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Plano de Curso

Ensino Fundamental 1º ao 5º ano

2009
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APRESENTAÇÃO

“(...) Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta e com o silêncio ( intimamente sábio ) das tuas palavras e dos teus gestos ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.”
Ademar Ferreira. In: ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.

Caro(a) professor(a),

Mais um ano letivo inicia-se, trazendo novos desafios que nortearão sua prática docente. Desse modo, com o intuito de auxiliar o planejamento de suas ações didático-pedagógicas, a curto, médio e longo prazo, apresentamos os Plano de Curso do 1º ao 5º ano. As sugestões de alteração que vocês nos enviaram foram analisadas criteriosamente e contempladas quando pertinentes. Ressaltamos que este plano é anual, não dispondo, portanto, de uma divisão bimestral dos conteúdos, visto tratar-se, como o próprio nome diz, de um plano, e não de um planejamento. Dessa forma, caberá a você, professor, após o período de conhecimento de seu grupo-classe, o que compreende os diferentes procedimentos diagnósticos, estudar este plano e as orientações didáticas que o precedem, a fim de construir, com autonomia, o melhor percurso pedagógico junto a seus alunos, ou seja, elaborar o “planejamento” propriamente dito. Os conteúdos apresentam-se divididos em conceituais (que se referem ao conhecimento de conceitos, fatos e princípios), procedimentais (que se referem a um “saber fazer”) e atitudinais (que estão associados a valores, atitudes, regras e normas). Cabe ainda dizer que, em razão dos conteúdos conceituais, manteve-se a divisão por disciplinas, o que, no entanto, não invalida a abordagem interdisciplinar do trabalho em sala de aula. Resguardadas as especificidades de cada área do conhecimento, o que, em sua maioria, constrói-se por meio dos conteúdos conceituais, é por intermédio da aprendizagem dos outros conteúdos – os procedimentais e os atitudinais – que a interdisciplinaridade ocorre. Certos procedimentos também se aplicam com exclusividade a uma disciplina, porém, em sua maioria, assim como as atitudes a serem desenvolvidas pelas crianças, esses perpassam todas as áreas do conhecimento, em maior ou menor escala, durante certa etapa de sua aprendizagem. É nesse sentido, portanto, professor, que seu planejamento deve se orientar, buscando garantir a construção dos saberes próprios de cada disciplina, concomitantemente à dos que se apreendem de uma forma transversal. Importa dizer que, ao falarmos dos conceitos mais específicos de cada disciplina, não estamos dizendo que o vínculo entre esses saberes não possa ser estabelecido, até porque ele existe naturalmente nos conhecimentos instituídos, mas sim que há conceitos próprios de Língua Portuguesa, os quais não dizem respeito à Matemática e vice-versa. Portanto, não é necessário “forçar” tal aproximação, criando situações de aprendizagem vazias de significado. Por outro lado, há conceitos que pertencem a mais de uma área, demandando, assim, que sejam construídos interdisciplinarmente.

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Desse modo, professor, buscando auxiliá-lo no planejamento de suas ações e intervenções em sala de aula e na elaboração de atividades significativas para a aprendizagem de seus alunos, elaboramos algumas orientações para cada área do conhecimento, em que se abordam mais profundamente esses aspectos apresentados. Recomendamos a leitura desse texto paralelamente à leitura do plano em si. Indicamos, no decorrer deste documento, algumas sugestões de referências bibliográficas para aprofundamento dos temas aqui expostos. Sugerimos também que você acesse o site da Educação, no qual poderá encontrar subsídios teórico-práticos para download, além de outras informações interessantes (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc). Lembramos ainda que estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, apontar sugestões, analisar coletivamente as dificuldades, a fim de colaborar na escolha dos percursos pedagógicos mais adequados para a efetiva aprendizagem de nossas crianças. Nossa intenção é fortalecer, cada vez mais, a parceria entre nós, educadores, cujo objetivo comum é a excelência da qualidade de ensino e o desenvolvimento pleno e feliz das potencialidades de nossos alunos.

Bom trabalho a todos!

Departamento Pedagógico. Fevereiro de 2009.

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Sumário Plano de Curso Anual - 1° ano Orientações Didáticas Ciências..................................................................................................................................................10 Matemática.............................................................................................................................................14 Informática Educativa.............................................................................................................................24 Língua Portuguesa.................................................................................................................................25 Inglês......................................................................................................................................................29 Arte musical............................................................................................................................................33 Arte.........................................................................................................................................................37 Educação física......................................................................................................................................39 História...................................................................................................................................................41 Geografia...............................................................................................................................................44 Conteúdos Ciências.................................................................................................................................................47 Matemática............................................................................................................................................48 Informática Educativa............................................................................................................................50 Língua Portuguesa................................................................................................................................51 Inglês.....................................................................................................................................................52 Arte musical...........................................................................................................................................53 Arte........................................................................................................................................................54 Educação física.....................................................................................................................................55 História..................................................................................................................................................56 Geografia..............................................................................................................................................57 Ensino Religioso...................................................................................................................................58
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Plano de Curso Anual - 2° ano Orientações Didáticas Ciências..............................................................................................................................................60 Matemática.........................................................................................................................................63 Informática Educativa.........................................................................................................................74 Língua Portuguesa.............................................................................................................................75 Inglês..................................................................................................................................................81 Arte musical........................................................................................................................................85 Arte.....................................................................................................................................................90 Educação física..................................................................................................................................92 História...............................................................................................................................................94 Geografia...........................................................................................................................................96 Conteúdos Ciências.............................................................................................................................................99 Matemática.......................................................................................................................................101 Informática Educativa.......................................................................................................................103 Língua Portuguesa...........................................................................................................................104 Inglês................................................................................................................................................106 Arte musical......................................................................................................................................107 Arte...................................................................................................................................................108 Educação física................................................................................................................................109 História.............................................................................................................................................110 Geografia.........................................................................................................................................112 Ensino Religioso..............................................................................................................................113
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Plano de Curso Anual - 3° ano Orientações Didáticas Ciências............................................................................................................................................115 Matemática.......................................................................................................................................118 Informática Educativa.......................................................................................................................130 Língua Portuguesa...........................................................................................................................131 Inglês................................................................................................................................................137 Arte musical......................................................................................................................................141 Arte...................................................................................................................................................146 Educação física................................................................................................................................148 História.............................................................................................................................................150 Geografia.........................................................................................................................................153 Conteúdos Ciências...........................................................................................................................................158 Matemática......................................................................................................................................160 Informática Educativa......................................................................................................................162 Língua Portuguesa..........................................................................................................................163 Inglês...............................................................................................................................................165 Arte musical.....................................................................................................................................167 Arte..................................................................................................................................................168 Educação física...............................................................................................................................169 História.............................................................................................................................................170 Geografia.........................................................................................................................................172 Ensino Religioso..............................................................................................................................173
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............................................................................................................................................................................240 7 ...................................................................................................................................................................234 História..................................................................................................181 Língua Portuguesa...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................205 Arte.....................................................................................................................................................................................................227 Língua Portuguesa...................................................................................................................................................................215 Geografia.................................228 Inglês........................................................................................................................................212 História................................................................Plano de Curso Anual .......................................................................................................................................................................................................................................194 Inglês.....233 Educação física....................................................................................................................................201 Arte musical....................................................................................................................................................224 Informática Educativa..........................................................................................................................................................................................................................................................................236 Geografia.................................230 Arte musical...........................................................................................................................................................................................................................................232 Arte.................................................209 Educação física....218 Conteúdos Ciências..........................222 Matemática............................................................................................4° ano Orientações Didáticas Ciências............................................................175 Matemática...............235 Ensino Religioso.........

..........................................................................................................................................................................................................................................................................................290 Conteúdos Ciências....................................301 Arte musical...................................................................................................................Plano de Curso Anual .................................................................................................298 Língua Portuguesa...............................................................................................................................................305 História..........................303 Arte......242 Matemática.................304 Educação física.............................................................................................................................................................................................................................309 Ensino Religioso.......................................................................................................................................................249 Língua Portuguesa.........................275 Arte............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................293 Matemática.........................299 Inglês..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................264 Inglês...............................................................................................................271 Arte musical..................................................................5° ano Orientações Didáticas Ciências.286 História.........279 Educação física.......................................................................................................................................................307 Geografia....................................................................................................................................................................................295 Informática Educativa...........................................................................................283 Geografia......................................................................................................................................................................................................................................311 8 ...............................................................

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 1º ANO Ensino Fundamental 9 .

tais como argumentar. como forma. identificar. esquemas. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. dos arbustos. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. entre outros. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. vídeos. busca e registro de informações. 10 . é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. das folhagens e gramíneas. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. textura. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. trocar idéias com os colegas. em que os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. Podem aprender procedimentos simples de observação. Para aprender Ciências. Para tanto. gravuras. Investigação É muito importante também propor investigações. de geração a geração. de modelos científicos. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. usando diferentes critérios. Os alunos podem comparar entre si objetos. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. elaborados e acumulados pelo homem. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. comparação. assim como a reconstrução de categorias de idéias. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. mapas. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Desse modo. Dificilmente. tamanho. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. materiais etc. ou seja. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. analisar. seres vivos. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. com o outro e com o ambiente. cor etc. sintetizar. seres vivos. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. sobre os fenômenos naturais. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Nos anos iniciais.

deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. dos animais e plantas. embora organizados por temas específicos (ambiente. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. O importante. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. As experiências sugeridas não devem. Normalmente. Nessa fase. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. auxiliando-o no processo de alfabetização. o seu aspecto individual e. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. Em suma. é fundamental que o professor. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. que sabem ouvir e discutir questões. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. A atuação do aluno é. nesse sentido. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. com a ajuda ou não do professor. Além do desenho. do ano em que está atuando. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. por exemplo. leia o plano. que sabem argumentar e defender suas idéias. em situações reais de comunicação. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. a sua parte universal. tabelas. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. pessoas que sabem ler e escrever bem. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. por um lado. portanto. o que representa a sua comunidade. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. por outro lado. num primeiro momento. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. procedimentais e atitudinais. de forma 11 . levantadas em um determinado problema. pequenos textos. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. a qualquer momento. elaboração de listas. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. ser humano e saúde. sempre que possível. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. os conteúdos são extensos. ou seja. de si própria e sua relação com os outros. Como dissemos. que têm. Os conteúdos. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. animais e plantas). a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. independentemente do banco escolar.Experimentação Por meio dela. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. com a tecnologia e com o mundo. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. Após essa primeira leitura. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. fundamental. na produção de um texto coletivo. não devem ser trabalhados de maneira linear. com os conteúdos conceituais.

ou seja. Deve também estabelecer relações com o ambiente. num primeiro momento. educação ambiental e ética. portanto. Sendo assim. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. locomoção. É importante também. as organizações sociais. principalmente com Geografia e História. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. para um trabalho mais amplo. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. como relevo. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos.que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. entre outras. comparando as características do corpo humano. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. buscam explicações para o que vêem. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. em que um mesmo tema é proposto. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. É importante que tais representações encontrem. construções etc. relacionadas ao revestimento do corpo. Por exemplo. o meio é a sua própria extensão. na sala de aula. a família. e depois de outros elementos presentes no ambiente. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. ouvem e sentem. saúde. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. rios. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. seu referencial é ela própria e. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. alimentação. mas com os enfoques de cada área. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. 12 . Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. particularmente com os animais. órgãos dos sentidos. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. por exemplo. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. um lugar para sua manifestação. ao analisar um lugar ou uma paisagem. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. modo de vida. luz e solo. por exemplo. com as características de outros seres vivos. Quando chegam à escola.

Patas de animais. Músicas que falem das mãos e dos pés. Nome próprio. Expressões faciais. Imitação de animais e seus modos de vida. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. Nomeação das partes do corpo. Quebra-cabeça (partes do corpo). Maior e menor. Idade. Identidade. Nomeação de figuras e animais. A história de cada um. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Cuidado com o corpo e o ambiente. que apresentem as partes do corpo.Ciências Corpo humano e suas partes. Movimentos na frente do espelho. Geografia/ História Colegas da classe. Os pés e as mãos. Jogo da memória: animais. Uso da linguagem oral para relato de vivências. Auto-retrato Dobradura de animais. 13 . o corpo e materiais sonoros diversos. Língua Portuguesa Conversa informal. Música que fale de um animal. Posturas corporais. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. Comparação entre seres vivos. Brincadeiras . Semelhanças e diferenças sociais. Matemática Uso dos números para representar a idade. Lateralidade. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Tamanho (altura do corpo). Higiene do corpo. Grosso e fino. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Educação Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos.

O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. favorecendo a aprendizagem. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. é necessário considerar as condições cognitivas. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. o professor deve saber que: 14 . O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. também aprende na interação com seus parceiros. aberta à incorporação de novos conhecimentos. Sendo assim. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Assim. sentimentos. Para isso. No entanto. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. acentuamos a idéia de que o aluno. Por sua vez. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. acreditamos que. em situações de desafio. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. no processo de transformação do saber científico em escolar. sociais e culturais de quem irá aprender.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. medidas e estatística. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Nessa concepção de ensino. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. considerando aspectos transversais. além de explorar idéias numéricas e contagem. Para atingir os objetivos. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. além de ser agente da construção de seu conhecimento. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. Assim. As crianças têm idéias próprias. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. Sendo assim. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. podemos trabalhar com noções de geometria. Alunos e professores interagem e crescem no processo. ao trabalhar com a resolução de problemas. interesses. Por isso. Dessa forma. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças.

comunicar idéias. No processo educativo. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. os dados e a operação a ser usada. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. podemos trabalhar. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. Quando os alunos formulam problemas. um jogador ganha e outro precisa perder. criação de um banco de problemas. Dessa maneira. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. Ao formulá-los. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. a pergunta e a resposta. Assim. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. semelhanças e diferenças entre os textos. As tentativas. problema com rima. livro de problemas. levantar hipóteses. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Para a formulação de problemas. o aluno aprende matemática. sem deixar marcas negativas. propiciando novas tentativas. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. mecânica e repetitiva. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Enquanto resolve situações-problema. um repertório como apoio. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Os problemas devem ser desafiadores. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. dobro. percebem a relação entre os dados apresentados. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Assim.• • • problema é toda situação que permite problematização. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. problematoteca. conteúdos importantes na educação matemática. divisor. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. tendo assim. porém não de forma rotineira. num jogo. interpretar e produzir textos. 15 . os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. ou seja. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. charada. e articulam o texto. conto etc. Por meio dos jogos. estabelecer relações e aplicar conceitos. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. da língua materna e da combinação de ambas. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. ler. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. a essência está no problematizar. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. respeitar regras. um processo investigativo. de maneira lúdica. troca entre os alunos. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. autoconfiança e autonomia. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe.

um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Sempre ao final das brincadeiras. vencendo os desafios propostos. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Além da socialização de idéias. contar histórias desses povos. 16 . As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Por isso. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. brinca. podendo. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. Nas situações de jogo. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. sua consciência do outro. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. Enquanto brinca. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. de qualquer idade ou realidade social. entre outras coisas. em uma aula. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Além de jogar. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. mas uma nova forma de aprender Matemática. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. a percepção de si mesmo como um ser social. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. Contudo. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. é preciso levar em consideração alguns aspectos. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. Na bibliografia desse trabalho. Brincando. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. Assim. o que foi fácil e o que foi difícil. e apreendendo todas as regras. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. das diferentes respostas obtidas. as crianças devem conversar sobre o jogo. dicas para se jogar melhor. encoraja reflexão e clareia idéias. por exemplo. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. toda semana. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. suas dúvidas. Brincadeiras infantis Toda criança. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. o que foi difícil. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. enriquece suas aulas. assim como propusemos para os jogos. principalmente para crianças dos anos iniciais. em que os alunos levantam e testam hipóteses. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. o aluno amplia sua capacidade corporal. A partir da discussão estabelecida. suas aprendizagens. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. Além disso. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. discutindo o que foi fácil. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o jogo não se tornará mero lazer. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo.

pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. álbum seriado. com os personagens. uma propaganda. seleção de informações e resolução de problemas. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. p. um gráfico. Depois. A leitura poderá ser feita em vários dias. usar a literatura infantil “[. características e acontecimentos na história. enquanto lê. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. ainda. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. 17 . etc. percepções e experiências. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. Você pode ter um livro por duplas. nesses casos. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. os alunos podem elaborar o final da história. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. uma tabela. Não há necessidade de um livro para cada aluno. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. 1996. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. problematizações especialmente preparadas para isso. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. em quais são os recursos necessários. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. pensar na organização da classe. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. o professor poderá analisar a capa. mas aos poucos.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. com emoção.. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. enigmas. assim como explore lugares. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas..]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. Para a realização desse trabalho. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe.(SMOLE. adequar o tempo à sua proposta. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. Alguns livros não apresentam um final definido e. Segundo Smole (1999). Desta forma. etc. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. escrita. expectativa. o giz e o livro didático”. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. Nesse sentido. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. O ideal não é explorar um livro a semana toda. Além dos livros infantis.

O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. construir. modificar e integrar idéias. na avaliação e no planejamento. os textos. Por meio das atividades propostas. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. especialmente artes e língua materna. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . é necessário ter clareza do que se pretende alterar. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. Nesse contexto. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. mais uma vez. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. que hipóteses levantam. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. portanto. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Por meio dos projetos. interdisciplinares. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. cognitiva e social. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. Durante o desenrolar do projeto. Assim. Na maioria dos casos. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. com objetos e situações que exijam envolvimento. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. sejam capazes de tomar decisões. Ao delimitar o tema. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. o original e a sua reescrita. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. 18 . ter. Para reformular um texto. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. promovendo. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. e destes com o professor. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. mas que envolvem duas ou mais delas. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. que opiniões têm. visualização e trocas. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Assim. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. pelas experiências vividas na escola.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas.

desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. entre outras coisas. embalagens. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. ou seja. sempre que é retomado. Nosso desafio foi selecionar. Assim. material dourado e ábaco. nas quais. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. contas. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. ordenar. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Ressaltamos que. contemplando o estudo dos números e das operações. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. aos poucos. A seguir. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. palitos de picolé. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. dentro de cada um desses blocos de conteúdos.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. caixas de fósforos vazias. no processo de seleção de conteúdos. tornando-se mais significativo para os alunos. 1. codificar. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. recomendamos a organização de materiais diversos. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Contudo. pedrinhas. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. arredondamentos e cálculo mental. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. ou seja. tabelas e gráficos ). é importantíssima a exploração de jogos. resgatando a histórias de lugares. Para esse fim. tão necessárias no dia-a-dia. jornais. surge sob um novo enfoque. Ainda em relação às operações. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. rótulos. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. folhetos de supermercado etc. medir. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. figurinhas. o estudo do espaço e das formas. Para que a criança construa o significado de uma operação. bolinhas de gude. 19 . subtração. As operações fundamentais (adição. Assim. o aluno irá ampliando seu conceito de número. Atualmente. comparações e ordenações. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. cálculos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada.

é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. canais de TV. comprido etc). • Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos. identificar a posição de um jogador numa situação de jogo. desenhos. etc ). à posição (em cima. para trás. sons. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. com as próprias crianças. peso. datas de nascimentos. • Localização de números numa seqüência. figurinhas. como adesivos. recebendo e dando instruções. • Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. se há a necessidade inicial de trabalhar o vocabulário adequado aos conceitos matemáticos. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. identificando o antecessor e o sucessor. miniaturas.). para o lado etc. dos diferentes registros dos povos da antiguidade. pontos de referência e também observação. proporcionando a descoberta da regra da seqüência feita. esculturas e artesanato. por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos. Também explorar as noções de muito. pouco. nos ossos. por exemplo: idade. • Registro e observação dos números das ruas: Onde começa ? Onde termina ? A numeração de um lado é igual à do outro ? Como se dá a numeração entre uma casa e outra: é ou não seqüencial ? Levantamento do número da casa dos alunos. nenhum por meio de objetos ou. são recomendadas. feijão com a arroz” etc. quantidade de objetos da sala de aula. à direção e sentido (para frente. “Um. gestos ou movimentos do corpo. escritos ou numéricos. para formar desenhos. ou se possuem mais ou menos. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. • Exploração da história do sistema de numeração. • Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades. dois. utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas. • Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos. lacres de alumínio. • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. como seguem: • Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada. na frente de. Para tanto. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. • Construção de seqüências com materiais. observação de fotos dos desenhos nas cavernas. número de animais que possui. número de pessoas que moram na mesma casa. • Exploração dos números em contextos significativos: resultados de partidas de futebol. atividade como ligue-pontos com números. com os dedos das mãos. usando vocabulário de 20 . contribuem de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos. • Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções. de obras de arte. • Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números. altura. bolinha de gude. Propor contagem em nós de corda. menor. mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção. sucata. Formar coleções com diferentes objetos. entre outros. representar e descrever o mundo em que vive. deslocamentos no espaço. atrás de. pinturas. em ordem crescente e decrescente. O uso de embalagens. com pedrinhas etc. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas. curto. verificando se possuem o mesmo número de elementos. de seu material escolar etc. embaixo. que se referem à grandeza (maior. Apontamos outras idéias. Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. 2. Espaço e forma Para compreender. por meio de sondagem com jogos e brincadeiras ao ar livre.Sugerimos também: • Verificação. até mesmo. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive.

Mais uma vez. Grandezas e medidas Neste bloco. Assim. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. em massinha. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. para que os alunos possam perceber suas formas. • Graduar a altura dos alunos. Com essa atividade. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas 21 . Propomos ainda: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato do mesmo. relógio. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. brinquedos cantados. como unidades de medida. Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. lista os aniversariantes do mês. usando medidas não-convencionais e convencionais. caça ao tesouro. contagem dos dias da semana. não de apresentar resultados exatos.• • • • • posição. metro. trabalharemos com situações reais de medição. Sugerimos ainda: • Construir o metro com pedaço de barbante e realizar medições. animais que mais gostam. lista de programas de TV preferidos. de objetos. e organização de exposições com os objetos construídos. coleta e organização de dados estatísticos. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. entre outros. 4. calendário com as atividades escolares. o professor pode observar o que os alunos já sabem sobre o uso do dinheiro. Tratamento da informação Neste bloco. Manipulação. • Produzir cédulas e moedas de papel para que as crianças levantem suas idéias sobre as formas de pagar produtos. se já compreendem o valor de cada nota e moeda. receitas culinárias etc. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. pés. tabelas e gráficos. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. observação. calendário. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. reproduzindo formas geométricas. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. Classificação das peças em grupos conforme solicitação do professor. passos etc. 3. fita métrica. cujo preço pesquisaram. • Explorar as medidas de massa e capacidade encontradas em embalagens. • Trabalhar as medidas a partir de receitas culinárias. • Organizar a rotina. Modelagem. percepção e descrição das peças dos Blocos Lógicos. É o momento de levantar idéias. Exemplos: jogos de circuito. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. pode haver diferenças nos resultados das medidas. se sabem calcular o troco etc.

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INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. por meio de recursos tecnológicos. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. Desse modo. recursos de som e vídeo. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. 24 . os POIEs. a coordenação motora. a aquisição de novos conhecimentos. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. organizando mostras. ferramentas de desenho e pintura. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. a convivência em grupo. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. a memorização. integrando textos. animações. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. Periféricos e Acessórios. face ao seu caráter educacional. idéias e conceitos. servir como fonte de conhecimento. Mesas Educacionais e Internet). Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. efeitos especiais. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. a inter-relação de pensamentos. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. Softwares. como elemento articulador de conteúdos curriculares. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. as TICs ( PCs. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. divulgando as possibilidades existentes. imagens. o Laboratório de Informática Educativa deve. Assim. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. propiciar. desenvolver a habilidade para organizar informações. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. desenvolver a percepção visual e auditiva. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares.

“Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Ler é. para saber como vão pessoas que estimamos. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. entre outros. Assim sendo. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. os primeiros se convertem em leitores. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. Hoje. Ler. Enfim. assim. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. suas regras e suas partes. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. atribuir significado. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. Como tal Sistema está organizado em fases1. 2º e 3º ano. para prestar contas do nosso trabalho. isoladamente. e a decifração é apenas uma. ela estará presente sim! O que muda. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Pelo contrário. na rotina.: il. entretanto. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. para nos divertir ou emocionar. 104p. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para anotar um recado para alguém. E escrevemos para distintos interlocutores. As atividades metalingüísticas. de sistematização e normatização da língua. se queremos formar leitores plenos. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. para tomar decisões. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para pagar contas. é a forma de abordagem. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. participantes da cultura escrita. para fazer uma receita. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. emitindo sons para cada uma das letras. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos.2 25 . Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. Trata-se de incorporar. com diferentes intenções.” Emília Ferreiro. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. nas situações reais de produção de texto. – v. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. Em geral. das competências envolvidas neste ato. dentre muitas. acima de tudo. Ed. para comprar algo. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Não se trata mais de ensinar a língua. para reclamar de alguma coisa. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima 2 possível da versão social e que. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Como já dissemos. Cortez. ou seja. para localizar endereços e telefones. para solicitar algo. de forma organizada e sistemática. ou seja. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. São ações que podem e devem ser aprendidas. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Contudo. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. entre muitas outras ações. 2006. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. 1 2 Fase Inicial: 1º. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. São Paulo : SME / DOT. Além disso.

Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. o espaço. poemas. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). 2006. parlendas. Nessa proposta de alfabetização. 115p. Organizar agrupamentos produtivos. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. textos instrucionais etc. de situações de trabalho com a oralidade. de brincadeiras preferidas. Ler com diferentes propósitos. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. 26 . Em função disso. ingredientes de uma receita. é claro. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. de professores e funcionários).: il.: il. ao mesmo tempo. além. 3 4 São Paulo : SME / DOT. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Leitura do abecedário exposto na sala. Semanal – jornal e científicos. 115p. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo.A organização de uma rotina de leitura e escrita 3 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. · Ampliar o repertório lingüístico. realizada · Aprender comportamentos leitores. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. São Paulo : SME / DOT. listas. Leitura e escrita de títulos de livros. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. de rótulos etc. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. os materiais. 2006. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos).) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Diária – texto literário. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:4 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários.

· Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. o possível e o necessário” (Ed. · Aprender comportamentos leitores. instrucionais. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Uma vez por semana. de um texto instrucional etc. 27 . individual. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. Artmed). semana. · Ler com autonomia crescente. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. ditando para o professor ou o colega. em duplas. relatar acontecimentos. Exposição de objetos. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. · Aprender comportamentos escritores. de filmes etc. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Uma vez por semana. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. em dupla e individual – de um bilhete. materiais de pesquisa etc. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. curiosidades etc. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. defender pontos de vista. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. expor sobre temas etc. entre outros). conhecer diferentes suportes de textos. · Utilizar a linguagem oral. Produção coletiva. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. expor etc.

Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. Nos projetos. • Atividades seqüenciadas. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Roda semanal de conversa ou leitura. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. uma mostra de trabalhos produzidos. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. mas sim um resultado: pode ser uma festa. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. um livro. nesse caso. • Projetos. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. a organização de uma biblioteca de classe. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. mas não têm um produto final. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). semanalmente. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. uma apresentação pública de leitura ou jogral. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. hábitos ou atitudes. não significa algo “palpável”. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Embora não decorram de propósitos imediatos. Oficina de produção de textos ou de arte. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. jornal ou texto etc. para ensinar um jogo complexo etc. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas.). São muito parecidas com os projetos. 28 . • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização.Formas de organizar os conteúdos escolares 5 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. 5 Texto produzido por Rosaura Soligo.

cante uma música. por meio de atividades diferentes. de forma a criar um ambiente alfabetizador. Nesta fase. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. Em inglês. ou sair da classe. a recordar. ou rock para atividades motoras grossas. como suporte ao aprendizado oral. No 1º ano. outras. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. leia seus planos de curso anual para elaborar seu próprio planejamento. e termine com uma música. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. O 29 . sugerimos que o professor. num primeiro momento. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. e imagens. cooperação. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. músicas. vídeo e estímulos verbais do professor). Assim. com atividades lúdicas. bem baixinho. Durante as aulas. Na preparação da aula. vídeo ou colega) para obter informações. recursos visuais. jogos. recorte e colagem. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. expressões simples em situações reais. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). uso de fantoches. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. a adivinhar. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. recursos materiais. auditivas. Como dissemos. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. físicas (com encenações e atividades de TPR). o professor de inglês deve ser o escriba. como: memorização. como música calma para trabalhar. como realias (material concreto). o professor deve manter as mesmas músicas durante várias aulas e diversificar as atividades para que os alunos aprendam o mesmo conteúdo em 3. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). interessantes. ou em outra ocasião em que ela seja necessária. quando for necessário registrar a escrita de cartazes contendo as atividades feitas pelos alunos. DVD. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. do sensorial e das ações. trabalho em pares ou grupos. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. um CD. desafiá-los a pensar. A criança de seis anos precisa que as aulas sigam uma rotina. fantoches. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. A relação dos conteúdos (conceituais. é útil e eficaz. é fundamental que o professor. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. apagar as luzes e acalmá-los. a imaginar. e ainda há as que são mais cinestésicas. como já dissemos. oferecendo variedade. dos jogos e das demais atividades. artísticas (desenhos. umas são mais visuais. que façam sentido à sua vida. previsão. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. uso de massa de modelar. portanto. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. 4 ou 5 aulas. troca de papéis. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. revisão do que foi aprendido e feito na aula. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. etc. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala.). vídeo. duplas e individuais. a criança gosta e precisa de repetição. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. ao chegar. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. etc. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. criatividade e expressão física. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. chapéus. além de alternar as em grupo. material de áudio. flashcards. A escrita não deve ocorrer nesta fase. como os flashcards. o aluno passa a desejar aprender mais. jogos de adivinhação. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem e deve-se recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. do contrário. pintura. Ao assimilar um vocabulário básico. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. salvo em situações particulares ou quando o aluno pedir para fazêlo. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. Como as crianças nessa idade não podem concentrar-se por longos períodos de tempo. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. sempre em letra bastão maiúscula.

Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. Ex. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. Há vídeos. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). circular e desenhar deve ser menor. além de parabenizá-las. ask. DVDs e livros. you're welcome. sit down. Além disso. cometer erros.: Good morning/afternoon. abraçá-los. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. como os da série Magic English. you can do it better/nicer. um modelo lingüístico) de forma engraçada. How are you?. vídeos. eles podem costurar botões para fazer os olhos. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. answer. Para ser bastante eficaz. line up. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. beautiful. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. say. no. let's go. finja “errar”. very good. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. Compreensão oral ( listening ) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala de aula. hi. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos.uma tática que deixará os alunos seguros de si. não entenda algo). potes de iogurte ou de yakult. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. fazer encenações. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. além de praticá-la antes de expô-la aos alunos. draw. Ele também pode cantar e encenar canções. stand up. disponíveis para empréstimo na SEDUC. dar segurança. look. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. bye-bye. repeat. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. O professor precisa estudar bem a música. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. see you. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. Isso lhe dá a chance de falar. May I go to the toilet?. fine. etc. e DVDs são ótimos recursos audiovisuais. feitos com rolos de papel higiênico. programas de TV infantis não existiriam. assim. ou "listen and do". por conseguinte. let's sit in a circle. além de ser uma ocasião divertida na aula. CDs. please. listen. além da internet. a pronúncia correta das palavras. great. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . de maneira que os alunos possam corrigi-lo. ela deve ser apresentada com gestos. pois é o fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. fornecer um elemento cômico.tempo gasto com os exercícios de colorir. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. No entanto. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. let's sing. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. acariciá-los). devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. presos em palitos de sorvete.). thanks. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. principalmente em grupo. As canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. associar. thanks/thank you. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. responder a perguntas e sentir-se no comando. de meias (com a ajuda dos pais. come here. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. 30 . o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. point. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. etc. Produção oral ( speaking ) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. lã para os cabelos. sem estarem psicologicamente expostos. sing. yes.

certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. expressões corporais. jogos dramáticos (role-play) e fantoches. está se empenhando e precisa ser motivado. gestuais e faciais. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. excellent. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. pode trabalhar junto com o professor de classe os conceitos. Tentar falar em inglês.. folclore. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente por meio do estudo das cores. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. atividades de expressão corporal e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. não podemos exigir perfeição das crianças. esteja “errado”. montagens. de pintura. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. great. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Algumas danças. procedimentos e atitudes de história. complementando as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. mas não o colega ao lado neste momento. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. como também com a equipe pedagógica. a fim de planejar as aulas. good work. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. porque. por exemplo. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. modelagem. podem-se trabalhar melhor a música. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. Com o professor de arte musical. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. o professor pode usar as atividades da apostila para avaliá-los. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. nesta faixa etária. atividades e apresentações de forma interdisciplinar.Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. sendo permitido consultá-la. Assim. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. rimas. mesmo que. • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. com cinco a dez alunos por vez. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. a princípio. 31 . Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. Esta avaliação pode ser feita. É muito importante elogiar a produção do aluno. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. Assim sendo. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. colagem. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. desenho. de forma espiralada. mesmo que não esteja como o professor esperava. Assim. etc.

SALVADOR. HARPER. et alli. Mexico. M.: Richmond Publishing. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. 2005. MELO. W.ZANATTA. A. REETZ. Oxford: Oxford University Press. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. D. segunda impressão. Kids United – Livro do Professor 1. A.Referências bibliográficas DEL PASO.: Macmillan. Mexico. 2000. et alli. 2000.F. São Paulo: Macmillan. 1999. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. New York: Addison Wesley Longman. 2002.F. New Parade 1–Teacher’s Edition.. 2006. HERRERA. et alli. L. R. K. D. 32 . T. et alli. Hong Kong: Oxford University Press.

pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento.. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. fonte sonora etc. por exemplo. ou seja. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. a linguagem do faz-de-conta. lanche. sendo muitas de péssimo gosto. na educação musical. assim. atenção e prontidão. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. deixando-a mais feliz e confiante. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. Segundo Stateri (1997). para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. naquele momento. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. escrita. saída etc. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. O planejamento do professor precisa ser flexível. As canções e suas letras. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. como uma forma a mais de expressão. para se atingir os objetivos com clareza. nesta fase.. professores. 33 . replanejando quando necessário. Nessa idade. devem ser breves. levam a criança a uma deformação da estética musical. rítmica e melódica. acento. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. uma linguagem que. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. de forma mais significativa. muitas vezes. por meio de atividades simples de pulso. altura e canto e até mesmo uma conversa. explorando os conteúdos conceituais. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. de pouco ou nenhum valor musical. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. Projetos interdisciplinares são fundamentais. a criança vai descobrindo e. aquela que lhe é mais peculiar e específica.). plástica. corporal. MEC. esteja em um tópico específico. Momentos de apreciação. oral. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. nós. por exemplo. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. facilitando a interdisciplinaridade. mesmo que a ênfase. “[. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe.Orientações gerais. sobretudo. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. chega mais fácil ao âmago da criança. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. p. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Para isso. por meio de um jogo musical. progressivamente. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. lateralidade. também somos vítimas desta situação. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. Em Ciências. Ao trabalhar pulso. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. acento. do brincar. Porém. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. Nesse processo é importante avaliar. musical e. principalmente na primeira infância. Vale lembrar que. ( Ensino fundamental de 9 anos . Desta forma. estes não devem ser trabalhados de forma linear. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional.” Não podemos esquecer de que. mas somente as populares. Sua relação com o outro.

cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. gestual.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. nas salas de informática. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. a expressão corporal. músicas que contam uma história etc. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. como o escolar. os quais produzem stress. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical.). tomando assim posse do seu corpo. de ninar. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. a consciência da pulsação. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. gestual ou plástica. seja depois abandonado. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. seja por fotos. do bairro. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. timbres. ou seja. Isso não quer dizer que. eruditas. dentro desse trabalho de apreciação musical. Petraglia ). a tarefa principal do professor é saber interessá-la. dificultam a concentração. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. Batemos palmas e os pés no chão. os sons do diaa-dia. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. gestual. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. vídeos ou mesmo pela Internet. De grande ajuda para a criança nesse momento. com a apresentação de outros assuntos. O som e o silêncio Recomendamos a observação. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais.Marcelo S. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. danças. no portal Aprende Brasil. do ritmo e do caráter das peças musicais. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. 34 . é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. de casa. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. vivenciando o fluxo musical através de nós. Como já foi exemplificado anteriormente. por ser o primeiro. Durante a apreciação musical e o canto. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. entre outras complicações. como dinâmica. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). numa sociedade tão cheia de ruídos. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho.música para o desenvolvimento humano . ( OuvirAtivo® . Expressão corporal. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. folclóricas. Sugerimos o site Mundo da Música. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões.

como o pátio. intensidade. Se houver possibilidade. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. cantando.Propriedades do som: altura. as notas musicais. desestimulando a ação de gritar. a harmonia do todo. ou seja. observando. Após a percepção do som grave e agudo. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. Podemos dizer que crianças que se exercitam. pela terminologia correta. e. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. “ Sugerimos que. por meio de ações aparentemente muito simples. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. cantar e ouvir. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. As terminologias grosso e fino.. como não gritar. em conjunto. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. Conforme Suzigan ( 1996). identificando. devem ser substituídas. mais tarde. Portanto. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). progressivamente. ou seja. o professor pode utilizar espaços alternativos. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. Aprender a ouvir o outro. Muitas vezes grave. com muita tranqüilidade e respeito. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. de forma simples. podemos partir para a escala ascendente e descendente. Desde bebê. utilizando breves explicações. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. se necessário. coletivamente. ouvindo. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. a quadra ou outros ambientes. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). vivenciando. A linha melódica deve ser bem nítida.. com a intenção de aprimorá-la. os ritmos facilmente assimiláveis. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. sentindo corporalmente. cantando ou não. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. “[. 35 . neste caso. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música.

Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical.com. 211). Hino Nacional Brasileiro. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. controlando o tamanho do passo. Carlos Eduardo de S. 2000. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. Murray. São Paulo: Ed. FOLHA DE SÃO PAULO. VASCONCELOS. C. Cruz. Maria Zei.211.20 PETRAGLIA. conhecimento e Ação. OuvirAtivo® . 24 de março de 1998. L. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. São Paulo. Ensino fundamental de 9 anos .educacional. Portal Aprende Brasil . SUZIGAN. jogar.br/> Mundo da Criança.aprendebrasil. terça-feira. percepção corporal. STATERI. MEC. p. Linguagem.br> SCHAFER. Unesp. 1997. <http://www.com. Pp. Se a criança se movimenta. Marcelo S. G.htm> acessado em 18/12/2006. está exercitando sua lateralidade. que percebe.com. SUZIGAN. R. Fermata do Brasil. Oliveira. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. José Julio. São Paulo: Ed. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. reeducação do movimento. estimulando atividades de autoconhecimento. Cantar. Setembro 2006.Música para o desenvolvimento humano. 2003 p. M. O ouvido Pensante. São Paulo: CLR Balieiro.1991. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. 1-8.Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. brincar. uma intencionalidade. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. António Ângelo. p.br/textos/ed%20b.<http://www. GRANJA.Orientações gerais.<http://www. O professor pode associar uma atividade de pulso. por exemplo. Especial Música.1996. 36 . Mundo da Música . A expressão musical é feita por um corpo. a velocidade e a noção espacial. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda.ouvirativo. Referências bibliográficas BIAGIONI. MEC.

tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. necessário para a leitura de imagens. conhecer a vida de alguns artistas. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. Segundo Piaget. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. antes de mais nada. ele está completando o ciclo do fazer artístico. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. seu trabalho muda no meio do caminho. ter outras experiências. Muitas vezes. texturas. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. linhas. para contemplar o trabalho interdisciplinar. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Não é apenas uma etapa do processo. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. 2º e 3º anos. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. no momento do planejamento. formas etc. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Ela mais pesquisa do que se expressa. Exposição A exposição da produção artística das crianças faz parte do ensino de arte. para que desenvolva um senso crítico e estético. Na fase inicial do Ensino Fundamental.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. Adquirindo este conhecimento. de fato. 37 . Consegue compreender o processo de expressão e criação. Tendo em vista essas possibilidades da criança. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. É capaz de criar símbolos e representações. Quando organizamos uma exposição. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. respeitando-se a idade da criança. 1º. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Na área de Arte. os quais deverão ser aproveitados. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. Devemos envolver os alunos nessa produção. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. As atividades permitem ao aluno experimentar.

tanto para que possa progressivamente. 38 . progressivamente. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. luz. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. pictóricos. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. cultura ou país. é a visita a museus e exposições de arte. Dança. escolas e estilos etc. som. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. musicais. Por meio da arte. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. gestuais. Dança. Espera-se que os alunos. etc. mas para todas as outras áreas. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. apreciar. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Música e Teatro. Música. forma. cênicos. o mediador entre arte e aluno. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. com alguma intenção. desfrutar. povo. movimento. Teatro. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. gesto. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época.) com os quais o artista/aluno.

Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. ressignificá-los e recriá-los. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. a educação física “trabalha no plano da ação motora. pré-desportivo ou numa dança. construção de bonecos. trabalha-se no plano dos conceitos. musicalidade. giros) torna-se conceitual. embora muito estreita. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. nesta fase. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. saltos. filmes. a discutir as regras e estratégias. a cada um. de relação interpessoal e inserção social). corporal. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. teatros de marionete e outros. aquilo que era material ( corridas. Em sala de aula. como um estímulo para a expressão corporal. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. conhecimentos sobre o corpo). auditivos e cinestésicos). Podemos oferecer. além das técnicas de execução. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. de forma democrática e não seletiva. Lembramos também que. social e de autonomia. A relação entre a educação física e outras disciplinas. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. mas ainda não podem usar a lógica. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. seu processo de crescimento e desenvolvimento. as atividades devem envolver todo o grupo. visando a seu aprimoramento como seres humanos.” 39 . é pouco percebida. Nesse sentido. assim. Seja num jogo recreativo. criatividade e interação do grupo. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. dentro de um contexto cooperativo. neste momento. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. coordenação motora e espacial. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. sem a preocupação com estilo ou técnica. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. o aluno deve aprender. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. estética. apreciá-los criticamente. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. o contato com músicas do universo infantil. atividades rítmicas e expressivas. músicas entre outros recursos. afetiva. ética. de acordo com as suas habilidades. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. Compreende-se a dança. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais.

Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas.Muitas vezes. utilizando sua imaginação e percepção. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. tamanhos ou quantidades). 40 . Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Assim. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Portanto. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando.

como Todos os Nomes. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. asteca etc. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. como sujeito histórico. por exemplo. Caso haja crianças que não tenham esse registro.br/ . Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. como: mês em que há mais aniversariantes. aniversários. a conexão com a matemática será bem interessante. estrangeira. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. em que há menos.com. muçulmano. O que é um documento? Que documentos a criança conhece? Para que servem? Onde podem encontrar? No caso da certidão. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. há várias músicas. mas trabalhar com a fotografia como fonte de informação: a data. que pode ser encontrado no site http://www. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. Dentro da perspectiva de se trabalhar com diferentes fontes de conhecimento histórico. peça para desenharem a cena do aniversário. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. A pesquisa sobre a origem do nome deve ser bem orientada pelo professor. quem são as pessoas. Deve-se tomar cuidado para não provocar situações de constrangimento entre os alunos. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. Por isso. é importante que elas percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. calendários. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. mês em que não há.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. Ao trabalhar com o tema aniversário. têm origens diversas (indígena. Nome Ao trabalhar com o nome. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. para que possibilitem não uma mera constatação. se lembra dele ou não. as memórias de um passado recente. brincadeiras e escola. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. Aniversário/calendário A utilização da certidão de nascimento possibilita a introdução do conceito de documento. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. É importante ressaltar que o objetivo não é apenas ilustrar a atividade. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Os alunos poderão trazer para a sala diferentes calendários em tamanhos e formatos diferentes para que eles escolham o calendário que querem construir. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. a foto do aniversário é um importante registro documental. Para introduzir o tema. Seria interessante montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. A construção de um calendário com a turma possibilitará a consolidação da aprendizagem. quais presentes ganhou etc. o local. ou a troca de letras para formar outros nomes. família. 41 .biabedran. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. Assim. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. pois crianças adoram comemorar. como o calendário indígena. Além de constituir um marco na vida do aluno. é importante ressaltar a carga emocional. ou seja. entram e saem de moda. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. de Bia Bedran. a criança encontra informações sobre a sua vida. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso.

Com o objetivo de desenvolver a reflexão e conscientização pode-se questionar sobre a importância da escola para os alunos e do direito da criança à educação. é importante que a análise seja iniciada com a própria situação familiar: com quem mora. 42 . deve-se considerar o conhecimento prévio dos alunos. Di Cavalcanti. Família na praia ( 1935) Fernando Botero. Família ( 1996 ) Escola Observar o espaço e organização do local possibilita discussões a respeito das mudanças ocorridas na própria escola ao longo do tempo e sobre as mudanças e permanências ocorridas nas salas de aula atuais. Depoimentos ou entrevistas com pessoas mais velhas podem contribuir para o aprofundamento das questões. quais eles acham que são antigas ou não.Família O diálogo nas rodas de conversa sobre organizações familiares pode gerar um trabalho de percepção sobre as mudanças e permanências nas organizações familiares. Ao trabalhar com esse tema. utilize obras de arte e faça uma releitura coletiva do quadro escolhido. quantas pessoas fazem parte da família etc. A utilização de fotos de famílias atuais e antigas possibilita abordar esta diversidade. independente da sua condição social. as brincadeiras que costumam praticar no dia-a-dia e. Brincadeiras O estudo sobre brincadeiras contribui para o desenvolvimento da noção de tempo histórico. dentre as brincadeiras citadas. O importante é que o aluno perceba que há diferentes tipos de família e que essa organização transforma-se com o tempo. Para ampliar esta abordagem. Para isso.

O trabalho com o foco nas brincadeiras preferidas das crianças possibilita a construção de gráficos.br/. Crianças Brincando. sistematizando os dados e a interligação com conceitos matemáticos. Portinari.org. a necessidade da reciclagem e o uso de brinquedos artesanais. que possibilitam a construção de jogos. 43 . encontram-se telas de Portinari sobre o tema brincadeiras.portinari. releitura das imagens e sua interpretação sobre o tema. No site http://www. O tema brincadeiras possibilita a discussão sobre o consumismo desenfreado nos dias atuais.

Com o desenvolvimento dessas atividades. Maquete O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Assim. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. 44 . de frente e de lado. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto. o objeto é visto com uma “forma” diferente. criam-se símbolos para as moradias. a lousa etc. Portanto. Mas. É uma convenção. eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. altura de pessoas etc.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 1º e 2º ano. Nessa segunda etapa. Um mapa físico é diferente de um mapa político.ou seja. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro. como em um mapa convencional. ao mesmo tempo. o que vale mais é a observação de que. Depois. proporcionalidade. as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula. Na fase dos 6 aos 8 anos. o professor pode introduzir a noção de legenda. Nessa linguagem. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. em cada posição. elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica. e um mapa-múndi é diferente de um globo. até o bairro e a cidade. É algo que exige um grau de abstração. os alunos podem desenhar objetos vistos de cima. hospital (se houver) e outros. pois as noções de escala. ou seja. ou seja. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. visão do alto. Porém. isso não é tão simples assim. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. a escola. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. Para o mapeamento das ruas. há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. a visão que se tem é vertical. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. se cada um utilizar um modelo de medida. portanto. altura e largura de coisa. para a criança. explicando que cada um deles possui um objetivo. cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. a maneira como se faz em mapas e plantas. na sala de aula. Partindo da observação. o lixo. criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras. a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um . Mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. a rua da escola. a escola.

deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo. se possível. o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles. os alunos. para a elaboração de questões. como já dissemos anteriormente. culturais. No caminho de casa à escola. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. porém. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. se isso não for possível. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões. Aqui. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. a atividade será ainda mais rica. políticas e econômicas. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. Em Geografia. é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. com esse conceito construído. mas. utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Converse com seus alunos antes. Futuramente. o represente com desenhos. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. ou seja. reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. ensaie antes com a classe para que. nas séries mais adiantadas. Mas. e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços.Medidas é um tema comum à área de Matemática. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. em Geografia. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. e. Por meio de fotos antigas. Estudo do meio O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. estudo da fauna e flora locais. 45 . o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. por exemplo. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. para ter diferentes visões do mesmo local. O ideal é que cada aluno traga uma foto. de preferência de um lugar conhecido de todos. O registro sobre as mudanças é fundamental. Em História. na hora da entrevista. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. a turma se preocupe com o depoente. Ele permite que o aluno conheça o espaço. nesse primeiro momento é importante somente uma introdução.

46 . que podem culminar em uma exposição. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. a casa. matérias de jornal. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Aos poucos. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. como exemplo. peça de teatro. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Cartazes. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Com as informações em mãos. de Tarsila do Amaral. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. Enfim. desenhos. grafites. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. levantamento de interesse junto aos alunos. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. histórias em quadrinhos. lugares. a geografia pode contar com muitos aliados: música.A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. A partir delas. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. gráficos e esquemas. Mas não pára por aí.. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. pinturas.. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. construções etc. comparar com outras imagens. enciclopédia eletrônica. diários de viajantes. Além dos textos. textos da Internet. levantando hipóteses próprias. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. os arredores. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. a rua da escola. fotografias. filmes. a escola. esculturas. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição.

Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O Ambiente o Paisagem local (vegetação. solo. Disposição para mudar hábitos relacionados à alimentação. calor. Comparação dos modos como diferentes seres vivos. Interesse e curiosidade pelo mundo social e natural que as rodeia. conforto e segurança. o Órgãos e sentidos do corpo humano. Plantas o Árvores. Produção de textos informativos. Elaboração de listas e registros escritos. o Vacinas tomadas até a idade. • • • • • • • • • • • • 47 . Ser humano e Saúde o Identidade. o Objetos produzidos pelo homem. o clima e o vestuário. Animais o Algumas características e curiosidades. reprodução. Criação de pequenos animais e cultivo de plantas. Pesquisa em diferentes fontes. Observação e registro das “teorias” espontâneas que aparecem nas conversas sobre os assuntos tratados. flores e frutos. Formulação de hipóteses para explicar os fatos observados. o Partes do corpo.1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat/ Inf.) o Os elementos naturais (água. ao peso. o Preservação e conservação dos ambientes. o Germinação. locomoção. à etnia. sustentação. o A higiene pessoal. Valorização da limpeza. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. construções etc. solicitando ajuda quando necessário. no espaço e no tempo. o Vegetais usados na alimentação • • • PROCEDIMENTAIS Troca de idéias sobre gostos e percepções. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. Procedimentos básicos de prevenção a acidentes e para o cuidado consigo mesmo. Respeito à opinião alheia. o Moradia dos animais. Observação de elementos da Natureza que podem ser encontrados perto da casa e da escola. luz. diversidade. o O corpo e a alimentação. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de colaboração e solidariedade. o Cuidados com os animais. o Semelhanças e diferenças entre os animais. à estatura. Utilização das informações obtidas para justificar suas hipóteses. dos alimentos e do ambiente. higiene. da aparência pessoal e do cuidado com os materiais de uso individual e coletivo. Resolução de pequenos problemas do cotidiano. o Lixo e separação do lixo. sexo e gênero. o O tempo. ar. realizam as funções de alimentação. o Escovação dos dentes. o A dentição de leite.) o Importância do Sol.

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. Números em situações cotidianas: números que aparecem com freqüência na sala de aula, idade, número do calçado, números que indicam valores das moedas e cédulas etc. Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. Jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. Espaço e Forma Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. Pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. Grandezas e Medidas História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. Estratégias pessoais de medida, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. Medidas de tempo, massa, capacidade e monetária. Tratamento da informação Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

PROCEDIMENTAIS
• Utilização da contagem oral nas brincadeiras, jogos, cantigas de roda e em situações nas quais se reconheça sua necessidade. • Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números familiares ou freqüentes. • Utilização de noções simples de cálculo mental, registro pictórico e/ou numérico como ferramenta para resolver problemas. • Observação e verbalização da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. • Uso do dinheiro em situações de interesse das crianças. • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces planas, lados retos etc. • Representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. • Registro da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulário pertinente, nos jogos, nas brincadeiras, nas músicas e nas diversas situações, em que as crianças considerarem necessária essa ação.

ATITUDINAIS
• Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Respeito pelo pensamento do outro e valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias como fonte de aprendizagem. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Respeito às regras dos jogos e desafios. • Persistência perante os erros e dificuldades. • Busca de soluções pessoais para vencer situações-problema. • Opção por registros claros e completos. • Valorização de suas próprias idéias e verbalização de dúvidas. • Valorização da importância das medidas e estimativas para resolver problemas cotidianos. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

48

PROCEDIMENTAIS
• Uso de diferentes procedimentos para comparar grandezas. • Experimentação de noções de medidas de tempo, comprimento, peso, volume pela utilização de unidades não convencionais e convencionais, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Marcação do tempo por meio de calendários. • Organização da rotina diária e planejamento de eventos (festas, projetos, estudos do meio, cronograma de aniversariantes). • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

49

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Mouse Pad * Impressora * Scanner * Webcam * Disquete * DVD * CD * Softwares PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. * Uso adequado de mouse, mouse pad e teclado. *Uso de diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. *Uso de sites adequados para complementar as aulas. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação ( TICs) nas atividades cotidianas. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações, levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Desenvolvimento da percepção visual e auditiva, a coordenação motora, a memorização. ATITUDINAIS * Convivência em grupo, propiciando a interrelação de pensamentos, ideias e conceitos, a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. * Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. * Valorização das tecnologias (My Kid, Mesa Alfabeto, Site da Educação, outros).

50

1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• • Linguagem Oral. Leitura o Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, bula, lista, cartaz, bilhete, carta, diário, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. o Produção de listas. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Características estruturais do texto e do portador.

PROCEDIMENTAIS
• Uso da linguagem oral em situações de comunicação que envolvam a necessidade de expor opiniões, explicar, argumentar, perguntar, solicitar. • Interpretação de fatos e histórias. • Narração oral de fatos, considerando a temporalidade e a causalidade. • Produção e revisão de textos coletivos, por meio de parceiro mais experiente que cumpra o papel de escriba. • Reconto de histórias e criação oral de novas versões por meio de diferentes estratégias. • Uso da escrita como representação da fala. • Uso da escrita em situações de comunicação (parlendas, poemas, canções, trava-línguas, listas, adivinhas, quadrinhas, manchetes de jornal). • Elaboração de listas do mesmo grupo semântico, a partir de temas indicados. • Compartilhamento da leitura e seleção de textos. • Solução de dúvidas surgidas recorrendo a um parceiro mais experiente. • Manuseio freqüente de livros, gibis, revistas, jornais e material escrito em geral. • Controle da escrita em situações de produção em parceria, resgatando o que já foi escrito e o que ainda falta escrever. • Produção de um livro coletivo a partir da nova versão de um conto previamente selecionado, estudado e trabalhado com mediação do professor. • Ilustração do conto produzido.

ATITUDINAIS
• Respeito à sua vez de falar. • Respeito às diferentes formas de expressão. • Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. • Valorização da leitura como fonte de prazer e conhecimentos. • Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. • Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. • Interesse pela preservação de livros, jornais etc. • Socialização das experiências de leitura. • Respeito pela produção própria e alheia.

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

INGLÊS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi, hello, good morning, good afternoon, good evening, good night, good bye. How are you? I’m fine, thanks. Apresentação: What´s your name? My name is ________ Expressão de suas preferências: My favorite ________ is _________. Vocabulário: o colors (red, yellow, pink, green, purple, orange, blue, brown, black, white, gray); o weather (rainy, cloudy, sunny, snowy) o feelings (happy, sad, tired, sleepy); o toys (ball, bike, kite, yo-yo, doll); o pets (dog, cat, bird, fish, turtle, rabbit) Verbo “to be” - presente simples Números de 1 a 10. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana (Valentine’s Day, Easter, Mother’s Day, Father’s Day, Halloween, Thanksgiving and Christmas).. • • PROCEDIMENTAIS Uso, em situações cotidianas, do vocabulário e diálogos aprendidos. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Respeito ao momento em que o outro fala, ouvindo com atenção. Parceria na construção da pronúncia dos colegas, respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe.

• • •

• • •

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

ARTE MUSICAL

CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Som e silêncio. Lateralidade: em cima/ embaixo, direita/ esquerda, frente/ atrás, dentro/ fora. Rimas. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica. Propriedades do som: altura, intensidade, timbre e duração. o Notas musicais. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. Pulsação. • •

PROCEDIMENTAIS
Interação com músicas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas. Audição, observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos, brinquedos cantados, brincadeiras e sonorização de histórias. Composição de atividades corporais de locomoção, improvisação, prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos, brinquedos cantados etc. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Percepção do pulso da melodia, por meio de canções conhecidas, utilizando instrumentos de percussão, objetos sonoros, percussão e movimentos corporais. Exploração de linguagem musical com a voz, o corpo e diferentes materiais sonoros. Canto coletivo. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais, folclóricas, eruditas, variadas). • • • •

ATITUDINAIS
Desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, atenção e prontidão bem como noções de valores. Valorização das próprias produções, de outras crianças e da produção de arte em geral. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Valorização pelos sons do ambiente, do cotidiano, percebendo o que pode ser mais saudável, levando a uma melhor qualidade de vida. Valorização da voz como instrumento de comunicação. Interesse, respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro.

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Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Cores Jogos Dramáticos Modelagem Texturas Pinturas Folclore Montagens Desenho Colagem Fantoches • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das formas produzidas. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com o suporte e materiais de artes. 54 . Uso do diálogo como forma de resolução de problemas e/ou conflitos. Exploração e uso das cores nas produções artísticas.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. giz de cera. Experimentação de materiais diversificados bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Exploração e experimentação de sucatas na criação de montagens tridimensionais. lápis. papéis. Exploração de texturas observando seus efeitos na produção artística. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. argila. Experimentação e utilização de materiais e técnicas diversas (pincéis. Interação com teatro de fantoches. tintas diversas) Exploração do espaço observando proporção Exploração das competências corporais e de criação dramática Utilização da expressão como forma de comunicação Experimentação e articulação entre as expressões corporais e plásticas. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Uso do movimento do corpo como forma de expressão. à do outro e à produção artística em geral. Respeito à própria produção. tintas. Cuidado na utilização de materiais de trabalho e organização pessoal. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais e diversos e suas reações.

Danças. nos momentos de lazer. Brincadeira.). histórias e fantasias. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Saúde corporal Ginástica. Movimentação. Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e brincadeiras. Manipulação de materiais e objetos diferentes para aperfeiçoamento das habilidades manuais. resistência. Participação em brincadeiras e jogos que desenvolvam as habilidades motoras (andar. Cooperação entre os pares. auto-estima e autoconfiança. aceitando diversos papéis. Valorização da diferença. de habilidades motoras adquiridas. velocidade. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Respeito aos colegas. adaptando-se a diferentes ritmos. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. adotando atitudes de cooperação. correr. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Exploração das possibilidades corporais com autonomia. Ampliação das possibilidades do movimento por meio da dança. Desenvolvimento das relações espaço-temporal e psicomotor. Atividades em sala de aula. saltar etc. 55 . exercendo-as de maneira social e culturalmente significativa. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. equilíbrio etc. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. Utilização de recursos para desenvolver e aprimorar as qualidades físicas (força. Dramatização por meio de movimento. Desenvolvimento de independência. Cooperação nas atividades de grupo. Atividades corporais. Expressão corporal.). fatos. Utilização. Reprodução da forma e de expressões da cultura popular.

jogos. grupos musicais. pesquisa bibliográfica. estabelecendo contrapontos entre diferentes espaços e tempos. Troca de informações Planejamento de ações positivas em relação ao meio ambiente familiar e escolar. Confronto de opiniões.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O nome como algo individual e resultado de uma escolha histórico-temporal. brincadeiras. jornais e Internet. Transformações e permanências no grupo familiar e na escola. Necessidade de cuidar do meio ambiente familiar e escolar. emitindo opiniões. obras de arte. Diferentes escolas e suas transformações históricas. Empenho no cumprimento dos combinados. Diversidade dos modos de ser criança: aqui e agora. imagens etc. Uso de diferentes medidas de tempo. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. livros.). Apreciação de histórias de vida diferentes da sua. ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Valorização da própria história. • 56 . Registros pictóricos. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa em diferentes fontes: fotografia. Participação. em outros tempos e lugares. Diferentes rotinas dos alunos. ontem e hoje. Diferentes nomes e origens Nomes e datas de aniversário. Modos de medir o tempo. Levantamento de diferenças e semelhanças individuais. Respeito à diversidade existente entre pessoas do mesmo grupo de convívio. Valorização de diversas fontes históricas. entrevista. Semelhanças e diferenças entre nomes e histórias de vida da família. Troca de informações. Diferentes organizações familiares ao longo do tempo. Preferências em relação a diversos aspectos: brinquedos. animais de estimação etc. times de futebol. A escola como lugar de aprendizado.

de lado. de lado. textos. filmes. fotografias. Confecção de maquete simples. Produção de mapas e roteiros simples. Descrição dos elementos naturais e modificados que se apresentam na paisagem local. Questionamento dos diferentes conceitos geográficos. fotografias. em cima. observando os aspectos positivos e negativos. Representação pictórica de locais e objetos em diferentes visões: de cima. Leitura de mapas. Realização de medições de maneira nãoconvencional: com palmos. de frente. procurando localizar espaços conhecidos. Reconhecimento das transformações realizadas pelo homem ao longo do tempo no ambiente cotidiano. embaixo. Adoção de atitude responsável em relação a preservação e conservação do meio em que se vive. próximo. mapas. distante. Registro individual e coletivo das informações coletadas por meio de desenhos.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Compreensão da relação entre o espaço corporal e espaço à volta: na frente. entrevistas e outros. vídeos etc. Diferenciação das diferentes visões nas representações gráficas: de cima. passos etc. Percepção da importância da legenda para identificação de locais e objetos. à direita. à esquerda etc. • • • • • 57 . • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Registro coletivo do levantamento de hipóteses. como fonte de informação. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial em diferentes localidades e situações. Elaboração de símbolos que representem locais ou objetos. Valorização do diálogo como meio para resolução de conflitos e troca de informações. objetos. roteiros e plantas variados. Utilização de pinturas. Organização de informações utilizando diferentes estratégias. atrás. Identificação da relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado. de frente. Autonomia na utilização de registros variados como forma de mapeamento do espaço.

entre outros. Estabelecimento de diálogos entre o grupo classe. mitos. • Eu e o outro somos nós. Pesquisa em revistas e jornais impressos. • Eu sou eu com o outro. Adoção de atitudes de cortesia e cooperação no dia-a-dia na sala de aula e para além dela. suas limitações. Expressão corporal (pantomima). • • • • • • Respeito às características das pessoas. levantando os pontos positivos e negativos. Expressão oral de histórias. Reflexão sobre a responsabilidade/papel de cada um na sociedade. curiosidade e respeito por todas as formas de vida. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. cooperação. • • • • • • • • • • Expressão de sentimentos. Diversidade • Respeito étnico. 58 . necessidades.1º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS • • ATITUDINAIS • Alteridade • Orientações para o relacionamento com o outro. respeito cultural. tolerância. Expressão por meio do desenho. por meio das ações de cooperação. representando animais. solidariedade e ajuda na relação com o outro. preferências e opiniões. sem uso da voz. Amorosidade. respeito religioso. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. Participação nas sensibilizações / dinâmicas de grupo. suas qualidades e sentimentos. respeito às diferenças individuais de cada pessoa. • Eu e a natureza. parábolas. Utilização de algumas regras simples de convívio social. professora. paciência. Narração de fatos relacionados com os acontecimentos do cotidiano escolar e familiar. Entrevistas/conversas com familiares. permeado por valores. Valorização de amizades. O Eu • Eu no mundo. desejos. Escuta e apreciação de obras musicais. • Estudo dos fenômenos naturais. como respeito. Análise da programação televisiva. entre outros. cuidado. Reconhecimento de suas próprias limitações e qualidades. conhecidos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 2º ANO Ensino Fundamental 59 .

elaborados e acumulados pelo homem. usando diferentes critérios. entre outros. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. identificar. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. onde os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. materiais etc. sintetizar. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. textura. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. como forma. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. Podem aprender procedimentos simples de observação. dos arbustos. seres vivos. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. sobre os fenômenos naturais. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. assim como a reconstrução de categorias de idéias. tais como argumentar. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. Dificilmente. de geração a geração. cor etc. esquemas. 60 . vídeos. Desse modo. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. mapas. com o outro e com o ambiente. busca e registro de informações. comparação. ou seja. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Os alunos podem comparar entre si objetos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. tamanho. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. Investigação É muito importante também propor investigações. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. analisar. Nos anos iniciais. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. Para tanto. de modelos científicos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. gravuras. trocar idéias com os colegas. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. fazer suposições acerca dos fatos e/ou fenômenos. das folhagens e gramíneas. seres vivos. Para aprender Ciências.

com a tecnologia e com o mundo. tabelas. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. O importante. nesse sentido. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. independentemente do banco escolar.Experimentação Por meio dela. que têm. ou seja. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. fundamental. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. 61 . num primeiro momento. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. um lugar para sua manifestação. Nessa fase. pessoas que sabem ler e escrever bem. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. levantadas em um determinado problema. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. Como dissemos. Em suma. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. procedimentais e atitudinais. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. o que representa a sua comunidade. elaboração de listas. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. portanto. na sala de aula. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. por exemplo. Após essa primeira leitura. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. em situações reais de comunicação. a qualquer momento. É importante que tais representações encontrem. animais e plantas). Os conteúdos. ser humano e saúde. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. sempre que possível. o seu aspecto individual e. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. com os conteúdos conceituais. que sabem ouvir e discutir questões. os conteúdos são extensos. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. ouvem e sentem. que sabem argumentar e defender suas idéias. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. buscam explicações para o que vêem. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. dos animais e plantas. na produção de um texto coletivo. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. leia o plano. a sua parte universal. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. de si própria e sua relação com os outros. As experiências sugeridas não devem. Quando chegam à escola. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. Normalmente. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. embora organizados por temas específicos (ambiente. A atuação do aluno é. por um lado. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. não devem ser trabalhados de maneira linear. é fundamental que o professor. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. por outro lado. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. Além do desenho. auxiliando-o no processo de alfabetização. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. do ano em que está atuando. pequenos textos. com a ajuda ou não do professor.

rios. por exemplo. Jogo da memória: animais. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. Exploração do silêncio e de sons com a voz. A história de cada um. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Patas de animais. Os pés e as mãos. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. Idade. educação ambiental e ética. para um trabalho mais amplo.Outra característica dessa fase é o egocentrismo. relacionadas ao revestimento do corpo. Deve também estabelecer relações com o ambiente. em que um mesmo tema é proposto. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. Educ. Uso da linguagem oral para relato de vivências. Higiene do corpo. Imitação de animais e seus modos de vida. Grosso e fino. a família. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Nome próprio. Geografia/ História Colegas da classe. Músicas que falem das mãos e dos pés. Ciências Corpo humano e suas partes. entre outras. órgãos dos sentidos. saúde. alimentação. Posturas corporais. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. Expressões faciais. Semelhanças e diferenças sociais. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. como relevo. luz e solo. as organizações sociais. Sendo assim. É importante também. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. ou seja. Quebra-cabeça (partes do corpo). particularmente com os animais. Nomeação de figuras e animais. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. o meio é a sua própria extensão. Maior e menor. Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. locomoção. Matemática Uso dos números para representar a idade. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Tamanho (altura do corpo). principalmente com Geografia e História. que apresentem as partes do corpo. por exemplo. Comparação entre seres vivos. Por exemplo. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Brincadeiras. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Música que fale de um animal. portanto. o corpo e materiais sonoros diversos. 62 . Nomeação das partes do corpo. Língua Portuguesa Conversa informal. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. Auto-retrato Dobradura de animais. Lateralidade. seu referencial é ela própria e. Identidade. Cuidado com o corpo e o ambiente. e depois de outros elementos presentes no ambiente. comparando as características do corpo humano. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Movimentos na frente do espelho. com as características de outros seres vivos. num primeiro momento. construções etc. modo de vida. mas com os enfoques de cada área.

em situações de desafio. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. no processo de transformação do saber científico em escolar. além de explorar idéias numéricas e contagem. podemos trabalhar com noções de geometria. Para atingir os objetivos. Sendo assim. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. acreditamos que. Assim. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. favorecendo a aprendizagem. Nessa concepção de ensino. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. acentuamos a idéia de que o aluno. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Por isso. As crianças têm idéias próprias. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. também aprende na interação com seus parceiros. Para isso. sociais e culturais de quem irá aprender. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Quando falamos sobre a resolução de problemas. sentimentos. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. além de ser agente da construção de seu conhecimento. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. No entanto. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. o professor deve saber que: 63 . a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. ao trabalhar com a resolução de problemas. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. Assim. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. Por sua vez. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Dessa forma. Sendo assim. considerando aspectos transversais. Alunos e professores interagem e crescem no processo. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. interesses. é necessário considerar as condições cognitivas. medidas e estatística. aberta à incorporação de novos conhecimentos.

ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. Por meio dos jogos. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. problematoteca. percebem a relação entre os dados apresentados. As tentativas. No processo educativo. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. 64 . As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. um processo investigativo. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. criação de um banco de problemas. porém não de forma rotineira. sem deixar marcas negativas. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. estabelecer relações e aplicar conceitos. conto etc. tendo assim. um repertório como apoio. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. troca entre os alunos. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Para a formulação de problemas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. a essência está no problematizar. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. semelhanças e diferenças entre os textos. podemos trabalhar. problema com rima. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. interpretar e produzir textos. Ao formulá-los. Quando os alunos formulam problemas. autoconfiança e autonomia. Dessa maneira. Assim. comunicar idéias. a pergunta e a resposta. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. propiciando novas tentativas. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. da língua materna e da combinação de ambas. ler. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. charada. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. livro de problemas. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Os problemas devem ser desafiadores. levantar hipóteses. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. dobro. e articulam o texto. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. respeitar regras. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. o aluno aprende matemática. Enquanto resolve situações-problema. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. os dados e a operação a ser usada. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. num jogo. ou seja. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. de maneira lúdica. Assim. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas.• • • problema é toda situação que permite problematização. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. mecânica e repetitiva. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. conteúdos importantes na educação matemática. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. um jogador ganha e outro precisa perder. divisor.

os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. o que foi difícil. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. podendo. é preciso levar em consideração alguns aspectos. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. em que os alunos levantam e testam hipóteses. A partir da discussão estabelecida. Além disso. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. encoraja reflexão e clareia idéias. Além da socialização de idéias. entre outras coisas. assim como propusemos para os jogos. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. Enquanto brinca. Nas situações de jogo. suas dúvidas. o jogo não se tornará mero lazer. enriquece suas aulas. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Sempre ao final das brincadeiras. Brincadeiras infantis Toda criança. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Além de jogar. toda semana. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. suas aprendizagens. a percepção de si mesmo como um ser social. Assim. sua consciência do outro. vencendo os desafios propostos. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. brinca. de qualquer idade ou realidade social. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. das diferentes respostas obtidas. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. Contudo. o aluno amplia sua capacidade corporal. principalmente para crianças dos anos iniciais. em uma aula. Por isso. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. 65 . Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. contar histórias desses povos. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. as crianças devem conversar sobre o jogo. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. o que foi fácil e o que foi difícil. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. e apreendendo todas as regras.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. por exemplo. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Brincando. mas uma nova forma de aprender Matemática. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. dicas para se jogar melhor. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. discutindo o que foi fácil. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Na bibliografia desse trabalho. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças.

a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. Não há necessidade de um livro para cada aluno. um gráfico. Para a realização desse trabalho. percepções e experiências. Além dos livros infantis. os alunos podem elaborar o final da história. Você pode ter um livro por duplas. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. problematizações especialmente preparadas para isso. usar a literatura infantil “[. o professor poderá analisar a capa. Segundo Smole (1999). possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. etc. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. o giz e o livro didático”. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. Alguns livros não apresentam um final definido e. ainda. escrita. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. Ao escolher um livro infantil para ser explorado.. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. seleção de informações e resolução de problemas. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. com os personagens. nesses casos. Desta forma. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. 66 . mas aos poucos. em quais são os recursos necessários. expectativa. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna.(SMOLE. álbum seriado. A leitura poderá ser feita em vários dias. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Nesse sentido. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. adequar o tempo à sua proposta. etc. enquanto lê. uma tabela. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. O ideal não é explorar um livro a semana toda. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. características e acontecimentos na história. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. pensar na organização da classe. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. 1996. assim como explore lugares. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. p. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. com emoção. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. uma propaganda. Depois. enigmas. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e.. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças.

pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Nesse contexto. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. Por meio das atividades propostas. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. mais uma vez. pelas experiências vividas na escola. Assim. especialmente artes e língua materna. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Ao delimitar o tema. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. 67 . mas que envolvem duas ou mais delas. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. construir. sejam capazes de tomar decisões. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. o original e a sua reescrita. que opiniões têm. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. com objetos e situações que exijam envolvimento. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. e destes com o professor. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . portanto. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. cognitiva e social. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. os textos. na avaliação e no planejamento. Assim. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. favorecer uma compreensão da matemática como ciência.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. modificar e integrar idéias. ter. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. interdisciplinares. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Durante o desenrolar do projeto. que hipóteses levantam. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Por meio dos projetos. Na maioria dos casos. promovendo. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. visualização e trocas. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. Para reformular um texto. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares.

É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. figurinhas. arredondamentos e cálculo mental. tornando-se mais significativo para os alunos. Para esse fim. Assim. jornais. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. comparações e ordenações. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. pedrinhas. palitos de picolé. material dourado e ábaco. recomendamos a organização de materiais diversos. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. As operações fundamentais (adição. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. ou seja. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. o estudo do espaço e das formas. Atualmente. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. resgatando a histórias de lugares. surge sob um novo enfoque. Ressaltamos que. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. embalagens. aos poucos. 68 . sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. contas. é importantíssima a exploração de jogos. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. tão necessárias no dia-a-dia. no processo de seleção de conteúdos. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. Ainda em relação às operações.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Contudo. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. Nosso desafio foi selecionar. 1. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. medir. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Para que a criança construa o significado de uma operação. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. sempre que é retomado. tabelas e gráficos ). Assim. codificar. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. cálculos. ou seja. contemplando o estudo dos números e das operações. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. entre outras coisas. o aluno irá ampliando seu conceito de número. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. bolinhas de gude. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. folhetos de supermercado etc. nas quais. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. caixas de fósforos vazias. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. A seguir. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. rótulos. ordenar. subtração. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas.

Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. de placas de carros. Para tanto. Fazer uma lista de produtos vendidos por dúzia. frutas. são recomendadas. Outra idéia é separar as peças que têm a mesma forma e questionar: • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? 69 . deslocamentos no espaço. 10 unidades são trocadas por 1 dezena. canudinhos. mas uni-las pelo menos por um vértice). dois. Reunir as frutas numa cesta e contar com os alunos quantas frutas há ao todo. Espaço e Forma Para compreender. Solicitar que os alunos tragam para aula uma fruta. de obras de arte. como folhas. atividade como ligue-pontos com números. O uso de embalagens. bolinhas. 2.) mostre à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal os agrupamentos são feitos de 10 em 10. Depois pode mostrar aos alunos figuras montadas com as peças do tangram e pedir que reproduzam. esculturas e artesanato. Solicitar que retirem uma dúzia de determinada fruta e meia dúzia de outra. estabelece as regras do uso do quebra-cabeça (usar as sete peças. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento.Sugerimos também: Exploração dos números nas mais variadas situações: número da moradia. Em função das brincadeiras e jogos de crianças na rua. feijão com a arroz” etc. para que os alunos possam perceber suas formas. para formar desenhos. pinturas. é muito comum elas “tirarem par ou ímpar” para saber quem começa uma determinada brincadeira. Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. Primeiramente. Usando material manipulável (palitos. Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. pedras. identificando o antecessor e o sucessor. representar e descrever o mundo em que vive. em ordem crescente e decrescente. não sobrepor nenhuma.. nos relógios e calendários etc. Com as figuras criadas. flores. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. pode propor a montagem de um mural e. Localização de números numa seqüência. ou seja. Formação de pares para percepção que nos úmeros ímpares sempre há sobra. “Um. A confecção do quebracabeça chinês tangram possibilita uma série de atividades. o professor pode deixar que as crianças brinquem livremente montando figuras. pontos de referência e também observação. envolvendo as quatro operações. de placas de trânsito. a elaboração de um texto coletivo. de telefones. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. escritos ou numéricos. O professor poderá explorar esse conhecimento para iniciar o trabalho com números pares e ímpares. a partir deste. O professor poderá até organizar exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. árvores. animais marinhos e de objetos criados pelo homem. Pedir às crianças que representem números no material dourado realizando composições e decomposições.. Utilizar também o material dourado. Num segundo momento. desenhos. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. em casa com os irmãos e na própria escola. sucata. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais.

Usando apenas três peças do tangram. fita métrica. usando medidas não-convencionais e convencionais. em conversas.Pode ainda propor situações-problema. caça ao tesouro. e organização de exposições com os objetos construídos. três peças. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. agora. Modelagem. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. com as peças do tangram. tente montar um triângulo e depois desenhe o que você fez. conhecendo unidades usuais de medidas de tempo (dia. que permitem a utilização de vocabulário geométrico. Grandezas e medidas Neste bloco. Observe as duas peças que não são triângulos e responda: • • • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? essas duas peças têm alguma diferença? troque idéias com seus colegas e professora. receitas culinárias etc. semana. hoje. a partir do quebra-cabeça: Ex. se as crianças dominam os conceitos ontem. Jogos para adivinhar um determinado objeto. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. referindo-se apenas ao formato do mesmo. organização de formas e trabalho de contagem. Encher de água e passar o conteúdo para outro recipiente de 70 . de objetos. ano). pode haver diferenças nos resultados das medidas. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. depois. usando vocabulário de posição. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. cedo. mês. • Comparar o peso de mochilas e materiais escolares. brinquedos cantados. antes. pés. • Explorar o calendário identificando datas importantes. marcando eventos da classe e da escola. reproduzindo formas geométricas. Exemplos: jogos de circuito. relógio. Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos. trabalharemos com situações reais de medição. • Traçar a rotina diária junto com as crianças. recebendo e dando instruções. metro. Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. • Propor a produção de frases citando datas especiais. como unidades de medida. em massinha. passos etc. 3. amanhã. Outras sugestões são: • Verificar. Por exemplo: quem pesa menos? Quantas meninas pesam menos que 25 kg ? • Solicitar aos alunos que tragam recipientes com capacidade de um litro. levar uma balança para pesar as crianças e propor situações-problema e construção de tabelas e gráficos a partir dos resultados. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. tarde etc. calendário. quatro peças. forme um quadrado usando: apenas duas peças. • Se possível. Apontamos ainda outras sugestões: • • • • • Atividades de seqüências com formas geométricas simples. Mais uma vez. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança.

1996. Roseli Palermo. 71 . 1998. Indicamos também: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. de animais de que mais gostam. Brinquedo e cultura. São Paulo: Editora Ática. Tradução Beatriz Affonso Neves. COLL.). Educação Matemática: da teoria à prática. Maria Ignez de Souza Vieira. dramatizações (lojinha. Adriana. Tratamento da informação Neste bloco. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas. São Paulo: Peirópolis. entre outros. Tradução Afonso Celso Gomes. Ubiratan. DANTE. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. Explorar a história do dinheiro. Júlia. para que percebam que o volume é sempre o mesmo. BROUGÈRE. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. deixando que os alunos pintem. 2001. Promover atividades orais e escritas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. Bibliografia sugerida ALMEIDA. 1997. BORIN. São Paulo: USP. D`AMBRÓSIO. 2000. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. Carlos Rodrigues. Josep M. Produzir cédulas e moedas de papel. Vozes. 1998. São Paulo: Moderna. Gilles. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. CARDOSO. BRANDÃO. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. Papirus. São Paulo: USP. Fábio Otuzi. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Luiz Roberto. dos aniversariantes do mês. 1999. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Porto Alegre: Artes Médicas. Educação: um tesouro a descobrir. ALLUÉ. feira. ______. independentemente da forma. 2002. FRIEDMANN. Campinas: Papirus. Brincar: crescer e aprender. Virgínia Cárdia. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. O grande livro dos jogos. BRENELLI. BROTTO. O jogo como espaço para pensar. Belo Horizonte: Leitura. Jogos cooperativos: se o importante é competir. São Paulo: Cortez. 1994. Campinas: Papirus. Criatividade e novas metodologias. 1996. 1998. banco. Explorar notícias e anúncios de jornais e revistas envolvendo quantias que poderão servir de apoio para resolução ou criação de problemas. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. 1997. ______. César. O resgate do jogo infantil. tabelas e gráficos. 4. São Paulo: Cortez. coleta e organização de dados estatísticos.Educação para uma sociedade em transição. ______. de programas de TV preferidos. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. Jacques. São Paulo: Palas Athena. Os conteúdos na reforma. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. 2001. 1996. Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas. DINIZ. Assim. Kátia Cristina Stocco. SMOLE. recortem e coloquem o valor. Marcos Teodorico Pinheiro de. DELORS. 2004. Santos: 2001.• • • • formato diferente. Transdisciplinaridade.

Tradução Elenisa Curt. Vozes. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: USP. N. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. MACEDO. Nilson José. Vygotsky. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget.).– São Paulo: Summus. Fuzako Hori. DINIZ. MACHADO Nilson José. Cortez. Lellis. 2000. Porto Alegre: Artes Médicas. São Paulo: Cortez. Campinas: Papirus. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Matemágica – História. MACHADO. CHARNAY Roland. Scipione. SANTALÓ Luis A. PASSOS. ALS. 4 cores. São Paulo : USP. Contando a História da Matemática: A invenção dos números.Papirus. UNICAMP. SAMPAIO. Vânia (coordenado por). Juan Acuña Llorens. 1997. Tizuko Morchida (org. 2001. SMOLE. Porto Alegre: Artmed. Glauce Helena Rodrigues. ______. 72 . aplicações e jogos matemáticos. 210 Jogos Infantis. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. II. 2000. Editora Vozes. IMENES. KAMII. Trad. . Porto Alegre: Artmed. de Assis. MACHADO. Renata. Ler. Gente miúda na cozinha. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. Jogos em grupos na educação infantil. 1988. 2001. São Paulo: Casa do Psicólogo. KISHIMOTO. 1995. Campinas. 2002. Oscar. Fausto Arnaud. CÂNDIDO. Reinventando a aritmética. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Papirus. Maria das Graças Barbosa. Campinas. ______. Joana Hissae. 2001. Luiz Márcio Pereira. 2001. senha e dominó. ______. Tradução Antonio Feltrin. ______. Nicanor. São Paulo: Paulus. PANIZZA. 2004. PAULO. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. MACEDO. 1990.. GRANDO. ______. Marta Rabioglio..SMOLE. SESI. Yves de La. São Paulo: Summus. Porto Alegre: Artmed. 2000. Regina Célia. 1991... 2006. Matemática e Educação: alegorias. 1992. Porto Alegre: Artmed Editora. BROUSSEAU Guy . São Paulo: Editora Ática. Global. 1993 LEAL. GRANDO. III e IV. PARRA. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. Pat. Patrícia. Cecília. Mabel. Campinas. SAIZ Irma . ______. Katia Cristina Stocco. GWINNER. Petrópolis: Vozes. volumes I. Regina Célia. PETTY. MONTEIRO. Piaget. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. YOKOYA. Maria Ignez e CÂNDIDO. Aprender matemática resolvendo problemas. MIRANDA. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Kazuwo João. Papirus. Porto Alegre: Artmed. Trajetória Cultural. PEREIRA. Tradução Regina A. Belo Horizonte: Editora Itatiaia .C. São Paulo: Cortez. TAILLE.GIORGI. GÁLVEZ Grécia . DINIZ. IKEGAMI. Aprender com jogos e situações problema. ______. Resolução de problemas. Jorge José de Oliveira. Porto Alegre: Artmed. MARINCEK. OCHI. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. tecnologias e temas afins. São Paulo. ARANTES. SADOVSKY Patrícia . ______. 2006. 1992. LERNER Delia . 2003. ______. escrever e resolver problemas. Construção das operações. Lino de. Cybele. Brincadeira e a Educação. Constance. A matemática na educação infantil. Valéria Amorim. Mariana Kawall. L. “Pobremas” enigmas matemáticos. Dissertação de Mestrado. ______. Rosa Monteiro. Jogo. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Katia Cristina Stocco. Tradução Marcelo Cestari T. ROCHA. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. ______. Maria Therezinha de Lima. 1996. Brinquedo. Maria Ignez e CÂNDIDO. Brincando com números. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Belo Horizonte: Editora Universidade. 1992. GUELLI. 2004. Jogos infantis: o jogo. a criança e a educação.

com.br/caem/ www.com.matematicahoje.com.aprendebrasil. SESC.com.br www. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro . 2001.com.br www.br www.br www.br www.br Sites de jogos matemáticos www.com. Sugestão de sites interessantes www. São Paulo.exatas.br www.sc.br www.antigos.abril.mathema.com.com.br www.somatematica.com.educarede.brinqmania. www.tvcultura.uol. 2000.novaescola.revistapatio.net/folclore www.br.jogos.septima.com.ciadaescola.br .com.br www.com.vello. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.com.br 73 .origem.com.sites.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos.terrabrasil. www.educar. Cláudia. www. A volta ao mundo em 80 Jogos.canalkids. www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.br www.com.com. Sesc.br www.br/artematematica www.luizdante.ime.ludomania.usp.ZASLAVSKY.usp.com.com.br.

recursos de som e vídeo. a aquisição de novos conhecimentos. a inter-relação de pensamentos. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. propiciar. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. o Laboratório de Informática Educativa deve. idéias e conceitos. ferramentas de desenho e pintura. Desse modo. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. divulgando as possibilidades existentes. por meio de recursos tecnológicos. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. 74 . desenvolver a percepção visual e auditiva. face ao seu caráter educacional. Assim. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. Softwares. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. integrando textos. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. Mesas Educacionais e Internet). a memorização. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. a coordenação motora. efeitos especiais. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. organizando mostras. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. a convivência em grupo. as TICs ( PCs. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. animações. como elemento articulador de conteúdos curriculares. desenvolver a habilidade para organizar informações. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. os POIEs. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). Periféricos e Acessórios. servir como fonte de conhecimento. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. imagens.

nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela.2 75 . e a decifração é apenas uma. 2006. entre outros. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. de forma organizada e sistemática. Não se trata mais de ensinar a língua. Além disso. ela estará presente sim! O que muda. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. dentre muitas. de sistematização e normatização da língua. Pelo contrário. isoladamente. para tomar decisões. participantes da cultura escrita. é a forma de abordagem. com diferentes intenções. ou seja. para reclamar de alguma coisa. para localizar endereços e telefones. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. para anotar um recado para alguém. para comprar algo. Assim sendo. para pagar contas. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. – v. os primeiros se convertem em leitores. 7 Como já dissemos. 2º e 3º ano. Fase Complementar: 4º e 5º ano. para prestar contas do nosso trabalho. das competências envolvidas neste ato. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais.: il. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. Cortez. Enfim. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. entretanto. nas situações reais de produção de texto. para fazer uma receita. emitindo sons para cada uma das letras. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. suas regras e suas partes. entre muitas outras ações. se queremos formar leitores plenos. São Paulo : SME / DOT. E escrevemos para distintos interlocutores. Contudo. Em geral. Ed. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos.” Emília Ferreiro. para solicitar algo. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. para nos divertir ou emocionar. São ações que podem e devem ser aprendidas. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. Ler é. para saber como vão pessoas que estimamos. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. Trata-se de incorporar. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. acima de tudo.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Hoje. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. As atividades metalingüísticas. ou seja. Como tal Sistema está organizado em fases6. na rotina. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Ler. 6 7 Fase Inicial: 1º. 104p. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. atribuir significado. assim. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais.

de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. Diária – texto literário. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita.: il. de professores e funcionários). ao mesmo tempo. Em função disso. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. realizada · Aprender comportamentos leitores. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. de situações de trabalho com a oralidade. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. os materiais.A organização de uma rotina de leitura e escrita 8 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. · Ampliar o repertório lingüístico. é claro. Ler com diferentes propósitos. além. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos.: il. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Leitura e escrita de títulos de livros. Organizar agrupamentos produtivos. de brincadeiras preferidas. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Nessa proposta de alfabetização. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. parlendas. Semanal – jornal e científicos. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. 2006. o espaço. 115p. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. poemas. listas.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. textos instrucionais etc. ingredientes de uma receita. de rótulos etc. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:9 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. 2006. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). São Paulo : SME / DOT. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. 76 . a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. 115p. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. 8 9 São Paulo : SME / DOT. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Leitura do abecedário exposto na sala. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor.

expor sobre temas etc. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. entre outros). · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. · Utilizar a linguagem oral.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. instrucionais. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Produção coletiva. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. conhecer diferentes suportes de textos. em dupla e individual – de um bilhete. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Uma vez por semana. materiais de pesquisa etc. individual. · Aprender comportamentos escritores. relatar acontecimentos. defender pontos de vista. · Aprender comportamentos leitores. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. expor etc. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Artmed). semana. ditando para o professor ou o colega. · Ler com autonomia crescente. curiosidades etc. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Uma vez por semana. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. de filmes etc. de um texto instrucional etc. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. em duplas. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. o possível e o necessário” (Ed. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. 77 . aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. Exposição de objetos.

78 . “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). uma apresentação pública de leitura ou jogral. não significa algo “palpável”. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. hábitos ou atitudes. Ex: Leitura diária feita pelo professor. São muito parecidas com os projetos.Formas de organizar os conteúdos escolares 10 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). mas não têm um produto final. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. a organização de uma biblioteca de classe. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. um livro. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). semanalmente. uma mostra de trabalhos produzidos. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Roda semanal de conversa ou leitura. jornal ou texto etc. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto.). 10 Texto produzido por Rosaura Soligo. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Embora não decorram de propósitos imediatos. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. • Atividades seqüenciadas. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. • Projetos. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. para ensinar um jogo complexo etc. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. Oficina de produção de textos ou de arte. Nos projetos. nesse caso.

bilhete. símbolos. adivinha. 7. sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes. quadrinha. por meio de diferentes estratégias (antecipação. por meio das situações de produção. 8. • Noção de parágrafo por meio do uso em situações de produção. bem como sua função no texto (ponto final. dedução. o Descrição de personagens. verificação) de placas. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. masculino / feminino. • Identificação de alguns sinais de pontuação. poema. ao transferirmos tais modalidades organizativas para nosso Plano de Curso do 2º ano. elaboradas a partir da necessidade do grupo e. não podem ser previstas no Plano de Curso. crônicas. embora seja desejada essa articulação. cenários e objetos. calendário). • Conhecimento de alguns itens da gramática. o Conhecimento da escrita do próprio nome. Situações Permanentes: Usos da Linguagem Oral: exposição e intercâmbio de idéias em rodas de conversa. • Registros diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas. etc). Os projetos foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. contrato didático (combinados) etc. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B. ponto de interrogação. debates. 6. Entretanto. • Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. da estrutura de um texto. informativos. em situações de uso. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual.: As situações das modalidades Ocasionais e de Sistematização são de autonomia do professor. parlenda. • Leitura não convencional. pesquisas de palavras. anúncio. rótulos. notícia. do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. 2. • Usos da escrita: o Conhecimento do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. embalagens. Identificação das características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. • Conhecimento de algumas convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 5. panfleto. leitura em voz alta e outras. fábulas. a partir de um tema gerador previamente selecionado. OBS. preleções. não se pode perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. Vale ressaltar que. trava-língua. jornal-mural. piada. receita. obtemos o seguinte resultado: 1. cartaz. leitura na biblioteca. canção. o Conhecimento. carta. Usos da Leitura: participação em rodas de leitura. entrevista. por isso. • • 79 . como já salientado anteriormente.Assim. conjugando temas de diferentes áreas do saber. contos folclóricos e tradicionais). o Identificação do tipo de letra a ser usada na escrita (maiúsculas e minúsculas) após tornar-se alfabético. Q ou K e o uso do G ou GU). inferência. “cantinho” da leitura. Seqüências Didáticas: Conhecimento de diferentes gêneros textuais (conto. Projetos: • Conhecimento dos elementos que compõem um gênero/portador de texto. Regularidades Contextuais (o uso do C. para apreciar textos literários (contos de fadas. singular / plural). o Narração de histórias. ponto de exclamação e travessão). instrução. lista. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. V-F). 3. dicionários temáticos. Regularidades Morfológico-Gramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo). T-D. relato. bilhetes.

com autonomia. LERNER. Delia. 2002. 80 . sugere-se. Bloch. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. São Paulo: Cortez. SÃO PAULO. bilhetes. 1998. de forma que possamos traçar metas precisas e objetivas em nosso trabalho. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. Tal gênero textual permite que as crianças entrem em contato com novas funções e finalidades de um texto e desenvolvam as habilidades de leitura. buscamos que. canções. Nos anos seguintes. os alunos sejam capazes de: • • • • • • Participar de situações de intercâmbio oral. FERREIRO E. Rio de Janeiro: Ed. apropriando-se dos aspectos discursivos do texto e apoiando-se em conhecimentos sobre o tema.Assim sendo. economia de energia elétrica. Referências Bibliográficas BRUNER. pontos turísticos de Santos etc). as características do seu portador. parlendas. animais da fauna marinha de Santos. para o 2º Ano. manchetes de jornal etc. listas. ou não se apoiando nas convenções ortográficas da escrita. cartas. Diretoria de Orientação Técnica.: reciclagem do lixo. Ler. ao final do 2º Ano. 2002. sabendo ouvir e formular perguntas sobre o tema. ainda que não segmentando o texto em palavras. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. dengue. Secretaria Municipal de Educação. informativos. trava-línguas. a produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida na escola e estudada ao longo do ano (Ex. 2006. Secretaria Municipal de Educação. o possível e o necessário. – São Paulo: SME / DOT. Ler e escrever na Escola: o real. poemas. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). adivinhas. Recontar e reescrever histórias conhecidas. Passado e presente dos verbos ler e escrever. nomes. Escrever ALFABETICAMENTE textos que conhece de memória. etc ) individualmente. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. interpretação e produção do mesmo. Porto Alegre: Artmed. Escrever textos de autoria ( listas. recuperando os fatos da narrativa. Apreciar textos de diferentes gêneros lidos autonomamente ou pelo professor. J. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. Sendo assim. em duplas ou ditando ao professor. do gênero e do sistema de escrita.S.

além de alternar as em grupo. oferecendo variedade. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. físicas (com encenações e atividades de TPR). o CD. e ainda há as que são mais cinestésicas. ou rock para atividades motoras grossas.). Durante as aulas. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. no caso da língua estrangeira. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. de forma a criar um ambiente alfabetizador. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. trabalho em pares ou grupos. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. cante uma música. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. como já dissemos. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. com atividades lúdicas. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus 81 . o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). Y). É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. o vídeo ou o colega) para obter informações. etc. fantoches. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. W. que façam sentido à sua vida. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. atividades do livro didático. X. material de áudio. troca de papéis. uso de massa de modelar. apagar as luzes e acalmá-los. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. tudo o que precisar ser lido. umas são mais visuais. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. é fundamental que o professor. e imagens. Ao assimilar um vocabulário básico. Como dissemos. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. jogos de adivinhação. recursos materiais. previsão. recorte e colagem. vídeo. Em inglês. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. mas o professor precisa ler em voz alta ou.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. é útil e eficaz. recursos visuais. músicas. uso de fantoches. do sensorial e das ações. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. a recordar. tocar o CD que acompanha o livro. pintura. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. artísticas (desenhos. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. portanto. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. No início do 2º ano. ao chegar. etc. sugerimos que o professor. como música calma para trabalhar. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. chapéus. Na preparação da aula. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). vídeo e estímulos verbais do professor). flashcards. jogos. A criança nessa idade precisa que as aulas sigam uma rotina. dos jogos e das demais atividades. duplas e individuais. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. ou sair da classe. bem baixinho. do contrário. a adivinhar. a imaginar. outras. desafiá-los a pensar. expressões simples em situações reais. como os flashcards. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. o aluno passa a desejar aprender mais. como suporte ao aprendizado oral. em inglês. como realias (material concreto). além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. A relação dos conteúdos (conceituais. como: memorização. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. cooperação. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. DVD. criatividade e expressão física. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. Nessa fase. interessantes. auditivas. Além disso. num primeiro momento. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados.

devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. um modelo lingüístico ) de forma engraçada. come here. thanks/thank you. não entenda algo ). O professor deve dar as músicas do CD do livro. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. a pronúncia correta das palavras. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. DVDs e livros. please. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano.uma tática que deixará os alunos seguros de si. see you. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. por conseguinte. look. stand up. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. very good. Há vídeos. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. etc. acariciá-los ). Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . fornecer um elemento cômico. 4 ou 5 aulas. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. How are you?. point. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. you're welcome. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. great. yes. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula ( fazer o fantoche dar-lhes a mão. programas de TV infantis não existiriam. mas não precisa ficar “preso” a elas. O professor precisa estudar bem a música. ou "listen and do". Ele também pode cantar e encenar canções. you can do it better/nicer. let's go. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Para ser bastante eficaz. ask. além de ser uma ocasião divertida na aula. abraçá-los. let's sit in a circle. além da internet. Além disso. answer. draw. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. O tempo gasto com os exercícios de colorir. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. principalmente em grupo. line up. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. finja “errar”. No entanto. listen.: Good morning/afternoon. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. bye-bye. Além disso. beautiful. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. repeat. circular e desenhar deve ser menor. hi. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. Ex. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. fazer encenações. Ele pode falar aos alunos ( fornecendo. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. sing. por meio de atividades diferentes. say. dar segurança. de maneira que os alunos possam corrigi-lo.diversos estilos de aprendizado. sit down. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. let's sing. assim. além de incentivá-las. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. associar. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. thanks. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. no. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. pois 82 . May I go to the toilet?. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. fine.

