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VSjun20

Professor do Município

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Fonologia
LÍNGUA PORTUGUESA
É o estudo funcional dos fonemas de uma língua.

Fonemas e letras

Fonema é a menor unidade sonora que se pode isolar no


interior de uma palavra. O fonema possui a propriedade de
estabelecer distinção entre palavras de uma língua.

Tia/dia manto/mato caro/carro bola/bela fico/fixo

Observando os pares acima, podemos concluir que:

O fonema pode ser representado por uma única letra.


O fonema pode ser representado por mais de uma letra.
Uma letra pode representar mais de um fonema.
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Na língua escrita, os fonemas são representados por si-
nais gráficos denominados letras. Além de letras, utiliza-
ÍNDICE
mos notações léxicas (acentos gráficos, til, cedilha) para
Fonologia ................................................................... 01 representar fonemas.
Acentuação Gráfica ................................................... 04
Dígrafos
Uso do Hífen.............................................................. 10
Dígrafos ou digrama é o encontro de duas letras para re-
Relações Lógico-Semânticas do Discurso ................ 13
presentar um único fonema.
Valor semântico dos Conectivos ............................... 19
Dígrafos consonantais
Valor Semântico dos Adjuntos Adverbiais ................. 20
Flexão dos Nomes ..................................................... 25 Ch / lh / nh / rr / sc / sc / ss / xc / gu / qu.
Pronomes .................................................................. 27
Ex.: chuva, telha, rainha, carro, crescer, cresço, pêsse-
Colocação Pronominal .............................................. 28 go, excelente, guerra, esquentar.
Verbos ....................................................................... 30
Dígrafos vocálicos
Vozes Verbais ........................................................... 34
Am, an, em, en, im, in, om, on, um, un.
Emprego dos Verbos ................................................. 35
Regência ................................................................... 39 Ex.: tampa, canto, tempo, tenente, limpo, tinta, pomba,
tonta, Jumbo, fundo.
Crase ......................................................................... 44
Sujeito e Predicado ................................................... 45 Classificação dos fonemas
Concordância ............................................................ 50
Período Composto ..................................................... 54
Pontuação ................................................................. 59
Compreensão e Interpretação Textual ...................... 62
Tipologia Textual ....................................................... 64
VAI DAR CERTO
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Os fonemas classificam-se, de acordo com a forma


com que são emitidos, em vogais, consoantes e semivo-
gais.

Vogais são fonemas que resultam da livre passagem da


corrente de ar pela boca, ou pela boca e cavidades nasais.
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São representados pelas letras a, e, i, o, u e pelos dígra-  Sonoras
fos vocálicos e funcionam sempre como base da sílaba.
Não existe sílaba sem vogal. Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal

Consoantes são fonemas que resultam de algum obstá-  Orais


culo encontrado pela corrente de ar. Só formam sílaba  Nasais
quando apoiadas em uma vogal os fonemas consoantes
são representados pelas letras: b, c, d, f, g, j, l, m, n, p, q, Encontros vocálicos
r, s, t, v, x, z e pelos dígrafos consonantais.
Há, em português, três espécies de encontros vocálicos:
Semivogais são os fonemas /j/ e /w/. cuja articulação é ditongo, tritongo e hiato.
semelhante à das vogais e que se juntam a uma vogal
para com ela formar sílaba, São representados pelas le- Ditongo
tras e, i, o, u, quando pronunciadas de forma átona.
É o encontro de uma vogal e uma semivogal numa mesma
Classificação das vogais sílaba, ou vice-versa. Não podemos ter duas vogais na
mesma sílaba.
Segundo a NGB, as vogais devem ser classificadas de
acordo com quatro critérios: Os ditongos podem ser:

Quanto à zona de articulação a) Crescentes – a semivogal vem antes da vogal. (ré-


gua).
 Anteriores – e, i. b) Decrescentes – a vogal vem antes da semivogal.
 Médias – a. (pai).
 Posteriores – o, u. c) Orais – quando a vogal é oral. (mágoa).
d) Nasais – quando a vogal é nasal. (falaram).
Quanto ao timbre
Tritongo
 Abertas – casa, pele, loja.
 Fechadas – mesa, sino, porto, pura. É o encontro de semivogal + vogal + semivogal numa
 Reduzidas – casa, tenente, menino. mesma sílaba.

Quanto ao papel da cavidade bucal e nasal Os tritongos podem ser:

 Orais – maré, pele, livro, loja, música. a) Orais – Paraguai, averiguei, enxaguou.
 Nasais – órfã, empresa, ímã, ombro, penumbra. b) Nasais – saguão, enxáguam, águam, enxáguem,
saguões.
Quanto à intensidade
Hiato
 Tônicas – casa, pele, lobo.
 Átonas – casa, pele, lobo. É o encontro imediato de duas vogais, cada uma delas
pertencendo a uma sílaba distinta:
Classificação das consoantes
Ra-iz, ru-im, Sa-a-ra, pa-ul.
A NGB classifica as consoantes da seguinte forma:
Encontros consonantais
Quanto ao modo de articulação
Encontros consonantais são grupos formados por mais
de uma consoante sem vogal intermediária. Podem ser:
 Oclusivas
a) Perfeitos – as consoantes pertencem à mesma síla-
 Construtivas – fricativas, laterais e vibrantes.
ba.
Quanto ao ponto de articulação
Blu-sa, pra-to, psi-co-lo-gi-a, crí-ti-ca.
 Bilabiais b) Imperfeitos – as consoantes pertencem a sílabas
 Labiodentais diferentes.
 Linguodentais
 Alveolares Af-ta, ab-so-lu-to, rit-mo, pac-to.
 Palatais
 Velares

Quanto ao papel das cordas vocais

 Surdas
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Divisão silábica Praticando com Edvaldo

A divisão das sílabas de uma palavra é feita pela sole- 01. (Consulpam 2019) Marque abaixo o item onde todas
tração. A separação é marcada pelo hífen (-). as palavras estão silabicamente separadas de forma
Convém observar as seguintes regras: CORRETA:
a) Não se separam os ditongos e os tritongos. A) A-ca-de-mi-a, re-fei-tó-rios, u-ti-li-tá-ri-o.
B) Re-fe-i-tó-ri-os, a-po-i-o, ex-ce-lên-ci-a.
Au-ro-ra, U-ru-guai. C) ba-ir-ros, es-tá-di-os, ter-i-na-men-to.
D) Man-ti-que-i-ra, um-se-u, ma-io-res.
b) Separam-se as vogais que formam um hiato.
02. (Cetrede 2019) Está CORRETA a divisão silábica de
Ra-i-nha, ca-a-tin-ga, co-or-de-na-ção. todas as palavras da alternativa
c) Palavras como teia, maio, praia, meia e balaio são A) Subs-tra-to / pers- pi-caz / ab-ro-gar.
separadas assim: B) Ab-sces-so / ab-ru-pto.
C) Feld-spa-to / des-in-to-xi-car.
Tei-a, mai-o, prai-a, mei-a, ba-lai-o. D) A-mné-sia / su-bli-nhar / zoo-bi-o-lo-gia.
E) In-ex-au-rí-vel / ar-te-rios- cle-ro-se.
d) Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu:
03. (Cetrede 2019) Nas palavras blusa, prato e pardo,
Fi-lho, ma-nhã, fo-gue-te encontra-se
e) Não se separam os encontros consonantais perfeitos. A) ditongos crescentes.
B) encontros consonantais.
a-plau-so, li-vrei-ro, bra-sa. C) hiatos.
D) ditongos decrescentes.
f) Os demais encontros consonantais devem ser sepa- E) dígrafos.
rados:
04. (Cetrede 2019) As palavras também, igual, pia e égua
Ed-val-do, Dig-no, rit-mo, oc-ci-pi-tal, ap-to, af-ta. possuem, respectivamente,
g) Sempre se separam os dígrafos rr, ss, sc, xc, sc: A) ditongo crescente, ditongo crescente, hiato e ditongo
crescente.
As-cen-são, ex-ce-ção, car-ro-ça, des-ça, as-sas-si-no. B) dígrafo, tritongo, ditongo, e ditongo.
C) ditongo decrescente, tritongo, hiato e ditongo cres-
Atenção para as seguintes palavras: cente.
D) ditongo, ditongo, ditongo e ditongo.
Sub-lin-gual, sub-le-gen-da, ab-rup-to, su-bes-ti-mar, E) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato e ditongo
tungs-tê-nio, su-bo-fi-ci-al, subs-tan-ti-vo. crescente.

05. (Cetrede 2016) Assinale a alternativa em que todos os


vocábulos apresentam um dígrafo.

A) Queijo, flecha, torresmo, piscina.


B) Nascer, patriarca, tosse, também.
C) Cachecol, ficha, prateleira, guerra.
D) Tóxico, pretensão, carroça, bondade.
E) Grandeza, florescer, misto, quitanda.

06. (Cetrede 2016) Marque a opção que apresenta encon-


tro consonantal.

A) Lenço.
B) Guerra.
C) Chumbo.
D) Francês.
E) Cachorro.

07. (UECE 2016) Analisando a palavra “TOCHA”, pode-se


afirmar corretamente que há

A) mais letras do que sons.


B) 4 letras e 5 sons.

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C) 4 letras e 4 sons.
D) mais sons do que letras. Acentuação Gráfica

08. (Consulpam 2015) Assinale a alternativa em que to- As regras de acentuação gráfica procuram reservar os
das as palavras estão separadas corretamente: acentos para as palavras que se enquadram nos padrões
prosódicos menos comuns da língua portuguesa. Disso,
A) a-ve-ri-guei, Pi-au-í, mag-ní-fi-co resultam as seguintes regras básicas:
B) sa-iu, p-neu, Jó-ia
C) tun-gstê-nio, re-lap-so, pers-cru-tar PROPAROXÍTONAS - são todas acentuadas.
D) at-mos-fe-ra, e-gi-pcio, pers-pi-caz
lâmpada – Atlântico – Júpiter – ótimo - flácido –
09. (Consulpam 2014) O substantivo soalheira apresenta:
PAROXÍTONAS - São acentuadas as que terminam em:
A) Um hiato e um ditongo oral decrescente.
B) Dois ditongos, um oral crescente e um oral decrescen- ã, ãs, ão, ãos (foca um)
te.
ímã – órfã – ímãs – órfãs – bênção - órgão - órfãos
C) Dois hiatos.
D) Um hiato e um ditongo oral crescente. Ons, us, um, uns, (foca dois)
10. (Consulpam 2014) A separação silábica das palavras vírus – bônus – álbum - parabélum (arma de fogo)
está CORRETO em:
ps, r x, n, l, i, is (Pássaro RouXiNoL Ítalo ISraelita)
A) Pés.si.mo, pro.fes.so.ra, vi.es.se
B) Vies.se, ain.da, fre.guês Fórceps – éter – tórax - hífen – útil - júri – oásis
C) Fre.gu.ês. a.in.da. pe.ssi.mo
D) Qu.an.do. fre.gu.ês. vi.es.se • Ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
não de s.

água – árduo - pônei – vôlei – cáries – mágoas

OXÍTONAS – são acentuadas as que terminam em:

a, as

Pará – vatapá – estás – irás

e, es

vocês – café – Urupês – jacarés

o, os

jiló - avô – retrós - supôs

em, ens

alguém – vintém - armazéns – parabéns

MONOSSÍLABOS TÔNICOS – são acentuados os termi-


nados em:

 a, as

pá – vá – gás – Brás

 e, es

pé – fé – mês – três

 o, os

só, xô, nós, pôs

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ATENÇÃO! teizinhos, ideiazinha. Você notou que, em todas essas
palavras, a sílaba tônica é zi. Se o ditongo apresentar
Proparoxítonas aparentes timbre fechado, também não haverá acento, como em
azeite, manteiga, eu, judeu, hebreu, apoio, arroio, com-
Os encontros ia, ie, io, ua, ue, uo finais, átonos, seguidos, boio.
ou não, de s, classificam-se quer como ditongos, quer
como hiatos, uma vez que ambas as emissões existem no O U e o I tônicos antecedidos de ditongo ou tritongo
domínio da Língua Portuguesa: histó-ri-a e histó-ria; sé-ri-e (Exceto em paroxítonas).
e sé-rie; pá-ti-o e pá-tio; ár-du-a e ár-dua; tê-nu-e e tê-nue;
vá-cu-o e vá-cuo» p.52 Piauí – teiu - tuiuiú – sauí etc.

«São proparoxítonas (incluindo-se os vocábulos termina- FORMAS VERBAIS SEGUIDAS DE PRONOMES OBLÍ-
dos por ditongo crescente)» p.71 QUOS

BECHARA, Evanildo, Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janei- Para acentuar as formas verbais associadas a pronomes
ro: Nova Fronteira, 2009
oblíquos, leve em conta apenas o verbo, desprezando o
pronome. Considere a forma verbal do jeito que você a
CUNHA, Celso & Luis Filipe Lindley CINTRA. Nova Gra- pronuncia e aplique a regra de acentuação corresponden-
mática do Português Contemporâneo. Lisboa: Ed. J. Sá da te. Em cortá-lo, considere cortá, oxítona terminada em a e,
Costa,1984:Todas as palavras proparoxítonas devem der portanto, acentuada. Em incluí-lo, considere incluí, em que
acentuadas graficamente (...) Incluem-se neste preceito os ocorre hiato. Já em produzi-lo, não há acento, porque pro-
vocábulos terminados em encontros vocálicos que costu- duzi é oxítona terminada em i.
mam ser pronunciados como ditongos crescentes: área,
espontâneo, ignorância, imundície, lírio, mágoa, régua, ACENTOS DIFERENCIAIS
vácuo, etc.» p. 70
Existem algumas palavras que recebem acento excepcio-
CUNHA, Celso & Luis Filipe Lindley CINTRA. Nova Gramática do
Português Contemporâneo. Lisboa: Ed. J. Sá da Costa,1984 nal, para que sejam diferenciadas, na escrita, de suas
homófonas. São casos muito particulares e, por isso
AS REGRAS ESPECIAIS mesmo, pouco numerosos. Convém iniciar a relação lem-
brando o acento que diferencia a terceira pessoa do singu-
Além dessas regras que você acabou de estudar e que se lar da terceira pessoa do plural do presente do indicativo
baseiam na posição da sílaba tônica e na terminação, há dos verbos ter e vir:
outras, que levam em conta aspectos específicos da sono-
ridade das palavras. Essas regras são aplicadas nos se- ele tem - eles têm ele vem - eles vêm
guintes casos:
Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar que
HIATOS há acento agudo na terceira pessoa do singular e circun-
flexo na terceira do plural do presente do indicativo:
Quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos,
acompanhados ou não de s, haverá acento: Ele detém - eles detêm
Ele intervém - eles intervêm
saída – proíbo – faísca – caíste – saúva – viúva – balaús- Ele mantém - eles mantêm
tre – carnaúba – país – aí - baú – Jaú Ele provém - eles provêm
Ele obtém - eles obtêm
CUIDADO: se o i for seguido de nh, não haverá acento. É Ele convém - eles convêm
o caso de rainha, moinho, tainha, campainha. Também
não haverá acento se a vogal i ou a vogal u se repetirem, Existe apenas um acento diferencial de timbre em portu-
o que ocorre em poucas palavras: vadiice, sucuuba, man- guês: pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfei-
driice, xiita. to do verbo poder), diferencial de pode (terceira do singu-
lar).
Convém lembrar que, quando a vogal i ou a vogal u forem
acompanhadas de outra letra que não seja s, não haverá Há ainda uma palavra que recebe acento diferencial de
acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, contribuiu, contribu- tonicidade (uma é tônica, a outra é átona):
inte.
Pôr (verbo)
DITONGOS Por (preposição)

Ocorre acento na vogal tônica dos ditongos ei, eu, oi des-


de que sejam abertos e não sejam paroxítonas, como em:

anéis – aluguéis - coronéis – céu - chapéu – réu

CUIDADO: não haverá acento se o ditongo for aberto,


mas não tônico: chapeuzinho, heroizinho, aneizinhos, pas-

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Praticando com Edvaldo 07. (Consulpam 2015) Assinale a alternativa que indica
corretamente a regra de acentuação da palavra destacada
01. (Imparh 2020) Com referência à acentuação gráfi- do texto:
ca, NÃO são acentuadas em razão da mesma regra as
palavras: A) País – Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas
em “i”, seguido ou não de “s”.
A) até e será. B) Séria – Acentuam-se as palavras paroxítonas termi-
B) bíblico e países. nadas em ditongo, seguido ou não de “s”.
C) hipotética e século. C) Praticá-la – Acentuam-se as palavras monossílabas
D) tecnológica e climáticas. terminadas em “a”, seguido ou não de “s”.
D) Judiciário – Acentuam-se as vogais tônicas dos hiatos,
02. (Imparh 2019) Com relação às regras de acentuação seguidas ou não de “s”, na sílaba tônica.
gráfica, assinale a alternativa cujo teor está certo.
08. (Consulpam 2015) Consoante ao Novo Acordo
A) O vocábulo “exuberância” é acentuada graficamente, Ortográfico vigente (em vigor desde 2009 e obrigatório a
porque é uma proparoxítona terminada em ditongo. partir de 2016), na sequência de versos “As cartas de
B) A palavra “escritório” deve acentuar-se por ser pa- amor, se há amor/Têm de ser/ ridículas” (texto 1), o vocá-
roxítona terminada em ditongo crescente oral. bulo TÊM está grafado:
C) Os vocábulos “mágoa” e “abundância” se acentuam
devido a regras diferentes. A) De maneira INCORRETA, uma vez que o acento dife-
D) As palavras “é” e “aí” recebem acento gráfico em virtu- rencial que distingue a 3a pessoa do singular/plural do
de da mesma regra. verbo TER não poderá mais ser utilizado
B) De maneira CORRETA, uma vez que a obrigatoriedade
03. (Cetrede 2019) Só em uma alternativa, todos os vocá- do acento diferencial instituído a partir do Novo Acordo
bulos estão acentuados corretamente. Assinale-a. Ortográfico foi devidamente utilizado nesse caso.
C) De maneira CORRETA, já que o acento circunflexo
A) Feiúra / epopéia / saúde. empregado na conjugação dos verbos ter e manter foi
B) Projétil / ínterim / vôo. inalterado porque já era utilizado antes da promulga-
C) Tórax / álcool / mártir. ção do Novo Acordo.
D) Cárie / júnior / gratuíto. D) De maneira INCORRETA, pois o acento diferencial
E) Nóbel / íbero / fortuíto. instituído pelo Novo Acordo Ortográfico não pode ser apli-
cado aos verbos defectivos.
04. (Cetrede 2018) As palavras “relatório”, “vários” e “pá-
reo” seguem a mesma regra de acentuação de

A) história.
B) revólver.
C) miosótis.
D) saúde.
E) período.

05. (Imparh 2018) No tocante à acentuação da palavra


“lençóis”, qual é a afirmação correta?

A) Esse vocábulo se acentua por ter um ditongo aber-


to e por ser oxítono.
B) Não deveria haver o acento agudo em razão de essa
palavra ser paroxítona.
C) A colocação desse acento é facultativa, ou seja, tam-
bém existe a forma “lençois”.
D) O uso do acento agudo em ditongos abertos foi abolido
pelo acordo ortográfico (AOLP 1990).

06. (Cetrede 2018) Qual das palavras a seguir deve rece-


ber acento?

A) Geleia.
B) Destroi.
C) Canoa
D) Constroem.
E) Nucleico.

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ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

09. (Imparh 2015) Quanto à acentuação gráfica das pala- MORFEMAS


vras constantes do segundo parágrafo, qual é a afirma-
ção incorreta? Govern-o, govern-a, des-govern-o, des-govern-a-do, go-
vern-a-dor-es, in-govern-á-vel
A) A acentuação gráfica da única palavra oxítona é devida
ao fato de ela ser terminada pela vogal o. Cada um desses elementos formadores é capaz de for-
B) As palavras “Cássia" e “vários" podem ser acentuadas necer alguma noção significativa à palavra que integra.
em virtude da mesma regra. Além disso, nenhum desses pode sofrer nova divisão.
C) Existem mais proparoxítonas aparentes do que Estamos diante de unidades de significação mínimas, ou
proparoxítonas reais. seja, elementos significativos indecomponíveis, a que da-
D) Inexiste inadequação referente à acentuação gráfica. mos o nome de morfemas.

CLASSIFICAÇÃO DOS MORFEMAS

RADICAIS

É o morfema govern-, comum a todas as palavras ob-


servadas nos exemplos anteriores, que faz com que as
consideremos palavras de uma mesma família de signifi-
cação. Ao morfema comum de uma família de palavras
chamamos radical; às palavras que pertencem a uma
mesma família chamamos cognatas. O radical é a parte da
palavra responsável pela sua significação principal.

AFIXOS

Observe que des- e dor- dos exemplos anteriores são


morfemas capazes de mudar o sentido do radical a que
são anexados. Esses morfemas recebem o nome de afi-
xos.
Quando são colocados antes do radical, como acontece
com des-, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando,
como –dor, surgem depois do radical, os afixos são cha-
mados de sufixos.

DESINÊNCIAS

10. (Imparh 2015) Em conformidade com o AOLP (1990), Se você agora pluralizar a palavra governo, encontrará a
em vigor desde 1º. de janeiro de 2009, marque a opção forma governos. Isso nos mostra que o morfema –s,
verdadeira. acrescentado ao final da forma governo, é capaz de indi-
car a flexão de número desse substantivo.
A) De acordo com a base XI, a palavra “transgênero” pode Tomando o verbo governar e conjugando algumas de suas
escrita apenas dessa forma. formas, você irá perceber modificações na parte final des-
B) A palavra “discórdia”, segundo a base XI, só pode ser sa palavra: governava, governavas, governava, governá-
classificada como paroxítona aparente. vamos, governáveis, governavam. Essas modificações
C) Conforme a base XV, a palavra “sexta-feira” deve ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado em
ser hifenizada, diferentemente da palavra mandachu- número (singular/plural) e pessoa (primeira, segunda e
va. terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o
D) Consoante a base XIX, o termo “papa”, grafado com modo do verbo (governava, governara, governasse, por
inicial minúscula, apresenta incorreção com essa grafia. exemplo).
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indi-
cam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre
surgem na parte final das palavras variáveis e recebem o
nome de desinências. Há desinências nominais (indicam
flexões nominais, ou seja, o gênero e o número) e desi-
nências verbais (indicam flexões do verbo, como número,
pessoa, tempo e modo).

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VOGAIS TEMÁTICAS COMPOSIÇÃO

Observe que entre o radical govern- e as desinências ver- Costumam-se apontar dois tipos de composição:
bais surge sempre o morfema –a-. Esse morfema que liga Composição por justaposição
o radical às desinências é chamado vogal temática. Sua Ocorre quando os elementos que formam os compos-
função é justamente a de ligar-se ao radical, constituindo o tos são simplesmente colocados lado a lado (justapostos),
chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que sem que se verifique qualquer alteração fonética em al-
se acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os gum deles:
nomes apresentam vogais temáticas. Segunda-feira, passatempo, para-raios, girassol.
Composição por aglutinação
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Ocorre quando os elementos que formam o composto
se aglutinam, o que significa que pelo menos um deles
DERIVAÇAÇÃO PREFIXAL OU PREFIXAÇÃO perde sua integridade sonora, sofrendo modificações.
Vinagre (vinho+acre), Aguardente (água + ardente)
Resulta do acréscimo do prefixo à palavra primitiva, que
tem o seu significado alterado; veja, por exemplo, alguns HIBRIDISMO
verbos derivados de pôr:
Repor, dispor, compor, indispor. São palavras que combinam elementos de origens di-
versas.
DERIVAÇÃO SUFIXAL OU SUFIXAÇÃO Genocídio, televisão e automóvel (grego e latim)
Surfista (inglês e português), Sambódromo (quimbundo e
Resulta do acréscimo do sufixo à palavra primitiva. grego)etc.
Unhada, alfabetizar, lealdade.
ABREVIAÇÃO VOCABULAR
DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA OU PARASSÍNTESE
A Abreviação vocabular consiste na eliminação no seg-
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acrésci- mento de alguma palavra a fim de se obter uma forma
mo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. É um mais curta. Ocorre, portanto, uma verdadeira truncação,
processo que dá origem principalmente a verbos, obtidos obtendo-se uma nova palavra cujo significado é o mesmo
a partir de substantivos e adjetivos. Veja alguns exemplos: da palavra original.
Amaldiçoar, espreguiçar, engatilhar, esfarelar, enrijecer,
engordar, apodrecer, enlouquecer, envelhecer, etc. Cinematógrafo – cine
Pneumático – pneu
DERIVAÇÃO REGRESSIVA Pornográfico – pornô
Analfabeto – analfa
Ocorre quando se retira a parte final de uma palavra Professor – fessor
primitiva, obtendo-se por essa redução palavra derivada. É
um processo particularmente produtivo na formação de SIGLONIMIZAÇÃO
substantivos a partir de verbos principais da primeira e da
segunda conjugações. Esses substantivos, chamados por Essa palavra dá nome ao processo de formação de si-
isso de deverbais, indicam sempre o nome de uma ação. glas. As siglas são formadas pela combinação das letras
O mecanismo para sua obtenção é simples: substitui-se a iniciais de uma sequência de palavras que constitui um
terminação verbal formada pela vogal temática + desinên- nome.
cia de infinitivo (-ar ou –er) por uma das vogais temáticas
nominais (-a, -e ou –o): BNB – Banco do Nordeste do Brasil
IOF – Imposto sobre Operações Financeiras
Sacar – saque CBF – Confederação Brasileira de Futebol
Cortar - corte
Vender – venda COMBINAÇÃO
Atacar – ataque
A combinação resulta do acoplamento de duas pala-
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA vras, em que ao menos uma sofreu truncação.

Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qual- Brasiguaio, portunhol, bebemorar, grenal, chafé, showmí-
quer acréscimo o supressão em sua forma, muda de clas- cio, etc.
se gramatical. Isso acontece, por exemplo, nas frases:
NEOLOGISMO SEMÂNTICO
Não aceitarei um não como resposta
É um absurdo o que você esta propondo. Frequentemente, acrescentamos significados a determi-
nadas palavras sem que elas passem por qualquer pro-
Na primeira frase, não, um advérbio, converteu-se em cesso de modificação formal. Pense, por exemplo, na pa-
substantivo. Na segunda, o adjetivo absurdo converteu-se lavra arara, nome de uma ave, que também é usada para
em substantivo. designar uma pessoa nervosa, irritada. Arara, como senti-
do de ¨irritado, nervoso¨, é um neologismo semântico, ou

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seja, um novo significado que se soma ao que a palavra já
possuía. Leia:

EMPRÉSTIMOS LINGUÍSTICOS Texto – A geração digital entra em cena

O português recebeu empréstimos principalmente da lín- Julia Baldacci Orlovsky brinca de boneca e faz roupinhas
gua francesa. Atualmente, a maior fonte de empréstimos é como toda criança de 5 anos fazia na época de sua mãe e
o inglês norte-americano. As palavras de origem estran- continua fazendo ainda hoje. Com uma diferença: ela de-
geiras normalmente passam por um processo de aportu- senha no computador os vestidos, que depois são impres-
guesamento fonológico e gráfico. sos em tecido. O fim da velha brincadeira de casinha?
Não, sinal dos tempos. A nova geração, nascida sob o
Bife, futebol, abajur, xampu, ¨shopping¨, etc. signo da revolução da informática, sabe manejar compu-
tadores com a mesma agilidade com que suas avós mane-
Praticando com Edvaldo javam dedal, agulha e linha (...).
(Heitor Shimizu e Frances Jones. Época, São Paulo. Glo-
01. (Consulpam 2019) Marque o item onde só constam bo, 19/10/1998. Fragmento).
palavras derivadas:
07. (Uece 2017) O sufixo –INHA em “roupinhas” e “casi-
nha” apresenta valor semântico
A) Combatente, visitação, treinamento.
B) Principal, bancárias, próprias.
A) pejorativo. B) afetivo. C) aumentativo. D) neutro.
C) Auditório, museu, militar.
D) Ensino, logísticas, cadetes.
08. (Uece 2016) Assinale a opção em que todas as pala-
vras foram formadas pelo mesmo processo de derivação.
02. (Consulpam 2019) Marque o item onde só constam
palavras derivadas:
A) irremediável – infeliz – inquieto
B) infância – independente – inúmeras
A) Maresia, sol, infiel. C) desapego – desamparo – irreal
B) Pedreiro, vidraça, luzeiro.
D) irremediável – desengano – insinua
C) Caiado, roubo, insuportável.
D) Maremoto, terremoto, terra. 09. (Uece 2011 adaptada) Atente ao que é dito sobre o
vocábulo “vamovê” na frase “Mas, no vamovê, limita-se a
03. (Consulpam 2015) Na frase: “... contra a Samarco e exigir do leitor o projeto de escrita proposto pelo leitor” e
suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões marque com V o que for verdadeiro e com F o que for
para iniciativas de minimização dos impactos falso.
e indenização.” A palavra destacada é formada pelo pro-
cesso de: ( ) Foi construído a partir de duas formas linguísticas que
sofreram o fenômeno da apócope (supressão de um ou
A) Derivação sufixal. mais fonemas no final da palavra).
B) Aglutinação. ( ) Mesmo formado por dois verbos, esse vocábulo perten-
C) Derivação parassintética. ce à classe dos substantivos.
D) Derivação prefixal. ( ) Tem o mesmo sentido de "na hora do pega pra capar"
e, assim como essa outra expressão popular, significa, em
04. (Consulpam 2015) Nas palavras ATENUADO, TE- outro registro da língua, "na hora de agir", "na hora de pôr
LEVISÂO, PERCURSO, temos, respectivamente, os se- em prática a teoria".
guintes processos de formação de palavras: ( ) Está de acordo com o registro formal, por isso causa
estranheza ao leitor.
A) parassíntese, hibridismo, prefixação
B) aglutinação, justaposição, sufixação A sequência correta, de cima para baixo, é:
C) sufixação, aglutinação, justaposição
D) hibridismo, parassíntese, justaposição A) V, V, F, V.
B) F, V, F, V.
05. (Uece 2018) Assinale a palavra cujo processo de for- C) V, V, V, F.
mação se diferencia das demais opções. D) V, F, V, V.

A) descarrilamento B) irreconciliáveis 10. (Uece 2011) Assinale a opção em que os vocábulos


C) consciência D) insignificante apresentam o sufixo i(m/n) com o mesmo sentido que ele
tem na palavra inelegíveis.
06. (Uece 2018) Assinale a opção em que os três exem-
plos seguem o mesmo processo de formação de palavras. A) Ingerir, imortal, irrealidade.
B) Irracional, inimaginável, importar.
A) contracheque – impunidade – representante C) Imprudente, impermeável, intolerante.
B) estradinha – igualmente – poderosos D) Imergir, impenitente, ilegalidade.
C) desgraça – intocável – servidores
D) representante – contracheque – igualmente

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11. (Uece 2011) Assinale a opção que contém os elemen- Uso do Hífen
tos que estruturam a palavra “indefinível”, separados e
classificados corretamente. Uso do hífen com compostos
A) in (prefixo) + definir (raiz) + ível (sufixo) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresen-
B) in (sufixo) + definir (raiz) + ível (prefixo) tam elementos de ligação.
C) inde (raiz) + finir (prefixo) + vel (raiz)
D) inde (raiz) + finir (sufixo) + vel (raiz) Exemplos:
12. (Uece 2009) Marque a alternativa que apresenta a Guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-
correlação adequada entre o elemento mórfico destacado redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-
nas palavras e sua classificação. bandeira, pão-duro, bate-boca etc.
A) Fustigados. Desinência de número. * Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que
B) Velhas. Vogal temática. perderam a noção de composição, como girassol, ma-
C) Restará. Radical. dressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedis-
D) Viver. Desinência modo-temporal. ta, paraquedismo.
E) Iludo. Vogal temática.
Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou
13. (Uece 2006) Possui desinência do feminino a palavra quase iguais, sem elementos de ligação.
da opção:
Exemplos:
A) "colega".
B) "culpada" Reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-
C) "malha". cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue,
D) "quantia". zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre
etc.

