegar a resultados semelhantes nos diversos institutos.

a designação do consórcio se houver. do qual constarão: I . se houver.contribuição de cada consorciado para as despesas comuns. Parágrafo único. 11. em reunião realizada nesta data.a definição das obrigações e responsabilidade de cada sociedade consorciada.a duração. V . IV . devendo a certidão do arquivamento ser publicada. fusão e cisão envolvendo companhia aberta.forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum. III . NORMATIZAÇÃO DA CVM INSTRUÇÃO CVM No 319. O consórcio será constituído mediante contrato aprovado pelo órgão da sociedade competente para autorizar a alienação de bens do ativo permanente. 5. DE 3 DE DEZEMBRO DE 1999 Dispõe sobre as operações de incorporação. RESUMO DOS SOCIETÁRIA PRINCIPAIS PRAZOS NA REORGANIZAÇÃO 5 DIAS 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias Prazo para realização de Assembléia Geral quando houver diminuição do Capital Social pela absorção das ações em tesouraria. O pedido de novo balanço pelo acionista dissidente.normas sobre administração do consórcio. alínea "g". II . inciso I. Exercício do direito de preferência na subscrição de ações. Pagar saldo a acionista dissidente. e inciso II. 279. O contrato de consórcio e suas alterações serão arquivados no registro do comércio do lugar da sua sede. e das prestações específicas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. VII . §6o. representação das sociedades consorciadas e taxa de administração. com fundamento nos arts. Substituir acionista de ações em tesouraria. contabilização. Credor anterior pode pleitear. VI .normas sobre recebimento de receitas e partilha de resultados. 9o. O Presidente da Comissão de Valores Mobiliários . Credor anterior se opor a exclusão da responsabilidade na cisão. §3o. quando não for pública a subscrição. Retirada de Acionista se não promovida a admissão das novas ações no mercado secundário. com o número de votos que cabe a cada consorciado. 22. a anulação da incorporação e fusão. VIII . 21. inciso I. Promover a admissão das novas ações no mercado secundário. endereço e foro.CVM torna público que o Colegiado. se houver. 8o.o empreendimento que constitua o objeto do consórcio. judicialmente. inciso I. 6. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 .

116. fusão e cisão envolvendo companhia aberta: I . as condições de incorporação. de 1o de março de 1996. 1o São regulados pelas disposições da presente Instrução. da Lei no 6. §2o Para os efeitos desta Instrução. à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. nos termos da Instrução CVM no 243.hipóteses de exercício abusivo do poder de controle. bem como os eventuais fatores de risco envolvidos. de 7 de dezembro de 1976. relativamente às operações de incorporação. IV . II. assim como divulgadas na imprensa. e o interesse da companhia na sua realização.o aproveitamento econômico e o tratamento contábil do ágio e do deságio. 122. 124. IV. §1o O disposto nesta Instrução aplica-se.a obrigatoriedade de auditoria independente das demonstrações financeiras. e 264. as seguintes informações: I . e as demais sociedades cujas ações sejam admitidas à negociação nas entidades do mercado de balcão organizado. V . financeira e quaisquer outros efeitos positivos. até quinze dias antes da data de realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o respectivo protocolo e justificação.a relação de substituição das ações dos acionistas não controladores. 165. equiparam-se às companhias abertas as sociedades beneficiárias de recursos oriundos de incentivos fiscais registradas na CVM. III . II . e VII . da Lei no 6. 163. 136.404. mediante publicação nos jornais utilizados habitualmente pela companhia.(NR)* DA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES Art. RESOLVEU baixar a seguinte Instrução: DO ÂMBITO E FINALIDADE Art. notadamente: a) os benefícios esperados. no mínimo. alíneas b e h. §3o.os motivos ou fins da operação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . VI e VII. §1o. 223 a 230. de 8 de fevereiro de 1984. patrimonial. 115.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia parágrafo único e incisos I. 177. §1o. de natureza empresarial. 170. 8o. 160. destacando-se. de 15 de dezembro de 1976.o fluxo de dividendos dos acionistas não controladores. independentemente da respectiva forma societária.385. 117. alínea e c/c §§ 4o e 5o. §1o A comunicação e a divulgação a que se refere o caput deste artigo deverão conter. e tendo em vista os arts. incisos IV e IX. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta deverão ser comunicadas pela companhia. 157. às sociedades comerciais que façam parte das operações de que trata o caput deste artigo. 2o Sem prejuízo do disposto na Instrução CVM no 31. 158. inciso III. inciso VIII. VI .a divulgação de informações.o conteúdo do relatório da administração. legal.

IX . IV . bem como eventuais mecanismos compensatórios. X . atual ou potencial.o detalhamento da composição dos passivos e das contingências passivas não contabilizadas a serem assumidas pela companhia resultante da operação. XI . VIII . o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada. do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir. a data a que será referida a avaliação. para efeito da comparação prevista no art. os critérios utilizados para determinar as relações de substituição e as razões pelas quais a operação é considerada eqüitativa para os acionistas da companhia. segundo espécies e classes das ações.a identificação dos peritos ou da empresa especializada. XIV . e o tratamento das variações patrimoniais posteriores.a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra.a indicação dos atos societários e negociais que antecederam a operação. e c) a quantificação estimativa. III . de 15 de dezembro de 1976. as razões para a modificação dos seus direitos. e nos termos da legislação tributária. cuja nomeação será submetida à aprovação da assembléia geral. 264 da Lei no 6.a comparação. na qualidade de sucessora legal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) se for o caso. em quadro demonstrativo.o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes.o número. ou desta por companhia aberta controlada. o montante do ágio que poderá ser amortizado a título de benefício fiscal e as condições de seu aproveitamento pela companhia. XII . de qualquer conflito ou comunhão de interesses. II . em relação aos mesmos.os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . dos custos de realização da operação.os critérios de avaliação do patrimônio líquido. se houver. avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data. entre as vantagens políticas e patrimoniais das ações do controlador e dos demais acionistas antes e depois da operação.se for o caso de incorporação de companhia aberta por sua controladora. razoavelmente discriminada em itens. no caso de cisão. VI . espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócio que se extinguirão.o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação. com a declaração da existência ou não. XIII . ou de fusão de controladora com controlada.404.a composição. a preços de mercado. V . se for o caso. inclusive das alterações dos respectivos direitos. para avaliar o patrimônio líquido da companhia. VII .as ações que os acionistas preferenciais receberão. após a operação.

que deverão ser aprovados para se efetivar a operação. demonstrações financeiras. estudos ou prestado quaisquer outros serviços. deverão: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . 2o). §2o Os valores sujeitos à determinação serão indicados por estimativa. deverão. 3o desta Instrução. laudos. tiverem conteúdo diverso em relação aos requeridos pela legislação societária e pelas demais normas expedidas pela CVM. estudos.a indicação dos locais onde estarão disponíveis o projeto ou projetos de estatuto.se a operação foi ou será submetida à aprovação das autoridades reguladoras ou de defesa da concorrência brasileiras e estrangeiras.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia com o controlador da companhia. simultaneamente. no exterior. demonstrações financeiras ou quaisquer outros documentos adicionais. avaliações. a justificação. e comunicá-los à CVM e às bolsas e entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares aplicáveis.todas as demais condições a que estiver sujeita a operação. relativamente às operações de incorporação. mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. contábeis. Art. ou no tocante à própria operação. certificações. As companhias abertas que divulgarem. XV . e XVII . seus respectivos sócios. ou de alterações estatutárias. 5o As empresas e os profissionais que tenham emitido opiniões. até a data de publicação do anúncio de convocação da assembléia geral que irá deliberar sobre os mesmos. bem como os pareceres jurídicos. pareceres. por qualquer motivo. Art. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta. mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. ou relativamente à outra sociedade envolvida. ou que. observado o disposto no art. laudos. divulgá-los no país e disponibilizá-los aos acionistas. avaliações. Art. e a discriminação dos demais documentos colocados à disposição dos acionistas da companhia para exame e cópia. ou em face de acionista(s) minoritário(s) da mesma. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta. deverão ser obrigatoriamente disponibilizados a todos os acionistas desde a data de publicação das condições da operação (art. bem como outras informações relevantes referentes a planos futuros na condução dos negócios sociais. 4o Os laudos definitivos deverão ser disponibilizados aos acionistas assim que finalizados. avaliação. Parágrafo único. a partir da data de publicação das informações a que se refere este artigo. financeiros. acerca das operações tratadas nesta Instrução. notadamente no que se refere a eventos societários específicos que se pretenda promover na companhia. promoção e execução de operações de incorporação. XVI . informações. sendo obrigatório o envio de cópia dos documentos de que trata o presente inciso à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. 3o O protocolo. e quaisquer outras informações ou documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento.

conforme a expectativa da sua realização (redação dada pela Instrução 349/01). e III . estudos ou quaisquer outros documentos de sua autoria. c) reverter a provisão referida na letra a acima para o resultado do período. avaliações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . se o controlador ou os administradores da companhia direcionaram. laudos. II . devendo a companhia observar. art. art. que será apresentada como redução da conta em que o ágio foi registrado (redação dada pela Instrução 349/01). 14. da seguinte forma: I . DO TRATAMENTO CONTÁBIL DO ÁGIO E DO DESÁGIO Art. documentos ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade das respectivas conclusões. 6o O montante do ágio ou do deságio. o valor líquido referido na letra a no ativo circulante e/ou realizável a longo prazo. bem como qualquer outra circunstância relevante que possa caracterizar conflito de interesses. na companhia ou na operação. certificações. na incorporada. direto ou indireto. 14. art. o seguinte tratamento (redação dada pela Instrução 349/01): a) constituir provisão. 14. limitaram. e d) apresentar. se tem interesse. para fins de divulgação das demonstrações contábeis. dificultaram ou praticaram quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso. alínea a). § 1o). no montante da diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da sua amortização. no corpo das respectivas opiniões. b) registrar o valor líquido (ágio menos provisão) em contrapartida da conta de reserva referida neste parágrafo (redação dada pela Instrução 349/01).informar.esclarecer. em destaque. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público (Instrução CVM no 247/96. relativamente aos registros referidos nos incisos II e III. no mínimo. e II . constante do patrimônio líquido. § 2o. § 2o. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . a utilização ou o conhecimento de informações. conforme o caso.nas contas representativas dos bens que lhes deram origem – quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil (Instrução CVM no 247/96.em conta específica do ativo imobilizado (ágio) – quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição do direito de exploração. resultante da aquisição do controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora será contabilizado. pareceres. alínea b).em conta específica do ativo diferido (ágio) ou em conta específica de resultado de exercício futuro (deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro (Instrução CVM no 247/96. na incorporadora. no modo indicado no inciso anterior. proporcionalmente à amortização do ágio (redação dada pela Instrução 349/01). § 1o O registro do ágio referido no inciso I deste artigo terá como contrapartida reserva especial de ágio na incorporação. bens.

salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. estabelecidas no protocolo da operação. 7o O protocolo de incorporação de controladora por companhia aberta controlada poderá prever que. §1o Na hipótese prevista no caput deste artigo. uma outra espécie ou classe de ações. deve ser reconhecida a existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados. nos casos em que a companhia vier a auferir benefício fiscal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia §2 A reserva referida no parágrafo anterior somente poderá ser incorporada ao capital social. que se extinguirão. em proveito de todos os acionistas. correspondente ao benefício fiscal. Art. a parcela da reserva especial de ágio na incorporação correspondente a tal benefício poderá ser objeto de capitalização em proveito do acionista controlador. 8o A companhia deverá efetuar e divulgar. ao término de cada exercício social. § 3o Após a incorporação. ainda que registrado na forma dos incisos II e III do art. somente poderá ser realizada ao término de cada exercício social e na medida em que esse benefício represente uma efetiva diminuição dos tributos pagos pela companhia. 11. análise sobre a recuperação do valor do ágio. 6º desta Instrução. de 31 de julho de 1998. nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. Art. nas operações de que trata esta Instrução. O disposto no caput deste artigo também se aplica às operações de fusão de controladora com controlada. Art. no que couber. o INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas. ou desta por companhia aberta controlada.404/76. e no 285. 10. as disposições das Instruções CVM no 247. No cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. 9o Nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora. É vedada a adoção. 6o desta Instrução. sendo vedado favorecer. será sempre assegurado aos demais acionistas o direito de preferência e. na medida da amortização do ágio que lhe deu origem. § 2o A capitalização da parcela da reserva especial referida no caput deste artigo. as importâncias por eles pagas serão entregues ao controlador. excetuado o disposto no art. 7o desta Instrução. ou b) revisados e ajustados os critérios utilizados para a determinação da sua vida útil econômica e para o cálculo e prazo da sua amortização. o ágio ou o deságio continuará sendo amortizado observando-se. direta ou indiretamente. de 27 de março de 1996. Parágrafo único. 170 da Lei no 6. em decorrência da amortização do ágio referido no inciso III do art. o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores deverá excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. a fim de que sejam: a) registradas as perdas de valor do capital aplicado quando evidenciado que não haverá resultados suficientes para recuperação desse valor. observado o disposto no art. DAS RELAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO Art. se for o caso. Art.

deverá ser dedicado capítulo ou parte específica. O disposto neste artigo aplica-se. os critérios contábeis idênticos aos adotados pela companhia aberta. fusão e cisão envolvendo companhia aberta deverão ser auditadas por auditor independente registrado na CVM. de modo a favorecer. 15. II . relacionado-se. devidamente destacada. Parágrafo único. quando de sua incorporação pela controladora. DO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Art. com a atribuição de ações. são hipóteses de exercício abusivo do poder de controle: I . de endividamento associado à aquisição de seu próprio controle. 12. relacionadas ou decorrentes da operação. direta ou indiretamente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia AUDITORIA INDEPENDENTE Art. aos casos de incorporação de ações previstos no art. nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. fusão e cisão envolvendo companhia aberta. III . como sucessora legal. 14. Sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares. ou de fusão de controladora com controlada.a adoção. 252 da Lei no 6. relativo ao exercício em que tiver sido efetuada qualquer operação de incorporação. ainda. com direitos reduzidos. ainda.o não reconhecimento. da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas. pela companhia. pelo controlador.404/76. independentemente da forma societária da outra sociedade envolvida. do valor do ágio pago na aquisição do controle de companhia aberta no cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores. uma outra espécie ou classe de ações. sem prejuízo de outras informações devidas. no cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores estabelecidas no protocolo da operação. ou nas operações de incorporação de controladora por companhia aberta controlada. item a item. Art.o aproveitamento direto ou indireto. em substituição àquelas que se extinguirão. IV . de forma direta ou indireta. exposição pormenorizada das mudanças ocorridas na administração e na condução dos negócios. O relatório aludido no caput deste artigo e os relatórios dos dois exercícios seguintes conterão. assim como o quantitativo das economias e demais vantagens já auferidas em razão da mesma.a assunção. DO EXERCÍCIO ABUSIVO DO PODER DE CONTROLE Art. da existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados. As demonstrações financeiras referidas no artigo anterior deverão ser elaboradas de acordo com as disposições da legislação societária e normas da CVM e observarão. Parágrafo único. As demonstrações financeiras que servirem de base para operações de incorporação. ou de qualquer outra espécie de dívida contraída no interesse exclusivo do controlador. No relatório da administração. 13. todos os custos de transação suportados pela companhia em virtude da operação. que INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .

7o. Aplica-se às operações já concretizadas o disposto nos arts. 229. DO FLUXO DE DIVIDENDOS Art. e VI . bem como quaisquer outras pessoas naturais ou jurídicas que tenham concorrido para a infração. de oferta pública voluntária de compra de ações. da Lei no 6. Parágrafo único. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta.a omissão. 170.404/76. a infração ao disposto nos arts. 225. 228. DAS INFRAÇÕES GRAVES Art. e nas operações de fusão entre controladora e controlada. 227. incisos I a III e §3o. 10 e 11 desta Instrução não será aplicável às operações precedidas. 20. 17. diretamente relacionada com a operação a ser realizada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia não integrem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. O estatuído nos arts. 223. 226.385. 18. Considera-se infração grave. 16. § 3o. DISPOSIÇÕES FINAIS Art. promoção e execução de operações de incorporação. 8o. 6o.404/76 e no inciso VI do art. para efeito da comparação prevista no art. 6o. §§ 1o e 2o. ou desta por companhia aberta controlada. os integrantes de seus órgãos técnicos ou consultivos. 9o. avaliação. sem prejuízo da apuração de eventual prática de exercício abusivo do poder de controle. e da diretoria. Estão sujeitos às penalidades previstas em lei. nos últimos sessenta dias. a companhia aberta. assim como a violação das obrigações e o descumprimento dos prazos previstos nesta Instrução. a inconsistência ou o retardamento injustificado na divulgação de informações ou de documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento. Os dividendos atribuídos às ações detidas pelos acionistas não controladores não poderão ser diminuídos pelo montante do ágio amortizado em cada exercício. V . 19. 264 da Lei no 6. 3o. 230. para os efeitos do art. de 7 de dezembro de 1976. Art. 231 e 264. 2o. 2o desta Instrução. da Lei no 6. 224.a não avaliação da totalidade dos dois patrimônios a preços de mercado. nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora. 11. caput. os membros dos conselhos de administração e fiscal. conforme o caso. Art. FRANCISCO DA COSTA E SILVA Presidente INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . 14 e 16 desta Instrução. 5o. e a prática de atos com exercício abusivo do poder de controle.

como eventuais ativos ruins das empresas a serem incorporadas.Lei das S/A. As opções abaixo representam procedimentos que garantirão esta justa participação. talvez. De acordo com a legislação de regência a sociedade incorporadora acima descrita é uma sociedade por ações. através de peritos. se houver versão de todo o seu patrimônio. Como cada empresa envolvida nessa incorporação não possuía qualquer participação acionária nas demais empresas participantes desse processo. se parcial a versão. extinguindo-se a companhia cindida. d) se unem duas ou mais sociedades sem formar uma sociedade nova. incorporação é operação pela qual a) se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. a alternativa de incorporação que. uma das preocupações é garantir uma participação justa dos acionistas tanto da incorporadora quanto da incorporada no novo Patrimônio Líquido que surge. é chamada de a) Fusão b) Consórcio c) Incorporação d) Cisão e) Monopólio 02) (AFTN-1998-Esaf) No processo de incorporação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 . constituídas para esse fim. sem extinguir a sociedade cindida.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-1996-Esaf) A operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra.404/76 . As razões podem ser inúmeras. A partir da situação hipotética apresentada. dívidas elevadas dessas empresas etc. não teriam sido bem-vistas pelo mercado de valores mobiliários. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. exceto a) proceder ao levantamento do Balanço Patrimonial contábil na mesma data-base e com os mesmos critérios contábeis para ambas as empresas b) proceder à incorporação pelos valores contábeis originais da data-base c) o aumento de capital na incorporadora tomará por base um preço de emissão das ações igual ao valor patrimonial d) proceder à contabilização das diferenças oriundas das avaliações e) proceder.. apurado ao final do mês imediatamente anterior ao da aprovação da incorporação pela assembléia geral extraordinária convocada para tratar desse assunto. à avaliação patrimonial de ambas as empresas aos seus valores de mercado. b) uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 1. e) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. e dividindo-se o seu capital. Nessa situação. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. ou já existentes. julgue os itens abaixo. linha por linha. segundo a qual ela incorporaria oito outras empresas. poder-se-ia deduzir que a nova situação e as perspectivas de resultados futuros. c) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. 04) (“TEC/CEF”-2000-CESPE) As ações de uma companhia aberta apresentaram uma forte queda na bolsa de valores em razão da divulgação de uma reorganização societária. pudesse ser mais bem-vista pelo mercado seria com a relação de trocas das ações feita com base no valor de mercado destas e não com base no valor patrimonial contábil. conseqüências da reorganização. de maneira a não alterar a situação de reservas. especialmente pelos investidores. O patrimônio líquido da empresa resultante seria formado pela soma do patrimônio líquido de todas as empresas envolvidas no processo de incorporação. e a relação de troca entre as ações seria feita com base no valor patrimonial CONTÁBIL delas. com base nos mesmos critérios de avaliação dos Ativos e Passivos 03) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Lei 6.

4. Em face da situação descrita. 05) (AFTN-98-Esaf) Incorporação é a operação pela qual uma (um) a) empresa adquire mais de 50% do controle acionário de outra do mesmo grupo b) empresa une seu patrimônio a outra formando uma terceira c) edifício é construído por uma empresa em um terreno previamente cedido pela outra d) empresa transfere a totalidade do Patrimônio para outra que a sucede em direitos e obrigações e) empresa passa a ter acionistas comuns a uma outra empresa 06) (AFTN-1996-Esaf) O procedimento que deve ser observado no processo de fusão de sociedade é: a) a nomeação dos peritos que avaliarão os patrimônios das sociedades deve ser feita apenas pela Assembléia Geral de Acionistas da companhia fundida b) a exigência de entrega pela entidade que será fundida dos Balanços Patrimoniais e das Demonstrações de Resultado de Exercício dos últimos 5 anos. 5. dos sócios da empresa B após a fusão é equivalente a a) R$ 1. anteriores ao ato de incorporação.360. podemos afirmar que todas as opções abaixo são corretas.00 para outro 08) (AFTN-1998-Esaf)Com relação às reorganizações societárias mediante os processos de incorporações. No processo relatado. eventuais dívidas e créditos entre as empresas envolvidas. fusão ou cisão c) cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. A participação. Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Na incorporação societária citada. 3. mas os acionistas minoritários não poderiam ter essa opção. individual. constituídas para esse fim. Cada uma das empresas possui dois sócios com igual participação no Capital. todos os ativos e passivos das empresas envolvidas podem ser aglutinadas. seriam automaticamente anulados. exceto o capital social.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II 2.00 para cada um b) 10% do total c) 30% do total d) 50% do total e) R$ 380. ou já existentes. transferindo seu Patrimônio Líquido para a formação de uma nova empresa denominada "D". fusões ou cisões.880 Lucros Acumulados 200 0 0 Reserva de Lucro 0 240 0 As empresas A e B aumentaram seu Capital antes da fusão. todos os lançamentos de incorporação deveriam ser feitos no livro diário da incorporadora. que as sucederá em todos os direitos e obrigações b) uma companhia emissora de debêntures em circulação ficará sempre obrigada à prévia autorização dos debenturistas sob pena de nulidade da incorporação. B e C encerram suas atividades através de uma fusão. segundo a legislação de regência. exceto a) fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova.00 para um e R$ 1. Após essa incorporação societária.440. extinguindo-se a companhia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 . os acionistas/sócios majoritários das empresas incorporadas passam a ser acionistas/sócios da empresa incorporadora. c) a nomeação dos peritos que Avaliarão os patrimônios das sociedades feita apenas pela Assembléia Geral de Acionistas da companhia adquirente do Patrimônio d) a exigência de entrega pela entidade que será fundida dos Balanços Patrimoniais e das Demonstrações das Mutações Patrimoniais dos últimos 3 anos e) a nomeação dos peritos que avaliarão os patrimônios das sociedades envolvidas deve ser feita pela Assembléia Geral que aprovar o protocolo da operação da fusão 07) (AFTN-1998-Esaf) As empresas A. O Patrimônio Líquido de cada empresa antes da fusão era: Patrimônio Líquido A B C Capital 760 720 2. utilizando os saldos de Lucros Acumulados e Reserva de Lucro.

