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Aleitamento

Materno
INTRODUÇÃO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO LEITE HUMANO

O leite humano apresenta composição muito semelhante entre todas as mulheres, em qualquer lugar do mundo. No
É importante durante a anamnese verificar se o RN está em aleitamento exclusivo, sempre estimulando e entanto, sua qualidade e quantidade podem ser afetadas pelo estado nutricional da nutriz, como na desnutrição grave e
parabenizando a mãe caso esteja realizando. em gestações prematuras. Pode ser classificado em colostro e leite maduro, de acordo com a fase pós-parto e o teor de
componentes encontrado.
- Importante enfatizar que o aleitamento proporciona um melhor desenvolvimento do RN.
- O aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida é a melhor opção para a saúde do bebê. 1) Colostro É o primeiro leite que o lactente entra em contato, assim que realiza a sucção na mama materna. Apresenta-
- Em caso que tenha ocorrido desmame, questionar o motivo para a mãe; Se ainda tiver produção de leite, se como um líquido amarelado, viscoso, presente nos alvéolos mamários desde o último trimestre da gestação até os
propor o reestabelecimento do aleitamento materno exclusivo. primeiros dias do pós-parto. Ele contém mais proteínas e menos gorduras que o leite maduro.
- Identificar o leite usado pela criança e como ele é preparado e oferecido.
2) Leite maduro É o leite secretado a partir do 7º ao 10º dia pós-parto, possuindo menor teor proteico, fazendo com
- Lactentes < 6 meses não devem receber água adicional por causa do risco de hiponatremia. que a sobrecarga renal do lactente diminua, além de fornecer aminoácidos essenciais. É rico em gordura, sendo os lipídios
- O leite humano é especificamente adaptado às necessidades do lactente, sendo o leite mais adequado para a responsáveis por cerca de 50% das calorias do leite materno, fornecendo ácidos graxos essenciais e colesterol em
criança quantidades suficientes. Esses ácidos graxos são extrema importância para o transporte de vitaminas lipossolúveis e no
desenvolvimento do sistema nervoso da criança.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o aleitamento materno de mãe HIV positivo representa um risco 3) Leite posterior É o leite do final da mamada. É mais rico em calorias (energia) e sacia melhor o lactente, pois a
concentração de gorduras no leite aumenta no decorrer da mamada. Por isso, inclusive, recomenda-se o esvaziamento
adicional na transmissão vertical de 7-22% (65% da transmissão ocorre no trabalho de parto e 35%) in útero completo da mama

ORIENTAÇÕES PARA A AMAMENTAÇÃO PREPARO PARA A AMAMENTAÇÃO


Cuidados recomendados durante a gestação:
V A N T A G E N S
Evitar uso de sabonetes nos mamilos para evitar rachaduras (evita retirar a oleosidade natural). Expor a mama ao

sol, por alguns minutos (diminui naturalmente a sensibilidade do mamilo).
1- Menor custo.
2- Diminuição da mortalidade infantil, principalmente por causas infecciosas, como diarreia e infecções No caso de mamilos planos ou invertidos pode ser sugerido realizar um orifício no sutiã a partir do terceiro
trimestre para facilitar a protrusão mamária.
respiratórias,
além de enterocolite necrosante. *Exercícios de Hoffman - massagens na aréola e mamilo NÃO são indicadas durante a gestação por risco de induzir
parto prematuro.
3- Proteção contra ocorrência e gravidade das diarreias, pneumonias, otite média e outras infecções neonatais.

4- Proteção contra síndrome de morte súbita do lactente, diabetes insulinodependente, doença de Crohn, colite ORIENTAÇÕES APÓS O NASCIMENTO
ulcerativa, linfoma, doenças alérgicas e outras doenças crônicas do sistema digestório. Para mamilos planos ou invertidos:

