Plano de Curso

Ensino Fundamental 1º ao 5º ano

2009
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APRESENTAÇÃO

“(...) Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta e com o silêncio ( intimamente sábio ) das tuas palavras e dos teus gestos ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.”
Ademar Ferreira. In: ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.

Caro(a) professor(a),

Mais um ano letivo inicia-se, trazendo novos desafios que nortearão sua prática docente. Desse modo, com o intuito de auxiliar o planejamento de suas ações didático-pedagógicas, a curto, médio e longo prazo, apresentamos os Plano de Curso do 1º ao 5º ano. As sugestões de alteração que vocês nos enviaram foram analisadas criteriosamente e contempladas quando pertinentes. Ressaltamos que este plano é anual, não dispondo, portanto, de uma divisão bimestral dos conteúdos, visto tratar-se, como o próprio nome diz, de um plano, e não de um planejamento. Dessa forma, caberá a você, professor, após o período de conhecimento de seu grupo-classe, o que compreende os diferentes procedimentos diagnósticos, estudar este plano e as orientações didáticas que o precedem, a fim de construir, com autonomia, o melhor percurso pedagógico junto a seus alunos, ou seja, elaborar o “planejamento” propriamente dito. Os conteúdos apresentam-se divididos em conceituais (que se referem ao conhecimento de conceitos, fatos e princípios), procedimentais (que se referem a um “saber fazer”) e atitudinais (que estão associados a valores, atitudes, regras e normas). Cabe ainda dizer que, em razão dos conteúdos conceituais, manteve-se a divisão por disciplinas, o que, no entanto, não invalida a abordagem interdisciplinar do trabalho em sala de aula. Resguardadas as especificidades de cada área do conhecimento, o que, em sua maioria, constrói-se por meio dos conteúdos conceituais, é por intermédio da aprendizagem dos outros conteúdos – os procedimentais e os atitudinais – que a interdisciplinaridade ocorre. Certos procedimentos também se aplicam com exclusividade a uma disciplina, porém, em sua maioria, assim como as atitudes a serem desenvolvidas pelas crianças, esses perpassam todas as áreas do conhecimento, em maior ou menor escala, durante certa etapa de sua aprendizagem. É nesse sentido, portanto, professor, que seu planejamento deve se orientar, buscando garantir a construção dos saberes próprios de cada disciplina, concomitantemente à dos que se apreendem de uma forma transversal. Importa dizer que, ao falarmos dos conceitos mais específicos de cada disciplina, não estamos dizendo que o vínculo entre esses saberes não possa ser estabelecido, até porque ele existe naturalmente nos conhecimentos instituídos, mas sim que há conceitos próprios de Língua Portuguesa, os quais não dizem respeito à Matemática e vice-versa. Portanto, não é necessário “forçar” tal aproximação, criando situações de aprendizagem vazias de significado. Por outro lado, há conceitos que pertencem a mais de uma área, demandando, assim, que sejam construídos interdisciplinarmente.

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Desse modo, professor, buscando auxiliá-lo no planejamento de suas ações e intervenções em sala de aula e na elaboração de atividades significativas para a aprendizagem de seus alunos, elaboramos algumas orientações para cada área do conhecimento, em que se abordam mais profundamente esses aspectos apresentados. Recomendamos a leitura desse texto paralelamente à leitura do plano em si. Indicamos, no decorrer deste documento, algumas sugestões de referências bibliográficas para aprofundamento dos temas aqui expostos. Sugerimos também que você acesse o site da Educação, no qual poderá encontrar subsídios teórico-práticos para download, além de outras informações interessantes (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc). Lembramos ainda que estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, apontar sugestões, analisar coletivamente as dificuldades, a fim de colaborar na escolha dos percursos pedagógicos mais adequados para a efetiva aprendizagem de nossas crianças. Nossa intenção é fortalecer, cada vez mais, a parceria entre nós, educadores, cujo objetivo comum é a excelência da qualidade de ensino e o desenvolvimento pleno e feliz das potencialidades de nossos alunos.

Bom trabalho a todos!

Departamento Pedagógico. Fevereiro de 2009.

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Sumário Plano de Curso Anual - 1° ano Orientações Didáticas Ciências..................................................................................................................................................10 Matemática.............................................................................................................................................14 Informática Educativa.............................................................................................................................24 Língua Portuguesa.................................................................................................................................25 Inglês......................................................................................................................................................29 Arte musical............................................................................................................................................33 Arte.........................................................................................................................................................37 Educação física......................................................................................................................................39 História...................................................................................................................................................41 Geografia...............................................................................................................................................44 Conteúdos Ciências.................................................................................................................................................47 Matemática............................................................................................................................................48 Informática Educativa............................................................................................................................50 Língua Portuguesa................................................................................................................................51 Inglês.....................................................................................................................................................52 Arte musical...........................................................................................................................................53 Arte........................................................................................................................................................54 Educação física.....................................................................................................................................55 História..................................................................................................................................................56 Geografia..............................................................................................................................................57 Ensino Religioso...................................................................................................................................58
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Plano de Curso Anual - 2° ano Orientações Didáticas Ciências..............................................................................................................................................60 Matemática.........................................................................................................................................63 Informática Educativa.........................................................................................................................74 Língua Portuguesa.............................................................................................................................75 Inglês..................................................................................................................................................81 Arte musical........................................................................................................................................85 Arte.....................................................................................................................................................90 Educação física..................................................................................................................................92 História...............................................................................................................................................94 Geografia...........................................................................................................................................96 Conteúdos Ciências.............................................................................................................................................99 Matemática.......................................................................................................................................101 Informática Educativa.......................................................................................................................103 Língua Portuguesa...........................................................................................................................104 Inglês................................................................................................................................................106 Arte musical......................................................................................................................................107 Arte...................................................................................................................................................108 Educação física................................................................................................................................109 História.............................................................................................................................................110 Geografia.........................................................................................................................................112 Ensino Religioso..............................................................................................................................113
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Plano de Curso Anual - 3° ano Orientações Didáticas Ciências............................................................................................................................................115 Matemática.......................................................................................................................................118 Informática Educativa.......................................................................................................................130 Língua Portuguesa...........................................................................................................................131 Inglês................................................................................................................................................137 Arte musical......................................................................................................................................141 Arte...................................................................................................................................................146 Educação física................................................................................................................................148 História.............................................................................................................................................150 Geografia.........................................................................................................................................153 Conteúdos Ciências...........................................................................................................................................158 Matemática......................................................................................................................................160 Informática Educativa......................................................................................................................162 Língua Portuguesa..........................................................................................................................163 Inglês...............................................................................................................................................165 Arte musical.....................................................................................................................................167 Arte..................................................................................................................................................168 Educação física...............................................................................................................................169 História.............................................................................................................................................170 Geografia.........................................................................................................................................172 Ensino Religioso..............................................................................................................................173
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..Plano de Curso Anual .......................................................................................................................................234 História..............................222 Matemática......................205 Arte........................................................................................................................................................................................................................................................235 Ensino Religioso.........................................175 Matemática..............................................................194 Inglês..........................................................................................................................................209 Educação física......................................................................................................................................................................236 Geografia.....................227 Língua Portuguesa.........................................................................................................232 Arte.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................228 Inglês........................................................................................233 Educação física..................................201 Arte musical....240 7 .......................................................................................................................................................................................................................................230 Arte musical.......................................................................................................................4° ano Orientações Didáticas Ciências.....................................................................................181 Língua Portuguesa.......................218 Conteúdos Ciências.....................................................................................................................................................................212 História...................................................................................................................................................................................................................224 Informática Educativa.....................................................................215 Geografia..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

...........................................283 Geografia.......................5° ano Orientações Didáticas Ciências...............................................................................................................................................................................................................................290 Conteúdos Ciências.....................................................................................................................................................................295 Informática Educativa.....304 Educação física..........................................................................................................305 História............................311 8 .........................275 Arte.........................................................................................................................................................279 Educação física......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................286 História.................307 Geografia...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................264 Inglês..........309 Ensino Religioso..............................................................................................................301 Arte musical....................293 Matemática.................................................................................................................................................................................................299 Inglês.........................303 Arte...................................................................................................................................Plano de Curso Anual ......................242 Matemática.......................................................................................................................................................................................................................271 Arte musical....................................................................................249 Língua Portuguesa..............................298 Língua Portuguesa...........................................................................................................................

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 1º ANO Ensino Fundamental 9 .

vídeos. assim como a reconstrução de categorias de idéias. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. Desse modo. sobre os fenômenos naturais. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. seres vivos.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. busca e registro de informações. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. materiais etc. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. mapas. com o outro e com o ambiente. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. identificar. de modelos científicos. esquemas. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. analisar. trocar idéias com os colegas. entre outros. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Nos anos iniciais. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. em que os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. gravuras. Os alunos podem comparar entre si objetos. Investigação É muito importante também propor investigações. Para aprender Ciências. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. textura. de geração a geração. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. Para tanto. sintetizar. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. Podem aprender procedimentos simples de observação. tamanho. dos arbustos. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. como forma. tais como argumentar. Dificilmente. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. elaborados e acumulados pelo homem. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. comparação. usando diferentes critérios. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. 10 . são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. das folhagens e gramíneas. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. seres vivos. ou seja. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. cor etc.

o seu aspecto individual e. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. Como dissemos. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. que sabem argumentar e defender suas idéias. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita. sempre que possível. é fundamental que o professor. Após essa primeira leitura. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. tabelas. de si própria e sua relação com os outros. A atuação do aluno é. independentemente do banco escolar. em situações reais de comunicação. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. Além do desenho. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. com a tecnologia e com o mundo. Os conteúdos. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. com os conteúdos conceituais. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. dos animais e plantas. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. fundamental. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. de forma 11 . deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. o que representa a sua comunidade. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. nesse sentido. pequenos textos. por exemplo. portanto. O importante. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. que têm. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. leia o plano. levantadas em um determinado problema. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. ser humano e saúde. por outro lado. os conteúdos são extensos. do ano em que está atuando. a qualquer momento. com a ajuda ou não do professor. auxiliando-o no processo de alfabetização. a sua parte universal. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. pessoas que sabem ler e escrever bem. procedimentais e atitudinais. animais e plantas). incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. por um lado. não devem ser trabalhados de maneira linear. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. num primeiro momento. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. As experiências sugeridas não devem. ou seja. Normalmente. embora organizados por temas específicos (ambiente. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. na produção de um texto coletivo. Nessa fase. elaboração de listas. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. que sabem ouvir e discutir questões. Em suma. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse.Experimentação Por meio dela. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem.

verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. mas com os enfoques de cada área. o meio é a sua própria extensão. Sendo assim. rios. luz e solo. modo de vida. Quando chegam à escola. ou seja. em que um mesmo tema é proposto. É importante que tais representações encontrem. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. comparando as características do corpo humano. por exemplo. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. ao analisar um lugar ou uma paisagem. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. e depois de outros elementos presentes no ambiente. saúde. Deve também estabelecer relações com o ambiente. na sala de aula. um lugar para sua manifestação. a família. ouvem e sentem. alimentação. locomoção. para um trabalho mais amplo. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. órgãos dos sentidos. entre outras. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. 12 . a criança tende a não se diferenciar de seu meio. as organizações sociais. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. num primeiro momento. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. particularmente com os animais. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente.que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. relacionadas ao revestimento do corpo. seu referencial é ela própria e. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. É importante também. Por exemplo. principalmente com Geografia e História. portanto. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. construções etc. por exemplo. com as características de outros seres vivos. educação ambiental e ética. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. buscam explicações para o que vêem. como relevo. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água.

A história de cada um. Músicas que falem das mãos e dos pés. Nomeação de figuras e animais. o corpo e materiais sonoros diversos. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Língua Portuguesa Conversa informal. Maior e menor. Uso da linguagem oral para relato de vivências. Quebra-cabeça (partes do corpo). Exploração do silêncio e de sons com a voz.Ciências Corpo humano e suas partes. que apresentem as partes do corpo. Idade. Expressões faciais. Os pés e as mãos. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. Posturas corporais. Brincadeiras . Imitação de animais e seus modos de vida. Semelhanças e diferenças sociais. Identidade. Cuidado com o corpo e o ambiente. Matemática Uso dos números para representar a idade. Nomeação das partes do corpo. Auto-retrato Dobradura de animais. Patas de animais. Grosso e fino. 13 . Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Educação Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. Nome próprio. Lateralidade. Geografia/ História Colegas da classe. Tamanho (altura do corpo). Higiene do corpo. Comparação entre seres vivos. Movimentos na frente do espelho. Jogo da memória: animais. Música que fale de um animal.

sentimentos. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. favorecendo a aprendizagem. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. no processo de transformação do saber científico em escolar. Alunos e professores interagem e crescem no processo. Assim. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Assim. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. considerando aspectos transversais. Sendo assim. Nessa concepção de ensino. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Dessa forma. sociais e culturais de quem irá aprender. ao trabalhar com a resolução de problemas. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. aberta à incorporação de novos conhecimentos. No entanto. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. podemos trabalhar com noções de geometria. também aprende na interação com seus parceiros. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. medidas e estatística. Por sua vez. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. em situações de desafio. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Sendo assim. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. acreditamos que. interesses. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. acentuamos a idéia de que o aluno. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. Para isso. Por isso. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. As crianças têm idéias próprias. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Para atingir os objetivos. é necessário considerar as condições cognitivas.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. além de explorar idéias numéricas e contagem. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. o professor deve saber que: 14 . As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Quando falamos sobre a resolução de problemas.

divisor. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. levantar hipóteses.• • • problema é toda situação que permite problematização. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. Os problemas devem ser desafiadores. Ao formulá-los. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. e articulam o texto. da língua materna e da combinação de ambas. num jogo. sem deixar marcas negativas. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. ler. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. a essência está no problematizar. um processo investigativo. No processo educativo. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. percebem a relação entre os dados apresentados. o aluno aprende matemática. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. comunicar idéias. Dessa maneira. ou seja. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. 15 . Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. criação de um banco de problemas. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. autoconfiança e autonomia. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. charada. um repertório como apoio. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. a pergunta e a resposta. um jogador ganha e outro precisa perder. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. tendo assim. de maneira lúdica. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. Assim. propiciando novas tentativas. respeitar regras. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. porém não de forma rotineira. troca entre os alunos. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. Por meio dos jogos. Assim. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. mecânica e repetitiva. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. dobro. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. estabelecer relações e aplicar conceitos. podemos trabalhar. Quando os alunos formulam problemas. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. interpretar e produzir textos. Enquanto resolve situações-problema. livro de problemas. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. conteúdos importantes na educação matemática. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. semelhanças e diferenças entre os textos. problema com rima. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. As tentativas. os dados e a operação a ser usada. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. conto etc. problematoteca. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. Para a formulação de problemas.

e apreendendo todas as regras. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. assim como propusemos para os jogos. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. o que foi fácil e o que foi difícil. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. Por isso. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. discutindo o que foi fácil. as crianças devem conversar sobre o jogo. Assim. principalmente para crianças dos anos iniciais. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. enriquece suas aulas. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. Brincando. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. o jogo não se tornará mero lazer. mas uma nova forma de aprender Matemática. o aluno amplia sua capacidade corporal. 16 . tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. Nas situações de jogo. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. Contudo. Sempre ao final das brincadeiras. das diferentes respostas obtidas. vencendo os desafios propostos. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. é preciso levar em consideração alguns aspectos. Enquanto brinca. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. Além da socialização de idéias. de qualquer idade ou realidade social. Brincadeiras infantis Toda criança. a percepção de si mesmo como um ser social. suas dúvidas. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. toda semana. podendo. dicas para se jogar melhor. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. A partir da discussão estabelecida. o que foi difícil. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. suas aprendizagens. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. sua consciência do outro. Além de jogar. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. Além disso. por exemplo. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. contar histórias desses povos. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. brinca. em uma aula. encoraja reflexão e clareia idéias. em que os alunos levantam e testam hipóteses. entre outras coisas. Na bibliografia desse trabalho. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento.

os alunos podem elaborar o final da história. O ideal não é explorar um livro a semana toda. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. enigmas. uma propaganda. ainda. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. Não há necessidade de um livro para cada aluno. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. enquanto lê. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. com os personagens. adequar o tempo à sua proposta. Além dos livros infantis.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. seleção de informações e resolução de problemas. Alguns livros não apresentam um final definido e. Para a realização desse trabalho. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. assim como explore lugares. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. Você pode ter um livro por duplas. 1996. Nesse sentido. uma tabela. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. pensar na organização da classe. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. o giz e o livro didático”. etc. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. Desta forma. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. Depois. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. Segundo Smole (1999). Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. percepções e experiências. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. A leitura poderá ser feita em vários dias. 17 . um gráfico. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. características e acontecimentos na história. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. em quais são os recursos necessários. problematizações especialmente preparadas para isso.(SMOLE. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. o professor poderá analisar a capa. nesses casos. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia.. p. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe.. expectativa. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. mas aos poucos. álbum seriado. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. etc. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. com emoção. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. escrita. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. usar a literatura infantil “[.

de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. que hipóteses levantam. Na maioria dos casos. Por meio das atividades propostas. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. Para reformular um texto. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. sejam capazes de tomar decisões. com objetos e situações que exijam envolvimento. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. visualização e trocas. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Ao delimitar o tema. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. interdisciplinares. 18 . o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. o original e a sua reescrita. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. que opiniões têm. mais uma vez. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . ter. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. e destes com o professor. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. portanto. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. mas que envolvem duas ou mais delas. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. especialmente artes e língua materna. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Nesse contexto. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. Assim. Assim. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. pelas experiências vividas na escola. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. na avaliação e no planejamento. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Por meio dos projetos. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. modificar e integrar idéias. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. construir. os textos. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. cognitiva e social. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. promovendo. Durante o desenrolar do projeto. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos.

folhetos de supermercado etc. medir. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. figurinhas. pedrinhas. ou seja. Para esse fim. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. arredondamentos e cálculo mental. o estudo do espaço e das formas. Ainda em relação às operações. Assim. tornando-se mais significativo para os alunos. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. recomendamos a organização de materiais diversos. Ressaltamos que. ou seja. jornais. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. Para que a criança construa o significado de uma operação. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. nas quais. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. embalagens. comparações e ordenações. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. tão necessárias no dia-a-dia. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Nosso desafio foi selecionar. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. no processo de seleção de conteúdos. surge sob um novo enfoque. As operações fundamentais (adição. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. subtração. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. palitos de picolé. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. o aluno irá ampliando seu conceito de número. ordenar. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. tabelas e gráficos ). cálculos. entre outras coisas. sempre que é retomado. é importantíssima a exploração de jogos. aos poucos. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. Contudo. contemplando o estudo dos números e das operações. contas. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. 19 .Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. caixas de fósforos vazias. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. codificar. rótulos. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. 1. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. Atualmente. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. Assim. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. resgatando a histórias de lugares. material dourado e ábaco. A seguir. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. bolinhas de gude.

Sugerimos também: • Verificação. etc ). figurinhas. de obras de arte. na frente de. • Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. • Registro e observação dos números das ruas: Onde começa ? Onde termina ? A numeração de um lado é igual à do outro ? Como se dá a numeração entre uma casa e outra: é ou não seqüencial ? Levantamento do número da casa dos alunos. em ordem crescente e decrescente. como adesivos. • Construção de seqüências com materiais. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. são recomendadas. dos diferentes registros dos povos da antiguidade. pouco. identificar a posição de um jogador numa situação de jogo. para formar desenhos. entre outros. usando vocabulário de 20 . por meio de sondagem com jogos e brincadeiras ao ar livre. à posição (em cima. feijão com a arroz” etc. utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas. contribuem de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos. esculturas e artesanato. identificando o antecessor e o sucessor. proporcionando a descoberta da regra da seqüência feita. dois. se há a necessidade inicial de trabalhar o vocabulário adequado aos conceitos matemáticos. sons. como seguem: • Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada. • Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. bolinha de gude. sucata. escritos ou numéricos. miniaturas. nenhum por meio de objetos ou. Apontamos outras idéias. de seu material escolar etc. nos ossos. • Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos. para o lado etc. mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção. número de pessoas que moram na mesma casa. gestos ou movimentos do corpo. com os dedos das mãos. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. à direção e sentido (para frente. canais de TV. pinturas. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. até mesmo. Espaço e forma Para compreender. Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. observação de fotos dos desenhos nas cavernas. desenhos. quantidade de objetos da sala de aula. • Exploração da história do sistema de numeração. Formar coleções com diferentes objetos. verificando se possuem o mesmo número de elementos. recebendo e dando instruções. • Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos. Para tanto. atrás de. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas. deslocamentos no espaço. O uso de embalagens. Também explorar as noções de muito. com as próprias crianças. com pedrinhas etc. datas de nascimentos. pontos de referência e também observação. • Localização de números numa seqüência. número de animais que possui. altura. embaixo. • Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções. para trás. curto. lacres de alumínio. Propor contagem em nós de corda. menor. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. peso. 2. por exemplo: idade. ou se possuem mais ou menos. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. comprido etc). Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. “Um. representar e descrever o mundo em que vive. • Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades.). • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. atividade como ligue-pontos com números. • Exploração dos números em contextos significativos: resultados de partidas de futebol. que se referem à grandeza (maior.

3. • Produzir cédulas e moedas de papel para que as crianças levantem suas idéias sobre as formas de pagar produtos. • Trabalhar as medidas a partir de receitas culinárias. lista de programas de TV preferidos. pés. se sabem calcular o troco etc. relógio. fita métrica. e organização de exposições com os objetos construídos. calendário. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato do mesmo. animais que mais gostam. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. usando medidas não-convencionais e convencionais. se já compreendem o valor de cada nota e moeda. para que os alunos possam perceber suas formas. pode haver diferenças nos resultados das medidas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. • Graduar a altura dos alunos. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. contagem dos dias da semana. tabelas e gráficos. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. brinquedos cantados. Manipulação. o professor pode observar o que os alunos já sabem sobre o uso do dinheiro. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. Grandezas e medidas Neste bloco. Com essa atividade. Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. Assim. cujo preço pesquisaram. não de apresentar resultados exatos. calendário com as atividades escolares. percepção e descrição das peças dos Blocos Lógicos. reproduzindo formas geométricas. Mais uma vez. Exemplos: jogos de circuito. Modelagem. É o momento de levantar idéias. observação. como unidades de medida. trabalharemos com situações reais de medição. receitas culinárias etc. • Organizar a rotina. coleta e organização de dados estatísticos. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. lista os aniversariantes do mês. Sugerimos ainda: • Construir o metro com pedaço de barbante e realizar medições. caça ao tesouro. 4. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos.• • • • • posição. de objetos. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. em massinha. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas 21 . Propomos ainda: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. entre outros. Tratamento da informação Neste bloco. • Explorar as medidas de massa e capacidade encontradas em embalagens. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Classificação das peças em grupos conforme solicitação do professor. passos etc. metro.

Global. Educação Matemática: da teoria à prática. Jogos em grupos na educação infantil. 22 . CARDOSO. Ubiratan.– São Paulo: Summus. IMENES. 1997. Papirus. São Paulo: Editora Ática. 1995. 2001. 2006. Jacques. Jorge José de Oliveira. São Paulo: Editora Ática. Tradução Elenisa Curt. 1997. Tradução Afonso Celso Gomes. MACEDO. 1998. São Paulo: Paulus. 1990. São Paulo: Cortez. 1992.Educação para uma sociedade em transição. Carlos Rodrigues. Vozes. 2002. 2001. ALS. 1996. 1991. Petrópolis: Vozes. Brincando com números. Regina Célia. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. ALLUÉ. ______. BRENELLI. Kátia Cristina Stocco. César. GRANDO. GUELLI. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. 1993 LEAL. Adriana. III e IV. São Paulo: Cortez. 4 cores. Tradução Regina A. Lellis. Porto Alegre: Artes Médicas. Valéria Amorim. Oscar. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. II. Vozes. Aprender com jogos e situações problema. PETTY. FRIEDMANN. PASSOS. Roseli Palermo. Gente miúda na cozinha. Tradução Beatriz Affonso Neves. Jogos infantis: o jogo. KISHIMOTO. 2001. São Paulo: Palas Athena. Scipione. ______. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Luiz Roberto. COLL. 2004. ______. Regina Célia. DANTE. volumes I. 1996. O resgate do jogo infantil. ______. DINIZ. 1988. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Transdisciplinaridade. Belo Horizonte: Leitura. DELORS. Jogos cooperativos: se o importante é competir. 2000. O grande livro dos jogos. 1999. KAMII. MACHADO. Reinventando a aritmética. Campinas: Papirus. 1996. ARANTES. Pat. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. Santos: 2001. Cybele. Porto Alegre: Artmed. senha e dominó. 2000. São Paulo: Peirópolis. ______. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. “Pobremas” enigmas matemáticos. GRANDO. Nilson José.C. BRANDÃO. Brinquedo e cultura. Campinas. MACHADO Nilson José. ______. ______. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. 1997.Bibliografia sugerida ALMEIDA. São Paulo: USP.Papirus. BROTTO. Josep M. São Paulo: Cortez. BROUGÈRE. Marta Rabioglio. São Paulo: Casa do Psicólogo. GIORGI. ______.. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. 2001. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Gilles. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. Jogo.. Dissertação de Mestrado. UNICAMP. Tradução Marcelo Cestari T. São Paulo: Moderna. 1992. Luiz Márcio Pereira. D`AMBRÓSIO. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. São Paulo: Cortez. Criatividade e novas metodologias. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. SESI. Maria Ignez de Souza Vieira. Os conteúdos na reforma. Fábio Otuzi. MACEDO. de Assis. Marcos Teodorico Pinheiro de. São Paulo: USP. Júlia. 1998. L. BORIN. O jogo como espaço para pensar. Brincadeira e a Educação. ______. Educação: um tesouro a descobrir. a criança e a educação. SMOLE. Mariana Kawall. Campinas: Papirus. Lino de. GWINNER. Virgínia Cárdia. Brinquedo. 1998. 2004. Campinas: Papirus. Campinas. N. Brincar: crescer e aprender. Trajetória Cultural. 1994. Constance. MACHADO. Tizuko Morchida (org. Papirus. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. Campinas.).

2001. 210 Jogos Infantis.br www.tvcultura. SANTALÓ Luis A. MONTEIRO.com. Sugestão de sites interessantes www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www. São Paulo. Belo Horizonte: Editora Universidade. www.ludomania. SAIZ Irma .br .educarede. GÁLVEZ Grécia .ciadaescola. Patrícia. SESC.com. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. www.. 2000. Matemática e Educação: alegorias.br www. DINIZ.septima. Porto Alegre: Artmed. 2001. TAILLE.exatas.br www.br www. São Paulo: USP. Sesc. Porto Alegre: Artmed Editora. MARINCEK. ROCHA. 2000. OCHI. CÂNDIDO. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza.br/caem/ www. PAULO.somatematica.br www. ______. SADOVSKY Patrícia . Maria Ignez e CÂNDIDO.brinqmania. Maria Ignez e CÂNDIDO.br 23 . www. aplicações e jogos matemáticos.com.com. Vânia (coordenado por).educar. 1996. www. Ler. MIRANDA.abril. SMOLE.com. Kazuwo João. Trad. tecnologias e temas afins. Papirus.net/folclore www.mathema. Mabel.com. 2004.com.br www. Juan Acuña Llorens. CHARNAY Roland.com. Porto Alegre: Artmed.sc. 2003. PARRA. 1992. Glauce Helena Rodrigues. 2001.terrabrasil. Vygotsky. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.ime. Tradução Antonio Feltrin. Katia Cristina Stocco. Fausto Arnaud.com. Editora Vozes.com.origem. Porto Alegre: Artmed.novaescola. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .br Sites de jogos matemáticos www.br. Porto Alegre: Artmed. A volta ao mundo em 80 Jogos.usp. A matemática na educação infantil. 2002. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. PEREIRA. Belo Horizonte: Editora Itatiaia .aprendebrasil. Porto Alegre: Artmed. ZASLAVSKY. escrever e resolver problemas. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Porto Alegre: Artes Médicas.com.br www.canalkids.usp.com. 2006. Fuzako Hori. BROUSSEAU Guy . Renata.com. Matemágica – História. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Katia Cristina Stocco.br.matematicahoje. . Rosa Monteiro. SAMPAIO.vello. Maria das Graças Barbosa. YOKOYA.SMOLE.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Cortez. Yves de La. Maria Therezinha de Lima. Aprender matemática resolvendo problemas. Cláudia.br www. Resolução de problemas. IKEGAMI. São Paulo. São Paulo : USP.com. ______.jogos. Joana Hissae.antigos.______. ______. DINIZ.br www. LERNER Delia .com. 2000.. Piaget. ______.br/artematematica www. Cecília.revistapatio. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.br www.luizdante.com. Patrícia Terezinha e STANCANELLI.com. São Paulo: Summus. Construção das operações.uol.br www.com. Nicanor.sites. PANIZZA.

instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. desenvolver a percepção visual e auditiva. ferramentas de desenho e pintura. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. servir como fonte de conhecimento. integrando textos. a inter-relação de pensamentos. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. por meio de recursos tecnológicos. recursos de som e vídeo. face ao seu caráter educacional. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. 24 . responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. divulgando as possibilidades existentes. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. Periféricos e Acessórios. idéias e conceitos. organizando mostras. imagens. a aquisição de novos conhecimentos. os POIEs. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. como elemento articulador de conteúdos curriculares. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. o Laboratório de Informática Educativa deve. efeitos especiais. a coordenação motora.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. a convivência em grupo. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. animações. as TICs ( PCs. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. a memorização. Desse modo. propiciar. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. desenvolver a habilidade para organizar informações. Assim. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. Softwares. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. Mesas Educacionais e Internet). colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem.

normas e regras pertinentes a qualquer idioma. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. entretanto. Ed. Não se trata mais de ensinar a língua. Como tal Sistema está organizado em fases1. para anotar um recado para alguém. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. 2006. 2º e 3º ano. Ler. Ler é. para fazer uma receita. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima 2 possível da versão social e que. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. para saber como vão pessoas que estimamos. na rotina. para solicitar algo. entre outros. para tomar decisões. Enfim. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. assim.” Emília Ferreiro. se queremos formar leitores plenos. é a forma de abordagem.: il. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. ou seja. dentre muitas. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). Hoje. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. Assim sendo. de forma organizada e sistemática. participantes da cultura escrita. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. com diferentes intenções. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. para prestar contas do nosso trabalho. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. para reclamar de alguma coisa. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. suas regras e suas partes. nas situações reais de produção de texto. das competências envolvidas neste ato. os primeiros se convertem em leitores. Contudo. Trata-se de incorporar. isoladamente. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. ou seja.2 25 . acima de tudo. São Paulo : SME / DOT. Como já dissemos. para localizar endereços e telefones. atribuir significado. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. As atividades metalingüísticas. de sistematização e normatização da língua. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. 104p. Cortez. Fase Complementar: 4º e 5º ano. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. emitindo sons para cada uma das letras. para pagar contas. e a decifração é apenas uma. para nos divertir ou emocionar. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. entre muitas outras ações. para comprar algo. ela estará presente sim! O que muda. E escrevemos para distintos interlocutores. Pelo contrário. – v. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. São ações que podem e devem ser aprendidas. 1 2 Fase Inicial: 1º. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. Além disso. Em geral.

de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. é claro. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético.: il. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. ao mesmo tempo. Em função disso. 3 4 São Paulo : SME / DOT. além. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Semanal – jornal e científicos. poemas. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:4 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários.: il. de situações de trabalho com a oralidade. de rótulos etc. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. de professores e funcionários). Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Leitura e escrita de títulos de livros. Ler com diferentes propósitos. os materiais.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto.A organização de uma rotina de leitura e escrita 3 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. Leitura do abecedário exposto na sala. de brincadeiras preferidas. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. listas. o espaço. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. ingredientes de uma receita. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Organizar agrupamentos produtivos. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Nessa proposta de alfabetização. 2006. textos instrucionais etc. 2006. São Paulo : SME / DOT. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. 115p. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. parlendas. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. realizada · Aprender comportamentos leitores. 26 . Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. 115p. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. · Ampliar o repertório lingüístico. Diária – texto literário.

Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. Produção coletiva. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. materiais de pesquisa etc. em dupla e individual – de um bilhete. expor sobre temas etc. instrucionais. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. 27 . de um texto instrucional etc. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. · Explorar as finalidades e funções da leitura. · Ler com autonomia crescente. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. defender pontos de vista. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. · Aprender comportamentos escritores. expor etc. o possível e o necessário” (Ed. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Uma vez por semana. ditando para o professor ou o colega. conhecer diferentes suportes de textos. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. de filmes etc. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. · Utilizar a linguagem oral. Exposição de objetos. · Aprender comportamentos leitores. relatar acontecimentos. semana. em duplas. individual.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. entre outros). curiosidades etc. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Artmed). sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. Uma vez por semana.

Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. Ex: Leitura diária feita pelo professor. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). nesse caso. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. 5 Texto produzido por Rosaura Soligo. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. uma mostra de trabalhos produzidos. • Atividades seqüenciadas.). materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. hábitos ou atitudes. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). semanalmente. Nos projetos. Embora não decorram de propósitos imediatos. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc.Formas de organizar os conteúdos escolares 5 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Oficina de produção de textos ou de arte. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. São muito parecidas com os projetos. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. jornal ou texto etc. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. • Projetos. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). não significa algo “palpável”. a organização de uma biblioteca de classe. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Roda semanal de conversa ou leitura. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. um livro. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. 28 . para ensinar um jogo complexo etc. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. mas não têm um produto final. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar.

a adivinhar. O 29 . mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. A criança de seis anos precisa que as aulas sigam uma rotina. auditivas. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. salvo em situações particulares ou quando o aluno pedir para fazêlo. do contrário. A relação dos conteúdos (conceituais. a imaginar. Nesta fase. ao chegar. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. e termine com uma música. quando for necessário registrar a escrita de cartazes contendo as atividades feitas pelos alunos. duplas e individuais. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. como suporte ao aprendizado oral. interessantes. e ainda há as que são mais cinestésicas. criatividade e expressão física. sempre em letra bastão maiúscula. a recordar. 4 ou 5 aulas. Durante as aulas. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. DVD. trabalho em pares ou grupos. etc. vídeo ou colega) para obter informações. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. um CD. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. como música calma para trabalhar. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. Assim.). leia seus planos de curso anual para elaborar seu próprio planejamento. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. Como as crianças nessa idade não podem concentrar-se por longos períodos de tempo. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. é fundamental que o professor. com atividades lúdicas. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. recursos materiais. umas são mais visuais. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. troca de papéis. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. desafiá-los a pensar. uso de fantoches. previsão. recorte e colagem. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. a criança gosta e precisa de repetição. cooperação. uso de massa de modelar. Em inglês. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem e deve-se recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Ao assimilar um vocabulário básico. que façam sentido à sua vida. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. jogos. além de alternar as em grupo. como: memorização.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Na preparação da aula. ou rock para atividades motoras grossas. num primeiro momento. artísticas (desenhos. expressões simples em situações reais. jogos de adivinhação. A escrita não deve ocorrer nesta fase. apagar as luzes e acalmá-los. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. músicas. portanto. o professor deve manter as mesmas músicas durante várias aulas e diversificar as atividades para que os alunos aprendam o mesmo conteúdo em 3. pintura. como os flashcards. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. ou sair da classe. o professor de inglês deve ser o escriba. vídeo e estímulos verbais do professor). por meio de atividades diferentes. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). flashcards. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. bem baixinho. outras. dos jogos e das demais atividades. No 1º ano. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. chapéus. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. como já dissemos. cante uma música. etc. fantoches. do sensorial e das ações. é útil e eficaz. sugerimos que o professor. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. Como dissemos. de forma a criar um ambiente alfabetizador. material de áudio. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. e imagens. recursos visuais. revisão do que foi aprendido e feito na aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. oferecendo variedade. como realias (material concreto). ou em outra ocasião em que ela seja necessária. físicas (com encenações e atividades de TPR). vídeo. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. o aluno passa a desejar aprender mais.

e DVDs são ótimos recursos audiovisuais. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. look. stand up. yes. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. eles podem costurar botões para fazer os olhos. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. além de ser uma ocasião divertida na aula.: Good morning/afternoon. No entanto. finja “errar”. beautiful. potes de iogurte ou de yakult. além de parabenizá-las. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. answer. ela deve ser apresentada com gestos. disponíveis para empréstimo na SEDUC. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. great. de maneira que os alunos possam corrigi-lo.). no. draw. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. O professor precisa estudar bem a música. CDs. responder a perguntas e sentir-se no comando. fazer encenações. abraçá-los. como os da série Magic English. a pronúncia correta das palavras. you can do it better/nicer. Compreensão oral ( listening ) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala de aula. vídeos. Produção oral ( speaking ) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. dar segurança. presos em palitos de sorvete. fornecer um elemento cômico. let's sit in a circle. As canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. Ex. repeat. Para ser bastante eficaz.tempo gasto com os exercícios de colorir. lã para os cabelos. fine. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. bye-bye. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. ou "listen and do". How are you?. ask. say. let's sing. programas de TV infantis não existiriam. por conseguinte. principalmente em grupo. pois é o fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. não entenda algo). let's go. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. thanks/thank you. May I go to the toilet?.uma tática que deixará os alunos seguros de si. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. feitos com rolos de papel higiênico. Há vídeos. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . come here. assim. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. um modelo lingüístico) de forma engraçada. see you. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. cometer erros. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. hi. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. sing. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. etc. Além disso. very good. além da internet. circular e desenhar deve ser menor. Ele também pode cantar e encenar canções. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). point. line up. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. listen. please. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. 30 . de meias (com a ajuda dos pais. thanks. Isso lhe dá a chance de falar. you're welcome. sit down. acariciá-los). etc. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. sem estarem psicologicamente expostos. além de praticá-la antes de expô-la aos alunos. DVDs e livros. associar.

Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. jogos dramáticos (role-play) e fantoches. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar.. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. está se empenhando e precisa ser motivado. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano. 31 . expressões corporais. Assim. Com o professor de arte musical. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. rimas. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. de forma espiralada. nesta faixa etária. É muito importante elogiar a produção do aluno. Algumas danças. esteja “errado”. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. Assim sendo. Esta avaliação pode ser feita. porque. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. o professor pode usar as atividades da apostila para avaliá-los. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. sendo permitido consultá-la. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. não podemos exigir perfeição das crianças. procedimentos e atitudes de história. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. montagens. a princípio. complementando as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. Assim. good work.Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. mesmo que. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. com cinco a dez alunos por vez. a fim de planejar as aulas. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. atividades de expressão corporal e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. mesmo que não esteja como o professor esperava. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. excellent. folclore. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. gestuais e faciais. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. great. podem-se trabalhar melhor a música. como também com a equipe pedagógica. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Tentar falar em inglês. de pintura. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. desenho. pode trabalhar junto com o professor de classe os conceitos. etc. • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. por exemplo. colagem. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. mas não o colega ao lado neste momento. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente por meio do estudo das cores. modelagem.

MELO. et alli. Oxford: Oxford University Press. New York: Addison Wesley Longman. 2000.Referências bibliográficas DEL PASO. SALVADOR. A. A. Hong Kong: Oxford University Press. K. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. Kids United – Livro do Professor 1. 32 . Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3..: Macmillan. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. et alli. São Paulo: Macmillan. 2000. L. et alli. D. Mexico.ZANATTA. 1999.F. R. New Parade 1–Teacher’s Edition.F. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. D. HARPER. et alli. Mexico. HERRERA.: Richmond Publishing. T. 2002. segunda impressão. REETZ. 2006. W. 2005. M.

ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. p. Momentos de apreciação. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. explorando os conteúdos conceituais. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. Ao trabalhar pulso. aquela que lhe é mais peculiar e específica. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. sendo muitas de péssimo gosto. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. para se atingir os objetivos com clareza. Sua relação com o outro. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. Desta forma. replanejando quando necessário.” Não podemos esquecer de que. 33 . por exemplo. mesmo que a ênfase. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. por meio de atividades simples de pulso. de pouco ou nenhum valor musical. Porém. fonte sonora etc. naquele momento. saída etc. ( Ensino fundamental de 9 anos . Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. principalmente na primeira infância. lanche. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. “[. deixando-a mais feliz e confiante.. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. assim. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. MEC.Orientações gerais. estes não devem ser trabalhados de forma linear. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. acento. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. Projetos interdisciplinares são fundamentais. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. plástica. corporal. a linguagem do faz-de-conta. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. rítmica e melódica. esteja em um tópico específico. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. sobretudo. facilitando a interdisciplinaridade. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. lateralidade. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. chega mais fácil ao âmago da criança. O planejamento do professor precisa ser flexível. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. muitas vezes. como uma forma a mais de expressão. Segundo Stateri (1997). oral. Nesse processo é importante avaliar. por meio de um jogo musical. progressivamente. acento. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. devem ser breves. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional.. mas somente as populares. Nessa idade. nesta fase. nós. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. por exemplo. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. ou seja. atenção e prontidão. levam a criança a uma deformação da estética musical. de forma mais significativa. As canções e suas letras. professores. musical e. também somos vítimas desta situação. Para isso. altura e canto e até mesmo uma conversa. na educação musical. do brincar. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. Vale lembrar que. Em Ciências. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo.). uma linguagem que. a criança vai descobrindo e. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. escrita.

Sugerimos o site Mundo da Música. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. vídeos ou mesmo pela Internet. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. dificultam a concentração. Como já foi exemplificado anteriormente. a expressão corporal.música para o desenvolvimento humano . Petraglia ). O som e o silêncio Recomendamos a observação. gestual. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. músicas que contam uma história etc. seja depois abandonado. danças. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. tomando assim posse do seu corpo. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. 34 . É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). de ninar. nas salas de informática. ( OuvirAtivo® . como o escolar. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. os sons do diaa-dia. Expressão corporal. gestual. do ritmo e do caráter das peças musicais. De grande ajuda para a criança nesse momento. como dinâmica. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. numa sociedade tão cheia de ruídos. a consciência da pulsação. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade.). Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. os quais produzem stress. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. vivenciando o fluxo musical através de nós.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. com a apresentação de outros assuntos. Batemos palmas e os pés no chão. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. de casa. eruditas. Durante a apreciação musical e o canto. por ser o primeiro. folclóricas. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. entre outras complicações. seja por fotos. ou seja. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). timbres. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. no portal Aprende Brasil. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. Isso não quer dizer que. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. gestual ou plástica. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho.Marcelo S. dentro desse trabalho de apreciação musical. do bairro.

utilizando breves explicações. coletivamente. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. pela terminologia correta. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. mais tarde. em conjunto. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. se necessário. “ Sugerimos que. desestimulando a ação de gritar. ou seja. o professor pode utilizar espaços alternativos. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. podemos partir para a escala ascendente e descendente. ou seja. Conforme Suzigan ( 1996). Após a percepção do som grave e agudo. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. Portanto. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. sentindo corporalmente. os ritmos facilmente assimiláveis. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem.. Se houver possibilidade. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. observando. cantando ou não. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. intensidade. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula..Propriedades do som: altura. devem ser substituídas. como o pátio. de forma simples. com a intenção de aprimorá-la. identificando. por meio de ações aparentemente muito simples. As terminologias grosso e fino. vivenciando. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. A linha melódica deve ser bem nítida. Desde bebê. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). como não gritar. a quadra ou outros ambientes. cantar e ouvir. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Podemos dizer que crianças que se exercitam. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. cantando. neste caso. “[. progressivamente. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). 35 . Aprender a ouvir o outro. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. e. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. as notas musicais. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. Muitas vezes grave. a harmonia do todo. com muita tranqüilidade e respeito. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. ouvindo. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas.

São Paulo. São Paulo: Ed. 1997. está exercitando sua lateralidade. uma intencionalidade. SUZIGAN. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. António Ângelo. p. Mundo da Música . Fermata do Brasil.educacional. 36 . L.<http://www. estimulando atividades de autoconhecimento. José Julio. 2000. 24 de março de 1998. R. O professor pode associar uma atividade de pulso. MEC. conhece e se movimenta de acordo com um projeto.br> SCHAFER. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico.Música para o desenvolvimento humano.1996. SUZIGAN. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. M. percepção corporal.com. Se a criança se movimenta. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. Pp. reeducação do movimento. brincar.Orientações gerais. Cruz.ouvirativo. terça-feira.htm> acessado em 18/12/2006. O ouvido Pensante. que percebe. controlando o tamanho do passo. STATERI. 2003 p. São Paulo: Ed. FOLHA DE SÃO PAULO.<http://www.com. a velocidade e a noção espacial. Hino Nacional Brasileiro.aprendebrasil. Ensino fundamental de 9 anos .com.Lateralidade De acordo com Granja ( 2003.20 PETRAGLIA. por exemplo. conhecimento e Ação. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. Cantar. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. OuvirAtivo® . A expressão musical é feita por um corpo. Referências bibliográficas BIAGIONI. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. <http://www. p. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Especial Música. GRANJA.br/> Mundo da Criança. Murray. Maria Zei. Portal Aprende Brasil . jogar. MEC. Oliveira. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. Carlos Eduardo de S. 1-8. C.1991. Marcelo S. VASCONCELOS. 211). São Paulo: CLR Balieiro. G.211. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. Linguagem.br/textos/ed%20b. Unesp. Setembro 2006.

contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. para que desenvolva um senso crítico e estético. formas etc. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. Adquirindo este conhecimento. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. Ela mais pesquisa do que se expressa. os quais deverão ser aproveitados. Quando organizamos uma exposição. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Exposição A exposição da produção artística das crianças faz parte do ensino de arte. Tendo em vista essas possibilidades da criança. Não é apenas uma etapa do processo. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. para contemplar o trabalho interdisciplinar. seu trabalho muda no meio do caminho. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Na área de Arte. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. no momento do planejamento. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. É capaz de criar símbolos e representações. linhas. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. As atividades permitem ao aluno experimentar. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. Consegue compreender o processo de expressão e criação. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. Na fase inicial do Ensino Fundamental. 1º. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. 2º e 3º anos. necessário para a leitura de imagens. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. de fato. 37 . Devemos envolver os alunos nessa produção. Muitas vezes. texturas. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. conhecer a vida de alguns artistas. antes de mais nada. Segundo Piaget. ter outras experiências. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. respeitando-se a idade da criança. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional.

Música. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. desfrutar. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. tanto para que possa progressivamente. movimento. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. com alguma intenção. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. povo. o mediador entre arte e aluno. apreciar. gestuais. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. progressivamente. etc. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. pictóricos. escolas e estilos etc. Música e Teatro. 38 . O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. exercitando sua cidadania cultural com qualidade.) com os quais o artista/aluno. luz. é a visita a museus e exposições de arte. Teatro. forma. Dança. Por meio da arte. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. Espera-se que os alunos. gesto. cênicos. som. musicais. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Dança. cultura ou país. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. mas para todas as outras áreas.

o aluno deve aprender. embora muito estreita. as atividades devem envolver todo o grupo. Compreende-se a dança. de forma democrática e não seletiva. Seja num jogo recreativo. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. Podemos oferecer. dentro de um contexto cooperativo. a educação física “trabalha no plano da ação motora. criatividade e interação do grupo. é pouco percebida. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. assim. como um estímulo para a expressão corporal. filmes. o contato com músicas do universo infantil. apreciá-los criticamente. estética. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. Em sala de aula. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. Nesse sentido. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. auditivos e cinestésicos). conhecimentos sobre o corpo). musicalidade. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. atividades rítmicas e expressivas. a discutir as regras e estratégias. nesta fase. afetiva. social e de autonomia. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. trabalha-se no plano dos conceitos. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. giros) torna-se conceitual. músicas entre outros recursos. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. ética. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. pré-desportivo ou numa dança. coordenação motora e espacial.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. construção de bonecos. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. ressignificá-los e recriá-los. além das técnicas de execução. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. corporal. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. Lembramos também que. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. A relação entre a educação física e outras disciplinas. teatros de marionete e outros. visando a seu aprimoramento como seres humanos. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. sem a preocupação com estilo ou técnica. mas ainda não podem usar a lógica. aquilo que era material ( corridas. a cada um. saltos. de acordo com as suas habilidades. neste momento. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo.” 39 . de relação interpessoal e inserção social).

Portanto. Assim. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. tamanhos ou quantidades). fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 40 . em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. utilizando sua imaginação e percepção.Muitas vezes. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta.

O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. Caso haja crianças que não tenham esse registro. a foto do aniversário é um importante registro documental. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. 41 . e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. ou a troca de letras para formar outros nomes. se lembra dele ou não. é importante que elas percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. por exemplo. Assim. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. pois crianças adoram comemorar. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. o local. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. Dentro da perspectiva de se trabalhar com diferentes fontes de conhecimento histórico. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. as memórias de um passado recente. a criança encontra informações sobre a sua vida. que pode ser encontrado no site http://www. Por isso. em que há menos. Para introduzir o tema. A pesquisa sobre a origem do nome deve ser bem orientada pelo professor. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. quais presentes ganhou etc. calendários. O que é um documento? Que documentos a criança conhece? Para que servem? Onde podem encontrar? No caso da certidão. asteca etc. estrangeira. entram e saem de moda. peça para desenharem a cena do aniversário. a conexão com a matemática será bem interessante. é importante ressaltar a carga emocional. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. Aniversário/calendário A utilização da certidão de nascimento possibilita a introdução do conceito de documento. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. têm origens diversas (indígena. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. para que possibilitem não uma mera constatação. como Todos os Nomes. É importante ressaltar que o objetivo não é apenas ilustrar a atividade. Os alunos poderão trazer para a sala diferentes calendários em tamanhos e formatos diferentes para que eles escolham o calendário que querem construir. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. aniversários. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. A construção de um calendário com a turma possibilitará a consolidação da aprendizagem. família. Deve-se tomar cuidado para não provocar situações de constrangimento entre os alunos. como: mês em que há mais aniversariantes. Além de constituir um marco na vida do aluno.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. mês em que não há. como o calendário indígena. de Bia Bedran. Seria interessante montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. Ao trabalhar com o tema aniversário. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Nome Ao trabalhar com o nome. como sujeito histórico. brincadeiras e escola. quem são as pessoas.br/ . Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. há várias músicas.biabedran.com. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. muçulmano. ou seja. mas trabalhar com a fotografia como fonte de informação: a data. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas.

quantas pessoas fazem parte da família etc. as brincadeiras que costumam praticar no dia-a-dia e. é importante que a análise seja iniciada com a própria situação familiar: com quem mora. A utilização de fotos de famílias atuais e antigas possibilita abordar esta diversidade. Família ( 1996 ) Escola Observar o espaço e organização do local possibilita discussões a respeito das mudanças ocorridas na própria escola ao longo do tempo e sobre as mudanças e permanências ocorridas nas salas de aula atuais. Di Cavalcanti. dentre as brincadeiras citadas. 42 . utilize obras de arte e faça uma releitura coletiva do quadro escolhido. deve-se considerar o conhecimento prévio dos alunos. O importante é que o aluno perceba que há diferentes tipos de família e que essa organização transforma-se com o tempo.Família O diálogo nas rodas de conversa sobre organizações familiares pode gerar um trabalho de percepção sobre as mudanças e permanências nas organizações familiares. Com o objetivo de desenvolver a reflexão e conscientização pode-se questionar sobre a importância da escola para os alunos e do direito da criança à educação. independente da sua condição social. Família na praia ( 1935) Fernando Botero. Brincadeiras O estudo sobre brincadeiras contribui para o desenvolvimento da noção de tempo histórico. Ao trabalhar com esse tema. Para ampliar esta abordagem. Para isso. Depoimentos ou entrevistas com pessoas mais velhas podem contribuir para o aprofundamento das questões. quais eles acham que são antigas ou não.

encontram-se telas de Portinari sobre o tema brincadeiras.O trabalho com o foco nas brincadeiras preferidas das crianças possibilita a construção de gráficos. O tema brincadeiras possibilita a discussão sobre o consumismo desenfreado nos dias atuais. 43 .org. Portinari. releitura das imagens e sua interpretação sobre o tema. que possibilitam a construção de jogos. No site http://www.br/. a necessidade da reciclagem e o uso de brinquedos artesanais.portinari. Crianças Brincando. sistematizando os dados e a interligação com conceitos matemáticos.

até o bairro e a cidade. criam-se símbolos para as moradias. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. os alunos podem desenhar objetos vistos de cima. Assim. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 1º e 2º ano. Na fase dos 6 aos 8 anos. altura e largura de coisa. visão do alto. Mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. Porém. o lixo. Depois. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. a escola. Nessa segunda etapa. em cada posição. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. altura de pessoas etc. e um mapa-múndi é diferente de um globo. ou seja. o professor pode introduzir a noção de legenda. há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. a rua da escola. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. a lousa etc. cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. portanto. Um mapa físico é diferente de um mapa político. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica. Maquete O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. hospital (se houver) e outros. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Para o mapeamento das ruas. de frente e de lado.ou seja. para a criança. na sala de aula. as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula. Nessa linguagem. explicando que cada um deles possui um objetivo. valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. 44 . Partindo da observação. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. Ao preencher o quadro. Mas. a visão que se tem é vertical. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. ao mesmo tempo. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto. a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um . eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. pois as noções de escala. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. se cada um utilizar um modelo de medida. isso não é tão simples assim. Portanto. o que vale mais é a observação de que. a escola. É uma convenção. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. a maneira como se faz em mapas e plantas. ou seja. criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. proporcionalidade. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas. Com o desenvolvimento dessas atividades. a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. como em um mapa convencional. o objeto é visto com uma “forma” diferente. É algo que exige um grau de abstração.

é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. o represente com desenhos. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. Mas. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões. a turma se preocupe com o depoente. nas séries mais adiantadas. Estudo do meio O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. O registro sobre as mudanças é fundamental. as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. como já dissemos anteriormente. para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Converse com seus alunos antes. O ideal é que cada aluno traga uma foto. reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. com esse conceito construído. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Em Geografia. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). por exemplo. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. 45 . Aqui. porém.Medidas é um tema comum à área de Matemática. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. e. o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles. se isso não for possível. Ele permite que o aluno conheça o espaço. a atividade será ainda mais rica. culturais. nesse primeiro momento é importante somente uma introdução. ou seja. os alunos. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. Por meio de fotos antigas. na hora da entrevista. mas. Futuramente. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. para ter diferentes visões do mesmo local. deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. estudo da fauna e flora locais. é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. em Geografia. e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. ensaie antes com a classe para que. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. políticas e econômicas. Em História. No caminho de casa à escola. se possível. de preferência de um lugar conhecido de todos.

histórias em quadrinhos. 46 . Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. grafites. gráficos e esquemas. comparar com outras imagens. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Cartazes. fotografias. A partir delas. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. como exemplo. lugares. a rua da escola. esculturas. textos da Internet. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Com as informações em mãos. Aos poucos. a casa. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição.A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. levantamento de interesse junto aos alunos. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. levantando hipóteses próprias. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. pinturas. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. enciclopédia eletrônica. que podem culminar em uma exposição. filmes.. de Tarsila do Amaral. Enfim. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Mas não pára por aí. a geografia pode contar com muitos aliados: música. a escola. desenhos. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento.. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. construções etc. diários de viajantes. Além dos textos. matérias de jornal. peça de teatro. os arredores.

