Plano de Curso

Ensino Fundamental 1º ao 5º ano

2009
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APRESENTAÇÃO

“(...) Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta e com o silêncio ( intimamente sábio ) das tuas palavras e dos teus gestos ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.”
Ademar Ferreira. In: ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.

Caro(a) professor(a),

Mais um ano letivo inicia-se, trazendo novos desafios que nortearão sua prática docente. Desse modo, com o intuito de auxiliar o planejamento de suas ações didático-pedagógicas, a curto, médio e longo prazo, apresentamos os Plano de Curso do 1º ao 5º ano. As sugestões de alteração que vocês nos enviaram foram analisadas criteriosamente e contempladas quando pertinentes. Ressaltamos que este plano é anual, não dispondo, portanto, de uma divisão bimestral dos conteúdos, visto tratar-se, como o próprio nome diz, de um plano, e não de um planejamento. Dessa forma, caberá a você, professor, após o período de conhecimento de seu grupo-classe, o que compreende os diferentes procedimentos diagnósticos, estudar este plano e as orientações didáticas que o precedem, a fim de construir, com autonomia, o melhor percurso pedagógico junto a seus alunos, ou seja, elaborar o “planejamento” propriamente dito. Os conteúdos apresentam-se divididos em conceituais (que se referem ao conhecimento de conceitos, fatos e princípios), procedimentais (que se referem a um “saber fazer”) e atitudinais (que estão associados a valores, atitudes, regras e normas). Cabe ainda dizer que, em razão dos conteúdos conceituais, manteve-se a divisão por disciplinas, o que, no entanto, não invalida a abordagem interdisciplinar do trabalho em sala de aula. Resguardadas as especificidades de cada área do conhecimento, o que, em sua maioria, constrói-se por meio dos conteúdos conceituais, é por intermédio da aprendizagem dos outros conteúdos – os procedimentais e os atitudinais – que a interdisciplinaridade ocorre. Certos procedimentos também se aplicam com exclusividade a uma disciplina, porém, em sua maioria, assim como as atitudes a serem desenvolvidas pelas crianças, esses perpassam todas as áreas do conhecimento, em maior ou menor escala, durante certa etapa de sua aprendizagem. É nesse sentido, portanto, professor, que seu planejamento deve se orientar, buscando garantir a construção dos saberes próprios de cada disciplina, concomitantemente à dos que se apreendem de uma forma transversal. Importa dizer que, ao falarmos dos conceitos mais específicos de cada disciplina, não estamos dizendo que o vínculo entre esses saberes não possa ser estabelecido, até porque ele existe naturalmente nos conhecimentos instituídos, mas sim que há conceitos próprios de Língua Portuguesa, os quais não dizem respeito à Matemática e vice-versa. Portanto, não é necessário “forçar” tal aproximação, criando situações de aprendizagem vazias de significado. Por outro lado, há conceitos que pertencem a mais de uma área, demandando, assim, que sejam construídos interdisciplinarmente.

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Desse modo, professor, buscando auxiliá-lo no planejamento de suas ações e intervenções em sala de aula e na elaboração de atividades significativas para a aprendizagem de seus alunos, elaboramos algumas orientações para cada área do conhecimento, em que se abordam mais profundamente esses aspectos apresentados. Recomendamos a leitura desse texto paralelamente à leitura do plano em si. Indicamos, no decorrer deste documento, algumas sugestões de referências bibliográficas para aprofundamento dos temas aqui expostos. Sugerimos também que você acesse o site da Educação, no qual poderá encontrar subsídios teórico-práticos para download, além de outras informações interessantes (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc). Lembramos ainda que estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, apontar sugestões, analisar coletivamente as dificuldades, a fim de colaborar na escolha dos percursos pedagógicos mais adequados para a efetiva aprendizagem de nossas crianças. Nossa intenção é fortalecer, cada vez mais, a parceria entre nós, educadores, cujo objetivo comum é a excelência da qualidade de ensino e o desenvolvimento pleno e feliz das potencialidades de nossos alunos.

Bom trabalho a todos!

Departamento Pedagógico. Fevereiro de 2009.

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Sumário Plano de Curso Anual - 1° ano Orientações Didáticas Ciências..................................................................................................................................................10 Matemática.............................................................................................................................................14 Informática Educativa.............................................................................................................................24 Língua Portuguesa.................................................................................................................................25 Inglês......................................................................................................................................................29 Arte musical............................................................................................................................................33 Arte.........................................................................................................................................................37 Educação física......................................................................................................................................39 História...................................................................................................................................................41 Geografia...............................................................................................................................................44 Conteúdos Ciências.................................................................................................................................................47 Matemática............................................................................................................................................48 Informática Educativa............................................................................................................................50 Língua Portuguesa................................................................................................................................51 Inglês.....................................................................................................................................................52 Arte musical...........................................................................................................................................53 Arte........................................................................................................................................................54 Educação física.....................................................................................................................................55 História..................................................................................................................................................56 Geografia..............................................................................................................................................57 Ensino Religioso...................................................................................................................................58
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Plano de Curso Anual - 2° ano Orientações Didáticas Ciências..............................................................................................................................................60 Matemática.........................................................................................................................................63 Informática Educativa.........................................................................................................................74 Língua Portuguesa.............................................................................................................................75 Inglês..................................................................................................................................................81 Arte musical........................................................................................................................................85 Arte.....................................................................................................................................................90 Educação física..................................................................................................................................92 História...............................................................................................................................................94 Geografia...........................................................................................................................................96 Conteúdos Ciências.............................................................................................................................................99 Matemática.......................................................................................................................................101 Informática Educativa.......................................................................................................................103 Língua Portuguesa...........................................................................................................................104 Inglês................................................................................................................................................106 Arte musical......................................................................................................................................107 Arte...................................................................................................................................................108 Educação física................................................................................................................................109 História.............................................................................................................................................110 Geografia.........................................................................................................................................112 Ensino Religioso..............................................................................................................................113
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Plano de Curso Anual - 3° ano Orientações Didáticas Ciências............................................................................................................................................115 Matemática.......................................................................................................................................118 Informática Educativa.......................................................................................................................130 Língua Portuguesa...........................................................................................................................131 Inglês................................................................................................................................................137 Arte musical......................................................................................................................................141 Arte...................................................................................................................................................146 Educação física................................................................................................................................148 História.............................................................................................................................................150 Geografia.........................................................................................................................................153 Conteúdos Ciências...........................................................................................................................................158 Matemática......................................................................................................................................160 Informática Educativa......................................................................................................................162 Língua Portuguesa..........................................................................................................................163 Inglês...............................................................................................................................................165 Arte musical.....................................................................................................................................167 Arte..................................................................................................................................................168 Educação física...............................................................................................................................169 História.............................................................................................................................................170 Geografia.........................................................................................................................................172 Ensino Religioso..............................................................................................................................173
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..............................................................................................................222 Matemática......................................................................................................................................................................................................................218 Conteúdos Ciências.........................................201 Arte musical.........................................................175 Matemática..................................................................................................................Plano de Curso Anual ...................................................................................................................................................................205 Arte.....................................................................................................................................................................................................235 Ensino Religioso.....................................................224 Informática Educativa...........209 Educação física.............................................................................................181 Língua Portuguesa.................................240 7 ...........................................................................................232 Arte...........................................234 História......................................................................................................230 Arte musical.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................227 Língua Portuguesa................................4° ano Orientações Didáticas Ciências...............................................236 Geografia.......................................................................194 Inglês....................228 Inglês....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................212 História...........................................................215 Geografia...................................................233 Educação física...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

.................................................311 8 ...................................299 Inglês...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................304 Educação física........................................................................................................................................................................301 Arte musical..............................................................................................................................286 História....................................293 Matemática.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................275 Arte................................................................................................249 Língua Portuguesa............................................................................................................................283 Geografia.................................................................................................307 Geografia.............................5° ano Orientações Didáticas Ciências..................................295 Informática Educativa.......................................Plano de Curso Anual ...................................................................309 Ensino Religioso......................................................................................................................................................................................................................................................290 Conteúdos Ciências....................................264 Inglês.....................................................................................................271 Arte musical........................................................................................................................303 Arte...........................................................................................................................................................298 Língua Portuguesa....................279 Educação física.....................................305 História..................................................................................................................................................................242 Matemática.......................

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 1º ANO Ensino Fundamental 9 .

baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. Nos anos iniciais. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. cor etc. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. esquemas. como forma. busca e registro de informações. tais como argumentar. seres vivos. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. vídeos. com o outro e com o ambiente. trocar idéias com os colegas. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Para aprender Ciências. seres vivos. tamanho. usando diferentes critérios. 10 . de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. em que os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. textura. materiais etc. sintetizar. Os alunos podem comparar entre si objetos. Podem aprender procedimentos simples de observação. dos arbustos. comparação. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. Investigação É muito importante também propor investigações. entre outros. Desse modo. identificar. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. Dificilmente. elaborados e acumulados pelo homem. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. assim como a reconstrução de categorias de idéias. das folhagens e gramíneas. Para tanto. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. de geração a geração. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. analisar. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. gravuras. mapas. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. de modelos científicos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. sobre os fenômenos naturais. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. ou seja.

pequenos textos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. por exemplo. Normalmente. O importante. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. ser humano e saúde. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. As experiências sugeridas não devem. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. o seu aspecto individual e. que têm. a sua parte universal. Os conteúdos. Em suma. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. portanto. animais e plantas). por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. a qualquer momento. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. que sabem argumentar e defender suas idéias. pessoas que sabem ler e escrever bem. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. por outro lado. fundamental. embora organizados por temas específicos (ambiente. ou seja. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Como dissemos. com a ajuda ou não do professor.Experimentação Por meio dela. tabelas. Nessa fase. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. em situações reais de comunicação. do ano em que está atuando. leia o plano. os conteúdos são extensos. que sabem ouvir e discutir questões. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. de forma 11 . Após essa primeira leitura. Além do desenho. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. levantadas em um determinado problema. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. não devem ser trabalhados de maneira linear. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. é fundamental que o professor. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. nesse sentido. com a tecnologia e com o mundo. A atuação do aluno é. com os conteúdos conceituais. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. elaboração de listas. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. na produção de um texto coletivo. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. num primeiro momento. auxiliando-o no processo de alfabetização. por um lado. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. de si própria e sua relação com os outros. o que representa a sua comunidade. sempre que possível. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. dos animais e plantas. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. procedimentais e atitudinais. independentemente do banco escolar.

modo de vida. particularmente com os animais. locomoção. na sala de aula. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. alimentação. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. por exemplo. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. as organizações sociais. em que um mesmo tema é proposto. 12 . quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. Sendo assim. ao analisar um lugar ou uma paisagem. ou seja.que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. mas com os enfoques de cada área. Por exemplo. a família. construções etc. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Quando chegam à escola. luz e solo. educação ambiental e ética. rios. num primeiro momento. um lugar para sua manifestação. órgãos dos sentidos. Deve também estabelecer relações com o ambiente. principalmente com Geografia e História. ouvem e sentem. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. É importante que tais representações encontrem. com as características de outros seres vivos. por exemplo. relacionadas ao revestimento do corpo. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. como relevo. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. buscam explicações para o que vêem. seu referencial é ela própria e. É importante também. para um trabalho mais amplo. saúde. o meio é a sua própria extensão. portanto. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. entre outras. comparando as características do corpo humano. e depois de outros elementos presentes no ambiente.

Idade. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Expressões faciais. Nomeação de figuras e animais. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. Maior e menor. Lateralidade. Educação Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. o corpo e materiais sonoros diversos. Semelhanças e diferenças sociais. A história de cada um.Ciências Corpo humano e suas partes. 13 . Uso da linguagem oral para relato de vivências. Geografia/ História Colegas da classe. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Comparação entre seres vivos. Grosso e fino. Tamanho (altura do corpo). Brincadeiras . Os pés e as mãos. Identidade. Patas de animais. Posturas corporais. Cuidado com o corpo e o ambiente. Higiene do corpo. Língua Portuguesa Conversa informal. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Música que fale de um animal. que apresentem as partes do corpo. Nomeação das partes do corpo. Músicas que falem das mãos e dos pés. Quebra-cabeça (partes do corpo). Nome próprio. Auto-retrato Dobradura de animais. Imitação de animais e seus modos de vida. Matemática Uso dos números para representar a idade. Jogo da memória: animais. Movimentos na frente do espelho. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos.

a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. acentuamos a idéia de que o aluno. sociais e culturais de quem irá aprender. Assim. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. favorecendo a aprendizagem. acreditamos que. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. ao trabalhar com a resolução de problemas. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Quando falamos sobre a resolução de problemas. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. Nessa concepção de ensino. também aprende na interação com seus parceiros. No entanto. medidas e estatística. o professor deve saber que: 14 . As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Sendo assim. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Sendo assim. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. além de explorar idéias numéricas e contagem. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. podemos trabalhar com noções de geometria. As crianças têm idéias próprias. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. considerando aspectos transversais. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. Assim. Para isso. Dessa forma. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. em situações de desafio.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. sentimentos. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. interesses. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. aberta à incorporação de novos conhecimentos. Alunos e professores interagem e crescem no processo. é necessário considerar as condições cognitivas. Por sua vez. Por isso. no processo de transformação do saber científico em escolar. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. Para atingir os objetivos. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações.

As tentativas. ou seja. semelhanças e diferenças entre os textos. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. da língua materna e da combinação de ambas.• • • problema é toda situação que permite problematização. o aluno aprende matemática. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. mecânica e repetitiva. porém não de forma rotineira. Assim. dobro. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. ler. a pergunta e a resposta. Ao formulá-los. a essência está no problematizar. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. livro de problemas. conteúdos importantes na educação matemática. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. estabelecer relações e aplicar conceitos. Dessa maneira. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. e articulam o texto. charada. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. interpretar e produzir textos. comunicar idéias. propiciando novas tentativas. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. troca entre os alunos. percebem a relação entre os dados apresentados. levantar hipóteses. 15 . é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. tendo assim. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. problematoteca. podemos trabalhar. respeitar regras. um jogador ganha e outro precisa perder. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. Para a formulação de problemas. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. Quando os alunos formulam problemas. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. autoconfiança e autonomia. Assim. num jogo. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Por meio dos jogos. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Enquanto resolve situações-problema. um repertório como apoio. os dados e a operação a ser usada. de maneira lúdica. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. Os problemas devem ser desafiadores. criação de um banco de problemas. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. sem deixar marcas negativas. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. conto etc. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. divisor. um processo investigativo. problema com rima. No processo educativo. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. É preciso que as crianças leiam o que fizeram.

o jogo não se tornará mero lazer. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. Assim. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. mas uma nova forma de aprender Matemática. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. podendo. assim como propusemos para os jogos. em que os alunos levantam e testam hipóteses. de qualquer idade ou realidade social. discutindo o que foi fácil. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Brincando. entre outras coisas. o que foi difícil. contar histórias desses povos.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Contudo. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. 16 . As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. vencendo os desafios propostos. A partir da discussão estabelecida. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. o aluno amplia sua capacidade corporal. encoraja reflexão e clareia idéias. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. a percepção de si mesmo como um ser social. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Na bibliografia desse trabalho. Além da socialização de idéias. Sempre ao final das brincadeiras. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. dicas para se jogar melhor. Além disso. Além de jogar. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. é preciso levar em consideração alguns aspectos. toda semana. suas dúvidas. e apreendendo todas as regras. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. suas aprendizagens. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Brincadeiras infantis Toda criança. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. em uma aula. Enquanto brinca. por exemplo. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. enriquece suas aulas. Por isso. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. brinca. sua consciência do outro. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. as crianças devem conversar sobre o jogo. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o que foi fácil e o que foi difícil. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Nas situações de jogo. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. principalmente para crianças dos anos iniciais. das diferentes respostas obtidas.

problematizações especialmente preparadas para isso. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. Além dos livros infantis. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. assim como explore lugares. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. com os personagens. álbum seriado. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. O ideal não é explorar um livro a semana toda.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. Alguns livros não apresentam um final definido e. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. Para a realização desse trabalho. enigmas. o professor poderá analisar a capa. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. uma propaganda. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. com emoção. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. ainda. usar a literatura infantil “[. os alunos podem elaborar o final da história. o giz e o livro didático”.. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. 17 . escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. seleção de informações e resolução de problemas. uma tabela.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. Nesse sentido. Você pode ter um livro por duplas. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. percepções e experiências. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas.. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. 1996. em quais são os recursos necessários. etc. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. Depois. adequar o tempo à sua proposta. características e acontecimentos na história.(SMOLE. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. expectativa. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. um gráfico. Não há necessidade de um livro para cada aluno. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. p. mas aos poucos. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. A leitura poderá ser feita em vários dias. Desta forma. escrita. pensar na organização da classe. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. nesses casos. Segundo Smole (1999). É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. etc. enquanto lê.

Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. especialmente artes e língua materna. promovendo. Ao delimitar o tema. Por meio dos projetos. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. na avaliação e no planejamento. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. Na maioria dos casos. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Assim. o original e a sua reescrita. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. cognitiva e social. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Assim. que hipóteses levantam. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. mais uma vez. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. Por meio das atividades propostas. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. os textos. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. interdisciplinares. que opiniões têm. modificar e integrar idéias. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. sejam capazes de tomar decisões. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. portanto. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Durante o desenrolar do projeto. e destes com o professor. Para reformular um texto. Nesse contexto. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. visualização e trocas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. ter. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. mas que envolvem duas ou mais delas. 18 . de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. com objetos e situações que exijam envolvimento. pelas experiências vividas na escola. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. construir. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. como jogo e como instrumento de resolução de problemas .

oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. material dourado e ábaco. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. embalagens. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. o aluno irá ampliando seu conceito de número. contemplando o estudo dos números e das operações. Assim. Para que a criança construa o significado de uma operação. Assim. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. A seguir. Contudo. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. é importantíssima a exploração de jogos. Para esse fim. folhetos de supermercado etc. palitos de picolé. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. 19 . quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. resgatando a histórias de lugares. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. surge sob um novo enfoque. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. sempre que é retomado.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. jornais. tornando-se mais significativo para os alunos. o estudo do espaço e das formas. Atualmente. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. caixas de fósforos vazias. contas. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. ordenar. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. Ressaltamos que. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. ou seja. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. aos poucos. Ainda em relação às operações. recomendamos a organização de materiais diversos. 1. cálculos. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. medir. no processo de seleção de conteúdos. comparações e ordenações. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. figurinhas. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. pedrinhas. Nosso desafio foi selecionar. entre outras coisas. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. tão necessárias no dia-a-dia. nas quais. arredondamentos e cálculo mental. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. subtração. bolinhas de gude. ou seja. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. tabelas e gráficos ). A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. As operações fundamentais (adição. rótulos. codificar. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano.

como seguem: • Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada. datas de nascimentos. com pedrinhas etc. para trás. • Exploração dos números em contextos significativos: resultados de partidas de futebol. contribuem de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos. verificando se possuem o mesmo número de elementos. desenhos. pontos de referência e também observação. de seu material escolar etc. Apontamos outras idéias. lacres de alumínio. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. quantidade de objetos da sala de aula. • Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções. em ordem crescente e decrescente. utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas. até mesmo. peso. por exemplo: idade. altura. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção. • Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos. feijão com a arroz” etc. 2. sucata. figurinhas. Formar coleções com diferentes objetos. por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos. Propor contagem em nós de corda. miniaturas. representar e descrever o mundo em que vive. entre outros. de obras de arte. • Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. deslocamentos no espaço. Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. “Um. nos ossos. Também explorar as noções de muito. comprido etc). recebendo e dando instruções.). nenhum por meio de objetos ou. canais de TV. como adesivos. com os dedos das mãos. observação de fotos dos desenhos nas cavernas. etc ). • Registro e observação dos números das ruas: Onde começa ? Onde termina ? A numeração de um lado é igual à do outro ? Como se dá a numeração entre uma casa e outra: é ou não seqüencial ? Levantamento do número da casa dos alunos. que se referem à grandeza (maior. à posição (em cima. identificar a posição de um jogador numa situação de jogo.Sugerimos também: • Verificação. para formar desenhos. curto. à direção e sentido (para frente. são recomendadas. • Exploração da história do sistema de numeração. atividade como ligue-pontos com números. escritos ou numéricos. • Localização de números numa seqüência. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. • Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. dos diferentes registros dos povos da antiguidade. Para tanto. embaixo. • Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números. gestos ou movimentos do corpo. bolinha de gude. usando vocabulário de 20 . menor. esculturas e artesanato. • Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. atrás de. na frente de. ou se possuem mais ou menos. com as próprias crianças. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas. pinturas. sons. proporcionando a descoberta da regra da seqüência feita. Espaço e forma Para compreender. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. por meio de sondagem com jogos e brincadeiras ao ar livre. • Construção de seqüências com materiais. dois. • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. para o lado etc. se há a necessidade inicial de trabalhar o vocabulário adequado aos conceitos matemáticos. pouco. número de pessoas que moram na mesma casa. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. número de animais que possui. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. O uso de embalagens. identificando o antecessor e o sucessor.

trabalharemos com situações reais de medição. Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. percepção e descrição das peças dos Blocos Lógicos. contagem dos dias da semana. calendário com as atividades escolares. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. passos etc. de objetos. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. cujo preço pesquisaram. lista de programas de TV preferidos. usando medidas não-convencionais e convencionais. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. se sabem calcular o troco etc. para que os alunos possam perceber suas formas. 4. 3. • Organizar a rotina. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Classificação das peças em grupos conforme solicitação do professor. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. • Graduar a altura dos alunos. Manipulação. como unidades de medida. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Sugerimos ainda: • Construir o metro com pedaço de barbante e realizar medições. Modelagem. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. receitas culinárias etc. animais que mais gostam. não de apresentar resultados exatos. metro. Com essa atividade. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas 21 . Tratamento da informação Neste bloco. fita métrica. Exemplos: jogos de circuito. Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato do mesmo. tabelas e gráficos. coleta e organização de dados estatísticos. calendário. • Produzir cédulas e moedas de papel para que as crianças levantem suas idéias sobre as formas de pagar produtos. observação. Grandezas e medidas Neste bloco. se já compreendem o valor de cada nota e moeda. brinquedos cantados. e organização de exposições com os objetos construídos. pés. em massinha. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas.• • • • • posição. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. Propomos ainda: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. lista os aniversariantes do mês. o professor pode observar o que os alunos já sabem sobre o uso do dinheiro. entre outros. Assim. relógio. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. • Trabalhar as medidas a partir de receitas culinárias. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. Mais uma vez. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. É o momento de levantar idéias. reproduzindo formas geométricas. pode haver diferenças nos resultados das medidas. • Explorar as medidas de massa e capacidade encontradas em embalagens. caça ao tesouro.

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Assim. animações. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. Desse modo. efeitos especiais. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. Softwares. desenvolver a percepção visual e auditiva. propiciar. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. imagens. divulgando as possibilidades existentes. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. ferramentas de desenho e pintura. 24 . a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. idéias e conceitos. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. por meio de recursos tecnológicos. Mesas Educacionais e Internet). a memorização. a aquisição de novos conhecimentos. a convivência em grupo. organizando mostras. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. levantar hipóteses e pensar estrategicamente.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. recursos de som e vídeo. os POIEs. a inter-relação de pensamentos. face ao seu caráter educacional. as TICs ( PCs. desenvolver a habilidade para organizar informações. como elemento articulador de conteúdos curriculares. o Laboratório de Informática Educativa deve. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. integrando textos. servir como fonte de conhecimento. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. Periféricos e Acessórios. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. a coordenação motora.

propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. 2º e 3º ano. E escrevemos para distintos interlocutores. para fazer uma receita. para tomar decisões. dentre muitas. As atividades metalingüísticas. Não se trata mais de ensinar a língua. ou seja. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. 1 2 Fase Inicial: 1º. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. ela estará presente sim! O que muda. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. Pelo contrário. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima 2 possível da versão social e que. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. das competências envolvidas neste ato. para anotar um recado para alguém. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. Como já dissemos. isoladamente. é a forma de abordagem. Ed. para localizar endereços e telefones. para saber como vão pessoas que estimamos. Em geral.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. de forma organizada e sistemática. São ações que podem e devem ser aprendidas. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. os primeiros se convertem em leitores. 2006. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. Cortez. Como tal Sistema está organizado em fases1. entre muitas outras ações. se queremos formar leitores plenos. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. participantes da cultura escrita. na rotina. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Assim sendo. suas regras e suas partes. assim. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. acima de tudo. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Enfim. e a decifração é apenas uma. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. São Paulo : SME / DOT. Contudo. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. para nos divertir ou emocionar. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Ler é. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. Além disso. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. atribuir significado.: il. Fase Complementar: 4º e 5º ano. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. para reclamar de alguma coisa. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. Hoje. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para prestar contas do nosso trabalho. – v. ou seja. 104p. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. entretanto. entre outros.2 25 . para comprar algo. para pagar contas.” Emília Ferreiro. Ler. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. nas situações reais de produção de texto. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. com diferentes intenções. Trata-se de incorporar. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. para solicitar algo. emitindo sons para cada uma das letras. de sistematização e normatização da língua.

situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. 2006. Ler com diferentes propósitos. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. de rótulos etc. 3 4 São Paulo : SME / DOT. Leitura do abecedário exposto na sala. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. 26 . de professores e funcionários). poemas. além. São Paulo : SME / DOT. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. 2006. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve.: il. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos.A organização de uma rotina de leitura e escrita 3 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. Em função disso. 115p. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. os materiais. é claro. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. realizada · Aprender comportamentos leitores. o espaço. ao mesmo tempo. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. de brincadeiras preferidas. textos instrucionais etc. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. Diária – texto literário. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. listas. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:4 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Organizar agrupamentos produtivos. Semanal – jornal e científicos. de situações de trabalho com a oralidade. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos).: il. 115p. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Leitura e escrita de títulos de livros. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. parlendas. ingredientes de uma receita. Nessa proposta de alfabetização.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. · Ampliar o repertório lingüístico.

· Utilizar a linguagem oral. de filmes etc. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. ditando para o professor ou o colega. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. curiosidades etc. o possível e o necessário” (Ed. expor etc. defender pontos de vista. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Uma vez por semana. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. 27 . · Aprender comportamentos escritores. individual. de um texto instrucional etc. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. · Ler com autonomia crescente. materiais de pesquisa etc. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. entre outros). em duplas. Artmed). Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Produção coletiva. em dupla e individual – de um bilhete. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Exposição de objetos. relatar acontecimentos. conhecer diferentes suportes de textos. semana. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. · Aprender comportamentos leitores. expor sobre temas etc. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. instrucionais. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Uma vez por semana. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. · Explorar as finalidades e funções da leitura.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão.

Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. hábitos ou atitudes.Formas de organizar os conteúdos escolares 5 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. uma mostra de trabalhos produzidos. jornal ou texto etc. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Oficina de produção de textos ou de arte. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. 5 Texto produzido por Rosaura Soligo. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. • Atividades seqüenciadas. Ex: Leitura diária feita pelo professor. um livro. São muito parecidas com os projetos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Roda semanal de conversa ou leitura. nesse caso. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc.). Embora não decorram de propósitos imediatos. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). não significa algo “palpável”. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. semanalmente. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Nos projetos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. para ensinar um jogo complexo etc. 28 . materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. mas não têm um produto final. a organização de uma biblioteca de classe. • Projetos.

ou rock para atividades motoras grossas. vídeo ou colega) para obter informações. e termine com uma música. de forma a criar um ambiente alfabetizador. trabalho em pares ou grupos. outras. como realias (material concreto). leia seus planos de curso anual para elaborar seu próprio planejamento. sugerimos que o professor. jogos de adivinhação. é útil e eficaz. auditivas. além de alternar as em grupo. Nesta fase. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. portanto. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. ou sair da classe. ou em outra ocasião em que ela seja necessária. pintura. bem baixinho. como música calma para trabalhar. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. previsão. sempre em letra bastão maiúscula. apagar as luzes e acalmá-los. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. No 1º ano. desafiá-los a pensar. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. A escrita não deve ocorrer nesta fase. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. artísticas (desenhos. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. cooperação. vídeo. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. expressões simples em situações reais. Durante as aulas. é fundamental que o professor. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. e imagens. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. salvo em situações particulares ou quando o aluno pedir para fazêlo. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. como os flashcards. músicas.). Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem e deve-se recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. dos jogos e das demais atividades. 4 ou 5 aulas. interessantes. criatividade e expressão física. como suporte ao aprendizado oral. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. Como dissemos. DVD. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. e ainda há as que são mais cinestésicas. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. a imaginar. troca de papéis. Em inglês. fantoches. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. Como as crianças nessa idade não podem concentrar-se por longos períodos de tempo. uso de fantoches. umas são mais visuais. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. flashcards. ao chegar. etc. Ao assimilar um vocabulário básico. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. do sensorial e das ações. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). como: memorização. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. oferecendo variedade. Assim. revisão do que foi aprendido e feito na aula. recorte e colagem. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. físicas (com encenações e atividades de TPR). incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. num primeiro momento. etc. duplas e individuais. do contrário. a adivinhar. cante uma música. Na preparação da aula. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. material de áudio. um CD. A criança de seis anos precisa que as aulas sigam uma rotina. a criança gosta e precisa de repetição. O 29 . vídeo e estímulos verbais do professor). o aluno passa a desejar aprender mais. chapéus. que façam sentido à sua vida. o professor de inglês deve ser o escriba. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. quando for necessário registrar a escrita de cartazes contendo as atividades feitas pelos alunos. uso de massa de modelar. recursos visuais. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. como já dissemos. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. o professor deve manter as mesmas músicas durante várias aulas e diversificar as atividades para que os alunos aprendam o mesmo conteúdo em 3. por meio de atividades diferentes. com atividades lúdicas. recursos materiais. A relação dos conteúdos (conceituais. a recordar.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. jogos. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking.

presos em palitos de sorvete. line up. No entanto. dar segurança. assim. hi. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . please. fine. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos.: Good morning/afternoon. Além disso. principalmente em grupo. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. fazer encenações. look. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. draw. ask. como os da série Magic English. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. finja “errar”. responder a perguntas e sentir-se no comando. Há vídeos. Ele também pode cantar e encenar canções. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. you're welcome. por conseguinte. acariciá-los). you can do it better/nicer. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. How are you?. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. etc. Para ser bastante eficaz. point. great. bye-bye. beautiful. yes. feitos com rolos de papel higiênico. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. um modelo lingüístico) de forma engraçada. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. além da internet. pois é o fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. além de parabenizá-las. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. listen. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. thanks/thank you. além de praticá-la antes de expô-la aos alunos. potes de iogurte ou de yakult. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). associar. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. eles podem costurar botões para fazer os olhos. thanks. não entenda algo). lã para os cabelos. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. let's sit in a circle. see you. CDs. Compreensão oral ( listening ) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala de aula. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. no. ela deve ser apresentada com gestos.tempo gasto com os exercícios de colorir. very good. repeat.uma tática que deixará os alunos seguros de si.). ou "listen and do". 30 . deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. say. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. O professor precisa estudar bem a música. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. vídeos. programas de TV infantis não existiriam. circular e desenhar deve ser menor. DVDs e livros. As canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. let's go. Produção oral ( speaking ) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. fornecer um elemento cômico. além de ser uma ocasião divertida na aula. come here. let's sing. abraçá-los. sit down. a pronúncia correta das palavras. sing. sem estarem psicologicamente expostos. Isso lhe dá a chance de falar. etc. de meias (com a ajuda dos pais. Ex. answer. cometer erros. May I go to the toilet?. disponíveis para empréstimo na SEDUC. stand up. e DVDs são ótimos recursos audiovisuais.

Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. o professor pode usar as atividades da apostila para avaliá-los. com cinco a dez alunos por vez. Assim. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Assim sendo. colagem. por exemplo. É muito importante elogiar a produção do aluno. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. não podemos exigir perfeição das crianças. podem-se trabalhar melhor a música. Tentar falar em inglês. gestuais e faciais. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. nesta faixa etária. está se empenhando e precisa ser motivado. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. de pintura. esteja “errado”. mas não o colega ao lado neste momento. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. a fim de planejar as aulas. folclore. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. como também com a equipe pedagógica. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. expressões corporais. excellent. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. jogos dramáticos (role-play) e fantoches. Com o professor de arte musical. • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. sendo permitido consultá-la.. de forma espiralada. atividades de expressão corporal e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos.Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. 31 . Algumas danças. complementando as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. etc. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. desenho. porque. good work. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano. a princípio. montagens. pode trabalhar junto com o professor de classe os conceitos. mesmo que. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. mesmo que não esteja como o professor esperava. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. procedimentos e atitudes de história. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. Esta avaliação pode ser feita. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. modelagem. Assim. rimas. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente por meio do estudo das cores. great.

: Richmond Publishing. 2000.F. HARPER. et alli. A. et alli. 2006. São Paulo: Macmillan. D. R. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. A. K. segunda impressão. M. et alli. MELO.F.: Macmillan. et alli. 2005. 2002. T. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3.Referências bibliográficas DEL PASO. 32 . Oxford: Oxford University Press. Mexico. L. New York: Addison Wesley Longman. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. 2000. REETZ. New Parade 1–Teacher’s Edition..ZANATTA. D. Hong Kong: Oxford University Press. 1999. Mexico. HERRERA. SALVADOR. Kids United – Livro do Professor 1. W. Let’s Go 1 – Teacher’s Book.

principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. MEC. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. por meio de um jogo musical. por exemplo. naquele momento. mas somente as populares. 33 . acento. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem.” Não podemos esquecer de que. de pouco ou nenhum valor musical. assim. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. progressivamente. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. acento. na educação musical. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. Momentos de apreciação. Nesse processo é importante avaliar. ou seja. do brincar.. Ao trabalhar pulso. saída etc. lanche. sendo muitas de péssimo gosto. esteja em um tópico específico. Vale lembrar que. fonte sonora etc. Segundo Stateri (1997). aquela que lhe é mais peculiar e específica. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. muitas vezes. Para isso.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. de forma mais significativa.). como uma forma a mais de expressão. ( Ensino fundamental de 9 anos . nesta fase. professores. altura e canto e até mesmo uma conversa. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. replanejando quando necessário. também somos vítimas desta situação. Porém. oral. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. p. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. mesmo que a ênfase. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. deixando-a mais feliz e confiante. estes não devem ser trabalhados de forma linear. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. atenção e prontidão.Orientações gerais. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. rítmica e melódica. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. para se atingir os objetivos com clareza. As canções e suas letras. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. principalmente na primeira infância. “[. por exemplo. nós. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. a linguagem do faz-de-conta. levam a criança a uma deformação da estética musical. O planejamento do professor precisa ser flexível. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. sobretudo. devem ser breves. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. Projetos interdisciplinares são fundamentais. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. por meio de atividades simples de pulso. lateralidade. explorando os conteúdos conceituais. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. a criança vai descobrindo e. Nessa idade. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. uma linguagem que. plástica. Em Ciências. Desta forma. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. escrita. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo.. facilitando a interdisciplinaridade. Sua relação com o outro. corporal. musical e. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. chega mais fácil ao âmago da criança.

pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. gestual. Isso não quer dizer que. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. os quais produzem stress. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. gestual. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. do bairro. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. Batemos palmas e os pés no chão. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. gestual ou plástica. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. Durante a apreciação musical e o canto. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais.). É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). dentro desse trabalho de apreciação musical.Marcelo S. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. dificultam a concentração. danças. eruditas. seja por fotos. os sons do diaa-dia. ( OuvirAtivo® . De grande ajuda para a criança nesse momento. vivenciando o fluxo musical através de nós. a expressão corporal. entre outras complicações. tomando assim posse do seu corpo. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. O som e o silêncio Recomendamos a observação. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. músicas que contam uma história etc. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. numa sociedade tão cheia de ruídos. ou seja. Sugerimos o site Mundo da Música. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. de casa. Expressão corporal. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. vídeos ou mesmo pela Internet. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. a consciência da pulsação. Petraglia ). a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. por ser o primeiro. com a apresentação de outros assuntos. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. Como já foi exemplificado anteriormente. como o escolar. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. como dinâmica. do ritmo e do caráter das peças musicais. nas salas de informática. seja depois abandonado.música para o desenvolvimento humano .Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. de ninar. no portal Aprende Brasil. 34 . folclóricas. timbres.

o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. as notas musicais. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais.Propriedades do som: altura. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. “[. a quadra ou outros ambientes. ou seja. utilizando breves explicações. coletivamente. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). sentindo corporalmente. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. Se houver possibilidade. a harmonia do todo. 35 . É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. em conjunto. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. por meio de ações aparentemente muito simples. e. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. Desde bebê. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. ou seja.. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. como não gritar. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. As terminologias grosso e fino. Conforme Suzigan ( 1996). mais tarde. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. com a intenção de aprimorá-la. cantando. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. podemos partir para a escala ascendente e descendente. Portanto. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. os ritmos facilmente assimiláveis. neste caso. Podemos dizer que crianças que se exercitam.. observando. progressivamente. A linha melódica deve ser bem nítida. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. desestimulando a ação de gritar. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. cantar e ouvir. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. Aprender a ouvir o outro. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. se necessário. “ Sugerimos que. intensidade. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. Após a percepção do som grave e agudo. identificando. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). Muitas vezes grave. cantando ou não. como o pátio. o professor pode utilizar espaços alternativos. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. pela terminologia correta. com muita tranqüilidade e respeito. ouvindo. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. de forma simples. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. vivenciando. devem ser substituídas. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas.

Marcelo S. Setembro 2006. São Paulo: Ed.211.1991. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço.educacional. A expressão musical é feita por um corpo. MEC.com.1996. Hino Nacional Brasileiro. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. Se a criança se movimenta. está exercitando sua lateralidade.Orientações gerais.<http://www. Portal Aprende Brasil . jogar.ouvirativo. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. M. 24 de março de 1998. Cruz. VASCONCELOS. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda.br/> Mundo da Criança. <http://www. GRANJA.20 PETRAGLIA.Música para o desenvolvimento humano. São Paulo. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. controlando o tamanho do passo. Oliveira.aprendebrasil. que percebe. 1997. Especial Música. G. Ensino fundamental de 9 anos . percepção corporal.br/textos/ed%20b. a velocidade e a noção espacial. José Julio. SUZIGAN. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. Fermata do Brasil. FOLHA DE SÃO PAULO. terça-feira. António Ângelo. reeducação do movimento. 36 . Unesp. São Paulo: CLR Balieiro.br> SCHAFER.htm> acessado em 18/12/2006. 2003 p. 211).com. OuvirAtivo® . Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco.com. 1-8. São Paulo: Ed. por exemplo. Mundo da Música . Cantar. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. SUZIGAN. conhecimento e Ação. brincar. p.<http://www. R. Linguagem. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. estimulando atividades de autoconhecimento. O ouvido Pensante. C. L. Pp. O professor pode associar uma atividade de pulso. Murray. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. 2000. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo.Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. STATERI. MEC. uma intencionalidade. Maria Zei. p. Carlos Eduardo de S. Referências bibliográficas BIAGIONI.

Na área de Arte. conhecer a vida de alguns artistas. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. ter outras experiências. os quais deverão ser aproveitados. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. Tendo em vista essas possibilidades da criança. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Não é apenas uma etapa do processo. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. para que desenvolva um senso crítico e estético. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Ela mais pesquisa do que se expressa. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. texturas. Muitas vezes. para contemplar o trabalho interdisciplinar. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. no momento do planejamento. ele está completando o ciclo do fazer artístico. seu trabalho muda no meio do caminho. 1º. linhas. Quando organizamos uma exposição. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. respeitando-se a idade da criança. Segundo Piaget. Exposição A exposição da produção artística das crianças faz parte do ensino de arte. 37 . Devemos envolver os alunos nessa produção. Adquirindo este conhecimento. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. É capaz de criar símbolos e representações. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. de fato. 2º e 3º anos. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. Na fase inicial do Ensino Fundamental. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. As atividades permitem ao aluno experimentar. formas etc. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. antes de mais nada. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Consegue compreender o processo de expressão e criação. necessário para a leitura de imagens.

Teatro. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. movimento. mas para todas as outras áreas. escolas e estilos etc. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. luz. Dança. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. Espera-se que os alunos. cultura ou país. musicais. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. pictóricos. cênicos.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. etc. progressivamente. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. o mediador entre arte e aluno. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. Por meio da arte.) com os quais o artista/aluno. apreciar. gestuais. 38 . com alguma intenção. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. Dança. som. forma. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. tanto para que possa progressivamente. povo. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Música e Teatro. Música. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. desfrutar. é a visita a museus e exposições de arte. gesto. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor.

Podemos oferecer. Seja num jogo recreativo. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. auditivos e cinestésicos). aquilo que era material ( corridas. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. mas ainda não podem usar a lógica. sem a preocupação com estilo ou técnica. a cada um. é pouco percebida. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. giros) torna-se conceitual. social e de autonomia. criatividade e interação do grupo. saltos. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. visando a seu aprimoramento como seres humanos. construção de bonecos. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. de relação interpessoal e inserção social). atividades rítmicas e expressivas. A relação entre a educação física e outras disciplinas. corporal. filmes. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. conhecimentos sobre o corpo). Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. Nesse sentido.” 39 . embora muito estreita. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. apreciá-los criticamente. de acordo com as suas habilidades. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. de forma democrática e não seletiva. seu processo de crescimento e desenvolvimento. a educação física “trabalha no plano da ação motora. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. ressignificá-los e recriá-los. as atividades devem envolver todo o grupo. afetiva. nesta fase. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. musicalidade. músicas entre outros recursos. pré-desportivo ou numa dança. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. o contato com músicas do universo infantil. dentro de um contexto cooperativo. além das técnicas de execução. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. a discutir as regras e estratégias. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. assim. como um estímulo para a expressão corporal. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. estética. teatros de marionete e outros. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. neste momento. Em sala de aula. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. Lembramos também que. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. o aluno deve aprender. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. Compreende-se a dança. trabalha-se no plano dos conceitos. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. coordenação motora e espacial. ética.

Considerações finais O nosso plano de curso é anual. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade.Muitas vezes. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. tamanhos ou quantidades). utilizando sua imaginação e percepção. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Portanto. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. Assim. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. 40 . quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas.

Aniversário/calendário A utilização da certidão de nascimento possibilita a introdução do conceito de documento. entram e saem de moda. se lembra dele ou não. há várias músicas. em que há menos. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. mês em que não há. de Bia Bedran. mas trabalhar com a fotografia como fonte de informação: a data. 41 . que pode ser encontrado no site http://www. ou a troca de letras para formar outros nomes. peça para desenharem a cena do aniversário. quem são as pessoas. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo.biabedran. têm origens diversas (indígena. como sujeito histórico. Por isso. Dentro da perspectiva de se trabalhar com diferentes fontes de conhecimento histórico. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. para que possibilitem não uma mera constatação. como Todos os Nomes. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. muçulmano. Seria interessante montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. aniversários. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Assim.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. pois crianças adoram comemorar. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. É importante ressaltar que o objetivo não é apenas ilustrar a atividade. ou seja. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. família. a foto do aniversário é um importante registro documental.br/ . posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. a criança encontra informações sobre a sua vida. é importante que elas percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. é importante ressaltar a carga emocional.com. quais presentes ganhou etc. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. a conexão com a matemática será bem interessante. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. as memórias de um passado recente. como o calendário indígena. asteca etc. O que é um documento? Que documentos a criança conhece? Para que servem? Onde podem encontrar? No caso da certidão. Nome Ao trabalhar com o nome. A pesquisa sobre a origem do nome deve ser bem orientada pelo professor. o local. Os alunos poderão trazer para a sala diferentes calendários em tamanhos e formatos diferentes para que eles escolham o calendário que querem construir. estrangeira. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. Deve-se tomar cuidado para não provocar situações de constrangimento entre os alunos. Caso haja crianças que não tenham esse registro. Para introduzir o tema. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. A construção de um calendário com a turma possibilitará a consolidação da aprendizagem. Além de constituir um marco na vida do aluno. calendários. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. por exemplo. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. Ao trabalhar com o tema aniversário. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. brincadeiras e escola. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. como: mês em que há mais aniversariantes.

deve-se considerar o conhecimento prévio dos alunos. Com o objetivo de desenvolver a reflexão e conscientização pode-se questionar sobre a importância da escola para os alunos e do direito da criança à educação. as brincadeiras que costumam praticar no dia-a-dia e. utilize obras de arte e faça uma releitura coletiva do quadro escolhido. quais eles acham que são antigas ou não. Di Cavalcanti. Ao trabalhar com esse tema. Depoimentos ou entrevistas com pessoas mais velhas podem contribuir para o aprofundamento das questões.Família O diálogo nas rodas de conversa sobre organizações familiares pode gerar um trabalho de percepção sobre as mudanças e permanências nas organizações familiares. O importante é que o aluno perceba que há diferentes tipos de família e que essa organização transforma-se com o tempo. quantas pessoas fazem parte da família etc. Brincadeiras O estudo sobre brincadeiras contribui para o desenvolvimento da noção de tempo histórico. 42 . Para ampliar esta abordagem. Família ( 1996 ) Escola Observar o espaço e organização do local possibilita discussões a respeito das mudanças ocorridas na própria escola ao longo do tempo e sobre as mudanças e permanências ocorridas nas salas de aula atuais. Para isso. dentre as brincadeiras citadas. Família na praia ( 1935) Fernando Botero. é importante que a análise seja iniciada com a própria situação familiar: com quem mora. independente da sua condição social. A utilização de fotos de famílias atuais e antigas possibilita abordar esta diversidade.

a necessidade da reciclagem e o uso de brinquedos artesanais. O tema brincadeiras possibilita a discussão sobre o consumismo desenfreado nos dias atuais. Crianças Brincando.org. 43 . No site http://www. Portinari. releitura das imagens e sua interpretação sobre o tema. sistematizando os dados e a interligação com conceitos matemáticos.portinari. que possibilitam a construção de jogos. encontram-se telas de Portinari sobre o tema brincadeiras.O trabalho com o foco nas brincadeiras preferidas das crianças possibilita a construção de gráficos.br/.

A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional.ou seja. ou seja. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas. isso não é tão simples assim. Depois. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto. portanto. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. a escola. até o bairro e a cidade. visão do alto. Porém. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. É uma convenção. há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. para a criança. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. altura de pessoas etc. Partindo da observação. valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. a rua da escola. Ao preencher o quadro. a visão que se tem é vertical. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. a lousa etc. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. altura e largura de coisa. explicando que cada um deles possui um objetivo. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um . Nessa segunda etapa. Para o mapeamento das ruas. hospital (se houver) e outros. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. a escola. pois as noções de escala. 44 . Portanto. Mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. o que vale mais é a observação de que. ou seja. as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula. criam-se símbolos para as moradias. ao mesmo tempo. de frente e de lado. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação. o lixo. Com o desenvolvimento dessas atividades. Maquete O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. os alunos podem desenhar objetos vistos de cima.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 1º e 2º ano. como em um mapa convencional. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. Assim. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. o objeto é visto com uma “forma” diferente. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. a maneira como se faz em mapas e plantas. eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. Mas. se cada um utilizar um modelo de medida. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. proporcionalidade. e um mapa-múndi é diferente de um globo. elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica. É algo que exige um grau de abstração. Na fase dos 6 aos 8 anos. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras. Nessa linguagem. Um mapa físico é diferente de um mapa político. na sala de aula. em cada posição. o professor pode introduzir a noção de legenda.

As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. ensaie antes com a classe para que. para ter diferentes visões do mesmo local. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. Futuramente. Mas. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. políticas e econômicas. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). O registro sobre as mudanças é fundamental. Aqui. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles. por exemplo. na hora da entrevista. nesse primeiro momento é importante somente uma introdução. ou seja. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. de preferência de um lugar conhecido de todos. é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. culturais. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. porém. Por meio de fotos antigas. como já dissemos anteriormente. se possível. Ele permite que o aluno conheça o espaço. No caminho de casa à escola. mas. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. a turma se preocupe com o depoente. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. o represente com desenhos. O ideal é que cada aluno traga uma foto. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Estudo do meio O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Em Geografia. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças. 45 . uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. se isso não for possível. para a elaboração de questões. estudo da fauna e flora locais. utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais.Medidas é um tema comum à área de Matemática. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões. com esse conceito construído. nas séries mais adiantadas. Em História. a atividade será ainda mais rica. Converse com seus alunos antes. em Geografia. e. os alunos. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo.

46 . histórias em quadrinhos. textos da Internet. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. enciclopédia eletrônica. a casa. A partir delas. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. a escola. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. de Tarsila do Amaral. os arredores. Enfim. Cartazes.A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. Além dos textos.. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. levantando hipóteses próprias. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. Com as informações em mãos. a geografia pode contar com muitos aliados: música. gráficos e esquemas. a rua da escola. como exemplo. peça de teatro. pinturas. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. construções etc. filmes. desenhos. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. matérias de jornal. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. levantamento de interesse junto aos alunos. grafites.. lugares. diários de viajantes. esculturas. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Mas não pára por aí. que podem culminar em uma exposição. Aos poucos. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. fotografias. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. comparar com outras imagens.

diversidade. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O Ambiente o Paisagem local (vegetação. calor. sexo e gênero. Animais o Algumas características e curiosidades. solo. locomoção. Comparação dos modos como diferentes seres vivos. Utilização das informações obtidas para justificar suas hipóteses. o O corpo e a alimentação. conforto e segurança. o Partes do corpo. Ser humano e Saúde o Identidade.1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat/ Inf. o Vacinas tomadas até a idade. o Objetos produzidos pelo homem. dos alimentos e do ambiente. Disposição para mudar hábitos relacionados à alimentação. o Escovação dos dentes. sustentação. reprodução. no espaço e no tempo. o Preservação e conservação dos ambientes. Observação e registro das “teorias” espontâneas que aparecem nas conversas sobre os assuntos tratados. Produção de textos informativos. flores e frutos. solicitando ajuda quando necessário. Respeito à opinião alheia. Elaboração de listas e registros escritos. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. o Cuidados com os animais. Procedimentos básicos de prevenção a acidentes e para o cuidado consigo mesmo. o A higiene pessoal. o Vegetais usados na alimentação • • • PROCEDIMENTAIS Troca de idéias sobre gostos e percepções. Pesquisa em diferentes fontes. Plantas o Árvores. o O tempo. construções etc. o Moradia dos animais.) o Importância do Sol. o Germinação. o Semelhanças e diferenças entre os animais. o Órgãos e sentidos do corpo humano. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. Observação de elementos da Natureza que podem ser encontrados perto da casa e da escola. Criação de pequenos animais e cultivo de plantas. da aparência pessoal e do cuidado com os materiais de uso individual e coletivo. Formulação de hipóteses para explicar os fatos observados. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de colaboração e solidariedade. Resolução de pequenos problemas do cotidiano. ar. à estatura. o A dentição de leite. Valorização da limpeza. o clima e o vestuário. à etnia. higiene. o Lixo e separação do lixo. • • • • • • • • • • • • 47 . luz. ao peso. realizam as funções de alimentação. Interesse e curiosidade pelo mundo social e natural que as rodeia.) o Os elementos naturais (água.

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. Números em situações cotidianas: números que aparecem com freqüência na sala de aula, idade, número do calçado, números que indicam valores das moedas e cédulas etc. Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. Jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. Espaço e Forma Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. Pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. Grandezas e Medidas História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. Estratégias pessoais de medida, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. Medidas de tempo, massa, capacidade e monetária. Tratamento da informação Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

PROCEDIMENTAIS
• Utilização da contagem oral nas brincadeiras, jogos, cantigas de roda e em situações nas quais se reconheça sua necessidade. • Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números familiares ou freqüentes. • Utilização de noções simples de cálculo mental, registro pictórico e/ou numérico como ferramenta para resolver problemas. • Observação e verbalização da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. • Uso do dinheiro em situações de interesse das crianças. • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces planas, lados retos etc. • Representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. • Registro da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulário pertinente, nos jogos, nas brincadeiras, nas músicas e nas diversas situações, em que as crianças considerarem necessária essa ação.

ATITUDINAIS
• Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Respeito pelo pensamento do outro e valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias como fonte de aprendizagem. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Respeito às regras dos jogos e desafios. • Persistência perante os erros e dificuldades. • Busca de soluções pessoais para vencer situações-problema. • Opção por registros claros e completos. • Valorização de suas próprias idéias e verbalização de dúvidas. • Valorização da importância das medidas e estimativas para resolver problemas cotidianos. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

48

PROCEDIMENTAIS
• Uso de diferentes procedimentos para comparar grandezas. • Experimentação de noções de medidas de tempo, comprimento, peso, volume pela utilização de unidades não convencionais e convencionais, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Marcação do tempo por meio de calendários. • Organização da rotina diária e planejamento de eventos (festas, projetos, estudos do meio, cronograma de aniversariantes). • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

49

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Mouse Pad * Impressora * Scanner * Webcam * Disquete * DVD * CD * Softwares PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. * Uso adequado de mouse, mouse pad e teclado. *Uso de diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. *Uso de sites adequados para complementar as aulas. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação ( TICs) nas atividades cotidianas. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações, levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Desenvolvimento da percepção visual e auditiva, a coordenação motora, a memorização. ATITUDINAIS * Convivência em grupo, propiciando a interrelação de pensamentos, ideias e conceitos, a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. * Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. * Valorização das tecnologias (My Kid, Mesa Alfabeto, Site da Educação, outros).

