Plano de Curso

Ensino Fundamental 1º ao 5º ano

2009
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APRESENTAÇÃO

“(...) Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta e com o silêncio ( intimamente sábio ) das tuas palavras e dos teus gestos ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.”
Ademar Ferreira. In: ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.

Caro(a) professor(a),

Mais um ano letivo inicia-se, trazendo novos desafios que nortearão sua prática docente. Desse modo, com o intuito de auxiliar o planejamento de suas ações didático-pedagógicas, a curto, médio e longo prazo, apresentamos os Plano de Curso do 1º ao 5º ano. As sugestões de alteração que vocês nos enviaram foram analisadas criteriosamente e contempladas quando pertinentes. Ressaltamos que este plano é anual, não dispondo, portanto, de uma divisão bimestral dos conteúdos, visto tratar-se, como o próprio nome diz, de um plano, e não de um planejamento. Dessa forma, caberá a você, professor, após o período de conhecimento de seu grupo-classe, o que compreende os diferentes procedimentos diagnósticos, estudar este plano e as orientações didáticas que o precedem, a fim de construir, com autonomia, o melhor percurso pedagógico junto a seus alunos, ou seja, elaborar o “planejamento” propriamente dito. Os conteúdos apresentam-se divididos em conceituais (que se referem ao conhecimento de conceitos, fatos e princípios), procedimentais (que se referem a um “saber fazer”) e atitudinais (que estão associados a valores, atitudes, regras e normas). Cabe ainda dizer que, em razão dos conteúdos conceituais, manteve-se a divisão por disciplinas, o que, no entanto, não invalida a abordagem interdisciplinar do trabalho em sala de aula. Resguardadas as especificidades de cada área do conhecimento, o que, em sua maioria, constrói-se por meio dos conteúdos conceituais, é por intermédio da aprendizagem dos outros conteúdos – os procedimentais e os atitudinais – que a interdisciplinaridade ocorre. Certos procedimentos também se aplicam com exclusividade a uma disciplina, porém, em sua maioria, assim como as atitudes a serem desenvolvidas pelas crianças, esses perpassam todas as áreas do conhecimento, em maior ou menor escala, durante certa etapa de sua aprendizagem. É nesse sentido, portanto, professor, que seu planejamento deve se orientar, buscando garantir a construção dos saberes próprios de cada disciplina, concomitantemente à dos que se apreendem de uma forma transversal. Importa dizer que, ao falarmos dos conceitos mais específicos de cada disciplina, não estamos dizendo que o vínculo entre esses saberes não possa ser estabelecido, até porque ele existe naturalmente nos conhecimentos instituídos, mas sim que há conceitos próprios de Língua Portuguesa, os quais não dizem respeito à Matemática e vice-versa. Portanto, não é necessário “forçar” tal aproximação, criando situações de aprendizagem vazias de significado. Por outro lado, há conceitos que pertencem a mais de uma área, demandando, assim, que sejam construídos interdisciplinarmente.

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Desse modo, professor, buscando auxiliá-lo no planejamento de suas ações e intervenções em sala de aula e na elaboração de atividades significativas para a aprendizagem de seus alunos, elaboramos algumas orientações para cada área do conhecimento, em que se abordam mais profundamente esses aspectos apresentados. Recomendamos a leitura desse texto paralelamente à leitura do plano em si. Indicamos, no decorrer deste documento, algumas sugestões de referências bibliográficas para aprofundamento dos temas aqui expostos. Sugerimos também que você acesse o site da Educação, no qual poderá encontrar subsídios teórico-práticos para download, além de outras informações interessantes (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc). Lembramos ainda que estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, apontar sugestões, analisar coletivamente as dificuldades, a fim de colaborar na escolha dos percursos pedagógicos mais adequados para a efetiva aprendizagem de nossas crianças. Nossa intenção é fortalecer, cada vez mais, a parceria entre nós, educadores, cujo objetivo comum é a excelência da qualidade de ensino e o desenvolvimento pleno e feliz das potencialidades de nossos alunos.

Bom trabalho a todos!

Departamento Pedagógico. Fevereiro de 2009.

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Sumário Plano de Curso Anual - 1° ano Orientações Didáticas Ciências..................................................................................................................................................10 Matemática.............................................................................................................................................14 Informática Educativa.............................................................................................................................24 Língua Portuguesa.................................................................................................................................25 Inglês......................................................................................................................................................29 Arte musical............................................................................................................................................33 Arte.........................................................................................................................................................37 Educação física......................................................................................................................................39 História...................................................................................................................................................41 Geografia...............................................................................................................................................44 Conteúdos Ciências.................................................................................................................................................47 Matemática............................................................................................................................................48 Informática Educativa............................................................................................................................50 Língua Portuguesa................................................................................................................................51 Inglês.....................................................................................................................................................52 Arte musical...........................................................................................................................................53 Arte........................................................................................................................................................54 Educação física.....................................................................................................................................55 História..................................................................................................................................................56 Geografia..............................................................................................................................................57 Ensino Religioso...................................................................................................................................58
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Plano de Curso Anual - 2° ano Orientações Didáticas Ciências..............................................................................................................................................60 Matemática.........................................................................................................................................63 Informática Educativa.........................................................................................................................74 Língua Portuguesa.............................................................................................................................75 Inglês..................................................................................................................................................81 Arte musical........................................................................................................................................85 Arte.....................................................................................................................................................90 Educação física..................................................................................................................................92 História...............................................................................................................................................94 Geografia...........................................................................................................................................96 Conteúdos Ciências.............................................................................................................................................99 Matemática.......................................................................................................................................101 Informática Educativa.......................................................................................................................103 Língua Portuguesa...........................................................................................................................104 Inglês................................................................................................................................................106 Arte musical......................................................................................................................................107 Arte...................................................................................................................................................108 Educação física................................................................................................................................109 História.............................................................................................................................................110 Geografia.........................................................................................................................................112 Ensino Religioso..............................................................................................................................113
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Plano de Curso Anual - 3° ano Orientações Didáticas Ciências............................................................................................................................................115 Matemática.......................................................................................................................................118 Informática Educativa.......................................................................................................................130 Língua Portuguesa...........................................................................................................................131 Inglês................................................................................................................................................137 Arte musical......................................................................................................................................141 Arte...................................................................................................................................................146 Educação física................................................................................................................................148 História.............................................................................................................................................150 Geografia.........................................................................................................................................153 Conteúdos Ciências...........................................................................................................................................158 Matemática......................................................................................................................................160 Informática Educativa......................................................................................................................162 Língua Portuguesa..........................................................................................................................163 Inglês...............................................................................................................................................165 Arte musical.....................................................................................................................................167 Arte..................................................................................................................................................168 Educação física...............................................................................................................................169 História.............................................................................................................................................170 Geografia.........................................................................................................................................172 Ensino Religioso..............................................................................................................................173
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..........................................................................................................209 Educação física..................................................................205 Arte.....................................................................................................................................................................234 História................................................................240 7 .............................................................................................................................228 Inglês...........................................................................................................................................230 Arte musical.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................212 História...................................................218 Conteúdos Ciências...................................................215 Geografia.....................................................................................................................................................................181 Língua Portuguesa...........................................................................................................................................222 Matemática........................................................................................................................232 Arte.......................235 Ensino Religioso.................................194 Inglês................................................................................................227 Língua Portuguesa.......................................................................................201 Arte musical................................................................................................................236 Geografia....................................................................................................224 Informática Educativa...................................................................................................................................................................................................................................................................................175 Matemática........................................................................................................................................................................................................233 Educação física................................................................................................................4° ano Orientações Didáticas Ciências..............................Plano de Curso Anual ............................................................................................

.............................................242 Matemática..........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................304 Educação física..Plano de Curso Anual ..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................286 História...................305 História..................................................................................................290 Conteúdos Ciências..........................307 Geografia....................................................................................................293 Matemática..........................................295 Informática Educativa.........................................................................................................................299 Inglês............................................................................................................298 Língua Portuguesa................................271 Arte musical..........................................................5° ano Orientações Didáticas Ciências....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................283 Geografia...............................................................................................303 Arte...................................................................................264 Inglês....................................................301 Arte musical..............................................................................................................................................................................................................................................................................309 Ensino Religioso..........................................................................................................................................................................................................................................................................................275 Arte....................................................................................311 8 ..............279 Educação física................................................249 Língua Portuguesa.................

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 1º ANO Ensino Fundamental 9 .

Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. de modelos científicos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. sintetizar. vídeos. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. Para aprender Ciências. trocar idéias com os colegas. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Para tanto. elaborados e acumulados pelo homem. em que os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. ou seja. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. 10 . Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. gravuras. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. dos arbustos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. seres vivos. comparação. materiais etc. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. entre outros. identificar. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. cor etc. mapas. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. textura. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. assim como a reconstrução de categorias de idéias. busca e registro de informações. Investigação É muito importante também propor investigações. das folhagens e gramíneas. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. com o outro e com o ambiente. tais como argumentar. Os alunos podem comparar entre si objetos. esquemas. usando diferentes critérios. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. como forma. Podem aprender procedimentos simples de observação. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. de geração a geração. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. seres vivos. tamanho. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. analisar. Desse modo. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. Nos anos iniciais. Dificilmente. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. sobre os fenômenos naturais. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência.

estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. nesse sentido. elaboração de listas. do ano em que está atuando. com a ajuda ou não do professor. a sua parte universal. ser humano e saúde. pessoas que sabem ler e escrever bem. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. a qualquer momento. sempre que possível. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. levantadas em um determinado problema. auxiliando-o no processo de alfabetização. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. ou seja. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. As experiências sugeridas não devem. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. por um lado. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. leia o plano. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. Além do desenho. de si própria e sua relação com os outros. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. pequenos textos. por exemplo. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. o que representa a sua comunidade. tabelas. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita. independentemente do banco escolar. fundamental. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. dos animais e plantas. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. animais e plantas). é fundamental que o professor. portanto. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. Como dissemos. com a tecnologia e com o mundo. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. que sabem argumentar e defender suas idéias. que têm. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. A atuação do aluno é. num primeiro momento. os conteúdos são extensos. Nessa fase. O importante. Após essa primeira leitura. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. que sabem ouvir e discutir questões. Em suma. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. o seu aspecto individual e. procedimentais e atitudinais. em situações reais de comunicação. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. de forma 11 . Normalmente. com os conteúdos conceituais. não devem ser trabalhados de maneira linear. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. embora organizados por temas específicos (ambiente.Experimentação Por meio dela. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. Os conteúdos. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. na produção de um texto coletivo. por outro lado.

e depois de outros elementos presentes no ambiente. saúde. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. seu referencial é ela própria e. rios. 12 . Por exemplo. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. por exemplo. um lugar para sua manifestação. buscam explicações para o que vêem. É importante também. Sendo assim. É importante que tais representações encontrem. alimentação. por exemplo. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. comparando as características do corpo humano. entre outras. educação ambiental e ética. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. ouvem e sentem. Deve também estabelecer relações com o ambiente. locomoção. num primeiro momento. portanto. particularmente com os animais.que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. construções etc. na sala de aula. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. a família. luz e solo. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. como relevo. o meio é a sua própria extensão. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. as organizações sociais. principalmente com Geografia e História. modo de vida. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. com as características de outros seres vivos. mas com os enfoques de cada área. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. em que um mesmo tema é proposto. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. ou seja. para um trabalho mais amplo. relacionadas ao revestimento do corpo. Quando chegam à escola. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. órgãos dos sentidos.

Língua Portuguesa Conversa informal. Idade. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. Uso da linguagem oral para relato de vivências. Brincadeiras .Ciências Corpo humano e suas partes. Nomeação de figuras e animais. A história de cada um. Nomeação das partes do corpo. Imitação de animais e seus modos de vida. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Músicas que falem das mãos e dos pés. Geografia/ História Colegas da classe. Movimentos na frente do espelho. Os pés e as mãos. Posturas corporais. Semelhanças e diferenças sociais. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. Nome próprio. Matemática Uso dos números para representar a idade. Música que fale de um animal. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Expressões faciais. Maior e menor. Identidade. Grosso e fino. que apresentem as partes do corpo. Tamanho (altura do corpo). Auto-retrato Dobradura de animais. Cuidado com o corpo e o ambiente. Lateralidade. Jogo da memória: animais. Comparação entre seres vivos. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Higiene do corpo. Patas de animais. Educação Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. o corpo e materiais sonoros diversos. 13 . Quebra-cabeça (partes do corpo).

precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. além de explorar idéias numéricas e contagem. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Assim. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. considerando aspectos transversais. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. No entanto. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. Por isso. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Alunos e professores interagem e crescem no processo. Dessa forma. em situações de desafio. Quando falamos sobre a resolução de problemas. no processo de transformação do saber científico em escolar.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. ao trabalhar com a resolução de problemas. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. Para atingir os objetivos. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Por sua vez. também aprende na interação com seus parceiros. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Nessa concepção de ensino. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Para isso. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. acentuamos a idéia de que o aluno. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. é necessário considerar as condições cognitivas. sentimentos. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. sociais e culturais de quem irá aprender. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. Sendo assim. Sendo assim. medidas e estatística. favorecendo a aprendizagem. podemos trabalhar com noções de geometria. aberta à incorporação de novos conhecimentos. acreditamos que. As crianças têm idéias próprias. o professor deve saber que: 14 . além de ser agente da construção de seu conhecimento. interesses. Assim.

de maneira lúdica. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Quando os alunos formulam problemas. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. troca entre os alunos. respeitar regras. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. conto etc. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. um processo investigativo. podemos trabalhar. Ao formulá-los. No processo educativo. a essência está no problematizar. Para a formulação de problemas. da língua materna e da combinação de ambas. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas.• • • problema é toda situação que permite problematização. interpretar e produzir textos. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. e articulam o texto. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Dessa maneira. problematoteca. o aluno aprende matemática. tendo assim. Assim. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. Assim. As tentativas. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. livro de problemas. sem deixar marcas negativas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. um jogador ganha e outro precisa perder. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. semelhanças e diferenças entre os textos. criação de um banco de problemas. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. um repertório como apoio. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. dobro. os dados e a operação a ser usada. propiciando novas tentativas. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. conteúdos importantes na educação matemática. Por meio dos jogos. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. comunicar idéias. Enquanto resolve situações-problema. percebem a relação entre os dados apresentados. porém não de forma rotineira. estabelecer relações e aplicar conceitos. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. a pergunta e a resposta. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. problema com rima. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. Os problemas devem ser desafiadores. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. 15 . misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. levantar hipóteses. num jogo. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. ler. ou seja. divisor. autoconfiança e autonomia. charada. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. mecânica e repetitiva. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno.

Nas situações de jogo. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. vencendo os desafios propostos. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Além de jogar. contar histórias desses povos. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. o aluno amplia sua capacidade corporal. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. é preciso levar em consideração alguns aspectos. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Brincando. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. Assim. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. Além da socialização de idéias. Contudo. A partir da discussão estabelecida. em uma aula. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. por exemplo. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. brinca. principalmente para crianças dos anos iniciais. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. podendo. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. e apreendendo todas as regras. dicas para se jogar melhor. o que foi fácil e o que foi difícil. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. o jogo não se tornará mero lazer. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. em que os alunos levantam e testam hipóteses. assim como propusemos para os jogos. suas dúvidas. Na bibliografia desse trabalho. enriquece suas aulas. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. mas uma nova forma de aprender Matemática. discutindo o que foi fácil. das diferentes respostas obtidas. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Enquanto brinca. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o que foi difícil. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. encoraja reflexão e clareia idéias. as crianças devem conversar sobre o jogo. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. Além disso. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. de qualquer idade ou realidade social. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. entre outras coisas. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Por isso. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. 16 . toda semana. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. suas aprendizagens. Brincadeiras infantis Toda criança. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Sempre ao final das brincadeiras. a percepção de si mesmo como um ser social. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. sua consciência do outro. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas.

ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. assim como explore lugares. o professor poderá analisar a capa. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. O ideal não é explorar um livro a semana toda. problematizações especialmente preparadas para isso. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. escrita. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. p. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. Você pode ter um livro por duplas. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. mas aos poucos. os alunos podem elaborar o final da história. Depois. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. álbum seriado. 1996. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. Alguns livros não apresentam um final definido e. etc. enigmas. com os personagens. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. percepções e experiências. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. Não há necessidade de um livro para cada aluno.. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. A leitura poderá ser feita em vários dias. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. uma propaganda.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. adequar o tempo à sua proposta. seleção de informações e resolução de problemas. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. Para a realização desse trabalho. com emoção. 17 . assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. ainda. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa.(SMOLE. um gráfico. Desta forma. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. nesses casos. Segundo Smole (1999). enquanto lê.. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. Nesse sentido. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. características e acontecimentos na história. pensar na organização da classe. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. em quais são os recursos necessários. Além dos livros infantis. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. uma tabela. o giz e o livro didático”. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. expectativa. etc. usar a literatura infantil “[.

não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. especialmente artes e língua materna. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. Ao delimitar o tema. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. portanto. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. sejam capazes de tomar decisões. pelas experiências vividas na escola. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. mas que envolvem duas ou mais delas. e destes com o professor. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. Por meio das atividades propostas. com objetos e situações que exijam envolvimento. Por meio dos projetos. que opiniões têm. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. interdisciplinares. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. que hipóteses levantam. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Assim. o original e a sua reescrita. modificar e integrar idéias. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. visualização e trocas. Assim.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Durante o desenrolar do projeto. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. mais uma vez. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. os textos. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. promovendo. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. construir. cognitiva e social. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. 18 . Na maioria dos casos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Nesse contexto. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. ter. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. na avaliação e no planejamento. Para reformular um texto.

cálculos. no processo de seleção de conteúdos. Contudo. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. codificar. o aluno irá ampliando seu conceito de número. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. 19 . contas. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. pedrinhas. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. subtração. ordenar.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. folhetos de supermercado etc. Ressaltamos que. caixas de fósforos vazias. rótulos. arredondamentos e cálculo mental. entre outras coisas. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. material dourado e ábaco. tão necessárias no dia-a-dia. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. sempre que é retomado. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. embalagens. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. jornais. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. aos poucos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. tabelas e gráficos ). Assim. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. 1. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. recomendamos a organização de materiais diversos. Para que a criança construa o significado de uma operação. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. figurinhas. Atualmente. medir. Para esse fim. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. Nosso desafio foi selecionar. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. comparações e ordenações. surge sob um novo enfoque. ou seja. o estudo do espaço e das formas. A seguir. As operações fundamentais (adição. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. contemplando o estudo dos números e das operações. Ainda em relação às operações. ou seja. palitos de picolé. tornando-se mais significativo para os alunos. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. Assim. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. resgatando a histórias de lugares. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. bolinhas de gude. nas quais. é importantíssima a exploração de jogos. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento.

de obras de arte. são recomendadas. usando vocabulário de 20 . comprido etc). “Um. identificando o antecessor e o sucessor. com os dedos das mãos. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. à direção e sentido (para frente. Também explorar as noções de muito. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas. em ordem crescente e decrescente. mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção. etc ). pouco. como seguem: • Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada. • Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos. dois. utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas. de seu material escolar etc.). sons. entre outros. dos diferentes registros dos povos da antiguidade. atrás de. • Exploração da história do sistema de numeração. Propor contagem em nós de corda. menor. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. deslocamentos no espaço. para formar desenhos. número de animais que possui. número de pessoas que moram na mesma casa. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. atividade como ligue-pontos com números. ou se possuem mais ou menos. curto. • Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades. Para tanto. • Registro e observação dos números das ruas: Onde começa ? Onde termina ? A numeração de um lado é igual à do outro ? Como se dá a numeração entre uma casa e outra: é ou não seqüencial ? Levantamento do número da casa dos alunos. • Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. nenhum por meio de objetos ou. até mesmo. esculturas e artesanato. se há a necessidade inicial de trabalhar o vocabulário adequado aos conceitos matemáticos. para o lado etc. • Exploração dos números em contextos significativos: resultados de partidas de futebol. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. à posição (em cima. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. peso. desenhos. Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. 2. O uso de embalagens. por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos. • Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. Espaço e forma Para compreender. bolinha de gude. escritos ou numéricos. embaixo. lacres de alumínio. nos ossos. contribuem de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos. sucata. feijão com a arroz” etc. miniaturas. representar e descrever o mundo em que vive. que se referem à grandeza (maior. gestos ou movimentos do corpo. pontos de referência e também observação. por meio de sondagem com jogos e brincadeiras ao ar livre. identificar a posição de um jogador numa situação de jogo. • Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções. proporcionando a descoberta da regra da seqüência feita. como adesivos. com pedrinhas etc. canais de TV. Apontamos outras idéias. pinturas.Sugerimos também: • Verificação. • Construção de seqüências com materiais. Formar coleções com diferentes objetos. quantidade de objetos da sala de aula. por exemplo: idade. com as próprias crianças. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. • Localização de números numa seqüência. na frente de. recebendo e dando instruções. altura. observação de fotos dos desenhos nas cavernas. verificando se possuem o mesmo número de elementos. para trás. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. • Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos. datas de nascimentos. figurinhas.

• Organizar a rotina. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. entre outros. passos etc. metro. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. usando medidas não-convencionais e convencionais. 3. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. calendário. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. animais que mais gostam. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas 21 . e organização de exposições com os objetos construídos. se já compreendem o valor de cada nota e moeda. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. Assim. • Explorar as medidas de massa e capacidade encontradas em embalagens. Classificação das peças em grupos conforme solicitação do professor. Grandezas e medidas Neste bloco. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. o professor pode observar o que os alunos já sabem sobre o uso do dinheiro. de objetos. Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. relógio. em massinha. Manipulação. Tratamento da informação Neste bloco. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. É o momento de levantar idéias. como unidades de medida. Propomos ainda: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. percepção e descrição das peças dos Blocos Lógicos. se sabem calcular o troco etc. • Produzir cédulas e moedas de papel para que as crianças levantem suas idéias sobre as formas de pagar produtos.• • • • • posição. calendário com as atividades escolares. pés. Sugerimos ainda: • Construir o metro com pedaço de barbante e realizar medições. lista os aniversariantes do mês. reproduzindo formas geométricas. contagem dos dias da semana. pode haver diferenças nos resultados das medidas. cujo preço pesquisaram. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. • Graduar a altura dos alunos. não de apresentar resultados exatos. receitas culinárias etc. para que os alunos possam perceber suas formas. lista de programas de TV preferidos. 4. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Modelagem. Mais uma vez. trabalharemos com situações reais de medição. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. brinquedos cantados. fita métrica. Exemplos: jogos de circuito. Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato do mesmo. caça ao tesouro. coleta e organização de dados estatísticos. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. • Trabalhar as medidas a partir de receitas culinárias. observação. Com essa atividade. tabelas e gráficos. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática.

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levantar hipóteses e pensar estrategicamente. Mesas Educacionais e Internet). os POIEs. as TICs ( PCs. propiciar. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. integrando textos. divulgando as possibilidades existentes. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. imagens. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). organizando mostras. Softwares. a coordenação motora. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. a inter-relação de pensamentos. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. efeitos especiais. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. por meio de recursos tecnológicos. Desse modo. Periféricos e Acessórios. animações. o Laboratório de Informática Educativa deve. como elemento articulador de conteúdos curriculares. desenvolver a percepção visual e auditiva. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. face ao seu caráter educacional. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. 24 . ferramentas de desenho e pintura. recursos de som e vídeo. a aquisição de novos conhecimentos. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. idéias e conceitos. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. a convivência em grupo. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. Assim. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. a memorização. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. servir como fonte de conhecimento. desenvolver a habilidade para organizar informações. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola.

São ações que podem e devem ser aprendidas. para anotar um recado para alguém. para fazer uma receita. ou seja. São Paulo : SME / DOT. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. entretanto. Não se trata mais de ensinar a língua. 2º e 3º ano. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). suas regras e suas partes.” Emília Ferreiro. Pelo contrário. Contudo. emitindo sons para cada uma das letras. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. para pagar contas. nas situações reais de produção de texto. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. de forma organizada e sistemática. acima de tudo. Em geral. dentre muitas. Assim sendo. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. ela estará presente sim! O que muda. 1 2 Fase Inicial: 1º. de sistematização e normatização da língua. isoladamente. Como já dissemos. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. entre outros. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido.2 25 . Como tal Sistema está organizado em fases1. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Cortez. As atividades metalingüísticas. para tomar decisões. praticar a língua partindo de situações reais de uso social.: il. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. assim. 104p. Enfim. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. Ler é. se queremos formar leitores plenos. Fase Complementar: 4º e 5º ano. – v. das competências envolvidas neste ato. na rotina. E escrevemos para distintos interlocutores. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima 2 possível da versão social e que. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. atribuir significado. entre muitas outras ações. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. ou seja. para solicitar algo. Ed. participantes da cultura escrita. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. para saber como vão pessoas que estimamos. Ler. para reclamar de alguma coisa.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. para comprar algo. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para nos divertir ou emocionar. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. Além disso. para localizar endereços e telefones. com diferentes intenções. os primeiros se convertem em leitores. Trata-se de incorporar. Hoje. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. e a decifração é apenas uma. 2006. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. para prestar contas do nosso trabalho. é a forma de abordagem. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar.

Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Ler com diferentes propósitos. Nessa proposta de alfabetização. Semanal – jornal e científicos. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. é claro. ao mesmo tempo.: il. o espaço.A organização de uma rotina de leitura e escrita 3 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. listas. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. 26 . organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Leitura do abecedário exposto na sala. de rótulos etc. de situações de trabalho com a oralidade. realizada · Aprender comportamentos leitores. além. 115p. poemas. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Leitura e escrita de títulos de livros. de professores e funcionários). São Paulo : SME / DOT.: il. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Organizar agrupamentos produtivos. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. ingredientes de uma receita. · Ampliar o repertório lingüístico. 2006. textos instrucionais etc. os materiais. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. parlendas. Em função disso. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:4 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. 2006. 115p. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Diária – texto literário. de brincadeiras preferidas. 3 4 São Paulo : SME / DOT. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor.

· Aprender comportamentos escritores. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. em duplas. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Uma vez por semana. expor sobre temas etc. instrucionais. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. de um texto instrucional etc. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. · Utilizar a linguagem oral. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Produção coletiva. de filmes etc. Exposição de objetos. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. · Aprender comportamentos leitores. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. semana. o possível e o necessário” (Ed. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. · Explorar as finalidades e funções da leitura. expor etc. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. defender pontos de vista. 27 . curiosidades etc. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Artmed). Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. em dupla e individual – de um bilhete. conhecer diferentes suportes de textos. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Uma vez por semana. · Ler com autonomia crescente. entre outros). individual. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. relatar acontecimentos. ditando para o professor ou o colega. materiais de pesquisa etc.

têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. semanalmente. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. São muito parecidas com os projetos. • Projetos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. não significa algo “palpável”. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. mas sim um resultado: pode ser uma festa. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. a organização de uma biblioteca de classe. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. nesse caso. mas não têm um produto final. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. 5 Texto produzido por Rosaura Soligo. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. jornal ou texto etc. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final.Formas de organizar os conteúdos escolares 5 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. • Atividades seqüenciadas. Embora não decorram de propósitos imediatos. Roda semanal de conversa ou leitura. Oficina de produção de textos ou de arte. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. uma mostra de trabalhos produzidos. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. um livro. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. uma apresentação pública de leitura ou jogral. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Nos projetos. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. 28 . “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais).). hábitos ou atitudes. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. para ensinar um jogo complexo etc. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas.

Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. ou em outra ocasião em que ela seja necessária. duplas e individuais. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). cooperação. vídeo. como realias (material concreto). mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. dos jogos e das demais atividades. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem e deve-se recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. bem baixinho. que façam sentido à sua vida.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. o professor de inglês deve ser o escriba. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. a recordar. oferecendo variedade. auditivas. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. como: memorização. como música calma para trabalhar. A relação dos conteúdos (conceituais. a criança gosta e precisa de repetição. cante uma música. com atividades lúdicas. fantoches. interessantes. Em inglês. um CD. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. como os flashcards. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. uso de massa de modelar. como suporte ao aprendizado oral. é fundamental que o professor. de forma a criar um ambiente alfabetizador. Como as crianças nessa idade não podem concentrar-se por longos períodos de tempo. flashcards. ou sair da classe. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. artísticas (desenhos. ou rock para atividades motoras grossas. recorte e colagem. Nesta fase. físicas (com encenações e atividades de TPR). é preciso estar sempre pronto para o inesperado. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. revisão do que foi aprendido e feito na aula. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. o aluno passa a desejar aprender mais. outras. músicas. do contrário. sugerimos que o professor. A escrita não deve ocorrer nesta fase. sempre em letra bastão maiúscula. trabalho em pares ou grupos. como já dissemos. Ao assimilar um vocabulário básico. do sensorial e das ações. jogos de adivinhação. num primeiro momento. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. além de alternar as em grupo. salvo em situações particulares ou quando o aluno pedir para fazêlo. umas são mais visuais. Durante as aulas. DVD. ao chegar. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. recursos materiais. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. expressões simples em situações reais. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. No 1º ano. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. por meio de atividades diferentes. etc. a imaginar. desafiá-los a pensar. material de áudio. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. uso de fantoches. Na preparação da aula. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. apagar as luzes e acalmá-los. quando for necessário registrar a escrita de cartazes contendo as atividades feitas pelos alunos. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. e termine com uma música. troca de papéis. etc. a adivinhar. vídeo e estímulos verbais do professor). recursos visuais. O 29 . previsão. pintura.). Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. 4 ou 5 aulas. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. e imagens. jogos. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. e ainda há as que são mais cinestésicas. Assim. leia seus planos de curso anual para elaborar seu próprio planejamento. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. chapéus. portanto. vídeo ou colega) para obter informações. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. Como dissemos. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. o professor deve manter as mesmas músicas durante várias aulas e diversificar as atividades para que os alunos aprendam o mesmo conteúdo em 3. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. A criança de seis anos precisa que as aulas sigam uma rotina. é útil e eficaz. criatividade e expressão física.

let's sing. Ele também pode cantar e encenar canções. sem estarem psicologicamente expostos. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. a pronúncia correta das palavras. um modelo lingüístico) de forma engraçada. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. please. além da internet. potes de iogurte ou de yakult. fazer encenações. abraçá-los. programas de TV infantis não existiriam. Para ser bastante eficaz. Além disso. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. repeat. além de parabenizá-las. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. beautiful. assim. além de praticá-la antes de expô-la aos alunos. não entenda algo). promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. eles podem costurar botões para fazer os olhos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. How are you?. As canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. ou "listen and do". durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. DVDs e livros. yes. ask. principalmente em grupo. pois é o fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. Produção oral ( speaking ) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. line up. listen. sit down. e DVDs são ótimos recursos audiovisuais. associar. O professor precisa estudar bem a música. de meias (com a ajuda dos pais. no. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. thanks. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos.tempo gasto com os exercícios de colorir. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. fine. ela deve ser apresentada com gestos. let's go. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. como os da série Magic English. por conseguinte. 30 . CDs. além de ser uma ocasião divertida na aula. let's sit in a circle. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. vídeos. point.: Good morning/afternoon. great. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. acariciá-los). Isso lhe dá a chance de falar. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados.). feitos com rolos de papel higiênico. answer. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. sing. dar segurança. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. come here. stand up. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. Ex. etc. fornecer um elemento cômico. look. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. very good. responder a perguntas e sentir-se no comando. May I go to the toilet?. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. see you. you're welcome.uma tática que deixará os alunos seguros de si. you can do it better/nicer. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. circular e desenhar deve ser menor. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. say. lã para os cabelos. finja “errar”. bye-bye. No entanto. Compreensão oral ( listening ) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala de aula. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). presos em palitos de sorvete. hi. draw. cometer erros. Há vídeos. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. disponíveis para empréstimo na SEDUC. thanks/thank you. etc.

folclore. great. com cinco a dez alunos por vez. o professor pode usar as atividades da apostila para avaliá-los. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. Com o professor de arte musical. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. montagens. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. colagem. procedimentos e atitudes de história. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. Tentar falar em inglês. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. jogos dramáticos (role-play) e fantoches. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. está se empenhando e precisa ser motivado. esteja “errado”. mesmo que. pode trabalhar junto com o professor de classe os conceitos. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. gestuais e faciais. como também com a equipe pedagógica. de forma espiralada. a princípio. rimas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas.. Assim sendo. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Algumas danças. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente por meio do estudo das cores. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano. Assim. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. porque. a fim de planejar as aulas. podem-se trabalhar melhor a música. atividades de expressão corporal e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. mesmo que não esteja como o professor esperava. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. expressões corporais. good work. complementando as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. por exemplo. mas não o colega ao lado neste momento. modelagem. sendo permitido consultá-la. Assim. Esta avaliação pode ser feita. de pintura. É muito importante elogiar a produção do aluno.Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. etc. nesta faixa etária. 31 . excellent. desenho. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. não podemos exigir perfeição das crianças. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons.

Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. et alli. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. T.F. São Paulo: Macmillan. 2000. 32 . Kids United – Livro do Professor 1. 2005. 2002. W. Mexico.: Richmond Publishing. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. D. 2000. et alli. Mexico.F.Referências bibliográficas DEL PASO. SALVADOR. M.: Macmillan. 1999. et alli. K. HARPER. L. R. 2006.. New Parade 1–Teacher’s Edition. A. MELO. Hong Kong: Oxford University Press. New York: Addison Wesley Longman. HERRERA. A.ZANATTA. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. D. REETZ. Oxford: Oxford University Press. et alli. segunda impressão.

além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. atenção e prontidão. lateralidade. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. professores. muitas vezes. Nesse processo é importante avaliar. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade.” Não podemos esquecer de que. escrita. Nessa idade. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. como uma forma a mais de expressão. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. acento. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. Ao trabalhar pulso. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. de forma mais significativa. por meio de um jogo musical. sendo muitas de péssimo gosto. levam a criança a uma deformação da estética musical. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Sua relação com o outro. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. explorando os conteúdos conceituais. estes não devem ser trabalhados de forma linear. rítmica e melódica. aquela que lhe é mais peculiar e específica. esteja em um tópico específico. do brincar. Para isso. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. por meio de atividades simples de pulso. progressivamente. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Vale lembrar que. Desta forma. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. por exemplo. a linguagem do faz-de-conta. por exemplo. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. Projetos interdisciplinares são fundamentais. devem ser breves. para se atingir os objetivos com clareza.. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. Segundo Stateri (1997).Orientações gerais. 33 . consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. sobretudo. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. facilitando a interdisciplinaridade. p. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. altura e canto e até mesmo uma conversa. Momentos de apreciação. “[. Porém. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. mas somente as populares.. oral. As canções e suas letras. lanche. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. chega mais fácil ao âmago da criança. naquele momento. mesmo que a ênfase. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. MEC. assim.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. na educação musical. também somos vítimas desta situação. corporal. saída etc.). o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. ou seja. de pouco ou nenhum valor musical. nós. principalmente na primeira infância. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. uma linguagem que. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. nesta fase. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. deixando-a mais feliz e confiante. acento. ( Ensino fundamental de 9 anos . plástica. replanejando quando necessário. fonte sonora etc. O planejamento do professor precisa ser flexível. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. musical e.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. a criança vai descobrindo e. Em Ciências.

É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. 34 . Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais.música para o desenvolvimento humano . folclóricas. timbres. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. do bairro. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ).). falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. eruditas. dentro desse trabalho de apreciação musical. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. tomando assim posse do seu corpo. do ritmo e do caráter das peças musicais. de casa. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. músicas que contam uma história etc. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. os sons do diaa-dia. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. vídeos ou mesmo pela Internet. gestual ou plástica. como o escolar. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. por ser o primeiro. a expressão corporal. gestual. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. ou seja. gestual. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. Como já foi exemplificado anteriormente. com a apresentação de outros assuntos. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. vivenciando o fluxo musical através de nós. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. dificultam a concentração. Petraglia ). A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. O som e o silêncio Recomendamos a observação. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. entre outras complicações. Sugerimos o site Mundo da Música. numa sociedade tão cheia de ruídos. ( OuvirAtivo® . seja depois abandonado. Durante a apreciação musical e o canto.Marcelo S. Expressão corporal. De grande ajuda para a criança nesse momento. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. Batemos palmas e os pés no chão. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. seja por fotos. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. nas salas de informática. danças. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. Isso não quer dizer que. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. de ninar. a consciência da pulsação. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. os quais produzem stress. como dinâmica. no portal Aprende Brasil. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo.

É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. neste caso. intensidade. cantando. como não gritar. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. “ Sugerimos que. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. Se houver possibilidade. Podemos dizer que crianças que se exercitam. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. ou seja. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. progressivamente. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. o professor pode utilizar espaços alternativos.. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. identificando. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. a quadra ou outros ambientes. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. em conjunto.. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. as notas musicais. cantar e ouvir. de forma simples. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. os ritmos facilmente assimiláveis. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. ouvindo. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. Aprender a ouvir o outro. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. como o pátio. a harmonia do todo. ou seja. e. coletivamente. As terminologias grosso e fino. podemos partir para a escala ascendente e descendente. cantando ou não. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Muitas vezes grave. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. Conforme Suzigan ( 1996). observando. vivenciando. sentindo corporalmente. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. devem ser substituídas. por meio de ações aparentemente muito simples. pela terminologia correta. mais tarde. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. Após a percepção do som grave e agudo. Desde bebê. se necessário. 35 . trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). “[. com muita tranqüilidade e respeito. A linha melódica deve ser bem nítida. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade.Propriedades do som: altura. utilizando breves explicações. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. com a intenção de aprimorá-la. desestimulando a ação de gritar. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. Portanto.

Setembro 2006. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. 24 de março de 1998. Especial Música. Mundo da Música .br> SCHAFER. Maria Zei. 36 . O ouvido Pensante. 2003 p. São Paulo. Cruz. SUZIGAN.20 PETRAGLIA. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. estimulando atividades de autoconhecimento. São Paulo: CLR Balieiro.com. <http://www.Lateralidade De acordo com Granja ( 2003.educacional. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. Linguagem. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. C. Hino Nacional Brasileiro. 1-8. a velocidade e a noção espacial. brincar.Música para o desenvolvimento humano. Unesp. conhecimento e Ação. M. A expressão musical é feita por um corpo. G. L.1991. está exercitando sua lateralidade. STATERI.htm> acessado em 18/12/2006.Orientações gerais. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. Se a criança se movimenta. Portal Aprende Brasil . OuvirAtivo® . controlando o tamanho do passo. que percebe. GRANJA. FOLHA DE SÃO PAULO. percepção corporal.br/textos/ed%20b. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. p. Cantar. António Ângelo. São Paulo: Ed. SUZIGAN. José Julio.<http://www. jogar. Pp. Murray. Ensino fundamental de 9 anos . Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo.aprendebrasil. Marcelo S. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. terça-feira. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento.ouvirativo. Oliveira. MEC. São Paulo: Ed. reeducação do movimento. Referências bibliográficas BIAGIONI. uma intencionalidade. Carlos Eduardo de S.211.br/> Mundo da Criança. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. VASCONCELOS. 1997. por exemplo. O professor pode associar uma atividade de pulso. R. MEC. Fermata do Brasil.com. 2000. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil.com. p.<http://www. 211).1996.

Na área de Arte. Adquirindo este conhecimento. antes de mais nada. Tendo em vista essas possibilidades da criança. Muitas vezes. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. ter outras experiências. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. Não é apenas uma etapa do processo. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. no momento do planejamento. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. 2º e 3º anos. Exposição A exposição da produção artística das crianças faz parte do ensino de arte. Consegue compreender o processo de expressão e criação. para que desenvolva um senso crítico e estético. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. Devemos envolver os alunos nessa produção. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. As atividades permitem ao aluno experimentar. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. formas etc. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. Quando organizamos uma exposição. os quais deverão ser aproveitados. linhas. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. seu trabalho muda no meio do caminho. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. todas as possibilidades e limitações desses materiais. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. conhecer a vida de alguns artistas. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. texturas.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. necessário para a leitura de imagens. respeitando-se a idade da criança. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. 1º. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. Na fase inicial do Ensino Fundamental. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Segundo Piaget. 37 . para contemplar o trabalho interdisciplinar. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. de fato. É capaz de criar símbolos e representações. Ela mais pesquisa do que se expressa.

som. forma. cultura ou país. desfrutar. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. povo. movimento.) com os quais o artista/aluno. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. Espera-se que os alunos. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. Música e Teatro. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. Dança. pictóricos. luz. o mediador entre arte e aluno. musicais. é a visita a museus e exposições de arte. gestuais. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. mas para todas as outras áreas. com alguma intenção. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. escolas e estilos etc. cênicos. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. progressivamente. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. Música. etc. apreciar. 38 . Por meio da arte. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Dança. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. Teatro. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. gesto. tanto para que possa progressivamente.

” 39 . pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. A relação entre a educação física e outras disciplinas. neste momento. conhecimentos sobre o corpo). visando a seu aprimoramento como seres humanos. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. de acordo com as suas habilidades. auditivos e cinestésicos). Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. a cada um. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. nesta fase. trabalha-se no plano dos conceitos. Compreende-se a dança. pré-desportivo ou numa dança. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. sem a preocupação com estilo ou técnica. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. saltos. filmes. Lembramos também que. atividades rítmicas e expressivas. ressignificá-los e recriá-los.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. o contato com músicas do universo infantil. aquilo que era material ( corridas. Podemos oferecer. além das técnicas de execução. teatros de marionete e outros. a educação física “trabalha no plano da ação motora. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. criatividade e interação do grupo. afetiva. coordenação motora e espacial. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. as atividades devem envolver todo o grupo. Nesse sentido. embora muito estreita. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. corporal. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. como um estímulo para a expressão corporal. Seja num jogo recreativo. giros) torna-se conceitual. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. de relação interpessoal e inserção social). higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. apreciá-los criticamente. construção de bonecos. mas ainda não podem usar a lógica. ética. de forma democrática e não seletiva. musicalidade. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. Em sala de aula. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. estética. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. social e de autonomia. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. músicas entre outros recursos. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. a discutir as regras e estratégias. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. assim. dentro de um contexto cooperativo. o aluno deve aprender. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. é pouco percebida.

estamos trabalhando noções de seriação e classificação. Assim. 40 . em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. tamanhos ou quantidades). podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade.Muitas vezes. Portanto. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. utilizando sua imaginação e percepção. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas.

por exemplo. É importante que os alunos troquem informações com os colegas.com. têm origens diversas (indígena. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. muçulmano. Nome Ao trabalhar com o nome. estrangeira.biabedran. Assim. calendários. há várias músicas. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. como sujeito histórico. aniversários. como o calendário indígena.br/ .HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. família. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. de Bia Bedran. Além de constituir um marco na vida do aluno. a criança encontra informações sobre a sua vida. entram e saem de moda. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. é importante ressaltar a carga emocional. como Todos os Nomes. brincadeiras e escola. pois crianças adoram comemorar. que pode ser encontrado no site http://www. mas trabalhar com a fotografia como fonte de informação: a data. como: mês em que há mais aniversariantes. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. mês em que não há. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. em que há menos. a conexão com a matemática será bem interessante. 41 . as memórias de um passado recente. Por isso. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. A construção de um calendário com a turma possibilitará a consolidação da aprendizagem. Ao trabalhar com o tema aniversário. Os alunos poderão trazer para a sala diferentes calendários em tamanhos e formatos diferentes para que eles escolham o calendário que querem construir. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. Seria interessante montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. Deve-se tomar cuidado para não provocar situações de constrangimento entre os alunos. se lembra dele ou não. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. é importante que elas percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. Para introduzir o tema. Dentro da perspectiva de se trabalhar com diferentes fontes de conhecimento histórico. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. quem são as pessoas. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. peça para desenharem a cena do aniversário. Aniversário/calendário A utilização da certidão de nascimento possibilita a introdução do conceito de documento. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. É importante ressaltar que o objetivo não é apenas ilustrar a atividade. o local. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. A pesquisa sobre a origem do nome deve ser bem orientada pelo professor. a foto do aniversário é um importante registro documental. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. ou seja. O que é um documento? Que documentos a criança conhece? Para que servem? Onde podem encontrar? No caso da certidão. asteca etc. Caso haja crianças que não tenham esse registro. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. ou a troca de letras para formar outros nomes. para que possibilitem não uma mera constatação. quais presentes ganhou etc.

Brincadeiras O estudo sobre brincadeiras contribui para o desenvolvimento da noção de tempo histórico.Família O diálogo nas rodas de conversa sobre organizações familiares pode gerar um trabalho de percepção sobre as mudanças e permanências nas organizações familiares. Di Cavalcanti. Para isso. independente da sua condição social. Ao trabalhar com esse tema. Para ampliar esta abordagem. Com o objetivo de desenvolver a reflexão e conscientização pode-se questionar sobre a importância da escola para os alunos e do direito da criança à educação. dentre as brincadeiras citadas. utilize obras de arte e faça uma releitura coletiva do quadro escolhido. Família na praia ( 1935) Fernando Botero. A utilização de fotos de famílias atuais e antigas possibilita abordar esta diversidade. Depoimentos ou entrevistas com pessoas mais velhas podem contribuir para o aprofundamento das questões. é importante que a análise seja iniciada com a própria situação familiar: com quem mora. O importante é que o aluno perceba que há diferentes tipos de família e que essa organização transforma-se com o tempo. as brincadeiras que costumam praticar no dia-a-dia e. deve-se considerar o conhecimento prévio dos alunos. Família ( 1996 ) Escola Observar o espaço e organização do local possibilita discussões a respeito das mudanças ocorridas na própria escola ao longo do tempo e sobre as mudanças e permanências ocorridas nas salas de aula atuais. quais eles acham que são antigas ou não. quantas pessoas fazem parte da família etc. 42 .

que possibilitam a construção de jogos. Portinari.org. releitura das imagens e sua interpretação sobre o tema. a necessidade da reciclagem e o uso de brinquedos artesanais. sistematizando os dados e a interligação com conceitos matemáticos.O trabalho com o foco nas brincadeiras preferidas das crianças possibilita a construção de gráficos. O tema brincadeiras possibilita a discussão sobre o consumismo desenfreado nos dias atuais. 43 . Crianças Brincando.portinari.br/. No site http://www. encontram-se telas de Portinari sobre o tema brincadeiras.

É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. o objeto é visto com uma “forma” diferente.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 1º e 2º ano. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. Para o mapeamento das ruas. portanto. Nessa segunda etapa. Mas. até o bairro e a cidade. em cada posição. criam-se símbolos para as moradias. como em um mapa convencional. Porém. a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto. Nessa linguagem. as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um . É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação. de frente e de lado. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. explicando que cada um deles possui um objetivo. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. hospital (se houver) e outros. ou seja. e um mapa-múndi é diferente de um globo. para a criança. ao mesmo tempo. elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica. cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. É algo que exige um grau de abstração. 44 . Portanto. eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. a escola. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. proporcionalidade. se cada um utilizar um modelo de medida. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.ou seja. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. a maneira como se faz em mapas e plantas. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. o professor pode introduzir a noção de legenda. Partindo da observação. visão do alto. pois as noções de escala. Ao preencher o quadro. altura e largura de coisa. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas. ou seja. Um mapa físico é diferente de um mapa político. isso não é tão simples assim. na sala de aula. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Com o desenvolvimento dessas atividades. valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. a escola. altura de pessoas etc. Depois. o lixo. Na fase dos 6 aos 8 anos. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Maquete O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. os alunos podem desenhar objetos vistos de cima. Assim. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras. É uma convenção. a rua da escola. o que vale mais é a observação de que. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. a visão que se tem é vertical. a lousa etc.

para a elaboração de questões. como já dissemos anteriormente. e. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Em Geografia.Medidas é um tema comum à área de Matemática. se possível. porém. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. nesse primeiro momento é importante somente uma introdução. Em História. em Geografia. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. Futuramente. o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles. o represente com desenhos. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. por exemplo. a turma se preocupe com o depoente. a atividade será ainda mais rica. dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões. mas. deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo. O registro sobre as mudanças é fundamental. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. se isso não for possível. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. O ideal é que cada aluno traga uma foto. na hora da entrevista. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Aqui. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. com esse conceito construído. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. de preferência de um lugar conhecido de todos. é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. Estudo do meio O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). Converse com seus alunos antes. estudo da fauna e flora locais. ou seja. políticas e econômicas. para ter diferentes visões do mesmo local. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. os alunos. Ele permite que o aluno conheça o espaço. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças. ensaie antes com a classe para que. nas séries mais adiantadas. utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. Por meio de fotos antigas. Mas. 45 . é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. culturais. No caminho de casa à escola.

esculturas. desenhos. gráficos e esquemas. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. a geografia pode contar com muitos aliados: música. a rua da escola. como exemplo. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. grafites. Cartazes. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Com as informações em mãos. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade.. peça de teatro. matérias de jornal. que podem culminar em uma exposição. Mas não pára por aí. a escola. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Além dos textos. a casa. diários de viajantes. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. filmes. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. 46 . construções etc. A partir delas. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. comparar com outras imagens. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. de Tarsila do Amaral. histórias em quadrinhos.. levantamento de interesse junto aos alunos. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. lugares. os arredores. Enfim. pinturas. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. textos da Internet. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. enciclopédia eletrônica. levantando hipóteses próprias. fotografias. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros.A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. Aos poucos.

Produção de textos informativos. Valorização da limpeza. o Semelhanças e diferenças entre os animais.) o Importância do Sol. o O tempo. Resolução de pequenos problemas do cotidiano. o A dentição de leite. o Germinação.) o Os elementos naturais (água. construções etc. Procedimentos básicos de prevenção a acidentes e para o cuidado consigo mesmo. Interesse e curiosidade pelo mundo social e natural que as rodeia. à estatura. o clima e o vestuário. ar. Plantas o Árvores. Criação de pequenos animais e cultivo de plantas. sustentação. locomoção. Animais o Algumas características e curiosidades. Respeito à opinião alheia. o Preservação e conservação dos ambientes. o Objetos produzidos pelo homem. Comparação dos modos como diferentes seres vivos. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. Elaboração de listas e registros escritos. Utilização das informações obtidas para justificar suas hipóteses. realizam as funções de alimentação. ao peso. da aparência pessoal e do cuidado com os materiais de uso individual e coletivo. Pesquisa em diferentes fontes. no espaço e no tempo. Observação e registro das “teorias” espontâneas que aparecem nas conversas sobre os assuntos tratados. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. à etnia. Disposição para mudar hábitos relacionados à alimentação. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de colaboração e solidariedade. o Cuidados com os animais. reprodução. o Escovação dos dentes. solo. solicitando ajuda quando necessário. o Lixo e separação do lixo. calor. o A higiene pessoal. Observação de elementos da Natureza que podem ser encontrados perto da casa e da escola. Formulação de hipóteses para explicar os fatos observados. dos alimentos e do ambiente. flores e frutos. diversidade. luz. o O corpo e a alimentação. • • • • • • • • • • • • 47 . Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O Ambiente o Paisagem local (vegetação.1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat/ Inf. sexo e gênero. o Vegetais usados na alimentação • • • PROCEDIMENTAIS Troca de idéias sobre gostos e percepções. conforto e segurança. o Partes do corpo. o Órgãos e sentidos do corpo humano. o Moradia dos animais. o Vacinas tomadas até a idade. higiene. Ser humano e Saúde o Identidade.

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. Números em situações cotidianas: números que aparecem com freqüência na sala de aula, idade, número do calçado, números que indicam valores das moedas e cédulas etc. Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. Jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. Espaço e Forma Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. Pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. Grandezas e Medidas História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. Estratégias pessoais de medida, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. Medidas de tempo, massa, capacidade e monetária. Tratamento da informação Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

PROCEDIMENTAIS
• Utilização da contagem oral nas brincadeiras, jogos, cantigas de roda e em situações nas quais se reconheça sua necessidade. • Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números familiares ou freqüentes. • Utilização de noções simples de cálculo mental, registro pictórico e/ou numérico como ferramenta para resolver problemas. • Observação e verbalização da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. • Uso do dinheiro em situações de interesse das crianças. • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces planas, lados retos etc. • Representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. • Registro da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulário pertinente, nos jogos, nas brincadeiras, nas músicas e nas diversas situações, em que as crianças considerarem necessária essa ação.

ATITUDINAIS
• Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Respeito pelo pensamento do outro e valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias como fonte de aprendizagem. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Respeito às regras dos jogos e desafios. • Persistência perante os erros e dificuldades. • Busca de soluções pessoais para vencer situações-problema. • Opção por registros claros e completos. • Valorização de suas próprias idéias e verbalização de dúvidas. • Valorização da importância das medidas e estimativas para resolver problemas cotidianos. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

48

PROCEDIMENTAIS
• Uso de diferentes procedimentos para comparar grandezas. • Experimentação de noções de medidas de tempo, comprimento, peso, volume pela utilização de unidades não convencionais e convencionais, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Marcação do tempo por meio de calendários. • Organização da rotina diária e planejamento de eventos (festas, projetos, estudos do meio, cronograma de aniversariantes). • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

49

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Mouse Pad * Impressora * Scanner * Webcam * Disquete * DVD * CD * Softwares PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. * Uso adequado de mouse, mouse pad e teclado. *Uso de diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. *Uso de sites adequados para complementar as aulas. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação ( TICs) nas atividades cotidianas. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações, levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Desenvolvimento da percepção visual e auditiva, a coordenação motora, a memorização. ATITUDINAIS * Convivência em grupo, propiciando a interrelação de pensamentos, ideias e conceitos, a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. * Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. * Valorização das tecnologias (My Kid, Mesa Alfabeto, Site da Educação, outros).

50

1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• • Linguagem Oral. Leitura o Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, bula, lista, cartaz, bilhete, carta, diário, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. o Produção de listas. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Características estruturais do texto e do portador.

