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RECOMENDADA

PR£TICA

PR - 1

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Controle TecnolÛgico da Qualidade da Camada de Concreto Simples

Concreto simples para pavimento È o concreto com capacidade portante para combater, por si sÛ, as tensıes solicitantes, posto que n„o contÈm qualquer tipo de armadura com funÁ„o estrutural (daÌ o nome concreto simples), n„o se consi- derando como tal armaduras especiais que compıem os sistemas de ligaÁ„o ou de transferÍncia de carga entre as placas delimitadas pelas juntas longitudinais e transversais, e as eventuais armaduras de malha quadrada (armaduras de retraÁ„o) para combater fissuraÁ„o em placas de formato irregular ou de comprimento fora dos padrıes usuais.

O controle tecnolÛgico do concreto simples

constar· de duas etapas:

1™ - controle preventivo:tecnolÛgico do concreto simples constar· de duas etapas: concreto como material 2™ - controle de verificaÁ„o:

concreto como material

2™ - controle de verificaÁ„o:etapas: 1™ - controle preventivo: concreto como material concreto no pavimento Existe uma relaÁ„o de

concreto no pavimento

Existe uma relaÁ„o de interdependÍncia entre as duas etapas, ou seja, o sucesso ou insucesso

de

uma delas implicar· o sucesso ou insucesso

da

outra. DaÌ a import‚ncia de ambas serem bem

cumpridas para garantir a qualidade da obra.

ambas serem bem cumpridas para garantir a qualidade da obra. Figura 1 ñ VerificaÁ„o do concreto

Figura 1 ñ VerificaÁ„o do concreto como material

obra. Figura 1 ñ VerificaÁ„o do concreto como material Figura 2 ñ VerificaÁ„o da compatibilidade do

Figura 2 ñ VerificaÁ„o da compatibilidade do transporte com as caracterÌsticas do concreto

do transporte com as caracterÌsticas do concreto Figura 3 ñ VerificaÁ„o da resistÍncia mec‚nica do

Figura 3 ñ VerificaÁ„o da resistÍncia mec‚nica do concreto

PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO DA QUALIDADE DA CAMADA DE CONCRETO SIMPLES

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PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

1 ñ CONTROLE PREVENTIVO

1.1 Recebimento e estocagem dos materiais

No laboratÛrio central, verificar se as amostras recebidas est„o de acordo com as normas de amostragem pertinentes (NBR 5741 ñ cimento, NBR 7216 ñ agregado e NBR 11768 - aditivos). A amostragem da ·gua disponÌvel dever· estar conforme a NBR NM 137. As eventuais armaduras obedecer„o ‡ NBR 7480.

Verificar se a quantidade de cada material È suficiente para a realizaÁ„o dos ensaios progra- mados.

Observar se nas amostras est„o indicados a procedÍncia, o fornecedor e as caracterÌsticas de cada material, alÈm da data da coleta.

Verificar se o cimento est· em local apropriado, livre de umidade, e os agregados estocados em baias separadas, de modo a n„o se contami- narem, o que acarretaria alteraÁ„o em suas caracterÌsticas fÌsicas individuais.

1.2 An·lise dos materiais e dosagem do concreto simples

Ensaiar o cimento e os agregados em laboratÛrio idÙneo (laboratÛrio central), onde ser„o emitidos certificados comprobatÛrios da qualidade de cada um, no que toca ao atendimento dos limites normativos. O cimento, dependendo do tipo, dever· atender ‡ NBR 5732 (cimento comum), NBR 11578 (cimento composto), NBR 5735 (cimento de alto-forno), NBR 5736 (cimento pozol‚nico), ou NBR 5733 (cimento de alta resistÍncia inicial). Os agregados mi˙do e gra˙do dever„o obedecer aos limites fÌsicos da NBR 7211, com a dimens„o m·xima caracterÌstica do gra˙do igual a 38 mm.

Em caso de suspeita, fazer ensaios quÌmicos para verificaÁ„o da reatividade do agregado gra˙do com os ·lcalis do cimento e dos limites de subst‚ncias quÌmicas nocivas no agregado mi˙do e na ·gua.

Verificar se os equipamentos de mediÁ„o do laboratÛrio est„o devidamente aferidos, ressaltando-se a prensa de ensaio, que dever· ter certificado de aferiÁ„o dentro do prazo-limite de validade de 6 meses.