4. Havendo incorporação da sociedade B pela A. 1. No caso de cisão parcial da sociedade A. as quais permitem às sociedades. desaparecem as três. promover as reformulações que lhes forem apropriadas. B e C se fundem. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. 2. Na incorporação. aos acionistas de empresa incorporada será sempre garantida a manutenção de igual quantitativo de ações possuídas da empresa incorporada. não poderá haver constituição de outra. se a versão for parcial. 3. Um processo de incorporação. previstas em lei. os sócios da B participarão do decorrente aumento de capital na A. 5. fusão ou cisão. na conclusão do processo de incorporação. atendendo a diversos objetivos. a incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 4. Acerca desse assunto. dando origem a uma nova. julgue os itens que se seguem. pelo menos. a menos que se trate de companhia aberta. Fusão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. na proporção das participações que detinham na B. e dividindo-se o seu capital. constituídas para esse fim. constituída pelos sócios de A. a constituição de uma outra sociedade. se parcial a versão d) interesses de natureza societária entre quotistas ou acionistas são fatores importantes a serem contemplados no processo de reorganização e) incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. julgue os seguintes itens. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. antes de se efetivar. terá de ocorrer.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia cindida. Incorporação é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. com ações negociadas em bolsa de valores. B e C. Tomando por base a legislação sobre a matéria. se houver versão de todo o seu patrimônio. a fusão é a operação pela qual uma companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. o credor por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anulação da operação. cujos sócios serão reembolsados. na base de liquidação forçada. requer que os órgãos da administração ou sócios das sociedades interessadas firmem um protocolo. a qualquer tempo. 3. a qualquer tempo. a incorporação. que permitem às empresas. as sociedades A. 4. 5. fusão ou cisão. previstas na legislação. a contabilidade pode adotar o critério de avaliação dos ativos a valores de saída. 3. exige liquidação da sociedade e constituição de uma nova sociedade. após o processo de incorporação a situação de participação recíproca existente entre incorporada e incorporadora. 10) (TCU-1995-CESPE) A transformação. Acerca do assunto. incorporação e cisão são modalidades de reorganização de sociedades. já existentes ou constituídas para esse fim. será mantida. extinguindo-se a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . 2. 5. 2. quando operada mediante modificação do quadro societário. 1. se a cisão for total. que incluirá os critérios e as principais bases de efetivação da modalidade de reorganização a ser implementada. Até sessenta dias após publicados os atos relativos à incorporação ou fusão. A transformação. se houver versão de todo o seu patrimônio. decaindo os princípios de contabilidade. 1. 11) (INSS-1997-CESPE) Há diversas formas. para atender a objetivos específicos. Distingue-se a simples absorção da incorporação. promover as reformulações que forem apropriadas. de reorganização das sociedades por ações. a fusão e a cisão são reguladas pela Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6. a sociedade resultante adquire apenas o ativo e o passivo exigível da que desaparece. julgue os itens abaixo. que a sucede em todos os direitos e obrigações 09) (INSS-1998-CESPE) Fusão. ou já existentes. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. e dividindo-se o seu capital. a cisão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar uma sociedade nova. extinguindo-se a companhia fusionada. no primeiro caso.404/76).

Em uma operação de cisão parcial. em contrapartida de receita de incorporação do período. 2. podem ocorrer as seguintes situações. é permitido pela Lei das Sociedades Anônimas que os acionistas da empresa cindida sejam mantidos em todas as empresas resultantes do processo. cisão e fusão. na data da realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o protocolo de intenções d) dando destaque entre outros itens aos benefícios esperados de natureza patrimonial. 3. 4. em contrapartida de lucros ou prejuízos acumulados. financeira e legal. 13) (AFTN-98-Esaf)Nas operações de cisão. empresarial. Na incorporação da controladora por sua subsidiária integral. o valor do aumento ou da redução do capital social da sociedade incorporadora. com a mesma participação acionária que detinham na empresa objeto da cisão. extinguindo-se contabilmente a parcela de patrimônio liquido correspondente às ações dos acionistas que perderam suas participações no processo. à Comissão de Valores Mobiliários. relativos a incorporação. no prazo de 30 dias após a realização da assembléia geral e publicando 90 dias após a assembléia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . Na incorporação de sociedade anônima pela sua controladora. entre outras coisas. legal e financeira e demais efeitos positivos da operação bem como os eventuais fatores de risco envolvidos e) dando destaque apenas aos itens de natureza patrimonial. ou dividindo-se o seu capital. ao Ministério da Fazenda e aos principais credores das companhias envolvidas c) apenas aos acionistas ordinários. Na fusão de duas empresas Alfa e Beta sob controle comum de. além de outras informações. ao final do processo. o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada. suas próprias ações registradas no ativo. se parcial a versão. aos principais credores e às bolsas de valores 30 dias após a data da realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o protocolo b) nos jornais utilizados habitualmente pela companhia e comunicada 10 dias antes da assembléia geral aos acionistas minoritários. aos principais credores e a todas as bolsas de valores. Esses dois patrimônios deverão ser avaliados segundo os mesmos critérios e na mesma data. exceto a) cisão total com a criação de duas ou mais empresas novas b) cisão total com versão de parte do Patrimônio Líquido para empresa nova e parte para empresa já existente c) cisão total com versão do patrimônio para empresas já existentes d) cisão parcial com versão de parte do patrimônio para empresas já existentes e) cisão parcial com versão de todo o patrimônio para a mesma sociedade 14) (AFRF-2001-Esaf) Nos processos de fusão. com base em patrimônios líquidos de cada sociedade definidos no protocolo e na justificação de cisão. com a versão de parcelas patrimoniais para múltiplas empresas criadas. em uma situação em que a controladora seja uma holding que possua em seu ativo apenas os investimentos na companhia incorporadora. a preços de mercado. ao Banco Central. Na incorporação de uma sociedade anônima por outra já existente constará de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou pelos sócios de sociedade interessada. 5. o acionista controlador de Celta e os seus minoritários com participação preponderante em Alfa ou Beta passam a ser os únicos acionistas da nova empresa. 12) (INSS-2001-CESPE) Julgue os itens abaixo. sem que haja participação entre as fusionadas. 1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia companhia fusionada. se houver versão de todo o seu patrimônio. a sociedade resultante da incorporação irá possuir. a justificação apresentada à assembléia-geral da controlada deverá conter. perdendo as suas participações os acionistas minoritários de Alfa ou Beta cujas participações fossem não-preponderantes. Celta. cisão ou incorporação envolvendo companhias abertas a divulgação das condições de negociações deve ser feita: a) apenas aos acionistas minoritários.

convocada para aprovação do protocolo da operação. desde que comprovem aumento de dificuldades no recebimento de seus créditos 16) (AFTN-1998-Esaf) A conceituação de "Filial" é a) o estabelecimento sede ou principal. que aprovar o protocolo da operação. pela controladora. em ação proposta por qualquer acionista c) em caso de falência. a) quando provado que não pode preencher o seu fim. e) peritos nomeados pelo conselho de administração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 15) (CVM/2001-Esaf) Nas operações de incorporação ou fusão de empresas. em ação proposta por acionistas que representem 1% do capital social b) quando anulada a sua constituição. na apuração do lucro real c) mesmo tratamento tributário que teria na sucedida d) somente os bens comuns às duas sociedades deverão ser reconhecidos como realizados e) na fusão deve ser incluída na apuração do lucro real. 20) (AFRF-2002-Esaf) A operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar uma nova é denominada a) fusão b) incorporação c) cisão INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . desde que comprovem prejuízo de recebimento de seus créditos d) na Assembléia Geral Ordinária. tendo como único acionista uma outra sociedade e) uma companhia com personalidade jurídica própria distinta da sociedade controladora domiciliada no exterior 17) (AFTN-1998-Esaf) Indique. transferida por ocasião da incorporação. nas opções abaixo. não. na forma prevista na respectiva lei d) pelo término do prazo de duração estabelecido para suas atividades e) nos casos previstos no estatuto 18) (AFTN-1998-Esaf) A reserva de reavaliação. deve ser feita por a) perito nomeado pela incorporada. fusão ou cisão. desde que os mesmos sejam prejudicados em seus direitos b) anular a operação durante a Assembléia Geral Ordinária. sendo ambas companhias abertas. fusão. 19) (AFRF-2002-Esaf) Em processo de incorporação. votar pela anulação da operação desde que comprovem a manipulação de dados em prejuízo do acionista minoritário e) anular a operação após 90 dias da Assembléia Geral Extraordinária. aquela que não guarda relação quanto à dissolução de uma companhia. ou seja. totalmente. em relação a ele. b) três peritos nomeados pela Assembléia Geral. c) empresa especializada em avaliação. que tratar da aprovação do protocolo da operação. terá na sucessora o seguinte tratamento: a) ser desconsiderada na incorporação. a avaliação dos dois patrimônios envolvidos. encampação ou cisão b) ser considerada realizada. dependente ou ligado a outro que. desde que ocorra aumento do risco de recebimento de seus créditos c) pedir judicialmente o cancelamento da operação 15 dias após a Assembléia Geral que aprovar o protocolo da operação. na cisão e incorporação. d) perito nomeado ou empresa especializada. os credores dessas empresas poderão: a) pleitear judicialmente a anulação da operação em até 60 dias depois de publicados os atos relativos a essas operações. tem ou detém o poder de comando d) uma companhia constituída mediante escritura pública. aquele que tem primazia na direção a que estão subordinados todos os demais b) o estabelecimento comercial que opera na dependência da matriz c) qualquer estabelecimento mercantil industrial ou civil. de companhia controlada.

cisão e incorporação devem a) ter seus valores patrimonais consolidados. d) fato contábil por não ser fator preponderante na decisão do acionista minoritário comprar. cisão ou incorporação. b) o fluxo de dividendos dos acionistas controladores e a remuneração da diretoria quando se tratar de sociedade limitada. b) ao conselho Fiscal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia d) consórcio e) sucursal 21) (AFRF-2002-Esaf) As demonstrações financeiras de companhias abertas que servirem de base para operações de fusão. compete privativamente a) à Assembléia Geral. c) o conjunto de sociedades desobrigadas da elaboração das demonstrações contábeis consolidadas por não serem companhias abertas mesmo que as participações societárias dos acionistas sejam de idêntico valor. e) ato não relevante por influir na decisão do público de comprar. d) ao conselho de Administração. d) o conteúdo do relatório da administração. e) divulgar o fluxo de dividendos dos acionistas controladores. c) ato administrativo por não influenciar na tomada de decisão do público para comprar. b) as associações de empresas constituídas sob a forma de consórcios. vender ou manter aqueles valores imobiliários. com finalidade própria e determinada por estatuto nas quais o valor contábil investido por seus investidores tenha o mesmo percentual. vender ou manter valores mobiliários emissão das companhias envolvidas na operação. c) à presidência da sociedade. 23) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 358/2002 as operações de fusão. b) fato relevante desde que possam influir na decisão dos investidores de comprar. e) o relatório de auditoria independente das demonstrações financeiras. incorporação e cisão da companhia. 22) (AFRF-2002-Esaf) A deliberação sobre a transformação. d) ter os dados apresentados confidencialmente aos interessados. que deve ser comunicado a CVM até 45 dias antes da data da realização da operação. vender ou manter valores imobiliários da empresa. 25) (AFRF-2002-2-Esaf) São denominadas sociedades controladas em conjunto a) as sociedades nas quais nenhum acionista possua direitos de sócio que lhe assegure de modo permanente preponderância nas deliberações sociais ou poderes de eleger ou destituir a maioria dos administradores. caracterizam-se como: a) ato relevante por não influir na decisão do acionista minoritário de comprar. vender ou manter esses valores imobiliários da companhia. d) as associações de investidores constituídas na forma de participação recíproca com finalidade própria determinada por estatuto ou contrato social com prazo de vida útil determinado. o aproveitamento econômico e o tratamento contábil do ágio e do deságio. vender ou manter valores mobiliários de emissão das companhias envolvidas na operação. e) à diretoria da empresa. realizadas por companhias abertas. é(são) regulado(s) pelas disposições da Instrução CVM 319/1999: a) o tratamento financeiro dado ao ágio. c) ser assinadas por contador registrado na CVM. fusão. c) a relação de substituição das ações dos acionistas controladores e o fluxo de dividendos dos minoritários. 24) (AFRF-2002-2-Esaf) Nas operações de Fusão envolvendo companhias abertas. que deverá ser enviado a CVM até 30 dias antes da data da realização da operação. b) ser auditadas por auditor registrado na CVM. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 .

quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição de concessão delegada pelo poder público. ou desta por companhia aberta controlada. 28) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com o disposto na Instrução CVM 319/1999. c) conta específica do ativo imobilizado. deverá: a) avaliar em qualquer circunstância a cotação das ações preferenciais em bolsa. b) o aproveitamento do valor do prejuízo contábil no cálculo do IR das empresas. deverá: a) excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. e) incluir o valor do ágio pago favorecendo diretamente as ações preferenciais. c) favorecer com a inclusão do ágio pago nas ações de menor valor unitário.. 27) (AFRF-2002-2-Esaf) Em um processo de cisão parcial de empresa brasileira. nas operações de fusão de companhia controladora com controlada. se parcial a versão.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia e) as associações de investidores constituídas na forma de consórcio cujo patrimônio líquido seja respaldado apenas por disponibilidades e possua finalidade própria determinada por estatuto ou contrato social com prazo de vida útil determinado. o procedimento contábil relativo ao lançamento do montante do ágio resultante da aquisição do controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora é registar em a) conta específica do ativo diferido. b) incluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição de concessão ou permissão delegada pelo poder público.404/76 . o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas controladores. o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas controladores. se houver versão de todo o seu patrimônio. nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora. d) inserir o saldo do ágio pago na aquisição da controladora. extinguindo-se a companhia cindida. incorporação é operação pela qual a) se unem duas ou mais sociedades sem formar uma sociedade nova. e) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. 29) (AFRF-2002-2-Esaf) De conformidade com o disposto na Instrução CVM 349/2001. e) conta específica do ativo imobilizado. d) uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. c) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. d) conta de resultado específica como Ganhos/Perdas. ou já existentes. b) se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. d) inserir o saldo do ágio pago na aquisição da controladora. 30) (AFRF-2002-Esaf) De acordo com a Lei 6. havendo a existência de prejuízo. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. sem extinguir a sociedade cindida. d) o abatimento total do prejuízo do valor bruto da negociação. e) incluir o valor do ágio pago favorecendo diretamente as ações preferenciais. quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição de concessão ou permissão delegada pelo poder público. o tratamento fiscal conseqüente dado para o cálculo do Imposto sobre a Renda é: a) classificar o valor do prejuízo contábil cindido nas duas empresas como deságio. b) conta específica do ativo permanente investimento. quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. c) a dedutibilidade do prejuízo contábil no cálculo do IR nas duas empresas. constituídas para esse fim. b) incluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . 26) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com o disposto na Instrução CVM 319/1999. e) compensação do prejuízo fiscal remanescente na parte não vertida. e dividindo-se o seu capital. c) eliminar o saldo do ágio pago na aquisição da controlada.Lei das S/A.

que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. extinguindo-se sempre a companhia cindida. b) a responsabilidade pelo resgate das debêntures somente poderá ser repassada aos acionistas ordinários que permanecerem nas novas sociedades. incorporação e cisão de empresas e equivalência patrimonial. sem a expressa autorização de assembléia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 31) (AFRF-2003) É fator condicional para a efetivação das condições aprovadas. c) convocar assembléia geral a cada 6 meses para prestar contas das operações praticadas. a operação de incorporação. sem a expressa autorização da assembléia geral. que ainda estavam em circulação em 2000. de: a) alienar bens móveis e imóveis da empresa em liquidação. d) representar a companhia e praticar todos os atos necessários à liquidação. de operação de fusão se os peritos nomeados determinarem que o valor dos patrimônios líquidos vertidos para a formação do novo capital social seja: a) inferior a 20% do capital preferencial das empresas envolvidas. e) totalmente integralizado e superior a 50% do capital ordinário. 34) (Petrobras-CESPE-2004) O acionista. d) inferior ao total do capital preferencial anterior de cada uma das empresas. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. d) tanto a sociedade cindida quanto aquelas que absorveram parcelas de seu patrimônio respondem solidariamente pelo resgate das debêntures. e) apenas as novas sociedades surgidas do processo de cisão serão responsáveis pelo resgate das debêntures na proporção registrada em seus passivos. ou se lhes for assegurado o resgate das debêntures de que forem titulares no prazo mínimo de seis meses. quando dissidente em matérias relativas a incorporação. fusão ou cisão só terá validade se houver a prévia autorização dos debenturistas em assembléia convocada especialmente para essa finalidade. fusão e cisão. 37) (Petrobras-CESPE-2004) A incorporação. Cisão refere-se à transferência total do patrimônio da companhia para uma ou mais sociedades. ou já existentes. constituídas para esse fim. assinale a opção correta. 36) (Petrobras-CESPE-2004) Fusão é uma operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. 33) (AFRF-2003) Em casos de liquidação de sociedades não é dado poder ao liquidante. para facilitar o processo de liquidação. igual ao montante do capital a realizar. b) pelo menos. 35) (Petrobras-CESPE-2004) Se a companhia tiver debêntures em circulação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . a) Incorporação é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. b) receber e dar quitação em recebíveis da empresa em liquidação. ainda que. Com relação à integridade dos direitos dos debenturistas. terá o direito incondicional de retirar-se da companhia mediante o reembolso do valor de suas ações. 32) (AFRF-2003) A Cia. a fusão ou a cisão pode ser operada entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverá ser deliberada na forma prevista para alteração dos respectivos estatutos ou contratos sociais. 38) (CESPE/Unb-INMETRO-2001) A respeito de fusão. pode-se afirmar que: a) os sócios dissidentes do processo de cisão responderão pelo prazo de 5 anos pelo valor de resgate das debêntures. c) os sócios dissidentes do processo de cisão responderão pelo prazo de 10 anos pelo valor de resgate das debêntures. ano em que essa empresa passa por um processo de cisão. e) prosseguir na atividade social. c) no máximo 50% do capital ordinário anterior de cada uma das empresas. Alternativa emitiu debêntures 1998.

constituídas para esse fim ou já existentes.E 38 – C 04 – C E E E C 09 – C C E E E 14 – D 19 – C 24 – D 29 – E 34 – E 05 – D 10 – C C E C E 15 – A 20 – A 25 – A 30 – D 35 – C INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) Fusão é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra.D 37 – C 03 – B 08 – B 13 – E 18 – C 23 – B 28 – A 33 . d) Consideram-se coligadas apenas as sociedades quando uma participa com 20% ou mais do capital social da outra. GABARITO 01 – C 06 – E 11 – C E E E E 16 – B 21 – B 26 – C 31 . sem controlá-la.B 36 – E 02 – C 07 – B 12 – C C E E C 17 – A 22 – A 27 – E 32 . se parcial a versão. e) Considera-se relevante o investimento somente quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 20% do patrimônio líquido da investidora. c) Cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. que lhe sucede em todos os direitos e obrigações. se houver versão de todo o seu patrimônio. ou dividindo-se o seu capital. extinguindo-se a companhia cindida.

4) Alterações na moeda corrente: Os planos econômicos contemplando corte de zeros. 2) Padronização dos elementos: Como o analista muitas vezes recorre a uma série histórica para efetuar comparações. AJUSTES DAS DEMONSTRAÇÕES Exclusivamente para fins de análise algumas contas merecem ser ajustadas para a correta análise. Análise das Demonstrações Contábeis ou Financeiras é a parte da Ciência Contábil que analisa e interpreta as Demonstrações Financeiras de uma entidade. somente será bem-sucedido caso utilize elementos padronizados. 2. Rentabilidade (Situação Econômica) e Endividamento (Estrutura de Capital)”. CONCEITO José Carlos Marion. 3) Modificações na sistemática contábil: o analista deve levar em consideração prováveis alterações nos procedimentos (ex: critério de avaliação de estoques) no momento em que estabelecer as comparações de valores. visando fornecer informações mais específicas sobre sua situação patrimonial. a) Conta Caixa – o saldo da conta Caixa deve indicar o montante de moeda em espécie em poder da empresa. o analista transforma os dados das demonstrações em informações úteis aos usuários. Nesse sentido apresentaremos esta aula. desenvolvendo os três níveis que constam no edital do AFRFB. Para iniciar os trabalhos de análise. deve-se passar por algumas etapas. devem ser levados em conta pelo analista para que este não efetue comparações absurdas. a saber: 1) Identificação dos elementos: É nesta fase que o analista deve identificar os componentes das demonstrações necessários à análise e proceder ao ajuste das mesmas. 2ª Edição. Editora Atlas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Análise das Demonstrações Contábeis 1. e a própria inflação. Portanto os valores referentes a vales. cheques pré-datados e outros valores devem ser reclassificados para contas de créditos em função do prazo. alteração de moeda. diz que: “Poderíamos dizer que só teremos condições de conhecer a situação econômico-financeira de uma empresa por meio dos três pontos fundamentais de análise: Liquidez (Situação Financeira). em seu livro Análise das Demonstrações Contábeis. Para isto. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 .

c) Análise de Índices. Já o item Almoxarifado deve ser destacado.1 ANÁLISE VERTICAL Consiste no estudo e comparações de contas e subgrupos dentro da própria demonstração analisada. Obrigações Sociais e Tributárias e Obrigações Financeiras. 3.é recomendável que. não se convertendo em dinheiro. Identifica-se o percentual de participação de cada item da Demonstração em relação a um grupo ou ao todo dentro de um período específico. Nos pontos seguintes utilizaremos os elementos dos seguinte balanço para exercitar. estabelecendo uma base que equivale a 100%. b) Análise de Evolução ou Horizontal. d) Despesas do exercício seguinte – Representa valores que serão consumidos no exercício seguinte. onde este grupo não tenha relevância.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) Clientes – Duplicatas Descontadas deve figurar como passivo circulante e Provisão para Devedores Duvidosos deve ser deduzida de sua correspondente. logo não pode ser usado para pagamento de dívidas. c) Estoques – Adiantamento a Fornecedores de mercadorias ou matérias-primas não devem figurar no subgrupo Estoques. e) Passivo Circulante – a conta Duplicatas Descontadas de curto prazo deve figurar neste grupo. Deve-se agrupar as contas de natureza equivalente nos seguintes subgrupos: Obrigações com Fornecedores. seu saldo seja reclassificado para o Patrimônio Líquido no item Lucros ou Prejuízos Acumulados. 3. pois seu saldo não representa mercadorias para revenda. diminuindo o PL. uma vez que uma das características destas contas é a impossibilidade de reversão do resultado. f) Resultado de Exercícios Futuros . Deve ser reclassificado para despesa. Utiliza-se a conversão dos itens para percentuais através de “regra de três”. mas sim como Outros Créditos. TIPOS DE ANÁLISE Existem 3 tipos de análise das demonstrações financeiras: a) Análise de Estrutura ou Vertical. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 .