50

1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• • Linguagem Oral. Leitura o Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, bula, lista, cartaz, bilhete, carta, diário, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. o Produção de listas. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Características estruturais do texto e do portador.

PROCEDIMENTAIS
• Uso da linguagem oral em situações de comunicação que envolvam a necessidade de expor opiniões, explicar, argumentar, perguntar, solicitar. • Interpretação de fatos e histórias. • Narração oral de fatos, considerando a temporalidade e a causalidade. • Produção e revisão de textos coletivos, por meio de parceiro mais experiente que cumpra o papel de escriba. • Reconto de histórias e criação oral de novas versões por meio de diferentes estratégias. • Uso da escrita como representação da fala. • Uso da escrita em situações de comunicação (parlendas, poemas, canções, trava-línguas, listas, adivinhas, quadrinhas, manchetes de jornal). • Elaboração de listas do mesmo grupo semântico, a partir de temas indicados. • Compartilhamento da leitura e seleção de textos. • Solução de dúvidas surgidas recorrendo a um parceiro mais experiente. • Manuseio freqüente de livros, gibis, revistas, jornais e material escrito em geral. • Controle da escrita em situações de produção em parceria, resgatando o que já foi escrito e o que ainda falta escrever. • Produção de um livro coletivo a partir da nova versão de um conto previamente selecionado, estudado e trabalhado com mediação do professor. • Ilustração do conto produzido.

ATITUDINAIS
• Respeito à sua vez de falar. • Respeito às diferentes formas de expressão. • Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. • Valorização da leitura como fonte de prazer e conhecimentos. • Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. • Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. • Interesse pela preservação de livros, jornais etc. • Socialização das experiências de leitura. • Respeito pela produção própria e alheia.

51

1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

INGLÊS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi, hello, good morning, good afternoon, good evening, good night, good bye. How are you? I’m fine, thanks. Apresentação: What´s your name? My name is ________ Expressão de suas preferências: My favorite ________ is _________. Vocabulário: o colors (red, yellow, pink, green, purple, orange, blue, brown, black, white, gray); o weather (rainy, cloudy, sunny, snowy) o feelings (happy, sad, tired, sleepy); o toys (ball, bike, kite, yo-yo, doll); o pets (dog, cat, bird, fish, turtle, rabbit) Verbo “to be” - presente simples Números de 1 a 10. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana (Valentine’s Day, Easter, Mother’s Day, Father’s Day, Halloween, Thanksgiving and Christmas).. • • PROCEDIMENTAIS Uso, em situações cotidianas, do vocabulário e diálogos aprendidos. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Respeito ao momento em que o outro fala, ouvindo com atenção. Parceria na construção da pronúncia dos colegas, respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe.

• • •

• • •

52

1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

ARTE MUSICAL

CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Som e silêncio. Lateralidade: em cima/ embaixo, direita/ esquerda, frente/ atrás, dentro/ fora. Rimas. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica. Propriedades do som: altura, intensidade, timbre e duração. o Notas musicais. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. Pulsação. • •

PROCEDIMENTAIS
Interação com músicas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas. Audição, observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos, brinquedos cantados, brincadeiras e sonorização de histórias. Composição de atividades corporais de locomoção, improvisação, prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos, brinquedos cantados etc. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Percepção do pulso da melodia, por meio de canções conhecidas, utilizando instrumentos de percussão, objetos sonoros, percussão e movimentos corporais. Exploração de linguagem musical com a voz, o corpo e diferentes materiais sonoros. Canto coletivo. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais, folclóricas, eruditas, variadas). • • • •

ATITUDINAIS
Desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, atenção e prontidão bem como noções de valores. Valorização das próprias produções, de outras crianças e da produção de arte em geral. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Valorização pelos sons do ambiente, do cotidiano, percebendo o que pode ser mais saudável, levando a uma melhor qualidade de vida. Valorização da voz como instrumento de comunicação. Interesse, respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro.

• • •

• •

• • •

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Uso do movimento do corpo como forma de expressão. tintas. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Exploração de texturas observando seus efeitos na produção artística. giz de cera.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Respeito à própria produção. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Experimentação de materiais diversificados bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Cores Jogos Dramáticos Modelagem Texturas Pinturas Folclore Montagens Desenho Colagem Fantoches • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das formas produzidas. Interação com teatro de fantoches. Experimentação e utilização de materiais e técnicas diversas (pincéis. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais e diversos e suas reações. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com o suporte e materiais de artes. Exploração e uso das cores nas produções artísticas. Exploração e experimentação de sucatas na criação de montagens tridimensionais. Cuidado na utilização de materiais de trabalho e organização pessoal. tintas diversas) Exploração do espaço observando proporção Exploração das competências corporais e de criação dramática Utilização da expressão como forma de comunicação Experimentação e articulação entre as expressões corporais e plásticas. lápis. 54 . à do outro e à produção artística em geral. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas e/ou conflitos. argila. papéis.

Expressão corporal. 55 . Brincadeira. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Exploração das possibilidades corporais com autonomia. adotando atitudes de cooperação. Atividades corporais.). Cooperação nas atividades de grupo. adaptando-se a diferentes ritmos. Respeito aos colegas.). aceitando diversos papéis. de habilidades motoras adquiridas. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Atividades em sala de aula. Danças. exercendo-as de maneira social e culturalmente significativa. equilíbrio etc. histórias e fantasias. auto-estima e autoconfiança. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. Reprodução da forma e de expressões da cultura popular.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Desenvolvimento das relações espaço-temporal e psicomotor. Cooperação entre os pares. correr. Manipulação de materiais e objetos diferentes para aperfeiçoamento das habilidades manuais. Ampliação das possibilidades do movimento por meio da dança. Participação em brincadeiras e jogos que desenvolvam as habilidades motoras (andar. Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e brincadeiras. Utilização de recursos para desenvolver e aprimorar as qualidades físicas (força. Movimentação. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. fatos. Saúde corporal Ginástica. saltar etc. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. Desenvolvimento de independência. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Utilização. Dramatização por meio de movimento. nos momentos de lazer. Valorização da diferença. velocidade. resistência. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. Respeito às possibilidades e limitações corporais.

Diferentes organizações familiares ao longo do tempo.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O nome como algo individual e resultado de uma escolha histórico-temporal. Necessidade de cuidar do meio ambiente familiar e escolar. Registros pictóricos. emitindo opiniões. Apreciação de histórias de vida diferentes da sua. Diferentes escolas e suas transformações históricas. Empenho no cumprimento dos combinados. Confronto de opiniões. jogos. Valorização de diversas fontes históricas. Preferências em relação a diversos aspectos: brinquedos. Troca de informações. imagens etc. Participação. estabelecendo contrapontos entre diferentes espaços e tempos. Semelhanças e diferenças entre nomes e histórias de vida da família. Diferentes rotinas dos alunos. Uso de diferentes medidas de tempo. ontem e hoje. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa em diferentes fontes: fotografia. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. obras de arte. Modos de medir o tempo. em outros tempos e lugares.). Troca de informações Planejamento de ações positivas em relação ao meio ambiente familiar e escolar. Levantamento de diferenças e semelhanças individuais. Respeito à diversidade existente entre pessoas do mesmo grupo de convívio. pesquisa bibliográfica. brincadeiras. Diferentes nomes e origens Nomes e datas de aniversário. A escola como lugar de aprendizado. Diversidade dos modos de ser criança: aqui e agora. animais de estimação etc. livros. Transformações e permanências no grupo familiar e na escola. times de futebol. • 56 . grupos musicais. jornais e Internet. ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Valorização da própria história. entrevista.

• • • • • 57 . roteiros e plantas variados. passos etc. Percepção da importância da legenda para identificação de locais e objetos. Representação pictórica de locais e objetos em diferentes visões: de cima. de lado. procurando localizar espaços conhecidos. Questionamento dos diferentes conceitos geográficos. à direita. próximo. Produção de mapas e roteiros simples. em cima. como fonte de informação. Adoção de atitude responsável em relação a preservação e conservação do meio em que se vive. distante. embaixo. atrás. vídeos etc. Confecção de maquete simples. textos. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Registro coletivo do levantamento de hipóteses. Identificação da relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado. entrevistas e outros. Elaboração de símbolos que representem locais ou objetos. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial em diferentes localidades e situações.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Compreensão da relação entre o espaço corporal e espaço à volta: na frente. Reconhecimento das transformações realizadas pelo homem ao longo do tempo no ambiente cotidiano. de lado. Autonomia na utilização de registros variados como forma de mapeamento do espaço. à esquerda etc. de frente. observando os aspectos positivos e negativos. Diferenciação das diferentes visões nas representações gráficas: de cima. Registro individual e coletivo das informações coletadas por meio de desenhos. Organização de informações utilizando diferentes estratégias. Leitura de mapas. fotografias. Descrição dos elementos naturais e modificados que se apresentam na paisagem local. filmes. de frente. Realização de medições de maneira nãoconvencional: com palmos. Utilização de pinturas. mapas. Valorização do diálogo como meio para resolução de conflitos e troca de informações. objetos. fotografias.

Participação nas sensibilizações / dinâmicas de grupo. cuidado. Expressão oral de histórias. necessidades. solidariedade e ajuda na relação com o outro. • Estudo dos fenômenos naturais. • • • • • • • • • • Expressão de sentimentos. Adoção de atitudes de cortesia e cooperação no dia-a-dia na sala de aula e para além dela. Expressão corporal (pantomima). respeito às diferenças individuais de cada pessoa. Pesquisa em revistas e jornais impressos. tolerância. Estabelecimento de diálogos entre o grupo classe. Reconhecimento de suas próprias limitações e qualidades. Reflexão sobre a responsabilidade/papel de cada um na sociedade. mitos. Valorização de amizades. Escuta e apreciação de obras musicais. Diversidade • Respeito étnico. cooperação. levantando os pontos positivos e negativos. sem uso da voz. • • • • • • Respeito às características das pessoas. preferências e opiniões. entre outros. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. professora. Análise da programação televisiva. como respeito. desejos. representando animais. suas qualidades e sentimentos. curiosidade e respeito por todas as formas de vida. suas limitações. Amorosidade. Entrevistas/conversas com familiares. permeado por valores. O Eu • Eu no mundo. • Eu sou eu com o outro. conhecidos. • Eu e a natureza. 58 . entre outros. Utilização de algumas regras simples de convívio social. Narração de fatos relacionados com os acontecimentos do cotidiano escolar e familiar. respeito religioso. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. por meio das ações de cooperação. paciência. parábolas.1º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS • • ATITUDINAIS • Alteridade • Orientações para o relacionamento com o outro. • Eu e o outro somos nós. Expressão por meio do desenho. respeito cultural.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 2º ANO Ensino Fundamental 59 .

seres vivos. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. mapas. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. onde os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. Investigação É muito importante também propor investigações. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. elaborados e acumulados pelo homem. de modelos científicos. assim como a reconstrução de categorias de idéias. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. sobre os fenômenos naturais. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. seres vivos. comparação. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. Nos anos iniciais. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. Para aprender Ciências. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. ou seja. de geração a geração. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. busca e registro de informações. cor etc. entre outros. usando diferentes critérios. tais como argumentar. das folhagens e gramíneas. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. identificar. como forma. analisar. materiais etc. esquemas. Os alunos podem comparar entre si objetos. fazer suposições acerca dos fatos e/ou fenômenos. Podem aprender procedimentos simples de observação. trocar idéias com os colegas. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. gravuras. dos arbustos. textura. tamanho. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. vídeos. Desse modo. Para tanto. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. Dificilmente. sintetizar. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. com o outro e com o ambiente. 60 . os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato.

mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. Como dissemos. nesse sentido. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. na produção de um texto coletivo. por outro lado. ou seja. um lugar para sua manifestação. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. é fundamental que o professor. pessoas que sabem ler e escrever bem. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. procedimentais e atitudinais. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. Em suma. os conteúdos são extensos. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. portanto. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. levantadas em um determinado problema. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. A atuação do aluno é. animais e plantas). os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. de si própria e sua relação com os outros. Nessa fase. com a tecnologia e com o mundo. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. ser humano e saúde. com a ajuda ou não do professor.Experimentação Por meio dela. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. que têm. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. por um lado. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. o seu aspecto individual e. Além do desenho. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. As experiências sugeridas não devem. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. num primeiro momento. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. por exemplo. a qualquer momento. ouvem e sentem. em situações reais de comunicação. Normalmente. sempre que possível. na sala de aula. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. com os conteúdos conceituais. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. O importante. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. Após essa primeira leitura. a sua parte universal. 61 . elaboração de listas. É importante que tais representações encontrem. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. que sabem argumentar e defender suas idéias. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. tabelas. independentemente do banco escolar. que sabem ouvir e discutir questões. dos animais e plantas. buscam explicações para o que vêem. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. fundamental. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. Quando chegam à escola. não devem ser trabalhados de maneira linear. o que representa a sua comunidade. leia o plano. Os conteúdos. do ano em que está atuando. auxiliando-o no processo de alfabetização. pequenos textos. embora organizados por temas específicos (ambiente.

Idade. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. mas com os enfoques de cada área. Imitação de animais e seus modos de vida. Deve também estabelecer relações com o ambiente. Matemática Uso dos números para representar a idade. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. o meio é a sua própria extensão. órgãos dos sentidos. alimentação. Comparação entre seres vivos. Identidade. Patas de animais. Nome próprio. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. construções etc. saúde. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. Higiene do corpo. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. Língua Portuguesa Conversa informal. e depois de outros elementos presentes no ambiente. Ciências Corpo humano e suas partes. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. Posturas corporais. Quebra-cabeça (partes do corpo). modo de vida. em que um mesmo tema é proposto. Jogo da memória: animais. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Músicas que falem das mãos e dos pés. Educ. num primeiro momento. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. como relevo. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. Uso da linguagem oral para relato de vivências. comparando as características do corpo humano. Maior e menor. Lateralidade. luz e solo. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. para um trabalho mais amplo. 62 . Geografia/ História Colegas da classe. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. seu referencial é ela própria e. Grosso e fino. Auto-retrato Dobradura de animais. educação ambiental e ética. Nomeação de figuras e animais. entre outras. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. É importante também. ou seja. rios. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. Semelhanças e diferenças sociais. locomoção. Sendo assim. as organizações sociais. Brincadeiras. Exploração do silêncio e de sons com a voz. por exemplo. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. A história de cada um. Cuidado com o corpo e o ambiente. Por exemplo. principalmente com Geografia e História. com as características de outros seres vivos. Música que fale de um animal. relacionadas ao revestimento do corpo. a família. ao analisar um lugar ou uma paisagem. por exemplo. o corpo e materiais sonoros diversos. Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. que apresentem as partes do corpo. Movimentos na frente do espelho. portanto. Expressões faciais.Outra característica dessa fase é o egocentrismo. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. Nomeação das partes do corpo. Tamanho (altura do corpo). particularmente com os animais. Os pés e as mãos.

o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. interesses. no processo de transformação do saber científico em escolar. Para atingir os objetivos. também aprende na interação com seus parceiros. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. No entanto. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. além de explorar idéias numéricas e contagem. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. em situações de desafio.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. é necessário considerar as condições cognitivas. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. podemos trabalhar com noções de geometria. favorecendo a aprendizagem. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. Assim. medidas e estatística. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. acreditamos que. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Alunos e professores interagem e crescem no processo. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Quando falamos sobre a resolução de problemas. sociais e culturais de quem irá aprender. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. Por isso. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Assim. além de ser agente da construção de seu conhecimento. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. o professor deve saber que: 63 . Sendo assim. aberta à incorporação de novos conhecimentos. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. acentuamos a idéia de que o aluno. Sendo assim. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. Nessa concepção de ensino. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. Dessa forma. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. As crianças têm idéias próprias. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. ao trabalhar com a resolução de problemas. Por sua vez. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Para isso. sentimentos. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. considerando aspectos transversais.

Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Ao formulá-los. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo.• • • problema é toda situação que permite problematização. conteúdos importantes na educação matemática. tendo assim. Dessa maneira. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. propiciando novas tentativas. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. respeitar regras. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. divisor. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. criação de um banco de problemas. autoconfiança e autonomia. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Assim. e articulam o texto. troca entre os alunos. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. mecânica e repetitiva. a essência está no problematizar. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. o aluno aprende matemática. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. dobro. No processo educativo. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. a pergunta e a resposta. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. levantar hipóteses. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Enquanto resolve situações-problema. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. um processo investigativo. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. 64 . envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. estabelecer relações e aplicar conceitos. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. podemos trabalhar. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Por meio dos jogos. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. problema com rima. semelhanças e diferenças entre os textos. percebem a relação entre os dados apresentados. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. da língua materna e da combinação de ambas. de maneira lúdica. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. um jogador ganha e outro precisa perder. porém não de forma rotineira. num jogo. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. sem deixar marcas negativas. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. As tentativas. Para a formulação de problemas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. Quando os alunos formulam problemas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. comunicar idéias. problematoteca. Os problemas devem ser desafiadores. interpretar e produzir textos. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. ler. ou seja. charada. livro de problemas. Assim. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. os dados e a operação a ser usada. um repertório como apoio. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. conto etc.

tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. toda semana. o que foi fácil e o que foi difícil. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. brinca. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. Além disso. contar histórias desses povos. mas uma nova forma de aprender Matemática. podendo. suas aprendizagens. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. Sempre ao final das brincadeiras. a percepção de si mesmo como um ser social. o que foi difícil. o aluno amplia sua capacidade corporal.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Assim. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Brincadeiras infantis Toda criança. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. de qualquer idade ou realidade social. e apreendendo todas as regras. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. é preciso levar em consideração alguns aspectos. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. discutindo o que foi fácil. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. por exemplo. 65 . a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Na bibliografia desse trabalho. principalmente para crianças dos anos iniciais. Por isso. Nas situações de jogo. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. Contudo. das diferentes respostas obtidas. A partir da discussão estabelecida. dicas para se jogar melhor. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. assim como propusemos para os jogos. em que os alunos levantam e testam hipóteses. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Além da socialização de idéias. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. vencendo os desafios propostos. Além de jogar. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. entre outras coisas. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Enquanto brinca. as crianças devem conversar sobre o jogo. Brincando. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. o jogo não se tornará mero lazer. em uma aula. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. encoraja reflexão e clareia idéias. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. sua consciência do outro. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. enriquece suas aulas. suas dúvidas. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação.

com os personagens. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. mas aos poucos. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. problematizações especialmente preparadas para isso. ainda. em quais são os recursos necessários. nesses casos. expectativa. Desta forma. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. com emoção. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. Segundo Smole (1999). Alguns livros não apresentam um final definido e. escrita. enigmas. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. o giz e o livro didático”. etc. etc.(SMOLE. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. Não há necessidade de um livro para cada aluno. 66 . O ideal não é explorar um livro a semana toda. p. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. pensar na organização da classe. um gráfico. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. assim como explore lugares. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência.. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. seleção de informações e resolução de problemas.. adequar o tempo à sua proposta. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. os alunos podem elaborar o final da história. Para a realização desse trabalho. usar a literatura infantil “[. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. Além dos livros infantis. o professor poderá analisar a capa.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. Depois. 1996. características e acontecimentos na história. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. A leitura poderá ser feita em vários dias. Nesse sentido. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. uma propaganda. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. Você pode ter um livro por duplas. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. percepções e experiências. enquanto lê. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. uma tabela. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. álbum seriado.

favorecer uma compreensão da matemática como ciência. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Ao delimitar o tema. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. Durante o desenrolar do projeto. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Na maioria dos casos. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. e destes com o professor. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Assim. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. que opiniões têm. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. ter. cognitiva e social. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. mas que envolvem duas ou mais delas. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. promovendo. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. que hipóteses levantam. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. interdisciplinares. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. modificar e integrar idéias. Por meio dos projetos. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Para reformular um texto. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. visualização e trocas. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. com objetos e situações que exijam envolvimento. Nesse contexto. pelas experiências vividas na escola. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. construir. mais uma vez. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. especialmente artes e língua materna. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Por meio das atividades propostas. os textos. portanto. sejam capazes de tomar decisões. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. na avaliação e no planejamento. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. 67 . expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. o original e a sua reescrita. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. Assim. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola.

ou seja. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. palitos de picolé. tornando-se mais significativo para os alunos. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. aos poucos. Ainda em relação às operações. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. medir. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. As operações fundamentais (adição. contemplando o estudo dos números e das operações. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. Nosso desafio foi selecionar. subtração. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. tabelas e gráficos ). surge sob um novo enfoque. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. ou seja. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. resgatando a histórias de lugares. folhetos de supermercado etc. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. 68 . Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. figurinhas. material dourado e ábaco. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. 1. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. pedrinhas. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. Assim. codificar. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. Contudo.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. o aluno irá ampliando seu conceito de número. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. jornais. embalagens. Atualmente. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. comparações e ordenações. rótulos. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. entre outras coisas. arredondamentos e cálculo mental. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. tão necessárias no dia-a-dia. Ressaltamos que. ordenar. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. recomendamos a organização de materiais diversos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. cálculos. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. caixas de fósforos vazias. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. é importantíssima a exploração de jogos. Para esse fim. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. A seguir. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. no processo de seleção de conteúdos. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. bolinhas de gude. sempre que é retomado. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. nas quais. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. Assim. Para que a criança construa o significado de uma operação. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. contas. o estudo do espaço e das formas. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos.

Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. ou seja. flores. dois. árvores. Espaço e Forma Para compreender. frutas. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. identificando o antecessor e o sucessor. A confecção do quebracabeça chinês tangram possibilita uma série de atividades. pedras. mas uni-las pelo menos por um vértice). “Um. Solicitar que os alunos tragam para aula uma fruta. desenhos. o professor pode deixar que as crianças brinquem livremente montando figuras. Em função das brincadeiras e jogos de crianças na rua. Outra idéia é separar as peças que têm a mesma forma e questionar: • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? 69 . por meio de atividades que trabalhem lateralidade. Com as figuras criadas. representar e descrever o mundo em que vive. são recomendadas. como folhas. em ordem crescente e decrescente. a partir deste. O uso de embalagens. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. deslocamentos no espaço. Utilizar também o material dourado. 2. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. é muito comum elas “tirarem par ou ímpar” para saber quem começa uma determinada brincadeira. Num segundo momento. em casa com os irmãos e na própria escola. de telefones. Pedir às crianças que representem números no material dourado realizando composições e decomposições. não sobrepor nenhuma. estabelece as regras do uso do quebra-cabeça (usar as sete peças. para formar desenhos. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. Reunir as frutas numa cesta e contar com os alunos quantas frutas há ao todo. nos relógios e calendários etc. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. bolinhas. pontos de referência e também observação. Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. de placas de carros. Localização de números numa seqüência. Para tanto. Formação de pares para percepção que nos úmeros ímpares sempre há sobra. atividade como ligue-pontos com números.Sugerimos também: Exploração dos números nas mais variadas situações: número da moradia. canudinhos. de obras de arte. O professor poderá explorar esse conhecimento para iniciar o trabalho com números pares e ímpares. Primeiramente. Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. para que os alunos possam perceber suas formas. escritos ou numéricos. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. pode propor a montagem de um mural e. de placas de trânsito. O professor poderá até organizar exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. 10 unidades são trocadas por 1 dezena. animais marinhos e de objetos criados pelo homem. feijão com a arroz” etc. sucata. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. pinturas. esculturas e artesanato. Depois pode mostrar aos alunos figuras montadas com as peças do tangram e pedir que reproduzam. envolvendo as quatro operações... a elaboração de um texto coletivo. Fazer uma lista de produtos vendidos por dúzia. Solicitar que retirem uma dúzia de determinada fruta e meia dúzia de outra.) mostre à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal os agrupamentos são feitos de 10 em 10. Usando material manipulável (palitos.

• Propor a produção de frases citando datas especiais. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. organização de formas e trabalho de contagem. trabalharemos com situações reais de medição. Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. • Explorar o calendário identificando datas importantes. Usando apenas três peças do tangram. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. relógio. tente montar um triângulo e depois desenhe o que você fez. caça ao tesouro.Pode ainda propor situações-problema. Modelagem. quatro peças. que permitem a utilização de vocabulário geométrico. Apontamos ainda outras sugestões: • • • • • Atividades de seqüências com formas geométricas simples. em massinha. marcando eventos da classe e da escola. de objetos. forme um quadrado usando: apenas duas peças. Jogos para adivinhar um determinado objeto. conhecendo unidades usuais de medidas de tempo (dia. passos etc. Exemplos: jogos de circuito. 3. referindo-se apenas ao formato do mesmo. • Traçar a rotina diária junto com as crianças. ano). fita métrica. usando medidas não-convencionais e convencionais. antes. • Comparar o peso de mochilas e materiais escolares. com as peças do tangram. receitas culinárias etc. Observe as duas peças que não são triângulos e responda: • • • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? essas duas peças têm alguma diferença? troque idéias com seus colegas e professora. em conversas. metro. se as crianças dominam os conceitos ontem. mês. tarde etc. Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos. três peças. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. hoje. amanhã. reproduzindo formas geométricas. • Se possível. agora. usando vocabulário de posição. a partir do quebra-cabeça: Ex. pode haver diferenças nos resultados das medidas. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. cedo. pés. Grandezas e medidas Neste bloco. recebendo e dando instruções. Mais uma vez. depois. brinquedos cantados. como unidades de medida. levar uma balança para pesar as crianças e propor situações-problema e construção de tabelas e gráficos a partir dos resultados. Por exemplo: quem pesa menos? Quantas meninas pesam menos que 25 kg ? • Solicitar aos alunos que tragam recipientes com capacidade de um litro. semana. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. Outras sugestões são: • Verificar. e organização de exposições com os objetos construídos. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. calendário. Encher de água e passar o conteúdo para outro recipiente de 70 .

O grande livro dos jogos. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. DANTE. Marcos Teodorico Pinheiro de.). Educação: um tesouro a descobrir. Belo Horizonte: Leitura. O jogo como espaço para pensar. Explorar notícias e anúncios de jornais e revistas envolvendo quantias que poderão servir de apoio para resolução ou criação de problemas. 1994. São Paulo: Editora Ática. 1999. 2001. 1996. Tratamento da informação Neste bloco. Santos: 2001. de programas de TV preferidos. 1998. D`AMBRÓSIO. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas. 1997. Produzir cédulas e moedas de papel. BRANDÃO. São Paulo: Peirópolis. Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas. Porto Alegre: Artes Médicas. São Paulo: Moderna. Criatividade e novas metodologias. São Paulo: Cortez. 1996. Assim. Indicamos também: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. entre outros. Fábio Otuzi. 1996. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. Promover atividades orais e escritas. CARDOSO. Jacques. DINIZ. Adriana. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. 4. São Paulo: USP. Explorar a história do dinheiro. ______. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. 71 . Tradução Afonso Celso Gomes. Josep M. COLL. 2001. Campinas: Papirus. César. DELORS. BROTTO. dramatizações (lojinha. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. BRENELLI. banco. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. Brinquedo e cultura. 2002. Brincar: crescer e aprender. São Paulo: Palas Athena. Luiz Roberto. Papirus. 2000. Virgínia Cárdia. São Paulo: USP. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. 2004. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. feira. ALLUÉ.Educação para uma sociedade em transição. São Paulo: Cortez. Educação Matemática: da teoria à prática. ______. Ubiratan.• • • • formato diferente. BROUGÈRE. Gilles. Transdisciplinaridade. 1997. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Roseli Palermo. O resgate do jogo infantil. dos aniversariantes do mês. deixando que os alunos pintem. Vozes. Júlia. coleta e organização de dados estatísticos. 1998. independentemente da forma. 1998. Maria Ignez de Souza Vieira. tabelas e gráficos. ______. recortem e coloquem o valor. Jogos cooperativos: se o importante é competir. Campinas: Papirus. de animais de que mais gostam. SMOLE. Carlos Rodrigues. Os conteúdos na reforma. Bibliografia sugerida ALMEIDA. BORIN. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. para que percebam que o volume é sempre o mesmo. Tradução Beatriz Affonso Neves. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. FRIEDMANN. Kátia Cristina Stocco.

Patrícia Terezinha e STANCANELLI. MONTEIRO. GUELLI. PASSOS. escrever e resolver problemas. O uso de quadriculados no ensino da geometria. IKEGAMI. DINIZ. PARRA. ______. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Cecília. TAILLE. Rosa Monteiro. SMOLE. Maria Ignez e CÂNDIDO. PANIZZA. Katia Cristina Stocco. GÁLVEZ Grécia .. 2001. 2006. II. Trajetória Cultural. Nilson José. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. Belo Horizonte: Editora Universidade. Ler. Aprender com jogos e situações problema. 2003. ALS. Campinas. Porto Alegre: Artmed. 2000.. SANTALÓ Luis A. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. 1992. 4 cores. a criança e a educação. 1992. Vozes. Patrícia. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Brincadeira e a Educação. Tradução Antonio Feltrin. Valéria Amorim. . Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Campinas. MARINCEK. Jogo. GWINNER. 1993 LEAL. L. GRANDO. N. ______. Piaget. Cybele. São Paulo: Summus. SADOVSKY Patrícia . 2001. 2004. 2001. Mariana Kawall. Porto Alegre: Artes Médicas. Jogos em grupos na educação infantil. Scipione.. SAIZ Irma . Nicanor. Mabel. São Paulo: Paulus. tecnologias e temas afins. CÂNDIDO. 1991. DINIZ. Editora Vozes. 2000. 1992. São Paulo: Casa do Psicólogo.. 2002. Kazuwo João. Yves de La. Resolução de problemas. Matemática e Educação: alegorias. ______. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. Maria Ignez e CÂNDIDO. KISHIMOTO. ARANTES. Petrópolis: Vozes. ______. Constance. SESI. ______. MACEDO. ______. MACHADO. Marta Rabioglio. Cortez. Porto Alegre: Artmed Editora. Regina Célia. MACHADO. Tradução Regina A. Papirus. LERNER Delia . Reinventando a aritmética. CHARNAY Roland. Luiz Márcio Pereira. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: USP. Tradução Marcelo Cestari T. Lellis. Jorge José de Oliveira. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. OCHI. Glauce Helena Rodrigues. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Oscar. BROUSSEAU Guy . ROCHA. 2001. MACHADO Nilson José. Global. IMENES. YOKOYA. Matemágica – História. 1996. Maria Therezinha de Lima. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Construção das operações. SAMPAIO. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Porto Alegre: Artmed. 1995. 1990. São Paulo: Cortez. Tizuko Morchida (org. ______.– São Paulo: Summus. 2000. ______. “Pobremas” enigmas matemáticos.SMOLE. KAMII. São Paulo: Editora Ática. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. UNICAMP. 1988. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Jogos infantis: o jogo. Vygotsky. senha e dominó. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Cortez. III e IV. Pat. Brinquedo. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. ______. Aprender matemática resolvendo problemas. 2004. Regina Célia. Dissertação de Mestrado. Campinas. Fausto Arnaud. Katia Cristina Stocco. Porto Alegre: Artmed. Joana Hissae. 1997. 2006. MACEDO. PETTY. Vânia (coordenado por). A matemática na educação infantil. Papirus. Renata. ______. Lino de. 72 . São Paulo : USP. de Assis. Maria das Graças Barbosa. Trad. PAULO.C.Papirus. 210 Jogos Infantis.GIORGI. GRANDO.). ______. MIRANDA. São Paulo. Porto Alegre: Artmed. Porto Alegre: Artmed. Gente miúda na cozinha. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Juan Acuña Llorens. aplicações e jogos matemáticos. Tradução Elenisa Curt. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . volumes I. Campinas: Papirus. Brincando com números. Fuzako Hori. PEREIRA.

com.uol.br www. A volta ao mundo em 80 Jogos.br www.com.br www. www.terrabrasil.br www. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.br www.sites.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.jogos.somatematica.canalkids.com.br www.septima.ime.exatas. SESC.br Sites de jogos matemáticos www. Sugestão de sites interessantes www.br www.com.br.usp.ZASLAVSKY.br www.abril.br .antigos.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos.com.com.aprendebrasil.com. www.br.br www.com.com. Sesc.com.ciadaescola.matematicahoje. Cláudia.tvcultura.com.revistapatio.com.ludomania.br 73 . 2000.educarede.com.novaescola.sc.net/folclore www. www.br www.com.usp. www. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .br/artematematica www.educar.com. 2001.luizdante.vello.com.origem. São Paulo.mathema.br www.com.brinqmania.com.br/caem/ www.

Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano).INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. face ao seu caráter educacional. os POIEs. a memorização. integrando textos. propiciar. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. o Laboratório de Informática Educativa deve. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. ferramentas de desenho e pintura. desenvolver a percepção visual e auditiva. Softwares. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. animações. recursos de som e vídeo. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. Desse modo. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. Assim. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. a aquisição de novos conhecimentos. Mesas Educacionais e Internet). idéias e conceitos. a convivência em grupo. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. imagens. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. organizando mostras. as TICs ( PCs. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. desenvolver a habilidade para organizar informações. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. divulgando as possibilidades existentes. Periféricos e Acessórios. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. a inter-relação de pensamentos. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. a coordenação motora. efeitos especiais. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. 74 . a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. servir como fonte de conhecimento. como elemento articulador de conteúdos curriculares. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. por meio de recursos tecnológicos.

propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. para nos divertir ou emocionar. para localizar endereços e telefones. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. para tomar decisões. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). para prestar contas do nosso trabalho. Como tal Sistema está organizado em fases6. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. Fase Complementar: 4º e 5º ano. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para solicitar algo. se queremos formar leitores plenos. São Paulo : SME / DOT. Em geral. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. os primeiros se convertem em leitores. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Não se trata mais de ensinar a língua.2 75 . Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Cortez. e a decifração é apenas uma. Trata-se de incorporar. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. emitindo sons para cada uma das letras. de forma organizada e sistemática. 6 7 Fase Inicial: 1º. entretanto. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”.: il. 2006. 7 Como já dissemos. para saber como vão pessoas que estimamos. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. E escrevemos para distintos interlocutores. ou seja. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. As atividades metalingüísticas. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. para pagar contas. dentre muitas. ela estará presente sim! O que muda. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. acima de tudo. nas situações reais de produção de texto. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. é a forma de abordagem. com diferentes intenções. atribuir significado. Hoje. Ed. Pelo contrário. 2º e 3º ano. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. para comprar algo. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes.” Emília Ferreiro. participantes da cultura escrita. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. na rotina. das competências envolvidas neste ato. ou seja. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. 104p. Ler é. assim. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. Além disso. Enfim. Assim sendo. – v. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. entre outros. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. entre muitas outras ações. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. para anotar um recado para alguém. para fazer uma receita. suas regras e suas partes. São ações que podem e devem ser aprendidas. isoladamente. de sistematização e normatização da língua. Contudo. para reclamar de alguma coisa. Ler. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais.

Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:9 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Organizar agrupamentos produtivos. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. ingredientes de uma receita. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. 2006. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. listas. de professores e funcionários). parlendas. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita.: il. Semanal – jornal e científicos. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita.: il. 8 9 São Paulo : SME / DOT. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. 2006. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). · Ampliar o repertório lingüístico. 115p. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Leitura do abecedário exposto na sala. poemas. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Leitura e escrita de títulos de livros. realizada · Aprender comportamentos leitores. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. o espaço. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. Em função disso. 115p. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. São Paulo : SME / DOT. é claro. os materiais. além. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. textos instrucionais etc. Ler com diferentes propósitos. de brincadeiras preferidas. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Diária – texto literário. Nessa proposta de alfabetização.A organização de uma rotina de leitura e escrita 8 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. ao mesmo tempo. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. de rótulos etc. de situações de trabalho com a oralidade. 76 .

expor sobre temas etc. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. 77 . Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. · Aprender comportamentos leitores. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Artmed). instrucionais. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. semana. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. curiosidades etc. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. de filmes etc. em duplas. · Explorar as finalidades e funções da leitura. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. em dupla e individual – de um bilhete. relatar acontecimentos. · Aprender comportamentos escritores. entre outros). · Utilizar a linguagem oral. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. defender pontos de vista. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. materiais de pesquisa etc. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Exposição de objetos. ditando para o professor ou o colega. expor etc. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. o possível e o necessário” (Ed. individual. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. de um texto instrucional etc. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. Uma vez por semana. conhecer diferentes suportes de textos. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Uma vez por semana. · Ler com autonomia crescente. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Produção coletiva.

Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. para ensinar um jogo complexo etc. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. jornal ou texto etc. nesse caso. uma apresentação pública de leitura ou jogral. mas sim um resultado: pode ser uma festa. um livro. fatos ocorridos na escola ou na comunidade.Formas de organizar os conteúdos escolares 10 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Embora não decorram de propósitos imediatos. 78 . não significa algo “palpável”. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. semanalmente. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar.). • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Oficina de produção de textos ou de arte. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). mas não têm um produto final. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Ex: Leitura diária feita pelo professor. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. • Projetos. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. • Atividades seqüenciadas. São muito parecidas com os projetos. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. Nos projetos. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. 10 Texto produzido por Rosaura Soligo. uma mostra de trabalhos produzidos. hábitos ou atitudes. Roda semanal de conversa ou leitura. a organização de uma biblioteca de classe. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos.

Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B. 3. • Leitura não convencional. sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes. • Registros diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas. elaboradas a partir da necessidade do grupo e. inferência. o Narração de histórias. bilhetes.: As situações das modalidades Ocasionais e de Sistematização são de autonomia do professor. bem como sua função no texto (ponto final. ponto de interrogação. • • 79 . adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. fábulas. contrato didático (combinados) etc. dicionários temáticos. a partir de um tema gerador previamente selecionado. T-D. adivinha. por isso. contos folclóricos e tradicionais). Q ou K e o uso do G ou GU). pesquisas de palavras. instrução. Os projetos foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. Identificação das características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. por meio de diferentes estratégias (antecipação. singular / plural). Projetos: • Conhecimento dos elementos que compõem um gênero/portador de texto. Regularidades Morfológico-Gramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo). • Identificação de alguns sinais de pontuação. não se pode perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. não podem ser previstas no Plano de Curso. para apreciar textos literários (contos de fadas. masculino / feminino. embora seja desejada essa articulação. rótulos. 7. parlenda. Situações Permanentes: Usos da Linguagem Oral: exposição e intercâmbio de idéias em rodas de conversa. piada. leitura na biblioteca. como já salientado anteriormente. • Usos da escrita: o Conhecimento do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. canção. • Conhecimento de algumas convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 5.Assim. o Descrição de personagens. o Conhecimento da escrita do próprio nome. Entretanto. preleções. bilhete. leitura em voz alta e outras. trava-língua. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. • Conhecimento de alguns itens da gramática. 2. cartaz. receita. V-F). símbolos. carta. por meio das situações de produção. • Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. ponto de exclamação e travessão). anúncio. verificação) de placas. o Identificação do tipo de letra a ser usada na escrita (maiúsculas e minúsculas) após tornar-se alfabético. OBS. relato. lista. ao transferirmos tais modalidades organizativas para nosso Plano de Curso do 2º ano. Seqüências Didáticas: Conhecimento de diferentes gêneros textuais (conto. do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. etc). • Noção de parágrafo por meio do uso em situações de produção. crônicas. Vale ressaltar que. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. poema. 8. conjugando temas de diferentes áreas do saber. debates. “cantinho” da leitura. obtemos o seguinte resultado: 1. informativos. calendário). da estrutura de um texto. Regularidades Contextuais (o uso do C. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Usos da Leitura: participação em rodas de leitura. 6. quadrinha. o Conhecimento. dedução. notícia. em situações de uso. jornal-mural. panfleto. embalagens. cenários e objetos. entrevista.

trava-línguas. buscamos que. sugere-se. Escrever textos de autoria ( listas. Passado e presente dos verbos ler e escrever. Secretaria Municipal de Educação. com autonomia. apropriando-se dos aspectos discursivos do texto e apoiando-se em conhecimentos sobre o tema. 2002. Recontar e reescrever histórias conhecidas. ao final do 2º Ano. nomes. economia de energia elétrica. Ler. J.: reciclagem do lixo. – São Paulo: SME / DOT. SÃO PAULO.S. informativos. a produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida na escola e estudada ao longo do ano (Ex. LERNER. sabendo ouvir e formular perguntas sobre o tema. São Paulo: Cortez. o possível e o necessário. interpretação e produção do mesmo. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. Apreciar textos de diferentes gêneros lidos autonomamente ou pelo professor. animais da fauna marinha de Santos. Diretoria de Orientação Técnica. Secretaria Municipal de Educação. 80 . recuperando os fatos da narrativa. para o 2º Ano.Assim sendo. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. manchetes de jornal etc. em duplas ou ditando ao professor. 2002. Sendo assim. parlendas. cartas. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. as características do seu portador. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). Ler e escrever na Escola: o real. 1998. pontos turísticos de Santos etc). bilhetes. adivinhas. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. dengue. Rio de Janeiro: Ed. Tal gênero textual permite que as crianças entrem em contato com novas funções e finalidades de um texto e desenvolvam as habilidades de leitura. canções. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. os alunos sejam capazes de: • • • • • • Participar de situações de intercâmbio oral. Bloch. 2006. Nos anos seguintes. ou não se apoiando nas convenções ortográficas da escrita. ainda que não segmentando o texto em palavras. de forma que possamos traçar metas precisas e objetivas em nosso trabalho. Porto Alegre: Artmed. Delia. etc ) individualmente. do gênero e do sistema de escrita. Referências Bibliográficas BRUNER. Escrever ALFABETICAMENTE textos que conhece de memória. listas. FERREIRO E. poemas.

mas o professor precisa ler em voz alta ou. expressões simples em situações reais. como os flashcards. a imaginar. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. ao chegar. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. Y). mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. Nessa fase. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. cante uma música. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. pintura. Além disso. músicas. duplas e individuais. num primeiro momento. vídeo. e ainda há as que são mais cinestésicas. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. A relação dos conteúdos (conceituais. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. a recordar. DVD. bem baixinho. e imagens. desafiá-los a pensar. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. criatividade e expressão física. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. chapéus. etc. físicas (com encenações e atividades de TPR). como: memorização. Como dissemos. auditivas. artísticas (desenhos. tudo o que precisar ser lido. como música calma para trabalhar. oferecendo variedade. é fundamental que o professor. o aluno passa a desejar aprender mais. troca de papéis. interessantes. recursos materiais. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. ou rock para atividades motoras grossas. do contrário. no caso da língua estrangeira. uso de fantoches. etc. jogos. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. dos jogos e das demais atividades. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. é útil e eficaz. Durante as aulas. W. cooperação. o vídeo ou o colega) para obter informações. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. ou sair da classe. recursos visuais. sugerimos que o professor. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. que façam sentido à sua vida. além de alternar as em grupo. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Ao assimilar um vocabulário básico. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. em inglês. atividades do livro didático. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. como realias (material concreto). como suporte ao aprendizado oral. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. a adivinhar. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). recorte e colagem. de forma a criar um ambiente alfabetizador. A criança nessa idade precisa que as aulas sigam uma rotina. fantoches. uso de massa de modelar. material de áudio. outras. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. como já dissemos. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. tocar o CD que acompanha o livro. vídeo e estímulos verbais do professor). Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. X. No início do 2º ano. do sensorial e das ações. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. jogos de adivinhação.). Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. flashcards. previsão. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. Na preparação da aula. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. Em inglês. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. trabalho em pares ou grupos. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. apagar as luzes e acalmá-los. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus 81 . movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. umas são mais visuais. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. com atividades lúdicas. portanto. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. o CD.

pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. 4 ou 5 aulas. thanks/thank you. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. you're welcome. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. sing. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. associar. fornecer um elemento cômico. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. circular e desenhar deve ser menor. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. see you. O professor deve dar as músicas do CD do livro. point. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. hi. let's sing. acariciá-los ). Além disso.diversos estilos de aprendizado. Há vídeos. abraçá-los. Ele pode falar aos alunos ( fornecendo. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. além de ser uma ocasião divertida na aula. line up. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. great. por meio de atividades diferentes. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. very good. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. O tempo gasto com os exercícios de colorir. pois 82 . How are you?. answer. Ex. yes. May I go to the toilet?.uma tática que deixará os alunos seguros de si. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. fazer encenações. Para ser bastante eficaz. Além disso. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. programas de TV infantis não existiriam. listen. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. come here. um modelo lingüístico ) de forma engraçada. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. DVDs e livros. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. sit down. além da internet. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. dar segurança. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. além de incentivá-las. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. draw. let's go. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. por conseguinte. thanks. you can do it better/nicer. fine. O professor precisa estudar bem a música. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. look. finja “errar”. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula ( fazer o fantoche dar-lhes a mão. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. bye-bye. please. ask. assim. repeat. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. principalmente em grupo. ou "listen and do". a pronúncia correta das palavras. stand up. mas não precisa ficar “preso” a elas. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. let's sit in a circle. Ele também pode cantar e encenar canções.: Good morning/afternoon. etc. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. say. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. não entenda algo ). beautiful. No entanto. no.

mas não o colega ao lado neste momento. pode trabalhar junto ao professor de classe os conceitos. rimas. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. folclore. sem estarem psicologicamente expostos. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. nesta faixa etária. eles podem costurar botões para fazer os olhos. Algumas danças. por exemplo. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. lã. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores (primárias e secundárias). montagem. ). a fim de planejar as aulas. atividades de expressão corporal. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. jogos e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. dia do mês. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. Isso lhe dá a chance de falar. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. pintura. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. não podemos exigir perfeição das crianças. presos em palitos de sorvete. cometer erros. feitos com rolos de papel higiênico. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. de ponto e linha. assim. é possível articulá-lo aos conteúdos de história.) e o vocabulário correspondente às formas geométricas (unit 4) pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. sendo permitido consultar o livro. de meias ( com a ajuda dos pais. Esta avaliação pode ser feita. como também com a equipe pedagógica. Assim sendo. • • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. podem-se trabalhar melhor as canções. como os de dedo ( feitos com cartolina e desenhado pelos alunos ). O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. 83 . Com o professor de arte musical. expressões corporais. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. modelagem. porque. gestuais e faciais. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. idade. procedimentos e atitudes de história e ciências. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. responder a perguntas e sentir-se no comando. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. com cinco a dez alunos por vez. para os cabelos. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. uso do calendário. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. etc. etc.é o fantoche ( e não ele ) que está falando ou agindo. potes de iogurte ou de yakult. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. de forma espiralada. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. Ao desenvolver o conteúdo relacionado à família e sentimentos.

: Richmond Publishing. et alli. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. segunda impresão.É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. Inc. & ZANATTA. A. New York: Addison Wesley Longman. Tentar falar em inglês. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. excellent. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. Mexico. 2006. Mexico. L. HARPER. esteja “errado”. etc. Referências bibliográficas DEL PASO. M. 2000. 84 . R. HERRERA. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. A. New Parade 1 – Teacher’s Edition. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. W.. está se empenhando e precisa ser motivado. Assim. great.. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. T. D. Hong Kong: Oxford University Press. São Paulo: Macmillan. et alli. É muito importante elogiar a produção do aluno.F. et alli. MELO. REETZ. 2002. D. 1999.: Macmillan. K. Oxford: Oxford University Press. 2000.F. 2005. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. mesmo que. good work. mesmo que não esteja como o professor esperava. Kids United – Livro do Professor 1. et alli. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. a princípio. SALVADOR.

replanejando quando necessário. explorando os conteúdos conceituais. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. rítmica e melódica. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. oral. professores. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. acento. nós. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado.Orientações gerais. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. MEC. p. “[.. sobretudo. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. deixando-a mais feliz e confiante. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade.. Em Ciências. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. principalmente na primeira infância. As canções e suas letras. mas somente as populares.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Sua relação com o outro. altura e canto e até mesmo uma conversa. lateralidade. mesmo que a ênfase. uma linguagem que. Desta forma. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. escrita. Ao trabalhar pulso. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. a criança vai descobrindo e. devem ser breves. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. Momentos de apreciação.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Para isso. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. sendo muitas de péssimo gosto. por meio de atividades simples de pulso. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. plástica. nesta fase. muitas vezes. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. acento. Segundo Stateri (1997). por exemplo. ( Ensino fundamental de 9 anos . como uma forma a mais de expressão. Nessa idade. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. esteja em um tópico específico. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. atenção e prontidão.” Não podemos esquecer de que. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. naquele momento. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. por exemplo. Nesse processo é importante avaliar. por meio de um jogo musical. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. na educação musical. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. corporal. Vale lembrar que.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. chega mais fácil ao âmago da criança. estes não devem ser trabalhados de forma linear.). para se atingir os objetivos com clareza. musical e. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. lanche. O planejamento do professor precisa ser flexível. Projetos interdisciplinares são fundamentais. fonte sonora etc. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. saída etc. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. do brincar. facilitando a interdisciplinaridade. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. ou seja. também somos vítimas desta situação. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. a linguagem do faz-de-conta. aquela que lhe é mais peculiar e específica. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. Porém. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. progressivamente. de pouco ou nenhum valor musical. assim. de forma mais significativa. 85 . levam a criança a uma deformação da estética musical.

Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. que percebe. vivenciando o fluxo musical através de nós. pois a criança joga e brinca com o som das palavras. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. O professor pode associar uma atividade de pulso. reeducação do movimento. numa sociedade tão cheia de ruídos. a velocidade e a noção espacial. 86 . por exemplo. controlando o tamanho do passo. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. jogar. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. por ser o primeiro. dificultam a concentração. seja depois abandonado. estimulando a percepção auditiva.Marcelo S. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. Cantar. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. Isso não quer dizer que. O som e o silêncio Recomendamos a observação.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. Se a criança se movimenta. tomando assim posse do seu corpo. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. está exercitando sua lateralidade. do bairro. ou seja. os sons do diaa-dia. Batemos palmas e os pés no chão. Petraglia ). de casa. Canções. entre outras complicações. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. De grande ajuda para a criança nesse momento. uma intencionalidade. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros.música para o desenvolvimento humano . os quais produzem stress. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. estimulando atividades de autoconhecimento. percepção corporal. Rimas O trabalho com rimas é muito importante nesta etapa. 211). brincar. parlendas e textos rítmicos podem enriquecer este trabalho. com a apresentação de outros assuntos. favorecendo a oralidade e facilitando o processo de alfabetização. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. ( OuvirAtivo® . p. como o escolar. no conhecimento dos sons característicos da própria língua. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. A expressão musical é feita por um corpo.