Não se usa o hífen em compostos que apresentam ele-


mentos de ligação.

Exemplos:

Pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de


semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força,
cara de pau, olho de sogra

Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional.

Exemplos:

Maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus
me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho
de sete cabeças, faz de conta

* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa,


mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-
roupa.

Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o


emprego do apóstrofo.

Exemplos:

Gota-d’água, pé-d’água

Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de to-


pônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem ele-
mentos de ligação.

Exemplos:

Belo Horizonte — belo-horizontino


Porto Alegre — porto-alegrense

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Mato Grosso do Sul — mato-grossense-do-sul superinteressante
Rio Grande do Norte — rio-grandense-do-norte agroindustrial
África do Sul — sul-africano aeroespacial
semicírculo
Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies
animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raí- * Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra come-
zes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. çar por r ou s, dobram-se essas letras.

Exemplos: Exemplos:

Bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão- minissaia


dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva- antirracismo
doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do- ultrassom
campo, cravo-da-índia. semirreta

Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que de- Casos particulares
signam espécies botânicas e zoológicas são empregados
fora de seu sentido original. Observe a diferença de senti- Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante
do entre os pares: de palavra iniciada por r.

a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico Exemplos:


de papagaio (deformação nas vértebras).
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de sub-região
selo postal). sub-reitor
sub-regional
Uso do hífen com prefixos sob-roda

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de
palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) palavra iniciada por m, n e vogal. Exemplos:
ou por elementos que podem funcionar como prefixos circum-murado
(aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, circum-navegação
multi, neo etc.). pan-americano

Casos gerais Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém,
recém, pós, pré, pró, vice.
Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico além-mar
macro-história além-túmulo
mini-hotel aquém-mar
proto-história ex-aluno
sobre-humano ex-diretor
super-homem ex-hospedeiro
ultra-humano ex-prefeito
ex-presidente
Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra pós-graduação
com que se inicia a outra palavra. pré-história
pré-vestibular
Exemplos: pró-europeu
recém-casado
micro-ondas recém-nascido
anti-inflacionário sem-terra
sub-bibliotecário vice-rei
inter-regional
O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo
Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferen- quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-
te daquela com que se inicia a outra palavra. se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, do-
bram-se essas letras.
Exemplos:
Exemplos:
autoescola
antiaéreo coobrigação
intermunicipal coedição
supersônico coeducar
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cofundador eixo Rio-São Paulo
coabitação
coerdeiro 5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de
corréu uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o
corresponsável hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
cosseno
Na cidade, conta-
Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo dian- -se que ele foi viajar.
te de palavras começadas por e.
O diretor foi receber os ex-
Exemplos: -alunos.

preexistente
preelaborar
reescrever
reedição

Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen


diante de palavra começada por b, d ou r.

Exemplos:

ad-digital
ad-renal
ob-rogar
ab-rogar

Outros casos do uso do hífen

Não se usa o hífen na formação de palavras com não e


quase.

Exemplos:

(acordo de) não agressão Praticando com Edvaldo


(isto é um) quase delito

Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte co- 01. (Consulpam 2015) Assinale a alternativa em que o
meçar por vogal, h ou l. Exemplos: uso do hífen foi empregado CORRETAMENTE em todas
as palavras:
mal-entendido
mal-estar A) Auto-escola, anti-histórico, ob-nubilado, aquém-Pirineus
mal-humorado B) Auto-estima, joão-de-barro, mal-nascido, olho d’água.
mal-limpo C) Auto-observação, neo-realismo, mal-me-quer, bate-
estacas
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não hou- D) Anti-ibérico, couves-flores, inter-racial, bem-me-
ver elemento de ligação. Exemplo: mal-francês. Se houver quer.
elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. Exemplos:
mal de lázaro, mal de sete dias. 02. (Imparh 2015) Em conformidade com o Acordo Orto-
gráfico da Língua Portuguesa (AOLP 1990), em vigor des-
Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que de 1º de janeiro de 2009, é correto asseverar que:
representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim.
a) se deve grafar com hifens apenas a locução adverbial
Exemplos: dia-a-dia.
b) se trata de um erro de ortografia, pois o substantivo dia-
capim-açu a-dia tem hifens.
amoré-guaçu c) o substantivo dia a dia não se grafa mais com hi-
anajá-mirim fens por causa desse acordo.
d) o substantivo dia a dia apresenta duas maneiras de ser
Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que oca- grafada, ou seja, com ou sem hífenes.
sionalmente se combinam, formando não propriamente
vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. 03. (CCV 2017) Todos os vocábulos encontram-se corre-
Exemplos: tamente grafados na alternativa:

ponte Rio-Niterói a) acessível – hiper-inflação.

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b) re-utilização – autoestrada. Relações Lógico-Semânticas do Discurso
c) ascenção – impressindível.
d) infra-estrutura – agronegócio A noção de texto é central na linguística textual, abran-
e) macroeconomia – socioeconômico. gendo realizações em todos os campos, que tenham a
extensão mínima de dois signos linguísticos, sendo que a
04. (CCV 2016) Assinale a alternativa cuja palavra, como situação pode assumir o lugar de um dos signos como em
“autorretrato” (linha 05), sofreu mudança gráfica no Novo "Oh! Meu Deus!".
Acordo Ortográfico (Decreto Nº 6.583, de 29 de setembro Para a interpretação ou construção de um texto é ne-
de 2008). cessária a junção de vários fatores que dizem respeito
tanto aos aspectos formais como as relações sintático-
a) Bem-te-vi semânticas, quanto às relações entre o texto e os elemen-
b) Autoanálise tos que o circundam: falante, ouvinte, situação.
c) Extraterrestre Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpre-
d) Recém-casado tado, vai apresentar um conjunto de características que
e) Super-realidade fazem com que ele seja coerente e coeso.
Vamos ao estudo da coesão e coerência:
05. (CCV 2016) Como “corresponsável” e “coautor”, tam-
bém está grafada corretamente, conforme o Decreto Nº. ANÁFORA
6.583, de 29 de setembro de 2008 (Novo Acordo Ortográ-
fico), a palavra: Fala-se de anáfora quando a interpretação de uma ex-
pressão (habitualmente designada por termo anafórico)
a) reelaborar. depende da interpretação de uma outra expressão presen-
b) auto-estima. te no contexto-verbal (o termo antecedente). Mais concre-
c) extra-oficial. tamente, a expressão referencialmente não autônoma (o
d) superrealista. termo anafórico) retoma, total ou parcialmente, o va-
e) pré-estabelecer. lor referencial do antecedente. Há casos de anáfora em
que o termo anafórico e o antecedente são correferentes
06. (CCV 2013) Como autoestima, está grafada conforme (isto é, designam a mesma entidade), mas há também
o Novo Acordo Ortográfico (Decreto Nº. 6.583, de 29 de casos de anáfora sem correferência.
setembro de 2008), a palavra:
Exemplos:
a) auto-suficiente.
b) auto-realização. “Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes eram
c) auto-medicação. como a própria sirena policial, documentando, por seu
d) auto-organização. uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria con-
e) auto-administração. sumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pu-
desse evitá-la.” (retomada de uma palavra gramatical.
07. (CCV-Unilab 2011) O prefixo de interlocução está Referente "-la" = "a ocorrência grave").
empregado conforme as regras do Novo Acordo Ortográfi-
co em: “Estamos ficando velhos. Há de consolar-nos o fato de
que isso não é privilégio de alguns. Estamos todos.” (re-
a) inter-social. tomada de uma frase inteira. Referente "isso" = "Estamos
b) inter-ação. ficando velhos").
c) interrelação.
d) interhispânico. “Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema, a
e) interpartidário. Internet e os jornais defendem os músculos torneados, as
vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as acade-
mias de ginásticas? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe
por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas
pessoas comuns, ainda que meio gordas, um pouco feias,
que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá di-
nheiro para os negociantes, embora signifique prazer para
os participantes.” (retomada de várias frases ou uma
ideia. Referente "isso" = "Estamos ficando velhos").
O professor acordou feliz naquele dia. Edvaldo foi dar aula
na Faculdade Prominas. (retomada por palavra lexi-
cal  "Edvaldo" = "professor").
O professor faz 50 anos no dia 01 de Janeiro de 2017. No
dia seguinte parte para uma grande viagem de férias pela
Amazônia.
Aqui, exemplifica-se um caso de anáfora temporal. O va-
lor referencial da locução adverbial no
dia seguinte constrói-se a partir da interpretação do termo

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antecedente, a expressão temporal no dia 01 de Janeiro De lá se avista o mundo inteiro:
de 2017. Assim, o dia seguinte designa o dia 02 de Janei- Tudo parece perto, no ar.
ro de 2017. É lá que eu quero morar:

Leia estes versos de Manuel Bandeira: no último andar.”

“Vi uma estrela tão alta, CATÁFORA


Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo Numa cadeia de referência, a expressão que estabelece
Na minha vida vazia”. o referente pode ocorrer no discurso subsequente àquele
em que surgem as expressões referencialmente depen-
Observe que o poeta inicia os três primeiros versos com a dentes habitualmente designadas por termos anafóri-
mesma expressão “Vi uma estrela”, com o objetivo de cos (anáfora). Quando a cadeia de referência exibe esta
enfatizar essa ideia. Esse recurso é usado frequentemente ordenação linear, o termo catáfora substitui o ter-
também na poesia. mo anáfora. No fragmento textual

Veja outro exemplo, agora nos versos de Vinícius de Mo- "A aluna olhou-o e disse: - Edvaldo, você está com um ar
raes: cansado", o pronome pessoal o é uma expressão referen-
cialmente não autônoma, cujo valor depende da interpre-
“Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres tação de uma expressão presente no contexto discursivo
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade subsequente, o nome próprio Edvaldo. Catáfora designa
Que ninguém mais deseja tanta poesia e sinceridade este tipo particular de anáfora, em que o termo anafórico
Que ninguém mais precisa tanto da alegria e serenidade”. precede o antecedente.

A anáfora consiste também em repetir uma palavra ou De vocês só quero isto: dedicação. (antecipação de uma
expressão em espaços regulares durante o texto. palavra gramatical  "isto" = "dedicação")

“Noite – montanha. Noite vazia. Noite indecisa. Confusa ELIPSE


noite. Noite à procura, mesmo sem alvo.” (Carlos Drum-
mond de Andrade) Leia a seguinte afirmação, extraída da obra de Autran
Dourado:
“Acorda, Maria, é dia
de matar formiga “A praia deserta, ninguém àquela hora na rua”.
de matar cascavel
de matar estrangeiro Observe que após o vocábulo “ninguém”, está implícito o
de matar irmão verbo estava. Ele não aparece na afirmação, mas pode-
de matar impulso mos notar sua ausência pelo contexto. Por isso dizemos
de se matar”. que aqui ocorreu elipse do verbo estava.
(Carlos Drummond de Andrade)
Veja esta outra sentença:
O poema “O último andar”, de Cecília Meireles, apresenta
dois casos de anáfora: a repetição se dá nas expressões “No fim da festa, sobre as mesas, copos e garrafas vazi-
“último andar” e em “é lá que eu quero morar”, enfatizando as”.
o anseio do eu lírico em viver no último andar.
Nesta frase, podemos identificar facilmente a ausência do
“No último andar é mais bonito: verbo haver (No fim da festa haviam, sobre as mesas,
do último andar se vê o mar. copos e garrafas vazias). Portanto, podemos afirmar que,
É lá que eu quero morar. neste caso, também ocorreu elipse do verbo haver.
O último andar é muito longe: A Elipse consiste em omitir um termo da frase, mas pode-
custa-se muito a chegar. mos facilmente identificá-lo pelo contexto.
Mas é lá que eu quero morar.
Outros exemplos:
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar. “Na casa vazia, nenhum sinal de vida” – elipse da expres-
É lá que eu quero morar. são “não havia”.
Quando faz lua, no terraço “A tarde talvez fosse azul,
fica todo o luar. não houvesse tantos desejos”
É lá que eu quero morar. (Carlos Drummond de Andrade) – elipse da conjunção
“se”, antes de “não”.
Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar: Na frase "O professor viajou e reencontrou sua amada",
no último andar. verifica-se a elipse do sujeito da segunda oração, mas

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esse sujeito continua a ser interpretado anaforicamente, HIPERONÍMIA
por retomada do valor referencial do antecedente ‘O pro-
fessor’. Relação semântica de superordenação hierárquica que
uma palavra assume em relação à outra (o hipônimo) em
SINONÍMIA virtude da sua maior abrangência de sentido. O hiperôni-
mo é etimologicamente um nome que está numa posição
É um processo muito utilizado por falantes de uma língua. hierárquica superior (hiper) por ser capaz de incluir outras
Sabe quando não queremos repetir o mesmo termo ou palavras - os seus hipônimos; ou seja, comporta-se como
palavra a todo instante? Uma das maneiras de acabar um nome de espécie ou de classe, mais genérico, menos
com esse problema é com uso de sinônimos. Por exem- restrito, a que pertencem subclasses de palavras coloca-
plo, se digo: “Passe um dia na linda casa de Edvaldo.” e das num nível inferior na hierarquia do significado. Assim,
quiser referir-me novamente ao termo sublinhado “casa”, a hiperonímia só é entendida em relação à hiponímia. Por
posso lançar mão de um sinônimo para não o ter que re- exemplo, a palavra fruta é hiperônima em relação à maçã,
petir: “Passe um dia na linda casa de Edvaldo e verá como pera, banana, laranja ou ao pêssego. A palavra animal é
o lar dele é aconchegante.” um hiperônimo de cão, gato, leão, tigre, elefante, girafa,
Para saber se o candidato domina mais esse subterfúgio rinoceronte, etc. Ou ainda, a palavra vestuário é um hipe-
da Língua Portuguesa, os avaliadores pedem a ele que rônimo de camisa, calças, saia, casaco, cachecol, etc.
substitua palavras ou termos retirados do texto e assinale
em qual opção encontram-se aqueles que não alteram o HOLONÍMIA
sentido, ou os que alteram. Para se resolver esse tipo de
questão é importante que o candidato tenha um certo do- Em termos bem objetivos, é o todo pela parte, ou seja, é
mínio lexical, que conheça muitas palavras, o que é possí- uma palavra: “corpo”, em relação as suas partes: cabeça,
vel conseguir por meio de muita leitura. Pode-se ler de pernas, braços, pés, etc.
tudo. Jornais, revistas, livros, bulas de remédio, outdoors, Neste caso, “corpo” tem uma relação de holonímia, quer
placas de trânsito... o fundamental é buscar informação. dizer, de hierarquia semântica, com “pés”.
Assim também acontece com: computador e monitor; alfa-
Exemplos: beto e letras; carro e cinto de segurança, etc.

triste = melancólico. MERONÍMIA


resgatar = recuperar
maciço = compacto É o contrário da holonímia, ou seja, é a parte pelo todo.
ratificar = confirmar Logo, a parte por si só, “teclas” infere o todo “teclado” e
digno = decente, honesto faz relação semântica com o mesmo, chamada de mero-
reminiscências = lembranças nímia. Quando digo ou escrevo o merônimo “dentes”, lem-
insipiente = ignorante. bro-me de seu holônimo “boca”

HIPONÍMIA ANTONÍMIA

Relação semântica em que uma palavra está num plano São palavras que possuem significados contrários, como
hierárquico inferior, uma vez que pertence a uma classe largo e estreito, dentro e fora, grande e pequeno. O impor-
ou espécie que a inclui ao nível do significado. Este fato tante é saber que os significados são opostos, excluem-
implica que o significado do hipônimo (etimologicamente se.
significa nome pequeno) é mais específico e mais restrito
do que o significado do hiperônimo a que pertence. O con- Exemplos:
ceito de hiponímia também só é entendido em relação ao
conceito de hiperonímia. Dizemos que há uma relação de bom x mau
hiponímia se o sentido de A estiver incluído no sentido de bem x mal
B, sendo que B deve possuir uma propriedade mais gené- condenar x absolver
rica e que inclua ao mesmo tempo o sentido de A e dos simplificar x complicar
seus co-hipônimos. Por exemplo, peixe é hiperônimo em
relação à sardinha, salmão, pirambu, pescada, bacalhau, HOMONÍMIA
que por sua vez são hipônimos de peixe e co-hipônimos
entre si. Os verbos afirmar, exclamar, sussurrar, murmu- É a identidade fonética e, ou gráfica de palavras com sig-
rar, entre ouros, são hipônimos do verbo dizer. Os no- nificados diferentes.
mes: amarelo, branco, laranja, castanho, verde, azul, cin-
zento, vermelho, são hipônimos do hiperônimo cor. No Existem três tipos de homônimos:
mesmo nível hierárquico, os hipônimos de um mesmo
hiperônimo, por possuírem semas semelhantes, podem Homônimos homógrafos – palavras de mesma grafia e
estabelecer entre si outras relações semânticas, como a significado diferente. Exemplo: jogo (substantivo) e jogo
sinonímia, a antonímia ou a heteronímia. (verbo).

Homônimos homófonos – palavras com mesmo som e


grafia diferente. Exemplo: cessão (ato de ceder), sessão
(atividade), seção (setor) e secção (corte).

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Homônimos perfeitos – palavras com mesma grafia e xeque = lance do jogo de xadrez, contratempo
mesmo som. Exemplo: planta (substantivo) e planta (ver- comprimento = extensão
bo); morro (substantivo) e morro (verbo). cumprimento = saudação
concertar = harmonizar, combinar
PARONÍMIA consertar = remendar, reparar
conjetura = suposição, hipótese
É a semelhança gráfica e, ou fonética entre palavras. conjuntura = situação, circunstância
coser = costurar
Exemplos de parônimos: cozer = cozinhar
deferir = conceder
diferir = adiar
descrição = representação
discrição = ato de ser discreto
despercebido = sem atenção, desatento
desapercebido = desprevenido
discente = relativo a alunos
docente = relativo a professores
emergir = vir à tona
imergir = mergulhar
emigrante = o que sai
imigrante = o que entra
eminente = nobre, alto, excelente
iminente = prestes a acontecer
Outros exemplos de homônimas e parônimas: esperto = ativo, inteligente, vivo
experto = perito, entendido
Acender (atear fogo) e ascender (subir); acento (sinal grá- espiar = olhar sorrateiramente
fico) e assento (cadeira); ao invés de (ao contrário de) e expiar = sofrer pena ou castigo
em vez de (e lugar de); apreçar (tomar preço) e apressar estada = permanência de pessoa
(dar pressa); asado (alado) e azado (oportuno); assoar estadia = permanência de veículo
(limpar o nariz) e assuar (vaiar); acerca de (a respeito fúsil = que se pode fundir
de), a cerca de (distância aproximada) e há cerca fuzil = carabina
de (aproximadamente tempo que passou); à-toa (ruim) e à fusível = resistência de fusibilidade calibrada
toa (sem rumo); descriminar (inocentar) e discriminar (se- incerto = duvidoso
parar); despensa (depósito) e dispensa (licença); flagrante inserto = inserido, incluso
(evidente) e fragrante (perfumoso); mandado (ato de man- indefesso = incansável
dar) e mandato (procuração); paço (palácio) e passo (mar- indefeso = sem defesa
cha); ratificar (confirmar) e retificar (corrigir); tapar (fechar) infligir = aplicar pena ou castigo
e tampar (cobrir com a tampa); vultoso (volumoso) e vultu- infringir = transgredir, violar, desrespeitar
oso (rosto inchado). intemerato = puro, íntegro, incorrupto
intimorato = destemido, valente, corajoso
Lista com alguns homônimos e parônimos: intercessão = súplica, rogo
interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas
afim = semelhante, com afinidade laço = laçada
a fim de = com a finalidade de lasso = cansado, frouxo
amoral = indiferente à moral soar = produzir som
imoral = contra a moral, libertino, devasso suar = transpirar
arrear = pôr arreios sortir = abastecer
arriar = abaixar surtir = originar
bucho = estômago de ruminantes sustar = suspender
buxo = arbusto ornamental suster = sustentar
caçar = abater a caça tacha = brocha, pequeno prego
cassar = anular taxa = tributo
cela = aposento tachar = censurar, notar defeito em
sela = arreio taxar = estabelecer o preço
censo = recenseamento
senso = juízo INTERTEXTUALIDADE
cessão = ato de doar
seção ou secção = corte, divisão Acontece quando há uma referência explícita ou implíci-
sessão = reunião ta de um texto em outro. Também pode ocorrer com ou-
chá = bebida tras formas além do texto, música, pintura, filme ou novela.
xá = título de soberano no Oriente Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o
chalé = casa campestre objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o
xale = cobertura para os ombros autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a
cheque = ordem de pagamento indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o
conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhe-

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cer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A Paródia
intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idei-
as da obra citada ou contestando-as. Minha terra tem palmares
Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia. onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
PARÁFRASE não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia
do texto é confirmada pelo novo texto, a referência ocorre O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a
para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial
texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi
Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto
em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23): primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão exis-
tente no Brasil.
Texto Original
Praticando com Edvaldo
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá, Leia:
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá. “Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”). senta. Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há
ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.”
Paráfrase
01. (Imparh 2018). Marque a frase em que a palavra gri-
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos fada constitui o antônimo de “perseverante”.
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’? (A) Quando se trata de manter a casa limpa, sou uma
Eu tão esquecido de minha terra… mulher incansável!
Ai terra que tem palmeiras (B) Às vezes, sinto-me tão volúvel por me preocupar
Onde canta o sabiá! com coisas tão fúteis...
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Ba- (C) Vejo, todos os dias, como sou persistente em deta-
hia”). lhes de uma vida tão vazia.
(D) A vontade insistente de manter esta casa limpa dá
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito significado a minha existência!
utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o
poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primi- Leia:
tivo conservando suas ideias, não há mudança do sentido
principal do texto que é a saudade da terra natal. Os deuses, meus descendentes; os profetas, meus public-
relations, os legisladores, meus advogados; proibir-te-ão
PARÓDIA como luxúria, como adultério, como crime, e até como
atentado ao pudor!
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar ou-
tros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e 02. (Imparh 2016) Os substantivos “luxúria” e “pudor”,
por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua ambos apresentam entre si uma relação de:
e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a
voz do texto original é retomada para transformar seu sen- A) homonímia.
tido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades B) paronímia.
incontestadas anteriormente, com esse processo há uma C) antonímia.
indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca D) sinonímia.
pela verdade real, concebida através do raciocínio e da
crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo 03. (Imparh 2015) Neste excerto, “O papa Francisco pe-
dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são diu nesta sexta-feira (23) que os aparelhos tecnológicos,
abordados de maneira cômica e contestadora, provocando como celulares e tablets, não atrapalhem as conversas em
risos e também reflexão a respeito da demagogia pratica- família”, a relação de coesão entre “aparelhos tecnológi-
da pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado cos” e “celulares e tablets” se dá por meio da:
anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
A) hiperonímia, a relação existente entre um termo
Texto Original mais genérico (“aparelhos tecnológicos”) e um mais
específico (“celulares e tablets).
Minha terra tem palmeiras B) meronímia, o segundo termo (“celulares e tablets”)
Onde canta o sabiá, constitui uma parte do primeiro (“aparelhos tecnológicos”).
As aves que aqui gorjeiam C) catáfora, o segundo termo (“celulares e tablets”) retoma
Não gorjeiam como lá. o primeiro termo (“aparelhos tecnológicos”).
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

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D) anáfora, o primeiro termo (“aparelhos tecnológicos”) O dicionário registra o verbete brasilíndio com o sentido de
aponta para o segundo (“celulares e tablets”). “indígena do brasil”. No texto acima, o referido termo deve
ser lido como:
04. (Imparh 2015) Considere-se este verso da música Tua
presença, de Paulo César Baruk, “Eu correria o mundo se A) Antônimo de mameluco.
não estivesses aqui”. A relação semântica existente entre B) Sinônimo de mameluco.
a palavra sublinhada nesse verso e a palavra “correria” na C) Hipônimo de mameluco.
frase “Com a correria do dia a dia” é de: D) Hiperônimo.de mameluco.
E) Equivalente à acepção dicionarial.
A) homonímia. B) sinonímia. C) antonímia. D) paronímia.
09. (Uece 2018) Assinale a opção em que os parônimos
05. (Imparh 2015) Aponte a frase em que o termo desta- em destaque estão com significação INVERTIDA.
cado apresenta oposição semântica com o verbo “assimi-
lar” (l. 08). A) O agente fiscalizador do trânsito inflige penas a quem
infringe as leis do trânsito.
a) Daniel Oppenheimer decidiu agregar mais dados rele- B) Os vultosos números de mortes no trânsito superam
vantes a sua pesquisa. os de vítimas com algum tipo de sequela temporária, como
b) Os leitores desse texto poderão absorver bem mais faces vultuosas.
informações se escreverem a mão. C) Pere Navarro apresentou várias conjeturas sobre o
c) Os estudantes que assistiram à palestra não puderam trânsito no Brasil, considerando a conjuntura da época da
participar de outras pesquisas na área. entrevista.
d) Os pesquisadores de Princeton chegaram a esque- D) O iminente especialista em segurança viária preo-
cer as teorias da neurolinguística acerca disso. cupa-se com a eminente catástrofe no trânsito do Bra-
sil.
Leia:
Sinônimo é um vocábulo que, em determinado texto,
“Não se irrite o leitor com esta confissão. Eu bem sei que, apresenta significado semelhante ao de outro e que pode,
para titilar-lhe os nervos da fantasia, devia padecer um em alguns contextos, ser usado no lugar desse outro sem
grande desespero, derramar algumas lágrimas, e não alterar o sentido da sentença. Hiperônimo é um vocábulo
almoçar. Seria romanesco; mas não seria biográfico. A ou um sintagma de sentido mais genérico em relação a
realidade pura é que eu almocei, como nos demais di- outro. Ele abarca vocábulos de sentidos menos genéricos
as...”. ou mais específicos. Hipônimo é um vocábulo menos
Machado de Assis geral ou mais específico, cujo sentido é abarcado pelo
sentido do hiperônimo.
06. (Imparh 2012) Marque a oração em que o verbo em
destaque constitui uma antonímia para titilar: 10. (Uece 2015) Considere a ordem em que foram distri-
buídos os vocábulos do excerto transcrito a seguir e assi-
nale a opção correta: “abracei a senda do crime e envere-
dei pela do furto...”.

A) Os vocábulos roubo e furto são sinônimos e um pode


RESPOSTA: B substituir o outro, indistintamente, em qualquer contexto.
B) Crime é hiperônimo de furto. Isso significa que o
Leia: (Imparh 2009) sentido do vocábulo crime é mais genérico do que o
sentido do vocábulo furto.
“A expansão do domínio português terra adentro, na cons- C) Nesse contexto, a inversão da posição dos vocábulos
tituição do Brasil, é obra dos brasilíndios ou mamelucos. crime e furto seria aceitável: “abracei a senda do furto e
Gerados por pais brancos, a maioria deles lusitanos, sobre enveredei pela do crime”.
mulheres índias, dilataram o domínio português, exorbi- D) Sendo vereda um caminho estreito e enveredar, seguir
tando a dação de papel das Tordesilhas, excedendo a por uma vereda, seria lógico dizer “abracei a vereda do
tudo que se podia esperar.” crime e enveredei pelo caminho do furto”.
(Ribeiro, Darcy. 1995)
Leia:
07. A forma pronominal “deles” refere-se a
O impacto social, provocado por essas obras relacionadas
A) Brasilíndios. à Copa do Mundo, também é questionado pelo professor.
B) Mamelucos. "São obras que estão levando a milhares de remoções.
C) Pais brancos. Essas famílias estão sendo destinadas a morar em espa-
ços mais periféricos: as obras estão gerando exclusão
D) Brasilíndios e mamelucos.
social e territorial", critica. Segundo o governo do Ceará,
E) Brasilíndios, mamelucos e pais brancos.
cerca de 2.140 famílias terão seus imóveis atingidos total
ou parcialmente pela obra do VLT.
08. (Imparh 2009)

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11. (Uece 2014) “Essas famílias estão sendo destinadas a Valor Semântico dos Conectivos
morar em espaços mais periféricos ...”. O termo em negri-
to significa VALOR DAS CONJUNÇÕES
A) limitados. B) próximos. C) incompletos. D) afastados. Para lá de importante é ter domínio sobre o valor semânti-
co (o significado) das conjunções, ou seja, é preciso saber
Leia: que circunstâncias nos trazem as orações iniciadas por
elas, relativamente à ideia expressa na oração à qual es-
É uma falha do nosso registro civil: as crianças não rece- tão ligadas. Tais circunstâncias inferem-se, em geral, do
bem número ao nascer. Dão-lhes apenas um nome, às próprio nome das conjunções. Por exemplo, na frase: “es-
vezes surrealista, que as acompanhará por toda a vida tamos bem preparados, portanto teremos um bom de-
como pesadelo, quando a numeração pura e simples viria sempenho”, a conjunção (portanto) é conclusiva, e a ora-
garantir identidade insofismável, poupando ainda o vexa- ção iniciada por ela (negrito) expressa uma conclusão,
me de carregar certos antropônimos. decorrente do que se diz na oração anterior, isto é, do fato
Carlos Drummond de Andrade de estarmos bem preparados.
12. (Uece 2009) O vocábulo “insofismável” pode ser subs- Assim, as conjunções, além de ligar orações as seguintes
tituído, sem alteração do sentido do que lhe é dado no circunstâncias:
texto, por
• Aditiva - adição, soma, aproximação:
A) Solúvel. B) Indiscutível. C) Violável.
D) Incógnita. E) Absurda. As flores embelezam e perfumam o ambiente.
Leia: • Alternativa – alternância, exclusão:
“No afã do progresso material, ele se desespiritualizou. “Ou troteia, ou sai da estrada.”
Desespiritualizando-se, o homem não colocou o progresso
material efetivamente a seu serviço.” • Adversativa – adversidade, oposição:
13. (Uece 2008) A palavra “afã” tem como sinônimos O Brasil é um país rico, mas os brasileiros são pobres.
A) ânsia; ambição; pressa. • Conclusiva – conclusão, consequência, resultado:
B) contradição; revolta; negação.
C) falha; erro; descuido. “Penso, logo existo”.
D) busca; interesse; pesquisa.
• Explicativa – explicação, motivo:
Leia o excerto abaixo:
Trabalhemos, porque o trabalho dignifica.
“Diversos estudos mostram isso há muito tempo. Por
exemplo, uma análise feita por psicólogos alemães sobre • Causal – causa razão:
a rotina de violonistas da Universidade das Artes em Ber-
lim, em 1993. Eles dividiram os alunos em dois grupos de “Estou triste, porque não tenho você perto de mim”.
acordo com sua habilidade: os de “elite” e os “medianos”.
Os dois grupos dedicavam em média 50 horas por sema- • Condicional – condição:
na ao estudo do violino. Só que os medianos praticavam Se a chuva parar, iremos ao jogo.
aleatoriamente ao longo do dia, enquanto os de elite con-
centravam seu trabalho em dois períodos fixos: de manhã • Concessiva – concessão (isto é: a oração iniciada por
e à tarde. Quanto melhor o violonista, mais rígida era essa ela concede uma garantia de que a ideia da outra se
divisão entre trabalho e lazer. E isso tinha um baita impac- realiza):
to nas vidas dos músicos. Os melhores dormiam uma hora
a mais por noite e dedicavam mais tempo à diversão. No Embora tenhamos pouco tempo, concluiremos o trabalho.
fim das contas, os mais habilidosos eram também os mais
relaxados.” • Conformativa – conformidade, concordância:
14. (CCV 2013) O pronome “isso” no comentário “E isso Devemos proceder conforme estabelece o regulamento.
tinha um baita impacto nas vidas dos músicos.”, faz remis-
são à: • Consecutiva – consequência, efeito:
A) prática de violino ao longo do dia. Tem contado tantas mentiras, que ninguém acredita nele.
B) fixação do trabalho em dois turnos.
C) maior destinação de tempo ao lazer. • Final – finalidade, resultado desejado ou preconcebido:
D) rígida divisão entre trabalho e lazer.
E) noite de sono mais longa e relaxante. Estudarei esse assunto, a fim de que possa compreendê-
lo.