000 125.000 11.000 10.000 49.000 214.000 794.000 50.600 214.000 100.000 72.000 794.000 12.000 160.000 72.460 285.280 9.000 56.000 509.460 2004 524.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 .000 71.000 8.000 290.460 83.000 359.000 10.260 7.000 44.000 45.000 100.000 5.860 15.000 135.000 267.000 40.000 15.000 27.000 260.000 374.000 98.000 10.000 268.000 12.000 48.600 9.000 3.000 675.000 412.000 24.000 10.000 4.000 263.000 5.000 36.000 10.000 51.200 8.000 90.000 20.000 50.000 11.000 178.000 160.000 6.000 170.000 129.000 54.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia BALANÇOS PATRIMONIAIS 2002 ATIVO Circulante Disponibilidades Contas a Receber de vendas Estoque de mercadorias Despesas do período seguinte Realizável a longo prazo Empréstimos a sócios Permanente Investimentos Imobilizado Diferido Total PASSIVO Circulante Fornecedores Salários a pagar Títulos a pagar Aluguéis a pagar Dividendos Empréstimos Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total 291.000 2003 424.000 675.580 7.000 138.000 68.000 374.000 5.

necessitamos.000) (12.000.400) 74.063 (12.960) 76.863 (25.80% O analista pode então verificar os seguintes aspectos: a) Ativo Circulante – concentra mais de 3/4 dos recursos aplicados.688.500) (300) 1. Ex: Participação do CMV na Demonstração: Receita Líquida 2002 = R$ 203.300 (148.800) (17.000 1.340 2004 420.000.500 (14.328 Ex: Participação do Ativo Circulante em relação ao patrimônio da empresa no balanço de 31/12/2002: Patrimônio = R$ 374.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Além do Balanço Patrimonial.700 2. via de regra. pois representa apenas 3% do ativo.280 (46.00/R$ 374. em nossas análises.00 (100%) CMV = R$ 91.300) (9.409 2003 340.750.000) (3.400 (4.700) 342.400) (500) 5.00 (100%) Ativo Circulante = R$ 291.00% INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . estando mais concentrados em Clientes (61% em 2002) e em Estoques (34% em 2002).800) (6.00) X 100% = 77.688.000 (46. do Resultado do Exercício.300 (36.780 (16.00 (X) X = (R$ 291. Demonstração do Resultado do Exercício vendas brutas tributos sobre as vendas vendas líquidas custo das mercadorias vendidas lucro bruto despesas com pessoal despesas com materiais e serviços despesas com aluguéis e seguros depreciação amortização do diferido receitas financeiras de aplicação das disponibilidades de empréstimos de longo prazo despesas financeiras lucro antes de IR e CSLL IR e CSLL lucro líquido 2002 250.000) (13.00) X 100% = 45. b) Ativo Realizável a Longo Prazo – este grupo não apresenta participação significativa para a empresa.000.750 (91. Com relação à Demonstração do Resultado do Exercício a base de 100%.900) 277.400) 142.300) (9. é a Receita líquida.250) 203.000 300 700 (2.000.000) (8.450) (5.000 (62.520) 193.453) 49.000 (77.688) 112.400 2.800) (450) 3.750.600) 113.952) 95.00 /R$ 203.00 (X) X = (R$ 91.100 (119.800 2.900 (6.600) 157.

000 = 180% Percebe-se que o AC cresceu 46% em 2003 e 34% em 2004 com base em 2002. teríamos a seguinte situação para os índices acima: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 .000. IGV.460 / 374. dos itens que compõem a demonstração.2. 3. A evolução do Ativo total se comportou da seguinte forma: AT-2002 = R$ 374. adotando-se.460. No entanto.000 = 146% Y = 524.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3.1 ANÁLISE DE EVOLUÇÃO NOMINAL Este tipo de análise não considera a inflação ocorrida no período.00 = Y X = 424.00 = X AT-2004 = R$ 794. INPC. AC-2002 = R$ 291. Ex: Análise nominal da evolução do Ativo Circulante (AC).860. O analista determina um período como sendo o base a atribui a este o valor de 100%.000.000 = 180% Y = 794.860 / 291.00 = Y X = 675.000.2 ANÁLISE DE EVOLUÇÃO REAL Neste tipo de análise deve ser adotado um índice que corresponda à inflação do período analisado.000. por exemplo. ao longo do tempo. o AC cresceu mais do que o AT. Ex: IPC.00 = 100% AC-2003 = R$ 424. Desta forma. 3.2 ANÁLISE HORIZONTAL Identifica a evolução.00 = X AC-2004 = R$ 524.00 = 100% AT-2003 = R$ 675. em 2004 se comparado a 2003.2. considerando as Demonstrações de 31/12/2002 como base 100%.000 / 291. uma inflação hipotética de 5% em 2003 e 6% em 2004.000 / 374. para anular os efeitos desta quando da comparação de valores de períodos distintos.000 = 212% Percebe-se que o ativo total cresceu mais do que o AC nesses períodos com base em 2002.

04% AC-2004 = = 161.0500 1.860/1. grupos e subgrupos de contas das Demonstrações Financeiras.00 161.050 524.3 ANÁLISE POR MEIO DE ÍNDICES Tem por base as relações existentes entre contas.000 Índice 1. financeira e estrutura de capitais da empresa.0500 1. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 .00 139.78% O quadro comparativo abaixo nos permite uma melhor visualização da situação: Análise Nominal Real 2002 100.00 = 139.1130 Assim. os valores do Ativo Circulante deflacionados para o ano de 2002 seriam os seguintes. Ano 2003 2004 Nominal 424.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Para que o analista coloque os valores num mesmo patamar de comparação. Rentabilidade (econômico). Rotação ou Giro. tomando como base 100% o ano de 2002. A análise de índices é fundamental para o perfeito conhecimento da situação econômica.04 2004 180.00 2003 146. os índices inflacionários a serem aplicados são: Período 01/01/2002 a 31/12/2002 01/01/2003 a 31/12/2003 01/01/1998 a 31/12/1998 Índice 1.00 100% X R$ 470.799.860 524. Os índices são divididos nos seguintes grupos: a) b) c) d) Índices Índices Índices Índices de de de de Liquidez ou Solvência (financeiro).57 R$ 291. considerando que a inflação de 2004 incidiu sobre a inflação de 2003. Assim.1130 Cálculo 424.64 Agora sim.64 R$ 291.799.113 Real 404.628.57 470.0000 1.78 3. teríamos as seguintes comparações: AC-2003 = 100% X R$ 404. Estrutura de Capitais (endividamento).00 100.000/1.628.000.000. deve inflacionar os números absolutos das demonstrações mais antigas ou deflacionar as demonstrações mais recentes.

ou seja. O Ativo Disponível é composto pelo saldo das contas Caixa.00 = 188. Ex: Em 31/12/2002: ACL = 291. Bancos.00 = 1. Representa a capacidade de a empresa cumprir seus compromissos de curto prazo com o que ela dispõe no momento.460.3. a) Índice de Liquidez Imediata LI = Ativo Disponível Passivo Circulante É o índice de Liquidez absoluta ou instantânea ou imediata. Ex: Em 31/12/2003: LI = R$ 15.000.1 ÍNDICES DE SOLVÊNCIA OU LIQUIDEZ A relação estabelecida visa apresentar a capacidade de pagamentos em função de seus vencimentos e da realização de seus direitos.00 R$ 263.000. sendo que alguns autores consideram somente Ativo Circulante menos Estoques.00 – 5. Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata e numerário em trânsito (cueca). 3. 2003 e 2004.00 LS = R$ 188.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Vamos tomar por base as demonstrações apresentadas anteriormente para os anos de 2002.56% de suas obrigações.00 R$ 160.175 Isto demonstra que a empresa conseguirá saldar suas dívidas de curto prazo se conseguir receber os seus créditos sem que para isto seja necessário fazer qualquer venda adicional.000. para pagamento imediato. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 .000.000 – 98.000. deduz-se do total do Ativo Circulante o valor dos Estoques e das Despesas Antecipadas do Exercício Seguinte.00 = 0. A sua interpretação deve ser feita em conjunto com outros elementos. b) Índice de Liquidez Seca LS = Ativo Circulante Líquido Passivo Circulante Por Ativo Circulante Líquido entende-se os recursos conversíveis em moeda no curto prazo.00.0569 Isto quer dizer que a empresa possui condições de saldar de imediato 5.

2 ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAIS (endividamento) Oferecem subsídios para a avaliação da participação dos capitais próprios e de terceiros no patrimônio da empresa. Quanto menor for o índice.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) Índice de Liquidez Corrente LC = Ativo Circulante Passivo Circulante Representa a capacidade de a empresa cumprir seus compromissos de curto prazo com os recursos de qualquer natureza de curto prazo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . 3. sem necessitar mexer em seu ativo permanente. Exigível Total Patrimônio Líquido ICT = d) Índice de Endividamento Total Representa quanto a empresa deve em relação ao seu investimento total.3. Indica o grau de endividamento da empresa. melhor será a situação econômica e financeira e menor será o endividamento. a) Índice de Imobilização do PL IPL = Ativo Permanente Patrimônio Líquido b) Índice de Imobilização dos Recursos Permanentes IRP = Ativo Permanente PELP + PL c) Índice de Participação de Capitais de Terceiros É a garantia que os capitais de terceiros têm em relação ao capital próprio da empresa. d) Índice de Liquidez Geral LG = AC + ARLP PC + PELP Representa a capacidade de a empresa honrar os capitais de terceiros.

00 de capital de terceiros há de próprio. quanto para cada $ 1.3 ÍNDICES DE RENTABILIDADE Verificam o desempenho econômico da entidade. sendo possível identificar a necessidade ou não de alongamento das mesmas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia IET = Exigível Total Ativo Total e) Índice de Composição do Endividamento Indica o perfil das dívidas da empresa. 3. IRPL = Lucro Líquido PL médio PL inicial + PL final 2 PL médio= Ex: 31/12/2004 PLm = R$ 412.3.00 + R$ 509. Com eles.000. como garantia. ou seja. os investidores podem comparar o rendimento obtido com os demais oferecidos pelo mercado financeiro.00 2 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . a) Índice de Rentabilidade do PL – é a relação na qual se verifica a lucratividade dos capitais próprios. Passivo Circulante Exigível Total ICE = f) Índice de Endividamento de Curto Prazo Passivo Circulante Ativo Total IECP = g) Garantia do Capital próprio ao capital de terceiros (CP/CT) CP/CT = PL Capital de Terceiros (PC + PELP) Identifica a garantia ao capital de terceiros oferecida pelo capital próprio.000.

b) Índice de Rentabilidade do Ativo – indica em quanto a lucratividade superou as aplicações no ativo.00 de vendas líquidas. IMB = Lucro Bruto INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 .528 d) Índice de Margem Líquida – é o lucro obtido para cada $1.00) / 2 = R$ 524.100.00 = 0.00 524.328.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia PL m = R$ 460.70% do PL Tempo para retorno do investimento: 100% Rentabilidade (%) Em 2004: 100% Prazo = = 4.207 Em 2004.00 IGA = 277.500.730.460.83 20.00 460.7 Prazo = Mantendo o atual nível de rentabilidade.730. Deve ser estudado em conjunto com os demais índices de rentabilidade.00 = 0. IRA = Lucro Líquido Ativo Total c) Índice de Giro do Ativo – é o valor das vendas para cada $1. após a dedução do CMV.000. o investimento retornará em aproximadamente 5 anos.00 de investimento.500. IML = Lucro Líquido Vendas Líquidas e) Margem Bruta – revela o percentual remanescente de receita líquida. houve rentabilidade de 20.00 IRPL = 95. IGA = Vendas Líquidas Ativo Total Médio Ex: 2003 Ativo Total médio = (R$ 374.00 + R$ 675.

00 Rotação: IRE-2003 = 119. fornecedores.00 = 1. IMO = Lucro Operacional Vendas Líquidas 3.00 116.4 ÍNDICES DE ROTAÇÃO OU GIRO Fornecem informações sobre o tempo necessário (giro) para a renovação de determinados elementos patrimoniais. em média. contas a receber.000 + 135.024 = 356 dias A empresa possui uma baixíssima rotação de estoques.3. 4 vezes no ano de 97.790. Prazo de Rotação= n° dias no período Rotação dos estoques Em 2003: Prazo= 365 1. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 .580 2 = 116.600.024 Os estoques foram renovados.790. a) Índice de Rotação de Estoques – indica quantas vezes o estoque é vendido e reposto novamente IRE = CMV Estoque médio EI+EF 2 Estoque Médio = Ex: No ano de 2003 Em = 98.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Vendas Líquidas e) Margem Operacional – indica o desempenho operacional da entidade exclusivamente em função das suas operações normais. como estoques.

nas Demonstrações. quanto menor o índice.000 2003 R$ 125.500. c) Índice de Prazo Médio de Contas a Pagar – indica quantas vezes o saldo médio de contas a pagar foi renovado.500 Clientes inicial + Clientes 2 final Rotação= 290.000.00 365 1.00 2003 R$ 290. via de regra.000 2 = 1.00 Valor Médio Clientes= Em 2003: Clientes Médio= 178. b) Índice de Prazo Médio de Contas a Receber – indica quantas vezes o saldo médio da conta duplicatas a receber foi renovado.000. em média.000. portanto.00 222. os clientes levam.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Obs: Empresas com baixo índice de liquidez SECA necessitam girar mais rapidamente seus estoques. o prazo concedido pela empresa para pagamento nas vendas a prazo será menor. Quanto maior o índice. IPCP= Compras aPrazo Média de Contas a Pagar Compras Brutas a Prazo 2002 R$ 135. maior o prazo para pagar aos fornecedores.30 = 222. 9 meses 10 dias para liquidar suas dívidas. Neste caso. Assim: Vendas Brutas a Prazo 2002 R$ 230. Pode-se fazer isso reduzindo a margem de lucro.30 = 280 dias Prazo = Ou seja.000 Ex: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . IPCR= Vendas Brutas aPrazo Média de Contas a receber Obs: A informação de vendas brutas a prazo não está. mais rápido será o giro de Clientes e.000 + 267.

maior será o ciclo financeiro.630. a empresa levou em média 6.630.Índice de Prazos Relativos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 .37 Prazo médio de recebimento Prazo médio de pagamento CICLO FINANCEIRO (2003) = 203. IPR= Ex: Em 2003: IPR = 280 203 = 1.5 meses para pagar aos fornecedores em 2003. menor a imobilização ou o endividamento) .Índice do Prazo Médio de Contas a Pagar (quanto menor.5.280 = (77) dias O índice financeiro negativo significa que a empresa está utilizando recursos próprios para financiar as vendas.00 Giro de Fornecedores= 365 1.3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No ano de 2003: Fornecedores Médio= 56. melhor” . indicando maior folga financeira para pagar fornecedores utilizando os créditos de clientes.000 69. A) Grupo “Quanto menor.79 125.000 + 83.00 = 1. maior o número de dias para pagar) .260 2 = 69.1 ÍNDICES PADRÃO É a comparação dos índices obtidos pela entidade com a média dos índices alcançados pelas demais empresas do mesmo setor de atividade com características semelhantes.79 Prazo = = 203 dias Ou seja. 3.Índices de Estrutura de Capitais (quanto menor o índice. d) Índice de Prazos Relativos – quanto menor a relação.

340. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 .3. isto é.340.600) / 675.2 O cálculo do grau de alavancagem financeira (GAF) indica a influência que os acionistas estão recebendo pela participação dos recursos nos negócios da empresa. e o total.00 + 4. melhor” . cujo objetivo é preparar as demonstrações para análise. (B) Somada à Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.5. menor o prazo para recebimento) Grau de alavancagem financeira - 3. deverá ser: (A) reduzida do montante de Duplicatas a Receber. Ex.18529 RE = (76. a conta “Duplicatas Descontadas”. reduzido de Duplicatas a Receber.Índice de Rotação dos Estoques Índice do Prazo Médio de Contas a Receber (quanto maior o índice.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia B) Grupo “Quanto maior.54 EXERCÍCIOS Analista previdenciário com formação em contabilidade 44 – durante o processo denominado “Padronização das Demonstrações Financeiras”.Índices de Rentabilidade . 2003.00 = 0. GAF = Rentabilidade dos capitais próprios Rentabilidade da empresa e RE = LL + desp. RCP = 76. figurando apenas o valor líquido.00 = 0.11982 GAF = 0. representando uma conta redutora.000.18529 / 0. (C) Alocada no grupo do Patrimônio Líquido. porém com sinal trocado.11982 GAF = 1. Financeira / Ativo total RCP = LL / PL Sempre que o GAF é maior que 1.460. vale a pena para a empresa captar recursos de terceiros.00 / 412. se existir.Índices de Liquidez . os capitais de terceiros estão influenciando positivamente o retorno do capital próprio da empresa.

a empresa deve R$ 130. (E) corresponde a 15% do estoque de 1999.1%. obtido em 2003. foi igual a 1. (B) Horizontal de 2003 foi apurada uma participação de 35.00 de Ativo Circulante. (B) R$ 130. realizados pelo analista das demonstrações antes de iniciar seu trabalho.0% de 2002 para 2003. 45 – A. pode-se afirmar que o estoque do comprimido Febril. 46 – Considerando-se que o grau de liquidez corrente da Cia.00.0% de 2002 para 2003. o Passivo Circulante é de R$ 100.00 de disponibilidades. Gabarito: 44 – E. (C) padronização das demonstrações. (C) R$ 130.5% em relação a 2000.00. pode-se afirmar que para cada: (A) R$ 130.1% de 2002 para 2003.00 em 2002 e de R$ 185.00 de Ativo Circulante. 33 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 .00 de Ativo Circulante. (C) Vertical de 2003 foi apurada uma participação de 35. (E) R$ 100. foi apurada a seguinte situação: 1998 1999 2000 2001 2002 Comprimido Febril 100% 105% 85% 80% 90% Na avaliação analítica dos indicadores acima. (D) estudo prévio da empresa.00.000. Beta. a empresa deve R$ 100. (D) R$ 100. (B) análise prévia das demonstrações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (D) Transferida para o Realizável a Longo Prazo. (E) Vertical e horizontal verificou-se um aumento de 35. a empresa deve R$ 100. (C) corresponde a 90% do estoque de 1998. 32 Na análise horizontal encadeada do estoque de comprimidos antitérmicos “Febril” do Hospital São Gregório. são conhecidos por: (A) avaliação das demonstrações. (E) Transferida para o Passivo Circulante. pode-se afirmar que na(s) análise(s): (A) Horizontal verificou-se uma redução de 26. 46 – B 31 O exame detalhado das demonstrações financeiras e a crítica às suas respectivas contas.00 em 2003. (D) corresponde a 72% do estoque de 2001.00. 45 – Se a conta Bancos c/Movimento de uma empresa apresentou um saldo de R$ 250.000. em 2002: (A) apresenta um aumento de 10% em relação a 2001. (D) Vertical verificou-se uma redução de 26.3. o Passivo Circulante é de R$ 130.1%. (E) verificação da classificação das contas.00 de Ativo Total.00. para não prejudicar a pureza dos índices de liquidez. (B) apresenta um aumento de 12.

. . publicou as seguintes informações sobre seu patrimônio: .5 mas apenas R$ 10.000.estas.00 d) do Passivo Circulante é: R$ 80. . no Balanço Patrimonial. Aproveitem! UnB / CESPE – Câmara dos Deputados Prova 1 – Objetiva – 2.00 c) do Ativo Permanente é: R$ 88.000. podemos afirmar que. A Saúde Santa Madalena Ltda. foi apurada a 2000 2001 2002 90% 100% 75% dívida ocorreu no ano de: 2003 80% AFRF – 1998 18.4.00 são exigibilidades de longo prazo.05.000.A empresa Simplificada.o quociente de liquidez corrente é de 1. contidas no Grupo Patrimonial chamado “Passivo Exigível a Longo Prazo". as questões seguintes não são todas de análise.000. as exigibilidades não circulantes.000.não há recursos realizáveis a longo prazo.00 e) do Patrimônio Líquido é: R$ 200.00 18. têm um coeficiente de estrutura patrimonial (Análise Vertical) igual a 0.a Parte Concurso Público – Aplicação: 29/9/2002 Cargo: Analista Legislativo / Assistente Técnico – FC de Consultor Legislativo – Área III – 1 / 13 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . mas são bons testes de contabilidade geral e avançada.000. enquanto que a liquidez imediata alcança apenas o índice 0. o valor a) das disponibilidades é: R$ 28. Considerando que os cálculos da análise supra indicada estão absolutamente corretos.A Pessoal.4.60% dos recursos aplicados estão financiados com capital próprio. C.00 b) do Ativo Circulante é: R$ 120. .o quociente de solvência é 2. não havendo nenhuma outra informação a ser utilizada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Nos últimos cinco Balanços da Casa de seguinte composição do endividamento: 1999 Composição das dívidas 70% A série acima indica que o melhor perfil da (A) 1999 (B) 2000 (C) 2001 (D) 2002 (E) 2003 C. para conhecimento do mercado.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia QUESTÃO 75 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .

QUESTÃO 77 No que se refere a critérios de avaliação de estoques e contabilidade industrial.00 15 dias antes do encerramento do exercício social. um controle de custos com base em um sistema de custeio por ordens.00 para R$ 50.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (1) (2) Com relação a aspectos diversos de contabilidade e às demonstrações contábeis apresentadas acima. Considerando uma empresa com o ciclo operacional normal. calculada pelo método linear. por meio do aproveitamento otimizado da capacidade instalada. (5) No custo das mercadorias vendidas. Caso a empresa tivesse liquidado a dívida de financiamento de R$ 70.000. seguros e todos os demais custos necessários à aquisição e ao recebimento das mercadorias. devendo ser registrada a perda do capital aplicado. (1) A depreciação das máquinas industriais.00 a parte A do livro de apuração do lucro real (LALUR) receberia reflexo disso.800. óleo dísel e óleo combustível deve ter. preferencialmente. mesmo consumindo todas as reservas de lucros. em prazo não-superior a dez anos. (2) Uma indústria de refino de petróleo que produza gasolina. as despesas do período seguinte constantes do ativo circulante devem ser apropriadas para despesa no prazo máximo de um ano. Caso o resultado de equivalência patrimonial fosse elevado para R$ 900. julgue os itens a seguir. caso fosse reduzido de R$ 95. somente depois de realizado poderá ser computado como lucro para efeito de distribuição de dividendos ou participações. por problema de avaliação e inventário. Pelos princípios de contabilidade. (1) Os recursos aplicados no ativo diferido serão amortizados periodicamente. julgue os itens abaixo. para compensar com o de saída das mercadorias. inclusive o ICMS registrado no livro de entradas. (3) (4) (5) QUESTÃO 76 Acerca de contabilidade de companhia aberta. como reserva de reavaliação. julgue os itens seguintes. O estoque. (4) A depreciação dos diversos itens do ativo imobilizado deve ser apropriada ao resultado no prazo máximo de vinte anos. reduz o custo fixo unitário do produto. devem estar compreendidos os custos de fretes. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . registrado no patrimônio líquido.000. quando abandonados os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortizá-los. não podem ser absorvidos por reservas de capital.000.000. (3) Os prejuízos acumulados. e os custos de supervisão devem ser reconhecidos como custos diretos dos produtos.000. as despesas comerciais só devem ser apropriadas quando pagas. mesmo considerando diferentes taxas para remunerar ativos financeiros e reconhecimento de encargos do passivo. (2) O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliações. o seu resultado não teria sofrido alteração. (3) A elevação do volume produzido. implicaria redução do lucro do período e do patrimônio líquido. a partir do início da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes.000.00.

redução do patrimônio líquido. deduzido do deságio não-amortizado e da provisão para perdas. (2) Para medir a relevância do investimento. amortização ou exaustão e da variação nos resultados de exercícios futuros. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . e a diferença for relevante. até o pagamento. (3) A companhia aberta poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva. a assembléia deliberará acerca da aplicação do excesso na distribuição a credores. se este for maior. discriminando. e leva a um controle na parte B do LALUR. o lucro do exercício. destinar parte do lucro líquido à formação de provisão para contingência. gera uma despesa não-dedutível. entre as origens dos recursos. em função de ser provável a perda da disputa na justiça. julgue os itens a seguir. os direitos e títulos de crédito e quaisquer valores mobiliários nãoclassificados como investimentos serão avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado. acrescido do montante das reservas de capital. mas não considera as despesas gerais. julgue os itens que se seguem. para fins de imposto de renda da pessoa jurídica. a qual produzirá. deduzido da despesa de depreciação. com a finalidade de compensar. a empresa deverá efetuar uma provisão para perda provável em estoques. em exercício futuro. o seu valor contábil em coligada e controlada deve abranger o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não-amortizado. administrativas e comerciais. QUESTÃO 79 Acerca de contabilidade de companhia aberta e reservas. cujo valor possa ser estimado. (5) Quando o preço de mercado de determinada matéria-prima estocada estiver abaixo do custo de aquisição registrado na contabilidade. exceto aquelas para contingências e de lucros a realizar. a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável. (3) No balanço. (4) Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial o investimento em sociedades coligadas e controladas com efetivas e claras evidências de perda de continuidade de suas operações ou no caso em que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (4) O sistema de custeio por absorção é o único aceito pelos princípios fundamentais de contabilidade para a avaliação dos produtos em processo e acabados em estoque. porque atribui aos produtos os custos diretos e indiretos. (1) O saldo das reservas de lucros. atingido esse limite. (2) A assembléia geral de uma tal companhia poderá. reconhecendo seus efeitos no resultado. não poderá ultrapassar o capital social. por proposta dos órgãos da administração. (4) O registro de uma despesa de contingências trabalhistas. exceder em 20% o capital social. QUESTÃO 78 Com referência às demonstrações contábeis e aos critérios de avaliação de ativos e passivos. (5) A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia. como reflexo. (1) Na demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. serão evidenciadas todas as movimentações havidas nas reservas de capital durante o período a que ela se refere.

crédito no passivo de empréstimo ou conta retificadora do ativo recebível de R$ 1. 202 da Lei das S.00. a não-existência de reserva de contingências e um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado. (4) A compra de mercadorias com parte de pagamento à vista e parte a prazo levará a um crédito na conta de estoques. mediante o recebimento de R$ 900. a outro crédito no disponível e a um débito na conta de fornecedores. Abaptiste Comercial foram elaboradas com base nas contas e saldos abaixo: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . (1) Os livros diário e razão são obrigatórios para empresas que paguem imposto de renda com base no lucro real e se utilizem do LALUR.000. em respeito aos princípios de contabilidade e à aplicação do sistema de competência mensal. que tenha registrado um resultado líquido positivo de equivalência patrimonial de R$ 400.A. em conformidade com o art. no passivo.000. a investidora deverá excluir o montante correspondente às participações recíprocas. (2) Uma companhia aberta com um lucro líquido de R$ 500. considerando uma reserva legal de 5% do lucro líquido.00.00. leva a um registro de débito no disponível de R$ 900. 75 C E C E C 76 C C E E E 77 E E C C C 78 E C E C E 79 E E E C C 80 C C C E E 14.000. QUESTÃO 80 A respeito de dividendos.As demonstrações financeiras da Cia.00.00 e débito em despesa financeira do mês da operação de R$ 100.00 no mesmo período.000. ganho ou rendimento em operações cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte poderá ser fundamento para constituição da reserva de lucros a realizar. julgue os itens subseqüentes. (5) A operação de desconto de um recebível de R$ 1. poderá diferir uma parcela do dividendo com a constituição da reserva de lucros a realizar. registros contábeis e livros contábeis.00 da instituição financeira no ato da operação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (5) Para a determinação do valor da equivalência patrimonial. (3) O lucro. para liquidação no prazo de três meses.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resp.: B INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 .

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 31 = B 32 = E INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 .

exige aplicação de capital por parte da empresa em instalações. como uma das áreas de especialização da Ciência Contábil. matériaprima. Elas o obtêm transformando matérias-primas em produtos e os vendendo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Noções de Contabilidade de Custos 1 . Passou-se então a utilizar o mesmo procedimento das empresas comerciais revendedoras. energia elétrica. percebeu-se a riqueza desta ciência e a sua utilidade como instrumento de gerência empresarial. Além disso. Este processo. processo industrial. Com o passar dos anos. combustíveis etc. máquinas. A Contabilidade Financeira objetiva controlar o patrimônio e apurar o resultado das empresas. que adquiriam matérias-primas para transformá-las em produtos destinados à venda. pagamento de salários e gastos gerais de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 . substituindo-se o item Compras por todos os gastos com os elementos componentes da produção (salários.). As empresas industriais. têm por objetivo o lucro. assim como as demais. Surge então a Contabilidade de Custos. o custo é obtido pela fórmula: CMV = EI + C – EF Onde: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas C = Compras do Período EI = Estoque Inicial EF = Estoque Final O resultado bruto com mercadorias é então obtido pela fórmula: RCM = V . denominado. prestando informações a usuários externos e internos. Nas sociedades comerciais. que são os meios de produção. há necessidade de gastos com matéria-prima. Para atingir tal fim utiliza o Método das Partidas Dobradas na escrituração contábil. suprindo os executivos com informações poderosas para a tomada de decisões.CMV Onde: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas RCM = Resultado com Mercadorias (Lucro Bruto) V = Receita de Vendas Com o advento da Revolução Industrial e a proliferação de empresas industriais houve a necessidade de adaptação dos procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais (revendedoras) para as industriais. assim como várias Demonstrações. equipamentos.HISTÓRICO A Contabilidade surgiu basicamente para controlar o patrimônio das sociedades mercantis.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia fabricação. da seguinte forma: CPV = EI + Gastos na Produção – EF Onde: CPV = Custo dos Produtos Vendidos O resultado bruto é então obtido pela fórmula: RB = V . c) permite a utilização do preço médio. em geral elevado. b) permite o controle permanente de estoque.TERMINOLOGIA CONTÁBIL Vamos definir aqui alguns termos que normalmente geram confusão na cabeça dos alunos. tais como PEPS e UEPS. segurança etc. gerando imposto maior a pagar. Gasto – É o conceito mais genérico. tais como: a) o fornecimento do valor dos estoques de materiais e de produtos em elaboração e acabados. para que se possa proceder à apuração do Custo dos Produtos Vendidos (CPV) e à apuração do seu resultado. É o sacrifício com que arca a entidade. representado pela entrega ou promessa de entrega de bens ou direitos. recomendável para economias estáveis. facilitando a elaboração das demonstrações. com a finalidade de obtenção de um bem ou serviço. o que pode gerar distorções na determinação no seu valor. Conforme já comentado. luz. Somente existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . 3 . Podemos afirmar então que o objetivo principal da Contabilidade de Custos para uma empresa industrial é a avaliação dos seus estoques. telefone. Uma empresa industrial que não possua um sistema de custos integrado a sua escrituração comercial poderá vir a enfrentar uma série de problemas. a solução encontrada foi então adaptar o esquema da Contabilidade Comercial. ou seja.CPV Onde: RB = Resultado Industrial Bruto (Lucro ou Prejuízo) 2 . parte do seu ativo (normalmente dinheiro). tais como água.INTEGRAÇÃO COM A CONTABILIDADE COMERCIAL Um sistema de custos integrado à escrituração comercial traz inúmeras vantagens para a empresa. A única desvantagem da utilização de um sistema de custos integrado à Contabilidade seria o valor despendido para sua manutenção. como a impossibilidade de utilização de métodos eficiente de controle de estoque.

é o gasto relativo a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. Os gastos podem ser classificados em: . combustíveis utilizados nas máquinas. com reorganização da empresa. de matéria-prima. Já o acondicionamento do produto posteriormente à produção. são custos. são todos os gastos relativos à atividade produtiva da empresa. A partir do momento em que for requisitada pela produção. . matéria-prima consumida. de equipamentos. sendo que estes gastos não estão vinculados à produção. ou seja. os investimentos são os gastos que vão para o ativo da empresa num primeiro instante. com bens de uso. o único custo existente é o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). salários dos supervisores de fábrica. São exemplos de custos: Salários do pessoal da produção. . de marcas e patentes. Investimento . para somente depois serem apropriados no resultado. gasto com combustíveis e refeições do pessoal de vendas etc. seguros e tributos relativos ao prédio da fábrica. Uma regra simples é que todos os gastos realizados com o produto dentro da fábrica. Numa empresa comercial. com a aquisição de máquinas e equipamentos. OBSERVAÇÕES: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . depreciação dos equipamentos utilizados na produção. ou seja. aluguéis e seguros no prédio da administração. Resumindo. As despesas. é considerado despesa. sendo transferido para o resultado do período somente quando da venda do produto acabado. consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. é considerada estoque (ativo circulante). O custo primeiramente é ativado (conta estoques). Despesa . passa a ser custo. com energia elétrica. Ex: gastos com mãode-obra. até que este fique pronto. escritório e administração. que se transformará em custo por meio da depreciação. . energia elétrica consumida. Nem sempre é fácil a distinção entre custos e despesas.investimentos.despesas. Há ainda a compra de móveis e utensílios. aluguéis. são lançadas diretamente nas contas de resultado.é o gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas. Ex: Aquisição máquinas para o setor de produção. com mercadorias para revenda. OBS: A matéria-prima adquirida pela indústria. a partir daí. São também exemplos de despesas: salários do pessoal de vendas. Outro exemplo de investimento seria o gasto com a contratação de seguro com vigência para mais de um período de apuração de custo (despesa antecipada).perdas. Custo . Desta forma os gastos com embalagens realizados durante o processo produtivo são considerados custos.custos. despesas pré-operacionais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia serviço. enquanto não utilizada pela produção. tornam-se despesas. ao contrário dos custos.é um gasto com bem ou serviço que é transformado em ativo devido à vida útil do bem ou dos benefícios atribuíveis a períodos futuros (ativo diferido). devendo ser reconhecido contabilmente neste momento. O custo equivale ao consumo de bens ou de serviços vinculados à produção. É o gasto efetuado no setor de produção (espaço físico) ou com terceiros que manuseiem o produto. de imóveis.

( ) A matéria-prima adquirida pela empresa industrial transforma-se em custo somente no momento da sua requisição pela produção. podem ter afetado a produção. pode ocorrer juntamente com o gasto. ( ) O gasto sempre implica desembolso. Desembolso . e torna-se despesa quando o produto fabricado é vendido. gastos com viagens de diretores. Passarão a compor a conta Custo dos Produtos Vendidos. variação monetária) incorridos pela empresa. que no momento da sua aquisição representava um investimento (estoques). Reparem que ele pode ocorrer antes.é o ato financeiro do pagamento do bem ou serviço adquirido. o desembolso ocorre antes da aquisição. o desembolso ocorre após a aquisição. mesmo aqueles decorrentes da aquisição de insumos para a produção. ou ainda ser postergado para pagamento futuro. 4. Perda – é o consumo anormal de bens ou serviços. no caso de algum elemento da administração ter se dedicado em parte ou totalmente ao setor industrial. greves etc. assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) 1. Caso o produto acabado permaneça em estoque então a matéria-prima incorporada voltará a ser considerada investimento. o mais indicado seria proceder ao respectivo rateio para se identificar qual o montante do gasto que deve ser contabilizado como custo e quanto deve ser apropriado como despesa. 3) A matéria-prima industrial. As perdas decorrentes de fatores externos são consideradas despesas. Nos casos de adiantamentos. 2. por sua vez. Exercícios de Fixação 1) Nas assertivas abaixo. nunca como custos. Sendo assim. Este.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 1) Algumas despesas. passa a ser considerada custo no momento de sua utilização na produção. são sempre considerados despesas financeiras. antecipadamente. que são administrativas por natureza. Neste caso. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . no mesmo instante. É um gasto não intencional decorrente de fatores externos ou inerentes à própria atividade operacional da empresa. Os gastos normalmente implicam desembolso. nas compras à vista o desembolso se dá no mesmo instante da aquisição. tais como despesas com honorários. ( ) A perda é o gasto intencional decorrente de fatores internos ou externos à produção. as ocorridas durante o processo produtivo são consideradas custos. 4) Os encargos financeiros (juros. No caso de compras a prazo. 2) Todos os custos que estiverem incorporados nos produtos acabados serão reconhecidos como despesas e apropriados em contas de resultado no momento em que tais produtos forem vendidos. para liquidação de uma obrigação ou aquisição à vista. ( ) Todos os custos apropriados aos produtos passam a ser despesas no momento em que são vendidos. Ex: Perda de matéria-prima. incêndio. seja um custo ou uma despesa. ou após a aquisição. 3.

porém genéricos demais para serem lançados diretamente aos produtos. i) Materiais Diretos Consumidos (MD) – referem-se a todo material que se integra ao produto acabado e que possa ser incluído diretamente no cálculo do custo do produto. à vista ou postecipado com relação à efetivação do gasto. enquanto não utilizados são considerados como investimento (ativo). É composto por três elementos: materiais diretos. para somente reduzir o patrimônio líquido no momento da venda do produto. 3. são considerados materiais diretos: . 5. passando a ter tratamento de custo no momento em que requisitada pela produção.Insumos Secundários.Material de Embalagem Mão-de-Obra Direta (MOD) – é o custo de qualquer trabalho executado no produto alterando a forma e natureza do material de que se compõe. assim como os demais insumos adquiridos pela indústria. e isso é que diferencia o custo da despesa. o controle permanente do mesmo e a utilização do método do preço médio. Custo Indireto de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação ou Despesas Indiretas de Fabricação – são os outros demais custos necessários à operação da fábrica. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. É o caso da madeira nos móveis ou do tecido nas camisas. .Matéria-Prima. pois a mesma pode se dar por fatores internos ou externos ao sistema produtivo. (F) O gasto pode implicar desembolso ou não. Inclui o gasto total (salários + encargos) com a mão-de-obra apropriável diretamente ao produto. (V) A matéria-prima. CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO (CPP): é a totalidade de custos incorridos na produção durante determinado período de tempo. (F) Perda é gasto não intencional. Portanto. Resolução: 1. 2. ( ) O sistema de custos não integrado à escrituração comercial é a forma mais eficiente de as empresas controlarem seus estoques.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. já que o desembolso pode ser antecipado. 4.Custo de Produção do Período Devemos sempre atentar para o fato de que sob o aspecto contábil a despesa reduz de imediato o patrimônio líquido. . 4 . mas a segunda parte está correta. (F) Somente um sistema de custos integrado à Contabilidade Comercial é que permite o fornecimento rápido do valor dos estoques. (V) A apropriação ao resultado dos custos somente é efetuada no momento da venda dos mesmos. enquanto o custo primeiramente é ativado em uma conta de ativo circulante. É o caso de: ii) iii) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 .

00 d .Salários dos operários 150.000. Seguro e Aluguel da Fábrica.000.000.00 = 302.A. Energia Elétrica. que produz vários tipos de móveis.Madeira 300. e portanto não valeria a igualdade entre custo direto e custo primário.00 f – Depreciação de máquinas 20.000. o custo de produção do período pode ser obtido pela fórmula: CPP = MD + MOD + CIF CUSTO PRIMÁRIO (CP) – é o custo da matéria-prima mais o custo da mão-de-obra direta CP = MD + MOD OBS: Alguns autores também chamam o custo primário de custo direto. todos os seus custos serão diretos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Materiais Indiretos. Depreciação de Máquinas.00 + 2.00 b .000.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . e o custo de transformação. Porém.000. Mão-de-Obra indireta.000.00 Resolução: Em primeiro lugar.000. CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO (CT) – representa o gasto para transformar a matériaprima utilizada no produto final CT = MOD + CIF Exercícios de Fixação 2) Dados os valores abaixo apurados pela Indústria de móveis Velssagia S.000.Energia Elétrica 15. caso a empresa produza somente um tipo de produto. relembremos as fórmulas dos custos: MOD = Mão-de-Obra Direta MD = Materiais Diretos CIF = Custos Indiretos de Fabricação Custo Primário (CP) = MD + MOD Custo de Transformação (CT) = MOD + CIF Custo de Produção do Período (CPP) = MD + MOD + CIF Assim. no mês de novembro de 20X5.. o custo de produção. MD = (c) + (e) = 300.00 e – Lixas 2.00 c .Salários dos supervisores 45. por somente possuir custos diretos. sabemos que. Assim. calcule respectivamente o custo primário. a .

Sua venda é considerada bastante incerta.000.00 + 80.000. peças defeituosas etc.000. Na Demonstração do Resultado do Exercício teremos o seguinte esquema: VENDAS BRUTAS (-) DEDUÇÕES DE VENDAS INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .000. resultante de quebras.000. não possuem mercado garantido. madeira. 6SISTEMAS DE CUSTEIO Na Contabilidade de Custos temos basicamente dois tipos de sistemas de custeio: o custeio variável e o custeio por absorção. chifres e ossos do boi. estoque obsoleto.1.00 = 452.000.00 + 150. costela etc. CO-PRODUTOS OU PRODUTOS CONJUNTOS São obtidos através do mesmo processo produtivo (produção conjunta).000. SUCATAS OU RESÍDUOS São as sobras do processo produtivo. 6. fibras).00 = 532.00 + 80. contra-filé. comparando com a receita dos produtos principais. devido à natureza da matéria-prima (metal.00 CIF = (a) + (b) + (f) = 15. de maneira que o Custo dos Produtos Vendidos ou os Estoques Finais absorverão a totalidade dos custos do período.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia MOD = (d) = 150.CUSTEIO POR ABSORÇÃO É o processo de apuração de custos. maminha.00 CPP = MD + MOD + CIF = 302.00 + 45.00 = 230. cujo objetivo é ratear todos os custos incorridos em cada fase da produção.00 = 80.00 5 .000.00 CT = MOD + CIF = 150. alcatra. plásticos. embora sua venda seja considerada praticamente certa.000. É o método de custeio aceito pela legislação do Imposto de Renda e está de acordo com os princípios de contabilidade.00 + 20. Ex: cascos.e do qual resultam vários produtos daí por diante. porém com faturamento não significativo para a empresa. SUBPRODUTOS São resultantes do mesmo processo produtivo.000.000. O faturamento de todos eles é considerado significativo para a empresa. denominado ponto de cisão . independentemente de serem eles fixos ou variáveis.PRODUÇÃO CONJUNTA Este tipo de produção caracteriza-se por um fluxo comum de produção até certo ponto.000. Um custo é absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade da produção.000.00 CP = MD + MOD = 302.000.000. Também são considerados produtos principais. Em seu estado normal. tais como filémignon.00 + 150. Ex: Os diferentes cortes de carne.