PROCEDIMENTAIS
• Uso da linguagem oral em situações de comunicação que envolvam a necessidade de expor opiniões, explicar, argumentar, perguntar, solicitar. • Interpretação de fatos e histórias. • Narração oral de fatos, considerando a temporalidade e a causalidade. • Produção e revisão de textos coletivos, por meio de parceiro mais experiente que cumpra o papel de escriba. • Reconto de histórias e criação oral de novas versões por meio de diferentes estratégias. • Uso da escrita como representação da fala. • Uso da escrita em situações de comunicação (parlendas, poemas, canções, trava-línguas, listas, adivinhas, quadrinhas, manchetes de jornal). • Elaboração de listas do mesmo grupo semântico, a partir de temas indicados. • Compartilhamento da leitura e seleção de textos. • Solução de dúvidas surgidas recorrendo a um parceiro mais experiente. • Manuseio freqüente de livros, gibis, revistas, jornais e material escrito em geral. • Controle da escrita em situações de produção em parceria, resgatando o que já foi escrito e o que ainda falta escrever. • Produção de um livro coletivo a partir da nova versão de um conto previamente selecionado, estudado e trabalhado com mediação do professor. • Ilustração do conto produzido.

ATITUDINAIS
• Respeito à sua vez de falar. • Respeito às diferentes formas de expressão. • Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. • Valorização da leitura como fonte de prazer e conhecimentos. • Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. • Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. • Interesse pela preservação de livros, jornais etc. • Socialização das experiências de leitura. • Respeito pela produção própria e alheia.

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

INGLÊS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi, hello, good morning, good afternoon, good evening, good night, good bye. How are you? I’m fine, thanks. Apresentação: What´s your name? My name is ________ Expressão de suas preferências: My favorite ________ is _________. Vocabulário: o colors (red, yellow, pink, green, purple, orange, blue, brown, black, white, gray); o weather (rainy, cloudy, sunny, snowy) o feelings (happy, sad, tired, sleepy); o toys (ball, bike, kite, yo-yo, doll); o pets (dog, cat, bird, fish, turtle, rabbit) Verbo “to be” - presente simples Números de 1 a 10. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana (Valentine’s Day, Easter, Mother’s Day, Father’s Day, Halloween, Thanksgiving and Christmas).. • • PROCEDIMENTAIS Uso, em situações cotidianas, do vocabulário e diálogos aprendidos. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Respeito ao momento em que o outro fala, ouvindo com atenção. Parceria na construção da pronúncia dos colegas, respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe.

• • •

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

ARTE MUSICAL

CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Som e silêncio. Lateralidade: em cima/ embaixo, direita/ esquerda, frente/ atrás, dentro/ fora. Rimas. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica. Propriedades do som: altura, intensidade, timbre e duração. o Notas musicais. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. Pulsação. • •

PROCEDIMENTAIS
Interação com músicas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas. Audição, observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos, brinquedos cantados, brincadeiras e sonorização de histórias. Composição de atividades corporais de locomoção, improvisação, prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos, brinquedos cantados etc. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Percepção do pulso da melodia, por meio de canções conhecidas, utilizando instrumentos de percussão, objetos sonoros, percussão e movimentos corporais. Exploração de linguagem musical com a voz, o corpo e diferentes materiais sonoros. Canto coletivo. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais, folclóricas, eruditas, variadas). • • • •

ATITUDINAIS
Desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, atenção e prontidão bem como noções de valores. Valorização das próprias produções, de outras crianças e da produção de arte em geral. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Valorização pelos sons do ambiente, do cotidiano, percebendo o que pode ser mais saudável, levando a uma melhor qualidade de vida. Valorização da voz como instrumento de comunicação. Interesse, respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro.

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Respeito à própria produção. Exploração e experimentação de sucatas na criação de montagens tridimensionais. Experimentação de materiais diversificados bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com o suporte e materiais de artes. papéis. Uso do movimento do corpo como forma de expressão. tintas. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas e/ou conflitos. Exploração de texturas observando seus efeitos na produção artística. Exploração e uso das cores nas produções artísticas. giz de cera.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Interação com teatro de fantoches. Cuidado na utilização de materiais de trabalho e organização pessoal. tintas diversas) Exploração do espaço observando proporção Exploração das competências corporais e de criação dramática Utilização da expressão como forma de comunicação Experimentação e articulação entre as expressões corporais e plásticas. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. 54 . • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. à do outro e à produção artística em geral. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais e diversos e suas reações. lápis. argila. Experimentação e utilização de materiais e técnicas diversas (pincéis. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Cores Jogos Dramáticos Modelagem Texturas Pinturas Folclore Montagens Desenho Colagem Fantoches • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das formas produzidas.

Atividades corporais. velocidade. Cooperação nas atividades de grupo. Participação em brincadeiras e jogos que desenvolvam as habilidades motoras (andar. adaptando-se a diferentes ritmos. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. exercendo-as de maneira social e culturalmente significativa. histórias e fantasias. Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e brincadeiras. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Saúde corporal Ginástica. de habilidades motoras adquiridas. nos momentos de lazer.). Atividades em sala de aula. fatos. Brincadeira. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. aceitando diversos papéis. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. Cooperação entre os pares. Ampliação das possibilidades do movimento por meio da dança. Reprodução da forma e de expressões da cultura popular. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Exploração das possibilidades corporais com autonomia. Expressão corporal. Utilização de recursos para desenvolver e aprimorar as qualidades físicas (força. saltar etc. Desenvolvimento das relações espaço-temporal e psicomotor. Manipulação de materiais e objetos diferentes para aperfeiçoamento das habilidades manuais. Movimentação. resistência. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. equilíbrio etc. Respeito aos colegas.). Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. Utilização. Dramatização por meio de movimento. correr. auto-estima e autoconfiança. 55 . Danças. Desenvolvimento de independência. Valorização da diferença. adotando atitudes de cooperação.

Uso de diferentes medidas de tempo. grupos musicais. Diferentes organizações familiares ao longo do tempo. ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Valorização da própria história. jogos. Transformações e permanências no grupo familiar e na escola. brincadeiras.). emitindo opiniões. Apreciação de histórias de vida diferentes da sua. Modos de medir o tempo. Necessidade de cuidar do meio ambiente familiar e escolar. A escola como lugar de aprendizado.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O nome como algo individual e resultado de uma escolha histórico-temporal. Respeito à diversidade existente entre pessoas do mesmo grupo de convívio. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa em diferentes fontes: fotografia. Empenho no cumprimento dos combinados. times de futebol. Diferentes nomes e origens Nomes e datas de aniversário. animais de estimação etc. Troca de informações Planejamento de ações positivas em relação ao meio ambiente familiar e escolar. jornais e Internet. livros. pesquisa bibliográfica. Troca de informações. • 56 . imagens etc. estabelecendo contrapontos entre diferentes espaços e tempos. em outros tempos e lugares. Registros pictóricos. Semelhanças e diferenças entre nomes e histórias de vida da família. Diversidade dos modos de ser criança: aqui e agora. Participação. Valorização de diversas fontes históricas. obras de arte. Confronto de opiniões. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. entrevista. Diferentes escolas e suas transformações históricas. Levantamento de diferenças e semelhanças individuais. Diferentes rotinas dos alunos. Preferências em relação a diversos aspectos: brinquedos. ontem e hoje.

de frente. Reconhecimento das transformações realizadas pelo homem ao longo do tempo no ambiente cotidiano. à direita. Descrição dos elementos naturais e modificados que se apresentam na paisagem local. Utilização de pinturas. Adoção de atitude responsável em relação a preservação e conservação do meio em que se vive. procurando localizar espaços conhecidos. distante. em cima. • • • • • 57 . filmes. textos. mapas. de frente. passos etc. fotografias. Confecção de maquete simples. Autonomia na utilização de registros variados como forma de mapeamento do espaço. Organização de informações utilizando diferentes estratégias. Registro individual e coletivo das informações coletadas por meio de desenhos. Elaboração de símbolos que representem locais ou objetos. Realização de medições de maneira nãoconvencional: com palmos. Representação pictórica de locais e objetos em diferentes visões: de cima. vídeos etc. entrevistas e outros. atrás. como fonte de informação. roteiros e plantas variados. fotografias. objetos. Identificação da relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Compreensão da relação entre o espaço corporal e espaço à volta: na frente. Produção de mapas e roteiros simples. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial em diferentes localidades e situações. embaixo. de lado. de lado. observando os aspectos positivos e negativos. Valorização do diálogo como meio para resolução de conflitos e troca de informações. Percepção da importância da legenda para identificação de locais e objetos. Diferenciação das diferentes visões nas representações gráficas: de cima. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Registro coletivo do levantamento de hipóteses. Questionamento dos diferentes conceitos geográficos. à esquerda etc. próximo. Leitura de mapas.

• Eu e a natureza. O Eu • Eu no mundo. como respeito. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. Análise da programação televisiva. levantando os pontos positivos e negativos. • Eu sou eu com o outro. representando animais. Pesquisa em revistas e jornais impressos. entre outros. • Eu e o outro somos nós. suas qualidades e sentimentos. 58 . Entrevistas/conversas com familiares. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. • • • • • • • • • • Expressão de sentimentos. respeito cultural. respeito religioso. Reconhecimento de suas próprias limitações e qualidades. permeado por valores. desejos. • • • • • • Respeito às características das pessoas. cooperação. Valorização de amizades. paciência. Narração de fatos relacionados com os acontecimentos do cotidiano escolar e familiar.1º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS • • ATITUDINAIS • Alteridade • Orientações para o relacionamento com o outro. Reflexão sobre a responsabilidade/papel de cada um na sociedade. Diversidade • Respeito étnico. por meio das ações de cooperação. Expressão corporal (pantomima). Escuta e apreciação de obras musicais. tolerância. entre outros. Amorosidade. curiosidade e respeito por todas as formas de vida. Expressão oral de histórias. suas limitações. professora. Adoção de atitudes de cortesia e cooperação no dia-a-dia na sala de aula e para além dela. Participação nas sensibilizações / dinâmicas de grupo. cuidado. parábolas. • Estudo dos fenômenos naturais. necessidades. conhecidos. Expressão por meio do desenho. solidariedade e ajuda na relação com o outro. preferências e opiniões. respeito às diferenças individuais de cada pessoa. mitos. Utilização de algumas regras simples de convívio social. Estabelecimento de diálogos entre o grupo classe. sem uso da voz.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 2º ANO Ensino Fundamental 59 .

As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. de geração a geração. assim como a reconstrução de categorias de idéias. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. textura. Podem aprender procedimentos simples de observação. sintetizar. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. elaborados e acumulados pelo homem. onde os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. comparação. esquemas. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. identificar. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. cor etc. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. busca e registro de informações. com o outro e com o ambiente. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. de modelos científicos. Os alunos podem comparar entre si objetos. seres vivos. gravuras. mapas. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. dos arbustos. tais como argumentar. ou seja. Para aprender Ciências. usando diferentes critérios. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. como forma. vídeos. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. fazer suposições acerca dos fatos e/ou fenômenos. tamanho. Investigação É muito importante também propor investigações. Dificilmente. seres vivos. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. 60 . Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. sobre os fenômenos naturais. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. das folhagens e gramíneas. Nos anos iniciais. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Desse modo. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. analisar. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. Para tanto. materiais etc. trocar idéias com os colegas. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. entre outros.

independentemente do nível de alfabetização dos alunos. por exemplo. a sua parte universal. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. Além do desenho. em situações reais de comunicação. procedimentais e atitudinais. ouvem e sentem. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. a qualquer momento. Após essa primeira leitura. Os conteúdos. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. independentemente do banco escolar. com a tecnologia e com o mundo. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. por outro lado. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. que sabem argumentar e defender suas idéias. fundamental. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. tabelas. ser humano e saúde. Nessa fase. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. sempre que possível. pequenos textos. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. ou seja. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. dos animais e plantas.Experimentação Por meio dela. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. 61 . ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. um lugar para sua manifestação. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. Normalmente. embora organizados por temas específicos (ambiente. É importante que tais representações encontrem. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. buscam explicações para o que vêem. que têm. o seu aspecto individual e. auxiliando-o no processo de alfabetização. o que representa a sua comunidade. nesse sentido. é fundamental que o professor. Quando chegam à escola. com os conteúdos conceituais. elaboração de listas. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. com a ajuda ou não do professor. que sabem ouvir e discutir questões. de si própria e sua relação com os outros. do ano em que está atuando. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. O importante. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. não devem ser trabalhados de maneira linear. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. levantadas em um determinado problema. As experiências sugeridas não devem. leia o plano. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. por um lado. Como dissemos. A atuação do aluno é. animais e plantas). Em suma. na produção de um texto coletivo. na sala de aula. pessoas que sabem ler e escrever bem. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. os conteúdos são extensos. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. portanto. num primeiro momento. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem.

Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. as organizações sociais. Deve também estabelecer relações com o ambiente. para um trabalho mais amplo. 62 . quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. Patas de animais. rios. entre outras. seu referencial é ela própria e. Auto-retrato Dobradura de animais. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. particularmente com os animais. Uso da linguagem oral para relato de vivências. por exemplo. órgãos dos sentidos. Língua Portuguesa Conversa informal. Imitação de animais e seus modos de vida. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. principalmente com Geografia e História. por exemplo. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. educação ambiental e ética. Geografia/ História Colegas da classe. Por exemplo. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Comparação entre seres vivos. ou seja. Nomeação das partes do corpo. em que um mesmo tema é proposto. Identidade. o meio é a sua própria extensão. Cuidado com o corpo e o ambiente. alimentação. comparando as características do corpo humano. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. Grosso e fino. Matemática Uso dos números para representar a idade. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. e depois de outros elementos presentes no ambiente. Nome próprio. relacionadas ao revestimento do corpo. Ciências Corpo humano e suas partes. num primeiro momento. Jogo da memória: animais. como relevo. Higiene do corpo. a família. modo de vida. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Músicas que falem das mãos e dos pés. Quebra-cabeça (partes do corpo). Movimentos na frente do espelho. Maior e menor. saúde. É importante também. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. Tamanho (altura do corpo). Os pés e as mãos. Idade. construções etc. luz e solo. A história de cada um. Nomeação de figuras e animais. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Expressões faciais. Música que fale de um animal. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. o corpo e materiais sonoros diversos.Outra característica dessa fase é o egocentrismo. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. portanto. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. mas com os enfoques de cada área. Semelhanças e diferenças sociais. Sendo assim. Posturas corporais. locomoção. que apresentem as partes do corpo. Educ. Lateralidade. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. Brincadeiras. com as características de outros seres vivos.

reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. sociais e culturais de quem irá aprender. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. medidas e estatística. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Nessa concepção de ensino. Sendo assim. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Para atingir os objetivos. acreditamos que. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. Assim. ao trabalhar com a resolução de problemas. Por isso. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Assim. também aprende na interação com seus parceiros. Sendo assim. é necessário considerar as condições cognitivas. no processo de transformação do saber científico em escolar. Alunos e professores interagem e crescem no processo. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. No entanto. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. além de ser agente da construção de seu conhecimento. acentuamos a idéia de que o aluno. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. aberta à incorporação de novos conhecimentos. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. o professor deve saber que: 63 . A cooperação entre os alunos na busca de soluções. podemos trabalhar com noções de geometria. sentimentos. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. Dessa forma. considerando aspectos transversais. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. Para isso. além de explorar idéias numéricas e contagem. Por sua vez. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. em situações de desafio. favorecendo a aprendizagem. interesses. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. As crianças têm idéias próprias.

As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. ler. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. No processo educativo. problematoteca. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. mecânica e repetitiva. Os problemas devem ser desafiadores. Para a formulação de problemas. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. levantar hipóteses. sem deixar marcas negativas. os dados e a operação a ser usada. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. problema com rima. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. a essência está no problematizar. charada. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. semelhanças e diferenças entre os textos. da língua materna e da combinação de ambas. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Assim. propiciando novas tentativas. Quando os alunos formulam problemas. um processo investigativo. autoconfiança e autonomia. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. conteúdos importantes na educação matemática. interpretar e produzir textos. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Por meio dos jogos. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. um repertório como apoio. tendo assim. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência.• • • problema é toda situação que permite problematização. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. divisor. podemos trabalhar. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. o aluno aprende matemática. conto etc. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. troca entre os alunos. 64 . seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. dobro. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. a pergunta e a resposta. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Assim. de maneira lúdica. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Dessa maneira. estabelecer relações e aplicar conceitos. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. criação de um banco de problemas. ou seja. e articulam o texto. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. percebem a relação entre os dados apresentados. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. livro de problemas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. num jogo. respeitar regras. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. comunicar idéias. porém não de forma rotineira. As tentativas. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. Ao formulá-los. um jogador ganha e outro precisa perder. Enquanto resolve situações-problema.

desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. contar histórias desses povos. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. encoraja reflexão e clareia idéias. entre outras coisas. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. 65 . em uma aula. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. brinca. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. Sempre ao final das brincadeiras. vencendo os desafios propostos. e apreendendo todas as regras. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. Além disso. o que foi fácil e o que foi difícil. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. é preciso levar em consideração alguns aspectos. dicas para se jogar melhor. Brincadeiras infantis Toda criança. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. A partir da discussão estabelecida.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. das diferentes respostas obtidas. Assim. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. por exemplo. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. o aluno amplia sua capacidade corporal. suas aprendizagens. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. as crianças devem conversar sobre o jogo. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. principalmente para crianças dos anos iniciais. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. a percepção de si mesmo como um ser social. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. Enquanto brinca. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. toda semana. Por isso. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. Além da socialização de idéias. o jogo não se tornará mero lazer. discutindo o que foi fácil. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. podendo. assim como propusemos para os jogos. Nas situações de jogo. em que os alunos levantam e testam hipóteses. o que foi difícil. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. suas dúvidas. de qualquer idade ou realidade social. mas uma nova forma de aprender Matemática. Contudo. Brincando. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. Na bibliografia desse trabalho. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. enriquece suas aulas. Além de jogar. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. sua consciência do outro. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência.

pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. 1996. com emoção. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. escrita. mas aos poucos.. A leitura poderá ser feita em vários dias. usar a literatura infantil “[. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças.(SMOLE. características e acontecimentos na história. Não há necessidade de um livro para cada aluno. assim como explore lugares. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. o professor poderá analisar a capa. pensar na organização da classe. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. Depois. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. álbum seriado. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. seleção de informações e resolução de problemas. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. enigmas. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. Você pode ter um livro por duplas. etc. expectativa.. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. adequar o tempo à sua proposta. 66 . uma tabela. os alunos podem elaborar o final da história. Nesse sentido. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. Alguns livros não apresentam um final definido e. uma propaganda. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. enquanto lê. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. O ideal não é explorar um livro a semana toda. nesses casos. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. etc. Segundo Smole (1999). assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. p. percepções e experiências. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. ainda. em quais são os recursos necessários. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. um gráfico. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. Além dos livros infantis. Para a realização desse trabalho. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. o giz e o livro didático”. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. problematizações especialmente preparadas para isso. com os personagens. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Desta forma. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência.

cognitiva e social. os textos. modificar e integrar idéias. mais uma vez. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Assim. Na maioria dos casos. Para reformular um texto. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. Por meio dos projetos. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. visualização e trocas. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. que opiniões têm. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. interdisciplinares. e destes com o professor. que hipóteses levantam. Assim. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. promovendo. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. na avaliação e no planejamento. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. sejam capazes de tomar decisões. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. 67 . Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. especialmente artes e língua materna. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. pelas experiências vividas na escola. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Nesse contexto. construir. o original e a sua reescrita. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Por meio das atividades propostas. Ao delimitar o tema. com objetos e situações que exijam envolvimento. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. ter. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Durante o desenrolar do projeto. portanto. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. mas que envolvem duas ou mais delas. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem.

o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. embalagens. subtração. pedrinhas. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. cálculos. codificar. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. folhetos de supermercado etc. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. caixas de fósforos vazias. o aluno irá ampliando seu conceito de número. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. Nosso desafio foi selecionar. tornando-se mais significativo para os alunos. o estudo do espaço e das formas. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. Ainda em relação às operações. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. arredondamentos e cálculo mental. comparações e ordenações. material dourado e ábaco. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. aos poucos. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Ressaltamos que. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. Para que a criança construa o significado de uma operação. sempre que é retomado.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. nas quais. bolinhas de gude. 1. medir. As operações fundamentais (adição. ou seja. Assim. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. surge sob um novo enfoque. figurinhas. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. é importantíssima a exploração de jogos. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. palitos de picolé. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. entre outras coisas. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. resgatando a histórias de lugares. Contudo. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. contas. Atualmente. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. A seguir. recomendamos a organização de materiais diversos. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. rótulos. 68 . Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. no processo de seleção de conteúdos. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. tabelas e gráficos ). contemplando o estudo dos números e das operações. jornais. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. Assim. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. ou seja. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. ordenar. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. tão necessárias no dia-a-dia. Para esse fim.

envolvendo as quatro operações. pedras. Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. dois. para que os alunos possam perceber suas formas. de placas de trânsito. ou seja. Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. 10 unidades são trocadas por 1 dezena. deslocamentos no espaço. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. de telefones. escritos ou numéricos. Solicitar que os alunos tragam para aula uma fruta. Outra idéia é separar as peças que têm a mesma forma e questionar: • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? 69 . Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. Localização de números numa seqüência. Com as figuras criadas. representar e descrever o mundo em que vive. Reunir as frutas numa cesta e contar com os alunos quantas frutas há ao todo. pontos de referência e também observação. sucata. não sobrepor nenhuma. canudinhos.) mostre à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal os agrupamentos são feitos de 10 em 10. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. pode propor a montagem de um mural e. Espaço e Forma Para compreender. O professor poderá explorar esse conhecimento para iniciar o trabalho com números pares e ímpares. O uso de embalagens. Formação de pares para percepção que nos úmeros ímpares sempre há sobra. pinturas. atividade como ligue-pontos com números. 2. desenhos. Usando material manipulável (palitos. bolinhas. identificando o antecessor e o sucessor. como folhas. de placas de carros. A confecção do quebracabeça chinês tangram possibilita uma série de atividades. Para tanto. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. Utilizar também o material dourado. o professor pode deixar que as crianças brinquem livremente montando figuras. frutas. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. a elaboração de um texto coletivo. O professor poderá até organizar exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. em ordem crescente e decrescente. flores. nos relógios e calendários etc. Num segundo momento. a partir deste. são recomendadas. “Um. de obras de arte.Sugerimos também: Exploração dos números nas mais variadas situações: número da moradia. Primeiramente. feijão com a arroz” etc. é muito comum elas “tirarem par ou ímpar” para saber quem começa uma determinada brincadeira. Em função das brincadeiras e jogos de crianças na rua. em casa com os irmãos e na própria escola. para formar desenhos. Depois pode mostrar aos alunos figuras montadas com as peças do tangram e pedir que reproduzam. Fazer uma lista de produtos vendidos por dúzia. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. Solicitar que retirem uma dúzia de determinada fruta e meia dúzia de outra. árvores.. animais marinhos e de objetos criados pelo homem. estabelece as regras do uso do quebra-cabeça (usar as sete peças. esculturas e artesanato.. Pedir às crianças que representem números no material dourado realizando composições e decomposições. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. mas uni-las pelo menos por um vértice).

depois. Grandezas e medidas Neste bloco. fita métrica. calendário. agora. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. semana. Por exemplo: quem pesa menos? Quantas meninas pesam menos que 25 kg ? • Solicitar aos alunos que tragam recipientes com capacidade de um litro. • Se possível. pode haver diferenças nos resultados das medidas.Pode ainda propor situações-problema. brinquedos cantados. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. ano). possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. de objetos. a partir do quebra-cabeça: Ex. • Explorar o calendário identificando datas importantes. Modelagem. Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos. Encher de água e passar o conteúdo para outro recipiente de 70 . relógio. com as peças do tangram. hoje. recebendo e dando instruções. Observe as duas peças que não são triângulos e responda: • • • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? essas duas peças têm alguma diferença? troque idéias com seus colegas e professora. forme um quadrado usando: apenas duas peças. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. em massinha. e organização de exposições com os objetos construídos. Usando apenas três peças do tangram. conhecendo unidades usuais de medidas de tempo (dia. se as crianças dominam os conceitos ontem. referindo-se apenas ao formato do mesmo. em conversas. tarde etc. levar uma balança para pesar as crianças e propor situações-problema e construção de tabelas e gráficos a partir dos resultados. Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. usando vocabulário de posição. pés. caça ao tesouro. passos etc. Exemplos: jogos de circuito. quatro peças. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. que permitem a utilização de vocabulário geométrico. receitas culinárias etc. usando medidas não-convencionais e convencionais. metro. amanhã. Mais uma vez. mês. reproduzindo formas geométricas. cedo. Jogos para adivinhar um determinado objeto. Outras sugestões são: • Verificar. marcando eventos da classe e da escola. tente montar um triângulo e depois desenhe o que você fez. organização de formas e trabalho de contagem. Apontamos ainda outras sugestões: • • • • • Atividades de seqüências com formas geométricas simples. como unidades de medida. • Comparar o peso de mochilas e materiais escolares. trabalharemos com situações reais de medição. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. • Propor a produção de frases citando datas especiais. três peças. 3. • Traçar a rotina diária junto com as crianças. antes.

Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas. 71 . Bibliografia sugerida ALMEIDA. BROUGÈRE.). recortem e coloquem o valor.Educação para uma sociedade em transição. 2001. Josep M. Campinas: Papirus. entre outros. 1997. Santos: 2001. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. 1996. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. para que percebam que o volume é sempre o mesmo. Jogos cooperativos: se o importante é competir. 4. São Paulo: USP. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. ______. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. São Paulo: Peirópolis. Kátia Cristina Stocco. BORIN. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas. Maria Ignez de Souza Vieira. 2002. Luiz Roberto. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. Belo Horizonte: Leitura. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. DINIZ. 1998. D`AMBRÓSIO. São Paulo: Moderna. São Paulo: Editora Ática. César. Os conteúdos na reforma. de animais de que mais gostam. O grande livro dos jogos. Tradução Afonso Celso Gomes. Produzir cédulas e moedas de papel. Adriana. Brincar: crescer e aprender. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. SMOLE. Educação Matemática: da teoria à prática. Ubiratan. 1998. independentemente da forma. 1997. São Paulo: USP. Porto Alegre: Artes Médicas. Indicamos também: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. Jacques. Gilles. 1994. Júlia. FRIEDMANN. dos aniversariantes do mês. Carlos Rodrigues. Explorar notícias e anúncios de jornais e revistas envolvendo quantias que poderão servir de apoio para resolução ou criação de problemas. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. banco. COLL. coleta e organização de dados estatísticos. feira. São Paulo: Cortez. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. DELORS. O resgate do jogo infantil. Promover atividades orais e escritas. Papirus. Tratamento da informação Neste bloco. Transdisciplinaridade. BROTTO. deixando que os alunos pintem. dramatizações (lojinha. Vozes. Marcos Teodorico Pinheiro de.• • • • formato diferente. 2000. O jogo como espaço para pensar. Criatividade e novas metodologias. 1996. CARDOSO. BRENELLI. 2004. 1999. Tradução Beatriz Affonso Neves. de programas de TV preferidos. Fábio Otuzi. São Paulo: Cortez. 1998. Virgínia Cárdia. tabelas e gráficos. Brinquedo e cultura. ______. Educação: um tesouro a descobrir. 2001. BRANDÃO. DANTE. 1996. Assim. Explorar a história do dinheiro. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. São Paulo: Palas Athena. Campinas: Papirus. Roseli Palermo. ALLUÉ. ______.

YOKOYA. Tradução Antonio Feltrin. Vygotsky. 2003. 1996. Cecília. ______. Fausto Arnaud. 1990. KAMII. Valéria Amorim. 1992. Campinas: Papirus. Porto Alegre: Artmed. Joana Hissae. Mabel. escrever e resolver problemas. II. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. KISHIMOTO. IKEGAMI. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed.SMOLE. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. Tradução Regina A. Oscar.C. Porto Alegre: Artmed. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. São Paulo : USP. Katia Cristina Stocco. Cortez. Editora Vozes. 2001. a criança e a educação. São Paulo. 2000. TAILLE. GRANDO. Porto Alegre: Artes Médicas. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . III e IV. ______. BROUSSEAU Guy . 1991. ______. Resolução de problemas.). LERNER Delia .. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Maria Therezinha de Lima. Porto Alegre: Artmed Editora.GIORGI. Lellis. 2004. Luiz Márcio Pereira. 2004.. L.Papirus. ______. Tizuko Morchida (org. 2001. Brinquedo. aplicações e jogos matemáticos.. Juan Acuña Llorens. 1993 LEAL. ROCHA. Tradução Elenisa Curt. Lino de. Maria Ignez e CÂNDIDO. Marta Rabioglio. Brincadeira e a Educação. MACHADO. OCHI. Vozes. MACHADO. 2001. Pat. MACEDO. PEREIRA. Yves de La. DINIZ. Renata. Porto Alegre: Artmed. tecnologias e temas afins. senha e dominó. 1988. ______. Maria Ignez e CÂNDIDO. Campinas. Rosa Monteiro. Jogos em grupos na educação infantil. Fuzako Hori. Kazuwo João. MACHADO Nilson José. Constance. Regina Célia. SMOLE. ______. São Paulo: Paulus. 2006. Regina Célia. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. São Paulo: Cortez. ______. Campinas. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Summus. 1995. MACEDO. 1997. GÁLVEZ Grécia . SESI. São Paulo: USP. 4 cores. Aprender matemática resolvendo problemas. Papirus. SAMPAIO. Papirus. Porto Alegre: Artmed. Ler. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. Nicanor. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Nilson José. Reinventando a aritmética. Matemática e Educação: alegorias. 2002. Brincando com números. GRANDO. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. ALS. São Paulo: Editora Ática. SAIZ Irma . ______. 2001. PANIZZA. “Pobremas” enigmas matemáticos. 2000. Vânia (coordenado por). Construção das operações. volumes I. ______. 210 Jogos Infantis. Trajetória Cultural.– São Paulo: Summus. Porto Alegre: Artmed. UNICAMP. Jorge José de Oliveira. 1992. Patrícia. MONTEIRO. SADOVSKY Patrícia . PAULO. Jogos infantis: o jogo. Trad. O uso de quadriculados no ensino da geometria. de Assis. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Mariana Kawall. 1992.. CHARNAY Roland. GWINNER. São Paulo: Casa do Psicólogo. PETTY. Katia Cristina Stocco. Petrópolis: Vozes. A matemática na educação infantil. Global. IMENES. DINIZ. MARINCEK. ARANTES. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Gente miúda na cozinha. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. GUELLI. Maria das Graças Barbosa. PARRA. ______. MIRANDA. Scipione. Aprender com jogos e situações problema. . Jogo. Tradução Marcelo Cestari T. Matemágica – História. Cybele. São Paulo: Cortez. CÂNDIDO. N. ______. Belo Horizonte: Editora Universidade. 2000. PASSOS. Glauce Helena Rodrigues. Dissertação de Mestrado. SANTALÓ Luis A. Piaget. Campinas. 72 . Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 2006.

A volta ao mundo em 80 Jogos.ime.com.br Sites de jogos matemáticos www.origem.usp. SESC.ZASLAVSKY.tvcultura. www.br www.ciadaescola.novaescola.educar.com.uol.com.br www.br www.br www.br.br www.com. 2000.com.jogos.br www.com.brinqmania.educarede. www.com.br www.com.usp. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Cláudia.ludomania.com. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .br.vello.net/folclore www.com. Sesc.com.septima.br .com.exatas. São Paulo.br www.sites.luizdante.br www.com.br www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.terrabrasil.com.br 73 .revistapatio.aprendebrasil. Sugestão de sites interessantes www.com. 2001. www.sc.matematicahoje.br/artematematica www.mathema.br www.com. www.antigos.com.br/caem/ www.abril.com.somatematica.canalkids.

propiciar. desenvolver a habilidade para organizar informações. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. o Laboratório de Informática Educativa deve. idéias e conceitos. a coordenação motora. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. a memorização. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. recursos de som e vídeo. imagens. ferramentas de desenho e pintura. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. a inter-relação de pensamentos. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. as TICs ( PCs. os POIEs. desenvolver a percepção visual e auditiva. por meio de recursos tecnológicos. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. Desse modo. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. a convivência em grupo. integrando textos. servir como fonte de conhecimento. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. divulgando as possibilidades existentes. Periféricos e Acessórios. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). organizando mostras. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. Mesas Educacionais e Internet). a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. a aquisição de novos conhecimentos. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. como elemento articulador de conteúdos curriculares. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. Assim. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. 74 . face ao seu caráter educacional. efeitos especiais. animações. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. Softwares.

“Passado e presente dos verbos ler e escrever”. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. com diferentes intenções. Ler é. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Em geral. Não se trata mais de ensinar a língua. 6 7 Fase Inicial: 1º. Fase Complementar: 4º e 5º ano. para fazer uma receita. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. de sistematização e normatização da língua. 7 Como já dissemos. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. é a forma de abordagem. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. para reclamar de alguma coisa. para solicitar algo. e a decifração é apenas uma. das competências envolvidas neste ato. 2006. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. Ler. São Paulo : SME / DOT. para localizar endereços e telefones. para saber como vão pessoas que estimamos. Além disso. isoladamente. os primeiros se convertem em leitores. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. ou seja. assim. Contudo. 104p. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. As atividades metalingüísticas. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). para nos divertir ou emocionar. ela estará presente sim! O que muda.” Emília Ferreiro. Ed. entretanto. para comprar algo. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. Enfim.2 75 . a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. para anotar um recado para alguém. atribuir significado. acima de tudo. na rotina. para pagar contas. dentre muitas. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. participantes da cultura escrita. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. emitindo sons para cada uma das letras. Cortez. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. suas regras e suas partes. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Como tal Sistema está organizado em fases6. para tomar decisões. Assim sendo. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Hoje. entre muitas outras ações. para prestar contas do nosso trabalho. Pelo contrário. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. se queremos formar leitores plenos. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. São ações que podem e devem ser aprendidas. de forma organizada e sistemática. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. entre outros. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores.: il. nas situações reais de produção de texto. ou seja. – v. Trata-se de incorporar. 2º e 3º ano. E escrevemos para distintos interlocutores. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso.

poemas. Em função disso. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. o espaço. realizada · Aprender comportamentos leitores. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:9 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários.: il. 8 9 São Paulo : SME / DOT. Nessa proposta de alfabetização. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. de rótulos etc. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. Organizar agrupamentos produtivos. ao mesmo tempo. ingredientes de uma receita. 2006. além. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. de brincadeiras preferidas. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. 115p. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). 115p. de professores e funcionários). textos instrucionais etc.: il. São Paulo : SME / DOT. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. · Ampliar o repertório lingüístico. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Leitura do abecedário exposto na sala.A organização de uma rotina de leitura e escrita 8 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. de situações de trabalho com a oralidade. listas. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. Ler com diferentes propósitos. 2006. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Leitura e escrita de títulos de livros. Semanal – jornal e científicos. é claro. parlendas. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. 76 . Diária – texto literário. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. os materiais. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e.

sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. expor sobre temas etc. relatar acontecimentos. · Aprender comportamentos escritores. Uma vez por semana. materiais de pesquisa etc. · Aprender comportamentos leitores. · Utilizar a linguagem oral. ditando para o professor ou o colega. semana. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Produção coletiva. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. em duplas. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. defender pontos de vista. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. instrucionais. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. individual. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Exposição de objetos. · Explorar as finalidades e funções da leitura. de um texto instrucional etc. em dupla e individual – de um bilhete. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. curiosidades etc. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Uma vez por semana. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. o possível e o necessário” (Ed. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. conhecer diferentes suportes de textos. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. 77 . conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Artmed). Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. entre outros). Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. expor etc. · Ler com autonomia crescente. de filmes etc.

as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. não significa algo “palpável”. Oficina de produção de textos ou de arte. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. 10 Texto produzido por Rosaura Soligo. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). semanalmente. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. 78 . têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. mas sim um resultado: pode ser uma festa. nesse caso. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Roda semanal de conversa ou leitura. mas não têm um produto final. Ex: Leitura diária feita pelo professor. São muito parecidas com os projetos. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. um livro. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. Embora não decorram de propósitos imediatos. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho.Formas de organizar os conteúdos escolares 10 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. para ensinar um jogo complexo etc. a organização de uma biblioteca de classe.). materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. hábitos ou atitudes. jornal ou texto etc. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Nos projetos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. • Atividades seqüenciadas. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. • Projetos. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. uma mostra de trabalhos produzidos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc.

V-F). • Identificação de alguns sinais de pontuação. • Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. cartaz. canção. ponto de interrogação. conjugando temas de diferentes áreas do saber. leitura em voz alta e outras.: As situações das modalidades Ocasionais e de Sistematização são de autonomia do professor. informativos. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. por meio das situações de produção. Vale ressaltar que. embora seja desejada essa articulação. • Leitura não convencional. 2. Usos da Leitura: participação em rodas de leitura. ponto de exclamação e travessão). Regularidades Morfológico-Gramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo). 8. Entretanto. dedução. verificação) de placas. • Registros diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. OBS. o Identificação do tipo de letra a ser usada na escrita (maiúsculas e minúsculas) após tornar-se alfabético. crônicas. sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes. parlenda. anúncio. singular / plural). Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. carta. Seqüências Didáticas: Conhecimento de diferentes gêneros textuais (conto. fábulas. • • 79 . instrução. jornal-mural. símbolos. “cantinho” da leitura. relato. não se pode perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. panfleto. não podem ser previstas no Plano de Curso. quadrinha. calendário). como já salientado anteriormente. do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. Identificação das características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. lista. para apreciar textos literários (contos de fadas. cenários e objetos. • Conhecimento de alguns itens da gramática. bem como sua função no texto (ponto final. • Usos da escrita: o Conhecimento do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. piada. • Conhecimento de algumas convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 5. Regularidades Contextuais (o uso do C. adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. o Narração de histórias. Projetos: • Conhecimento dos elementos que compõem um gênero/portador de texto. da estrutura de um texto. poema. contos folclóricos e tradicionais). 3. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B. 6. adivinha. pesquisas de palavras. bilhete. elaboradas a partir da necessidade do grupo e. masculino / feminino. dicionários temáticos. por isso. receita. em situações de uso. contrato didático (combinados) etc. o Conhecimento da escrita do próprio nome. por meio de diferentes estratégias (antecipação. Situações Permanentes: Usos da Linguagem Oral: exposição e intercâmbio de idéias em rodas de conversa. notícia. debates. embalagens. a partir de um tema gerador previamente selecionado. 7. Q ou K e o uso do G ou GU). T-D. entrevista. o Conhecimento. trava-língua. bilhetes. preleções.Assim. etc). ao transferirmos tais modalidades organizativas para nosso Plano de Curso do 2º ano. inferência. o Descrição de personagens. obtemos o seguinte resultado: 1. • Noção de parágrafo por meio do uso em situações de produção. rótulos. Os projetos foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. leitura na biblioteca.

sabendo ouvir e formular perguntas sobre o tema. bilhetes. Rio de Janeiro: Ed. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. ainda que não segmentando o texto em palavras. 80 . É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. para o 2º Ano. informativos. Ler. São Paulo: Cortez. Passado e presente dos verbos ler e escrever. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. parlendas. LERNER. Porto Alegre: Artmed. Delia. Referências Bibliográficas BRUNER. os alunos sejam capazes de: • • • • • • Participar de situações de intercâmbio oral. listas. nomes. Escrever ALFABETICAMENTE textos que conhece de memória. de forma que possamos traçar metas precisas e objetivas em nosso trabalho. o possível e o necessário. manchetes de jornal etc. Diretoria de Orientação Técnica. 2002. economia de energia elétrica. buscamos que. Bloch. – São Paulo: SME / DOT. 2002. Tal gênero textual permite que as crianças entrem em contato com novas funções e finalidades de um texto e desenvolvam as habilidades de leitura. pontos turísticos de Santos etc). etc ) individualmente. Secretaria Municipal de Educação. a produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida na escola e estudada ao longo do ano (Ex. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). trava-línguas. SÃO PAULO. 2006. Apreciar textos de diferentes gêneros lidos autonomamente ou pelo professor. ou não se apoiando nas convenções ortográficas da escrita. ao final do 2º Ano. com autonomia.: reciclagem do lixo. 1998. recuperando os fatos da narrativa. Recontar e reescrever histórias conhecidas. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. FERREIRO E.Assim sendo. adivinhas. interpretação e produção do mesmo. as características do seu portador. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. sugere-se.S. Ler e escrever na Escola: o real. canções. Sendo assim. cartas. J. em duplas ou ditando ao professor. Nos anos seguintes. apropriando-se dos aspectos discursivos do texto e apoiando-se em conhecimentos sobre o tema. Secretaria Municipal de Educação. do gênero e do sistema de escrita. dengue. Escrever textos de autoria ( listas. poemas. animais da fauna marinha de Santos.

o vídeo ou o colega) para obter informações. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. de forma a criar um ambiente alfabetizador. oferecendo variedade. apagar as luzes e acalmá-los. desafiá-los a pensar. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. que façam sentido à sua vida. em inglês. e imagens. jogos de adivinhação. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. do sensorial e das ações. cante uma música. A relação dos conteúdos (conceituais. Além disso. uso de massa de modelar. chapéus. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. jogos. recursos visuais. duplas e individuais. No início do 2º ano. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. Na preparação da aula. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. num primeiro momento. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. como: memorização. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. com atividades lúdicas. bem baixinho. vídeo e estímulos verbais do professor). o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. e ainda há as que são mais cinestésicas. físicas (com encenações e atividades de TPR). como os flashcards. sugerimos que o professor. outras. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. como realias (material concreto). auditivas. W. atividades do livro didático.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. Ao assimilar um vocabulário básico. do contrário. no caso da língua estrangeira.). é útil e eficaz. como música calma para trabalhar. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. ao chegar. etc. fantoches. músicas. recorte e colagem. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. além de alternar as em grupo. a recordar. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. o aluno passa a desejar aprender mais. uso de fantoches. interessantes. dos jogos e das demais atividades. artísticas (desenhos. a imaginar. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). como já dissemos. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. criatividade e expressão física. mas o professor precisa ler em voz alta ou. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. X. cooperação. previsão. DVD. tocar o CD que acompanha o livro. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus 81 . portanto. vídeo. pintura. como suporte ao aprendizado oral. tudo o que precisar ser lido. ou sair da classe. etc. Durante as aulas. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. ou rock para atividades motoras grossas. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. expressões simples em situações reais. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. é fundamental que o professor. Y). Como dissemos. material de áudio. umas são mais visuais. flashcards. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. Em inglês. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. trabalho em pares ou grupos. a adivinhar. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. A criança nessa idade precisa que as aulas sigam uma rotina. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. troca de papéis. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. recursos materiais. Nessa fase. o CD. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula.

deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. stand up. Para ser bastante eficaz. DVDs e livros. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. hi. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. answer. ask. fazer encenações. let's go. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . acariciá-los ). O professor deve dar as músicas do CD do livro. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. circular e desenhar deve ser menor. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula ( fazer o fantoche dar-lhes a mão. além de ser uma ocasião divertida na aula. look. thanks/thank you. fine. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. ou "listen and do". you're welcome. come here. por conseguinte. listen. mas não precisa ficar “preso” a elas. finja “errar”. além da internet. etc. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. no. say. please. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. 4 ou 5 aulas. principalmente em grupo. não entenda algo ). O tempo gasto com os exercícios de colorir.diversos estilos de aprendizado. let's sit in a circle. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. you can do it better/nicer. sit down. além de incentivá-las. O professor precisa estudar bem a música. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. Ele também pode cantar e encenar canções. No entanto. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. beautiful. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso. draw. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. dar segurança. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. fornecer um elemento cômico. Além disso. repeat. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. point. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. How are you?. a pronúncia correta das palavras. Ele pode falar aos alunos ( fornecendo. associar. let's sing. line up. thanks. great. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. see you. yes. assim. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. abraçá-los.uma tática que deixará os alunos seguros de si. um modelo lingüístico ) de forma engraçada. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. bye-bye. Ex. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. programas de TV infantis não existiriam. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. May I go to the toilet?.: Good morning/afternoon. sing. very good. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. pois 82 . Há vídeos. por meio de atividades diferentes. de maneira que os alunos possam corrigi-lo.

Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. sem estarem psicologicamente expostos. nesta faixa etária. podem-se trabalhar melhor as canções. folclore. etc. rimas. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. mas não o colega ao lado neste momento. Esta avaliação pode ser feita. não podemos exigir perfeição das crianças. Assim sendo. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. sendo permitido consultar o livro. gestuais e faciais. montagem. expressões corporais. idade. para os cabelos. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. cometer erros. Ao desenvolver o conteúdo relacionado à família e sentimentos. presos em palitos de sorvete. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. pintura. feitos com rolos de papel higiênico. assim. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. como os de dedo ( feitos com cartolina e desenhado pelos alunos ). uso do calendário. Com o professor de arte musical. • • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. de meias ( com a ajuda dos pais. é possível articulá-lo aos conteúdos de história. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos.) e o vocabulário correspondente às formas geométricas (unit 4) pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. responder a perguntas e sentir-se no comando. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. potes de iogurte ou de yakult. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. eles podem costurar botões para fazer os olhos. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. ). O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. pode trabalhar junto ao professor de classe os conceitos. dia do mês. Algumas danças. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes.é o fantoche ( e não ele ) que está falando ou agindo. de forma espiralada. 83 . Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. modelagem. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. Isso lhe dá a chance de falar. com cinco a dez alunos por vez. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. jogos e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. por exemplo. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. porque. lã. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores (primárias e secundárias). procedimentos e atitudes de história e ciências. etc. de ponto e linha. a fim de planejar as aulas. como também com a equipe pedagógica. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. atividades de expressão corporal. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores.

Kids United – Livro do Professor 1. MELO. etc.F. a princípio. esteja “errado”. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. mesmo que. É muito importante elogiar a produção do aluno. Mexico. Referências bibliográficas DEL PASO. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. 84 . et alli. 1999. 2000. REETZ. A. HARPER. Mexico. Oxford: Oxford University Press. et alli. excellent. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. & ZANATTA. HERRERA.. D. mesmo que não esteja como o professor esperava. A. segunda impresão. New Parade 1 – Teacher’s Edition.: Macmillan. K. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. SALVADOR.É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. M. great. 2005. Tentar falar em inglês. 2006.F. Inc.: Richmond Publishing. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Assim. L. et alli. R. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. D.. et alli. 2000. 2002. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. Hong Kong: Oxford University Press. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. está se empenhando e precisa ser motivado. São Paulo: Macmillan. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. T. good work. W. New York: Addison Wesley Longman.

deixando-a mais feliz e confiante.).. como uma forma a mais de expressão. devem ser breves. esteja em um tópico específico. replanejando quando necessário. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. MEC. uma linguagem que. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. oral. explorando os conteúdos conceituais. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. para se atingir os objetivos com clareza. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. muitas vezes. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. fonte sonora etc. Nessa idade. naquele momento. a linguagem do faz-de-conta. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. ( Ensino fundamental de 9 anos . aquela que lhe é mais peculiar e específica. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. altura e canto e até mesmo uma conversa. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. 85 . possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. ou seja. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. de pouco ou nenhum valor musical. nós. progressivamente. lateralidade. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. Porém. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. saída etc. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. nesta fase. estes não devem ser trabalhados de forma linear. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase.Orientações gerais. rítmica e melódica. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. por meio de um jogo musical. Desta forma. plástica. Sua relação com o outro. acento. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. musical e. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. corporal. por exemplo. de forma mais significativa. Nesse processo é importante avaliar. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. mas somente as populares. a criança vai descobrindo e. “[. sendo muitas de péssimo gosto.. Segundo Stateri (1997). chega mais fácil ao âmago da criança. mesmo que a ênfase. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. O planejamento do professor precisa ser flexível. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. p. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. assim. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Ao trabalhar pulso. levam a criança a uma deformação da estética musical. do brincar. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Projetos interdisciplinares são fundamentais. professores. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. sobretudo. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Momentos de apreciação. As canções e suas letras. Para isso. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Vale lembrar que. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. escrita. por exemplo. na educação musical. acento. facilitando a interdisciplinaridade. Em Ciências. principalmente na primeira infância. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano.” Não podemos esquecer de que. também somos vítimas desta situação. atenção e prontidão. por meio de atividades simples de pulso. lanche.

estimulando atividades de autoconhecimento. jogar. está exercitando sua lateralidade. vivenciando o fluxo musical através de nós. A expressão musical é feita por um corpo. tomando assim posse do seu corpo. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. O professor pode associar uma atividade de pulso. favorecendo a oralidade e facilitando o processo de alfabetização. Isso não quer dizer que. Se a criança se movimenta. reeducação do movimento. do bairro. que percebe. parlendas e textos rítmicos podem enriquecer este trabalho. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). como o escolar. 211). Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. com a apresentação de outros assuntos. brincar. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. entre outras complicações. p. Petraglia ). os quais produzem stress. Cantar. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. Rimas O trabalho com rimas é muito importante nesta etapa. controlando o tamanho do passo. O som e o silêncio Recomendamos a observação.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. uma intencionalidade. De grande ajuda para a criança nesse momento. a velocidade e a noção espacial. de casa. estimulando a percepção auditiva. por exemplo. Batemos palmas e os pés no chão. percepção corporal. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. no conhecimento dos sons característicos da própria língua. Canções.música para o desenvolvimento humano . numa sociedade tão cheia de ruídos. seja depois abandonado. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. ou seja. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. pois a criança joga e brinca com o som das palavras. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. ( OuvirAtivo® . os sons do diaa-dia. dificultam a concentração.Marcelo S. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. 86 . por ser o primeiro. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes.

aos poucos. cantigas de roda. “[. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). Mas. Brasil.. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Nossa vida mais amores”. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. A própria natureza fez de ti um gigante. intensidade.nas divisas com os outro países da América do Sul. agora que somos livres. sentindo corporalmente. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. identificando. Hino Nacional Brasileiro. Se conseguimos conquistar essa igualdade. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Entre outras terras mil. dividindo-o em várias aulas. São Paulo: Fermata do Brasil. nos te saudamos. brinquedos cantados. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. jogos. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. naquele momento. és o destaque da América. canções. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. de forma simples. cantando. BIAGIONI.Manifestações folclóricas: jogos. observando. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento).] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças.. ouvindo. se fores convocado para a luta. Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. 2000. Terra adorada. Conforme Suzigan ( 1996). Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. danças etc. Brincadeiras cantadas. sentimos descer à terra. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. Propriedades do som: altura. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. forte e colossal que reflete em teu futuro. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. lembrando as glórias do passado. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. com bravura e firmeza. Muitas vezes grave. vivenciando. Ó Pátria amada. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. parlendas. “ 87 . a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Ó Pátria amada nós te saudamos. despertando seu interesse e curiosidade. Mas é preciso que. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Maria Zeí. Brasil. porém. utilizando breves explicações.

quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. no portal Aprende Brasil. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. timbres. devem ser substituídas. gestual. a consciência da pulsação. do ritmo e do caráter das peças musicais. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. A cada retomada de um determinado tópico. Expressão corporal. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. Se houver possibilidade. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. nas salas de informática. como dinâmica. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. por motivos variados: a vastidão do repertório. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. a pompa dos concertos. destacando na música as partes mais agudas e graves. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. o ritmo da canção. ou seja. progressivamente. a quadra ou outros ambientes. gestual ou plástica. 24 de março de 1998 ). As terminologias grosso e fino. o professor pode utilizar espaços alternativos. em comerciais de TV etc. durante o canto coletivo. A partir daí. de ninar. gestual. como em trilhas sonoras. entre outros. Sugerimos o site Mundo da Música. Espera-se também que. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). folclóricas. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. o pulso. utilize atividades variadas. as notas musicais. “Música clássica afugenta muita gente. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. com muita tranqüilidade e respeito. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. o acento e falando sobre o timbre. a desinformação sobre o assunto. Durante a apreciação musical e o canto. seja na execução ou apreciação musical. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. No fundo. Música erudita Nesta etapa. a expressão corporal. neste caso. podemos partir para a escala ascendente e descendente. Quanto mais a criança aprender a observar. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. a concentração necessária. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. 88 . vídeos ou mesmo pela Internet. trabalhando a dinâmica. Após a percepção do som grave e agudo. pela terminologia correta. mais facilmente irá assimilar esses conceitos e melhor será sua entoação.). músicas que contam uma história etc.Sugerimos que. dentro desse trabalho de apreciação musical. eruditas. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. como o pátio. em desenhos animados. quebrando preconceitos. seja por fotos. Como já foi exemplificado anteriormente. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. danças. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. ou seja. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos.” ( Folha de São Paulo. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. o motivo é a preguiça: o que é estranho.

