Você está na página 1de 14

NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 15248
Segunda edição
01.06.2012

Válida a partir de
01.07.2012

Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM


— Procedimento
Non-destructive testing — ACFM inspection — Procedure
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

ICS 19.100 ISBN 978-85-07-03464-3

Número de referência
ABNT NBR 15248:2012
8 páginas

© ABNT 2012
NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012


Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

© ABNT 2012
Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser
reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por
escrito da ABNT.

ABNT
Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar
20031-901 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: + 55 21 3974-2300
Fax: + 55 21 3974-2346
abnt@abnt.org.br
www.abnt.org.br

ii © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3 Termos e definições ...........................................................................................................1
4 Condições gerais ...............................................................................................................2
4.1 Qualificação do inspetor ...................................................................................................2
4.2 Procedimento de ensaio ....................................................................................................2
4.3 Qualificação do procedimento de ensaio ........................................................................3
4.4 Revisão e/ou requalificação do procedimento de ensaio do executante .....................3
5 Aparelhagem.......................................................................................................................4
5.1 Instrumento.........................................................................................................................4
5.2 Sonda ..................................................................................................................................4
5.3 Manutenção e calibração da aparelhagem ......................................................................4
6 Condição superficial ..........................................................................................................4
7 Bloco de referência ............................................................................................................5
7.1 Introdução ...........................................................................................................................5
7.2 Material do bloco ................................................................................................................5
7.3 Material da solda ................................................................................................................5
7.4 Entalhes ..............................................................................................................................6
7.5 Qualidade ............................................................................................................................6
7.6 Tratamento térmico ............................................................................................................6
7.7 Magnetismo residual..........................................................................................................6
8 Calibração da aparelhagem...............................................................................................6
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

8.1 Introdução ...........................................................................................................................6


8.2 Verificação de amplitude do campo Bx ............................................................................................6
8.3 Ajuste de sensibilidade .....................................................................................................7
8.4 Verificação do dimensionamento .....................................................................................7
8.5 Arquivo de sonda ...............................................................................................................7
9 Ensaio..................................................................................................................................7
9.1 Identificação das áreas ensaiadas ...................................................................................7
9.2 Verificação de sensibilidade .............................................................................................7
9.3 Cobertura ............................................................................................................................7
9.4 Sobreposição .....................................................................................................................8
10 Registro de resultados ......................................................................................................8

Figura
Figura 1 – Bloco de referência ...........................................................................................................5

© ABNT 2012 - Todos os direitos reservados iii


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15248 foi elaborada no Organismo de Nomalização Setorial de Ensaios não Destrutivos
(ABNT/ONS-58), pela Comissão de Estudo de Correntes Parasitas (CE-58:000.04). O Projeto circulou
em Consulta Nacional conforme Edital nº 11, de 07.11.2011 a 05.01.2012, com o número de Projeto
ABNT NBR 15248.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 15248:2005), a qual foi
tecnicamente revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard establishes the minimum requirements for detection, location and sizing of surface
breaking cracks in electrically conductive materials in a inspection by Alternating Current Field
Measurement (ACFM).
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

iv © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

Introdução

A técnica é aplicada na detecção de trincas ou outras descontinuidades lineares, abertas na superfície,


em materiais metálicos.

O princípio desta técnica envolve a indução de um campo magnético por corrente alternada
na superfície do material através do Yoke magnético contido na sonda, o qual causa um fluxo
uniforme de corrente alternada no material. A profundidade de penetração desta corrente varia com
o tipo de material e frequência.

Descontinuidades na superfície ou próximas à superfície distorcem ou interrompem o fluxo de corrente,


criando uma alteração no campo magnético superficial, a qual é detectada por bobinas sensoras
na sonda.
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

© ABNT 2012 - Todos os direitos reservados v


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016
NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15248:2012

Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM — Procedimento

1 Escopo
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para detecção, localização e dimensionamento
de trincas superficiais em materiais eletricamente condutores na inspeção por meio de Alternating
Current Field Measurement (ACFM).

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referên-
cias datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as
edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR NM 316, Ensaios não destrutivos – Correntes parasitas – Terminologia

ABNT NBR NM ISO 9712, Ensaios não destrutivos – Qualificação e certificação de pessoal

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se as definições da ABNT NBR NM 316 e os seguintes.

