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Railgun

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Princípio de funcionamento do railgun.


Railgun, ou canhão elétrico, é uma arma cujo sistema de funcionamento utiliza a
eletricidade para acelerar um projétil ao longo de um par de trilhos metálicos, usando o
princípio de um motor homopolar.
A marinha dos EUA já anunciou ter testado um railgun com sucesso, lançando um projétil
de 3,5kg a velocidade de mach 7 (7 vezes a velocidade do som)[1].
Railgun não deve ser confundido com um canhão sobre trilhos.
[editar] Funcionamento
Um railgun consiste em dois trilhos metálicos paralelos (daí o nome) conectados a uma
fonte de energia elétrica. Quando um projétil condutivo é inserido entre os trilhos, na
extremidade conectada à fonte, o circuito é completado. Os elétrons fluem do terminal
negativo da fonte para o trilho negativo, passando pelo projétil, pelo trilho positivo e daí de
volta para fonte de energia.
Esta corrente faz o railgun comportar-se como um eletromagneto, criando um poderoso
campo magnético na região dos trilhos em direção à posição do projétil. De acordo com a
"regra da mão direita", o campo magnético circula em torno de cada condutor. Uma vez
que a corrente ocorre em direções opostas em cada trilho, o campo magnético resultante
entre os trilhos é direcionado verticalmente. A ação deste campo, em combinação com a
corrente através do projétil, produz uma força de Lorentz, que acelera o projétil no sentido
dos trilhos. Assim, o projétil desliza na direção oposta ã fonte de energia. Há forças
também agindo nos trilhos no sentido de tentar afastá-los, o que só não acontece por
estarem firmemente fixados.
Uma fonte de energia suficientemente grande, da ordem de um milhão de amperes irá criar
uma tremenda força no projétil, acelerando-o à velocidade de muitos quilômetros por
segundo. Embora grandes velocidades sejam teoricamente possíveis, o calor gerado pela
propulsão do objeto é suficiente para rapidamente degradar os trilhos. Tal equipamento
exigiria constantes substituições dos trilhos, ou o uso de um material resistente ao calor e ao
mesmo tempo suficientemente condutivo para produzir o mesmo efeito.
Introdução
Há muito tempo, a pólvora é o propulsor preferido na hora de lançar um projétil com uma
arma. Porém, esse fino pó acinzentado tem três grandes limitações:

• a pólvora deve ser transportada junto com o projétil, o que deixa o conjunto todo
mais pesado;
• as munições que utilizam pólvora são muito voláteis e difíceis de manusear e
transportar;
• a velocidade dos projéteis impulsionados por pólvora ao saírem da arma costuma
ser limitada a cerca de 1.219 metros por segundo.

Foto cedida por Sam Barros, da PowerLabs

Mas dá para superar essas limitações? Uma solução é a railgun eletromagnética ou apenas
railgun. Por meio do uso de um campo magnético alimentado por eletricidade, uma railgun
pode acelerar um projétil a uma velocidade de até 16 mil metros por segundo, e, enquanto o
alcance máximo das armas usadas pela Marinha é de aproximadamente 19 km, as railguns
conseguem atingir um alvo a 400 km de distância em seis minutos.
Neste artigo, falaremos sobre como funcionam as railguns, como elas podem ser usadas e
quais são as limitações desse tipo de tecnologia.
Agradecimento
Agradecemos a Sam Barros, do PowerLabs (site em
inglês), por sua colaboração na elaboração deste artigo.
Sam, um aluno de Engenharia Mecânica no Michigan
Technological University, já projetou e construiu suas
próprias railguns, canhões de Gauss e muitos outros
dispositivos.

Princípios básicos sobre as railguns


Basicamente, uma railgun é um grande circuito elétrico composto por três partes: uma fonte
de energia, um par de trilhos (rails, em inglês, daí o nome "railgun") paralelos e uma
armação móvel. Vamos dar uma olhada mais detalhada em cada uma dessas partes.