O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. procedimentos e atitudes de história e ciências. uso do calendário. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. potes de iogurte ou de yakult. jogos e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. eles podem costurar botões para fazer os olhos. de ponto e linha.é o fantoche ( e não ele ) que está falando ou agindo.) e o vocabulário correspondente às formas geométricas (unit 4) pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. etc. podem-se trabalhar melhor as canções. cometer erros. Assim sendo. não podemos exigir perfeição das crianças. Algumas danças. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. como também com a equipe pedagógica. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. etc. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. feitos com rolos de papel higiênico. Com o professor de arte musical. 83 . rimas. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. Ao desenvolver o conteúdo relacionado à família e sentimentos. por exemplo. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. pode trabalhar junto ao professor de classe os conceitos. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. nesta faixa etária. folclore. Isso lhe dá a chance de falar. presos em palitos de sorvete. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. para os cabelos. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores (primárias e secundárias). expressões corporais. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. pintura. mas não o colega ao lado neste momento. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. sem estarem psicologicamente expostos. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. dia do mês. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. atividades de expressão corporal. • • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. com cinco a dez alunos por vez. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. sendo permitido consultar o livro. Esta avaliação pode ser feita. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. a fim de planejar as aulas. de meias ( com a ajuda dos pais. é possível articulá-lo aos conteúdos de história. modelagem. de forma espiralada. ). Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. gestuais e faciais. assim. montagem. porque. como os de dedo ( feitos com cartolina e desenhado pelos alunos ). pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. lã. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. idade. responder a perguntas e sentir-se no comando.

et alli.. Referências bibliográficas DEL PASO. R. A. A. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. W. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. 84 . Let’s Go 1 – Teacher’s Book. Assim. & ZANATTA..F. New York: Addison Wesley Longman. esteja “errado”. good work. M. et alli. 2000. HERRERA. 1999. D. HARPER. mesmo que não esteja como o professor esperava. Oxford: Oxford University Press. excellent. a princípio. Inc. segunda impresão. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos.F. 2002. L. D. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. São Paulo: Macmillan. T. MELO. Kids United – Livro do Professor 1. Mexico. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. 2005. 2000.É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. et alli. está se empenhando e precisa ser motivado. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. great. É muito importante elogiar a produção do aluno.: Macmillan. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3.: Richmond Publishing. etc. et alli. REETZ. Hong Kong: Oxford University Press. K. Tentar falar em inglês. SALVADOR. Mexico. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. 2006. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. New Parade 1 – Teacher’s Edition. mesmo que.

Nessa idade. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. mesmo que a ênfase.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. Nesse processo é importante avaliar. “[. para se atingir os objetivos com clareza. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. altura e canto e até mesmo uma conversa. também somos vítimas desta situação.. assim. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. acento. sendo muitas de péssimo gosto. lateralidade. acento. Segundo Stateri (1997). principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. deixando-a mais feliz e confiante. O planejamento do professor precisa ser flexível. devem ser breves. p. por exemplo. 85 . trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. nós. Sua relação com o outro. explorando os conteúdos conceituais. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. ( Ensino fundamental de 9 anos . plástica. de pouco ou nenhum valor musical. naquele momento. estes não devem ser trabalhados de forma linear. por meio de atividades simples de pulso. oral. lanche. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. mas somente as populares. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. progressivamente. escrita. a criança vai descobrindo e. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe.. nesta fase. MEC. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. principalmente na primeira infância. Porém. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. Projetos interdisciplinares são fundamentais. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. saída etc. chega mais fácil ao âmago da criança. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto.” Não podemos esquecer de que. por meio de um jogo musical. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. de forma mais significativa. do brincar. As canções e suas letras. levam a criança a uma deformação da estética musical. a linguagem do faz-de-conta.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. esteja em um tópico específico. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Para isso. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. Vale lembrar que. atenção e prontidão. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. sobretudo. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. replanejando quando necessário.). Ao trabalhar pulso. aquela que lhe é mais peculiar e específica. Momentos de apreciação. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. Desta forma. ou seja. uma linguagem que. como uma forma a mais de expressão. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. Em Ciências. por exemplo. rítmica e melódica. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. professores. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade.Orientações gerais. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. corporal. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. facilitando a interdisciplinaridade. muitas vezes. musical e. na educação musical. fonte sonora etc.

( OuvirAtivo® . com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. os quais produzem stress. está exercitando sua lateralidade. pois a criança joga e brinca com o som das palavras. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. Cantar. Isso não quer dizer que. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. vivenciando o fluxo musical através de nós. percepção corporal. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. ou seja. como o escolar. dificultam a concentração. por ser o primeiro. O som e o silêncio Recomendamos a observação. estimulando a percepção auditiva. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. Canções.música para o desenvolvimento humano . que percebe. parlendas e textos rítmicos podem enriquecer este trabalho. brincar. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. 86 . p. 211). Se a criança se movimenta. controlando o tamanho do passo. estimulando atividades de autoconhecimento. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. com a apresentação de outros assuntos. tomando assim posse do seu corpo. jogar. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. entre outras complicações. a velocidade e a noção espacial. Petraglia ). Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. no conhecimento dos sons característicos da própria língua. Batemos palmas e os pés no chão. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. A expressão musical é feita por um corpo. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. numa sociedade tão cheia de ruídos. reeducação do movimento. uma intencionalidade. de casa.Marcelo S. O professor pode associar uma atividade de pulso. De grande ajuda para a criança nesse momento. seja depois abandonado. do bairro. favorecendo a oralidade e facilitando o processo de alfabetização.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. por exemplo. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Rimas O trabalho com rimas é muito importante nesta etapa. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. os sons do diaa-dia.

desafiaremos essa liberdade com a própria morte. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos.Manifestações folclóricas: jogos. utilizando breves explicações. Conforme Suzigan ( 1996). para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. parlendas. “[. identificando. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade.nas divisas com os outro países da América do Sul. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. lembrando as glórias do passado. nos te saudamos. despertando seu interesse e curiosidade. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. com bravura e firmeza. ouvindo. 2000. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Terra adorada. observando.. vivenciando. Entre outras terras mil. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Brasil. “ 87 . intensidade. Ó Pátria amada nós te saudamos. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Maria Zeí. Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. aos poucos. cantigas de roda. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. sentimos descer à terra. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. A própria natureza fez de ti um gigante. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. és o destaque da América. sentindo corporalmente.. brinquedos cantados. Hino Nacional Brasileiro. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. cantando. Muitas vezes grave. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. São Paulo: Fermata do Brasil. Ó Pátria amada. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. dividindo-o em várias aulas. Nossa vida mais amores”. Mas. Mas é preciso que. Brasil. Propriedades do som: altura. forte e colossal que reflete em teu futuro. naquele momento. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento).] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. se fores convocado para a luta. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Brincadeiras cantadas. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. porém. jogos. danças etc. canções. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. agora que somos livres. de forma simples. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. BIAGIONI.

gestual. de ninar. Música erudita Nesta etapa. com muita tranqüilidade e respeito. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. a consciência da pulsação. a quadra ou outros ambientes. No fundo. Sugerimos o site Mundo da Música. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. entre outros. Se houver possibilidade. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. nas salas de informática. como o pátio. a pompa dos concertos. por motivos variados: a vastidão do repertório. timbres. seja na execução ou apreciação musical. Quanto mais a criança aprender a observar. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. em desenhos animados. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. Após a percepção do som grave e agudo. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). eruditas. utilize atividades variadas. no portal Aprende Brasil. trabalhando a dinâmica. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. folclóricas. As terminologias grosso e fino. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. 88 . músicas que contam uma história etc. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. Durante a apreciação musical e o canto. A partir daí. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. devem ser substituídas. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. durante o canto coletivo. Como já foi exemplificado anteriormente. danças. progressivamente. vídeos ou mesmo pela Internet. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. o pulso. mais facilmente irá assimilar esses conceitos e melhor será sua entoação. ou seja. podemos partir para a escala ascendente e descendente. a tarefa principal do professor é saber interessá-la.” ( Folha de São Paulo. neste caso. pela terminologia correta. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. seja por fotos. gestual ou plástica. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. Expressão corporal. a desinformação sobre o assunto. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. “Música clássica afugenta muita gente. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. em comerciais de TV etc.Sugerimos que. A cada retomada de um determinado tópico. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. Espera-se também que. o motivo é a preguiça: o que é estranho. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. quebrando preconceitos. destacando na música as partes mais agudas e graves. como dinâmica. ou seja. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. como em trilhas sonoras. do ritmo e do caráter das peças musicais. as notas musicais. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. o professor pode utilizar espaços alternativos. o ritmo da canção. 24 de março de 1998 ). variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. gestual. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. a expressão corporal. dentro desse trabalho de apreciação musical. o acento e falando sobre o timbre. a concentração necessária.).

clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. em conjunto. Fermata do Brasil. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. cantar e ouvir. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. C. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música.Orientações gerais. Portal Aprende Brasil . SUZIGAN.com. VASCONCELOS. <http://www.20 PETRAGLIA. Ensino fundamental de 9 anos .Música para o desenvolvimento humano.br/textos/ed%20b.ouvirativo.<http://www. Maria Zei. e. GRANJA.1991. com a intenção de aprimorá-la. Linguagem. António Ângelo. 24 de março de 1998. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. 1-8. por meio de ações aparentemente muito simples. M. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. OuvirAtivo® . Podemos dizer que crianças que se exercitam.com.com. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. p. como não gritar. a harmonia do todo. Especial Música. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. Aprender a ouvir o outro.br/> Mundo da Criança. L.htm> acessado em 18/12/2006. MEC.211. cantando ou não.1996. desestimulando a ação de gritar. mais tarde. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. São Paulo: Ed. 2003 p. STATERI. São Paulo.<http://www. os ritmos facilmente assimiláveis. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Hino Nacional Brasileiro. 2000. 89 . G. Mundo da Música . repetindo a mesma canção ou peça instrumental. Marcelo S. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. 1997. FOLHA DE SÃO PAULO. Cruz. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. Unesp. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Carlos Eduardo de S. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo.aprendebrasil. São Paulo: CLR Balieiro. Portanto. O ouvido Pensante.educacional. Pp. SUZIGAN.Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. se necessário. MEC. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. conhecimento e Ação. Oliveira. Murray. Setembro 2006. terça-feira. Desde bebê. José Julio.br> SCHAFER. São Paulo: Ed. A linha melódica deve ser bem nítida. R. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). coletivamente. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Referências bibliográficas BIAGIONI. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem.

seu trabalho muda no meio do caminho. Na fase inicial do Ensino Fundamental. Não é apenas uma etapa do processo. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. todas as possibilidades e limitações desses materiais. conhecer a vida de alguns artistas. para que desenvolva um senso crítico e estético. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Ela mais pesquisa do que se expressa. 1º. Quando organizamos uma exposição. para contemplar o trabalho interdisciplinar. 2º e 3º anos. texturas. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. necessário para a leitura de imagens. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Tendo em vista essas possibilidades da criança. Adquirindo este conhecimento. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. Devemos envolver os alunos nessa produção. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. Na área de Arte. ter outras experiências.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. linhas. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. As atividades permitem ao aluno experimentar. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. respeitando-se a idade da criança. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. ele está completando o ciclo do fazer artístico. 90 . Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. É capaz de criar símbolos e representações. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. os quais deverão ser aproveitados. Segundo Piaget. antes de mais nada. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. formas etc. Muitas vezes. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. de fato. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. no momento do planejamento. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada.

O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. Música e Teatro. escolas e estilos etc.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. desfrutar. povo. 91 . tanto para que possa progressivamente.) com os quais o artista/aluno. Dança. Espera-se que os alunos. Teatro. forma. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. movimento. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. apreciar. com alguma intenção. Dança. gesto. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. musicais. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. é a visita a museus e exposições de arte. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. luz. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. mas para todas as outras áreas. etc. pictóricos. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. progressivamente. Por meio da arte. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. o mediador entre arte e aluno. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. Música. som. cultura ou país. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. cênicos. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. gestuais.

as atividades devem envolver todo o grupo. neste momento. conhecimentos sobre o corpo). ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. é pouco percebida. Em sala de aula. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. assim. Lembramos também que. apreciá-los criticamente. Assim. aquilo que era material ( corridas. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. ética. A relação entre a educação física e outras disciplinas. saltos. criatividade e interação do grupo. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. estética. a educação física “trabalha no plano da ação motora. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. de forma democrática e não seletiva. como um estímulo para a expressão corporal. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. auditivos e cinestésicos).EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. ressignificá-los e recriá-los. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. afetiva. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. trabalha-se no plano dos conceitos. mas ainda não podem usar a lógica. teatros de marionete e outros. Nesse sentido. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. de acordo com as suas habilidades. atividades rítmicas e expressivas. coordenação motora e espacial. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. sem a preocupação com estilo ou técnica. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Podemos oferecer. musicalidade. Compreende-se a dança.” Muitas vezes. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. 92 . Seja num jogo recreativo. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. social e de autonomia. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. pré-desportivo ou numa dança. a cada um. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. embora muito estreita. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. corporal. músicas entre outros recursos. além das técnicas de execução. o aluno deve aprender. filmes. dentro de um contexto cooperativo. a discutir as regras e estratégias. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. visando a seu aprimoramento como seres humanos. construção de bonecos. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. giros) torna-se conceitual. nesta fase. de relação interpessoal e inserção social). trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. o contato com músicas do universo infantil.

Portanto. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 93 . utilizando sua imaginação e percepção.Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. tamanhos ou quantidades). em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta.

Adivinha o que é. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Toquinho (Gente tem sobrenome. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. por exemplo. Tempo histórico A partir da observação de mudanças no próprio corpo. Por isso. fazendo conexão com Geografia e Ciências. O uso do espelho para que cada um possa se observar e fotografias antigas permitem fazer comparações sobre as mudanças e permanências ocorridas. como sujeito histórico. para que possibilitem não uma mera constatação. de costas. Um trabalho mais sistemático com fotografias desperta a curiosidade e possibilita a exploração de fontes documentais da história de vida da criança. sem conflitos ou brigas”. em que cada criança dará sua contribuição com as descobertas que forem sendo feitas. a utilização de músicas é um procedimento que nesta fase deve ser bastante explorada. MPB 4 (Nomes de gente). brincadeiras e escola. deve-se evitar o estereótipo de família “pai-mãe-filhos. A pesquisa sobre a origem do nome deve se orientada pelo professor como tarefa de casa. Pode-se propor desenhar o próprio corpo. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. atualmente. família. Família A família é um dos assuntos mais delicados para se trabalhar. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. Ao trabalhar com o nome. calendários. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. estamos vivendo uma fase de modificação das estruturas familiares. Seguem sugestões de CD’s: Os Direitos da Criança. Cada um é como é). ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. criando mapas de si mesmo em tamanho reduzido: de frente. por isso. Monte um livro sobre a turma. a criança é convidada a refletir sobre as transformações que também acontecem nos espaços de sua convivência. Nomes Para iniciar a temática. Considerando que. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. deve-se optar por chamar de família todo o grupo de pessoas com quem as crianças moram. ou a troca de letras para formar outros nomes. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. têm origens diversas (indígena. aniversários. Uma atividade interessante é montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. entram e saem de moda.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. de lado. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. 94 . estrangeira. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. É o grupo social mais próximo da criança e.

passeios. Um auto-retrato pode ser mais especial se incluir coisas especiais. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. de 1923. valorizando as características físicas de cada um e como cada um se vê no espelho. enriquece a temática e aprofunda as discussões sobre as diferenças e permanências nos dias atuais. personagens de histórias em quadrinhos etc. programas de tv. como o calendário indígena. Assim. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. Direitos e deveres A condição de ser criança inclui uma série de direitos legais. esportes. Gostos e preferências Propomos a pesquisa na sala sobre os gostos de cada um: brinquedos e brincadeiras. brincadeiras. cores. 95 . é importante que eles percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. Portinari Benedito Calixto Bruno Os artistas desenham ou pintam auto-retratos olhando seus rostos no espelho. reflita sobre situações das crianças na nossa sociedade. pois crianças adoram comemorar. Uma maneira de registrar os resultados da pesquisa é construir um gráfico com as informações da turma. Com reportagens atuais de jornais e revistas. Ao trabalhar com o tema aniversário.Esta temática permite a confecção de auto-retratos Por exemplo. um brinquedo ou uma boneca. lugares para passear. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. mas nem sempre respeitados. de 1907. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. animais. é importante ressaltar a carga emocional. reconhecidos por todos. da atualidade. como: mês em que há mais aniversariantes. asteca etc. cantores e músicas. os auto-retratos de pintores como o de Portinari. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. de Benedito Calixto. times de futebol. a conexão com a matemática será bem interessante. heróis. etc. festas. Além de constituir um marco na vida do aluno. roupas. Entrevistas com pessoas mais velhas sobre suas histórias preferidas. O trabalho possibilita o desenvolvimento da auto-estima. mês em que não há. A discussão permite abordar as diferenças existentes entre os alunos e o trabalho com a temática do preconceito. por exemplo: homem não usa cabelo comprido. muçulmano. assim como o trabalho com a Declaração Universal dos Direitos da Criança possibilita abordar diferentes temáticas. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. e o de Bruno. em que há menos. comidas. como uma roupa de que se goste ou um boné preferido. Qualquer objeto que signifique muito para o jovem artista pode ser incluído para tornar o auto-retrato mais significativo.

GEOGRAFIA
No Plano de Curso do 1º e 2º ano, valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Partindo da observação, a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação.

Mapa
O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. É uma convenção, que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Mas, para a criança, isso não é tão simples assim. Portanto, a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um - ou seja, cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. Depois, as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula, a escola, a rua da escola, até o bairro e a cidade. Nessa segunda etapa, o professor pode introduzir a noção de legenda, criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras, o lixo, a lousa etc. Para o mapeamento das ruas, criam-se símbolos para as moradias, a escola, hospital (se houver) e outros. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões, os alunos podem desenhar objetos vistos de cima, de frente e de lado, o que vale mais é a observação de que, em cada posição, o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto, como em um mapa convencional. Na fase dos 6 aos 8 anos, as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem, portanto, o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Porém, é fundamental solicitar que falem sobre suas produções, pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Com o desenvolvimento dessas atividades, há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas, ao mesmo tempo, na sala de aula, explicando que cada um deles possui um objetivo. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. Um mapa físico é diferente de um mapa político, e um mapa-múndi é diferente de um globo. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Assim, elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica.

Maquete
O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional, ou seja, a maneira como se faz em mapas e plantas. Nessa linguagem, a visão que se tem é vertical, ou seja, visão do alto. É algo que exige um grau de abstração, pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades, pois as noções de escala, proporcionalidade, visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples, mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.

Medida padronizada e não padronizada
Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro, eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que, se cada um utilizar um modelo de medida, as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais, altura e largura de coisa, altura de pessoas etc.

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Medidas é um tema comum à área de Matemática, porém, nesse primeiro momento é importante somente uma introdução, ou seja, as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Em Geografia, o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade, uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Futuramente, nas séries mais adiantadas, os alunos, com esse conceito construído, reconhecerão a função da escala em um mapa convencional.

Estudo do meio
O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço, o represente com desenhos, e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto, estudo da fauna e flora locais, utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. No caminho de casa à escola, por exemplo, é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. Aqui, deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo, dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões, o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles, e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças.

Fotografia: fonte de informação
Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Por meio de fotos antigas, de preferência de um lugar conhecido de todos. O ideal é que cada aluno traga uma foto, para ter diferentes visões do mesmo local, mas, se isso não for possível, o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada, a atividade será ainda mais rica. O registro sobre as mudanças é fundamental, pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente), é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo, como já dissemos anteriormente. Em História, o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças, e. em Geografia, da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas.

Entrevistas
A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Converse com seus alunos antes, para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas, se possível, ensaie antes com a classe para que, na hora da entrevista, a turma se preocupe com o depoente. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita, a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem, e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços.

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A construção do conhecimento em geografia
A geografia é uma ciência de observação, que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula, a casa, a escola, a rua da escola, os arredores... Mas não pára por aí. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso, a geografia pode contar com muitos aliados: música, fotografias, filmes, histórias em quadrinhos, diários de viajantes, matérias de jornal, pinturas, grafites, esculturas, e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos, lugares, construções etc. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras, mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens, o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral, como exemplo, pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Aos poucos, o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas, levantando hipóteses próprias. Com as informações em mãos, os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. A partir delas, pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros, textos da Internet, enciclopédia eletrônica, comparar com outras imagens, comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Além dos textos, os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos, desenhos, gráficos e esquemas. Cartazes, peça de teatro, jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero, que podem culminar em uma exposição. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição, mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento, levantamento de interesse junto aos alunos, assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. Enfim, conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

CIÊNCIAS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• Ambiente o Ambiente modificado (casa, escola, cidade, campo). o Ambiente natural (florestas). o Materiais e objetos no ambiente. o Algumas características dos materiais e objetos (forma, tamanho, textura, espessura). o Alguns materiais utilizados pelo homem (papel, vidro, metal, madeira, areia etc.). o Materiais que o homem lança no ambiente: lixo. o Preservação do ambiente em que vive. o Luz e calor do Sol. o Nascente e poente. o Dia e noite. o Sombra e escuro. • Seres vivos o Necessidades especiais de cada ser vivo para sobreviver (água, ar, solo, luz, calor, alimentos). o Variedade de espécies animais e vegetais. o Ciclo de vida. o Reprodução. • Animais o Habitat dos animais. o Semelhanças e diferenças entre espécies animais. o Animais selvagens. o Animais domesticados e de estimação. o Cuidados com animais de estimação. o Criação de animais. •

PROCEDIMENTAIS
Busca e coleta de informações por meio de observação direta e indireta dos fenômenos da natureza, dos diversos materiais, objetos, seres vivos e não vivos presentes no cotidiano por meio de habilidades físicas, motoras e perceptivas. Formulação de hipóteses. Utilização de técnicas de investigação ao fazer as atividades sugeridas. Exposição oral das idéias por meio de descrições utilizando palavras ou pequenas frases praticando habilidades relacionadas à comunicação. Pesquisa, organização e registro de dados coletados por meio de desenhos, listagens, recorte e colagem, e experimentos simples sob orientação do professor. Leitura de pequenos textos. Troca de idéias com os colegas. • • •

ATITUDINAIS
Colaboração quando necessário (por exemplo, ao trazer imagens para um mural). Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Incorporação de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os espaços que ocupa e responsabilidade para com esses espaços. Respeito à diversidade de opiniões (por exemplo: ao trocar idéias com os colegas sobre os fenômenos observados). Interesse por conhecer os ambientes, como eles se modificam e como podem ser cuidados. Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. Respeito pelas coisas da natureza (conhecer, por exemplo, como a exploração dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente ).

• • • •

• • • •

• •

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CONCEITUAIS
• Vegetais o Partes de um vegetal (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente). o Partes dos vegetais utilizados na alimentação. o Plantas ornamentais. o Cultivo de vegetais (plantações, hortas, pomares, jardins) Corpo humano e saúde o Partes (divisão) e estruturas do corpo (pele, cabelos, unhas, dentes). o Características sexuais (masculino e feminino). o Órgãos dos sentidos e suas funções. o Cuidados e higiene do corpo. o Acidentes e sua prevenção.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações • História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. • Algarismos e seus nomes como símbolos para representar quantidades. • Composição e decomposição de um número em dezenas e unidades. • Números pares e ímpares. • Números ordinais até 10. • Antecessor e sucessor de um número menor que 100. • Dúzia e meia dúzia. • Adição o situações de juntar e acrescentar o operações com duas ou mais parcelas o com e sem reagrupamento. • Subtração o situações de tirar, comparar ou completar o operações com e sem reagrupamento. • Multiplicação o situações que representam adições de parcelas iguais o situações que envolvam a idéia combinatória. • Divisão o situações de repartir uma quantidade em partes iguais o determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. • Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. • Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio.

PROCEDIMENTAIS
• Uso de vocabulário fundamental da matemática quanto a relações de posição, direção, grandeza, movimentação, semelhanças e diferenças entre objetos e pessoas no espaço. • Uso de número e quantidades como forma de registro e organização de informações, de acordo com o sistema de numeração decimal. • Manuseio de materiais concretos como: Material Dourado, Ábaco, cédulas e moedas do nosso sistema monetário. • Uso do quadro Valor Lugar para melhor compreensão do valor posicional dos números. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • Emprego de diferentes estratégias de contagem (correspondência um a um, estimativa, agrupamento). • Análise, interpretação, resolução e formulação de situações-problema, envolvendo as quatro operações. • Utilização de sinais convencionais (+, -, x, :, =) na escrita das operações.

ATITUDINAIS
• Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa, respeitando o pensamento do outro. • Esclarecimento de dúvidas, observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Interação com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. • Respeito pelo pensamento do outro, valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias, como fonte de aprendizagem. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Respeito às regras de jogos, transpondo-as para a sua rotina. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

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• Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos. Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. • Classificação dos sólidos geométricos entre os que rolam e os que não rolam. • Percursos, trajetos e pontos de referência. Grandezas e Medidas • História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. • Estratégias pessoais de medida tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Diferentes unidades de medida: tempo (dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano), massa, capacidade e monetária.

Tratamento da informação • Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

• Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Uso de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Utilização de estratégias pessoais e algumas técnicas convencionais para a realização do cálculo mental, exato e aproximado. • Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Construção de sólidos geométricos • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, faces planas, lados retos, bidimensionalidade, tridimensionalidade etc. • Localização de pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. • Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. • Realização de medições com unidades não padronizadas e padronizadas. • Utilização de calendários. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas, unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS
Uso adequado de drive de disquete e cd-rom, assim como dos outros hardwares apresentados; • Uso da linguagem computacional: ícones, menu iniciar, janelas do Windows e/ou Linux, clique, minimizar, Internet; • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar; • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet; • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem.
• •

ATITUDINAIS
Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid, Mesa Alfabeto, Portal Educacional, etc).

Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint, Paint, etc) Internet

• •

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2º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Linguagem Oral. Leitura Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, lista, cartaz, bilhete, carta, notícia, informativos, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. • Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita; o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula; o Noção sobre a estrutura de um texto, em situações de uso; o Letras maiúsculas e minúsculas (obrigatoriamente, após tornar-se alfabético); o Narração de histórias. o Descrição de personagens, cenários e objetos. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Registros (produções) diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas, pesquisas de palavras, dicionários temáticos, bilhetes, jornal-mural, etc). o Parágrafo (em situações de produção); • • o • • • • • • • • • • • • •

PROCEDIMENTAIS
Utilização, apreciação e intercâmbio da linguagem oral. Diálogo e interação com seus pares. Leitura coletiva de textos de diferentes tipologias, abordagens e apresentações visuais. Confronto de opiniões e comentários acerca dos mesmos. Produção de textos diversos, individualmente ou tendo o professor como escriba do grupo. Composição de listas e dicionários temáticos, usando o banco de palavras como apoio didático. Revisão de textos elaborados a partir de discussões coletivas das regras textuais trabalhadas. Elaboração de formas de representação gráfica (hipóteses de escrita), atribuindo-lhes intencionalidade e significação. Confronto das diferentes representações gráficas do grupo-classe. Escolha de textos para leitura em situações de atividade autônoma. Indicação bibliográfica por meio de fichas ou mural da classe. Aplicação do valor sonoro das letras do alfabeto em suas escritas, estabelecendo relações entre o fonema e o grafema. Utilização do próprio nome e de outros já repertoriados como palavra estável para construir generalizações e produzir novas escritas. • • • • • • • •

ATITUDINAIS
Reconhecimento da importância de ouvir e esperar sua vez de falar. Respeito às diferentes formas de expressão. Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. Interesse pela preservação de livros, jornais etc. Construção de uma autonomia escrita processual. Valorização do uso da escrita como forma de comunicação.

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Sinais de pontuação (função e uso do ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e travessão). Itens da gramática, por meio das situações de produção, sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes, masculino / feminino, singular / plural), adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 1. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B, T-D, V-F); 2. Regularidades Contextuais (o uso do C, Q ou K e o uso do G ou GU); 3. Regularidades Morfogramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo); 4. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Elementos que compõem um gênero/portador de texto. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo, a partir de um tema gerador previamente selecionado.

• • • • •

Utilização de grafia manuscrita (letra cursiva) após tornar-se alfabético, bem como aplicação de seus conhecimentos sobre letras maiúsculas e minúsculas. Uso da escrita em situações reais e de função social definida, buscando propósitos que atendam sua necessidade prévia. Pontuação de seus textos, apoiando-se na experiência coletiva, a princípio, para posterior utilização autônoma. Aprimoramento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. Produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida em sua escola e estudada ao longo do ano.

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o pets (dog. Pronomes possessivos: my. o toys (bike. mouse. fish. red.presente simples. hand. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. nose. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Respeito ao momento em que o outro fala. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cumprimentos: hi. ball. o family (mother. good morning. Pronomes pessoais: it. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. Perguntas e respostas sobre objetos de uso em sala de aula: What is it? It’s a ________. triangle. bird. Verbos “to be” e “to love” . crayon. Apresentação: What’s your name? My name is ________.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. good evening. father. schoolbag) o colors (blue. Conhecimento da cultura norte-americana e inglesa • • • PROCEDIMENTAIS Uso do vocabulário e diálogos aprendidos em situações cotidianas. teddy bear). square. Pronome demonstrativo: this. • 106 . doll. black. pencil. Números 1 a 10. hexagon). sister). white). o numbers 1 to 10. good bye. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. green. yellow. hello. leg. cat. brother. How are you? I’m fine. pen. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. eyes. arm. he. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. Uso do verbo “to love” para expressar preferência. circle. o shapes (rectangle. yo-yo. thanks. Vocabulário: o school items (book. good afternoon. she. kite. mouth. turtle). star. o parts of the body (head. ouvindo com atenção. your. good night. notebook.

Expressão corporal. • PROCEDIMENTAIS Audição. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. o corpo e diferentes materiais sonoros. gestual. Hino Nacional Brasileiro. atenção e prontidão bem como noções de valores.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. percebendo o que pode ser mais saudável. levando a uma melhor qualidade de vida. Propriedades do som: altura. improvisação. gestual. do cotidiano. Interpretação. Expressão corporal. Apreciação da música erudita. folclóricas. direita/ esquerda. destacando-se o nome do compositor e breve biografia. brinquedos cantados etc. timbre e duração. Canto coletivo. objetos sonoros. Valorização pelos sons do ambiente. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. Rimas. brincadeiras e sonorização de histórias. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. dentro/ fora. Pulsação. brinquedos cantados. Música erudita. prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos. folclóricas. variadas). da MPB e Hino Nacional Brasileiro. percussão e movimentos corporais. reflexão e contextualização das letras das canções. danças. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Canto coletivo. acento e desenho rítmico da melodia. de outras crianças e da produção de arte em geral. canções. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. Escuta de obras musicais (regionais. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. sensibilidade. eruditas. Exploração de linguagem musical com a voz. • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da criatividade. parlendas. Formação de repertório: canções infantis. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • Som e silêncio. utilizando instrumentos de percussão. • • • • • • • • • • • • • • • • • 107 . Percepção do pulso e do acento e do desenho rítmico da melodia. por meio de canções conhecidas. brinquedos cantados. o Notas musicais. Manifestações folclóricas: jogos. intensidade. facial e/ou plástica. frente/ atrás. observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. Lateralidade: em cima/ embaixo. Interesse. Valorização das próprias produções. Composição de atividades corporais de locomoção.

Experimentação da mistura das cores primárias e observação das cores secundárias nas manifestações artísticas. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. no estimulo do improviso e das referências adquiridas. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Observação das cores primárias nas manifestações artísticas. Respeito às normas de funcionamento. do espaço que ocupa. Valorização de outras culturas. Observação do ponto e da linha nas manifestações artísticas e em produto próprio. por meio de ações criadoras. Reconhecimento e utilização de texturas nas manifestações artísticas. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais diversos e suas reações. Uso dos recursos cênicos na abordagem do teatro infantil. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Valorização da solidariedade e da cooperação. às idéias dos demais. Desenvolvimento da criatividade. Desenvolvimento da capacidade de aceitação da opinião de todos. das possibilidades físicas e emocionais em contato com o grupo e com o meio em que está inserido.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Experimentação de materiais diversificados. Sensibilização por meio de expressão corporal do próprio corpo. inventivas e criativas. Jogos dramáticos Arte indígena Cores secundárias Ponto e linha Folclore Modelagem Texturas Teatro de fantoches • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso dos movimentos do corpo como forma de expressão. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cores primárias. bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Desenvolvimento do espírito crítico. • • • 108 . Respeito à própria produção e à do outro.

• • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos coletivos. girar) durante jogos. respeitando as diferenças. Ginástica. Uso da atenção. amortecer. chutar. Atividades em sala de aula. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. arremessar. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Participação em atividades rítmicas e expressivas. Resolução individual de problemas corporais. Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. com ajuda do professor. Danças. Valorização da diferença. Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contexto extra-escolares. auto-estima e autoconfiança. observação e memória. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. saltar. Discussão das regras dos jogos. Respeito aos colegas. Saúde corporal. Iniciação esportiva. rolar. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. aceitando diversos papéis. Utilização de habilidades (correr. Cooperação entre os pares. Desenvolvimento de independência. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. brincadeiras e danças. adotando atitudes de cooperação. Brincadeiras. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. bater. Expressão corporal. 109 . Criação de brincadeiras. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. rebater. Experimentação de atividades de dança simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. Cooperação nas atividades de grupo. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras.

Análise de documentos de diferentes naturezas. O tempo histórico • • • • Mudanças visíveis com o passar do tempo: mudanças no próprio corpo. alimentação. Uso de diferentes fontes: textos. pesquisa bibliográfica. 110 . rua. Calendários e data de aniversário. bairro. Valorização da própria história e a da família. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. comparação com outras épocas. Elaboração de linha do tempo. livros. Registro coletivo das rotinas diárias. Aceitação das diferenças e características de cada um. Respeito às regras produzidas coletivamente. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país.). • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Trabalho cooperativo. mapas etc para coleta de informações. • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a história de vida. sentimentos e significados. fotografias. O espaço escolar como lugar de convivência e aprendizagem. O local onde se vive e estuda • • • As transformações ocorridas no espaço em que se vive: escola.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Conhecer a si próprio • • O próprio nome e das pessoas do seu convívio como forma de autoconhecimento. Formulação de questões a respeito dos temas estudados. Comparação de informações e perspectivas diferentes sobre um mesmo tema histórico. comparando com os demais da classe. cidade. Valorização do passado como fonte de informação e identidade de um povo. moradia. Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutam na melhoria das relações pessoais. espaços conhecidos e objetos. As transformações e permanências no local onde se estuda e vive. Data de aniversário. vídeos. A escolha do nome e a história da família ( origem. Perseverança na busca de informações. Respeito ao patrimônio individual e coletivo. imagens etc. costumes. Respeito mútuo. exposições. profissão. Troca de informações sobre os objetos de estudo. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. identificando transformações e permanências dos costumes das famílias. lazer. etc). Diferentes maneiras de se medir o tempo: o tempo social e tempo da natureza. Uso de diferentes medidas de tempo.

CONCEITUAIS Gostos e preferências • • Preferências em relação aos múltiplos aspectos. Diferenças e semelhanças das crianças de hoje e as de outras épocas. estabelecendo contrapontos com as preferências de outros colegas da classe. 111 . dentro dos contextos sociais distintos. Direitos e deveres • Direitos e deveres de cada um.

Utilização de calendário para orientação temporal. Mapeamento simples de locais próximos. Atitude responsável em relação aos ambientes de convívio. ano / estações do ano. fotografia. formas de comunicação. criando estratégias de redução do lixo e organização do espaço. Registro por meio de diferentes estratégias: listas. Transformações do espaço realizadas pelo homem observando: meios criados para transporte de pessoas e cargas. • • • • • • • • • • • • 112 . entrevistas. em perspectiva horizontal (do modo que se vê). Valorização da contribuição das diferentes etnias e o papel de cada uma na cultura de um povo. utilizando signos de representação de objetos e localizações (legenda simples). desenhos. Modos de preservação e conservação dos ambientes. reportagem. dos pontos de referência próximos. destacando-se reciclagem. Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. Temporalidade: ontem. reconhecendo características culturais específicas que resultam em variadas formas de ocupação do espaço. Diferenças entre pessoas e grupos. mês. trajetos habituais. Planejamento de ações positivas em relação ao ambiente escolar e extra-escolar por meio de combinados escritos e orais. enciclopédias. dia /semana. espaços públicos e outros. Relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado com maior nível de abstração. • • • • PROCEDIMENTAIS Representação gráfica simples. Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. tarde e noite / hora. hoje. Registro de acontecimentos diários em forma de desenhos e/ou palavras. livros. Execução de contorno de objetos em diferentes perspectivas.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes espaços geográficos vivenciados pelos alunos observando aspectos físicos e sociais: moradia. Importância da legenda para identificação de locais e objetos ampliando noções anteriores. Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. rua. redução da produção de lixo. técnicas de construção etc. amanhã / manhã. obras de arte e outros. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas de maneira democrática. reaproveitamento de materiais perecíveis e não-perecíveis. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. com auxílio do professor e do grupo. Planejamento de situações futuras por meio de agendamento e grade de rotina com auxílio do professor e do grupo. Internet. fotografias. mapa simples. gráficos e outros. escola.

utilizando massinha. • • • • • Valorização da família. • Eu no mundo. • Eu e outro somos nós. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. Organização de painéis com os diversos símbolos coletados. Manifestação de opiniões. Coleta de símbolos diversos. para pessoas e grupos. classificando-os. diferentes. • Os símbolos na vida das pessoas. Escuta de músicas com o objetivo de sensibilizar-se (transcendência). Símbolos • Lembranças na vida das pessoas. nomeando-os. sentimentos. ideias. • A diversidade. 113 . Reflexão sobre símbolos que têm significados para alguns e para outros. Respeito às diferenças. Socialização dos significados dos símbolos do seu contexto familiar. Modelagem dos símbolos mais significativos para o grupo.2º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • O Eu. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Exposição de ideias relacionando-as às exposições dos outros. Adoção de atitudes positivas frente a um desagravo ou frustração. • Eu sou eu com o outro. Relaxamento com músicas. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente se constrói de maneiras diversas. Entrevista com os pais sobre a origem de seu nome e ritual de iniciação. • Alfabetização ecológica e contribuição na construção de um futuro de harmonia na Terra. Roda de conversa. Cooperação com os colegas e o professor. não têm nenhum significado. • Reconhecimento de que um mesmo símbolo tem valor e significado.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 3º ANO Ensino Fundamental 114 .

retornar a seu modelo inicial e adequá-lo.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. O papel da observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. a transversalidade. o trabalho em grupo. criam-se situações em que. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Dessa forma. a busca de informações. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. a compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. Crianças são curiosas e fazem inúmeras perguntas. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. para encontrar soluções. vegetais. A partir disso. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. criando situações interessantes e significativas. que refletem a necessidade de explorar. fornecendo explicações que permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. busca e registro de informações. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. É no processo de busca de informações e confronto de idéias que o conhecimento científico é construído. animais etc. Podem aprender procedimentos simples de observação. elaborados e acumulados pelo homem. conhecer. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. podendo utilizar todos os sentidos na busca de informações. fatos e noções. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. Dessa forma. os alunos constroem repertórios de imagens. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. entender a si própria e ao mundo que as cerca. percebem os limites de seus modelos e a necessidade de mais informações. Para tanto. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. Isso envolve visitas. de geração a geração. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. Dificilmente. Na observação direta. sobre os fenômenos naturais. o aluno necessita coletar novas informações. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Ao longo do ensino fundamental. manipulação de objetos e materiais e 115 . precisando ser construído com a intervenção do professor. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. os fenômenos naturais e os modos como ocorrem algumas transformações. a investigação. mas elas já têm idéias sobre seu corpo. Quando confrontam suas idéias com outras explicações. comparação. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. No entanto. os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Mas esse processo não é espontâneo. Para aprender Ciências. são modelos de uma lógica interna. com o outro e com o ambiente. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. como a problematização. Desse modo. a experimentação e a leitura de textos. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Para que ocorra a problematização. Nos anos iniciais. seres vivos.

Normalmente. O importante. como por exemplo. A abordagem dos conteúdos e o trabalho com projetos Os projetos são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. A atuação do aluno é. os conteúdos são extensos. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. portanto. sintetizar. usando diferentes critérios. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. elaboração de listas. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. como forma. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. gravuras. quando os resultados obtidos em uma experimentação diferem dos esperados. por exemplo. trocar idéias com os colegas. Além disso. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. cor etc. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. Os alunos podem apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. tais como argumentar. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Por sua vez. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. como microscópios. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. É muito importante também propor investigações. compreender procedimentos. muitas vezes. de modelos científicos. lupas. levantadas em um determinado problema. criar atividades. materiais etc. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. nesse sentido. mapas. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. tamanho. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. analisar. tabelas. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. modificar os procedimentos ou criar novas atividades. ou seja. entre outros. por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. Tanto na observação direta como na indireta. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. com a ajuda ou não do professor. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. das folhagens e gramíneas. seres vivos. Os alunos podem comparar entre si objetos. pequenos textos. Além do desenho.construções. Apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. esquemas. sempre que possível. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. identificar. esquemas. na observação indireta. As experiências sugeridas não devem. Nessa fase. dos arbustos. vídeos. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. qualquer que seja o critério usado para a 116 . vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. fundamental. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. assim como a reconstrução de categorias de idéias. mas abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. na produção de um texto coletivo. Experimentação e investigação Por meio dela. textura. como fotos. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. é necessário que os alunos registrem suas conclusões seja por meio de desenhos. listas etc. em situações reais de comunicação. possibilitam o tratamento de temas transversais.

para um trabalho mais amplo. cereais e legumes. alimentos industrializados. como relevo. podem-se trabalhar também assuntos relacionados à Orientação Sexual. cresce. por um lado. Outro aspecto que pode ser abordado é como o ser humano obtém os alimentos: hortas. ao analisar um lugar ou uma paisagem. uma vez que se referem às diferentes áreas do saber. Atualmente a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. Os conteúdos tratados no bloco diversidade dos seres vivos permitem inúmeras conexões com os conteúdos propostos em ambiente e corpo humano e saúde. não importando o comprometimento da saúde. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. O motivo é o consumo de sanduíches e doces no lugar das refeições com verduras. ou seja. reproduz-se e morre. Os conteúdos. locomoção. particularmente com os animais. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. embora organizados por temas específicos ( ambiente. É importante ainda. diversidade dos seres vivos – animais e vegetais – e corpo humano e saúde ). que têm.seleção dos conteúdos pelo professor. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. principalmente com Geografia e História. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. 117 . o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. Também pode ser abordado o aproveitamento das diferentes partes dos vegetais para o consumo humano. Por exemplo. Enfim. à construção da cidadania. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. Por exemplo. Deve também estabelecer relações com o ambiente. a família. Saúde. O trabalho com os temas transversais deve ser realizado de forma contínua e integrada. em que um mesmo tema é sugerido. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. modo de vida. pomares e criação de animais. com as características de outros seres vivos. luz e solo. órgãos dos sentidos. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. não devem ser trabalhados de maneira linear. Importa desenvolver os conceitos num determinado contexto. por exemplo. Pesquisas mostram que o índice alto de colesterol deixou de ser um problema apenas de adultos para ser também o das crianças. além de apresentar a dimensão biológica (anatomia e fisiologia). bem como com os temas transversais Saúde. Ao trabalhar. e sirva à sua aprendizagem. Ética. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. Ética. as organizações sociais. o assunto corpo humano. ao desenvolvimento de valores. desenvolve-se. por exemplo. como ser vivo que é. mas com os enfoques de cada área. construções etc. entre outras. comparando as características do corpo humano. conservação dos alimentos etc. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. comportamentos. rios. o que representa a sua comunidade. rituais próprios de cada cultura. relacionadas ao revestimento do corpo. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. por outro. A alimentação é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. Pluralidade Cultural. O consumo é o objetivo principal da propaganda. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. o seu aspecto individual e. a sua parte universal. Pluralidade Cultural. alimentação. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano.

O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Para atingir os objetivos. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. é necessário considerar as condições cognitivas. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. medidas e estatística. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Sendo assim. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. ao trabalhar com a resolução de problemas. Para isso. aberta à incorporação de novos conhecimentos. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Por sua vez. em situações de desafio. Por isso. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. interesses. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. Dessa forma. também aprende na interação com seus parceiros. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. além de ser agente da construção de seu conhecimento. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. favorecendo a aprendizagem. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. considerando aspectos transversais. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. As crianças têm idéias próprias. sociais e culturais de quem irá aprender. Sendo assim. No entanto. podemos trabalhar com noções de geometria. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. Alunos e professores interagem e crescem no processo. o professor deve saber que: 118 . Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. acentuamos a idéia de que o aluno. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Assim. no processo de transformação do saber científico em escolar. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Nessa concepção de ensino. sentimentos. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. além de explorar idéias numéricas e contagem. acreditamos que. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Assim. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios.

num jogo. de maneira lúdica. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Assim. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. charada. percebem a relação entre os dados apresentados. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. um jogador ganha e outro precisa perder. Dessa maneira. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. sem deixar marcas negativas. dobro. estabelecer relações e aplicar conceitos. podemos trabalhar. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. No processo educativo. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. interpretar e produzir textos. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. criação de um banco de problemas. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. ou seja. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. da língua materna e da combinação de ambas. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa.• • • problema é toda situação que permite problematização. mecânica e repetitiva. troca entre os alunos. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. Enquanto resolve situações-problema. autoconfiança e autonomia. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. Assim. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Para a formulação de problemas. um repertório como apoio. respeitar regras. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. propiciando novas tentativas. problema com rima. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Quando os alunos formulam problemas. Ao formulá-los. porém não de forma rotineira. os dados e a operação a ser usada. conto etc. ler. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. a pergunta e a resposta. e articulam o texto. comunicar idéias. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. divisor. Os problemas devem ser desafiadores. levantar hipóteses. Por meio dos jogos. As tentativas. 119 . construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. semelhanças e diferenças entre os textos. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. problematoteca. livro de problemas. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. o aluno aprende matemática. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. conteúdos importantes na educação matemática. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. a essência está no problematizar. tendo assim. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. um processo investigativo.

Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. em que os alunos levantam e testam hipóteses. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. Além da socialização de idéias. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. principalmente para crianças dos anos iniciais. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. é preciso levar em consideração alguns aspectos. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. A partir da discussão estabelecida. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. dicas para se jogar melhor. assim como propusemos para os jogos. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. das diferentes respostas obtidas. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. o que foi fácil e o que foi difícil. encoraja reflexão e clareia idéias. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. toda semana. discutindo o que foi fácil. entre outras coisas. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. mas uma nova forma de aprender Matemática. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. Contudo. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. Além disso. o aluno amplia sua capacidade corporal. e apreendendo todas as regras. brinca. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. suas aprendizagens. Nas situações de jogo. a percepção de si mesmo como um ser social. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. 120 . enriquece suas aulas. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. contar histórias desses povos. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. sua consciência do outro. podendo. Por isso. por exemplo. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. suas dúvidas. em uma aula. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Brincadeiras infantis Toda criança. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Além de jogar. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Brincando. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. as crianças devem conversar sobre o jogo. vencendo os desafios propostos. Na bibliografia desse trabalho. Sempre ao final das brincadeiras.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. de qualquer idade ou realidade social. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Assim. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. Enquanto brinca. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. o que foi difícil. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. o jogo não se tornará mero lazer. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras.

Nesse sentido. ainda. pensar na organização da classe. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. adequar o tempo à sua proposta. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. com os personagens.. 1996. características e acontecimentos na história. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. uma propaganda. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. p. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. Desta forma. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. usar a literatura infantil “[. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. expectativa. Para a realização desse trabalho.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. nesses casos. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. uma tabela.. um gráfico. enigmas. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. problematizações especialmente preparadas para isso. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. O ideal não é explorar um livro a semana toda. assim como explore lugares. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. o professor poderá analisar a capa. A leitura poderá ser feita em vários dias. enquanto lê. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. o giz e o livro didático”. 121 . em quais são os recursos necessários. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. os alunos podem elaborar o final da história. com emoção. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. Você pode ter um livro por duplas. etc. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista.(SMOLE. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. etc. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. percepções e experiências. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. escrita. Não há necessidade de um livro para cada aluno. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. mas aos poucos. Segundo Smole (1999). Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. seleção de informações e resolução de problemas. Além dos livros infantis. Alguns livros não apresentam um final definido e. álbum seriado. Depois. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna.

visualização e trocas. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. na avaliação e no planejamento. pelas experiências vividas na escola. com objetos e situações que exijam envolvimento. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. especialmente artes e língua materna. construir. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Na maioria dos casos. os textos. que opiniões têm. e destes com o professor. interdisciplinares. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Para reformular um texto. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. mas que envolvem duas ou mais delas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Ao delimitar o tema. sejam capazes de tomar decisões. mais uma vez. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Por meio das atividades propostas. promovendo. 122 . cognitiva e social. Por meio dos projetos. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. modificar e integrar idéias. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. ter. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Assim. Assim. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. o original e a sua reescrita. portanto. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. que hipóteses levantam. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. Nesse contexto. Durante o desenrolar do projeto. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem.

ordenar.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. contas. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. 1. cálculos. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. comparações e ordenações. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. figurinhas. nas quais. aos poucos. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. Ainda em relação às operações. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. rótulos. A seguir. pedrinhas. no processo de seleção de conteúdos. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. contemplando o estudo dos números e das operações. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Para esse fim. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. ou seja. bolinhas de gude. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. codificar. resgatando a histórias de lugares. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. o estudo do espaço e das formas. Ressaltamos que. Nosso desafio foi selecionar. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. material dourado e ábaco. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. entre outras coisas. Assim. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. jornais. tabelas e gráficos ). Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. Para que a criança construa o significado de uma operação. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. é importantíssima a exploração de jogos. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. As operações fundamentais (adição. Contudo. subtração. tornando-se mais significativo para os alunos. arredondamentos e cálculo mental. ou seja. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. surge sob um novo enfoque. palitos de picolé. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. medir. o aluno irá ampliando seu conceito de número. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. folhetos de supermercado etc. caixas de fósforos vazias. Atualmente. embalagens. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. tão necessárias no dia-a-dia. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. Assim. sempre que é retomado. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. recomendamos a organização de materiais diversos. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. 123 .