Maria Zeí. Mas é preciso que. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento).Manifestações folclóricas: jogos. Brincadeiras cantadas. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. cantigas de roda. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. identificando. naquele momento. se fores convocado para a luta. ouvindo. Entre outras terras mil. és o destaque da América. sentimos descer à terra. Brasil. nos te saudamos. despertando seu interesse e curiosidade. Muitas vezes grave. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). de forma simples. Conforme Suzigan ( 1996). parlendas. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. canções. com bravura e firmeza. forte e colossal que reflete em teu futuro. 2000. utilizando breves explicações. Mas. A própria natureza fez de ti um gigante. “ 87 . iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. Ó Pátria amada nós te saudamos. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. Hino Nacional Brasileiro. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. dividindo-o em várias aulas. agora que somos livres. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. cantando. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. BIAGIONI. porém. lembrando as glórias do passado. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. observando. vivenciando. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. “[. intensidade. São Paulo: Fermata do Brasil. danças etc. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. Terra adorada. aos poucos. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável.nas divisas com os outro países da América do Sul. Propriedades do som: altura. Brasil. brinquedos cantados. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança.. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Se conseguimos conquistar essa igualdade. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Nossa vida mais amores”. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Ó Pátria amada. sentindo corporalmente.. jogos. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e.

o ritmo da canção. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. nas salas de informática.Sugerimos que. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. em desenhos animados. no portal Aprende Brasil. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. músicas que contam uma história etc. o pulso. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. a consciência da pulsação. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. devem ser substituídas. como o pátio. neste caso. progressivamente. danças. No fundo. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). mais facilmente irá assimilar esses conceitos e melhor será sua entoação. 88 . seja na execução ou apreciação musical. do ritmo e do caráter das peças musicais. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. Quanto mais a criança aprender a observar. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. Como já foi exemplificado anteriormente. A cada retomada de um determinado tópico. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. 24 de março de 1998 ). o professor pode utilizar espaços alternativos. entre outros. Espera-se também que. folclóricas.” ( Folha de São Paulo. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. ou seja. Após a percepção do som grave e agudo. a desinformação sobre o assunto. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. durante o canto coletivo. dentro desse trabalho de apreciação musical. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. gestual. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. eruditas. destacando na música as partes mais agudas e graves. como em trilhas sonoras. por motivos variados: a vastidão do repertório. as notas musicais. o motivo é a preguiça: o que é estranho. seja por fotos. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. a quadra ou outros ambientes. a pompa dos concertos. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. Durante a apreciação musical e o canto. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. utilize atividades variadas. vídeos ou mesmo pela Internet. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. As terminologias grosso e fino.). em comerciais de TV etc. de ninar. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. com muita tranqüilidade e respeito. como dinâmica. Sugerimos o site Mundo da Música. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. quebrando preconceitos. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. Se houver possibilidade. o acento e falando sobre o timbre. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. timbres. Expressão corporal. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. a concentração necessária. “Música clássica afugenta muita gente. pela terminologia correta. A partir daí. ou seja. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. Música erudita Nesta etapa. a expressão corporal. podemos partir para a escala ascendente e descendente. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. gestual. trabalhando a dinâmica. gestual ou plástica.

escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. por meio de ações aparentemente muito simples. José Julio. Unesp. São Paulo: CLR Balieiro. a harmonia do todo. 24 de março de 1998. GRANJA. Pp. SUZIGAN.1991. Murray. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Oliveira. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. G. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. FOLHA DE SÃO PAULO.ouvirativo. terça-feira.educacional. se necessário. São Paulo: Ed. como não gritar.br/> Mundo da Criança.20 PETRAGLIA. Marcelo S. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). 1-8. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos.Orientações gerais. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. coletivamente.<http://www. O ouvido Pensante. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem.br/textos/ed%20b. António Ângelo.aprendebrasil. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. C. conhecimento e Ação. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Carlos Eduardo de S. A linha melódica deve ser bem nítida. MEC. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. em conjunto. 1997. STATERI. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. Portal Aprende Brasil . Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco.Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. São Paulo: Ed. Maria Zei.com. mais tarde. Fermata do Brasil. M.br> SCHAFER. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. e. Desde bebê. Podemos dizer que crianças que se exercitam. Hino Nacional Brasileiro.1996. Ensino fundamental de 9 anos . MEC.Música para o desenvolvimento humano. Aprender a ouvir o outro. Cruz. p.211. os ritmos facilmente assimiláveis. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. 2003 p. Linguagem. 2000. Especial Música. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Referências bibliográficas BIAGIONI. cantando ou não. OuvirAtivo® . São Paulo. com a intenção de aprimorá-la. cantar e ouvir. VASCONCELOS. L.<http://www. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. <http://www. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. desestimulando a ação de gritar. Portanto. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. Setembro 2006. Mundo da Música .com.com. 89 . R.htm> acessado em 18/12/2006. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. SUZIGAN.

a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. 2º e 3º anos. antes de mais nada. Tendo em vista essas possibilidades da criança. no momento do planejamento. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. 1º. Na área de Arte. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. os quais deverão ser aproveitados. Não é apenas uma etapa do processo. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. Na fase inicial do Ensino Fundamental. ele está completando o ciclo do fazer artístico. necessário para a leitura de imagens. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. As atividades permitem ao aluno experimentar. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. respeitando-se a idade da criança. Segundo Piaget. de fato. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. 90 . Ela mais pesquisa do que se expressa. para que desenvolva um senso crítico e estético. texturas. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. Quando organizamos uma exposição. Adquirindo este conhecimento. Muitas vezes. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. É capaz de criar símbolos e representações. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. seu trabalho muda no meio do caminho. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. para contemplar o trabalho interdisciplinar. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. ter outras experiências. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. conhecer a vida de alguns artistas. linhas. formas etc.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Devemos envolver os alunos nessa produção.

adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. pictóricos. Música e Teatro. com alguma intenção. som. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. musicais. Por meio da arte. apreciar. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. mas para todas as outras áreas. Música. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. desfrutar. escolas e estilos etc. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. 91 . Dança. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. etc. é a visita a museus e exposições de arte. gesto. forma. Espera-se que os alunos.) com os quais o artista/aluno. Teatro. luz. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. cênicos. o mediador entre arte e aluno. cultura ou país. tanto para que possa progressivamente. movimento. gestuais. povo. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. progressivamente. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. Dança. exercitando sua cidadania cultural com qualidade.

seu processo de crescimento e desenvolvimento. 92 . social e de autonomia. apreciá-los criticamente. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. construção de bonecos. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. criatividade e interação do grupo. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. teatros de marionete e outros. mas ainda não podem usar a lógica. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. de relação interpessoal e inserção social). estética. Seja num jogo recreativo. é pouco percebida. as atividades devem envolver todo o grupo. músicas entre outros recursos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. ética. auditivos e cinestésicos). como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. assim. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. aquilo que era material ( corridas. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. saltos. Compreende-se a dança. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. musicalidade. além das técnicas de execução. nesta fase. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. A relação entre a educação física e outras disciplinas. pré-desportivo ou numa dança. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. de forma democrática e não seletiva. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. como um estímulo para a expressão corporal. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. a cada um. trabalha-se no plano dos conceitos. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas.” Muitas vezes. conhecimentos sobre o corpo). Em sala de aula. sem a preocupação com estilo ou técnica. filmes. o aluno deve aprender. embora muito estreita. de acordo com as suas habilidades. Podemos oferecer. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. visando a seu aprimoramento como seres humanos. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. giros) torna-se conceitual. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. ressignificá-los e recriá-los. a discutir as regras e estratégias. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. coordenação motora e espacial. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. afetiva. Nesse sentido. o contato com músicas do universo infantil. atividades rítmicas e expressivas. Lembramos também que. neste momento. a educação física “trabalha no plano da ação motora. Assim. dentro de um contexto cooperativo. corporal. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano.

Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. 93 . fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. tamanhos ou quantidades). colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Portanto. Considerações finais O nosso plano de curso é anual.Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. utilizando sua imaginação e percepção. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade.

Ao trabalhar com o nome. em que cada criança dará sua contribuição com as descobertas que forem sendo feitas. criando mapas de si mesmo em tamanho reduzido: de frente. deve-se evitar o estereótipo de família “pai-mãe-filhos. Pode-se propor desenhar o próprio corpo. deve-se optar por chamar de família todo o grupo de pessoas com quem as crianças moram. de costas. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. família. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. O uso do espelho para que cada um possa se observar e fotografias antigas permitem fazer comparações sobre as mudanças e permanências ocorridas. atualmente. Nomes Para iniciar a temática. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. Monte um livro sobre a turma. 94 . Um trabalho mais sistemático com fotografias desperta a curiosidade e possibilita a exploração de fontes documentais da história de vida da criança. entram e saem de moda. Cada um é como é). A pesquisa sobre a origem do nome deve se orientada pelo professor como tarefa de casa. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. calendários. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Uma atividade interessante é montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. para que possibilitem não uma mera constatação. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. estamos vivendo uma fase de modificação das estruturas familiares. É o grupo social mais próximo da criança e. por exemplo. por isso.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. Toquinho (Gente tem sobrenome. MPB 4 (Nomes de gente). posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. aniversários. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. a criança é convidada a refletir sobre as transformações que também acontecem nos espaços de sua convivência. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. fazendo conexão com Geografia e Ciências. Seguem sugestões de CD’s: Os Direitos da Criança. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. de lado. sem conflitos ou brigas”. Tempo histórico A partir da observação de mudanças no próprio corpo. ou a troca de letras para formar outros nomes. Família A família é um dos assuntos mais delicados para se trabalhar. Adivinha o que é. estrangeira. como sujeito histórico. a utilização de músicas é um procedimento que nesta fase deve ser bastante explorada. têm origens diversas (indígena. Considerando que. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. Por isso. brincadeiras e escola.

é importante ressaltar a carga emocional. é importante que eles percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. Com reportagens atuais de jornais e revistas. Uma maneira de registrar os resultados da pesquisa é construir um gráfico com as informações da turma. a conexão com a matemática será bem interessante. mas nem sempre respeitados. os auto-retratos de pintores como o de Portinari. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. em que há menos. Portinari Benedito Calixto Bruno Os artistas desenham ou pintam auto-retratos olhando seus rostos no espelho. Qualquer objeto que signifique muito para o jovem artista pode ser incluído para tornar o auto-retrato mais significativo. Entrevistas com pessoas mais velhas sobre suas histórias preferidas. asteca etc. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. programas de tv. valorizando as características físicas de cada um e como cada um se vê no espelho. por exemplo: homem não usa cabelo comprido. comidas. roupas. Gostos e preferências Propomos a pesquisa na sala sobre os gostos de cada um: brinquedos e brincadeiras. pois crianças adoram comemorar. mês em que não há. cores. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. Assim. assim como o trabalho com a Declaração Universal dos Direitos da Criança possibilita abordar diferentes temáticas. muçulmano. reconhecidos por todos. lugares para passear. como: mês em que há mais aniversariantes. heróis. da atualidade. passeios. e o de Bruno. Um auto-retrato pode ser mais especial se incluir coisas especiais. brincadeiras. cantores e músicas. enriquece a temática e aprofunda as discussões sobre as diferenças e permanências nos dias atuais. de Benedito Calixto. A discussão permite abordar as diferenças existentes entre os alunos e o trabalho com a temática do preconceito. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. esportes. de 1923. como uma roupa de que se goste ou um boné preferido. O trabalho possibilita o desenvolvimento da auto-estima. Além de constituir um marco na vida do aluno. como o calendário indígena. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. animais. Direitos e deveres A condição de ser criança inclui uma série de direitos legais. de 1907. times de futebol. festas. personagens de histórias em quadrinhos etc. Ao trabalhar com o tema aniversário. um brinquedo ou uma boneca. 95 .Esta temática permite a confecção de auto-retratos Por exemplo. etc. reflita sobre situações das crianças na nossa sociedade.

GEOGRAFIA
No Plano de Curso do 1º e 2º ano, valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Partindo da observação, a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação.

Mapa
O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. É uma convenção, que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Mas, para a criança, isso não é tão simples assim. Portanto, a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um - ou seja, cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. Depois, as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula, a escola, a rua da escola, até o bairro e a cidade. Nessa segunda etapa, o professor pode introduzir a noção de legenda, criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras, o lixo, a lousa etc. Para o mapeamento das ruas, criam-se símbolos para as moradias, a escola, hospital (se houver) e outros. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões, os alunos podem desenhar objetos vistos de cima, de frente e de lado, o que vale mais é a observação de que, em cada posição, o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto, como em um mapa convencional. Na fase dos 6 aos 8 anos, as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem, portanto, o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Porém, é fundamental solicitar que falem sobre suas produções, pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Com o desenvolvimento dessas atividades, há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas, ao mesmo tempo, na sala de aula, explicando que cada um deles possui um objetivo. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. Um mapa físico é diferente de um mapa político, e um mapa-múndi é diferente de um globo. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Assim, elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica.

Maquete
O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional, ou seja, a maneira como se faz em mapas e plantas. Nessa linguagem, a visão que se tem é vertical, ou seja, visão do alto. É algo que exige um grau de abstração, pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades, pois as noções de escala, proporcionalidade, visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples, mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.

Medida padronizada e não padronizada
Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro, eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que, se cada um utilizar um modelo de medida, as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais, altura e largura de coisa, altura de pessoas etc.

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Medidas é um tema comum à área de Matemática, porém, nesse primeiro momento é importante somente uma introdução, ou seja, as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Em Geografia, o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade, uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Futuramente, nas séries mais adiantadas, os alunos, com esse conceito construído, reconhecerão a função da escala em um mapa convencional.

Estudo do meio
O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço, o represente com desenhos, e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto, estudo da fauna e flora locais, utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. No caminho de casa à escola, por exemplo, é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. Aqui, deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo, dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões, o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles, e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças.

Fotografia: fonte de informação
Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Por meio de fotos antigas, de preferência de um lugar conhecido de todos. O ideal é que cada aluno traga uma foto, para ter diferentes visões do mesmo local, mas, se isso não for possível, o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada, a atividade será ainda mais rica. O registro sobre as mudanças é fundamental, pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente), é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo, como já dissemos anteriormente. Em História, o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças, e. em Geografia, da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas.

Entrevistas
A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Converse com seus alunos antes, para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas, se possível, ensaie antes com a classe para que, na hora da entrevista, a turma se preocupe com o depoente. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita, a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem, e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços.

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A construção do conhecimento em geografia
A geografia é uma ciência de observação, que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula, a casa, a escola, a rua da escola, os arredores... Mas não pára por aí. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso, a geografia pode contar com muitos aliados: música, fotografias, filmes, histórias em quadrinhos, diários de viajantes, matérias de jornal, pinturas, grafites, esculturas, e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos, lugares, construções etc. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras, mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens, o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral, como exemplo, pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Aos poucos, o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas, levantando hipóteses próprias. Com as informações em mãos, os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. A partir delas, pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros, textos da Internet, enciclopédia eletrônica, comparar com outras imagens, comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Além dos textos, os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos, desenhos, gráficos e esquemas. Cartazes, peça de teatro, jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero, que podem culminar em uma exposição. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição, mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento, levantamento de interesse junto aos alunos, assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. Enfim, conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

CIÊNCIAS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• Ambiente o Ambiente modificado (casa, escola, cidade, campo). o Ambiente natural (florestas). o Materiais e objetos no ambiente. o Algumas características dos materiais e objetos (forma, tamanho, textura, espessura). o Alguns materiais utilizados pelo homem (papel, vidro, metal, madeira, areia etc.). o Materiais que o homem lança no ambiente: lixo. o Preservação do ambiente em que vive. o Luz e calor do Sol. o Nascente e poente. o Dia e noite. o Sombra e escuro. • Seres vivos o Necessidades especiais de cada ser vivo para sobreviver (água, ar, solo, luz, calor, alimentos). o Variedade de espécies animais e vegetais. o Ciclo de vida. o Reprodução. • Animais o Habitat dos animais. o Semelhanças e diferenças entre espécies animais. o Animais selvagens. o Animais domesticados e de estimação. o Cuidados com animais de estimação. o Criação de animais. •

PROCEDIMENTAIS
Busca e coleta de informações por meio de observação direta e indireta dos fenômenos da natureza, dos diversos materiais, objetos, seres vivos e não vivos presentes no cotidiano por meio de habilidades físicas, motoras e perceptivas. Formulação de hipóteses. Utilização de técnicas de investigação ao fazer as atividades sugeridas. Exposição oral das idéias por meio de descrições utilizando palavras ou pequenas frases praticando habilidades relacionadas à comunicação. Pesquisa, organização e registro de dados coletados por meio de desenhos, listagens, recorte e colagem, e experimentos simples sob orientação do professor. Leitura de pequenos textos. Troca de idéias com os colegas. • • •

ATITUDINAIS
Colaboração quando necessário (por exemplo, ao trazer imagens para um mural). Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Incorporação de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os espaços que ocupa e responsabilidade para com esses espaços. Respeito à diversidade de opiniões (por exemplo: ao trocar idéias com os colegas sobre os fenômenos observados). Interesse por conhecer os ambientes, como eles se modificam e como podem ser cuidados. Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. Respeito pelas coisas da natureza (conhecer, por exemplo, como a exploração dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente ).

• • • •

• • • •

• •

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CONCEITUAIS
• Vegetais o Partes de um vegetal (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente). o Partes dos vegetais utilizados na alimentação. o Plantas ornamentais. o Cultivo de vegetais (plantações, hortas, pomares, jardins) Corpo humano e saúde o Partes (divisão) e estruturas do corpo (pele, cabelos, unhas, dentes). o Características sexuais (masculino e feminino). o Órgãos dos sentidos e suas funções. o Cuidados e higiene do corpo. o Acidentes e sua prevenção.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações • História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. • Algarismos e seus nomes como símbolos para representar quantidades. • Composição e decomposição de um número em dezenas e unidades. • Números pares e ímpares. • Números ordinais até 10. • Antecessor e sucessor de um número menor que 100. • Dúzia e meia dúzia. • Adição o situações de juntar e acrescentar o operações com duas ou mais parcelas o com e sem reagrupamento. • Subtração o situações de tirar, comparar ou completar o operações com e sem reagrupamento. • Multiplicação o situações que representam adições de parcelas iguais o situações que envolvam a idéia combinatória. • Divisão o situações de repartir uma quantidade em partes iguais o determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. • Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. • Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio.

PROCEDIMENTAIS
• Uso de vocabulário fundamental da matemática quanto a relações de posição, direção, grandeza, movimentação, semelhanças e diferenças entre objetos e pessoas no espaço. • Uso de número e quantidades como forma de registro e organização de informações, de acordo com o sistema de numeração decimal. • Manuseio de materiais concretos como: Material Dourado, Ábaco, cédulas e moedas do nosso sistema monetário. • Uso do quadro Valor Lugar para melhor compreensão do valor posicional dos números. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • Emprego de diferentes estratégias de contagem (correspondência um a um, estimativa, agrupamento). • Análise, interpretação, resolução e formulação de situações-problema, envolvendo as quatro operações. • Utilização de sinais convencionais (+, -, x, :, =) na escrita das operações.

ATITUDINAIS
• Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa, respeitando o pensamento do outro. • Esclarecimento de dúvidas, observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Interação com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. • Respeito pelo pensamento do outro, valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias, como fonte de aprendizagem. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Respeito às regras de jogos, transpondo-as para a sua rotina. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

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• Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos. Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. • Classificação dos sólidos geométricos entre os que rolam e os que não rolam. • Percursos, trajetos e pontos de referência. Grandezas e Medidas • História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. • Estratégias pessoais de medida tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Diferentes unidades de medida: tempo (dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano), massa, capacidade e monetária.

Tratamento da informação • Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

• Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Uso de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Utilização de estratégias pessoais e algumas técnicas convencionais para a realização do cálculo mental, exato e aproximado. • Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Construção de sólidos geométricos • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, faces planas, lados retos, bidimensionalidade, tridimensionalidade etc. • Localização de pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. • Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. • Realização de medições com unidades não padronizadas e padronizadas. • Utilização de calendários. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas, unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS
Uso adequado de drive de disquete e cd-rom, assim como dos outros hardwares apresentados; • Uso da linguagem computacional: ícones, menu iniciar, janelas do Windows e/ou Linux, clique, minimizar, Internet; • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar; • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet; • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem.
• •

ATITUDINAIS
Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid, Mesa Alfabeto, Portal Educacional, etc).

Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint, Paint, etc) Internet

• •

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2º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Linguagem Oral. Leitura Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, lista, cartaz, bilhete, carta, notícia, informativos, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. • Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita; o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula; o Noção sobre a estrutura de um texto, em situações de uso; o Letras maiúsculas e minúsculas (obrigatoriamente, após tornar-se alfabético); o Narração de histórias. o Descrição de personagens, cenários e objetos. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Registros (produções) diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas, pesquisas de palavras, dicionários temáticos, bilhetes, jornal-mural, etc). o Parágrafo (em situações de produção); • • o • • • • • • • • • • • • •

PROCEDIMENTAIS
Utilização, apreciação e intercâmbio da linguagem oral. Diálogo e interação com seus pares. Leitura coletiva de textos de diferentes tipologias, abordagens e apresentações visuais. Confronto de opiniões e comentários acerca dos mesmos. Produção de textos diversos, individualmente ou tendo o professor como escriba do grupo. Composição de listas e dicionários temáticos, usando o banco de palavras como apoio didático. Revisão de textos elaborados a partir de discussões coletivas das regras textuais trabalhadas. Elaboração de formas de representação gráfica (hipóteses de escrita), atribuindo-lhes intencionalidade e significação. Confronto das diferentes representações gráficas do grupo-classe. Escolha de textos para leitura em situações de atividade autônoma. Indicação bibliográfica por meio de fichas ou mural da classe. Aplicação do valor sonoro das letras do alfabeto em suas escritas, estabelecendo relações entre o fonema e o grafema. Utilização do próprio nome e de outros já repertoriados como palavra estável para construir generalizações e produzir novas escritas. • • • • • • • •

ATITUDINAIS
Reconhecimento da importância de ouvir e esperar sua vez de falar. Respeito às diferentes formas de expressão. Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. Interesse pela preservação de livros, jornais etc. Construção de uma autonomia escrita processual. Valorização do uso da escrita como forma de comunicação.

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Sinais de pontuação (função e uso do ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e travessão). Itens da gramática, por meio das situações de produção, sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes, masculino / feminino, singular / plural), adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 1. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B, T-D, V-F); 2. Regularidades Contextuais (o uso do C, Q ou K e o uso do G ou GU); 3. Regularidades Morfogramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo); 4. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Elementos que compõem um gênero/portador de texto. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo, a partir de um tema gerador previamente selecionado.

• • • • •

Utilização de grafia manuscrita (letra cursiva) após tornar-se alfabético, bem como aplicação de seus conhecimentos sobre letras maiúsculas e minúsculas. Uso da escrita em situações reais e de função social definida, buscando propósitos que atendam sua necessidade prévia. Pontuação de seus textos, apoiando-se na experiência coletiva, a princípio, para posterior utilização autônoma. Aprimoramento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. Produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida em sua escola e estudada ao longo do ano.

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How are you? I’m fine. ball. square. he.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. hand.presente simples. • 106 . o parts of the body (head. Pronomes pessoais: it. brother. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. nose. schoolbag) o colors (blue. your. o toys (bike. white). Pronomes possessivos: my. ouvindo com atenção. good bye. crayon. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. Apresentação: What’s your name? My name is ________. red. turtle). Uso do verbo “to love” para expressar preferência. cat. good evening. good afternoon. triangle. yo-yo. pen. o shapes (rectangle. hexagon). thanks. teddy bear). hello. pencil. o pets (dog. Verbos “to be” e “to love” . circle. Respeito ao momento em que o outro fala. father. notebook. o family (mother. good night. fish. mouse. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. good morning. she. sister). Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cumprimentos: hi. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. o numbers 1 to 10. green. Vocabulário: o school items (book. doll. Números 1 a 10. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. kite. arm. Perguntas e respostas sobre objetos de uso em sala de aula: What is it? It’s a ________. yellow. Pronome demonstrativo: this. Conhecimento da cultura norte-americana e inglesa • • • PROCEDIMENTAIS Uso do vocabulário e diálogos aprendidos em situações cotidianas. bird. star. eyes. leg. mouth. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. black.

Interesse. observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. brinquedos cantados. Canto coletivo. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • Som e silêncio.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Apreciação da música erudita. da MPB e Hino Nacional Brasileiro. Escuta de obras musicais (regionais. do cotidiano. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. • • • • • • • • • • • • • • • • • 107 . Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. frente/ atrás. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. danças. parlendas. dentro/ fora. Canto coletivo. destacando-se o nome do compositor e breve biografia. Percepção do pulso e do acento e do desenho rítmico da melodia. Expressão corporal. brincadeiras e sonorização de histórias. folclóricas. • PROCEDIMENTAIS Audição. gestual. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. o corpo e diferentes materiais sonoros. variadas). percebendo o que pode ser mais saudável. levando a uma melhor qualidade de vida. Música erudita. Interpretação. Expressão corporal. Exploração de linguagem musical com a voz. eruditas. Valorização pelos sons do ambiente. objetos sonoros. brinquedos cantados. atenção e prontidão bem como noções de valores. Formação de repertório: canções infantis. sensibilidade. Hino Nacional Brasileiro. percussão e movimentos corporais. Pulsação. improvisação. Valorização das próprias produções. direita/ esquerda. canções. folclóricas. intensidade. o Notas musicais. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. reflexão e contextualização das letras das canções. Rimas. brinquedos cantados etc. Manifestações folclóricas: jogos. Composição de atividades corporais de locomoção. utilizando instrumentos de percussão. • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da criatividade. por meio de canções conhecidas. prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos. facial e/ou plástica. Propriedades do som: altura. gestual. de outras crianças e da produção de arte em geral. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Lateralidade: em cima/ embaixo. timbre e duração. acento e desenho rítmico da melodia.

Respeito às normas de funcionamento. Respeito à própria produção e à do outro. • • • 108 . • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. Observação das cores primárias nas manifestações artísticas. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais diversos e suas reações. Experimentação da mistura das cores primárias e observação das cores secundárias nas manifestações artísticas. Sensibilização por meio de expressão corporal do próprio corpo.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização da solidariedade e da cooperação. Reconhecimento e utilização de texturas nas manifestações artísticas. Observação do ponto e da linha nas manifestações artísticas e em produto próprio. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Experimentação de materiais diversificados. das possibilidades físicas e emocionais em contato com o grupo e com o meio em que está inserido. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Valorização de outras culturas. inventivas e criativas. Jogos dramáticos Arte indígena Cores secundárias Ponto e linha Folclore Modelagem Texturas Teatro de fantoches • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso dos movimentos do corpo como forma de expressão. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. às idéias dos demais. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cores primárias. no estimulo do improviso e das referências adquiridas. Desenvolvimento da capacidade de aceitação da opinião de todos. Desenvolvimento do espírito crítico. Desenvolvimento da criatividade. Uso dos recursos cênicos na abordagem do teatro infantil. por meio de ações criadoras. do espaço que ocupa.

amortecer. Participação em atividades rítmicas e expressivas. Respeito aos colegas. adotando atitudes de cooperação. brincadeiras e danças. rebater. Iniciação esportiva. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Utilização de habilidades (correr. Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. saltar. rolar. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. com ajuda do professor. Resolução individual de problemas corporais. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Cooperação entre os pares. 109 . Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. Ginástica. Experimentação de atividades de dança simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. Desenvolvimento de independência. • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos coletivos. Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contexto extra-escolares. Brincadeiras. chutar. observação e memória. Criação de brincadeiras. Expressão corporal. bater. Danças. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. girar) durante jogos. Cooperação nas atividades de grupo. respeitando as diferenças. Uso da atenção. arremessar. aceitando diversos papéis. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Saúde corporal. Atividades em sala de aula. Discussão das regras dos jogos. auto-estima e autoconfiança. Valorização da diferença.

Valorização do passado como fonte de informação e identidade de um povo. livros. exposições. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. cidade. moradia. fotografias. Respeito às regras produzidas coletivamente.). imagens etc. sentimentos e significados. As transformações e permanências no local onde se estuda e vive. Comparação de informações e perspectivas diferentes sobre um mesmo tema histórico. 110 . profissão. Troca de informações sobre os objetos de estudo. O tempo histórico • • • • Mudanças visíveis com o passar do tempo: mudanças no próprio corpo. vídeos. Registro coletivo das rotinas diárias. Respeito ao patrimônio individual e coletivo. Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutam na melhoria das relações pessoais. Calendários e data de aniversário. identificando transformações e permanências dos costumes das famílias. lazer. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Trabalho cooperativo. • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a história de vida. O espaço escolar como lugar de convivência e aprendizagem. comparação com outras épocas. Formulação de questões a respeito dos temas estudados. etc). pesquisa bibliográfica. Uso de diferentes fontes: textos. espaços conhecidos e objetos. Uso de diferentes medidas de tempo. bairro. Aceitação das diferenças e características de cada um. Data de aniversário. Valorização da própria história e a da família. mapas etc para coleta de informações. rua.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Conhecer a si próprio • • O próprio nome e das pessoas do seu convívio como forma de autoconhecimento. alimentação. A escolha do nome e a história da família ( origem. Perseverança na busca de informações. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. Diferentes maneiras de se medir o tempo: o tempo social e tempo da natureza. Respeito mútuo. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. O local onde se vive e estuda • • • As transformações ocorridas no espaço em que se vive: escola. comparando com os demais da classe. Análise de documentos de diferentes naturezas. costumes. Elaboração de linha do tempo.

111 . dentro dos contextos sociais distintos. estabelecendo contrapontos com as preferências de outros colegas da classe. Direitos e deveres • Direitos e deveres de cada um. Diferenças e semelhanças das crianças de hoje e as de outras épocas.CONCEITUAIS Gostos e preferências • • Preferências em relação aos múltiplos aspectos.

com auxílio do professor e do grupo. Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. rua. mês. Relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado com maior nível de abstração. Planejamento de ações positivas em relação ao ambiente escolar e extra-escolar por meio de combinados escritos e orais. Utilização de calendário para orientação temporal. Modos de preservação e conservação dos ambientes. Planejamento de situações futuras por meio de agendamento e grade de rotina com auxílio do professor e do grupo. espaços públicos e outros. formas de comunicação. livros. Valorização da contribuição das diferentes etnias e o papel de cada uma na cultura de um povo. Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. técnicas de construção etc. Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. escola. criando estratégias de redução do lixo e organização do espaço. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. trajetos habituais. desenhos. Registro de acontecimentos diários em forma de desenhos e/ou palavras. em perspectiva horizontal (do modo que se vê). hoje. utilizando signos de representação de objetos e localizações (legenda simples). • • • • PROCEDIMENTAIS Representação gráfica simples. enciclopédias. dia /semana. Mapeamento simples de locais próximos. tarde e noite / hora. Transformações do espaço realizadas pelo homem observando: meios criados para transporte de pessoas e cargas. reconhecendo características culturais específicas que resultam em variadas formas de ocupação do espaço. dos pontos de referência próximos. mapa simples. fotografias. fotografia. amanhã / manhã. • • • • • • • • • • • • 112 . ano / estações do ano. Importância da legenda para identificação de locais e objetos ampliando noções anteriores.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes espaços geográficos vivenciados pelos alunos observando aspectos físicos e sociais: moradia. destacando-se reciclagem. redução da produção de lixo. Registro por meio de diferentes estratégias: listas. Diferenças entre pessoas e grupos. obras de arte e outros. reaproveitamento de materiais perecíveis e não-perecíveis. Internet. Atitude responsável em relação aos ambientes de convívio. entrevistas. Execução de contorno de objetos em diferentes perspectivas. gráficos e outros. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas de maneira democrática. reportagem. Temporalidade: ontem.

Entrevista com os pais sobre a origem de seu nome e ritual de iniciação. utilizando massinha. ideias. • A diversidade. Adoção de atitudes positivas frente a um desagravo ou frustração. sentimentos. Modelagem dos símbolos mais significativos para o grupo. não têm nenhum significado. Respeito às diferenças. • Alfabetização ecológica e contribuição na construção de um futuro de harmonia na Terra. Organização de painéis com os diversos símbolos coletados. 113 . PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Exposição de ideias relacionando-as às exposições dos outros. Escuta de músicas com o objetivo de sensibilizar-se (transcendência). Cooperação com os colegas e o professor.2º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • O Eu. Reflexão sobre símbolos que têm significados para alguns e para outros. • Eu no mundo. Coleta de símbolos diversos. classificando-os. • Reconhecimento de que um mesmo símbolo tem valor e significado. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. • Os símbolos na vida das pessoas. para pessoas e grupos. Símbolos • Lembranças na vida das pessoas. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente se constrói de maneiras diversas. diferentes. Manifestação de opiniões. • • • • • Valorização da família. nomeando-os. • Eu sou eu com o outro. Socialização dos significados dos símbolos do seu contexto familiar. • Eu e outro somos nós. Relaxamento com músicas. Roda de conversa.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 3º ANO Ensino Fundamental 114 .

Podem aprender procedimentos simples de observação. Dessa forma. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. precisando ser construído com a intervenção do professor. Nos anos iniciais. a transversalidade. mas elas já têm idéias sobre seu corpo. busca e registro de informações. para encontrar soluções.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. vegetais. os alunos constroem repertórios de imagens. podendo utilizar todos os sentidos na busca de informações. fatos e noções. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. a compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. Na observação direta. seres vivos. de geração a geração. Isso envolve visitas. os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. sobre os fenômenos naturais. Mas esse processo não é espontâneo. animais etc. que refletem a necessidade de explorar. Desse modo. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. criam-se situações em que. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Crianças são curiosas e fazem inúmeras perguntas. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. o aluno necessita coletar novas informações. Dessa forma. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. a experimentação e a leitura de textos. Dificilmente. com o outro e com o ambiente. O papel da observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. comparação. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. No entanto. criando situações interessantes e significativas. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. É no processo de busca de informações e confronto de idéias que o conhecimento científico é construído. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. A partir disso. manipulação de objetos e materiais e 115 . o trabalho em grupo. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. elaborados e acumulados pelo homem. os fenômenos naturais e os modos como ocorrem algumas transformações. Para que ocorra a problematização. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. Ao longo do ensino fundamental. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. fornecendo explicações que permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. Para aprender Ciências. a investigação. como a problematização. conhecer. são modelos de uma lógica interna. entender a si própria e ao mundo que as cerca. percebem os limites de seus modelos e a necessidade de mais informações. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. Para tanto. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. Quando confrontam suas idéias com outras explicações. a busca de informações. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos.

deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. lupas. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. Além disso. Tanto na observação direta como na indireta. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. ou seja. trocar idéias com os colegas. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. analisar. por exemplo. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. fundamental. por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. esquemas. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. os conteúdos são extensos. As experiências sugeridas não devem. cor etc. tais como argumentar. em situações reais de comunicação. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. assim como a reconstrução de categorias de idéias. portanto. pequenos textos. Por sua vez. Normalmente. Nessa fase. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. nesse sentido. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. A abordagem dos conteúdos e o trabalho com projetos Os projetos são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. Apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. possibilitam o tratamento de temas transversais. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. entre outros. A atuação do aluno é. É muito importante também propor investigações. esquemas. mas abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. mapas. quando os resultados obtidos em uma experimentação diferem dos esperados. como por exemplo.construções. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. dos arbustos. muitas vezes. de modelos científicos. textura. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. compreender procedimentos. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. como forma. como fotos. tabelas. na produção de um texto coletivo. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. materiais etc. Além do desenho. levantadas em um determinado problema. Os alunos podem comparar entre si objetos. identificar. na observação indireta. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. das folhagens e gramíneas. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. Experimentação e investigação Por meio dela. tamanho. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. usando diferentes critérios. seres vivos. listas etc. qualquer que seja o critério usado para a 116 . sempre que possível. modificar os procedimentos ou criar novas atividades. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. vídeos. com a ajuda ou não do professor. criar atividades. elaboração de listas. é necessário que os alunos registrem suas conclusões seja por meio de desenhos. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. gravuras. como microscópios. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. Os alunos podem apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. O importante. sintetizar.

com as características de outros seres vivos. Outro aspecto que pode ser abordado é como o ser humano obtém os alimentos: hortas. ao analisar um lugar ou uma paisagem. O motivo é o consumo de sanduíches e doces no lugar das refeições com verduras. por outro. mas com os enfoques de cada área. órgãos dos sentidos. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. Ética. não devem ser trabalhados de maneira linear. além de apresentar a dimensão biológica (anatomia e fisiologia). que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. Atualmente a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. rios. por um lado. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Pluralidade Cultural. e sirva à sua aprendizagem. construções etc. Ao trabalhar. podem-se trabalhar também assuntos relacionados à Orientação Sexual. cereais e legumes. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. Importa desenvolver os conceitos num determinado contexto. 117 . Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. embora organizados por temas específicos ( ambiente. o seu aspecto individual e. Por exemplo. por exemplo. Saúde. as organizações sociais. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. em que um mesmo tema é sugerido. pomares e criação de animais. como ser vivo que é. reproduz-se e morre. Deve também estabelecer relações com o ambiente. comparando as características do corpo humano. locomoção. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. bem como com os temas transversais Saúde. diversidade dos seres vivos – animais e vegetais – e corpo humano e saúde ). Pesquisas mostram que o índice alto de colesterol deixou de ser um problema apenas de adultos para ser também o das crianças. Também pode ser abordado o aproveitamento das diferentes partes dos vegetais para o consumo humano. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. Os conteúdos. ou seja. comportamentos. alimentação. a família.seleção dos conteúdos pelo professor. o que representa a sua comunidade. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. o assunto corpo humano. que têm. Por exemplo. Os conteúdos tratados no bloco diversidade dos seres vivos permitem inúmeras conexões com os conteúdos propostos em ambiente e corpo humano e saúde. relacionadas ao revestimento do corpo. luz e solo. particularmente com os animais. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. É importante ainda. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. por exemplo. O trabalho com os temas transversais deve ser realizado de forma contínua e integrada. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. Ética. como relevo. a sua parte universal. cresce. não importando o comprometimento da saúde. à construção da cidadania. entre outras. O consumo é o objetivo principal da propaganda. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. uma vez que se referem às diferentes áreas do saber. alimentos industrializados. conservação dos alimentos etc. Pluralidade Cultural. principalmente com Geografia e História. A alimentação é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. modo de vida. desenvolve-se. ao desenvolvimento de valores. rituais próprios de cada cultura. Enfim. para um trabalho mais amplo.

A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Dessa forma. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. ao trabalhar com a resolução de problemas. aberta à incorporação de novos conhecimentos. acreditamos que. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Sendo assim. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. Quando falamos sobre a resolução de problemas. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Para atingir os objetivos. sociais e culturais de quem irá aprender. considerando aspectos transversais. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Sendo assim. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. No entanto. interesses. Nessa concepção de ensino. em situações de desafio. As crianças têm idéias próprias. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. também aprende na interação com seus parceiros. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. favorecendo a aprendizagem. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. no processo de transformação do saber científico em escolar. além de explorar idéias numéricas e contagem. além de ser agente da construção de seu conhecimento. é necessário considerar as condições cognitivas. sentimentos. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. acentuamos a idéia de que o aluno. Por isso. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. podemos trabalhar com noções de geometria. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. Assim. Assim. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Para isso. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. medidas e estatística. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. o professor deve saber que: 118 . Por sua vez. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Alunos e professores interagem e crescem no processo.

um jogador ganha e outro precisa perder. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Quando os alunos formulam problemas. estabelecer relações e aplicar conceitos. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Assim. problematoteca. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. podemos trabalhar. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. Dessa maneira. porém não de forma rotineira. ou seja. conteúdos importantes na educação matemática. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. e articulam o texto. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. criação de um banco de problemas. os dados e a operação a ser usada. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. propiciando novas tentativas.• • • problema é toda situação que permite problematização. o aluno aprende matemática. autoconfiança e autonomia. mecânica e repetitiva. Para a formulação de problemas. Os problemas devem ser desafiadores. levantar hipóteses. num jogo. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. livro de problemas. Por meio dos jogos. sem deixar marcas negativas. um processo investigativo. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. tendo assim. conto etc. troca entre os alunos. comunicar idéias. semelhanças e diferenças entre os textos. a pergunta e a resposta. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. Enquanto resolve situações-problema. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. de maneira lúdica. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. percebem a relação entre os dados apresentados. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. dobro. As tentativas. charada. da língua materna e da combinação de ambas. Assim. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. interpretar e produzir textos. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. ler. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. problema com rima. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. 119 . Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. respeitar regras. No processo educativo. divisor. um repertório como apoio. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Ao formulá-los. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. a essência está no problematizar. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática.

suas dúvidas. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. Contudo. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. entre outras coisas. brinca. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. assim como propusemos para os jogos. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. podendo. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. Por isso. Nas situações de jogo. é preciso levar em consideração alguns aspectos. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. sua consciência do outro. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. Enquanto brinca. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. principalmente para crianças dos anos iniciais. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. mas uma nova forma de aprender Matemática. em uma aula. encoraja reflexão e clareia idéias. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. 120 . Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. discutindo o que foi fácil. o jogo não se tornará mero lazer. por exemplo. o aluno amplia sua capacidade corporal. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. contar histórias desses povos. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Sempre ao final das brincadeiras. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. a percepção de si mesmo como um ser social. em que os alunos levantam e testam hipóteses. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. o que foi difícil. toda semana.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. vencendo os desafios propostos. suas aprendizagens. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Na bibliografia desse trabalho. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Além da socialização de idéias. Além disso. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. de qualquer idade ou realidade social. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. e apreendendo todas as regras. o que foi fácil e o que foi difícil. dicas para se jogar melhor. Brincadeiras infantis Toda criança. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. Além de jogar. as crianças devem conversar sobre o jogo. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. enriquece suas aulas. das diferentes respostas obtidas. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. A partir da discussão estabelecida. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. Assim. Brincando. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos.

os alunos podem elaborar o final da história. 1996. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. uma propaganda. Não há necessidade de um livro para cada aluno. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Depois. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. usar a literatura infantil “[. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. álbum seriado. enquanto lê. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. Alguns livros não apresentam um final definido e. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. expectativa. em quais são os recursos necessários.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. Você pode ter um livro por duplas. seleção de informações e resolução de problemas. enigmas. Além dos livros infantis. Nesse sentido.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece.(SMOLE. o giz e o livro didático”. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. um gráfico. mas aos poucos. pensar na organização da classe. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. adequar o tempo à sua proposta. 121 . etc. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. uma tabela. Para a realização desse trabalho. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. assim como explore lugares. Desta forma.. A leitura poderá ser feita em vários dias. O ideal não é explorar um livro a semana toda. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. com emoção. características e acontecimentos na história. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo.. escrita. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. ainda. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. Segundo Smole (1999). nesses casos. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. p. problematizações especialmente preparadas para isso. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. etc. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. com os personagens. percepções e experiências. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. o professor poderá analisar a capa.

e destes com o professor. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. pelas experiências vividas na escola. que hipóteses levantam. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. ter. especialmente artes e língua materna. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. Para reformular um texto. com objetos e situações que exijam envolvimento. cognitiva e social. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. modificar e integrar idéias. Nesse contexto. Assim. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. 122 . por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Por meio dos projetos. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. mais uma vez. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. interdisciplinares. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. Assim. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. que opiniões têm. na avaliação e no planejamento. promovendo. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. mas que envolvem duas ou mais delas. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Ao delimitar o tema. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. o original e a sua reescrita. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. sejam capazes de tomar decisões. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. construir. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. Por meio das atividades propostas. Durante o desenrolar do projeto. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. os textos. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. portanto. Na maioria dos casos. visualização e trocas.

aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. ou seja. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. 123 . o estudo do espaço e das formas. material dourado e ábaco. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Ainda em relação às operações. Assim. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. palitos de picolé. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Nosso desafio foi selecionar. figurinhas. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. o aluno irá ampliando seu conceito de número. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. recomendamos a organização de materiais diversos. medir. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. no processo de seleção de conteúdos. Para que a criança construa o significado de uma operação. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. contas. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. surge sob um novo enfoque. rótulos. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. arredondamentos e cálculo mental. Assim. é importantíssima a exploração de jogos. Contudo. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. comparações e ordenações. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. codificar. embalagens. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. nas quais. ordenar. contemplando o estudo dos números e das operações. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. subtração. entre outras coisas. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. tabelas e gráficos ). 1. folhetos de supermercado etc. Atualmente. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. ou seja. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. tão necessárias no dia-a-dia. As operações fundamentais (adição. cálculos. sempre que é retomado. tornando-se mais significativo para os alunos. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. pedrinhas. caixas de fósforos vazias. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. bolinhas de gude. Ressaltamos que. jornais. Para esse fim. aos poucos. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. resgatando a histórias de lugares. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. A seguir.

Quantas figurinhas ele ainda precisa para completar seu álbum? João coleciona figurinhas do Pan – Americano 2007. 63.O raciocínio lógico é um processo pensado. a reflexão e a introspecção. Ao decidirem. o professor poderá propor uma situação-problema. O álbum para estar completo deve ter 285 figurinhas. Eis algumas sugestões de desafios que podem ser propostos aos alunos: a) Quebra-cabeça: os alunos receberão um problema em tiras e deverão montá-lo na ordem correta antes de resolvê-lo. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Quantos sabonetes ele irá gastar em 9 meses? Qual das contas abaixo leva à solução do desafio? 3+9 9 x 12 9 + 12 3x4 d) Apresentar mais de uma solução possível. c) Apresentar várias opções de resposta para os alunos. onde haja a expressão. Portanto. professora e alunos desvendam o desafio. ele acontece naturalmente. Pensando nisso. b) Apresentar o problema em tiras com os dados numéricos separados. Os alunos colocarão os dados nas frases e resolverão o problema. Ao final da semana. Juntaram _____ moedas ao todo. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Um grupo de ____ crianças juntou suas coleções de moedas. Se o avião fizer 7 viagens totalmente lotado. Um esportista usa 3 sabonetes por semana. para permitir a percepção de que há mais de um modo de resolver o desafio. a partir das relações com o mundo. sugerimos algumas situações didáticas: • Desafios para semana: ao início de cada semana. Seu irmão deu a ele 26. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. planejado e construído na escola. Quantas moedas tinha cada uma das crianças? Os números do problemas são 9. Analisar as vantagens e desvantagens de cada um. por isso. Ele já colou 58 figurinhas. Fora dela. que provoque curiosidade para descoberta. Um avião com destino ao Rio de Janeiro pode transportar 314 passageiros. nos quais possam exercitar a independência. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários.7 314 : 7 314+314+314+314+314+314+314 124 . quantos passageiros ele vai transportar para assistirem ao Pan-Americano 2007 ? Qual das contas resolve o desafio ? 7 x 314 314 . num cartaz. Ele resolveu comprar todas as figurinhas que faltam na sua coleção.

Há aulas de ginástica diariamente a partir das terças.. São oferecidas aulas diárias de pingue-pongue. Qual é o dia mais movimentado da academia?” Com os problemas formulados pelos alunos. Ela já leu 52 páginas e quer terminar a leitura em 4 dias.? um problema que seja uma charada. A turma de vôlei se reúne diariamente. Quantas bolas ele deu? f) Apresentar um problema sem pergunta e fornecer uma série de questões: Ana Laura tem um livro sobre esportes com 120 páginas. aquelas que podem ser respondidas por esse problema: • • • • • Quantos dias ela levou para ler as 52 páginas? Quantas páginas ela deve ler por dia? Quantas páginas ela vai ler nos dois últimos dias? Qual é o nome do livro? Quantas páginas faltam para ela terminar a leitura g) Espaço de criação: com a classe organizada em grupos.. As 2as séries querem assistir aos jogos e.. Escolha. Há jogos de tênis todos os dias.” um problema cuja a pergunta seja: quantas. As aulas de natação são em dias alternados.. 125 .. os alunos poderão criar problemas a partir de algumas situações. Com quantas bolas ficou? Luiz deu 25 bolas a um amigo e 12 bolas a outro amigo. trocar problemas entre os alunos ou entre as outras classes de 3º ano. a partir das segundas. colocar no mural. exceto terças e sábados. como: • • • • • • • • • • quantos ao todo? quantos para cada um? quantos jogadores de futebol tem a mais que nadadores? cujo resultado seja 567 cuja resposta seja: “restaram 34 pincéis” cujas operações sejam 15 + 7 e 35 – 22 Continue o problema: “Um ônibus de excursão pode levar para os jogos Pan-americanos 48 passageiros sentados.. lendo o mesmo número de páginas em cada dia. poderemos: • • • • propor um sorteio de alguns para serem resolvidos por toda classe. eu tenho a mais que .e) Oferecer dois problemas e pedir que registrem semelhanças e diferenças: • • Luiz tinha 25 bolas e deu 12 a um amigo. montar uma folha de problemas criados por eles e ir escolhendo qual será resolvido. exceto às quartas. entre as perguntas a seguir.. um problema parecido com este: “Uma academia de esportes funciona de segunda a sábado. jornal da escola ou Internet os problemas mais interessantes..

Espaço e Forma Para compreender. pinturas. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. Identificar resultados de cálculos usando estimativas. representar e descrever o mundo em que vive. mostrar à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal. Cada grupo será responsável por uma tabuada. bolinhas. por exemplo: “Os números envolvidos no cálculo são 150 e 3. diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca. Desenho do percurso de casa à escola. contando como foi o trabalho com o material dourado. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. problematizar as tabuadas: o professor pode dividir a classe em grupos. 10 unidades são trocadas por 1 dezena e 10 dezenas por 1 centena. observando simetrias. Leitura de guias de ruas.”. canudinhos). ou seja. as crianças deverão descrever as figuras planas e sólidas. por exemplo: “Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230. eles deverão levantar as características daquela tabuada e dar as dicas para que os outros grupos descubram. 126 . O uso de embalagens. confeccionar um convite para outra classe prestigiar uma exposição de sólidos geométricos. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. Utilizar também o material dourado. os agrupamentos são feitos de 10 em 10. entre outras. entre 800 e 900. sem que os outros saibam. desenhos. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. O professor também poderá propor brincadeiras como: imagine que você tem um amigo deficiente visual que está conversando com você no telefone e ele lhe pergunte: “O que é um círculo? O que é um quadrado? O que é um. pão. de obras de arte. sucata. Pedir às crianças que representem números no material dourado . analisar situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora. Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito. registrar as regras de um jogo etc. pontos de referência e também a observação. Todos poderão registrar as dicas. 2. Outras possíveis situações didáticas são: • • • • • • • • Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: rolam e não rolam. ?”. esculturas e artesanato. perguntar como se pode obter esse número usando a calculadora. cachorro-quente).. Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas. propondo que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas. Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas. por exemplo: pedir aos alunos que digitem um número. possibilitar o uso da calculadora em situações de cálculo.realizando composições e decomposições. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. a operação realizada é: ____________” usando material manipulável (palitos. entre 900 e 1000. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. o resultado obtido é 450. por exemplo: escrever uma carta para o 2º ano.• • • • • • propor toda semana a escrita de um estilo de texto nas aulas de Matemática como registro de aprendizados. que nada mais são do que as regularidades observadas nas tabuadas. Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto. entre 1000 e 1100. inventar um problema com rima. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. deslocamentos no espaço. em seguida dizer que no visor da calculadora deverá aparecer o número 80. Assim. mapas e croquis fazendo uso das referências de localização. saquinhos de supermercados..

quantas jarras para encher um balde. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. Exposição com instrumentos usados para medir: balanças. Mais uma vez. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas padronizadas ou não. quantos alunos deitados no chão para medir a classe. semana. elaborar livros de receitas culinárias. metro. por exemplo: • • • • • sala de aula: número de passos X metros. banco). cronômetros. como: pedaços de barbante. Grandezas e medidas Neste bloco. recortem e coloquem o valor. da editora FTD. pés. Exposição de outras moedas que o Brasil já teve ( pedir para que os alunos tragam ). copinho de remédio. em que os alunos observarão o que se pode medir e como fazê-lo. fita métrica. Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã. ampulhetas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. feira. Outras idéias são: • • • • • • • • Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. mesa: palmas da mão X centímetros. 4. Durante as dramatizações. régua. tarde e noite. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. dramatizações (lojinha. relógio. Promova atividades orais e escritas. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. amanhã. de massas de modelar. trabalharemos com situações reais de medição. balança e criar situações de medidas na sala de aula. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. por exemplo a coleção “Matemática em mil e uma histórias”. coleta e organização de dados estatísticos. calendário. fitas métricas. tabelas e gráficos. estimule os alunos a utilizarem os termos lucro e prejuízo. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. dia.• Leitura de livros paradidáticos que explorem conhecimentos matemáticos. minuto e segundo. deixando que os alunos pintem. passos etc. 3. fita métrica. quantos copos para encher a jarra. Produção de cédulas e moedas de papel. ontem. Atividades que façam uso de cédulas. relógios de ponteiro e digital. metro. Assim. hoje. Tratamento da informação Neste bloco. Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. de tintas etc (ampliar e reduzir receitas). pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. hora. ano. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. jarra. Indicamos também: 127 . moedas e calculadoras. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. mês.

São Paulo: USP. Júlia. Campinas: Papirus. Tradução Elenisa Curt. 1994. Brincar: crescer e aprender. São Paulo: Editora Ática. Reinventando a aritmética. 1998. ______. KISHIMOTO. Regina Célia. Campinas. São Paulo: Peirópolis. Campinas: Papirus. Gente miúda na cozinha. 1996. BORIN. Tradução Marcelo Cestari T. SMOLE. Jogos cooperativos: se o importante é competir. UNICAMP. 2001. 2001. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. Virgínia Cárdia. São Paulo: Paulus. ______. DELORS. Trajetória Cultural. Porto Alegre: Artes Médicas. Regina Célia. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. “Pobremas” enigmas matemáticos. Bibliografia sugerida ALMEIDA. entre outros. César. Campinas. a criança e a educação. Tizuko Morchida (org. 1991. Kátia Cristina Stocco.• • • • Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 2001. Luiz Márcio Pereira. Belo Horizonte: Leitura. Marta Rabioglio. Vozes. GWINNER.). São Paulo: Palas Athena. 1998. Maria Ignez de Souza Vieira. São Paulo: Moderna. São Paulo: Cortez. Brinquedo. BROUGÈRE.Educação para uma sociedade em transição. BRENELLI. tabelas ou gráficos. II. 1995. volumes I. GRANDO. ALLUÉ.Papirus. Campinas: Papirus. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Gilles. Criatividade e novas metodologias. ______. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. Carlos Rodrigues. Educação: um tesouro a descobrir. Resolução de situações-problemas a partir de dados apresentados em listas. Papirus. KAMII. 1993 128 . Escrita de textos a partir da observação de listas. Tradução Beatriz Affonso Neves. IMENES. 1999. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. Vozes. São Paulo: USP. GIORGI. 1996. III e IV. Tradução Afonso Celso Gomes. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. São Paulo: Cortez. Adriana. GUELLI. Dissertação de Mestrado. Lellis. Santos: 2001. Scipione. 1988. programas de TV preferidos. ______. São Paulo: Cortez. Jogos em grupos na educação infantil. ______. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Fábio Otuzi. Jogo. Brinquedo e cultura. Campinas. Luiz Roberto. Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. 1996. O resgate do jogo infantil. SESI. ______. Tradução Regina A. Petrópolis: Vozes. Jogos infantis: o jogo. Jorge José de Oliveira. 2004. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Josep M. O grande livro dos jogos. BRANDÃO. 1992. São Paulo: Editora Ática. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. 2000. Pat. 1992. COLL. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. O jogo como espaço para pensar. de Assis. Marcos Teodorico Pinheiro de. 1997. DINIZ. D`AMBRÓSIO. FRIEDMANN. Os conteúdos na reforma. Brincando com números. Educação Matemática: da teoria à prática. DANTE. 1990. Constance. CARDOSO. 1997. 2002. BROTTO. Brincadeira e a Educação. Roseli Palermo. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. Oscar. Cybele. 1998. Jacques. Transdisciplinaridade. Papirus. Ubiratan. ______. tabelas e gráficos. 2004. GRANDO. animais de que mais gostam.

