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POESIAS

Vem aí o Natal!

É Natal!

Todos dizem:
-O cheirinho está no ar!
Vamos todos p´ra cozinha
A nossa mãe ajudar.
O Natal está a chegar Rabanadas, bolo-rei,
Já sei o que vou fazer: Arroz doce, aletria,
Um desenho bem bonito Ai que cheirinho a canela!
E ao papá oferecer… Que saudades eu já tinha
Um colar todo em massinhas De provar o gosto dela…·
Ficará bem à mamã À noite
Um boneco em plasticina Já à noitinha
Eu darei à minha irmã. Numa festa sem igual…
Depois irei acabar Tocam à campainha…
A prenda do meu irmão, É ele, o Pai Natal!
Um barco feito de noz
Com a vela em papelão!

O Natal está a chegar…


Vou ter cá um trabalhão
Ainda por cima não sei
O que vou dar ao meu cão!

Lourdes Custódio
A Estrelinha Curiosa

Uma Estrela Brilhante


Desceu do céu uma estrela
Veio pousar no meu telhado
Entrou pela chaminé Uma estrela no céu distante
E foi cair mesmo ao pé Veio ao meu quintal
Do presépio ia armado.
Visitar o pinheirinho
Assustou-se São José Que enfeitei para o Natal.
Sobressaltou-se Maria
Que tapou com uma fralda Ela quis cá ficar
O berço do pequenino Sempre, sempre a brilhar.
Não fosse uma luz tão forte
Acordar o Deus menino.

Foi então que São José


Num gesto bem natural
Sacudiu a estrelinha
Que ficou presa nos ramos
Da arvore de natal.

E ali ficou contente


Sobre o pinheiro a brilhar
Distraída e encantada
Nem viu o tempo a passar.

Mas o relógio lá da sala


No seu forte badalar
Despertou a estrelinha:
- Ah! Já estou atrasada!
Minha mãe vai-me ralhar.
E um pouco contrariada
Foi para o céu descansar!
Os magos viram ao fundo
Entre palhinhas deitado
O salvador do mundo.

Ouro, incenso e mirra


Quiseram eles oferecer
Àquele grande rei
Que acabara de nascer.
O Nascimento de Jesus
E assim todos adoraram
Aquele menino sagrado
Sorrindo apesar de tudo
Naquelas palhinhas deitado.

Então neste natal


Por este mundo fora
Vamos adorar o menino
Que tanto nos adora!!!
Nasceu o menino Jesus Aleluia! Nasceu o Salvador!!!
Há muito tempo em Belém
Numa pequena gruta
Com José, Maria e mais ninguém.

Apenas dois jumentos


Se juntaram à alegria
Aqueciam o Deus Menino Mesa de Natal
Dentro daquela gruta fria.

Foi então que no céu


Uma estrela brilhou Na mesa há bolo-rei,
E por cima daquela gruta Filhós e rabanadas,
A pequena luzinha pousou. Há passas e pinhões
Pão-de-ló e tigeladas.
Os anjos foram avisar
Todos os pastores da serra
Que vieram com alegria Não falta o arroz doce
Visitar o salvador da terra. Vinhos finos e licores,
Fios de ovos, aletria,
Cada um por sua vez Pudins de muitos sabores.
O menino, eles olharam
E com grande emoção Está tudo delicioso!
O seu nascimento louvaram. E eu, bem posso dizê-lo,
Pois sem ninguém dar conta
A estrelinha lá brilhou Provei tudo com o dedo.
Dando bastante luz
Ajudava os três reis magos
A encontrar Jesus.

Dentro da pequena gruta


Vão chegando de mansinho,
Com pezinhos de algodão.
Os anjinhos pequeninos,
Mal tocam com os pés no chão.

Nos olhos trazem a luz


E o brilho do luar.
No colo trazem flores
E estrelinhas a brilhar.

O Natal

Natal!
Querido Pai Natal
Escrevi-te um lindo postal
Para me mandares presentes
No Dia de Natal.