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A fonte de alimentação não é nada mais do que uma fonte de corrente elétrica.
Normalmente, a corrente usada em railguns de calibres médios a grandes fica na faixa dos
milhares de ampères.
Os trilhos são extensões de metal condutivo, como o cobre, que podem ter de 1 a 9 metros
de comprimento.
A armação é a responsável por unir os trilhos e pode ser feita com um pedaço maciço de
metal condutivo ou uma armadura (um recipiente que abriga um dardo ou qualquer outro
projétil) condutiva.. Algumas railguns usam uma armação de plasma. Nesse caso, uma fina
lâmina de metal é colocada na parte traseira de um projétil não condutivo. Quando a
energia passa por essa lâmina, ela evapora e se torna plasma, que transporta a corrente.
Veja como todas as peças funcionam juntas:
Uma corrente elétrica flui do terminal positivo da fonte de alimentação, passa pelo trilho
positivo, atravessa a armação e volta pelo trilho negativo até a fonte de alimentação.
Quando a corrente passa por um fio cria um campo magnético ao seu redor, que é a região
na qual a força magnética pode ser sentida. Esta força tem magnitude e sentido. Em uma
railgun, os dois trilhos funcionam como fios, com um campo magnético circulando ao redor
de cada um. As linhas de força do campo magnético se distribuem em círculos no sentido
anti-horário ao redor do trilho positivo e no sentido horário ao redor do trilho negativo. O
campo magnético resultante entre os dois trilhos tem uma direção vertical.
Assim como um fio carregado em um campo elétrico, o projétil sente uma força conhecida
como força de Lorentz, em homenagem ao físico holandês Hendrik A. Lorentz. Essa força
de Lorentz é perpendicular ao campo magnético e à direção da corrente que passa pela
armação. Você pode ver como isso funciona no diagrama abaixo.
Repare que a força de Lorentz é paralela aos trilhos e age afastando o projétil da fonte de
alimentação. A magnitude da força é determinada pela equação F = (i)(L)(B), na qual F é a
força resultante, i é a corrente, L é a extensão dos trilhos e B é o campo magnético. De
acordo com a equação, para aumentar a força basta aumentar a extensão dos trilhos ou a
quantidade da corrente.
Como trilhos longos criam problemas no design, a maioria das railguns usa correntes fortes
(da ordem de milhões de ampères) para gerar grandes quantidades de força. O projétil, sob
o efeito da força de Lorentz, acelera até o final dos trilhos, no sentido oposto ao da fonte de
alimentação, e sai pela abertura. Então, o circuito é quebrado e encerra o fluxo da corrente.
Roubando energia
As railguns precisam de correntes enormes para disparar projéteis
a velocidades de Mach 5 ou até mais altas. Mas isso é um
problema para os navios de guerra tradicionais, porque não é
possível tirar a energia do sistema de propulsão da embarcação.
Já na próxima geração de navios de guerra, o DD(X) totalmente
elétrico, a produção desse tipo de corrente será possível. Para
disparar o projétil utilizando uma railgun, a energia teria de ser
desviada do motor do navio para a torre de canhão, que
dispararia até seis unidades por minuto, pelo tempo que fosse
necessário e, então, a energia seria desviada de volta ao motor.

Os problemas com as railguns


Na teoria, as railguns são a solução perfeita tanto para as armas de curto como de longo
alcance. Na prática, porém, elas ainda têm sérios problemas:
• fonte de alimentação: gerar a energia necessária para acelerar os projéteis da
railgun é um grande desafio, fazendo que capacitores tenham de armazenar carga
elétrica até que uma corrente grande o bastante possa ser acumulada. Embora seja
possível ter capacitores pequenos em alguns equipamentos, os usados em railguns
ocupam vários metros cúbicos;
• aquecimento resistivo: quando uma corrente elétrica passa por um condutor, ela
encontra resistência nesse material (em nosso caso, os trilhos). Ou seja, a corrente
excita as moléculas dos trilhos e faz com que eles se aqueçam. No caso das railguns,
esse efeito gera um calor muito intenso;
• fundição: a alta velocidade da armação e o calor causado pela resistência elétrica
danificam a superfície dos trilhos;
• repulsão: a corrente em cada um dos trilhos da railgun corre em sentidos opostos, o
que cria uma força de repulsão, proporcional à corrente, que tende a empurrar os
trilhos um para longe do outro. Como as correntes que passam pela railgun são
grandes, a repulsão que existe entre os dois trilhos é significativa.
O desgaste é um verdadeiro problema nesse tipo de arma. Várias quebram após
serem utilizadas algumas vezes e outras só podem ser usadas uma única vez.
Railguns x canhões de Gauss

