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MULTI VAC

Rua Othão, 368


São Paulo - SP

Tel/Fax : 11-3835-6600

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MANUAL MULTI VAC

INFORMAÇÃO GERAL, NORMAS DE INSTALAÇÃO E PROJETO

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INDICE
INDICE..................................................................................................................................................... 3

1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................................. 4
1.1 UM POUCO DE HISTÓRIA ............................................................................................................... 4
2 FICHA TÉCNICA .............................................................................................................................. 5
2.1 PRODUTO ................................................................................................................................. 5
2.3 FORMAS DE APRESENTAÇÃO ................................................................................................ 5
2.4 DIMENSÕES ............................................................................................................................. 5
2.6 ESPECIFICAÇÕES.................................................................................................................... 6
3 INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO ..................................................................................................... 6
3.1 DICAS PARA A CORRETA SUSPENSÃO DO DUTOS FLEXÍVEIS............................................ 6
3.2 FIXAÇÃO DOS COLARINHOS................................................................................................... 7
3.3 EVITE OS "NÃO" NOS DUTOS FLEXÍVEIS .............................................................................. 8
4 ACESSÓRIOS PARA DUTOS FLEXÍVEIS........................................................................................ 9
4.1 CUBO DE ENCAIXE .................................................................................................................. 9
4.2 CAIXA PLENUM PARA GRELHA............................................................................................... 9
4.3 CAIXA PLENUM PARA DIFUSOR............................................................................................ 10
4.4 ACABAMENTO ........................................................................................................................ 10
4.5 COLARINHO DE ENCAIXE...................................................................................................... 10
4.6 LAY OUT DE SAÍDA DOS EQUIPAMENTOS........................................................................... 11
5 ACESSÓRIOS COMPLEMENTARES............................................................................................. 12
5.1 ABRAÇADEIRA DE NYLON..................................................................................................... 12
5.2 ABRAÇADEIRA DE METAL EM ROLO .................................................................................... 12
5.3 FITA PARA DUTO (SILVER TAPE).......................................................................................... 12
6 PROJETOS COM DUTOS FLEXÍVEIS............................................................................................ 13
6.1 OS PRIMEIROS PASSOS........................................................................................................ 13
6.2 PROJETOS COM DUTOS FLEXÍVEIS..................................................................................... 15
6.3 PROBLEMAS DE ESPAÇO...................................................................................................... 17
7 PERDA DE PRESSÃO EM DUTOS FLEXÍVEIS.............................................................................. 18
7.1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 18
7.2 CÁLCULOS COMPARATIVOS................................................................................................. 20
7.3 GRÁFICO DE PERDA DE CARGA........................................................................................... 25

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1 INTRODUÇÃO

1.1 Um Pouco de História


Faz mais de trinta anos que a indústria do ar condicionado viu-se revolucionada com
a aparição dos dutos flexíveis, mediante os quais foi possível oferecer um sistema
padronizado para a circulação eficiente do ar. Atualmente são instalados nos Estados
Unidos mais de 100 milhões de metros lineares de dutos flexíveis por ano.

A DEC iniciou em 1981, na cidade de Enschede, Holanda, a produção de dutos


flexíveis. O ponto forte da alta qualidade dos dutos decorre do respeito que seu
centro de Pesquisa e Desenvolvimento tem pelas rígidas normas de fogo e segurança
exigidas pelos vários países europeus e asiáticos. E, todo mundo, a DEC tem estado
presente com seus produtos, usados por arquitetos, consultores, construtoras e
demais profissionais, nos projetos de edifícios mais característicos de suas cidades.

Graças a este sucesso, a DEC tem fornecido equipamentos e tecnologia para


produtores licenciados em países como Austrália, Estados Unidos, Arábia Saudita,
África do Sul Singapura, Tailândia, Indonésia, Coréia do Sul e Taiwan. Com tantos
consumidores aprovando os dutos DEC, temos confiança de estarmos preparados
para satisfazer as necessidades de nossos futuros consumidores, também em muitos
outros países.

