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Conceituam-se ajuda de custo, para fins do disposto no art. 6º, inciso XX, da Lei nº 7.713, de 1988, os
valores pagos em caráter indenizatório, destinados a ressarcir os gastos com transporte, frete e
locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso de remoção de um município para outro ou para o
exterior.

A efetiva remoção está sujeita à comprovação posterior pelo beneficiário, a qualquer momento, por meio
de documentos emitidos pelo empregador.

(Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, XX; RIR/1999, art. 39, I; IN SRF n º 15, de 2001, art. 5º, III; PN Cosit nº 1,
de 1994)

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Processo
REsp 1059703 / SC
RECURSO ESPECIAL
2008/0111533-0
Relator(a)
Ministro BENEDITO GONÇALVES (1142)
Órgão Julgador
T1 - PRIMEIRA TURMA
Data do Julgamento
20/08/2009
Data da Publicação/Fonte
DJe 31/08/2009
Ementa
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA.
VALORES RECEBIDOS A TÍTULO DE AJUDA DE CUSTO. DECRETO MUNICIPAL N.
541/93. CUSTEAMENTO DAS DESPESAS COM A UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO
PRÓPRIO. NATUREZA INDENIZATÓRIA.
1. Hipótese em que o acórdão recorrido se utilizou de legislação local específica para decidir a
respeito da natureza indenizatória de valores recebidos a título de ajuda de custo por funcionário
da Secretaria de Urbanismo da Prefeitura Municipal de Florianópolis/SC, qual seja o Decreto
Municipal n. 541/93, onde se verifica que a ajuda de custo em questão "obriga os servidores por
ela beneficiados ao emprego de veículo próprio no exercício de suas atribuições externas de
fiscalização".
2. O Superior Tribunal de Justiça tem entendido que a incidência do imposto de renda sobre
valores recebidos a título de "ajuda de custo" depende da real natureza jurídica da parcela, de tal
sorte que, se indenizatória, não haverá a incidência do imposto de renda, uma vez que não
caracterizado o acréscimo patrimonial.
3. Ausência de violação aos artigos 43, I e II, 97, VI, 111, II, do CTN, aos artigos 3º, § 4º, e 6º,
XX, da Lei n. 7.713/88, bem como o art. 43, I e X, do Decreto n. 3.000/99.
4. O julgador, desde que fundamente suficientemente sua decisão, não está obrigado a responder
todas as alegações das partes, a ater-se aos fundamentos por elas apresentados nem a rebater um
a um todos os argumentos levantados, de tal sorte que a insatisfação quanto ao deslinde da causa
não oportuniza a oposição de embargos de declaração, sem que presente alguma das hipóteses
do art. 535 do CPC. Ausência, portanto, de violação ao art. 535 do CPC.
5. Recurso especial não provido.
ccórdão
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os
Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar
provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs.
Ministros Hamilton Carvalhido, Luiz Fux e Teori Albino Zavascki votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Ausente, por motivo de licença, a Sra. Ministra Denise Arruda.

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O ressarcimento de despesas com a utilização de veículo próprio por quilômetro rodado possui natureza
indenizatória, uma vez que é pago em decorrência dos prejuízos experimentados pelo empregado para a
efetivação de suas tarefas laborais. (REsp 489.955/RS, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda
Turma, DJ de 13/06/2005). (...)

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A verba recebida pelo empregado a título de ressarcimento pelas despesas com combustível tem a
natureza de ajuda de custo, não se incluindo nos salários, nos termos do § 2º do art. 457 da CLT. (...)

REMESSA "EX OFFICIO" EM AC Nº 2001.71.02.002489 -4/RS


RELATORA : Juíza VIVIAN JOSETE PANTALEÃO CAMINHA
PARTE AUTORA : NESTOR LUIS JUNG
ADVOGADO : Paulo Cezar Santos de Almeida
PARTE RE' : UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL)
ADVOGADO : Simone Anacleto Lopes
REMETENTE : JUÍZO FEDERAL DA 03A VF DE SANTA MARIA
EMENTA
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. "AJUDA DE CUSTO". UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO
PRÓPRIO. VERBA INDENIZATÓRIA. NÃO INCIDÊNCIA. Não incide imposto de renda
sobre a "ajuda de custo" recebida pelo autor, em virtude da utilização de veículo próprio na
realização das atribuições de fiscal do Município, ante a natureza indenizatória da verba.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 1ª
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, negar provimento à
remessa oficial, nos termos do relatório, voto e notas taquigráficas que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2007.
Juíza Federal Vivian Josete Pantaleão Caminha
Relatora
REMESSA "EX OFFICIO" EM AC Nº 2001.71.02.002489 -4/RS
RELATORA : Juíza VIVIAN JOSETE PANTALEÃO CAMINHA
PARTE AUTORA : NESTOR LUIS JUNG
ADVOGADO : Paulo Cezar Santos de Almeida
PARTE RE' : UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL)
ADVOGADO : Simone Anacleto Lopes
REMETENTE : JUÍZO FEDERAL DA 03A VF DE SANTA MARIA
RELATÓRIO
Trata-se de remessa Ô interposta em face da sentença de procedência proferida na
ação de rito ordinário que Nestor Luís Jung move contra a União Federal.
O juízo afastou preliminar de inépcia da inicial, e considerou inexistentes parcelas
prescritas. No mérito, entendeu comprovado ter havido desconto sobre parcelas de
natureza indenizatória recebidas pelo autor, as quais constituíam ressarcimento de
despesas com veículo próprio em viagens a serviço. Esclareceu que as verbas
indenizatórias apenas recompõem o patrimônio, não representando acréscimo.
Determinou a restituição dos valores indevidamente descontados, corrigidos pela UFIR e,
a partir de 1º.01.96, pela Selic, inclusive a título de juros. Condenou a União ao pagamento
de honorários advocatícios.
Sem recurso voluntário, os autos vêm a este Tribunal.
É o relatório.
Peço dia.