Foto cedida por Sam Barros, da


PowerLabs

Um canhão de Gauss ou coilgun é um lançador eletromagnético


que tem algumas vantagens em relação às railguns. O "cano" de
um canhão de Gauss é uma série de anéis de cobre, que são
energizados em seqüência e determinam um campo magnético
móvel dentro desse cano. Enquanto faz isso, o campo magnético
atrai um projétil ferromagnético pelo cano. Como o projétil de um
canhão de Gauss flutua no cano sem nunca tocar os anéis, o
desgaste é menor nesse tipo de arma, além de ser
completamente silenciosa. Já foi demonstrado que canhões de
Gauss podem atingir velocidades supersônicas, mas eles não são
tão eficientes quanto as railguns.
Usos da railgun
Por ser uma alternativa às armas atuais, as railguns são particularmente interessantes para
as forças armadas. A munição dessas novas armas, na forma de pequenos mísseis de
tungstênio, seria relativamente leve e fácil de transportar e manusear. Em razão das altas
velocidades, os mísseis disparados pelas railguns estariam menos suscetíveis ao efeito da
gravidade e às mudanças de vento do que as munições usadas atualmente. É claro que a
correção de curso ainda seria importante, mas todos os mísseis disparados seriam guiados
por satélite.
Outro desafio, porém, é projetar railguns de pequeno porte, principalmente em razão dos
"trancos", que são os movimentos que a arma faz na direção oposta à da bala e são
determinados pelo momento do projétil liberado. Para saber o momento, temos de
multiplicar a massa do projétil por sua velocidade, que, nesse caso, seria bem alta. A
solução talvez esteja em uma arma que dispare balas bem pequenas, já que elas
diminuiriam o tranco mas ainda teriam energia cinética suficiente para infligir danos
consideráveis.

Foto cedida ONR


Desenho artístico de um porta-aviões da Marinha americana
equipado com uma railgun

As railguns também foram sugeridas como componentes importantes da Iniciativa de


Defesa Estratégica, mais conhecida como Guerra nas Estrelas, que é um programa do
governo americano responsável pela pesquisa e desenvolvimento de um sistema espacial de
defesa nacional contra ataques de mísseis balísticos estratégicos. Nesse contexto, as
railguns poderiam disparar projéteis para interceptar os mísseis de outros países. Alguns
cientistas afirmam que essas armas seriam capazes até de proteger a Terra contra asteróides
vindos em nossa direção, permitindo que lançássemos projéteis de alta velocidade a partir
de algum ponto de nossa órbita. Com o impacto, ou os asteróides seriam destruídos ou
teriam sua trajetória alterada.
Mas não pense que as railguns possuem somente usos militares. Um exemplo de uso não
militar seria o uso em lançamentos de satélites ou ônibus espaciais para a parte superior da
atmosfera, ponto em que foguetes auxiliares entrariam em ação. Já em locais sem
atmosfera, como a Lua, essas armas poderiam mandar os projéteis para o espaço sem
nenhuma necessidade de propulsores químicos, que precisam de ar para funcionar.
Foto cedida Centro de Informação Visual de Defesa do Departamento de Defesa dos
EUA
Desenho artístico da interceptação e destruição de veículos
transportando armas nucleares por uma railgun posicionada
no espaço