A MULTI VAC é no Brasil detentora da tecnologia DEC desde 1.988, produzindo


dutos flexíveis e semi-flexíveis. Sua presença inovadora no mercado abriu
oportunidade para a comercialização de produtos complementares como difusores,
ventiladores, massas de vedação, isolamento térmico, e outros acessórios
necessários à instalações de ar condicionado, ventilação e exaustão. Desde seu
início até meados de 2.000 foram comercializados 2 milhões de metros de dutos
flexíveis, com excelente desempenho, pois nunca ocorreu devolução destes produtos
decorrente de problemas de qualidade.

Este eficiente produto é fabricado no Brasil com a marca MULTI VAC, pode lhe
oferecer o máximo rendimento e segurança aplicando as simples normas indicadas
neste folheto. Seguindo as indicações terá o beneficio das múltiplas vantagens dos
DUTOS FLEXÍVEIS:

• Por seu isolamento térmico ininterrupto, garante eficiência térmica constante.

• Devido à fabricação contínua dos trechos, garante também vedação perfeita,


evitando perdas e infiltrações.

• Devido à eliminação de curvas e à racionalização dos projetos, é possível obter


maior rendimento do volume de ar disponível.

• Sua embalagem comprimida economiza em transporte e estocagem.

• Sua facilidade de instalação se traduz em rapidez, desperdiçando o mínimo.

Essas vantagens, unidas ao seu baixo custo fazem dos DUTOS FLEXÍVEIS uma
opção eficiente, com segurança e com custo acessível para uma distribuição de ar
que exige qualidade.

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2 FICHA TÉCNICA

2.1 PRODUTO
Duto circular flexível, fabricado em laminado de alumínio e poliéster, com estrutura
espiralada de arame de aço bronzeado.

2.2 FORMAS DE APRESENTAÇÃO


ISODEC 25 , Duto interno de alumínio e poliéster, superflexível (tipo Aludec 30 ou
60), isolamento termo-acústico com manta de lã de vidro com espessura de 25mm
revestida por uma capa de alumínio e poliéster, formando uma eficiente barreira de
vapor.

SONODEC 25 , Duto interno de alumínio e poliéster, superflexível (tipo Aludec 30),


MICROPERFURADO, isolamento térmico com manta de lã de vidro com espessura
de 25mm revestida por uma capa de alumínio e poliéster, formando uma eficiente
barreira de vapor. Garante grande atenuação de ruídos.

ALUDEC 60 , Duto superflexível confeccionado com dupla aplicação alumínio e


poliéster com espira de arame de aço cobreado, anticorrosivo e indeformável. Para
ser utilizado em sistemas de ventilação e exaustão de baixa e média pressão.

2.3 DIMENSÕES Os trechos de DUTOS FLEXÍVEIS esticados possuem 6 m de comprimento


Diâmetros disponíveis: 86mm ( 3”)*
109mm ( 4”)
131mm ( 5”)
161mm ( 6”)
185mm ( 7”)
209mm ( 8”)
263mm (10”)
314mm (12”)
364mm (14”)
406mm (16”)
456mm (18”)
508mm (20”)
560mm (22”)**
610mm (24”)**

** - ISODEC25 e SONODEC25 não disponível nestes diâmetros

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2.4 ESPECIFICAÇÕES
• Velocidade máxima do ar, 20 m/s
• Pressão de trabalho (máxima), 200 mmca
• Temperatura de trabalho, (-30 a + 140) 0 C
• MATERIAL NÃO PROPAGADOR DE CHAMAS
• Ensaio 845.360 do Laboratório de Ensaios de Fogo do IPT

3 INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO

3.1 DICAS PARA A CORRETA SUSPENSÃO DOS DUTOS FLEXÍVEIS


Tanto o material de apoio como o de suspensão devem Ter no mínimo 4 cm de
largura a fim de evitar a redução do diâmetro interno por estrangulamento. (Fig. 5)

Os dutos apoiados sobre superfícies lisas não necessitam nenhum suporte extra,
salvo para um acabamento mais primoroso ou segurança.
Os dutos suspensos ou apenas apoiados não devem ter uma descida maior que 5 cm
por metro e a distância entre os pontos de apoio varia entre 1,50 m e 3 m conforme o
DUTO FLEXÍVEL utilizado. (Fig.6). Os suportes para fixar os DUTOS FLEXÍVEIS
podem Ter espaços de até 2 m.