3.1
ACFM
alternating current field measurement
técnica de medição de campo de corrente alternada, utilizada para detectar e dimensionar trincas
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

de fadiga em equipamentos, tubulações e estruturas metálicas

3.2
bloco-padrão
bloco com ranhuras (defeitos artificiais) de dimensões conhecidas

3.3
sonda
elemento composto de bobina indutora que induz um campo magnético na superfície inspecionada
e bobinas sensoras que enviam os sinais (Bx e Bz) das perturbações ocorridas na presença
de descontinuidades para o equipamento ACFM

3.4
teste funcional
teste realizado no bloco-padrão para verificação da sensibilidade da sonda relativa ao sinal apresentado
na tela

3.5
verificação operacional
teste realizado para verificação da inexistência de trinca contínua em toda a extensão do cordão de
solda

© ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 1


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

4 Condições gerais
4.1 Qualificação do inspetor

4.1.1 O inspetor que executa ensaio deve ser qualificado de acordo com a ABNT NBR NM ISO 9712.

4.1.2 Quando aplicável, recomenda-se que o operador da sonda possua qualificação em inspeção
visual submarina ou visual de solda.

4.2 Procedimento de ensaio

4.2.1 O procedimento de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) objetivo;

b) normas aplicáveis, indicando a revisão;

c) procedimentos de segurança, saúde e meio ambiente;

d) requisitos de qualificação do pessoal;

e) material, forma ou componente, mapeamento (identificação e estabelecimento) da origem


das varreduras, dimensões, detalhes da peça a ser ensaiada;

EXEMPLO

— material: aço-carbono;

— forma: cilíndrica, juntas tubulares;

— forma de identificação: junta J21;


Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

— origem: geratriz superior;

— componente: nó de estrutura tubular;

— faixas de dimensões;

— solda: largura máxima 50 mm.

f) revestimento (tipo e espessura);

g) aparelhagem e instrumentos (fabricante e modelo);

h) sondas (fabricante, modelo e identificador de posição);

i) software utilizado;

j) profundidade máxima de utilização e recomendações de manutenção, preservação e


armazenamento, quando aplicável;

k) condição requerida para a superfície e método de preparação;

l) extensão do ensaio;

2 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

m) sistemática de verificação do equipamento;

n) instruções a serem fornecidas ao operador da sonda (ver 4.2.2);

o) técnicas de dimensionamento quando requeridas;

p) sistemática de identificação e rastreabilidade;

q) técnicas de varredura e aquisição de dados, verificação operacional e relatórios de inspeção;

r) descrição sequencial da execução do ensaio;

s) ações quando encontrar defeitos;

t) avaliação dos resultados dos ensaios;

u) instrumentos e acessórios adicionais;

v) modelo de formulário para registro de resultado;

w) nome do emitente, numeração, indicação da revisão e data de emissão.

4.2.2 As instruções ao operador de sonda devem fazer referência no mínimo aos seguintes aspectos:

a) características físicas do equipamento e das sondas;

b) instruções de segurança;

c) detalhamento da inspeção inicial;

d) marcação do componente;
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

e) inspeção visual na região a ser inspecionada;

f) modo de comunicação com o operador na superfície;

g) detalhamento do modo de varredura para detecção de trincas, incluindo velocidade, sobreposição


e varredura suave;

h) fatores de interferência nos resultados;

i) detalhamento do modo de varredura para dimensionamento de trincas.

4.3 Qualificação do procedimento de ensaio

O procedimento é considerado qualificado quando, aplicando-se os requisitos do procedimento da


executante, forem detectadas e dimensionadas descontinuidades existentes em corpos de prova com
defeitos dimensionalmente conhecidos.

4.4 Revisão e/ou requalificação do procedimento de ensaio do executante

Sempre que quaisquer das variáveis citadas em 4.2.1 forem alteradas, deve ser emitida uma revisão
do procedimento.

© ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 3


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

5 Aparelhagem
5.1 Instrumento

5.1.1 O instrumento de ACFM e o software devem ser capazes de operar nas faixas de frequência
de 1 kHz a 50 kHz.

5.1.2 O mostrador deve apresentar individualmente em função do tempo ou distância a componente


x do campo magnético Bx, paralelo ao deslocamento da sonda, a componente z do campo Bz,
perpendicular à superfície ensaiada, e a combinação das componentes Bx e Bz (por exemplo, gráfico
da borboleta).

5.2 Sonda

5.2.1 A frequência nominal da sonda deve ser de 5 kHz, a menos que outras variáveis, como mate-
riais, condição superficial ou revestimento, requeiram o uso de outras frequências.

5.2.2 O modelo da sonda deve ser selecionado de acordo com a sua aplicação:

— acesso;

— efeito de borda;

— acurácia; e

— condição superficial.