As railguns também poderiam ser usadas para iniciar reações de fusão. Essa reação ocorre
quando dois núcleos atômicos pequenos se combinam para formar um núcleo maior. Esse é
um processo que libera grandes quantidades de energia, mas que para que possa
ocorrer, os núcleos atômicos devem estar viajando a velocidades enormes. O que alguns
cientistas propõem é o uso de railguns para disparar projéteis de materiais fundíveis uns
contra os outros, resultando em um impacto que criaria temperaturas e pressões imensas,
permitindo que a fusão ocorresse.
No entanto, o fato é que muitas dessas aplicações ainda não saíram do mundo da teoria,
experimentos e desenvolvimento. As railguns atuais não geram quantidades suficientes de
energia para permitir, por exemplo, que a fusão nuclear ocorra e, além disso, será muito
difícil um navio de guerra totalmente elétrico conseguir disparar projéteis com uma railgun
antes de 2015.
Mesmo assim, a tecnologia é promissora. Em 2003, o Ministro da Defesa do Reino Unido
organizou um teste em escala de 1 para 8, no qual uma railgun eletromagnética atingiu uma
velocidade de Mach 6 no momento em que o projétil saiu da arma, algo em torno de 2.040
metros por segundo!
Se sucessos como esse continuarem, pode ser que um dia a railgun seja a arma principal no
campo de batalha e o propulsor principal na plataforma de lançamento.
Para mais informações sobre railguns e assuntos relacionados, verifique os links na
próxima página.
A ciência por trás da
ficção
Se você leu o texto e ficou se perguntando: onde foi que eu vi isso
antes? É porque já deve ter visto armas baseadas em princípios
semelhantes mostradas na cultura popular. No livro de Robert
Heinlein, Revolta na Lua, colonizadores da Lua que lutam por sua
independência usam um lançador eletromagnético para disparar
contêineres de ferro cheio de rochas contra a Terra. E no filme
"Queima de arquivo," Arnold Schwarzenegger atua como um
agente do Serviço de Proteção às Testemunhas que se vê no
meio de um plano secreto do governo para vender railguns a
terroristas. Na série "Battlestar Galactica", uma das naves de
guerra possui railguns que usam tanto tecnologias
eletromagnéticas como convencionais.
E como se os exemplos acima já não fossem o bastante, saiba
que essas armas já "deram as caras" até nos jogos eletrônicos:
"Quake", "Metal Gear Solid" e "Red Faction" possuem esse tipo
de arma.
Como funcionará a propulsão eletromagnética
por Kevin Bonsor - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Neste artigo
1.
Introdução

2.
Movendo-se pelo espaço em solavancos

3.
Além do nosso sistema solar

4.
Mais informações

5.
Veja todos os artigos sobre Espaço

Introdução
Durante décadas, o único meio de se viajar pelo espaço eram os motores de foguete que
funcionam com propulsão química. Agora, no início do século 21, os engenheiros
aeroespaciais estão planejando formas de nos levar às estrelas, incluindo propulsão por luz,
propulsão por fusão nuclear e propulsão por antimatéria. Também está sendo proposto um
novo tipo de espaçonave que não precisa de qualquer propelente. Esse tipo de espaçonave,
que seria lançado ao espaço por eletromagnetos, poderia nos levar mais longe do que
qualquer outro.
Fonte: NASA
A propulsão eletromagnética pode nos levar até a heliopausa
a velocidades inatingíveis por espaçonaves convencionais

Quando resfriado a temperaturas extremamente baixas, os eletromagnetos demonstram um


comportamento incomum: nos nanossegundos iniciais após a eletricidade ser aplicada a
eles, vibram. David Goodwin, um gerente de programas no Departamento de Energia dos
EUA Office of High Energy and Nuclear Physics (Administração de Alta Energia e de
Física Nuclear), propôs que se essa vibração puder ser orientada para uma direção, ela pode
fornecer empuxo suficiente para enviar uma espaçonave mais longe e mais rápido no
espaço do que qualquer outro método de propulsão em desenvolvimento.
Goodwin foi convidado para apresentar sua idéia na Conferência Conjunta sobre Propulsão
(Joint Propulsion Conference) em 8 de julho de 2001, em Salt Lake City, Utah. Neste
artigo, você verá como o sistema de propulsão eletromagnética de Goodwin funciona e
como ele pode enviar espaçonaves para as profundezas do espaço.

Movendo-se pelo espaço em solavancos


Normalmente, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) não se intromete
no desenvolvimento de sistemas de propulsão para a NASA, mas está continuamente
trabalhando com melhores magnetos supercondutores e interruptores de estado sólido
muito rápidos e de alta potência. Em meados dos anos 90, Goodwin presidiu uma sessão do
Projeto de Física de Propulsão Avançada da NASA (Breakthrough Propulsion Physics
Project) (em inglês), em que está trabalhando no projeto de sistemas de propulsão que não
usam propelente e sim um sistema de alta energia e que eventualmente possa contornar a
inércia.
Deve haver uma maneira de usar essa tecnologia que os cientistas do Departamento de
Energia estão desenvolvendo para ajudar a NASA atender seus compromissos e atender as
metas que possam surgir", disse Goodwin. O que surgiu da pesquisa do Departamento de
Energia foi a idéia de Goodwin para um sistema de propulsão espacial que use magnetos
supercondutores e super-resfriados, vibrando 400.000 vezes por segundo. Se esse pulso
rápido puder ser orientado numa direção, ele pode criar um sistema de propulsão espacial
muito eficiente com a capacidade de atingir velocidades de cerca de 1% da velocidade da
luz.