Para a dosagem do concreto, definir a consistÍncia em funÁ„o da trabalhabilidade compatÌvel com o equipamento pavimentador e determinar o teor Ûtimo de argamassa.

Elaborar a curva de Abrams para trÍs valores diferentes da relaÁ„o ·gua/cimento (de 0,40 a 0,50), definindo-se o traÁo que atende ‡ resistÍncia mec‚nica especificada, da maneira mais econÙmica.

O consumo mÌnimo de cimento È de 320 kg/m 3 ,

de acordo com a NBR 7583.

Verificar a consistÍncia do concreto pelo abatimento do tronco de cone (NBR NM 67/98), para abatimento 20 mm, e pelo Vebe (DNER ME 94) ou caixa de Walz (DNER 24), para abatimento<20 mm. Medir o teor de ar incorporado segundo a NBR NM 47, que dever· ficar na faixa de 2 % a 5 %.

A moldagem dos corpos-de-prova prism·ticos de

15 cm x 15 cm x 50 cm, para os ensaios de

resistÍncia ‡ traÁ„o na flex„o, ser· feita em uma ˙nica camada, preferencialmente com vibrador de imers„o, conforme a NBR 5738.

A moldagem dos corpos-de-prova cilÌndricos de

15 cm x 30 cm, para os ensaios de resistÍncia ‡

compress„o simples, com o objetivo de se definir uma correlaÁ„o confi·vel com a resistÍncia ‡ traÁ„o na flex„o, tambÈm obedecer· ‡ NBR 5738.

ApÛs a moldagem, levar os corpos-de-prova para

a c‚mara ˙mida ou tanque de cura, onde

permanecer„o atÈ a data do ensaio de resistÍncia

mec‚nica (NBR 5739 ñ resistÍncia ‡ compress„o ñ e NBR 12142 ñ resistÍncia ‡ traÁ„o na flex„o).

Definido o traÁo, ser· emitido um certificado de dosagem do qual constar· uma nota importante, dizendo que o traÁo definido em laboratÛrio

dever· ser testado com o equipamento da central do canteiro de obras, ou da central fornecedora, para verificaÁ„o da manutenÁ„o de suas caracterÌsticas ou para um possÌvel ajuste. Essa verificaÁ„o È precedida pela observaÁ„o da adequada estocagem dos materiais constituintes no campo: o cimento em silos ou em depÛsitos com ambiÍncia apropriada, em pilhas de no m·ximo 10 sacos e sobre estrados a pelo menos

30 cm do ch„o, e os agregados em baias ou em

silos separados conforme sua graduaÁ„o.

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silos separados conforme sua graduaÁ„o. 2 PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO DA QUALIDADE DA CAMADA

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FascÌculos Colecion·veis Constatar tambÈm se o fornecedor È o mesmo e se a graduaÁ„o dos agregados

Constatar tambÈm se o fornecedor È o mesmo e se a graduaÁ„o dos agregados e a procedÍncia

dos materiais s„o as mesmas daqueles levados ao laboratÛrio central e de campo para ensaios

e dosagem. Somente depois dessas verificaÁıes

a produÁ„o poder· ser liberada para a execuÁ„o da camada.

poder· ser liberada para a execuÁ„o da camada. Figura 4 ñ An·lise da dosagem e materiais

Figura 4 ñ An·lise da dosagem e materiais

1.3 Equipamento de mediÁ„o

Verificar se a balanÁa da central do canteiro est· aferida, comprovada por certificado do respons·vel pela aferiÁ„o.

Observar se o laboratÛrio de campo tem de igual modo equipamentos em boas condiÁıes, com os de mediÁ„o tambÈm devidamente aferidos como os do laboratÛrio central respons·vel pela an·lise dos materiais e pela dosagem original.

pela an·lise dos materiais e pela dosagem original. Figura 5 ñ Central gravimÈtrica misturadora, para

Figura 5 ñ Central gravimÈtrica misturadora, para transporte do concreto por caminh„o-basculante

PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS Figura 6 ñ Comando computadorizado de central gravimÈtrica