Observação de elementos da Natureza que podem ser encontrados perto da casa e da escola. Comparação dos modos como diferentes seres vivos. Produção de textos informativos. higiene. Resolução de pequenos problemas do cotidiano. o Vacinas tomadas até a idade. o Vegetais usados na alimentação • • • PROCEDIMENTAIS Troca de idéias sobre gostos e percepções. dos alimentos e do ambiente. calor. à estatura.1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat/ Inf. o A dentição de leite. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de colaboração e solidariedade. ar.) o Importância do Sol. o Objetos produzidos pelo homem. construções etc. Elaboração de listas e registros escritos. sexo e gênero. Valorização da limpeza. conforto e segurança. o O corpo e a alimentação. Formulação de hipóteses para explicar os fatos observados. solicitando ajuda quando necessário. o Preservação e conservação dos ambientes. Respeito à opinião alheia. reprodução. da aparência pessoal e do cuidado com os materiais de uso individual e coletivo. luz. sustentação. Observação e registro das “teorias” espontâneas que aparecem nas conversas sobre os assuntos tratados. o Moradia dos animais. o Lixo e separação do lixo. Disposição para mudar hábitos relacionados à alimentação. o clima e o vestuário. ao peso. solo.) o Os elementos naturais (água. Procedimentos básicos de prevenção a acidentes e para o cuidado consigo mesmo. realizam as funções de alimentação. Pesquisa em diferentes fontes. o Semelhanças e diferenças entre os animais. o Escovação dos dentes. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. Interesse e curiosidade pelo mundo social e natural que as rodeia. flores e frutos. no espaço e no tempo. Utilização das informações obtidas para justificar suas hipóteses. o Germinação. Plantas o Árvores. Ser humano e Saúde o Identidade. o Cuidados com os animais. Criação de pequenos animais e cultivo de plantas. à etnia. locomoção. o Órgãos e sentidos do corpo humano. • • • • • • • • • • • • 47 . o A higiene pessoal. diversidade. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O Ambiente o Paisagem local (vegetação. Animais o Algumas características e curiosidades. o Partes do corpo. o O tempo.

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. Números em situações cotidianas: números que aparecem com freqüência na sala de aula, idade, número do calçado, números que indicam valores das moedas e cédulas etc. Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. Jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. Espaço e Forma Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. Pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. Grandezas e Medidas História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. Estratégias pessoais de medida, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. Medidas de tempo, massa, capacidade e monetária. Tratamento da informação Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

PROCEDIMENTAIS
• Utilização da contagem oral nas brincadeiras, jogos, cantigas de roda e em situações nas quais se reconheça sua necessidade. • Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números familiares ou freqüentes. • Utilização de noções simples de cálculo mental, registro pictórico e/ou numérico como ferramenta para resolver problemas. • Observação e verbalização da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. • Uso do dinheiro em situações de interesse das crianças. • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces planas, lados retos etc. • Representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. • Registro da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulário pertinente, nos jogos, nas brincadeiras, nas músicas e nas diversas situações, em que as crianças considerarem necessária essa ação.

ATITUDINAIS
• Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Respeito pelo pensamento do outro e valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias como fonte de aprendizagem. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Respeito às regras dos jogos e desafios. • Persistência perante os erros e dificuldades. • Busca de soluções pessoais para vencer situações-problema. • Opção por registros claros e completos. • Valorização de suas próprias idéias e verbalização de dúvidas. • Valorização da importância das medidas e estimativas para resolver problemas cotidianos. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

48

PROCEDIMENTAIS
• Uso de diferentes procedimentos para comparar grandezas. • Experimentação de noções de medidas de tempo, comprimento, peso, volume pela utilização de unidades não convencionais e convencionais, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Marcação do tempo por meio de calendários. • Organização da rotina diária e planejamento de eventos (festas, projetos, estudos do meio, cronograma de aniversariantes). • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

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1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Mouse Pad * Impressora * Scanner * Webcam * Disquete * DVD * CD * Softwares PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. * Uso adequado de mouse, mouse pad e teclado. *Uso de diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. *Uso de sites adequados para complementar as aulas. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação ( TICs) nas atividades cotidianas. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações, levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Desenvolvimento da percepção visual e auditiva, a coordenação motora, a memorização. ATITUDINAIS * Convivência em grupo, propiciando a interrelação de pensamentos, ideias e conceitos, a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. * Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. * Valorização das tecnologias (My Kid, Mesa Alfabeto, Site da Educação, outros).

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• • Linguagem Oral. Leitura o Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, bula, lista, cartaz, bilhete, carta, diário, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. o Produção de listas. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Características estruturais do texto e do portador.

PROCEDIMENTAIS
• Uso da linguagem oral em situações de comunicação que envolvam a necessidade de expor opiniões, explicar, argumentar, perguntar, solicitar. • Interpretação de fatos e histórias. • Narração oral de fatos, considerando a temporalidade e a causalidade. • Produção e revisão de textos coletivos, por meio de parceiro mais experiente que cumpra o papel de escriba. • Reconto de histórias e criação oral de novas versões por meio de diferentes estratégias. • Uso da escrita como representação da fala. • Uso da escrita em situações de comunicação (parlendas, poemas, canções, trava-línguas, listas, adivinhas, quadrinhas, manchetes de jornal). • Elaboração de listas do mesmo grupo semântico, a partir de temas indicados. • Compartilhamento da leitura e seleção de textos. • Solução de dúvidas surgidas recorrendo a um parceiro mais experiente. • Manuseio freqüente de livros, gibis, revistas, jornais e material escrito em geral. • Controle da escrita em situações de produção em parceria, resgatando o que já foi escrito e o que ainda falta escrever. • Produção de um livro coletivo a partir da nova versão de um conto previamente selecionado, estudado e trabalhado com mediação do professor. • Ilustração do conto produzido.

ATITUDINAIS
• Respeito à sua vez de falar. • Respeito às diferentes formas de expressão. • Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. • Valorização da leitura como fonte de prazer e conhecimentos. • Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. • Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. • Interesse pela preservação de livros, jornais etc. • Socialização das experiências de leitura. • Respeito pela produção própria e alheia.

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

INGLÊS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi, hello, good morning, good afternoon, good evening, good night, good bye. How are you? I’m fine, thanks. Apresentação: What´s your name? My name is ________ Expressão de suas preferências: My favorite ________ is _________. Vocabulário: o colors (red, yellow, pink, green, purple, orange, blue, brown, black, white, gray); o weather (rainy, cloudy, sunny, snowy) o feelings (happy, sad, tired, sleepy); o toys (ball, bike, kite, yo-yo, doll); o pets (dog, cat, bird, fish, turtle, rabbit) Verbo “to be” - presente simples Números de 1 a 10. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana (Valentine’s Day, Easter, Mother’s Day, Father’s Day, Halloween, Thanksgiving and Christmas).. • • PROCEDIMENTAIS Uso, em situações cotidianas, do vocabulário e diálogos aprendidos. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Respeito ao momento em que o outro fala, ouvindo com atenção. Parceria na construção da pronúncia dos colegas, respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe.

• • •

• • •

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

ARTE MUSICAL

CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Som e silêncio. Lateralidade: em cima/ embaixo, direita/ esquerda, frente/ atrás, dentro/ fora. Rimas. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica. Propriedades do som: altura, intensidade, timbre e duração. o Notas musicais. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. Pulsação. • •

PROCEDIMENTAIS
Interação com músicas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas. Audição, observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos, brinquedos cantados, brincadeiras e sonorização de histórias. Composição de atividades corporais de locomoção, improvisação, prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos, brinquedos cantados etc. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Percepção do pulso da melodia, por meio de canções conhecidas, utilizando instrumentos de percussão, objetos sonoros, percussão e movimentos corporais. Exploração de linguagem musical com a voz, o corpo e diferentes materiais sonoros. Canto coletivo. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais, folclóricas, eruditas, variadas). • • • •

ATITUDINAIS
Desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, atenção e prontidão bem como noções de valores. Valorização das próprias produções, de outras crianças e da produção de arte em geral. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Valorização pelos sons do ambiente, do cotidiano, percebendo o que pode ser mais saudável, levando a uma melhor qualidade de vida. Valorização da voz como instrumento de comunicação. Interesse, respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro.

• • •

• •

• • •

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• • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com o suporte e materiais de artes. Uso do movimento do corpo como forma de expressão. à do outro e à produção artística em geral. 54 . Exploração e uso das cores nas produções artísticas. Exploração e experimentação de sucatas na criação de montagens tridimensionais. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Cores Jogos Dramáticos Modelagem Texturas Pinturas Folclore Montagens Desenho Colagem Fantoches • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das formas produzidas. papéis. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais e diversos e suas reações. tintas diversas) Exploração do espaço observando proporção Exploração das competências corporais e de criação dramática Utilização da expressão como forma de comunicação Experimentação e articulação entre as expressões corporais e plásticas. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. lápis. argila. Experimentação e utilização de materiais e técnicas diversas (pincéis. Respeito à própria produção. Exploração de texturas observando seus efeitos na produção artística. Interação com teatro de fantoches. Experimentação de materiais diversificados bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. tintas. giz de cera. Cuidado na utilização de materiais de trabalho e organização pessoal.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas e/ou conflitos.

Utilização. Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e brincadeiras. 55 . Danças. resistência. adaptando-se a diferentes ritmos. Cooperação entre os pares. Atividades corporais. Ampliação das possibilidades do movimento por meio da dança. velocidade. Desenvolvimento das relações espaço-temporal e psicomotor. correr. Respeito aos colegas. auto-estima e autoconfiança. aceitando diversos papéis. fatos.). Brincadeira. nos momentos de lazer. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. saltar etc. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. Valorização da diferença. de habilidades motoras adquiridas. Reprodução da forma e de expressões da cultura popular. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Exploração das possibilidades corporais com autonomia. equilíbrio etc. adotando atitudes de cooperação. Cooperação nas atividades de grupo.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Manipulação de materiais e objetos diferentes para aperfeiçoamento das habilidades manuais. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. histórias e fantasias. Desenvolvimento de independência. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. Saúde corporal Ginástica. Participação em brincadeiras e jogos que desenvolvam as habilidades motoras (andar. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores.). Dramatização por meio de movimento. Movimentação. Expressão corporal. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. Atividades em sala de aula. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Utilização de recursos para desenvolver e aprimorar as qualidades físicas (força. exercendo-as de maneira social e culturalmente significativa.

Necessidade de cuidar do meio ambiente familiar e escolar. Diversidade dos modos de ser criança: aqui e agora. ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Valorização da própria história. Uso de diferentes medidas de tempo. emitindo opiniões. Modos de medir o tempo. animais de estimação etc.). brincadeiras. Levantamento de diferenças e semelhanças individuais. livros. Diferentes organizações familiares ao longo do tempo. Troca de informações. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. Apreciação de histórias de vida diferentes da sua. em outros tempos e lugares. Valorização de diversas fontes históricas. • 56 . obras de arte. pesquisa bibliográfica. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa em diferentes fontes: fotografia. Preferências em relação a diversos aspectos: brinquedos. Confronto de opiniões. Diferentes escolas e suas transformações históricas. jogos. entrevista. grupos musicais. Semelhanças e diferenças entre nomes e histórias de vida da família. estabelecendo contrapontos entre diferentes espaços e tempos.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O nome como algo individual e resultado de uma escolha histórico-temporal. jornais e Internet. ontem e hoje. Respeito à diversidade existente entre pessoas do mesmo grupo de convívio. Diferentes nomes e origens Nomes e datas de aniversário. Transformações e permanências no grupo familiar e na escola. imagens etc. Troca de informações Planejamento de ações positivas em relação ao meio ambiente familiar e escolar. times de futebol. Empenho no cumprimento dos combinados. Diferentes rotinas dos alunos. A escola como lugar de aprendizado. Participação. Registros pictóricos.

Representação pictórica de locais e objetos em diferentes visões: de cima. atrás. Confecção de maquete simples. Percepção da importância da legenda para identificação de locais e objetos. objetos. Questionamento dos diferentes conceitos geográficos. entrevistas e outros. roteiros e plantas variados. Diferenciação das diferentes visões nas representações gráficas: de cima. Valorização do diálogo como meio para resolução de conflitos e troca de informações. à direita. próximo. Adoção de atitude responsável em relação a preservação e conservação do meio em que se vive. vídeos etc. Descrição dos elementos naturais e modificados que se apresentam na paisagem local. de frente. embaixo. Leitura de mapas. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial em diferentes localidades e situações. Elaboração de símbolos que representem locais ou objetos. • • • • • 57 . de lado. como fonte de informação. observando os aspectos positivos e negativos. de lado. filmes. passos etc.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Compreensão da relação entre o espaço corporal e espaço à volta: na frente. Organização de informações utilizando diferentes estratégias. fotografias. de frente. em cima. à esquerda etc. Utilização de pinturas. Realização de medições de maneira nãoconvencional: com palmos. Produção de mapas e roteiros simples. Reconhecimento das transformações realizadas pelo homem ao longo do tempo no ambiente cotidiano. Autonomia na utilização de registros variados como forma de mapeamento do espaço. distante. procurando localizar espaços conhecidos. textos. Registro individual e coletivo das informações coletadas por meio de desenhos. mapas. fotografias. Identificação da relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Registro coletivo do levantamento de hipóteses.

1º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS • • ATITUDINAIS • Alteridade • Orientações para o relacionamento com o outro. representando animais. permeado por valores. necessidades. Análise da programação televisiva. suas qualidades e sentimentos. Entrevistas/conversas com familiares. como respeito. Utilização de algumas regras simples de convívio social. • • • • • • • • • • Expressão de sentimentos. conhecidos. • • • • • • Respeito às características das pessoas. Expressão oral de histórias. • Estudo dos fenômenos naturais. Reflexão sobre a responsabilidade/papel de cada um na sociedade. desejos. 58 . suas limitações. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. mitos. Narração de fatos relacionados com os acontecimentos do cotidiano escolar e familiar. levantando os pontos positivos e negativos. Adoção de atitudes de cortesia e cooperação no dia-a-dia na sala de aula e para além dela. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. entre outros. tolerância. solidariedade e ajuda na relação com o outro. professora. Estabelecimento de diálogos entre o grupo classe. Expressão corporal (pantomima). curiosidade e respeito por todas as formas de vida. respeito às diferenças individuais de cada pessoa. respeito religioso. • Eu e o outro somos nós. Expressão por meio do desenho. O Eu • Eu no mundo. Amorosidade. Participação nas sensibilizações / dinâmicas de grupo. respeito cultural. paciência. Diversidade • Respeito étnico. entre outros. cooperação. parábolas. sem uso da voz. Reconhecimento de suas próprias limitações e qualidades. por meio das ações de cooperação. preferências e opiniões. Escuta e apreciação de obras musicais. Valorização de amizades. • Eu sou eu com o outro. • Eu e a natureza. cuidado. Pesquisa em revistas e jornais impressos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 2º ANO Ensino Fundamental 59 .

assim como a reconstrução de categorias de idéias. Desse modo. materiais etc. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. busca e registro de informações. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. Dificilmente. entre outros. trocar idéias com os colegas. Nos anos iniciais. textura. analisar. gravuras. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. de geração a geração. como forma. comparação. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. vídeos. identificar. Os alunos podem comparar entre si objetos. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. Para tanto. mapas. esquemas. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. sobre os fenômenos naturais. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. usando diferentes critérios. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. ou seja. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. 60 . baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. tais como argumentar. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. Para aprender Ciências. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Podem aprender procedimentos simples de observação. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. com o outro e com o ambiente. tamanho. elaborados e acumulados pelo homem. dos arbustos. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. seres vivos.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. fazer suposições acerca dos fatos e/ou fenômenos. onde os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. de modelos científicos. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. das folhagens e gramíneas. sintetizar. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. cor etc. Investigação É muito importante também propor investigações. seres vivos.

Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. sempre que possível. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. que têm. buscam explicações para o que vêem. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. As experiências sugeridas não devem. 61 . que sabem ouvir e discutir questões. de si própria e sua relação com os outros. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. Em suma. na produção de um texto coletivo. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. Quando chegam à escola. por exemplo. os conteúdos são extensos. dos animais e plantas. o seu aspecto individual e. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. um lugar para sua manifestação. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. Normalmente. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. num primeiro momento. independentemente do banco escolar. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. nesse sentido. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. Nessa fase. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. tabelas. procedimentais e atitudinais. com a ajuda ou não do professor. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. a sua parte universal. embora organizados por temas específicos (ambiente. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. por outro lado. com a tecnologia e com o mundo. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. fundamental. ouvem e sentem. auxiliando-o no processo de alfabetização. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. ou seja. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. portanto. pequenos textos.Experimentação Por meio dela. a qualquer momento. o que representa a sua comunidade. por um lado. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. pessoas que sabem ler e escrever bem. leia o plano. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. em situações reais de comunicação. levantadas em um determinado problema. é fundamental que o professor. É importante que tais representações encontrem. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. que sabem argumentar e defender suas idéias. Além do desenho. do ano em que está atuando. Como dissemos. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. Os conteúdos. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. A atuação do aluno é. ser humano e saúde. elaboração de listas. O importante. animais e plantas). com os conteúdos conceituais. não devem ser trabalhados de maneira linear. Após essa primeira leitura. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. na sala de aula. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor.

Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Identidade. e depois de outros elementos presentes no ambiente. com as características de outros seres vivos. o corpo e materiais sonoros diversos. Brincadeiras. mas com os enfoques de cada área. A história de cada um. Lateralidade. Idade. Auto-retrato Dobradura de animais. 62 . órgãos dos sentidos. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. Uso da linguagem oral para relato de vivências. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. Nome próprio. as organizações sociais. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. por exemplo. Geografia/ História Colegas da classe. Higiene do corpo. que apresentem as partes do corpo. Por exemplo. comparando as características do corpo humano. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. É importante também.Outra característica dessa fase é o egocentrismo. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. Expressões faciais. saúde. Grosso e fino. Patas de animais. principalmente com Geografia e História. ou seja. o meio é a sua própria extensão. Músicas que falem das mãos e dos pés. portanto. Posturas corporais. Movimentos na frente do espelho. Deve também estabelecer relações com o ambiente. em que um mesmo tema é proposto. para um trabalho mais amplo. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. rios. Tamanho (altura do corpo). as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. Jogo da memória: animais. Educ. por exemplo. Ciências Corpo humano e suas partes. relacionadas ao revestimento do corpo. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Matemática Uso dos números para representar a idade. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. como relevo. Música que fale de um animal. Sendo assim. modo de vida. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. luz e solo. Língua Portuguesa Conversa informal. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. construções etc. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. alimentação. educação ambiental e ética. entre outras. Cuidado com o corpo e o ambiente. locomoção. Quebra-cabeça (partes do corpo). pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Semelhanças e diferenças sociais. a família. particularmente com os animais. Nomeação de figuras e animais. seu referencial é ela própria e. Maior e menor. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Os pés e as mãos. num primeiro momento. Imitação de animais e seus modos de vida. Comparação entre seres vivos. Nomeação das partes do corpo.

devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. o professor deve saber que: 63 . contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. Assim. aberta à incorporação de novos conhecimentos. considerando aspectos transversais. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. no processo de transformação do saber científico em escolar. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. em situações de desafio. medidas e estatística. Para atingir os objetivos. sociais e culturais de quem irá aprender. Por sua vez. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. acentuamos a idéia de que o aluno. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. Alunos e professores interagem e crescem no processo. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. As crianças têm idéias próprias.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. Sendo assim. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. interesses. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. Sendo assim. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Nessa concepção de ensino. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. também aprende na interação com seus parceiros. ao trabalhar com a resolução de problemas. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. além de ser agente da construção de seu conhecimento. No entanto. é necessário considerar as condições cognitivas. Assim. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. Por isso. Dessa forma. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. podemos trabalhar com noções de geometria. além de explorar idéias numéricas e contagem. acreditamos que. Para isso. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. favorecendo a aprendizagem. sentimentos. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas.

Os problemas devem ser desafiadores. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Assim. percebem a relação entre os dados apresentados. problema com rima. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. um repertório como apoio. levantar hipóteses. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. charada. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. respeitar regras. No processo educativo. estabelecer relações e aplicar conceitos. mecânica e repetitiva.• • • problema é toda situação que permite problematização. tendo assim. Quando os alunos formulam problemas. e articulam o texto. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. troca entre os alunos. Dessa maneira. um jogador ganha e outro precisa perder. divisor. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. dobro. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. livro de problemas. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. propiciando novas tentativas. Enquanto resolve situações-problema. a pergunta e a resposta. Assim. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. 64 . ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. comunicar idéias. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. de maneira lúdica. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. porém não de forma rotineira. um processo investigativo. Para a formulação de problemas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. conto etc. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. As tentativas. da língua materna e da combinação de ambas. num jogo. sem deixar marcas negativas. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. a essência está no problematizar. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. os dados e a operação a ser usada. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. semelhanças e diferenças entre os textos. ler. ou seja. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. criação de um banco de problemas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. interpretar e produzir textos. o aluno aprende matemática. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. conteúdos importantes na educação matemática. problematoteca. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. Ao formulá-los. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Por meio dos jogos. autoconfiança e autonomia. podemos trabalhar. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação.

A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. toda semana. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. a percepção de si mesmo como um ser social. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. em uma aula. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Por isso. Nas situações de jogo. 65 . argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. o aluno amplia sua capacidade corporal. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. Contudo. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. brinca. dicas para se jogar melhor. mas uma nova forma de aprender Matemática. o jogo não se tornará mero lazer. A partir da discussão estabelecida. enriquece suas aulas. Além da socialização de idéias. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. discutindo o que foi fácil. das diferentes respostas obtidas. vencendo os desafios propostos. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. encoraja reflexão e clareia idéias. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. o que foi difícil.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. Além de jogar. Brincadeiras infantis Toda criança. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. é preciso levar em consideração alguns aspectos. Enquanto brinca. principalmente para crianças dos anos iniciais. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. e apreendendo todas as regras. em que os alunos levantam e testam hipóteses. Na bibliografia desse trabalho. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. por exemplo. podendo. o que foi fácil e o que foi difícil. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. sua consciência do outro. as crianças devem conversar sobre o jogo. Sempre ao final das brincadeiras. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. Assim. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. suas aprendizagens. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. contar histórias desses povos. de qualquer idade ou realidade social. Além disso. entre outras coisas. suas dúvidas. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. assim como propusemos para os jogos. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Brincando. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades.

possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. Você pode ter um livro por duplas. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. usar a literatura infantil “[.(SMOLE. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. escrita. com os personagens. o giz e o livro didático”. problematizações especialmente preparadas para isso. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. Segundo Smole (1999). Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. Alguns livros não apresentam um final definido e. 1996. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. A leitura poderá ser feita em vários dias. adequar o tempo à sua proposta. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. etc. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. álbum seriado. enquanto lê. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. com emoção. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. p. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal.. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. Nesse sentido. em quais são os recursos necessários. um gráfico. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. ainda. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. O ideal não é explorar um livro a semana toda. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. mas aos poucos. Depois. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. pensar na organização da classe. 66 . um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. características e acontecimentos na história. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. o professor poderá analisar a capa. expectativa. uma propaganda.. assim como explore lugares. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. seleção de informações e resolução de problemas. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. enigmas. Além dos livros infantis. os alunos podem elaborar o final da história. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. Não há necessidade de um livro para cada aluno. Desta forma. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. uma tabela. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. etc. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. Para a realização desse trabalho. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. nesses casos. percepções e experiências. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática.

mas que envolvem duas ou mais delas. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. os textos. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. cognitiva e social. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Assim. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. visualização e trocas. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. pelas experiências vividas na escola. mais uma vez. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Durante o desenrolar do projeto. portanto. Nesse contexto. Assim. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. promovendo. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. na avaliação e no planejamento. Na maioria dos casos. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. e destes com o professor. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. Por meio dos projetos. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. sejam capazes de tomar decisões. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. especialmente artes e língua materna. 67 . tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. que opiniões têm. Para reformular um texto. modificar e integrar idéias. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. que hipóteses levantam. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. interdisciplinares. Ao delimitar o tema. construir. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. ter. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. com objetos e situações que exijam envolvimento. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. o original e a sua reescrita. Por meio das atividades propostas. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos.

o aluno irá ampliando seu conceito de número. rótulos. pedrinhas. medir. Nosso desafio foi selecionar. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. tornando-se mais significativo para os alunos. caixas de fósforos vazias. aos poucos. tabelas e gráficos ). subtração. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. no processo de seleção de conteúdos. ordenar.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Contudo. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. bolinhas de gude. jornais. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. material dourado e ábaco. Assim. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. 1. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. tão necessárias no dia-a-dia. contemplando o estudo dos números e das operações. é importantíssima a exploração de jogos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. surge sob um novo enfoque. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. nas quais. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Para esse fim. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. codificar. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. embalagens. palitos de picolé. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. 68 . As operações fundamentais (adição. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. Para que a criança construa o significado de uma operação. Ressaltamos que. cálculos. comparações e ordenações. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. resgatando a histórias de lugares. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. Ainda em relação às operações. recomendamos a organização de materiais diversos. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. ou seja. figurinhas. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. A seguir. arredondamentos e cálculo mental. Assim. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. o estudo do espaço e das formas. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. ou seja. sempre que é retomado. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. folhetos de supermercado etc. contas. entre outras coisas. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Atualmente.

Num segundo momento. frutas. como folhas. Com as figuras criadas. Depois pode mostrar aos alunos figuras montadas com as peças do tangram e pedir que reproduzam. Primeiramente. pontos de referência e também observação. desenhos. pode propor a montagem de um mural e. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. canudinhos. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais.. para formar desenhos. Usando material manipulável (palitos. nos relógios e calendários etc. “Um. por meio de atividades que trabalhem lateralidade.) mostre à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal os agrupamentos são feitos de 10 em 10. O professor poderá explorar esse conhecimento para iniciar o trabalho com números pares e ímpares. escritos ou numéricos. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. O uso de embalagens. Espaço e Forma Para compreender. A confecção do quebracabeça chinês tangram possibilita uma série de atividades. Em função das brincadeiras e jogos de crianças na rua. pedras. a partir deste. são recomendadas. em casa com os irmãos e na própria escola. em ordem crescente e decrescente. ou seja. de obras de arte. 2. Fazer uma lista de produtos vendidos por dúzia.Sugerimos também: Exploração dos números nas mais variadas situações: número da moradia. é muito comum elas “tirarem par ou ímpar” para saber quem começa uma determinada brincadeira.. Para tanto. deslocamentos no espaço. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. Outra idéia é separar as peças que têm a mesma forma e questionar: • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? 69 . pinturas. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. dois. Formação de pares para percepção que nos úmeros ímpares sempre há sobra. Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. de telefones. Solicitar que os alunos tragam para aula uma fruta. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. sucata. estabelece as regras do uso do quebra-cabeça (usar as sete peças. esculturas e artesanato. representar e descrever o mundo em que vive. de placas de carros. feijão com a arroz” etc. atividade como ligue-pontos com números. envolvendo as quatro operações. O professor poderá até organizar exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. mas uni-las pelo menos por um vértice). não sobrepor nenhuma. animais marinhos e de objetos criados pelo homem. árvores. 10 unidades são trocadas por 1 dezena. para que os alunos possam perceber suas formas. de placas de trânsito. flores. Reunir as frutas numa cesta e contar com os alunos quantas frutas há ao todo. Utilizar também o material dourado. identificando o antecessor e o sucessor. Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. Solicitar que retirem uma dúzia de determinada fruta e meia dúzia de outra. a elaboração de um texto coletivo. Localização de números numa seqüência. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. bolinhas. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. Pedir às crianças que representem números no material dourado realizando composições e decomposições. o professor pode deixar que as crianças brinquem livremente montando figuras.

Observe as duas peças que não são triângulos e responda: • • • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? essas duas peças têm alguma diferença? troque idéias com seus colegas e professora. como unidades de medida. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. tente montar um triângulo e depois desenhe o que você fez. Usando apenas três peças do tangram. Por exemplo: quem pesa menos? Quantas meninas pesam menos que 25 kg ? • Solicitar aos alunos que tragam recipientes com capacidade de um litro. passos etc. • Traçar a rotina diária junto com as crianças. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. organização de formas e trabalho de contagem. Encher de água e passar o conteúdo para outro recipiente de 70 . quatro peças. • Explorar o calendário identificando datas importantes. em massinha. conhecendo unidades usuais de medidas de tempo (dia. Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. usando vocabulário de posição. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. Jogos para adivinhar um determinado objeto. três peças. antes. de objetos. tarde etc. Outras sugestões são: • Verificar. amanhã. referindo-se apenas ao formato do mesmo. cedo. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. • Propor a produção de frases citando datas especiais. mês.Pode ainda propor situações-problema. reproduzindo formas geométricas. levar uma balança para pesar as crianças e propor situações-problema e construção de tabelas e gráficos a partir dos resultados. receitas culinárias etc. semana. brinquedos cantados. usando medidas não-convencionais e convencionais. caça ao tesouro. trabalharemos com situações reais de medição. marcando eventos da classe e da escola. ano). depois. • Comparar o peso de mochilas e materiais escolares. Grandezas e medidas Neste bloco. hoje. se as crianças dominam os conceitos ontem. pés. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. Exemplos: jogos de circuito. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. Mais uma vez. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. Modelagem. relógio. Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos. pode haver diferenças nos resultados das medidas. agora. em conversas. e organização de exposições com os objetos construídos. com as peças do tangram. forme um quadrado usando: apenas duas peças. recebendo e dando instruções. • Se possível. a partir do quebra-cabeça: Ex. metro. que permitem a utilização de vocabulário geométrico. 3. Apontamos ainda outras sugestões: • • • • • Atividades de seqüências com formas geométricas simples. calendário. fita métrica.

BRANDÃO. 2002. Tradução Beatriz Affonso Neves. coleta e organização de dados estatísticos. Ubiratan. Tratamento da informação Neste bloco. Virgínia Cárdia. FRIEDMANN. 1997. Promover atividades orais e escritas. 1996. 1998. O resgate do jogo infantil. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. independentemente da forma. Gilles. SMOLE. 2000. Indicamos também: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. Brinquedo e cultura. Carlos Rodrigues. BORIN.). BRENELLI. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. Roseli Palermo. Criatividade e novas metodologias. Campinas: Papirus. DANTE. 1996. Educação Matemática: da teoria à prática. 2004. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. ______. CARDOSO. recortem e coloquem o valor. Brincar: crescer e aprender. 1998. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. Explorar a história do dinheiro. São Paulo: Moderna. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. deixando que os alunos pintem. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Educação: um tesouro a descobrir.Educação para uma sociedade em transição. de programas de TV preferidos. Júlia. 2001. São Paulo: Cortez. Jogos cooperativos: se o importante é competir. feira. 1994. O grande livro dos jogos. tabelas e gráficos. DELORS. Bibliografia sugerida ALMEIDA. César. Vozes. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. Papirus. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. BROUGÈRE. São Paulo: Peirópolis. COLL. Campinas: Papirus. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. dramatizações (lojinha. DINIZ. entre outros. Explorar notícias e anúncios de jornais e revistas envolvendo quantias que poderão servir de apoio para resolução ou criação de problemas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas. BROTTO. ______. São Paulo: Editora Ática. Fábio Otuzi. Maria Ignez de Souza Vieira. São Paulo: Cortez. Tradução Afonso Celso Gomes. Assim. Santos: 2001. Belo Horizonte: Leitura. Jacques. Kátia Cristina Stocco. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Marcos Teodorico Pinheiro de. dos aniversariantes do mês. Produzir cédulas e moedas de papel. ______. Adriana. 71 . Josep M. 4. Luiz Roberto. 1999. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas. 1997. São Paulo: USP. para que percebam que o volume é sempre o mesmo. 1996. Porto Alegre: Artes Médicas. ALLUÉ. Transdisciplinaridade. São Paulo: USP. Os conteúdos na reforma. 2001. banco.• • • • formato diferente. O jogo como espaço para pensar. D`AMBRÓSIO. São Paulo: Palas Athena. de animais de que mais gostam. 1998. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática.

Nicanor. 2001. 4 cores. Maria Ignez e CÂNDIDO. Fausto Arnaud. 1992. 210 Jogos Infantis. 2006. São Paulo: Summus. Mariana Kawall.. Tradução Antonio Feltrin. Porto Alegre: Artmed. ______. Pat. Papirus. Aprender com jogos e situações problema.GIORGI. KAMII. 72 . 1993 LEAL. Marta Rabioglio. senha e dominó. São Paulo: USP. KISHIMOTO. São Paulo : USP. 1997. Jogo. Maria Ignez e CÂNDIDO. Joana Hissae. Matemágica – História. Juan Acuña Llorens. ______. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Porto Alegre: Artmed. a criança e a educação. Construção das operações. MACEDO. Porto Alegre: Artes Médicas. Kazuwo João. Tradução Elenisa Curt. PANIZZA. Regina Célia. Campinas. Tizuko Morchida (org. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. MACHADO. Trajetória Cultural. Resolução de problemas. Mabel. 1988. Campinas. CÂNDIDO. PASSOS. 1995. SADOVSKY Patrícia . 2004. Brincadeira e a Educação. São Paulo: Casa do Psicólogo. GRANDO. CHARNAY Roland. YOKOYA. PAULO. ______. PARRA. DINIZ. MACEDO. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. Matemática e Educação: alegorias. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. SMOLE. ______. São Paulo: Cortez. Lino de. GWINNER. ______. Renata. Gente miúda na cozinha. BROUSSEAU Guy .– São Paulo: Summus. L. Vozes. 2001. Petrópolis: Vozes. de Assis. Editora Vozes. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. aplicações e jogos matemáticos. Global. Lellis.. Katia Cristina Stocco. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. Tradução Regina A.SMOLE. 2001. III e IV. GÁLVEZ Grécia . 2004. São Paulo: Paulus.. 2000. ______. escrever e resolver problemas. Maria Therezinha de Lima. Campinas. 1992. Brincando com números. MACHADO. OCHI. Katia Cristina Stocco. IKEGAMI. Tradução Marcelo Cestari T. A matemática na educação infantil. DINIZ. GUELLI. 2001. Jorge José de Oliveira. Yves de La. 1996.. SESI. Campinas: Papirus. 2002. São Paulo: Cortez. MIRANDA. 1991. Vygotsky. Cortez. Cybele. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. 1990. Cecília. Trad. SAMPAIO. . II. ______. Rosa Monteiro.C. “Pobremas” enigmas matemáticos. 2003. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . 2000. 1992. ALS. Oscar. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. volumes I. Regina Célia. PEREIRA. Porto Alegre: Artmed. SAIZ Irma . Reinventando a aritmética. tecnologias e temas afins. ______. N. Scipione. Ler. Jogos em grupos na educação infantil. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. MARINCEK. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Porto Alegre: Artmed. MACHADO Nilson José. Papirus. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 2006. São Paulo. Belo Horizonte: Editora Universidade. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. LERNER Delia . Fuzako Hori. ROCHA. Porto Alegre: Artmed. Aprender matemática resolvendo problemas. GRANDO. TAILLE. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. Glauce Helena Rodrigues. Jogos infantis: o jogo. Constance. 2000. Valéria Amorim. São Paulo: Editora Ática. IMENES. ARANTES. ______.). ______. Dissertação de Mestrado. Brinquedo. Nilson José. Vânia (coordenado por). SANTALÓ Luis A. ______. Luiz Márcio Pereira. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. Patrícia. Porto Alegre: Artmed Editora. Maria das Graças Barbosa. Piaget. Porto Alegre: Artmed.Papirus. MONTEIRO. PETTY. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. UNICAMP.

exatas.com.ime.novaescola. Sesc.com.com.ZASLAVSKY. Cláudia.antigos.uol.com.br 73 .br www.br www.br www.somatematica.tvcultura. Sugestão de sites interessantes www. 2000. SESC.net/folclore www.sites.com.br www.vello.brinqmania.com.usp. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .com.sc.br www.br www.com.educarede.com.educar.ludomania.br.com. www.br/artematematica www.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.usp.abril.origem.br www.com.br/caem/ www.aprendebrasil.br www.com.br www.jogos.septima.mathema.br .matematicahoje. São Paulo.com.com.com.luizdante. www.br Sites de jogos matemáticos www. 2001.canalkids.revistapatio.terrabrasil.ciadaescola. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.com. A volta ao mundo em 80 Jogos.com. www.br www.com.br.br www.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. www.

animações. propiciar. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. Assim. ferramentas de desenho e pintura.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. a inter-relação de pensamentos. desenvolver a habilidade para organizar informações. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. o Laboratório de Informática Educativa deve. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. a aquisição de novos conhecimentos. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. 74 . a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. desenvolver a percepção visual e auditiva. idéias e conceitos. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. os POIEs. Mesas Educacionais e Internet). divulgando as possibilidades existentes. organizando mostras. a memorização. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. como elemento articulador de conteúdos curriculares. recursos de som e vídeo. as TICs ( PCs. Softwares. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. integrando textos. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. imagens. por meio de recursos tecnológicos. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. Desse modo. a convivência em grupo. efeitos especiais. a coordenação motora. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. servir como fonte de conhecimento. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. face ao seu caráter educacional. Periféricos e Acessórios. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola.

2º e 3º ano. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. para saber como vão pessoas que estimamos. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. atribuir significado. entre outros. suas regras e suas partes. para localizar endereços e telefones. São Paulo : SME / DOT. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. ou seja.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. 6 7 Fase Inicial: 1º. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. de forma organizada e sistemática. para comprar algo. As atividades metalingüísticas. Trata-se de incorporar. nas situações reais de produção de texto. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. se queremos formar leitores plenos. Ler. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. isoladamente. Além disso. para reclamar de alguma coisa. para solicitar algo. entretanto. ou seja. Cortez. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. Ed. Pelo contrário. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. Assim sendo. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Como tal Sistema está organizado em fases6. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. e a decifração é apenas uma. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para pagar contas. é a forma de abordagem. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. emitindo sons para cada uma das letras. São ações que podem e devem ser aprendidas. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. acima de tudo. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita.: il. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). Hoje. Contudo. 2006. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. de sistematização e normatização da língua. Em geral. 104p. assim. Não se trata mais de ensinar a língua. Ler é. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. dentre muitas. ela estará presente sim! O que muda. para prestar contas do nosso trabalho. com diferentes intenções. para nos divertir ou emocionar. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. participantes da cultura escrita. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. na rotina. Fase Complementar: 4º e 5º ano. entre muitas outras ações. para fazer uma receita. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. Enfim.” Emília Ferreiro. para tomar decisões. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. 7 Como já dissemos. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. – v.2 75 . para anotar um recado para alguém. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. os primeiros se convertem em leitores. E escrevemos para distintos interlocutores. das competências envolvidas neste ato.

Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Leitura e escrita de títulos de livros. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Em função disso. Organizar agrupamentos produtivos. Diária – texto literário.A organização de uma rotina de leitura e escrita 8 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Semanal – jornal e científicos. 2006. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. de professores e funcionários). de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas).: il. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. além. Leitura do abecedário exposto na sala. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:9 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. 76 . os materiais. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. realizada · Aprender comportamentos leitores. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. de situações de trabalho com a oralidade. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. listas. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Nessa proposta de alfabetização. textos instrucionais etc. é claro. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. 115p. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. 8 9 São Paulo : SME / DOT. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. 115p. parlendas. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. poemas. de rótulos etc. ao mesmo tempo. de brincadeiras preferidas. Ler com diferentes propósitos. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita.: il. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. · Ampliar o repertório lingüístico. ingredientes de uma receita. São Paulo : SME / DOT. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. 2006. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. o espaço. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação.

Uma vez por semana. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. 77 . relatar acontecimentos. · Utilizar a linguagem oral. Exposição de objetos. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. de um texto instrucional etc. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. curiosidades etc. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. expor etc. de filmes etc. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. materiais de pesquisa etc. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. o possível e o necessário” (Ed. ditando para o professor ou o colega. em dupla e individual – de um bilhete. Produção coletiva. · Ler com autonomia crescente. instrucionais. semana. entre outros). Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. individual. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. expor sobre temas etc. em duplas. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. · Aprender comportamentos escritores. conhecer diferentes suportes de textos. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. · Aprender comportamentos leitores. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. · Explorar as finalidades e funções da leitura. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Uma vez por semana. Artmed). defender pontos de vista.

De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. uma mostra de trabalhos produzidos. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”.Formas de organizar os conteúdos escolares 10 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. não significa algo “palpável”. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Roda semanal de conversa ou leitura. mas não têm um produto final. Embora não decorram de propósitos imediatos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Oficina de produção de textos ou de arte. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. jornal ou texto etc. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. hábitos ou atitudes. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). nesse caso. a organização de uma biblioteca de classe. • Atividades seqüenciadas. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). • Projetos. São muito parecidas com os projetos. 78 . a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo.). • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. semanalmente. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. para ensinar um jogo complexo etc. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Nos projetos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. um livro. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. 10 Texto produzido por Rosaura Soligo. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos.

crônicas. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B. elaboradas a partir da necessidade do grupo e. bilhete. verificação) de placas. o Conhecimento. V-F). debates. informativos. 7. Identificação das características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. Vale ressaltar que. ao transferirmos tais modalidades organizativas para nosso Plano de Curso do 2º ano.: As situações das modalidades Ocasionais e de Sistematização são de autonomia do professor. Projetos: • Conhecimento dos elementos que compõem um gênero/portador de texto. o Conhecimento da escrita do próprio nome. sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes. • Noção de parágrafo por meio do uso em situações de produção. como já salientado anteriormente. o Descrição de personagens. instrução. Os projetos foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. não se pode perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. OBS. por meio das situações de produção. adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. • Usos da escrita: o Conhecimento do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. dicionários temáticos. bilhetes. em situações de uso. panfleto. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. • Conhecimento de alguns itens da gramática. anúncio. preleções. dedução. receita. • • 79 . Usos da Leitura: participação em rodas de leitura. Q ou K e o uso do G ou GU). por meio de diferentes estratégias (antecipação. “cantinho” da leitura. fábulas. do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. cenários e objetos. carta. poema. canção.Assim. entrevista. lista. leitura em voz alta e outras. Seqüências Didáticas: Conhecimento de diferentes gêneros textuais (conto. símbolos. piada. T-D. conjugando temas de diferentes áreas do saber. não podem ser previstas no Plano de Curso. 8. • Registros diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas. bem como sua função no texto (ponto final. da estrutura de um texto. Regularidades Morfológico-Gramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo). ponto de interrogação. obtemos o seguinte resultado: 1. singular / plural). parlenda. contos folclóricos e tradicionais). Entretanto. quadrinha. 3. etc). Situações Permanentes: Usos da Linguagem Oral: exposição e intercâmbio de idéias em rodas de conversa. para apreciar textos literários (contos de fadas. • Identificação de alguns sinais de pontuação. jornal-mural. notícia. calendário). cartaz. embalagens. relato. embora seja desejada essa articulação. rótulos. inferência. 2. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. o Identificação do tipo de letra a ser usada na escrita (maiúsculas e minúsculas) após tornar-se alfabético. Regularidades Contextuais (o uso do C. • Conhecimento de algumas convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 5. leitura na biblioteca. adivinha. 6. • Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. masculino / feminino. • Leitura não convencional. pesquisas de palavras. por isso. ponto de exclamação e travessão). a partir de um tema gerador previamente selecionado. contrato didático (combinados) etc. trava-língua. o Narração de histórias.

Apreciar textos de diferentes gêneros lidos autonomamente ou pelo professor. buscamos que. Tal gênero textual permite que as crianças entrem em contato com novas funções e finalidades de um texto e desenvolvam as habilidades de leitura. Diretoria de Orientação Técnica. as características do seu portador. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. em duplas ou ditando ao professor. para o 2º Ano. interpretação e produção do mesmo. SÃO PAULO. Passado e presente dos verbos ler e escrever.Assim sendo. sabendo ouvir e formular perguntas sobre o tema. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. Nos anos seguintes. economia de energia elétrica. São Paulo: Cortez. manchetes de jornal etc. apropriando-se dos aspectos discursivos do texto e apoiando-se em conhecimentos sobre o tema. ao final do 2º Ano. adivinhas. Ler e escrever na Escola: o real. dengue. 2002. bilhetes. ou não se apoiando nas convenções ortográficas da escrita. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. recuperando os fatos da narrativa. ainda que não segmentando o texto em palavras. LERNER. FERREIRO E. – São Paulo: SME / DOT. 2002. Referências Bibliográficas BRUNER. listas. nomes. o possível e o necessário. 1998. Sendo assim. J. pontos turísticos de Santos etc). 2006. animais da fauna marinha de Santos. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998).: reciclagem do lixo. do gênero e do sistema de escrita. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. Secretaria Municipal de Educação. etc ) individualmente. os alunos sejam capazes de: • • • • • • Participar de situações de intercâmbio oral. de forma que possamos traçar metas precisas e objetivas em nosso trabalho. Bloch. Secretaria Municipal de Educação. Porto Alegre: Artmed.S. canções. parlendas. informativos. a produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida na escola e estudada ao longo do ano (Ex. cartas. trava-línguas. sugere-se. Escrever ALFABETICAMENTE textos que conhece de memória. 80 . Ler. com autonomia. Delia. poemas. Rio de Janeiro: Ed. Escrever textos de autoria ( listas. Recontar e reescrever histórias conhecidas.

num primeiro momento. apagar as luzes e acalmá-los. A criança nessa idade precisa que as aulas sigam uma rotina. X. bem baixinho. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. Nessa fase. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. é útil e eficaz. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. músicas. auditivas. W. portanto. DVD. recursos materiais. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus 81 . Além disso. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. físicas (com encenações e atividades de TPR). Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. a adivinhar. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. como suporte ao aprendizado oral. o CD. como os flashcards. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. Y). cooperação. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. A relação dos conteúdos (conceituais. a recordar. material de áudio. tudo o que precisar ser lido. outras. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. oferecendo variedade. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. desafiá-los a pensar. e ainda há as que são mais cinestésicas. como: memorização. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. atividades do livro didático. pintura. de forma a criar um ambiente alfabetizador. mas o professor precisa ler em voz alta ou. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. o aluno passa a desejar aprender mais.). as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. interessantes. Ao assimilar um vocabulário básico. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. troca de papéis. o vídeo ou o colega) para obter informações. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. do sensorial e das ações. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. a imaginar. etc. uso de fantoches. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. No início do 2º ano. criatividade e expressão física. ao chegar. chapéus. Na preparação da aula. expressões simples em situações reais. etc. jogos de adivinhação. como já dissemos. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. sugerimos que o professor. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. e imagens. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. flashcards. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. Em inglês. ou sair da classe. duplas e individuais. é fundamental que o professor. tocar o CD que acompanha o livro. ou rock para atividades motoras grossas. vídeo. em inglês. com atividades lúdicas. cante uma música. recorte e colagem. jogos. umas são mais visuais. fantoches. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. além de alternar as em grupo. artísticas (desenhos. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. no caso da língua estrangeira. Como dissemos. dos jogos e das demais atividades. vídeo e estímulos verbais do professor). ou sentarem em círculo se estiverem de pé. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. como música calma para trabalhar. Durante as aulas. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. como realias (material concreto). recursos visuais. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras).INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. do contrário. previsão. que façam sentido à sua vida. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. trabalho em pares ou grupos. uso de massa de modelar. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio.

look. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. O professor precisa estudar bem a música. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. não entenda algo ). Para ser bastante eficaz. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. sing. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. bye-bye. fine. please. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. draw. beautiful. 4 ou 5 aulas. além da internet. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. sit down. listen. além de incentivá-las. abraçá-los. por meio de atividades diferentes. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. May I go to the toilet?. mas não precisa ficar “preso” a elas. repeat. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. DVDs e livros. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Ele pode falar aos alunos ( fornecendo. circular e desenhar deve ser menor. associar. let's sit in a circle. assim. além de ser uma ocasião divertida na aula. finja “errar”. etc. very good. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. see you. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. line up. principalmente em grupo. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos.diversos estilos de aprendizado. say. yes. ask. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. come here. thanks/thank you. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. hi. O professor deve dar as músicas do CD do livro. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. O tempo gasto com os exercícios de colorir. let's sing. fornecer um elemento cômico. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . Além disso. No entanto. um modelo lingüístico ) de forma engraçada. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. fazer encenações. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. Ele também pode cantar e encenar canções. Há vídeos. acariciá-los ). durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. stand up. you're welcome. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. point. programas de TV infantis não existiriam. ou "listen and do". Ex. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. thanks. let's go.: Good morning/afternoon. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula ( fazer o fantoche dar-lhes a mão. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. Além disso. por conseguinte.uma tática que deixará os alunos seguros de si. great. you can do it better/nicer. answer. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. How are you?. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. pois 82 . A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. no. dar segurança. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. a pronúncia correta das palavras.

proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. podem-se trabalhar melhor as canções. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. gestuais e faciais. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. não podemos exigir perfeição das crianças.) e o vocabulário correspondente às formas geométricas (unit 4) pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. modelagem. etc. lã. pode trabalhar junto ao professor de classe os conceitos. cometer erros. pintura. • • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. é possível articulá-lo aos conteúdos de história. nesta faixa etária. ). Assim sendo. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. potes de iogurte ou de yakult. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. de meias ( com a ajuda dos pais. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. folclore. idade.é o fantoche ( e não ele ) que está falando ou agindo. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. 83 . a fim de planejar as aulas. por exemplo. Com o professor de arte musical. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. presos em palitos de sorvete. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. Isso lhe dá a chance de falar. Algumas danças. de ponto e linha. dia do mês. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. uso do calendário. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. expressões corporais. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. de forma espiralada. jogos e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. rimas. procedimentos e atitudes de história e ciências. responder a perguntas e sentir-se no comando. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. mas não o colega ao lado neste momento. para os cabelos. eles podem costurar botões para fazer os olhos. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. como os de dedo ( feitos com cartolina e desenhado pelos alunos ). Esta avaliação pode ser feita. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. porque. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. assim. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. Ao desenvolver o conteúdo relacionado à família e sentimentos. montagem. etc. sem estarem psicologicamente expostos. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores (primárias e secundárias). feitos com rolos de papel higiênico. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. com cinco a dez alunos por vez. sendo permitido consultar o livro. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. atividades de expressão corporal. como também com a equipe pedagógica.

L. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. a princípio. A. É muito importante elogiar a produção do aluno. REETZ. Tentar falar em inglês.F. Referências bibliográficas DEL PASO. MELO. good work... São Paulo: Macmillan. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. 2006. Inc. M. 2000. Kids United – Livro do Professor 1. Mexico. et alli. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. et alli. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. New Parade 1 – Teacher’s Edition. & ZANATTA. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. K. HARPER. HERRERA. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. D. etc. mesmo que. 2005. Mexico. 84 . R. W.: Richmond Publishing. T. A. segunda impresão. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. 2002. 1999. et alli. Assim. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. D. 2000. SALVADOR. Hong Kong: Oxford University Press. esteja “errado”.É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good.: Macmillan. excellent. New York: Addison Wesley Longman.F. et alli. Oxford: Oxford University Press. great. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. mesmo que não esteja como o professor esperava. está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola.

também somos vítimas desta situação.. por exemplo. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. levam a criança a uma deformação da estética musical. esteja em um tópico específico. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. atenção e prontidão. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. progressivamente. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. do brincar. assim. ( Ensino fundamental de 9 anos . sendo muitas de péssimo gosto. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. nesta fase. Nesse processo é importante avaliar. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. Em Ciências. como uma forma a mais de expressão. por exemplo. devem ser breves. 85 . rítmica e melódica. de pouco ou nenhum valor musical. por meio de atividades simples de pulso. Segundo Stateri (1997). lanche. principalmente na primeira infância. Sua relação com o outro. chega mais fácil ao âmago da criança. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. deixando-a mais feliz e confiante. a criança vai descobrindo e. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. Para isso. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. sobretudo. p. uma linguagem que. ou seja. professores. mesmo que a ênfase. para se atingir os objetivos com clareza. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. muitas vezes.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. escrita. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. estes não devem ser trabalhados de forma linear. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. replanejando quando necessário. Porém. naquele momento. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. mas somente as populares. saída etc. As canções e suas letras. oral. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual.” Não podemos esquecer de que. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. O planejamento do professor precisa ser flexível. Projetos interdisciplinares são fundamentais. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. de forma mais significativa. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos.. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. musical e. por meio de um jogo musical. Nessa idade. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. plástica. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Vale lembrar que. nós. Momentos de apreciação. lateralidade. explorando os conteúdos conceituais. MEC. a linguagem do faz-de-conta. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. acento. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. Ao trabalhar pulso.Orientações gerais. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. facilitando a interdisciplinaridade. corporal. aquela que lhe é mais peculiar e específica. Desta forma.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. na educação musical.). fonte sonora etc. altura e canto e até mesmo uma conversa. “[. acento. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação.

É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. no conhecimento dos sons característicos da própria língua. estimulando a percepção auditiva. do bairro. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. O professor pode associar uma atividade de pulso. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. pois a criança joga e brinca com o som das palavras. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. com a apresentação de outros assuntos. ou seja. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes.Marcelo S. 211). por ser o primeiro.música para o desenvolvimento humano . Cantar. numa sociedade tão cheia de ruídos. controlando o tamanho do passo. Petraglia ). a velocidade e a noção espacial. os sons do diaa-dia. Se a criança se movimenta. reeducação do movimento. entre outras complicações. Canções. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. por exemplo. brincar. está exercitando sua lateralidade. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. tomando assim posse do seu corpo. parlendas e textos rítmicos podem enriquecer este trabalho. dificultam a concentração. como o escolar. p. ( OuvirAtivo® . O som e o silêncio Recomendamos a observação. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. os quais produzem stress. que percebe. favorecendo a oralidade e facilitando o processo de alfabetização. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. Batemos palmas e os pés no chão. estimulando atividades de autoconhecimento. percepção corporal. uma intencionalidade. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. Rimas O trabalho com rimas é muito importante nesta etapa. De grande ajuda para a criança nesse momento. de casa. seja depois abandonado.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. jogar. vivenciando o fluxo musical através de nós. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. 86 . Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. Isso não quer dizer que. A expressão musical é feita por um corpo.

Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. intensidade. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. 2000.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. naquele momento. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. com bravura e firmeza. Conforme Suzigan ( 1996). sentindo corporalmente. nos te saudamos. Se conseguimos conquistar essa igualdade. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. parlendas. cantando. A própria natureza fez de ti um gigante. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. BIAGIONI. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). dividindo-o em várias aulas. jogos. ouvindo. Ó Pátria amada. Brincadeiras cantadas. São Paulo: Fermata do Brasil. canções. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. porém. cantigas de roda. brinquedos cantados. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. de forma simples.Manifestações folclóricas: jogos. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. Hino Nacional Brasileiro. “ 87 . mostrando à criança a função do Hino em nosso país. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. Mas é preciso que. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Mas. Ó Pátria amada nós te saudamos. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. utilizando breves explicações. forte e colossal que reflete em teu futuro. despertando seu interesse e curiosidade. sentimos descer à terra. Brasil. és o destaque da América. se fores convocado para a luta. “[. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. aos poucos. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. observando. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. danças etc.. Terra adorada. vivenciando. Entre outras terras mil. agora que somos livres. Maria Zeí.. Propriedades do som: altura. lembrando as glórias do passado. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. Muitas vezes grave.nas divisas com os outro países da América do Sul. identificando. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Nossa vida mais amores”. Brasil.

com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). entre outros. seja por fotos. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. gestual. durante o canto coletivo. Como já foi exemplificado anteriormente. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. neste caso. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. Música erudita Nesta etapa. a consciência da pulsação. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. com muita tranqüilidade e respeito. a concentração necessária. devem ser substituídas. como dinâmica. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. nas salas de informática. músicas que contam uma história etc. em comerciais de TV etc. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. danças.” ( Folha de São Paulo. como em trilhas sonoras. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. as notas musicais. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. a expressão corporal. Se houver possibilidade. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. gestual ou plástica. o motivo é a preguiça: o que é estranho. a quadra ou outros ambientes. A cada retomada de um determinado tópico. Espera-se também que. em desenhos animados. ou seja. gestual. seja na execução ou apreciação musical. 88 . no portal Aprende Brasil. Após a percepção do som grave e agudo. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. do ritmo e do caráter das peças musicais. utilize atividades variadas. folclóricas. Quanto mais a criança aprender a observar. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. progressivamente. ou seja. por motivos variados: a vastidão do repertório. trabalhando a dinâmica. eruditas. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. pela terminologia correta. a pompa dos concertos.). o ritmo da canção. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. de ninar. o professor pode utilizar espaços alternativos. podemos partir para a escala ascendente e descendente. Expressão corporal. a desinformação sobre o assunto. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. Durante a apreciação musical e o canto. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. o pulso. Sugerimos o site Mundo da Música. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. o acento e falando sobre o timbre. vídeos ou mesmo pela Internet. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. dentro desse trabalho de apreciação musical. As terminologias grosso e fino. No fundo. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões.Sugerimos que. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. timbres. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. A partir daí. como o pátio. quebrando preconceitos. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. mais facilmente irá assimilar esses conceitos e melhor será sua entoação. destacando na música as partes mais agudas e graves. “Música clássica afugenta muita gente. 24 de março de 1998 ).

<http://www. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. STATERI. São Paulo. cantar e ouvir. Portanto. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão.ouvirativo. São Paulo: Ed.1996. com a intenção de aprimorá-la. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. Linguagem. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. A linha melódica deve ser bem nítida. Unesp. Desde bebê. MEC. C. Hino Nacional Brasileiro. G.20 PETRAGLIA.com. Especial Música.aprendebrasil. e. OuvirAtivo® . suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. Marcelo S. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. FOLHA DE SÃO PAULO.htm> acessado em 18/12/2006.educacional. GRANJA. Fermata do Brasil. Aprender a ouvir o outro. em conjunto. Portal Aprende Brasil . O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo.1991. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. conhecimento e Ação. São Paulo: CLR Balieiro. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. cantando ou não. 2003 p.br/textos/ed%20b. MEC. Maria Zei. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. 2000. 1-8. Carlos Eduardo de S. SUZIGAN. São Paulo: Ed. António Ângelo. se necessário. M. 1997.211. SUZIGAN.Orientações gerais. desestimulando a ação de gritar. a harmonia do todo. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. os ritmos facilmente assimiláveis. por meio de ações aparentemente muito simples. <http://www. p. repetindo a mesma canção ou peça instrumental.com. terça-feira. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser.Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. José Julio. Pp. Podemos dizer que crianças que se exercitam. VASCONCELOS. L. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. mais tarde. Mundo da Música .<http://www. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Ensino fundamental de 9 anos . Murray. Oliveira. 24 de março de 1998. como não gritar. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. Setembro 2006. Referências bibliográficas BIAGIONI. coletivamente. Cruz. R.Música para o desenvolvimento humano. O ouvido Pensante.br> SCHAFER. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena.br/> Mundo da Criança.com. 89 . […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas.

aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. Tendo em vista essas possibilidades da criança. os quais deverão ser aproveitados. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. Segundo Piaget. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. ter outras experiências. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. formas etc. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. seu trabalho muda no meio do caminho. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. 2º e 3º anos. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. Devemos envolver os alunos nessa produção. As atividades permitem ao aluno experimentar. Quando organizamos uma exposição. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. todas as possibilidades e limitações desses materiais.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Na fase inicial do Ensino Fundamental. respeitando-se a idade da criança. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. de fato. antes de mais nada. necessário para a leitura de imagens. no momento do planejamento. Muitas vezes. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. texturas. para contemplar o trabalho interdisciplinar. 90 . Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. Não é apenas uma etapa do processo. para que desenvolva um senso crítico e estético. linhas. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. É capaz de criar símbolos e representações. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. Na área de Arte. 1º. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Ela mais pesquisa do que se expressa. Adquirindo este conhecimento. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. conhecer a vida de alguns artistas.

adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. é a visita a museus e exposições de arte. tanto para que possa progressivamente. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. apreciar. gesto. Dança. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor.) com os quais o artista/aluno. gestuais. etc. progressivamente. desfrutar. Música. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. movimento. pictóricos. luz. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. mas para todas as outras áreas. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Por meio da arte. Dança. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. povo. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. som. cênicos. cultura ou país. 91 . A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. Música e Teatro. com alguma intenção. Espera-se que os alunos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. escolas e estilos etc. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. forma. musicais. Teatro. o mediador entre arte e aluno.

dentro de um contexto cooperativo. aquilo que era material ( corridas. de relação interpessoal e inserção social). trabalha-se no plano dos conceitos. conhecimentos sobre o corpo). ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. Podemos oferecer. como um estímulo para a expressão corporal. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. apreciá-los criticamente. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. músicas entre outros recursos. musicalidade. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. seu processo de crescimento e desenvolvimento. estética. é pouco percebida. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. de forma democrática e não seletiva. Assim. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. atividades rítmicas e expressivas. social e de autonomia. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Em sala de aula. a educação física “trabalha no plano da ação motora. a discutir as regras e estratégias. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. afetiva. neste momento. a cada um. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Compreende-se a dança. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. pré-desportivo ou numa dança. sem a preocupação com estilo ou técnica. o contato com músicas do universo infantil. criatividade e interação do grupo. construção de bonecos. nesta fase. ressignificá-los e recriá-los. ética. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. giros) torna-se conceitual. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. o aluno deve aprender. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. auditivos e cinestésicos).” Muitas vezes. A relação entre a educação física e outras disciplinas. visando a seu aprimoramento como seres humanos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. assim. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. 92 . como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. Lembramos também que. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. coordenação motora e espacial. saltos. de acordo com as suas habilidades. as atividades devem envolver todo o grupo. mas ainda não podem usar a lógica. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. filmes. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. embora muito estreita. Seja num jogo recreativo. corporal. além das técnicas de execução. Nesse sentido. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. teatros de marionete e outros. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos.

tamanhos ou quantidades). 93 . estamos trabalhando noções de seriação e classificação. Portanto. utilizando sua imaginação e percepção. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. Considerações finais O nosso plano de curso é anual.Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando.

criando mapas de si mesmo em tamanho reduzido: de frente. em que cada criança dará sua contribuição com as descobertas que forem sendo feitas. têm origens diversas (indígena. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. Seguem sugestões de CD’s: Os Direitos da Criança. por isso. como sujeito histórico. deve-se optar por chamar de família todo o grupo de pessoas com quem as crianças moram. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Nomes Para iniciar a temática. para que possibilitem não uma mera constatação. Monte um livro sobre a turma. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. estrangeira. Por isso. de costas. entram e saem de moda. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. família. 94 . Um trabalho mais sistemático com fotografias desperta a curiosidade e possibilita a exploração de fontes documentais da história de vida da criança. O uso do espelho para que cada um possa se observar e fotografias antigas permitem fazer comparações sobre as mudanças e permanências ocorridas.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Considerando que. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. atualmente. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. Uma atividade interessante é montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. Pode-se propor desenhar o próprio corpo. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. Família A família é um dos assuntos mais delicados para se trabalhar. de lado. por exemplo. ou a troca de letras para formar outros nomes. calendários. sem conflitos ou brigas”. Toquinho (Gente tem sobrenome. a utilização de músicas é um procedimento que nesta fase deve ser bastante explorada. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. Cada um é como é). É o grupo social mais próximo da criança e. a criança é convidada a refletir sobre as transformações que também acontecem nos espaços de sua convivência. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. brincadeiras e escola. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. MPB 4 (Nomes de gente). estamos vivendo uma fase de modificação das estruturas familiares. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. fazendo conexão com Geografia e Ciências. deve-se evitar o estereótipo de família “pai-mãe-filhos. Tempo histórico A partir da observação de mudanças no próprio corpo. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. Adivinha o que é. Ao trabalhar com o nome. aniversários. A pesquisa sobre a origem do nome deve se orientada pelo professor como tarefa de casa.

muçulmano. mês em que não há. como: mês em que há mais aniversariantes. lugares para passear. Assim. pois crianças adoram comemorar. roupas. reflita sobre situações das crianças na nossa sociedade. a conexão com a matemática será bem interessante. como uma roupa de que se goste ou um boné preferido. mas nem sempre respeitados. etc. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. é importante ressaltar a carga emocional. personagens de histórias em quadrinhos etc. enriquece a temática e aprofunda as discussões sobre as diferenças e permanências nos dias atuais. em que há menos. Ao trabalhar com o tema aniversário. Portinari Benedito Calixto Bruno Os artistas desenham ou pintam auto-retratos olhando seus rostos no espelho. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. é importante que eles percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. da atualidade. Entrevistas com pessoas mais velhas sobre suas histórias preferidas. asteca etc. e o de Bruno. Além de constituir um marco na vida do aluno. Qualquer objeto que signifique muito para o jovem artista pode ser incluído para tornar o auto-retrato mais significativo. times de futebol. por exemplo: homem não usa cabelo comprido. um brinquedo ou uma boneca. heróis. Gostos e preferências Propomos a pesquisa na sala sobre os gostos de cada um: brinquedos e brincadeiras. valorizando as características físicas de cada um e como cada um se vê no espelho. de 1923. A discussão permite abordar as diferenças existentes entre os alunos e o trabalho com a temática do preconceito. cantores e músicas. programas de tv. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. Um auto-retrato pode ser mais especial se incluir coisas especiais. passeios.Esta temática permite a confecção de auto-retratos Por exemplo. cores. os auto-retratos de pintores como o de Portinari. 95 . O trabalho possibilita o desenvolvimento da auto-estima. comidas. animais. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. de 1907. de Benedito Calixto. esportes. como o calendário indígena. assim como o trabalho com a Declaração Universal dos Direitos da Criança possibilita abordar diferentes temáticas. Uma maneira de registrar os resultados da pesquisa é construir um gráfico com as informações da turma. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. brincadeiras. Com reportagens atuais de jornais e revistas. Direitos e deveres A condição de ser criança inclui uma série de direitos legais. reconhecidos por todos. festas. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz.

GEOGRAFIA
No Plano de Curso do 1º e 2º ano, valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Partindo da observação, a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação.

Mapa
O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. É uma convenção, que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Mas, para a criança, isso não é tão simples assim. Portanto, a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um - ou seja, cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. Depois, as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula, a escola, a rua da escola, até o bairro e a cidade. Nessa segunda etapa, o professor pode introduzir a noção de legenda, criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras, o lixo, a lousa etc. Para o mapeamento das ruas, criam-se símbolos para as moradias, a escola, hospital (se houver) e outros. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões, os alunos podem desenhar objetos vistos de cima, de frente e de lado, o que vale mais é a observação de que, em cada posição, o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto, como em um mapa convencional. Na fase dos 6 aos 8 anos, as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem, portanto, o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Porém, é fundamental solicitar que falem sobre suas produções, pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Com o desenvolvimento dessas atividades, há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas, ao mesmo tempo, na sala de aula, explicando que cada um deles possui um objetivo. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. Um mapa físico é diferente de um mapa político, e um mapa-múndi é diferente de um globo. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Assim, elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica.

Maquete
O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional, ou seja, a maneira como se faz em mapas e plantas. Nessa linguagem, a visão que se tem é vertical, ou seja, visão do alto. É algo que exige um grau de abstração, pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades, pois as noções de escala, proporcionalidade, visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples, mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.

Medida padronizada e não padronizada
Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro, eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que, se cada um utilizar um modelo de medida, as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais, altura e largura de coisa, altura de pessoas etc.

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Medidas é um tema comum à área de Matemática, porém, nesse primeiro momento é importante somente uma introdução, ou seja, as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Em Geografia, o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade, uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Futuramente, nas séries mais adiantadas, os alunos, com esse conceito construído, reconhecerão a função da escala em um mapa convencional.

Estudo do meio
O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço, o represente com desenhos, e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto, estudo da fauna e flora locais, utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. No caminho de casa à escola, por exemplo, é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. Aqui, deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo, dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões, o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles, e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças.

Fotografia: fonte de informação
Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Por meio de fotos antigas, de preferência de um lugar conhecido de todos. O ideal é que cada aluno traga uma foto, para ter diferentes visões do mesmo local, mas, se isso não for possível, o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada, a atividade será ainda mais rica. O registro sobre as mudanças é fundamental, pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente), é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo, como já dissemos anteriormente. Em História, o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças, e. em Geografia, da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas.

Entrevistas
A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Converse com seus alunos antes, para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas, se possível, ensaie antes com a classe para que, na hora da entrevista, a turma se preocupe com o depoente. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita, a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem, e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços.

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A construção do conhecimento em geografia
A geografia é uma ciência de observação, que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula, a casa, a escola, a rua da escola, os arredores... Mas não pára por aí. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso, a geografia pode contar com muitos aliados: música, fotografias, filmes, histórias em quadrinhos, diários de viajantes, matérias de jornal, pinturas, grafites, esculturas, e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos, lugares, construções etc. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras, mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens, o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral, como exemplo, pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Aos poucos, o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas, levantando hipóteses próprias. Com as informações em mãos, os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. A partir delas, pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros, textos da Internet, enciclopédia eletrônica, comparar com outras imagens, comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Além dos textos, os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos, desenhos, gráficos e esquemas. Cartazes, peça de teatro, jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero, que podem culminar em uma exposição. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição, mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento, levantamento de interesse junto aos alunos, assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. Enfim, conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

CIÊNCIAS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• Ambiente o Ambiente modificado (casa, escola, cidade, campo). o Ambiente natural (florestas). o Materiais e objetos no ambiente. o Algumas características dos materiais e objetos (forma, tamanho, textura, espessura). o Alguns materiais utilizados pelo homem (papel, vidro, metal, madeira, areia etc.). o Materiais que o homem lança no ambiente: lixo. o Preservação do ambiente em que vive. o Luz e calor do Sol. o Nascente e poente. o Dia e noite. o Sombra e escuro. • Seres vivos o Necessidades especiais de cada ser vivo para sobreviver (água, ar, solo, luz, calor, alimentos). o Variedade de espécies animais e vegetais. o Ciclo de vida. o Reprodução. • Animais o Habitat dos animais. o Semelhanças e diferenças entre espécies animais. o Animais selvagens. o Animais domesticados e de estimação. o Cuidados com animais de estimação. o Criação de animais. •

PROCEDIMENTAIS
Busca e coleta de informações por meio de observação direta e indireta dos fenômenos da natureza, dos diversos materiais, objetos, seres vivos e não vivos presentes no cotidiano por meio de habilidades físicas, motoras e perceptivas. Formulação de hipóteses. Utilização de técnicas de investigação ao fazer as atividades sugeridas. Exposição oral das idéias por meio de descrições utilizando palavras ou pequenas frases praticando habilidades relacionadas à comunicação. Pesquisa, organização e registro de dados coletados por meio de desenhos, listagens, recorte e colagem, e experimentos simples sob orientação do professor. Leitura de pequenos textos. Troca de idéias com os colegas. • • •

ATITUDINAIS
Colaboração quando necessário (por exemplo, ao trazer imagens para um mural). Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Incorporação de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os espaços que ocupa e responsabilidade para com esses espaços. Respeito à diversidade de opiniões (por exemplo: ao trocar idéias com os colegas sobre os fenômenos observados). Interesse por conhecer os ambientes, como eles se modificam e como podem ser cuidados. Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. Respeito pelas coisas da natureza (conhecer, por exemplo, como a exploração dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente ).

• • • •

• • • •

• •

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CONCEITUAIS
• Vegetais o Partes de um vegetal (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente). o Partes dos vegetais utilizados na alimentação. o Plantas ornamentais. o Cultivo de vegetais (plantações, hortas, pomares, jardins) Corpo humano e saúde o Partes (divisão) e estruturas do corpo (pele, cabelos, unhas, dentes). o Características sexuais (masculino e feminino). o Órgãos dos sentidos e suas funções. o Cuidados e higiene do corpo. o Acidentes e sua prevenção.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações • História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. • Algarismos e seus nomes como símbolos para representar quantidades. • Composição e decomposição de um número em dezenas e unidades. • Números pares e ímpares. • Números ordinais até 10. • Antecessor e sucessor de um número menor que 100. • Dúzia e meia dúzia. • Adição o situações de juntar e acrescentar o operações com duas ou mais parcelas o com e sem reagrupamento. • Subtração o situações de tirar, comparar ou completar o operações com e sem reagrupamento. • Multiplicação o situações que representam adições de parcelas iguais o situações que envolvam a idéia combinatória. • Divisão o situações de repartir uma quantidade em partes iguais o determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. • Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. • Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio.

PROCEDIMENTAIS
• Uso de vocabulário fundamental da matemática quanto a relações de posição, direção, grandeza, movimentação, semelhanças e diferenças entre objetos e pessoas no espaço. • Uso de número e quantidades como forma de registro e organização de informações, de acordo com o sistema de numeração decimal. • Manuseio de materiais concretos como: Material Dourado, Ábaco, cédulas e moedas do nosso sistema monetário. • Uso do quadro Valor Lugar para melhor compreensão do valor posicional dos números. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • Emprego de diferentes estratégias de contagem (correspondência um a um, estimativa, agrupamento). • Análise, interpretação, resolução e formulação de situações-problema, envolvendo as quatro operações. • Utilização de sinais convencionais (+, -, x, :, =) na escrita das operações.

ATITUDINAIS
• Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa, respeitando o pensamento do outro. • Esclarecimento de dúvidas, observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Interação com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. • Respeito pelo pensamento do outro, valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias, como fonte de aprendizagem. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Respeito às regras de jogos, transpondo-as para a sua rotina. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

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• Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos. Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. • Classificação dos sólidos geométricos entre os que rolam e os que não rolam. • Percursos, trajetos e pontos de referência. Grandezas e Medidas • História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. • Estratégias pessoais de medida tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Diferentes unidades de medida: tempo (dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano), massa, capacidade e monetária.

Tratamento da informação • Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

• Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Uso de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Utilização de estratégias pessoais e algumas técnicas convencionais para a realização do cálculo mental, exato e aproximado. • Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Construção de sólidos geométricos • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, faces planas, lados retos, bidimensionalidade, tridimensionalidade etc. • Localização de pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. • Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. • Realização de medições com unidades não padronizadas e padronizadas. • Utilização de calendários. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas, unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS
Uso adequado de drive de disquete e cd-rom, assim como dos outros hardwares apresentados; • Uso da linguagem computacional: ícones, menu iniciar, janelas do Windows e/ou Linux, clique, minimizar, Internet; • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar; • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet; • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem.
• •

ATITUDINAIS
Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid, Mesa Alfabeto, Portal Educacional, etc).

Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint, Paint, etc) Internet

• •

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2º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Linguagem Oral. Leitura Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, lista, cartaz, bilhete, carta, notícia, informativos, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. • Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita; o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula; o Noção sobre a estrutura de um texto, em situações de uso; o Letras maiúsculas e minúsculas (obrigatoriamente, após tornar-se alfabético); o Narração de histórias. o Descrição de personagens, cenários e objetos. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Registros (produções) diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas, pesquisas de palavras, dicionários temáticos, bilhetes, jornal-mural, etc). o Parágrafo (em situações de produção); • • o • • • • • • • • • • • • •

PROCEDIMENTAIS
Utilização, apreciação e intercâmbio da linguagem oral. Diálogo e interação com seus pares. Leitura coletiva de textos de diferentes tipologias, abordagens e apresentações visuais. Confronto de opiniões e comentários acerca dos mesmos. Produção de textos diversos, individualmente ou tendo o professor como escriba do grupo. Composição de listas e dicionários temáticos, usando o banco de palavras como apoio didático. Revisão de textos elaborados a partir de discussões coletivas das regras textuais trabalhadas. Elaboração de formas de representação gráfica (hipóteses de escrita), atribuindo-lhes intencionalidade e significação. Confronto das diferentes representações gráficas do grupo-classe. Escolha de textos para leitura em situações de atividade autônoma. Indicação bibliográfica por meio de fichas ou mural da classe. Aplicação do valor sonoro das letras do alfabeto em suas escritas, estabelecendo relações entre o fonema e o grafema. Utilização do próprio nome e de outros já repertoriados como palavra estável para construir generalizações e produzir novas escritas. • • • • • • • •

ATITUDINAIS
Reconhecimento da importância de ouvir e esperar sua vez de falar. Respeito às diferentes formas de expressão. Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. Interesse pela preservação de livros, jornais etc. Construção de uma autonomia escrita processual. Valorização do uso da escrita como forma de comunicação.

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Sinais de pontuação (função e uso do ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e travessão). Itens da gramática, por meio das situações de produção, sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes, masculino / feminino, singular / plural), adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 1. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B, T-D, V-F); 2. Regularidades Contextuais (o uso do C, Q ou K e o uso do G ou GU); 3. Regularidades Morfogramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo); 4. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Elementos que compõem um gênero/portador de texto. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo, a partir de um tema gerador previamente selecionado.

• • • • •

Utilização de grafia manuscrita (letra cursiva) após tornar-se alfabético, bem como aplicação de seus conhecimentos sobre letras maiúsculas e minúsculas. Uso da escrita em situações reais e de função social definida, buscando propósitos que atendam sua necessidade prévia. Pontuação de seus textos, apoiando-se na experiência coletiva, a princípio, para posterior utilização autônoma. Aprimoramento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. Produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida em sua escola e estudada ao longo do ano.

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triangle. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. circle. bird. good afternoon. schoolbag) o colors (blue. ball. Respeito ao momento em que o outro fala. hello. green. o pets (dog. mouse. doll. Apresentação: What’s your name? My name is ________. cat. Perguntas e respostas sobre objetos de uso em sala de aula: What is it? It’s a ________. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. he. father. How are you? I’m fine. fish. good bye. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. pen. eyes. hand. Pronome demonstrativo: this. good evening. o numbers 1 to 10. good night. yo-yo. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cumprimentos: hi. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. red. square. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Pronomes possessivos: my. sister). o parts of the body (head. brother. yellow. Pronomes pessoais: it. o family (mother. arm. Verbos “to be” e “to love” . ouvindo com atenção. turtle). thanks. notebook. o shapes (rectangle. your. leg. star. she. pencil. nose. good morning. o toys (bike.presente simples. Números 1 a 10. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. mouth. • 106 . crayon. kite. black. Conhecimento da cultura norte-americana e inglesa • • • PROCEDIMENTAIS Uso do vocabulário e diálogos aprendidos em situações cotidianas.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Vocabulário: o school items (book. white). hexagon). teddy bear). Uso do verbo “to love” para expressar preferência. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva.

Valorização pelos sons do ambiente. gestual.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Composição de atividades corporais de locomoção. improvisação. • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da criatividade. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. gestual. atenção e prontidão bem como noções de valores. destacando-se o nome do compositor e breve biografia. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Lateralidade: em cima/ embaixo. intensidade. folclóricas. Valorização das próprias produções. o Notas musicais. Hino Nacional Brasileiro. brincadeiras e sonorização de histórias. Expressão corporal. objetos sonoros. utilizando instrumentos de percussão. dentro/ fora. timbre e duração. Manifestações folclóricas: jogos. Canto coletivo. eruditas. parlendas. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. • • • • • • • • • • • • • • • • • 107 . Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Rimas. frente/ atrás. danças. prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos. Canto coletivo. direita/ esquerda. variadas). de outras crianças e da produção de arte em geral. Propriedades do som: altura. Apreciação da música erudita. Expressão corporal. • PROCEDIMENTAIS Audição. Interesse. observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. Exploração de linguagem musical com a voz. Interpretação. por meio de canções conhecidas. brinquedos cantados. facial e/ou plástica. sensibilidade. Escuta de obras musicais (regionais. brinquedos cantados etc. levando a uma melhor qualidade de vida. folclóricas. Formação de repertório: canções infantis. percebendo o que pode ser mais saudável. Percepção do pulso e do acento e do desenho rítmico da melodia. canções. percussão e movimentos corporais. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • Som e silêncio. do cotidiano. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. acento e desenho rítmico da melodia. brinquedos cantados. reflexão e contextualização das letras das canções. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. Pulsação. da MPB e Hino Nacional Brasileiro. Música erudita. o corpo e diferentes materiais sonoros.

2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Reconhecimento e utilização de texturas nas manifestações artísticas. Valorização de outras culturas. das possibilidades físicas e emocionais em contato com o grupo e com o meio em que está inserido. Uso dos recursos cênicos na abordagem do teatro infantil. Desenvolvimento da capacidade de aceitação da opinião de todos. inventivas e criativas. bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais diversos e suas reações. Experimentação da mistura das cores primárias e observação das cores secundárias nas manifestações artísticas. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Respeito à própria produção e à do outro. do espaço que ocupa. Jogos dramáticos Arte indígena Cores secundárias Ponto e linha Folclore Modelagem Texturas Teatro de fantoches • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso dos movimentos do corpo como forma de expressão. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Respeito às normas de funcionamento. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. às idéias dos demais. por meio de ações criadoras. Desenvolvimento do espírito crítico. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cores primárias. Desenvolvimento da criatividade. Valorização da solidariedade e da cooperação. Sensibilização por meio de expressão corporal do próprio corpo. Observação das cores primárias nas manifestações artísticas. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Experimentação de materiais diversificados. Observação do ponto e da linha nas manifestações artísticas e em produto próprio. • • • 108 . no estimulo do improviso e das referências adquiridas.

Utilização de habilidades (correr. girar) durante jogos. Cooperação nas atividades de grupo. Danças. aceitando diversos papéis. Expressão corporal. com ajuda do professor. Brincadeiras. Valorização da diferença. Saúde corporal. Cooperação entre os pares. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. rolar. Respeito aos colegas. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. rebater. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. amortecer. Iniciação esportiva.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. auto-estima e autoconfiança. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. Resolução individual de problemas corporais. Atividades em sala de aula. 109 . observação e memória. Experimentação de atividades de dança simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. Ginástica. Criação de brincadeiras. Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contexto extra-escolares. arremessar. bater. adotando atitudes de cooperação. Respeito às possibilidades e limitações corporais. chutar. brincadeiras e danças. Discussão das regras dos jogos. Participação em atividades rítmicas e expressivas. Desenvolvimento de independência. saltar. Uso da atenção. • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos coletivos. respeitando as diferenças. Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro.

moradia. A escolha do nome e a história da família ( origem. rua. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. Aceitação das diferenças e características de cada um. Uso de diferentes medidas de tempo. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Trabalho cooperativo. Respeito mútuo. Análise de documentos de diferentes naturezas. etc). Respeito ao patrimônio individual e coletivo. imagens etc. Comparação de informações e perspectivas diferentes sobre um mesmo tema histórico. identificando transformações e permanências dos costumes das famílias. As transformações e permanências no local onde se estuda e vive. alimentação. O local onde se vive e estuda • • • As transformações ocorridas no espaço em que se vive: escola. exposições. Valorização do passado como fonte de informação e identidade de um povo. Uso de diferentes fontes: textos.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Conhecer a si próprio • • O próprio nome e das pessoas do seu convívio como forma de autoconhecimento. Registro coletivo das rotinas diárias. pesquisa bibliográfica. espaços conhecidos e objetos. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. comparando com os demais da classe. • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a história de vida. livros. cidade. O tempo histórico • • • • Mudanças visíveis com o passar do tempo: mudanças no próprio corpo. Perseverança na busca de informações. lazer. Elaboração de linha do tempo. bairro. Valorização da própria história e a da família. Formulação de questões a respeito dos temas estudados. fotografias. costumes. Calendários e data de aniversário.). sentimentos e significados. Data de aniversário. comparação com outras épocas. 110 . Troca de informações sobre os objetos de estudo. O espaço escolar como lugar de convivência e aprendizagem. Diferentes maneiras de se medir o tempo: o tempo social e tempo da natureza. Respeito às regras produzidas coletivamente. profissão. mapas etc para coleta de informações. Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutam na melhoria das relações pessoais. vídeos. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo.

Direitos e deveres • Direitos e deveres de cada um.CONCEITUAIS Gostos e preferências • • Preferências em relação aos múltiplos aspectos. dentro dos contextos sociais distintos. Diferenças e semelhanças das crianças de hoje e as de outras épocas. 111 . estabelecendo contrapontos com as preferências de outros colegas da classe.

rua. desenhos. Execução de contorno de objetos em diferentes perspectivas. Registro por meio de diferentes estratégias: listas. Internet. dia /semana. em perspectiva horizontal (do modo que se vê). Atitude responsável em relação aos ambientes de convívio. obras de arte e outros. enciclopédias. reaproveitamento de materiais perecíveis e não-perecíveis. trajetos habituais. Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. Transformações do espaço realizadas pelo homem observando: meios criados para transporte de pessoas e cargas. Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. ano / estações do ano. reconhecendo características culturais específicas que resultam em variadas formas de ocupação do espaço. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas de maneira democrática. Mapeamento simples de locais próximos. com auxílio do professor e do grupo. espaços públicos e outros.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes espaços geográficos vivenciados pelos alunos observando aspectos físicos e sociais: moradia. Diferenças entre pessoas e grupos. Utilização de calendário para orientação temporal. Importância da legenda para identificação de locais e objetos ampliando noções anteriores. utilizando signos de representação de objetos e localizações (legenda simples). dos pontos de referência próximos. Registro de acontecimentos diários em forma de desenhos e/ou palavras. Valorização da contribuição das diferentes etnias e o papel de cada uma na cultura de um povo. destacando-se reciclagem. fotografias. escola. formas de comunicação. gráficos e outros. mapa simples. Relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado com maior nível de abstração. hoje. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. livros. Planejamento de situações futuras por meio de agendamento e grade de rotina com auxílio do professor e do grupo. Modos de preservação e conservação dos ambientes. redução da produção de lixo. criando estratégias de redução do lixo e organização do espaço. • • • • PROCEDIMENTAIS Representação gráfica simples. Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. Planejamento de ações positivas em relação ao ambiente escolar e extra-escolar por meio de combinados escritos e orais. entrevistas. tarde e noite / hora. reportagem. • • • • • • • • • • • • 112 . mês. técnicas de construção etc. amanhã / manhã. Temporalidade: ontem. fotografia.

diferentes. • Reconhecimento de que um mesmo símbolo tem valor e significado. Roda de conversa. sentimentos. nomeando-os. Reflexão sobre símbolos que têm significados para alguns e para outros. • A diversidade. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente se constrói de maneiras diversas. Adoção de atitudes positivas frente a um desagravo ou frustração. • Eu no mundo. 113 . não têm nenhum significado. ideias. Escuta de músicas com o objetivo de sensibilizar-se (transcendência). Respeito às diferenças. Entrevista com os pais sobre a origem de seu nome e ritual de iniciação. Organização de painéis com os diversos símbolos coletados. Coleta de símbolos diversos. Símbolos • Lembranças na vida das pessoas. • Eu e outro somos nós. Manifestação de opiniões. Cooperação com os colegas e o professor. Modelagem dos símbolos mais significativos para o grupo. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Exposição de ideias relacionando-as às exposições dos outros.2º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • O Eu. • • • • • Valorização da família. Socialização dos significados dos símbolos do seu contexto familiar. para pessoas e grupos. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. Relaxamento com músicas. utilizando massinha. • Eu sou eu com o outro. classificando-os. • Alfabetização ecológica e contribuição na construção de um futuro de harmonia na Terra. • Os símbolos na vida das pessoas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 3º ANO Ensino Fundamental 114 .

A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Na observação direta. o aluno necessita coletar novas informações. criam-se situações em que. conhecer. os fenômenos naturais e os modos como ocorrem algumas transformações. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. elaborados e acumulados pelo homem. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. são modelos de uma lógica interna. A partir disso. Mas esse processo não é espontâneo. É no processo de busca de informações e confronto de idéias que o conhecimento científico é construído. com o outro e com o ambiente. Para aprender Ciências. Podem aprender procedimentos simples de observação. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. manipulação de objetos e materiais e 115 . desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. precisando ser construído com a intervenção do professor. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. Isso envolve visitas. vegetais. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. fornecendo explicações que permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. Quando confrontam suas idéias com outras explicações. a busca de informações. seres vivos. fatos e noções. a experimentação e a leitura de textos. Para que ocorra a problematização. animais etc. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. como a problematização. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. de geração a geração. a investigação. mas elas já têm idéias sobre seu corpo. Desse modo. Nos anos iniciais. Crianças são curiosas e fazem inúmeras perguntas. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Dificilmente. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. os alunos constroem repertórios de imagens. busca e registro de informações. Para tanto. entender a si própria e ao mundo que as cerca. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. comparação. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. percebem os limites de seus modelos e a necessidade de mais informações. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. No entanto. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. a transversalidade. para encontrar soluções. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. criando situações interessantes e significativas. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. Dessa forma. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. que refletem a necessidade de explorar. a compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. O papel da observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. o trabalho em grupo. sobre os fenômenos naturais. Ao longo do ensino fundamental. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. podendo utilizar todos os sentidos na busca de informações. os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Dessa forma.

listas etc.construções. quando os resultados obtidos em uma experimentação diferem dos esperados. possibilitam o tratamento de temas transversais. sempre que possível. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. é necessário que os alunos registrem suas conclusões seja por meio de desenhos. Além do desenho. Por sua vez. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. os conteúdos são extensos. na produção de um texto coletivo. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. usando diferentes critérios. Os alunos podem apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. sintetizar. tais como argumentar. com a ajuda ou não do professor. O importante. compreender procedimentos. por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. As experiências sugeridas não devem. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. Além disso. cor etc. como microscópios. das folhagens e gramíneas. materiais etc. em situações reais de comunicação. dos arbustos. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. lupas. textura. de modelos científicos. modificar os procedimentos ou criar novas atividades. identificar. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. Normalmente. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. É muito importante também propor investigações. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. muitas vezes. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. por exemplo. ou seja. como por exemplo. elaboração de listas. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. esquemas. A abordagem dos conteúdos e o trabalho com projetos Os projetos são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. qualquer que seja o critério usado para a 116 . pequenos textos. mas abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. analisar. como fotos. assim como a reconstrução de categorias de idéias. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. seres vivos. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. como forma. trocar idéias com os colegas. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. entre outros. Apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. gravuras. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. tabelas. Nessa fase. esquemas. A atuação do aluno é. Experimentação e investigação Por meio dela. nesse sentido. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. Tanto na observação direta como na indireta. portanto. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. levantadas em um determinado problema. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. criar atividades. fundamental. na observação indireta. Os alunos podem comparar entre si objetos. mapas. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. vídeos. tamanho.

o assunto corpo humano. e sirva à sua aprendizagem. além de apresentar a dimensão biológica (anatomia e fisiologia). alimentos industrializados. Importa desenvolver os conceitos num determinado contexto. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. Também pode ser abordado o aproveitamento das diferentes partes dos vegetais para o consumo humano. bem como com os temas transversais Saúde. rios. Outro aspecto que pode ser abordado é como o ser humano obtém os alimentos: hortas. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. relacionadas ao revestimento do corpo. o que representa a sua comunidade. O trabalho com os temas transversais deve ser realizado de forma contínua e integrada. Por exemplo. embora organizados por temas específicos ( ambiente. É importante ainda. por exemplo. o seu aspecto individual e. à construção da cidadania. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. desenvolve-se. cereais e legumes. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Os conteúdos. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. Os conteúdos tratados no bloco diversidade dos seres vivos permitem inúmeras conexões com os conteúdos propostos em ambiente e corpo humano e saúde. luz e solo. não importando o comprometimento da saúde. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. comparando as características do corpo humano.seleção dos conteúdos pelo professor. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. por exemplo. podem-se trabalhar também assuntos relacionados à Orientação Sexual. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. reproduz-se e morre. ou seja. a sua parte universal. como relevo. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. não devem ser trabalhados de maneira linear. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. particularmente com os animais. locomoção. órgãos dos sentidos. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Deve também estabelecer relações com o ambiente. as organizações sociais. O motivo é o consumo de sanduíches e doces no lugar das refeições com verduras. alimentação. rituais próprios de cada cultura. entre outras. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. 117 . pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Atualmente a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. mas com os enfoques de cada área. Pluralidade Cultural. O consumo é o objetivo principal da propaganda. comportamentos. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. uma vez que se referem às diferentes áreas do saber. Ao trabalhar. que têm. Saúde. para um trabalho mais amplo. Ética. por um lado. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. construções etc. A alimentação é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. a família. cresce. por outro. como ser vivo que é. ao desenvolvimento de valores. com as características de outros seres vivos. modo de vida. diversidade dos seres vivos – animais e vegetais – e corpo humano e saúde ). em que um mesmo tema é sugerido. Por exemplo. conservação dos alimentos etc. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. Pluralidade Cultural. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. pomares e criação de animais. Ética. Enfim. Pesquisas mostram que o índice alto de colesterol deixou de ser um problema apenas de adultos para ser também o das crianças. principalmente com Geografia e História.

Quando falamos sobre a resolução de problemas. No entanto. também aprende na interação com seus parceiros. o professor deve saber que: 118 . podemos trabalhar com noções de geometria. Assim. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Assim. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. além de explorar idéias numéricas e contagem. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. medidas e estatística. Nessa concepção de ensino. sociais e culturais de quem irá aprender. Sendo assim. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. em situações de desafio. sentimentos. considerando aspectos transversais. aberta à incorporação de novos conhecimentos. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. Dessa forma. acentuamos a idéia de que o aluno. Para atingir os objetivos. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. interesses. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. As crianças têm idéias próprias. Sendo assim. Alunos e professores interagem e crescem no processo. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. Por isso. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Por sua vez. no processo de transformação do saber científico em escolar. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. além de ser agente da construção de seu conhecimento. acreditamos que. Para isso. favorecendo a aprendizagem. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. ao trabalhar com a resolução de problemas. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. é necessário considerar as condições cognitivas. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada.

também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. um processo investigativo. semelhanças e diferenças entre os textos. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. ler. dobro. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. um repertório como apoio. percebem a relação entre os dados apresentados. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Os problemas devem ser desafiadores.• • • problema é toda situação que permite problematização. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. No processo educativo. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. problematoteca. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. tendo assim. de maneira lúdica. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. a pergunta e a resposta. Quando os alunos formulam problemas. Ao formulá-los. ou seja. sem deixar marcas negativas. Por meio dos jogos. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. num jogo. os dados e a operação a ser usada. o aluno aprende matemática. charada. conteúdos importantes na educação matemática. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. Para a formulação de problemas. livro de problemas. e articulam o texto. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. interpretar e produzir textos. levantar hipóteses. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. respeitar regras. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. comunicar idéias. As tentativas. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Assim. Dessa maneira. Assim. criação de um banco de problemas. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. problema com rima. mecânica e repetitiva. 119 . ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. a essência está no problematizar. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. propiciando novas tentativas. um jogador ganha e outro precisa perder. porém não de forma rotineira. da língua materna e da combinação de ambas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. estabelecer relações e aplicar conceitos. conto etc. Enquanto resolve situações-problema. troca entre os alunos. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. autoconfiança e autonomia. divisor. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. podemos trabalhar.

dicas para se jogar melhor. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. o que foi difícil. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. brinca. Além da socialização de idéias. Nas situações de jogo. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. podendo. por exemplo. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. Brincadeiras infantis Toda criança. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Além disso. em uma aula. sua consciência do outro. Na bibliografia desse trabalho. toda semana. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. suas dúvidas. vencendo os desafios propostos. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. mas uma nova forma de aprender Matemática. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. entre outras coisas. o aluno amplia sua capacidade corporal. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. suas aprendizagens. 120 . para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. o jogo não se tornará mero lazer. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. das diferentes respostas obtidas. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. Enquanto brinca. discutindo o que foi fácil. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. o que foi fácil e o que foi difícil. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Além de jogar. as crianças devem conversar sobre o jogo. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. principalmente para crianças dos anos iniciais. é preciso levar em consideração alguns aspectos. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. de qualquer idade ou realidade social. enriquece suas aulas. Sempre ao final das brincadeiras. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. Por isso.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. assim como propusemos para os jogos. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. Assim. encoraja reflexão e clareia idéias. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. a percepção de si mesmo como um ser social. Brincando. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. A partir da discussão estabelecida. e apreendendo todas as regras. em que os alunos levantam e testam hipóteses. contar histórias desses povos. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Contudo. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos.

Nesse sentido. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. enquanto lê. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. A leitura poderá ser feita em vários dias. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. em quais são os recursos necessários. usar a literatura infantil “[. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. Desta forma. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. com os personagens. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. álbum seriado. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro.. um gráfico. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. etc. O ideal não é explorar um livro a semana toda. o professor poderá analisar a capa. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. com emoção. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. pensar na organização da classe. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. escrita. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. Além dos livros infantis. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. percepções e experiências. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. Não há necessidade de um livro para cada aluno. Alguns livros não apresentam um final definido e.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. uma propaganda. 121 .(SMOLE. o giz e o livro didático”. Depois. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. etc. mas aos poucos. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. Você pode ter um livro por duplas. adequar o tempo à sua proposta. enigmas. uma tabela. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. ainda. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. nesses casos. p. 1996. seleção de informações e resolução de problemas. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. assim como explore lugares. expectativa. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. características e acontecimentos na história. problematizações especialmente preparadas para isso. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. os alunos podem elaborar o final da história. Para a realização desse trabalho. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia.. Segundo Smole (1999).

de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. Por meio dos projetos. modificar e integrar idéias. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. mas que envolvem duas ou mais delas. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. que opiniões têm. Nesse contexto. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. na avaliação e no planejamento. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. e destes com o professor. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. Para reformular um texto. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. que hipóteses levantam. Ao delimitar o tema. Assim. visualização e trocas. ter. cognitiva e social.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Assim. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. os textos. 122 . aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Durante o desenrolar do projeto. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. com objetos e situações que exijam envolvimento. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. sejam capazes de tomar decisões. promovendo. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. Na maioria dos casos. o original e a sua reescrita. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. interdisciplinares. especialmente artes e língua materna. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. mais uma vez. portanto. Por meio das atividades propostas. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. construir. pelas experiências vividas na escola. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos.

tão necessárias no dia-a-dia. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. folhetos de supermercado etc. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. sempre que é retomado. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Assim. resgatando a histórias de lugares. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. embalagens. ou seja. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. Nosso desafio foi selecionar. ordenar. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. 123 . cálculos. Ressaltamos que. A seguir. ou seja. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. o aluno irá ampliando seu conceito de número. Para que a criança construa o significado de uma operação. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. bolinhas de gude. tornando-se mais significativo para os alunos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. pedrinhas. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. é importantíssima a exploração de jogos. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. palitos de picolé. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. As operações fundamentais (adição. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. figurinhas. jornais. contas. subtração. contemplando o estudo dos números e das operações. nas quais. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. arredondamentos e cálculo mental. Assim. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. material dourado e ábaco. caixas de fósforos vazias. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. medir. o estudo do espaço e das formas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Para esse fim. no processo de seleção de conteúdos. comparações e ordenações. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. Contudo. surge sob um novo enfoque. Ainda em relação às operações. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. 1. recomendamos a organização de materiais diversos. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. aos poucos. codificar. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. rótulos. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. entre outras coisas. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. Atualmente. tabelas e gráficos ).

Quantas figurinhas ele ainda precisa para completar seu álbum? João coleciona figurinhas do Pan – Americano 2007. Um esportista usa 3 sabonetes por semana. a reflexão e a introspecção. quantos passageiros ele vai transportar para assistirem ao Pan-Americano 2007 ? Qual das contas resolve o desafio ? 7 x 314 314 . precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. Ele já colou 58 figurinhas. Se o avião fizer 7 viagens totalmente lotado. Ao decidirem. num cartaz. ele acontece naturalmente. 63. Juntaram _____ moedas ao todo. Ele resolveu comprar todas as figurinhas que faltam na sua coleção. o professor poderá propor uma situação-problema. Seu irmão deu a ele 26. Portanto. Um grupo de ____ crianças juntou suas coleções de moedas. O álbum para estar completo deve ter 285 figurinhas. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. b) Apresentar o problema em tiras com os dados numéricos separados.O raciocínio lógico é um processo pensado. por isso. planejado e construído na escola. Eis algumas sugestões de desafios que podem ser propostos aos alunos: a) Quebra-cabeça: os alunos receberão um problema em tiras e deverão montá-lo na ordem correta antes de resolvê-lo.7 314 : 7 314+314+314+314+314+314+314 124 . a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Ao final da semana. a partir das relações com o mundo. c) Apresentar várias opções de resposta para os alunos. para permitir a percepção de que há mais de um modo de resolver o desafio. que provoque curiosidade para descoberta. sugerimos algumas situações didáticas: • Desafios para semana: ao início de cada semana. professora e alunos desvendam o desafio. Os alunos colocarão os dados nas frases e resolverão o problema. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Quantos sabonetes ele irá gastar em 9 meses? Qual das contas abaixo leva à solução do desafio? 3+9 9 x 12 9 + 12 3x4 d) Apresentar mais de uma solução possível. Analisar as vantagens e desvantagens de cada um. Quantas moedas tinha cada uma das crianças? Os números do problemas são 9. nos quais possam exercitar a independência. Um avião com destino ao Rio de Janeiro pode transportar 314 passageiros. Pensando nisso. Fora dela. onde haja a expressão.

Há jogos de tênis todos os dias.. aquelas que podem ser respondidas por esse problema: • • • • • Quantos dias ela levou para ler as 52 páginas? Quantas páginas ela deve ler por dia? Quantas páginas ela vai ler nos dois últimos dias? Qual é o nome do livro? Quantas páginas faltam para ela terminar a leitura g) Espaço de criação: com a classe organizada em grupos. poderemos: • • • • propor um sorteio de alguns para serem resolvidos por toda classe. São oferecidas aulas diárias de pingue-pongue. As 2as séries querem assistir aos jogos e. Escolha. A turma de vôlei se reúne diariamente.. Quantas bolas ele deu? f) Apresentar um problema sem pergunta e fornecer uma série de questões: Ana Laura tem um livro sobre esportes com 120 páginas.... colocar no mural. jornal da escola ou Internet os problemas mais interessantes. 125 . Com quantas bolas ficou? Luiz deu 25 bolas a um amigo e 12 bolas a outro amigo. exceto terças e sábados.. Ela já leu 52 páginas e quer terminar a leitura em 4 dias.e) Oferecer dois problemas e pedir que registrem semelhanças e diferenças: • • Luiz tinha 25 bolas e deu 12 a um amigo. trocar problemas entre os alunos ou entre as outras classes de 3º ano. eu tenho a mais que . entre as perguntas a seguir. a partir das segundas. os alunos poderão criar problemas a partir de algumas situações. As aulas de natação são em dias alternados. lendo o mesmo número de páginas em cada dia. Há aulas de ginástica diariamente a partir das terças..? um problema que seja uma charada. exceto às quartas. Qual é o dia mais movimentado da academia?” Com os problemas formulados pelos alunos. montar uma folha de problemas criados por eles e ir escolhendo qual será resolvido.. um problema parecido com este: “Uma academia de esportes funciona de segunda a sábado. como: • • • • • • • • • • quantos ao todo? quantos para cada um? quantos jogadores de futebol tem a mais que nadadores? cujo resultado seja 567 cuja resposta seja: “restaram 34 pincéis” cujas operações sejam 15 + 7 e 35 – 22 Continue o problema: “Um ônibus de excursão pode levar para os jogos Pan-americanos 48 passageiros sentados.” um problema cuja a pergunta seja: quantas.

que nada mais são do que as regularidades observadas nas tabuadas. propondo que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas. Assim. analisar situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora. mostrar à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal. O uso de embalagens.. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. perguntar como se pode obter esse número usando a calculadora.• • • • • • propor toda semana a escrita de um estilo de texto nas aulas de Matemática como registro de aprendizados. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. o resultado obtido é 450. possibilitar o uso da calculadora em situações de cálculo. inventar um problema com rima. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. problematizar as tabuadas: o professor pode dividir a classe em grupos. cachorro-quente). Todos poderão registrar as dicas. registrar as regras de um jogo etc. entre 1000 e 1100. Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito. Leitura de guias de ruas. em seguida dizer que no visor da calculadora deverá aparecer o número 80. diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca. pontos de referência e também a observação.realizando composições e decomposições. Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto. por exemplo: escrever uma carta para o 2º ano. Espaço e Forma Para compreender. Pedir às crianças que representem números no material dourado . por exemplo: “Os números envolvidos no cálculo são 150 e 3. canudinhos). a operação realizada é: ____________” usando material manipulável (palitos. as crianças deverão descrever as figuras planas e sólidas. ou seja. por exemplo: pedir aos alunos que digitem um número. Cada grupo será responsável por uma tabuada. saquinhos de supermercados. 2. pão. sem que os outros saibam. os agrupamentos são feitos de 10 em 10. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. 126 . observando simetrias. Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas. representar e descrever o mundo em que vive. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. Desenho do percurso de casa à escola. Outras possíveis situações didáticas são: • • • • • • • • Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: rolam e não rolam. entre outras. eles deverão levantar as características daquela tabuada e dar as dicas para que os outros grupos descubram. desenhos.”. entre 800 e 900.. entre 900 e 1000. mapas e croquis fazendo uso das referências de localização. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. contando como foi o trabalho com o material dourado. sucata. bolinhas. ?”. esculturas e artesanato. de obras de arte. Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas. Identificar resultados de cálculos usando estimativas. O professor também poderá propor brincadeiras como: imagine que você tem um amigo deficiente visual que está conversando com você no telefone e ele lhe pergunte: “O que é um círculo? O que é um quadrado? O que é um. confeccionar um convite para outra classe prestigiar uma exposição de sólidos geométricos. pinturas. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. 10 unidades são trocadas por 1 dezena e 10 dezenas por 1 centena. Utilizar também o material dourado. deslocamentos no espaço. por exemplo: “Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230.

elaborar livros de receitas culinárias. metro. calendário. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Exposição de outras moedas que o Brasil já teve ( pedir para que os alunos tragam ). fitas métricas. Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. ampulhetas. quantas jarras para encher um balde. quantos copos para encher a jarra. Atividades que façam uso de cédulas. Mais uma vez. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. da editora FTD. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. balança e criar situações de medidas na sala de aula. de massas de modelar. banco). Indicamos também: 127 . Durante as dramatizações. ano.• Leitura de livros paradidáticos que explorem conhecimentos matemáticos. jarra. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. estimule os alunos a utilizarem os termos lucro e prejuízo. feira. dramatizações (lojinha. relógio. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. pés. Outras idéias são: • • • • • • • • Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. 4. Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. cronômetros. minuto e segundo. amanhã. por exemplo: • • • • • sala de aula: número de passos X metros. recortem e coloquem o valor. mesa: palmas da mão X centímetros. de tintas etc (ampliar e reduzir receitas). ontem. coleta e organização de dados estatísticos. 3. trabalharemos com situações reais de medição. como: pedaços de barbante. Exposição com instrumentos usados para medir: balanças. Tratamento da informação Neste bloco. moedas e calculadoras. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Promova atividades orais e escritas. dia. régua. em que os alunos observarão o que se pode medir e como fazê-lo. Assim. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. quantos alunos deitados no chão para medir a classe. hora. por exemplo a coleção “Matemática em mil e uma histórias”. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas padronizadas ou não. copinho de remédio. tarde e noite. semana. Grandezas e medidas Neste bloco. tabelas e gráficos. Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã. fita métrica. fita métrica. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. deixando que os alunos pintem. hoje. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. mês. metro. Produção de cédulas e moedas de papel. passos etc. relógios de ponteiro e digital.

a criança e a educação. BROTTO. Campinas. 1999. Maria Ignez de Souza Vieira. Tradução Marcelo Cestari T. Tizuko Morchida (org. tabelas e gráficos. Cybele. GRANDO. Belo Horizonte: Leitura. 1996. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. 1992. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. Pat. 2001. Tradução Elenisa Curt. Papirus. BRENELLI. CARDOSO.Papirus. Virgínia Cárdia. DANTE. Dissertação de Mestrado. BRANDÃO. 1998. ALLUÉ. Jorge José de Oliveira. 1997. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. BORIN. Ubiratan. César. O jogo como espaço para pensar. Campinas: Papirus. Constance. Brincar: crescer e aprender. São Paulo: Moderna. Oscar. animais de que mais gostam. São Paulo: USP. Tradução Afonso Celso Gomes. Criatividade e novas metodologias. 1990. São Paulo: Cortez. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. Bibliografia sugerida ALMEIDA. 1994. 2000. II. Gilles. Kátia Cristina Stocco. ______. 1998. Papirus. Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. ______. Campinas: Papirus. 1992. São Paulo: Editora Ática. 2004. Brinquedo. Tradução Beatriz Affonso Neves. GUELLI. KAMII. volumes I. FRIEDMANN. 2002. Vozes. Adriana. Fábio Otuzi. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. Trajetória Cultural. Roseli Palermo. BROUGÈRE.). 1991. COLL. Transdisciplinaridade. SMOLE. ______. Campinas. São Paulo: Paulus. Educação Matemática: da teoria à prática. KISHIMOTO. 1996. Regina Célia. Jogos cooperativos: se o importante é competir. 1996. Marta Rabioglio. Regina Célia. Campinas: Papirus. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática.• • • • Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Josep M. Jacques. Brincadeira e a Educação. 2004. São Paulo: USP. São Paulo: Peirópolis. GWINNER. Carlos Rodrigues. 1998. ______. Santos: 2001. entre outros. Brincando com números. Marcos Teodorico Pinheiro de. 2001. O grande livro dos jogos. Luiz Roberto. Os conteúdos na reforma. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas. D`AMBRÓSIO. GRANDO. Gente miúda na cozinha. ______. Petrópolis: Vozes. SESI. O resgate do jogo infantil. Vozes. Jogos infantis: o jogo. DELORS. São Paulo: Cortez. Lellis. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. 2001. Escrita de textos a partir da observação de listas. Scipione. Reinventando a aritmética. Educação: um tesouro a descobrir. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. Campinas. 1997. programas de TV preferidos. O conceito de ângulo e o ensino de geometria.Educação para uma sociedade em transição. ______. Jogos em grupos na educação infantil. III e IV. Luiz Márcio Pereira. de Assis. tabelas ou gráficos. Brinquedo e cultura. GIORGI. Jogo. 1995. 1993 128 . Júlia. São Paulo: Editora Ática. IMENES. Resolução de situações-problemas a partir de dados apresentados em listas. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. “Pobremas” enigmas matemáticos. São Paulo: Palas Athena. ______. DINIZ. 1988. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. São Paulo: Cortez. Tradução Regina A. UNICAMP.