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ferramentas de desenho e pintura. as TICs ( PCs. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. propiciar. integrando textos. organizando mostras. Mesas Educacionais e Internet). desenvolver a habilidade para organizar informações. face ao seu caráter educacional. o Laboratório de Informática Educativa deve. a inter-relação de pensamentos. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. a coordenação motora. recursos de som e vídeo. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. Periféricos e Acessórios. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. divulgando as possibilidades existentes. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. os POIEs. imagens. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. Softwares. Desse modo. animações. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. desenvolver a percepção visual e auditiva. efeitos especiais. a aquisição de novos conhecimentos. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. como elemento articulador de conteúdos curriculares. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. a memorização. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. idéias e conceitos.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. Assim. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). 130 . por meio de recursos tecnológicos. servir como fonte de conhecimento. a convivência em grupo. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar.

dentre muitas. para comprar algo. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). para reclamar de alguma coisa. E escrevemos para distintos interlocutores. de forma organizada e sistemática. Pelo contrário. Trata-se de incorporar. Como já dissemos. se queremos formar leitores plenos. para saber como vão pessoas que estimamos. é a forma de abordagem. isoladamente. São ações que podem e devem ser aprendidas. Enfim. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. e a decifração é apenas uma. com diferentes intenções. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. 2º e 3º ano. 2006. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. 12 11 12 Fase Inicial: 1º. de sistematização e normatização da língua. – v. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. entre muitas outras ações. nas situações reais de produção de texto. para pagar contas. Ler. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Contudo. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. das competências envolvidas neste ato. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Hoje.2 131 . em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. ou seja. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. emitindo sons para cada uma das letras. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. na rotina. suas regras e suas partes. para tomar decisões. Fase Complementar: 4º e 5º ano. atribuir significado. Em geral. Cortez. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana.” Emília Ferreiro. ou seja. entre outros. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. Ler é. ela estará presente sim! O que muda. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para prestar contas do nosso trabalho. para fazer uma receita. assim. para nos divertir ou emocionar. acima de tudo. Como tal Sistema está organizado em fases11. 104p.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Além disso. para solicitar algo. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. Assim sendo. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. São Paulo : SME / DOT. os primeiros se convertem em leitores. entretanto. As atividades metalingüísticas. para anotar um recado para alguém. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. Ed.: il. para localizar endereços e telefones. Não se trata mais de ensinar a língua. participantes da cultura escrita.

parlendas. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana.A organização de uma rotina de leitura e escrita 13 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. 115p. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. ingredientes de uma receita. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. de rótulos etc. poemas. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Em função disso. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:14 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. 2006. listas. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Ler com diferentes propósitos. Leitura e escrita de títulos de livros. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Leitura do abecedário exposto na sala. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. além. 132 . os materiais. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos.: il. · Ampliar o repertório lingüístico. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. de professores e funcionários). São Paulo : SME / DOT. Organizar agrupamentos produtivos. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Diária – texto literário. de brincadeiras preferidas.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Nessa proposta de alfabetização. realizada · Aprender comportamentos leitores. Semanal – jornal e científicos. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e.: il. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. 13 14 São Paulo : SME / DOT. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. ao mesmo tempo. é claro. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. de situações de trabalho com a oralidade. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. textos instrucionais etc. 2006. o espaço. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. 115p.

Artmed). relatar acontecimentos. 133 . sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. instrucionais. materiais de pesquisa etc. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. conhecer diferentes suportes de textos. ditando para o professor ou o colega. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. curiosidades etc. · Utilizar a linguagem oral. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. · Aprender comportamentos leitores. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Reescrita de textos conhecidos – coletiva.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. · Aprender comportamentos escritores. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. em duplas. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. expor sobre temas etc. Uma vez por semana. semana. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. expor etc. defender pontos de vista. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. entre outros). individual. Exposição de objetos. de um texto instrucional etc. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. · Ler com autonomia crescente. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Uma vez por semana. de filmes etc. o possível e o necessário” (Ed. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. em dupla e individual – de um bilhete. Produção coletiva.

). De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Nos projetos. Oficina de produção de textos ou de arte. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. • Projetos. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. semanalmente. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. nesse caso. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. para ensinar um jogo complexo etc. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. uma apresentação pública de leitura ou jogral. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). jornal ou texto etc. hábitos ou atitudes. uma mostra de trabalhos produzidos. a organização de uma biblioteca de classe. um livro. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas.Formas de organizar os conteúdos escolares 15 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. não significa algo “palpável”. 134 . • Atividades seqüenciadas. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Embora não decorram de propósitos imediatos. 15 Texto produzido por Rosaura Soligo. mas sim um resultado: pode ser uma festa. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. Roda semanal de conversa ou leitura. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. São muito parecidas com os projetos. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. Ex: Leitura diária feita pelo professor. mas não têm um produto final. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos.

cabendo ao professor a escolha e seleção do conteúdo com que pretende trabalhar. os textos instrucionais ou prescritivos têm a finalidade de ensinar a fazer coisas. formular e responder perguntas. Coletânea de textos. brinquedo ou material de interesse dos alunos) etc. cartaz com regulamentos das dependências da escola (sala de informática. diferentes gêneros (notícias. embora seja desejada essa articulação. os alunos sejam capazes de: • • Participar de situações de intercâmbio oral. temos: livro de receitas para a mamãe. instrucionais. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita. informativos. textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias. Entretanto. com ajuda do professor. Ler. esperamos que. nessa classificação. manuais de instruções etc. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero instrucional. ao final do 3º Ano. entre outros). regulamentos. regras de jogos. com autonomia. entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. Sendo assim. bem como o grau de complexidade em relação aos anos anteriores. entre outros). • Reescrever de textos (contos. 2. 2000. desde que focando o gênero textual definido para este Ano da Fase Inicial de escolaridade. regras de jogos. 16 MEC (SEB). V. textos informativos. registrar e ensinar a outras pessoas. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro com as regras das brincadeiras selecionadas pelo grupo e finalizar com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinarão as regras a uma outra classe. Assim. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. cardápio mensal da merenda da escola. manifestar opiniões.3. Vale ressaltar que. quadra de esportes. devido à adequação à faixa etária. artigos. Como exemplos. dar instruções sobre determinado procedimento e. revistas. 135 . utilizando alguns recursos da linguagem escrita. contos. qual gênero e portador traria maior interesse e significado para as crianças num trabalho mais sistemático e aprofundado com a Língua. lendas. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. • Ler. sala de vídeo etc). Para finalizar. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. cartas. • Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. livro de regras das brincadeiras preferidas da turma. do gênero e do sistema de escrita. A gama de possibilidades é bastante diversificada. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. ouvindo com atenção. conjugando temas de diferentes áreas do saber. usando-os como instrumento para aprender novas brincadeiras. Nos anos seguintes.16 Projeto: Vamos brincar? 1. encontramos os gêneros receita. explicar e ouvir explicações. manual de instruções de algum objeto. priorizou-se para o 3º Ano a produção de textos instrucionais. as características de seu portador.Os projetos da fase inicial foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. Justificativa: A confecção de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos sobre a língua escrita. de forma que possamos traçar metas claras e objetivas em nosso trabalho. entre outros). Assim sendo. não se podem perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). É importante que tenhamos claro quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. o professor poderá escolher. Segundo classificação de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (1996). de acordo com a realidade de seu grupo.

Ática. possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras. 1996. colocando e jogo os saberes individuais.3. desenvolver atitudes cooperativas. 2000. 1998. Delia. acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática. sua diagramação e função da ilustração. o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato. SÃO PAULO. FERREIRO E. desenvolver atitudes de respeito para com os colegas. Ler e escrever na Escola: o real. Coletânea de textos. incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto. Secretaria Municipal de Educação. utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos. mediante o uso. sempre que possível. V. TOLCHINSKY.). Liliana (org. Bloch. LERNER. escrever considerando a diagramação desse tipo de texto. Referências Bibliográficas BRUNER. Secretaria Municipal de Educação. Ana. Rio de Janeiro: Ed. Além da alfabetização. escrever as regras das brincadeiras respeitando as características do gênero textual. possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras. – São Paulo : SME / DOT.S. Passado e presente dos verbos ler e escrever. 4. O que se espera que os alunos aprendam: ampliar o repertório de brincadeiras. MEC (SEB). escutar os colegas. 136 . Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. apropriar-se. São Paulo. aprender procedimentos de consulta a livros instrucionais. garantir. 2006. promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas. 2002. o possível e o necessário. fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito. 2002. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: levar para a classe livros instrucionais a fim de que os alunos consultem sempre que for preciso. opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento.3. Diretoria de Orientação Técnica. J. favorecer as iniciativas pessoais e coletivas. TEBEROSKY. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. revisar textos. das características de um texto instrucional. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed. propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico. São Paulo: Cortez.

W. jogos de adivinhação. vídeo. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. físicas (com encenações e atividades de TPR). como os flashcards. como: memorização. Além disso. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. e imagens. umas são mais visuais. uso de massa de modelar. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. Como dissemos. e ainda há as que são mais cinestésicas. jogos. em inglês. Em inglês. outras. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. bem baixinho. que façam sentido à sua vida. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). artísticas (desenhos. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. trabalho em pares ou grupos. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. interessantes. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. A criança nessa idade. Y). Ao assimilar um vocabulário básico. Nessa fase. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Durante as aulas. como música calma para trabalhar. com atividades lúdicas. uso de fantoches. ou rock para atividades motoras grossas. no caso da língua estrangeira. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. oferecendo variedade. desafiá-los a pensar. previsão. o aluno passa a desejar aprender mais. etc. procedimentais e atitudinais ) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. duplas e individuais. recursos visuais. a recordar. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. No início do 2º ano. além de alternar as em grupo. recursos materiais. é fundamental que o professor. sugerimos que o professor. chapéus. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. cooperação. ou sentarem em círculo se estiverem de pé.). Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. como realias (material concreto). dos jogos e das demais atividades. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. é útil e eficaz. a adivinhar. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. precisa que as aulas sigam uma rotina. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. do contrário. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. recorte e colagem. mas o professor precisa ler em voz alta ou. músicas. cante uma música. expressões simples em situações reais. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. num primeiro momento. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. de forma a criar um ambiente alfabetizador. criatividade e expressão física. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. auditivas. ao chegar. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. etc. fantoches. portanto. ou sair da classe. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. O 137 . material de áudio. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. vídeo e estímulos verbais do professor). como suporte ao aprendizado oral. X. apagar as luzes e acalmá-los. DVD. o vídeo ou o colega) para obter informações. A relação dos conteúdos ( conceituais. pintura. flash cards. troca de papéis. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. atividades do livro didático. a imaginar. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. do sensorial e das ações. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Na preparação da aula. como já dissemos. o CD.

point. não entenda algo). Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. come here. etc. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. Além disso. very good. dar segurança. fine. no. let's sit in a circle. let's go. O professor precisa estudar bem a música. let's sing. assim. Além disso. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. por meio de atividades diferentes. line up. a mostra deverá ser renovada freqüentemente.uma tática que deixará os alunos seguros de si. say. answer. sing. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. ask. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. please. great. circular e desenhar deve ser menor. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. além de incentivá-las. mas não precisa ficar “preso” a elas. acariciá-los). pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. principalmente em grupo. look. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. repeat. you're welcome. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. May I go to the toilet?. além da internet. O professor deve dar as músicas do CD do livro. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. How are you?. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. beautiful. programas de TV infantis não existiriam. abraçá-los. pois é o 138 . a pronúncia correta das palavras. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. hi. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Ex. thanks. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. um modelo lingüístico) de forma engraçada. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. bye-bye. sit down. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. associar. draw. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. Para ser bastante eficaz. finja “errar”. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. stand up. 4 ou 5 aulas. fazer encenações. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição.: Good morning/afternoon. see you. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. yes. ou "listen and do". em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. Há vídeos. you can do it better/nicer. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. listen. além de ser uma ocasião divertida na aula. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos.tempo gasto com os exercícios de colorir. por conseguinte. thanks/thank you. fornecer um elemento cômico. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . Ele também pode cantar e encenar canções. DVDs e livros. No entanto.

como também com a equipe pedagógica. • • • • • • • • • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. pode abordar. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. atividades de expressão corporal. é possível articulá-los aos conteúdos de história. o uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. idade. porém de forma diferente. brinquedos. por exemplo. expressões corporais. Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do Portal Aprende Brasil. etc. junto ao professor de classe. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. procedimentos e atitudes de ciências. aniversário. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. feitos com rolos de papel higiênico. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. etc. Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda. modelagem. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. hábitos alimentares. os conceitos. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. montagem de brinquedos com sucata. podem-se trabalhar melhor as canções. de pintura. responder a perguntas e sentir-se no comando. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Com o professor de arte musical. a fim de planejar as aulas. nesta faixa etária. o professor de inglês pode abordar. na língua portuguesa. ou outros sites da internet. em língua portuguesa. eles podem costurar botões para fazer os olhos. cometer erros. mas não o colega ao lado neste momento. concomitantemente.fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. nas aulas de informática. porque. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. em parceria com o professor da classe. à família.). alimentos e o corpo humano. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. sendo permitido consultar o livro. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. sem estarem psicologicamente expostos. uso do calendário. Quando o professor da classe introduzir. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. de meias (com a ajuda dos pais. rimas. Algumas danças. dia do mês. 139 . o uso do dicionário português-inglês e vice-versa. Isso lhe dá a chance de falar. potes de iogurte ou de yakult. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. Esta avaliação pode ser feita. lã. presos em palitos de sorvete. com cinco a dez alunos por vez. folclore. para os cabelos.

assim. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. 2006. São Paulo: Macmillan. et alli. D.F. 1999. R. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. Assim. está se empenhando e precisa ser motivado. Mexico. segunda impresão. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. L. HERRERA. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. mesmo que. et alli. Mexico. New Parade 1 – Teacher’s Edition. 2000. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. et alli. 2002. 2005. A. K. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. REETZ. Tentar falar em inglês. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. A. não podemos exigir perfeição das crianças. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. Kids United – Livro do Professor 1. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista.: Richmond Publishing. 2000. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3.: Macmillan. excellent. Assim sendo.F. Inc. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. mesmo que não esteja como o professor esperava. Referências bibliográficas DEL PASO. HARPER. de forma espiralada. Hong Kong: Oxford University Press. esteja “errado”. a princípio. D. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. MELO. etc. 140 . W. New York: Addison Wesley Longman. M. great. É muito importante elogiar a produção do aluno. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. & ZANATTA. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. T. et alli.. SALVADOR. good work..Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Oxford: Oxford University Press.

Nesse processo é importante avaliar. progressivamente. musical e. levam a criança a uma deformação da estética musical. rítmica e melódica. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. As canções e suas letras. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. ( Ensino fundamental de 9 anos . por meio de um jogo musical. sendo muitas de péssimo gosto. nesta fase. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. 141 . a linguagem do faz-de-conta. muitas vezes. a criança vai descobrindo e. naquele momento.. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. p. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. na educação musical. Segundo Stateri (1997). Porém. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. uma linguagem que. Projetos interdisciplinares são fundamentais. chega mais fácil ao âmago da criança. Nessa idade. Ao trabalhar pulso. estes não devem ser trabalhados de forma linear. por exemplo. Momentos de apreciação. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. deixando-a mais feliz e confiante. acento. fonte sonora etc. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. atenção e prontidão. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. por meio de atividades simples de pulso.. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. de forma mais significativa. professores. aquela que lhe é mais peculiar e específica. Vale lembrar que. de pouco ou nenhum valor musical.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. mesmo que a ênfase. também somos vítimas desta situação. devem ser breves. escrita. por exemplo. Em Ciências. principalmente na primeira infância. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. acento.” Não podemos esquecer de que. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. facilitando a interdisciplinaridade. como uma forma a mais de expressão. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. do brincar. sobretudo. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. altura e canto e até mesmo uma conversa. assim. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. esteja em um tópico específico. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. corporal. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. Para isso. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. oral. para se atingir os objetivos com clareza.Orientações gerais. plástica. MEC. Sua relação com o outro. mas somente as populares. lanche. O planejamento do professor precisa ser flexível. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. lateralidade. Desta forma. ou seja. “[. replanejando quando necessário. explorando os conteúdos conceituais.). saída etc. nós. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso.

é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. estimulando atividades de autoconhecimento. Batemos palmas e os pés no chão.Marcelo S. Brincadeiras cantadas. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. Cantar. quando já deveriam tê-las superado. brinquedos cantados. jogos. Manifestações folclóricas: jogos. Se a criança se movimenta. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. Cuide para que estes alunos não se sintam constrangidos e ajude-os. Isso não quer dizer que. uma intencionalidade. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível.música para o desenvolvimento humano . tomando assim posse do seu corpo. seja depois abandonado. 211). canções. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. danças etc. Este acaba sendo um pré-requisito para um trabalho com andamentos mais consistente e seguro. O professor pode associar uma atividade de pulso. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. seja na sua altura. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. com a apresentação de outros assuntos. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. É preciso muita paciência com alunos que apresentam dificuldades nesta fase. possa até mesmo seguir seu próprio pulso e controlá-lo. Petraglia ). A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. está exercitando sua lateralidade. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. brincar. que percebe. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. ( OuvirAtivo® . jogar. 142 . Nesta etapa. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro.Gráfico sonoro (notação não convencional) O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. aos poucos. por ser o primeiro. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. para que a criança avance com segurança. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. De grande ajuda para a criança nesse momento. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. espera-se que a criança responda bem aos exercícios de pulso e. Mas é preciso que. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma. A expressão musical é feita por um corpo. cantigas de roda. parlendas. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. p. aos poucos. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. controlando o tamanho do passo. o professor pode criar formas de representar o som. Procure. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. duração e intensidade. a velocidade e a noção espacial. Procure aumentar a dificuldade dos exercícios gradualmente. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. percepção corporal. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. Não existem fórmulas prontas. por exemplo. como nos diz Marcelo Petraglia. reeducação do movimento. vivenciando o fluxo musical através de nós.

Muitas vezes grave. as notas musicais. Maria Zeí.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. Propriedades do som: altura. porém. identificando. de forma simples.. BIAGIONI. lembrando as glórias do passado.Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. “[. despertando seu interesse e curiosidade. Brasil. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. vivenciando. Se conseguimos conquistar essa igualdade. agora que somos livres. és o destaque da América. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. “ Sugerimos que. As terminologias grosso e fino.. observando. cantando. Conforme Suzigan ( 1996). O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. neste caso. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. com muita tranqüilidade e respeito. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. São Paulo: Fermata do Brasil. sentindo corporalmente. A própria natureza fez de ti um gigante. forte e colossal que reflete em teu futuro. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. Brasil. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. com bravura e firmeza. 2000. sentimos descer à terra. dividindo-o em várias aulas.nas divisas com os outro países da América do Sul. Entre outras terras mil. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. Mas. Após a percepção do som grave e agudo. utilizando breves explicações. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). Ratificamos a importância 143 . Terra adorada. se fores convocado para a luta. Hino Nacional Brasileiro. ou seja. Ó Pátria amada nós te saudamos. nos te saudamos. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. naquele momento. ou seja. Ó Pátria amada. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. pela terminologia correta. progressivamente. podemos partir para a escala ascendente e descendente. Nossa vida mais amores”. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. intensidade. ouvindo. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. devem ser substituídas. desafiaremos essa liberdade com a própria morte.

a harmonia do todo. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. em desenhos animados. a pompa dos concertos. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. seja na execução ou apreciação musical. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. quebrando preconceitos. Sugerimos o site Mundo da Música. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. Se houver possibilidade. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. músicas que contam uma história etc. do ritmo e do caráter das peças musicais. como em trilhas sonoras. gestual. o professor pode utilizar espaços alternativos. por motivos variados: a vastidão do repertório. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. 144 . a tarefa principal do professor é saber interessá-la. Desde bebê. nas salas de informática. o motivo é a preguiça: o que é estranho. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. em conjunto. folclóricas. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). de ninar. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. Como já foi exemplificado anteriormente. Durante a apreciação musical e o canto. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. a quadra ou outros ambientes. no portal Aprende Brasil. No fundo. a concentração necessária. Música erudita Nesta etapa. dentro desse trabalho de apreciação musical. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação.” ( Folha de São Paulo. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. a desinformação sobre o assunto. cantar e ouvir. eruditas. Podemos dizer que crianças que se exercitam. danças. a consciência da pulsação. “Música clássica afugenta muita gente. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. gestual ou plástica.de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. 24 de março de 1998 ). gestual. Expressão corporal. mais tarde. Aprender a ouvir o outro. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. vídeos ou mesmo pela Internet. variadas) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. coletivamente. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. como dinâmica. em comerciais de TV etc. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. com a intenção de aprimorá-la. Espera-se também que. A partir daí. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. seja por fotos. timbres.). A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. a expressão corporal. como o pátio. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando.

MEC. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). José Julio.com. STATERI. L. 2003 p. os ritmos facilmente assimiláveis. cantando ou não. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico.aprendebrasil. GRANJA.<http://www. Maria Zei. Setembro 2006. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades.A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Carlos Eduardo de S. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. Hino Nacional Brasileiro.1996. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. 211. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. Oliveira. Mundo da Música . […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas.br/textos/ed%20b.htm> acessado em 18/12/2006. por meio de ações aparentemente muito simples. Portal Aprende Brasil . se necessário.<http://www. Especial Música. 145 . Linguagem. Portanto. Fermata do Brasil.br> SCHAFER. M.com. São Paulo. 1997. e. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. OuvirAtivo® . 24 de março de 1998. A linha melódica deve ser bem nítida. SUZIGAN. São Paulo: Ed. MEC. desestimulando a ação de gritar. Unesp. António Ângelo. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. C. Pp. VASCONCELOS.com.1991. R.educacional. terça-feira. 1-8.20 PETRAGLIA. como não gritar. <http://www. São Paulo: Ed. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. conhecimento e Ação. Ensino fundamental de 9 anos . G. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. 2000. Murray. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. Cruz.ouvirativo. SUZIGAN.Orientações gerais. Marcelo S.Música para o desenvolvimento humano. FOLHA DE SÃO PAULO. O ouvido Pensante. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. p. Como o professor deve ser uma referência para o aluno.br/> Mundo da Criança. Referências bibliográficas BIAGIONI. São Paulo: CLR Balieiro.

antes de mais nada. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. para contemplar o trabalho interdisciplinar. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. seu trabalho muda no meio do caminho. Devemos envolver os alunos nessa produção. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. os quais deverão ser aproveitados. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. formas etc. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. de fato. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. Tendo em vista essas possibilidades da criança. Muitas vezes. 2º e 3º anos. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. 146 . a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. linhas. Não é apenas uma etapa do processo. Segundo Piaget. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Adquirindo este conhecimento. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. 1º. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. necessário para a leitura de imagens. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. ter outras experiências. todas as possibilidades e limitações desses materiais. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. no momento do planejamento. É capaz de criar símbolos e representações. Ela mais pesquisa do que se expressa. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Na fase inicial do Ensino Fundamental. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. respeitando-se a idade da criança. Na área de Arte. para que desenvolva um senso crítico e estético. conhecer a vida de alguns artistas. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. texturas. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Quando organizamos uma exposição. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. As atividades permitem ao aluno experimentar. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final.

A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. com alguma intenção. mas para todas as outras áreas. cultura ou país. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. tanto para que possa progressivamente. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. Música e Teatro. Por meio da arte. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. progressivamente. gesto. som. forma. Espera-se que os alunos. etc. escolas e estilos etc. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. 147 . o mediador entre arte e aluno. Música. desfrutar. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. pictóricos. é a visita a museus e exposições de arte. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Dança. movimento. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. musicais. gestuais. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. cênicos. povo. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos.) com os quais o artista/aluno. apreciar. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Teatro. luz. Dança. exercitando sua cidadania cultural com qualidade.

Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. criatividade e interação do grupo. Nesse sentido. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. neste momento. apreciá-los criticamente. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. trabalha-se no plano dos conceitos. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. a discutir as regras e estratégias. teatros de marionete e outros. aquilo que era material ( corridas. social e de autonomia. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. o contato com músicas do universo infantil. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. ética. como um estímulo para a expressão corporal. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. visando a seu aprimoramento como seres humanos. afetiva. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. as atividades devem envolver todo o grupo. estética. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. giros) torna-se conceitual. Lembramos também que. construção de bonecos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. A relação entre a educação física e outras disciplinas. musicalidade. músicas entre outros recursos.” 148 . seu processo de crescimento e desenvolvimento. sem a preocupação com estilo ou técnica. corporal. Seja num jogo recreativo. embora muito estreita. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. coordenação motora e espacial. dentro de um contexto cooperativo. conhecimentos sobre o corpo). saltos. a educação física “trabalha no plano da ação motora. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. pré-desportivo ou numa dança. de relação interpessoal e inserção social). Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. Podemos oferecer. de acordo com as suas habilidades. de forma democrática e não seletiva. é pouco percebida. atividades rítmicas e expressivas. nesta fase. mas ainda não podem usar a lógica. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. o aluno deve aprender. ressignificá-los e recriá-los. Em sala de aula. assim. auditivos e cinestésicos). filmes. Compreende-se a dança. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. a cada um. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. além das técnicas de execução.

colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. 149 . fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. utilizando sua imaginação e percepção. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. tamanhos ou quantidades). Assim. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. estamos trabalhando noções de seriação e classificação.Muitas vezes. Portanto. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor.

fazendo um paralelo com a atualidade. mais próximo à orla. escolas que ficam no Centro da cidade poderiam estar visitando à Ilha Diana. fotos e desenhos e até uma visita. muitas vezes. família. Por isso. sendo que. crianças abandonadas. as diferentes histórias. brincadeiras e escola. data e local. como sujeito histórico. Por exemplo. títulos para cada história e até dia de lançamento. ilustração. à medida que conhece outras formas de viver. Importa para o aluno conhecer crianças que vivem em uma realidade diferente da sua. enquanto os filhos de brancos eram tratados com todo cuidado pelas mães e escravas domésticas. sugerimos o livro Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. Por exemplo. Valha-se do trabalho com fotos. lazer e amor. no centro. eram usadas como animal de estimação. crianças ricas. estas do fotógrafo Marc Ferrez. para que possibilitem não uma mera constatação. crianças escravas que cresciam juntos com os filhos de pessoas livres e. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. dedicatória. culturas de tempos e espaços diversos e que todos têm direitos e deveres que devem ser respeitados. em morros. é necessário que o aluno compreenda que o conhecimento do outro acarreta um maior conhecimento sobre si mesmo. por exemplo. calendários. ter saúde. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Para trabalhar com esta temática. do século XIX: 150 . já que em Santos há escolas na zona rural. É importante a percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos dos “outros” de outros tempos que possuíam uma dinâmica de vida completamente distinta da nossa época. em mangues etc. aniversários. Sugira que os alunos tragam histórias sobre si mesmo que podem ser organizadas em forma de livro com capa. mas também das crianças de diferentes realidades nos dias de hoje: crianças indígenas. procure pesquisar na própria cidade. brincar. que aborda de forma simples toda a temática infantil e os direitos básicos como estudar. Utilize imagens antigas para demonstrar como viviam crianças de outras épocas. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. aos sete anos. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. Procure levantar semelhanças e diferenças entre a vida das crianças do passado. Identidade: eu e os outros O trabalho com a construção da identidade envolve conceitos de continuidade e de permanência. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Ao mesmo tempo. Uma sugestão seria fazer um intercâmbio com outra escola que pudesse gerar: troca de cartas. Assim. crianças que trabalham etc. autores.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. eram separadas dos pais e vendidas para trabalhar.

Aproveite para trabalhar a noção de patrimônio e a necessidade de preservar a escola. contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. Esta atividade permite desenvolver noções de simultaneidade. ou seja. É importante que o aluno perceba que as fontes não estão somente nos documentos escritos. ordenação e seqüência. tentando imaginar como era o local antigamente. É necessário que aluno compreenda que patrimônio não são apenas prédios históricos. o local onde vivemos e relacionar com Ciências. expressões. gerando um sentimento de identidade e continuidade. “O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente. Para saber mais. como o avô pesca ou planta. a tia que faz remédios caseiros. pois eles deverão ter consolidados os conceitos de década. conceitos fundamentais para o ensino da história. as comunidades. Faça a conexão com matemática. Divida-os em grupos e deixem que falem sobre sua vida. século e milênio. inclusive em Santos. no mundo. tudo isso é patrimônio e merece ser preservado. em que se encontram dicas e projetos que deram certo em várias escolas. um chá. Acesse o site do Museu da Pessoa. artefatos e lugares. as práticas. vale a pena consultar o livro Manual de História Oral. É importante que os alunos comparem suas linhas de tempo ou que a professora com a ajuda dos alunos confeccione uma linha do tempo com fatos sociais acontecidos nos últimos anos. 151 . pois patrimônio não é apenas o que é material.Diferentes linhas do tempo A montagem da linha do tempo. além de propiciar o trabalho com valores e ensino religioso. quando se trata do meio ambiente. como igrejas e museus. mas também o imaterial. trabalhe uma linha do tempo ao contrário. Estimule os alunos a fazerem suposições sobre a sua origem. na memória dos familiares e nas lembranças das pessoas do seu convívio. Organize junto com os alunos perguntas sobre família. Para melhor visualizar o passado. a nossa casa. Atualmente a noção de patrimônio ampliou-se. Brasil ou localidade com que o aluno possa relacionar. em alguns casos. Reúna folhetos. on line). portanto. moradia e escola Utilize o procedimento de história oral para iniciar a temática sobre família. É valorizar o modo como a avó faz determinado doce. mas também a sua escola e a sua casa. moradia e escola do passado. propomos: • Solicite aos alunos que entrevistem pessoas idosas. a partir de algumas referências temporais. de sua interação com a natureza e de sua história. partindo do hoje e voltando ao início do século XX. os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que. Como exemplo.” O Bairro Promova uma troca de idéias sobre o bairro onde está localizada a escola. levando-os a concluir que os bairros têm história. 2006. representações. merece ser preservado. conhecimentos e técnicas e também os instrumentos. de Jose Carlos Sebe Bom Meihy. por exemplo. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN. os grupos e. moradia e escola. mas também nos relatos das pessoas. é uma atividade muito interessante para que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. Família. • Organize um encontro com os avós dos alunos. sucessão e datação. Organizar uma visita a uma casa de repouso para idosos será uma atividade bem interessante. manchetes de jornais e revistas que façam menção ao bairro e monte um quadro-mural sobre isso. objetos.

pois assim será possível traçar um perfil do local.br/portal/montarPaginainicial Museu da Pessoa. Origem das cidades Existem cidades que datam de mais de 5000 anos atrás. Disponível em http://portal. é possível abordar hábitos de consumo.Atividades econômicas Faça um levantamento prévio a respeito do que a criança entende sobre o que é trabalho. pode-se ainda montar gráficos sobre profissões dos pais dos alunos. produtor e origem. Brasília etc. É importante que o aluno perceba que é por meio do trabalho que o homem transformou a natureza e que a sociedade atual é fruto do trabalho humano. sempre fazendo comparações com o passado e como as coisas se modificaram. o caderno que usa na escola. Faça comparações com a produção antigamente. MEIHY. como na China. onde os pais trabalham. Companhia das Letrinhas.museudapessoa.net/. diferenciando cidades naturais. Solicite que os alunos entrevistem suas mães e avós sobre as tarefas do dia-a-dia para que o levem a refletir sobre a necessidade de valorização do trabalho doméstico. Pesquise a história delas na internet para trabalhar sua origem.gov. fazendo o elo com Geografia. o que permaneceu ou não. Juntamente com matemática. Peça para que os alunos tragam embalagens de produtos que consomem todos os dias. Jose Carlos Sebe Bom. evidenciando a presença portuguesa e a formação das cidades no litoral. reciclagem. discuta hábitos de consumo.iphan. e as planejadas. Os Direitos das Crianças. por que existem trabalhos diferentes etc. depois organize-os em: nome do produto. Referências bibliográficas ROCHA. como Belo Horizonte. diferencie as etapas da produção. Por meio do diálogo. meio ambiente. Manual de História Oral. como Santos. com noções de transporte e comunicação. O trabalho doméstico deve ser apresentado como de vital importância para as famílias. etc. quem fez o pão que consumiu de manhã. considerando o trajeto casa-escola. 152 . na Índia etc. Ruth. saúde. Ao trabalhar com esse tema. nome da empresa. Disponível em www. Loyola Portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). Solicite que os alunos registrem os estabelecimentos comerciais existentes no bairro. comparando com o levantamento da história do local onde se vive. Levante dados sobre os produtos consumidos.

É algo que exige um grau de abstração. Portanto. por exemplo. os alunos desenharam objetos vistos de cima. o que nem sempre acontece com um aluno mais novo. na classe eles vão acontecer cada vez com um objetivo diferente. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. pois entendemos que a alfabetização cartográfica é um processo que inicia no 1º ano e se amplia nos anos seguintes. pois criou símbolos junto com outras crianças e o professor. aos poucos. para a criança. Mas é importante deixar claro que esse trabalho é um processo em que as etapas não podem ser “puladas”. Com o desenvolvimento dessas atividades. a visão que se tem é vertical. Nessa linguagem. não pode mais ser observado no mapa do estado. isso não é tão simples assim. Lembremos que. ela pode estar representada somente por um ponto. por exemplo. ou seja. criando legendas próprias (sem auxílio do professor) e dominando o espaço melhor do que uma criança de 6 anos. observando a visão do alto. pressupõe-se que ela já terá mapeado o próprio corpo. O aluno. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. O trabalho com vários tipos de mapas. de Istvan Banyai. ao mesmo tempo. permitindo que se perceba a relação todo/parte em que a parte está contida no todo ao mesmo tempo que o todo é formado por partes. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Porém. portanto. o bairro. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão 153 . No 3º ano. apontando e permitindo que esse aluno ouse cada vez mais na comparação de distâncias entre um lugar em relação a outros. também deve continuar. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. a escola. como em um mapa convencional. Aos 8 anos. proporcionalidade. a criança deve primeiro se colocar no papel de mapeadora do seu espaço para que compreenda o sistema de códigos utilizado nos mapas convencionais. Portanto. dos 6 aos 8 anos. O professor é fundamental nessa “passagem de visão”. mas da padaria ao ponto de ônibus. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. Além de perceber que cada mapa representa um lugar. e também outros espaços como: a sala de aula. Maquete A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. visão do alto. Assim. O que acontece no 3º ano é que algumas noções já foram construídas. Isso é interessante para perceber que embora muitos procedimentos sejam similares no plano de curso. O aluno de 8 anos tem mais facilidade de ocupar a folha toda. do Palavra Cantada. também podem ser utilizados para ampliar essa discussão. ou seja. há grandes chances de os desenhos se aprimorarem. Também terá noções rudimentares da noção de legenda. a rua da escola. Um bom exercício para se fazer com mapas convencionais é comparar a representação de um mesmo lugar em mapas diferentes. É uma convenção. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. mas as questões colocadas devem ser mais desafiadoras. os alunos podem também começar a pensar sobre títulos e legendas de cada um. não serão procedimentos repetitivos. na sala de aula. a criança já pode tomar como ponto de referência um objeto em relação a outro e não mais em relação a si própria. O mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. Mas. a maneira como se faz em mapas e plantas. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. sendo importante que o professor conheça seu grupo para saber em que momento ele pode avançar e quais pontos são passíveis de uma atenção maior. de frente e de lado. mas caminharão num sentido semelhante a uma elipse em que antigas habilidades serão acionadas para a elaboração de novos conceitos. pois as noções de escala. da editora Brinquebook. por exemplo. distâncias e direções não mais em relação à sala de aula ou à escola. A música “Ora Bolas”. Essas comparações devem gerar discussões que permitam que os alunos se questionem sobre o porquê isso acontece. adquiriu maior autonomia em suas representações. a cidade está bem menor e. que possui um tamanho significativo no mapa da cidade.GEOGRAFIA O Plano do 3º ano contém alguns acréscimos em relação aos do 1º e 2º. A grande conquista dessa idade é dos espaços e pontos de referência exteriores a si próprio. no mapa do país. até porque a criança de 8 anos já possui algumas construções mentais mais elaboradas que a criança de 6 e 7. que dá preferência a um determinado lado da folha. Neste. e o livro “Zoom”.

Um barbante pode ser utilizado para medir a sala de aula. nesse primeiro momento. nas séries mais adiantadas. altura de pessoas etc. Ou seja. seu estojo e a sala de aula utilizando os dedos. a maquete ilustrará locais cada vez maiores em relação aos anteriores. as crianças vão pensar sobre e importância de medir objetos e lugares. barbante barbante sala de aula ESTUDO DO MEIO reduzida 16 vezes 154 . por exemplo. por exemplo. se cada um utilizar um modelo de medida. os alunos deverão anotar no caderno que a sala está representada.dessas discussões. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Confeccionando a maquete do quarteirão da escola. No 3º ano. mas pode-se discutir que para um lugar ser representado em um mapa. Assim. O passo seguinte pode ser a elaboração de uma legenda que pode ser elaborada em conjunto após discussões. os pés e posteriormente registrarão de quem é o pé que foi utilizado como padrão. um papel celofane transparente pode ser colocado na boca da caixa e cada aluno utiliza a caneta de retroprojetor para “contornar” os “lugares” que observam embaixo. ele tem que ser “diminuído” muitas vezes. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. O resultado será uma planta baixa do local representado. é importante somente uma introdução. outros objetos. mas tem 16 vezes menos o seu tamanho. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. Depois o mesmo deve ser feito com a largura e dobra-se o mesmo número de vezes que o barbante anterior. esse barbante pode ser dobrado até que seu comprimento “entre” na folha de papel. Disso. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. Em Geografia. altura e largura de coisas. Depois. O professor recorta esse barbante e cada aluno cola no papel. porém. os alunos com esse conceito construído reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. e assim por diante). passa a ser pequena quando representada juntamente com outras construções e a rua. o palmo. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. As maquetes podem ser montadas dentro de caixas de papelão. Medidas é um tema comum à área de Matemática. para construir o conceito de continuidade (a escola é grande sozinha. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. Seria interessante que os alunos pudessem comparar as duas produções. o aluno perceberá que a escola que era grande e solitária em uma maquete que representava só ela. Futuramente. Supondo-se que o barbante foi dobrado 16 vezes. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. a discussão sobre escala pode se aprofundar um pouco mais. mas pequena em relação ao bairro. As crianças poderão medir a carteira. podemos ir para além da noção de um para um. No 3º ano.

O professor pode perguntar: em que lado é dia? Em que lado é noite? Essa discussão pode avançar para os pontos cardeais. número de andares) e outros. Um bom início é começar com questões como: quais bairros e regiões da cidade você conhece? O morro que avistamos fica no nosso bairro ou não? Estamos perto ou longe da praia? Perto ou longe do Porto? Uma comparação com o mapa convencional também se faz necessária para que o aluno veja que espaços que ele não é capaz de enxergar estão representados no mapa e também para que observe sua localização em relação a outros lugares. Dessa maneira. utilizando-se medidas convencionais e nãoconvencionais. a Terra é que está girando. daí a importância de se observar os títulos “Mapa dos pontos comerciais do bairro” ou “Mapa das casas dos alunos do 3º ano”. O registro dos trajetos por meio de mapas. cartas aos governantes e mudança de atitude individual. como agulha. A conversa pode iniciar com as perguntas: a sombra fica sempre na mesma direção? Vamos observar ? Os professores junto com os alunos podem medir no chão a sombra no início e no final da aula e perguntar: o que aconteceu? As crianças tendem a achar que o Sol e a Lua é que mudam de lugar. Deve-se perceber também. Ele pode e deve acontecer várias vezes e com diferentes objetivos. O estudo do meio também é importante para aguçar o senso crítico. em que direção está a entrada da escola? E o pátio? A cozinha? Os mapas convencionais também podem ser observados nesse momento para que os alunos observem a rosa-dos-ventos contida neles. e que os grupos sociais o constroem para atender necessidades próprias. dependendo do que se quer mostrar para o “leitor”. o comércio. da região que conhece para a que ainda não conhece ou com a qual não tem muita familiaridade. e assim por diante. as diferenças e semelhanças entre construções quanto a: a que se destinam (moradias. sendo que a direção em que o Sol aparece no período matutino é o Leste e desaparece no vespertino é o Oeste. Essa observação pode resultar em um desenho da rosa-dos-ventos no chão. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. Essa noção é bastante abstrata e deve ser construída aos poucos. A bússola também pode ser apresentada para a classe nesse momento. rios. Então é importante partir do local de onde ela está. por meio de campanhas. mas dinâmico. número de cômodos. podendo inclusive ser confeccionada com materiais simples. praças. 155 . No final do 3º ano. contendo a legenda do que foi observado. pontes. algumas questões sobre a cidade em que se vive também devem ser “pensadas” como: em que cidade moramos? Como ela é? Qual é o nosso bairro? Fica em qual parte da cidade? Em que se parece com os outros e em que é diferente? Esses questionamentos devem ser feitos tendo em vista que o pensamento dessa criança de 8 anos ainda é concreto. comércio). pelo estudo do meio. o represente com desenhos. em relação aos espaços. O famoso experimento científico da laranja (representando a terra) no centro. por exemplo. até porque a cidade não é constituída de bairros isolados. praias. viadutos). emprego de materiais (madeira. Muitos deles podem ser realizados na própria escola. Uma noção que já pode ser desenvolvida no 3º ano é dos movimentos de rotação e translação. Outro ponto interessante para esse ano é a observação de que o espaço é transformado pelo homem. o que é natural (morros. Ele permite que o aluno conheça o espaço. amplia a noção cartográfica e o aluno percebe que um mesmo percurso pode ser representado com diferentes enfoques. outras questões podem surgir como: em relação ao nosso grupo. porque é fruto das relações humanas. alvenaria). Primeiro as crianças podem ser questionadas sobre o que pensam a respeito do assunto. sem perceber que nós isto é. Daí a importância de perceber. no tamanho (grandes. serras) e o que é modificado (ruas. Os mapas e a bússola podem ser colocados no chão e as direções equiparadas ao desenho contido no pátio. estudo da fauna e flora locais. observar os serviços do bairro. pois sugere uma observação questionadora: as ruas do bairro são asfaltadas? Em que lugar as pessoas jogam o lixo? Os orelhões estão em bom estado? Como o meu bairro ou a minha cidade pode se tornar melhor? O que os governantes podem fazer para sanar esses problemas? De que maneira meus vizinhos podem contribuir? De que maneira eu posso contribuir? Essas questões podem ser pensadas pelo grupo resultando em alguns caminhos para a solução dos problemas. montanhas. os aspectos físico e humano caminham lado a lado e o espaço é percebido não como pronto e acabado. Essas atividades não precisam e nem devem acontecer no mesmo dia. cortiça e um copo d’água. à medida que a classe avança em suas noções espaciais. Os estudos do meio também podem ser realizados por temas. Daí. girando em torno de uma vela ou abajur (representando o Sol) dará a idéia de por que acontecem o dia e a noite. pequenas.O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica.

que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. a casa. na hora da entrevista. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. a rua da escola. mas. os arredores. histórias em quadrinhos. Mas. como já dissemos anteriormente. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? 156 . pinturas. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. em Geografia. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. O ideal é que cada aluno traga uma foto. filmes. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. políticas e econômicas. a atividade será ainda mais rica. se isso não for possível. esculturas.. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Em História. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. grafites. como exemplo. O registro sobre as mudanças é fundamental. Por meio de fotos antigas. diários de viajantes. Converse com seus alunos antes. de preferência de um lugar conhecido de todos. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. matérias de jornal. de Tarsila do Amaral. Mas não pára por aí. fotografias. ensaie antes com a classe para que. para a elaboração de questões. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. se possível. e. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. construções etc. a escola. a geografia pode contar com muitos aliados: música. para ter diferentes visões do mesmo local.Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços.. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. lugares. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. culturais. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. a turma se preocupe com o depoente.

Com as informações em mãos. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Cartazes. peça de teatro. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. Aos poucos. gráficos e esquemas. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. enciclopédia eletrônica. A partir delas. que podem culminar em uma exposição. 157 . desenhos. levantamento de interesse junto aos alunos. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. comparar com outras imagens. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Enfim. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. levantando hipóteses próprias. Além dos textos. textos da Internet. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos.É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero.

como organização e rigor nas observações e análises. PROCEDIMENTAIS • Formulação de perguntas e suposições sobre o tema proposto. • Existência de diferentes componentes (água. • Poluição das praias. por exemplo. semelhanças e diferenças. sobre os fenômenos observados e respeito. ao trazer imagens para um mural). • Valorização de atitudes e comportamentos favoráveis à saúde. • Planejamento. luz. principalmente os utilizados pelo homem na alimentação. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. tomando como base suas vivências e buscando mais informações. fonte de luz e calor. solo. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Destruição dos ambientes naturais. • Elaboração de critérios para classificação de diferentes tipos de seres vivos. • Identificação das características de alguns seres: forma. • Conhecimento. • Espaço habitado (cidade). Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Dia e noite • Luz. Serra do Mar. • Observação da diversidade de seres vivos presentes nos ambientes e a existência de outros componentes ambientais (ar. volume. lago etc. • Emprego de medidas padronizadas de tempo e as não padronizadas de massa.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. encaminhando diálogos que permitam relatos. calor. solo. qualidade dos alimentos e ambientes em que vive. ar. • Registro de informações. • Levantamento de dados e investigação da regularidade dos acontecimentos e dos fenômenos que ocorrem no ambiente. para o seu crescimento e desenvolvimento. • Seres vivos e materiais e suas utilidades para o homem (alimento.) • Seres vivos e não vivos. • Seres vivos ameaçados de extinção 158 . morros. comprimento. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. • Dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. • Ambientes naturais (floresta. • Sol. medicamentos. • Preservação do ambiente. água. vestuário. mangues. seres vivos). luz. fabricação de objetos etc. com auxílio do professor. de pequenos experimentos para constatação da dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. • Ambientes pouco modificados pelo homem (campo). como organização e rigor nas observações e análises. elaboração de tabelas simples de comparação ou estatística. vestuário. em relação à alimentação e à higiene. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. calor). sombra e escuro. em todas as vezes que as atividades exigirem. sobre as opiniões dos colegas ao trocar idéias. matérias-primas). • Demonstração dos cuidados com a higiene pessoal. tamanho. • Respeito e apreço pelos seres vivos que vivem nos diferentes ambientes. • Comparação entre diferentes tipos de ambiente naturais e modificados pelo homem investigando características comuns e suas particularidades. • Desenvolvimento de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os animais e responsabilidade para com eles. materiais de construção. Diversidade dos seres vivos • Relações entre seres vivos e o homem.

159 . • Animais em cativeiro. • Herbívoros. • Animais transmissores de doenças. • Jardim. • Animais selvagens e domésticos. peixes. • Aquáticos e terrestres. A fauna: Animais • Sustentação e locomoção (presença ou não de coluna vertebral. sobre os assuntos em estudo. • Higiene e saúde. • Necessidades vitais das plantas. Corpo humano e saúde • Noções de crescimento e desenvolvimento. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas e entrevistas com familiares ou profissionais de diferentes áreas. • Prevenção de acidentes com animais. horta e pomar. • Ovíparos e vivíparos. carapaça e musculatura em animais aquáticos e terrestres). • Domesticação de animais. répteis e anfíbios. • Germinação (experimentos). carnívoros e onívoros. • Reprodução por sementes. • Animais de estimação. aves.CONCEITUAIS A flora: vegetais • Tipos de vegetais ( aquáticos e terrestres ). • Animais que podem picar ou morder. • Partes dos vegetais. • Algumas características dos mamíferos. • Reprodução humana. • Plantas tóxicas. • Higiene dos alimentos.

3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. necessários em seu dia-a-dia. na resolução de situações-problema do cotidiano. • nomenclatura. • sucessor e antecessor. utilizando para tanto conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. • Curiosidade por questionar. • Respeito pelo pensamento do outro. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. • multiplicador até 9. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situaçõesproblema. • Leitura. • números ordinais (até 20). Educativa) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999 • centena. • Subtração • situações de tirar. • Aplicação de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • Uso da multiplicação como idéia de juntar quantidades iguais. • Uso do conceito de subtração. • Interesse e curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo. que envolvam números naturais. • Multiplicação • situações que representam adições de parcelas iguais • situações que envolvam a idéia combinatória. • multiplicando até 3ª ordem (centena). PROCEDIMENTAIS • Observação de números no contexto diário. escrita. na resolução de situações-problema do cotidiano que envolvam números naturais. • dúzia e meia dúzia. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. 160 . :. -. • nomenclatura. • ordem crescente e decrescente. • com e sem reagrupamento. • Valorização da troca de experiências com seus pares como forma de aprendizagem. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. • Utilização de sinais convencionais (+. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Adição • situações de juntar e acrescentar • operações com duas ou mais parcelas. acrescentar quantidades. explorar e interpretar os diferentes usos dos números. como idéia de juntar. • par e ímpar. comparar ou completar • operações com e sem reagrupamento. como idéia de tirar. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura. x. • Exposição e registro preciso de informações. • Uso do conceito de adição. comparar e completar quantidades. combinatórias e organização retangular na resolução de situações problema que envolvam números naturais. idéias e cálculos. =) na escrita das operações. • operação inversa. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. como fonte de aprendizagem. • valor posicional.

• situações de repartir uma quantidade em partes iguais. Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. resultados de campeonatos e jogos. relação dos nomes dos alunos. etc. Grandezas e Medidas • Noções de medida: • comprimento • capacidade • massa • medidas padronizadas e não-padronizadas • tempo (dia. quente etc) • o valor dos objetos – medidas monetárias Tratamento da informação • Leitura e elaboração de listas. Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • com e sem reagrupamento. • metade. 161 . Uso da divisão. ensolarado.• • • • • • produto até 999. • Simetria. Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura • dobro e triplo. Estabelecimento de comparações entre objetos do espaço físico e objetos geométricos. • exata e não exata. • divisor até 9. • Classificação dos sólidos geométricos que rolam e que não rolam. Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos e as formas geométricas em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e de suas características: arredondadas ou não. Relação entre as unidades de tempo — dia. simétricas ou não. na resolução de situaçõesproblema. semestre. medidas e códigos numéricos. do cotidiano que envolvam números naturais. na resolução de situaçõesproblema presentes no cotidiano. frio. Divisão. tabelas e gráficos simples. ano. bimestre. Construção e representação de formas geométricas. bimestre) temperatura (nublado. mês. • Percursos e trajetos e pontos de referência. retângulo. Situações-problema que envolvam contagens. semana. Utilização de calendários. Elaboração de registros e organização de informações. • determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos • • • • • • • • • • • • • Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado. chuvosa. • nomenclatura. mês. semana. • nomenclatura. etc). empregando números e quantidades. Comparação de grandezas de mesma natureza. como idéia de repartir em partes iguais. Leitura de horas em relógio de ponteiros. • dividendo até 99. triângulo e círculo.

Internet. Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint. Mesa Alfabeto. Paint. etc) Internet • • • 162 . • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid. • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. etc). Portal Educacional. • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. menu iniciar. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • PROCEDIMENTAIS Uso adequado de drive de disquete e cd-rom. assim como dos outros hardwares apresentados. janelas do Windows e/ou Linux. minimizar. de comunicação e convívio social. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Uso da linguagem computacional: ícones. clique. • • ATITUDINAIS Interação com seu grupo de forma cooperativa. • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos.

piadas. Leitura • Textos orais e escritos de diferentes categorias: bilhete. dança. Enriquecimento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). 163 . • Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Apresentações orais para o coletivo. fábulas. Uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. Escrita • Produção individual e coletiva de textos. Construção de autonomia leitora. • Leitura e interpretação de textos com estratégias combinadas (decifração. Utilização de textos de diferentes tipologias na prática diária da leitura. contos de fadas. • Adjetivo. reflexão e seleção das idéias. • Sinais de pontuação (dois pontos. menus. mímica. encadeando idéias coerentes e cronologicamente organizadas.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. adivinhas. relatos. parênteses e aspas). • Sinônimo /antônimo. Prática da leitura por prazer. número e grau do substantivo (comum. notícias e embalagens. • Articulação entre língua oral e escrita. Produção individual e coletiva de textos. a partir de planejamento. orientação. seleção. Produção de livro de receitas ou outro gênero que enfoque o uso de textos instrucionais. fotografia. Preparação (ensaio) para apresentações orais. instruções de jogos. a fim de tecer generalizações e ampliar do repertório. canções. • Paragrafação. • Textos extraverbais (ex. • Reescrita de textos. Seleção de vocábulo pertinente à coerência de cada tipo de produção escrita. histórias em quadrinhos. Coerência em diálogos. próprio. • Letras maiúsculas e minúsculas. entrevistas. Observação de gêneros e suas funções sociais específicas. simples e composto). Uso constante do dicionário. receitas. Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. anúncio. poema. Aplicação de novos vocábulos nas composições escritas. Criticidade quanto às suas produções escritas. Aplicação de letras maiúsculas ou minúsculas de acordo com a necessidade evidenciada pelo texto. • Ordem alfabética. pintura. música. Observação de palavras cuja classificação já é conhecida. lendas. antecipação. • Verbo (ação e concordância verbo-nominal). Hábito do questionamento sobre as regras da língua formal. inferência e verificação). • Itens da gramática normativa: Gênero. Combinação de estratégias de entendimento dos textos que integram a competência leitora. • Acentuação (agudo e circunflexo). Autonomia crescente nas produções escritas. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Participação social. concordando nomes e ações. escultura. arquitetura). • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão.

o Regularidades Morfogramaticais (terminação em U ou L – ex: pastel. etc – e terminação em Am ou ÃO – ex: chegaram ou chegarão). a partir de um tema gerador previamente selecionado. o 164 .• Regularidades Contextuais (o uso do R/RR e M antes de P e B). sol o tomou. o Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. o Irregularidades ortográficas.

o o o o o 165 . party. idade: How old are you? I’m…years old. Contato com músicas.. cake. dos substantivos com adjetivos no singular e plural. coke. Respeito ao momento em que o outro fala. alimentos: sandwich. cake. balloon. hamburger. Uso do alfabeto para soletrar nome.. ouvindo com atenção. CDs e internet. pen.. mouth.. pencil sharpener. book. How are you? I’m fine. black. shoulders.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. table. orange. Is it a…? Alfabeto completo. blue. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. objetos da sala de aula: blackboard. bike. Uso dos nomes dos objetos utilizados em uma festa. yellow. arm(s). horse. partes do corpo humano: head. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. hello. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. green. do vocabulário e diálogos aprendidos. presentes de aniversário: What are your presents? It’s a . notebook. eye(s). dos membros da família: He/ She is my. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. cookies. Vocabulário: números: 1 a 20. toes. juice. And you? Apresentação: What´s your name? My name is …. em situações cotidianas. hand(s). objetos da sala de aula: What’s this? It’s a . duck. dos presentes para crianças e suas respectivas cores. red. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso. schoolbag. sobrenome e palavras que ainda não sabe escrever em inglês. feet. pessoas.. thanks.. ear(s). festa de aniversário: presents. cores: brown. white. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • o o o o o • • o o o Cumprimentos: hi. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. leg(s). book. good afternoon. crayon.. nose. pencil case. ice cream. na ordem correta. animais da fazenda: What is it? It’s a.. party hat.. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. pink. Uso. teddy bear. good night. pencil.. Perguntas e respostas sobre: cores: What color is it? It’s . good morning. candles. brinquedos: dog. good-bye. knee(s). Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. animais da fazenda: cow. finger(s). brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por meio de vídeos. hot dog. rabbit. good evening. Uso dos números para quantificar objetos. Uso dos nomes dos alimentos para fazer um lanche. desk. pig. gray. foot.. pizza. doll. purple. os membros do corpo e indicar a idade.

cousin(s. she. 166 .CONCEITUAIS o membros da família no singular e plural: father. it. Thanksgiving and Christmas. uncle(s).presente simples • Pronomes pessoais: I. • Manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana: Valentine’s Day. mother. grandmother(s). brother(s). Father’s Day. Halloween. to like . sister(s).] • Verbos: to be. you. aunt(s). Mother’s Day. grandfather(s). Easter. he.