Figura 6 ñ Comando computadorizado de central gravimÈtrica

1.4 Equipamento de execuÁ„o

Inspecionar todo o equipamento especificado para transporte e execuÁ„o da camada de concreto simples. No caso de transporte por caminh„o-basculante, exigir sua cobertura com lona para evitar perda excessiva de umidade por evaporaÁ„o, devendo ser retirada somente no momento da descarga. Caso a dist‚ncia de transporte seja consider·vel, com tempo acima de 30 minutos, e dependendo das condiÁıes clim·ticas (calor, baixa umidade relativa do ar e vento constante), utilizar caminh„o- betoneira, por ter capacidade misturadora e de reposiÁ„o da ·gua evaporada, caso necess·ria. O transporte por caminh„o-betoneira fica condicionado ainda ‡ consistÍncia do concreto, j· que abatimentos inferiores a 40 mm causam problemas na descarga. A redosagem do aditivo plastificante resolve esses tipos de empecilho.

1.5 Umidade dos agregados

Verificar a umidade dos agregados em todo inÌcio de produÁ„o, sendo que a do agregado mi˙do dever· ser verificada pelo menos 3 vezes ao dia:

no inÌcio, no meio e no fim da produÁ„o, ou quando houver variaÁıes sensÌveis das condiÁıes clim·ticas durante o perÌodo de produÁ„o. … necess·rio, portanto, o perfeito entrosamento entre o laboratÛrio de controle (de campo) e a central produtora. Medir a umidade dos agregados de acordo com a NBR 6467 ñ MÈtodo da Frigideira. Admite-se tambÈm o uso do MÈtodo Expedito (S peedy) para a determinaÁ„o da umidade do agregado mi˙do, desde que se faÁam ensaios paralelos de modo a aferi-lo com os resultados da frigideira.

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1.6 ProduÁ„o do concreto (condiÁıes)

O concreto dever· ser produzido, prefe-

rencialmente, em central gravimÈtrica, cuja produtividade dever· estar regulada para ser

compatÌvel com a capacidade produtiva do equipamento pavimentador. Permite-se a dosagem volumÈtrica para obras de baixo volume de concreto, em central com

produÁ„o satisfatÛria, desde que haja medidor de ·gua, sendo os agregados medidos em volume, por meio de padiolas ou outro recipiente devidamente cubado, em relaÁ„o ao saco de cimento. Nesse caso, medir a umidade da areia

no mÌnimo 2 vezes por dia, pela manh„ e ‡ tarde,

e determinar sua curva de inchamento em laboratÛrio, para definiÁ„o do coeficiente de inchamento e da umidade crÌtica. Confeccionar 2 padiolas a mais de areia, para 1 ponto porcentual acima e abaixo da umidade crÌtica, visando o esmero no controle. AlÈm disso, proÌbe-

se o coroamento das padiolas, devendo ser

totalmente preenchidas e rasadas com rÈgua ou sarrafo resistente, a fim de manter a uniformidade

do traÁo.

Verificar diariamente o aspecto do concreto, certificando se s„o mantidos o mesmo fornecedor, a mesma procedÍncia e as boas condiÁıes dos materiais constituintes.

Dar ciÍncia imediata dos resultados ao controle

de pista.

1.7 Qualidade do concreto fresco

Controlar a consistÍncia do concreto na usina a cada caminh„o, por um dos mÈtodos anteriormente referidos, atÈ trÍs resultados consecutivos constantes, passando a cada quatro caminhıes apÛs a obtenÁ„o da const‚ncia de resultados. Verificar a perda de umidade atÈ a chegada do caminh„o na pista, no inÌcio e no meio da jornada de trabalho. Conferir tambÈm o teor de ar incorporado, conforme NBR NM 47. Inspecionar visualmente todo caminh„o, observando ainda a aparÍncia do concreto quanto ao teor de argamassa, e executar o ensaio de consistÍncia quando necess·rio. No transporte por caminh„o-basculante, exigir sua cobertura com lona para reduzir essa perda, conforme j· dito anteriormente.

2 - CONTROLE DE VERIFICA« O (NA PISTA)

Registrar todo concreto recebido na obra, identificando-se cada caminh„o, o volume de concreto, a hora de adiÁ„o de ·gua, a hora de lanÁamento e compactaÁ„o.

Formar lotes representativos de no m·ximo 1.000 m 3 de concreto ou 5.000 m 2 de ·rea pavimentada.

Verificar previamente a ·rea demarcada pela topografia e fazer um croqui da ·rea executada.

