plano_curso_1a5_2009

Plano de Curso

Ensino Fundamental 1º ao 5º ano

2009
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APRESENTAÇÃO

“(...) Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta e com o silêncio ( intimamente sábio ) das tuas palavras e dos teus gestos ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.”
Ademar Ferreira. In: ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.

Caro(a) professor(a),

Mais um ano letivo inicia-se, trazendo novos desafios que nortearão sua prática docente. Desse modo, com o intuito de auxiliar o planejamento de suas ações didático-pedagógicas, a curto, médio e longo prazo, apresentamos os Plano de Curso do 1º ao 5º ano. As sugestões de alteração que vocês nos enviaram foram analisadas criteriosamente e contempladas quando pertinentes. Ressaltamos que este plano é anual, não dispondo, portanto, de uma divisão bimestral dos conteúdos, visto tratar-se, como o próprio nome diz, de um plano, e não de um planejamento. Dessa forma, caberá a você, professor, após o período de conhecimento de seu grupo-classe, o que compreende os diferentes procedimentos diagnósticos, estudar este plano e as orientações didáticas que o precedem, a fim de construir, com autonomia, o melhor percurso pedagógico junto a seus alunos, ou seja, elaborar o “planejamento” propriamente dito. Os conteúdos apresentam-se divididos em conceituais (que se referem ao conhecimento de conceitos, fatos e princípios), procedimentais (que se referem a um “saber fazer”) e atitudinais (que estão associados a valores, atitudes, regras e normas). Cabe ainda dizer que, em razão dos conteúdos conceituais, manteve-se a divisão por disciplinas, o que, no entanto, não invalida a abordagem interdisciplinar do trabalho em sala de aula. Resguardadas as especificidades de cada área do conhecimento, o que, em sua maioria, constrói-se por meio dos conteúdos conceituais, é por intermédio da aprendizagem dos outros conteúdos – os procedimentais e os atitudinais – que a interdisciplinaridade ocorre. Certos procedimentos também se aplicam com exclusividade a uma disciplina, porém, em sua maioria, assim como as atitudes a serem desenvolvidas pelas crianças, esses perpassam todas as áreas do conhecimento, em maior ou menor escala, durante certa etapa de sua aprendizagem. É nesse sentido, portanto, professor, que seu planejamento deve se orientar, buscando garantir a construção dos saberes próprios de cada disciplina, concomitantemente à dos que se apreendem de uma forma transversal. Importa dizer que, ao falarmos dos conceitos mais específicos de cada disciplina, não estamos dizendo que o vínculo entre esses saberes não possa ser estabelecido, até porque ele existe naturalmente nos conhecimentos instituídos, mas sim que há conceitos próprios de Língua Portuguesa, os quais não dizem respeito à Matemática e vice-versa. Portanto, não é necessário “forçar” tal aproximação, criando situações de aprendizagem vazias de significado. Por outro lado, há conceitos que pertencem a mais de uma área, demandando, assim, que sejam construídos interdisciplinarmente.

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Desse modo, professor, buscando auxiliá-lo no planejamento de suas ações e intervenções em sala de aula e na elaboração de atividades significativas para a aprendizagem de seus alunos, elaboramos algumas orientações para cada área do conhecimento, em que se abordam mais profundamente esses aspectos apresentados. Recomendamos a leitura desse texto paralelamente à leitura do plano em si. Indicamos, no decorrer deste documento, algumas sugestões de referências bibliográficas para aprofundamento dos temas aqui expostos. Sugerimos também que você acesse o site da Educação, no qual poderá encontrar subsídios teórico-práticos para download, além de outras informações interessantes (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc). Lembramos ainda que estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, apontar sugestões, analisar coletivamente as dificuldades, a fim de colaborar na escolha dos percursos pedagógicos mais adequados para a efetiva aprendizagem de nossas crianças. Nossa intenção é fortalecer, cada vez mais, a parceria entre nós, educadores, cujo objetivo comum é a excelência da qualidade de ensino e o desenvolvimento pleno e feliz das potencialidades de nossos alunos.

Bom trabalho a todos!

Departamento Pedagógico. Fevereiro de 2009.

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Sumário Plano de Curso Anual - 1° ano Orientações Didáticas Ciências..................................................................................................................................................10 Matemática.............................................................................................................................................14 Informática Educativa.............................................................................................................................24 Língua Portuguesa.................................................................................................................................25 Inglês......................................................................................................................................................29 Arte musical............................................................................................................................................33 Arte.........................................................................................................................................................37 Educação física......................................................................................................................................39 História...................................................................................................................................................41 Geografia...............................................................................................................................................44 Conteúdos Ciências.................................................................................................................................................47 Matemática............................................................................................................................................48 Informática Educativa............................................................................................................................50 Língua Portuguesa................................................................................................................................51 Inglês.....................................................................................................................................................52 Arte musical...........................................................................................................................................53 Arte........................................................................................................................................................54 Educação física.....................................................................................................................................55 História..................................................................................................................................................56 Geografia..............................................................................................................................................57 Ensino Religioso...................................................................................................................................58
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Plano de Curso Anual - 2° ano Orientações Didáticas Ciências..............................................................................................................................................60 Matemática.........................................................................................................................................63 Informática Educativa.........................................................................................................................74 Língua Portuguesa.............................................................................................................................75 Inglês..................................................................................................................................................81 Arte musical........................................................................................................................................85 Arte.....................................................................................................................................................90 Educação física..................................................................................................................................92 História...............................................................................................................................................94 Geografia...........................................................................................................................................96 Conteúdos Ciências.............................................................................................................................................99 Matemática.......................................................................................................................................101 Informática Educativa.......................................................................................................................103 Língua Portuguesa...........................................................................................................................104 Inglês................................................................................................................................................106 Arte musical......................................................................................................................................107 Arte...................................................................................................................................................108 Educação física................................................................................................................................109 História.............................................................................................................................................110 Geografia.........................................................................................................................................112 Ensino Religioso..............................................................................................................................113
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Plano de Curso Anual - 3° ano Orientações Didáticas Ciências............................................................................................................................................115 Matemática.......................................................................................................................................118 Informática Educativa.......................................................................................................................130 Língua Portuguesa...........................................................................................................................131 Inglês................................................................................................................................................137 Arte musical......................................................................................................................................141 Arte...................................................................................................................................................146 Educação física................................................................................................................................148 História.............................................................................................................................................150 Geografia.........................................................................................................................................153 Conteúdos Ciências...........................................................................................................................................158 Matemática......................................................................................................................................160 Informática Educativa......................................................................................................................162 Língua Portuguesa..........................................................................................................................163 Inglês...............................................................................................................................................165 Arte musical.....................................................................................................................................167 Arte..................................................................................................................................................168 Educação física...............................................................................................................................169 História.............................................................................................................................................170 Geografia.........................................................................................................................................172 Ensino Religioso..............................................................................................................................173
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........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................240 7 ..........................................................236 Geografia...................................................................................................................228 Inglês.............4° ano Orientações Didáticas Ciências...........................230 Arte musical............................................................Plano de Curso Anual ..................................................................234 História...235 Ensino Religioso................................212 História.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................201 Arte musical.....................................................................................................................227 Língua Portuguesa.................................181 Língua Portuguesa......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................175 Matemática.................................................................................................218 Conteúdos Ciências..................................................................................................233 Educação física.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................215 Geografia....................................................................................................................................232 Arte.......................................................................................224 Informática Educativa...................................................................................209 Educação física......................................................................194 Inglês......................205 Arte.............................................................................................................................................................................................................222 Matemática......................

.....................................................................................................................271 Arte musical...............................................................................................................................................264 Inglês.............................242 Matemática....................298 Língua Portuguesa................................................................................................................................................................................................................................................................286 História...............................................................................295 Informática Educativa.........................279 Educação física......................................................5° ano Orientações Didáticas Ciências..............................................301 Arte musical.........................................................................249 Língua Portuguesa..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................283 Geografia...................................................................................................................................................................................Plano de Curso Anual ................................................290 Conteúdos Ciências...............................304 Educação física............................293 Matemática.......................................................299 Inglês......................................................................................................................................275 Arte....................311 8 .............................309 Ensino Religioso...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................307 Geografia.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................303 Arte.......................................................................................................................................305 História.........................................................................................................................................................................................

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 1º ANO Ensino Fundamental 9 .

por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. Para tanto. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. sintetizar. cor etc. identificar. assim como a reconstrução de categorias de idéias. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. Investigação É muito importante também propor investigações. usando diferentes critérios. gravuras. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. vídeos. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. sobre os fenômenos naturais. em que os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. dos arbustos. Podem aprender procedimentos simples de observação. textura. ou seja. tamanho. tais como argumentar. Os alunos podem comparar entre si objetos. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. seres vivos. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. de modelos científicos. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. analisar. materiais etc. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. comparação. com o outro e com o ambiente. busca e registro de informações. mapas. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. como forma. Para aprender Ciências. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. de geração a geração. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Dificilmente. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. Desse modo. seres vivos. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. esquemas. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. trocar idéias com os colegas. 10 . Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. elaborados e acumulados pelo homem. Nos anos iniciais. das folhagens e gramíneas. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. entre outros.

ser humano e saúde. fundamental. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. sempre que possível. auxiliando-o no processo de alfabetização. ou seja. num primeiro momento. Normalmente. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. leia o plano. Como dissemos. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. Os conteúdos. por outro lado. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. por um lado. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. que têm. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. o que representa a sua comunidade. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. levantadas em um determinado problema. animais e plantas). O importante. procedimentais e atitudinais.Experimentação Por meio dela. do ano em que está atuando. elaboração de listas. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita. na produção de um texto coletivo. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. não devem ser trabalhados de maneira linear. Nessa fase. pequenos textos. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. por exemplo. com os conteúdos conceituais. independentemente do banco escolar. que sabem ouvir e discutir questões. As experiências sugeridas não devem. o seu aspecto individual e. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. nesse sentido. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. de forma 11 . A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. de si própria e sua relação com os outros. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. Em suma. tabelas. embora organizados por temas específicos (ambiente. dos animais e plantas. portanto. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. os conteúdos são extensos. Além do desenho. pessoas que sabem ler e escrever bem. que sabem argumentar e defender suas idéias. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. com a tecnologia e com o mundo. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. A atuação do aluno é. a sua parte universal. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. a qualquer momento. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Após essa primeira leitura. é fundamental que o professor. com a ajuda ou não do professor. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. em situações reais de comunicação. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos.

o meio é a sua própria extensão. locomoção. Sendo assim. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. a família. 12 . com as características de outros seres vivos. para um trabalho mais amplo. luz e solo. modo de vida. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. rios. ou seja. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. É importante que tais representações encontrem. órgãos dos sentidos. por exemplo. comparando as características do corpo humano. mas com os enfoques de cada área.que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. construções etc. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. um lugar para sua manifestação. ao analisar um lugar ou uma paisagem. e depois de outros elementos presentes no ambiente. buscam explicações para o que vêem. entre outras. relacionadas ao revestimento do corpo. alimentação. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. Deve também estabelecer relações com o ambiente. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. as organizações sociais. educação ambiental e ética. Outra característica dessa fase é o egocentrismo. portanto. principalmente com Geografia e História. num primeiro momento. Quando chegam à escola. em que um mesmo tema é proposto. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. na sala de aula. como relevo. Por exemplo. saúde. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. É importante também. particularmente com os animais. seu referencial é ela própria e. por exemplo. ouvem e sentem. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local.

Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Semelhanças e diferenças sociais. Uso da linguagem oral para relato de vivências. Nomeação das partes do corpo. Maior e menor. Comparação entre seres vivos. Músicas que falem das mãos e dos pés. Jogo da memória: animais. Nome próprio. Idade. Música que fale de um animal. A história de cada um. Auto-retrato Dobradura de animais. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. Tamanho (altura do corpo). Os pés e as mãos. o corpo e materiais sonoros diversos. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Brincadeiras .Ciências Corpo humano e suas partes. Expressões faciais. Língua Portuguesa Conversa informal. Grosso e fino. Identidade. Educação Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. Posturas corporais. Cuidado com o corpo e o ambiente. Matemática Uso dos números para representar a idade. Exploração do silêncio e de sons com a voz. Quebra-cabeça (partes do corpo). Movimentos na frente do espelho. Nomeação de figuras e animais. 13 . Imitação de animais e seus modos de vida. Patas de animais. que apresentem as partes do corpo. Geografia/ História Colegas da classe. Higiene do corpo. Lateralidade. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais.

Nessa concepção de ensino. interesses. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. sociais e culturais de quem irá aprender. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. o professor deve saber que: 14 . nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Para atingir os objetivos. também aprende na interação com seus parceiros. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. acentuamos a idéia de que o aluno. além de ser agente da construção de seu conhecimento. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. Para isso. podemos trabalhar com noções de geometria. considerando aspectos transversais. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. Assim. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. aberta à incorporação de novos conhecimentos. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Sendo assim. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. é necessário considerar as condições cognitivas. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. além de explorar idéias numéricas e contagem. em situações de desafio. sentimentos.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. No entanto. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Dessa forma. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. Quando falamos sobre a resolução de problemas. Assim. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Sendo assim. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. acreditamos que. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. no processo de transformação do saber científico em escolar. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. As crianças têm idéias próprias. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. Por sua vez. medidas e estatística. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. favorecendo a aprendizagem. Por isso. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. ao trabalhar com a resolução de problemas. Alunos e professores interagem e crescem no processo.

Assim. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. Dessa maneira. a pergunta e a resposta. e articulam o texto. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. um jogador ganha e outro precisa perder. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. conto etc. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. a essência está no problematizar. comunicar idéias. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. No processo educativo. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. semelhanças e diferenças entre os textos. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. Assim. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Quando os alunos formulam problemas. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. estabelecer relações e aplicar conceitos. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. problematoteca. levantar hipóteses. charada. criação de um banco de problemas. ler. autoconfiança e autonomia. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema.• • • problema é toda situação que permite problematização. porém não de forma rotineira. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. propiciando novas tentativas. problema com rima. Enquanto resolve situações-problema. troca entre os alunos. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. Os problemas devem ser desafiadores. mecânica e repetitiva. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. interpretar e produzir textos. o aluno aprende matemática. um processo investigativo. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Por meio dos jogos. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. ou seja. tendo assim. Ao formulá-los. da língua materna e da combinação de ambas. livro de problemas. respeitar regras. percebem a relação entre os dados apresentados. As tentativas. conteúdos importantes na educação matemática. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. os dados e a operação a ser usada. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. 15 . é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. divisor. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Para a formulação de problemas. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. sem deixar marcas negativas. de maneira lúdica. num jogo. dobro. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. um repertório como apoio. podemos trabalhar.

Nas situações de jogo. de qualquer idade ou realidade social. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. contar histórias desses povos. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. A partir da discussão estabelecida. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. das diferentes respostas obtidas. o jogo não se tornará mero lazer. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. entre outras coisas. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. toda semana. Além de jogar. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. o aluno amplia sua capacidade corporal. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. 16 . para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. podendo. e apreendendo todas as regras. Assim. discutindo o que foi fácil. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. o que foi fácil e o que foi difícil. principalmente para crianças dos anos iniciais. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. brinca. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. dicas para se jogar melhor. Contudo. Por isso. por exemplo. Além disso. enriquece suas aulas. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. o que foi difícil. em uma aula. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. as crianças devem conversar sobre o jogo. Brincando. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. Na bibliografia desse trabalho. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. suas dúvidas. mas uma nova forma de aprender Matemática. sua consciência do outro. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. vencendo os desafios propostos. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. assim como propusemos para os jogos. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Enquanto brinca. encoraja reflexão e clareia idéias. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. suas aprendizagens. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. a percepção de si mesmo como um ser social. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. Além da socialização de idéias. Brincadeiras infantis Toda criança. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. em que os alunos levantam e testam hipóteses. é preciso levar em consideração alguns aspectos. Sempre ao final das brincadeiras.

apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos.. etc. 1996. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. etc. ainda. com os personagens.. Você pode ter um livro por duplas. seleção de informações e resolução de problemas. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. uma tabela. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Depois. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. enquanto lê. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. assim como explore lugares.(SMOLE. o professor poderá analisar a capa.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. mas aos poucos. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. álbum seriado. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Alguns livros não apresentam um final definido e. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. com emoção. percepções e experiências. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. Para a realização desse trabalho. pensar na organização da classe. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. O ideal não é explorar um livro a semana toda. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. Nesse sentido. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. escrita. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. p. um gráfico. usar a literatura infantil “[. problematizações especialmente preparadas para isso. A leitura poderá ser feita em vários dias. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. Segundo Smole (1999). o giz e o livro didático”. Não há necessidade de um livro para cada aluno. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. características e acontecimentos na história. expectativa. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. em quais são os recursos necessários. adequar o tempo à sua proposta. 17 . nesses casos. enigmas. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. uma propaganda. os alunos podem elaborar o final da história. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. Além dos livros infantis. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. Desta forma. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia.

como jogo e como instrumento de resolução de problemas . mas que envolvem duas ou mais delas. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. com objetos e situações que exijam envolvimento. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. visualização e trocas. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. que opiniões têm. portanto. interdisciplinares. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. na avaliação e no planejamento. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. Nesse contexto. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. mais uma vez. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. o original e a sua reescrita. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. cognitiva e social. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. os textos. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Assim. modificar e integrar idéias. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. Por meio das atividades propostas. 18 . Ao delimitar o tema. especialmente artes e língua materna. Durante o desenrolar do projeto. Assim. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. que hipóteses levantam. e destes com o professor. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. Para reformular um texto. ter. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. promovendo. pelas experiências vividas na escola. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Na maioria dos casos. construir. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. sejam capazes de tomar decisões. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Por meio dos projetos.

oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. arredondamentos e cálculo mental. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. nas quais. no processo de seleção de conteúdos. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. subtração. comparações e ordenações. 1. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. bolinhas de gude. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Atualmente. contas. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. pedrinhas. contemplando o estudo dos números e das operações. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. tabelas e gráficos ). palitos de picolé. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. é importantíssima a exploração de jogos. Assim. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. rótulos. medir. cálculos. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. As operações fundamentais (adição. Ressaltamos que. aos poucos. recomendamos a organização de materiais diversos. material dourado e ábaco. Contudo. 19 . precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. A seguir. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. tão necessárias no dia-a-dia. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. ou seja. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. figurinhas. ordenar. Para que a criança construa o significado de uma operação. surge sob um novo enfoque. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. ou seja. sempre que é retomado. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. tornando-se mais significativo para os alunos. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. codificar. Assim. Para esse fim. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. entre outras coisas. Ainda em relação às operações. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. Nosso desafio foi selecionar. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. jornais. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. resgatando a histórias de lugares. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. caixas de fósforos vazias. folhetos de supermercado etc. o aluno irá ampliando seu conceito de número. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. o estudo do espaço e das formas. embalagens. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada.

miniaturas. deslocamentos no espaço. proporcionando a descoberta da regra da seqüência feita. Propor contagem em nós de corda. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. Formar coleções com diferentes objetos. feijão com a arroz” etc. mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último número corresponde ao total de objetos da coleção. Também explorar as noções de muito. dois. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. 2. comprido etc). sons. etc ). Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. datas de nascimentos. número de pessoas que moram na mesma casa. nos ossos. à posição (em cima. canais de TV. quantidade de objetos da sala de aula. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. nenhum por meio de objetos ou. utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas.Sugerimos também: • Verificação. identificando o antecessor e o sucessor. escritos ou numéricos. contribuem de forma significativa para que os alunos contem todos os elementos. verificando se possuem o mesmo número de elementos. pinturas. • Elaboração de cartazes com números recortados de jornais e revistas para que os alunos possam comparar e ordenar números. • Construção de fichas de identificação de cada aluno contendo números que indicam diferentes aspectos. com as próprias crianças. • Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. Proporcionar um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas. menor. usando vocabulário de 20 . atividade como ligue-pontos com números. número de animais que possui. à direção e sentido (para frente.). tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. são recomendadas. por exemplo: idade. sucata. ou se possuem mais ou menos. • Rodas de contagem que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades. de seu material escolar etc. observação de fotos dos desenhos nas cavernas. Apontamos outras idéias. • Exploração dos números em contextos significativos: resultados de partidas de futebol. para trás. por meio de sondagem com jogos e brincadeiras ao ar livre. • Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. com os dedos das mãos. atrás de. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. O uso de embalagens. altura. para o lado etc. gestos ou movimentos do corpo. • Registro e observação dos números das ruas: Onde começa ? Onde termina ? A numeração de um lado é igual à do outro ? Como se dá a numeração entre uma casa e outra: é ou não seqüencial ? Levantamento do número da casa dos alunos. • Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. Para tanto. • Exploração da história do sistema de numeração. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. para formar desenhos. desenhos. “Um. se há a necessidade inicial de trabalhar o vocabulário adequado aos conceitos matemáticos. representar e descrever o mundo em que vive. • Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções. como adesivos. Jogos de trilha para indicar avanços e recuos numa pista numerada. até mesmo. embaixo. peso. em ordem crescente e decrescente. bolinha de gude. recebendo e dando instruções. de obras de arte. na frente de. como seguem: • Situar pessoas ou objetos numa lista ordenada. com pedrinhas etc. pontos de referência e também observação. curto. entre outros. lacres de alumínio. • Construção de seqüências com materiais. pouco. figurinhas. Espaço e forma Para compreender. dos diferentes registros dos povos da antiguidade. identificar a posição de um jogador numa situação de jogo. por exemplo: ordenar uma seqüência de fatos. que se referem à grandeza (maior. esculturas e artesanato. • Localização de números numa seqüência.

fita métrica. Tratamento da informação Neste bloco. Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao formato do mesmo. Modelagem. • Organizar a rotina. lista de programas de TV preferidos. não de apresentar resultados exatos. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. Manipulação. contagem dos dias da semana. observação. usando medidas não-convencionais e convencionais.• • • • • posição. receitas culinárias etc. Organização de exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. calendário com as atividades escolares. trabalharemos com situações reais de medição. metro. Mais uma vez. • Trabalhar as medidas a partir de receitas culinárias. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. Sugerimos ainda: • Construir o metro com pedaço de barbante e realizar medições. cujo preço pesquisaram. É o momento de levantar idéias. percepção e descrição das peças dos Blocos Lógicos. calendário. Classificação das peças em grupos conforme solicitação do professor. 4. se sabem calcular o troco etc. em massinha. Com essa atividade. animais que mais gostam. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. e organização de exposições com os objetos construídos. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas 21 . tabelas e gráficos. pés. Assim. Grandezas e medidas Neste bloco. o professor pode observar o que os alunos já sabem sobre o uso do dinheiro. • Graduar a altura dos alunos. passos etc. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. como unidades de medida. pode haver diferenças nos resultados das medidas. relógio. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. Propomos ainda: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. entre outros. Exemplos: jogos de circuito. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. 3. brinquedos cantados. • Produzir cédulas e moedas de papel para que as crianças levantem suas idéias sobre as formas de pagar produtos. coleta e organização de dados estatísticos. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. de objetos. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. lista os aniversariantes do mês. se já compreendem o valor de cada nota e moeda. reproduzindo formas geométricas. • Explorar as medidas de massa e capacidade encontradas em embalagens. para que os alunos possam perceber suas formas. caça ao tesouro. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento.