2003 p.Orientações gerais.211. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Oliveira. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. António Ângelo. MEC. desestimulando a ação de gritar.20 PETRAGLIA. se necessário. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Mundo da Música . é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. São Paulo: Ed. Carlos Eduardo de S. OuvirAtivo® .educacional. C. Marcelo S. Podemos dizer que crianças que se exercitam.com. <http://www.<http://www.htm> acessado em 18/12/2006. Desde bebê. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. Linguagem. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. coletivamente. G. STATERI. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. São Paulo: CLR Balieiro.1996. Setembro 2006. Fermata do Brasil. Cruz.Música para o desenvolvimento humano. conhecimento e Ação. Pp.br> SCHAFER. Especial Música. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. São Paulo. com a intenção de aprimorá-la.br/textos/ed%20b. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. SUZIGAN. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. 24 de março de 1998.br/> Mundo da Criança. como não gritar. e. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. p. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. MEC. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. Hino Nacional Brasileiro. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. SUZIGAN. VASCONCELOS. José Julio. 1-8. Murray.ouvirativo. Aprender a ouvir o outro. Unesp. cantando ou não. São Paulo: Ed.aprendebrasil. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. por meio de ações aparentemente muito simples. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. terça-feira. Ensino fundamental de 9 anos . Maria Zei.<http://www. 89 . 2000. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. A linha melódica deve ser bem nítida. os ritmos facilmente assimiláveis.1991. Portal Aprende Brasil . FOLHA DE SÃO PAULO. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. cantar e ouvir. a harmonia do todo. mais tarde. Portanto. GRANJA. em conjunto. M. Referências bibliográficas BIAGIONI.Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. R.com. O ouvido Pensante.com. L. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. 1997.

a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. ter outras experiências. Na fase inicial do Ensino Fundamental. Adquirindo este conhecimento. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. Não é apenas uma etapa do processo. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. linhas. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. antes de mais nada. As atividades permitem ao aluno experimentar. É capaz de criar símbolos e representações. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. texturas. todas as possibilidades e limitações desses materiais. 90 . Tendo em vista essas possibilidades da criança. Quando organizamos uma exposição. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. formas etc. necessário para a leitura de imagens. Segundo Piaget. para contemplar o trabalho interdisciplinar. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. 2º e 3º anos. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. conhecer a vida de alguns artistas. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. respeitando-se a idade da criança. Devemos envolver os alunos nessa produção. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. ele está completando o ciclo do fazer artístico. 1º. Ela mais pesquisa do que se expressa. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. Muitas vezes.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. de fato. Consegue compreender o processo de expressão e criação. para que desenvolva um senso crítico e estético. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. seu trabalho muda no meio do caminho. no momento do planejamento. Na área de Arte. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. os quais deverão ser aproveitados.

Por meio da arte. musicais. etc. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. movimento. pictóricos. Dança. progressivamente. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. cênicos. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. com alguma intenção. é a visita a museus e exposições de arte. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. povo. cultura ou país. gesto. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. luz. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. Dança.) com os quais o artista/aluno. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. som. tanto para que possa progressivamente. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. escolas e estilos etc. mas para todas as outras áreas. Música e Teatro. 91 . gestuais. forma. desfrutar. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. Música. apreciar. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. Teatro.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. o mediador entre arte e aluno. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. Espera-se que os alunos.

higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. as atividades devem envolver todo o grupo. saltos.” Muitas vezes. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. construção de bonecos.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. a cada um. atividades rítmicas e expressivas. afetiva. 92 . Nesse sentido. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. assim. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. embora muito estreita. apreciá-los criticamente. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. Compreende-se a dança. Podemos oferecer. Lembramos também que. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. sem a preocupação com estilo ou técnica. ética. mas ainda não podem usar a lógica. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. de forma democrática e não seletiva. o contato com músicas do universo infantil. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. teatros de marionete e outros. giros) torna-se conceitual. conhecimentos sobre o corpo). seu processo de crescimento e desenvolvimento. é pouco percebida. estética. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. pré-desportivo ou numa dança. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. de acordo com as suas habilidades. músicas entre outros recursos. a discutir as regras e estratégias. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. aquilo que era material ( corridas. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. a educação física “trabalha no plano da ação motora. como um estímulo para a expressão corporal. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. trabalha-se no plano dos conceitos. social e de autonomia. o aluno deve aprender. Seja num jogo recreativo. coordenação motora e espacial. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. Em sala de aula. ressignificá-los e recriá-los. musicalidade. Assim. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. auditivos e cinestésicos). além das técnicas de execução. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. dentro de um contexto cooperativo. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. neste momento. corporal. filmes. nesta fase. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. criatividade e interação do grupo. A relação entre a educação física e outras disciplinas. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. visando a seu aprimoramento como seres humanos. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. de relação interpessoal e inserção social).

sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. tamanhos ou quantidades). estamos trabalhando noções de seriação e classificação. utilizando sua imaginação e percepção.Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Portanto. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 93 .

Uma atividade interessante é montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. calendários. Cada um é como é). de costas. de lado. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. entram e saem de moda. aniversários. atualmente. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. Nomes Para iniciar a temática. família. 94 . a criança é convidada a refletir sobre as transformações que também acontecem nos espaços de sua convivência. Família A família é um dos assuntos mais delicados para se trabalhar. têm origens diversas (indígena. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. Um trabalho mais sistemático com fotografias desperta a curiosidade e possibilita a exploração de fontes documentais da história de vida da criança. Ao trabalhar com o nome. brincadeiras e escola. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. Monte um livro sobre a turma. Tempo histórico A partir da observação de mudanças no próprio corpo. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. Adivinha o que é. A pesquisa sobre a origem do nome deve se orientada pelo professor como tarefa de casa. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. por isso. ou a troca de letras para formar outros nomes. Considerando que. por exemplo. É o grupo social mais próximo da criança e. estamos vivendo uma fase de modificação das estruturas familiares. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. a utilização de músicas é um procedimento que nesta fase deve ser bastante explorada. em que cada criança dará sua contribuição com as descobertas que forem sendo feitas. estrangeira. deve-se optar por chamar de família todo o grupo de pessoas com quem as crianças moram. Por isso. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. sem conflitos ou brigas”. como sujeito histórico. deve-se evitar o estereótipo de família “pai-mãe-filhos. Toquinho (Gente tem sobrenome. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. criando mapas de si mesmo em tamanho reduzido: de frente. Seguem sugestões de CD’s: Os Direitos da Criança. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. Pode-se propor desenhar o próprio corpo. para que possibilitem não uma mera constatação. MPB 4 (Nomes de gente). bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. fazendo conexão com Geografia e Ciências. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. O uso do espelho para que cada um possa se observar e fotografias antigas permitem fazer comparações sobre as mudanças e permanências ocorridas.

da atualidade. times de futebol. Portinari Benedito Calixto Bruno Os artistas desenham ou pintam auto-retratos olhando seus rostos no espelho. Assim. passeios. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. reconhecidos por todos. os auto-retratos de pintores como o de Portinari. como: mês em que há mais aniversariantes. em que há menos. pois crianças adoram comemorar. esportes. reflita sobre situações das crianças na nossa sociedade. 95 . etc. A discussão permite abordar as diferenças existentes entre os alunos e o trabalho com a temática do preconceito. roupas. O trabalho possibilita o desenvolvimento da auto-estima. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. festas. Além de constituir um marco na vida do aluno. Uma maneira de registrar os resultados da pesquisa é construir um gráfico com as informações da turma. mês em que não há. de Benedito Calixto. Gostos e preferências Propomos a pesquisa na sala sobre os gostos de cada um: brinquedos e brincadeiras. é importante ressaltar a carga emocional. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. asteca etc. por exemplo: homem não usa cabelo comprido. um brinquedo ou uma boneca. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. personagens de histórias em quadrinhos etc. cores. é importante que eles percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. comidas. de 1907. a conexão com a matemática será bem interessante. muçulmano. Entrevistas com pessoas mais velhas sobre suas histórias preferidas. Com reportagens atuais de jornais e revistas. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. cantores e músicas. Um auto-retrato pode ser mais especial se incluir coisas especiais. Ao trabalhar com o tema aniversário. Direitos e deveres A condição de ser criança inclui uma série de direitos legais. enriquece a temática e aprofunda as discussões sobre as diferenças e permanências nos dias atuais.Esta temática permite a confecção de auto-retratos Por exemplo. e o de Bruno. animais. mas nem sempre respeitados. Qualquer objeto que signifique muito para o jovem artista pode ser incluído para tornar o auto-retrato mais significativo. como o calendário indígena. de 1923. brincadeiras. programas de tv. como uma roupa de que se goste ou um boné preferido. assim como o trabalho com a Declaração Universal dos Direitos da Criança possibilita abordar diferentes temáticas. heróis. lugares para passear. valorizando as características físicas de cada um e como cada um se vê no espelho.

GEOGRAFIA
No Plano de Curso do 1º e 2º ano, valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Partindo da observação, a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação.

Mapa
O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. É uma convenção, que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Mas, para a criança, isso não é tão simples assim. Portanto, a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um - ou seja, cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. Depois, as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula, a escola, a rua da escola, até o bairro e a cidade. Nessa segunda etapa, o professor pode introduzir a noção de legenda, criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras, o lixo, a lousa etc. Para o mapeamento das ruas, criam-se símbolos para as moradias, a escola, hospital (se houver) e outros. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões, os alunos podem desenhar objetos vistos de cima, de frente e de lado, o que vale mais é a observação de que, em cada posição, o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto, como em um mapa convencional. Na fase dos 6 aos 8 anos, as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem, portanto, o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Porém, é fundamental solicitar que falem sobre suas produções, pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Com o desenvolvimento dessas atividades, há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas, ao mesmo tempo, na sala de aula, explicando que cada um deles possui um objetivo. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. Um mapa físico é diferente de um mapa político, e um mapa-múndi é diferente de um globo. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Assim, elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica.

Maquete
O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional, ou seja, a maneira como se faz em mapas e plantas. Nessa linguagem, a visão que se tem é vertical, ou seja, visão do alto. É algo que exige um grau de abstração, pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades, pois as noções de escala, proporcionalidade, visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples, mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.

Medida padronizada e não padronizada
Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro, eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que, se cada um utilizar um modelo de medida, as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais, altura e largura de coisa, altura de pessoas etc.

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Medidas é um tema comum à área de Matemática, porém, nesse primeiro momento é importante somente uma introdução, ou seja, as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Em Geografia, o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade, uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Futuramente, nas séries mais adiantadas, os alunos, com esse conceito construído, reconhecerão a função da escala em um mapa convencional.

Estudo do meio
O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço, o represente com desenhos, e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto, estudo da fauna e flora locais, utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. No caminho de casa à escola, por exemplo, é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. Aqui, deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo, dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões, o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles, e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças.

Fotografia: fonte de informação
Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Por meio de fotos antigas, de preferência de um lugar conhecido de todos. O ideal é que cada aluno traga uma foto, para ter diferentes visões do mesmo local, mas, se isso não for possível, o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada, a atividade será ainda mais rica. O registro sobre as mudanças é fundamental, pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente), é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo, como já dissemos anteriormente. Em História, o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças, e. em Geografia, da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas.

Entrevistas
A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Converse com seus alunos antes, para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas, se possível, ensaie antes com a classe para que, na hora da entrevista, a turma se preocupe com o depoente. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita, a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem, e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços.

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A construção do conhecimento em geografia
A geografia é uma ciência de observação, que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula, a casa, a escola, a rua da escola, os arredores... Mas não pára por aí. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso, a geografia pode contar com muitos aliados: música, fotografias, filmes, histórias em quadrinhos, diários de viajantes, matérias de jornal, pinturas, grafites, esculturas, e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos, lugares, construções etc. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras, mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens, o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral, como exemplo, pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Aos poucos, o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas, levantando hipóteses próprias. Com as informações em mãos, os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. A partir delas, pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros, textos da Internet, enciclopédia eletrônica, comparar com outras imagens, comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Além dos textos, os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos, desenhos, gráficos e esquemas. Cartazes, peça de teatro, jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero, que podem culminar em uma exposição. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição, mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento, levantamento de interesse junto aos alunos, assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. Enfim, conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

CIÊNCIAS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• Ambiente o Ambiente modificado (casa, escola, cidade, campo). o Ambiente natural (florestas). o Materiais e objetos no ambiente. o Algumas características dos materiais e objetos (forma, tamanho, textura, espessura). o Alguns materiais utilizados pelo homem (papel, vidro, metal, madeira, areia etc.). o Materiais que o homem lança no ambiente: lixo. o Preservação do ambiente em que vive. o Luz e calor do Sol. o Nascente e poente. o Dia e noite. o Sombra e escuro. • Seres vivos o Necessidades especiais de cada ser vivo para sobreviver (água, ar, solo, luz, calor, alimentos). o Variedade de espécies animais e vegetais. o Ciclo de vida. o Reprodução. • Animais o Habitat dos animais. o Semelhanças e diferenças entre espécies animais. o Animais selvagens. o Animais domesticados e de estimação. o Cuidados com animais de estimação. o Criação de animais. •

PROCEDIMENTAIS
Busca e coleta de informações por meio de observação direta e indireta dos fenômenos da natureza, dos diversos materiais, objetos, seres vivos e não vivos presentes no cotidiano por meio de habilidades físicas, motoras e perceptivas. Formulação de hipóteses. Utilização de técnicas de investigação ao fazer as atividades sugeridas. Exposição oral das idéias por meio de descrições utilizando palavras ou pequenas frases praticando habilidades relacionadas à comunicação. Pesquisa, organização e registro de dados coletados por meio de desenhos, listagens, recorte e colagem, e experimentos simples sob orientação do professor. Leitura de pequenos textos. Troca de idéias com os colegas. • • •

ATITUDINAIS
Colaboração quando necessário (por exemplo, ao trazer imagens para um mural). Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Incorporação de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os espaços que ocupa e responsabilidade para com esses espaços. Respeito à diversidade de opiniões (por exemplo: ao trocar idéias com os colegas sobre os fenômenos observados). Interesse por conhecer os ambientes, como eles se modificam e como podem ser cuidados. Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. Respeito pelas coisas da natureza (conhecer, por exemplo, como a exploração dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente ).

• • • •

• • • •

• •

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CONCEITUAIS
• Vegetais o Partes de um vegetal (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente). o Partes dos vegetais utilizados na alimentação. o Plantas ornamentais. o Cultivo de vegetais (plantações, hortas, pomares, jardins) Corpo humano e saúde o Partes (divisão) e estruturas do corpo (pele, cabelos, unhas, dentes). o Características sexuais (masculino e feminino). o Órgãos dos sentidos e suas funções. o Cuidados e higiene do corpo. o Acidentes e sua prevenção.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações • História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. • Algarismos e seus nomes como símbolos para representar quantidades. • Composição e decomposição de um número em dezenas e unidades. • Números pares e ímpares. • Números ordinais até 10. • Antecessor e sucessor de um número menor que 100. • Dúzia e meia dúzia. • Adição o situações de juntar e acrescentar o operações com duas ou mais parcelas o com e sem reagrupamento. • Subtração o situações de tirar, comparar ou completar o operações com e sem reagrupamento. • Multiplicação o situações que representam adições de parcelas iguais o situações que envolvam a idéia combinatória. • Divisão o situações de repartir uma quantidade em partes iguais o determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. • Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. • Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio.

PROCEDIMENTAIS
• Uso de vocabulário fundamental da matemática quanto a relações de posição, direção, grandeza, movimentação, semelhanças e diferenças entre objetos e pessoas no espaço. • Uso de número e quantidades como forma de registro e organização de informações, de acordo com o sistema de numeração decimal. • Manuseio de materiais concretos como: Material Dourado, Ábaco, cédulas e moedas do nosso sistema monetário. • Uso do quadro Valor Lugar para melhor compreensão do valor posicional dos números. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • Emprego de diferentes estratégias de contagem (correspondência um a um, estimativa, agrupamento). • Análise, interpretação, resolução e formulação de situações-problema, envolvendo as quatro operações. • Utilização de sinais convencionais (+, -, x, :, =) na escrita das operações.

ATITUDINAIS
• Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa, respeitando o pensamento do outro. • Esclarecimento de dúvidas, observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Interação com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. • Respeito pelo pensamento do outro, valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias, como fonte de aprendizagem. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Respeito às regras de jogos, transpondo-as para a sua rotina. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

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• Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos. Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. • Classificação dos sólidos geométricos entre os que rolam e os que não rolam. • Percursos, trajetos e pontos de referência. Grandezas e Medidas • História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. • Estratégias pessoais de medida tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Diferentes unidades de medida: tempo (dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano), massa, capacidade e monetária.

Tratamento da informação • Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

• Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Uso de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Utilização de estratégias pessoais e algumas técnicas convencionais para a realização do cálculo mental, exato e aproximado. • Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Construção de sólidos geométricos • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, faces planas, lados retos, bidimensionalidade, tridimensionalidade etc. • Localização de pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. • Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. • Realização de medições com unidades não padronizadas e padronizadas. • Utilização de calendários. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas, unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS
Uso adequado de drive de disquete e cd-rom, assim como dos outros hardwares apresentados; • Uso da linguagem computacional: ícones, menu iniciar, janelas do Windows e/ou Linux, clique, minimizar, Internet; • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar; • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet; • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem.
• •

ATITUDINAIS
Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid, Mesa Alfabeto, Portal Educacional, etc).

Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint, Paint, etc) Internet

• •

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2º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Linguagem Oral. Leitura Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, lista, cartaz, bilhete, carta, notícia, informativos, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. • Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita; o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula; o Noção sobre a estrutura de um texto, em situações de uso; o Letras maiúsculas e minúsculas (obrigatoriamente, após tornar-se alfabético); o Narração de histórias. o Descrição de personagens, cenários e objetos. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Registros (produções) diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas, pesquisas de palavras, dicionários temáticos, bilhetes, jornal-mural, etc). o Parágrafo (em situações de produção); • • o • • • • • • • • • • • • •

PROCEDIMENTAIS
Utilização, apreciação e intercâmbio da linguagem oral. Diálogo e interação com seus pares. Leitura coletiva de textos de diferentes tipologias, abordagens e apresentações visuais. Confronto de opiniões e comentários acerca dos mesmos. Produção de textos diversos, individualmente ou tendo o professor como escriba do grupo. Composição de listas e dicionários temáticos, usando o banco de palavras como apoio didático. Revisão de textos elaborados a partir de discussões coletivas das regras textuais trabalhadas. Elaboração de formas de representação gráfica (hipóteses de escrita), atribuindo-lhes intencionalidade e significação. Confronto das diferentes representações gráficas do grupo-classe. Escolha de textos para leitura em situações de atividade autônoma. Indicação bibliográfica por meio de fichas ou mural da classe. Aplicação do valor sonoro das letras do alfabeto em suas escritas, estabelecendo relações entre o fonema e o grafema. Utilização do próprio nome e de outros já repertoriados como palavra estável para construir generalizações e produzir novas escritas. • • • • • • • •

ATITUDINAIS
Reconhecimento da importância de ouvir e esperar sua vez de falar. Respeito às diferentes formas de expressão. Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. Interesse pela preservação de livros, jornais etc. Construção de uma autonomia escrita processual. Valorização do uso da escrita como forma de comunicação.

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Sinais de pontuação (função e uso do ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e travessão). Itens da gramática, por meio das situações de produção, sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes, masculino / feminino, singular / plural), adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 1. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B, T-D, V-F); 2. Regularidades Contextuais (o uso do C, Q ou K e o uso do G ou GU); 3. Regularidades Morfogramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo); 4. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Elementos que compõem um gênero/portador de texto. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo, a partir de um tema gerador previamente selecionado.

• • • • •

Utilização de grafia manuscrita (letra cursiva) após tornar-se alfabético, bem como aplicação de seus conhecimentos sobre letras maiúsculas e minúsculas. Uso da escrita em situações reais e de função social definida, buscando propósitos que atendam sua necessidade prévia. Pontuação de seus textos, apoiando-se na experiência coletiva, a princípio, para posterior utilização autônoma. Aprimoramento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. Produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida em sua escola e estudada ao longo do ano.

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doll. ball. o pets (dog. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. o shapes (rectangle. good morning. kite. Apresentação: What’s your name? My name is ________. good evening. hello. green. teddy bear). sister). o numbers 1 to 10. yo-yo. Pronomes pessoais: it. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. triangle. arm. leg. black. star. crayon. o family (mother. pen. Vocabulário: o school items (book. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. brother. good bye. good night. Perguntas e respostas sobre objetos de uso em sala de aula: What is it? It’s a ________. good afternoon. pencil. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Pronomes possessivos: my. • 106 . Pronome demonstrativo: this. fish. mouse. bird. yellow. eyes. he. How are you? I’m fine. mouth. nose.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. o parts of the body (head. red. your. white). circle. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cumprimentos: hi. hand. notebook. Respeito ao momento em que o outro fala. cat. Conhecimento da cultura norte-americana e inglesa • • • PROCEDIMENTAIS Uso do vocabulário e diálogos aprendidos em situações cotidianas. she.presente simples. hexagon). father. Números 1 a 10. o toys (bike. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. ouvindo com atenção. Uso do verbo “to love” para expressar preferência. thanks. Verbos “to be” e “to love” . schoolbag) o colors (blue. square. turtle).

Escuta de obras musicais (regionais. percussão e movimentos corporais. Lateralidade: em cima/ embaixo. • • • • • • • • • • • • • • • • • 107 . folclóricas. o corpo e diferentes materiais sonoros. da MPB e Hino Nacional Brasileiro. Canto coletivo. variadas). brinquedos cantados etc. Manifestações folclóricas: jogos. Expressão corporal. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. Formação de repertório: canções infantis. Música erudita. utilizando instrumentos de percussão. • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da criatividade. Canto coletivo. Expressão corporal. danças. Rimas. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. dentro/ fora. improvisação. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. canções. atenção e prontidão bem como noções de valores. facial e/ou plástica. intensidade. Hino Nacional Brasileiro. brincadeiras e sonorização de histórias. gestual. Pulsação. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. Interpretação.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • Som e silêncio. Interesse. frente/ atrás. sensibilidade. do cotidiano. Percepção do pulso e do acento e do desenho rítmico da melodia. • PROCEDIMENTAIS Audição. objetos sonoros. timbre e duração. Valorização das próprias produções. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. o Notas musicais. brinquedos cantados. acento e desenho rítmico da melodia. Propriedades do som: altura. Exploração de linguagem musical com a voz. direita/ esquerda. de outras crianças e da produção de arte em geral. destacando-se o nome do compositor e breve biografia. eruditas. folclóricas. Valorização pelos sons do ambiente. observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. por meio de canções conhecidas. reflexão e contextualização das letras das canções. Apreciação da música erudita. Composição de atividades corporais de locomoção. percebendo o que pode ser mais saudável. gestual. parlendas. levando a uma melhor qualidade de vida. prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos. brinquedos cantados.

Valorização de outras culturas. por meio de ações criadoras. do espaço que ocupa. das possibilidades físicas e emocionais em contato com o grupo e com o meio em que está inserido. • • • 108 . Observação das cores primárias nas manifestações artísticas. Valorização da solidariedade e da cooperação. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Uso dos recursos cênicos na abordagem do teatro infantil. Experimentação de materiais diversificados. Sensibilização por meio de expressão corporal do próprio corpo. Jogos dramáticos Arte indígena Cores secundárias Ponto e linha Folclore Modelagem Texturas Teatro de fantoches • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso dos movimentos do corpo como forma de expressão. Respeito à própria produção e à do outro. Desenvolvimento da capacidade de aceitação da opinião de todos. Desenvolvimento do espírito crítico. Desenvolvimento da criatividade. Observação do ponto e da linha nas manifestações artísticas e em produto próprio. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Experimentação da mistura das cores primárias e observação das cores secundárias nas manifestações artísticas. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Respeito às normas de funcionamento.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. inventivas e criativas. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cores primárias. bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Reconhecimento e utilização de texturas nas manifestações artísticas. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. no estimulo do improviso e das referências adquiridas. às idéias dos demais. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais diversos e suas reações.

Resolução individual de problemas corporais. Criação de brincadeiras. 109 . aceitando diversos papéis. observação e memória. Uso da atenção. chutar. girar) durante jogos. rebater. Participação em atividades rítmicas e expressivas. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. Saúde corporal. Valorização da diferença. Brincadeiras. Danças. Respeito às possibilidades e limitações corporais. rolar. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. Atividades em sala de aula. com ajuda do professor. Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos coletivos. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. Discussão das regras dos jogos. arremessar. respeitando as diferenças. Utilização de habilidades (correr. Cooperação nas atividades de grupo. Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contexto extra-escolares. saltar. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Cooperação entre os pares. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. amortecer. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Desenvolvimento de independência. auto-estima e autoconfiança. brincadeiras e danças. Experimentação de atividades de dança simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. Expressão corporal. Iniciação esportiva. adotando atitudes de cooperação. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. bater. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. Respeito aos colegas.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Ginástica.

bairro. As transformações e permanências no local onde se estuda e vive. A escolha do nome e a história da família ( origem. Elaboração de linha do tempo. moradia. etc). Diferentes maneiras de se medir o tempo: o tempo social e tempo da natureza. comparação com outras épocas. cidade. Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutam na melhoria das relações pessoais. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Trabalho cooperativo. Uso de diferentes fontes: textos. Data de aniversário. costumes. O local onde se vive e estuda • • • As transformações ocorridas no espaço em que se vive: escola. imagens etc.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Conhecer a si próprio • • O próprio nome e das pessoas do seu convívio como forma de autoconhecimento. Análise de documentos de diferentes naturezas. pesquisa bibliográfica. profissão.). Uso de diferentes medidas de tempo. fotografias. Respeito mútuo. Calendários e data de aniversário. Valorização do passado como fonte de informação e identidade de um povo. Aceitação das diferenças e características de cada um. Valorização da própria história e a da família. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. Formulação de questões a respeito dos temas estudados. livros. Troca de informações sobre os objetos de estudo. Registro coletivo das rotinas diárias. Respeito às regras produzidas coletivamente. espaços conhecidos e objetos. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. comparando com os demais da classe. sentimentos e significados. rua. 110 . • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a história de vida. alimentação. Comparação de informações e perspectivas diferentes sobre um mesmo tema histórico. O tempo histórico • • • • Mudanças visíveis com o passar do tempo: mudanças no próprio corpo. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. O espaço escolar como lugar de convivência e aprendizagem. vídeos. lazer. Perseverança na busca de informações. Respeito ao patrimônio individual e coletivo. identificando transformações e permanências dos costumes das famílias. mapas etc para coleta de informações. exposições.

Direitos e deveres • Direitos e deveres de cada um. 111 . estabelecendo contrapontos com as preferências de outros colegas da classe. dentro dos contextos sociais distintos.CONCEITUAIS Gostos e preferências • • Preferências em relação aos múltiplos aspectos. Diferenças e semelhanças das crianças de hoje e as de outras épocas.

reportagem. Valorização da contribuição das diferentes etnias e o papel de cada uma na cultura de um povo. reconhecendo características culturais específicas que resultam em variadas formas de ocupação do espaço. Temporalidade: ontem. • • • • PROCEDIMENTAIS Representação gráfica simples. redução da produção de lixo. Atitude responsável em relação aos ambientes de convívio. • • • • • • • • • • • • 112 . com auxílio do professor e do grupo. enciclopédias. Execução de contorno de objetos em diferentes perspectivas. fotografia. ano / estações do ano. Transformações do espaço realizadas pelo homem observando: meios criados para transporte de pessoas e cargas. dos pontos de referência próximos. hoje. em perspectiva horizontal (do modo que se vê). amanhã / manhã. Diferenças entre pessoas e grupos. mapa simples. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas de maneira democrática. Planejamento de ações positivas em relação ao ambiente escolar e extra-escolar por meio de combinados escritos e orais. Utilização de calendário para orientação temporal. dia /semana. Modos de preservação e conservação dos ambientes. obras de arte e outros.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes espaços geográficos vivenciados pelos alunos observando aspectos físicos e sociais: moradia. reaproveitamento de materiais perecíveis e não-perecíveis. livros. escola. Mapeamento simples de locais próximos. Relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado com maior nível de abstração. formas de comunicação. Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. utilizando signos de representação de objetos e localizações (legenda simples). mês. fotografias. rua. Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. destacando-se reciclagem. técnicas de construção etc. Internet. criando estratégias de redução do lixo e organização do espaço. Importância da legenda para identificação de locais e objetos ampliando noções anteriores. tarde e noite / hora. Planejamento de situações futuras por meio de agendamento e grade de rotina com auxílio do professor e do grupo. Registro por meio de diferentes estratégias: listas. entrevistas. Registro de acontecimentos diários em forma de desenhos e/ou palavras. espaços públicos e outros. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. trajetos habituais. desenhos. gráficos e outros.

classificando-os. Reflexão sobre símbolos que têm significados para alguns e para outros. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente se constrói de maneiras diversas. Entrevista com os pais sobre a origem de seu nome e ritual de iniciação. • Alfabetização ecológica e contribuição na construção de um futuro de harmonia na Terra. Roda de conversa.2º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • O Eu. 113 . ideias. Símbolos • Lembranças na vida das pessoas. • Eu no mundo. Organização de painéis com os diversos símbolos coletados. Modelagem dos símbolos mais significativos para o grupo. sentimentos. Cooperação com os colegas e o professor. • Eu sou eu com o outro. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. utilizando massinha. nomeando-os. • Os símbolos na vida das pessoas. diferentes. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Exposição de ideias relacionando-as às exposições dos outros. Adoção de atitudes positivas frente a um desagravo ou frustração. não têm nenhum significado. • Eu e outro somos nós. • Reconhecimento de que um mesmo símbolo tem valor e significado. Escuta de músicas com o objetivo de sensibilizar-se (transcendência). Manifestação de opiniões. para pessoas e grupos. Socialização dos significados dos símbolos do seu contexto familiar. Relaxamento com músicas. • • • • • Valorização da família. Respeito às diferenças. • A diversidade. Coleta de símbolos diversos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 3º ANO Ensino Fundamental 114 .

corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. a transversalidade. os fenômenos naturais e os modos como ocorrem algumas transformações. comparação.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Mas esse processo não é espontâneo. para encontrar soluções. os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Na observação direta. Podem aprender procedimentos simples de observação. Dessa forma. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. vegetais. O papel da observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. Dessa forma. Dificilmente. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. fatos e noções. Ao longo do ensino fundamental. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. fornecendo explicações que permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. animais etc. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. a compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. busca e registro de informações. são modelos de uma lógica interna. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. elaborados e acumulados pelo homem. com o outro e com o ambiente. Quando confrontam suas idéias com outras explicações. Desse modo. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. a investigação. de geração a geração. como a problematização. a busca de informações. a experimentação e a leitura de textos. sobre os fenômenos naturais. podendo utilizar todos os sentidos na busca de informações. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. A partir disso. criam-se situações em que. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. No entanto. o aluno necessita coletar novas informações. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Para aprender Ciências. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. seres vivos. Nos anos iniciais. É no processo de busca de informações e confronto de idéias que o conhecimento científico é construído. precisando ser construído com a intervenção do professor. Para que ocorra a problematização. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. percebem os limites de seus modelos e a necessidade de mais informações. Isso envolve visitas. que refletem a necessidade de explorar. o trabalho em grupo. os alunos constroem repertórios de imagens. Crianças são curiosas e fazem inúmeras perguntas. mas elas já têm idéias sobre seu corpo. manipulação de objetos e materiais e 115 . Para tanto. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. conhecer. criando situações interessantes e significativas. entender a si própria e ao mundo que as cerca. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados.

é necessário que os alunos registrem suas conclusões seja por meio de desenhos. usando diferentes critérios. tamanho. dos arbustos. os conteúdos são extensos. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. com a ajuda ou não do professor. vídeos. Tanto na observação direta como na indireta. identificar. Além do desenho. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. de modelos científicos. Por sua vez. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. levantadas em um determinado problema. portanto. assim como a reconstrução de categorias de idéias. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. possibilitam o tratamento de temas transversais. Além disso. ou seja. mapas. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. textura. quando os resultados obtidos em uma experimentação diferem dos esperados. como por exemplo. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. As experiências sugeridas não devem. muitas vezes. A atuação do aluno é. como forma. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. Apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. como fotos. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. na observação indireta. sintetizar. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. pequenos textos. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. fundamental. por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. seres vivos. modificar os procedimentos ou criar novas atividades. esquemas. materiais etc. em situações reais de comunicação. Nessa fase. elaboração de listas. A abordagem dos conteúdos e o trabalho com projetos Os projetos são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. lupas. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. nesse sentido.construções. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. Experimentação e investigação Por meio dela. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. tabelas. por exemplo. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. sempre que possível. na produção de um texto coletivo. das folhagens e gramíneas. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. compreender procedimentos. analisar. cor etc. Normalmente. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. É muito importante também propor investigações. listas etc. esquemas. como microscópios. tais como argumentar. criar atividades. Os alunos podem comparar entre si objetos. mas abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. qualquer que seja o critério usado para a 116 . trocar idéias com os colegas. gravuras. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. entre outros. Os alunos podem apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. O importante.

ao desenvolvimento de valores. Ética. Também pode ser abordado o aproveitamento das diferentes partes dos vegetais para o consumo humano. cereais e legumes. Por exemplo. para um trabalho mais amplo. comparando as características do corpo humano. as organizações sociais. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. rituais próprios de cada cultura. comportamentos. órgãos dos sentidos. A alimentação é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. pomares e criação de animais. alimentação. alimentos industrializados. cresce. Ética. à construção da cidadania. diversidade dos seres vivos – animais e vegetais – e corpo humano e saúde ). O trabalho com os temas transversais deve ser realizado de forma contínua e integrada. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. relacionadas ao revestimento do corpo. locomoção. ou seja. não devem ser trabalhados de maneira linear. por outro. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. Deve também estabelecer relações com o ambiente. além de apresentar a dimensão biológica (anatomia e fisiologia). desenvolve-se. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. O consumo é o objetivo principal da propaganda. Outro aspecto que pode ser abordado é como o ser humano obtém os alimentos: hortas. e sirva à sua aprendizagem.seleção dos conteúdos pelo professor. por exemplo. O motivo é o consumo de sanduíches e doces no lugar das refeições com verduras. Os conteúdos. ao analisar um lugar ou uma paisagem. É importante ainda. o que representa a sua comunidade. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. Por exemplo. Atualmente a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. Pluralidade Cultural. reproduz-se e morre. Os conteúdos tratados no bloco diversidade dos seres vivos permitem inúmeras conexões com os conteúdos propostos em ambiente e corpo humano e saúde. Importa desenvolver os conceitos num determinado contexto. Enfim. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. principalmente com Geografia e História. Pesquisas mostram que o índice alto de colesterol deixou de ser um problema apenas de adultos para ser também o das crianças. a sua parte universal. modo de vida. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. construções etc. com as características de outros seres vivos. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Saúde. entre outras. como ser vivo que é. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. rios. por exemplo. particularmente com os animais. 117 . bem como com os temas transversais Saúde. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. a família. luz e solo. conservação dos alimentos etc. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. mas com os enfoques de cada área. o seu aspecto individual e. não importando o comprometimento da saúde. por um lado. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. Ao trabalhar. podem-se trabalhar também assuntos relacionados à Orientação Sexual. como relevo. embora organizados por temas específicos ( ambiente. uma vez que se referem às diferentes áreas do saber. em que um mesmo tema é sugerido. Pluralidade Cultural. o assunto corpo humano. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. que têm. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água.

aberta à incorporação de novos conhecimentos. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. acentuamos a idéia de que o aluno. Nessa concepção de ensino. Para atingir os objetivos. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. sentimentos. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. medidas e estatística. Para isso. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. Dessa forma. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. Alunos e professores interagem e crescem no processo. também aprende na interação com seus parceiros. no processo de transformação do saber científico em escolar. Assim. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. é necessário considerar as condições cognitivas. Quando falamos sobre a resolução de problemas. ao trabalhar com a resolução de problemas. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. Por isso. podemos trabalhar com noções de geometria. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Assim. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. em situações de desafio. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. sociais e culturais de quem irá aprender. interesses. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Por sua vez. considerando aspectos transversais. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. além de ser agente da construção de seu conhecimento. As crianças têm idéias próprias. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. favorecendo a aprendizagem. acreditamos que. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. o professor deve saber que: 118 . Sendo assim. além de explorar idéias numéricas e contagem. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Sendo assim. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. No entanto. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa.

confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Para a formulação de problemas. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. num jogo. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. 119 . propiciando novas tentativas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. As tentativas. Por meio dos jogos. autoconfiança e autonomia. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. dobro. comunicar idéias. tendo assim. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. criação de um banco de problemas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. o aluno aprende matemática. Os problemas devem ser desafiadores. sem deixar marcas negativas. Enquanto resolve situações-problema. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. percebem a relação entre os dados apresentados. Assim. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. um jogador ganha e outro precisa perder. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. No processo educativo. livro de problemas. um processo investigativo. Ao formulá-los. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. troca entre os alunos. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. conto etc. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. podemos trabalhar. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. problematoteca. porém não de forma rotineira. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. Dessa maneira. da língua materna e da combinação de ambas. estabelecer relações e aplicar conceitos. levantar hipóteses. um repertório como apoio. de maneira lúdica. ou seja. charada. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. semelhanças e diferenças entre os textos. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. interpretar e produzir textos. problema com rima. respeitar regras. ler.• • • problema é toda situação que permite problematização. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. a essência está no problematizar. mecânica e repetitiva. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. divisor. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. a pergunta e a resposta. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. Assim. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Quando os alunos formulam problemas. os dados e a operação a ser usada. conteúdos importantes na educação matemática. e articulam o texto. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais.

Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. toda semana. dicas para se jogar melhor. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. a percepção de si mesmo como um ser social. o que foi fácil e o que foi difícil. A partir da discussão estabelecida. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. em que os alunos levantam e testam hipóteses. 120 . Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Além da socialização de idéias. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. principalmente para crianças dos anos iniciais. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. de qualquer idade ou realidade social. o jogo não se tornará mero lazer. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. mas uma nova forma de aprender Matemática. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. as crianças devem conversar sobre o jogo. Contudo. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. Nas situações de jogo. em uma aula. Além disso. sua consciência do outro. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. das diferentes respostas obtidas. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. é preciso levar em consideração alguns aspectos. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. podendo. e apreendendo todas as regras. Além de jogar. Brincadeiras infantis Toda criança. o aluno amplia sua capacidade corporal. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. discutindo o que foi fácil. Assim. o que foi difícil. enriquece suas aulas. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. encoraja reflexão e clareia idéias. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. brinca. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. por exemplo. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. suas dúvidas. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. contar histórias desses povos. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Na bibliografia desse trabalho. Enquanto brinca. Por isso. suas aprendizagens. assim como propusemos para os jogos. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. Sempre ao final das brincadeiras. Brincando. vencendo os desafios propostos. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. entre outras coisas.

ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. O ideal não é explorar um livro a semana toda. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. Para a realização desse trabalho. seleção de informações e resolução de problemas. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. um gráfico. Além dos livros infantis.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. Você pode ter um livro por duplas. percepções e experiências. o giz e o livro didático”. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. p.(SMOLE. com os personagens. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. etc. pensar na organização da classe. em quais são os recursos necessários. 121 . os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. 1996. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa.. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. com emoção. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. Nesse sentido. nesses casos. os alunos podem elaborar o final da história. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. problematizações especialmente preparadas para isso. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. mas aos poucos. escrita. características e acontecimentos na história. usar a literatura infantil “[. uma propaganda. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. etc. Alguns livros não apresentam um final definido e. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. Desta forma. enquanto lê. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. adequar o tempo à sua proposta. uma tabela. Depois. o professor poderá analisar a capa. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. assim como explore lugares. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. A leitura poderá ser feita em vários dias. álbum seriado. enigmas. ainda. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. Não há necessidade de um livro para cada aluno. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. Segundo Smole (1999). expectativa. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. Ao escolher um livro infantil para ser explorado.. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. prever problematizações e registros que os alunos produzirão.

visualização e trocas. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. sejam capazes de tomar decisões. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. modificar e integrar idéias. mas que envolvem duas ou mais delas. com objetos e situações que exijam envolvimento. cognitiva e social. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. especialmente artes e língua materna. pelas experiências vividas na escola. Assim. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. interdisciplinares. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . e destes com o professor. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. Durante o desenrolar do projeto. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. que hipóteses levantam. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. construir. Assim. 122 . na avaliação e no planejamento. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. os textos. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. mais uma vez. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. Ao delimitar o tema. o original e a sua reescrita. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. que opiniões têm. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. promovendo. portanto. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. Na maioria dos casos. Por meio dos projetos. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Nesse contexto. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. ter. Para reformular um texto. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. Por meio das atividades propostas.

rótulos. tornando-se mais significativo para os alunos. é importantíssima a exploração de jogos. sempre que é retomado. 1. jornais. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. subtração. nas quais. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Assim. Ressaltamos que. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. folhetos de supermercado etc. Assim.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. ou seja. medir. figurinhas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. surge sob um novo enfoque. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. codificar. caixas de fósforos vazias. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. recomendamos a organização de materiais diversos. tabelas e gráficos ). preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. contas. contemplando o estudo dos números e das operações. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. comparações e ordenações. entre outras coisas. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. no processo de seleção de conteúdos. palitos de picolé. resgatando a histórias de lugares. o aluno irá ampliando seu conceito de número. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. Atualmente. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Para esse fim. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. ou seja. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. o estudo do espaço e das formas. Nosso desafio foi selecionar. tão necessárias no dia-a-dia. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Para que a criança construa o significado de uma operação. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. ordenar. A seguir. cálculos. aos poucos. bolinhas de gude. pedrinhas. 123 . que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. arredondamentos e cálculo mental. material dourado e ábaco. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. Ainda em relação às operações. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. embalagens. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. Contudo. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. As operações fundamentais (adição.

Pensando nisso. por isso. Quantos sabonetes ele irá gastar em 9 meses? Qual das contas abaixo leva à solução do desafio? 3+9 9 x 12 9 + 12 3x4 d) Apresentar mais de uma solução possível. ele acontece naturalmente. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. planejado e construído na escola. Ao decidirem. Quantas figurinhas ele ainda precisa para completar seu álbum? João coleciona figurinhas do Pan – Americano 2007. 63. onde haja a expressão.O raciocínio lógico é um processo pensado. professora e alunos desvendam o desafio.7 314 : 7 314+314+314+314+314+314+314 124 . Eis algumas sugestões de desafios que podem ser propostos aos alunos: a) Quebra-cabeça: os alunos receberão um problema em tiras e deverão montá-lo na ordem correta antes de resolvê-lo. que provoque curiosidade para descoberta. b) Apresentar o problema em tiras com os dados numéricos separados. c) Apresentar várias opções de resposta para os alunos. Um grupo de ____ crianças juntou suas coleções de moedas. Quantas moedas tinha cada uma das crianças? Os números do problemas são 9. para permitir a percepção de que há mais de um modo de resolver o desafio. o professor poderá propor uma situação-problema. a partir das relações com o mundo. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. Se o avião fizer 7 viagens totalmente lotado. Portanto. Ele já colou 58 figurinhas. Analisar as vantagens e desvantagens de cada um. Ele resolveu comprar todas as figurinhas que faltam na sua coleção. Juntaram _____ moedas ao todo. Um avião com destino ao Rio de Janeiro pode transportar 314 passageiros. Fora dela. Seu irmão deu a ele 26. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. Ao final da semana. nos quais possam exercitar a independência. num cartaz. quantos passageiros ele vai transportar para assistirem ao Pan-Americano 2007 ? Qual das contas resolve o desafio ? 7 x 314 314 . sugerimos algumas situações didáticas: • Desafios para semana: ao início de cada semana. Os alunos colocarão os dados nas frases e resolverão o problema. O álbum para estar completo deve ter 285 figurinhas. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. a reflexão e a introspecção. Um esportista usa 3 sabonetes por semana.

Há jogos de tênis todos os dias. eu tenho a mais que .. São oferecidas aulas diárias de pingue-pongue. 125 . As aulas de natação são em dias alternados. Escolha. Qual é o dia mais movimentado da academia?” Com os problemas formulados pelos alunos. colocar no mural..... Há aulas de ginástica diariamente a partir das terças. a partir das segundas.” um problema cuja a pergunta seja: quantas. lendo o mesmo número de páginas em cada dia. Com quantas bolas ficou? Luiz deu 25 bolas a um amigo e 12 bolas a outro amigo.. um problema parecido com este: “Uma academia de esportes funciona de segunda a sábado. As 2as séries querem assistir aos jogos e. exceto terças e sábados..e) Oferecer dois problemas e pedir que registrem semelhanças e diferenças: • • Luiz tinha 25 bolas e deu 12 a um amigo. trocar problemas entre os alunos ou entre as outras classes de 3º ano. Quantas bolas ele deu? f) Apresentar um problema sem pergunta e fornecer uma série de questões: Ana Laura tem um livro sobre esportes com 120 páginas. entre as perguntas a seguir. Ela já leu 52 páginas e quer terminar a leitura em 4 dias. montar uma folha de problemas criados por eles e ir escolhendo qual será resolvido.? um problema que seja uma charada. aquelas que podem ser respondidas por esse problema: • • • • • Quantos dias ela levou para ler as 52 páginas? Quantas páginas ela deve ler por dia? Quantas páginas ela vai ler nos dois últimos dias? Qual é o nome do livro? Quantas páginas faltam para ela terminar a leitura g) Espaço de criação: com a classe organizada em grupos. exceto às quartas. como: • • • • • • • • • • quantos ao todo? quantos para cada um? quantos jogadores de futebol tem a mais que nadadores? cujo resultado seja 567 cuja resposta seja: “restaram 34 pincéis” cujas operações sejam 15 + 7 e 35 – 22 Continue o problema: “Um ônibus de excursão pode levar para os jogos Pan-americanos 48 passageiros sentados. jornal da escola ou Internet os problemas mais interessantes. poderemos: • • • • propor um sorteio de alguns para serem resolvidos por toda classe. A turma de vôlei se reúne diariamente.. os alunos poderão criar problemas a partir de algumas situações.

. entre 900 e 1000.. mostrar à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. que nada mais são do que as regularidades observadas nas tabuadas. analisar situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora. Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito. Assim. Todos poderão registrar as dicas. mapas e croquis fazendo uso das referências de localização. problematizar as tabuadas: o professor pode dividir a classe em grupos. canudinhos). eles deverão levantar as características daquela tabuada e dar as dicas para que os outros grupos descubram. O professor também poderá propor brincadeiras como: imagine que você tem um amigo deficiente visual que está conversando com você no telefone e ele lhe pergunte: “O que é um círculo? O que é um quadrado? O que é um. Espaço e Forma Para compreender. entre 800 e 900. sucata. Desenho do percurso de casa à escola. propondo que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas. 126 . confeccionar um convite para outra classe prestigiar uma exposição de sólidos geométricos. desenhos. a operação realizada é: ____________” usando material manipulável (palitos. o resultado obtido é 450. possibilitar o uso da calculadora em situações de cálculo.• • • • • • propor toda semana a escrita de um estilo de texto nas aulas de Matemática como registro de aprendizados. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. ou seja. 2. sem que os outros saibam. em seguida dizer que no visor da calculadora deverá aparecer o número 80.”. pontos de referência e também a observação. inventar um problema com rima. perguntar como se pode obter esse número usando a calculadora. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive.realizando composições e decomposições. pão. registrar as regras de um jogo etc. Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas. entre 1000 e 1100. Outras possíveis situações didáticas são: • • • • • • • • Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: rolam e não rolam. ?”. Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas. bolinhas. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. Utilizar também o material dourado. cachorro-quente). por exemplo: “Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. de obras de arte. Pedir às crianças que representem números no material dourado . por exemplo: “Os números envolvidos no cálculo são 150 e 3. Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto. 10 unidades são trocadas por 1 dezena e 10 dezenas por 1 centena. Leitura de guias de ruas. deslocamentos no espaço. saquinhos de supermercados. as crianças deverão descrever as figuras planas e sólidas. esculturas e artesanato. por exemplo: escrever uma carta para o 2º ano. entre outras. contando como foi o trabalho com o material dourado. pinturas. por exemplo: pedir aos alunos que digitem um número. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. O uso de embalagens. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. os agrupamentos são feitos de 10 em 10. representar e descrever o mundo em que vive. observando simetrias. Identificar resultados de cálculos usando estimativas. Cada grupo será responsável por uma tabuada.

É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. Grandezas e medidas Neste bloco. coleta e organização de dados estatísticos. fita métrica. elaborar livros de receitas culinárias. relógios de ponteiro e digital. estimule os alunos a utilizarem os termos lucro e prejuízo. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. da editora FTD.• Leitura de livros paradidáticos que explorem conhecimentos matemáticos. fita métrica. Atividades que façam uso de cédulas. hoje. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas padronizadas ou não. balança e criar situações de medidas na sala de aula. por exemplo a coleção “Matemática em mil e uma histórias”. Durante as dramatizações. copinho de remédio. Exposição com instrumentos usados para medir: balanças. amanhã. Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. semana. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. fitas métricas. por exemplo: • • • • • sala de aula: número de passos X metros. passos etc. de massas de modelar. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. hora. quantos copos para encher a jarra. Exposição de outras moedas que o Brasil já teve ( pedir para que os alunos tragam ). Indicamos também: 127 . cronômetros. tabelas e gráficos. tarde e noite. Promova atividades orais e escritas. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. 3. banco). mesa: palmas da mão X centímetros. 4. de tintas etc (ampliar e reduzir receitas). jarra. dia. Produção de cédulas e moedas de papel. relógio. como: pedaços de barbante. Mais uma vez. deixando que os alunos pintem. metro. mês. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. metro. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Assim. em que os alunos observarão o que se pode medir e como fazê-lo. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã. régua. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. minuto e segundo. calendário. moedas e calculadoras. dramatizações (lojinha. Outras idéias são: • • • • • • • • Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. pés. trabalharemos com situações reais de medição. quantos alunos deitados no chão para medir a classe. quantas jarras para encher um balde. feira. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. ampulhetas. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. ontem. recortem e coloquem o valor. Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. Tratamento da informação Neste bloco. ano.

Fábio Otuzi. D`AMBRÓSIO. ALLUÉ. Campinas: Papirus. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. 1996. BRANDÃO. Tradução Regina A. ______. volumes I. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. GUELLI. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. de Assis. ______. Gente miúda na cozinha. BORIN. 1998. ______. KISHIMOTO. Belo Horizonte: Leitura. Gilles. 1990. Papirus. 1997. tabelas ou gráficos. Escrita de textos a partir da observação de listas. ______. Papirus. 2000. UNICAMP. Vozes.). Contando a História da Matemática: A invenção dos números. Luiz Roberto. Carlos Rodrigues. Kátia Cristina Stocco. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. O jogo como espaço para pensar. DELORS. BROUGÈRE. Campinas. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Regina Célia. Tradução Beatriz Affonso Neves. Brinquedo. GIORGI. FRIEDMANN. Marta Rabioglio. São Paulo: Moderna. Reinventando a aritmética. São Paulo: Editora Ática. Brinquedo e cultura. entre outros. 1996. programas de TV preferidos. Lellis. Campinas. Oscar. KAMII. São Paulo: Cortez. II. a criança e a educação. 1999. Tradução Afonso Celso Gomes. 1993 128 . 1995. Pat. Campinas: Papirus. 2001. SMOLE. GRANDO. Maria Ignez de Souza Vieira. Tradução Elenisa Curt. BROTTO. Resolução de situações-problemas a partir de dados apresentados em listas. 2004. Jogo. III e IV. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. ______. César. Santos: 2001. tabelas e gráficos. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. 2004. Dissertação de Mestrado. 2001. DANTE. 1988. Regina Célia. 1991. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. COLL. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. ______. Luiz Márcio Pereira. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. São Paulo: Paulus. São Paulo: USP. “Pobremas” enigmas matemáticos. São Paulo: Palas Athena. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. IMENES. O grande livro dos jogos. Criatividade e novas metodologias. Tradução Marcelo Cestari T. Porto Alegre: Artes Médicas. Trajetória Cultural. Adriana. Bibliografia sugerida ALMEIDA.• • • • Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. GRANDO. 1992. Jogos infantis: o jogo. São Paulo: Peirópolis. 1998. Transdisciplinaridade. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. Brincar: crescer e aprender. Jogos cooperativos: se o importante é competir. Brincando com números. SESI. Virgínia Cárdia. ______. Brincadeira e a Educação. 1994. Os conteúdos na reforma.Educação para uma sociedade em transição. Campinas. Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. Petrópolis: Vozes. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. Roseli Palermo. 2001. DINIZ. Ubiratan. animais de que mais gostam. 1998. São Paulo: Editora Ática. Cybele. Constance. Educação Matemática: da teoria à prática. 2002.Papirus. São Paulo: Cortez. GWINNER. Josep M. Tizuko Morchida (org. São Paulo: Cortez. BRENELLI. São Paulo: USP. O resgate do jogo infantil. Jorge José de Oliveira. 1992. Campinas: Papirus. Marcos Teodorico Pinheiro de. Júlia. Educação: um tesouro a descobrir. Vozes. Jogos em grupos na educação infantil. CARDOSO. Jacques. 1996. Scipione. 1997.