2004.br www.br www.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Porto Alegre: Artmed. ______. 4 cores. www. 2001. Mariana Kawall.matematicahoje. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática.br www.ludomania.exatas. ______. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. MACHADO Nilson José. ______. Porto Alegre: Artes Médicas.br.SMOLE. Fuzako Hori. Sugestão de sites interessantes www. Porto Alegre: Artmed.com. 2006. 2000. Valéria Amorim.com. PARRA.terrabrasil.br www.br Sites de jogos matemáticos www. ______. Lino de.. ZASLAVSKY.br/caem/ www. Cortez. São Paulo: USP. 2001. ______.educar. Aprender com jogos e situações problema.br. Ler. ______. São Paulo: Casa do Psicólogo. Porto Alegre: Artmed. Piaget.br www.. BROUSSEAU Guy .jogos. DINIZ.com. O uso de quadriculados no ensino da geometria. aplicações e jogos matemáticos.br www. YOKOYA. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. CÂNDIDO. SESC. PANIZZA.com.com. 1997. Resolução de problemas.origem. SMOLE. DINIZ. 2006. 210 Jogos Infantis. www. PEREIRA. IKEGAMI. Editora Vozes. Porto Alegre: Artmed.net/folclore www. São Paulo : USP.. SAMPAIO. A volta ao mundo em 80 Jogos.luizdante. Sesc.C.vello. São Paulo: Cortez. Yves de La.br www.com. ______. Joana Hissae. PETTY. 1992.com.com. Renata.aprendebrasil. Maria Therezinha de Lima.antigos.com. SANTALÓ Luis A. Kazuwo João.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www. escrever e resolver problemas. Nicanor. 2002. MACHADO.br 129 .sites. Tradução Antonio Feltrin.br www. 2003. Rosa Monteiro. Matemática e Educação: alegorias. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. Belo Horizonte: Editora Universidade. L. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.com. MACEDO. A matemática na educação infantil. 1996. MACEDO. Maria Ignez e CÂNDIDO. . SAIZ Irma .com. Aprender matemática resolvendo problemas.com. SADOVSKY Patrícia . OCHI. Global. Fausto Arnaud.br www. Porto Alegre: Artmed Editora. ALS. Nilson José. Juan Acuña Llorens. São Paulo.br www. senha e dominó. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo.uol.ime. Matemágica – História. Maria Ignez e CÂNDIDO. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. São Paulo: Summus. Trad. Construção das operações.com. Katia Cristina Stocco. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. TAILLE. Porto Alegre: Artmed. ROCHA. tecnologias e temas afins.canalkids. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro . PAULO. PASSOS. Maria das Graças Barbosa.com.novaescola. Glauce Helena Rodrigues.– São Paulo: Summus.usp. 2001. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática.ciadaescola.com. 2001. Patrícia.com. Cecília.mathema. MACHADO.abril. Mabel.revistapatio. São Paulo.tvcultura. LERNER Delia . CHARNAY Roland.usp. 2000..sc.com.br www. Porto Alegre: Artmed.br/artematematica www. 2000. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. Katia Cristina Stocco. Vygotsky. GÁLVEZ Grécia . MIRANDA. 2000. Vânia (coordenado por).com. ARANTES.septima. N.educarede. www.LEAL. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. Papirus.brinqmania. MARINCEK. Cláudia. MONTEIRO. www.somatematica.br .

Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. desenvolver a habilidade para organizar informações. idéias e conceitos. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. a coordenação motora. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. desenvolver a percepção visual e auditiva. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. organizando mostras. como elemento articulador de conteúdos curriculares. a inter-relação de pensamentos. Assim. Desse modo. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. divulgando as possibilidades existentes. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. os POIEs. animações. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. 130 . servir como fonte de conhecimento. as TICs ( PCs. a convivência em grupo. a memorização. imagens. efeitos especiais. recursos de som e vídeo. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. ferramentas de desenho e pintura. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). Periféricos e Acessórios. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. Mesas Educacionais e Internet). integrando textos. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. o Laboratório de Informática Educativa deve. a aquisição de novos conhecimentos. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. face ao seu caráter educacional. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. por meio de recursos tecnológicos. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. propiciar. Softwares.

para tomar decisões. entretanto. enquanto os outros costumam ter um destino incerto.: il. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. ou seja. nas situações reais de produção de texto. se queremos formar leitores plenos. Não se trata mais de ensinar a língua. para pagar contas. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Pelo contrário. Em geral. Cortez. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. para nos divertir ou emocionar. de forma organizada e sistemática. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. entre outros. ela estará presente sim! O que muda. 104p. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. Assim sendo. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. São ações que podem e devem ser aprendidas. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. é a forma de abordagem. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para comprar algo. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. Como tal Sistema está organizado em fases11. Enfim. Ler é. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. para localizar endereços e telefones. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para prestar contas do nosso trabalho. suas regras e suas partes. 2º e 3º ano. das competências envolvidas neste ato.2 131 . pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Ler. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Como já dissemos. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. E escrevemos para distintos interlocutores. emitindo sons para cada uma das letras. para reclamar de alguma coisa. isoladamente. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. para anotar um recado para alguém. Contudo. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. ou seja. Hoje. de sistematização e normatização da língua. – v. Além disso. 12 11 12 Fase Inicial: 1º. 2006. para fazer uma receita. São Paulo : SME / DOT. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. para saber como vão pessoas que estimamos. As atividades metalingüísticas. participantes da cultura escrita. assim.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. os primeiros se convertem em leitores. Trata-se de incorporar.” Emília Ferreiro. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). Fase Complementar: 4º e 5º ano. para solicitar algo. atribuir significado. e a decifração é apenas uma. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. acima de tudo. entre muitas outras ações. dentre muitas. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. na rotina. com diferentes intenções. Ed. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar.

Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. os materiais. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. São Paulo : SME / DOT. é claro. 2006. poemas.: il. parlendas. 132 . Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:14 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. além. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Ler com diferentes propósitos.A organização de uma rotina de leitura e escrita 13 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. 13 14 São Paulo : SME / DOT. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. de situações de trabalho com a oralidade. listas. Nessa proposta de alfabetização.: il. de brincadeiras preferidas. · Ampliar o repertório lingüístico. de rótulos etc. Diária – texto literário. 2006. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Leitura do abecedário exposto na sala. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. Leitura e escrita de títulos de livros. ingredientes de uma receita. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. Em função disso. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). 115p. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. textos instrucionais etc. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. ao mesmo tempo. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. 115p. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. de professores e funcionários). Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. o espaço. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. realizada · Aprender comportamentos leitores. Semanal – jornal e científicos. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Organizar agrupamentos produtivos.

Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. em duplas. Exposição de objetos. Artmed). Uma vez por semana. expor sobre temas etc.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. instrucionais. individual. · Explorar as finalidades e funções da leitura. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Uma vez por semana. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. defender pontos de vista. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. relatar acontecimentos. ditando para o professor ou o colega. de um texto instrucional etc. materiais de pesquisa etc. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. de filmes etc. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. · Utilizar a linguagem oral. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. o possível e o necessário” (Ed. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. conhecer diferentes suportes de textos. curiosidades etc. expor etc. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. entre outros). Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. 133 . semana. · Aprender comportamentos escritores. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. em dupla e individual – de um bilhete. Produção coletiva. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. · Aprender comportamentos leitores. · Ler com autonomia crescente. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado.

Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. uma apresentação pública de leitura ou jogral. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. • Projetos. São muito parecidas com os projetos.Formas de organizar os conteúdos escolares 15 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Oficina de produção de textos ou de arte. a organização de uma biblioteca de classe. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Embora não decorram de propósitos imediatos. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo.). De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Nos projetos. nesse caso. • Atividades seqüenciadas. para ensinar um jogo complexo etc. hábitos ou atitudes. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). mas sim um resultado: pode ser uma festa. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. jornal ou texto etc. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. 134 . semanalmente. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. não significa algo “palpável”. um livro. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. uma mostra de trabalhos produzidos. Roda semanal de conversa ou leitura. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Ex: Leitura diária feita pelo professor. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). mas não têm um produto final. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. 15 Texto produzido por Rosaura Soligo.

entre outros). entre outros). cartas. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. A gama de possibilidades é bastante diversificada. encontramos os gêneros receita. registrar e ensinar a outras pessoas. 16 MEC (SEB). regras de jogos. formular e responder perguntas. Entretanto. lendas. dar instruções sobre determinado procedimento e. temos: livro de receitas para a mamãe. explicar e ouvir explicações. manual de instruções de algum objeto.3. cabendo ao professor a escolha e seleção do conteúdo com que pretende trabalhar. os textos instrucionais ou prescritivos têm a finalidade de ensinar a fazer coisas. entre outros). o professor poderá escolher. sala de vídeo etc). não se podem perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. V. 2000. bem como o grau de complexidade em relação aos anos anteriores. textos informativos. Assim sendo. Segundo classificação de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (1996). Sendo assim. brinquedo ou material de interesse dos alunos) etc. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro com as regras das brincadeiras selecionadas pelo grupo e finalizar com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinarão as regras a uma outra classe. utilizando alguns recursos da linguagem escrita. Como exemplos.16 Projeto: Vamos brincar? 1. cartaz com regulamentos das dependências da escola (sala de informática. revistas. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. usando-os como instrumento para aprender novas brincadeiras. embora seja desejada essa articulação. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). do gênero e do sistema de escrita. priorizou-se para o 3º Ano a produção de textos instrucionais. os alunos sejam capazes de: • • Participar de situações de intercâmbio oral. com autonomia. • Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. quadra de esportes. considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita. qual gênero e portador traria maior interesse e significado para as crianças num trabalho mais sistemático e aprofundado com a Língua. Justificativa: A confecção de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos sobre a língua escrita. • Ler. artigos. informativos. 135 . manifestar opiniões. conjugando temas de diferentes áreas do saber. ao final do 3º Ano. • Reescrever de textos (contos. regras de jogos. desde que focando o gênero textual definido para este Ano da Fase Inicial de escolaridade. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. Para finalizar. Coletânea de textos. esperamos que. Ler. livro de regras das brincadeiras preferidas da turma. cardápio mensal da merenda da escola. de forma que possamos traçar metas claras e objetivas em nosso trabalho. regulamentos. entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. 2.Os projetos da fase inicial foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. devido à adequação à faixa etária. É importante que tenhamos claro quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. contos. diferentes gêneros (notícias. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. com ajuda do professor. as características de seu portador. instrucionais. manuais de instruções etc. Assim. ouvindo com atenção. Nos anos seguintes. de acordo com a realidade de seu grupo. Vale ressaltar que. textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias. nessa classificação. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero instrucional.

Referências Bibliográficas BRUNER. Passado e presente dos verbos ler e escrever. sua diagramação e função da ilustração. mediante o uso. apropriar-se. favorecer as iniciativas pessoais e coletivas. São Paulo: Cortez.S. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: levar para a classe livros instrucionais a fim de que os alunos consultem sempre que for preciso. escrever as regras das brincadeiras respeitando as características do gênero textual. SÃO PAULO. 2002. Diretoria de Orientação Técnica. 136 . utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos. opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento. revisar textos. aprender procedimentos de consulta a livros instrucionais. colocando e jogo os saberes individuais. fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito. Bloch. o possível e o necessário. escutar os colegas. desenvolver atitudes de respeito para com os colegas. LERNER. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. J. São Paulo. 1996. Delia. Coletânea de textos. TOLCHINSKY. promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas. O que se espera que os alunos aprendam: ampliar o repertório de brincadeiras. 2000. – São Paulo : SME / DOT. o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato. Ática. 4. TEBEROSKY. desenvolver atitudes cooperativas. Porto Alegre: Artmed.). acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática. Rio de Janeiro: Ed. possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras. MEC (SEB). Ler e escrever na Escola: o real. das características de um texto instrucional.3. Ana. propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico.3. Secretaria Municipal de Educação. V. incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto. 1998. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. Secretaria Municipal de Educação. garantir. escrever considerando a diagramação desse tipo de texto. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras. 2006. FERREIRO E. 2002. Liliana (org. Além da alfabetização. sempre que possível.

além de alternar as em grupo. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. recursos visuais. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. atividades do livro didático. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. vídeo e estímulos verbais do professor). o aluno passa a desejar aprender mais. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. uso de fantoches. chapéus. recorte e colagem. flash cards. do contrário. criatividade e expressão física. com atividades lúdicas. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. expressões simples em situações reais. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. como: memorização. a recordar. troca de papéis. Y). entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. ou rock para atividades motoras grossas. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. Ao assimilar um vocabulário básico. num primeiro momento. de forma a criar um ambiente alfabetizador. como realias (material concreto). como já dissemos. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. pintura. a imaginar. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. oferecendo variedade. e imagens. físicas (com encenações e atividades de TPR). jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. é útil e eficaz. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. auditivas. ou sair da classe. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. como os flashcards. vídeo. do sensorial e das ações. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. desafiá-los a pensar. etc. uso de massa de modelar. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. fantoches. em inglês. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. o CD. que façam sentido à sua vida. mas o professor precisa ler em voz alta ou. Em inglês. cooperação. bem baixinho. previsão. portanto. Além disso. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. sugerimos que o professor. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. duplas e individuais. recursos materiais. dos jogos e das demais atividades. umas são mais visuais. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). No início do 2º ano. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. é fundamental que o professor. Como dissemos. apagar as luzes e acalmá-los. Nessa fase.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. A relação dos conteúdos ( conceituais. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. trabalho em pares ou grupos. no caso da língua estrangeira. e ainda há as que são mais cinestésicas. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. A criança nessa idade. O 137 . interessantes. jogos. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. DVD. como suporte ao aprendizado oral. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. material de áudio. músicas. precisa que as aulas sigam uma rotina. Na preparação da aula. etc. a adivinhar. X. ao chegar. procedimentais e atitudinais ) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas. o vídeo ou o colega) para obter informações. artísticas (desenhos. outras. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. W.). Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. cante uma música. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. jogos de adivinhação. como música calma para trabalhar.

No entanto. please. thanks/thank you. circular e desenhar deve ser menor. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. programas de TV infantis não existiriam. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. 4 ou 5 aulas. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados.: Good morning/afternoon. thanks. How are you?. point. fazer encenações. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. além da internet. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. hi. por conseguinte. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. bye-bye. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. no. além de incentivá-las. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. O professor precisa estudar bem a música. let's go. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. etc. ask. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. sit down. Ele também pode cantar e encenar canções. Há vídeos. beautiful. let's sing. come here. very good. um modelo lingüístico) de forma engraçada. great. acariciá-los). Além disso. answer. abraçá-los. ou "listen and do". O professor deve dar as músicas do CD do livro. fine. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. listen. look. see you. assim. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. não entenda algo). durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. por meio de atividades diferentes. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. associar. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. line up. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . you can do it better/nicer. let's sit in a circle. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. principalmente em grupo. say. Para ser bastante eficaz. you're welcome. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. repeat. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. finja “errar”. yes. mas não precisa ficar “preso” a elas. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. de maneira que os alunos possam corrigi-lo.uma tática que deixará os alunos seguros de si. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. draw. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. stand up. fornecer um elemento cômico. Além disso. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. dar segurança. pois é o 138 . além de ser uma ocasião divertida na aula. a pronúncia correta das palavras. Ex.tempo gasto com os exercícios de colorir. DVDs e livros. sing. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. May I go to the toilet?.

em língua portuguesa. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. feitos com rolos de papel higiênico. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. folclore. para os cabelos. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. Esta avaliação pode ser feita. junto ao professor de classe. mas não o colega ao lado neste momento. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. responder a perguntas e sentir-se no comando. • • • • • • • • • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do Portal Aprende Brasil. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. na língua portuguesa. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. aniversário. potes de iogurte ou de yakult. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. como também com a equipe pedagógica. Algumas danças. atividades de expressão corporal. Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. cometer erros. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. lã. com cinco a dez alunos por vez. Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. montagem de brinquedos com sucata. Quando o professor da classe introduzir. alimentos e o corpo humano. sendo permitido consultar o livro. o uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética.fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. sem estarem psicologicamente expostos. dia do mês. hábitos alimentares. de meias (com a ajuda dos pais. é possível articulá-los aos conteúdos de história. nas aulas de informática. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. por exemplo. à família. modelagem. presos em palitos de sorvete. porque. etc. os conceitos. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. concomitantemente. a fim de planejar as aulas. pode abordar. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. brinquedos. rimas.). 139 . atividades e apresentações de forma interdisciplinar. podem-se trabalhar melhor as canções. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. Com o professor de arte musical. o uso do dicionário português-inglês e vice-versa. eles podem costurar botões para fazer os olhos. ou outros sites da internet.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. expressões corporais. Isso lhe dá a chance de falar. de pintura. nesta faixa etária. etc. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. o professor de inglês pode abordar. procedimentos e atitudes de ciências. idade. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. em parceria com o professor da classe. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. uso do calendário. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda. porém de forma diferente.

certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. excellent. good work.F.: Richmond Publishing.. A. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. 2006. et alli. mesmo que não esteja como o professor esperava. A. K. SALVADOR. Referências bibliográficas DEL PASO. não podemos exigir perfeição das crianças. D. mesmo que. assim. 2005. São Paulo: Macmillan. T. 2002. & ZANATTA. D. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. HARPER. 1999. esteja “errado”. Hong Kong: Oxford University Press. segunda impresão.. a princípio. Mexico. de forma espiralada. New Parade 1 – Teacher’s Edition. 2000.F.Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. R. M. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. etc. Oxford: Oxford University Press. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. MELO. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. W. Tentar falar em inglês. HERRERA. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. 2000. Inc. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. Mexico. Kids United – Livro do Professor 1. et alli.: Macmillan. Assim. New York: Addison Wesley Longman. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. L. great. está se empenhando e precisa ser motivado. É muito importante elogiar a produção do aluno. 140 . Assim sendo. et alli. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. et alli. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. REETZ.

o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. rítmica e melódica. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. professores. por exemplo. progressivamente. nesta fase. acento. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. escrita. sendo muitas de péssimo gosto. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. O planejamento do professor precisa ser flexível. 141 . o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. explorando os conteúdos conceituais. fonte sonora etc. uma linguagem que. do brincar. chega mais fácil ao âmago da criança. devem ser breves. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. “[. de pouco ou nenhum valor musical. Momentos de apreciação. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. oral. saída etc. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. por meio de um jogo musical. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. a criança vai descobrindo e. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. como uma forma a mais de expressão. Nessa idade. Desta forma. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. Segundo Stateri (1997). facilitando a interdisciplinaridade. também somos vítimas desta situação. lanche. mas somente as populares. Vale lembrar que.). replanejando quando necessário. por exemplo. acento. na educação musical. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. Para isso. principalmente na primeira infância.” Não podemos esquecer de que. corporal. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. estes não devem ser trabalhados de forma linear. para se atingir os objetivos com clareza. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso... Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. sobretudo. deixando-a mais feliz e confiante. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. Projetos interdisciplinares são fundamentais. ou seja.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. MEC. de forma mais significativa. Sua relação com o outro. altura e canto e até mesmo uma conversa.Orientações gerais. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. nós. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. aquela que lhe é mais peculiar e específica. atenção e prontidão. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. Porém. As canções e suas letras. naquele momento. muitas vezes. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. a linguagem do faz-de-conta. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. levam a criança a uma deformação da estética musical. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. plástica. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. musical e. assim. Nesse processo é importante avaliar. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. ( Ensino fundamental de 9 anos . relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. por meio de atividades simples de pulso. Ao trabalhar pulso. lateralidade. p. mesmo que a ênfase. Em Ciências. esteja em um tópico específico.

Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. Nesta etapa. tomando assim posse do seu corpo. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. A expressão musical é feita por um corpo. Não existem fórmulas prontas. 142 . auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma. duração e intensidade. como nos diz Marcelo Petraglia. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. por exemplo. por ser o primeiro. 211). a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura.Marcelo S. Isso não quer dizer que. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Se a criança se movimenta. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. Procure.Gráfico sonoro (notação não convencional) O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. aos poucos. cantigas de roda. está exercitando sua lateralidade. brinquedos cantados. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. com a apresentação de outros assuntos. É preciso muita paciência com alunos que apresentam dificuldades nesta fase. seja depois abandonado. Cantar. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. uma intencionalidade. controlando o tamanho do passo. reeducação do movimento. percepção corporal. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. Manifestações folclóricas: jogos. a velocidade e a noção espacial. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. Batemos palmas e os pés no chão. Procure aumentar a dificuldade dos exercícios gradualmente. o professor pode criar formas de representar o som. Brincadeiras cantadas. parlendas. espera-se que a criança responda bem aos exercícios de pulso e. estimulando atividades de autoconhecimento. brincar. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. jogos. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. seja na sua altura. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. Mas é preciso que. danças etc. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. p. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. O professor pode associar uma atividade de pulso. para que a criança avance com segurança. aos poucos. jogar. ( OuvirAtivo® . De grande ajuda para a criança nesse momento. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. quando já deveriam tê-las superado. vivenciando o fluxo musical através de nós. Cuide para que estes alunos não se sintam constrangidos e ajude-os. Este acaba sendo um pré-requisito para um trabalho com andamentos mais consistente e seguro.música para o desenvolvimento humano . canções. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. que percebe. Petraglia ). possa até mesmo seguir seu próprio pulso e controlá-lo.

Terra adorada. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. ouvindo. 2000. “[. Maria Zeí. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. BIAGIONI. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. A própria natureza fez de ti um gigante. Mas. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. São Paulo: Fermata do Brasil. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro.. ou seja. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Ratificamos a importância 143 . nos te saudamos. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores.Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. “ Sugerimos que. dividindo-o em várias aulas. se fores convocado para a luta. neste caso. as notas musicais. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. podemos partir para a escala ascendente e descendente. intensidade. de forma simples. observando. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. cantando. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Nossa vida mais amores”. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Ó Pátria amada nós te saudamos.. Após a percepção do som grave e agudo. identificando. despertando seu interesse e curiosidade. forte e colossal que reflete em teu futuro. lembrando as glórias do passado. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Brasil. pela terminologia correta. naquele momento. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. sentimos descer à terra. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. Entre outras terras mil. és o destaque da América. utilizando breves explicações. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. com muita tranqüilidade e respeito.nas divisas com os outro países da América do Sul. sentindo corporalmente. Brasil. Ó Pátria amada. As terminologias grosso e fino. Propriedades do som: altura. vivenciando. agora que somos livres. progressivamente. Muitas vezes grave. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Conforme Suzigan ( 1996). ou seja. porém. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. Hino Nacional Brasileiro. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). mostrando à criança a função do Hino em nosso país. devem ser substituídas. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. com bravura e firmeza.

como o pátio. 24 de março de 1998 ). a expressão corporal. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. a concentração necessária. com a intenção de aprimorá-la. Aprender a ouvir o outro. em desenhos animados. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. mais tarde. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. gestual. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. a desinformação sobre o assunto. eruditas. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). variadas) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. Sugerimos o site Mundo da Música. No fundo. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. dentro desse trabalho de apreciação musical. A partir daí. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. cantar e ouvir. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir.” ( Folha de São Paulo. danças. a consciência da pulsação. de ninar. Expressão corporal. em comerciais de TV etc. como em trilhas sonoras. por motivos variados: a vastidão do repertório. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. no portal Aprende Brasil. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. 144 . quebrando preconceitos. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. timbres. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. a quadra ou outros ambientes. a harmonia do todo. em conjunto. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. seja na execução ou apreciação musical. do ritmo e do caráter das peças musicais.). coletivamente. Espera-se também que. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos.de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. o professor pode utilizar espaços alternativos. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. Música erudita Nesta etapa. gestual ou plástica. nas salas de informática. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. seja por fotos. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. Durante a apreciação musical e o canto. Se houver possibilidade. Desde bebê. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. vídeos ou mesmo pela Internet. Podemos dizer que crianças que se exercitam. como dinâmica. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. músicas que contam uma história etc. folclóricas. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. gestual. a pompa dos concertos. “Música clássica afugenta muita gente. Como já foi exemplificado anteriormente. o motivo é a preguiça: o que é estranho.

R. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. Mundo da Música . cantando ou não. 24 de março de 1998. SUZIGAN.ouvirativo. p. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. G. 1997. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas.Orientações gerais. L. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. GRANJA. 1-8. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Setembro 2006. VASCONCELOS. STATERI.br> SCHAFER.htm> acessado em 18/12/2006. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. 211. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. os ritmos facilmente assimiláveis. <http://www. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais.<http://www.br/> Mundo da Criança.br/textos/ed%20b. Portal Aprende Brasil . terça-feira. e.educacional. António Ângelo. M. SUZIGAN. São Paulo: Ed.20 PETRAGLIA. desestimulando a ação de gritar. Marcelo S. Ensino fundamental de 9 anos . FOLHA DE SÃO PAULO. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.1996. O ouvido Pensante. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Portanto. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Linguagem. se necessário. OuvirAtivo® .<http://www.com.Música para o desenvolvimento humano. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. São Paulo. 145 . Referências bibliográficas BIAGIONI. Especial Música.A escolha dessas canções é das mais melindrosas.aprendebrasil. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Cruz. Hino Nacional Brasileiro. Murray. São Paulo: Ed. MEC. A linha melódica deve ser bem nítida. Fermata do Brasil.com. conhecimento e Ação. José Julio. 2003 p.1991. 2000. São Paulo: CLR Balieiro. Oliveira. como não gritar. Carlos Eduardo de S. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). MEC.com. Maria Zei. Unesp. Pp. por meio de ações aparentemente muito simples. C.

a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. os quais deverão ser aproveitados. de fato. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. 2º e 3º anos. 146 . Na fase inicial do Ensino Fundamental. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. Quando organizamos uma exposição. Muitas vezes. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. Tendo em vista essas possibilidades da criança. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Devemos envolver os alunos nessa produção. Ela mais pesquisa do que se expressa. respeitando-se a idade da criança. no momento do planejamento. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. seu trabalho muda no meio do caminho. ele está completando o ciclo do fazer artístico. linhas. para que desenvolva um senso crítico e estético. texturas. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Na área de Arte. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Segundo Piaget.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. As atividades permitem ao aluno experimentar. para contemplar o trabalho interdisciplinar. formas etc. 1º. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. antes de mais nada. Adquirindo este conhecimento. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. É capaz de criar símbolos e representações. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Não é apenas uma etapa do processo. conhecer a vida de alguns artistas. ter outras experiências. necessário para a leitura de imagens.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança.

Teatro. escolas e estilos etc. cultura ou país. povo. é a visita a museus e exposições de arte. gesto. Dança. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. Dança. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. forma. mas para todas as outras áreas. o mediador entre arte e aluno. tanto para que possa progressivamente. gestuais. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. com alguma intenção. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos.) com os quais o artista/aluno. 147 . exercitando sua cidadania cultural com qualidade.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. desfrutar. Música e Teatro. movimento. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. etc. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. Espera-se que os alunos. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. luz. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Por meio da arte. som. Música. apreciar. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. progressivamente. musicais. cênicos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. pictóricos.

higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. apreciá-los criticamente. visando a seu aprimoramento como seres humanos. filmes.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. a discutir as regras e estratégias. além das técnicas de execução. Lembramos também que. músicas entre outros recursos. dentro de um contexto cooperativo. teatros de marionete e outros. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. saltos. corporal. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. a cada um. de acordo com as suas habilidades. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. como um estímulo para a expressão corporal.” 148 . o contato com músicas do universo infantil. social e de autonomia. pré-desportivo ou numa dança. atividades rítmicas e expressivas. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. Podemos oferecer. Nesse sentido. conhecimentos sobre o corpo). Em sala de aula. assim. ética. musicalidade. coordenação motora e espacial. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. de relação interpessoal e inserção social). estética. trabalha-se no plano dos conceitos. ressignificá-los e recriá-los. criatividade e interação do grupo. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. as atividades devem envolver todo o grupo. Seja num jogo recreativo. de forma democrática e não seletiva. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. nesta fase. mas ainda não podem usar a lógica. A relação entre a educação física e outras disciplinas. aquilo que era material ( corridas. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. embora muito estreita. sem a preocupação com estilo ou técnica. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Compreende-se a dança. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. a educação física “trabalha no plano da ação motora. afetiva. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. construção de bonecos. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. auditivos e cinestésicos). neste momento. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. é pouco percebida. o aluno deve aprender. giros) torna-se conceitual.

em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano.Muitas vezes. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. utilizando sua imaginação e percepção. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. 149 . tamanhos ou quantidades). fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Portanto. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Assim. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta.

fazendo um paralelo com a atualidade. crianças escravas que cresciam juntos com os filhos de pessoas livres e. aniversários. brincar. crianças abandonadas. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. para que possibilitem não uma mera constatação. que aborda de forma simples toda a temática infantil e os direitos básicos como estudar. data e local. no centro. eram separadas dos pais e vendidas para trabalhar. estas do fotógrafo Marc Ferrez. Importa para o aluno conhecer crianças que vivem em uma realidade diferente da sua. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. mais próximo à orla. Por exemplo. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. Ao mesmo tempo. como sujeito histórico. fotos e desenhos e até uma visita. já que em Santos há escolas na zona rural. Por isso. em morros. Identidade: eu e os outros O trabalho com a construção da identidade envolve conceitos de continuidade e de permanência. mas também das crianças de diferentes realidades nos dias de hoje: crianças indígenas. É importante a percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos dos “outros” de outros tempos que possuíam uma dinâmica de vida completamente distinta da nossa época. crianças ricas. escolas que ficam no Centro da cidade poderiam estar visitando à Ilha Diana. sugerimos o livro Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha. dedicatória. brincadeiras e escola. Sugira que os alunos tragam histórias sobre si mesmo que podem ser organizadas em forma de livro com capa. títulos para cada história e até dia de lançamento. aos sete anos. ter saúde. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. família. procure pesquisar na própria cidade. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. muitas vezes. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. lazer e amor. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. Assim. eram usadas como animal de estimação. Por exemplo. Utilize imagens antigas para demonstrar como viviam crianças de outras épocas. do século XIX: 150 . por exemplo. Valha-se do trabalho com fotos. Para trabalhar com esta temática. crianças que trabalham etc. em mangues etc. calendários. é necessário que o aluno compreenda que o conhecimento do outro acarreta um maior conhecimento sobre si mesmo. as diferentes histórias. Uma sugestão seria fazer um intercâmbio com outra escola que pudesse gerar: troca de cartas. Procure levantar semelhanças e diferenças entre a vida das crianças do passado. culturas de tempos e espaços diversos e que todos têm direitos e deveres que devem ser respeitados. à medida que conhece outras formas de viver. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. sendo que. enquanto os filhos de brancos eram tratados com todo cuidado pelas mães e escravas domésticas. autores. ilustração.

Brasil ou localidade com que o aluno possa relacionar. mas também o imaterial. objetos. sucessão e datação. 151 . é uma atividade muito interessante para que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. a partir de algumas referências temporais. na memória dos familiares e nas lembranças das pessoas do seu convívio. Divida-os em grupos e deixem que falem sobre sua vida. um chá. a nossa casa.Diferentes linhas do tempo A montagem da linha do tempo. mas também nos relatos das pessoas. em alguns casos. Estimule os alunos a fazerem suposições sobre a sua origem. • Organize um encontro com os avós dos alunos. representações. no mundo. quando se trata do meio ambiente. moradia e escola. on line). de Jose Carlos Sebe Bom Meihy. expressões. os grupos e. Reúna folhetos. vale a pena consultar o livro Manual de História Oral. Acesse o site do Museu da Pessoa. Para melhor visualizar o passado. Para saber mais. século e milênio. mas também a sua escola e a sua casa. Aproveite para trabalhar a noção de patrimônio e a necessidade de preservar a escola. É importante que o aluno perceba que as fontes não estão somente nos documentos escritos. propomos: • Solicite aos alunos que entrevistem pessoas idosas. as comunidades. pois eles deverão ter consolidados os conceitos de década. Atualmente a noção de patrimônio ampliou-se. Família. 2006. Como exemplo. É necessário que aluno compreenda que patrimônio não são apenas prédios históricos. Esta atividade permite desenvolver noções de simultaneidade. como igrejas e museus. as práticas. tudo isso é patrimônio e merece ser preservado.” O Bairro Promova uma troca de idéias sobre o bairro onde está localizada a escola. gerando um sentimento de identidade e continuidade. levando-os a concluir que os bairros têm história. tentando imaginar como era o local antigamente. moradia e escola Utilize o procedimento de história oral para iniciar a temática sobre família. É importante que os alunos comparem suas linhas de tempo ou que a professora com a ajuda dos alunos confeccione uma linha do tempo com fatos sociais acontecidos nos últimos anos. manchetes de jornais e revistas que façam menção ao bairro e monte um quadro-mural sobre isso. contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. partindo do hoje e voltando ao início do século XX. Organizar uma visita a uma casa de repouso para idosos será uma atividade bem interessante. o local onde vivemos e relacionar com Ciências. “O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente. além de propiciar o trabalho com valores e ensino religioso. moradia e escola do passado. pois patrimônio não é apenas o que é material. É valorizar o modo como a avó faz determinado doce. em que se encontram dicas e projetos que deram certo em várias escolas. artefatos e lugares. conhecimentos e técnicas e também os instrumentos. ou seja. ordenação e seqüência. a tia que faz remédios caseiros. de sua interação com a natureza e de sua história. trabalhe uma linha do tempo ao contrário. como o avô pesca ou planta. portanto. Organize junto com os alunos perguntas sobre família. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN. Faça a conexão com matemática. conceitos fundamentais para o ensino da história. por exemplo. os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que. merece ser preservado. inclusive em Santos.

iphan. Os Direitos das Crianças. pois assim será possível traçar um perfil do local. saúde. depois organize-os em: nome do produto. quem fez o pão que consumiu de manhã.museudapessoa. Origem das cidades Existem cidades que datam de mais de 5000 anos atrás. sempre fazendo comparações com o passado e como as coisas se modificaram. evidenciando a presença portuguesa e a formação das cidades no litoral. MEIHY. Referências bibliográficas ROCHA.gov. onde os pais trabalham. Ao trabalhar com esse tema. Por meio do diálogo. fazendo o elo com Geografia. Peça para que os alunos tragam embalagens de produtos que consomem todos os dias. 152 . meio ambiente. considerando o trajeto casa-escola. diferencie as etapas da produção. por que existem trabalhos diferentes etc. na Índia etc. Juntamente com matemática. como Santos. O trabalho doméstico deve ser apresentado como de vital importância para as famílias. Loyola Portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). o que permaneceu ou não. Jose Carlos Sebe Bom. Disponível em www. Ruth.net/. como Belo Horizonte. com noções de transporte e comunicação. produtor e origem. etc. Solicite que os alunos entrevistem suas mães e avós sobre as tarefas do dia-a-dia para que o levem a refletir sobre a necessidade de valorização do trabalho doméstico. comparando com o levantamento da história do local onde se vive. Manual de História Oral. diferenciando cidades naturais. pode-se ainda montar gráficos sobre profissões dos pais dos alunos. reciclagem. Disponível em http://portal.Atividades econômicas Faça um levantamento prévio a respeito do que a criança entende sobre o que é trabalho. Brasília etc. discuta hábitos de consumo. o caderno que usa na escola. é possível abordar hábitos de consumo. Companhia das Letrinhas. como na China. e as planejadas. É importante que o aluno perceba que é por meio do trabalho que o homem transformou a natureza e que a sociedade atual é fruto do trabalho humano. nome da empresa. Solicite que os alunos registrem os estabelecimentos comerciais existentes no bairro. Levante dados sobre os produtos consumidos. Faça comparações com a produção antigamente.br/portal/montarPaginainicial Museu da Pessoa. Pesquise a história delas na internet para trabalhar sua origem.

Nessa linguagem. O aluno de 8 anos tem mais facilidade de ocupar a folha toda. Isso é interessante para perceber que embora muitos procedimentos sejam similares no plano de curso. ao mesmo tempo. ou seja. por exemplo. O que acontece no 3º ano é que algumas noções já foram construídas. ou seja. no mapa do país. criando legendas próprias (sem auxílio do professor) e dominando o espaço melhor do que uma criança de 6 anos. pois entendemos que a alfabetização cartográfica é um processo que inicia no 1º ano e se amplia nos anos seguintes. mas caminharão num sentido semelhante a uma elipse em que antigas habilidades serão acionadas para a elaboração de novos conceitos. que possui um tamanho significativo no mapa da cidade. Portanto. O trabalho com vários tipos de mapas. e o livro “Zoom”. há grandes chances de os desenhos se aprimorarem. a visão que se tem é vertical. observando a visão do alto. que dá preferência a um determinado lado da folha. O aluno. da editora Brinquebook. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. de frente e de lado. pressupõe-se que ela já terá mapeado o próprio corpo. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. a criança deve primeiro se colocar no papel de mapeadora do seu espaço para que compreenda o sistema de códigos utilizado nos mapas convencionais. na sala de aula. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. do Palavra Cantada. No 3º ano. isso não é tão simples assim. Além de perceber que cada mapa representa um lugar. Também terá noções rudimentares da noção de legenda. adquiriu maior autonomia em suas representações. o bairro. por exemplo. o que nem sempre acontece com um aluno mais novo. sendo importante que o professor conheça seu grupo para saber em que momento ele pode avançar e quais pontos são passíveis de uma atenção maior. Aos 8 anos. a maneira como se faz em mapas e plantas. e também outros espaços como: a sala de aula. pois criou símbolos junto com outras crianças e o professor. aos poucos. os alunos podem também começar a pensar sobre títulos e legendas de cada um. a escola. Um bom exercício para se fazer com mapas convencionais é comparar a representação de um mesmo lugar em mapas diferentes. mas da padaria ao ponto de ônibus. de Istvan Banyai. A grande conquista dessa idade é dos espaços e pontos de referência exteriores a si próprio. a cidade está bem menor e. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. O professor é fundamental nessa “passagem de visão”. Neste. portanto. pois as noções de escala. distâncias e direções não mais em relação à sala de aula ou à escola. Mas. O mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. não pode mais ser observado no mapa do estado. Com o desenvolvimento dessas atividades.GEOGRAFIA O Plano do 3º ano contém alguns acréscimos em relação aos do 1º e 2º. É uma convenção. Porém. por exemplo. como em um mapa convencional. permitindo que se perceba a relação todo/parte em que a parte está contida no todo ao mesmo tempo que o todo é formado por partes. Lembremos que. não serão procedimentos repetitivos. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. também podem ser utilizados para ampliar essa discussão. até porque a criança de 8 anos já possui algumas construções mentais mais elaboradas que a criança de 6 e 7. visão do alto. também deve continuar. na classe eles vão acontecer cada vez com um objetivo diferente. dos 6 aos 8 anos. apontando e permitindo que esse aluno ouse cada vez mais na comparação de distâncias entre um lugar em relação a outros. Maquete A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. É algo que exige um grau de abstração. A música “Ora Bolas”. Portanto. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão 153 . mas as questões colocadas devem ser mais desafiadoras. os alunos desenharam objetos vistos de cima. Mas é importante deixar claro que esse trabalho é um processo em que as etapas não podem ser “puladas”. Assim. a criança já pode tomar como ponto de referência um objeto em relação a outro e não mais em relação a si própria. proporcionalidade. ela pode estar representada somente por um ponto. para a criança. Essas comparações devem gerar discussões que permitam que os alunos se questionem sobre o porquê isso acontece. a rua da escola.

Seria interessante que os alunos pudessem comparar as duas produções. altura e largura de coisas. Em Geografia. passa a ser pequena quando representada juntamente com outras construções e a rua. No 3º ano. a maquete ilustrará locais cada vez maiores em relação aos anteriores. por exemplo. nas séries mais adiantadas. Confeccionando a maquete do quarteirão da escola. Ou seja.dessas discussões. barbante barbante sala de aula ESTUDO DO MEIO reduzida 16 vezes 154 . Assim. esse barbante pode ser dobrado até que seu comprimento “entre” na folha de papel. mas tem 16 vezes menos o seu tamanho. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. a discussão sobre escala pode se aprofundar um pouco mais. Futuramente. Depois. Medidas é um tema comum à área de Matemática. o aluno perceberá que a escola que era grande e solitária em uma maquete que representava só ela. seu estojo e a sala de aula utilizando os dedos. para construir o conceito de continuidade (a escola é grande sozinha. os alunos com esse conceito construído reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. Disso. nesse primeiro momento. um papel celofane transparente pode ser colocado na boca da caixa e cada aluno utiliza a caneta de retroprojetor para “contornar” os “lugares” que observam embaixo. os alunos deverão anotar no caderno que a sala está representada. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. O professor recorta esse barbante e cada aluno cola no papel. Supondo-se que o barbante foi dobrado 16 vezes. O passo seguinte pode ser a elaboração de uma legenda que pode ser elaborada em conjunto após discussões. No 3º ano. ele tem que ser “diminuído” muitas vezes. se cada um utilizar um modelo de medida. altura de pessoas etc. Depois o mesmo deve ser feito com a largura e dobra-se o mesmo número de vezes que o barbante anterior. O resultado será uma planta baixa do local representado. os pés e posteriormente registrarão de quem é o pé que foi utilizado como padrão. Um barbante pode ser utilizado para medir a sala de aula. outros objetos. porém. mas pequena em relação ao bairro. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. As crianças poderão medir a carteira. por exemplo. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. as crianças vão pensar sobre e importância de medir objetos e lugares. é importante somente uma introdução. e assim por diante). as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. mas pode-se discutir que para um lugar ser representado em um mapa. podemos ir para além da noção de um para um. As maquetes podem ser montadas dentro de caixas de papelão. o palmo.

alvenaria). Primeiro as crianças podem ser questionadas sobre o que pensam a respeito do assunto. os aspectos físico e humano caminham lado a lado e o espaço é percebido não como pronto e acabado. pontes. viadutos). Essas atividades não precisam e nem devem acontecer no mesmo dia. Dessa maneira. em que direção está a entrada da escola? E o pátio? A cozinha? Os mapas convencionais também podem ser observados nesse momento para que os alunos observem a rosa-dos-ventos contida neles. emprego de materiais (madeira. Outro ponto interessante para esse ano é a observação de que o espaço é transformado pelo homem. Ele pode e deve acontecer várias vezes e com diferentes objetivos. no tamanho (grandes. O estudo do meio também é importante para aguçar o senso crítico. porque é fruto das relações humanas. daí a importância de se observar os títulos “Mapa dos pontos comerciais do bairro” ou “Mapa das casas dos alunos do 3º ano”. rios. cortiça e um copo d’água. Os estudos do meio também podem ser realizados por temas. pelo estudo do meio. Essa noção é bastante abstrata e deve ser construída aos poucos. como agulha. Muitos deles podem ser realizados na própria escola. serras) e o que é modificado (ruas. amplia a noção cartográfica e o aluno percebe que um mesmo percurso pode ser representado com diferentes enfoques. Daí a importância de perceber. as diferenças e semelhanças entre construções quanto a: a que se destinam (moradias. Daí. Então é importante partir do local de onde ela está. praias. girando em torno de uma vela ou abajur (representando o Sol) dará a idéia de por que acontecem o dia e a noite. O registro dos trajetos por meio de mapas. até porque a cidade não é constituída de bairros isolados. algumas questões sobre a cidade em que se vive também devem ser “pensadas” como: em que cidade moramos? Como ela é? Qual é o nosso bairro? Fica em qual parte da cidade? Em que se parece com os outros e em que é diferente? Esses questionamentos devem ser feitos tendo em vista que o pensamento dessa criança de 8 anos ainda é concreto. o que é natural (morros. Os mapas e a bússola podem ser colocados no chão e as direções equiparadas ao desenho contido no pátio. Ele permite que o aluno conheça o espaço.O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. cartas aos governantes e mudança de atitude individual. contendo a legenda do que foi observado. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. em relação aos espaços. estudo da fauna e flora locais. A bússola também pode ser apresentada para a classe nesse momento. podendo inclusive ser confeccionada com materiais simples. número de andares) e outros. número de cômodos. e assim por diante. A conversa pode iniciar com as perguntas: a sombra fica sempre na mesma direção? Vamos observar ? Os professores junto com os alunos podem medir no chão a sombra no início e no final da aula e perguntar: o que aconteceu? As crianças tendem a achar que o Sol e a Lua é que mudam de lugar. pequenas. à medida que a classe avança em suas noções espaciais. da região que conhece para a que ainda não conhece ou com a qual não tem muita familiaridade. a Terra é que está girando. observar os serviços do bairro. utilizando-se medidas convencionais e nãoconvencionais. Uma noção que já pode ser desenvolvida no 3º ano é dos movimentos de rotação e translação. mas dinâmico. Essa observação pode resultar em um desenho da rosa-dos-ventos no chão. por meio de campanhas. outras questões podem surgir como: em relação ao nosso grupo. 155 . o comércio. o represente com desenhos. montanhas. No final do 3º ano. e que os grupos sociais o constroem para atender necessidades próprias. O famoso experimento científico da laranja (representando a terra) no centro. pois sugere uma observação questionadora: as ruas do bairro são asfaltadas? Em que lugar as pessoas jogam o lixo? Os orelhões estão em bom estado? Como o meu bairro ou a minha cidade pode se tornar melhor? O que os governantes podem fazer para sanar esses problemas? De que maneira meus vizinhos podem contribuir? De que maneira eu posso contribuir? Essas questões podem ser pensadas pelo grupo resultando em alguns caminhos para a solução dos problemas. sendo que a direção em que o Sol aparece no período matutino é o Leste e desaparece no vespertino é o Oeste. dependendo do que se quer mostrar para o “leitor”. O professor pode perguntar: em que lado é dia? Em que lado é noite? Essa discussão pode avançar para os pontos cardeais. comércio). praças. por exemplo. Um bom início é começar com questões como: quais bairros e regiões da cidade você conhece? O morro que avistamos fica no nosso bairro ou não? Estamos perto ou longe da praia? Perto ou longe do Porto? Uma comparação com o mapa convencional também se faz necessária para que o aluno veja que espaços que ele não é capaz de enxergar estão representados no mapa e também para que observe sua localização em relação a outros lugares. Deve-se perceber também. sem perceber que nós isto é.

O ideal é que cada aluno traga uma foto. de preferência de um lugar conhecido de todos. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. esculturas. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. e. mas. para a elaboração de questões. culturais. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. grafites. a casa. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. a escola. Por meio de fotos antigas. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? 156 . o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. fotografias. Em História. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. pinturas. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. se possível. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Mas. a turma se preocupe com o depoente. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar.. diários de viajantes. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. se isso não for possível. como já dissemos anteriormente.. os arredores. na hora da entrevista.Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Converse com seus alunos antes. ensaie antes com a classe para que. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. a geografia pode contar com muitos aliados: música. em Geografia. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. construções etc. de Tarsila do Amaral. Mas não pára por aí. O registro sobre as mudanças é fundamental. filmes. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. como exemplo. a rua da escola. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. para ter diferentes visões do mesmo local. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. matérias de jornal. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. lugares. políticas e econômicas. a atividade será ainda mais rica. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. histórias em quadrinhos. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente).

Aos poucos. desenhos. Enfim. Cartazes. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. levantamento de interesse junto aos alunos. Com as informações em mãos. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. 157 . que podem culminar em uma exposição. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. textos da Internet. gráficos e esquemas. enciclopédia eletrônica. A partir delas. Além dos textos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. peça de teatro. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. levantando hipóteses próprias. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros.É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. comparar com outras imagens. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem.

• Espaço habitado (cidade). tamanho. com auxílio do professor. • Demonstração dos cuidados com a higiene pessoal. luz. qualidade dos alimentos e ambientes em que vive. • Ambientes naturais (floresta. calor. por exemplo. • Destruição dos ambientes naturais. materiais de construção. fonte de luz e calor. tomando como base suas vivências e buscando mais informações. fabricação de objetos etc. ar. elaboração de tabelas simples de comparação ou estatística. mangues. • Identificação das características de alguns seres: forma. • Elaboração de critérios para classificação de diferentes tipos de seres vivos. • Comparação entre diferentes tipos de ambiente naturais e modificados pelo homem investigando características comuns e suas particularidades.) • Seres vivos e não vivos. • Preservação do ambiente. • Seres vivos e materiais e suas utilidades para o homem (alimento. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. semelhanças e diferenças. lago etc. ao trazer imagens para um mural). • Respeito e apreço pelos seres vivos que vivem nos diferentes ambientes. água.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. em relação à alimentação e à higiene. seres vivos). sobre as opiniões dos colegas ao trocar idéias. • Conhecimento. luz. de pequenos experimentos para constatação da dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. como organização e rigor nas observações e análises. como organização e rigor nas observações e análises. • Ambientes pouco modificados pelo homem (campo). • Existência de diferentes componentes (água. • Planejamento. • Emprego de medidas padronizadas de tempo e as não padronizadas de massa. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. • Seres vivos ameaçados de extinção 158 . vestuário. morros. medicamentos. • Observação da diversidade de seres vivos presentes nos ambientes e a existência de outros componentes ambientais (ar. matérias-primas). • Desenvolvimento de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os animais e responsabilidade para com eles. volume. solo. calor). • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. Serra do Mar. encaminhando diálogos que permitam relatos. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Sol. • Levantamento de dados e investigação da regularidade dos acontecimentos e dos fenômenos que ocorrem no ambiente. • Poluição das praias. comprimento. principalmente os utilizados pelo homem na alimentação. • Registro de informações. vestuário. em todas as vezes que as atividades exigirem. • Valorização de atitudes e comportamentos favoráveis à saúde. para o seu crescimento e desenvolvimento. sobre os fenômenos observados e respeito. sombra e escuro. • Dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. Diversidade dos seres vivos • Relações entre seres vivos e o homem. PROCEDIMENTAIS • Formulação de perguntas e suposições sobre o tema proposto. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Dia e noite • Luz. solo.

carnívoros e onívoros. • Animais que podem picar ou morder. • Jardim. Corpo humano e saúde • Noções de crescimento e desenvolvimento. • Animais transmissores de doenças. • Partes dos vegetais. • Reprodução por sementes. • Animais selvagens e domésticos. sobre os assuntos em estudo. • Necessidades vitais das plantas. • Ovíparos e vivíparos. • Reprodução humana. • Germinação (experimentos).CONCEITUAIS A flora: vegetais • Tipos de vegetais ( aquáticos e terrestres ). • Algumas características dos mamíferos. • Plantas tóxicas. • Animais em cativeiro. • Aquáticos e terrestres. aves. 159 . A fauna: Animais • Sustentação e locomoção (presença ou não de coluna vertebral. horta e pomar. • Herbívoros. peixes. répteis e anfíbios. • Higiene e saúde. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas e entrevistas com familiares ou profissionais de diferentes áreas. • Animais de estimação. • Prevenção de acidentes com animais. • Higiene dos alimentos. • Domesticação de animais. carapaça e musculatura em animais aquáticos e terrestres).

• Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • multiplicador até 9. comparar e completar quantidades. • ordem crescente e decrescente. como idéia de juntar. necessários em seu dia-a-dia. como fonte de aprendizagem. • Curiosidade por questionar. na resolução de situações-problema do cotidiano que envolvam números naturais. :. comparar ou completar • operações com e sem reagrupamento. • Uso do conceito de subtração. idéias e cálculos. 160 . • Respeito pelo pensamento do outro. • par e ímpar. -. PROCEDIMENTAIS • Observação de números no contexto diário. • Exposição e registro preciso de informações. • com e sem reagrupamento. • Utilização de sinais convencionais (+. • nomenclatura. • Interesse e curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo. reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. na resolução de situações-problema do cotidiano. escrita. =) na escrita das operações. acrescentar quantidades. • Uso do conceito de adição. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). Educativa) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999 • centena. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situaçõesproblema. • dúzia e meia dúzia. • Leitura. • valor posicional. combinatórias e organização retangular na resolução de situações problema que envolvam números naturais. • Subtração • situações de tirar. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. • Aplicação de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • operação inversa. • sucessor e antecessor. • Valorização da troca de experiências com seus pares como forma de aprendizagem. que envolvam números naturais. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. • números ordinais (até 20). x. • Adição • situações de juntar e acrescentar • operações com duas ou mais parcelas. • Multiplicação • situações que representam adições de parcelas iguais • situações que envolvam a idéia combinatória. • multiplicando até 3ª ordem (centena). • nomenclatura. como idéia de tirar. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. explorar e interpretar os diferentes usos dos números. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. utilizando para tanto conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. • Uso da multiplicação como idéia de juntar quantidades iguais. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado.

tabelas e gráficos simples. como idéia de repartir em partes iguais. • Classificação dos sólidos geométricos que rolam e que não rolam. ano. Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. medidas e códigos numéricos. semana. Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos • • • • • • • • • • • • • Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado. chuvosa. simétricas ou não. semestre. • metade. Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • nomenclatura. do cotidiano que envolvam números naturais. na resolução de situaçõesproblema presentes no cotidiano. etc). • Simetria. relação dos nomes dos alunos. resultados de campeonatos e jogos. triângulo e círculo. Estabelecimento de comparações entre objetos do espaço físico e objetos geométricos. • dividendo até 99. mês.• • • • • • produto até 999. Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. na resolução de situaçõesproblema. • situações de repartir uma quantidade em partes iguais. semana. Comparação de grandezas de mesma natureza. quente etc) • o valor dos objetos – medidas monetárias Tratamento da informação • Leitura e elaboração de listas. bimestre) temperatura (nublado. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. • nomenclatura. retângulo. Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio. • com e sem reagrupamento. Leitura de horas em relógio de ponteiros. Utilização de calendários. Grandezas e Medidas • Noções de medida: • comprimento • capacidade • massa • medidas padronizadas e não-padronizadas • tempo (dia. Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • divisor até 9. • Percursos e trajetos e pontos de referência. • determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. frio. Uso da divisão. Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos e as formas geométricas em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e de suas características: arredondadas ou não. 161 . Elaboração de registros e organização de informações. ensolarado. • exata e não exata. mês. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura • dobro e triplo. empregando números e quantidades. etc. Situações-problema que envolvam contagens. Relação entre as unidades de tempo — dia. Divisão. bimestre. Construção e representação de formas geométricas.

trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. janelas do Windows e/ou Linux. clique. • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. assim como dos outros hardwares apresentados. Mesa Alfabeto. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. Paint. • Uso da linguagem computacional: ícones. Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • PROCEDIMENTAIS Uso adequado de drive de disquete e cd-rom. minimizar. menu iniciar. etc). • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • • ATITUDINAIS Interação com seu grupo de forma cooperativa. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. Portal Educacional. de comunicação e convívio social. • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. etc) Internet • • • 162 . Internet.

163 . • Reescrita de textos. relatos. Observação de gêneros e suas funções sociais específicas. • Sinônimo /antônimo. antecipação. Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. • Itens da gramática normativa: Gênero. encadeando idéias coerentes e cronologicamente organizadas. receitas. Combinação de estratégias de entendimento dos textos que integram a competência leitora. lendas. seleção. adivinhas. música. notícias e embalagens. histórias em quadrinhos. • Leitura e interpretação de textos com estratégias combinadas (decifração. a fim de tecer generalizações e ampliar do repertório. simples e composto). Criticidade quanto às suas produções escritas. mímica. • Sinais de pontuação (dois pontos. Aplicação de novos vocábulos nas composições escritas. instruções de jogos. contos de fadas. a partir de planejamento. menus. Prática da leitura por prazer. canções. próprio. Leitura • Textos orais e escritos de diferentes categorias: bilhete. inferência e verificação). Aplicação de letras maiúsculas ou minúsculas de acordo com a necessidade evidenciada pelo texto. arquitetura). • Ordem alfabética. entrevistas. número e grau do substantivo (comum. • Textos extraverbais (ex. Uso constante do dicionário. Observação de palavras cuja classificação já é conhecida. Hábito do questionamento sobre as regras da língua formal. dança. Coerência em diálogos. • Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Apresentações orais para o coletivo. • Acentuação (agudo e circunflexo). anúncio. Produção de livro de receitas ou outro gênero que enfoque o uso de textos instrucionais. Autonomia crescente nas produções escritas. Seleção de vocábulo pertinente à coerência de cada tipo de produção escrita. Preparação (ensaio) para apresentações orais. Enriquecimento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Utilização de textos de diferentes tipologias na prática diária da leitura. Produção individual e coletiva de textos. poema. Escrita • Produção individual e coletiva de textos. escultura. Construção de autonomia leitora. • Articulação entre língua oral e escrita. • Adjetivo. concordando nomes e ações. pintura. reflexão e seleção das idéias. fábulas. fotografia. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Participação social. parênteses e aspas). • Paragrafação. piadas. • Letras maiúsculas e minúsculas.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Verbo (ação e concordância verbo-nominal). • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. orientação. Uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética.

a partir de um tema gerador previamente selecionado. etc – e terminação em Am ou ÃO – ex: chegaram ou chegarão). o Irregularidades ortográficas. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo.• Regularidades Contextuais (o uso do R/RR e M antes de P e B). o Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. sol o tomou. o 164 . o Regularidades Morfogramaticais (terminação em U ou L – ex: pastel.

Uso do alfabeto para soletrar nome. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula.. hand(s).. hamburger. cookies. na ordem correta. duck. objetos da sala de aula: What’s this? It’s a . green. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. party hat. foot. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. animais da fazenda: What is it? It’s a. pig. black. pencil case. party. Uso dos nomes dos objetos utilizados em uma festa.. good afternoon. Is it a…? Alfabeto completo. And you? Apresentação: What´s your name? My name is …. CDs e internet.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. cake. pencil. horse. desk. dos presentes para crianças e suas respectivas cores. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Uso dos números para quantificar objetos. white. pencil sharpener. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • o o o o o • • o o o Cumprimentos: hi. coke. teddy bear. red. eye(s).. idade: How old are you? I’m…years old. ear(s). nose. pessoas. shoulders. cores: brown. mouth.. hot dog. gray. blue. leg(s). cake.. os membros do corpo e indicar a idade. notebook. bike. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. Vocabulário: números: 1 a 20. Respeito ao momento em que o outro fala. ice cream. ouvindo com atenção. pink.. juice. toes. brinquedos: dog. candles. How are you? I’m fine. animais da fazenda: cow. thanks.. yellow. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas.. objetos da sala de aula: blackboard. crayon. pizza. dos membros da família: He/ She is my.. finger(s). brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por meio de vídeos. Uso. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. partes do corpo humano: head. festa de aniversário: presents. alimentos: sandwich. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso. feet. balloon. do vocabulário e diálogos aprendidos. pen. sobrenome e palavras que ainda não sabe escrever em inglês. o o o o o 165 . Perguntas e respostas sobre: cores: What color is it? It’s . good night. presentes de aniversário: What are your presents? It’s a . knee(s). arm(s). rabbit. good morning. doll. schoolbag. book. Uso dos nomes dos alimentos para fazer um lanche. good evening. orange. Contato com músicas.. dos substantivos com adjetivos no singular e plural. em situações cotidianas. table. hello. purple. book. good-bye.

brother(s). he. uncle(s). • Manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana: Valentine’s Day.CONCEITUAIS o membros da família no singular e plural: father. Thanksgiving and Christmas. cousin(s. aunt(s).] • Verbos: to be. Father’s Day. it. you. to like . grandfather(s). sister(s).presente simples • Pronomes pessoais: I. Mother’s Day. Easter. she. 166 . grandmother(s). Halloween. mother.

• Interpretação. levando a uma melhor qualidade de vida. identificação. percebendo o que pode ser mais saudável.fonte sonora. de outras crianças e da produção de arte em geral. objetos sonoros. canções. exercícios de percepção. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. • Apreciação da música erudita. Atribuição da devida importância aos diferentes gêneros musicais propostos. destacando-se o compositor e sua breve biografia. Hino da Bandeira. PROCEDIMENTAIS • Audição.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • • • • • • • • • 167 . • Prática de atividades corporais estimulando a locomoção. reconhecendo os instrumentos musicais. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • Lateralidade: frente/atrás. Música erudita. observação. • Duração – células rítmicas. do cotidiano. Identificação das propriedades do som • Altura . brinquedos cantados. Manifestações Folclóricas: jogos. Gráfico sonoro: som e silêncio. Valorização e responsabilidade pelos sons do ambiente. brincadeiras. prontidão e concentração por meio de jogos. Pulso. improvisação.direção sonora (ascendente. mesma altura) • Timbre . representação e demonstração das propriedades do som por meio de pesquisas. • Canto coletivo. utilizando instrumentos de percussão. sons ascendentes e descendentes. • • • ATITUDINAIS Valorização das próprias produções. • Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio do aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. • Representação rítmica e melódica por meio de gráfico sonoro. embaixo/em cima. gestual. brinquedos cantados. brinquedos cantados etc. percussão e movimentos corporais. reflexão e contextualização das letras das canções. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. jogos. • Percepção e marcação do pulso e do acento nos compassos e do desenho rítmico da melodia. • Formação de repertório: canções infantis. pulso e acento. MPB e Hino Nacional Brasileiro. Hino Nacional Brasileiro. direita/esquerda. dinâmica etc. pulsação. descendente. sonorização de histórias. Canto coletivo. danças. folclóricas. Interesse. • Jogos de imitação e improvisação – células rítmicas e melódicas. Andamentos (rápido / lento / intermediário). de entoação de intervalos e graus conjuntos). • Intensidade – dinâmica das canções. • Expressão corporal. parlendas. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. por meio de canções conhecidas. acento e desenho rítmico das melodias.

Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Experimentação da expressão artística tridimensional. • Experimentação de materiais diversificados. Respeito à própria produção e à do outro. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • Cores neutras Nuance de cores Arte indígena ( Sugestão: tecelagem ) Formas ( Sugestão: Volpi e Kandinsky ) Escultura (Sucata) Dobradura Cores quentes e frias Arte africana Teatro de sombras Mosaicos Desenhos figurativos e abstratos Jogos dramáticos Expressão corporal PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. por meio do uso da sucata como matéria-prima artística. suas possibilidades. Valorização da solidariedade e da cooperação. Respeito às normas de funcionamento. Valorização ambiental. • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. 168 . • Participação em jogos dramáticos. Desenvolvimento da criatividade. • Utilização de técnicas teatrais como forma de expressão. • Exploração e comunicação na forma de expressão corporal. • Construção de objetos artísticos como produção cultural. • Socialização e registro na forma de produção artística. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Valorização do próprio corpo e do espaço que ocupa. forma. às idéias dos demais. • Utilização da cor. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. gestual. Cuidados na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. textura e linha na produção artística. • Observação da diversidade cultural através da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. recursos e plasticidade. facial e plástica.

adotando atitudes de cooperação e solidariedade. apoios variados. amortecer. como meio para produzir. Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. rolamentos. Respeito às suas possibilidades e limitações corporais. Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. Uso da atenção. Movimentos por meio das possibilidades: arrastarse. Atividades com noções de equilíbrio. motores. matemática. desenvolvendo atenção. assim como em danças. Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. saltar. brincadeiras ou outras atividades corporais. arremessar. Respeito às regras. respeitando as diferenças. Valorização de algumas diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. saltar. valorizando a participação de todos. gráfica. Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. • • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos pré-desportivos. brincadeiras e danças. Brincadeiras cantadas. Valorização dos momentos de reflexão. Participação em atividades rítmicas e expressivas. receber. Circuitos de força. bate. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • Jogos sensoriais. rolar. chutar. atividades em equilíbrio. arremessar. Atividades com jogos cooperativos. força. rebater. expressar e comunicar idéias. com ajuda do professor. girar. velocidade. Valorização da convivência solidária ao invés da competitiva. • • • • • • • ATITUDINAIS Reconhecimento. jogos populares. flexibilidade e direção. agilidade e habilidades motoras. rolar. Respeito e reconhecimento das diversidades de idéias. Movimentos de habilidades (correr. Utilização de habilidades (correr. Atividades em sala de aula. Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. plástica e corporal. Utilização das diferentes linguagens: verbal. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida.) Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. observação e memória. girar) durante jogos. Participação em jogos coletivos. observação e memória. Elaboração e desenvolvimento de jogos. Resolução de problemas corporais individualmente. Exercício da cooperação durante as atividades. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. bater. amortecer. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. • • • 169 . agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. Reconhecimento da importância do cuidado com o próprio corpo. rastejar. saltos. rebater. etc. chutar. Noções de higiene e saúde. Discussão das regras dos jogos. brincadeiras e danças cooperativas. simbólicos. engatinhar. Criação de brincadeiras. Cuidado com o próprio corpo.

• Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. que trabalham etc. hoje e amanhã. • Elaboração de linha de tempo com dados coletados. • Uso de fontes documentais sobre a vida do aluno e/ou escola. Aceitação das diferenças e características de cada um. • Observação e análise de imagens de fontes diversas: fotos. PROCEDIMENTAIS • Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutem na melhoria das relações pessoais. formação familiar e formas de morar de ontem e hoje. • Produção de pequenos textos com a ajuda do professor. de sociabilidade e de trabalho. o respeito às diferenças: direitos e deveres das crianças. Valorização da própria história e da família. • Coleta de dados por meio de entrevistas. Valorização da escola como lugar de aprendizado. Valorização da expressão artística da cultura brasileira. em aldeias indígenas. origem etc. Valorização da diversidade cultural dos povos e suas contribuições. revistas. • • • • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito mútuo. semelhanças e diferenças entre formas de viver. Empenho nas atividades realizadas em grupo e individuais. • Elaboração de registros pictóricos sobre festas juninas. na cidade. diferenças e semelhanças em relação aos costumes. • Pesquisas. respeitando o pensamento do outro. • O tempo histórico: as mudanças visíveis nas pessoas com o passar do tempo (linha do tempo). colagem etc. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. • Transformações e permanências dos costumes das famílias das crianças. • Comparação entre os modos de vida das crianças. • Mudanças e permanências. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • As maneiras de medir o tempo: ontem.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Identidade: eu e os outros • A diversidade existente entre os alunos. coletas e organização de informações obtidas em diferentes fontes. gostos. • Crianças que vivem no campo. Família • O grupo familiar e suas relações. 170 . desenhos. obras de arte. • Famílias de ontem e hoje. Respeito às diferentes pessoas do seu convívio escolar. • Crianças de ontem e hoje: permanências e mudanças ao longo do tempo. quadros comparativos. Aceitação das diferenças e características de cada um. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Elaboração de linha do tempo com fatos principais da vida do aluno e/ou da escola. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Registro das descobertas por meio de tabelas. lazer. Respeito às regras produzidas coletivamente. Modos de viver • As moradias de ontem e hoje. jornais etc • Elaboração de árvore genealógica da família do aluno. • Pesquisa oral ou escrita sobre a escola. • Registro coletivo de rotinas diárias por meio de quadros de horário e calendários.

• As escolas existentes em Santos.CONCEITUAIS A escola • A escola como local de aprendizagem. costumes alimentares e vestimentas ). • A escola de hoje e ontem: vestimenta. • História da escola: origem. • Diferenças entre escolas: escola indígena. danças. endereço. funcionários. objetos etc. 171 . brincadeiras. • Manifestações artísticas: o festas juninas ( músicas. escola rural e outras realidades. tipos de aula. ex-alunos etc. nome.

• Atitude responsável em relação a ambientes de convívio. afetividade e condições sociais. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Observação da paisagem próxima reconhecendo as modificações realizadas pelo homem. quadros e outros – observando paisagens naturais e modificadas. • Mapas de diferentes tipos privilegiando os que registram localidades próximas do aluno: sua rua. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. • Elaboração de gráficos simples como forma de sintetização e organização de dados e informações com auxílio do professor e do grupo. internet. bairro. • Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. mapas simples e outros. cidade. saúde. elaboração e interpretação de diferentes tipos de mapas e plantas com auxílio do professor e do grupo. tais como lazer. livros. comparando os do próprio bairro com os de outras localidades conhecidas. utilizando o corpo e a paisagem como ponto de referência – posição do sol e sombra. fotografias. abaixo de que – deslocando o eixo de si próprio para outros pontos de referência. • Valorização da diversidade cultural e étnica da comunidade de convívio. observando suas características étnicas. • Registro por meio de desenho e/ou fotografia das paisagens próximas. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. 172 . • Serviços do bairro. litogravuras.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Características físicas do caminho casa-escola reconhecendo a paisagem natural e as modificações realizadas pelo homem. enciclopédias. em cima de que. hidrografia e clima a partir do ambiente próximo. PROCEDIMENTAIS • Orientações espaciais. longe de. • Leitura. • Confecção de bússola artesanal. escola. desenhos. • Distâncias e direção ampliando noções anteriores: perto de. • Relação entre as pessoas e o lugar onde vivem nos aspectos de identificação. • Paisagem de Santos observando-se seus aspectos biofísicos: relevo. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. • Profissões envolvidas nos processos de transformação do espaço. • Leitura de imagens diversas – fotografias. destacando-se os tipos de moradias construídas pelo homem de acordo com sua cultura e necessidades. • Diversidade cultural da comunidade em que se vive. transporte e outros. • Diferentes técnicas de transformação da natureza. na produção industrial e artesanal e outras. entrevistas.

Observação de que existem maneiras diversas de nomear o Transcendente em cada Tradição Religiosa.3º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • Eu e o Outro – Eu. Reconhecimento da singularidade de cada um. que julguem importantes. Símbolos • A força do símbolo em “re-unir”. • Os valores aproximam. Pesquisa por meio de entrevistas percebendo que as construções religiosas são tão mais ricas quanto mais coletivos e coletivizados forem os processos de relação. • • • • • • • ATITUDINAIS Valorização da família. descrevendo seus significados. Respeito aos sentimentos do outro. • Normas coletivas de convivência. Narração de fatos importantes da vida do aluno e família. Valorização da justiça. Semelhanças entre as Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. • Os símbolos no cotidiano. Manifestação de curiosidade e interesse pela religião do outro. da solidariedade e do diálogo. símbolos em geral. Comparação entre as idéias diferentes do Transcendente de cada Tradição Religiosa para as pessoas e grupos. Valorização da troca de ideias e de opiniões. Adoção de atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas e compreensão. • Os símbolos religiosos intensificam a relação com o Transcendente. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Levantamento das Tradições Religiosas existentes na sala de aula e entorno. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente constrói-se de maneiras diversas. Seleção e organização valorativa de fotos. Respeito ecopedagógico • Conscientização da necessidade de mudança de valores e atitudes no sentido da formação do eco-cidadão. 173 . Uso cotidiano de expressões de cortesia.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 4º ANO Ensino Fundamental 174 .

nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. sobre os fenômenos naturais. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. Sendo assim. como a problematização. a transversalidade. Para tanto. Nesse tipo de observação os alunos podem 175 . de gerações a gerações. em língua portuguesa. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. Para aprender Ciências. A partir disso. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. busca e registro de informações. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. o trabalho em grupo. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. animais etc. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. para encontrar soluções. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. comparação. a busca de informações. cabe ao professor selecionar. Mas esse processo não é espontâneo. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. com o outro e com o ambiente. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. elaborados e acumulados pelo homem.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. criando situações interessantes e significativas. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. Da mesma maneira que. a investigação. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Sendo assim. experiências valores culturais e sua observação natural. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. Ao longo do ensino fundamental. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. vegetais. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. Dessa forma criam-se situações em que. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. No entanto. Para que ocorra a problematização. o aluno necessita coletar novas informações. a experimentação e a leitura de textos. é construído com a intervenção do professor. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Dificilmente. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. Desse modo. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber.

É a pressão atmosférica que empurra o líquido. levantadas em um determinado problema. tabelas. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. vídeos. materiais. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. Na observação indireta. como fotos. identificar. pequenos textos. sintetizar. compreender procedimentos. na produção de um texto coletivo. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. elaboração de listas. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. listas. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. Além disso. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. como microscópios. Nessa fase. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. É o caso que envolve visitas. portanto. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. criar atividades. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. Um dos objetivos dessas atividades é. assim como a reconstrução de categorias de ideias. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. etc. por exemplo. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. sempre que possível. de modelos científicos como argumentar.utilizar todos os sentidos na busca de informações. de estudos do meio e de Webquest. e entender a idéia de pressão. Os alunos podem comparar entre si objetos. líquido e gás. muitas vezes. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. seres vivos. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. esquemas. etc. em situações reais de comunicação. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. mapas. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. As experiências sugeridas não devem. sugando o ar que está lá. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. Experimentação Por meio dela. nesse sentido. fundamental. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. esquemas. A atuação do aluno é. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. Além do desenho. entre outros. manipulação de objetos e materiais e construções. Por exemplo. Trabalho com projetos Os projetos. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. 176 . A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. ou seja. analisar. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. com a ajuda ou não do professor. lupas. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. como por exemplo. justamente. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. gravuras. para que os alunos entendam o que significa sólido.

de procedimentos e de atitudes. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. associados a diferentes atividades humanas. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. esses assuntos podem ser vistos por enfoques de diferentes conhecimentos científicos nas relações com aspectos socioculturais e devem se trabalhados em conexão com o bloco “Ser humano e Saúde. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. como o respeito aos colegas. levando-se em consideração a realidade do aluno. os conteúdos relacionados à água. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. O importante. estabelecimento de regras. Ampliar conhecimentos. Hoje em dia. um programa de TV. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. desenvolvimento de iniciativa. tomada de decisões. Algumas fontes e transformações de energia são abordadas também neste bloco. Neste ano. 177 . A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. estudando-se seus usos e consequências. os temas são aleatórios. para este ano. se possível. a História e a Geografia. o que representa a sua comunidade. o seu aspecto individual e. um filme. ou seja. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. As atividades lúdicas. elencamos. por exemplo. Esses componentes também são investigados como recursos naturais. à poluição e à energia. a sua parte universal. além de fornecer motivação. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. como a agricultura e a ocupação urbana. por um lado. ao solo. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. ampliam-se as noções de ambiente natural e ambiente construído. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. Normalmente. ao ar. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. especialmente o solo e a água. testar as habilidades. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. Ambiente Das temáticas ambientais consideradas consagradas no ensino de ciências. por outro lado.Jogos e atividades lúdicas O jogo. com outras áreas do conhecimento. os conteúdos são extensos. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. De certo ponto de vista. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. quando proposto como atividade lúdica. por meio do estudo das relações entre seus elementos constituintes. pode resultar em aprendizagem conceitual. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. Tratados como temas. etc. que têm. expressar a imaginação. uma notícia de jornal. e. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. Escolhido e orientado pelo professor. Recursos tecnológicos e Temas transversais”. A poluição dos ambientes também é trabalhada como resultado de diferentes interações do homem com seu meio. Por exemplo. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto.

deverão abranger os três blocos do ano. psíquicos e sociais. Portanto. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. conforme a temperatura ambiental e as atividades realizadas. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. há também necessidades individuais. Trabalhando com a perspectiva do corpo como um todo integrado. a doença passa a ser compreendida como um estado de desequilíbrio do corpo e não de alguma de suas partes. que o identifica como espécie. como por exemplo. deverá fazer uma seleção dos principais conteúdos conceituais com os quais quer trabalhar. pode fazer o corpo adoecer. por um determinado tempo. Recursos tecnológicos Neste bloco. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. Vamos selecionar alguns conteúdos dos três blocos que podem interessar para o planejamento: • Presença da água na natureza. mas cada corpo é único. Esses ritmos apresentam um padrão comum para a espécie humana. • A água como solvente (misturas). instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. aparelhos. e assim por diante. abrangendo os conteúdos conceituais. máquinas. O equilíbrio dinâmico característico do corpo humano é chamado de estado de saúde. volta ao estado inicial. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre o tema. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. ou seja. • Estados físicos e mudanças de estado. A falta de um ou mais desses condicionantes da saúde pode ferir o equilíbrio e. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. em um bimestre. Assim considerado (um sistema. que se repetem com determinados intervalos de tempo. orienta esta temática. Exemplificando: Vamos supor que o professor escolha o tema Água no planeta. Transpira-se mais ou menos e urina-se mais ou menos. fruto das interações entre suas partes e com o meio). o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. Em outras palavras. • Importância da água para os seres vivos. Se há necessidades básicas gerais. Primeiramente. • Características e propriedades da água. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. Esses conteúdos. o que o identifica como individualidade. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. pode-se compreender que o corpo humano apresenta um equilíbrio dinâmico: passa de um estado a outro. todos os dias. Uma disfunção de qualquer aparelho ou sistema representa um problema do corpo todo. como consequência. E esta é outra ideia extremamente importante a ser considerada no trabalho com os alunos: o corpo humano apresenta um padrão estrutural e funcional comum. Pode-se então compreender que o estado de saúde é condicionado por fatores de várias ordens: físicos. Por exemplo: a temperatura e a pressão variam ao longo do dia.Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado. 178 . o corpo apresenta funções rítmicas. sempre que possível. isto é. mas apresentam variações individuais. que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito.

seus sintomas. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. São inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos relacionados com a presença da água no planeta. Meio ambiente. Podem ser abordados os ambientes aquáticos. Da mesma maneira. em que o mesmo tema é sugerido. nos canos. É interessante que os alunos verifiquem e/ou sejam informados de que a água na natureza se encontra misturada a outros materiais: o mar é uma mistura de água.seres vivos Poluição da água e suas consequências Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela água poluída ou contaminada. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. Observações diretas e indiretas e leituras são meios de os alunos obterem informações sobre a relação da água com as diversas atividades humanas. rios. pois o que muda é a forma como se apresenta o seu estado físico. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. principalmente com Geografia e História. no corpo dos seres vivos. pela ideia de transformação. o professor poderá propor para a sua classe. por exemplo. filtração da água lodosa. a causa dessa mudança é a troca de calor entre a água e o meio. nos poços. seres vivos e outros materiais. misturada ao solo. A poluição da água por lixo e esgoto e seus problemas. que a água é a mesma. possibilitando uma aproximação do conceito de ciclo da água. evaporação e condensação da água de sucos vegetais também constituem oportunidades de discutir as possibilidades de muitos materiais dissolverem-se na água. investigar algumas relações entre água. para que sirva à sua • • • • • • 179 . a urina e o suor são misturas de água com diferentes materiais. Esse conhecimento é fundamental para a compreensão de como a água se transforma. dos seres vivos e dos rios é a mesma? A água na natureza jamais acaba? permitem discutir a presença da água no planeta e suas transformações. estuda-se sua importância para a higiene pessoal e ambiental. Ética. os alunos entram em contato com o fato de a água ser um solvente. Por meio de experimentos. estudando-se sua variedade e suas composições: as formas de vida presentes. Higiene pessoal e ambiental Saneamento básico. na chuva. a relação com a luz. verificando também se há a possibilidade de fazer conexões com alguns temas transversais. Essas questões. É importante. os alunos podem estabelecer a relação entre troca de calor e mudanças de estado físico da água. A garantia da saúde da população é o acesso à água tratada.Ciclo da água na natureza Relação água . que são medidas de caráter preventivo fundamentais à manutenção da saúde. tal verificação suscita dúvidas que são esclarecidas à medida que os alunos conhecem as propriedades ou características da água. Por meio de atividades experimentais orientadas pelo professor. vários sais e outros componentes. calor. por exemplo. constituem-se em convites para os alunos expressarem suas suposições. ao escoamento e tratamento dos dejetos. Investigações sobre as formas com que a água se apresenta no ambiente podem ser organizadas de modo a permitir a verificação da existência de água nos mares. irá trabalhar. mas com os enfoques de cada área. como Saúde. buscarem informações e verificá-las. Ainda relacionado à qualidade da água como solvente. as quantidades de sais dissolvidos e a constituição do fundo dos rios e dos mares. modo de contágio e prevenção são assuntos que não poderão faltar. para um trabalho mais amplo. sais minerais e outras substâncias. geleiras. na torneira. o sangue. à coleta de lixo e à preservação do ambiente. concluindo. Enfim. deverá priorizar com quais conteúdos procedimentais e atitudinais referentes ao assunto. decantação da água salgada ou lodosa. é possível essa verificação. um suco vegetal contém água misturada a vitaminas. Possibilita ao professor conhecer as representações dos alunos e organizar os passos seguintes de sua intervenção. Problemas relevantes como: onde existe água no planeta? A água das nuvens. Ao mesmo tempo. algumas investigações sobre o saneamento básico. abrangendo as doenças de veiculação hídrica. Ao verificarem que diferentes materiais podem estar dissolvidos na água. bem como por intermédio de alguns processos simples de separação de misturas. Os alunos poderão. Levando-se em conta as características da comunidade com que trabalha e os objetivos que intenciona cumprir. entre outras. A escolha dos estudos a serem realizados pode tomar como referência os problemas ambientais locais.

tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. à construção da cidadania. ou seja.aprendizagem. que interprete uma história. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. um problema ou um experimento. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. de procedimentos e de atitudes. um texto ou trecho de texto. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. ao desenvolvimento de valores. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. estabelecer relações. 180 . proceder a determinadas formas de registro. Desta forma. uma figura. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem.

rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. não a utilizar como punição. evitar humilhações. acentuamos a ideia de que o aluno. aberta à incorporação de novos conhecimentos. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. isto é. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. acentuar as condições e as consequências positivas. o afetivo e o motor. mapear e tecer. não enfatizar só um aspecto da matemática. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. podemos trabalhar com noções de geometria. As atitudes que as pessoas aprendem. tais como: 181 . em situações de desafio. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. Considerando essas dimensões. Nesse processo de construção do conhecimento. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. além de explorar ideias numéricas e contagem. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Dessa forma. As crianças têm ideias próprias. Assim. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. Segundo MACHADO (2002). Para atingir os objetivos. além de ser agente da construção de seu conhecimento. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. mediar. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. • autonomia nos esforços. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. sentimentos. • prazer na resolução de problemas. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. possibilitar discussões em grupo. Nessa concepção de ensino. para isso. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. medidas e estatística. também aprende na interação com seus parceiros. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. no processo e. Sendo assim. considerando aspectos transversais. interesses. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Por outro lado. o cognitivo. desafiadoras e interessantes de ensino. Alunos e professores interagem e crescem. encorajar a autonomia para a aprendizagem. utilizar material concreto.

o professor deve saber que: . etc. tendo assim. criação de um banco de problemas. estabelecer relações e aplicar conceitos. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. Para a formulação de problemas. semelhanças e diferenças entre os textos. etc. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. Toda criança encanta-se por desafios.a essência está no problematizar. Assim. levantar hipóteses. reversibilidade. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças.39). os dados e a operação a ser usada. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. comunicar ideias. o aluno aprende matemática. ler. Quando falamos sobre a resolução de problemas. dos quais se originam toda a ação” (Kant. Quando os alunos formulam problemas. No processo educativo. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. um repertório como apoio. conto. resumir os processos. divisor. • processamento da informação matemática (generalizar. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. da língua materna e da combinação de ambas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. ou seja.). dobro. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. troca entre os alunos. acreditamos que. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. 182 . livro de problemas ou problemoteca. • retenção da informação matemática. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. Que opere por princípios. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. percebem a relação entre os dados apresentados. articulam o texto.é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. problema com rima. . Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. ao trabalhar com a resolução de problemas. Ao formular problemas. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. flexibilidade dos processos mentais. Enquanto resolve situações-problema. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. 1803.Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. economia e racionalidade da solução. charada. interpretar e produzir textos. inclinação pela claridade. a pergunta e a resposta. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. um processo investigativo. . Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. simplicidade.problema é toda situação que permite problematização. p. Sendo assim.

O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. novos problemas são introduzidos na caixa. dicas 183 . sem deixar marcas negativas. Na bibliografia desse trabalho. desafio ou jogo. mecânica e repetitiva. Por isso. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. de um fôlder. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. com ilustração irreverente. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. com muitas soluções. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. imagem. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. a necessidade. com dados insuficientes. Os problemas devem ser desafiadores. cardápio. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. fotografia. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. bem humorados. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. os problemas que já resolveu. propiciando novas tentativas. Por meio dos jogos. de maneira lúdica. enriquece suas aulas. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. os erros e. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. com excesso de dados. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. por exemplo. sem solução. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. um jogador ganha e outro precisa perder. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. folheto. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. o que foi difícil. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. porém não de forma rotineira.A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. a partir de um gráfico ou tabela. conteúdos importantes. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. propaganda. autoconfiança e autonomia. coletados da cultura popular. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. Assim. podendo. poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Na construção da problemoteca. principalmente para crianças dos anos iniciais. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. receita. enigma. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. charada. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Cada criança controla na sua tabela. podemos trabalhar. até mesmo. Números e operações. respeitar regras. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. Além de jogar. divulga os mais interessantes. contar histórias desses povos. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. durante o ano. etc. num jogo. As tentativas.

Segundo SMOLE (1999). 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. percepções e experiências. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. Depois. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. assim como explore lugares. Alguns livros não apresentam um final definido. álbum seriado. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às ideias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. Assim. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. em que os alunos levantam e testam hipóteses. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. A partir da discussão estabelecida. suas dúvidas. o professor poderá analisar a capa. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. os alunos podem elaborar o final da história. problematizações especialmente preparadas para isso. nesses casos. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. (SMOLE. enquanto lê. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. Além da socialização de idéias. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. características e acontecimentos na história. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. suas aprendizagens. etc. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. usar a literatura infantil “. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. expectativa. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. A leitura poderá ser feita em vários dias. mas uma nova forma de aprender Matemática. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. Além disso. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. com os personagens.para se jogar melhor. o giz e o livro didático”. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. mas aos poucos.. Nas situações de jogo. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. o jogo não se tornará mero lazer. p. Você pode ter um livro por duplas. etc. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. Dessa forma. 1996. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. 184 . poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. com emoção. entre outras coisas. Nesse sentido. ainda. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. das diferentes respostas obtidas.. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática.

provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. enigmas. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Para reformular um texto. Por meio das atividades propostas. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. promovendo. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. Por meio dos projetos. uma tabela. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. um gráfico. mas que envolvem duas ou mais delas. interdisciplinares. uma propaganda. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. adequar o tempo à sua proposta. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. Na maioria dos casos. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. o original e a sua reescrita. visualização e trocas. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. portanto. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. cognitiva e social. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. escrita. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. Para a realização desse trabalho.Além dos livros infantis. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. e destes com o professor. 185 . que opiniões têm e que hipóteses levantam. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. Ao delimitar o tema. mais uma vez. Nesse contexto. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. considerando suas dimensões afetiva. Assim. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. Durante o desenrolar do projeto. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. os textos. especialmente arte e língua materna. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. seleção de informações e resolução de problemas. Assim. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. pensar na organização da classe. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. em quais os recursos necessários.

Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. contador. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. ter. representante de vendas. Devem-se apresentar curiosidades. mas sim exercícios de criatividade. 186 . É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. operadora de caixa. construir. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. exploratória. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. pedreiro? Para D´Ambrósio. Tecnologias da informação O acesso a computadores. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. • • • • História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. arquitetos. as crenças e os hábitos. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. como a linguagem. os costumes. mas uma matemática interessante. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. modificar e integrar ideias. sejam capazes de tomar decisões. tecnológico e econômico. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. na avaliação e no planejamento. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo.pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. construção e localização de monumentos). a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. garçom. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. por outro lado. resgata a própria identidade cultural. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. cozinheiro. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. engenheiro. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. Não mera manipulação de técnicas. divertida e desafiadora. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. utilizando a matemática. Os urbanistas. com um estilo próprio. sociológica e antropológica e. pelas experiências vividas na escola. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. os valores. 2001). políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. nesse sentido. arquiteto. De acordo com os PCN ( Brasil. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. sua relação com a ética e consumo. padeiro. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. com objetos e situações que exijam envolvimento.

Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. a calculadora não inibe o pensar matemático. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. no processo de seleção de conteúdos. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. saber pesquisar e comunicar suas ideias. Nosso desafio. contas. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. bolinhas de gude. promovendo. tem efeito motivador na resolução de problemas. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. folhetos de supermercado etc. enfadonhas e desnecessárias tarefas. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. entre outras coisas. p. pelo contrário. Assim. tabelas e gráficos). à estimativa. quando usada de modo planejado. pedrinhas. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. A seguir. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. jornais. etc. como afirma D'Ambrósio (1993. caixas de fósforos vazias. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. recomendamos a organização de materiais diversos. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. figurinhas. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. rótulos. ao explorarem este artefato cultural. embalagens. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações.• • • • • • • • • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque.16). você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. tornando-se mais significativo para os alunos. previsão). ou seja. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. inferência. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. Assim. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. custo de uma produção.). deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. possibilita verificar as regularidades. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. libera o aluno de longas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Atualmente. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. palitos de picolé. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. formular hipóteses e verificar resultados. o desenvolvimento do raciocínio matemático. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. investigar as propriedades dos números. assim. Para esse fim. à decomposição. 187 . promove resolução de problemas.

Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. arredondamentos e cálculo mental. 7. o aluno irá ampliando seu conceito de número. ordenar. As operações fundamentais (adição. cálculos. 188 . É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. medir. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. 4. de um prospecto. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. tão necessárias no dia-a-dia. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. codificar. material dourado e ábaco. subtração. num cartaz. e construído na escola. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. Fora dela. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. professora e alunos desvendam o desafio. ou seja. Enunciados abertos. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. Ressaltamos que. Ao final da semana. ele acontece naturalmente. sugerimos algumas situações didáticas: . Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. em que eles possam exercitar a independência. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. Pensando em tudo isso. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. resgatando a histórias de lugares. o professor poderá propor uma situação-problema. a partir das relações com o mundo. 3. comparações e ordenações. O aluno criará o enunciado. nas quais. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. de um esquema. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. indução e analogia. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Ao decidirem. de uma programação de televisão. Portanto. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Situações sem número. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. de um desenho. mas de forma incompleta para se chegar à solução.Desafios para semana: ao início de cada semana. 2. não se necessita de nenhuma operação. é importantíssima a exploração de jogos. onde haja a expressão. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. por isso. O raciocínio lógico é um processo pensado. Situações qualitativas. a reflexão e a introspecção. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. de uma foto. Utilização do raciocínio por dedução. 6. aos poucos. Ainda em relação às operações. segundo Fernandez Bravo: 1. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. que provoque curiosidade para descoberta. para o trabalho com esse bloco de conteúdo.Blocos de conteúdos 1. Para chegar à solução. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). 5. de uma manchete de jornal. de um fôlder. Para que a criança construa o significado de uma operação. 8. planejado.

Para 189 . Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. 22. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. Inventar um enunciado. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. São fornecidos vários enunciados. 29. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. todas as perguntas apresentadas. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. textos. várias perguntas e várias soluções ou operações. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. de modo que não se pode responder a sua pergunta. sem solução. o enunciado de partida. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. Apresentam-se enunciados incompletos. convivência e relação com o meio. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. ou se apresentam dois enunciados misturados. 25. 20. 21. 18. com várias soluções. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Resolver o novo problema. para ser respondida. mas têm correspondência entre si. com o qual se possa responder. é imprescindível facilitar o êxito da busca. 17. que não nos permite chegar à solução expressada. 15. apagaram-se os dados. Resolver novamente o problema. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. 27. 16. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. 11. Misturam-se os processos de resolução. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. 13. 26. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. Existe um dado. de cujo enunciado apagaram-se os dados. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. 28. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. Apresenta-se um problema resolvido. 23. O aluno completará o enunciado. Apresenta-se um problema indicando sua solução.9. Apresentam-se dois problemas diferentes. Apresentam-se várias perguntas. 10. requer a consulta de dicionários. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. Observar e comparar ambas as soluções. 19. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. 14. com solução única. Estão todos fora de ordem. apenas um. ou simplesmente sair para o pátio. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. Apresenta-se uma pergunta que. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. e mediante as operações indicadas. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. 24. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. unicamente. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. Resolver problemas apresentados de forma completa. 30. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. e apenas um. Observar e comparar as soluções de ambos. e apenas um. 12. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. enciclopédias. deixando-se os espaços em branco. De seu enunciado. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas.

em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. esticar. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. enigma.isso. porque. compreensão de frações equivalentes. identificar. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. passos. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. etc. esculturas e artesanato. relógio. numa linguagem gráfica. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. de forma organizada. Embalagens. p. deformar. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. 2. 190 . 31. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. colar. comparar frações e ordená-las na reta numérica. Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. pés. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. Mais uma vez. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. manipular. Uma poesia. fita métrica. e . um conto breve. sucata. piada. diagramas. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. Espaço e Forma Para compreender. ordenar e classificar figuras. receita. deslocamentos no espaço. tangram. por meio deles. montar. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar.. metro. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. em número e conteúdo.. construir. desenhos. pontos de referência e também a observação. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. representar e descrever o mundo em que vive. charadinha. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. tabelas. Para isso. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. 1997. de obras de arte. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. Os alunos deverão reconhecer. analisar. descrever e representar. decompor. pinturas. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. Grandezas e medidas Neste bloco. moldar. o mundo em que vive. à sua idade -. trabalharemos com situações reais de medição. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. cardápio. 3. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. recortar. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas.

comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. tabelas e gráficos. copinho de remédio.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. régua. . cronômetro.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. colher de chá. etc (ampliar e reduzir receitas). 191 . etc. . metro de madeira. balança. . o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas.quantas jarras para encher um balde. entre outros. como: pedaços de barbante. Assim. . coleta e organização de dados estatísticos.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. ampulheta.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. tabelas ou gráficos. metro. de tintas. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. Tratamento da informação Neste bloco. . 4. jarra. . programas de TV preferidos. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. tabelas e gráficos. moedas e calculadoras. e criar situações de medidas na sala de aula. . etc. pedir para que os alunos as tragam. colher de sobremesa.mesa: palmas da mão X centímetros. .quantos alunos deitados no chão para medir a classe. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. copo dosador. . colher de sopa. termômetro.calendário. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. . Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Indicamos também: . de massas de modelar.quantos copos para encher a jarra.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. fita métrica. . elaborar livros de receitas culinárias.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. colher de café. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. animais de que mais gostam. . por exemplo: .Atividades que façam uso de cédulas.sala de aula: número de passos X metros. trena.Escrita de textos a partir da observação de listas. Outras idéias são: . xícara. dedal. relógio.

2002. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. David Carraher e Analúcia Schliemann. 2000. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Heloysa Dantas. Gente miúda na cozinha.C. Petrópolis. a criança e a educação. N. Petty. 1997. Sanches e BRAVO. Porto Alegre: Artmed. Juan Ignácio Pozo. Cybele. 1998. Roseli Palermo. São Paulo: IME. ______. senha e dominó. Vygotsky. LIMA. Educação e autoridade. Papirus. Aprender matemática resolvendo problemas. tradução Beatriz Affonso Neves.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. Porto Alegre: Artmed. MARINCEK. São Paulo: Casa do Psicólogo. FREIRE. 2005. Lino de. São Paulo: Casa do Psicólogo. Johan. 2006. Piaget. Lino de. organizadora. Jogos infantis: o jogo. 1997. Terezinha Carraher. Porto Alegre: Artmed. ______. Nilson José Machado. BRITO. LA TAILLE. 2004. São Paulo: Perspectiva. 1994. São Paulo: Cortez. MACEDO. FAINGUELERNET. ______. São Paulo: Escrituras. 1997. 2006. Epistemologia e didática. Vânia (coordenado por). 1986. Psicologia da Educação Matemática. Mauricio e Antônio Barreto. Linguagem. HUIZINGA. ______. 4 cores.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. 2005. UNICAMP. Porto Alegre: Artmed. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Os conteúdos na reforma. ______. São Paulo: IME. Aprender pensando. Márcia Regina F. A. O método clínico usando os exames de Piaget. Materiais didáticos para as quatro operações. ALS. 2008. ______.USP. Porto Alegre: Artmed. GIORGI. São Paulo: Escrituras. HUETE. Passos. Terezinha Nunes. 1991. 2001. 1992. tecnologias e temas afins. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. CARDOSO. senha e Dominó. São Paulo: Summus. MACEDO. César. ______. São Paulo: Paz e Terra. COLL. 2001. O uso de quadriculados no ensino da geometria. Marta Kohl de Oliveira. São Paulo: Escrituras. Campinas. 2001.C. Porto Alegre: Artmed Editora. ______. 2005. O jogo da Onça. N. ALS. O jogo como espaço para pensar. Petrópolis: Vozes. Cidadania é quando. Lino de Macedo. J. 2005. Porto Alegre: Artes Médicas. 2006. 1993. Fernández. Porto Alegre: Artmed. Tradução João Paulo Monteiro. Educação: Projetos e Valores. ______. Nilson José. Yves de La Taille. 2005. Paulo. Fazendo arte com a matemática. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus.USP. ______. ______. 2006. 2003. São Paulo: Cortez. ______. Ação – ensaios de epistemologia e didática. 2002. 2000. RJ: Vozes. São Paulo: Cortez. Valéria Amorim Arantes. 2001. de. São Paulo: Cortez. Passos.Matemática e Educação: alegorias. ______. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Conhecimento. São Paulo:Cortez. na escola zero. Virgínia Cárdia. Bernabé Sarabia e Enric Valls. Florianópolis: Insular. São Paulo: Escrituras. Petrópolis: Vozes. César Coll. Petty. OCHI. SESI. ______. ______. Plantares. Kátia Regina Ashton. São Paulo: Casa do Psicólogo. MACHADO. Na vida dez. São Paulo: Cortez. J. Estela Kaufman e NUNES. Educação Matemática números e operações numéricas. Aprender com jogos e situações problema. 4 cores. Pedagogia da autonomia. Ensaios Pedagógicos. 1995. organizadora.C.Bibliografia Sugerida BRENELLI. 2003. Yves de. 192 . ______. ______. CARRAHER. Dissertação de Mestrado. Ensaios construtivistas. 1996. 2002. ______. 2000. 1996. Fusako Hori et al.

Allessandrini. Artmed. Delia Lerner. Yves de La. Didática da Matemática.. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. George. Cristina Dias. Tânia.PARRA. Irma Saiz. Philippe. STIENECKER. PERRENOUD. Jogos Matemágicos. Ulisses Ferreira de Araújo. Aventura decimal. 1996. Cecília. STAREPRAVO. Cláudia. São Paulo: Casa do Psicólogo. Jean. Lino de. escrever e resolver problemas. Luzia Faraco. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro. 2001. A solução de problemas. PIAGET. A matemática das sete peças do Tangram. Trad. I. São Paulo: IME – USP. Frações sem Mistérios. 2003. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. O raciocínio na criança. Ana Ruth. I et al. Piaget. Saída pelo triângulo. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. 1999. ______. São Paulo: Ática. Katia Stocco. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. SOUZA. ROCHA.Problemas jogos e enigmas. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. A arte de resolver problemas. SMOLE. Ernesto Neto. 2000. 2006. Malba. David L. Meu anel de sete pedras. Mônica Gather. 1998. Guy Brousseau. Números . 1999. Juan Ignácio (organizador). STIENECKER. Patrícia Sadovsky. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática.Brasília: MEC/SEF. TAHAN. Multiplicação . 2001. PCN. . Juan Acuña Llorens. 1998. Yves de La Taille. Secretaria de Educação Fundamental. São Paulo: Ática. Grécia Gálvez. 1993. 2002. São Paulo: Moderna. Record. Porto Alegre: Artmed. Brasil. Belo Horizonte: Universidade. Eliane Reame.. São Paulo: Moderna. São Paulo: Ática. As competências para ensinar no século XXI. São Paulo: Ática. 1991. ROSA. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.1997. ______. ______. David L. Curitiba: Renascer. ZASLAVSKY. Santaló. Rio de Janeiro: Record. THURLER. ______. Ler. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 193 . POLYA. Maria Ignez Diniz. 1998. 1998. MACEDO. 1996. Rio de Janeiro: Interciência. Nilson José.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. TAILLE. Eliane Reame de Souza. Heloísa Borges. Vygotsky.Problemas jogos e enigmas. POZO. Tradução Beatriz Affonso Neves. São Paulo: Ática. 1992.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . RAMOS. MACHADO. Luis A. Roland Charnay. Uma proporção ecológica. Geometria na Amazônia: Ática. Porto Alegre: Artmed. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . PEREIRA. Cinco Estudos de Educação Moral. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Porto Alegre: Artes Médicas. 1996. organizador Lino de Macedo . ______. Belo Horizonte: Editora do Brasil. Maria das Graças Barbosa.

usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. para reclamar de alguma coisa. e a decifração é apenas uma. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. na rotina. ou seja. com diferentes intenções.sp. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. 17 18 Fase Inicial: 1º. São Paulo : SME / DOT. entre outros. 104p. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Não se trata mais de ensinar a língua. entre muitas outras ações. – v. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. para pagar contas. a sistematização e a classificação de suas características. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Para esses. ou seja. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. isoladamente. enquanto os outros costumam ter um destino incerto.santos. para fazer uma receita. Fase Final: 6º a 9º ano. Além disso. em diferentes situações. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. Ler. das competências envolvidas neste ato. 18 assim. se queremos formar leitores plenos. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa.: il. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. No entanto. Na fase complementar. Hoje. Como já dissemos. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. para saber como vão pessoas que estimamos. para localizar endereços e telefones. dentre muitas. de sistematização e normatização da língua. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. 2006. Em geral. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. Trata-se de incorporar.gov. Para saber mais sobre o assunto. participantes da cultura escrita. Como nosso Sistema está organizado em fases17. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. de forma organizada e sistemática. para solicitar algo. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. E escrevemos para distintos interlocutores. Na fase inicial. por isso. Enfim. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Ed. devem ser exploradas com maior intensidade. Ler é. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. suas regras e suas partes. atribuir significado. São ações que podem e devem ser aprendidas. 2º e 3º ano.portal. para anotar um recado para alguém. Cortez. acima de tudo. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. é importante convidá-los sempre a escrever. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. Da mesma forma. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. pesquise no site da educação www. Por isso. Fase Complementar: 4º e 5º ano. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. para comprar algo. as atividades metalinguísticas. para tomar decisões. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração.br/seduc.” Emília Ferreiro. para nos divertir ou emocionar. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar.2 194 . os primeiros se convertem em leitores. para prestar contas do nosso trabalho. emitindo sons para cada uma das letras. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura.

115p. 195 . leitura realizada pelos alunos. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. científicos. · Ler com autonomia crescente. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. 2006. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. de situações de trabalho com a oralidade. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. . organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Identificar quais crianças precisam 19 20 São Paulo : SME / DOT. de filmes etc. ao mesmo tempo. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. · Explorar as finalidades e funções da leitura.: il. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:20 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. etc. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. o espaço. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. entre outros). poemas. 2006. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. é claro. instrucionais. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). os materiais.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto.: il. parlendas. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Exposição de objetos. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. · Aprender comportamentos leitores. além. Ler com diferentes finalidades. jornal e Ler com diferentes propósitos. realizada · Aprender comportamentos leitores. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores.A organização de uma rotina de leitura e escrita 19 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Em função disso. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. · Ampliar o repertório linguístico. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. conhecer diferentes suportes de textos. São Paulo : SME / DOT. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. textos jornalísticos. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. listas. materiais de pesquisa etc. semana. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. situações de produção e revisão de textos. · Utilizar a linguagem oral. 115p.

ser convidadas a relatar. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. deslocar ou transformar Selecionar. ou repetitivo. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. · Aprender comportamentos escritores. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. planejada. relatar acontecimentos. individual. serem tematizadas: não tem sentido. confuso. para torná-lo mais legível revisão. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. a cada atividade de partes. etc. defender pontos de vista. opiniões sobre acontecimentos. Produção coletiva. onde exista um interlocutor real. sem sentido melhorados. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. semana. sobre o que se pretende ensinar. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. expor temas. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. intencional. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. etc. em duplas. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 196 . curiosidades. etc. uma ou duas questões a para o leitor. criteriosamente e legenda de fotos. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. expor. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. dos textos.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. retirar. alunos. buscando acrescentar. etc. determinados aspectos. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. Uso de rascunho. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos.

sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. arrastam/ arrastão). artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. o possível e o necessário” (Ed. será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). Listas de palavras que não devem errar. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. ditá-lo. sistematização e a classificação de suas características específicas. alternativas. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. busca de sabem nomear o grupo. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. adjetivo. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. pedindo que observem a revisar os próprios textos. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. concordância. de pontuação. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. mas não significa que o aluno adoção. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. possibilidades de pontuar um texto. sem privilegiar excessivamente alguns e 197 . há entre elas? No jeito de falar? No verbo. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. promovendo um as separem em grupos. Escrever ortograficamente.: adoçam/ língua. de seja objeto de revisão. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Artmed). colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. entre outros. um conjunto de regras. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula.

Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. etc.deixar outros de lado. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. São muito parecidas com os projetos. Formas de organizar os conteúdos escolares 21 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. não significa algo “palpável”. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. quinzenalmente etc. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. 198 . etc. Oficina de produção de textos. para ensinar um jogo complexo. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Roda semanal de conversa ou leitura.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. hábitos ou atitudes. • Atividades sequenciadas. mas sim um resultado: pode ser uma festa. • Projetos. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. mas não têm um produto final. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. organização de agendas de leitura. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. uma mostra de 21 Texto produzido por Rosaura Soligo. semanalmente. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Embora não decorram de propósitos imediatos. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Ex: Leitura diária feita pelo professor. nesse caso. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente.

trabalhos produzidos, uma apresentação pública de leitura ou jogral, a organização de uma biblioteca de classe, um livro, jornal ou texto, etc.). Nos projetos, as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada, têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos), “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais), “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe), Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia), etc. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária; daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Entretanto, os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente, conjugando temas de diferentes áreas do saber. Vale ressaltar que, embora seja desejada essa articulação, não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Assim sendo, priorizou-se para o 4º Ano a produção de um jornal, por ser um portador de texto que traz informações diversificadas, pois apresenta vários gêneros textuais – notícias, reportagens, crônicas, anúncios, resenhas e, eventualmente, entrevistas, biografias, poemas, etc. Todo esse material é organizado em cadernos temáticos – esportes, economia, cultura, cotidiano e outros. É importante que, por meio do projeto, os alunos aproveitem de fato a oportunidade para se atualizar, saber a opinião de outros, saber mais sobre o país, sobre os esportes, sobre outros locais, enfim, compreender que a leitura dos jornais pode possibilitar o conhecimento de assuntos diversos, e vivenciem comportamentos típicos de um leitor de jornal. É necessário cuidar para que esses momentos não sejam encarados pelos alunos como uma atividade meramente escolar. Ao ler textos jornalísticos, é salutar estimulá-los para que expressem suas opiniões e debatam ideias, utilizando para isso seu próprio conhecimento de mundo, além da interpretação do texto lido. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano, de forma que possamos traçar metas objetivas em nosso trabalho. Sendo assim, esperamos que, ao final do 4º ano, os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção; formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita. Reescrever textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos jornalísticos, entre outros), utilizando recursos da linguagem escrita. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Para finalizar, sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero jornalístico. Projeto: Plugado no mundo 3. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): elaboração de um jornal da escola como uma situação real, que deverá ser reproduzido e destinado a outros leitores. 2. Justificativa: o jornal é um objeto relevante culturalmente, que tem valor pelo seu uso social, fundamental para a formação de leitores críticos, de pessoas que desejam se informar, se divertir, obter indicações de leitura, cinema, etc. São muitas as oportunidades que se pode criar a partir do uso do jornal no cotidiano da escola, visando a aprendizagens no eixo da oralidade, da leitura e da escrita. A leitura do jornal permite que as crianças tenham acesso às informações que circulam em seu bairro, na cidade, no país e no mundo, podendo externar opiniões e ideias. Possibilita que elas aprendam para que se usa um jornal, que tipo de informações podem ser encontradas ali, que conheçam as práticas usuais dos leitores do jornal.