Quantos sabonetes ele irá gastar em 9 meses? Qual das contas abaixo leva à solução do desafio? 3+9 9 x 12 9 + 12 3x4 d) Apresentar mais de uma solução possível. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. Quantas figurinhas ele ainda precisa para completar seu álbum? João coleciona figurinhas do Pan – Americano 2007. ele acontece naturalmente. O álbum para estar completo deve ter 285 figurinhas. nos quais possam exercitar a independência.7 314 : 7 314+314+314+314+314+314+314 124 . para permitir a percepção de que há mais de um modo de resolver o desafio. a partir das relações com o mundo.O raciocínio lógico é um processo pensado. Um avião com destino ao Rio de Janeiro pode transportar 314 passageiros. Ele já colou 58 figurinhas. Um esportista usa 3 sabonetes por semana. Analisar as vantagens e desvantagens de cada um. Ao final da semana. Juntaram _____ moedas ao todo. Pensando nisso. planejado e construído na escola. Fora dela. o professor poderá propor uma situação-problema. professora e alunos desvendam o desafio. Eis algumas sugestões de desafios que podem ser propostos aos alunos: a) Quebra-cabeça: os alunos receberão um problema em tiras e deverão montá-lo na ordem correta antes de resolvê-lo. Um grupo de ____ crianças juntou suas coleções de moedas. Seu irmão deu a ele 26. Se o avião fizer 7 viagens totalmente lotado. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Ele resolveu comprar todas as figurinhas que faltam na sua coleção. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. b) Apresentar o problema em tiras com os dados numéricos separados. por isso. Portanto. onde haja a expressão. Ao decidirem. num cartaz. 63. Os alunos colocarão os dados nas frases e resolverão o problema. que provoque curiosidade para descoberta. c) Apresentar várias opções de resposta para os alunos. quantos passageiros ele vai transportar para assistirem ao Pan-Americano 2007 ? Qual das contas resolve o desafio ? 7 x 314 314 . há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. Quantas moedas tinha cada uma das crianças? Os números do problemas são 9. sugerimos algumas situações didáticas: • Desafios para semana: ao início de cada semana. a reflexão e a introspecção.

Escolha. Ela já leu 52 páginas e quer terminar a leitura em 4 dias. As 2as séries querem assistir aos jogos e.. os alunos poderão criar problemas a partir de algumas situações.. a partir das segundas. lendo o mesmo número de páginas em cada dia. exceto às quartas.. montar uma folha de problemas criados por eles e ir escolhendo qual será resolvido. As aulas de natação são em dias alternados.. trocar problemas entre os alunos ou entre as outras classes de 3º ano. eu tenho a mais que . São oferecidas aulas diárias de pingue-pongue.” um problema cuja a pergunta seja: quantas. Quantas bolas ele deu? f) Apresentar um problema sem pergunta e fornecer uma série de questões: Ana Laura tem um livro sobre esportes com 120 páginas. Com quantas bolas ficou? Luiz deu 25 bolas a um amigo e 12 bolas a outro amigo. Há aulas de ginástica diariamente a partir das terças. Há jogos de tênis todos os dias. exceto terças e sábados.. aquelas que podem ser respondidas por esse problema: • • • • • Quantos dias ela levou para ler as 52 páginas? Quantas páginas ela deve ler por dia? Quantas páginas ela vai ler nos dois últimos dias? Qual é o nome do livro? Quantas páginas faltam para ela terminar a leitura g) Espaço de criação: com a classe organizada em grupos. poderemos: • • • • propor um sorteio de alguns para serem resolvidos por toda classe. 125 ..e) Oferecer dois problemas e pedir que registrem semelhanças e diferenças: • • Luiz tinha 25 bolas e deu 12 a um amigo.? um problema que seja uma charada. colocar no mural. A turma de vôlei se reúne diariamente. um problema parecido com este: “Uma academia de esportes funciona de segunda a sábado. Qual é o dia mais movimentado da academia?” Com os problemas formulados pelos alunos. jornal da escola ou Internet os problemas mais interessantes... como: • • • • • • • • • • quantos ao todo? quantos para cada um? quantos jogadores de futebol tem a mais que nadadores? cujo resultado seja 567 cuja resposta seja: “restaram 34 pincéis” cujas operações sejam 15 + 7 e 35 – 22 Continue o problema: “Um ônibus de excursão pode levar para os jogos Pan-americanos 48 passageiros sentados. entre as perguntas a seguir.

representar e descrever o mundo em que vive. Leitura de guias de ruas. O uso de embalagens. Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas. em seguida dizer que no visor da calculadora deverá aparecer o número 80. perguntar como se pode obter esse número usando a calculadora. 10 unidades são trocadas por 1 dezena e 10 dezenas por 1 centena. analisar situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora. ou seja. confeccionar um convite para outra classe prestigiar uma exposição de sólidos geométricos. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. por exemplo: “Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230. Pedir às crianças que representem números no material dourado . entre 800 e 900. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. por exemplo: pedir aos alunos que digitem um número. Outras possíveis situações didáticas são: • • • • • • • • Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: rolam e não rolam. O professor também poderá propor brincadeiras como: imagine que você tem um amigo deficiente visual que está conversando com você no telefone e ele lhe pergunte: “O que é um círculo? O que é um quadrado? O que é um. cachorro-quente).. Todos poderão registrar as dicas. Identificar resultados de cálculos usando estimativas. diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca. propondo que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas. ?”. eles deverão levantar as características daquela tabuada e dar as dicas para que os outros grupos descubram. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas. 2. desenhos. entre 1000 e 1100. de obras de arte. observando simetrias. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. canudinhos). Cada grupo será responsável por uma tabuada. mapas e croquis fazendo uso das referências de localização. as crianças deverão descrever as figuras planas e sólidas. Espaço e Forma Para compreender. problematizar as tabuadas: o professor pode dividir a classe em grupos. esculturas e artesanato.• • • • • • propor toda semana a escrita de um estilo de texto nas aulas de Matemática como registro de aprendizados. Desenho do percurso de casa à escola. bolinhas. por exemplo: escrever uma carta para o 2º ano. a operação realizada é: ____________” usando material manipulável (palitos. sem que os outros saibam. deslocamentos no espaço. inventar um problema com rima. registrar as regras de um jogo etc. entre 900 e 1000. que nada mais são do que as regularidades observadas nas tabuadas. possibilitar o uso da calculadora em situações de cálculo. pinturas. Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico.”. saquinhos de supermercados.realizando composições e decomposições. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. mostrar à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal. pão.. contando como foi o trabalho com o material dourado. 126 . os agrupamentos são feitos de 10 em 10. entre outras. Utilizar também o material dourado. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. o resultado obtido é 450. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. pontos de referência e também a observação. sucata. Assim. Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto. por exemplo: “Os números envolvidos no cálculo são 150 e 3.

3. estimule os alunos a utilizarem os termos lucro e prejuízo. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. fitas métricas. como: pedaços de barbante. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. Atividades que façam uso de cédulas. tarde e noite. Outras idéias são: • • • • • • • • Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. ano. coleta e organização de dados estatísticos. mês. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. 4. cronômetros. quantas jarras para encher um balde. banco). Exposição com instrumentos usados para medir: balanças. Tratamento da informação Neste bloco. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas padronizadas ou não. Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. Durante as dramatizações. régua. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. de massas de modelar. quantos copos para encher a jarra. ampulhetas. pés. moedas e calculadoras. Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã.• Leitura de livros paradidáticos que explorem conhecimentos matemáticos. dramatizações (lojinha. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. amanhã. por exemplo a coleção “Matemática em mil e uma histórias”. Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. feira. Grandezas e medidas Neste bloco. por exemplo: • • • • • sala de aula: número de passos X metros. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. trabalharemos com situações reais de medição. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. jarra. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. fita métrica. Promova atividades orais e escritas. deixando que os alunos pintem. metro. quantos alunos deitados no chão para medir a classe. minuto e segundo. tabelas e gráficos. balança e criar situações de medidas na sala de aula. ontem. metro. copinho de remédio. fita métrica. dia. passos etc. calendário. elaborar livros de receitas culinárias. mesa: palmas da mão X centímetros. relógios de ponteiro e digital. Exposição de outras moedas que o Brasil já teve ( pedir para que os alunos tragam ). hora. em que os alunos observarão o que se pode medir e como fazê-lo. Produção de cédulas e moedas de papel. de tintas etc (ampliar e reduzir receitas). da editora FTD. relógio. Mais uma vez. hoje. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. semana. Indicamos também: 127 . O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Assim. recortem e coloquem o valor.

Campinas: Papirus. DANTE. Vozes. Josep M. de Assis. Brincando com números. DINIZ. Jorge José de Oliveira. ______. São Paulo: Cortez. Tizuko Morchida (org. ______. Trajetória Cultural. São Paulo: Moderna. programas de TV preferidos. Jogos cooperativos: se o importante é competir. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Cybele. Jogos em grupos na educação infantil. GWINNER. Brincadeira e a Educação.). Oscar. CARDOSO. O resgate do jogo infantil. D`AMBRÓSIO. Porto Alegre: Artes Médicas. Os conteúdos na reforma. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Santos: 2001. Campinas. 2004. São Paulo: Cortez. São Paulo: Peirópolis. Transdisciplinaridade. 1998. César. FRIEDMANN. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. 1997. Educação Matemática: da teoria à prática. Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. IMENES. Scipione. Jogo. 1994. animais de que mais gostam. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. 1997. 1992. Vozes. Roseli Palermo. 1996. Regina Célia. GRANDO. Campinas: Papirus. São Paulo: USP. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. São Paulo: Editora Ática. Gilles. 1999. Regina Célia. 1995.• • • • Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. BROTTO. ______. UNICAMP.Educação para uma sociedade em transição. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. Brincar: crescer e aprender. a criança e a educação. COLL. 1993 128 . Papirus. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. São Paulo: Palas Athena. 2001. KISHIMOTO. Campinas. Educação: um tesouro a descobrir. 1990. Gente miúda na cozinha. Dissertação de Mestrado. DELORS. GRANDO. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. III e IV.Papirus. Luiz Roberto. 1996. 1991. BRANDÃO. São Paulo: Editora Ática. Petrópolis: Vozes. Marcos Teodorico Pinheiro de. Tradução Elenisa Curt. II. 1992. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. 2004. Campinas. 2001. Maria Ignez de Souza Vieira. Criatividade e novas metodologias. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Luiz Márcio Pereira. Reinventando a aritmética. Constance. ______. KAMII. BORIN. Jacques. Bibliografia sugerida ALMEIDA. SMOLE. Tradução Beatriz Affonso Neves. SESI. “Pobremas” enigmas matemáticos. Jogos infantis: o jogo. BROUGÈRE. Campinas: Papirus. O jogo como espaço para pensar. GIORGI. BRENELLI. ______. Fábio Otuzi. Tradução Afonso Celso Gomes. entre outros. O grande livro dos jogos. Belo Horizonte: Leitura. Tradução Regina A. ______. Ubiratan. 1998. 1996. Carlos Rodrigues. São Paulo: Cortez. Brinquedo. Lellis. 1998. 2001. São Paulo: Paulus. 2000. ______. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. Marta Rabioglio. Adriana. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. 2002. volumes I. GUELLI. Papirus. tabelas e gráficos. Virgínia Cárdia. ALLUÉ. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. Tradução Marcelo Cestari T. Escrita de textos a partir da observação de listas. Resolução de situações-problemas a partir de dados apresentados em listas. 1988. Kátia Cristina Stocco. Júlia. tabelas ou gráficos. Brinquedo e cultura. São Paulo: USP. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Pat.

Porto Alegre: Artmed. Sesc. ______.revistapatio. MACEDO. Trad. A matemática na educação infantil. Rosa Monteiro. Construção das operações. Mabel. 2000. MACEDO.com. escrever e resolver problemas. ______. Aprender matemática resolvendo problemas. MARINCEK. Maria Ignez e CÂNDIDO. 2000.ciadaescola. PAULO.luizdante.br 129 . Cortez.br Sites de jogos matemáticos www.C. Glauce Helena Rodrigues.. Katia Cristina Stocco.br www.. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. 2001.brinqmania. ______. DINIZ. Katia Cristina Stocco.educar.com. . 210 Jogos Infantis.usp. Joana Hissae. 1997. Vânia (coordenado por). ALS. aplicações e jogos matemáticos. LERNER Delia .br www. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. 2000. 2006.com. Ler. ARANTES. Matemática e Educação: alegorias. Resolução de problemas.sc. O uso de quadriculados no ensino da geometria.br www.com.septima. A volta ao mundo em 80 Jogos. ______. São Paulo.exatas.LEAL.sites. Patrícia.com. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. PARRA.com.br .– São Paulo: Summus. São Paulo: USP.com. 2000. Yves de La. SAIZ Irma . SAMPAIO. Maria Ignez e CÂNDIDO.br www. Porto Alegre: Artes Médicas. TAILLE.antigos. 2006. 1992. Papirus.br/caem/ www. 1996.mathema. Tradução Antonio Feltrin. ZASLAVSKY.br/artematematica www.com. Nilson José. 2003.vello.. DINIZ. CHARNAY Roland.net/folclore www. senha e dominó. 2001.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos.somatematica. BROUSSEAU Guy .novaescola. L.br www. www.com.com. Kazuwo João.com. 2001. MACHADO Nilson José.br www. MIRANDA. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. tecnologias e temas afins. CÂNDIDO. Juan Acuña Llorens. MONTEIRO. Piaget.jogos. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática.br. 2004. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Cecília. MACHADO. SADOVSKY Patrícia .br www. PEREIRA.com.com. www.abril. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Global. PASSOS. Maria Therezinha de Lima. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Porto Alegre: Artmed. SANTALÓ Luis A. 4 cores.uol. PANIZZA.br www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www. ______. Nicanor.aprendebrasil. www. Renata.com. Maria das Graças Barbosa.canalkids. 2002.origem. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro . ______.ime. Cláudia. GÁLVEZ Grécia . São Paulo : USP.com. ______.terrabrasil.educarede.br www. São Paulo: Cortez. Valéria Amorim. Lino de. Mariana Kawall. www. N. SESC. Vygotsky. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . Aprender com jogos e situações problema. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed.com. Porto Alegre: Artmed Editora. MACHADO. IKEGAMI. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. Editora Vozes. Patrícia Terezinha e STANCANELLI.tvcultura. OCHI. São Paulo: Casa do Psicólogo.matematicahoje. Porto Alegre: Artmed. Fuzako Hori. Matemágica – História.com.com.usp. São Paulo. Fausto Arnaud.br.ludomania. Porto Alegre: Artmed. Belo Horizonte: Editora Universidade. São Paulo: Summus. PETTY. YOKOYA. Sugestão de sites interessantes www. ROCHA. SMOLE. 2001. Porto Alegre: Artmed.br www.SMOLE..br www.

divulgando as possibilidades existentes. por meio de recursos tecnológicos. a coordenação motora. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. organizando mostras. animações. os POIEs. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. Desse modo. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. servir como fonte de conhecimento. a memorização. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. face ao seu caráter educacional. desenvolver a percepção visual e auditiva. o Laboratório de Informática Educativa deve. as TICs ( PCs. integrando textos. imagens. Mesas Educacionais e Internet). edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. efeitos especiais. Assim. a aquisição de novos conhecimentos. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. Softwares. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. idéias e conceitos. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. como elemento articulador de conteúdos curriculares. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. recursos de som e vídeo. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. a inter-relação de pensamentos. 130 . levantar hipóteses e pensar estrategicamente. a convivência em grupo. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. Periféricos e Acessórios. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. ferramentas de desenho e pintura. desenvolver a habilidade para organizar informações. propiciar.

– v. emitindo sons para cada uma das letras. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). 2006. Hoje. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. para tomar decisões. entre outros. 104p.: il. para solicitar algo. Assim sendo. entre muitas outras ações. atribuir significado. das competências envolvidas neste ato. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. suas regras e suas partes.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. nas situações reais de produção de texto. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. para reclamar de alguma coisa. E escrevemos para distintos interlocutores. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes.” Emília Ferreiro. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. é a forma de abordagem. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. de forma organizada e sistemática. Cortez. na rotina. Enfim. para comprar algo. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. participantes da cultura escrita. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para prestar contas do nosso trabalho. São Paulo : SME / DOT. Em geral. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. enquanto os outros costumam ter um destino incerto.2 131 . para pagar contas. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. para saber como vão pessoas que estimamos. de sistematização e normatização da língua. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. para anotar um recado para alguém. ou seja. Trata-se de incorporar. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Pelo contrário. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. Além disso. As atividades metalingüísticas. 2º e 3º ano. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Como tal Sistema está organizado em fases11. São ações que podem e devem ser aprendidas. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. isoladamente. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. para localizar endereços e telefones. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. se queremos formar leitores plenos. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. ou seja. os primeiros se convertem em leitores. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Ler é. com diferentes intenções. Ler. dentre muitas. assim. Como já dissemos. Ed. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. entretanto. Contudo. ela estará presente sim! O que muda. e a decifração é apenas uma. Não se trata mais de ensinar a língua. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. para fazer uma receita. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. 12 11 12 Fase Inicial: 1º. acima de tudo. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para nos divertir ou emocionar. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados.

organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. parlendas. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. 13 14 São Paulo : SME / DOT. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. ao mesmo tempo. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. 2006. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. 132 . Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. São Paulo : SME / DOT. poemas. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. · Ampliar o repertório lingüístico. além. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. listas. 115p. de rótulos etc. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. o espaço.: il. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Em função disso. Ler com diferentes propósitos. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:14 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. 2006. textos instrucionais etc. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Diária – texto literário. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. de situações de trabalho com a oralidade. ingredientes de uma receita.: il. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. os materiais. Nessa proposta de alfabetização. realizada · Aprender comportamentos leitores. Semanal – jornal e científicos. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Leitura e escrita de títulos de livros.A organização de uma rotina de leitura e escrita 13 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. 115p. Organizar agrupamentos produtivos. de professores e funcionários).) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. de brincadeiras preferidas. é claro. Leitura do abecedário exposto na sala. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e.

Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Uma vez por semana. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. instrucionais. · Utilizar a linguagem oral. de filmes etc. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. · Aprender comportamentos escritores. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. materiais de pesquisa etc. entre outros). curiosidades etc. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. expor etc. expor sobre temas etc. · Explorar as finalidades e funções da leitura. em duplas. o possível e o necessário” (Ed. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. relatar acontecimentos. Produção coletiva. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. semana. individual. defender pontos de vista. 133 . Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Exposição de objetos. em dupla e individual – de um bilhete. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. · Aprender comportamentos leitores. Artmed). sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. conhecer diferentes suportes de textos. de um texto instrucional etc. Uma vez por semana. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. ditando para o professor ou o colega. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. · Ler com autonomia crescente.

São muito parecidas com os projetos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Nos projetos. uma mostra de trabalhos produzidos. jornal ou texto etc. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. nesse caso. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. para ensinar um jogo complexo etc. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos.Formas de organizar os conteúdos escolares 15 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. 15 Texto produzido por Rosaura Soligo. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. 134 . Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. • Atividades seqüenciadas. mas não têm um produto final. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Oficina de produção de textos ou de arte. Roda semanal de conversa ou leitura. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. um livro. hábitos ou atitudes. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). não significa algo “palpável”. Embora não decorram de propósitos imediatos. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. • Projetos. semanalmente. a organização de uma biblioteca de classe. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Ex: Leitura diária feita pelo professor.). Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos.

Ler. entre outros).Os projetos da fase inicial foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. com ajuda do professor. dar instruções sobre determinado procedimento e. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. Assim. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). Assim sendo. revistas. Entretanto. cartas. temos: livro de receitas para a mamãe. considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita. É importante que tenhamos claro quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. os textos instrucionais ou prescritivos têm a finalidade de ensinar a fazer coisas. textos informativos. • Escrever alguns textos de autoria (bilhetes.3. cartaz com regulamentos das dependências da escola (sala de informática. registrar e ensinar a outras pessoas. devido à adequação à faixa etária. o professor poderá escolher. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero instrucional. nessa classificação. A gama de possibilidades é bastante diversificada. manuais de instruções etc. de acordo com a realidade de seu grupo. embora seja desejada essa articulação. bem como o grau de complexidade em relação aos anos anteriores. 16 MEC (SEB). usando-os como instrumento para aprender novas brincadeiras. V. do gênero e do sistema de escrita. cardápio mensal da merenda da escola. contos. regras de jogos. não se podem perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. 2. formular e responder perguntas. 2000. lendas. artigos. com autonomia. • Reescrever de textos (contos. entre outros). ouvindo com atenção. encontramos os gêneros receita. brinquedo ou material de interesse dos alunos) etc. Justificativa: A confecção de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos sobre a língua escrita. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. utilizando alguns recursos da linguagem escrita. Sendo assim. regulamentos. esperamos que. Como exemplos. sala de vídeo etc). as características de seu portador. Vale ressaltar que. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro com as regras das brincadeiras selecionadas pelo grupo e finalizar com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinarão as regras a uma outra classe. textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias. cabendo ao professor a escolha e seleção do conteúdo com que pretende trabalhar. entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. Segundo classificação de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (1996). Coletânea de textos. Para finalizar. ao final do 3º Ano. priorizou-se para o 3º Ano a produção de textos instrucionais. desde que focando o gênero textual definido para este Ano da Fase Inicial de escolaridade. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. quadra de esportes. conjugando temas de diferentes áreas do saber. informativos. de forma que possamos traçar metas claras e objetivas em nosso trabalho. manual de instruções de algum objeto. explicar e ouvir explicações. regras de jogos. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. qual gênero e portador traria maior interesse e significado para as crianças num trabalho mais sistemático e aprofundado com a Língua. instrucionais. livro de regras das brincadeiras preferidas da turma. Nos anos seguintes. 135 . diferentes gêneros (notícias.16 Projeto: Vamos brincar? 1. manifestar opiniões. • Ler. entre outros). os alunos sejam capazes de: • • Participar de situações de intercâmbio oral.

– São Paulo : SME / DOT.3. TEBEROSKY. escrever as regras das brincadeiras respeitando as características do gênero textual. Diretoria de Orientação Técnica. possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras. favorecer as iniciativas pessoais e coletivas. V. fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito. Secretaria Municipal de Educação.). J. Liliana (org. Bloch. Porto Alegre: Artmed. O que se espera que os alunos aprendam: ampliar o repertório de brincadeiras. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. 2006. colocando e jogo os saberes individuais. escrever considerando a diagramação desse tipo de texto. 2002. Ler e escrever na Escola: o real. MEC (SEB). São Paulo. garantir. propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico. incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto. apropriar-se. Delia. promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas. Ática. sua diagramação e função da ilustração.3. Passado e presente dos verbos ler e escrever. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: levar para a classe livros instrucionais a fim de que os alunos consultem sempre que for preciso. utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos. Rio de Janeiro: Ed. São Paulo: Cortez. 136 . FERREIRO E. das características de um texto instrucional. escutar os colegas. acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. desenvolver atitudes cooperativas. revisar textos. TOLCHINSKY. 4. Além da alfabetização. sempre que possível. possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. LERNER. 2002. aprender procedimentos de consulta a livros instrucionais. mediante o uso. opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento. Secretaria Municipal de Educação. o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato. Ana. SÃO PAULO. desenvolver atitudes de respeito para com os colegas. o possível e o necessário. 1998. Coletânea de textos. 1996. Referências Bibliográficas BRUNER.S. 2000.

fantoches. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. como já dissemos. vídeo. etc. o aluno passa a desejar aprender mais. sugerimos que o professor. o CD.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. pintura. ou rock para atividades motoras grossas. de forma a criar um ambiente alfabetizador. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. em inglês. X. a imaginar. ao chegar. jogos. procedimentais e atitudinais ) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. trabalho em pares ou grupos. duplas e individuais. vídeo e estímulos verbais do professor). interessantes. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. mas o professor precisa ler em voz alta ou. Ao assimilar um vocabulário básico. portanto. precisa que as aulas sigam uma rotina. bem baixinho. no caso da língua estrangeira. além de alternar as em grupo. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). como: memorização. auditivas. A relação dos conteúdos ( conceituais. a recordar. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. que façam sentido à sua vida. No início do 2º ano. atividades do livro didático. uso de fantoches. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. cante uma música. físicas (com encenações e atividades de TPR). considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. jogos de adivinhação. outras. Durante as aulas. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. cooperação. DVD. criatividade e expressão física. como realias (material concreto). Na preparação da aula. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. com atividades lúdicas. expressões simples em situações reais. e ainda há as que são mais cinestésicas. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. oferecendo variedade. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. Y). Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. umas são mais visuais. é útil e eficaz. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. Além disso. artísticas (desenhos. Como temos o livro didático Spaghetti Kids.). previsão. é fundamental que o professor. Como dissemos. Nessa fase. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. material de áudio. como os flashcards. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. chapéus. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. como suporte ao aprendizado oral. o vídeo ou o colega) para obter informações. recorte e colagem. recursos materiais. num primeiro momento. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. a adivinhar. como música calma para trabalhar. do contrário. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. músicas. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. ou sair da classe. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. do sensorial e das ações. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. troca de papéis. Em inglês. dos jogos e das demais atividades. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). apagar as luzes e acalmá-los. W. O 137 . uso de massa de modelar. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. e imagens. desafiá-los a pensar. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. recursos visuais. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. etc. A criança nessa idade. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. flash cards. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. a criança gosta e precisa de repetição e rotina.

o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. circular e desenhar deve ser menor. hi. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. let's go. finja “errar”. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. stand up. see you. beautiful. yes.: Good morning/afternoon. programas de TV infantis não existiriam. May I go to the toilet?. No entanto. dar segurança. etc. sing. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. assim. mas não precisa ficar “preso” a elas. Além disso. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música. let's sing. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. abraçá-los. you're welcome. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. a pronúncia correta das palavras.uma tática que deixará os alunos seguros de si. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. thanks. Há vídeos. associar. além de incentivá-las. very good. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. ask. Ex. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. How are you?. fine. por conseguinte. repeat. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. bye-bye. um modelo lingüístico) de forma engraçada. say. Ele também pode cantar e encenar canções. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. por meio de atividades diferentes. ou "listen and do". As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. Para ser bastante eficaz. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. fazer encenações. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. come here. Além disso. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. 4 ou 5 aulas. pois é o 138 . além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. além da internet. draw. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. great. além de ser uma ocasião divertida na aula. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. thanks/thank you. no. please. point. sit down. line up. acariciá-los). let's sit in a circle. answer. O professor deve dar as músicas do CD do livro. DVDs e livros. listen. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. you can do it better/nicer.tempo gasto com os exercícios de colorir. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. não entenda algo). deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. look. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. fornecer um elemento cômico. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. principalmente em grupo.

junto ao professor de classe. para os cabelos. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. • • • • • • • • • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. por exemplo. responder a perguntas e sentir-se no comando. sendo permitido consultar o livro. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do Portal Aprende Brasil. Algumas danças. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. presos em palitos de sorvete. potes de iogurte ou de yakult. à família. brinquedos. Isso lhe dá a chance de falar. com cinco a dez alunos por vez. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). hábitos alimentares. porque. em língua portuguesa. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. procedimentos e atitudes de ciências. montagem de brinquedos com sucata. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. podem-se trabalhar melhor as canções. Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. os conceitos. Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. mas não o colega ao lado neste momento. idade. na língua portuguesa. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. Quando o professor da classe introduzir. Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. uso do calendário. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. ou outros sites da internet. expressões corporais. o uso do dicionário português-inglês e vice-versa. a fim de planejar as aulas. cometer erros. etc. rimas. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. Com o professor de arte musical. 139 . Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. nas aulas de informática. como também com a equipe pedagógica. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. folclore. o professor de inglês pode abordar. sem estarem psicologicamente expostos. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. alimentos e o corpo humano. de meias (com a ajuda dos pais. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. porém de forma diferente. eles podem costurar botões para fazer os olhos. o uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. modelagem. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. atividades de expressão corporal. de pintura. nesta faixa etária. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. concomitantemente. dia do mês. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. feitos com rolos de papel higiênico. é possível articulá-los aos conteúdos de história. etc.). aniversário. pode abordar. Esta avaliação pode ser feita.fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. em parceria com o professor da classe. lã.

2000. Tentar falar em inglês. New Parade 1 – Teacher’s Edition. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. excellent. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. esteja “errado”. R. Mexico. Oxford: Oxford University Press. Assim. A. L.F. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno. Hong Kong: Oxford University Press. HARPER. assim. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. & ZANATTA. 1999. está se empenhando e precisa ser motivado. Referências bibliográficas DEL PASO. New York: Addison Wesley Longman. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. 2005. segunda impresão.Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos..F. Mexico. W. REETZ. a princípio. mesmo que. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. Assim sendo. et alli. great. 2006.: Richmond Publishing. et alli. 140 . M. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Inc. D. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos.. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. mesmo que não esteja como o professor esperava. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. etc. et alli. SALVADOR. HERRERA. Kids United – Livro do Professor 1. de forma espiralada. D. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. T. good work. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. et alli. K. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. A. São Paulo: Macmillan.: Macmillan. MELO. 2000. não podemos exigir perfeição das crianças. 2002.

Nessa idade. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. a linguagem do faz-de-conta. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. na educação musical. mas somente as populares.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. do brincar. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. assim. devem ser breves. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. também somos vítimas desta situação. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. nesta fase. musical e. principalmente na primeira infância. sendo muitas de péssimo gosto. como uma forma a mais de expressão.Orientações gerais. lanche. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. esteja em um tópico específico. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. Ao trabalhar pulso. facilitando a interdisciplinaridade. ( Ensino fundamental de 9 anos . O planejamento do professor precisa ser flexível. As canções e suas letras. Sua relação com o outro. altura e canto e até mesmo uma conversa. lateralidade. replanejando quando necessário. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. chega mais fácil ao âmago da criança. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. progressivamente. acento. por exemplo. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. explorando os conteúdos conceituais. Para isso. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. aquela que lhe é mais peculiar e específica. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. Momentos de apreciação. deixando-a mais feliz e confiante. escrita. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado.). a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. Em Ciências. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. oral. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. 141 . com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. fonte sonora etc. de pouco ou nenhum valor musical. uma linguagem que. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. muitas vezes. plástica.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Porém. Desta forma. p. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. mesmo que a ênfase. Nesse processo é importante avaliar. estes não devem ser trabalhados de forma linear. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. saída etc. Vale lembrar que. ou seja. nós. MEC. para se atingir os objetivos com clareza. atenção e prontidão. rítmica e melódica.. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. sobretudo. corporal. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos.” Não podemos esquecer de que. de forma mais significativa. “[. professores.. acento. levam a criança a uma deformação da estética musical. Projetos interdisciplinares são fundamentais. Segundo Stateri (1997). o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. naquele momento. por exemplo. por meio de atividades simples de pulso. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. a criança vai descobrindo e. por meio de um jogo musical.

Petraglia ). com a apresentação de outros assuntos. Cuide para que estes alunos não se sintam constrangidos e ajude-os. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. controlando o tamanho do passo. seja na sua altura. reeducação do movimento.Marcelo S. O professor pode associar uma atividade de pulso. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. o professor pode criar formas de representar o som. Batemos palmas e os pés no chão. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. por exemplo. para que a criança avance com segurança. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. que percebe. canções. por ser o primeiro. Não existem fórmulas prontas. percepção corporal. quando já deveriam tê-las superado. aos poucos. vivenciando o fluxo musical através de nós. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma. está exercitando sua lateralidade. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. aos poucos. 211). Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. seja depois abandonado. Este acaba sendo um pré-requisito para um trabalho com andamentos mais consistente e seguro. 142 . É preciso muita paciência com alunos que apresentam dificuldades nesta fase. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. jogos. possa até mesmo seguir seu próprio pulso e controlá-lo. espera-se que a criança responda bem aos exercícios de pulso e. como nos diz Marcelo Petraglia. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. brincar. brinquedos cantados. danças etc. estimulando atividades de autoconhecimento. Se a criança se movimenta. cantigas de roda. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. Manifestações folclóricas: jogos. a velocidade e a noção espacial. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. duração e intensidade. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. tomando assim posse do seu corpo. Procure aumentar a dificuldade dos exercícios gradualmente. Brincadeiras cantadas. ( OuvirAtivo® . com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. Procure. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. parlendas. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. jogar. Isso não quer dizer que. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. A expressão musical é feita por um corpo. Nesta etapa. Mas é preciso que. Cantar.Gráfico sonoro (notação não convencional) O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. De grande ajuda para a criança nesse momento. p.música para o desenvolvimento humano . a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. uma intencionalidade.

“ Sugerimos que. com bravura e firmeza. Maria Zeí. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. com muita tranqüilidade e respeito. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. naquele momento. Propriedades do som: altura. Hino Nacional Brasileiro. observando. Após a percepção do som grave e agudo. Ó Pátria amada. “[. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. ou seja. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). Se conseguimos conquistar essa igualdade. sentimos descer à terra. Conforme Suzigan ( 1996). podemos partir para a escala ascendente e descendente. As terminologias grosso e fino. Terra adorada. 2000. São Paulo: Fermata do Brasil. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. desafiaremos essa liberdade com a própria morte... Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. intensidade. de forma simples. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. Brasil. identificando. nos te saudamos. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. ou seja.nas divisas com os outro países da América do Sul. BIAGIONI. Brasil. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. Ratificamos a importância 143 . ouvindo. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. se fores convocado para a luta.Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. Nossa vida mais amores”. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). iluminado pelo Novo Mundo que desponta. despertando seu interesse e curiosidade. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. sentindo corporalmente. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. és o destaque da América. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Entre outras terras mil. agora que somos livres.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. Ó Pátria amada nós te saudamos. Mas. devem ser substituídas. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. lembrando as glórias do passado. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. neste caso. forte e colossal que reflete em teu futuro. utilizando breves explicações. vivenciando. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. pela terminologia correta. progressivamente. dividindo-o em várias aulas. cantando. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. Muitas vezes grave. porém. as notas musicais. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. A própria natureza fez de ti um gigante. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito.

este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. vídeos ou mesmo pela Internet. como em trilhas sonoras. a desinformação sobre o assunto. a expressão corporal. cantar e ouvir. eruditas. A partir daí. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade.” ( Folha de São Paulo. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. mais tarde. ao trabalhar a música erudita em sala de aula.). no portal Aprende Brasil. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. com a intenção de aprimorá-la. a consciência da pulsação. Desde bebê. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. No fundo. Aprender a ouvir o outro. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. “Música clássica afugenta muita gente. folclóricas. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. coletivamente. a harmonia do todo. Espera-se também que. músicas que contam uma história etc. Música erudita Nesta etapa. em conjunto. seja por fotos. Durante a apreciação musical e o canto. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. como dinâmica. o motivo é a preguiça: o que é estranho. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. em desenhos animados. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. a concentração necessária. a quadra ou outros ambientes. Como já foi exemplificado anteriormente. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. nas salas de informática. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. a pompa dos concertos. gestual ou plástica. gestual. Expressão corporal. Sugerimos o site Mundo da Música. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. por motivos variados: a vastidão do repertório. Podemos dizer que crianças que se exercitam. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. 144 . com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). dentro desse trabalho de apreciação musical. variadas) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. o professor pode utilizar espaços alternativos. 24 de março de 1998 ). Escuta e apreciação de obras musicais (regionais. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. em comerciais de TV etc. Se houver possibilidade. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. do ritmo e do caráter das peças musicais. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. quebrando preconceitos. de ninar.de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. timbres. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. seja na execução ou apreciação musical. danças. como o pátio. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. gestual. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita.

20 PETRAGLIA.A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Carlos Eduardo de S. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. 145 . São Paulo: Ed. por meio de ações aparentemente muito simples. p. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. Fermata do Brasil. 2000. Maria Zei. José Julio.com.br/textos/ed%20b. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. os ritmos facilmente assimiláveis. Mundo da Música . Referências bibliográficas BIAGIONI. A linha melódica deve ser bem nítida. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. Setembro 2006.com.<http://www.1991. FOLHA DE SÃO PAULO.1996. 2003 p.educacional. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos.br/> Mundo da Criança. 1-8. SUZIGAN. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. Oliveira. G. São Paulo: CLR Balieiro. L.Música para o desenvolvimento humano. conhecimento e Ação. Linguagem. STATERI.aprendebrasil. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). C. São Paulo: Ed. António Ângelo. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco.com. R.htm> acessado em 18/12/2006. SUZIGAN. Especial Música. Portal Aprende Brasil . Marcelo S. 1997. Portanto. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. se necessário. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende.br> SCHAFER.Orientações gerais. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. e. Ensino fundamental de 9 anos . <http://www. O ouvido Pensante. São Paulo. terça-feira. OuvirAtivo® .<http://www. cantando ou não. Murray. como não gritar. Unesp. VASCONCELOS. desestimulando a ação de gritar.ouvirativo. 24 de março de 1998. M. Cruz. 211. MEC. MEC. Hino Nacional Brasileiro. GRANJA. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. Pp.

A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Quando organizamos uma exposição. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. Devemos envolver os alunos nessa produção. conhecer a vida de alguns artistas. de fato. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. no momento do planejamento. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Ela mais pesquisa do que se expressa. texturas. Tendo em vista essas possibilidades da criança. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. 2º e 3º anos. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. para que desenvolva um senso crítico e estético. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Não é apenas uma etapa do processo. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. linhas. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. necessário para a leitura de imagens. 1º. seu trabalho muda no meio do caminho. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. ter outras experiências. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Muitas vezes. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Segundo Piaget. antes de mais nada. respeitando-se a idade da criança. Adquirindo este conhecimento. formas etc. As atividades permitem ao aluno experimentar. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. para contemplar o trabalho interdisciplinar. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. É capaz de criar símbolos e representações. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. os quais deverão ser aproveitados. 146 . aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Na área de Arte. ele está completando o ciclo do fazer artístico.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. Na fase inicial do Ensino Fundamental. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais.

movimento. musicais. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. gestuais. com alguma intenção. povo. progressivamente. forma. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. Música e Teatro. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. é a visita a museus e exposições de arte. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte.) com os quais o artista/aluno. luz. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. Espera-se que os alunos. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. tanto para que possa progressivamente.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. cênicos. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. apreciar. Dança. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. o mediador entre arte e aluno. 147 . Por meio da arte. pictóricos. Teatro. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. desfrutar. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. escolas e estilos etc. gesto. Música. etc. cultura ou país. som. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. Dança. mas para todas as outras áreas.

o contato com músicas do universo infantil. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. Podemos oferecer.” 148 . as atividades devem envolver todo o grupo. como um estímulo para a expressão corporal. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. coordenação motora e espacial. apreciá-los criticamente. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. atividades rítmicas e expressivas. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. dentro de um contexto cooperativo. de forma democrática e não seletiva. de relação interpessoal e inserção social). Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. social e de autonomia. embora muito estreita. musicalidade. Seja num jogo recreativo. nesta fase. pré-desportivo ou numa dança. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. músicas entre outros recursos. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. estética. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. afetiva. ética. construção de bonecos. Em sala de aula. neste momento. aquilo que era material ( corridas. além das técnicas de execução. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. ressignificá-los e recriá-los. assim. Nesse sentido. é pouco percebida. saltos. seu processo de crescimento e desenvolvimento. visando a seu aprimoramento como seres humanos. A relação entre a educação física e outras disciplinas. de acordo com as suas habilidades. conhecimentos sobre o corpo). contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. mas ainda não podem usar a lógica. giros) torna-se conceitual. a educação física “trabalha no plano da ação motora. corporal. filmes. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. a discutir as regras e estratégias. criatividade e interação do grupo. auditivos e cinestésicos). trabalha-se no plano dos conceitos. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. teatros de marionete e outros. a cada um. Compreende-se a dança. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. Lembramos também que. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. sem a preocupação com estilo ou técnica. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. o aluno deve aprender.

utilizando sua imaginação e percepção. tamanhos ou quantidades). Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. Portanto.Muitas vezes. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. Assim. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. 149 .

Valha-se do trabalho com fotos. dedicatória. muitas vezes. já que em Santos há escolas na zona rural. escolas que ficam no Centro da cidade poderiam estar visitando à Ilha Diana. autores. brincar. sugerimos o livro Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha. Ao mesmo tempo. em mangues etc. crianças abandonadas. como sujeito histórico. eram separadas dos pais e vendidas para trabalhar. no centro. títulos para cada história e até dia de lançamento. procure pesquisar na própria cidade. em morros. Identidade: eu e os outros O trabalho com a construção da identidade envolve conceitos de continuidade e de permanência. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. à medida que conhece outras formas de viver. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. que aborda de forma simples toda a temática infantil e os direitos básicos como estudar. calendários. Sugira que os alunos tragam histórias sobre si mesmo que podem ser organizadas em forma de livro com capa. Assim. Para trabalhar com esta temática. ilustração. por exemplo. Utilize imagens antigas para demonstrar como viviam crianças de outras épocas. ter saúde. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. do século XIX: 150 . eram usadas como animal de estimação. crianças que trabalham etc. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Por isso. família. Procure levantar semelhanças e diferenças entre a vida das crianças do passado. brincadeiras e escola. crianças ricas. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. data e local. aniversários. mais próximo à orla. as diferentes histórias. Importa para o aluno conhecer crianças que vivem em uma realidade diferente da sua. crianças escravas que cresciam juntos com os filhos de pessoas livres e. estas do fotógrafo Marc Ferrez. Por exemplo. culturas de tempos e espaços diversos e que todos têm direitos e deveres que devem ser respeitados. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. Por exemplo. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. é necessário que o aluno compreenda que o conhecimento do outro acarreta um maior conhecimento sobre si mesmo. fazendo um paralelo com a atualidade. É importante a percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos dos “outros” de outros tempos que possuíam uma dinâmica de vida completamente distinta da nossa época. enquanto os filhos de brancos eram tratados com todo cuidado pelas mães e escravas domésticas. Uma sugestão seria fazer um intercâmbio com outra escola que pudesse gerar: troca de cartas. lazer e amor. mas também das crianças de diferentes realidades nos dias de hoje: crianças indígenas. sendo que. fotos e desenhos e até uma visita. aos sete anos. para que possibilitem não uma mera constatação.

expressões. mas também a sua escola e a sua casa. Brasil ou localidade com que o aluno possa relacionar. pois eles deverão ter consolidados os conceitos de década. um chá. Para saber mais. Estimule os alunos a fazerem suposições sobre a sua origem. É valorizar o modo como a avó faz determinado doce. além de propiciar o trabalho com valores e ensino religioso. a tia que faz remédios caseiros. Organize junto com os alunos perguntas sobre família. Para melhor visualizar o passado. Reúna folhetos. as práticas. É importante que os alunos comparem suas linhas de tempo ou que a professora com a ajuda dos alunos confeccione uma linha do tempo com fatos sociais acontecidos nos últimos anos.Diferentes linhas do tempo A montagem da linha do tempo. a nossa casa. portanto. pois patrimônio não é apenas o que é material. on line).” O Bairro Promova uma troca de idéias sobre o bairro onde está localizada a escola. os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que. de Jose Carlos Sebe Bom Meihy. moradia e escola Utilize o procedimento de história oral para iniciar a temática sobre família. É importante que o aluno perceba que as fontes não estão somente nos documentos escritos. contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. mas também nos relatos das pessoas. século e milênio. Família. de sua interação com a natureza e de sua história. artefatos e lugares. o local onde vivemos e relacionar com Ciências. Acesse o site do Museu da Pessoa. gerando um sentimento de identidade e continuidade. a partir de algumas referências temporais. merece ser preservado. como o avô pesca ou planta. conceitos fundamentais para o ensino da história. partindo do hoje e voltando ao início do século XX. é uma atividade muito interessante para que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. inclusive em Santos. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN. manchetes de jornais e revistas que façam menção ao bairro e monte um quadro-mural sobre isso. na memória dos familiares e nas lembranças das pessoas do seu convívio. quando se trata do meio ambiente. levando-os a concluir que os bairros têm história. tudo isso é patrimônio e merece ser preservado. as comunidades. conhecimentos e técnicas e também os instrumentos. 2006. moradia e escola do passado. ou seja. É necessário que aluno compreenda que patrimônio não são apenas prédios históricos. objetos. os grupos e. como igrejas e museus. em alguns casos. mas também o imaterial. Faça a conexão com matemática. por exemplo. sucessão e datação. Esta atividade permite desenvolver noções de simultaneidade. Organizar uma visita a uma casa de repouso para idosos será uma atividade bem interessante. “O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente. 151 . moradia e escola. trabalhe uma linha do tempo ao contrário. propomos: • Solicite aos alunos que entrevistem pessoas idosas. em que se encontram dicas e projetos que deram certo em várias escolas. tentando imaginar como era o local antigamente. no mundo. Aproveite para trabalhar a noção de patrimônio e a necessidade de preservar a escola. • Organize um encontro com os avós dos alunos. Como exemplo. representações. vale a pena consultar o livro Manual de História Oral. ordenação e seqüência. Divida-os em grupos e deixem que falem sobre sua vida. Atualmente a noção de patrimônio ampliou-se.

diferencie as etapas da produção. comparando com o levantamento da história do local onde se vive. Por meio do diálogo. Ruth. Faça comparações com a produção antigamente. Origem das cidades Existem cidades que datam de mais de 5000 anos atrás. sempre fazendo comparações com o passado e como as coisas se modificaram. Levante dados sobre os produtos consumidos. na Índia etc.gov. etc. O trabalho doméstico deve ser apresentado como de vital importância para as famílias. MEIHY. Pesquise a história delas na internet para trabalhar sua origem. meio ambiente. Disponível em www. Ao trabalhar com esse tema. Referências bibliográficas ROCHA. reciclagem. considerando o trajeto casa-escola. como na China. Brasília etc. Os Direitos das Crianças. pois assim será possível traçar um perfil do local. Juntamente com matemática. saúde. discuta hábitos de consumo. por que existem trabalhos diferentes etc.iphan. é possível abordar hábitos de consumo. produtor e origem.net/. Loyola Portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). 152 . diferenciando cidades naturais. Jose Carlos Sebe Bom. fazendo o elo com Geografia. É importante que o aluno perceba que é por meio do trabalho que o homem transformou a natureza e que a sociedade atual é fruto do trabalho humano. Manual de História Oral. depois organize-os em: nome do produto.br/portal/montarPaginainicial Museu da Pessoa. como Belo Horizonte. com noções de transporte e comunicação. pode-se ainda montar gráficos sobre profissões dos pais dos alunos. onde os pais trabalham. o caderno que usa na escola. Solicite que os alunos entrevistem suas mães e avós sobre as tarefas do dia-a-dia para que o levem a refletir sobre a necessidade de valorização do trabalho doméstico. e as planejadas. Solicite que os alunos registrem os estabelecimentos comerciais existentes no bairro. como Santos.museudapessoa. o que permaneceu ou não. nome da empresa. Peça para que os alunos tragam embalagens de produtos que consomem todos os dias. evidenciando a presença portuguesa e a formação das cidades no litoral. Disponível em http://portal. Companhia das Letrinhas.Atividades econômicas Faça um levantamento prévio a respeito do que a criança entende sobre o que é trabalho. quem fez o pão que consumiu de manhã.

também podem ser utilizados para ampliar essa discussão. como em um mapa convencional. e também outros espaços como: a sala de aula. apontando e permitindo que esse aluno ouse cada vez mais na comparação de distâncias entre um lugar em relação a outros. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. O que acontece no 3º ano é que algumas noções já foram construídas. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. a rua da escola. Isso é interessante para perceber que embora muitos procedimentos sejam similares no plano de curso. Maquete A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. isso não é tão simples assim. na classe eles vão acontecer cada vez com um objetivo diferente. a criança já pode tomar como ponto de referência um objeto em relação a outro e não mais em relação a si própria. mas as questões colocadas devem ser mais desafiadoras. ou seja. O trabalho com vários tipos de mapas. dos 6 aos 8 anos. ao mesmo tempo. de frente e de lado. há grandes chances de os desenhos se aprimorarem. mas caminharão num sentido semelhante a uma elipse em que antigas habilidades serão acionadas para a elaboração de novos conceitos. a visão que se tem é vertical. a criança deve primeiro se colocar no papel de mapeadora do seu espaço para que compreenda o sistema de códigos utilizado nos mapas convencionais. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. criando legendas próprias (sem auxílio do professor) e dominando o espaço melhor do que uma criança de 6 anos. Portanto. pois criou símbolos junto com outras crianças e o professor. pois as noções de escala. ela pode estar representada somente por um ponto. não serão procedimentos repetitivos. o bairro. permitindo que se perceba a relação todo/parte em que a parte está contida no todo ao mesmo tempo que o todo é formado por partes. É algo que exige um grau de abstração. observando a visão do alto. Mas é importante deixar claro que esse trabalho é um processo em que as etapas não podem ser “puladas”. do Palavra Cantada. por exemplo. No 3º ano. adquiriu maior autonomia em suas representações. por exemplo. aos poucos. Um bom exercício para se fazer com mapas convencionais é comparar a representação de um mesmo lugar em mapas diferentes. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. Mas. que possui um tamanho significativo no mapa da cidade. os alunos desenharam objetos vistos de cima. ou seja. no mapa do país. portanto. sendo importante que o professor conheça seu grupo para saber em que momento ele pode avançar e quais pontos são passíveis de uma atenção maior. Nessa linguagem. O aluno de 8 anos tem mais facilidade de ocupar a folha toda. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão 153 . É uma convenção. por exemplo. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. O professor é fundamental nessa “passagem de visão”. O mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. na sala de aula. Portanto. pois entendemos que a alfabetização cartográfica é um processo que inicia no 1º ano e se amplia nos anos seguintes. a maneira como se faz em mapas e plantas. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Também terá noções rudimentares da noção de legenda. a cidade está bem menor e. da editora Brinquebook. visão do alto. e o livro “Zoom”. o que nem sempre acontece com um aluno mais novo. Neste. Essas comparações devem gerar discussões que permitam que os alunos se questionem sobre o porquê isso acontece. também deve continuar. até porque a criança de 8 anos já possui algumas construções mentais mais elaboradas que a criança de 6 e 7. a escola. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. não pode mais ser observado no mapa do estado. Aos 8 anos. A música “Ora Bolas”.GEOGRAFIA O Plano do 3º ano contém alguns acréscimos em relação aos do 1º e 2º. Com o desenvolvimento dessas atividades. os alunos podem também começar a pensar sobre títulos e legendas de cada um. Além de perceber que cada mapa representa um lugar. de Istvan Banyai. distâncias e direções não mais em relação à sala de aula ou à escola. A grande conquista dessa idade é dos espaços e pontos de referência exteriores a si próprio. pressupõe-se que ela já terá mapeado o próprio corpo. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. O aluno. Assim. proporcionalidade. Lembremos que. Porém. para a criança. mas da padaria ao ponto de ônibus. que dá preferência a um determinado lado da folha.