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Valor Semântico do Adjunto Adverbial
• Proporcional – proporção, medida:
É a função sintática da palavra ou da expressão que ser-
À proporção que estudava, compreendia melhor o assun- vem para modificar ou intensificar o sentido do verbo, do
to. predicativo ou de outro adjunto adverbial, atribuindo-lhes
uma circunstância.
• Temporal – tempo: Não se deve confundir adjunto adverbial com advérbio:
advérbio é a classe gramatical; adjunto adverbial é a fun-
Quando voltares, visita-me. ção sintática. Em outras palavras: advérbio é o nome da
• Integrante – a conjunção integrante inicia uma oração palavra; adjunto adverbial é a função que a palavra exerce
que integra o sentido (além de exercer uma função sin- na oração.
tática) de um termo da oração anterior:
Classificação dos Adjuntos Adverbiais
Espera-se que venças. (sujeito de “espera-se”)
A verdade é que vencerás. (predicativo) Adjunto Adverbial de Tempo
VALOR DAS PREPOSIÇÕES Ex.
O ônibus chegará a qualquer momento.
Especificamente falando sobre as preposições, é impor- De vez em quando, vou à praia do Pirambu.
tante sabermos que elas fazem parte das dez classes Ninguém confia nos políticos hoje em dia, no Ceará.
gramaticais e que possuem a função de ligar termos den-
tro de uma oração. Observe que, quando o adjunto adverbial estiver no final
da oração, não será separado por vírgula, a não ser que
Elas também estabelecem relações semânticas entre o haja dois ou mais adjuntos adverbiais coordenados. Se o
termo regente (aquele que pede a preposição) e o termo adjunto adverbial estiver no início da oração ou entre os
regido (aquele que completa seu sentido). Por isso veja- elementos formadores da oração, deverá estar separado
mos uma relação em que há esta ocorrência: por vírgula.
Peguei o livro do professor com o compromisso de devol- Adjunto Adverbial de Lugar
vê-lo amanhã - Valor semântico de posse.
Ex.
As esculturas de cerâmica fizeram o maior sucesso duran- O policial observava o bandido a distância.
te a exposição – Matéria. O documento está em cima da escrivaninha.
De vez em quando, vou ao cinema.
Estudar com os amigos é muito mais proveitoso – Com-
panhia. A locução adverbial a distância só receberá o acento
grave indicativo de crase, se possuir a preposição de,
O conhecimento é a chave para o sucesso – Finalidade. formando a locução prepositiva à distância de. Por exem-
plo:
Fiz o trabalho conforme você sugeriu – Conformidade.
O policial observava o bandido à distância de cem metros.
Falamos sobre Machado de Assis durante a apresentação
do seminário – Assunto. Adjunto Adverbial de Modo
O garoto se feriu com a faca – Instrumento. Ex.
Os namorados caminhavam lado a lado.
Aguardávamos com ansiedade o resultado do concurso – Caminhei à toa pelo Pirambu.
Modo. O acontecimento espalhou-se boca a boca.
O cachorro morreu de uma epidemia desconhecida – À toa, adjunto adverbial, não tem hífen. Quando for locu-
Causa. ção adjetiva, ou seja, quando estiver qualificando um
substantivo, terá hífen. Por exemplo, Aquele homem à-toa
A plateia protestou contra o alto preço da mensalidade – só anda à toa.
Oposição.
Adjunto Adverbial de Negação
O orientador estipulou um prazo de vinte dias para a en-
trega da tese de dissertação – Tempo. Ex.
Não o procurarei mais.
De modo algum, você usará esse objeto.

Observe que o adjunto adverbial não, apesar de estar no


início da oração, não está separado por vírgula. Isso por-
que é representado por apenas uma palavra. Portanto só

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será separado por vírgula o adjunto adverbial que for re- Adjunto Adverbial de Argumento
presentado por mais de uma palavra.
Ocorrerá o adjunto adverbial de argumento com as ex-
Adjunto Adverbial de Afirmação pressões chegar de e bastar de, no Imperativo.

Ex. Ex.
Decididamente estou disposto a ajudá-lo. Chega de brigas.
Sem dúvida alguma, iremos até aí amanhã. Basta de incompetência.

Adjunto Adverbial de Dúvida Adjunto Adverbial de Assunto

Ex. Ocorrerá o adjunto adverbial de assunto, quando houver


Quem sabe, conseguiremos a vaga. verbo, indicando comunicação entre as pessoas (falar,
Talvez encontremos a solução. conversar, discutir...) com as preposições de, sobre, a
locução prepositiva acerca de, a respeito de...
Adjunto Adverbial de Intensidade
Ex.
Ex. Conversamos sobre Edvaldo ontem.
Ele bebeu em excesso. Edvaldo falará a respeito dos problemas educacionais
brasileiros.
Adjunto Adverbial de Meio
Adjunto Adverbial de Preço
Ex.
Gosto de viajar de avião. Ex.
Atacou os desordeiros a pedras. Essa camisa custa muito caro.

Nas expressões adverbiais femininas, muitas vezes ocorre As palavras caro e barato só serão adjunto adverbial de
o acento grave sem que haja a crase, isto é, a fusão de preço, junto do verbo custar. Caso surjam com verbo de
dois aa. Verifique: Comprei o carro à vista. Se trocarmos ligação, funcionarão como predicativo do sujeito, concor-
por um masculino correspondente, teremos: Comprei o dando com este elemento. Por exemplo
carro a prazo. Evidência clara de que na expressão à vista As calças custaram caro. Mas As calças estão caras.
não houve a fusão de dois aa. Nesses casos, o uso do
acento grave é justificado por alguns gramáticos por uma Adjunto Adverbial de Matéria
questão de tradição da língua, ou para tornar o contexto
mais claro, evitando-se ambiguidades. Ex.
Não confunda adjunto adverbial de meio com adjunto ad- Fiz de ouro o meu relógio.
verbial de modo. Este indica a maneira como a ação é
praticada; aquele, o instrumento usado para a ação ser Adjunto Adverbial de Acréscimo
praticada. Por exemplo: Andei de bicicleta, vagarosamen-
te. de bicicleta é o meio; vagarosamente, o modo. Ex.
Além da tristeza, sentia um profundo mal-estar.
Adjunto Adverbial de Causa
Adjunto Adverbial de Concessão
Ex.
Frank Zappa morreu devido a um câncer na próstata. Ocorrerá adjunto adverbial de concessão na indicação de
O poço secou com o calor. fatores contrários iniciados por apesar de, embora, inobs-
tante...
Adjunto Adverbial de Companhia
Ex.
Ex. Apesar de você, sou feliz.
Passeei a tarde toda com Edvaldo.
Andarei junto dele. Adjunto Adverbial de Condição

Adjunto Adverbial de Finalidade Ex.


Sem disciplina, não há educação.
Ex.
Eles vieram aqui para um estudo aprofundado de Por- Adjunto Adverbial de Conformidade
tuguês.
Convidei meus amigos para um passeio. Ex.
Faça tudo conforme os regulamentos da empresa.
Adjunto Adverbial de Oposição
Adjunto Adverbial de Substituição
Ex.
O Ferroviário jogará com o Fortaleza. Ex.
Ela agiu contra a família. Abandonou suas convicções por privilégios.
PÁG.21
Praticando com Edvaldo
A) condição. B) finalidade. C) alternância. D) concessão.
01. (Consulpam 2018) A conjunção presente na fra-
se “A sociedade é desigual porque a partilha do poder 07. (Uece 2018) Assinale a opção que garante a mesma
econômico gera diferenças históricas definidas pela divi- ideia presente em: “Não é punitivo, mas alerta”.
são social do trabalho e da propriedade” estabelece entre
as orações que liga uma relação semântica de: A) Como não é punitivo, alerta.
B) Uma vez que é punitivo, alerta.
A) Finalidade. C) Embora não seja punitivo, alerta.
B) Causalidade. D) Ainda que seja punitivo, alerta.
C) Condicionalidade.
D) Proporcionalidade. 08. (Uece 2018) No subtítulo “Multa não tem valor legal,
apenas educativo”, o termo destacado tem como principal
“Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a função a de estabelecer uma circunstância em relação à
melhor coisa seria contar a infância não como um filme em palavra seguinte. Essa circunstância é de
que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra,
na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, A) tempo. B) inclusão. C) lugar. D) exclusão.
princípio, meio e fim."
09. (Uece 2017) Assinale a opção em que o valor semân-
02. (Consulpam 2015) Qual das ideias abaixo expressa tico da conjunção destacada está corretamente identifica-
o sentido da palavra “então" no contexto? do.

A) Audição A) “...faz roupinhas como toda criança de 5 anos fazia na


B) Conclusão época de sua mãe...” — oposição.
C) Oposição B) “...não sabem ler nem escrever, mas desde os 3 mexe
D) Consequência no micro.” — consequência.
C) “...o mouse é mais fácil de movimentar do que a
03. (Uece 2018) Na frase “À frente do Departamento Geral caneta. — comparação.
de Trânsito da Espanha entre 2004 e 2012, o engenheiro D) “Quando ligados à rede mundial, navegam pelos si-
comandou ações que contribuíram para uma queda drásti- tes...” — conclusão.
ca das mortes em acidentes de trânsito do país. (...) Ainda
assim, o país se preocupa agora com um novo perigo...”, 10. (Cetrede 2015) Os versos “Como um velho boiadeiro
a expressão conectiva destacada apresenta valor semân- levando a boiada, / Eu vou tocando os dias pela longa
tico de estrada” estabelecem uma circunstância de

A) concessão. B) prioridade. C) alternância. D) exemplifi- A) comparação.


cação. B) causa.
C) consequência.
04. (Uece 2018) A expressão conectiva destacada em “... D) condição.
para a melhoria do trânsito, tais como cooperação, solida- E) proporção.
riedade, honestidade e valorização da vida” apresenta
valor semântico de ESCRITA E FIXAÇÃO DE INFORMAÇÃO

A) prioridade. B) finalidade. C) exemplificação. D) causa- Com a correria do dia a dia e a tecnologia ao alcance de
lidade. todos, escrever à mão tornou-se algo menos frequente.
Mas pesquisadores da Universidade de Princeton, nos
05. (Uece 2018) Assinale a opção em que a conjunção Estados Unidos, elucidaram que nem sempre o que se
destacada nos trechos retirados do texto e a relação de apresenta como mais fácil é o melhor método. Eles expli-
sentido estabelecida estão corretamente identificadas. caram que escrever aumenta a memorização das informa-
ções. Estudo realizado pelo psicólogo Daniel Oppenhei-
A) “... compartilhá-los com todos os cidadãos para que mer comprovou, por meio de um teste aplicado a estudan-
estejam conscientes da magnitude da catástrofe do trânsi- tes, que após 30 minutos da apresentação de uma pales-
to”. – TEMPO tra, quando interrogados sobre o assunto abordado, os
B) “... as leis eram as mesmas, mas o cidadão passou a voluntários que digitaram no notebook, apesar de terem
cumpri-las”. – CAUSA anotado uma grande quantidade de texto, conseguiram
C) “... se não são tomadas outras iniciativas, em seis assimilar bem menos as explicações do tema proposto –
meses retornamos ao ponto de partida”. – CONDIÇÃO diferente do que aconteceu com o grupo que escreveu à
D) “... mandar mensagem enquanto se dirige equivale...” mão.
– CONSEQUÊNCIA. (Revista Extrafarma. 10 ed. Nov. e dez. 2014, p. 16)

06. (Uece 2018) A expressão conectiva destacada em 11. (Imparh 2015) Existe entre “a correria do dia a dia e a
“...os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas tecnologia ao alcance de todos” e o fato de escrever a
ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia” mão ter-se tornado menos frequente, respectivamente,
apresenta valor semântico de uma relação de:

PÁG.22
ela pode ter um efeito importante”, estabelece-se uma
a) causa e efeito. b) efeito e causa. c) condição e hipótese. relação de:
d) hipótese e condição.
A) Oposição.
12. (Cetrede 2014) Leia o texto abaixo e, em seguida, B) Comparação.
assinale a opção que preenche, de uma forma coesa e C) Consequência.
coerente, as três lacunas. De acordo com o cientista Ja- D) Proporção.
mes Lovelock, por conta do aquecimento global, a sobre- E) Concessão.
vivência da raça humana corre sério risco. Na visão do
estudioso, até 2020, secas e outros extremos climáticos Leia:
serão lugar-comum. Para outros pesquisadores,
__________ a rapidez __________ as mudanças climáti- Como superar o fim de um relacionamento? A ciência
cas acontecem em todo o mundo, há possibilidade de se explica
reverter a situação, caso sejam tomadas medidas imedia-
tas __________ reduzir a emissão de gases poluentes. Ter o “coração partido” é uma das experiências mais
traumáticas da vida. No entanto, de acordo com um estu-
A) portanto – que – objetivando do da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos,
B) não obstante – com que – no sentido de acreditar que está fazendo algo para superar o término de
C) dessa maneira – na qual – para um relacionamento, independente como, pode ajudar a
D) no entanto – como – de modo aliviar o sofrimento. Esse efeito placebo, segundo os cien-
E) quanto à – na qual – é o caso tistas, influencia regiões do cérebro associadas às emo-
ções, liberando dopamina – um dos neurotransmissores
Leia o excerto abaixo: responsáveis pelo sentimento de felicidade (...)
(Fonte:http://veja.abril.com.br/saude/como-superar-o-fim-
(...) de-um-relacionamento-a-ciencia-explica/. Adapta-
Denise teve uma infecção no seio, chamada de mastite, do.Acesso em: 14/05/2017)
logo depois que o primeiro filho nasceu. “Eram dores hor-
ríveis, direto. Fiquei mais de um mês tomando antibiótico e 17. (Instituto de Seleção 2017) Em: “No entanto, de
não fazia efeito nenhum”, conta ela. Não fazia efeito por- acordo com um estudo da Universidade do Colorado,
que a bactéria era resistente a antibióticos. Identificada a nos Estados Unidos, acreditar que está fazendo algo
bactéria, ela teve que fazer uma cirurgia e remover todo o para superar o término de um relacionamento, [...]”, a
pedaço infectado na mama. Denise ficou completamente conjunção destacada expressa sentido de
curada. E pôde amamentar o segundo filho.
(...) A) Conclusão.
B) Adversidade.
13. (UFC 2014) Em: “Fiquei mais de um mês tomando C) Concessão.
antibiótico e não fazia efeito nenhum” (linha 33), a relação D) Finalidade.
semântica que pode ser inferida entre os conteúdos das E) Condição.
orações ligadas pela conjunção “e” é:
18. (Fundep 2017) Leia o trecho a seguir.
A) causa. B) tempo. C) contraste. D) finalidade. E) com-
paração. “Nesse contexto, a assistência pediátrica de qualidade tem
de ser vista como prioridade, pois se ocupa fundamental-
14. (UFC 2014) A oração reduzida em destaque em: “Iden- mente daqueles que, mais que todos, precisam de uma
tificada a bactéria, ela teve que fazer uma cirurgia”, articu- sociedade que respeite a cidadania.”
la uma circunstância de: A conjunção destacada confere a esse trecho uma ideia
de:
A) modo. B) tempo. C) condição. D) conclusão. E) con-
cessão. A) Explicação.
B) Conclusão.
15. (Vunesp 2017) Quanto ao sentido, a oração destaca- C) Condição.
da em “A mãe, conquanto insensível às boas ações, D) Tempo.
não pôde disfarçar a admiração e o prazer que o moço lhe
causou...” equivale a: Que medicina nos espera amanhã?

A) apesar de insensível às boas ações. Temos medicina primária que não necessita de minhas
B) conforme insensível às boas ações. críticas. Basta consultar a imprensa diariamente. Essa
C) portanto insensível às boas ações. endemia na saúde, que persiste há décadas, mata milha-
D) como insensível às boas ações. res de vezes mais que as epidemias virais que hoje nos
E) porque insensível às boas ações. acometem. Os órgãos oficiais fazem campanhas, muitas
vezes demagogicamente, apenas na hora da desgraça,
16. (UFPR 2017) Na frase “Mesmo que a variante de- não entendendo, ou não querendo entender, o significado
sempenhe um papel pequeno no aumento do risco de da palavra prevenção, que é o pilar fundamental de qual-
artrite, o número de pessoas que a possui significa que quer sistema de saúde.

PÁG.23
Metade da população não é servida por saneamento C) O segundo período é uma conclusão do primeiro.
básico. Em compensação, a medicina terciária, da qual D) O primeiro período é comparado simultaneamente ao
nos orgulhamos pela qualidade atingida, deveria estar em segundo.
centros especializados devidamente localizados, espalha-
dos pelo país, de preferência perto de centros universitá-
rios, de acordo com as necessidades regionais. Os gastos
com tecnologia se reduziriam muito e equipamentos carís-
simos não ficariam encaixotados, deteriorando-se, ou em
mãos inexperientes, sem condições de ser utilizados. Por
que, então, foram encaminhados a esses locais?
Para agravar, a maioria das escolas forma profissionais
especializados, geralmente mais interessados em técnicas
e métodos, e não em clínica. O contato com o paciente, o
ouvir, o olhar, o palpar, o auscultar foram substituídos
pelos exames complementares. O indivíduo transfor-
mou-se em algo secundário, meio de fazer funcionar
uma máquina de produzir dinheiro, pois a medicina se
transformou num grande negócio, nas mãos de empre-
sários com enorme poder econômico. Julgo precisarmos
mais de ética que de técnica. Mas ética “não dá dinheiro”.
A tecnologia transformou-nos numa tecnocracia domina-
dora amoral, quando deveria estar a serviço do paciente,
com equilíbrio de interesses e necessidades. Ela nos dá
poder material que, quando não contrabalançado por um
poder intelectual, pode tornar-se destrutiva.
A ciência também é amoral e deve ser digerida pela
moral social. Quanto de tecnologia inútil se produz e se
utiliza diariamente e quanto de ciência se publica para
apenas engrossar currículos, sendo colocadas logo após
na biblioteca do esquecimento, das inutilidades, sem cola-
borar em nada para uma saudável evolução? Quantos
artigos médicos, além de aulas e conferências, são frau-
dados para convencer os menos informados a assumir
determinadas condutas? Essa cultura já impregnou as
academias médicas e as piores consequências se fazem
sentir na qualidade do ensino e da assistência.
Como dizia Karl Marx, os setores que dominam o siste-
ma financeiro, “ao fundarem a produção econômica na
exploração da ciência aplicada, e ao monopolizarem em
seu proveito as invenções tecnológicas”, caminhariam a
passos largos para um domínio sem escrúpulos, amoral,
das ciências. O paciente tornou-se um meio, e não um fim.
Mesmo não sendo marxista, admiro a antevisão que teve
esse pensador.
Demorará para sairmos desse padrão, em direção a
uma situação eticamente aceitável, pois a mudança de-
pende dos responsáveis por essa situação.
[...]
MADY, Charles. Que medicina nos espera ama-
nhã? Estadão. 5 abr. 2016. Disponível
em:<https://goo.gl/OFL5vW> . Acesso em: 20 mar. 2017
(Fragmento adaptado).

19. (Fundep 2017) Releia o trecho a seguir.

“O indivíduo transformou-se em algo secundário


[...], pois a medicina se transformou num grande negó-
cio [...]”
Em relação aos períodos separados pela conjunção
destacada, assinale a alternativa CORRETA.

A) O segundo período é a causa do que se expõe no


primeiro.
B) O que se declara no primeiro período é a finalidade do
segundo.

PÁG.24
Praticando com Edvaldo
Flexão dos Nomes
01. (Uece 2016) Assinale a opção em que a anteposição
As modificações das palavras (substantivo, artigo, adjeti-
ou a posposição do adjetivo ao substantivo implica mu-
vo) recebem o nome de flexão. A flexão pode ser:
dança de significado.
a) de número: singular (um só ser) ou plural (mais de um
A) “Nem da infância querida, nem sequer das borbole-
ser).
b) de gênero: masculino ou feminino. tas...”.
c) de grau: aumentativo (maior que o normal) ou diminu- B) “Gostaria de ter palavras boas...”.
tivo (menor que o normal). C) “...a suposta felicidade dos moços.”.
D) ...foi se tornando pouco a pouco uma velha ami-
ga...”.
Flexão de Número
02. (Uece 2016) Assinale a opção em que o substantivo
SUBSTANTIVOS SIMPLES
destacado mudou o significado por estar no plural.
Nos dicionários, as palavras aparecem no singular. Para
A) No jogo de baralho, ela tirou um ás de ouros.
passá-las para o plural, é preciso seguir certas regras:
B) Os atletas ansiavam pelo ouro olímpico.
C) O atleta participou de diversos jogos.
1. Se as palavras terminarem em vogal, acrescenta-se S.
D) Todas as equipes venceram em algum momento.
Ex.: a - as; elegante - elegantes; siri - siris; trabalho - tra-
balhos; tatu - tatus etc.
03. (Uece 2016) A mudança de gênero provoca mudança
de significado no par:
2. Se as palavras terminarem em R ou Z, acrescenta-se
ES. Ex.: jantar - jantares; faquir - faquires; vez - vezes; luz
A) o maratonista – a maratonista.
- luzes etc.
B) o atleta – a atleta.
C) o ginasta – a ginasta.
3. Se as palavras terminarem em AL, EL, OL, UL, troca-se
D) o capital – a capital.
o L por IS. Ex.: casal - casais; anel - anéis; lençol - lençóis;
azul - azuis etc.
04. (Imparh 2015)
4. Se as palavras terminarem em IL, troca-se:
No lead – “Mostrar a importância de respeitar as diferen-
ças é uma lição que deve ser ensinada desde os primeiros
a) o L por S nas oxítonas. Ex.: barril - barris; funil - funis
anos de escolaridade", a maioria dos substantivos são:
etc.
b) o IL por EIS nas paroxítonas. Ex.: fácil - fáceis; fértil -
A) derivados.
férteis etc.
B) compostos.
C) concretos.
5. Se as palavras terminarem em ÃO, há três maneiras de
D) abstratos.
formar o plural:
05. (Uece 2011) O plural do diminutivo das palavras “re-
a) Acrescenta-se S. Ex.: mão - mãos; irmão - irmãos etc.
novação”, e “sinal” está corretamente escrito em
b) Troca-se o ÃO por ÃES. Ex.: pão - pães; capitão - capi-
tães etc.
A) renovaçõesinhas e sinalsinhos.
c) Troca-se o ÃO por ÕES. Ex.: patrão - patrões; leitão -
B) renovaçõeszinhas e sinaiszinhos.
leitões etc.
C) renovaçõezinhas e sinaizinhos.
OBS.: algumas palavras terminadas em ÃO têm mais de
D) renovaçõizinhas e sinaezinhos.
um plural.
06. (Imparh 2009) As palavras destacadas na frase “O
ADJETIVOS SIMPLES
dizer de um precisa ser adicionado pelo dizer do outro”
são, respectivamente:
a) Os adjetivos simples formam o plural da mesma manei-
ra que os substantivos simples.
OBS.: os substantivos empregados como adjetivos A) verbo e numeral;
B) substantivo e artigo indefinido;
ficam INVARIÁVEIS: bolsas café, homens monstro.
C) substantivo e pronome indefinido;
D) verbo e artigo indefinido.

07. Indique a alternativa em que todas as palavras são


femininas.

A) Cal, faringe, dó, telefonema.


B) Omoplata, apendicite, cal, ferrugem.
C) Criança, cônjuge, champanha, afã.

PÁG.25
D) Cólera, agente, guaraná, vitrina.
E) Giz, diafragma, estratagema, telefonema. Com palavras repetidas

08. Assinale o par em que a flexão de gênero está errada. Ex.: tico-tico  tico-ticos
reco-reco  reco-recos
A) patrão - patroa
B) hortelão - hortelã Quando a primeira palavra for invariável
C) senhor – senhora
D) peixe-boi – peixe-mulher Ex.: sempre-viva  sempre-vivas
 As duas palavras ficam invariáveis
FORMAÇÃO DO PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COM-
POSTOS Com Verbo + Advérbio

 As duas palavras vão para o plural Ex.: o bota-fora  os bota-fora

Substantivo + substantivo Com Verbo + Substantivo no plural

Ex.: tenente-coronel  tenentes-coronéis Ex.: o saca-rolhas  os saca-rolhas


carta-bilhete  cartas-bilhetes
Praticando com Edvaldo
Substantivos + adjetivos
01. (Uece 2009) Indique a alternativa correta no que se
Ex.: amor-perfeito  amores-perfeitos refere ao plural dos substantivos compostos guarda-louça,
obra-prima  obras-primas quinta-feira, manga-rosa, fruta-pão e reco-reco.

Adjetivo + substantivo A) Guardas-louças, quintas-feiras, mangas-rosas, frutas-


pães, reco-recos.
Ex.: livre-pensador  livres-pensadores B) Guardas-louças, quinta-feiras, manga-rosas, frutas-
gentil-homem  gentis-homens pães, recos-recos.
C) Guarda-louças, quinta-feiras, mangas-rosas, frutas-pão,
Numeral + substantivo recos-recos.
D) Guarda-louças, quintas-feiras, mangas-rosas, fru-
tas-pão, reco-recos.
Ex.: quinta-feira  quintas-feiras
E) Guarda-louças, quinta-feiras, mangas-rosas, frutas-
pães, reco-recos.
 Só a primeira palavra vai para o plural
02. (Imparh 2014) Fazem o plural como “vira-latas” as
Quando as duas palavras são ligadas por preposição
palavras:
Ex.: pé-de-moleque  pés-de-moleque
A) ganha-perde, bota-fora e pisa-mansinho.
pão-de-ló  pães-de-ló
B) guarda-civil, decreto-lei e cabeça-chata.
C) mestre-escola, boa-vida e cartão-postal.
Quando à segunda palavra limita ou determina a pri-
D) arranha-céu, caça-níquel e beija-flor.
meira:
03. Indique a alternativa onde se encontram os dois subs-
Ex.: pombo-correio  pombos-correio
tantivos que formam o plural como escrivão e guarda-
fruta-pão  frutas-pão roupa, respectivamente:
OBSERVAÇÃO: Nesse caso, também é correto colocar
A) bênção / papel-moeda
no plural os dois elementos: pombos-correios, frutas-pães. B) irmão / salário-família
C) capelão / guarda-sol
 Só a segunda palavra vai para o plural D) razão / guarda-chuva
Quando as palavras forem ligadas sem hífen 04. Indique a alternativa correta no que se refere ao plural
dos substantivos compostos casa-grande, flor-de-cuba,
Ex.: passatempo  passatempos arco-íris e beija-flor.
girassol  girassóis
A) Casa-grande, flor-de-cubas, os arco-íris, beijas-flor.
Quando for verbo + substantivo B) Casas-grandes, flores-de-cuba, arcos-íris, beijas-flores.
C) Casas-grandes, as flor-de-cubas, arcos-íris, os beija-
Ex.: beija-flor  beija-flores flor.
quebra-mar  quebra-mares D) Casas-grandes, flores-de-cuba, os arco-íris, beija-
flores.

PÁG.26
Formação do Plural dos Adjetivos Compostos Pronomes

Os adjetivos compostos só recebem o plural no último


Leia com atenção a frase abaixo:
elemento e somente se esse último elemento for adjetivo.
Se o último elemento não for adjetivo, então o plural do
Edvaldo deitou tarde. Edvaldo ainda dormia quando, de
adjetivo composto será exatamente igual ao seu singular.
manhã, a vizinha de Edvaldo chamou Edvaldo.
Ex.: tecido verde-claro  tecidos verde-claroS.
Como você observou, a frase apresenta uma repetição do
nome, do substantivo Edvaldo. Essa repetição torna a
Roupa verde-garrafa  roupas verde-garrafa. frase bastante incomum para nós, torna-se até mesmo
meio esquisita.
Não é adj. é subs.
Mas... como evitar essa repetição?
OBSERVAÇÃO:
A repetição pode ser evitada se trocarmos a palavra Ed-
Existem somente três adjetivos compostos que não se- valdo por outras que a substituam adequadamente. Assim:
guem a regra acima. São eles:
Edvaldo deitou tarde. Ele ainda dormia quando, de manhã,
 O adjetivo surdo-mudo, que tem plural nas duas pala- sua vizinha chamou-o.
vras. Ex.: meninos surdoS-mudoS.
Observe, então, que as palavras ele, sua e o estão substi-
 O adjetivo azul-marinho, que é invariável, isto é, não tuindo o substantivo, o nome Edvaldo Elas estão no lugar
tem plural em nenhuma das duas palavras. Ex.: roupas do nome. Elas são pronomes.
azul-marinho.
Podemos dizer, portanto, que:
 O adjetivo azul-celeste, que também é invariável. Ex.:
cortinas azul-celeste. Pronomes são palavras que representam (substituem um
substantivo), ou o acompanham, limitando sua significa-
Praticando com Edvaldo ção.

Leia: (Imparh 2015)


Outros exemplos de pronomes:

Edvaldo, encontrei tua caneta no chão, mas não a apanhei


pois ela estava quebrada.

Tua  de Edvaldo
a, ela  caneta
05. O adjetivo “menor" expressa a ideia de:
 Pronomes substantivos e adjetivos
A) relatividade.
B) igualdade. Quando um pronome é empregado junto de um substanti-
C) superioridade. vo, ele é chamado de pronome adjetivo e quando um
D) inferioridade. pronome aparece isolado, sozinho na frase, ele é chama-
do de pronome substantivo.
06. Coloque a frase abaixo no plural, indicando a alternati-
va correta: Ex.: Alguém pode adivinhar nossas vontades?

“O guarda-noturno luso-brasileiro sempre desconfiou alguém  pronome substantivo (pois está sozinho)
do chefe-de-seção”. nossas  pronome adjetivo(pois está junto do substantivo
vontades)
A) Os guardas-noturnos lusos-brasileiros sempre descon-
fiaram dos chefes-de-seção. Encontrei tua caneta, mas não a apanhei.
B) Os guardas-noturnos luso-brasileiros sempre descon-
fiaram dos chefes-de-seções. tua  pronome adjetivo
C) Os guarda-noturnos luso-brasileiros sempre desconfia- a  pronome substantivo
ram dos chefes-de-seção.
D) Os guardas-noturnos luso-brasileiros sempre des- Coloque:
confiaram dos chefes-de-seção.
(1) pronome substantivo
(2) pronome adjetivo

a) Nestas aulas aprendemos o que ele ensina. ( )( )


b) Aquela camisa é linda. ( )
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c) Qualquer aluno poderia gostar do professor e de suas Nesse caso são chamados de pronomes reflexivos recí-
manias. ( ) ( ) procos.
d) Nosso desejo é que ele troque a camisa. ( ) ( )
Ex.:
CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES
Os jogadores se abraçavam após o gol.
Os pronomes classificam-se em: se (= um ao outro)  pronome reflexo recíproco.

