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Plano de Curso

Ensino Fundamental

1º ao 5º ano

2009

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APRESENTAÇÃO

“(...) Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta
e com o silêncio ( intimamente sábio ) das tuas palavras e dos teus gestos
ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.”
Ademar Ferreira. In: ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei
sem imaginar que pudesse existir.

Caro(a) professor(a),

Mais um ano letivo inicia-se, trazendo novos desafios que nortearão sua prática docente. Desse modo, com o intuito de auxiliar o planejamento de
suas ações didático-pedagógicas, a curto, médio e longo prazo, apresentamos os Plano de Curso do 1º ao 5º ano. As sugestões de alteração que vocês nos
enviaram foram analisadas criteriosamente e contempladas quando pertinentes.
Ressaltamos que este plano é anual, não dispondo, portanto, de uma divisão bimestral dos conteúdos, visto tratar-se, como o próprio nome diz, de
um plano, e não de um planejamento. Dessa forma, caberá a você, professor, após o período de conhecimento de seu grupo-classe, o que compreende os
diferentes procedimentos diagnósticos, estudar este plano e as orientações didáticas que o precedem, a fim de construir, com autonomia, o melhor percurso
pedagógico junto a seus alunos, ou seja, elaborar o “planejamento” propriamente dito.
Os conteúdos apresentam-se divididos em conceituais (que se referem ao conhecimento de conceitos, fatos e princípios), procedimentais (que
se referem a um “saber fazer”) e atitudinais (que estão associados a valores, atitudes, regras e normas). Cabe ainda dizer que, em razão dos conteúdos
conceituais, manteve-se a divisão por disciplinas, o que, no entanto, não invalida a abordagem interdisciplinar do trabalho em sala de aula. Resguardadas as
especificidades de cada área do conhecimento, o que, em sua maioria, constrói-se por meio dos conteúdos conceituais, é por intermédio da aprendizagem dos
outros conteúdos – os procedimentais e os atitudinais – que a interdisciplinaridade ocorre. Certos procedimentos também se aplicam com exclusividade a uma
disciplina, porém, em sua maioria, assim como as atitudes a serem desenvolvidas pelas crianças, esses perpassam todas as áreas do conhecimento, em maior ou
menor escala, durante certa etapa de sua aprendizagem. É nesse sentido, portanto, professor, que seu planejamento deve se orientar, buscando garantir a
construção dos saberes próprios de cada disciplina, concomitantemente à dos que se apreendem de uma forma transversal.
Importa dizer que, ao falarmos dos conceitos mais específicos de cada disciplina, não estamos dizendo que o vínculo entre esses saberes não
possa ser estabelecido, até porque ele existe naturalmente nos conhecimentos instituídos, mas sim que há conceitos próprios de Língua Portuguesa, os quais não
dizem respeito à Matemática e vice-versa. Portanto, não é necessário “forçar” tal aproximação, criando situações de aprendizagem vazias de significado. Por outro
lado, há conceitos que pertencem a mais de uma área, demandando, assim, que sejam construídos interdisciplinarmente.

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Desse modo, professor, buscando auxiliá-lo no planejamento de suas ações e intervenções em sala de aula e na elaboração de atividades
significativas para a aprendizagem de seus alunos, elaboramos algumas orientações para cada área do conhecimento, em que se abordam mais profundamente
esses aspectos apresentados. Recomendamos a leitura desse texto paralelamente à leitura do plano em si.
Indicamos, no decorrer deste documento, algumas sugestões de referências bibliográficas para aprofundamento dos temas aqui expostos.
Sugerimos também que você acesse o site da Educação, no qual poderá encontrar subsídios teórico-práticos para download, além de outras informações
interessantes (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc). Lembramos ainda que estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, apontar sugestões,
analisar coletivamente as dificuldades, a fim de colaborar na escolha dos percursos pedagógicos mais adequados para a efetiva aprendizagem de nossas crianças.
Nossa intenção é fortalecer, cada vez mais, a parceria entre nós, educadores, cujo objetivo comum é a excelência da qualidade de ensino e o
desenvolvimento pleno e feliz das potencialidades de nossos alunos.

Bom trabalho a todos!

Departamento Pedagógico.
Fevereiro de 2009.

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Sumário

Plano de Curso Anual - 1° ano
Orientações Didáticas
Ciências..................................................................................................................................................10
Matemática.............................................................................................................................................14
Informática Educativa.............................................................................................................................24
Língua Portuguesa.................................................................................................................................25
Inglês......................................................................................................................................................29
Arte musical............................................................................................................................................33
Arte.........................................................................................................................................................37
Educação física......................................................................................................................................39
História...................................................................................................................................................41
Geografia...............................................................................................................................................44
Conteúdos
Ciências.................................................................................................................................................47
Matemática............................................................................................................................................48
Informática Educativa............................................................................................................................50
Língua Portuguesa................................................................................................................................51
Inglês.....................................................................................................................................................52
Arte musical...........................................................................................................................................53
Arte........................................................................................................................................................54
Educação física.....................................................................................................................................55
História..................................................................................................................................................56
Geografia..............................................................................................................................................57
Ensino Religioso...................................................................................................................................58

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Plano de Curso Anual - 2° ano
Orientações Didáticas
Ciências..............................................................................................................................................60
Matemática.........................................................................................................................................63
Informática Educativa.........................................................................................................................74
Língua Portuguesa.............................................................................................................................75
Inglês..................................................................................................................................................81
Arte musical........................................................................................................................................85
Arte.....................................................................................................................................................90
Educação física..................................................................................................................................92
História...............................................................................................................................................94
Geografia...........................................................................................................................................96
Conteúdos
Ciências.............................................................................................................................................99
Matemática.......................................................................................................................................101
Informática Educativa.......................................................................................................................103
Língua Portuguesa...........................................................................................................................104
Inglês................................................................................................................................................106
Arte musical......................................................................................................................................107
Arte...................................................................................................................................................108
Educação física................................................................................................................................109
História.............................................................................................................................................110
Geografia.........................................................................................................................................112
Ensino Religioso..............................................................................................................................113

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Plano de Curso Anual - 3° ano
Orientações Didáticas
Ciências............................................................................................................................................115
Matemática.......................................................................................................................................118
Informática Educativa.......................................................................................................................130
Língua Portuguesa...........................................................................................................................131
Inglês................................................................................................................................................137
Arte musical......................................................................................................................................141
Arte...................................................................................................................................................146
Educação física................................................................................................................................148
História.............................................................................................................................................150
Geografia.........................................................................................................................................153
Conteúdos
Ciências...........................................................................................................................................158
Matemática......................................................................................................................................160
Informática Educativa......................................................................................................................162
Língua Portuguesa..........................................................................................................................163
Inglês...............................................................................................................................................165
Arte musical.....................................................................................................................................167
Arte..................................................................................................................................................168
Educação física...............................................................................................................................169
História.............................................................................................................................................170
Geografia.........................................................................................................................................172
Ensino Religioso..............................................................................................................................173

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...............................................................................................................................................................224 Informática Educativa...................................................232 Arte.............................................................................................................................................................201 Arte musical............................................................................................................................236 Geografia.................................................194 Inglês...............................................................................................................................................................................................................4° ano Orientações Didáticas Ciências...........228 Inglês....................................................................................................240 7 ...................................................................................................................................................227 Língua Portuguesa...209 Educação física...................................................................................................................................................175 Matemática..................................................................................................................................................................................205 Arte................Plano de Curso Anual .............................................................................................................................................................................................................................................................................................218 Conteúdos Ciências.......................................................................................................................................................................................................................................215 Geografia............................................................................................................................................................................................230 Arte musical...........................181 Língua Portuguesa.........................................................................................................222 Matemática....................................................235 Ensino Religioso...........................................................212 História........234 História...............................................................................................................233 Educação física.......................................................................................................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................309 Ensino Religioso.................305 História.295 Informática Educativa...........................................................................................................................304 Educação física..........................................................................................................................................................................................................................................................................................................299 Inglês.......................................242 Matemática.........................................................271 Arte musical................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................249 Língua Portuguesa.....................................................................................264 Inglês.......................283 Geografia................................................................................................................................279 Educação física.307 Geografia...................................286 História................................................................................................................................................................................................................298 Língua Portuguesa.......290 Conteúdos Ciências............................................................................................................................................................................................................................311 8 ........................275 Arte...............................................................................................Plano de Curso Anual ...................................................................................303 Arte.............................................................................293 Matemática.....................................................................................5° ano Orientações Didáticas Ciências.............................................................................................................301 Arte musical..................................................................................................................................................

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 1º ANO Ensino Fundamental 9 .

Para tanto. Dificilmente. identificar. esquemas. comparação. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. Os alunos podem comparar entre si objetos. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. Para aprender Ciências. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. usando diferentes critérios. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. 10 . de geração a geração. cor etc. dos arbustos. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. gravuras. Investigação É muito importante também propor investigações. Nos anos iniciais. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. seres vivos. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. Podem aprender procedimentos simples de observação. materiais etc. tais como argumentar. entre outros. em que os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. sobre os fenômenos naturais. analisar. mapas. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. sintetizar. das folhagens e gramíneas. tamanho. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. assim como a reconstrução de categorias de idéias. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. Desse modo. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. elaborados e acumulados pelo homem. seres vivos. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. vídeos. de modelos científicos. como forma. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. busca e registro de informações. trocar idéias com os colegas. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. textura. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. com o outro e com o ambiente. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. ou seja.

Além do desenho. por um lado. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. é fundamental que o professor. As experiências sugeridas não devem. pequenos textos. ou seja. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. animais e plantas). qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. independentemente do banco escolar. leia o plano. procedimentais e atitudinais. Após essa primeira leitura. na produção de um texto coletivo. com os conteúdos conceituais. num primeiro momento. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. embora organizados por temas específicos (ambiente. ser humano e saúde. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. que sabem ouvir e discutir questões. o que representa a sua comunidade. que sabem argumentar e defender suas idéias. não devem ser trabalhados de maneira linear. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. com a tecnologia e com o mundo. Normalmente. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. elaboração de listas. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. dos animais e plantas. O importante. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. sempre que possível. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. os conteúdos são extensos. tabelas. do ano em que está atuando. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. a sua parte universal. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. Experimentação Por meio dela. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. pessoas que sabem ler e escrever bem. em situações reais de comunicação. auxiliando-o no processo de alfabetização. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. nesse sentido. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. Nessa fase. por outro lado. Os conteúdos. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. que têm. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. o seu aspecto individual e. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. de si própria e sua relação com os outros. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. com a ajuda ou não do professor. fundamental. de forma 11 . a qualquer momento. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Como dissemos. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. portanto. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. levantadas em um determinado problema. Em suma. A atuação do aluno é. por exemplo. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos.

Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. a família. modo de vida. 12 . mas com os enfoques de cada área. entre outras. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. Sendo assim. principalmente com Geografia e História. comparando as características do corpo humano. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. seu referencial é ela própria e. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. luz e solo. construções etc. relacionadas ao revestimento do corpo. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. órgãos dos sentidos. Por exemplo. ou seja. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. e depois de outros elementos presentes no ambiente. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. Deve também estabelecer relações com o ambiente. o meio é a sua própria extensão. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. rios. com as características de outros seres vivos. num primeiro momento. um lugar para sua manifestação. em que um mesmo tema é proposto. ouvem e sentem. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. locomoção. alimentação. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente.que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. saúde. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. ao analisar um lugar ou uma paisagem. particularmente com os animais. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. Quando chegam à escola. na sala de aula. como relevo. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. É importante também. para um trabalho mais amplo. por exemplo. É importante que tais representações encontrem. portanto. as organizações sociais. por exemplo. buscam explicações para o que vêem. educação ambiental e ética.

para representar a Identidade. oral para relato de Idade. Nome próprio. Indicação com os A história de cada Uso da linguagem corpo). Semelhanças e Lateralidade. quantidade relativa à Semelhanças e vivências. Exploração do silêncio e de Higiene do corpo. diferenças entre o corpo Imitação de animais Músicas que falem das do homem e de um e seus modos de mãos e dos pés. 13 . (partes do corpo). figuras e animais. partes do corpo. Dobradura de animais. o corpo e materiais sonoros diversos. habilidades manuais Quebra-cabeça idade. Brincadeiras . sons com a voz. Conversa informal. Nomeação de vivos. Jogo da memória: animais. que animal escolhido pela vida. Música que fale de um Cuidado com o corpo e o animal. Tamanho (altura do com brinquedos. diferenças sociais. Comparação entre seres Expressões faciais. apresentem as partes do classe. frente do espelho. idade. Auto-retrato Grosso e fino. ambiente. corpo. Geografia/ Ciências Educação Física Artes / Música Matemática Língua Portuguesa História Corpo humano e suas Movimentos amplos Impressão dos pés e das Uso dos números Colegas da classe. Posturas corporais. Patas de animais. figuras de revistas e jornais. do corpo e mãos. Movimentos na Recorte e colagem de dedos da um. Maior e menor. Nomeação das Os pés e as mãos. partes.

contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Assim. Nessa concepção de ensino. Sendo assim. MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. também aprende na interação com seus parceiros. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. acreditamos que. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. é necessário considerar as condições cognitivas. sentimentos. o professor deve saber que: 14 . é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Quando falamos sobre a resolução de problemas. As crianças têm idéias próprias. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. em situações de desafio. Assim. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Para atingir os objetivos. No entanto. medidas e estatística. Para isso. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Por isso. considerando aspectos transversais. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. podemos trabalhar com noções de geometria. sociais e culturais de quem irá aprender. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. Alunos e professores interagem e crescem no processo. Dessa forma. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. aberta à incorporação de novos conhecimentos. ao trabalhar com a resolução de problemas. interesses. no processo de transformação do saber científico em escolar. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Por sua vez. além de explorar idéias numéricas e contagem. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. acentuamos a idéia de que o aluno. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. além de ser agente da construção de seu conhecimento. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. favorecendo a aprendizagem. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Sendo assim. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo.

criação de um banco de problemas. sem deixar marcas negativas. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. Assim. troca entre os alunos. podemos trabalhar. • é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. porém não de forma rotineira. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Quando os alunos formulam problemas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. Para a formulação de problemas. As tentativas. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. dobro. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. os dados e a operação a ser usada. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Os problemas devem ser desafiadores. a pergunta e a resposta. Enquanto resolve situações-problema. comunicar idéias. No processo educativo. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. conto etc. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. num jogo. de maneira lúdica. um repertório como apoio. e articulam o texto. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. Ao formulá-los. charada. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. conteúdos importantes na educação matemática. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. da língua materna e da combinação de ambas. Dessa maneira. o aluno aprende matemática. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. estabelecer relações e aplicar conceitos. • a essência está no problematizar. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Assim. um processo investigativo. tendo assim. • problema é toda situação que permite problematização. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. interpretar e produzir textos. livro de problemas. levantar hipóteses. problema com rima. ou seja. respeitar regras. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. 15 . misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. percebem a relação entre os dados apresentados. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. ler. semelhanças e diferenças entre os textos. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. mecânica e repetitiva. autoconfiança e autonomia. um jogador ganha e outro precisa perder. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. divisor. problematoteca. Por meio dos jogos. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico- matemático. propiciando novas tentativas.

das diferentes respostas obtidas. mas uma nova forma de aprender Matemática. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. vencendo os desafios propostos. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. o aluno amplia sua capacidade corporal. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. brinca. assim como propusemos para os jogos. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. o jogo não se tornará mero lazer. suas aprendizagens. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. sua consciência do outro. Além de jogar. é preciso levar em consideração alguns aspectos. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. Na bibliografia desse trabalho. suas dúvidas. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. a percepção de si mesmo como um ser social. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. toda semana. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. Brincando. 16 . o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. dicas para se jogar melhor. Brincadeiras infantis Toda criança. encoraja reflexão e clareia idéias. discutindo o que foi fácil. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. de qualquer idade ou realidade social. em uma aula. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. o que foi fácil e o que foi difícil. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Nas situações de jogo. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. por exemplo. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Contudo. em que os alunos levantam e testam hipóteses. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. Além disso. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. Assim. Sempre ao final das brincadeiras. o que foi difícil. as crianças devem conversar sobre o jogo. Além da socialização de idéias. Enquanto brinca. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. A partir da discussão estabelecida. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. principalmente para crianças dos anos iniciais. Por isso. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. e apreendendo todas as regras. contar histórias desses povos. podendo. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. entre outras coisas. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. enriquece suas aulas. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez.

percepções e experiências. com os personagens. com emoção. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. usar a literatura infantil “[.. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. uma tabela. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. um gráfico. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. Nesse sentido. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. o giz e o livro didático”. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. uma propaganda. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Alguns livros não apresentam um final definido e. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. em quais são os recursos necessários. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. problematizações especialmente preparadas para isso. Desta forma. enquanto lê. etc. p. seleção de informações e resolução de problemas. ainda. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. A leitura poderá ser feita em vários dias. características e acontecimentos na história. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. enigmas. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. Além dos livros infantis. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. Segundo Smole (1999). o professor poderá analisar a capa. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. Você pode ter um livro por duplas. adequar o tempo à sua proposta. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática.. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. Para a realização desse trabalho. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. mas aos poucos. Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. 1996. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. escrita. assim como explore lugares. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. Depois. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. etc. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. expectativa. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. 17 . • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. álbum seriado. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. nesses casos. os alunos podem elaborar o final da história.(SMOLE. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. pensar na organização da classe.

• buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. • ter. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. que opiniões têm. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. visualização e trocas. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. • pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. Nesse contexto. Por meio dos projetos. Para reformular um texto. Assim. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Ao delimitar o tema. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. que hipóteses levantam. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. pelas experiências vividas na escola. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. cognitiva e social. Assim. na avaliação e no planejamento. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. construir. interdisciplinares. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. promovendo. com objetos e situações que exijam envolvimento. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. modificar e integrar idéias. os textos. portanto. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. mais uma vez. e destes com o professor. sejam capazes de tomar decisões. o original e a sua reescrita. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. especialmente artes e língua materna. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Por meio das atividades propostas. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. Na maioria dos casos. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. Durante o desenrolar do projeto. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. 18 . • rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. mas que envolvem duas ou mais delas.

Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. bolinhas de gude. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. rótulos. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. 19 . subtração. recomendamos a organização de materiais diversos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. Ressaltamos que. sempre que é retomado. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. folhetos de supermercado etc. Para esse fim. tão necessárias no dia-a-dia. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. arredondamentos e cálculo mental. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. entre outras coisas. ordenar. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. codificar. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. comparações e ordenações. Para que a criança construa o significado de uma operação. Assim. ou seja. tornando-se mais significativo para os alunos. 1. material dourado e ábaco. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. caixas de fósforos vazias. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. o estudo do espaço e das formas. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. surge sob um novo enfoque. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. palitos de picolé. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. Contudo. no processo de seleção de conteúdos. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. tabelas e gráficos ). os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. ou seja. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. figurinhas. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. o aluno irá ampliando seu conceito de número. é importantíssima a exploração de jogos. Atualmente. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. As operações fundamentais (adição. cálculos. resgatando a histórias de lugares. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. contemplando o estudo dos números e das operações. aos poucos. A seguir. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. embalagens. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. nas quais. Ainda em relação às operações. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. Assim. jornais. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. Nosso desafio foi selecionar. pedrinhas. medir. contas. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema.

quantidade de objetos da sala de aula. com as próprias crianças. Apontamos outras idéias. esculturas e artesanato. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. até mesmo. peso. que se referem à grandeza (maior. • Exploração da história do sistema de numeração. • Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos. recebendo e dando instruções. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. datas de nascimentos. observação de fotos dos desenhos nas cavernas. • Localização de números numa seqüência. • Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números. • Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades. sucata. como adesivos. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. • Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos. lacres de alumínio. identificando o antecessor e o sucessor. • Registro e observação dos números das ruas: Onde começa ? Onde termina ? A numeração de um lado é igual à do outro ? Como se dá a numeração entre uma casa e outra: é ou não seqüencial ? Levantamento do número da casa dos alunos. escritos ou numéricos. pinturas. de seu material escolar etc. deslocamentos no espaço. à posição (em cima. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. se há a necessidade inicial de trabalhar o vocabulário adequado aos conceitos matemáticos. em ordem crescente e decrescente. como seguem: • Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada. pontos de referência e também observação. etc ). por meio de atividades que trabalhem lateralidade. dos diferentes registros dos povos da antiguidade. embaixo. contribuem de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos. atividade como ligue-pontos com números. Espaço e forma Para compreender. “Um. Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. ou se possuem mais ou menos. menor. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. bolinha de gude. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. figurinhas. • Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. proporcionando a descoberta da regra da seqüência feita. dois. são recomendadas. comprido etc). por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos. miniaturas. • Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções. para trás. Sugerimos também: • Verificação. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. para o lado etc. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas. representar e descrever o mundo em que vive. canais de TV. número de pessoas que moram na mesma casa. • Exploração dos números em contextos significativos: resultados de partidas de futebol. de obras de arte. 2. • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. número de animais que possui. por exemplo: idade. identificar a posição de um jogador numa situação de jogo. sons. mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção. altura. para formar desenhos. Também explorar as noções de muito. curto. Formar coleções com diferentes objetos. verificando se possuem o mesmo número de elementos. atrás de. utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas. O uso de embalagens. entre outros. Para tanto. pouco. • Construção de seqüências com materiais. nenhum por meio de objetos ou. feijão com a arroz” etc.). com pedrinhas etc. à direção e sentido (para frente. nos ossos. gestos ou movimentos do corpo. com os dedos das mãos. por meio de sondagem com jogos e brincadeiras ao ar livre. desenhos. usando vocabulário de 20 . na frente de. Propor contagem em nós de corda.

Exemplos: jogos de circuito. • Trabalhar as medidas a partir de receitas culinárias. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. percepção e descrição das peças dos Blocos Lógicos. calendário com as atividades escolares. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Grandezas e medidas Neste bloco. calendário. brinquedos cantados. lista os aniversariantes do mês. trabalharemos com situações reais de medição. • Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato do mesmo. • Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. 4. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas 21 . 3. Tratamento da informação Neste bloco. tabelas e gráficos. se sabem calcular o troco etc. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. • Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. metro. para que os alunos possam perceber suas formas. caça ao tesouro. cujo preço pesquisaram. pés. Assim. • Modelagem. coleta e organização de dados estatísticos. fita métrica. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. receitas culinárias etc. • Graduar a altura dos alunos. lista de programas de TV preferidos. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. observação. Com essa atividade. o professor pode observar o que os alunos já sabem sobre o uso do dinheiro. Mais uma vez. pode haver diferenças nos resultados das medidas. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. passos etc. Sugerimos ainda: • Construir o metro com pedaço de barbante e realizar medições. Classificação das peças em grupos conforme solicitação do professor. contagem dos dias da semana. É o momento de levantar idéias. usando medidas não-convencionais e convencionais. e organização de exposições com os objetos construídos. • Manipulação. como unidades de medida. se já compreendem o valor de cada nota e moeda. relógio. em massinha. não de apresentar resultados exatos. entre outros. Propomos ainda: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. animais que mais gostam. reproduzindo formas geométricas. • Explorar as medidas de massa e capacidade encontradas em embalagens. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. posição. • Organizar a rotina. • Produzir cédulas e moedas de papel para que as crianças levantem suas idéias sobre as formas de pagar produtos. de objetos.

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o Laboratório de Informática Educativa deve. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. animações. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. integrando textos. 24 . • desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. como elemento articulador de conteúdos curriculares. a informática educativa busca: • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. Desse modo. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. a aquisição de novos conhecimentos. Assim. a memorização. os POIEs. divulgando as possibilidades existentes. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. • desenvolver a percepção visual e auditiva. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. organizando mostras. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. as TICs ( PCs. a convivência em grupo. • desenvolver a habilidade para organizar informações. recursos de som e vídeo. a coordenação motora. • ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. Softwares. Mesas Educacionais e Internet). instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. Periféricos e Acessórios. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. idéias e conceitos. face ao seu caráter educacional. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. por meio de recursos tecnológicos. ferramentas de desenho e pintura. • propiciar. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. a inter-relação de pensamentos. imagens. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. servir como fonte de conhecimento. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. efeitos especiais. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula.

de sistematização e normatização da língua. Fase Complementar: 4º e 5º ano. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. acima de tudo. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. ou seja. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. Trata-se de incorporar. – v. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). entre outros. para prestar contas do nosso trabalho. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. para solicitar algo. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Pelo contrário. ou seja. é a forma de abordagem. suas regras e suas partes. ela estará presente sim! O que muda. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. Ler é. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. e a decifração é apenas uma. Enfim. entretanto. para comprar algo. Contudo. nas situações reais de produção de texto. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. As atividades metalingüísticas. LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. E escrevemos para distintos interlocutores. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. 1 Fase Inicial: 1º. de forma organizada e sistemática. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. Cortez. atribuir significado. Ler.: il. Assim sendo. na rotina. Hoje. para saber como vão pessoas que estimamos. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. com diferentes intenções. entre muitas outras ações. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. dentre muitas. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. 2006. emitindo sons para cada uma das letras. isoladamente.” Emília Ferreiro. 2º e 3º ano. participantes da cultura escrita. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. para reclamar de alguma coisa. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima 2 possível da versão social e que. São ações que podem e devem ser aprendidas. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. para pagar contas. assim. Como tal Sistema está organizado em fases1. Além disso. os primeiros se convertem em leitores. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. das competências envolvidas neste ato. se queremos formar leitores plenos. para nos divertir ou emocionar. Não se trata mais de ensinar a língua. 104p. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. para anotar um recado para alguém. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração.2 25 . para tomar decisões. para fazer uma receita. 2 São Paulo : SME / DOT. Como já dissemos. para localizar endereços e telefones. Ed. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Em geral.

Leitura em voz alta realizada pelo Diária – texto · Ampliar o repertório lingüístico.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Análise e · Refletir sobre o sistema de escrita Leitura e escrita dos nomes dos Diária (quando Organizar agrupamentos reflexão sobre alfabético. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. o espaço. 115p.: il. Garantir momentos de intervenções escrita fala e os da escrita. brincadeiras preferidas. poemas. 115p. ao mesmo tempo. 26 . conhecidos de memória. Semanal – em seus suportes reais. científicos. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. além. funcionamento do sistema de escrita. realizada • textos literários. buscando fazer a alunos da sala. 2006. · Entender a escrita como forma de (científicos e históricos). ordem. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. é claro. representação. ingredientes de uma receita. de · Compreender as regras de professores e funcionários). sala. textos instrucionais etc. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor.: il. de situações de trabalho com a oralidade. das letras nas palavras visando à de listas diversas (nomes dos compreensão da natureza do sistema ajudantes da semana. · Aprender comportamentos leitores. 2006. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. parlendas. há na classe produtivos. Nessa proposta de alfabetização. pontuais com · Conhecer as letras do alfabeto e sua Leitura e escrita de textos alguns grupos de alunos. 4 São Paulo : SME / DOT. pelo professor • jornalísticos e sobre curiosidades jornal e Ler com diferentes propósitos. de alfabético. Leitura professor: literário. listas. o sistema de correspondência entre os segmentos da Leitura do abecedário exposto na crianças não. e/ou escrito pelo aluno. Em função disso. de rótulos etc. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. os materiais. A organização de uma rotina de leitura e escrita 3 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido · Observar e analisar o valor e a posição Leitura e escrita de títulos de livros. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:4 Situação Objetivos Exemplos de algumas Freqüência O que é importante Didática (o que os alunos aprendem e atividades observar como) · Compreender a função social da escrita. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. 3 São Paulo : SME / DOT. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. alfabéticas). Oferecer textos de qualidade literária · Conhecer diferentes textos e autores.

· Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. de filmes etc. aluno leitura. texto instrucional etc. de textos buscando informações. em dupla e Uma vez por Envolver os alunos com escritas pré- texto escrito com as características discursivas do individual – de um bilhete. relatar acontecimentos. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. Comunicação · Participar de diferentes situações Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por Observar com atenção como oral comunicativas considerando e ou pessoais. materiais de em que têm de ouvir e falar uma de cada diferentes formas de expressão. vez. expor sobre temas etc. · Ler com autonomia crescente. sabendo Situações que permitam emitir Identificar quais crianças precisam ser adequá-la às situações em que queiram opiniões sobre acontecimentos. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Ampliar a compreensão leitora: Antecipar as informações que os alunos · Explorar as finalidades e leitura de textos que os alunos vão encontrar nos textos. entre outros). Produção de · Produzir textos buscando aproximação Produção coletiva. pesquisa etc. explorado. coletiva. defender pontos de vista. · Aprender comportamentos escritores. ainda não lêem com autonomia. semana. mas que pode ser mediada pelo · Aprender comportamentos leitores. professor (leitura de textos informativos. em duplas. 27 . curiosidades etc. silábicas gênero. as crianças se comportam numa situação respeitando as opiniões alheias e as Exposição de objetos. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. diferentes propósitos. · Utilizar a linguagem oral. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. conhecer Garantir que conheçam o conteúdo a ser · Desenvolver procedimentos de seleção diferentes suportes de textos. Artmed). literária dos textos. na atividade – produzindo · Produzir textos considerando o leitor e Reescrita de textos conhecidos – oralmente. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. ditando para o professor ou o o sentido do que quer dizer. funções da leitura. Leitura · Desenvolver atitudes e Roda de biblioteca com diversas Uma vez por Ler várias vezes um mesmo texto com realizada pelo disposições favoráveis à finalidades: apreciar a qualidade semana. de um semana. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. expor etc. expressar sentimentos e opiniões. o possível e o necessário” (Ed. convidadas a relatar. instrucionais. colega. individual.

nesse caso. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. 28 . Roda semanal de conversa ou leitura. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. uma apresentação pública de leitura ou jogral. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. jornal ou texto etc. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Embora não decorram de propósitos imediatos. Nos projetos. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente.). Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. a organização de uma biblioteca de classe. uma mostra de trabalhos produzidos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). não significa algo “palpável”. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. São muito parecidas com os projetos. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. hábitos ou atitudes. Oficina de produção de textos ou de arte. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Ex: Leitura diária feita pelo professor. 5 Texto produzido por Rosaura Soligo. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. semanalmente. um livro. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. • Projetos. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. mas não têm um produto final. • Atividades seqüenciadas. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Formas de organizar os conteúdos escolares 5 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. mas sim um resultado: pode ser uma festa. para ensinar um jogo complexo etc.

A escrita não deve ocorrer nesta fase. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. um CD. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. do contrário. Como dissemos. jogos de adivinhação. previsão. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). fantoches. etc. outras. que façam sentido à sua vida. músicas. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. criatividade e expressão física. A criança de seis anos precisa que as aulas sigam uma rotina. INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. dos jogos e das demais atividades. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. ou rock para atividades motoras grossas. como música calma para trabalhar. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. portanto. Assim. vídeo e estímulos verbais do professor). A relação dos conteúdos (conceituais. o professor de inglês deve ser o escriba. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. revisão do que foi aprendido e feito na aula. de forma a criar um ambiente alfabetizador. interessantes. é fundamental que o professor. leia seus planos de curso anual para elaborar seu próprio planejamento. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. como: memorização. recorte e colagem. apagar as luzes e acalmá-los. artísticas (desenhos. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. e imagens. uso de massa de modelar. com atividades lúdicas. No 1º ano. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. num primeiro momento. vídeo. o professor deve manter as mesmas músicas durante várias aulas e diversificar as atividades para que os alunos aprendam o mesmo conteúdo em 3. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. Como as crianças nessa idade não podem concentrar-se por longos períodos de tempo. troca de papéis. desafiá-los a pensar. oferecendo variedade.). quando for necessário registrar a escrita de cartazes contendo as atividades feitas pelos alunos. Em inglês. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. material de áudio. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem e deve-se recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Ao assimilar um vocabulário básico. e termine com uma música. umas são mais visuais. físicas (com encenações e atividades de TPR). O 29 . além de alternar as em grupo. jogos. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. cooperação. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. auditivas. é útil e eficaz. sugerimos que o professor. por meio de atividades diferentes. Na preparação da aula. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. a adivinhar. uso de fantoches. a recordar. como os flashcards. pintura. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. Durante as aulas. como já dissemos. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. salvo em situações particulares ou quando o aluno pedir para fazê- lo. bem baixinho. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. do sensorial e das ações. etc. como suporte ao aprendizado oral. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). como realias (material concreto). trabalho em pares ou grupos. e ainda há as que são mais cinestésicas. vídeo ou colega) para obter informações. recursos materiais. duplas e individuais. flashcards. ao chegar. ou em outra ocasião em que ela seja necessária. sempre em letra bastão maiúscula. ou sair da classe. cante uma música. a imaginar. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. expressões simples em situações reais. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. a criança gosta e precisa de repetição. 4 ou 5 aulas. o aluno passa a desejar aprender mais. Nesta fase. chapéus. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. recursos visuais. DVD. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever.

movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. além de praticá-la antes de expô-la aos alunos. DVDs e livros. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. great. look. além de parabenizá-las. thanks/thank you. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Ex. point. vídeos. you can do it better/nicer. say.uma tática que deixará os alunos seguros de si. um modelo lingüístico) de forma engraçada. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. assim. Isso lhe dá a chance de falar. feitos com rolos de papel higiênico. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. CDs. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Além disso. How are you?. a pronúncia correta das palavras. listen. fornecer um elemento cômico. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. ou "listen and do". you're welcome. O professor precisa estudar bem a música. beautiful. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. etc. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. Ele também pode cantar e encenar canções. please. não entenda algo). A música é extremamente importante nas aulas de inglês. very good. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. no. Há vídeos.tempo gasto com os exercícios de colorir. fine. 30 . além de ser uma ocasião divertida na aula. answer. let's go. lã para os cabelos. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. principalmente em grupo. No entanto. stand up. let's sing. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. responder a perguntas e sentir-se no comando. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. eles podem costurar botões para fazer os olhos. por conseguinte. repeat. ask. see you. e DVDs são ótimos recursos audiovisuais. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. hi. de meias (com a ajuda dos pais.). presos em palitos de sorvete. potes de iogurte ou de yakult. como os da série Magic English. além da internet. bye-bye. line up. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. disponíveis para empréstimo na SEDUC. associar. draw. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. etc. fazer encenações. circular e desenhar deve ser menor. cometer erros. sing. let's sit in a circle. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. yes. sem estarem psicologicamente expostos. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche.: Good morning/afternoon. sit down. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. ela deve ser apresentada com gestos. Para ser bastante eficaz. acariciá-los). come here. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). programas de TV infantis não existiriam. Produção oral ( speaking ) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. finja “errar”. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. abraçá-los. pois é o fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. thanks. Compreensão oral ( listening ) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala de aula. May I go to the toilet?. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. dar segurança. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. As canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros .

Esta avaliação pode ser feita. Tentar falar em inglês. excellent. porque. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. Assim. como também com a equipe pedagógica. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. o professor pode usar as atividades da apostila para avaliá-los. de pintura.. folclore. modelagem. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. expressões corporais. pode trabalhar junto com o professor de classe os conceitos. esteja “errado”. por exemplo. good work. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. mesmo que não esteja como o professor esperava. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. montagens. podem-se trabalhar melhor a música. É muito importante elogiar a produção do aluno. desenho. • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. nesta faixa etária. com cinco a dez alunos por vez. jogos dramáticos (role-play) e fantoches. • Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. 31 . quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. complementando as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. • Com o professor de arte musical. colagem. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. de forma espiralada. sendo permitido consultá-la. Assim. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. great. rimas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. mas não o colega ao lado neste momento. mesmo que. está se empenhando e precisa ser motivado. etc. • Algumas danças. procedimentos e atitudes de história. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. não podemos exigir perfeição das crianças. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. atividades de expressão corporal e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. gestuais e faciais. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. a princípio. a fim de planejar as aulas. Assim sendo. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente por meio do estudo das cores.

ZANATTA. R. 2006. Referências bibliográficas DEL PASO. L. Hong Kong: Oxford University Press. et alli. 32 . HERRERA. New Parade 1–Teacher’s Edition. D. 2000.: Macmillan. K. A. W. M. et alli. São Paulo: Macmillan. Kids United – Livro do Professor 1.. HARPER. et alli.F. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. Mexico. segunda impressão. Squeeze 3 – Teacher’s Edition.F. 1999.: Richmond Publishing. T. D. REETZ. New York: Addison Wesley Longman. SALVADOR. MELO. Oxford: Oxford University Press. A. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. 2000. Mexico. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. et alli. 2005. 2002.

O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem.. Nesse processo é importante avaliar. lateralidade. para se atingir os objetivos com clareza. como uma forma a mais de expressão. Momentos de apreciação. As canções e suas letras. principalmente na primeira infância. na educação musical. explorando os conteúdos conceituais. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Vale lembrar que. ( Ensino fundamental de 9 anos . a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. devem ser breves.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. ou seja. por meio de um jogo musical. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. altura e canto e até mesmo uma conversa. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. nesta fase. Nessa idade. progressivamente. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. levam a criança a uma deformação da estética musical. musical e. “[. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. muitas vezes. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. sobretudo. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. 33 . O planejamento do professor precisa ser flexível. nós. p. estes não devem ser trabalhados de forma linear. por meio de atividades simples de pulso. Projetos interdisciplinares são fundamentais. chega mais fácil ao âmago da criança. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. acento.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. MEC. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. a criança vai descobrindo e. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. uma linguagem que. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. aquela que lhe é mais peculiar e específica. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva.. do brincar. Desta forma. Ao trabalhar pulso. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. corporal. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. mesmo que a ênfase. mas somente as populares. Segundo Stateri (1997). lanche. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. rítmica e melódica. de forma mais significativa. Sua relação com o outro. atenção e prontidão. por exemplo. plástica.Orientações gerais. Para isso. fonte sonora etc. Em Ciências. saída etc. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. a linguagem do faz-de-conta. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. facilitando a interdisciplinaridade. deixando-a mais feliz e confiante. professores. oral. Porém. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. replanejando quando necessário. de pouco ou nenhum valor musical. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. esteja em um tópico específico. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. acento.” Não podemos esquecer de que. sendo muitas de péssimo gosto. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. naquele momento. assim. por exemplo. ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. escrita. também somos vítimas desta situação. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade.).

ela pode ser feita junto com a expressão corporal. a consciência da pulsação. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). Durante a apreciação musical e o canto. do ritmo e do caráter das peças musicais. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. De grande ajuda para a criança nesse momento. Expressão corporal. como o escolar. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. ( OuvirAtivo® . com a apresentação de outros assuntos. gestual ou plástica. danças. Sugerimos o site Mundo da Música.música para o desenvolvimento humano . a expressão corporal. gestual. Como já foi exemplificado anteriormente. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. O som e o silêncio Recomendamos a observação. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. nas salas de informática.Marcelo S. seja por fotos. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. vídeos ou mesmo pela Internet. músicas que contam uma história etc. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. Batemos palmas e os pés no chão. timbres. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. folclóricas. vivenciando o fluxo musical através de nós. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. do bairro. os quais produzem stress. os sons do dia- a-dia. seja depois abandonado. de casa. ou seja. dentro desse trabalho de apreciação musical. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo.). de ninar. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. no portal Aprende Brasil. 34 . por ser o primeiro. como dinâmica. gestual. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. numa sociedade tão cheia de ruídos. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. Isso não quer dizer que. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. eruditas. Petraglia ). cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. tomando assim posse do seu corpo. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. dificultam a concentração. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. entre outras complicações.

neste caso. com muita tranqüilidade e respeito. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. como não gritar. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. mais tarde. “[. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. progressivamente. Aprender a ouvir o outro. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. coletivamente. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. de forma simples. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. 35 .. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. identificando. o professor pode utilizar espaços alternativos. Conforme Suzigan ( 1996). ou seja. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. vivenciando. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. em conjunto. desestimulando a ação de gritar. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. as notas musicais. Portanto. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. por meio de ações aparentemente muito simples. “ Sugerimos que. intensidade. cantar e ouvir. como o pátio. Se houver possibilidade. a harmonia do todo. Podemos dizer que crianças que se exercitam. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Propriedades do som: altura.. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. com a intenção de aprimorá-la. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. cantando. ou seja. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. ouvindo. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. utilizando breves explicações. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). As terminologias grosso e fino. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Após a percepção do som grave e agudo. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. a quadra ou outros ambientes. pela terminologia correta. os ritmos facilmente assimiláveis. se necessário. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. sentindo corporalmente. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Desde bebê. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. podemos partir para a escala ascendente e descendente. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. cantando ou não. A linha melódica deve ser bem nítida. e. devem ser substituídas. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. Muitas vezes grave. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. observando.

Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. O ouvido Pensante. Portal Aprende Brasil . Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço.Música para o desenvolvimento humano. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. MEC. Carlos Eduardo de S. São Paulo: Ed. 1997. Especial Música. Cantar. 2003 p. O professor pode associar uma atividade de pulso. Setembro 2006. uma intencionalidade.com.com. Linguagem. percepção corporal. <http://www. 36 . Mundo da Música . MEC. 1-8.<http://www. Maria Zei.ouvirativo. STATERI. FOLHA DE SÃO PAULO. 24 de março de 1998. reeducação do movimento. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Marcelo S. 2000.br/> Mundo da Criança. SUZIGAN.1996. Ensino fundamental de 9 anos . conhecimento e Ação. G. p. controlando o tamanho do passo. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser.htm> acessado em 18/12/2006. Hino Nacional Brasileiro. José Julio. São Paulo: CLR Balieiro. Referências bibliográficas BIAGIONI. M. Pp. L. Cruz. p. R. GRANJA. SUZIGAN. brincar.1991. estimulando atividades de autoconhecimento.20 PETRAGLIA. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. por exemplo. que percebe. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. São Paulo.br/textos/ed%20b. OuvirAtivo® . jogar. António Ângelo. 211). Unesp.<http://www. VASCONCELOS. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento.com. Se a criança se movimenta. Fermata do Brasil. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico.educacional. terça-feira. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. C. São Paulo: Ed. A expressão musical é feita por um corpo.Orientações gerais. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. Oliveira. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. a velocidade e a noção espacial.br> SCHAFER. Murray. está exercitando sua lateralidade.211.aprendebrasil.

Muitas vezes. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. antes de mais nada. linhas. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. para contemplar o trabalho interdisciplinar. conhecer a vida de alguns artistas. texturas. Quando organizamos uma exposição. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. de fato. formas etc. para que desenvolva um senso crítico e estético. ƒ Consegue compreender o processo de expressão e criação. 1º. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Isso concede-nos alguns parâmetros: ƒ A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. 2º e 3º anos. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. os quais deverão ser aproveitados. Adquirindo este conhecimento. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. ƒ É capaz de criar símbolos e representações. As atividades permitem ao aluno experimentar. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Na área de Arte. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. ƒ Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Devemos envolver os alunos nessa produção. seu trabalho muda no meio do caminho. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Segundo Piaget. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. Exposição A exposição da produção artística das crianças faz parte do ensino de arte. respeitando-se a idade da criança.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. 37 . a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. no momento do planejamento. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. Não é apenas uma etapa do processo. ter outras experiências. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. Na fase inicial do Ensino Fundamental. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Ela mais pesquisa do que se expressa. necessário para a leitura de imagens. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. Tendo em vista essas possibilidades da criança. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final.

com alguma intenção. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. Espera-se que os alunos. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. Dança.) com os quais o artista/aluno. som. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. tanto para que possa progressivamente. Teatro. pictóricos. apreciar. progressivamente. luz. cultura ou país. povo. Por meio da arte. é a visita a museus e exposições de arte. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. gestuais. o mediador entre arte e aluno. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. musicais. gesto. desfrutar. mas para todas as outras áreas. Dança. escolas e estilos etc. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. 38 . diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. Música. cênicos. etc. forma. Música e Teatro. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. movimento.

conhecimentos sobre o corpo). criatividade e interação do grupo. sem a preocupação com estilo ou técnica. visando a seu aprimoramento como seres humanos. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. embora muito estreita. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. músicas entre outros recursos. de forma democrática e não seletiva. corporal. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. auditivos e cinestésicos). elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. de acordo com as suas habilidades. apreciá-los criticamente. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. como um estímulo para a expressão corporal. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. afetiva. assim. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. ressignificá-los e recriá-los. Compreende-se a dança. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. Seja num jogo recreativo. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. Podemos oferecer. as atividades devem envolver todo o grupo. social e de autonomia. EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. a educação física “trabalha no plano da ação motora. coordenação motora e espacial. teatros de marionete e outros. filmes. a cada um. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. saltos. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. o contato com músicas do universo infantil. nesta fase. ética. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. Nesse sentido.” 39 . permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. aquilo que era material ( corridas. neste momento. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. Em sala de aula. o aluno deve aprender. giros) torna-se conceitual. pré-desportivo ou numa dança. dentro de um contexto cooperativo. seu processo de crescimento e desenvolvimento. trabalha-se no plano dos conceitos. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. construção de bonecos. estética. além das técnicas de execução. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. musicalidade. Lembramos também que. A relação entre a educação física e outras disciplinas. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. mas ainda não podem usar a lógica. atividades rítmicas e expressivas. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. a discutir as regras e estratégias. é pouco percebida. de relação interpessoal e inserção social).

Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 40 . estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. Portanto. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. Muitas vezes. Assim. tamanhos ou quantidades). colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. utilizando sua imaginação e percepção. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade.

quais presentes ganhou etc. entram e saem de moda. É importante ressaltar que o objetivo não é apenas ilustrar a atividade. mas trabalhar com a fotografia como fonte de informação: a data. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. a foto do aniversário é um importante registro documental. Dentro da perspectiva de se trabalhar com diferentes fontes de conhecimento histórico. ou a troca de letras para formar outros nomes. para que possibilitem não uma mera constatação. como Todos os Nomes. A pesquisa sobre a origem do nome deve ser bem orientada pelo professor. como: mês em que há mais aniversariantes. a criança encontra informações sobre a sua vida. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. 41 . se lembra dele ou não. ou seja. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. que pode ser encontrado no site http://www. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. em que há menos. O que é um documento? Que documentos a criança conhece? Para que servem? Onde podem encontrar? No caso da certidão. mês em que não há. é importante que elas percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo.br/ . A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes.biabedran. as memórias de um passado recente. Além de constituir um marco na vida do aluno. Ao trabalhar com o tema aniversário. Assim. o local. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. há várias músicas. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. calendários. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. de Bia Bedran. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. Caso haja crianças que não tenham esse registro. quem são as pessoas. por exemplo. asteca etc. HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico.com. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. Seria interessante montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. muçulmano. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Aniversário/calendário A utilização da certidão de nascimento possibilita a introdução do conceito de documento. Deve-se tomar cuidado para não provocar situações de constrangimento entre os alunos. a conexão com a matemática será bem interessante. Os alunos poderão trazer para a sala diferentes calendários em tamanhos e formatos diferentes para que eles escolham o calendário que querem construir. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. estrangeira. é importante ressaltar a carga emocional. peça para desenharem a cena do aniversário. aniversários. brincadeiras e escola. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. Por isso. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. como o calendário indígena. família. Para introduzir o tema. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. A construção de um calendário com a turma possibilitará a consolidação da aprendizagem. pois crianças adoram comemorar. Nome Ao trabalhar com o nome. como sujeito histórico. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. têm origens diversas (indígena.

Para isso. Família na praia ( 1935) Fernando Botero. Ao trabalhar com esse tema. quais eles acham que são antigas ou não. Brincadeiras O estudo sobre brincadeiras contribui para o desenvolvimento da noção de tempo histórico. as brincadeiras que costumam praticar no dia-a-dia e. deve-se considerar o conhecimento prévio dos alunos. quantas pessoas fazem parte da família etc. utilize obras de arte e faça uma releitura coletiva do quadro escolhido. A utilização de fotos de famílias atuais e antigas possibilita abordar esta diversidade. Família ( 1996 ) Escola Observar o espaço e organização do local possibilita discussões a respeito das mudanças ocorridas na própria escola ao longo do tempo e sobre as mudanças e permanências ocorridas nas salas de aula atuais. Di Cavalcanti. O importante é que o aluno perceba que há diferentes tipos de família e que essa organização transforma-se com o tempo. dentre as brincadeiras citadas. Família O diálogo nas rodas de conversa sobre organizações familiares pode gerar um trabalho de percepção sobre as mudanças e permanências nas organizações familiares. Depoimentos ou entrevistas com pessoas mais velhas podem contribuir para o aprofundamento das questões. Para ampliar esta abordagem. Com o objetivo de desenvolver a reflexão e conscientização pode-se questionar sobre a importância da escola para os alunos e do direito da criança à educação. independente da sua condição social. 42 . é importante que a análise seja iniciada com a própria situação familiar: com quem mora.

Crianças Brincando. que possibilitam a construção de jogos. encontram-se telas de Portinari sobre o tema brincadeiras. No site http://www. Portinari.portinari. a necessidade da reciclagem e o uso de brinquedos artesanais. releitura das imagens e sua interpretação sobre o tema.org. 43 . O trabalho com o foco nas brincadeiras preferidas das crianças possibilita a construção de gráficos. sistematizando os dados e a interligação com conceitos matemáticos.br/. O tema brincadeiras possibilita a discussão sobre o consumismo desenfreado nos dias atuais.

pois as noções de escala. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. Nessa linguagem. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. Portanto. Mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação. o que vale mais é a observação de que. a escola. Para o mapeamento das ruas. explicando que cada um deles possui um objetivo. Na fase dos 6 aos 8 anos. Depois. eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. GEOGRAFIA No Plano de Curso do 1º e 2º ano. o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras. para a criança. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto. altura e largura de coisa. hospital (se houver) e outros. cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. o professor pode introduzir a noção de legenda. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. ou seja. ao mesmo tempo. É uma convenção. o lixo.ou seja. ou seja. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula. Mas. a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um . Com o desenvolvimento dessas atividades. 44 . de frente e de lado. criam-se símbolos para as moradias. a maneira como se faz em mapas e plantas. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Ao preencher o quadro. se cada um utilizar um modelo de medida. Maquete O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. a rua da escola. como em um mapa convencional. na sala de aula. É algo que exige um grau de abstração. Porém. proporcionalidade. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. a lousa etc. Nessa segunda etapa. portanto. Um mapa físico é diferente de um mapa político. a escola. visão do alto. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Partindo da observação. elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica. até o bairro e a cidade. em cada posição. a visão que se tem é vertical. valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. os alunos podem desenhar objetos vistos de cima. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. isso não é tão simples assim. e um mapa-múndi é diferente de um globo. altura de pessoas etc. Assim. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas.

e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). de preferência de um lugar conhecido de todos. ou seja. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. os alunos. utilizando medidas convencionais e não- convencionais. ensaie antes com a classe para que. como já dissemos anteriormente. O ideal é que cada aluno traga uma foto. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. a atividade será ainda mais rica. e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças. O registro sobre as mudanças é fundamental. No caminho de casa à escola. para ter diferentes visões do mesmo local. Aqui. Estudo do meio O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço. para a elaboração de questões. nas séries mais adiantadas. o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles. se isso não for possível. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. nesse primeiro momento é importante somente uma introdução. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. estudo da fauna e flora locais. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. porém. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. por exemplo. e. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões. com esse conceito construído. em Geografia. deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo. a turma se preocupe com o depoente. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. Mas. o represente com desenhos. na hora da entrevista. Por meio de fotos antigas. Em Geografia. 45 . políticas e econômicas. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. Medidas é um tema comum à área de Matemática. reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. mas. Em História. se possível. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. Converse com seus alunos antes. Futuramente. culturais.

comparar com outras imagens. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. textos da Internet. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. 46 . a rua da escola. lugares. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. desenhos.. peça de teatro. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. Cartazes. A partir delas. levantamento de interesse junto aos alunos.. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. filmes. fotografias. esculturas. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. como exemplo. grafites. pinturas. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. Enfim. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. Além dos textos. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Aos poucos. enciclopédia eletrônica. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. diários de viajantes. a casa. levantando hipóteses próprias. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. de Tarsila do Amaral. a escola. matérias de jornal. construções etc. os arredores. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. Mas não pára por aí. gráficos e esquemas. a geografia pode contar com muitos aliados: música. que podem culminar em uma exposição. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Com as informações em mãos. histórias em quadrinhos.

o Órgãos e sentidos do corpo humano. à etc. ao peso. realizam as funções os conflitos. o O tempo. • Pesquisa em diferentes fontes. • Observação e registro das “teorias” espontâneas do cotidiano que envolvam ações de o A dentição de leite. escola.) • Comparação dos modos como diferentes seres • Valorização do diálogo como forma de lidar com o Importância do Sol. • Participação na realização de pequenas tarefas o O corpo e a alimentação. o Os elementos naturais (água. sustentação. calor. o Germinação. ar. vivos. o Vacinas tomadas até a idade. • Respeito à opinião alheia. solicitando ajuda quando necessário. que aparecem nas conversas sobre os assuntos colaboração e solidariedade. higiene. construções • Observação de elementos da Natureza que relacionadas ao gênero. de alimentação. o Moradia dos animais. • Respeito às características pessoais o Paisagem local (vegetação. o A higiene pessoal. no espaço e no tempo. • Interesse e curiosidade pelo mundo social e o Partes do corpo. • Procedimentos básicos de prevenção a acidentes o Semelhanças e diferenças entre os animais. o Preservação e conservação dos ambientes. conforto e segurança. • Criação de pequenos animais e cultivo de • Animais plantas. o Escovação dos dentes. • Disposição para mudar hábitos relacionados à o Objetos produzidos pelo homem. o Algumas características e curiosidades. do cuidado com os materiais de uso individual e • Ser humano e Saúde • Formulação de hipóteses para explicar os fatos coletivo. • Utilização das informações obtidas para justificar natural que as rodeia. • Resolução de pequenos problemas do cotidiano. dos alimentos e do • Produção de textos informativos. • Plantas o Árvores. o Vegetais usados na alimentação 47 . reprodução. locomoção. • Elaboração de listas e registros escritos. alimentação. solo. sexo e gênero. • Valorização da limpeza. diversidade. da aparência pessoal e o Lixo e separação do lixo. e para o cuidado consigo mesmo. 1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat/ Inf. o Cuidados com os animais. flores e frutos. à estatura. o clima e o vestuário. suas hipóteses. ambiente. o Identidade.) podem ser encontrados perto da casa e da etnia. tratados. luz. observados. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • O Ambiente • Troca de idéias sobre gostos e percepções.

1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

MATEMÁTICA

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS
Números e operações • Utilização da contagem oral nas brincadeiras, jogos, • Confiança na própria capacidade para elaborar
y História do nosso sistema de numeração: uso de cantigas de roda e em situações nas quais se estratégias pessoais diante de situações-problema.
dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, reconheça sua necessidade. • Respeito pelo pensamento do outro e valorização
nós em cordas. • Comunicação de quantidades, utilizando a do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias
y Números em situações cotidianas: números que linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros como fonte de aprendizagem.
aparecem com freqüência na sala de aula, idade, não convencionais. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar
número do calçado, números que indicam valores • Leitura, escrita, comparação e ordenação de os diferentes usos dos números, reconhecendo sua
das moedas e cédulas etc. números familiares ou freqüentes. utilidade na vida cotidiana.
y Situações-problema que envolvam contagens, • Utilização de noções simples de cálculo mental, • Respeito às regras dos jogos e desafios.
medidas e códigos numéricos. registro pictórico e/ou numérico como ferramenta • Persistência perante os erros e dificuldades.
y Jogos e desafios matemáticos envolvendo as para resolver problemas. • Busca de soluções pessoais para vencer
quatro operações. • Observação e verbalização da posição de um objeto situações-problema.
ou número numa série, explicitando a noção de • Opção por registros claros e completos.
Espaço e Forma sucessor e antecessor. • Valorização de suas próprias idéias e verbalização
y Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, • Uso do dinheiro em situações de interesse das de dúvidas.
triângulo e círculo. crianças. • Valorização da importância das medidas e
y Pequenos percursos e trajetos, observando pontos • Exploração de propriedades geométricas de objetos estimativas para resolver problemas cotidianos.
de referência. e figuras, como formas, tipos de contornos, • Sensibilidade pela observação das formas
bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces geométricas na natureza, nas artes, nas
Grandezas e Medidas planas, lados retos etc.
y História do nosso sistema de medidas edificações.
• Representação de pequenos percursos e trajetos,
convencional: uso de dedos, polegares, palmos,
observando pontos de referência.
passos etc.
• Registro da posição de pessoas e objetos, utilizando
y Estratégias pessoais de medida, tendo como
vocabulário pertinente, nos jogos, nas brincadeiras,
primeiro referencial o próprio corpo.
nas músicas e nas diversas situações, em que as
y Medidas de tempo, massa, capacidade e
crianças considerarem necessária essa ação.
monetária.

Tratamento da informação
y Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

48

PROCEDIMENTAIS
• Uso de diferentes procedimentos para comparar
grandezas.
• Experimentação de noções de medidas de tempo,
comprimento, peso, volume pela utilização de
unidades não convencionais e convencionais, tendo
como primeiro referencial o próprio corpo.
• Marcação do tempo por meio de calendários.
• Organização da rotina diária e planejamento de
eventos (festas, projetos, estudos do meio,
cronograma de aniversariantes).
• Leitura e interpretação de informações contidas em
imagens.
• Registro pessoal para comunicação das informações
coletadas.
• Elaboração e problematização de listas e tabelas
simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos
nomes dos alunos, resultados de campeonatos e
jogos etc).

49

1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS

* Monitor * Uso da nomenclatura básica. * Convivência em grupo, propiciando a inter-
* Mouse * Uso adequado de mouse, mouse pad e teclado. relação de pensamentos, ideias e conceitos, a
* Teclado *Uso de diversos softwares e aplicativos para utilização das linguagens como meio de
* Estabilizador complementar as atividades do conteúdo expressão e comunicação.
* CPU/Gabinete curricular de maneira interdisciplinar. * Interação com seu grupo de forma cooperativa,
* Mouse Pad *Uso de sites adequados para complementar as trabalhando coletivamente na busca de novos
* Impressora aulas. conhecimentos por meio dos softwares e
* Scanner * Uso de atividades lúdicas como forma de aplicativos.
* Webcam aprendizagem. * Responsabilidade no manuseio dos
* Disquete * Utilização das Tecnologias de Informação e equipamentos.
* DVD Comunicação ( TICs) nas atividades cotidianas. * Uso responsável da Internet como ferramenta
* CD * Desenvolvimento da habilidade para organizar de apoio educacional, de comunicação e
* Softwares informações, levantar hipóteses e pensar convívio social.
estrategicamente. * Valorização das tecnologias (My Kid, Mesa
* Desenvolvimento da percepção visual e Alfabeto, Site da Educação, outros).
auditiva, a coordenação motora, a memorização.

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1º ANO LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS

• Linguagem Oral. • Uso da linguagem oral em situações de comunicação • Respeito à sua vez de falar.
• Leitura que envolvam a necessidade de expor opiniões, • Respeito às diferentes formas de
o Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, explicar, argumentar, perguntar, solicitar. expressão.
parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, • Interpretação de fatos e histórias. • Contribuições verbais (opiniões,
relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, bula, lista, • Narração oral de fatos, considerando a temporalidade idéias) em problemas pertinentes ao
cartaz, bilhete, carta, diário, calendário). e a causalidade. grupo.
o Leitura não convencional, por meio de diferentes • Produção e revisão de textos coletivos, por meio de • Valorização da leitura como fonte de
estratégias (antecipação, dedução, inferência, parceiro mais experiente que cumpra o papel de prazer e conhecimentos.
verificação), de placas, símbolos, embalagens, escriba. • Adoção do hábito de pegar
rótulos. • Reconto de histórias e criação oral de novas versões emprestados livros da biblioteca da
• Escrita por meio de diferentes estratégias. sala de aula ou da escola.
o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na • Uso da escrita como representação da fala. • Ampliação do hábito da leitura à sua
oralidade e na escrita. • Uso da escrita em situações de comunicação casa e família.
o Ordem alfabética. (parlendas, poemas, canções, trava-línguas, listas, • Interesse pela preservação de livros,
o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de adivinhas, quadrinhas, manchetes de jornal). jornais etc.
outras palavras pertinentes ao contexto de sala de • Elaboração de listas do mesmo grupo semântico, a • Socialização das experiências de
aula. partir de temas indicados. leitura.
o Produção de listas. • Compartilhamento da leitura e seleção de textos. • Respeito pela produção própria e
o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo • Solução de dúvidas surgidas recorrendo a um parceiro alheia.
grupo. mais experiente.
o Características estruturais do texto e do portador.
• Manuseio freqüente de livros, gibis, revistas, jornais e
material escrito em geral.
• Controle da escrita em situações de produção em
parceria, resgatando o que já foi escrito e o que ainda
falta escrever.
• Produção de um livro coletivo a partir da nova versão
de um conto previamente selecionado, estudado e
trabalhado com mediação do professor.
• Ilustração do conto produzido.

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1º ANO LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

INGLÊS

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS

• Cumprimentos: hi, hello, good morning, • Uso, em situações cotidianas, do • Respeito por outras culturas.
good afternoon, good evening, good vocabulário e diálogos aprendidos. • Cooperação com os colegas durante as
night, good bye. How are you? I’m fine, • Uso da capacidade simbólica para a atividades de sala de aula.
thanks. aprendizagem de um novo idioma. • Responsabilidade ao desenvolver as
• Apresentação: What´s your name? My atividades em sala de aula.
name is ________ • Respeito ao momento em que o outro
• Expressão de suas preferências: My fala, ouvindo com atenção.
favorite ________ is _________. • Parceria na construção da pronúncia
• Vocabulário: dos colegas, respeitando os “erros” e
o colors (red, yellow, pink, green, comentando-os de forma positiva.
purple, orange, blue, brown, • Reconhecimento da importância do
black, white, gray); trabalho em equipe.
o weather (rainy, cloudy, sunny,
snowy)
o feelings (happy, sad, tired,
sleepy);
o toys (ball, bike, kite, yo-yo, doll);
o pets (dog, cat, bird, fish, turtle,
rabbit)
• Verbo “to be” - presente simples
• Números de 1 a 10.
• Conhecimento das principais
manifestações culturais da civilização
inglesa e norte-americana (Valentine’s
Day, Easter, Mother’s Day, Father’s Day,
Halloween, Thanksgiving and
Christmas)..
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1º ANO LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

ARTE MUSICAL

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS
ƒ Som e silêncio. • Interação com músicas de diferentes gêneros, • Desenvolvimento da criatividade, sensibilidade,
ƒ Lateralidade: em cima/ embaixo, direita/ estilos, épocas e culturas. atenção e prontidão bem como noções de
esquerda, frente/ atrás, dentro/ fora. • Audição, observação e demonstração das valores.
ƒ Rimas. propriedades do som por meio de jogos, • Valorização das próprias produções, de outras
ƒ Expressão corporal, gestual, facial e/ou brinquedos cantados, brincadeiras e sonorização crianças e da produção de arte em geral.
plástica. de histórias. • Sensibilização e familiarização com a
ƒ Propriedades do som: altura, intensidade, • Composição de atividades corporais de linguagem musical.
timbre e duração. locomoção, improvisação, prontidão e • Valorização pelos sons do ambiente, do
o Notas musicais. Escalas ascendente e concentração por meio de jogos simbólicos, cotidiano, percebendo o que pode ser mais
descendente com movimentos corporais e brinquedos cantados etc. saudável, levando a uma melhor qualidade de
gestuais. • Experimentação da relação de seu corpo no vida.
ƒ Pulsação. espaço. • Valorização da voz como instrumento de
• Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica comunicação.
em momentos de apreciação e nas canções • Interesse, respeito e curiosidade pela riqueza
trabalhadas. do patrimônio musical brasileiro.
• Percepção do pulso da melodia, por meio de
canções conhecidas, utilizando instrumentos de
percussão, objetos sonoros, percussão e
movimentos corporais.
• Exploração de linguagem musical com a voz, o
corpo e diferentes materiais sonoros.
• Canto coletivo.
• Escuta e apreciação de obras musicais
(regionais, folclóricas, eruditas, variadas).

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• Jogos Dramáticos • Experimentação e utilização de materiais e • Respeito à própria produção. giz de cera. contato com o suporte e materiais de artes. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Cores • Observação das formas produzidas. 1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Experimentação de materiais diversificados bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. lápis. • Texturas papéis. • Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais e diversos e suas reações. • Respeito às diferenças. • Exploração de texturas observando seus efeitos na produção artística. • Desenho • Utilização da expressão como forma de • Uso do diálogo como forma de resolução de • Colagem comunicação problemas e/ou conflitos. • Exploração e uso das cores nas produções artísticas. produção artística em geral. • Fantoches • Experimentação e articulação entre as • Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no expressões corporais e plásticas. • Uso do movimento do corpo como forma de expressão. à do outro e à • Modelagem técnicas diversas (pincéis. tintas diversas) • Desenvolvimento da autonomia na orientação • Pinturas • Exploração do espaço observando proporção espacial e temporal. tintas. argila. • Interação com teatro de fantoches. 54 . • Folclore • Exploração das competências corporais e de • Cuidado na utilização de materiais de trabalho • Montagens criação dramática e organização pessoal. • Exploração e experimentação de sucatas na criação de montagens tridimensionais.

motoras adquiridas. aceitando meio da dança. para aperfeiçoamento das habilidades manuais. • Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. histórias e fantasias. exercendo-as de maneira social e • Respeito aos colegas. 1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Movimentação. saltar etc. 55 . • Valorização da diferença.). • Reprodução da forma e de expressões da cultura pertencentes à cultura brasileira. nas situações cotidianas e brincadeiras. • Expressão corporal. • Saúde corporal popular.). • Dramatização por meio de movimento. fatos. resistência. culturalmente significativa. nos momentos de lazer. adotando atitudes de • Manipulação de materiais e objetos diferentes cooperação. • Valorização e apreciação de danças • Danças. correr. • Brincadeira. • Respeito às possibilidades e limitações • Atividades corporais. autonomia. • Desenvolvimento das relações espaço-temporal e psicomotor. • Participação em brincadeiras e jogos que desenvolvam as habilidades motoras (andar. • Atividades em sala de aula. • Desenvolvimento de independência. • Ginástica. • Exploração das possibilidades corporais com • Respeito às regras. velocidade. • Cooperação entre os pares. • Utilização de recursos para desenvolver e aprimorar as qualidades físicas (força. corporais. de habilidades meio de valores. • Ampliação das possibilidades do movimento por • Cooperação nas atividades de grupo. adaptando-se a diferentes ritmos. • Desenvolvimento das relações socioafetivas por • Utilização. auto-estima • Utilização expressiva intencional do movimento e autoconfiança. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Jogos recreativos e cooperativos. equilíbrio etc. diversos papéis. • Desenvolvimento do hábito da higiene corporal.

• Valorização da própria história. brincadeiras. animais de estimação etc. 56 . longo do tempo. • Levantamento de diferenças e semelhanças • Participação. grupos musicais. emitindo opiniões. agora. • Respeito à diversidade existente entre pessoas ƒ Diferentes nomes e origens • Confronto de opiniões. times de futebol. ƒ Diferentes rotinas dos alunos. ƒ Nomes e datas de aniversário. livros. fontes (entrevistas. jornais e Internet. obras de • O nome como algo individual e resultado de uma arte. • Valorização de diversas fontes históricas. • Troca de informações. • Diversidade dos modos de ser criança: aqui e • Registros pictóricos. • Busca de informações em diferentes tipos de • Apreciação de histórias de vida diferentes da • Modos de medir o tempo. histórias de vida da família. escolha histórico-temporal. sua. 1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Pesquisa em diferentes fontes: fotografia. imagens etc. ƒ Necessidade de cuidar do meio ambiente familiar e escolar. ontem e hoje. do mesmo grupo de convívio. ƒ Diferentes organizações familiares ao • Uso de diferentes medidas de tempo. estabelecendo contrapontos entre diferentes espaços e tempos. • Preferências em relação a diversos aspectos: brinquedos. ƒ A escola como lugar de aprendizado. jogos. • Empenho no cumprimento dos combinados. • Troca de informações • Transformações e permanências no grupo familiar • Planejamento de ações positivas em relação ao e na escola. ƒ Diferentes escolas e suas transformações históricas. ƒ Semelhanças e diferenças entre nomes e individuais. meio ambiente familiar e escolar. em outros tempos e lugares. entrevista.). pesquisa bibliográfica.

representações gráficas: de cima. • Produção de mapas e roteiros simples. diferentes estratégias. próximo. à esquerda geográficos. • Leitura de mapas. • Descrição dos elementos naturais e modificados procurando localizar espaços conhecidos. resolução de conflitos e troca de informações. coletadas por meio de desenhos. embaixo. • Desenvolvimento da autonomia na orientação e espaço à volta: na frente. à direita. em cima. negativos. de lado. • Reconhecimento das transformações realizadas • Elaboração de símbolos que representem locais • Adoção de atitude responsável em relação a pelo homem ao longo do tempo no ambiente ou objetos. • Confecção de maquete simples. de lado. • Valorização do diálogo como meio para • Percepção da importância da legenda para • Realização de medições de maneira não. • Questionamento dos diferentes conceitos espacial em diferentes localidades e situações. de frente. vídeos etc. convencional: com palmos. fotografias. de entrevistas e outros. • Identificação da relação de proporção entre o que • Registro individual e coletivo das informações se representa e a dimensão real do representado. roteiros e plantas variados. 57 . preservação e conservação do meio em que se cotidiano. atrás. filmes. frente. observando os aspectos positivos e • Representação pictórica de locais e objetos em vive. textos. objetos. • Organização de informações utilizando etc. • Autonomia na utilização de registros variados que se apresentam na paisagem local. • Diferenciação das diferentes visões nas • Utilização de pinturas. 1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Compreensão da relação entre o espaço corporal • Registro coletivo do levantamento de hipóteses. identificação de locais e objetos. mapas. fotografias. como fonte de informação. passos etc. distante. diferentes visões: de cima. como forma de mapeamento do espaço.

• Eu sou eu com o outro. cooperação. 58 . • Valorização de amizades. suas com o outro. desejos. Diversidade • Entrevistas/conversas com familiares. suas limitações. • Respeito às características das • Orientações para o relacionamento necessidades. tolerância. • Utilização de algumas regras simples de solidariedade e ajuda na relação com o • Eu e a natureza. por meio das O Eu • Escuta e apreciação de obras musicais. como respeito. familiar. de lidar com os conflitos. cuidado. responsabilidade/papel de cada um na Respeito ecopedagógico levantando os pontos positivos e negativos. • Reflexão sobre a • Estudo dos fenômenos naturais. entre outros. limitações e qualidades. todos os seres vivos. e para além dela. sociedade. respeito • Pesquisa em revistas e jornais cooperação no dia-a-dia na sala de aula cultural. professora. mitos. NATUREZA E SOCIEDADE 1º ANO (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Alteridade • Expressão de sentimentos. dinâmicas de grupo. preferências e opiniões. • Adoção de atitudes de cortesia e • Respeito étnico. paciência. • Percepção da • Expressão por meio do desenho. sem uso da voz. outro. • Narração de fatos relacionados com os qualidades e sentimentos. • Análise da programação televisiva. pessoas. representando animais. permeado por valores. respeito religioso. • Eu no mundo. formas de vida. convívio social. parábolas. impressos. • Amorosidade. individuais de cada pessoa. • Participação nas sensibilizações / • Reconhecimento de suas próprias • Eu e o outro somos nós. respeito às diferenças • Expressão oral de histórias. • Expressão corporal (pantomima). diversidade e • Estabelecimento de diálogos entre o curiosidade e respeito por todas as interdependência entre grupo classe. entre acontecimentos do cotidiano escolar e • Valorização do diálogo como forma outros. ações de cooperação. conhecidos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 2º ANO Ensino Fundamental 59 .

o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. analisar. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. comparação. onde os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. ou seja. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. das folhagens e gramíneas. Desse modo. Podem aprender procedimentos simples de observação. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. materiais etc. usando diferentes critérios. identificar. seres vivos. tamanho. trocar idéias com os colegas. tais como argumentar. vídeos. sobre os fenômenos naturais. Investigação É muito importante também propor investigações. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. busca e registro de informações. gravuras. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. de modelos científicos. assim como a reconstrução de categorias de idéias. Os alunos podem comparar entre si objetos. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. textura. como forma. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. Nos anos iniciais. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. esquemas. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. com o outro e com o ambiente. CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. de geração a geração. elaborados e acumulados pelo homem. seres vivos. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. sintetizar. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. Para tanto. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. entre outros. fazer suposições acerca dos fatos e/ou fenômenos. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. Dificilmente. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. 60 . baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. mapas. Para aprender Ciências. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. cor etc. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. dos arbustos.

o que representa a sua comunidade. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. a sua parte universal. Nessa fase. levantadas em um determinado problema. As experiências sugeridas não devem. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. que sabem argumentar e defender suas idéias. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. É importante que tais representações encontrem. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. Os conteúdos. elaboração de listas. Experimentação Por meio dela. por um lado. num primeiro momento. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. que sabem ouvir e discutir questões. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. os conteúdos são extensos. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. O importante. buscam explicações para o que vêem. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. sempre que possível. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. a qualquer momento. pessoas que sabem ler e escrever bem. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. um lugar para sua manifestação. não devem ser trabalhados de maneira linear. com a ajuda ou não do professor. ouvem e sentem. Quando chegam à escola. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. com os conteúdos conceituais. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. do ano em que está atuando. animais e plantas). por exemplo. na produção de um texto coletivo. ser humano e saúde. independentemente do banco escolar. Além do desenho. A atuação do aluno é. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. o seu aspecto individual e. de si própria e sua relação com os outros. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. Normalmente. Em suma. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. fundamental. dos animais e plantas. auxiliando-o no processo de alfabetização. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. embora organizados por temas específicos (ambiente. procedimentais e atitudinais. é fundamental que o professor. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. Como dissemos. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. 61 . portanto. em situações reais de comunicação. nesse sentido. Após essa primeira leitura. tabelas. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. leia o plano. com a tecnologia e com o mundo. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. ou seja. por outro lado. que têm. na sala de aula. pequenos textos.

Uso dos números Colegas da classe. corpo e habilidades Quebra-cabeça para representar a Identidade. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Conversa informal. por exemplo. rios. a família. e depois de outros elementos presentes no ambiente. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. ou seja. Física Artes / Música Matemática Geografia/ Língua História Portuguesa Corpo humano e suas partes. Por exemplo. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. relacionadas ao revestimento do corpo. em que um mesmo tema é proposto. alimentação. Posturas corporais. Cuidado com o corpo e o Imitação de animais e pés. oral para relato de Semelhanças e diferenças entre do espelho. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. por exemplo. seus modos de vida. que apresentem as partes do ambiente. brinquedos. o corpo e materiais sonoros diversos. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. 62 . dedos da um. diferenças sociais. com as características de outros seres vivos. figuras e animais. portanto. seu referencial é ela própria e. Música que fale de um animal. mas com os enfoques de cada área. Movimentos na frente revistas e jornais. Deve também estabelecer relações com o ambiente. construções etc. Brincadeiras. Lateralidade. partes do corpo. educação ambiental e ética. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. as organizações sociais. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Dobradura de animais. o meio é a sua própria extensão. manuais com (partes do corpo). Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. Nomeação de animal escolhido pela classe. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Jogo da memória: animais. órgãos dos sentidos. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. corpo. entre outras. principalmente com Geografia e História. Higiene do corpo. para um trabalho mais amplo. É importante também. num primeiro momento. comparando as características do corpo humano. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. Os pés e as mãos. particularmente com os animais. Nome próprio. saúde. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. idade. quantidade relativa Semelhanças e vivências. Grosso e fino. modo de vida. Ciências Educ. locomoção. Nomeação das Tamanho (altura do corpo). Idade. luz e solo. Auto-retrato à idade. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. como relevo. Recorte e colagem de figuras de Indicação com os A história de cada Uso da linguagem Comparação entre seres vivos. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. Patas de animais. Sendo assim. Movimentos amplos do Impressão dos pés e das mãos. o corpo do homem e de um Expressões faciais. Músicas que falem das mãos e dos Maior e menor.

é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. em situações de desafio. podemos trabalhar com noções de geometria. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. ao trabalhar com a resolução de problemas. Para isso. As crianças têm idéias próprias. Por sua vez. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. sociais e culturais de quem irá aprender. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. aberta à incorporação de novos conhecimentos. Dessa forma. Nessa concepção de ensino. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. acentuamos a idéia de que o aluno. além de ser agente da construção de seu conhecimento. favorecendo a aprendizagem. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. interesses. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. considerando aspectos transversais. também aprende na interação com seus parceiros. Sendo assim. Assim. Para atingir os objetivos. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. No entanto. é necessário considerar as condições cognitivas. acreditamos que. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. além de explorar idéias numéricas e contagem. medidas e estatística. o professor deve saber que: 63 . Assim. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Alunos e professores interagem e crescem no processo. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Por isso. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. no processo de transformação do saber científico em escolar. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. Sendo assim. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. sentimentos. MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem.

cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico- matemático. conto etc. o aluno aprende matemática. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Assim. e articulam o texto. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. levantar hipóteses. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. Ao formulá-los. Quando os alunos formulam problemas. No processo educativo. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Enquanto resolve situações-problema. Assim. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. propiciando novas tentativas. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. charada. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. tendo assim. semelhanças e diferenças entre os textos. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. • a essência está no problematizar. percebem a relação entre os dados apresentados. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. autoconfiança e autonomia. problema com rima. estabelecer relações e aplicar conceitos. num jogo. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. mecânica e repetitiva. Por meio dos jogos. problematoteca. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. da língua materna e da combinação de ambas. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. divisor. conteúdos importantes na educação matemática. livro de problemas. sem deixar marcas negativas. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. ler. os dados e a operação a ser usada. a pergunta e a resposta. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. um jogador ganha e outro precisa perder. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. Dessa maneira. Os problemas devem ser desafiadores. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. • problema é toda situação que permite problematização. • é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. troca entre os alunos. ou seja. comunicar idéias. As tentativas. um processo investigativo. um repertório como apoio. dobro. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. criação de um banco de problemas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. de maneira lúdica. respeitar regras. porém não de forma rotineira. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Para a formulação de problemas. podemos trabalhar. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. interpretar e produzir textos. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. 64 . Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema.

as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. toda semana. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. o que foi fácil e o que foi difícil. encoraja reflexão e clareia idéias. assim como propusemos para os jogos. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. principalmente para crianças dos anos iniciais. Contudo. podendo. Além da socialização de idéias. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. enriquece suas aulas. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. suas aprendizagens. discutindo o que foi fácil. o que foi difícil. 65 . Brincando. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Sempre ao final das brincadeiras. mas uma nova forma de aprender Matemática. das diferentes respostas obtidas. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. entre outras coisas. o aluno amplia sua capacidade corporal. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. a percepção de si mesmo como um ser social. Na bibliografia desse trabalho. Além disso. o jogo não se tornará mero lazer. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. brinca. por exemplo. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. Por isso. sua consciência do outro. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. Brincadeiras infantis Toda criança. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. em uma aula. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Além de jogar. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. vencendo os desafios propostos. e apreendendo todas as regras. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. dicas para se jogar melhor. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. A partir da discussão estabelecida. em que os alunos levantam e testam hipóteses. é preciso levar em consideração alguns aspectos. contar histórias desses povos. Assim. as crianças devem conversar sobre o jogo. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. de qualquer idade ou realidade social. Nas situações de jogo. Enquanto brinca. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. suas dúvidas. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos.