Ao fazer curvas com DUTOS FLEXÍVEIS , o raio (R) mínimo recomendado é de 80%
0
(0,8) do diâmetro do duto. Devem evitar-se os raios de curvatura com 180 , mas

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caso seja necessário pode ser utilizado o raio de curvatura mínimo igual a dois
diâmetros. (Fig. 7)
Ao combinar trechos compridos de DUTOS FLEXÍVEIS, com cotovelos ou curvas
muito exigidas, coloque suportes adicionais em ambas as extremidades do cotovelo,
a uma distância aproximada de um diâmetro do duto.

3.2 FIXAÇÃO DOS COLARINHOS


Para unir colarinhos a caixas de encaixe pleno ou outros acessórios de chapa levar
em conta a relação do tamanho da caixa com respeito ao diâmetro do colar e seu
local de fixação. (Fig.8)

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3.3 EVITE OS “NÃO” NO DUTOS FLEXÍVEIS
1) Não dobrar o duto em volta de arestas que possam danificá-lo (Fig. 9)
2) Não atravessar canos, instalações ou acessórios metálicos de alta
temperatura. Tenha sempre presente os valores de temperaturas de uso.
(Fig.10)
3) Não instalar trechos com comprimentos excedentes que necessitem a futura
redistribuição de bocas de saída. O emprego de comprimentos superiores
aos requeridos aumenta sem necessidade, as perdas de carga por fricção.
4) Não instalar DUTOS FLEXÍVEIS em espaços exteriores, submetido
diretamente aos raios solares. A exposição prolongada à radiação ultravioleta
é o único agente que deteriora o poliéster, mais não o alumínio. Caso seja
necessário instalar DUTOS FLEXÍVEIS em exteriores deve-se encomendar
um duto com capa especial.
5) Não dobre os DUTOS FLEXÍVEIS na saída de um colarinho para que não
haja atrito com as arestas internas o que poderia originar curvas com
excessiva queda de pressão, danos no duto e tensões que põe em perigo a
integridade do encaixe do DUTOS FLEXÍVEIS. (Fig.11)
6) Não deixe pedaços de DUTOS FLEXÍVEIS excessivamente compridos
quando conectar as ligações, isto ocasionará maiores perdas por
fricção.(Fig.12)

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4 ACESSÓRIOS PARA DUTOS FLEXÍVEIS
Para fazer o lay out corretamente é conveniente conhecer todas as peças disponíveis para
que, combinadas com DUTOS FLEXÍVEIS seja possível materializar qualquer projeto.

4.1 CUBO DE ENCAIXE


É uma caixa de chapa galvanizada , disponível em várias medidas que prevê todas
as possibilidades de acoplamento, derivação e terminais. (Fig. 1)

4.2 CAIXA PLENUM PARA GRELHA


É uma peça própria para instalar difusores. (Fig.2)

O lado AxA é cego e se utiliza para colocar o colar de encaixe; O lado BxC também é
cego e permite colocar qualquer medida de grade menor que BxC, ou uma grade BxC
abrindo toda a área e colocando uma moldura externa de madeira.

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4.3 CAIXA PLENUM PARA DIFUSOR
E uma peça especial para colocar difusores de injeção ou instalar grelhas de retorno.
(Fig. 3)

Em uma das faces AxA se encaixaria o difusor ou a grade. A outra face AxA é
utilizada para colocar o colar de encaixe.

4.4 ACABAMENTO
As peças descritas nos parágrafos 5.1 ao 5.3 são cegas, o que permite que sejam
feitas as conexões necessárias na obra.

4.5 COLARINHO DE ENCAIXE


Mediante esta peça é feita a união entre os acessórios / plenuns / dutos / dutos
centrais de chapa e o DUTOS FLEXÍVEIS .
Seus diâmetros coincidem com os dos DUTOS FLEXÍVEIS disponíveis . E possível
optar por colares com e sem registro de regulagem integrado. (Fig. 4 )

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4.6 LAY OUT DE SAÍDA DOS EQUIPAMENTOS
Para esta finalidade pode ser utilizada o CUBO DE ENCAIXE, ou também utilizar
peças criadas especificamente para tal fim. (Fig.5)