os pés e posteriormente registrarão de quem é o pé que foi utilizado como padrão. se cada um utilizar um modelo de medida. é importante somente uma introdução. Seria interessante que os alunos pudessem comparar as duas produções. mas tem 16 vezes menos o seu tamanho. Disso. Depois. No 3º ano. O professor recorta esse barbante e cada aluno cola no papel. os alunos deverão anotar no caderno que a sala está representada. por exemplo. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. a discussão sobre escala pode se aprofundar um pouco mais. a maquete ilustrará locais cada vez maiores em relação aos anteriores. altura e largura de coisas. As maquetes podem ser montadas dentro de caixas de papelão. Ou seja. O passo seguinte pode ser a elaboração de uma legenda que pode ser elaborada em conjunto após discussões. altura de pessoas etc. As crianças poderão medir a carteira. O resultado será uma planta baixa do local representado. nesse primeiro momento. barbante barbante sala de aula ESTUDO DO MEIO reduzida 16 vezes 154 . uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. ele tem que ser “diminuído” muitas vezes. por exemplo. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. Em Geografia. e assim por diante). o aluno perceberá que a escola que era grande e solitária em uma maquete que representava só ela. porém. podemos ir para além da noção de um para um. os alunos com esse conceito construído reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. Um barbante pode ser utilizado para medir a sala de aula. mas pequena em relação ao bairro. as crianças vão pensar sobre e importância de medir objetos e lugares. o palmo. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. Depois o mesmo deve ser feito com a largura e dobra-se o mesmo número de vezes que o barbante anterior. nas séries mais adiantadas.dessas discussões. seu estojo e a sala de aula utilizando os dedos. passa a ser pequena quando representada juntamente com outras construções e a rua. para construir o conceito de continuidade (a escola é grande sozinha. Medidas é um tema comum à área de Matemática. Assim. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Futuramente. mas pode-se discutir que para um lugar ser representado em um mapa. esse barbante pode ser dobrado até que seu comprimento “entre” na folha de papel. um papel celofane transparente pode ser colocado na boca da caixa e cada aluno utiliza a caneta de retroprojetor para “contornar” os “lugares” que observam embaixo. outros objetos. Confeccionando a maquete do quarteirão da escola. Supondo-se que o barbante foi dobrado 16 vezes. No 3º ano.

da região que conhece para a que ainda não conhece ou com a qual não tem muita familiaridade. praças. utilizando-se medidas convencionais e nãoconvencionais. observar os serviços do bairro. Essa noção é bastante abstrata e deve ser construída aos poucos. e assim por diante. A bússola também pode ser apresentada para a classe nesse momento. Daí a importância de perceber. estudo da fauna e flora locais. viadutos). emprego de materiais (madeira. Daí. pequenas. Então é importante partir do local de onde ela está. rios. número de cômodos. praias. por meio de campanhas. O estudo do meio também é importante para aguçar o senso crítico. A conversa pode iniciar com as perguntas: a sombra fica sempre na mesma direção? Vamos observar ? Os professores junto com os alunos podem medir no chão a sombra no início e no final da aula e perguntar: o que aconteceu? As crianças tendem a achar que o Sol e a Lua é que mudam de lugar. pelo estudo do meio. Deve-se perceber também. por exemplo. como agulha. alvenaria). no tamanho (grandes. montanhas. e que os grupos sociais o constroem para atender necessidades próprias. O professor pode perguntar: em que lado é dia? Em que lado é noite? Essa discussão pode avançar para os pontos cardeais. o comércio. à medida que a classe avança em suas noções espaciais. daí a importância de se observar os títulos “Mapa dos pontos comerciais do bairro” ou “Mapa das casas dos alunos do 3º ano”. O registro dos trajetos por meio de mapas. podendo inclusive ser confeccionada com materiais simples. dependendo do que se quer mostrar para o “leitor”. Ele permite que o aluno conheça o espaço. o represente com desenhos. até porque a cidade não é constituída de bairros isolados.O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. O famoso experimento científico da laranja (representando a terra) no centro. em relação aos espaços. Dessa maneira. Essa observação pode resultar em um desenho da rosa-dos-ventos no chão. cortiça e um copo d’água. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. girando em torno de uma vela ou abajur (representando o Sol) dará a idéia de por que acontecem o dia e a noite. porque é fruto das relações humanas. Muitos deles podem ser realizados na própria escola. pontes. Os mapas e a bússola podem ser colocados no chão e as direções equiparadas ao desenho contido no pátio. No final do 3º ano. sendo que a direção em que o Sol aparece no período matutino é o Leste e desaparece no vespertino é o Oeste. outras questões podem surgir como: em relação ao nosso grupo. serras) e o que é modificado (ruas. Um bom início é começar com questões como: quais bairros e regiões da cidade você conhece? O morro que avistamos fica no nosso bairro ou não? Estamos perto ou longe da praia? Perto ou longe do Porto? Uma comparação com o mapa convencional também se faz necessária para que o aluno veja que espaços que ele não é capaz de enxergar estão representados no mapa e também para que observe sua localização em relação a outros lugares. comércio). contendo a legenda do que foi observado. mas dinâmico. número de andares) e outros. em que direção está a entrada da escola? E o pátio? A cozinha? Os mapas convencionais também podem ser observados nesse momento para que os alunos observem a rosa-dos-ventos contida neles. algumas questões sobre a cidade em que se vive também devem ser “pensadas” como: em que cidade moramos? Como ela é? Qual é o nosso bairro? Fica em qual parte da cidade? Em que se parece com os outros e em que é diferente? Esses questionamentos devem ser feitos tendo em vista que o pensamento dessa criança de 8 anos ainda é concreto. as diferenças e semelhanças entre construções quanto a: a que se destinam (moradias. Uma noção que já pode ser desenvolvida no 3º ano é dos movimentos de rotação e translação. sem perceber que nós isto é. cartas aos governantes e mudança de atitude individual. Essas atividades não precisam e nem devem acontecer no mesmo dia. os aspectos físico e humano caminham lado a lado e o espaço é percebido não como pronto e acabado. Primeiro as crianças podem ser questionadas sobre o que pensam a respeito do assunto. Ele pode e deve acontecer várias vezes e com diferentes objetivos. a Terra é que está girando. Outro ponto interessante para esse ano é a observação de que o espaço é transformado pelo homem. Os estudos do meio também podem ser realizados por temas. 155 . o que é natural (morros. amplia a noção cartográfica e o aluno percebe que um mesmo percurso pode ser representado com diferentes enfoques. pois sugere uma observação questionadora: as ruas do bairro são asfaltadas? Em que lugar as pessoas jogam o lixo? Os orelhões estão em bom estado? Como o meu bairro ou a minha cidade pode se tornar melhor? O que os governantes podem fazer para sanar esses problemas? De que maneira meus vizinhos podem contribuir? De que maneira eu posso contribuir? Essas questões podem ser pensadas pelo grupo resultando em alguns caminhos para a solução dos problemas.

para ter diferentes visões do mesmo local. Em História. grafites. os arredores. O registro sobre as mudanças é fundamental. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. na hora da entrevista. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. mas. se possível. políticas e econômicas. matérias de jornal. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. diários de viajantes. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. esculturas. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais.. a turma se preocupe com o depoente. se isso não for possível. Por meio de fotos antigas. de Tarsila do Amaral. a atividade será ainda mais rica. Mas. pinturas. histórias em quadrinhos. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. filmes. a escola. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo.Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. como exemplo. ensaie antes com a classe para que. de preferência de um lugar conhecido de todos. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. em Geografia. O ideal é que cada aluno traga uma foto. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade.. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. para a elaboração de questões. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. e. lugares. culturais. construções etc. a geografia pode contar com muitos aliados: música. Converse com seus alunos antes. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? 156 . Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. como já dissemos anteriormente. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. a rua da escola. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas não pára por aí. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. fotografias. a casa. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem.

o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. Aos poucos. 157 . comparar com outras imagens. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Cartazes. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Enfim. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Além dos textos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. desenhos. Com as informações em mãos. enciclopédia eletrônica. gráficos e esquemas. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. levantando hipóteses próprias. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. A partir delas. levantamento de interesse junto aos alunos. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. que podem culminar em uma exposição.É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. peça de teatro. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. textos da Internet. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento.

luz. calor). • Seres vivos ameaçados de extinção 158 .3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. solo. sombra e escuro. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Dia e noite • Luz. • Comparação entre diferentes tipos de ambiente naturais e modificados pelo homem investigando características comuns e suas particularidades. • Desenvolvimento de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os animais e responsabilidade para com eles. lago etc. matérias-primas). morros. qualidade dos alimentos e ambientes em que vive. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Levantamento de dados e investigação da regularidade dos acontecimentos e dos fenômenos que ocorrem no ambiente. ao trazer imagens para um mural). • Registro de informações. • Sol. medicamentos. • Dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. comprimento. • Elaboração de critérios para classificação de diferentes tipos de seres vivos. • Observação da diversidade de seres vivos presentes nos ambientes e a existência de outros componentes ambientais (ar. • Ambientes naturais (floresta. água. • Planejamento. fonte de luz e calor. elaboração de tabelas simples de comparação ou estatística. • Respeito e apreço pelos seres vivos que vivem nos diferentes ambientes.) • Seres vivos e não vivos. mangues. • Espaço habitado (cidade). • Conhecimento. Serra do Mar. • Demonstração dos cuidados com a higiene pessoal. • Preservação do ambiente. materiais de construção. solo. Diversidade dos seres vivos • Relações entre seres vivos e o homem. com auxílio do professor. para o seu crescimento e desenvolvimento. • Emprego de medidas padronizadas de tempo e as não padronizadas de massa. • Destruição dos ambientes naturais. volume. encaminhando diálogos que permitam relatos. • Identificação das características de alguns seres: forma. fabricação de objetos etc. calor. em todas as vezes que as atividades exigirem. semelhanças e diferenças. • Poluição das praias. em relação à alimentação e à higiene. • Seres vivos e materiais e suas utilidades para o homem (alimento. como organização e rigor nas observações e análises. vestuário. sobre os fenômenos observados e respeito. PROCEDIMENTAIS • Formulação de perguntas e suposições sobre o tema proposto. vestuário. ar. tomando como base suas vivências e buscando mais informações. tamanho. luz. por exemplo. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. • Ambientes pouco modificados pelo homem (campo). como organização e rigor nas observações e análises. sobre as opiniões dos colegas ao trocar idéias. de pequenos experimentos para constatação da dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. • Existência de diferentes componentes (água. • Valorização de atitudes e comportamentos favoráveis à saúde. seres vivos). principalmente os utilizados pelo homem na alimentação.

sobre os assuntos em estudo. • Algumas características dos mamíferos. carnívoros e onívoros. aves. • Plantas tóxicas. • Animais transmissores de doenças. A fauna: Animais • Sustentação e locomoção (presença ou não de coluna vertebral. • Higiene e saúde. • Jardim. • Domesticação de animais. • Prevenção de acidentes com animais. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas e entrevistas com familiares ou profissionais de diferentes áreas. • Ovíparos e vivíparos. • Animais selvagens e domésticos. 159 . Corpo humano e saúde • Noções de crescimento e desenvolvimento. • Aquáticos e terrestres. • Reprodução por sementes. • Germinação (experimentos). • Necessidades vitais das plantas. • Partes dos vegetais. répteis e anfíbios. • Higiene dos alimentos.CONCEITUAIS A flora: vegetais • Tipos de vegetais ( aquáticos e terrestres ). peixes. horta e pomar. • Reprodução humana. carapaça e musculatura em animais aquáticos e terrestres). • Animais em cativeiro. • Herbívoros. • Animais de estimação. • Animais que podem picar ou morder.

• multiplicador até 9. • dúzia e meia dúzia. • valor posicional. • par e ímpar. necessários em seu dia-a-dia. :. • Aplicação de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Uso do conceito de subtração. • sucessor e antecessor. combinatórias e organização retangular na resolução de situações problema que envolvam números naturais. comparar ou completar • operações com e sem reagrupamento. • Valorização da troca de experiências com seus pares como forma de aprendizagem. • Interesse e curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo. como idéia de tirar. • ordem crescente e decrescente. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. como idéia de juntar. • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • Subtração • situações de tirar. • Curiosidade por questionar. PROCEDIMENTAIS • Observação de números no contexto diário. idéias e cálculos. • nomenclatura.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. que envolvam números naturais. escrita. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. na resolução de situações-problema do cotidiano que envolvam números naturais. utilizando para tanto conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. x. comparar e completar quantidades. 160 . • Respeito pelo pensamento do outro. • Uso da multiplicação como idéia de juntar quantidades iguais. na resolução de situações-problema do cotidiano. -. como fonte de aprendizagem. • Utilização de sinais convencionais (+. • Leitura. explorar e interpretar os diferentes usos dos números. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. acrescentar quantidades. =) na escrita das operações. • números ordinais (até 20). • operação inversa. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura. • nomenclatura. • Uso do conceito de adição. • Exposição e registro preciso de informações. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. • Multiplicação • situações que representam adições de parcelas iguais • situações que envolvam a idéia combinatória. • com e sem reagrupamento. • multiplicando até 3ª ordem (centena). reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. Educativa) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999 • centena. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situaçõesproblema. • Adição • situações de juntar e acrescentar • operações com duas ou mais parcelas.

simétricas ou não. Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos • • • • • • • • • • • • • Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado. • Percursos e trajetos e pontos de referência. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. relação dos nomes dos alunos. quente etc) • o valor dos objetos – medidas monetárias Tratamento da informação • Leitura e elaboração de listas. Uso da divisão. mês. medidas e códigos numéricos. • situações de repartir uma quantidade em partes iguais. Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio. • nomenclatura. bimestre. Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. Grandezas e Medidas • Noções de medida: • comprimento • capacidade • massa • medidas padronizadas e não-padronizadas • tempo (dia. Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. Construção e representação de formas geométricas. Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • metade. resultados de campeonatos e jogos.• • • • • • produto até 999. • dividendo até 99. como idéia de repartir em partes iguais. Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. • com e sem reagrupamento. mês. • determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. Comparação de grandezas de mesma natureza. Situações-problema que envolvam contagens. Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos e as formas geométricas em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e de suas características: arredondadas ou não. etc). Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. • Classificação dos sólidos geométricos que rolam e que não rolam. 161 . na resolução de situaçõesproblema presentes no cotidiano. • Simetria. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura • dobro e triplo. semana. Estabelecimento de comparações entre objetos do espaço físico e objetos geométricos. ensolarado. • exata e não exata. bimestre) temperatura (nublado. • nomenclatura. ano. Utilização de calendários. triângulo e círculo. chuvosa. frio. • divisor até 9. semana. Relação entre as unidades de tempo — dia. etc. Divisão. Elaboração de registros e organização de informações. tabelas e gráficos simples. do cotidiano que envolvam números naturais. na resolução de situaçõesproblema. Leitura de horas em relógio de ponteiros. semestre. retângulo. empregando números e quantidades.

• Uso da linguagem computacional: ícones. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. Internet. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • PROCEDIMENTAIS Uso adequado de drive de disquete e cd-rom. etc). • • ATITUDINAIS Interação com seu grupo de forma cooperativa. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. clique. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid. • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint. de comunicação e convívio social.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. janelas do Windows e/ou Linux. etc) Internet • • • 162 . Portal Educacional. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. Paint. assim como dos outros hardwares apresentados. • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. minimizar. menu iniciar. Mesa Alfabeto.

notícias e embalagens. Uso constante do dicionário. • Acentuação (agudo e circunflexo). Preparação (ensaio) para apresentações orais. Uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. Combinação de estratégias de entendimento dos textos que integram a competência leitora. fotografia. piadas. • Sinais de pontuação (dois pontos. • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. • Textos extraverbais (ex. • Leitura e interpretação de textos com estratégias combinadas (decifração. lendas. • Articulação entre língua oral e escrita. a fim de tecer generalizações e ampliar do repertório. Escrita • Produção individual e coletiva de textos. • Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Apresentações orais para o coletivo. Produção individual e coletiva de textos. Produção de livro de receitas ou outro gênero que enfoque o uso de textos instrucionais. • Letras maiúsculas e minúsculas. a partir de planejamento. • Verbo (ação e concordância verbo-nominal). música. Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. • Paragrafação. simples e composto). Prática da leitura por prazer. • Sinônimo /antônimo. Aplicação de novos vocábulos nas composições escritas. orientação. Hábito do questionamento sobre as regras da língua formal. próprio. • Reescrita de textos. concordando nomes e ações. adivinhas. contos de fadas. número e grau do substantivo (comum. instruções de jogos. seleção. 163 . menus. Leitura • Textos orais e escritos de diferentes categorias: bilhete. relatos. Observação de palavras cuja classificação já é conhecida. reflexão e seleção das idéias. encadeando idéias coerentes e cronologicamente organizadas. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Participação social. antecipação. parênteses e aspas). Seleção de vocábulo pertinente à coerência de cada tipo de produção escrita. fábulas. dança. anúncio. • Adjetivo. arquitetura). poema. inferência e verificação). Observação de gêneros e suas funções sociais específicas. Criticidade quanto às suas produções escritas. Coerência em diálogos. • Ordem alfabética. histórias em quadrinhos. mímica. Construção de autonomia leitora. Aplicação de letras maiúsculas ou minúsculas de acordo com a necessidade evidenciada pelo texto. pintura. receitas. escultura. Enriquecimento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). entrevistas. Utilização de textos de diferentes tipologias na prática diária da leitura. • Itens da gramática normativa: Gênero. canções. Autonomia crescente nas produções escritas.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed.

a partir de um tema gerador previamente selecionado. o Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. sol o tomou.• Regularidades Contextuais (o uso do R/RR e M antes de P e B). o Irregularidades ortográficas. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. o Regularidades Morfogramaticais (terminação em U ou L – ex: pastel. etc – e terminação em Am ou ÃO – ex: chegaram ou chegarão). o 164 .

objetos da sala de aula: What’s this? It’s a . Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. table. pencil sharpener. hand(s). do vocabulário e diálogos aprendidos. thanks. cores: brown. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Perguntas e respostas sobre: cores: What color is it? It’s . gray. good evening. Vocabulário: números: 1 a 20. Respeito ao momento em que o outro fala. pencil. white. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. presentes de aniversário: What are your presents? It’s a . dos substantivos com adjetivos no singular e plural. notebook. animais da fazenda: What is it? It’s a. party hat. black. book. good afternoon. dos membros da família: He/ She is my. cookies. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva.. sobrenome e palavras que ainda não sabe escrever em inglês. cake. hamburger. pizza. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. teddy bear. candles. crayon. duck. doll. hot dog. em situações cotidianas. Contato com músicas. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso. toes. good morning.. coke. feet. foot. leg(s). Uso do alfabeto para soletrar nome.. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • o o o o o • • o o o Cumprimentos: hi. juice. alimentos: sandwich. desk. shoulders. Uso. Uso dos nomes dos alimentos para fazer um lanche. blue. na ordem correta. ouvindo com atenção. rabbit. CDs e internet. pig. green. pink. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por meio de vídeos. Is it a…? Alfabeto completo. good night. arm(s).. animais da fazenda: cow. pessoas. purple. idade: How old are you? I’m…years old. nose. How are you? I’m fine.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. And you? Apresentação: What´s your name? My name is …. yellow. brinquedos: dog. mouth. bike. os membros do corpo e indicar a idade.. knee(s). Uso dos nomes dos objetos utilizados em uma festa. dos presentes para crianças e suas respectivas cores. horse. hello. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. objetos da sala de aula: blackboard. o o o o o 165 . finger(s). partes do corpo humano: head. pencil case. good-bye.. ice cream. red. pen. schoolbag. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula... festa de aniversário: presents. ear(s).. party.. cake.. eye(s). book. orange. Uso dos números para quantificar objetos. balloon.

cousin(s. uncle(s). sister(s). Father’s Day.presente simples • Pronomes pessoais: I. mother. you. to like . brother(s). Mother’s Day. grandfather(s).CONCEITUAIS o membros da família no singular e plural: father. 166 . Thanksgiving and Christmas. • Manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana: Valentine’s Day. aunt(s). he. Easter. grandmother(s). Halloween.] • Verbos: to be. it. she.

brincadeiras. descendente. acento e desenho rítmico das melodias. • Jogos de imitação e improvisação – células rítmicas e melódicas. Gráfico sonoro: som e silêncio. utilizando instrumentos de percussão. exercícios de percepção. embaixo/em cima. PROCEDIMENTAIS • Audição. jogos. brinquedos cantados. Valorização e responsabilidade pelos sons do ambiente. Identificação das propriedades do som • Altura . brinquedos cantados. gestual. Hino Nacional Brasileiro. de outras crianças e da produção de arte em geral. reconhecendo os instrumentos musicais. observação. folclóricas. • Expressão corporal. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. canções. • Prática de atividades corporais estimulando a locomoção. • Apreciação da música erudita. sonorização de histórias. prontidão e concentração por meio de jogos. Pulso. mesma altura) • Timbre . Música erudita. • • • • • • • • • 167 . Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. identificação. Atribuição da devida importância aos diferentes gêneros musicais propostos. brinquedos cantados etc. percussão e movimentos corporais. percebendo o que pode ser mais saudável. representação e demonstração das propriedades do som por meio de pesquisas. objetos sonoros. • Percepção e marcação do pulso e do acento nos compassos e do desenho rítmico da melodia. direita/esquerda. reflexão e contextualização das letras das canções. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. pulso e acento. Interesse. sons ascendentes e descendentes. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • Lateralidade: frente/atrás. parlendas. pulsação. Hino da Bandeira. dinâmica etc. improvisação.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. danças. • Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio do aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. • Representação rítmica e melódica por meio de gráfico sonoro.direção sonora (ascendente. • Canto coletivo. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. • Interpretação. Andamentos (rápido / lento / intermediário). Manifestações Folclóricas: jogos. • Intensidade – dinâmica das canções. MPB e Hino Nacional Brasileiro. • Duração – células rítmicas. do cotidiano. destacando-se o compositor e sua breve biografia.fonte sonora. Canto coletivo. • • • ATITUDINAIS Valorização das próprias produções. por meio de canções conhecidas. levando a uma melhor qualidade de vida. • Formação de repertório: canções infantis.

• Observação da diversidade cultural através da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Valorização do próprio corpo e do espaço que ocupa.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Utilização de técnicas teatrais como forma de expressão. por meio do uso da sucata como matéria-prima artística. Cuidados na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. • Experimentação de materiais diversificados. Respeito à própria produção e à do outro. facial e plástica. • Construção de objetos artísticos como produção cultural. Respeito às normas de funcionamento. • Socialização e registro na forma de produção artística. Valorização ambiental. forma. • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. recursos e plasticidade. • Utilização da cor. • Experimentação da expressão artística tridimensional. textura e linha na produção artística. Valorização da solidariedade e da cooperação. gestual. 168 . • Participação em jogos dramáticos. às idéias dos demais. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. • Exploração e comunicação na forma de expressão corporal. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • Cores neutras Nuance de cores Arte indígena ( Sugestão: tecelagem ) Formas ( Sugestão: Volpi e Kandinsky ) Escultura (Sucata) Dobradura Cores quentes e frias Arte africana Teatro de sombras Mosaicos Desenhos figurativos e abstratos Jogos dramáticos Expressão corporal PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. suas possibilidades. Desenvolvimento da criatividade.

Respeito e reconhecimento das diversidades de idéias.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. velocidade. com ajuda do professor. etc. Atividades em sala de aula. Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. Criação de brincadeiras. • • • • • • • ATITUDINAIS Reconhecimento. observação e memória. Noções de higiene e saúde. Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. agilidade e habilidades motoras. engatinhar. brincadeiras e danças cooperativas. respeitando as diferenças. plástica e corporal. Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. girar. expressar e comunicar idéias. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. bater. Movimentos de habilidades (correr. Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. Utilização de habilidades (correr. girar) durante jogos. Cuidado com o próprio corpo. Brincadeiras cantadas. Valorização de algumas diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. Elaboração e desenvolvimento de jogos. observação e memória. brincadeiras ou outras atividades corporais. brincadeiras e danças. • • • 169 . amortecer. bate. simbólicos. Atividades com jogos cooperativos. • • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos pré-desportivos. Valorização dos momentos de reflexão. Atividades com noções de equilíbrio. rolar. chutar. Participação em jogos coletivos. Uso da atenção. rolamentos. Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. rastejar. atividades em equilíbrio. gráfica. Discussão das regras dos jogos. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. Movimentos por meio das possibilidades: arrastarse. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. assim como em danças. matemática. arremessar. Reconhecimento da importância do cuidado com o próprio corpo. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. Respeito às regras. Respeito às suas possibilidades e limitações corporais. como meio para produzir. rolar. apoios variados. rebater. chutar. arremessar. receber. Exercício da cooperação durante as atividades. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • Jogos sensoriais. rebater. valorizando a participação de todos. amortecer. força. jogos populares. desenvolvendo atenção. flexibilidade e direção. Valorização da convivência solidária ao invés da competitiva. saltos. Circuitos de força. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida.) Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. Resolução de problemas corporais individualmente. motores. saltar. Utilização das diferentes linguagens: verbal. saltar. Participação em atividades rítmicas e expressivas.

• Pesquisas. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Crianças que vivem no campo. • Mudanças e permanências. • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. Valorização da expressão artística da cultura brasileira. • Registro das descobertas por meio de tabelas. • Registro coletivo de rotinas diárias por meio de quadros de horário e calendários. Valorização da diversidade cultural dos povos e suas contribuições. Valorização da escola como lugar de aprendizado. Valorização da própria história e da família. • Coleta de dados por meio de entrevistas. origem etc. jornais etc • Elaboração de árvore genealógica da família do aluno. obras de arte. • Observação e análise de imagens de fontes diversas: fotos. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • • • • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito mútuo. • Produção de pequenos textos com a ajuda do professor. que trabalham etc. • Uso de fontes documentais sobre a vida do aluno e/ou escola. revistas. colagem etc. lazer. • Crianças de ontem e hoje: permanências e mudanças ao longo do tempo. 170 . Respeito às diferentes pessoas do seu convívio escolar. Aceitação das diferenças e características de cada um. • Elaboração de registros pictóricos sobre festas juninas. PROCEDIMENTAIS • Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutem na melhoria das relações pessoais. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. quadros comparativos. na cidade. • Comparação entre os modos de vida das crianças. de sociabilidade e de trabalho. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Identidade: eu e os outros • A diversidade existente entre os alunos. o respeito às diferenças: direitos e deveres das crianças. • O tempo histórico: as mudanças visíveis nas pessoas com o passar do tempo (linha do tempo). • Famílias de ontem e hoje. formação familiar e formas de morar de ontem e hoje. Modos de viver • As moradias de ontem e hoje. Empenho nas atividades realizadas em grupo e individuais. Aceitação das diferenças e características de cada um. hoje e amanhã. Respeito às regras produzidas coletivamente. diferenças e semelhanças em relação aos costumes. em aldeias indígenas. • Transformações e permanências dos costumes das famílias das crianças. • Pesquisa oral ou escrita sobre a escola. gostos. desenhos. coletas e organização de informações obtidas em diferentes fontes. • Elaboração de linha de tempo com dados coletados. • Elaboração de linha do tempo com fatos principais da vida do aluno e/ou da escola. semelhanças e diferenças entre formas de viver. Família • O grupo familiar e suas relações. • As maneiras de medir o tempo: ontem. respeitando o pensamento do outro.

• História da escola: origem. nome. danças. escola rural e outras realidades. • Diferenças entre escolas: escola indígena. costumes alimentares e vestimentas ). funcionários. 171 . • Manifestações artísticas: o festas juninas ( músicas.CONCEITUAIS A escola • A escola como local de aprendizagem. objetos etc. ex-alunos etc. • As escolas existentes em Santos. • A escola de hoje e ontem: vestimenta. tipos de aula. brincadeiras. endereço.

• Paisagem de Santos observando-se seus aspectos biofísicos: relevo.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Características físicas do caminho casa-escola reconhecendo a paisagem natural e as modificações realizadas pelo homem. longe de. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. quadros e outros – observando paisagens naturais e modificadas. PROCEDIMENTAIS • Orientações espaciais. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. abaixo de que – deslocando o eixo de si próprio para outros pontos de referência. na produção industrial e artesanal e outras. • Atitude responsável em relação a ambientes de convívio. livros. • Valorização da diversidade cultural e étnica da comunidade de convívio. saúde. • Confecção de bússola artesanal. cidade. • Distâncias e direção ampliando noções anteriores: perto de. elaboração e interpretação de diferentes tipos de mapas e plantas com auxílio do professor e do grupo. em cima de que. • Observação da paisagem próxima reconhecendo as modificações realizadas pelo homem. • Registro por meio de desenho e/ou fotografia das paisagens próximas. escola. • Leitura. observando suas características étnicas. hidrografia e clima a partir do ambiente próximo. tais como lazer. enciclopédias. utilizando o corpo e a paisagem como ponto de referência – posição do sol e sombra. • Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. • Profissões envolvidas nos processos de transformação do espaço. fotografias. • Elaboração de gráficos simples como forma de sintetização e organização de dados e informações com auxílio do professor e do grupo. mapas simples e outros. 172 . • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. litogravuras. comparando os do próprio bairro com os de outras localidades conhecidas. entrevistas. • Diferentes técnicas de transformação da natureza. destacando-se os tipos de moradias construídas pelo homem de acordo com sua cultura e necessidades. bairro. internet. afetividade e condições sociais. transporte e outros. • Mapas de diferentes tipos privilegiando os que registram localidades próximas do aluno: sua rua. • Relação entre as pessoas e o lugar onde vivem nos aspectos de identificação. • Leitura de imagens diversas – fotografias. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. • Serviços do bairro. • Diversidade cultural da comunidade em que se vive. desenhos.

Seleção e organização valorativa de fotos. • Os valores aproximam.3º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • Eu e o Outro – Eu. Valorização da justiça. Adoção de atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas e compreensão. Observação de que existem maneiras diversas de nomear o Transcendente em cada Tradição Religiosa. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Levantamento das Tradições Religiosas existentes na sala de aula e entorno. Reconhecimento da singularidade de cada um. símbolos em geral. Valorização da troca de ideias e de opiniões. • • • • • • • ATITUDINAIS Valorização da família. que julguem importantes. Comparação entre as idéias diferentes do Transcendente de cada Tradição Religiosa para as pessoas e grupos. da solidariedade e do diálogo. 173 . • Os símbolos no cotidiano. • Normas coletivas de convivência. Manifestação de curiosidade e interesse pela religião do outro. Respeito aos sentimentos do outro. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente constrói-se de maneiras diversas. Pesquisa por meio de entrevistas percebendo que as construções religiosas são tão mais ricas quanto mais coletivos e coletivizados forem os processos de relação. Símbolos • A força do símbolo em “re-unir”. Respeito ecopedagógico • Conscientização da necessidade de mudança de valores e atitudes no sentido da formação do eco-cidadão. • Os símbolos religiosos intensificam a relação com o Transcendente. Uso cotidiano de expressões de cortesia. Narração de fatos importantes da vida do aluno e família. descrevendo seus significados. Semelhanças entre as Tradições Religiosas mais significativas para o grupo.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 4º ANO Ensino Fundamental 174 .

sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. como a problematização. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. Mas esse processo não é espontâneo. animais etc. Para aprender Ciências. de gerações a gerações. Sendo assim. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. Sendo assim. é construído com a intervenção do professor. Dessa forma criam-se situações em que. a investigação. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. vegetais. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. Para tanto. em língua portuguesa. a experimentação e a leitura de textos. experiências valores culturais e sua observação natural. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Ao longo do ensino fundamental. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. o aluno necessita coletar novas informações. sobre os fenômenos naturais. cabe ao professor selecionar. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. No entanto. com o outro e com o ambiente. Nesse tipo de observação os alunos podem 175 .CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. Desse modo. A partir disso. Da mesma maneira que. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. elaborados e acumulados pelo homem. Dificilmente. Para que ocorra a problematização. criando situações interessantes e significativas. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. o trabalho em grupo. a transversalidade. comparação. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. busca e registro de informações. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. para encontrar soluções. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. a busca de informações. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato.

justamente. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. sempre que possível. Os alunos podem comparar entre si objetos. etc. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho.utilizar todos os sentidos na busca de informações. A atuação do aluno é. ou seja. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. nesse sentido. muitas vezes. fundamental. de modelos científicos como argumentar. materiais. Além do desenho. seres vivos. É o caso que envolve visitas. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. analisar. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. líquido e gás. para que os alunos entendam o que significa sólido. Trabalho com projetos Os projetos. As experiências sugeridas não devem. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. lupas. levantadas em um determinado problema. de estudos do meio e de Webquest. Experimentação Por meio dela. identificar. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. compreender procedimentos. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. por exemplo. gravuras. entre outros. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. Um dos objetivos dessas atividades é. esquemas. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. como por exemplo. com a ajuda ou não do professor. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. criar atividades. portanto. e entender a idéia de pressão. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. manipulação de objetos e materiais e construções. Além disso. como microscópios. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. em situações reais de comunicação. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. esquemas. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. 176 . Nessa fase. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. assim como a reconstrução de categorias de ideias. como fotos. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. Por exemplo. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. sugando o ar que está lá. vídeos. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. na produção de um texto coletivo. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. mapas. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. pequenos textos. sintetizar. Na observação indireta. tabelas. elaboração de listas. etc. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. listas.

Jogos e atividades lúdicas O jogo. expressar a imaginação. um filme. o seu aspecto individual e. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. O importante. para este ano. os temas são aleatórios. Neste ano. e. As atividades lúdicas. esses assuntos podem ser vistos por enfoques de diferentes conhecimentos científicos nas relações com aspectos socioculturais e devem se trabalhados em conexão com o bloco “Ser humano e Saúde. Por exemplo. uma notícia de jornal. Tratados como temas. associados a diferentes atividades humanas. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. ao solo. De certo ponto de vista. Hoje em dia. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. à poluição e à energia. desenvolvimento de iniciativa. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. o que representa a sua comunidade. que têm. elencamos. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. a sua parte universal. Normalmente. por exemplo. pode resultar em aprendizagem conceitual. especialmente o solo e a água. como a agricultura e a ocupação urbana. estudando-se seus usos e consequências. 177 . Escolhido e orientado pelo professor. levando-se em consideração a realidade do aluno. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. tomada de decisões. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. ampliam-se as noções de ambiente natural e ambiente construído. estabelecimento de regras. Esses componentes também são investigados como recursos naturais. se possível. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. os conteúdos relacionados à água. a História e a Geografia. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. testar as habilidades. quando proposto como atividade lúdica. por outro lado. um programa de TV. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. de procedimentos e de atitudes. além de fornecer motivação. A poluição dos ambientes também é trabalhada como resultado de diferentes interações do homem com seu meio. com outras áreas do conhecimento. como o respeito aos colegas. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. por um lado. Ambiente Das temáticas ambientais consideradas consagradas no ensino de ciências. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. Recursos tecnológicos e Temas transversais”. por meio do estudo das relações entre seus elementos constituintes. Ampliar conhecimentos. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. etc. ao ar. os conteúdos são extensos. ou seja. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. Algumas fontes e transformações de energia são abordadas também neste bloco.

A falta de um ou mais desses condicionantes da saúde pode ferir o equilíbrio e. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. Portanto. ou seja. Vamos selecionar alguns conteúdos dos três blocos que podem interessar para o planejamento: • Presença da água na natureza. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. que o identifica como espécie. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. mas cada corpo é único. psíquicos e sociais. Pode-se então compreender que o estado de saúde é condicionado por fatores de várias ordens: físicos. e assim por diante. Uma disfunção de qualquer aparelho ou sistema representa um problema do corpo todo. que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito. mas apresentam variações individuais. como consequência. • Estados físicos e mudanças de estado. a doença passa a ser compreendida como um estado de desequilíbrio do corpo e não de alguma de suas partes. por um determinado tempo. Trabalhando com a perspectiva do corpo como um todo integrado. máquinas. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. conforme a temperatura ambiental e as atividades realizadas. o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo.Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado. fruto das interações entre suas partes e com o meio). há também necessidades individuais. abrangendo os conteúdos conceituais. Transpira-se mais ou menos e urina-se mais ou menos. Primeiramente. volta ao estado inicial. deverá fazer uma seleção dos principais conteúdos conceituais com os quais quer trabalhar. Esses ritmos apresentam um padrão comum para a espécie humana. que se repetem com determinados intervalos de tempo. O equilíbrio dinâmico característico do corpo humano é chamado de estado de saúde. todos os dias. • A água como solvente (misturas). deverão abranger os três blocos do ano. aparelhos. em um bimestre. pode-se compreender que o corpo humano apresenta um equilíbrio dinâmico: passa de um estado a outro. Recursos tecnológicos Neste bloco. o que o identifica como individualidade. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. Em outras palavras. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. • Características e propriedades da água. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. orienta esta temática. como por exemplo. Exemplificando: Vamos supor que o professor escolha o tema Água no planeta. Por exemplo: a temperatura e a pressão variam ao longo do dia. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. • Importância da água para os seres vivos. Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. isto é. pode fazer o corpo adoecer. Esses conteúdos. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre o tema. sempre que possível. Assim considerado (um sistema. Se há necessidades básicas gerais. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. E esta é outra ideia extremamente importante a ser considerada no trabalho com os alunos: o corpo humano apresenta um padrão estrutural e funcional comum. o corpo apresenta funções rítmicas. 178 .

misturada ao solo. buscarem informações e verificá-las. seres vivos e outros materiais. pela ideia de transformação. a relação com a luz. é possível essa verificação. geleiras. na torneira. à coleta de lixo e à preservação do ambiente. Essas questões. constituem-se em convites para os alunos expressarem suas suposições. Meio ambiente. É importante. entre outras.Ciclo da água na natureza Relação água . Enfim. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. calor. Problemas relevantes como: onde existe água no planeta? A água das nuvens. abrangendo as doenças de veiculação hídrica. bem como por intermédio de alguns processos simples de separação de misturas. verificando também se há a possibilidade de fazer conexões com alguns temas transversais. evaporação e condensação da água de sucos vegetais também constituem oportunidades de discutir as possibilidades de muitos materiais dissolverem-se na água. Por meio de experimentos. A escolha dos estudos a serem realizados pode tomar como referência os problemas ambientais locais. principalmente com Geografia e História. o sangue. as quantidades de sais dissolvidos e a constituição do fundo dos rios e dos mares. investigar algumas relações entre água. Por meio de atividades experimentais orientadas pelo professor. um suco vegetal contém água misturada a vitaminas. Ainda relacionado à qualidade da água como solvente. Os alunos poderão. mas com os enfoques de cada área. nos canos. algumas investigações sobre o saneamento básico. ao escoamento e tratamento dos dejetos. os alunos entram em contato com o fato de a água ser um solvente. dos seres vivos e dos rios é a mesma? A água na natureza jamais acaba? permitem discutir a presença da água no planeta e suas transformações. Podem ser abordados os ambientes aquáticos. os alunos podem estabelecer a relação entre troca de calor e mudanças de estado físico da água. filtração da água lodosa. pois o que muda é a forma como se apresenta o seu estado físico. São inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos relacionados com a presença da água no planeta. como Saúde. estuda-se sua importância para a higiene pessoal e ambiental. sais minerais e outras substâncias.seres vivos Poluição da água e suas consequências Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela água poluída ou contaminada. Observações diretas e indiretas e leituras são meios de os alunos obterem informações sobre a relação da água com as diversas atividades humanas. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. estudando-se sua variedade e suas composições: as formas de vida presentes. a causa dessa mudança é a troca de calor entre a água e o meio. a urina e o suor são misturas de água com diferentes materiais. por exemplo. vários sais e outros componentes. Ao verificarem que diferentes materiais podem estar dissolvidos na água. para que sirva à sua • • • • • • 179 . tal verificação suscita dúvidas que são esclarecidas à medida que os alunos conhecem as propriedades ou características da água. rios. A poluição da água por lixo e esgoto e seus problemas. que são medidas de caráter preventivo fundamentais à manutenção da saúde. A garantia da saúde da população é o acesso à água tratada. modo de contágio e prevenção são assuntos que não poderão faltar. Esse conhecimento é fundamental para a compreensão de como a água se transforma. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. possibilitando uma aproximação do conceito de ciclo da água. Possibilita ao professor conhecer as representações dos alunos e organizar os passos seguintes de sua intervenção. em que o mesmo tema é sugerido. deverá priorizar com quais conteúdos procedimentais e atitudinais referentes ao assunto. nos poços. Higiene pessoal e ambiental Saneamento básico. Levando-se em conta as características da comunidade com que trabalha e os objetivos que intenciona cumprir. Ética. por exemplo. concluindo. para um trabalho mais amplo. É interessante que os alunos verifiquem e/ou sejam informados de que a água na natureza se encontra misturada a outros materiais: o mar é uma mistura de água. Ao mesmo tempo. na chuva. Da mesma maneira. Investigações sobre as formas com que a água se apresenta no ambiente podem ser organizadas de modo a permitir a verificação da existência de água nos mares. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. que a água é a mesma. seus sintomas. no corpo dos seres vivos. o professor poderá propor para a sua classe. decantação da água salgada ou lodosa. irá trabalhar.

uma figura. estabelecer relações. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. à construção da cidadania. 180 . respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. proceder a determinadas formas de registro. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. ou seja. que interprete uma história. ao desenvolvimento de valores. um problema ou um experimento. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. um texto ou trecho de texto. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. de procedimentos e de atitudes.aprendizagem. Desta forma.

mediar. além de explorar ideias numéricas e contagem. desafiadoras e interessantes de ensino. interesses. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. Nesse processo de construção do conhecimento. evitar humilhações. em situações de desafio. acentuamos a ideia de que o aluno. além de ser agente da construção de seu conhecimento. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. • prazer na resolução de problemas. Por outro lado. sentimentos. • autonomia nos esforços. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. utilizar material concreto. As atitudes que as pessoas aprendem. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. medidas e estatística. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. mapear e tecer. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. podemos trabalhar com noções de geometria. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. não a utilizar como punição. também aprende na interação com seus parceiros. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. possibilitar discussões em grupo. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. para isso. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. As crianças têm ideias próprias. considerando aspectos transversais. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. Dessa forma. Para atingir os objetivos. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. no processo e. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. o cognitivo. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. Segundo MACHADO (2002). As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Alunos e professores interagem e crescem. encorajar a autonomia para a aprendizagem. não enfatizar só um aspecto da matemática. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. isto é. acentuar as condições e as consequências positivas. Nessa concepção de ensino. o afetivo e o motor. Considerando essas dimensões. aberta à incorporação de novos conhecimentos. Assim. Sendo assim. tais como: 181 . • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso.

simplicidade. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. 1803.a essência está no problematizar. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. . é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. divisor. livro de problemas ou problemoteca. da língua materna e da combinação de ambas. comunicar ideias. o professor deve saber que: . • retenção da informação matemática. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. etc. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. a pergunta e a resposta. Enquanto resolve situações-problema. ao trabalhar com a resolução de problemas. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões.Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar.). Ao formular problemas. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Sendo assim. etc. um repertório como apoio. estabelecer relações e aplicar conceitos. problema com rima. conto. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. criação de um banco de problemas. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. . percebem a relação entre os dados apresentados. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. dobro. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. os dados e a operação a ser usada. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. charada. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. • processamento da informação matemática (generalizar. Assim. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. No processo educativo. resumir os processos.problema é toda situação que permite problematização. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. reversibilidade. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. inclinação pela claridade. ou seja. Toda criança encanta-se por desafios. Para a formulação de problemas. ler. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno.é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. um processo investigativo.39). o aluno aprende matemática. semelhanças e diferenças entre os textos. acreditamos que. troca entre os alunos. dos quais se originam toda a ação” (Kant. p. levantar hipóteses. flexibilidade dos processos mentais. economia e racionalidade da solução. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. tendo assim. Que opere por princípios. articulam o texto. interpretar e produzir textos. 182 . Quando os alunos formulam problemas.

sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. Cada criança controla na sua tabela. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. a necessidade. os problemas que já resolveu. podendo. Além de jogar. sem solução. folheto. desafio ou jogo. Na construção da problemoteca. o que foi difícil. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. a partir de um gráfico ou tabela. com ilustração irreverente. com excesso de dados. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. os erros e. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. mecânica e repetitiva. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. de maneira lúdica. Por meio dos jogos. enigma. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. coletados da cultura popular. contar histórias desses povos. cardápio. charada. durante o ano. divulga os mais interessantes. Assim. com muitas soluções. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. até mesmo. de um fôlder. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. bem humorados. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. enriquece suas aulas. Na bibliografia desse trabalho. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. autoconfiança e autonomia. principalmente para crianças dos anos iniciais. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. sem deixar marcas negativas. porém não de forma rotineira. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. respeitar regras. podemos trabalhar. propiciando novas tentativas. Por isso. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. dicas 183 . você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. As tentativas. fotografia. Os problemas devem ser desafiadores. num jogo. novos problemas são introduzidos na caixa. imagem. por exemplo. conteúdos importantes. Números e operações. receita. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. um jogador ganha e outro precisa perder. propaganda. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. com dados insuficientes. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação.A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. etc.

ainda. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história.. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Alguns livros não apresentam um final definido. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. (SMOLE. o jogo não se tornará mero lazer. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. em que os alunos levantam e testam hipóteses. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. etc. Nas situações de jogo. usar a literatura infantil “. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. Segundo SMOLE (1999). o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. características e acontecimentos na história. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. nesses casos. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. das diferentes respostas obtidas. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. assim como explore lugares. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento.. o giz e o livro didático”. com os personagens. etc. suas dúvidas. Além disso. os alunos podem elaborar o final da história. enquanto lê. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. 184 . é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. álbum seriado. Você pode ter um livro por duplas. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. 1996. suas aprendizagens. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. Nesse sentido. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. A partir da discussão estabelecida. Depois. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. Assim. mas uma nova forma de aprender Matemática. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às ideias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. Dessa forma. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. p. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. • Não há necessidade de um livro para cada aluno.para se jogar melhor. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. Além da socialização de idéias. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. com emoção. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. A leitura poderá ser feita em vários dias. percepções e experiências. problematizações especialmente preparadas para isso. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. expectativa. entre outras coisas. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. o professor poderá analisar a capa. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. mas aos poucos. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido.

Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Assim. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. os textos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Durante o desenrolar do projeto. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. o original e a sua reescrita. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. 185 . de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. considerando suas dimensões afetiva. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. que opiniões têm e que hipóteses levantam. um gráfico. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . e destes com o professor. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. enigmas. Para reformular um texto. Para a realização desse trabalho. interdisciplinares. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos.Além dos livros infantis. escrita. Nesse contexto. Na maioria dos casos. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Por meio dos projetos. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. pensar na organização da classe. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. Assim. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. especialmente arte e língua materna. mas que envolvem duas ou mais delas. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. portanto. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. uma tabela. Por meio das atividades propostas. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. Ao delimitar o tema. em quais os recursos necessários. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. adequar o tempo à sua proposta. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. promovendo. seleção de informações e resolução de problemas. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. uma propaganda. cognitiva e social. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. visualização e trocas. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. mais uma vez. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída.

resgata a própria identidade cultural. divertida e desafiadora. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. modificar e integrar ideias. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. sejam capazes de tomar decisões. pelas experiências vividas na escola. cozinheiro. operadora de caixa. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. mas sim exercícios de criatividade. garçom. os valores. arquiteto. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. Os urbanistas. Não mera manipulação de técnicas. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. tecnológico e econômico. representante de vendas. sua relação com a ética e consumo.pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. com objetos e situações que exijam envolvimento. nesse sentido. contador. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. engenheiro. Devem-se apresentar curiosidades. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. os costumes. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. arquitetos. construir. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. sociológica e antropológica e. por outro lado. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. construção e localização de monumentos). ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. ter. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. mas uma matemática interessante. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. • • • • História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. as crenças e os hábitos. com um estilo próprio. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. 186 . padeiro. na avaliação e no planejamento. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. utilizando a matemática. De acordo com os PCN ( Brasil. como a linguagem. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. 2001). a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. Tecnologias da informação O acesso a computadores. exploratória. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. pedreiro? Para D´Ambrósio. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico.

nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. tem efeito motivador na resolução de problemas. recomendamos a organização de materiais diversos. etc. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. Para esse fim. embalagens. estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. tabelas e gráficos). pelo contrário. A seguir. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. saber pesquisar e comunicar suas ideias. enfadonhas e desnecessárias tarefas. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. possibilita verificar as regularidades. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. Atualmente. à estimativa. O professor poderá propor que os alunos tragam botões.16). bolinhas de gude. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. p. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. jornais.). deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. Assim. 187 . promovendo. a calculadora não inibe o pensar matemático. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. pedrinhas. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. contas.• • • • • • • • • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. rótulos. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. no processo de seleção de conteúdos. entre outras coisas. caixas de fósforos vazias. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. tornando-se mais significativo para os alunos. o desenvolvimento do raciocínio matemático. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. quando usada de modo planejado. folhetos de supermercado etc. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. custo de uma produção. Assim. assim. investigar as propriedades dos números. à decomposição. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. formular hipóteses e verificar resultados. libera o aluno de longas. ou seja. promove resolução de problemas. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. como afirma D'Ambrósio (1993. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. Nosso desafio. previsão). ao explorarem este artefato cultural. inferência. palitos de picolé. figurinhas. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades.

Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. nas quais. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. O raciocínio lógico é um processo pensado. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. Portanto. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. 6. Ainda em relação às operações. a partir das relações com o mundo. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. Enunciados abertos. para o trabalho com esse bloco de conteúdo.Desafios para semana: ao início de cada semana. comparações e ordenações. aos poucos. e construído na escola. 2. arredondamentos e cálculo mental. o professor poderá propor uma situação-problema. Para chegar à solução. material dourado e ábaco. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. resgatando a histórias de lugares. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). Para que a criança construa o significado de uma operação. 3. por isso. Pensando em tudo isso. num cartaz. Situações sem número. não se necessita de nenhuma operação. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. de um prospecto. onde haja a expressão. O aluno criará o enunciado. 7. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. Fora dela. ele acontece naturalmente. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha.Blocos de conteúdos 1. de uma foto. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. ou seja. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. 188 . Utilização do raciocínio por dedução. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. de um fôlder. subtração. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. sugerimos algumas situações didáticas: . mas de forma incompleta para se chegar à solução. Situações qualitativas. planejado. As operações fundamentais (adição. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Ao final da semana. de uma manchete de jornal. a reflexão e a introspecção. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. Ao decidirem. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. medir. é importantíssima a exploração de jogos. 5. indução e analogia. em que eles possam exercitar a independência. ordenar. 8. codificar. professora e alunos desvendam o desafio. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. o aluno irá ampliando seu conceito de número. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. tão necessárias no dia-a-dia. de um desenho. segundo Fernandez Bravo: 1. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. que provoque curiosidade para descoberta. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. de uma programação de televisão. 4. cálculos. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. Ressaltamos que. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. de um esquema. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões.

operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Para 189 . Existe um dado. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. 19. 15. apenas um. Resolver o novo problema. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. que não nos permite chegar à solução expressada. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. com várias soluções. textos. Misturam-se os processos de resolução. e mediante as operações indicadas. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. Resolver problemas apresentados de forma completa. 17. De seu enunciado. 26. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. convivência e relação com o meio. 16. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. para ser respondida. de modo que não se pode responder a sua pergunta. Apresenta-se um problema indicando sua solução. 24. deixando-se os espaços em branco. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. 28. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Apresenta-se uma pergunta que. Apresentam-se dois problemas diferentes. 23. unicamente. de cujo enunciado apagaram-se os dados. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. São fornecidos vários enunciados. 13. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Apresenta-se um problema resolvido. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. Observar e comparar as soluções de ambos. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. 20. 11. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. 22.9. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. 14. 30. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. Apresentam-se enunciados incompletos. 10. várias perguntas e várias soluções ou operações. 18. O aluno completará o enunciado. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. 21. Apresentam-se várias perguntas. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. requer a consulta de dicionários. e apenas um. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. ou se apresentam dois enunciados misturados. enciclopédias. com solução única. 29. sem solução. o enunciado de partida. todas as perguntas apresentadas. Estão todos fora de ordem. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. é imprescindível facilitar o êxito da busca. Inventar um enunciado. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. 25. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. Observar e comparar ambas as soluções. ou simplesmente sair para o pátio. 27. mas têm correspondência entre si. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. com o qual se possa responder. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. e apenas um. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. 12. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. Resolver novamente o problema. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. apagaram-se os dados. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado.

pés. passos. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. desenhos. trabalharemos com situações reais de medição. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. Embalagens. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. comparar frações e ordená-las na reta numérica.. Os alunos deverão reconhecer. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. Uma poesia. ordenar e classificar figuras. 2. 1997. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. 3. piada. Para isso. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. etc. identificar. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. deformar. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. 190 . sucata. moldar. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. receita. construir. esticar. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. recortar. deslocamentos no espaço. enigma. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. em número e conteúdo. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. 31. descrever e representar. numa linguagem gráfica. Grandezas e medidas Neste bloco. Espaço e Forma Para compreender. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco.. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. fita métrica. cardápio. representar e descrever o mundo em que vive. o mundo em que vive. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. pontos de referência e também a observação. e . à sua idade -. porque. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. pinturas. Mais uma vez. analisar. metro. decompor. esculturas e artesanato. de obras de arte. tangram. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. tabelas.isso. de forma organizada. compreensão de frações equivalentes. montar. relógio. por meio deles. colar. Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. manipular. p. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. charadinha. um conto breve. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. diagramas.

de massas de modelar. tabelas e gráficos. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. .Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. xícara. Indicamos também: . colher de café.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. tabelas ou gráficos. . colher de sopa. 4. entre outros. metro de madeira. como: pedaços de barbante. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. metro. . situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. .Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. etc. tabelas e gráficos. trena.Atividades que façam uso de cédulas.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. dedal. régua. copo dosador. colher de sobremesa. programas de TV preferidos. de tintas.quantos alunos deitados no chão para medir a classe. jarra. balança. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. cronômetro. pedir para que os alunos as tragam. ampulheta. etc. . .sala de aula: número de passos X metros.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família.mesa: palmas da mão X centímetros. etc (ampliar e reduzir receitas). Outras idéias são: .Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. coleta e organização de dados estatísticos. relógio. termômetro. por exemplo: .Escrita de textos a partir da observação de listas.calendário. animais de que mais gostam. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. . . . . moedas e calculadoras. . colher de chá. copinho de remédio.quantas jarras para encher um balde.quantos copos para encher a jarra. fita métrica. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. .Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. Tratamento da informação Neste bloco. elaborar livros de receitas culinárias. 191 . Assim. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. e criar situações de medidas na sala de aula.

Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. ______. São Paulo: Escrituras. N. ALS. 2005. Tradução João Paulo Monteiro. São Paulo: Escrituras. 2001. Cybele. 2002. ALS. J. ______. Florianópolis: Insular. RJ: Vozes. São Paulo: Summus. Pedagogia da autonomia. 2002. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Fazendo arte com a matemática. 1991. organizadora. São Paulo: IME. Ação – ensaios de epistemologia e didática. 2008. Petrópolis: Vozes. São Paulo: IME. HUIZINGA. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. 1997. ______. MACEDO. 2001. 2000. São Paulo: Cortez. HUETE. Terezinha Carraher. 1997. ______. CARRAHER. ______. senha e dominó. Yves de La Taille. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Cortez. Aprender com jogos e situações problema. Educação Matemática números e operações numéricas. Nilson José. 1996. Papirus. 1994. César Coll. UNICAMP. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Passos. Petty. São Paulo: Escrituras.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Juan Ignácio Pozo. BRITO. 1993. Porto Alegre: Artes Médicas. Fernández. GIORGI. MACEDO.C. São Paulo: Escrituras. Ensaios Pedagógicos.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. Lino de. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. J. Petty. FREIRE. David Carraher e Analúcia Schliemann. senha e Dominó. ______. A. Nilson José Machado. ______. Linguagem. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos.Bibliografia Sugerida BRENELLI. MACHADO. Márcia Regina F. ______.C. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Casa do Psicólogo. Os conteúdos na reforma. Sanches e BRAVO. São Paulo: Paz e Terra. Porto Alegre: Artmed. Fusako Hori et al. 192 . Jogo e projeto: pontos e contrapontos. 1998. Roseli Palermo. Educação: Projetos e Valores. São Paulo: Summus. organizadora. Lino de. SESI. São Paulo: Cortez. ______. Psicologia da Educação Matemática. Cidadania é quando. tradução Beatriz Affonso Neves. FAINGUELERNET. 4 cores. Heloysa Dantas. COLL. Vânia (coordenado por). Educação e autoridade. OCHI. Marta Kohl de Oliveira. ______. 2005. Conhecimento. 2002. São Paulo:Cortez. 1997. 2006. ______.USP. ______. 1986. Dissertação de Mestrado. tecnologias e temas afins. 2001. 2004. Yves de. ______. ______. Passos. Porto Alegre: Artmed. Aprender matemática resolvendo problemas. São Paulo: Casa do Psicólogo. Johan. 1992. ______. Gente miúda na cozinha. 2005. Terezinha Nunes. São Paulo: Perspectiva. Aprender pensando. ______. na escola zero. ______. 2005. Porto Alegre: Artmed. 4 cores. Ensaios construtivistas. 2005. N. Na vida dez.USP. LIMA. 2006. Porto Alegre: Artmed Editora. Plantares. 1996. ______. Valéria Amorim Arantes. 1995. 2001.C. 2003. 2003. 2006. 2000. São Paulo: Casa do Psicólogo. Bernabé Sarabia e Enric Valls. Piaget. de. Petrópolis. César. O jogo como espaço para pensar. Petrópolis: Vozes. Vygotsky. Paulo. Materiais didáticos para as quatro operações. Lino de Macedo. CARDOSO. Epistemologia e didática. LA TAILLE. Porto Alegre: Artmed. 2006. 2000. MARINCEK. Kátia Regina Ashton. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Campinas. Jogos infantis: o jogo. O jogo da Onça. São Paulo: Cortez. a criança e a educação.Matemática e Educação: alegorias. Virgínia Cárdia. São Paulo: Cortez. O método clínico usando os exames de Piaget. Estela Kaufman e NUNES. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Mauricio e Antônio Barreto.

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devem ser exploradas com maior intensidade. Fase Final: 6º a 9º ano. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. para tomar decisões. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. Ed. Fase Complementar: 4º e 5º ano. para prestar contas do nosso trabalho. com diferentes intenções. Ler. ou seja.2 194 . traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. Para saber mais sobre o assunto. Para esses. e a decifração é apenas uma. 2006. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. 104p. para reclamar de alguma coisa. de forma organizada e sistemática. Ler é. Enfim.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. a sistematização e a classificação de suas características. os primeiros se convertem em leitores. para saber como vão pessoas que estimamos. Hoje. acima de tudo. Da mesma forma. para comprar algo.portal. Além disso. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Cortez. pesquise no site da educação www. de sistematização e normatização da língua. 18 assim. das competências envolvidas neste ato. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. Na fase inicial. para localizar endereços e telefones. para solicitar algo.gov.sp. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para fazer uma receita. ou seja. para anotar um recado para alguém. Como nosso Sistema está organizado em fases17. se queremos formar leitores plenos. Na fase complementar. para nos divertir ou emocionar. E escrevemos para distintos interlocutores. por isso. – v. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. No entanto.br/seduc. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. Trata-se de incorporar. Por isso. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas.” Emília Ferreiro. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. isoladamente. dentre muitas. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional.santos. São Paulo : SME / DOT. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. atribuir significado. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. entre outros. Em geral. suas regras e suas partes. emitindo sons para cada uma das letras. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. as atividades metalinguísticas. Como já dissemos. Não se trata mais de ensinar a língua. para pagar contas. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito.: il. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. é importante convidá-los sempre a escrever. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. em diferentes situações. na rotina. 17 18 Fase Inicial: 1º. participantes da cultura escrita. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. 2º e 3º ano. entre muitas outras ações. São ações que podem e devem ser aprendidas. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura.

é claro. 195 . Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. realizada · Aprender comportamentos leitores. semana. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. 115p. etc. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. de situações de trabalho com a oralidade.: il. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. situações de produção e revisão de textos. conhecer diferentes suportes de textos.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. além. leitura realizada pelos alunos. 2006. · Ampliar o repertório linguístico. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. materiais de pesquisa etc. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). entre outros). Ler com diferentes finalidades. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. instrucionais. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Exposição de objetos. São Paulo : SME / DOT. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. . o espaço. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. os materiais. textos jornalísticos.A organização de uma rotina de leitura e escrita 19 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. poemas. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. Identificar quais crianças precisam 19 20 São Paulo : SME / DOT. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. científicos. · Ler com autonomia crescente. ao mesmo tempo. de filmes etc. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. 2006. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. · Aprender comportamentos leitores. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Em função disso. · Explorar as finalidades e funções da leitura. jornal e Ler com diferentes propósitos. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. listas. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. · Utilizar a linguagem oral. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:20 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita.: il. parlendas. 115p.

serem tematizadas: não tem sentido. semana. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. relatar acontecimentos. criteriosamente e legenda de fotos. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. uma ou duas questões a para o leitor. intencional. alunos. retirar. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. opiniões sobre acontecimentos. · Aprender comportamentos escritores. etc. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. buscando acrescentar. ser convidadas a relatar. em duplas. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. expor temas. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. sobre o que se pretende ensinar. Uso de rascunho. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. deslocar ou transformar Selecionar. a cada atividade de partes. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 196 . planejada. etc. expor. dos textos. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. etc. determinados aspectos. sem sentido melhorados. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. etc. confuso. onde exista um interlocutor real. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. Produção coletiva. para torná-lo mais legível revisão. individual. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. defender pontos de vista. ou repetitivo. curiosidades.

artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. busca de sabem nomear o grupo. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. promovendo um as separem em grupos. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. mas não significa que o aluno adoção. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. Escrever ortograficamente. de seja objeto de revisão. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. um conjunto de regras. concordância. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. pedindo que observem a revisar os próprios textos. sistematização e a classificação de suas características específicas. o possível e o necessário” (Ed. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. de pontuação. alternativas. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. sem privilegiar excessivamente alguns e 197 . Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. ditá-lo. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. Listas de palavras que não devem errar.: adoçam/ língua. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. Artmed). será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. arrastam/ arrastão). permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. entre outros. possibilidades de pontuar um texto. adjetivo. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua.

Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. semanalmente. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. etc. etc. • Atividades sequenciadas. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. Roda semanal de conversa ou leitura. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Ex: Leitura diária feita pelo professor.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. mas não têm um produto final. uma mostra de 21 Texto produzido por Rosaura Soligo. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Oficina de produção de textos. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. hábitos ou atitudes. quinzenalmente etc. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Embora não decorram de propósitos imediatos. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. nesse caso. para ensinar um jogo complexo. Formas de organizar os conteúdos escolares 21 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. São muito parecidas com os projetos. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. mas sim um resultado: pode ser uma festa. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente.deixar outros de lado. organização de agendas de leitura. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. • Projetos. 198 . para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. não significa algo “palpável”.

trabalhos produzidos, uma apresentação pública de leitura ou jogral, a organização de uma biblioteca de classe, um livro, jornal ou texto, etc.). Nos projetos, as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada, têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos), “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais), “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe), Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia), etc. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária; daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Entretanto, os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente, conjugando temas de diferentes áreas do saber. Vale ressaltar que, embora seja desejada essa articulação, não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Assim sendo, priorizou-se para o 4º Ano a produção de um jornal, por ser um portador de texto que traz informações diversificadas, pois apresenta vários gêneros textuais – notícias, reportagens, crônicas, anúncios, resenhas e, eventualmente, entrevistas, biografias, poemas, etc. Todo esse material é organizado em cadernos temáticos – esportes, economia, cultura, cotidiano e outros. É importante que, por meio do projeto, os alunos aproveitem de fato a oportunidade para se atualizar, saber a opinião de outros, saber mais sobre o país, sobre os esportes, sobre outros locais, enfim, compreender que a leitura dos jornais pode possibilitar o conhecimento de assuntos diversos, e vivenciem comportamentos típicos de um leitor de jornal. É necessário cuidar para que esses momentos não sejam encarados pelos alunos como uma atividade meramente escolar. Ao ler textos jornalísticos, é salutar estimulá-los para que expressem suas opiniões e debatam ideias, utilizando para isso seu próprio conhecimento de mundo, além da interpretação do texto lido. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano, de forma que possamos traçar metas objetivas em nosso trabalho. Sendo assim, esperamos que, ao final do 4º ano, os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção; formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita. Reescrever textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos jornalísticos, entre outros), utilizando recursos da linguagem escrita. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Para finalizar, sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero jornalístico. Projeto: Plugado no mundo 3. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): elaboração de um jornal da escola como uma situação real, que deverá ser reproduzido e destinado a outros leitores. 2. Justificativa: o jornal é um objeto relevante culturalmente, que tem valor pelo seu uso social, fundamental para a formação de leitores críticos, de pessoas que desejam se informar, se divertir, obter indicações de leitura, cinema, etc. São muitas as oportunidades que se pode criar a partir do uso do jornal no cotidiano da escola, visando a aprendizagens no eixo da oralidade, da leitura e da escrita. A leitura do jornal permite que as crianças tenham acesso às informações que circulam em seu bairro, na cidade, no país e no mundo, podendo externar opiniões e ideias. Possibilita que elas aprendam para que se usa um jornal, que tipo de informações podem ser encontradas ali, que conheçam as práticas usuais dos leitores do jornal.

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3. O que se espera que os alunos aprendam: identificar as características do texto jornalístico, praticar a leitura desse gênero e seus usos sociais (informar, comprovar informações, aperfeiçoar dados, comparar notícias, entreter, argumentar e defender um ponto de vista), ampliar sua possibilidade de expressão e comunicação, reconhecer-se como produtor de texto, envolver-se em práticas de escrita e revisão de textos, registrando informações relevantes para o jornal escolar. 4. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: ler jornais tanto para obter informações (acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que marcam as dia-a-dia: eleições, campeonatos mundiais, fenômenos naturais, etc.) quanto para se distrair; disponibilizar jornais para que escolham notícias para ler e comentar experiências e conhecimentos, confrontando pontos de vista e tomando posições; relacionar o conteúdo de uma notícia com outros textos conhecidos; arquivar as notícias lidas pelos alunos em uma espécie de álbum, construindo assim uma hemeroteca, ou coloque-as no mural da classe, servindo para consulta ou estudo posteriormente; elaborar coletivamente um pré-texto, respeitando o esquema de composição das notícias e dos aspectos gráficos e tipográficos, propiciar momentos de produção da escrita das notícias, legendas, editoriais, etc.; possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente, em dupla ou individualmente, fazendo as intervenções necessárias, encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua; edição do jornal; garantir o trabalho em grupos, para que as crianças possam ser parceiras de fato, colocando em jogo os saberes individuais.

Referências Bibliográficas
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INGLÊS
O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Ao assimilar um vocabulário básico, expressões simples em situações reais, que façam sentido à sua vida, o aluno passa a desejar aprender mais, entendendo a real importância que a língua inglesa tem na vida de todos nós. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas, interessantes, com atividades lúdicas, músicas, uso de fantoches, jogos, máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Como dissemos, é fundamental que o professor, num primeiro momento, leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. A relação dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento, plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico, do sensorial e das ações, introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita, como suporte ao aprendizado oral. Aqui entram as atividades de encenações (role-play), movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR22 (Total Physical Response) para executar instruções, jogos de adivinhação, troca de papéis, trabalho em pares ou grupos, além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor, o CD, o vídeo ou o colega) para obter informações. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras), de forma a criar um ambiente alfabetizador, sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. No início do 4º ano, o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula, mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada, pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Além disso, em inglês, usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K, W, Y). Como temos o livro didático Spaghetti Kids, os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês, mas o professor precisa ler em voz alta ou, no caso da língua estrangeira, tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em inglês sozinhos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras, comparando-as com a língua portuguesa. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem, pois os alunos terão, além do português, mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto, ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. A criança, nessa idade, ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Sugerimos que o professor, ao chegar, faça um jogo de warm-up ou cante uma música. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais, com auxílio de recursos de áudio, vídeo e estímulos verbais do professor, físicas (com encenações e atividades de TPR), artísticas (desenhos, recorte e colagem, uso de massa de modelar, pintura, etc.), atividades do livro didático, revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode, ainda, terminar com uma música. Como as crianças ainda não conseguem se concentrar por longos períodos de tempo, é preciso estar sempre pronto para o inesperado. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters, flash cards, jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo, além de recorrer a diversas estratégias para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas, sugerimos que o professor desenvolva práticas básicas associadas ao aprendizado, como: memorização, previsão, cooperação, criatividade e expressão física. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos, desafiá-los a pensar, a recordar, a imaginar, a adivinhar, incentivando-os a participar dos trabalhos em grupo, dos jogos e das demais atividades. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem, umas são mais visuais, outras, auditivas, e ainda há as que são mais cinestésicas. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Em inglês, recursos visuais, como os flashcards, e imagens, recursos materiais, como realias (material concreto), fantoches, chapéus, material de áudio, vídeo, DVD, etc. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito, as letras devem ser digitadas claramente em letra de forma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto, como já dissemos. Na preparação da aula, as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma; do contrário, os alunos podem se animar
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Mais informações sobre TPR Activities: (http://www.tpr-world.com)

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demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades, além de alternar as em grupo, duplas e individuais. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes, oferecendo variedade, é útil e eficaz, considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. O tempo gasto com os exercícios de colorir, associar, circular e desenhar deve ser menor, visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões, promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Para ser bastante eficaz, a mostra deverá ser renovada frequentemente.

Compreensão oral (listening)
Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos, além dos vídeos Magic English, disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e, por conseguinte, deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR, ou "listen and do", durante as quais se praticam os elementos linguísticos. Ex.: Good morning/afternoon; hi; How are you?; fine, thanks; stand up; sit down; line up; come here; please; thanks/thank you; you're welcome; bye-bye; see you; very good; great; beautiful; May I go to the toilet?; yes; no; let's sit in a circle; draw; you can do it better/nicer; repeat; ask; answer; look; listen; point; sing; let's sing; let's go; say; etc.

Produção oral (speaking)
Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano, durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. No entanto, devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição, principalmente em grupo, com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso, as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos, porque, nesta faixa etária, as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente.

Uso de canções
Se as crianças não aprendessem melhor com músicas, programas de TV infantis não existiriam. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. O professor deve trabalhar com as músicas do CD do livro, mas não precisa ficar “preso” a elas. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3, 4 ou 5 aulas, por meio de atividades diferentes. Além disso, é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos, movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música, a pronúncia correta das palavras, além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Há vídeos, DVDs e livros, além da internet, em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Muitas vezes, os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer.

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Uso de fantoches
Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças, pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos, fornecer um elemento cômico, fazer encenações, dar segurança, além de incentivá-las a se expressar oralmente. No entanto, no 4º ano, as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. Cabe ao professor decidir, junto aos alunos, se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu, caso decidam que sim. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista, relacionando-os e construindo pensamentos. Além disso, proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play), aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro, vencer a timidez, liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo.

Interdisciplinaridade
O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas, pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem, uso do calendário, dia do mês, idade, etc.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. • Algumas danças, atividades de expressão corporal, jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. • Com o professor de arte musical, podem-se trabalhar melhor as canções, rimas, expressões corporais, gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome, à família, hábitos alimentares, aniversário, brinquedos, além das manifestações culturais dos países de língua inglesa, é possível articulá-los aos conteúdos de história. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores, de pintura, modelagem, folclore, montagem de brinquedos com sucata, jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. • Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda, alimentos e o corpo humano, pode abordar, junto ao professor de classe, os conceitos, procedimentos e atitudes de ciências. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/news.php), ou outros sites da internet, nas aulas de informática educativa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom, o qual pode ser usado ao final de cada unidade, no laboratório de informática. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais, em reunião pedagógica, explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. Na escola, sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores, pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto, os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads Inglês • Best sites for teachers: http://www.sitesforteachers.com • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos, o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos

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conceitos, porém de forma diferente, na língua portuguesa, em parceria com o professor da classe. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”, “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas, como também com a equipe pedagógica, a fim de planejar as aulas, projetos, atividades e apresentações de forma interdisciplinar.

Avaliação
Avaliamos constantemente nossos alunos, mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Esta avaliação pode ser feita, por exemplo, com cinco a dez alunos por vez, sem que eles saibam que estão sendo avaliados. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good, excellent, good work, great, etc., certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno, mesmo que não esteja como o professor esperava. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 8 ou 9 anos, está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Assim, o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Tentar falar em inglês, ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar, mesmo que, a princípio, esteja “errado”. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos, quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva, assim, não podemos exigir perfeição das crianças, ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos, de forma espiralada, proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Assim sendo, o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.

Referências bibliográficas
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uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. aos poucos. atenção e prontidão. pois. neste processo. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. Se o professor vai conceituar pulso e acento. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. Desta forma. é importante avaliar. Então.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. improviso dirigido. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. para que possamos. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. professores. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso.. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. naquele momento. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. normalmente destinada a uma apresentação. Ao trabalhar pulso. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. o aluno é movido por desafios. As canções e suas letras. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. sendo muitas de péssimo gosto. levam a criança a uma deformação da estética musical. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. lateralidade. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. também somos vítimas desta situação. como pequenos vocalizes. deixando-a mais feliz e confiante. por meio de atividades simples de pulso. etc. acento. Desta forma. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. envolvendo a música com as outras disciplinas. lanche. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. acento. de forma mais significativa. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. musical e artístico. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos.. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. cuidadosamente escolhidas. 205 . Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. de pouco ou nenhum valor musical. mesmo que a ênfase. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. explorando os conteúdos conceituais. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Nesse processo. [. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. como mais uma forma de expressão. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. por meio de um jogo musical. por exemplo. Na educação musical. Nesta fase. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. etc. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. O planejamento do professor precisa ser flexível. Porém. rítmica e melódica. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. saída. esteja em um tópico específico. mas somente as populares. replanejando quando necessário. (STATERI. Momentos de apreciação.

Para isso. Entendemos que. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. entre outros. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. o professor pode utilizar espaços alternativos. o acento e falando sobre o timbre. timbre e duração. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. durante a improvisação. propriamente dita. Além de extremamente prazeroso. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. O professor pode criar formas de representar o som. A cada retomada de um determinado tópico. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. Porém. com interferências do professor nos momentos de execução musical. durante o canto coletivo. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. aos poucos. perguntas e respostas rítmicas e memorização. destacando na música as partes mais agudas e graves. pode haver uma resignificação destas propriedades. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. pulso. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. A seguir. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. Quanto mais a criança aprender a observar. 206 . o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. intensidade. o ritmo da canção. Acento. ou seja. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. o pulso. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. nesta fase. até mesmo pequenos ostinatos. expressão e dança. Em altura. Desta forma. as notas musicais. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. utilize atividades variadas. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). Se houver possibilidade. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Procure. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. quadra ou outros ambientes. é importantes que. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. seja na sua altura. seja na execução musical. como o pátio. duração e intensidade. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. Improvisação sonora dirigida. trabalhando a dinâmica.Propriedades do som: altura. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. por meio do improviso. relacionando-as com a linguagem musical. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. seja na elaboração. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. o acento em diferentes compassos (binário. Ao utilizar a grafia convencional.

autores e breve biografia. se fores convocado para a luta. sentimos descer à terra. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. dividindo-o em várias aulas. Ó Pátria amada. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). é importante que este seja estudado mais formalmente. és o destaque da América. lembrando as glórias do passado. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. agora que somos livres.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. porém. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. com bravura e firmeza. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. Brincadeiras cantadas. Entre outras terras mil. etc. forte e colossal que reflete em teu futuro. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. jogos. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. Brasil. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Com uma lateralidade mais desenvolvida. as crianças. canções mais apropriadas à faixa etária. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. nas divisas com os outro países da América do Sul. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. despertando seu interesse e curiosidade. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. mas sim buscar. Hino Nacional Brasileiro. danças. A própria natureza fez de ti um gigante. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. naquele momento. paráfrase. Quanto aos outros hinos pátrios. 2000. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Terra adorada. Mas é preciso que. Brasil. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Maria Zeí. nesta fase. 207 . Mas. nos te saudamos. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Ó Pátria amada nós te saudamos. etc. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. BIAGIONI. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Nossa vida mais amores”. cantigas de roda. São Paulo: Fermata do Brasil. aos poucos.

etc. deve ser uma referência para o aluno. Espera-se também que. A linha melódica deve ser bem nítida. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. a pompa dos concertos. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. estes são grandes aprendizados. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. Trabalhe a dinâmica das músicas. e. cantar e ouvir. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. por motivos variados: a vastidão do repertório. (Folha de São Paulo. cantadas ou ritmadas. que. além de muitos outros. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. coletivamente. se necessário. normalmente.]. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. Música clássica afugenta muita gente. 208 . (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). mais tarde. Desta forma. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. a concentração necessária. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. em comerciais de TV.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. O cantar é a grande alavanca da educação musical. em desenhos animados. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. a harmonia do todo. Você. os ritmos facilmente assimiláveis. portanto. Podemos dizer que crianças que se exercitam. em conjunto.. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. que ela pode fazer por meio da música. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. na maioria. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. Mostre a importância da expressão e da articulação. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. com a intenção de aprimorá-la. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Aprender a ouvir o outro. professor. desestimulando a ação de gritar. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. A partir daí. suas brincadeiras são. cantando ou não. o motivo é a preguiça: o que é estranho. Desde bebê. quebrando preconceitos. No fundo. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. a desinformação sobre o assunto. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento..

Além disso. No percurso criador específico da arte. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. gestos. objetos e trabalhos. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. não é apenas uma etapa do processo. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. volumes. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. ligados à construção da forma artística. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. segurança para experimentar e correr riscos. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. revistas. ritmos. suas possibilidades de avaliar resultados. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. materiais trazidos pelos alunos 209 . à característica mutável do espaço. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. sua curiosidade. texturas. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. do ambiente que recebe os alunos. em ruídos. fitas de áudio. cores.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. suas habilidades em desenvolvimento. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. apresentações musicais e teatrais. sons. em consonância com os conteúdos da área. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. inerente às propostas feitas pelo professor. o contato com suas necessidades expressivas. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. CDs. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. à clareza e funcionalidade do ambiente. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. . manifestações artísticas da comunidade. envolvendo questões relativas às técnicas. ou seja.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola.A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. luminosidades. exposições. pensa e transforma. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. sente. vídeos. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. de acordo com o andamento das atividades. à criação. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. mídias em geral. Na área de Arte. para favorecer a produção artística dos alunos. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação.

bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. um vizinho artista. o humor. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. Acolher materiais. escolhendo obras e artistas a serem estudados. como por exemplo. ao mesmo tempo. estudioso da arte. o constante desafio perceptivo. criador na preparação e na organização do espaço. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. etc. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. a questão difícil. etc. ensaios. um livro ou um objeto trazido de casa. etc. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. uma música. desafiando o conhecimento prévio. escolher objetos como elementos para uma aula.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. poemas e contos durante a aula. oferecendo outras perspectivas de conhecimento.também possibilita avaliar. o divertimento.). texturas. apreciador de arte. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. apresentações de trabalho de alunos. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. como ingredientes dessas atividades). maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). materiais e técnicas. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. construindo junto com eles a surpresa. incentivando a curiosidade. exposições. Criar formas de apreciação da arte. uma dança. Adquirindo este conhecimento. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. a incerteza. os quais deverão ser aproveitados. o nacional e o internacional. uma festa da comunidade. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. propõe questões relativas à arte. uma história contada. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. 210 . aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. linhas. apresentações. formas.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. desenvolvendo seu conhecimento artístico. sugestões. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. o mistério. leitura da notícias.

no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar.Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Devemos envolver os alunos nessa produção. Música. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. Teatro). O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. suas mãos e olhos adquirem habilidades. sons. gestos e cenas. etc. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. Sugestões de sites: www. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. manifestações culturais particulares e assim por diante. escolas e estilos. Em contato com essas produções. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado.itaucultural. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram.portinari. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. formas. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Ao mesmo tempo. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. sensitivas. mas para todas as outras áreas. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. Nesse sentido. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais.br www. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. medos.org. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. de relações humanas. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. documentam fatos históricos. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares.org. de sonhos. Dança. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. falam de problemas sociais e políticos. é a visita a museus e exposições de arte. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. perguntas e inquietações de artistas. seu corpo movimenta-se. afetivas e imaginativas. Quando organizamos uma exposição. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. o ouvido e a palavra aprimoram-se. cores. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética.br 211 .

” Muitas vezes. de forma democrática e não seletiva. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. coordenação motora e espacial. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. afetiva. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. estética. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. como um estímulo para a expressão corporal.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. ética. de acordo com as suas habilidades. conhecimentos sobre o corpo). Compreende-se a dança. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. o contato com músicas do universo infantil. de relação interpessoal e inserção social). assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. o aluno deve aprender. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. Assim. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. Em sala de aula. atividades rítmicas e expressivas. Seja num jogo recreativo. saltos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. aquilo que era material ( corridas. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. a educação física “trabalha no plano da ação motora. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. Nesse sentido. músicas. A relação entre a educação física e outras disciplinas. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. neste momento. é pouco percebida. visando a seu aprimoramento como seres humanos. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. assim. Lembramos também que. nesta fase. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. além das técnicas de execução. auditivos e cinestésicos). pré-desportivo ou numa dança. a discutir as regras e estratégias. teatros de marionete e outros. corporal. giros) torna-se conceitual. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. construção de bonecos. Podemos oferecer. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. musicalidade. sem a preocupação com estilo ou técnica. dentro de um contexto cooperativo. ressignificá-los e recriá-los. as atividades devem envolver todo o grupo. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. social e de autonomia. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. apreciá-los criticamente. a cada um. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. estamos 212 . permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. seu processo de crescimento e desenvolvimento. trabalha-se no plano dos conceitos. entre outros recursos. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. embora muito estreita. criatividade e interação do grupo. tamanhos ou quantidades). higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. filmes.

T (org. p.). BENJAMIN. maio de 2002. CCE. utilizando sua imaginação e percepção. O que é folclore. Editora Brasiliense.3373. Centro de Estudos da Criança. ARIÈS.).).). O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Carlos Drummond de. p. mimeo. 2002. O brincar e suas teorias. BAKHTIN. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. BARCELLOS. Manuel. Braga. SARMENTO. 2a edição. Infância: fios e desafios da pesquisa. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. op. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Especialização em Dança. Bibliografia ANDRADE. p. p. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. Carlos Alberto de. Celina & CALFA. Luís da Câmara. SP: Papirus. Portugal. CASCUDO. PUC-RIO. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. José Roberto de & FLORENTINO. História das crianças no Brasil. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. Rio de Janeiro: Graphia.trabalhando noções de seriação e classificação. 1992. PINTO. Um exército de seis milhões de crianças. Philippe. Manuel Jacinto e PINTO. BRANDÃO.). Walter. Armindo. Boletim do Programa Salto para o Futuro. Rio de Janeiro: Record. História social da criança e da família. op.). Mary. Rio de Janeiro: Guanabara. Proposta da Série Família e Escola. L. Rio de Janeiro: Salamandra. JORNAL DO BRASIL. Infância tutelada e educação. Manolo.19-32. Formação social da mente. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. São Paulo: Contexto. BARROS. 1959. In: KISHIMOTO. 1982. 1986. BIÃO. a educação. Manuel e SARMENTO. 2a edição. 213 . Carlos Rodrigues. p.Educação. n. Sonia. Rio de Janeiro: Achiamé. DEL PRIORI. BROUGÈRE. Bibliografia BATALHA. Rio de Janeiro: TV Escola. 1999.7-18. Simone. Manuel Jacinto (coords. São Paulo: Hucitec. Crianças escravas. 1996. Revista Repertório Teatro & Dança. Exercício de ser criança. _. As crianças e a infância: definindo conceitos. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. KRAMER. crianças dos escravos. A infância como construção social. o brinquedo.177-191. 1998. Gilles. MEDINA. S. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Coleção Primeiros Passos. In: PINTO. Universidade do Minho. p. São Paulo: Summus Editorial. 1982. In: PINTO. Campinas. 1o caderno. 13-38. In: BAZILIO e outros (orgs. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas.). Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. COUTO E MELO. 1. Mikail (Volochinov). São Paulo: Martins Fontes. 4a edição. 1997. cit. Sonia. 2000. delimitando o campo.20-38. In: DEL PRIORI. Mary (org. In: A senha do mundo. Manuel e POSTMAN. Marxismo e Filosofia da Linguagem. In: DEL PRIORI. p. Maria Ignez. 1997. Neil. Apresentação. Reflexões: a criança.9-33 VYGOTSKY. GÓES. Manuel Jacinto (coords. 6. In: KRAMER e LEITE (orgs. UFBA. op. p. Manuel. Rio de Janeiro: Ravil. 1991. cit. O desaparecimento da infância. 1999. julho de 2001. A criança e a cultura lúdica. p. cit. In: DEL PRIORI. Mary (org. Dicionário do Folclore Brasileiro. SARMENTO. 1984. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Portanto. 1999. Manoel de. KRAMER. Ediouro. São Paulo: Pioneira. 84-106. As crianças: contextos e identidades. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Marinheiro.). Mary (org.

1995. Roque de Barros.GABRIEL. Jorge Zahar Editor. 1999. 2000 RIBEIRO. O folclore na EEFD-UFRJ. O povo brasileiro .a formação e o sentido do Brasil. Cultura. um conceito antropológico. Darcy. Companhia das Letras. LARAIA. 214 . Eleonora & ROBERTO. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. Frank Wilson.

ritmos (curta. que deve ser visto apenas como mais uma versão da História e não como única fonte de conhecimento. Nesse processo. mas ele não está encerrado em si mesmo. é um material de apoio. entre outras. rupturas e simultaneidade). A história local é o ponto de partida para a aprendizagem histórica. versões. pesquisas arqueológicas na cidade. Conhecer e valorizar o local em que se vive. 1. de distância. a partir de uma reflexão do que é vivenciado. vestimentas. objetos antigos. interioridade e exterioridade. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes.História de Santos No 4º ano. com múltiplas interpretações e análises. mas uma construção. no próprio bairro ou a localidades mais distantes. ou seja. análise de comportamentos. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. O conceito de tempo envolve duração (permanências. jogos. o estudo do meio. mas conflitante. para isso. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. brincadeiras. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. média e longa). por natureza." (Marc Bloch) O ensino de História e construção de conceitos No ensino da História. A cidade de Santos é rica em acontecimentos que se ligam com a história do país e caberá ao professor fazer essa relação entre o micro e macro. 2. os conceitos de tempo e espaço são fundamentais ao desenvolvimento do raciocínio histórico. Segundo o PCN de História e Geografia. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. pois possibilita a professores e alunos o trabalho com a realidade mais próxima e com o meio em que vivem e atuam. a vivência do que se aprende em sala de aula. como recurso didático. O estudo do meio. revistas. medição e velocidade. os alunos entram em contato com a história da cidade de Santos. e que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. cartas. 3. pois permite a elaboração. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. É papel escola proporcionar esses estudos. cheia de interesses. enquanto que o conceito de espaço envolve categorias referentes à orientação (lateralidade ou profundidade).Estudo do Meio: a cidade como espaço educador O estudo do meio proporciona ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. bem organizado. constitui-se como importante a valorização de temas que dizem respeito à vida do aluno. A Secretaria de Educação disponibiliza material didático específico sobre a história local.HISTÓRIA "O objetivo da História é. por meio de atividades realizadas no entorno da escola. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a ser alcançados. delimitação. não linear e evolutiva. gravuras. o homem. músicas. publicações em jornais locais (Diário Oficial de Santos e outros). que antes não eram valorizadas no processo historiográfico.Documentos 215 . para o ciclo I. levando em conta fontes como relatos orais. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. fotografias. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico.

talhadas. Tudo o que o homem diz ou escreve. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. de Benedito Calixto. idealizada. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. de imagens pintadas. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. por exemplo.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. A observação direta. como fonte histórica. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. 4. impressas ou imaginadas e. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. a manipulação e questionamentos de documentos produzidas pelo homem. forjada ou inventada. modeladas. porque estariam retratando fielmente uma época... professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. ainda esculpidas. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. sua cultura e modo de viver no presente e no passado.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida.1545 Artista: Benedito Calixto Data: 1922 Bolsa do Café – Santos -SP 216 . tudo o que fabrica. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. da sociedade que o criou. então. Cabe a nós decodificar seus ícones. pois ela não representa a realidade histórica em si. dos gostos. A ela são agregados novos valores e interpretações. uma paisagem ou um determinado costume. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. mas deve-se sempre levar em conta que. um acontecimento. deve ser explorada com cuidado. do seu nível tecnológico e artesanal. por alunos ou por especialistas. Como qualquer outra fonte. da complexa rede de relações. pois como qualquer outro artista. valores e preferências de um grupo social. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. podem revelar muitas informações. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. é reconstruída a cada época. desenhadas. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. Fundação da Vila de Santos . Ao trabalhar com seus alunos a tela de Benedito Calixto sobre a sua versão sobre a fundação de Santos.“[. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. Ao fazermos uso. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. para o estudo da história de Santos. de seus hábitos. usou e o transformou. indo além do que é visível.

CABOCLO. SANTOS. Santos: Secretaria Municipal de Cultura. Francisco Martins. Santos na formação do Brasil: 500 anos de História.gov.M. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO & al.gov. Santos – um encontro com a História e Geografia.br http://www.net 217 .museuimperial.Indicações Bibliográficas .sp. Sao Paulo: HUCITEC. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. Uma cidade na transição: Santos. . 1992. Olao. Coleção de Olho no mundo.br.itaucultural. ANDRADE. São Vicente: Caudex. História de Santos (vol. Sites: http://www. 1999.pinacoteca. Guia Básico de Educação Patrimonial.org. 1996 NEMI. Náufragos. Eduardo. L. A incrível saga de um país. I. O PODER DA COMUNICAÇÃO. David. Poliantéia Vicentina – 450 anos de Brasilidade. 1999. São Vicente. Santos:PRODESAN. 2003. F. Nelson S.unisanta. Santos: Leopoldianum Editora Universitária. Maria V. RODRIGUES. Editora Abril.br/prc/engenho http://www. Santos: Instituto Histórico e Geográfico de Santos e da Academia Santista de Letras. GRUNBERG.Santos de ontem . Brasília: IPHAN: Museu Imperial. Santos: Grupo Rodrimar.br> http://:www. BUENO. LANNA.novomilenio. 2000. Wilma T. 1986. Didática de História: o tempo vivido.br http://www.com. 1996. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO.com. _______________Brasil: uma História. 2002.br> http:// www. CARDOSO. . 1992 BARBOSA. São Vicente: Caudex.com. 1997. Eliane e Irene Barcelos. HORTA.museudocafe. II e III). M. A.. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. 1976. DIAS. ________________Nos tempos dos nossos avós . Santos na História do Brasil. Brasilia: MEC/SEF.br> http://canalkids. 1870/1913. Traficantes e Degredados. D. Cartilha da História de Santos. uma outra história? São Paulo: FTD. Adriana. Rita M.inf> http://vivasantos. Rio de Janeiro: Objetiva. Gohajo – Capitania Hereditária de São Vicente.santos.usp. & CERQUEIRA. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO VICENTE. de Lourdes. São Paulo: Editora Ática.museudapessoa. 1980.br http://www. Ana Lúcia Lana.br http://www. 2001.