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divulgando as possibilidades existentes. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. organizando mostras. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. o Laboratório de Informática Educativa deve. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. ferramentas de desenho e pintura. a coordenação motora. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. Assim. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. a memorização. por meio de recursos tecnológicos. recursos de som e vídeo. animações. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. efeitos especiais. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. a inter-relação de pensamentos. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. a convivência em grupo. 24 . propiciar. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. desenvolver a percepção visual e auditiva. como elemento articulador de conteúdos curriculares. as TICs ( PCs. Desse modo. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. a aquisição de novos conhecimentos. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. face ao seu caráter educacional. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. Periféricos e Acessórios. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. idéias e conceitos. imagens. os POIEs. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. Mesas Educacionais e Internet). estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. Softwares. integrando textos. desenvolver a habilidade para organizar informações. servir como fonte de conhecimento.

para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. Cortez. São Paulo : SME / DOT. 2º e 3º ano.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. Em geral. 2006. para nos divertir ou emocionar. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. de sistematização e normatização da língua. Assim sendo. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. na rotina. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. As atividades metalingüísticas. isoladamente. entretanto. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Contudo. Como tal Sistema está organizado em fases1. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. nas situações reais de produção de texto. é a forma de abordagem. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. E escrevemos para distintos interlocutores. Ler é. para prestar contas do nosso trabalho.: il. Como já dissemos. Hoje. para tomar decisões. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para solicitar algo. para reclamar de alguma coisa. para anotar um recado para alguém. atribuir significado. 104p. para saber como vão pessoas que estimamos. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. Enfim. para comprar algo. e a decifração é apenas uma. Pelo contrário. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. ela estará presente sim! O que muda. para pagar contas. entre muitas outras ações. se queremos formar leitores plenos. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. das competências envolvidas neste ato. Ler. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. os primeiros se convertem em leitores. acima de tudo. 1 2 Fase Inicial: 1º. assim. para fazer uma receita. ou seja. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. – v. emitindo sons para cada uma das letras. suas regras e suas partes. entre outros. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. Além disso. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. dentre muitas. para localizar endereços e telefones.” Emília Ferreiro. Ed. Fase Complementar: 4º e 5º ano. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. com diferentes intenções. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades.2 25 . participantes da cultura escrita. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. de forma organizada e sistemática. São ações que podem e devem ser aprendidas. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. Trata-se de incorporar. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima 2 possível da versão social e que. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Não se trata mais de ensinar a língua. ou seja.

Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. Em função disso. de situações de trabalho com a oralidade. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. ao mesmo tempo. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos).A organização de uma rotina de leitura e escrita 3 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. São Paulo : SME / DOT. 3 4 São Paulo : SME / DOT. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:4 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. de professores e funcionários). além. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. os materiais. é claro. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. 26 . Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Leitura do abecedário exposto na sala. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. poemas. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. ingredientes de uma receita. 2006.: il. Diária – texto literário. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. o espaço. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. listas. Organizar agrupamentos produtivos. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. · Ampliar o repertório lingüístico. 115p. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. parlendas. Ler com diferentes propósitos. 2006. Semanal – jornal e científicos.: il. textos instrucionais etc. Nessa proposta de alfabetização. de brincadeiras preferidas. 115p. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. realizada · Aprender comportamentos leitores. de rótulos etc. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Leitura e escrita de títulos de livros. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória.

Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. expor etc. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. curiosidades etc. individual. 27 . Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. ditando para o professor ou o colega. Produção coletiva. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. · Aprender comportamentos leitores. relatar acontecimentos. Uma vez por semana. Uma vez por semana. instrucionais. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. defender pontos de vista. · Utilizar a linguagem oral. em duplas. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. · Aprender comportamentos escritores. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Exposição de objetos. entre outros). Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Artmed). Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. materiais de pesquisa etc. de um texto instrucional etc. conhecer diferentes suportes de textos. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. o possível e o necessário” (Ed. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. · Ler com autonomia crescente. de filmes etc.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. semana. expor sobre temas etc. em dupla e individual – de um bilhete. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez.

Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. mas sim um resultado: pode ser uma festa. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. semanalmente. • Atividades seqüenciadas. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. 28 . • Projetos. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Oficina de produção de textos ou de arte. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. a organização de uma biblioteca de classe. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. 5 Texto produzido por Rosaura Soligo. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Roda semanal de conversa ou leitura. jornal ou texto etc. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). para ensinar um jogo complexo etc. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos.). um livro. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. Embora não decorram de propósitos imediatos. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. não significa algo “palpável”. Nos projetos. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. uma mostra de trabalhos produzidos.Formas de organizar os conteúdos escolares 5 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. hábitos ou atitudes. nesse caso. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. mas não têm um produto final. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. uma apresentação pública de leitura ou jogral. São muito parecidas com os projetos. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Ex: Leitura diária feita pelo professor.

chapéus. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. pintura. jogos. do contrário. oferecendo variedade. leia seus planos de curso anual para elaborar seu próprio planejamento. do sensorial e das ações. o professor de inglês deve ser o escriba. uso de fantoches. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. dos jogos e das demais atividades. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. recorte e colagem. recursos visuais. sempre em letra bastão maiúscula. fantoches. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. previsão. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. de forma a criar um ambiente alfabetizador. é útil e eficaz. A escrita não deve ocorrer nesta fase. e imagens. num primeiro momento. o professor deve manter as mesmas músicas durante várias aulas e diversificar as atividades para que os alunos aprendam o mesmo conteúdo em 3. vídeo e estímulos verbais do professor). ou em outra ocasião em que ela seja necessária. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. o aluno passa a desejar aprender mais. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. interessantes. auditivas. A criança de seis anos precisa que as aulas sigam uma rotina. como suporte ao aprendizado oral. revisão do que foi aprendido e feito na aula. Como as crianças nessa idade não podem concentrar-se por longos períodos de tempo. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. a adivinhar. cante uma música. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. recursos materiais. físicas (com encenações e atividades de TPR). plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. etc. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Assim. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. artísticas (desenhos. expressões simples em situações reais. Como dissemos. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. duplas e individuais. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. trabalho em pares ou grupos. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. umas são mais visuais. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem e deve-se recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. O 29 . uso de massa de modelar. sugerimos que o professor. portanto. como os flashcards. jogos de adivinhação. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. e termine com uma música. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. quando for necessário registrar a escrita de cartazes contendo as atividades feitas pelos alunos. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. ou sair da classe. é fundamental que o professor. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. como: memorização. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. A relação dos conteúdos (conceituais. que façam sentido à sua vida. ao chegar. como já dissemos. desafiá-los a pensar. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). a criança gosta e precisa de repetição.). depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. apagar as luzes e acalmá-los. criatividade e expressão física. músicas. DVD. No 1º ano. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). além de alternar as em grupo. e ainda há as que são mais cinestésicas. Em inglês. vídeo. ou rock para atividades motoras grossas. Nesta fase. outras. um CD. com atividades lúdicas. salvo em situações particulares ou quando o aluno pedir para fazêlo. por meio de atividades diferentes. material de áudio. etc. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. cooperação. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Ao assimilar um vocabulário básico. troca de papéis. como música calma para trabalhar. a recordar. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. flashcards. 4 ou 5 aulas. vídeo ou colega) para obter informações. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. bem baixinho. como realias (material concreto). a imaginar. Na preparação da aula. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. Durante as aulas. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo.

yes. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. DVDs e livros. ou "listen and do". de maneira que os alunos possam corrigi-lo. além da internet. circular e desenhar deve ser menor. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. potes de iogurte ou de yakult. Ele também pode cantar e encenar canções. a pronúncia correta das palavras. por conseguinte. let's sing.uma tática que deixará os alunos seguros de si. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão.tempo gasto com os exercícios de colorir. How are you?. great. sing. repeat. acariciá-los). you're welcome. Há vídeos. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. fornecer um elemento cômico. thanks. Para ser bastante eficaz. no. fazer encenações. eles podem costurar botões para fazer os olhos. ela deve ser apresentada com gestos. e DVDs são ótimos recursos audiovisuais. etc.). CDs. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. Além disso. disponíveis para empréstimo na SEDUC. As canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. principalmente em grupo. May I go to the toilet?. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. finja “errar”. sem estarem psicologicamente expostos. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. stand up. let's go. beautiful. please. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. responder a perguntas e sentir-se no comando. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . very good. dar segurança. sit down. Isso lhe dá a chance de falar. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. you can do it better/nicer. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. além de parabenizá-las. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. thanks/thank you. Ex. cometer erros. look. ask. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. bye-bye. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. enquanto o professor permanece sério no comando da situação.: Good morning/afternoon. point. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. listen. answer. say. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. feitos com rolos de papel higiênico. presos em palitos de sorvete. draw. lã para os cabelos. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. No entanto. abraçá-los. além de ser uma ocasião divertida na aula. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. Produção oral ( speaking ) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. fine. pois é o fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. de meias (com a ajuda dos pais. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. um modelo lingüístico) de forma engraçada. O professor precisa estudar bem a música. além de praticá-la antes de expô-la aos alunos. como os da série Magic English. let's sit in a circle. hi. assim. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. programas de TV infantis não existiriam. não entenda algo). come here. etc. 30 . Compreensão oral ( listening ) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala de aula. line up. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. vídeos. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. associar. see you.

. mesmo que não esteja como o professor esperava. o professor pode usar as atividades da apostila para avaliá-los. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente por meio do estudo das cores. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. com cinco a dez alunos por vez. etc. Assim sendo. mesmo que. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano. Caso a escola não possa fazer cópias das provas. excellent. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. mas não o colega ao lado neste momento. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. expressões corporais. não podemos exigir perfeição das crianças. colagem. porque. Assim. de forma espiralada. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. jogos dramáticos (role-play) e fantoches. É muito importante elogiar a produção do aluno. está se empenhando e precisa ser motivado. pode trabalhar junto com o professor de classe os conceitos. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. a fim de planejar as aulas. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. montagens. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. gestuais e faciais. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos.Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. podem-se trabalhar melhor a música. a princípio. great. good work. por exemplo. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. folclore. Com o professor de arte musical. Algumas danças. • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. Assim. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. de pintura. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. modelagem. esteja “errado”. rimas. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. nesta faixa etária. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Esta avaliação pode ser feita. procedimentos e atitudes de história. desenho. como também com a equipe pedagógica. atividades de expressão corporal e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. 31 . Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. Tentar falar em inglês. complementando as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. sendo permitido consultá-la. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas.

2006.: Macmillan. SALVADOR.F. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. 1999. 2002. MELO. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. R. et alli. A. REETZ. Oxford: Oxford University Press. 2000. 2000. T. segunda impressão. Mexico.. HERRERA.Referências bibliográficas DEL PASO. Hong Kong: Oxford University Press. D. New York: Addison Wesley Longman. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. New Parade 1–Teacher’s Edition. M. Mexico. K. et alli. 32 . W.: Richmond Publishing.ZANATTA. D. A. HARPER. Kids United – Livro do Professor 1.F. et alli. São Paulo: Macmillan. et alli. 2005. L. Squeeze 3 – Teacher’s Edition.

mas somente as populares. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares.. assim. por meio de atividades simples de pulso. ( Ensino fundamental de 9 anos .. explorando os conteúdos conceituais. por meio de um jogo musical. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. corporal. Vale lembrar que.). O planejamento do professor precisa ser flexível. por exemplo. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. a criança vai descobrindo e. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Porém. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. rítmica e melódica. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. como uma forma a mais de expressão. Ao trabalhar pulso. para se atingir os objetivos com clareza. musical e. escrita. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Nesse processo é importante avaliar. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. MEC. muitas vezes.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. naquele momento. sobretudo. plástica. mesmo que a ênfase. Desta forma. professores. por exemplo. acento. deixando-a mais feliz e confiante. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. atenção e prontidão. Nessa idade. de forma mais significativa. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. chega mais fácil ao âmago da criança. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. progressivamente. aquela que lhe é mais peculiar e específica. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. Em Ciências. do brincar. 33 . Momentos de apreciação. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo.Orientações gerais. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. altura e canto e até mesmo uma conversa. acento. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. “[. ou seja. saída etc. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. Segundo Stateri (1997). o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. Projetos interdisciplinares são fundamentais. levam a criança a uma deformação da estética musical.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. p. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. As canções e suas letras. Para isso. a linguagem do faz-de-conta. sendo muitas de péssimo gosto. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. replanejando quando necessário. principalmente na primeira infância. esteja em um tópico específico. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada.” Não podemos esquecer de que. na educação musical. lanche. oral. fonte sonora etc. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. de pouco ou nenhum valor musical. facilitando a interdisciplinaridade. Sua relação com o outro. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. devem ser breves. estes não devem ser trabalhados de forma linear. nós. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. nesta fase. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. lateralidade. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. também somos vítimas desta situação. uma linguagem que.

vídeos ou mesmo pela Internet. a consciência da pulsação. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. de ninar. gestual ou plástica. folclóricas. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. como o escolar. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. timbres. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. a expressão corporal. 34 . do ritmo e do caráter das peças musicais. por ser o primeiro. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. músicas que contam uma história etc. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. com a apresentação de outros assuntos. Expressão corporal. vivenciando o fluxo musical através de nós. como dinâmica. seja por fotos. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. gestual. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). nas salas de informática. dentro desse trabalho de apreciação musical. seja depois abandonado. dificultam a concentração. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. de casa. no portal Aprende Brasil. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos.Marcelo S. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. gestual. Petraglia ). tomando assim posse do seu corpo. Batemos palmas e os pés no chão. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento.música para o desenvolvimento humano . ela pode ser feita junto com a expressão corporal. Durante a apreciação musical e o canto. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. do bairro. De grande ajuda para a criança nesse momento. Sugerimos o site Mundo da Música. O som e o silêncio Recomendamos a observação. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. os quais produzem stress. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. os sons do diaa-dia. ( OuvirAtivo® . Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade.). eruditas. entre outras complicações. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. Isso não quer dizer que. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita).Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. Como já foi exemplificado anteriormente. danças. ou seja. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. numa sociedade tão cheia de ruídos.

O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. neste caso. se necessário. ou seja. a quadra ou outros ambientes. em conjunto. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica.. utilizando breves explicações. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. Conforme Suzigan ( 1996). Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. vivenciando. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. Desde bebê. “ Sugerimos que. “[. progressivamente. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. A linha melódica deve ser bem nítida. intensidade. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. pela terminologia correta.Propriedades do som: altura. As terminologias grosso e fino. sentindo corporalmente. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. desestimulando a ação de gritar. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. Podemos dizer que crianças que se exercitam. Se houver possibilidade. cantando. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. podemos partir para a escala ascendente e descendente. e. de forma simples. como o pátio. observando. identificando. cantar e ouvir. Aprender a ouvir o outro. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. a harmonia do todo. as notas musicais. com a intenção de aprimorá-la.. os ritmos facilmente assimiláveis. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. o professor pode utilizar espaços alternativos. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. ou seja. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. por meio de ações aparentemente muito simples. cantando ou não. mais tarde. com muita tranqüilidade e respeito. Portanto. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. devem ser substituídas. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. como não gritar. coletivamente. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. Após a percepção do som grave e agudo. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. Muitas vezes grave. ouvindo. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. 35 . normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação.

terça-feira. São Paulo: Ed. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. a velocidade e a noção espacial.educacional. 1997.211. Murray. MEC. São Paulo: Ed.htm> acessado em 18/12/2006. O professor pode associar uma atividade de pulso.br/> Mundo da Criança. está exercitando sua lateralidade. STATERI.com.<http://www. conhece e se movimenta de acordo com um projeto.Música para o desenvolvimento humano. p. SUZIGAN.br> SCHAFER. p.com. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. Oliveira. 2000. Maria Zei. controlando o tamanho do passo. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. José Julio. Hino Nacional Brasileiro. Especial Música.1996. reeducação do movimento. <http://www.<http://www. Carlos Eduardo de S.aprendebrasil. C. GRANJA. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. São Paulo: CLR Balieiro. Marcelo S. Fermata do Brasil. São Paulo. R. que percebe. FOLHA DE SÃO PAULO. percepção corporal. M. António Ângelo. 36 . Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. Ensino fundamental de 9 anos . VASCONCELOS. A expressão musical é feita por um corpo. SUZIGAN. Mundo da Música . Pp. Cruz.1991. Cantar. estimulando atividades de autoconhecimento. L. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. 211).Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. 1-8. conhecimento e Ação. MEC. 2003 p.Orientações gerais.ouvirativo. Setembro 2006. 24 de março de 1998. OuvirAtivo® . Portal Aprende Brasil . brincar. G. uma intencionalidade. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. por exemplo. Se a criança se movimenta. Referências bibliográficas BIAGIONI. Linguagem. jogar.20 PETRAGLIA. Unesp.com.br/textos/ed%20b. O ouvido Pensante.

Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Quando organizamos uma exposição. todas as possibilidades e limitações desses materiais. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Muitas vezes. Não é apenas uma etapa do processo. 1º. As atividades permitem ao aluno experimentar. para contemplar o trabalho interdisciplinar. Adquirindo este conhecimento. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. texturas. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. conhecer a vida de alguns artistas. para que desenvolva um senso crítico e estético. ter outras experiências. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. ele está completando o ciclo do fazer artístico. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. no momento do planejamento. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. Exposição A exposição da produção artística das crianças faz parte do ensino de arte. os quais deverão ser aproveitados. Na fase inicial do Ensino Fundamental. respeitando-se a idade da criança. 37 . seu trabalho muda no meio do caminho. antes de mais nada. 2º e 3º anos. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. de fato. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. É capaz de criar símbolos e representações. necessário para a leitura de imagens. Ela mais pesquisa do que se expressa. Devemos envolver os alunos nessa produção.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. linhas. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. Segundo Piaget. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Tendo em vista essas possibilidades da criança. Na área de Arte. formas etc.

Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. etc. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. Teatro. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. mas para todas as outras áreas. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. o mediador entre arte e aluno. cênicos. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. Música. apreciar.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. forma. povo. progressivamente. musicais. gesto. é a visita a museus e exposições de arte. Dança. Por meio da arte. som. luz. Espera-se que os alunos. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. desfrutar. cultura ou país. Dança. Música e Teatro. 38 . O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. escolas e estilos etc.) com os quais o artista/aluno. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. movimento. gestuais. tanto para que possa progressivamente. com alguma intenção. pictóricos.

mas ainda não podem usar a lógica. a educação física “trabalha no plano da ação motora. pré-desportivo ou numa dança. embora muito estreita. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. giros) torna-se conceitual. o contato com músicas do universo infantil. de relação interpessoal e inserção social). que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. visando a seu aprimoramento como seres humanos. estética. Lembramos também que. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. músicas entre outros recursos. teatros de marionete e outros. de forma democrática e não seletiva. social e de autonomia. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. ética. aquilo que era material ( corridas. sem a preocupação com estilo ou técnica. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. apreciá-los criticamente. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Compreende-se a dança. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. construção de bonecos. a cada um.” 39 . seu processo de crescimento e desenvolvimento. é pouco percebida. filmes. atividades rítmicas e expressivas. Podemos oferecer. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. criatividade e interação do grupo. dentro de um contexto cooperativo. auditivos e cinestésicos). Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. assim. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. de acordo com as suas habilidades. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. Seja num jogo recreativo. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. como um estímulo para a expressão corporal. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. nesta fase. afetiva. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. trabalha-se no plano dos conceitos. a discutir as regras e estratégias. neste momento. o aluno deve aprender. corporal. ressignificá-los e recriá-los. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. saltos. as atividades devem envolver todo o grupo. musicalidade. A relação entre a educação física e outras disciplinas. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. conhecimentos sobre o corpo). coordenação motora e espacial. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. Nesse sentido. Em sala de aula. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. além das técnicas de execução.

utilizando sua imaginação e percepção. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. estamos trabalhando noções de seriação e classificação.Muitas vezes. Assim. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Portanto. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. 40 . trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. tamanhos ou quantidades). quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos.

É importante que os alunos troquem informações com os colegas. Além de constituir um marco na vida do aluno. Nome Ao trabalhar com o nome. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. há várias músicas. peça para desenharem a cena do aniversário. Deve-se tomar cuidado para não provocar situações de constrangimento entre os alunos. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. Seria interessante montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. se lembra dele ou não. entram e saem de moda. ou seja. mês em que não há. mas trabalhar com a fotografia como fonte de informação: a data. como sujeito histórico. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. de Bia Bedran. que pode ser encontrado no site http://www. estrangeira. por exemplo. A construção de um calendário com a turma possibilitará a consolidação da aprendizagem. pois crianças adoram comemorar. a conexão com a matemática será bem interessante. como Todos os Nomes. como: mês em que há mais aniversariantes. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. a criança encontra informações sobre a sua vida. é importante que elas percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. asteca etc. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. calendários. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele.com.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. têm origens diversas (indígena. 41 . quais presentes ganhou etc. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. Aniversário/calendário A utilização da certidão de nascimento possibilita a introdução do conceito de documento. ou a troca de letras para formar outros nomes. aniversários. Dentro da perspectiva de se trabalhar com diferentes fontes de conhecimento histórico. A pesquisa sobre a origem do nome deve ser bem orientada pelo professor. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. Os alunos poderão trazer para a sala diferentes calendários em tamanhos e formatos diferentes para que eles escolham o calendário que querem construir. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante.br/ . mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. para que possibilitem não uma mera constatação. O que é um documento? Que documentos a criança conhece? Para que servem? Onde podem encontrar? No caso da certidão. quem são as pessoas. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. Por isso. é importante ressaltar a carga emocional. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. muçulmano. a foto do aniversário é um importante registro documental. Caso haja crianças que não tenham esse registro.biabedran. brincadeiras e escola. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. Para introduzir o tema. o local. em que há menos. família. Ao trabalhar com o tema aniversário. como o calendário indígena. Assim. É importante ressaltar que o objetivo não é apenas ilustrar a atividade. as memórias de um passado recente.