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5 ACESSÓRIOS COMPLEMENTARES

5.1 ABRAÇADEIRA DE NYLON


É uma eficiente abraçadeira de nylon utilizada para fixar os trechos de DUTOS
FLEXÍVEIS aos colares de encaixe. (Fig.1)

5.2 ABRAÇADEIRA EM ROLO


É um rolo de 30 m de abraçadeira de metal com 50 presilhas de rosca sem fim. Este
elemento é cortado de acordo com as necessidades na obra e pode ser utilizado
como abraçadeira para fixar trechos de DUTOS FLEXÍVEIS aos colarinhos de
encaixe ou como elemento de fixação para a montagem de dutos; pendurados,
percursos horizontais, percursos verticais, etc. (Fig. 2)

5.3 FITA PARA DUTO (SILVER TAPE)


É utilizada para vedar DUTOS FLEXÍVEIS aos colarinhos de encaixe.

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6 PROJETOS COM DUTOS FLEXÍVEIS
Neste capítulo veremos qual é a maneira mais conveniente de encarar os projetos de dutos
com DUTOS FLEXÍVEIS ; aprenderemos alguns segredos e descobriremos o quanto mais
flexível e confiável pode chegar a ser uma instalação de ar condicionado por dutos quando
aplicamos este produto que é uma novidade.

6.1 OS PRIMEIROS PASSOS


O primeiro impulso de um projetista é realizar seu projeto da maneira tradicional e
aplicar neles os DUTOS FLEXÍVEIS e seus acessórios. (Fig. 1 e 2 )

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Comparando as figura 1 e 2, vemos que conseguimos a mesma figura com dois
sistemas diferentes. Na prática, as instalações funcionarão de maneira similar e os
custos finais também serão parecidos. Definitivamente, a utilização de DUTOS
FLEXÍVEIS nos ofereceu apenas um pouco mais de rapidez, alguma economia em
fretes e a possibilidade de evitar alguns problemas na obra, mas as maiores
vantagens da utilização do DUTOS FLEXÍVEIS não aparecem nesta forma de
projetar.
Resumindo, utilizar DUTOS FLEXÍVEIS para fazer um projeto da mesma maneira
que com dutos de chapa é um erro. Com DUTOS FLEXÍVEIS o projeto deve ser
gerado como se mostra a seguir. (Fig.3)

Com esta nova maneira de projetar obtem-se as seguintes vantagens:

• Rapidez de projeto. É possível fazer um simples diagrama de fios, inclusive


sobre a cópia fornecida pelo cliente.

• Regulagem do sistema. É possível regular e setorizar sem limite desde a


parte de descarga(I).

• Economia em acessórios de chapa.No projeto da fig.3 há uma economia de


quatro caixas com respeito ao projeto da fig.2.

• Máxima disponibilidade da pressão do ventilador. Por sua disposição tipo


aranha, cada boca de impulsão, praticamente , sai de maneira direta da
descarga do ventilador.

A estas vantagens podem somar-se as seguintes:


• Economia no transporte.
• Diminuição do tempo de montagem.

• Menos desperdícios.

• Modificações no local sem necessidade de refazer peças.

• Entrega imediata.

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6.2 PROJETOS COM DUTOS FLEXÍVEIS

6.2.1 MORADIA UNIFAMILIAR


Para projetos mais complexos o conceito é o mesmo. Começamos
analisando o projeto de uma moradia unifamiliar.(Fig.4)

Neste projeto a casa foi dividida em três setores.

• Zona 1 : recepção , sala de estar, sala de jantar e escritório.

• Zona 2 : quartos, suíte, banheiros.

• Zona 3 : cozinha, copa, sala de tv.

Este projeto conseguiu a total independência dos três setores que podem ser
regulados e setorizados com total liberdade. Alem desta vantagem, a
distribuição do tipo aranha em cada uma delas permite por sua vez a
regulagem mediante os colarinhos com registro , de cada difusor de maneira
independente. Este sistema de flexibilidade total permite corrigir qualquer
diferença de pressão em dutos possibilitando a regulagem perfeita.

Com um projeto tradicional é impossível conseguir este grau de controle


sobre a instalação e muito menos com os custos do DUTOS FLEXÍVEIS .