68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. pensar na organização da classe. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. uma tabela. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. percepções e experiências. 1996. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. com os personagens. enigmas. usar a literatura infantil “[. o professor poderá analisar a capa... É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. A leitura poderá ser feita em vários dias. assim como explore lugares. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. álbum seriado.(SMOLE. o giz e o livro didático”. p. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. mas aos poucos. problematizações especialmente preparadas para isso. uma propaganda. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. etc. Desta forma. adequar o tempo à sua proposta. Depois. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. um gráfico. etc. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. escrita. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. Para a realização desse trabalho. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. 66 . um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. expectativa. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. ainda. Segundo Smole (1999). Você pode ter um livro por duplas. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. nesses casos. em quais são os recursos necessários. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. seleção de informações e resolução de problemas. Nesse sentido. Alguns livros não apresentam um final definido e. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. com emoção. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. características e acontecimentos na história. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. enquanto lê. Além dos livros infantis. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. os alunos podem elaborar o final da história. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna.

momentos de investigação e comunicação entre os alunos. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. • pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. cognitiva e social. Por meio das atividades propostas. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. modificar e integrar idéias. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. os textos. construir. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. • ter. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. Nesse contexto. promovendo. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. e destes com o professor. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Durante o desenrolar do projeto. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Para reformular um texto. sejam capazes de tomar decisões. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. • buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. 67 . O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. • rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. visualização e trocas. portanto. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. que hipóteses levantam. interdisciplinares. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. na avaliação e no planejamento. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. especialmente artes e língua materna. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. mais uma vez. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. o original e a sua reescrita. Na maioria dos casos. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. pelas experiências vividas na escola. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. Assim. Ao delimitar o tema. que opiniões têm. mas que envolvem duas ou mais delas. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. Assim. Por meio dos projetos. com objetos e situações que exijam envolvimento. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos.

no processo de seleção de conteúdos. pedrinhas. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. ou seja. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. 68 . tão necessárias no dia-a-dia. As operações fundamentais (adição. Atualmente. figurinhas. subtração. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. Ainda em relação às operações. Ressaltamos que. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. A seguir. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. entre outras coisas. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. contemplando o estudo dos números e das operações. arredondamentos e cálculo mental. rótulos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. ordenar. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. ou seja. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. resgatando a histórias de lugares. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. Contudo. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. o estudo do espaço e das formas. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. jornais. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. recomendamos a organização de materiais diversos. Assim. aos poucos. tornando-se mais significativo para os alunos. contas. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. Nosso desafio foi selecionar. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. codificar. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. tabelas e gráficos ). sempre que é retomado. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. comparações e ordenações. surge sob um novo enfoque. Assim. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. bolinhas de gude. é importantíssima a exploração de jogos. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Para esse fim. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. nas quais. 1. cálculos. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. o aluno irá ampliando seu conceito de número. material dourado e ábaco. caixas de fósforos vazias. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. medir. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. embalagens. Para que a criança construa o significado de uma operação. folhetos de supermercado etc. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. palitos de picolé.

Com as figuras criadas. ƒ Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. 2. Depois pode mostrar aos alunos figuras montadas com as peças do tangram e pedir que reproduzam. deslocamentos no espaço. Pedir às crianças que representem números no material dourado realizando composições e decomposições. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. Solicitar que retirem uma dúzia de determinada fruta e meia dúzia de outra. para que os alunos possam perceber suas formas. envolvendo as quatro operações. a elaboração de um texto coletivo. representar e descrever o mundo em que vive. pinturas. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. Utilizar também o material dourado. dois. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. de obras de arte. para formar desenhos. estabelece as regras do uso do quebra-cabeça (usar as sete peças. de placas de carros. feijão com a arroz” etc. Para tanto. de telefones. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. ƒ Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. nos relógios e calendários etc.. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. ƒ Localização de números numa seqüência. como folhas. Espaço e Forma Para compreender. escritos ou numéricos. animais marinhos e de objetos criados pelo homem. em ordem crescente e decrescente. Reunir as frutas numa cesta e contar com os alunos quantas frutas há ao todo. canudinhos. ou seja. Outra idéia é separar as peças que têm a mesma forma e questionar: • quantos lados elas têm? • quantas pontas elas têm? • que nome você daria para essas peças? 69 . esculturas e artesanato. 10 unidades são trocadas por 1 dezena. ƒ Solicitar que os alunos tragam para aula uma fruta. Fazer uma lista de produtos vendidos por dúzia. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. Sugerimos também: ƒ Exploração dos números nas mais variadas situações: número da moradia.) mostre à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal os agrupamentos são feitos de 10 em 10. desenhos. “Um. árvores. O professor poderá até organizar exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. frutas. O professor poderá explorar esse conhecimento para iniciar o trabalho com números pares e ímpares. o professor pode deixar que as crianças brinquem livremente montando figuras. Primeiramente. pode propor a montagem de um mural e. é muito comum elas “tirarem par ou ímpar” para saber quem começa uma determinada brincadeira. pontos de referência e também observação. mas uni-las pelo menos por um vértice). O uso de embalagens. flores. a partir deste. ƒ Formação de pares para percepção que nos úmeros ímpares sempre há sobra. bolinhas. não sobrepor nenhuma. identificando o antecessor e o sucessor. pedras. de placas de trânsito. ƒ Em função das brincadeiras e jogos de crianças na rua. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. são recomendadas. A confecção do quebra- cabeça chinês tangram possibilita uma série de atividades. Num segundo momento. sucata. ƒ Usando material manipulável (palitos.. atividade como ligue-pontos com números. em casa com os irmãos e na própria escola.

em conversas. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. • Propor a produção de frases citando datas especiais. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. brinquedos cantados. metro. • Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos. semana. calendário. Outras sugestões são: • Verificar. amanhã. cedo. três peças. recebendo e dando instruções. reproduzindo formas geométricas. • Traçar a rotina diária junto com as crianças. quatro peças. usando medidas não-convencionais e convencionais. relógio. trabalharemos com situações reais de medição. receitas culinárias etc. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. 3. Grandezas e medidas Neste bloco. marcando eventos da classe e da escola. ano). pés. caça ao tesouro. organização de formas e trabalho de contagem. Usando apenas três peças do tangram. • Jogos para adivinhar um determinado objeto. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. pode haver diferenças nos resultados das medidas. • com as peças do tangram. a partir do quebra-cabeça: Ex. • Se possível. • Explorar o calendário identificando datas importantes. usando vocabulário de posição. fita métrica. Mais uma vez. depois. Observe as duas peças que não são triângulos e responda: • quantos lados elas têm? • quantas pontas elas têm? • que nome você daria para essas peças? • essas duas peças têm alguma diferença? troque idéias com seus colegas e professora. e organização de exposições com os objetos construídos. • Comparar o peso de mochilas e materiais escolares. Exemplos: jogos de circuito. • Modelagem. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. Por exemplo: quem pesa menos? Quantas meninas pesam menos que 25 kg ? • Solicitar aos alunos que tragam recipientes com capacidade de um litro. hoje. de objetos. Apontamos ainda outras sugestões: • Atividades de seqüências com formas geométricas simples. tente montar um triângulo e depois desenhe o que você fez. agora. se as crianças dominam os conceitos ontem. passos etc. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. em massinha. referindo-se apenas ao formato do mesmo. Encher de água e passar o conteúdo para outro recipiente de 70 . mês. Pode ainda propor situações-problema. levar uma balança para pesar as crianças e propor situações-problema e construção de tabelas e gráficos a partir dos resultados. • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. forme um quadrado usando: apenas duas peças. que permitem a utilização de vocabulário geométrico. antes. tarde etc. conhecendo unidades usuais de medidas de tempo (dia. como unidades de medida.

1998. D`AMBRÓSIO. ______. 2004. deixando que os alunos pintem. Transdisciplinaridade. 1998. BRENELLI. São Paulo: USP. COLL. Bibliografia sugerida ALMEIDA. DINIZ. feira. 1996. Fábio Otuzi. Carlos Rodrigues. • Produzir cédulas e moedas de papel. São Paulo: Palas Athena. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. Educação: um tesouro a descobrir.Educação para uma sociedade em transição. Jogos cooperativos: se o importante é competir. O resgate do jogo infantil. • Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas. Tratamento da informação Neste bloco. FRIEDMANN. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. 2000. Tradução Beatriz Affonso Neves. dramatizações (lojinha. 2001. para que percebam que o volume é sempre o mesmo. BROUGÈRE. coleta e organização de dados estatísticos. Campinas: Papirus. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas.). São Paulo: Cortez. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. Luiz Roberto. 1994. O grande livro dos jogos. São Paulo: Moderna. ALLUÉ. 1998. BRANDÃO. ______. Marcos Teodorico Pinheiro de. 71 . Educação Matemática: da teoria à prática. • Explorar notícias e anúncios de jornais e revistas envolvendo quantias que poderão servir de apoio para resolução ou criação de problemas. Assim. Gilles. São Paulo: Cortez. Os conteúdos na reforma. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. Santos: 2001. Júlia. DANTE. César. de programas de TV preferidos. BORIN. Brincar: crescer e aprender. Virgínia Cárdia. • Explorar a história do dinheiro. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. Roseli Palermo. BROTTO. Tradução Afonso Celso Gomes. Ubiratan. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Josep M. Promover atividades orais e escritas. 4. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. São Paulo: Peirópolis. formato diferente. Adriana. 2001. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas. ______. entre outros. São Paulo: USP. Jacques. 1997. 1999. Papirus. Criatividade e novas metodologias. 1996. independentemente da forma. Kátia Cristina Stocco. banco. Porto Alegre: Artes Médicas. O jogo como espaço para pensar. Belo Horizonte: Leitura. Brinquedo e cultura. DELORS. 2002. São Paulo: Editora Ática. Vozes. de animais de que mais gostam. dos aniversariantes do mês. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. tabelas e gráficos. Campinas: Papirus. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. recortem e coloquem o valor. 1996. Maria Ignez de Souza Vieira. CARDOSO. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. SMOLE. 1997. Indicamos também: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada.

Scipione. 2000. PANIZZA. Renata. Regina Célia.GIORGI. ______. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Porto Alegre: Artmed Editora. 2006. Tradução Elenisa Curt. N. Global.. São Paulo. MACHADO. ______. ______. senha e dominó. ______. PASSOS. Marta Rabioglio. MACHADO Nilson José. Tizuko Morchida (org. Jogos em grupos na educação infantil. BROUSSEAU Guy . 1992. GUELLI. Valéria Amorim. São Paulo: Cortez. 2006. Editora Vozes. MACEDO. Regina Célia. Maria das Graças Barbosa. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Campinas: Papirus. Rosa Monteiro. 4 cores. Porto Alegre: Artmed. Porto Alegre: Artes Médicas. Tradução Marcelo Cestari T. 2004. Nicanor. Trad. São Paulo: Paulus. Jogos infantis: o jogo. ______. ______. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. ______.. SMOLE. ______. Yves de La. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. São Paulo: Casa do Psicólogo. MIRANDA. DINIZ. Nilson José. 2001. Tradução Antonio Feltrin. Tradução Regina A. 2000. Cybele. CÂNDIDO. Porto Alegre: Artmed. 1992. . TAILLE. 2000. Matemágica – História. São Paulo: Editora Ática. ARANTES. 210 Jogos Infantis. IMENES. PARRA. ______. 1988. UNICAMP. Vânia (coordenado por). Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. II.– São Paulo: Summus. Cecília. LERNER Delia . ______. YOKOYA. Trajetória Cultural. MONTEIRO. CHARNAY Roland. Vozes. O uso de quadriculados no ensino da geometria. GÁLVEZ Grécia . Campinas. 2001. Construção das operações. Brincando com números. KISHIMOTO. Petrópolis: Vozes. Porto Alegre: Artmed.). Ler. Brincadeira e a Educação. Luiz Márcio Pereira. Fuzako Hori. Campinas. SAMPAIO. III e IV. escrever e resolver problemas. KAMII.SMOLE. 72 . Cortez. Aprender com jogos e situações problema. Patrícia. MARINCEK. ROCHA. OCHI. PAULO. Lino de. ALS. 1993 LEAL. Juan Acuña Llorens. volumes I. MACEDO. Joana Hissae. Jorge José de Oliveira. A matemática na educação infantil. 1997. Dissertação de Mestrado. PEREIRA. 1990. Mariana Kawall. Glauce Helena Rodrigues. Katia Cristina Stocco. 2001.. ______. PETTY. 1992. SAIZ Irma . São Paulo : USP. Porto Alegre: Artmed. Vygotsky. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . DINIZ. aplicações e jogos matemáticos. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. SESI. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. GWINNER. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Fausto Arnaud. Papirus. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. tecnologias e temas afins.C. Gente miúda na cozinha. Jogo. Resolução de problemas. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. 1995. 2002. 2003. 2004. GRANDO. “Pobremas” enigmas matemáticos. Pat. a criança e a educação. Aprender matemática resolvendo problemas. Katia Cristina Stocco. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. São Paulo: Cortez. Constance.. 2001. Porto Alegre: Artmed. 1991. Papirus. Brinquedo. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. GRANDO. Maria Ignez e CÂNDIDO. MACHADO. Porto Alegre: Artmed. Oscar. Maria Therezinha de Lima. Campinas. Mabel. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. São Paulo: Summus. Lellis. IKEGAMI. Piaget. Maria Ignez e CÂNDIDO.Papirus. São Paulo: USP. Matemática e Educação: alegorias. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. SADOVSKY Patrícia . de Assis. SANTALÓ Luis A. Kazuwo João. L. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Reinventando a aritmética. 1996. Belo Horizonte: Editora Universidade.

somatematica.br www.com.com.luizdante. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. São Paulo.revistapatio.br/caem/ www.antigos.com. www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.com.br 73 .ludomania.brinqmania.educarede.br www. 2001.com.com.origem. SESC.sites.com. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .com. Cláudia.net/folclore www.aprendebrasil.br www.uol.br Sites de jogos matemáticos www.com.br www.br www. www.canalkids.terrabrasil.jogos.matematicahoje.br www.ime.mathema.tvcultura.usp.vello.com. Sesc.br www.exatas.ZASLAVSKY.com.abril.br .com.sc.usp.ciadaescola.com.novaescola.br.septima.br www.com.com. www. www.br.educar.br www.com.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos.br www.br www.com.br/artematematica www. A volta ao mundo em 80 Jogos. 2000.com. Sugestão de sites interessantes www.

garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. os POIEs. divulgando as possibilidades existentes. • propiciar. a aquisição de novos conhecimentos. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. a coordenação motora. integrando textos. INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. recursos de som e vídeo. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). face ao seu caráter educacional. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. animações. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. as TICs ( PCs. Softwares. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. • desenvolver a percepção visual e auditiva. • desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. Desse modo. a memorização. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. a inter-relação de pensamentos. o Laboratório de Informática Educativa deve. Assim. • ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. organizando mostras. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. 74 . levantar hipóteses e pensar estrategicamente. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. • desenvolver a habilidade para organizar informações. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. a informática educativa busca: • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. Periféricos e Acessórios. a convivência em grupo. imagens. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. idéias e conceitos. efeitos especiais. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. Mesas Educacionais e Internet). possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. ferramentas de desenho e pintura. como elemento articulador de conteúdos curriculares. por meio de recursos tecnológicos. servir como fonte de conhecimento.

mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. para comprar algo. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. para pagar contas. Ler é. LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. Em geral. nas situações reais de produção de texto. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. Além disso. para prestar contas do nosso trabalho. se queremos formar leitores plenos. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. Enfim. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. Trata-se de incorporar. Não se trata mais de ensinar a língua. Ler. para saber como vão pessoas que estimamos. na rotina. Pelo contrário. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. acima de tudo. com diferentes intenções. para tomar decisões. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. para fazer uma receita. As atividades metalingüísticas.2 75 . assim. participantes da cultura escrita. para solicitar algo. os primeiros se convertem em leitores. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Cortez. ela estará presente sim! O que muda. entretanto. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. das competências envolvidas neste ato. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. atribuir significado. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. 2006. ou seja. entre outros. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. emitindo sons para cada uma das letras. e a decifração é apenas uma. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Ed. de sistematização e normatização da língua. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. entre muitas outras ações. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para nos divertir ou emocionar. 2º e 3º ano. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. Como tal Sistema está organizado em fases6. Hoje. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. – v. é a forma de abordagem. para localizar endereços e telefones. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. dentre muitas. 7 São Paulo : SME / DOT. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. 104p. Assim sendo. isoladamente. 7 6 Fase Inicial: 1º. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Como já dissemos. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. E escrevemos para distintos interlocutores.” Emília Ferreiro. suas regras e suas partes. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. Contudo. para anotar um recado para alguém. de forma organizada e sistemática. São ações que podem e devem ser aprendidas. para reclamar de alguma coisa. ou seja.: il.

uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. lido e/ou escrito pelo aluno. · Aprender comportamentos leitores. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. 76 . Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. o sistema de correspondência entre os segmentos da Leitura do abecedário exposto na crianças não. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:9 Situação Objetivos Exemplos de algumas Freqüência O que é importante Didática (o que os alunos aprendem e atividades observar como) · Compreender a função social da escrita. o espaço. 9 São Paulo : SME / DOT. funcionamento do sistema de escrita. ordem. representação. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. poemas. 2006. listas. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. 8 São Paulo : SME / DOT. além. Oferecer textos de qualidade literária · Conhecer diferentes textos e autores. ingredientes de uma receita. de alfabético. 115p. · Entender a escrita como forma de (científicos e históricos). Em função disso. das letras nas palavras visando à de listas diversas (nomes dos compreensão da natureza do sistema ajudantes da semana. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. 115p. os materiais. realizada • textos literários. buscando fazer a alunos da sala. 2006. parlendas. conhecidos de memória. sala. ao mesmo tempo. de rótulos etc. Solicitar a leitura (ajuste) do que é · Observar e analisar o valor e a posição Leitura e escrita de títulos de livros. científicos. brincadeiras preferidas. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Leitura em voz alta realizada pelo Diária – texto · Ampliar o repertório lingüístico. Garantir momentos de intervenções escrita fala e os da escrita. Leitura professor: literário. Semanal – em seus suportes reais. alfabéticas). há na classe produtivos. pelo professor • jornalísticos e sobre curiosidades jornal e Ler com diferentes propósitos. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. Análise e · Refletir sobre o sistema de escrita Leitura e escrita dos nomes dos Diária (quando Organizar agrupamentos reflexão sobre alfabético. Nessa proposta de alfabetização. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. A organização de uma rotina de leitura e escrita 8 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. textos instrucionais etc. é claro. de · Compreender as regras de professores e funcionários).: il.: il.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. pontuais com · Conhecer as letras do alfabeto e sua Leitura e escrita de textos alguns grupos de alunos. de situações de trabalho com a oralidade.

Ampliar a compreensão leitora: Antecipar as informações que os · Explorar as finalidades e leitura de textos que os alunos alunos vão encontrar nos textos. sabendo Situações que permitam emitir Identificar quais crianças precisam adequá-la às situações em que queiram opiniões sobre acontecimentos. ainda não lêem com autonomia. Produção de · Produzir textos buscando aproximação Produção coletiva. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. · Aprender comportamentos escritores. · Ler com autonomia crescente. entre outros). Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. defender pontos de vista. Comunicação · Participar de diferentes situações Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por Observar com atenção como oral comunicativas considerando e ou pessoais. ou o colega. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. coletiva. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. individual. em duplas. de um semana. instrucionais. mas que pode ser mediada pelo · Aprender comportamentos leitores. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. pesquisa etc. funções da leitura. relatar acontecimentos. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. aluno leitura. ser convidadas a relatar. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. texto instrucional etc. Leitura · Desenvolver atitudes e Roda de biblioteca com diversas Uma vez por Ler várias vezes um mesmo texto realizada pelo disposições favoráveis à finalidades: apreciar a qualidade semana. · Utilizar a linguagem oral. 77 . ditando para o professor o sentido do que quer dizer. professor (leitura de textos informativos. materiais de situação em que têm de ouvir e falar diferentes formas de expressão. com diferentes propósitos. na atividade – produzindo · Produzir textos considerando o leitor e Reescrita de textos conhecidos – oralmente. expressar sentimentos e opiniões. Artmed). em dupla e Uma vez por Envolver os alunos com escritas pré- texto escrito com as características discursivas do individual – de um bilhete. expor etc. as crianças se comportam numa respeitando as opiniões alheias e as Exposição de objetos. curiosidades etc. silábicas gênero. expor sobre temas etc. uma de cada vez. ser explorado. literária dos textos. semana. o possível e o necessário” (Ed. de filmes etc. conhecer Garantir que conheçam o conteúdo a · Desenvolver procedimentos de seleção diferentes suportes de textos. de textos buscando informações.

10 Texto produzido por Rosaura Soligo. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). hábitos ou atitudes. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. não significa algo “palpável”. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Oficina de produção de textos ou de arte. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. • Projetos. Nos projetos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Ex: Leitura diária feita pelo professor. jornal ou texto etc. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. 78 . Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Roda semanal de conversa ou leitura. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. semanalmente. Formas de organizar os conteúdos escolares 10 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. um livro. São muito parecidas com os projetos. nesse caso. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período.). • Atividades seqüenciadas. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Embora não decorram de propósitos imediatos. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. a organização de uma biblioteca de classe. uma mostra de trabalhos produzidos. uma apresentação pública de leitura ou jogral. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. mas sim um resultado: pode ser uma festa. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). mas não têm um produto final. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. para ensinar um jogo complexo etc.

T-D. singular / plural). Entretanto. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B. 7. o Conhecimento. lista. contrato didático (combinados) etc. o Conhecimento da escrita do próprio nome. dedução. • Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. Situações Permanentes: • Usos da Linguagem Oral: exposição e intercâmbio de idéias em rodas de conversa. embalagens. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Regularidades Morfológico-Gramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo). para apreciar textos literários (contos de fadas. masculino / feminino. elaboradas a partir da necessidade do grupo e. entrevista. jornal-mural. ponto de interrogação. quadrinha. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. embora seja desejada essa articulação. da estrutura de um texto. parlenda. obtemos o seguinte resultado: 1. • Leitura não convencional. bilhete. “cantinho” da leitura. notícia. leitura em voz alta e outras. 6. adivinha. Regularidades Contextuais (o uso do C. adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. canção. Projetos: • Conhecimento dos elementos que compõem um gênero/portador de texto. o Narração de histórias. panfleto. crônicas. por meio das situações de produção. Assim. bilhetes. 79 . • Conhecimento de alguns itens da gramática. Q ou K e o uso do G ou GU). carta. V-F). 2. anúncio. Identificação das características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. OBS. Vale ressaltar que. • Identificação de alguns sinais de pontuação. verificação) de placas. por meio de diferentes estratégias (antecipação. etc). sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes. Os projetos foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. • Usos da escrita: o Conhecimento do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita.: As situações das modalidades Ocasionais e de Sistematização são de autonomia do professor. do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. • Noção de parágrafo por meio do uso em situações de produção. como já salientado anteriormente. fábulas. não se pode perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. pesquisas de palavras. • Usos da Leitura: participação em rodas de leitura. o Descrição de personagens. trava-língua. em situações de uso. receita. o Identificação do tipo de letra a ser usada na escrita (maiúsculas e minúsculas) após tornar-se alfabético. debates. conjugando temas de diferentes áreas do saber. por isso. informativos. inferência. não podem ser previstas no Plano de Curso. • Registros diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas. Seqüências Didáticas: ƒ Conhecimento de diferentes gêneros textuais (conto. piada. contos folclóricos e tradicionais). a partir de um tema gerador previamente selecionado. instrução. ao transferirmos tais modalidades organizativas para nosso Plano de Curso do 2º ano. • Conhecimento de algumas convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 5. relato. dicionários temáticos. 8. 3. ponto de exclamação e travessão). preleções. cenários e objetos. poema. calendário). símbolos. cartaz. rótulos. bem como sua função no texto (ponto final. leitura na biblioteca.

dengue. 2002. ou não se apoiando nas convenções ortográficas da escrita. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). SÃO PAULO.: reciclagem do lixo. manchetes de jornal etc. canções. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. Referências Bibliográficas BRUNER. 2006. animais da fauna marinha de Santos. as características do seu portador. Sendo assim. parlendas. Assim sendo. sugere-se. listas. nomes. • Apreciar textos de diferentes gêneros lidos autonomamente ou pelo professor. – São Paulo: SME / DOT. de forma que possamos traçar metas precisas e objetivas em nosso trabalho. poemas. apropriando-se dos aspectos discursivos do texto e apoiando-se em conhecimentos sobre o tema. sabendo ouvir e formular perguntas sobre o tema. com autonomia. bilhetes. FERREIRO E. para o 2º Ano. adivinhas. 2002. Nos anos seguintes. os alunos sejam capazes de: • Participar de situações de intercâmbio oral. • Escrever ALFABETICAMENTE textos que conhece de memória. 1998. economia de energia elétrica. • Escrever textos de autoria ( listas. 80 . ainda que não segmentando o texto em palavras. Tal gênero textual permite que as crianças entrem em contato com novas funções e finalidades de um texto e desenvolvam as habilidades de leitura. Secretaria Municipal de Educação. Rio de Janeiro: Ed. Secretaria Municipal de Educação. ao final do 2º Ano. a produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida na escola e estudada ao longo do ano (Ex. trava-línguas. São Paulo: Cortez. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. LERNER. Diretoria de Orientação Técnica. informativos. em duplas ou ditando ao professor. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. J. Ler e escrever na Escola: o real. do gênero e do sistema de escrita. Passado e presente dos verbos ler e escrever. o possível e o necessário. pontos turísticos de Santos etc). Porto Alegre: Artmed. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. buscamos que. cartas. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. interpretação e produção do mesmo. recuperando os fatos da narrativa. • Recontar e reescrever histórias conhecidas. Bloch. • Ler. etc ) individualmente.S. Delia.

Durante as aulas. do sensorial e das ações. cooperação. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. como música calma para trabalhar. vídeo. tudo o que precisar ser lido. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus 81 . os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. bem baixinho. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. do contrário. trabalho em pares ou grupos. Em inglês. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. troca de papéis. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. como já dissemos. No início do 2º ano. Além disso. e imagens. chapéus. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). Na preparação da aula. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. material de áudio. recursos materiais. fantoches. etc. ao chegar. recursos visuais. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. jogos. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. é útil e eficaz. oferecendo variedade. a recordar. interessantes. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. que façam sentido à sua vida. artísticas (desenhos. com atividades lúdicas. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. de forma a criar um ambiente alfabetizador. o vídeo ou o colega) para obter informações. cante uma música. previsão. INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. DVD. W. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. mas o professor precisa ler em voz alta ou. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. a adivinhar. como suporte ao aprendizado oral. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos.). tocar o CD que acompanha o livro. como realias (material concreto). movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. auditivas. duplas e individuais. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. físicas (com encenações e atividades de TPR). dos jogos e das demais atividades. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. flashcards. vídeo e estímulos verbais do professor). no caso da língua estrangeira. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). Nessa fase. Como dissemos. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. além de alternar as em grupo. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. em inglês. expressões simples em situações reais. como os flashcards. atividades do livro didático. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. sugerimos que o professor. portanto. X. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. outras. ou rock para atividades motoras grossas. uso de fantoches. o CD. A relação dos conteúdos (conceituais. pintura. recorte e colagem. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Y). criatividade e expressão física. apagar as luzes e acalmá-los. etc. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. como: memorização. Ao assimilar um vocabulário básico. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. A criança nessa idade precisa que as aulas sigam uma rotina. e ainda há as que são mais cinestésicas. uso de massa de modelar. jogos de adivinhação. umas são mais visuais. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. a imaginar. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. ou sair da classe. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. músicas. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. desafiá-los a pensar. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. num primeiro momento. o aluno passa a desejar aprender mais. é fundamental que o professor.

sit down. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. beautiful. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. além de incentivá-las. Ex. sing. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula ( fazer o fantoche dar-lhes a mão. no. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. fine. let's sing. 4 ou 5 aulas. great. Para ser bastante eficaz. repeat.: Good morning/afternoon. come here. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. ask. stand up. thanks/thank you. you're welcome. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . let's sit in a circle. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. O professor precisa estudar bem a música. yes. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. very good. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. May I go to the toilet?. No entanto. a pronúncia correta das palavras. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Além disso. ou "listen and do". circular e desenhar deve ser menor. não entenda algo ).diversos estilos de aprendizado. DVDs e livros. fornecer um elemento cômico. por meio de atividades diferentes. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. you can do it better/nicer. mas não precisa ficar “preso” a elas. line up. point. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. say. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. look. além da internet. How are you?. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. por conseguinte. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. hi. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. Além disso. Ele pode falar aos alunos ( fornecendo. principalmente em grupo. please. fazer encenações. programas de TV infantis não existiriam. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. abraçá-los. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. assim. Há vídeos. etc. Ele também pode cantar e encenar canções. thanks. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. dar segurança. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. pois 82 . um modelo lingüístico ) de forma engraçada. associar. bye-bye. listen. além de ser uma ocasião divertida na aula. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. answer. O professor deve dar as músicas do CD do livro. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. finja “errar”. O tempo gasto com os exercícios de colorir. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. let's go. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. draw. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos.uma tática que deixará os alunos seguros de si. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. acariciá-los ). a mostra deverá ser renovada freqüentemente. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. see you.

a fim de planejar as aulas. podem-se trabalhar melhor as canções. responder a perguntas e sentir-se no comando. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. • Algumas danças.) e o vocabulário correspondente às formas geométricas (unit 4) pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. pintura. Esta avaliação pode ser feita. • Com o professor de arte musical. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. com cinco a dez alunos por vez. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. uso do calendário. Isso lhe dá a chance de falar. • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. de meias ( com a ajuda dos pais. jogos e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. rimas. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. • Ao desenvolver o conteúdo relacionado à família e sentimentos. • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. de forma espiralada. é possível articulá-lo aos conteúdos de história. porque. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. idade. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. eles podem costurar botões para fazer os olhos. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. • Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. montagem. potes de iogurte ou de yakult. mas não o colega ao lado neste momento. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. Assim sendo. feitos com rolos de papel higiênico. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. sem estarem psicologicamente expostos. para os cabelos. não podemos exigir perfeição das crianças. gestuais e faciais. cometer erros. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. como também com a equipe pedagógica. por exemplo. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores (primárias e secundárias).é o fantoche ( e não ele ) que está falando ou agindo. folclore. expressões corporais. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. ). sendo permitido consultar o livro. lã. etc. presos em palitos de sorvete. nesta faixa etária. modelagem. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. etc. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. 83 . como os de dedo ( feitos com cartolina e desenhado pelos alunos ). atividades de expressão corporal. assim. procedimentos e atitudes de história e ciências. pode trabalhar junto ao professor de classe os conceitos. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. dia do mês. de ponto e linha.

M. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. et alli. D. R.: Richmond Publishing. segunda impresão. Assim. Tentar falar em inglês. excellent. T. 1999. et alli. K. HARPER. Mexico. et alli. A. 84 . New York: Addison Wesley Longman. 2000. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. SALVADOR. Kids United – Livro do Professor 1. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. & ZANATTA. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. esteja “errado”. mesmo que não esteja como o professor esperava.F. HERRERA. D. mesmo que. New Parade 1 – Teacher’s Edition. MELO. Oxford: Oxford University Press. 2005. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”.. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. good work. et alli. a princípio. Mexico. Referências bibliográficas DEL PASO. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. 2000..: Macmillan. A. REETZ. 2006. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. É muito importante elogiar a produção do aluno. great. está se empenhando e precisa ser motivado. São Paulo: Macmillan. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. Inc. 2002. W. Hong Kong: Oxford University Press. L.F. etc.

mas somente as populares. esteja em um tópico específico. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. professores. Em Ciências. Para isso. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. mesmo que a ênfase. 85 . uma linguagem que. Segundo Stateri (1997).. sendo muitas de péssimo gosto. como uma forma a mais de expressão. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. por meio de um jogo musical. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. ( Ensino fundamental de 9 anos . aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. oral.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. saída etc. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. Projetos interdisciplinares são fundamentais.). Sua relação com o outro.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. O planejamento do professor precisa ser flexível. do brincar. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. lanche. principalmente na primeira infância. ou seja. MEC. por meio de atividades simples de pulso. explorando os conteúdos conceituais.Orientações gerais.. aquela que lhe é mais peculiar e específica. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. nesta fase. chega mais fácil ao âmago da criança. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. naquele momento. na educação musical. a criança vai descobrindo e. corporal. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. por exemplo. assim. acento. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. replanejando quando necessário. também somos vítimas desta situação.” Não podemos esquecer de que. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. plástica. rítmica e melódica. facilitando a interdisciplinaridade. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Momentos de apreciação. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. musical e. “[. de forma mais significativa. sobretudo. altura e canto e até mesmo uma conversa. atenção e prontidão. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. devem ser breves. Desta forma. Vale lembrar que. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. de pouco ou nenhum valor musical. levam a criança a uma deformação da estética musical. progressivamente. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. Nessa idade. nós. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. estes não devem ser trabalhados de forma linear. acento. Porém. por exemplo. a linguagem do faz-de-conta. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. p. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. Ao trabalhar pulso. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. para se atingir os objetivos com clareza. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. deixando-a mais feliz e confiante. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. Nesse processo é importante avaliar. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. As canções e suas letras. fonte sonora etc. escrita. muitas vezes. lateralidade.

A expressão musical é feita por um corpo. por exemplo. estimulando a percepção auditiva. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. ( OuvirAtivo® . É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). conhece e se movimenta de acordo com um projeto. os quais produzem stress. entre outras complicações. dificultam a concentração. jogar. O professor pode associar uma atividade de pulso. vivenciando o fluxo musical através de nós. os sons do dia- a-dia. 211). Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. tomando assim posse do seu corpo. seja depois abandonado. Isso não quer dizer que. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. controlando o tamanho do passo. do bairro. ou seja. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. de casa. brincar. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. pois a criança joga e brinca com o som das palavras.música para o desenvolvimento humano . Canções. Petraglia ). que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. reeducação do movimento. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. Se a criança se movimenta. Batemos palmas e os pés no chão. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. está exercitando sua lateralidade. percepção corporal. De grande ajuda para a criança nesse momento. numa sociedade tão cheia de ruídos. uma intencionalidade. como o escolar. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. Cantar. no conhecimento dos sons característicos da própria língua. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. 86 . que percebe. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. Rimas O trabalho com rimas é muito importante nesta etapa. favorecendo a oralidade e facilitando o processo de alfabetização.Marcelo S. parlendas e textos rítmicos podem enriquecer este trabalho. por ser o primeiro. estimulando atividades de autoconhecimento. p. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. O som e o silêncio Recomendamos a observação. a velocidade e a noção espacial. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. com a apresentação de outros assuntos.

Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. identificando. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. Maria Zeí.. Terra adorada. parlendas. sentimos descer à terra. Propriedades do som: altura. “ 87 . Nossa vida mais amores”. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Ó Pátria amada. 2000. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. naquele momento. brinquedos cantados.nas divisas com os outro países da América do Sul. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. intensidade. de forma simples. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. despertando seu interesse e curiosidade. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. Brasil. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. vivenciando. nos te saudamos. “[. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. cantigas de roda. Conforme Suzigan ( 1996). Muitas vezes grave. com bravura e firmeza. lembrando as glórias do passado. Brasil. Entre outras terras mil. São Paulo: Fermata do Brasil. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo.. Brincadeiras cantadas. se fores convocado para a luta. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. sentindo corporalmente.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. agora que somos livres. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. forte e colossal que reflete em teu futuro. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Mas é preciso que. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. A própria natureza fez de ti um gigante. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. BIAGIONI. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). Hino Nacional Brasileiro. canções. Se conseguimos conquistar essa igualdade. observando. porém. és o destaque da América. utilizando breves explicações. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. aos poucos. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). ouvindo. Ó Pátria amada nós te saudamos. danças etc. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Manifestações folclóricas: jogos. jogos. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Mas. cantando. dividindo-o em várias aulas.

seja por fotos. com muita tranqüilidade e respeito. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. de ninar. 24 de março de 1998 ). as notas musicais. seja na execução ou apreciação musical. “Música clássica afugenta muita gente. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. destacando na música as partes mais agudas e graves. Espera-se também que. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. do ritmo e do caráter das peças musicais. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. o acento e falando sobre o timbre. o ritmo da canção. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. ou seja. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. Quanto mais a criança aprender a observar. no portal Aprende Brasil.” ( Folha de São Paulo. músicas que contam uma história etc. Sugerimos que. a consciência da pulsação. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. neste caso. por motivos variados: a vastidão do repertório.). Após a percepção do som grave e agudo. eruditas. a concentração necessária. a quadra ou outros ambientes. como o pátio. em desenhos animados. Como já foi exemplificado anteriormente. Música erudita Nesta etapa. timbres. A partir daí. gestual. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. 88 . gestual. a expressão corporal. pela terminologia correta. trabalhando a dinâmica. Expressão corporal. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. utilize atividades variadas. o professor pode utilizar espaços alternativos. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. entre outros. dentro desse trabalho de apreciação musical. progressivamente. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. vídeos ou mesmo pela Internet. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). em comerciais de TV etc. No fundo. As terminologias grosso e fino. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. o pulso. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. podemos partir para a escala ascendente e descendente. A cada retomada de um determinado tópico. a pompa dos concertos. Durante a apreciação musical e o canto. nas salas de informática. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. quebrando preconceitos. ou seja. como dinâmica. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. como em trilhas sonoras. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. danças. o motivo é a preguiça: o que é estranho. gestual ou plástica. a desinformação sobre o assunto. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. folclóricas. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. mais facilmente irá assimilar esses conceitos e melhor será sua entoação. devem ser substituídas. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. durante o canto coletivo. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. Se houver possibilidade. Sugerimos o site Mundo da Música.

1991. 1997.br/textos/ed%20b.br> SCHAFER. Maria Zei. em conjunto. com a intenção de aprimorá-la. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. A linha melódica deve ser bem nítida. se necessário. MEC. Portanto. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando.aprendebrasil. <http://www. Como o professor deve ser uma referência para o aluno.ouvirativo. e. Mundo da Música . Carlos Eduardo de S.com. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. Referências bibliográficas BIAGIONI. O ouvido Pensante. Oliveira. 1-8. 24 de março de 1998. a harmonia do todo. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. Hino Nacional Brasileiro. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. José Julio. São Paulo: Ed. Desde bebê.com. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. p. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo: CLR Balieiro. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula.1996. M. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. Pp. Aprender a ouvir o outro. os ritmos facilmente assimiláveis. coletivamente. por meio de ações aparentemente muito simples. Cruz. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. 89 . é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. GRANJA. cantando ou não.htm> acessado em 18/12/2006. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.br/> Mundo da Criança. Marcelo S. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. Podemos dizer que crianças que se exercitam. VASCONCELOS. António Ângelo.20 PETRAGLIA. SUZIGAN.<http://www. Linguagem. L. OuvirAtivo® . conhecimento e Ação.Orientações gerais. como não gritar. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Murray. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical).educacional. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Ensino fundamental de 9 anos . C. MEC. STATERI.211. mais tarde. Unesp. Fermata do Brasil. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. R. Setembro 2006. G.Música para o desenvolvimento humano.<http://www. terça-feira. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. São Paulo. 2003 p. cantar e ouvir. SUZIGAN. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar.com. São Paulo: Ed. Especial Música. 2000. desestimulando a ação de gritar. Portal Aprende Brasil .

as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. Devemos envolver os alunos nessa produção. linhas. para contemplar o trabalho interdisciplinar. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. Quando organizamos uma exposição. Tendo em vista essas possibilidades da criança. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. para que desenvolva um senso crítico e estético. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. ƒ Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. 2º e 3º anos. ƒ Consegue compreender o processo de expressão e criação. conhecer a vida de alguns artistas. Isso concede-nos alguns parâmetros: ƒ A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. ƒ É capaz de criar símbolos e representações. Muitas vezes. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. Segundo Piaget. Ela mais pesquisa do que se expressa. Não é apenas uma etapa do processo. ter outras experiências. antes de mais nada. necessário para a leitura de imagens. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. texturas. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. seu trabalho muda no meio do caminho. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. As atividades permitem ao aluno experimentar. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. 1º. Na fase inicial do Ensino Fundamental.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. todas as possibilidades e limitações desses materiais. os quais deverão ser aproveitados. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. no momento do planejamento. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. respeitando-se a idade da criança. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. Na área de Arte. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. de fato. Adquirindo este conhecimento. 90 . e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. formas etc.

Música. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. desfrutar. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. apreciar. é a visita a museus e exposições de arte. etc. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. movimento. musicais. progressivamente. luz. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte.) com os quais o artista/aluno. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. gestuais. povo. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. o mediador entre arte e aluno. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. pictóricos. cênicos. tanto para que possa progressivamente. gesto. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. cultura ou país. Música e Teatro. Dança. mas para todas as outras áreas. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. Dança. Por meio da arte. com alguma intenção. som. Espera-se que os alunos. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. escolas e estilos etc. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. forma. Teatro. 91 .