42 . independente da sua condição social. utilize obras de arte e faça uma releitura coletiva do quadro escolhido. Brincadeiras O estudo sobre brincadeiras contribui para o desenvolvimento da noção de tempo histórico. A utilização de fotos de famílias atuais e antigas possibilita abordar esta diversidade. Depoimentos ou entrevistas com pessoas mais velhas podem contribuir para o aprofundamento das questões. Para isso.Família O diálogo nas rodas de conversa sobre organizações familiares pode gerar um trabalho de percepção sobre as mudanças e permanências nas organizações familiares. quantas pessoas fazem parte da família etc. O importante é que o aluno perceba que há diferentes tipos de família e que essa organização transforma-se com o tempo. Família ( 1996 ) Escola Observar o espaço e organização do local possibilita discussões a respeito das mudanças ocorridas na própria escola ao longo do tempo e sobre as mudanças e permanências ocorridas nas salas de aula atuais. Família na praia ( 1935) Fernando Botero. Para ampliar esta abordagem. Di Cavalcanti. Ao trabalhar com esse tema. Com o objetivo de desenvolver a reflexão e conscientização pode-se questionar sobre a importância da escola para os alunos e do direito da criança à educação. deve-se considerar o conhecimento prévio dos alunos. é importante que a análise seja iniciada com a própria situação familiar: com quem mora. quais eles acham que são antigas ou não. dentre as brincadeiras citadas. as brincadeiras que costumam praticar no dia-a-dia e.

br/. Crianças Brincando. sistematizando os dados e a interligação com conceitos matemáticos.portinari. encontram-se telas de Portinari sobre o tema brincadeiras. No site http://www. Portinari.org. 43 . O tema brincadeiras possibilita a discussão sobre o consumismo desenfreado nos dias atuais. releitura das imagens e sua interpretação sobre o tema. que possibilitam a construção de jogos. a necessidade da reciclagem e o uso de brinquedos artesanais.O trabalho com o foco nas brincadeiras preferidas das crianças possibilita a construção de gráficos.

os alunos podem desenhar objetos vistos de cima. altura e largura de coisa. o objeto é visto com uma “forma” diferente. o que vale mais é a observação de que. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. hospital (se houver) e outros. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. ou seja. Assim. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Porém. ou seja. as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula. de frente e de lado. visão do alto. Maquete O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. como em um mapa convencional. É uma convenção. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação. se cada um utilizar um modelo de medida. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. a visão que se tem é vertical. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. isso não é tão simples assim. Nessa segunda etapa. Na fase dos 6 aos 8 anos. Com o desenvolvimento dessas atividades. a lousa etc. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Depois. proporcionalidade. pois as noções de escala.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 1º e 2º ano. É algo que exige um grau de abstração. ao mesmo tempo. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. o professor pode introduzir a noção de legenda. a rua da escola.ou seja. criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. e um mapa-múndi é diferente de um globo. em cada posição. Portanto. cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. na sala de aula. até o bairro e a cidade. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um . o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Nessa linguagem. valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. Partindo da observação. a escola. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. 44 . a escola. elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica. há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. criam-se símbolos para as moradias. explicando que cada um deles possui um objetivo. Um mapa físico é diferente de um mapa político. altura de pessoas etc. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. portanto. o lixo. eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. Mas. Para o mapeamento das ruas. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas. Ao preencher o quadro. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. a maneira como se faz em mapas e plantas. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. para a criança. Mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço.

Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. ou seja. para a elaboração de questões. de preferência de um lugar conhecido de todos. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. nas séries mais adiantadas. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Mas. O registro sobre as mudanças é fundamental. políticas e econômicas. Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. como já dissemos anteriormente. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). Em Geografia. em Geografia. para ter diferentes visões do mesmo local. nesse primeiro momento é importante somente uma introdução. Futuramente. estudo da fauna e flora locais. Aqui. reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. ensaie antes com a classe para que. e. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. por exemplo.Medidas é um tema comum à área de Matemática. culturais. dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões. No caminho de casa à escola. se possível. Estudo do meio O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. se isso não for possível. a turma se preocupe com o depoente. mas. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. Em História. Ele permite que o aluno conheça o espaço. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças. é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. porém. os alunos. Por meio de fotos antigas. Converse com seus alunos antes. o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles. o represente com desenhos. 45 . na hora da entrevista. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. O ideal é que cada aluno traga uma foto. a atividade será ainda mais rica. com esse conceito construído.

jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. levantando hipóteses próprias. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. a rua da escola. peça de teatro. filmes. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. os arredores. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário.. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. desenhos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. diários de viajantes. Aos poucos. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. a escola.A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. matérias de jornal. Cartazes. como exemplo. gráficos e esquemas. comparar com outras imagens. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. de Tarsila do Amaral. 46 . enciclopédia eletrônica. Além dos textos. a geografia pode contar com muitos aliados: música. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. Enfim. fotografias. construções etc. Mas não pára por aí. que podem culminar em uma exposição. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. pinturas. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos.. histórias em quadrinhos. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Com as informações em mãos. esculturas. grafites. a casa. A partir delas. levantamento de interesse junto aos alunos. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. lugares. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. textos da Internet. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros.

reprodução. o Escovação dos dentes. solo. ao peso. dos alimentos e do ambiente. Observação de elementos da Natureza que podem ser encontrados perto da casa e da escola. solicitando ajuda quando necessário. Respeito à opinião alheia. construções etc. • • • • • • • • • • • • 47 . diversidade. luz. Procedimentos básicos de prevenção a acidentes e para o cuidado consigo mesmo. no espaço e no tempo. da aparência pessoal e do cuidado com os materiais de uso individual e coletivo. o Órgãos e sentidos do corpo humano. higiene. Utilização das informações obtidas para justificar suas hipóteses. o Moradia dos animais. o clima e o vestuário.) o Os elementos naturais (água. o O tempo. à estatura. calor. o Semelhanças e diferenças entre os animais. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. o Germinação. Formulação de hipóteses para explicar os fatos observados. o Vegetais usados na alimentação • • • PROCEDIMENTAIS Troca de idéias sobre gostos e percepções. à etnia. o O corpo e a alimentação. Elaboração de listas e registros escritos. o Lixo e separação do lixo. o A dentição de leite. o Vacinas tomadas até a idade. Criação de pequenos animais e cultivo de plantas. o Cuidados com os animais. ar. Interesse e curiosidade pelo mundo social e natural que as rodeia. realizam as funções de alimentação. Resolução de pequenos problemas do cotidiano. Observação e registro das “teorias” espontâneas que aparecem nas conversas sobre os assuntos tratados. Plantas o Árvores. sustentação.) o Importância do Sol. Comparação dos modos como diferentes seres vivos. Ser humano e Saúde o Identidade.1º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat/ Inf. o A higiene pessoal. conforto e segurança. Produção de textos informativos. o Objetos produzidos pelo homem. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. Valorização da limpeza. o Preservação e conservação dos ambientes. Pesquisa em diferentes fontes. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvam ações de colaboração e solidariedade. o Partes do corpo. Animais o Algumas características e curiosidades. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O Ambiente o Paisagem local (vegetação. locomoção. flores e frutos. Disposição para mudar hábitos relacionados à alimentação. sexo e gênero.

1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. Números em situações cotidianas: números que aparecem com freqüência na sala de aula, idade, número do calçado, números que indicam valores das moedas e cédulas etc. Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. Jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. Espaço e Forma Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. Pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. Grandezas e Medidas História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. Estratégias pessoais de medida, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. Medidas de tempo, massa, capacidade e monetária. Tratamento da informação Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

PROCEDIMENTAIS
• Utilização da contagem oral nas brincadeiras, jogos, cantigas de roda e em situações nas quais se reconheça sua necessidade. • Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números familiares ou freqüentes. • Utilização de noções simples de cálculo mental, registro pictórico e/ou numérico como ferramenta para resolver problemas. • Observação e verbalização da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. • Uso do dinheiro em situações de interesse das crianças. • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces planas, lados retos etc. • Representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência. • Registro da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulário pertinente, nos jogos, nas brincadeiras, nas músicas e nas diversas situações, em que as crianças considerarem necessária essa ação.

ATITUDINAIS
• Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Respeito pelo pensamento do outro e valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias como fonte de aprendizagem. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Respeito às regras dos jogos e desafios. • Persistência perante os erros e dificuldades. • Busca de soluções pessoais para vencer situações-problema. • Opção por registros claros e completos. • Valorização de suas próprias idéias e verbalização de dúvidas. • Valorização da importância das medidas e estimativas para resolver problemas cotidianos. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

48

PROCEDIMENTAIS
• Uso de diferentes procedimentos para comparar grandezas. • Experimentação de noções de medidas de tempo, comprimento, peso, volume pela utilização de unidades não convencionais e convencionais, tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Marcação do tempo por meio de calendários. • Organização da rotina diária e planejamento de eventos (festas, projetos, estudos do meio, cronograma de aniversariantes). • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

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1º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat/ Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Mouse Pad * Impressora * Scanner * Webcam * Disquete * DVD * CD * Softwares PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. * Uso adequado de mouse, mouse pad e teclado. *Uso de diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. *Uso de sites adequados para complementar as aulas. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação ( TICs) nas atividades cotidianas. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações, levantar hipóteses e pensar estrategicamente. * Desenvolvimento da percepção visual e auditiva, a coordenação motora, a memorização. ATITUDINAIS * Convivência em grupo, propiciando a interrelação de pensamentos, ideias e conceitos, a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. * Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. * Valorização das tecnologias (My Kid, Mesa Alfabeto, Site da Educação, outros).

50

1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• • Linguagem Oral. Leitura o Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, bula, lista, cartaz, bilhete, carta, diário, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. o Produção de listas. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Características estruturais do texto e do portador.

PROCEDIMENTAIS
• Uso da linguagem oral em situações de comunicação que envolvam a necessidade de expor opiniões, explicar, argumentar, perguntar, solicitar. • Interpretação de fatos e histórias. • Narração oral de fatos, considerando a temporalidade e a causalidade. • Produção e revisão de textos coletivos, por meio de parceiro mais experiente que cumpra o papel de escriba. • Reconto de histórias e criação oral de novas versões por meio de diferentes estratégias. • Uso da escrita como representação da fala. • Uso da escrita em situações de comunicação (parlendas, poemas, canções, trava-línguas, listas, adivinhas, quadrinhas, manchetes de jornal). • Elaboração de listas do mesmo grupo semântico, a partir de temas indicados. • Compartilhamento da leitura e seleção de textos. • Solução de dúvidas surgidas recorrendo a um parceiro mais experiente. • Manuseio freqüente de livros, gibis, revistas, jornais e material escrito em geral. • Controle da escrita em situações de produção em parceria, resgatando o que já foi escrito e o que ainda falta escrever. • Produção de um livro coletivo a partir da nova versão de um conto previamente selecionado, estudado e trabalhado com mediação do professor. • Ilustração do conto produzido.

ATITUDINAIS
• Respeito à sua vez de falar. • Respeito às diferentes formas de expressão. • Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. • Valorização da leitura como fonte de prazer e conhecimentos. • Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. • Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. • Interesse pela preservação de livros, jornais etc. • Socialização das experiências de leitura. • Respeito pela produção própria e alheia.

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

INGLÊS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi, hello, good morning, good afternoon, good evening, good night, good bye. How are you? I’m fine, thanks. Apresentação: What´s your name? My name is ________ Expressão de suas preferências: My favorite ________ is _________. Vocabulário: o colors (red, yellow, pink, green, purple, orange, blue, brown, black, white, gray); o weather (rainy, cloudy, sunny, snowy) o feelings (happy, sad, tired, sleepy); o toys (ball, bike, kite, yo-yo, doll); o pets (dog, cat, bird, fish, turtle, rabbit) Verbo “to be” - presente simples Números de 1 a 10. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana (Valentine’s Day, Easter, Mother’s Day, Father’s Day, Halloween, Thanksgiving and Christmas).. • • PROCEDIMENTAIS Uso, em situações cotidianas, do vocabulário e diálogos aprendidos. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. Respeito ao momento em que o outro fala, ouvindo com atenção. Parceria na construção da pronúncia dos colegas, respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe.

• • •

• • •

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1º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

ARTE MUSICAL

CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Som e silêncio. Lateralidade: em cima/ embaixo, direita/ esquerda, frente/ atrás, dentro/ fora. Rimas. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica. Propriedades do som: altura, intensidade, timbre e duração. o Notas musicais. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. Pulsação. • •

PROCEDIMENTAIS
Interação com músicas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas. Audição, observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos, brinquedos cantados, brincadeiras e sonorização de histórias. Composição de atividades corporais de locomoção, improvisação, prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos, brinquedos cantados etc. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. Expressão corporal, gestual, facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. Percepção do pulso da melodia, por meio de canções conhecidas, utilizando instrumentos de percussão, objetos sonoros, percussão e movimentos corporais. Exploração de linguagem musical com a voz, o corpo e diferentes materiais sonoros. Canto coletivo. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais, folclóricas, eruditas, variadas). • • • •

ATITUDINAIS
Desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, atenção e prontidão bem como noções de valores. Valorização das próprias produções, de outras crianças e da produção de arte em geral. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. Valorização pelos sons do ambiente, do cotidiano, percebendo o que pode ser mais saudável, levando a uma melhor qualidade de vida. Valorização da voz como instrumento de comunicação. Interesse, respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro.

• • •

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• • •

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Cuidado na utilização de materiais de trabalho e organização pessoal. lápis. giz de cera. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com o suporte e materiais de artes. Experimentação e utilização de materiais e técnicas diversas (pincéis. 54 . Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais e diversos e suas reações. Exploração e uso das cores nas produções artísticas. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas e/ou conflitos. tintas. Uso do movimento do corpo como forma de expressão. argila. Experimentação de materiais diversificados bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. papéis. Exploração de texturas observando seus efeitos na produção artística. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Respeito à própria produção. à do outro e à produção artística em geral. Interação com teatro de fantoches.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Cores Jogos Dramáticos Modelagem Texturas Pinturas Folclore Montagens Desenho Colagem Fantoches • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das formas produzidas. tintas diversas) Exploração do espaço observando proporção Exploração das competências corporais e de criação dramática Utilização da expressão como forma de comunicação Experimentação e articulação entre as expressões corporais e plásticas. Exploração e experimentação de sucatas na criação de montagens tridimensionais.

auto-estima e autoconfiança. Saúde corporal Ginástica. Cooperação nas atividades de grupo. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. saltar etc. adaptando-se a diferentes ritmos. Participação em brincadeiras e jogos que desenvolvam as habilidades motoras (andar. Movimentação. nos momentos de lazer.1º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Dramatização por meio de movimento. Manipulação de materiais e objetos diferentes para aperfeiçoamento das habilidades manuais. resistência.).). equilíbrio etc. Brincadeira. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Reprodução da forma e de expressões da cultura popular. Utilização de recursos para desenvolver e aprimorar as qualidades físicas (força. Valorização da diferença. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Exploração das possibilidades corporais com autonomia. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Danças. Utilização. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. Expressão corporal. exercendo-as de maneira social e culturalmente significativa. Atividades em sala de aula. 55 . Ampliação das possibilidades do movimento por meio da dança. histórias e fantasias. velocidade. Desenvolvimento das relações espaço-temporal e psicomotor. adotando atitudes de cooperação. correr. Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e brincadeiras. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. fatos. Respeito aos colegas. Cooperação entre os pares. aceitando diversos papéis. de habilidades motoras adquiridas. Atividades corporais. Desenvolvimento de independência.

brincadeiras. Participação. Respeito à diversidade existente entre pessoas do mesmo grupo de convívio. Diferentes organizações familiares ao longo do tempo. Empenho no cumprimento dos combinados. Troca de informações Planejamento de ações positivas em relação ao meio ambiente familiar e escolar. ontem e hoje. ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Valorização da própria história. Levantamento de diferenças e semelhanças individuais. Preferências em relação a diversos aspectos: brinquedos. estabelecendo contrapontos entre diferentes espaços e tempos. Confronto de opiniões. Uso de diferentes medidas de tempo. Registros pictóricos. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa em diferentes fontes: fotografia. pesquisa bibliográfica. em outros tempos e lugares. Diferentes escolas e suas transformações históricas. entrevista. Diferentes rotinas dos alunos. Transformações e permanências no grupo familiar e na escola. jornais e Internet. emitindo opiniões. Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. obras de arte. Diferentes nomes e origens Nomes e datas de aniversário. times de futebol. Apreciação de histórias de vida diferentes da sua.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • O nome como algo individual e resultado de uma escolha histórico-temporal. imagens etc. livros. Diversidade dos modos de ser criança: aqui e agora. A escola como lugar de aprendizado. Troca de informações. Semelhanças e diferenças entre nomes e histórias de vida da família. Necessidade de cuidar do meio ambiente familiar e escolar. Modos de medir o tempo. grupos musicais. animais de estimação etc. • 56 . jogos.). Valorização de diversas fontes históricas.

à direita. Autonomia na utilização de registros variados como forma de mapeamento do espaço. mapas. Percepção da importância da legenda para identificação de locais e objetos. Registro individual e coletivo das informações coletadas por meio de desenhos. embaixo. Reconhecimento das transformações realizadas pelo homem ao longo do tempo no ambiente cotidiano. Elaboração de símbolos que representem locais ou objetos. de lado. de lado. Confecção de maquete simples. como fonte de informação. de frente. Valorização do diálogo como meio para resolução de conflitos e troca de informações. atrás. roteiros e plantas variados. observando os aspectos positivos e negativos. • • • • • 57 . objetos. fotografias.1º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Compreensão da relação entre o espaço corporal e espaço à volta: na frente. próximo. em cima. Representação pictórica de locais e objetos em diferentes visões: de cima. Utilização de pinturas. Organização de informações utilizando diferentes estratégias. distante. procurando localizar espaços conhecidos. de frente. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial em diferentes localidades e situações. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Registro coletivo do levantamento de hipóteses. Realização de medições de maneira nãoconvencional: com palmos. vídeos etc. filmes. passos etc. textos. à esquerda etc. Descrição dos elementos naturais e modificados que se apresentam na paisagem local. entrevistas e outros. Produção de mapas e roteiros simples. Leitura de mapas. Diferenciação das diferentes visões nas representações gráficas: de cima. Identificação da relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado. Questionamento dos diferentes conceitos geográficos. Adoção de atitude responsável em relação a preservação e conservação do meio em que se vive. fotografias.

Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. solidariedade e ajuda na relação com o outro. curiosidade e respeito por todas as formas de vida. Análise da programação televisiva. suas limitações. Entrevistas/conversas com familiares. sem uso da voz. como respeito. • • • • • • Respeito às características das pessoas. por meio das ações de cooperação. Reconhecimento de suas próprias limitações e qualidades. paciência. Narração de fatos relacionados com os acontecimentos do cotidiano escolar e familiar. professora. • Estudo dos fenômenos naturais. necessidades. permeado por valores. Reflexão sobre a responsabilidade/papel de cada um na sociedade. Pesquisa em revistas e jornais impressos. Participação nas sensibilizações / dinâmicas de grupo.1º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS • • ATITUDINAIS • Alteridade • Orientações para o relacionamento com o outro. • Eu e o outro somos nós. entre outros. respeito às diferenças individuais de cada pessoa. tolerância. entre outros. Valorização de amizades. Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos. • • • • • • • • • • Expressão de sentimentos. • Eu sou eu com o outro. Amorosidade. Estabelecimento de diálogos entre o grupo classe. O Eu • Eu no mundo. 58 . Utilização de algumas regras simples de convívio social. desejos. Diversidade • Respeito étnico. conhecidos. respeito cultural. levantando os pontos positivos e negativos. suas qualidades e sentimentos. Expressão oral de histórias. Expressão por meio do desenho. mitos. Escuta e apreciação de obras musicais. representando animais. cuidado. Adoção de atitudes de cortesia e cooperação no dia-a-dia na sala de aula e para além dela. respeito religioso. parábolas. • Eu e a natureza. preferências e opiniões. Expressão corporal (pantomima). cooperação.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 2º ANO Ensino Fundamental 59 .

CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. Investigação É muito importante também propor investigações. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. Indireta é quando o objeto se encontra representado por diferentes linguagens: fotos. analisar. seres vivos. Podem aprender procedimentos simples de observação. sobre os fenômenos naturais. seres vivos. Observar significa ir mais além do que simplesmente olhar. mapas. Nos anos iniciais. É possível a elaboração de algumas explicações objetivas e mais próximas da Ciência. com o outro e com o ambiente. trocar idéias com os colegas. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. materiais etc. vídeos. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. de modelos científicos. Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. dos arbustos. identificar. Por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. tais como argumentar. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. elaborados e acumulados pelo homem. usando diferentes critérios. busca e registro de informações. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. de acordo com a idade e o amadurecimento do aluno. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. como forma. textura. gravuras. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. de geração a geração. são inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos de Ciências Naturais. Dificilmente. é empregar qualquer um dos órgãos dos sentidos com o interesse voltado para atender um determinado objetivo. Os alunos podem comparar entre si objetos. das folhagens e gramíneas. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. onde os alunos possam apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. tamanho. sintetizar. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. Para aprender Ciências. Observação direta é quando há contato direto com o objeto ou fenômeno que está sendo observado. esquemas. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. cor etc. muito embora ainda persistam “explicações mágicas” para alguns fatos. ou seja. Desse modo. assim como a reconstrução de categorias de idéias. O papel da observação Observar é um procedimento importante do fazer científico. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias. Para tanto. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. comparação. fazer suposições acerca dos fatos e/ou fenômenos. 60 . devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. entre outros.

a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. a qualquer momento. é fundamental que o professor. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. procedimentais e atitudinais. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. O professor deve elaborar atividades que visam a facilitar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. pessoas que sabem ler e escrever bem. tabelas. os conteúdos são extensos. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. Após essa primeira leitura. na sala de aula. Normalmente. a sua parte universal. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. um lugar para sua manifestação. por um lado. Esse procedimento facilita a interdisciplinaridade. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. embora organizados por temas específicos (ambiente. Nessa fase. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. Uma boa opção para um planejamento eficaz é trabalhar com temas significativos. Além do desenho. ser humano e saúde. mas eles abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. Em suma. pequenos textos. Quando chegam à escola. independentemente do banco escolar. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. por exemplo. o seu aspecto individual e. É importante que tais representações encontrem. O objetivo é iniciar a criança no estudo das ciências e das coisas da natureza. independentemente do nível de alfabetização dos alunos. portanto. que sabem ouvir e discutir questões. fundamental. O importante. leia o plano. na produção de um texto coletivo. A abordagem dos conteúdos Nas séries iniciais. consultar enciclopédias e outros tipos de documentos. num primeiro momento. animais e plantas). auxiliando-o no processo de alfabetização. estão aptas a aprender um assunto de seu interesse. As experiências sugeridas não devem. Os conteúdos. apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. por outro lado. com a tecnologia e com o mundo. sempre que possível. levantadas em um determinado problema. Como dissemos. 61 . buscam explicações para o que vêem. As crianças nessa fase da vida são extremamente curiosas. o que representa a sua comunidade. A atuação do aluno é. elaboração de listas. por meio de projetos dentro do âmbito da própria classe. com a ajuda ou não do professor. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. dos animais e plantas. que sabem argumentar e defender suas idéias. já trazem um repertório de representações e explicações para o mundo que as cerca. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. pois representa uma estratégia a mais para alcançar os objetivos da alfabetização. com os conteúdos conceituais. ouvem e sentem. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem.Experimentação Por meio dela. parte-se para elaboração do seu próprio planejamento. que têm. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. nesse sentido. ou seja. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. O ensino de Ciências deve ser priorizado logo no início do ano letivo. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. do ano em que está atuando. em situações reais de comunicação. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. não devem ser trabalhados de maneira linear. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. de si própria e sua relação com os outros. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor.