Andamentos (rápido / lento / intermediário). acento e desenho rítmico das melodias. • Percepção e marcação do pulso e do acento nos compassos e do desenho rítmico da melodia. utilizando instrumentos de percussão. objetos sonoros. • Interpretação. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. observação. brinquedos cantados. • • • • • • • • • 167 . Pulso. Atribuição da devida importância aos diferentes gêneros musicais propostos. descendente. Gráfico sonoro: som e silêncio. pulso e acento. • Jogos de imitação e improvisação – células rítmicas e melódicas. jogos. Hino Nacional Brasileiro. • • • ATITUDINAIS Valorização das próprias produções. brincadeiras. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. • Canto coletivo. reconhecendo os instrumentos musicais. danças. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. de entoação de intervalos e graus conjuntos). brinquedos cantados. de outras crianças e da produção de arte em geral. Manifestações Folclóricas: jogos. canções. • Intensidade – dinâmica das canções. identificação. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • Lateralidade: frente/atrás. exercícios de percepção. sonorização de histórias. embaixo/em cima. direita/esquerda.direção sonora (ascendente. reflexão e contextualização das letras das canções. Interesse. • Representação rítmica e melódica por meio de gráfico sonoro. do cotidiano. brinquedos cantados etc. gestual. dinâmica etc.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. pulsação. por meio de canções conhecidas.fonte sonora. Hino da Bandeira. mesma altura) • Timbre . • Formação de repertório: canções infantis. • Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio do aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. prontidão e concentração por meio de jogos. PROCEDIMENTAIS • Audição. percebendo o que pode ser mais saudável. Identificação das propriedades do som • Altura . • Expressão corporal. MPB e Hino Nacional Brasileiro. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. destacando-se o compositor e sua breve biografia. sons ascendentes e descendentes. parlendas. folclóricas. Valorização e responsabilidade pelos sons do ambiente. improvisação. Canto coletivo. percussão e movimentos corporais. Música erudita. • Duração – células rítmicas. • Prática de atividades corporais estimulando a locomoção. representação e demonstração das propriedades do som por meio de pesquisas. • Apreciação da música erudita. levando a uma melhor qualidade de vida.

• Utilização de técnicas teatrais como forma de expressão. Respeito às normas de funcionamento. • Construção de objetos artísticos como produção cultural. • Experimentação da expressão artística tridimensional. • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Valorização da solidariedade e da cooperação. Respeito à própria produção e à do outro. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • Cores neutras Nuance de cores Arte indígena ( Sugestão: tecelagem ) Formas ( Sugestão: Volpi e Kandinsky ) Escultura (Sucata) Dobradura Cores quentes e frias Arte africana Teatro de sombras Mosaicos Desenhos figurativos e abstratos Jogos dramáticos Expressão corporal PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. às idéias dos demais. • Experimentação de materiais diversificados. • Utilização da cor. forma. textura e linha na produção artística. gestual. • Observação da diversidade cultural através da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. por meio do uso da sucata como matéria-prima artística. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Valorização do próprio corpo e do espaço que ocupa. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Cuidados na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Desenvolvimento da criatividade. facial e plástica. • Exploração e comunicação na forma de expressão corporal. • Socialização e registro na forma de produção artística. 168 . Valorização ambiental. • Participação em jogos dramáticos. suas possibilidades. recursos e plasticidade.

chutar. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. bater. amortecer. gráfica. apoios variados. Uso da atenção. • • • • • • • ATITUDINAIS Reconhecimento. saltar. Noções de higiene e saúde. Valorização da convivência solidária ao invés da competitiva. rolar. arremessar. saltar. engatinhar. amortecer. Cuidado com o próprio corpo. agilidade e habilidades motoras. rebater. Movimentos de habilidades (correr. simbólicos. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • Jogos sensoriais. rastejar. • • • 169 . Utilização das diferentes linguagens: verbal. rolamentos. etc. rebater. Respeito e reconhecimento das diversidades de idéias. Utilização de habilidades (correr. Atividades com jogos cooperativos. Discussão das regras dos jogos. bate. Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. Reconhecimento da importância do cuidado com o próprio corpo. assim como em danças. Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. observação e memória. arremessar. Exercício da cooperação durante as atividades. saltos. • • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos pré-desportivos. chutar. Respeito às suas possibilidades e limitações corporais. Brincadeiras cantadas. atividades em equilíbrio. motores. Elaboração e desenvolvimento de jogos. matemática. Atividades com noções de equilíbrio. desenvolvendo atenção. rolar.) Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. brincadeiras e danças cooperativas. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. Movimentos por meio das possibilidades: arrastarse. plástica e corporal. Criação de brincadeiras. Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. girar) durante jogos. Respeito às regras. Resolução de problemas corporais individualmente. como meio para produzir. flexibilidade e direção. expressar e comunicar idéias. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. Participação em atividades rítmicas e expressivas. girar. Circuitos de força. jogos populares. observação e memória. receber. valorizando a participação de todos. força. Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. brincadeiras ou outras atividades corporais. velocidade. Valorização dos momentos de reflexão. Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. com ajuda do professor. Participação em jogos coletivos. brincadeiras e danças. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. Atividades em sala de aula. respeitando as diferenças.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização de algumas diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano.

Modos de viver • As moradias de ontem e hoje. Aceitação das diferenças e características de cada um. origem etc. • Pesquisa oral ou escrita sobre a escola. • Coleta de dados por meio de entrevistas. gostos. colagem etc. • Crianças que vivem no campo. PROCEDIMENTAIS • Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutem na melhoria das relações pessoais. coletas e organização de informações obtidas em diferentes fontes. • Comparação entre os modos de vida das crianças. em aldeias indígenas. • O tempo histórico: as mudanças visíveis nas pessoas com o passar do tempo (linha do tempo). Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. o respeito às diferenças: direitos e deveres das crianças. • As maneiras de medir o tempo: ontem. • Produção de pequenos textos com a ajuda do professor. Valorização da escola como lugar de aprendizado. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. Aceitação das diferenças e características de cada um. Respeito às diferentes pessoas do seu convívio escolar. obras de arte. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Registro das descobertas por meio de tabelas. Família • O grupo familiar e suas relações. • Registro coletivo de rotinas diárias por meio de quadros de horário e calendários. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. • Elaboração de linha do tempo com fatos principais da vida do aluno e/ou da escola. lazer. • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. • Mudanças e permanências. • Famílias de ontem e hoje. • • • • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito mútuo. Empenho nas atividades realizadas em grupo e individuais. Valorização da diversidade cultural dos povos e suas contribuições. semelhanças e diferenças entre formas de viver. diferenças e semelhanças em relação aos costumes. • Crianças de ontem e hoje: permanências e mudanças ao longo do tempo. que trabalham etc.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Identidade: eu e os outros • A diversidade existente entre os alunos. Valorização da expressão artística da cultura brasileira. • Elaboração de linha de tempo com dados coletados. Valorização da própria história e da família. • Pesquisas. jornais etc • Elaboração de árvore genealógica da família do aluno. • Transformações e permanências dos costumes das famílias das crianças. Respeito às regras produzidas coletivamente. na cidade. • Uso de fontes documentais sobre a vida do aluno e/ou escola. 170 . desenhos. revistas. • Elaboração de registros pictóricos sobre festas juninas. quadros comparativos. respeitando o pensamento do outro. • Observação e análise de imagens de fontes diversas: fotos. formação familiar e formas de morar de ontem e hoje. de sociabilidade e de trabalho. hoje e amanhã.

• Manifestações artísticas: o festas juninas ( músicas. escola rural e outras realidades. objetos etc. 171 . • As escolas existentes em Santos. funcionários. costumes alimentares e vestimentas ). tipos de aula. • História da escola: origem. • A escola de hoje e ontem: vestimenta. danças.CONCEITUAIS A escola • A escola como local de aprendizagem. endereço. brincadeiras. • Diferenças entre escolas: escola indígena. nome. ex-alunos etc.

livros. • Distâncias e direção ampliando noções anteriores: perto de. destacando-se os tipos de moradias construídas pelo homem de acordo com sua cultura e necessidades. • Leitura. abaixo de que – deslocando o eixo de si próprio para outros pontos de referência. utilizando o corpo e a paisagem como ponto de referência – posição do sol e sombra. • Diferentes técnicas de transformação da natureza. • Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. entrevistas. • Relação entre as pessoas e o lugar onde vivem nos aspectos de identificação. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. • Profissões envolvidas nos processos de transformação do espaço. • Mapas de diferentes tipos privilegiando os que registram localidades próximas do aluno: sua rua. • Registro por meio de desenho e/ou fotografia das paisagens próximas. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Leitura de imagens diversas – fotografias. tais como lazer. • Diversidade cultural da comunidade em que se vive. escola. litogravuras. quadros e outros – observando paisagens naturais e modificadas.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Características físicas do caminho casa-escola reconhecendo a paisagem natural e as modificações realizadas pelo homem. comparando os do próprio bairro com os de outras localidades conhecidas. transporte e outros. elaboração e interpretação de diferentes tipos de mapas e plantas com auxílio do professor e do grupo. internet. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. 172 . desenhos. observando suas características étnicas. saúde. • Atitude responsável em relação a ambientes de convívio. cidade. PROCEDIMENTAIS • Orientações espaciais. enciclopédias. hidrografia e clima a partir do ambiente próximo. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. mapas simples e outros. • Valorização da diversidade cultural e étnica da comunidade de convívio. • Observação da paisagem próxima reconhecendo as modificações realizadas pelo homem. • Paisagem de Santos observando-se seus aspectos biofísicos: relevo. longe de. • Elaboração de gráficos simples como forma de sintetização e organização de dados e informações com auxílio do professor e do grupo. bairro. na produção industrial e artesanal e outras. • Serviços do bairro. fotografias. em cima de que. afetividade e condições sociais. • Confecção de bússola artesanal.

que julguem importantes. • Os valores aproximam. Pesquisa por meio de entrevistas percebendo que as construções religiosas são tão mais ricas quanto mais coletivos e coletivizados forem os processos de relação. Manifestação de curiosidade e interesse pela religião do outro. Comparação entre as idéias diferentes do Transcendente de cada Tradição Religiosa para as pessoas e grupos. • • • • • • • ATITUDINAIS Valorização da família. Reconhecimento da singularidade de cada um. Seleção e organização valorativa de fotos. Semelhanças entre as Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. Símbolos • A força do símbolo em “re-unir”. • Os símbolos no cotidiano. Respeito aos sentimentos do outro. Valorização da troca de ideias e de opiniões. Uso cotidiano de expressões de cortesia. Valorização da justiça. • Os símbolos religiosos intensificam a relação com o Transcendente. • Normas coletivas de convivência. da solidariedade e do diálogo. Narração de fatos importantes da vida do aluno e família. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Levantamento das Tradições Religiosas existentes na sala de aula e entorno. descrevendo seus significados. Observação de que existem maneiras diversas de nomear o Transcendente em cada Tradição Religiosa. símbolos em geral. Adoção de atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas e compreensão. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente constrói-se de maneiras diversas.3º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • Eu e o Outro – Eu. Respeito ecopedagógico • Conscientização da necessidade de mudança de valores e atitudes no sentido da formação do eco-cidadão. 173 .

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 4º ANO Ensino Fundamental 174 .

A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. Dificilmente. Dessa forma criam-se situações em que. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. a investigação. cabe ao professor selecionar. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. No entanto. em língua portuguesa. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. a busca de informações. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Sendo assim. com o outro e com o ambiente. Desse modo. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. elaborados e acumulados pelo homem. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. busca e registro de informações. A partir disso. Para que ocorra a problematização. a transversalidade. Nesse tipo de observação os alunos podem 175 . animais etc. é construído com a intervenção do professor. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. o aluno necessita coletar novas informações. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. de gerações a gerações. Mas esse processo não é espontâneo. o trabalho em grupo. para encontrar soluções. sobre os fenômenos naturais. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. Ao longo do ensino fundamental. comparação. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. Para aprender Ciências. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. Para tanto. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. Sendo assim. a experimentação e a leitura de textos. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Da mesma maneira que. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. criando situações interessantes e significativas. experiências valores culturais e sua observação natural. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. vegetais. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. como a problematização. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos.

o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. sempre que possível. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. A atuação do aluno é. assim como a reconstrução de categorias de ideias. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. como fotos. esquemas. sugando o ar que está lá. ou seja. para que os alunos entendam o que significa sólido. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. compreender procedimentos. É o caso que envolve visitas. Além disso. portanto. identificar. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. etc. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. muitas vezes. mapas. Nessa fase. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. vídeos. como microscópios. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. analisar. com a ajuda ou não do professor. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. Por exemplo. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. Na observação indireta. em situações reais de comunicação. Experimentação Por meio dela. seres vivos. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. Além do desenho. elaboração de listas. por exemplo. etc. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. nesse sentido. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. sintetizar. como por exemplo. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. Os alunos podem comparar entre si objetos. Um dos objetivos dessas atividades é. tabelas. lupas. manipulação de objetos e materiais e construções. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. e entender a idéia de pressão. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. levantadas em um determinado problema. As experiências sugeridas não devem. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Trabalho com projetos Os projetos. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. entre outros. líquido e gás.utilizar todos os sentidos na busca de informações. pequenos textos. de estudos do meio e de Webquest. fundamental. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. na produção de um texto coletivo. criar atividades. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. listas. esquemas. gravuras. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. justamente. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. materiais. de modelos científicos como argumentar. 176 .

Jogos e atividades lúdicas O jogo. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. a sua parte universal. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. Ampliar conhecimentos. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. além de fornecer motivação. pode resultar em aprendizagem conceitual. Recursos tecnológicos e Temas transversais”. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. de procedimentos e de atitudes. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. Normalmente. um programa de TV. Algumas fontes e transformações de energia são abordadas também neste bloco. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. etc. ampliam-se as noções de ambiente natural e ambiente construído. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. e. Por exemplo. os temas são aleatórios. testar as habilidades. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. Neste ano. Escolhido e orientado pelo professor. por um lado. para este ano. esses assuntos podem ser vistos por enfoques de diferentes conhecimentos científicos nas relações com aspectos socioculturais e devem se trabalhados em conexão com o bloco “Ser humano e Saúde. que têm. De certo ponto de vista. A poluição dos ambientes também é trabalhada como resultado de diferentes interações do homem com seu meio. ao ar. a História e a Geografia. 177 . desenvolvimento de iniciativa. Ambiente Das temáticas ambientais consideradas consagradas no ensino de ciências. uma notícia de jornal. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. estabelecimento de regras. O importante. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. associados a diferentes atividades humanas. um filme. Esses componentes também são investigados como recursos naturais. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. os conteúdos são extensos. por outro lado. Hoje em dia. à poluição e à energia. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. por exemplo. ao solo. elencamos. ou seja. levando-se em consideração a realidade do aluno. As atividades lúdicas. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. se possível. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. Tratados como temas. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. com outras áreas do conhecimento. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. expressar a imaginação. estudando-se seus usos e consequências. especialmente o solo e a água. o que representa a sua comunidade. os conteúdos relacionados à água. o seu aspecto individual e. como a agricultura e a ocupação urbana. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. tomada de decisões. como o respeito aos colegas. quando proposto como atividade lúdica. por meio do estudo das relações entre seus elementos constituintes.

Em outras palavras. a doença passa a ser compreendida como um estado de desequilíbrio do corpo e não de alguma de suas partes. mas apresentam variações individuais. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. Pode-se então compreender que o estado de saúde é condicionado por fatores de várias ordens: físicos. em um bimestre. por um determinado tempo. Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. orienta esta temática. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre o tema. como por exemplo. o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo. o que o identifica como individualidade. Esses conteúdos. que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito. • A água como solvente (misturas). Esses ritmos apresentam um padrão comum para a espécie humana. abrangendo os conteúdos conceituais. isto é. Recursos tecnológicos Neste bloco. e assim por diante. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. A falta de um ou mais desses condicionantes da saúde pode ferir o equilíbrio e. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. Transpira-se mais ou menos e urina-se mais ou menos. Assim considerado (um sistema. Se há necessidades básicas gerais. conforme a temperatura ambiental e as atividades realizadas. Portanto. mas cada corpo é único. Trabalhando com a perspectiva do corpo como um todo integrado. pode-se compreender que o corpo humano apresenta um equilíbrio dinâmico: passa de um estado a outro.Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. Exemplificando: Vamos supor que o professor escolha o tema Água no planeta. que o identifica como espécie. como consequência. • Estados físicos e mudanças de estado. E esta é outra ideia extremamente importante a ser considerada no trabalho com os alunos: o corpo humano apresenta um padrão estrutural e funcional comum. volta ao estado inicial. fruto das interações entre suas partes e com o meio). • Características e propriedades da água. o corpo apresenta funções rítmicas. aparelhos. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. deverá fazer uma seleção dos principais conteúdos conceituais com os quais quer trabalhar. 178 . instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. deverão abranger os três blocos do ano. psíquicos e sociais. todos os dias. pode fazer o corpo adoecer. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. sempre que possível. Vamos selecionar alguns conteúdos dos três blocos que podem interessar para o planejamento: • Presença da água na natureza. O equilíbrio dinâmico característico do corpo humano é chamado de estado de saúde. Primeiramente. • Importância da água para os seres vivos. há também necessidades individuais. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. máquinas. Por exemplo: a temperatura e a pressão variam ao longo do dia. Uma disfunção de qualquer aparelho ou sistema representa um problema do corpo todo. que se repetem com determinados intervalos de tempo. ou seja.

a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. por exemplo. para um trabalho mais amplo. dos seres vivos e dos rios é a mesma? A água na natureza jamais acaba? permitem discutir a presença da água no planeta e suas transformações. É interessante que os alunos verifiquem e/ou sejam informados de que a água na natureza se encontra misturada a outros materiais: o mar é uma mistura de água. em que o mesmo tema é sugerido. mas com os enfoques de cada área. Os alunos poderão.seres vivos Poluição da água e suas consequências Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela água poluída ou contaminada. Ainda relacionado à qualidade da água como solvente. geleiras. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. misturada ao solo. deverá priorizar com quais conteúdos procedimentais e atitudinais referentes ao assunto. seus sintomas. as quantidades de sais dissolvidos e a constituição do fundo dos rios e dos mares. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. São inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos relacionados com a presença da água no planeta. na torneira. Por meio de experimentos. filtração da água lodosa. A escolha dos estudos a serem realizados pode tomar como referência os problemas ambientais locais. na chuva. principalmente com Geografia e História. investigar algumas relações entre água. para que sirva à sua • • • • • • 179 . Possibilita ao professor conhecer as representações dos alunos e organizar os passos seguintes de sua intervenção. rios. à coleta de lixo e à preservação do ambiente. vários sais e outros componentes. estuda-se sua importância para a higiene pessoal e ambiental. a urina e o suor são misturas de água com diferentes materiais. estudando-se sua variedade e suas composições: as formas de vida presentes. pela ideia de transformação. A garantia da saúde da população é o acesso à água tratada. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. Ética. evaporação e condensação da água de sucos vegetais também constituem oportunidades de discutir as possibilidades de muitos materiais dissolverem-se na água. Investigações sobre as formas com que a água se apresenta no ambiente podem ser organizadas de modo a permitir a verificação da existência de água nos mares. Observações diretas e indiretas e leituras são meios de os alunos obterem informações sobre a relação da água com as diversas atividades humanas. ao escoamento e tratamento dos dejetos. irá trabalhar. por exemplo. Podem ser abordados os ambientes aquáticos.Ciclo da água na natureza Relação água . os alunos podem estabelecer a relação entre troca de calor e mudanças de estado físico da água. constituem-se em convites para os alunos expressarem suas suposições. a relação com a luz. pois o que muda é a forma como se apresenta o seu estado físico. possibilitando uma aproximação do conceito de ciclo da água. é possível essa verificação. buscarem informações e verificá-las. Por meio de atividades experimentais orientadas pelo professor. Levando-se em conta as características da comunidade com que trabalha e os objetivos que intenciona cumprir. a causa dessa mudança é a troca de calor entre a água e o meio. concluindo. nos poços. verificando também se há a possibilidade de fazer conexões com alguns temas transversais. um suco vegetal contém água misturada a vitaminas. algumas investigações sobre o saneamento básico. Da mesma maneira. nos canos. Higiene pessoal e ambiental Saneamento básico. o professor poderá propor para a sua classe. bem como por intermédio de alguns processos simples de separação de misturas. que a água é a mesma. no corpo dos seres vivos. os alunos entram em contato com o fato de a água ser um solvente. que são medidas de caráter preventivo fundamentais à manutenção da saúde. É importante. Esse conhecimento é fundamental para a compreensão de como a água se transforma. abrangendo as doenças de veiculação hídrica. Meio ambiente. Enfim. como Saúde. tal verificação suscita dúvidas que são esclarecidas à medida que os alunos conhecem as propriedades ou características da água. decantação da água salgada ou lodosa. Problemas relevantes como: onde existe água no planeta? A água das nuvens. o sangue. entre outras. Essas questões. Ao mesmo tempo. A poluição da água por lixo e esgoto e seus problemas. seres vivos e outros materiais. Ao verificarem que diferentes materiais podem estar dissolvidos na água. sais minerais e outras substâncias. calor. modo de contágio e prevenção são assuntos que não poderão faltar.

tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. ao desenvolvimento de valores. um texto ou trecho de texto. ou seja. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. proceder a determinadas formas de registro. Desta forma. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. que interprete uma história. estabelecer relações. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos.aprendizagem. de procedimentos e de atitudes. à construção da cidadania. uma figura. 180 . cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. um problema ou um experimento.

A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. Segundo MACHADO (2002). nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. interesses. medidas e estatística. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. Assim. As atitudes que as pessoas aprendem. em situações de desafio. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. mapear e tecer. Dessa forma. para isso. não enfatizar só um aspecto da matemática. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. acentuar as condições e as consequências positivas. Nessa concepção de ensino. não a utilizar como punição. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. • autonomia nos esforços. no processo e. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Nesse processo de construção do conhecimento. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. Por outro lado. podemos trabalhar com noções de geometria. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. o cognitivo. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. considerando aspectos transversais. desafiadoras e interessantes de ensino. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. sentimentos. aberta à incorporação de novos conhecimentos. também aprende na interação com seus parceiros. além de explorar ideias numéricas e contagem. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. possibilitar discussões em grupo. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. acentuamos a ideia de que o aluno. Sendo assim. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Alunos e professores interagem e crescem. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. Para atingir os objetivos. o afetivo e o motor. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. Considerando essas dimensões. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. evitar humilhações. além de ser agente da construção de seu conhecimento. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. utilizar material concreto. As crianças têm ideias próprias. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. isto é. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. encorajar a autonomia para a aprendizagem. • prazer na resolução de problemas. mediar. tais como: 181 .

etc. Assim. levantar hipóteses. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. Toda criança encanta-se por desafios. da língua materna e da combinação de ambas. o professor deve saber que: .). flexibilidade dos processos mentais. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. charada.Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. • retenção da informação matemática. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas.a essência está no problematizar. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. 1803. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. troca entre os alunos. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. . Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema.é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. os dados e a operação a ser usada. livro de problemas ou problemoteca. ler. No processo educativo. um repertório como apoio. interpretar e produzir textos. comunicar ideias. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Para a formulação de problemas. a pergunta e a resposta. problema com rima. Quando os alunos formulam problemas. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. conto. divisor. • processamento da informação matemática (generalizar. Quando falamos sobre a resolução de problemas. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet.problema é toda situação que permite problematização. semelhanças e diferenças entre os textos. etc. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. reversibilidade. dobro.39). Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. dos quais se originam toda a ação” (Kant. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. simplicidade. ou seja. Enquanto resolve situações-problema. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. ao trabalhar com a resolução de problemas. 182 . criação de um banco de problemas. Ao formular problemas. percebem a relação entre os dados apresentados. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. resumir os processos. economia e racionalidade da solução. . Que opere por princípios. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. o aluno aprende matemática. p. articulam o texto. inclinação pela claridade. Sendo assim. acreditamos que. um processo investigativo. tendo assim. estabelecer relações e aplicar conceitos.

de maneira lúdica. respeitar regras. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. até mesmo. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. com muitas soluções. desafio ou jogo. sem solução. conteúdos importantes. sem deixar marcas negativas. enriquece suas aulas. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. propaganda. de um fôlder. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. imagem. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. num jogo. coletados da cultura popular. os erros e. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. mecânica e repetitiva. podendo. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. porém não de forma rotineira. Na bibliografia desse trabalho. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. propiciando novas tentativas. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Além de jogar.A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. contar histórias desses povos. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. com excesso de dados. autoconfiança e autonomia. bem humorados. Por meio dos jogos. Os problemas devem ser desafiadores. durante o ano. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. a partir de um gráfico ou tabela. Números e operações. podemos trabalhar. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. divulga os mais interessantes. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. Por isso. dicas 183 . etc. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. folheto. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. fotografia. cardápio. principalmente para crianças dos anos iniciais. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. enigma. por exemplo. receita. As tentativas. Assim. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. com ilustração irreverente. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. o que foi difícil. novos problemas são introduzidos na caixa. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. charada. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. com dados insuficientes. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. um jogador ganha e outro precisa perder. a necessidade. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Na construção da problemoteca. Cada criança controla na sua tabela. os problemas que já resolveu.

com os personagens. percepções e experiências. entre outras coisas. os alunos podem elaborar o final da história. suas dúvidas. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. etc. (SMOLE. suas aprendizagens. o professor poderá analisar a capa. 184 . Dessa forma. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. etc. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. álbum seriado. das diferentes respostas obtidas. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. características e acontecimentos na história. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. Nesse sentido. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. Assim. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. o giz e o livro didático”. expectativa. o jogo não se tornará mero lazer. Além da socialização de idéias.para se jogar melhor.. p. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. usar a literatura infantil “. nesses casos. assim como explore lugares. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. 1996. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. enquanto lê. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. problematizações especialmente preparadas para isso. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. em que os alunos levantam e testam hipóteses. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. Depois. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. A partir da discussão estabelecida. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às ideias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. Além disso. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele.. Segundo SMOLE (1999). Você pode ter um livro por duplas. Alguns livros não apresentam um final definido. ainda. A leitura poderá ser feita em vários dias. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. mas uma nova forma de aprender Matemática. com emoção. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. Nas situações de jogo. mas aos poucos. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma.

verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. enigmas. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. Para reformular um texto. 185 . no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. Na maioria dos casos. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. seleção de informações e resolução de problemas. cognitiva e social. que opiniões têm e que hipóteses levantam. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Por meio das atividades propostas. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. Nesse contexto. pensar na organização da classe. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. portanto. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. mais uma vez. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. o original e a sua reescrita. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. Ao delimitar o tema. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. uma tabela. os textos. um gráfico. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. uma propaganda. Assim. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. Para a realização desse trabalho. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. especialmente arte e língua materna. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. mas que envolvem duas ou mais delas. em quais os recursos necessários. considerando suas dimensões afetiva. e destes com o professor. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. Durante o desenrolar do projeto. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . promovendo. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem.Além dos livros infantis. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Por meio dos projetos. Assim. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. interdisciplinares. adequar o tempo à sua proposta. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. visualização e trocas. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. escrita.

Os urbanistas. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. mas sim exercícios de criatividade. De acordo com os PCN ( Brasil. os valores. com objetos e situações que exijam envolvimento. na avaliação e no planejamento. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. por outro lado. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. 2001). padeiro. pelas experiências vividas na escola. modificar e integrar ideias. Devem-se apresentar curiosidades. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. arquiteto. construção e localização de monumentos). ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. garçom. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. Tecnologias da informação O acesso a computadores. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas.pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. operadora de caixa. utilizando a matemática. representante de vendas. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. nesse sentido. 186 . ter. cozinheiro. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. mas uma matemática interessante. construir. tecnológico e econômico. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. como a linguagem. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. pedreiro? Para D´Ambrósio. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. resgata a própria identidade cultural. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. sociológica e antropológica e. Não mera manipulação de técnicas. • • • • História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. arquitetos. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. os costumes. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. exploratória. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. contador. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. engenheiro. com um estilo próprio. sejam capazes de tomar decisões. divertida e desafiadora. sua relação com a ética e consumo. Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. as crenças e os hábitos. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo.

ao explorarem este artefato cultural. 187 . libera o aluno de longas. custo de uma produção. à estimativa. formular hipóteses e verificar resultados. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. possibilita verificar as regularidades. ou seja. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. folhetos de supermercado etc. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Para esse fim. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. palitos de picolé. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise.16). Nosso desafio. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. rótulos. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. investigar as propriedades dos números. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. embalagens. enfadonhas e desnecessárias tarefas. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. caixas de fósforos vazias. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. figurinhas. estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. Assim. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. jornais. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. previsão). assim. inferência. a calculadora não inibe o pensar matemático. recomendamos a organização de materiais diversos. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. p. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. contas. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações.). pedrinhas. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. saber pesquisar e comunicar suas ideias. A seguir. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. entre outras coisas.• • • • • • • • • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. etc. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. Atualmente. promove resolução de problemas. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. quando usada de modo planejado. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. tem efeito motivador na resolução de problemas. como afirma D'Ambrósio (1993. à decomposição. promovendo. tornando-se mais significativo para os alunos. Assim. no processo de seleção de conteúdos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. o desenvolvimento do raciocínio matemático. tabelas e gráficos). de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. pelo contrário. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. bolinhas de gude. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas.

sugerimos algumas situações didáticas: . desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. Utilização do raciocínio por dedução. a reflexão e a introspecção. 5. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. codificar. ordenar. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. que provoque curiosidade para descoberta. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. aos poucos. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. 8. Enunciados abertos. o professor poderá propor uma situação-problema. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. nas quais. ou seja. num cartaz. arredondamentos e cálculo mental. Portanto. Para que a criança construa o significado de uma operação. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. Situações sem número. subtração. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. mas de forma incompleta para se chegar à solução. indução e analogia. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada.Desafios para semana: ao início de cada semana. Pensando em tudo isso. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. segundo Fernandez Bravo: 1. tão necessárias no dia-a-dia. em que eles possam exercitar a independência. é importantíssima a exploração de jogos. e construído na escola. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. O raciocínio lógico é um processo pensado. O aluno criará o enunciado. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. por isso. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Para chegar à solução. ele acontece naturalmente. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. 4. Situações qualitativas. 7. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. Ao decidirem. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. a partir das relações com o mundo.Blocos de conteúdos 1. 3. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. de um desenho. de uma programação de televisão. planejado. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. Fora dela. onde haja a expressão. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). 6. As operações fundamentais (adição. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. 2. não se necessita de nenhuma operação. material dourado e ábaco. de uma foto. Ao final da semana. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. Ressaltamos que. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. resgatando a histórias de lugares. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Ainda em relação às operações. de um fôlder. professora e alunos desvendam o desafio. de um esquema. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. de um prospecto. cálculos. o aluno irá ampliando seu conceito de número. medir. de uma manchete de jornal. 188 . comparações e ordenações.

25. que não nos permite chegar à solução expressada. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. e mediante as operações indicadas. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. ou se apresentam dois enunciados misturados. 16. unicamente. Observar e comparar ambas as soluções. apagaram-se os dados. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Apresenta-se uma pergunta que. com o qual se possa responder. 13. São fornecidos vários enunciados. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. apenas um. 28. deixando-se os espaços em branco. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. De seu enunciado. 14. Apresenta-se um problema indicando sua solução. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. 23. para ser respondida. de cujo enunciado apagaram-se os dados. e apenas um. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. Observar e comparar as soluções de ambos. 29. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Apresentam-se dois problemas diferentes. Resolver o novo problema. 12. enciclopédias. mas têm correspondência entre si. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. Misturam-se os processos de resolução. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. 30. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. Resolver problemas apresentados de forma completa. 17. O aluno completará o enunciado. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. 18. requer a consulta de dicionários. o enunciado de partida. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. Resolver novamente o problema. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. com solução única. Apresentam-se enunciados incompletos. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. Existe um dado. todas as perguntas apresentadas. 26. e apenas um. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas.9. 15. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. Inventar um enunciado. 19. 11. com várias soluções. convivência e relação com o meio. ou simplesmente sair para o pátio. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. de modo que não se pode responder a sua pergunta. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. 22. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. Estão todos fora de ordem. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. várias perguntas e várias soluções ou operações. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. 24. 20. é imprescindível facilitar o êxito da busca. Apresenta-se um problema resolvido. Apresentam-se várias perguntas. 21. Para 189 . 27. 10. textos. sem solução. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação.

tangram. à sua idade -. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. trabalharemos com situações reais de medição. desenhos.. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. relógio. cardápio. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. compreensão de frações equivalentes. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. charadinha. deslocamentos no espaço. fita métrica. comparar frações e ordená-las na reta numérica. Os alunos deverão reconhecer. analisar. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. ordenar e classificar figuras. Espaço e Forma Para compreender. 1997. um conto breve. recortar. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. metro. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. de forma organizada. pinturas. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas.. e . descrever e representar. deformar. representar e descrever o mundo em que vive. manipular. porque. p. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. por meio deles. esculturas e artesanato. Para isso. Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . passos. receita. pés. Mais uma vez. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. identificar. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. sucata. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. de obras de arte. Grandezas e medidas Neste bloco. 31. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. numa linguagem gráfica. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. diagramas. o mundo em que vive. em número e conteúdo. piada. 2. moldar. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Embalagens. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. construir. 190 . decompor.isso. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. tabelas. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. 3. montar. etc. esticar. colar. pontos de referência e também a observação. Uma poesia. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. enigma.

entre outros. de tintas. moedas e calculadoras.mesa: palmas da mão X centímetros. metro. xícara. . por exemplo: . 4.Atividades que façam uso de cédulas. copinho de remédio. . . jarra. cronômetro. Outras idéias são: . tabelas e gráficos. colher de chá.quantos copos para encher a jarra. Indicamos também: .Escrita de textos a partir da observação de listas.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. fita métrica. . colher de café. animais de que mais gostam. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas.calendário.sala de aula: número de passos X metros. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. colher de sobremesa. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. .Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. . programas de TV preferidos. .Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. de massas de modelar. dedal. coleta e organização de dados estatísticos. 191 . bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. tabelas ou gráficos. metro de madeira. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. . trena. ampulheta. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos.quantas jarras para encher um balde.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. relógio. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. etc. . régua. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. e criar situações de medidas na sala de aula. Tratamento da informação Neste bloco. copo dosador. etc (ampliar e reduzir receitas).quantos alunos deitados no chão para medir a classe. . termômetro. . balança. Assim. colher de sopa.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. como: pedaços de barbante. . tabelas e gráficos. pedir para que os alunos as tragam.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. elaborar livros de receitas culinárias. etc.

Gente miúda na cozinha. BRITO. ______. Roseli Palermo. 2002. 4 cores. 1997. Papirus. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. ______. São Paulo: Cortez. São Paulo: Summus. 2000. ______. São Paulo: Cortez. O jogo da Onça. ______. Petty. MACHADO. 2001. SESI. David Carraher e Analúcia Schliemann. Porto Alegre: Artmed. HUETE. 2003. Petrópolis: Vozes. Petty. ______. Lino de Macedo. CARRAHER. Porto Alegre: Artmed.Bibliografia Sugerida BRENELLI. São Paulo: Escrituras. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. MACEDO. MARINCEK. Ensaios Pedagógicos. Passos. Materiais didáticos para as quatro operações. São Paulo:Cortez.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. J. tecnologias e temas afins. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2001. LA TAILLE. Sanches e BRAVO. O jogo como espaço para pensar. CARDOSO. Fazendo arte com a matemática. São Paulo: Cortez. senha e dominó. Lino de. Epistemologia e didática. Tradução João Paulo Monteiro. São Paulo: Summus. 1991.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. 2002. 4 cores. Valéria Amorim Arantes. 2005. FAINGUELERNET. São Paulo: Casa do Psicólogo.USP. 2008. senha e Dominó. 1992. a criança e a educação. Aprender com jogos e situações problema. 2005. N. 2006. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Jogos infantis: o jogo. A. Estela Kaufman e NUNES. Porto Alegre: Artmed Editora. FREIRE. ALS. ALS. 1995. Mauricio e Antônio Barreto. Educação e autoridade. Márcia Regina F. Porto Alegre: Artes Médicas. Terezinha Carraher. Porto Alegre: Artmed. 2006. 1996. OCHI. Cidadania é quando. COLL. ______. ______.Matemática e Educação: alegorias.C. Lino de. São Paulo: Escrituras. São Paulo: IME. ______. 2006. Juan Ignácio Pozo. Yves de La Taille. São Paulo: IME.C. Na vida dez. São Paulo: Paz e Terra. Os conteúdos na reforma. Nilson José. 2006. J. HUIZINGA. Petrópolis. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Ensaios construtivistas. O método clínico usando os exames de Piaget. 2005. ______. São Paulo: Perspectiva. na escola zero. ______. 2000. Aprender matemática resolvendo problemas. ______.USP. Psicologia da Educação Matemática. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Educação: Projetos e Valores. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. 1998. São Paulo: Casa do Psicólogo. 1997. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. São Paulo: Escrituras. 2005. Porto Alegre: Artmed. RJ: Vozes. 1986. Conhecimento. Vygotsky. 1993. Cybele. 2001. ______. 2004. 2001. Fernández. ______. Heloysa Dantas. Fusako Hori et al. Linguagem. 2003.C. 1996. Ação – ensaios de epistemologia e didática. São Paulo: Cortez. Dissertação de Mestrado. Terezinha Nunes. ______. ______. Petrópolis: Vozes. São Paulo: Escrituras. Florianópolis: Insular. N. de. Plantares. Yves de. Passos. Nilson José Machado. 1994. Campinas. Vânia (coordenado por). Porto Alegre: Artmed. César. tradução Beatriz Affonso Neves. Paulo. Pedagogia da autonomia. Kátia Regina Ashton. Bernabé Sarabia e Enric Valls. 192 . GIORGI. Porto Alegre: Artmed. César Coll. organizadora. 1997. ______. MACEDO. Piaget. 2005. UNICAMP. 2000. Aprender pensando. organizadora. ______. Marta Kohl de Oliveira. ______. Virgínia Cárdia. LIMA. Johan. Educação Matemática números e operações numéricas. 2002. São Paulo: Cortez.

Rio de Janeiro: Record. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Ernesto Neto. STIENECKER. David L. organizador Lino de Macedo . São Paulo: Moderna. STAREPRAVO. As competências para ensinar no século XXI. PEREIRA. Porto Alegre: Artmed. Maria das Graças Barbosa. 1999. Uma proporção ecológica. Ler. Vygotsky. Geometria na Amazônia: Ática. Roland Charnay. Curitiba: Renascer. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Cinco Estudos de Educação Moral.PARRA. TAILLE. 1998. ______. Heloísa Borges.Problemas jogos e enigmas. Eliane Reame de Souza. Didática da Matemática. Mônica Gather. Juan Acuña Llorens. Rio de Janeiro: Interciência. Record. Artmed. Philippe. David L. A matemática das sete peças do Tangram. Maria Ignez Diniz. Multiplicação . Saída pelo triângulo. ______. Grécia Gálvez. ROSA. ______. São Paulo: Ática. Belo Horizonte: Universidade. 2003. I. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Cláudia. Frações sem Mistérios. 1996. Meu anel de sete pedras. 2001. ROCHA. 1996. São Paulo: Casa do Psicólogo. 1991. escrever e resolver problemas. Yves de La. SMOLE. Luzia Faraco. 1996. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. PCN. 1999. Tradução Beatriz Affonso Neves. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . Eliane Reame. São Paulo: Ática. Tânia. Jean. Porto Alegre: Artmed. Luis A.Problemas jogos e enigmas.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas .Brasília: MEC/SEF. Delia Lerner. Piaget. 2002. Números . Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. Allessandrini.. São Paulo: IME – USP. 1998. THURLER. Juan Ignácio (organizador). 1992. O raciocínio na criança. A arte de resolver problemas. RAMOS. TAHAN. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática.1997. . Lino de. Irma Saiz. Ana Ruth. MACHADO. PERRENOUD. 1993. Aventura decimal. Ulisses Ferreira de Araújo. ZASLAVSKY. POLYA. 2001. Brasil. Belo Horizonte: Editora do Brasil. 1998. Jogos Matemágicos. São Paulo: Moderna. Nilson José. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. Yves de La Taille. Cecília.. São Paulo: Ática. MACEDO. Cristina Dias. São Paulo: Ática. Malba. Katia Stocco. Patrícia Sadovsky. 2006. Secretaria de Educação Fundamental. PIAGET. ______. Trad. STIENECKER. 1998. POZO. ______.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. I et al. Porto Alegre: Artes Médicas. A solução de problemas. SOUZA. São Paulo: Ática. Guy Brousseau. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 193 . Santaló. 2000. George.

em diferentes situações. por isso. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. pesquise no site da educação www. Na fase inicial. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. Por isso. e a decifração é apenas uma. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. para nos divertir ou emocionar. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. é importante convidá-los sempre a escrever.: il. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. para tomar decisões.br/seduc. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. São Paulo : SME / DOT. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Em geral. acima de tudo. 2006. para comprar algo. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. suas regras e suas partes. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. Trata-se de incorporar. para saber como vão pessoas que estimamos. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. de sistematização e normatização da língua. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. ou seja. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Da mesma forma. para pagar contas. Não se trata mais de ensinar a língua. 18 assim. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. com diferentes intenções. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. isoladamente.santos. ou seja. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. para fazer uma receita. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. participantes da cultura escrita. Fase Final: 6º a 9º ano. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. 17 18 Fase Inicial: 1º. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Enfim. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Ler é. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. para prestar contas do nosso trabalho. Hoje. de forma organizada e sistemática. No entanto. para solicitar algo. Cortez. Como já dissemos. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. na rotina. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. Como nosso Sistema está organizado em fases17. 104p. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. 2º e 3º ano. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. das competências envolvidas neste ato. para reclamar de alguma coisa. Para saber mais sobre o assunto. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Ler. – v.” Emília Ferreiro. devem ser exploradas com maior intensidade. para localizar endereços e telefones. para anotar um recado para alguém.sp. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. as atividades metalinguísticas. Além disso.gov. E escrevemos para distintos interlocutores. Para esses. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. atribuir significado. emitindo sons para cada uma das letras.2 194 . Ed. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. dentre muitas. os primeiros se convertem em leitores. Na fase complementar. a sistematização e a classificação de suas características. entre muitas outras ações. se queremos formar leitores plenos. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo.portal. São ações que podem e devem ser aprendidas. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. entre outros.

Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Em função disso. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. parlendas. jornal e Ler com diferentes propósitos. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. científicos. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Exposição de objetos. de situações de trabalho com a oralidade. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. o espaço. leitura realizada pelos alunos.A organização de uma rotina de leitura e escrita 19 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. 2006. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:20 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. textos jornalísticos. 2006. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. materiais de pesquisa etc. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. poemas. listas. além. entre outros). Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Identificar quais crianças precisam 19 20 São Paulo : SME / DOT. · Utilizar a linguagem oral. · Aprender comportamentos leitores. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. conhecer diferentes suportes de textos. instrucionais. semana.: il. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. 115p. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. São Paulo : SME / DOT. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Ler com diferentes finalidades. 195 . ao mesmo tempo. 115p. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. os materiais. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. de filmes etc. é claro.: il. . etc. · Ampliar o repertório linguístico. situações de produção e revisão de textos. realizada · Aprender comportamentos leitores. · Ler com autonomia crescente.

· Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. etc. em duplas. etc. · Aprender comportamentos escritores. planejada. opiniões sobre acontecimentos. serem tematizadas: não tem sentido. etc. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 196 . ser convidadas a relatar. individual. curiosidades. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. sem sentido melhorados. semana. criteriosamente e legenda de fotos. etc. intencional. confuso. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. Uso de rascunho. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. a cada atividade de partes. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. defender pontos de vista. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. retirar. onde exista um interlocutor real. expor. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. buscando acrescentar. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. alunos. Produção coletiva. sobre o que se pretende ensinar. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. para torná-lo mais legível revisão. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. expor temas. dos textos.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. uma ou duas questões a para o leitor. relatar acontecimentos. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. deslocar ou transformar Selecionar. ou repetitivo. determinados aspectos. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo.

adjetivo. um conjunto de regras. concordância. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. promovendo um as separem em grupos. Listas de palavras que não devem errar. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. de pontuação. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Artmed). mas não significa que o aluno adoção.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). ditá-lo. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. o possível e o necessário” (Ed. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. busca de sabem nomear o grupo. sistematização e a classificação de suas características específicas. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. há entre elas? No jeito de falar? No verbo.: adoçam/ língua. alternativas. Escrever ortograficamente. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. pedindo que observem a revisar os próprios textos. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. arrastam/ arrastão). sem privilegiar excessivamente alguns e 197 . será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. entre outros. possibilidades de pontuar um texto. de seja objeto de revisão.

materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. • Projetos. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. mas não têm um produto final. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas.deixar outros de lado. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. São muito parecidas com os projetos. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Embora não decorram de propósitos imediatos. Roda semanal de conversa ou leitura. uma mostra de 21 Texto produzido por Rosaura Soligo. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Ex: Leitura diária feita pelo professor. hábitos ou atitudes. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. • Atividades sequenciadas. etc. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Oficina de produção de textos.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. nesse caso. organização de agendas de leitura. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. quinzenalmente etc. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. não significa algo “palpável”. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. etc. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. semanalmente. 198 . Formas de organizar os conteúdos escolares 21 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. mas sim um resultado: pode ser uma festa. para ensinar um jogo complexo. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos.

trabalhos produzidos, uma apresentação pública de leitura ou jogral, a organização de uma biblioteca de classe, um livro, jornal ou texto, etc.). Nos projetos, as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada, têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos), “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais), “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe), Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia), etc. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária; daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Entretanto, os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente, conjugando temas de diferentes áreas do saber. Vale ressaltar que, embora seja desejada essa articulação, não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Assim sendo, priorizou-se para o 4º Ano a produção de um jornal, por ser um portador de texto que traz informações diversificadas, pois apresenta vários gêneros textuais – notícias, reportagens, crônicas, anúncios, resenhas e, eventualmente, entrevistas, biografias, poemas, etc. Todo esse material é organizado em cadernos temáticos – esportes, economia, cultura, cotidiano e outros. É importante que, por meio do projeto, os alunos aproveitem de fato a oportunidade para se atualizar, saber a opinião de outros, saber mais sobre o país, sobre os esportes, sobre outros locais, enfim, compreender que a leitura dos jornais pode possibilitar o conhecimento de assuntos diversos, e vivenciem comportamentos típicos de um leitor de jornal. É necessário cuidar para que esses momentos não sejam encarados pelos alunos como uma atividade meramente escolar. Ao ler textos jornalísticos, é salutar estimulá-los para que expressem suas opiniões e debatam ideias, utilizando para isso seu próprio conhecimento de mundo, além da interpretação do texto lido. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano, de forma que possamos traçar metas objetivas em nosso trabalho. Sendo assim, esperamos que, ao final do 4º ano, os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção; formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita. Reescrever textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos jornalísticos, entre outros), utilizando recursos da linguagem escrita. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Para finalizar, sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero jornalístico. Projeto: Plugado no mundo 3. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): elaboração de um jornal da escola como uma situação real, que deverá ser reproduzido e destinado a outros leitores. 2. Justificativa: o jornal é um objeto relevante culturalmente, que tem valor pelo seu uso social, fundamental para a formação de leitores críticos, de pessoas que desejam se informar, se divertir, obter indicações de leitura, cinema, etc. São muitas as oportunidades que se pode criar a partir do uso do jornal no cotidiano da escola, visando a aprendizagens no eixo da oralidade, da leitura e da escrita. A leitura do jornal permite que as crianças tenham acesso às informações que circulam em seu bairro, na cidade, no país e no mundo, podendo externar opiniões e ideias. Possibilita que elas aprendam para que se usa um jornal, que tipo de informações podem ser encontradas ali, que conheçam as práticas usuais dos leitores do jornal.

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3. O que se espera que os alunos aprendam: identificar as características do texto jornalístico, praticar a leitura desse gênero e seus usos sociais (informar, comprovar informações, aperfeiçoar dados, comparar notícias, entreter, argumentar e defender um ponto de vista), ampliar sua possibilidade de expressão e comunicação, reconhecer-se como produtor de texto, envolver-se em práticas de escrita e revisão de textos, registrando informações relevantes para o jornal escolar. 4. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: ler jornais tanto para obter informações (acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que marcam as dia-a-dia: eleições, campeonatos mundiais, fenômenos naturais, etc.) quanto para se distrair; disponibilizar jornais para que escolham notícias para ler e comentar experiências e conhecimentos, confrontando pontos de vista e tomando posições; relacionar o conteúdo de uma notícia com outros textos conhecidos; arquivar as notícias lidas pelos alunos em uma espécie de álbum, construindo assim uma hemeroteca, ou coloque-as no mural da classe, servindo para consulta ou estudo posteriormente; elaborar coletivamente um pré-texto, respeitando o esquema de composição das notícias e dos aspectos gráficos e tipográficos, propiciar momentos de produção da escrita das notícias, legendas, editoriais, etc.; possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente, em dupla ou individualmente, fazendo as intervenções necessárias, encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua; edição do jornal; garantir o trabalho em grupos, para que as crianças possam ser parceiras de fato, colocando em jogo os saberes individuais.

Referências Bibliográficas
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INGLÊS
O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Ao assimilar um vocabulário básico, expressões simples em situações reais, que façam sentido à sua vida, o aluno passa a desejar aprender mais, entendendo a real importância que a língua inglesa tem na vida de todos nós. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas, interessantes, com atividades lúdicas, músicas, uso de fantoches, jogos, máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Como dissemos, é fundamental que o professor, num primeiro momento, leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. A relação dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento, plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico, do sensorial e das ações, introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita, como suporte ao aprendizado oral. Aqui entram as atividades de encenações (role-play), movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR22 (Total Physical Response) para executar instruções, jogos de adivinhação, troca de papéis, trabalho em pares ou grupos, além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor, o CD, o vídeo ou o colega) para obter informações. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras), de forma a criar um ambiente alfabetizador, sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. No início do 4º ano, o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula, mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada, pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Além disso, em inglês, usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K, W, Y). Como temos o livro didático Spaghetti Kids, os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês, mas o professor precisa ler em voz alta ou, no caso da língua estrangeira, tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em inglês sozinhos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras, comparando-as com a língua portuguesa. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem, pois os alunos terão, além do português, mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto, ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. A criança, nessa idade, ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Sugerimos que o professor, ao chegar, faça um jogo de warm-up ou cante uma música. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais, com auxílio de recursos de áudio, vídeo e estímulos verbais do professor, físicas (com encenações e atividades de TPR), artísticas (desenhos, recorte e colagem, uso de massa de modelar, pintura, etc.), atividades do livro didático, revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode, ainda, terminar com uma música. Como as crianças ainda não conseguem se concentrar por longos períodos de tempo, é preciso estar sempre pronto para o inesperado. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters, flash cards, jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo, além de recorrer a diversas estratégias para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas, sugerimos que o professor desenvolva práticas básicas associadas ao aprendizado, como: memorização, previsão, cooperação, criatividade e expressão física. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos, desafiá-los a pensar, a recordar, a imaginar, a adivinhar, incentivando-os a participar dos trabalhos em grupo, dos jogos e das demais atividades. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem, umas são mais visuais, outras, auditivas, e ainda há as que são mais cinestésicas. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Em inglês, recursos visuais, como os flashcards, e imagens, recursos materiais, como realias (material concreto), fantoches, chapéus, material de áudio, vídeo, DVD, etc. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito, as letras devem ser digitadas claramente em letra de forma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto, como já dissemos. Na preparação da aula, as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma; do contrário, os alunos podem se animar
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Mais informações sobre TPR Activities: (http://www.tpr-world.com)

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demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades, além de alternar as em grupo, duplas e individuais. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes, oferecendo variedade, é útil e eficaz, considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. O tempo gasto com os exercícios de colorir, associar, circular e desenhar deve ser menor, visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões, promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Para ser bastante eficaz, a mostra deverá ser renovada frequentemente.

