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A Ecologia é o estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente.

A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos", que significa casa, e "logos", estudo.
Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se
vive. Foi o cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, quem primeiro usou este termo
para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem,
além da distribuição e abundância dos seres vivos no planeta Terra.

A Ecologia divide-se em várias partes, tais como a Autoecologia, a Demoecologia e a


Sinecologia.

Para os ecólogos, o meio ambiente inclui não só os fatores abióticos como o clima e a
geologia, mas também os seres vivos, as comunidades que habitam um determinado
biótopo e os respetivos fatores bióticos.

Para que possamos delimitar o campo de estudo em ecologia devemos, em primeiro


lugar, compreender os níveis de organização entre os seres vivos. Portanto, podemos
dizer, que o nível mais simples é o do protoplasma, que é definido como substância
viva. O protoplasma é o constituinte da célula, portanto, a célula é a unidade básica e
fundamental dos seres vivos. Quando um conjunto de células, com as mesmas funções
estão reunidas, temos um tecido. Vários tecidos formam um órgão e um conjunto de
órgãos formam um sistema. Todos os sistemas reunidos dão origem a um organismo.
Quando vários organismos da mesma espécie estão reunidos numa mesma região, temos
uma população. Várias populações num mesmo local formam uma comunidade. Tudo
isto reunido e trabalhando em harmonia forma um ecossistema. Todos os ecossistemas
reunidos num mesmo sistema como aqui no Planeta Terra temos a biosfera.

O meio ambiente afecta os seres vivos não só pelo espaço necessário à sua
sobrevivência e reprodução -- levando, por vezes, ao territorialismo -- mas também às
suas funções vitais, incluindo o seu comportamento (estudado pela etologia, que
também analisa a evolução dos comportamentos), através do metabolismo. Por essa
razão, o meio ambiente -- a sua qualidade -- determina o número de indivíduos e de
espécies que podem viver no mesmo habitat.

Por outro lado, os seres vivos também alteram permanentemente o meio ambiente em
que vivem. O exemplo mais dramático é a construção dos recifes de coral por
minúsculos invertebrados, os pólipos coralinos.

As relações entre os diversos seres vivos existentes num ecossistema incluem a


competição pelo espaço, pelo alimento ou por parceiros para a reprodução, a predação
de organismos por outros, a simbiose entre diferentes espécies que cooperam para a sua
mútua sobrevivência, o comensalismo, o parasitismo e outras (ver a página Relações
Ecológicas).

Da evolução destes conceitos e da verificação das alterações de vários ecossistemas --


principalmente a sua degradação -- pelo homem, levou ao conceito da Ecologia Humana
que estuda as relações entre o Homem e a Biosfera, principalmente do ponto de vista da
manutenção da sua saúde, não só física, mas também social.
Por outro lado, apareceram também os conceitos de Conservação e do
Conservacionismo que se impuseram na actuação dos governos, quer através das acções
de regulamentação do uso do ambiente natural e das suas espécies, quer através de
várias organizações ambientalistas que promovem a disseminação do conhecimento
sobre estas interações entre o Homem e a Biosfera.

A ecologia está ligada a muitas áreas do conhecimento, dentre elas a economia. Nosso
modelo de desenvolvimento econômico baseia-se no capitalismo, que promove a
produção de bens de consumo cada vez mais caros e sofisticados e isso esbarra na
ecologia, pois não pode haver uma produção ilimitada desses bens de consumo na
biosfera finita e limitada.

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