Natal é alegria,
Paz e harmonia.
E todas as crianças
Têm fantasias.

Na noite de Natal
Estava a ver televisão
Junta-se a família. E ouvi falar de um velhinho
Vai-se à missa do galo Tinha a barba grande e branca
Ver Jesus, José e Maria. E um rosto coradinho

Natal é Natal! Como pode o Pai Natal


Já nasceu Deus menino! Com as prendas carregar?
Nas palhinhas deitado Felizmente tem as renas
Todo enroladinho.
Que o podem ajudar.

Se eu quero merecer prendas


Quando chega o Natal
Sei que durante o ano
Não me posso portal mal.
Os Anjinhos

Já nasceu o Deus menino


Que todos vão adorar
E p’ra dar as boas vindas
Uma canção vamos cantar.
Um barco a motor
Lourdes Custódio
O que te der jeito
Qualquer prendazita
Fico satisfeito
Menino Jesus do céu
Escrevi-te um lindo postal
Para me mandares brinquedos
No dia de Natal
Menino Jesus do céu
De seda era o meu postal
Não te esqueças da minha rua

No dia de Natal!

Pedido de Natal

No Pinheirinho de Natal
Com estrelinhas a brilhar Ao menino Jesus
Tantas, tantas prendinhas
O Natal está a chegar
Coloco o sapatinho
Junto Árvore de Natal
Pedi para ser um bom menino
E não me portar mal.
Hoje é dia de Natal
Mas o menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus
Recebi cinco brinquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre menino Jesus,
Faz anos e está despido.
Comi bacalhau e bolos,
Recado para o Menino Jesus
Peru, pinhões e pudim.

Menino Jesus do céu Só ele não comeu nada


Dá-me um avião Do que me deram a mim.
Ou um automóvel Os reis de longe trazem
Ou mesmo um balão
Tesouros, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes, breca
Puxou-me os cabelos, e eu fiquei
Eu cá fazia uma birra.
careca.
Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.

Luísa Ducla Soares

Noite de Natal

AS VOGAIS DO NATAL

AAA
Mais bolos não há
Vamos todos procurar
Com vontade de os achar
AAAAA
Quem tem muitos já.

EEE
Não temos café
Noite de natal chego à porta e Vamos todo sem demora
bato A correr que está na hora
vou meter prendinhas, no vosso EEEEE
sapato Ver este bebé.
Pus o sapatinho, junto à chaminé
E o Pai Natal deu-me um III
chimpanzé Olhem o que eu vi
Venham todos a correr
Mas para alegrar o meu caracol Pois não há tempo a perder
O Pai Natal, deu-me um guarda IIIII
sol Já estamos aqui.
Zangou-se comigo, levou-se da
e estas peles vou levar
para no mês de Janeiro
OOO se poder agasalhar.
Tem frio faz dó Lenhador
Deixai-me ir também a mim.
Que bonito rosadinho eu cá sou o lenhador.
Rechonchudo pequenino vou acender-lhe a fogueira
OOOOO p`ra que tenha mais calor.
Vendedeira de fruta
Dorme faz ó, ó. Eu sou Maria fruteira,
vendo fruta no mercado,
levo-lhe figos e passas
UUU p`ra que saia bem medrado!
Diz-me quem és tu Florista
Eu sou a Rosa florista,
É Jesus que traz o Bem vendo flores toda a semana,
Responde sorrindo a mãe só lhe posso levar flores
UUUUU p`ra lhe enfeitar a cabana!·
Vendedor ambulante
Mas porque está nu? Sou vendedor ambulante,
vendo brinquedos nas feiras!
vou levar-lhe dois ou três
para as suas brincadeiras!
Lavadeira
Sou uma pobre lavadeira,
não lhe posso dar prendinhas.
mas vou também, porque não?
sempre lhe lavo as roupinhas.
Ferrador
eu sou o Zé ferrador.
já levo aqui ferramenta.
não tendo prenda melhor
vou-lhe ferrar a jumenta.
Palhaço
E eu, um simples palhaço.
será que faço lá falta?
quer faça ou não, vou na mesma,
Pastor para alegrar toda a malta!
Sou pastor das serranias Menino
e ao Menino vou oferecer Olhem que eu sou pequenino,
o leite das ovelhinhas não me deixem cá ficar!
para ajudá-lo a crescer. levem-me a ver o Menino
Moleirinha para ter com quem brincar!
Eu que sou a moleirinha, Pobre da rua
vou também com o meu burrinho, Eu sou um pobre da rua,
e levo esta farinha não tenho nada de meu,
p`ra lhe fazer um bolinho. mas vou também visitá-lo
Costureira p`ra que me leve p`ró Céu!
Eu sou a costureirinha, Todos
trabalho em chita e riscado. Pobres somos todos nós!
vou levar-lhe esta roupinha mas ser pobre, isso que tem?
p`ra vestir no baptizado. Jesus também nasceu pobre
Peliqueiro e é mais rico que ninguém!
Eu sou João Peliqueiro,
E Eu?