O núcleo do sistema é um eletromagneto tipo solenóide,


super-resfriado e uma placa de metal que provoca uma
assimetria no campo magnético

Durante os primeiros 100 nanossegundos (bilionésimos de segundo) de aumento de


energização de um eletromagneto, ele está em um estado não equilibrado que o
permite pulsar muito rapidamente. Depois que o campo magnético se estabelece, o
eletromagneto atinge um estado de equilíbrio e não ocorrem mais pulsos. Goodwin
descreve o eletromagneto que ele está usado como um solenóide que é basicamente um fio
magnético supercondutor enrolado em volta de um cilindro de metal. Toda a estrutura terá
um diâmetro de 30,5 cm, altura de 91,4 cm e peso de 25 kg. O fio usado nesse sistema de
propulsão é uma liga de nióbio e estanho. Diversas dessas cordoalhas de fios serão
enroladas como um cabo. Esse eletromagneto é então super-resfriado com hélio líquido até
4 graus Kelvin (-452,47ºF ou -269,15ºC).
Para que o magneto vibre, é necessário que se provoque uma assimetria no campo
magnético. Goodwin planeja introduzir deliberadamente uma placa de metal no campo
magnético para aumentar o movimento vibratório. Essa placa seria feita com cobre,
alumínio ou ferro. As placas de cobre e alumínio são melhores condutoras e produzem um
efeito maior sobre o campo magnético. A placa seria carregada e isolada do sistema para
criar a assimetria. Então, a eletricidade da placa seria drenada em alguns microssegundos
(milionésimos de segundo) antes que o magneto pudesse oscilar na direção oposta.
"Agora, o truque está aí; podemos usar essa condição de forma que se mova somente numa
direção? É difícil que se consiga fazer. É por esse motivo que gostaríamos de fazer uma
experiência para descobrir", disse Goodwin.
Importante para o sistema é o interruptor de estado sólido que controlaria a eletricidade
que é enviada da fonte de alimentação para o eletromagneto. Basicamente, esse interruptor
ligaria e desligaria o eletromagneto 400.000 vezes por segundo. Um interruptor de estado
sólido se parece com um chip de computador com tamanho maior do que o normal -
imagine um microprocessador com quase o tamanho de um disco de jogo de hockey. Sua
tarefa é pegar a energia que está em estado de equilíbrio e convertê-la em um pulso de alta
potência e muito rápido, de 400.000 vezes por segundo a 30 amps e 9.000 volts.
Na próxima seção, você aprenderá mais sobre de onde o sistema retira sua potência e como
isso pode enviar futuras espaçonaves para além do nosso sistema solar.

Além do nosso sistema solar


O Departamento de Energia dos EUA também está trabalhando em planos para um reator
nuclear espacial para a NASA. Goodwin acredita que esse reator possa ser usado para gerar
energia para o sistema de propulsão eletromagnética. O Departamento de Energia está
trabalhando para obter fundos da NASA e um reator de 300 Kw pode estar pronto em 2006.
O sistema de propulsão seria configurado para converter a energia térmica gerada pelo
reator em energia elétrica.
"Para viagens ao espaço profundo, como Marte e além, será necessário usar energia nuclear
se você quiser mover qualquer massa", disse Goodwin.
O reator gerará energia por meio do processo de fissão nuclear induzida, que gera energia
dividindo átomos (como átomos de urânio 235). Quando um átomo é dividido, ele libera
grande quantidade de calor e radiação gama . Uma libra, ou 450 gramas, de urânio
altamente enriquecido, como o usado em um reator nuclear de submarino ou em um porta-
aviões nuclear, tem energia equivalente a 3,8 milhões de litros de gasolina. 450 gramas de
urânio tem o tamanho de uma bola de beisebol, de modo que pode gerar energia para uma
espaçonave por logos períodos de tempo sem ocupar muito espaço. Esse tipo de espaçonave
propelida eletromagneticamente por energia nuclear seria capaz de atravessar grandes
distâncias.