• pessoais • possessivos • demonstrativos  Eu x mim: eu (pronome reto) só pode funcionar como


• indefinidos • interrogativos • relativos sujeito, enquanto mim (pronome oblíquo) só pode funcio-
nar como complemento, nunca como sujeito. Daí termos
A seguir um quadro com todas as formas do pronome frases como:
pessoal:
Ela trouxe o livro para eu ler. (correto)

sujeito
Pronomes Pessoais
Ela trouxe o livro para mim. (correto)
oblíquos
Num P. Retos Não pode ser sujeito
Átonos Tônicos Ela trouxe o livro para mim ler. (errado)
1ª eu me mim, comigo Não pode ser sujeito
Sing 2ª tu te ti, contigo
3ª ele o a lhe se ele si consigo  Entre todos os pronomes pessoais somente os prono-
mes eu e tu não podem ser pronomes oblíquos (reveja o
nos quadro). Esses dois pronomes só podem exercer a função
1ª nós Nós conosco
vos de sujeito da oração. Nas frases em que não for para
Plur. 2ª vós vós convosco
os as lhes exercer a função de sujeito, tais pronomes devem ser
3ª eles eles si consigo
se substituídos pelos seus pronomes oblíquos corresponden-
tes.
Emprego dos pronomes pessoais
Eu me, mim.
 Os pronomes oblíquos me, nos, te, vos, e se podem Tu  te, ti.
indicar que a ação praticada pelo sujeito reflete-se no
próprio sujeito. Nas frases em que isso ocorre, tais prono- Ex.: Eu e ela iremos ao jogo. (correto)
mes são chamados pronomes reflexivos.
sujeito
Ex.: Eu me machuquei.
Uma briga aconteceu entre mim e ti. (correto)
me (= a mim mesmo)  pronome reflexivo.
sujeito não-sujeito
 Os pronomes oblíquos se, si e consigo são sempre
reflexivos. Não houve nada entre eu e ela (errado)

Ex.: Não houve nada entre mim e ela. (correto)

Márcia só pensa em si. (= pensa nela mesma)  Pronomes de tratamento


O rapaz feriu-se (= feriu a ele próprio)
Ele trouxe consigo o livro. (= com ele mesmo) Os pronomes de tratamento são pronomes pessoais usa-
dos no tratamento cerimonioso e cortês entre pessoas. Os
Note, portanto, que frases como as exemplificadas a se- principais pronomes de tratamento são:
guir são gramaticalmente incorretas.
Pronome de Tratamento Usado para
Marcos, eu preciso falar consigo Vossa Alteza (V.A.) Príncipes, Duques
Vossa Majestade (V.M.) Reis
erro Vossa Santidade (V.S.) Papas
Eu gosto muito de si, minha amiga. Vossa Eminência (V.Emª.) Cardeais
Vossa Excelência (V. Exª) Autoridade em geral
erro

 Os pronomes oblíquos nos, vos e si, quando significam


um ao outro, indicam a reciprocidade (troca) da ação.

PÁG.28
OBSERVAÇÕES: D) à população.

 Existem, para os pronomes de tratamento, duas formas Leia estes versos:


distintas: vossa (Majestade, Excelência, etc.) e sua
(Majestade, Excelência etc.). Você deve usar a forma Modinha
vossa quando estiver falando com a própria pessoa e
usar a forma sua quando estiver falando a respeito da Tuas palavras antigas
pessoa. Deixei-as todas, deixei-as,
Junto com as minhas cantigas,
Ex.: Desenhadas nas areias. [...]
(Cecília Meireles)
Vossa Majestade é cruel. (falando com o rei)
Sua Majestade é cruel. (falando a respeito do rei) Em relação às palavras “tuas” e “minhas”, analise as
proposições abaixo.
Praticando com Edvaldo
I. “Tuas” refere-se ao substantivo “palavras”, indicando
01. (Cetrede 2018) Quanto ao uso dos pronomes, marque que elas pertencem à pessoa com quem se fala.
a opção INCORRETA. II. “Minha”’ refere-se ao substantivo “cantigas”, indicando
que elas pertencem à pessoa que fala.
A) Vi-lhe, mas não lhe paguei. III. “Tuas” e “minhas” são exemplos de pronomes de tra-
B) Não há nada entre mim e ti. tamento, empregados quando nos referimos a uma pes-
C) Eu a vi e beijei. soa de maneira respeitosa.
D) Não deram o doce a ti?
05. (Uece 2009) Marque a única opção CORRETA:
E) Elsa se machucou.

02. (Cetrede 2016) Na frase “Queria que me aconselhas- A) A afirmativa I é incorreta.


ses” o termo em destaque pode ser substituído por, o B) A afirmativa II é incorreta.
C) As afirmativas I e III são incorretas.
A) teu conselho. D) A afirmativa III é incorreta.
B) vosso conselho. E) As afirmativas I – II e III são incorretas
C) conselho deles.
06. (Uece 2006) O pronome de tratamento apropriado
D) conselho de vocês.
E) seu conselho. para o Ministro da Justiça é:

A) Vossa Eminência.
B) Vossa Magnificência.
C) Vossa Excelência.
D) Vossa Senhoria.

07. O pronome você é classificado como pronome de


tratamento, o qual se refere à:

A) segunda pessoa do plural.


B) terceira pessoa do singular.
C) primeira pessoa do singular.
D) segunda pessoa do singular.

Emprego dos pronomes demonstrativos

 No espaço: este(s), esta(s) e isto são usados para indi-


car que o ser está perto de quem fala.
03. (Uece 2016) A forma de tratamento direcionada aos
bandidos sugere Ex.: Este livro que está comigo é raro.

A) respeito. Esse(s), essa(s) e isso são usados para indicar que o ser
B) solidariedade. está perto de que ouve.
C) raiva.
D) desprezo. Ex.: Essa faca que está com você é voa.

04. (Uece 2016) O pronome possessivo “sua” refere-se Aquele(s), aquela(s) e aquilo são usados para indicar que
o ser está longe de quem fala e também está longe de
A) ao leitor. quem ouve.
B) aos bandidos.
C) à residência. Ex.: Aquela casa lá é muito antiga

PÁG.29
(...)
 Na frase, no texto: este(s) , esta(s) e isto são usados A elite mora com a elite, convive com a elite e janta com a
para indicar algo que vai ser falado (ou escrito) mais à elite, sem vista para o Brasil. Os tempos épicos do faroes-
frente. te acabaram há décadas, mas há os privilégios que foram
mantidos, ampliados e replicados pelos estados. De todas
Ex.: Ele me disse isto: caia fora! as heranças malditas que nos deixaram, essa é a pior de
todas. (...)
Esse(s), essa(s) e isso são usados para indicar algo que já
foi falado (ou escrito) anteriormente. 09. (Uece 2016) Assinale a opção em que há a correta
identificação do pronome destacado no exemplo e o seu
Ex.: Caia fora! Foi isso que ele me disse. referente.

Para fazer referência a dois elementos já citados na frase, A) “... e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida
usa-se este para indicar o último elemento e usar-se aque- pública.” — refere-se a “porque tenham qualquer relação
le para indicar o primeiro elemento. com a área”.
B) “... e isso é aceito como normal por todo mundo.” —
Ex.: Paulo e João são bons alunos, mas este é mais inteli- refere-se a “Um país vai para o brejo”.
gente que aquele. C) “...e os seus hospitais públicos são igualmente ruins...”
— refere-se a “escolas”.
este  João aquele  Paulo D) “De todas as heranças malditas que nos deixaram...
— refere-se à autora e aos brasileiros de maneira ge-
Praticando com Edvaldo ral.

Leia:
08. (Cetrede 2019) Analise e preencha, as lacunas da
assertiva a seguir, com os pronomes demonstrativos.
Texto – Saudade
Senhor Diretor
Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi
de que não tenho saudade de nada. (...) Nem da infância
Em resposta ao memorando nº. 27/5/2019 d_______ Dire-
querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem
toria, quero comunicar-lhe que _______ Chefia não é res-
mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o
ponsável por _______ irregularidades a que Vossa Senho-
prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença,
ria se refere.
mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será
isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que
Marque a opção que completa CORRETA e respectiva-
não, nem com eles. (...)
mente as lacunas.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude.
Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Texto adaptado.
A) esta / essa / aquelas
B) essa / essa / estas
10. (Uece 2016) Na frase: “Saudade será isso?”, o pro-
C) essa / esta / essas
nome destacado
D) esta / esta / estas
E) esta / essa / essas
A) amplia a informação sobre saudade.
B) resume reafirmando o que foi dito.
Leia:
C) anuncia algo que ainda vai ser dito.
D) indica ordenação de ideias no texto.
(...)
Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos
Leia o excerto abaixo:
em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer
relação com a área, mas porque secretarias e ministérios “Diversos estudos mostram isso há muito tempo. Por
têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da exemplo, uma análise feita por psicólogos alemães sobre
vida pública. a rotina de violonistas da Universidade das Artes em Ber-
lim, em 1993. Eles dividiram os alunos em dois grupos de
(...) acordo com sua habilidade: os de “elite” e os “medianos”.
Um país vai para o brejo quando representantes do povo Os dois grupos dedicavam em média 50 horas por sema-
deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se na ao estudo do violino. Só que os medianos praticavam
criam castas intocáveis no serviço público, quando esses aleatoriamente ao longo do dia, enquanto os de elite con-
brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a centravam seu trabalho em dois períodos fixos: de manhã
ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo. e à tarde. Quanto melhor o violonista, mais rígida era essa
divisão entre trabalho e lazer. E isso tinha um baita impac-
(...) to nas vidas dos músicos. Os melhores dormiam uma hora
Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os a mais por noite e dedicavam mais tempo à diversão. No
seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os fim das contas, os mais habilidosos eram também os mais
seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, relaxados.”
seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

PÁG.30
11. (CCV 2013) O pronome “isso” no comentário “E isso 3ª pessoa singular: seu, sua, seus, suas 3ª pessoa plural:
tinha um baita impacto nas vidas dos músicos.”, faz remis- seu, sua, seus, suas
são à:
Praticando com Edvaldo
A) prática de violino ao longo do dia.
B) fixação do trabalho em dois turnos. 14. (Impahr 2009) Marque a frase cuja palavra sublinhada
C) maior destinação de tempo ao lazer. tem a mesma classe gramatical do vocábulo destacado
D) rígida divisão entre trabalho e lazer. em “De modo que ninguém diz propriamente o que diz”.
E) noite de sono mais longa e relaxante.
A) “Dizer o que eu jamais soube ser dito.”
Leia o excerto abaixo: B) “O que é mesmo que ele estava dizendo?”
C) “Contradizer-se é ainda uma solução para o conflito.”
“Outras pesquisas indicam que a qualidade das horas de D) “O dizer de um precisa ser acionado para dizer do ou-
trabalho importa mais que a quantidade. Um estudo de tro.”
2005 publicado na revista Applied Cognitive Psychology
analisou dois grandes grupos de jogadores de xadrez:  Pronomes indefinidos
mestres e intermediários. E concluiu que a diferença entre
eles não era fruto de um dom ou do simples tempo de Pronomes indefinidos são pronomes que se referem à 3ª
prática, mas da dedicação ao “estudo sério” – a tarefa pessoa gramatical (pessoa de quem se fala), quando con-
árdua de rever jogadas de enxadristas melhores, tentando siderada de modo vago e indeterminado.
prever movimentos. Durante sua primeira década de ativi-
dade, os mestres investiram em média cerca de 5 vezes Ex.: Acredita em tudo que lhe dizem certas pessoas.
mais tempo a esse tipo de estudo sério do que os inter-
mediários. Ou seja: não bastava praticar muito xadrez, era QUADRO DOS PRONOMES INDEFINIDOS
preciso praticar direito.
Isso vale pra todo mundo. Se você é um estudante ou já VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
tem anos de carreira, e se o seu objetivo é construir uma algum(ns); alguma(s) alguém
vida extraordinária, então fuja da exaustão. Se você está nenhum(ns); nenhuma(s) ninguém
cronicamente estressado e trabalha até tarde, algo anda
todo(s); toda(s) tudo
mal.” outro(s); outra(s) outrem
muito(s); muita(s) nada
12. (CCV 2013) Ao afirmar “Isso vale pra todo mundo.”, o
pouco(s); pouca(s) cada
autor quis dizer que: certo( s); certa( s) algo
tanto(s); tanta(s)
A) todos deveriam praticar, honestamente, o jogo de xa- quanto(s); quanta(s)
drez. qualquer; quaisquer
B) o jogo de xadrez deveria ser levado mais a sério por
todos.
OBSERVAÇÃO:
C) jogar xadrez com seriedade é uma prática recomenda-
da a todos.
Um pronome indefinido pode ser representado por expres-
D) ter experiência em um jogo como o xadrez é importante
sões formadas por mais de uma palavra.
para todos.
E) o estudo sério feito pelos mestres do xadrez é
Tais expressões são denominadas locuções pronominais.
exemplo para todos.
As mais comuns são: qualquer um, todo aquele que, um
ou outro, cada um, seja quem for.
13. (Uece 2018) As palavras destacadas em “A cidade
obteve bons resultados e a UFC espera conseguir o
Ex.:
mesmo”, referem-se a
Seja qual for o resultado, não desistiremos.
A) “resultados”.
B) “bons resultados”. Praticando com Edvaldo
C) “cidade”.
D) “cidade obteve”. 15. (Cetrede 2019)São pronomes indefinidos invariáveis.

Pronomes Possessivos A) Todo – vário – qualquer.


B) Pouco – certo – tanto.
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do dis- C) Alguém – cada – quem.
curso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. D) Algo – qual – outrem.
Quando digo, por exemplo, meu livro, a palavra meu in- E) Que – todo – algo.
forma que o livro pertence à 1ª pessoa (eu).
Eis as formas dos pronomes possessivos: 16. (Cetrede 2019) Analise as assertivas a seguir.
1ª pessoa singular: meu, minha, meus, minhas 1ª pessoa
plural: nosso, nossa, nossos, nossas ...preparado justamente com essa polpa turbinada.
2ª pessoa singular: teu, tua, teus, tuas 2ª pessoa plural: ...vem acompanhado de outras delícias.
vosso, vossa, vossos, vossas
PÁG.31
Os pronomes destacados classificam-se, respectivamente, QUADRO DOS PRONOMES RELATIVOS
como
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
A) demonstrativo e indefinido.
B) indefinido e indefinido. masculino Feminino
C) possessivo e demonstrativo. o qual; os quais; A qual; as que
D) relativo e relativo. cujo; cujos; quais; cuja; quem
E) demonstrativo e demonstrativo. quanto; quan- cujas; quanta; onde
tos. quantas
17. (Cetrede 2015) Marque a opção que contém apenas
pronomes indefinidos. OBSERVAÇÃO

A) que / qual / muito / um.  Como relativos, o pronome que é substituível por o
B) este / aquele / o / isso. qual, a qual, os quais, as quais.
C) algum / outrem / alguém / cada.
D) que / qual / quanto / quem. Ex.:
E) minha / nossas / seu / vosso. Já li o livro que comprei. (=livro o qual comprei)

 Pronomes interrogativos  Há frases em que a palavra retomada, repetida pelo


pronome relativo, é o pronome demonstrativo o, a, os,
Pronomes interrogativos são aqueles empregados para as.
fazer uma pergunta direta ou indireta. Da mesma forma
que ocorre com os indefinidos, os interrogativos também Ex.: Ele sempre consegue o que deseja.
se referem, de modo vago, à 3ª. Pessoa gramatical.
(que) pron. relativo
Os pronomes interrogativos são os seguintes:
(o) pron. demonstrativo
que, quem, qual, quais, quanto(s) e quanta(s).
 O relativo quem só é usado em relação a pessoas e
Ex.: aparece sempre precedido de preposição.
Que horas são? (frase interrogativa direta)
Gostaria de saber que horas são. (inter. Ind.) Ex.:
Quantas crianças foram escolhidas? O professor de quem você gosta chegou.

 Pronomes relativos  O relativo cujo (e suas variações) é, normalmente,


empregado entre dois substantivos, estabelecendo en-
Vamos supor que alguém queira transmitir-nos duas in- tre eles uma relação de posse e equivale a do qual,
formações a respeito de um menino. Esse alguém poderia da qual, dos quais, das quais.
fala assim:
Ex.:
Eu conheço o menino. O menino caiu no rio. Compramos o terreno cuja frente está murada.
(cuja frente = frente do qual)
Mas essas duas informações poderiam também ser
transmitidas utilizando-se não duas frases separadas, mas Note que após o pronome cujo (e variações) não se usa
uma única frase formada por duas orações. Com isso, artigo. Por isso, deve-se dizer, por exemplo: Visitei a cida-
seria evitada a repetição do substantivo, do nome menino. de cujo prefeito morreu e não: Visitei a cidade cujo o pre-
A frase ficaria assim: feito morreu.

 O relativo onde equivale a em que.


Eu conheço o menino que caiu no rio.
Ex.: Conheci o lugar onde você nasceu.
1ª oração 2ª oração
 Quantos(s) e quanta(s) só são pronomes relativos se
Observe que a palavra que substitui, na segunda oração, estiverem precedido dos indefinidos tudo, tanto(s), tan-
a palavra menino, que já apareceu na primeira oração. ta(s), todo(s), toda(s).
Essa é a função dos pronomes relativos.
Ex.: Sempre obteve tudo quanto quis.
Podemos dizer, então, que:
indef. relativo
Pronomes relativos são os que se referem a um substanti-
vo anterior a eles, substituindo-o na oração seguinte. Outros exemplos de reunião de frases através de prono-
mes relativos:

Eu visitei a cidade. Você nasceu na Cida.

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Colocação Pronominal
onde

Eu visitei a cidade em que você nasceu.
na qual Os pronomes oblíquos átonos (o, a, os, as, lhe, lhes, me,
 te, se, nos, vos) podem ocupar três posições na oração
em relação ao verbo:
Observe que, nesse exemplo, antes dos relativos que e
qual houve a necessidade de se colocar a preposição em, Antes do verbo: próclise; dizemos que o pronome está
que é exigida pelo verbo nascer (quem nasce em algum proclítico.
lugar).
Nunca se fala nestas coisas aqui.
Você comprou o livro. Eu gosto do livro. Quero que todos me acompanhem.

de que No meio do verbo: mesóclise; dizemos que o pronome


Você comprou o livro  eu gosto. está mesoclítico.
do qual
Ajudar-te-ei amanhã sem falta.
Da mesma forma que no exemplo anterior, aqui houve a
Dir-lhe-ei depois o que desejo.
necessidade de se colocar a preposição de, exigida pelo
verbo gostar (quem gosta, gosta de alguma coisa).
Depois do verbo: ênclise; dizemos que o pronome está
enclítico.
Praticando com Edvaldo
Ouviu-se um alarido.
18. (Cetrede 2017) Analise as frases a seguir. Faltavam-me alguns relógios.

I. O livro ___ estou lendo é de Carlos Drummond de An- Uso da próclise


drade.
II. Aquele senhor, ____ mulher é advogada, é muito doen- A próclise é obrigatória:
te.
III. Os professores da minha escola, _____ são muito Quando há palavra de sentido negativo antes do verbo.
competentes, farão reunião amanhã.
Nada lhe posso dizer.
Marque a opção que preenche CORRETA e respectiva- Nunca a vi.
mente as lacunas. Ninguém me procurou.

A) o qual / cuja / que. Quando aparecem conjunção subordinativa e pronome


B) ao qual / que / cujos. relativo.
C) que / cuja / os quais.
D) que / cuja / cujos. Quero que me entendas.
E) o qual / a qual / que. Quando me convidaram, não titubeei.
Há casos que nos aborrecem.
19. (CCV 2017) Assinale a alternativa em que a forma Ainda que a encontre, não conversaremos.
grifada é classificada como pronome relativo.
Em orações iniciadas por palavras interrogativas.
A) “extraiu objetos estranhos, que poderiam ser im-
plantes alienígenas”. Quando nos enviarão as passagens?
B) “o que sugere que os fragmentos foram desenhados ou Quem te perdoou a dívida?
fabricados”.
C) “Ele explica que “essas coisas não poderiam ser encon- Em orações que exprimem desejo, e iniciadas por pala-
tradas...”. vras exclamativas.
D) “Teriam que ser processadas”.
E) “muitos acreditam que essa é a prova mais evidente”. Deus me acuda!
Bons olhos o vejam!
Quanto tempo se perde com leviandades!
Como me recordo daquele feriado!

Com a presença de pronomes relativos: que, o qual, cu-


jo...

O recibo que lhe deram não é verbo.


Este é o livro ao qual me referi

Quando se usar gerúndio com em.

Em se tratando de medicina, ele é especialista.

PÁG.33
Em se apresentando condições, faremos o que pedes. A) Disseram-me a verdade.
B) Não nos comunicaram o fato.
Uso da mesóclise C) Dir-se-ia que tal construção não é correta.
D) A moça se penteou.
Para usar mesóclise, é necessário que o verbo esteja no E) Contar-me-ão a verdade?
futuro do presente ou do pretérito do indicativo.
04. (Promunicípio 2016) Assinale a alternativa que com-
Os filhos a receberiam bem se você os respeitasse. pleta corretamente as lacunas da frase abaixo:
Os filhos recebê-la-iam bem se você os respeitasse.
“Quem___________estragado
Se houve, porém, partícula atrativa, como as palavras que___________de____________".
negativas não, nunca, jamais, ninguém, nada, a pró-
clise é obrigatória, apesar de o verbo está no futuro do (A) trouxe-o - encarregue-se - consertá-lo.
pretérito. (B) o trouxe - encarregue-se - consertá-lo.
(C) trouxe-o - se encarregue - consertá-lo.
Os filhos não a receberiam bem se ela os desrespei- (D) trouxe-o - se encarregue - o consertar.
tasse. (E) o trouxe - se encarregue - consertá-lo.
As mulheres nunca a respeitarão.
Ninguém te chamaria. 05. (Promunicípio 2016) Assinale a alternati-
va incorreta quanto à colocação do pronome:
Uso da ênclise
(A) Todos me disseram o mesmo.
A ênclise é obrigatória: (B) Preciso vê-lo, disse-me o rapaz.
(C) Recusei a ideia que apresentaram-me.
Quando o verbo inicia a frase. (D) Os soldados não lhe obedeceram às ordens.
(E) Sempre a quis como secretária.
Faltam-me os dados técnicos desejáveis.
06. (Uece 2009) No trecho: “Não lhes poderei dizer, ao
“Empurram-no, mas vosso criado não quer correr.” (Car- certo, os dias que durou esse crescimento.” observa-se a
los Drummond de Andrade) colocação pronominal adequada à norma culta. A única
opção em que o uso do pronome pessoal oblíquo obedece
Com o verbo no infinitivo impessoal. à gramática normativa é

“Para assustá-lo, os soldados atiram a esmo.” (Carlos (A) Nos uniu esse beijo breve, mas único.
Drummond de Andrade) (B) Jamais direi-lhe algo que a faça sofrer.
(C) Alguém informará-lhe o horário do encontro.
(D) O vi saindo de casa na calada da noite.
Praticando com Edvaldo
(E) Não pude dormir: debulhei-me em pensamentos
torturantes.
01. (Cetrede 2019) Marque a opção CORRETA quanto à
colocação pronominal. 07. (Uece 2007) Nas frases que se seguem, somente uma
delas pode ter o termo sublinhado substituído corretamen-
A) Me ajudem, por favor. te pelo pronome no local indicado entre parênteses. Assi-
B) O encontrarei depois do almoço. nale-a:
C) Te cuida, rapaz!
D) Lhe pagaram tudo que deviam? (A) Esta é a história absurda que contaram a meu chefe?
E) Eu lhe farei uma visita. (LHE – antes de contaram).
(B) Se tivesse começado mais tarde, ninguém teria
02. (Imparh 2018). Neste fragmento “Escurecem-se as concluído a prova. (A – antes de concluído).
pratas”, quanto à sintaxe de colocação, com base no co- (C) Por falta de oportunidade, não convidou os amigos
nhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da para o encontro. (LHES – antes de convidou).
língua, marque a asserção correta. (D) “Se tivéssemos comunicado à mãe com antecedência,
ela teria tomado providência”. (LHE – depois de comuni-
(A) Nesse contexto, existe correção no emprego da êncli- cado).
se e da próclise. (E) Enviarei a todos vocês, meu novo endereço. (LHES –
(B) Observa-se um erro de colocação do pronome, visto depois de enviarei).
que a próclise é obrigatória.
(C) Empregou-se a ênclise porque não se pode come- 08. (Uece 2008) A colocação pronominal está correta
çar frase com pronome oblíquo átono. em
(D) Deve-se empregar a ênclise, pois se trata de uma ora-
ção optativa, em que se expressa um desejo. (A) o povo de Acopiara não havia afastado-se da cidade
(B) entregaremos-lhes as propostas do curso de portu-
03. (Cetrede 2016) Marque a opção em que ocorre êncli- guês
se. (C) nada me haviam dito sobre a cidade de Acopiara
(D) nos lembramos das propostas do curso de português

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(E) ninguém machucou-se no jogo em Acopiara
Os Verbos
09. (Pró-Município 2012) Quanto à colocação pronominal,
marque o item em que a posição do pronome em relação
ao verbo está de acordo com a gramática normativa:

(A) Te acompanharei aonde fores, onde estarás, estarei


contigo;
(B) Convidarei-te para meu aniversário;
(C) Me sinto como os ratos abandonando o navio;
(D) Ninguém havia lembrado-me de fazer as reservas para
o jantar na inauguração do restaurante;
(E) Tudo se acaba com a morte, menos a saudade.

É a palavra variável que indica ação ou estado, apresen-


tando distinção da pessoa do discurso e respectivo núme-
ro.

As formas verbais podem ser finitas e infinitas. As primei-


ras se referem às três pessoas do discurso:

Falei jogamos andaste

As outras representam as formas verbais que funcionam


como substantivo, adjetivo ou advérbio.

→ Deixe o pensar na cabeça.


→ Rapaz envergonhado.
→ Não se vai a Roma brincando.

MODOS E TEMPOS

As diversas maneiras de um fato se realizar são indicadas


pelos modos. As precisões de época ou momento de o
fato se realizar são vistos nos tempos.

Modos

INDICATIVO - denota um ação real.


Ex.: Entregou-me dinheiro.

SUBJUNTIVO - denota um fato duvidoso.


Ex.: Se ela entregasse dinheiro...

IMPERATIVO - denota uma ordem, convite, pedido.


Ex. Entregue-me o dinheiro .

LOCUÇÃO VERBAL

É o conjunto de dois ou mais verbos com sujeito comum


encerrando uma só declaração. Apresenta o verbo princi-
pal em uma das formas nominais.

Infinitivo Uma estrela estava a bri-


lhar.(brilhava)
Gerúndio Estive chorando. (chorei)
Particípio O Sol já havia desaparecido. (desa-
parecera)

OBS.:
O verbo flexionado chama-se auxiliar, o das formas nomi-
nais, principal.

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Obs.: Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr,
Classificação dos Verbos ver e vir só possuem o particípio irregular aberto, cober-
to, dito, escrito, feito, posto, visto e vindo. Os particí-
Classificação dos verbos pios regulares gastado, ganhado e pagado estão caindo
ao desuso, sendo substituídos pelos irregulares gasto,
Os verbos classificam-se em: ganho e pago.

Verbos Regulares Verbo significativo

Verbos regulares são aqueles que não sofrem alterações É todo verbo que, fundamentalmente, exprime uma ação,
no radical. um fato ou um fenômeno.

Ex. cantar, vender, partir. O pescador dormia à sombra da árvore.

Verbos Irregulares v. sig.

Verbos irregulares são aqueles que sofrem pequenas alte- Poucas pessoas gostam desse lugar.
rações no radical.
v. sig.
Ex. fazer = faço, fazes; fiz, fizeste
Ontem choveu muito.
Verbos Anômalos
v. sig.
Verbos anômalos são aqueles que sofrem grandes altera-
ções no radical.  Tipos de verbos significativos

Ex. ser = sou, é, fui, era, serei. Dependendo de ter ou não sentido completo, os verbos
significativos são classificados em:
Verbos Defectivos
Verbo intransitivo: é aquele que, por si mesmo, tem sen-
Verbos defectivos são aqueles que não possuem conjuga- tido completo, isto é, não exige nenhum complemento.
ção completa.
Uma rosa nasceu
Ex. falir, reaver, precaver = não possuem as 1ª, 2ª e 3ª
pes. do presente do indicativo e o presente do subjuntivo v. intransitivo
inteiro).
Um dia de sol começava.
Verbos Abundantes
v. intransitivo
Verbos abundantes são aqueles que apresentam duas
formas de mesmo valor. Geralmente ocorrem no particípio,
que chamaremos de particípio regular, terminado em - Pouco a pouco, chegaram os vizinhos.
ado, -ido, usado na voz ativa, com o auxiliar ter ou haver,
e particípio irregular, com outra terminação diferente, v. intrans. sujeito
usado na voz passiva, com o auxiliar ser ou estar.
ATENÇÃO: Esse tipo de verbo pode vir seguido de de-
Exemplos de verbos abundantes terminadas expressões que traduzem algumas circunstân-
cias, mas elas não são obrigatoriamente exigi das pelo
verbo.

Aquele gato morreu. (de fome).

v. intransitivo

Verbo transitivo direto: é todo verbo que, por não ter


sentido completo, exige um complemento sem preposição.

O termo sem preposição que completa o verbo transitivo


direto chama-se objeto direto.

Nós alugamos um velho caminhão.

v. t. dir. obj. direto

Todos receberão o aviso.

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Observe que:
v. t. dir. obj. direto
 Há orações em que o verbo de ligação fica subenten-
Verbo transitivo indireto: é o verbo que exige um com- dido, oculto:
plemento obrigatoriamente iniciado pela preposição. Esse A garota voltou cansada.
complemento é chamado de objeto indireto.
 Você já deve ter visto, em algum momento de sua vida
A criança necessitava de cuidados. escolar, uma lista com os principais verbos de ligação
(ser, estar, ficar etc.). Não é aconselhável, no entanto,
v. t. ind. obj. ind que você decore os verbos de ligação, porque a clas-
sificação de certos verbos como verbo de ligação ou
Ninguém confia mais em você. verbo significativo depende do valor, do sentido que
esse verbo tem na frase em que ele aparece:
v. t. ind. obj. ind
A criança estava feliz
Verbo transitivo direto e indireto: é o verbo que exige,
ao mesmo tempo, dois objetos; um deles sem preposição suj. v. lig. predicativo
(objeto direto) e outro com preposição (objeto indireto).
estava é verbo de ligação porque feliz é predicativo do
Não diremos a verdade a você. sujeito

v. t. d. i. obj. dir. obj. ind A criança estava no sítio.

Ele já enviou a carta para o amigo. suj. v. lig. não é predicativo

v. t. d. i. obj. dir. obj. ind Estava não é verbo de ligação porque no sítio não é um
Observe como continua válido o uso da estrutura prática: predicativo, não é uma característica atribuída ao sujeito.

Quem diz diz alguma coisa a alguém. É importante frisar que um determinado, verbo pode
mudar de classificação, dependendo da frase em que
obj. dir. obj. ind ele aparece.

Vamos tomar como exemplo o verbo virar nas três frases


Quem envia envia alguma coisa a alguém. abaixo:

obj. dir. obj.ind O tempo virou. (virou = ficou diferente, alterou-se).