Amostrar o concreto no caminh„o-basculante para o ensaio de consistÍncia, antes do lanÁamento, evitando-se, assim, recebimento de material em desacordo com esse prÈ-requisito. Antes, avaliar visualmente a homogeneidade do concreto. Fazer a coleta em pontos diversos, evitando-se a parte superficial.

No caso de caminh„o-betoneira, coletar a amostra do concreto em carrinho-de-m„o para os ensaios devidos, apÛs pequena descarga para esse fim.

Com a mesma freq¸Íncia adotada para o controle na usina, e utilizando as mesmas metodologias de ensaio precitadas, verificar a consistÍncia e o teor de ar incorporado do concreto recÈm- chegado na pista, que dever„o estar dentro da faixa especificada. Inspecionar visualmente todo caminh„o, antes de sua liberaÁ„o para descarga.

todo caminh„o, antes de sua liberaÁ„o para descarga. Figura 7 ñ An·lise visual do concreto recÈm-chegado

Figura 7 ñ An·lise visual do concreto recÈm-chegado na pista

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visual do concreto recÈm-chegado na pista 4 PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO DA QUALIDADE DA
Figura 8 ñ Preenchimento e acabamento do recipiente para verificaÁ„o do teor de ar incorporado

Figura 8 ñ Preenchimento e acabamento do recipiente para verificaÁ„o do teor de ar incorporado pelo mÈtodo pressiomÈtrico

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Figura 9 ColocaÁ„o de ·gua para retirada de ar, antes da leitura do teor de ar incorporado (mÈtodo pressiomÈtrico)

Interromper a concretagem sempre que houver dificuldade de manutenÁ„o da consistÍncia e do teor de ar incorporado dentro da faixa especificada, atÈ a resoluÁ„o do problema.

No que diz respeito ‡ cura do concreto, verificar se a cura inicial est· sendo procedida imediatamente apÛs a terminaÁ„o superficial da camada, antes que se completem as duas primeiras horas posteriores a essa operaÁ„o.

Certificar se o produto quÌmico gerador de pelÌcula pl·stica È de cor clara e se foi aprovado em teste de laboratÛrio, devendo atender ‡ ASTM C 309, com taxa de evaporaÁ„o m·xima de 0,55 kg/m 2 em 72 horas.

Verificar o equipamento aspersor do produto, se est· regulado e dotado de abas de proteÁ„o para evitar espalhamento do agente de cura pela aÁ„o do vento, o que ser· prejudicial ‡ intensidade e

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homogeneidade de aplicaÁ„o e, conse- q¸entemente, acarretando fissuraÁ„o por retraÁ„o pl·stica logo apÛs a aplicaÁ„o do concreto, momento em que È alta a taxa de evaporaÁ„o.

… importante verificar se o produto est· sendo aplicado tambÈm nas laterais da pista.

produto est· sendo aplicado tambÈm nas laterais da pista. Figura 10 ñ Cura quÌmica por meio

Figura 10 ñ Cura quÌmica por meio de m·quina aplicadora

Figura 10 ñ Cura quÌmica por meio de m·quina aplicadora Figura 11 ñ M·quina aplicadora de

Figura 11 ñ M·quina aplicadora de cura quÌmica, sem aba de proteÁ„o, notando-se perda de produto pela aÁ„o do vento

notando-se perda de produto pela aÁ„o do vento Figura 12 ñ M·quina aplicadora de cura quÌmica,

Figura 12 ñ M·quina aplicadora de cura quÌmica, com aba de proteÁ„o

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PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS Figura 13 ñ AplicaÁ„o manual de cura quÌmica, aspersor

Figura 13 ñ AplicaÁ„o manual de cura quÌmica, aspersor costal. Notar que o bico deveria estar mais prÛximo da superfÌcie, para n„o ocorrer perda de produto

Na inspeÁ„o da homogeneidade e taxa de aplicaÁ„o, fazer no mÌnimo duas verificaÁıes di·rias, sendo que a homogeneidade È observada visualmente. Dependendo das condiÁıes clim·ticas (calor, baixa umidade relativa do ar e vento constante), providenciar o aumento da taxa de aplicaÁ„o devido ao aumento da taxa de evaporaÁ„o.

Para verificaÁ„o da taxa de aplicaÁ„o do produto, utilizar bandejas colocadas na pista no momento da aplicaÁ„o.

A cura ser· aceita se o material tiver sido aprovado em ensaio de laboratÛrio e se a taxa aplicada for igual ou maior do que a taxa de projeto.