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3. O que se espera que os alunos aprendam: identificar as características do texto jornalístico, praticar a leitura desse gênero e seus usos sociais (informar, comprovar informações, aperfeiçoar dados, comparar notícias, entreter, argumentar e defender um ponto de vista), ampliar sua possibilidade de expressão e comunicação, reconhecer-se como produtor de texto, envolver-se em práticas de escrita e revisão de textos, registrando informações relevantes para o jornal escolar. 4. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: ler jornais tanto para obter informações (acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que marcam as dia-a-dia: eleições, campeonatos mundiais, fenômenos naturais, etc.) quanto para se distrair; disponibilizar jornais para que escolham notícias para ler e comentar experiências e conhecimentos, confrontando pontos de vista e tomando posições; relacionar o conteúdo de uma notícia com outros textos conhecidos; arquivar as notícias lidas pelos alunos em uma espécie de álbum, construindo assim uma hemeroteca, ou coloque-as no mural da classe, servindo para consulta ou estudo posteriormente; elaborar coletivamente um pré-texto, respeitando o esquema de composição das notícias e dos aspectos gráficos e tipográficos, propiciar momentos de produção da escrita das notícias, legendas, editoriais, etc.; possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente, em dupla ou individualmente, fazendo as intervenções necessárias, encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua; edição do jornal; garantir o trabalho em grupos, para que as crianças possam ser parceiras de fato, colocando em jogo os saberes individuais.

Referências Bibliográficas
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INGLÊS
O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Ao assimilar um vocabulário básico, expressões simples em situações reais, que façam sentido à sua vida, o aluno passa a desejar aprender mais, entendendo a real importância que a língua inglesa tem na vida de todos nós. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas, interessantes, com atividades lúdicas, músicas, uso de fantoches, jogos, máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Como dissemos, é fundamental que o professor, num primeiro momento, leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. A relação dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento, plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico, do sensorial e das ações, introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita, como suporte ao aprendizado oral. Aqui entram as atividades de encenações (role-play), movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR22 (Total Physical Response) para executar instruções, jogos de adivinhação, troca de papéis, trabalho em pares ou grupos, além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor, o CD, o vídeo ou o colega) para obter informações. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras), de forma a criar um ambiente alfabetizador, sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. No início do 4º ano, o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula, mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada, pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Além disso, em inglês, usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K, W, Y). Como temos o livro didático Spaghetti Kids, os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês, mas o professor precisa ler em voz alta ou, no caso da língua estrangeira, tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em inglês sozinhos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras, comparando-as com a língua portuguesa. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem, pois os alunos terão, além do português, mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto, ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. A criança, nessa idade, ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Sugerimos que o professor, ao chegar, faça um jogo de warm-up ou cante uma música. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais, com auxílio de recursos de áudio, vídeo e estímulos verbais do professor, físicas (com encenações e atividades de TPR), artísticas (desenhos, recorte e colagem, uso de massa de modelar, pintura, etc.), atividades do livro didático, revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode, ainda, terminar com uma música. Como as crianças ainda não conseguem se concentrar por longos períodos de tempo, é preciso estar sempre pronto para o inesperado. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters, flash cards, jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo, além de recorrer a diversas estratégias para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas, sugerimos que o professor desenvolva práticas básicas associadas ao aprendizado, como: memorização, previsão, cooperação, criatividade e expressão física. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos, desafiá-los a pensar, a recordar, a imaginar, a adivinhar, incentivando-os a participar dos trabalhos em grupo, dos jogos e das demais atividades. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem, umas são mais visuais, outras, auditivas, e ainda há as que são mais cinestésicas. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Em inglês, recursos visuais, como os flashcards, e imagens, recursos materiais, como realias (material concreto), fantoches, chapéus, material de áudio, vídeo, DVD, etc. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito, as letras devem ser digitadas claramente em letra de forma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto, como já dissemos. Na preparação da aula, as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma; do contrário, os alunos podem se animar
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Mais informações sobre TPR Activities: (http://www.tpr-world.com)

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demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades, além de alternar as em grupo, duplas e individuais. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes, oferecendo variedade, é útil e eficaz, considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. O tempo gasto com os exercícios de colorir, associar, circular e desenhar deve ser menor, visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões, promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Para ser bastante eficaz, a mostra deverá ser renovada frequentemente.

Compreensão oral (listening)
Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos, além dos vídeos Magic English, disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e, por conseguinte, deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR, ou "listen and do", durante as quais se praticam os elementos linguísticos. Ex.: Good morning/afternoon; hi; How are you?; fine, thanks; stand up; sit down; line up; come here; please; thanks/thank you; you're welcome; bye-bye; see you; very good; great; beautiful; May I go to the toilet?; yes; no; let's sit in a circle; draw; you can do it better/nicer; repeat; ask; answer; look; listen; point; sing; let's sing; let's go; say; etc.

Produção oral (speaking)
Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano, durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. No entanto, devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição, principalmente em grupo, com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso, as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos, porque, nesta faixa etária, as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente.

Uso de canções
Se as crianças não aprendessem melhor com músicas, programas de TV infantis não existiriam. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. O professor deve trabalhar com as músicas do CD do livro, mas não precisa ficar “preso” a elas. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3, 4 ou 5 aulas, por meio de atividades diferentes. Além disso, é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos, movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música, a pronúncia correta das palavras, além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Há vídeos, DVDs e livros, além da internet, em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Muitas vezes, os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer.

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Uso de fantoches
Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças, pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos, fornecer um elemento cômico, fazer encenações, dar segurança, além de incentivá-las a se expressar oralmente. No entanto, no 4º ano, as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. Cabe ao professor decidir, junto aos alunos, se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu, caso decidam que sim. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista, relacionando-os e construindo pensamentos. Além disso, proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play), aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro, vencer a timidez, liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo.

Interdisciplinaridade
O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas, pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem, uso do calendário, dia do mês, idade, etc.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. • Algumas danças, atividades de expressão corporal, jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. • Com o professor de arte musical, podem-se trabalhar melhor as canções, rimas, expressões corporais, gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome, à família, hábitos alimentares, aniversário, brinquedos, além das manifestações culturais dos países de língua inglesa, é possível articulá-los aos conteúdos de história. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores, de pintura, modelagem, folclore, montagem de brinquedos com sucata, jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. • Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda, alimentos e o corpo humano, pode abordar, junto ao professor de classe, os conceitos, procedimentos e atitudes de ciências. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/news.php), ou outros sites da internet, nas aulas de informática educativa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom, o qual pode ser usado ao final de cada unidade, no laboratório de informática. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais, em reunião pedagógica, explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. Na escola, sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores, pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto, os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads Inglês • Best sites for teachers: http://www.sitesforteachers.com • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos, o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos

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conceitos, porém de forma diferente, na língua portuguesa, em parceria com o professor da classe. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”, “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas, como também com a equipe pedagógica, a fim de planejar as aulas, projetos, atividades e apresentações de forma interdisciplinar.

Avaliação
Avaliamos constantemente nossos alunos, mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Esta avaliação pode ser feita, por exemplo, com cinco a dez alunos por vez, sem que eles saibam que estão sendo avaliados. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good, excellent, good work, great, etc., certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno, mesmo que não esteja como o professor esperava. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 8 ou 9 anos, está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Assim, o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Tentar falar em inglês, ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar, mesmo que, a princípio, esteja “errado”. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos, quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva, assim, não podemos exigir perfeição das crianças, ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos, de forma espiralada, proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Assim sendo, o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.

Referências bibliográficas
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1997) Não podemos nos esquecer de que nós. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. saída. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Desta forma. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. [. Na educação musical. por exemplo. Porém. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. acento. Momentos de apreciação. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. por meio de atividades simples de pulso. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. Desta forma. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. por meio de um jogo musical. levam a criança a uma deformação da estética musical. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. mas somente as populares. também somos vítimas desta situação. 205 . Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. pois. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. etc. Então. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. o aluno é movido por desafios. Se o professor vai conceituar pulso e acento. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo.. mesmo que a ênfase. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. musical e artístico. acento. como mais uma forma de expressão. professores. lateralidade. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. improviso dirigido. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais.. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. de pouco ou nenhum valor musical. (STATERI. lanche. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. replanejando quando necessário. aos poucos. Ao trabalhar pulso. explorando os conteúdos conceituais. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. Nesse processo. de forma mais significativa. envolvendo a música com as outras disciplinas. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. esteja em um tópico específico. etc. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. neste processo. naquele momento. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. deixando-a mais feliz e confiante. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. rítmica e melódica. para que possamos. As canções e suas letras. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. Nesta fase.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. é importante avaliar. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. atenção e prontidão. como pequenos vocalizes. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. cuidadosamente escolhidas. sendo muitas de péssimo gosto. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. O planejamento do professor precisa ser flexível. normalmente destinada a uma apresentação.

seja na sua altura. expressão e dança. o pulso. o acento e falando sobre o timbre. Quanto mais a criança aprender a observar. pulso. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. trabalhando a dinâmica. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. Improvisação sonora dirigida. A seguir. quadra ou outros ambientes. seja na execução musical. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. entre outros. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. intensidade. pode haver uma resignificação destas propriedades. O professor pode criar formas de representar o som. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. timbre e duração. Entendemos que. 206 . aos poucos. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. utilize atividades variadas. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Acento.Propriedades do som: altura. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. Se houver possibilidade. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. o ritmo da canção. por meio do improviso. o acento em diferentes compassos (binário. é importantes que. com interferências do professor nos momentos de execução musical. Porém. como o pátio. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. ou seja. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. duração e intensidade. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. Ao utilizar a grafia convencional. relacionando-as com a linguagem musical. perguntas e respostas rítmicas e memorização. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. A cada retomada de um determinado tópico. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. Além de extremamente prazeroso. Em altura. durante o canto coletivo. nesta fase. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. Desta forma. propriamente dita. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. destacando na música as partes mais agudas e graves. Para isso. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. até mesmo pequenos ostinatos. Procure. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. durante a improvisação. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. o professor pode utilizar espaços alternativos. as notas musicais. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. seja na elaboração.

é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. danças. as crianças. Ó Pátria amada nós te saudamos. se fores convocado para a luta. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. naquele momento. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. Mas. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. nos te saudamos. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. porém. dividindo-o em várias aulas. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. aos poucos. canções mais apropriadas à faixa etária. Maria Zeí. cantigas de roda. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. jogos. autores e breve biografia. Brincadeiras cantadas. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Nossa vida mais amores”. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. Ó Pátria amada. 2000. és o destaque da América. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Terra adorada. Hino Nacional Brasileiro. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. Quanto aos outros hinos pátrios. sentimos descer à terra. Brasil. A própria natureza fez de ti um gigante. despertando seu interesse e curiosidade. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. BIAGIONI. é importante que este seja estudado mais formalmente. Mas é preciso que. nas divisas com os outro países da América do Sul. etc. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. São Paulo: Fermata do Brasil. Brasil. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. 207 . forte e colossal que reflete em teu futuro. Com uma lateralidade mais desenvolvida. Se conseguimos conquistar essa igualdade. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. agora que somos livres. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. nesta fase. lembrando as glórias do passado. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Entre outras terras mil. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. paráfrase. mas sim buscar. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. com bravura e firmeza. etc. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico.

Mostre a importância da expressão e da articulação. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. coletivamente. etc. se necessário. a pompa dos concertos. A partir daí. normalmente. (Folha de São Paulo. Aprender a ouvir o outro. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. em desenhos animados. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. Você. deve ser uma referência para o aluno. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. Podemos dizer que crianças que se exercitam.. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. a concentração necessária. por motivos variados: a vastidão do repertório. desestimulando a ação de gritar. em comerciais de TV. A linha melódica deve ser bem nítida. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. e. quebrando preconceitos.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. suas brincadeiras são. cantar e ouvir. 208 . cantando ou não. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. Desde bebê. Música clássica afugenta muita gente. Desta forma. O cantar é a grande alavanca da educação musical. professor. Trabalhe a dinâmica das músicas.. a harmonia do todo. cantadas ou ritmadas. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. portanto. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. Espera-se também que. na maioria. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. No fundo. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. além de muitos outros. a desinformação sobre o assunto. mais tarde. o motivo é a preguiça: o que é estranho. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. os ritmos facilmente assimiláveis. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. em conjunto. que ela pode fazer por meio da música. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). estes são grandes aprendizados. com a intenção de aprimorá-la.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia.]. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. que.

que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . . nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. do ambiente que recebe os alunos. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. em ruídos. o contato com suas necessidades expressivas. Além disso. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. suas habilidades em desenvolvimento. sons. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. mídias em geral. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. vídeos. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar.A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. fitas de áudio. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. à criação. envolvendo questões relativas às técnicas. apresentações musicais e teatrais. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. de acordo com o andamento das atividades. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. No percurso criador específico da arte. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. ritmos. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. Na área de Arte. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. sente. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. à clareza e funcionalidade do ambiente. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. cores. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. ligados à construção da forma artística. objetos e trabalhos. segurança para experimentar e correr riscos. para favorecer a produção artística dos alunos. inerente às propostas feitas pelo professor. manifestações artísticas da comunidade.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. luminosidades. gestos. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. texturas. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. materiais trazidos pelos alunos 209 . são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. em consonância com os conteúdos da área. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. suas possibilidades de avaliar resultados. não é apenas uma etapa do processo. volumes. pensa e transforma. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. sua curiosidade. CDs. à característica mutável do espaço. exposições. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. revistas. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. ou seja. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem.

Criar formas de apreciação da arte. uma festa da comunidade. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. apresentações de trabalho de alunos. a incerteza. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. uma história contada. ao mesmo tempo. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. exposições. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. incentivando a curiosidade. Acolher materiais.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. a questão difícil. construindo junto com eles a surpresa. escolhendo obras e artistas a serem estudados.). etc. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. texturas. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). criador na preparação e na organização do espaço. Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. o nacional e o internacional. como por exemplo. sugestões. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. escolher objetos como elementos para uma aula. um livro ou um objeto trazido de casa. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. uma dança. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. etc. uma música. o constante desafio perceptivo. apreciador de arte. desafiando o conhecimento prévio. materiais e técnicas. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. apresentações. como ingredientes dessas atividades). um vizinho artista. etc. ensaios. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. o mistério. formas. estudioso da arte. poemas e contos durante a aula.também possibilita avaliar. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. o humor. 210 . leitura da notícias. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. desenvolvendo seu conhecimento artístico. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. Adquirindo este conhecimento. linhas. o divertimento. os quais deverão ser aproveitados. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. propõe questões relativas à arte. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas.

na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. documentam fatos históricos. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. seu corpo movimenta-se. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. o ouvido e a palavra aprimoram-se. Teatro). gestos e cenas. perguntas e inquietações de artistas. mas para todas as outras áreas. Em contato com essas produções. Nesse sentido. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. ele está completando o ciclo do fazer artístico. cores. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico.br 211 . As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. sons. Dança. falam de problemas sociais e políticos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. Quando organizamos uma exposição. Música. é a visita a museus e exposições de arte.org. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. suas mãos e olhos adquirem habilidades. de sonhos. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. escolas e estilos.org. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. manifestações culturais particulares e assim por diante. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. formas. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. de relações humanas. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. medos.itaucultural.br www. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. sensitivas.portinari. Devemos envolver os alunos nessa produção. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. etc. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. afetivas e imaginativas. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles.Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. Sugestões de sites: www. Ao mesmo tempo. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente.

Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. trabalha-se no plano dos conceitos. auditivos e cinestésicos). Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. a discutir as regras e estratégias. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. Assim. teatros de marionete e outros. apreciá-los criticamente. sem a preocupação com estilo ou técnica. de forma democrática e não seletiva. de acordo com as suas habilidades. afetiva. a cada um. de relação interpessoal e inserção social). visando a seu aprimoramento como seres humanos. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. Seja num jogo recreativo. embora muito estreita. estamos 212 . neste momento. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. Lembramos também que. Podemos oferecer. pré-desportivo ou numa dança. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. tamanhos ou quantidades). filmes. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. saltos. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. social e de autonomia. corporal. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. músicas. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. ressignificá-los e recriá-los. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. construção de bonecos. o contato com músicas do universo infantil. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. A relação entre a educação física e outras disciplinas. coordenação motora e espacial. conhecimentos sobre o corpo). o aluno deve aprender.” Muitas vezes. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. ética. Nesse sentido. aquilo que era material ( corridas. criatividade e interação do grupo. dentro de um contexto cooperativo. giros) torna-se conceitual. como um estímulo para a expressão corporal. nesta fase. entre outros recursos. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. estética. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. assim. é pouco percebida. as atividades devem envolver todo o grupo. musicalidade. atividades rítmicas e expressivas. Compreende-se a dança. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. seu processo de crescimento e desenvolvimento. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. além das técnicas de execução. Em sala de aula. a educação física “trabalha no plano da ação motora.

19-32. Manuel. 1986. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. São Paulo: Pioneira. In: KISHIMOTO. Braga. Revista Repertório Teatro & Dança. op. Manolo. Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Martins Fontes. Marinheiro. BRANDÃO. Rio de Janeiro: Graphia. O desaparecimento da infância.3373. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. Rio de Janeiro: TV Escola.9-33 VYGOTSKY. BROUGÈRE. História social da criança e da família. BENJAMIN. n. Crianças escravas. BARCELLOS.177-191. cit. p. KRAMER. T (org.). L. o brinquedo. GÓES. Formação social da mente. As crianças e a infância: definindo conceitos. As crianças: contextos e identidades. Rio de Janeiro: Salamandra. Centro de Estudos da Criança. 13-38. Carlos Alberto de. A criança e a cultura lúdica. 1999. 2002. SARMENTO. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Luís da Câmara. Mary (org. Mary (org. Infância: fios e desafios da pesquisa. op. mimeo. 1999. Rio de Janeiro: Record. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. Mary (org. PINTO. São Paulo: Hucitec. p. p. História das crianças no Brasil.7-18.). A infância como construção social. 1o caderno. 1. Mikail (Volochinov). O brincar e suas teorias. p. Manuel Jacinto (coords. 1998. Portanto. 1996. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. julho de 2001.). 1984. 2a edição. Campinas. São Paulo: Summus Editorial. In: KRAMER e LEITE (orgs. MEDINA. 1982. S. 2000. Apresentação. Exercício de ser criança. Sonia. Philippe. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 1997. p. ARIÈS. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. UFBA. 1992. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. utilizando sua imaginação e percepção. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. PUC-RIO.). a educação. DEL PRIORI. Especialização em Dança. 2a edição. 1982. Manuel. p. 4a edição.Educação. Rio de Janeiro: Ravil. delimitando o campo. 6. 1991.). 84-106. 1999. Sonia. Manuel Jacinto e PINTO. Infância tutelada e educação.).20-38. Boletim do Programa Salto para o Futuro. In: DEL PRIORI. Maria Ignez. BAKHTIN. Ediouro. SARMENTO. Reflexões: a criança. Universidade do Minho. 1997. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Celina & CALFA. Mary. SP: Papirus. CASCUDO. CCE. 213 . Portugal. Carlos Rodrigues. In: A senha do mundo. KRAMER. In: PINTO. Carlos Drummond de. Dicionário do Folclore Brasileiro. _. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Um exército de seis milhões de crianças. cit. crianças dos escravos. Manoel de. Walter. Proposta da Série Família e Escola. Neil. José Roberto de & FLORENTINO. JORNAL DO BRASIL. In: PINTO. São Paulo: Contexto. Bibliografia BATALHA.trabalhando noções de seriação e classificação. p. In: BAZILIO e outros (orgs. p. BARROS. BIÃO. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. COUTO E MELO. Manuel Jacinto (coords. O que é folclore. Rio de Janeiro: Achiamé. maio de 2002.). Editora Brasiliense. p. Simone. op.). Manuel e SARMENTO. Bibliografia ANDRADE. cit. Gilles. Rio de Janeiro: Guanabara. Manuel e POSTMAN. Armindo. Marxismo e Filosofia da Linguagem. In: DEL PRIORI. 1959. In: DEL PRIORI.

Frank Wilson. 1999. 1995. Eleonora & ROBERTO. Darcy. Companhia das Letras.a formação e o sentido do Brasil. Cultura. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ.GABRIEL. 214 . LARAIA. O povo brasileiro . um conceito antropológico. 2000 RIBEIRO. Roque de Barros. Jorge Zahar Editor. O folclore na EEFD-UFRJ.

por meio de atividades realizadas no entorno da escola. delimitação. no próprio bairro ou a localidades mais distantes. constitui-se como importante a valorização de temas que dizem respeito à vida do aluno. A história local é o ponto de partida para a aprendizagem histórica. Nesse processo. por natureza. músicas. publicações em jornais locais (Diário Oficial de Santos e outros). levando em conta fontes como relatos orais.História de Santos No 4º ano. análise de comportamentos. medição e velocidade. e que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. brincadeiras. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador O estudo do meio proporciona ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. A cidade de Santos é rica em acontecimentos que se ligam com a história do país e caberá ao professor fazer essa relação entre o micro e macro. 1. jogos. bem organizado.Documentos 215 . versões. gravuras. ou seja. rupturas e simultaneidade). O conceito de tempo envolve duração (permanências. mas conflitante. Segundo o PCN de História e Geografia.HISTÓRIA "O objetivo da História é. revistas. o estudo do meio. não linear e evolutiva. que antes não eram valorizadas no processo historiográfico. pois permite a elaboração. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. o homem. enquanto que o conceito de espaço envolve categorias referentes à orientação (lateralidade ou profundidade). pois possibilita a professores e alunos o trabalho com a realidade mais próxima e com o meio em que vivem e atuam. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. fotografias. vestimentas. para isso. mas ele não está encerrado em si mesmo. os alunos entram em contato com a história da cidade de Santos. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a ser alcançados. mas uma construção. O estudo do meio. pesquisas arqueológicas na cidade. cheia de interesses." (Marc Bloch) O ensino de História e construção de conceitos No ensino da História. A Secretaria de Educação disponibiliza material didático específico sobre a história local. a vivência do que se aprende em sala de aula. interioridade e exterioridade. a partir de uma reflexão do que é vivenciado. como recurso didático. 2. ritmos (curta. entre outras. cartas. de distância. os conceitos de tempo e espaço são fundamentais ao desenvolvimento do raciocínio histórico. É papel escola proporcionar esses estudos. que deve ser visto apenas como mais uma versão da História e não como única fonte de conhecimento. 3. média e longa). objetos antigos. para o ciclo I. é um material de apoio. com múltiplas interpretações e análises. Conhecer e valorizar o local em que se vive. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado.

por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. 4. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. um acontecimento. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. A ela são agregados novos valores e interpretações. então. de seus hábitos. valores e preferências de um grupo social. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. forjada ou inventada. Ao fazermos uso. desenhadas. tudo o que fabrica.. por alunos ou por especialistas. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. Fundação da Vila de Santos . modeladas. da sociedade que o criou. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. uma paisagem ou um determinado costume. Tudo o que o homem diz ou escreve. ainda esculpidas. usou e o transformou. de Benedito Calixto. indo além do que é visível. deve ser explorada com cuidado. pois como qualquer outro artista. dos gostos. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. porque estariam retratando fielmente uma época. A observação direta. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. Como qualquer outra fonte.. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. Ao trabalhar com seus alunos a tela de Benedito Calixto sobre a sua versão sobre a fundação de Santos. como fonte histórica. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. podem revelar muitas informações. idealizada.1545 Artista: Benedito Calixto Data: 1922 Bolsa do Café – Santos -SP 216 . Cabe a nós decodificar seus ícones. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. de imagens pintadas. a manipulação e questionamentos de documentos produzidas pelo homem. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. do seu nível tecnológico e artesanal. por exemplo. é reconstruída a cada época. impressas ou imaginadas e. para o estudo da história de Santos.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. pois ela não representa a realidade histórica em si. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. da complexa rede de relações. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas.“[. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. mas deve-se sempre levar em conta que. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. talhadas. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones.

2000. . BUENO. II e III). M. Brasilia: MEC/SEF. São Vicente.br http://www.unisanta. Didática de História: o tempo vivido. de Lourdes. L. 1870/1913. 2002. GRUNBERG. 1999.br/prc/engenho http://www. 1992 BARBOSA. Rita M. Eliane e Irene Barcelos. Adriana. Santos:PRODESAN. São Paulo: Editora Ática. ANDRADE. Sao Paulo: HUCITEC. 1986. DIAS. Santos na formação do Brasil: 500 anos de História. .gov.. Santos: Secretaria Municipal de Cultura.itaucultural. Coleção de Olho no mundo. _______________Brasil: uma História. Santos: Grupo Rodrimar. São Vicente: Caudex. 1997. O PODER DA COMUNICAÇÃO. D. uma outra história? São Paulo: FTD. Poliantéia Vicentina – 450 anos de Brasilidade. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO.com. 1996 NEMI.Santos de ontem . CABOCLO. 1992.br http://www. David.museudocafe.santos. Nelson S. Olao. ________________Nos tempos dos nossos avós . Guia Básico de Educação Patrimonial.com.M. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil.net 217 . Francisco Martins. 1980.br> http://canalkids. Rio de Janeiro: Objetiva.br http://www. Santos: Instituto Histórico e Geográfico de Santos e da Academia Santista de Letras. História de Santos (vol. São Vicente: Caudex. Brasília: IPHAN: Museu Imperial. 2003. RODRIGUES.inf> http://vivasantos. F.br http://www. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. I. Santos na História do Brasil.usp.novomilenio. & CERQUEIRA. Editora Abril. Sites: http://www.gov. A. Uma cidade na transição: Santos. A incrível saga de um país.br> http:// www.br. Santos: Leopoldianum Editora Universitária. Traficantes e Degredados. Náufragos.sp. HORTA. Santos – um encontro com a História e Geografia. Cartilha da História de Santos. Ana Lúcia Lana. Eduardo. 2001. 1976. LANNA. Maria V.museuimperial. Wilma T.museudapessoa.org.pinacoteca. 1999. Gohajo – Capitania Hereditária de São Vicente. SANTOS. 1996. CARDOSO.br> http://:www. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO VICENTE. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO & al.com.Indicações Bibliográficas .

A construção do conhecimento em Geografia A geografia é uma ciência de observação. pinturas. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. esculturas. lugares. A partir delas. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. os arredores. matérias de jornal.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 4º ano. levantando hipóteses próprias. construções etc. histórias em quadrinhos. a geografia pode contar com muitos aliados: música. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. levantamento de interesse junto aos alunos. filmes. conhecimento espontâneo. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. por meio do qual se torna possível a compreensão de outras realidades que o cercam. ampliando a realidade espaço-temporal. a casa. e tem por objetivo servir de apoio ao trabalho do professor. desenhos. charges. O subsídio Santos – Vivenciando a História e Geografia apresenta material bastante variado: fotos atuais e antigas. que precisa ser sistematizado e transformado no espaço escolar. textos da Internet. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. diários de viajantes. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles.. jogos. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. pinturas. música. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso.. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. enciclopédia eletrônica. de Tarsila do Amaral. 218 . os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. peça de teatro. Aos poucos. os alunos acompanham as transformações do espaço geográfico por meio das suas vivências em outros espaços e grupos sociais. Em seu dia-a-dia. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. a rua da escola. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Além dos textos. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. Cartazes. Com as informações em mãos. a escola. comparar com outras imagens. que podem culminar em uma exposição. Enfim. fotografias. grafites. Mas não para por aí. pois trabalha com a paisagem local e o espaço vivido pelos alunos. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. O estudo do município constitui-se uma realidade próxima ao aluno. como exemplo. gráficos e esquemas. são abordados aspectos geográficos do município de Santos. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. entre outras. mapas. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas.

ou seja. na cidade de Santos. a referência espacial da criança é o corpo. nas séries finais do ciclo I. converse sobre as razões desse fato.: porto. pois permite a elaboração. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). Em seguida. o estado e o país. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. Os aviõezinhos representam aeroportos. Inicie o trabalho com mapas simples. partindo da sala de aula para a rua. O estudo do meio. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. de viver. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. os traços azuis representam rios. mas. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. Num primeiro momento. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. estilos de arte. Explore a procedência das famílias. folders turísticos. a cidade. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. para o ciclo I. centro histórico. Mapas. os diferentes modos de morar. ordem ou sucessão (antes. onde o aluno tenha questões para resolver. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. construa escalas intuitivas. sugerimos: • Explore a noção de legenda. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. Para tal. morros de Santos. Engenho dos Erasmos. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários.) empregando sucata. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. plantas da cidade. a percepção do que é maior ou menor e legendas. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). que. etc. Nessa atividade. o bairro. a classe poderá concluir.Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. seja para se comunicar ou para obter informações. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. maquetes e plantas Bibliografia Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. como recurso didático. maquetes e plantas. o estudo do meio. separa). Segundo o PCN de História e Geografia. Assim. fotos de satélites. existe um grande número de migrantes. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. depois e entre). já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. por exemplo. • • • 219 . O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. etc. discutindo as usadas convencionalmente. separação (aquilo que limita. etc. bem organizado.

Para compreender essa redução. é necessário discutir com os alunos o processo de construção desse espaço. saber o que significa. espaço e trabalho A temática “trabalho e como o homem apropria-se do meio. escolas. Relatos de viagem. melhores condições de saúde. dramatizações. Ao estudar a cidade de Santos. transporte e trabalho. que escrevem suas opiniões no jornal diário ou que fazem comentários sobre as pessoas do lugar. por exemplo. palito. a distância de 1. depois parta para a sala de aula.gov. depois.sp. podem se usados outros padrões de medida. uma boa fonte são os 220 . interferências. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. braça. pessoas que a visitam. Nesse sentido. analisem as diferenças de tamanho entre elas. chegando à noção espontânea de escala. A sua representação depende da escala adotada. entre as fotos e as pessoas. entre outras. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço na nossa cidade.santos. Para que a investigação ultrapasse a mera descrição da cidade. em grupos. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa.Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela.5 centímetros entre São Paulo e Santos. Para o trabalho com poesia. http://www. Comece com objetos. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. hospitais. transformando-o com o uso da tecnologia” são importantes para se compreender a organização espacial e perceber que o modo como a sociedade produz o espaço geográfico depende de como o trabalho é realizado. Assim como o barbante. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. tais como de que modo a cidade se organiza a partir de um centro onde estão os prédios da administração pública. que há bancos.br/#santos Ocupação. • O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. praças. que as pessoas se movimentam à procura de lazer.000 (“um para quinhentos mil”). recortes de jornal e revistas. tais como: palmo. seus costumes. representação por meio de desenho. • A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. com questões como: Por que a cidade está localizada nessa parcela do território? Por que a cidade se desenvolveu em torno de um porto? Onde vivem seus habitantes e porque escolhem esses lugares? Como é feito o abastecimento de água? Para onde vai o lixo? Como esse espaço foi construído e de que modo continua se transformando? São questões que levam os alunos a compreender que a cidade é algo dinâmico. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. pode-se ficar apenas no levantamento dos dados superficiais. pé. reescrita. letras de música. para isso. criação de poemas. é feito um trabalho processual. ou seja. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário.

Vicente de Carvalho e Rui Ribeiro Couto. SANTOS.hpg. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado. 1988.sosmatatlantica.htm http://edumed.sapo. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre a cidade para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. ora do trabalho ou simplesmente do lazer.br/ http://www. pequena história crítica.br/jogos/ http://edumed. Jussara. Porto Alegre.br Jogos online http://www.no. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos.ibge. MORAES.yupis.sapo.br/ http://www. Avaliação.inpe. pois retratam a cidade do seu tempo. São Paulo : FTD. Sites http://www. Bibliografia HOFFMANN.br/ http://www. Metamorfoses do espaço habitado. Didática de Geografia: memória da Terra : o espaço vivido. além de estimular a análise e a interpretação das imagens.aprofgeo. Educação e Realidade.sogeografia. As imagens deverão ganhar legendas. 1996. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais da própria cidade já conhecidos ou não.org.embrapa.htm http://www. Milton. textos explicativos.geoelearn.gov.com.cnpsa. KOZEL.com.pt/JogoAgrMun.br/home/ http://www. A.desertdesmat. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado.poemas de Martim Fontes.com/ http://www. São Paulo: Hucitec. 1992. títulos. Salete. Carlos R. São Paulo: Hucitec. mito e desafio.br 221 .pt/JogoMigMun.no. Geografia. com os seus costumes e espaços ora da infância. 1994.com.

petróleo entre outros).água . ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. esquemas. solo e outros materiais.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • O solo e sua ocupação: urbana e rural. • Posicionamento diante de conquistas e inovações tecnológicas valorizando a contribuição da ciência para a melhoria da qualidade de vida. ao trazer amostras de solo para observação). seres vivos. minerais. madeira. • Transformações da energia (luz. alimentos. • Vento: utilidades e perigos. • Enumeração das atitudes e comportamentos favoráveis à higiene e à prevenção de acidentes. • Importância da água para os seres vivos. • A energia no planeta. calor. tabelas. coleta de materiais. • Fontes poluidoras (navios. • Estados físicos e mudanças de estado. por exemplo. luz. livros paradidáticos) sobre o tema em estudo. quadros. • Respeito às opiniões das pessoas. • Realização de trabalho de campo para observação. bem como das intervenções do homem no ambiente. • A água como solvente (misturas). solar. • Utilização do vocabulário adequado para descrição dos fenômenos observados. como organização e rigor nas observações e análises. • Materiais retirados do ambiente e utilizados pelo homem (areia. • Fertilidade do solo. elétrica. e as conseqüências das formas inadequadas de ocupação dos diferentes 222 . • Relação solo . textos. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. • Presença da água na natureza. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. • Leitura de textos informativos e comparação de ideias. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. água e solo e suas consequências. conhecendo como a exploração irracional dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente. • Atmosfera e gases. mais elaborados. • Vegetação e erosão. entre outros). • Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas em diferentes fontes (revistas. • Características e propriedades da água. calor) e seus efeitos. luminosa. utilizando diferentes critérios para classificá-los. • Uso de técnicas de investigação ao observar e descrever imagens de diferentes objetos em diferentes fontes.ar e seres vivos. listas. no desenvolvimento de novos aparelhos domésticos. manipulação. • Poluição do ar. • Respeito pelas coisas da natureza. • Observação de fenômenos e objetos e formulação de perguntas e suposições sobre o tema em estudo. • Tipos de solo e o solo de nossa região. • Investigação das relações entre água. indústrias. jornais. • Valorização do saneamento básico como técnica que contribui para a qualidade de vida e a preservação do meio ambiente. como. • Formas diferentes de energia (térmica. veículos. • Organização e registro de dados sobre o tema estudado por intermédio de desenhos. • Valorização das coisas da natureza. eólica). • Desenvolvimento de hábitos novos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados ao cuidado com a saúde. • Uso indiscriminado dos recursos naturais. • Ciclo da água na natureza. lixo. dos combustíveis. • Ar e combustão. • Erosão do solo e suas consequências. • Avaliação da influência dos componentes ambientais na vida dos animais e vegetais.

• Destino das águas servidas (sistema de esgotos) e tratamento de águas servidas. • Análise de dados. 223 . ao estudar por exemplo gráficos de consumo de energia elétrica. reservatórios de água e distribuição de água. • Materiais usados no dia-a-dia e o lixo. • Reciclagem de materiais. Recursos tecnológicos • Saneamento básico. • Comparação e classificação dos equipamentos. as consequências para a saúde pessoal e ambiental. ferramentas. • Coleta seletiva de lixo. Água potável. utensílios. com a supervisão do professor. • Verminoses mais comuns na infância. • Tratamento da água. • Investigação da origem e destino social dos recursos tecnológicos. • Preservação dos recursos naturais. • Tratamento do lixo. • Manejo de material e montagens de experiências simples.Ser humano e saúde • Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela: água. • Água e abastecimento (captação. relacionando o seu funcionamento à utilização de energia. ar e solo poluídos ou contaminados. distribuição e armazenamento da água). para se aproximar da noção de energia como capacidade de realizar trabalho. • Prevenção de acidentes. • Higiene pessoal e ambiental.

escrito. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. .situações que representam adições de parcelas iguais .situações que envolvam a idéia combinatória. na resolução de situações-problema do cotidiano. transpondoas para a sua rotina. -propriedades.unidade e dezena de milhar. . utilizando. . respeitando o pensamento do outro. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações.com duas ou mais parcelas. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. na resolução de situações-problema do cotidiano.nomenclatura.operação inversa. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais.operações com e sem reagrupamento.multiplicador com um ou mais algarismos . • Interação com seus pares de forma cooperativa. escrita. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. esforço e disciplina na busca de resultados. que envolvam números naturais.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. • Respeito às regras de jogos.situações de tirar. . • Perseverança. . esforço e disciplina na busca de resultados.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. <. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. que envolvam números naturais. . observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. • Leitura. • Uso do termo unidade de milhar relacionado ao conjunto de 10 centenas. empregando números e quantidades. • Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. • Curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo (mental. conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999.sucessor e antecessor. 100 dezenas ou 1000 unidades. na resolução de situaçõesproblema do cotidiano. .nomenclatura.com e sem reagrupamento. idéias e cálculos. • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal e ordinal.símbolos (>. que envolvam números naturais.999 . • Avaliação de resultados obtidos por meio das operações inversas.com duas ou mais parcelas. . • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. x.par e ímpar. exato. >.valor posicional. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal. necessários em seu dia-a-dia. = e ≠). . • Exposição e registro preciso de informações. para tanto.ordem crescente e decrescente. . .produto até 999. • • • • 224 . como ideia de juntar. aproximado). acrescentar quantidades. • Esclarecimento de dúvidas.com e sem reagrupamento. Multiplicação . comparar ou completar . ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar.multiplicando até 3ª ordem (centena). =. . • Perseverança. comparar e completar quantidades. • Registro do antecessor e do sucessor de um número natural. Adição . Educ. : =. • Utilização de sinais convencionais (+. • Uso do conceito de adição. -. . Subtração: . Números ordinais (até 50). que envolvam números naturais. ≠) na escrita das operações.<.

valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de ideias. • Observação de figuras simétricas na natureza e em obras artísticas. . como o egípcio. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. • Localização de pessoas ou objetos no espaço por meio do emprego de vocábulo e linguagem geométrica de posição. 1000.representação fracionária.CONCEITUAIS . • Criação de figuras simétricas por meio de dobraduras • Observação de formas poligonais no dia-a-dia. precisão e correção na elaboração e na apresentação dos trabalhos. . • Leitura de horas num relógio de ponteiros.comparação de números decimais. • Construção de sólidos geométricos a partir de suas principais características. direção e sentido.por 10. • Apreciação da limpeza. Números romanos . . • Ampliação dos significados do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem. • • • 2.exata e não exata. eixos de simetria. ano.metade.leitura e escrita de números decimais. Espaço e Forma • Posições de uma reta (horizontal. número de ângulos.frações equivalentes. • Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. • Utilização de calendários. etc. evitando interpretações parciais e precipitadas.História de sistemas de numeração antigos. • Relação entre as unidades de tempo — dia.por 10. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais.divisor com 2 algarismos. na natureza e nas criações artísticas • Representação de formas poligonais em trabalhos artísticos. ATITUDINAIS • Respeito pelo pensamento do outro. . • Utilização das quatro operações em situações-problema. . .operação inversa. bimestre. . . 100. semestre. • Aplicação de diferentes estratégias de contagem.adição e subtração de frações com o mesmo denominador. . • Resolução de operações com e sem reagrupamento.comparação de números fracionários. . unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais.fração de uma quantidade Números decimais . ordem.exata e não exata. quádruplo e quíntuplo. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. 100 e 1000. . mês. terça e quarta parte. • Aplicação de estratégias pessoais para o cálculo das quatro operações.semelhanças e diferenças entre polígonos. .dobro . usando critérios como número de lados.Operações inversas • Divisão .adição e subtração com números decimais. PROCEDIMENTAIS • Utilização de diferentes operações para resolver um mesmo problema.o décimo.leitura de frações . maia e romano (destacar o último por estar bem presente no cotidiano dos alunos). vertical e inclinada).divisor com 2 algarismos. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. • Ampliação e redução de figuras planas pelo uso de malhas. . como fonte de aprendizagem. . • Percepção do eixo de simetria. . semana. 225 .dividendo até 999. Números fracionários . triplo. • Hábito de analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. . . • Uso do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem e medidas.

• Construção de listas. etc.composição e decomposição de figuras planas e identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares. • Interpretação e elaboração de listas. • Simetria • Ângulos • Polígonos • Sólidos geométricos. Medidas de capacidade: litro e mililitro. resultados de campeonatos e jogos. . de dupla entrada e gráficos de barra para comunicar a informação obtida. tabelas e gráficos 226 . científicos ou outros. gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos (recipientes de um litro). • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. etc. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. 3. • Posições de duas retas (paralelas. • Coleta. Tratamento da informação • Listas. arestas e vértices.Documentos relacionados ao processo de compra e venda: cheque.Sistema monetário brasileiro (cédulas e moedas/ real e centavos). nota fiscal.CONCEITUAIS . a partir da interpretação de gráficos e tabelas. . • Realização de estimativas.Grandezas e Medidas • • Medidas de tempo: hora e minuto Sistema monetário. relação dos nomes dos alunos. para identificação de acontecimentos e resultados de pesquisas. • Criação de registros pessoais para comunicação das informações coletadas. largura e altura. vale. Medidas de massa e comprimento. recibo. • Produção de textos escritos. tabelas simples. Perímetro PROCEDIMENTAIS • Comparação de grandezas de mesma natureza.três dimensões: comprimento. . ATITUDINAIS • • • 4. . • Cálculo de perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros de duas figuras sem uso de fórmulas. • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos.Sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. organização e descrição de dados. perpendiculares.elementos do sólido geométrico: faces.Lucro e prejuízo . • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens.). diagramas e gráficos) e construção dessas representações. tabelas. .Breve contextualização história do sistema monetário (sistema de trocas das antigas civilizações) . concorrentes).

4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. a coordenação motora. ideias e conceitos. Mesa Alfabeto. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. a memorização. CD-Rom). drive de disquete. sites de busca: iniciação à pesquisa. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. teclado. de comunicação e convívio social. máquina digital. *Utilização de sites para complementar as aulas. e-mail. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações. Site da Educação. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. mouse pad. * Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. mouse. * Valorização das tecnologias ( My Kid. 227 . *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. a inter-relação de pensamentos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. * Manuseio adequado de dispositivos externos (scanner. ATITUDINAIS * Convivência em grupo. impressora. outros).

• • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. simples / composto. pintura. Leitura • Textos de gêneros diversos: contos. Valorização da pesquisa como fonte de conhecimento e aprendizagem. o Palavras monossílabas. não apenas no ambiente escolar. primitivos. pátrios. • 228 . emocionar-se. canções. Preservação e cuidado com livros.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Arte / Ed. • Coesão e coerência textual. mesa-redonda. ingresso para eventos. pesquisar. lembrar. Operação coerente da língua de acordo com objetivo da mensagem. o Número do substantivo e do adjetivo ( singular / plural). Autonomia e criticidade crescentes nas produções escritas. • Itens da gramática normativa: o Substantivo próprio / comum. registros. instruções. o Sinônimo / antônimo. Escrita • Produção de texto coletiva e individual. Valorização da leitura. fábulas. Leitura e escuta de textos de gêneros diversos. escolha de imagens etc). etc. escolha de reportagens. informar-se. escultura e outros). lendas. música. relatos. dissílabas. Valorização do uso do dicionário. o Adjetivo. Utilização e seleção de vocábulos adequados aos objetivos pretendidos. cartão-postal. o Substantivos coletivos. piadas. mitos. trissílabas e polissílabas. instruir-se. Ampliação do repertório vocabular. Produção de jornal escolar (seleção de seções. Produção de diferentes textos. mas também fora dele. notícias e manchetes. Leitura com diferentes finalidades: estudar. Análise de textos bem escritos para observação do processo de escritura de diferentes autores consagrados. • Leitura e interpretação de texto. poemas. notícias (via rádio e TV). etc. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. parlendas. quadrinhas. interpretação e intercâmbio: seminário. dança. Exercício da cidadania por meio do domínio da língua formal. oral e escrita. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Aplicação das regras da língua padrão em situações de expressão oral e escrita. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem oral • Linguagem e participação social (leituras variadas. palestra. derivados. comunicar em voz alta. • Textos extraverbais (ex: fotografia. divertir-se. de acordo com as necessidades textuais. Combinação e seleção de estratégias de leitura. entrevistas. entre outros suportes de escrita. elaboração de texto e revisão. trava-línguas. documentos.). receitas.

passado e futuro. portanto. o Verbos: 1ª. porquê. depois que. logo que.) /portador de texto (jornal). como etc. o Irregularidades ortográficas. cantasse. portuguesa. o Sinais de pontuação (vírgula). até que. editorial. o Frases: afirmativas. artigo de opinião. o Tempos verbais: presente. reportagem. etc). etc. • Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. interrogativas. enquanto. legenda de fotos. depois que. terminação em ESA para lugar de origem – ex: francesa. notícia. • Regularidades Morfogramaticais (terminação em L no final dos coletivos – ex: canavial cafezal. etc –. o Expressões de temporalidade e causalidade (nas situações de uso da língua): quando. a partir de um tema gerador previamente selecionado. etc – e terminação dos verbos em SSE – ex: chegasse.. porque. falasse.? porque.CONCEITUAIS o Pronomes pessoais e possessivos.. paroxítonas e proparoxítonas. negativas e exclamativas. o Ortografia: • Regularidades Contextuais (o uso do S/SS). • Características do gênero (texto jornalístico: manchete. já que. 2ª e 3ª conjugação. o Diferentes usos e grafias: por quê? Por que. o Verbo (infinitivo). o Discurso direto e indireto. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 229 . visto que. o Palavras oxítonas.

dining room. I can. animais. good evening. thanks. close/open your book/the door. color. ouvindo com atenção. it’s easy. Uso do verbo “to hate” para expressar-se sobre o que não gosta de fazer. run. please. o Cômodos da casa (kitchen. Uso dos verbos “to like” e “to love” para expressarse sobre as coisas que gosta de fazer e preferências.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. em situações cotidianas. garage. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. partes do corpo.. repeat. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. How are you? I’m fine. draw. cross your arms. crocodile. snake. garden). glue. bathroom. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi. speak. o Datas e comemorações: What’s your favorite holiday? / When is your birthday? / What day is today? It’s … • Vocabulário: o Animais (tiger. giraffe. zebra. PROCEDIMENTAIS Uso. o Preferências: What’s your favorite. look at my…. erase the board. elephant. do vocabulário e diálogos aprendidos. • Comandos: sit down. cook. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. thank you. o Habilidades: Can you…? Yes. membros da família. Respeito ao momento em que o outro fala. aniversário. living room. shake your leg. good night. play.? I like/love… I don’t like… o Localizações: Where’s …? She/he/it is on/under the/in… o Pertences: What do you have? I have a …. / No. 230 . hello. I can’t. lion. And you? • Apresentação: What´s your name? My name is _. brinquedos. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. stand up. Contato com músicas. good bye. monkey. congratulations. bears). respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. cut. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por intermédio de vídeos e CDs. bedroom. Uso do alfabeto para soletrar o próprio nome. read. raise your hands. sobrenome e palavras que não compreende. jump. good afternoon. o Alimentos e bebidas. write.. fly. Uso do verbo “to have” para falar sobre seus pertences. Uso do verbo modal “can” para expressar o que consegue e não consegue fazer. good morning. swim. panda. • Sugerir praticar algo: Let’s play … Perguntas e respostas sobre: o Ortografia: How do you spell LION? L-I-O-N.

Carnival. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. sofa. table. under. Carnival. Preposições de lugar: in. • Preposição de tempo: in. brother. mother. Father’s Day. tennins. basketball. o Jogos e brinquedos (puzzles. New Year’s Eve.CONCEITUAIS o Móveis da casa (bed. children’s Day. Father’s Day. shower. fly. teddy bear. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 231 . grandfather). o Celebrações (Christmas. June Festival. o Família (father. car). volleyball. Thanksgiving. dance. grandmother. it. Halloween.“to like”. Pronomes pessoais: I. Easter. he. swim). yo-yo. Easter. sister. chair. closet. Mother’s Day. jump. Verbo modal: can. Independence Day). cook. Christmas. “to love”. robot. speak. Gramática: Verbo “to be”. stove. o Números de 1 a 100. “to hate” presente simples. dominoes. memory game. you. Mother’s Day. fridge). your. play. they. o Dias da semana. o Meses do ano. on. o Habilidades(run. play). swimming. Teacher’s Day. o Esportes (soccer. she. toilet. • Pronomes possessivos: my.

jogos. objetos sonoros. utilizando instrumentos de percussão. Células rítmicas e melódicas. Andamentos (rápidos. de outras crianças e da produção de arte em geral. brincadeiras. Composição de atividades orais. descendentes e de mesma altura). Hino à Bandeira Nacional. dinâmica etc. observação. pulsação. Repetição de frases rítmicas e melódicas. entre outras. Valorização das próprias produções. de entoação de intervalos e graus conjuntos). do cotidiano. reconhecendo os instrumentos musicais. Manifestações folclóricas: jogos. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. Canto coletivo. levando a uma melhor qualidade de vida. Canto coletivo. por meio de canções conhecidas. prontidão. Valorização da voz como instrumento de comunicação e expressão. desenho rítmico da melodia das canções. exercícios de percepção (leitura e ditado rítmico / melódico). etc. do acento nos compassos binário. destacando-se o compositor e sua breve biografia. PROCEDIMENTAIS Audição. improvisação. canções. brinquedos cantados. Timbre (sons simultâneos). Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. concentração. Formação de repertório. ATITUDINAIS Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. corporais. identificação. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. ternário e quaternário e do desenho rítmico da melodia. estimulando a locomoção. pulso. danças. Hino da Proclamação da República. etc. Interesse. parlendas. Percepção e demonstração do pulso. Apreciação da música erudita. Intensidade – dinâmica nas canções. Improvisação sonora dirigida.LINGUAGENS 4º ANO (A Mus / L Port / Ing / Art / Mov) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Propriedades do som: Altura (sons ascendentes. Música erudita. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente Expressão corporal. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. memorização rítmica e melódica por meio de canções. Gráfico sonoro (altura/intensidade e duração). brinquedos cantados. auditivas. Pergunta e resposta rítmica. sonorização de histórias. Interpretação. Hino da Independência. representação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. Hino Nacional Brasileiro. percussão e movimentos corporais. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. brincadeiras. moderados e lentos). gestual. Duração Acento. (Ostinato) Memorização rítmica e melódica. percebendo o que pode ser mais saudável. Valorização da cultura popular e manifestações folclóricas brasileiras 232 .

Experimentação de técnicas e materiais diversificados. espaço e planos nas manifestações artísticas. Mímica. ativando a memória afetiva. Respeito às normas de funcionamento. Experimentação das formas artísticas e tudo que se integra a uma ação criadora (sugestão: Pablo Picasso). Desenvolvimento da criatividade. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Plano. etc. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Tangram. Expressão fisionômica. As formas geométricas na arte. Construção de objetos tridimensionais (maquete). tamanho e proporção. Quadro vivo. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Respeito à própria produção e à do outro. papel machê. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. argila. espaço. Experimentação de materiais diversificados. (Sugestão: Portinari. Lasar Segal). Observação da forma. Experimentação de materiais diversificados. Valorização e respeito a outras culturas. 233 . Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Simetria na arte. Vitrais. Folclore. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). Arte Indígena. Máscaras com sucata. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções artísticas. Disco das cores. Uso do corpo como expressão artística. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais. Uso da expressão fisionômica e das possibilidades corporais na encenação teatral. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Valorização da solidariedade e da cooperação. às idéias dos demais. Maquetes (Sugestão: Benedito Calixto). • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das cores nas manifestações artísticas (sugestão: Van Gogh). não-convencionais. Desenvolvimento do senso crítico.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Respeito a formas de expressão artísticas diferenciadas. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • • Cores complementares.

valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Atividades competitivas. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. • Experimentação de atividades de danças. • Atividades com jogos sensoriais. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. • Respeito à utilização dos espaços comuns. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. • Jogos individuais e coletivos. memória e observação. dignidade e solidariedade em situações competitivas. • Circuitos abertos com corridas. respeitando o grau de dificuldade da criança. assim como em danças. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. gráfica. • Discussão das regras dos jogos. girar) durante jogos. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. amortecer. saltos e arremessos. bater. desenvolvendo atenção. rastejar. • Atividades em sala de aula. • Valorização da convivência solidária. • Utilização de habilidades (correr. repudiando qualquer espécie de violência. • Expressão de opiniões pessoais quanto a atitudes e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. saltar. esportes e brincadeiras. atividades em equilíbrio. rolamentos. • Noções de higiene e saúde. flexibilidade e direção. chutar. • Atividades pré-desportivas. saltos. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. ATITUDINAIS • Reconhecimento. apoios variados. brincadeiras e danças. valorizando a participação de todos. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. • Brincadeiras cantadas. rebater. Danças pertencentes a manifestações culturais da coletividade ou outras localidades. brincadeiras ou outras atividades corporais. simbólicos. jogos populares. respeitando as diferenças. observação e memória.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Resolução individual de problemas corporais. motores. • Movimentos por meio das possibilidades: arrastar-se. • Participação em jogos coletivos. • Cuidado com o próprio corpo. rolar. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. PROCEDIMENTAIS • Participação em jogos pré-desportivos. com ajuda do professor. como meio para produzir. 234 . • Exercício da cooperação durante as atividades. • Valorização dos momentos de reflexão. • Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. engatinhar. velocidade. força. • Criação de brincadeiras. expressar e comunicar suas idéias. matemática. • Respeito a suas possibilidades e limitações corporais. • Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas. • Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. • Reconhecimento da importância da valorização e apreciação das manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. brincadeiras e danças cooperativas. plástica e corporal. • Respeito às regras. arremessar. • Atividades com noções de equilíbrio. • Uso da atenção.

agilidade e habilidades motoras. • Atividades com divisões de grupos. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas.• Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. • Circuitos de força. • Uso de suas possibilidades e limitações corporais. • Atividades pré-desportivas. estabelecendo relações com o espaço disponível. 235 .

• Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação ao local onde se vive. cartazes. Construção de maquetes. porto. Representação teatral. o o ressurgimento do porto: o açúcar e a construção da Calçada do Lorena. iconográficos e cartográficos. etc. encontro e descobrimento. considerando época e linguagem. • A chegada dos portugueses às terras brasileiras e o início do povoamento. obras de arte. o desenvolvimento econômico da Vila (engenhos. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. respeitando o pensamento do outro. indígenas e negros. Pesquisa em diferentes fontes: livros. • Desenvolvimento econômico da localidade e os diferentes grupos sociais que conviviam na coletividade: portugueses. • Aceitação das diferenças de opinião. • Valorização da história do local onde se vive. • Valorização da cultura indígena • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Leitura de documentos. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. Caracterização do local em que se vive: bairro. documentos. Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. 236 . ao professor e demais pessoas do seu convívio escolar. Organização dos dados coletados por meio de gráficos. Elaboração de síntese histórica: linha do tempo. • Valorização da história da cidade. Uso de textos como forma de ampliar e discutir os conhecimentos elaborados. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. país e suas relações. • Integração aos grupos dos quais faz parte. diferenças e permanências no modo de vida da população. Planejamento e realização de estudo do meio. Relig. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. • Formação inicial da cidade de Santos: povoado do Enguaguaçu e suas relações sociais. • Reconhecimento das semelhanças. junto com o professor.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. musical ou poética do encontro de diferentes culturas. o a invasão de estrangeiros na Vila de Santos • O comércio na Vila de Santos: o o monopólio do sal.. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos povos formadores da nossa cultura. Coleta de dados em diferentes fontes e documentos escritos. etc. • História inicial de Santos • Elevação de Santos à categoria de Vila: o escolha do nome de Santos.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes grupos que habitaram a região antes da chegada dos portugueses: os homens de sambaqui e os indígenas.) • A produção açucareira em Santos e o desenvolvimento o a concorrência do açúcar nordestino e a saída para a crise: as bandeiras. textos. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Produção de regras e combinados coletivos a fim de valorizar ações conjuntas. • Reconhecimento das diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. Elaboração de textos a partir do material coletado. cidade. Discussão dos termos invasão. Emprego de diferentes estratégias de pesquisa. • A chegada de Martim Afonso e o início da colonização oficial do Brasil: fundação da Vila e engenhos. estado. jornais etc.

econômicos e culturais atuais. • Manifestações artísticas e culturais: o Festa junina em Santos (danças. reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. • Transformações ocorridas a partir da expansão do café pelo interior de São Paulo e a importância do Porto para a economia nacional.CONCEITUAIS • A participação dos santistas nas lutas pela Abolição da Escravatura. levando em consideração a importância dos imigrantes na formação da população santista. • Elevação da Vila à categoria de Cidade. ATITUDINAIS • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. costumes e alimentação). • Contextualização temporal da história do Brasil e de Santos • Localização espacial e temporal na História de Santos. • Principais acontecimentos políticos. • A imigração e a substituição do trabalho escravo. • Santos e a Independência do Brasil: a participação de José Bonifácio. • Valorização do patrimônio sociocultural. • História recente: o regime militar em Santos e a volta da democracia. músicas. sociais. comidas típicas. • Crescimento do turismo. • A expansão urbana da cidade e o desenvolvimento econômico. 237 . • Respeito à sociodiversidade. brincadeiras e festas do folclore santista. • Lendas. • Participação do proletariado santista na luta por melhores condições trabalhistas. o Quilombo do Jabaquara. a expansão da orla e a migração nordestina. PROCEDIMENTAIS • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares existentes em Santos • Elaboração de registros pictóricos sobre folclore santista.

ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. • • • • • PROCEDIMENTAIS Leitura. aplainamento de morros. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. clima. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. fotografias. ocupação do espaço. fotografias. legenda e título. mapas. • Aspectos físicos da cidade de Santos: relevo. poluição e outros. livros. Relig. escala e legenda. Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. desenhos. compreendendo suas consequências. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. áreas populacionais e outros. • Características de urbanização da cidade de Santos. tais como: mão-de-obra para a indústria. • Semelhanças e diferenças físico-sociais da cidade e do campo. 238 . recursos naturais. obras-de-arte e outros. • Movimento de migração. Registro por meio de listas. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambos. internet. plantas e outros.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. construção de pontes. desemprego e influências na cultura da cidade. gráficos. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. destacando-se os mapas que retratam Santos e Região da Baixada Santista. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. enciclopédias. hidrografia. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. destacando-se o Porto. • Valorização da diversidade cultural e étnica da cidade de Santos. observando a industrialização e comercialização. Confecção de maquete com escala. • Ocupação do espaço físico da cidade de Santos diferenciando as zonas rural e urbana. textos narrativos.

• Modos de vida dos diferentes grupos sociais locais comparando-os a outras áreas da cidade e região. por setor (primário. moradia. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 239 . outro transporta. terciário). energia elétrica. espacial (cidade e campo).CONCEITUAIS • Divisões do trabalho – por tarefas (um planta. transporte. programas assistenciais. saneamento básico. social (patrão. movimentos populares e organização político-administrativa do município. empregado). • Processo de urbanização e modernização da cidade de Santos promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. outro embala e outras). tendo como foco a dinâmica da economia na cidade de Santos e Região da Baixada Santista. lazer. secundário.

Pesquisa dos modos de celebrações e solenidades dos grandes acontecimentos que são chamados de rituais pelas Tradições Religiosas e apresentados nos textos sagrados. suas não explicações sobre a realidade complexa e pouco compreendida. Levantamento junto aos familiares das histórias (crendices) que se contam em famílias e que passam de pai para filho como se fossem verdades. Rituais • Celebrações tornam-se práticas religiosas. seus desejos. classificandoos conforme a matriz de origem: ocidental. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais / religiosas. Relação de significados entre os diferentes símbolos religiosos. oriental. • Grandes acontecimentos são celebrados. personagens públicas) como forma de o mundo moderno explicar suas projeções. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. entendendo a liberdade que o outro também tem de expressar-se quanto à própria crença. 240 . de modo que cada grupo apresente sobre uma Tradição Religiosa diferente da que professa.4º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Os acontecimentos religiosos são fatos marcantes e podem originar mitos. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para nossas expressões. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. Discussão em grupos sobre os mitos que se criam ao redor de pessoas (artistas. Exposição de trabalhos em grupo. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. africana. indígena. principalmente. • • • • • • Valorização da família. Troca de opiniões e experiências com os colegas. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. presentes no nosso cotidiano. Formação do povo brasileiro • Diversidade étnica da cultura negra e indígena. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • Expressão da sua crença com liberdade.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 5º ANO Ensino Fundamental 241 .

Para tanto. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. Nesse tipo de observação os alunos podem 242 . a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. Mas esse processo não é espontâneo. criando situações interessantes e significativas. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. a investigação. Para que ocorra a problematização. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. elaborados e acumulados pelo homem. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. busca e registro de informações. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Da mesma maneira que. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. comparação. de gerações a gerações. cabe ao professor selecionar. Sendo assim. Sendo assim. é construído com a intervenção do professor. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. animais etc. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. como a problematização. o trabalho em grupo. a busca de informações. em língua portuguesa. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. experiências valores culturais e sua observação natural. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. a transversalidade. a experimentação e a leitura de textos. Dificilmente. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. Para aprender Ciências. Desse modo. sobre os fenômenos naturais. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. A partir disso. vegetais.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. para encontrar soluções. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Ao longo do ensino fundamental. o aluno necessita coletar novas informações. com o outro e com o ambiente. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. No entanto. Dessa forma criam-se situações em que.

Além disso. na produção de um texto coletivo. entre outros. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. A atuação do aluno é. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. pequenos textos. vídeos. É o caso que envolve visitas. etc. de estudos do meio e de Webquest. ou seja. por exemplo. Além do desenho. esquemas. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. listas. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. Por exemplo. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. mapas. para que os alunos entendam o que significa sólido. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. gravuras. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. e entender a idéia de pressão. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. como microscópios. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. líquido e gás. etc. sintetizar. Trabalho com projetos Os projetos. fundamental. Na observação indireta. elaboração de listas. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. portanto. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. identificar. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. assim como a reconstrução de categorias de ideias. manipulação de objetos e materiais e construções. materiais. Um dos objetivos dessas atividades é. As experiências sugeridas não devem. 243 . com a ajuda ou não do professor. Os alunos podem comparar entre si objetos. lupas. de modelos científicos como argumentar. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. como por exemplo. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. esquemas. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. analisar. muitas vezes. levantadas em um determinado problema. criar atividades. seres vivos. como fotos. tabelas. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. nesse sentido. justamente. Experimentação Por meio dela. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”.utilizar todos os sentidos na busca de informações. Nessa fase. sugando o ar que está lá. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. em situações reais de comunicação. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. compreender procedimentos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. sempre que possível.

etc. e. com outras áreas do conhecimento. da Biologia e de outras ciências. de procedimentos e de atitudes. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. locais ou planetárias. 244 . por meio de processo complexo. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. As atividades lúdicas. da Geologia. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças.Jogos e atividades lúdicas O jogo. o que representa a sua comunidade. testar as habilidades. matéria e energia. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. pode resultar em aprendizagem conceitual. uma notícia de jornal. O enfoque das relações entre os seres vivos e não-vivos. por um lado. se possível. oferece subsídios para a formação de atitudes de respeito à integridade ambiental. iniciados no 4º ano. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. A Ecologia será o principal referencial teórico para os estudos ambientais. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. tomada de decisões. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. propomos a sequência de conteúdos que tratam da energia e suas transformações. da Paleontologia. um filme. lança-se mão de conhecimentos da Química. Ampliar conhecimentos. procurando-se ampliar a abrangência e a profundidade dos estudos ambientais do ponto de vista de Ciências. Ambiente No 5º ano. em dimensões instantâneas ou de longa duração. Em uma definição ampla. Por exemplo. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. da Física. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. Tais relações são enfocadas nos estudos das cadeias e teias alimentares. De certo ponto de vista. Escolhido e orientado pelo professor. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. os temas são aleatórios. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. consumo e decomposição). O importante. como o respeito aos colegas. dos níveis tróficos (produção. observando-se o longo período de formação dos ambientes naturais. além de fornecer motivação. Normalmente. resultando em um sistema aberto denominado ecossistema. da dinâmica das populações. do desenvolvimento e evolução dos ecossistemas. e que a natureza tem ritmo próprio de renovação e reconstituição de seus componentes. a Ecologia estuda as relações de interdependência entre os organismos vivos e destes com os componentes abióticos (sem vida) do espaço que habitam. um programa de TV. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. levando-se em consideração a realidade do aluno. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. desenvolvimento de iniciativa. aplicadas aos múltiplos conteúdos da temática ambiental. ou seja. o seu aspecto individual e. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. que têm. estabelecimento de regras. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. o que faz da Ecologia uma ciência interdisciplinar. por exemplo. a sua parte universal. por outro lado. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. os conteúdos são extensos. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. do ciclo dos materiais e fluxo de energia. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. a História e a Geografia. Em cada um desses capítulos. Hoje em dia. expressar a imaginação. quando proposto como atividade lúdica.

ser objeto de investigação por meio da observação e da experimentação diretas. ainda. alimentos. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. a afetiva e a social. A alimentação. Com isso. é possível a observação da degradação de diferentes materiais. carboidratos. juventude. neste 5° ano. culturais e sociais que marcam tais fases. se reproduz e morre. transporta e elimina água. físicas. ao menos parcialmente. Importa. se defende da invasão de elementos danosos. Importa. considerando-se as demandas individuais e as possibilidades coletivas de obter alimentos. Não são aspectos que possam ser vistos diretamente. químicas e geológicas. compreender as relações fisiológicas e anatômicas. Atualmente. é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. O consumo é o objetivo principal da propaganda — de alimentos ou de medicamentos —. Tanto quanto as relações entre aparelhos e sistemas. sais minerais e água. da fotossíntese. interferem na sua arquitetura e no seu funcionamento. que podem. Para que o aluno compreenda a maneira pela qual o corpo transforma. no processo de convívio democrático e participação social. por exemplo. E não se trata de casos esporádicos. a idéia abstrata de ciclo dos materiais nos ambientes. refletir e manifestar-se. pode ganhar sucessivas aproximações. examinando-se a incidência de fungos na decomposição de restos de seres vivos. o corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado. só podem ser interpretados. cresce. buscase explicar como as várias dimensões dos conteúdos estão articulados entre si e com os conteúdos de educação ambiental. vitaminas. os diferentes aparelhos e sistemas que o compõem devem ser percebidos em suas funções específicas para a manutenção do todo. idade adulta e velhice —. fundamentais à construção e ao desenvolvimento do corpo — proteínas. A carência nutricional.É importante considerar que os conceitos de Ecologia são construções teóricas e não fenômenos observáveis ou passíveis de experimentação. cereais e legumes. É muito importante estar atento às ciladas que a propaganda prega. as interações com o meio respondem pela manutenção da integridade do corpo. da biodiversidade. não importando o comprometimento da saúde. portanto. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado continua a nortear os estudos nesta série e orientar a temática. coordena e integra as diferentes funções. O desenvolvimento de uma consciência com relação à alimentação é necessário. É essa relação que assegura a integridade do corpo e faz dele uma totalidade. construindo-se conceitos menos abstratos e mais simples. ouvindo os membros da comunidade. apontados no tema transversal Meio Ambiente. Neste conteúdo. de menor grau de abstração. rituais próprios de cada cultura. Estes conteúdos podem ser tratados em conexão com outros na dimensão das atitudes. evidenciando-se e intercruzando-se os fatores biológicos. que no referencial teórico comporta implicações biológicas. Este é o caso das cadeias alimentares. vem crescendo o número de crianças com índice elevado de colesterol. Como ser vivo que é. infância. é importante conhecer os vários processos e estruturas e compreender a relação de cada aparelho e sistema com os demais. Todos têm necessidade de consumir diariamente uma série de substâncias alimentares. que se enfatize a possibilidade de realizar escolhas na herança cultural recebida e de mudar hábitos e comportamentos que favoreçam a saúde pessoal e coletiva e o desenvolvimento individual. para se tratar conteúdos tendo em vista o desenvolvimento de capacidades inerentes à cidadania é preciso que o conhecimento escolar não seja alheio ao debate ambiental travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar. desenvolve-se. são idéias construídas com o auxílio de outras mais simples. obtém energia. lipídios. a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. comportamentos. oxigênio. Por exemplo. Motivo: consumo de sanduíches e doces no lugar de refeições com verduras. por exemplo. da adaptação dos seres vivos ao ambiente. Assim como a natureza. desenham o corpo humano. Pesquisas têm mostrado que o índice elevado de colesterol no sangue deixou de ser um problema apenas de adultos. 245 . para ser também de crianças. do fluxo de energia. É importante que o trabalho sobre o crescimento e o desenvolvimento humano leve em conta as transformações do corpo e do comportamento nas diferentes fases da vida — nascimento. Em síntese. como a valorização e preservação dos ambientes.

É elemento de realização humana em suas dimensões afetivas e sociais. realizar escolhas dentro daquilo que lhe é oferecido. das formas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. tais como extração ou cultivo das plantas que são alimentos. por um determinado tempo. Pode-se. etc. considerando-se o alcance social de tal desenvolvimento. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. Vamos supor que o professor escolha o tema Alimentação. garantindo a melhoria da qualidade de vida. culturais e sociais. da gravidez. abrangendo os conteúdos conceituais. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre ele. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. Os conteúdos tratados neste bloco temático permitem inúmeras conexões com aqueles propostos nos outros dois blocos. máquinas. A indústria alimentícia pode ser discutida. mas a ela não se restringem. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. embalagens. masculino e feminino. adição de substâncias corantes. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. para pessoas de todas as idades. remédios. é a compreensão de que o corpo humano é sexuado. Tão importante quanto o estudo da anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores. caça e pesca predatória. por se tratar de um tema extremamente importante. em um bimestre. pode-se ainda investigar técnicas que possibilitam a obtenção e utilização desses recursos. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. que a manifestação da sexualidade assume formas diversas ao longo do desenvolvimento humano e. Sendo assim. Exemplificamos aqui um modelo para o desenvolvimento de um tema previamente selecionado. bem como com os temas transversais Saúde e Orientação Sexual. do parto. também. da contracepção. foram priorizados os seguintes conteúdos: 246 . procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. é modelado pela cultura e pela sociedade. como por exemplo. compreendendo que é um comportamento condicionado por fatores biológicos. aparelhos. conservantes. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. Esse conhecimento abre possibilidades para o aluno conhecer-se melhor. com relação à utilização dos vegetais pelo homem. pode-se focar seus possíveis usos como alimentos. ou seja. identificar valores agregados a essas informações e realizar escolhas. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. como qualquer comportamento. estudar o problema da deterioração dos alimentos e as técnicas desenvolvidas para conservação. Ao lado do conhecimento sobre as substâncias alimentares e suas funções no organismo. criação de animais (granjas. pastagens).É papel da escola subsidiar os alunos com conhecimentos e capacidades que os tornem aptos a discriminar informações. Também cabem relações com aspectos político-econômicos envolvidos na disponibilidade de tais alimentos. Recursos tecnológicos Neste bloco. e que pode gerar maior consciência crítica. Por exemplo. investigando-se alguns processos de transformação dos alimentos. Por exemplo: as funções de nutrição podem ser trabalhadas em conexão com este bloco. podem-se abordar as necessidades alimentares de acordo com idade. perceber e respeitar suas necessidades e as dos outros. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. a dimensão biológica. deverá abranger os três blocos da série. que tem um significado muito mais amplo e variado que a reprodução. sexo. A sexualidade humana deve ser considerada nas diferentes fases da vida. atividade que o sujeito desenvolve e clima da região onde vive. A utilização dos seres vivos como recursos naturais pode ser abordada em conexão com os blocos Ambiente e Ser humano. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. A seleção dos conteúdos conceituais. etc. sempre que possível. que incluem.

legumes e verduras ou carnes. embutidos. próximas ou distantes no tempo e no espaço. como refrigerantes. Os alunos podem. investigar aspectos culturais e educacionais dos hábitos alimentares e a importância da higiene na alimentação. Pode-se investigar a origem dos nutrientes industrializados. Os conteúdos procedimentais e atitudinais devem ser estabelecidos levando-se em conta os objetivos propostos para o tema em destaque. • Higiene e saúde. entre outros aspectos de relevância local que podem ser investigados. • Preservação dos recursos naturais. A leitura de rótulos de diferentes alimentos industrializados informa sobre as demais substâncias. das condições socioeconômicas. como por exemplo. • Alimentação equilibrada. os alunos podem verificar a presença de água. • Contágio por vermes e micro-organismos • Alimentos industrializados. na formação dos hábitos alimentares. como esses foram formados. por exemplo. Por meio de experimentos simples. gostos pessoais. • Fotossíntese. fazer o pão e observar o fenômeno de fermentação.• Alimentos: origem. enlatados. açúcar refinado. motivos do consumo. entre outros. • Conservação de alimentos. • Cadeia alimentar. A pesquisa sobre hábitos alimentares em outras culturas. pois os alunos consomem grandes quantidades desses alimentos. A análise dos dados obtidos e organizados poderá proporcionar o entendimento sobre as influências do gosto pessoal. A conexão com o ambiente pode ser feita quando se aborda o assunto “fonte e origem dos alimentos”. preferência por alimentos crus ou cozidos. • Hábitos alimentares. salgadinhos. Outra investigação possível diz respeito às substâncias que compõem os alimentos e seus papéis no funcionamento do corpo. da cultura e do conhecimento. • Elaboração de cardápios. sobre os próprios hábitos alimentares e de pessoas da comunidade de diferentes idades permite conhecer alimentos mais consumidos nas diferentes refeições. na obtenção de alimentos bem como a produção de alimentos pelos vegetais. por meio da fotossíntese e sua importância para os seres vivos. fonte e funções. sendo pertinente falar sobre as relações que estabelecemos com os animais e vegetais. Os desafios para experimentar podem ser ampliados quando os alunos realizam experiências culinárias. por frutas. independentemente do nível de poder aquisitivo. 247 . balas. em que alguns fenômenos podem ser verificados. açúcares e amido em diferentes alimentos.

respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. dependendo do estado nutricional do indivíduo. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. no seu conjunto. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. Entretanto. Enfim.O estudo das funções específicas dos diversos nutrientes não é adequado neste momento. 248 . O conhecimento da dieta equilibrada não é o único envolvido na mudança de comportamento alimentar dos alunos. como usar talos e cascas de vegetais. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. que interprete uma história. são utilizadas para o fornecimento de energia e de materiais de construção do corpo. uma vez que um mesmo nutriente pode cumprir diferentes papéis e alguns deles são utilizados com diferentes fins. Visitas a postos de saúde locais ou entrevistas com agentes de saúde podem fornecer informações sobre a máxima utilização dos alimentos. de procedimentos e de atitudes. mas de obtê-los nas proporções adequadas e garantir que sejam de boa qualidade. uma figura. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. proceder a determinadas formas de registro. pois não se trata apenas de ingerir todos os nutrientes. ao desenvolvimento de valores. para que sirva à sua aprendizagem. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. à construção da cidadania. os alunos podem compreender que as substâncias alimentares. um texto ou trecho de texto. ou seja. Desta forma. estabelecer relações. A elaboração de cardápios a partir das informações sobre a utilização de recursos disponíveis é estimulante para a construção de um padrão nutricional desejável e compatível com a realidade. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. um problema ou um experimento. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. etc. como enriquecer o pão.

reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. podemos trabalhar com noções de geometria. aberta à incorporação de novos conhecimentos. mediar. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. • autonomia nos esforços. o afetivo e o motor. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. isto é. Alunos e professores interagem e crescem. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. além de explorar ideias numéricas e contagem. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. acentuar as condições e as consequências positivas. evitar humilhações.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. em situações de desafio. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. não a utilizar como punição. desafiadoras e interessantes de ensino. possibilitar discussões em grupo. para isso. Considerando essas dimensões. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. Para atingir os objetivos. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. no processo e. acentuamos a ideia de que o aluno. Por outro lado. Segundo MACHADO (2002). não enfatizar só um aspecto da matemática. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. também aprende na interação com seus parceiros. As atitudes que as pessoas aprendem. Nesse processo de construção do conhecimento. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Dessa forma. mapear e tecer. devemos oferecer aos alunos várias situações que 249 . A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. medidas e estatística. • prazer na resolução de problemas. o cognitivo. encorajar a autonomia para a aprendizagem. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. utilizar material concreto. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Nessa concepção de ensino. As crianças têm ideias próprias. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. interesses. sentimentos. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. Sendo assim. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados.

a essência está no problematizar. tendo assim.39). resumir os processos. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Sendo assim. levantar hipóteses. ou seja. inclinação pela claridade. Que opere por princípios. Quando falamos sobre a resolução de problemas. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. a pergunta e a resposta. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade.possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. • retenção da informação matemática. Toda criança encanta-se por desafios. economia e racionalidade da solução. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. acreditamos que. Quando os alunos formulam problemas. percebem a relação entre os dados apresentados. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. ao trabalhar com a resolução de problemas. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. considerando aspectos transversais. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. um repertório como apoio. o professor deve saber que: . tais como: Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. Assim. simplicidade. p. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. Ao formular problemas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. os dados e a operação a ser usada. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. 1803. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os 250 . As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. um processo investigativo. É preciso que as crianças leiam o que fizeram.problema é toda situação que permite problematização. No processo educativo. flexibilidade dos processos mentais. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. estabelecer relações e aplicar conceitos. articulam o texto. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. comunicar ideias.). todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. semelhanças e diferenças entre os textos. Enquanto resolve situações-problema. o aluno aprende matemática. dos quais se originam toda a ação” (Kant. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. • processamento da informação matemática (generalizar. ler. interpretar e produzir textos. reversibilidade.

até mesmo. troca entre os alunos. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. Assim. imagem. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. conteúdos importantes. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. com ilustração irreverente. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. num jogo. porém não de forma rotineira.textos de acordo com a resposta. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. os erros e. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. charada. durante o ano. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. divulga os mais interessantes. de um fôlder. sem deixar marcas negativas. Por meio dos jogos. sem solução. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. com dados insuficientes. mecânica e repetitiva. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. etc. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. a necessidade. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. um jogador ganha e outro precisa perder. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. propiciando novas tentativas. com excesso de dados. folheto. de maneira lúdica. os problemas que já resolveu. coletados da cultura popular. Os problemas devem ser desafiadores. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. enigma. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. podemos trabalhar. Assim. etc. a partir de um gráfico ou tabela. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. livro de problemas ou problemoteca. novos problemas são introduzidos na caixa. divisor. Cada criança controla na sua tabela. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. dobro. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. criação de um banco de problemas. Na construção da problemoteca. propaganda. com muitas soluções. A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. autoconfiança e autonomia. A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). charada. Números e operações. da língua materna e da combinação de ambas. problema com rima. fotografia. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. As tentativas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Para a formulação de problemas. cardápio. bem humorados. respeitar regras. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. receita. poderão 251 . conto. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. desafio ou jogo.

o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. Nesse sentido. suas dúvidas. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. das diferentes respostas obtidas. enquanto lê. o que foi difícil. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. Nas situações de jogo. Na bibliografia desse trabalho. dicas para se jogar melhor. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. principalmente para crianças dos anos iniciais. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. o jogo não se tornará mero lazer. entre outras coisas. Além disso. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. características e acontecimentos na história. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. Além de jogar. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. Por isso. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. ainda. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. o giz e o livro didático”. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Dessa forma. etc. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. contar histórias desses povos. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. em que os alunos levantam e testam hipóteses. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. 252 . pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. usar a literatura infantil “. enriquece suas aulas.. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Assim. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. percepções e experiências. Segundo SMOLE (1999). o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. p. mas uma nova forma de aprender Matemática. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. podendo. por exemplo.potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. 1996. suas aprendizagens. (SMOLE. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Além da socialização de idéias. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. A partir da discussão estabelecida.. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. assim como explore lugares.

por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. álbum seriado. uma tabela. Além dos livros infantis. seleção de informações e resolução de problemas. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças.• • • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. escrita. Por meio dos projetos. Para reformular um texto. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. O ideal não é explorar um livro a semana toda. Não há necessidade de um livro para cada aluno. Você pode ter um livro por duplas. enigmas. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. os textos. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. em quais os recursos necessários. nesses casos. A leitura poderá ser feita em vários dias. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. problematizações especialmente preparadas para isso. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. etc. Na maioria dos casos. o original e a sua reescrita. Assim. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. portanto. pensar na organização da classe. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. 253 . expectativa. Alguns livros não apresentam um final definido. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Depois. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. um gráfico. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. os alunos podem elaborar o final da história. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. Nesse contexto. mas que envolvem duas ou mais delas. mas aos poucos. adequar o tempo à sua proposta. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Para a realização desse trabalho. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. interdisciplinares. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. com emoção. o professor poderá analisar a capa. etc. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. uma propaganda. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. com os personagens. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva.

para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. considerando suas dimensões afetiva. as crenças e os hábitos. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. promovendo. com um estilo próprio. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. modificar e integrar ideias. construir. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. Durante o desenrolar do projeto. os costumes. e destes com o professor. ter. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. que opiniões têm e que hipóteses levantam. pelas experiências vividas na escola. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. visualização e trocas. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. na avaliação e no planejamento. História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. Por meio das atividades propostas. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. • • • • • • • • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . com objetos e situações que exijam envolvimento. cognitiva e social. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. especialmente arte e língua materna. tecnológico e econômico. 254 . para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. mais uma vez. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Assim. os valores. como a linguagem. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. momentos de investigação e comunicação entre os alunos.Ao delimitar o tema. sejam capazes de tomar decisões. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa.

É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. exploratória. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. enfadonhas e desnecessárias tarefas. padeiro. De acordo com os PCN ( Brasil. resgata a própria identidade cultural. nesse sentido. operadora de caixa. divertida e desafiadora. arquiteto. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. 255 . A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. engenheiro. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. contador. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. construção e localização de monumentos). garçom. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. Os urbanistas. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. cozinheiro. • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. Devem-se apresentar curiosidades.Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. representante de vendas. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. arquitetos. mas uma matemática interessante. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. por outro lado. libera o aluno de longas. 2001). sua relação com a ética e consumo. mas sim exercícios de criatividade. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. sociológica e antropológica e. utilizando a matemática. Tecnologias da informação O acesso a computadores. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. Não mera manipulação de técnicas. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. pedreiro? Para D´Ambrósio. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola.

custo de uma produção. Assim. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. rótulos. pelo contrário. assim. folhetos de supermercado etc. tem efeito motivador na resolução de problemas. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. Nosso desafio. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. contas. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. promovendo. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. inferência. promove resolução de problemas. tornando-se mais significativo para os alunos. ou seja. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. tabelas e gráficos). a calculadora não inibe o pensar matemático. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. Atualmente. 256 . apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. bolinhas de gude. etc. pedrinhas. A seguir. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. embalagens. figurinhas. no processo de seleção de conteúdos. o desenvolvimento do raciocínio matemático.16). de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. ao explorarem este artefato cultural. caixas de fósforos vazias. recomendamos a organização de materiais diversos. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. quando usada de modo planejado. saber pesquisar e comunicar suas ideias.• • • • • • • • estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. formular hipóteses e verificar resultados. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. à decomposição. jornais. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. entre outras coisas. possibilita verificar as regularidades. à estimativa. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática.). Assim. como afirma D'Ambrósio (1993. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. investigar as propriedades dos números. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. p. Para esse fim. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. previsão). palitos de picolé.

Ressaltamos que. 33. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. de um prospecto. a reflexão e a introspecção. e construído na escola. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. 35. Ainda em relação às operações. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. de um desenho. Para chegar à solução. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. é importantíssima a exploração de jogos. 34. ordenar. arredondamentos e cálculo mental.Blocos de conteúdos 1. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. de uma programação de televisão. 257 . Enunciados abertos. ou seja. Situações qualitativas. a partir das relações com o mundo. Pensando em tudo isso. por isso. o professor poderá propor uma situação-problema. onde haja a expressão. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. material dourado e ábaco. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. tão necessárias no dia-a-dia. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. segundo Fernandez Bravo: 32. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. O raciocínio lógico é um processo pensado. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. resgatando a histórias de lugares. Para que a criança construa o significado de uma operação. planejado. Ao decidirem. cálculos. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. Situações sem número. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. em que eles possam exercitar a independência. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. medir. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. nas quais. subtração. de um esquema. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. num cartaz. que provoque curiosidade para descoberta. não se necessita de nenhuma operação. Fora dela. Portanto. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. codificar. de uma manchete de jornal. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. indução e analogia.Desafios para semana: ao início de cada semana. aos poucos. Ao final da semana. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. de uma foto. As operações fundamentais (adição. Utilização do raciocínio por dedução. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. comparações e ordenações. o aluno irá ampliando seu conceito de número. sugerimos algumas situações didáticas: . a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. mas de forma incompleta para se chegar à solução. de um fôlder. 36. O aluno criará o enunciado. ele acontece naturalmente. professora e alunos desvendam o desafio.

mas têm correspondência entre si. 44. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. 38. 258 . Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. e apenas um. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. Estão todos fora de ordem. 42. 39.37. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. 48. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. Existe um dado. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Resolver o novo problema. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. com o qual se possa responder. Inventar um enunciado. 45. e apenas um. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. 49. 43. Observar e comparar ambas as soluções. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). todas as perguntas apresentadas. unicamente. Observar e comparar as soluções de ambos. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. várias perguntas e várias soluções ou operações. São fornecidos vários enunciados. Apresentam-se várias perguntas. apenas um. 40. o enunciado de partida. 46. 51. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. 41. que não nos permite chegar à solução expressada. 47. Resolver novamente o problema. e mediante as operações indicadas. 50.

Apresentam-se enunciados incompletos. cardápio. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. receita.52. requer a consulta de dicionários. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. tabelas. 60. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. piada. Apresenta-se um problema resolvido. 59. apagaram-se os dados. O aluno completará o enunciado. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. Apresentam-se dois problemas diferentes. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. para ser respondida. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. Resolver problemas apresentados de forma completa. charadinha. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Misturam-se os processos de resolução. 62. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. convivência e relação com o meio. Apresenta-se uma pergunta que. é imprescindível facilitar o êxito da busca. de cujo enunciado apagaram-se os dados. em número e conteúdo. Para isso. ou simplesmente sair para o pátio. deixando-se os espaços em branco.. um conto breve. numa linguagem gráfica. 259 . operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. Uma poesia. 56. enigma. à sua idade -. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. com solução única. com várias soluções. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. textos. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los.. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. 61. 58. 55. 54. ou se apresentam dois enunciados misturados. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. de modo que não se pode responder a sua pergunta. Apresenta-se um problema indicando sua solução. diagramas. enciclopédias. De seu enunciado. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. 57. sem solução. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. 53.

compreensão de frações equivalentes. colher de café. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. balança. Embalagens. ordenar e classificar figuras. deformar. pés. trabalharemos com situações reais de medição. trena. analisar. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. Mais uma vez. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. Para isso. 260 . 2. comparar frações e ordená-las na reta numérica. ampulheta. cronômetro. jarra. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. fita métrica. xícara. Grandezas e medidas Neste bloco.sala de aula: número de passos X metros. Os alunos deverão reconhecer.Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . régua. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. sucata. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. metro. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. descrever e representar. por meio deles. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. termômetro. construir. passos. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. fita métrica. de forma organizada. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. tangram. porque. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. p. e . esticar. 1997. o mundo em que vive. relógio. pontos de referência e também a observação. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. copinho de remédio. pinturas. deslocamentos no espaço. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. calendário. e criar situações de medidas na sala de aula. identificar. moldar. por exemplo: . metro de madeira. copo dosador. colar. como: pedaços de barbante. relógio. 3. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. decompor. de obras de arte. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. Espaço e Forma Para compreender. etc. colher de chá. montar. manipular. desenhos. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. dedal. colher de sobremesa. colher de sopa. recortar. metro. esculturas e artesanato. representar e descrever o mundo em que vive. etc.

Márcia Regina F. pedir para que os alunos as tragam. Florianópolis: Insular. 1996. Os conteúdos na reforma. Terezinha Nunes. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. CARRAHER. BRITO. 2002. .Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas.. 2001. etc. de massas de modelar.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. César Coll. ______. Bernabé Sarabia e Enric Valls. São Paulo: IME. O método clínico usando os exames de Piaget. 1998. Tratamento da informação Neste bloco. elaborar livros de receitas culinárias.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. CARDOSO. São Paulo: Cortez. Estela Kaufman e NUNES.quantas jarras para encher um balde.Escrita de textos a partir da observação de listas. Materiais didáticos para as quatro operações. Outras idéias são: .Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve. . 2006. . Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. tabelas e gráficos. 2000. Indicamos também: . David Carraher e Analúcia Schliemann. . entre outros. Assim. 1986. 261 . Na vida dez.Atividades que façam uso de cédulas. etc (ampliar e reduzir receitas). Educação Matemática números e operações numéricas. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. . organizadora. Fazendo arte com a matemática. moedas e calculadoras.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas.quantos alunos deitados no chão para medir a classe. 4. . coleta e organização de dados estatísticos. tabelas ou gráficos. . Aprender pensando. 2005. São Paulo: Cortez. Virgínia Cárdia. na escola zero. César. Psicologia da Educação Matemática. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. Porto Alegre: Artmed. programas de TV preferidos. Petrópolis: Vozes. São Paulo: Cortez. Porto Alegre: Artes Médicas. . O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. COLL. Bibliografia Sugerida BRENELLI. de. .USP.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas.mesa: palmas da mão X centímetros. FAINGUELERNET. . de tintas. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Roseli Palermo. Juan Ignácio Pozo. Terezinha Carraher. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. animais de que mais gostam. tradução Beatriz Affonso Neves. Papirus. Kátia Regina Ashton. ______. tabelas e gráficos. 2006. . O jogo como espaço para pensar.quantos copos para encher a jarra. ______.

______. PCN. 2004. São Paulo: Cortez. Marta Kohl de Oliveira.Matemática e Educação: alegorias. São Paulo: Escrituras. Cybele. I. ALS. PIAGET. Mauricio e Antônio Barreto. 1993. São Paulo:Cortez. ______.USP. ______. N. 2006. 1997. Petty. Lino de. Record. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. ______.1997.Brasília: MEC/SEF. São Paulo: Perspectiva. 2002. Vânia (coordenado por). ______. Mônica Gather. senha e dominó. 1996. PARRA. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Casa do Psicólogo. Yves de La Taille. São Paulo: Casa do Psicólogo. Ensaios Pedagógicos. Educação e autoridade. Juan Ignácio (organizador). As competências para ensinar no século XXI. São Paulo: Cortez. Fusako Hori et al. Porto Alegre: Artmed. 2001. Brasil. 4 cores. 2005. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. POZO. Johan. 2005. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. Lino de. OCHI. São Paulo: Casa do Psicólogo. ______. HUIZINGA. ______. Philippe. 2001. Vygotsky. 2006. 2001. Luis A. 2002. tecnologias e temas afins. Aprender com jogos e situações problema. Lino de. 4 cores. Petty. UNICAMP. A arte de resolver problemas. Cecília. Trad. 262 . MARINCEK. a criança e a educação. Lino de Macedo. THURLER.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua.C. Campinas. Aprender matemática resolvendo problemas. Porto Alegre: Artmed. ______. Porto Alegre: Artmed. 1994. ______. Gente miúda na cozinha. Jogos infantis: o jogo. GIORGI.C. Cidadania é quando. ______. Porto Alegre: Artmed Editora. ______. Epistemologia e didática. São Paulo: Escrituras. Conhecimento. Frações sem Mistérios. Santaló. Ação – ensaios de epistemologia e didática. Ensaios construtivistas. . 2002. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed. 2000.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. 1992. O raciocínio na criança. Tradução João Paulo Monteiro. HUETE. Passos. MACEDO. 1998. George. Allessandrini. 1991. Dissertação de Mestrado. POLYA. Valéria Amorim Arantes. I et al. Irma Saiz. 2006. Luzia Faraco.FREIRE. 1997. MACHADO. ______. 2003. O uso de quadriculados no ensino da geometria. J. PERRENOUD. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. A. Nilson José. Yves de La Taille. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. SESI. Tradução Beatriz Affonso Neves. São Paulo: Escrituras. São Paulo: IME. ______. São Paulo: Escrituras. Belo Horizonte: Universidade. 1996. Linguagem. Plantares. RJ: Vozes. Petrópolis: Vozes. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. 2008. Ulisses Ferreira de Araújo. ______. Jean. Fernández. São Paulo: Paz e Terra. ALS. Educação: Projetos e Valores. 1999. Porto Alegre: Artes Médicas. 1997. Roland Charnay. 2003. Nilson José. Nilson José Machado. Cinco Estudos de Educação Moral. ______. Porto Alegre: Artmed. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed. Petrópolis. MACHADO. Cristina Dias. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. O jogo da Onça. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Piaget. 2001. J. LIMA. Sanches e BRAVO. Patrícia Sadovsky. São Paulo: Summus. São Paulo: Casa do Psicólogo. Grécia Gálvez. Porto Alegre: Artmed. Heloysa Dantas. organizadora. Secretaria de Educação Fundamental. 1996. MACEDO. MACEDO. 2005. São Paulo: Summus. Paulo. LA TAILLE. 1995. 2005. RAMOS. 2000. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. Maria das Graças Barbosa. Rio de Janeiro: Interciência. Juan Acuña Llorens. N. São Paulo: Ática. A solução de problemas. PEREIRA.C. Yves de. organizador Lino de Macedo . Passos. ______. Delia Lerner. senha e Dominó. Guy Brousseau.

Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . Heloísa Borges. Geometria na Amazônia: Ática. ______.. David L. 1992. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 263 . SMOLE. ROCHA. Vygotsky. São Paulo: Ática. Didática da Matemática. Jogos Matemágicos. Malba. Artmed.Problemas jogos e enigmas. STAREPRAVO. Eliane Reame. 1999. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 1996. Tânia. STIENECKER. São Paulo: Moderna. São Paulo: Ática. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro.. Ernesto Neto. SOUZA. Curitiba: Renascer. Piaget. ______. Belo Horizonte: Editora do Brasil. ZASLAVSKY. São Paulo: Ática. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. STIENECKER.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . Aventura decimal.Problemas jogos e enigmas. 2003. Saída pelo triângulo. 2000. TAILLE. Ler. ______. 2001. Números . 1993. 1991. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. escrever e resolver problemas. David L. Maria Ignez Diniz. Uma proporção ecológica. 1998. Ana Ruth. Eliane Reame de Souza. 1998. Cláudia.______. 1998. São Paulo: Ática. Katia Stocco. Rio de Janeiro: Record. Yves de La. Multiplicação .Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. TAHAN. São Paulo: IME – USP. Meu anel de sete pedras. São Paulo: Moderna. A matemática das sete peças do Tangram. ROSA.

104p. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. em diferentes situações. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. entre muitas outras ações. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. Na fase complementar. 23 24 Fase Inicial: 1º. Da mesma forma.br/seduc. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. as atividades metalinguísticas. 2006. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. para tomar decisões. Para saber mais sobre o assunto. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Na fase inicial. participantes da cultura escrita. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. Ed. Enfim. se queremos formar leitores plenos. para solicitar algo. emitindo sons para cada uma das letras. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. ou seja. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Para esses.portal. suas regras e suas partes. 24 assim. das competências envolvidas neste ato. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. Em geral. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. São ações que podem e devem ser aprendidas. para prestar contas do nosso trabalho. devem ser exploradas com maior intensidade. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. No entanto. Cortez. E escrevemos para distintos interlocutores. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. Fase Complementar: 4º e 5º ano. para pagar contas. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. Ler. os primeiros se convertem em leitores. na rotina. para nos divertir ou emocionar. com diferentes intenções. Não se trata mais de ensinar a língua. por isso.sp. ou seja. Trata-se de incorporar. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. Hoje.: il. 2º e 3º ano. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus.” Emília Ferreiro.2 264 . nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. a sistematização e a classificação de suas características. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. entre outros. Como nosso Sistema está organizado em fases23. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. para fazer uma receita. pesquise no site da educação www. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Como já dissemos. dentre muitas. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. Ler é. Além disso. Por isso. de sistematização e normatização da língua. atribuir significado. acima de tudo. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. para anotar um recado para alguém. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Fase Final: 6º a 9º ano. e a decifração é apenas uma. para reclamar de alguma coisa. isoladamente. São Paulo : SME / DOT. é importante convidá-los sempre a escrever. para comprar algo.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas.gov. para saber como vão pessoas que estimamos.santos. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. – v. de forma organizada e sistemática. para localizar endereços e telefones.

: il. realizada · Aprender comportamentos leitores. poemas. materiais de pesquisa etc. de filmes etc. os materiais. instrucionais. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). · Aprender comportamentos leitores. Ler com diferentes finalidades. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. 115p. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. científicos. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. 2006. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. listas. · Explorar as finalidades e funções da leitura. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Identificar quais crianças precisam 25 26 São Paulo : SME / DOT. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. é claro.: il. situações de produção e revisão de textos. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. entre outros). semana. jornal e Ler com diferentes propósitos. parlendas.A organização de uma rotina de leitura e escrita 25 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. conhecer diferentes suportes de textos. além. 115p. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. ao mesmo tempo. · Ler com autonomia crescente. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. textos jornalísticos. 2006. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. leitura realizada pelos alunos.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:26 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. São Paulo : SME / DOT. Exposição de objetos. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. · Utilizar a linguagem oral. 265 . . pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Em função disso. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. · Ampliar o repertório linguístico. o espaço. de situações de trabalho com a oralidade. etc. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos.

sem sentido melhorados.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 266 . problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. expor. ser convidadas a relatar. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. etc. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. confuso. buscando acrescentar. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. a cada atividade de partes. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. etc. etc. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. defender pontos de vista. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. individual. sobre o que se pretende ensinar. determinados aspectos. para torná-lo mais legível revisão. Uso de rascunho. intencional. ou repetitivo. relatar acontecimentos. dos textos. deslocar ou transformar Selecionar. uma ou duas questões a para o leitor. retirar. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. curiosidades. alunos. Produção coletiva. serem tematizadas: não tem sentido. opiniões sobre acontecimentos. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. em duplas. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. · Aprender comportamentos escritores. onde exista um interlocutor real. etc. semana. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. planejada. criteriosamente e legenda de fotos. expor temas. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo.

Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. arrastam/ arrastão). entre outros. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. de seja objeto de revisão. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. alternativas. o possível e o necessário” (Ed. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. um conjunto de regras. possibilidades de pontuar um texto. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. sistematização e a classificação de suas características específicas. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. Artmed). Após espaço de discussão de estratégias separá-las. pedindo que observem a revisar os próprios textos. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. Escrever ortograficamente. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. concordância. promovendo um as separem em grupos. de pontuação. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. busca de sabem nomear o grupo. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. mas não significa que o aluno adoção.: adoçam/ língua. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. sem privilegiar excessivamente alguns e 267 . Listas de palavras que não devem errar. ditá-lo. adjetivo. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas.

mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. organização de agendas de leitura. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. para ensinar um jogo complexo. etc. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. hábitos ou atitudes. 268 . Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. mas não têm um produto final. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Projetos. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Embora não decorram de propósitos imediatos. Ex: Leitura diária feita pelo professor. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. 27 Texto produzido por Rosaura Soligo. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. Formas de organizar os conteúdos escolares 27 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. Oficina de produção de textos. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. • • • Atividades sequenciadas. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. Roda semanal de conversa ou leitura. Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. quinzenalmente etc. etc. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente.deixar outros de lado. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. São muito parecidas com os projetos. semanalmente.

explicar e ouvir explicações. do gênero e do sistema de escrita. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. manifestar opiniões. Reescrever textos (contos. pois essas narrativas assustadoras cativam os alunos por meio do suspense. não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Para encontrar sugestões de contos de assombração. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). Estabelecer relações entre partes de um texto. mas sim um resultado: pode ser uma festa. embora seja desejada essa articulação. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). etc. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. textos jornalísticos. priorizou-se para o 5º Ano a produção de um livro de contos de assombração. utilizando recursos da linguagem escrita. entre outros). Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. ouvindo com atenção. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero literário: contos (de assombração). cartas. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. Assim sendo. Entretanto. lendas.br/seduc. um livro. encantamento e magia. formular e responder perguntas.portal. assombro. Vale ressaltar que. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. jornal ou texto.). esperamos que. 269 . Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. não significa algo “palpável”. ao final do 5º Ano. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). uma apresentação pública de leitura ou jogral. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia).Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Nos projetos. os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral. a organização de uma biblioteca de classe. pesquise no site da educação www. conjugando temas de diferentes áreas do saber. etc. regras de jogos. auxiliando-os a se apropriarem da linguagem escrita e das características específicas desse tipo de narrativa. entre outros). Sendo assim. considerando as ideias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. nesse caso.gov. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.santos. as características de seu portador.sp. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. uma mostra de trabalhos produzidos. Para finalizar. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente.

Diretoria de Orientação Técnica. ler contos de assombração selecionados. etc. 4. Secretaria Municipal de Educação. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: compartilhar com os alunos a proposta do projeto. V. Rio de Janeiro: Bloch. propor aos alunos a investigação. especificamente dos de assombração. combinar com as crianças. para garantir o contato intenso dos alunos com bons modelos do gênero.3. durante todo o projeto. 2006. Uma Nova Teoria da Aprendizagem.S. propiciar momentos de reescrita e produção de novos contos de assombração. 3. 1996. Delia. no dia do lançamento do livro. de outros contos de assombração. : Referências Bibliográficas BRUNER.Projeto: Contos de assombração Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): livro produzido pelos alunos com contos de assombração. pelos viajantes. o projeto tem como objetivo resgatar contos de assombração conhecidos pela comunidade. ilustração. FERREIRO E. fazer um levantamento dos contos conhecidos pelos alunos. Passado e presente dos verbos ler e escrever. mascates. 270 . Nesse contexto. – São Paulo : SME / DOT. SÃO PAULO. diagramação. Ana. São Paulo: Cortez. planejar o produto final dando oportunidade para os alunos selecionarem os contos que serão lidos em voz alta. contadores de histórias que habitaram e habitam as mais diversas regiões do Brasil. utilizando a linguagem própria desse gênero literário. em casa. O projeto possibilitará também a ampliação de conhecimentos sobre linguagem oral e aprofundamento da reflexão sobre a linguagem escrita. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. 2. a reescrever contos de assombração. momentos de contar histórias para que elas possam treinar diferentes entonações. Lerner.). Além da alfabetização. Porto Alegre: Artmed. colocando em jogo os saberes individuais. fazendo as intervenções necessárias. edição do livro (capa.Justificativa: os contos populares têm sido recontados ao longo de nossa história pelas amas de leite. MEC (SEB). São Paulo: Ática. Coletânea de textos. encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua. Liliana (org. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. com leitura em voz alta pelos alunos para os convidados de honra. procedimentos de produção e revisão de texto de forma individual e coletiva. O que se espera que os alunos aprendam: a linguagem escrita própria dos contos. usando as marcas do texto. TEBEROSKY.). possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente. para que as crianças possam ser parceiras de fato. 2002. Ler e escrever na Escola: o real. em dupla ou individualmente. Secretaria Municipal de Educação. O professor poderá programar uma situação de comunicação oral: lançamento do livro. compreendendo a importância do preparo para ler em voz alta. 2002. que receberão o livro autografado pelos autores. TOLCHINSKY. o possível e o necessário. garantir o trabalho em grupos. Essas narrativas populares ajudam a desenvolver o hábito da leitura e o gosto por ouvir histórias. procedimentos de leitura em voz alta de contos de assombração para determinado público. J. 1998. 2000. abrir espaço para pessoas da comunidade que sejam bons contadores de contos de assombração para compartilharem suas histórias com os alunos.

uso de massa de modelar. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode.). bem baixinho. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. Como dissemos. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. ou sair da classe. trabalho em pares ou grupos. Sugerimos que o professor. as orientações didáticas e o teacher’s guide do Spaghetti Kids referente ao 5º ano para elaborar seu próprio planejamento. ainda. previsão. ou rock para atividades motoras grossas. usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K.com) 271 . nessa idade. atividades do livro didático. W. como suporte ao aprendizado oral. físicas (com encenações e atividades de TPR). começar a cantar uma música de que as crianças gostem. além do português. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. criatividade e expressão física. com atividades lúdicas. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem. em inglês. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. que façam sentido à sua vida. Aos poucos. o CD. Y). ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. comparando-as com a língua portuguesa. etc. flash cards. troca de papéis. músicas. agrupá-los em duplas. jogos. Alunos do 5º ano adoram confeccionar maquetes. o vídeo ou o colega) para obter informações. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais. Mesmo nessa idade. jogos de adivinhação. ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo. interessantes. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. no caso da língua estrangeira. mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. pois os alunos terão. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. de forma a criar um ambiente alfabetizador. apagar as luzes e acalmá-los. Colocar música calma em volume baixo enquanto as crianças trabalham. Durante as aulas. com auxílio de recursos de áudio. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. o professor de inglês pode ainda ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. Ao assimilar um vocabulário básico. quartetos. a adivinhar. Outra opção seria fazê-los mudar de posição. Assim. pintura.tpr-world. Além disso. expressões simples em situações reais. bonecos e outros objetos com material de sucata. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. trios. as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. leia seus planos de curso. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em ingleses sozinhos. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. mas o professor precisa ler em voz alta ou. é fundamental que o professor. jogos. recorte e colagem. A relação dos conteúdos (conceituais. faça um jogo de warm-up ou cante uma música. terminar com uma atividade de reflexão sobre o que os alunos aprenderam na aula e como se sentiram. No entanto. quando o vínculo entre o professor e os alunos estiver estabelecido. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. a imaginar. o aluno passa a desejar aprender mais. cooperação. num primeiro momento. a recordar. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. incentivando-o a 28 Mais informações sobre TPR Activities: (http://www. vídeo e estímulos verbais do professor. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR28 (Total Physical Response) para executar instruções. A criança. artísticas (desenhos. o educador saberá quando poderá iniciar e permitir o uso da letra cursiva em inglês no 5º ano.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. No início do 5º ano. sugerimos que o professor desenvolva técnicas básicas associadas ao aprendizado. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. como: memorização. do sensorial e das ações. os educadores têm mais estas ferramentas para tornar as aulas mais significativas e atrair o interesse dos alunos e estimular o trabalho em equipe. uso de fantoches. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). desafiá-los a pensar. ao chegar.

O professor deve trabalhar as músicas do CD do livro. programas de TV infantis não existiriam. e ainda há as que são mais cinestésicas. you're welcome. associar. oferecendo variedade. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. draw. auditivas. além da internet. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. é útil e eficaz. no. a questionar. yes. fantoches. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. listen. bye-bye. Há vídeos. por meio de atividades diferentes. além de alternar as em grupo. um fantoche) para casa e o nomeia em inglês. ou "listen and do". O professor precisa estudar bem a música. principalmente. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. beautiful. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição em grupo. recursos materiais. you can do it better/nicer. material de áudio. circular e desenhar deve ser menor. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. uma dobradura. Além disso. DVD. No entanto. e imagens. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Para ser bastante eficaz. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. see you. very good. sit down. 4 ou 5 aulas. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. let's go. por conseguinte. as crianças estendem o aprendizado para seus familiares. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. sing. etc.: Good morning/afternoon. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. 272 . let's sit in a circle. DVDs e livros. outras. please. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. chapéus. Em inglês. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. um carro. as letras devem ser digitadas num tipo de fonte e tamanho legíveis ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. umas são mais visuais. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. Na preparação da aula. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. look. fine. point. duplas e individuais. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. etc. Dessa forma. ask. a mostra deverá ser renovada frequentemente. a pronúncia correta das palavras. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. answer. line up. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. como realias (material concreto). How are you?. dos jogos e das demais atividades e. durante as quais se praticam os elementos linguísticos. hi. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR. come here. como os flashcards. Ex. Além disso. stand up. let's sing. O tempo gasto com os exercícios de colorir. great. say. do contrário..participar dos trabalhos em grupo. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos e não se sentirem à vontade com o professor e o grupo. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. thanks/thank you. recursos visuais. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. thanks. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. além dos vídeos Magic English. May I go to the toilet?. mas não precisa ficar “preso” a elas. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. repeat. Além disso. é motivo de orgulho para os pais quando a criança leva um objeto (ex. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. vídeo.

dar segurança. caso decidam que sim. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo. na língua portuguesa. fornecer um elemento cômico. uso do calendário. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. relacionando-os e construindo pensamentos. é possível articulá-los aos conteúdos de história. Cabe ao professor decidir.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas. dia do mês. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play). 273 . porém de forma diferente. aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. o evento pode tomar proporções maiores e ser bem envolvente. no 5º ano. modelagem. a fim de planejar as aulas. fazer encenações. à família. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista. etc.br/seduc/news.santos. junto aos alunos. montagem de brinquedos com sucata. em reunião pedagógica. • Algumas danças. de pintura. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer. ou outros sites da internet. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. como também com a equipe pedagógica. • Quando o professor de inglês ensinar as roupas e acessórios é divertido organizar um desfile de modas – fashion show – revezando quem descreve o colega que estiver desfilando. Além disso.Muitas vezes. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom. • Com o professor de arte musical. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. podem-se trabalhar melhor as canções. em parceria com o professor da classe. aniversário.php). pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”. expressões corporais. vencer a timidez.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES. nas aulas de informática educativa. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches.sp. rimas. brinquedos. projetos.portal. os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. folclore. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. no laboratório de informática. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www. atividades de expressão corporal. além de incentivá-las a se expressar oralmente. hábitos alimentares. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. o qual pode ser usado ao final de cada unidade. Se houver espaço suficiente. No entanto.gov. idade.