Incond. consiste em considerar como Custo de Produção do Período somente os custos variáveis incorridos. Incond. que a empresa vendeu 7. por sua vez.CUSTEIO VARIÁVEL Também conhecido como Custeio Direto.00 cada uma e também o seguinte: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .000 unidades no período. 6. 6.000 unidades a R$ 5. o CPV somente contém custos variáveis. obtém-se o Lucro Operacional Líquido.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Vendas Canceladas Abatimentos e Desc.3 .EXEMPLO COMPARATIVO ENTRE CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO A empresa industrial FABRIKA TUTO LTDA produziu 10. com as Despesas Variáveis (administrativas e de vendas). Sendo assim.2. Concedidos Tributos sobre Vendas (=) VENDAS LÍQUIDAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (=) RESULTADO INDUSTRIAL (-) DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO (*) No Custeio por Absorção. o CPV contém a totalidade dos custos fixos e variáveis. No custeio direto surge o conceito de Margem de Contribuição. totalmente acabadas. Concedidos Tributos sobre Vendas (=) VENDAS LÍQUIDAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (-) DESPESAS VARIÁVEIS (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) DESPESAS E CUSTOS FIXOS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO (*) No Custeio Direto. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. Sabendo que não havia estoques iniciais de produtos acabados e de produtos em elaboração. Este método não é aceito pelo Imposto de Renda e contraria os princípios de contabilidade. Os custos fixos. Vejam o esquema abaixo: VENDAS BRUTAS (-) DEDUÇÕES DE VENDAS Vendas Canceladas Abatimentos e Desc. serão tratados como Despesas. Deduzindo-se desta os Custos Fixos e as Despesas Fixas. que é a diferença entre as Vendas Líquidas e a soma do Custo dos Produtos Vendidos (que só contém custos variáveis). haverá uma diferença em relação ao Custeio por Absorção na apresentação da Demonstração do Resultado do Exercício.

000.00 (13.000.000.20 = $15.00 DRE VENDAS BRUTAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (-) DESPESAS VARIÁVEIS (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) DESPESAS E CUSTOS FIXOS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO Vantagens e Desvantagens do Custeio Variável 1) Impede que aumentos de produção que não correspondam a aumentos de vendas distorçam o resultado (vantagem).000 unidades).00 R$ 4.00) 15.20 CPV = 7.00) 14.000.00) 5.000.000.00 (15.00 (9.600.00 Elabore a DRE pelo custeio direto e pelo custeio por absorção: i) CUSTEIO POR ABSORÇÃO: Custo de Produção do Período (CPP): CPP = CF + CV = 22.600.000.000 Custo Unitário = $30. CPA = CPP = 30.000 + 8.00 = CV Custo Unitário = $22.400.000 + 8.00 = $3.000 x $3.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .400.00) (4.000 = 30.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Custos Variáveis (CV) Custos Fixos (CF) Despesas Variáveis (DV) Despesas Fixas (DF) R$ 22.00 DRE VENDAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (=) RESULTADO INDUSTRIAL (-) DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO ii) CUSTEIO VARIÁVEL: CPP = $22.00 / 10.000.000.000 Custo da Produção Acabada (CPA): Como não havia estoques iniciais e finais de produtos em elaboração. e ver que o 35.000.00 R$ 5.00 (21.000 Custo dos Produtos Vendidos (CPP): CPP = CF + CV = 22.00) 2.000.000 = $2.000.00 R$ 8.000.000 x $2.000 para 16.00 35.00 CPV = 7. mantendo-se a quantidade vendida.000.00 = $ 21. Basta imaginar uma elevação na produção (de 10.000.000.000 / 10.000 = 30.

Bom pessoal. pois o custo unitário seria reduzido. 3) Nem sempre é possível separar objetivamente a parcela fixa da variável (desvantagem). Como o Custeio Variável admite que todos os custos fixos sejam deduzidos do resultado. Já no custeio por absorção o lucro iria aumentar. Isto porque somente quando reconhecida a receita (na venda) é que devem ser deduzidos todos os sacrifícios necessários à sua obtenção (Custos e Despesas). Por isto é mais útil para a tomada de decisões na empresa. tendo em vista que o assunto custos não está explicito no programa. ele violaria tais princípios. Para saber qual o produto mais lucrativo ou se vale a pena incrementar a produção para vender a outro cliente. 2) Torna o critério mais objetivo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia lucro no custeio variável permanece o mesmo. bastaria se verificar a margem de contribuição. mesmo que nem todos os produtos tenham sido vendidos. escapando da subjetividade do rateio dos CIF (vantagem). INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . Este princípio estabelece que os custos associados aos produtos só podem ser reconhecidos no resultado à medida que estes são vendidos. entendemos que isto será suficiente caso alguma coisa seja cobrado na prova. 4) O custeio variável não é aceito pela auditoria externa das empresas de capital aberto e nem pela legislação do IR (desvantagem). visto que não obedece ao Princípio da Competência.

visto que mantêm autonomia de seus patrimônios. bem como em relação ao grau de utilização de suas instalações. pois cada uma mantém contabilidade em separado. Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . mantendo-se as respectivas autonomias patrimoniais. 2) (Correta) O princípio da continuidade estabelece que os eventos que podem geram efeitos relevantes na atividade empresarial devem ser reconhecidos pelas entidades. Resolução: 1) (Correta) A existência de filiais. foi modificado um pouco em relação a sua estrutura inicialmente planejada. Dessa forma. apenas apresentam o resultado e patrimônio consolidado do grupo econômico. não afeta o princípio da entidade. 1. por meio da constituição da reserva para contingências a fim de evitar a distribuição de dividendos. (CESPE/TCU/1995) Julgue os itens a seguir: (1) A existência de duas entidades sob controle comum. 2. tendo em vista. Assinale a opção que expressa uma afirmação verdadeira. ou de empresas controladas pela mesma empresa. A observância do Princípio da Continuidade não influencia a aplicação do Princípio da Competência. Estas questões representam uma pequena amostra do que será o livro “Contabilidade . a) b) c) d) e) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão. estamos chegando ao final de nosso curso de Contabilidade – Tópicos Avançados que.Questões Resolvidas” dos Professores Francisco Velter e Luiz Roberto Missagia. mas não constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. Nesta aula de hoje apresentamos 28 questões resolvidas de Contabilidade Geral dos concursos mais recentes. (2) O princípio da continuidade aplica-se tanto à cessação integral quanto parcial das atividades de uma entidade. antes conhecida como Convenção do Conservadorismo. ainda que consolidem suas demonstrações contábeis. em um período de tempo determinado. (ESAF/AFRF/2002-1) Abaixo estão cinco assertivas relacionadas com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. com reflexos no nível de produção. já que não estabelecem novo patrimônio. A apropriação antecipada das prováveis perdas futuras. principalmente. não afeta o princípio da entidade. Esse reconhecimento deve ser efetuado. cujo patrimônio pode confundir-se com o dos sócios ou proprietários.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Caros alunos. pois o valor econômico dos ativos e dos passivos já contabilizados não se altera em função do tempo. assim como o grau de utilização das instalações. quando for por diminuição das atividades. o que é o caso da cessação integral ou parcial das operações. nem mesmo as demonstrações consolidadas ferem o princípio da entidade. hoje é determinada pelo Princípio da Competência. exceto no caso de sociedade ou instituição. o item 15 do programa. O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. em função da publicação do edital para AFRF. Da observância do Princípio da Oportunidade resulta que o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da Entidade.

utilizemos aquela da qual resulte menos Patrimônio Líquido e se aplica a fatos que já estejam escriturados na entidade. do Conselho Federal de Contabilidade – CFC. por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . II . No caput do art. mas não constitui condição . encontramos o seguinte dizer: § 2° A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. que dispõe: Art. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade. No § 2º. com ou sem fins lucrativos. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações.. Portanto esta alternativa esta incorreta. No § 1º do art. . igualmente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A questão se refere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade veiculados pela Resolução nº 750. em um período de tempo determinado. pois é imperiosa a diferenciação dos patrimônios. parágrafo único. o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência. 5º da mesma norma contabilista. A implementação do Princípio é efetuada por meio de provisões ativas e passivas. simultaneamente. Comparando o conteúdo desse inciso III com o conteúdo da alternativa “c”. um conjunto de pessoas.”. independentemente de pertencer a uma pessoa. O princípio da prudência. o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. verifica-se que a alternativa representa a transcrição literal do dispositivo. O enunciado da alternativa “d” diz respeito ao princípio da prudência e não ao da competência. base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. do art. ao qual atribuímos o cognome de princípio das receitas e despesas. nesta acepção. da citada resolução. O princípio da competência. 1° da referida resolução encontramos a seguinte redação: § 1° A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. 4° O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. incorreta. nos diz quando (em qual período) devemos reconhecer as receitas e considerar incorridas as despesas... Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: I . 4º encontramos a resposta à alternativa “b” Art. independentemente das causas que as originaram. III .. Por conseqüência. 6º. que chamamos de princípio das provisões. nos determina que. Parágrafo único. Percebe-se que a alternativa “a” está incorreta. inciso III. em duas hipóteses igualmente válidas. a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. O Princípio da Oportunidade está inscrito no art. pois afirma: “.desde que tecnicamente estimável. contemplando os aspectos físicos e monetários. Da análise do dispositivo concluímos que essa alternativa está.o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE.o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. no caso de sociedade ou instituição. 6° O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se. Portanto esta é a alternativa correta. de 29 de dezembro de 1993.

O reconhecimento da estimativa de perda é o fato gerador da obrigação ou da redução do ativo. Por tudo o que foi comentado. influência a aplicação do princípio da competência e a alternativa “e” está errada. aplicável a ativos circulantes da empresa que não mais possuem o valor de venda com que foram registrados anteriormente. contabilmente. Resolução: A provisão para crédito de liquidação duvidosa (ou provisão para devedores duvidosos – PDD) e a provisão para ajuste ao valor de mercado são PROVISÕES ATIVAS. enquanto a provisão passiva é conta normal de passivo. quando faz provisão para crédito de liquidação duvidosa. e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. atendem basicamente aos princípios contábeis citados abaixo: a) Competência: pois a despesa com a provisão deve ser lançada no período em que ocorrer a estimativa de perda (ou obrigação). Não se trata exatamente de uma provisão passiva. O mesmo pode se afirmar com relação ao ajuste ao valor de mercado. d) satisfazendo o princípio fundamental da entidade. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . A PDD não é mais dedutível da base de cálculo do IR. Não são reservas. Esse ajuste deve ser efetuado para “acertar” o valor do passivo da empresa. Tanto a provisão ativa quanto a passiva geram lançamentos do tipo: Despesa com Provisão a Provisão para... que é em reais. Portanto. de forma bem próxima à realidade. ou seja. uma variação cambial para atualizar a dívida em moeda estrangeira. e) seguindo a convenção do conservadorismo. Denotamos que este princípio é indispensável à correta aplicação do princípio da competência. mas sim lançamentos contábeis para ajustar o valor dos ativos da empresa à situação real. assim com qualquer outra provisão. (ESAF/AFRF/2003) Quando o Contador registra. Seu valor é calculado pela empresa com base em estimativas sobre créditos relativos a vendas a prazo que possivelmente não serão pagos no exercício seguinte. A conta de provisão ativa é retificadora de ativo. já que o mesmo deve refletir. mesmo que o pagamento não vá ser efetuado naquele momento. Já a variação cambial para atualizar uma dívida é um ajuste passivo. c) cumprindo o princípio fundamental da prudência. no fim do exercício. quando temos uma dívida em moeda estrangeira. os valores circulantes com os quais a empresa poderá contar para o próximo ano. ou quando faz um lançamento de ajuste do estoque ao preço de mercado está apenas: a) cumprindo a sua obrigação profissional. mas sim um ajuste passivo ao princípio da competência. vemos que as provisões acima. e não quando a perda se consumar.. ambas são de natureza CREDORA.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia à formação do resultado. Visam cobrir a perda de ativos. Resposta: Letra C 3. b) executando o regime contábil de competência. Por esse motivo o ativo deve ser ajustado.

por sua vez. ficam as seguintes conclusões: 1) As provisões obedecem aos princípios da Prudência. Resposta: Letra C 4. 2) A variação cambial passiva é um ajuste efetuado principalmente em função dos princípios da competência e da oportunidade. mas sim em uma taxa de câmbio acertada entre partes.350.000. basicamente repete o enunciado do Princípio da Prudência. Isso é fundamental para o lançamento das provisões.00 Serviços Prestados a Prazo R$ 1. Achamos ruim a opção da ESAF pela letra C. restaram as alternativas B. Apesar de o lançamento não ser feito com base em estimativa. mesmo que se tenha somente razoável certeza de sua ocorrência.00 Casa e Terrenos R$ 1. porém não foi. deve-se escolher aquele que representar o menor valor para o ativo e o maior valor para o passivo. por serem contas normais de PASSIVO. Além disso. Já as provisões passivas.00 Produtos para Venda R$ 750. a empresa encontrará: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . como ainda não se deu o vencimento da dívida.00 Aluguéis Passivos R$ 600. 3) Pelo explicado nas conclusões 1 e 2.00 Duplicatas a Pagar R$ 2.00 Equipamentos R$ 1.00 Receitas de Vendas R$ 1.500. C e E. estamos falando de estimativas. em nossa modesta opinião. Atenção: As Convenções Contábeis são como restrições aos princípios. aplica-se certamente o princípio da competência (letra B).00 Comissões Ativas R$ 450.00 Impostos Atrasados R$ 450. a questão deveria ter sido anulada. Como constava a palavra “apenas” no enunciado. (ESAF/AFRF/2002-1) A firma Comércio Livre Ltda.00 Capital Inicial R$ 2. Por tudo o que foi explicado. apurou os seguintes valores. aumentam o valor do mesmo quando contabilizadas. c) Oportunidade: no momento de ocorrência de um fato contábil deve-se lançá-lo imediatamente. já que Princípio da Prudência (letra C) e Convenção do Conservadorismo (letra E) dizem basicamente a mesma coisa.650.12.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) Prudência: na dúvida entre elementos igualmente válidos perante a legislação e os demais princípios contábeis. Prudência poderia ser também aplicável.01: Depósito no banco R$ 150. pois o valor da taxa de câmbio vai variando até o momento do pagamento.00 Títulos a Receber R$ 900.000.00 Ao elaborar Balancete de Verificação e o Balanço Patrimonial com fulcro nas contas e saldos acima. por isso que se considera a aplicação do princípio da prudência também.00 Salários do mês R$ 620. que leva à adoção do regime de competência. não é conhecido em seu valor exato. considera-se que o valor da dívida (em reais). Competência e Oportunidade. em 31. A convenção do conservadorismo (letra E).200. Como as provisões ativas são contas retificadoras de ativo reduzem o valor do mesmo quando contabilizadas.00 Lucros Anteriores R$ 120. Reparem.

00 Salários do mês 620.870.000.650.00 Serviços prestados a prazo 1.00 1.00) 2.650.200.00 2.650.350.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) Saldos devedores no valor de R$ 5. c) Passivo Circulante no valor de R$ 4.00 Títulos a receber 900.00 1.00 120.000.00 TOTAL = 6.00 Casa e Terrenos 1. d) Ativo Permanente no valor de R$ 2.1 TOTAL DO PL = $3.950.00) 450.00 TOTAL = Passivo Circulante Duplicatas a Pagar Impostos Atrasados Total = ATIVO PERMANENTE Equipamentos Casa e Terrenos TOTAL = Resposta: Letra E 1.00 Equipamentos 1.150.00 (600.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 .00 Títulos a receber 900. Resolução: Patrimônio Líquido Salários do mês Comissões Ativas Aluguéis Passivos Capital Inicial Lucros Anteriores Receitas de Vendas (620.00 Produtos para venda 750.00.00 Aluguéis Passivos 600.00 2.500.00 450.00 Saldos Devedores Depósito no banco 150.000.350.000.250.00 1.300.00 3.00.00 2.00.00.00 Ativo Circulante Depósito no banco 150.00 Serviços prestados a prazo 1.000. b) Ativo Circulante no valor de R$ 2.350.00 Produtos para venda 750.500. e) Patrimônio Líquido no valor de R$ 3.00.

00. temos que os vencimentos serão: 28 fevereiro 2001 R$ 3.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. Os valores a pagar a curto prazo são de R$ 6.00 Resposta: Letra B 6. Resolução: As operações foram realizadas em 30 de agosto de 2000.000. Devedores e credores admitem compensar débitos e créditos dessas operações em 2002.000.000.00 Na mesma data.12.000.00 30 de dezembro 2001 R$ 2.000. Em decorrência desses fatos.000.000.000.00 (Longo Prazo) Em 31 de 12 de 2000. os valores a receber a curto prazo foram de R$ 12.00 30 de dezembro 2000 R$ 2.000.00 R$ 202.000. certamente vamos encontrar a) valores a receber a curto prazo R$ 16.00 (Longo Prazo) 28 fevereiro 2003 R$ 3.000.00 (Longo Prazo) 30 de abril 2002 R$ 2.00 e repassou.00 30 de agosto 2001 R$ 2.00 30 de junho 2001 R$ 2.000. pelo empréstimo.00. d) valores a pagar a longo prazo R$ 13. por R$ 20. dividindo o crédito em 10 parcelas bimestrais. tem em sua carteira de títulos as seguintes contas e respectivos saldos: Aluguéis Pagos Alugueis Recebidos Clientes Descontos Ativos Descontos Passivos Despesas a Pagar R$ 201.00 28 de fevereiro 2002 R$ 2.000.00. Essa é a alternativa correta.000. Letra “b”. cabendo à empresa dar ou receber a quitação restante.000.000.00.00 R$ 203.000. e) saldo a compensar a longo prazo R$ 2. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Carnes & Frutas S/A.00 30 agosto 2001 R$ 3.00 R$ 205.000.00 Os valores a pagar a longo prazo são de R$ 9. elaborado com data de 31.000. os valores a receber a longo prazo foram de R$ 4. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) A Empresa Zinha Ltda. uma de suas máquinas.00 R$ 206. obteve um financiamento em cinco parcelas semestrais iguais de R$ 3. mas só o farão à época própria.00 28 de fevereiro 2001 R$ 2.00.00 28 fevereiro 2002 R$ 3.00 R$ 204.000.00 (Longo Prazo) Valores a receber pela alienação de suas máquinas: 30 de outubro 2000 R$ 2.000. se observarmos o balanço de fim de exercício. em 30 de agosto de 2000.000. Todos os encargos foram embutidos nas respectivas parcelas e não se verificou nenhum atraso nas quitações. c) valores a pagar a curto prazo R$ 7.00.000.00.00 O saldo a compensar a longo prazo é de R$ 5.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . b) valores a receber a longo prazo R$ 4.00 30 de outubro 2001 R$ 2.00.000.00 30 de abril 2001 R$ 2.00 (Longo Prazo) 30 agosto 2002 R$ 3. então.000.000.

00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 .00) R$ 210.00 R$ 211.245.00 Retificadora do Ativo Circulante Ativo Circulante R$ 211.00 R$ 1.00 (R$ 209.00 R$ 210.242.451.00 R$ 203.00 Resolução: Para resolver essa questão.00 Passivo ou REF Ativo Circulante Ativo Circulante R$ 1.00 Passivo R$ 207.00 Passivo R$ 212.00 R$ 210.00 Saldos Credores Classificação Ativo Circulante Despesa R$ 202.00 c) saldos Devedores de R$ 1.454.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas Descontadas Duplicatas Protestadas Fornecedores Juros Recebidos Antecipadamente Juros Pagos Antecipadamente Receitas a Receber R$ 207.00 R$ 208.00 R$ 205.00 Receita Despesa R$ 206.00 R$ 214.00 Ativo Circulante R$ 209.00 R$ 213.00 R$ 214.00 Passivo R$ 203.665.00 R$ 214.00 e) Ativo Circulante de R$ 1.00 R$ 213.00 R$ 839.00 R$ 213.00 b) saldos Devedores de R$ 1.00 R$ 208.00 Receita Ativo Circulante R$ 204.00 R$ 212.00 R$ 209. apresentaremos uma tabelinha com todas as informações úteis para o candidato.048. Conta Aluguéis Pagos Alugueis Recebidos Clientes Descontos Ativos Descontos Passivos Despesas a Pagar Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas Descontadas Duplicatas Protestadas Fornecedores Juros Recebidos Antecipadamente Juros Pagos Antecipadamente Receitas a Receber TOTAIS Resposta: Letra B Saldo Devedores R$ 201.00 d) saldos Credores de R$ 1.454.00 R$ 208.00 A classificação contábil das contas acima evidencia: a) saldos Credores de R$ 1.

b) o ativo aumentou em R$ 165. c) o patrimônio líquido aumentou em R$ 460. poderia ser classificada como conta retificadora do passivo. quando referente a valores sobre os quais não caiba devolução em nenhuma hipótese. 4) Quando não for dito o prazo.00. realizou as seguintes operações ao longo do mês de setembro de 2001: I. e) o passivo diminuiu em R$ 335.00. portanto é: 0. JUROS C – CAIXA 100 15 115 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 .00. a) o ativo recebeu débitos de R$ 460. I – . apenas 40%. Porém.00.00. D – DUPL. 300 – CMV = 0.00. com desconto de 10%. II. considera-se sempre o curto prazo (ativo circulante ou passivo circulante). venda a vista de mercadorias por R$ 300.00. III. d) o passivo recebeu créditos de R$ 300.2 x 300 = 60 V = 300. com juros de 15%. e IV. no ato. 2) A terminação “ a pagar” indica sempre uma conta de passivo. 6) A conta Juros Recebidos Antecipadamente se classifica no passivo (receitas antecipadas ou receitas diferidas).00. em decorrência delas. com lucro de 20% sobre as vendas. pagamento de títulos vencidos no valor de R$ 200. 5) A conta Juros Pagos Antecipadamente. A PAGAR D – DESP. recebendo. prestação de serviços por R$ 400. 3) A terminação “ a receber” indica sempre uma conta de ativo. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Livre Comércio Ltda. venda a vista de mercadorias por R$ 300. com lucro de 20% sobre as vendas Vejam que o lucro é 20% das vendas.00. Essas são dicas importantes para aqueles que participam de concursos elaborados pela ESAF! 7.00. com juros de 15%.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Observações: 1) A ESAF sempre tem considerado que a conta Duplicatas Protestadas se refere a duplicatas emitidas pela empresa (duplicatas a receber) que o cliente não pagou e a empresa colocou em protesto. caso se refira a empréstimos (passivo). Por isso fica no ativo circulante. pagamento de duplicatas de R$ 100.2 x 300 CMV = 300 – 60 = 240 D – CAIXA C – VENDAS D – CMV C – MERCADORIAS 300 300 240 240 II pagamento de duplicatas de R$ 100.00. seria classificada no grupo Resultado de Exercícios Futuros. Analisando as operações acima listadas podemos afirmar que. Resolução: Analisaremos cada uma das operações.

com essa operação.00 d) R$ 27. com a seguinte destinação: 50 latas para consumo interno.00. comprou 250 latas de tinta ao custo unitário de R$ 120. Pagou entrada de 20% e aceitou duas duplicatas mensais de igual valor. A tinta adquirida foi contabilizada conforme sua natureza contábil funcional. Após efetuar o competente lançamento contábil.500.00 e) R$ 26. é correto afirmar que.00.00 b) R$ 30. (ESAF/AFRF/2003) A empresa Comércio Industrial Ltda. no ato. 100 latas para revender. tributadas com IPI de 5% e ICMS de 12%.00 Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . recebendo. os estoques da empresa sofreram aumento no valor de a) R$ 31. com desconto de 10%.500.900.020. D – TÍTULOS A PAGAR C – DESCONTOS OBTIDOS C – CAIXA Vejamos os razonetes: I III III Variação do Ativo 300 240 160 115 240 180 700 535 165 Variação do Passivo 100 200 300 I II IV 200 20 180 II IV I II Variação do PL 240 300 15 400 20 255 720 465 I III IV Resposta: Letra B 8.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia III .00 c) R$ 28. e 100 latas para usar como matéria-prima. apenas 40% D – CAIXA D – DUPL. prestação de serviços por R$ 400.00. A RECEBER C – RECEITA DE SERVIÇOS 160 240 400 IV pagamento de títulos vencidos no valor de R$ 200.