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6.2.2 PROJETO LINEAR
Os projetos com DUTOS FLEXÍVEIS oferecem muita segurança para
distribuições lineares do tipo hotel, onde é crítica a queda de pressão por
fricção no sistema, a qual é evidenciada nas últimas grades. (Fig. 5 e 6).

Na Fig.5 ilustramos a distribuição tradicional fabricada com dutos de chapa.


Na Fig.6 observamos a disposição no DUTOS FLEXÍVEIS , formada por um
plenum de saída que alimenta plenuns secundários os quais alimentam um
grupo de difusores. No nosso caso, projetamos seis plenos secundários,os
quais podem ser regulados independentemente a partir do plenum principal
da sala de máquinas e por sua vez, dos plenuns secundários partem três
grades reguláveis independentes. Novamente, temos um projeto com
infinitas possibilidades de regulagem, menor custo e menor tempo de
montagem.

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6.3 PROBLEMAS DE ESPAÇO
Caso não se disponha de espaço suficiente para passar um duto de seção circular,
não é necessário dispensar a utilização de DUTOS FLEXÍVEIS, nem incorrer em
despesas extras. Observamos que para um volume de ar de 56m 3 /min e queda de
pressão estática de 0,10 mm c.a/metro,das diferentes possibilidades de passagem
dos DUTOS FLEXÍVEIS:

• 1 DUTOS FLEXÍVEIS diâmetro 457mm

• 2 DUTOS FLEXÍVEIS diâmetro 406mm

• 3 DUTOS FLEXÍVEIS diâmetro 314mm

• 4 DUTOS FLEXÍVEIS diâmetro 263mm

• 5 DUTOS FLEXÍVEIS diâmetro 161mm

O duto de seção retangular de relação AxB máxima que poderíamos utilizar seria de
70 cm.x 23 cm

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7.PERDA DE PRESSÃO EM DUTOS FLEXÍVEIS

7.1 INTRODUÇÃO
Todas as pressões se referem à pressão atmosféricas com a possibilidade de serem
medidas em milímetros de coluna de água (mm c a ).
E denominada pressão estática ( Pe ) a pressão exercida pelo fluxo de ar em forma
perpendicular às paredes do duto. A Pe é medida com um manômetro de água
colocado de forma paralela ao fluxo de ar. (Fig. 1 )

E denominada pressão dinâmica ( Pd ) a energia cinética da unidade de volume do


fluido. A Pd é medida com um manômetro de água com duas bocas , uma em forma
paralela ao fluxo de ar e a outra em forma perpendicular. (Fig. 2 )

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O valor da Pd é função da velocidade (v) e o peso específico do ar, e se expressa
com a seguinte equação:

AxV2 A: Peso específico do ar, 1,23 Kg/ m 3


Pd= -------------- V: Velocidade do ar, [ m/seg]
2G G: Aceleração da gravidade, 9,81 m/Seg

Resolvendo esta equação obtemos a fórmula simplificada:

V2
Pd=--------
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A pressão total (Pt) dentro de um duto é a soma de Pe e Pd

Pt = Pe + Pd

Em trechos de dutos retos e com seção constante, a perda de Pt será constante .


Veja no gráfico seguinte. (Fig. 3 )

Fig. 3 Para um duto de 30 cm de diâmetro , com um volume de Q = 20 m 3/ min


com uma v = 4,3 m / Seg e queda de Pe = 0,1 mm c a / metro.

2 2
V (4,3) 18,49
Pd = ------- = ---------- = ---------- = 1.16 mm c a
16 16 16
Porém as perdas de carga mais importantes, aquelas que devem ser levadas em
conta quando é feito o projeto para não perder rendimento em nosso ventilador, são
as produzidas nos dutos quando há variações em sua direção e/ou magnitude devido
à presença de encaixes, curvas, derivações, etc.
Estas perdas devem somar-se às causadas pela fricção constante verificada ao longo
do duto.
Esclarecidos estes pontos,com a intenção de esclarecer o ponto que nos interessa,
compararemos o comportamento de uma derivação dupla, tipo “V”. No primeiro caso,
fabricado em chapa pelo método tradicional e no outro, realizado em DUTOS
FLEXÍVEIS e acessórios.

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7.2 CÁLCULOS COMPARATIVOS
Uma vez apresentados os elementos procederemos a calcular as quedas de Pe
produzidas em cada caso. Utilizamos o método descrito no Capítulo 2 do Manual de
Ar Condicionado editado por Carrier Corp.