” Muitas vezes. músicas entre outros recursos. visando a seu aprimoramento como seres humanos. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. corporal. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. afetiva. Lembramos também que. musicalidade. filmes. aquilo que era material ( corridas. seu processo de crescimento e desenvolvimento. ética. nesta fase. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. é pouco percebida. apreciá-los criticamente. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. neste momento. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. criatividade e interação do grupo. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. como um estímulo para a expressão corporal. Podemos oferecer. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. saltos. estética. ressignificá-los e recriá-los. o aluno deve aprender. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. a discutir as regras e estratégias. giros) torna-se conceitual. Em sala de aula. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. coordenação motora e espacial. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. a educação física “trabalha no plano da ação motora. sem a preocupação com estilo ou técnica. assim. trabalha-se no plano dos conceitos. construção de bonecos. social e de autonomia. conhecimentos sobre o corpo). Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. Compreende-se a dança. teatros de marionete e outros. Nesse sentido. atividades rítmicas e expressivas. as atividades devem envolver todo o grupo. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. embora muito estreita. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. de forma democrática e não seletiva. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. Assim. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. além das técnicas de execução. 92 . Seja num jogo recreativo. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. a cada um. EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. de relação interpessoal e inserção social). higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. dentro de um contexto cooperativo. pré-desportivo ou numa dança. o contato com músicas do universo infantil. de acordo com as suas habilidades. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. auditivos e cinestésicos). mas ainda não podem usar a lógica. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. A relação entre a educação física e outras disciplinas. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas.

tamanhos ou quantidades). Portanto. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. utilizando sua imaginação e percepção. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. 93 . podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade.

como sujeito histórico. ou a troca de letras para formar outros nomes. Uma atividade interessante é montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. de costas. brincadeiras e escola. estamos vivendo uma fase de modificação das estruturas familiares. a utilização de músicas é um procedimento que nesta fase deve ser bastante explorada. estrangeira. sem conflitos ou brigas”. MPB 4 (Nomes de gente). posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. a criança é convidada a refletir sobre as transformações que também acontecem nos espaços de sua convivência. Monte um livro sobre a turma. em que cada criança dará sua contribuição com as descobertas que forem sendo feitas. Por isso. Tempo histórico A partir da observação de mudanças no próprio corpo. Considerando que. fazendo conexão com Geografia e Ciências. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. Adivinha o que é. calendários. Nomes Para iniciar a temática. por exemplo. atualmente. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. têm origens diversas (indígena. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. A pesquisa sobre a origem do nome deve se orientada pelo professor como tarefa de casa. aniversários. criando mapas de si mesmo em tamanho reduzido: de frente. Ao trabalhar com o nome. O uso do espelho para que cada um possa se observar e fotografias antigas permitem fazer comparações sobre as mudanças e permanências ocorridas. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Família A família é um dos assuntos mais delicados para se trabalhar. Pode-se propor desenhar o próprio corpo. de lado. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. 94 . deve-se optar por chamar de família todo o grupo de pessoas com quem as crianças moram. Toquinho (Gente tem sobrenome. HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. entram e saem de moda. Cada um é como é). O importante é que eles percebam que os nomes têm história. por isso. deve-se evitar o estereótipo de família “pai-mãe-filhos. Seguem sugestões de CD’s: Os Direitos da Criança. para que possibilitem não uma mera constatação. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. É o grupo social mais próximo da criança e. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. Um trabalho mais sistemático com fotografias desperta a curiosidade e possibilita a exploração de fontes documentais da história de vida da criança. família. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram.

valorizando as características físicas de cada um e como cada um se vê no espelho. de 1923. passeios. reconhecidos por todos. heróis. roupas. Além de constituir um marco na vida do aluno. Assim. em que há menos. de Benedito Calixto. Portinari Benedito Calixto Bruno Os artistas desenham ou pintam auto-retratos olhando seus rostos no espelho. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. reflita sobre situações das crianças na nossa sociedade. etc. programas de tv. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. enriquece a temática e aprofunda as discussões sobre as diferenças e permanências nos dias atuais. 95 . cantores e músicas. esportes. Uma maneira de registrar os resultados da pesquisa é construir um gráfico com as informações da turma. é importante que eles percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. cores. é importante ressaltar a carga emocional. e o de Bruno. times de futebol. personagens de histórias em quadrinhos etc. mas nem sempre respeitados. O trabalho possibilita o desenvolvimento da auto-estima. Entrevistas com pessoas mais velhas sobre suas histórias preferidas. Ao trabalhar com o tema aniversário. pois crianças adoram comemorar. Qualquer objeto que signifique muito para o jovem artista pode ser incluído para tornar o auto-retrato mais significativo. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. Esta temática permite a confecção de auto-retratos Por exemplo. Um auto-retrato pode ser mais especial se incluir coisas especiais. Gostos e preferências Propomos a pesquisa na sala sobre os gostos de cada um: brinquedos e brincadeiras. animais. por exemplo: homem não usa cabelo comprido. como uma roupa de que se goste ou um boné preferido. a conexão com a matemática será bem interessante. um brinquedo ou uma boneca. lugares para passear. assim como o trabalho com a Declaração Universal dos Direitos da Criança possibilita abordar diferentes temáticas. como o calendário indígena. da atualidade. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. Com reportagens atuais de jornais e revistas. festas. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. como: mês em que há mais aniversariantes. mês em que não há. os auto-retratos de pintores como o de Portinari. asteca etc. brincadeiras. comidas. Direitos e deveres A condição de ser criança inclui uma série de direitos legais. de 1907. A discussão permite abordar as diferenças existentes entre os alunos e o trabalho com a temática do preconceito. muçulmano.

GEOGRAFIA
No Plano de Curso do 1º e 2º ano, valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Partindo da observação, a criança aperfeiçoa sua
percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as
diferentes formas de ocupação.
Mapa
O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. É uma convenção, que utiliza signos que podem ser compreendidos por
diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Mas, para a criança, isso não é tão simples assim. Portanto, a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos
um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um - ou seja, cada centímetro
registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real.
Depois, as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula, a escola, a rua da escola, até o bairro e a cidade. Nessa segunda etapa, o
professor pode introduzir a noção de legenda, criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras, o lixo, a lousa etc. Para o mapeamento das
ruas, criam-se símbolos para as moradias, a escola, hospital (se houver) e outros.
Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões, os alunos podem desenhar objetos vistos de cima, de frente e de lado, o que vale mais
é a observação de que, em cada posição, o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a
visão do alto, como em um mapa convencional.
Na fase dos 6 aos 8 anos, as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem, portanto, o professor deve respeitar sua produção – pois se
utilizam de transparências e confundem perspectivas. Porém, é fundamental solicitar que falem sobre suas produções, pois é por meio da fala que os alunos
tomam consciência do espaço real. Com o desenvolvimento dessas atividades, há grandes chances dos desenhos se aprimorarem.
É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas, ao mesmo tempo, na sala de aula, explicando que cada um deles possui um objetivo.
O mapa da cidade é diferente do mapa do país. Um mapa físico é diferente de um mapa político, e um mapa-múndi é diferente de um globo. Essas diferenças
devem ser discutidas com as crianças. Assim, elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica.

Maquete
O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar
tarefas em conjunto. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional, ou seja, a maneira como se faz em mapas e
plantas. Nessa linguagem, a visão que se tem é vertical, ou seja, visão do alto. É algo que exige um grau de abstração, pois a visão que temos no dia-a-dia é
lateral.
É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades, pois as noções de escala, proporcionalidade, visão do alto e criação dos
próprios códigos surgirão dessas discussões. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples, mas a elucidação e o registro dessas descobertas são
fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.

Medida padronizada e não padronizada
Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro, eles registram de quem é
o pé que foi utilizado como padrão. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A
medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que, se cada um utilizar um modelo de medida, as
pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais, altura e largura de coisa, altura de pessoas etc.

96

Medidas é um tema comum à área de Matemática, porém, nesse primeiro momento é importante somente uma introdução, ou seja, as crianças vão
pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Em Geografia, o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade, uma vez que o tamanho do
que representamos não é o tamanho real do representado. Futuramente, nas séries mais adiantadas, os alunos, com esse conceito construído, reconhecerão a
função da escala em um mapa convencional.

Estudo do meio
O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço, o represente com
desenhos, e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto, estudo da fauna e flora locais, utilizando medidas convencionais e não-
convencionais. No caminho de casa à escola, por exemplo, é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras
de representar um mesmo espaço.
O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam.
Aqui, deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo, dá para uma pessoa que não conhece o
local compreender o mapa?
Para problematizar essas questões, o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente
e o que há de comum entre eles, e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças.

Fotografia: fonte de informação

Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Por meio de fotos
antigas, de preferência de um lugar conhecido de todos. O ideal é que cada aluno traga uma foto, para ter diferentes visões do mesmo local, mas, se isso não for
possível, o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Se os alunos puderem sair da classe e se
posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada, a atividade será ainda mais rica.
O registro sobre as mudanças é fundamental, pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades
com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente), é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo, como já dissemos
anteriormente. Em História, o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças, e. em Geografia, da transformação do espaço por meio do trabalho
humano atendendo necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas.

Entrevistas
A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Converse com seus alunos
antes, para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas, se possível, ensaie antes com a classe para que, na
hora da entrevista, a turma se preocupe com o depoente.
As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita, a
turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados.
Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem, e que pessoas diferentes possuem
experiências particulares na relação com os espaços.

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A construção do conhecimento em geografia
A geografia é uma ciência de observação, que deve ser a habilidade mais
desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de
espaço.
O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala
de aula, a casa, a escola, a rua da escola, os arredores... Mas não pára por aí. E o espaço
distante? Como pode ser percebido?
Para isso, a geografia pode contar com muitos aliados: música, fotografias, filmes,
histórias em quadrinhos, diários de viajantes, matérias de jornal, pinturas, grafites, esculturas,
e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos,
lugares, construções etc.
Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas
maneiras, mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como
recurso complementar. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação
com imagens, o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela
estimulando a curiosidade. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral, como
exemplo, pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão
fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na
construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as
personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse
tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é?
É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo
proposto. Aos poucos, o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas, levantando hipóteses próprias.
Com as informações em mãos, os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que
permanecem. A partir delas, pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros, textos da Internet, enciclopédia eletrônica, comparar com outras imagens,
comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário.
Além dos textos, os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos, desenhos, gráficos e esquemas. Cartazes, peça de
teatro, jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero, que podem culminar em uma exposição. Não é necessário que todo trabalho
resulte em uma exposição, mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento, levantamento de interesse junto aos alunos, assim como das
dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são
bem-vindos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante.
Enfim, conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração
de conhecimento verdadeiramente significativo.

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2º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

CIÊNCIAS

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS

• Ambiente • Busca e coleta de informações por meio de • Colaboração quando necessário (por exemplo,
o Ambiente modificado (casa, escola, cidade, observação direta e indireta dos fenômenos da ao trazer imagens para um mural).
campo). natureza, dos diversos materiais, objetos, seres • Empenho nas atividades de grupo e na
o Ambiente natural (florestas). vivos e não vivos presentes no cotidiano por meio realização de tarefas individuais.
o Materiais e objetos no ambiente. de habilidades físicas, motoras e perceptivas. • Incorporação de novos hábitos e predisposição a
o Algumas características dos materiais e • Formulação de hipóteses. alterar os antigos hábitos relacionados aos
objetos (forma, tamanho, textura, espessura). • Utilização de técnicas de investigação ao fazer as cuidados com os espaços que ocupa e
o Alguns materiais utilizados pelo homem atividades sugeridas. responsabilidade para com esses espaços.
(papel, vidro, metal, madeira, areia etc.). • Exposição oral das idéias por meio de descrições • Respeito à diversidade de opiniões (por
o Materiais que o homem lança no ambiente: utilizando palavras ou pequenas frases praticando exemplo: ao trocar idéias com os colegas sobre
lixo. habilidades relacionadas à comunicação. os fenômenos observados).
o Preservação do ambiente em que vive. • Pesquisa, organização e registro de dados • Interesse por conhecer os ambientes, como eles
o Luz e calor do Sol. coletados por meio de desenhos, listagens, recorte se modificam e como podem ser cuidados.
o Nascente e poente. e colagem, e experimentos simples sob orientação • Persistência na busca e compreensão das
o Dia e noite. do professor. informações obtidas por investigação.
o Sombra e escuro. • Leitura de pequenos textos. • Respeito pelas coisas da natureza (conhecer,
• Seres vivos • Troca de idéias com os colegas. por exemplo, como a exploração dos recursos
o Necessidades especiais de cada ser vivo para naturais pode prejudicar o meio ambiente ).
sobreviver (água, ar, solo, luz, calor, alimentos).
o Variedade de espécies animais e vegetais.
o Ciclo de vida.
o Reprodução.
• Animais
o Habitat dos animais.
o Semelhanças e diferenças entre espécies
animais.
o Animais selvagens.
o Animais domesticados e de estimação.
o Cuidados com animais de estimação.
o Criação de animais.

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CONCEITUAIS
• Vegetais
o Partes de um vegetal (raiz, caule, folha, flor,
fruto e semente).
o Partes dos vegetais utilizados na alimentação.
o Plantas ornamentais.
o Cultivo de vegetais (plantações, hortas,
pomares, jardins)
ƒ Corpo humano e saúde
o Partes (divisão) e estruturas do corpo (pele,
cabelos, unhas, dentes).
o Características sexuais (masculino e
feminino).
o Órgãos dos sentidos e suas funções.
o Cuidados e higiene do corpo.
o Acidentes e sua prevenção.

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2º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

MATEMÁTICA

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS
Números e operações • Uso de vocabulário fundamental da matemática • Exposição do próprio pensamento de
• História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas quanto a relações de posição, direção, grandeza, forma autônoma e criativa, respeitando
nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. movimentação, semelhanças e diferenças entre o pensamento do outro.
• Algarismos e seus nomes como símbolos para representar objetos e pessoas no espaço. • Esclarecimento de dúvidas, observando
quantidades. • Uso de número e quantidades como forma de que as soluções dos outros fazem
• Composição e decomposição de um número em dezenas e registro e organização de informações, de acordo sentido e podem ser utilizadas.
unidades. com o sistema de numeração decimal. • Persistência na resolução de problemas
• Números pares e ímpares. • Manuseio de materiais concretos como: Material e na construção de suas próprias idéias.
• Números ordinais até 10. Dourado, Ábaco, cédulas e moedas do nosso • Interação com seus pares de forma
• Antecessor e sucessor de um número menor que 100. sistema monetário. cooperativa, trabalhando coletivamente
• Dúzia e meia dúzia. • Uso do quadro Valor Lugar para melhor na busca de soluções de problemas.
• Adição compreensão do valor posicional dos números. • Respeito pelo pensamento do outro,
o situações de juntar e acrescentar • Leitura, escrita, comparação e ordenação de valorização do trabalho cooperativo e do
o operações com duas ou mais parcelas números pela compreensão das características intercâmbio de idéias, como fonte de
o com e sem reagrupamento. do sistema de numeração decimal (valor aprendizagem.
• Subtração posicional). • Convivência com o erro como parte do
o situações de tirar, comparar ou completar • Utilização de diferentes estratégias para processo de aprendizagem.
o operações com e sem reagrupamento. identificar números em situações que envolvem • Respeito às regras de jogos,
• Multiplicação contagens e medidas. transpondo-as para a sua rotina.
o situações que representam adições de parcelas iguais • Emprego de diferentes estratégias de contagem • Confiança na própria capacidade para
o situações que envolvam a idéia combinatória. (correspondência um a um, estimativa, elaborar estratégias pessoais diante de
• Divisão agrupamento). situações-problema.
o situações de repartir uma quantidade em partes iguais • Análise, interpretação, resolução e formulação de • Curiosidade por questionar, explorar e
o determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. situações-problema, envolvendo as quatro interpretar os diferentes usos dos
• Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos operações. números, reconhecendo sua utilidade na
numéricos. • Utilização de sinais convencionais (+, -, x, :, =) na vida cotidiana.
• Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. escrita das operações. • Sensibilidade pela observação das
• Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio. formas geométricas na natureza, nas
artes, nas edificações.

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• Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos • Utilização da decomposição das escritas • Curiosidade em conhecer a evolução
resultados obtidos. numéricas para a realização do cálculo histórica das medidas, unidades de
mental exato e aproximado. medida e instrumentos utilizados por
Espaço e Forma • Uso de diferentes operações para resolver diferentes grupos culturais e
• Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e um mesmo problema. reconhecimento da importância do uso
círculo. • Utilização de estratégias pessoais e adequado dos instrumentos e unidades
• Classificação dos sólidos geométricos entre os que rolam e algumas técnicas convencionais para a de medida convencionais.
os que não rolam. realização do cálculo mental, exato e
• Percursos, trajetos e pontos de referência. aproximado.
• Observação das formas dos objetos do
Grandezas e Medidas espaço em que vivemos.
• História do nosso sistema de medidas convencional: uso de • Observação de objetos presentes em nosso
dedos, polegares, palmos, passos etc. cotidiano e as formas geométricas
• Estratégias pessoais de medida tendo como primeiro espaciais.
referencial o próprio corpo. • Construção de sólidos geométricos
• Diferentes unidades de medida: tempo (dia, semana, mês, • Exploração de propriedades geométricas de
bimestre, semestre, ano), massa, capacidade e monetária. objetos e figuras, como formas, tipos de
contornos, faces planas, lados retos,
bidimensionalidade, tridimensionalidade etc.
Tratamento da informação • Localização de pessoas ou objetos no
• Dados em listas, tabelas e gráficos simples. espaço com base em diferentes pontos de
referência e algumas indicações de
posição.
• Comparação de grandezas de mesma
natureza, por meio de estratégias pessoais
e uso de instrumentos de medida
conhecidos.
• Realização de medições com unidades não
padronizadas e padronizadas.
• Utilização de calendários.
• Leitura e interpretação de informações
contidas em imagens.
• Registro pessoal para comunicação das
informações coletadas.
• Elaboração e problematização de listas e
tabelas simples (lista de aniversariantes do
mês, relação dos nomes dos alunos,
resultados de campeonatos e jogos etc).

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2º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS
• Hardwares: • Uso adequado de drive de disquete e cd-rom, • Interação com seu grupo de forma cooperativa,
• Estabilizador assim como dos outros hardwares apresentados; trabalhando coletivamente na busca de novos
• Gabinete • Uso da linguagem computacional: ícones, menu conhecimentos por meio dos softwares e
• Monitor iniciar, janelas do Windows e/ou Linux, clique, aplicativos.
• Teclado minimizar, Internet; • Responsabilidade no manuseio dos
• Mouse • Uso dos diversos softwares e aplicativos para equipamentos.
• Impressora complementar as atividades do conteúdo curricular • Desenvolvimento de habilidades na resolução de
• Scanner de maneira interdisciplinar; desafios.
• Utilização dos recursos de informação e • Uso responsável da Internet como ferramenta de
• Softwares: comunicação disponibilizados pela Internet; apoio educacional, de comunicação e convívio
• CDs • Reconhecimento das atividades lúdicas como social.
forma de aprendizagem. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no
• Mesas Educacionais
ambiente escolar (My Kid, Mesa Alfabeto, Portal
Educacional, etc).
• Aplicativos (Tux Paint, Paint, etc)

• Internet

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2º ANO LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA

CONTEÚDOS

CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS

• Linguagem Oral. • Utilização, apreciação e intercâmbio da linguagem • Reconhecimento da importância de ouvir e
• Leitura oral. esperar sua vez de falar.
o Gêneros textuais (conto, poema, canção, • Diálogo e interação com seus pares. • Respeito às diferentes formas de expressão.
quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, • Leitura coletiva de textos de diferentes tipologias, • Contribuições verbais (opiniões, idéias) em
instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, abordagens e apresentações visuais. problemas pertinentes ao grupo.
panfleto, lista, cartaz, bilhete, carta, notícia, • Confronto de opiniões e comentários acerca dos • Adoção do hábito de pegar emprestados livros
informativos, calendário). mesmos. da biblioteca da sala de aula ou da escola.
o Leitura não convencional, por meio de diferentes • Produção de textos diversos, individualmente ou • Ampliação do hábito da leitura à sua casa e
estratégias (antecipação, dedução, inferência, tendo o professor como escriba do grupo. família.
verificação), de placas, símbolos, embalagens, • Composição de listas e dicionários temáticos, • Interesse pela preservação de livros, jornais etc.
rótulos. usando o banco de palavras como apoio didático. • Construção de uma autonomia escrita
• Escrita • Revisão de textos elaborados a partir de processual.
o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro discussões coletivas das regras textuais • Valorização do uso da escrita como forma de
na oralidade e na escrita; trabalhadas. comunicação.
o Ordem alfabética. • Elaboração de formas de representação gráfica
o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e (hipóteses de escrita), atribuindo-lhes
de outras palavras pertinentes ao contexto de sala intencionalidade e significação.
de aula; • Confronto das diferentes representações gráficas
o Noção sobre a estrutura de um texto, em do grupo-classe.
situações de uso; • Escolha de textos para leitura em situações de
o Letras maiúsculas e minúsculas (obrigatoriamente, atividade autônoma.
após tornar-se alfabético);
• Indicação bibliográfica por meio de fichas ou mural
o Narração de histórias.
da classe.
o Descrição de personagens, cenários e objetos.
• Aplicação do valor sonoro das letras do alfabeto
o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo
em suas escritas, estabelecendo relações entre o
grupo.
fonema e o grafema.
o Registros (produções) diferentes utilizados em
situações comunicativas relacionadas aos gêneros • Utilização do próprio nome e de outros já
apresentados (listas, pesquisas de palavras, repertoriados como palavra estável para construir
dicionários temáticos, bilhetes, jornal-mural, etc). generalizações e produzir novas escritas.
o Parágrafo (em situações de produção);

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o Sinais de pontuação (função e uso do ponto final, • Utilização de grafia manuscrita (letra cursiva) após
ponto de interrogação, ponto de exclamação e tornar-se alfabético, bem como aplicação de
travessão). seus conhecimentos sobre letras maiúsculas e
o Itens da gramática, por meio das situações de minúsculas.
produção, sem o uso das respectivas terminologias: • Uso da escrita em situações reais e de função
substantivo com gênero e número (os nomes, social definida, buscando propósitos que atendam
masculino / feminino, singular / plural), adjetivo (as sua necessidade prévia.
qualificações) e concordância verbo-nominal. • Pontuação de seus textos, apoiando-se na
o Convenções ortográficas na escrita de palavras experiência coletiva, a princípio, para posterior
conhecidas: utilização autônoma.
1. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B, • Aprimoramento das produções textuais a partir do
T-D, V-F); conhecimento adquirido sobre as diferenças entre
2. Regularidades Contextuais (o uso do C, Q ou as palavras (classes gramaticais).
K e o uso do G ou GU); • Aplicação das convenções ortográficas estudadas
3. Regularidades Morfogramaticais (terminação em suas produções escritas.
em R dos verbos no infinitivo); • Produção de folder de cunho informativo e
4. Segmentação entre as palavras de um texto científico para campanha de interesse público
ou frase. desenvolvida em sua escola e estudada ao longo
o Elementos que compõem um gênero/portador de do ano.
texto.
o Características do gênero/portador de texto escolhido
para ser estudado pelo grupo, a partir de um tema
gerador previamente selecionado.

105

black. • Reconhecimento da importância do trabalho em • Pronome demonstrativo: this. schoolbag) o colors (blue. • Conhecimento da cultura norte-americana e inglesa 106 . white). bird. teddy bear). green. yo-yo. hello. turtle). star. yellow. • Parceria na construção da pronúncia dos • Verbos “to be” e “to love” . mouse. • Pronomes possessivos: my. atividades de sala de aula. pencil. • Uso do verbo “to love” para expressar preferência. hexagon). • Números 1 a 10. 2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. good • Uso do vocabulário e diálogos aprendidos em • Respeito a outras culturas. circle. fish. o pets (dog. notebook. o toys (bike. she. ouvindo com atenção. mouth. good situações cotidianas. colegas. he.presente simples. your. good evening. kite. de forma positiva. triangle. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Cumprimentos: hi. • Cooperação com os colegas durante as bye. equipe. sister). o shapes (rectangle. ball. pen. em sala de aula: What is it? It’s a ________. brother. respeitando os “erros” e comentando-os • Pronomes pessoais: it. o family (mother. nose. arm. afternoon. crayon. father. o parts of the body (head. leg. de um novo idioma. • Apresentação: What’s your name? My name is • Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem • Responsabilidade ao desenvolver as atividades ________. • Vocabulário: o school items (book. doll. How are you? I’m fine. good night. em sala de aula. eyes. thanks. red. • Perguntas e respostas sobre objetos de uso • Respeito ao momento em que o outro fala. square. o numbers 1 to 10. hand. cat. good morning.

brinquedos cantados. • Rimas. • Exploração de linguagem musical com a voz. de jogos simbólicos. acento e desenho rítmico da melodia. • Canto coletivo. • Interpretação. brincadeiras e sonorização valores. reflexão e contextualização das letras das canções. • Interesse. • Audição. direita/ esquerda. Escalas ascendente e • Experimentação da relação de seu corpo no • Valorização pelos sons do ambiente. momentos de apreciação e nas canções vida. observação e demonstração das • Desenvolvimento da criatividade. • Valorização das próprias produções. crianças e da produção de arte em geral. do descendente com movimentos corporais e espaço. • Lateralidade: em cima/ embaixo. objetos sonoros. 2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Percepção do pulso e do acento e do desenho rítmico da melodia. percussão e movimentos corporais. • Apreciação da música erudita. o instrumentos de comunicação. timbre e improvisação. percebendo o que pode ser mais gestuais. • Canto coletivo. • Formação de repertório: canções infantis. por meio de canções conhecidas. folclóricas. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Som e silêncio. • Valorização do corpo e da voz como • Música erudita. • Composição de atividades corporais de locomoção. danças. cotidiano. musical. • Expressão corporal. prontidão e concentração por meio • Sensibilização e familiarização com a linguagem duração. 107 . folclóricas. intensidade. respeito e curiosidade pela riqueza do • Manifestações folclóricas: jogos. de outras • Expressão corporal. parlendas. propriedades do som por meio de jogos. levando a uma melhor qualidade de • Pulsação. facial e/ou plástica em saudável. brinquedos cantados. corpo e diferentes materiais sonoros. o Notas musicais. da MPB e Hino Nacional Brasileiro. brinquedos cantados etc. sensibilidade. variadas). eruditas. trabalhadas. gestual. de histórias. canções. destacando-se o nome do compositor e breve biografia. • Escuta de obras musicais (regionais. dentro/ fora. • Propriedades do som: altura. • Hino Nacional Brasileiro. utilizando instrumentos de percussão. patrimônio musical brasileiro. gestual. facial e/ou plástica. atenção e prontidão bem como noções de frente/ atrás.

Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Cores primárias. • Jogos dramáticos expressão. às idéias manifestações artísticas. • Teatro de fantoches produções individuais e grupais. observação das cores secundárias nas • Respeito às normas de funcionamento. • Experimentação da mistura das cores primárias e • Valorização de outras culturas. bem • Valorização da solidariedade e da cooperação. • Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais diversos e suas reações. • Cuidado na utilização dos materiais de trabalho • Sensibilização por meio de expressão corporal do e organização pessoal. inventivas e criativas. das possibilidades físicas e emocionais em contato com o grupo e com o meio em que está inserido. • Uso dos movimentos do corpo como forma de • Respeito às diferenças. • Reconhecimento e utilização de texturas nas manifestações artísticas. 108 . • Texturas como o conhecimento de suas possibilidades nas • Desenvolvimento do espírito crítico. • Arte indígena • Observação da diversidade cultural por meio da • Valorização do próprio corpo e reconhecimento • Cores secundárias leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. • Ponto e linha • Observação das cores primárias nas • Desenvolvimento da capacidade de aceitação • Folclore manifestações artísticas. • Uso dos recursos cênicos na abordagem do teatro infantil. • Desenvolvimento da criatividade. do espaço que ocupa. dos demais. • Modelagem • Experimentação de materiais diversificados. da opinião de todos. próprio corpo. por meio de ações criadoras. 2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. do espaço que ocupa. • Respeito à própria produção e à do outro. à colaboração e à iniciativa própria • Observação do ponto e da linha nas e alheia. no estimulo do improviso e das referências adquiridas. manifestações artísticas e em produto próprio.

• Respeito às regras. • Participação em jogos coletivos. • Respeito aos colegas. diálogo. • Atividades em sala de aula. • Valorização da diferença. cooperação. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Jogos recreativos e cooperativos. aprendidas em contexto extra-escolares. • Resolução de situações de conflito por meio do corporais. • Discussão das regras dos jogos. • Expressão corporal. amortecer. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. • Ginástica. adaptadas e brincadeiras pertencentes a • Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. • Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. • Danças. • Criação de brincadeiras. manifestações populares e folclóricas. • Saúde corporal. saltar. adotando atitudes de • Utilização de habilidades (correr. rolar. 2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. respeitando as diferenças. rebater. aceitando • Reconhecimento das necessidades de higiene e diversos papéis. arremessar. bater. • Explicação e demonstração de brincadeiras • Valorização e apreciação de danças • Iniciação esportiva. com ajuda do professor. observação e memória. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. • Respeito às possibilidades e limitações • Brincadeiras. • Uso da atenção. • Cooperação entre os pares. pertencentes à cultura brasileira. • Resolução individual de problemas corporais. 109 . • Cooperação nas atividades de grupo. meio de valores. auto-estima • Experimentação de atividades de dança simples ou e autoconfiança. • Desenvolvimento das relações socioafetivas por girar) durante jogos. chutar. brincadeiras e danças. cuidados com o próprio corpo. • Desenvolvimento de independência.

• Formulação de questões a respeito dos temas • Desenvolvimento de atitudes positivas em • Data de aniversário. O local onde se vive e estuda vídeos. lazer.). relação aos diferentes povos e culturas comparação com outras épocas. melhoria das relações pessoais. comparando com os demais da classe. • Busca de informações em diferentes tipos de • Respeito mútuo. • As transformações ocorridas no espaço em que se vive: escola. cada um. como forma de autoconhecimento. • O próprio nome e das pessoas do seu convívio famílias. alimentação. • Registro coletivo das rotinas diárias. etc). cidade. • Produção de regras e combinados a fim de formadoras do nosso país. fontes (entrevistas. identificando • Trabalho cooperativo. • Valorização da própria história e a da família. • O espaço escolar como lugar de convivência e aprendizagem. • Calendários e data de aniversário. sentimentos e significados. • Uso de diferentes fontes: textos. transformações e permanências dos costumes das • Perseverança na busca de informações. costumes. profissão. etc. 110 . 2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Conhecer a si próprio • Pesquisa sobre a história de vida. livros. bairro. • Mudanças visíveis com o passar do tempo: • Comparação de informações e perspectivas • Reconhecimento da importância de saber situar- mudanças no próprio corpo. exposições. • Aceitação das diferenças e características de • Troca de informações sobre os objetos de estudo. • Respeito ao patrimônio individual e coletivo. moradia. fotografias. • Elaboração de linha do tempo. pesquisa bibliográfica. imagens • Respeito às regras produzidas coletivamente. informação e identidade de um povo. e objetos. O tempo histórico • Análise de documentos de diferentes naturezas. espaços conhecidos diferentes sobre um mesmo tema histórico. rua. • As transformações e permanências no local onde se estuda e vive. • Valorização do passado como fonte de • A escolha do nome e a história da família ( origem. estudados. mapas etc para coleta de informações. se no tempo. • Uso de diferentes medidas de tempo. • Diferentes maneiras de se medir o tempo: o tempo valorizar ações conjuntas que repercutam na social e tempo da natureza.

estabelecendo contrapontos com as preferências de outros colegas da classe. 111 . CONCEITUAIS Gostos e preferências • Preferências em relação aos múltiplos aspectos. dentro dos contextos sociais distintos. Direitos e deveres • Direitos e deveres de cada um. • Diferenças e semelhanças das crianças de hoje e as de outras épocas.

perspectivas. professor e do grupo. de convívio. formas de localizações (legenda simples). homem observando: meios criados para utilizando signos de representação de objetos e • Uso do diálogo como forma de resolução de transporte de pessoas e cargas. naturais. amanhã / manhã. 2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Diferentes espaços geográficos vivenciados • Representação gráfica simples. professor e do grupo. ocupação do espaço. livros. gráficos e outros. desenhos. tarde e noite / hora. dia /semana. rua. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como • Importância da legenda para identificação de jornal. escola. • Planejamento de situações futuras por meio de reconhecendo características culturais agendamento e grade de rotina com auxílio do específicas que resultam em variadas formas de professor e do grupo. da produção de lixo. referência próximos. • Valorização de formas sustentáveis de espaços públicos e outros. • Relação de proporção entre o que se representa • Registro por meio de diferentes estratégias: e a dimensão real do representado com maior listas. ano / • Construção de maquete simples com auxílio do • Atitude responsável em relação aos ambientes estações do ano. em perspectiva • Desenvolvimento da autonomia na orientação pelos alunos observando aspectos físicos e horizontal (do modo que se vê). fotografias. técnicas de construção etc. entrevistas. criando estratégias de redução do • Transformações do espaço realizadas pelo • Mapeamento simples de locais próximos. locais e objetos ampliando noções anteriores. redução desenhos e/ou palavras. sociais: moradia. mês. enciclopédias. 112 . dos pontos de espacial e temporal. • Valorização da contribuição das diferentes • Modos de preservação e conservação dos • Registro de acontecimentos diários em forma de etnias e o papel de cada uma na cultura de um ambientes. destacando-se reciclagem. povo. lixo e organização do espaço. • Diferenças entre pessoas e grupos. temporal. comunicação. hoje. • Execução de contorno de objetos em diferentes apropriação e transformação dos recursos • Temporalidade: ontem. simples. mapa nível de abstração. reaproveitamento de • Utilização de calendário para orientação materiais perecíveis e não-perecíveis. • Planejamento de ações positivas em relação ao ambiente escolar e extra-escolar por meio de combinados escritos e orais. reportagem. Internet. obras de arte e outros. trajetos habituais. com auxílio do problemas de maneira democrática. fotografia.

Respeito ecopedagógico • Relaxamento com músicas. • Lembranças na vida das pessoas. classificando-os. coletados. sentimentos. diferentes. dos outros. • Os símbolos na vida das pessoas. • A ideia do Transcendente se constrói de • Modelagem dos símbolos mais significativos para o maneiras diversas. • Respeito às diferenças. • Adoção de atitudes positivas frente a um • Eu sou eu com o outro. • Eu no mundo. Símbolos • Socialização dos significados dos símbolos do seu ideias. • Entrevista com os pais sobre a origem de seu nome e desagravo ou frustração. para pessoas e • Organização de painéis com os diversos símbolos grupos. grupo. • Alfabetização ecológica e contribuição na construção de um futuro de harmonia na Terra. ritual de iniciação. nomeando-os. • Cooperação com os colegas e o professor. utilizando massinha. • Manifestação de opiniões. • Coleta de símbolos diversos. 113 . • Eu e outro somos nós. • O Eu. A ideia do Transcendente • Roda de conversa. • Reconhecimento de que um mesmo símbolo tem valor e significado. não têm nenhum significado. • Reflexão sobre símbolos que têm significados para alguns e para outros. • A diversidade. NATUREZA E SOCIEDADE 2º ANO (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Alteridade • Exposição de ideias relacionando-as às exposições • Valorização da família. • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. • Escuta de músicas com o objetivo de sensibilizar-se (transcendência). contexto familiar.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 3º ANO Ensino Fundamental 114 .

a experimentação e a leitura de textos. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. o aluno necessita coletar novas informações. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. os alunos constroem repertórios de imagens. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. de geração a geração. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. a transversalidade. Dificilmente. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. como a problematização. A partir disso. comparação. podendo utilizar todos os sentidos na busca de informações. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. o trabalho em grupo. sobre os fenômenos naturais. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. seres vivos. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. Crianças são curiosas e fazem inúmeras perguntas. conhecer. Na observação direta. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. a busca de informações. a investigação. Mas esse processo não é espontâneo. são modelos de uma lógica interna. O papel da observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. criam-se situações em que. Quando confrontam suas idéias com outras explicações. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. elaborados e acumulados pelo homem. Ao longo do ensino fundamental. fatos e noções. a compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. criando situações interessantes e significativas. Podem aprender procedimentos simples de observação. entender a si própria e ao mundo que as cerca. Dessa forma. precisando ser construído com a intervenção do professor. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. com o outro e com o ambiente. fornecendo explicações que permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Para que ocorra a problematização. Para aprender Ciências. Isso envolve visitas. mas elas já têm idéias sobre seu corpo. manipulação de objetos e materiais e 115 . Dessa forma. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. percebem os limites de seus modelos e a necessidade de mais informações. No entanto. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. busca e registro de informações. Desse modo. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. animais etc. Nos anos iniciais. que refletem a necessidade de explorar. vegetais. É no processo de busca de informações e confronto de idéias que o conhecimento científico é construído. os fenômenos naturais e os modos como ocorrem algumas transformações. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. Para tanto. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. para encontrar soluções.

ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. quando os resultados obtidos em uma experimentação diferem dos esperados. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. mas abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. assim como a reconstrução de categorias de idéias. como forma. fundamental. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. elaboração de listas. analisar. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. criar atividades. ou seja. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. materiais etc. textura. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. Tanto na observação direta como na indireta. Além do desenho. listas etc. trocar idéias com os colegas. das folhagens e gramíneas. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. tamanho. A atuação do aluno é. levantadas em um determinado problema. nesse sentido. por exemplo. A abordagem dos conteúdos e o trabalho com projetos Os projetos são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. os conteúdos são extensos. sempre que possível. de modelos científicos. Além disso. dos arbustos. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. mapas. possibilitam o tratamento de temas transversais. Por sua vez. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. com a ajuda ou não do professor. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. entre outros. O importante. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. sintetizar. vídeos. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. tais como argumentar. As experiências sugeridas não devem. Nessa fase. modificar os procedimentos ou criar novas atividades. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. em situações reais de comunicação. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. gravuras. pequenos textos. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. seres vivos. na observação indireta. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. portanto. Experimentação e investigação Por meio dela. qualquer que seja o critério usado para a 116 . compreender procedimentos. esquemas. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. cor etc. Normalmente. como fotos.construções. é necessário que os alunos registrem suas conclusões seja por meio de desenhos. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. na produção de um texto coletivo. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. Apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. lupas. tabelas. usando diferentes critérios. Os alunos podem apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. como por exemplo. muitas vezes. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. Os alunos podem comparar entre si objetos. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. É muito importante também propor investigações. esquemas. identificar. como microscópios.

A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. Os conteúdos. Pesquisas mostram que o índice alto de colesterol deixou de ser um problema apenas de adultos para ser também o das crianças. embora organizados por temas específicos ( ambiente. A alimentação é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. O trabalho com os temas transversais deve ser realizado de forma contínua e integrada. não devem ser trabalhados de maneira linear. o assunto corpo humano. 117 .seleção dos conteúdos pelo professor. Os conteúdos tratados no bloco diversidade dos seres vivos permitem inúmeras conexões com os conteúdos propostos em ambiente e corpo humano e saúde. e sirva à sua aprendizagem. ou seja. o que representa a sua comunidade. ao desenvolvimento de valores. alimentação. as organizações sociais. modo de vida. Por exemplo. Atualmente a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. locomoção. a sua parte universal. o seu aspecto individual e. com as características de outros seres vivos. entre outras. diversidade dos seres vivos – animais e vegetais – e corpo humano e saúde ). por um lado. relacionadas ao revestimento do corpo. Ao trabalhar. comportamentos. a família. desenvolve-se. comparando as características do corpo humano. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Também pode ser abordado o aproveitamento das diferentes partes dos vegetais para o consumo humano. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. podem-se trabalhar também assuntos relacionados à Orientação Sexual. Saúde. além de apresentar a dimensão biológica (anatomia e fisiologia). Importa desenvolver os conceitos num determinado contexto. luz e solo. por exemplo. Pluralidade Cultural. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. cereais e legumes. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. como relevo. O consumo é o objetivo principal da propaganda. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. principalmente com Geografia e História. cresce. construções etc. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. É importante ainda. conservação dos alimentos etc. rios. pomares e criação de animais. por outro. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. particularmente com os animais. alimentos industrializados. Deve também estabelecer relações com o ambiente. em que um mesmo tema é sugerido. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. Enfim. bem como com os temas transversais Saúde. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. por exemplo. Pluralidade Cultural. mas com os enfoques de cada área. órgãos dos sentidos. para um trabalho mais amplo. uma vez que se referem às diferentes áreas do saber. como ser vivo que é. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Ética. que têm. não importando o comprometimento da saúde. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. rituais próprios de cada cultura. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. Por exemplo. Ética. Outro aspecto que pode ser abordado é como o ser humano obtém os alimentos: hortas. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. O motivo é o consumo de sanduíches e doces no lugar das refeições com verduras. à construção da cidadania. reproduz-se e morre.