A taxa de aplicaÁ„o usual varia de 200 ml a 500 ml por metro quadrado de pavimento, tendendo para o limite superior quando a ambiÍncia È desfavor·vel ou quando se deseja que o produto quÌmico cumpra tambÈm a cura final. Essa taxa deve ser definida em projeto, pela consultoria da obra ou por recomendaÁ„o do controle tecnolÛgico.

No caso de taxa de evaporaÁ„o muito elevada, pode-se exigir a cura ˙mida final, 24 horas a 72 horas apÛs a aspers„o do produto quÌmico, tempo suficiente para que a superfÌcie do concreto n„o seja marcada pela manta de cura, lenÁol pl·stico, ou qualquer outro material que dever· ser mantido constantemente umedecido durante, no mÌnimo, 7 dias.

constantemente umedecido durante, no mÌnimo, 7 dias. Figura 14 ñ Cura ˙mida com mantas constantemente

Figura 14 ñ Cura ˙mida com mantas constantemente umedecidas

Para controle da resistÍncia ‡ traÁ„o na flex„o, retirar uma amostra representativa de cada lote inspecionado e de um n˙mero inteiro de placas do pavimento, constando de 32 exemplares de 2 corpos-de-prova prism·ticos cada, com dimensıes de 15 cm x 15 cm x 50 cm, moldados de uma mesma amassada e no mesmo ato (adensados preferencialmente com vibrador de imers„o), conforme a NBR 5738, curados sob os ditames dessa mesma norma, e ensaiados em concord‚ncia com a NBR 12142 (ensaio dos 2 cutelos). Amostrar todo caminh„o para a moldagem dos corpos-de-prova.

todo caminh„o para a moldagem dos corpos-de-prova. Figura 15 ñ Moldagem de corpos-de-prova prism·ticos e

Figura 15 ñ Moldagem de corpos-de-prova prism·ticos e cilÌndricos de uma mesma amassada que, apÛs curados, ser„o destinados aos ensaios de resistÍncia mec‚nica

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FascÌculos Colecion·veis Figura 19 ñ Corpos-de-prova prism·ticos, devidamente adensados e curados Figura 20 ñ Ensaios

Figura 19 ñ Corpos-de-prova prism·ticos, devidamente adensados e curados

prism·ticos, devidamente adensados e curados Figura 20 ñ Ensaios de resistÍncia mec‚nica em prensa

Figura 20 ñ Ensaios de resistÍncia mec‚nica em prensa computadorizada

PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

Toma-se como valor da resistÍncia do exemplar o maior dos valores de resistÍncia dos 2 corpos- de-prova que o compıem.

Para a aceitaÁ„o do concreto, sendo f ctM, k a resistÍncia caracterÌstica ‡ traÁ„o na flex„o de projeto, o valor estimado de sua resistÍncia caracterÌstica È assim calculado:

f ctM, est = f ctM, j ñ 0,84 x s

em que:

f ctM, est = resistÍncia caracterÌstica estimada do concreto ‡ traÁ„o na flex„o;

f ctM, j =

s =

resistÍncia mÈdia do concreto da amostra, ‡ traÁ„o na flex„o, na idade j dias;

desvio padr„o da resistÍncia mÈdia da amostra, ‡ traÁ„o na flex„o.

Calculam-se:

f 1 + f 2 +

+ f n-1 + f

n

f ctM, j =

S =

n ∑ ( f - f i ) n - 1
n
∑ ( f - f i )
n - 1

0,5

sendo:

f = resistÍncia mÈdia dos exemplares da amostra

f i = resistÍncias individuais = f 1 , f 2 ,

n = n˙mero de exemplares, igual a 32

,

f n-1 , f n

A aceitaÁ„o autom·tica se dar· quando:

f ctM, est f ctM, k

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PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

No caso de rejeiÁ„o do concreto (f ctM, est < f ctM, k ), extrair no mÌnimo 6 corpos-de-prova para cada 1.000 m 2 de pista, de acordo com a ASTM C 42,

Os critÈrios de aceitaÁ„o e rejeiÁ„o s„o an·logos aos da resistÍncia ‡ traÁ„o na flex„o, trocando-

se f ctM, k por f ck , f ctM, est por f ck, est e f ctM, j por f cj , sendo:

resistÍncia caracterÌstica do concreto ‡ compress„o simples de projeto;

f ck, est = resistÍncia caracterÌstica estimada do concreto ‡ compress„o simples;

resistÍncia mÈdia do concreto da amostra, ‡ compress„o simples, na idade de j dias.