Global. Sesc.educar. Mabel.septima. Trad.br . senha e dominó.origem.ime.com.br www. www. PETTY. SESC.br www. 210 Jogos Infantis. PEREIRA. 2006.sc. Fuzako Hori. ______. Belo Horizonte: Editora Universidade. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. 1996.br www. Belo Horizonte: Editora Itatiaia .jogos.LEAL.br.educarede. São Paulo. tecnologias e temas afins. Maria Ignez e CÂNDIDO. ZASLAVSKY.ciadaescola. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos.vello. Porto Alegre: Artmed.ludomania. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. SADOVSKY Patrícia . Nilson José. 2001. Porto Alegre: Artmed.. Ler.canalkids. A matemática na educação infantil. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. 2002. Rosa Monteiro. ARANTES.C. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão.br www.SMOLE. Porto Alegre: Artmed.br www. Tradução Antonio Feltrin. SAIZ Irma . www. ______. SMOLE. 1992. 2000. www. 2000.antigos. 2000.com. Valéria Amorim. Papirus. ______. Porto Alegre: Artes Médicas.br www. 2004.uol.com. OCHI. Editora Vozes.luizdante.revistapatio.mathema. 2001. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Porto Alegre: Artmed.terrabrasil. Renata.com. SAMPAIO.br www.matematicahoje.com. DINIZ. . Glauce Helena Rodrigues.com.. YOKOYA.br www. TAILLE. Porto Alegre: Artmed. Sugestão de sites interessantes www. Vânia (coordenado por). Matemágica – História. MACEDO.novaescola.com. LERNER Delia . Maria das Graças Barbosa. ______. PANIZZA. ROCHA. Lino de.exatas. Katia Cristina Stocco. Yves de La.com. São Paulo : USP. 4 cores.br www. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. L. São Paulo: Summus. Joana Hissae. aplicações e jogos matemáticos. Porto Alegre: Artmed.br Sites de jogos matemáticos www.com.br www. Cláudia.com. São Paulo.com. MACHADO Nilson José.br. PAULO. ALS. 2001. MONTEIRO. São Paulo: USP. Fausto Arnaud. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. GÁLVEZ Grécia .usp. ______. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Katia Cristina Stocco. São Paulo: Casa do Psicólogo. Maria Ignez e CÂNDIDO. 2001.com. Nicanor..usp.tvcultura.com. Mariana Kawall.br www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.com. Vygotsky. PASSOS. 2000. CÂNDIDO.br/artematematica www. IKEGAMI.aprendebrasil. escrever e resolver problemas.com. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. São Paulo: Cortez. MIRANDA. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática.. Maria Therezinha de Lima. PARRA.– São Paulo: Summus. Aprender com jogos e situações problema. Kazuwo João. MACHADO. Cortez. A volta ao mundo em 80 Jogos. Resolução de problemas. 2003.abril. 2006. MARINCEK.com.somatematica. Cecília. Aprender matemática resolvendo problemas. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. N. SANTALÓ Luis A. Porto Alegre: Artmed Editora. www. Matemática e Educação: alegorias.com. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro . CHARNAY Roland. ______.sites. DINIZ. MACHADO. 1997. Piaget. Patrícia. MACEDO. BROUSSEAU Guy . Juan Acuña Llorens.net/folclore www.brinqmania. Construção das operações.br 129 . ______.br/caem/ www.com.

a memorização. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. desenvolver a percepção visual e auditiva. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. a convivência em grupo. os POIEs. Assim. animações. desenvolver a habilidade para organizar informações. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. o Laboratório de Informática Educativa deve. imagens. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. Softwares. propiciar. a coordenação motora. efeitos especiais. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. recursos de som e vídeo. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. divulgando as possibilidades existentes. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. ferramentas de desenho e pintura. Desse modo. como elemento articulador de conteúdos curriculares. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. face ao seu caráter educacional. a aquisição de novos conhecimentos. a inter-relação de pensamentos. servir como fonte de conhecimento. por meio de recursos tecnológicos. Periféricos e Acessórios. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. as TICs ( PCs. organizando mostras. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. idéias e conceitos. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. 130 . integrando textos. Mesas Educacionais e Internet).

acima de tudo. Pelo contrário. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. de forma organizada e sistemática. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. com diferentes intenções. ou seja. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Contudo. Como tal Sistema está organizado em fases11. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. das competências envolvidas neste ato. para solicitar algo. dentre muitas. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. e a decifração é apenas uma.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. Ler é. participantes da cultura escrita. para saber como vão pessoas que estimamos. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. para comprar algo. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração.2 131 . isoladamente. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. – v. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. de sistematização e normatização da língua. se queremos formar leitores plenos. assim. para pagar contas. entre muitas outras ações. 2006. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. 2º e 3º ano. São ações que podem e devem ser aprendidas. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. para reclamar de alguma coisa. os primeiros se convertem em leitores. Ed. Enfim. ela estará presente sim! O que muda. nas situações reais de produção de texto.: il. E escrevemos para distintos interlocutores. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. para tomar decisões. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. Assim sendo. para prestar contas do nosso trabalho. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. Cortez. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Não se trata mais de ensinar a língua. Trata-se de incorporar. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). 12 11 12 Fase Inicial: 1º. é a forma de abordagem. entretanto. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. emitindo sons para cada uma das letras. São Paulo : SME / DOT. para localizar endereços e telefones. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Em geral. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. para anotar um recado para alguém. 104p. na rotina. ou seja. entre outros. Ler. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Além disso.” Emília Ferreiro. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para fazer uma receita. suas regras e suas partes. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. atribuir significado. para nos divertir ou emocionar. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. As atividades metalingüísticas. Como já dissemos. Hoje.

listas. Semanal – jornal e científicos. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. Leitura e escrita de títulos de livros. · Ampliar o repertório lingüístico. Nessa proposta de alfabetização. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. o espaço.A organização de uma rotina de leitura e escrita 13 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. 13 14 São Paulo : SME / DOT.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:14 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. os materiais. 132 . uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. textos instrucionais etc. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. além. de professores e funcionários). de brincadeiras preferidas. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas.: il. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. ingredientes de uma receita. Ler com diferentes propósitos. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. poemas. realizada · Aprender comportamentos leitores. 115p. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Organizar agrupamentos produtivos. 115p. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. parlendas. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. ao mesmo tempo. de rótulos etc. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. Em função disso. de situações de trabalho com a oralidade. São Paulo : SME / DOT. é claro. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos).: il. Leitura do abecedário exposto na sala. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. 2006. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Diária – texto literário. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). 2006. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético.

Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. defender pontos de vista. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. materiais de pesquisa etc. em duplas. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. semana. Produção coletiva. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Uma vez por semana. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. · Ler com autonomia crescente. expor etc. conhecer diferentes suportes de textos. Uma vez por semana. individual. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. · Explorar as finalidades e funções da leitura. · Aprender comportamentos escritores. curiosidades etc. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. · Aprender comportamentos leitores. em dupla e individual – de um bilhete. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. ditando para o professor ou o colega. instrucionais. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. 133 . de um texto instrucional etc. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. expor sobre temas etc. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. relatar acontecimentos. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. o possível e o necessário” (Ed.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Exposição de objetos. de filmes etc. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Artmed). Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. entre outros). · Utilizar a linguagem oral.

as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada.). Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas.Formas de organizar os conteúdos escolares 15 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Ex: Leitura diária feita pelo professor. • Atividades seqüenciadas. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. uma mostra de trabalhos produzidos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. 134 . 15 Texto produzido por Rosaura Soligo. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. São muito parecidas com os projetos. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. não significa algo “palpável”. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Oficina de produção de textos ou de arte. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). mas não têm um produto final. a organização de uma biblioteca de classe. nesse caso. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Embora não decorram de propósitos imediatos. semanalmente. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). para ensinar um jogo complexo etc. um livro. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Roda semanal de conversa ou leitura. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. • Projetos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. hábitos ou atitudes. Nos projetos. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. jornal ou texto etc. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe).

Justificativa: A confecção de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos sobre a língua escrita. manifestar opiniões. manual de instruções de algum objeto. conjugando temas de diferentes áreas do saber. ao final do 3º Ano. Sendo assim. Assim sendo. devido à adequação à faixa etária. • Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. de acordo com a realidade de seu grupo. livro de regras das brincadeiras preferidas da turma. nessa classificação. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. 2. contos. Nos anos seguintes. qual gênero e portador traria maior interesse e significado para as crianças num trabalho mais sistemático e aprofundado com a Língua. Segundo classificação de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (1996). • Ler. 2000. o professor poderá escolher. sala de vídeo etc). as características de seu portador. 16 MEC (SEB). temos: livro de receitas para a mamãe. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro com as regras das brincadeiras selecionadas pelo grupo e finalizar com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinarão as regras a uma outra classe. cabendo ao professor a escolha e seleção do conteúdo com que pretende trabalhar. É importante que tenhamos claro quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano.3. os alunos sejam capazes de: • • Participar de situações de intercâmbio oral. Assim. cardápio mensal da merenda da escola. entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. Para finalizar. Coletânea de textos. Como exemplos. do gênero e do sistema de escrita. lendas. 135 . embora seja desejada essa articulação. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. usando-os como instrumento para aprender novas brincadeiras. priorizou-se para o 3º Ano a produção de textos instrucionais. considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita. com ajuda do professor. entre outros). formular e responder perguntas. entre outros).Os projetos da fase inicial foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). instrucionais. Vale ressaltar que. regulamentos. encontramos os gêneros receita. artigos. utilizando alguns recursos da linguagem escrita. Entretanto. registrar e ensinar a outras pessoas. regras de jogos. explicar e ouvir explicações. revistas. quadra de esportes. A gama de possibilidades é bastante diversificada. de forma que possamos traçar metas claras e objetivas em nosso trabalho. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. bem como o grau de complexidade em relação aos anos anteriores. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero instrucional. • Reescrever de textos (contos. textos informativos. com autonomia. V. os textos instrucionais ou prescritivos têm a finalidade de ensinar a fazer coisas. informativos. diferentes gêneros (notícias. cartaz com regulamentos das dependências da escola (sala de informática. manuais de instruções etc. dar instruções sobre determinado procedimento e. entre outros). textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias. desde que focando o gênero textual definido para este Ano da Fase Inicial de escolaridade.16 Projeto: Vamos brincar? 1. esperamos que. cartas. ouvindo com atenção. Ler. regras de jogos. não se podem perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. brinquedo ou material de interesse dos alunos) etc. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente.

fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito. FERREIRO E. 2002. MEC (SEB). desenvolver atitudes cooperativas. Secretaria Municipal de Educação. incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto. 1998. o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato. escrever considerando a diagramação desse tipo de texto. escrever as regras das brincadeiras respeitando as características do gênero textual. promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas. O que se espera que os alunos aprendam: ampliar o repertório de brincadeiras. Ática. aprender procedimentos de consulta a livros instrucionais. J. Secretaria Municipal de Educação. Passado e presente dos verbos ler e escrever. possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras. São Paulo. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico. 136 . Uma Nova Teoria da Aprendizagem. revisar textos. Além da alfabetização. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. TEBEROSKY.3. favorecer as iniciativas pessoais e coletivas. TOLCHINSKY. Ana. 2006. escutar os colegas. possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras. opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento. Referências Bibliográficas BRUNER. 2002. garantir. das características de um texto instrucional. acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática. 4. desenvolver atitudes de respeito para com os colegas. 1996. Bloch. Delia.S. – São Paulo : SME / DOT. utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos. V. colocando e jogo os saberes individuais. Coletânea de textos. mediante o uso. Porto Alegre: Artmed. Liliana (org. Diretoria de Orientação Técnica.). LERNER. o possível e o necessário.3. Rio de Janeiro: Ed. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: levar para a classe livros instrucionais a fim de que os alunos consultem sempre que for preciso. 2000. sua diagramação e função da ilustração. São Paulo: Cortez. sempre que possível. apropriar-se. Ler e escrever na Escola: o real. SÃO PAULO.

recorte e colagem. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. Ao assimilar um vocabulário básico. a adivinhar. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. precisa que as aulas sigam uma rotina. Além disso. DVD. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. criatividade e expressão física. a imaginar.). procedimentais e atitudinais ) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. No início do 2º ano. W. músicas. em inglês. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. trabalho em pares ou grupos. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. flash cards. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. ou rock para atividades motoras grossas. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. chapéus. sugerimos que o professor. a recordar. no caso da língua estrangeira. num primeiro momento. uso de fantoches. recursos materiais. é útil e eficaz. que façam sentido à sua vida. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. como música calma para trabalhar. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. Na preparação da aula. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. jogos. de forma a criar um ambiente alfabetizador. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. umas são mais visuais. físicas (com encenações e atividades de TPR). O 137 . Aqui entram as atividades de encenações (role-play). do sensorial e das ações. previsão. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. como: memorização. atividades do livro didático. Y). além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. dos jogos e das demais atividades. interessantes. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. X. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. vídeo. mas o professor precisa ler em voz alta ou. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. com atividades lúdicas. duplas e individuais. como já dissemos. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. ou sair da classe. pintura. Nessa fase. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. fantoches. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. outras. o CD. artísticas (desenhos. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. auditivas. etc. como suporte ao aprendizado oral. cante uma música. Em inglês. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. oferecendo variedade.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. e imagens. material de áudio. como os flashcards. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. como realias (material concreto). jogos de adivinhação. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. além de alternar as em grupo. Durante as aulas. cooperação. bem baixinho. portanto. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. uso de massa de modelar. apagar as luzes e acalmá-los. recursos visuais. e ainda há as que são mais cinestésicas. do contrário. A relação dos conteúdos ( conceituais. o vídeo ou o colega) para obter informações. o aluno passa a desejar aprender mais. expressões simples em situações reais. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. desafiá-los a pensar. Como dissemos. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. A criança nessa idade. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. etc. é fundamental que o professor. troca de papéis. vídeo e estímulos verbais do professor). Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. ao chegar.

O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. thanks/thank you. great. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. assim. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. No entanto. O professor precisa estudar bem a música. May I go to the toilet?. Além disso. pois é o 138 . look. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. além da internet. repeat. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. principalmente em grupo. etc. Além disso. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Para ser bastante eficaz. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. How are you?. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. let's sit in a circle. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. bye-bye. fine. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . a mostra deverá ser renovada freqüentemente. see you.tempo gasto com os exercícios de colorir. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. abraçá-los. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. let's sing. Ele também pode cantar e encenar canções. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. please. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. programas de TV infantis não existiriam. very good. O professor deve dar as músicas do CD do livro. yes. ou "listen and do". Há vídeos. Ex. you're welcome. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. fornecer um elemento cômico. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. thanks. no. por conseguinte. além de incentivá-las. point. hi. circular e desenhar deve ser menor. mas não precisa ficar “preso” a elas.uma tática que deixará os alunos seguros de si. associar. não entenda algo). deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. answer. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. fazer encenações. stand up. além de ser uma ocasião divertida na aula. acariciá-los). draw. you can do it better/nicer. por meio de atividades diferentes. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. finja “errar”. sing. dar segurança. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. let's go. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. 4 ou 5 aulas. say. a pronúncia correta das palavras. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. DVDs e livros. come here. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. listen. um modelo lingüístico) de forma engraçada. ask. enquanto o professor permanece sério no comando da situação.: Good morning/afternoon. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. beautiful. sit down. line up.

Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. Isso lhe dá a chance de falar. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. hábitos alimentares. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. ou outros sites da internet. lã. cometer erros. de meias (com a ajuda dos pais. em parceria com o professor da classe. • • • • • • • • • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. nas aulas de informática. pode abordar. dia do mês. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. com cinco a dez alunos por vez. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. brinquedos. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. 139 . presos em palitos de sorvete. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. mas não o colega ao lado neste momento. Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do Portal Aprende Brasil. como também com a equipe pedagógica. expressões corporais. alimentos e o corpo humano. à família. potes de iogurte ou de yakult. montagem de brinquedos com sucata. porque. rimas. feitos com rolos de papel higiênico. sendo permitido consultar o livro. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. procedimentos e atitudes de ciências.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. folclore.). de pintura. Quando o professor da classe introduzir.fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. a fim de planejar as aulas. porém de forma diferente. idade. o uso do dicionário português-inglês e vice-versa. Algumas danças. Com o professor de arte musical. uso do calendário. junto ao professor de classe. podem-se trabalhar melhor as canções. em língua portuguesa. Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. por exemplo. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. etc. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. os conceitos. é possível articulá-los aos conteúdos de história. modelagem. para os cabelos. responder a perguntas e sentir-se no comando. nesta faixa etária. aniversário. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). etc. o professor de inglês pode abordar. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. Esta avaliação pode ser feita. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. o uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. na língua portuguesa. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. sem estarem psicologicamente expostos. eles podem costurar botões para fazer os olhos. atividades de expressão corporal. concomitantemente.

: Macmillan. New York: Addison Wesley Longman. et alli. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. Kids United – Livro do Professor 1. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. segunda impresão. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. excellent. HARPER. K. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. New Parade 1 – Teacher’s Edition. mesmo que não esteja como o professor esperava. assim. está se empenhando e precisa ser motivado. SALVADOR. D. REETZ. T. Referências bibliográficas DEL PASO. 1999. R. não podemos exigir perfeição das crianças.: Richmond Publishing. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. MELO. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. 2000. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. Inc. et alli. D. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. great. etc. Assim. W. a princípio. Mexico. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. mesmo que. 2002. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. É muito importante elogiar a produção do aluno. et alli. A. Hong Kong: Oxford University Press.Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. good work. Oxford: Oxford University Press. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. 140 . Mexico. M. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. 2000. & ZANATTA. Assim sendo. 2005. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes.. Tentar falar em inglês.F. A. esteja “errado”. L.F. et alli. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. 2006. de forma espiralada. São Paulo: Macmillan.. HERRERA.

escrita. Nesse processo é importante avaliar. para se atingir os objetivos com clareza. oral. Vale lembrar que. esteja em um tópico específico. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. mas somente as populares. MEC. muitas vezes. principalmente na primeira infância. uma linguagem que.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. estes não devem ser trabalhados de forma linear. ou seja. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. p. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. por exemplo. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. professores. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. ( Ensino fundamental de 9 anos . consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. de forma mais significativa. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. saída etc. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. As canções e suas letras. facilitando a interdisciplinaridade. também somos vítimas desta situação.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível.” Não podemos esquecer de que. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. naquele momento. por meio de um jogo musical. de pouco ou nenhum valor musical. Para isso. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. Sua relação com o outro. Momentos de apreciação. deixando-a mais feliz e confiante. Nessa idade. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. lateralidade. devem ser breves. Projetos interdisciplinares são fundamentais.). o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. rítmica e melódica. Desta forma.. O planejamento do professor precisa ser flexível. assim. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. a criança vai descobrindo e. 141 .. nós. sobretudo. fonte sonora etc. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. progressivamente. levam a criança a uma deformação da estética musical. “[. plástica.Orientações gerais. atenção e prontidão. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. como uma forma a mais de expressão. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. acento. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Segundo Stateri (1997). chega mais fácil ao âmago da criança. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. corporal. Ao trabalhar pulso. por meio de atividades simples de pulso. Em Ciências. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. na educação musical. mesmo que a ênfase. Porém. por exemplo. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. explorando os conteúdos conceituais. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. lanche. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. a linguagem do faz-de-conta. sendo muitas de péssimo gosto. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. aquela que lhe é mais peculiar e específica. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. replanejando quando necessário. altura e canto e até mesmo uma conversa. do brincar. musical e. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. acento. nesta fase.

A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. jogar. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais.música para o desenvolvimento humano . Se a criança se movimenta. para que a criança avance com segurança. com a apresentação de outros assuntos. De grande ajuda para a criança nesse momento. cantigas de roda. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. aos poucos. vivenciando o fluxo musical através de nós. 142 . que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. parlendas. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. Procure. que percebe. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. como nos diz Marcelo Petraglia. Mas é preciso que. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. seja depois abandonado. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço.Gráfico sonoro (notação não convencional) O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Procure aumentar a dificuldade dos exercícios gradualmente. Brincadeiras cantadas. Não existem fórmulas prontas. O professor pode associar uma atividade de pulso. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma. Manifestações folclóricas: jogos. É preciso muita paciência com alunos que apresentam dificuldades nesta fase. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. Petraglia ). p. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. 211). quando já deveriam tê-las superado. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. uma intencionalidade. o professor pode criar formas de representar o som. por ser o primeiro. percepção corporal. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Nesta etapa. Cuide para que estes alunos não se sintam constrangidos e ajude-os. Batemos palmas e os pés no chão. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. está exercitando sua lateralidade. aos poucos. seja na sua altura. espera-se que a criança responda bem aos exercícios de pulso e. A expressão musical é feita por um corpo. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. Cantar. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. brinquedos cantados. Isso não quer dizer que. tomando assim posse do seu corpo. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. canções. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. brincar. estimulando atividades de autoconhecimento. controlando o tamanho do passo. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. Este acaba sendo um pré-requisito para um trabalho com andamentos mais consistente e seguro. por exemplo. danças etc. possa até mesmo seguir seu próprio pulso e controlá-lo.Marcelo S. duração e intensidade. jogos. ( OuvirAtivo® . auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. reeducação do movimento. a velocidade e a noção espacial. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003.

sentindo corporalmente. Brasil. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. “[. Conforme Suzigan ( 1996). É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. forte e colossal que reflete em teu futuro. As terminologias grosso e fino. agora que somos livres. 2000. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Nossa vida mais amores”. Se conseguimos conquistar essa igualdade. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. ou seja. despertando seu interesse e curiosidade. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. podemos partir para a escala ascendente e descendente. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. São Paulo: Fermata do Brasil. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. intensidade. Brasil. sentimos descer à terra. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). A própria natureza fez de ti um gigante. com bravura e firmeza. Entre outras terras mil. naquele momento. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. Terra adorada. Após a percepção do som grave e agudo. identificando. Muitas vezes grave. pela terminologia correta. dividindo-o em várias aulas..] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. és o destaque da América. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. nos te saudamos. Propriedades do som: altura. Mas. ouvindo. as notas musicais. Maria Zeí. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. “ Sugerimos que. porém. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. observando. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. neste caso. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Ó Pátria amada nós te saudamos. cantando.. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. ou seja. Ó Pátria amada. se fores convocado para a luta. Hino Nacional Brasileiro. de forma simples. progressivamente. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Ratificamos a importância 143 . devem ser substituídas. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro.Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. com muita tranqüilidade e respeito. BIAGIONI. lembrando as glórias do passado.nas divisas com os outro países da América do Sul. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. utilizando breves explicações. vivenciando. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu.

repetindo a mesma canção ou peça instrumental. variadas) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. o professor pode utilizar espaços alternativos. vídeos ou mesmo pela Internet. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar.). A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. o motivo é a preguiça: o que é estranho. gestual. a expressão corporal. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. a quadra ou outros ambientes. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. Podemos dizer que crianças que se exercitam. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. Aprender a ouvir o outro. a pompa dos concertos. gestual ou plástica. danças. 144 . A partir daí. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. no portal Aprende Brasil. com a intenção de aprimorá-la. nas salas de informática.de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. Se houver possibilidade. por motivos variados: a vastidão do repertório. Espera-se também que. seja por fotos. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. cantar e ouvir. gestual. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. músicas que contam uma história etc. timbres. em comerciais de TV etc. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe.” ( Folha de São Paulo. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. como em trilhas sonoras. Desde bebê. coletivamente. em desenhos animados. seja na execução ou apreciação musical. No fundo. como o pátio. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. Como já foi exemplificado anteriormente. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. quebrando preconceitos. “Música clássica afugenta muita gente. eruditas. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. Expressão corporal. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. do ritmo e do caráter das peças musicais. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. dentro desse trabalho de apreciação musical. Música erudita Nesta etapa. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. de ninar. a desinformação sobre o assunto. como dinâmica. a consciência da pulsação. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. folclóricas. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. Durante a apreciação musical e o canto. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. Sugerimos o site Mundo da Música. 24 de março de 1998 ). mais tarde. a harmonia do todo. a concentração necessária. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). Escuta e apreciação de obras musicais (regionais. em conjunto.

se necessário.br> SCHAFER.aprendebrasil. 1-8. António Ângelo.br/> Mundo da Criança. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. SUZIGAN. Portal Aprende Brasil . 145 . terça-feira. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical).educacional. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. os ritmos facilmente assimiláveis. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. Hino Nacional Brasileiro. 2003 p.1991. MEC.br/textos/ed%20b. A linha melódica deve ser bem nítida. GRANJA. O ouvido Pensante. por meio de ações aparentemente muito simples.Música para o desenvolvimento humano.<http://www. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades.20 PETRAGLIA. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. Mundo da Música . Oliveira. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. VASCONCELOS. Portanto. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas.1996. como não gritar.Orientações gerais. <http://www. Pp.<http://www. OuvirAtivo® . L. p. STATERI.com. R. e. C. 2000. José Julio. Especial Música. São Paulo: Ed.ouvirativo. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. M. G. Linguagem. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. SUZIGAN. Maria Zei. Murray. 1997. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. Marcelo S. São Paulo. 211. cantando ou não. Cruz. São Paulo: Ed. São Paulo: CLR Balieiro.htm> acessado em 18/12/2006. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Ensino fundamental de 9 anos .com. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. 24 de março de 1998. Carlos Eduardo de S. Unesp.A escolha dessas canções é das mais melindrosas.com. Setembro 2006. FOLHA DE SÃO PAULO. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. desestimulando a ação de gritar. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Referências bibliográficas BIAGIONI. conhecimento e Ação. MEC. Fermata do Brasil.

Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. de fato. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. É capaz de criar símbolos e representações. 146 . Na fase inicial do Ensino Fundamental. para que desenvolva um senso crítico e estético. 2º e 3º anos.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. Segundo Piaget. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. Quando organizamos uma exposição. Adquirindo este conhecimento. no momento do planejamento. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. As atividades permitem ao aluno experimentar. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Tendo em vista essas possibilidades da criança. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Na área de Arte. formas etc. necessário para a leitura de imagens. 1º. antes de mais nada. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. texturas. Devemos envolver os alunos nessa produção. linhas. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. seu trabalho muda no meio do caminho. para contemplar o trabalho interdisciplinar. respeitando-se a idade da criança. ter outras experiências.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. Muitas vezes. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. conhecer a vida de alguns artistas. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Consegue compreender o processo de expressão e criação. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Não é apenas uma etapa do processo. os quais deverão ser aproveitados. Ela mais pesquisa do que se expressa.

Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. progressivamente. o mediador entre arte e aluno. mas para todas as outras áreas. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. movimento.) com os quais o artista/aluno.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. com alguma intenção. Dança. Música. é a visita a museus e exposições de arte. Teatro. gestuais. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. luz. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. som. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. desfrutar. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. Espera-se que os alunos. escolas e estilos etc. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. Música e Teatro. forma. etc. apreciar. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. pictóricos. tanto para que possa progressivamente. Dança. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. cultura ou país. cênicos. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. povo. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. gesto. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. Por meio da arte. musicais. 147 .

Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. estética. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. giros) torna-se conceitual. visando a seu aprimoramento como seres humanos.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. construção de bonecos. de acordo com as suas habilidades. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. filmes. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. Podemos oferecer. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. as atividades devem envolver todo o grupo. afetiva. Compreende-se a dança. saltos. como um estímulo para a expressão corporal. conhecimentos sobre o corpo). atividades rítmicas e expressivas. A relação entre a educação física e outras disciplinas. auditivos e cinestésicos). dentro de um contexto cooperativo. o aluno deve aprender.” 148 . a educação física “trabalha no plano da ação motora. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. pré-desportivo ou numa dança. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. embora muito estreita. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. Lembramos também que. Seja num jogo recreativo. de relação interpessoal e inserção social). músicas entre outros recursos. Em sala de aula. nesta fase. Nesse sentido. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. a discutir as regras e estratégias. criatividade e interação do grupo. a cada um. teatros de marionete e outros. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. seu processo de crescimento e desenvolvimento. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. sem a preocupação com estilo ou técnica. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. coordenação motora e espacial. mas ainda não podem usar a lógica. corporal. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. assim. de forma democrática e não seletiva. neste momento. o contato com músicas do universo infantil. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. social e de autonomia. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. musicalidade. ressignificá-los e recriá-los. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. ética. aquilo que era material ( corridas. é pouco percebida. apreciá-los criticamente. além das técnicas de execução. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. trabalha-se no plano dos conceitos.

sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Assim. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. 149 . estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Portanto. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. tamanhos ou quantidades). utilizando sua imaginação e percepção.Muitas vezes.

no centro. crianças abandonadas. calendários. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. crianças escravas que cresciam juntos com os filhos de pessoas livres e. Identidade: eu e os outros O trabalho com a construção da identidade envolve conceitos de continuidade e de permanência. lazer e amor. estas do fotógrafo Marc Ferrez. é necessário que o aluno compreenda que o conhecimento do outro acarreta um maior conhecimento sobre si mesmo. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. as diferentes histórias. do século XIX: 150 . já que em Santos há escolas na zona rural. que aborda de forma simples toda a temática infantil e os direitos básicos como estudar. Para trabalhar com esta temática. eram usadas como animal de estimação. crianças que trabalham etc. muitas vezes. eram separadas dos pais e vendidas para trabalhar. procure pesquisar na própria cidade. brincar. como sujeito histórico. família. ilustração. data e local. dedicatória. Por exemplo. Assim. Valha-se do trabalho com fotos. títulos para cada história e até dia de lançamento. mas também das crianças de diferentes realidades nos dias de hoje: crianças indígenas. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. por exemplo. sendo que. em mangues etc. Ao mesmo tempo. em morros. ter saúde. Importa para o aluno conhecer crianças que vivem em uma realidade diferente da sua. aos sete anos. brincadeiras e escola. crianças ricas. Por isso. culturas de tempos e espaços diversos e que todos têm direitos e deveres que devem ser respeitados. enquanto os filhos de brancos eram tratados com todo cuidado pelas mães e escravas domésticas. mais próximo à orla. fotos e desenhos e até uma visita. Procure levantar semelhanças e diferenças entre a vida das crianças do passado. fazendo um paralelo com a atualidade. Sugira que os alunos tragam histórias sobre si mesmo que podem ser organizadas em forma de livro com capa. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. autores. escolas que ficam no Centro da cidade poderiam estar visitando à Ilha Diana. É importante a percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos dos “outros” de outros tempos que possuíam uma dinâmica de vida completamente distinta da nossa época. sugerimos o livro Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha. aniversários. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. Por exemplo. Utilize imagens antigas para demonstrar como viviam crianças de outras épocas. Uma sugestão seria fazer um intercâmbio com outra escola que pudesse gerar: troca de cartas. à medida que conhece outras formas de viver. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. para que possibilitem não uma mera constatação.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas.

na memória dos familiares e nas lembranças das pessoas do seu convívio. mas também a sua escola e a sua casa. de sua interação com a natureza e de sua história. propomos: • Solicite aos alunos que entrevistem pessoas idosas. É importante que os alunos comparem suas linhas de tempo ou que a professora com a ajuda dos alunos confeccione uma linha do tempo com fatos sociais acontecidos nos últimos anos. artefatos e lugares. mas também o imaterial.” O Bairro Promova uma troca de idéias sobre o bairro onde está localizada a escola. mas também nos relatos das pessoas. trabalhe uma linha do tempo ao contrário. Organize junto com os alunos perguntas sobre família. levando-os a concluir que os bairros têm história. portanto. Divida-os em grupos e deixem que falem sobre sua vida. É importante que o aluno perceba que as fontes não estão somente nos documentos escritos. Brasil ou localidade com que o aluno possa relacionar. Família. “O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente. Acesse o site do Museu da Pessoa. Atualmente a noção de patrimônio ampliou-se. on line). como o avô pesca ou planta. conceitos fundamentais para o ensino da história. a tia que faz remédios caseiros. os grupos e. as comunidades. Para saber mais. quando se trata do meio ambiente. século e milênio. tudo isso é patrimônio e merece ser preservado. um chá. • Organize um encontro com os avós dos alunos. por exemplo. partindo do hoje e voltando ao início do século XX. é uma atividade muito interessante para que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. 2006. É valorizar o modo como a avó faz determinado doce. as práticas. conhecimentos e técnicas e também os instrumentos. Reúna folhetos. a nossa casa. moradia e escola Utilize o procedimento de história oral para iniciar a temática sobre família. sucessão e datação. inclusive em Santos. merece ser preservado. Aproveite para trabalhar a noção de patrimônio e a necessidade de preservar a escola. como igrejas e museus. objetos. pois eles deverão ter consolidados os conceitos de década. vale a pena consultar o livro Manual de História Oral. Para melhor visualizar o passado. moradia e escola do passado. Estimule os alunos a fazerem suposições sobre a sua origem. Como exemplo. em que se encontram dicas e projetos que deram certo em várias escolas. tentando imaginar como era o local antigamente. gerando um sentimento de identidade e continuidade. moradia e escola. representações. os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que. de Jose Carlos Sebe Bom Meihy. contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. manchetes de jornais e revistas que façam menção ao bairro e monte um quadro-mural sobre isso.Diferentes linhas do tempo A montagem da linha do tempo. o local onde vivemos e relacionar com Ciências. ou seja. no mundo. além de propiciar o trabalho com valores e ensino religioso. 151 . a partir de algumas referências temporais. Organizar uma visita a uma casa de repouso para idosos será uma atividade bem interessante. em alguns casos. Faça a conexão com matemática. Esta atividade permite desenvolver noções de simultaneidade. ordenação e seqüência. expressões. É necessário que aluno compreenda que patrimônio não são apenas prédios históricos. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN. pois patrimônio não é apenas o que é material.

quem fez o pão que consumiu de manhã. meio ambiente. diferenciando cidades naturais. o que permaneceu ou não. Solicite que os alunos entrevistem suas mães e avós sobre as tarefas do dia-a-dia para que o levem a refletir sobre a necessidade de valorização do trabalho doméstico. Solicite que os alunos registrem os estabelecimentos comerciais existentes no bairro. Jose Carlos Sebe Bom. etc. como Belo Horizonte. Referências bibliográficas ROCHA.gov.iphan. 152 . Os Direitos das Crianças. fazendo o elo com Geografia. e as planejadas. depois organize-os em: nome do produto. discuta hábitos de consumo. na Índia etc. saúde. é possível abordar hábitos de consumo. comparando com o levantamento da história do local onde se vive. pode-se ainda montar gráficos sobre profissões dos pais dos alunos. Ruth. Ao trabalhar com esse tema. considerando o trajeto casa-escola. pois assim será possível traçar um perfil do local. Por meio do diálogo. diferencie as etapas da produção. como Santos. por que existem trabalhos diferentes etc. nome da empresa. evidenciando a presença portuguesa e a formação das cidades no litoral. Origem das cidades Existem cidades que datam de mais de 5000 anos atrás. Levante dados sobre os produtos consumidos. Manual de História Oral. produtor e origem. O trabalho doméstico deve ser apresentado como de vital importância para as famílias. Brasília etc. Loyola Portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). Pesquise a história delas na internet para trabalhar sua origem. MEIHY. Disponível em www. Companhia das Letrinhas. onde os pais trabalham. Faça comparações com a produção antigamente. Peça para que os alunos tragam embalagens de produtos que consomem todos os dias. reciclagem.Atividades econômicas Faça um levantamento prévio a respeito do que a criança entende sobre o que é trabalho. o caderno que usa na escola. É importante que o aluno perceba que é por meio do trabalho que o homem transformou a natureza e que a sociedade atual é fruto do trabalho humano. Disponível em http://portal. sempre fazendo comparações com o passado e como as coisas se modificaram.museudapessoa.br/portal/montarPaginainicial Museu da Pessoa. com noções de transporte e comunicação. como na China. Juntamente com matemática.net/.

Também terá noções rudimentares da noção de legenda. até porque a criança de 8 anos já possui algumas construções mentais mais elaboradas que a criança de 6 e 7. Portanto. a criança deve primeiro se colocar no papel de mapeadora do seu espaço para que compreenda o sistema de códigos utilizado nos mapas convencionais. também podem ser utilizados para ampliar essa discussão. Lembremos que. mas as questões colocadas devem ser mais desafiadoras. aos poucos. a maneira como se faz em mapas e plantas. na sala de aula. para a criança. Essas comparações devem gerar discussões que permitam que os alunos se questionem sobre o porquê isso acontece. e também outros espaços como: a sala de aula.GEOGRAFIA O Plano do 3º ano contém alguns acréscimos em relação aos do 1º e 2º. Com o desenvolvimento dessas atividades. O professor é fundamental nessa “passagem de visão”. a visão que se tem é vertical. ao mesmo tempo. visão do alto. de Istvan Banyai. Isso é interessante para perceber que embora muitos procedimentos sejam similares no plano de curso. Além de perceber que cada mapa representa um lugar. e o livro “Zoom”. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. observando a visão do alto. pressupõe-se que ela já terá mapeado o próprio corpo. não pode mais ser observado no mapa do estado. É algo que exige um grau de abstração. ou seja. que dá preferência a um determinado lado da folha. O aluno. dos 6 aos 8 anos. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. ela pode estar representada somente por um ponto. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. O que acontece no 3º ano é que algumas noções já foram construídas. Aos 8 anos. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. adquiriu maior autonomia em suas representações. A grande conquista dessa idade é dos espaços e pontos de referência exteriores a si próprio. o bairro. isso não é tão simples assim. a cidade está bem menor e. ou seja. pois as noções de escala. de frente e de lado. Portanto. não serão procedimentos repetitivos. apontando e permitindo que esse aluno ouse cada vez mais na comparação de distâncias entre um lugar em relação a outros. Maquete A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. a rua da escola. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Neste. distâncias e direções não mais em relação à sala de aula ou à escola. permitindo que se perceba a relação todo/parte em que a parte está contida no todo ao mesmo tempo que o todo é formado por partes. a escola. os alunos desenharam objetos vistos de cima. do Palavra Cantada. na classe eles vão acontecer cada vez com um objetivo diferente. a criança já pode tomar como ponto de referência um objeto em relação a outro e não mais em relação a si própria. Mas. O aluno de 8 anos tem mais facilidade de ocupar a folha toda. É uma convenção. o que nem sempre acontece com um aluno mais novo. portanto. há grandes chances de os desenhos se aprimorarem. mas caminharão num sentido semelhante a uma elipse em que antigas habilidades serão acionadas para a elaboração de novos conceitos. Nessa linguagem. O mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. O trabalho com vários tipos de mapas. Mas é importante deixar claro que esse trabalho é um processo em que as etapas não podem ser “puladas”. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. No 3º ano. também deve continuar. pois entendemos que a alfabetização cartográfica é um processo que inicia no 1º ano e se amplia nos anos seguintes. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. Assim. que possui um tamanho significativo no mapa da cidade. mas da padaria ao ponto de ônibus. da editora Brinquebook. Porém. criando legendas próprias (sem auxílio do professor) e dominando o espaço melhor do que uma criança de 6 anos. os alunos podem também começar a pensar sobre títulos e legendas de cada um. A música “Ora Bolas”. no mapa do país. sendo importante que o professor conheça seu grupo para saber em que momento ele pode avançar e quais pontos são passíveis de uma atenção maior. como em um mapa convencional. por exemplo. proporcionalidade. por exemplo. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão 153 . Um bom exercício para se fazer com mapas convencionais é comparar a representação de um mesmo lugar em mapas diferentes. pois criou símbolos junto com outras crianças e o professor. por exemplo.

porém. se cada um utilizar um modelo de medida. a discussão sobre escala pode se aprofundar um pouco mais. o aluno perceberá que a escola que era grande e solitária em uma maquete que representava só ela. e assim por diante). uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. Em Geografia. Confeccionando a maquete do quarteirão da escola. mas pode-se discutir que para um lugar ser representado em um mapa. altura de pessoas etc. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. As crianças poderão medir a carteira. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. O professor recorta esse barbante e cada aluno cola no papel. podemos ir para além da noção de um para um. as crianças vão pensar sobre e importância de medir objetos e lugares. outros objetos. por exemplo. Depois. os pés e posteriormente registrarão de quem é o pé que foi utilizado como padrão. Disso. altura e largura de coisas.dessas discussões. para construir o conceito de continuidade (a escola é grande sozinha. mas tem 16 vezes menos o seu tamanho. a maquete ilustrará locais cada vez maiores em relação aos anteriores. o palmo. seu estojo e a sala de aula utilizando os dedos. ele tem que ser “diminuído” muitas vezes. As maquetes podem ser montadas dentro de caixas de papelão. passa a ser pequena quando representada juntamente com outras construções e a rua. Futuramente. mas pequena em relação ao bairro. um papel celofane transparente pode ser colocado na boca da caixa e cada aluno utiliza a caneta de retroprojetor para “contornar” os “lugares” que observam embaixo. os alunos com esse conceito construído reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. esse barbante pode ser dobrado até que seu comprimento “entre” na folha de papel. No 3º ano. No 3º ano. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. Medidas é um tema comum à área de Matemática. Seria interessante que os alunos pudessem comparar as duas produções. por exemplo. O resultado será uma planta baixa do local representado. barbante barbante sala de aula ESTUDO DO MEIO reduzida 16 vezes 154 . os alunos deverão anotar no caderno que a sala está representada. é importante somente uma introdução. O passo seguinte pode ser a elaboração de uma legenda que pode ser elaborada em conjunto após discussões. Um barbante pode ser utilizado para medir a sala de aula. Ou seja. nas séries mais adiantadas. Assim. nesse primeiro momento. Supondo-se que o barbante foi dobrado 16 vezes. Depois o mesmo deve ser feito com a largura e dobra-se o mesmo número de vezes que o barbante anterior.

Outro ponto interessante para esse ano é a observação de que o espaço é transformado pelo homem. comércio). cartas aos governantes e mudança de atitude individual. o que é natural (morros. O registro dos trajetos por meio de mapas. pelo estudo do meio. contendo a legenda do que foi observado. Essas atividades não precisam e nem devem acontecer no mesmo dia. sendo que a direção em que o Sol aparece no período matutino é o Leste e desaparece no vespertino é o Oeste. pontes. Essa observação pode resultar em um desenho da rosa-dos-ventos no chão. Uma noção que já pode ser desenvolvida no 3º ano é dos movimentos de rotação e translação. praças. os aspectos físico e humano caminham lado a lado e o espaço é percebido não como pronto e acabado. daí a importância de se observar os títulos “Mapa dos pontos comerciais do bairro” ou “Mapa das casas dos alunos do 3º ano”. Um bom início é começar com questões como: quais bairros e regiões da cidade você conhece? O morro que avistamos fica no nosso bairro ou não? Estamos perto ou longe da praia? Perto ou longe do Porto? Uma comparação com o mapa convencional também se faz necessária para que o aluno veja que espaços que ele não é capaz de enxergar estão representados no mapa e também para que observe sua localização em relação a outros lugares. outras questões podem surgir como: em relação ao nosso grupo. emprego de materiais (madeira. algumas questões sobre a cidade em que se vive também devem ser “pensadas” como: em que cidade moramos? Como ela é? Qual é o nosso bairro? Fica em qual parte da cidade? Em que se parece com os outros e em que é diferente? Esses questionamentos devem ser feitos tendo em vista que o pensamento dessa criança de 8 anos ainda é concreto. por exemplo. em relação aos espaços. montanhas. cortiça e um copo d’água. número de andares) e outros. Primeiro as crianças podem ser questionadas sobre o que pensam a respeito do assunto. rios. número de cômodos. Daí a importância de perceber. viadutos). por meio de campanhas. serras) e o que é modificado (ruas. estudo da fauna e flora locais.O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. pois sugere uma observação questionadora: as ruas do bairro são asfaltadas? Em que lugar as pessoas jogam o lixo? Os orelhões estão em bom estado? Como o meu bairro ou a minha cidade pode se tornar melhor? O que os governantes podem fazer para sanar esses problemas? De que maneira meus vizinhos podem contribuir? De que maneira eu posso contribuir? Essas questões podem ser pensadas pelo grupo resultando em alguns caminhos para a solução dos problemas. O famoso experimento científico da laranja (representando a terra) no centro. como agulha. Os mapas e a bússola podem ser colocados no chão e as direções equiparadas ao desenho contido no pátio. as diferenças e semelhanças entre construções quanto a: a que se destinam (moradias. sem perceber que nós isto é. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. porque é fruto das relações humanas. o comércio. em que direção está a entrada da escola? E o pátio? A cozinha? Os mapas convencionais também podem ser observados nesse momento para que os alunos observem a rosa-dos-ventos contida neles. utilizando-se medidas convencionais e nãoconvencionais. Deve-se perceber também. mas dinâmico. girando em torno de uma vela ou abajur (representando o Sol) dará a idéia de por que acontecem o dia e a noite. 155 . A bússola também pode ser apresentada para a classe nesse momento. da região que conhece para a que ainda não conhece ou com a qual não tem muita familiaridade. o represente com desenhos. Daí. dependendo do que se quer mostrar para o “leitor”. Ele permite que o aluno conheça o espaço. Ele pode e deve acontecer várias vezes e com diferentes objetivos. pequenas. praias. a Terra é que está girando. A conversa pode iniciar com as perguntas: a sombra fica sempre na mesma direção? Vamos observar ? Os professores junto com os alunos podem medir no chão a sombra no início e no final da aula e perguntar: o que aconteceu? As crianças tendem a achar que o Sol e a Lua é que mudam de lugar. Dessa maneira. alvenaria). podendo inclusive ser confeccionada com materiais simples. observar os serviços do bairro. Essa noção é bastante abstrata e deve ser construída aos poucos. Os estudos do meio também podem ser realizados por temas. O professor pode perguntar: em que lado é dia? Em que lado é noite? Essa discussão pode avançar para os pontos cardeais. e que os grupos sociais o constroem para atender necessidades próprias. Então é importante partir do local de onde ela está. amplia a noção cartográfica e o aluno percebe que um mesmo percurso pode ser representado com diferentes enfoques. à medida que a classe avança em suas noções espaciais. e assim por diante. no tamanho (grandes. No final do 3º ano. Muitos deles podem ser realizados na própria escola. O estudo do meio também é importante para aguçar o senso crítico. até porque a cidade não é constituída de bairros isolados.

Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. esculturas. O registro sobre as mudanças é fundamental. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. grafites. a geografia pode contar com muitos aliados: música. políticas e econômicas. de preferência de um lugar conhecido de todos. matérias de jornal. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. a turma se preocupe com o depoente. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. os arredores. fotografias. como já dissemos anteriormente. para a elaboração de questões. para ter diferentes visões do mesmo local. a atividade será ainda mais rica.Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. O ideal é que cada aluno traga uma foto. construções etc. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. a rua da escola. pinturas.. se possível. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Por meio de fotos antigas. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). a casa. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. mas. histórias em quadrinhos. em Geografia. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. e. filmes. se isso não for possível. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Mas não pára por aí. lugares. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. Converse com seus alunos antes. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Mas.. ensaie antes com a classe para que. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? 156 . a escola. de Tarsila do Amaral. na hora da entrevista. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. culturais. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. Em História. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. diários de viajantes. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. como exemplo.

comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. A partir delas. Com as informações em mãos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. peça de teatro. que podem culminar em uma exposição. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero.É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. comparar com outras imagens. Aos poucos. desenhos. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. gráficos e esquemas. Além dos textos. levantando hipóteses próprias. 157 . textos da Internet. enciclopédia eletrônica. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. Enfim. levantamento de interesse junto aos alunos. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Cartazes. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição.

• Planejamento. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. como organização e rigor nas observações e análises. fonte de luz e calor. sobre as opiniões dos colegas ao trocar idéias. • Seres vivos ameaçados de extinção 158 . • Valorização de atitudes e comportamentos favoráveis à saúde. • Dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. sombra e escuro. • Identificação das características de alguns seres: forma. luz. com auxílio do professor.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. tomando como base suas vivências e buscando mais informações. • Emprego de medidas padronizadas de tempo e as não padronizadas de massa. Serra do Mar. PROCEDIMENTAIS • Formulação de perguntas e suposições sobre o tema proposto. matérias-primas). • Seres vivos e materiais e suas utilidades para o homem (alimento. encaminhando diálogos que permitam relatos. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Respeito e apreço pelos seres vivos que vivem nos diferentes ambientes. em relação à alimentação e à higiene. • Espaço habitado (cidade). em todas as vezes que as atividades exigirem. • Demonstração dos cuidados com a higiene pessoal. ao trazer imagens para um mural). luz. • Ambientes pouco modificados pelo homem (campo). sobre os fenômenos observados e respeito. • Elaboração de critérios para classificação de diferentes tipos de seres vivos. principalmente os utilizados pelo homem na alimentação. solo. • Observação da diversidade de seres vivos presentes nos ambientes e a existência de outros componentes ambientais (ar. qualidade dos alimentos e ambientes em que vive. medicamentos. lago etc. como organização e rigor nas observações e análises. materiais de construção. morros. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. • Desenvolvimento de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os animais e responsabilidade para com eles. tamanho. calor. para o seu crescimento e desenvolvimento. Diversidade dos seres vivos • Relações entre seres vivos e o homem. vestuário. • Ambientes naturais (floresta. • Levantamento de dados e investigação da regularidade dos acontecimentos e dos fenômenos que ocorrem no ambiente. mangues. • Sol. por exemplo. solo. • Poluição das praias. • Comparação entre diferentes tipos de ambiente naturais e modificados pelo homem investigando características comuns e suas particularidades. elaboração de tabelas simples de comparação ou estatística. semelhanças e diferenças. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. • Registro de informações. água. • Existência de diferentes componentes (água. seres vivos). calor). vestuário. • Destruição dos ambientes naturais. • Preservação do ambiente. volume. comprimento. ar. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Conhecimento. de pequenos experimentos para constatação da dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. fabricação de objetos etc. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Dia e noite • Luz.) • Seres vivos e não vivos.

• Partes dos vegetais. • Plantas tóxicas. horta e pomar. Corpo humano e saúde • Noções de crescimento e desenvolvimento. • Animais transmissores de doenças. répteis e anfíbios. • Jardim. sobre os assuntos em estudo. • Animais de estimação. A fauna: Animais • Sustentação e locomoção (presença ou não de coluna vertebral. • Animais que podem picar ou morder. • Aquáticos e terrestres. • Ovíparos e vivíparos. aves. • Reprodução por sementes. • Domesticação de animais. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas e entrevistas com familiares ou profissionais de diferentes áreas. • Herbívoros. peixes. • Higiene e saúde. • Algumas características dos mamíferos. • Germinação (experimentos).CONCEITUAIS A flora: vegetais • Tipos de vegetais ( aquáticos e terrestres ). • Reprodução humana. • Necessidades vitais das plantas. • Animais selvagens e domésticos. • Animais em cativeiro. 159 . • Prevenção de acidentes com animais. carnívoros e onívoros. • Higiene dos alimentos. carapaça e musculatura em animais aquáticos e terrestres).

• Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. na resolução de situações-problema do cotidiano. PROCEDIMENTAIS • Observação de números no contexto diário. =) na escrita das operações. • nomenclatura. • ordem crescente e decrescente. • Subtração • situações de tirar. como idéia de juntar. que envolvam números naturais. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. • valor posicional. Educativa) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999 • centena. escrita. necessários em seu dia-a-dia. • sucessor e antecessor. :. reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. -. combinatórias e organização retangular na resolução de situações problema que envolvam números naturais. 160 . • multiplicador até 9. acrescentar quantidades. • Multiplicação • situações que representam adições de parcelas iguais • situações que envolvam a idéia combinatória. • com e sem reagrupamento. • Respeito pelo pensamento do outro. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Exposição e registro preciso de informações. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. comparar ou completar • operações com e sem reagrupamento. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situaçõesproblema. • Interesse e curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo. • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • Uso do conceito de adição. x. • par e ímpar. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Aplicação de diferentes operações para resolver um mesmo problema.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. utilizando para tanto conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. como fonte de aprendizagem. idéias e cálculos. • multiplicando até 3ª ordem (centena). • Utilização de sinais convencionais (+. • nomenclatura. • Valorização da troca de experiências com seus pares como forma de aprendizagem. • Leitura. • Uso da multiplicação como idéia de juntar quantidades iguais. • operação inversa. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. • Uso do conceito de subtração. na resolução de situações-problema do cotidiano que envolvam números naturais. • Adição • situações de juntar e acrescentar • operações com duas ou mais parcelas. • Curiosidade por questionar. como idéia de tirar. explorar e interpretar os diferentes usos dos números. comparar e completar quantidades. • dúzia e meia dúzia. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • números ordinais (até 20).

• propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura • dobro e triplo. semana. 161 . • nomenclatura. ensolarado. tabelas e gráficos simples.• • • • • • produto até 999. Uso da divisão. Estabelecimento de comparações entre objetos do espaço físico e objetos geométricos. • Simetria. semana. Construção e representação de formas geométricas. resultados de campeonatos e jogos. bimestre) temperatura (nublado. • dividendo até 99. ano. mês. do cotidiano que envolvam números naturais. Grandezas e Medidas • Noções de medida: • comprimento • capacidade • massa • medidas padronizadas e não-padronizadas • tempo (dia. Relação entre as unidades de tempo — dia. Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos e as formas geométricas em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e de suas características: arredondadas ou não. • situações de repartir uma quantidade em partes iguais. Divisão. Comparação de grandezas de mesma natureza. Leitura de horas em relógio de ponteiros. na resolução de situaçõesproblema. Utilização de calendários. • nomenclatura. • Classificação dos sólidos geométricos que rolam e que não rolam. Elaboração de registros e organização de informações. Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos • • • • • • • • • • • • • Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado. • Percursos e trajetos e pontos de referência. • com e sem reagrupamento. empregando números e quantidades. simétricas ou não. Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. medidas e códigos numéricos. etc). mês. como idéia de repartir em partes iguais. • metade. • divisor até 9. • exata e não exata. frio. retângulo. chuvosa. na resolução de situaçõesproblema presentes no cotidiano. relação dos nomes dos alunos. triângulo e círculo. Situações-problema que envolvam contagens. etc. Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. quente etc) • o valor dos objetos – medidas monetárias Tratamento da informação • Leitura e elaboração de listas. bimestre. semestre. Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio.

minimizar. Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint. • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. Paint. clique. assim como dos outros hardwares apresentados. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. Portal Educacional. • Uso da linguagem computacional: ícones. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid. etc) Internet • • • 162 . Mesa Alfabeto. • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. de comunicação e convívio social. menu iniciar. • • ATITUDINAIS Interação com seu grupo de forma cooperativa. • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. Internet.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • PROCEDIMENTAIS Uso adequado de drive de disquete e cd-rom. etc). janelas do Windows e/ou Linux.