A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. Por sua vez. acreditamos que. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Dessa forma. aberta à incorporação de novos conhecimentos. acentuamos a idéia de que o aluno. Assim. As crianças têm idéias próprias. sentimentos. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. também aprende na interação com seus parceiros. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. sociais e culturais de quem irá aprender. no processo de transformação do saber científico em escolar. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. Sendo assim. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Para atingir os objetivos. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. medidas e estatística. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. No entanto. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Nessa concepção de ensino. favorecendo a aprendizagem. Assim. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. é necessário considerar as condições cognitivas. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. Por isso. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. além de explorar idéias numéricas e contagem. o professor deve saber que: 118 . ao trabalhar com a resolução de problemas. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Alunos e professores interagem e crescem no processo. podemos trabalhar com noções de geometria. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Para isso. MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. em situações de desafio. Sendo assim. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. considerando aspectos transversais. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. interesses. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Quando falamos sobre a resolução de problemas. além de ser agente da construção de seu conhecimento. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos.

ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. conteúdos importantes na educação matemática. Ao formulá-los. charada. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. sem deixar marcas negativas. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. semelhanças e diferenças entre os textos. da língua materna e da combinação de ambas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. e articulam o texto. ou seja. Assim. estabelecer relações e aplicar conceitos. num jogo. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. podemos trabalhar. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Dessa maneira. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. um processo investigativo. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. As tentativas. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Por meio dos jogos. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. a pergunta e a resposta. percebem a relação entre os dados apresentados. troca entre os alunos. mecânica e repetitiva. problematoteca. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. levantar hipóteses. • é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. No processo educativo. 119 . permitindo que a criança desenvolva iniciativa. interpretar e produzir textos. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. tendo assim. Quando os alunos formulam problemas. problema com rima. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. um repertório como apoio. livro de problemas. Para a formulação de problemas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. • a essência está no problematizar. ler. criação de um banco de problemas. o aluno aprende matemática. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. de maneira lúdica. autoconfiança e autonomia. propiciando novas tentativas. um jogador ganha e outro precisa perder. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. Enquanto resolve situações-problema. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. • problema é toda situação que permite problematização. respeitar regras. Assim. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico- matemático. Os problemas devem ser desafiadores. comunicar idéias. conto etc. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. porém não de forma rotineira. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. divisor. os dados e a operação a ser usada. dobro.

por exemplo. sua consciência do outro. contar histórias desses povos. toda semana. enriquece suas aulas. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. o que foi fácil e o que foi difícil. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. Brincando. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. mas uma nova forma de aprender Matemática. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. Assim. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. encoraja reflexão e clareia idéias. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. o aluno amplia sua capacidade corporal. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. dicas para se jogar melhor. entre outras coisas. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. Por isso. o jogo não se tornará mero lazer. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. podendo. Na bibliografia desse trabalho. Nas situações de jogo. Enquanto brinca. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. principalmente para crianças dos anos iniciais. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Contudo. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. Além de jogar. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. de qualquer idade ou realidade social. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. suas dúvidas. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. Além disso. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. discutindo o que foi fácil. das diferentes respostas obtidas. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. brinca. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. a percepção de si mesmo como um ser social. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. é preciso levar em consideração alguns aspectos. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. as crianças devem conversar sobre o jogo. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. suas aprendizagens. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. 120 . A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. em uma aula. Sempre ao final das brincadeiras. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. Além da socialização de idéias. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. e apreendendo todas as regras. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. A partir da discussão estabelecida. vencendo os desafios propostos. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. o que foi difícil. Brincadeiras infantis Toda criança. em que os alunos levantam e testam hipóteses. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. assim como propusemos para os jogos.

o professor poderá analisar a capa. ainda. Depois. Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. seleção de informações e resolução de problemas. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. A leitura poderá ser feita em vários dias. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. com emoção. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. Nesse sentido. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. Além dos livros infantis. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. enquanto lê. em quais são os recursos necessários. Desta forma. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. expectativa. escrita. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. Segundo Smole (1999). • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. Ao escolher um livro infantil para ser explorado.. etc. mas aos poucos. Para a realização desse trabalho. adequar o tempo à sua proposta. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. os alunos podem elaborar o final da história. um gráfico. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. Alguns livros não apresentam um final definido e. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. uma tabela. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática.. nesses casos. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. o giz e o livro didático”. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. problematizações especialmente preparadas para isso. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. características e acontecimentos na história. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. percepções e experiências. 1996. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. álbum seriado. uma propaganda. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. etc. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. com os personagens. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. assim como explore lugares.(SMOLE. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. 121 . p. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. usar a literatura infantil “[. enigmas. Você pode ter um livro por duplas. pensar na organização da classe.

122 . Nesse contexto. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. com objetos e situações que exijam envolvimento. visualização e trocas. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . o original e a sua reescrita. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. • rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. pelas experiências vividas na escola. na avaliação e no planejamento. Por meio dos projetos. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. os textos. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. Durante o desenrolar do projeto. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Assim. e destes com o professor. cognitiva e social. • ter. mas que envolvem duas ou mais delas. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. sejam capazes de tomar decisões. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. Na maioria dos casos. que hipóteses levantam. Assim. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. Para reformular um texto. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. • buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. construir. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. promovendo. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. que opiniões têm. interdisciplinares. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. especialmente artes e língua materna. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. Por meio das atividades propostas. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. modificar e integrar idéias. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. • pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. Ao delimitar o tema. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. mais uma vez. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. portanto.

juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Ainda em relação às operações. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. palitos de picolé. tornando-se mais significativo para os alunos. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. Para que a criança construa o significado de uma operação. medir. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. jornais. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. Assim. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. no processo de seleção de conteúdos. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. tão necessárias no dia-a-dia. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. Nosso desafio foi selecionar. o estudo do espaço e das formas. Atualmente. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. ou seja. Para esse fim. recomendamos a organização de materiais diversos. material dourado e ábaco. Assim. A seguir. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. 1. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. entre outras coisas. As operações fundamentais (adição. aos poucos. ou seja. Contudo. surge sob um novo enfoque. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. cálculos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. figurinhas. resgatando a histórias de lugares. rótulos. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. caixas de fósforos vazias. nas quais. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. comparações e ordenações. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. subtração. sempre que é retomado. contas. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. o aluno irá ampliando seu conceito de número. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. tabelas e gráficos ). Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. folhetos de supermercado etc. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. codificar. 123 . tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. ordenar. contemplando o estudo dos números e das operações. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. embalagens. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. bolinhas de gude. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Ressaltamos que. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. pedrinhas. arredondamentos e cálculo mental. é importantíssima a exploração de jogos.

63. Se o avião fizer 7 viagens totalmente lotado. Ao decidirem. Um avião com destino ao Rio de Janeiro pode transportar 314 passageiros. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. a partir das relações com o mundo. planejado e construído na escola. Quantos sabonetes ele irá gastar em 9 meses? Qual das contas abaixo leva à solução do desafio? 3+9 9 x 12 9 + 12 3x4 d) Apresentar mais de uma solução possível. Quantas figurinhas ele ainda precisa para completar seu álbum? João coleciona figurinhas do Pan – Americano 2007. c) Apresentar várias opções de resposta para os alunos. Ele resolveu comprar todas as figurinhas que faltam na sua coleção. para permitir a percepção de que há mais de um modo de resolver o desafio. ele acontece naturalmente. Eis algumas sugestões de desafios que podem ser propostos aos alunos: a) Quebra-cabeça: os alunos receberão um problema em tiras e deverão montá-lo na ordem correta antes de resolvê-lo. por isso. nos quais possam exercitar a independência. num cartaz. O raciocínio lógico é um processo pensado. Um grupo de ____ crianças juntou suas coleções de moedas. O álbum para estar completo deve ter 285 figurinhas. professora e alunos desvendam o desafio. Analisar as vantagens e desvantagens de cada um. sugerimos algumas situações didáticas: • Desafios para semana: ao início de cada semana. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Juntaram _____ moedas ao todo. Ao final da semana.7 314 : 7 314+314+314+314+314+314+314 124 . b) Apresentar o problema em tiras com os dados numéricos separados. quantos passageiros ele vai transportar para assistirem ao Pan-Americano 2007 ? Qual das contas resolve o desafio ? 7 x 314 314 . Portanto. Pensando nisso. Fora dela. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. Seu irmão deu a ele 26. onde haja a expressão. Quantas moedas tinha cada uma das crianças? Os números do problemas são 9. a reflexão e a introspecção. Os alunos colocarão os dados nas frases e resolverão o problema. Um esportista usa 3 sabonetes por semana. o professor poderá propor uma situação-problema. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Ele já colou 58 figurinhas. que provoque curiosidade para descoberta.

como: • quantos ao todo? • quantos para cada um? • quantos jogadores de futebol tem a mais que nadadores? • cujo resultado seja 567 • cuja resposta seja: “restaram 34 pincéis” • cujas operações sejam 15 + 7 e 35 – 22 • Continue o problema: “Um ônibus de excursão pode levar para os jogos Pan-americanos 48 passageiros sentados.? • um problema que seja uma charada. As 2as séries querem assistir aos jogos e.. • trocar problemas entre os alunos ou entre as outras classes de 3º ano. Escolha. 125 .. entre as perguntas a seguir. e) Oferecer dois problemas e pedir que registrem semelhanças e diferenças: • Luiz tinha 25 bolas e deu 12 a um amigo... jornal da escola ou Internet os problemas mais interessantes.” • um problema cuja a pergunta seja: quantas. lendo o mesmo número de páginas em cada dia.. • um problema parecido com este: “Uma academia de esportes funciona de segunda a sábado. Com quantas bolas ficou? • Luiz deu 25 bolas a um amigo e 12 bolas a outro amigo. a partir das segundas. exceto terças e sábados. São oferecidas aulas diárias de pingue-pongue. Quantas bolas ele deu? f) Apresentar um problema sem pergunta e fornecer uma série de questões: Ana Laura tem um livro sobre esportes com 120 páginas. Há aulas de ginástica diariamente a partir das terças.. eu tenho a mais que . Ela já leu 52 páginas e quer terminar a leitura em 4 dias. Há jogos de tênis todos os dias. poderemos: • propor um sorteio de alguns para serem resolvidos por toda classe. A turma de vôlei se reúne diariamente. Qual é o dia mais movimentado da academia?” Com os problemas formulados pelos alunos. aquelas que podem ser respondidas por esse problema: • Quantos dias ela levou para ler as 52 páginas? • Quantas páginas ela deve ler por dia? • Quantas páginas ela vai ler nos dois últimos dias? • Qual é o nome do livro? • Quantas páginas faltam para ela terminar a leitura g) Espaço de criação: com a classe organizada em grupos. • colocar no mural.. os alunos poderão criar problemas a partir de algumas situações. As aulas de natação são em dias alternados. exceto às quartas.. • montar uma folha de problemas criados por eles e ir escolhendo qual será resolvido.

inventar um problema com rima. • propor toda semana a escrita de um estilo de texto nas aulas de Matemática como registro de aprendizados. deslocamentos no espaço. em seguida dizer que no visor da calculadora deverá aparecer o número 80. • Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. entre 800 e 900. por exemplo: pedir aos alunos que digitem um número. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. pontos de referência e também a observação. confeccionar um convite para outra classe prestigiar uma exposição de sólidos geométricos. • Leitura de guias de ruas. • Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito. Assim. sem que os outros saibam. por exemplo: “Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230. esculturas e artesanato. por exemplo: escrever uma carta para o 2º ano. entre 1000 e 1100. ou seja. • problematizar as tabuadas: o professor pode dividir a classe em grupos. mostrar à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal. • Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. representar e descrever o mundo em que vive. • Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas. 10 unidades são trocadas por 1 dezena e 10 dezenas por 1 centena. Cada grupo será responsável por uma tabuada. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. desenhos. os agrupamentos são feitos de 10 em 10. ?”. entre outras. cachorro-quente). • Identificar resultados de cálculos usando estimativas. pão. eles deverão levantar as características daquela tabuada e dar as dicas para que os outros grupos descubram. diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. Utilizar também o material dourado. • analisar situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora. Pedir às crianças que representem números no material dourado . sucata.realizando composições e decomposições. O professor também poderá propor brincadeiras como: imagine que você tem um amigo deficiente visual que está conversando com você no telefone e ele lhe pergunte: “O que é um círculo? O que é um quadrado? O que é um. • possibilitar o uso da calculadora em situações de cálculo. O uso de embalagens.. pinturas. o resultado obtido é 450. contando como foi o trabalho com o material dourado. a operação realizada é: ____________” • usando material manipulável (palitos. saquinhos de supermercados. 126 . observando simetrias. perguntar como se pode obter esse número usando a calculadora. 2. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. mapas e croquis fazendo uso das referências de localização. • Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas. bolinhas. registrar as regras de um jogo etc. propondo que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade.. canudinhos).”. de obras de arte. Espaço e Forma Para compreender. que nada mais são do que as regularidades observadas nas tabuadas. as crianças deverão descrever as figuras planas e sólidas. Outras possíveis situações didáticas são: • Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: rolam e não rolam. por exemplo: “Os números envolvidos no cálculo são 150 e 3. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. Todos poderão registrar as dicas. • Desenho do percurso de casa à escola. entre 900 e 1000.

dia. • quantos alunos deitados no chão para medir a classe. tarde e noite. estimule os alunos a utilizarem os termos lucro e prejuízo. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. elaborar livros de receitas culinárias. Indicamos também: 127 . passos etc. por exemplo a coleção “Matemática em mil e uma histórias”. pés. balança e criar situações de medidas na sala de aula. tabelas e gráficos. recortem e coloquem o valor. metro. ampulhetas. régua. da editora FTD. • Atividades que façam uso de cédulas. banco). 4. como: pedaços de barbante. por exemplo: • sala de aula: número de passos X metros. copinho de remédio. coleta e organização de dados estatísticos. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. jarra. Promova atividades orais e escritas. deixando que os alunos pintem. relógios de ponteiro e digital. • Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã. dramatizações (lojinha. • Exposição de outras moedas que o Brasil já teve ( pedir para que os alunos tragam ). 3. feira. Mais uma vez. de massas de modelar. • quantos copos para encher a jarra. • mesa: palmas da mão X centímetros. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. ontem. moedas e calculadoras. Outras idéias são: • Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. minuto e segundo. • Exposição com instrumentos usados para medir: balanças. usando medidas não- convencionais e convencionais. hora. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. relógio. metro. • Leitura de livros paradidáticos que explorem conhecimentos matemáticos. • quantas jarras para encher um balde. Tratamento da informação Neste bloco. fitas métricas. Durante as dramatizações. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. • Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. fita métrica. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. semana. Grandezas e medidas Neste bloco. hoje. mês. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. fita métrica. Assim. amanhã. trabalharemos com situações reais de medição. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas padronizadas ou não. • Produção de cédulas e moedas de papel. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. cronômetros. ano. de tintas etc (ampliar e reduzir receitas). • Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. calendário. em que os alunos observarão o que se pode medir e como fazê-lo. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas.

1996. 1993 128 . Educação Matemática: da teoria à prática. Marta Rabioglio. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. Pat. Maria Ignez de Souza Vieira. Criatividade e novas metodologias. Tradução Elenisa Curt. DINIZ. SMOLE. BROUGÈRE. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. Campinas. BORIN. Brinquedo. 1992. Ubiratan. 2004. Luiz Márcio Pereira. São Paulo: Cortez. • Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. ______. III e IV. Brincar: crescer e aprender. Papirus. SESI. Campinas: Papirus. Tradução Afonso Celso Gomes. São Paulo: Moderna. São Paulo: Peirópolis. 2002. 1991. 1996. Vozes.Educação para uma sociedade em transição. 1997. Jogos infantis: o jogo. Jorge José de Oliveira. UNICAMP. Tizuko Morchida (org. BRANDÃO. 1992. Jogos cooperativos: se o importante é competir. 1997. Virgínia Cárdia. GUELLI. Tradução Marcelo Cestari T. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. volumes I. Gilles. 1999. Roseli Palermo. Oscar. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. • Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. Bibliografia sugerida ALMEIDA. Vozes. Tradução Beatriz Affonso Neves. CARDOSO. “Pobremas” enigmas matemáticos. GRANDO. ALLUÉ. 1995. Marcos Teodorico Pinheiro de. Belo Horizonte: Leitura. Regina Célia.Papirus. 2001. Fábio Otuzi. Carlos Rodrigues. Santos: 2001. a criança e a educação. IMENES. Brincadeira e a Educação. São Paulo: USP. Trajetória Cultural. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. Tradução Regina A. São Paulo: Editora Ática.). GIORGI. ______. KISHIMOTO. 2001. São Paulo: Editora Ática. 2000. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. 1998. São Paulo: Paulus. • Resolução de situações-problemas a partir de dados apresentados em listas. II. São Paulo: Cortez. Adriana. Petrópolis: Vozes. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. Brincando com números. 1998. São Paulo: Palas Athena. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 1988. DANTE. 1996. Papirus. São Paulo: USP. ______. D`AMBRÓSIO. • Escrita de textos a partir da observação de listas. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. Campinas. Dissertação de Mestrado. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. 1990. animais de que mais gostam. O grande livro dos jogos. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. FRIEDMANN. Campinas. programas de TV preferidos. Júlia. Gente miúda na cozinha. Educação: um tesouro a descobrir. Lellis. Jogos em grupos na educação infantil. Os conteúdos na reforma. Luiz Roberto. ______. Kátia Cristina Stocco. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. ______. BROTTO. O jogo como espaço para pensar. Cybele. Reinventando a aritmética. Campinas: Papirus. tabelas e gráficos. 2004. tabelas ou gráficos. GWINNER. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Scipione. Brinquedo e cultura. DELORS. Josep M. Porto Alegre: Artes Médicas. O resgate do jogo infantil. Jacques. GRANDO. Regina Célia. Campinas: Papirus. ______. COLL. Transdisciplinaridade. entre outros. Constance. Jogo. 1994. 1998. de Assis. ______. KAMII. BRENELLI. César. São Paulo: Cortez. 2001.

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• propiciar. efeitos especiais. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. os POIEs. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. imagens. • desenvolver a percepção visual e auditiva. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. a aquisição de novos conhecimentos. o Laboratório de Informática Educativa deve. a convivência em grupo. as TICs ( PCs. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. recursos de som e vídeo. • ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. Desse modo. idéias e conceitos. face ao seu caráter educacional. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. • desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. a memorização. organizando mostras. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. por meio de recursos tecnológicos. Assim. servir como fonte de conhecimento. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. Softwares. 130 . estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. a inter-relação de pensamentos. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. como elemento articulador de conteúdos curriculares. animações. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. a informática educativa busca: • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. a coordenação motora. • desenvolver a habilidade para organizar informações. Mesas Educacionais e Internet). Periféricos e Acessórios. integrando textos. ferramentas de desenho e pintura. divulgando as possibilidades existentes. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação.

se queremos formar leitores plenos. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. Enfim. para nos divertir ou emocionar. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Como tal Sistema está organizado em fases11. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. suas regras e suas partes. para fazer uma receita. As atividades metalingüísticas. isoladamente. 2º e 3º ano. 12 São Paulo : SME / DOT. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Não se trata mais de ensinar a língua. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Ler é. Hoje. Assim sendo. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. acima de tudo. Cortez. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. com diferentes intenções. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. entre outros. entretanto. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Além disso. Ed. para solicitar algo. para prestar contas do nosso trabalho. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. 104p. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas.” Emília Ferreiro. 12 11 Fase Inicial: 1º. Fase Complementar: 4º e 5º ano. e a decifração é apenas uma. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. para reclamar de alguma coisa. para comprar algo. – v. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido.: il. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades.2 131 . emitindo sons para cada uma das letras. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. para anotar um recado para alguém. para pagar contas. Ler. entre muitas outras ações. é a forma de abordagem. Trata-se de incorporar. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Em geral. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. para tomar decisões. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. nas situações reais de produção de texto. atribuir significado. na rotina. LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. ela estará presente sim! O que muda. E escrevemos para distintos interlocutores. participantes da cultura escrita. ou seja. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. para localizar endereços e telefones. para saber como vão pessoas que estimamos. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. os primeiros se convertem em leitores. de forma organizada e sistemática. assim. das competências envolvidas neste ato. São ações que podem e devem ser aprendidas. de sistematização e normatização da língua. Pelo contrário. Como já dissemos. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. ou seja. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. dentre muitas. Contudo. 2006. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa.

Garantir momentos de intervenções escrita fala e os da escrita. parlendas. 2006. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. além. de situações de trabalho com a oralidade. há na classe produtivos. Análise e · Refletir sobre o sistema de escrita Leitura e escrita dos nomes dos Diária (quando Organizar agrupamentos reflexão sobre alfabético. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Leitura em voz alta realizada pelo Diária – texto · Ampliar o repertório lingüístico.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. 115p. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Leitura professor: literário. Solicitar a leitura (ajuste) do que é · Observar e analisar o valor e a posição Leitura e escrita de títulos de livros. o espaço. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. funcionamento do sistema de escrita. 13 São Paulo : SME / DOT. Em função disso. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:14 Situação Objetivos Exemplos de algumas Freqüência O que é importante Didática (o que os alunos aprendem e atividades observar como) · Compreender a função social da escrita. ordem. ingredientes de uma receita.: il. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. de alfabético. das letras nas palavras visando à de listas diversas (nomes dos compreensão da natureza do sistema ajudantes da semana. pelo professor • jornalísticos e sobre curiosidades jornal e Ler com diferentes propósitos. o sistema de correspondência entre os segmentos da Leitura do abecedário exposto na crianças não. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. é claro. conhecidos de memória. buscando fazer a alunos da sala. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. 2006. Oferecer textos de qualidade literária · Conhecer diferentes textos e autores. representação.: il. científicos. ao mesmo tempo. Semanal – em seus suportes reais. 132 . · Aprender comportamentos leitores. · Entender a escrita como forma de (científicos e históricos). Nessa proposta de alfabetização. A organização de uma rotina de leitura e escrita 13 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. realizada • textos literários. 115p. de · Compreender as regras de professores e funcionários). de rótulos etc. os materiais. brincadeiras preferidas. textos instrucionais etc. poemas. 14 São Paulo : SME / DOT. sala. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. alfabéticas). listas. pontuais com · Conhecer as letras do alfabeto e sua Leitura e escrita de textos alguns grupos de alunos. lido e/ou escrito pelo aluno.

Comunicação · Participar de diferentes situações Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por Observar com atenção como oral comunicativas considerando e ou pessoais. Leitura · Desenvolver atitudes e Roda de biblioteca com diversas Uma vez por Ler várias vezes um mesmo texto realizada pelo disposições favoráveis à finalidades: apreciar a qualidade semana. funções da leitura. entre outros). silábicas gênero. as crianças se comportam numa respeitando as opiniões alheias e as Exposição de objetos. ou o colega. · Utilizar a linguagem oral. de textos buscando informações. professor (leitura de textos informativos. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. coletiva. · Aprender comportamentos escritores. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. ditando para o professor o sentido do que quer dizer. materiais de situação em que têm de ouvir e falar diferentes formas de expressão. pesquisa etc. · Ler com autonomia crescente. com diferentes propósitos. Artmed). curiosidades etc. em duplas. literária dos textos. mas que pode ser mediada pelo · Aprender comportamentos leitores. o possível e o necessário” (Ed. de um semana. individual. texto instrucional etc. uma de cada vez. Produção de · Produzir textos buscando aproximação Produção coletiva. de filmes etc. na atividade – produzindo · Produzir textos considerando o leitor e Reescrita de textos conhecidos – oralmente. semana. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. Ampliar a compreensão leitora: Antecipar as informações que os · Explorar as finalidades e leitura de textos que os alunos alunos vão encontrar nos textos. expor etc. 133 . aluno leitura. em dupla e Uma vez por Envolver os alunos com escritas pré- texto escrito com as características discursivas do individual – de um bilhete. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. ser explorado. conhecer Garantir que conheçam o conteúdo a · Desenvolver procedimentos de seleção diferentes suportes de textos. relatar acontecimentos. instrucionais. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. expor sobre temas etc. expressar sentimentos e opiniões. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. defender pontos de vista. sabendo Situações que permitam emitir Identificar quais crianças precisam adequá-la às situações em que queiram opiniões sobre acontecimentos. ser convidadas a relatar. ainda não lêem com autonomia.

têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. nesse caso. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. mas não têm um produto final. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Formas de organizar os conteúdos escolares 15 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. hábitos ou atitudes. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. São muito parecidas com os projetos. uma mostra de trabalhos produzidos. Embora não decorram de propósitos imediatos. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. 134 . “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. não significa algo “palpável”. Ex: Leitura diária feita pelo professor. jornal ou texto etc. uma apresentação pública de leitura ou jogral. • Projetos. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Nos projetos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização.). Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). para ensinar um jogo complexo etc. a organização de uma biblioteca de classe. • Atividades seqüenciadas. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Roda semanal de conversa ou leitura. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. 15 Texto produzido por Rosaura Soligo. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Oficina de produção de textos ou de arte. semanalmente. um livro.

os textos instrucionais ou prescritivos têm a finalidade de ensinar a fazer coisas. Sendo assim. diferentes gêneros (notícias. entre outros). textos informativos. Assim. esperamos que. utilizando alguns recursos da linguagem escrita. Segundo classificação de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (1996). revistas. A gama de possibilidades é bastante diversificada. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. Para finalizar. priorizou-se para o 3º Ano a produção de textos instrucionais. artigos. não se podem perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. Justificativa: A confecção de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos sobre a língua escrita. qual gênero e portador traria maior interesse e significado para as crianças num trabalho mais sistemático e aprofundado com a Língua. temos: livro de receitas para a mamãe. o professor poderá escolher. explicar e ouvir explicações. É importante que tenhamos claro quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. 16 MEC (SEB). textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias. cartaz com regulamentos das dependências da escola (sala de informática. Coletânea de textos. brinquedo ou material de interesse dos alunos) etc. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). cardápio mensal da merenda da escola.3. Vale ressaltar que. formular e responder perguntas. ao final do 3º Ano. cartas. Como exemplos. V. manual de instruções de algum objeto. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. encontramos os gêneros receita. regras de jogos. embora seja desejada essa articulação.16 Projeto: Vamos brincar? 1. 135 . lendas. • Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. bem como o grau de complexidade em relação aos anos anteriores. contos. com ajuda do professor. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro com as regras das brincadeiras selecionadas pelo grupo e finalizar com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinarão as regras a uma outra classe. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. informativos. • Reescrever de textos (contos. conjugando temas de diferentes áreas do saber. desde que focando o gênero textual definido para este Ano da Fase Inicial de escolaridade. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Os projetos da fase inicial foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. ouvindo com atenção. os alunos sejam capazes de: • Participar de situações de intercâmbio oral. entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. do gênero e do sistema de escrita. manuais de instruções etc. instrucionais. registrar e ensinar a outras pessoas. • Ler. Nos anos seguintes. cabendo ao professor a escolha e seleção do conteúdo com que pretende trabalhar. de acordo com a realidade de seu grupo. nessa classificação. sala de vídeo etc). de forma que possamos traçar metas claras e objetivas em nosso trabalho. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero instrucional. considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita. as características de seu portador. livro de regras das brincadeiras preferidas da turma. dar instruções sobre determinado procedimento e. manifestar opiniões. Assim sendo. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. devido à adequação à faixa etária. 2000. usando-os como instrumento para aprender novas brincadeiras. entre outros). quadra de esportes. 2. regulamentos. com autonomia. Entretanto. entre outros). • Ler. regras de jogos.

MEC (SEB). Liliana (org. opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento. 2000. 1998. TEBEROSKY. fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. – São Paulo : SME / DOT. acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática. Ler e escrever na Escola: o real. Ana. propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico. desenvolver atitudes cooperativas. Coletânea de textos. das características de um texto instrucional. Bloch. Referências Bibliográficas BRUNER. utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. 136 . 2006. colocando e jogo os saberes individuais. Secretaria Municipal de Educação.). Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. aprender procedimentos de consulta a livros instrucionais. mediante o uso. incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto. desenvolver atitudes de respeito para com os colegas. LERNER. Passado e presente dos verbos ler e escrever. apropriar-se. garantir. Porto Alegre: Artmed. o possível e o necessário. sua diagramação e função da ilustração. TOLCHINSKY. Rio de Janeiro: Ed. SÃO PAULO. promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: levar para a classe livros instrucionais a fim de que os alunos consultem sempre que for preciso.S.3. FERREIRO E. Delia. Secretaria Municipal de Educação. escutar os colegas. revisar textos. possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras. escrever considerando a diagramação desse tipo de texto. 1996.3. 4. o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato. O que se espera que os alunos aprendam: ampliar o repertório de brincadeiras. Ática. favorecer as iniciativas pessoais e coletivas. V. escrever as regras das brincadeiras respeitando as características do gênero textual. Diretoria de Orientação Técnica. sempre que possível. Além da alfabetização. São Paulo. 2002. possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras. 2002. São Paulo: Cortez. J.

fantoches. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. em inglês. Nessa fase. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. a imaginar. a adivinhar. previsão. material de áudio. cante uma música. criatividade e expressão física. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. etc. pintura. chapéus. cooperação. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. do sensorial e das ações. oferecendo variedade. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. jogos de adivinhação. ou rock para atividades motoras grossas. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. é útil e eficaz. a recordar. como realias (material concreto). o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. e ainda há as que são mais cinestésicas. ou sair da classe. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. Além disso. ao chegar. vídeo e estímulos verbais do professor).). Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. músicas. apagar as luzes e acalmá-los. trabalho em pares ou grupos. flash cards. como os flashcards. precisa que as aulas sigam uma rotina. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. com atividades lúdicas. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. como suporte ao aprendizado oral. e imagens. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. recorte e colagem. sugerimos que o professor. DVD. bem baixinho. uso de massa de modelar. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. artísticas (desenhos. Como dissemos. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. etc. Ao assimilar um vocabulário básico. no caso da língua estrangeira. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. de forma a criar um ambiente alfabetizador. Y). plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. interessantes. umas são mais visuais. recursos materiais. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. como música calma para trabalhar. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. vídeo. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. O 137 . troca de papéis. outras. dos jogos e das demais atividades. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. recursos visuais. INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. duplas e individuais. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. como: memorização. procedimentais e atitudinais ) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. Durante as aulas. portanto. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. como já dissemos. do contrário. o CD. que façam sentido à sua vida. Em inglês. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. mas o professor precisa ler em voz alta ou. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). atividades do livro didático. uso de fantoches. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. W. A relação dos conteúdos ( conceituais. além de alternar as em grupo. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. No início do 2º ano. auditivas. X. num primeiro momento. A criança nessa idade. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. Na preparação da aula. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. é fundamental que o professor. o vídeo ou o colega) para obter informações. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. desafiá-los a pensar. expressões simples em situações reais. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. físicas (com encenações e atividades de TPR). Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. jogos. o aluno passa a desejar aprender mais. ou sentarem em círculo se estiverem de pé.

acariciá-los). é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos.: Good morning/afternoon. a pronúncia correta das palavras. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. thanks. you're welcome. etc. thanks/thank you. How are you?. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. please. see you. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. beautiful. assim. associar. ask. fazer encenações. sing. O professor precisa estudar bem a música. finja “errar”. DVDs e livros. além de incentivá-las. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. draw. Ele também pode cantar e encenar canções. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. let's sing. fine. circular e desenhar deve ser menor. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. May I go to the toilet?. let's go. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. abraçá-los. say. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. sit down. stand up. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. dar segurança. No entanto. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. 4 ou 5 aulas. point. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. repeat. answer. let's sit in a circle. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. além da internet. you can do it better/nicer. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . mas não precisa ficar “preso” a elas. great. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. um modelo lingüístico) de forma engraçada. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. bye-bye. Além disso. Há vídeos. hi. Ex. O professor deve dar as músicas do CD do livro. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. fornecer um elemento cômico. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. listen.tempo gasto com os exercícios de colorir. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. come here. ou "listen and do". por meio de atividades diferentes. Além disso. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. yes. não entenda algo). além de ser uma ocasião divertida na aula.uma tática que deixará os alunos seguros de si. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. no. line up. programas de TV infantis não existiriam. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. pois é o 138 . principalmente em grupo. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. look. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. very good. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. Para ser bastante eficaz. por conseguinte.

etc. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. cometer erros. como também com a equipe pedagógica. feitos com rolos de papel higiênico. na língua portuguesa. junto ao professor de classe. para os cabelos. • Com o professor de arte musical. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. dia do mês. o uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. rimas. • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. concomitantemente. é possível articulá-los aos conteúdos de história. uso do calendário. alimentos e o corpo humano. por exemplo. 139 . os conceitos. idade. Esta avaliação pode ser feita. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. responder a perguntas e sentir-se no comando. lã. a fim de planejar as aulas. ou outros sites da internet. em língua portuguesa. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. Isso lhe dá a chance de falar. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. eles podem costurar botões para fazer os olhos. folclore. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. sendo permitido consultar o livro. potes de iogurte ou de yakult. presos em palitos de sorvete. hábitos alimentares. podem-se trabalhar melhor as canções. aniversário. à família. modelagem. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. etc. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. atividades de expressão corporal. nesta faixa etária. brinquedos. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do Portal Aprende Brasil. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. em parceria com o professor da classe. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. expressões corporais. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. mas não o colega ao lado neste momento. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. de pintura.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. procedimentos e atitudes de ciências. o professor de inglês pode abordar. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. o uso do dicionário português-inglês e vice-versa. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. com cinco a dez alunos por vez. porque. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. • Quando o professor da classe introduzir. • Algumas danças. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. de meias (com a ajuda dos pais.fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. porém de forma diferente.). • Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda. pode abordar. nas aulas de informática. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. montagem de brinquedos com sucata. sem estarem psicologicamente expostos.

Assim.F. MELO. A. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. L. Mexico. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos.: Macmillan. A. É muito importante elogiar a produção do aluno. mesmo que não esteja como o professor esperava. W.. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. R. D. & ZANATTA. a princípio. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. Inc. New Parade 1 – Teacher’s Edition. 2006. REETZ. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. HARPER. Assim sendo. mesmo que. good work. K. 140 . Let’s Go 1 – Teacher’s Book. et alli. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. et alli. Referências bibliográficas DEL PASO. Hong Kong: Oxford University Press. et alli. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. Oxford: Oxford University Press. M. Tentar falar em inglês. 1999. Mexico. esteja “errado”. New York: Addison Wesley Longman. 2002. excellent. 2000. São Paulo: Macmillan. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good.F. 2005. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola.: Richmond Publishing. de forma espiralada. T. SALVADOR. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.. não podemos exigir perfeição das crianças. etc. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. HERRERA. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. está se empenhando e precisa ser motivado. segunda impresão. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. great. 2000. assim. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. D. Kids United – Livro do Professor 1. et alli.

altura e canto e até mesmo uma conversa. “[.. Segundo Stateri (1997). por meio de um jogo musical. mesmo que a ênfase. para se atingir os objetivos com clareza.). 141 . explorando os conteúdos conceituais. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. plástica. Porém. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. Em Ciências. Nesse processo é importante avaliar. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. MEC. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. Desta forma. ou seja. chega mais fácil ao âmago da criança. do brincar. replanejando quando necessário. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. de forma mais significativa. progressivamente. sobretudo. nesta fase. rítmica e melódica. como uma forma a mais de expressão. Ao trabalhar pulso. Projetos interdisciplinares são fundamentais. esteja em um tópico específico. professores. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. lanche. saída etc. estes não devem ser trabalhados de forma linear. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. deixando-a mais feliz e confiante. por exemplo.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. também somos vítimas desta situação. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. por exemplo. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos.. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. assim. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. As canções e suas letras. a criança vai descobrindo e. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. uma linguagem que. lateralidade. muitas vezes. acento. naquele momento. musical e. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. principalmente na primeira infância. de pouco ou nenhum valor musical. oral. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. ( Ensino fundamental de 9 anos . possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. na educação musical. acento. Nessa idade. mas somente as populares. nós. Sua relação com o outro. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Para isso. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. escrita. p. fonte sonora etc. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. devem ser breves. a linguagem do faz-de-conta. Vale lembrar que. por meio de atividades simples de pulso. aquela que lhe é mais peculiar e específica. atenção e prontidão. ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível.” Não podemos esquecer de que. Momentos de apreciação. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. levam a criança a uma deformação da estética musical. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. corporal. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem.Orientações gerais. facilitando a interdisciplinaridade. O planejamento do professor precisa ser flexível. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. sendo muitas de péssimo gosto.

percepção corporal. como nos diz Marcelo Petraglia. Este acaba sendo um pré-requisito para um trabalho com andamentos mais consistente e seguro. É preciso muita paciência com alunos que apresentam dificuldades nesta fase. uma intencionalidade. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. tomando assim posse do seu corpo. p. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. por exemplo. Manifestações folclóricas: jogos. com a apresentação de outros assuntos. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. cantigas de roda. canções. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. Procure aumentar a dificuldade dos exercícios gradualmente. está exercitando sua lateralidade. Cuide para que estes alunos não se sintam constrangidos e ajude-os.música para o desenvolvimento humano . danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. brinquedos cantados. danças etc. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. 142 . Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. Batemos palmas e os pés no chão. vivenciando o fluxo musical através de nós. aos poucos. Cantar. quando já deveriam tê-las superado. Se a criança se movimenta. estimulando atividades de autoconhecimento. jogos. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. Brincadeiras cantadas. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. para que a criança avance com segurança. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. a velocidade e a noção espacial. reeducação do movimento. por ser o primeiro. Gráfico sonoro (notação não convencional) O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. brincar. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. De grande ajuda para a criança nesse momento. seja depois abandonado. O professor pode associar uma atividade de pulso. jogar. A expressão musical é feita por um corpo. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. 211). aos poucos. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais.Marcelo S. duração e intensidade. ( OuvirAtivo® . Petraglia ). Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. Mas é preciso que. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. Não existem fórmulas prontas. parlendas. seja na sua altura. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma. Procure. possa até mesmo seguir seu próprio pulso e controlá-lo. que percebe. Nesta etapa. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. espera-se que a criança responda bem aos exercícios de pulso e. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. o professor pode criar formas de representar o som. controlando o tamanho do passo. Isso não quer dizer que.

dividindo-o em várias aulas. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. vivenciando. Mas. identificando. Após a percepção do som grave e agudo. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). naquele momento. agora que somos livres. as notas musicais. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Hino Nacional Brasileiro. porém. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. utilizando breves explicações. Se conseguimos conquistar essa igualdade. de forma simples. observando. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Entre outras terras mil. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. Brasil. ouvindo. despertando seu interesse e curiosidade. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. “[. devem ser substituídas. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. nos te saudamos. “ Sugerimos que. com muita tranqüilidade e respeito. Conforme Suzigan ( 1996). Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. A própria natureza fez de ti um gigante. pela terminologia correta. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. progressivamente. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). Maria Zeí. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. As terminologias grosso e fino. se fores convocado para a luta. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. São Paulo: Fermata do Brasil. sentimos descer à terra. Ó Pátria amada. podemos partir para a escala ascendente e descendente. Ó Pátria amada nós te saudamos.. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. BIAGIONI. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. Muitas vezes grave. ou seja. com bravura e firmeza. Brasil.. Nossa vida mais amores”. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. ou seja. Ratificamos a importância 143 . Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu.nas divisas com os outro países da América do Sul. forte e colossal que reflete em teu futuro. sentindo corporalmente. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. 2000. intensidade. és o destaque da América. lembrando as glórias do passado. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. Terra adorada. neste caso. cantando. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. Propriedades do som: altura.

estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. seja por fotos. em desenhos animados. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. “Música clássica afugenta muita gente. a concentração necessária.” ( Folha de São Paulo. nas salas de informática. Desde bebê. Aprender a ouvir o outro. do ritmo e do caráter das peças musicais. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. a consciência da pulsação. o motivo é a preguiça: o que é estranho. o professor pode utilizar espaços alternativos. de ninar. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. em conjunto. como o pátio. 144 . como dinâmica. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática.). coletivamente. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. a expressão corporal. a quadra ou outros ambientes. danças. No fundo. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. em comerciais de TV etc. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. músicas que contam uma história etc. seja na execução ou apreciação musical. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. gestual ou plástica. variadas) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. Durante a apreciação musical e o canto. gestual. como em trilhas sonoras. Se houver possibilidade. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. Expressão corporal. a desinformação sobre o assunto. Podemos dizer que crianças que se exercitam. timbres. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. folclóricas. vídeos ou mesmo pela Internet. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais. eruditas. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). no portal Aprende Brasil. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. 24 de março de 1998 ). A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. mais tarde. por motivos variados: a vastidão do repertório. com a intenção de aprimorá-la. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. Música erudita Nesta etapa. a harmonia do todo. cantar e ouvir. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. a pompa dos concertos. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. gestual. A partir daí. quebrando preconceitos. Espera-se também que. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. Como já foi exemplificado anteriormente.de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. dentro desse trabalho de apreciação musical. Sugerimos o site Mundo da Música.

