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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher; Formas de Violência; Medidas Protetivas������������2
A Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher�����������������������������������������������������������������������������������������������������2
Formas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher�������������������������������������������������������������������������������������3
Assistência à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar: Medidas Integradas de Prevenção���������4

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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Da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher;


Formas de Violência; Medidas Protetivas
A Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher
É de extrema importância compreender as definições trazidas pela lei no que se refere à violência
doméstica e familiar contra a mulher.
Para se configurar a violência doméstica e familiar, é necessário que:
˃˃ A violência consista em uma ação ou omissão baseada no gênero: Assim para que se configure o
crime e seja aplicada a Lei Maria da Penha, a violência deve ocorrer em razão do seu gênero, ou
seja, pelo fato de ser mulher. O sujeito ativo da Lei Maria da Penha é a mulher, porém o sujeito
ativo pode ser tanto homem quanto mulher, desde que fique caracterizado o vínculo de relação
familiar ou afetivo, além de convivência com ou sem a coabitação.
˃˃ A violência deve causar morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou
patrimonial: não se limita em dizer que a violência somente será a física; a violência psicológica
também é resguardada.
˃˃ A violência deve ser causada no âmbito da unidade doméstica; no âmbito da família; ou em qualquer
relação íntima de afeto: de modo que para proteção da Lei Maria da Penha não basta a lesão contra a
mulher em razão do seu gênero, é necessário um vínculo afetivo entre a vítima e o agressor.

Vale ressaltar que a orientação sexual da mulher não pode ser utilizada como critério para determinar
se ela sofreu ou não violência doméstica e familiar, e que não é necessária a coabitação para configuração
de tal crime. Em alguns casos, apenas a relação íntima de afeto. Nesse sentido decisão do TJDFT:
Mulher agredida em relação homoafetiva goza de proteção da Lei Maria da Penha. A Lei n.º
11.340/2006 destina-se a proteger a mulher de violência doméstica, não importando sua opção sexual. O
sujeito passivo deve ser uma mulher, mas o sujeito ativo pode ser tanto um homem quanto uma mulher,
desde que caracterizada a motivação de gênero e a utilização da relação doméstica, familiar ou de afe-
tividade para a prática da violência. Para os Julgadores, o fato de se tratar de relação homoafetiva não
afasta, por si só, a incidência da Lei Maria da Penha, pois a norma assegura proteção a todas as mulheres,
vedando a adoção de qualquer discriminação, inclusive a relativa à orientação sexual (art. 2º). Apesar
disso, no caso, como a violência não decorreu de situação de desvantagem, hipossuficiência ou dependên-
cia entre a agressora e a vítima, entendeu-se não ser possível aplicar a lei. Dessa forma, concluiu-se que,
não sendo hipótese de incidência da Lei Maria da Penha, compete ao Juizado Especial Criminal processar
e julgar o crime de ameaça. (2ª Turma Criminal, RSE 20130710404924, rel. Des. Silvanio Barbosa dos
Santos, j. 03.04.2014, DJe 09.04.2014)
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
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E, de modo a afirmar o repúdio pelos crimes tratados na Lei Maria da Penha, esta qualifica a vio-
lência doméstica e familiar contra a mulher como uma violação aos direitos humanos.
Entendimento do STJ
Filha contra a mãe SIM
Filho contra a mãe SIM
Pai contra filha SIM
Irmão contra irmã SIM
Genro contra sogra SIM
Nora contra sogra SIM
Companheiro da mãe contra enteada SIM
Tia contra sobrinha SIM
Filho contra pai NÃO

Formas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher


De acordo com o Art. 7º da Lei 11.343/2006, são formas de violência doméstica e familiar contra
a mulher, entre outras:
I – a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II – a violência psicológica, que significa qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição
da autoestima ou que prejudique ou perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou contro-
lar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação,
manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicula-
rização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à
saúde psicológica e à autodeterminação;
III – a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou
a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força;
que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar
qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostitui-
ção, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus
direitos sexuais e reprodutivos;
IV – a violência patrimonial, que significa qualquer conduta que configure retenção, subtração, des-
truição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e
direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
(grifo nosso)

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Assistência à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar:


Medidas Integradas de Prevenção
De acordo com o Art. 8º da Lei 11.343/2006, a política pública que visa coibir a violência domés-
tica e familiar contra a mulher, far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não governamentais, tendo por diretrizes:
I – a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as
áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação;
II – a promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a perspectiva
de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à frequência da violência do-
méstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a serem unificados nacionalmente,
e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas;
III – o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e da família, de
forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar;
IV – a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas Dele-
gacias de Atendimento à Mulher;
V – a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar
contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos instru-
mentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;
VI – a celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promoção de
parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não governamentais, tendo por objetivo
a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher;
VII – a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bom-
beiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados no inciso I quanto às questões de
gênero e de raça ou etnia;
VIII – a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à
dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;
IX – o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos aos
direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e
familiar contra a mulher. (grifo nosso)
Exercícios
01. Configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão que,
baseada no gênero, lhe cause sofrimento físico e que ocorra
a) dentro da residência da vítima, desde que o agressor seja do sexo masculino.
b) em relação íntima de afeto, somente se o agressor ainda conviver com a vítima.
c) em relação íntima de afeto, independentemente da coabitação dos envolvidos.
d) no âmbito da unidade doméstica, desde que o agressor seja pessoa da família.
e) no âmbito da família, salvo se o agressor não possuir laços naturais com a vítima.
02. Com relação aos instrumentos previstos na Lei Maria da Penha, assinale a opção correta.
a) A violência patrimonial contra a mulher se restringe à destruição total de seus documentos
pessoais e dos bens e recursos econômicos destinados a satisfazer as suas necessidades.
b) Alguém da convivência da mulher que lhe cause dano moral ou patrimonial não comete crime,
porque essas atitudes, à luz da lei, não são consideradas violência doméstica ou familiar.
c) A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma forma de violação de direitos
humanos.
d) Para fins legais, a comprovação da relação íntima de afeto entre o agressor e a ofendida
depende de coabitação.
e) A legislação especial, ao se referir à violência moral, não inclui condutas que configurem a
calúnia, a difamação ou a injúria.
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03. Com referência às disposições da legislação específica relativa aos idosos e às mulheres, julgue
o item que se segue.
A violência doméstica e familiar contra a mulher é caracterizada pela ação ou omissão que
ocasione morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de dano moral ou patrimonial,
ocorrido em espaço de convívio permanente ou esporádico de pessoas, com ou sem vínculo familiar.
Certo ( ) Errado ( )
04. Com relação às disposições da Lei n.° 11.340/2006 — Lei Maria da Penha —, assinale a opção
correta.
a) Para os efeitos da referida lei, a configuração da violência doméstica e familiar contra a
mulher depende da demonstração de coabitação da ofendida e do agressor.
b) Os juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher têm competência
exclusivamente criminal.
c) É tido como o âmbito da unidade doméstica o espaço de convívio permanente de pessoas,
com ou sem vínculo familiar, salvo as esporadicamente agregadas.
d) A ofendida poderá entregar intimação ou notificação ao agressor se não houver outro meio
de realizar a comunicação.
e) Considera-se violência sexual a conduta de forçar a mulher ao matrimônio mediante coação,
chantagem, suborno ou manipulação, assim como a conduta de limitar ou anular o exercí-
cio de seus direitos sexuais e reprodutivos.
Gabarito
01 - C
02 - C
03 - Errado
04 - E

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