5.3 Manutenção e calibração da aparelhagem

5.3.1 As recomendações do fabricante devem ser obedecidas quanto à manutenção e revisões


periódicas da aparelhagem específica do ensaio por ACFM.
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

5.3.2 O equipamento deve ser calibrado eletronicamente após reparo elétrico eletrônico, revisão
periódica e avaria.

6 Condição superficial
6.1 Os resultados satisfatórios são geralmente obtidos quando as superfícies são soldadas, lami-
nadas, fundidas e forjadas. Todavia, a preparação da superfície por esmerilhamento pode mascarar
a indicação e, quando possível, deve ser minimizada.

6.2 A limpeza pode ser executada por qualquer método que não afete a peça a ser ensaiada.

6.3 A superfície a ser ensaiada (inclusive a superfície de deslocamento da sonda) deve apresentar
condições apropriadas para um deslocamento suave da sonda de ACFM e estar livre de incrustações
marinhas, respingos, revestimento solto e alvéolos.

6.4 As camadas de revestimentos que não prejudiquem o deslocamento da sonda não precisam
ser removidas, desde que seja demonstrado que a indicação pode ser detectada na maior espessura
de revestimento.

6.5 Avaliar a existência de revestimentos eletricamente condutores (pigmentos metálicos, sulfetos,


revestimentos metálicos), que possam mascarar as indicações.

4 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

6.6 Quando a peça estiver magnetizada e interferir na execução do ensaio, ela deve ser
desmagnetizada.

7 Bloco de referência
7.1 Introdução

O bloco de referência deve ter forma que represente o componente a ser ensaiado e conter entalhes
semielípticos com dimensões conhecidas.

Os entalhes devem ser usinados nas laterais da solda (por exemplo, zona termicamente afetada) e nas
soldas para os blocos que contenham soldas. As dimensões dos entalhes, distâncias entre entalhes e
distâncias para as bordas devem estar de acordo com a Figura 1.

Entalhes, quando requerido


Solda, quando requerido
#2 #1

25* 50*
mm mm
#3
typ. 150 mm*

13 mm*

200 mm*

* Dimensões mínimas
Entalhe Comprimento Profundidade Abertura máxima
elíptico mm mm mm
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

1 50 5
2 20 2 0,5
3 10 1

NOTA 1 A tolerância da profundidade do entalhe é de ± 0,2 mm.


NOTA 2 A tolerância do comprimento do entalhe #1 é de ± 1 mm.
NOTA 3 A tolerância dos comprimentos dos entalhes #2 e #3 são de ± 0,2 mm.
NOTA 4 O formato do entalhe é elíptico.
NOTA 5 O entalhe #3 somente é requerido quando o bloco contiver uma solda.

Figura 1 – Bloco de referência

7.2 Material do bloco

O bloco deve ser fabricado com especificação equivalente ao material a ser ensaiado.

7.3 Material da solda

A solda do bloco deve ter especificação equivalente à solda a ser ensaiada.

© ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 5


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

7.4 Entalhes

A profundidade e o comprimento dos entalhes devem ser conhecidos para serem utilizados para
verificar a funcionabilidade do sistema.

7.5 Qualidade

Antes da fabricação, o bloco deve ser completamente ensaiado por ACFM para assegurar que ele está
livre de indicações que podem interferir no processo de verificação.

7.6 Tratamento térmico

O bloco deve receber no mínimo o mesmo tratamento térmico requerido pelo tipo e grau da especificação
do material.

7.7 Magnetismo residual

O bloco deve ser checado para o magnetismo residual e, se necessário, desmagnetizado.

8 Calibração da aparelhagem
8.1 Introdução

8.1.1 Deve ser utilizada uma calibração específica para cada combinação de elementos descritos
a seguir:

— material e forma a ser ensaiada;

— liftoff;

— equipamento;
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

— sonda;

— cabos; e

— software.

8.1.2 Para se executar a verificação, deve-se seguir a sequência:

— a verificação deve incluir todo o sistema de ACFM (equipamentos, software, sondas e cabos)
e deve ser executada antes do início do ensaio;

— deve ser realizado novo ajuste sempre que ocorrer uma alteração no sistema que afete a resposta
do sinal, quando da passagem sobre os entalhes de referência.

8.2 Verificação de amplitude do campo Bx

8.2.1 Com a sonda paralisada sobre o bloco de referência, e este adequado ao ensaio, iniciar a aqui-
sição de dados e verificar o valor do campo Bx. Esse valor deve estar entre os limites de 750 e 1 500.