Em pequenas obras, com produÁ„o di·ria m·xima de 60 m 3 de concreto, a amostra poder· ser composta por um mÌnimo de 6 exemplares de 2 corpos-de-prova prism·ticos cada, seguindo-se os mesmos critÈrios para aceitaÁ„o ou rejeiÁ„o da camada. Neste caso, o par‚metro estatÌstico t È tambÈm definido pela distribuiÁ„o de Student, em funÁ„o da confiabilidade de 80 % e do grau de liberdade (ν), igual a n-1.

Quanto ao controle geomÈtrico, verificar a espessura por meio de medidas topogr·ficas altimÈtricas.

Para garantir o atendimento da espessura de projeto, È necess·rio que se faÁa, previamente ao lanÁamento do concreto, a verificaÁ„o da adequada fixaÁ„o das linhas-guias nas duas laterais da pista, seu alinhamento e nivelamento antes do inÌcio de cada jornada de trabalho. Se por acaso sofrerem deslocamentos, elas ter„o de ser reposicionadas e verificadas novamente.

No caso de existirem fÙrmas; colocaÁ„o, fixaÁ„o, alinhamento e verificaÁ„o de fundo de caixa obedecer„o ao prescrito na NBR 7583.

O tamanho do lote onde se far· a verificaÁ„o da

espessura ser· igual ao definido para o controle

da resistÍncia mec‚nica, ou seja, corresponder·

a um m·ximo de 1.000 m 3 de concreto ou 5.000 m 2 de ·rea pavimentada.

Executar no mÌnimo 6 medidas topogr·ficas altimÈtricas por lote, em pontos representativos preestabelecidos.

e submetÍ-los ao ensaio de traÁ„o na flex„o preconizado pela NBR 12142. f ck =
e submetÍ-los ao ensaio de traÁ„o na flex„o
preconizado pela NBR 12142.
f ck =
Calcula-se a nova resistÍncia caracterÌstica da
seguinte forma:
f cj =
f ctM, est = f ctM, j ñ ts
em que:

f c t M , e s t , f c t M , j e ctM, est , f ctM, j e s j· foram definidos anteriormente

t = par‚metro estatÌstico da distribuiÁ„o de Student, funÁ„o da confiabilidade de 80 % e do grau de liberdade (ν ) = n-1 (sendo n o n˙mero de corpos-de-prova extraÌdos, considerando 1 corpo-de-prova = ν) = n-1 (sendo n o n˙mero de corpos-de-prova extraÌdos, considerando 1 corpo-de-prova = 1 exemplar)

OBSERVA« O

a) se n 17 acrescentar 10 % no valor de f ctM, est

b) se n 18 acrescentar 15 % no valor de f ctM, est

No caso de nova rejeiÁ„o quanto ‡ resistÍncia caracterÌstica estimada (f ctM, est < f ctM, k ), toma-se uma das seguintes decisıes:

Revis„o do projeto;c t M , k ), toma-se uma das seguintes decisıes: DemoliÁ„o e reconstruÁ„o da camada;

DemoliÁ„o e reconstruÁ„o da camada;toma-se uma das seguintes decisıes: Revis„o do projeto; ReforÁo da camada; AceitaÁ„o da camada com restriÁ„o

ReforÁo da camada;do projeto; DemoliÁ„o e reconstruÁ„o da camada; AceitaÁ„o da camada com restriÁ„o ao uso e ao

AceitaÁ„o da camada com restriÁ„o ao uso e ao carregamento.e reconstruÁ„o da camada; ReforÁo da camada; Havendo uma correlaÁ„o confi·vel entre a resistÍncia

Havendo uma correlaÁ„o confi·vel entre a

resistÍncia ‡ traÁ„o na flex„o e a resistÍncia ‡ compress„o, o controle poder· ser feito pela resistÍncia ‡ compress„o, mantendo-se o mesmo tamanho dos lotes e a amostragem, sÛ que se tratando de corpos-de-prova cilÌndricos de 15 cm x 30 cm, moldados e curados conforme

a NBR 5738 e ensaiados de acordo com a NBR 5739.