Por exemplo. Movimentos na frente do espelho. Física Movimentos amplos do corpo e habilidades manuais com brinquedos. Idade. Uso da linguagem oral para relato de vivências. para um trabalho mais amplo. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local. Os conteúdos devem também ser articulados aos os temas transversais relacionados à pluralidade cultural. Semelhanças e diferenças sociais. Grosso e fino. seu referencial é ela própria e. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. Língua Portuguesa Conversa informal. Identidade. comparando as características do corpo humano. locomoção. Nomeação das partes do corpo. Maior e menor. saúde.Outra característica dessa fase é o egocentrismo. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. É importante também. alimentação. por exemplo. Ciências Corpo humano e suas partes. Jogo da memória: animais. Semelhanças e diferenças entre o corpo do homem e de um animal escolhido pela classe. Comparação entre seres vivos. por exemplo. Quebra-cabeça (partes do corpo). Música que fale de um animal. Expressões faciais. A exploração dos órgãos dos sentidos é muito importante na aproximação da criança com o ambiente. Higiene do corpo. o respeito às pessoas e suas diferenças etc. Lateralidade. como relevo. órgãos dos sentidos. Auto-retrato Dobradura de animais. Os pés e as mãos. modo de vida. que apresentem as partes do corpo. auxiliará a criança a sair de seu egocentrismo inicial promovendo a aproximação com outros seres do ambiente. e depois de outros elementos presentes no ambiente. Imitação de animais e seus modos de vida. relacionadas ao revestimento do corpo. A história de cada um. Músicas que falem das mãos e dos pés. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. Brincadeiras. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. Artes / Música Impressão dos pés e das mãos. ou seja. Posturas corporais. as organizações sociais. a família. educação ambiental e ética. em que um mesmo tema é proposto. Cuidado com o corpo e o ambiente. particularmente com os animais. uma boa estratégia em Ciências é iniciar com temas relacionados ao corpo humano e sua interação com o ambiente. Patas de animais. Indicação com os dedos da quantidade relativa à idade. Exploração do silêncio e de sons com a voz. ao analisar um lugar ou uma paisagem. Educ. o meio é a sua própria extensão. entre outras. num primeiro momento. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. a criança tende a não se diferenciar de seu meio. rios. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. quando se abordam a importância de preservar e conservar o meio ambiente. construções etc. Recorte e colagem de figuras de revistas e jornais. principalmente com Geografia e História. Nomeação de figuras e animais. 62 . luz e solo. Geografia/ História Colegas da classe. com as características de outros seres vivos. Priorizar atividades de exploração do próprio corpo. Nome próprio. o corpo e materiais sonoros diversos. Sendo assim. Tamanho (altura do corpo). mas com os enfoques de cada área. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. Deve também estabelecer relações com o ambiente. portanto. Matemática Uso dos números para representar a idade.

Quando falamos sobre a resolução de problemas. podemos trabalhar com noções de geometria. analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. sentimentos. é necessário considerar as condições cognitivas. sociais e culturais de quem irá aprender. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Alunos e professores interagem e crescem no processo. interesses. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. Sendo assim. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. aberta à incorporação de novos conhecimentos. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. ao trabalhar com a resolução de problemas. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. o professor deve saber que: 63 . no processo de transformação do saber científico em escolar. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Assim. considerando aspectos transversais. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Dessa forma. medidas e estatística. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. As crianças têm idéias próprias. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. além de explorar idéias numéricas e contagem. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Para atingir os objetivos. Por sua vez. Nessa concepção de ensino. também aprende na interação com seus parceiros. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. Por isso. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. acentuamos a idéia de que o aluno. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. No entanto. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. é necessário: • • • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. acreditamos que. favorecendo a aprendizagem. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. Assim. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. em situações de desafio. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. Para isso. Sendo assim. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação.

autoconfiança e autonomia. propiciando novas tentativas. Ao formulá-los. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. e articulam o texto. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. os dados e a operação a ser usada. percebem a relação entre os dados apresentados. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. criação de um banco de problemas. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. a pergunta e a resposta. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. As tentativas. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. mecânica e repetitiva. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. conto etc. respeitar regras. 64 . comunicar idéias. um processo investigativo. ou seja. num jogo. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. sem deixar marcas negativas. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. estabelecer relações e aplicar conceitos. um repertório como apoio. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. problematoteca. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. o aluno aprende matemática. conteúdos importantes na educação matemática. tendo assim. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. divisor. Dessa maneira. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. No processo educativo. interpretar e produzir textos. Assim. Por meio dos jogos. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Enquanto resolve situações-problema. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Para a formulação de problemas. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. da língua materna e da combinação de ambas. podemos trabalhar. Quando os alunos formulam problemas. um jogador ganha e outro precisa perder. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. troca entre os alunos. problema com rima. a essência está no problematizar. porém não de forma rotineira. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. semelhanças e diferenças entre os textos. livro de problemas.• • • problema é toda situação que permite problematização. charada. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. Assim. levantar hipóteses. ler. de maneira lúdica. Os problemas devem ser desafiadores. dobro.

o jogo não se tornará mero lazer. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. é preciso levar em consideração alguns aspectos. suas aprendizagens. das diferentes respostas obtidas. contar histórias desses povos. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. Enquanto brinca. podendo. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. de qualquer idade ou realidade social. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. o que foi difícil. principalmente para crianças dos anos iniciais. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. 65 . cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. o aluno amplia sua capacidade corporal. entre outras coisas. em que os alunos levantam e testam hipóteses. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. Por isso. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. encoraja reflexão e clareia idéias. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. a percepção de si mesmo como um ser social. o que foi fácil e o que foi difícil. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. A partir da discussão estabelecida. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. Sempre ao final das brincadeiras. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. mas uma nova forma de aprender Matemática. vencendo os desafios propostos. suas dúvidas. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. brinca. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. as crianças devem conversar sobre o jogo. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. e apreendendo todas as regras. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. enriquece suas aulas. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. em uma aula. Além disso. Além da socialização de idéias. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. Além de jogar. discutindo o que foi fácil. toda semana. dicas para se jogar melhor. sua consciência do outro. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. por exemplo. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Brincadeiras infantis Toda criança. Assim. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. Nas situações de jogo. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. Na bibliografia desse trabalho. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades. Brincando. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. assim como propusemos para os jogos.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. Contudo.

Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. o giz e o livro didático”. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. escrita. p. problematizações especialmente preparadas para isso. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. nesses casos. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. expectativa. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. ainda. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. álbum seriado. com emoção. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. Você pode ter um livro por duplas. A leitura poderá ser feita em vários dias. Nesse sentido. características e acontecimentos na história. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. mas aos poucos. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. percepções e experiências. adequar o tempo à sua proposta. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. 1996. Para a realização desse trabalho. uma tabela. os alunos podem elaborar o final da história. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. um gráfico. usar a literatura infantil “[. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. 66 .(SMOLE. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. enigmas. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. em quais são os recursos necessários. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. com os personagens. assim como explore lugares. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. prever problematizações e registros que os alunos produzirão.. Além dos livros infantis. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. Depois. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. etc. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. o professor poderá analisar a capa. enquanto lê. Não há necessidade de um livro para cada aluno. Segundo Smole (1999). Desta forma.. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. pensar na organização da classe. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. Alguns livros não apresentam um final definido e. etc. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. O ideal não é explorar um livro a semana toda. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. seleção de informações e resolução de problemas. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. uma propaganda.

Por meio das atividades propostas. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. com objetos e situações que exijam envolvimento. interdisciplinares. construir. Assim. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. portanto. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. modificar e integrar idéias. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. mas que envolvem duas ou mais delas. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. pelas experiências vividas na escola. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Por meio dos projetos. que hipóteses levantam. ter. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. visualização e trocas. Para reformular um texto. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. os textos. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Na maioria dos casos. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. sejam capazes de tomar decisões. na avaliação e no planejamento. Durante o desenrolar do projeto. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. cognitiva e social. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. 67 . contextualizado e que envolve a resolução de problemas. o original e a sua reescrita. e destes com o professor. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. Nesse contexto. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. especialmente artes e língua materna. Ao delimitar o tema. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. que opiniões têm. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. Assim. mais uma vez. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. promovendo. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes.

cálculos. surge sob um novo enfoque. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. o aluno irá ampliando seu conceito de número. Ressaltamos que. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. As operações fundamentais (adição. figurinhas. rótulos. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. 1. arredondamentos e cálculo mental. sempre que é retomado. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Contudo. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. ordenar. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. palitos de picolé. ou seja. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. aos poucos. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. Assim. Para esse fim. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. bolinhas de gude. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. Para que a criança construa o significado de uma operação. tabelas e gráficos ). contas. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. Nosso desafio foi selecionar. A seguir. nas quais. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. entre outras coisas. Atualmente. codificar. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. embalagens. Ainda em relação às operações. é importantíssima a exploração de jogos. tão necessárias no dia-a-dia. contemplando o estudo dos números e das operações. recomendamos a organização de materiais diversos. folhetos de supermercado etc. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. subtração. pedrinhas. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. ou seja. o estudo do espaço e das formas. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. material dourado e ábaco. comparações e ordenações. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. no processo de seleção de conteúdos. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. Assim. tornando-se mais significativo para os alunos. resgatando a histórias de lugares. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. 68 . multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. medir. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. jornais. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. caixas de fósforos vazias.

Num segundo momento. é muito comum elas “tirarem par ou ímpar” para saber quem começa uma determinada brincadeira. identificando o antecessor e o sucessor. Espaço e Forma Para compreender. Utilizar também o material dourado. deslocamentos no espaço. feijão com a arroz” etc. para formar desenhos. Formação de pares para percepção que nos úmeros ímpares sempre há sobra. de telefones. pode propor a montagem de um mural e. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. em casa com os irmãos e na própria escola. mas uni-las pelo menos por um vértice).) mostre à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal os agrupamentos são feitos de 10 em 10. em ordem crescente e decrescente. nos relógios e calendários etc. o professor pode deixar que as crianças brinquem livremente montando figuras. 2. Criação e resolução de problemas por meio de registros pictóricos. A confecção do quebracabeça chinês tangram possibilita uma série de atividades. de placas de carros. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. pinturas. a partir deste. Solicitar que os alunos tragam para aula uma fruta. Primeiramente.. estabelece as regras do uso do quebra-cabeça (usar as sete peças. O professor poderá explorar esse conhecimento para iniciar o trabalho com números pares e ímpares. Usando material manipulável (palitos. animais marinhos e de objetos criados pelo homem. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico.. árvores. são recomendadas. não sobrepor nenhuma. Por exemplo: “A galinha do vizinho”. Com as figuras criadas. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. O professor poderá até organizar exposições com desenhos e fotos de formas encontradas na natureza ou produzidas pelo homem. O uso de embalagens. “Um. para que os alunos possam perceber suas formas. Para tanto. Localização de números numa seqüência. por meio de atividades que trabalhem lateralidade. envolvendo as quatro operações. frutas. dois. Outra sugestão é explorar músicas e parlendas que trabalhem a contagem. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. bolinhas. pontos de referência e também observação. Em função das brincadeiras e jogos de crianças na rua. 10 unidades são trocadas por 1 dezena. flores. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. canudinhos. de placas de trânsito. de obras de arte. como folhas.Sugerimos também: Exploração dos números nas mais variadas situações: número da moradia. a elaboração de um texto coletivo. representar e descrever o mundo em que vive. Reunir as frutas numa cesta e contar com os alunos quantas frutas há ao todo. Fazer uma lista de produtos vendidos por dúzia. atividade como ligue-pontos com números. Outra idéia é separar as peças que têm a mesma forma e questionar: • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? 69 . desenhos. Pedir às crianças que representem números no material dourado realizando composições e decomposições. pedras. sucata. Depois pode mostrar aos alunos figuras montadas com as peças do tangram e pedir que reproduzam. Construção e exploração de jogos e desafios matemáticos envolvendo as quatro operações. escritos ou numéricos. esculturas e artesanato. ou seja. Solicitar que retirem uma dúzia de determinada fruta e meia dúzia de outra.

fita métrica. tente montar um triângulo e depois desenhe o que você fez. pés. metro. caça ao tesouro. relógio. Mais uma vez. depois. em massinha. quatro peças. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. tarde etc. a partir do quebra-cabeça: Ex. antes. • Traçar a rotina diária junto com as crianças. como unidades de medida. • Se possível. semana. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. que permitem a utilização de vocabulário geométrico. • Propor a produção de frases citando datas especiais. com as peças do tangram. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. de objetos. • Explorar o calendário identificando datas importantes. Encher de água e passar o conteúdo para outro recipiente de 70 . recebendo e dando instruções. passos etc. amanhã. Exemplos: jogos de circuito. Jogos e brincadeiras em que seja necessário situar-se ou se deslocar no espaço. Jogos para adivinhar um determinado objeto. brinquedos cantados. em conversas. levar uma balança para pesar as crianças e propor situações-problema e construção de tabelas e gráficos a partir dos resultados. pode haver diferenças nos resultados das medidas. Observe as duas peças que não são triângulos e responda: • • • • • quantos lados elas têm? quantas pontas elas têm? que nome você daria para essas peças? essas duas peças têm alguma diferença? troque idéias com seus colegas e professora. Usando apenas três peças do tangram. mês.Pode ainda propor situações-problema. referindo-se apenas ao formato do mesmo. três peças. É importante que as crianças percebam que usando partes do corpo ou objetos como lápis e palitos. 3. Por exemplo: quem pesa menos? Quantas meninas pesam menos que 25 kg ? • Solicitar aos alunos que tragam recipientes com capacidade de um litro. usando medidas não-convencionais e convencionais. agora. hoje. Outras sugestões são: • Verificar. forme um quadrado usando: apenas duas peças. cedo. e organização de exposições com os objetos construídos. trabalharemos com situações reais de medição. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. calendário. receitas culinárias etc. se as crianças dominam os conceitos ontem. usando vocabulário de posição. Modelagem. marcando eventos da classe e da escola. • Comparar o peso de mochilas e materiais escolares. Apontamos ainda outras sugestões: • • • • • Atividades de seqüências com formas geométricas simples. possibilitando a constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. Montagem e desmontagem de caixas com formatos diferentes para observar a planificação de alguns sólidos geométricos. Grandezas e medidas Neste bloco. reproduzindo formas geométricas. organização de formas e trabalho de contagem. conhecendo unidades usuais de medidas de tempo (dia. ano).

BRANDÃO. Criatividade e novas metodologias. Roseli Palermo. Virgínia Cárdia. Brinquedo e cultura. 71 . Bibliografia sugerida ALMEIDA. César. São Paulo: Editora Ática. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. 1996. 1994. Educação: um tesouro a descobrir. Jogos de trocas para estabelecer equivalência entre valores de moedas e cédulas. BROTTO. Por exemplo: quantas crianças fizeram 2 pontos? Quantas fizeram 4 pontos? • Construção de gráficos de barras a partir de resultados apresentados em tabelas. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. coleta e organização de dados estatísticos. Explorar notícias e anúncios de jornais e revistas envolvendo quantias que poderão servir de apoio para resolução ou criação de problemas. O resgate do jogo infantil. DANTE. São Paulo: Moderna. Kátia Cristina Stocco. Transdisciplinaridade. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. Josep M. 1998. São Paulo: Cortez. Tradução Beatriz Affonso Neves. ______. Explorar a história do dinheiro. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. D`AMBRÓSIO. Porto Alegre: Artes Médicas. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. BRENELLI. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. O grande livro dos jogos. Campinas: Papirus. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. 2001. 1997.• • • • formato diferente. Gilles. Tratamento da informação Neste bloco.). CARDOSO. COLL. Fábio Otuzi. Jogos cooperativos: se o importante é competir. 1997. deixando que os alunos pintem. 2004.Educação para uma sociedade em transição. Ubiratan. 2002. FRIEDMANN. de animais de que mais gostam. feira. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Júlia. entre outros. O jogo como espaço para pensar. de programas de TV preferidos. • Criação de tabelas a partir de resultados de jogos. recortem e coloquem o valor. Adriana. 4. banco. Santos: 2001. Educação Matemática: da teoria à prática. tabelas e gráficos. BROUGÈRE. São Paulo: Cortez. Papirus. São Paulo: Peirópolis. Brincar: crescer e aprender. Indicamos também: • Organização de listas relacionadas a assuntos diversos: lista de chamada. BORIN. dos aniversariantes do mês. 1996. 2001. Luiz Roberto. Assim. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. ______. Carlos Rodrigues. Campinas: Papirus. Os conteúdos na reforma. Marcos Teodorico Pinheiro de. para que percebam que o volume é sempre o mesmo. Tradução Afonso Celso Gomes. 1998. 1999. DINIZ. ______. Jacques. dramatizações (lojinha. DELORS. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. 1996. 2000. Promover atividades orais e escritas. Produzir cédulas e moedas de papel. São Paulo: Palas Athena. São Paulo: USP. Belo Horizonte: Leitura. SMOLE. ALLUÉ. São Paulo: USP. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. Vozes. independentemente da forma. 1998. Maria Ignez de Souza Vieira.

Papirus. ______. SANTALÓ Luis A. ______. Mabel.. SADOVSKY Patrícia . Porto Alegre: Artmed. GWINNER. tecnologias e temas afins. ______. São Paulo: Casa do Psicólogo.). Campinas. MONTEIRO. Katia Cristina Stocco. MARINCEK. CHARNAY Roland. 4 cores. 210 Jogos Infantis. Joana Hissae. Cortez. 1992. 2001. ______. 2004. Maria Ignez e CÂNDIDO. Jogos infantis: o jogo. 1997. Glauce Helena Rodrigues. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas. L. 2000. MIRANDA. MACEDO. Trad. Piaget. DINIZ. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. São Paulo: Paulus. DINIZ. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. CÂNDIDO. SESI. PARRA. 72 . Brincando com números.SMOLE. OCHI. Vygotsky. Vozes. ______. 2001. Mariana Kawall. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. IKEGAMI. Oscar. MACHADO. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Resolução de problemas. Luiz Márcio Pereira. Ler. KISHIMOTO. MACHADO. IMENES. PEREIRA. Maria Ignez e CÂNDIDO. de Assis. Brinquedo. Construção das operações. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza. senha e dominó. 1992. Nilson José. Tradução Antonio Feltrin. 2006. Regina Célia. 1990. Maria das Graças Barbosa. Jogos em grupos na educação infantil. III e IV. Rosa Monteiro. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed.. a criança e a educação. BROUSSEAU Guy . SAMPAIO. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Cybele. Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. aplicações e jogos matemáticos. Porto Alegre: Artmed.. Belo Horizonte: Editora Itatiaia . Campinas. Global. Kazuwo João. São Paulo: Cortez. 1993 LEAL. GUELLI. Matemática e Educação: alegorias. II. São Paulo: Summus. Tradução Regina A. Tradução Elenisa Curt. escrever e resolver problemas. Gente miúda na cozinha. Dissertação de Mestrado. 2002. 2004. PASSOS. Scipione. Valéria Amorim. Papirus. “Pobremas” enigmas matemáticos.. 2001. GÁLVEZ Grécia . PAULO. volumes I. Regina Célia. KAMII. SMOLE. Porto Alegre: Artes Médicas. 2006. Nicanor. Marta Rabioglio. Vânia (coordenado por). Lellis. São Paulo. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. GRANDO. ______. Porto Alegre: Artmed. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Petrópolis: Vozes.– São Paulo: Summus. ______. PETTY. São Paulo: Cortez. Porto Alegre: Artmed. Papirus. 2000. Maria Therezinha de Lima. GRANDO. MACEDO. Porto Alegre: Artmed.GIORGI. ______. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Fuzako Hori. Campinas: Papirus. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Katia Cristina Stocco. 1992. Matemágica – História. . 2003. Reinventando a aritmética. ARANTES. ______. 2000. Belo Horizonte: Editora Universidade. ROCHA. Jogo. Fausto Arnaud. Editora Vozes. 1991. 1996. Campinas. São Paulo: USP. Yves de La. Porto Alegre: Artmed Editora. ______. Juan Acuña Llorens. Cecília. Tradução Marcelo Cestari T. 2001. Tizuko Morchida (org. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. Lino de. Patrícia. SAIZ Irma . 1988. O uso de quadriculados no ensino da geometria. 1995. Trajetória Cultural. N. Constance. Renata. LERNER Delia . Aprender matemática resolvendo problemas. ______. TAILLE. Aprender com jogos e situações problema. MACHADO Nilson José. Pat. PANIZZA. ALS. São Paulo : USP. Brincadeira e a Educação. Porto Alegre: Artmed. YOKOYA. UNICAMP. Jorge José de Oliveira. A matemática na educação infantil.C. São Paulo: Editora Ática.

Sesc.com.com.matematicahoje.br/caem/ www. SESC.br www.mathema.com.com. São Paulo.origem. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.terrabrasil.jogos. www.ZASLAVSKY.com.br .com.br www.com.brinqmania.educarede. www.com.abril.ime.br.com.luizdante.br www. 2001. 2000.septima.br www. A volta ao mundo em 80 Jogos.aprendebrasil.antigos. Cláudia.br www.exatas.novaescola.com.br www.canalkids.com.com.br.educar.br www.sc.br Sites de jogos matemáticos www.somatematica.sites.uol.ciadaescola.com.tvcultura. www.com.br www.com.br/artematematica www.revistapatio. Sugestão de sites interessantes www.vello.usp.com.usp.br 73 . www.net/folclore www.br www. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www.br www.com.ludomania.com.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos.br www.

74 . animações. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. Assim. a aquisição de novos conhecimentos. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. propiciar. a coordenação motora. eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. face ao seu caráter educacional. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. organizando mostras. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. as TICs ( PCs. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. Periféricos e Acessórios. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. por meio de recursos tecnológicos. o Laboratório de Informática Educativa deve. Desse modo. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. desenvolver a habilidade para organizar informações. imagens. a inter-relação de pensamentos. servir como fonte de conhecimento. os POIEs. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. recursos de som e vídeo. a memorização. Mesas Educacionais e Internet). como elemento articulador de conteúdos curriculares. divulgando as possibilidades existentes. integrando textos. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. ferramentas de desenho e pintura. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. efeitos especiais. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. idéias e conceitos. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. Softwares. a convivência em grupo. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. desenvolver a percepção visual e auditiva. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem.

a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. entretanto. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. Cortez. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. Não se trata mais de ensinar a língua. participantes da cultura escrita. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. os primeiros se convertem em leitores. Ler. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. Ed. Em geral. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. na rotina. nas situações reais de produção de texto. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. e a decifração é apenas uma. Além disso. para fazer uma receita. das competências envolvidas neste ato. Hoje. emitindo sons para cada uma das letras. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. São ações que podem e devem ser aprendidas. Trata-se de incorporar. Como tal Sistema está organizado em fases6. atribuir significado. Pelo contrário. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. ou seja. 2006. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. para nos divertir ou emocionar.: il. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. E escrevemos para distintos interlocutores. São Paulo : SME / DOT. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. assim. para comprar algo. para pagar contas. ela estará presente sim! O que muda. para reclamar de alguma coisa. Fase Complementar: 4º e 5º ano. de sistematização e normatização da língua. com diferentes intenções. entre muitas outras ações. 2º e 3º ano. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. para anotar um recado para alguém. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. normas e regras pertinentes a qualquer idioma.2 75 . de forma organizada e sistemática. 7 Como já dissemos. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. isoladamente. ou seja. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. para saber como vão pessoas que estimamos. entre outros.” Emília Ferreiro. Assim sendo. acima de tudo. se queremos formar leitores plenos. 104p. Enfim. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. – v. para localizar endereços e telefones. dentre muitas. é a forma de abordagem.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. para tomar decisões. Ler é. para solicitar algo. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. As atividades metalingüísticas. 6 7 Fase Inicial: 1º. para prestar contas do nosso trabalho. suas regras e suas partes. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. Contudo.