- Eu nem queria acreditar Numa época tão doce


Dizia a gata assanhada E esqueceram-se de mim!
Tanta compra, tanta prenda Vou procurar outros donos
E para mim não houve nada?! Dispenso amigos assim
Jogos, bonecos e livros - Eu se fosse a ti, ficava
Lápis, carros, um pião Aconselhou a cozinheira
Pacotes e mais pacotes Estás a ser precipitada
Tudo ofertas pró João! Se te vais, fazes asneira
Que foi que aconteceu Pára aí com os queixumes e com
Para uma injustiça assim? tamanha aspereza
Sou tão amiga de todos Ninguém se esqueceu de ti
E ninguém pensou em mim?! Vais ter a tua surpresa
Olha só para aquele monte - Eu bem vi junto ao pinheiro
Com prendas para a Leta Para mim não estava lá nada
Mochila, sapatos novos Há prendas para toda a gente
E uma bela bicicleta! Mas só eu fui desprezada
Lindo aquário para os peixes Queria um embrulho com um laço
Um laçarote pró cão Feito de papel de prata
E para mim, nada de nada E num bilhetinho escrito:
Mas que grande ingratidão! -“Bom natal querida Gata”
Com uma profunda tristeza Mas para eles não existo!
E quase, quase a chorar Eu vou mas é dar o fora
Procurou a cozinheira E cada vez mais zangada
Pois queria desabafar Resmungou e foi-se embora
- Nem um só pensou em mim Ao soar da meia-noite
Foi esquecimento total A Leta e o João
Mal sabes com me sinto Abrem prendas, prendas, prendas
Mas que triste o meu Natal! Na maior animação
Nunca mais contam comigo Mas a certa altura notam
A partir de hoje, é limpinho Que a gatinha está ausente
Acabam os rons rons E gritam ambos por ela
As festas e o miminho Chamam incessantemente
Passo a arranhar e a morder - mas onde estás tu, gatinha?
E isto, se ficar por cá Toma lá o teu presente
O mais certo é ir-me embora É fofinho, divertido
Não estou para os aturar! Vais adorar certamente
Ouviu mas não respondeu
Pois estava muito ofendida
Eles chamavam, chamavam
E ela sempre escondida
Por fim apareceu e disse:
- Queria um presente enfeitado
Com um papel colorido
E um laço prateado
- Se eu fizesse o que tu pedes
Coitadinha da surpresa
Morria asfixiada
Podes tu ter a certeza
Para veres como é verdade
E como temos razão
Olha para o que eu tenho ao colo
Disse maroto o João
- É bonito, meigo e doce
Da cor da neve branquinha
Passas a ter companhia
Estás satisfeita gatinha?
Feliz, feliz a valer
Fazendo muito ron ron
Ela dava marradinhas
P’ra dizer:
“Que bom! Que bom!”