Compreensão oral (listening)
Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos, além dos vídeos Magic English, disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e, por conseguinte, deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR, ou "listen and do", durante as quais se praticam os elementos linguísticos. Ex.: Good morning/afternoon; hi; How are you?; fine, thanks; stand up; sit down; line up; come here; please; thanks/thank you; you're welcome; bye-bye; see you; very good; great; beautiful; May I go to the toilet?; yes; no; let's sit in a circle; draw; you can do it better/nicer; repeat; ask; answer; look; listen; point; sing; let's sing; let's go; say; etc.

Produção oral (speaking)
Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano, durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. No entanto, devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição, principalmente em grupo, com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso, as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos, porque, nesta faixa etária, as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente.

Uso de canções
Se as crianças não aprendessem melhor com músicas, programas de TV infantis não existiriam. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. O professor deve trabalhar com as músicas do CD do livro, mas não precisa ficar “preso” a elas. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3, 4 ou 5 aulas, por meio de atividades diferentes. Além disso, é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos, movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música, a pronúncia correta das palavras, além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Há vídeos, DVDs e livros, além da internet, em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Muitas vezes, os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer.

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Uso de fantoches
Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças, pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos, fornecer um elemento cômico, fazer encenações, dar segurança, além de incentivá-las a se expressar oralmente. No entanto, no 4º ano, as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. Cabe ao professor decidir, junto aos alunos, se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu, caso decidam que sim. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista, relacionando-os e construindo pensamentos. Além disso, proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play), aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro, vencer a timidez, liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo.

Interdisciplinaridade
O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas, pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem, uso do calendário, dia do mês, idade, etc.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. • Algumas danças, atividades de expressão corporal, jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. • Com o professor de arte musical, podem-se trabalhar melhor as canções, rimas, expressões corporais, gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome, à família, hábitos alimentares, aniversário, brinquedos, além das manifestações culturais dos países de língua inglesa, é possível articulá-los aos conteúdos de história. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores, de pintura, modelagem, folclore, montagem de brinquedos com sucata, jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. • Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda, alimentos e o corpo humano, pode abordar, junto ao professor de classe, os conceitos, procedimentos e atitudes de ciências. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/news.php), ou outros sites da internet, nas aulas de informática educativa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom, o qual pode ser usado ao final de cada unidade, no laboratório de informática. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais, em reunião pedagógica, explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. Na escola, sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores, pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto, os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads Inglês • Best sites for teachers: http://www.sitesforteachers.com • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos, o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos

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conceitos, porém de forma diferente, na língua portuguesa, em parceria com o professor da classe. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”, “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas, como também com a equipe pedagógica, a fim de planejar as aulas, projetos, atividades e apresentações de forma interdisciplinar.

Avaliação
Avaliamos constantemente nossos alunos, mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Esta avaliação pode ser feita, por exemplo, com cinco a dez alunos por vez, sem que eles saibam que estão sendo avaliados. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good, excellent, good work, great, etc., certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno, mesmo que não esteja como o professor esperava. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 8 ou 9 anos, está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Assim, o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Tentar falar em inglês, ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar, mesmo que, a princípio, esteja “errado”. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos, quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva, assim, não podemos exigir perfeição das crianças, ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos, de forma espiralada, proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Assim sendo, o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.

Referências bibliográficas
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O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. replanejando quando necessário. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. o aluno é movido por desafios. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. Nesta fase. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. mesmo que a ênfase. (STATERI. por exemplo. Então. 205 . Porém. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. mas somente as populares. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. para que possamos. improviso dirigido. como pequenos vocalizes. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. professores. acento. lanche. Desta forma.. normalmente destinada a uma apresentação. Se o professor vai conceituar pulso e acento. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. acento. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. naquele momento. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. musical e artístico. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. aos poucos. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. Momentos de apreciação. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. atenção e prontidão. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. cuidadosamente escolhidas. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. neste processo. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. também somos vítimas desta situação. As canções e suas letras. saída. [. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. sendo muitas de péssimo gosto. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. de pouco ou nenhum valor musical. deixando-a mais feliz e confiante. lateralidade. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. O planejamento do professor precisa ser flexível.. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. etc. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. etc. Desta forma. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. por meio de um jogo musical. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. rítmica e melódica. Na educação musical. explorando os conteúdos conceituais.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Nesse processo. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. levam a criança a uma deformação da estética musical. Ao trabalhar pulso. como mais uma forma de expressão. de forma mais significativa. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. é importante avaliar. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. pois. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. por meio de atividades simples de pulso. envolvendo a música com as outras disciplinas. esteja em um tópico específico. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais.

como jogos musicais e no acompanhamento de canções. Acento. propriamente dita. trabalhando a dinâmica. Além de extremamente prazeroso. o acento em diferentes compassos (binário. pode haver uma resignificação destas propriedades. Para isso. Improvisação sonora dirigida. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. é importantes que. perguntas e respostas rítmicas e memorização. utilize atividades variadas. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. Quanto mais a criança aprender a observar. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. Ao utilizar a grafia convencional. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. como o pátio. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. Em altura. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. o ritmo da canção. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. nesta fase. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. A seguir.Propriedades do som: altura. por meio do improviso. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. O professor pode criar formas de representar o som. pulso. A cada retomada de um determinado tópico. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. Desta forma. destacando na música as partes mais agudas e graves. as notas musicais. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. timbre e duração. o pulso. aos poucos. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. seja na execução musical. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. duração e intensidade. intensidade. até mesmo pequenos ostinatos. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. durante a improvisação. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. 206 . seja na elaboração. ou seja. expressão e dança. Entendemos que. Se houver possibilidade. relacionando-as com a linguagem musical. Porém. com interferências do professor nos momentos de execução musical. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. seja na sua altura. durante o canto coletivo. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. entre outros. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. o acento e falando sobre o timbre. Procure. o professor pode utilizar espaços alternativos. quadra ou outros ambientes.

cantigas de roda. jogos. aos poucos. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Com uma lateralidade mais desenvolvida. etc. Quanto aos outros hinos pátrios. Ó Pátria amada nós te saudamos. porém. despertando seu interesse e curiosidade. se fores convocado para a luta. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. nos te saudamos. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. canções mais apropriadas à faixa etária. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. Entre outras terras mil. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. nas divisas com os outro países da América do Sul. com bravura e firmeza. Brincadeiras cantadas. Maria Zeí. Se conseguimos conquistar essa igualdade. lembrando as glórias do passado. Ó Pátria amada. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. sentimos descer à terra. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. nesta fase. agora que somos livres. Brasil. autores e breve biografia. Mas é preciso que. as crianças. paráfrase. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. danças. Nossa vida mais amores”. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. Mas. Terra adorada. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. dividindo-o em várias aulas. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. 2000. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. São Paulo: Fermata do Brasil. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). iluminado pelo Novo Mundo que desponta. forte e colossal que reflete em teu futuro. naquele momento. 207 . BIAGIONI. és o destaque da América. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. A própria natureza fez de ti um gigante. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Brasil. mas sim buscar. etc. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. Hino Nacional Brasileiro. é importante que este seja estudado mais formalmente. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes.

Trabalhe a dinâmica das músicas. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. o motivo é a preguiça: o que é estranho. Podemos dizer que crianças que se exercitam. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. deve ser uma referência para o aluno. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. Mostre a importância da expressão e da articulação. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. portanto. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Aprender a ouvir o outro. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento. Música clássica afugenta muita gente. desestimulando a ação de gritar. em desenhos animados. mais tarde. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. No fundo.. além de muitos outros. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. cantando ou não. em conjunto. cantadas ou ritmadas. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. (Folha de São Paulo. na maioria. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. Desde bebê. A linha melódica deve ser bem nítida. em comerciais de TV. quebrando preconceitos. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. etc. O cantar é a grande alavanca da educação musical. a pompa dos concertos. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). a concentração necessária. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. se necessário. Você. e. por motivos variados: a vastidão do repertório.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. coletivamente. Desta forma. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. A partir daí. que ela pode fazer por meio da música. a harmonia do todo. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. a desinformação sobre o assunto. 208 . a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. normalmente. suas brincadeiras são. estes são grandes aprendizados. os ritmos facilmente assimiláveis. Espera-se também que. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. cantar e ouvir. professor.].. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. que. com a intenção de aprimorá-la.

gestos. inerente às propostas feitas pelo professor. pensa e transforma. ou seja. à clareza e funcionalidade do ambiente. A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. texturas. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. envolvendo questões relativas às técnicas. à criação. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. fitas de áudio. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. apresentações musicais e teatrais. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. vídeos. suas habilidades em desenvolvimento. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. cores. em consonância com os conteúdos da área. CDs. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. ritmos. . são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. sons. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. para favorecer a produção artística dos alunos. Além disso. sua curiosidade. Na área de Arte. suas possibilidades de avaliar resultados. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. à característica mutável do espaço. ligados à construção da forma artística. sente. segurança para experimentar e correr riscos. o contato com suas necessidades expressivas. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. de acordo com o andamento das atividades. No percurso criador específico da arte. objetos e trabalhos. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens.A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. em ruídos. revistas. luminosidades. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. manifestações artísticas da comunidade. do ambiente que recebe os alunos. mídias em geral.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. materiais trazidos pelos alunos 209 . e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. volumes. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. não é apenas uma etapa do processo. exposições. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade.

oferecendo outras perspectivas de conhecimento. o mistério. ao mesmo tempo. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). uma dança. texturas. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. escolhendo obras e artistas a serem estudados. os quais deverão ser aproveitados. etc.). Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles.também possibilita avaliar. uma música. etc. ensaios. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. exposições. o humor. Criar formas de apreciação da arte. desafiando o conhecimento prévio. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. como por exemplo. a incerteza. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. 210 . estudioso da arte. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. um livro ou um objeto trazido de casa. Acolher materiais. o constante desafio perceptivo. um vizinho artista. o divertimento. leitura da notícias. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. escolher objetos como elementos para uma aula. apresentações. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. poemas e contos durante a aula. incentivando a curiosidade. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. linhas. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. a questão difícil.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. etc. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. propõe questões relativas à arte. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. criador na preparação e na organização do espaço. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. apreciador de arte. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. uma história contada. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. desenvolvendo seu conhecimento artístico. sugestões. como ingredientes dessas atividades). apresentações de trabalho de alunos.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. uma festa da comunidade. o nacional e o internacional. materiais e técnicas. formas. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. Adquirindo este conhecimento. construindo junto com eles a surpresa.

Quando organizamos uma exposição. ele está completando o ciclo do fazer artístico.br www. Dança. cores. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. é a visita a museus e exposições de arte. falam de problemas sociais e políticos. Ao mesmo tempo. Teatro). sensitivas.portinari. manifestações culturais particulares e assim por diante. sons. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. medos. perguntas e inquietações de artistas.itaucultural. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento.br 211 . pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. suas mãos e olhos adquirem habilidades. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. seu corpo movimenta-se. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. formas. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. gestos e cenas. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. de relações humanas. Em contato com essas produções. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise.org.Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. documentam fatos históricos.org. Nesse sentido. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. Sugestões de sites: www. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. mas para todas as outras áreas. escolas e estilos. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. o ouvido e a palavra aprimoram-se. afetivas e imaginativas. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. de sonhos. Música. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. etc. Devemos envolver os alunos nessa produção. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais.

tamanhos ou quantidades). Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. Lembramos também que. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. o contato com músicas do universo infantil. a discutir as regras e estratégias. corporal. pré-desportivo ou numa dança. entre outros recursos. Podemos oferecer. dentro de um contexto cooperativo. apreciá-los criticamente. estética. Em sala de aula. conhecimentos sobre o corpo). Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. social e de autonomia. afetiva. sem a preocupação com estilo ou técnica. saltos. como um estímulo para a expressão corporal. criatividade e interação do grupo. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana.” Muitas vezes. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. seu processo de crescimento e desenvolvimento. neste momento. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. embora muito estreita. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. trabalha-se no plano dos conceitos. A relação entre a educação física e outras disciplinas. ética. Compreende-se a dança. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. filmes. nesta fase. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. a educação física “trabalha no plano da ação motora. Seja num jogo recreativo. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. assim. teatros de marionete e outros. as atividades devem envolver todo o grupo. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. musicalidade. além das técnicas de execução. auditivos e cinestésicos). contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. giros) torna-se conceitual. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. Nesse sentido. de relação interpessoal e inserção social). sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. é pouco percebida. de forma democrática e não seletiva. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. o aluno deve aprender. Assim. construção de bonecos. a cada um. atividades rítmicas e expressivas. aquilo que era material ( corridas. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. ressignificá-los e recriá-los. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. visando a seu aprimoramento como seres humanos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. estamos 212 . músicas. coordenação motora e espacial.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. de acordo com as suas habilidades.

Philippe. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. p. BARROS. BAKHTIN. 1996.). 1992. Manoel de. 1986. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. 1984. p. Manuel Jacinto (coords. 4a edição. Gilles. Celina & CALFA. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. 1997. O brincar e suas teorias. Rio de Janeiro: Guanabara. 1o caderno. Especialização em Dança. Campinas. In: KRAMER e LEITE (orgs. Proposta da Série Família e Escola. 6.7-18. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. julho de 2001. Portugal. GÓES. Carlos Alberto de. BARCELLOS. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Carlos Rodrigues. Manolo. 2000. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. Braga. Rio de Janeiro: TV Escola. _. maio de 2002. COUTO E MELO.9-33 VYGOTSKY. Coleção Primeiros Passos. p. L. Infância: fios e desafios da pesquisa. ARIÈS. KRAMER. delimitando o campo. op. Manuel Jacinto e PINTO. p. 1959. Revista Repertório Teatro & Dança. Rio de Janeiro: Ravil. O desaparecimento da infância. Editora Brasiliense. 13-38. In: A senha do mundo. 1998. Boletim do Programa Salto para o Futuro. a educação. Bibliografia BATALHA. op.Educação. Manuel. São Paulo: Contexto. CCE. Apresentação. In: BAZILIO e outros (orgs.). T (org. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. SARMENTO. cit. Rio de Janeiro: Salamandra. Walter. utilizando sua imaginação e percepção. 1982. UFBA. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Crianças escravas. p. Formação social da mente. Ediouro. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. Rio de Janeiro: Achiamé. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade.trabalhando noções de seriação e classificação. 213 . mimeo. A infância como construção social.). In: KISHIMOTO. PUC-RIO. Marinheiro. Maria Ignez. Universidade do Minho. cit. As crianças: contextos e identidades.). p. Luís da Câmara. In: DEL PRIORI.). Manuel e POSTMAN. São Paulo: Martins Fontes. In: DEL PRIORI. cit. História das crianças no Brasil. o brinquedo. S. 2002. São Paulo: Hucitec. Portanto. Bibliografia ANDRADE. In: PINTO. 2a edição.177-191. SP: Papirus. São Paulo: Pioneira. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. BRANDÃO. crianças dos escravos. BIÃO. As crianças e a infância: definindo conceitos.19-32. Infância tutelada e educação. PINTO. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. p. Dicionário do Folclore Brasileiro. In: PINTO. 2a edição. 1991. 1982. Centro de Estudos da Criança. 1999. Manuel. p. JORNAL DO BRASIL. DEL PRIORI. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Reflexões: a criança. Rio de Janeiro: Record. São Paulo: Summus Editorial. Sonia. Sonia. Mary (org. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002.). op. Manuel e SARMENTO. José Roberto de & FLORENTINO. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 1999. Mary (org. Manuel Jacinto (coords.3373. CASCUDO. Mikail (Volochinov). BROUGÈRE. A criança e a cultura lúdica. Armindo. MEDINA. n. 1. Rio de Janeiro: Graphia. SARMENTO. Neil. 1997.). 1999. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando.). Carlos Drummond de. 84-106. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. Simone. Exercício de ser criança. O que é folclore. KRAMER. p. História social da criança e da família. Mary (org. Um exército de seis milhões de crianças. In: DEL PRIORI.20-38. BENJAMIN. Mary.

Frank Wilson. Eleonora & ROBERTO. Cultura. 1995. 2000 RIBEIRO. 214 . Jorge Zahar Editor. Companhia das Letras. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. Roque de Barros. O folclore na EEFD-UFRJ. LARAIA. um conceito antropológico. Darcy.GABRIEL.a formação e o sentido do Brasil. O povo brasileiro . 1999.

levando em conta fontes como relatos orais. os alunos entram em contato com a história da cidade de Santos. 1. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. os conceitos de tempo e espaço são fundamentais ao desenvolvimento do raciocínio histórico. entre outras. análise de comportamentos. por natureza. Conhecer e valorizar o local em que se vive. músicas. pois possibilita a professores e alunos o trabalho com a realidade mais próxima e com o meio em que vivem e atuam. É papel escola proporcionar esses estudos. que deve ser visto apenas como mais uma versão da História e não como única fonte de conhecimento. Segundo o PCN de História e Geografia. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. média e longa). Nesse processo. jogos. gravuras. 2. A história local é o ponto de partida para a aprendizagem histórica. vestimentas.HISTÓRIA "O objetivo da História é. como recurso didático. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. no próprio bairro ou a localidades mais distantes. e que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. mas ele não está encerrado em si mesmo. pois permite a elaboração. ritmos (curta. brincadeiras. enquanto que o conceito de espaço envolve categorias referentes à orientação (lateralidade ou profundidade). versões. não linear e evolutiva. cheia de interesses. por meio de atividades realizadas no entorno da escola. o homem. o estudo do meio. de distância. que antes não eram valorizadas no processo historiográfico. 3. com múltiplas interpretações e análises. cartas. para o ciclo I. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. revistas. A Secretaria de Educação disponibiliza material didático específico sobre a história local. ou seja. A cidade de Santos é rica em acontecimentos que se ligam com a história do país e caberá ao professor fazer essa relação entre o micro e macro. é um material de apoio. a vivência do que se aprende em sala de aula. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. constitui-se como importante a valorização de temas que dizem respeito à vida do aluno. O estudo do meio. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. O conceito de tempo envolve duração (permanências. interioridade e exterioridade. mas conflitante. objetos antigos. fotografias. mas uma construção. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a ser alcançados.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador O estudo do meio proporciona ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. bem organizado. publicações em jornais locais (Diário Oficial de Santos e outros). pesquisas arqueológicas na cidade.Documentos 215 . delimitação. medição e velocidade. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes." (Marc Bloch) O ensino de História e construção de conceitos No ensino da História. rupturas e simultaneidade).História de Santos No 4º ano. para isso. a partir de uma reflexão do que é vivenciado.

de seus hábitos. da sociedade que o criou.“[. porque estariam retratando fielmente uma época. do seu nível tecnológico e artesanal.. Cabe a nós decodificar seus ícones. dos gostos. por alunos ou por especialistas. talhadas. pois ela não representa a realidade histórica em si. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. da complexa rede de relações. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. Como qualquer outra fonte. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem.1545 Artista: Benedito Calixto Data: 1922 Bolsa do Café – Santos -SP 216 . a manipulação e questionamentos de documentos produzidas pelo homem.. uma paisagem ou um determinado costume. A ela são agregados novos valores e interpretações. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. impressas ou imaginadas e. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. indo além do que é visível. Tudo o que o homem diz ou escreve. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. por exemplo. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. como fonte histórica. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. sua cultura e modo de viver no presente e no passado.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. um acontecimento. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. podem revelar muitas informações. para o estudo da história de Santos. ainda esculpidas. valores e preferências de um grupo social. usou e o transformou. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. Fundação da Vila de Santos . forjada ou inventada. Ao trabalhar com seus alunos a tela de Benedito Calixto sobre a sua versão sobre a fundação de Santos. então. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. mas deve-se sempre levar em conta que. deve ser explorada com cuidado. idealizada. Ao fazermos uso. é reconstruída a cada época. desenhadas. tudo o que fabrica. pois como qualquer outro artista. de imagens pintadas. modeladas. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. A observação direta. de Benedito Calixto. 4. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito.

Nelson S. Guia Básico de Educação Patrimonial. São Vicente. Rita M. São Vicente: Caudex.museudapessoa. Wilma T.novomilenio. Santos: Secretaria Municipal de Cultura. I. Gohajo – Capitania Hereditária de São Vicente. Sites: http://www. Cartilha da História de Santos. 1996 NEMI. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO & al. Traficantes e Degredados. Santos: Leopoldianum Editora Universitária.com. Adriana. 1980.unisanta. SANTOS. Coleção de Olho no mundo.museudocafe.net 217 . São Paulo: Editora Ática. LANNA. Santos na formação do Brasil: 500 anos de História. _______________Brasil: uma História. uma outra história? São Paulo: FTD. Editora Abril.br> http:// www. HORTA.pinacoteca.br. 1976.. Sao Paulo: HUCITEC. Santos: Instituto Histórico e Geográfico de Santos e da Academia Santista de Letras. Brasilia: MEC/SEF. 1870/1913. Santos: Grupo Rodrimar. São Vicente: Caudex.br/prc/engenho http://www. L.com. 1996. 1997.com.org. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia.santos. RODRIGUES. 2003.itaucultural. BUENO. CARDOSO. ________________Nos tempos dos nossos avós . Uma cidade na transição: Santos. 1999.br http://www. Santos:PRODESAN. M. 1986. . Olao. Náufragos. DIAS. Eliane e Irene Barcelos. & CERQUEIRA. GRUNBERG. A incrível saga de um país.sp. Santos na História do Brasil.br http://www.usp. A.br> http://:www. 2000. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. Ana Lúcia Lana.gov.Santos de ontem . Rio de Janeiro: Objetiva. .br http://www.M.br> http://canalkids. David. Santos – um encontro com a História e Geografia. II e III). 1992.Indicações Bibliográficas . Eveline e QUEIROZ MONTEIRO. História de Santos (vol.br http://www. F. Maria V. Didática de História: o tempo vivido. ANDRADE.inf> http://vivasantos.museuimperial. D. Eduardo. Poliantéia Vicentina – 450 anos de Brasilidade. Brasília: IPHAN: Museu Imperial. 1999. CABOCLO. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO VICENTE. Francisco Martins.gov. de Lourdes. 2001. O PODER DA COMUNICAÇÃO. 2002. 1992 BARBOSA.

mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 4º ano. levantamento de interesse junto aos alunos. mapas. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Mas não para por aí. e tem por objetivo servir de apoio ao trabalho do professor. os alunos acompanham as transformações do espaço geográfico por meio das suas vivências em outros espaços e grupos sociais. construções etc. 218 . grafites. O subsídio Santos – Vivenciando a História e Geografia apresenta material bastante variado: fotos atuais e antigas. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. histórias em quadrinhos. filmes. matérias de jornal. por meio do qual se torna possível a compreensão de outras realidades que o cercam. A construção do conhecimento em Geografia A geografia é uma ciência de observação. A partir delas. que podem culminar em uma exposição. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Enfim. peça de teatro.. a casa. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. conhecimento espontâneo. de Tarsila do Amaral. desenhos. enciclopédia eletrônica. diários de viajantes. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. Com as informações em mãos. Aos poucos. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. pois trabalha com a paisagem local e o espaço vivido pelos alunos. pinturas. comparar com outras imagens. pinturas. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. esculturas. como exemplo. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. O estudo do município constitui-se uma realidade próxima ao aluno. textos da Internet. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. fotografias. a geografia pode contar com muitos aliados: música. entre outras. música. charges. Cartazes. a rua da escola. Em seu dia-a-dia. são abordados aspectos geográficos do município de Santos. gráficos e esquemas. a escola. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário.. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. lugares. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. os arredores. que precisa ser sistematizado e transformado no espaço escolar. levantando hipóteses próprias. ampliando a realidade espaço-temporal. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. jogos. Além dos textos.

Inicie o trabalho com mapas simples. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. etc. discutindo as usadas convencionalmente. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. de viver. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. os diferentes modos de morar. ordem ou sucessão (antes. por exemplo. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. nas séries finais do ciclo I. O estudo do meio. mas. que. Engenho dos Erasmos. Mapas. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. etc. o estudo do meio. pois permite a elaboração. existe um grande número de migrantes. construa escalas intuitivas. centro histórico. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. o bairro. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. Explore a procedência das famílias. partindo da sala de aula para a rua. a referência espacial da criança é o corpo. Num primeiro momento. bem organizado. a cidade. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. como recurso didático. Nessa atividade. separação (aquilo que limita. Segundo o PCN de História e Geografia. • • • 219 .Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. para o ciclo I. converse sobre as razões desse fato. estilos de arte. depois e entre). maquetes e plantas Bibliografia Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. fotos de satélites. seja para se comunicar ou para obter informações. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. morros de Santos. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). Em seguida. ou seja. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). Assim. Os aviõezinhos representam aeroportos. maquetes e plantas. o estado e o país.) empregando sucata.: porto. sugerimos: • Explore a noção de legenda. Para tal. os traços azuis representam rios. plantas da cidade. a percepção do que é maior ou menor e legendas. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. folders turísticos. separa). pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. na cidade de Santos. a classe poderá concluir. etc. onde o aluno tenha questões para resolver. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos.

estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. é necessário discutir com os alunos o processo de construção desse espaço. pode-se ficar apenas no levantamento dos dados superficiais. dramatizações. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. que escrevem suas opiniões no jornal diário ou que fazem comentários sobre as pessoas do lugar. que há bancos. para isso.gov. uma boa fonte são os 220 . Nesse sentido. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. Assim como o barbante.sp. melhores condições de saúde. pé. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço na nossa cidade. saber o que significa. A sua representação depende da escala adotada. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. é feito um trabalho processual. Relatos de viagem. palito. espaço e trabalho A temática “trabalho e como o homem apropria-se do meio. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. ou seja. por exemplo. Para o trabalho com poesia. praças.santos. a distância de 1.000 (“um para quinhentos mil”). em grupos. entre as fotos e as pessoas. seus costumes. hospitais. depois. podem se usados outros padrões de medida. interferências. Comece com objetos. pessoas que a visitam. letras de música. entre outras.Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. tais como de que modo a cidade se organiza a partir de um centro onde estão os prédios da administração pública. recortes de jornal e revistas. escolas. tais como: palmo. representação por meio de desenho.5 centímetros entre São Paulo e Santos. criação de poemas. Para que a investigação ultrapasse a mera descrição da cidade. com questões como: Por que a cidade está localizada nessa parcela do território? Por que a cidade se desenvolveu em torno de um porto? Onde vivem seus habitantes e porque escolhem esses lugares? Como é feito o abastecimento de água? Para onde vai o lixo? Como esse espaço foi construído e de que modo continua se transformando? São questões que levam os alunos a compreender que a cidade é algo dinâmico. http://www. • A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. transformando-o com o uso da tecnologia” são importantes para se compreender a organização espacial e perceber que o modo como a sociedade produz o espaço geográfico depende de como o trabalho é realizado. braça. transporte e trabalho. analisem as diferenças de tamanho entre elas. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. depois parta para a sala de aula. Ao estudar a cidade de Santos. chegando à noção espontânea de escala. • O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. reescrita.br/#santos Ocupação. que as pessoas se movimentam à procura de lazer. Para compreender essa redução.

Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre a cidade para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. Educação e Realidade. As imagens deverão ganhar legendas. Metamorfoses do espaço habitado.br/ http://www. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. Sites http://www.poemas de Martim Fontes. 1996.com. Geografia. Carlos R. São Paulo : FTD.ibge. São Paulo: Hucitec. 1992. 1994. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. MORAES. SANTOS. A.htm http://www.sogeografia.hpg.sapo.desertdesmat. São Paulo: Hucitec.gov.htm http://edumed.no. Salete.com. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. Bibliografia HOFFMANN. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais da própria cidade já conhecidos ou não. KOZEL.br/jogos/ http://edumed.inpe.yupis.br Jogos online http://www. Porto Alegre. Milton.com.geoelearn. títulos. 1988. ora do trabalho ou simplesmente do lazer.br 221 . Vicente de Carvalho e Rui Ribeiro Couto.aprofgeo.pt/JogoAgrMun.cnpsa. pois retratam a cidade do seu tempo. Avaliação.com/ http://www.embrapa. textos explicativos.br/ http://www.sosmatatlantica. pequena história crítica. Didática de Geografia: memória da Terra : o espaço vivido. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado.br/home/ http://www.pt/JogoMigMun. mito e desafio. Jussara.sapo. com os seus costumes e espaços ora da infância.org.br/ http://www.no.

• Formas diferentes de energia (térmica. • Estados físicos e mudanças de estado. elétrica. • Realização de trabalho de campo para observação. • Avaliação da influência dos componentes ambientais na vida dos animais e vegetais. • Uso de técnicas de investigação ao observar e descrever imagens de diferentes objetos em diferentes fontes. jornais. coleta de materiais. • Materiais retirados do ambiente e utilizados pelo homem (areia. utilizando diferentes critérios para classificá-los. eólica). luz. • Fertilidade do solo. bem como das intervenções do homem no ambiente. veículos. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. como organização e rigor nas observações e análises. dos combustíveis. • Valorização das coisas da natureza. no desenvolvimento de novos aparelhos domésticos. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas em diferentes fontes (revistas. • Presença da água na natureza. petróleo entre outros). • Características e propriedades da água. • Poluição do ar. água e solo e suas consequências. • Ciclo da água na natureza. calor. • A energia no planeta. alimentos. • Posicionamento diante de conquistas e inovações tecnológicas valorizando a contribuição da ciência para a melhoria da qualidade de vida. • Desenvolvimento de hábitos novos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados ao cuidado com a saúde. madeira. quadros. • Respeito pelas coisas da natureza. • Atmosfera e gases. • Erosão do solo e suas consequências. manipulação. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • O solo e sua ocupação: urbana e rural. e as conseqüências das formas inadequadas de ocupação dos diferentes 222 .água . tabelas.ar e seres vivos. calor) e seus efeitos. mais elaborados. • Tipos de solo e o solo de nossa região. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. listas. • Vento: utilidades e perigos. minerais. • Utilização do vocabulário adequado para descrição dos fenômenos observados. luminosa. • Ar e combustão. • Organização e registro de dados sobre o tema estudado por intermédio de desenhos. conhecendo como a exploração irracional dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente. lixo. • Uso indiscriminado dos recursos naturais. textos. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. esquemas. seres vivos. • Observação de fenômenos e objetos e formulação de perguntas e suposições sobre o tema em estudo. solar. • Valorização do saneamento básico como técnica que contribui para a qualidade de vida e a preservação do meio ambiente. indústrias. • A água como solvente (misturas). livros paradidáticos) sobre o tema em estudo. • Relação solo . por exemplo. entre outros). • Enumeração das atitudes e comportamentos favoráveis à higiene e à prevenção de acidentes. ao trazer amostras de solo para observação). • Importância da água para os seres vivos. como. • Vegetação e erosão. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Respeito às opiniões das pessoas. • Leitura de textos informativos e comparação de ideias. • Investigação das relações entre água. • Transformações da energia (luz. solo e outros materiais. • Fontes poluidoras (navios. • Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício.

• Água e abastecimento (captação. • Tratamento da água. utensílios. com a supervisão do professor. Recursos tecnológicos • Saneamento básico. • Comparação e classificação dos equipamentos. ferramentas. as consequências para a saúde pessoal e ambiental. • Verminoses mais comuns na infância. relacionando o seu funcionamento à utilização de energia. • Coleta seletiva de lixo. • Higiene pessoal e ambiental. • Preservação dos recursos naturais. Água potável. • Tratamento do lixo. ao estudar por exemplo gráficos de consumo de energia elétrica. para se aproximar da noção de energia como capacidade de realizar trabalho.Ser humano e saúde • Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela: água. ar e solo poluídos ou contaminados. • Prevenção de acidentes. • Investigação da origem e destino social dos recursos tecnológicos. • Manejo de material e montagens de experiências simples. • Reciclagem de materiais. reservatórios de água e distribuição de água. • Análise de dados. • Destino das águas servidas (sistema de esgotos) e tratamento de águas servidas. • Materiais usados no dia-a-dia e o lixo. 223 . distribuição e armazenamento da água).

• • • • 224 .<. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações.com e sem reagrupamento. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar. idéias e cálculos. que envolvam números naturais. • Avaliação de resultados obtidos por meio das operações inversas. • Esclarecimento de dúvidas. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal. <. .multiplicador com um ou mais algarismos . • Interação com seus pares de forma cooperativa. que envolvam números naturais. como ideia de juntar.operações com e sem reagrupamento. Multiplicação .símbolos (>. . -propriedades. observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal e ordinal.nomenclatura. .nomenclatura. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. aproximado). para tanto. • Uso do conceito de adição. 100 dezenas ou 1000 unidades. . x. Educ.valor posicional. Subtração: . na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. . . utilizando.ordem crescente e decrescente. ≠) na escrita das operações. respeitando o pensamento do outro.situações de tirar.par e ímpar. . • Curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo (mental. transpondoas para a sua rotina.999 . • Utilização de sinais convencionais (+. . Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999. exato. necessários em seu dia-a-dia. • Perseverança.unidade e dezena de milhar.sucessor e antecessor. • Registro do antecessor e do sucessor de um número natural. • Respeito às regras de jogos. .produto até 999. • Perseverança.multiplicando até 3ª ordem (centena). • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. Números ordinais (até 50). • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. . =.operação inversa. esforço e disciplina na busca de resultados. -. esforço e disciplina na busca de resultados. na resolução de situações-problema do cotidiano. que envolvam números naturais. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias.com duas ou mais parcelas. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. . = e ≠). acrescentar quantidades. >. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. • Uso do termo unidade de milhar relacionado ao conjunto de 10 centenas.situações que envolvam a idéia combinatória.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf.com e sem reagrupamento. • Leitura. • Exposição e registro preciso de informações. na resolução de situações-problema do cotidiano. comparar e completar quantidades. comparar ou completar . escrita. . • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. na resolução de situaçõesproblema do cotidiano. escrito. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. Adição . : =. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. empregando números e quantidades. . • Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. que envolvam números naturais.situações que representam adições de parcelas iguais .com duas ou mais parcelas.

. .comparação de números fracionários. • Leitura de horas num relógio de ponteiros. 1000. • Ampliação dos significados do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem. . • • • 2. como fonte de aprendizagem. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. • Percepção do eixo de simetria.divisor com 2 algarismos. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de ideias.por 10. Números romanos . • Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. maia e romano (destacar o último por estar bem presente no cotidiano dos alunos). . 225 . • Hábito de analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. eixos de simetria.representação fracionária. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. ATITUDINAIS • Respeito pelo pensamento do outro. ano. como o egípcio. Números fracionários . PROCEDIMENTAIS • Utilização de diferentes operações para resolver um mesmo problema.semelhanças e diferenças entre polígonos.divisor com 2 algarismos. . na natureza e nas criações artísticas • Representação de formas poligonais em trabalhos artísticos.dobro . 100 e 1000.fração de uma quantidade Números decimais . .exata e não exata. . semana. . . vertical e inclinada). terça e quarta parte. • Uso do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem e medidas. • Ampliação e redução de figuras planas pelo uso de malhas. • Criação de figuras simétricas por meio de dobraduras • Observação de formas poligonais no dia-a-dia. evitando interpretações parciais e precipitadas. .metade. • Aplicação de diferentes estratégias de contagem.frações equivalentes. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. Espaço e Forma • Posições de uma reta (horizontal. • Relação entre as unidades de tempo — dia. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. . usando critérios como número de lados. • Aplicação de estratégias pessoais para o cálculo das quatro operações. . mês. • Construção de sólidos geométricos a partir de suas principais características. • Localização de pessoas ou objetos no espaço por meio do emprego de vocábulo e linguagem geométrica de posição. • Resolução de operações com e sem reagrupamento. • Utilização de calendários. direção e sentido.exata e não exata.Operações inversas • Divisão .por 10. etc. semestre.comparação de números decimais.História de sistemas de numeração antigos. precisão e correção na elaboração e na apresentação dos trabalhos. número de ângulos.adição e subtração com números decimais.operação inversa. quádruplo e quíntuplo. triplo. . 100. . bimestre.dividendo até 999. . . ordem. • Observação de figuras simétricas na natureza e em obras artísticas. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado.o décimo.leitura e escrita de números decimais. • Utilização das quatro operações em situações-problema. • Apreciação da limpeza. .adição e subtração de frações com o mesmo denominador.CONCEITUAIS .leitura de frações .

tabelas e gráficos 226 .Grandezas e Medidas • • Medidas de tempo: hora e minuto Sistema monetário. • Simetria • Ângulos • Polígonos • Sólidos geométricos.).Sistema monetário brasileiro (cédulas e moedas/ real e centavos). concorrentes). . largura e altura. para identificação de acontecimentos e resultados de pesquisas. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. Medidas de capacidade: litro e mililitro. de dupla entrada e gráficos de barra para comunicar a informação obtida. arestas e vértices. • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. tabelas. • Cálculo de perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros de duas figuras sem uso de fórmulas. organização e descrição de dados.Sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. 3. • Produção de textos escritos.CONCEITUAIS . etc. • Criação de registros pessoais para comunicação das informações coletadas. • Construção de listas. • Coleta. diagramas e gráficos) e construção dessas representações.elementos do sólido geométrico: faces. a partir da interpretação de gráficos e tabelas.Documentos relacionados ao processo de compra e venda: cheque. tabelas simples. Perímetro PROCEDIMENTAIS • Comparação de grandezas de mesma natureza. ATITUDINAIS • • • 4. nota fiscal. Medidas de massa e comprimento. resultados de campeonatos e jogos. .composição e decomposição de figuras planas e identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares. Tratamento da informação • Listas. gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. etc. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. . por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos (recipientes de um litro).Breve contextualização história do sistema monetário (sistema de trocas das antigas civilizações) .Lucro e prejuízo . recibo. • Realização de estimativas. • Posições de duas retas (paralelas. . • Interpretação e elaboração de listas. científicos ou outros. relação dos nomes dos alunos. vale.três dimensões: comprimento. . perpendiculares.

* Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. 227 . a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. teclado. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações. e-mail. *Utilização de sites para complementar as aulas. Site da Educação. a memorização. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. * Manuseio adequado de dispositivos externos (scanner. Mesa Alfabeto. impressora. CD-Rom). sites de busca: iniciação à pesquisa. de comunicação e convívio social. outros). a inter-relação de pensamentos. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. * Valorização das tecnologias ( My Kid. ideias e conceitos. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. máquina digital. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. drive de disquete. mouse pad. a coordenação motora. ATITUDINAIS * Convivência em grupo. mouse.

Operação coerente da língua de acordo com objetivo da mensagem. o Sinônimo / antônimo. Ampliação do repertório vocabular. Leitura e escuta de textos de gêneros diversos. • Coesão e coerência textual. pátrios. entrevistas. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. receitas. quadrinhas. lembrar. instruir-se.). instruções. Produção de diferentes textos. entre outros suportes de escrita. notícias (via rádio e TV). documentos. Autonomia e criticidade crescentes nas produções escritas. música. Escrita • Produção de texto coletiva e individual. interpretação e intercâmbio: seminário.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Arte / Ed. Leitura com diferentes finalidades: estudar. derivados. o Adjetivo. de acordo com as necessidades textuais. mesa-redonda. trissílabas e polissílabas. escultura e outros). Produção de jornal escolar (seleção de seções. ingresso para eventos. Exercício da cidadania por meio do domínio da língua formal. • Textos extraverbais (ex: fotografia. o Substantivos coletivos. emocionar-se. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem oral • Linguagem e participação social (leituras variadas. informar-se. mas também fora dele. pesquisar. lendas. pintura. trava-línguas. oral e escrita. escolha de reportagens. • 228 . • Itens da gramática normativa: o Substantivo próprio / comum. canções. elaboração de texto e revisão. dança. Preservação e cuidado com livros. etc. • Leitura e interpretação de texto. divertir-se. fábulas. o Número do substantivo e do adjetivo ( singular / plural). parlendas. Análise de textos bem escritos para observação do processo de escritura de diferentes autores consagrados. comunicar em voz alta. o Palavras monossílabas. registros. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Aplicação das regras da língua padrão em situações de expressão oral e escrita. Valorização do uso do dicionário. etc. Combinação e seleção de estratégias de leitura. piadas. cartão-postal. mitos. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. primitivos. Utilização e seleção de vocábulos adequados aos objetivos pretendidos. não apenas no ambiente escolar. Valorização da leitura. poemas. palestra. notícias e manchetes. escolha de imagens etc). relatos. Leitura • Textos de gêneros diversos: contos. simples / composto. Valorização da pesquisa como fonte de conhecimento e aprendizagem. dissílabas.

etc. etc – e terminação dos verbos em SSE – ex: chegasse. como etc. o Discurso direto e indireto. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 229 . o Palavras oxítonas. falasse. • Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. editorial. depois que.. enquanto. porquê. legenda de fotos. já que. visto que. depois que. portanto.CONCEITUAIS o Pronomes pessoais e possessivos. interrogativas. etc). o Verbo (infinitivo). o Frases: afirmativas. porque. o Diferentes usos e grafias: por quê? Por que. • Regularidades Morfogramaticais (terminação em L no final dos coletivos – ex: canavial cafezal. passado e futuro. artigo de opinião. cantasse. terminação em ESA para lugar de origem – ex: francesa. o Expressões de temporalidade e causalidade (nas situações de uso da língua): quando. etc –. notícia. a partir de um tema gerador previamente selecionado. até que. portuguesa. o Verbos: 1ª. o Sinais de pontuação (vírgula). o Irregularidades ortográficas. o Ortografia: • Regularidades Contextuais (o uso do S/SS).. negativas e exclamativas. • Características do gênero (texto jornalístico: manchete.? porque. 2ª e 3ª conjugação. reportagem. logo que. o Tempos verbais: presente.) /portador de texto (jornal). paroxítonas e proparoxítonas.

sobrenome e palavras que não compreende. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. hello. run. erase the board. bathroom.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. o Alimentos e bebidas. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. membros da família. giraffe. PROCEDIMENTAIS Uso. jump. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. Uso do alfabeto para soletrar o próprio nome. good afternoon. garage. o Datas e comemorações: What’s your favorite holiday? / When is your birthday? / What day is today? It’s … • Vocabulário: o Animais (tiger. fly. draw. snake. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. Respeito ao momento em que o outro fala. crocodile. raise your hands. cook. brinquedos. garden). congratulations. speak.. cross your arms. good evening. glue. ouvindo com atenção. it’s easy. thank you. / No. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi. Uso do verbo “to have” para falar sobre seus pertences. look at my…. close/open your book/the door. o Preferências: What’s your favorite. write. aniversário. good night. dining room. panda. do vocabulário e diálogos aprendidos. 230 . Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. thanks. repeat. stand up. Contato com músicas. And you? • Apresentação: What´s your name? My name is _. play. zebra. good bye. cut. please. monkey. animais.? I like/love… I don’t like… o Localizações: Where’s …? She/he/it is on/under the/in… o Pertences: What do you have? I have a …. em situações cotidianas. partes do corpo. bears). lion. Uso do verbo “to hate” para expressar-se sobre o que não gosta de fazer. o Habilidades: Can you…? Yes. bedroom. • Sugerir praticar algo: Let’s play … Perguntas e respostas sobre: o Ortografia: How do you spell LION? L-I-O-N. shake your leg. color. I can.. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. • Comandos: sit down. swim. How are you? I’m fine. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. living room. I can’t. o Cômodos da casa (kitchen. Uso do verbo modal “can” para expressar o que consegue e não consegue fazer. good morning. Uso dos verbos “to like” e “to love” para expressarse sobre as coisas que gosta de fazer e preferências. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por intermédio de vídeos e CDs. read. elephant.

Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. Easter. robot. Mother’s Day. o Números de 1 a 100. fridge). o Habilidades(run. Preposições de lugar: in. play). o Meses do ano. Pronomes pessoais: I. they. Carnival. jump. sofa. o Família (father. yo-yo. “to love”.“to like”. Carnival.CONCEITUAIS o Móveis da casa (bed. volleyball. on. • Preposição de tempo: in. she. dance. Teacher’s Day. Father’s Day. basketball. grandfather). Thanksgiving. cook. car). shower. teddy bear. it. chair. speak. he. “to hate” presente simples. tennins. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 231 . children’s Day. swimming. o Esportes (soccer. you. o Jogos e brinquedos (puzzles. Verbo modal: can. stove. fly. Halloween. Father’s Day. Gramática: Verbo “to be”. o Dias da semana. your. o Celebrações (Christmas. Christmas. Mother’s Day. brother. June Festival. sister. memory game. table. New Year’s Eve. grandmother. Easter. swim). closet. mother. Independence Day). under. toilet. play. • Pronomes possessivos: my. dominoes.

de outras crianças e da produção de arte em geral. auditivas. Canto coletivo.LINGUAGENS 4º ANO (A Mus / L Port / Ing / Art / Mov) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Propriedades do som: Altura (sons ascendentes. brincadeiras. identificação. canções. Hino Nacional Brasileiro. Interesse. pulso. Gráfico sonoro (altura/intensidade e duração). percussão e movimentos corporais. improvisação. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. Improvisação sonora dirigida. pulsação. Hino da Proclamação da República. ternário e quaternário e do desenho rítmico da melodia. utilizando instrumentos de percussão. Timbre (sons simultâneos). jogos. brinquedos cantados. Pergunta e resposta rítmica. Duração Acento. Andamentos (rápidos. Valorização das próprias produções. Manifestações folclóricas: jogos. desenho rítmico da melodia das canções. Composição de atividades orais. reconhecendo os instrumentos musicais. Percepção e demonstração do pulso. representação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. ATITUDINAIS Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. dinâmica etc. do cotidiano. Intensidade – dinâmica nas canções. Células rítmicas e melódicas. Hino à Bandeira Nacional. Valorização da cultura popular e manifestações folclóricas brasileiras 232 . destacando-se o compositor e sua breve biografia. moderados e lentos). exercícios de percepção (leitura e ditado rítmico / melódico). facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. (Ostinato) Memorização rítmica e melódica. brinquedos cantados. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. PROCEDIMENTAIS Audição. Canto coletivo. Repetição de frases rítmicas e melódicas. Apreciação da música erudita. Valorização da voz como instrumento de comunicação e expressão. objetos sonoros. Hino da Independência. concentração. corporais. memorização rítmica e melódica por meio de canções. etc. observação. prontidão. do acento nos compassos binário. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente Expressão corporal. etc. gestual. entre outras. Formação de repertório. sonorização de histórias. estimulando a locomoção. por meio de canções conhecidas. descendentes e de mesma altura). Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. parlendas. levando a uma melhor qualidade de vida. brincadeiras. percebendo o que pode ser mais saudável. Música erudita. Interpretação. danças.

Disco das cores. Uso do corpo como expressão artística. Folclore. Plano. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). espaço. Maquetes (Sugestão: Benedito Calixto). Simetria na arte. As formas geométricas na arte. espaço e planos nas manifestações artísticas. Construção de objetos tridimensionais (maquete). Respeito a formas de expressão artísticas diferenciadas. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. Valorização e respeito a outras culturas. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções artísticas. não-convencionais. argila. Experimentação de materiais diversificados. ativando a memória afetiva. Expressão fisionômica. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • • Cores complementares. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. (Sugestão: Portinari. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. às idéias dos demais. 233 . Quadro vivo. Desenvolvimento da criatividade. Respeito à própria produção e à do outro. Desenvolvimento do senso crítico. Tangram. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. tamanho e proporção. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Respeito às normas de funcionamento. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização da solidariedade e da cooperação. Uso da expressão fisionômica e das possibilidades corporais na encenação teatral. etc. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). Experimentação de materiais diversificados. papel machê. Mímica. Experimentação de técnicas e materiais diversificados. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Experimentação das formas artísticas e tudo que se integra a uma ação criadora (sugestão: Pablo Picasso). Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Vitrais. Arte Indígena. Observação da forma. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das cores nas manifestações artísticas (sugestão: Van Gogh). Lasar Segal). Máscaras com sucata.

PROCEDIMENTAIS • Participação em jogos pré-desportivos. girar) durante jogos. flexibilidade e direção. • Valorização dos momentos de reflexão. • Respeito às regras. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. atividades em equilíbrio. • Exercício da cooperação durante as atividades. • Brincadeiras cantadas. • Participação em jogos coletivos. engatinhar. • Experimentação de atividades de danças. bater.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. brincadeiras e danças. plástica e corporal. velocidade. saltar. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. ATITUDINAIS • Reconhecimento. • Uso da atenção. • Expressão de opiniões pessoais quanto a atitudes e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. • Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. • Atividades pré-desportivas. • Atividades em sala de aula. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. • Valorização da convivência solidária. esportes e brincadeiras. simbólicos. rolar. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. rebater. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. brincadeiras ou outras atividades corporais. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. amortecer. • Noções de higiene e saúde. • Atividades com noções de equilíbrio. observação e memória. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. força. valorizando a participação de todos. • Jogos individuais e coletivos. com ajuda do professor. matemática. respeitando as diferenças. jogos populares. rastejar. • Utilização de habilidades (correr. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Atividades competitivas. • Discussão das regras dos jogos. • Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. • Resolução individual de problemas corporais. • Respeito à utilização dos espaços comuns. memória e observação. respeitando o grau de dificuldade da criança. • Atividades com jogos sensoriais. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. • Reconhecimento da importância da valorização e apreciação das manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. arremessar. saltos. 234 . • Adoção de atitudes de respeito mútuo. • Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. motores. rolamentos. expressar e comunicar suas idéias. brincadeiras e danças cooperativas. • Circuitos abertos com corridas. Danças pertencentes a manifestações culturais da coletividade ou outras localidades. • Cuidado com o próprio corpo. • Criação de brincadeiras. repudiando qualquer espécie de violência. assim como em danças. dignidade e solidariedade em situações competitivas. como meio para produzir. apoios variados. chutar. • Movimentos por meio das possibilidades: arrastar-se. saltos e arremessos. gráfica. • Respeito a suas possibilidades e limitações corporais. desenvolvendo atenção.

• Atividades com divisões de grupos. estabelecendo relações com o espaço disponível.• Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. • Atividades pré-desportivas. • Circuitos de força. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. agilidade e habilidades motoras. • Uso de suas possibilidades e limitações corporais. 235 .

. • A chegada dos portugueses às terras brasileiras e o início do povoamento. Leitura de documentos.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes grupos que habitaram a região antes da chegada dos portugueses: os homens de sambaqui e os indígenas. • Valorização da história da cidade. obras de arte. Construção de maquetes. Relig. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Formação inicial da cidade de Santos: povoado do Enguaguaçu e suas relações sociais. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. indígenas e negros. Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. Emprego de diferentes estratégias de pesquisa. Organização dos dados coletados por meio de gráficos. • Aceitação das diferenças de opinião. respeitando o pensamento do outro. • Reconhecimento das diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Produção de regras e combinados coletivos a fim de valorizar ações conjuntas. • Reconhecimento das semelhanças. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. Uso de textos como forma de ampliar e discutir os conhecimentos elaborados. documentos. o o ressurgimento do porto: o açúcar e a construção da Calçada do Lorena. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação ao local onde se vive. ao professor e demais pessoas do seu convívio escolar. • Valorização da cultura indígena • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos povos formadores da nossa cultura. etc. considerando época e linguagem. • Desenvolvimento econômico da localidade e os diferentes grupos sociais que conviviam na coletividade: portugueses. estado. Pesquisa em diferentes fontes: livros. musical ou poética do encontro de diferentes culturas. país e suas relações. • Valorização da história do local onde se vive. • História inicial de Santos • Elevação de Santos à categoria de Vila: o escolha do nome de Santos. etc. • Integração aos grupos dos quais faz parte. iconográficos e cartográficos. cartazes. o a invasão de estrangeiros na Vila de Santos • O comércio na Vila de Santos: o o monopólio do sal. junto com o professor. Elaboração de síntese histórica: linha do tempo. o desenvolvimento econômico da Vila (engenhos. Coleta de dados em diferentes fontes e documentos escritos. encontro e descobrimento. jornais etc. cidade. Discussão dos termos invasão. Planejamento e realização de estudo do meio. Caracterização do local em que se vive: bairro.) • A produção açucareira em Santos e o desenvolvimento o a concorrência do açúcar nordestino e a saída para a crise: as bandeiras. 236 . ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. textos. Elaboração de textos a partir do material coletado. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. • A chegada de Martim Afonso e o início da colonização oficial do Brasil: fundação da Vila e engenhos. porto. diferenças e permanências no modo de vida da população. Representação teatral.

músicas. brincadeiras e festas do folclore santista. a expansão da orla e a migração nordestina. • A expansão urbana da cidade e o desenvolvimento econômico. • Lendas.CONCEITUAIS • A participação dos santistas nas lutas pela Abolição da Escravatura. ATITUDINAIS • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Principais acontecimentos políticos. econômicos e culturais atuais. o Quilombo do Jabaquara. costumes e alimentação). • Transformações ocorridas a partir da expansão do café pelo interior de São Paulo e a importância do Porto para a economia nacional. reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. • Santos e a Independência do Brasil: a participação de José Bonifácio. • Valorização do patrimônio sociocultural. levando em consideração a importância dos imigrantes na formação da população santista. comidas típicas. • Elevação da Vila à categoria de Cidade. 237 . • História recente: o regime militar em Santos e a volta da democracia. • Participação do proletariado santista na luta por melhores condições trabalhistas. • Respeito à sociodiversidade. • Contextualização temporal da história do Brasil e de Santos • Localização espacial e temporal na História de Santos. sociais. • Crescimento do turismo. • A imigração e a substituição do trabalho escravo. • Manifestações artísticas e culturais: o Festa junina em Santos (danças. PROCEDIMENTAIS • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares existentes em Santos • Elaboração de registros pictóricos sobre folclore santista.