Verbo de ligação v. intransitivo

Como o próprio nome diz, verbo de ligação é todo verbo A onda virou a canoa. (virou = tombou)
que liga o sujeito a uma qualidade, um estado ou um mo-
do de ser desse sujeito. Essa característica atribuída ao v. t. dir. obj. dir.
sujeito através do verbo de ligação chama-se predicativo.
O verbo de ligação não traz em si nenhuma informação, O ladrão virou deputado.(virou=passou a ser, tornou-se)
nenhuma novidade ao respeito do sujeito. A informação a
respeito do sujeito é expressa pelo predicativo do sujei-
to. v. lig. predicativo

Observe as frases abaixo: Da análise das três frases acima, podemos concluir que:

O garoto ficou triste. A classificação de um verbo depende do sentido que


O garoto parecia triste. ele tem na frase em que ele aparece.
O garoto continuava triste.

sujeito v. lig. predicativo do sujeito

Observando as três frases podemos constatar que a mu-


dança de um verbo de ligação por outro verbo de ligação
praticamente não provoca mudança nenhuma no conteúdo
da frase. Se, por outro lado, trocarmos o predicativo triste
por doente, o sentido da frase muda completamente.

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Praticando com Edvaldo B) Os tempos compostos são formados com os verbos ter
e haver.
01. (Cetrede 2019) A forma verbal “ia” no imperfeito do C) Existem dois tipos de voz passiva: a analítica e a sinté-
subjuntivo, 2ª. pessoa do plural é tica.
D) Voz passiva e passividade não devem ser confundidas.
A) fostes E) As vozes verbais são: ativa, passiva e reflexiva.
B) fordes.
C) fôsseis. 05. (Imparh 2018). O termo destacado neste trecho “E de
D) irdes. vassoura em punho gasto tapetes persas” (l. 09) é um
E) fôreis. verbo:

Infância a) transitivo indireto.


b) transitivo direto.
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo. c) intransitivo.
Minha mãe ficava sentada cosendo. d) de ligação.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras 06. (Cetrede 2018) Marque a alternativa cuja flexão verbal
lia a história de Robinson Crusoé, está INCORRETA.
comprida história que não acaba mais.
A) Se eu a vir, te aviso.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu B) Requeri a minha pensão.
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu C) Tu crias que ela te amava?
chamava D) Tu não fizestes o trabalho.
para o café. E) Não pudeste resolver a questão!
Café preto que nem a preta velha
café gostoso 07. (Cetrede 2017)
café bom.
“Que tal se você mudasse de namorada... arranjasse uma
Minha mãe ficava sentada cosendo mais simpática...” Marque a opção que traz o CORRETO
olhando para mim: - tempo e modo dos verbos em destaque.
Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito. A) Pretérito perfeito do subjuntivo.
E dava um suspiro... que fundo! B) Futuro do pretérito do indicativo.
C) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Lá longe meu pai campeava D) Pretérito imperfeito do subjuntivo.
no mato sem fim da fazenda. E) Futuro do subjuntivo.

E eu não sabia que minha história 08. (Imparh 2015) No excerto “que escreveu à mão”, o
era mais bonita que a de Robinson Crusoé. verbo escrever apresenta que tipo de regência?
Alguma Poesia
Carlos Drummond de Andrade a) É transitivo indireto.
b) É um verbo intransitivo.
02. (Cetrede 2019) Há no texto c) É um verbo bitransitivo.
d) É um verbo transitivo direto.
A) mais verbos regulares.
B) nenhum verbo irregular. Papa pede que celulares não atrapalhem conversas
C) três verbos anômalos. em família
D) dois verbos defectivos.
E) três verbos auxiliares. O papa Francisco pediu nesta sexta-feira (23) que os
aparelhos tecnológicos, como celulares e tablets, não
03. (Cetrede 2019) Está INCORRETA a conjugação ver- atrapalhem as conversas em família que, para ele, são o
bal em berço da comunicação.
Em seu discurso anual pelo dia católico das comunica-
A) Certos motoristas só freiam em cima do obstáculo. ções, o pontífice afirmou que o uso dessas ferramentas
B) O juiz medeia as discussões. pode tanto ajudar como prejudicar a comunicação entre as
C) Os manifestantes incendiam os ônibus. famílias. Ao mesmo tempo, podem ajudar as pessoas a se
D) Nós receamos viajar de avião. evitarem.
E) Minha irmã nunca se maquia. “O grande desafio que enfrentamos hoje é reaprender a
falar uns com os outros, não simplesmente como gerar e
04. (Cetrede 2019) Está INCORRETA a afirmação sobre consumir informação”, disse.
verbo. “Eles atrapalham quando se tornam uma via de escape
para ouvir, se isolar, mas podem favorecer se ajudam a
A) Haver e ir são verbos regulares; reaver e precaver- conversar e a dividir. Que as famílias orientem o nosso
se, anômalos. relacionamento com as tecnologias ao invés de serem
guiadas por elas”, destacou.
PÁG.38
Para Francisco, o núcleo familiar é o primeiro local onde Vozes Verbais
as pessoas aprendem a comunicar e é preciso “voltar a
esse momento para deixar a comunicação entre as pes- Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito pra-
soas mais autêntica e humana”. tica, ou recebe, ou pratica e recebe a ação verbal.
“Em um mundo em que se gasta muito tempo em falar
mal, semear a discórdia, poluir as conversas com nosso Voz Ativa
ambiente humano, a família pode ser uma escola de co- Quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal
municação abençoada. E a bênção deve permanecer, ou participa ativamente de um fato.
inevitavelmente, acima do ódio e da violência”, ressaltou. Ex.
O tema do dia da comunicação deste ano coincide com • As meninas exigiram a presença da diretora.
o encerramento de dois anos de discussões sobre a famí- • A torcida aplaudiu os jogadores.
lia que terão seu ponto alto em outubro, no Sínodo da • O médico cometeu um erro terrível.
Família, com a participação de bispos e cardeais.
Dentre os assuntos que possivelmente serão debatidos, Voz Passiva
estão o divórcio, as uniões estáveis, as crianças transgê- Quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação verbal.
nero e a união homossexual.
(http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/01/1579399. Voz Passiva Sintética
Acesso em 25/01/15.) A voz passiva sintética é formada por verbo transitivo dire-
to, pronome se (partícula apassivadora) e sujeito paciente.
09. (Imparh 2015) Quanto ao emprego dos verbos, qual é Ex.
a afirmativa falsa?
Entregam-se encomendas.
a) O verbo atrapalhar, no trecho “não atrapalhem as con- Alugam-se casas.
versas em família” (l. 02), está no presente do subjuntivo Compram-se roupas usadas.
para exprimir um desejo, uma vontade.
b) Em “podem ajudar as pessoas a se evitarem” (l. 05), Voz Passiva Analítica
há incorreção porque o infinitivo destacado não pode
ser flexionado. A voz passiva analítica é formada por sujeito paciente,
c) A forma verbal “estão” (l. 20) poderia ser empregada verbo auxiliar ser ou estar, verbo principal indicador de
também no futuro do presente sem se alterar o sentido da ação no particípio - ambos formam locução verbal passiva
frase. - e agente da passiva.
d) A exemplo de “atrapalhem” (l. 02), o verbo orientar (l. Ex.
09, “orientem”) também está no presente do subjuntivo.
As encomendas foram entregues pelo próprio diretor.
10. (Imparh 2015) Quanto à sintaxe de regência, qual é a As casas foram alugadas pela imobiliária.
afirmação INCORRETA? As roupas foram compradas por uma elegante senhora.
a) No segundo parágrafo, há verbos transitivos diretos Voz Reflexiva
e indiretos.
b) No terceiro parágrafo, predominam os verbos transitivos Há dois tipos de voz reflexiva:
diretos.
c) No primeiro parágrafo, existem dois verbos transitivos Reflexiva
diretos e um verbo de ligação.
d) Na l. 12, “deixar” é transobjetivo, isto é, além do objeto Será chamada simplesmente de reflexiva, quando o sujei-
direto, ele requer um predicativo para o objeto. to praticar a ação sobre si mesmo.

Ex.

Edvaldo machucou-se.
Marilete cortou-se com a faca.

Reflexiva recíproca

Será chamada de reflexiva recíproca, quando houver dois


elementos como sujeito: um pratica a ação sobre o outro,
que pratica a ação sobre o primeiro.

Ex.:

• Edvaldo e Marilete amam-se.


• Os jovens agrediram-se durante a festa.
• Os ônibus chocaram-se violentamente.

PÁG.39
Passagem da ativa para a passiva e vice-versa 14. (Uece 2014) O equivalente analítico da forma passiva
em: “Os principais problemas concentram-se nas regiões
Para efetivar a transformação da ativa para a passiva e oeste e leste do município” é
vice-versa, procede-se da seguinte maneira:
A) estavam concentrados.
1 - O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passi- B) estejam concentrados.
va. C) estivessem concentrados.
2 - O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da D) estão concentrados.
voz passiva.
3 - Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e 15. (Uece 2006) Está na voz passiva o verbo da frase:
modo do verbo transitivo direto da ativa.
4 - Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no parti- A) Uma ação integrada iniciará uma nova fase no combate
cípio. à exploração sexual infanto-juvenil no Estado.
B) O convênio faz parte de uma ação integrada entre o
Voz ativa Governo Federal, os estados e o município.
C) O termo do acordo foi assinado pela prefeita de
A torcida aplaudiu os jogadores. Fortaleza, Luizianne Lins.
• Sujeito = a torcida. D) O município não possuía uma política pública eficaz na
• Verbo transitivo direto = aplaudiu. prevenção e no combate ao problema.
• Objeto direto = os jogadores.

Voz passiva

Os jogadores foram aplaudidos pela torcida.

• Sujeito = os jogadores.
• Locução verbal passiva = foram aplaudidos.
• Agente da passiva = pela torcida.

Praticando com Edvaldo

11. (Cetrede 2019) Leia a afirmativa a seguir.

O barulho do bonde cortava o silêncio da noite.

Marque a opção que indica como seria essa oração na voz


passiva. O silencia da noite

A) foi cortado pelo barulho do bonde.


B) será cortado pelo barulho do bonde.
C) fora cortado pelo barulho do bonde.
D) seria cortado pelo barulho do bonde.
E) era cortado pelo barulho do bonde.

12. (Cetrede 2017) Quanto às vozes verbais, marque a


opção CORRETA.

A) A mulher matou-se. Voz passiva analítica.


B) Tranquei todos no quarto. Voz ativa.
C) O carro foi freado bruscamente. Voz passiva sintética.
D) Sou barbeado diariamente. Voz reflexiva.
E) O material será posto no lugar. Voz passiva sintética.

13. (Cetrede 2016) O período “Fazem-se unhas” é sintati-


camente igual a

A) faz-se unhas.
B) precisa-se de empregados.
C) trabalha-se muito.
D) compram-se livros.
E) unhas são feitas.

PÁG.40
Emprego de tempos e modos verbais. Se ele não vem até aqui, não pago. (= Se ele não vier até
aqui)
Três são os modos: indicativo, subjuntivo e imperativo.
Normalmente, o indicativo exprime certeza e é o modo Pretérito imperfeito do indicativo
típico das orações coordenadas e principais; o subjuntivo
exprime incerteza, dúvida, possibilidade, algo hipotético e Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para:
é mais comum nas subordinadas; por fim, o imperativo
exprime ordem, solicitação, súplica. a) expressar algo em processo, em desenvolvimento:
Há construções que permitem tanto um modo como outro,
algo que dependerá do comprometimento do usuário e Edvaldo ensinava quando o coordenador o chamou.
suas intenções:
b) indicar continuidade ou fato habitual, constante, fre-
Só deixe entrar os que têm cartão de identificação. quente:
(indicativo: há certeza do fato, trabalha-se o fato de forma
convicta, direta) Edvaldo morava nas margens da praia Formosa.
Só deixe entrar os que tenham cartão de identificação.
(subjuntivo: projeta-se a possibilidade, trabalha-se o hipo- c) indicar ação planejada que não se realizou:
tético, não há certeza)
Pretendíamos comprar um jornal, mas a chuva atrapalhou.
TEMPOS
d) substituir o presente do indicativo (denota cortesia ou
Presente do indicativo polidez):

Emprega-se o presente do indicativo para: Queria só uma coisa. (= Quero só uma coisa)

a) expressar simultaneidade ao momento da fala: e) substituir o futuro do pretérito do indicativo (mais usado
informalmente):
Nesse momento, falo eu!
Estou muito bem. Se Edvaldo viesse, agora tudo estava certo. (= agora tu-
do estaria certo)
b) indicar ação habitual:
Pretérito perfeito do indicativo simples
A Terra gira em torno do sol.
Eles estudam para o concurso. Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo simples para:

c) mostrar algo permanente (como uma verdade absoluta): a) expressar algo já realizado, concluído, terminado:

provérbios: Deus ajuda quem cedo madruga. Em 1984, o Ferroviário jogou o principal campeonato bra-
definições: O homem é um ser racional. sileiro de futebol.

d) narrar com mais atualidade (cria-se uma proximidade Pretérito perfeito do indicativo composto
com o momento do fato, dando mais realismo e vivacida-
de; também é chamado de presente histórico): Formado com o auxiliar ter (no presente do indicativo)
mais o particípio do principal.
Com a publicação do edital, o aluno passa por um longo
período de estudo. Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo compos-
Em 2010, ocupação em favela gera várias manifestações. to para:

e) substituir o futuro do presente do indicativo: a) exprimir repetição:

Você volta aqui amanhã? (=Você voltará aqui amanhã?) As pessoas têm errado muito.

f) substituir o imperativo (atenuando a ordem): b) indicar algo que se desenvolve até o momento da fala:

Você faz a prova. (= faça a prova) Temos superado os obstáculos.

g) substituir o pretérito imperfeito do subjuntivo (mais usa- Pretérito mais-que-perfeito do indicativo simples
do informalmente):
Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito do indicati-
Se ele não vem até aqui, seria pior para todos. (= Se ele vo simples para:
não viesse)
a) expressar fato concluído que aconteceu antes de outro
h) substituir o futuro do subjuntivo (expressa certeza, con- fato (ambos ocorridos no passado):
vicção da ocorrência):
Edvaldo partira quando a vizinha enfim pediu.
PÁG.41
b) indicar a hipótese de algo já ter acontecido:
Assim que Edvaldo se retirara da sala, o aluno respondeu
a pergunta. Já terão chegado?

b) substituir o pretérito imperfeito do subjuntivo (mais co- Futuro do pretérito do indicativo simples
mum no uso literário):
Emprega-se o futuro do pretérito do indicati-
Edvaldo amou como se fora pela última vez. (= Amou co- vo simples para:
mo se fosse pela última vez)
Colhera os frutos de seus atos. (= Colheu os frutos de a) exprimir dúvida, incerteza:
seus atos)
Naquele dia, havia umas dez pessoas com ele.
c) formar certas frases exclamativas:
b) indicar correlação com o pretérito imperfeito do subjun-
Quem me dera! Tomara! tivo:

Pretérito mais-que-perfeito do indicativo composto Se ele fizesse isso, ficaria feliz.

Formado com os auxiliares ter ou haver (no pretérito im- c) fazer um pedido, indicar um desejo de uma forma poli-
perfeito do indicativo) mais o particípio do principal, em- da:
prega-se o pretérito mais-que-perfeito do indicati-
vo composto com valor equivalente à sua forma simples: Vocês fariam um favor para nós?

Antes de fazer a correção, ele tinha realizado ampla análi- d) indicar fato futuro que se relaciona a um momento no
se do problema. passado (muitas vezes expressa uma quebra de expecta-
(= Antes de fazer a correção, realizara ampla análise do tiva, algo frustrado, ainda não realizado):
problema)
Ele disse que viria e prometeu que me pagaria.
Futuro do presente do indicativo simples
e) expressar indignação ou surpresa em orações exclama-
Emprega-se o futuro do presente do indicati- tivas ou interrogativas:
vo simples para:
Você faria isso de novo?
a) expressar fato posterior ao momento em que se fala:
Futuro do pretérito do indicativo composto
No final do trabalho, acertaremos o pagamento.
Formado com os auxiliares ter ou haver (conjugados no
b) indicar correlação com o futuro do subjuntivo: futuro do pretérito do indicativo simples) mais
o particípio do principal, emprega-se o futuro do pretérito
Se ele fizer isso, ficarei feliz. do indicativo composto para:
Quando eles se exercitarem, viverão melhor.
a) indicar fato passado que aconteceria mediante condi-
c) exprimir dúvida, incerteza: ção:

Será possível o Brasil melhorar? Se você realmente estudasse a lição, teria alcançado a
aprovação.
d) formar certas expressões idiomáticas:
b) expressar dúvida em relação ao passado:
Mas será o Benedito?
Teria tido ele uma ideia melhor?
e) indicar ordem ou pedido (valor próximo ao imperativo):
c) exprimir hipótese, algo que deveria ter acontecido (cor-
Não matarás nem roubarás. relaciona-se com o pretérito mais-que-perfeito do subjunti-
vo):
Futuro do presente do indicativo composto
Se ele tivesse feito isso, teríamos ficado mais felizes.
Formado com os auxiliares ter ou haver (conjugados no
futuro do presente do indicativo simples) mais Presente do subjuntivo
o particípio do principal, emprega-se o futuro do presente
do indicativo composto para: Emprega-se o presente do subjuntivo para:

a) exprimir fato ocorrido antes de outro (ambos no futuro): a) expressar hipótese, algo relacionado ao desejo, à supo-
sição, à dúvida:
Eles já terão saído quando vocês chegarem.

PÁG.42
Peço que na hora você não esqueça as minhas recomen- Quando você trouxer o dinheiro, a dívida será esquecida.
dações. Só receberá a senha quem estiver no local.

b) criar orações optativas (aquelas que exprimem desejo): Futuro do subjuntivo composto

Deus lhe pague! Os céus te protejam! Formado com os auxiliares ter ou haver (no futuro do sub-
juntivo simples) mais o particípio do principal, usa-se
c) compor oração subordinada quando o verbo da oração o futuro do subjuntivo composto para:
principal estiver no:
a) expressar fato terminado antes de outro (ambos no
· presente do indicativo: Convém que ele faça um seguro. futuro):
· imperativo: Pague ao homem para que ele se cale.
· futuro do presente do indicativo: Virá para que eu Só partiremos depois que ela tiver chegado com os pre-
a conheça. sentes.
Sairemos daqui se eles tiverem trazido um mapa.
Pretérito imperfeito do subjuntivo
Imperativo
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para:
Emprega-se o imperativo (afirmativo e negativo) para:
a) compor oração subordinada quando o verbo da oração
principal estiver no: a) exprimir ordem, solicitação, convite, conselho:

· pretérito imperfeito do indicativo: Era nosso desejo que Saia daqui imediatamente!
eles pernoitassem aqui. Abra a janela, por favor.
· pretérito perfeito do indicativo: Pedi que Quando ele chegar, fique quieta, não abra a boca!
eles mandassem notícias.
· futuro do pretérito do indicativo: Gostaria que Infinitivo
ela viesse até nossa casa.
Emprega-se o infinitivo para:
Pretérito perfeito do subjuntivo
a) formar, com o verbo principal, inúmeras locuções ver-
Formado com os auxiliares ter ou haver (no presente do bais:
subjuntivo) mais o particípio do principal, usa-se o pretérito
perfeito do subjuntivo para: Devemos dormir aqui, pois somente amanhã podere-
mos chegar ao local.
a) exprimir fato anterior e supostamente concluído no mo-
mento da fala: b) substituir o imperativo (atenuando a ordem):

Creio que ela já tenha trazido o livro. Trazer todos os documentos no dia da apresentação.
Na data de inscrição, respeitar todos os prazos determina-
b) exprimir fato no futuro e já terminado em relação a outro dos.
também no futuro:
c) substituir o gerúndio (neste caso, o infinitivo virá com
Quando vocês chegarem, acredito que eles já tenham preposição a:
resolvido o problema.
Ele esteve a andar por aqui novamente.
Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo Todos estavam a mentir.

Formado com os auxiliares ter ou haver (conjugados no d) substituir o substantivo:


pretérito imperfeito do subjuntivo) mais o particípio do
principal, emprega-se o pretérito mais-que-perfeito do Viajar alegrará a todos.
subjuntivo para: É necessário obedecer a esta lei.

a) expressar fato anterior a outro, ambos no passado: Gerúndio

Pensei que você tivesse trazido tudo. Emprega-se o gerúndio para:

Futuro do subjuntivo simples a) formar, com o verbo principal, inúmeras locuções ver-
bais:
Emprega-se o futuro do subjuntivo simples para:
Todos vêm trabalhando com o mesmo objetivo.
a) expressar fato que talvez aconteça (relaciona-se ao
verbo da oração principal, que deve estar no presente ou b) encabeçar orações reduzidas:
no futuro do presente, ambos do indicativo):
Obedecendo ao regulamento, viveremos mais felizes.
PÁG.43
Ficando ele em silêncio, incriminou-se ainda mais. 18. (Fadesp 2017) Releia o trecho

c) formar orações reduzidas iniciadas por em: “Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a
Em se tratando de polêmicas, este é um tema fértil. um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix
Em se cantando, vive-se melhor. e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a
escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando
Particípio uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda
um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... vá-
Emprega-se o particípio para: rias tarefas ao mesmo tempo”.

a) ser o verbo principal no tempo composto (voz ativa), Quanto aos mecanismos de coesão, é correto afirmar que
com os verbos ter ou haver como auxiliares:
A) o tempo dos verbos marca uma enumeração.
Não tínhamos acertado o pagamento. B) o gerúndio assinala a simultaneidade de ações.
Ela havia viajado para vários lugares. C) conector “enquanto” expressa a ideia de conformidade.
D) o conector “e”, em suas duas ocorrências, tem valor
b) formar a voz passiva analítica, tendo o verbo ser como adversativo.
auxiliar (também estar e ficar em certas construções):

O encontro será realizado às 10 horas.


Os ingressos foram retirados ontem.

c) encabeçar orações reduzidas:

Analisadas as propostas, fizeram o acordo.


Constatado o erro, fez-se a correção imediatamente.

d) exercer a função de adjetivo:

O carro descontrolado foi de encontro ao muro reformado.

Praticando com Edvaldo 19. No último parágrafo do texto, o emprego das formas
verbais “exclamou” e “recuando” expressa ações
16. (DPE PR 2017) Leia a tirinha:
A) ocorridas em sequência.
B) simultâneas.
C) apenas iniciadas no passado.
D) habituais.
E) que se prolongam no tempo.

Leia:

“Temos solapado a fertilidade do solo e sua capacidade


de sustentar a vida: 65% da terra cultivada foram per-
didos e 15% estão em processo de desertificação."

20. No período em análise, a locução verbal “temos sola-


pado" indica
Em “UM PROGRAMA DE VIDA SUBMARI-
NA USANDO UM PÉ DE PATO?”, o termo destacado
A) a continuidade de uma ação até o presente.
expressa:
B) uma ação cuja duração se estende no passado.
C) uma ação tida como habitual no passado.
A) Um ato concluído no passado.
D) uma ação totalmente concluída no passado.
B) Uma ação numa perspectiva futura.
C) Uma ação imperfeita.
D) Um processo em andamento.
E) Um processo verbal hipotético.

17. “Ouvira Major Alberto dizer...” A forma ouvira pode


ser substituída pela equivalente:

A) teria ouvido;
B) ouvisse;
C) terá ouvido;
D) tinha ouvido.

PÁG.44
6. Apelar
Regência
Transitivo indireto (Exige as preposições para ou de)
REGÊNCIA VERBAL Ex.: Edvaldo Apelou para todos os santos.
Edvaldo apelou da sentença.
Observe os verbos abaixo que podem apresentar dúvi-
da quanto à regência. 7. Aspirar

1. Abdicar Inalar, sorver: V.T.D.


Desejar, almejar: V.T.I.
Intransitivo:
Ex.: Ex.:
Os parlamentares abdicaram em 15 de novembro. Aspirei o gás tóxico e passei muito mal.
Aspiramos a uma vaga na universidade.
Transitivo direto:
Ex.: 8. Assistir
Edvaldo abdicou o cargo.
Ajudar: V.T.D.
Transitivo indireto: Presenciar, ver: V.T.I.
Ex.: Caber: V.T.I.
Edvaldo abdicou dos seus direitos. Residir: V.I.

2. Agradar Ex.:
É dever do profissional de saúde assistir os pacientes.
Mimar, acariciar: VTD Assistimos a todo o espetáculo.
Contentar, ser agradável: VTI Votar é um direito que lhe assiste.
Edvaldo assiste no litoral.
Ex.:
Edvalda agradava seu gatinho. 9. Avisar
Edvaldo não agradou ao aluno.
Exige a preposição A ou DE: V.T.D.I.
3. Agradecer
Ex.:
Coisas: VTD Edvaldo avisou aos alunos o feriado.
Pessoas: VTI Edvaldo avisou os alunos do feriado.
Coisas e pessoas: VTDI
10. Chamar
Ex.:
Agradeci o dinheiro que recebi. Invocar, convocar: V.T.D.
Agradeça a ele, e não a mim. Tachar, apelidar: V.T.D. ou V.T.I. + predicativo do objeto
Agradeço a você o dinheiro que me emprestou. com ou sem preposição.

4. Ajudar Ex.:
Edvaldo chamou os alunos.
Socorrer, ajudar: VTD ou VTI Edvaldo chamou o aluno inteligente.
Com verbo no infinitivo: VTDI Edvaldo chamou o aluno de inteligente.
Edvaldo chamou ao aluno inteligente
Ex.: Edvaldo chamou ao aluno de inteligente.
Ajudei-a no trânsito.
Ajudei-lhe no trânsito. 11. Certificar, Cientificar, Comunicar
Ajudei a velhinha a atravessar a avenida.
Exigem a preposição A ou DE: V.T.D.I.
5. Amar
Ex.:
Transitivo direto: Certifiquei / Cientifiquei / Comuniquei aos alunos o vestibu-
lar.
Ex.: Os alunos amavam aquele professor. Certifiquei / Cientifiquei / Comuniquei os alunos do vestibu-
lar.
Intransitivo:
14. Compartilhar
Ex.: Amei muito nesses longos anos.
V.T.D.

Ex.: Sempre compartilhei sua alegria e sua dor.

PÁG.45
15. Chegar / Ir Esqueceu-me o fato.

V.I.: exigem a preposição a, em e de, quando se referem, sujeito


respectivamente, a lugar, tempo e meio.
24. Implicar
Ex.:
Cheguei em 2005 à capital de trem. Ter implicância: V.T.I.
Vou em 2010 à Argentina de avião.
Ex.:
17. Custar Aquela aluna implicava com o Edvaldo.

Acarretar: V.T.D. Acarretar: V.T.D.

Ex.: O estudo custa muito gasto aos pais. Ex.:


Passar no vestibular implica muita dedicação.
Ser difícil, custoso: V.T.I.
Envolver-se: V.T.I.
OBSERVAÇÃO:
Não aceita pessoa ou coisa como sujeito; tem como sujei- Ex.:
to uma oração. Edvaldo implicou-se em problemas.
Ex.:
Custou-me aprender inglês. Envolver: V.T.D.I.

18. Dar Ex.:


Implicaram Edvaldo em problemas.
Verbo transitivo direto e indireto.
25. Informar
Ex.: Deu o voto ao partido
V.T.D.I.: algo a alguém ou alguém de algo.
19. Desfrutar
Ex.:
V.T.D.: não rege preposição DE Informei aos alunos o resultado da prova.
Informei os alunos do resultado da prova.
Ex.:
O político desfrutava o dinheiro público. 26. Lembrar

20. Desobedecer / Obedecer V.T.D.: não é pronominal

V.T.I.: regem a preposição A Ex.:


Lembrei onde ela mora.
Ex.:
Desobedeceram à ordem que foi dada V.T.I.: é pronominal.
Obedeça sempre a seus pais.
Ex.:
22. Entregar Lembrei-me do endereço dela.

V.T.D.I. Pode ser V.T.D.I.

Ex.: Entregou o livro ao professor. Ex.:


Lembrei aos alunos o compromisso do fim de semana.
23. Esquecer
OBS.: Usado na terceira pessoa do singular ou do plural
V.T.D.: não é pronominal com o pronome a obliquo, é transitivo indireto.

Ex.: Esqueci o presente Ex.:


Lembrou-me a data
V.T.I.: é pronominal
Sujeito
Ex.: Esqueci-me do presente.
27. Morar / Residir / Situar-se
OBS.:
São verbos intransitivos, os quais são seguidos da prepo-
Usado na terceira pessoa do singular ou do plural com sição EM.
pronome oblíquo, é transitivo indireto.
Ex.: Ex.:

PÁG.46
Moro na Rua Gomes Parente. 35. Preferir
Resido na Avenida Castelo Branco.
O prédio situa-se na Avenida Leste Oeste, 860. Algo: V.T.D.
Uma coisa a outra: V.T.D.I.
30. Namorar
Ex.:
V.T.D. Prefiro lasanha.
Prefiro suco natural a refrigerante.
Ex.:
Edvaldo namora Marilete bastante tempo. 36. Querer
Marilete namora Edvaldo há um ano.
Estimar, querer bem: V.T.I.
OBS.: Desejar, almejar: V.T.D.
I. Para melhor identificação do sujeito, o objeto direto
pode vir preposicionado. Ex.:
Ex.: Quero muito a meus colegas
Aquela garota namora a um rapaz que não conhecemos. Quero muito essa vaga na polícia militar.

II. Pode vir acompanhado da preposição COM; nesse ca- 37. Responder
so, a expressão iniciada pela preposição representa
um adjunto adverbial de companhia. Dizer algo: V.T.D.
Dar resposta: V.T.I.
Ex.:
O rapaz namorava seu amor com os amigos. Ex.:
Responda a verdade.
31. Pisar Responda ao que lhe perguntei.

V.T.D. 38. Servir

Ex.: Não pise a grama. Atender: V.T.D.


Ser útil: V.T.I.
32. Pagar
Ex.:
Coisas: V.T.D. O garçom ainda não serviu a sobremesa.
Pessoas: V.T.I. Esse computador servirá muito ao meu escritório.
Coisas e pessoas: V.T.D.I.
39. Simpatizar / Antipatizar
Ex.:
Paguei o almoço. V.T.I.: não são pronominais
Paguei ao garçom.
Paguei o almoço ao garçom. Ex.:
Simpatizei muito com a turma.
33. Perdoar Antipatizaram com o colega.

Coisas: V.T.D.
Pessoas: V.T.I. 41. Usufruir
Coisas e pessoas: V.T.D.I.
VTD: não regem preposição DE
Ex.:
Perdoei seus erros Ex.:
Sempre perdoei a você Edvaldo usufruía excelente saúde.
Perdoei o débito ao devedor.
42. Visar
34. Proceder
Mirar: V.T.D.
Agir: V.I. Pôr o visto: V.T.D.
Origem, procedência: V.I. Almejar, desejar: V.T.I.
Dar andamento, dar início: V.T.I.
Ex.:
Ex.: O atirador visou o centro do alvo a distância.
Aquele político procedeu mal. Edvaldo visou a prova dos alunos.
Donde você procede? Visamos a um mundo melhor.
Procederam ao sorteio do bingo.