8.2.2 Caso não esteja dentro dos limites especificados em 8.2.1, deve ser alterado o ganho para
correção da amplitude.

6 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

8.3 Ajuste de sensibilidade

8.3.1 A varredura sobre o bloco de referência deve ser executada e devem ser observadas
as dimensões do gráfico da borboleta obtido. Este deve ter 175 % versus 50 % dos limites da tela
nos eixos Bx e Bz respectivamente, quando for utilizado o entalhe de 50 mm de comprimento por
5 mm de profundidade.

8.3.2 Quando for utilizada sonda especial, e em alguns casos específicos, devem ser utilizados
entalhes com outras dimensões. Nesses casos as dimensões do gráfico da borboleta obtido devem
ser alteradas proporcionalmente.

8.3.3 Quando necessário, devem ser corrigidos os valores-limites do gráfico da borboleta para
correção das dimensões dos sinais obtidos.

8.4 Verificação do dimensionamento

No entalhe utilizado anteriomente deve ser realizado o dimensionamento e, quando necessário,


corrigido o fator de bobina para se obter o dimensionamento correto.

8.5 Arquivo de sonda

8.6 Após as operações descritas em 8.1 a 8.4, os valores dos parâmetros são armazenados
em arquivo de sonda. Sempre que esta sonda for utilizada, deve ser também utilizado arquivo
de sonda correspondente com a configuração referente ao ensaio que será realizado.

9 Ensaio

9.1 Identificação das áreas ensaiadas


Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

As soldas a serem ensaiadas devem ser identificadas e devem ser realizadas marcações equidistantes
na peça para perfeita localização das descontinuidades encontradas. Essas marcações devem estar
referenciadas a algum elemento fixo para que seja permitida sua reprodução, quando necessário.

9.2 Verificação de sensibilidade

9.2.1 A sensibilidade do sistema deve ser verificada no início e no término de um ensaio, ou série
de ensaios similares. Essa verificação é realizada conforme 8.3.

9.2.2 Ao se realizar a varredura sobre o entalhe do bloco de referência, é tolerada uma variação
de 10 % em cada eixo nas dimensões dos sinais obtidos. Quando a sensibilidade adequada não
é obtida, todas as varreduras realizadas, após a última verificação aceitável, devem ser refeitas.

9.3 Cobertura

9.3.1 As varreduras devem cobrir o cordão, as margens da solda e a zona termicamente afetada,
quando se tratar de inspeção em junta soldada.

9.3.2 As varreduras devem cobrir toda a região objeto da inspeção.

© ABNT 2012 - Todos os direitos reservados 7


NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15248:2012

9.4 Sobreposição

9.4.1 A sobreposição de uma posição deve ser realizada de modo a garantir que toda a área seja
coberta e não prejudique a detecção e dimensionamento das descontinuidades, ou seja, quando
a varredura for paralisada em uma determinada posição, ela deve ser reiniciada no mínimo 50 mm
antes desta posição. Por exemplo, se uma varredura crescente parar na posição 9, a próxima deve
iniciar na posição 8.

10 Registro de resultados
10.1 Todas as descontinuidades devem ser registradas e avaliadas conforme critério de aceitação
estabelecido pelo proprietário do equipamento.

10.2 Os resultados da inspeção por ACFM devem ser registrados em meio eletrônico e/ou formulário
apropriado contendo no mínimo o seguinte:

a) usuário, local, tipo e número de série do componente ensaiado;

b) tamanho, material (tipo e grau) e configuração da solda ensaiada;

c) identificação da junta ou parte do componente;

d) extensão da inspeção (por exemplo: áreas de interesse com cobertura parcial ou total, descrevendo
a região ou área);

e) nome e qualificação do pessoal que executou o ensaio;

f) tipo, modelo e número de série do equipamento utilizado, incluindo todas as sondas;

g) todos os ajustes utilizados no teste funcional (como, por exemplo, frequência, velocidade
Impresso por GLEIDSON CELESTINO VIEIRA em 21/12/2016

de varredura);

h) número de série de todos os blocos-padrão utilizados;

i) resumo de todas as técnicas utilizadas durante o ensaio;

j) lista de todas as áreas onde não foi possível a execução do ensaio e sua justificativa;

k) informação específica sobre a técnica utilizada no dimensionamento de cada descontinuidade;

l) critério de aceitação usado na avaliação das descontinuidades;

m) lista das descontinuidades detectadas conforme especificação do usuário.

10.3 Os arquivos e ajustes do sistema devem estar descritos de modo que os dados possam ser
revistos e analisados posteriormente por outros inspetores.

10.4 Os registros dos ensaios das inspeções devem obedecer a um sistema de identificação
que permita rastrear facilmente a instalação e a junta de solda inspecionada.

8 © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados

Você também pode gostar