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A energia térmica de um reator nuclear seria convertida em eletricidade para alimentar a espaçonave.
Aqui vemos um núcleo de urânio 235 sendo dividido por fissão induzida.
"Você não pode ir até a estrela mais próxima, mas pode executar missões até a heliopausa",
disse Goodwin. "Se funcionar muito bem, atingirá velocidades de até 1% da velocidade da
luz. Mesmo a essa velocidade, levaria centenas de anos para atingir a estrela mais próxima,
o que ainda não é prático".
A heliopausa é o ponto em que o vento solar do sol se encontra com o vento solar
interestelar gerado por outras estrelas. Ela fica a cerca de 200 unidades astronômicas
(UA) do Sol (o local exato da heliopausa é desconhecido). Uma UA é igual à distância
média do Sol à Terra, ou cerca de 150 milhões de km. Para fins de comparação, Plutão está
a 39,53 UAs do Sol.
Para mover pessoas, teria que ser construído um dispositivo muito maior, mas o propulsor
eletromagnético de 30,5 cm de diâmetro, 91,4 cm de altura pode levar uma pequena sonda
não tripulada a distâncias muito grandes. O sistema é muito eficiente, de acordo com
Goodwin e gera muita potência por meio de um supercondutor. O problema é saber se os
cientistas conseguem converter essa potência em propulsão sem destruir o magneto. É
provável que as vibrações muito rápidas levem o magneto ao limite de sua resistência.
Os céticos com tal sistema dizem que tudo o que Goodwin conseguirá é vibrar o magneto
muito rapidamente, mas que não irá a lugar algum. Goodwin admite que ainda não há
evidências de que o sistema de propulsão irá funcionar. "É altamente especulativo e mesmo
em meus dias mais otimistas, creio que haja uma chance em dez de que funcione", disse
Goodwin. Certamente, há 100 anos, as pessoas acreditariam que havia muito menos
chances mesmo de irmos ao espaço.
Marinha testa seu novo rail-gun de 33 megajoules
Monday, 13 December 2010 19:59 |

Em seu constante esforço para permanecer como a potencia mais poderosa, a marinha
americana esta desenvolvendo a alguns anos, uma arma muita citada na ficção e nos 3d
shoters futuristas. Uma Rail-Gun, para quem não tem idéia do que se trata
é um lançador de projeteis que usa o efeito Lorentz (que você vê todos os dias em motores
elétricos e nos tubos de televisão). Porem em um rail-gun as correntes são infinitamente
maiores, na ordem de milhões de amperes, tentando ser mais claro, você tem dois trilhos
paralelos (rails) e entre eles você tem um projétil que faz contato com os dois, quando você
liga uma tensão de alguns milhares de volts e uma corrente circula pelos trilhos e pelo
projétil, corrente essa digna de curto circuito em subestação, um campo magnético se forma
nos dois trilhos e no projétil, como a forma e o segredo da arma, os campo magnéticos
formados pela corrente que circula pelos dois trilhos empurra o campo de sentido oposto do
projétil pelo trilho, de uma olhada na ilustração para entender melhor.
o campo no projetil esta
com o sentido errado!
A ideia é muito antiga e ate foi sonho de dominação de outro império (Uma das armas
secretas de Hitler).
A força deste teste da marinha foi equivalente a 33 megajoule, ou 33MW/s (Sory Doc brow
seu deloran ainda consome mais) e consegue colocar um projétil duas ou três vezes mais
rápidos que os dos canhões convencionais e pode alcançar aproximadamente 100 milhas
náuticas, muito mais que o limite de 13 milhas dos canhões navais, sem contar que uma
embarcação deste tipo não teria paióis de munição, uma segurança a mais para a tripulação.
Porem a tecnologia tem de evoluir muito para poder suprir a demanda de energia que esse
tipo de arma precisa, e também diversos problemas inerentes à construção como desgastes
dos trilhos e tendências a se autodestruir, a marinha americana espera que em 2025 já tenha
alguns vasos de guerra com ela.