PÁG.47
REGÊNCIA NOMINAL habituado a
horror a
Como os verbos, alguns nomes (substantivo, adjetivo, hostil a
advérbio) podem apresentar mais de uma regência. idêntico a
imbuído em, de
Estava ansioso para... impossível de
Estava ansioso por... impróprio para
Estava ansioso de... imune a, de
incompatível com
Seque uma lista de substantivo e adjetivo com as res- inconsequente com
pectivas regências: indeciso em
Acessível a independente de, em
acostumado a, com indiferente a
adaptado a indigno de
afável a, com, para com inepto para
aflito com, por inerente a
agradável a inexorável a
alheio a, de leal a
alienado de lento em
alusão a liberal com
amante de medo a, de
ambicioso de misericordioso com,
analogia com, entre para com
análogo a natural de
ansioso de, para, por necessário a
apto a, para negligente em
atento a, em nocivo a
aversão a, para, por ojeriza a, por, contra
ávido de, por paralelo a
benéfico a parco em, de
capaz de, para passível de
certo de perito em
compatível com permissivo a
compreensível a perpendicular a
comum a, de pertinaz em
constante de, em possível de
constituído de, por, com possuído de
contemporâneo a, de posterior a
contíguo a preferível a
contrário a prejudicial a
cuidadoso com prestes a, para
curioso de, a propenso a, para
desatento a propício a
descontente com próximo a, de
desejoso de relacionado com
desfavorável a residente em
devoto a, de responsável por
diferente de rico de, em
difícil de seguro de, em
digno de semelhante a
entendido em sensível a
equivalente a sito em, entre
erudito em suspeito de, a
escasso de transversal a
essencial para útil a, para
estranho a versado em
fácil de vizinho a, de, com
falha de, em
falta de
Favorável a
fiel a
firme em
generoso com
grato a
hábil em

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Praticando com Edvaldo

Estátua Falsa

Só de oiro falso meus olhos se douram;


Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha alma desceu veladamente.

Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,


Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como ontem para mim, hoje é distância. 03. Na tirinha foi usado o verbo lembrar no 2º e no 4º
quadrinho. Em ambos, a regência do verbo está de acor-
Já não estremeço em face de segredo; do com a norma padrão. Marque o item em que aparece
Nada me aloira, nada me aterra desvio da norma padrão quanto à sintaxe de regência:
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo! A) Perdoei-lhe a atitude grosseira;
B) Preferia brincar à trabalhar;
C) O filme a que assisti foi maravilhoso;
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
D) Lembramo-nos do endereço;
Sereia louca que deixa o mar; E) Nunca desobedeça às normas gramaticais.
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar... 04. A regência verbal está conforme à gramática normati-
Mário de Sá Carneiro. va na alternativa:
01. (Cetrede 2019) Marque a alternativa que indica a clas- (A) Quero-lhe muito bem e vou assistir a seu casamen-
sificação CORRETA da regência verbal dos verbos a se- to.
guir retirados do texto. (B) Juliano desobedecia seus pais, mas obedecia ao pro-
fessor.
A) ... desceu : transitivo indireto. (C) João namora com Maria, mas prefere mais seus ami-
B) ... dimano: transitivo direto. gos de bar do que ela.
C) ... aloira: intransitivo. (D) Ele esqueceu do compromisso e não pagou ao médi-
D) ... perdeu: transitivo indireto. co.
E) ... perduram: bitransitivo.
05. Assinale a alternativa cujo verbo está empregado co-
02. (Cetrede 2018) Marque a opção que apresenta erro de mo transitivo direto.
regência verbal.
A) “revista que dedicou a ela a sua capa”.
A) Se olhares a terra prometida... B) “vivo esse momento histórico”.
B) Se chegares à terra prometida... C) “que, como eu, nasceram mulher”.
C) Se encontrares a terra prometida... D) “quero lhes falar no dia de hoje”.
D) Se fores a terra prometida... E) “Existe também uma visão diabólica”.
E) Se vires a terra prometida...
06. Aponte a alternativa em que a regência do verbo pagar
Leia a tirinha.
contraria a norma culta.

(A) Aliviando-se de um verdadeiro pesadelo, o filho paga-


va ao pai a promessa feita no início do ano.
(B) O empregado pagou-lhe as polias e tachas roídas pela
ferrugem para amaciar-lhe a raiva.
(C) Pagou-lhe a dívida, querendo oferecer-lhe uma espé-
cie de consolo.
(D) O alto preço dessa doença, paguei-o com as moedas
de meu hábil esforço.
(E) Paguei-o, com ouro, todo o prejuízo que sofrera
com a destruição da seca.

PÁG.49
Sempre ocorrerá crase com a expressão à moda de,
Crase
mesmo diante de palavra masculina.
A sala de visitas foi decorada com móveis à Luiz XV.
Crase é a fusão de duas vogais. O sinal (`) usado algu-
mas vezes sobre o a indica que houve crase, isto é, a
NÃO OCORRE CRASE:
contração de duas vogais idênticas: a + a=à.
A regência de certos verbos e de certos nomes é fun-
1. Diante de verbos.
damental para identificarmos a ocorrência de crase.
Estávamos prestes a sair de casa.
Fumar é prejudicial à saúde.
A mãe estava sempre pronta a perdoar os filhos.
prejudicial a + a saúde
2. Diante de substantivos masculinos.
“Pede à banda pra tocar um dobrado” (Ivan Lins)
Ela gosta de andar a pé.
pede a + a banda
3. Diante de artigos indefinidos.
OCORRE CRASE:
O caso me fez chegar a uma conclusão rápida.
1. Quando a preposição a se encontrar diante de:
4. Diante de pronome pessoal (reto, oblíquo e de trata-
mento), EXCETO senhora e senhorita.
 Artigo definido feminino: a ou as.
O guarda não se referia a ti.
Vamos à escola. O juiz cedeu o terreno a V.S.ª
preposição – a + a – artigo 5. Diante da palavra casa, terra e distância sem especi-
ficativos.
(A regência do verbo ir exige a preposição a: quem
vai, vai a algum lugar.)
Vou a casa. (= vou para casa, para a minha casa)
Cheguei a casa. (= cheguei em casa, em minha casa)
 A inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela,
aquilo. Fui à casa dela.
Fui às Casas Freitas.
Você se referia àquilo?
6. Em expressões formadas por palavras repetidas.
preposição – a + a – inicial
Gota a gota
Entreguei o carro àquela moça. Uma a uma
Frente a frente
preposição – a + a inicial
7. No A no singular antes de palavra no plural.
2. Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas
femininas em que aparece a ou as. Dediquei-me a questões nobres.
“Às vezes, uma dor me desespera,
Praticando com Edvaldo
Nessas sombras e dúvidas em que ando” (Olavo Bilac)

“Passei a vida à toa, à toa.” 01. (Cetrede 2019) Considerando o uso ou não da crase,
“De noite, amanheço; à tarde, anoiteço”. marque a opção CORRETA.

Eis algumas locuções: A) Os guardas ficaram a distância.


B) Esta revista é igual aquela que li.
 Adverbiais: à vista, à direita, às escondidas, às pres- C) Nunca fui à festa alguma.
sas, às vezes, à parte, às claras, à disposição de, à D) Nunca fui à Brasília, nem à Goiânia
toa E) Joana gosta de andar à cavalo.
 Prepositivas: à procura de, à beira de, à espera de, à
roda de 02. (Cetrede 2017) Marque a opção CORRETA quanto ao
uso da crase.
 Conjuntivas: à medida que, à proporção que

3. Nas expressões à moda de, à maneira de. A) Nunca fui à festa alguma.
B) Os guardas ficaram à distância.
C) Voltei à casa cedo.
Arroz à grega (= à maneira dos gregos)
D) Os marujos ainda não desceram à terra.
Eles estão vestidos à italiana. (= à moda dos italianos)
E) Os guardas chegaram à uma hora.

PÁG.50
03. (Cetrede 2014) Assinale, dentre as frases que se se-
guem, aquela em que está CORRETO o acento indicativo Sujeito e Predicado
da crase:
 FRASE
A) Não podemos assistir com indiferença à estas agres-
sões contra a natureza. Unidade mínima de comunicação. Enunciado de sentido
B) À população cabe agir imediatamente para evitar o completo, finalizado por: pausa forte, na fala, ponto final,
colapso no abastecimento de água. na escrita. Existem frases:
C) Daqui à alguns anos, a sociedade sofrerá consequên-
cias ainda mais drásticas de seu descaso para com o pla- De uma só palavra que pode ser ou não verbo
neta.
D) O avanço rumo à um consenso, para evitar a crise glo- - Com mais de uma palavra e sem verbo
bal, é obrigação de todos os governos. - Com mais de uma palavra e com verbo.
E) A preocupação com o planeta começou à partir da di-
vulgação das ideias de Lovelock.  ORAÇÃO

04. (Cetrede 2013) Falhou o emprego da crase em: O enunciado é organizado em torno de uma forma verbal.

A) Fez grandes elogios a nossa casa e à sua. Frase – pode conter uma ou mais orações.
B) Roberta chegará lá para às dez horas.
C) A prova será das treze às quinze horas.  PERÍODO
D) Fale-me da cidade à qual você se referiu.
E) Àquela hora já não havia mais ninguém na igreja. É a frase que se organiza em oração (simples) ou orações
(composto). Termina sempre com uma pausa bem defini-
05. (Pró-Município 2015) Marque a opção em que o sinal da (ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação,
indicativo de crase está usado de forma adequada: reticências e, em alguns casos, dois pontos).

A) Fui à Pernambuco nas férias; SUJEITO E PREDICADO


B) A humanidade caminha passo à passo para o fim;
C) Voltei à pé para casa; Vamos supor que você esteja conversando com uma ami-
D) Saiu às pressas e esqueceu a carteira de identida- ga e, no momento em que você está falando, aproxima-se
de; de vocês uma outra pessoa, um outro amigo. Esse amigo
E) Começou à contar vantagens sobre a festa. não teve tempo de ouvir o começo de sua frase. Vamos
supor que ele tenha ouvido apenas você falar o seguinte:
Observe a imagem abaixo
... invadiram a cidade.

Se esse amigo quisesse saber a respeito de quem você


está falando, como ele faria?

Ele poderia, por exemplo, fazer a seguinte pergunta:

Quem é que invadiu a cidade?

Com essa pergunta, ele estaria querendo saber a respeito


de quem você estava falando. Ele estaria querendo sa-
ber quem é o sujeito da frase que você enunciou.

Se, por exemplo, você respondesse assim à pergunta


dele: Milhares de abelhas invadiram a cidade, então ele
passaria saber que o sujeito da frase era milhares de abe-
lhas.
06. (Pró-Município 2013) O emprego INCORRETO da
crase justifica-se pelo fato Podemos dizer, então, que:

A) De não haver nenhum verbo exigindo a preposição; Sujeito é o ser a respeito do qual afirmamos ou nega-
B) De o verbo antecedente exigir outra preposição; mos alguma coisa.
C) De o verbo quilômetro ser intransitivo, por isso não
exige preposição; Em geral, uma oração é constituída pelo sujeito e por uma
D) De as palavras sest/senat não exigirem preposição; afirmação (ou negação)que se faz a respeito do sujeito: o
E) De a expressão um quilômetro ser masculina e, por predicado, que sempre apresenta um verbo em sua es-
isso, não admite crase.
trutura.

Oração = sujeito + predicado

PÁG.51
 Sujeito indeterminado
Em nosso exemplo temos:
Ocorre quando não queremos ou não podemos indicar o
Milhares de abelhas invadiram a cidade sujeito da oração.

Na prática, para encontrar o sujeito de uma oração, é Existem duas maneiras de se indeterminar o sujeito. São
aconselhável que você faça o seguinte: elas:

 Localize o verbo da oração;  Usando o verbo na 3ª pessoa do singular acompanha-


 Faça a pergunta: quem é que verbo? do pelo pronome SE :
(colocamos no retângulo o verbo da oração).
Come-se bem naquele restaurante.
A resposta à pergunta é o sujeito da oração. Em nosso Acreditava-se em assombrações?
exemplo:
OBSERVAÇÃO
Quem é que invadiu?
Nesses casos, o pronome SE é chamado de índice de
Milhares de abelhas -> sujeito indeterminação do sujeito.

Características do sujeito  Usando o verbo na 3º pessoa do plural:

 O verbo e o sujeito estão sempre em concordância: Atropelaram um cão na rua.

Os gatos vadios dominavam os becos. 3ª. plural

 Em grande número de orações, o sujeito pode ser tro-


cado por um dos seguintes pronomes: ele, ela, eles, Atualmente falam muito mal de você.
elas.
3ª. plural
Milhares de abelhas invadiram a cidade OBSERVAÇÃO

sujeito Eles falam mal de você.

Elas invadiram a cidade. Em frases como essa, embora a forma verbal esteja na 3ª
pessoa do plural (falam), o sujeito não é indeterminado,
Classificação do sujeito pois sabemos quem fala, isto é, podemos determinar o
sujeito: eles.
Tradicionalmente, o sujeito é classificado em:
 Oração sem sujeito (sujeito inexistente)
 Sujeito simples
Ocorre, principalmente, com os seguintes verbos:
É aquele constituído por apenas um núcleo, isto é, uma
única palavra importante: Haver
(no sentido de: existir, acontecer, tempo passado)
Os primeiros dias de paz começaram cedo.
Houve muita confusão. (haver = acontecer)
 Sujeito composto Não havia guardas lá. (haver = existir)
Há dois anos, chegamos aqui. (haver = tempo passado)
É aquele que apresenta dois ou mais núcleos:
ATENÇÃO
O velho e o garoto voltaram à igreja.
Quando o verbo haver tem sentido de existir, o sujeito
 Sujeito oculto classifica-se como inexistente, mas quando se usa o pró-
prio verbo existir, a oração tem sujeito normalmente.
É aquele que só se pode conhecer examinando a desi-
nência (terminação) do verbo da oração: Não havia pessoas na rua. (sujeito inexistente)

Chegaremos à cidade de manhã. não é o sujeito


(Chegaremos -> sujeito oculto: nós) Não existiam pessoas na rua. (sujeito simples)

Voltarás à casa de teus pais. É o sujeito


(voltarás -> sujeito oculto: tu)

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Observe como o verbo haver fica no singular, não con- orações. Quanto à classificação do sujeito de cada oração,
cordando com pessoas, enquanto que o verbo existir vai respectivamente, marque a opção CORRETA.
para o plural, concordando com o sujeito pessoas.
A) composto, simples e simples
Fazer e ser (com relação a tempo) B) simples, simples e simples
C) composto, oculto e simples
Faz seis anos / que ele sumiu. D) simples, indeterminado e oração sem sujeito
Já são duas horas da manhã. E) simples, indeterminado e simples

Verbos indicativos de fenômenos da natureza Leia:

Depois do almoço, 'choveu muito. “Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação”


No inverno amanhece mais tarde.
04. (Imparh 2018). O termo “compulsiva” exerce a função
OBSERVAÇÃO Os verbos formadores de orações sem sintática de:
sujeito são chamados verbos impessoais e, excluindo o
verbo ser, ficam sempre na 3ª pessoa do singular. (A) objeto direto.
(B) objeto indireto.
Praticando com Edvaldo (C) adjunto adnominal.
(D) predicativo do sujeito.
01. (Cetrede 2019). Marque a alternativa em que a oração
tem sujeito indeterminado. 05. (Cetrede 2018). Marque a opção cuja oração tem pre-
dicado verbo-nominal.
A) As boas obras valem mais que os belos discursos.
B) Hei de cumprir a minha promessa. A) Elisabete é linda!
C) Chove muito nessa época do ano. B) A casa de Jussara sofreu reforma geral.
D) Dizem que haverá novas apresentações. C) As crianças chegaram cansadas.
E) Faz meses que não vou à praia. D) Os chuchus parecem murchos.
E) A borboleta morreu.
Estátua Falsa
06. (Cetrede 2018).
Só de oiro falso meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente. “- Um doce, moça, compre um doce para mim.” Sobre o
A tristeza das coisas que não foram sujeito dessa oração, marque a opção correta.
Na minha alma desceu veladamente.
A) Está representado pelo substantivo moça.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia, B) Trata-se de um sujeito oculto.
Gomos de luz em treva se misturam. C) Classifica-se como indeterminado.
As sombras que eu dimano não perduram, D) É sujeito simples representado pelo pronome mim.
Como ontem para mim, hoje é distância. E) É uma oração sem sujeito.

Já não estremeço em face de segredo; TEXTO


Nada me aloira, nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra, Pode dizer-se que a presença do negro representou
E nem sequer um arrepio de medo! sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos latifún-
dios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, even-
Sou estrela ébria que perdeu os céus, tualmente, prestimosos colaboradores da indústria extrati-
Sereia louca que deixa o mar; va, na caça, na pesca, em determinados ofícios mecâni-
Sou templo prestes a ruir sem deus, cos e na criação do gado.
Estátua falsa ainda erguida no ar... Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acu-
Mário de Sá Carneiro. rado e metódico que exige a exploração dos canaviais.
Sua tendência espontânea era para as atividades menos
02. (Cetrede 2019). O sujeito de “desceu”, v. 4 é sedentárias e que pudessem exercer-se sem regularidade
forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos.
A) oiro . (Sérgio Buarque de Holanda,
B) esfinge. in Raízes)
C) tristeza.
D) alma. 07. (Cetrede 2015). Marque a opção CORRETA quanto à
E) poente. função sintática do termo “Os antigos moradores da ter-
ra...”, no primeiro parágrafo.
03. (Cetrede 2019). Leia
A) Sujeito composto.
Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso B) Sujeito simples cujo núcleo é moradores.
mastigar mais! A bala acabou! Esse trecho apresenta três C) Sujeito simples cujo núcleo é antigos.
D) Sujeito oracional.
PÁG.53
E) Sujeito indeterminado. Aposto e Vocativo

Complementos verbais Aposto

Complemento verbal diz respeito ao termo que completa o Primeiramente, vejamos o que é aposto. Observe a charge
sentido do verbo transitivo, e pode ser: objeto direto e a seguir:
objeto indireto.

Objeto direto

O objeto direto completa o sentido do verbo sem o uso de


preposição, ou seja, se liga diretamente ao verbo transitivo
sem o uso de preposição. Este tipo de complemento ver-
bal pode ter como núcleo substantivos, palavras com fun-
ção de substantivo e pronomes pessoais do caso oblíquo.

Vejamos alguns exemplos:

Veja que o termo “atlas” se refere ao termo anterior,


explicando-o. Esse termo é o aposto da frase.

Observe a frase:

Foram eles, os meninos, que jogaram a bola no seu


quintal ontem.

Temos um trecho (aposto) “os meninos” explicando um


termo anterior: Foram eles... Eles quem? Os meninos.
O termo “o discurso” complementa o verbo amenizar
Podemos concluir que o aposto é uma palavra ou
sem auxílio da preposição.
expressão que explica ou que se relaciona com um termo
Objeto indireto anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou
detalhar melhor esse termo.
O objeto indireto completa o sentido do verbo transitivo
Há alguns tipos de apostos:
com o uso de preposição, ou seja, a junção entre o verbo
e seu complemento é feita através de uma preposição.
• Explicativo: usado para explicar o termo anterior:
A necessidade da preposição é exigida pelo próprio verbo.
Gregório de Matos, autor do movimento barroco, é
Os pronomes pessoais oblíquos “lhe” e “lhes” são essen-
considerado o primeiro poeta brasileiro.
cialmente objetos indiretos quando ligados ao verbo.
• Especificador: individualiza, coloca à parte um
Vejamos alguns exemplos:
substantivo de sentido genérico: Cláudio Manuel da Costa
nasceu nas proximidades de Mariana, situada no estado
de Minas Gerais.

• Enumerador: sequência de termos usados


para desenvolver ou especificar um termo anterior: O
aluno dever ir à escola munido de todo material
escolar: borracha, lápis, caderno, cola, tesoura, apontador
e régua.

• Resumidor: resume termos anteriores: Funcionários da


limpeza, auxiliares, coordenadores, professores, todos
Lobo mau complementa o verbo esquecer com auxílio da devem comparecer à reunião.
preposição de.
Temos por definição de objeto o termo da oração que
sofre a ação do sujeito expressa pelo verbo e com-
plementa o sentido deste verbo transitivo.

PÁG.54
Vocativo
Concordância
Observe a charge:
CONCORDÂNCIA VERBAL

COM UM SUJEITO:

1. O verbo concorda, em número e pessoa, com o seu


sujeito, claro ou subentendido.

Edvaldo ficou lindo.

Tinha adquirido uma alma.

E uma nova poesia desceu do céu.

Subiu o mar, cantou na estrada...

2. Quando o sujeito é constituído por uma expressão


partitiva (PARTE DE / UMA PORÇÃO DE / O RESTO
O termo “papai” no segundo balão é vocativo, usado para DE / METADE DE / etc.) e um substantivo ou pronome
se dirigir a quem escuta. Podemos concluir que: plurais, o verbo fica no singular ou no plural.

Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo Parte dos alunos passou ou passaram.
falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio
nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou 3. SUJEITO = CERCA DE / MAIS DE /
apelido. MENOS DE / etc.

11. Assinale a opção em que a descrição da classificação


sintática do termo sublinhado em “És precária e veloz, NÚMERO PLURAL: VERBO NO PLURAL
Felicidade” está correta.
Restavam cerca de cem alunos
a) Termo oracional de natureza substantiva ou pronominal
que se refere a uma expressão de mesma natureza para ... Mais de um professor falou na sala...
melhor explicá-la ou para servir-lhe de equivalente.
b) Termo que pode desempenhar na oração papéis sintá- 4. SUJEITO = PRONOME QUE = VERBO CONCORDA
ticos próprios de nomes, pronomes e advérbios. COM O ANTECEDENTE DO PRONOME:
c) Termo que apresenta um chamado ou evidenciação
do ser a quem alguém se dirige. Fui eu que lhe pedi que não viesse.
d) Expressão que denota uma circunstância adverbial em
referência a um chamado.
VERBO NA
5. SUJEITO= PRONOME QUEM: TERCEIRA
12. Assinale a alternativa que indica corretamente a fun- PESSOA.
ção sintática do termo destacado.
Sou eu quem paga.
A) “‘Dilma se bate pelas mulheres’” – objeto direto.
B) “E são também femininas duas outras palavras” – pre- PRON.
dicativo. INTERROG. DE
C) “figuras que dão ao discurso a ideia do outro” – adjunto 6. SUJEITO= DEMONST. (ENTRE)
adnominal. INDEFINIDO NÓS,
D) “Possui, (...) um discurso afinado com a emancipação” PLURAL. VÓS.
– objeto indireto.
E) “Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se VERBO PLURAL OU CONCORDA COM O PRONOME
aos sites de jornais” – aposto. PESSOAL

Quantos, dentre nós, ainda estão vivos?

Quantos, dentre vós, não tereis ouvido o lindo Edval-


do?
VERBO NO
7. Sujeito = Plural aparente. SINGULAR
SE NÃO
HOUVER
ARTIGO

PÁG.55
Mas Campinas é que não o esquecerá. 5. SUJEITOS LIGADOS POR “COM” :

Os Estados Unidos perderam. a) VERBO NO PLURAL, englobando os sujeitos com um


todo;
COM MAIS DE UM SUJEITO: b) VERBO NO SINGULAR, reduzindo o 2º sujeito a um
adjunto adverbial.
1. O verbo que tem mais de um sujeito vai para o plural e,
quanto à pessoa, irá: Edvaldo com Edvalda representam a beleza.

a) Para a 1ª pessoa do plural (nós), se entre os sujeitos A viúva, com resto da família, mudara-se para casa de
figurar um da 1ª pessoa; Edvaldo.
b) Para a 2ª pessoa do plural (vós), se, não existindo
sujeito da 1ª pessoa, houver um da 2ª; O verbo Ser:
c) Para a 3ª pessoa do plural, se os sujeitos forem da 3ª
pessoa. Quando o verbo ser e o predicativo do sujeito forem nume-
ricamente diferentes (um no singular, outro no plural), o
Só eu e Edvaldo ficamos calados. verbo deverá ficar no plural.

Tu ou os teus filhos vereis a beleza de Edvaldo. Ex.


O ENEM são as esperanças dos estudantes.
Edvaldo e a vizinha chegaram às pressas. Tudo são flores, quando se é criança.

VERBO + SUJEITO COMPOSTO: Se o sujeito representar uma pessoa ou se for pronome


pessoal, o verbo concordará com ele.
PODE HAVER
CONCORDÂNCIA
COM O MAIS Ex.
PRÓXIMO Edvaldo é as alegrias da esposa dele.
A eterna Presidente é as esperanças do povo brasileiro.

Habita-me o espaço e a desolação Se o sujeito for uma quantidade no plural, e o predicativo


do sujeito, palavra ou expressão como muito, pouco, o
SUJEITO bastante, o suficiente, uma fortuna, uma miséria, o verbo
ficará no singular.
PODE
SUJEITO SINÔNIMOS: CONCORDAR Ex.
COM O MAIS Cem reais é muito, por essa camisa.
PRÓXIMO Duzentos gramas de carne é pouco.

Na indicação de horas ou distâncias, o verbo concordará


A conciliação e a harmonia entre uns e outros é possível. com o numeral.

A mesma coisa, o mesmo ato, a mesma palavra provoca- Ex.


va ora risadas, ora castigos. Era meio-dia, quando ele chegou.
São dez horas.
2. SUJEITO = INFINITIVOS  VERBO SINGULAR É 1h37min.

Olhar e ver era para mim um recurso de defesa. Na indicação de datas, o verbo poderá ficar no singular,
concordando com a palavra dia, ou no plural, concordando
3. SUJEITOS RESUMIDOS POR PRONOME INDEFINI- com a palavra dias.
DO => VERBO SINGULAR
Ex.
Letras, ciências, costumes, instituições, nada disso é raci- É 1º de outubro. = É dia 1º de outubro ou É o primeiro dia
onal. de outubro.
É 29 de dezembro = É dia 29 de dezembro.
4. SUJEITOS LIGADOS POR OU E POR NEM: São 29 de dezembro = São vinte e nove dias de dezem-
bro.
a) VERBO NO PLURAL, se o fato expresso pode ser
atribuído a todos os sujeitos;

b) VERBO NO SINGULAR, se o fato só pode ser atribuído


a um dos sujeitos

O mal ou o bem dali teriam de vir

Fui devagar, mas o pé ou o espelho traiu-me.


PÁG.56
CONCORDÂNCIA NOMINAL SÓ = “Sozinho’’: Variável
= “Somente’’, “apenas’’: Invariável.
Eis os principais casos de concordância nominal:
A SÓS é invariável.
MEIO  como advérbio (significando “um pouco”.) é inva-
riável. 28. Eu não vivo S_______.
29. Elas viveram S___e morreram imaculadas.
01. Edvaldo foi MEI________apressado 30. Elas estão S______olhando.
02. Edvalda foi MEI__________apressada. 31. Gostaria de ficar A S_________.
03. Os portões estavam MEI_______pintados.
04. As portas estavam MEI_______pintadas. QUITE: É VARIÁVEL

Obs: Nas frases de 01 a 04, MEIO é ________. 32. Estou QUIT_______com você.
33. Estamos QUIT______com você
05. Os fins não justificam os MEI_______.
06. São muitos os MEI_______de comunicação. LESO - Concorda com a palavra à qual vem ligada.

Obs: Nas frases 05 e 06, MEIO é _____________. 34. Foi um crime de LES_________Patriotismo.
35. Foi um Crime de LES__________Pátria.
07. Era meio-dia e MEI________. 36. Foram crimes de LES_________Pátrias.
08. Comprou MEI_______melancia.
OBRIGADO depende de quem agradece. É variável.
Obs: Nas frases 07 e 08, MEIO é _____________.
37. Muito OBRIGAD_______disse Edvaldo.
09. Esboçou um MEI_________sorriso. 38. Muito OBRIGAD_______disse Edvalda.
10. Não suporto MEI________palavras. 39. Muito OBRIGAD_____pareciam murmurar à chuva as
folhas das árvores.
Obs: Nas frases 09 e 10, MEIO é _____________.
TAL - concorda como sujeito.
Muito” Advérbio. QUAL - com a palavra seguinte.
BASTANTE
Muito(as)Valor adjetivo. 40. O filho é TA___QUA____a mãe.
41. Os filhos são TA____QUA____o pai.
11. Estamos BASTANT_______alegres. 42. Os filhos são TA____QUA____os pais
12. Ela comprou BASTANT_____camisas pretas. 43. O filho é TA___QUA____os pais.

ANEXO E INCLUSO  concordam como substantivo a MENOS – é (sempre) invariável.


que se referem.
44. Todos saíram, MEN______a professora.
EM ANEXO é invariável. 45. Esqueço tudo MEN_______as calúnias.
46. Mais amor e MEN_______guerras.
13. Remeto-lhes INCLUS______o recibo.
14. Remeto-lhes INCLUS______a nota fiscal. SALVO E EXCETO= ’’menos’’ - são invariáveis
15. Remeto-lhes INCLUS______os recibos.
16. Remeto-lhes INCLUS______ as notas fiscais. 47. Todos foram aprovados, SALV____ aqueles dois
17. Vai ANEX_____o recibo. alunos.
18. Vai ANEX_____a carta. 48. Tudo estava destituído, EXCET______ as duas casas
19. Vão ANEX_____os recibos. de praia que Edvaldo ganhou.
20. Vão ANEX________as cartas.
21. Em ANEX________envio todos os recibos, as cartas, ALERTA - é invariável.
as notas fiscais e os selos.
49. Os vestibulandos estavam em ALERT____.
MESMO E PRÓPRIO - Concordam com o substantivo ou 50. Sempre ALERT_________gritavam os escoteiros.
pronome a que se referem.
PSEUDO - é invariável.
22. EU MESM___________Sou professor.
23. ELA MESM___________é Orientadora. 51. Os PSEUD_____ intelectuais dominam a literatura
24. EU PRÓPRI____________Sou professor. 52. As PSEUD______beatas iam á capela
25. ELA PRÓPRI__________é a professora.
26. A vizinha e sua amiga esquecidas de si CARO E BARATO como adjetivo : variável
MESM______Caminhavam sem direção. CARO E BARATO como advérbio: invariável
27. Maria e a vizinha disseram “Nós PRÓ-
PRI_______Cantaremos agora’’ 53. Comprou um lenço CAR____
54. Comprou uma camisa CAR_____
55. Os lenços eram CAR______
PÁG.57
56. As camisas eram CAR_______
57. Comprou um carro BARAT______ A) Duas surras serão pouco para ele aprender.
58. Comprou uma joia BARAT_______ B) Dez anos são nada na eternidade.
59. Os livros custam CAR______ C) Fernando Pessoa são vários poetas.
60. Comprei muito BARAT____esses lotes. D) Amigos é o que não me falta.
E) Dez dólares são bem menos que dez libras esterlinas.
Praticando com Edvaldo
04. (Cetrede 2017) Assinale a alternativa INCORRETA
Infância quanto à concordância do verbo ser.

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo. A) Os alunos chegaram. A maioria são menores.
Minha mãe ficava sentada cosendo. B) No circo, o palhaço é as delícias da garotada.
Meu irmão pequeno dormia. C) Minha vida é essas duas crianças.
Eu sozinho menino entre mangueiras D) Lágrimas é coisa que não comove.
lia a história de Robinson Crusoé, E) Questões ecológicas serão o tema do encontro.
comprida história que não acaba mais.
05. (Uece 2018) Assinale a opção em que existe erro de
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu concordância verbal.
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava A) Cada um dos magistrados devem perceber a luta
para o café. dos brasileiros contra a corrupção.
Café preto que nem a preta velha B) 84% dos brasileiros defendem a continuidade da Lava
café gostoso Jato.
café bom. C) Apenas 12% do Brasil acha que deve terminar.
D) Parte dos ministros do STF sonham em “estancar a
Minha mãe ficava sentada cosendo sangria”.
olhando para mim: -
Psiu... Não acorde o menino. 06. (Uece 2017) Quanto à concordância verbal, seria indi-
Para o berço onde pousou um mosquito. ferente os autores optarem por singular ou plural no se-
E dava um suspiro... que fundo! guinte enunciado:

Lá longe meu pai campeava A) “A geração que amava os Beatles e os Rolling Stones
no mato sem fim da fazenda. (tem/têm) pesadelos diários ...”.
E eu não sabia que minha história B) “A geração que amava os Beatles e os Rolling Stones
era mais bonita que a de Robinson Crusoé. (...) Depois, (conheceu/conheceram) o videocassete, o
Alguma Poesia videogame e os computadores.”.
Carlos Drummond de Andrade C) “Em 1994, 50% dos jovens (considerava/consideravam)
‘in’ acessar a internet.”.
01. (Cetrede 2019) A concordância verbal e a nominal, D) “A maioria dos jovens de sua geração (sabe/sabem)
respectivamente, estão CORRETAS em usar aparelhos como computador...”.