Analisaremos o caso de derivação em chapa com lay out tradicional, calculamos pelo
método de comprimento equivalente, Pág. 2-49, manual Carrier. (Fig.4)

Parâmetros: Seção Central (1) : Q1 = 40 m 3 / min

Pe1= 0,1 mm c a

V1 = 5,8 m/seg

Pd1= 2,1 mm/ c a

Seção derivação (2) : Q2 = 20 m 3 / min

Pe2= 0,1 mm c a

V2 = 5,0 m/seg

Pd2= 2,1 mm/ c a

Relação R/D = 1,25 , para cotovelo sem guias


Comprimento equivalente = 1,47 m
Perda de carga na curva = 0,10 mm c a x1,47 m = 0,147 mm c a
A perda de pressão na curva em “v” é Pe = 0,147 mm c a

A perda de pressão na curva em “v” é Pe = 0,147 mm c a

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Analisaremos agora o caso de derivação com DUTOS FLEXÍVEIS e acessórios
pelos métodos de fatores de velocidade (n), Pág. 2-47, tabela 10, manual Carrier.
(Fig. 5)

Parâmetros: DUTO FLEXÍVELQ1 = 40 m 3 / min


CENTRAL (1) ;

Pe1= 0,1 mm c a

V1 = 5,1 m/seg

Pd1= 1,6 mm/ c a

Cubo de encaixe (2) ; Q2 = 40 m 3 / min

Pe2= 0,025 mm c a

V2 = 3, m/seg

Pd2= 0,81 mm/ c a

Seção derivação (2) ; Q3 = 20 m 3 / min

Pe3= 0,1 mm c a

V3 = 4,3 m/seg

Pd3= 1,17 mm/ c a

Calculamos agora,

( I ) , Passagem do duto central ao cubo de encaixe, zona de ganho estático Pe (I)

V2 3,6 por tabela 10


= ------ = 0,71 n(I) = 0,11 Pe(I) = n(I) x Pd1=
V1 5,1 =0,11 x 1,6 = 0,18 mm c a

(II) , Cubo de encaixe ( zona de baixa pressão ) Pe (II) = 0,025 mm c a

(III)Passagem de cubo de encaixe ao duto derivação, zona de perda estática Pe (III)

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V2 3,6 por tabela 10
= ------- = 0,84 n(III) = 0,10 Pe(III) = n(III) x Pd3=
V3 4,3 = 0,10 x 1,17 = 0,12 mm c
a

A perda de Pe na derivação com DUTOS FLEXÍVEIS é dada por :

Diferença Pe = {- Pe 1 + Pe 2 + Pe 3 ) mm c a

{- 0,18 + 0,25 + 0,12 ) mm c a

{- 0,035 ) mm c a

A perda de pressão na derivação com DUTOS FLEXÍVEIS é de Pe = ( 0,035 )


mm c a

Caso se trabalhe com DUTOS FLEXÍVEIS há um re-ganho estático de 0,035


mm c a

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Observemos os gráficos correspondentes ( Fig. 6 e 7 )

Fig.6 : Este é o caso de derivação em duto tradicional de chapa. A zona denominada


Zona de Curva, corresponde a uma das derivações do “V”e se comporta como se
prolongássemos a instalação em 1,47 m.

Fig. 7 : Este é o caso de derivação com DUTOS FLEXÍVEIS e cubo de encaixe. A


zona (I) corresponde à passagem do DUTOS FLEXÍVEIS centrais para o cubo de
encaixe e se comporta produzindo um re- ganho estático de 0,18 mm c a neste ponto;
a zona (II) é o cubo de encaixe onde Pe e Pd diminuem substancialmente e a zona
(III) indica a passagem do cubo de encaixe para uma das derivações do “V”, onde se
produz uma queda de Pe de 0,12 mm c a, para depois restabelecer a Pe do lay out
no duto de derivação

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7.3 GRÁFICO DE PERDA POR FRICÇÃO EM DUTOS FLEXÍVEIS
Com este gráfico podemos calcular os diâmetros de dutos flexíveis em função do
volume, velocidade e perda de carga (Pe)

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