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Impresso por Natália Antunes, CPF 160.264.017-33 para uso pessoal e privado.

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No texto “Linhas de progresso na terapia psicanalítica”, Freud reconhece


que existem algumas imperfeições em sua teoria e que etá disposto a aprender
novas técnicas e altrar algumas coisas para aperfeiçoá – la.

Junto com outros médicos, Freud estabelece os passos da terapia


psicanalítica: “dar ao paciente conhecimento do inconsciente, dos impulsos
reprimidos que nele existem” e “revelar as resistências que se opõem a essa
extensão do seu conhecimento sobre si mesmo.” Tudo isso através da
transferência do paciente para a pessoa do médico. Com isso, ele esperava
que o paciente adotasse a convicção a respeito das repressões na infância e o
fato de ser impossível se viver no princípio do prazer.

Ele compara a psicanálise com as análises laboratoriais (químicas) que


separam os componentes químicos de uma substância e os analisa Na
psicanálise, os sintomas patológicos do paciente assim como suas atividades
mentais são de natureza complexa, e os elementos dessa composição são
“impulsos instintuais”. Sendo assim, no trabalho com os pacientes, é mostrado
a eles, os motivos inconscientes, os impulsos instintuais desconhecidos pelos
mesmos que haviam incorporado na causa de seus sintomas.Essa
comparação feita poderia levar a terapia a uma nova direção, ou seja, analisa-
se o material que é disponibilizado pelo analisando, separando os
componentes elementares e instintuais. Ele também se preocupa com a
questão de fornecer ao paciente um atendimento mais focado na síntese do
que na análise. Nessa perspectiva, ele enfoca a análise dos sonhos, alegando
ser necessário não visualizar os elementos dos sonhos no contexto em que
aparecem, mas sim, analisá – los um a um, separadamente.

Porém, um pouco mais pra frente, Freud diz que essa comparação tem
suas limitações, uma vez que após esses impulsos serem liberados fazem uma
nova ligação, não entrando em isolamento.

Segundo ele, o paciente neurótico se apresenta com a mente dividida


por resistências, e conforme se vai eliminando cada uma delas com as
análises, a mente se unifica, trazendo para perto do Ego todos os impulsos
instintuais que haviam sido deslocados para longe deste. Ele acreditava que
seria dessa forma que a psicossíntese se daria, inevitavelmente e sem
intervenção analítica.

Com tudo isso, ele chegou a uma definição de sua tarefa terapêutica, e
que ela se dava a partir de dois pontos: trazer ao consciente os impulsos
reprimidos e descobrir quais são as resistências que dividem a mente do
neurótico. Ele considera justificável o analista intervir, auxiliando o paciente a
solucionar os seus conflitos resultantes dessas resistências que se “quebram”.

Freud aponta que o que faz com que o sujeito adoeça são as frustrações
que ele sofre e seus sintomas nada mais são do que uma tentativa de substituir
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a satisfação que não teve. Por mais cruel que se pareça, ele mostra que não é
possível fazer com que esse sofrimento em que o paciente está inserido acabe
de uma vez só, de forma rápida, pois, segundo ele, pode causar “melhoras
insignificantes e transitórias”.

Quando na análise se consegue dominar a doença, o paciente tenta


substituir seus sintomas por novas satisfações, buscando burlar o sofrimento,
por caminhos “alternativos” e consegue escondê – los do analista por um
tempo. Cabe, então ao analista decobrir que caminhos são esses e impôr ao
paciente que os abandone, pois, eles apenas aliviarão a tensão deste e
poderão ainda causar sérios danos futuros. Este, Freud destaca como um
perigo a se submeter na análise.

Outro fator perigoso para Freud é quando o paciente busca suas


satisfações substitutivas na própria análise e na sua relação de transferência
com o terapeuta (o popular “Você está confundindo as coisas.”). Quando isso
acontece, cabe também ao terapeuta oferecer um lugar mais agradável
possível para o paciente, de forma que ele fique à vontade e encontre ali o que
ele realmente espera, o que na maioria dos casos é um refúgio dos problemas
do dia a dia. O analista só não deve permitir que se chegue a um grau elevado,
passando por exemplo de substituto de satisfação para um sentimento muito
forte da parte do paciente, de modo que pode também interferir nas questões
do próprio terapeuta.

Freud abomina o fato de fazer de seus pacientes sua propriedade


privada, de poder decidir o seu futuro, impôr seus ideais e por consequência,
transformá – lo não em um sujeito desejante,mas sim fazendo deste paciente
um sujeito para viver “à imagem e semelhança” do terapeuta.

Freud destaca qual foi o principal ponto que o levou a desenvolver a


psicanálise, que foi a histeria que acometia as mulheres de sua época, e com
isso, a psicanálise ficou um pouco limitada a esse tipo específico de doença.
Mas, com a incidência grande de fobias, ele julgou necessário aumentar esses
limites da psicanálise, para que essa “nova doença” pudesse ser tratada
também de forma subjetiva com cada um. Ele aponta uma possível forma de
abordar o problema, começando por moderar a fobia, “e apenas quando isso
foi conseguido por exigência do médico é que afloram à mente do paciente as
lembranças que permitem resolver a fobia.”.

Concluindo seu trabalho, Freud diz que gostaria que o campo de


atuação da psicanálise fosse maior, uma vez que estamos diante de um tipo de
neurose extremamente grave – a miséria social e psíquica. A partir de então, a
psicanálise teria condições de ser aplicada aos pobres. Com a teoria das
pulsões, ele modificou seu modo de pensar o processo de civilização. Passou a
declarar a necessidade de expansão da psicanálise à população pobre e,
assim, traçou os indicadores da psicanálise aplicada à terapêutica. Em Freud,
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há uma relação direta entre o empobrecimento do eu e o empobrecimento


econômico e social. Entende – se que a divisão do Eu é constitucional e as
consequências dessa divisão estão diretamente relacionadas com as
condições individuais e sociais em que cada criança se organiza.
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UNIVERSIDADE SEVERINO SOMBRA


CELCSAH
Curso: Psicologia 6° período
Prof. : Fernanda Cabral Samico
Aluna: Mariana Prem Mendes 121. 106. 018

Resenha:
Linhas de
progresso na
terapia psicanalítica

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