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Hinduísmo

Por volta de 3 000 a.C., a Índia era habitada por povos que cultuavam o Pai do
Universo, numa espécie de fé monoteísta. Pouco depois, em 2 500 a.C., floresceu a
civilização dravídica, no vale do rio Indo, região que hoje corresponde ao Paquistão
e parte da Índia. Os drávidas eram adeptos de uma filosofia de louvor à natureza,
de orientação matriarcal e baseada no princípio da não-violência. Porém, em 1 500
a.C., os arianos invadiram e dominaram aquela região, reduzindo os antigos
drávidas à condição de "párias" ou Dalits - espécie de sub-classe social da Índia.

Quando se usa a expressão “grandes religiões do mundo”, é importante estar


ciente da distinção entre as religiões que dirigem suas mensagens a todas as
nações e aquela que cujas mensagens são virtualmente restritas a um povo. Na
primeira categoria, estão as religiões missionárias como o budismo, cristianismo e
islamismo. Na segunda categoria, estão o hinduísmo e o judaísmo, que não são
missionárias e que, em termos gerais, são religiões de apenas um povo ou nação.

O sânscrito é a língua sagrada do hinduísmo. Îshvara é a primeira encarnação de


Brahman o Principio Supremo, absoluto. Existem dois termos aplicados ao Principio
Supremo, Brahma e Âtma. Ambos trazem a idéia de transcendência e imanência,
ou seja Brahma traz a transcendência e Âtma a imanência.

No hinduísmo há duas trindades a horizontal e a vertical.

Trindade Horizontal: Îshvara, mitologicamente, é concebido como possuindo três


aspectos.

BRAHMÂ – Criador;

VISHNU – Preservador

SHIVA – Destruidor ou Transformador

Trindade Vertical: As três dimensões internas do Principio Supremo.

Sat - Ser - Objeto (Realidade ultima, Transcendência)

Chit - Consciência - Sujeito (O Ser Supremo, Imanência)

Ananda - Felicidade - União

Uma pessoa para ser hinduísta tem que nascer em uma família hinduísta, tendo
então uma casta. O sistema de castas indiano é dividido de acordo com a estrutura
do corpo de Brahma. As quatro principais castas são:

• A cabeça(Brâmanes) representa os sacerdotes, filósofos e professores;

• Os braços(Xátrias) são os militares e os governantes;

• As pernas (Vaixás) são os comerciantes e agricultores;


• Os pés (Sudras) são os artesãos, os operários e os camponeses.

• A “poeira sob os pés” não foram originados do corpo de Brahma, por isso
não pertencem às castas, mas tem um nome: são os Dalits ou párias,
chamados de intocáveis.

O Buda não foi somente o fundador do budismo, mas também aparece dentro do
hinduísmo, como a nona Encarnação de Vishnu.

Budismo

O budismo é uma religião que não venera apenas um Deus, o que permite os seus
seguidores a participarem de outras religiões. Ela é uma filosofia de vida, os
seguidores do budismo vêem Buda o criador do budismo como seu guia espiritual,
uma pessoa que alcançou a iluminação, mas não um Deus.

Sidarta Gautama (Buda) foi o criador do budismo por volta de 483 a.c. Por
conta de uma profecia feita por um astrólogo logo após o nascimento do
príncipe Sidarta que dizia que ele seria um grande rei porém iria renunciar
todas as coisas materiais se tivesse contato com o mundo fora do palácio,
seu pai o rei Suddhodana o proibiu de ver o mundo fora dos muros do
palácio. Apesar da proibição Buda aos 29 anos fez várias fugas, nessas
fugas teve encontros conhecidos hoje como os 4 pontos, nesses encontros
ele teve contato com o sofrimento das pessoas comuns, vendo um doente,
um velho, um cadáver e um ascético sadhu( pessoas que se privam do
prazer e de algumas necessidades primarias ) aparentemente feliz. Essas
experiências levaram Gautama a buscar uma vida espiritual e abandonar a
vida real.

O buda experimentou a prática ascética, porém ao quase morrer de fome


concluiu que não era uma boa prática por deteriorar o compor e trazer
poucos benefícios ao espírito. Passou a adotar a prática da meditação o que
hoje é conhecido como o caminho do meio, pois não é tão radical como a
ascética mais se priva de luxurias e prazeres sensuais.

Segundo a lenda, Gautama sentou-se embaixo de uma árvore conhecida


hoje como a árvore de bodhi e prometeu não sair ate atingir a iluminação.

O budismo segue uma ideia de carma, em que o ser humano está


condenado a reencarnar infinitas vezes ate atingir o nirvana, passando
sempre pelos sofrimentos do mundo material. Para atingir o nirvana
(pureza espiritual) o ser humano tem que se livrar dá dor e para isso é
preciso percorrer oito caminhos: pensamento correto, compreensão, modo
de vida, atenção, esforço, palavra, ação e meditação. Em que a meditação é
o caminho mais importante.
A conduta budista define alguns ensinamentos, como não maltratar os seres
vivos, não roubar, ter uma conduta sexual respeitosa, não mentir, não
caluniar ou difamar, evitar drogas e estimulantes.

Durante a vista ao centro budista Kadapama, tivemos a oportunidade de


entrevistar um professor do centro, ele nos recebeu bem e nos convidou a
participar da cerimônia, que naquele dia era para pedir pelos mortos nos
últimos 45 dias, tanto animais ou plantas; Segundo ele, por esse motivo o
centro estava vazio, pois tradicionalmente as pessoas que vão nesse
encontro são as pessoas que perderam algum ente querido recentemente. A
cerimônia durou aproximadamente uma hora, e em sua maioria os textos
eram cantados e também se cantavam alguns mantras. Após a cerimônia,
os alimentos ofertados foram divididos entre os participantes e houve um
momento de confraternização. O centro era pequeno mas aconchegante,
possuía alguns quadros e miniaturas de Buda e ao centro um quadro do
líder espiritual do centro.

Alunos: Gustavo e Leonardo