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PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO DA QUALIDADE DA CAMADA DE CONCRETO SIMPLES

5738 e ensaiados de acordo com a NBR 5739. 8 PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO

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FascÌculos Colecion·veis PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS Calcular a espessura mÈdia das placas de

PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

Calcular a espessura mÈdia das placas de concreto do lote assim:

h m =

h 1 + h 2 +

+ h n-1 + h n

n

em que:

h m =

h m =

h 1 , h 2 ,

h 1 , h 2 ,

n =

n

=

espessura mÈdia das mediÁıes do lote inspecionado;

h n = espessuras individuais medidas;

n˙mero de mediÁıes feitas, mÌnimo de 6.

Para aceitaÁ„o autom·tica:

sendo:

h m h

e

h 10 mm

h = espessura de projeto;

h

=

espessura de projeto;

∆ h = variaÁ„o entre as espessuras individuais medidas.

h = variaÁ„o entre as espessuras individuais medidas.

Decis„o para n„o-aceitaÁ„o autom·tica:

(h m < h)

Extrair pelo menos 6 corpos-de-prova cilÌndricos do mesmo lote onde ocorreram as mediÁıes altimÈtricas, em pontos preestabelecidos e bem representativos do lote.para n„o-aceitaÁ„o autom·tica: (h m < h) Medir diretamente a altura dos corpos-de-prova extraÌdos,

Medir diretamente a altura dos corpos-de-prova extraÌdos, descartar o menor valor, e calcularem pontos preestabelecidos e bem representativos do lote. a nova mÈdia aritmÈtica. O lote ser· aceito

a nova mÈdia aritmÈtica.

O lote ser· aceito se:

(h m

h)

Caso haja nova rejeiÁ„o, toma-se uma das seguintes decisıes:

Revis„o do projeto;haja nova rejeiÁ„o, toma-se uma das seguintes decisıes: DemoliÁ„o e reconstruÁ„o da camada; ReforÁo da

DemoliÁ„o e reconstruÁ„o da camada;toma-se uma das seguintes decisıes: Revis„o do projeto; ReforÁo da camada; AceitaÁ„o da camada com restriÁ„o

ReforÁo da camada;do projeto; DemoliÁ„o e reconstruÁ„o da camada; AceitaÁ„o da camada com restriÁ„o ao uso e ao

AceitaÁ„o da camada com restriÁ„o ao uso e ao carregamento.e reconstruÁ„o da camada; ReforÁo da camada; PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO DA QUALIDADE DA

PR - 1 - CONTROLE TECNOL”GICO DA QUALIDADE DA CAMADA DE CONCRETO SIMPLES

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PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS Quanto ao conforto de rolamento, verificar a

Quanto ao conforto de rolamento, verificar a irregularidade superficial pela passagem di·ria de um perfilÛgrafo, cujo Ìndice n„o dever· ultrapassar 240 mm/km.

cujo Ìndice n„o dever· ultrapassar 240 mm/km. Figura18 ñ PerfilÛgrafo CalifÛrnia para verificaÁ„o do

Figura18 ñ PerfilÛgrafo CalifÛrnia para verificaÁ„o do conforto de rolamento

CalifÛrnia para verificaÁ„o do conforto de rolamento Figura 19 ñ Roda sensora livre do perfilÛgrafo para

Figura 19 ñ Roda sensora livre do perfilÛgrafo para captar movimentos verticais, os quais s„o enviados para um computador

verticais, os quais s„o enviados para um computador Figura 20 ñ Computador que grava os desvios

Figura 20 ñ Computador que grava os desvios verticais, traÁando o perfil do pavimento

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FascÌculos Colecion·veis

FascÌculos Colecion·veis PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS Figura 25 ñ Perfil da pista registrado pelo

PAVIMENTO DE CONCRETO - PR£TICAS RECOMENDADAS

Figura 25 ñ Perfil da pista registrado pelo perfilÛgrafo
Figura 25 ñ Perfil da pista registrado
pelo perfilÛgrafo

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Autoria: Grupo de Especialistas em PavimentaÁ„o da ABCP

Autoria: Grupo de Especialistas em PavimentaÁ„o da ABCP Av. Torres de Oliveira, 76 ï 05347-902 ï
Av. Torres de Oliveira, 76 ï 05347-902 ï S„o Paulo - SP InformaÁıes: 0800-555776 ï
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