5- Lactentes em aleitamento materno exclusivo tem melhor desempenho cognitivo. Tocar no mamilo para facilitar protusão mamilar e a pega
6- Aceleração da involução uterina, diminuindo o sangramento pós-parto. Usar compressas frias nos mamilos
7- Proteção da mãe contra câncer de mama, ovário, aumento do período de amenorreia e do intervalo de tempo Sucção com bomba manual
Ordenhar o leite enquanto o bebê não sugar efetivamente para manter a produção do leite e evitar ingurgitamento
entre as gestações. mamário, facilitando a pega.
8- Vínculo afetivo entre mãe e filho.
9- Atende as necessidades nutricionais e metabólicas.
DEFINIÇÕES
10- Excelente digestibilidade.
11- Isento de germes patogênicos. Aleitamento Materno Exclusivo (AME): É a criança que recebe somente leite humano, da própria mãe (diretamente
12- Pronto para uso e grátis. do seio ou ordenhado) ou de outra fonte (ex.: banco de leite), sem qualquer outro líquido ou sólido (à exceção de
vitaminas, sais de hidratação e medicamentos, quando necessários).
13- Completo o processo de maternidade e favorece a estética da mãe.
14- Efeito contraceptiv Aleitamento Materno Predominante (AMP): se refere àquela criança que recebe, além do leite humano, água, chás,
suco de frutas.

Aleitamento Materno Complementado (AMC): é a criança que recebe o leite humano e alimentos sólidos ou
semissólidos.

Aleitamento Materno Misto ou parcial (AMM): Além do leite humano a criança recebe outros tipos de leite.

Aleitamento Materno: quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independente de
receber ou não outros alimentos.

DESMAME PRECOCE
-causas-

Propaganda de fórmulas infantis - atualmente a Norma Brasileira De Comercialização De Alimentos Para Lactentes
regula o marketing de produtos que interferem com a amamentação. • Falta de orientação e educação.

“Confusão de bico” - a oferta de bicos, mamadeiras e chupetas ao lactente pode facilitar o desmame por levar ao
posicionamento incorreto da língua ao sugar. Além disso, esses acessórios favorecem alterações ortodônticas,
aumentam a incidência de candidíase oral e são veículo para enteroparasitoses, sendo por isso contraindicados.


TÉCNICA DE AMAMENTAÇÃO

Deve ser iniciada ainda na sala de parto, primeiras 1-4 horas de vida, aproveitando o período de

alerta de cerca de 6h do recém-nascido, após esse período, o lactente entra em sono profundo

(“sono reparador”) por cerca de 12 horas, o que pode dificultar o processo de amamentação e

gerar ansiedade.

Frequência: Está relacionada ao esvaziamento gástrico do RN, que inicialmente se dá em cerca de

1-4h após as mamadas, o que leva a uma frequência variável de acordo com o esvaziamento. Por

isso a melhor forma de oferta é por livre demanda, ou seja, ofertar quando o RN quiser e o

estabelecimento de horários gera ansiedade materna.


O parâmetro que deve ser utilizado para avaliar a progressão das mamadas é ganho de peso ao
SINAIS QUE INDICAM TÉCNICA INADEQUADA OU “MÁ PEGA”
final da 2ª semana. O período de sono de 2 a 4 horas entre as mamadas e a troca frequente de

fraldas também são indícios positivos. Ambas as mamas são oferecidas em todas as mamadas, a
criança suga com maior vigor inicialmente a primeira mama, e não esvazia completamente a Bochechas do lactente encovadas (“marcadas” de forma intensa) a cada sucção
segunda mama, por isso, esta última deve ser a primeira mama oferecida na próxima mamada. Ruídos da língua
Mama parecendo estar esticada ou deformada durante a mamada
Dor durante a amamentação
POSICIONAMENTO E PEGA Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o lactente solta a mama.

Nesse tópico o mais importante é o conforto materno e a pega adequada durante a amamentação. EXTRAÇÃO MANUAL DO LEITE
Existem diversas variações do posicionamento mãe bebê, mas para evitar lesões e maiores dificuldades

durante a amamentação alguns princípios devem ser levados em consideração: A mãe deve ficar de pé ou sentada, em posição confortável, posicionar a mão em formato de ‘C’ ao redor da aréola e
pressioná-la contra a parede torácica, por cerca de 3-5 min e depois realizar o mesmo na outra mama e repetir o
1. Posicionamento: procedimento.
• Rosto do bebê de frente para a mama O leite recolhido deve ser guardado em recipiente esterilizado, e mantido em geladeira por até 12h ou no congelador
• Cabeça e tronco alinhados no mesmo eixo axial e pescoço levemente estendido. por até 15 dias (não se recomenda deixar em temperatura ambiente). Deve ser oferecido em copinho ou colher ao
• Corpo do bebê encostado na mãe e apoiado pelas mãos da mãe. lactente após aquecimento em banho maria e misturar o leite para homogeneizar a gordura. Caso o leite seja
submetido à pasteurização pode ser armazenado em congelador por seis meses.
2. Pega: importante para evitar fissuras e esvaziar seios lactíferos de forma mais uniforme

(incluindo sob aréola). COMPLICAÇÕES NAS MAMAS INGURGITAMENTO MAMÁRIO PATOLÓGICO


• Boca do bebê bem aberta, englobando a maior parte da aréola (mais 2 cm acima do mamilo).