60 = R$ 11.00 = R$ 6. O Armazém Central S/A tinha. por isso. podemos afirmar que o preço unitário praticado nas vendas foi de a) R$ 176.00) Temos.00 + 10. não sendo recuperado no caso de as mercadorias serem destinadas para consumo próprio (a LC 87/96 c/ alterações posteriores prevê a recuperação do ICMS pago sobre mercadorias destinadas a consumo a partir de 2007). 3 situações: 1) Consumo (Não recupera nem IPI nem ICMS): Custo Unitário = 126.300. e • outra compra de 40 unidades pelo preço total de R$ 5. O IPI não faz parte do valor da compra. Para análise do quesito foram colhidas as seguintes informações: • as compras foram isentas de tributação.000. e) R$ 227. o ICMS será recuperado no caso de as mercadorias serem destinadas para revenda e para estoque de matérias primas.00. a mercadoria Alfa com movimentação ocorrida na seguinte ordem cronológica: • estoque inicial de 80 unidades avaliadas ao custo de R$ 8.40 = R$ 105. Logo a resposta correta é a letra “c”.60 = R$ 10. o estoque aumentará: Total = 6. devendo. d) R$ 220.40 (12% de 120. b) R$ 211. Com os dados e informações acima alinhados. • uma compra de 80 unidades pelo preço total de R$ 9. em exposição.20.50. ser adicionado por fora.00 = R$ 28.600.00 50 latas para consumo interno x 126. Desta forma.00 Com isso.00.00.00 – 6. o valor final de aquisição de cada unidade é de 126.160. • o estoque final foi de 100 unidades avaliadas pelo critério do custo médio. Além disso.00 (120 + 5%).Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Esta questão versa sobre operações com mercadorias.020.600. • o lucro operacional bruto foi de R$6.00 2) Revenda (Recupera ICMS.40.60 100 latas para revender x 111.60 100 latas para MP x 105.00.560.160.00.00 – 14. • as receitas de vendas foram tributadas apenas com ICMS de 20%. Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 .00 + 11. c) R$ 218.300. portanto. • as vendas ocorreram entre a primeira e segunda compra.00. Para solucioná-la devemos saber que o ICMS está sempre embutido no valor da compra. O IPI somente será recuperado no caso de as mercadorias serem destinadas para estoque de matérias primas.00.600.560. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) 9.40 = 111. = R$ 14. mas não IPI) Custo Unitário = 126.00 ICMS p/un.00 3) Insumo (Recupera IPI e ICMS) Custo unitário = 126.00 – R$ 14. IPI por unidade = R$ 6.

00 Considerando que o RCM foi de R$ 6.00 07/04 . já que a segunda compra ocorreu após a venda. quando cita o termo “custo médio”.00 Em 10 de outubro. Como o método foi o da média móvel.000 Considerando que foram vendidas 100 unidades.00.00 08/04 . mas não na média fixa).00 = R$ 11. Ademais. Em princípio.450.000.600 = 0. Assim: EI: 1a Compra: Total 80 x R$ 100.600.00 de CMV. Agora vamos apurar o custo médio. Para isso utilizaremos a fórmula do CMV relativamente às quantidades. calcula-se o custo da venda somente com o estoque inicial e a primeira compra.000.8 x V (descontado o ICMS sobre vendas de 20%) RCM = VL – CMV 6.00 = R$ 8.compras a vista: 100 unidades a R$ 25. por uma questão de bom senso.00 160 R$ 17. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . Então vamos lá: Primeiramente. certamente vamos encontrar a) R$ 3.00 Custo unitário das vendas = R$ 17. demonstrando os seguintes dados: 30/03 . Porém. estar se referindo à média móvel. após contabilizar os valores da ficha exemplificada.00 Resposta: Letra D 10.00 / 160 = R$ 110. Vejamos: Estoque Inicial (EI) = 80 unidades Estoque Final (EF) = 100 unidades Compras (C) = 120 unidades Qtd vendida = EI + C – EF Qtd vendida = 80 + 120 – 100 = 100 Isso quer dizer que foram vendidas 100 unidades.00 = R$ 9. a ESAF tem adotado a postura de.600. vamos apurar a quantidade vendida.00 09/04 .00 80 x R$ 120.600. teremos: V = Vendas Brutas Vendas Líquidas (VL) = 0.000 0.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O enunciado falou em custo médio.00 / 100 = R$ 220.vendas a prazo: 60 unidades a R$ 30.600. cuja tributação está sendo desconsiderada para fins deste exercício.00 CMV = 100 unidades x R$ 110. não teríamos como saber se se trata do método da média fixa ou da média móvel.vendas a vista: 90 unidades a R$ 30. se o critério de avaliação for PEPS.000. e não à média fixa.compras a prazo: 100 unidades a R$ 20.8 V – 11.estoque existente: 30 unidades a R$ 18. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) A firma Nossa Mercearia Comercial elaborou a ficha de controle de estoques da mercadoria “alfa”.8 x V = 22. como o enunciado trouxe a informação de que as vendas ocorreram entre a primeira e a segunda compra (fato que faz diferença no método da média móvel.00 06/04 . o preço unitário de venda foi de: PV = R$ 22.

00 2.00 2.00 500.00 de CMV.00 20.00 18.00 100 VU 20.000.250.00 70 20 20.00 VT 540.00 CMV 1.00 25. Basicamente.00 QTD VU VT Saldos QTD 30 30 100 70 70 100 80 EF VU 18.00 1.00 20.00 600.00 20.500.000.00 20.590.00 2.400.00 800. se o critério de avaliação for UEPS. temos que resolvê-la pelos métodos PEPS e UEPS para aferir a veracidade das alternativas.00 3.00 = R$ 1.00 2.00 VT 2.00 = R$ 4.700.00 2. c) R$ 2.00 540.00 18.500.00 540.00 18.040.00 1.460.00 800.00 90 25.00 250.00 = R$ 2.00 540.450. d) R$ 1.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 .00 20.00 25.00 60 20.00 540.500.500.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) R$ 3.700. se o critério de avaliação for PEPS.00 2.00 30 30 18.00 V = R$ 1.040.00 25.00 540.040.000.00 800.00 20. se o critério de avaliação for UEPS. e) R$ 1.00 Cálculo do Lucro Bruto (RCM): Método PEPS (CMV = R$ 3.00 25.00 Pelo método PEPS (Primeiro a entrar é o primeiro a sair): Data Entradas Saídas QTD 30/03 06/04 07/04 08/04 09/04 100 25.00 2.800.400.500.00 2.000.00 18.460.00 de Lucro Bruto. se o critério de avaliação for PEPS.00 V2 = 90 x R$ 30.400.000.00 20.00 1.00 CMV 3.00 100 VU 20.00 1.00 18.00 QTD VU VT Saldos QTD 30 30 100 30 40 30 40 100 30 40 10 EF VU 18.00 de estoque final.00) RCM = V – CMV RCM = 4500 – 3040 = R$ 1. Resolução: É uma questão tradicional sobre ficha de controle de estoque. vejamos: Pelo método UEPS (Último a entrar é o primeiro a sair): Data Entradas Saídas QTD 30/03 06/04 07/04 08/04 09/04 100 25.800.00 A receita de vendas foi de: V1 = 60 x R$ 30. Então.00 VT 2.00 25.00 20.00 VT 540.00 de estoque final.00 540.00 2.00 + R$ 2.590.000.200.

00.00 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resposta: Letra E 11.00 2.400.02. d) a Receita Bruta de Vendas foi de R$ 3.00 100 Cálculo do CMV (somatório da coluna de saídas) CMV = 1.000.00 (ICMS de 20%) Pela ficha de controle de estoques.200.00 1.000.200.2002. e) o Custo de Mercadorias Vendidas foi igual ao Lucro Bruto sobre Venda. 28/02/02 Venda de 100 unidades.00 x 0.00. 15/02/02 Venda de 400 unidades.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 .00 4.02.00 4.00 = $ 2.000. 25/02/02 Compra de 450 unidades por R$ 2. c) o Custo de Mercadorias Vendidas foi de R$ 3.00.00 400 50 4. Considerando que . b) o Custo de Mercadorias Vendidas foi de R$ 2.00. .100.00 4.00 EF VT 1.000.8 = $ 1. 01/03/02 Venda de 300 unidades. isto é.as despesas operacionais foram de R$ 180.o Lucro Bruto sobre Vendas foi de R$ 680.00 (ICMS de 20%) 25.880.00. . 20/02/02 Venda de 50 unidades.00 4. .00 200.02 Valor líquido = $ 1.00 cada uma.00 QTD VU VT Saldos QTD 300 500 100 50 500 VU 4.600. no Balanço de 28.00 2.00 + 400.02 Valor líquido = $ 2. podemos afirmar que.00 x 0. relativos à única mercadoria que a empresa revende.250.8 = $ 800.00 + 200. 31/01/02 Estoque de 300 unidades a R$ 4.00 4.200. teremos: Data Entradas QTD 31/01/02 10/02/02 15/02/02 20/02/02 25/02/02 28/02/02 Saídas VU 4.00 VT 800. de R$ 680.00 400.00.foi adotado o sistema de avaliação de estoques denominado de custo médio ponderado.600. (ESAF/SEFA-PA/2002) Considere os seguintes dados.00 (valor de fatura).00 4.00.00 200. . a) a Receita Bruta de Vendas foi de R$ 5.800.00 2.600. 10/02/02 Compra de 200 unidades por R$ 1.00.00 400.00 200 450 4.02.a provisão para Imposto de Renda foi de R$150.00 CMV 1.250.00 (valor de fatura).000.as compras e vendas estão sujeitas ao ICMS de 20%. Resolução: Cálculo do valor líquido das compras: 10.800.

o critério de avaliação é a média ponderada móvel e não houve outras implicações.00 Resposta: Letra C 13.500.00 5.00 Resposta: Letra D 12.000.200 = 680 RB = 2.600.00 Saídas QTD VU VT Saldos QTD 100 200 60 110 VU 20.500.575. podemos dizer que o estoque final será de a) R$ 3.080.00 •vendas de 140 unidades ao preço unitário de R$ 35.850. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Zucata S/A.00 40.00 VT 3.880 / 0.00 Resolução: Basta elaborar a ficha de controle de estoque: Entradas QTD 100 50 VU 30.8 = $3.00 3. Por isso.00 140 2.00 31.000.00 25.300. em 30 de abril.00 •compras de 50 unidades ao custo unitário de R$ 40.500.00 25.00 1. promoveu uma venda dos seguintes itens: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 .500.00 EF 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Assim.8 RCM = [0. que negocia com máquinas usadas.00 CMV 3.000. conforme a DRE RB = Receita Bruta RL = Receita Líquida RL = RB x 0.00 Se o fluxo físico ocorreu na ordem indicada.8 x RB] – 2.00 •compras de 100 unidades ao custo unitário de R$ 30.500.00 c) R$ 3.00 b) R$ 3.00 e) R$ 3.00 d) R$ 3. Um desses critérios é o “custo médio ponderado”.82 VT 2. demandam o uso de critérios matemáticos para sua avaliação.00 25. (ESAF/AFC/2003) As mercadorias são itens de alta rotação.000.500.00 3. que sofrem movimentação constante. Vejamos o exemplo abaixo: •estoque inicial de 100 unidades ao custo unitário de R$ 20.

apurar o valor do lucro global: Receita total R$ 130.00 = R$ 32. tem vida útil de 8 anos e já estava na empresa há dois anos.280.00 Trator: Não deprecia.000.000. na operação de venda. e ele está a dois anos na empresa. R$ 32.00 Assim.00 / ano. tem uma edificação equivalente a 40% do seu valor. sendo 40% desse valor relativo a edificação e 60% relativo ao terreno. o valor contábil do imóvel é de R$ 67.00 ( .00 e) R$ 14. então ele terá depreciação de 2/8 x $20. com vida útil estimada em 25 anos e já estava na empresa há dez anos. .) Custo jeep R$ 15.00 c) R$ 21.000. Os dados para custeamento da transação foram os seguintes: .000.200.00 ( . Custo = $28.800. Sabemos que os terrenos não sofrem depreciação.00.800. e um imóvel de sua propriedade.280.00 b) R$ 26.000.200.00 A resposta correta é a da letra “d”.000.o jeep foi adquirido por R$ 20. o valor contábil do jeep é de R$ 15.000.000.800. tem vida útil de 10 anos e já estava na empresa há dois anos e meio.00 d) R$ 19. podemos afirmar que.000 / 25 anos = R$ 1.000.00.00.000.00. O custo do imóvel foi de R$ 80.00 Resolução: O valor global das vendas alcançou R$ 130.00 = R$ 48. agora.00 = $5.00 (valor da depreciação acumulada).o imóvel foi adquirido por R$ 80. vendido por R$ 35.00.000.000. a não ser de imposto de renda sobre eventuais lucros ao fim do ano e que serão calculados naquela ocasião.200.00.000.000. da seguinte forma: 40% de R$ 80.00 Lucro Global R$ 19.00 x 10 anos = 12.) Custo trator R$ 28.00 menos a depreciação acumulada.000. pois é bem de venda.000. R$ 1. Podemos. . vendido por R$ 25. do ativo circulante.000.00 ( .) Custo imóvel R$ 67. Desta forma.000.00.00 é susceptível a depreciação em 25 anos. vendido por R$ 70. um jeep de seu imobilizado.000.000.o trator foi adquirido por R$ 28. A vida útil da edificação é de 25 anos e seu uso já é de dez anos. a Zucata alcançou um lucro global de a) R$ 26. A operação de venda não sofrerá nenhum gravame fiscal.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia um trator de seu estoque de vendas. então devemos separar os valores atinentes a esse imóvel. Se a vida útil do jeep é de 8 anos.000.000.00 (valor do terreno) Assim.00. Considerando essas informações.00 (valor da edificação) 60% de R$ 80. o valor de R$ 32. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 .00 O custo jeep é de R$ 20.000.000.

o lançamento de pagamento com juros reflete em receita financeira para a empresa.00 70. O registro contábil da operação realizada no dia 01.000.00 10. pagando.00 10.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 .000. não foi liquidada e o banco transferiu para cobrança simples.070. o cliente liquidou a dívida junto ao banco. representa uma despesa para a empresa.00 10.00 3.00 7.070.00 3.00 10. após conseguir um abatimento de 30% no valor da duplicata.000.00 7.000.01. por sua vez.000.070. portanto não há que se falar em transferência do título para cobrança pelo banco. não há o desconto de duplicatas. 3. Em 01.000.00 70.00 10. não de DESCONTO DE DUPLICATAS.11.000.00 10.00 7. Quando há COBRANÇA SIMPLES. com vencimento para 10.00 7.00 3.070.000.000.00 10. no dia do vencimento.00 70.00 10.000. pois o banco não adianta dinheiro para a empresa no instante em que esta lhe apresenta o título para cobrança.070.00 10.01 foram descontadas duplicatas em banco. que.00 3. uma vez que se trata de cobrança simples.070.00 10. juros de R$ 70. (ESAF/AFRF/2002-2) Em 01.000.00 10. Porém.070.00. Trata-se apenas de uma prestação de serviços. Uma duplicata no valor de R$ 10.12.00 7.00 10.070.000.070.000.070.070.00 10.00. O abatimento concedido pela mesma.00 10.10.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 14.01.070. ainda.000.01 foi assim feito pelo emitente da duplicata: a) Diversos a Diversos Abatimentos Concedidos Bancos c/ Movimento a Duplicatas a Receber a Juros Ativos b) Diversos a Diversos Duplicatas Descontadas Juros Ativos a Bancos c/Movimento a Abatimentos Concedidos c) Diversos a Diversos Abatimentos Auferidos Bancos c/ Movimento a Duplicatas Descontadas a Juros Ativos d) Duplicatas Descontadas a Diversos a Bancos c/Movimento a Abatimentos Auferidos e) Diversos a Diversos Duplicatas a Receber Juros Ativos a Bancos c/Movimento a Abatimentos Obtidos Resolução: O detalhe da questão é que se trata de COBRANÇA SIMPLES. certamente. foi cobrada pelo banco do cliente.00 70.00 10.12.

000.000. de acordo com cada item. o lançamento ficará: D – Abatimentos Concedidos 3. Assim. Os encargos de Previdência Social foram calculados em 11%. e em 22%. pois é descontada do próprio salário do funcionário.00).00 Já a parcela do INSS do empregado não é despesa para a empresa.00 e) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 20. Porém. no mês de outubro.400. a parcela patronal.200.00 Salários a Pagar a Previdência Social a Recolher 2.800.400.600.000.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 6.00 Resposta: Letra A 15.000.00). Então.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 4.000.000. O valor da despesa com salários é de R$ 20.800.070.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 4. Ao contabilizar a folha de pagamento. a empresa deve lançar: D – Despesas de Salários C – Salários a Pagar R$ 20.00 R$ 20. Trata-se de um fato permutativo.00 C – Juros Ativos 70. devemos montá-lo por partes. a parte do segurado.00 d) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 17.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 6.00 D – Bancos C/Movimento 7.000. Resposta: Letra A (ESAF/AFRF/2003) Na microempresa do meu Tio. deduzido do abatimento concedido (R$ 3. Assim.600. e depois verificar as alternativas.00 b) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 17. somado ao valor dos juros recebidos (R$ 70.000.000.00 Salários a Pagar a Previdência Social a Recolher 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O valor que entrará na conta-corrente da empresa é o valor do título (R$ 10.070. o que gera uma obrigação para a empresa de pagar os salários do mês.00 Resolução: Nas questões que pedem o lançamento. os salários somados às horas-extras montaram a R$ 20. totalizando R$ 7.00).200. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .00.00. o lançamento a ser feito é uma transferência da obrigação de pagar o salário para a obrigação de pagar o INSS do empregado. o Contador deverá fazer o seguinte registro: a) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 20.00 c) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 17.800.00 C – Duplicatas a Receber 10.00. como ela é quem tem a obrigação legal de recolher a contribuição aos cofres públicos. para a empresa não há efeito no resultado.400.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 4.000.

00. com base em 4% dos devedores duvidosos. já protestadas.00 Já o INSS da empresa representa DESPESA para a mesma. pois ela não desconta do salário do funcionário. Pelo conhecimento que temos da empresa e de sua carteira de cobrança.00.800.200. é correto dizer que a Demonstração do Resultado do Exercício conterá como despesa dessa natureza o valor de a) R$ 9.00 As duplicatas que foram descontadas pela empresa fazem parte desse total de R$ 343. no valor de R$ 112.400. deve reconhecer como tal.000.00 O lançamento será: D – Previdência Social C – Previdência Social a Recolher R$ 4.000.00 = R$ 4. encontramos diversas duplicatas a receber. Valor da provisão a ser constituída = 4% x R$ 343. Também havia uma Provisão para Créditos Incobráveis com saldo credor de R$ 4.760.00 16. O valor é de: 22% x R$ 20.00 Em cobrança R$ 111.000.200. no valor de R$ 111.00. algumas ainda a vencer.00 Vencidas R$ 112.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O valor é de 11% x R$ 20. mais algumas em fase de cobrança.00 Resposta: Letra A INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 .000.720. Feitas as provisões e contabilizadas corretamente.00 e outras descontadas em Bancos. constituiremos a provisão para devedores duvidosos com base nesse total.000. Sendo assim.000.00 O lançamento será: D – Salários a Pagar C – Previdência Social a Recolher R$ 2. outras já vencidas. sabemos que a experiência de perda com esses créditos tem sido de cerca de 4%.720. no valor de R$ 98.00 b) R$ 9.00 = R$ 2.000.00.000. no valor de R$ 120.00 (-) saldo anterior da provisão (R$ 4.00) (=) valor a ser lançado como despesa R$ 9.00.00 R$ 4.00 R$ 2. Por esse motivo.00 Total R$ 343.000.00 c) R$ 8.720.400.000.000.00 e) R$ 5.000.280.000.640.. sendo correto um provisionamento deste porte. (ESAF/AFRF/2003) Ao examinarmos a carteira de cobrança da empresa Gaveteiro S/A.200.00 = R$ 13.00 d) R$ 5.00 Resolução: Vamos apurar o total das duplicatas a receber da empresa: A Vencer R$ 120.000.400.

para em seguida compor o total do PL. O estoque final de mercadorias foi avaliado em R$ 15.000. Assim: Despesas de aluguel = 13.00 70.00 referem-se a despesas de janeiro de X5. No balancete apresentado há contas patrimoniais e de resultado.000.000.00 100. depois de feitos os ajustes necessários à observância do princípio contábil da Competência. por meio da DRE.00 30.00 Resolução: A questão pede o valor do patrimônio líquido.00.00 14. que somente será pago em janeiro de X5.000. então esse valor deve ser expurgado do exercício de X4 (regime de competência).00 4. o valor de R$ 1.000. em 31/12/X4.00 2. (ESAF/ GEFAZ-MG/2005) O balancete de verificação da Cia.00 – 2.000.00 e) R$ 114.00 + 1.000.00 40.000. devemos inicialmente obter o resultado. Beta.00 servirá para a obtenção do CMV. dos aluguéis pagos em X4.000.00 60.000.00 deve ser somado aos salários de X4. Assim: Despesas de salários = 11. Dos aluguéis pagos em X4. O salário de dezembro de X4.000. o grupo Patrimônio Líquido no valor de a) R$ 99. o estoque final de R$ 15.000.000.00 11. R$ 2.000.00 3.000. deve ser escriturado como despesa de X4. 4. será pago somente em janeiro de X5. 2.000. Vejamos: 1.00 4.000.00 do total de R$ 13.00 b) R$ 100.00 Observações: 1.00 do enunciado se referem a despesas de janeiro de X5.00. se R$ 2.000.000.00 20.00 3. Ao elaborar as demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/X4.00 c) R$ 101.000.00 d) R$ 102. no valor de R$ 1. no Balanço Patrimonial.000. Não há implicações de ordem fiscal ou tributária.000. Portanto.000.00 = R$ 12. no valor de R$ 1.000.00 = R$ 11.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . 3.000.000. vamos encontrar.000.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 17. 2. Sendo assim.000.00 50. o salário de dezembro de X4.000.00 13.000. era composto pelos saldos das seguintes contas: Caixa Máquinas e Equipamentos Vendas de Mercadorias Mercadorias Receitas Diversas Compras de Mercadorias Clientes Fornecedores Salários e Ordenados Despesas de aluguel Lanches e Refeições Capital Social Condução e Transporte Lucros Acumulados Despesas de Juros R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 15.000.000. As observações são fundamentais para a resolução da questão.000.000.

a empresa apresentará saldo de a) Caixa R$ 110.00 = 55.00 13.000.00 c) Duplicatas a Receber R$ 58. o estoque era de R$ 70.000.00 e) Lucros Acumulados R$ 20.000.000. Assim: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 .000.000.000.00 100.00 – 15.00 4.00 101.000.00 R$ 8.000.000.000.000. com lucro de 30% sobre as vendas.000.000. (ESAF/ GEFAZ-MG/2005) Uma empresa comercial possuía.00 13.500.00 b) Fornecedores R$ 95.00.00 87.00 12.000. os seguintes saldos: Caixa Fornecedores Mercadorias Duplicatas a Receber Contas a Pagar Capital Social Lucros Acumulados R$ 60. Sendo assim.000.000. Conforme os dados do enunciado.000.000.000.000.00 R$ 80.00 R$ 45.00 R$ 70.00 70.000.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O CMV é obtido pela fórmula: CMV = EI + Compras – EF CMV = 20.00 Resposta: Letra C 18.00 114.000.000.000.000.00 Resolução: Quando se fala que o lucro obtido foi de 30% sobre as vendas.00 Podemos obter o resultado pelo razonete abaixo: Resultado do Exercício Despesas Receitas 55.00 11.000.00 R$ 3.000.00 3.500.000.00 74. A venda correspondeu a 50% do estoque.00 CMV Vendas de Mercadorias Receitas Diversas Salários e Ordenados (2) Despesas de aluguel (3) Lanches e Refeições Condução e Transporte Despesas de Juros Resultado O Patrimônio Líquido ficará Prejuízo do Exercício Capital Social Lucros Acumulados Total do PL Patrimônio Líquido 13.000.00 d) Mercadorias R$ 45. basta montarmos uma equação onde o lucro bruto (RCM) seja igual a 30% das vendas brutas.000.00.000.00 4.00 2.00 + 50.00 Após realizar uma venda a prazo de 50% de seu estoque.00 R$ 10. em 31/12/200x. o custo das mercadorias vendidas corresponde a R$ 35.00 14.