• Valorização da diversidade cultural e étnica da cidade de Santos. aplainamento de morros. mapas. Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. observando a industrialização e comercialização. clima. ocupação do espaço. textos narrativos. gráficos. poluição e outros. hidrografia. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. tais como: mão-de-obra para a indústria. livros. Relig. destacando-se os mapas que retratam Santos e Região da Baixada Santista. • Movimento de migração. • Aspectos físicos da cidade de Santos: relevo. 238 . áreas populacionais e outros. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. desemprego e influências na cultura da cidade. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. escala e legenda. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambos. desenhos. construção de pontes. • Características de urbanização da cidade de Santos. • Semelhanças e diferenças físico-sociais da cidade e do campo. legenda e título. Registro por meio de listas.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. • • • • • PROCEDIMENTAIS Leitura. obras-de-arte e outros. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. internet. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. destacando-se o Porto. recursos naturais. fotografias. Confecção de maquete com escala. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. • Ocupação do espaço físico da cidade de Santos diferenciando as zonas rural e urbana. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. enciclopédias. fotografias. compreendendo suas consequências. plantas e outros.

moradia. movimentos populares e organização político-administrativa do município. transporte. empregado). outro transporta. secundário. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 239 . • Processo de urbanização e modernização da cidade de Santos promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas.CONCEITUAIS • Divisões do trabalho – por tarefas (um planta. por setor (primário. • Modos de vida dos diferentes grupos sociais locais comparando-os a outras áreas da cidade e região. programas assistenciais. tendo como foco a dinâmica da economia na cidade de Santos e Região da Baixada Santista. espacial (cidade e campo). social (patrão. terciário). energia elétrica. lazer. outro embala e outras). saneamento básico.

Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais / religiosas. • Grandes acontecimentos são celebrados. • • • • • • Valorização da família. seus desejos. Formação do povo brasileiro • Diversidade étnica da cultura negra e indígena. africana. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. indígena. principalmente. Troca de opiniões e experiências com os colegas. oriental. suas não explicações sobre a realidade complexa e pouco compreendida. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. Discussão em grupos sobre os mitos que se criam ao redor de pessoas (artistas. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para nossas expressões. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • Expressão da sua crença com liberdade. Rituais • Celebrações tornam-se práticas religiosas.4º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Os acontecimentos religiosos são fatos marcantes e podem originar mitos. presentes no nosso cotidiano. personagens públicas) como forma de o mundo moderno explicar suas projeções. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. de modo que cada grupo apresente sobre uma Tradição Religiosa diferente da que professa. Pesquisa dos modos de celebrações e solenidades dos grandes acontecimentos que são chamados de rituais pelas Tradições Religiosas e apresentados nos textos sagrados. Levantamento junto aos familiares das histórias (crendices) que se contam em famílias e que passam de pai para filho como se fossem verdades. 240 . entendendo a liberdade que o outro também tem de expressar-se quanto à própria crença. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. Relação de significados entre os diferentes símbolos religiosos. classificandoos conforme a matriz de origem: ocidental. Exposição de trabalhos em grupo.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 5º ANO Ensino Fundamental 241 .

mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. sobre os fenômenos naturais. de gerações a gerações. Sendo assim. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. Desse modo. comparação. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. Da mesma maneira que. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. elaborados e acumulados pelo homem. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Para que ocorra a problematização. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. com o outro e com o ambiente. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. o aluno necessita coletar novas informações. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. é construído com a intervenção do professor. Dessa forma criam-se situações em que. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. como a problematização. Mas esse processo não é espontâneo. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. busca e registro de informações. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. a transversalidade. vegetais. Para tanto. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. a busca de informações. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. o trabalho em grupo. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. a investigação. Dificilmente. Ao longo do ensino fundamental. Para aprender Ciências. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. Sendo assim. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. animais etc.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. cabe ao professor selecionar. criando situações interessantes e significativas. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. Nesse tipo de observação os alunos podem 242 . percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. a experimentação e a leitura de textos. No entanto. para encontrar soluções. experiências valores culturais e sua observação natural. em língua portuguesa. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. A partir disso. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos.

observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. criar atividades. lupas. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. analisar. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. e entender a idéia de pressão. Além do desenho. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. sempre que possível. compreender procedimentos. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. por exemplo. vídeos. em situações reais de comunicação. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. Na observação indireta. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. para que os alunos entendam o que significa sólido. As experiências sugeridas não devem. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. materiais. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. Um dos objetivos dessas atividades é. ou seja. Nessa fase. manipulação de objetos e materiais e construções. Os alunos podem comparar entre si objetos. na produção de um texto coletivo. Além disso. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. líquido e gás. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. entre outros. Por exemplo. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. sintetizar. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. de modelos científicos como argumentar. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. assim como a reconstrução de categorias de ideias. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. portanto. identificar. nesse sentido. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”.utilizar todos os sentidos na busca de informações. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. com a ajuda ou não do professor. gravuras. como por exemplo. É o caso que envolve visitas. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. seres vivos. como fotos. tabelas. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. fundamental. etc. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. Trabalho com projetos Os projetos. elaboração de listas. esquemas. etc. A atuação do aluno é. de estudos do meio e de Webquest. listas. levantadas em um determinado problema. pequenos textos. Experimentação Por meio dela. esquemas. justamente. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. mapas. 243 . a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. muitas vezes. como microscópios. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. sugando o ar que está lá.

da Geologia. Hoje em dia. propomos a sequência de conteúdos que tratam da energia e suas transformações. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. expressar a imaginação. da Biologia e de outras ciências. do desenvolvimento e evolução dos ecossistemas. por um lado. ou seja. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. Em uma definição ampla. além de fornecer motivação. da Física. pode resultar em aprendizagem conceitual. os conteúdos são extensos. os temas são aleatórios. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. observando-se o longo período de formação dos ambientes naturais. e. desenvolvimento de iniciativa. o que faz da Ecologia uma ciência interdisciplinar. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. oferece subsídios para a formação de atitudes de respeito à integridade ambiental. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. testar as habilidades. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. como o respeito aos colegas. que têm. O importante. um filme. Ampliar conhecimentos. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. O enfoque das relações entre os seres vivos e não-vivos. e que a natureza tem ritmo próprio de renovação e reconstituição de seus componentes. a sua parte universal. do ciclo dos materiais e fluxo de energia. Normalmente. locais ou planetárias. por outro lado. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe.Jogos e atividades lúdicas O jogo. matéria e energia. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. dos níveis tróficos (produção. se possível. As atividades lúdicas. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. 244 . iniciados no 4º ano. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. lança-se mão de conhecimentos da Química. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. um programa de TV. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. De certo ponto de vista. uma notícia de jornal. a História e a Geografia. da Paleontologia. por exemplo. Em cada um desses capítulos. resultando em um sistema aberto denominado ecossistema. Tais relações são enfocadas nos estudos das cadeias e teias alimentares. em dimensões instantâneas ou de longa duração. aplicadas aos múltiplos conteúdos da temática ambiental. o que representa a sua comunidade. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. tomada de decisões. estabelecimento de regras. procurando-se ampliar a abrangência e a profundidade dos estudos ambientais do ponto de vista de Ciências. quando proposto como atividade lúdica. Escolhido e orientado pelo professor. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. da dinâmica das populações. a Ecologia estuda as relações de interdependência entre os organismos vivos e destes com os componentes abióticos (sem vida) do espaço que habitam. com outras áreas do conhecimento. de procedimentos e de atitudes. Ambiente No 5º ano. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. A Ecologia será o principal referencial teórico para os estudos ambientais. o seu aspecto individual e. consumo e decomposição). por meio de processo complexo. levando-se em consideração a realidade do aluno. Por exemplo. etc.

Este é o caso das cadeias alimentares. juventude. Não são aspectos que possam ser vistos diretamente. que no referencial teórico comporta implicações biológicas. o corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado. buscase explicar como as várias dimensões dos conteúdos estão articulados entre si e com os conteúdos de educação ambiental. ser objeto de investigação por meio da observação e da experimentação diretas. a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. que podem. A carência nutricional. É essa relação que assegura a integridade do corpo e faz dele uma totalidade. sais minerais e água. O desenvolvimento de uma consciência com relação à alimentação é necessário. para se tratar conteúdos tendo em vista o desenvolvimento de capacidades inerentes à cidadania é preciso que o conhecimento escolar não seja alheio ao debate ambiental travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar. culturais e sociais que marcam tais fases. se reproduz e morre. Importa. rituais próprios de cada cultura. os diferentes aparelhos e sistemas que o compõem devem ser percebidos em suas funções específicas para a manutenção do todo. são idéias construídas com o auxílio de outras mais simples. para ser também de crianças. a afetiva e a social. Todos têm necessidade de consumir diariamente uma série de substâncias alimentares. químicas e geológicas. Estes conteúdos podem ser tratados em conexão com outros na dimensão das atitudes. Assim como a natureza. se defende da invasão de elementos danosos. alimentos. da fotossíntese. portanto. interferem na sua arquitetura e no seu funcionamento. Tanto quanto as relações entre aparelhos e sistemas. O consumo é o objetivo principal da propaganda — de alimentos ou de medicamentos —. Neste conteúdo. neste 5° ano. evidenciando-se e intercruzando-se os fatores biológicos. físicas. fundamentais à construção e ao desenvolvimento do corpo — proteínas. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado continua a nortear os estudos nesta série e orientar a temática. obtém energia. examinando-se a incidência de fungos na decomposição de restos de seres vivos. lipídios. é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. Por exemplo. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. é possível a observação da degradação de diferentes materiais. Motivo: consumo de sanduíches e doces no lugar de refeições com verduras. construindo-se conceitos menos abstratos e mais simples. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. carboidratos. idade adulta e velhice —. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. como a valorização e preservação dos ambientes. só podem ser interpretados. cresce. que se enfatize a possibilidade de realizar escolhas na herança cultural recebida e de mudar hábitos e comportamentos que favoreçam a saúde pessoal e coletiva e o desenvolvimento individual. vem crescendo o número de crianças com índice elevado de colesterol. Para que o aluno compreenda a maneira pela qual o corpo transforma. A alimentação. ouvindo os membros da comunidade. É importante que o trabalho sobre o crescimento e o desenvolvimento humano leve em conta as transformações do corpo e do comportamento nas diferentes fases da vida — nascimento. cereais e legumes. não importando o comprometimento da saúde. comportamentos. Como ser vivo que é. refletir e manifestar-se. do fluxo de energia. infância. da adaptação dos seres vivos ao ambiente.É importante considerar que os conceitos de Ecologia são construções teóricas e não fenômenos observáveis ou passíveis de experimentação. oxigênio. considerando-se as demandas individuais e as possibilidades coletivas de obter alimentos. ainda. no processo de convívio democrático e participação social. por exemplo. E não se trata de casos esporádicos. Em síntese. transporta e elimina água. Importa. da biodiversidade. desenham o corpo humano. Com isso. por exemplo. de menor grau de abstração. Pesquisas têm mostrado que o índice elevado de colesterol no sangue deixou de ser um problema apenas de adultos. 245 . coordena e integra as diferentes funções. Atualmente. apontados no tema transversal Meio Ambiente. a idéia abstrata de ciclo dos materiais nos ambientes. desenvolve-se. pode ganhar sucessivas aproximações. é importante conhecer os vários processos e estruturas e compreender a relação de cada aparelho e sistema com os demais. É muito importante estar atento às ciladas que a propaganda prega. ao menos parcialmente. vitaminas. as interações com o meio respondem pela manutenção da integridade do corpo. compreender as relações fisiológicas e anatômicas.

procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. É elemento de realização humana em suas dimensões afetivas e sociais. A indústria alimentícia pode ser discutida. perceber e respeitar suas necessidades e as dos outros. estudar o problema da deterioração dos alimentos e as técnicas desenvolvidas para conservação. aparelhos. Por exemplo: as funções de nutrição podem ser trabalhadas em conexão com este bloco. realizar escolhas dentro daquilo que lhe é oferecido. ou seja. Também cabem relações com aspectos político-econômicos envolvidos na disponibilidade de tais alimentos. Os conteúdos tratados neste bloco temático permitem inúmeras conexões com aqueles propostos nos outros dois blocos. com relação à utilização dos vegetais pelo homem. Por exemplo. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. abrangendo os conteúdos conceituais. como por exemplo. considerando-se o alcance social de tal desenvolvimento. para pessoas de todas as idades. deverá abranger os três blocos da série. que a manifestação da sexualidade assume formas diversas ao longo do desenvolvimento humano e. que incluem. etc. em um bimestre.É papel da escola subsidiar os alunos com conhecimentos e capacidades que os tornem aptos a discriminar informações. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre ele. da gravidez. masculino e feminino. sexo. remédios. investigando-se alguns processos de transformação dos alimentos. e que pode gerar maior consciência crítica. atividade que o sujeito desenvolve e clima da região onde vive. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. sempre que possível. das formas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. pastagens). A utilização dos seres vivos como recursos naturais pode ser abordada em conexão com os blocos Ambiente e Ser humano. Tão importante quanto o estudo da anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores. Vamos supor que o professor escolha o tema Alimentação. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. caça e pesca predatória. que tem um significado muito mais amplo e variado que a reprodução. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. é a compreensão de que o corpo humano é sexuado. por se tratar de um tema extremamente importante. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. Exemplificamos aqui um modelo para o desenvolvimento de um tema previamente selecionado. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. Pode-se. Esse conhecimento abre possibilidades para o aluno conhecer-se melhor. Ao lado do conhecimento sobre as substâncias alimentares e suas funções no organismo. bem como com os temas transversais Saúde e Orientação Sexual. culturais e sociais. é modelado pela cultura e pela sociedade. podem-se abordar as necessidades alimentares de acordo com idade. etc. A sexualidade humana deve ser considerada nas diferentes fases da vida. a dimensão biológica. adição de substâncias corantes. Sendo assim. pode-se focar seus possíveis usos como alimentos. A seleção dos conteúdos conceituais. do parto. como qualquer comportamento. identificar valores agregados a essas informações e realizar escolhas. por um determinado tempo. Recursos tecnológicos Neste bloco. mas a ela não se restringem. conservantes. embalagens. máquinas. tais como extração ou cultivo das plantas que são alimentos. compreendendo que é um comportamento condicionado por fatores biológicos. foram priorizados os seguintes conteúdos: 246 . garantindo a melhoria da qualidade de vida. pode-se ainda investigar técnicas que possibilitam a obtenção e utilização desses recursos. da contracepção. criação de animais (granjas. também. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles.

próximas ou distantes no tempo e no espaço. investigar aspectos culturais e educacionais dos hábitos alimentares e a importância da higiene na alimentação. motivos do consumo. • Conservação de alimentos. pois os alunos consomem grandes quantidades desses alimentos. Os alunos podem. por meio da fotossíntese e sua importância para os seres vivos. por exemplo. entre outros. 247 . legumes e verduras ou carnes. preferência por alimentos crus ou cozidos. na formação dos hábitos alimentares. fazer o pão e observar o fenômeno de fermentação. por frutas. Os desafios para experimentar podem ser ampliados quando os alunos realizam experiências culinárias. como esses foram formados. A análise dos dados obtidos e organizados poderá proporcionar o entendimento sobre as influências do gosto pessoal. independentemente do nível de poder aquisitivo. • Alimentação equilibrada. sendo pertinente falar sobre as relações que estabelecemos com os animais e vegetais. sobre os próprios hábitos alimentares e de pessoas da comunidade de diferentes idades permite conhecer alimentos mais consumidos nas diferentes refeições. balas. das condições socioeconômicas. embutidos. Outra investigação possível diz respeito às substâncias que compõem os alimentos e seus papéis no funcionamento do corpo. Os conteúdos procedimentais e atitudinais devem ser estabelecidos levando-se em conta os objetivos propostos para o tema em destaque. na obtenção de alimentos bem como a produção de alimentos pelos vegetais. enlatados. Pode-se investigar a origem dos nutrientes industrializados. em que alguns fenômenos podem ser verificados. entre outros aspectos de relevância local que podem ser investigados. A pesquisa sobre hábitos alimentares em outras culturas. A conexão com o ambiente pode ser feita quando se aborda o assunto “fonte e origem dos alimentos”. • Preservação dos recursos naturais. • Higiene e saúde. gostos pessoais. da cultura e do conhecimento. • Contágio por vermes e micro-organismos • Alimentos industrializados. • Cadeia alimentar. açúcares e amido em diferentes alimentos. como por exemplo. Por meio de experimentos simples. salgadinhos. • Hábitos alimentares. A leitura de rótulos de diferentes alimentos industrializados informa sobre as demais substâncias. • Elaboração de cardápios. como refrigerantes. • Fotossíntese. os alunos podem verificar a presença de água. açúcar refinado.• Alimentos: origem. fonte e funções.

mas de obtê-los nas proporções adequadas e garantir que sejam de boa qualidade. ao desenvolvimento de valores. de procedimentos e de atitudes. Visitas a postos de saúde locais ou entrevistas com agentes de saúde podem fornecer informações sobre a máxima utilização dos alimentos. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. à construção da cidadania.O estudo das funções específicas dos diversos nutrientes não é adequado neste momento. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. como enriquecer o pão. Entretanto. A elaboração de cardápios a partir das informações sobre a utilização de recursos disponíveis é estimulante para a construção de um padrão nutricional desejável e compatível com a realidade. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. são utilizadas para o fornecimento de energia e de materiais de construção do corpo. pois não se trata apenas de ingerir todos os nutrientes. proceder a determinadas formas de registro. no seu conjunto. Desta forma. estabelecer relações. os alunos podem compreender que as substâncias alimentares. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. Enfim. um problema ou um experimento. um texto ou trecho de texto. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. como usar talos e cascas de vegetais. 248 . para que sirva à sua aprendizagem. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. uma vez que um mesmo nutriente pode cumprir diferentes papéis e alguns deles são utilizados com diferentes fins. O conhecimento da dieta equilibrada não é o único envolvido na mudança de comportamento alimentar dos alunos. ou seja. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. dependendo do estado nutricional do indivíduo. uma figura. etc. que interprete uma história.

devemos oferecer aos alunos várias situações que 249 . exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Considerando essas dimensões. Nessa concepção de ensino. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. As crianças têm ideias próprias. interesses. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. mediar. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. o afetivo e o motor. As atitudes que as pessoas aprendem. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. não enfatizar só um aspecto da matemática. Segundo MACHADO (2002). A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Sendo assim. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. acentuar as condições e as consequências positivas. utilizar material concreto. desafiadoras e interessantes de ensino.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. • prazer na resolução de problemas. Por outro lado. podemos trabalhar com noções de geometria. Para atingir os objetivos. aberta à incorporação de novos conhecimentos. não a utilizar como punição. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. em situações de desafio. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. acentuamos a ideia de que o aluno. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. • autonomia nos esforços. também aprende na interação com seus parceiros. além de explorar ideias numéricas e contagem. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. possibilitar discussões em grupo. o cognitivo. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. mapear e tecer. encorajar a autonomia para a aprendizagem. para isso. Nesse processo de construção do conhecimento. evitar humilhações. no processo e. sentimentos. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Alunos e professores interagem e crescem. Dessa forma. medidas e estatística. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. isto é.

Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Que opere por princípios. flexibilidade dos processos mentais. Quando falamos sobre a resolução de problemas. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis.). O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Ao formular problemas. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. ao trabalhar com a resolução de problemas. 1803. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. Quando os alunos formulam problemas. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem.problema é toda situação que permite problematização. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os 250 . dos quais se originam toda a ação” (Kant. • retenção da informação matemática. Enquanto resolve situações-problema. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. um processo investigativo. a essência está no problematizar. um repertório como apoio. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. • processamento da informação matemática (generalizar. estabelecer relações e aplicar conceitos. o professor deve saber que: . tendo assim. percebem a relação entre os dados apresentados. simplicidade. p.possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. resumir os processos. No processo educativo. Toda criança encanta-se por desafios. articulam o texto. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. economia e racionalidade da solução. interpretar e produzir textos. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. comunicar ideias. levantar hipóteses. Sendo assim. ler. acreditamos que. ou seja. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. semelhanças e diferenças entre os textos. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. o aluno aprende matemática. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. a pergunta e a resposta. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Assim. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. inclinação pela claridade.39). os dados e a operação a ser usada. reversibilidade. tais como: Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. considerando aspectos transversais.

folheto. um jogador ganha e outro precisa perder. novos problemas são introduzidos na caixa. com dados insuficientes. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. porém não de forma rotineira. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. sem solução. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. num jogo. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos.textos de acordo com a resposta. etc. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. propaganda. Os problemas devem ser desafiadores. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. enigma. até mesmo. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. conto. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. a partir de um gráfico ou tabela. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. com excesso de dados. os problemas que já resolveu. Na construção da problemoteca. divulga os mais interessantes. criação de um banco de problemas. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. da língua materna e da combinação de ambas. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. coletados da cultura popular. sem deixar marcas negativas. de maneira lúdica. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. com ilustração irreverente. As tentativas. troca entre os alunos. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. autoconfiança e autonomia. os erros e. cardápio. fotografia. a necessidade. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Assim. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. com muitas soluções. propiciando novas tentativas. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. durante o ano. poderão 251 . desafio ou jogo. charada. podemos trabalhar. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. receita. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. etc. divisor. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. problema com rima. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Assim. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. imagem. de um fôlder. respeitar regras. conteúdos importantes. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. mecânica e repetitiva. bem humorados. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. dobro. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. charada. Para a formulação de problemas. Cada criança controla na sua tabela. Por meio dos jogos. livro de problemas ou problemoteca. Números e operações.

1996. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. das diferentes respostas obtidas. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna.potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. 252 . o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. suas dúvidas. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. enquanto lê. mas uma nova forma de aprender Matemática. Além da socialização de idéias. contar histórias desses povos. A partir da discussão estabelecida. Segundo SMOLE (1999). encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. (SMOLE. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. por exemplo. usar a literatura infantil “. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. assim como explore lugares. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. Nesse sentido. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. Por isso. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. p. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. dicas para se jogar melhor. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. enriquece suas aulas. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. etc. principalmente para crianças dos anos iniciais. percepções e experiências. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. o que foi difícil.. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. Assim. em que os alunos levantam e testam hipóteses. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. o giz e o livro didático”. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. ainda. Além disso. entre outras coisas. Na bibliografia desse trabalho. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. características e acontecimentos na história. suas aprendizagens. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Dessa forma. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Além de jogar. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. o jogo não se tornará mero lazer. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Nas situações de jogo. podendo. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática.. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo.

Assim. em quais os recursos necessários. mas aos poucos. expectativa. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. O ideal não é explorar um livro a semana toda. Para reformular um texto. álbum seriado. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. etc. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. mas que envolvem duas ou mais delas.• • • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. os alunos podem elaborar o final da história. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. o original e a sua reescrita. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. com os personagens. enigmas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. pensar na organização da classe. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Para a realização desse trabalho. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. Na maioria dos casos. problematizações especialmente preparadas para isso. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. escrita. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. nesses casos. Você pode ter um livro por duplas. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Não há necessidade de um livro para cada aluno. adequar o tempo à sua proposta. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. etc. Nesse contexto. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. Por meio dos projetos. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. Depois. 253 . Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. com emoção. seleção de informações e resolução de problemas. A leitura poderá ser feita em vários dias. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. os textos. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. um gráfico. uma tabela. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. interdisciplinares. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. o professor poderá analisar a capa. uma propaganda. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. portanto. Além dos livros infantis. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. Alguns livros não apresentam um final definido. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura.

pelas experiências vividas na escola. as crenças e os hábitos. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. mais uma vez. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. ter. os costumes. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. cognitiva e social. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. sejam capazes de tomar decisões.Ao delimitar o tema. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. visualização e trocas. na avaliação e no planejamento. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. e destes com o professor. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. promovendo. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. que opiniões têm e que hipóteses levantam. com objetos e situações que exijam envolvimento. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. considerando suas dimensões afetiva. modificar e integrar ideias. 254 . especialmente arte e língua materna. construir. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. Por meio das atividades propostas. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Assim. • • • • • • • • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. como a linguagem. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Durante o desenrolar do projeto. História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. com um estilo próprio. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. tecnológico e econômico. os valores.

softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. divertida e desafiadora. enfadonhas e desnecessárias tarefas. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. engenheiro. representante de vendas. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. Não mera manipulação de técnicas. sociológica e antropológica e. construção e localização de monumentos). o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora.Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. contador. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. De acordo com os PCN ( Brasil. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. nesse sentido. garçom. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. por outro lado. arquitetos. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. libera o aluno de longas. operadora de caixa. sua relação com a ética e consumo. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. mas sim exercícios de criatividade. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. padeiro. Os urbanistas. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. Tecnologias da informação O acesso a computadores. 2001). É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. mas uma matemática interessante. pedreiro? Para D´Ambrósio. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. Devem-se apresentar curiosidades. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. arquiteto. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. resgata a própria identidade cultural. exploratória. 255 . o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. cozinheiro. utilizando a matemática. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural.

embalagens. Para esse fim. promove resolução de problemas. bolinhas de gude. no processo de seleção de conteúdos. como afirma D'Ambrósio (1993. Assim. recomendamos a organização de materiais diversos. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. a calculadora não inibe o pensar matemático. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. caixas de fósforos vazias. o desenvolvimento do raciocínio matemático. à estimativa. jornais. inferência. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. tem efeito motivador na resolução de problemas. saber pesquisar e comunicar suas ideias. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. custo de uma produção. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. pelo contrário. contas. rótulos. figurinhas. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. 256 . conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. tornando-se mais significativo para os alunos. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. formular hipóteses e verificar resultados. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. p.). investigar as propriedades dos números. quando usada de modo planejado. à decomposição. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. A seguir. promovendo. possibilita verificar as regularidades. tabelas e gráficos). você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. folhetos de supermercado etc. pedrinhas. ou seja. palitos de picolé. Assim. ao explorarem este artefato cultural. Nosso desafio. entre outras coisas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática.16). o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno.• • • • • • • • estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. Atualmente. assim. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. previsão). etc.

Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. ordenar. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. cálculos. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. O aluno criará o enunciado. planejado. Fora dela. comparações e ordenações. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. a reflexão e a introspecção. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. segundo Fernandez Bravo: 32. ele acontece naturalmente. sugerimos algumas situações didáticas: . trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. professora e alunos desvendam o desafio. Utilização do raciocínio por dedução. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. Enunciados abertos. indução e analogia. o professor poderá propor uma situação-problema. mas de forma incompleta para se chegar à solução. o aluno irá ampliando seu conceito de número. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Pensando em tudo isso. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. As operações fundamentais (adição. arredondamentos e cálculo mental. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. medir. 36. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. Para chegar à solução. de um desenho. 34. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. e construído na escola. Ao final da semana. de um esquema. tão necessárias no dia-a-dia. de uma programação de televisão. codificar. ou seja. de uma foto. Situações qualitativas. 35. Para que a criança construa o significado de uma operação. nas quais. de uma manchete de jornal. Ainda em relação às operações. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. 257 . em que eles possam exercitar a independência. resgatando a histórias de lugares. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. onde haja a expressão. a partir das relações com o mundo. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Situações sem número. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. de um prospecto. de um fôlder. 33. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas.Blocos de conteúdos 1. material dourado e ábaco. Ao decidirem. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. não se necessita de nenhuma operação. subtração. Ressaltamos que. por isso. O raciocínio lógico é um processo pensado. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. aos poucos.Desafios para semana: ao início de cada semana. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. Portanto. que provoque curiosidade para descoberta. num cartaz. é importantíssima a exploração de jogos.

48. e apenas um. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. e apenas um. que não nos permite chegar à solução expressada. 50. e mediante as operações indicadas. Observar e comparar as soluções de ambos. 47. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. São fornecidos vários enunciados. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Inventar um enunciado.37. 45. Existe um dado. mas têm correspondência entre si. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. apenas um. 38. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. com o qual se possa responder. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. o enunciado de partida. Resolver o novo problema. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. 41. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. 42. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. 258 . 44. Apresentam-se várias perguntas. Observar e comparar ambas as soluções. unicamente. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. 49. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. Estão todos fora de ordem. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. 51. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. 40. Resolver novamente o problema. várias perguntas e várias soluções ou operações. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). 39. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. 46. 43. todas as perguntas apresentadas.

54. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. De seu enunciado. 60. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. sem solução. 58. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. requer a consulta de dicionários. diagramas. com solução única. cardápio. receita. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Misturam-se os processos de resolução. à sua idade -. em número e conteúdo. Para isso. Apresenta-se uma pergunta que. apagaram-se os dados. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. ou se apresentam dois enunciados misturados. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. 53. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Apresenta-se um problema indicando sua solução. enigma. 59. um conto breve. 62. enciclopédias. ou simplesmente sair para o pátio. de cujo enunciado apagaram-se os dados. Resolver problemas apresentados de forma completa. deixando-se os espaços em branco.. convivência e relação com o meio. Uma poesia. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. é imprescindível facilitar o êxito da busca. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. 56. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. Apresentam-se dois problemas diferentes. de modo que não se pode responder a sua pergunta. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. 55. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. 61. Mistura dos processos de resolução de dois problemas.52. com várias soluções. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. charadinha. para ser respondida. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. textos. Apresenta-se um problema resolvido. numa linguagem gráfica. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. 57. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos.. piada. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. O aluno completará o enunciado. Apresentam-se enunciados incompletos. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. tabelas. 259 .

Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. identificar. fita métrica. ampulheta. descrever e representar. ordenar e classificar figuras.Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . copinho de remédio. decompor.sala de aula: número de passos X metros. representar e descrever o mundo em que vive. moldar. metro. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. pés. calendário. montar. metro de madeira. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. e criar situações de medidas na sala de aula. jarra. Espaço e Forma Para compreender. deslocamentos no espaço. Os alunos deverão reconhecer. o mundo em que vive. construir. 1997. etc. de forma organizada. manipular. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. dedal. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. metro. pontos de referência e também a observação. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. copo dosador. colher de café. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. comparar frações e ordená-las na reta numérica. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. compreensão de frações equivalentes. analisar. termômetro. pinturas. por meio deles. etc. Grandezas e medidas Neste bloco. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. passos. relógio. relógio. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. tangram. 260 . 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. cronômetro. colher de sobremesa. trabalharemos com situações reais de medição. trena. esticar. sucata. de obras de arte. esculturas e artesanato. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. Mais uma vez. como: pedaços de barbante. Para isso. p. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. colar. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. 2. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. balança. por exemplo: . fita métrica. recortar. colher de sopa. e . 3. colher de chá. Embalagens. desenhos. régua. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. xícara. porque. deformar.

tabelas e gráficos. de massas de modelar. ______. tradução Beatriz Affonso Neves. .mesa: palmas da mão X centímetros.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. David Carraher e Analúcia Schliemann. . 2002. Tratamento da informação Neste bloco. Terezinha Carraher.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. moedas e calculadoras. na escola zero. tabelas e gráficos. Psicologia da Educação Matemática. COLL.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. Petrópolis: Vozes. coleta e organização de dados estatísticos. 2000. Márcia Regina F. Papirus. .Atividades que façam uso de cédulas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. .quantos alunos deitados no chão para medir a classe. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. CARDOSO. São Paulo: Cortez. 1986. 2001. 261 . São Paulo: Cortez.Escrita de textos a partir da observação de listas. Na vida dez.. FAINGUELERNET. 2006.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. Porto Alegre: Artmed. programas de TV preferidos. 1996. Roseli Palermo. ______. etc. O jogo como espaço para pensar. entre outros. São Paulo: Cortez. Fazendo arte com a matemática. elaborar livros de receitas culinárias. de. . César Coll.USP. Materiais didáticos para as quatro operações. etc (ampliar e reduzir receitas). Os conteúdos na reforma.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. 2006. Porto Alegre: Artes Médicas. . 1998. . Assim. Estela Kaufman e NUNES. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. . ______. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. animais de que mais gostam. Bernabé Sarabia e Enric Valls. . pedir para que os alunos as tragam. O método clínico usando os exames de Piaget. de tintas. César.quantos copos para encher a jarra.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. Indicamos também: . Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. São Paulo: IME. Kátia Regina Ashton. Terezinha Nunes.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Aprender pensando. tabelas ou gráficos. 2005. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. Outras idéias são: . Bibliografia Sugerida BRENELLI. Juan Ignácio Pozo. CARRAHER. . . Florianópolis: Insular. 4.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. BRITO. organizadora.quantas jarras para encher um balde. Virgínia Cárdia. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Educação Matemática números e operações numéricas.

São Paulo: Escrituras. Santaló. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Petty. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. 1993. 2006. 2004. Nilson José Machado. 2000. 1997. 1997. I et al. 2002. 1997. Educação e autoridade. RAMOS. Jogos infantis: o jogo. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Grécia Gálvez. PEREIRA. Belo Horizonte: Universidade. Lino de Macedo. Porto Alegre: Artmed Editora. Cristina Dias. São Paulo: Perspectiva. As competências para ensinar no século XXI. PERRENOUD. O jogo da Onça. 2001. N. Porto Alegre: Artmed. SESI. MACHADO. São Paulo: Cortez. São Paulo: Escrituras. LIMA. N. 4 cores. Yves de La Taille.1997. ______. Cinco Estudos de Educação Moral. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. Lino de. Porto Alegre: Artmed. 1991. São Paulo: Escrituras. Fusako Hori et al. Cybele. Porto Alegre: Artes Médicas. Porto Alegre: Artmed. Porto Alegre: Artmed. OCHI. ______. Pedagogia da autonomia. ______. Aprender matemática resolvendo problemas. Ulisses Ferreira de Araújo. Record. 2003.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. 2005. A arte de resolver problemas. 1994. Yves de. São Paulo:Cortez. senha e dominó. Cidadania é quando. São Paulo: Cortez. São Paulo: Ática. ______. 2002. 2006. POZO. Tradução João Paulo Monteiro. ______. Petrópolis. Rio de Janeiro: Interciência. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. Nilson José. Yves de La Taille. 2006. I. ALS. ______. Juan Ignácio (organizador). 2001. HUIZINGA. Ensaios construtivistas. São Paulo: Casa do Psicólogo. ALS. 2005.C. ______. Luzia Faraco. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Roland Charnay. 1996.USP.C. Allessandrini. J. PIAGET. LA TAILLE. 262 . MACEDO. Lino de. Fernández. Jean. Petty. 1992. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Summus. UNICAMP. Tradução Beatriz Affonso Neves. Guy Brousseau. Sanches e BRAVO. Luis A. Valéria Amorim Arantes. Heloysa Dantas. Nilson José. Philippe. São Paulo: Paz e Terra.C. Plantares. 1996. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Summus. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Juan Acuña Llorens. ______. Frações sem Mistérios. senha e Dominó. PCN. Vânia (coordenado por). A. Delia Lerner. 2002. Porto Alegre: Artmed. RJ: Vozes. São Paulo: Casa do Psicólogo. Ação – ensaios de epistemologia e didática. MACEDO. MARINCEK. . Petrópolis: Vozes. 1996. São Paulo: Casa do Psicólogo. ______. Johan. ______. Brasil. ______. Passos. O raciocínio na criança. 2001. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. a criança e a educação. São Paulo: IME. 2005. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Escrituras. Epistemologia e didática. Porto Alegre: Artmed. Aprender com jogos e situações problema. George. Maria das Graças Barbosa. organizador Lino de Macedo . 2000. ______. Passos. A solução de problemas. tecnologias e temas afins.Matemática e Educação: alegorias. MACEDO. São Paulo: Casa do Psicólogo. Linguagem. Cecília. Conhecimento. 4 cores. HUETE. Educação: Projetos e Valores. 2003. 2005. ______. ______. Marta Kohl de Oliveira. Mauricio e Antônio Barreto. Ensaios Pedagógicos. ______. 2001. MACHADO. Trad. ______. Mônica Gather. Campinas. Vygotsky. POLYA. Irma Saiz. 1998.FREIRE. Porto Alegre: Artmed. J. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. 2008. Paulo. Patrícia Sadovsky. Secretaria de Educação Fundamental. Gente miúda na cozinha. 1995.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Piaget. THURLER. GIORGI. 1999. PARRA.Brasília: MEC/SEF. Lino de. organizadora.

.______. ZASLAVSKY. Ernesto Neto. ______. TAILLE.Problemas jogos e enigmas. David L. Belo Horizonte: Editora do Brasil. 1998. Números . Artmed. ______. São Paulo: Moderna. A matemática das sete peças do Tangram. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia .. São Paulo: Ática. 1991. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. 1998. STIENECKER. Eliane Reame. SMOLE. ROSA.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. Piaget. São Paulo: Moderna. STAREPRAVO. escrever e resolver problemas. Yves de La. ______. São Paulo: Ática. Ana Ruth. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Uma proporção ecológica. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. Katia Stocco.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . SOUZA. Meu anel de sete pedras. Aventura decimal. 1999. 1992. 2003. 2000. Ler. São Paulo: IME – USP. 1998. 2001. Malba. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. STIENECKER. São Paulo: Ática. Jogos Matemágicos. São Paulo: Ática. Tânia. David L. Rio de Janeiro: Record. ROCHA. Maria Ignez Diniz. TAHAN. Vygotsky. Multiplicação . 1996. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 263 . Saída pelo triângulo. Curitiba: Renascer. Didática da Matemática. 1993. Cláudia. Geometria na Amazônia: Ática. Eliane Reame de Souza.Problemas jogos e enigmas. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. Heloísa Borges.

a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. e a decifração é apenas uma. para localizar endereços e telefones. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. entre muitas outras ações. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita.: il. Hoje. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Enfim. acima de tudo. participantes da cultura escrita. isoladamente. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. na rotina. No entanto. se queremos formar leitores plenos.2 264 . É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. devem ser exploradas com maior intensidade. Além disso. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. por isso.santos. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. Na fase inicial. Ed. Por isso. emitindo sons para cada uma das letras. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. de forma organizada e sistemática. para comprar algo. Não se trata mais de ensinar a língua.gov. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. São ações que podem e devem ser aprendidas. para tomar decisões. Trata-se de incorporar.” Emília Ferreiro. 23 24 Fase Inicial: 1º. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. pesquise no site da educação www. Como nosso Sistema está organizado em fases23. Para saber mais sobre o assunto. Fase Final: 6º a 9º ano. para fazer uma receita. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. para nos divertir ou emocionar. para pagar contas. é importante convidá-los sempre a escrever. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua.portal. em diferentes situações. Em geral. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. das competências envolvidas neste ato. para saber como vão pessoas que estimamos. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. para reclamar de alguma coisa. 2006. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. de sistematização e normatização da língua. 2º e 3º ano. Ler. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Cortez. 24 assim. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. E escrevemos para distintos interlocutores. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. para prestar contas do nosso trabalho. entre outros. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. ou seja. ou seja.br/seduc. – v. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. com diferentes intenções. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. suas regras e suas partes. São Paulo : SME / DOT. Fase Complementar: 4º e 5º ano. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. para anotar um recado para alguém. Na fase complementar. atribuir significado. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. Da mesma forma. as atividades metalinguísticas. Para esses. os primeiros se convertem em leitores. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. Como já dissemos.sp.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. 104p. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. para solicitar algo. Ler é. a sistematização e a classificação de suas características. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. dentre muitas. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita.

• jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. Exposição de objetos. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. 2006. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. semana. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. São Paulo : SME / DOT. · Aprender comportamentos leitores. Em função disso. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. os materiais. de situações de trabalho com a oralidade. Ler com diferentes finalidades. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. entre outros). o espaço. materiais de pesquisa etc.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão.A organização de uma rotina de leitura e escrita 25 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. 2006. realizada · Aprender comportamentos leitores. · Utilizar a linguagem oral. · Explorar as finalidades e funções da leitura. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. listas. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. conhecer diferentes suportes de textos. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Identificar quais crianças precisam 25 26 São Paulo : SME / DOT. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. ao mesmo tempo. instrucionais. de filmes etc. situações de produção e revisão de textos. 115p. 115p. etc. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:26 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita.: il. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. leitura realizada pelos alunos. textos jornalísticos. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. . parlendas. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. científicos. 265 . Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. além. · Ampliar o repertório linguístico. poemas. jornal e Ler com diferentes propósitos. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. é claro. · Ler com autonomia crescente. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais.: il.

expor. relatar acontecimentos. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. opiniões sobre acontecimentos. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. buscando acrescentar. retirar. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. curiosidades. etc. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. sobre o que se pretende ensinar. intencional. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. individual. · Aprender comportamentos escritores. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. etc. serem tematizadas: não tem sentido. ou repetitivo. em duplas. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. a cada atividade de partes. dos textos. onde exista um interlocutor real. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. para torná-lo mais legível revisão. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. alunos. ser convidadas a relatar. determinados aspectos. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. planejada. sem sentido melhorados. Uso de rascunho. deslocar ou transformar Selecionar. confuso. expor temas. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. defender pontos de vista.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. etc. semana. etc. Produção coletiva. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 266 . criteriosamente e legenda de fotos. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. uma ou duas questões a para o leitor.

de pontuação. um conjunto de regras. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. arrastam/ arrastão). adjetivo. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. sem privilegiar excessivamente alguns e 267 . mas não significa que o aluno adoção. Escrever ortograficamente. busca de sabem nomear o grupo. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia.: adoçam/ língua. possibilidades de pontuar um texto. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). de seja objeto de revisão. alternativas. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. sistematização e a classificação de suas características específicas. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. Artmed). permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. pedindo que observem a revisar os próprios textos. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. ditá-lo. entre outros. concordância. o possível e o necessário” (Ed. será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. promovendo um as separem em grupos. Listas de palavras que não devem errar. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. Após espaço de discussão de estratégias separá-las.

Situações independentes: ocasionais ou de sistematização.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Embora não decorram de propósitos imediatos. hábitos ou atitudes. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. São muito parecidas com os projetos. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Formas de organizar os conteúdos escolares 27 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Roda semanal de conversa ou leitura. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. etc. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. mas não têm um produto final. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. 268 . tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. para ensinar um jogo complexo. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. • • • Atividades sequenciadas. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. organização de agendas de leitura. Oficina de produção de textos. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos.deixar outros de lado. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. quinzenalmente etc. Projetos. etc. semanalmente. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. 27 Texto produzido por Rosaura Soligo.

mas sim um resultado: pode ser uma festa. ouvindo com atenção.santos. Vale ressaltar que. esperamos que. do gênero e do sistema de escrita. manifestar opiniões. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. assombro. pesquise no site da educação www. cartas. explicar e ouvir explicações. priorizou-se para o 5º Ano a produção de um livro de contos de assombração. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia).portal. encantamento e magia. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. jornal ou texto. textos jornalísticos. Para finalizar. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. ao final do 5º Ano. Sendo assim. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral. um livro. não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua.Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos).br/seduc. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. regras de jogos. etc. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. uma apresentação pública de leitura ou jogral. pois essas narrativas assustadoras cativam os alunos por meio do suspense. Reescrever textos (contos. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. as características de seu portador. 269 . formular e responder perguntas. a organização de uma biblioteca de classe. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações.gov. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). uma mostra de trabalhos produzidos. etc. conjugando temas de diferentes áreas do saber. entre outros). sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero literário: contos (de assombração). identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. entre outros). auxiliando-os a se apropriarem da linguagem escrita e das características específicas desse tipo de narrativa.sp. Para encontrar sugestões de contos de assombração. utilizando recursos da linguagem escrita. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. nesse caso. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Estabelecer relações entre partes de um texto. lendas. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. embora seja desejada essa articulação. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada. Entretanto. Assim sendo. não significa algo “palpável”. considerando as ideias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Nos projetos.).

ler contos de assombração selecionados. de outros contos de assombração. colocando em jogo os saberes individuais. 2002. Rio de Janeiro: Bloch. durante todo o projeto. pelos viajantes. Secretaria Municipal de Educação.S. O que se espera que os alunos aprendam: a linguagem escrita própria dos contos. para garantir o contato intenso dos alunos com bons modelos do gênero. momentos de contar histórias para que elas possam treinar diferentes entonações. FERREIRO E. Porto Alegre: Artmed. 2006. 1998. usando as marcas do texto. no dia do lançamento do livro. 2002. planejar o produto final dando oportunidade para os alunos selecionarem os contos que serão lidos em voz alta. utilizando a linguagem própria desse gênero literário. 2000. abrir espaço para pessoas da comunidade que sejam bons contadores de contos de assombração para compartilharem suas histórias com os alunos. Ana. com leitura em voz alta pelos alunos para os convidados de honra. edição do livro (capa. 2. o possível e o necessário. compreendendo a importância do preparo para ler em voz alta. para que as crianças possam ser parceiras de fato. procedimentos de leitura em voz alta de contos de assombração para determinado público. São Paulo: Ática. contadores de histórias que habitaram e habitam as mais diversas regiões do Brasil. Lerner. TEBEROSKY. especificamente dos de assombração. o projeto tem como objetivo resgatar contos de assombração conhecidos pela comunidade.3. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. SÃO PAULO. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua. Coletânea de textos. mascates. V. O professor poderá programar uma situação de comunicação oral: lançamento do livro. – São Paulo : SME / DOT. Delia.Projeto: Contos de assombração Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): livro produzido pelos alunos com contos de assombração. 270 . procedimentos de produção e revisão de texto de forma individual e coletiva. propiciar momentos de reescrita e produção de novos contos de assombração. 1996. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: compartilhar com os alunos a proposta do projeto. Ler e escrever na Escola: o real. 3. propor aos alunos a investigação.Justificativa: os contos populares têm sido recontados ao longo de nossa história pelas amas de leite. em casa. MEC (SEB). Diretoria de Orientação Técnica. TOLCHINSKY. garantir o trabalho em grupos. em dupla ou individualmente. Secretaria Municipal de Educação. Passado e presente dos verbos ler e escrever. etc. fazer um levantamento dos contos conhecidos pelos alunos. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. fazendo as intervenções necessárias. a reescrever contos de assombração.). Essas narrativas populares ajudam a desenvolver o hábito da leitura e o gosto por ouvir histórias. possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente. Além da alfabetização. Nesse contexto. combinar com as crianças. : Referências Bibliográficas BRUNER.). J. 4. diagramação. que receberão o livro autografado pelos autores. São Paulo: Cortez. Liliana (org. O projeto possibilitará também a ampliação de conhecimentos sobre linguagem oral e aprofundamento da reflexão sobre a linguagem escrita. ilustração.

entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. Mesmo nessa idade. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. no caso da língua estrangeira. de forma a criar um ambiente alfabetizador. ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. ainda. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. jogos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. vídeo e estímulos verbais do professor. Colocar música calma em volume baixo enquanto as crianças trabalham. ou sair da classe. usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. cooperação. criatividade e expressão física. o vídeo ou o colega) para obter informações.tpr-world. ou rock para atividades motoras grossas. pintura. artísticas (desenhos. jogos de adivinhação. físicas (com encenações e atividades de TPR). mas o professor precisa ler em voz alta ou. sugerimos que o professor desenvolva técnicas básicas associadas ao aprendizado. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em ingleses sozinhos. pois os alunos terão. o professor de inglês pode ainda ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. uso de fantoches. que façam sentido à sua vida. No entanto. atividades do livro didático. quartetos. além do português. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. faça um jogo de warm-up ou cante uma música. o aluno passa a desejar aprender mais. Y). A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR28 (Total Physical Response) para executar instruções. bonecos e outros objetos com material de sucata. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas. músicas. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. desafiá-los a pensar. Além disso. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. é fundamental que o professor.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. etc. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode. A criança. as orientações didáticas e o teacher’s guide do Spaghetti Kids referente ao 5º ano para elaborar seu próprio planejamento. A relação dos conteúdos (conceituais. como: memorização. a adivinhar.com) 271 . No início do 5º ano. jogos. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. nessa idade. Como dissemos. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais. interessantes. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. troca de papéis. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras.). com atividades lúdicas. apagar as luzes e acalmá-los. comparando-as com a língua portuguesa. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. terminar com uma atividade de reflexão sobre o que os alunos aprenderam na aula e como se sentiram. Ao assimilar um vocabulário básico. quando o vínculo entre o professor e os alunos estiver estabelecido. ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. os educadores têm mais estas ferramentas para tornar as aulas mais significativas e atrair o interesse dos alunos e estimular o trabalho em equipe. flash cards. o educador saberá quando poderá iniciar e permitir o uso da letra cursiva em inglês no 5º ano. com auxílio de recursos de áudio. a recordar. como suporte ao aprendizado oral. previsão. o CD. Sugerimos que o professor. do sensorial e das ações. agrupá-los em duplas. Outra opção seria fazê-los mudar de posição. começar a cantar uma música de que as crianças gostem. ao chegar. W. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. trabalho em pares ou grupos. Assim. Aos poucos. a imaginar. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). Alunos do 5º ano adoram confeccionar maquetes. expressões simples em situações reais. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. bem baixinho. recorte e colagem. num primeiro momento. incentivando-o a 28 Mais informações sobre TPR Activities: (http://www. em inglês. leia seus planos de curso. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. trios. uso de massa de modelar.

em que estes movimentos são demonstrados e explicados. point. etc. por meio de atividades diferentes. um carro. great. um fantoche) para casa e o nomeia em inglês. please. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. vídeo. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. durante as quais se praticam os elementos linguísticos. como realias (material concreto). além da internet. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala.participar dos trabalhos em grupo.. DVD. recursos visuais. as crianças estendem o aprendizado para seus familiares. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. answer. O professor precisa estudar bem a música. e ainda há as que são mais cinestésicas. é motivo de orgulho para os pais quando a criança leva um objeto (ex. fantoches. say. recursos materiais. além dos vídeos Magic English. come here. line up. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. circular e desenhar deve ser menor. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. thanks/thank you. let's sit in a circle. 272 . a pronúncia correta das palavras. stand up. é útil e eficaz. etc. disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. Há vídeos. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos e não se sentirem à vontade com o professor e o grupo. duplas e individuais. 4 ou 5 aulas. How are you?. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. ask. O professor deve trabalhar as músicas do CD do livro. let's sing. Ex. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. dos jogos e das demais atividades e. no. associar. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. a questionar. como os flashcards. e imagens. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. oferecendo variedade. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. No entanto. sing. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. Na preparação da aula. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. Além disso. very good.: Good morning/afternoon. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. you can do it better/nicer. listen. outras. principalmente. por conseguinte. draw. beautiful. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. auditivas. as letras devem ser digitadas num tipo de fonte e tamanho legíveis ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. Além disso. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. do contrário. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. May I go to the toilet?. bye-bye. thanks. Além disso. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição em grupo. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. ou "listen and do". além de alternar as em grupo. Em inglês. DVDs e livros. material de áudio. hi. look. see you. Para ser bastante eficaz. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. a mostra deverá ser renovada frequentemente. repeat. O tempo gasto com os exercícios de colorir. you're welcome. yes. chapéus. mas não precisa ficar “preso” a elas. programas de TV infantis não existiriam. Dessa forma. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR. umas são mais visuais. uma dobradura. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. sit down. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. fine. let's go.

os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. rimas. ou outros sites da internet. projetos. “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES. dar segurança. o qual pode ser usado ao final de cada unidade. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. podem-se trabalhar melhor as canções. • Algumas danças. proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom. dia do mês. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. Se houver espaço suficiente. no laboratório de informática.br/seduc/news. de pintura. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer. à família. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. porém de forma diferente. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. etc. aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro. expressões corporais. vencer a timidez.gov. uso do calendário. em parceria com o professor da classe. as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. em reunião pedagógica. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. relacionando-os e construindo pensamentos. o evento pode tomar proporções maiores e ser bem envolvente. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais. hábitos alimentares. fazer encenações. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças.santos. montagem de brinquedos com sucata. junto aos alunos. como também com a equipe pedagógica. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play).sp.php). Além disso. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. atividades de expressão corporal.Muitas vezes. na língua portuguesa. No entanto. brinquedos. explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. a fim de planejar as aulas. no 5º ano.portal. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www. é possível articulá-los aos conteúdos de história. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. além de incentivá-las a se expressar oralmente. • Com o professor de arte musical. Cabe ao professor decidir.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas. aniversário. idade. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. nas aulas de informática educativa. liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo. folclore. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. caso decidam que sim. fornecer um elemento cômico. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. 273 . modelagem. • Quando o professor de inglês ensinar as roupas e acessórios é divertido organizar um desfile de modas – fashion show – revezando quem descreve o colega que estiver desfilando.