8 9 São Paulo : SME / DOT. listas. Semanal – jornal e científicos. o espaço. Em função disso. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. 2006. Leitura do abecedário exposto na sala.A organização de uma rotina de leitura e escrita 8 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético.: il. é claro. ingredientes de uma receita. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. Ler com diferentes propósitos. Organizar agrupamentos produtivos. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. de brincadeiras preferidas. ao mesmo tempo. 115p. Diária – texto literário. de situações de trabalho com a oralidade. além. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. textos instrucionais etc. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. realizada · Aprender comportamentos leitores. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e.: il. parlendas. poemas. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. 76 . leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. 2006. Nessa proposta de alfabetização.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:9 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. os materiais. · Ampliar o repertório lingüístico. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. de professores e funcionários). pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. 115p. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. de rótulos etc. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. São Paulo : SME / DOT. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. Leitura e escrita de títulos de livros.

materiais de pesquisa etc. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. instrucionais. ditando para o professor ou o colega. entre outros). individual. · Aprender comportamentos leitores. Artmed). Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. · Ler com autonomia crescente. em duplas. em dupla e individual – de um bilhete. de filmes etc. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. de um texto instrucional etc. Uma vez por semana. Exposição de objetos. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações. relatar acontecimentos. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. conhecer diferentes suportes de textos. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. o possível e o necessário” (Ed. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. · Aprender comportamentos escritores. Uma vez por semana. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. · Utilizar a linguagem oral. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. defender pontos de vista. expor sobre temas etc. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. semana. Produção coletiva. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. · Explorar as finalidades e funções da leitura. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. 77 . · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. curiosidades etc.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. expor etc. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura.

uma mostra de trabalhos produzidos. não significa algo “palpável”. uma apresentação pública de leitura ou jogral. Embora não decorram de propósitos imediatos. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. Nos projetos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Roda semanal de conversa ou leitura. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. • Atividades seqüenciadas. nesse caso. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. para ensinar um jogo complexo etc. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). mas sim um resultado: pode ser uma festa. jornal ou texto etc. São muito parecidas com os projetos. mas não têm um produto final. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. 10 Texto produzido por Rosaura Soligo. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. 78 . essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. um livro.Formas de organizar os conteúdos escolares 10 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. • Projetos. hábitos ou atitudes. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. semanalmente. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. a organização de uma biblioteca de classe. Oficina de produção de textos ou de arte. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos.). Ex: Leitura diária feita pelo professor.

pesquisas de palavras. calendário).Assim. quadrinha. 7. embalagens. cenários e objetos. jornal-mural. por meio das situações de produção. lista. • Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. Q ou K e o uso do G ou GU). Entretanto. • Conhecimento de algumas convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 5. embora seja desejada essa articulação. anúncio. como já salientado anteriormente. por meio de diferentes estratégias (antecipação. Vale ressaltar que. por isso. instrução. T-D. adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. V-F). o Narração de histórias. canção. Projetos: • Conhecimento dos elementos que compõem um gênero/portador de texto. bem como sua função no texto (ponto final. obtemos o seguinte resultado: 1. bilhetes. do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula. não se pode perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. leitura na biblioteca. 8. o Identificação do tipo de letra a ser usada na escrita (maiúsculas e minúsculas) após tornar-se alfabético. fábulas. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B. da estrutura de um texto. Seqüências Didáticas: Conhecimento de diferentes gêneros textuais (conto. Situações Permanentes: Usos da Linguagem Oral: exposição e intercâmbio de idéias em rodas de conversa. debates. trava-língua. símbolos. inferência. • Noção de parágrafo por meio do uso em situações de produção. dedução. o Descrição de personagens. ao transferirmos tais modalidades organizativas para nosso Plano de Curso do 2º ano. parlenda. carta. etc). poema. em situações de uso. o Conhecimento. OBS. dicionários temáticos. panfleto. notícia. • Usos da escrita: o Conhecimento do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita. 2. ponto de exclamação e travessão). informativos. 3. cartaz. • • 79 . leitura em voz alta e outras. “cantinho” da leitura. Identificação das características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. bilhete. relato. • Identificação de alguns sinais de pontuação. verificação) de placas. ponto de interrogação. • Conhecimento de alguns itens da gramática. • Registros diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas. adivinha. não podem ser previstas no Plano de Curso. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. o Conhecimento da escrita do próprio nome. contrato didático (combinados) etc. 6. piada. Os projetos foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. a partir de um tema gerador previamente selecionado. rótulos. • Leitura não convencional. Usos da Leitura: participação em rodas de leitura. sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. preleções. crônicas.: As situações das modalidades Ocasionais e de Sistematização são de autonomia do professor. receita. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. singular / plural). contos folclóricos e tradicionais). elaboradas a partir da necessidade do grupo e. masculino / feminino. para apreciar textos literários (contos de fadas. conjugando temas de diferentes áreas do saber. entrevista. Regularidades Morfológico-Gramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo). Regularidades Contextuais (o uso do C.

S. dengue. os alunos sejam capazes de: • • • • • • Participar de situações de intercâmbio oral. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). animais da fauna marinha de Santos. Passado e presente dos verbos ler e escrever. economia de energia elétrica. a produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida na escola e estudada ao longo do ano (Ex. informativos. SÃO PAULO. FERREIRO E. em duplas ou ditando ao professor. poemas. Delia. cartas. sabendo ouvir e formular perguntas sobre o tema. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. adivinhas. ao final do 2º Ano. Secretaria Municipal de Educação. apropriando-se dos aspectos discursivos do texto e apoiando-se em conhecimentos sobre o tema. listas.Assim sendo. Rio de Janeiro: Ed. parlendas. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. 1998. pontos turísticos de Santos etc). a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. do gênero e do sistema de escrita.: reciclagem do lixo. com autonomia. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. ainda que não segmentando o texto em palavras. 80 . manchetes de jornal etc. Diretoria de Orientação Técnica. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. Bloch. 2002. bilhetes. canções. Escrever textos de autoria ( listas. 2002. de forma que possamos traçar metas precisas e objetivas em nosso trabalho. – São Paulo: SME / DOT. São Paulo: Cortez. Ler e escrever na Escola: o real. Secretaria Municipal de Educação. Sendo assim. Referências Bibliográficas BRUNER. nomes. J. Porto Alegre: Artmed. recuperando os fatos da narrativa. buscamos que. sugere-se. Recontar e reescrever histórias conhecidas. as características do seu portador. Escrever ALFABETICAMENTE textos que conhece de memória. interpretação e produção do mesmo. o possível e o necessário. Apreciar textos de diferentes gêneros lidos autonomamente ou pelo professor. para o 2º Ano. 2006. LERNER. etc ) individualmente. Nos anos seguintes. Tal gênero textual permite que as crianças entrem em contato com novas funções e finalidades de um texto e desenvolvam as habilidades de leitura. Ler. trava-línguas. ou não se apoiando nas convenções ortográficas da escrita.

ou sentarem em círculo se estiverem de pé. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. o vídeo ou o colega) para obter informações. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. o aluno passa a desejar aprender mais. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. apagar as luzes e acalmá-los. como música calma para trabalhar. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. cante uma música. Ao assimilar um vocabulário básico. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. expressões simples em situações reais. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. como: memorização. atividades do livro didático. é útil e eficaz. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. previsão. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. interessantes. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. etc. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. DVD. de forma a criar um ambiente alfabetizador. troca de papéis. no caso da língua estrangeira.). tocar o CD que acompanha o livro. flashcards. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. umas são mais visuais. como realias (material concreto). é fundamental que o professor. criatividade e expressão física. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. X. Durante as aulas. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus 81 . vídeo. A criança nessa idade precisa que as aulas sigam uma rotina. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. duplas e individuais. No início do 2º ano. mas o professor precisa ler em voz alta ou. físicas (com encenações e atividades de TPR). entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. além de alternar as em grupo. uso de fantoches. auditivas. portanto. como os flashcards. trabalho em pares ou grupos. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. recorte e colagem. oferecendo variedade. W. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. uso de massa de modelar. a imaginar. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. recursos materiais. que façam sentido à sua vida. sugerimos que o professor. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. Como dissemos. Além disso. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. bem baixinho. ou rock para atividades motoras grossas. A relação dos conteúdos (conceituais. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. a recordar. Nessa fase. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. a adivinhar. do contrário. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. etc. cooperação. músicas. com atividades lúdicas. em inglês. Na preparação da aula. material de áudio. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. Y). ou sair da classe. fantoches. e ainda há as que são mais cinestésicas. artísticas (desenhos. pintura. o CD. o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. num primeiro momento. como já dissemos. do sensorial e das ações. chapéus. jogos de adivinhação. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. Em inglês. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. vídeo e estímulos verbais do professor). Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. desafiá-los a pensar. e imagens. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. como suporte ao aprendizado oral. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. ao chegar. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. dos jogos e das demais atividades. jogos. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. recursos visuais. outras. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). tudo o que precisar ser lido.

assim. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. Além disso. pois 82 . point. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. 4 ou 5 aulas. listen. sing. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. não entenda algo ). thanks/thank you. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Ele pode falar aos alunos ( fornecendo. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. No entanto. come here. say. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. principalmente em grupo. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. dar segurança. you can do it better/nicer. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente.diversos estilos de aprendizado. hi. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. beautiful. yes. let's sit in a circle. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. look. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. por meio de atividades diferentes. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. O tempo gasto com os exercícios de colorir. por conseguinte.uma tática que deixará os alunos seguros de si.: Good morning/afternoon. DVDs e livros. a pronúncia correta das palavras. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. além de ser uma ocasião divertida na aula. fine. very good. stand up. um modelo lingüístico ) de forma engraçada. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. abraçá-los. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. May I go to the toilet?. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula ( fazer o fantoche dar-lhes a mão. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. thanks. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros . see you. you're welcome. ou "listen and do". fornecer um elemento cômico. answer. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. enquanto o professor permanece sério no comando da situação. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. let's sing. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. circular e desenhar deve ser menor. O professor precisa estudar bem a música. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. bye-bye. great. let's go. Para ser bastante eficaz. além de incentivá-las. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. line up. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. além da internet. ask. mas não precisa ficar “preso” a elas. Além disso. programas de TV infantis não existiriam. How are you?. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. draw. sit down. finja “errar”. fazer encenações. please. repeat. Há vídeos. Ex. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. no. Ele também pode cantar e encenar canções. acariciá-los ). O professor deve dar as músicas do CD do livro. etc. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. associar.

expressões corporais. ). de forma espiralada. 83 . Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos.é o fantoche ( e não ele ) que está falando ou agindo. eles podem costurar botões para fazer os olhos. a fim de planejar as aulas. modelagem. como os de dedo ( feitos com cartolina e desenhado pelos alunos ). as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. • • • • • • • O trabalho de apresentação em inglês (What’s your name? – My name is _________) envolve também o trabalho de português.) e o vocabulário correspondente às formas geométricas (unit 4) pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. uso do calendário. idade. mas não o colega ao lado neste momento. responder a perguntas e sentir-se no comando. dia do mês. com cinco a dez alunos por vez. de ponto e linha. cometer erros. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. assim. Assim sendo. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. nesta faixa etária. rimas. podem-se trabalhar melhor as canções. potes de iogurte ou de yakult. de meias ( com a ajuda dos pais. Quando o professor de inglês trabalhar as preferências em relação a brinquedos e animais de estimação. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores (primárias e secundárias). lã. não podemos exigir perfeição das crianças. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. por conta do conhecimento do próprio nome e do nome dos colegas. procedimentos e atitudes de história e ciências. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. etc. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. por exemplo. Isso lhe dá a chance de falar. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. sendo permitido consultar o livro. feitos com rolos de papel higiênico. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. gestuais e faciais. Algumas danças. sem estarem psicologicamente expostos. como também com a equipe pedagógica. presos em palitos de sorvete. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. Esta avaliação pode ser feita. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. jogos e brincadeiras podem ser trabalhadas junto com o professor de educação física. para os cabelos. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. etc. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. pintura. é possível articulá-lo aos conteúdos de história. atividades de expressão corporal. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos. porque. montagem. pode trabalhar junto ao professor de classe os conceitos. Com o professor de arte musical. folclore. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. Ao desenvolver o conteúdo relacionado à família e sentimentos. Caso a escola não possa fazer cópias das provas.

certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. mesmo que. K. 2000.F. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. A. New Parade 1 – Teacher’s Edition. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. T. SALVADOR. Mexico. et alli. É muito importante elogiar a produção do aluno. segunda impresão. A. great. Mexico. 2005. Kids United – Livro do Professor 1. REETZ. et alli. 2000. W. 2002. Assim. Inc. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar. MELO. mesmo que não esteja como o professor esperava. Hong Kong: Oxford University Press. M. L. good work.. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. Tentar falar em inglês.: Richmond Publishing. está se empenhando e precisa ser motivado. Referências bibliográficas DEL PASO.F. etc. D. HARPER. R. et alli. 2006. HERRERA.. et alli. 1999. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. D. a princípio. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. São Paulo: Macmillan. esteja “errado”.: Macmillan. & ZANATTA. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. New York: Addison Wesley Longman. 84 .É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. excellent. Oxford: Oxford University Press.

Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. replanejando quando necessário. altura e canto e até mesmo uma conversa. como uma forma a mais de expressão. mesmo que a ênfase. naquele momento. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. por exemplo.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. nós.). nesta fase. sobretudo. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. principalmente na primeira infância. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. a criança vai descobrindo e. acento. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. MEC. do brincar. escrita. Nessa idade. oral. progressivamente. ( Ensino fundamental de 9 anos . para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. professores. facilitando a interdisciplinaridade. a linguagem do faz-de-conta. plástica. mas somente as populares. Em Ciências. por meio de um jogo musical. acento. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação.. p. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe.]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. Ao trabalhar pulso. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. corporal.” Não podemos esquecer de que. Segundo Stateri (1997). principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe. além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. estes não devem ser trabalhados de forma linear. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. chega mais fácil ao âmago da criança. Momentos de apreciação. de pouco ou nenhum valor musical. devem ser breves. deixando-a mais feliz e confiante. Projetos interdisciplinares são fundamentais. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade.Orientações gerais. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. para se atingir os objetivos com clareza. de forma mais significativa. sendo muitas de péssimo gosto. uma linguagem que. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. Nesse processo é importante avaliar. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. saída etc. Desta forma.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. na educação musical. por meio de atividades simples de pulso. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. musical e. ou seja. por exemplo. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. “[. rítmica e melódica. Vale lembrar que. As canções e suas letras. explorando os conteúdos conceituais. assim. Sua relação com o outro. O planejamento do professor precisa ser flexível.. Para isso. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Porém. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. atenção e prontidão. lateralidade. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. muitas vezes. levam a criança a uma deformação da estética musical. 85 . lanche. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais. também somos vítimas desta situação. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. esteja em um tópico específico. aquela que lhe é mais peculiar e específica. fonte sonora etc. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental.

música para o desenvolvimento humano . de casa. como o escolar. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. O professor pode associar uma atividade de pulso. O som e o silêncio Recomendamos a observação. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. estimulando a percepção auditiva. com a apresentação de outros assuntos. Isso não quer dizer que. Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. reeducação do movimento. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. É fundamental ainda ressaltar a importância do silêncio e promover a sua produção ( musicalmente ou não ). E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. Canções. ( OuvirAtivo® . Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. está exercitando sua lateralidade. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. parlendas e textos rítmicos podem enriquecer este trabalho. Cantar. Batemos palmas e os pés no chão. audição e identificação dos sons de diferentes ambientes. A expressão musical é feita por um corpo. por exemplo. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. percepção corporal. Se a criança se movimenta. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. que percebe. os quais produzem stress. favorecendo a oralidade e facilitando o processo de alfabetização. 86 .Marcelo S. De grande ajuda para a criança nesse momento. pois a criança joga e brinca com o som das palavras. os sons do diaa-dia. Rimas O trabalho com rimas é muito importante nesta etapa. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003.Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor. tomando assim posse do seu corpo. no conhecimento dos sons característicos da própria língua. A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. uma intencionalidade. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. jogar. do bairro. seja depois abandonado. 211). conhece e se movimenta de acordo com um projeto. p. Petraglia ). brincar. entre outras complicações. vivenciando o fluxo musical através de nós. dificultam a concentração. por ser o primeiro. controlando o tamanho do passo. ou seja. a velocidade e a noção espacial. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. estimulando atividades de autoconhecimento. numa sociedade tão cheia de ruídos.

parlendas. Nossa vida mais amores”. Muitas vezes grave. Terra adorada. utilizando breves explicações. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. se fores convocado para a luta. Mas é preciso que. aos poucos. intensidade. naquele momento. despertando seu interesse e curiosidade. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. Mas. São Paulo: Fermata do Brasil. Conforme Suzigan ( 1996). timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. sentimos descer à terra. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. Brasil. danças etc. Propriedades do som: altura. “[. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Brincadeiras cantadas. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. “ 87 . lembrando as glórias do passado. vivenciando. 2000. Entre outras terras mil. agora que somos livres. BIAGIONI.nas divisas com os outro países da América do Sul. canções. sentindo corporalmente. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. A própria natureza fez de ti um gigante. brinquedos cantados. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). com bravura e firmeza. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. és o destaque da América. cantando. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. nos te saudamos. forte e colossal que reflete em teu futuro. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Maria Zeí. ouvindo. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu.. de forma simples. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. Hino Nacional Brasileiro. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. Ó Pátria amada nós te saudamos. dividindo-o em várias aulas. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. Brasil. Ó Pátria amada. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. jogos. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. observando. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. porém. Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno.Manifestações folclóricas: jogos.. identificando. cantigas de roda.

quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. gestual. Espera-se também que. por motivos variados: a vastidão do repertório. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação.” ( Folha de São Paulo. no portal Aprende Brasil. a desinformação sobre o assunto. como em trilhas sonoras. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. o professor pode utilizar espaços alternativos. 88 . com muita tranqüilidade e respeito. músicas que contam uma história etc. eruditas. variadas ) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. o motivo é a preguiça: o que é estranho. em comerciais de TV etc. progressivamente. de ninar.). Música erudita Nesta etapa. destacando na música as partes mais agudas e graves. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. danças. o pulso. do ritmo e do caráter das peças musicais. como dinâmica. dentro desse trabalho de apreciação musical. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. Se houver possibilidade. o acento e falando sobre o timbre. timbres. trabalhando a dinâmica. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. a pompa dos concertos. folclóricas. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. Escuta e apreciação de obras musicais ( regionais. as notas musicais. “Música clássica afugenta muita gente. podemos partir para a escala ascendente e descendente. 24 de março de 1998 ). estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. utilize atividades variadas. Quanto mais a criança aprender a observar. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. como o pátio. a concentração necessária. No fundo. As terminologias grosso e fino. quebrando preconceitos. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. em desenhos animados. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. Expressão corporal. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. a quadra ou outros ambientes. a consciência da pulsação. entre outros. seja por fotos. Como já foi exemplificado anteriormente. A cada retomada de um determinado tópico. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. seja na execução ou apreciação musical. gestual. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. devem ser substituídas. A partir daí. o ritmo da canção. mais facilmente irá assimilar esses conceitos e melhor será sua entoação. pela terminologia correta. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). neste caso. a expressão corporal.Sugerimos que. Sugerimos o site Mundo da Música. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. gestual ou plástica. nas salas de informática. vídeos ou mesmo pela Internet. Durante a apreciação musical e o canto. Após a percepção do som grave e agudo. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. a tarefa principal do professor é saber interessá-la. ou seja. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. ou seja. durante o canto coletivo. danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical.

com. SUZIGAN. p. São Paulo. MEC.educacional. A linha melódica deve ser bem nítida. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical. se necessário. OuvirAtivo® . 24 de março de 1998. e. Especial Música. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. Oliveira. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.<http://www. 1997.htm> acessado em 18/12/2006. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. cantar e ouvir. Cruz. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. <http://www. Mundo da Música . C. L.Orientações gerais. GRANJA.br/> Mundo da Criança.1996.com. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. São Paulo: CLR Balieiro. Linguagem. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. STATERI. Maria Zei. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil.20 PETRAGLIA. os ritmos facilmente assimiláveis.aprendebrasil.br/textos/ed%20b. Unesp. mais tarde. M. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. G. VASCONCELOS. Carlos Eduardo de S. O ouvido Pensante. Portal Aprende Brasil . Marcelo S. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende.com. por meio de ações aparentemente muito simples. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. conhecimento e Ação. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. São Paulo: Ed. R. José Julio.Música para o desenvolvimento humano. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. desestimulando a ação de gritar. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. Ensino fundamental de 9 anos . 89 .<http://www. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). Murray.br> SCHAFER. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe.1991.Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. coletivamente. como não gritar. 2003 p.211. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco. Aprender a ouvir o outro. Hino Nacional Brasileiro. com a intenção de aprimorá-la. cantando ou não. 2000. São Paulo: Ed. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. terça-feira. 1-8. Pp. Setembro 2006. Podemos dizer que crianças que se exercitam. Desde bebê. Referências bibliográficas BIAGIONI. a harmonia do todo. SUZIGAN. MEC. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. António Ângelo. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. FOLHA DE SÃO PAULO. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. Portanto. em conjunto. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Fermata do Brasil.ouvirativo.

ele está completando o ciclo do fazer artístico. para que desenvolva um senso crítico e estético. antes de mais nada. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. seu trabalho muda no meio do caminho. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. ter outras experiências. Na fase inicial do Ensino Fundamental. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. Segundo Piaget. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. no momento do planejamento. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. conhecer a vida de alguns artistas. Quando organizamos uma exposição. Muitas vezes. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. formas etc. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. 2º e 3º anos. Na área de Arte. Não é apenas uma etapa do processo. necessário para a leitura de imagens. todas as possibilidades e limitações desses materiais. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. É capaz de criar símbolos e representações. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. Devemos envolver os alunos nessa produção. os quais deverão ser aproveitados. de fato. As atividades permitem ao aluno experimentar. Ela mais pesquisa do que se expressa. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. 90 . 1º. Consegue compreender o processo de expressão e criação. Tendo em vista essas possibilidades da criança. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. para contemplar o trabalho interdisciplinar. Adquirindo este conhecimento. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. texturas. respeitando-se a idade da criança. linhas.

movimento. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. tanto para que possa progressivamente. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. etc. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. mas para todas as outras áreas. forma. escolas e estilos etc. é a visita a museus e exposições de arte. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. povo. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. apreciar. Dança. Música. temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. progressivamente. Teatro. cultura ou país. musicais. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. 91 . pictóricos. com alguma intenção. luz.) com os quais o artista/aluno. som. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. Música e Teatro. gesto. cênicos. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. gestuais. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. Por meio da arte. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. o mediador entre arte e aluno. Espera-se que os alunos. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Dança. desfrutar. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico.