00 R$ 35.00 devedor.000.000.00 (credor).200.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia RCM = V – CMV Se RCM = 0.000.200.000.00 b) R$ 47.200.00 R$ 50.00 40. compras e vendas. o lançamento será: D – Duplicatas a Receber C – Vendas D – CMV C – Mercadorias Vamos às alternativas: (ERRADA) A conta Caixa não foi movimentada. tiveram o seguinte comportamento em setembro: Vendas Compras ICMS sobre vendas ICMS sobre compras ICMS a Recolher Fretes sobre Compras Fretes sobre Vendas Estoque Inicial Estoque Final R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 100.000.7 x V = 35.000.00 (devedor).000.000.000.000.00 30.800.000.00 0.00. o lucro bruto alcançou o valor de a) R$ 45.00 7.000.000.000.00.000. Resposta: Letra C 19.00 7. Com o débito de R$ 50. pois possuía saldo anterior de R$ 10. (ERRADA) A conta Fornecedores não foi movimentada. portanto permanece com o saldo de R$ 60.(ESAF/AFRF/2003) As contas que computam os eventos de estoque.00 então: R$ 50.00.000.000.00 c) R$ 52.00 Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .00 60.000. (ERRADA) A conta Mercadorias possuía saldo anterior de R$ 70.00 e) R$ 33. Com o crédito relativo à baixa do estoque de R$ 35.3 x V = V – CMV 0.00 d) R$ 40.000. esta ficaria com saldo de R$ 25. passará a ter saldo de R$ 35. (CORRETA) A conta Duplicatas a Receber possuía saldo anterior (devedor) de R$ 8.000.00 4. portanto permanece com o saldo de R$ 45.000. (ERRADA) Se fosse o caso de incorporarmos o lucro da venda à conta Lucros Acumulados.200.00 12.00.00 R$ 35.00 Com base nos valores dados no exemplo.00 passará a ter saldo de R$ 58.00 5.00 Como a venda foi a prazo.000.00.00.400.000 V = 50.000. e a venda propiciou um lucro de R$ 15.00.400.3 x V CMV = 35.

00 e) R$ 3.000.800.12.00 Capital Social no valor de R$ 5. 168 da Lei das S. o CMV = 30.00. O Lucro Bruto segue a estrutura da DRE: Vendas R$ 100.00 d) R$ 3.00 b) R$ 5. podemos dizer que o valor do Capital Próprio da Cia. (ESAF/AFRF/2002-1) Da leitura atenta dos balanços gerais da Cia.000.00 Capital a Realizar no valor de R$ 1.000.000.00 Capital Investido no valor de R$ 8. levantados em 31. Emile é de a) R$ 5. CMV = Ei + Co – Ef O Estoque inicial e o Estoque final foram apresentados. podemos observar informações corretas que indicam a existência de: Capital de Giro no valor de R$ 2.00 + Fretes sobre Compras R$ 5.500.000.000.000.000.000 + 57.00 (-) ICMS sobre vendas (R$ 12.00) = Lucro Bruto R$ 40. obtendo-se o patrimônio líquido pela diferença entre o ativo e o passivo.500. Emile.00 (-) CMV (R$ 47.00 + Compras (estoque) R$ 57.00 Logo. mas ainda não integralizada pelos sócios. e dos relatórios que os acompanham.000.00 Resposta: Letra D 20.01 para publicação.A.500. o valor das compras líquidas é de: Compras R$ 60.00 Resolução: Há basicamente 2 formas de resolver esta questão: a primeira pela equação fundamental do patrimônio. 1) Pela Equação fundamental do Patrimônio: Capital Investido = Ativo = R$ 8.00) = Vendas Líquidas R$ 88.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Devemos.200.00 c) R$ 4.000.00 Capital Alheio no valor de R$ 5.00 Capital Integralizado no valor de R$ 3.000.00 Prejuízo Líquido do Exercício no valor de R$ 1.000.00 (-) ICMS sobre compras R$ 7. apurar o CMV. Resta apurar o valor das compras.200. vão para estoque todos os gastos e os tributos não recuperáveis.00 Lucros Acumulados no valor de R$ 500.500. antes de mais nada.00 A partir das observações acima.800 – 40.).000.500.800.800. Capital a Realizar = Parcela já subscrita do capital. Desta forma. Capital Investido = Total do Ativo Capital Integralizado = Parcela do capital subscrito já efetivamente entregue pelos sócios à empresa.00 Capital Fixo no valor de R$ 6. Das compras. Devemos observar os seguintes conceitos: Capital Alheio = Passivo Capital de Giro = Ativo Circulante Capital Social = Capital subscrito pelos sócios (capital nominal) Capital Fixo = Ativo Fixo = Ativo Permanente Imobilizado Capital Autorizado = É o valor até onde pode ser aumentado o capital social sem necessidade de alteração estatutária (art.000 = 47.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . a segunda pela soma dos componentes do PL.000.000.00 Capital Autorizado no valor de R$ 5.

pelo PL 40.000..000.500 + 500 – 1.00 Ativo – Passivo = PL PL = Capital Próprio PL = 8.000.000.00 2.000.00.000.00 = R$ 3.00 Com base nos dados da empresa Construção Ltda.000.A.00 90. tomando o seu controle com intenção de permanência.000. acima. adquiriu 80% do capital da empresa Construção Ltda.00 Crédito 42.000.00 – 5. a empresa Participa S.000.000.000 PL = R$ 3.00 90.000.000.00 1.00 90.00 90.000. pelo valor de R$ 90.000.Ágio -Construção Ltda.00 Resposta: Letra E 21.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Capital Alheio = Passivo = R$ 5. (ESAF/TRF/2003) No dia 02 de janeiro de 2003.00 Débito 90. d) Investimento em Ações 90.Ágio Construção Ltda.000.00 2) Pelas contas do PL: PL = Capital Social – Capital a Realizar + Lucros Acumulados – Prejuízo no exercício PL = 5..000.00 7.00 a Bancos Conta Movimento e) Bancos Conta Movimento INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 . Balanço de 30 de Novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social Reserva de Capital Reserva Legal Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 50.00 50.00 90.00 Investimentos .000 – 1.000. assinale o lançamento que corresponde a este fato contábil.000. Construção Ltda. c) Diversos a Bancos Conta Movimento Investimentos Avaliados Construção Ltda.00 48.000.000. Valores em R$ Contas a) Carteira de Ações (Realizável LP) a Bancos Conta Movimento b) Diversos a Bancos Conta Movimento a Investimentos Avaliados pelo PL – Construção Ltda.00 90. Investimentos .000.

PL Cia Construção Ltda.00 1.00. quando avaliado pelo método da equivalência patrimonial. no lançamento o investimento aparece com a preposição “a” o que significa que esta conta seria creditada.000. quando houver. Os valores estão corretos e também aparecem nas colunas corretas (débito e crédito). No retângulo está o percentual de cada participação. Esse é o valor contábil do investimento.00.00 2. a diferença (R$ 42.000. Balanço de 30 de Novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social Reserva de Capital Reserva Legal Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) TOTAL DO PL 50.000. (ESAF/TRF/2003) Em cada círculo está inscrito o nome de uma empresa. Devemos considerar isso como um erro de digitação (a questão não foi anulada pela banca). O lançamento correto é: D – Investimentos em Construção Ltda R$ 48. pois a conta Investimentos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A Diversos a investimentos Avaliados pelo PL – Construção Ltda.000. Assim: 80% x R$ 60.Construção Ltda.00 O valor do PL da investida totaliza R$ 60.000.00) da participação societária.00. 40. na realidade.000.000. deve ser registrado com discriminação do valor do investimento (valor patrimonial das ações) e ágio/deságio. conforme apresentamos o lançamento acima.000. deve ser DEBITADA pelo valor contábil (R$ 48. A seta indica participação de uma empresa no capital de outra.00 a Investimentos .Ágio .00 C – Bancos Conta Movimento R$ 90. Resposta: Letra B 22.000.000.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 .00 D – Ágio em Investimentos R$ 42.00 Resolução: O investimento.00 A resposta apresentada pelo gabarito é a letra “b”.000.000.00) deve ser registrada como Ágio em Investimentos (conta de Ativo Permanente).000. Como a Cia Participa pagou R$ 90. Entretanto.00 7.000.00 = R$ 48.000. 50.00 60.

por meio de outra controlada. A empresa Alfa participa de Gama com 90% e esta participa em Omega com 90%. Assim. respectivamente. Alfa participa de Beta com 80% que participa de Ômega com 10%. d) A empresa Beta controla a empresa Ômega. b) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. pois sua participação no capital social daquelas é de 80% e 90%. a maioria do capital votante. Além disso. o que resulta em participação indireta de 81%. Resolução: O controle é direto quando uma empresa detém diretamente a maioria do capital votante de outra. c) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. Desta forma. a participação indireta de Alfa em Ômega é de 89%. A participação de Beta em Ômega é igualmente de 10%. resultando em participação indireta de mais 8%. e) A empresa Gama controla a empresa Beta. a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Ômega.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Alfa 80% 90% Beta 10% 10% Lâmina Gama 90% Ômega ALFA TEM 80% de BETA ALFA tem 90% DE GAMA BETA tem 10% DE LÂMINA BETA tem 10% de ÔMEGA GAMA tem 90% DE ÔMEGA Assinale a opção correta. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . logo não há controle. não havendo controle. Beta e Gama são controladas diretamente por Alfa. A participação da empresa Beta na Lâmina é de apenas 10%. O controle é indireto quando uma empresa detém indiretamente.

00 e) lucro líquido no valor de R$ 300. certamente.00 3.00 R$ 100.800.00 R$ 900.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Logo.00 1.100.00 1.00 b) passivo exigível no valor de R$ 7. o Contador.00 100.400.00 Se fosse elaborar o Balanço Patrimonial nessa data.600.) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 .00 5.500.200.00 Grupo AP AC PL AC Custo PC AC AC (retif.00 R$ 1.400. com esses valores.700.00 400.00 800.00 c) patrimônio líquido no valor de R$ 10.700.00 R$ 600.00 R$ 1.00 300.00 R$ 8.00 R$ 3.700.00 R$ 5.00 R$ 2.00 1.500.000.00 R$ 2.00 1. o balancete abaixo descrito: Contas saldos Ações de Outras Companhias Bancos conta Movimento Capital Social Clientes Custo das Mercadorias Vendidas Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas descontadas Duplicatas protestadas Empréstimos Concedidos Fornecedores Insubsistências Passivas Juros Passivos Mercadorias Móveis e utensílios Prejuízos Acumulados Provisão p/ Perdas em Investimentos Provisão para Imposto de Renda Receitas Antecipadas Reserva de Reavaliação Receitas de Vendas Serviços Prestados R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1.) AC AC PC Despesa Despesa AC AP PL (retif.500.00 R$ 2.000.000. a empresa Alfa controla indiretamente a empresa Omega.00 d) ativo circulante no valor de R$ 9.00 2.00 Resolução: Vamos classificar as referidas contas: Contas Ações de Outras Companhias Bancos conta Movimento Capital Social Clientes Custo das Mercadorias Vendidas Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas descontadas Duplicatas protestadas Empréstimos Concedidos Fornecedores Insubsistências Passivas Juros Passivos Mercadorias Móveis e utensílios Prejuízos Acumulados Saldo R$ 1. A resposta correta é a letra “a”.00 R$ 1.300.00 2.00 600.900.000.800.00 R$ 3.00 700.00 8.300.700.600.00 1.00 900.00 R$ 1.900. (ESAF/AFRF/2003) A empresa de Comércio Geral apresenta.00 3.000.500.00 2.900.00 2.500.300. 23.200. apuraria: a) ativo total no valor de R$ 17. em 30 de setembro.100.000.500.00 R$ 1.00 1.

800. teremos os seguintes totais: Ativo Total = R$ 10.400.00) (R$ 600.400.600.00 (R$ 1.100.00 R$ Saldos R$ 8.00 R$ 400.00 R$ 800.00 R$ 400.00 Saldos R$ 5.00 R$ 9.00 R$ 1.00 + R$ 6.00 R$ 2.00 R$ 3.00 R$ 10.00 AP (retif.500.00 Saldos R$ 700.00) R$ 400.600.00 R$ 2.00 R$ 1.00 R$ 7.00 R$ 2.00 R$ 1.00 R$ 1.00 Saldo R$ 2.00) R$ 6.900.00) (R$ 900.300.00 Assim. ela poderia ter sido classificada no Passivo.400.600. Porém.900.00 (R$ 1.000.00 R$ 700.00 Saldos 400.500.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Provisão p/ Perdas em Investimentos Provisão para Imposto de Renda Receitas Antecipadas Reserva de Reavaliação Receitas de Vendas Serviços Prestados Ativo Circulante Bancos conta Movimento Clientes Duplicatas a Receber (-) Duplicatas descontadas Duplicatas protestadas Empréstimos Concedidos Mercadorias Total Ativo Permanente Móveis e Utensílios Ações de Outras Companhias (-) Provisão p/ Perdas em Investimentos Total Passivo Exigível Provisão para Imposto de Renda Duplicatas a Pagar Fornecedores Total DRE Receita de Vendas Serviços Prestados (-) Custo das Mercadorias Vendidas (-) Insubsistências Passivas (-) Juros Passivos (=) Lucro Líquido Resultado de Exercícios Futuros Receitas Antecipadas Patrimônio Líquido Capital Social (-) Prejuízos Acumulados Reserva de Reavaliação Lucro do Exercício Total do PL R$ 300.00 R$ 1.000. e essa tem sido a tendência da ESAF.300. caso houve a obrigação de prestar algum serviço ou de entregar mercadoria.00) R$ 800. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 .00) R$ 1.00 (R$ 100.00 = R$ 17.500.00 (R$ 300.700.000.00 OBSERVAÇÕES: 1) Insubsistências Passivas são despesas relativas a bens ou direitos do ativo que não mais possam subsistir (ex: perda pela baixa de títulos incobráveis).00 R$ 3.) PC REF PL Receita Receita R$ 2. 2) A conta Receitas Antecipadas foi considerada como Resultado de Exercícios Futuros.700.900.000.300.200.

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3) Assumimos que a conta Ações de Outras Companhias estaria no Ativo Permanente, uma vez que lá havia a conta retificadora Provisão para Perdas em Investimentos. Na realidade, esses investimentos só ficam no ativo permanente se houver interesse da empresa em permanecer com os mesmos. Resposta: Letra B
24.(ESAF/AFRF/2003) Assinale abaixo a opção que contém a afirmação incorreta. a) As obrigações em moeda estrangeira com paridade cambial deverão ser convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio do dia do balanço. b) O preço de mercado de bens do almoxarifado e de matérias-primas é o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado. c) Os investimentos em participação no capital de outras sociedades deverão ser avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis, se esta perda estiver comprovada como permanente. d) Uma provisão para ajuste ao valor de mercado deve ser feita sempre que os produtos do comércio da companhia estiverem com custo superior ao preço de mercado. e) O ativo diferido deverá ser avaliado pelo valor do capital aplicado, menos o saldo das contas que registram sua amortização. SOLUÇÃO: A questão versa sobre o disposto nos artigos 183 e 184 da Lei das S.A., que dispõem sobre critérios de classificação de contas no ativo e no passivo. Vamos às alternativas: a) (Correta) Literal no artigo 184, II. b) (Correta) Literal no artigo 183, § 1º, a. c) (Errada) Segundo o inciso III do artigo 183, “III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas”. Veja que na letra “c” não consta a ressalva aos arts. 248 a 250, que versam sobre a equivalência patrimonial. d) (Correta) Está de acordo com o disposto no artigo 183, II, ou seja, quando o preço de mercado for inferior ao preço de custo dos estoques, deve ser feita a provisão para ajuste de estoques ao valor de mercado. e) (Correta) Literal no artigo 183, VI. Resposta: Letra C

25. (ESAF/ACE/TCU/2002)

A empresa Girafluxo S/A demonstrou o seguinte balanço patrimonial, aqui simplificado, com valores no início e no fim do exercício social do ano de 2001: Contas/Grupos saldos 01.01.01 saldos 31.12.01 Disponibilidades R$ 25.000,00 R$ 30.000,00 Créditos R$ 34.000,00 R$ 27.200,00 Estoques R$ 20.000,00 R$ 24.000,00 Despesas Exercício Seguinte R$ 1.000,00 R$ 800,00 Soma R$ 80.000,00 R$ 82.000,00 Créditos de Longo Prazo R$ 5.000,00 R$ 6.000,00 Soma R$ 5.000,00 R$ 6.000,00 Investimentos R$ 27.000,00 R$ 21.600,00
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Ativo Imobilizado R$ 63.000,00 Depreciação Acumulada R$ ( 3.000,00) Ativo Diferido R$ 34.000,00 R$ 29.200,00 Amortização Acumulada R$ ( 4.000,00) Soma R$ 117.000,00 Total R$ 202.000,00 Débitos Mercantis R$ 30.000,00 Financiamentos Bancários R$ 40.000,00 Provisão p/Imposto de Renda R$ 0,00 Dividendos a Pagar R$ 20.000,00 Soma R$ 90.000,00 Financiamentos Longo Prazo R$ 10.000,00 Soma R$ 10.000,00 Resultados de Exercícios Futuros R$ 2.000,00 Soma R$ 2.000,00 Capital Social R$ 70.000,00 Capital a Realizar R$ 10.000,00 Reservas de Capital R$ 20.000,00 Reservas de Lucro R$ 15.000,00 Lucros Acumulados R$ 5.000,00 Soma R$ 100.000,00 Total R$ 202.000,00

R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$

75.600,00 ( 3.600,00) ( 4.200,00) 118.600,00 206.600,00 24.000,00 48.000,00 3.500,00 24.000,00 99.500,00 8.000,00 8.000,00 2.000,00 2.000,00 70.000,00 7.000,00 8.600,00 18.000,00 7.500,00 97.100,00 206.600,00

Analisando-se as variações ocorridas entre o início e o fim do exercício considerado, pode-se afirmar que a elaboração da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, nos termos da lei, vai evidenciar o seguinte item: a) item I – Origens de Recursos R$ 19.500,00. b) item I – Origens de Recursos R$ 27.000,00. c) item II – Aplicações de Recursos R$ 31.000,00. d) item III – Redução de CCL R$ 11.500,00. e) item III – Aumento do CCL R$ 7.500,00. Resolução: A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) é obrigatória para as sociedades anônimas, por força do disposto no art. 188 da Lei n° 6.404/76, que fixa o objetivo e a estrutura da demonstração, bem como os valores que nela devem ser computados. VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO A diferença entre o total das origens e o das aplicações de recursos representa a variação do Capital Circulante Líquido (CCL). Sendo positiva a diferença, significará que a empresa obteve recursos em quantidade superior às aplicações, tendo este excesso sido utilizado para aumentar o Ativo Circulante disponibilidades, estoques e duplicatas a receber, principalmente - e/ou para reduzir o endividamento de curto prazo, com a conseqüente diminuição do Passivo Circulante; sendo inversa a situação, isto é, havendo diminuição do Capital Circulante Líquido, evidencia-se que os recursos obtidos foram insuficientes para as aplicações feitas, tendo sido necessária, para financiar o déficit, a utilização de valores do Ativo Circulante ou a elevação do endividamento de curto prazo. A variação do Capital Circulante Líquido é determinada pela expressão abaixo. Entretanto pode, ele, ser determinado também pela diferença das origens e das aplicações de recursos, conforme já comentado. ∆CCL = ∆AC – ∆PC Sendo: ∆ = Variação no período