Portanto. Murray. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. R. C. São Paulo.1991. Referências bibliográficas BIAGIONI. 2000. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). 211.br/textos/ed%20b.aprendebrasil. Marcelo S. L. Fermata do Brasil. Oliveira. SUZIGAN. 1997. STATERI. FOLHA DE SÃO PAULO. 24 de março de 1998.Orientações gerais. GRANJA. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. 145 .<http://www.<http://www. António Ângelo. 1-8. Portal Aprende Brasil . e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. José Julio. MEC. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Unesp. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. <http://www. Setembro 2006. MEC. VASCONCELOS. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. Maria Zei. Ensino fundamental de 9 anos .educacional.br/> Mundo da Criança. O ouvido Pensante. G. SUZIGAN.20 PETRAGLIA. Especial Música. p.com. Carlos Eduardo de S. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende.htm> acessado em 18/12/2006. 2003 p.br> SCHAFER. e. conhecimento e Ação. OuvirAtivo® . A escolha dessas canções é das mais melindrosas. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. São Paulo: CLR Balieiro. Linguagem.com. os ritmos facilmente assimiláveis. se necessário. São Paulo: Ed.1996. Pp. Mundo da Música . adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. Hino Nacional Brasileiro. como não gritar.ouvirativo. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.Música para o desenvolvimento humano. M. por meio de ações aparentemente muito simples. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. São Paulo: Ed. desestimulando a ação de gritar. terça-feira. cantando ou não. A linha melódica deve ser bem nítida. Cruz.com.

1º. ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. texturas. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Muitas vezes.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. formas etc. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. seu trabalho muda no meio do caminho. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. ƒ Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. necessário para a leitura de imagens. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. Na área de Arte. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. ter outras experiências. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. ƒ Consegue compreender o processo de expressão e criação. 2º e 3º anos. antes de mais nada. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. Tendo em vista essas possibilidades da criança. para contemplar o trabalho interdisciplinar. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. respeitando-se a idade da criança. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. todas as possibilidades e limitações desses materiais. os quais deverão ser aproveitados. 146 . a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. Segundo Piaget. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Na fase inicial do Ensino Fundamental. As atividades permitem ao aluno experimentar. linhas. Devemos envolver os alunos nessa produção. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. conhecer a vida de alguns artistas. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Isso concede-nos alguns parâmetros: ƒ A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Quando organizamos uma exposição. Não é apenas uma etapa do processo. ƒ É capaz de criar símbolos e representações. no momento do planejamento. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. Adquirindo este conhecimento. Ela mais pesquisa do que se expressa. de fato. para que desenvolva um senso crítico e estético. já que a leitura informal ela já faz naturalmente.

Música e Teatro. cultura ou país. Dança. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. escolas e estilos etc. Por meio da arte. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais.) com os quais o artista/aluno. luz. apreciar. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. Teatro. Espera-se que os alunos. mas para todas as outras áreas. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. etc. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. 147 . movimento. com alguma intenção. som. desfrutar. gestuais. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. forma. o mediador entre arte e aluno. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. pictóricos. Música. progressivamente. Dança. tanto para que possa progressivamente. é a visita a museus e exposições de arte. cênicos. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. gesto. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. musicais. povo.

da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. as atividades devem envolver todo o grupo. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. saltos. auditivos e cinestésicos). EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. de relação interpessoal e inserção social). social e de autonomia.” 148 . Lembramos também que. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. atividades rítmicas e expressivas. o contato com músicas do universo infantil. ética. musicalidade. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. pré-desportivo ou numa dança. de acordo com as suas habilidades. Em sala de aula. trabalha-se no plano dos conceitos. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. embora muito estreita. A relação entre a educação física e outras disciplinas. criatividade e interação do grupo. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. teatros de marionete e outros. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. corporal. de forma democrática e não seletiva. Podemos oferecer. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. sem a preocupação com estilo ou técnica. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. dentro de um contexto cooperativo. neste momento. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Seja num jogo recreativo. coordenação motora e espacial. o aluno deve aprender. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. afetiva. giros) torna-se conceitual. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. conhecimentos sobre o corpo). estética. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. músicas entre outros recursos. aquilo que era material ( corridas. Nesse sentido. a educação física “trabalha no plano da ação motora. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. ressignificá-los e recriá-los. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. apreciá-los criticamente. visando a seu aprimoramento como seres humanos. assim. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. a discutir as regras e estratégias. Compreende-se a dança. filmes. a cada um. além das técnicas de execução. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. nesta fase. construção de bonecos. mas ainda não podem usar a lógica. como um estímulo para a expressão corporal. é pouco percebida. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos.

Assim. utilizando sua imaginação e percepção. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. 149 . Muitas vezes. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. tamanhos ou quantidades). Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Portanto.

eram usadas como animal de estimação. para que possibilitem não uma mera constatação. Por exemplo. Ao mesmo tempo. Sugira que os alunos tragam histórias sobre si mesmo que podem ser organizadas em forma de livro com capa. do século XIX: 150 . Por exemplo. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. crianças que trabalham etc. brincadeiras e escola. enquanto os filhos de brancos eram tratados com todo cuidado pelas mães e escravas domésticas. culturas de tempos e espaços diversos e que todos têm direitos e deveres que devem ser respeitados. Assim. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. brincar. sendo que. lazer e amor. escolas que ficam no Centro da cidade poderiam estar visitando à Ilha Diana. Para trabalhar com esta temática. calendários. Identidade: eu e os outros O trabalho com a construção da identidade envolve conceitos de continuidade e de permanência. Por isso. data e local. estas do fotógrafo Marc Ferrez. HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. ter saúde. mas também das crianças de diferentes realidades nos dias de hoje: crianças indígenas. como sujeito histórico. muitas vezes. eram separadas dos pais e vendidas para trabalhar. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. que aborda de forma simples toda a temática infantil e os direitos básicos como estudar. já que em Santos há escolas na zona rural. ilustração. autores. fotos e desenhos e até uma visita. É importante a percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos dos “outros” de outros tempos que possuíam uma dinâmica de vida completamente distinta da nossa época. Procure levantar semelhanças e diferenças entre a vida das crianças do passado. em morros. Valha-se do trabalho com fotos. mais próximo à orla. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. aos sete anos. Uma sugestão seria fazer um intercâmbio com outra escola que pudesse gerar: troca de cartas. títulos para cada história e até dia de lançamento. aniversários. as diferentes histórias. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. no centro. Utilize imagens antigas para demonstrar como viviam crianças de outras épocas. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. por exemplo. crianças escravas que cresciam juntos com os filhos de pessoas livres e. fazendo um paralelo com a atualidade. procure pesquisar na própria cidade. dedicatória. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. sugerimos o livro Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha. à medida que conhece outras formas de viver. crianças abandonadas. em mangues etc. Importa para o aluno conhecer crianças que vivem em uma realidade diferente da sua. é necessário que o aluno compreenda que o conhecimento do outro acarreta um maior conhecimento sobre si mesmo. crianças ricas. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. família.

as comunidades. 2006. como o avô pesca ou planta. objetos. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN. mas também o imaterial. inclusive em Santos. É necessário que aluno compreenda que patrimônio não são apenas prédios históricos. quando se trata do meio ambiente. Atualmente a noção de patrimônio ampliou-se. Esta atividade permite desenvolver noções de simultaneidade. um chá. Reúna folhetos. ou seja. moradia e escola do passado. É valorizar o modo como a avó faz determinado doce. moradia e escola Utilize o procedimento de história oral para iniciar a temática sobre família. trabalhe uma linha do tempo ao contrário. tentando imaginar como era o local antigamente. propomos: • Solicite aos alunos que entrevistem pessoas idosas. de Jose Carlos Sebe Bom Meihy. Estimule os alunos a fazerem suposições sobre a sua origem. o local onde vivemos e relacionar com Ciências. gerando um sentimento de identidade e continuidade. “O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente. pois patrimônio não é apenas o que é material. Acesse o site do Museu da Pessoa. conhecimentos e técnicas e também os instrumentos. Brasil ou localidade com que o aluno possa relacionar.” O Bairro Promova uma troca de idéias sobre o bairro onde está localizada a escola. como igrejas e museus. levando-os a concluir que os bairros têm história. merece ser preservado. Família. manchetes de jornais e revistas que façam menção ao bairro e monte um quadro-mural sobre isso. na memória dos familiares e nas lembranças das pessoas do seu convívio. em que se encontram dicas e projetos que deram certo em várias escolas. 151 . século e milênio. vale a pena consultar o livro Manual de História Oral. Divida-os em grupos e deixem que falem sobre sua vida. além de propiciar o trabalho com valores e ensino religioso. no mundo. Organize junto com os alunos perguntas sobre família. sucessão e datação. representações. on line). É importante que o aluno perceba que as fontes não estão somente nos documentos escritos. é uma atividade muito interessante para que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. mas também a sua escola e a sua casa. artefatos e lugares. a tia que faz remédios caseiros. tudo isso é patrimônio e merece ser preservado. expressões. Como exemplo. contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. a partir de algumas referências temporais. a nossa casa. É importante que os alunos comparem suas linhas de tempo ou que a professora com a ajuda dos alunos confeccione uma linha do tempo com fatos sociais acontecidos nos últimos anos. Para melhor visualizar o passado. moradia e escola. os grupos e. mas também nos relatos das pessoas. • Organize um encontro com os avós dos alunos. em alguns casos. por exemplo. conceitos fundamentais para o ensino da história. Para saber mais. de sua interação com a natureza e de sua história. Aproveite para trabalhar a noção de patrimônio e a necessidade de preservar a escola. as práticas. ordenação e seqüência. Faça a conexão com matemática. portanto. Diferentes linhas do tempo A montagem da linha do tempo. partindo do hoje e voltando ao início do século XX. Organizar uma visita a uma casa de repouso para idosos será uma atividade bem interessante. pois eles deverão ter consolidados os conceitos de década. os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que.

Disponível em www. meio ambiente. pois assim será possível traçar um perfil do local.net/. Loyola Portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). Os Direitos das Crianças. como Santos. etc. pode-se ainda montar gráficos sobre profissões dos pais dos alunos. Pesquise a história delas na internet para trabalhar sua origem. diferenciando cidades naturais. Juntamente com matemática. como Belo Horizonte. como na China. Peça para que os alunos tragam embalagens de produtos que consomem todos os dias.iphan. reciclagem. MEIHY. e as planejadas. Referências bibliográficas ROCHA. 152 . Jose Carlos Sebe Bom. Faça comparações com a produção antigamente. depois organize-os em: nome do produto. por que existem trabalhos diferentes etc. Ao trabalhar com esse tema. discuta hábitos de consumo. Levante dados sobre os produtos consumidos. o que permaneceu ou não. Ruth.gov. fazendo o elo com Geografia.br/portal/montarPaginainicial Museu da Pessoa. diferencie as etapas da produção. é possível abordar hábitos de consumo. na Índia etc. É importante que o aluno perceba que é por meio do trabalho que o homem transformou a natureza e que a sociedade atual é fruto do trabalho humano. Brasília etc. Manual de História Oral. Disponível em http://portal.museudapessoa. O trabalho doméstico deve ser apresentado como de vital importância para as famílias. quem fez o pão que consumiu de manhã. com noções de transporte e comunicação. evidenciando a presença portuguesa e a formação das cidades no litoral. Solicite que os alunos entrevistem suas mães e avós sobre as tarefas do dia-a-dia para que o levem a refletir sobre a necessidade de valorização do trabalho doméstico. o caderno que usa na escola. produtor e origem. nome da empresa. Origem das cidades Existem cidades que datam de mais de 5000 anos atrás. onde os pais trabalham. sempre fazendo comparações com o passado e como as coisas se modificaram. Solicite que os alunos registrem os estabelecimentos comerciais existentes no bairro. Por meio do diálogo. saúde. Atividades econômicas Faça um levantamento prévio a respeito do que a criança entende sobre o que é trabalho. Companhia das Letrinhas. comparando com o levantamento da história do local onde se vive. considerando o trajeto casa-escola.

distâncias e direções não mais em relação à sala de aula ou à escola. Mas. a maneira como se faz em mapas e plantas. no mapa do país. Portanto. pois as noções de escala. que possui um tamanho significativo no mapa da cidade. mas da padaria ao ponto de ônibus. a criança já pode tomar como ponto de referência um objeto em relação a outro e não mais em relação a si própria. e também outros espaços como: a sala de aula. Aos 8 anos. O aluno. a visão que se tem é vertical. É algo que exige um grau de abstração. pois criou símbolos junto com outras crianças e o professor. Lembremos que. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. pois entendemos que a alfabetização cartográfica é um processo que inicia no 1º ano e se amplia nos anos seguintes. portanto. dos 6 aos 8 anos. como em um mapa convencional. A música “Ora Bolas”. O que acontece no 3º ano é que algumas noções já foram construídas. Essas comparações devem gerar discussões que permitam que os alunos se questionem sobre o porquê isso acontece. na classe eles vão acontecer cada vez com um objetivo diferente. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. de frente e de lado. o que nem sempre acontece com um aluno mais novo. criando legendas próprias (sem auxílio do professor) e dominando o espaço melhor do que uma criança de 6 anos. É uma convenção. Mas é importante deixar claro que esse trabalho é um processo em que as etapas não podem ser “puladas”. Neste. O trabalho com vários tipos de mapas. Isso é interessante para perceber que embora muitos procedimentos sejam similares no plano de curso. Com o desenvolvimento dessas atividades. Porém. aos poucos. a escola. também podem ser utilizados para ampliar essa discussão. de Istvan Banyai. Assim. Nessa linguagem. por exemplo. os alunos podem também começar a pensar sobre títulos e legendas de cada um. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. não pode mais ser observado no mapa do estado. No 3º ano. e o livro “Zoom”. Também terá noções rudimentares da noção de legenda. O professor é fundamental nessa “passagem de visão”. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Maquete A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. por exemplo. a criança deve primeiro se colocar no papel de mapeadora do seu espaço para que compreenda o sistema de códigos utilizado nos mapas convencionais. os alunos desenharam objetos vistos de cima. Portanto. ao mesmo tempo. ou seja. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. sendo importante que o professor conheça seu grupo para saber em que momento ele pode avançar e quais pontos são passíveis de uma atenção maior. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. para a criança. isso não é tão simples assim. O mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. a cidade está bem menor e. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. que dá preferência a um determinado lado da folha. Além de perceber que cada mapa representa um lugar. a rua da escola. observando a visão do alto. não serão procedimentos repetitivos. A grande conquista dessa idade é dos espaços e pontos de referência exteriores a si próprio. na sala de aula. proporcionalidade. do Palavra Cantada. visão do alto. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. mas as questões colocadas devem ser mais desafiadoras. da editora Brinquebook. apontando e permitindo que esse aluno ouse cada vez mais na comparação de distâncias entre um lugar em relação a outros. ela pode estar representada somente por um ponto. permitindo que se perceba a relação todo/parte em que a parte está contida no todo ao mesmo tempo que o todo é formado por partes. O aluno de 8 anos tem mais facilidade de ocupar a folha toda. Um bom exercício para se fazer com mapas convencionais é comparar a representação de um mesmo lugar em mapas diferentes. por exemplo. também deve continuar. até porque a criança de 8 anos já possui algumas construções mentais mais elaboradas que a criança de 6 e 7. ou seja. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão 153 . pressupõe-se que ela já terá mapeado o próprio corpo. o bairro. há grandes chances de os desenhos se aprimorarem. mas caminharão num sentido semelhante a uma elipse em que antigas habilidades serão acionadas para a elaboração de novos conceitos. adquiriu maior autonomia em suas representações. GEOGRAFIA O Plano do 3º ano contém alguns acréscimos em relação aos do 1º e 2º.

Seria interessante que os alunos pudessem comparar as duas produções. nas séries mais adiantadas. esse barbante pode ser dobrado até que seu comprimento “entre” na folha de papel. seu estojo e a sala de aula utilizando os dedos. e assim por diante). As maquetes podem ser montadas dentro de caixas de papelão. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. o palmo. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. o aluno perceberá que a escola que era grande e solitária em uma maquete que representava só ela. por exemplo. nesse primeiro momento. mas pequena em relação ao bairro. Supondo-se que o barbante foi dobrado 16 vezes. um papel celofane transparente pode ser colocado na boca da caixa e cada aluno utiliza a caneta de retroprojetor para “contornar” os “lugares” que observam embaixo. podemos ir para além da noção de um para um. No 3º ano. outros objetos. altura de pessoas etc. por exemplo. Confeccionando a maquete do quarteirão da escola. As crianças poderão medir a carteira. Disso. a discussão sobre escala pode se aprofundar um pouco mais. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Um barbante pode ser utilizado para medir a sala de aula. é importante somente uma introdução. as crianças vão pensar sobre e importância de medir objetos e lugares. a maquete ilustrará locais cada vez maiores em relação aos anteriores. mas pode-se discutir que para um lugar ser representado em um mapa.dessas discussões. Depois. Depois o mesmo deve ser feito com a largura e dobra-se o mesmo número de vezes que o barbante anterior. ele tem que ser “diminuído” muitas vezes. Medidas é um tema comum à área de Matemática. O resultado será uma planta baixa do local representado. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. os alunos deverão anotar no caderno que a sala está representada. os alunos com esse conceito construído reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. Ou seja. O passo seguinte pode ser a elaboração de uma legenda que pode ser elaborada em conjunto após discussões. mas tem 16 vezes menos o seu tamanho. altura e largura de coisas. para construir o conceito de continuidade (a escola é grande sozinha. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. se cada um utilizar um modelo de medida. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. passa a ser pequena quando representada juntamente com outras construções e a rua. O professor recorta esse barbante e cada aluno cola no papel. No 3º ano. barbante barbante sala de aula ESTUDO DO MEIO reduzida 16 vezes 154 . Em Geografia. os pés e posteriormente registrarão de quem é o pé que foi utilizado como padrão. porém. Assim. Futuramente.

O famoso experimento científico da laranja (representando a terra) no centro. como agulha. e assim por diante. Essas atividades não precisam e nem devem acontecer no mesmo dia. montanhas. o comércio. rios. e que os grupos sociais o constroem para atender necessidades próprias. Dessa maneira. o que é natural (morros. as diferenças e semelhanças entre construções quanto a: a que se destinam (moradias. Então é importante partir do local de onde ela está. pontes. mas dinâmico. alvenaria). Os estudos do meio também podem ser realizados por temas. por exemplo. amplia a noção cartográfica e o aluno percebe que um mesmo percurso pode ser representado com diferentes enfoques. no tamanho (grandes. A bússola também pode ser apresentada para a classe nesse momento. daí a importância de se observar os títulos “Mapa dos pontos comerciais do bairro” ou “Mapa das casas dos alunos do 3º ano”. O professor pode perguntar: em que lado é dia? Em que lado é noite? Essa discussão pode avançar para os pontos cardeais. serras) e o que é modificado (ruas. por meio de campanhas. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. cartas aos governantes e mudança de atitude individual. pelo estudo do meio. emprego de materiais (madeira. girando em torno de uma vela ou abajur (representando o Sol) dará a idéia de por que acontecem o dia e a noite. contendo a legenda do que foi observado. sendo que a direção em que o Sol aparece no período matutino é o Leste e desaparece no vespertino é o Oeste. podendo inclusive ser confeccionada com materiais simples. outras questões podem surgir como: em relação ao nosso grupo. O estudo do meio também é importante para aguçar o senso crítico. número de cômodos. Uma noção que já pode ser desenvolvida no 3º ano é dos movimentos de rotação e translação. em relação aos espaços. sem perceber que nós isto é. O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. estudo da fauna e flora locais. Deve-se perceber também. Essa observação pode resultar em um desenho da rosa-dos-ventos no chão. os aspectos físico e humano caminham lado a lado e o espaço é percebido não como pronto e acabado. porque é fruto das relações humanas. Um bom início é começar com questões como: quais bairros e regiões da cidade você conhece? O morro que avistamos fica no nosso bairro ou não? Estamos perto ou longe da praia? Perto ou longe do Porto? Uma comparação com o mapa convencional também se faz necessária para que o aluno veja que espaços que ele não é capaz de enxergar estão representados no mapa e também para que observe sua localização em relação a outros lugares. em que direção está a entrada da escola? E o pátio? A cozinha? Os mapas convencionais também podem ser observados nesse momento para que os alunos observem a rosa-dos-ventos contida neles. o represente com desenhos. número de andares) e outros. até porque a cidade não é constituída de bairros isolados. praças. comércio). pois sugere uma observação questionadora: as ruas do bairro são asfaltadas? Em que lugar as pessoas jogam o lixo? Os orelhões estão em bom estado? Como o meu bairro ou a minha cidade pode se tornar melhor? O que os governantes podem fazer para sanar esses problemas? De que maneira meus vizinhos podem contribuir? De que maneira eu posso contribuir? Essas questões podem ser pensadas pelo grupo resultando em alguns caminhos para a solução dos problemas. viadutos). O registro dos trajetos por meio de mapas. Primeiro as crianças podem ser questionadas sobre o que pensam a respeito do assunto. Ele pode e deve acontecer várias vezes e com diferentes objetivos. algumas questões sobre a cidade em que se vive também devem ser “pensadas” como: em que cidade moramos? Como ela é? Qual é o nosso bairro? Fica em qual parte da cidade? Em que se parece com os outros e em que é diferente? Esses questionamentos devem ser feitos tendo em vista que o pensamento dessa criança de 8 anos ainda é concreto. A conversa pode iniciar com as perguntas: a sombra fica sempre na mesma direção? Vamos observar ? Os professores junto com os alunos podem medir no chão a sombra no início e no final da aula e perguntar: o que aconteceu? As crianças tendem a achar que o Sol e a Lua é que mudam de lugar. Outro ponto interessante para esse ano é a observação de que o espaço é transformado pelo homem. Daí. 155 . Essa noção é bastante abstrata e deve ser construída aos poucos. observar os serviços do bairro. No final do 3º ano. cortiça e um copo d’água. pequenas. Ele permite que o aluno conheça o espaço. utilizando-se medidas convencionais e não- convencionais. à medida que a classe avança em suas noções espaciais. da região que conhece para a que ainda não conhece ou com a qual não tem muita familiaridade. dependendo do que se quer mostrar para o “leitor”. praias. Os mapas e a bússola podem ser colocados no chão e as direções equiparadas ao desenho contido no pátio. Muitos deles podem ser realizados na própria escola. a Terra é que está girando. Daí a importância de perceber.

políticas e econômicas. construções etc. a escola. ensaie antes com a classe para que. a geografia pode contar com muitos aliados: música. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. matérias de jornal. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. fotografias. a rua da escola. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. grafites. lugares. Converse com seus alunos antes. para ter diferentes visões do mesmo local. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. filmes. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. e. de preferência de um lugar conhecido de todos. Mas não pára por aí. mas. Mas. Por meio de fotos antigas. na hora da entrevista. a atividade será ainda mais rica. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. a casa. Em História. esculturas. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? 156 . E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. como exemplo. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. culturais. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. se possível. os arredores. para a elaboração de questões. O ideal é que cada aluno traga uma foto. pinturas. de Tarsila do Amaral. em Geografia. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. a turma se preocupe com o depoente. histórias em quadrinhos.. O registro sobre as mudanças é fundamental. se isso não for possível.. como já dissemos anteriormente. diários de viajantes. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços.

os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. que podem culminar em uma exposição. comparar com outras imagens. enciclopédia eletrônica. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. peça de teatro. 157 . o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. levantando hipóteses próprias. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. gráficos e esquemas. textos da Internet. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Com as informações em mãos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. levantamento de interesse junto aos alunos. Aos poucos. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. Além dos textos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Cartazes. Enfim. desenhos. A partir delas.

Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Ambiente • Formulação de perguntas e suposições sobre o • Colaboração quando necessário (por exemplo. sobre as opiniões dos colegas • Existência de diferentes componentes (água. responsabilidade para com eles. Serra do pequenos experimentos para constatação da informações obtidas por investigação. encaminhando diálogos que permitam ao trazer imagens para um mural). • Ambientes naturais (floresta. Diversidade dos seres vivos • Demonstração dos cuidados com a higiene pessoal. • Planejamento. relacionados aos cuidados com os animais e • Preservação do ambiente. de • Persistência na busca e compreensão das • Poluição das praias. calor). componentes ambientais (ar. regularidade dos acontecimentos e dos fenômenos que científicas. principalmente os predisposição a alterar os antigos hábitos • Espaço habitado (cidade). com auxílio do professor. todas as vezes que as atividades exigirem. como organização alguns seres: forma. presentes nos ambientes e a existência de outros ao trocar idéias. fabricação de objetos etc. luz. ar. como organização e rigor nas • Identificação das características de ocorrem no ambiente. Mar. • Ambientes pouco modificados pelo homem • Elaboração de critérios para classificação de • Desenvolvimento de novos hábitos e (campo). em relação à alimentação e à ambiente. água. Desenvolvimento e • Registro de informações. elaboração de tabelas valorização de atitudes científicas. realização de tarefas individuais. tamanho. nos diferentes ambientes. higiene. observados e respeito. sombra e escuro. tema proposto. 3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. qualidade dos alimentos e ambientes em que • Relações entre seres vivos e o homem. vestuário. medicamentos. volume. matérias-primas). buscando mais informações. diferentes tipos de seres vivos. observações e análises. e rigor nas observações e análises. seres vivos). • Sol. luz. calor. materiais não padronizadas de massa. vive. características comuns e suas particularidades. • Respeito e apreço pelos seres vivos que vivem para o seu crescimento e desenvolvimento. lago etc. morros. semelhanças e diferenças. simples de comparação ou estatística. por exemplo. • Seres vivos e materiais e suas utilidades para o • Emprego de medidas padronizadas de tempo e as homem (alimento. fonte de luz e calor. dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. vestuário. utilizados pelo homem na alimentação. tomando como base suas vivências e • Empenho nas atividades de grupo e na • Luz. sobre os fenômenos solo. • Destruição dos ambientes naturais. • Seres vivos ameaçados de extinção 158 . • Dia e noite relatos. solo.) • Levantamento de dados e investigação da • Desenvolvimento e valorização de atitudes • Seres vivos e não vivos. em de construção. • Comparação entre diferentes tipos de ambiente • Valorização de atitudes e comportamentos • Dependência dos seres vivos em relação ao naturais e modificados pelo homem investigando favoráveis à saúde. mangues. comprimento. • Observação da diversidade de seres vivos • Conhecimento.

A fauna: Animais • Sustentação e locomoção (presença ou não de coluna vertebral. répteis e anfíbios. • Plantas tóxicas. • Herbívoros. carnívoros e onívoros. CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS A flora: vegetais • Pesquisas e entrevistas com familiares ou • Tipos de vegetais ( aquáticos e terrestres ). • Reprodução humana. • Partes dos vegetais. • Animais que podem picar ou morder. • Algumas características dos mamíferos. sobre os assuntos • Necessidades vitais das plantas. • Prevenção de acidentes com animais. • Germinação (experimentos). profissionais de diferentes áreas. 159 . • Ovíparos e vivíparos. peixes. • Aquáticos e terrestres. aves. carapaça e musculatura em animais aquáticos e terrestres). • Higiene e saúde. Corpo humano e saúde • Noções de crescimento e desenvolvimento. • Animais de estimação. horta e pomar. • Jardim. • Animais em cativeiro. em estudo. • Reprodução por sementes. • Higiene dos alimentos. • Animais selvagens e domésticos. • Domesticação de animais. • Animais transmissores de doenças.

• situações que envolvam a idéia combinatória. • Uso da multiplicação como idéia de juntar culturais e reconhecimento da importância do • Multiplicação quantidades iguais. Educativa) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Números e operações • Observação de números no contexto diário. estratégias pessoais diante de situações- • Leitura. • nomenclatura. • multiplicador até 9. como idéia de tirar. • Interesse e curiosidade por conhecer diferentes • Subtração • Uso do conceito de subtração. :. como fonte de aprendizagem. • números ordinais (até 20). comparar ou completar comparar e completar quantidades. • Curiosidade por questionar. de situações-problema do cotidiano que envolvam das medidas. x. • centena. • situações de tirar. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura. • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a • Sistema de numeração decimal até 999 • Utilização de diferentes estratégias para identificar aprendizagem de Matemática. números naturais. autônoma e criativa. construção de suas próprias idéias. =) na • Respeito pelo pensamento do outro. instrumentos utilizados por diferentes grupos • nomenclatura. na resolução • Curiosidade em conhecer a evolução histórica • operações com e sem reagrupamento. • com e sem reagrupamento. números em situações que envolvem contagens e • Confiança na própria capacidade para elaborar • valor posicional. • Uso do conceito de adição. • par e ímpar. • sucessor e antecessor. situações-problema do cotidiano. idéias e cálculos. • Aplicação de diferentes operações para resolver • Valorização da troca de experiências com seus • dúzia e meia dúzia. vocábulos matemáticos. pares como forma de aprendizagem. como idéia de juntar. valorização escrita das operações. números naturais. escrita. explorar e acrescentar quantidades. 3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. exato e aproximado. unidades de medida e • operação inversa. do trabalho cooperativo e do intercâmbio de • Adição • Utilização da decomposição das escritas idéias. 160 . necessários em seu dia-a-dia. na resolução de interpretar os diferentes usos dos números. um mesmo problema. • Exposição e registro preciso de informações. comparação e ordenação de problema. • situações de juntar e acrescentar numéricas para a realização do cálculo mental • Persistência na resolução de problemas e na • operações com duas ou mais parcelas. medidas. números pela compreensão das características do • Exposição do próprio pensamento de forma • ordem crescente e decrescente. iguais que envolvam números naturais. -. que envolvam reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. combinatórias e organização uso adequado dos instrumentos e unidades de • situações que representam adições de parcelas retangular na resolução de situações problema medida convencionais. • Utilização de sinais convencionais (+. estratégias de cálculo. utilizando para tanto conceitos fundamentais e • multiplicando até 3ª ordem (centena). sistema de numeração decimal (valor posicional).

empregando números e e círculo. mês. ano. • capacidade • Elaboração e problematização de listas e • massa tabelas simples (lista de aniversariantes do • medidas padronizadas e não-padronizadas mês. tabelas e gráficos simples. ensolarado. • Procedimentos diversos para resolução de um mesmo • Construção e representação de formas desafio. • metade. mês. • Classificação dos sólidos geométricos que rolam e que não • Leitura de horas em relógio de ponteiros. partes iguais. na resolução de situações- • determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. frio. bimestre. problema presentes no cotidiano. • Observação das formas dos objetos do • dividendo até 99. objetos criados pelo homem e de suas • nomenclatura. semana. • Noções de medida: • Registro pessoal para comunicação das • comprimento informações coletadas. medidas e • Estabelecimento de comparações entre códigos numéricos. simétricas ou não. espaço em que vivemos e as formas geométricas em elementos naturais e nos • divisor até 9. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. características: arredondadas ou não. semestre. 161 . Espaço e Forma • Elaboração de registros e organização de • Figuras geométricas planas: quadrado. etc). • Percursos e trajetos e pontos de referência. • tempo (dia. • Leitura e interpretação de informações Grandezas e Medidas contidas em imagens. • Uso da divisão. problema. objetos do espaço físico e objetos • Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. do cotidiano que envolvam • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura números naturais. triângulo informações. como idéia de repartir em • com e sem reagrupamento. • exata e não exata. quente etc) • o valor dos objetos – medidas monetárias Tratamento da informação • Leitura e elaboração de listas. etc. semana. • dobro e triplo. na resolução de situações- • nomenclatura. (nublado. rolam. • produto até 999. • Utilização de calendários. chuvosa. retângulo. operações. quantidades. • Relação entre as unidades de tempo — dia. relação dos nomes dos alunos. geométricas. • Simetria. • Situações-problema que envolvam contagens. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e • Divisão. bimestre) temperatura resultados de campeonatos e jogos. geométricos. técnicas operatórias (algoritmo) das 4 • situações de repartir uma quantidade em partes iguais. • Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos • Comparação de grandezas de mesma resultados obtidos natureza.

apoio educacional. • Responsabilidade no manuseio dos • Mouse • Uso dos diversos softwares e aplicativos para equipamentos. menu conhecimentos por meio dos softwares e • Monitor iniciar. Paint. Portal Educacional. janelas do Windows e/ou Linux. • Teclado minimizar. trabalhando coletivamente na busca de novos • Gabinete • Uso da linguagem computacional: ícones. desafios. aplicativos. de comunicação e convívio • CDs • Reconhecimento das atividades lúdicas como social. 3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no • Mesas Educacionais ambiente escolar (My Kid. etc) • Internet 162 . etc). • Impressora complementar as atividades do conteúdo curricular • Desenvolvimento de habilidades na resolução de • Scanner de maneira interdisciplinar. • Utilização dos recursos de informação e • Uso responsável da Internet como ferramenta de • Softwares: comunicação disponibilizados pela Internet. • Aplicativos (Tux Paint. clique. assim • Interação com seu grupo de forma cooperativa. • Estabilizador como dos outros hardwares apresentados. Mesa Alfabeto. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Hardwares: • Uso adequado de drive de disquete e cd-rom. forma de aprendizagem. Internet.

reflexão e seleção das • Coerência em diálogos. • Aplicação de letras maiúsculas ou minúsculas de Escrita acordo com a necessidade evidenciada pelo texto. mímica. • Aplicação das convenções ortográficas estudadas • Sinônimo /antônimo. simples e conhecida. • Uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia • Reescrita de textos. • Ordem alfabética. próprio. • Construção de autonomia leitora. • Combinação de estratégias de entendimento dos língua formal. escritas. entrevistas. • Convenções ortográficas na escrita de palavras • Produção de livro de receitas ou outro gênero que conhecidas: enfoque o uso de textos instrucionais. menus. • Hábito do questionamento sobre as regras da embalagens. • Paragrafação. • Leitura e interpretação de textos com estratégias encadeando idéias coerentes e cronologicamente combinadas (decifração. lendas. bilhete. a partir de • Respeito às diferentes formas de expressão. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Linguagem Oral • Apresentações orais para o coletivo. • Textos orais e escritos de diferentes categorias: • Utilização de textos de diferentes tipologias na • Autonomia crescente nas produções escritas. fotografia. canções. • Aplicação de novos vocábulos nas composições • Adjetivo. dança. • Prática da leitura por prazer. poema. arquitetura). a partir do conhecimento da ordem alfabética. orientação. do repertório. inferência e verificação). • Uso constante do dicionário. • Sinais de pontuação (dois pontos. a fim de tecer generalizações e ampliar composto). concordando nomes e ações. cada tipo de produção escrita. anúncio. instruções de jogos. notícias e específicas. receitas. seleção. as palavras (classes gramaticais). número e • Observação de palavras cuja classificação já é grau do substantivo (comum. organizadas. Leitura • Preparação (ensaio) para apresentações orais. fábulas. relatos. textos que integram a competência leitora. idéias. antecipação. parênteses e • Enriquecimento das produções textuais a partir do aspas). • Verbo (ação e concordância verbo-nominal). escultura. piadas. pintura. música. • Observação de gêneros e suas funções sociais • Criticidade quanto às suas produções escritas. • Textos extraverbais (ex. • Produção individual e coletiva de textos. 163 . planejamento. histórias em quadrinhos. contos de fadas. prática diária da leitura. adivinhas. • Seleção de vocábulo pertinente à coerência de • Letras maiúsculas e minúsculas. conhecimento adquirido sobre as diferenças entre • Acentuação (agudo e circunflexo). em suas produções escritas. • Itens da gramática normativa: Gênero. 3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Participação social. • Articulação entre língua oral e escrita. • Produção individual e coletiva de textos.

etc – e terminação em Am ou ÃO – ex: chegaram ou chegarão). a partir de um tema gerador previamente selecionado. o Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. o Regularidades Morfogramaticais (terminação em U ou L – ex: pastel. sol o tomou. o Regularidades Contextuais (o uso do R/RR e M antes de P e B). • Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. 164 . o Irregularidades ortográficas.

o presentes de aniversário: What are your • Uso dos nomes dos objetos utilizados em uma • Reconhecimento da importância do trabalho em presents? It’s a . diálogos aprendidos. foot. 3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. feitas pelas crianças dos Estados Unidos e yellow. o animais da fazenda: cow. good night. • Uso dos nomes dos alimentos para fazer um colegas. hamburger. dos substantivos com • Vocabulário: adjetivos no singular e plural.. balloon. blue. good evening. juice. • Contato com músicas.. good morning. party hat. notebook. o partes do corpo humano: head. respeitando os “erros” e comentando-os o idade: How old are you? I’m…years old. bike. cookies. leg(s).. black. ear(s). good • Uso. • Alfabeto completo... na ordem correta. hand(s). o brinquedos: dog. o objetos da sala de aula: blackboard. good-bye. Is it a…? respectivas cores. • Uso do alfabeto para soletrar nome. white. pencil case. • Apresentação: um novo idioma. Inglaterra por meio de vídeos. o números: 1 a 20. hot dog. sobrenome e em sala de aula. brincadeiras e atividades o cores: brown. festa. book. eye(s). candles. o festa de aniversário: presents. shoulders. • dos membros da família: He/ She is my. feet. • Cooperação com os colegas durante as How are you? I’m fine.. duck. palavras que ainda não sabe escrever em inglês. o cores: What color is it? It’s . • Respeito ao momento em que o outro fala. • Perguntas e respostas sobre: • Uso dos números para quantificar objetos. o alimentos: sandwich. rabbit. pizza. party... And you? • Uso da capacidade simbólica para a aquisição de atividades de sala de aula. 165 ... orange. ice cream. toes. ouvindo com atenção. crayon. os membros do corpo e indicar a idade. do vocabulário e • Respeito por outras culturas. horse. • Parceria na construção da pronúncia dos o objetos da sala de aula: What’s this? It’s a . CDs e internet. finger(s). • Uso. dos presentes para crianças e suas equipe. lanche. em situações cotidianas. knee(s). arm(s).. pig. nose. mouth. pencil. teddy bear. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Cumprimentos: hi. cake. gray. cake. book. schoolbag. pen. pencil sharpener. green. pessoas. purple. thanks. o animais da fazenda: What is it? It’s a. table. doll. hello. coke. red. desk. pink. afternoon. de forma positiva. • Responsabilidade ao desenvolver as atividades • What´s your name? My name is ….

to like . 166 . Easter.] • Verbos: to be. she. Halloween. you. Father’s Day. it. Mother’s Day. grandmother(s). cousin(s.presente simples • Pronomes pessoais: I. CONCEITUAIS o membros da família no singular e plural: father. uncle(s). sister(s). brother(s). grandfather(s). he. Thanksgiving and Christmas. aunt(s). • Manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana: Valentine’s Day. mother.