• Lábio inferior evertido. O leite não é drenado de forma eficiente, seja por técnica de amamentação incorreta, ou pelas mamadas estarem
• Queixo tocando a mama
muito espaçadas ou por separação entre mãe e bebê, causando edema, dor e retenção do leite, podendo ter mal estar
• Língua do bebê fica sobre a gengiva inferior e com as bordas curvadas para cima.
e ainda febre
• Deglutição visível e audível.
Prevenção: pega e posicionamento adequados; retirada eficaz de leite alcançada com o regime de livre demanda;
não uso de outros leites como complemento.
Ao término da mamada, o mamilo deve estar alongado e redondo e a criança deve ser posicionada mais
Tratamento: Manter a amamentação, com maior frequência e livre demanda; ordenhar manualmente o excesso de
elevada para que o ar engolido saia (arrotar).
leite ou antes da mamada para facilitar ejeção; realizar massagem circular se mamas túrgidas; começar a mamada
• São sinais de técnica inadequada: dor durante a amamentação; mamas deformadas durante a pelo seio mais túrgido, para esvaziá-lo melhor já que no início o bebê suga mais forte; utilizar sutiã apropriado (alças
amamentação; ruídos da língua ou bochechas do bebê encovadas largas, com boa sustentação); entre as mamadas fazer compressas frias por cerca de quinze minutos, para diminuir a
produção láctea e tomar banhos mornos para quando necessário facilitar a saída de leite. Em casos de muita dor
pode ser utilizado analgésicos ou antiinflamatório.

DOR E TRAUMA MAMILARES


Situação comum na primeira semana de pós parto. As lesões (fissuras ou bolhas) são decorrentes da má técnica de
amamentação (pega e posicionamento) ou de mamilos curtos ou invertidos ou ainda de disfunções orais da criança (ex:
freio lingual curto), da realização de higiene desnecessária da aréola e de mamas ingurgitadas.

Prevenção: melhorar pega e posicionamento; manter os mamilo secos; não usar produtos para limpeza dos mamilos;
antes da mamada, ordenhar um pouco de leite para facilitar a pega; ao fim da mamada, soltar a boca do bebê
colocando o dedo mínimo no canto da boca do bebê, soltando do peito sem tracionar o mamilo.
Tratamento: manter amamentação; ajustar pega e posicionamento; iniciar mamada pela mama menos afetada; variar
posições; para mamilos rachados, passar o próprio leite e deixar secar ao ar livre; ordenhar a mama antes da
mamada, para pega com menos força inicial; não usar sutiã muito apertado; permitir arejamento do mamilo; não
aplicar pomadas ou antissépticos.

MASTITE Processo inflamatório da mama causado pela estase do leite e infecção associada. Pode acometer somente a
pele ou aprofundar-se pelo parênquima e interstício. Causada principalmente pelo Staphylococcus aureus (outros
agentes: estreptococos e E. coli).
Tratamento: mante a amamentação + orientações do ingurgitamento mamário + anti-inflamatório + iniciar
antibioticoterapia, se: quadro clínico importante; leucócitos > 106 /ml e bactérias > 103 /ml no leite materno;
fissuras visíveis no mamilo; ausência de resposta ao tratamento após 12- 24 horas. o Ambulatorial: cefalexina ou
amoxicilina + clavulanato por 10-14 dias; o Hospitalar: oxacilina, IV 10 a 14 dias.