A) Só se via as destruições após o rompimento da barra- 07. (Consulpam 2015) Assinale a alternativa que corres-
gem. / Recebi vários abaixos-assinados. ponde ao uso CORRETO da norma culta nas frases abai-
B) Qual de vós me arguireis de pecado? / Ontem houve xo:
dois comícios monstros.
C) Os brasileiros somos um povo pacífico. / É um cri- I. Segue ____ a programação do evento.
me de lesa-pátria. II. Os alunos fizeram uma escultura ____ relevo.
D) Muitos são os problemas que se há de resolver. /A III. Os astrólogos ____ o sucesso do empreendimento.
menina comprou duas blusas azul-claro.
E) Precisam-se de muitos recursos para uma educação de A) Anexo – embaixo – preveram.
qualidade. / Eles ligaram os altos-falantes. B) Anexa – em baixo – previram.
C) Anexo – em baixo – previram.
02. (Cetrede 2019) Assinale a opção em que a afirmativa D) Anexa – em baixo – preveram.
apresenta um erro de concordância nominal.
08. (Uece 2011) Com relação à concordância, à regência
A) Os filhos são tais quais os pais. e à colocação, assinale a opção que contém a única frase
B) Os torcedores eram bagunceiros e foram punidos gramaticalmente correta.
como tal.
C) O vaidoso, mesmo derrotado, é orgulhoso. A) Cada um dos brasileiros deve ter consciência de
D) Eles só fizeram isto. que não se deve desobedecer às leis.
E) Nós moramos junto há muito tempo. B) Os políticos não tornarão-se admirados, enquanto hou-
verem práticas maldosas devido o seu comportamento.
03. (Cetrede 2019) Marque a opção CORRETA quanto à C) O brasileiro se lembra dos corruptos, os quais nada faz,
concordância do verbo ser para melhorar a imagem pessoal.

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D) Os políticos se simpatizam com a população, a qual
entrega-lhes os votos de confiança. Período Composto

09. (Uece 2009) Marque (V) para as alternativas VERDA- Para formar um período composto, podem ser utilizadas
DEIRAS e (F) para as FALSAS, considerando a concor- duas diferentes maneiras de reunião das orações que
dância verbal. compõem o período composto: a coordenação e a su-
bordinação. É por isso que existem dois tipos de período
( ) Pode haver dúvidas nesta questão. composto:
( ) Vocês haviam chegado ao ponto certo.
( ) Fazia meses que não a encontrava.  Período composto por coordenação
( ) Podem haver dúvidas nesta questão.  Período composto por subordinação
( ) Faziam meses que não a encontrava.
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
Assinale a única opção que apresenta a sequência COR-
RETA de cima para baixo. Formado por orações coordenadas (independentes). Uma
oração coordenada fica justaposta à outra sem que exerça
A) F – F – F – V – V. uma função sintática.
B) F – V – F – V – F.
C) V – V – V – F – F. Exemplo:
D) V – F – V – F – V. Aline estudou e fez esplêndido s exames
   
E) F – F – V – V – F. Oração Coordenada Oração Coordenada
As coordenadas dividem-se em sindéticas (unidas por
10. (Uece 2009) Analise a expressão “vende-se carros conjunções coordenativas) e assindéticas (unidas tão só
novos e usados” e marque a opção CORRETA: pelo sentido). As sindéticas subdividem-se em: aditivas,
adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
A) Apresenta problema de concordância verbal. Deve- São as seguintes as principais conjunções coordenativas:
ria ocorrer a forma “vendem-se”, porque “se” é pro-
nome apassivador, e “carros”, sujeito paciente. • Aditivas: e, nem, mas também.
B) Não apresenta problemas de concordância verbal, por-
que “se” é índice de indeterminação do sujeito. Exemplo:
C) Não apresenta problemas de concordância verbal, por-
que “se” é partícula apassivadora, e “carros”, sujeito paci- Não é ambição nem interesse próprio de Edvaldo.
ente. Compreendeu melhor a aula e agradeceu.
D) Apresenta problema de concordância verbal. Deveria
ocorrer a forma “vendem-se”, porque “se” é pronome refle- • Adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, no
xivo com função sintática de objeto indireto e “carros” é entanto, todavia, etc.
objeto indireto.
E) Apresenta um problema de concordância verbal, que Exemplo:
poderia ser resolvido se tirássemos as palavras “novos” e
“usados”. Viveu para os amigos, mas acabou sozinho.

• Alternativas: ou ... ou; ora ... ora; quer ... quer; seja ...
seja; etc.

Exemplo:

Na sua obsessão, trabalhava ou morreria na pobreza.

• Explicativas: pois, que, porque, porquanto.

Exemplo:

Estude, que não há alternativa.

• Conclusivas: logo, pois, portanto, por conseguinte, por


isso, assim, em vista disso, então, etc.

Exemplo:

Nada fizeste da vida, por conseguinte vegetaste.

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PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO Praticando com Edvaldo

No período composto por subordinação sempre aparecem 01. (Cetrede 2016) Indique a opção CORRETA quanto à
dois tipos de oração: oração principal e oração subordina- classificação da oração destacada.
da.
A) Este mundo é redondo, mas está ficando muito cha-
O período: to. Coordenada sindética explicativa.
B) Vem, que eu te quero sorrindo. Coordenada sindética
Todos esperam sua volta conclusiva.
C) Não só provocaram graves problemas, mas aban-
É um período simples, pois apresenta uma única oração. donaram os projetos antes de terminar. Coordenada
Nele podemos identificar: sindética aditiva.
D) A situação é delicada, devemos, pois, agir cuidadosa-
Todos esperam sua volta. mente. Coordenada sindética explicativa.
suj. v.t.dir obj. dir E) Ela se mudou, pois seu apartamento está va-
zio. Coordenada sindética conclusiva.
Se transformarmos o período simples acima em um perío-
do composto, teremos: TEXTO
Todos esperam que você volte. Dos rituais
1ª oração 2ª oração No primeiro contato com os selvagens, que medo nos dá
de infringir os rituais, de violar um tabu!
Nesse período, a 1ª oração apresenta o sujeito todos e É todo um meticuloso cerimonial, cuja infração eles não
o verbo transitivo direto esperam, mas não apresenta o nos perdoam.
objeto direto de esperam. Por isso, a 2ª oração é que tem Eu estava falando nos selvagens? Mas com os civilizados
de funcionar como objeto direto do verbo da 1ª oração. é o mesmo. Ou pior até.
Quando você estiver metido entre grã-finos, é preciso ter
Verificamos, então, que: muito, muito cuidado: eles são tão primitivos!
Mário Quintana
 A 1ª oração não exerce, no período acima, ne-
nhuma função sintática. Por esse motivo ela é 02. (Cetrede 2016) Quantos períodos há no TEXTO?
chamada de oração principal.
 A 2ª oração depende da 1ª, serve de termo (obje- A) Cinco
to direto) da 1ª e completa-lhe o sentido. Por esse B) Três.
motivo, a 2ª oração é chamada oração subordi- C) Quatro.
nada. D) Seis.
E) Sete.
Resumindo:
03. (Cetrede 2015) Marque a opção INCORRETA quanto
Oração principal: é um tipo de oração que no período à classificação das orações coordenadas sindéticas.
não exerce nenhuma função sintática e tem associada a si
uma oração subordinada. A) A situação econômica é delicada; devemos, pois,
agir cuidadosamente. (Explicativa)
Oração subordinada: é toda oração que se associa a B) Diga agora ou cale-se para sempre. (Alternativa)
uma oração principal e exerce uma função sintática (sujei- C) O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em
to, objeto direto, adjunto adverbial etc.) em relação à ora- profunda penúria. (Adversativa)
ção principal. D) Aquela substância é altamente tóxica, logo deve ser
manuseada cautelosamente. (Conclusiva)
As orações subordinadas classificam-se, de acordo com E) Não discutimos as várias propostas, nem analisamos
seu valor ou função, em: quaisquer soluções. (Aditiva)

 Orações subordinada substantivas 04. Apresenta oração coordenada sindética adversativa o


 Orações subordinada adjetivas item:
 Orações subordinada adverbiais.
a) “A justiça que corrige ou castiga, deve ser inspirada
pela Bondade, [...] (Malba Tahan)
b) “A Igreja diz-nos que supõe que sou homem; logo, não
sou pó.” (Vieira)
c) “Fazia tudo para ser agradável, pois não deixava uma
pergunta sem resposta.” (Bechara)
d) “De outras ovelhas cuidarei, que não de vós...”
(Garrett)

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Orações subordinadas substantivas 3º exemplo

Oração subordinada substantiva subjetiva  Período simples: Ficou combinado o meu regresso.

Função: sujeito – isso significa que na oração principal Estrutura: verbo na voz passiva + sujeito
não haverá sujeito, já que a oração subordinada inteira é  Período composto: Ficou combinado que eu regressa-
que funcionará como sujeito da oração principal. ria.
1º exemplo
Estrutura:
 Período simples: É necessário o seu voto.
Verbo na Voz Passiva - O. S. Subjetiva.
v. lig. predicat. suj.
Oração principal
Estrutura: verbo de ligação + predicativo + sujeito
É importante notar que o verbo da oração principal sempre
 Período composto: É necessário que você vote.
fica na 3ª pessoa do singular. Além disso, dentro da ora-
ção principal não aparece sujeito, porque quem funciona
or. subord. subs. subj.
como sujeito dela é exatamente a oração subordinada
substantiva subjetiva.
Estrutura:
Oração subordinada substantiva objetiva direta
Verbo de Ligação + Predicativo - O. S. Subjetiva
Função: objeto direto - isso significa que a oração vai
Oração principal funcionar como objeto direto de um verbo transitivo direto
que estará na oração principal
Observe como a estrutura dos dois períodos é semelhan-
te.  Período simples: O rapaz conseguiu os aplausos.

2º exemplo Estrutura: sujeito + v. t. direto + objeto direto

 Período simples: Não convém a sua tristeza.  Período composto: O rapaz conseguiu que o aplaudis-
sem.
v. unip. suj.
Estrutura:
Estrutura: verbo unipessoal + sujeito
Suj. + Verbo T. Direto - O. S. Objetiva Direta.
 Período composto: Não convém que você fique triste.
Oração principal
Estrutura:
Oração subordinada substantiva objetiva indireta
Verbo Unipessoal - O. S. Subjetiva.
Função: objeto indireto
Oração principal  Período simples: Nós precisamos de sua ajuda.

OBSERVAÇÃO Dá-se o nome de verbo unipessoal a Estrutura: sujeito + v. t. ind.+ obj. ind.
determinados verbos que:
 Período composto: Nós Precisamos de que você nos
 Aparecem sempre na 3ª pessoa do singular; ajude.
 Fazem parte de uma oração principal que tem como
subordinada uma substantiva subjetiva. Estrutura:

Os principais verbos unipessoais são os seguintes: convir, Suj. + Verbo T. Indireto - O. S. Obj. Indireta.
constar, parecer, importar, acontecer, suceder.
Oração principal
Assim, toda vez que, na oração principal, aparecer um
verbo unipessoal, a oração subordinada será substantiva
subjetiva. Observe, pelo exemplo, que tanto o objeto indireto como a
oração subordinada substantiva objetiva indireta iniciam-
Parece que o tempo melhorou. se por uma preposição e completam um verbo transitivo
indireto da oração principal.
v. unipess. or. subord. subs. subj.
or. princ.

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Oração subordinada substantiva predicativa
 Período composto: As árvores que dão frutas são raras
Função: predicativo – funciona como predicativo da ora- lá.
ção principal.
 Período simples: O importante é sua vitória. É por esses dois motivos que a oração que dão frutas
chama-se oração subordinada adjetiva.
suj. v. lig. predicativo
A oração adjetiva sempre se refere a um nome da oração
Estrutura: sujeito + verbo de ligação + predicativo principal e sempre começa por um pronome relativo.
 Período composto: O importante é que você vença.
Estrutura: Conheço um jovem que estuda muito

Quanto ao sentido, as orações subordinadas adjetivas


Sujeito + Verbo de Ligação – O. S. Predicativa.
classificam-se em:
Oração principal
Orações adjetivas restritivas

Oração subordinada substantiva completiva nominal Têm por função restringir, limitar, tornar mais exata a signi-
ficação do nome a que se referem. São, por esse motivo,
Função: complemento nominal - isso quer dizer que a indispensáveis ao sentido da frase.
oração subordinada inteira funcionará como complemento
nominal de um nome incompleto que estará presente na Na escrita, as subordinadas adjetivas restritivas não ficam
oração principal. isoladas por vírgulas.

 Período simples: Ela teve necessidade de ajuda. Para exemplificar, vamos retomar o período:

Estrutura: suj. + verbo+ nome incompl. + compl. nom. As árvores que dão frutas são raras lá.

 Período composto: Ela teve necessidade de que a aju- Observe que a oração destacada restringe, limita as árvo-
dassem. res que são raras lá. Não é toda e qualquer árvore que é
rara lá, mas somente as que dão frutas. Considerando o
Estrutura: conjunto de todas as árvores, as que dão frutas constitu-
em um subconjunto, uma parte das árvores. Ou seja, a
oração que dão frutas funciona como restritiva, como limi-
Nome Incompleto - O. S. Compl. Nominal tadora, e é por isso que ela se chama oração subordinada
adjetiva restritiva.
Oração principal
Observe que tanto o complemento nominal como a oração O soldado que vi na rua está naquele bar.
subordinada substantiva nominal iniciam-se por uma pre-
posição. Onde está o livro que comprei ontem?

Oração subordinada substantiva apositiva Orações adjetivas explicativas

Função: aposto Acrescentam ao nome uma qualidade acessória, esclare-


cem melhor sua significação, dão uma informação adicio-
Período simples: Ele quer uma coisa: sua renúncia. nal de um ser que já se acha suficientemente definido.

Período composto: Ele quer uma coisa: que você renun- Na escrita, as adjetivas explicativas são isoladas por
cie. vírgula.

Orações subordinadas adjetivas Deus, que é nosso pai, nos salvará.


O homem, que é mortal, julga-se eterno.
Oração subordinada adjetiva é aquela que tem valor e
função de adjetivo. ATENÇÃO É importante observar que a presença ou au-
sência das vírgulas nas orações adjetivas é fundamental
Vamos comparar o período simples com o período com- para se definir o sentido que se quer dar ao texto. Observe
posto abaixo: os dois períodos abaixo, que são bastante semelhantes
em sua estrutura, mas totalmente diferentes quanto ao
 Período simples: As árvores frutíferas são raras lá. sentido:
Substantivo adjetivo
Os alunos que foram aprovados serão recebidos com fes-
Adjetivo (qualifica o substantivo) ta.
Frutíferas é:
Adj. adnominal (detalhador do nome) Os alunos, que foram aprovados, serão recebidos com
festa.
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Devemos proceder conforme estabelece o regula-
Antes de continuar a leitura, tente explicar a diferença de mento.
sentido entre eles.
F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de con-
Observe, agora, que o primeiro período indica que uma sequência.
parte dos alunos foi aprovada e a outra parte não. O perí- Conjunções: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.
odo indica também que somente os que foram aprovados
é que serão recebidos com festa. A oração grifada é, por- Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.
tanto, subordinada adjetiva restritiva. Tem contado tantas mentiras, que ninguém acredita
nele.
O segundo período, por sua vez, indica que todos os alu-
nos foram aprovados e que todos serão recebidos com G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.
festa. A oração grifada, então, não restringe determinado Conjunções: quando, sempre que, assim que, desde que,
tipo de aluno, apenas explica que todos foram aprovados; logo que, mal.
A oração grifada é, portanto, subordinada adjetiva explica-
tiva. Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Edvaldo.
Quando voltares, visita-me.
Orações Subordinadas Adverbiais
H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.
São nove as orações subordinadas adverbiais, que são Conjunções: a fim de que, para que, porque.
iniciadas por uma conjunção subordinativa:
Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ou-
A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa. çam.
Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez Estudarei esse assunto, a fim de que possa compre-
que, como, que. endê-lo.

Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de pro-
tremendo temporal. porção.
“Estou triste, porque não tenho Edvaldo perto de Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais.
mim”.
À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.
B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de À proporção que estudava, compreendia melhor o assun-
comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido to.
Conjunções: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto,
como. Praticando com Edvaldo

Ex. Edvaldo era mais esforçado que o irmão(era). 01. (Cetrede 2019) Qual das orações subordinadas a
seguir é adverbial final?
C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de con-
cessão. A) Orai, porque não entreis em tentação.
Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstan- B) Fomos a pé, porque ficamos sem gasolina.
te, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, C) Vamos dormir porque é tarde.
ainda que, em que pese. D) Aquele é o cão por que fui mordido.
E) Mesmo que chova, iremos à praia.
Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a
prova de Edvaldo. 02. (Cetrede 2019) Marque a opção em que a oração
Embora tenhamos pouco tempo, concluiremos o tra- destacada está corretamente classificada.
balho.
A) Espero que você aprenda português. Subordinada
D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de con- substantiva subjetiva.
dição. B) Diz-se que Homero era cego. Subordinada substantiva
Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto objetiva direta
que. C) Estou tão exausto que mal posso ter-me em pé. Subor-
dinada adverbial causal.
Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce. D) Felipe julga que vale muito porque é rico. Coordenada
Se a chuva parar, iremos ao colégio. sindética explicativa.
E) A notícia de que o presidente renunciou não é ver-
E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de dadeira. Subordinada substantiva completiva nominal.
conformidade.
Conjunções: como, conforme, segundo. 03. (Cetrede 2018) Analise as afirmativas a seguir e mar-
que a opção CORRETA quanto à classificação das ora-
Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações ções destacadas.
dadas pela Prefeitura.

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A) Aconselho-a a que aprenda português. (Substantiva
completiva nominal) Pontuação
B) O jornal que você trouxe é velho. (Subordinada adjetiva
explicativa) Aula de Religião
C) Se Joana gosta de você, por que não a procura?
(Subordinada adverbial causal) Magricela como a Olívia Palito, mulher de Popeye, pa-
D) Trabalha e estarás salvo. (Subordinada adverbial con- recia um galho seco dentro do vestido escuro. Era antipá-
secutiva) tica e ranzinza. Usava óculos de lentes grossas: não en-
E) Juçara fuma e não traga. (Coordenada sindética aditi- xergava direito, vivia confundindo um aluno com outro.
va) A aula de religião não contava ponto nem influía na
nossa média, mas a diretora nos obrigava a frequentar.
04. (Cetrede 2017) Marque a opção em que há oração Um dia apareceu uma barata na sala de aula. Desco-
substantiva objetiva indireta. brimos estão que Dona Risoleta tinha um verdadeiro hor-
ror de baratas: soltou um grito, apontou a bichinha com o
A) Diz-se que Homero era cego. dedo trêmulo e subiu na cadeira, pedindo que matásse-
B) Não sei se a alma existe. mos. Era uma barata grande, daquelas cascudas.
C) Avisei-o de que o eclipse acontecerá amanhã. A classe inteira se mobilizou para matá-la. Foi aquele
D) Tenho certeza de que você fará uma boa prova. alvoroço.
E) Minha vontade é que você aprenda mais. (SABINO, Fernando. Menino no espelho. Rio de Janei-
ro, Record, 1990, p. 113.)
05. (Imparh 2014) O trecho destacado em “No episódio
histórico, o cachorro investiu contra o paquiderme durante O texto escrito difere, evidentemente, do texto oral.
um ataque na decisiva Batalha de Gaugamela, que deu a Quando falamos, contamos com recursos diversos para
Alexandre o título de imperador persa.” é classificado dar conta da mensagem: fazemos gestos, mudamos a
como oração: expressão facial; podemos contar com o tom da voz, com
o ritmo, fazemos pausas maiores ou menores para expli-
A) subordinada adjetiva explicativa. car alguma coisa; falamos mais rapidamente ou mais de-
B) subordinada adverbial causal. moradamente etc. Para tentar reproduzir todos esses re-
C) coordenada conclusiva. cursos de que dispomos quando falamos, usam-se os
D) coordenada explicativa. sinais de pontuação.

06. (Imparh 2014) O trecho destacado em “No episódio Repare nesse exemplo extraído do texto:
histórico, o cachorro investiu contra o paquiderme durante
um ataque na decisiva Batalha de Gaugamela, que deu a “Magricela como a Olívia Palito, mulher de Popeye,
Alexandre o título de imperador persa.” é classificado parecia um galho seco dentro do vestido escuro.”
como oração: A expressão em negrito é uma explicação, por isso está
entre vírgulas – é necessário fazer uma pausa maior
A) subordinada adjetiva explicativa. quando explicamos.
B) subordinada adverbial causal.
Examine este outro exemplo:
C) coordenada conclusiva.
D) coordenada explicativa. “Usava óculos de lentes grossas: não enxergava direito,
vivia confundindo um aluno com outro”.
07. (CCV-Unilab 2011) A oração subordinada está corre-
Um outro modo de explicar, sem uso de conectivo (pois,
tamente analisada em: porque), é usar dois-pontos.
A) “poderia correr o risco de ser mal interpretada – A pontuação na língua escrita, portanto, serve para re-
completiva nominal.
constituir aproximadamente os movimentos rítmicos e
B) “desejo de falar para toda a humanidade” – objetiva
melódicos da língua falada.
indireta.
C) “São metonímias, em que se ajusta um sentido ao A vírgula
outro, substitui-se um sentido pelo outro, mas mantém-se
a coerência do discurso. – adverbial conformativa. Pausa de pequena duração, a vírgula separa elementos
D) “Existe também uma visão diabólica da alegoria, que
da mesma função sintática (não ligados por conectivos):
luta contra a mesmice do simbólico. – adverbial conse-
cutiva. “Eu, você, nós dois, girando na vitrola sem parar.” (João
E) “um discurso afinado com a emancipação feminina, Gilberto)
mas não faz um governo de gênero, como clama o sena-
dor goiano” – adjetiva restritiva.
“Falavam entusiasmados de mulheres, de aventuras, de
barcos, de praias douradas”. (Rubem Braga)
“Estou farto do lirismo bem comportado, do lirismo funcio-
nário público...”. (Manuel bandeira)

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Na ordem natural, direta, não se separam os termos da
oração com vírgulas. Vale dizer: não se usam vírgulas Ele é teu pai. Respeita-lhe, pois, à vontade.
entre sujeito e verbo e entre verbo e complementos.
Orações intercaladas são sempre usadas entre vírgulas:
Utilizamos vírgulas quando rompemos à ordem direta. Isto
é: A verdade é filha do tempo, dizia Brecht, e não da autori-
dade.
Quando utilizamos o aposto ou qualquer elemento de valor
explicativo: Orações subordinadas adjetivas explicativas sempre apa-
recem entre vírgulas:
‘Maria das dores, “aquela moça alegre, tinha, pois um
nome errado.” (Fernando Sabino) Edvaldo, que era feio e fraco, tornou-se alto, belo e forte.

“A mocinha do caixa, tão loirinha, tão branquinha, tão ma- O ponto


grinha, era, entretanto, uma fera.” (Fernando Sabino).
Pausa máxima, o ponto encerra o período.
Quando usamos o vocativo:
“Terceiro dia de aula”. A professora é um amor. Na
“Oh, Madalena, o meu peito percebeu que o mar é uma sala, estampas coloridas mostram animais de todos os
gota.” (Ivan Lins) feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com
um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles
Quando antecipamos o adjunto adverbial: têm direito à vida, como nós, e além disso, são muito
úteis. Cachorro faz muita falta, Mas não é só ele não. A
Sábado passado, estudei para a prova. galinha. o peixe, a vaca... Todos ajudam.” (Rubem Braga)

Quando usamos termos pleonásticos ou repetidos: No texto acima, o ponto foi um eficiente recurso estilístico
de descrição. Ajudou a compor frases curtas, misturadas a
A ordem é insistir, insistir, insistir, até conseguir. outras, mais longas, em que se usou vírgulas.
Quando omitimos uma palavra ou um grupo de palavras:
Repare na força que as orações pausadas, curtas, todas
“No bonde, apenas duas pessoas.” (Machado de Assis) pontuadas, exercem nos seguintes textos;

Repare nesses usos estilísticos da vírgula: “Dezembro. Solão em brasa. O verde mais verde. As ruas
repletas de pessoas que passam minimamente vestidas.
“O dia amanheceu, as lojas abriram, tudo voltou ao nor- Muita alegria. Muita cor.” (Paulo Mendes Campos)
mal.” (J.J.Veiga)
“Agora estava escuro. Debruçado à janela, eu fumava sem
“Foi um encontro rápido, mero, casual.” (Clarice Lispector) ver a rua. Via seu Ivo Pimentel, a datilógrafa desapareci-
da. Bonitinha, com uns olhos de gato que acariciavam a
“Desci do ônibus, encontrei a menina de lá, passei-lhe a gente. E amável, sem fumaças. Quando eu tirava o cha-
encomenda da tia, virei às costas, fui embora.” (Fernando péu, respondia com um sorrisinho modesto. Coitadinha.”
Sabino). (Graciliano Ramos).

“Rala a mandioca, e debulha o milho, e planta a verdura.” O ponto-e-vírgula


(G.Almeida)
O ponto-e-vírgula marca uma pausa intermediária entre o
Nos quatro exemplos, a vírgula foi utilizada para separar ponto e a vírgula.
atos rápidos, quase automáticos. Foram usadas orações
coordenadas ou uma seqüência de termos semelhantes. Geralmente, separa orações coordenadas quando uma
delas já tiver vírgulas, ou quando tiverem sentido oposto:
Atente para os seguintes usos especiais da vírgula:
“Fazia um silêncio sepulcral na casa; todos, pensava eu,
Mas emprega-se sempre no começo da oração; porém, tinham saído ou morrido.” (Clarice Lispector).
todavia, contudo, entretanto e, no entanto podem vir ou
no início da oração ou após um de seus termos. No pri- “As mulheres choravam de medo; os homens zombavam
meiro caso, a vírgula apareçe antes da conjunção; no se- de tudo.” (J.C. Carvalho).
gundo, a conjunção vem isolada por vírgulas.
Os dois-pontos
Vá aonde quiser, mas avise antes.
Vá aonde quiser, porém avise antes. Os dois-pontos introduzem citações, enumerações ou um
Vá aonde quiser; avise, porém, antes. esclarecimento.

Pois, empregado como conjunção conclusiva, vem sem- A velhinha simpática conclamou a todos:
pre posposto a um termo da oração a que pertence e, - Venham tomar chá!
portanto, isolado por vírgulas:
PÁG.65
“Aristides costumava fechar questões em três pontos:  Principalmente, indicar com que pessoa do discurso
honra, dinheiro e mulheres.” (J.C. Carvalho) está a fala.

“Não gostava que mexessem nas gavetas: ficava posses- - Bom dia, nhá benta.
so”. - Bom dia, meu filho.
- Vai precisar de mim, sinhá?
“Só quero uma coisa: Paz.” (J.C.carvalho). - Preciso sempre, toda hora.” (Monteiro Lobato)

As reticências  Isolar palavras ou frases – usa-se travessão duplo.

As reticências têm a função de indicar que a frase foi “A sua vista não ia além
suspensa ou seccionada. Podem também indicar que Dos quatro muros que a enclausuravam
houve dúvida, hesitação ou surpresa. E ninguém via – ninguém, ninguém –
Os meigos olhos que suspiravam.”
“A verdade não me faz sentido... É por isso que eu a (Manuel Bandeira)
temia e a temo... Sinto que uma primeira liberdade está
pouco a pouco me tomando...” (Clarice Lispector).  Isolar a parte final de um enunciado.

“A Genilda? Bom... não sei... acho que ela nem che- “Um mundo todo vivo tem grande força - a força de um
gou ainda...”. (Rubem Braga). inferno.” (Clarice Lispector).