• Jogos de imitação e improvisação – células rítmicas e • Música erudita. folclóricas. 3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Gráfico sonoro: som e silêncio. prontidão e concentração qualidade de vida. • Audição. canções. pulso e acento. mesma altura) locomoção. • Intensidade – dinâmica das canções.fonte sonora. percebendo o que pode • Altura . • Prática de atividades corporais estimulando a ser mais saudável. • Apreciação da música erudita. do cotidiano. levando a uma melhor descendente. parlendas. acento e desenho rítmico das melodias. por meio de jogos. brinquedos cantados etc. objetos sonoros. • Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio do aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. melódicas. compassos e do desenho rítmico da melodia. • Canto coletivo. de percussão. demonstração das propriedades do som por meio de crianças e da produção de arte em geral. gêneros musicais propostos. direita/esquerda. exercícios de percepção. reconhecendo os instrumentos musicais. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Lateralidade: frente/atrás. musical. • Formação de repertório: canções infantis. • Percepção e marcação do pulso e do acento nos instrumentos de comunicação. MPB e Hino Nacional Brasileiro. • Canto coletivo. • Hino da Bandeira. dinâmica etc. • Valorização do corpo e da voz como • Duração – células rítmicas. • Andamentos (rápido / lento / intermediário). de entoação de intervalos e graus conjuntos). pesquisas. • Representação rítmica e melódica por meio de gráfico • Valorização e responsabilidade pelos sons do • Identificação das propriedades do som sonoro. respeito e curiosidade pela riqueza do • Pulso. brinquedos cantados. • Interpretação. • Timbre . de outras embaixo/em cima. utilizando instrumentos patrimônio musical brasileiro. percussão e • Atribuição da devida importância aos diferentes • Manifestações Folclóricas: jogos. pulsação. ambiente. observação. sonorização de histórias. gestual. movimentos corporais. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. reflexão e contextualização das letras das canções. • Expressão corporal. • Sensibilização e familiarização com a linguagem sons ascendentes e descendentes. 167 . brincadeiras. por • Interesse. danças. representação e • Valorização das próprias produções. • Hino Nacional Brasileiro. meio de canções conhecidas. identificação.direção sonora (ascendente. jogos. improvisação. destacando-se o compositor e sua breve biografia. brinquedos cantados.

• Nuance de cores artísticas. • Expressão corporal • Utilização de técnicas teatrais como forma de • Desenvolvimento da criatividade. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Cores neutras • Observação das cores nas manifestações • Respeito às diferenças. • Respeito à própria produção e à do outro. • Arte indígena ( Sugestão: tecelagem ) • Observação da diversidade cultural através da • Respeito às normas de funcionamento. • Teatro de sombras produções individuais e grupais. facial e plástica. • Valorização do próprio corpo e do espaço que • Participação em jogos dramáticos. expressão. bem • Valorização ambiental. 168 . textura e linha na produção artística. às idéias • Formas ( Sugestão: Volpi e Kandinsky ) leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. forma. espacial e temporal. • Cuidados na utilização dos materiais de trabalho • Mosaicos • Experimentação da expressão artística e organização pessoal. recursos e • Desenvolvimento da autonomia na orientação • Jogos dramáticos plasticidade. • Utilização da cor. por meio do uso da • Arte africana como o reconhecimento de suas possibilidades nas sucata como matéria-prima artística. • Dobradura cultural. gestual. à colaboração e à iniciativa própria e • Escultura (Sucata) • Construção de objetos artísticos como produção alheia. ocupa. suas possibilidades. • Cores quentes e frias • Experimentação de materiais diversificados. • Socialização e registro na forma de produção artística. • Desenhos figurativos e abstratos tridimensional. dos demais. • Exploração e comunicação na forma de expressão corporal. • Valorização da solidariedade e da cooperação. 3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed.

motores. 3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. valorizando a outros. • Respeito e reconhecimento das diversidades de motoras.) arremessar. chutar. • Responsabilidade com a sua saúde e a dos • Atividades com noções de equilíbrio. • Reconhecimento da importância do cuidado com o idéias. adotando • Movimentos por meio das possibilidades: arrastar. • Participação em jogos coletivos. bater. atitudes de cooperação e solidariedade. flexibilidade e direção. • Atividades em sala de aula. saltar. simbólicos. brincadeiras e danças. brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. girar. aspectos básicos da qualidade de vida. saltar. plástica e corporal. atenção. individualmente. rastejar. brincadeiras ou outras atividades participação de todas as diferenças. participação de todos. à saúde coletiva. • Valorização da convivência solidária ao invés da • Noções de higiene e saúde. chutar. • Respeito às regras. etc. • Valorização e apreciação de danças e escolares. saltos. com ajuda do professor. agindo • Movimentos de habilidades (correr. • Uso da atenção. observação e memória. • Exercício da cooperação durante as atividades. corporais. engatinhar. apoios • Utilização das diferentes linguagens: verbal. rolar. • Atividades com danças simples ou adaptadas • Discussão das regras dos jogos. • Circuitos de força. por meio da pertencentes a manifestações populares e • Resolução de situações de conflito por meio do adoção de hábitos saudáveis como um dos folclóricas. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. agilidade e habilidades assim como em danças. • Brincadeiras aprendidas em contextos extra. força. receber. girar) durante jogos. observação e memória. valorização e sustentação da • Brincadeiras cantadas. rolar. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. bate. velocidade. desenvolvendo para produzir. • Criação de brincadeiras. brincadeiras e danças cooperativas. atividades em equilíbrio. • Atividades com jogos cooperativos. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. rebater. 169 . • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. • Valorização de algumas diferentes • Noções de atitudes corporais dos gestos e da • Resolução de problemas corporais manifestações de cultura corporal presentes no postura em situações cotidianas. respeitando as diferenças. se. matemática. • Cuidado com o próprio corpo. rolamentos. amortecer. • Respeito às suas possibilidades e limitações variados. populares. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Jogos sensoriais. cotidiano. expressar e comunicar idéias. competitiva. • Participação em jogos pré-desportivos. jogos • Reconhecimento. gráfica. diálogo. • Valorização dos momentos de reflexão. como meio corporais. com responsabilidade em relação a sua saúde e arremessar. • Utilização de habilidades (correr. rebater. próprio corpo. amortecer.

Família formação familiar e formas de morar de ontem e hoje. diferenças entre formas de viver. • Elaboração de árvore genealógica da família do aluno. formadoras do nosso país. • Aceitação das diferenças e características de aldeias indígenas. em • Elaboração de linha de tempo com dados coletados. suas contribuições. origem etc. colagem etc. relação aos diferentes povos e culturas • As maneiras de medir o tempo: ontem. de sociabilidade e de trabalho. • Respeito às diferentes pessoas do seu convívio Modos de viver • Pesquisa oral ou escrita sobre a escola. gostos. • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações • Reconhecimento da importância de saber situar- artísticas contidas nas festas populares. • Pesquisas. • Registro coletivo de rotinas diárias por meio de quadros cada um. que trabalham etc. • Elaboração de linha do tempo com fatos principais da aprendizado. quadros comparativos. se no tempo. • Transformações e permanências dos costumes obtidas em diferentes fontes. • Exposição do próprio pensamento de forma das famílias das crianças. escola. semelhanças e professor. • Observação e análise de imagens de fontes diversas: se no tempo. • Crianças de ontem e hoje: permanências e de horário e calendários. vida do aluno e/ou da escola. desenhos. escolar. lazer. • Crianças que vivem no campo. jornais etc • Desenvolvimento de atitudes positivas em pessoas com o passar do tempo (linha do tempo). • As moradias de ontem e hoje. coletas e organização de informações individuais. respeitando o pensamento semelhanças em relação aos costumes. • Uso de fontes documentais sobre a vida do aluno e/ou do outro. • Valorização da expressão artística da cultura brasileira. revistas. • Valorização da própria história e da família. • Empenho nas atividades realizadas em grupo e • O grupo familiar e suas relações. amanhã. o respeito ações conjuntas que repercutem na melhoria das • Respeito às regras produzidas coletivamente. às diferenças: direitos e deveres das crianças. na cidade. • Valorização da escola como lugar de • Famílias de ontem e hoje. • Elaboração de registros pictóricos sobre festas juninas. 3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Identidade: eu e os outros • Produção de regras e combinados a fim de valorizar • Respeito mútuo. hoje e • Registro das descobertas por meio de tabelas. relações pessoais. diferenças e • Coleta de dados por meio de entrevistas. 170 . obras de arte. • Valorização da diversidade cultural dos povos e • Comparação entre os modos de vida das crianças. cada um. • Produção de pequenos textos com a ajuda do • Aceitação das diferenças e características de • Mudanças e permanências. • A diversidade existente entre os alunos. • Reconhecimento da importância de saber situar- mudanças ao longo do tempo. autônoma e criativa. • O tempo histórico: as mudanças visíveis nas fotos.

• Diferenças entre escolas: escola indígena. costumes alimentares e vestimentas ). brincadeiras. 171 . • Manifestações artísticas: o festas juninas ( músicas. nome. danças. objetos etc. • História da escola: origem. • As escolas existentes em Santos. • A escola de hoje e ontem: vestimenta. CONCEITUAIS A escola • A escola como local de aprendizagem. ex-alunos etc. escola rural e outras realidades. endereço. tipos de aula. funcionários.

• Leitura. entrevistas. modificações realizadas pelo homem. destacando-se os tipos de moradias construídas tipos de mapas e plantas com auxílio do professor e • Valorização de formas sustentáveis de pelo homem de acordo com sua cultura e do grupo. transformação do espaço. bairro com os de outras localidades conhecidas. litogravuras. artesanal e outras. • Diversidade cultural da comunidade em que se vive. comparando os do próprio professor e do grupo. hidrografia e clima a partir do ambiente próximo. em cima de que. e sombra. escola. 172 . mapas simples e outros. • Serviços do bairro. elaboração e interpretação de diferentes espacial e temporal. tais como lazer. internet. – deslocando o eixo de si próprio para outros • Registro por meio de desenho e/ou fotografia das pontos de referência. abaixo de que modificações realizadas pelo homem. cidade. • Atitude responsável em relação a ambientes de registram localidades próximas do aluno: sua rua. • Desenvolvimento da autonomia na orientação • Diferentes técnicas de transformação da natureza. saúde. utilizando o corpo e a • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em reconhecendo a paisagem natural e as paisagem como ponto de referência – posição do sol diferentes fontes de consulta. • Construção de maquete simples com auxílio do transporte e outros. • Mapas de diferentes tipos privilegiando os que • Leitura de imagens diversas – fotografias. observando suas características étnicas. longe de. paisagens próximas. perto de. • Confecção de bússola artesanal. • Elaboração de gráficos simples como forma de • Relação entre as pessoas e o lugar onde vivem nos sintetização e organização de dados e informações aspectos de identificação. 3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • Características físicas do caminho casa-escola • Orientações espaciais. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como • Profissões envolvidas nos processos de jornal. bairro. • Valorização da diversidade cultural e étnica da • Distâncias e direção ampliando noções anteriores: • Observação da paisagem próxima reconhecendo as comunidade de convívio. quadros e outros – observando convívio. paisagens naturais e modificadas. • Paisagem de Santos observando-se seus aspectos biofísicos: relevo. livros. na produção industrial e fotografias. apropriação e transformação dos recursos necessidades. sociais. naturais. enciclopédias. desenhos. afetividade e condições com auxílio do professor e do grupo.

• A força do símbolo em “re-unir”. relação com o Transcendente. mudança de valores e atitudes no significados. 173 . • Valorização da troca de ideias e de opiniões. de cada Tradição Religiosa para as pessoas e grupos. da solidariedade e do • Conscientização da necessidade de geral. • Uso cotidiano de expressões de cortesia. símbolos em • Valorização da justiça. que julguem importantes. sala de aula e entorno. • Pesquisa por meio de entrevistas percebendo que as A ideia do Transcendente construções religiosas são tão mais ricas quanto mais • A ideia do Transcendente constrói-se de coletivos e coletivizados forem os processos de relação. • Normas coletivas de convivência. • Observação de que existem maneiras diversas de • Os símbolos religiosos intensificam a nomear o Transcendente em cada Tradição Religiosa. • Manifestação de curiosidade e interesse pela religião do um. maneiras diversas. • Adoção de atitudes de respeito pelas sentido da formação do eco-cidadão. outro. Símbolos • Comparação entre as idéias diferentes do Transcendente • Respeito aos sentimentos do outro. Respeito ecopedagógico • Seleção e organização valorativa de fotos. • Os símbolos no cotidiano. • Semelhanças entre as Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. • Narração de fatos importantes da vida do aluno e família. NATUREZA E SOCIEDADE 3º ANO (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Alteridade • Levantamento das Tradições Religiosas existentes na • Valorização da família. • Reconhecimento da singularidade de cada • Os valores aproximam. • Eu e o Outro – Eu. descrevendo seus diálogo. diferenças entre as pessoas e compreensão.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 4º ANO Ensino Fundamental 174 .

Dessa forma criam-se situações em que. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. com o outro e com o ambiente. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. experiências valores culturais e sua observação natural. de gerações a gerações. Para tanto. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. para encontrar soluções. a busca de informações. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. animais etc. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. busca e registro de informações. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. a investigação. sobre os fenômenos naturais. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. Sendo assim. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. Desse modo. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. em língua portuguesa. Nesse tipo de observação os alunos podem 175 . Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. o aluno necessita coletar novas informações. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. a transversalidade. Ao longo do ensino fundamental. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. o trabalho em grupo. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. vegetais. Sendo assim. criando situações interessantes e significativas. Para aprender Ciências. é construído com a intervenção do professor. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. como a problematização. Mas esse processo não é espontâneo. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. A partir disso. Para que ocorra a problematização. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. elaborados e acumulados pelo homem. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. comparação. a experimentação e a leitura de textos. cabe ao professor selecionar. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. Dificilmente. No entanto. Da mesma maneira que. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos.

sintetizar. assim como a reconstrução de categorias de ideias. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. como microscópios. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. de estudos do meio e de Webquest. manipulação de objetos e materiais e construções. Um dos objetivos dessas atividades é. como por exemplo. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. seres vivos. e entender a idéia de pressão. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. sugando o ar que está lá. compreender procedimentos. fundamental.utilizar todos os sentidos na busca de informações. lupas. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. Trabalho com projetos Os projetos. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. por exemplo. para que os alunos entendam o que significa sólido. nesse sentido. esquemas. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. entre outros. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. com a ajuda ou não do professor. Na observação indireta. 176 . identificar. etc. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. gravuras. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. esquemas. muitas vezes. pequenos textos. Experimentação Por meio dela. Os alunos podem comparar entre si objetos. portanto. em situações reais de comunicação. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. tabelas. As experiências sugeridas não devem. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. justamente. criar atividades. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. como fotos. etc. mapas. vídeos. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. de modelos científicos como argumentar. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. líquido e gás. materiais. analisar. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. elaboração de listas. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. Por exemplo. Nessa fase. sempre que possível. Além do desenho. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. Além disso. levantadas em um determinado problema. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. ou seja. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. É o caso que envolve visitas. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. listas. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. A atuação do aluno é. na produção de um texto coletivo. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Mas quem faz o líquido subir é a pressão.

A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. quando proposto como atividade lúdica. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. por um lado. o seu aspecto individual e. os temas são aleatórios. testar as habilidades. Normalmente. como a agricultura e a ocupação urbana. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. por outro lado. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. que têm. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. especialmente o solo e a água. por exemplo. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. Por exemplo. uma notícia de jornal. De certo ponto de vista. Algumas fontes e transformações de energia são abordadas também neste bloco. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. ao solo. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. os conteúdos relacionados à água. de procedimentos e de atitudes. além de fornecer motivação. e. ou seja. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. o que representa a sua comunidade. estabelecimento de regras. expressar a imaginação. Hoje em dia. etc. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. a História e a Geografia. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. Neste ano. a sua parte universal. elencamos. Ambiente Das temáticas ambientais consideradas consagradas no ensino de ciências. desenvolvimento de iniciativa. à poluição e à energia. um programa de TV. Esses componentes também são investigados como recursos naturais. por meio do estudo das relações entre seus elementos constituintes. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. Ampliar conhecimentos. tomada de decisões. Jogos e atividades lúdicas O jogo. As atividades lúdicas. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. com outras áreas do conhecimento. para este ano. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. ao ar. ampliam-se as noções de ambiente natural e ambiente construído. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. Escolhido e orientado pelo professor. esses assuntos podem ser vistos por enfoques de diferentes conhecimentos científicos nas relações com aspectos socioculturais e devem se trabalhados em conexão com o bloco “Ser humano e Saúde. O importante. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. os conteúdos são extensos. 177 . um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. como o respeito aos colegas. um filme. Tratados como temas. A poluição dos ambientes também é trabalhada como resultado de diferentes interações do homem com seu meio. levando-se em consideração a realidade do aluno. pode resultar em aprendizagem conceitual. se possível. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. estudando-se seus usos e consequências. associados a diferentes atividades humanas. Recursos tecnológicos e Temas transversais”. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano.

conforme a temperatura ambiental e as atividades realizadas. • A água como solvente (misturas). como por exemplo. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. deverão abranger os três blocos do ano. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre o tema. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado. Portanto. sempre que possível. em um bimestre. o que o identifica como individualidade. Primeiramente. que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito. A falta de um ou mais desses condicionantes da saúde pode ferir o equilíbrio e. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. orienta esta temática. o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. que se repetem com determinados intervalos de tempo. Em outras palavras. psíquicos e sociais. volta ao estado inicial. pode fazer o corpo adoecer. Por exemplo: a temperatura e a pressão variam ao longo do dia. Se há necessidades básicas gerais. como consequência. E esta é outra ideia extremamente importante a ser considerada no trabalho com os alunos: o corpo humano apresenta um padrão estrutural e funcional comum. ou seja. Pode-se então compreender que o estado de saúde é condicionado por fatores de várias ordens: físicos. deverá fazer uma seleção dos principais conteúdos conceituais com os quais quer trabalhar. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. • Importância da água para os seres vivos. Uma disfunção de qualquer aparelho ou sistema representa um problema do corpo todo. Vamos selecionar alguns conteúdos dos três blocos que podem interessar para o planejamento: • Presença da água na natureza. que o identifica como espécie. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. fruto das interações entre suas partes e com o meio). Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. Recursos tecnológicos Neste bloco. mas apresentam variações individuais. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. a doença passa a ser compreendida como um estado de desequilíbrio do corpo e não de alguma de suas partes. todos os dias. isto é. há também necessidades individuais. Exemplificando: Vamos supor que o professor escolha o tema Água no planeta. por um determinado tempo. 178 . e assim por diante. mas cada corpo é único. Esses ritmos apresentam um padrão comum para a espécie humana. • Características e propriedades da água. abrangendo os conteúdos conceituais. o corpo apresenta funções rítmicas. aparelhos. O equilíbrio dinâmico característico do corpo humano é chamado de estado de saúde. Transpira-se mais ou menos e urina-se mais ou menos. pode-se compreender que o corpo humano apresenta um equilíbrio dinâmico: passa de um estado a outro. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. Assim considerado (um sistema. Trabalhando com a perspectiva do corpo como um todo integrado. • Estados físicos e mudanças de estado. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. máquinas. Esses conteúdos.

É importante. A escolha dos estudos a serem realizados pode tomar como referência os problemas ambientais locais. na chuva. entre outras. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. investigar algumas relações entre água. possibilitando uma aproximação do conceito de ciclo da água. • Higiene pessoal e ambiental • Saneamento básico. Ao verificarem que diferentes materiais podem estar dissolvidos na água. abrangendo as doenças de veiculação hídrica. Ao mesmo tempo. decantação da água salgada ou lodosa. nos canos. o professor poderá propor para a sua classe. estudando-se sua variedade e suas composições: as formas de vida presentes. tal verificação suscita dúvidas que são esclarecidas à medida que os alunos conhecem as propriedades ou características da água. para que sirva à sua 179 . nos poços. rios. A garantia da saúde da população é o acesso à água tratada. misturada ao solo. os alunos podem estabelecer a relação entre troca de calor e mudanças de estado físico da água. concluindo. A poluição da água por lixo e esgoto e seus problemas. Problemas relevantes como: onde existe água no planeta? A água das nuvens. em que o mesmo tema é sugerido. pois o que muda é a forma como se apresenta o seu estado físico. é possível essa verificação. Esse conhecimento é fundamental para a compreensão de como a água se transforma. Ética. vários sais e outros componentes. os alunos entram em contato com o fato de a água ser um solvente. irá trabalhar. mas com os enfoques de cada área. Possibilita ao professor conhecer as representações dos alunos e organizar os passos seguintes de sua intervenção. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. Investigações sobre as formas com que a água se apresenta no ambiente podem ser organizadas de modo a permitir a verificação da existência de água nos mares. algumas investigações sobre o saneamento básico. São inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos relacionados com a presença da água no planeta. modo de contágio e prevenção são assuntos que não poderão faltar. as quantidades de sais dissolvidos e a constituição do fundo dos rios e dos mares. no corpo dos seres vivos. para um trabalho mais amplo. Ainda relacionado à qualidade da água como solvente.seres vivos • Poluição da água e suas consequências • Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela água poluída ou contaminada. a causa dessa mudança é a troca de calor entre a água e o meio. Podem ser abordados os ambientes aquáticos. o sangue. Meio ambiente. por exemplo. estuda-se sua importância para a higiene pessoal e ambiental. filtração da água lodosa. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. por exemplo.• Ciclo da água na natureza • Relação água . a relação com a luz. deverá priorizar com quais conteúdos procedimentais e atitudinais referentes ao assunto. Essas questões. calor. bem como por intermédio de alguns processos simples de separação de misturas. Enfim. dos seres vivos e dos rios é a mesma? A água na natureza jamais acaba? permitem discutir a presença da água no planeta e suas transformações. a urina e o suor são misturas de água com diferentes materiais. buscarem informações e verificá-las. Os alunos poderão. principalmente com Geografia e História. geleiras. sais minerais e outras substâncias. evaporação e condensação da água de sucos vegetais também constituem oportunidades de discutir as possibilidades de muitos materiais dissolverem-se na água. Levando-se em conta as características da comunidade com que trabalha e os objetivos que intenciona cumprir. à coleta de lixo e à preservação do ambiente. Por meio de experimentos. Por meio de atividades experimentais orientadas pelo professor. Da mesma maneira. que são medidas de caráter preventivo fundamentais à manutenção da saúde. seres vivos e outros materiais. seus sintomas. constituem-se em convites para os alunos expressarem suas suposições. um suco vegetal contém água misturada a vitaminas. na torneira. Observações diretas e indiretas e leituras são meios de os alunos obterem informações sobre a relação da água com as diversas atividades humanas. que a água é a mesma. como Saúde. pela ideia de transformação. ao escoamento e tratamento dos dejetos. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. É interessante que os alunos verifiquem e/ou sejam informados de que a água na natureza se encontra misturada a outros materiais: o mar é uma mistura de água. verificando também se há a possibilidade de fazer conexões com alguns temas transversais.

respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. ao desenvolvimento de valores.aprendizagem. que interprete uma história. estabelecer relações. uma figura. 180 . um problema ou um experimento. ou seja. Desta forma. de procedimentos e de atitudes. à construção da cidadania. um texto ou trecho de texto. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. proceder a determinadas formas de registro. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos.

evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. tais como: 181 . sentimentos. Segundo MACHADO (2002). evitar humilhações. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. encorajar a autonomia para a aprendizagem. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. considerando aspectos transversais. mapear e tecer. não a utilizar como punição. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. em situações de desafio. possibilitar discussões em grupo. Para atingir os objetivos. Nesse processo de construção do conhecimento. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. não enfatizar só um aspecto da matemática. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. desafiadoras e interessantes de ensino. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. interesses. Alunos e professores interagem e crescem. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. Por outro lado. Assim. além de explorar ideias numéricas e contagem. também aprende na interação com seus parceiros. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. medidas e estatística. o afetivo e o motor. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. isto é. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. além de ser agente da construção de seu conhecimento. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. aberta à incorporação de novos conhecimentos. • prazer na resolução de problemas. para isso. utilizar material concreto. Sendo assim. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. mediar. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. As atitudes que as pessoas aprendem. As crianças têm ideias próprias. Nessa concepção de ensino. acentuamos a ideia de que o aluno. o cognitivo. Dessa forma. podemos trabalhar com noções de geometria. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. • autonomia nos esforços. acentuar as condições e as consequências positivas. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Considerando essas dimensões. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. no processo e. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas.

levantar hipóteses. os dados e a operação a ser usada. articulam o texto. criação de um banco de problemas. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. Que opere por princípios. o aluno aprende matemática. 1803. etc. ao trabalhar com a resolução de problemas. percebem a relação entre os dados apresentados. troca entre os alunos.é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. tendo assim. o professor deve saber que: . pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. da língua materna e da combinação de ambas. Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. flexibilidade dos processos mentais.a essência está no problematizar. Toda criança encanta-se por desafios. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. dos quais se originam toda a ação” (Kant. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. resumir os processos. interpretar e produzir textos. economia e racionalidade da solução. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. conto. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. No processo educativo. . é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Sendo assim.problema é toda situação que permite problematização. problema com rima. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. p. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. charada. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. simplicidade. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem.). divisor. um repertório como apoio. semelhanças e diferenças entre os textos. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. 182 . torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. . Enquanto resolve situações-problema. ou seja. um processo investigativo. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. estabelecer relações e aplicar conceitos. Quando os alunos formulam problemas. • retenção da informação matemática. comunicar ideias. livro de problemas ou problemoteca. • processamento da informação matemática (generalizar. a pergunta e a resposta. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. Ao formular problemas. inclinação pela claridade. acreditamos que. etc. dobro. Assim. Para a formulação de problemas.39). ler. reversibilidade. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe.

Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. o que foi difícil. enriquece suas aulas. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. conteúdos importantes. Números e operações. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. dicas 183 . o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. um jogador ganha e outro precisa perder. de maneira lúdica. os erros e. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. com dados insuficientes. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. autoconfiança e autonomia. charada. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. As tentativas. Assim. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. cardápio. bem humorados. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. podendo. Na bibliografia desse trabalho. com excesso de dados. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Por meio dos jogos. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Por isso. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. Cada criança controla na sua tabela. Os problemas devem ser desafiadores. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. divulga os mais interessantes. enigma. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. propaganda. a partir de um gráfico ou tabela. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. mecânica e repetitiva. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. os problemas que já resolveu. contar histórias desses povos. folheto. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. propiciando novas tentativas. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. coletados da cultura popular. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. imagem. a necessidade. A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. num jogo. novos problemas são introduzidos na caixa. durante o ano. por exemplo. com muitas soluções. de um fôlder. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. etc. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. podemos trabalhar. Além de jogar. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. respeitar regras. sem deixar marcas negativas. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. porém não de forma rotineira. até mesmo. receita. Na construção da problemoteca. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. desafio ou jogo. principalmente para crianças dos anos iniciais. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. fotografia. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. com ilustração irreverente. sem solução.

assim como explore lugares. com emoção. Segundo SMOLE (1999). (SMOLE. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. mas uma nova forma de aprender Matemática. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. expectativa. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. álbum seriado. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. A leitura poderá ser feita em vários dias. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. mas aos poucos. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. o professor poderá analisar a capa. com os personagens. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Você pode ter um livro por duplas. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. das diferentes respostas obtidas. Além da socialização de idéias. Dessa forma. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. 1996. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa.. 184 . Além disso. o giz e o livro didático”. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. ainda. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Nas situações de jogo. A partir da discussão estabelecida. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. Depois. percepções e experiências. suas dúvidas. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. nesses casos. os alunos podem elaborar o final da história. problematizações especialmente preparadas para isso. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. características e acontecimentos na história. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. entre outras coisas. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro.para se jogar melhor. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática.. suas aprendizagens. em que os alunos levantam e testam hipóteses. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. p. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às ideias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. usar a literatura infantil “. Nesse sentido. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Alguns livros não apresentam um final definido. enquanto lê. o jogo não se tornará mero lazer. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. Assim. etc. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. etc. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias.

pensar na organização da classe. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. interdisciplinares. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. Na maioria dos casos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Ao delimitar o tema. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. visualização e trocas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. cognitiva e social. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. e destes com o professor. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Para reformular um texto. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. Assim. o original e a sua reescrita. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. um gráfico. que opiniões têm e que hipóteses levantam. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. Durante o desenrolar do projeto. os textos. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. mas que envolvem duas ou mais delas. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. Além dos livros infantis. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. Para a realização desse trabalho. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. Por meio das atividades propostas. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. uma propaganda. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. adequar o tempo à sua proposta. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. promovendo. uma tabela. enigmas. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. portanto. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Nesse contexto. seleção de informações e resolução de problemas. 185 . produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. considerando suas dimensões afetiva. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. Assim. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. mais uma vez. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . em quais os recursos necessários. especialmente arte e língua materna. Por meio dos projetos. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. escrita. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa.

coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. com objetos e situações que exijam envolvimento. Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. construir. sejam capazes de tomar decisões. arquiteto. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. • buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. como a linguagem. modificar e integrar ideias. pedreiro? Para D´Ambrósio. os costumes. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. mas uma matemática interessante. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. construção e localização de monumentos). Os urbanistas. Devem-se apresentar curiosidades. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. Não mera manipulação de técnicas. Tecnologias da informação O acesso a computadores. 186 . ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. • pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. arquitetos. na avaliação e no planejamento. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. exploratória. nesse sentido. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. De acordo com os PCN ( Brasil. sociológica e antropológica e. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. padeiro. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. com um estilo próprio. divertida e desafiadora. mas sim exercícios de criatividade. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. engenheiro. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. operadora de caixa. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. pelas experiências vividas na escola. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. representante de vendas. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. utilizando a matemática. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. • ter. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. por outro lado. 2001). tecnológico e econômico. resgata a própria identidade cultural. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. cozinheiro. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. as crenças e os hábitos. os valores. contador. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. garçom. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. • rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. sua relação com a ética e consumo.

• possibilita verificar as regularidades. Para esse fim. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. • pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. tornando-se mais significativo para os alunos. • é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. o desenvolvimento do raciocínio matemático. investigar as propriedades dos números. • libera o aluno de longas. inferência. • auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. embalagens. caixas de fósforos vazias. recomendamos a organização de materiais diversos. • como afirma D'Ambrósio (1993.16). folhetos de supermercado etc. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. custo de uma produção. • incentiva e facilita o espírito de pesquisa. figurinhas. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. entre outras coisas. tem efeito motivador na resolução de problemas. assim. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. Assim. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. • estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. etc. • o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. contas. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Nosso desafio. no processo de seleção de conteúdos. promovendo. • possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. formular hipóteses e verificar resultados. jornais. enfadonhas e desnecessárias tarefas. • ao explorarem este artefato cultural. • possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. • promove resolução de problemas. saber pesquisar e comunicar suas ideias. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. Atualmente. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. pelo contrário. pedrinhas. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. • quando usada de modo planejado. A seguir. palitos de picolé. p. a calculadora não inibe o pensar matemático. 187 .). os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. rótulos. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. previsão). Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. ou seja. Assim. tabelas e gráficos). bolinhas de gude. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. à decomposição. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. à estimativa. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância.

Utilização do raciocínio por dedução. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Enunciados abertos. Blocos de conteúdos 1. subtração. 4. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. em que eles possam exercitar a independência. de um fôlder. Para que a criança construa o significado de uma operação. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. que provoque curiosidade para descoberta. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). de uma programação de televisão. Situações sem número. segundo Fernandez Bravo: 1. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. codificar. cálculos. de um prospecto. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. Pensando em tudo isso. ordenar. planejado. não se necessita de nenhuma operação. Ao decidirem. ou seja. onde haja a expressão. Ainda em relação às operações. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. o professor poderá propor uma situação-problema. O aluno criará o enunciado. num cartaz. de um desenho. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. 7. aos poucos. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. a reflexão e a introspecção. Situações qualitativas. material dourado e ábaco. nas quais. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. mas de forma incompleta para se chegar à solução. comparações e ordenações. o aluno irá ampliando seu conceito de número. O raciocínio lógico é um processo pensado.Desafios para semana: ao início de cada semana. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. 188 . é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. de uma foto. de um esquema. medir. indução e analogia. resgatando a histórias de lugares. tão necessárias no dia-a-dia. 5. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. sugerimos algumas situações didáticas: . Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. Ressaltamos que. a partir das relações com o mundo. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. de uma manchete de jornal. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. por isso. As operações fundamentais (adição. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. é importantíssima a exploração de jogos. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. 2. Portanto. 3. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. e construído na escola. arredondamentos e cálculo mental. 6. Para chegar à solução. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. ele acontece naturalmente. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. 8. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. Ao final da semana. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. professora e alunos desvendam o desafio. Fora dela.

Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. 10. 19. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. 14. textos. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. 27. todas as perguntas apresentadas. para ser respondida. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Apresentam-se enunciados incompletos. 23. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. 16. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. 24. Para 189 . 13. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. 25. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. 11. de cujo enunciado apagaram-se os dados. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. requer a consulta de dicionários. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. com solução única. Resolver novamente o problema.9. De seu enunciado. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. Apresentam-se várias perguntas. Observar e comparar as soluções de ambos. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. Estão todos fora de ordem. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. 15. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. o enunciado de partida. deixando-se os espaços em branco. de modo que não se pode responder a sua pergunta. Existe um dado. 18. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. 17. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. Observar e comparar ambas as soluções. unicamente. 28. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. e apenas um. ou simplesmente sair para o pátio. 20. sem solução. e apenas um. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. Resolver o novo problema. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. com o qual se possa responder. mas têm correspondência entre si. Apresenta-se um problema resolvido. 26. 29. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. 12. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. várias perguntas e várias soluções ou operações. enciclopédias. convivência e relação com o meio. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. ou se apresentam dois enunciados misturados. O aluno completará o enunciado. Misturam-se os processos de resolução. que não nos permite chegar à solução expressada. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. Resolver problemas apresentados de forma completa. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. 21. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. São fornecidos vários enunciados. apenas um. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. e mediante as operações indicadas. apagaram-se os dados. Apresenta-se um problema indicando sua solução. Inventar um enunciado. com várias soluções. 30. é imprescindível facilitar o êxito da busca. Apresentam-se dois problemas diferentes. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. 22. Apresenta-se uma pergunta que. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução.

e . É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. recortar. trabalharemos com situações reais de medição. de obras de arte. pontos de referência e também a observação. manipular. Os esforços deverão estar voltados para: 1 3 1 • frações simples como . o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. em número e conteúdo. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. enigma. Mais uma vez. esculturas e artesanato. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. Espaço e Forma Para compreender. à sua idade -. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. metro. isso. um conto breve. Os alunos deverão reconhecer. passos. usando medidas não- convencionais e convencionais. montar. Uma poesia. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. fita métrica. descrever e representar. cardápio. sucata. analisar. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. diagramas. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. 2 4 3 • as ideias básicas sobre operações com frações. receita. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. deformar. moldar.. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. ordenar e classificar figuras. por meio deles. p. charadinha. pés. porque. piada.. colar. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. desenhos. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. 3. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. construir. etc. • comparar frações e ordená-las na reta numérica. 2. pinturas. decompor. tangram. 31. relógio. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. deslocamentos no espaço. Para isso. representar e descrever o mundo em que vive. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. tabelas. esticar. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. 190 . numa linguagem gráfica. • compreensão de frações equivalentes. de forma organizada. Embalagens. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. 1997. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. Grandezas e medidas Neste bloco. o mundo em que vive. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. identificar.

o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. tabelas ou gráficos.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. Outras idéias são: . . . e criar situações de medidas na sala de aula. relógio. xícara. Indicamos também: .Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. 191 . copinho de remédio. etc. . . cronômetro. trena. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. termômetro. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. fita métrica. de tintas. etc (ampliar e reduzir receitas). elaborar livros de receitas culinárias. . jarra. .quantas jarras para encher um balde.Escrita de textos a partir da observação de listas.Atividades que façam uso de cédulas.mesa: palmas da mão X centímetros. colher de café.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. 4. . colher de chá. colher de sobremesa. entre outros. como: pedaços de barbante. colher de sopa.sala de aula: número de passos X metros. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. animais de que mais gostam. .quantos alunos deitados no chão para medir a classe. régua. ampulheta. pedir para que os alunos as tragam. metro.calendário. Tratamento da informação Neste bloco.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. programas de TV preferidos. etc. balança. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. tabelas e gráficos. por exemplo: . coleta e organização de dados estatísticos.quantos copos para encher a jarra. moedas e calculadoras. Assim. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. . metro de madeira. . de massas de modelar.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. tabelas e gráficos. . .Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. copo dosador. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. dedal.

O uso de quadriculados no ensino da geometria. CARDOSO. 2005. OCHI. Plantares. ______. Petrópolis: Vozes. N. Yves de. Fernández. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Os conteúdos na reforma. 1994. Marta Kohl de Oliveira. Educação Matemática números e operações numéricas. 1991. Vygotsky. 1995. São Paulo: Summus. São Paulo: Casa do Psicólogo. São Paulo: Escrituras. 2008. Tradução João Paulo Monteiro. 1997.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. Educação e autoridade. Aprender pensando. Valéria Amorim Arantes. 1997. 2003. Petrópolis. Lino de Macedo. Porto Alegre: Artmed. LIMA.C. 192 . CARRAHER. Porto Alegre: Artmed. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. ______. ______. Porto Alegre: Artmed. ALS. Juan Ignácio Pozo. COLL. ______. 1993. organizadora.C. Kátia Regina Ashton. 2000. 2001. Passos. ______. Piaget. senha e Dominó. Virgínia Cárdia. ______. Nilson José Machado. ______. Yves de La Taille. São Paulo: IME. São Paulo: Perspectiva. César. Campinas. São Paulo: Cortez. 1998. Ação – ensaios de epistemologia e didática. São Paulo: Summus. Materiais didáticos para as quatro operações. Passos.USP. Aprender matemática resolvendo problemas. 2004. 1992. organizadora. Cybele. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. ______. São Paulo: IME. 2000. Lino de. Linguagem. Heloysa Dantas. ______. Estela Kaufman e NUNES. 2006. Florianópolis: Insular. David Carraher e Analúcia Schliemann. J. Terezinha Nunes. Porto Alegre: Artes Médicas. MARINCEK. 4 cores. 2002. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. São Paulo: Escrituras. HUIZINGA. a criança e a educação. J. Mauricio e Antônio Barreto. RJ: Vozes. tradução Beatriz Affonso Neves. Jogos infantis: o jogo. Johan. Porto Alegre: Artmed. Psicologia da Educação Matemática. Márcia Regina F. Ensaios Pedagógicos. tecnologias e temas afins. HUETE. ______. Cidadania é quando. São Paulo: Cortez. Gente miúda na cozinha. senha e dominó. ______. ______. 2001. 2002.C. Bernabé Sarabia e Enric Valls. César Coll. 1986. Bibliografia Sugerida BRENELLI. MACEDO. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. SESI. São Paulo: Cortez. 2005. GIORGI. N. ______. FREIRE. O método clínico usando os exames de Piaget. 2005. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. Ensaios construtivistas. ______.Matemática e Educação: alegorias. UNICAMP. São Paulo:Cortez. 2006. São Paulo: Escrituras. São Paulo: Paz e Terra. 2001. Petty. Papirus. LA TAILLE. 2000. Vânia (coordenado por). 2002. O jogo como espaço para pensar. 4 cores. na escola zero. Petrópolis: Vozes. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. ALS. Lino de. Educação: Projetos e Valores. Paulo. São Paulo: Casa do Psicólogo. Sanches e BRAVO. Na vida dez. São Paulo: Escrituras. 1996. Aprender com jogos e situações problema. de. 2005. ______.USP. 2006. Terezinha Carraher. ______. 2003. Epistemologia e didática. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. Nilson José. MACEDO. Dissertação de Mestrado. 2005. Fusako Hori et al. 1997. São Paulo: Casa do Psicólogo. Roseli Palermo. Fazendo arte com a matemática. Petty. 2006. Porto Alegre: Artmed Editora. A. ______. FAINGUELERNET. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Cortez. Porto Alegre: Artmed. BRITO. 1996. ______. Conhecimento. 2001. Pedagogia da autonomia. MACHADO.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. São Paulo: Cortez. O jogo da Onça.

