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O livro “A ciência através do tempo” busca mostrar uma visão de forma panorâmica da

nossa história com a ciência, escrito por Attico Inacio Chassot, publicado pela editora Moderna
de São Paulo. Nele vagamos do paleolítico á era contemporânea, visitando cada etapa da
construção da nossa ciência atual, de maneira suscinta traz o arsenal de conhecimentos em cada
época, moldados para e por cada cultura.
O livro é dividido em 12 capítulos contando com 192 páginas, ele é narrado em terceira
pessoa e contado de forma cronológica dos acontecimentos ao longo do tempo. Nos próximos
parágrafos encontra-se uma resenha dos conteúdos abordados.
Divisas, marcos e etapas são fundamentais para o entendimento da evolução da
humanidade, fogo, pinturas, plantação e guerras são palavras que norteiam nossa história.
Utilizamos ferramentas de pedra, bronze, metal, entre outros milhares de materiais para moldar
o mundo ao nosso redor.
O fogo, roubado dos deuses e entregue aos mortais por Prometeu, segundo a Mitologia
Grega, trata-se de uma enorme conquista humana, arma mortal para a fauna e flora, também
transformando os alimentos em cozidos, e entregando proteção.
Coletando e caçando tudo o que podiam retirar da natureza perdurou o decorrer dos
tempos da nossa jornada, vivendo com o essencial, sem muitas marcas, sem muitas
perturbações. Até cerca de 10.000 anos atrás, quando tribos nômades perceberam que sementes
antes jogadas no chão, poderiam germinar em um novo ciclo da vida, e da replicação surgiu a
agricultura, com o chamado “Crescente Fértil” sendo berço de civilizações que dentre estas
destacam-se as egípcias, mesopotâmias e fenícias contribuindo com a inovação das ideias.
Os Gregos, denominados assim pelos romanos, consideravam-se helenos, formado pela
junção de outros povos em uma terra rochosa e espalhada por milhares de ilhas. O contato
favorecido com o mar os fez comerciantes, o que elevou suas relações com outras culturas e
outras ideias. Reflexão e curiosidade os fizeram sistematizar o conhecimento, distanciando das
explicações mitológicas buscavam compreender a natureza das coisas com a razão, contribuindo
enormemente para com a ciência e filosofia. Alexandria, um dos centros da cultura antiga
promulgou o conhecimento com o a ajuda do poder do império de Alexandre, o Grande.
A Idade Média, considerada um tempo de retrocesso e escuridão na verdade apresentou
inúmeros avanços nas técnicas de plantio como também foi nessa época que surgiram as
primeiras universidades, ocorreram mudanças na ciência experimental em detrimento da teórica
com os alquimistas que buscavam a transmutação da matéria. No geral a evolução continuou,
embora restritas majoritariamente nos monastérios católicos.
Com a reversão dos pensamentos naturais ligados aos dogmas católicos surge um novo
movimento chamado de Renascimento, nomeado assim pois buscava retornar para as antigas
culturas da idade antiga, tal mudança foi inflada pelas Grandes Navegações e seus
descobrimentos de novas terras, o Homem passa a ser centralizado e promovido como principal
agente motor, inspirados pelas conquistas o antropocentrismo ganhou força total.
Na revolução cientifica fomos as bases do universo, cientistas como Newton, Copérnico
e Galileu trajaram a ciência com o conhecimento do cosmos em sua pureza matemática. A
mudança do Geocentrismo para o Heliocentrismo gerou controvérsias, no entanto hoje é um fato
comumente aceito pela maioria das pessoas do planeta.
A Revolução Industrial acompanhada de um ciclo retroativo entre ela e a ciência
promoveu um marco, o começo da produção em larga escala para atender as infinitas
necessidades humanas, o Homem se depara com o poder de mudar o mundo.
O melhor entendimento dos conceitos da eletricidade faz-se dela companheira
inseparável dos Sapiens, Sapiens esses que com a ajuda de Charles Darwin descobriram a
mutabilidade das espécies trazendo a superfície nosso passado evolutivo.
O Século XX foi marcado de inúmeras contribuições gigantescas na ciência, nele
entendemos melhor algumas leis do universo como a da finidade da velocidade, tudo finaliza-se
antes de ser mais rápido que a luz, nosso espaço liga-se com o tempo, formando um tecido
espaço-tempo que pode ser influenciado pela massa dos corpos. A radioatividade da matéria foi
estudada, surgindo meios impressionantes de extração de energia da própria matéria, meios tão
poderosos que hoje são perigosos em usos inadequados nas armas de dano em massa.
Sobre a obra gostaria de salientar sua acuracidade com os fatos, o simples ato de ler
torna-se um aprendizado sobre nossa capacidade de se superar, moldados por guerras e impérios
a humanidade ainda assim avança implacavelmente por sua curiosidade do saber. Recomendo a
qualquer um que deseje conhecer a quem pertence os “ombros de gigantes” descrito por Isaac
Newton que hoje nos apoiamos para construir um mundo melhor.
Attico Inacio Chassot se graduou em Química pela UFRGS com doutorado em
Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pós-doutorado na Universidade
Complutense de Madrid, ainda hoje exerce a função de professor na Universidade do Vale do
Rio dos Sinos.

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