“Sou de Angra... - tentei me apresentar, mas ninguém Praticando com Edvaldo


prestou atenção. Eu ia dizendo outra vez: ‘Sou de An... ’,
Mas então fui atropelado pela cozinheira imensa que ia
01. (Cetrede 2019) Em qual das opções a seguir, a vírgula
entrando.” (Fernando Sabino).
foi usada para separar palavras de mesma função sintáti-
ca?
As aspas
A) O tempo não é, meu amigo, aquilo que você pensa.
A função das aspas é, principalmente, isolar do contexto
B) Minha casa tem quatro dormitórios, dois banheiros,
frases ou palavras alheias, no início e no fim de uma cita-
três salas e bom quintal.
ção, ou então evidenciar determinados termos (gírias,
C) Elas gritavam. Eu, porém, nem me incomodava.
arcaísmos, estrangeirismos etc.).
D) “Nascemos nas lágrimas, vivemos no sofrimento, mor-
remos na dor.”
“Andorinha lá fora está dizendo:
E) Não chore, que será pior.
- Passei o dia á toa, à toa! “ (Manuel Bandeira).
02. (Uece 2018) Na frase “Ainda assim, o país se preocu-
Costumava-se dizer, nos anos 70, que era “uma brasa,
pa agora com um novo perigo: as distrações pelo uso de
mora” uma pessoa muito especial, muito esperta.
celular”, o emprego dos dois pontos, após a palavra “peri-
go”, se justifica por
“Meu Flamboyant na primavera/ Que bonito que ele era!”
(Roberto Carlos).
A) indicar o início de uma enumeração.
B) antecipar uma citação.
Os parênteses
C) separar orações.
D) introduzir um esclarecimento.
Os parênteses são usados para intercalar, num texto,
qualquer indicação acessória (uma explicação, uma cir-
03. (Cetrede 2017) Marque a opção INCORRETA. A vir-
cunstância incidental, uma nota emocional).
gula é usada para separar
“Quando vi Teresa de novo
A) palavras ou orações de mesma função sintática.
Achei que os olhos eram mais velhos que o resto do corpo
B) o sujeito do predicado.
(os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o
C) o nome da localidade nas datas.
resto do corpo nascesse)”
D) orações coordenadas assindéticas.
(Manuel Bandeira)
E) os vocativos.
“Saía para a rua com medo. (Que rua larga!) Não encon-
04. (Imparh 2015) Alguns trechos do texto foram reescri-
trava ninguém.” (Clarice Bandeira)
tos e a pontuação, alterada. Tome por base as regras de
pontuação e assinale a alternativa em que se encontra
“Deus (ou foi talvez o diabo?) deu-me este amor madu-
INADEQUAÇÃO.
ro...” (Carlos Drummond de Andrade).
a) Entre os assuntos que, possivelmente, serão debatidos,
O Travessão
estão o divórcio, as uniões estáveis, as crianças transgê-
nero e a união homossexual.
O travessão serve para:
b) O papa Francisco pediu, nesta sexta-feira (23), que os
aparelhos tecnológicos, como celulares e tablets, não

PÁG.66
atrapalhem as conversas em família que, para ele, são o Compreensão e Interpretação de Textos
berço da comunicação.
c) Para Francisco, o núcleo familiar, é o primeiro local Assim como para estudar música é indispensável a au-
onde as pessoas aprendem a comunicar, e é preciso dição de peças musicais, para o estudo da compreensão e
voltar a esse momento, para deixar a comunicação, interpretação não há outro caminho, senão a leitura de
entre as pessoas, mais autêntica e humana. obras inteiras ou fragmentos delas e de vários textos.
d) Eles atrapalham, quando se tornam uma via de escape Compreender ou interpretar um texto é ir dando conta,
para ouvir, se isolar, mas podem favorecer, se ajudam a ao mesmo tempo, daquilo que um autor diz e de como o
conversar e a dividir. Que as famílias orientem o nosso diz.
relacionamento com as tecnologias, ao invés de serem Para que possamos compreender um texto é necessá-
guiadas por elas. rio, antes de tudo, entendê-lo. Para compreender um tex-
to, temos que:
05. (Cetrede 2014) “Na visão de Lovelock, até 2020, se-
cas e outros extremos climáticos serão lugar-comum.”. a) fazer uma leitura atenta dele;
Na frase acima transcrita, o uso da primeira vírgula, após b) tentar conhecer o significado de todas as palavras e
o nome “Lovelock”, se justifica para: expressões nele contidas;
c) fixar com precisão o que o texto diz;
A) Isolar uma oração explicativa. d) justificar o modo pelo qual o diz;
B) Indicar a elipse do verbo. e) determinar o tema (que é a essência do que nos é
C) Separar o vocativo. transmitido).
D) Separar o adjunto adverbial deslocado.
E) Separar a oração coordenada. Observando esses passos, poderemos, então, compreen-
der bem um texto.
06. (Uece 2014) No enunciado: “Por um lado o estádio Somente leituras frequentes proporcionam a habilidade de
Castelão, em Fortaleza (CE), foi a primeira arena a ficar entender e interpretar textos, seja uma obra inteira (um
pronta entre todas as cidades-sede; por outro, os proble- romance ou conto, por exemplo) ou fragmentos (artigos de
mas relativos à mobilidade tornam-se visíveis logo na saí- jornais, revistas etc.).
da do estádio”. O emprego da vírgula após a expressão
destacada se justifica porque A seguir, o Professor Edvaldo apresenta algumas dicas
para que você possa exercitar e, com a prática, fazê-las
A) isola o vocativo. automaticamente.
B) indica a omissão de um termo.
C) separa o aposto. Ler, ao menos, duas vezes o texto. A primeira para enten-
D) isola o adjunto adverbial. der o assunto; a segunda para observar como o texto está
articulado e desenvolvido. Pergunte-se “Eu li sobre o
07. (Uece 2011) Sobre as vírgulas empregadas na frase quê?”
“Na mitologia grega, a mãe de Eros, o desejo, é a Pe-
núria, a falta.”, é correto afirmar-se que Descubra o tipo de texto ou gênero textual utilizado pelo
autor: narrativo, argumentativo, expositivo, injuntivo, epis-
A) a primeira isola uma oração, a segunda e a terceira tolar etc.
isolam um aposto e a quarta isola outro aposto.
B) a primeira isola uma oração, a segunda e a terceira Qual a função da linguagem usada pelo autor? Emotiva,
isolam um vocativo e a quarta isola outro vocativo. poética, referencial, metalinguística, apelativa ou fática?
C) a primeira isola uma expressão adverbial, a segun-
Observar que um parágrafo em relação ao outro pode
da e a terceira isolam um aposto e a quarta isola outro
indicar uma continuação, uma conclusão ou uma falsa
aposto. D) a primeira isola uma expressão adverbial, a
oposição.
segunda e a terceira isolam um vocativo e a quarta isola
outro vocativo. Circule os conectivos e procure descobrir a ideia expressa
em cada um.

Sublinhar, em cada parágrafo, a ideia mais importante


(tópico frasal).

Ler com muito cuidado os enunciados das questões para


entender direito a intenção do que foi pedido.

Sublinhar palavras como: exceto, erro, incorreto, correto


etc., para não se confundir no momento de responder à
questão.

Escrever, ao lado de cada parágrafo a ideia mais impor-


tante contida neles.

Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas


sim o que ele disse; escreveu.

PÁG.67
Se o enunciado mencionar tema ou ideia principal, deve- Exemplos:
se examinar com atenção a introdução e/ou a conclusão.
“Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes eram
Se o enunciado mencionar argumentação, deve preocu- como a própria sirena policial, documentando, por seu
par-se com o desenvolvimento. uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria con-
Tomar cuidado com vocábulos relatores (os que remetem sumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pu-
a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, prono- desse evitá-la.” (retomada de uma palavra gramatical.
mes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.). Referente "-la" = "a ocorrência grave").
Compreensão (ou Intelecção) e Interpretação de Texto
“Estamos ficando velhos. Há de consolar-nos o fato de
Compreensão ou Intelecção de textos – consiste em que isso não é privilégio de alguns. Estamos todos.” (re-
analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar da- tomada de uma frase inteira. Referente "isso" = "Estamos
dos do texto. O enunciado normalmente assim se apre- ficando velhos").
senta:
“Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema, a
Internet e os jornais defendem os músculos torneados, as
As considerações do autor se voltam...
vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as acade-
Segundo o texto...
mias de ginásticas? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe
De acordo com o texto...
por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas
Tendo em vista o texto...
pessoas comuns, ainda que meio gordas, um pouco feias,
O autor afirma ainda que...
que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá di-
O autor aponta...
nheiro para os negociantes, embora signifique prazer para
os participantes.” (retomada de várias frases ou uma
Interpretação de texto – consiste em saber o que se infe-
idéia. Referente "isso" = "Estamos ficando velhos").
re (conclui) do que está escrito. O enunciado normalmente
é encontrado da seguinte maneira: De vocês só quero isto: dedicação. (antecipação de uma
Depreende-se que... palavra gramatical  "isto" = "dedicação")
Infere-se que... O professor acordou feliz naquele dia. Edvaldo foi dar aula
O texto possibilita o entendimento de que... na Faculdade Prominas. (retomada por palavra lexi-
O texto encaminha o leitor para...
cal  "Edvaldo" = "professor").
Pretende o texto mostrar que o leitor...
O texto possibilita deduzir-se que... Coesão sequencial – é feita por conectores ou operado-
res discursivos, isto é, palavras ou expressões responsá-
Três ERROS comuns na análise de textos veis pela criação de relações semânticas (causa, condi-
ção, finalidade, etc.). São exemplos de conectores: mas,
Extrapolação – é o fato de se fugir do texto. Ocorre quan- dessa forma, portanto, então, etc.
do se interpreta o que não está escrito. Muitas vezes são
fatos reais, mas que não estão expressos no texto. Deve- Exemplos:
se ater somente ao que está relatado.
Acontecia-lhe chorar algumas vezes por causa de um
Redução – é o fato de se valorizar uma parte do contexto, vestido que a modista não lhe fizera a gosto, ou de um
deixando de lado a sua totalidade. Deixa-se de considerar baile muito desejado que se transferia; mas essas lágri-
o texto como um todo para se ater apenas à parte dele. mas efêmeras que saltavam em bagas dos grandes olhos
luminosos, iam nas covinhas da boca transforma-se em
Contradição – é o fato de se entender justamente o con- cascatas de risos frescos e melodiosos..
trário do que está escrito. É bom que se tome cuidado com
algumas palavras, como: pode, deve, não, verbo ser, etc.
Observe-se que o vocábulo "mas" não faz referência a
Linguística Textual outro vocábulo; apenas conecta (liga) uma ideia a outra,
transmitindo a ideia de compensação e oposição.
Para não ser enganado pela articulação do contexto, é
necessário que se esteja atento à coesão e à coerência Coesão recorrencial – é realizada pela repetição de vo-
textuais. cábulos ou de estruturas frasais semelhantes.

Coesão textual é o que permite a ligação entre as diver- Exemplos:


sas partes de um texto. Pode-se dividir em três segmen-
tos: coesão referencial, coesão seqüencial e coesão recor- Os carros corriam, corriam, corriam.
rencial.
O aluno finge que lê, finge que ouve, finge que estuda.
Coesão referencial – é a que se refere a outro elemento
do mundo textual. Coerência textual é a relação que se estabelece entre as
diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido.

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Está ligada ao entendimento, à possibilidade de interpre-
tação daquilo que se ouve ou lê. 1- Assinale a opção que mantém o mesmo sentido do
Um fato normal é coesão textual levar à coerência; po- trecho destacado a seguir.
rém pode haver texto com a presença de elementos coe-
sivos, e não apresentar coerência. "Uma das grandes dificuldades operacionais encontradas
em planos de estabilização é o conflito entre perdedores e
Veja o texto abaixo: ganhadores. Às vezes reais, outras fictícios, estes conflitos
geram confrontos e polêmicas que, com freqüência, po-
O ex-presidente George Bush ficou descontente com o dem pressionar os formuladores da política de estabiliza-
grupo Talibã. Estes eram estudantes da escola fundamen- ção a tomar decisões erradas e, com isto, comprometer o
talista. Eles, hoje, governam o Afeganistão. sucesso das estratégias antiinflacionárias."
Os afegãos apoiavam o líder Osama Bin Laden. Este foi
aliado dos Estados Unidos quando da invasão da União 1. Os formuladores da política de estabilização podem
Soviética ao Afeganistão. tomar decisões erradas se os conflitos, gerados por con-
frontos e polêmicas, os pressionarem; o sucesso das es-
Comentário: tratégias antiinflacionárias fica, com isto, comprometido.

Ninguém pode dizer que falta coesão a este parágrafo. A afirmação é falsa. 1º - Os conflitos é que geram confron-
Mas de que se trata mesmo? Do descontentamento do tos e polêmicas. 2º - Os confrontos e polêmicas, por sua
Presidente dos Estados Unidos? Do grupo Talibã? Do vez, é que podem pressionar os formuladores da política
povo Afegão? Do Osama Bin Laden? Embora o parágrafo de estabilização a tomar decisões erradas.
tenha coesão, não apresenta coerência, entendimento. 1. Estes conflitos, reais ou fictícios, geram confrontos e
polêmicas que, freqüentemente, podem pressionar os
Pode ainda um texto apresentar coerência, e não apresen- formuladores da política de estabilização a tomar decisões
tar elementos coesivos. Veja o texto seguinte: erradas, sem, com isso, comprometer o sucesso das es-
tratégias antiinflacionárias.
Como Se Conjuga Um Empresário
A afirmação é falsa. "sem com isso, comprometer" não
"Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou- tem apoio no texto que diz justamente o contrário: 'e, com
se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abra- isto comprometer".
çou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. Con-
trolou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumpri- 1. O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode ficar
mentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Con- comprometido se, pressionados por conflitos, reais ou
vocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. fictícios, os formuladores da política de estabilização gera-
Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. rem confrontos e polêmicas ao tomarem decisões erradas.
Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Bur- A afirmação é falsa. 1º O sucesso das estratégias antiin-
lou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Deposi- flacionárias pode ficar comprometido se os formuladores
tou. Depositou. Depositou. Associou-se. Vendeu-se. En- da política de estabilização tomarem decisões erradas. 2º
tregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreendeu. Sus- Os formuladores da política de estabilização podem ser
pendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. pressionados por confrontos e polêmicas decorrentes de
Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Ven- conflitos.
deu. Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Elogiou. Bolinou.
Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. 1. Os conflitos, às vezes reais, outras fictícios, que podem
Abraçou. Deitou-se. Mexeu. Gemeu. Fungou. Babou. An- pressionar os formuladores da política de estabilização a
tecipou. Frustrou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-se. confrontos e polêmicas, comprometem o sucesso das
Presenteou. Saiu. Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. estratégias anti-inflacionárias, se as decisões tomadas
Negou. Lamentou. Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. forem erradas.
Sobressaltou-se. Acordou. Preocupou-se. Temeu. Suou.
Ansiou. Tentou. Despertou. Insistiu. Irritou-se. Temeu. A afirmação é falsa. 1º Os conflitos geram confrontos e
Levantou. Apanhou. Apanhou. Rasgou. Engoliu. Bebeu. polêmicas. 2º Os confrontos e polêmicas podem pressio-
Dormiu. Dormiu. Dormiu. Dormiu. Acordou. Levantou-se. nar os formuladores da política de estabilização a tomar
Aprontou-se…" decisões erradas.

Comentário: 1. O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode ficar


comprometido se os formuladores da política de estabili-
zação, pressionados por confrontos e polêmicas decorren-
O texto nos mostra o dia-a-dia de um empresário qual-
tes de conflitos, tomarem decisões erradas.
quer. A estruturação textual – somente verbos – não apre-
senta elementos coesivos; o que se encontra são relações A afirmação é verdadeira. Tal paráfrase – mesma ideia do
de sentido, isto é, o texto retrata a visão de seu autor, no texto escrita de outra forma – atende ao sentido do texto.
caso, a de que todo empresário é calculista e desonesto.

Análise De Textos De Fragmentados


PÁG.69
Tipologia Textual TEXTO DIALOGAL-CONVERSACIONAL

TIPO DE TEXTO é um esquema abstrato construído a Manifesta-se em discursos realizados em situação, produ-
partir dos modos fundamentais de estruturação que se zidos na presença do(s) destinatário(s) e cuja recepção é
combinam nos textos efetivos. A elaboração de diferentes imediata. O enunciador ancora o enunciado na situação de
tipos textuais pode dar conta de como as estruturas lin- enunciação e é responsável pelos atos de fala que realiza
guísticas se organizam segundo as finalidades ou as in- e que podem tomar a forma de asserção, pedido, ordem,
tenções que se pretendem. pergunta...

Tipos textuais fundamentais: Praticando com Edvaldo


Narrativo; Descritivo; Argumentativo; Expositivo-
explicativo; Injuntivo-instrucional; Dialogal-conversacional. (Consulpam 2019)

TEXT0 NARRATIVO 01. Assinale a opção que identifica as características pre-


sentes no gênero textual meme.
Entende-se por texto narrativo todo o texto ou sequência
em que: A) Caráter multimodal, discurso cômico, apuro linguístico,
Haja uma representação de uma sucessão temporal de suporte digital.
ações; B) Modalidade imagética, discurso satírico, linguagem
Sejam realizadas certas ações por personagens; coloquial, suporte analógico.
Dê sentido a esta sucessão de ações e de acontecimentos C) Modalidade imagética, discurso cômico, apuro linguísti-
no tempo e no espaço. co, suporte analógico.
D) Caráter multimodal, discurso cômico, linguagem
TEXTO DESCRITIVO coloquial, suporte digital.

Entende-se por texto descritivo todo texto ou sequência (Consulpam 2019)


em que se atualiza o referente (ser humano, animal, ele-
mentos da natureza, espaços e todo o tipo de fenômenos No meme da página pernambucana Bode Gaiato, ocorre
e objetos) por meio de qualificações e predicações. A des- um efeito de linguagem articulado pela predicação do ver-
crição pode tomar a forma de texto curto (adivinha, defini- bo “esperar”. Marque a opção que traz a(s) afirmação(ões)
ção dos dicionários, enumeração, tautologias) ou de se- verdadeira(s) a respeito do fenômeno.
quência (a forma mais frequente). Neste caso, a função
das descrições é intercalar-se entre outras sequências
(narrativa, argumentativa, expositiva).

TEXTO ARGUMENTATIVO

Trata-se de todo texto em que predomina a existência de


um problema com duas ou mais soluções possíveis e em
que a confrontação das ideias e a existência de posições
diferentes ou contrárias sejam possíveis, defendendo-se
uma delas. Há argumentação quando se quer influenciar,
convencer, persuadir fazer crer alguma coisa a alguém
(individual ou coletivo). Por isso, a argumentação é uma
atividade discursiva amplamente presente na vida social:
na política, na publicidade, na justiça, nos discursos religi-
osos.

TEXTO EXPOSITIVO-EXPLICATIVO
NA ENTREVISTA DE EMPREGO...
Esta tipologia textual não tem a finalidade impressiva nem - CITE UMA QUALIDADE SUA
a força dinâmica próprias do texto argumentativo. A sua - EU SOU UM CABRA QUE TÁ SEMPRE PENSANDO NO
apresentação aparenta-se mais ao desenvolvimento des- FUTURO
critivo, onde se expõem, definem, enumeram e explicam - HUM, MUITO BOM! E O QUE O SENHOR ESPERA
fatos e elementos de informação. DESSE EMPREGO?
- AS FÉRIAS.
TEXTO INJUNTIVO-INSTRUCIONAL
I. O emprego do verbo esperar é metafórico.
Nesta tipologia textual, cabem todos os discursos que, de II. O emprego do verbo esperar é literal.
alguma forma, procuram alterar o comportamento atual ou III. O verbo esperar se realiza com duplo sentido, quais
futuro dos seus destinatários, por meio de instruções ou sejam, “ter esperança, expectativa”, quando ocorre na fala
sugestões. Pertencem a esse tipo diversos gêneros de do entrevistador; e “aguardar”, quando ocorre implicita-
discurso: receitas; instruções de montagem; horóscopos; mente na resposta do entrevistado, “férias”.
interdições; provérbios - slogans.

PÁG.70
02. No meme da página pernambucana Bode Gaiato, Mulher linda, sensual, altamente desejável. Além disso, e
ocorre um efeito de linguagem articulado pela predicação evitando o "mau" uso dessas características, era devota,
do verbo “esperar”. Marque a opção que traz a(s) afirma- crente, caridosa. Por isso, um dia, Deus lhe apareceu. Ela
ção(ões) verdadeira(s) a respeito do fenômeno. se prostrou diante dele, maravilhada e contrita. E Deus lhe
disse: "Por todas tuas virtudes morais e religiosas, jamais
A) Apenas a afirmação I é verdadeira. anuladas pelas tentações físicas, você vai viver 100 anos".
B) Apenas as afirmações II e III são verdadeiras. Estimulada pela promessa divina, a mulher caprichou,
C) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras. cada vez mais, nas suas práticas humanistas. Mas, não
D) Apenas a afirmação II é verdadeira. querendo que seu esplendor físico se distanciasse muito
de suas qualidades morais, aos cinquenta anos, fez uma
(Imparh 2018) operação plástica. Em nome de Deus. Aos cinquenta e
A honra passada a limpo cinco anos, achou que devia manter os resultados positi-
vos conseguidos aos cinquenta e fez outra plástica. Outra
Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação. aos sessenta. Outra aos sessenta e cinco. Um dia, aos
Todos os dias boto a mesa, tiro a mesa. Café, almoço, setenta, quando ia saindo da clínica do Dr. Pitangui (ca-
jantar. E pilhas de louças na pia, e espumas redentoras. trapum!), foi atropelada por uma ambulância. Ao abrir os
Todos os dias entro nos quartos, desfaço camas, desar- olhos, estava no céu. Diante de Deus! Foi insopitável a
rumo berços, lençóis ao alto como vela. Para tudo arrumar cobrança: "Mas, Senhor, meu Deus, o Senhor tinha me
depois, alisando colchas de crochê. prometido...". E Deus, um tanto ou quanto contrafeito:
Sou caprichosa, eu sei. Desce o pó sobre os móveis. "Perdão, minha filha, eu não a reconheci."
Que eu colho na flanela. Escurecem-se as pratas. Que eu MORAL: É PRECISO SER RECONHECIDA POR DEUS.
esfrego com a camurça. A aranha tece. Que eu enxoto. A NÃO BASTA SER RECONHECIDA AO CIRURGIÃO
traça rói. Que eu esmago. O cupim voa. Que eu afogo na PLÁSTICO.
água da tigela sob a luz. Millôr Fernandes Adaptado de
E de vassoura em punho gasto tapetes persas. http://www2.uol.com.br/millor/fabulas/017.htm; acesso em
Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém 1º/06/16.
senta. Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há
ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo. 01. Por ter uma moral, esse texto é considerado:
Mas sem tarefas domésticas, como preencher de femi-
nina honradez a minha vida? COLASANTI, Marina. Con- (A) um romance.
tos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. (B) uma novela.
187. (C) uma fábula.
(D) um conto.
01. Com relação à forma e ao conteúdo do texto “A honra
passada limpo”, é correto afirmar que: 02. Deus decidiu conceder à mulher uma existência de
cem anos, porque:
(A) o narrador não faz parte dessa história.
(B) o aspecto temporal do texto é bem explícito. (A) ela era devota, crente e caridosa.
(C) ele apresenta uma sequência textual narrativa. (B) as cirurgias a tornaram mais bonita.
(D) ele traz uma multiplicidade de espaços nas entreli- (C) Ele a submeteu às tentações físicas da beleza.
nhas. (D) sua dedicação às práticas humanistas aumentou.

02. No final do texto em análise, percebe-se que, para a 03. O que levou a mulher a fazer várias cirurgias plásti-
personagem, só lhe restava: cas?

(A) ser compulsiva. (A) Ela sentia-se, a cada ano, menos bonita e infeliz.
(B) ocupar a sua vida. (B) O presente de Deus a fez ficar extremamente vaidosa.
(C) livrar-se da sujeira. (C) O seu espírito caridoso não era tão elevado quanto a
(D) curar sua compulsão. sua vaidade.
(D) Ela queria que sua beleza física fosse proporcional
03. O uso da expressão constante do título “a limpo” esta- à sua beleza moral.
belece um paralelo com o teor do texto propriamente dito,
porque: 04. Após o seu atropelamento, ao encontrar-se com Deus,
a reação da mulher foi:
(A) a limpeza, para ela, era sinônimo de honradez.
(B) a sua vida se alegrava com a limpação da casa. (A) cobrar de Deus a perda da beleza.
(C) a sujeira e a desordem a transtornavam bastante. (B) ignorar a promessa feita por Deus.
(D) a personagem apresentava compulsão para a limpeza (C) reconhecer a sua vaidade exagerada.
(D) reclamar de Deus a quebra da promessa.
(Imparh 2016) Leia atentamente o texto abaixo e respon-
da às questões. 05. Deus abreviou a vida da mulher em trinta anos em
razão de:
As Ligações (Cirúrgicas) Perigosas
À maneira da... cirurgia plástica (A) Ele haver querido vingar-se dela devido a sua grande
vaidade.
PÁG.71
(B) ela ter mudado fisicamente por conta das várias Para Francisco, o núcleo familiar é o primeiro local onde
cirurgias. as pessoas aprendem a comunicar e é preciso “voltar a
(C) ela não querer mais ser devota, crente e caridosa. esse momento para deixar a comunicação entre as pes-
(D) Ele não se ver obrigado a manter a promessa. soas mais autêntica e humana”.
“Em um mundo em que se gasta muito tempo em falar
(Consulpam 2015) mal, semear a discórdia, poluir as conversas com nosso
ambiente humano, a família pode ser uma escola de co-
ALIMENTO DA ALMA municação abençoada. E a bênção deve permanecer,
inevitavelmente, acima do ódio e da violência”, ressaltou.
O comerciante André Faria, 49 anos, dono de um bar em O tema do dia da comunicação deste ano coincide com
Campinas (SP), pulou da cama às 6 da manhã, trabalhou o encerramento de dois anos de discussões sobre a famí-
o dia inteiro e ainda guarda disposição e bom humor para lia que terão seu ponto alto em outubro, no Sínodo da
cantar baixinho enquanto prepara a terceira “quentinha” da Família, com a participação de bispos e cardeais.
noite. O homem miúdo, de cabelos grisalhos e olhos azuis Dentre os assuntos que possivelmente serão debatidos,
de um brilho intenso, aguarda sua outra freguesia: há anos estão o divórcio, as uniões estáveis, as crianças transgê-
ele alimenta moradores de rua por sua conta própria. Com nero e a união homossexual.
a ajuda do fiel escudeiro, Mineiro, 64 anos, André prepara (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/01/1579399.
uma grande panela de sopa para 10, 12 pessoas no inver- Acesso em 25/01/15.)
no, ou distribui arroz, feijão e carne para quem passa por
ali nos dias mais quentes do ano. Basta conversar alguns 01. O texto em análise situa-se, predominantemente, na
minutos com André para perceber que ele não faz isso tipologia de base:
para “parecer bonzinho”. “Não dá pra gente, que trabalha
com comida, negar um prato a quem tem fome”, diz. “Tem a) narrativa. b) descritiva. c) dissertativa. d) argumentati-
gente que faz isso, mas não é o meu caso, pois precisa va.
ser muito frio.” Tatiana Fávero, Correio Popular.
02. De acordo com o conteúdo desse texto, NÃO se pode
Lançando mão de qualquer recurso com relação à lingua- asseverar que:
gem, o texto, desde o seu título, tem como função principal
dar ao leitor indícios que o levem à construção de senti- a) o papel da família é importante porque é nela que as
dos. Com base nesta afirmação, que alternativa melhor pessoas iniciam o processo de comunicação.
justifica o título do texto? b) o sumo pontífice não se posiciona totalmente contra o
uso dos aparelhos tecnológicos.
A) As pessoas, ao alimentarem o corpo, alimentam neces- c) os aparelhos tecnológicos podem ser utilizados com
sariamente a alma. efeitos positivos.
B) Quando as pessoas encontram-se alimentadas fisica- d) as famílias não devem valer-se dos aparelhos tec-
mente, sentem-se em paz consigo mesmas. nológicos.
C) Quando se dá um prato de comida a um necessitado,
alimenta-se, ao mesmo tempo, seu corpo e seu espírito. (Imparh 2015) Leia atentamente o texto abaixo e respon-
D) Para quem recebe, um prato de comida faz bem ao da às questões.
corpo, para quem dá, faz bem à alma
ESCRITA E FIXAÇÃO DE INFORMAÇÃO
(Imparh 2015) Leia atentamente o texto abaixo e respon-
da às questões. Com a correria do dia a dia e a tecnologia ao alcance de
todos, escrever à mão tornou-se algo menos frequente.
Papa pede que celulares não atrapalhem conversas Mas pesquisadores da Universidade de Princeton, nos
em família Estados Unidos, elucidaram que nem sempre o que se
apresenta como mais fácil é o melhor método. Eles expli-
O papa Francisco pediu nesta sexta-feira (23) que os caram que escrever aumenta a memorização das informa-
aparelhos tecnológicos, como celulares e tablets, não ções. Estudo realizado pelo psicólogo Daniel Oppenhei-
atrapalhem as conversas em família que, para ele, são o mer comprovou, por meio de um teste aplicado a estudan-
berço da comunicação. tes, que após 30 minutos da apresentação de uma pales-
Em seu discurso anual pelo dia católico das comunica- tra, quando interrogados sobre o assunto abordado, os
ções, o pontífice afirmou que o uso dessas ferramentas voluntários que digitaram no notebook, apesar de terem
pode tanto ajudar como prejudicar a comunicação entre as anotado uma grande quantidade de texto, conseguiram
famílias. Ao mesmo tempo, podem ajudar as pessoas a se assimilar bem menos as explicações do tema proposto –
evitarem. diferente do que aconteceu com o grupo que escreveu à
“O grande desafio que enfrentamos hoje é reaprender a mão.
falar uns com os outros, não simplesmente como gerar e (Revista Extrafarma. 10 ed. Nov. e dez. 2014, p. 16)
consumir informação”, disse.
“Eles atrapalham quando se tornam uma via de escape 01. O propósito comunicativo do texto em análise é:
para ouvir, se isolar, mas podem favorecer se ajudam a
conversar e a dividir. Que as famílias orientem o nosso a) denunciar. b) descrever. c) informar. d) criticar.
relacionamento com as tecnologias ao invés de serem
guiadas por elas”, destacou. 02. De acordo com o texto, é incorreto afirmar que:

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a) obtêm-se mais informações quando se escreve. gente serve como esse táxi: para nos transportar de um
b) a quantidade de informações apreendidas pode variar. ponto útil a outro. E eu nem quis conversar com o chofer.
c) o número de informações retidas apresenta-se menor (LISPECTOR, Clarice. A Descoberta do mundo. Rio de
ao se digitar. Janeiro, Rocco, 1999. P. 451)
d) a mesma quantidade de informações se pode obter
ao digitar ou escrever. 01. Sobre o texto, é correto afirmar que se trata de

(Imparh 2012) Leia: A) uma mistura predominante de descrição e dissertação


que passa a ideia de que os seres humanos devem ser
“Não se irrite o leitor com esta confissão. Eu bem sei que, aquilo que eles querem ser.
para titilar-lhe os nervos da fantasia, devia padecer um B) uma mistura predominante de narração e descrição
grande desespero, derramar algumas lágrimas, e não que apresenta a história do reencontro de três amigas,
almoçar. Seria romanesco; mas não seria biográfico. A que teve o lado alegre e o lado triste.
realidade pura é que eu almocei, como nos demais di- C) uma mistura de narração, descrição e dissertação que
as...”. tem como objetivo principal caracterizar os amigos, os
Machado de Assis professores e episódios da faculdade.
D) um texto puramente dissertativo, com argumentos dis-
tribuídos nos parágrafos, que passa a ideia de que os
seres humanos devem ser aquilo que eles querem ser

02. É correto deduzir-se das informações do texto que

A) nenhuma aluna da turma da faculdade das três amigas


RESPOSTA: C queria advogar.
B) a filha de um famoso jurista praticou a advocacia depois
(Imparh 2008) Texto – O Grupo de formada.
C) os anos de estudo das três amigas foram muito úteis
Tive um dia desses um almoço alegre e melancólico. Tra- para elas.
tava-se do reencontro de três ex-colegas da Faculdade D) ser advogada para uma das três não combinava
Nacional de Direito. A atmosfera lembra a do livro e do com a sua personalidade.
filme O Grupo, menos as confidências que não fizemos.
Reencontro alegre porque gostávamos umas das outras, ten.prof.edvaldo@bol.com.br
porque a comida estava boa e tínhamos fome. Melancólico
porque a vida trabalhara muito em nós, e ali estávamos São transtornos momentâneos
sorridentes, firmes. E melancólico também porque nenhu- para benefícios permanentes
ma de nós terminara sendo advogada. Advogada, meu
Deus. Era só o que me faltava, eu que me atrapalho em VAI DAR CERTO!
lidar burocraticamente com o mais simples papel. Melan-
cólico porque havíamos perdido tantos anos de estudo à
toa. Estudo? Só uma de nós estudava mesmo, filha de
famoso jurista que era. Quanto a mim, a escolha do curso
superior não passou de um erro. Eu não tinha orientação,
havia lido um livro sobre penitenciárias, e pretendia ape-
nas isto: reformar um dia as penitenciárias do Brasil. San
Tiago Dantas uma vez disse que não resistia à curiosidade
e perguntou-me o que afinal eu fora fazer num curso de
Direito. Respondi-lhe que Direito Penal me interessava.
Retrucou: “Ah! Bem, logo adivinhei. Você se interessa pela
parte literária do Direito. Quem é jurista mesmo gosta é de
Direito Civil.” A saudade que tenho de San Tiago. Voltando
ao grupo: nós nos despedimos alegres ou tristes? Não sei.
Em mim, havia um certo estoicismo, em relação a ter tido
uma parte de meu passado tão inútil. Ora, mas quantas
outras coisas inúteis eu já havia vivido. Uma vida é curta:
mas, se cortarmos os seus pedaços mortos, curtíssima
fica ela. Transforma-se numa vida feita de alguns dias
apenas? Bem, mas é preciso não esquecer que a parte
inútil fora, na hora, vivida com tanto ardor (por Direito Pe-
nal). O que de algum modo paga a pena. Saí da casa de
minha amiga para um sol de três horas da tarde, e num
bairro que raramente frequento, Urca. O que mais acres-
ceu a minha perdição. Estranhei tudo. E, por me estra-
nhar, vi-me por um instante como sou. Gostei ou não?
Simplesmente aceitei. Tomei um táxi que me deixaria em
casa, e refleti sem amargura: muita coisa inútil na vida da
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