GALACTOCELE Consiste na presença de cisto com grande produção de leito entremeado no tecido mamário, é
diagnosticado por exame clínico e ultrassonografia da mama. Tratamento: excisão cirúrgica, havendo tendência à recidiva

ABSCESSO MAMÁRIO Complicação da mastite, caracterizado por dor, nódulo palpável e flutuante contendo pus e febre.
O principal agente etiológico é o Staphylococcus aureus na maioria dos casos. O diagnóstico é pelo exame clínico e
confirmado a presença de cavitação pela ultrassonografia da mama.
Tratamento: Drenagem cirúrgica + antibióticos + esvaziar regularmente a mama, de modo que se a drenagem/
incisão cirúrgica for distante da aréola, não há necessidade de interromper a amamentação na mama afetad.
CANDIDÍASE MAMÁRIA Infecção pela Candida albicans, geralmente transmitida pela criança.Os sintomas PREVENÇÃO DA LACTAÇÃO
são: dor e sensação de prurido que se irradiam pela mama, com a pele hiperemiada, brilhante e com fina

descamação. Deve ser medida nas situações em que é necessário inibir a lactação ex: natimorto, mães HIV +, distúrbios graves de
Prevenção: permitir arejamento dos mamilos e exposição ao sol; ferver por cerca de 20 minutos chupetas comportamento etc. Para isso deve ser:
ou outros bicos que são fonte de contaminação. Orientar não estimulação das mamas.
Tratamento: nistatina, miconazol ou cetoconazol tópicos por 14 dias, após cada mamada e tratamento da Utilizar compressão das mamas (enfaixamento)
criança simultaneamente, mesmo se assintomática. Se ineficaz, utilizar fluconazol via oral por 14 a 18 Realizar compressa de gelo para diminuir a produção láctea - em caso de ingurgitamento mamário esvaziar as
dias. NÃO contraindica a amamentação. mamas previamente.
Drogas para inibir a produção láctea: pílula anticoncepcional contendo estrogênio ou cabergolina.
SÍNDROME DE RAYNAUD Isquemia intermitente do mamilo, provavelmente causada por compressão, trauma, Uso de Medicações e Lactação: O uso de medicações na lactação está dividido em três categorias básicas -
exposição ao frio. Ocorre palidez, dor e queimação que podem durar de minutos até horas. sempre verificar na bula da medicação a ser prescrita qual é a classificação e avaliar de forma conjunta com outros
Prevenção: pega adequada. médicos que avaliem a lactante a melhor forma de manejo.
Tratamento: compressas mornas. Drogas liberadas - uso permitido, sem efeitos colaterais ao lactente.
Drogas usadas com cautela - pesar o risco versus benefício na menor dose da medicação possível e pelo menor
‘POUCO LEITE’ Em condições normais, a lactante produz em média 800 ml/dia, sendo mais que suficiente para tempo, sempre observando o lactente para possíveis efeitos colaterais.
amamentar. Porém, fatores como depressão puerperal, técnica inadequada de amamentação, afecções mamárias Drogas contraindicadas - uso proibido na lactação.
podem efetivamente reduzir a produção láctea, isso porque o leite que não é retirado da mama, leva a produção
de peptídeos inibidores que diminuem a secreção láctea, prejudicando a amamentação. 1. *A amamentação em usuárias de drogas de abuso como anfetaminas, cocaína, heroína e maconha é ainda
controversa, algumas literaturas contraindicam a amamentação enquanto outras (como a OMS) não contraindicam
Sinais clínicos de insuficiência láctea: Ganho de peso insuficiente; O bebê não saciado - chora muito o uso, recomendando avaliação do risco benefício da manutenção da amamentação e desmame.
mesmo após a mamada; Redução da diurese (< 6 vezes/dia); Fezes em pequena quantidade, secas e 2. *O álcool, em excesso, com ingestão >1g/kg/dia, leva a distúrbio cognitivo, entorpecimento, astenia e baixo ganho
endurecidas. ponderal no lactente, mas pode ser consumido em pequena quantidade, sem prejuízos, devendo ser
Principais causas: Técnica inadequada de pega/posicionamento; Afecções mamárias supracitadas; preferencialmente estipulado um intervalo de cerca de 2h até a próxima mamada. A cocaína está associada à
Depressão puerperal; Uso de chupetas/complementos; Perda de peso excessiva pela mãe (> 500 g/ taquicardia, irritabilidade, vômitos, convulsões e à Síndrome de Morte Súbita do Lactente.
semana); Uso de drogas que diminuem produção de leite - bromocriptina, cabergolina, estrogênios,

progestagênios, pseudoefedrina, álcool e nicotina; Condições neonatais: prematuridade, asfixia neonatal, FISIOLOGIA DA LACTAÇÃO
doenças genéticas ou neuromusculares, malformações (principalmente que afetem face/orofarinfe).