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O ativo circulante no início do período era de R$ 80.000,00 e no final do período de R$ 82.000,00. Portanto, houve uma variação positiva de R$ 2.000,00, no valor do ativo circulante (∆AC = R$ 2.000,00). O passivo circulante no início do período era de R$ 90.000,00 e passou para R$ 99.500,00. Houve, portanto, uma variação positiva de R$ 9.500,00 (∆PC = R$ 9.500,00). Dessa forma, a variação do capital circulante líquido no período (∆CCL = ∆AC - ∆PC) é igual a (- R$ 7.500,00) (∆CCL = 2.000,00 – 9.500,00). Isto quer dizer que as aplicações superaram as origens em R$ 7.500,00 ORIGENS DE RECURSOS A lei considera origens de recursos os seguintes valores: a) lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros; b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital; c) recursos de terceiros, originados do aumento do passivo exigível a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. Assim, o total das origens representa o somatório dos recursos oriundos das operações, dos recursos próprios e de terceiros, bem como dos recursos obtidos na realização de ativos de longo prazo, provocando aumento do Capital Circulante Líquido, quer pelo aumento ou pela diminuição, respectivamente, do ativo ou do passivo circulantes. Atenção!!! De forma mais singular, porém de maior compreensão, podemos resumir as origens como sendo todo valor que aumenta no Passivo e diminui no Ativo exceto o circulante. Essa dica pode ser melhor visualizada de forma esquemática, conforme a seguir: APLICAÇÕES Aumentos no ativo não circulante Reduções no passivo não circulante ORIGENS Aumentos no passivo não circulante Reduções no ativo não circulante

Assim, todas as contas do Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP), Resultado de Exercícios Futuros (REF) e Patrimônio Líquido (PL), que não sejam retificadoras, quando terão seus saldos aumentados, configuram uma origem de recursos na exata dimensão do aumento de seus saldos. Na mesma linha de raciocínio se enquadram as contas retificadoras de Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP) e Ativo Permanente (AP). De forma inversa, as contas retificadoras de PELP, REF e PL, bem como as contas de ARLP e AP, quando terão seus saldos diminuídos, caracteriza-se a origem de recursos na exata extensão da diminuição dos saldos dessas contas. Ao esquema acima apresentado devemos adicionar apenas o valor do lucro que não teve destinação nas contas do PL, isto é, a parcela distribuída ou com proposta de distribuição, relativa ao exercício, que no presente caso está representado pela conta Dividendos a Pagar. Dessa forma, analisando as contas do balanço da empresa Girafluxo S.A., observamos que: CONTAS Dividendos a Pagar Investimentos Depreciação Acumulada Ativo Diferido Amortização Acumulada Capital a Realizar Reserva de Lucros Lucros Acumulados TOTAL Saldos 01.01.01 20.000,00 27.000,00 (3.000,00) 34.000,00 (4.000,00) 10.000,00 15.000,00 5.000,00 Saldos 31.12.01 24.000,00 21.600,00 (3.600,00) 29.200,00 (4.200,00) 7.000,00 18.000,00 7.500,00 ORIGENS 4.000,00 5.400,00 600,00 4.800,00 200,00 3.000,00 3.000,00 2.500,00 23.500,00

Agora já teríamos condições de saber o valor das aplicações de recursos, pois: Origens – Aplicações = ∆CCL

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Aplicações = Origens - ∆CCL Aplicações = 23.500 – (- 7.500) = R$ 31.000,00 Porém, dentro dos objetivos deste livro, vamos apurar o valor das aplicações para comprovar a veracidade dessa forma simplificada de obtermos esse valor. APLICAÇÕES DE RECURSOS Inversamente ao que vimos acima relativo às origens, também de forma esquemática, podemos resumir que as aplicações são todos aqueles valores que diminuem no Passivo e que aumentam no Ativo que não seja o circulante. Entretanto. tendo o cuidado de levar em consideração o valor do dividendo distribuído ou a distribuir (dividendo proposto ou a pagar). Dessa forma, analisando as contas do balanço da empresa Girafluxo S.A., observamos que as aplicações foram de: CONTAS Dividendos a Pagar Créditos de Longo Prazo Ativo Imobilizado Financiamentos de LP Reservas de Capital TOTAl Saldos 01.01.01 20.000,00 5.000,00 63.000,00 10.000,00 20.000,00 Saldos 31.12.01 24.000,00 6.000,00 75.600,00 8.000,00 8.600,00 APLICAÇÕES 4.000,00 1.000,00 12.600,00 2.000,00 11.400,00 31.000,00

Obs.: Reparem que não dispúnhamos do valor do lucro do exercício. Porém, como ele foi todo incorporado ao PL ou destinado a Dividendos a Pagar, foi possível obter as origens de recursos somando ao nosso esquema o valor dos dividendos tanto às origens, quanto às aplicações. O Dividendo a Pagar ou Distribuído representa, nos esquemas acima apresentados, uma origem e uma aplicação de igual valor. A distribuição de dividendos representa uma aplicação de recursos para a empresa. Porém, o lucro obtido anteriormente, que originou tal distribuição de dividendos, é de fato uma origem para a empresa. A banca examinadora apresentou como alternativa correta a letra “C”, que coincide com a solução apresentada. Resposta: Letra C
26. (ICMS-SC/98)

A Cia. Peperi negocia toalhas de banho e adota o regime de inventário periódico para controlar seu estoque. Seus exercícios sociais se encerram a cada 31 de dezembro. Nada do resultado (lucro/prejuízo) de cada exercício social recebe qualquer destinação. O Balancete de Verificação a seguir fornecido foi "levantado" em 31/dez./92, imediatamente antes dos lançamentos de apuração do resultado de 1992. Os valores nele contidos estão corretos.
Companhia PEPERI Balancete de verificação (31/dez./92) (imediatamente antes da apuração do resultado de 1992) Saldos Saldo Contas Devedores Credores Duplicatas a Receber (AC) 5.000 Compras de Mercadorias 14.080 ICMS a Recolher (PC) 140 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Duplicatas a Receber (ARLP) Lucros Acumulados (PL) Despesas com Vendas (global das...) Fornecedores (PC) Mercadorias (AC) Devoluções de Vendas Despesas Administrativas (global das...) ICMS sobre Vendas Capital Social (PL) Aluguel a pagar (PC) Terrenos (AP/I) Caixa e Bancos (AC) Vendas Brutas Salários e Encargos Sociais a pagar (PC) 11.000 8.800 608 1.025 1.600 3.000 3.392 6.460 10.000 30 5.860 10.305 41.000 310

Totais O Seguinte trecho de DOAR está correto:

61.305

61.305

CIA. PEPERI Demonstração das origens e aplicações de recursos de 1992 I) Origens de Recursos II) Aplicações de Recursos III) Aumento do Capital Circulante Líquido (i-II) IV) Modificação no capital Circulante Líquido: Ativo Circulante .......................... Passivo Circulante ...................... Capital Circulante Líquido ............... 31/dez./91 6.600 3.460 3.140 31/dez./92 16.445 1.505 14.940 Variação 9.845 (1.955) 11.800

a) b) c) d) e)

Com base no que foi informado, pode-se afirmar que em 1992, o valor das "vendas líquidas" e o valor do "lucro operacional bruto" da Cia. Peperi foram de, respectivamente, $ 31.540 e $ 17.000. $ 30.932 e $ 15.252. $ 31.540 e $ 15.860. $ 30.932 e $ 17.000. $ 34.540 e $ 17.000.

Resolução: Para calcularmos o valor das vendas líquidas, basta utilizarmos os dados do balancete da seguinte forma: Vendas Brutas (VB) 41.000 (-) ICMS s/ Vendas (6.460) (-) Devolução de Vendas (3.000) (=) Vendas Líquidas (VL) 31.540 Já para obtermos o valor do lucro bruto temos que utilizar a fórmula: LB = VL - CMV, onde CMV = EI + C - EF Pelo balancete, sabemos que: EI = 1.600; C = 14.080 Percebemos que os valores do EI (Estoque Inicial) e de C (Compras) foram fornecidos, porém o do EF (Estoque Final) não está explicito. Para calcularmos o valor do estoque final (EF) em 31/12/92, temos que utilizar o saldo do Ativo Circulante (AC) da DOAR nesta data, que é de 16.445.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Assim, devemos subtrair deste valor todos os demais valores do balancete referentes ao ativo circulante. O que sobra é o saldo da conta mercadorias (EF). Ativo Circulante em 31/12/92 (-) Duplicatas a Receber (-) Caixa e Bancos (=) Estoque final Agora basta aplicar as fórmulas: CMV = EI + C - EF = 1.600 + 14.080 + 1.140 = 14.540 ∴ LB = VL - CMV = 31.540 - 14.540 = 17.000 Resposta: Letra A
27. (ESAF/AFRF/2000)

16.445 (5.000) (10.305) 1.140

Em 31 de dezembro o nosso Contador havia montado um rascunho da DOAR (Demonstração de origens e Aplicações de Recursos) com a seguinte estrutura: I. Origens 1.800,00 II. Aplicações 2.600,00 III. Redução de CCL 800,00 quando descobriu que o lucro líquido do exercício ainda não fora computado nessa demonstração. Referido lucro foi assim formado e distribuído: Resultado do Exercício: Receitas totais do período Despesas do período (sem as depreciações) Encargos de depreciação do período Lucro líquido antes do imposto de Renda Provisão para o Imposto de Renda Lucro líquido do exercício 6.000,00 (3.500,00) (400,00) 2.100,00 (300,00) 1.800,00

Lucros ou Prejuízos Acumulados Saldo inicial 0,00 Lucro Liquido do Exercício 1.800,00 Dividendos Proposto (150,00) Saldo Atual 1.650,00 Após o cômputo do resultado do exercício acima demonstrado, naquilo que couber, a DOAR apresentará: a) no item I: origens no valor de R$ 4.300,00; b) no item I: origens no valor de R$ 3.900,00; c) no item III: aumento no CCL no valor de R$ 1.250,00; d) no item II: aplicações no valor de R$ 3.000,00; e) no item II: aplicações no valor de R$ 3.150,00. Resolução: Conforme o artigo 188 da Lei das S.A., as origens e aplicações são: I - Origens: Computadas 1.800 (+) Resultado líquido do Exercício 1.800 (+) Despesas de Depreciação 400 4.000
INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33

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2.600 150 2.750 III - Origens - Aplicações = Aumento no CCL = 4.000 - 2.750 = 1.250 Resposta Letra C
28. (ESAF/AFRF/2003)

II - Aplicações: Computadas (+) Dividendos propostos

Fomos chamados a calcular os dividendos a distribuir, no segundo semestre, da empresa Rentábil. A empresa é uma sociedade anônima e os seus estatutos determinam que os dividendos devem ser o mínimo obrigatório de acordo com a lei, mas não estabelecem o valor percentual sobre o lucro líquido. Os valores que encontramos para montar a base de cálculo foram: reserva estatutária de R$ 6.500,00, participação de administradores no lucro de R$ 7.000,00, participação de empregados no lucro de R$ 8.000,00, Provisão para o Imposto de Renda e CSLL de R$ 95.000,00 e lucro líquido, antes do imposto de renda, de R$ 180.000,00. Ficamos com o encargo de calcular o valor da reserva legal e do dividendo mínimo obrigatório. Feitos os cálculos corretamente, podemos afirmar com certeza que o dividendo será no valor de a) R$ 15.000,00 b) R$ 16.625,00 c) R$ 30.000,00 d) R$ 33.250,00 e) R$ 35.000,00 Resolução: Partindo-se do lucro antes do imposto de renda na estrutura da DRE, teremos: Lucro líquido antes do IR e CSLL (-) Provisão IR e CSLL (-) Participação Empregados (-) Participação Administradores = LUCRO Líquido do Exercício Cálculo do Dividendo LUCRO Líquido do Exercício (-) Reserva legal (5%) = Lucro ajustado (BC dividendo) 50 % (estatuto omisso) Resposta: Letra D R$ 70.000,00 (R$ 3.500,00) R$ 66.500,00 R$ 33.250,00 R$ 180.000,00 (R$ 95.000,00) (R$ 8.000,00) (R$ 7.000,00) R$ 70.000,00

A SEGUIR APRESENTAMOS UM SIMULADO DE CONTABILIDADE PARA QUE TODOS VOCÊS POSSAM EXERCITAR BASTANTE E AINDA TENHAM TEMPO PARA DISCUTIR ALGUMA COISA SOBRE O GABARITO, SE FOR O CASO. BOM TESTE A TODOS!

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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00 04) O registro de uma provisão para contingências.420.00 B) 1. informadas na Demonstração do Fluxo de Caixa pelo método direto. D) II e III.00 . I .00 e 160. Perda na venda de imobilizado 60.00 B) 2.00 . respectivamente. ICMS s/ Vendas 350.00 . Sabendo-se que esta empresa encerra seu exercício social em 31 de dezembro de cada ano. Lucro Bruto 700. em 2 de janeiro de 2004.00 . CMV 500. apenas.00 02) Considere as assertivas em relação à Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): I . a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo de Lucros ou Prejuízos Acumulados no final do exercício. o saldo da conta Despesas Antecipadas. Devoluções de Vendas 250. Resultado negativo de Participações em Controladas 120.00 e 160. os dividendos.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .450.980.140. Despesas Administrativas 600.420. tem o valor.00 .00 C) 4. em reais: .0 . 05) A Cia. III .00 .00 B) 1. em reais: A) 1.a DLPA apresenta o resultado do exercício e sua transferência para o Patrimônio Líquido. apenas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia SIMULADO: 01) A empresa ABC pagou. Vendas canceladas 120.950. B) I e II. apenas.00 . BRASILEIRA apresentou as seguintes contas e saldos na Demonstração do Resultado do Exercício de 2004.00 Os valores da Receita Líquida e do Lucro Operacional.00 E) 6. R$ 6. Saldo inicial de Fornecedores 450.100. B) entidade. C) I e III.00 .00 e 220.00 e 160. 03) A Cia.00 C) 2. Despesa de Depreciação 40. II e III. em reais.00 D) 1.00 Considerando apenas estas informações. mostra que seus administradores observaram o princípio contábil da(o): A) competência. atingiram.a DPLA deverá indicar eventuais aumentos de capital em dinheiro e poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.815. de: A) 1.850.605.00 E) 2. E) I.480. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): A) I.00 e 220. são: A) 1. em 30 de setembro de 2004. E) registro pelo valor original.980.00 C) 1.100. C) continuidade. Saldo final de Fornecedores 500.800. Saldo inicial de Estoque 350.00 D) 5. apenas.00 .00 .00 .00 referentes ao aluguel de todo o ano de 2004. pode-se afirmar que as compras desembolsadas no ano. Receita Bruta de Vendas 2. baseado na opinião do departamento jurídico da empresa.00 .na DPLA são evidenciadas as transferências para reservas. em 2004: .850. Saldo final de Estoques 500. em reais. Receita de Vendas 2. em reais. D) prudência. União é uma empresa comercial e apresentava os seguintes dados.480.00 . Despesas de Vendas 500.

00 B) 610.00. em reais: • Remuneração dos diretores 10.00 E) 2. de 5%.00 e 770.00 cada. Dia 07 . em reais. onde estão incluídos os seguintes valores. são: A) 610. no valor total de R$ 100.500. em 2004. em reais: . Bons Negócios realizou as seguintes operações no mês de janeiro de 2005: Dia 06 .500. de: A) 1. Venda de 20 unidades por R$ 20.200. após o imposto de renda.00 C) 1. em dezembro de 2004 e dezembro de 2005.000.00 06) Considere os seguintes dados A Cia.00. foi de: A) 4. obteve um lucro de R$ 60. com frete pago no ato de R$ 30.000. Sabendo-se que o estatuto da empresa prevê participações de administradores de 10%. calculado segundo o método PEPS e o Lucro Bruto.00 B) 1. de: A) 1.00 C) 393.00 D) 14. com a 1a vencendo em outubro de 2004.00 E) 293.00 D) 405.00 D) 1. No segundo ano.500.00 e 295. Os saldos do Patrimônio Líquido.000.923. e de empregados e debenturistas.00 E) 1.200.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia D) 2.375.00 e 820. em reais. em reais. Bons Negócios possui um estoque inicial de 10 unidades.00 • Carregadores dos veículos de carga3.00 C) 2. Dia 12 .00.170.000.75 B) 2.650. Receitas de Aplicações Financeiras 20.00 09) A Cia. um lucro líquido de R$ 1. O lucro líquido ajustado a ser apresentado na Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos da Cia. Boas Novas será. sendo 75% integralizados no ato e o restante a ser integralizado em quatro parcelas semestrais. em reais.: A Cia. Compra de 20 unidades por R$ 12.00 B) 382. Com base nos dados acima apresentados. observando-se a Lei no 6. Venda de 15 unidades por R$ 20.75 e 295. 2005) no valor de R$ 30.000. Obs.500.00 B) 6.00 .00 07) A empresa Dia-a-Dia S/A apresentou um lucro.00 08) Uma empresa prestadora de serviços de transporte de carga efetuou os seguintes gastos com pessoal. pede-se o valor do Custo das Mercadorias Vendidas. será.025.75 e 322.00.00 cada.00 a ser pago em sessenta dias.500.00 A empresa recebeu aluguel antecipado (do ano seguinte.00 • Motoristas dos veículos de carga 4. classificado no grupo de Resultado de Exercícios Futuros. respectivamente. Boas Novas obteve. Ao final do ano de 2004. a parcela do lucro atribuída aos empregados.190. com um capital subscrito de R$ 800. com frete de R$ 15. no valor de R$ 45.00 E) 18.230. Dia 14 .404/76. apresentado na Demonstração do Resultado.00.00 cada. Compra de 20 unidades por R$ 10.00. a empresa apresentou um prejuízo de R$ 40. Resultado Positivo de Equivalência Patrimonial 40.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . em reais.00 e 360.00 O custo dos serviços prestados.220.250. Despesa de Depreciação 60.50 D) 2. utilizando o método de Custo Médio: A) 360.00 E) 2.137.50 e 322.00 10) Uma empresa inicia suas atividades em abril de 2004.00 cada. terminando o ano de 2004 com este saldo.250.00 • Pessoal do escritório 2.00.00 .00 C) 8.00. iguais e sucessivas.

00 E) 11. com saldo líquido de R$ 10. com saldo total líquido de R$ 10.404/76 estabelece que as sociedades anônimas devem informar em nota explicativa: A) a data de aquisição dos bens do Ativo Imobilizado.050.00 • Receitas Financeiras 2.900.00. Seguindo as determinações da legislação societária e com base nos princípios fundamentais de contabilidade.552.00. com saldo líquido de R$ 10.050. no final do ano.472.00 O total do Ativo desta empresa. enquanto a alíquota utilizada no método não cumulativo é de 7. é: A) 4. 15) Assinale a alternativa INCORRETA. C) integralmente no Ativo Realizável a Longo Prazo.00 • Contas Devedoras Retificadoras 10.00.000.00 11) A Lei no 6.900.00 e 820. é tributada pelo lucro presumido.00 D) 650. em reais: • Receita Bruta de Vendas 100. com o resgate programado para o dia 31 de maio de 2005.000.00 • Contas de Despesa 140. Sabe-se que a empresa tem ainda. E) os ajustes de exercícios anteriores. no sentido de sujeito suscetível à aquisição de direitos e obrigações. em reais: • Contas de Receita 135. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 .00 C) 5. A) O cerne do Princípio da Entidade está na autonomia do patrimônio a ela pertencente.000. é: A) 330.00 e 770. a Cofins devida pela empresa. pertencendo a uma Entidade.00 • Despesas Dedutíveis 120.00 E) 650.500. um total de Contas Devedoras no valor de R$ 500.000. D) parte no Ativo Circulante e parte no Realizável a Longo Prazo.00 E) 480.00 13) Uma empresa mista.6%.00 B) 340.00 no dia 1o de dezembro de 2003 num Certificado de Depósito Bancário – CDB.00 D) 5. doutrinas e teorias que contam com o respaldo da maioria dos estudiosos da Contabilidade.560. em reais. D) os bancos onde a instituição possui conta corrente. a essência dos conhecimentos. com saldo líquido de R$ 10.00 Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a alíquota utilizada no método cumulativo é de 3%. no balanço patrimonial do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2003. a aplicação no CDB deverá ser apresentada pela empresa comercial: A) integralmente no Ativo Circulante.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia C) 650. B) a taxa de juros e a quantidade de prestações dos financiamentos obtidos.00 e 750. isto é.00 B) 4. que tem em seu estatuto social previsão de atividades comerciais e de prestação de serviços. em reais. B) integralmente no Ativo Realizável a Longo Prazo.900.00.000. E) parte no Ativo Circulante e parte no Realizável a Longo Prazo. com taxa pré-fixada de 9% e prazo de 18 meses.00.00.320.00 • Receita de Prestação de Serviços 50. Ao final do 1o trimestre de 2005. O Princípio em exame afirma que o patrimônio deve revestir-se do atributo de autonomia em relação a todos os outros Patrimônios existentes. apresenta as seguintes contas de resultado.00 C) 350.00 D) 465.00 • Contas Credoras Retificadoras 20. C) o número de empregados dos três últimos exercícios.00 14) Uma empresa comercial aplicou R$ 10. 12) Uma empresa apresenta. com saldo total líquido de R$ 10. B) Os princípios refletem o estágio em que se encontra a Ciência da Contabilidade.

com adicional.000. o registro e o relato de todas as variações sofridas pelo patrimônio de uma Entidade.000.000. calculados na modalidade de Lucro Presumido. e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.O Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) identifica como modalidades de tributação atribuída às pessoas jurídicas: Lucro Real.249/95.00 Impostos faturados sobre vendas: ICMS. 16) Assinale a alternativa CORRETA. demonstrações e análises posteriores. 3. terá sido de. 9°). a Cia. PIS S/FATURAMENTO.13 17) Ao encerrar o primeiro trimestre do ano de 2005. depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da Entidade.65%. quanto maior a relação Capitais de Terceiros/Patrimônio Líquido. como despesa operacional. o Princípio da Competência é a base indispensável à fidedignidade das informações sobre o patrimônio da Entidade. sócios ou acionistas.00 e 16. Assinale a alternativa CORRETA. e limitados à variação. Cumpr