A relação entre a educação física e outras disciplinas. pré-desportivo ou numa dança. apreciá-los criticamente. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. Compreende-se a dança. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. embora muito estreita. trabalha-se no plano dos conceitos. o contato com músicas do universo infantil. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. estética. conhecimentos sobre o corpo). auditivos e cinestésicos). seu processo de crescimento e desenvolvimento. como um estímulo para a expressão corporal. dentro de um contexto cooperativo. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. construção de bonecos. de acordo com as suas habilidades. corporal. criatividade e interação do grupo. neste momento. a educação física “trabalha no plano da ação motora. ética. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. além das técnicas de execução. aquilo que era material ( corridas. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. a discutir as regras e estratégias. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. afetiva. Nesse sentido. saltos. coordenação motora e espacial. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. de relação interpessoal e inserção social). de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. assim. mas ainda não podem usar a lógica. atividades rítmicas e expressivas. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. as atividades devem envolver todo o grupo. a cada um. visando a seu aprimoramento como seres humanos. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. Assim. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. filmes. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. o aluno deve aprender. ressignificá-los e recriá-los. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. social e de autonomia. Seja num jogo recreativo. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. 92 . permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. Podemos oferecer.” Muitas vezes. musicalidade. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. teatros de marionete e outros. Lembramos também que. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. giros) torna-se conceitual. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. Em sala de aula. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. sem a preocupação com estilo ou técnica. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. de forma democrática e não seletiva. nesta fase. é pouco percebida. músicas entre outros recursos.

Considerações finais O nosso plano de curso é anual. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. tamanhos ou quantidades). podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. 93 . fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. utilizando sua imaginação e percepção. Portanto.Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor.

Seguem sugestões de CD’s: Os Direitos da Criança. têm origens diversas (indígena. para que possibilitem não uma mera constatação. família. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. Ao trabalhar com o nome. Atividade como recorte em jornais e revistas devem ser desenvolvidas de forma lúdica como procurar as letras iniciais do nome. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. Adivinha o que é. atualmente. a criança é convidada a refletir sobre as transformações que também acontecem nos espaços de sua convivência. estamos vivendo uma fase de modificação das estruturas familiares. deve-se optar por chamar de família todo o grupo de pessoas com quem as crianças moram. brincadeiras e escola. calendários. deve-se evitar o estereótipo de família “pai-mãe-filhos. A pesquisa sobre a origem do nome deve se orientada pelo professor como tarefa de casa.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. fazendo conexão com Geografia e Ciências. Monte um livro sobre a turma. criando mapas de si mesmo em tamanho reduzido: de frente. É o grupo social mais próximo da criança e. sem conflitos ou brigas”. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. O importante é que eles percebam que os nomes têm história. Outra temática é explorar o tema dos apelidos e abordar questões sobre preconceito e diversidade. Nomes Para iniciar a temática. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. Toquinho (Gente tem sobrenome. o aluno poderá perceber que a história está presente em coisas naturais como o nome das pessoas. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. 94 . de lado. Tempo histórico A partir da observação de mudanças no próprio corpo. ou das pessoas que trabalham na escola ou com nomes preferidos dos alunos. entram e saem de moda. em que cada criança dará sua contribuição com as descobertas que forem sendo feitas. por exemplo. MPB 4 (Nomes de gente). Cada um é como é). estrangeira. É importante que os alunos troquem informações com os colegas. bíblica) ou ser inventado pela família como a junção de nomes de pais e mãe. Por isso. a utilização de músicas é um procedimento que nesta fase deve ser bastante explorada. Livros sobre os significados dos nomes podem ajudar no trabalho. Família A família é um dos assuntos mais delicados para se trabalhar. de costas. O uso do espelho para que cada um possa se observar e fotografias antigas permitem fazer comparações sobre as mudanças e permanências ocorridas. por isso. aniversários. como sujeito histórico. Um trabalho mais sistemático com fotografias desperta a curiosidade e possibilita a exploração de fontes documentais da história de vida da criança. Considerando que. Uma atividade interessante é montar quadros de caça-palavras com os nomes dos amigos da classe ou nomes conhecidos da família. Pode-se propor desenhar o próprio corpo. ou a troca de letras para formar outros nomes.

roupas. cores. passeios. 95 . um brinquedo ou uma boneca. personagens de histórias em quadrinhos etc. O assunto poderá ser trabalhado de forma interdisciplinar com Ensino Religioso. programas de tv. e o de Bruno. como o calendário indígena. Gostos e preferências Propomos a pesquisa na sala sobre os gostos de cada um: brinquedos e brincadeiras. como: mês em que há mais aniversariantes. mês em que não há. cantores e músicas. Qualquer objeto que signifique muito para o jovem artista pode ser incluído para tornar o auto-retrato mais significativo. de 1907. da atualidade. assim como o trabalho com a Declaração Universal dos Direitos da Criança possibilita abordar diferentes temáticas. por exemplo: homem não usa cabelo comprido. Entrevistas com pessoas mais velhas sobre suas histórias preferidas. Direitos e deveres A condição de ser criança inclui uma série de direitos legais. Com reportagens atuais de jornais e revistas. enriquece a temática e aprofunda as discussões sobre as diferenças e permanências nos dias atuais. Portinari Benedito Calixto Bruno Os artistas desenham ou pintam auto-retratos olhando seus rostos no espelho. valorizando as características físicas de cada um e como cada um se vê no espelho. Além de constituir um marco na vida do aluno. esportes. mas nem sempre respeitados. Pode-se trabalhar com calendários de diferentes culturas. Ao trabalhar com o tema aniversário. times de futebol. de 1923. A discussão permite abordar as diferenças existentes entre os alunos e o trabalho com a temática do preconceito. lugares para passear.Esta temática permite a confecção de auto-retratos Por exemplo. os auto-retratos de pintores como o de Portinari. heróis. quem é a última ou a primeira da sala a fazer aniversário e assim por diante. de Benedito Calixto. A identificação do mês de aniversário no calendário possibilita a construção de gráficos com dados coletados. reconhecidos por todos. se há pessoas que fazem no mesmo mês em que certo aluno faz. brincadeiras. Assim. pois permite que eles construam uma reflexão sobre outras maneiras de medir o tempo. a conexão com a matemática será bem interessante. reflita sobre situações das crianças na nossa sociedade. asteca etc. pois crianças adoram comemorar. muçulmano. etc. Um auto-retrato pode ser mais especial se incluir coisas especiais. em que há menos. Uma maneira de registrar os resultados da pesquisa é construir um gráfico com as informações da turma. festas. como uma roupa de que se goste ou um boné preferido. O trabalho possibilita o desenvolvimento da auto-estima. animais. é importante que eles percebam que os modos de comemorar são diferentes e mudam com o tempo. comidas. é importante ressaltar a carga emocional.

GEOGRAFIA
No Plano de Curso do 1º e 2º ano, valorizamos a importância da alfabetização cartográfica. Partindo da observação, a criança aperfeiçoa sua percepção e as maneiras de representar o mundo que a rodeia. A representação do espaço é muito importante e nos auxilia a compreender a localização e as diferentes formas de ocupação.

Mapa
O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. É uma convenção, que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. Mas, para a criança, isso não é tão simples assim. Portanto, a primeira coisa que mapeamos quando iniciamos um trabalho de cartografia com crianças pequenas é o próprio corpo – o que chamamos de trabalhar com a escala um para um - ou seja, cada centímetro registrado no mapa do corpo corresponde a um centímetro real. Depois, as crianças passam a mapear outros espaços como: a sala de aula, a escola, a rua da escola, até o bairro e a cidade. Nessa segunda etapa, o professor pode introduzir a noção de legenda, criando símbolos junto com as crianças que representem as carteiras, o lixo, a lousa etc. Para o mapeamento das ruas, criam-se símbolos para as moradias, a escola, hospital (se houver) e outros. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões, os alunos podem desenhar objetos vistos de cima, de frente e de lado, o que vale mais é a observação de que, em cada posição, o objeto é visto com uma “forma” diferente. Essa observação é fundamental para as produções futuras que privilegiarão a visão do alto, como em um mapa convencional. Na fase dos 6 aos 8 anos, as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem, portanto, o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. Porém, é fundamental solicitar que falem sobre suas produções, pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Com o desenvolvimento dessas atividades, há grandes chances dos desenhos se aprimorarem. É importante trabalhar desde o início com vários tipos de mapas, ao mesmo tempo, na sala de aula, explicando que cada um deles possui um objetivo. O mapa da cidade é diferente do mapa do país. Um mapa físico é diferente de um mapa político, e um mapa-múndi é diferente de um globo. Essas diferenças devem ser discutidas com as crianças. Assim, elas vão aos poucos se habituando com a linguagem cartográfica.

Maquete
O grupo pode escolher os materiais que irá utilizar para produzir a maquete. Essa tarefa possibilita que o grupo aprenda a se organizar para realizar tarefas em conjunto. A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional, ou seja, a maneira como se faz em mapas e plantas. Nessa linguagem, a visão que se tem é vertical, ou seja, visão do alto. É algo que exige um grau de abstração, pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades, pois as noções de escala, proporcionalidade, visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão dessas discussões. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples, mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para a futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos.

Medida padronizada e não padronizada
Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. Ao preencher o quadro, eles registram de quem é o pé que foi utilizado como padrão. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que, se cada um utilizar um modelo de medida, as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais, altura e largura de coisa, altura de pessoas etc.

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Medidas é um tema comum à área de Matemática, porém, nesse primeiro momento é importante somente uma introdução, ou seja, as crianças vão pensar sobre a importância de medir objetos e lugares. Em Geografia, o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade, uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. Futuramente, nas séries mais adiantadas, os alunos, com esse conceito construído, reconhecerão a função da escala em um mapa convencional.

Estudo do meio
O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. Ele permite que o aluno conheça o espaço, o represente com desenhos, e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto, estudo da fauna e flora locais, utilizando medidas convencionais e nãoconvencionais. No caminho de casa à escola, por exemplo, é importante que os alunos observem e comparem suas próprias produções e as diferentes maneiras de representar um mesmo espaço. O professor deve conduzir discussões no sentido de que se perceba que elementos facilitam a visualização do espaço e que elementos dificultam. Aqui, deve acontecer uma discussão sobre padronização com questionamentos como: se cada um desenhar de um modo, dá para uma pessoa que não conhece o local compreender o mapa? Para problematizar essas questões, o professor pode trazer para a sala vários tipos de mapas e conversar com as crianças sobre o que há de diferente e o que há de comum entre eles, e também entre esses mapas e os mapas elaborados pelas próprias crianças.

Fotografia: fonte de informação
Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. Por meio de fotos antigas, de preferência de um lugar conhecido de todos. O ideal é que cada aluno traga uma foto, para ter diferentes visões do mesmo local, mas, se isso não for possível, o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada, a atividade será ainda mais rica. O registro sobre as mudanças é fundamental, pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente), é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo, como já dissemos anteriormente. Em História, o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças, e. em Geografia, da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais, culturais, políticas e econômicas.

Entrevistas
A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. Converse com seus alunos antes, para a elaboração de questões. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. Mas, se possível, ensaie antes com a classe para que, na hora da entrevista, a turma se preocupe com o depoente. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita, a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem, e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços.

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A construção do conhecimento em geografia
A geografia é uma ciência de observação, que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula, a casa, a escola, a rua da escola, os arredores... Mas não pára por aí. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso, a geografia pode contar com muitos aliados: música, fotografias, filmes, histórias em quadrinhos, diários de viajantes, matérias de jornal, pinturas, grafites, esculturas, e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos, lugares, construções etc. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras, mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens, o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral, como exemplo, pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Aos poucos, o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas, levantando hipóteses próprias. Com as informações em mãos, os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. A partir delas, pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros, textos da Internet, enciclopédia eletrônica, comparar com outras imagens, comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. Além dos textos, os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos, desenhos, gráficos e esquemas. Cartazes, peça de teatro, jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero, que podem culminar em uma exposição. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição, mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento, levantamento de interesse junto aos alunos, assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. Enfim, conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

CIÊNCIAS
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
• Ambiente o Ambiente modificado (casa, escola, cidade, campo). o Ambiente natural (florestas). o Materiais e objetos no ambiente. o Algumas características dos materiais e objetos (forma, tamanho, textura, espessura). o Alguns materiais utilizados pelo homem (papel, vidro, metal, madeira, areia etc.). o Materiais que o homem lança no ambiente: lixo. o Preservação do ambiente em que vive. o Luz e calor do Sol. o Nascente e poente. o Dia e noite. o Sombra e escuro. • Seres vivos o Necessidades especiais de cada ser vivo para sobreviver (água, ar, solo, luz, calor, alimentos). o Variedade de espécies animais e vegetais. o Ciclo de vida. o Reprodução. • Animais o Habitat dos animais. o Semelhanças e diferenças entre espécies animais. o Animais selvagens. o Animais domesticados e de estimação. o Cuidados com animais de estimação. o Criação de animais. •

PROCEDIMENTAIS
Busca e coleta de informações por meio de observação direta e indireta dos fenômenos da natureza, dos diversos materiais, objetos, seres vivos e não vivos presentes no cotidiano por meio de habilidades físicas, motoras e perceptivas. Formulação de hipóteses. Utilização de técnicas de investigação ao fazer as atividades sugeridas. Exposição oral das idéias por meio de descrições utilizando palavras ou pequenas frases praticando habilidades relacionadas à comunicação. Pesquisa, organização e registro de dados coletados por meio de desenhos, listagens, recorte e colagem, e experimentos simples sob orientação do professor. Leitura de pequenos textos. Troca de idéias com os colegas. • • •

ATITUDINAIS
Colaboração quando necessário (por exemplo, ao trazer imagens para um mural). Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. Incorporação de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os espaços que ocupa e responsabilidade para com esses espaços. Respeito à diversidade de opiniões (por exemplo: ao trocar idéias com os colegas sobre os fenômenos observados). Interesse por conhecer os ambientes, como eles se modificam e como podem ser cuidados. Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. Respeito pelas coisas da natureza (conhecer, por exemplo, como a exploração dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente ).

• • • •

• • • •

• •

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CONCEITUAIS
• Vegetais o Partes de um vegetal (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente). o Partes dos vegetais utilizados na alimentação. o Plantas ornamentais. o Cultivo de vegetais (plantações, hortas, pomares, jardins) Corpo humano e saúde o Partes (divisão) e estruturas do corpo (pele, cabelos, unhas, dentes). o Características sexuais (masculino e feminino). o Órgãos dos sentidos e suas funções. o Cuidados e higiene do corpo. o Acidentes e sua prevenção.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

MATEMÁTICA
CONTEÚDOS

CONCEITUAIS
Números e operações • História do nosso sistema de numeração: uso de dedos, marcas nas cavernas, em ossos, pedras, nós em cordas. • Algarismos e seus nomes como símbolos para representar quantidades. • Composição e decomposição de um número em dezenas e unidades. • Números pares e ímpares. • Números ordinais até 10. • Antecessor e sucessor de um número menor que 100. • Dúzia e meia dúzia. • Adição o situações de juntar e acrescentar o operações com duas ou mais parcelas o com e sem reagrupamento. • Subtração o situações de tirar, comparar ou completar o operações com e sem reagrupamento. • Multiplicação o situações que representam adições de parcelas iguais o situações que envolvam a idéia combinatória. • Divisão o situações de repartir uma quantidade em partes iguais o determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. • Situações-problema que envolvam contagens, medidas e códigos numéricos. • Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. • Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio.

PROCEDIMENTAIS
• Uso de vocabulário fundamental da matemática quanto a relações de posição, direção, grandeza, movimentação, semelhanças e diferenças entre objetos e pessoas no espaço. • Uso de número e quantidades como forma de registro e organização de informações, de acordo com o sistema de numeração decimal. • Manuseio de materiais concretos como: Material Dourado, Ábaco, cédulas e moedas do nosso sistema monetário. • Uso do quadro Valor Lugar para melhor compreensão do valor posicional dos números. • Leitura, escrita, comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. • Emprego de diferentes estratégias de contagem (correspondência um a um, estimativa, agrupamento). • Análise, interpretação, resolução e formulação de situações-problema, envolvendo as quatro operações. • Utilização de sinais convencionais (+, -, x, :, =) na escrita das operações.

ATITUDINAIS
• Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa, respeitando o pensamento do outro. • Esclarecimento de dúvidas, observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Interação com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. • Respeito pelo pensamento do outro, valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias, como fonte de aprendizagem. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. • Respeito às regras de jogos, transpondo-as para a sua rotina. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situações-problema. • Curiosidade por questionar, explorar e interpretar os diferentes usos dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • Sensibilidade pela observação das formas geométricas na natureza, nas artes, nas edificações.

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• Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos. Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado, retângulo, triângulo e círculo. • Classificação dos sólidos geométricos entre os que rolam e os que não rolam. • Percursos, trajetos e pontos de referência. Grandezas e Medidas • História do nosso sistema de medidas convencional: uso de dedos, polegares, palmos, passos etc. • Estratégias pessoais de medida tendo como primeiro referencial o próprio corpo. • Diferentes unidades de medida: tempo (dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano), massa, capacidade e monetária.

Tratamento da informação • Dados em listas, tabelas e gráficos simples.

• Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Uso de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Utilização de estratégias pessoais e algumas técnicas convencionais para a realização do cálculo mental, exato e aproximado. • Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. • Construção de sólidos geométricos • Exploração de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, faces planas, lados retos, bidimensionalidade, tridimensionalidade etc. • Localização de pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. • Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. • Realização de medições com unidades não padronizadas e padronizadas. • Utilização de calendários. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. • Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês, relação dos nomes dos alunos, resultados de campeonatos e jogos etc).

Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas, unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais.

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2º ANO

CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
(Ciên / Mat / Inf. Educativa)

INFORMÁTICA EDUCATIVA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS
Uso adequado de drive de disquete e cd-rom, assim como dos outros hardwares apresentados; • Uso da linguagem computacional: ícones, menu iniciar, janelas do Windows e/ou Linux, clique, minimizar, Internet; • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar; • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet; • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem.
• •

ATITUDINAIS
Interação com seu grupo de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional, de comunicação e convívio social. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid, Mesa Alfabeto, Portal Educacional, etc).

Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint, Paint, etc) Internet

• •

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2º ANO

LINGUAGENS
(A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Fís)

LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDOS CONCEITUAIS
Linguagem Oral. Leitura Gêneros textuais (conto, poema, canção, quadrinha, parlenda, adivinha, trava-língua, piada, instrução, relato, entrevista, anúncio, receita, panfleto, lista, cartaz, bilhete, carta, notícia, informativos, calendário). o Leitura não convencional, por meio de diferentes estratégias (antecipação, dedução, inferência, verificação), de placas, símbolos, embalagens, rótulos. • Escrita o Letras do alfabeto e seu respectivo valor sonoro na oralidade e na escrita; o Ordem alfabética. o Escrita do próprio nome, do nome dos colegas e de outras palavras pertinentes ao contexto de sala de aula; o Noção sobre a estrutura de um texto, em situações de uso; o Letras maiúsculas e minúsculas (obrigatoriamente, após tornar-se alfabético); o Narração de histórias. o Descrição de personagens, cenários e objetos. o Recontos e reescritas de textos repertoriados pelo grupo. o Registros (produções) diferentes utilizados em situações comunicativas relacionadas aos gêneros apresentados (listas, pesquisas de palavras, dicionários temáticos, bilhetes, jornal-mural, etc). o Parágrafo (em situações de produção); • • o • • • • • • • • • • • • •

PROCEDIMENTAIS
Utilização, apreciação e intercâmbio da linguagem oral. Diálogo e interação com seus pares. Leitura coletiva de textos de diferentes tipologias, abordagens e apresentações visuais. Confronto de opiniões e comentários acerca dos mesmos. Produção de textos diversos, individualmente ou tendo o professor como escriba do grupo. Composição de listas e dicionários temáticos, usando o banco de palavras como apoio didático. Revisão de textos elaborados a partir de discussões coletivas das regras textuais trabalhadas. Elaboração de formas de representação gráfica (hipóteses de escrita), atribuindo-lhes intencionalidade e significação. Confronto das diferentes representações gráficas do grupo-classe. Escolha de textos para leitura em situações de atividade autônoma. Indicação bibliográfica por meio de fichas ou mural da classe. Aplicação do valor sonoro das letras do alfabeto em suas escritas, estabelecendo relações entre o fonema e o grafema. Utilização do próprio nome e de outros já repertoriados como palavra estável para construir generalizações e produzir novas escritas. • • • • • • • •

ATITUDINAIS
Reconhecimento da importância de ouvir e esperar sua vez de falar. Respeito às diferentes formas de expressão. Contribuições verbais (opiniões, idéias) em problemas pertinentes ao grupo. Adoção do hábito de pegar emprestados livros da biblioteca da sala de aula ou da escola. Ampliação do hábito da leitura à sua casa e família. Interesse pela preservação de livros, jornais etc. Construção de uma autonomia escrita processual. Valorização do uso da escrita como forma de comunicação.

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Sinais de pontuação (função e uso do ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e travessão). Itens da gramática, por meio das situações de produção, sem o uso das respectivas terminologias: substantivo com gênero e número (os nomes, masculino / feminino, singular / plural), adjetivo (as qualificações) e concordância verbo-nominal. Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: 1. Regularidades Diretas (pares mínimos (P-B, T-D, V-F); 2. Regularidades Contextuais (o uso do C, Q ou K e o uso do G ou GU); 3. Regularidades Morfogramaticais (terminação em R dos verbos no infinitivo); 4. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Elementos que compõem um gênero/portador de texto. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo, a partir de um tema gerador previamente selecionado.

• • • • •

Utilização de grafia manuscrita (letra cursiva) após tornar-se alfabético, bem como aplicação de seus conhecimentos sobre letras maiúsculas e minúsculas. Uso da escrita em situações reais e de função social definida, buscando propósitos que atendam sua necessidade prévia. Pontuação de seus textos, apoiando-se na experiência coletiva, a princípio, para posterior utilização autônoma. Aprimoramento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. Produção de folder de cunho informativo e científico para campanha de interesse público desenvolvida em sua escola e estudada ao longo do ano.