Tratamento: Correção da pega e posicionamento; Aumentar a frequência das mamadas; Oferecer ambas as 1. Durante a gestação o progestogênio estimula o crescimento dos alvéolos e lóbulos e o estrogênio estimula a
mamas em cada mamada; Repouso e rede de apoio; Medicações devem ser o último recurso para estimular proliferação dos ductos lactíferos e suas ramificações, preparando a mama para a lactação. Há deposição de
a lactogênese: domperidona (30 mg VO, 3x/dia) e a metoclopramida (10 mg, VO, < 3x/dia).
gordura em torno do tecido glandular e acúmulo de líquido dentro das células. A prolactina também está elevada,

porém não há secreção de leite devido a inibição realizada pelo hormônio lactogênio placentário.
PRINCIPAIS OUTROS PROBLEMAS RELACIONADOS A AMAMENTAÇÃO 2. Após o nascimento e a dequitação placentária, há redução dos efeitos inibitórios do lactogênio placentário e do
progestogênio, havendo predomínio da prolactina secretada pela adeno-hipófise, com consequente aumento da
Bebê que não suga ou tem sucção fraca; secreção do leite. O nascimento eleva também os níveis de ocitocina, secretada pela neurohipófise, a qual atua na
Demora na descida do leite; ejeção do leite.
3. Desse modo, entre o 3º e o 4º dia pós-parto, ocorre a “descida do leite” ou “apojadura”, etapa que independe da
Mamilos planos ou invertidos;
sucção do mamilo pelo bebê, ocorrendo devido ao controle hormonal. A fase seguinte, de galactopoiese, consiste
Ingurgitamento mamário; na produção e ejeção do leite totalmente dependente da sucção do mamilo e esvaziamento das mamas, de forma
Dor nos mamilos/ mamilos machucados; proporcional, ou seja, quanto mais o lactente suga, mais leite será produzido.
Bloqueio de ductos lactíferos 4. Esse mecanismo ocorre a partir do estímulo sob as terminações nervosas areolares que estimulam a produção de
Reflexo anormal de ejeção do leite prolactina, a qual por sua vez atua nas células alveolares, resultando na produção do leite materno. Do mesmo

modo, a sucção leva estímulo à neurohipófise havendo liberação de ocitocina que age sob as células mioepiteliais
resultando na ejeção do leite (essa mesma ação da ocitocina é o que justifica o reflexo de Fergunsson). Todo esse
CONTRAINDICAÇÕES À AMAMENTAÇÃO MATERNAS mecanismo é bloqueado pelo estresse, pela baixa autoestima, pelo medo, dor e falta de apoio, por ação da
adrenalina na célula mioepitelial e da noradrenalina no eixo hipotálamo-hipofisário, o que mais uma vez ressalta a
Relacionadas a mãe importância da orientação adequada, do suporte e da rede de apoio à mulher.
Infecção pelo HIV; HTLV1 e HTLV2; Uso de medicamentos incompatíveis com a
amamentação: antineoplásicos e radiofármacos.

Relacionadas a criança

portadora de galactosemia, fenilcetonúria, leucinose

Interrupção temporária

Infecção herpética, varicela, doença de chagas, consumo de drogas de abuso

Casos graves de psicose puerperal ou outras doenças maternas graves (ex. eclâmpsia);

Lesões herpéticas ativas na mama ou mamilo (contraindica a mama afetada e deve ser

liberada após o tratamento).

*Tuberculose ativa materna não é contraindicação - mãe deve usar máscara enquanto bacilífera e

criança deve receber quimioprofilaxia.

Uso de drogas: antineoplásicas e imunossupressoras; exposição à substâncias radioativas


(suspensão temporária); derivados do ergot (inclui dose para enxaqueca); sais de ouro;

ciclosporina; amiodarona; fenindiona e androgênios

O BEBÊ POSSUI ALGUNS REFLEXOS QUE FACILITAM A AMAMENTAÇÃO:

Reflexo de busca - ao tocar na bochecha do bebê, observa-se que esse se vira em direção ao que o tocou e abre a
boca (antecipação à pega do mamilo)
Reflexo de sucção - contato do mamilo com a parte posterior da língua e o palato inicia o processo de sucção, que
leva a ordenha dos seios lactíferos.
Reflexo de deglutição - imprescindível para que o leite da orofaringe seja deglutido. Em prematuros com idade
gestacional inferior a 34 semanas é um reflexo que deve ser observado, sob risco de broncoaspiração.

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