Let’s Go 1 – Teacher’s Book. pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. É muito importante elogiar a produção do aluno. Assim sendo. Esta avaliação pode ser feita. REETZ. 2006. São Paulo: Macmillan. et alli. O ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. et alli. Os alunos precisam se sentir confortável para falar. mesmo que. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos.F. Kids United – Livro do Professor 1. etc.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads • Kidlink: Inglês http://www. A.gov..portal. Portanto. excellent. et alli. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. C. R. J. Hong Kong: Oxford University Press.sp.santos. D. A.. T. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões são sempre ótimas formas de motivar os alunos. assim. esteja “errado”. HARPER.sitesforteachers. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. SALVADOR. com cinco a dez alunos por vez. TAPIA. MELO. por exemplo. Isso demanda tempo e relacionamento afetivo estável entre os alunos e o docente da classe.: Macmillan. New York: Addison Wesley Longman. 2006. great. A.: Richmond Publishing. os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade.F. good work. E. 2000. – A motivação em sala de aula – o que é. 2000. M. não podemos exigir perfeição das crianças. como se faz. sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores. Assim. Tentar falar em inglês. New Parade 1 – Teacher’s Edition. Inc. W. 2005. & ZANATTA. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. & FITA. et alli. K. quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva.Na escola. 2002. segunda impresão. 274 .kidlink. D. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. de forma espiralada. mesmo que não esteja como o professor esperava.org • Best sites for teachers: http://www. L. Referências bibliográficas DEL PASO. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”.com Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. São Paulo: Loyola. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www. 1999. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Elogios ao empenho dos alunos e dizer very good. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. a princípio. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. HERRERA. Oxford: Oxford University Press. Mexico. Mexico.

Se o professor vai conceituar pulso e acento. esteja em um tópico específico. neste processo. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. acento. envolvendo a música com as outras disciplinas. aos poucos. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. atenção e prontidão. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. (STATERI. acento. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. Na educação musical. [. naquele momento.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. 275 . o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem.. Nesse processo. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Nesta fase. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. é importante avaliar. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. As canções e suas letras. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. improviso dirigido. sendo muitas de péssimo gosto. rítmica e melódica. mas somente as populares. etc.. professores. Porém. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. por exemplo. Momentos de apreciação. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. levam a criança a uma deformação da estética musical. O planejamento do professor precisa ser flexível. lateralidade. Desta forma. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. de forma mais significativa. musical e artístico. Ao trabalhar pulso. Então. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. normalmente destinada a uma apresentação. pois. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. para que possamos. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. por meio de atividades simples de pulso. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. Desta forma. mesmo que a ênfase. o aluno é movido por desafios. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. etc. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. lanche. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. de pouco ou nenhum valor musical. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. explorando os conteúdos conceituais. saída. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. deixando-a mais feliz e confiante. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. também somos vítimas desta situação.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. por meio de um jogo musical. como mais uma forma de expressão. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. como pequenos vocalizes. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. cuidadosamente escolhidas. replanejando quando necessário.

durante o canto coletivo. com interferências do professor nos momentos de execução musical. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. Além de extremamente prazeroso. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. propriamente dita. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. nesta fase. as notas musicais. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. o acento em diferentes compassos (binário. seja na sua altura. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. utilize atividades variadas. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. Para isso. o professor pode utilizar espaços alternativos. Em altura. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. destacando na música as partes mais agudas e graves. A cada retomada de um determinado tópico. quadra ou outros ambientes. 276 . este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. é importantes que. ou seja. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. pode haver uma resignificação destas propriedades. entre outros. durante a improvisação. perguntas e respostas rítmicas e memorização. Procure. aos poucos. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. Quanto mais a criança aprender a observar. timbre e duração. expressão e dança. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. Acento. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. intensidade. duração e intensidade. Improvisação sonora dirigida. trabalhando a dinâmica. Porém.Propriedades do som: altura. o pulso. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. como o pátio. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. Desta forma. Entendemos que. Ao utilizar a grafia convencional. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. por meio do improviso. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. pulso. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). A seguir. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. seja na elaboração. O professor pode criar formas de representar o som. seja na execução musical. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. até mesmo pequenos ostinatos. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. Se houver possibilidade. o acento e falando sobre o timbre. relacionando-as com a linguagem musical. o ritmo da canção. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano.

Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Mas. danças. mas sim buscar. agora que somos livres. 277 . Brasil. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Nossa vida mais amores”. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. Entre outras terras mil. és o destaque da América. Terra adorada. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Quanto aos outros hinos pátrios. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. Maria Zeí. despertando seu interesse e curiosidade. paráfrase. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. com bravura e firmeza. Mas é preciso que. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. etc. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. BIAGIONI. nas divisas com os outro países da América do Sul. naquele momento. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. nesta fase. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. 2000. Ó Pátria amada nós te saudamos. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. Ó Pátria amada. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. sentimos descer à terra. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. aos poucos. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. Brincadeiras cantadas. Com uma lateralidade mais desenvolvida. Se conseguimos conquistar essa igualdade. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. lembrando as glórias do passado. cantigas de roda. se fores convocado para a luta. A própria natureza fez de ti um gigante. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. Hino Nacional Brasileiro. dividindo-o em várias aulas. nos te saudamos. autores e breve biografia. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Brasil. forte e colossal que reflete em teu futuro. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. canções mais apropriadas à faixa etária. as crianças. São Paulo: Fermata do Brasil. é importante que este seja estudado mais formalmente. porém. etc. jogos.

em desenhos animados. A linha melódica deve ser bem nítida. quebrando preconceitos.]. cantadas ou ritmadas. a harmonia do todo. Espera-se também que.. deve ser uma referência para o aluno. Trabalhe a dinâmica das músicas. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. que. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. portanto.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. com a intenção de aprimorá-la. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. desestimulando a ação de gritar. Aprender a ouvir o outro. mais tarde. o motivo é a preguiça: o que é estranho. etc. cantar e ouvir. Desta forma. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento. a pompa dos concertos. por motivos variados: a vastidão do repertório. em conjunto. na maioria. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. a concentração necessária. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. suas brincadeiras são. Mostre a importância da expressão e da articulação. além de muitos outros.. A partir daí. cantando ou não. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. se necessário. Você. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Música clássica afugenta muita gente. normalmente. coletivamente. estes são grandes aprendizados. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. que ela pode fazer por meio da música. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. a desinformação sobre o assunto. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical).[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. No fundo. professor. Desde bebê. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. os ritmos facilmente assimiláveis. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. 278 . Podemos dizer que crianças que se exercitam. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. O cantar é a grande alavanca da educação musical. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. (Folha de São Paulo. e. em comerciais de TV.

antes e durante o processo de criação artística dos alunos. suas possibilidades de avaliar resultados. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. à criação. sente. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. suas habilidades em desenvolvimento. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. sua curiosidade. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. de acordo com o andamento das atividades. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. o contato com suas necessidades expressivas. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. para favorecer a produção artística dos alunos. inerente às propostas feitas pelo professor. à clareza e funcionalidade do ambiente. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. ligados à construção da forma artística. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. envolvendo questões relativas às técnicas. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. pensa e transforma. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. segurança para experimentar e correr riscos. 279 . sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho. objetos e trabalhos. ou seja. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. No percurso criador específico da arte. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. à característica mutável do espaço. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas.

o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. propõe questões relativas à arte. escolhendo obras e artistas a serem estudados. revistas. ritmos. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. texturas. Além disso. etc. CDs. gestos. materiais e técnicas. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. como ingredientes dessas atividades). desenvolvendo seu conhecimento artístico. os quais deverão ser aproveitados. texturas.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. não é apenas uma etapa do processo. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. sugestões. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. o mistério.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. formas. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. 280 .A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. estudioso da arte. incentivando a curiosidade. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. ao mesmo tempo. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. a incerteza. a questão difícil. em ruídos. Adquirindo este conhecimento. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. luminosidades. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. sons. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. o divertimento. volumes. vídeos. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. o humor. manifestações artísticas da comunidade. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. criador na preparação e na organização do espaço. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. linhas. Na área de Arte. apresentações musicais e teatrais. o nacional e o internacional. fitas de áudio. do ambiente que recebe os alunos. mídias em geral. em consonância com os conteúdos da área. etc. apreciador de arte. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. desafiando o conhecimento prévio. construindo junto com eles a surpresa. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. materiais trazidos pelos alunos também possibilita avaliar. cores. exposições.

a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. etc. leitura da notícias. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. apresentações. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. escolas e estilos. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. poemas e contos durante a aula. é a visita a museus e exposições de arte. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. o constante desafio perceptivo. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Quando organizamos uma exposição. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. cores. uma dança. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. escolher objetos como elementos para uma aula. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. uma festa da comunidade. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Em contato com essas produções. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. uma música. gestos e cenas.Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. Acolher materiais. sons. apresentações de trabalho de alunos. sensitivas. etc. como por exemplo. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais.). ensaios. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. 281 . Criar formas de apreciação da arte. exposições. mas para todas as outras áreas. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. uma história contada. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). um livro ou um objeto trazido de casa. um vizinho artista. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. formas. Devemos envolver os alunos nessa produção.

Música. suas mãos e olhos adquirem habilidades.portinari. Dança. Nesse sentido. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo.itaucultural.org. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. de relações humanas. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa.org. manifestações culturais particulares e assim por diante. medos.br 282 . falam de problemas sociais e políticos. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia. perguntas e inquietações de artistas. seu corpo movimenta-se. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais.br www. o ouvido e a palavra aprimoram-se. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. Teatro).afetivas e imaginativas. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. Sugestões de sites: www. Ao mesmo tempo. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. de sonhos. documentam fatos históricos.

pré-desportivo ou numa dança. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. musicalidade. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. sem a preocupação com estilo ou técnica. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. a discutir as regras e estratégias. saltos. além das técnicas de execução. ressignificá-los e recriá-los. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. colocando como desafio 283 . seu processo de crescimento e desenvolvimento. aquilo que era material ( corridas. a cada um. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. o aluno deve aprender. construção de bonecos. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. como um estímulo para a expressão corporal. afetiva. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. nesta fase. teatros de marionete e outros. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. Em sala de aula. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. trabalha-se no plano dos conceitos. as atividades devem envolver todo o grupo. é pouco percebida. corporal. dentro de um contexto cooperativo. músicas. apreciá-los criticamente. A relação entre a educação física e outras disciplinas. filmes. giros) torna-se conceitual. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. entre outros recursos. estamos trabalhando noções de seriação e classificação.” Muitas vezes. criatividade e interação do grupo. Assim. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. de relação interpessoal e inserção social). higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. conhecimentos sobre o corpo). estética. visando a seu aprimoramento como seres humanos. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. neste momento. assim. a educação física “trabalha no plano da ação motora. atividades rítmicas e expressivas. Seja num jogo recreativo. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. de forma democrática e não seletiva. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. ética. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. Lembramos também que. coordenação motora e espacial. Compreende-se a dança. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. social e de autonomia. tamanhos ou quantidades). auditivos e cinestésicos). o contato com músicas do universo infantil.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. de acordo com as suas habilidades. embora muito estreita. Nesse sentido. Podemos oferecer.

MEDINA. 84-106. Sonia. Mary (org. op. Manuel Jacinto (coords. JORNAL DO BRASIL. Braga. p. São Paulo: Contexto. São Paulo: Hucitec.20-38. In: DEL PRIORI. n. COUTO E MELO. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano.completá-las e cantá-las em voz alta. 1996. 1984. Manuel Jacinto (coords. As crianças: contextos e identidades. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. Simone. Carlos Alberto de. p. CCE. GABRIEL. Bibliografia ANDRADE. Rio de Janeiro: TV Escola. cit. Maria Ignez. Coleção Primeiros Passos. BAKHTIN. crianças dos escravos. In: DEL PRIORI. Manoel de. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. 1982. Bibliografia BATALHA. mimeo.). O brincar e suas teorias. DEL PRIORI. São Paulo: Pioneira. BARCELLOS.). Formação social da mente. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Rio de Janeiro: Record. 1999. L. 2a edição. In: DEL PRIORI. 1986. In: KISHIMOTO. Um exército de seis milhões de crianças. 1992. ARIÈS. Rio de Janeiro: Guanabara. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. Rio de Janeiro: Salamandra. p. José Roberto de & FLORENTINO. 1. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando.). Universidade do Minho. Editora Brasiliense.). Gilles. op. Exercício de ser criança. p. a educação. 1997. 2002.3373. o brinquedo. São Paulo: Martins Fontes. KRAMER. 284 . Campinas. In: BAZILIO e outros (orgs. A infância como construção social. 1959. Manuel e POSTMAN. S. BROUGÈRE. PINTO. Rio de Janeiro: Ravil.177-191. _. 1982.). Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. p.19-32. O que é folclore. op. Eleonora & ROBERTO. Crianças escravas. Proposta da Série Família e Escola.7-18. Revista Repertório Teatro & Dança. 4a edição. BENJAMIN. Marinheiro. Boletim do Programa Salto para o Futuro. delimitando o campo. Ediouro.9-33 VYGOTSKY. p. Infância tutelada e educação. Frank Wilson. 1991. Apresentação. Portanto. O desaparecimento da infância. História das crianças no Brasil. Armindo. p. Manuel Jacinto e PINTO. utilizando sua imaginação e percepção. 1999. SP: Papirus. 1997.). fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Mary (org. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. Mikail (Volochinov). UFBA. In: PINTO. Especialização em Dança. cit. SARMENTO. 2000. São Paulo: Summus Editorial. Reflexões: a criança. Carlos Rodrigues. 1999. 6. Mary. p. Dicionário do Folclore Brasileiro. O folclore na EEFD-UFRJ. cit. 13-38. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. Carlos Drummond de.). A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. As crianças e a infância: definindo conceitos. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. PUC-RIO. T (org. KRAMER. p. Mary (org. Rio de Janeiro: Achiamé. SARMENTO. Neil. GÓES. 1o caderno. 1998. In: KRAMER e LEITE (orgs. Manuel e SARMENTO. Manuel. Luís da Câmara. 2a edição.Educação. A criança e a cultura lúdica.). Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. BARROS. julho de 2001. Rio de Janeiro: Graphia. 1999. In: A senha do mundo. Portugal. BIÃO. Centro de Estudos da Criança. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Sonia. Walter. In: PINTO. maio de 2002. Manuel. História social da criança e da família. Philippe. Celina & CALFA. BRANDÃO. Manolo. CASCUDO. Infância: fios e desafios da pesquisa.

Darcy. Cultura. um conceito antropológico.a formação e o sentido do Brasil. 285 . 1995. 2000 RIBEIRO. Companhia das Letras.LARAIA. Jorge Zahar Editor. Roque de Barros. O povo brasileiro .

o homem. ao longo do processo.” (Paulo Freire) A multiplicidade de raízes da nossa formação cultural não pode ser desconsiderada pela escola. é um dos objetivos da fase complementar em relação à disciplina História. na dança. precisamos ir além da pedagogia do exótico ou da folclorização da participação dos negros na sociedade. construa de forma contextualizada os conceitos de tempo. mas conflitante. Somos um país multicultural e pluriétnico e os nossos currículos precisam contemplar o conhecimento dos povos que formaram esse país. não linear e evolutiva." (Marc Bloch) O ENSINO DE HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS A construção de conceitos. é preciso que a escola incorpore. Esperamos que o aluno. de modo prático. onde todos têm importância. versões que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. principalmente os existentes nos livros didáticos. entre outras. sujeito e fato histórico de forma que os transformem em leitura crítica do mundo. independentemente da cor ou posição social. é por natureza. mas num imaginário político mais amplo. na nossa língua. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. mas uma construção. na culinária. expressando-se na música. na literatura. Cabe à escola propor situações de aprendizagem que considerem a importância do negro e dos afro-descendentes em nossa sociedade.HISTÓRIA "O objetivo da História. especialmente de tempo histórico. Mas para que estas e outras questões sejam abordadas em sala de aula. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. para isso. a fim de que garanta na prática a diversidade étnico-cultural presente diariamente na nossa vida. 1 . a temática da igualdade e diversidade em sala de aula. cheia de interesses. com múltiplas interpretações e análises.DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL “Ensinar é inserir-se na história: não é só estar na sala de aula. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes. É papel também da escola refletir sobre as constantes representações sociais negativas. 286 . por meio de estigmas e estereótipos que marcam a população negra.

novas imagens e visões da história? Jean-Baptiste Debret. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. 1969 Coleção Roberto Bicca de Alencastro Acervo Museu Afro Brasil 2 . bem organizado. como recurso didático. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem.1830. Que tal levar para a sala de aula novos heróis. BA . permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. 287 . conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. São Paulo. Além disso. novos pintores. O estudo do meio. o estudo do meio. novos contos. Escravo sendo açoitado Retrato de Luís de Gama . por meio de atividades realizadas no entorno da escola e no próprio bairro. a vivência do que se aprende em sala de aula. é papel da escola proporcionar esses estudos. SP Militão Augusto de Azevedo Rubem Valentim Objeto Emblemático 3.Geralmente as imagens dos negros estão associadas à escravidão. Precisamos de referências positivas da participação do negro na História do Brasil. Conhecer e valorizar o local em que se vive. ou seja. para o ciclo I. Salvador. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador A Secretaria de Educação oferece estudos que proporcionam ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. Segundo o PCN de História e Geografia. pois permite a elaboração.1882. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta.

está na hora de transformar o tema em questões a serem resolvidas.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. analisar e construir novos saberes. um acontecimento. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. Cabe a nós decodificar seus ícones. como fonte histórica. deve ser explorada com cuidado. 288 . talhadas.. organizar os dados. por exemplo. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. Como qualquer outra fonte. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. valores e preferências de um grupo social. ainda esculpidas. Ao fazermos uso. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. refletir sobre que fontes usar. lembre-se que pesquisar é buscar a resolução de problemas. pois ela não representa a realidade histórica em si. forjada ou inventada. por alunos ou por especialistas. então. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo.Documentos “[. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. idealizada. 5 – Pesquisa A pesquisa é um caminho para descobertas.3 . A ela são agregados novos valores e interpretações. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. tudo o que fabrica. comece sempre com o levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema em estudo.. levantar hipóteses. planejar momentos de troca de informações e principalmente dar uma função social com as informações e descobertas realizadas. estabelecimentos de relações e construção de conhecimento. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. da complexa rede de relações. desenhadas. dos gostos. A observação direta. 4 . Após saber o que eles já sabem. Ao solicitar uma pesquisa. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. impressas ou imaginadas e. a manipulação e questionamentos de documentos produzidos pelo homem podem revelar muitas informações.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. cabe ao professor tornar esta atividade algo realmente produtivo. da sociedade que o criou. usou e o transformou. do seu nível tecnológico e artesanal. porque estariam retratando fielmente uma época. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. indo além do que é visível. Tudo o que o homem diz ou escreve. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. de imagens pintadas. mas deve-se sempre levar em conta que. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. de seus hábitos. é reconstruída a cada época. de Debret. sistematizando os conhecimento e divulgando-os. discutir sobre as possibilidades e maneiras de encontrar as respostas ou não. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. uma paisagem ou um determinado costume. pois como qualquer outro artista. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. modeladas. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. portanto.

Realidades.museuimperial. 1995. Problemas e Caminhos.org. CABOCLO.com. Aracy.pinacoteca.usp.gov. 254 págs. LANNA. 1993. 1997. HERNANDEZ. um garoto pequeno. Global . Livro do Estudante. 1999.palmares. . Brasília: IPHAN: Museu Imperial. 1998. Luis Donisete Benzi e LOPES DA SILVA. Filmes Kiriku e a Feiticeira (Kiriku et la Sorcière).com. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia.novomilenio. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO. Coleção de Olho no mundo.gov. Traficantes e Degredados.br http://www.br http://www. MEC/MARI/UNESCO.org.gov. O PODER DA COMUNICAÇÃO.casadasafricas.br http://:www. uma outra história? São Paulo: FTD.Indicações Bibliográficas BUENO. que nasceu com a missão de salvar sua aldeia da cruel feiticeira Karaba. Adriana.br http://www. A.br http://canalkids.br 289 . GRUPIONE.br http://www. org. A temática indígena na escola: novos subsídios para professores do 1º e 2º graus – Brasília. Uma cidade na transição: Santos.sp.com. USA. 1996.net http://www. D. direção: Michel Ocelot Baseado em uma lenda da África Ocidental. de Lourdes. 2005 HORTA.museudocafe. MUNANGA. _______________Brasil: uma História.br http//www. O Som da Liberdade (Sarafina). Sarafina. L. professora ensina jovens alunos negros a lutarem por seus direitos. Para entender o Negro no Brasil de Hoje . Brasilia: MEC/SEF. Leila Maria Gonçalves Leite.br http://www.br http:// www. 1996 NEMI. a animação conta a história de Kiriku. Sao Paulo: HUCITEC.inf http://vivasantos.História.unisanta. mas dons especiais. Ed. 2003. Rio de Janeiro: Objetiva. França/Bélgica/Luxemburgo. 1870/1913.itaucultural.br. Didática de História: o tempo vivido. . Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. Náufragos.mundonegro. Guia Básico de Educação Patrimonial. Eduardo. essas lições serão um rito de iniciação na vida adulta. Ana Lúcia Lana. Sites: http://www. Para uma aluna em especial.com. direção: Darrel Roodt Na África do Sul.museudapessoa. 2001.geledes. 116 min.br/prc/engenho http://www. 71 min.br http://www.br http://www. 1999.com. GRUNBERG.santos.org.org. A incrível saga de um país.Ação Educativa. na forma de uma brutal tomada de consciência a respeito da realidade que a cerca. São Paulo: Editora Ática.museudoindio.casadeculturadamulhernegra. Editora Abril.br http://www. M. A África em Sala de aula – São Paulo: Selo Negro. Kabenguele e Nilma Lino Gomes. Eliane e Irene Barcelos.

filmes. 290 . diários de viajantes. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. textos da Internet. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. como exemplo. desenhos. o estudo do meio. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. a escola. esculturas. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica.. fotografias. Mas não para por aí. a geografia pode contar com muitos aliados: música. histórias em quadrinhos. peça de teatro.GEOGRAFIA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM GEOGRAFIA A geografia é uma ciência de observação. Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Enfim. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. gráficos e esquemas. os arredores. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. levantamento de interesse junto aos alunos. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. Além dos textos. os diferentes modos de morar. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. Segundo o PCN de História e Geografia. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Aos poucos. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. levantando hipóteses próprias. enciclopédia eletrônica. que podem culminar em uma exposição. de viver. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. a rua da escola. Com as informações em mãos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. grafites. pinturas. estilos de arte. de Tarsila do Amaral. pois permite a elaboração. para o ciclo I. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. lugares. comparar com outras imagens.. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Cartazes. matérias de jornal. como recurso didático. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. construções etc. A partir delas. a casa. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço.

Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). plantas da cidade. o bairro. 291 .5 centímetros entre São Paulo e Santos. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). seja para se comunicar ou para obter informações. é feito um trabalho processual. centro histórico. Em seguida. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. a referência espacial da criança é o corpo. onde o aluno tenha questões para resolver. etc. Engenho dos Erasmos. partindo da sala de aula para a rua. etc. sugerimos: • Explore a noção de legenda. chegando à noção espontânea de escala. depois e entre). por exemplo. maquetes e plantas. na cidade de Santos. Assim.) empregando sucata. • • • Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. fotos de satélites. entre as fotos e as pessoas. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. a classe poderá concluir. etc. a cidade. por exemplo. Para compreender essa redução. mas. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. depois. maquetes e plantas Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. Explore a procedência das famílias. que. discutindo as usadas convencionalmente. saber o que significa. Num primeiro momento. bem organizado. o estado e o país. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. a percepção do que é maior ou menor e legendas. analisem as diferenças de tamanho entre elas. separa). a distância de 1. separação (aquilo que limita. folders turísticos. em grupos. existe um grande número de migrantes. ou seja. construa escalas intuitivas. os traços azuis representam rios. ou seja. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa.O estudo do meio. Para tal. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. Mapas. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. Inicie o trabalho com mapas simples. converse sobre as razões desse fato. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. Os aviõezinhos representam aeroportos.: porto. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. A sua representação depende da escala adotada. nas séries finais do ciclo I. morros de Santos. ordem ou sucessão (antes. Nessa atividade.

a sociedade construiu uma relação predatória com a natureza. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre São Paulo e o Brasil para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões.• O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço. o homem modifica a natureza. que escreveram suas opiniões ou que fizeram comentários sobre as pessoas do lugar. seus costumes. 292 . cabe questionar como o equilíbrio ambiental está sendo afetado e o que pode ser feito para modificar as atitudes dos cidadãos. reescrita. recortes de jornal e revistas. pessoas que visitaram os lugares. Ao discutir a construção do espaço geográfico no contexto da industrialização. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais já conhecidos. Educação Ambiental Ao produzir seu espaço. interferências. dramatizações.000 (“um para quinhentos mil”). representação por meio de desenho. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. braça. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. No processo de urbanização e industrialização. podem se usados outros padrões de medida. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. criação de poemas. pé. Nesse sentido. Comece com objetos. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. Assim como o barbante. que resultou da exploração dos recursos naturais gerando uma crise ambiental. letras de música. palito. cujas imagens deverão ganhar legendas. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado. entre outras. Cabe à escola implantar um programa de educação ambiental que promova o desenvolvimento de conhecimento. depois parta para a sala de aula. • Relatos de viagem. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. textos explicativos. A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. tais como: palmo. títulos. para isso.

Interesse em conhecer o funcionamento do corpo. • Desequilíbrio ecológico. Incorporação de hábitos simples e necessários de alimentação e preparação dos alimentos. • Alimentação equilibrada. • Hábitos alimentares. análise e observação (ao fazer gráficos. e respeito. esquemas. quadros. • Elaboração de folhetos para divulgação de medidas de prevenção de algumas doenças • ATITUDINAIS Colaboração em atividades coletivas (por exemplo. • Noções de ecologia. • Organização e registro das informações por meio de desenhos. listas. imagens selecionadas. Corpo humano e saúde • Visão geral do corpo humano. entrevistas. • Defesas naturais e estimuladas. • Etapas do crescimento e desenvolvimento. • Cadeias alimentares. por exemplo. dados e conclusões. • Elaboração de cardápios. • Mudanças sexuais. • Contágio por vermes e micro-organismos. emoções e vivência social. • Estabelecimento de relações entre hábitos alimentares. como curiosidade. por exemplo. • Levantamento de dados. • Busca e coleta de informações por meio da observação direta ou indireta. organização e rigor nas observações e análises. Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • • • • • • • • 293 . Conhecimento sobre as opiniões dos colegas ao trocar ideias.) • Estabelecimento de conclusão com base na análise de dados do assunto em estudo. • Transformações sofridas pelo alimento no organismo. • Descrição dos próprios hábitos alimentares e comparação com os de outras pessoas do seu convívio e de outras regiões. • Comunicação oral ou escrita das suposições. textos mais elaborados. • Animais em extinção. • Alimentos: origem. adotando atitudes promotoras de saúde. tabelas. • Principais sistemas e aparelhos. maquetes. experimentações. cultura. listagens que refletem. • Sol x plantas x fotossíntese. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Ecossistemas (exemplos de ecossistemas). • Higiene e saúde. necessidades energéticas para diferentes atividades físicas.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) ) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Como se relacionam os seres vivos. fonte e funções. Respeito às diferentes opiniões dos demais. leituras de textos. sobre o funcionamento do corpo. hábito alimentar. das embalagens de alimentos etc. PROCEDIMENTAIS • Estabelecimento de relações entre os diferentes aparelhos e sistemas que realizam a função de nutrição para compreender o corpo como um todo integrado. Desenvolvimento de hábitos relacionados ao cuidado com o corpo. • Ecossistemas ameaçados. ao trazer imagens para uma atividade de recorte e colagem). Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício e de atitudes compatíveis com a preservação da natureza. tabelas.

• Reprodução humana • Sistema reprodutor: feminino e masculino. sentimentos e conflitos na área da sexualidade para que reconstruam por si mesmos seu modelo de interpretação da realidade. • Gravidez e parto. • Comparação dos principais órgãos e funções do aparelho reprodutor feminino e masculino. nos debates sobre adolescência e preconceito ligado ao sexo. • Questionamentos sobre degradação dos ambientes. • Comparação entre diferentes ambientes em ecossistemas brasileiros quanto à vegetação e fauna e suas inter-relações e interações. por exemplo. particularmente na região onde vivem. • DST (formas de contágio e prevenção). • Observação. infecciosas. • Aids e abuso de drogas. • Descrição de medidas de proteção e recuperação do ambiente. • Vacinas. • Observação de animais e seus hábitos. • Sexualidade e gravidez na adolescência. Recursos tecnológicos • Alimentos industrializados. e em outras regiões. • Divulgação de informações sobre transformações provocadas nos ambientes pela ação humana. • Comparação da reprodução humana com a de outros animais. • Valorização da vida em sua diversidade • Exposição de ideias. relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade. identificação e descrição das transformações físicas. fisiológicas e psicossociais na infância e adolescência. • Reconhecimento da importância das campanhas e medidas de preservação da saúde. 294 . • Conhecimento de seus direitos e deveres como. • Conservação de alimentos. • Preservação dos recursos naturais.

100. • Tipos de frações: o própria. Apropriação de diferentes estratégias para resolução de qualquer tipo de trabalho. que envolvam números naturais. • • • • • • • 295 .5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. o Divisibilidade. compreendendo diferentes significados das operações envolvendo números naturais. Números Racionais • Fração de uma quantidade. que envolvam números naturais. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. na resolução de situações-problema do cotidiano. escrita. • Comparação e ordenação de números racionais na forma decimal. • Operações e conceitos: o Adição e subtração .multiplicador com 1 e 2 algarismos. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal. empregando números e quantidades. 1000. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. • Operações com frações: o adição e subtração de números fracionários com denominadores iguais. • Ampliação do repertório básico das operações com números naturais para o desenvolvimento do cálculo mental e escrito. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. o Divisão com números naturais (divisor com 1 e 2 algarismos). o Divisão . Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. o Múltiplos de um número natural. Respeito às regras de jogos.divisor com 1 e 2 algarismos. o Multiplicação . ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis • • • para a aprendizagem de Matemática. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. o Números primos. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. o Divisores de um número natural. gráficos e tabelas. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999. formulação e resolução de situaçõesproblema. transpondoas para a sua rotina. que envolvam números naturais. • Comparação e ordenação de números racionais. • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. • Produção de frações equivalentes. • Frações equivalentes • Simplificação de frações.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1.com e sem reagrupamento. Hábito em analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. o imprópria.999. na resolução de situações-problema do cotidiano. o multiplicação de um número natural por um número fracionário. pela observação de representações gráficas e de regularidades nas escritas numéricas. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. acrescentar quantidades. como fonte de aprendizagem. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. Interação com seus pares de forma cooperativa. interpretação. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar. • Leitura. que envolvam números naturais. Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. na resolução de situações-problema do cotidiano. o Multiplicação com números naturais (multiplicador com 1 e 2 algarismos).999. Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Análise. Educ. comparação e ordenação de representações fracionárias de uso frequente. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. comparar e completar quantidades. • Uso do conceito de adição como ideia de juntar. evitando interpretações parciais e precipitadas. respeitando o pensamento do outro. Respeito pelo pensamento do outro. o Multiplicação e divisão por 10.

arestas e vértices. Perseverança. diagramas e gráficos) e construção dessas representações. transpondoas para a sua rotina. • Utilização de procedimentos e instrumentos de medida. • Coleta. • Construção de sólidos geométricos. • Círculo e circunferência 3. • Medidas de capacidade: o litro e mililitro. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. 100 e 1000).CONCEITUAIS Números Decimais • • • • • • • • • leitura. comparação. divisão (por 10. • Uso da calculadora. • Cálculo de perímetro e de área de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros e áreas de duas figuras sem uso de fórmulas. interesse em conhecer e utilizar diferentes estratégias para calcular e os procedimentos de cálculo que permitem generalizações e precisão. bases. para identificação de características previsíveis ou aleatórias de acontecimentos. o três dimensões: comprimento. científicos ou outros. • Ângulos. Grandezas e Medidas • Sistema monetário. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. • Reta e segmento de reta. comprimento e quilômetro. Espaço e Forma • Sólidos geométricos: o elementos do sólido geométrico: faces. operações com números decimais: adição. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. o transformação de unidades • Medidas de comprimento: o metro. multiplicação (por 10. a partir da interpretação de gráficos e tabelas. largura e altura. • Formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica. • Construção de gráfico de colunas. tabelas. PROCEDIMENTAIS • Cálculo simples de porcentagens. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. em função do problema e da precisão do resultado. tonelada e arroba. • Produção de textos escritos. • Localização de dados numa tabela. • Estabelecimento das relações entre unidades usuais de medida de uma mesma grandeza. • • ATITUDINAIS Respeito às regras de jogos. esforço e disciplina na busca de resultados. Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais de cálculo. construção de gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. 100 e 1000). • Quadriláteros: classificação. Segurança na defesa de seus argumentos e flexibilidade para modificálos. • Representação de dados em tabelas. • Triângulos: classificação. o transformação de unidades • Medidas de massa: o grama. escrita. fração decimal e porcentagem. • • 2. 296 . subtração. • Construção de polígonos a partir de suas principais características. o transformação de unidades • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. pela observação da posição dos algarismos na representação decimal de um número racional. quilograma. organização e descrição de dados.

Volume: o metro cúbico e decímetro cúbico. tabelas e gráficos. interpretação e construção de textos. listas. Tratamento da informação • Leitura. 4. centímetro quadrado e quilômetro quadrado. o área: . o transformação de unidades (de superfície).quadriláteros e triângulos.CONCEITUAIS • Perímetro Superfície: PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS o metro quadrado. 297 .

ideias e conceitos.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. a inter-relação de pensamentos. * Comunicação via internet (e-mail. de comunicação e convívio social. transformando informações em conhecimento. outros). Site da Educação. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. a memorização. ATITUDINAIS *Convivência em grupo. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Valorização das tecnologias (My Kid. homepage). * Uso dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet de modo a promover navegações seguras. Mesa Alfabeto. * Utilização dos recursos de multimídia para pesquisa. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. 298 . * Refinamento de pesquisa. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. * Uso das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. a coordenação motora. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da linguagem computacional (Processamento. * Organização adequada em arquivos na área de disco (pastas e subpastas). hardware e software). a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação.

° Pronomes: pessoais. Hábito diário de leitura de fontes diversas.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. pintura. hiato). encontro consonantal. etc). Produção e revisão de texto relacionado ao projeto desenvolvido na sala de aula. Produção de textos de diferentes tipologias. de tratamento. fábulas. história em quadrinhos. Adoção de espírito investigativo (pesquisa). escultura e outros). música. • Textos extraverbais (ex: fotografia. a partir do domínio crescente da língua. Leitura de textos de gêneros diversos. tritongo. Aprofundamento e estudo das diferentes classes de palavras e seus significados. cartas. trava-línguas. futuro). ° Concordância verbo-nominal. parlendas. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. piadas. indefinidos e demonstrativos. operando com os conhecimentos sobre a língua. Leitura • Textos de gêneros diversos: poemas. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. ° Discurso direto e indireto. mas também fora dele. • Itens da gramática normativa (revisão): ° Substantivo (conceito). pretérito. • 299 . Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Linguagem e participação social. ° Divisão silábica: dígrafo. Construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. encontro vocálico (ditongo. Preservação do patrimônio cultural e coletivo em língua escrita. Uso da leitura como instrumento de pesquisa. Autonomia e criticidade crescentes em relação às produções escritas. diário pessoal. não apenas no ambiente escolar. mitos. notícias. possessivos. ° Tempos verbais (presente. • Leitura e interpretação de texto. sotaques. Hábito da pesquisa em dicionário. notícias. oblíquos. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. contos. ° Revisão: verbos (conceito / infinitivo). Uso de diferentes discursos em situações de comunicação escrita. Escrita • Produção de texto individual e coletiva. • Intertextualidade. instruções. literatura de cordel. canções. Exercícios da cidadania crítica e reflexiva. ° Preposição. dança. lendas. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. relatos e entrevistas.

° Sinais de pontuação (ponto e vírgula). substantivos terminados em ANCIA. negação. 3. ENCIA. ° Acentuação (crase). Grafias e expressões: a gente / agente. Interjeição. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. terminação em OSO/OSA de adjetivos. a / há. ° Verbos e concordância verbal (revisão). dúvida. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS ° ° ° ° 300 . ° Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). afirmação). a partir de um tema gerador previamente selecionado. ° Advérbios (tempo. Regularidades morfogramaticais (terminação em EZA de substantivos derivados de adjetivos. • Características do gênero (contos de assombração) /portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. ° Ortografia: 1.CONCEITUAIS Artigo definido / indefinido. modo. Irregularidades ortográficas.) 2. ANÇA. Adjetivo e locução adjetiva. onomatopéia.

5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. dance. PROCEDIMENTAIS Uso. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. o As condições do tempo: What’s the weather like? It’s. o As cores das roupas: What color is it? It’s... Respeito ao momento em que o outro fala. swim. skate.. color. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra. What color are they? They’re… o A quantidade de peças de roupas: How many . jump. em situações cotidianas. close/open your book/the door. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. play. thank you. o Expressar-se quando não souber dar uma resposta: I don’t know. play soccer. congratulations. stand up. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula.. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. / What time do you. o Os nomes de outras pessoas: What’s her/his name? o As horas: What time is it? It’s .. ride a bike. do vocabulário e diálogos aprendidos... shake your leg. run... look at my…. o A estação do ano preferida: What’s your favorite season? It’s.. / No. cross your arms. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. o As profissões das pessoas: Is . write.. • Perguntas e respostas sobre: o O que está fazendo: He/She is ____ing. draw. erase the board. raise your hands... / They are ____ing. ___ isn’t. run. Parceria na construção da pronúncia dos colegas... 301 . are there? There is/are . ouvindo com atenção. glue. please. repeat.? At ____ o’clock. sit down. read. fly. it’s easy. cut. cook. speak.. ___is. watch TV. Contato com músicas. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Comandos: jump. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. o Falar sobre a profissão dos pais: My mother/father is a/an….. o As habilidades de cada um: What can you do? I can/can’t.. a _____? Yes. swim.

listen to music. her. Carnival. o Profissões: teacher. have breakfast. T-shirt. go to bed. fly a kite. we. Thanksgiving. o Roupas: dress. dentist. o Estações do Ano: Summer. o Relacionado ao tempo: clock. o Modal: can (para indicar possibilidade e habilidade) – afirmativo. nurse. rainy. student. get up. Mother’s Day. windy. midnight. short. shorts. partes da casa. Spring. good-looking. dias da semana. jacket. father. he. brother. engineer. you. negativo. have lunch. swim. o Pronomes possessivos: my. police officer. tennis shoes. animais. she. glasses. boots. snowy. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS     302 . take a shower. your. doctor. play. ride a bike. tall. noon. thin. his. go to school. watch TV. skirt. dance. Halloween. o Ações: jump. o Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. watch TV. jeans. jeans. Easter. they. Fall. o Locais de prestação de serviços: fire station. run. Winter. secretary. it. interrogativo. pilot. Father’s Day. driver. lawyer.      CONCEITUAIS • Vocabulário: o Revisão: Esportes. and young. firefighter. fat. sneakers. go home. brush my teeth.números. old. o Pronome pessoal: I. skate. ugly.presente simples. hot. cloudy. sweater. socks. o Membros da família: mother. do homework. hospital. o Presente simples. o Descrições físicas: pretty. cold. June Festival. • Gramática: o Verbo “to be” . architect. sister. Christmas. meses do ano. o Condições do tempo: sunny. o Present continuous. have dinner.

dinâmica. da qualidade vocal do grupo. utilizando instrumentos de percussão. • Criação e grafia de motivos rítmicos.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Percepção do pulso. brinquedos cantados. Valorização da voz como instrumento de comunicação. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. Canto coletivo. Hino da Independência. Formações instrumentais: Orquestra de cordas. percussão e movimentos corporais. ATITUDINAIS • • • • A Orquestra Naipes da orquestra e suas disposições. destacando-se o compositor e sua breve biografia. reconhecendo os instrumentos musicais. Canto coletivo. Formação de repertório. Valorização da cultura popular. Valorização da produção artístico-musical individual e do grupo. Leitura e ditado rítmico (subdivisão binária): Figuras de valores. dirigidos pelo professor. etc. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ostinato Improvisação sonora dirigida. do cotidiano. pulsação. do aprendizado e uso da linguagem musical por meio de debate. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente. percebendo o que pode ser mais saudável. marcial e fanfarra.. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. do acento e utilização de ostinatos. 303 . O Maestro Instrumentos de orquestra. Hino à Bandeira Nacional. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. de câmara. Hino Nacional Brasileiro. objetos sonoros. Cordas. Interpretação. Apreciação da música erudita. • Identificação dos diferentes tipos de formações instrumentais. Sopros (madeiras e metais) Percussão (com altura definida e sem altura definida).sinfônica/filarmônica. • • • • Valorização da música enquanto linguagem e forma de expressão. Banda sinfônica. danças. Música erudita. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. de entoação de intervalos e graus conjuntos). etc. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. canções. • PROCEDIMENTAIS Leitura e ditado rítmico introduzindo figuras de valores gradativamente. Realização de jogos. brincadeiras. por meio de canções conhecidas. parlendas. Hino da Proclamação da República. Reflexão e avaliação: do repertório trabalhado durante o ano. Interesse. brincadeiras e histórias do folclore brasileiro. levando a uma melhor qualidade de vida. Manifestações folclóricas: jogos. • Criação de improvisos sonoros.

5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Desenvolvimento do senso crítico. reflexão. (sugestão: Seurat e Claude Monet). Respeito à própria produção e à do outro. Modelagem . bem como o reconhecimento do que já existe. • Observação da realidade e do meio em que está inserido como fonte de inspiração para registro em quadrinhos e criação de personagens. Arte africana. Origamis. Arte abstrata. Desenvolvimento da criatividade. Respeito às normas de funcionamento. Valorização do silêncio diante da concentração. Valorização da solidariedade e da cooperação. • Uso dos elementos da composição visual como o instrumento de leitura diante das manifestações artísticas. às idéias dos demais. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Monocromia e policromia. • Uso do papel como expressão tridimensional. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais. (Sugestão: Paul Klee). • Modelagem de bonecos • Confecção de licocós (Arte Indígena). contextualização e encenação de histórias infantis e encenação. PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. • Apreciação de imagens diversificadas. Respeito às normas de funcionamento. • Interpretação. às idéias dos demais. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Textos teatrais. • Uso do corpo como expressão artística. Cuidado na preservação da produção artística pronta. Pontilhismo. Respeito às formas de expressão artística diferenciadas. • Observação das formas e movimento nas manifestações artísticas abstratas. não convencionais. ativando a memória afetiva. 304 . • Exploração de técnicas de colagem na produção artística. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. à colaboração e à iniciativa própria e alheia.bonecos (sugestão: Mestre Vitalino). • Análise da arte como registro histórico e produto cultural. • Análise da arte como registro histórico e como produto cultural. • Observação do fazer artístico como experiência de interação. (sugestão: leitura e contextualização das obras de Rugendas e Debret). Colagem na obra de arte. Arte indígena História em quadrinhos.

jogos populares. • Valorização de momentos de reflexão. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. rolar. • Construção de novas regras e estruturas dos jogos. elevação dos batimentos cardíacos. desenvolvendo atenção. • Adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. estabelecendo relações com o espaço disponível. • Interiorização de uma nova postura perante a dinâmica da competição.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. matemática. amortecer. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. saltos e arremessos. • Respeito as suas possibilidades e limitações corporais. 305 . • Resolução individual de problemas corporais. rebater. • Desenvolvimento de uma atitude crítica reflexiva em relação a padrões impostos pela cultura. • Atividades com divisões de grupos. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. • Participação em jogos pré-desportivos. assim como em danças simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. cooperação. cooperativos e recreativos. • Circuitos abertos com: corridas. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Jogos pré-desportivos. plástica e corporal. brincadeiras e danças. reconhecendo os próprios limites. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. limite e participação social. bater. com ajuda do professor. levando à autonomia • Participação em jogos coletivos. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. • Reflexão sobre valores como autonomia. valorizando a participação de todos. • Uso da atenção. arremessar. • Atividades em sala de aula. PROCEDIMENTAIS • Participação em atividades cotidianas. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. • Construção de regras de jogos. • Exercício do “ganhar” e do “perder”. como meio para produzir. • Danças expressivas da cultura popular. gráfica. • Discussão das regras dos jogos. • Reconhecimento. • Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. ATITUDINAIS • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. • Responsabilidade e compartilhamento com a intenção de afastar ao máximo a probabilidade de ocorrerem acidentes e atender as necessidades dos participantes. apresentando mais uma opção. • Valorização das diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. brincadeiras ou outras atividades corporais. • Valorização da convivência solidária. respeitando o grau de dificuldade da criança. observação e memória. • Uso da cooperação durante as atividades. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. • Circuitos de força. • Atividades competitivas. agilidade e habilidades motoras. • Utilização de habilidades (correr. • Jogos individuais e coletivos. • Experimentação de atividades de danças. brincadeiras. excesso de excitação e cansaço. a cooperação. • Noções de higiene e saúde. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. • Respeito às regras. memória e observação. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. chutar. • Regras dos jogos. •Constatação de alterações corporais nos exercícios que envolvam esforço. girar) durante jogos. ritmo e coreografias simples. expressar e comunicar suas idéias. saltar.

• Adoção de atitudes de respeito mútuo. esportes e brincadeiras. respeitando as diferenças. • Expressão de opiniões em situações de jogos. dignidade e solidariedade em situações competitivas.• Uso de suas possibilidades e limitações corporais. 306 . •Uso de opiniões e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. • Respeito aos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. esportes e brincadeiras. • Respeito na utilização dos espaços comuns. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. repudiando qualquer espécie de violência.

etc. capitania de São Vicente e Pernambuco. • Valorização da cultura negra como formadora da cultura brasileira.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. músicas. listas. • Valorização da diversidade cultural dos povos. teatro. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. Troca de informações sobre o modo de viver. • A importância da África na formação do povo brasileiro. Uso de diferentes fontes históricas: fotos. • Empenho e colaboração nas atividades em grupo. etc. Leitura de textos de fontes diversas: música. hábitos. quadros. gravuras. textos e maquetes. • Os africanos : o continente africano e sua diversidade paisagístico-cultural. documentos escritos. histórias de vida. • Exposição do próprio pensamento. com as demais pessoas do convívio escolar. • Reconhecimento da importância da participação da população nas lutas pela democracia e o poder do voto. texto. pinturas. Relig. Apropriação dos dados coletados por meio de pinturas indígenas. década e século). • Medições de tempo: calendário cristão (ano. • O Brasil indígena: o Brasil antes da chegada dos colonizadores: as nações indígenas. • Integração aos grupos dos quais faz parte. • Valorização da cultura indígena. • Fundação da Vila de São Paulo (1554). • Ser escravo no Brasil: resistência negra: quilombos e líderes negros.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • História: o que é? • História pessoal: a história de vida do aluno e o uso de documentos. Planejamento de estudos do meio com a ajuda do professor. Organização e registro das informações por meio de desenhos. Contextualização dos principais acontecimentos e suas transformações para a sociedade de ontem e hoje. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. 307 . • Inserção do negro na economia colonial: a canade-açúcar e a mineração. • Conhecimento sobre a realidade dos afrodescendentes no Brasil atual. Discussão dos termos encontro. os indígenas hoje ( modos de vida. • O negro na sociedade atual: a desigualdade vivenciada pela população negra e outros setores da população. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a própria história e da família por meio de entrevistas com pessoas do seu convívio. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. etc Discussão sobre o encontro de culturas e as formas de dominação portuguesa. poesia. poesia. ao professor e às demais pessoas do seu convívio escolar. Diálogo sobre temas propostos. Estabelecimentos de diferenças entre o hoje e o ontem: permanências. rupturas e transformações. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. • Respeito às formas de luta do passado e do presente. tabelas. texto jornalístico. Pesquisa sobre personagens da história da sua localidade. relação com a natureza e problemática atual ) • Os colonizadores: o encontro de culturas. a dos portugueses e a dos indígenas: • Primeiras viagens e a colonização no Brasil • Capitanias hereditárias: implantação da cultura da cana-de-açúcar. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. • Aceitação das diferenças de cada um. hábitos. • Valorização da própria história de vida. conquista e descobrimento. Coleta de dados sobre as diferentes nações indígenas que habitavam e as que habitam o Brasil. • A África e o Brasil: a escravidão negra ( o tráfico de escravos para o Brasil e a exploração da mãode-obra).

• Discussão sobre liberdade. • Regime democrático X regime ditatorial Assembléia Constituinte. culturais. voto.CONCEITUAIS • Transformações econômicas. • Uso de mapas geográficos e históricos. • Por meio de desenhos. • Direitos e deveres do cidadão na atualidade. ATITUDINAIS 308 . • A expansão cafeeira: urbanização. textos e maquetes. • O trabalho: a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado. • Brasil República ontem e hoje. democracia e ética. Constituição. eleição. • Organização de entrevistas ou depoimentos com pessoas que viveram a época da ditadura em Santos. etc. • Os imigrantes: influência na história de São Paulo e Santos. quadros. PROCEDIMENTAIS • Discussão sobre o papel do negro na sociedade atual e das diversas formas de preconceito existentes no Brasil. as fábricas e o movimento operário. • O movimento abolicionista e republicano. etc. • Principais acontecimentos políticos e sociais na atualidade. • Os direitos dos trabalhadores: leis trabalhistas. transporte. porto de Santos. tabelas. listas. • A organização político-administrativa (Poderes Executivo. Legislativo e Judiciário). • O desenvolvimento da indústria: condições de vida dos operários. sociais e políticas com a vinda da família real portuguesa para o Brasil: a independência do Brasil.

gráficos. clima. mapas. compreendendo problemas característicos do nosso país. hidrografia e recursos naturais. distinguindo-os de acordo com as regiões. escala e legenda. • Valorização das diferentes manifestações culturais dos grupos étnicos do nosso país. • Registro por meio de listas. fotografias. • Confecção de maquete com escala. • Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. fotografias. enciclopédias.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. PROCEDIMENTAIS • Leitura. construção de pontes. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. internet. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. • Características de urbanização do Brasil observando a industrialização e comercialização percebendo-os a partir do próprio convívio. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. 309 . legenda e título. reconhecendo o objetivo de cada um. plantas e outros. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Aspectos físicos do país: relevo. Relig. livros. poluição e outros. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambas (noções gerais). obras-de-arte e outros. desenhos. áreas populacionais e outros. • Ocupação do espaço físico do Brasil reconhecendo as semelhanças e diferenças físicas e sociais das zonas rurais e urbanas. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. textos narrativos. aplainamento de morros.

desemprego e influências na cultura do país. e revolução digital. espacial (cidade e campo). PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 310 . transporte. tendo como foco a dinâmica da economia brasileira. empregado). • Movimento de migração e imigração e suas consequências tais como: mão-de-obra para a indústria. • Coexistência de grupos que vivem de maneiras diferentes em uma mesma cidade/estado/país. moradia. lazer. secundário. programas assistenciais.CONCEITUAIS • Implicações do processo de industrialização tais como modernização da economia rural para atender a indústria. • Divisões do trabalho: por tarefas (um planta. terciário). movimentos populares e organização político-administrativa. por setor (primário. energia elétrica. ocupação do espaço. saneamento básico. • Processo de urbanização e modernização do país promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. outro embala e outras). outro transporta. compreendendo-as a partir de situações reais como uso de máquinas e computadores na elaboração de produtos utilizados no dia-a-dia. social (patrão. • Modos de vida dos diferentes grupos sociais comparando a nossa região a outras áreas do país.

• Entendimento da dimensão da religiosidade humana e sua relação com o Transcendente por meio do conhecimento das várias cerimônias religiosas. da linguagem. Pesquisa. • Origem dos mitos e os segredos sagrados na história dos povos. religiosos) envolvidos na criação e disseminação dos mitos. seleção e discussão de mitos criados ao redor de crendices. bem maior do homem. • • • • • • Valorização da família. Pesquisa de letras de músicas que abordam questões sociais (religiosidade. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para as Tradições Religiosas se expressarem e para nosso cotidiano. 311 . • Respeito à vida. na qual a palavra é usada para transmitir e comunicar coletivamente a tradição oral. • As práticas religiosas e a relação com o Transcendente. sociais. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. Visualização no mapa dos locais de predominância das diferentes Tradições Religiosas. políticos. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos.5º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Reconhecimento de que a origem da palavra mito (do grego – mythos) etimologicamente significa fábula. • Palavra sagrada para os povos. Reflexão sobre os interesses (econômicos. da culinária. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas. preservando a sua memória e garantindo a continuidade da cultura. valores humanos). narrativa. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • Elaboração de um calendário rudimentar das celebrações (datas comemorativas) das diferentes Tradições Religiosas. classificando-os conforme matriz de origem. Troca de opiniões e experiências com os colegas. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. Divindades • As representações do Transcendente. • As práticas religiosas e os desígnios do Transcendente. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais/religiosas. Socialização de histórias da família. Pesquisa de mitos sobre a criação do mundo a partir das Tradições Religiosas mais significativas. valor supremo do povo. com o grupo. Rituais • A busca do Transcendente em práticas religiosa e nos mistérios.