• Ordem alfabética. • Sinais de pontuação (dois pontos. instruções de jogos. poema. relatos. Uso constante do dicionário. • Letras maiúsculas e minúsculas. Preparação (ensaio) para apresentações orais. Observação de palavras cuja classificação já é conhecida. Produção individual e coletiva de textos. fotografia. dança. • Articulação entre língua oral e escrita. a fim de tecer generalizações e ampliar do repertório. piadas. simples e composto). anúncio. música. a partir de planejamento. Criticidade quanto às suas produções escritas. Utilização de textos de diferentes tipologias na prática diária da leitura. • Paragrafação. Leitura • Textos orais e escritos de diferentes categorias: bilhete. menus. canções. orientação. encadeando idéias coerentes e cronologicamente organizadas. • Leitura e interpretação de textos com estratégias combinadas (decifração. número e grau do substantivo (comum. escultura. • Adjetivo. • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. contos de fadas. mímica. notícias e embalagens. Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. receitas. fábulas.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Reescrita de textos. entrevistas. Observação de gêneros e suas funções sociais específicas. histórias em quadrinhos. • Sinônimo /antônimo. • Textos extraverbais (ex. parênteses e aspas). adivinhas. concordando nomes e ações. Combinação de estratégias de entendimento dos textos que integram a competência leitora. reflexão e seleção das idéias. Autonomia crescente nas produções escritas. 163 . Coerência em diálogos. Construção de autonomia leitora. Aplicação de letras maiúsculas ou minúsculas de acordo com a necessidade evidenciada pelo texto. • Itens da gramática normativa: Gênero. Uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. próprio. Prática da leitura por prazer. Hábito do questionamento sobre as regras da língua formal. pintura. inferência e verificação). antecipação. • Verbo (ação e concordância verbo-nominal). arquitetura). Escrita • Produção individual e coletiva de textos. Seleção de vocábulo pertinente à coerência de cada tipo de produção escrita. Enriquecimento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). lendas. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Participação social. Aplicação de novos vocábulos nas composições escritas. • Acentuação (agudo e circunflexo). seleção. Produção de livro de receitas ou outro gênero que enfoque o uso de textos instrucionais. • Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Apresentações orais para o coletivo.

Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. sol o tomou. o Irregularidades ortográficas. o Regularidades Morfogramaticais (terminação em U ou L – ex: pastel. o 164 . etc – e terminação em Am ou ÃO – ex: chegaram ou chegarão).• Regularidades Contextuais (o uso do R/RR e M antes de P e B). a partir de um tema gerador previamente selecionado. o Segmentação entre as palavras de um texto ou frase.

hand(s). desk. festa de aniversário: presents. ear(s). partes do corpo humano: head. How are you? I’m fine. animais da fazenda: What is it? It’s a. rabbit. purple.. Respeito ao momento em que o outro fala. orange. cores: brown. pencil case. leg(s). thanks. good morning. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso. arm(s). Uso dos nomes dos alimentos para fazer um lanche. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • o o o o o • • o o o Cumprimentos: hi. book. black. table. balloon. pig. pen. pink. book. nose. alimentos: sandwich. cake. sobrenome e palavras que ainda não sabe escrever em inglês. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. gray. red.. Contato com músicas. good afternoon. blue. idade: How old are you? I’m…years old.. na ordem correta. dos substantivos com adjetivos no singular e plural. objetos da sala de aula: What’s this? It’s a . cookies. o o o o o 165 . good-bye. And you? Apresentação: What´s your name? My name is …. coke. Uso dos nomes dos objetos utilizados em uma festa. feet. Uso do alfabeto para soletrar nome. presentes de aniversário: What are your presents? It’s a . Uso. dos presentes para crianças e suas respectivas cores... hello. CDs e internet. pessoas. foot. hot dog. good night. objetos da sala de aula: blackboard. candles. pizza. toes. crayon. Uso dos números para quantificar objetos.. cake. ouvindo com atenção. os membros do corpo e indicar a idade. schoolbag. Is it a…? Alfabeto completo. mouth. party. party hat. shoulders. hamburger. ice cream. dos membros da família: He/ She is my. em situações cotidianas.. bike. doll... pencil. finger(s). horse. do vocabulário e diálogos aprendidos. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Perguntas e respostas sobre: cores: What color is it? It’s . Vocabulário: números: 1 a 20. pencil sharpener. notebook. brinquedos: dog. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. green. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. animais da fazenda: cow. good evening. yellow. eye(s). Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. duck.. teddy bear. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por meio de vídeos. juice.. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. knee(s). white.

it. uncle(s). he. you.presente simples • Pronomes pessoais: I. cousin(s.CONCEITUAIS o membros da família no singular e plural: father. Father’s Day. Halloween. grandmother(s). aunt(s). she. • Manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana: Valentine’s Day. grandfather(s).] • Verbos: to be. 166 . brother(s). sister(s). Easter. mother. Mother’s Day. to like . Thanksgiving and Christmas.

Manifestações Folclóricas: jogos. MPB e Hino Nacional Brasileiro. Andamentos (rápido / lento / intermediário). • Canto coletivo. folclóricas. observação. jogos. reconhecendo os instrumentos musicais. descendente.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. exercícios de percepção. Hino Nacional Brasileiro. sons ascendentes e descendentes. Música erudita. • • • ATITUDINAIS Valorização das próprias produções. improvisação. acento e desenho rítmico das melodias. do cotidiano. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • Lateralidade: frente/atrás. reflexão e contextualização das letras das canções. por meio de canções conhecidas. • Percepção e marcação do pulso e do acento nos compassos e do desenho rítmico da melodia. de outras crianças e da produção de arte em geral. destacando-se o compositor e sua breve biografia. direita/esquerda. pulso e acento. • Apreciação da música erudita. • Representação rítmica e melódica por meio de gráfico sonoro. • Jogos de imitação e improvisação – células rítmicas e melódicas. • Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio do aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. sonorização de histórias. gestual. dinâmica etc. prontidão e concentração por meio de jogos. Interesse. representação e demonstração das propriedades do som por meio de pesquisas. embaixo/em cima. brinquedos cantados. mesma altura) • Timbre . • Intensidade – dinâmica das canções. • Prática de atividades corporais estimulando a locomoção. brincadeiras. • Duração – células rítmicas. Atribuição da devida importância aos diferentes gêneros musicais propostos. Identificação das propriedades do som • Altura . • • • • • • • • • 167 . identificação. objetos sonoros. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. • Expressão corporal. percebendo o que pode ser mais saudável.fonte sonora. levando a uma melhor qualidade de vida. utilizando instrumentos de percussão. brinquedos cantados. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. parlendas. percussão e movimentos corporais. Canto coletivo. Gráfico sonoro: som e silêncio. danças. • Formação de repertório: canções infantis. PROCEDIMENTAIS • Audição. de entoação de intervalos e graus conjuntos).direção sonora (ascendente. Hino da Bandeira. Pulso. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. • Interpretação. canções. pulsação. Valorização e responsabilidade pelos sons do ambiente. brinquedos cantados etc.

Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • Cores neutras Nuance de cores Arte indígena ( Sugestão: tecelagem ) Formas ( Sugestão: Volpi e Kandinsky ) Escultura (Sucata) Dobradura Cores quentes e frias Arte africana Teatro de sombras Mosaicos Desenhos figurativos e abstratos Jogos dramáticos Expressão corporal PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. • Construção de objetos artísticos como produção cultural. Cuidados na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Valorização ambiental. forma. Valorização da solidariedade e da cooperação. por meio do uso da sucata como matéria-prima artística. • Experimentação de materiais diversificados. 168 . Respeito às normas de funcionamento. Valorização do próprio corpo e do espaço que ocupa. recursos e plasticidade. • Participação em jogos dramáticos. gestual. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. textura e linha na produção artística. • Experimentação da expressão artística tridimensional. • Exploração e comunicação na forma de expressão corporal. • Utilização da cor. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. • Utilização de técnicas teatrais como forma de expressão. Respeito à própria produção e à do outro. • Observação da diversidade cultural através da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. facial e plástica. Desenvolvimento da criatividade. • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. suas possibilidades. • Socialização e registro na forma de produção artística.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. às idéias dos demais.

rebater. Cuidado com o próprio corpo. Valorização dos momentos de reflexão. Participação em atividades rítmicas e expressivas. arremessar. Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. Respeito às regras. respeitando as diferenças. brincadeiras ou outras atividades corporais. • • • 169 . Respeito e reconhecimento das diversidades de idéias. velocidade. • • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos pré-desportivos. chutar. apoios variados. girar. jogos populares. desenvolvendo atenção. chutar. Exercício da cooperação durante as atividades. gráfica. etc. Resolução de problemas corporais individualmente. Respeito às suas possibilidades e limitações corporais. agilidade e habilidades motoras. Brincadeiras cantadas. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • Jogos sensoriais. com ajuda do professor. Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. bater. assim como em danças. Criação de brincadeiras. Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. Participação em jogos coletivos. motores. Atividades com noções de equilíbrio. plástica e corporal. Atividades com jogos cooperativos. Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. observação e memória. rolar.) Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. Valorização de algumas diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. saltos. saltar. Utilização das diferentes linguagens: verbal. como meio para produzir. • • • • • • • ATITUDINAIS Reconhecimento. Elaboração e desenvolvimento de jogos. rastejar. Reconhecimento da importância do cuidado com o próprio corpo. bate. atividades em equilíbrio. Atividades em sala de aula. simbólicos. girar) durante jogos. matemática. Circuitos de força. brincadeiras e danças cooperativas. Utilização de habilidades (correr. força. rolar. expressar e comunicar idéias. arremessar. rebater. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. saltar. amortecer. Valorização da convivência solidária ao invés da competitiva. amortecer. Movimentos de habilidades (correr. observação e memória. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. receber. brincadeiras e danças. Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. adotando atitudes de cooperação e solidariedade.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. valorizando a participação de todos. flexibilidade e direção. rolamentos. Uso da atenção. engatinhar. Noções de higiene e saúde. Discussão das regras dos jogos. Movimentos por meio das possibilidades: arrastarse.

Aceitação das diferenças e características de cada um. Valorização da diversidade cultural dos povos e suas contribuições.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Identidade: eu e os outros • A diversidade existente entre os alunos. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. respeitando o pensamento do outro. semelhanças e diferenças entre formas de viver. revistas. em aldeias indígenas. • Registro das descobertas por meio de tabelas. jornais etc • Elaboração de árvore genealógica da família do aluno. • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. Modos de viver • As moradias de ontem e hoje. Família • O grupo familiar e suas relações. Valorização da expressão artística da cultura brasileira. • Pesquisas. • Uso de fontes documentais sobre a vida do aluno e/ou escola. gostos. • Transformações e permanências dos costumes das famílias das crianças. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. PROCEDIMENTAIS • Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutem na melhoria das relações pessoais. desenhos. Empenho nas atividades realizadas em grupo e individuais. hoje e amanhã. obras de arte. • Mudanças e permanências. quadros comparativos. Valorização da escola como lugar de aprendizado. coletas e organização de informações obtidas em diferentes fontes. diferenças e semelhanças em relação aos costumes. • Elaboração de registros pictóricos sobre festas juninas. formação familiar e formas de morar de ontem e hoje. de sociabilidade e de trabalho. • • • • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito mútuo. • Produção de pequenos textos com a ajuda do professor. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • Elaboração de linha do tempo com fatos principais da vida do aluno e/ou da escola. • Famílias de ontem e hoje. origem etc. • As maneiras de medir o tempo: ontem. • Crianças que vivem no campo. • Comparação entre os modos de vida das crianças. • O tempo histórico: as mudanças visíveis nas pessoas com o passar do tempo (linha do tempo). o respeito às diferenças: direitos e deveres das crianças. • Crianças de ontem e hoje: permanências e mudanças ao longo do tempo. • Observação e análise de imagens de fontes diversas: fotos. que trabalham etc. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Pesquisa oral ou escrita sobre a escola. lazer. Respeito às diferentes pessoas do seu convívio escolar. • Coleta de dados por meio de entrevistas. colagem etc. • Registro coletivo de rotinas diárias por meio de quadros de horário e calendários. Valorização da própria história e da família. na cidade. 170 . Aceitação das diferenças e características de cada um. • Elaboração de linha de tempo com dados coletados. Respeito às regras produzidas coletivamente.

danças. tipos de aula. objetos etc. 171 . costumes alimentares e vestimentas ). • A escola de hoje e ontem: vestimenta. funcionários. brincadeiras. nome. • Manifestações artísticas: o festas juninas ( músicas. endereço. escola rural e outras realidades. ex-alunos etc. • Diferenças entre escolas: escola indígena.CONCEITUAIS A escola • A escola como local de aprendizagem. • História da escola: origem. • As escolas existentes em Santos.

• Distâncias e direção ampliando noções anteriores: perto de. cidade. utilizando o corpo e a paisagem como ponto de referência – posição do sol e sombra. • Mapas de diferentes tipos privilegiando os que registram localidades próximas do aluno: sua rua. PROCEDIMENTAIS • Orientações espaciais. litogravuras. • Profissões envolvidas nos processos de transformação do espaço. tais como lazer. • Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. • Paisagem de Santos observando-se seus aspectos biofísicos: relevo. • Leitura de imagens diversas – fotografias. afetividade e condições sociais. • Valorização da diversidade cultural e étnica da comunidade de convívio. destacando-se os tipos de moradias construídas pelo homem de acordo com sua cultura e necessidades.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Características físicas do caminho casa-escola reconhecendo a paisagem natural e as modificações realizadas pelo homem. elaboração e interpretação de diferentes tipos de mapas e plantas com auxílio do professor e do grupo. comparando os do próprio bairro com os de outras localidades conhecidas. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. • Confecção de bússola artesanal. entrevistas. longe de. hidrografia e clima a partir do ambiente próximo. • Atitude responsável em relação a ambientes de convívio. • Relação entre as pessoas e o lugar onde vivem nos aspectos de identificação. mapas simples e outros. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. observando suas características étnicas. 172 . bairro. quadros e outros – observando paisagens naturais e modificadas. • Leitura. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. fotografias. enciclopédias. desenhos. • Serviços do bairro. saúde. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. internet. transporte e outros. • Registro por meio de desenho e/ou fotografia das paisagens próximas. • Diferentes técnicas de transformação da natureza. escola. na produção industrial e artesanal e outras. • Elaboração de gráficos simples como forma de sintetização e organização de dados e informações com auxílio do professor e do grupo. em cima de que. abaixo de que – deslocando o eixo de si próprio para outros pontos de referência. livros. • Observação da paisagem próxima reconhecendo as modificações realizadas pelo homem. • Diversidade cultural da comunidade em que se vive.

Respeito ecopedagógico • Conscientização da necessidade de mudança de valores e atitudes no sentido da formação do eco-cidadão. 173 . Valorização da justiça. Pesquisa por meio de entrevistas percebendo que as construções religiosas são tão mais ricas quanto mais coletivos e coletivizados forem os processos de relação. Comparação entre as idéias diferentes do Transcendente de cada Tradição Religiosa para as pessoas e grupos. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente constrói-se de maneiras diversas. Narração de fatos importantes da vida do aluno e família.3º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • Eu e o Outro – Eu. Manifestação de curiosidade e interesse pela religião do outro. da solidariedade e do diálogo. Uso cotidiano de expressões de cortesia. descrevendo seus significados. Valorização da troca de ideias e de opiniões. Adoção de atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas e compreensão. Reconhecimento da singularidade de cada um. Símbolos • A força do símbolo em “re-unir”. • Os valores aproximam. • Os símbolos religiosos intensificam a relação com o Transcendente. Seleção e organização valorativa de fotos. • • • • • • • ATITUDINAIS Valorização da família. símbolos em geral. Observação de que existem maneiras diversas de nomear o Transcendente em cada Tradição Religiosa. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Levantamento das Tradições Religiosas existentes na sala de aula e entorno. Semelhanças entre as Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. que julguem importantes. Respeito aos sentimentos do outro. • Os símbolos no cotidiano. • Normas coletivas de convivência.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 4º ANO Ensino Fundamental 174 .

devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. Sendo assim. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. para encontrar soluções. sobre os fenômenos naturais. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Da mesma maneira que. a experimentação e a leitura de textos. elaborados e acumulados pelo homem. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. o aluno necessita coletar novas informações. Para que ocorra a problematização. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. cabe ao professor selecionar. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Para aprender Ciências. Ao longo do ensino fundamental. comparação. como a problematização. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. a transversalidade. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. Desse modo. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. No entanto. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. vegetais. Mas esse processo não é espontâneo. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. Nesse tipo de observação os alunos podem 175 . A partir disso. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. o trabalho em grupo. de gerações a gerações. é construído com a intervenção do professor. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. Dessa forma criam-se situações em que. com o outro e com o ambiente. Para tanto. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. busca e registro de informações. em língua portuguesa. a busca de informações. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. criando situações interessantes e significativas. a investigação. experiências valores culturais e sua observação natural. animais etc. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. Sendo assim.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. Dificilmente. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos.

o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. vídeos. como fotos. ou seja. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. na produção de um texto coletivo. esquemas. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. assim como a reconstrução de categorias de ideias. por exemplo. portanto. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Nessa fase. como por exemplo. Um dos objetivos dessas atividades é. elaboração de listas. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. sugando o ar que está lá. e entender a idéia de pressão. muitas vezes. etc.utilizar todos os sentidos na busca de informações. É o caso que envolve visitas. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. compreender procedimentos. seres vivos. pequenos textos. sempre que possível. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. identificar. A atuação do aluno é. manipulação de objetos e materiais e construções. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. Por exemplo. analisar. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. para que os alunos entendam o que significa sólido. etc. tabelas. entre outros. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. sintetizar. mapas. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. lupas. Os alunos podem comparar entre si objetos. As experiências sugeridas não devem. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. de modelos científicos como argumentar. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. levantadas em um determinado problema. 176 . para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. Na observação indireta. como microscópios. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. gravuras. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. listas. materiais. esquemas. criar atividades. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. Trabalho com projetos Os projetos. líquido e gás. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. em situações reais de comunicação. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. Além do desenho. com a ajuda ou não do professor. Além disso. justamente. de estudos do meio e de Webquest. nesse sentido. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. Experimentação Por meio dela. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. fundamental.

Algumas fontes e transformações de energia são abordadas também neste bloco. ampliam-se as noções de ambiente natural e ambiente construído. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. o seu aspecto individual e. a História e a Geografia. As atividades lúdicas. como a agricultura e a ocupação urbana. um filme. Escolhido e orientado pelo professor. com outras áreas do conhecimento. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. 177 . por exemplo. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. por outro lado. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. especialmente o solo e a água. por um lado. esses assuntos podem ser vistos por enfoques de diferentes conhecimentos científicos nas relações com aspectos socioculturais e devem se trabalhados em conexão com o bloco “Ser humano e Saúde. de procedimentos e de atitudes. testar as habilidades. estudando-se seus usos e consequências. ao solo. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. e. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. a sua parte universal. expressar a imaginação. o que representa a sua comunidade. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. levando-se em consideração a realidade do aluno. os conteúdos são extensos. etc. Esses componentes também são investigados como recursos naturais. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. Recursos tecnológicos e Temas transversais”. quando proposto como atividade lúdica. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. De certo ponto de vista. para este ano. um programa de TV. Tratados como temas. associados a diferentes atividades humanas. elencamos. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. O importante. estabelecimento de regras. uma notícia de jornal. como o respeito aos colegas. Normalmente. os conteúdos relacionados à água. que têm. se possível.Jogos e atividades lúdicas O jogo. Ampliar conhecimentos. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. Ambiente Das temáticas ambientais consideradas consagradas no ensino de ciências. desenvolvimento de iniciativa. os temas são aleatórios. pode resultar em aprendizagem conceitual. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. à poluição e à energia. ou seja. Neste ano. Hoje em dia. ao ar. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. A poluição dos ambientes também é trabalhada como resultado de diferentes interações do homem com seu meio. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. tomada de decisões. por meio do estudo das relações entre seus elementos constituintes. além de fornecer motivação. Por exemplo. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento.

o corpo apresenta funções rítmicas. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. • Características e propriedades da água. Exemplificando: Vamos supor que o professor escolha o tema Água no planeta. em um bimestre. Recursos tecnológicos Neste bloco. sempre que possível. Esses conteúdos. o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo. abrangendo os conteúdos conceituais. mas cada corpo é único. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. Por exemplo: a temperatura e a pressão variam ao longo do dia. fruto das interações entre suas partes e com o meio). Primeiramente. o que o identifica como individualidade. psíquicos e sociais. volta ao estado inicial. como por exemplo. máquinas. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. Vamos selecionar alguns conteúdos dos três blocos que podem interessar para o planejamento: • Presença da água na natureza. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. Pode-se então compreender que o estado de saúde é condicionado por fatores de várias ordens: físicos. deverá fazer uma seleção dos principais conteúdos conceituais com os quais quer trabalhar. que se repetem com determinados intervalos de tempo. que o identifica como espécie. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. todos os dias. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. E esta é outra ideia extremamente importante a ser considerada no trabalho com os alunos: o corpo humano apresenta um padrão estrutural e funcional comum. e assim por diante. Se há necessidades básicas gerais. Esses ritmos apresentam um padrão comum para a espécie humana. A falta de um ou mais desses condicionantes da saúde pode ferir o equilíbrio e. O equilíbrio dinâmico característico do corpo humano é chamado de estado de saúde. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. aparelhos. Trabalhando com a perspectiva do corpo como um todo integrado. 178 . que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito. isto é. mas apresentam variações individuais. Uma disfunção de qualquer aparelho ou sistema representa um problema do corpo todo. deverão abranger os três blocos do ano. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. há também necessidades individuais. • Importância da água para os seres vivos. orienta esta temática. • Estados físicos e mudanças de estado. ou seja. por um determinado tempo. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre o tema.Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado. a doença passa a ser compreendida como um estado de desequilíbrio do corpo e não de alguma de suas partes. pode fazer o corpo adoecer. pode-se compreender que o corpo humano apresenta um equilíbrio dinâmico: passa de um estado a outro. Portanto. Assim considerado (um sistema. conforme a temperatura ambiental e as atividades realizadas. • A água como solvente (misturas). Em outras palavras. Transpira-se mais ou menos e urina-se mais ou menos. Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. como consequência.

nos poços. na chuva. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. no corpo dos seres vivos. constituem-se em convites para os alunos expressarem suas suposições. misturada ao solo. é possível essa verificação. A garantia da saúde da população é o acesso à água tratada. um suco vegetal contém água misturada a vitaminas. Ainda relacionado à qualidade da água como solvente. decantação da água salgada ou lodosa. filtração da água lodosa. investigar algumas relações entre água. calor. como Saúde. os alunos podem estabelecer a relação entre troca de calor e mudanças de estado físico da água.Ciclo da água na natureza Relação água . Ética. concluindo. Investigações sobre as formas com que a água se apresenta no ambiente podem ser organizadas de modo a permitir a verificação da existência de água nos mares. algumas investigações sobre o saneamento básico. sais minerais e outras substâncias. a urina e o suor são misturas de água com diferentes materiais. Esse conhecimento é fundamental para a compreensão de como a água se transforma. É importante. Observações diretas e indiretas e leituras são meios de os alunos obterem informações sobre a relação da água com as diversas atividades humanas. verificando também se há a possibilidade de fazer conexões com alguns temas transversais. dos seres vivos e dos rios é a mesma? A água na natureza jamais acaba? permitem discutir a presença da água no planeta e suas transformações. estudando-se sua variedade e suas composições: as formas de vida presentes. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. vários sais e outros componentes. São inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos relacionados com a presença da água no planeta. Higiene pessoal e ambiental Saneamento básico. a causa dessa mudança é a troca de calor entre a água e o meio. deverá priorizar com quais conteúdos procedimentais e atitudinais referentes ao assunto. pois o que muda é a forma como se apresenta o seu estado físico. geleiras. nos canos. irá trabalhar. evaporação e condensação da água de sucos vegetais também constituem oportunidades de discutir as possibilidades de muitos materiais dissolverem-se na água. seres vivos e outros materiais. abrangendo as doenças de veiculação hídrica. Possibilita ao professor conhecer as representações dos alunos e organizar os passos seguintes de sua intervenção. por exemplo.seres vivos Poluição da água e suas consequências Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela água poluída ou contaminada. buscarem informações e verificá-las. pela ideia de transformação. principalmente com Geografia e História. mas com os enfoques de cada área. Da mesma maneira. Podem ser abordados os ambientes aquáticos. Meio ambiente. tal verificação suscita dúvidas que são esclarecidas à medida que os alunos conhecem as propriedades ou características da água. possibilitando uma aproximação do conceito de ciclo da água. Ao verificarem que diferentes materiais podem estar dissolvidos na água. Ao mesmo tempo. rios. Por meio de experimentos. à coleta de lixo e à preservação do ambiente. A poluição da água por lixo e esgoto e seus problemas. seus sintomas. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. Levando-se em conta as características da comunidade com que trabalha e os objetivos que intenciona cumprir. entre outras. que são medidas de caráter preventivo fundamentais à manutenção da saúde. ao escoamento e tratamento dos dejetos. A escolha dos estudos a serem realizados pode tomar como referência os problemas ambientais locais. para um trabalho mais amplo. É interessante que os alunos verifiquem e/ou sejam informados de que a água na natureza se encontra misturada a outros materiais: o mar é uma mistura de água. as quantidades de sais dissolvidos e a constituição do fundo dos rios e dos mares. o professor poderá propor para a sua classe. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. a relação com a luz. os alunos entram em contato com o fato de a água ser um solvente. Problemas relevantes como: onde existe água no planeta? A água das nuvens. modo de contágio e prevenção são assuntos que não poderão faltar. para que sirva à sua • • • • • • 179 . estuda-se sua importância para a higiene pessoal e ambiental. o sangue. em que o mesmo tema é sugerido. Essas questões. bem como por intermédio de alguns processos simples de separação de misturas. na torneira. que a água é a mesma. Enfim. por exemplo. Por meio de atividades experimentais orientadas pelo professor. Os alunos poderão.

A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. um problema ou um experimento. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. de procedimentos e de atitudes. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. ou seja. à construção da cidadania. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. 180 . proceder a determinadas formas de registro. Desta forma. uma figura. um texto ou trecho de texto. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. que interprete uma história. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. estabelecer relações.aprendizagem. ao desenvolvimento de valores. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos.

a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. As crianças têm ideias próprias. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. utilizar material concreto. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. • prazer na resolução de problemas. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. evitar humilhações. • autonomia nos esforços. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. interesses. Nessa concepção de ensino. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. encorajar a autonomia para a aprendizagem. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. Nesse processo de construção do conhecimento. Sendo assim. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. o afetivo e o motor. acentuamos a ideia de que o aluno. possibilitar discussões em grupo. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. em situações de desafio. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. acentuar as condições e as consequências positivas. tais como: 181 . evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. não a utilizar como punição. mediar. Alunos e professores interagem e crescem. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. considerando aspectos transversais. medidas e estatística. também aprende na interação com seus parceiros. Dessa forma. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. no processo e. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. podemos trabalhar com noções de geometria. Segundo MACHADO (2002). o cognitivo. não enfatizar só um aspecto da matemática. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. aberta à incorporação de novos conhecimentos. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. Por outro lado. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. sentimentos. Para atingir os objetivos. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. além de explorar ideias numéricas e contagem. desafiadoras e interessantes de ensino. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. mapear e tecer. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. As atitudes que as pessoas aprendem. isto é. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Assim. Considerando essas dimensões. para isso.

p. ou seja. resumir os processos. inclinação pela claridade.Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. dos quais se originam toda a ação” (Kant. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. simplicidade. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. economia e racionalidade da solução. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. um repertório como apoio.a essência está no problematizar. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. • retenção da informação matemática. Quando falamos sobre a resolução de problemas. problema com rima. • processamento da informação matemática (generalizar. comunicar ideias. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. Assim. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. . Enquanto resolve situações-problema. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência.problema é toda situação que permite problematização. ler. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet.). divisor. o professor deve saber que: . Sendo assim. os dados e a operação a ser usada. o aluno aprende matemática. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. criação de um banco de problemas. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. 1803. a pergunta e a resposta. um processo investigativo. charada. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. . No processo educativo. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. flexibilidade dos processos mentais. tendo assim. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. percebem a relação entre os dados apresentados. etc. levantar hipóteses. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. livro de problemas ou problemoteca. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. troca entre os alunos. estabelecer relações e aplicar conceitos. semelhanças e diferenças entre os textos. interpretar e produzir textos. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. acreditamos que.é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. ao trabalhar com a resolução de problemas. Para a formulação de problemas. articulam o texto. Ao formular problemas. Toda criança encanta-se por desafios. 182 . Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. conto. etc. reversibilidade. Quando os alunos formulam problemas. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. da língua materna e da combinação de ambas.39). Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. dobro. Que opere por princípios.

de maneira lúdica. Na bibliografia desse trabalho. autoconfiança e autonomia. Por isso. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. desafio ou jogo. enriquece suas aulas. propiciando novas tentativas. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. o que foi difícil. poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Cada criança controla na sua tabela. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. com excesso de dados. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. Por meio dos jogos.A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. os erros e. Na construção da problemoteca. propaganda. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. contar histórias desses povos. receita. Números e operações. respeitar regras. sem solução. fotografia. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. mecânica e repetitiva. por exemplo. novos problemas são introduzidos na caixa. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. cardápio. folheto. porém não de forma rotineira. bem humorados. de um fôlder. sem deixar marcas negativas. conteúdos importantes. até mesmo. num jogo. dicas 183 . podendo. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. principalmente para crianças dos anos iniciais. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. divulga os mais interessantes. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Além de jogar. Os problemas devem ser desafiadores. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. charada. um jogador ganha e outro precisa perder. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. etc. Assim. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. coletados da cultura popular. durante o ano. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. imagem. As tentativas. os problemas que já resolveu. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. enigma. com dados insuficientes. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. a partir de um gráfico ou tabela. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. com ilustração irreverente. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. a necessidade. com muitas soluções. podemos trabalhar. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras.

percepções e experiências. Nesse sentido. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. suas aprendizagens. nesses casos. com os personagens. etc. ainda.para se jogar melhor. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às ideias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. problematizações especialmente preparadas para isso. características e acontecimentos na história. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. os alunos podem elaborar o final da história. p. A leitura poderá ser feita em vários dias. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. 184 . um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Você pode ter um livro por duplas. 1996. o giz e o livro didático”. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. Nas situações de jogo. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. em que os alunos levantam e testam hipóteses. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. o jogo não se tornará mero lazer. álbum seriado. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. usar a literatura infantil “. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. mas aos poucos. o professor poderá analisar a capa. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. assim como explore lugares. enquanto lê. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. A partir da discussão estabelecida. mas uma nova forma de aprender Matemática. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. etc. Além disso. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. suas dúvidas. com emoção. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. Alguns livros não apresentam um final definido. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. Assim. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. Além da socialização de idéias. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. expectativa. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Segundo SMOLE (1999). Dessa forma. (SMOLE.. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. entre outras coisas. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. das diferentes respostas obtidas. Depois. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura.. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática.

momentos de investigação e comunicação entre os alunos. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. Ao delimitar o tema. um gráfico. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. promovendo. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. Assim. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. adequar o tempo à sua proposta. os textos. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Nesse contexto. o original e a sua reescrita. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. considerando suas dimensões afetiva. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. e destes com o professor. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. Para a realização desse trabalho. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Assim. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. portanto. mas que envolvem duas ou mais delas. enigmas. seleção de informações e resolução de problemas. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. Para reformular um texto. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. especialmente arte e língua materna. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. uma propaganda. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. interdisciplinares. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. pensar na organização da classe. visualização e trocas. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. Na maioria dos casos. Por meio dos projetos. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Durante o desenrolar do projeto. que opiniões têm e que hipóteses levantam. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula.Além dos livros infantis. em quais os recursos necessários. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. cognitiva e social. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. escrita. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. uma tabela. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. 185 . mais uma vez. Por meio das atividades propostas. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo.

construir. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. mas sim exercícios de criatividade. exploratória. utilizando a matemática. arquiteto. os valores. 186 . mas uma matemática interessante. sua relação com a ética e consumo. garçom. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. na avaliação e no planejamento. 2001). pelas experiências vividas na escola. Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. sociológica e antropológica e. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. pedreiro? Para D´Ambrósio. como a linguagem. cozinheiro. nesse sentido. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. Devem-se apresentar curiosidades. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. por outro lado. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. De acordo com os PCN ( Brasil. as crenças e os hábitos. construção e localização de monumentos).pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. Os urbanistas. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. ter. Não mera manipulação de técnicas. com objetos e situações que exijam envolvimento. operadora de caixa. contador. com um estilo próprio. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. engenheiro. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. resgata a própria identidade cultural. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. padeiro. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. os costumes. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. Tecnologias da informação O acesso a computadores. sejam capazes de tomar decisões. divertida e desafiadora. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. representante de vendas. • • • • História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. arquitetos. modificar e integrar ideias. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. tecnológico e econômico. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos.

você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. folhetos de supermercado etc. bolinhas de gude. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. pelo contrário. 187 . pedrinhas. figurinhas.16). rótulos. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. no processo de seleção de conteúdos. A seguir. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. enfadonhas e desnecessárias tarefas. estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. a calculadora não inibe o pensar matemático. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem.). auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. como afirma D'Ambrósio (1993. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. quando usada de modo planejado. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. possibilita verificar as regularidades. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. Para esse fim. recomendamos a organização de materiais diversos.• • • • • • • • • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. entre outras coisas. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. custo de uma produção. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. Assim. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. à decomposição. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. contas. Nosso desafio. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. o desenvolvimento do raciocínio matemático. ou seja. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. p. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. ao explorarem este artefato cultural. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. caixas de fósforos vazias. à estimativa. assim. palitos de picolé. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. Atualmente. embalagens. jornais. Assim. tabelas e gráficos). investigar as propriedades dos números. previsão). saber pesquisar e comunicar suas ideias. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. tem efeito motivador na resolução de problemas. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. tornando-se mais significativo para os alunos. promove resolução de problemas. inferência. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. formular hipóteses e verificar resultados. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. promovendo. etc. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. libera o aluno de longas.

aos poucos. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. de uma foto. medir. 188 . resgatando a histórias de lugares. de um fôlder. segundo Fernandez Bravo: 1. planejado. tão necessárias no dia-a-dia. nas quais. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. o aluno irá ampliando seu conceito de número. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. a reflexão e a introspecção. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Para chegar à solução. num cartaz. O aluno criará o enunciado. em que eles possam exercitar a independência. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). subtração. o professor poderá propor uma situação-problema. 6. comparações e ordenações. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. mas de forma incompleta para se chegar à solução. Ressaltamos que. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. sugerimos algumas situações didáticas: . de uma manchete de jornal. As operações fundamentais (adição. 7. e construído na escola. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Pensando em tudo isso. 2. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. Utilização do raciocínio por dedução. que provoque curiosidade para descoberta. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. de um prospecto. arredondamentos e cálculo mental. Situações sem número. professora e alunos desvendam o desafio. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. Enunciados abertos. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. 4. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. O raciocínio lógico é um processo pensado. de um esquema. de uma programação de televisão. ele acontece naturalmente. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. indução e analogia. Situações qualitativas. 3. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. a partir das relações com o mundo. ou seja. codificar. 8. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. material dourado e ábaco. Ao decidirem. Fora dela. Para que a criança construa o significado de uma operação.Desafios para semana: ao início de cada semana. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. ordenar. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. é importantíssima a exploração de jogos. Portanto. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. 5. onde haja a expressão. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade.Blocos de conteúdos 1. cálculos. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. não se necessita de nenhuma operação. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. por isso. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. de um desenho. Ainda em relação às operações. Ao final da semana.

São fornecidos vários enunciados. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. todas as perguntas apresentadas. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. unicamente. Resolver problemas apresentados de forma completa. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. deixando-se os espaços em branco. Observar e comparar as soluções de ambos. 28. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. 24. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. requer a consulta de dicionários. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. 21. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. de modo que não se pode responder a sua pergunta. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. Observar e comparar ambas as soluções. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. 16. para ser respondida. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Inventar um enunciado. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. Para 189 . 22. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. 13. enciclopédias. apagaram-se os dados. 20. 19. Misturam-se os processos de resolução. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. e apenas um. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. 26. 18. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. 29. com várias soluções. Apresenta-se um problema resolvido.9. é imprescindível facilitar o êxito da busca. textos. Apresentam-se dois problemas diferentes. 17. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. 10. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. que não nos permite chegar à solução expressada. 11. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. convivência e relação com o meio. mas têm correspondência entre si. 14. Existe um dado. com o qual se possa responder. sem solução. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. 15. Apresentam-se várias perguntas. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. várias perguntas e várias soluções ou operações. ou simplesmente sair para o pátio. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. ou se apresentam dois enunciados misturados. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. com solução única. De seu enunciado. Estão todos fora de ordem. 27. Apresenta-se uma pergunta que. 23. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. 12. Apresenta-se um problema indicando sua solução. Resolver novamente o problema. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. apenas um. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. O aluno completará o enunciado. 25. Apresentam-se enunciados incompletos. e mediante as operações indicadas. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. 30. e apenas um. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. de cujo enunciado apagaram-se os dados. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. o enunciado de partida. Resolver o novo problema. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado.

possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. trabalharemos com situações reais de medição. tabelas. porque. comparar frações e ordená-las na reta numérica. pés. por meio deles. diagramas. relógio. receita. descrever e representar. numa linguagem gráfica. sucata. decompor. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. Para isso. 1997. deformar. esticar. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. esculturas e artesanato.. enigma. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. deslocamentos no espaço. analisar. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. construir. tangram. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema.. Grandezas e medidas Neste bloco. ordenar e classificar figuras. Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . Mais uma vez. 31. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. o mundo em que vive. passos. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. pinturas. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. compreensão de frações equivalentes. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. e . manipular. charadinha. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. Embalagens. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. Os alunos deverão reconhecer. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. recortar. à sua idade -.isso. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. cardápio. etc. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. montar. de obras de arte. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. 2. metro. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. um conto breve. 3. desenhos. piada. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. Uma poesia. representar e descrever o mundo em que vive. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. colar. moldar. fita métrica. 190 . o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. Espaço e Forma Para compreender. identificar. em número e conteúdo. p. de forma organizada. pontos de referência e também a observação.

Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. copinho de remédio. e criar situações de medidas na sala de aula.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. . pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. animais de que mais gostam. etc.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. etc (ampliar e reduzir receitas). metro de madeira. moedas e calculadoras. . balança.sala de aula: número de passos X metros. de tintas.quantas jarras para encher um balde. . colher de chá. tabelas e gráficos. tabelas e gráficos. .Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas.Atividades que façam uso de cédulas. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. coleta e organização de dados estatísticos. programas de TV preferidos. elaborar livros de receitas culinárias. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. . Tratamento da informação Neste bloco. . tabelas ou gráficos. ampulheta. . colher de café. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. 191 . entre outros. termômetro. trena. relógio. pedir para que os alunos as tragam. metro. de massas de modelar. . colher de sobremesa. 4. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento.quantos copos para encher a jarra. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas.calendário. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade.quantos alunos deitados no chão para medir a classe. jarra. colher de sopa. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Assim. . como: pedaços de barbante. copo dosador.mesa: palmas da mão X centímetros. Outras idéias são: . Indicamos também: .Escrita de textos a partir da observação de listas. por exemplo: . . . etc. régua.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. dedal. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. xícara. fita métrica. . cronômetro.

______. Educação: Projetos e Valores. 192 . O jogo da Onça. 2002. Materiais didáticos para as quatro operações. Yves de La Taille. São Paulo: Cortez. Petrópolis: Vozes. Porto Alegre: Artmed. Nilson José. HUETE. Dissertação de Mestrado. Nilson José Machado. 2008. 1996. São Paulo: Casa do Psicólogo. organizadora. 2005. Plantares. Marta Kohl de Oliveira. Gente miúda na cozinha.Matemática e Educação: alegorias. 2006.C. ______. Pedagogia da autonomia. Porto Alegre: Artes Médicas. Valéria Amorim Arantes. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. ______. Porto Alegre: Artmed. 2003. senha e Dominó. 1993. Passos. MACHADO. ______. ______. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. Ação – ensaios de epistemologia e didática. Educação Matemática números e operações numéricas. Petty. Porto Alegre: Artmed. Psicologia da Educação Matemática. CARDOSO. São Paulo: Perspectiva. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. 1997. Sanches e BRAVO. 1995. ______. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura.USP. Cybele. O uso de quadriculados no ensino da geometria. São Paulo: Casa do Psicólogo. Fazendo arte com a matemática. 2006. 2003. São Paulo: Casa do Psicólogo. 1997. Florianópolis: Insular. ______. Papirus. Kátia Regina Ashton. Petrópolis: Vozes. ______. Heloysa Dantas. Tradução João Paulo Monteiro. 2000. CARRAHER. 1997. Mauricio e Antônio Barreto. ______. São Paulo: IME. Os conteúdos na reforma. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. 1992. ______. Porto Alegre: Artmed. Roseli Palermo. senha e dominó. Lino de Macedo. ______. 2005. LA TAILLE. São Paulo: Escrituras. Educação e autoridade. 2005. MACEDO. Lino de. N. A. Na vida dez. Ensaios construtivistas. 2001. ______. Fusako Hori et al. O método clínico usando os exames de Piaget. 1996. 2001.USP. Bernabé Sarabia e Enric Valls. J. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. ______. organizadora. Vânia (coordenado por). MARINCEK. GIORGI. 4 cores. Terezinha Nunes.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. MACEDO. O jogo como espaço para pensar. ______. FREIRE. São Paulo: IME. LIMA. FAINGUELERNET. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 2002. 2001. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. São Paulo: Escrituras. 2001. Piaget. Márcia Regina F. Porto Alegre: Artmed. 2000. Conhecimento. N. 1991. 4 cores. ______. Petrópolis. tecnologias e temas afins. Petty. na escola zero. David Carraher e Analúcia Schliemann. Paulo. São Paulo: Escrituras. Linguagem. 2002. 1994. São Paulo: Cortez. J. 2005.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Passos. Vygotsky.C. São Paulo:Cortez. Estela Kaufman e NUNES. HUIZINGA. Yves de. 1986.Bibliografia Sugerida BRENELLI. Johan. Fernández. Juan Ignácio Pozo. Ensaios Pedagógicos. São Paulo: Cortez. ALS. ALS. BRITO. 2000. Jogos infantis: o jogo. ______. RJ: Vozes. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. Lino de. ______. Aprender pensando. São Paulo: Summus. tradução Beatriz Affonso Neves. SESI. Cidadania é quando. 2006. Porto Alegre: Artmed. Terezinha Carraher. César Coll. OCHI. a criança e a educação. UNICAMP. COLL. São Paulo: Summus. 2006. Epistemologia e didática. de. Aprender matemática resolvendo problemas.C. César. Virgínia Cárdia. São Paulo: Paz e Terra. 2005. Campinas. ______. Aprender com jogos e situações problema. 1998. São Paulo: Escrituras. 2004. Porto Alegre: Artmed Editora.

São Paulo: IME – USP. ROSA. São Paulo: Ática. Juan Ignácio (organizador). Jean. 1996. Didática da Matemática. Brasil. RAMOS. Cecília. Luzia Faraco. Belo Horizonte: Editora do Brasil. Mônica Gather. Meu anel de sete pedras. Juan Acuña Llorens. São Paulo: Moderna.PARRA. Geometria na Amazônia: Ática. Multiplicação . SMOLE. David L. 1993. STAREPRAVO. ______. São Paulo: Casa do Psicólogo. THURLER. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. 2000. Ler. Aventura decimal. As competências para ensinar no século XXI. O jogo e a Matemática no ensino fundamental.. Vygotsky. Irma Saiz. Allessandrini. Delia Lerner. São Paulo: Ática. ______. Eliane Reame de Souza. 1998. Santaló. Philippe.Problemas jogos e enigmas. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. 1998. Uma proporção ecológica.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . Eliane Reame. . escrever e resolver problemas. Frações sem Mistérios. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 193 . Rio de Janeiro: Record. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Saída pelo triângulo. TAHAN. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. ______.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole.1997. 1999. Porto Alegre: Artes Médicas. Belo Horizonte: Universidade.. 1998.Brasília: MEC/SEF. 1991. Ernesto Neto. Malba. O raciocínio na criança. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. São Paulo: Moderna. Yves de La. Maria Ignez Diniz. ______. PEREIRA. São Paulo: Ática. Cristina Dias. POLYA. Heloísa Borges. 1999. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. Ana Ruth. São Paulo: Ática. Números . ZASLAVSKY. STIENECKER. 2006. Ulisses Ferreira de Araújo. I. Artmed. Porto Alegre: Artmed. ______. A matemática das sete peças do Tangram.Problemas jogos e enigmas. Rio de Janeiro: Interciência. Roland Charnay. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . Nilson José. Tradução Beatriz Affonso Neves. São Paulo: Ática. PIAGET. Cinco Estudos de Educação Moral. David L. MACHADO. PERRENOUD. Maria das Graças Barbosa. 2003. SOUZA. 1998. Lino de. Katia Stocco. 1996. I et al. Grécia Gálvez. Curitiba: Renascer. Luis A. Patrícia Sadovsky. Yves de La Taille. organizador Lino de Macedo . Porto Alegre: Artmed. 2002. Tânia. Cláudia. 1992. Trad. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Jogos Matemágicos. A solução de problemas. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. 2001. ROCHA. MACEDO. POZO. Guy Brousseau. PCN. TAILLE. Piaget. 1996. 2001. George. Secretaria de Educação Fundamental. STIENECKER. A arte de resolver problemas. Record.

a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. Fase Final: 6º a 9º ano. Ler. devem ser exploradas com maior intensidade. Ler é. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. das competências envolvidas neste ato. Na fase complementar. dentre muitas.portal. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. por isso. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Para esses. Ed. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. 2º e 3º ano. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar.: il. para fazer uma receita. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. é importante convidá-los sempre a escrever. para prestar contas do nosso trabalho. 17 18 Fase Inicial: 1º. Além disso. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. para solicitar algo. Hoje. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Fase Complementar: 4º e 5º ano. para comprar algo. Por isso. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Para saber mais sobre o assunto. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. a sistematização e a classificação de suas características. São Paulo : SME / DOT. isoladamente. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Em geral. participantes da cultura escrita. No entanto. atribuir significado.br/seduc.sp.santos.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. para nos divertir ou emocionar. para saber como vão pessoas que estimamos. de forma organizada e sistemática. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. ou seja. 104p. entre muitas outras ações. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. para tomar decisões. 2006. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. em diferentes situações.2 194 . – v. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. para anotar um recado para alguém. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. na rotina. se queremos formar leitores plenos. suas regras e suas partes. as atividades metalinguísticas. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. emitindo sons para cada uma das letras. acima de tudo. Enfim. com diferentes intenções. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. de sistematização e normatização da língua. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. E escrevemos para distintos interlocutores.” Emília Ferreiro. Cortez. Na fase inicial. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. entre outros. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. os primeiros se convertem em leitores. Como nosso Sistema está organizado em fases17. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. para localizar endereços e telefones. São ações que podem e devem ser aprendidas. Como já dissemos.gov. 18 assim. pesquise no site da educação www. Da mesma forma. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. para pagar contas. e a decifração é apenas uma. ou seja. Não se trata mais de ensinar a língua. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. Trata-se de incorporar. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. para reclamar de alguma coisa. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”.

Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos.: il. 115p. os materiais. · Aprender comportamentos leitores. Em função disso. realizada · Aprender comportamentos leitores. além. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:20 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. o espaço. conhecer diferentes suportes de textos. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. 2006. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. 195 . poemas. de situações de trabalho com a oralidade. etc. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. situações de produção e revisão de textos. Ler com diferentes finalidades. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos.A organização de uma rotina de leitura e escrita 19 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. é claro. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. materiais de pesquisa etc. leitura realizada pelos alunos. jornal e Ler com diferentes propósitos. 2006. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. · Utilizar a linguagem oral. São Paulo : SME / DOT. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. científicos. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. ao mesmo tempo. · Ampliar o repertório linguístico. . textos jornalísticos. entre outros). Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. semana. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. instrucionais. Exposição de objetos. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. · Ler com autonomia crescente. parlendas. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. de filmes etc. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. 115p. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação.: il. listas. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. Identificar quais crianças precisam 19 20 São Paulo : SME / DOT. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa.

sobre o que se pretende ensinar. retirar. dos textos. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. sem sentido melhorados. criteriosamente e legenda de fotos. Uso de rascunho. uma ou duas questões a para o leitor. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. ou repetitivo. semana. deslocar ou transformar Selecionar. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. · Aprender comportamentos escritores. defender pontos de vista. buscando acrescentar. etc. confuso. onde exista um interlocutor real. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. expor temas. intencional. relatar acontecimentos. Produção coletiva. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. serem tematizadas: não tem sentido. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. em duplas. ser convidadas a relatar. individual. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. etc. alunos. a cada atividade de partes. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. etc. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 196 . · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. determinados aspectos.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. expor. curiosidades. para torná-lo mais legível revisão. opiniões sobre acontecimentos. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. planejada. etc.

pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. concordância. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. de seja objeto de revisão. será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. alternativas. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. adjetivo. sistematização e a classificação de suas características específicas.: adoçam/ língua. Escrever ortograficamente. de pontuação. arrastam/ arrastão). comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. promovendo um as separem em grupos. Artmed). pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. Listas de palavras que não devem errar. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. um conjunto de regras. mas não significa que o aluno adoção. entre outros. pedindo que observem a revisar os próprios textos. possibilidades de pontuar um texto. o possível e o necessário” (Ed. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. busca de sabem nomear o grupo. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. ditá-lo. sem privilegiar excessivamente alguns e 197 . de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise.

Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. mas sim um resultado: pode ser uma festa. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. etc. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. • Projetos. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. nesse caso. hábitos ou atitudes. Oficina de produção de textos. Embora não decorram de propósitos imediatos. uma mostra de 21 Texto produzido por Rosaura Soligo. Roda semanal de conversa ou leitura.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Formas de organizar os conteúdos escolares 21 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. mas não têm um produto final. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. quinzenalmente etc. para ensinar um jogo complexo. 198 . essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. semanalmente.deixar outros de lado. não significa algo “palpável”. organização de agendas de leitura. etc. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. • Atividades sequenciadas. São muito parecidas com os projetos. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas.

trabalhos produzidos, uma apresentação pública de leitura ou jogral, a organização de uma biblioteca de classe, um livro, jornal ou texto, etc.). Nos projetos, as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada, têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos), “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais), “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe), Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia), etc. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária; daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Entretanto, os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente, conjugando temas de diferentes áreas do saber. Vale ressaltar que, embora seja desejada essa articulação, não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Assim sendo, priorizou-se para o 4º Ano a produção de um jornal, por ser um portador de texto que traz informações diversificadas, pois apresenta vários gêneros textuais – notícias, reportagens, crônicas, anúncios, resenhas e, eventualmente, entrevistas, biografias, poemas, etc. Todo esse material é organizado em cadernos temáticos – esportes, economia, cultura, cotidiano e outros. É importante que, por meio do projeto, os alunos aproveitem de fato a oportunidade para se atualizar, saber a opinião de outros, saber mais sobre o país, sobre os esportes, sobre outros locais, enfim, compreender que a leitura dos jornais pode possibilitar o conhecimento de assuntos diversos, e vivenciem comportamentos típicos de um leitor de jornal. É necessário cuidar para que esses momentos não sejam encarados pelos alunos como uma atividade meramente escolar. Ao ler textos jornalísticos, é salutar estimulá-los para que expressem suas opiniões e debatam ideias, utilizando para isso seu próprio conhecimento de mundo, além da interpretação do texto lido. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano, de forma que possamos traçar metas objetivas em nosso trabalho. Sendo assim, esperamos que, ao final do 4º ano, os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção; formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita. Reescrever textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos jornalísticos, entre outros), utilizando recursos da linguagem escrita. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Para finalizar, sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero jornalístico. Projeto: Plugado no mundo 3. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): elaboração de um jornal da escola como uma situação real, que deverá ser reproduzido e destinado a outros leitores. 2. Justificativa: o jornal é um objeto relevante culturalmente, que tem valor pelo seu uso social, fundamental para a formação de leitores críticos, de pessoas que desejam se informar, se divertir, obter indicações de leitura, cinema, etc. São muitas as oportunidades que se pode criar a partir do uso do jornal no cotidiano da escola, visando a aprendizagens no eixo da oralidade, da leitura e da escrita. A leitura do jornal permite que as crianças tenham acesso às informações que circulam em seu bairro, na cidade, no país e no mundo, podendo externar opiniões e ideias. Possibilita que elas aprendam para que se usa um jornal, que tipo de informações podem ser encontradas ali, que conheçam as práticas usuais dos leitores do jornal.

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3. O que se espera que os alunos aprendam: identificar as características do texto jornalístico, praticar a leitura desse gênero e seus usos sociais (informar, comprovar informações, aperfeiçoar dados, comparar notícias, entreter, argumentar e defender um ponto de vista), ampliar sua possibilidade de expressão e comunicação, reconhecer-se como produtor de texto, envolver-se em práticas de escrita e revisão de textos, registrando informações relevantes para o jornal escolar. 4. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: ler jornais tanto para obter informações (acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que marcam as dia-a-dia: eleições, campeonatos mundiais, fenômenos naturais, etc.) quanto para se distrair; disponibilizar jornais para que escolham notícias para ler e comentar experiências e conhecimentos, confrontando pontos de vista e tomando posições; relacionar o conteúdo de uma notícia com outros textos conhecidos; arquivar as notícias lidas pelos alunos em uma espécie de álbum, construindo assim uma hemeroteca, ou coloque-as no mural da classe, servindo para consulta ou estudo posteriormente; elaborar coletivamente um pré-texto, respeitando o esquema de composição das notícias e dos aspectos gráficos e tipográficos, propiciar momentos de produção da escrita das notícias, legendas, editoriais, etc.; possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente, em dupla ou individualmente, fazendo as intervenções necessárias, encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua; edição do jornal; garantir o trabalho em grupos, para que as crianças possam ser parceiras de fato, colocando em jogo os saberes individuais.