Problemas jogos e enigmas. Frações sem Mistérios. ROSA. Ernesto Neto. Nilson José. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Ática. escrever e resolver problemas. São Paulo: Ática. Lino de. PCN. Cláudia. Rio de Janeiro: Interciência. Secretaria de Educação Fundamental. SMOLE. ZASLAVSKY.. 1996. 1998.Lino de Macedo • Jean Piaget -Yves de La Taille • Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem • O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. STIENECKER. Jean. George. RAMOS. 1999. Rio de Janeiro: Record. Números . ______. São Paulo: Moderna. Mônica Gather. São Paulo: Casa do Psicólogo. organizador Lino de Macedo . Malba.. 2001. A solução de problemas. Cristina Dias. TAILLE. Grécia Gálvez. Cinco Estudos de Educação Moral. I. Record. Meu anel de sete pedras. Maria Ignez Diniz. . Aventura decimal. ROCHA. 1996. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. Heloísa Borges. ______. São Paulo: Ática.PARRA. PEREIRA. MACEDO. 2000. São Paulo: Ática. David L. Didática da Matemática. Piaget. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • Autonomia . São Paulo: IME – USP. 2003. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. A arte de resolver problemas. 1998. Ler. A matemática das sete peças do Tangram. O raciocínio na criança. TAHAN. David L. Brasil. Ana Ruth. Eliane Reame. Belo Horizonte: Universidade. Vygotsky. Santaló. Ulisses Ferreira de Araújo. 1998.1997. Tradução Beatriz Affonso Neves. 1996. Luis A. São Paulo: Moderna. PIAGET. Patrícia Sadovsky. Porto Alegre: Artmed. ______. Porto Alegre: Artes Médicas. MACHADO.Problemas jogos e enigmas. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Trad. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. Allessandrini. Belo Horizonte: Editora do Brasil. Eliane Reame de Souza. ______. Katia Stocco. Jogos Matemágicos. STIENECKER. Yves de La Taille. POZO. Artmed. I et al.Brasília: MEC/SEF. Maria das Graças Barbosa. Tânia. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. As competências para ensinar no século XXI. Irma Saiz. STAREPRAVO. 1998. ______. 1991. PERRENOUD. Roland Charnay. 2001. Cecília. Multiplicação . Delia Lerner. 2002. Uma proporção ecológica. Geometria na Amazônia: Ática. Philippe. 2006. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Saída pelo triângulo. São Paulo: Ática. Juan Ignácio (organizador). SOUZA. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) • PCN na escola • Salto para o futuro 193 . POLYA.Constance Kamii • Coleção grandes educadores – Edgar Morin • Construtivismo e práticas pedagógicas . O jogo e a Matemática no ensino fundamental. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. 1992. Guy Brousseau. 1999. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Luzia Faraco. THURLER. 1993. Juan Acuña Llorens. Curitiba: Renascer. Yves de La.

para localizar endereços e telefones. para fazer uma receita. Trata-se de incorporar. Da mesma forma. ou seja. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. isoladamente. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. Fase Final: 6º a 9º ano. E escrevemos para distintos interlocutores. para pagar contas. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. – v. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Para saber mais sobre o assunto. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento.portal. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. 104p. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Como nosso Sistema está organizado em fases17. pesquise no site da educação www. para comprar algo. entre muitas outras ações. na rotina. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. entre outros. Como já dissemos. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. as atividades metalinguísticas. Em geral. São ações que podem e devem ser aprendidas. dentre muitas. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. No entanto. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. é importante convidá-los sempre a escrever. 17 Fase Inicial: 1º. para reclamar de alguma coisa. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. Não se trata mais de ensinar a língua. de forma organizada e sistemática. 2006.: il.gov. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. para anotar um recado para alguém. Ler. Cortez. suas regras e suas partes. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. 18 São Paulo : SME / DOT. Ed. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. para tomar decisões. participantes da cultura escrita. com diferentes intenções. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. acima de tudo. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar.” Emília Ferreiro. para solicitar algo. em diferentes situações. se queremos formar leitores plenos. por isso. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo.santos. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela.2 194 . de sistematização e normatização da língua. 2º e 3º ano. 18 assim. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. Na fase inicial. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. das competências envolvidas neste ato. Por isso. Na fase complementar. Ler é. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. Além disso.br/seduc. ou seja. Enfim. atribuir significado. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. e a decifração é apenas uma.sp. Para esses. devem ser exploradas com maior intensidade. para saber como vão pessoas que estimamos. LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. para prestar contas do nosso trabalho. os primeiros se convertem em leitores. a sistematização e a classificação de suas características. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. emitindo sons para cada uma das letras. para nos divertir ou emocionar. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Hoje.

: il. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. semana. Leitura professor: literário. professor (leitura de textos informativos. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. de situações de trabalho com a oralidade. 115p. poemas. · Entender a escrita como forma de (científicos e históricos). · Aprender comportamentos leitores. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. instrucionais. · Utilizar a linguagem oral. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Leitura em voz alta realizada pelo Diária – texto · Ampliar o repertório linguístico. ser explorado. diferentes suportes de textos. Semanal – em seus suportes reais. · Explorar as finalidades e funções da Ampliar a compreensão leitora: Antecipar as informações que os leitura. ao mesmo tempo. parlendas.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto.: il. crianças se comportam numa respeitando as opiniões alheias e as Exposição de objetos. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. materiais de situação em que têm de ouvir e falar diferentes formas de expressão. situações de produção e revisão de textos. os materiais. Comunicação · Participar de diferentes situações Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por Observar com atenção como as oral comunicativas considerando e ou pessoais. A organização de uma rotina de leitura e escrita 19 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Ler várias vezes um mesmo texto realizada pelo favoráveis à leitura. realizada • textos literários. 195 . 115p. conhecer Garantir que conheçam o conteúdo a de textos buscando informações. leitura de textos que os alunos alunos vão encontrar nos textos. · Aprender comportamentos leitores. entre outros). Leitura · Desenvolver atitudes e disposições Roda de biblioteca com diversas Diária. de filmes etc. Em função disso. pesquisa etc. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. pelo professor • jornalísticos e sobre curiosidades jornal e Ler com diferentes propósitos. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção literária dos textos. mas que pode ser mediada pelo . ainda não leem com autonomia. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Ler com diferentes finalidades. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. 2006. sabendo Situações que permitam emitir Identificar quais crianças precisam 19 São Paulo : SME / DOT. 20 São Paulo : SME / DOT. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:20 Situação Objetivos Exemplos de algumas Frequência O que é importante Didática (o que os alunos aprendem e como) atividades observar · Compreender a função social da escrita. textos jornalísticos. 2006. o espaço. científicos. etc. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. além. uma de cada vez. finalidades: apreciar a qualidade com diferentes propósitos. listas. representação. leitura realizada pelos alunos. Oferecer textos de qualidade literária · Conhecer diferentes textos e autores. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. é claro. · Ler com autonomia crescente.

etc. onde exista um escolhido pelo professor para ser semana Garantir momentos de intervenções interlocutor real. permitindo não é produtivo e nem eficaz propor aprender que o que se escreve a análise de todos os problemas do pode sempre ser modificado e texto ao mesmo tempo. passar o texto a limpo. observação dos problemas do Oferecer ajuda aos alunos para que texto. só para melhorado. expor. aprendam a pensar na organização retirar. pensando em três · Produzir textos considerando o leitor e Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos o sentido do que quer dizer. características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. confuso. uma ou duas questões a Uso de rascunho. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. semana. etc. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. defender pontos de vista. Revisão de Revisar textos em autênticas situações Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. em duplas. curiosidades. sobre o que se pretende ensinar. revisão. Chamar a atenção para críticos procurando melhorá-la. problematizando o que melhorados. etc. relatar acontecimentos. legenda de fotos. coletiva. etc. a cada atividade de para o leitor. está ambíguo. Produção de · Produzir textos buscando aproximação Produção coletiva. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma texto escrito com as características discursivas do individual – de uma notícia. buscando acrescentar. intencional. planejada. deslocar ou transformar dos textos. olhar a própria produção com olhos para revisão. expressar sentimentos e opiniões. texto de comunicação. para torná-lo mais legível Selecionar. pontuais com alguns grupos de Analisar as características do gênero e Troca de textos entre os grupos alunos. individual. Revisão em duplas a partir de determinados aspectos. adequá-la às situações em que queiram opiniões sobre acontecimentos. torná-lo bem escrito de imediato – o Apresentação aos alunos de textos objetivo é que os alunos 196 . ser convidadas a relatar. sem sentido Revisão individual para ou repetitivo. melhorado. expor temas. criteriosamente e gênero. colocando bilhetes com observação do boas questões para serem professor sobre aspectos a serem analisadas. partes. as · Aprender comportamentos escritores. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. procedimento de serem tematizadas: não tem sentido.

de seja objeto de revisão. Gramática Analisar e refletir sobre a linguagem Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em Normativa utilizada nos textos e falar sobre ela a conhecido e solicitar que os alunos semana atividades de análise e reflexão partir de um vocabulário próprio as separem em grupos. Saber os nomes dos sinais de Ditado estudado: oferecer um texto pontuação e saber para que servem interessante para ser estudado não garante aos alunos o domínio do pelos alunos em casa e depois uso da pontuação nos textos ditá-lo. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. sem privilegiar excessivamente alguns e 197 . permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. artigo facilita a comunicação Escrever ortograficamente. pedir que verbalizem espaço de discussão de estratégias Possibilitar ao aluno o levantamento de qual foi o critério utilizado e se para resolução das questões que se regularidades de aspectos da língua. jeito de escrever? E no que verbo. adjetivo. entre outros. Listas de palavras que não devem errar. de pontuação.: adoçam/ nas atividades de reflexão sobre a adoção. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. querem dizer? (Ex. Artmed). empregando esses conhecimentos. concordância. alunos sobre a sua grafia. colunas e discutir: que diferenças diferentes pontos de vista. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. sabem nomear o grupo. o possível e o necessário” (Ed. Após sobre a língua. comparação de características específicas. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. escritos. Analisar um texto pontuado. arrastam/ arrastão). Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. língua. pedindo que observem a revisar os próprios textos. estilísticos. separá-las. é um conhecido e pausar em algumas conteúdo procedimental que se palavras para discutir com os aprende no uso. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. Aprender a pontuar não é aprender Ditado interativo: ditar um texto já um conjunto de regras. busca de sistematização e a classificação de suas Observar palavras em duas alternativas. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. mas não significa que o aluno Discutir sobre as diferentes será capaz de construir bons textos possibilidades de pontuar um texto. promovendo um (metalinguagem). colocam como problemas. Pontuar textos analisando os efeitos há entre elas? No jeito de falar? No Saber o que é substantivo.

mas não têm um produto final. para ensinar um jogo complexo. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. não significa algo “palpável”. etc. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto.deixar outros de lado. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. São muito parecidas com os projetos. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. organização de agendas de leitura. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Embora não decorram de propósitos imediatos. Roda semanal de conversa ou leitura. semanalmente. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. • Atividades sequenciadas. hábitos ou atitudes. mas sim um resultado: pode ser uma festa. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. etc. Formas de organizar os conteúdos escolares 21 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. quinzenalmente etc. Oficina de produção de textos. nesse caso. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Ex: Leitura diária feita pelo professor. 198 . organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. uma mostra de 21 Texto produzido por Rosaura Soligo. • Projetos.

trabalhos produzidos, uma apresentação pública de leitura ou jogral, a organização de uma biblioteca de classe, um livro, jornal ou texto, etc.). Nos projetos, as ações
propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada, têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar.
Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos), “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de
textos instrucionais), “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe),
Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia), etc.
Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária; daí a necessidade
de priorizar determinado gênero e portador textual. Entretanto, os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente, conjugando temas de diferentes áreas do saber.
Vale ressaltar que, embora seja desejada essa articulação, não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua.
Assim sendo, priorizou-se para o 4º Ano a produção de um jornal, por ser um portador de texto que traz informações diversificadas, pois apresenta vários
gêneros textuais – notícias, reportagens, crônicas, anúncios, resenhas e, eventualmente, entrevistas, biografias, poemas, etc. Todo esse material é organizado em
cadernos temáticos – esportes, economia, cultura, cotidiano e outros.
É importante que, por meio do projeto, os alunos aproveitem de fato a oportunidade para se atualizar, saber a opinião de outros, saber mais sobre o país,
sobre os esportes, sobre outros locais, enfim, compreender que a leitura dos jornais pode possibilitar o conhecimento de assuntos diversos, e vivenciem
comportamentos típicos de um leitor de jornal.
É necessário cuidar para que esses momentos não sejam encarados pelos alunos como uma atividade meramente escolar. Ao ler textos jornalísticos, é salutar
estimulá-los para que expressem suas opiniões e debatam ideias, utilizando para isso seu próprio conhecimento de mundo, além da interpretação do texto lido.
É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano, de forma que possamos traçar
metas objetivas em nosso trabalho.
Sendo assim, esperamos que, ao final do 4º ano, os alunos sejam capazes de:
9 Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção; formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões.
9 Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do
gênero e do sistema de escrita.
9 Reescrever textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e características da linguagem escrita.
9 Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos jornalísticos, entre outros), utilizando recursos da linguagem escrita.
9 Localizar informações explícitas e implícitas em um texto.
9 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.
9 Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações.
9 Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto.

Para finalizar, sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero jornalístico.

Projeto: Plugado no mundo
3. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): elaboração de um jornal da escola como uma situação real, que deverá ser reproduzido e destinado a
outros leitores.
2. Justificativa: o jornal é um objeto relevante culturalmente, que tem valor pelo seu uso social, fundamental para a formação de leitores críticos, de pessoas que
desejam se informar, se divertir, obter indicações de leitura, cinema, etc. São muitas as oportunidades que se pode criar a partir do uso do jornal no cotidiano da
escola, visando a aprendizagens no eixo da oralidade, da leitura e da escrita. A leitura do jornal permite que as crianças tenham acesso às informações que
circulam em seu bairro, na cidade, no país e no mundo, podendo externar opiniões e ideias. Possibilita que elas aprendam para que se usa um jornal, que tipo de
informações podem ser encontradas ali, que conheçam as práticas usuais dos leitores do jornal.

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3. O que se espera que os alunos aprendam: identificar as características do texto jornalístico, praticar a leitura desse gênero e seus usos sociais (informar,
comprovar informações, aperfeiçoar dados, comparar notícias, entreter, argumentar e defender um ponto de vista), ampliar sua possibilidade de expressão e
comunicação, reconhecer-se como produtor de texto, envolver-se em práticas de escrita e revisão de textos, registrando informações relevantes para o jornal
escolar.

4. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: ler jornais tanto para obter informações (acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que marcam as
dia-a-dia: eleições, campeonatos mundiais, fenômenos naturais, etc.) quanto para se distrair; disponibilizar jornais para que escolham notícias para ler e comentar
experiências e conhecimentos, confrontando pontos de vista e tomando posições; relacionar o conteúdo de uma notícia com outros textos conhecidos; arquivar as
notícias lidas pelos alunos em uma espécie de álbum, construindo assim uma hemeroteca, ou coloque-as no mural da classe, servindo para consulta ou estudo
posteriormente; elaborar coletivamente um pré-texto, respeitando o esquema de composição das notícias e dos aspectos gráficos e tipográficos, propiciar
momentos de produção da escrita das notícias, legendas, editoriais, etc.; possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente, em dupla ou individualmente,
fazendo as intervenções necessárias, encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua; edição do jornal;
garantir o trabalho em grupos, para que as crianças possam ser parceiras de fato, colocando em jogo os saberes individuais.

Referências Bibliográficas
BRUNER, J.S. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. Rio de Janeiro: Bloch, 1998.
FERREIRO E. Passado e presente dos verbos ler e escrever. São Paulo: Cortez, 2002.
Lerner, Delia. Ler e escrever na Escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.
MEC (SEB). Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Coletânea de textos. V.3, 2000.
SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor
alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo :
SME / DOT, 2006.
TEBEROSKY, Ana, TOLCHINSKY, Liliana (org.). Além da alfabetização. São Paulo: Ática, 1996.

200

INGLÊS
O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Ao assimilar um vocabulário
básico, expressões simples em situações reais, que façam sentido à sua vida, o aluno passa a desejar aprender mais, entendendo a real importância que a língua
inglesa tem na vida de todos nós. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas, interessantes, com atividades lúdicas, músicas, uso de fantoches, jogos,
máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem.
Como dissemos, é fundamental que o professor, num primeiro momento, leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. A relação
dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento, plano de aula e a seleção das atividades a
serem desenvolvidas ao longo do ano.
Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do
lúdico, do sensorial e das ações, introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita, como suporte ao aprendizado oral. Aqui entram as atividades de
encenações (role-play), movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR22 (Total Physical Response) para executar instruções, jogos de adivinhação,
troca de papéis, trabalho em pares ou grupos, além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor, o CD, o vídeo ou o colega) para obter informações.
A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras), de forma a criar um ambiente
alfabetizador, sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. No início do 4º ano, o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão
maiúscula, mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada, pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras.
Além disso, em inglês, usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K, W, Y). Como temos o livro didático Spaghetti Kids,
os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês, mas o professor precisa ler em voz alta ou, no caso da língua estrangeira, tocar o CD que
acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em inglês
sozinhos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras, comparando-as com a língua portuguesa. Esses
questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem, pois os alunos terão, além do português, mais um idioma para comparar e compreender que o
sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto, ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras
para usar como referência.
A criança, nessa idade, ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Sugerimos que o professor, ao chegar, faça um jogo de warm-up ou cante uma
música. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais, com auxílio de recursos de áudio, vídeo e estímulos verbais do professor, físicas
(com encenações e atividades de TPR), artísticas (desenhos, recorte e colagem, uso de massa de modelar, pintura, etc.), atividades do livro didático, revisão do que
foi aprendido e feito na aula e pode, ainda, terminar com uma música.
Como as crianças ainda não conseguem se concentrar por longos períodos de tempo, é preciso estar sempre pronto para o inesperado. O professor
deve ter todos os materiais prontos à mão (posters, flash cards, jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo, além de recorrer a diversas estratégias
para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz.
Durante as aulas, sugerimos que o professor desenvolva práticas básicas associadas ao aprendizado, como: memorização, previsão, cooperação,
criatividade e expressão física. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos, desafiá-los a pensar, a recordar, a imaginar, a adivinhar, incentivando-os a
participar dos trabalhos em grupo, dos jogos e das demais atividades. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem, umas são mais
visuais, outras, auditivas, e ainda há as que são mais cinestésicas.
É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as
áreas. Em inglês, recursos visuais, como os flashcards, e imagens, recursos materiais, como realias (material concreto), fantoches, chapéus, material de áudio, vídeo,
DVD, etc. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito, as letras devem ser digitadas claramente em letra de forma maiúscula ou escritas com caneta ou
pincel atômico preto, como já dissemos.
Na preparação da aula, as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma; do contrário, os alunos podem se animar

22
Mais informações sobre TPR Activities: (http://www.tpr-world.com)

201

demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades, além de alternar as em grupo, duplas e individuais. Trabalhar
oralmente de maneiras diferentes, oferecendo variedade, é útil e eficaz, considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos
estilos de aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking.
O tempo gasto com os exercícios de colorir, associar, circular e desenhar deve ser menor, visto que enfocamos o desenvolvimento da competência
comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos
das crianças. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Uma mostra bem
organizada pode ser a base para discussões, promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos.
Para ser bastante eficaz, a mostra deverá ser renovada frequentemente.

Compreensão oral (listening)
Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos,
além dos vídeos Magic English, disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar
gradativamente e, por conseguinte, deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de
atividades de TPR, ou "listen and do", durante as quais se praticam os elementos linguísticos. Ex.: Good morning/afternoon; hi; How are you?; fine, thanks; stand up;
sit down; line up; come here; please; thanks/thank you; you're welcome; bye-bye; see you; very good; great; beautiful; May I go to the toilet?; yes; no; let's sit in a circle;
draw; you can do it better/nicer; repeat; ask; answer; look; listen; point; sing; let's sing; let's go; say; etc.

Produção oral (speaking)
Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano, durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os
alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. No entanto, devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais
e de repetição, principalmente em grupo, com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso, as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma
oralmente dentro de um contexto seguro.
O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos, porque, nesta faixa etária, as crianças são
muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente.

Uso de canções

Se as crianças não aprendessem melhor com músicas, programas de TV infantis não existiriam. A música é extremamente importante nas aulas de
inglês. O professor deve trabalhar com as músicas do CD do livro, mas não precisa ficar “preso” a elas. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias
aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3, 4 ou 5 aulas, por meio de atividades diferentes.
Além disso, é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos, movimentos e até coreografias que representem o que está sendo
cantado. O professor precisa estudar bem a música, a pronúncia correta das palavras, além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Há vídeos, DVDs e livros,
além da internet, em que estes movimentos são demonstrados e explicados.
Muitas vezes, os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Esse tipo de
atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer.

202

Uso de fantoches
Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças, pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos, fornecer um
elemento cômico, fazer encenações, dar segurança, além de incentivá-las a se expressar oralmente. No entanto, no 4º ano, as crianças talvez precisem de uma
abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. Cabe ao professor decidir, junto aos alunos, se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam
construir o seu, caso decidam que sim.
Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista, relacionando-os e construindo pensamentos. Além disso, proporciona
oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play), aprender a construir
bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro, vencer a timidez, liberar a criatividade e conhecer melhor
a si mesmo.

Interdisciplinaridade
O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas, pois os conteúdos de inglês podem ser
trabalhados constantemente de forma interdisciplinar.
• O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem, uso do calendário, dia do mês, idade, etc.) e pode
complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática.
• Algumas danças, atividades de expressão corporal, jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física.
• Com o professor de arte musical, podem-se trabalhar melhor as canções, rimas, expressões corporais, gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas.
• Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome, à família, hábitos alimentares, aniversário, brinquedos, além das manifestações culturais dos países de
língua inglesa, é possível articulá-los aos conteúdos de história.
• As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores, de pintura, modelagem, folclore, montagem de brinquedos com sucata,
jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches.
• Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda, alimentos e o corpo humano, pode abordar, junto ao professor de classe, os conceitos, procedimentos
e atitudes de ciências.
• Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/news.php),
ou outros sites da internet, nas aulas de informática educativa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom, o qual pode
ser usado ao final de cada unidade, no laboratório de informática. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais, em reunião pedagógica, explicando-lhes que
o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica
e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa.
Na escola, sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores, pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto, os
alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da
unidade.
Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc
9 Áreas do Conhecimento Æ Inglês Æ Material Virtual
9 Downloads Æ Inglês
• Best sites for teachers: http://www.sitesforteachers.com
• Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia.
• Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos, o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos

203

conceitos, porém de forma diferente, na língua portuguesa, em parceria com o professor da classe.
O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”,
“TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES.”
Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas, como também com a equipe pedagógica, a fim de planejar as aulas, projetos,
atividades e apresentações de forma interdisciplinar.

Avaliação
Avaliamos constantemente nossos alunos, mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Sugerimos manter
um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Esta avaliação pode ser feita, por exemplo, com cinco a dez alunos por
vez, sem que eles saibam que estão sendo avaliados.
É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good, excellent, good work, great, etc., certificando-se de que eles
compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno, mesmo que não esteja como o professor esperava. Temos
que ter em mente que o aluno tem somente 8 ou 9 anos, está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e
é para isso que eles estão na escola. Assim, o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Tentar falar em inglês, ser corrigido e não ter medo de errar
devem estar nessa lista. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar, mesmo que, a princípio, esteja “errado”.
Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos, quando a autoestima do aluno é reforçada
de forma positiva, assim, não podemos exigir perfeição das crianças, ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos, de forma espiralada,
proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Assim sendo, o professor de inglês não deve ser inflexível em relação
às notas.

Referências bibliográficas
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SALVADOR, R. W. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. Mexico, D.F.: Richmond Publishing, 1999.
TAPIA, J. A. & FITA, E. C. – A motivação em sala de aula – o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2006.

204

saída. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. de pouco ou nenhum valor musical. Se o professor vai conceituar pulso e acento. Porém.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. para que possamos. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. atenção e prontidão. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. [. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. Desta forma. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. mesmo que a ênfase. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. por meio de atividades simples de pulso. pois. acento. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. por meio de um jogo musical. levam a criança a uma deformação da estética musical. mas somente as populares. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. normalmente destinada a uma apresentação. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. aos poucos. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. professores. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. improviso dirigido. como pequenos vocalizes. lanche. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. esteja em um tópico específico. naquele momento. também somos vítimas desta situação. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. cuidadosamente escolhidas. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. Na educação musical. de forma mais significativa. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. envolvendo a música com as outras disciplinas. explorando os conteúdos conceituais. deixando-a mais feliz e confiante. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. 205 . Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. o aluno é movido por desafios. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. rítmica e melódica. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. musical e artístico. Nesta fase. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. Então. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. acento. Momentos de apreciação. por exemplo. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. As canções e suas letras. Ao trabalhar pulso.. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. como mais uma forma de expressão. (STATERI. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. é importante avaliar. etc. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. replanejando quando necessário. Desta forma.. neste processo. Nesse processo. etc. sendo muitas de péssimo gosto. lateralidade. O planejamento do professor precisa ser flexível.

Em altura. o acento e falando sobre o timbre. Improvisação sonora dirigida. por meio do improviso. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. 206 . vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. utilize atividades variadas. o ritmo da canção. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. o pulso. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. seja na execução musical. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. Se houver possibilidade. propriamente dita. durante o canto coletivo. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. Procure. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. aos poucos. o professor pode utilizar espaços alternativos. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. expressão e dança. pode haver uma resignificação destas propriedades. Desta forma. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. trabalhando a dinâmica. Propriedades do som: altura. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. Além de extremamente prazeroso. o acento em diferentes compassos (binário. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. com interferências do professor nos momentos de execução musical. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. como o pátio. destacando na música as partes mais agudas e graves. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. intensidade. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. relacionando-as com a linguagem musical. as notas musicais. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. seja na elaboração. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. ou seja. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. até mesmo pequenos ostinatos. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. Quanto mais a criança aprender a observar. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. duração e intensidade. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. Acento. O professor pode criar formas de representar o som. perguntas e respostas rítmicas e memorização. durante a improvisação. quadra ou outros ambientes. é importantes que. Para isso. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). timbre e duração. Ao utilizar a grafia convencional. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. A cada retomada de um determinado tópico. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. A seguir. pulso. Porém. Entendemos que. seja na sua altura. nesta fase. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. entre outros.

Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. Mas é preciso que. jogos. 2000. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. é importante que este seja estudado mais formalmente. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. forte e colossal que reflete em teu futuro. lembrando as glórias do passado. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Nossa vida mais amores”. Brincadeiras cantadas. nos te saudamos. Se conseguimos conquistar essa igualdade. és o destaque da América. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. com bravura e firmeza. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Ó Pátria amada nós te saudamos. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. São Paulo: Fermata do Brasil. Quanto aos outros hinos pátrios. etc. BIAGIONI. porém. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. Entre outras terras mil. A própria natureza fez de ti um gigante. nas divisas com os outro países da América do Sul. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. canções mais apropriadas à faixa etária. nesta fase. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. sentimos descer à terra. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. dividindo-o em várias aulas. as crianças. etc. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Maria Zeí. cantigas de roda. Brasil. Brasil. Hino Nacional Brasileiro. paráfrase. despertando seu interesse e curiosidade. 207 . O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). Mas. agora que somos livres. Com uma lateralidade mais desenvolvida. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. danças. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Ó Pátria amada. se fores convocado para a luta. mas sim buscar. naquele momento. aos poucos. Terra adorada. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. autores e breve biografia.

repetindo a mesma canção ou peça instrumental. em desenhos animados. suas brincadeiras são. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. desestimulando a ação de gritar. professor. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. 208 . Aprender a ouvir o outro. que ela pode fazer por meio da música.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. A escolha dessas canções é das mais melindrosas.. coletivamente. se necessário. No fundo. Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. e. na maioria. os ritmos facilmente assimiláveis. que. cantando ou não. Trabalhe a dinâmica das músicas. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. Desta forma. estes são grandes aprendizados. A partir daí. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. com a intenção de aprimorá-la. além de muitos outros. por motivos variados: a vastidão do repertório. em conjunto. O cantar é a grande alavanca da educação musical. em comerciais de TV. a concentração necessária. cantadas ou ritmadas. Mostre a importância da expressão e da articulação. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. a desinformação sobre o assunto. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. etc. cantar e ouvir. Desde bebê. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. quebrando preconceitos. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. normalmente. mais tarde. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. deve ser uma referência para o aluno. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. A linha melódica deve ser bem nítida. a pompa dos concertos. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade.. (Folha de São Paulo. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. o motivo é a preguiça: o que é estranho. portanto. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. Podemos dizer que crianças que se exercitam. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). Você. a harmonia do todo. Música clássica afugenta muita gente. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento.]. Espera-se também que.

suas habilidades em desenvolvimento. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. não é apenas uma etapa do processo. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. ligados à construção da forma artística. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. inerente às propostas feitas pelo professor. A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. ritmos. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. segurança para experimentar e correr riscos. mídias em geral. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. pensa e transforma. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. texturas. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas.A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. fitas de áudio. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. em consonância com os conteúdos da área. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. suas possibilidades de avaliar resultados. sua curiosidade. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. materiais trazidos pelos alunos 209 . Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. luminosidades. volumes. Na área de Arte. à criação. ƒ à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. objetos e trabalhos. do ambiente que recebe os alunos. em ruídos. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. sons. para favorecer a produção artística dos alunos. de acordo com o andamento das atividades. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. No percurso criador específico da arte. vídeos. . envolvendo questões relativas às técnicas. ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. Além disso. apresentações musicais e teatrais. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. CDs. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. manifestações artísticas da comunidade. ou seja. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. o contato com suas necessidades expressivas. ƒ à característica mutável do espaço. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. revistas. gestos. sente. Tal concepção diz respeito: ƒ à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. cores. ƒ à clareza e funcionalidade do ambiente. exposições.

o divertimento. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. poemas e contos durante a aula. uma história contada. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. a incerteza.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. Durante a aula: ƒ O professor é incentivador de produção individual ou grupal. o humor. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. uma festa da comunidade. apresentações de trabalho de alunos. exposições. como ingredientes dessas atividades). maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. etc. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente.também possibilita avaliar. escolhendo obras e artistas a serem estudados. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. texturas. 210 . ƒ Acolher materiais. apreciador de arte. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. desafiando o conhecimento prévio. criador na preparação e na organização do espaço. desenvolvendo seu conhecimento artístico. o nacional e o internacional. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. uma dança. os quais deverão ser aproveitados. ensaios. escolher objetos como elementos para uma aula. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. ao mesmo tempo. etc. um livro ou um objeto trazido de casa. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. a questão difícil. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. leitura da notícias. propõe questões relativas à arte. linhas. ƒ Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. uma música. ƒ Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. estudioso da arte. etc. como por exemplo.). materiais e técnicas. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. o mistério. um vizinho artista. ƒ Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. o constante desafio perceptivo. incentivando a curiosidade. sugestões. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. A Produção do Professor Antes da aula: ƒ O professor é um pesquisador de fontes de informação. apresentações. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. formas. ƒ Criar formas de apreciação da arte. construindo junto com eles a surpresa. Adquirindo este conhecimento. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção.

Sugestões de sites: www. Nesse sentido. cores. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. Teatro). podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente.portinari. Em contato com essas produções. perguntas e inquietações de artistas. Devemos envolver os alunos nessa produção. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. afetivas e imaginativas. Quando organizamos uma exposição.br 211 . seu corpo movimenta-se.org. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. Dança. é a visita a museus e exposições de arte. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. gestos e cenas. medos. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. documentam fatos históricos. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. ƒ Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. ele está completando o ciclo do fazer artístico. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ao mesmo tempo. mas para todas as outras áreas. o ouvido e a palavra aprimoram-se. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. sensitivas. sons. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. formas. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. ƒ Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. Música.org. de sonhos. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. falam de problemas sociais e políticos. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento.itaucultural. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. suas mãos e olhos adquirem habilidades. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. ƒ Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. de relações humanas. manifestações culturais particulares e assim por diante.br www. escolas e estilos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. etc. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte.

os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. afetiva. assim. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. aquilo que era material ( corridas. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. visando a seu aprimoramento como seres humanos. embora muito estreita. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. trabalha-se no plano dos conceitos. estamos 212 . A relação entre a educação física e outras disciplinas. de relação interpessoal e inserção social). pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. Compreende-se a dança. a educação física “trabalha no plano da ação motora. EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. filmes. corporal.” Muitas vezes. de acordo com as suas habilidades. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. a discutir as regras e estratégias. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. conhecimentos sobre o corpo). como um estímulo para a expressão corporal. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. Assim. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. tamanhos ou quantidades). Nesse sentido. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. construção de bonecos. além das técnicas de execução. o contato com músicas do universo infantil. dentro de um contexto cooperativo. Em sala de aula. saltos. apreciá-los criticamente. as atividades devem envolver todo o grupo. musicalidade. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. entre outros recursos. ética. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. atividades rítmicas e expressivas. a cada um. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. coordenação motora e espacial. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. o aluno deve aprender. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. estética. social e de autonomia. giros) torna-se conceitual. ressignificá-los e recriá-los. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. criatividade e interação do grupo. Podemos oferecer. neste momento. músicas. é pouco percebida. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. teatros de marionete e outros. Seja num jogo recreativo. auditivos e cinestésicos). nesta fase. de forma democrática e não seletiva. Lembramos também que. sem a preocupação com estilo ou técnica. pré-desportivo ou numa dança.

1996. a educação. 1999. MEDINA. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. p. Centro de Estudos da Criança. BAKHTIN. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Bibliografia BATALHA.177-191. Dicionário do Folclore Brasileiro. JORNAL DO BRASIL.). cit. S. O brincar e suas teorias. Especialização em Dança. L. São Paulo: Summus Editorial. Rio de Janeiro: Salamandra. Rio de Janeiro: Graphia.9-33 VYGOTSKY. 213 . p. cit. Bibliografia ANDRADE. CCE. 1999. In: PINTO. As crianças e a infância: definindo conceitos. p. BRANDÃO. As crianças: contextos e identidades. In: KRAMER e LEITE (orgs. 1991. São Paulo: Contexto. José Roberto de & FLORENTINO. Um exército de seis milhões de crianças. Formação social da mente. O desaparecimento da infância. julho de 2001. Infância tutelada e educação. Apresentação. Manuel. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. Manuel e POSTMAN. BENJAMIN. Rio de Janeiro: Guanabara. Reflexões: a criança. Walter. Campinas. 84-106. 1998. Rio de Janeiro: TV Escola. A infância como construção social. CASCUDO. Marinheiro. DEL PRIORI. In: A senha do mundo. In: PINTO.20-38. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. 1982. História social da criança e da família. utilizando sua imaginação e percepção. 6. PUC-RIO. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 2a edição. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. 13-38. 2a edição. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. 4a edição. Rio de Janeiro: Ravil. Infância: fios e desafios da pesquisa. Portugal. Luís da Câmara. In: KISHIMOTO. SARMENTO. Universidade do Minho. COUTO E MELO. 1997. 2000. Rio de Janeiro: Achiamé. Marxismo e Filosofia da Linguagem. A criança e a cultura lúdica. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas.). KRAMER. Manuel Jacinto e PINTO. SP: Papirus. op. op. Proposta da Série Família e Escola. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. Mary (org. Armindo. p. In: DEL PRIORI. BARROS. 1959. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. Neil. p. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas.). T (org. _. 1o caderno. p. UFBA. GÓES. o brinquedo. Portanto. BROUGÈRE. In: DEL PRIORI. Gilles. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. maio de 2002. Mary. PINTO. delimitando o campo. Celina & CALFA. Manoel de. Mikail (Volochinov). Carlos Drummond de. 1997. 1984. In: BAZILIO e outros (orgs. Exercício de ser criança. Carlos Alberto de. Mary (org. Sonia. São Paulo: Hucitec. SARMENTO. Boletim do Programa Salto para o Futuro.33- 73. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. 1. crianças dos escravos.trabalhando noções de seriação e classificação. Revista Repertório Teatro & Dança. p. Maria Ignez. op. 1982. Simone.). podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade.). mimeo.). São Paulo: Pioneira. Philippe. cit. 1992. KRAMER. n. Sonia. O que é folclore.). Manuel e SARMENTO. p. Manuel Jacinto (coords. Carlos Rodrigues.19-32. Braga. 1999.7-18. Crianças escravas. ARIÈS. Ediouro.Educação. Editora Brasiliense. Mary (org. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. BARCELLOS. Manuel. p. Manuel Jacinto (coords. São Paulo: Martins Fontes.). História das crianças no Brasil. In: DEL PRIORI. 1986. Rio de Janeiro: Record. Manolo. Coleção Primeiros Passos. 2002. BIÃO.

214 . Companhia das Letras.GABRIEL. Jorge Zahar Editor. Frank Wilson. O folclore na EEFD-UFRJ. Darcy. LARAIA. 1999. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. 1995. Eleonora & ROBERTO. O povo brasileiro .a formação e o sentido do Brasil. Roque de Barros. Cultura. 2000 RIBEIRO. um conceito antropológico.

interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. Segundo o PCN de História e Geografia. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes. os alunos entram em contato com a história da cidade de Santos. interioridade e exterioridade.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador O estudo do meio proporciona ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. mas conflitante. Nesse processo. Conhecer e valorizar o local em que se vive. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. para isso. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. medição e velocidade. bem organizado. por meio de atividades realizadas no entorno da escola. revistas. A Secretaria de Educação disponibiliza material didático específico sobre a história local. a partir de uma reflexão do que é vivenciado. cheia de interesses.Documentos 215 . para o ciclo I. 2. e que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. delimitação. no próprio bairro ou a localidades mais distantes. levando em conta fontes como relatos orais. fotografias. objetos antigos. entre outras. brincadeiras. não linear e evolutiva. pois permite a elaboração. ou seja. vestimentas. de distância." (Marc Bloch) O ensino de História e construção de conceitos No ensino da História. O conceito de tempo envolve duração (permanências. que deve ser visto apenas como mais uma versão da História e não como única fonte de conhecimento. os conceitos de tempo e espaço são fundamentais ao desenvolvimento do raciocínio histórico. a vivência do que se aprende em sala de aula. músicas. mas ele não está encerrado em si mesmo. constitui-se como importante a valorização de temas que dizem respeito à vida do aluno. é um material de apoio. pois possibilita a professores e alunos o trabalho com a realidade mais próxima e com o meio em que vivem e atuam. É papel escola proporcionar esses estudos. ritmos (curta. 1. rupturas e simultaneidade). pesquisas arqueológicas na cidade. publicações em jornais locais (Diário Oficial de Santos e outros). por natureza.História de Santos No 4º ano. análise de comportamentos. como recurso didático. gravuras. HISTÓRIA "O objetivo da História é. O estudo do meio. jogos. cartas. mas uma construção. que antes não eram valorizadas no processo historiográfico. o estudo do meio. versões. enquanto que o conceito de espaço envolve categorias referentes à orientação (lateralidade ou profundidade). A história local é o ponto de partida para a aprendizagem histórica. média e longa). conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. com múltiplas interpretações e análises. o homem. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. A cidade de Santos é rica em acontecimentos que se ligam com a história do país e caberá ao professor fazer essa relação entre o micro e macro. 3. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a ser alcançados.

valores e preferências de um grupo social. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. como fonte histórica. mas deve-se sempre levar em conta que. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. tudo o que fabrica. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. a manipulação e questionamentos de documentos produzidas pelo homem. talhadas. da sociedade que o criou. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. indo além do que é visível. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. por alunos ou por especialistas. “[. um acontecimento. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. desenhadas. é reconstruída a cada época. dos gostos. Cabe a nós decodificar seus ícones. usou e o transformou. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que quest