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good morning. Pronomes possessivos: my. turtle). Conhecimento da cultura norte-americana e inglesa • • • PROCEDIMENTAIS Uso do vocabulário e diálogos aprendidos em situações cotidianas. Números 1 a 10. o toys (bike. pen. your. she. bird. yellow. • • • • • • ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. Verbos “to be” e “to love” . black. Uso da capacidade simbólica para a aprendizagem de um novo idioma. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. arm. notebook. teddy bear). Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. o parts of the body (head. good night. ouvindo com atenção. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. square. doll. thanks. o shapes (rectangle. brother. How are you? I’m fine. o numbers 1 to 10. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. pencil. red.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. triangle. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. o family (mother. Perguntas e respostas sobre objetos de uso em sala de aula: What is it? It’s a ________. hand. white). schoolbag) o colors (blue. nose. kite. eyes. Pronome demonstrativo: this. leg. crayon. Respeito ao momento em que o outro fala. fish. cat. good bye. hexagon). mouth. good afternoon. father. Vocabulário: o school items (book. Apresentação: What’s your name? My name is ________. Uso do verbo “to love” para expressar preferência. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cumprimentos: hi. circle.presente simples. ball. good evening. he. o pets (dog. mouse. yo-yo. • 106 . Pronomes pessoais: it. hello. green. sister). star.

• PROCEDIMENTAIS Audição. variadas). canções. Hino Nacional Brasileiro. gestual. gestual. Interesse. Expressão corporal. Interpretação.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Propriedades do som: altura. prontidão e concentração por meio de jogos simbólicos. brinquedos cantados etc. parlendas. Manifestações folclóricas: jogos. folclóricas. levando a uma melhor qualidade de vida. facial e/ou plástica. Composição de atividades corporais de locomoção. frente/ atrás. Canto coletivo. Experimentação da relação de seu corpo no espaço. utilizando instrumentos de percussão. direita/ esquerda. atenção e prontidão bem como noções de valores. Expressão corporal. o Notas musicais. Lateralidade: em cima/ embaixo. Canto coletivo. do cotidiano. da MPB e Hino Nacional Brasileiro. observação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. improvisação. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. percebendo o que pode ser mais saudável. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • Som e silêncio. Exploração de linguagem musical com a voz. reflexão e contextualização das letras das canções. Valorização pelos sons do ambiente. • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da criatividade. o corpo e diferentes materiais sonoros. Escuta de obras musicais (regionais. eruditas. destacando-se o nome do compositor e breve biografia. acento e desenho rítmico da melodia. timbre e duração. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e nas canções trabalhadas. intensidade. Formação de repertório: canções infantis. de outras crianças e da produção de arte em geral. danças. Apreciação da música erudita. Valorização das próprias produções. brinquedos cantados. Pulsação. • • • • • • • • • • • • • • • • • 107 . Rimas. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. folclóricas. por meio de canções conhecidas. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. sensibilidade. Música erudita. percussão e movimentos corporais. dentro/ fora. Escalas ascendente e descendente com movimentos corporais e gestuais. objetos sonoros. brincadeiras e sonorização de histórias. Percepção do pulso e do acento e do desenho rítmico da melodia. brinquedos cantados.

no estimulo do improviso e das referências adquiridas. Desenvolvimento do espírito crítico.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização da solidariedade e da cooperação. Uso dos recursos cênicos na abordagem do teatro infantil. do espaço que ocupa. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. Jogos dramáticos Arte indígena Cores secundárias Ponto e linha Folclore Modelagem Texturas Teatro de fantoches • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso dos movimentos do corpo como forma de expressão. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • Cores primárias. Reconhecimento e utilização de texturas nas manifestações artísticas. Respeito à própria produção e à do outro. Desenvolvimento da criatividade. Desenvolvimento da capacidade de aceitação da opinião de todos. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Experimentação de materiais diversificados. Experimentação da mistura das cores primárias e observação das cores secundárias nas manifestações artísticas. inventivas e criativas. por meio de ações criadoras. Observação do ponto e da linha nas manifestações artísticas e em produto próprio. às idéias dos demais. Valorização de outras culturas. das possibilidades físicas e emocionais em contato com o grupo e com o meio em que está inserido. bem como o conhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Observação do fazer artístico por meio do uso de materiais diversos e suas reações. Observação das cores primárias nas manifestações artísticas. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. • • • 108 . Respeito às normas de funcionamento. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Sensibilização por meio de expressão corporal do próprio corpo. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças.

• • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às regras. rebater. Cooperação entre os pares. Expressão corporal. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. rolar.2º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. saltar. girar) durante jogos. arremessar. auto-estima e autoconfiança. Valorização e apreciação de danças pertencentes à cultura brasileira. Iniciação esportiva. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. Desenvolvimento de independência. observação e memória. Cooperação nas atividades de grupo. Valorização da diferença. chutar. Experimentação de atividades de dança simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. Resolução individual de problemas corporais. adotando atitudes de cooperação. Desenvolvimento do hábito da higiene corporal. Participação em atividades rítmicas e expressivas. Desenvolvimento das relações socioafetivas por meio de valores. Reconhecimento das necessidades de higiene e cuidados com o próprio corpo. 109 . aceitando diversos papéis. Uso da atenção. Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contexto extra-escolares. Respeito às possibilidades e limitações corporais. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • Jogos recreativos e cooperativos. Utilização de habilidades (correr. Brincadeiras. com ajuda do professor. Discussão das regras dos jogos. Danças. brincadeiras e danças. Atividades em sala de aula. bater. Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. Respeito aos colegas. respeitando as diferenças. amortecer. Saúde corporal. Ginástica. Criação de brincadeiras. • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos coletivos.

Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas. O espaço escolar como lugar de convivência e aprendizagem. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. espaços conhecidos e objetos. • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Trabalho cooperativo. Calendários e data de aniversário. comparando com os demais da classe. 110 . A escolha do nome e a história da família ( origem. fotografias. Formulação de questões a respeito dos temas estudados. Valorização da própria história e a da família. • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a história de vida. Elaboração de linha do tempo.). vídeos. Uso de diferentes fontes: textos.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Conhecer a si próprio • • O próprio nome e das pessoas do seu convívio como forma de autoconhecimento. Respeito mútuo. mapas etc para coleta de informações. exposições. Registro coletivo das rotinas diárias. lazer. etc). Respeito ao patrimônio individual e coletivo. Comparação de informações e perspectivas diferentes sobre um mesmo tema histórico. Aceitação das diferenças e características de cada um. Respeito às regras produzidas coletivamente. costumes. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. profissão. imagens etc. O local onde se vive e estuda • • • As transformações ocorridas no espaço em que se vive: escola. As transformações e permanências no local onde se estuda e vive. O tempo histórico • • • • Mudanças visíveis com o passar do tempo: mudanças no próprio corpo. alimentação. Valorização do passado como fonte de informação e identidade de um povo. Perseverança na busca de informações. moradia. Análise de documentos de diferentes naturezas. Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutam na melhoria das relações pessoais. pesquisa bibliográfica. identificando transformações e permanências dos costumes das famílias. rua. Troca de informações sobre os objetos de estudo. Diferentes maneiras de se medir o tempo: o tempo social e tempo da natureza. Uso de diferentes medidas de tempo. bairro. comparação com outras épocas. livros. sentimentos e significados. Data de aniversário. cidade.

estabelecendo contrapontos com as preferências de outros colegas da classe.CONCEITUAIS Gostos e preferências • • Preferências em relação aos múltiplos aspectos. 111 . Diferenças e semelhanças das crianças de hoje e as de outras épocas. dentro dos contextos sociais distintos. Direitos e deveres • Direitos e deveres de cada um.

Atitude responsável em relação aos ambientes de convívio. amanhã / manhã. tarde e noite / hora. fotografias. escola. hoje. em perspectiva horizontal (do modo que se vê). Transformações do espaço realizadas pelo homem observando: meios criados para transporte de pessoas e cargas. Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. livros. destacando-se reciclagem. Utilização de calendário para orientação temporal. redução da produção de lixo. Valorização da contribuição das diferentes etnias e o papel de cada uma na cultura de um povo. • • • • PROCEDIMENTAIS Representação gráfica simples. fotografia. Importância da legenda para identificação de locais e objetos ampliando noções anteriores. enciclopédias. mapa simples. Modos de preservação e conservação dos ambientes. trajetos habituais. Registro por meio de diferentes estratégias: listas.2º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes espaços geográficos vivenciados pelos alunos observando aspectos físicos e sociais: moradia. Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. com auxílio do professor e do grupo. • • • • • • • • • • • • 112 . mês. obras de arte e outros. Mapeamento simples de locais próximos. técnicas de construção etc. reaproveitamento de materiais perecíveis e não-perecíveis. Diferenças entre pessoas e grupos. Planejamento de situações futuras por meio de agendamento e grade de rotina com auxílio do professor e do grupo. Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. criando estratégias de redução do lixo e organização do espaço. entrevistas. gráficos e outros. reconhecendo características culturais específicas que resultam em variadas formas de ocupação do espaço. Relação de proporção entre o que se representa e a dimensão real do representado com maior nível de abstração. espaços públicos e outros. Uso do diálogo como forma de resolução de problemas de maneira democrática. Internet. reportagem. utilizando signos de representação de objetos e localizações (legenda simples). dia /semana. Planejamento de ações positivas em relação ao ambiente escolar e extra-escolar por meio de combinados escritos e orais. rua. desenhos. Temporalidade: ontem. Registro de acontecimentos diários em forma de desenhos e/ou palavras. Execução de contorno de objetos em diferentes perspectivas. ano / estações do ano. dos pontos de referência próximos. formas de comunicação. • • • • • ATITUDINAIS Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal.

Modelagem dos símbolos mais significativos para o grupo. Reflexão sobre símbolos que têm significados para alguns e para outros. • Eu sou eu com o outro. Símbolos • Lembranças na vida das pessoas. sentimentos. Relaxamento com músicas.2º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • O Eu. Organização de painéis com os diversos símbolos coletados. Respeito ecopedagógico • Percepção da diversidade e interdependência entre todos os seres vivos. Entrevista com os pais sobre a origem de seu nome e ritual de iniciação. Roda de conversa. Adoção de atitudes positivas frente a um desagravo ou frustração. nomeando-os. Escuta de músicas com o objetivo de sensibilizar-se (transcendência). classificando-os. Manifestação de opiniões. Respeito às diferenças. Cooperação com os colegas e o professor. • A diversidade. 113 . PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • • • Exposição de ideias relacionando-as às exposições dos outros. Coleta de símbolos diversos. para pessoas e grupos. • Eu no mundo. • Os símbolos na vida das pessoas. Socialização dos significados dos símbolos do seu contexto familiar. ideias. • Reconhecimento de que um mesmo símbolo tem valor e significado. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente se constrói de maneiras diversas. • • • • • Valorização da família. diferentes. não têm nenhum significado. • Eu e outro somos nós. utilizando massinha. • Alfabetização ecológica e contribuição na construção de um futuro de harmonia na Terra.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 3º ANO Ensino Fundamental 114 .

Para tanto. que refletem a necessidade de explorar. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. Crianças são curiosas e fazem inúmeras perguntas. a busca de informações. Dessa forma. fornecendo explicações que permitam a reelaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. Para aprender Ciências. O papel da observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. seres vivos. Isso envolve visitas. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. criam-se situações em que. animais etc. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Nos anos iniciais. No entanto. Mas esse processo não é espontâneo. como a problematização. Podem aprender procedimentos simples de observação. vegetais. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. os alunos constroem repertórios de imagens. entender a si própria e ao mundo que as cerca. fatos e noções. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. criando situações interessantes e significativas. busca e registro de informações. Ao longo do ensino fundamental. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. para encontrar soluções. com o outro e com o ambiente. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. Quando confrontam suas idéias com outras explicações. conhecer. comparação. sobre os fenômenos naturais. Para que ocorra a problematização. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. Dificilmente. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. são modelos de uma lógica interna. de geração a geração. É no processo de busca de informações e confronto de idéias que o conhecimento científico é construído. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. manipulação de objetos e materiais e 115 . Esse é o momento em que as crianças têm uma primeira aproximação com as noções de ambiente. Na observação direta. a transversalidade. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. elaborados e acumulados pelo homem. o trabalho em grupo. a investigação. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. podendo utilizar todos os sentidos na busca de informações. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. o aluno necessita coletar novas informações. corpo humano e transformações de materiais do ambiente por meio de técnicas criadas pelo homem. os fenômenos naturais e os modos como ocorrem algumas transformações. os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. mas elas já têm idéias sobre seu corpo. A partir disso. a experimentação e a leitura de textos. percebem os limites de seus modelos e a necessidade de mais informações. a compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. Dessa forma. precisando ser construído com a intervenção do professor. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. Desse modo.

como por exemplo. A abordagem dos conteúdos e o trabalho com projetos Os projetos são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. fazer suposições sobre os fatos e/ou fenômenos. usando diferentes critérios. por exemplo: observar em um jardim as folhas das árvores. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. ou seja. compreender procedimentos. tais como argumentar. os conteúdos são extensos. esquemas. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. listas etc. por exemplo. Apesar de o ensino de Ciências ser orientado por uma proposta de conteúdos. nesse sentido. textura. A atuação do aluno é. lupas. trocar idéias com os colegas. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. Além disso. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. modificar os procedimentos ou criar novas atividades. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. analisar. na produção de um texto coletivo. com a ajuda ou não do professor. tamanho. vídeos. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. de modelos científicos. sintetizar. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. possibilitam o tratamento de temas transversais. pequenos textos. esquemas. quando os resultados obtidos em uma experimentação diferem dos esperados. Por sua vez. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. deve-se priorizar o desenvolvimento da criatividade e da imaginação. dos arbustos. tabelas. muitas vezes. Os alunos podem apresentar suas hipóteses sobre o assunto em estudo. qualquer que seja o critério usado para a 116 . O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. sempre que possível. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. por exemplo: comparar vários tipos de folhas encontradas em um jardim e depois classificá-las. mapas. Normalmente. cor etc. fundamental. é necessário que os alunos registrem suas conclusões seja por meio de desenhos. Comparação Comparar é uma forma de coletar dados durante uma observação. assim como a reconstrução de categorias de idéias. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. Nessa fase. gravuras. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. É muito importante também propor investigações. Tanto na observação direta como na indireta. em situações reais de comunicação. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. como forma. criar atividades. levantadas em um determinado problema. os alunos podem pôr em ação algumas de suas idéias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. das folhagens e gramíneas. como microscópios. elaboração de listas. entre outros. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. portanto. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. Além do desenho. Experimentação e investigação Por meio dela. como fotos. Esses momentos necessitam da intervenção do professor no sentido de apresentar situações favoráveis à expressão de idéias.construções. O importante. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. identificar. As experiências sugeridas não devem. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. incentivar a sua manifestação e o encaminhamento na busca de informações que permitam a verificação das mesmas. mas abrem um ”leque” de opções para a abordagem da ciência. na observação indireta. materiais etc. Os alunos podem comparar entre si objetos. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. seres vivos.

como ser vivo que é. A seqüência a ser desenvolvida fica a seu critério. Saúde. alimentos industrializados. ao desenvolvimento de valores. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. observar as mudanças ocorridas pela ação do homem ao longo dos tempos. Por exemplo. o que representa a sua comunidade. Importa desenvolver os conceitos num determinado contexto. É importante ainda. em que um mesmo tema é sugerido. rituais próprios de cada cultura. mas com os enfoques de cada área. pomares e criação de animais. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. Pesquisas mostram que o índice alto de colesterol deixou de ser um problema apenas de adultos para ser também o das crianças. o seu aspecto individual e. pode fazer uma “ponte” com outros seres vivos. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. conservação dos alimentos etc. Também pode ser abordado o aproveitamento das diferentes partes dos vegetais para o consumo humano. e sirva à sua aprendizagem. Atualmente a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. Enfim. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. as profissões e os aspectos físicos da paisagem local.seleção dos conteúdos pelo professor. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. o importante é articular os conteúdos dos diferentes blocos. O consumo é o objetivo principal da propaganda. para um trabalho mais amplo. Pluralidade Cultural. as organizações sociais. A alimentação é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. como a identificação dos elementos vitais para a manutenção da vida relacionados à presença da água. órgãos dos sentidos. além de apresentar a dimensão biológica (anatomia e fisiologia). a sua parte universal. ao analisar um lugar ou uma paisagem. particularmente com os animais. por exemplo. Outro aspecto que pode ser abordado é como o ser humano obtém os alimentos: hortas. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. 117 . Ética. Ao trabalhar. comparando as características do corpo humano. Por exemplo. locomoção. uma vez que se referem às diferentes áreas do saber. que têm. como relevo. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. Pluralidade Cultural. não importando o comprometimento da saúde. Os conteúdos. à construção da cidadania. o assunto corpo humano. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. por outro. Deve também estabelecer relações com o ambiente. Ética. cereais e legumes. construções etc. Vários conteúdos do bloco Ser humano e saúde podem ser trabalhados em conexão com o bloco Animais e Vegetais e também com o bloco Ambiente. rios. comportamentos. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. verificando as adaptações que alguns seres vivos apresentam para sobreviver nesses ambientes. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. O trabalho com os temas transversais deve ser realizado de forma contínua e integrada. entre outras. modo de vida. desenvolve-se. com as características de outros seres vivos. relacionadas ao revestimento do corpo. principalmente com Geografia e História. reproduz-se e morre. Quando o professor estiver trabalhando com conteúdos relacionados ao corpo humano. bem como com os temas transversais Saúde. ou seja. por exemplo. luz e solo. não devem ser trabalhados de maneira linear. alimentação. O motivo é o consumo de sanduíches e doces no lugar das refeições com verduras. Os conteúdos tratados no bloco diversidade dos seres vivos permitem inúmeras conexões com os conteúdos propostos em ambiente e corpo humano e saúde. embora organizados por temas específicos ( ambiente. por um lado. podem-se trabalhar também assuntos relacionados à Orientação Sexual. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. a família. cresce. diversidade dos seres vivos – animais e vegetais – e corpo humano e saúde ).

As crianças têm idéias próprias. é possível esclarecer que não há necessidade de o aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos expressos no Plano de Curso. Assim. em situações de desafio. Por sua vez. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades de os alunos compreenderem e transformarem a realidade. Para isso. além de ser agente da construção de seu conhecimento. Para atingir os objetivos. As idéias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. interesses. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. Nessa concepção de ensino. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. é necessário considerar as condições cognitivas. as interferências e problematizações feitas pelo professor no desenrolar das atividades propiciam a ampliação gradativa das noções matemáticas. favorecendo a aprendizagem. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso pode se transformar em prática educativa. no processo de transformação do saber científico em escolar.MATEMÁTICA Ao pensar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática nos anos iniciais. buscar generalizações e transferir estes conhecimentos a outros contextos. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. ao trabalhar com a resolução de problemas. Quando falamos sobre a resolução de problemas. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. A função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos. aberta à incorporação de novos conhecimentos. contextualizando o conhecimento e estabelecendo relações com suas vivências cotidianas. podemos trabalhar com noções de geometria. tais como: Resolução de problemas Toda criança encanta-se por desafios. acreditamos que. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. sociais e culturais de quem irá aprender. considerando aspectos transversais. acentuamos a idéia de que o aluno. sentimentos. além de explorar idéias numéricas e contagem. No entanto. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Sendo assim. devemos garantir a ampliação desse conhecimento de forma que os alunos possam observar regularidades. medidas e estatística. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. o professor deve saber que: 118 . Sendo assim. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvem temas motivadores. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. também aprende na interação com seus parceiros. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. Alunos e professores interagem e crescem no processo. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. Dessa forma. Por isso. de modo que possa ser compreendido pelo aluno. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. Assim.

misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. dobro. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. num jogo. 119 . relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. charada. As tentativas. conto etc. ou seja. troca entre os alunos. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. é necessário que se criem uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. porém não de forma rotineira. problema com rima. autoconfiança e autonomia. No processo educativo. ler. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. um jogador ganha e outro precisa perder. Os problemas devem ser desafiadores. Enquanto resolve situações-problema. levantar hipóteses. Por meio dos jogos. estes poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. comunicar idéias. Propor jogos nas aulas dessa disciplina é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de construção do conhecimento. percebem a relação entre os dados apresentados. pois fornece indícios do que os alunos estão dominando ou não. Assim. Dessa maneira. e articulam o texto. de maneira lúdica. respeitar regras. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. o aluno aprende matemática. Quando os alunos formulam problemas. Assim. cada pergunta nova transforma-se em um novo desafio para o aluno. interpretar e produzir textos. a pergunta e a resposta. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. divisor. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. um processo investigativo. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problema. os dados e a operação a ser usada. da língua materna e da combinação de ambas. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. estabelecer relações e aplicar conceitos. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. Ao formulá-los. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. mecânica e repetitiva. Para a formulação de problemas. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. conteúdos importantes na educação matemática. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. semelhanças e diferenças entre os textos. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. um repertório como apoio. problematoteca. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógicomatemático. livro de problemas. sem deixar marcas negativas.• • • problema é toda situação que permite problematização. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. a essência está no problematizar. os erros e até mesmo os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. seleção de alguns criados e troca entre classes da mesma série. tendo assim. a resolução de problemas estabelece um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. criação de um banco de problemas. podemos trabalhar. propiciando novas tentativas.

localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. que pode ser: desenho sobre a brincadeira ou relatório final. Além disso. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. pode ser uma roda em que os alunos falem sobre como foi jogar. Na produção do texto dos alunos que ainda não escrevem convencionalmente. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. e apreendendo todas as regras. de qualquer idade ou realidade social. podendo. enriquece suas aulas. contar histórias desses povos. Além da socialização de idéias. tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez. encoraja reflexão e clareia idéias. As brincadeiras precisam ser feitas com freqüência. o que foi difícil. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar. a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Sugerimos uma ou duas brincadeiras no máximo por mês. principalmente para crianças dos anos iniciais. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. A partir da discussão estabelecida. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. Além de jogar. para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos. em que os alunos levantam e testam hipóteses. A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. o jogo não se tornará mero lazer. 120 . dicas para se jogar melhor. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo etc. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. Na bibliografia desse trabalho. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Assim. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. uma sugestão é propor a variação de regras ou maior complexidade da brincadeira. Brincadeiras infantis Toda criança. suas aprendizagens. Nas situações de jogo. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. das diferentes respostas obtidas. suas dúvidas. Contudo. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. cabe ao professor articular todas as informações e registrar por escrito o texto oral produzido pelos alunos. Quando os alunos já estiverem familiarizados com elas. o aluno amplia sua capacidade corporal. vencendo os desafios propostos. brinca. sua consciência do outro. é preciso levar em consideração alguns aspectos. as crianças desenvolvem muito mais que noções matemáticas. Utilizar as brincadeiras infantis nas aulas de matemática é muito mais do que tornar o processo de ensino mais significativo e prazeroso. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nas brincadeiras e o planejamento de sua ação. Por isso. para utilizar as brincadeiras de forma produtiva. Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de registro sobre a atividade realizada. a percepção de si mesmo como um ser social.Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. As brincadeiras são apresentadas desde as mais simples até as variações mais complexas. Desencadear processos de pensamento nas crianças possibilita a auto-avaliação do seu desempenho. Enquanto brinca. Brincando. entre outras coisas. em uma aula. discutindo o que foi fácil. toda semana. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. as crianças devem conversar sobre o jogo. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. que poderá ser um texto com a descrição das regras ou pistas com a melhor forma de se jogar. o professor deve reunir a turma para fazer um fechamento da atividade. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. por exemplo. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. o que foi fácil e o que foi difícil. Crianças que tenham maior conhecimento podem auxiliar as demais. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. O professor deve garantir a repetição da brincadeira. assim como propusemos para os jogos. Sempre ao final das brincadeiras. mas uma nova forma de aprender Matemática. para que todas as crianças tenham oportunidade de aprendê-la e superar suas dificuldades.