Na escola. Esta avaliação pode ser feita.com Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. M. Mexico. C. Portanto. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. 274 . L.F. sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores. Assim sendo. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. T. O ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. 2005. Hong Kong: Oxford University Press. 2006. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. mesmo que não esteja como o professor esperava. A.F. Tentar falar em inglês. 1999. mesmo que. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. de forma espiralada. São Paulo: Loyola. J. E. assim. W. Os alunos precisam se sentir confortável para falar. et alli. Inc. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. excellent.kidlink.. São Paulo: Macmillan. Isso demanda tempo e relacionamento afetivo estável entre os alunos e o docente da classe. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. HERRERA. New York: Addison Wesley Longman.sp. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. D. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www. et alli. A. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. HARPER.portal.org • Best sites for teachers: http://www. great. TAPIA. R. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. Kids United – Livro do Professor 1.sitesforteachers.gov. 2006. a princípio. SALVADOR. por exemplo.. REETZ. 2000. New Parade 1 – Teacher’s Edition. 2000. como se faz. Assim. Elogios ao empenho dos alunos e dizer very good. esteja “errado”. & FITA. D. Oxford: Oxford University Press. et alli. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. good work. A.santos. É muito importante elogiar a produção do aluno.: Richmond Publishing. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. MELO. quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva. segunda impresão. etc. Referências bibliográficas DEL PASO.: Macmillan. et alli. não podemos exigir perfeição das crianças. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões são sempre ótimas formas de motivar os alunos. & ZANATTA. K. – A motivação em sala de aula – o que é. 2002.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads • Kidlink: Inglês http://www. os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. com cinco a dez alunos por vez. Mexico.

Então. lateralidade. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. rítmica e melódica. cuidadosamente escolhidas. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. acento. O planejamento do professor precisa ser flexível. sendo muitas de péssimo gosto. naquele momento. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. etc.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. Porém. [. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. explorando os conteúdos conceituais. Na educação musical. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. por meio de atividades simples de pulso. também somos vítimas desta situação. saída. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. acento. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. etc. como mais uma forma de expressão. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. professores.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. é importante avaliar. Nesse processo. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. esteja em um tópico específico. por meio de um jogo musical. Se o professor vai conceituar pulso e acento. (STATERI. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. Nesta fase. levam a criança a uma deformação da estética musical. improviso dirigido. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. por exemplo. o aluno é movido por desafios. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. 275 . Desta forma. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. normalmente destinada a uma apresentação. mas somente as populares. pois. aos poucos. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase.. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. deixando-a mais feliz e confiante. As canções e suas letras.. Ao trabalhar pulso. para que possamos. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. mesmo que a ênfase. de pouco ou nenhum valor musical. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. envolvendo a música com as outras disciplinas. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. lanche. Desta forma. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. de forma mais significativa. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. neste processo. como pequenos vocalizes. musical e artístico. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. atenção e prontidão. replanejando quando necessário. Momentos de apreciação. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem.

Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. A seguir. o acento em diferentes compassos (binário. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. timbre e duração. Improvisação sonora dirigida. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. A cada retomada de um determinado tópico. aos poucos. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. perguntas e respostas rítmicas e memorização. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. é importantes que. ou seja. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. seja na sua altura. pode haver uma resignificação destas propriedades. Procure. durante o canto coletivo. propriamente dita. o ritmo da canção. 276 . Em altura. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. por meio do improviso. as notas musicais. Entendemos que. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. Para isso. trabalhando a dinâmica. entre outros. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. Desta forma. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. utilize atividades variadas. relacionando-as com a linguagem musical. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. durante a improvisação. Se houver possibilidade. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. intensidade. quadra ou outros ambientes. Ao utilizar a grafia convencional. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. O professor pode criar formas de representar o som. seja na elaboração. como o pátio. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. expressão e dança. Porém. Acento. até mesmo pequenos ostinatos. Além de extremamente prazeroso. destacando na música as partes mais agudas e graves. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. nesta fase. duração e intensidade. seja na execução musical. pulso. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. o acento e falando sobre o timbre. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção.Propriedades do som: altura. o professor pode utilizar espaços alternativos. Quanto mais a criança aprender a observar. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. com interferências do professor nos momentos de execução musical. o pulso. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz.

se fores convocado para a luta. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Quanto aos outros hinos pátrios. Terra adorada. BIAGIONI. canções mais apropriadas à faixa etária. as crianças. São Paulo: Fermata do Brasil. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. lembrando as glórias do passado. Ó Pátria amada. autores e breve biografia. Com uma lateralidade mais desenvolvida. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. nesta fase. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. A própria natureza fez de ti um gigante. Ó Pátria amada nós te saudamos. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Maria Zeí. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Brasil. porém. etc. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Brasil. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. danças. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Mas. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. dividindo-o em várias aulas. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. 2000. forte e colossal que reflete em teu futuro.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. naquele momento. é importante que este seja estudado mais formalmente. nos te saudamos. Brincadeiras cantadas. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. aos poucos. mas sim buscar. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. nas divisas com os outro países da América do Sul. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. paráfrase. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. sentimos descer à terra. Mas é preciso que. agora que somos livres. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. és o destaque da América. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. despertando seu interesse e curiosidade. jogos. Hino Nacional Brasileiro. 277 . cantigas de roda. Entre outras terras mil. com bravura e firmeza. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. etc. Nossa vida mais amores”. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro.

suas brincadeiras são. professor. e. Você. o motivo é a preguiça: o que é estranho. No fundo. Música clássica afugenta muita gente. a harmonia do todo. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. se necessário. a pompa dos concertos. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. além de muitos outros. normalmente. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento. mais tarde. portanto. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. deve ser uma referência para o aluno. quebrando preconceitos. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. em conjunto. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar.. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. A linha melódica deve ser bem nítida. cantadas ou ritmadas. cantando ou não. que. Aprender a ouvir o outro. Desta forma. Trabalhe a dinâmica das músicas. Mostre a importância da expressão e da articulação. O cantar é a grande alavanca da educação musical. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. (Folha de São Paulo. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. desestimulando a ação de gritar. a desinformação sobre o assunto. Espera-se também que. Desde bebê. etc. os ritmos facilmente assimiláveis. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. em desenhos animados. que ela pode fazer por meio da música.. em comerciais de TV. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. cantar e ouvir.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. Podemos dizer que crianças que se exercitam. com a intenção de aprimorá-la.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. coletivamente. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). por motivos variados: a vastidão do repertório. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. A partir daí. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. na maioria. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.]. estes são grandes aprendizados. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. 278 . a concentração necessária.

Problemas inerentes ao processo criador do aluno. 279 . Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. o contato com suas necessidades expressivas. inerente às propostas feitas pelo professor. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. à criação. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. sente. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. de acordo com o andamento das atividades. suas possibilidades de avaliar resultados. segurança para experimentar e correr riscos. ligados à construção da forma artística. incluindo a participação dos alunos nessa proposta.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. sua curiosidade. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. suas habilidades em desenvolvimento. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. à característica mutável do espaço. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. objetos e trabalhos. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. para favorecer a produção artística dos alunos. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. à clareza e funcionalidade do ambiente. pensa e transforma. ou seja. envolvendo questões relativas às técnicas. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . No percurso criador específico da arte. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais.

o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. o nacional e o internacional. em consonância com os conteúdos da área. revistas. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. estudioso da arte. materiais e técnicas. apreciador de arte. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. cores. sugestões. texturas. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. texturas. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. Na área de Arte. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. em ruídos. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. o mistério. o divertimento. linhas. escolhendo obras e artistas a serem estudados. do ambiente que recebe os alunos. desafiando o conhecimento prévio. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. volumes. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. vídeos.A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. propõe questões relativas à arte. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. fitas de áudio. etc. ao mesmo tempo. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. incentivando a curiosidade. gestos. apresentações musicais e teatrais. Adquirindo este conhecimento. a questão difícil. construindo junto com eles a surpresa. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. ritmos. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. desenvolvendo seu conhecimento artístico. a incerteza. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. CDs. manifestações artísticas da comunidade. o humor. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. etc. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. exposições. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. luminosidades. 280 . não é apenas uma etapa do processo. Além disso. mídias em geral. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. materiais trazidos pelos alunos também possibilita avaliar. criador na preparação e na organização do espaço. os quais deverão ser aproveitados. formas. como ingredientes dessas atividades). sons.

Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. ensaios. apresentações.). Criar formas de apreciação da arte. sons. uma festa da comunidade. um livro ou um objeto trazido de casa. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. gestos e cenas. mas para todas as outras áreas. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. etc. sensitivas. Quando organizamos uma exposição. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. apresentações de trabalho de alunos. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência.Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. uma dança. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Devemos envolver os alunos nessa produção. uma história contada. escolas e estilos. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. etc. uma música. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. 281 . na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Acolher materiais. formas. leitura da notícias. um vizinho artista. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. ele está completando o ciclo do fazer artístico. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. exposições. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. Em contato com essas produções. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. como por exemplo. o constante desafio perceptivo. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). poemas e contos durante a aula. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. escolher objetos como elementos para uma aula. é a visita a museus e exposições de arte. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. cores.

itaucultural. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. o ouvido e a palavra aprimoram-se. Música. suas mãos e olhos adquirem habilidades. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos.afetivas e imaginativas. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente.org. Teatro). falam de problemas sociais e políticos.br 282 . Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. perguntas e inquietações de artistas. de relações humanas. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. medos. Dança. seu corpo movimenta-se. documentam fatos históricos. manifestações culturais particulares e assim por diante. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. de sonhos.org. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. Ao mesmo tempo. Sugestões de sites: www. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética.br www. Nesse sentido.portinari.

giros) torna-se conceitual. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. Seja num jogo recreativo. construção de bonecos. Assim. é pouco percebida. teatros de marionete e outros. atividades rítmicas e expressivas. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. filmes. entre outros recursos.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. visando a seu aprimoramento como seres humanos. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. nesta fase. conhecimentos sobre o corpo). Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. criatividade e interação do grupo. a cada um. assim. musicalidade. o contato com músicas do universo infantil. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. auditivos e cinestésicos). Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. ressignificá-los e recriá-los. apreciá-los criticamente. sem a preocupação com estilo ou técnica. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. Lembramos também que. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. de relação interpessoal e inserção social). cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. social e de autonomia. afetiva. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. ética. Nesse sentido. de acordo com as suas habilidades. o aluno deve aprender. Em sala de aula. pré-desportivo ou numa dança. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. colocando como desafio 283 . a discutir as regras e estratégias. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana.” Muitas vezes. de forma democrática e não seletiva. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. saltos. aquilo que era material ( corridas. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. seu processo de crescimento e desenvolvimento. dentro de um contexto cooperativo. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. neste momento. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. Compreende-se a dança. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. A relação entre a educação física e outras disciplinas. tamanhos ou quantidades). Podemos oferecer. embora muito estreita. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. coordenação motora e espacial. trabalha-se no plano dos conceitos. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. a educação física “trabalha no plano da ação motora. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. além das técnicas de execução. corporal. estética. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. as atividades devem envolver todo o grupo. como um estímulo para a expressão corporal. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. músicas. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos.

20-38. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. In: KRAMER e LEITE (orgs. 1982. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. 2a edição. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. Mikail (Volochinov). 2002. São Paulo: Summus Editorial. PINTO. 1999. Carlos Drummond de. Dicionário do Folclore Brasileiro. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Manuel e SARMENTO. SARMENTO. Infância tutelada e educação. Reflexões: a criança. p. História social da criança e da família. Manuel. BARROS. p.19-32. p.). Manuel e POSTMAN. História das crianças no Brasil. In: A senha do mundo. Carlos Alberto de. Sonia. O brincar e suas teorias. 1999. Manoel de. 1999. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. São Paulo: Contexto. 4a edição. 84-106. cit. Manuel Jacinto (coords. In: PINTO. PUC-RIO. Centro de Estudos da Criança. op. Manuel. In: PINTO.Educação. utilizando sua imaginação e percepção. n. CASCUDO. p. O que é folclore. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 1999. Braga. Rio de Janeiro: Achiamé. _. São Paulo: Hucitec. 1998. Luís da Câmara. Neil. p. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. Marinheiro. 1997. Rio de Janeiro: Salamandra. 1991. Um exército de seis milhões de crianças. UFBA. 1992. BROUGÈRE. 2000. GABRIEL. Manuel Jacinto e PINTO. Mary (org. Frank Wilson. Rio de Janeiro: TV Escola. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano.). O folclore na EEFD-UFRJ. Editora Brasiliense. Revista Repertório Teatro & Dança. op. L. Eleonora & ROBERTO. BIÃO. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 1984. Apresentação. op. In: KISHIMOTO.177-191. a educação. Mary (org. crianças dos escravos. MEDINA.completá-las e cantá-las em voz alta. In: DEL PRIORI. SARMENTO. In: BAZILIO e outros (orgs. GÓES. Rio de Janeiro: Graphia. KRAMER. Exercício de ser criança. Celina & CALFA.). Walter. As crianças: contextos e identidades. maio de 2002. Manolo. Universidade do Minho. Carlos Rodrigues. p.). Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. As crianças e a infância: definindo conceitos. 1997. Boletim do Programa Salto para o Futuro. Infância: fios e desafios da pesquisa. Bibliografia ANDRADE. cit. cit. In: DEL PRIORI. Armindo. Mary. O desaparecimento da infância. delimitando o campo. 13-38. Manuel Jacinto (coords. KRAMER. 1.9-33 VYGOTSKY. 284 . mimeo. São Paulo: Martins Fontes. Ediouro. Portanto. Maria Ignez. 6. 1982. Formação social da mente. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Gilles. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Rio de Janeiro: Record. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. 1986. Philippe. p. S. 1996. 1959. JORNAL DO BRASIL. Coleção Primeiros Passos.7-18. Rio de Janeiro: Ravil. BRANDÃO. ARIÈS.3373. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Mary (org. julho de 2001. Sonia. o brinquedo. CCE. 1o caderno. José Roberto de & FLORENTINO. BARCELLOS. Considerações finais O nosso plano de curso é anual.). In: DEL PRIORI. Rio de Janeiro: Guanabara. DEL PRIORI. Campinas.).). A criança e a cultura lúdica. BENJAMIN. SP: Papirus. Especialização em Dança. São Paulo: Pioneira. 2a edição. T (org. p.). COUTO E MELO. A infância como construção social. p. Proposta da Série Família e Escola. Crianças escravas. Bibliografia BATALHA. BAKHTIN. Simone. Portugal.

Roque de Barros. Jorge Zahar Editor. um conceito antropológico.a formação e o sentido do Brasil. 1995. Cultura. 285 . Darcy. Companhia das Letras. 2000 RIBEIRO.LARAIA. O povo brasileiro .

principalmente os existentes nos livros didáticos. na literatura.HISTÓRIA "O objetivo da História." (Marc Bloch) O ENSINO DE HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS A construção de conceitos. 1 . na nossa língua. Esperamos que o aluno.” (Paulo Freire) A multiplicidade de raízes da nossa formação cultural não pode ser desconsiderada pela escola. na dança. cheia de interesses. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes. precisamos ir além da pedagogia do exótico ou da folclorização da participação dos negros na sociedade. sujeito e fato histórico de forma que os transformem em leitura crítica do mundo. é um dos objetivos da fase complementar em relação à disciplina História. a fim de que garanta na prática a diversidade étnico-cultural presente diariamente na nossa vida. na culinária. não linear e evolutiva. com múltiplas interpretações e análises. Somos um país multicultural e pluriétnico e os nossos currículos precisam contemplar o conhecimento dos povos que formaram esse país. expressando-se na música. a temática da igualdade e diversidade em sala de aula. onde todos têm importância. independentemente da cor ou posição social. ao longo do processo. é preciso que a escola incorpore. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. mas conflitante. Mas para que estas e outras questões sejam abordadas em sala de aula. Cabe à escola propor situações de aprendizagem que considerem a importância do negro e dos afro-descendentes em nossa sociedade. é por natureza. mas uma construção. especialmente de tempo histórico. entre outras.DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL “Ensinar é inserir-se na história: não é só estar na sala de aula. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. construa de forma contextualizada os conceitos de tempo. 286 . por meio de estigmas e estereótipos que marcam a população negra. versões que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. o homem. mas num imaginário político mais amplo. de modo prático. É papel também da escola refletir sobre as constantes representações sociais negativas. para isso.

novos pintores. para o ciclo I. novas imagens e visões da história? Jean-Baptiste Debret. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. a vivência do que se aprende em sala de aula. BA . Conhecer e valorizar o local em que se vive. bem organizado.Geralmente as imagens dos negros estão associadas à escravidão. Segundo o PCN de História e Geografia. Precisamos de referências positivas da participação do negro na História do Brasil. O estudo do meio. o estudo do meio. São Paulo. por meio de atividades realizadas no entorno da escola e no próprio bairro. Salvador. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. novos contos. como recurso didático. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. 1969 Coleção Roberto Bicca de Alencastro Acervo Museu Afro Brasil 2 . ou seja. Além disso.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador A Secretaria de Educação oferece estudos que proporcionam ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. Escravo sendo açoitado Retrato de Luís de Gama .1882. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. é papel da escola proporcionar esses estudos. Que tal levar para a sala de aula novos heróis. pois permite a elaboração. 287 . SP Militão Augusto de Azevedo Rubem Valentim Objeto Emblemático 3. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico.1830.

usou e o transformou. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. discutir sobre as possibilidades e maneiras de encontrar as respostas ou não. de imagens pintadas.3 . É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. valores e preferências de um grupo social. idealizada. de seus hábitos. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. modeladas. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. lembre-se que pesquisar é buscar a resolução de problemas. está na hora de transformar o tema em questões a serem resolvidas.. pois ela não representa a realidade histórica em si. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. pois como qualquer outro artista. cabe ao professor tornar esta atividade algo realmente produtivo. 288 . basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. é reconstruída a cada época. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. Como qualquer outra fonte. ainda esculpidas. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. impressas ou imaginadas e. por exemplo. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. mas deve-se sempre levar em conta que. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. Ao solicitar uma pesquisa. deve ser explorada com cuidado. 4 . Tudo o que o homem diz ou escreve. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. levantar hipóteses. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. talhadas.Documentos “[. portanto. A observação direta. da complexa rede de relações. 5 – Pesquisa A pesquisa é um caminho para descobertas. de Debret. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. tudo o que fabrica. por alunos ou por especialistas. sistematizando os conhecimento e divulgando-os. organizar os dados.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. Ao fazermos uso. dos gostos. como fonte histórica. refletir sobre que fontes usar. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. Após saber o que eles já sabem. comece sempre com o levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema em estudo. desenhadas. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. porque estariam retratando fielmente uma época. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. um acontecimento. Cabe a nós decodificar seus ícones. planejar momentos de troca de informações e principalmente dar uma função social com as informações e descobertas realizadas. A ela são agregados novos valores e interpretações. a manipulação e questionamentos de documentos produzidos pelo homem podem revelar muitas informações. do seu nível tecnológico e artesanal. uma paisagem ou um determinado costume. da sociedade que o criou. estabelecimentos de relações e construção de conhecimento. indo além do que é visível. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. forjada ou inventada..] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. analisar e construir novos saberes. então.

br http//www.gov. Sarafina. 1999.org. Sites: http://www. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO. Uma cidade na transição: Santos. Filmes Kiriku e a Feiticeira (Kiriku et la Sorcière). Didática de História: o tempo vivido. 1996. Livro do Estudante.geledes.com. 2003.com. Rio de Janeiro: Objetiva. Brasília: IPHAN: Museu Imperial.museudoindio. org. Problemas e Caminhos. . A África em Sala de aula – São Paulo: Selo Negro.museudapessoa. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil.Indicações Bibliográficas BUENO. Ana Lúcia Lana. Leila Maria Gonçalves Leite. Náufragos. M. 1997.br http://www. 2005 HORTA. essas lições serão um rito de iniciação na vida adulta.casadeculturadamulhernegra. O PODER DA COMUNICAÇÃO. 1999. um garoto pequeno. Editora Abril. uma outra história? São Paulo: FTD. Kabenguele e Nilma Lino Gomes.História. 1870/1913.br. USA. A. Coleção de Olho no mundo.br http://www.mundonegro. Sao Paulo: HUCITEC. Traficantes e Degredados.inf http://vivasantos.br 289 .com. Adriana.itaucultural. 1998.novomilenio. Eliane e Irene Barcelos.br http://www.br http://www.sp. GRUPIONE.Ação Educativa.org. Para entender o Negro no Brasil de Hoje . Eduardo.br http://www. D. 254 págs. LANNA.usp. 71 min. A temática indígena na escola: novos subsídios para professores do 1º e 2º graus – Brasília. 1996 NEMI. HERNANDEZ. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. que nasceu com a missão de salvar sua aldeia da cruel feiticeira Karaba.br/prc/engenho http://www. Realidades. Guia Básico de Educação Patrimonial.br http://www.pinacoteca. 1995.org. L.org. O Som da Liberdade (Sarafina).br http:// www. Luis Donisete Benzi e LOPES DA SILVA. CABOCLO.gov. _______________Brasil: uma História. Aracy.casadasafricas. direção: Darrel Roodt Na África do Sul. 116 min. Ed. a animação conta a história de Kiriku. A incrível saga de um país. MUNANGA.unisanta. França/Bélgica/Luxemburgo.br http://canalkids. professora ensina jovens alunos negros a lutarem por seus direitos.com. .com. GRUNBERG.gov. Global .br http://www. na forma de uma brutal tomada de consciência a respeito da realidade que a cerca. Brasilia: MEC/SEF. mas dons especiais.museuimperial.museudocafe.br http://:www.br http://www. de Lourdes. 1993. 2001.santos. São Paulo: Editora Ática. MEC/MARI/UNESCO. direção: Michel Ocelot Baseado em uma lenda da África Ocidental.palmares. Para uma aluna em especial.net http://www.

que podem culminar em uma exposição. Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. a casa. pinturas. para o ciclo I. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. textos da Internet. histórias em quadrinhos. levantando hipóteses próprias. diários de viajantes. comparar com outras imagens.. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. peça de teatro. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. pois permite a elaboração. construções etc. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. Enfim. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. esculturas. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. como recurso didático. 290 . levantamento de interesse junto aos alunos. de Tarsila do Amaral.GEOGRAFIA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM GEOGRAFIA A geografia é uma ciência de observação. Segundo o PCN de História e Geografia. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Mas não para por aí. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. matérias de jornal. enciclopédia eletrônica.. Com as informações em mãos. os diferentes modos de morar. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. A partir delas. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. Cartazes. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. a rua da escola. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. desenhos. os arredores. lugares. gráficos e esquemas. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Além dos textos. Aos poucos. fotografias. grafites. o estudo do meio. como exemplo. estilos de arte. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. de viver. a escola. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. a geografia pode contar com muitos aliados: música. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. filmes. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento.

Nessa atividade. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações.5 centímetros entre São Paulo e Santos. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. bem organizado. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). • • • Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. onde o aluno tenha questões para resolver. fotos de satélites. separa). ou seja. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. depois. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. chegando à noção espontânea de escala. seja para se comunicar ou para obter informações. os traços azuis representam rios. saber o que significa. o bairro. Explore a procedência das famílias. sugerimos: • Explore a noção de legenda. etc. a distância de 1. etc. morros de Santos. nas séries finais do ciclo I. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. centro histórico. construa escalas intuitivas. Num primeiro momento. é feito um trabalho processual. Para tal. na cidade de Santos. folders turísticos. discutindo as usadas convencionalmente. ou seja. a percepção do que é maior ou menor e legendas. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. a referência espacial da criança é o corpo. que. depois e entre). separação (aquilo que limita. 291 . maquetes e plantas Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. partindo da sala de aula para a rua. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. existe um grande número de migrantes. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. Mapas. a cidade. analisem as diferenças de tamanho entre elas. a classe poderá concluir. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex.O estudo do meio.: porto. o estado e o país. Assim.) empregando sucata. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. Para compreender essa redução. Em seguida. Inicie o trabalho com mapas simples. A sua representação depende da escala adotada. por exemplo. mas. entre as fotos e as pessoas. Engenho dos Erasmos. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). converse sobre as razões desse fato. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. por exemplo. etc. em grupos. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. ordem ou sucessão (antes. maquetes e plantas. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. Os aviõezinhos representam aeroportos. plantas da cidade.

cujas imagens deverão ganhar legendas. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. cabe questionar como o equilíbrio ambiental está sendo afetado e o que pode ser feito para modificar as atitudes dos cidadãos. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. criação de poemas. a sociedade construiu uma relação predatória com a natureza.000 (“um para quinhentos mil”). para isso. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre São Paulo e o Brasil para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço. Educação Ambiental Ao produzir seu espaço. representação por meio de desenho. que escreveram suas opiniões ou que fizeram comentários sobre as pessoas do lugar. recortes de jornal e revistas. Comece com objetos. No processo de urbanização e industrialização. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. dramatizações. de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. tais como: palmo. o homem modifica a natureza. reescrita. depois parta para a sala de aula. títulos. podem se usados outros padrões de medida. interferências. letras de música. Assim como o barbante. 292 . que resultou da exploração dos recursos naturais gerando uma crise ambiental. pessoas que visitaram os lugares. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. pé. Cabe à escola implantar um programa de educação ambiental que promova o desenvolvimento de conhecimento. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. Nesse sentido. seus costumes. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado. entre outras. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais já conhecidos.• O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. palito. textos explicativos. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. • Relatos de viagem. braça. Ao discutir a construção do espaço geográfico no contexto da industrialização.

fonte e funções.) • Estabelecimento de conclusão com base na análise de dados do assunto em estudo. sobre o funcionamento do corpo. • Noções de ecologia. • Principais sistemas e aparelhos. • Mudanças sexuais.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) ) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Como se relacionam os seres vivos. • Transformações sofridas pelo alimento no organismo. Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. necessidades energéticas para diferentes atividades físicas. • Etapas do crescimento e desenvolvimento. textos mais elaborados. tabelas. por exemplo. • Estabelecimento de relações entre hábitos alimentares. análise e observação (ao fazer gráficos. • Desequilíbrio ecológico. • Sol x plantas x fotossíntese. experimentações. • Defesas naturais e estimuladas. Conhecimento sobre as opiniões dos colegas ao trocar ideias. • Organização e registro das informações por meio de desenhos. Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício e de atitudes compatíveis com a preservação da natureza. e respeito. quadros. • Hábitos alimentares. cultura. tabelas. • Busca e coleta de informações por meio da observação direta ou indireta. organização e rigor nas observações e análises. • Descrição dos próprios hábitos alimentares e comparação com os de outras pessoas do seu convívio e de outras regiões. esquemas. entrevistas. • Alimentos: origem. ao trazer imagens para uma atividade de recorte e colagem). • Alimentação equilibrada. • Ecossistemas ameaçados. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. maquetes. • Animais em extinção. • Levantamento de dados. listagens que refletem. • Elaboração de folhetos para divulgação de medidas de prevenção de algumas doenças • ATITUDINAIS Colaboração em atividades coletivas (por exemplo. Interesse em conhecer o funcionamento do corpo. dados e conclusões. • Elaboração de cardápios. hábito alimentar. como curiosidade. • Ecossistemas (exemplos de ecossistemas). leituras de textos. por exemplo. imagens selecionadas. Respeito às diferentes opiniões dos demais. listas. • Higiene e saúde. • • • • • • • • 293 . Desenvolvimento de hábitos relacionados ao cuidado com o corpo. Incorporação de hábitos simples e necessários de alimentação e preparação dos alimentos. • Cadeias alimentares. • Comunicação oral ou escrita das suposições. das embalagens de alimentos etc. • Contágio por vermes e micro-organismos. Corpo humano e saúde • Visão geral do corpo humano. emoções e vivência social. PROCEDIMENTAIS • Estabelecimento de relações entre os diferentes aparelhos e sistemas que realizam a função de nutrição para compreender o corpo como um todo integrado. adotando atitudes promotoras de saúde.

• Reconhecimento da importância das campanhas e medidas de preservação da saúde. • Observação. Recursos tecnológicos • Alimentos industrializados. • Valorização da vida em sua diversidade • Exposição de ideias. • DST (formas de contágio e prevenção). fisiológicas e psicossociais na infância e adolescência. sentimentos e conflitos na área da sexualidade para que reconstruam por si mesmos seu modelo de interpretação da realidade. • Comparação dos principais órgãos e funções do aparelho reprodutor feminino e masculino. • Descrição de medidas de proteção e recuperação do ambiente. e em outras regiões.• Reprodução humana • Sistema reprodutor: feminino e masculino. • Preservação dos recursos naturais. • Comparação entre diferentes ambientes em ecossistemas brasileiros quanto à vegetação e fauna e suas inter-relações e interações. 294 . • Aids e abuso de drogas. • Divulgação de informações sobre transformações provocadas nos ambientes pela ação humana. por exemplo. • Sexualidade e gravidez na adolescência. • Comparação da reprodução humana com a de outros animais. • Questionamentos sobre degradação dos ambientes. • Gravidez e parto. • Conhecimento de seus direitos e deveres como. infecciosas. particularmente na região onde vivem. relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade. • Observação de animais e seus hábitos. • Vacinas. • Conservação de alimentos. nos debates sobre adolescência e preconceito ligado ao sexo. identificação e descrição das transformações físicas.

combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. na resolução de situações-problema do cotidiano. • Comparação e ordenação de números racionais. Números Racionais • Fração de uma quantidade. Educ. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. • Uso do conceito de adição como ideia de juntar.multiplicador com 1 e 2 algarismos. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. evitando interpretações parciais e precipitadas. Interação com seus pares de forma cooperativa. Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis • • • para a aprendizagem de Matemática. o Divisão . o multiplicação de um número natural por um número fracionário. Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. compreendendo diferentes significados das operações envolvendo números naturais. comparação e ordenação de representações fracionárias de uso frequente. formulação e resolução de situaçõesproblema. empregando números e quantidades.com e sem reagrupamento. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar. • Comparação e ordenação de números racionais na forma decimal.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. transpondoas para a sua rotina. pela observação de representações gráficas e de regularidades nas escritas numéricas. • Leitura. • • • • • • • 295 . • Operações com frações: o adição e subtração de números fracionários com denominadores iguais. Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. o Multiplicação . • Tipos de frações: o própria. • Frações equivalentes • Simplificação de frações. que envolvam números naturais. • Ampliação do repertório básico das operações com números naturais para o desenvolvimento do cálculo mental e escrito. • Operações e conceitos: o Adição e subtração . 1000. na resolução de situações-problema do cotidiano. o imprópria. • Análise. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999.999. interpretação. 100. • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. respeitando o pensamento do outro. o Multiplicação e divisão por 10. como fonte de aprendizagem. gráficos e tabelas. o Divisibilidade. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. que envolvam números naturais. Respeito às regras de jogos. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. Hábito em analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica.divisor com 1 e 2 algarismos. que envolvam números naturais. Respeito pelo pensamento do outro. Apropriação de diferentes estratégias para resolução de qualquer tipo de trabalho. o Múltiplos de um número natural. na resolução de situações-problema do cotidiano. escrita. que envolvam números naturais.999. o Números primos. comparar e completar quantidades. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal. acrescentar quantidades. o Divisão com números naturais (divisor com 1 e 2 algarismos). o Multiplicação com números naturais (multiplicador com 1 e 2 algarismos). • Produção de frações equivalentes.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. o Divisores de um número natural.

bases. escrita. comprimento e quilômetro. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. • Quadriláteros: classificação. multiplicação (por 10. em função do problema e da precisão do resultado. o três dimensões: comprimento. tabelas. Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais de cálculo. tonelada e arroba. 296 . • Construção de gráfico de colunas. divisão (por 10. • Cálculo de perímetro e de área de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros e áreas de duas figuras sem uso de fórmulas. • Construção de sólidos geométricos. PROCEDIMENTAIS • Cálculo simples de porcentagens. • Estabelecimento das relações entre unidades usuais de medida de uma mesma grandeza. Espaço e Forma • Sólidos geométricos: o elementos do sólido geométrico: faces. o transformação de unidades • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. comparação. • Representação de dados em tabelas. • • 2. construção de gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Triângulos: classificação. interesse em conhecer e utilizar diferentes estratégias para calcular e os procedimentos de cálculo que permitem generalizações e precisão. • Coleta. largura e altura. • Círculo e circunferência 3. • Medidas de capacidade: o litro e mililitro. • Utilização de procedimentos e instrumentos de medida. 100 e 1000). a partir da interpretação de gráficos e tabelas. • Construção de polígonos a partir de suas principais características. • Ângulos. Segurança na defesa de seus argumentos e flexibilidade para modificálos. organização e descrição de dados. • Reta e segmento de reta. o transformação de unidades • Medidas de massa: o grama. Perseverança. • Formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica. diagramas e gráficos) e construção dessas representações. fração decimal e porcentagem. transpondoas para a sua rotina. quilograma. Grandezas e Medidas • Sistema monetário. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. esforço e disciplina na busca de resultados. 100 e 1000). operações com números decimais: adição. subtração. • Produção de textos escritos. • Localização de dados numa tabela. arestas e vértices. científicos ou outros. • Uso da calculadora. o transformação de unidades • Medidas de comprimento: o metro.CONCEITUAIS Números Decimais • • • • • • • • • leitura. para identificação de características previsíveis ou aleatórias de acontecimentos. pela observação da posição dos algarismos na representação decimal de um número racional. • • ATITUDINAIS Respeito às regras de jogos. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas.

quadriláteros e triângulos. 4. listas. o área: . centímetro quadrado e quilômetro quadrado. Tratamento da informação • Leitura. interpretação e construção de textos. 297 .CONCEITUAIS • Perímetro Superfície: PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS o metro quadrado. o transformação de unidades (de superfície). tabelas e gráficos. Volume: o metro cúbico e decímetro cúbico.

a inter-relação de pensamentos. hardware e software). trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. de comunicação e convívio social. Site da Educação. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. a coordenação motora.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. * Organização adequada em arquivos na área de disco (pastas e subpastas). * Valorização das tecnologias (My Kid. ideias e conceitos. ATITUDINAIS *Convivência em grupo. Mesa Alfabeto. * Uso dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet de modo a promover navegações seguras. * Refinamento de pesquisa. transformando informações em conhecimento. * Uso das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. outros). * Comunicação via internet (e-mail. homepage). * Interação com seu grupo de forma cooperativa. 298 . a memorização. * Utilização dos recursos de multimídia para pesquisa. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da linguagem computacional (Processamento. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar.

piadas. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Linguagem e participação social. Uso da leitura como instrumento de pesquisa. cartas. oblíquos. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. Leitura • Textos de gêneros diversos: poemas. relatos e entrevistas. ° Tempos verbais (presente. canções. notícias. diário pessoal. contos. Produção e revisão de texto relacionado ao projeto desenvolvido na sala de aula. • Itens da gramática normativa (revisão): ° Substantivo (conceito). instruções. história em quadrinhos. de tratamento. • Intertextualidade. Adoção de espírito investigativo (pesquisa). trava-línguas. sotaques. hiato). futuro). Leitura de textos de gêneros diversos. escultura e outros).5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Uso de diferentes discursos em situações de comunicação escrita. possessivos. encontro vocálico (ditongo. Hábito da pesquisa em dicionário. Preservação do patrimônio cultural e coletivo em língua escrita. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. encontro consonantal. • Leitura e interpretação de texto. ° Pronomes: pessoais. literatura de cordel. ° Discurso direto e indireto. indefinidos e demonstrativos. Exercícios da cidadania crítica e reflexiva. Escrita • Produção de texto individual e coletiva. ° Revisão: verbos (conceito / infinitivo). tritongo. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. dança. Produção de textos de diferentes tipologias. Aprofundamento e estudo das diferentes classes de palavras e seus significados. pintura. pretérito. • Textos extraverbais (ex: fotografia. Autonomia e criticidade crescentes em relação às produções escritas. mitos. a partir do domínio crescente da língua. ° Preposição. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. etc). mas também fora dele. fábulas. notícias. operando com os conhecimentos sobre a língua. não apenas no ambiente escolar. ° Concordância verbo-nominal. música. ° Divisão silábica: dígrafo. lendas. parlendas. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. Construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. Hábito diário de leitura de fontes diversas. • 299 .

Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Irregularidades ortográficas. negação. Interjeição. ANÇA. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS ° ° ° ° 300 . ° Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). afirmação).) 2. Adjetivo e locução adjetiva. Grafias e expressões: a gente / agente. a / há. 3. dúvida. terminação em OSO/OSA de adjetivos. ° Ortografia: 1. modo. ° Verbos e concordância verbal (revisão). ° Sinais de pontuação (ponto e vírgula). ENCIA. • Características do gênero (contos de assombração) /portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. a partir de um tema gerador previamente selecionado. Regularidades morfogramaticais (terminação em EZA de substantivos derivados de adjetivos. ° Advérbios (tempo.CONCEITUAIS Artigo definido / indefinido. ° Acentuação (crase). substantivos terminados em ANCIA. onomatopéia.

. run. please. raise your hands. swim. write. o A estação do ano preferida: What’s your favorite season? It’s. jump. ouvindo com atenção.. cross your arms. do vocabulário e diálogos aprendidos. cut. / They are ____ing. / No. o As cores das roupas: What color is it? It’s. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. watch TV. stand up. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. o Os nomes de outras pessoas: What’s her/his name? o As horas: What time is it? It’s .. close/open your book/the door. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed.. run. draw. o Expressar-se quando não souber dar uma resposta: I don’t know. cook.. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Comandos: jump. play soccer. play. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra. it’s easy... Respeito ao momento em que o outro fala.. o As profissões das pessoas: Is . glue. em situações cotidianas. PROCEDIMENTAIS Uso. o As condições do tempo: What’s the weather like? It’s. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. read. fly. swim. What color are they? They’re… o A quantidade de peças de roupas: How many . shake your leg. repeat.. erase the board..... dance. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula.... ride a bike.. ___ isn’t. 301 . o Falar sobre a profissão dos pais: My mother/father is a/an…. thank you. skate. / What time do you. a _____? Yes. • Perguntas e respostas sobre: o O que está fazendo: He/She is ____ing. color. sit down. Contato com músicas.? At ____ o’clock. ___is. are there? There is/are . congratulations. o As habilidades de cada um: What can you do? I can/can’t. speak. look at my…..

old. short. driver. nurse. meses do ano. brush my teeth. socks. dance. Fall. go home. o Relacionado ao tempo: clock. o Profissões: teacher. o Pronome pessoal: I. secretary. she. thin. sister. skirt. partes da casa. interrogativo. father. o Pronomes possessivos: my. do homework. o Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. fly a kite. o Estações do Ano: Summer. jacket. hot. play. have breakfast. he. Spring. Halloween. rainy. midnight. police officer. lawyer. watch TV. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS     302 . ride a bike. boots. o Descrições físicas: pretty. noon. Mother’s Day. Father’s Day. listen to music. good-looking. student. dentist. skate. tennis shoes. negativo. it. cold. and young. fat. watch TV. go to school. animais. jeans. you. June Festival. snowy. we. run. your. o Roupas: dress. jeans. o Locais de prestação de serviços: fire station. Carnival. have dinner. o Condições do tempo: sunny. swim. Winter. engineer. glasses. T-shirt. go to bed. doctor. • Gramática: o Verbo “to be” . ugly. his. take a shower. they. hospital. Thanksgiving. o Presente simples.      CONCEITUAIS • Vocabulário: o Revisão: Esportes.presente simples. Christmas. sweater. firefighter. have lunch. shorts. her. tall. windy. o Ações: jump. Easter. brother. cloudy. sneakers. pilot.números. architect. get up. dias da semana. o Modal: can (para indicar possibilidade e habilidade) – afirmativo. o Present continuous. o Membros da família: mother.

Apreciação da música erudita. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. Percepção do pulso. pulsação. Formações instrumentais: Orquestra de cordas. objetos sonoros. percebendo o que pode ser mais saudável. levando a uma melhor qualidade de vida. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. Hino à Bandeira Nacional. canções. por meio de canções conhecidas. parlendas. Valorização da produção artístico-musical individual e do grupo. Interpretação. da qualidade vocal do grupo. Banda sinfônica. • Criação de improvisos sonoros. brincadeiras. Valorização da voz como instrumento de comunicação. 303 . Interesse. utilizando instrumentos de percussão. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. marcial e fanfarra. • Criação e grafia de motivos rítmicos. do cotidiano. Música erudita. do aprendizado e uso da linguagem musical por meio de debate. Manifestações folclóricas: jogos. do acento e utilização de ostinatos. ATITUDINAIS • • • • A Orquestra Naipes da orquestra e suas disposições. brincadeiras e histórias do folclore brasileiro. Hino da Proclamação da República. Hino da Independência. percussão e movimentos corporais. • • • • Valorização da música enquanto linguagem e forma de expressão. de câmara. Canto coletivo. brinquedos cantados. etc. Sopros (madeiras e metais) Percussão (com altura definida e sem altura definida).. destacando-se o compositor e sua breve biografia. etc. • PROCEDIMENTAIS Leitura e ditado rítmico introduzindo figuras de valores gradativamente. O Maestro Instrumentos de orquestra. danças. Hino Nacional Brasileiro. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Cordas. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. Leitura e ditado rítmico (subdivisão binária): Figuras de valores. dirigidos pelo professor. Formação de repertório. reconhecendo os instrumentos musicais.sinfônica/filarmônica. Realização de jogos. dinâmica. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ostinato Improvisação sonora dirigida. • Identificação dos diferentes tipos de formações instrumentais.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização da cultura popular. Canto coletivo. Reflexão e avaliação: do repertório trabalhado durante o ano. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países.

• Uso do corpo como expressão artística. Pontilhismo. • Modelagem de bonecos • Confecção de licocós (Arte Indígena). reflexão. Modelagem . Desenvolvimento da criatividade. Respeito às formas de expressão artística diferenciadas. • Exploração de técnicas de colagem na produção artística. (sugestão: Seurat e Claude Monet). • Interpretação. Valorização do silêncio diante da concentração. Arte africana. PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. Respeito à própria produção e à do outro. não convencionais.bonecos (sugestão: Mestre Vitalino). Valorização da solidariedade e da cooperação. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. • Análise da arte como registro histórico e como produto cultural. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais. Cuidado na preservação da produção artística pronta. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Arte abstrata. • Observação do fazer artístico como experiência de interação. • Uso dos elementos da composição visual como o instrumento de leitura diante das manifestações artísticas. contextualização e encenação de histórias infantis e encenação. Origamis. 304 . • Uso do papel como expressão tridimensional. Arte indígena História em quadrinhos. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Respeito às normas de funcionamento. • Apreciação de imagens diversificadas. às idéias dos demais. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Monocromia e policromia. às idéias dos demais. (sugestão: leitura e contextualização das obras de Rugendas e Debret). ativando a memória afetiva. bem como o reconhecimento do que já existe. Respeito às normas de funcionamento. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Colagem na obra de arte. • Observação das formas e movimento nas manifestações artísticas abstratas. Textos teatrais. (Sugestão: Paul Klee). • Observação da realidade e do meio em que está inserido como fonte de inspiração para registro em quadrinhos e criação de personagens. Desenvolvimento do senso crítico. • Análise da arte como registro histórico e produto cultural.

• Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. • Atividades com divisões de grupos. estabelecendo relações com o espaço disponível. • Regras dos jogos. • Atividades competitivas. • Construção de regras de jogos. brincadeiras. reconhecendo os próprios limites. valorizando a participação de todos. • Exercício do “ganhar” e do “perder”. jogos populares. a cooperação. • Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. expressar e comunicar suas idéias. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. chutar. saltar. • Reflexão sobre valores como autonomia. • Adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. saltos e arremessos. • Resolução individual de problemas corporais.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. brincadeiras ou outras atividades corporais. • Desenvolvimento de uma atitude crítica reflexiva em relação a padrões impostos pela cultura. • Circuitos de força. agilidade e habilidades motoras. • Noções de higiene e saúde. • Uso da cooperação durante as atividades. • Respeito as suas possibilidades e limitações corporais. 305 . matemática. plástica e corporal. observação e memória. respeitando o grau de dificuldade da criança. gráfica. amortecer. cooperação. • Responsabilidade e compartilhamento com a intenção de afastar ao máximo a probabilidade de ocorrerem acidentes e atender as necessidades dos participantes. rebater. • Valorização das diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. • Uso da atenção. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. com ajuda do professor. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. memória e observação. • Respeito às regras. arremessar. • Interiorização de uma nova postura perante a dinâmica da competição. desenvolvendo atenção. • Circuitos abertos com: corridas. cooperativos e recreativos. • Atividades em sala de aula. • Experimentação de atividades de danças. excesso de excitação e cansaço. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. • Reconhecimento. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. • Participação em jogos pré-desportivos. brincadeiras e danças. PROCEDIMENTAIS • Participação em atividades cotidianas. assim como em danças simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. •Constatação de alterações corporais nos exercícios que envolvam esforço. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Jogos pré-desportivos. • Valorização de momentos de reflexão. ATITUDINAIS • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. girar) durante jogos. • Valorização da convivência solidária. elevação dos batimentos cardíacos. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. apresentando mais uma opção. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. como meio para produzir. • Construção de novas regras e estruturas dos jogos. levando à autonomia • Participação em jogos coletivos. rolar. ritmo e coreografias simples. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. • Utilização de habilidades (correr. • Discussão das regras dos jogos. • Jogos individuais e coletivos. • Danças expressivas da cultura popular. limite e participação social. bater.

• Expressão de opiniões em situações de jogos. esportes e brincadeiras. • Respeito aos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras.• Uso de suas possibilidades e limitações corporais. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. respeitando as diferenças. dignidade e solidariedade em situações competitivas. repudiando qualquer espécie de violência. • Respeito na utilização dos espaços comuns. 306 . •Uso de opiniões e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. esportes e brincadeiras.

) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • História: o que é? • História pessoal: a história de vida do aluno e o uso de documentos. documentos escritos. etc. textos e maquetes. Diálogo sobre temas propostos. texto jornalístico. Contextualização dos principais acontecimentos e suas transformações para a sociedade de ontem e hoje. tabelas. Estabelecimentos de diferenças entre o hoje e o ontem: permanências. rupturas e transformações. Discussão dos termos encontro. etc. os indígenas hoje ( modos de vida. • Fundação da Vila de São Paulo (1554). • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. 307 . • Valorização da diversidade cultural dos povos. conquista e descobrimento. • Reconhecimento da importância da participação da população nas lutas pela democracia e o poder do voto. Pesquisa sobre personagens da história da sua localidade. etc Discussão sobre o encontro de culturas e as formas de dominação portuguesa. teatro. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. Relig. • Exposição do próprio pensamento. músicas.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a própria história e da família por meio de entrevistas com pessoas do seu convívio. • A África e o Brasil: a escravidão negra ( o tráfico de escravos para o Brasil e a exploração da mãode-obra). • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. Organização e registro das informações por meio de desenhos. gravuras. década e século). com as demais pessoas do convívio escolar. • Aceitação das diferenças de cada um. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. • Integração aos grupos dos quais faz parte. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. • Empenho e colaboração nas atividades em grupo. hábitos. • O negro na sociedade atual: a desigualdade vivenciada pela população negra e outros setores da população. Planejamento de estudos do meio com a ajuda do professor. poesia. histórias de vida. Coleta de dados sobre as diferentes nações indígenas que habitavam e as que habitam o Brasil. poesia. texto. • O Brasil indígena: o Brasil antes da chegada dos colonizadores: as nações indígenas. • Ser escravo no Brasil: resistência negra: quilombos e líderes negros. • Inserção do negro na economia colonial: a canade-açúcar e a mineração. Uso de diferentes fontes históricas: fotos. ao professor e às demais pessoas do seu convívio escolar. relação com a natureza e problemática atual ) • Os colonizadores: o encontro de culturas. • Os africanos : o continente africano e sua diversidade paisagístico-cultural. a dos portugueses e a dos indígenas: • Primeiras viagens e a colonização no Brasil • Capitanias hereditárias: implantação da cultura da cana-de-açúcar. • Valorização da cultura indígena. • Conhecimento sobre a realidade dos afrodescendentes no Brasil atual. • A importância da África na formação do povo brasileiro. quadros. Apropriação dos dados coletados por meio de pinturas indígenas. Troca de informações sobre o modo de viver. capitania de São Vicente e Pernambuco. • Valorização da própria história de vida. listas. hábitos. Leitura de textos de fontes diversas: música. pinturas. • Valorização da cultura negra como formadora da cultura brasileira. • Medições de tempo: calendário cristão (ano. • Respeito às formas de luta do passado e do presente.

• Discussão sobre liberdade. listas. etc. culturais. • Regime democrático X regime ditatorial Assembléia Constituinte. • Por meio de desenhos. etc. as fábricas e o movimento operário. porto de Santos. • O trabalho: a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado. quadros. Constituição. • Uso de mapas geográficos e históricos. transporte. tabelas. textos e maquetes. • O desenvolvimento da indústria: condições de vida dos operários. ATITUDINAIS 308 . • Principais acontecimentos políticos e sociais na atualidade. • Brasil República ontem e hoje. • A organização político-administrativa (Poderes Executivo. Legislativo e Judiciário). PROCEDIMENTAIS • Discussão sobre o papel do negro na sociedade atual e das diversas formas de preconceito existentes no Brasil. voto. sociais e políticas com a vinda da família real portuguesa para o Brasil: a independência do Brasil. democracia e ética. eleição. • O movimento abolicionista e republicano. • Organização de entrevistas ou depoimentos com pessoas que viveram a época da ditadura em Santos.CONCEITUAIS • Transformações econômicas. • Os direitos dos trabalhadores: leis trabalhistas. • A expansão cafeeira: urbanização. • Direitos e deveres do cidadão na atualidade. • Os imigrantes: influência na história de São Paulo e Santos.

textos narrativos. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. reconhecendo o objetivo de cada um. distinguindo-os de acordo com as regiões. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. legenda e título.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. compreendendo problemas característicos do nosso país. 309 . • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. • Características de urbanização do Brasil observando a industrialização e comercialização percebendo-os a partir do próprio convívio. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. construção de pontes. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. aplainamento de morros. internet. plantas e outros. PROCEDIMENTAIS • Leitura. • Ocupação do espaço físico do Brasil reconhecendo as semelhanças e diferenças físicas e sociais das zonas rurais e urbanas. clima. livros. hidrografia e recursos naturais. fotografias. • Aspectos físicos do país: relevo. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambas (noções gerais). poluição e outros. obras-de-arte e outros. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. áreas populacionais e outros. fotografias. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. • Valorização das diferentes manifestações culturais dos grupos étnicos do nosso país. Relig. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. gráficos. enciclopédias. mapas. • Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. desenhos. • Confecção de maquete com escala. • Registro por meio de listas. escala e legenda.

terciário). secundário. programas assistenciais. transporte. moradia. • Movimento de migração e imigração e suas consequências tais como: mão-de-obra para a indústria. movimentos populares e organização político-administrativa. empregado). lazer. outro transporta. e revolução digital. • Coexistência de grupos que vivem de maneiras diferentes em uma mesma cidade/estado/país. tendo como foco a dinâmica da economia brasileira. por setor (primário.CONCEITUAIS • Implicações do processo de industrialização tais como modernização da economia rural para atender a indústria. espacial (cidade e campo). outro embala e outras). saneamento básico. ocupação do espaço. desemprego e influências na cultura do país. compreendendo-as a partir de situações reais como uso de máquinas e computadores na elaboração de produtos utilizados no dia-a-dia. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 310 . • Processo de urbanização e modernização do país promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. • Modos de vida dos diferentes grupos sociais comparando a nossa região a outras áreas do país. energia elétrica. social (patrão. • Divisões do trabalho: por tarefas (um planta.

Troca de opiniões e experiências com os colegas. na qual a palavra é usada para transmitir e comunicar coletivamente a tradição oral. da linguagem. • As práticas religiosas e os desígnios do Transcendente. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • Elaboração de um calendário rudimentar das celebrações (datas comemorativas) das diferentes Tradições Religiosas. Pesquisa. Divindades • As representações do Transcendente. preservando a sua memória e garantindo a continuidade da cultura.5º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Reconhecimento de que a origem da palavra mito (do grego – mythos) etimologicamente significa fábula. Pesquisa de mitos sobre a criação do mundo a partir das Tradições Religiosas mais significativas. • Origem dos mitos e os segredos sagrados na história dos povos. classificando-os conforme matriz de origem. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. sociais. • • • • • • Valorização da família. bem maior do homem. narrativa. da culinária. • As práticas religiosas e a relação com o Transcendente. seleção e discussão de mitos criados ao redor de crendices. valor supremo do povo. com o grupo. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para as Tradições Religiosas se expressarem e para nosso cotidiano. Rituais • A busca do Transcendente em práticas religiosa e nos mistérios. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. Pesquisa de letras de músicas que abordam questões sociais (religiosidade. valores humanos). Visualização no mapa dos locais de predominância das diferentes Tradições Religiosas. Socialização de histórias da família. • Palavra sagrada para os povos. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. • Entendimento da dimensão da religiosidade humana e sua relação com o Transcendente por meio do conhecimento das várias cerimônias religiosas. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais/religiosas. políticos. Reflexão sobre os interesses (econômicos. • Respeito à vida. religiosos) envolvidos na criação e disseminação dos mitos. 311 .