NASA adiciona turbojactos e foguetes ao


seu lançador railgun scramjet
O novo sistema conceptual para lançamento do satélites da NASA, sublinha a velha
máxima de que “quanto mais melhor”. Mais jacto e foguetes, igual a mais potência e
capacidade de propulsão. Pelo menos, esta é a teoria em que NASA acredita.
Estas alterações devem-se à necessidade da NASA, em acabar com os ineficientes
foguetões de lançamento de satélites. Dando por fim, lugar aos novos foguetes scramjet
(motores de propulsão interna), disparados a partir de um railgun (lançador de projecteis
em carris eléctricos).
Este será certamente o sistema de lançamento num futuro próximo, visto que tanto os
railguns de alta potência como as aeronaves scramjet foram testadas com sucesso.
Entretanto a NASA, está a traçar (detalhadamente) o processo de funcionamento deste
sistema. E tenta lidar com algumas lacunas relacionadas com o impulso. Estas deverão ser
preenchidas com tecnologia mais convencional.
Processo de funcionamento:
• O veículo será disparado ao longo de um railgun (que consiste num par
de carris), com uma extensão de cerca 2 milhas (cerca de 3.2
quilómetros).
• Estes carris eléctricos com 180 megawatts de potência empurram o
veículo até Mach 1.5 (cerca de 1.838 km/h), em aproximadamente de
60 segundos.
• Mach 1.5 é rápido, mas não o suficiente para accionar o motor
sramjet. Por tanto, antes que o veículo descole, é accionado o
turbojacto de alta velocidade, para que este atinja Mach 4 (cerca de
4.900 km/h).
• Quando o veículo atinge Mach 4, o turbojacto é desligado e entra em
funcionamento o scramjet, que acelera a aeronave até Mach 10 (cerca
de 12.250 km/h), a 200.000 pés (60.960 metros) de altura.
• A esta altura, não há atmosfera suficiente para que o scramjet “respire”
(visto que este funciona a ar), por tanto entra em acção um
convencional foguete, para que o veículo chegue ao seu destino final
em orbita.
• Depois de descarregar a sua “encomenda”, a aeronave regressa à base.
• A vantagem desta tecnologia, é que estará novamente pronta a fazer
novas viagens em apenas 24 horas.
Segundo a NASA, “nós temos todos os ingredientes, agora só falta descobrir como
cozinhar o bolo”. Esperemos que quando estiver pronto, este “bolo” seja tão saboroso como
aparenta.

RAILGUN

Railgun, ou canhão eléctrico, é uma arma cujo sistema de funcionamento utiliza a


electricidade para acelerar um projéctil ao longo de um par de trilhos metálicos.
A marinha dos EUA já anunciou ter testado um railgun com sucesso, lançando um projéctil
de 3,5kg a velocidade de mach 7 (7 vezes a velocidade do som).Neste momento acho que
quem lê isto só pode concluir 2 coisas, ou que é uma arma extremamente poderosa ou que
muito pelo contrario não tem qualquer poder destructivo, quem é apologista do 2
pensamento esta errado, é normal pensar que como não explode não tem poder destructivo
pois hoje em dia as melhores armas são aquelas com uma área de explosão maior no
entanto tendo em conta que quanto maior for a velocidade/peso maior o poder destructivo e
esta atinge 7 vezes a velocidade do som, o railgun é sem duvida uma arma super poderosa.

Funcionamento

Um railgun consiste em dois trilhos metálicos paralelos (daí o nome) conectados a uma
fonte de energia eléctrica. Quando um projéctil condutivo é inserido entre os trilhos, na
extremidade conectada à fonte, o circuito é completado. Os eléctrões fluem do terminal
negativo da fonte para o trilho negativo, passando pelo projéctil, pelo trilho positivo e daí
de volta para fonte de energia.
Esta corrente faz o railgun comportar-se como um electroíman, criando um poderoso
campo magnético na região dos trilhos em direcção à posição do projéctil. De acordo com a
"regra da mão direita", o campo magnético circula em torno de cada condutor. Uma vez
que a corrente ocorre em direcções opostas em cada trilho, o campo magnético resultante
entre os trilhos é direccionado verticalmente. A acção deste campo, em combinação com a
corrente através do projéctil, produz uma força de Lorentz, que acelera o projéctil no
sentido dos trilhos. Assim, o projéctil desliza na direcção oposta ã fonte de energia. Há
forças também agindo nos trilhos no sentido de tentar afastá-los, o que só não acontece por
estarem firmemente fixados.
Uma fonte de energia suficientemente grande, da ordem de um milhão de amperes irá criar
uma tremenda força no projéctil, acelerando-o à velocidade de muitos quilómetros por
segundo. Embora grandes velocidades sejam teoricamente possíveis, o calor gerado pela
propulsão do objecto é suficiente para rapidamente degradar os trilhos. Tal equipamento
exigiria constantes substituições dos trilhos, ou o uso de um material resistente ao calor e ao
mesmo tempo suficientemente condutivo para produzir o mesmo efeito.