Com as informações em mãos. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. matérias de jornal. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. entre outras. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. jogos. a rua da escola. pinturas. textos da Internet. grafites. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. fotografias. que precisa ser sistematizado e transformado no espaço escolar. e tem por objetivo servir de apoio ao trabalho do professor. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. conhecimento espontâneo. pois trabalha com a paisagem local e o espaço vivido pelos alunos. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. O estudo do município constitui-se uma realidade próxima ao aluno. por meio do qual se torna possível a compreensão de outras realidades que o cercam. histórias em quadrinhos.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 4º ano. A construção do conhecimento em Geografia A geografia é uma ciência de observação.. Além dos textos. gráficos e esquemas. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. a escola. enciclopédia eletrônica. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. lugares. Mas não para por aí. O subsídio Santos – Vivenciando a História e Geografia apresenta material bastante variado: fotos atuais e antigas. 218 . A partir delas. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero.. esculturas. charges. a geografia pode contar com muitos aliados: música. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. comparar com outras imagens. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. pinturas. são abordados aspectos geográficos do município de Santos. diários de viajantes. a casa. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. peça de teatro. como exemplo. que podem culminar em uma exposição. mapas. Enfim. levantando hipóteses próprias. Cartazes. Aos poucos. música. construções etc. Em seu dia-a-dia. os alunos acompanham as transformações do espaço geográfico por meio das suas vivências em outros espaços e grupos sociais. os arredores. levantamento de interesse junto aos alunos. filmes. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. desenhos. ampliando a realidade espaço-temporal. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. de Tarsila do Amaral.

por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. partindo da sala de aula para a rua. Em seguida. Explore a procedência das famílias. separação (aquilo que limita. etc. Segundo o PCN de História e Geografia. por exemplo. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. bem organizado. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. construa escalas intuitivas. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). a percepção do que é maior ou menor e legendas. Num primeiro momento. morros de Santos. mas. Para tal. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. como recurso didático. na cidade de Santos. Os aviõezinhos representam aeroportos. Inicie o trabalho com mapas simples. para o ciclo I. a referência espacial da criança é o corpo. sugerimos: • Explore a noção de legenda. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex.) empregando sucata.: porto. a cidade. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. existe um grande número de migrantes. seja para se comunicar ou para obter informações. ou seja. os diferentes modos de morar. centro histórico. fotos de satélites. estilos de arte. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). etc. O estudo do meio. o bairro. os traços azuis representam rios. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. folders turísticos. discutindo as usadas convencionalmente. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. o estado e o país. separa). • • • 219 . converse sobre as razões desse fato. nas séries finais do ciclo I. de viver.Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. maquetes e plantas. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. Engenho dos Erasmos. Nessa atividade. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. ordem ou sucessão (antes. plantas da cidade. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. maquetes e plantas Bibliografia Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. onde o aluno tenha questões para resolver. pois permite a elaboração. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. a classe poderá concluir. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. Assim. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. Mapas. o estudo do meio. etc. depois e entre). que.

entre outras. • A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. http://www. transformando-o com o uso da tecnologia” são importantes para se compreender a organização espacial e perceber que o modo como a sociedade produz o espaço geográfico depende de como o trabalho é realizado.gov. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. uma boa fonte são os 220 . • O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. que há bancos. Relatos de viagem. interferências. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. dramatizações.Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. seus costumes. hospitais. Para que a investigação ultrapasse a mera descrição da cidade. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa.5 centímetros entre São Paulo e Santos. ou seja.santos. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. tais como de que modo a cidade se organiza a partir de um centro onde estão os prédios da administração pública. com questões como: Por que a cidade está localizada nessa parcela do território? Por que a cidade se desenvolveu em torno de um porto? Onde vivem seus habitantes e porque escolhem esses lugares? Como é feito o abastecimento de água? Para onde vai o lixo? Como esse espaço foi construído e de que modo continua se transformando? São questões que levam os alunos a compreender que a cidade é algo dinâmico. Para compreender essa redução. letras de música. Para o trabalho com poesia. entre as fotos e as pessoas. para isso. representação por meio de desenho. podem se usados outros padrões de medida. chegando à noção espontânea de escala. que escrevem suas opiniões no jornal diário ou que fazem comentários sobre as pessoas do lugar. recortes de jornal e revistas. A sua representação depende da escala adotada. Assim como o barbante. por exemplo. depois.br/#santos Ocupação. Nesse sentido. tais como: palmo. transporte e trabalho. é necessário discutir com os alunos o processo de construção desse espaço. melhores condições de saúde. a distância de 1. Ao estudar a cidade de Santos. é feito um trabalho processual. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço na nossa cidade. Comece com objetos.000 (“um para quinhentos mil”). braça. saber o que significa. pode-se ficar apenas no levantamento dos dados superficiais. praças. reescrita. criação de poemas. escolas. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. palito. depois parta para a sala de aula. em grupos.sp. analisem as diferenças de tamanho entre elas. pessoas que a visitam. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. espaço e trabalho A temática “trabalho e como o homem apropria-se do meio. que as pessoas se movimentam à procura de lazer. pé.

pois retratam a cidade do seu tempo.com. São Paulo: Hucitec. 1996. MORAES.org. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais da própria cidade já conhecidos ou não.no. além de estimular a análise e a interpretação das imagens.aprofgeo.pt/JogoMigMun.embrapa. Avaliação. São Paulo : FTD. Bibliografia HOFFMANN. SANTOS. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. São Paulo: Hucitec. Milton. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre a cidade para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. Carlos R. com os seus costumes e espaços ora da infância.com/ http://www.gov.geoelearn.com.hpg. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. Vicente de Carvalho e Rui Ribeiro Couto.cnpsa. Metamorfoses do espaço habitado. 1992.inpe.br/ http://www.htm http://www. Didática de Geografia: memória da Terra : o espaço vivido. 1994. Sites http://www.no. textos explicativos. Porto Alegre.htm http://edumed.br/ http://www. Jussara. Geografia.sogeografia.sapo. 1988.yupis.sosmatatlantica.poemas de Martim Fontes.br/jogos/ http://edumed. Salete. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado. A.pt/JogoAgrMun. As imagens deverão ganhar legendas.br Jogos online http://www. KOZEL.com.ibge. Educação e Realidade. mito e desafio. títulos. ora do trabalho ou simplesmente do lazer.br/home/ http://www.br 221 . pequena história crítica.desertdesmat.sapo.br/ http://www.

ar e seres vivos. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. • Leitura de textos informativos e comparação de ideias. ao trazer amostras de solo para observação). • Avaliação da influência dos componentes ambientais na vida dos animais e vegetais. tabelas. • Investigação das relações entre água. • Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício. • Presença da água na natureza. • Uso de técnicas de investigação ao observar e descrever imagens de diferentes objetos em diferentes fontes. jornais. • Utilização do vocabulário adequado para descrição dos fenômenos observados. • A energia no planeta. • Ciclo da água na natureza. • Tipos de solo e o solo de nossa região. • Respeito pelas coisas da natureza. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. como. no desenvolvimento de novos aparelhos domésticos. • Transformações da energia (luz. • Atmosfera e gases. utilizando diferentes critérios para classificá-los. luminosa. alimentos. • Poluição do ar. solar. conhecendo como a exploração irracional dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente. luz. livros paradidáticos) sobre o tema em estudo. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas em diferentes fontes (revistas. • Materiais retirados do ambiente e utilizados pelo homem (areia. • Importância da água para os seres vivos. • Uso indiscriminado dos recursos naturais. • Valorização do saneamento básico como técnica que contribui para a qualidade de vida e a preservação do meio ambiente. veículos. esquemas. solo e outros materiais. • Erosão do solo e suas consequências. • Realização de trabalho de campo para observação. • Formas diferentes de energia (térmica. calor) e seus efeitos. • Enumeração das atitudes e comportamentos favoráveis à higiene e à prevenção de acidentes. listas. • Respeito às opiniões das pessoas. manipulação. • Vento: utilidades e perigos. • Desenvolvimento de hábitos novos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados ao cuidado com a saúde. textos. indústrias. e as conseqüências das formas inadequadas de ocupação dos diferentes 222 . coleta de materiais. • Ar e combustão. • Fontes poluidoras (navios. eólica). • Posicionamento diante de conquistas e inovações tecnológicas valorizando a contribuição da ciência para a melhoria da qualidade de vida. petróleo entre outros). • Vegetação e erosão. • Relação solo . seres vivos. minerais.água . água e solo e suas consequências. dos combustíveis. calor. • Estados físicos e mudanças de estado. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. por exemplo. bem como das intervenções do homem no ambiente. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. • Fertilidade do solo. lixo. • Organização e registro de dados sobre o tema estudado por intermédio de desenhos. elétrica. entre outros). mais elaborados. madeira. • A água como solvente (misturas). como organização e rigor nas observações e análises. • Características e propriedades da água.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • O solo e sua ocupação: urbana e rural. quadros. • Valorização das coisas da natureza. • Observação de fenômenos e objetos e formulação de perguntas e suposições sobre o tema em estudo. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação.

ar e solo poluídos ou contaminados. as consequências para a saúde pessoal e ambiental. • Coleta seletiva de lixo. 223 . Água potável. • Manejo de material e montagens de experiências simples. ferramentas. • Verminoses mais comuns na infância. • Preservação dos recursos naturais. • Tratamento da água. reservatórios de água e distribuição de água. • Tratamento do lixo.Ser humano e saúde • Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela: água. • Prevenção de acidentes. distribuição e armazenamento da água). Recursos tecnológicos • Saneamento básico. • Comparação e classificação dos equipamentos. • Análise de dados. ao estudar por exemplo gráficos de consumo de energia elétrica. • Destino das águas servidas (sistema de esgotos) e tratamento de águas servidas. para se aproximar da noção de energia como capacidade de realizar trabalho. com a supervisão do professor. utensílios. • Reciclagem de materiais. • Investigação da origem e destino social dos recursos tecnológicos. • Água e abastecimento (captação. • Higiene pessoal e ambiental. relacionando o seu funcionamento à utilização de energia. • Materiais usados no dia-a-dia e o lixo.

ordem crescente e decrescente. na resolução de situaçõesproblema do cotidiano. na resolução de situações-problema do cotidiano. • Utilização de sinais convencionais (+. .operações com e sem reagrupamento. . • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Exposição e registro preciso de informações. . • Uso do termo unidade de milhar relacionado ao conjunto de 10 centenas. • Uso do conceito de adição. • Perseverança. na resolução de situações-problema do cotidiano. aproximado). necessários em seu dia-a-dia. exato. . Educ. • Avaliação de resultados obtidos por meio das operações inversas. como ideia de juntar. conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. esforço e disciplina na busca de resultados. . que envolvam números naturais. ≠) na escrita das operações.símbolos (>. .unidade e dezena de milhar. escrito. • Leitura. = e ≠). : =. • Registro do antecessor e do sucessor de um número natural. escrita. Subtração: . Adição . que envolvam números naturais.par e ímpar.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. comparar ou completar .<. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática.situações que envolvam a idéia combinatória. .situações de tirar. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. • Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas.nomenclatura. que envolvam números naturais. <. .situações que representam adições de parcelas iguais .com e sem reagrupamento. >. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. Números ordinais (até 50). respeitando o pensamento do outro. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. idéias e cálculos.valor posicional. • Curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo (mental. utilizando.com e sem reagrupamento. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999. • • • • 224 . de acordo com as regras do sistema de numeração decimal e ordinal.multiplicador com um ou mais algarismos . empregando números e quantidades. observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. .) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações.999 . • Perseverança.com duas ou mais parcelas.nomenclatura.produto até 999. Multiplicação . esforço e disciplina na busca de resultados. . • Esclarecimento de dúvidas.com duas ou mais parcelas. acrescentar quantidades. • Interação com seus pares de forma cooperativa. 100 dezenas ou 1000 unidades.sucessor e antecessor. • Respeito às regras de jogos. comparar e completar quantidades. . para tanto. . -propriedades. .multiplicando até 3ª ordem (centena).operação inversa. x. transpondoas para a sua rotina. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. =. -. que envolvam números naturais.

número de ângulos. vertical e inclinada).exata e não exata. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. • • • 2. • Uso do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem e medidas. 1000. • Leitura de horas num relógio de ponteiros. evitando interpretações parciais e precipitadas.divisor com 2 algarismos. .fração de uma quantidade Números decimais . . • Ampliação dos significados do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem. . • Resolução de operações com e sem reagrupamento. eixos de simetria. .leitura de frações . mês. • Percepção do eixo de simetria.semelhanças e diferenças entre polígonos. ano. • Utilização das quatro operações em situações-problema.metade. . . • Aplicação de diferentes estratégias de contagem.comparação de números fracionários.representação fracionária.frações equivalentes.o décimo. na natureza e nas criações artísticas • Representação de formas poligonais em trabalhos artísticos. como o egípcio. semana. .dividendo até 999. 225 . ordem. • Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. terça e quarta parte.comparação de números decimais. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Relação entre as unidades de tempo — dia. direção e sentido.leitura e escrita de números decimais.adição e subtração com números decimais. Espaço e Forma • Posições de uma reta (horizontal.adição e subtração de frações com o mesmo denominador. . etc. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. . • Aplicação de estratégias pessoais para o cálculo das quatro operações.CONCEITUAIS . . • Observação de figuras simétricas na natureza e em obras artísticas. . PROCEDIMENTAIS • Utilização de diferentes operações para resolver um mesmo problema.por 10. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Hábito de analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. • Construção de sólidos geométricos a partir de suas principais características. . precisão e correção na elaboração e na apresentação dos trabalhos. • Criação de figuras simétricas por meio de dobraduras • Observação de formas poligonais no dia-a-dia. usando critérios como número de lados. como fonte de aprendizagem. • Utilização de calendários.exata e não exata. semestre. . bimestre. ATITUDINAIS • Respeito pelo pensamento do outro.Operações inversas • Divisão . Números romanos . .por 10. quádruplo e quíntuplo. triplo. maia e romano (destacar o último por estar bem presente no cotidiano dos alunos). 100 e 1000. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. 100. . Números fracionários . • Apreciação da limpeza. • Ampliação e redução de figuras planas pelo uso de malhas. • Localização de pessoas ou objetos no espaço por meio do emprego de vocábulo e linguagem geométrica de posição.dobro . valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de ideias. . . • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema.História de sistemas de numeração antigos.operação inversa.divisor com 2 algarismos.

• Construção de listas.Sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema.Documentos relacionados ao processo de compra e venda: cheque. . concorrentes). . largura e altura. tabelas e gráficos 226 . Tratamento da informação • Listas. etc. • Coleta. • Interpretação e elaboração de listas. • Simetria • Ângulos • Polígonos • Sólidos geométricos. Perímetro PROCEDIMENTAIS • Comparação de grandezas de mesma natureza. etc. nota fiscal.). científicos ou outros. • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. tabelas simples.três dimensões: comprimento. Medidas de capacidade: litro e mililitro. vale. . arestas e vértices. perpendiculares.Breve contextualização história do sistema monetário (sistema de trocas das antigas civilizações) .Sistema monetário brasileiro (cédulas e moedas/ real e centavos). organização e descrição de dados. ATITUDINAIS • • • 4. de dupla entrada e gráficos de barra para comunicar a informação obtida. • Posições de duas retas (paralelas. . • Criação de registros pessoais para comunicação das informações coletadas. • Produção de textos escritos. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos (recipientes de um litro). • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. recibo. relação dos nomes dos alunos. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. para identificação de acontecimentos e resultados de pesquisas. • Cálculo de perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros de duas figuras sem uso de fórmulas. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. .composição e decomposição de figuras planas e identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares. diagramas e gráficos) e construção dessas representações.CONCEITUAIS .Grandezas e Medidas • • Medidas de tempo: hora e minuto Sistema monetário.elementos do sólido geométrico: faces. resultados de campeonatos e jogos. 3. a partir da interpretação de gráficos e tabelas. • Realização de estimativas. Medidas de massa e comprimento. gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos.Lucro e prejuízo . tabelas.

sites de busca: iniciação à pesquisa. teclado. de comunicação e convívio social. outros). máquina digital. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. mouse pad. ATITUDINAIS * Convivência em grupo. e-mail. a memorização. * Valorização das tecnologias ( My Kid. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. drive de disquete. * Manuseio adequado de dispositivos externos (scanner. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. impressora. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. a coordenação motora. * Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. *Utilização de sites para complementar as aulas. CD-Rom). 227 .4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. ideias e conceitos. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. Site da Educação. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. mouse. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. a inter-relação de pensamentos. Mesa Alfabeto. levantar hipóteses e pensar estrategicamente.

documentos. • Textos extraverbais (ex: fotografia. registros. notícias e manchetes.). simples / composto. informar-se. fábulas. o Palavras monossílabas. trava-línguas. • Itens da gramática normativa: o Substantivo próprio / comum. não apenas no ambiente escolar. escolha de imagens etc). Operação coerente da língua de acordo com objetivo da mensagem. Leitura e escuta de textos de gêneros diversos. interpretação e intercâmbio: seminário. • Leitura e interpretação de texto. lendas. escolha de reportagens. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. Valorização da leitura. trissílabas e polissílabas. lembrar. • Coesão e coerência textual. palestra. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Aplicação das regras da língua padrão em situações de expressão oral e escrita. elaboração de texto e revisão. Análise de textos bem escritos para observação do processo de escritura de diferentes autores consagrados. etc. Exercício da cidadania por meio do domínio da língua formal. emocionar-se. Valorização do uso do dicionário. música. oral e escrita. Escrita • Produção de texto coletiva e individual. etc. o Número do substantivo e do adjetivo ( singular / plural). pátrios. cartão-postal. Autonomia e criticidade crescentes nas produções escritas. instruir-se. Leitura • Textos de gêneros diversos: contos. • 228 . Ampliação do repertório vocabular. relatos. entre outros suportes de escrita. Utilização e seleção de vocábulos adequados aos objetivos pretendidos. pintura. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. ingresso para eventos. Produção de diferentes textos. quadrinhas. Produção de jornal escolar (seleção de seções. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem oral • Linguagem e participação social (leituras variadas. escultura e outros). piadas. o Sinônimo / antônimo. Preservação e cuidado com livros. Valorização da pesquisa como fonte de conhecimento e aprendizagem. o Adjetivo. pesquisar. parlendas. dança. derivados. mitos. receitas. Combinação e seleção de estratégias de leitura. de acordo com as necessidades textuais. mesa-redonda. mas também fora dele. canções. o Substantivos coletivos. primitivos. notícias (via rádio e TV). poemas. dissílabas. Leitura com diferentes finalidades: estudar. instruções. divertir-se. entrevistas. comunicar em voz alta.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Arte / Ed.

? porque. • Regularidades Morfogramaticais (terminação em L no final dos coletivos – ex: canavial cafezal. o Discurso direto e indireto. o Irregularidades ortográficas. a partir de um tema gerador previamente selecionado. já que. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 229 . o Expressões de temporalidade e causalidade (nas situações de uso da língua): quando. cantasse. depois que. o Diferentes usos e grafias: por quê? Por que. artigo de opinião. terminação em ESA para lugar de origem – ex: francesa. logo que. editorial. 2ª e 3ª conjugação. interrogativas. o Verbos: 1ª. paroxítonas e proparoxítonas. como etc. o Verbo (infinitivo). falasse. até que. o Frases: afirmativas. enquanto. portanto. notícia. etc. passado e futuro. depois que. portuguesa. legenda de fotos. o Palavras oxítonas. o Ortografia: • Regularidades Contextuais (o uso do S/SS).CONCEITUAIS o Pronomes pessoais e possessivos. o Sinais de pontuação (vírgula). negativas e exclamativas.. o Tempos verbais: presente. porquê. reportagem. • Características do gênero (texto jornalístico: manchete. porque. etc –. • Segmentação entre as palavras de um texto ou frase..) /portador de texto (jornal). etc). visto que. etc – e terminação dos verbos em SSE – ex: chegasse.

panda. erase the board. good night. thank you. good evening. 230 . bears). play. garage. Uso dos verbos “to like” e “to love” para expressarse sobre as coisas que gosta de fazer e preferências. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula.. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. crocodile. snake. How are you? I’m fine. look at my…. sobrenome e palavras que não compreende. zebra. o Alimentos e bebidas. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. good afternoon. PROCEDIMENTAIS Uso. stand up. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. I can’t. read. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. jump. it’s easy. Uso do alfabeto para soletrar o próprio nome. Uso do verbo modal “can” para expressar o que consegue e não consegue fazer. giraffe. congratulations. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. do vocabulário e diálogos aprendidos. o Preferências: What’s your favorite. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por intermédio de vídeos e CDs. raise your hands. run. o Datas e comemorações: What’s your favorite holiday? / When is your birthday? / What day is today? It’s … • Vocabulário: o Animais (tiger. write. please. And you? • Apresentação: What´s your name? My name is _. lion.? I like/love… I don’t like… o Localizações: Where’s …? She/he/it is on/under the/in… o Pertences: What do you have? I have a ….. Respeito ao momento em que o outro fala. dining room. draw. em situações cotidianas. Uso do verbo “to hate” para expressar-se sobre o que não gosta de fazer. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. swim. Uso do verbo “to have” para falar sobre seus pertences. cut. Contato com músicas. o Cômodos da casa (kitchen. brinquedos. o Habilidades: Can you…? Yes. fly. shake your leg. repeat. animais. aniversário. / No. garden). bathroom. glue. elephant. ouvindo com atenção. I can. cross your arms. partes do corpo. hello. color. thanks. bedroom. monkey. membros da família. close/open your book/the door.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Sugerir praticar algo: Let’s play … Perguntas e respostas sobre: o Ortografia: How do you spell LION? L-I-O-N. cook. • Comandos: sit down. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi. good bye. good morning. living room. speak.

Christmas. car). Verbo modal: can. Independence Day). fly. you. Teacher’s Day. Mother’s Day. stove. Carnival.“to like”. grandmother. Thanksgiving. she.CONCEITUAIS o Móveis da casa (bed. teddy bear. volleyball. your. Preposições de lugar: in. speak. closet. on. it. • Preposição de tempo: in. o Meses do ano. New Year’s Eve. sofa. sister. he. children’s Day. play. cook. jump. Gramática: Verbo “to be”. brother. toilet. o Números de 1 a 100. o Jogos e brinquedos (puzzles. o Família (father. Easter. o Esportes (soccer. yo-yo. “to hate” presente simples. • Pronomes possessivos: my. memory game. o Dias da semana. o Habilidades(run. swim). Carnival. o Celebrações (Christmas. they. mother. under. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 231 . swimming. dominoes. play). tennins. fridge). Halloween. Father’s Day. Mother’s Day. grandfather). chair. Easter. Pronomes pessoais: I. robot. table. Father’s Day. June Festival. “to love”. shower. basketball. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. dance.

exercícios de percepção (leitura e ditado rítmico / melódico). brinquedos cantados. Valorização das próprias produções. moderados e lentos). Gráfico sonoro (altura/intensidade e duração). improvisação. ternário e quaternário e do desenho rítmico da melodia. Improvisação sonora dirigida. Valorização da cultura popular e manifestações folclóricas brasileiras 232 . Intensidade – dinâmica nas canções. Valorização da voz como instrumento de comunicação e expressão. desenho rítmico da melodia das canções. Apreciação da música erudita. pulso. utilizando instrumentos de percussão. Interpretação. entre outras. levando a uma melhor qualidade de vida. parlendas. destacando-se o compositor e sua breve biografia. Interesse. Pergunta e resposta rítmica. percebendo o que pode ser mais saudável. por meio de canções conhecidas. dinâmica etc. Timbre (sons simultâneos). Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente Expressão corporal. Manifestações folclóricas: jogos. Canto coletivo. Hino da Proclamação da República. ATITUDINAIS Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Hino à Bandeira Nacional. de entoação de intervalos e graus conjuntos). percussão e movimentos corporais. brincadeiras. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. Música erudita. etc. pulsação. danças. descendentes e de mesma altura). do cotidiano. identificação. prontidão. gestual. de outras crianças e da produção de arte em geral. Hino da Independência. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. canções. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. (Ostinato) Memorização rítmica e melódica. representação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. reconhecendo os instrumentos musicais. etc. sonorização de histórias. corporais. Formação de repertório. Canto coletivo. Hino Nacional Brasileiro. estimulando a locomoção. concentração. do acento nos compassos binário.LINGUAGENS 4º ANO (A Mus / L Port / Ing / Art / Mov) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Propriedades do som: Altura (sons ascendentes. Duração Acento. auditivas. Andamentos (rápidos. brinquedos cantados. Composição de atividades orais. observação. objetos sonoros. Repetição de frases rítmicas e melódicas. memorização rítmica e melódica por meio de canções. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. jogos. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. brincadeiras. PROCEDIMENTAIS Audição. Percepção e demonstração do pulso. Células rítmicas e melódicas.

Vitrais. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • • Cores complementares. à colaboração e à iniciativa própria e alheia.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. etc. Expressão fisionômica. Lasar Segal). bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Simetria na arte. Respeito à própria produção e à do outro. às idéias dos demais. Observação da forma. (Sugestão: Portinari. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das cores nas manifestações artísticas (sugestão: Van Gogh). Experimentação de materiais diversificados. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. papel machê. Valorização da solidariedade e da cooperação. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Mímica. Respeito às normas de funcionamento. Máscaras com sucata. Plano. espaço e planos nas manifestações artísticas. tamanho e proporção. não-convencionais. Respeito a formas de expressão artísticas diferenciadas. Valorização e respeito a outras culturas. Desenvolvimento da criatividade. Experimentação de técnicas e materiais diversificados. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Maquetes (Sugestão: Benedito Calixto). Quadro vivo. As formas geométricas na arte. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). Arte Indígena. ativando a memória afetiva. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. 233 . Construção de objetos tridimensionais (maquete). Folclore. Tangram. Uso do corpo como expressão artística. espaço. argila. Experimentação de materiais diversificados. Uso da expressão fisionômica e das possibilidades corporais na encenação teatral. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções artísticas. Desenvolvimento do senso crítico. Experimentação das formas artísticas e tudo que se integra a uma ação criadora (sugestão: Pablo Picasso). Disco das cores. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais.

• Uso da atenção. 234 . bater. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Atividades competitivas. • Respeito à utilização dos espaços comuns. amortecer. PROCEDIMENTAIS • Participação em jogos pré-desportivos. brincadeiras e danças cooperativas. • Brincadeiras cantadas.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Danças pertencentes a manifestações culturais da coletividade ou outras localidades. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. esportes e brincadeiras. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. como meio para produzir. • Expressão de opiniões pessoais quanto a atitudes e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. arremessar. desenvolvendo atenção. ATITUDINAIS • Reconhecimento. • Respeito às regras. expressar e comunicar suas idéias. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. respeitando o grau de dificuldade da criança. • Valorização da convivência solidária. com ajuda do professor. gráfica. assim como em danças. flexibilidade e direção. • Utilização de habilidades (correr. • Circuitos abertos com corridas. brincadeiras ou outras atividades corporais. saltar. • Respeito a suas possibilidades e limitações corporais. motores. • Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. rolamentos. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. • Cuidado com o próprio corpo. saltos. • Resolução individual de problemas corporais. simbólicos. • Noções de higiene e saúde. • Criação de brincadeiras. força. velocidade. jogos populares. plástica e corporal. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. • Valorização dos momentos de reflexão. • Jogos individuais e coletivos. dignidade e solidariedade em situações competitivas. • Movimentos por meio das possibilidades: arrastar-se. • Exercício da cooperação durante as atividades. atividades em equilíbrio. • Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. observação e memória. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. • Experimentação de atividades de danças. respeitando as diferenças. saltos e arremessos. • Atividades pré-desportivas. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. • Atividades em sala de aula. • Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. brincadeiras e danças. • Participação em jogos coletivos. matemática. engatinhar. rebater. valorizando a participação de todos. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. chutar. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. • Discussão das regras dos jogos. • Reconhecimento da importância da valorização e apreciação das manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. • Atividades com noções de equilíbrio. girar) durante jogos. memória e observação. • Atividades com jogos sensoriais. rolar. rastejar. repudiando qualquer espécie de violência. apoios variados.

235 . agilidade e habilidades motoras. • Atividades pré-desportivas.• Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. • Atividades com divisões de grupos. • Uso de suas possibilidades e limitações corporais. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. estabelecendo relações com o espaço disponível. • Circuitos de força.

cartazes. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Produção de regras e combinados coletivos a fim de valorizar ações conjuntas. Pesquisa em diferentes fontes: livros. • Reconhecimento das diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. textos. ao professor e demais pessoas do seu convívio escolar. Leitura de documentos. 236 . • Desenvolvimento econômico da localidade e os diferentes grupos sociais que conviviam na coletividade: portugueses. Emprego de diferentes estratégias de pesquisa. Coleta de dados em diferentes fontes e documentos escritos. diferenças e permanências no modo de vida da população.. junto com o professor. Representação teatral. Planejamento e realização de estudo do meio. o a invasão de estrangeiros na Vila de Santos • O comércio na Vila de Santos: o o monopólio do sal. • Valorização da cultura indígena • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • Aceitação das diferenças de opinião. Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. o o ressurgimento do porto: o açúcar e a construção da Calçada do Lorena. • Formação inicial da cidade de Santos: povoado do Enguaguaçu e suas relações sociais. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. obras de arte. considerando época e linguagem. cidade. Elaboração de textos a partir do material coletado. • Integração aos grupos dos quais faz parte. Construção de maquetes. musical ou poética do encontro de diferentes culturas. país e suas relações. iconográficos e cartográficos. estado. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. etc. Discussão dos termos invasão. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. • Valorização da história do local onde se vive. Uso de textos como forma de ampliar e discutir os conhecimentos elaborados. etc.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes grupos que habitaram a região antes da chegada dos portugueses: os homens de sambaqui e os indígenas. indígenas e negros. porto. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos.) • A produção açucareira em Santos e o desenvolvimento o a concorrência do açúcar nordestino e a saída para a crise: as bandeiras.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Caracterização do local em que se vive: bairro. Relig. o desenvolvimento econômico da Vila (engenhos. documentos. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação ao local onde se vive. • A chegada dos portugueses às terras brasileiras e o início do povoamento. • Reconhecimento das semelhanças. Organização dos dados coletados por meio de gráficos. • História inicial de Santos • Elevação de Santos à categoria de Vila: o escolha do nome de Santos. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. respeitando o pensamento do outro. jornais etc. • Valorização da história da cidade. Elaboração de síntese histórica: linha do tempo. • A chegada de Martim Afonso e o início da colonização oficial do Brasil: fundação da Vila e engenhos. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos povos formadores da nossa cultura. encontro e descobrimento.

CONCEITUAIS • A participação dos santistas nas lutas pela Abolição da Escravatura. econômicos e culturais atuais. • Contextualização temporal da história do Brasil e de Santos • Localização espacial e temporal na História de Santos. • A expansão urbana da cidade e o desenvolvimento econômico. a expansão da orla e a migração nordestina. costumes e alimentação). comidas típicas. • Manifestações artísticas e culturais: o Festa junina em Santos (danças. PROCEDIMENTAIS • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares existentes em Santos • Elaboração de registros pictóricos sobre folclore santista. • Respeito à sociodiversidade. levando em consideração a importância dos imigrantes na formação da população santista. brincadeiras e festas do folclore santista. • A imigração e a substituição do trabalho escravo. ATITUDINAIS • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. o Quilombo do Jabaquara. • Transformações ocorridas a partir da expansão do café pelo interior de São Paulo e a importância do Porto para a economia nacional. músicas. reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. • Crescimento do turismo. sociais. • Santos e a Independência do Brasil: a participação de José Bonifácio. • Principais acontecimentos políticos. • Participação do proletariado santista na luta por melhores condições trabalhistas. • Valorização do patrimônio sociocultural. 237 . • História recente: o regime militar em Santos e a volta da democracia. • Lendas. • Elevação da Vila à categoria de Cidade.

plantas e outros. • Semelhanças e diferenças físico-sociais da cidade e do campo. fotografias.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. recursos naturais. observando a industrialização e comercialização. áreas populacionais e outros. construção de pontes. • Movimento de migração. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambos. destacando-se o Porto. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. • Valorização da diversidade cultural e étnica da cidade de Santos. Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. clima. Relig. desemprego e influências na cultura da cidade. desenhos. gráficos. compreendendo suas consequências. destacando-se os mapas que retratam Santos e Região da Baixada Santista. 238 . poluição e outros. obras-de-arte e outros. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. Registro por meio de listas. Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. enciclopédias. tais como: mão-de-obra para a indústria. internet. • • • • • PROCEDIMENTAIS Leitura. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. escala e legenda. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. fotografias. mapas. aplainamento de morros. livros. hidrografia. ocupação do espaço. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. legenda e título. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. • Ocupação do espaço físico da cidade de Santos diferenciando as zonas rural e urbana. textos narrativos. • Características de urbanização da cidade de Santos. Confecção de maquete com escala. • Aspectos físicos da cidade de Santos: relevo.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título.

espacial (cidade e campo). por setor (primário. • Modos de vida dos diferentes grupos sociais locais comparando-os a outras áreas da cidade e região. social (patrão. outro transporta. lazer. transporte. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 239 . outro embala e outras). energia elétrica. saneamento básico. tendo como foco a dinâmica da economia na cidade de Santos e Região da Baixada Santista. movimentos populares e organização político-administrativa do município. terciário).CONCEITUAIS • Divisões do trabalho – por tarefas (um planta. • Processo de urbanização e modernização da cidade de Santos promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. secundário. empregado). moradia. programas assistenciais.

• Grandes acontecimentos são celebrados. • • • • • • Valorização da família. Troca de opiniões e experiências com os colegas. entendendo a liberdade que o outro também tem de expressar-se quanto à própria crença. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • Expressão da sua crença com liberdade. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. Relação de significados entre os diferentes símbolos religiosos. classificandoos conforme a matriz de origem: ocidental. africana. Pesquisa dos modos de celebrações e solenidades dos grandes acontecimentos que são chamados de rituais pelas Tradições Religiosas e apresentados nos textos sagrados. presentes no nosso cotidiano. Discussão em grupos sobre os mitos que se criam ao redor de pessoas (artistas. Formação do povo brasileiro • Diversidade étnica da cultura negra e indígena. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais / religiosas.4º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Os acontecimentos religiosos são fatos marcantes e podem originar mitos. 240 . Exposição de trabalhos em grupo. suas não explicações sobre a realidade complexa e pouco compreendida. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para nossas expressões. seus desejos. oriental. principalmente. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. de modo que cada grupo apresente sobre uma Tradição Religiosa diferente da que professa. indígena. Rituais • Celebrações tornam-se práticas religiosas. Levantamento junto aos familiares das histórias (crendices) que se contam em famílias e que passam de pai para filho como se fossem verdades. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. personagens públicas) como forma de o mundo moderno explicar suas projeções.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 5º ANO Ensino Fundamental 241 .

a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. busca e registro de informações. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. Desse modo. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. Para aprender Ciências. a experimentação e a leitura de textos. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. vegetais. comparação. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. Dessa forma criam-se situações em que. Dificilmente. a busca de informações. No entanto. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Para tanto. a investigação. experiências valores culturais e sua observação natural. A partir disso. cabe ao professor selecionar. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. sobre os fenômenos naturais. criando situações interessantes e significativas. como a problematização. Sendo assim. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. animais etc.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. o trabalho em grupo. Ao longo do ensino fundamental. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. a transversalidade. Mas esse processo não é espontâneo. Nesse tipo de observação os alunos podem 242 . Sendo assim. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. é construído com a intervenção do professor. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. para encontrar soluções. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. com o outro e com o ambiente. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. em língua portuguesa. Para que ocorra a problematização. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. Da mesma maneira que. elaborados e acumulados pelo homem. o aluno necessita coletar novas informações. de gerações a gerações. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados.

portanto. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. etc. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. sugando o ar que está lá. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. fundamental. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. assim como a reconstrução de categorias de ideias. compreender procedimentos. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. lupas. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. como por exemplo. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. seres vivos. na produção de um texto coletivo. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. Além do desenho. pequenos textos. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. por exemplo. Além disso. de modelos científicos como argumentar. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. As experiências sugeridas não devem. nesse sentido. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. esquemas.utilizar todos os sentidos na busca de informações. manipulação de objetos e materiais e construções. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. Nessa fase. Os alunos podem comparar entre si objetos. gravuras. vídeos. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. com a ajuda ou não do professor. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. listas. justamente. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. identificar. mapas. 243 . entre outros. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. como fotos. Trabalho com projetos Os projetos. esquemas. A atuação do aluno é. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. levantadas em um determinado problema. sintetizar. materiais. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. ou seja. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. É o caso que envolve visitas. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. etc. para que os alunos entendam o que significa sólido. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. como microscópios. Experimentação Por meio dela. criar atividades. Por exemplo. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. sempre que possível. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. em situações reais de comunicação. de estudos do meio e de Webquest. líquido e gás. analisar. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. Na observação indireta. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. tabelas. Um dos objetivos dessas atividades é. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. elaboração de listas. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. e entender a idéia de pressão. muitas vezes.

dos níveis tróficos (produção. os conteúdos são extensos. a sua parte universal. etc. da Paleontologia. 244 . a Ecologia estuda as relações de interdependência entre os organismos vivos e destes com os componentes abióticos (sem vida) do espaço que habitam. da Física. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. tomada de decisões. Ampliar conhecimentos. Em cada um desses capítulos. o seu aspecto individual e. por exemplo. uma notícia de jornal. consumo e decomposição). o que faz da Ecologia uma ciência interdisciplinar. locais ou planetárias. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. um programa de TV. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores.Jogos e atividades lúdicas O jogo. pode resultar em aprendizagem conceitual. em dimensões instantâneas ou de longa duração. Em uma definição ampla. o que representa a sua comunidade. O importante. do ciclo dos materiais e fluxo de energia. os temas são aleatórios. da dinâmica das populações. expressar a imaginação. Escolhido e orientado pelo professor. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. iniciados no 4º ano. Por exemplo. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. por outro lado. O enfoque das relações entre os seres vivos e não-vivos. ou seja. A Ecologia será o principal referencial teórico para os estudos ambientais. matéria e energia. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. por um lado. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. além de fornecer motivação. As atividades lúdicas. da Geologia. observando-se o longo período de formação dos ambientes naturais. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. Normalmente. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. resultando em um sistema aberto denominado ecossistema. testar as habilidades. do desenvolvimento e evolução dos ecossistemas. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. Hoje em dia. Ambiente No 5º ano. que têm. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. propomos a sequência de conteúdos que tratam da energia e suas transformações. quando proposto como atividade lúdica. e. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. estabelecimento de regras. Tais relações são enfocadas nos estudos das cadeias e teias alimentares. lança-se mão de conhecimentos da Química. da Biologia e de outras ciências. como o respeito aos colegas. procurando-se ampliar a abrangência e a profundidade dos estudos ambientais do ponto de vista de Ciências. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. e que a natureza tem ritmo próprio de renovação e reconstituição de seus componentes. oferece subsídios para a formação de atitudes de respeito à integridade ambiental. com outras áreas do conhecimento. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. aplicadas aos múltiplos conteúdos da temática ambiental. desenvolvimento de iniciativa. a História e a Geografia. se possível. De certo ponto de vista. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. um filme. de procedimentos e de atitudes. levando-se em consideração a realidade do aluno. por meio de processo complexo.

ouvindo os membros da comunidade. Como ser vivo que é. carboidratos. ao menos parcialmente. do fluxo de energia. portanto. ser objeto de investigação por meio da observação e da experimentação diretas. ainda. Assim como a natureza. infância. apontados no tema transversal Meio Ambiente. não importando o comprometimento da saúde. É muito importante estar atento às ciladas que a propaganda prega. examinando-se a incidência de fungos na decomposição de restos de seres vivos. vem crescendo o número de crianças com índice elevado de colesterol. as interações com o meio respondem pela manutenção da integridade do corpo. por exemplo. 245 . culturais e sociais que marcam tais fases. Atualmente. para ser também de crianças. compreender as relações fisiológicas e anatômicas. considerando-se as demandas individuais e as possibilidades coletivas de obter alimentos. desenham o corpo humano. os diferentes aparelhos e sistemas que o compõem devem ser percebidos em suas funções específicas para a manutenção do todo. para se tratar conteúdos tendo em vista o desenvolvimento de capacidades inerentes à cidadania é preciso que o conhecimento escolar não seja alheio ao debate ambiental travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar. cereais e legumes. pode ganhar sucessivas aproximações. O consumo é o objetivo principal da propaganda — de alimentos ou de medicamentos —. é importante conhecer os vários processos e estruturas e compreender a relação de cada aparelho e sistema com os demais. da adaptação dos seres vivos ao ambiente. É essa relação que assegura a integridade do corpo e faz dele uma totalidade. de menor grau de abstração. oxigênio. Com isso. que no referencial teórico comporta implicações biológicas. Por exemplo. obtém energia. É importante que o trabalho sobre o crescimento e o desenvolvimento humano leve em conta as transformações do corpo e do comportamento nas diferentes fases da vida — nascimento. por exemplo. são idéias construídas com o auxílio de outras mais simples. se reproduz e morre. Pesquisas têm mostrado que o índice elevado de colesterol no sangue deixou de ser um problema apenas de adultos. lipídios. a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. desenvolve-se. o corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado. construindo-se conceitos menos abstratos e mais simples. vitaminas. buscase explicar como as várias dimensões dos conteúdos estão articulados entre si e com os conteúdos de educação ambiental. Não são aspectos que possam ser vistos diretamente. A carência nutricional. da biodiversidade. Este é o caso das cadeias alimentares. fundamentais à construção e ao desenvolvimento do corpo — proteínas. O desenvolvimento de uma consciência com relação à alimentação é necessário. E não se trata de casos esporádicos. é possível a observação da degradação de diferentes materiais. da fotossíntese.É importante considerar que os conceitos de Ecologia são construções teóricas e não fenômenos observáveis ou passíveis de experimentação. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. a idéia abstrata de ciclo dos materiais nos ambientes. Importa. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. como a valorização e preservação dos ambientes. químicas e geológicas. se defende da invasão de elementos danosos. no processo de convívio democrático e participação social. coordena e integra as diferentes funções. comportamentos. é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. sais minerais e água. neste 5° ano. A alimentação. só podem ser interpretados. Importa. interferem na sua arquitetura e no seu funcionamento. cresce. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. Todos têm necessidade de consumir diariamente uma série de substâncias alimentares. Em síntese. alimentos. Tanto quanto as relações entre aparelhos e sistemas. idade adulta e velhice —. refletir e manifestar-se. físicas. a afetiva e a social. Neste conteúdo. que se enfatize a possibilidade de realizar escolhas na herança cultural recebida e de mudar hábitos e comportamentos que favoreçam a saúde pessoal e coletiva e o desenvolvimento individual. juventude. rituais próprios de cada cultura. Para que o aluno compreenda a maneira pela qual o corpo transforma. Motivo: consumo de sanduíches e doces no lugar de refeições com verduras. evidenciando-se e intercruzando-se os fatores biológicos. Estes conteúdos podem ser tratados em conexão com outros na dimensão das atitudes. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado continua a nortear os estudos nesta série e orientar a temática. transporta e elimina água. que podem.

etc. bem como com os temas transversais Saúde e Orientação Sexual. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. ou seja. remédios. Tão importante quanto o estudo da anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores. mas a ela não se restringem. da gravidez. que a manifestação da sexualidade assume formas diversas ao longo do desenvolvimento humano e. da contracepção. A sexualidade humana deve ser considerada nas diferentes fases da vida. e que pode gerar maior consciência crítica. É elemento de realização humana em suas dimensões afetivas e sociais. perceber e respeitar suas necessidades e as dos outros. pastagens).É papel da escola subsidiar os alunos com conhecimentos e capacidades que os tornem aptos a discriminar informações. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. deverá abranger os três blocos da série. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. foram priorizados os seguintes conteúdos: 246 . compreendendo que é um comportamento condicionado por fatores biológicos. pode-se focar seus possíveis usos como alimentos. abrangendo os conteúdos conceituais. com relação à utilização dos vegetais pelo homem. A utilização dos seres vivos como recursos naturais pode ser abordada em conexão com os blocos Ambiente e Ser humano. identificar valores agregados a essas informações e realizar escolhas. A indústria alimentícia pode ser discutida. a dimensão biológica. das formas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. Os conteúdos tratados neste bloco temático permitem inúmeras conexões com aqueles propostos nos outros dois blocos. Pode-se. Esse conhecimento abre possibilidades para o aluno conhecer-se melhor. como por exemplo. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. por se tratar de um tema extremamente importante. Também cabem relações com aspectos político-econômicos envolvidos na disponibilidade de tais alimentos. garantindo a melhoria da qualidade de vida. aparelhos. considerando-se o alcance social de tal desenvolvimento. é modelado pela cultura e pela sociedade. máquinas. podem-se abordar as necessidades alimentares de acordo com idade. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. etc. Vamos supor que o professor escolha o tema Alimentação. é a compreensão de que o corpo humano é sexuado. embalagens. Recursos tecnológicos Neste bloco. investigando-se alguns processos de transformação dos alimentos. Ao lado do conhecimento sobre as substâncias alimentares e suas funções no organismo. sexo. caça e pesca predatória. culturais e sociais. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. tais como extração ou cultivo das plantas que são alimentos. adição de substâncias corantes. Sendo assim. sempre que possível. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. criação de animais (granjas. pode-se ainda investigar técnicas que possibilitam a obtenção e utilização desses recursos. masculino e feminino. estudar o problema da deterioração dos alimentos e as técnicas desenvolvidas para conservação. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. que tem um significado muito mais amplo e variado que a reprodução. como qualquer comportamento. que incluem. também. Por exemplo: as funções de nutrição podem ser trabalhadas em conexão com este bloco. conservantes. em um bimestre. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre ele. Por exemplo. Exemplificamos aqui um modelo para o desenvolvimento de um tema previamente selecionado. atividade que o sujeito desenvolve e clima da região onde vive. por um determinado tempo. para pessoas de todas as idades. realizar escolhas dentro daquilo que lhe é oferecido. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. A seleção dos conteúdos conceituais. do parto.

das condições socioeconômicas. • Elaboração de cardápios. entre outros. Os conteúdos procedimentais e atitudinais devem ser estabelecidos levando-se em conta os objetivos propostos para o tema em destaque. Por meio de experimentos simples. embutidos. fonte e funções. • Cadeia alimentar. da cultura e do conhecimento. investigar aspectos culturais e educacionais dos hábitos alimentares e a importância da higiene na alimentação. preferência por alimentos crus ou cozidos. A leitura de rótulos de diferentes alimentos industrializados informa sobre as demais substâncias. • Alimentação equilibrada. • Hábitos alimentares. independentemente do nível de poder aquisitivo. Pode-se investigar a origem dos nutrientes industrializados. em que alguns fenômenos podem ser verificados. gostos pessoais. Os desafios para experimentar podem ser ampliados quando os alunos realizam experiências culinárias. por exemplo. pois os alunos consomem grandes quantidades desses alimentos. 247 . A pesquisa sobre hábitos alimentares em outras culturas. Outra investigação possível diz respeito às substâncias que compõem os alimentos e seus papéis no funcionamento do corpo. por meio da fotossíntese e sua importância para os seres vivos. sobre os próprios hábitos alimentares e de pessoas da comunidade de diferentes idades permite conhecer alimentos mais consumidos nas diferentes refeições. na obtenção de alimentos bem como a produção de alimentos pelos vegetais. os alunos podem verificar a presença de água. • Higiene e saúde. • Contágio por vermes e micro-organismos • Alimentos industrializados. • Fotossíntese. açúcares e amido em diferentes alimentos. por frutas. Os alunos podem. sendo pertinente falar sobre as relações que estabelecemos com os animais e vegetais.• Alimentos: origem. na formação dos hábitos alimentares. motivos do consumo. entre outros aspectos de relevância local que podem ser investigados. salgadinhos. como esses foram formados. açúcar refinado. como refrigerantes. como por exemplo. • Conservação de alimentos. • Preservação dos recursos naturais. balas. fazer o pão e observar o fenômeno de fermentação. A análise dos dados obtidos e organizados poderá proporcionar o entendimento sobre as influências do gosto pessoal. enlatados. A conexão com o ambiente pode ser feita quando se aborda o assunto “fonte e origem dos alimentos”. legumes e verduras ou carnes. próximas ou distantes no tempo e no espaço.

entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. etc. como enriquecer o pão. dependendo do estado nutricional do indivíduo. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. uma vez que um mesmo nutriente pode cumprir diferentes papéis e alguns deles são utilizados com diferentes fins. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. que interprete uma história. estabelecer relações. Enfim. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. ou seja. como usar talos e cascas de vegetais. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. Visitas a postos de saúde locais ou entrevistas com agentes de saúde podem fornecer informações sobre a máxima utilização dos alimentos. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. são utilizadas para o fornecimento de energia e de materiais de construção do corpo. Entretanto. os alunos podem compreender que as substâncias alimentares. de procedimentos e de atitudes. à construção da cidadania. para que sirva à sua aprendizagem. proceder a determinadas formas de registro. pois não se trata apenas de ingerir todos os nutrientes. no seu conjunto. ao desenvolvimento de valores. uma figura. mas de obtê-los nas proporções adequadas e garantir que sejam de boa qualidade. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. Desta forma. O conhecimento da dieta equilibrada não é o único envolvido na mudança de comportamento alimentar dos alunos. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. 248 . um problema ou um experimento.O estudo das funções específicas dos diversos nutrientes não é adequado neste momento. A elaboração de cardápios a partir das informações sobre a utilização de recursos disponíveis é estimulante para a construção de um padrão nutricional desejável e compatível com a realidade. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. um texto ou trecho de texto.

no processo e. o cognitivo. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Para atingir os objetivos. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. Considerando essas dimensões. encorajar a autonomia para a aprendizagem. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. acentuar as condições e as consequências positivas. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. utilizar material concreto. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. interesses. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Segundo MACHADO (2002). Nessa concepção de ensino. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. desafiadoras e interessantes de ensino. • prazer na resolução de problemas. As atitudes que as pessoas aprendem. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Sendo assim. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. Nesse processo de construção do conhecimento. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. aberta à incorporação de novos conhecimentos. evitar humilhações. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. Dessa forma. não enfatizar só um aspecto da matemática. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. possibilitar discussões em grupo. devemos oferecer aos alunos várias situações que 249 . • autonomia nos esforços. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. mediar. Alunos e professores interagem e crescem. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. Por outro lado. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. em situações de desafio. sentimentos. para isso. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. podemos trabalhar com noções de geometria. o afetivo e o motor. acentuamos a ideia de que o aluno. mapear e tecer. isto é. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. além de explorar ideias numéricas e contagem. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. também aprende na interação com seus parceiros. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. As crianças têm ideias próprias.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. medidas e estatística. não a utilizar como punição.

tais como: Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. p. Que opere por princípios. No processo educativo. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. a pergunta e a resposta. • processamento da informação matemática (generalizar. Assim. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. percebem a relação entre os dados apresentados. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. interpretar e produzir textos. flexibilidade dos processos mentais.39). acreditamos que. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. ao trabalhar com a resolução de problemas. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. considerando aspectos transversais. os dados e a operação a ser usada. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência.possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. Sendo assim. 1803. reversibilidade. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. estabelecer relações e aplicar conceitos. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. semelhanças e diferenças entre os textos. simplicidade. ler.). articulam o texto. Toda criança encanta-se por desafios.problema é toda situação que permite problematização. o aluno aprende matemática. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. • retenção da informação matemática. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. resumir os processos. dos quais se originam toda a ação” (Kant. tendo assim. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os 250 . Quando falamos sobre a resolução de problemas. o professor deve saber que: . Quando os alunos formulam problemas. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. comunicar ideias. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. ou seja. Ao formular problemas. levantar hipóteses. a essência está no problematizar. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. um processo investigativo. um repertório como apoio. economia e racionalidade da solução. Enquanto resolve situações-problema. inclinação pela claridade.

como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais.textos de acordo com a resposta. bem humorados. livro de problemas ou problemoteca. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. Assim. problema com rima. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. folheto. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. Números e operações. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. com excesso de dados. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. poderão 251 . sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. criação de um banco de problemas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. durante o ano. As tentativas. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. charada. Na construção da problemoteca. etc. com ilustração irreverente. com dados insuficientes. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. sem solução. Assim. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. novos problemas são introduzidos na caixa. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. os erros e. etc. sem deixar marcas negativas. de maneira lúdica. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. fotografia. podemos trabalhar. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. os problemas que já resolveu. da língua materna e da combinação de ambas. de um fôlder. A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. propiciando novas tentativas. Os problemas devem ser desafiadores. com muitas soluções. num jogo. Cada criança controla na sua tabela. propaganda. imagem. conteúdos importantes. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. troca entre os alunos. a partir de um gráfico ou tabela. divulga os mais interessantes. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. Para a formulação de problemas. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. divisor. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. mecânica e repetitiva. autoconfiança e autonomia. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. enigma. respeitar regras. cardápio. Por meio dos jogos. a necessidade. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. charada. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. um jogador ganha e outro precisa perder. receita. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. conto. desafio ou jogo. até mesmo. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. porém não de forma rotineira. coletados da cultura popular. dobro. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução.

as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. em que os alunos levantam e testam hipóteses. Além de jogar. enriquece suas aulas. das diferentes respostas obtidas. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. podendo. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. usar a literatura infantil “. o giz e o livro didático”. ainda.. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. Assim. Na bibliografia desse trabalho. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. entre outras coisas. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. por exemplo. p. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. Além disso. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. 252 . 1996. dicas para se jogar melhor. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. mas uma nova forma de aprender Matemática. etc. percepções e experiências. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. o que foi difícil. Dessa forma. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. Por isso. (SMOLE. Nas situações de jogo. características e acontecimentos na história. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. A partir da discussão estabelecida. Nesse sentido. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. o jogo não se tornará mero lazer.potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. assim como explore lugares. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca.. suas dúvidas. Segundo SMOLE (1999). suas aprendizagens. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. contar histórias desses povos. principalmente para crianças dos anos iniciais. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. enquanto lê. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. Além da socialização de idéias. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos.

propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. Além dos livros infantis. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. Para a realização desse trabalho. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. Por meio dos projetos. uma tabela. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. seleção de informações e resolução de problemas. Assim. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. em quais os recursos necessários. expectativa. etc. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. nesses casos. mas aos poucos. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. Nesse contexto. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. Não há necessidade de um livro para cada aluno. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. o professor poderá analisar a capa. uma propaganda. problematizações especialmente preparadas para isso. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Para reformular um texto. portanto. 253 . adequar o tempo à sua proposta. O ideal não é explorar um livro a semana toda. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. com os personagens. Você pode ter um livro por duplas. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. escrita. um gráfico. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Alguns livros não apresentam um final definido. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. mas que envolvem duas ou mais delas. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Depois. os textos. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo.• • • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. pensar na organização da classe. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. álbum seriado. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. enigmas. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. o original e a sua reescrita. interdisciplinares. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. etc. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. Na maioria dos casos. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. A leitura poderá ser feita em vários dias. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. com emoção. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. os alunos podem elaborar o final da história.

Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. sejam capazes de tomar decisões. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. modificar e integrar ideias. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. as crenças e os hábitos. na avaliação e no planejamento. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. promovendo. • • • • • • • • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo.Ao delimitar o tema. com objetos e situações que exijam envolvimento. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. os valores. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. Durante o desenrolar do projeto. que opiniões têm e que hipóteses levantam. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. considerando suas dimensões afetiva. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. com um estilo próprio. e destes com o professor. cognitiva e social. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Assim. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. como a linguagem. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. construir. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. ter. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. 254 . buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. pelas experiências vividas na escola. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. mais uma vez. tecnológico e econômico. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. os costumes. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. especialmente arte e língua materna. Por meio das atividades propostas. História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. visualização e trocas. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais.

Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. utilizando a matemática. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. Os urbanistas. mas uma matemática interessante. nesse sentido. sua relação com a ética e consumo. libera o aluno de longas. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. operadora de caixa. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução.Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. arquiteto. • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. divertida e desafiadora. padeiro. Devem-se apresentar curiosidades. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. mas sim exercícios de criatividade. representante de vendas. pedreiro? Para D´Ambrósio. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. por outro lado. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. 255 . deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. 2001). resgata a própria identidade cultural. construção e localização de monumentos). Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. Não mera manipulação de técnicas. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. De acordo com os PCN ( Brasil. Tecnologias da informação O acesso a computadores. garçom. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. contador. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. sociológica e antropológica e. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. engenheiro. enfadonhas e desnecessárias tarefas. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. arquitetos. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. cozinheiro. exploratória. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos.

a calculadora não inibe o pensar matemático. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. Assim. p. contas. promovendo. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. figurinhas. possibilita verificar as regularidades.16). previsão). no processo de seleção de conteúdos. formular hipóteses e verificar resultados. pelo contrário. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. investigar as propriedades dos números. à decomposição. tabelas e gráficos). embalagens. caixas de fósforos vazias. custo de uma produção. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. Nosso desafio. Atualmente. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. saber pesquisar e comunicar suas ideias. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. jornais. 256 . dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. tem efeito motivador na resolução de problemas. entre outras coisas. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. à estimativa. etc. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. bolinhas de gude. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise.• • • • • • • • estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. ou seja. inferência. Assim. folhetos de supermercado etc. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. como afirma D'Ambrósio (1993. assim. recomendamos a organização de materiais diversos. promove resolução de problemas. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. nos preocupamos em identificar não só os conceitos.). A seguir. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. quando usada de modo planejado. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. o desenvolvimento do raciocínio matemático. ao explorarem este artefato cultural. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. palitos de picolé. pedrinhas. Para esse fim. tornando-se mais significativo para os alunos. rótulos.

há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. sugerimos algumas situações didáticas: . Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução.Blocos de conteúdos 1. 257 . multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. 34. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. medir. ou seja. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. por isso. e construído na escola. planejado. 33. é importantíssima a exploração de jogos. resgatando a histórias de lugares. O raciocínio lógico é um processo pensado. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. material dourado e ábaco. de uma foto. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. num cartaz. de um fôlder. comparações e ordenações. de uma manchete de jornal. Ao final da semana. Situações qualitativas. ele acontece naturalmente. professora e alunos desvendam o desafio. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. mas de forma incompleta para se chegar à solução. 35. Para que a criança construa o significado de uma operação. tão necessárias no dia-a-dia. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. que provoque curiosidade para descoberta. Ainda em relação às operações. a partir das relações com o mundo. nas quais. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. de um esquema. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. de um desenho. Fora dela. arredondamentos e cálculo mental. onde haja a expressão. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. o aluno irá ampliando seu conceito de número. Situações sem número. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. Ressaltamos que. de um prospecto. cálculos. O aluno criará o enunciado. não se necessita de nenhuma operação. em que eles possam exercitar a independência. aos poucos. codificar. Enunciados abertos. 36. de uma programação de televisão. Utilização do raciocínio por dedução. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. Portanto. Para chegar à solução. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. segundo Fernandez Bravo: 32. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. a reflexão e a introspecção. o professor poderá propor uma situação-problema. indução e analogia. Ao decidirem. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. ordenar. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. As operações fundamentais (adição. Pensando em tudo isso. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. subtração.Desafios para semana: ao início de cada semana.

Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. 39. 51. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. 45. 40. Apresentam-se várias perguntas. Estão todos fora de ordem. Inventar um enunciado. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução.37. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. e apenas um. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. Observar e comparar as soluções de ambos. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. 44. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. o enunciado de partida. várias perguntas e várias soluções ou operações. 258 . Resolver o novo problema. unicamente. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. 47. mas têm correspondência entre si. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. apenas um. 42. 46. 41. 50. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. e apenas um. Observar e comparar ambas as soluções. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). 48. com o qual se possa responder. 43. 38. e mediante as operações indicadas. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. Resolver novamente o problema. todas as perguntas apresentadas. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. 49. São fornecidos vários enunciados. Existe um dado. que não nos permite chegar à solução expressada.

A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Apresentam-se dois problemas diferentes. deixando-se os espaços em branco. enigma. Apresenta-se uma pergunta que. Apresenta-se um problema resolvido. 60. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. requer a consulta de dicionários. 55. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. ou se apresentam dois enunciados misturados. 61. 54. de modo que não se pode responder a sua pergunta. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. 56. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. textos. Uma poesia. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Resolver problemas apresentados de forma completa. Apresenta-se um problema indicando sua solução. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. enciclopédias. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. de cujo enunciado apagaram-se os dados.. para ser respondida. um conto breve. 58. O aluno completará o enunciado. Misturam-se os processos de resolução. 53. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. charadinha. piada. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. 259 . checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. com solução única. com várias soluções. apagaram-se os dados. 57. Para isso.. é imprescindível facilitar o êxito da busca. à sua idade -. numa linguagem gráfica. em número e conteúdo.52. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. sem solução. convivência e relação com o meio. 62. ou simplesmente sair para o pátio. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. tabelas. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. diagramas. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. receita. 59. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. Apresentam-se enunciados incompletos. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. De seu enunciado. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. cardápio.

metro. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. cronômetro. de forma organizada. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. 1997. colher de café. descrever e representar. Mais uma vez. pés. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. etc. calendário. colher de sopa. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. compreensão de frações equivalentes. etc. deformar. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. desenhos. e criar situações de medidas na sala de aula. colar. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. recortar. Embalagens. Grandezas e medidas Neste bloco. porque. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. o mundo em que vive. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. deslocamentos no espaço. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. manipular. ampulheta. representar e descrever o mundo em que vive. copinho de remédio. termômetro. esticar. colher de chá. jarra. sucata. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. xícara. metro. dedal. relógio. como: pedaços de barbante. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. pontos de referência e também a observação. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. pinturas. montar. metro de madeira. analisar. p. esculturas e artesanato. Espaço e Forma Para compreender. Os alunos deverão reconhecer. 260 . em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. 2. e .sala de aula: número de passos X metros. relógio. decompor. construir. por meio deles. passos. Para isso. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. fita métrica. identificar. régua. trabalharemos com situações reais de medição. de obras de arte. tangram. moldar. colher de sobremesa. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. fita métrica. copo dosador. trena. 3. comparar frações e ordená-las na reta numérica. balança. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. ordenar e classificar figuras.Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . por exemplo: .

Assim. Outras idéias são: . . entre outros.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. . O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. 2005. Os conteúdos na reforma.Escrita de textos a partir da observação de listas. . 2006. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas.mesa: palmas da mão X centímetros. 261 .Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. Roseli Palermo. Papirus.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. Kátia Regina Ashton. . David Carraher e Analúcia Schliemann. etc. pedir para que os alunos as tragam. Estela Kaufman e NUNES.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. de massas de modelar. 4. César. . tabelas e gráficos. ______.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. 2002. O método clínico usando os exames de Piaget. Bernabé Sarabia e Enric Valls. Petrópolis: Vozes. . Virgínia Cárdia. 1998. CARRAHER. São Paulo: IME.USP. Terezinha Carraher. ______. programas de TV preferidos. Indicamos também: . FAINGUELERNET. de. São Paulo: Cortez. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. Psicologia da Educação Matemática. coleta e organização de dados estatísticos.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. organizadora. Porto Alegre: Artmed. .. São Paulo: Cortez. 2006. animais de que mais gostam. Porto Alegre: Artes Médicas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. tabelas ou gráficos. . O jogo como espaço para pensar. 1986. Tratamento da informação Neste bloco. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. CARDOSO.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. Márcia Regina F. 2000.quantos alunos deitados no chão para medir a classe. Juan Ignácio Pozo. na escola zero. tradução Beatriz Affonso Neves.quantos copos para encher a jarra. 1996. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. de tintas. etc (ampliar e reduzir receitas).quantas jarras para encher um balde. . 2001. COLL. Fazendo arte com a matemática. Educação Matemática números e operações numéricas. tabelas e gráficos. Bibliografia Sugerida BRENELLI. Na vida dez. ______. . bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Aprender pensando.Atividades que façam uso de cédulas. moedas e calculadoras. . São Paulo: Cortez. Terezinha Nunes. Materiais didáticos para as quatro operações. elaborar livros de receitas culinárias. BRITO. César Coll. Florianópolis: Insular.

Johan. São Paulo: Paz e Terra. ______. ______. 1999. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2003. THURLER. GIORGI. tecnologias e temas afins. PCN. Lino de. Piaget. LIMA. 2001. 2001. 262 . Educação e autoridade. 2002. Secretaria de Educação Fundamental. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. 1993. Guy Brousseau.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. 1996. Philippe. ______. Santaló. Rio de Janeiro: Interciência. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Petty. São Paulo: IME. Yves de. Allessandrini. O raciocínio na criança. I et al. Porto Alegre: Artmed. PEREIRA. N. Conhecimento. Educação: Projetos e Valores. 1996. 2002. As competências para ensinar no século XXI. Passos.C. Patrícia Sadovsky. HUETE. Grécia Gálvez. PERRENOUD. I. MACEDO. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. Pedagogia da autonomia. 2003. Cybele. 2006. 2002. Jogos infantis: o jogo. São Paulo: Casa do Psicólogo. Tradução Beatriz Affonso Neves. 1997. a criança e a educação. organizadora. 1997. Fusako Hori et al. ALS. Sanches e BRAVO. Porto Alegre: Artmed. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Porto Alegre: Artmed. ALS. São Paulo: Escrituras. Maria das Graças Barbosa. ______. Mauricio e Antônio Barreto. HUIZINGA. Yves de La Taille. Fernández. Porto Alegre: Artmed. Vygotsky. George. São Paulo: Perspectiva. São Paulo: Cortez. Heloysa Dantas. ______. 1994. Brasil. 1997.C. 2006. Roland Charnay. Yves de La Taille. Ensaios Pedagógicos. 2008. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Ática. Cinco Estudos de Educação Moral. Belo Horizonte: Universidade. 2000. ______. Cidadania é quando. Plantares.1997. ______. A. Cecília. Porto Alegre: Artmed. ______. São Paulo: Escrituras. . RAMOS. Petrópolis. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. Record.FREIRE. Vânia (coordenado por). 2004. 2001. 1995. São Paulo:Cortez. SESI. LA TAILLE. Porto Alegre: Artmed Editora. Juan Acuña Llorens. Delia Lerner. senha e Dominó. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. Nilson José. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. OCHI. São Paulo: Escrituras. Paulo. Porto Alegre: Artes Médicas. 2006. Nilson José. ______. Porto Alegre: Artmed. Nilson José Machado. ______. PIAGET. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. 2005. 2000. Gente miúda na cozinha. Linguagem. senha e dominó. São Paulo: Escrituras. 2001. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. Mônica Gather. UNICAMP. São Paulo: Casa do Psicólogo. MACEDO. POZO. Epistemologia e didática. Luis A. 4 cores.Matemática e Educação: alegorias. Marta Kohl de Oliveira. organizador Lino de Macedo . J. 2005. O jogo da Onça. ______. São Paulo: Cortez. Ensaios construtivistas. MACHADO. N.Brasília: MEC/SEF. MACHADO. ______. 1991. ______. Ação – ensaios de epistemologia e didática. Ulisses Ferreira de Araújo. Passos. ______. São Paulo: Summus. O uso de quadriculados no ensino da geometria. 4 cores.USP. A arte de resolver problemas. ______.C. 2005. 2005. A solução de problemas. POLYA. Tradução João Paulo Monteiro. 1998. Porto Alegre: Artmed. 1992. Frações sem Mistérios. Irma Saiz. PARRA. RJ: Vozes. Petty. Lino de. Juan Ignácio (organizador). São Paulo: Summus. Luzia Faraco. Lino de Macedo. São Paulo: Casa do Psicólogo. Campinas. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Trad. ______. Cristina Dias. Aprender matemática resolvendo problemas. MACEDO. Petrópolis: Vozes. MARINCEK. Aprender com jogos e situações problema. Jean. J. Lino de. Valéria Amorim Arantes. 1996.

2001. Jogos Matemágicos. Katia Stocco.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . 2003. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Artmed. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. Ana Ruth. ROSA. São Paulo: Ática. Tânia. SMOLE. 1998. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Rio de Janeiro: Record. Yves de La. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. escrever e resolver problemas. Geometria na Amazônia: Ática. SOUZA. Números . ______. São Paulo: Ática. Saída pelo triângulo. Eliane Reame de Souza. David L. Curitiba: Renascer.Problemas jogos e enigmas. Belo Horizonte: Editora do Brasil. 1996. Meu anel de sete pedras. ______. A matemática das sete peças do Tangram. São Paulo: Ática.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. São Paulo: IME – USP. TAILLE.Problemas jogos e enigmas. 1998. Piaget. 1999. 1998. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . Vygotsky.. Heloísa Borges. 1993.. Didática da Matemática. ZASLAVSKY. Eliane Reame. São Paulo: Ática. Ernesto Neto. STIENECKER. Multiplicação . Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. 1991. ROCHA. 2000. David L. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 263 . STAREPRAVO. Maria Ignez Diniz. Aventura decimal. Cláudia. São Paulo: Moderna. STIENECKER. TAHAN. São Paulo: Moderna. ______. Malba. Uma proporção ecológica. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. Ler.______. 1992.

portal. as atividades metalinguísticas. na rotina. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. Fase Complementar: 4º e 5º ano. é importante convidá-los sempre a escrever. Em geral. Ler. entre outros. ou seja. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. por isso. No entanto. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Como nosso Sistema está organizado em fases23. entre muitas outras ações. Trata-se de incorporar. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. emitindo sons para cada uma das letras.santos. Como já dissemos. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. em diferentes situações. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Cortez. devem ser exploradas com maior intensidade. suas regras e suas partes. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. se queremos formar leitores plenos. Para saber mais sobre o assunto. para nos divertir ou emocionar. a sistematização e a classificação de suas características. para tomar decisões. Fase Final: 6º a 9º ano. dentre muitas. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. para localizar endereços e telefones. Além disso. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. pesquise no site da educação www. isoladamente. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. ou seja. São Paulo : SME / DOT. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. 104p. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. com diferentes intenções. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. de forma organizada e sistemática. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. Ed. Ler é. Para esses. para anotar um recado para alguém. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. para solicitar algo. Enfim. para fazer uma receita. 24 assim. Da mesma forma. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. – v. de sistematização e normatização da língua. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana.br/seduc. os primeiros se convertem em leitores. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. e a decifração é apenas uma. para saber como vão pessoas que estimamos. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. das competências envolvidas neste ato. 23 24 Fase Inicial: 1º. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Na fase complementar. Por isso. Na fase inicial. Hoje. 2006. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para comprar algo. Não se trata mais de ensinar a língua.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. para reclamar de alguma coisa. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. atribuir significado. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita.2 264 . É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. acima de tudo. São ações que podem e devem ser aprendidas. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela.: il. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. para prestar contas do nosso trabalho.” Emília Ferreiro. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. E escrevemos para distintos interlocutores. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores.gov.sp. 2º e 3º ano. para pagar contas. participantes da cultura escrita.

científicos. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. além. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. etc. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. instrucionais. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. situações de produção e revisão de textos. · Aprender comportamentos leitores. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. textos jornalísticos. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. os materiais. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Exposição de objetos. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. realizada · Aprender comportamentos leitores. entre outros). organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa.: il. · Utilizar a linguagem oral. semana. . 2006.: il. 115p. conhecer diferentes suportes de textos. 2006. materiais de pesquisa etc. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. poemas. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Identificar quais crianças precisam 25 26 São Paulo : SME / DOT. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e.A organização de uma rotina de leitura e escrita 25 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. São Paulo : SME / DOT. Ler com diferentes finalidades. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. jornal e Ler com diferentes propósitos. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. 115p. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Em função disso. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:26 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. leitura realizada pelos alunos. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. é claro. 265 . ao mesmo tempo. parlendas. de filmes etc. de situações de trabalho com a oralidade. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). o espaço. · Ler com autonomia crescente. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. listas. · Ampliar o repertório linguístico.

etc. relatar acontecimentos. defender pontos de vista. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. ser convidadas a relatar. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. serem tematizadas: não tem sentido. ou repetitivo. etc. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. alunos. Produção coletiva. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. sem sentido melhorados. confuso. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. expor temas. semana. opiniões sobre acontecimentos. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 266 .Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. dos textos. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. a cada atividade de partes. onde exista um interlocutor real. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. determinados aspectos. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. etc. uma ou duas questões a para o leitor. sobre o que se pretende ensinar. Uso de rascunho. criteriosamente e legenda de fotos. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. buscando acrescentar. intencional. deslocar ou transformar Selecionar. em duplas. retirar. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. curiosidades. expor. etc. planejada. · Aprender comportamentos escritores. individual. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. para torná-lo mais legível revisão. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação.

Listas de palavras que não devem errar. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Escrever ortograficamente. alternativas. concordância. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. entre outros.: adoçam/ língua. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. um conjunto de regras. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. pedindo que observem a revisar os próprios textos. promovendo um as separem em grupos. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. busca de sabem nomear o grupo. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Artmed). sistematização e a classificação de suas características específicas. adjetivo. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. de pontuação. o possível e o necessário” (Ed. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. de seja objeto de revisão. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). arrastam/ arrastão). será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. mas não significa que o aluno adoção. sem privilegiar excessivamente alguns e 267 . possibilidades de pontuar um texto. ditá-lo. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo.

São muito parecidas com os projetos.deixar outros de lado. etc. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. quinzenalmente etc. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Formas de organizar os conteúdos escolares 27 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. mas não têm um produto final. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. etc.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. hábitos ou atitudes. Embora não decorram de propósitos imediatos. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. semanalmente. Roda semanal de conversa ou leitura. Projetos. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. 27 Texto produzido por Rosaura Soligo. Ex: Leitura diária feita pelo professor. • • • Atividades sequenciadas. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. 268 . organização de agendas de leitura. Oficina de produção de textos. Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. para ensinar um jogo complexo. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente.

Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. não significa algo “palpável”. Estabelecer relações entre partes de um texto. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. priorizou-se para o 5º Ano a produção de um livro de contos de assombração. encantamento e magia. entre outros). pesquise no site da educação www. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia). Para finalizar. embora seja desejada essa articulação. entre outros). os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. Sendo assim. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. regras de jogos. Assim sendo. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe).santos. pois essas narrativas assustadoras cativam os alunos por meio do suspense. manifestar opiniões. etc. as características de seu portador. cartas.br/seduc.sp. etc. utilizando recursos da linguagem escrita. jornal ou texto. a organização de uma biblioteca de classe.Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. explicar e ouvir explicações. um livro. identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. nesse caso. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada. não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Nos projetos. os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral. lendas.). Reescrever textos (contos. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. formular e responder perguntas. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). conjugando temas de diferentes áreas do saber. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. 269 . têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. textos jornalísticos. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. mas sim um resultado: pode ser uma festa. uma apresentação pública de leitura ou jogral. uma mostra de trabalhos produzidos. Entretanto. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). esperamos que. do gênero e do sistema de escrita. ao final do 5º Ano. assombro. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária.gov. considerando as ideias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Para encontrar sugestões de contos de assombração. ouvindo com atenção.portal. Vale ressaltar que. auxiliando-os a se apropriarem da linguagem escrita e das características específicas desse tipo de narrativa. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero literário: contos (de assombração).

Rio de Janeiro: Bloch. Delia. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: compartilhar com os alunos a proposta do projeto. planejar o produto final dando oportunidade para os alunos selecionarem os contos que serão lidos em voz alta. propor aos alunos a investigação. possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente. Ler e escrever na Escola: o real. abrir espaço para pessoas da comunidade que sejam bons contadores de contos de assombração para compartilharem suas histórias com os alunos. J. para garantir o contato intenso dos alunos com bons modelos do gênero. O professor poderá programar uma situação de comunicação oral: lançamento do livro. MEC (SEB). Liliana (org.Projeto: Contos de assombração Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): livro produzido pelos alunos com contos de assombração. Diretoria de Orientação Técnica. o projeto tem como objetivo resgatar contos de assombração conhecidos pela comunidade. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. – São Paulo : SME / DOT. a reescrever contos de assombração. Essas narrativas populares ajudam a desenvolver o hábito da leitura e o gosto por ouvir histórias. que receberão o livro autografado pelos autores.). para que as crianças possam ser parceiras de fato. contadores de histórias que habitaram e habitam as mais diversas regiões do Brasil. durante todo o projeto. edição do livro (capa. O que se espera que os alunos aprendam: a linguagem escrita própria dos contos. etc. no dia do lançamento do livro. com leitura em voz alta pelos alunos para os convidados de honra. 2006. FERREIRO E. São Paulo: Ática. mascates. Passado e presente dos verbos ler e escrever. usando as marcas do texto. São Paulo: Cortez. O projeto possibilitará também a ampliação de conhecimentos sobre linguagem oral e aprofundamento da reflexão sobre a linguagem escrita. 2. fazendo as intervenções necessárias. Secretaria Municipal de Educação. momentos de contar histórias para que elas possam treinar diferentes entonações. Porto Alegre: Artmed.). em casa. V. especificamente dos de assombração. procedimentos de produção e revisão de texto de forma individual e coletiva. fazer um levantamento dos contos conhecidos pelos alunos. Ana. TEBEROSKY.S.Justificativa: os contos populares têm sido recontados ao longo de nossa história pelas amas de leite. 270 . procedimentos de leitura em voz alta de contos de assombração para determinado público. 4. TOLCHINSKY. Coletânea de textos. combinar com as crianças. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. : Referências Bibliográficas BRUNER. garantir o trabalho em grupos. utilizando a linguagem própria desse gênero literário. o possível e o necessário. 2000. de outros contos de assombração. Lerner. colocando em jogo os saberes individuais. 2002. ler contos de assombração selecionados. Além da alfabetização. 3. 1998. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. SÃO PAULO. em dupla ou individualmente. compreendendo a importância do preparo para ler em voz alta. ilustração. encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua. 2002. Nesse contexto. diagramação.3. Secretaria Municipal de Educação. propiciar momentos de reescrita e produção de novos contos de assombração. pelos viajantes. 1996.

movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR28 (Total Physical Response) para executar instruções. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. sugerimos que o professor desenvolva técnicas básicas associadas ao aprendizado. o professor de inglês pode ainda ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula.com) 271 .INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. ainda. o vídeo ou o colega) para obter informações. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. além do português. interessantes. A relação dos conteúdos (conceituais.tpr-world. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em ingleses sozinhos. atividades do livro didático. pois os alunos terão. apagar as luzes e acalmá-los. o educador saberá quando poderá iniciar e permitir o uso da letra cursiva em inglês no 5º ano. que façam sentido à sua vida. de forma a criar um ambiente alfabetizador. No início do 5º ano. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. a adivinhar. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. a imaginar. jogos de adivinhação. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais. usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. os educadores têm mais estas ferramentas para tornar as aulas mais significativas e atrair o interesse dos alunos e estimular o trabalho em equipe. Y). Assim. num primeiro momento. quando o vínculo entre o professor e os alunos estiver estabelecido. Outra opção seria fazê-los mudar de posição. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. Além disso. troca de papéis. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. quartetos. expressões simples em situações reais. No entanto. jogos. Mesmo nessa idade. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem. é preciso estar sempre pronto para o inesperado.). O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). em inglês. começar a cantar uma música de que as crianças gostem. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. bem baixinho. mas o professor precisa ler em voz alta ou. é fundamental que o professor. recorte e colagem. cooperação. criatividade e expressão física. o aluno passa a desejar aprender mais. vídeo e estímulos verbais do professor. como suporte ao aprendizado oral. com auxílio de recursos de áudio. comparando-as com a língua portuguesa. músicas. jogos. como: memorização. Alunos do 5º ano adoram confeccionar maquetes. leia seus planos de curso. ao chegar. Aos poucos. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. agrupá-los em duplas. ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. bonecos e outros objetos com material de sucata. a recordar. trios. ou rock para atividades motoras grossas. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. pintura. Sugerimos que o professor. Colocar música calma em volume baixo enquanto as crianças trabalham. o CD. mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). as orientações didáticas e o teacher’s guide do Spaghetti Kids referente ao 5º ano para elaborar seu próprio planejamento. com atividades lúdicas. faça um jogo de warm-up ou cante uma música. A criança. uso de massa de modelar. Como dissemos. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. desafiá-los a pensar. físicas (com encenações e atividades de TPR). no caso da língua estrangeira. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. ou sair da classe. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. uso de fantoches. revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode. Durante as aulas. as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. etc. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. nessa idade. Ao assimilar um vocabulário básico. do sensorial e das ações. incentivando-o a 28 Mais informações sobre TPR Activities: (http://www. artísticas (desenhos. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. W. trabalho em pares ou grupos. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. terminar com uma atividade de reflexão sobre o que os alunos aprenderam na aula e como se sentiram. previsão. flash cards.

É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. listen. O professor precisa estudar bem a música.participar dos trabalhos em grupo. umas são mais visuais. yes. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. answer. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. let's go. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. see you. very good. ask. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. um fantoche) para casa e o nomeia em inglês. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. recursos visuais. thanks. auditivas. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. No entanto. etc. vídeo. O professor deve trabalhar as músicas do CD do livro. recursos materiais. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. e ainda há as que são mais cinestésicas. material de áudio. por conseguinte. a questionar. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. Ex. circular e desenhar deve ser menor. bye-bye. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. durante as quais se praticam os elementos linguísticos. sit down.. associar. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. Há vídeos. as crianças estendem o aprendizado para seus familiares. Na preparação da aula. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos e não se sentirem à vontade com o professor e o grupo. do contrário. hi. Além disso. Além disso. fine. May I go to the toilet?. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro.: Good morning/afternoon. Além disso. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. great. é útil e eficaz. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. please. duplas e individuais. e imagens. thanks/thank you. let's sit in a circle. no. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. point. repeat. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Dessa forma. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. look. stand up. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. chapéus. além de alternar as em grupo. DVD. além dos vídeos Magic English. say. como os flashcards. principalmente. line up. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR. Em inglês. outras. sing. beautiful. um carro. let's sing. uma dobradura. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. dos jogos e das demais atividades e. como realias (material concreto). Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. programas de TV infantis não existiriam. you're welcome. How are you?. 4 ou 5 aulas. DVDs e livros. disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. mas não precisa ficar “preso” a elas. oferecendo variedade. etc. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. por meio de atividades diferentes. ou "listen and do". visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. as letras devem ser digitadas num tipo de fonte e tamanho legíveis ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. come here. além da internet. Para ser bastante eficaz. fantoches. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição em grupo. you can do it better/nicer. é motivo de orgulho para os pais quando a criança leva um objeto (ex. O tempo gasto com os exercícios de colorir. a mostra deverá ser renovada frequentemente. draw. 272 . a pronúncia correta das palavras.

folclore. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. rimas.Muitas vezes. em parceria com o professor da classe. • Quando o professor de inglês ensinar as roupas e acessórios é divertido organizar um desfile de modas – fashion show – revezando quem descreve o colega que estiver desfilando. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. uso do calendário. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www. fazer encenações. podem-se trabalhar melhor as canções.santos. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”. atividades de expressão corporal. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu. Cabe ao professor decidir. liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo. na língua portuguesa. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. hábitos alimentares. junto aos alunos. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças.portal. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro. expressões corporais. vencer a timidez. montagem de brinquedos com sucata. projetos. dia do mês. ou outros sites da internet. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. no laboratório de informática. o qual pode ser usado ao final de cada unidade.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas. No entanto. idade. “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES. os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. em reunião pedagógica. porém de forma diferente. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. à família. 273 .php). • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. nas aulas de informática educativa. relacionando-os e construindo pensamentos.sp.gov. • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. etc. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. • Algumas danças. o evento pode tomar proporções maiores e ser bem envolvente. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. • Com o professor de arte musical. caso decidam que sim. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer. explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. é possível articulá-los aos conteúdos de história.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. fornecer um elemento cômico.br/seduc/news. no 5º ano. modelagem. brinquedos. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play). aniversário. Além disso. de pintura. a fim de planejar as aulas. proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. além de incentivá-las a se expressar oralmente. Se houver espaço suficiente. como também com a equipe pedagógica. dar segurança.

– A motivação em sala de aula – o que é. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.Na escola.kidlink. SALVADOR. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores. Esta avaliação pode ser feita. os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. J. MELO.sitesforteachers. assim. 2005. Kids United – Livro do Professor 1. de forma espiralada. Hong Kong: Oxford University Press. São Paulo: Macmillan. não podemos exigir perfeição das crianças. A. & ZANATTA.gov. great. Os alunos precisam se sentir confortável para falar. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1.santos. HARPER.sp. good work. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. et alli. et alli. 2002. por exemplo. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. R. 1999. pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto. esteja “errado”. quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva.com Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www. New Parade 1 – Teacher’s Edition. São Paulo: Loyola. TAPIA. 2006.: Macmillan.org • Best sites for teachers: http://www. Mexico. Tentar falar em inglês. New York: Addison Wesley Longman. et alli. Oxford: Oxford University Press.. 274 . É muito importante elogiar a produção do aluno. & FITA. HERRERA. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. 2000. O ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. com cinco a dez alunos por vez. Assim. Referências bibliográficas DEL PASO. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. excellent. Mexico.. K. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. 2000. M. L.F.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads • Kidlink: Inglês http://www. a princípio.: Richmond Publishing.portal. D. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. et alli.F. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. A. Inc. Assim sendo. T. etc. E. W. como se faz. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. 2006. mesmo que. segunda impresão. Elogios ao empenho dos alunos e dizer very good. D. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões são sempre ótimas formas de motivar os alunos. mesmo que não esteja como o professor esperava. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. C. REETZ. A. Isso demanda tempo e relacionamento afetivo estável entre os alunos e o docente da classe.

etc. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. acento. pois. por exemplo. naquele momento. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. saída. cuidadosamente escolhidas. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. Desta forma. para que possamos. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. de forma mais significativa. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. também somos vítimas desta situação. por meio de um jogo musical. lateralidade. Desta forma. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. explorando os conteúdos conceituais. sendo muitas de péssimo gosto. lanche. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. esteja em um tópico específico. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa.. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. etc. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. como mais uma forma de expressão. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. como pequenos vocalizes. Momentos de apreciação. mas somente as populares. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. O planejamento do professor precisa ser flexível. 275 . (STATERI. professores. por meio de atividades simples de pulso. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. replanejando quando necessário. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Porém. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. envolvendo a música com as outras disciplinas. As canções e suas letras. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. deixando-a mais feliz e confiante. normalmente destinada a uma apresentação. musical e artístico. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. aos poucos. Nesta fase. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. é importante avaliar. rítmica e melódica. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Nesse processo. Na educação musical. mesmo que a ênfase. improviso dirigido. acento. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. Se o professor vai conceituar pulso e acento.. atenção e prontidão. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. de pouco ou nenhum valor musical.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Então. levam a criança a uma deformação da estética musical. o aluno é movido por desafios. neste processo. [. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. Ao trabalhar pulso.

Se houver possibilidade. com interferências do professor nos momentos de execução musical. o acento em diferentes compassos (binário. durante a improvisação. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. seja na sua altura. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. Quanto mais a criança aprender a observar. as notas musicais. como o pátio. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). até mesmo pequenos ostinatos. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. destacando na música as partes mais agudas e graves. durante o canto coletivo. Acento. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. utilize atividades variadas. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. Ao utilizar a grafia convencional. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Para isso. Em altura. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. seja na execução musical. pode haver uma resignificação destas propriedades. Procure. perguntas e respostas rítmicas e memorização. timbre e duração. duração e intensidade.Propriedades do som: altura. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. Desta forma. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. o pulso. propriamente dita. Além de extremamente prazeroso. é importantes que. expressão e dança. o acento e falando sobre o timbre. o ritmo da canção. por meio do improviso. A seguir. entre outros. o professor pode utilizar espaços alternativos. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. Entendemos que. seja na elaboração. intensidade. nesta fase. pulso. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. A cada retomada de um determinado tópico. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. Porém. 276 . o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. Improvisação sonora dirigida. O professor pode criar formas de representar o som. relacionando-as com a linguagem musical. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. aos poucos. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. ou seja. quadra ou outros ambientes. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. trabalhando a dinâmica. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos.

auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. dividindo-o em várias aulas. Ó Pátria amada.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Maria Zeí. forte e colossal que reflete em teu futuro. etc. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. Brasil. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. as crianças. paráfrase. mas sim buscar. Ó Pátria amada nós te saudamos. jogos. lembrando as glórias do passado. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. Terra adorada. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. A própria natureza fez de ti um gigante. Se conseguimos conquistar essa igualdade. 2000. porém. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Mas. canções mais apropriadas à faixa etária. és o destaque da América. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. despertando seu interesse e curiosidade. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. com bravura e firmeza. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. autores e breve biografia. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. 277 . se fores convocado para a luta. nos te saudamos. nas divisas com os outro países da América do Sul. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. BIAGIONI. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. Nossa vida mais amores”. Quanto aos outros hinos pátrios. é importante que este seja estudado mais formalmente. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. São Paulo: Fermata do Brasil. Brasil. naquele momento. Entre outras terras mil. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. danças. Brincadeiras cantadas. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Mas é preciso que. agora que somos livres. cantigas de roda. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. nesta fase. Hino Nacional Brasileiro. aos poucos. Com uma lateralidade mais desenvolvida. sentimos descer à terra. etc.

O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. 278 . Aprender a ouvir o outro. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. além de muitos outros. A partir daí. estes são grandes aprendizados. o motivo é a preguiça: o que é estranho. cantar e ouvir. suas brincadeiras são. O cantar é a grande alavanca da educação musical. A linha melódica deve ser bem nítida. a pompa dos concertos. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. (Folha de São Paulo. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. etc. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. em desenhos animados. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. que. deve ser uma referência para o aluno. quebrando preconceitos. Trabalhe a dinâmica das músicas. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento. Você. com a intenção de aprimorá-la..Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. Mostre a importância da expressão e da articulação. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. desestimulando a ação de gritar. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. por motivos variados: a vastidão do repertório. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. se necessário. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. coletivamente. Música clássica afugenta muita gente. cantando ou não.]. cantadas ou ritmadas. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Podemos dizer que crianças que se exercitam.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. os ritmos facilmente assimiláveis. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. e. a harmonia do todo. clara como um fio de água que corre em direção definida: [.. em conjunto. portanto. que ela pode fazer por meio da música. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. na maioria. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. em comerciais de TV. No fundo. Espera-se também que. a concentração necessária. professor. normalmente. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. Desta forma. Desde bebê. a desinformação sobre o assunto. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. mais tarde. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. repetindo a mesma canção ou peça instrumental.

que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. o contato com suas necessidades expressivas. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. à criação. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. à característica mutável do espaço. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. sente. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. à clareza e funcionalidade do ambiente. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. inerente às propostas feitas pelo professor. pensa e transforma. de acordo com o andamento das atividades. objetos e trabalhos. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. suas habilidades em desenvolvimento. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. No percurso criador específico da arte. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. suas possibilidades de avaliar resultados. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. 279 . São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. sua curiosidade. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. ligados à construção da forma artística. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . organizados numa forma que realize sua intenção criadora. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. para favorecer a produção artística dos alunos. ou seja. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. segurança para experimentar e correr riscos. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. envolvendo questões relativas às técnicas.

mídias em geral. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. luminosidades. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. volumes. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. não é apenas uma etapa do processo. apresentações musicais e teatrais. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. apreciador de arte. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. o divertimento. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. ritmos. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. a questão difícil. texturas. estudioso da arte. os quais deverão ser aproveitados. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. escolhendo obras e artistas a serem estudados. linhas. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. ao mesmo tempo. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. CDs. Adquirindo este conhecimento. Na área de Arte. fitas de áudio. Além disso. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. sugestões. propõe questões relativas à arte. em ruídos. desenvolvendo seu conhecimento artístico. construindo junto com eles a surpresa. a incerteza. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. o humor. criador na preparação e na organização do espaço. vídeos. gestos. manifestações artísticas da comunidade. revistas. materiais e técnicas. etc. materiais trazidos pelos alunos também possibilita avaliar. desafiando o conhecimento prévio. etc. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. formas. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. sons. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. do ambiente que recebe os alunos. exposições. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. o nacional e o internacional. como ingredientes dessas atividades).A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. o mistério. em consonância com os conteúdos da área.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. texturas. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. 280 . Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. cores. incentivando a curiosidade.

o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. uma história contada. uma festa da comunidade. 281 . escolas e estilos. cores. Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. formas. exposições. sons. Quando organizamos uma exposição. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. ensaios. uma música.). para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. Devemos envolver os alunos nessa produção. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. etc. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. poemas e contos durante a aula. Criar formas de apreciação da arte. o constante desafio perceptivo.Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. gestos e cenas. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. um livro ou um objeto trazido de casa. escolher objetos como elementos para uma aula. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. etc. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. Acolher materiais. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. sensitivas. leitura da notícias. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Em contato com essas produções. apresentações. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. um vizinho artista. apresentações de trabalho de alunos. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. mas para todas as outras áreas. é a visita a museus e exposições de arte. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. como por exemplo. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. uma dança. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). ele está completando o ciclo do fazer artístico. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade.

de relações humanas. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. o ouvido e a palavra aprimoram-se.afetivas e imaginativas. manifestações culturais particulares e assim por diante.itaucultural. Nesse sentido. Dança. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. falam de problemas sociais e políticos. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais.org. suas mãos e olhos adquirem habilidades. Ao mesmo tempo. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética.portinari. perguntas e inquietações de artistas. Teatro). medos.br 282 . Sugestões de sites: www. documentam fatos históricos. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. de sonhos. Música. seu corpo movimenta-se.br www.org. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte.

apreciá-los criticamente. aquilo que era material ( corridas. colocando como desafio 283 . ética. Em sala de aula. construção de bonecos. nesta fase. Nesse sentido. tamanhos ou quantidades). No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais.” Muitas vezes. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. Assim. social e de autonomia. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. é pouco percebida. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. neste momento. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. a educação física “trabalha no plano da ação motora. embora muito estreita. estética. visando a seu aprimoramento como seres humanos. musicalidade. criatividade e interação do grupo. dentro de um contexto cooperativo. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. assim. A relação entre a educação física e outras disciplinas. filmes. Seja num jogo recreativo. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. as atividades devem envolver todo o grupo. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. de relação interpessoal e inserção social). giros) torna-se conceitual. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. teatros de marionete e outros. de acordo com as suas habilidades. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. pré-desportivo ou numa dança. conhecimentos sobre o corpo). trabalha-se no plano dos conceitos. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. afetiva. além das técnicas de execução. saltos. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. o aluno deve aprender. auditivos e cinestésicos). quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. Compreende-se a dança. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. entre outros recursos. Lembramos também que. o contato com músicas do universo infantil. Podemos oferecer. músicas. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. de forma democrática e não seletiva. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. coordenação motora e espacial. atividades rítmicas e expressivas. ressignificá-los e recriá-los. a cada um. como um estímulo para a expressão corporal. corporal. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. a discutir as regras e estratégias. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. sem a preocupação com estilo ou técnica.

MEDINA. BARCELLOS. Bibliografia BATALHA. maio de 2002. SARMENTO. 1992. ARIÈS. Manuel Jacinto (coords. 1999. As crianças e a infância: definindo conceitos. 84-106. 4a edição. 1999. Neil. p. _. 1986. Manoel de. Proposta da Série Família e Escola. Eleonora & ROBERTO. São Paulo: Pioneira. PUC-RIO. p. Carlos Drummond de.3373. Rio de Janeiro: Salamandra. A criança e a cultura lúdica. UFBA. Apresentação. 1984. Philippe. Gilles. delimitando o campo. op. julho de 2001. In: DEL PRIORI. a educação. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. p. p. Coleção Primeiros Passos. Universidade do Minho. 1997.). Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.). cit. Dicionário do Folclore Brasileiro. O folclore na EEFD-UFRJ. Mikail (Volochinov). SARMENTO. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. 1o caderno. In: DEL PRIORI. Portugal. Crianças escravas.20-38. Marinheiro. Armindo. Especialização em Dança. Celina & CALFA. Um exército de seis milhões de crianças. Exercício de ser criança. Portanto. 1999. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. p. COUTO E MELO. In: PINTO. BARROS. Rio de Janeiro: Guanabara. 1998. BAKHTIN. o brinquedo. Bibliografia ANDRADE. cit. São Paulo: Summus Editorial. O desaparecimento da infância. 1982. São Paulo: Contexto. 1. Carlos Rodrigues. Revista Repertório Teatro & Dança. Mary (org. Manuel. Manuel e POSTMAN. 2a edição. Infância tutelada e educação. BIÃO. T (org. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. Simone. KRAMER.). SP: Papirus. 284 . DEL PRIORI. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. 1997. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. História social da criança e da família.). In: BAZILIO e outros (orgs. A infância como construção social. crianças dos escravos. 13-38. PINTO. Rio de Janeiro: Record.). Ediouro. O que é folclore. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Formação social da mente. BROUGÈRE.completá-las e cantá-las em voz alta. BENJAMIN.9-33 VYGOTSKY. Maria Ignez. In: KISHIMOTO. Boletim do Programa Salto para o Futuro. Sonia. op. Rio de Janeiro: Ravil. História das crianças no Brasil. n. Manuel. CASCUDO. Manuel e SARMENTO. São Paulo: Martins Fontes. Rio de Janeiro: Graphia. S. Editora Brasiliense. L. JORNAL DO BRASIL. Campinas. Reflexões: a criança. Braga. CCE. op.). Luís da Câmara. p.). 1996. As crianças: contextos e identidades. p. Manuel Jacinto e PINTO.177-191. Centro de Estudos da Criança. In: A senha do mundo. Marxismo e Filosofia da Linguagem. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade.19-32. 2000. Mary (org. cit. 6. Infância: fios e desafios da pesquisa. 2002.7-18. Frank Wilson. p. Rio de Janeiro: Achiamé. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Carlos Alberto de. GÓES.Educação. Sonia. Walter. São Paulo: Hucitec.). Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. Manuel Jacinto (coords. 1991. Manolo. José Roberto de & FLORENTINO. utilizando sua imaginação e percepção. O brincar e suas teorias. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. Rio de Janeiro: TV Escola. BRANDÃO. 2a edição. 1999. In: DEL PRIORI. KRAMER. In: PINTO. 1982. Mary. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. Mary (org. mimeo. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. GABRIEL. p. In: KRAMER e LEITE (orgs. 1959.

Companhia das Letras. O povo brasileiro . Darcy. Jorge Zahar Editor. 2000 RIBEIRO. um conceito antropológico.LARAIA. Roque de Barros. Cultura. 1995.a formação e o sentido do Brasil. 285 .

para isso. 286 . o homem. independentemente da cor ou posição social.HISTÓRIA "O objetivo da História. mas num imaginário político mais amplo. na culinária. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. onde todos têm importância. a fim de que garanta na prática a diversidade étnico-cultural presente diariamente na nossa vida. por meio de estigmas e estereótipos que marcam a população negra. é um dos objetivos da fase complementar em relação à disciplina História. ao longo do processo. Cabe à escola propor situações de aprendizagem que considerem a importância do negro e dos afro-descendentes em nossa sociedade. 1 . É papel também da escola refletir sobre as constantes representações sociais negativas. construa de forma contextualizada os conceitos de tempo. com múltiplas interpretações e análises. na literatura. é por natureza. precisamos ir além da pedagogia do exótico ou da folclorização da participação dos negros na sociedade. Esperamos que o aluno. de modo prático. Somos um país multicultural e pluriétnico e os nossos currículos precisam contemplar o conhecimento dos povos que formaram esse país." (Marc Bloch) O ENSINO DE HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS A construção de conceitos. versões que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. mas uma construção. não linear e evolutiva. entre outras. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. especialmente de tempo histórico. a temática da igualdade e diversidade em sala de aula.” (Paulo Freire) A multiplicidade de raízes da nossa formação cultural não pode ser desconsiderada pela escola. na nossa língua. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes. é preciso que a escola incorpore. principalmente os existentes nos livros didáticos. expressando-se na música. cheia de interesses. mas conflitante. Mas para que estas e outras questões sejam abordadas em sala de aula. sujeito e fato histórico de forma que os transformem em leitura crítica do mundo. na dança.DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL “Ensinar é inserir-se na história: não é só estar na sala de aula.

permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade.1882. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. por meio de atividades realizadas no entorno da escola e no próprio bairro. Que tal levar para a sala de aula novos heróis. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. pois permite a elaboração. 1969 Coleção Roberto Bicca de Alencastro Acervo Museu Afro Brasil 2 . novos pintores.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador A Secretaria de Educação oferece estudos que proporcionam ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento.1830. Conhecer e valorizar o local em que se vive. São Paulo. Além disso. BA . Escravo sendo açoitado Retrato de Luís de Gama . ou seja. SP Militão Augusto de Azevedo Rubem Valentim Objeto Emblemático 3. 287 . novas imagens e visões da história? Jean-Baptiste Debret. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. bem organizado.Geralmente as imagens dos negros estão associadas à escravidão. Precisamos de referências positivas da participação do negro na História do Brasil. o estudo do meio. a vivência do que se aprende em sala de aula. O estudo do meio. novos contos. como recurso didático. Segundo o PCN de História e Geografia. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. Salvador. é papel da escola proporcionar esses estudos. para o ciclo I. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta.

É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas.. valores e preferências de um grupo social. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. de Debret. mas deve-se sempre levar em conta que. A observação direta.. modeladas. cabe ao professor tornar esta atividade algo realmente produtivo. está na hora de transformar o tema em questões a serem resolvidas. ainda esculpidas. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. deve ser explorada com cuidado.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. lembre-se que pesquisar é buscar a resolução de problemas. usou e o transformou. pois ela não representa a realidade histórica em si. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. por alunos ou por especialistas. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. tudo o que fabrica. Cabe a nós decodificar seus ícones. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. a manipulação e questionamentos de documentos produzidos pelo homem podem revelar muitas informações. Tudo o que o homem diz ou escreve. como fonte histórica. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. discutir sobre as possibilidades e maneiras de encontrar as respostas ou não. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. da sociedade que o criou. estabelecimentos de relações e construção de conhecimento. comece sempre com o levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema em estudo. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. da complexa rede de relações. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo.3 . A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. forjada ou inventada. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. A ela são agregados novos valores e interpretações. 5 – Pesquisa A pesquisa é um caminho para descobertas. 4 . levantar hipóteses. refletir sobre que fontes usar. uma paisagem ou um determinado costume. pois como qualquer outro artista. portanto. idealizada. dos gostos. desenhadas. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. porque estariam retratando fielmente uma época. do seu nível tecnológico e artesanal. analisar e construir novos saberes. é reconstruída a cada época. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. 288 . devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. talhadas. de seus hábitos. então. por exemplo. sistematizando os conhecimento e divulgando-os. impressas ou imaginadas e. planejar momentos de troca de informações e principalmente dar uma função social com as informações e descobertas realizadas. indo além do que é visível. Ao solicitar uma pesquisa. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. Ao fazermos uso. um acontecimento. Como qualquer outra fonte. organizar os dados.Documentos “[. Após saber o que eles já sabem.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. de imagens pintadas.

71 min.geledes.com. na forma de uma brutal tomada de consciência a respeito da realidade que a cerca.br http:// www.museudapessoa. 1999. 116 min.museudocafe. USA. _______________Brasil: uma História.br/prc/engenho http://www. M. A incrível saga de um país. Eduardo. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. GRUNBERG.com.net http://www.usp.pinacoteca.br http://canalkids. Para entender o Negro no Brasil de Hoje .br http://www. .org. Eliane e Irene Barcelos.com. direção: Michel Ocelot Baseado em uma lenda da África Ocidental. essas lições serão um rito de iniciação na vida adulta. Leila Maria Gonçalves Leite.br http://www.inf http://vivasantos.br http://www.br. Sites: http://www. 1997. Global . 1993.gov.sp. Náufragos.itaucultural. Ana Lúcia Lana. 2001.mundonegro. Uma cidade na transição: Santos. Ed.casadasafricas. A temática indígena na escola: novos subsídios para professores do 1º e 2º graus – Brasília. MEC/MARI/UNESCO. HERNANDEZ. professora ensina jovens alunos negros a lutarem por seus direitos. Para uma aluna em especial. Problemas e Caminhos.gov.museuimperial.br http://:www. O Som da Liberdade (Sarafina). Editora Abril.Ação Educativa. Kabenguele e Nilma Lino Gomes. direção: Darrel Roodt Na África do Sul. 1996 NEMI. que nasceu com a missão de salvar sua aldeia da cruel feiticeira Karaba. GRUPIONE.org.org. Filmes Kiriku e a Feiticeira (Kiriku et la Sorcière).br http://www. D. MUNANGA. 1995.br http://www.Indicações Bibliográficas BUENO. L. Adriana.palmares.br http://www. mas dons especiais. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO. Luis Donisete Benzi e LOPES DA SILVA.br 289 .História. Rio de Janeiro: Objetiva. 2005 HORTA.casadeculturadamulhernegra. CABOCLO. Coleção de Olho no mundo. Brasilia: MEC/SEF. Traficantes e Degredados.org.novomilenio. A África em Sala de aula – São Paulo: Selo Negro. uma outra história? São Paulo: FTD.br http://www.museudoindio. 2003. 1996.unisanta. de Lourdes.br http://www.gov. Realidades. 254 págs.br http//www. 1870/1913.com. Livro do Estudante. Guia Básico de Educação Patrimonial. Didática de História: o tempo vivido. LANNA. 1998. França/Bélgica/Luxemburgo.santos. Aracy. Sarafina. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. 1999. A. Sao Paulo: HUCITEC. São Paulo: Editora Ática.com. a animação conta a história de Kiriku. Brasília: IPHAN: Museu Imperial. um garoto pequeno. O PODER DA COMUNICAÇÃO. org. .

GEOGRAFIA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM GEOGRAFIA A geografia é uma ciência de observação. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento ve