Referências Bibliográficas
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INGLÊS
O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Ao assimilar um vocabulário básico, expressões simples em situações reais, que façam sentido à sua vida, o aluno passa a desejar aprender mais, entendendo a real importância que a língua inglesa tem na vida de todos nós. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas, interessantes, com atividades lúdicas, músicas, uso de fantoches, jogos, máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Como dissemos, é fundamental que o professor, num primeiro momento, leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. A relação dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento, plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico, do sensorial e das ações, introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita, como suporte ao aprendizado oral. Aqui entram as atividades de encenações (role-play), movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR22 (Total Physical Response) para executar instruções, jogos de adivinhação, troca de papéis, trabalho em pares ou grupos, além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor, o CD, o vídeo ou o colega) para obter informações. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras), de forma a criar um ambiente alfabetizador, sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. No início do 4º ano, o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula, mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada, pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Além disso, em inglês, usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K, W, Y). Como temos o livro didático Spaghetti Kids, os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês, mas o professor precisa ler em voz alta ou, no caso da língua estrangeira, tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em inglês sozinhos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras, comparando-as com a língua portuguesa. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem, pois os alunos terão, além do português, mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto, ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. A criança, nessa idade, ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Sugerimos que o professor, ao chegar, faça um jogo de warm-up ou cante uma música. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais, com auxílio de recursos de áudio, vídeo e estímulos verbais do professor, físicas (com encenações e atividades de TPR), artísticas (desenhos, recorte e colagem, uso de massa de modelar, pintura, etc.), atividades do livro didático, revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode, ainda, terminar com uma música. Como as crianças ainda não conseguem se concentrar por longos períodos de tempo, é preciso estar sempre pronto para o inesperado. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters, flash cards, jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo, além de recorrer a diversas estratégias para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas, sugerimos que o professor desenvolva práticas básicas associadas ao aprendizado, como: memorização, previsão, cooperação, criatividade e expressão física. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos, desafiá-los a pensar, a recordar, a imaginar, a adivinhar, incentivando-os a participar dos trabalhos em grupo, dos jogos e das demais atividades. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem, umas são mais visuais, outras, auditivas, e ainda há as que são mais cinestésicas. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Em inglês, recursos visuais, como os flashcards, e imagens, recursos materiais, como realias (material concreto), fantoches, chapéus, material de áudio, vídeo, DVD, etc. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito, as letras devem ser digitadas claramente em letra de forma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto, como já dissemos. Na preparação da aula, as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma; do contrário, os alunos podem se animar
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Mais informações sobre TPR Activities: (http://www.tpr-world.com)

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demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades, além de alternar as em grupo, duplas e individuais. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes, oferecendo variedade, é útil e eficaz, considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. O tempo gasto com os exercícios de colorir, associar, circular e desenhar deve ser menor, visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões, promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Para ser bastante eficaz, a mostra deverá ser renovada frequentemente.

Compreensão oral (listening)
Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos, além dos vídeos Magic English, disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e, por conseguinte, deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR, ou "listen and do", durante as quais se praticam os elementos linguísticos. Ex.: Good morning/afternoon; hi; How are you?; fine, thanks; stand up; sit down; line up; come here; please; thanks/thank you; you're welcome; bye-bye; see you; very good; great; beautiful; May I go to the toilet?; yes; no; let's sit in a circle; draw; you can do it better/nicer; repeat; ask; answer; look; listen; point; sing; let's sing; let's go; say; etc.

Produção oral (speaking)
Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano, durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. No entanto, devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição, principalmente em grupo, com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso, as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos, porque, nesta faixa etária, as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente.

Uso de canções
Se as crianças não aprendessem melhor com músicas, programas de TV infantis não existiriam. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. O professor deve trabalhar com as músicas do CD do livro, mas não precisa ficar “preso” a elas. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3, 4 ou 5 aulas, por meio de atividades diferentes. Além disso, é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos, movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música, a pronúncia correta das palavras, além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Há vídeos, DVDs e livros, além da internet, em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Muitas vezes, os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer.

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Uso de fantoches
Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças, pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos, fornecer um elemento cômico, fazer encenações, dar segurança, além de incentivá-las a se expressar oralmente. No entanto, no 4º ano, as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. Cabe ao professor decidir, junto aos alunos, se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu, caso decidam que sim. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista, relacionando-os e construindo pensamentos. Além disso, proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play), aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro, vencer a timidez, liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo.

Interdisciplinaridade
O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas, pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem, uso do calendário, dia do mês, idade, etc.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. • Algumas danças, atividades de expressão corporal, jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. • Com o professor de arte musical, podem-se trabalhar melhor as canções, rimas, expressões corporais, gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome, à família, hábitos alimentares, aniversário, brinquedos, além das manifestações culturais dos países de língua inglesa, é possível articulá-los aos conteúdos de história. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores, de pintura, modelagem, folclore, montagem de brinquedos com sucata, jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. • Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda, alimentos e o corpo humano, pode abordar, junto ao professor de classe, os conceitos, procedimentos e atitudes de ciências. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/news.php), ou outros sites da internet, nas aulas de informática educativa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom, o qual pode ser usado ao final de cada unidade, no laboratório de informática. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais, em reunião pedagógica, explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. Na escola, sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores, pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto, os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads Inglês • Best sites for teachers: http://www.sitesforteachers.com • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos, o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos

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conceitos, porém de forma diferente, na língua portuguesa, em parceria com o professor da classe. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”, “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas, como também com a equipe pedagógica, a fim de planejar as aulas, projetos, atividades e apresentações de forma interdisciplinar.

Avaliação
Avaliamos constantemente nossos alunos, mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Esta avaliação pode ser feita, por exemplo, com cinco a dez alunos por vez, sem que eles saibam que estão sendo avaliados. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good, excellent, good work, great, etc., certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno, mesmo que não esteja como o professor esperava. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 8 ou 9 anos, está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Assim, o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Tentar falar em inglês, ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar, mesmo que, a princípio, esteja “errado”. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos, quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva, assim, não podemos exigir perfeição das crianças, ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos, de forma espiralada, proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Assim sendo, o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.

Referências bibliográficas
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de pouco ou nenhum valor musical. rítmica e melódica. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. Momentos de apreciação. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. sendo muitas de péssimo gosto. pois. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. [. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. acento. (STATERI. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. normalmente destinada a uma apresentação. As canções e suas letras. por exemplo.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. é importante avaliar. etc. Porém. mesmo que a ênfase. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. Nesse processo. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. o aluno é movido por desafios. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Desta forma.. lateralidade. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. para que possamos. 205 . o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. levam a criança a uma deformação da estética musical. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem.. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. improviso dirigido. etc. Desta forma. saída. naquele momento. Nesta fase. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. replanejando quando necessário. envolvendo a música com as outras disciplinas. deixando-a mais feliz e confiante. por meio de um jogo musical. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Na educação musical. Ao trabalhar pulso. também somos vítimas desta situação. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. mas somente as populares. acento. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. Se o professor vai conceituar pulso e acento. lanche. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. professores. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. atenção e prontidão. como mais uma forma de expressão. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. neste processo. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. por meio de atividades simples de pulso. esteja em um tópico específico. de forma mais significativa. cuidadosamente escolhidas. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. musical e artístico. aos poucos. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. Então. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. explorando os conteúdos conceituais. O planejamento do professor precisa ser flexível. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. como pequenos vocalizes.

até mesmo pequenos ostinatos. durante a improvisação. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. Além de extremamente prazeroso. o pulso. Improvisação sonora dirigida. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. Desta forma. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. como o pátio. quadra ou outros ambientes. Para isso. entre outros.Propriedades do som: altura. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. relacionando-as com a linguagem musical. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. por meio do improviso. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. A seguir. expressão e dança. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. O professor pode criar formas de representar o som. Em altura. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. seja na elaboração. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. o acento e falando sobre o timbre. seja na execução musical. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. duração e intensidade. o ritmo da canção. Entendemos que. trabalhando a dinâmica. o professor pode utilizar espaços alternativos. com interferências do professor nos momentos de execução musical. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. pode haver uma resignificação destas propriedades. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. Acento. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. Procure. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. é importantes que. as notas musicais. destacando na música as partes mais agudas e graves. o acento em diferentes compassos (binário. ou seja. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. utilize atividades variadas. Quanto mais a criança aprender a observar. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). Se houver possibilidade. nesta fase. A cada retomada de um determinado tópico. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. Ao utilizar a grafia convencional. 206 . Porém. pulso. timbre e duração. durante o canto coletivo. perguntas e respostas rítmicas e memorização. propriamente dita. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. seja na sua altura. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. aos poucos. intensidade. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros.

autores e breve biografia. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Brasil. lembrando as glórias do passado. etc. etc. Ó Pátria amada nós te saudamos. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. agora que somos livres. Ó Pátria amada. mas sim buscar. porém. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. é importante que este seja estudado mais formalmente. com bravura e firmeza. Hino Nacional Brasileiro. aos poucos. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. 207 . O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. as crianças. Entre outras terras mil. Quanto aos outros hinos pátrios. forte e colossal que reflete em teu futuro. A própria natureza fez de ti um gigante. sentimos descer à terra. danças. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. nos te saudamos. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. canções mais apropriadas à faixa etária. Brasil. Mas é preciso que. BIAGIONI. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Com uma lateralidade mais desenvolvida. és o destaque da América. dividindo-o em várias aulas. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. se fores convocado para a luta. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Brincadeiras cantadas. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. despertando seu interesse e curiosidade. nas divisas com os outro países da América do Sul. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. 2000. nesta fase. Mas. Maria Zeí. naquele momento. cantigas de roda.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Terra adorada. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). jogos. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. São Paulo: Fermata do Brasil. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Nossa vida mais amores”. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Se conseguimos conquistar essa igualdade. paráfrase. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades.

Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. na maioria. quebrando preconceitos. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). em comerciais de TV. por motivos variados: a vastidão do repertório. desestimulando a ação de gritar. suas brincadeiras são. No fundo. Você. em desenhos animados. e. Desde bebê. cantadas ou ritmadas. que ela pode fazer por meio da música. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. a harmonia do todo. Aprender a ouvir o outro. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. em conjunto. professor. Trabalhe a dinâmica das músicas. com a intenção de aprimorá-la. Música clássica afugenta muita gente. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. O cantar é a grande alavanca da educação musical. Desta forma. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. etc. normalmente. a pompa dos concertos. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. deve ser uma referência para o aluno. além de muitos outros. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento.. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. Podemos dizer que crianças que se exercitam. A partir daí. cantar e ouvir. A linha melódica deve ser bem nítida. os ritmos facilmente assimiláveis. 208 . cantando ou não. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. estes são grandes aprendizados. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. (Folha de São Paulo. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades.]. a desinformação sobre o assunto. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. Mostre a importância da expressão e da articulação. Espera-se também que.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. portanto. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. o motivo é a preguiça: o que é estranho. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. a concentração necessária. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. que.. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. mais tarde. se necessário. coletivamente.

aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. texturas. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. em consonância com os conteúdos da área. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. Além disso. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. sente. A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. suas habilidades em desenvolvimento. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. não é apenas uma etapa do processo. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. vídeos. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. suas possibilidades de avaliar resultados.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . No percurso criador específico da arte. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. à característica mutável do espaço. CDs.A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. exposições. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. inerente às propostas feitas pelo professor. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. Na área de Arte. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. para favorecer a produção artística dos alunos. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. apresentações musicais e teatrais. fitas de áudio. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. revistas. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. sua curiosidade. sons. envolvendo questões relativas às técnicas. ligados à construção da forma artística. de acordo com o andamento das atividades. gestos. ritmos. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. segurança para experimentar e correr riscos. volumes. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. luminosidades. à criação. objetos e trabalhos. . Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. cores. do ambiente que recebe os alunos. mídias em geral. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. em ruídos. à clareza e funcionalidade do ambiente. ou seja. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. manifestações artísticas da comunidade. materiais trazidos pelos alunos 209 .Problemas inerentes ao processo criador do aluno. o contato com suas necessidades expressivas. pensa e transforma. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola.

interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. ao mesmo tempo. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. uma dança. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. ensaios. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. o constante desafio perceptivo. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. Adquirindo este conhecimento. etc. linhas. sugestões. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. apresentações de trabalho de alunos. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. Acolher materiais. escolhendo obras e artistas a serem estudados. o mistério. Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. incentivando a curiosidade. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. materiais e técnicas. os quais deverão ser aproveitados. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. 210 . ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. formas. um livro ou um objeto trazido de casa. etc. escolher objetos como elementos para uma aula. uma história contada. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. apreciador de arte. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. leitura da notícias. o humor. poemas e contos durante a aula. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro).) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. o nacional e o internacional. desafiando o conhecimento prévio. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno.também possibilita avaliar. como por exemplo. como ingredientes dessas atividades). tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. a incerteza. propõe questões relativas à arte. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. estudioso da arte. exposições. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação.). o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. a questão difícil. construindo junto com eles a surpresa. um vizinho artista.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. uma música. uma festa da comunidade. desenvolvendo seu conhecimento artístico. etc. texturas. criador na preparação e na organização do espaço. apresentações. o divertimento. Criar formas de apreciação da arte.

no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. sons. seu corpo movimenta-se. formas. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Nesse sentido. medos. documentam fatos históricos. de sonhos.org. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. Quando organizamos uma exposição. ele está completando o ciclo do fazer artístico. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. cores. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte.br www. etc. perguntas e inquietações de artistas. Sugestões de sites: www. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. mas para todas as outras áreas. o ouvido e a palavra aprimoram-se. Em contato com essas produções. sensitivas. de relações humanas.Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos.itaucultural. manifestações culturais particulares e assim por diante. gestos e cenas. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. Dança. escolas e estilos. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. é a visita a museus e exposições de arte. suas mãos e olhos adquirem habilidades.org. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. Devemos envolver os alunos nessa produção. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação.portinari. falam de problemas sociais e políticos.br 211 . Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. afetivas e imaginativas. Ao mesmo tempo. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. Teatro). Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. Música. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo.

” Muitas vezes. assim. Podemos oferecer. dentro de um contexto cooperativo. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. criatividade e interação do grupo. apreciá-los criticamente. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. corporal. construção de bonecos. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. as atividades devem envolver todo o grupo. nesta fase. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. trabalha-se no plano dos conceitos. é pouco percebida. a cada um. Seja num jogo recreativo. embora muito estreita. de relação interpessoal e inserção social). entre outros recursos. filmes. Assim. como um estímulo para a expressão corporal. Compreende-se a dança. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. neste momento. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. ética. Nesse sentido. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. musicalidade. a discutir as regras e estratégias. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. estamos 212 . músicas. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. Em sala de aula. social e de autonomia. o aluno deve aprender. atividades rítmicas e expressivas. Lembramos também que. de forma democrática e não seletiva. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. de acordo com as suas habilidades. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. aquilo que era material ( corridas. sem a preocupação com estilo ou técnica. saltos. além das técnicas de execução. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. conhecimentos sobre o corpo). Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. auditivos e cinestésicos). a educação física “trabalha no plano da ação motora. o contato com músicas do universo infantil. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. teatros de marionete e outros. tamanhos ou quantidades). Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. giros) torna-se conceitual. coordenação motora e espacial. pré-desportivo ou numa dança. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. A relação entre a educação física e outras disciplinas. ressignificá-los e recriá-los. visando a seu aprimoramento como seres humanos. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. estética. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. afetiva. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas.

Mikail (Volochinov). 1984. Walter.trabalhando noções de seriação e classificação. Editora Brasiliense. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. In: KISHIMOTO. Mary (org. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. Luís da Câmara.9-33 VYGOTSKY.). BARROS. Formação social da mente. Gilles. p. 2002. Carlos Alberto de. CCE. BROUGÈRE. S. Centro de Estudos da Criança. ARIÈS.Educação. n. In: BAZILIO e outros (orgs. O brincar e suas teorias. p. Manuel e POSTMAN. 1999. PINTO. GÓES. DEL PRIORI. Infância tutelada e educação. In: DEL PRIORI. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Manuel e SARMENTO. SARMENTO. Infância: fios e desafios da pesquisa. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. São Paulo: Pioneira. Apresentação. Um exército de seis milhões de crianças. 2a edição. UFBA. Manoel de. 1986. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Portanto.7-18. São Paulo: Hucitec. MEDINA.19-32. p. Ediouro. Manuel Jacinto (coords. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. Dicionário do Folclore Brasileiro. cit. KRAMER. 1959. SARMENTO. 1999. a educação.20-38. Sonia. Rio de Janeiro: Record. Mary (org. Bibliografia ANDRADE. Rio de Janeiro: Graphia. Proposta da Série Família e Escola. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. Mary. op. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. T (org. 1997. BRANDÃO. Armindo. 1996. 1999. p. p. 213 . História social da criança e da família. Philippe. Bibliografia BATALHA. Reflexões: a criança. julho de 2001. KRAMER. A infância como construção social. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Coleção Primeiros Passos. Universidade do Minho. Manuel Jacinto (coords. p. maio de 2002. Carlos Rodrigues. In: KRAMER e LEITE (orgs. 6. BARCELLOS. COUTO E MELO. 1991. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. Boletim do Programa Salto para o Futuro. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. CASCUDO. 84-106. Especialização em Dança. 4a edição. BIÃO.). Carlos Drummond de. 1982. Manuel. José Roberto de & FLORENTINO. O desaparecimento da infância.). In: DEL PRIORI. crianças dos escravos. Marinheiro. Braga. São Paulo: Summus Editorial. Revista Repertório Teatro & Dança.).).). Maria Ignez. 1998. 1o caderno. Manuel. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. In: A senha do mundo. Manuel Jacinto e PINTO. L. op. Rio de Janeiro: Salamandra.177-191. op. São Paulo: Contexto. As crianças e a infância: definindo conceitos. Exercício de ser criança. In: PINTO. Campinas. BENJAMIN. 2000. _. p. SP: Papirus. Crianças escravas. 1. cit. In: PINTO. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. In: DEL PRIORI. 2a edição. Rio de Janeiro: Ravil. Rio de Janeiro: Achiamé. A criança e a cultura lúdica. Simone. O que é folclore.). fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 1997. p. Mary (org. Neil. BAKHTIN. utilizando sua imaginação e percepção. 13-38. PUC-RIO. JORNAL DO BRASIL. 1982. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. História das crianças no Brasil.3373. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Manolo. delimitando o campo. p. Rio de Janeiro: Guanabara. Sonia. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. As crianças: contextos e identidades. mimeo. cit. Rio de Janeiro: TV Escola. Portugal. Celina & CALFA. 1992.). o brinquedo. São Paulo: Martins Fontes.

um conceito antropológico. Roque de Barros. Companhia das Letras. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. LARAIA. O povo brasileiro . Darcy. Frank Wilson. O folclore na EEFD-UFRJ. 1995.a formação e o sentido do Brasil. Jorge Zahar Editor. Eleonora & ROBERTO. 1999. Cultura. 2000 RIBEIRO. 214 .GABRIEL.

constitui-se como importante a valorização de temas que dizem respeito à vida do aluno. como recurso didático. vestimentas. por natureza. bem organizado. ritmos (curta. entre outras. É papel escola proporcionar esses estudos. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. com múltiplas interpretações e análises. para o ciclo I. A história local é o ponto de partida para a aprendizagem histórica. no próprio bairro ou a localidades mais distantes. não linear e evolutiva. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a ser alcançados. A Secretaria de Educação disponibiliza material didático específico sobre a história local. pois possibilita a professores e alunos o trabalho com a realidade mais próxima e com o meio em que vivem e atuam. Segundo o PCN de História e Geografia. O estudo do meio. fotografias. o estudo do meio. é um material de apoio. para isso.HISTÓRIA "O objetivo da História é. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. interioridade e exterioridade. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. gravuras. Conhecer e valorizar o local em que se vive. mas ele não está encerrado em si mesmo. 3. a partir de uma reflexão do que é vivenciado. versões. levando em conta fontes como relatos orais. jogos. e que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. 1. média e longa).Documentos 215 . mas uma construção. pesquisas arqueológicas na cidade. os conceitos de tempo e espaço são fundamentais ao desenvolvimento do raciocínio histórico. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes." (Marc Bloch) O ensino de História e construção de conceitos No ensino da História. músicas. mas conflitante. A cidade de Santos é rica em acontecimentos que se ligam com a história do país e caberá ao professor fazer essa relação entre o micro e macro. o homem. por meio de atividades realizadas no entorno da escola. a vivência do que se aprende em sala de aula. revistas. análise de comportamentos. cartas.História de Santos No 4º ano. os alunos entram em contato com a história da cidade de Santos. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. de distância. que antes não eram valorizadas no processo historiográfico. 2. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. que deve ser visto apenas como mais uma versão da História e não como única fonte de conhecimento. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador O estudo do meio proporciona ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. pois permite a elaboração. medição e velocidade. publicações em jornais locais (Diário Oficial de Santos e outros). O conceito de tempo envolve duração (permanências. cheia de interesses. objetos antigos. ou seja. brincadeiras. Nesse processo. rupturas e simultaneidade). delimitação. enquanto que o conceito de espaço envolve categorias referentes à orientação (lateralidade ou profundidade).

de seus hábitos. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. como fonte histórica. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. indo além do que é visível. mas deve-se sempre levar em conta que. Como qualquer outra fonte. Ao trabalhar com seus alunos a tela de Benedito Calixto sobre a sua versão sobre a fundação de Santos. por exemplo. da sociedade que o criou. pois ela não representa a realidade histórica em si. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. modeladas. desenhadas. um acontecimento. dos gostos. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. Cabe a nós decodificar seus ícones. ainda esculpidas.“[. para o estudo da história de Santos. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. 4. do seu nível tecnológico e artesanal. Ao fazermos uso. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. pois como qualquer outro artista. idealizada.1545 Artista: Benedito Calixto Data: 1922 Bolsa do Café – Santos -SP 216 . São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. então. forjada ou inventada.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. talhadas. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. podem revelar muitas informações. impressas ou imaginadas e. A ela são agregados novos valores e interpretações. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. A observação direta. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. valores e preferências de um grupo social.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. usou e o transformou. Fundação da Vila de Santos .. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. é reconstruída a cada época. da complexa rede de relações. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. deve ser explorada com cuidado. por alunos ou por especialistas. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. de imagens pintadas. de Benedito Calixto.. a manipulação e questionamentos de documentos produzidas pelo homem. tudo o que fabrica. Tudo o que o homem diz ou escreve. porque estariam retratando fielmente uma época. uma paisagem ou um determinado costume.

Sao Paulo: HUCITEC. HORTA.santos. Santos:PRODESAN. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. Santos: Secretaria Municipal de Cultura. Nelson S. CARDOSO.gov. David.Santos de ontem . & CERQUEIRA. LANNA.museuimperial.novomilenio. GRUNBERG.. Rio de Janeiro: Objetiva. Guia Básico de Educação Patrimonial.sp.br> http://:www. . CABOCLO. 1870/1913. RODRIGUES.br> http://canalkids.pinacoteca. 1999. 1996 NEMI. A incrível saga de um país. O PODER DA COMUNICAÇÃO. de Lourdes. 1999.br http://www. II e III). Náufragos. Rita M. uma outra história? São Paulo: FTD. São Vicente: Caudex. 1992 BARBOSA. Cartilha da História de Santos.Indicações Bibliográficas .br http://www. 1997. F.M. BUENO.museudapessoa.com. SANTOS.br> http:// www. A. Sites: http://www. Uma cidade na transição: Santos. Santos – um encontro com a História e Geografia. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO & al. Adriana. Santos: Instituto Histórico e Geográfico de Santos e da Academia Santista de Letras.br http://www. D. São Vicente: Caudex. Santos: Leopoldianum Editora Universitária. 2001. ANDRADE. M. DIAS. Ana Lúcia Lana.gov. 1980.itaucultural.com. 1996. Brasília: IPHAN: Museu Imperial. Poliantéia Vicentina – 450 anos de Brasilidade. 1976. Gohajo – Capitania Hereditária de São Vicente. _______________Brasil: uma História. Eliane e Irene Barcelos. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO VICENTE. Santos na formação do Brasil: 500 anos de História. Francisco Martins. 2000. 2003. 2002.museudocafe. Eduardo. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. Didática de História: o tempo vivido. Wilma T.com. Santos na História do Brasil. . 1986. Maria V.inf> http://vivasantos.unisanta. I. Santos: Grupo Rodrimar.usp. L. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO. Brasilia: MEC/SEF. Coleção de Olho no mundo. Olao. 1992.org. ________________Nos tempos dos nossos avós .br http://www. Editora Abril.br. São Vicente. São Paulo: Editora Ática. História de Santos (vol.br/prc/engenho http://www. Traficantes e Degredados.net 217 .

Enfim. Aos poucos. levantamento de interesse junto aos alunos. lugares. desenhos. enciclopédia eletrônica. O subsídio Santos – Vivenciando a História e Geografia apresenta material bastante variado: fotos atuais e antigas. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. charges. são abordados aspectos geográficos do município de Santos. Em seu dia-a-dia. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. conhecimento espontâneo. a geografia pode contar com muitos aliados: música. que podem culminar em uma exposição. ampliando a realidade espaço-temporal. comparar com outras imagens. matérias de jornal. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. textos da Internet. fotografias. filmes. pinturas. A construção do conhecimento em Geografia A geografia é uma ciência de observação. peça de teatro. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 4º ano. jogos. Mas não para por aí. pois trabalha com a paisagem local e o espaço vivido pelos alunos. Cartazes. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. que precisa ser sistematizado e transformado no espaço escolar. diários de viajantes. grafites. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. os arredores. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. música. a casa. e tem por objetivo servir de apoio ao trabalho do professor. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens.. Além dos textos. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. gráficos e esquemas. a escola. A partir delas. a rua da escola. 218 . entre outras. construções etc. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. pinturas. esculturas. O estudo do município constitui-se uma realidade próxima ao aluno. por meio do qual se torna possível a compreensão de outras realidades que o cercam. Com as informações em mãos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. levantando hipóteses próprias. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. mapas. como exemplo. os alunos acompanham as transformações do espaço geográfico por meio das suas vivências em outros espaços e grupos sociais.. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. histórias em quadrinhos. de Tarsila do Amaral.

para o ciclo I. os traços azuis representam rios.: porto. centro histórico.) empregando sucata. Engenho dos Erasmos. ordem ou sucessão (antes. separa). Para tal. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. folders turísticos. partindo da sala de aula para a rua. O estudo do meio. bem organizado. etc. nas séries finais do ciclo I. ou seja. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. Num primeiro momento. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. por exemplo. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. a cidade. maquetes e plantas. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. construa escalas intuitivas. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. a percepção do que é maior ou menor e legendas. estilos de arte. a referência espacial da criança é o corpo. Nessa atividade. seja para se comunicar ou para obter informações. Explore a procedência das famílias. plantas da cidade. depois e entre). Os aviõezinhos representam aeroportos. o bairro. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. mas. fotos de satélites. morros de Santos. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). sugerimos: • Explore a noção de legenda. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. Em seguida. a classe poderá concluir. etc. Inicie o trabalho com mapas simples. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. os diferentes modos de morar. como recurso didático. maquetes e plantas Bibliografia Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. de viver. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. que. Mapas.Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. o estudo do meio. na cidade de Santos. etc. o estado e o país. • • • 219 . Assim. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. discutindo as usadas convencionalmente. onde o aluno tenha questões para resolver. converse sobre as razões desse fato. pois permite a elaboração. existe um grande número de migrantes. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. Segundo o PCN de História e Geografia. separação (aquilo que limita. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica.

obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço na nossa cidade. dramatizações. Assim como o barbante. Nesse sentido. transformando-o com o uso da tecnologia” são importantes para se compreender a organização espacial e perceber que o modo como a sociedade produz o espaço geográfico depende de como o trabalho é realizado. Comece com objetos. Para compreender essa redução. Relatos de viagem. é feito um trabalho processual. Para que a investigação ultrapasse a mera descrição da cidade. que as pessoas se movimentam à procura de lazer. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. escolas. pode-se ficar apenas no levantamento dos dados superficiais. criação de poemas. podem se usados outros padrões de medida.000 (“um para quinhentos mil”). palito. que há bancos. por exemplo.5 centímetros entre São Paulo e Santos. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. A sua representação depende da escala adotada. reescrita. para isso. tais como: palmo.Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela.gov. uma boa fonte são os 220 . com questões como: Por que a cidade está localizada nessa parcela do território? Por que a cidade se desenvolveu em torno de um porto? Onde vivem seus habitantes e porque escolhem esses lugares? Como é feito o abastecimento de água? Para onde vai o lixo? Como esse espaço foi construído e de que modo continua se transformando? São questões que levam os alunos a compreender que a cidade é algo dinâmico. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. braça. entre outras. tais como de que modo a cidade se organiza a partir de um centro onde estão os prédios da administração pública. recortes de jornal e revistas. analisem as diferenças de tamanho entre elas. interferências. saber o que significa. pessoas que a visitam.santos. hospitais. entre as fotos e as pessoas. praças. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. depois.br/#santos Ocupação. espaço e trabalho A temática “trabalho e como o homem apropria-se do meio. em grupos. a distância de 1. que escrevem suas opiniões no jornal diário ou que fazem comentários sobre as pessoas do lugar. Para o trabalho com poesia. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. melhores condições de saúde. seus costumes. depois parta para a sala de aula. pé. http://www. Ao estudar a cidade de Santos. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. representação por meio de desenho. letras de música. • A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. chegando à noção espontânea de escala. • O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala.sp. transporte e trabalho. ou seja. é necessário discutir com os alunos o processo de construção desse espaço.

hpg. Educação e Realidade. SANTOS.sosmatatlantica.br/ http://www.pt/JogoMigMun.sapo.com/ http://www.no. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. São Paulo: Hucitec. Carlos R.br Jogos online http://www. Didática de Geografia: memória da Terra : o espaço vivido. mito e desafio. textos explicativos. Vicente de Carvalho e Rui Ribeiro Couto.no.br/jogos/ http://edumed. Porto Alegre. com os seus costumes e espaços ora da infância.br/ http://www.br 221 .pt/JogoAgrMun. ora do trabalho ou simplesmente do lazer.sapo. pequena história crítica. MORAES. As imagens deverão ganhar legendas. Avaliação.inpe.ibge. 1994.br/home/ http://www. Geografia. 1988. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre a cidade para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões.embrapa. 1996. títulos. KOZEL.sogeografia. Salete. Jussara. 1992.org. A. São Paulo : FTD. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. Metamorfoses do espaço habitado.poemas de Martim Fontes.cnpsa.desertdesmat.aprofgeo. pois retratam a cidade do seu tempo.yupis.htm http://edumed.gov.geoelearn. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais da própria cidade já conhecidos ou não. Sites http://www. Bibliografia HOFFMANN. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado.com. São Paulo: Hucitec.br/ http://www. Milton.com.htm http://www.com. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos.

• Desenvolvimento de hábitos novos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados ao cuidado com a saúde. • Estados físicos e mudanças de estado. solar. • Importância da água para os seres vivos. • Valorização das coisas da natureza. e as conseqüências das formas inadequadas de ocupação dos diferentes 222 . textos. • Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício. petróleo entre outros). • Valorização do saneamento básico como técnica que contribui para a qualidade de vida e a preservação do meio ambiente. • Formas diferentes de energia (térmica. mais elaborados. como organização e rigor nas observações e análises. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Enumeração das atitudes e comportamentos favoráveis à higiene e à prevenção de acidentes.água . entre outros). • Respeito pelas coisas da natureza. • A água como solvente (misturas). tabelas. • Fertilidade do solo. • A energia no planeta. • Poluição do ar. solo e outros materiais. • Atmosfera e gases. no desenvolvimento de novos aparelhos domésticos. • Uso indiscriminado dos recursos naturais. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. • Realização de trabalho de campo para observação. • Respeito às opiniões das pessoas. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. dos combustíveis. madeira. indústrias. • Presença da água na natureza. • Avaliação da influência dos componentes ambientais na vida dos animais e vegetais. • Transformações da energia (luz. jornais. calor) e seus efeitos. seres vivos. • Materiais retirados do ambiente e utilizados pelo homem (areia. manipulação. • Leitura de textos informativos e comparação de ideias. elétrica. • Erosão do solo e suas consequências. ao trazer amostras de solo para observação). minerais. • Investigação das relações entre água. alimentos. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. coleta de materiais. utilizando diferentes critérios para classificá-los. quadros. como. luz. livros paradidáticos) sobre o tema em estudo. esquemas. • Ar e combustão. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Características e propriedades da água. • Tipos de solo e o solo de nossa região. • Fontes poluidoras (navios. • Observação de fenômenos e objetos e formulação de perguntas e suposições sobre o tema em estudo. • Uso de técnicas de investigação ao observar e descrever imagens de diferentes objetos em diferentes fontes. calor. • Vegetação e erosão. eólica). • Vento: utilidades e perigos. • Posicionamento diante de conquistas e inovações tecnológicas valorizando a contribuição da ciência para a melhoria da qualidade de vida. • Relação solo . lixo. luminosa.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • O solo e sua ocupação: urbana e rural. bem como das intervenções do homem no ambiente.ar e seres vivos. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas em diferentes fontes (revistas. conhecendo como a exploração irracional dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente. listas. • Utilização do vocabulário adequado para descrição dos fenômenos observados. • Ciclo da água na natureza. veículos. • Organização e registro de dados sobre o tema estudado por intermédio de desenhos. água e solo e suas consequências. por exemplo.

distribuição e armazenamento da água). Água potável. • Tratamento do lixo. • Destino das águas servidas (sistema de esgotos) e tratamento de águas servidas. as consequências para a saúde pessoal e ambiental. • Materiais usados no dia-a-dia e o lixo. • Reciclagem de materiais. ar e solo poluídos ou contaminados. • Água e abastecimento (captação. • Análise de dados. • Investigação da origem e destino social dos recursos tecnológicos. 223 . • Manejo de material e montagens de experiências simples. • Comparação e classificação dos equipamentos. ferramentas. reservatórios de água e distribuição de água. • Tratamento da água. • Verminoses mais comuns na infância. • Prevenção de acidentes. ao estudar por exemplo gráficos de consumo de energia elétrica. • Preservação dos recursos naturais. com a supervisão do professor. • Higiene pessoal e ambiental. Recursos tecnológicos • Saneamento básico. • Coleta seletiva de lixo. utensílios.Ser humano e saúde • Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela: água. para se aproximar da noção de energia como capacidade de realizar trabalho. relacionando o seu funcionamento à utilização de energia.

. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar.valor posicional. -. : =.com e sem reagrupamento. na resolução de situações-problema do cotidiano.com duas ou mais parcelas.<. • Curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo (mental. conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. que envolvam números naturais. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal. empregando números e quantidades. . .situações de tirar.multiplicador com um ou mais algarismos . que envolvam números naturais.par e ímpar. na resolução de situaçõesproblema do cotidiano. Multiplicação . x.operações com e sem reagrupamento.símbolos (>. .sucessor e antecessor. • Leitura. acrescentar quantidades.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf.nomenclatura. necessários em seu dia-a-dia.situações que envolvam a idéia combinatória. • Exposição e registro preciso de informações. • Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. transpondoas para a sua rotina. Subtração: . -propriedades. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. esforço e disciplina na busca de resultados.nomenclatura. = e ≠). • Perseverança.com duas ou mais parcelas. idéias e cálculos.multiplicando até 3ª ordem (centena). . escrito. observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. • Esclarecimento de dúvidas. <. escrita. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. Adição . • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal e ordinal. na resolução de situações-problema do cotidiano. >. • • • • 224 . • Utilização de sinais convencionais (+. • Uso do termo unidade de milhar relacionado ao conjunto de 10 centenas. • Perseverança.999 . aproximado).situações que representam adições de parcelas iguais . • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. comparar e completar quantidades. . Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999. comparar ou completar . • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. que envolvam números naturais. • Registro do antecessor e do sucessor de um número natural.operação inversa. . . que envolvam números naturais.com e sem reagrupamento. • Uso do conceito de adição. Números ordinais (até 50). .unidade e dezena de milhar. Educ. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. ≠) na escrita das operações.produto até 999. • Avaliação de resultados obtidos por meio das operações inversas.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. • Respeito às regras de jogos. para tanto. esforço e disciplina na busca de resultados. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. exato. . . . . utilizando. 100 dezenas ou 1000 unidades. =. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações.ordem crescente e decrescente. como ideia de juntar. • Interação com seus pares de forma cooperativa. respeitando o pensamento do outro.

o décimo. • Resolução de operações com e sem reagrupamento.CONCEITUAIS .representação fracionária. número de ângulos. terça e quarta parte. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. . .operação inversa.adição e subtração de frações com o mesmo denominador.semelhanças e diferenças entre polígonos. • Uso do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem e medidas. • Ampliação dos significados do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem. 225 .frações equivalentes. maia e romano (destacar o último por estar bem presente no cotidiano dos alunos). . usando critérios como número de lados.dividendo até 999. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. . • Apreciação da limpeza. .divisor com 2 algarismos. • Utilização de calendários.por 10. semestre. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. 100 e 1000. Espaço e Forma • Posições de uma reta (horizontal. triplo. .dobro . PROCEDIMENTAIS • Utilização de diferentes operações para resolver um mesmo problema. Números fracionários . • Utilização das quatro operações em situações-problema.exata e não exata. 1000.metade. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. . • Leitura de horas num relógio de ponteiros. .leitura de frações . quádruplo e quíntuplo. Números romanos .comparação de números decimais. • • • 2. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de ideias. • Criação de figuras simétricas por meio de dobraduras • Observação de formas poligonais no dia-a-dia. ano.fração de uma quantidade Números decimais . . • Aplicação de diferentes estratégias de contagem. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. .exata e não exata. ordem. evitando interpretações parciais e precipitadas.por 10. . como fonte de aprendizagem. • Aplicação de estratégias pessoais para o cálculo das quatro operações. como o egípcio.adição e subtração com números decimais.História de sistemas de numeração antigos. • Hábito de analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. ATITUDINAIS • Respeito pelo pensamento do outro.divisor com 2 algarismos.comparação de números fracionários. mês.leitura e escrita de números decimais. eixos de simetria. • Observação de figuras simétricas na natureza e em obras artísticas. precisão e correção na elaboração e na apresentação dos trabalhos. direção e sentido. 100. na natureza e nas criações artísticas • Representação de formas poligonais em trabalhos artísticos. • Percepção do eixo de simetria. . • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. bimestre. • Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. • Ampliação e redução de figuras planas pelo uso de malhas. vertical e inclinada). • Localização de pessoas ou objetos no espaço por meio do emprego de vocábulo e linguagem geométrica de posição. semana. . • Construção de sólidos geométricos a partir de suas principais características. . . .Operações inversas • Divisão . • Relação entre as unidades de tempo — dia. etc. .

recibo.Breve contextualização história do sistema monetário (sistema de trocas das antigas civilizações) . • Construção de listas. concorrentes). para identificação de acontecimentos e resultados de pesquisas. a partir da interpretação de gráficos e tabelas. resultados de campeonatos e jogos. etc. • Interpretação e elaboração de listas. . tabelas. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos (recipientes de um litro). • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos.). gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. diagramas e gráficos) e construção dessas representações. organização e descrição de dados. • Produção de textos escritos. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. etc. de dupla entrada e gráficos de barra para comunicar a informação obtida. vale. tabelas e gráficos 226 .Lucro e prejuízo .três dimensões: comprimento. • Realização de estimativas. • Coleta. Tratamento da informação • Listas. arestas e vértices. relação dos nomes dos alunos. perpendiculares. Medidas de massa e comprimento. .Documentos relacionados ao processo de compra e venda: cheque. • Posições de duas retas (paralelas. . Perímetro PROCEDIMENTAIS • Comparação de grandezas de mesma natureza. . • Simetria • Ângulos • Polígonos • Sólidos geométricos. 3. Medidas de capacidade: litro e mililitro.Sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. tabelas simples.CONCEITUAIS . ATITUDINAIS • • • 4.elementos do sólido geométrico: faces.composição e decomposição de figuras planas e identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares. largura e altura. científicos ou outros. nota fiscal. • Cálculo de perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros de duas figuras sem uso de fórmulas. • Criação de registros pessoais para comunicação das informações coletadas. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas.Sistema monetário brasileiro (cédulas e moedas/ real e centavos). .Grandezas e Medidas • • Medidas de tempo: hora e minuto Sistema monetário.

impressora. *Utilização de sites para complementar as aulas. Mesa Alfabeto. Site da Educação. a memorização. a coordenação motora. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. de comunicação e convívio social. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. outros). * Manuseio adequado de dispositivos externos (scanner. mouse pad. teclado. * Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. ideias e conceitos. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. e-mail. CD-Rom). * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. máquina digital. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. 227 . *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. sites de busca: iniciação à pesquisa. drive de disquete. ATITUDINAIS * Convivência em grupo. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. mouse. a inter-relação de pensamentos. * Valorização das tecnologias ( My Kid. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem.

lembrar. de acordo com as necessidades textuais. escolha de imagens etc). registros. parlendas. mitos. escultura e outros). Valorização da leitura. dança. emocionar-se. Utilização e seleção de vocábulos adequados aos objetivos pretendidos. o Sinônimo / antônimo. música. elaboração de texto e revisão. o Adjetivo. documentos. notícias (via rádio e TV). • Itens da gramática normativa: o Substantivo próprio / comum. lendas.). mesa-redonda. fábulas. simples / composto. entre outros suportes de escrita. oral e escrita. etc. Produção de jornal escolar (seleção de seções. ingresso para eventos. interpretação e intercâmbio: seminário. palestra. não apenas no ambiente escolar. Leitura • Textos de gêneros diversos: contos.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Arte / Ed. Leitura e escuta de textos de gêneros diversos. • 228 . notícias e manchetes. trissílabas e polissílabas. primitivos. Autonomia e criticidade crescentes nas produções escritas. Operação coerente da língua de acordo com objetivo da mensagem. cartão-postal. escolha de reportagens. pátrios. Escrita • Produção de texto coletiva e individual. receitas. instruções. Leitura com diferentes finalidades: estudar. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. • Leitura e interpretação de texto. o Substantivos coletivos. Análise de textos bem escritos para observação do processo de escritura de diferentes autores consagrados. relatos. Produção de diferentes textos. instruir-se. Combinação e seleção de estratégias de leitura. entrevistas. divertir-se. informar-se. comunicar em voz alta. pintura. Preservação e cuidado com livros. Valorização da pesquisa como fonte de conhecimento e aprendizagem. o Número do substantivo e do adjetivo ( singular / plural). o Palavras monossílabas. trava-línguas. dissílabas. Ampliação do repertório vocabular. • Coesão e coerência textual. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. canções. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Aplicação das regras da língua padrão em situações de expressão oral e escrita. etc. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem oral • Linguagem e participação social (leituras variadas. • Textos extraverbais (ex: fotografia. piadas. quadrinhas. pesquisar. Valorização do uso do dicionário. poemas. derivados. Exercício da cidadania por meio do domínio da língua formal. mas também fora dele.

• Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. etc – e terminação dos verbos em SSE – ex: chegasse. a partir de um tema gerador previamente selecionado. notícia. artigo de opinião. legenda de fotos. terminação em ESA para lugar de origem – ex: francesa. como etc. cantasse.? porque. paroxítonas e proparoxítonas. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 229 .CONCEITUAIS o Pronomes pessoais e possessivos.. o Expressões de temporalidade e causalidade (nas situações de uso da língua): quando. logo que. o Irregularidades ortográficas.. editorial. interrogativas. • Regularidades Morfogramaticais (terminação em L no final dos coletivos – ex: canavial cafezal. o Palavras oxítonas. depois que. o Verbos: 1ª. até que. o Sinais de pontuação (vírgula). porque. etc –. • Características do gênero (texto jornalístico: manchete. portuguesa. o Ortografia: • Regularidades Contextuais (o uso do S/SS).) /portador de texto (jornal). etc). etc. 2ª e 3ª conjugação. falasse. visto que. reportagem. passado e futuro. depois que. o Verbo (infinitivo). o Tempos verbais: presente. porquê. o Discurso direto e indireto. portanto. o Diferentes usos e grafias: por quê? Por que. negativas e exclamativas. enquanto. já que. o Frases: afirmativas.

lion. swim. o Cômodos da casa (kitchen.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. write. glue. repeat. sobrenome e palavras que não compreende. aniversário. cook. / No. 230 . raise your hands. Uso do alfabeto para soletrar o próprio nome. good bye. o Datas e comemorações: What’s your favorite holiday? / When is your birthday? / What day is today? It’s … • Vocabulário: o Animais (tiger. good night. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. o Preferências: What’s your favorite. Uso do verbo “to hate” para expressar-se sobre o que não gosta de fazer. em situações cotidianas. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. • Comandos: sit down. stand up. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. cross your arms. o Alimentos e bebidas. • Sugerir praticar algo: Let’s play … Perguntas e respostas sobre: o Ortografia: How do you spell LION? L-I-O-N. I can. PROCEDIMENTAIS Uso. crocodile. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. monkey. living room. run. look at my…. ouvindo com atenção.? I like/love… I don’t like… o Localizações: Where’s …? She/he/it is on/under the/in… o Pertences: What do you have? I have a ….. membros da família. draw. Uso do verbo modal “can” para expressar o que consegue e não consegue fazer. garden). hello. Uso do verbo “to have” para falar sobre seus pertences. And you? • Apresentação: What´s your name? My name is _. panda. color. erase the board. shake your leg. speak. good morning. garage. brinquedos. partes do corpo. do vocabulário e diálogos aprendidos. zebra. close/open your book/the door. play.. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. thanks. Uso dos verbos “to like” e “to love” para expressarse sobre as coisas que gosta de fazer e preferências. good afternoon. I can’t. bathroom. Respeito ao momento em que o outro fala. read. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. snake. bedroom. o Habilidades: Can you…? Yes. please. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi. giraffe. elephant. it’s easy. congratulations. Contato com músicas. good evening. thank you. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por intermédio de vídeos e CDs. animais. How are you? I’m fine. cut. bears). Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. fly. dining room. jump.

you. Christmas. Mother’s Day. • Pronomes possessivos: my. dance. swim). Easter. • Preposição de tempo: in. under. it. children’s Day. mother. fridge). Father’s Day. Independence Day). memory game. tennins. chair. o Esportes (soccer. “to love”. o Família (father. basketball. June Festival. Preposições de lugar: in. grandmother. she. shower. o Celebrações (Christmas. Mother’s Day. dominoes. o Dias da semana. on. “to hate” presente simples. Verbo modal: can. brother. Father’s Day. robot. Carnival. closet. car). o Números de 1 a 100. they. sister. o Meses do ano. stove. fly. Carnival. toilet. Thanksgiving. he. o Habilidades(run. New Year’s Eve. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 231 . volleyball. speak. grandfather).CONCEITUAIS o Móveis da casa (bed. cook. jump. Easter. Pronomes pessoais: I.“to like”. Halloween. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. play). table. teddy bear. yo-yo. play. swimming. sofa. Teacher’s Day. o Jogos e brinquedos (puzzles. Gramática: Verbo “to be”. your.

exercícios de percepção (leitura e ditado rítmico / melódico). Hino da Independência. corporais. representação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. por meio de canções conhecidas. Interesse. Percepção e demonstração do pulso. Apreciação da música erudita. etc. danças. ATITUDINAIS Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. desenho rítmico da melodia das canções. identificação. brincadeiras. Valorização da voz como instrumento de comunicação e expressão. Intensidade – dinâmica nas canções. brinquedos cantados. de outras crianças e da produção de arte em geral.LINGUAGENS 4º ANO (A Mus / L Port / Ing / Art / Mov) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Propriedades do som: Altura (sons ascendentes. sonorização de histórias. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente Expressão corporal. do cotidiano. observação. moderados e lentos). Interpretação. Andamentos (rápidos. percebendo o que pode ser mais saudável. Gráfico sonoro (altura/intensidade e duração). estimulando a locomoção. destacando-se o compositor e sua breve biografia. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. levando a uma melhor qualidade de vida. canções. gestual. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Hino da Proclamação da República. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. ternário e quaternário e do desenho rítmico da melodia. percussão e movimentos corporais. Valorização das próprias produções. Hino à Bandeira Nacional. Música erudita. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. Improvisação sonora dirigida. entre outras. Canto coletivo. dinâmica etc. (Ostinato) Memorização rítmica e melódica. reconhecendo os instrumentos musicais. parlendas. PROCEDIMENTAIS Audição. objetos sonoros. etc. Pergunta e resposta rítmica. auditivas. brincadeiras. memorização rítmica e melódica por meio de canções. pulsação. pulso. Hino Nacional Brasileiro. Timbre (sons simultâneos). Duração Acento. utilizando instrumentos de percussão. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. prontidão. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. Composição de atividades orais. Canto coletivo. Valorização da cultura popular e manifestações folclóricas brasileiras 232 . do acento nos compassos binário. brinquedos cantados. descendentes e de mesma altura). jogos. Repetição de frases rítmicas e melódicas. Células rítmicas e melódicas. Manifestações folclóricas: jogos. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. Formação de repertório. concentração. improvisação.

Respeito às normas de funcionamento. Experimentação das formas artísticas e tudo que se integra a uma ação criadora (sugestão: Pablo Picasso). Valorização e respeito a outras culturas. Uso da expressão fisionômica e das possibilidades corporais na encenação teatral. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções artísticas. 233 . Maquetes (Sugestão: Benedito Calixto). às idéias dos demais. Observação da forma. Disco das cores. argila. Lasar Segal). Arte Indígena. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. ativando a memória afetiva. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Simetria na arte. Máscaras com sucata. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • • Cores complementares. Experimentação de materiais diversificados. espaço e planos nas manifestações artísticas. Desenvolvimento do senso crítico. Experimentação de técnicas e materiais diversificados. Valorização da solidariedade e da cooperação. Mímica. Folclore. papel machê. Desenvolvimento da criatividade. espaço. Construção de objetos tridimensionais (maquete). Plano. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Respeito a formas de expressão artísticas diferenciadas. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Expressão fisionômica. tamanho e proporção. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Respeito à própria produção e à do outro. não-convencionais. Experimentação de materiais diversificados. Quadro vivo. Tangram. (Sugestão: Portinari. Vitrais. As formas geométricas na arte. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das cores nas manifestações artísticas (sugestão: Van Gogh). Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). Uso do corpo como expressão artística. etc.

brincadeiras e danças cooperativas. • Criação de brincadeiras. bater. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. como meio para produzir. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Atividades competitivas. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. jogos populares. rastejar. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. • Exercício da cooperação durante as atividades. • Circuitos abertos com corridas. • Atividades com jogos sensoriais. apoios variados. atividades em equilíbrio. brincadeiras e danças. • Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. • Reconhecimento da importância da valorização e apreciação das manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. • Participação em jogos coletivos. engatinhar. • Cuidado com o próprio corpo. amortecer. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. dignidade e solidariedade em situações competitivas. memória e observação. valorizando a participação de todos. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. girar) durante jogos. repudiando qualquer espécie de violência. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. saltos e arremessos. • Resolução individual de problemas corporais. • Movimentos por meio das possibilidades: arrastar-se. saltos. • Experimentação de atividades de danças. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. plástica e corporal. • Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. • Utilização de habilidades (correr. respeitando as diferenças. observação e memória. • Respeito às regras. • Discussão das regras dos jogos. • Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. flexibilidade e direção. brincadeiras ou outras atividades corporais. motores. assim como em danças. chutar. matemática. velocidade. • Expressão de opiniões pessoais quanto a atitudes e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. rolar. • Respeito a suas possibilidades e limitações corporais. • Valorização dos momentos de reflexão. arremessar. 234 . • Brincadeiras cantadas. força. ATITUDINAIS • Reconhecimento. esportes e brincadeiras. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. • Uso da atenção. • Atividades com noções de equilíbrio. respeitando o grau de dificuldade da criança. PROCEDIMENTAIS • Participação em jogos pré-desportivos. saltar. com ajuda do professor. expressar e comunicar suas idéias. • Respeito à utilização dos espaços comuns. Danças pertencentes a manifestações culturais da coletividade ou outras localidades. rolamentos. • Atividades em sala de aula. rebater. • Valorização da convivência solidária. • Jogos individuais e coletivos.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Noções de higiene e saúde. simbólicos. • Atividades pré-desportivas. gráfica. desenvolvendo atenção.

• Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. agilidade e habilidades motoras.• Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. • Uso de suas possibilidades e limitações corporais. 235 . • Atividades com divisões de grupos. • Atividades pré-desportivas. • Circuitos de força. estabelecendo relações com o espaço disponível.

país e suas relações. musical ou poética do encontro de diferentes culturas. porto. o desenvolvimento econômico da Vila (engenhos. etc. cidade. • Reconhecimento das diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. indígenas e negros. Discussão dos termos invasão. obras de arte. diferenças e permanências no modo de vida da população. • Formação inicial da cidade de Santos: povoado do Enguaguaçu e suas relações sociais. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. • Valorização da história da cidade. encontro e descobrimento. Leitura de documentos.) • A produção açucareira em Santos e o desenvolvimento o a concorrência do açúcar nordestino e a saída para a crise: as bandeiras. • Integração aos grupos dos quais faz parte. • A chegada de Martim Afonso e o início da colonização oficial do Brasil: fundação da Vila e engenhos. Construção de maquetes. Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Produção de regras e combinados coletivos a fim de valorizar ações conjuntas. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. Emprego de diferentes estratégias de pesquisa. • Valorização da história do local onde se vive. o o ressurgimento do porto: o açúcar e a construção da Calçada do Lorena. junto com o professor. etc. Relig. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. iconográficos e cartográficos. jornais etc.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes grupos que habitaram a região antes da chegada dos portugueses: os homens de sambaqui e os indígenas. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. textos. • Valorização da cultura indígena • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. respeitando o pensamento do outro. Elaboração de textos a partir do material coletado. Caracterização do local em que se vive: bairro. Uso de textos como forma de ampliar e discutir os conhecimentos elaborados. 236 .4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação ao local onde se vive. Representação teatral.. • História inicial de Santos • Elevação de Santos à categoria de Vila: o escolha do nome de Santos. ao professor e demais pessoas do seu convívio escolar. considerando época e linguagem. Coleta de dados em diferentes fontes e documentos escritos. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • A chegada dos portugueses às terras brasileiras e o início do povoamento. Planejamento e realização de estudo do meio. • Reconhecimento das semelhanças. estado. Elaboração de síntese histórica: linha do tempo. o a invasão de estrangeiros na Vila de Santos • O comércio na Vila de Santos: o o monopólio do sal. Pesquisa em diferentes fontes: livros. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos povos formadores da nossa cultura. Organização dos dados coletados por meio de gráficos. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. cartazes. • Aceitação das diferenças de opinião. documentos. • Desenvolvimento econômico da localidade e os diferentes grupos sociais que conviviam na coletividade: portugueses.

• Participação do proletariado santista na luta por melhores condições trabalhistas. • Valorização do patrimônio sociocultural. • Manifestações artísticas e culturais: o Festa junina em Santos (danças. comidas típicas. • Principais acontecimentos políticos. brincadeiras e festas do folclore santista. o Quilombo do Jabaquara. • Crescimento do turismo. • A expansão urbana da cidade e o desenvolvimento econômico. • História recente: o regime militar em Santos e a volta da democracia. músicas. • A imigração e a substituição do trabalho escravo. costumes e alimentação). ATITUDINAIS • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. 237 . • Lendas. • Respeito à sociodiversidade. PROCEDIMENTAIS • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares existentes em Santos • Elaboração de registros pictóricos sobre folclore santista. reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. • Contextualização temporal da história do Brasil e de Santos • Localização espacial e temporal na História de Santos. • Transformações ocorridas a partir da expansão do café pelo interior de São Paulo e a importância do Porto para a economia nacional.CONCEITUAIS • A participação dos santistas nas lutas pela Abolição da Escravatura. a expansão da orla e a migração nordestina. econômicos e culturais atuais. levando em consideração a importância dos imigrantes na formação da população santista. • Santos e a Independência do Brasil: a participação de José Bonifácio. sociais. • Elevação da Vila à categoria de Cidade.

internet. Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. fotografias. observando a industrialização e comercialização. desenhos. • Semelhanças e diferenças físico-sociais da cidade e do campo. enciclopédias. • Movimento de migração. 238 . • Características de urbanização da cidade de Santos. escala e legenda. legenda e título. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. textos narrativos. poluição e outros. destacando-se os mapas que retratam Santos e Região da Baixada Santista.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. fotografias. Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. obras-de-arte e outros. destacando-se o Porto. tais como: mão-de-obra para a indústria. gráficos. livros. desemprego e influências na cultura da cidade. Registro por meio de listas. aplainamento de morros. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. compreendendo suas consequências. plantas e outros. Confecção de maquete com escala. recursos naturais. • Aspectos físicos da cidade de Santos: relevo. mapas. áreas populacionais e outros. clima. hidrografia. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambos. ocupação do espaço. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Valorização da diversidade cultural e étnica da cidade de Santos. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. • • • • • PROCEDIMENTAIS Leitura. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. construção de pontes. • Ocupação do espaço físico da cidade de Santos diferenciando as zonas rural e urbana. Relig.

por setor (primário. espacial (cidade e campo). energia elétrica. transporte. programas assistenciais. terciário). moradia. movimentos populares e organização político-administrativa do município. lazer. empregado). outro embala e outras). secundário. • Modos de vida dos diferentes grupos sociais locais comparando-os a outras áreas da cidade e região. tendo como foco a dinâmica da economia na cidade de Santos e Região da Baixada Santista. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 239 . outro transporta. social (patrão.CONCEITUAIS • Divisões do trabalho – por tarefas (um planta. • Processo de urbanização e modernização da cidade de Santos promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. saneamento básico.

Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. • Grandes acontecimentos são celebrados. seus desejos.4º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Os acontecimentos religiosos são fatos marcantes e podem originar mitos. Formação do povo brasileiro • Diversidade étnica da cultura negra e indígena. indígena. Relação de significados entre os diferentes símbolos religiosos. oriental. Rituais • Celebrações tornam-se práticas religiosas. Discussão em grupos sobre os mitos que se criam ao redor de pessoas (artistas. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • Expressão da sua crença com liberdade. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais / religiosas. personagens públicas) como forma de o mundo moderno explicar suas projeções. Troca de opiniões e experiências com os colegas. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. presentes no nosso cotidiano. classificandoos conforme a matriz de origem: ocidental. Levantamento junto aos familiares das histórias (crendices) que se contam em famílias e que passam de pai para filho como se fossem verdades. • • • • • • Valorização da família. de modo que cada grupo apresente sobre uma Tradição Religiosa diferente da que professa. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. Pesquisa dos modos de celebrações e solenidades dos grandes acontecimentos que são chamados de rituais pelas Tradições Religiosas e apresentados nos textos sagrados. principalmente. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para nossas expressões. entendendo a liberdade que o outro também tem de expressar-se quanto à própria crença. africana. Exposição de trabalhos em grupo. 240 . suas não explicações sobre a realidade complexa e pouco compreendida.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 5º ANO Ensino Fundamental 241 .

partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. Da mesma maneira que. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. vegetais. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. para encontrar soluções. Dessa forma criam-se situações em que. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. Sendo assim. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Nesse tipo de observação os alunos podem 242 . animais etc. cabe ao professor selecionar. com o outro e com o ambiente. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Desse modo. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. Para tanto. Ao longo do ensino fundamental. a busca de informações. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. No entanto. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. comparação. Sendo assim. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. A partir disso. de gerações a gerações. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. em língua portuguesa. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. busca e registro de informações. criando situações interessantes e significativas. sobre os fenômenos naturais. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. Para aprender Ciências. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. a experimentação e a leitura de textos. experiências valores culturais e sua observação natural. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. Dificilmente. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. Para que ocorra a problematização. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. o trabalho em grupo. Mas esse processo não é espontâneo. a investigação. a transversalidade. o aluno necessita coletar novas informações. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. é construído com a intervenção do professor. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. elaborados e acumulados pelo homem. como a problematização. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos.

colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. Os alunos podem comparar entre si objetos. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. pequenos textos. entre outros. Além disso. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. elaboração de listas. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. como por exemplo. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. sempre que possível. Um dos objetivos dessas atividades é. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. identificar. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. criar atividades. É o caso que envolve visitas. etc. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. por exemplo. sintetizar. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. tabelas. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. analisar. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. levantadas em um determinado problema. listas. vídeos. Além do desenho. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. etc. na produção de um texto coletivo. fundamental. esquemas. seres vivos. Trabalho com projetos Os projetos. gravuras. nesse sentido. manipulação de objetos e materiais e construções. Na observação indireta. justamente. ou seja. compreender procedimentos. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. para que os alunos entendam o que significa sólido. como fotos. em situações reais de comunicação. assim como a reconstrução de categorias de ideias. com a ajuda ou não do professor. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. As experiências sugeridas não devem. mapas. Nessa fase. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. como microscópios. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. sugando o ar que está lá. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. líquido e gás. portanto. esquemas. Por exemplo. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. A atuação do aluno é.utilizar todos os sentidos na busca de informações. de modelos científicos como argumentar. Experimentação Por meio dela. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. lupas. e entender a idéia de pressão. materiais. 243 . de estudos do meio e de Webquest. muitas vezes.

o seu aspecto individual e. do ciclo dos materiais e fluxo de energia. e que a natureza tem ritmo próprio de renovação e reconstituição de seus componentes. o que representa a sua comunidade. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. o que faz da Ecologia uma ciência interdisciplinar. Em cada um desses capítulos. testar as habilidades. Por exemplo. aplicadas aos múltiplos conteúdos da temática ambiental. os temas são aleatórios. a História e a Geografia. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. tomada de decisões. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. A Ecologia será o principal referencial teórico para os estudos ambientais. da Geologia. por outro lado. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. um programa de TV. observando-se o longo período de formação dos ambientes naturais. procurando-se ampliar a abrangência e a profundidade dos estudos ambientais do ponto de vista de Ciências. se possível. em dimensões instantâneas ou de longa duração. da Paleontologia.Jogos e atividades lúdicas O jogo. pode resultar em aprendizagem conceitual. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. propomos a sequência de conteúdos que tratam da energia e suas transformações. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. De certo ponto de vista. com outras áreas do conhecimento. a Ecologia estuda as relações de interdependência entre os organismos vivos e destes com os componentes abióticos (sem vida) do espaço que habitam. como o respeito aos colegas. uma notícia de jornal. da dinâmica das populações. etc. oferece subsídios para a formação de atitudes de respeito à integridade ambiental. da Física. Em uma definição ampla. de procedimentos e de atitudes. consumo e decomposição). por um lado. As atividades lúdicas. lança-se mão de conhecimentos da Química. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. por exemplo. estabelecimento de regras. matéria e energia. os conteúdos são extensos. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. quando proposto como atividade lúdica. expressar a imaginação. iniciados no 4º ano. por meio de processo complexo. ou seja. Ampliar conhecimentos. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. e. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. Normalmente. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. resultando em um sistema aberto denominado ecossistema. além de fornecer motivação. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. Tais relações são enfocadas nos estudos das cadeias e teias alimentares. Escolhido e orientado pelo professor. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. 244 . de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. desenvolvimento de iniciativa. dos níveis tróficos (produção. O enfoque das relações entre os seres vivos e não-vivos. Hoje em dia. que têm. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. levando-se em consideração a realidade do aluno. do desenvolvimento e evolução dos ecossistemas. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. a sua parte universal. locais ou planetárias. O importante. um filme. da Biologia e de outras ciências. Ambiente No 5º ano.

Tanto quanto as relações entre aparelhos e sistemas. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. químicas e geológicas. A carência nutricional. a afetiva e a social. oxigênio. lipídios. sais minerais e água. portanto. refletir e manifestar-se. Não são aspectos que possam ser vistos diretamente. interferem na sua arquitetura e no seu funcionamento. obtém energia. Neste conteúdo. as interações com o meio respondem pela manutenção da integridade do corpo. Por exemplo. como a valorização e preservação dos ambientes. É muito importante estar atento às ciladas que a propaganda prega. da biodiversidade. considerando-se as demandas individuais e as possibilidades coletivas de obter alimentos. a idéia abstrata de ciclo dos materiais nos ambientes. É essa relação que assegura a integridade do corpo e faz dele uma totalidade. Assim como a natureza. A alimentação. vitaminas. Para que o aluno compreenda a maneira pela qual o corpo transforma. ser objeto de investigação por meio da observação e da experimentação diretas. vem crescendo o número de crianças com índice elevado de colesterol. juventude. rituais próprios de cada cultura. o corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado. pode ganhar sucessivas aproximações. culturais e sociais que marcam tais fases. são idéias construídas com o auxílio de outras mais simples. ao menos parcialmente. da adaptação dos seres vivos ao ambiente. para se tratar conteúdos tendo em vista o desenvolvimento de capacidades inerentes à cidadania é preciso que o conhecimento escolar não seja alheio ao debate ambiental travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar. apontados no tema transversal Meio Ambiente. O consumo é o objetivo principal da propaganda — de alimentos ou de medicamentos —. coordena e integra as diferentes funções. ainda. no processo de convívio democrático e participação social. se reproduz e morre. transporta e elimina água. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. neste 5° ano. cresce. infância. Motivo: consumo de sanduíches e doces no lugar de refeições com verduras. evidenciando-se e intercruzando-se os fatores biológicos. fundamentais à construção e ao desenvolvimento do corpo — proteínas. carboidratos. E não se trata de casos esporádicos. Como ser vivo que é. desenham o corpo humano. O desenvolvimento de uma consciência com relação à alimentação é necessário. alimentos.É importante considerar que os conceitos de Ecologia são construções teóricas e não fenômenos observáveis ou passíveis de experimentação. é importante conhecer os vários processos e estruturas e compreender a relação de cada aparelho e sistema com os demais. por exemplo. comportamentos. Atualmente. que podem. é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. que no referencial teórico comporta implicações biológicas. compreender as relações fisiológicas e anatômicas. desenvolve-se. idade adulta e velhice —. examinando-se a incidência de fungos na decomposição de restos de seres vivos. Com isso. é possível a observação da degradação de diferentes materiais. a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. do fluxo de energia. físicas. da fotossíntese. de menor grau de abstração. Estes conteúdos podem ser tratados em conexão com outros na dimensão das atitudes. Importa. Em síntese. por exemplo. Este é o caso das cadeias alimentares. buscase explicar como as várias dimensões dos conteúdos estão articulados entre si e com os conteúdos de educação ambiental. os diferentes aparelhos e sistemas que o compõem devem ser percebidos em suas funções específicas para a manutenção do todo. para ser também de crianças. só podem ser interpretados. se defende da invasão de elementos danosos. cereais e legumes. 245 . ouvindo os membros da comunidade. Importa. construindo-se conceitos menos abstratos e mais simples. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado continua a nortear os estudos nesta série e orientar a temática. É importante que o trabalho sobre o crescimento e o desenvolvimento humano leve em conta as transformações do corpo e do comportamento nas diferentes fases da vida — nascimento. Pesquisas têm mostrado que o índice elevado de colesterol no sangue deixou de ser um problema apenas de adultos. não importando o comprometimento da saúde. Todos têm necessidade de consumir diariamente uma série de substâncias alimentares. que se enfatize a possibilidade de realizar escolhas na herança cultural recebida e de mudar hábitos e comportamentos que favoreçam a saúde pessoal e coletiva e o desenvolvimento individual. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal.

da gravidez. sempre que possível. Esse conhecimento abre possibilidades para o aluno conhecer-se melhor. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. pode-se ainda investigar técnicas que possibilitam a obtenção e utilização desses recursos. é a compreensão de que o corpo humano é sexuado. por um determinado tempo. Exemplificamos aqui um modelo para o desenvolvimento de um tema previamente selecionado. considerando-se o alcance social de tal desenvolvimento. atividade que o sujeito desenvolve e clima da região onde vive.É papel da escola subsidiar os alunos com conhecimentos e capacidades que os tornem aptos a discriminar informações. A seleção dos conteúdos conceituais. Ao lado do conhecimento sobre as substâncias alimentares e suas funções no organismo. Tão importante quanto o estudo da anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. foram priorizados os seguintes conteúdos: 246 . por se tratar de um tema extremamente importante. masculino e feminino. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. da contracepção. etc. perceber e respeitar suas necessidades e as dos outros. pastagens). realizar escolhas dentro daquilo que lhe é oferecido. máquinas. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. Recursos tecnológicos Neste bloco. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. mas a ela não se restringem. podem-se abordar as necessidades alimentares de acordo com idade. para pessoas de todas as idades. estudar o problema da deterioração dos alimentos e as técnicas desenvolvidas para conservação. embalagens. É elemento de realização humana em suas dimensões afetivas e sociais. Vamos supor que o professor escolha o tema Alimentação. como qualquer comportamento. Pode-se. das formas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. tais como extração ou cultivo das plantas que são alimentos. caça e pesca predatória. e que pode gerar maior consciência crítica. com relação à utilização dos vegetais pelo homem. criação de animais (granjas. que tem um significado muito mais amplo e variado que a reprodução. que a manifestação da sexualidade assume formas diversas ao longo do desenvolvimento humano e. conservantes. ou seja. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. sexo. abrangendo os conteúdos conceituais. Por exemplo. identificar valores agregados a essas informações e realizar escolhas. aparelhos. culturais e sociais. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. bem como com os temas transversais Saúde e Orientação Sexual. A utilização dos seres vivos como recursos naturais pode ser abordada em conexão com os blocos Ambiente e Ser humano. compreendendo que é um comportamento condicionado por fatores biológicos. Os conteúdos tratados neste bloco temático permitem inúmeras conexões com aqueles propostos nos outros dois blocos. pode-se focar seus possíveis usos como alimentos. remédios. A sexualidade humana deve ser considerada nas diferentes fases da vida. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre ele. a dimensão biológica. etc. investigando-se alguns processos de transformação dos alimentos. garantindo a melhoria da qualidade de vida. como por exemplo. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. adição de substâncias corantes. é modelado pela cultura e pela sociedade. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. A indústria alimentícia pode ser discutida. do parto. Também cabem relações com aspectos político-econômicos envolvidos na disponibilidade de tais alimentos. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. Por exemplo: as funções de nutrição podem ser trabalhadas em conexão com este bloco. também. deverá abranger os três blocos da série. que incluem. Sendo assim. em um bimestre.

como por exemplo. como esses foram formados. por exemplo. • Contágio por vermes e micro-organismos • Alimentos industrializados. A conexão com o ambiente pode ser feita quando se aborda o assunto “fonte e origem dos alimentos”. entre outros aspectos de relevância local que podem ser investigados. Os conteúdos procedimentais e atitudinais devem ser estabelecidos levando-se em conta os objetivos propostos para o tema em destaque. balas. em que alguns fenômenos podem ser verificados. salgadinhos. • Preservação dos recursos naturais. sobre os próprios hábitos alimentares e de pessoas da comunidade de diferentes idades permite conhecer alimentos mais consumidos nas diferentes refeições. embutidos. na formação dos hábitos alimentares. Pode-se investigar a origem dos nutrientes industrializados. próximas ou distantes no tempo e no espaço. fonte e funções. independentemente do nível de poder aquisitivo. enlatados. pois os alunos consomem grandes quantidades desses alimentos. • Higiene e saúde. • Cadeia alimentar. legumes e verduras ou carnes. gostos pessoais. Os desafios para experimentar podem ser ampliados quando os alunos realizam experiências culinárias. Por meio de experimentos simples. • Elaboração de cardápios. por meio da fotossíntese e sua importância para os seres vivos. da cultura e do conhecimento. entre outros. como refrigerantes. • Hábitos alimentares. A análise dos dados obtidos e organizados poderá proporcionar o entendimento sobre as influências do gosto pessoal. preferência por alimentos crus ou cozidos. Outra investigação possível diz respeito às substâncias que compõem os alimentos e seus papéis no funcionamento do corpo. A leitura de rótulos de diferentes alimentos industrializados informa sobre as demais substâncias. os alunos podem verificar a presença de água. motivos do consumo. fazer o pão e observar o fenômeno de fermentação. das condições socioeconômicas. na obtenção de alimentos bem como a produção de alimentos pelos vegetais. açúcar refinado. por frutas.• Alimentos: origem. • Fotossíntese. • Alimentação equilibrada. A pesquisa sobre hábitos alimentares em outras culturas. Os alunos podem. sendo pertinente falar sobre as relações que estabelecemos com os animais e vegetais. açúcares e amido em diferentes alimentos. • Conservação de alimentos. 247 . investigar aspectos culturais e educacionais dos hábitos alimentares e a importância da higiene na alimentação.

ao desenvolvimento de valores. como enriquecer o pão. como usar talos e cascas de vegetais. 248 . Enfim. um problema ou um experimento. pois não se trata apenas de ingerir todos os nutrientes. uma figura. O conhecimento da dieta equilibrada não é o único envolvido na mudança de comportamento alimentar dos alunos. Visitas a postos de saúde locais ou entrevistas com agentes de saúde podem fornecer informações sobre a máxima utilização dos alimentos. uma vez que um mesmo nutriente pode cumprir diferentes papéis e alguns deles são utilizados com diferentes fins. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. os alunos podem compreender que as substâncias alimentares. que interprete uma história. Desta forma. de procedimentos e de atitudes. estabelecer relações. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. proceder a determinadas formas de registro. no seu conjunto. A elaboração de cardápios a partir das informações sobre a utilização de recursos disponíveis é estimulante para a construção de um padrão nutricional desejável e compatível com a realidade. Entretanto. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. ou seja. para que sirva à sua aprendizagem. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. à construção da cidadania. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos.O estudo das funções específicas dos diversos nutrientes não é adequado neste momento. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. etc. um texto ou trecho de texto. mas de obtê-los nas proporções adequadas e garantir que sejam de boa qualidade. são utilizadas para o fornecimento de energia e de materiais de construção do corpo. dependendo do estado nutricional do indivíduo. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos.

cabe ao professor propiciar situações motivadoras. sentimentos. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. evitar humilhações. devemos oferecer aos alunos várias situações que 249 . A cooperação entre os alunos na busca de soluções. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. utilizar material concreto. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. em situações de desafio. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. para isso. interesses. possibilitar discussões em grupo. não a utilizar como punição. mapear e tecer. As atitudes que as pessoas aprendem. além de ser agente da construção de seu conhecimento. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. Para atingir os objetivos. Nessa concepção de ensino. Considerando essas dimensões. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. desafiadoras e interessantes de ensino. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. Por outro lado. Sendo assim. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. acentuamos a ideia de que o aluno. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Nesse processo de construção do conhecimento. As crianças têm ideias próprias. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. encorajar a autonomia para a aprendizagem. no processo e. acentuar as condições e as consequências positivas. medidas e estatística. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. Segundo MACHADO (2002). evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. • prazer na resolução de problemas. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. além de explorar ideias numéricas e contagem. isto é. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. aberta à incorporação de novos conhecimentos. não enfatizar só um aspecto da matemática. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. o afetivo e o motor. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. mediar. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. também aprende na interação com seus parceiros. podemos trabalhar com noções de geometria. Alunos e professores interagem e crescem. • autonomia nos esforços. Dessa forma. o cognitivo.

No processo educativo. ou seja. os dados e a operação a ser usada. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. a essência está no problematizar. tais como: Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Ao formular problemas. articulam o texto. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. resumir os processos. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. percebem a relação entre os dados apresentados. acreditamos que. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os 250 . é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. p.39). inclinação pela claridade. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. semelhanças e diferenças entre os textos. 1803. um processo investigativo. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. estabelecer relações e aplicar conceitos. considerando aspectos transversais. interpretar e produzir textos. tendo assim. dos quais se originam toda a ação” (Kant. economia e racionalidade da solução. reversibilidade. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. ao trabalhar com a resolução de problemas. um repertório como apoio. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. • retenção da informação matemática. comunicar ideias. flexibilidade dos processos mentais.problema é toda situação que permite problematização. Que opere por princípios. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Assim. a pergunta e a resposta. Sendo assim. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. simplicidade. o professor deve saber que: . As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. • processamento da informação matemática (generalizar. Quando os alunos formulam problemas. Toda criança encanta-se por desafios.possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas.). Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Enquanto resolve situações-problema. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. ler. levantar hipóteses. o aluno aprende matemática.

receita. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. sem deixar marcas negativas. durante o ano. conteúdos importantes. etc. Assim. criação de um banco de problemas. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. com muitas soluções. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. Cada criança controla na sua tabela. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. um jogador ganha e outro precisa perder. conto. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. bem humorados. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. problema com rima. Assim. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. imagem. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. até mesmo. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. charada. com dados insuficientes. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. dobro. autoconfiança e autonomia. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. enigma. novos problemas são introduzidos na caixa. poderão 251 . livro de problemas ou problemoteca. propaganda. com excesso de dados. fotografia. os problemas que já resolveu.textos de acordo com a resposta. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. Na construção da problemoteca. mecânica e repetitiva. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Para a formulação de problemas. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. desafio ou jogo. charada. Por meio dos jogos. Números e operações. A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. com ilustração irreverente. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. cardápio. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. os erros e. divisor. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. porém não de forma rotineira. propiciando novas tentativas. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. troca entre os alunos. a necessidade. respeitar regras. As tentativas. divulga os mais interessantes. num jogo. a partir de um gráfico ou tabela. da língua materna e da combinação de ambas. folheto. coletados da cultura popular. Os problemas devem ser desafiadores. sem solução. podemos trabalhar. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. de um fôlder. etc. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. de maneira lúdica.

252 . Dessa forma. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. enriquece suas aulas. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. Além da socialização de idéias. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. por exemplo. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. contar histórias desses povos. Nas situações de jogo. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. em que os alunos levantam e testam hipóteses. o que foi difícil. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. etc. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. Por isso. podendo. usar a literatura infantil “. Segundo SMOLE (1999). o jogo não se tornará mero lazer. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. suas aprendizagens. mas uma nova forma de aprender Matemática. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. enquanto lê. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. ainda. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Nesse sentido. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. Na bibliografia desse trabalho.. Além disso. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. entre outras coisas. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas.. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. 1996. suas dúvidas. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. das diferentes respostas obtidas. características e acontecimentos na história. p. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. Além de jogar. A partir da discussão estabelecida. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. assim como explore lugares. Assim. percepções e experiências. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. o giz e o livro didático”. (SMOLE. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. principalmente para crianças dos anos iniciais. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. dicas para se jogar melhor. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática.potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos.

os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Nesse contexto. os alunos podem elaborar o final da história. expectativa. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. A leitura poderá ser feita em vários dias. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. o professor poderá analisar a capa. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. Assim. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. um gráfico. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. mas que envolvem duas ou mais delas. O ideal não é explorar um livro a semana toda. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. Depois. Além dos livros infantis. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. uma propaganda. etc. em quais os recursos necessários. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas.• • • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. 253 . prever problematizações e registros que os alunos produzirão. com os personagens. mas aos poucos. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. Você pode ter um livro por duplas. seleção de informações e resolução de problemas. problematizações especialmente preparadas para isso. uma tabela. nesses casos. os textos. pensar na organização da classe. portanto. etc. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. interdisciplinares. Para a realização desse trabalho. Na maioria dos casos. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Por meio dos projetos. escrita. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. enigmas. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Para reformular um texto. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. álbum seriado. o original e a sua reescrita. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. Alguns livros não apresentam um final definido. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. adequar o tempo à sua proposta. Não há necessidade de um livro para cada aluno. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. com emoção.

e destes com o professor. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. mais uma vez. pelas experiências vividas na escola. os costumes. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. que opiniões têm e que hipóteses levantam. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. considerando suas dimensões afetiva. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . ter. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. Por meio das atividades propostas. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. as crenças e os hábitos. os valores. promovendo. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. na avaliação e no planejamento. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. Durante o desenrolar do projeto. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. com um estilo próprio. com objetos e situações que exijam envolvimento. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. cognitiva e social.Ao delimitar o tema. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. 254 . Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. construir. modificar e integrar ideias. especialmente arte e língua materna. como a linguagem. tecnológico e econômico. História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. sejam capazes de tomar decisões. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. • • • • • • • • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Assim. visualização e trocas.

libera o aluno de longas. operadora de caixa. sua relação com a ética e consumo. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. utilizando a matemática. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. exploratória. De acordo com os PCN ( Brasil. resgata a própria identidade cultural. arquitetos. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. construção e localização de monumentos). softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. padeiro. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. 2001). contador. mas uma matemática interessante. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. pedreiro? Para D´Ambrósio. divertida e desafiadora. garçom. por outro lado. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. engenheiro. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. nesse sentido. Tecnologias da informação O acesso a computadores. Os urbanistas. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. cozinheiro. • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. enfadonhas e desnecessárias tarefas. 255 . representante de vendas. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. sociológica e antropológica e. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. mas sim exercícios de criatividade. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar.Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. Não mera manipulação de técnicas. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. Devem-se apresentar curiosidades. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. arquiteto.

formular hipóteses e verificar resultados. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. tornando-se mais significativo para os alunos. no processo de seleção de conteúdos. contas. possibilita verificar as regularidades. Nosso desafio. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. recomendamos a organização de materiais diversos. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. jornais. ou seja. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. à decomposição. promove resolução de problemas. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. tabelas e gráficos). A seguir. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. folhetos de supermercado etc.16). saber pesquisar e comunicar suas ideias. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. previsão). 256 . possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. quando usada de modo planejado. embalagens. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. palitos de picolé. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. Assim. entre outras coisas. figurinhas. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. investigar as propriedades dos números. p. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. Para esse fim. Atualmente. inferência. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. a calculadora não inibe o pensar matemático. pedrinhas. custo de uma produção. pelo contrário. assim. ao explorarem este artefato cultural. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático.• • • • • • • • estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. bolinhas de gude. tem efeito motivador na resolução de problemas. caixas de fósforos vazias. à estimativa. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. Assim. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. o desenvolvimento do raciocínio matemático. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. rótulos. etc. como afirma D'Ambrósio (1993.). promovendo.

em que eles possam exercitar a independência. comparações e ordenações. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. ele acontece naturalmente. indução e analogia. Ainda em relação às operações. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. não se necessita de nenhuma operação. planejado. o aluno irá ampliando seu conceito de número. 33. é importantíssima a exploração de jogos. Ressaltamos que. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. e construído na escola. de uma foto. resgatando a histórias de lugares. Enunciados abertos. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. Utilização do raciocínio por dedução. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. tão necessárias no dia-a-dia. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução.Desafios para semana: ao início de cada semana. 35. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. onde haja a expressão. de um fôlder. Para que a criança construa o significado de uma operação. material dourado e ábaco. Situações sem número. O aluno criará o enunciado. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. ou seja. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. que provoque curiosidade para descoberta. ordenar. Pensando em tudo isso. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. por isso. Fora dela. 36. 34. medir. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. Ao final da semana. Situações qualitativas. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas.Blocos de conteúdos 1. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. de um esquema. de uma manchete de jornal. o professor poderá propor uma situação-problema. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. num cartaz. de um prospecto. a partir das relações com o mundo. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. Portanto. As operações fundamentais (adição. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. subtração. de uma programação de televisão. arredondamentos e cálculo mental. Para chegar à solução. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. cálculos. aos poucos. professora e alunos desvendam o desafio. Ao decidirem. nas quais. a reflexão e a introspecção. segundo Fernandez Bravo: 32. codificar. mas de forma incompleta para se chegar à solução. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. 257 . O raciocínio lógico é um processo pensado. sugerimos algumas situações didáticas: . de um desenho.

39. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. e mediante as operações indicadas. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. e apenas um. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. 44. Observar e comparar as soluções de ambos. 45. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. e apenas um. Estão todos fora de ordem. Resolver o novo problema. 46. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. todas as perguntas apresentadas. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. que não nos permite chegar à solução expressada. 50. o enunciado de partida. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. 258 . São fornecidos vários enunciados. Existe um dado. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. mas têm correspondência entre si. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). Inventar um enunciado. 48. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. Resolver novamente o problema. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. 49. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. várias perguntas e várias soluções ou operações. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. 43. 51. 47. com o qual se possa responder. Observar e comparar ambas as soluções. apenas um. 38. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. Apresentam-se várias perguntas. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. 41.37. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. 40. 42. unicamente.

Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. convivência e relação com o meio. 62. 53. 56. Apresenta-se um problema indicando sua solução. enigma. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. 59. receita. com várias soluções. 57. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. com solução única. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. 58. ou simplesmente sair para o pátio. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. cardápio. Apresenta-se uma pergunta que. diagramas. à sua idade -. de cujo enunciado apagaram-se os dados. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. Misturam-se os processos de resolução. um conto breve. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. em número e conteúdo. Uma poesia. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. 61. 259 . requer a consulta de dicionários. apagaram-se os dados.. charadinha. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. O aluno completará o enunciado. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema.. De seu enunciado. 60. numa linguagem gráfica. sem solução. Resolver problemas apresentados de forma completa. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. Para isso. Apresenta-se um problema resolvido. 54. Apresentam-se enunciados incompletos. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. enciclopédias. piada. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. deixando-se os espaços em branco. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. de modo que não se pode responder a sua pergunta. textos. tabelas.52. Apresentam-se dois problemas diferentes. ou se apresentam dois enunciados misturados. para ser respondida. 55. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. é imprescindível facilitar o êxito da busca.

comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. colar. representar e descrever o mundo em que vive. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. 3. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. calendário. manipular. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. Mais uma vez. e .sala de aula: número de passos X metros. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. compreensão de frações equivalentes. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. e criar situações de medidas na sala de aula. copinho de remédio. esculturas e artesanato. deslocamentos no espaço. recortar. metro. esticar. metro de madeira. relógio. termômetro. por exemplo: . dedal. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. 1997. xícara. colher de chá. analisar. sucata. por meio deles. desenhos. 260 . balança. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. de obras de arte. colher de sobremesa. colher de café. fita métrica. o mundo em que vive. etc. Espaço e Forma Para compreender. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. copo dosador. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. pés. de forma organizada. como: pedaços de barbante. p. moldar. deformar. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. Para isso. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. fita métrica. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. régua. tangram. jarra. metro. Os alunos deverão reconhecer. colher de sopa. Embalagens. decompor. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. trabalharemos com situações reais de medição. etc. pinturas. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. Grandezas e medidas Neste bloco. trena. porque. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. cronômetro. descrever e representar. construir. pontos de referência e também a observação. relógio. passos. ordenar e classificar figuras. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. montar. identificar. comparar frações e ordená-las na reta numérica. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. 2.Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . ampulheta.

Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. 1996. CARRAHER. O método clínico usando os exames de Piaget. etc (ampliar e reduzir receitas). 4. Outras idéias são: . . Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Porto Alegre: Artes Médicas. programas de TV preferidos. O jogo como espaço para pensar.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. pedir para que os alunos as tragam.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles.mesa: palmas da mão X centímetros. 1986. Papirus. . Petrópolis: Vozes. tabelas e gráficos. de massas de modelar. 1998. . Materiais didáticos para as quatro operações. Indicamos também: . coleta e organização de dados estatísticos. Bernabé Sarabia e Enric Valls. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Virgínia Cárdia. tabelas e gráficos. entre outros. Estela Kaufman e NUNES. Na vida dez.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. 2006. . São Paulo: Cortez. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. 2001. ______. tradução Beatriz Affonso Neves. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. 2002.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. César. São Paulo: Cortez. Kátia Regina Ashton. Roseli Palermo. César Coll. moedas e calculadoras. tabelas ou gráficos. etc. Fazendo arte com a matemática. FAINGUELERNET. na escola zero. Terezinha Carraher. Psicologia da Educação Matemática. . Aprender pensando. 2000. ______. elaborar livros de receitas culinárias. .Escrita de textos a partir da observação de listas. Terezinha Nunes. Educação Matemática números e operações numéricas. organizadora.Atividades que façam uso de cédulas.quantas jarras para encher um balde. COLL. 2006. . situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. Bibliografia Sugerida BRENELLI. BRITO. ______. CARDOSO. Assim. .quantos copos para encher a jarra. São Paulo: Cortez. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. .USP. .. Os conteúdos na reforma. Porto Alegre: Artmed. de. 261 .Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. de tintas.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. Florianópolis: Insular. David Carraher e Analúcia Schliemann.quantos alunos deitados no chão para medir a classe. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. 2005. Tratamento da informação Neste bloco.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. . São Paulo: IME. Márcia Regina F. Juan Ignácio Pozo. animais de que mais gostam.

Johan. Epistemologia e didática. Ensaios Pedagógicos. 4 cores. São Paulo: Cortez. 2002. Santaló. 262 . Lino de. Luis A. 2001. ALS. 2003. Cecília. Porto Alegre: Artmed. Nilson José. ______. Brasil. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Trad. 2000. São Paulo: Casa do Psicólogo. 1995. São Paulo:Cortez. MACHADO. Nilson José. São Paulo: Casa do Psicólogo. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Maria das Graças Barbosa. ______. SESI. 2003. Gente miúda na cozinha. O raciocínio na criança. 1998. RJ: Vozes. HUIZINGA. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. MACEDO. 2002. São Paulo: Escrituras. Tradução Beatriz Affonso Neves. organizador Lino de Macedo . Roland Charnay. Yves de La Taille. PCN. Mônica Gather. Cidadania é quando. PARRA. ______. THURLER. POZO. Pedagogia da autonomia. Educação e autoridade. senha e dominó. Porto Alegre: Artmed. PIAGET. Frações sem Mistérios.C. A. Jean. LIMA. Luzia Faraco. Paulo. Sanches e BRAVO. J. Fernández. Conhecimento. São Paulo: Summus. 2001. São Paulo: Escrituras. N.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. Ulisses Ferreira de Araújo. 1992. 2006.Brasília: MEC/SEF. 1997. 1996. N. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. Linguagem. Porto Alegre: Artmed. ______. ______. J. 2006. Grécia Gálvez. O jogo da Onça. MACEDO. Guy Brousseau. São Paulo: Cortez. São Paulo: IME. Yves de La Taille. ______. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. ______. Porto Alegre: Artmed Editora. 2006. 1999. São Paulo: Ática. Petty. MARINCEK. Heloysa Dantas. I et al. MACEDO. Piaget. São Paulo: Paz e Terra. 2001. 4 cores. ______. Campinas. Delia Lerner. ______. Porto Alegre: Artmed. 2002. I. Marta Kohl de Oliveira. Plantares. Lino de. HUETE.1997. ______. OCHI. Rio de Janeiro: Interciência. UNICAMP. 2005. organizadora. ______. Mauricio e Antônio Barreto. tecnologias e temas afins. ______. Jogos infantis: o jogo. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. POLYA. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Secretaria de Educação Fundamental. São Paulo: Perspectiva. A solução de problemas. Educação: Projetos e Valores. 2004. RAMOS. Lino de. GIORGI.FREIRE. ______. Cristina Dias. São Paulo: Summus. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. A arte de resolver problemas. Aprender com jogos e situações problema. 2000. 1996.C. Juan Acuña Llorens. Petty. O uso de quadriculados no ensino da geometria. senha e Dominó. 2005. George. 2001. São Paulo: Escrituras. Valéria Amorim Arantes. Record. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar.Matemática e Educação: alegorias. Porto Alegre: Artmed. Passos. . Porto Alegre: Artmed. ______. Patrícia Sadovsky. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. ______. Aprender matemática resolvendo problemas. 1996. MACHADO. a criança e a educação. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte: Universidade. Juan Ignácio (organizador).C. PERRENOUD. 1991. Irma Saiz. 2008. ______. Yves de. 1994. Nilson José Machado.USP. Passos. São Paulo: Casa do Psicólogo. Ação – ensaios de epistemologia e didática. Fusako Hori et al. 2005.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Allessandrini. LA TAILLE. São Paulo: Casa do Psicólogo. Petrópolis. 1997. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Porto Alegre: Artmed. Cinco Estudos de Educação Moral. 1997. As competências para ensinar no século XXI. Cybele. Philippe. Lino de Macedo. Vânia (coordenado por). PEREIRA. 2005. São Paulo: Escrituras. Petrópolis: Vozes. 1993. Ensaios construtivistas. Porto Alegre: Artes Médicas. ALS. Vygotsky. Tradução João Paulo Monteiro.

Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Tânia. Ler. ZASLAVSKY. São Paulo: IME – USP. São Paulo: Ática. Rio de Janeiro: Record. STAREPRAVO. Curitiba: Renascer.Problemas jogos e enigmas.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . A matemática das sete peças do Tangram. Eliane Reame. Aventura decimal. David L. 2000. 1999. Heloísa Borges.______. 1998. Yves de La. ______. Saída pelo triângulo. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 1998. Ana Ruth. STIENECKER. Uma proporção ecológica. 1998. São Paulo: Moderna. ______. Cláudia. ROCHA. Didática da Matemática. Vygotsky. 2003. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. Números .. Geometria na Amazônia: Ática. escrever e resolver problemas. 2001. Malba. Ernesto Neto. 1996. TAILLE. São Paulo: Ática. 1993.. Jogos Matemágicos. São Paulo: Ática. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . SOUZA.Problemas jogos e enigmas. Multiplicação . Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. SMOLE. ROSA. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Belo Horizonte: Editora do Brasil. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. TAHAN.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. ______. Artmed. Eliane Reame de Souza. Meu anel de sete pedras. São Paulo: Ática. 1991. Piaget. STIENECKER. Katia Stocco. São Paulo: Moderna. Maria Ignez Diniz. David L. 1992. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 263 .

24 assim.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. emitindo sons para cada uma das letras. Em geral. os primeiros se convertem em leitores. de forma organizada e sistemática. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. é importante convidá-los sempre a escrever. 104p. Como já dissemos. Cortez. para localizar endereços e telefones. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. ou seja. Ed. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. Na fase complementar. isoladamente.” Emília Ferreiro. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. – v. E escrevemos para distintos interlocutores. para comprar algo. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. Fase Final: 6º a 9º ano.2 264 . participantes da cultura escrita. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. acima de tudo. para solicitar algo. Não se trata mais de ensinar a língua. No entanto. Ler. das competências envolvidas neste ato. Na fase inicial. Por isso. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. dentre muitas. 23 24 Fase Inicial: 1º. na rotina.br/seduc. Para esses. entre outros. para saber como vão pessoas que estimamos. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. com diferentes intenções. devem ser exploradas com maior intensidade. a sistematização e a classificação de suas características. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa.santos. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. São ações que podem e devem ser aprendidas.gov. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Fase Complementar: 4º e 5º ano. Trata-se de incorporar. Da mesma forma. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. de sistematização e normatização da língua. para prestar contas do nosso trabalho. atribuir significado. se queremos formar leitores plenos. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. entre muitas outras ações. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. Como nosso Sistema está organizado em fases23. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. por isso. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração.sp. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. Para saber mais sobre o assunto. e a decifração é apenas uma. 2º e 3º ano. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. para nos divertir ou emocionar.: il. para tomar decisões. pesquise no site da educação www. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. suas regras e suas partes. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. para fazer uma receita. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Ler é. 2006. Além disso. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. as atividades metalinguísticas. São Paulo : SME / DOT. Hoje. em diferentes situações. Enfim.portal. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. para anotar um recado para alguém. ou seja. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. para reclamar de alguma coisa. para pagar contas.

organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. além. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. o espaço.: il. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia.: il. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). materiais de pesquisa etc. 115p. poemas. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. situações de produção e revisão de textos. 2006. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. ao mesmo tempo. São Paulo : SME / DOT. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. · Ampliar o repertório linguístico.A organização de uma rotina de leitura e escrita 25 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. . realizada · Aprender comportamentos leitores. científicos. 265 . 115p. de filmes etc. entre outros). Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. · Utilizar a linguagem oral.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. é claro. parlendas. Exposição de objetos. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. os materiais. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:26 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. leitura realizada pelos alunos. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. listas. Em função disso. instrucionais. textos jornalísticos. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. conhecer diferentes suportes de textos. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. · Ler com autonomia crescente. · Aprender comportamentos leitores. jornal e Ler com diferentes propósitos. Ler com diferentes finalidades. semana. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. 2006. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. etc. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. de situações de trabalho com a oralidade. Identificar quais crianças precisam 25 26 São Paulo : SME / DOT.

sobre o que se pretende ensinar. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. planejada. etc. defender pontos de vista. deslocar ou transformar Selecionar. opiniões sobre acontecimentos. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. etc. individual. etc. ser convidadas a relatar. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. Produção coletiva. expor. curiosidades. confuso. relatar acontecimentos. sem sentido melhorados. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. intencional.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. criteriosamente e legenda de fotos. determinados aspectos. para torná-lo mais legível revisão. etc. serem tematizadas: não tem sentido. expor temas. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. Uso de rascunho. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. ou repetitivo. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. · Aprender comportamentos escritores. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. uma ou duas questões a para o leitor. retirar. dos textos. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. a cada atividade de partes. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. em duplas. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 266 . Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. buscando acrescentar. onde exista um interlocutor real. semana. alunos. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas.

comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. de pontuação. concordância. Artmed). Listas de palavras que não devem errar. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. sistematização e a classificação de suas características específicas. o possível e o necessário” (Ed. um conjunto de regras. entre outros. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real.: adoçam/ língua. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. Escrever ortograficamente.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). promovendo um as separem em grupos. de seja objeto de revisão. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. adjetivo. alternativas. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. busca de sabem nomear o grupo. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. ditá-lo. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. mas não significa que o aluno adoção. será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. possibilidades de pontuar um texto. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. sem privilegiar excessivamente alguns e 267 . arrastam/ arrastão). pedindo que observem a revisar os próprios textos.

Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Ex: Leitura diária feita pelo professor. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. para ensinar um jogo complexo. etc. hábitos ou atitudes. 27 Texto produzido por Rosaura Soligo. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. etc. Embora não decorram de propósitos imediatos. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. mas não têm um produto final. Roda semanal de conversa ou leitura. semanalmente. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. 268 . Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. quinzenalmente etc. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. organização de agendas de leitura. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. • • • Atividades sequenciadas. São muito parecidas com os projetos. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Projetos.deixar outros de lado. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Oficina de produção de textos. Formas de organizar os conteúdos escolares 27 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes.

uma mostra de trabalhos produzidos. ouvindo com atenção.santos. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada. entre outros). nesse caso.Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. pois essas narrativas assustadoras cativam os alunos por meio do suspense.gov. um livro. as características de seu portador.sp. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero literário: contos (de assombração). Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). assombro. entre outros). a organização de uma biblioteca de classe. lendas. explicar e ouvir explicações. regras de jogos. do gênero e do sistema de escrita. não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Entretanto. Estabelecer relações entre partes de um texto. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. Nos projetos. Para encontrar sugestões de contos de assombração. os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia). Assim sendo. considerando as ideias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. etc. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. mas sim um resultado: pode ser uma festa. cartas. Sendo assim. ao final do 5º Ano. esperamos que. pesquise no site da educação www. jornal ou texto. 269 . os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. manifestar opiniões.). utilizando recursos da linguagem escrita. textos jornalísticos. etc. não significa algo “palpável”. Para finalizar. formular e responder perguntas. Reescrever textos (contos.portal. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. uma apresentação pública de leitura ou jogral.br/seduc. embora seja desejada essa articulação. Vale ressaltar que. conjugando temas de diferentes áreas do saber. auxiliando-os a se apropriarem da linguagem escrita e das características específicas desse tipo de narrativa. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). encantamento e magia. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). priorizou-se para o 5º Ano a produção de um livro de contos de assombração.

Delia. para garantir o contato intenso dos alunos com bons modelos do gênero. no dia do lançamento do livro. usando as marcas do texto. Rio de Janeiro: Bloch. Porto Alegre: Artmed.3. que receberão o livro autografado pelos autores. São Paulo: Ática. O que se espera que os alunos aprendam: a linguagem escrita própria dos contos. fazendo as intervenções necessárias.S. Diretoria de Orientação Técnica. encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. garantir o trabalho em grupos. procedimentos de leitura em voz alta de contos de assombração para determinado público. planejar o produto final dando oportunidade para os alunos selecionarem os contos que serão lidos em voz alta.Projeto: Contos de assombração Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): livro produzido pelos alunos com contos de assombração. ler contos de assombração selecionados. procedimentos de produção e revisão de texto de forma individual e coletiva. colocando em jogo os saberes individuais. compreendendo a importância do preparo para ler em voz alta. Coletânea de textos. 270 . Passado e presente dos verbos ler e escrever. com leitura em voz alta pelos alunos para os convidados de honra. Nesse contexto. São Paulo: Cortez. fazer um levantamento dos contos conhecidos pelos alunos. O projeto possibilitará também a ampliação de conhecimentos sobre linguagem oral e aprofundamento da reflexão sobre a linguagem escrita. Ana. 1998. 2000. 2. O professor poderá programar uma situação de comunicação oral: lançamento do livro. propiciar momentos de reescrita e produção de novos contos de assombração. o possível e o necessário. Essas narrativas populares ajudam a desenvolver o hábito da leitura e o gosto por ouvir histórias. Secretaria Municipal de Educação.Justificativa: os contos populares têm sido recontados ao longo de nossa história pelas amas de leite. utilizando a linguagem própria desse gênero literário. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: compartilhar com os alunos a proposta do projeto. abrir espaço para pessoas da comunidade que sejam bons contadores de contos de assombração para compartilharem suas histórias com os alunos. J. ilustração. contadores de histórias que habitaram e habitam as mais diversas regiões do Brasil. de outros contos de assombração. 2006. a reescrever contos de assombração. : Referências Bibliográficas BRUNER. 1996. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. propor aos alunos a investigação. 3. edição do livro (capa. mascates. Ler e escrever na Escola: o real. para que as crianças possam ser parceiras de fato. TOLCHINSKY. durante todo o projeto. FERREIRO E.). V.). em dupla ou individualmente. o projeto tem como objetivo resgatar contos de assombração conhecidos pela comunidade. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. TEBEROSKY. em casa. combinar com as crianças. Secretaria Municipal de Educação. Lerner. 2002. Liliana (org. 2002. especificamente dos de assombração. etc. pelos viajantes. – São Paulo : SME / DOT. MEC (SEB). SÃO PAULO. possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente. 4. diagramação. Além da alfabetização. momentos de contar histórias para que elas possam treinar diferentes entonações.

começar a cantar uma música de que as crianças gostem. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. incentivando-o a 28 Mais informações sobre TPR Activities: (http://www. sugerimos que o professor desenvolva técnicas básicas associadas ao aprendizado. cooperação. quartetos. terminar com uma atividade de reflexão sobre o que os alunos aprenderam na aula e como se sentiram. A relação dos conteúdos (conceituais. leia seus planos de curso. revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode. no caso da língua estrangeira. nessa idade. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. ainda. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Y). as orientações didáticas e o teacher’s guide do Spaghetti Kids referente ao 5º ano para elaborar seu próprio planejamento. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR28 (Total Physical Response) para executar instruções. o vídeo ou o colega) para obter informações. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em ingleses sozinhos. recorte e colagem. uso de fantoches. mas o professor precisa ler em voz alta ou. Alunos do 5º ano adoram confeccionar maquetes. mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. além do português. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. artísticas (desenhos. Assim. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais. as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. comparando-as com a língua portuguesa. bonecos e outros objetos com material de sucata. previsão. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. quando o vínculo entre o professor e os alunos estiver estabelecido. bem baixinho. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. A criança. com auxílio de recursos de áudio. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. o CD. usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. Ao assimilar um vocabulário básico. trabalho em pares ou grupos. ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. jogos. Como dissemos. pintura. jogos. agrupá-los em duplas. o educador saberá quando poderá iniciar e permitir o uso da letra cursiva em inglês no 5º ano. No início do 5º ano. Mesmo nessa idade. vídeo e estímulos verbais do professor. a imaginar. etc. Aos poucos. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem. físicas (com encenações e atividades de TPR). os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. uso de massa de modelar. de forma a criar um ambiente alfabetizador. que façam sentido à sua vida. com atividades lúdicas. do sensorial e das ações. ou rock para atividades motoras grossas. Sugerimos que o professor.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. desafiá-los a pensar. ainda precisa que as aulas sigam uma rotina.). atividades do livro didático. No entanto. flash cards. Durante as aulas. como suporte ao aprendizado oral. troca de papéis. num primeiro momento. faça um jogo de warm-up ou cante uma música. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. trios. o aluno passa a desejar aprender mais. a recordar. como: memorização. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. Outra opção seria fazê-los mudar de posição. Além disso. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras. Colocar música calma em volume baixo enquanto as crianças trabalham. os educadores têm mais estas ferramentas para tornar as aulas mais significativas e atrair o interesse dos alunos e estimular o trabalho em equipe. ao chegar. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. em inglês.tpr-world. ou sair da classe. o professor de inglês pode ainda ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. jogos de adivinhação. músicas. apagar as luzes e acalmá-los. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. criatividade e expressão física. pois os alunos terão.com) 271 . ou sentarem em círculo se estiverem de pé. interessantes. a adivinhar. é fundamental que o professor. expressões simples em situações reais. W.

as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. thanks/thank you. very good. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. let's sing. draw. por meio de atividades diferentes. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. repeat. hi. let's sit in a circle. bye-bye. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. look. e imagens. ask. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. é motivo de orgulho para os pais quando a criança leva um objeto (ex. como os flashcards. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. além de alternar as em grupo. outras. line up. oferecendo variedade. recursos materiais. vídeo. recursos visuais. beautiful. yes. material de áudio. além dos vídeos Magic English. listen. dos jogos e das demais atividades e. Em inglês. duplas e individuais. associar. 4 ou 5 aulas. durante as quais se praticam os elementos linguísticos. great. say. let's go. May I go to the toilet?. ou "listen and do". Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. see you. O professor deve trabalhar as músicas do CD do livro. as letras devem ser digitadas num tipo de fonte e tamanho legíveis ou escritas com caneta ou pincel atômico preto.. umas são mais visuais.participar dos trabalhos em grupo. é útil e eficaz. Dessa forma. do contrário. Para ser bastante eficaz. programas de TV infantis não existiriam. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. no. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição em grupo. point. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. No entanto. come here. e ainda há as que são mais cinestésicas. 272 . É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem.: Good morning/afternoon. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. DVDs e livros. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. you're welcome. Há vídeos. principalmente. um fantoche) para casa e o nomeia em inglês. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. How are you?. please. Além disso. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. além da internet. disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. etc. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. chapéus. etc. sing. Na preparação da aula. you can do it better/nicer. Além disso. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. fine. por conseguinte. fantoches. Ex. as crianças estendem o aprendizado para seus familiares. a pronúncia correta das palavras. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. O professor precisa estudar bem a música. Além disso. mas não precisa ficar “preso” a elas. DVD. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos e não se sentirem à vontade com o professor e o grupo. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. como realias (material concreto). A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. O tempo gasto com os exercícios de colorir. sit down. answer. circular e desenhar deve ser menor. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR. a questionar. a mostra deverá ser renovada frequentemente. thanks. um carro. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. stand up. uma dobradura. auditivas.

• Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer. o qual pode ser usado ao final de cada unidade. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. • Com o professor de arte musical.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas. expressões corporais. nas aulas de informática educativa. fornecer um elemento cômico. Além disso. aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro. hábitos alimentares. em parceria com o professor da classe. no laboratório de informática. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. o evento pode tomar proporções maiores e ser bem envolvente. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. folclore. à família. se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu. dia do mês. em reunião pedagógica. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES. de pintura. atividades de expressão corporal.santos. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play). O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”. além de incentivá-las a se expressar oralmente. uso do calendário. idade. ou outros sites da internet.br/seduc/news. 273 . brinquedos. etc. • Algumas danças. proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. porém de forma diferente. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem.Muitas vezes. aniversário. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. Cabe ao professor decidir. projetos. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. rimas. • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo. relacionando-os e construindo pensamentos. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista. caso decidam que sim.gov. na língua portuguesa. montagem de brinquedos com sucata. modelagem. dar segurança. é possível articulá-los aos conteúdos de história.php). jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. no 5º ano. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. vencer a timidez. podem-se trabalhar melhor as canções. • Quando o professor de inglês ensinar as roupas e acessórios é divertido organizar um desfile de modas – fashion show – revezando quem descreve o colega que estiver desfilando. os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática.portal.sp. Se houver espaço suficiente. a fim de planejar as aulas. No entanto. junto aos alunos. fazer encenações. como também com a equipe pedagógica. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas.

excellent.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads • Kidlink: Inglês http://www. Esta avaliação pode ser feita. 1999.com Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. et alli. A. M.. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. T. & FITA. MELO. 274 . não podemos exigir perfeição das crianças. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Assim. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes.F. segunda impresão. Referências bibliográficas DEL PASO. TAPIA. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Tentar falar em inglês. pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. esteja “errado”. New York: Addison Wesley Longman. L.Na escola. et alli. 2000. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1.gov. good work. New Parade 1 – Teacher’s Edition. SALVADOR. Assim sendo. 2000. E. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www. É muito importante elogiar a produção do aluno. 2006. de forma espiralada. C. sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores. mesmo que. quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva. 2002. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. et alli. com cinco a dez alunos por vez.sitesforteachers. A. Portanto. Os alunos precisam se sentir confortável para falar.kidlink. HARPER. etc. et alli. A. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. Oxford: Oxford University Press. Inc. Mexico. – A motivação em sala de aula – o que é. W.santos. REETZ.sp. São Paulo: Loyola.org • Best sites for teachers: http://www.F. R. Hong Kong: Oxford University Press.: Richmond Publishing. K. D. os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. a princípio. Mexico.: Macmillan. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões são sempre ótimas formas de motivar os alunos. Isso demanda tempo e relacionamento afetivo estável entre os alunos e o docente da classe. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. HERRERA. 2005. J. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola.portal. & ZANATTA. São Paulo: Macmillan. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. como se faz. Elogios ao empenho dos alunos e dizer very good. great. por exemplo.. 2006. mesmo que não esteja como o professor esperava. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. Kids United – Livro do Professor 1. O ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. D. assim.

professores. musical e artístico. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. por exemplo. atenção e prontidão. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. deixando-a mais feliz e confiante. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. Então. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. envolvendo a música com as outras disciplinas. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. de pouco ou nenhum valor musical. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. normalmente destinada a uma apresentação. acento. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. esteja em um tópico específico. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. 275 . lanche. para que possamos. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. como mais uma forma de expressão. como pequenos vocalizes. O planejamento do professor precisa ser flexível. Na educação musical. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. neste processo. Porém. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. improviso dirigido. é importante avaliar.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. mesmo que a ênfase. naquele momento. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. Se o professor vai conceituar pulso e acento... levam a criança a uma deformação da estética musical. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. rítmica e melódica. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. cuidadosamente escolhidas. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. etc. Desta forma. mas somente as populares. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. aos poucos. o aluno é movido por desafios. Momentos de apreciação. Desta forma. também somos vítimas desta situação. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. sendo muitas de péssimo gosto. Ao trabalhar pulso. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. por meio de um jogo musical. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. acento. Nesse processo. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. (STATERI. As canções e suas letras. [.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. etc. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. pois. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. lateralidade. replanejando quando necessário. de forma mais significativa. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. saída. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. Nesta fase. por meio de atividades simples de pulso. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. explorando os conteúdos conceituais. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais.

como jogos musicais e no acompanhamento de canções. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. Quanto mais a criança aprender a observar. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. Procure. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. Improvisação sonora dirigida. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. o acento e falando sobre o timbre.Propriedades do som: altura. pode haver uma resignificação destas propriedades. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. 276 . buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. seja na sua altura. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. Porém. destacando na música as partes mais agudas e graves. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. expressão e dança. ou seja. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. entre outros. até mesmo pequenos ostinatos. por meio do improviso. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). Em altura. pulso. timbre e duração. nesta fase. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. o ritmo da canção. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. utilize atividades variadas. Entendemos que. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. com interferências do professor nos momentos de execução musical. A cada retomada de um determinado tópico. perguntas e respostas rítmicas e memorização. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. Se houver possibilidade. como o pátio. O professor pode criar formas de representar o som. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. trabalhando a dinâmica. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. Além de extremamente prazeroso. o pulso. quadra ou outros ambientes. Para isso. A seguir. o acento em diferentes compassos (binário. Ao utilizar a grafia convencional. seja na execução musical. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. propriamente dita. intensidade. Acento. durante a improvisação. o professor pode utilizar espaços alternativos. relacionando-as com a linguagem musical. duração e intensidade. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. durante o canto coletivo. seja na elaboração. Desta forma. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. as notas musicais. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. é importantes que. aos poucos.

O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Se conseguimos conquistar essa igualdade. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. 2000. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. cantigas de roda. Brasil. BIAGIONI. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. lembrando as glórias do passado. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. Brincadeiras cantadas. naquele momento. autores e breve biografia. São Paulo: Fermata do Brasil. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. Brasil. Ó Pátria amada nós te saudamos. dividindo-o em várias aulas. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. jogos. nas divisas com os outro países da América do Sul. sentimos descer à terra. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. as crianças. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. paráfrase. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. com bravura e firmeza. 277 . Entre outras terras mil.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Maria Zeí. Nossa vida mais amores”. Mas. canções mais apropriadas à faixa etária. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). nesta fase. agora que somos livres. despertando seu interesse e curiosidade. A própria natureza fez de ti um gigante. forte e colossal que reflete em teu futuro. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. mas sim buscar. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. se fores convocado para a luta. Terra adorada. é importante que este seja estudado mais formalmente. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. porém. aos poucos. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. etc. nos te saudamos. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. danças. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. Quanto aos outros hinos pátrios. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Hino Nacional Brasileiro. Com uma lateralidade mais desenvolvida. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. Mas é preciso que. etc. Ó Pátria amada. és o destaque da América.

O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. a desinformação sobre o assunto. cantando ou não. cantar e ouvir. O cantar é a grande alavanca da educação musical. estes são grandes aprendizados. Mostre a importância da expressão e da articulação. Trabalhe a dinâmica das músicas. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende.. etc. que ela pode fazer por meio da música. suas brincadeiras são. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. coletivamente. Espera-se também que. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. A linha melódica deve ser bem nítida. e. A partir daí. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. por motivos variados: a vastidão do repertório. Desta forma. em conjunto. o motivo é a preguiça: o que é estranho. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. Aprender a ouvir o outro. com a intenção de aprimorá-la. professor. Música clássica afugenta muita gente. em desenhos animados. repetindo a mesma canção ou peça instrumental.. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. Podemos dizer que crianças que se exercitam. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. que. 278 . Você. a harmonia do todo. normalmente. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. a concentração necessária. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. a pompa dos concertos. portanto. cantadas ou ritmadas.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. em comerciais de TV. os ritmos facilmente assimiláveis. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. deve ser uma referência para o aluno. se necessário. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento.]. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. desestimulando a ação de gritar. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. mais tarde. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Desde bebê. na maioria. (Folha de São Paulo. No fundo. quebrando preconceitos. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. além de muitos outros. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical).

os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. de acordo com o andamento das atividades. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. objetos e trabalhos. pensa e transforma. segurança para experimentar e correr riscos. à característica mutável do espaço. A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. 279 . sua curiosidade. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. ligados à construção da forma artística. à clareza e funcionalidade do ambiente. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . envolvendo questões relativas às técnicas. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. para favorecer a produção artística dos alunos. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. à criação. suas habilidades em desenvolvimento. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. inerente às propostas feitas pelo professor. No percurso criador específico da arte. sente.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. o contato com suas necessidades expressivas. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. ou seja. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. suas possibilidades de avaliar resultados.

Além disso. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. o mistério. construindo junto com eles a surpresa. 280 . que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. apreciador de arte. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. desenvolvendo seu conhecimento artístico. linhas. sons. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. manifestações artísticas da comunidade. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. o humor. CDs. exposições. do ambiente que recebe os alunos. Na área de Arte. luminosidades. ritmos. o divertimento. a questão difícil. propõe questões relativas à arte. não é apenas uma etapa do processo. gestos. vídeos. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. apresentações musicais e teatrais. etc. desafiando o conhecimento prévio. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. a incerteza. estudioso da arte. Adquirindo este conhecimento.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. em ruídos. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. incentivando a curiosidade. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. texturas. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. criador na preparação e na organização do espaço. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. o nacional e o internacional. ao mesmo tempo. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. os quais deverão ser aproveitados. revistas. mídias em geral. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. formas. em consonância com os conteúdos da área. como ingredientes dessas atividades). materiais trazidos pelos alunos também possibilita avaliar. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. texturas. sugestões. fitas de áudio. etc. volumes. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. cores. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. materiais e técnicas.A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. escolhendo obras e artistas a serem estudados.

O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. gestos e cenas. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. apresentações de trabalho de alunos. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. cores. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. o constante desafio perceptivo. Devemos envolver os alunos nessa produção. Acolher materiais. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. escolas e estilos. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. uma dança. é a visita a museus e exposições de arte. uma festa da comunidade. uma história contada. mas para todas as outras áreas. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. sons. poemas e contos durante a aula. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. um vizinho artista. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. Criar formas de apreciação da arte. leitura da notícias. etc. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. escolher objetos como elementos para uma aula. ensaios. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. sensitivas. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. um livro ou um objeto trazido de casa. uma música. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. apresentações. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. Quando organizamos uma exposição.). como por exemplo. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. exposições. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). 281 . formas. Em contato com essas produções. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. ele está completando o ciclo do fazer artístico. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. etc.Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles.

Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. perguntas e inquietações de artistas. documentam fatos históricos. suas mãos e olhos adquirem habilidades. Dança. o ouvido e a palavra aprimoram-se. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. Música. Ao mesmo tempo. Teatro). no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. de sonhos.afetivas e imaginativas.org. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo.portinari.org. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais.br www. Sugestões de sites: www. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. de relações humanas. seu corpo movimenta-se. Nesse sentido. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa.itaucultural. medos. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética.br 282 . falam de problemas sociais e políticos. manifestações culturais particulares e assim por diante. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte.

o contato com músicas do universo infantil. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. o aluno deve aprender. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. Lembramos também que. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. estética. músicas. giros) torna-se conceitual. conhecimentos sobre o corpo). musicalidade. Seja num jogo recreativo. coordenação motora e espacial. pré-desportivo ou numa dança. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. Assim. entre outros recursos. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. a cada um. sem a preocupação com estilo ou técnica. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. ressignificá-los e recriá-los. as atividades devem envolver todo o grupo. Em sala de aula. auditivos e cinestésicos). a educação física “trabalha no plano da ação motora. teatros de marionete e outros. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo.” Muitas vezes. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. apreciá-los criticamente. colocando como desafio 283 . de acordo com as suas habilidades. criatividade e interação do grupo. a discutir as regras e estratégias. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. Nesse sentido. trabalha-se no plano dos conceitos. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. tamanhos ou quantidades). visando a seu aprimoramento como seres humanos. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. A relação entre a educação física e outras disciplinas. de forma democrática e não seletiva. é pouco percebida. dentro de um contexto cooperativo. Compreende-se a dança. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. Podemos oferecer. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. social e de autonomia. neste momento. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. filmes. nesta fase. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. como um estímulo para a expressão corporal. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. saltos. corporal. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. seu processo de crescimento e desenvolvimento. assim. ética. atividades rítmicas e expressivas. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. embora muito estreita. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. construção de bonecos. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. além das técnicas de execução. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. aquilo que era material ( corridas.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. afetiva. de relação interpessoal e inserção social).

).).9-33 VYGOTSKY. Mary. 2a edição. Mikail (Volochinov). 1999. A infância como construção social. 1959. Reflexões: a criança. 1999.3373. p. DEL PRIORI. 1. SARMENTO. p. O folclore na EEFD-UFRJ. PINTO.). cit. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. GÓES. Carlos Rodrigues. Mary (org. 1998. Armindo. Eleonora & ROBERTO. GABRIEL.completá-las e cantá-las em voz alta. Campinas. O que é folclore. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Frank Wilson. Proposta da Série Família e Escola. 1o caderno. BRANDÃO. In: PINTO. Crianças escravas. op.). Manuel e SARMENTO. Philippe. A criança e a cultura lúdica. Rio de Janeiro: Achiamé. p. Especialização em Dança. p. SP: Papirus. Mary (org. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. Manuel. In: DEL PRIORI. Um exército de seis milhões de crianças. Manuel Jacinto (coords. BAKHTIN. p. utilizando sua imaginação e percepção.20-38. 2002. 1986. Manoel de. 2a edição. BARCELLOS. T (org. op. CASCUDO. Rio de Janeiro: Record. n. 1991. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Carlos Drummond de. cit. Portugal. São Paulo: Contexto. BROUGÈRE. UFBA. Sonia. In: A senha do mundo. SARMENTO. KRAMER. Manolo. 4a edição. Editora Brasiliense. BARROS. As crianças e a infância: definindo conceitos. História das crianças no Brasil. Ediouro. 1982. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil.).). Braga. Luís da Câmara. In: KISHIMOTO. 84-106. delimitando o campo. Gilles. Manuel e POSTMAN. 13-38. In: DEL PRIORI. ARIÈS. Walter. José Roberto de & FLORENTINO. 1982.Educação. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. In: DEL PRIORI. Celina & CALFA. p. S. Revista Repertório Teatro & Dança. Bibliografia ANDRADE. 2000. Marinheiro. Boletim do Programa Salto para o Futuro. julho de 2001. maio de 2002. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. KRAMER. Infância: fios e desafios da pesquisa. COUTO E MELO. São Paulo: Pioneira. Formação social da mente. mimeo. p. São Paulo: Hucitec. PUC-RIO. BIÃO. São Paulo: Summus Editorial. Apresentação. Coleção Primeiros Passos. 1997. Rio de Janeiro: TV Escola. cit. Dicionário do Folclore Brasileiro. O brincar e suas teorias. Centro de Estudos da Criança. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. o brinquedo. O desaparecimento da infância.19-32. a educação. CCE. p. Rio de Janeiro: Salamandra. Carlos Alberto de. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa.177-191. crianças dos escravos. São Paulo: Martins Fontes.). BENJAMIN. Rio de Janeiro: Graphia. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. 1996. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Mary (org. In: KRAMER e LEITE (orgs. MEDINA. Rio de Janeiro: Ravil. 1997. Neil. Exercício de ser criança. Portanto. In: BAZILIO e outros (orgs. 1992. p. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Manuel Jacinto e PINTO. Manuel. Maria Ignez. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. 6.7-18. 284 . 1984. Rio de Janeiro: Guanabara. L. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. Simone. _. História social da criança e da família.). Sonia. Universidade do Minho. 1999. JORNAL DO BRASIL. In: PINTO. As crianças: contextos e identidades. 1999. op. Bibliografia BATALHA. Manuel Jacinto (coords. Infância tutelada e educação.

O povo brasileiro . 285 .LARAIA. Darcy. Companhia das Letras.a formação e o sentido do Brasil. 1995. um conceito antropológico. Roque de Barros. Cultura. 2000 RIBEIRO. Jorge Zahar Editor.

a temática da igualdade e diversidade em sala de aula. na culinária. mas uma construção. entre outras.DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL “Ensinar é inserir-se na história: não é só estar na sala de aula. Cabe à escola propor situações de aprendizagem que considerem a importância do negro e dos afro-descendentes em nossa sociedade. construa de forma contextualizada os conceitos de tempo. com múltiplas interpretações e análises. expressando-se na música. especialmente de tempo histórico. Esperamos que o aluno.HISTÓRIA "O objetivo da História. de modo prático. é preciso que a escola incorpore. por meio de estigmas e estereótipos que marcam a população negra. na nossa língua. Mas para que estas e outras questões sejam abordadas em sala de aula. 1 . A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. é um dos objetivos da fase complementar em relação à disciplina História. na dança. mas conflitante. versões que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. é por natureza. para isso. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes. cheia de interesses. sujeito e fato histórico de forma que os transformem em leitura crítica do mundo. É papel também da escola refletir sobre as constantes representações sociais negativas. não linear e evolutiva. independentemente da cor ou posição social. ao longo do processo. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. Somos um país multicultural e pluriétnico e os nossos currículos precisam contemplar o conhecimento dos povos que formaram esse país. 286 . mas num imaginário político mais amplo." (Marc Bloch) O ENSINO DE HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS A construção de conceitos. onde todos têm importância. o homem. precisamos ir além da pedagogia do exótico ou da folclorização da participação dos negros na sociedade. principalmente os existentes nos livros didáticos. na literatura.” (Paulo Freire) A multiplicidade de raízes da nossa formação cultural não pode ser desconsiderada pela escola. a fim de que garanta na prática a diversidade étnico-cultural presente diariamente na nossa vida.

Que tal levar para a sala de aula novos heróis. pois permite a elaboração. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. Escravo sendo açoitado Retrato de Luís de Gama . Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados.1830. SP Militão Augusto de Azevedo Rubem Valentim Objeto Emblemático 3. o estudo do meio. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. Segundo o PCN de História e Geografia. para o ciclo I. Além disso. a vivência do que se aprende em sala de aula. bem organizado. ou seja. 1969 Coleção Roberto Bicca de Alencastro Acervo Museu Afro Brasil 2 . São Paulo. é papel da escola proporcionar esses estudos. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. novas imagens e visões da história? Jean-Baptiste Debret. BA .Geralmente as imagens dos negros estão associadas à escravidão.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador A Secretaria de Educação oferece estudos que proporcionam ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. novos pintores. novos contos. O estudo do meio.1882. Precisamos de referências positivas da participação do negro na História do Brasil. 287 . conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. Salvador. como recurso didático. por meio de atividades realizadas no entorno da escola e no próprio bairro. Conhecer e valorizar o local em que se vive. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos.

A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. portanto. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. tudo o que fabrica. A observação direta. como fonte histórica. Como qualquer outra fonte. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. A ela são agregados novos valores e interpretações. deve ser explorada com cuidado. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. é reconstruída a cada época. analisar e construir novos saberes. por exemplo. planejar momentos de troca de informações e principalmente dar uma função social com as informações e descobertas realizadas. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. talhadas. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. refletir sobre que fontes usar. da complexa rede de relações. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. de imagens pintadas. lembre-se que pesquisar é buscar a resolução de problemas. 4 . dos gostos.. a manipulação e questionamentos de documentos produzidos pelo homem podem revelar muitas informações. por alunos ou por especialistas. valores e preferências de um grupo social. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. Cabe a nós decodificar seus ícones. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. idealizada. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. de Debret. desenhadas. discutir sobre as possibilidades e maneiras de encontrar as respostas ou não. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. indo além do que é visível..Documentos “[.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. levantar hipóteses. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. forjada ou inventada. então. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. Ao fazermos uso. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. organizar os dados. comece sempre com o levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema em estudo. pois ela não representa a realidade histórica em si. modeladas. uma paisagem ou um determinado costume. estabelecimentos de relações e construção de conhecimento. 5 – Pesquisa A pesquisa é um caminho para descobertas. pois como qualquer outro artista. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. Ao solicitar uma pesquisa. impressas ou imaginadas e. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. cabe ao professor tornar esta atividade algo realmente produtivo. porque estariam retratando fielmente uma época. 288 . está na hora de transformar o tema em questões a serem resolvidas. Após saber o que eles já sabem. sistematizando os conhecimento e divulgando-os. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. da sociedade que o criou. de seus hábitos. usou e o transformou. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. um acontecimento. mas deve-se sempre levar em conta que. do seu nível tecnológico e artesanal. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida.3 . Tudo o que o homem diz ou escreve. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. ainda esculpidas.

USA. mas dons especiais. Rio de Janeiro: Objetiva.santos. 1998. de Lourdes.br http://www. MEC/MARI/UNESCO.org. Ana Lúcia Lana.História. Eduardo. na forma de uma brutal tomada de consciência a respeito da realidade que a cerca.com. direção: Darrel Roodt Na África do Sul. GRUNBERG. Sarafina. São Paulo: Editora Ática.museuimperial. Didática de História: o tempo vivido. 2003. Brasília: IPHAN: Museu Imperial.novomilenio.net http://www. D. org.org.gov. Para entender o Negro no Brasil de Hoje . Luis Donisete Benzi e LOPES DA SILVA. LANNA. Para uma aluna em especial. 1870/1913.pinacoteca.com.Ação Educativa. França/Bélgica/Luxemburgo.com. a animação conta a história de Kiriku. . A África em Sala de aula – São Paulo: Selo Negro.mundonegro.casadasafricas. 1995. 1996. O PODER DA COMUNICAÇÃO. A.museudapessoa. uma outra história? São Paulo: FTD. 71 min.br http://www. Náufragos.museudoindio. MUNANGA.itaucultural. um garoto pequeno. Aracy.org. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO.br http:// www.br http://www. direção: Michel Ocelot Baseado em uma lenda da África Ocidental.org. Traficantes e Degredados. Eliane e Irene Barcelos. 2001. Filmes Kiriku e a Feiticeira (Kiriku et la Sorcière).unisanta. 116 min.inf http://vivasantos.com. Realidades. Livro do Estudante.geledes.gov. Guia Básico de Educação Patrimonial. 1993. Kabenguele e Nilma Lino Gomes. 2005 HORTA.br http://:www. Brasilia: MEC/SEF. Editora Abril.br http://www. GRUPIONE. Leila Maria Gonçalves Leite.br/prc/engenho http://www. professora ensina jovens alunos negros a lutarem por seus direitos. Global . L. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. Coleção de Olho no mundo. A incrível saga de um país. 1999. Sites: http://www.br http//www.museudocafe. _______________Brasil: uma História. essas lições serão um rito de iniciação na vida adulta.br http://www.br http://www.br.usp.casadeculturadamulhernegra. 1997. Sao Paulo: HUCITEC. HERNANDEZ. Problemas e Caminhos. Uma cidade na transição: Santos.br http://www.Indicações Bibliográficas BUENO.br http://www.sp. 254 págs. Adriana. A temática indígena na escola: novos subsídios para professores do 1º e 2º graus – Brasília.br http://canalkids. . O Som da Liberdade (Sarafina). 1996 NEMI. que nasceu com a missão de salvar sua aldeia da cruel feiticeira Karaba.br 289 . M.palmares. CABOCLO. Ed.com. 1999.gov.

comparar com outras imagens. a casa. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. os diferentes modos de morar. de viver. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Mas não para por aí. desenhos. Cartazes. matérias de jornal. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Enfim. construções etc. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. a geografia pode contar com muitos aliados: música. para o ciclo I.. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. levantando hipóteses próprias. pois permite a elaboração. como recurso didático. que podem culminar em uma exposição. textos da Internet. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. pinturas. a escola. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. como exemplo. Segundo o PCN de História e Geografia. fotografias. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. o estudo do meio. de Tarsila do Amaral. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. histórias em quadrinhos. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Com as informações em mãos. estilos de arte. gráficos e esquemas. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. A partir delas. peça de teatro. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. a rua da escola. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. filmes. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. 290 . grafites. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. Aos poucos.GEOGRAFIA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM GEOGRAFIA A geografia é uma ciência de observação.. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. lugares. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. esculturas. enciclopédia eletrônica. os arredores. diários de viajantes. Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. levantamento de interesse junto aos alunos. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Além dos textos. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço.

5 centímetros entre São Paulo e Santos. construa escalas intuitivas. Inicie o trabalho com mapas simples. a percepção do que é maior ou menor e legendas. seja para se comunicar ou para obter informações. analisem as diferenças de tamanho entre elas. etc. morros de Santos. Para tal. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. por exemplo. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). separa). converse sobre as razões desse fato. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. etc. separação (aquilo que limita. depois e entre). considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. onde o aluno tenha questões para resolver. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. sugerimos: • Explore a noção de legenda. fotos de satélites. ordem ou sucessão (antes. 291 . a referência espacial da criança é o corpo. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. chegando à noção espontânea de escala. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. Para compreender essa redução. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. Nessa atividade. saber o que significa. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. o estado e o país. a cidade. etc.O estudo do meio. Assim. é feito um trabalho processual. por exemplo. que. Explore a procedência das famílias.: porto. Engenho dos Erasmos. os traços azuis representam rios. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. Em seguida. depois. nas séries finais do ciclo I. entre as fotos e as pessoas. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. Os aviõezinhos representam aeroportos. a distância de 1. existe um grande número de migrantes. o bairro. A sua representação depende da escala adotada. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. em grupos. na cidade de Santos. plantas da cidade. bem organizado. maquetes e plantas Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. ou seja. mas. Mapas. maquetes e plantas. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. folders turísticos. • • • Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. centro histórico. ou seja. Num primeiro momento. partindo da sala de aula para a rua. a classe poderá concluir.) empregando sucata. discutindo as usadas convencionalmente. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de).

confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado.• O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. representação por meio de desenho. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais já conhecidos. criação de poemas. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. letras de música. textos explicativos. Ao discutir a construção do espaço geográfico no contexto da industrialização. que resultou da exploração dos recursos naturais gerando uma crise ambiental. Comece com objetos.000 (“um para quinhentos mil”). A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. depois parta para a sala de aula. tais como: palmo. Nesse sentido. 292 . cabe questionar como o equilíbrio ambiental está sendo afetado e o que pode ser feito para modificar as atitudes dos cidadãos. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. braça. Educação Ambiental Ao produzir seu espaço. dramatizações. pessoas que visitaram os lugares. de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. seus costumes. • Relatos de viagem. a sociedade construiu uma relação predatória com a natureza. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. reescrita. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço. recortes de jornal e revistas. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. No processo de urbanização e industrialização. o homem modifica a natureza. que escreveram suas opiniões ou que fizeram comentários sobre as pessoas do lugar. pé. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. Assim como o barbante. cujas imagens deverão ganhar legendas. interferências. podem se usados outros padrões de medida. palito. títulos. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre São Paulo e o Brasil para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. entre outras. para isso. Cabe à escola implantar um programa de educação ambiental que promova o desenvolvimento de conhecimento. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel.

experimentações. dados e conclusões. • Busca e coleta de informações por meio da observação direta ou indireta. das embalagens de alimentos etc. • Desequilíbrio ecológico. textos mais elaborados. necessidades energéticas para diferentes atividades físicas. tabelas.) • Estabelecimento de conclusão com base na análise de dados do assunto em estudo. • • • • • • • • 293 . cultura. • Cadeias alimentares. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. PROCEDIMENTAIS • Estabelecimento de relações entre os diferentes aparelhos e sistemas que realizam a função de nutrição para compreender o corpo como um todo integrado. Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício e de atitudes compatíveis com a preservação da natureza. • Noções de ecologia. Interesse em conhecer o funcionamento do corpo. • Ecossistemas (exemplos de ecossistemas).5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) ) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Como se relacionam os seres vivos. Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. organização e rigor nas observações e análises. hábito alimentar. sobre o funcionamento do corpo. tabelas. • Etapas do crescimento e desenvolvimento. • Ecossistemas ameaçados. • Estabelecimento de relações entre hábitos alimentares. listas. Desenvolvimento de hábitos relacionados ao cuidado com o corpo. • Higiene e saúde. Conhecimento sobre as opiniões dos colegas ao trocar ideias. adotando atitudes promotoras de saúde. Respeito às diferentes opiniões dos demais. • Comunicação oral ou escrita das suposições. • Levantamento de dados. • Elaboração de cardápios. Incorporação de hábitos simples e necessários de alimentação e preparação dos alimentos. listagens que refletem. • Descrição dos próprios hábitos alimentares e comparação com os de outras pessoas do seu convívio e de outras regiões. por exemplo. por exemplo. • Alimentos: origem. • Mudanças sexuais. • Elaboração de folhetos para divulgação de medidas de prevenção de algumas doenças • ATITUDINAIS Colaboração em atividades coletivas (por exemplo. • Sol x plantas x fotossíntese. maquetes. e respeito. • Alimentação equilibrada. análise e observação (ao fazer gráficos. quadros. Corpo humano e saúde • Visão geral do corpo humano. • Contágio por vermes e micro-organismos. fonte e funções. • Defesas naturais e estimuladas. esquemas. como curiosidade. • Transformações sofridas pelo alimento no organismo. • Organização e registro das informações por meio de desenhos. leituras de textos. entrevistas. • Principais sistemas e aparelhos. • Animais em extinção. imagens selecionadas. • Hábitos alimentares. emoções e vivência social. ao trazer imagens para uma atividade de recorte e colagem).

por exemplo. sentimentos e conflitos na área da sexualidade para que reconstruam por si mesmos seu modelo de interpretação da realidade. • Preservação dos recursos naturais. nos debates sobre adolescência e preconceito ligado ao sexo. • Valorização da vida em sua diversidade • Exposição de ideias. • Aids e abuso de drogas. particularmente na região onde vivem. • Observação. • DST (formas de contágio e prevenção). • Divulgação de informações sobre transformações provocadas nos ambientes pela ação humana. • Comparação da reprodução humana com a de outros animais. • Comparação dos principais órgãos e funções do aparelho reprodutor feminino e masculino. relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade. • Conservação de alimentos. • Reconhecimento da importância das campanhas e medidas de preservação da saúde. • Sexualidade e gravidez na adolescência.• Reprodução humana • Sistema reprodutor: feminino e masculino. fisiológicas e psicossociais na infância e adolescência. infecciosas. 294 . identificação e descrição das transformações físicas. • Gravidez e parto. • Questionamentos sobre degradação dos ambientes. • Descrição de medidas de proteção e recuperação do ambiente. • Conhecimento de seus direitos e deveres como. e em outras regiões. • Observação de animais e seus hábitos. Recursos tecnológicos • Alimentos industrializados. • Vacinas. • Comparação entre diferentes ambientes em ecossistemas brasileiros quanto à vegetação e fauna e suas inter-relações e interações.

100. na resolução de situações-problema do cotidiano. pela observação de representações gráficas e de regularidades nas escritas numéricas. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. • Produção de frações equivalentes. Respeito às regras de jogos. o multiplicação de um número natural por um número fracionário. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. Hábito em analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. comparar e completar quantidades.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. acrescentar quantidades. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. o Multiplicação e divisão por 10. • Frações equivalentes • Simplificação de frações. como fonte de aprendizagem. que envolvam números naturais. o Divisores de um número natural. o imprópria. o Divisibilidade. • Tipos de frações: o própria. respeitando o pensamento do outro. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. Interação com seus pares de forma cooperativa. que envolvam números naturais. interpretação. 1000. Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. na resolução de situações-problema do cotidiano. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. Apropriação de diferentes estratégias para resolução de qualquer tipo de trabalho.999. Educ. • Análise. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. • Ampliação do repertório básico das operações com números naturais para o desenvolvimento do cálculo mental e escrito. gráficos e tabelas. na resolução de situações-problema do cotidiano. Números Racionais • Fração de uma quantidade. o Divisão com números naturais (divisor com 1 e 2 algarismos). evitando interpretações parciais e precipitadas.999. • • • • • • • 295 . que envolvam números naturais. o Multiplicação com números naturais (multiplicador com 1 e 2 algarismos). empregando números e quantidades. o Divisão . • Uso do conceito de adição como ideia de juntar. escrita. o Números primos. • Comparação e ordenação de números racionais na forma decimal. • Operações e conceitos: o Adição e subtração . • Leitura. Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. formulação e resolução de situaçõesproblema. compreendendo diferentes significados das operações envolvendo números naturais. comparação e ordenação de representações fracionárias de uso frequente. • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis • • • para a aprendizagem de Matemática. transpondoas para a sua rotina. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar. que envolvam números naturais. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. Respeito pelo pensamento do outro. Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. o Múltiplos de um número natural.divisor com 1 e 2 algarismos. Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Comparação e ordenação de números racionais.com e sem reagrupamento. o Multiplicação .multiplicador com 1 e 2 algarismos. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal. • Operações com frações: o adição e subtração de números fracionários com denominadores iguais.

quilograma. interesse em conhecer e utilizar diferentes estratégias para calcular e os procedimentos de cálculo que permitem generalizações e precisão. o transformação de unidades • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. o três dimensões: comprimento. • • ATITUDINAIS Respeito às regras de jogos. o transformação de unidades • Medidas de massa: o grama. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. construção de gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. largura e altura. bases. o transformação de unidades • Medidas de comprimento: o metro. • Coleta. 100 e 1000). Grandezas e Medidas • Sistema monetário. • Triângulos: classificação. arestas e vértices. comprimento e quilômetro. Perseverança. Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais de cálculo. para identificação de características previsíveis ou aleatórias de acontecimentos. subtração. 296 . • Uso da calculadora. pela observação da posição dos algarismos na representação decimal de um número racional. • Construção de sólidos geométricos. • Produção de textos escritos. • Medidas de capacidade: o litro e mililitro. operações com números decimais: adição. • Construção de polígonos a partir de suas principais características. • Utilização de procedimentos e instrumentos de medida. • Representação de dados em tabelas. comparação. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. • Ângulos. • Localização de dados numa tabela. • Círculo e circunferência 3. transpondoas para a sua rotina. divisão (por 10. fração decimal e porcentagem. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. diagramas e gráficos) e construção dessas representações. científicos ou outros. esforço e disciplina na busca de resultados. tonelada e arroba. organização e descrição de dados. • Reta e segmento de reta. • Cálculo de perímetro e de área de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros e áreas de duas figuras sem uso de fórmulas. PROCEDIMENTAIS • Cálculo simples de porcentagens. 100 e 1000). tabelas. • Formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica.CONCEITUAIS Números Decimais • • • • • • • • • leitura. • Construção de gráfico de colunas. Segurança na defesa de seus argumentos e flexibilidade para modificálos. Espaço e Forma • Sólidos geométricos: o elementos do sólido geométrico: faces. escrita. • Estabelecimento das relações entre unidades usuais de medida de uma mesma grandeza. a partir da interpretação de gráficos e tabelas. • Quadriláteros: classificação. • • 2. multiplicação (por 10. em função do problema e da precisão do resultado.

o transformação de unidades (de superfície). Volume: o metro cúbico e decímetro cúbico. centímetro quadrado e quilômetro quadrado.CONCEITUAIS • Perímetro Superfície: PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS o metro quadrado. o área: . Tratamento da informação • Leitura. listas. tabelas e gráficos. interpretação e construção de textos. 4.quadriláteros e triângulos. 297 .

de comunicação e convívio social. * Organização adequada em arquivos na área de disco (pastas e subpastas). Mesa Alfabeto. transformando informações em conhecimento. a inter-relação de pensamentos. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. a coordenação motora. * Refinamento de pesquisa. outros). * Interação com seu grupo de forma cooperativa. * Valorização das tecnologias (My Kid. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da linguagem computacional (Processamento. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. ideias e conceitos. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. 298 . * Utilização dos recursos de multimídia para pesquisa. Site da Educação. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. * Uso das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Uso dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet de modo a promover navegações seguras.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. a memorização. homepage). hardware e software). * Comunicação via internet (e-mail. ATITUDINAIS *Convivência em grupo.

Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. possessivos. Uso de diferentes discursos em situações de comunicação escrita. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Linguagem e participação social. mas também fora dele. pintura. Leitura • Textos de gêneros diversos: poemas. contos. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. Hábito da pesquisa em dicionário. literatura de cordel. • Leitura e interpretação de texto. encontro vocálico (ditongo. ° Discurso direto e indireto. piadas. música. Adoção de espírito investigativo (pesquisa). ° Revisão: verbos (conceito / infinitivo). • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. pretérito. diário pessoal. não apenas no ambiente escolar. ° Divisão silábica: dígrafo. dança. ° Tempos verbais (presente. tritongo. Preservação do patrimônio cultural e coletivo em língua escrita. Exercícios da cidadania crítica e reflexiva. encontro consonantal. trava-línguas. fábulas. futuro). notícias. história em quadrinhos. notícias. operando com os conhecimentos sobre a língua. Aprofundamento e estudo das diferentes classes de palavras e seus significados. hiato). mitos. lendas. Autonomia e criticidade crescentes em relação às produções escritas. escultura e outros). indefinidos e demonstrativos. Construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. Escrita • Produção de texto individual e coletiva. relatos e entrevistas. • 299 . instruções. ° Preposição. etc). Produção e revisão de texto relacionado ao projeto desenvolvido na sala de aula. ° Concordância verbo-nominal. a partir do domínio crescente da língua. cartas. Leitura de textos de gêneros diversos. ° Pronomes: pessoais. de tratamento. oblíquos. • Intertextualidade. Hábito diário de leitura de fontes diversas. parlendas. Uso da leitura como instrumento de pesquisa. canções. sotaques. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Itens da gramática normativa (revisão): ° Substantivo (conceito). • Textos extraverbais (ex: fotografia. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. Produção de textos de diferentes tipologias.

• Características do gênero (contos de assombração) /portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. ° Acentuação (crase). ° Ortografia: 1. afirmação). ENCIA. a partir de um tema gerador previamente selecionado. onomatopéia. ANÇA. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. 3. Adjetivo e locução adjetiva. a / há. modo.) 2. ° Advérbios (tempo. terminação em OSO/OSA de adjetivos. Irregularidades ortográficas. dúvida.CONCEITUAIS Artigo definido / indefinido. ° Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). ° Sinais de pontuação (ponto e vírgula). Regularidades morfogramaticais (terminação em EZA de substantivos derivados de adjetivos. negação. ° Verbos e concordância verbal (revisão). Grafias e expressões: a gente / agente. Interjeição. substantivos terminados em ANCIA. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS ° ° ° ° 300 .

write. • Perguntas e respostas sobre: o O que está fazendo: He/She is ____ing. / No.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. watch TV.. ride a bike. o Expressar-se quando não souber dar uma resposta: I don’t know. sit down. ouvindo com atenção. dance. stand up.? At ____ o’clock. o A estação do ano preferida: What’s your favorite season? It’s. read. o Falar sobre a profissão dos pais: My mother/father is a/an…. look at my…. Contato com músicas. em situações cotidianas. do vocabulário e diálogos aprendidos. o As condições do tempo: What’s the weather like? It’s. play. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. / What time do you. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. speak. glue. What color are they? They’re… o A quantidade de peças de roupas: How many . o As habilidades de cada um: What can you do? I can/can’t. raise your hands. o As profissões das pessoas: Is ... PROCEDIMENTAIS Uso. run. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Comandos: jump. ___ isn’t.... close/open your book/the door.. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. a _____? Yes. congratulations. Respeito ao momento em que o outro fala. o As cores das roupas: What color is it? It’s. cross your arms. / They are ____ing. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra. are there? There is/are . erase the board.. thank you. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. it’s easy. ___is.. draw. repeat. shake your leg. swim. 301 .. color. run. play soccer. jump... skate. Parceria na construção da pronúncia dos colegas.. fly. o Os nomes de outras pessoas: What’s her/his name? o As horas: What time is it? It’s . please.. swim... cut. cook...

lawyer. animais. partes da casa. midnight. o Relacionado ao tempo: clock. secretary. engineer. hospital. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS     302 . hot. T-shirt. old. listen to music. • Gramática: o Verbo “to be” . sneakers. Thanksgiving. jeans. o Locais de prestação de serviços: fire station. o Ações: jump. driver. cloudy. o Roupas: dress. police officer. windy. fat. Father’s Day. Christmas. o Present continuous. June Festival. watch TV. run. father. tennis shoes. Mother’s Day. dentist. skate. student. o Estações do Ano: Summer. Carnival. interrogativo. Winter. o Descrições físicas: pretty. have breakfast. boots. snowy. swim. it. sweater. firefighter. he. fly a kite. jacket. jeans. glasses. dias da semana. Spring. noon. cold. doctor. ugly. rainy. thin. have dinner. tall. go home. brush my teeth. do homework. your. dance. Halloween. nurse. sister. o Modal: can (para indicar possibilidade e habilidade) – afirmativo. they. go to bed. and young. o Pronome pessoal: I. pilot. take a shower.      CONCEITUAIS • Vocabulário: o Revisão: Esportes. her. o Membros da família: mother. negativo. o Condições do tempo: sunny.presente simples. good-looking. we. o Pronomes possessivos: my. architect. go to school. play. Easter. brother. get up. Fall. skirt. she. socks. ride a bike. short. you. meses do ano. o Presente simples. o Profissões: teacher. watch TV. o Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. shorts.números. have lunch. his.

do aprendizado e uso da linguagem musical por meio de debate. Interesse. Leitura e ditado rítmico (subdivisão binária): Figuras de valores. • Criação e grafia de motivos rítmicos.. destacando-se o compositor e sua breve biografia. de câmara. Hino Nacional Brasileiro. do cotidiano. Realização de jogos. canções. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. pulsação. Formação de repertório. • • • • Valorização da música enquanto linguagem e forma de expressão. Interpretação. da qualidade vocal do grupo. marcial e fanfarra. dinâmica. reconhecendo os instrumentos musicais. Valorização da produção artístico-musical individual e do grupo. • Identificação dos diferentes tipos de formações instrumentais. Hino à Bandeira Nacional.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. brincadeiras. dirigidos pelo professor. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. 303 . Formações instrumentais: Orquestra de cordas. do acento e utilização de ostinatos. objetos sonoros. Hino da Independência. Manifestações folclóricas: jogos. Percepção do pulso. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente. danças. por meio de canções conhecidas. Canto coletivo. Valorização da voz como instrumento de comunicação. brinquedos cantados.sinfônica/filarmônica. O Maestro Instrumentos de orquestra. • PROCEDIMENTAIS Leitura e ditado rítmico introduzindo figuras de valores gradativamente. etc. Música erudita. Valorização da cultura popular. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ostinato Improvisação sonora dirigida. ATITUDINAIS • • • • A Orquestra Naipes da orquestra e suas disposições. percussão e movimentos corporais. etc. • Criação de improvisos sonoros. Reflexão e avaliação: do repertório trabalhado durante o ano. Hino da Proclamação da República. Apreciação da música erudita. levando a uma melhor qualidade de vida. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Sopros (madeiras e metais) Percussão (com altura definida e sem altura definida). Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. Cordas. parlendas. utilizando instrumentos de percussão. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. percebendo o que pode ser mais saudável. Canto coletivo. brincadeiras e histórias do folclore brasileiro. Banda sinfônica.

à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Textos teatrais. Cuidado na preservação da produção artística pronta. • Observação das formas e movimento nas manifestações artísticas abstratas. às idéias dos demais. não convencionais. • Apreciação de imagens diversificadas. PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. (sugestão: leitura e contextualização das obras de Rugendas e Debret). Origamis. às idéias dos demais. • Análise da arte como registro histórico e produto cultural. Valorização da solidariedade e da cooperação.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Análise da arte como registro histórico e como produto cultural. Pontilhismo. • Uso do papel como expressão tridimensional. Respeito às normas de funcionamento. Arte abstrata.bonecos (sugestão: Mestre Vitalino). Modelagem . reflexão. bem como o reconhecimento do que já existe. • Uso dos elementos da composição visual como o instrumento de leitura diante das manifestações artísticas. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Monocromia e policromia. (Sugestão: Paul Klee). Respeito às formas de expressão artística diferenciadas. Respeito às normas de funcionamento. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Arte africana. Arte indígena História em quadrinhos. Respeito à própria produção e à do outro. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Desenvolvimento do senso crítico. • Interpretação. • Observação da realidade e do meio em que está inserido como fonte de inspiração para registro em quadrinhos e criação de personagens. contextualização e encenação de histórias infantis e encenação. • Uso do corpo como expressão artística. • Exploração de técnicas de colagem na produção artística. Valorização do silêncio diante da concentração. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais. Colagem na obra de arte. • Observação do fazer artístico como experiência de interação. ativando a memória afetiva. 304 . (sugestão: Seurat e Claude Monet). • Modelagem de bonecos • Confecção de licocós (Arte Indígena). Desenvolvimento da criatividade.

• Responsabilidade e compartilhamento com a intenção de afastar ao máximo a probabilidade de ocorrerem acidentes e atender as necessidades dos participantes. • Uso da cooperação durante as atividades. • Experimentação de atividades de danças. • Circuitos abertos com: corridas. arremessar. brincadeiras e danças. rolar. • Jogos individuais e coletivos. • Atividades com divisões de grupos. • Regras dos jogos. chutar. • Valorização de momentos de reflexão. excesso de excitação e cansaço. cooperativos e recreativos. • Exercício do “ganhar” e do “perder”. • Atividades em sala de aula. agilidade e habilidades motoras. com ajuda do professor. levando à autonomia • Participação em jogos coletivos. assim como em danças simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. elevação dos batimentos cardíacos. gráfica. • Discussão das regras dos jogos. respeitando o grau de dificuldade da criança. • Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. • Noções de higiene e saúde. • Desenvolvimento de uma atitude crítica reflexiva em relação a padrões impostos pela cultura. matemática. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. reconhecendo os próprios limites. plástica e corporal. valorizando a participação de todos. • Reflexão sobre valores como autonomia. • Reconhecimento. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. PROCEDIMENTAIS • Participação em atividades cotidianas. ATITUDINAIS • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. •Constatação de alterações corporais nos exercícios que envolvam esforço. • Valorização da convivência solidária. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. bater. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Jogos pré-desportivos. como meio para produzir. • Interiorização de uma nova postura perante a dinâmica da competição. • Atividades competitivas. • Respeito às regras. desenvolvendo atenção. • Construção de regras de jogos. rebater. girar) durante jogos.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Participação em jogos pré-desportivos. • Utilização de habilidades (correr. • Respeito as suas possibilidades e limitações corporais. • Resolução individual de problemas corporais. estabelecendo relações com o espaço disponível. cooperação. a cooperação. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. ritmo e coreografias simples. brincadeiras ou outras atividades corporais. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. • Adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. • Uso da atenção. expressar e comunicar suas idéias. observação e memória. • Danças expressivas da cultura popular. amortecer. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. limite e participação social. saltos e arremessos. brincadeiras. memória e observação. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. • Circuitos de força. apresentando mais uma opção. • Construção de novas regras e estruturas dos jogos. jogos populares. 305 . saltar. • Valorização das diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano.

306 . • Respeito aos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. esportes e brincadeiras. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. • Expressão de opiniões em situações de jogos. repudiando qualquer espécie de violência. respeitando as diferenças. •Uso de opiniões e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. esportes e brincadeiras. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. dignidade e solidariedade em situações competitivas.• Uso de suas possibilidades e limitações corporais. • Respeito na utilização dos espaços comuns.

Planejamento de estudos do meio com a ajuda do professor. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a própria história e da família por meio de entrevistas com pessoas do seu convívio. Leitura de textos de fontes diversas: música. Uso de diferentes fontes históricas: fotos. tabelas. capitania de São Vicente e Pernambuco. • O negro na sociedade atual: a desigualdade vivenciada pela população negra e outros setores da população. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. Contextualização dos principais acontecimentos e suas transformações para a sociedade de ontem e hoje. ao professor e às demais pessoas do seu convívio escolar. • Aceitação das diferenças de cada um. • Respeito às formas de luta do passado e do presente. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. • Inserção do negro na economia colonial: a canade-açúcar e a mineração. • Medições de tempo: calendário cristão (ano. pinturas. listas. Pesquisa sobre personagens da história da sua localidade. • Ser escravo no Brasil: resistência negra: quilombos e líderes negros. a dos portugueses e a dos indígenas: • Primeiras viagens e a colonização no Brasil • Capitanias hereditárias: implantação da cultura da cana-de-açúcar. quadros. Discussão dos termos encontro. músicas. etc. Relig. 307 . • Reconhecimento da importância da participação da população nas lutas pela democracia e o poder do voto. • Valorização da diversidade cultural dos povos. teatro. com as demais pessoas do convívio escolar. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. conquista e descobrimento. hábitos. documentos escritos. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Integração aos grupos dos quais faz parte. os indígenas hoje ( modos de vida.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • História: o que é? • História pessoal: a história de vida do aluno e o uso de documentos. poesia. • Valorização da cultura indígena. Estabelecimentos de diferenças entre o hoje e o ontem: permanências. Diálogo sobre temas propostos. poesia. etc Discussão sobre o encontro de culturas e as formas de dominação portuguesa. gravuras. relação com a natureza e problemática atual ) • Os colonizadores: o encontro de culturas. etc. década e século).5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. • Conhecimento sobre a realidade dos afrodescendentes no Brasil atual. Coleta de dados sobre as diferentes nações indígenas que habitavam e as que habitam o Brasil. hábitos. textos e maquetes. texto jornalístico. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. Organização e registro das informações por meio de desenhos. • Fundação da Vila de São Paulo (1554). rupturas e transformações. • Valorização da própria história de vida. • Os africanos : o continente africano e sua diversidade paisagístico-cultural. histórias de vida. Troca de informações sobre o modo de viver. texto. • O Brasil indígena: o Brasil antes da chegada dos colonizadores: as nações indígenas. • A importância da África na formação do povo brasileiro. • A África e o Brasil: a escravidão negra ( o tráfico de escravos para o Brasil e a exploração da mãode-obra). • Empenho e colaboração nas atividades em grupo. Apropriação dos dados coletados por meio de pinturas indígenas. • Exposição do próprio pensamento. • Valorização da cultura negra como formadora da cultura brasileira.

• Por meio de desenhos. etc. • Principais acontecimentos políticos e sociais na atualidade. • Uso de mapas geográficos e históricos. porto de Santos. • Direitos e deveres do cidadão na atualidade. PROCEDIMENTAIS • Discussão sobre o papel do negro na sociedade atual e das diversas formas de preconceito existentes no Brasil. eleição. sociais e políticas com a vinda da família real portuguesa para o Brasil: a independência do Brasil. • O desenvolvimento da indústria: condições de vida dos operários. • Os imigrantes: influência na história de São Paulo e Santos. • Os direitos dos trabalhadores: leis trabalhistas. • O trabalho: a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado. • O movimento abolicionista e republicano. as fábricas e o movimento operário. democracia e ética. transporte. etc. quadros. • Discussão sobre liberdade. • A organização político-administrativa (Poderes Executivo. textos e maquetes. ATITUDINAIS 308 . listas. tabelas.CONCEITUAIS • Transformações econômicas. • Regime democrático X regime ditatorial Assembléia Constituinte. Constituição. • Brasil República ontem e hoje. • Organização de entrevistas ou depoimentos com pessoas que viveram a época da ditadura em Santos. Legislativo e Judiciário). culturais. voto. • A expansão cafeeira: urbanização.

legenda e título. gráficos. • Valorização das diferentes manifestações culturais dos grupos étnicos do nosso país. escala e legenda. clima. • Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. • Registro por meio de listas. compreendendo problemas característicos do nosso país. distinguindo-os de acordo com as regiões. desenhos. poluição e outros. textos narrativos. • Confecção de maquete com escala. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. mapas. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. livros. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. Relig. fotografias. • Características de urbanização do Brasil observando a industrialização e comercialização percebendo-os a partir do próprio convívio. PROCEDIMENTAIS • Leitura. internet. reconhecendo o objetivo de cada um. enciclopédias. • Aspectos físicos do país: relevo.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. fotografias.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambas (noções gerais). • Ocupação do espaço físico do Brasil reconhecendo as semelhanças e diferenças físicas e sociais das zonas rurais e urbanas. construção de pontes. aplainamento de morros. áreas populacionais e outros. plantas e outros. 309 . obras-de-arte e outros. hidrografia e recursos naturais.

energia elétrica. outro transporta. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 310 . social (patrão.CONCEITUAIS • Implicações do processo de industrialização tais como modernização da economia rural para atender a indústria. e revolução digital. programas assistenciais. compreendendo-as a partir de situações reais como uso de máquinas e computadores na elaboração de produtos utilizados no dia-a-dia. • Processo de urbanização e modernização do país promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. tendo como foco a dinâmica da economia brasileira. terciário). por setor (primário. lazer. ocupação do espaço. transporte. moradia. empregado). desemprego e influências na cultura do país. • Movimento de migração e imigração e suas consequências tais como: mão-de-obra para a indústria. espacial (cidade e campo). secundário. movimentos populares e organização político-administrativa. • Coexistência de grupos que vivem de maneiras diferentes em uma mesma cidade/estado/país. saneamento básico. outro embala e outras). • Modos de vida dos diferentes grupos sociais comparando a nossa região a outras áreas do país. • Divisões do trabalho: por tarefas (um planta.

• As práticas religiosas e os desígnios do Transcendente. 311 . • Origem dos mitos e os segredos sagrados na história dos povos. Reflexão sobre os interesses (econômicos. Pesquisa de mitos sobre a criação do mundo a partir das Tradições Religiosas mais significativas. políticos. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas. bem maior do homem. narrativa. Visualização no mapa dos locais de predominância das diferentes Tradições Religiosas. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. Divindades • As representações do Transcendente. • As práticas religiosas e a relação com o Transcendente. da culinária. valores humanos). Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • Elaboração de um calendário rudimentar das celebrações (datas comemorativas) das diferentes Tradições Religiosas. Pesquisa. • • • • • • Valorização da família. • Respeito à vida. Rituais • A busca do Transcendente em práticas religiosa e nos mistérios. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais/religiosas. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para as Tradições Religiosas se expressarem e para nosso cotidiano. Socialização de histórias da família. Troca de opiniões e experiências com os colegas. na qual a palavra é usada para transmitir e comunicar coletivamente a tradição oral. • Palavra sagrada para os povos. valor supremo do povo. Pesquisa de letras de músicas que abordam questões sociais (religiosidade.5º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Reconhecimento de que a origem da palavra mito (do grego – mythos) etimologicamente significa fábula. • Entendimento da dimensão da religiosidade humana e sua relação com o Transcendente por meio do conhecimento das várias cerimônias religiosas. seleção e discussão de mitos criados ao redor de crendices. com o grupo. da linguagem. preservando a sua memória e garantindo a continuidade da cultura. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. sociais. religiosos) envolvidos na criação e disseminação dos mitos. classificando-os conforme matriz de origem.