Segundo Smole (1999). expectativa. É fundamental que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas.Matemática e o ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. enquanto lê. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. etc. álbum seriado. Não há necessidade de um livro para cada aluno. A leitura poderá ser feita em vários dias. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. etc. problematizações especialmente preparadas para isso. O ideal não é explorar um livro a semana toda. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. usar a literatura infantil “[. Você pode ter um livro por duplas. é preciso atentar para alguns aspectos: • • • • • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. pensar na organização da classe. Além dos livros infantis. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. os alunos podem elaborar o final da história. ainda.. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. assim como explore lugares. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia. Alguns livros não apresentam um final definido e. Depois.. percepções e experiências. 121 . mas aos poucos. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. uma tabela. Para a realização desse trabalho. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. um gráfico. escrita. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele.]poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. Desta forma. estabelecendo ligações cognitivas entre a língua materna. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. seleção de informações e resolução de problemas. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. uma propaganda. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. adequar o tempo à sua proposta. características e acontecimentos na história. nesses casos. 1996. em quais são os recursos necessários. O professor deve criar oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. assim um mesmo livro pode ser trabalhado de um a dois meses com a turma. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. com os personagens. com emoção. o giz e o livro didático”. o professor poderá analisar a capa. Nesse sentido. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura.(SMOLE. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. O ideal é que o professor faça isso em uma aula por semana. enigmas. p. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência.

construir. sejam capazes de tomar decisões. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. e destes com o professor. que opiniões têm. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. especialmente artes e língua materna. interdisciplinares. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. promovendo. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas.A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. que hipóteses levantam. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. visualização e trocas. mas que envolvem duas ou mais delas. os textos. Assim. Durante o desenrolar do projeto. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. ter. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. assegurando a fidelidade tanto aos conceitos matemáticos quanto aos aspectos lingüísticos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita e os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. Por meio dos projetos. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Por meio das atividades propostas. Na maioria dos casos. 122 . possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Assim. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. Nosso desejo é que os alunos não percam a curiosidade pelo saber matemático e que. mais uma vez. na avaliação e no planejamento. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. portanto. Nesse contexto. procuramos: • • • • • • • • • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula considerando suas dimensões afetiva. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. com objetos e situações que exijam envolvimento. Para reformular um texto. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. São instrumentos alternativos que promovem um aprendizado dinâmico. Ao delimitar o tema. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. cognitiva e social. pelas experiências vividas na escola. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. o original e a sua reescrita. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. Outros recursos que podem enriquecer as aulas de Matemática são a calculadora e o computador. contextualizado e que envolve a resolução de problemas. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. modificar e integrar idéias. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares.

Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. Contudo. no processo de seleção de conteúdos. Assim. o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas ( dados estatísticos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. comparações e ordenações. recomendamos a organização de materiais diversos. tornando-se mais significativo para os alunos. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem.Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. embalagens. aos poucos. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. pedrinhas. A seguir. jornais. folhetos de supermercado etc. resgatando a histórias de lugares. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. figurinhas. ou seja. 123 . surge sob um novo enfoque. dentro de cada um desses blocos de conteúdos. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. Para esse fim. contas. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. arredondamentos e cálculo mental. nas quais. 1. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. precisam saber pesquisar e comunicar suas idéias. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. tabelas e gráficos ). contemplando o estudo dos números e das operações. codificar. o aluno irá ampliando seu conceito de número. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. As operações fundamentais (adição. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. palitos de picolé. Atualmente. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. ou seja. bolinhas de gude. entre outras coisas. Assim. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. Nosso desafio foi selecionar. Ainda em relação às operações. decidimos organizar nosso Plano de Curso em blocos de conteúdo. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. rótulos. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. medir. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. caixas de fósforos vazias. ordenar. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. material dourado e ábaco. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. sempre que é retomado. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. tão necessárias no dia-a-dia. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. Ressaltamos que. preocupamo-nos em identificar não só os conceitos. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. o estudo do espaço e das formas. Para que a criança construa o significado de uma operação. é importantíssima a exploração de jogos. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. cálculos. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. subtração.

a partir das relações com o mundo. Se o avião fizer 7 viagens totalmente lotado. Ao decidirem. Ao final da semana. o professor poderá propor uma situação-problema. planejado e construído na escola. Os alunos colocarão os dados nas frases e resolverão o problema. Fora dela. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. ele acontece naturalmente. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Eis algumas sugestões de desafios que podem ser propostos aos alunos: a) Quebra-cabeça: os alunos receberão um problema em tiras e deverão montá-lo na ordem correta antes de resolvê-lo. Quantos sabonetes ele irá gastar em 9 meses? Qual das contas abaixo leva à solução do desafio? 3+9 9 x 12 9 + 12 3x4 d) Apresentar mais de uma solução possível. a reflexão e a introspecção. Um avião com destino ao Rio de Janeiro pode transportar 314 passageiros. Ele já colou 58 figurinhas. Um grupo de ____ crianças juntou suas coleções de moedas. O álbum para estar completo deve ter 285 figurinhas. para permitir a percepção de que há mais de um modo de resolver o desafio. 63. Quantas figurinhas ele ainda precisa para completar seu álbum? João coleciona figurinhas do Pan – Americano 2007. Analisar as vantagens e desvantagens de cada um. Quantas moedas tinha cada uma das crianças? Os números do problemas são 9. Seu irmão deu a ele 26. sugerimos algumas situações didáticas: • Desafios para semana: ao início de cada semana. c) Apresentar várias opções de resposta para os alunos.7 314 : 7 314+314+314+314+314+314+314 124 . a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Juntaram _____ moedas ao todo. Portanto. por isso. que provoque curiosidade para descoberta. Um esportista usa 3 sabonetes por semana. Pensando nisso. nos quais possam exercitar a independência. b) Apresentar o problema em tiras com os dados numéricos separados. quantos passageiros ele vai transportar para assistirem ao Pan-Americano 2007 ? Qual das contas resolve o desafio ? 7 x 314 314 .O raciocínio lógico é um processo pensado. onde haja a expressão. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. professora e alunos desvendam o desafio. Ele resolveu comprar todas as figurinhas que faltam na sua coleção. num cartaz.

Ela já leu 52 páginas e quer terminar a leitura em 4 dias.. entre as perguntas a seguir. lendo o mesmo número de páginas em cada dia. eu tenho a mais que . 125 . montar uma folha de problemas criados por eles e ir escolhendo qual será resolvido.. exceto terças e sábados.e) Oferecer dois problemas e pedir que registrem semelhanças e diferenças: • • Luiz tinha 25 bolas e deu 12 a um amigo. A turma de vôlei se reúne diariamente. exceto às quartas. a partir das segundas..” um problema cuja a pergunta seja: quantas.. colocar no mural. poderemos: • • • • propor um sorteio de alguns para serem resolvidos por toda classe.? um problema que seja uma charada.. Com quantas bolas ficou? Luiz deu 25 bolas a um amigo e 12 bolas a outro amigo. As 2as séries querem assistir aos jogos e. Há jogos de tênis todos os dias. As aulas de natação são em dias alternados. Escolha. jornal da escola ou Internet os problemas mais interessantes. trocar problemas entre os alunos ou entre as outras classes de 3º ano.. um problema parecido com este: “Uma academia de esportes funciona de segunda a sábado. Há aulas de ginástica diariamente a partir das terças. Qual é o dia mais movimentado da academia?” Com os problemas formulados pelos alunos. São oferecidas aulas diárias de pingue-pongue.. aquelas que podem ser respondidas por esse problema: • • • • • Quantos dias ela levou para ler as 52 páginas? Quantas páginas ela deve ler por dia? Quantas páginas ela vai ler nos dois últimos dias? Qual é o nome do livro? Quantas páginas faltam para ela terminar a leitura g) Espaço de criação: com a classe organizada em grupos. Quantas bolas ele deu? f) Apresentar um problema sem pergunta e fornecer uma série de questões: Ana Laura tem um livro sobre esportes com 120 páginas. os alunos poderão criar problemas a partir de algumas situações.. como: • • • • • • • • • • quantos ao todo? quantos para cada um? quantos jogadores de futebol tem a mais que nadadores? cujo resultado seja 567 cuja resposta seja: “restaram 34 pincéis” cujas operações sejam 15 + 7 e 35 – 22 Continue o problema: “Um ônibus de excursão pode levar para os jogos Pan-americanos 48 passageiros sentados.

Análise de fotografias de lugares ou de percursos conhecidos para descrever como é o lugar ou o percurso e a posição em que se encontra quem tirou a foto. diferentes saquinhos de papel (embalagem para pipoca. canudinhos). sem que os outros saibam. por exemplo: “Os números envolvidos no cálculo são 150 e 3. representar e descrever o mundo em que vive. os agrupamentos são feitos de 10 em 10. contando como foi o trabalho com o material dourado. Outras possíveis situações didáticas são: • • • • • • • • Classificação de sólidos geométricos a partir de critérios como: rolam e não rolam. pontos de referência e também a observação. por exemplo: “Assinale a resposta que indica o intervalo em que se encontra o resultado da soma entre 750 e 230. deslocamentos no espaço. 2. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. eles deverão levantar as características daquela tabuada e dar as dicas para que os outros grupos descubram. mostrar à classe que uma determinada quantidade de objetos pode ser agrupada por uma regra: no sistema de numeração decimal.• • • • • • propor toda semana a escrita de um estilo de texto nas aulas de Matemática como registro de aprendizados. 10 unidades são trocadas por 1 dezena e 10 dezenas por 1 centena. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. 126 . cachorro-quente). desenhos. Pedir às crianças que representem números no material dourado . pão. por exemplo: pedir aos alunos que digitem um número.. registrar as regras de um jogo etc. que nada mais são do que as regularidades observadas nas tabuadas. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. ou seja. bolinhas. de obras de arte.realizando composições e decomposições. Identificar resultados de cálculos usando estimativas. por exemplo: escrever uma carta para o 2º ano. analisar situações de cálculo para identificar a operação realizada e testar hipóteses usando a calculadora. esculturas e artesanato. Relatos de trajetos e construções de itinerários de percursos conhecidos ou a partir de instruções dadas oralmente e por escrito. entre 900 e 1000. mapas e croquis fazendo uso das referências de localização. Espaço e Forma Para compreender. sucata. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. Atividades de dobradura para identificar eixos de simetria e retas paralelas. saquinhos de supermercados. possibilitar o uso da calculadora em situações de cálculo. a operação realizada é: ____________” usando material manipulável (palitos. pinturas. Atividades de empacotamento para observação de formatos e tamanhos de caixas. O professor também poderá propor brincadeiras como: imagine que você tem um amigo deficiente visual que está conversando com você no telefone e ele lhe pergunte: “O que é um círculo? O que é um quadrado? O que é um. entre outras. entre 800 e 900. inventar um problema com rima. Todos poderão registrar as dicas. as crianças deverão descrever as figuras planas e sólidas. Leitura de guias de ruas. Assim. propondo que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas.”. problematizar as tabuadas: o professor pode dividir a classe em grupos. confeccionar um convite para outra classe prestigiar uma exposição de sólidos geométricos. em seguida dizer que no visor da calculadora deverá aparecer o número 80. Utilizar também o material dourado. o resultado obtido é 450. Desenho do percurso de casa à escola. Cada grupo será responsável por uma tabuada. O uso de embalagens.. observando simetrias. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. entre 1000 e 1100. tangram e dobraduras é um importante recurso para o trabalho com os conteúdos deste bloco. ?”. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. perguntar como se pode obter esse número usando a calculadora. Construções de dobraduras e quebra-cabeças para criar mosaicos com formas geométricas planas.

metro. fitas métricas. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. dramatizações (lojinha. Durante as dramatizações. quantas jarras para encher um balde. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. em que os alunos observarão o que se pode medir e como fazê-lo. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. Mais uma vez. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. mês. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas: manhã. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. relógios de ponteiro e digital. semana. ontem. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. cronômetros. hoje. coleta e organização de dados estatísticos. Tratamento da informação Neste bloco. quantos copos para encher a jarra. Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. Exposição de outras moedas que o Brasil já teve ( pedir para que os alunos tragam ). de tintas etc (ampliar e reduzir receitas). banco). relógio. elaborar livros de receitas culinárias. Exposição com instrumentos usados para medir: balanças. estimule os alunos a utilizarem os termos lucro e prejuízo. por exemplo a coleção “Matemática em mil e uma histórias”. Grandezas e medidas Neste bloco. ano.• Leitura de livros paradidáticos que explorem conhecimentos matemáticos. balança e criar situações de medidas na sala de aula. feira. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. recortem e coloquem o valor. mesa: palmas da mão X centímetros. passos etc. amanhã. Produção de cédulas e moedas de papel. 3. fita métrica. da editora FTD. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. Outras idéias são: • • • • • • • • Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. moedas e calculadoras. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas padronizadas ou não. Assim. calendário. jarra. régua. trabalharemos com situações reais de medição. dia. hora. copinho de remédio. Atividades que façam uso de cédulas. 4. por exemplo: • • • • • sala de aula: número de passos X metros. Promova atividades orais e escritas. Indicamos também: 127 . tarde e noite. deixando que os alunos pintem. fita métrica. pés. ampulhetas. de massas de modelar. quantos alunos deitados no chão para medir a classe. tabelas e gráficos. minuto e segundo. metro. Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. como: pedaços de barbante.

Escrita de textos a partir da observação de listas. Campinas. Tizuko Morchida (org. Tradução Regina A. ALLUÉ. Fábio Otuzi. COLL. Criatividade e novas metodologias. GUELLI. Carlos Rodrigues. D`AMBRÓSIO. Brincadeira e a Educação. Contando a História da Matemática: A invenção dos números. São Paulo: Editora Ática. Pat. 1999. São Paulo: Cortez.). Aritmética: novas perspectivas: implicações na teoria de Piaget. tabelas e gráficos. BRENELLI. Campinas: Papirus. 1992. Jogos cooperativos: se o importante é competir. animais de que mais gostam. GRANDO. O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Revisão técnica e versão brasileira adaptada por Gisela Wajskop. Oscar. Luiz Márcio Pereira. O conceito de ângulo e o ensino de geometria. Jogo. Brincando com números. São Paulo: Moderna. UNICAMP. Jogos Divertidos e brinquedos criativos. Trajetória Cultural. 1998. ______. Jogos em grupos na educação infantil. Marta Rabioglio. 2001. Educação Matemática: da teoria à prática. IMENES. Campinas. O resgate do jogo infantil. Dissertação de Mestrado. CARDOSO. São Paulo: Paulus. Roseli Palermo. São Paulo: Cortez. 2002. O grande livro dos jogos. Josep M. Os conteúdos na reforma. Brinquedo. Constance. O jogo como espaço para pensar. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. São Paulo: Cortez. Educação: um tesouro a descobrir. Tradução Afonso Celso Gomes. II. Maria Ignez de Souza Vieira. 1997. 1996. Gilles. 1996. GIORGI. Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. DELORS. Lellis. Ubiratan.Papirus. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. entre outros. 1998. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Brincar: crescer e aprender. Papirus. 1991. Papirus. 2004. O Jogo e a Matemática no contexto da sala de aula. SESI. Petrópolis: Vozes. Regina Célia. KISHIMOTO. Reinventando a aritmética. Campinas: Papirus. São Paulo: Editora Ática. 2000. César.• • • • Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 1992. Kátia Cristina Stocco. BROTTO. Adriana. III e IV. tabelas ou gráficos. o fundamental é cooperar! Santos: Renovada. Transdisciplinaridade. São Paulo: USP. São Paulo: Palas Athena.Educação para uma sociedade em transição. 2004. São Paulo: Peirópolis. Campinas: Papirus. Belo Horizonte: Leitura. 2001. Jorge José de Oliveira. Virgínia Cárdia. ______. 1988. Jogos infantis: o jogo. Resolução de situações-problemas a partir de dados apresentados em listas. Santos: 2001. volumes I. ______. Gente miúda na cozinha. “Pobremas” enigmas matemáticos. Jacques. Luiz Roberto. Bibliografia sugerida ALMEIDA. 1993 128 . Tradução Elenisa Curt. São Paulo: USP. Cybele. Júlia. 1990. Regina Célia. ______. Vozes. de Assis. BORIN. 2001. Marcos Teodorico Pinheiro de. GRANDO. Porto Alegre: Artes Médicas. 1996. 1995. KAMII. 1994. ______. DANTE. Materiais didáticos para as quatro operações – São Paulo: USP. programas de TV preferidos. Tradução Marcelo Cestari T. DINIZ. Scipione. Tradução Beatriz Affonso Neves. a criança e a educação. BROUGÈRE. BRANDÃO. ______. 1997. 1998. FRIEDMANN. Campinas. ______. Vozes. SMOLE. Brinquedo e cultura. GWINNER.

SAIZ Irma .com.C.ludomania.br 129 . Construção das operações.br www.educar. PEREIRA. BROUSSEAU Guy . 210 Jogos Infantis.br www. ______..canalkids. . Porto Alegre: Artmed. Fuzako Hori. São Paulo.br www. Juan Acuña Llorens. Vygotsky.com.com. 2001. Mabel. Aprender com jogos e situações problema. MACEDO. MONTEIRO. 1996.com. São Paulo: Casa do Psicólogo. ______. 2003.br . Nilson José – Jogo e projeto: pontos e contrapontos/ Lino de Macedo. Renata. Sugestão de sites interessantes www.br www.com. 2000. São Paulo: USP. aplicações e jogos matemáticos. Valéria Amorim. São Paulo: Summus. SADOVSKY Patrícia .br. 2000. Matemática e Educação: alegorias.terrabrasil. Glauce Helena Rodrigues. 2001. São Paulo.com. Yves de La. senha e dominó. Rosa Monteiro.com. 1992.br www.com.vello.ime. ______.com. tecnologias e temas afins.tvcultura.matematicahoje. Resolução de problemas.usp. PARRA. PETTY.br www. Matemágica – História.com.uol.com. ROCHA.SMOLE.luizdante. SMOLE.aprendebrasil. Joana Hissae.exatas. MARINCEK. Fausto Arnaud. MACHADO. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro .revistapatio. Nicanor. Matemática e língua materna: análise de uma impregnação mútua. Maria Ignez e CÂNDIDO. Idéias matemáticas de povos culturalmente distintos. Papirus. CHARNAY Roland. 2004.com. Porto Alegre: Artmed. ______.br/caem/ www.. Cláudia. 4 cores. SESC.com. PANIZZA. Vânia (coordenado por). MACEDO. www. Belo Horizonte: Editora Universidade. São Paulo : USP. Porto Alegre: Artmed. Porto Alegre: Artmed.br. www. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.septima. Katia Cristina Stocco.com.net/folclore www.sc. ARANTES. Katia Cristina Stocco. 2006. Patrícia. N. Trad. TAILLE. MACHADO.educarede.LEAL. Maria Ignez e CÂNDIDO. Nilson José. Mariana Kawall. São Paulo: Cortez. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão.origem.. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico.br Sites de jogos matemáticos www. 2000. PASSOS. Porto Alegre: Artmed. Porto Alegre: Artmed. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar: Artmed. Porto Alegre: Artes Médicas. MIRANDA. Cortez.– São Paulo: Summus.mathema.com. Editora Vozes. escrever e resolver problemas. Cecília.br www. CÂNDIDO. Maria Therezinha de Lima. SANTALÓ Luis A. Porto Alegre: Artmed Editora.novaescola.br www. 2002. 2000. 2001. ______. A volta ao mundo em 80 Jogos.br/artematematica www. O uso de quadriculados no ensino da geometria.com.abril. Maria das Graças Barbosa.. YOKOYA. Patrícia Terezinha e STANCANELLI. www. Kazuwo João.com. Aprender matemática resolvendo problemas. DINIZ. Sesc. ______.brinqmania.com. L. Patrícia Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Piaget. Ensinar matemática na educação infantil e nas série iniciais: análises e propostas/ organizado por Mabel Panizza.antigos. Ler. Era uma vez na Matemática: uma conexão com a literatura infantil. www.br www. GÁLVEZ Grécia . PAULO.br (site oficial do Ubiratan D´Ambrósio) www. ZASLAVSKY.jogos. SAMPAIO. OCHI.usp. ______.Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. 2001. A matemática na educação infantil. 2006. IKEGAMI. Global. LERNER Delia . 1997. MACHADO Nilson José.somatematica. DINIZ. Lino de.sites.br www.br www.ciadaescola. Tradução Antonio Feltrin. ALS. Belo Horizonte: Editora Itatiaia .

efeitos especiais. subsidiado pelo Professor Orientador de Informática em Educação ( POIE ) e orientado pelo Coordenador Pedagógico. a informática educativa busca: • • • • • • incentivar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. garantindo um trabalho integrado com as atividades desenvolvidas em sala de aula. ferramentas de desenho e pintura. desenvolver a capacidade de expressão por meio da criação. imagens. os POIEs. o Laboratório de Informática Educativa deve. organizando mostras. responsáveis pelos laboratórios nas Unidades Escolares. Planejamento Pedagógico O professor de Ensino Fundamental. como elemento articulador de conteúdos curriculares. a inter-relação de pensamentos. recursos de som e vídeo. Objetivos Na Fase Inicial do Ensino Fundamental ( 1º ao 3º ano). idéias e conceitos. desenvolver a habilidade para organizar informações. deve criar situações educacionais em que o aluno possa explorar conteúdos significativos. Softwares. a aquisição de novos conhecimentos. estabelecendo relações entre os diversos eixos da Matriz Curricular da Educação Infantil e promovendo a interdisciplinaridade. Mesas Educacionais e Internet). eventos e feiras de Informática Educativa na Unidade Escolar. Periféricos e Acessórios. integrando textos. servir como fonte de conhecimento. a coordenação motora. propiciar.INFORMÁTICA EDUCATIVA Considerações gerais sobre a Informática Educativa Presente em todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino. por meio de recursos tecnológicos. divulgando as possibilidades existentes. instigando a aprendizagem e levando informações atuais e seguras a todos os que participam da vida escolar. as TICs ( PCs. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. possibilitando diferentes formas de abordagem do conhecimento e diferentes suportes de investigação de temas específicos. ensinar valores importantes para a formação do “Cidadão do Futuro”. Desse modo. edição e exposição dos próprios projetos interdisciplinares. possibilitando a criação de novos relacionamentos nas escolas. Assim. a convivência em grupo. propondo atividades / projetos integrados aos conteúdos dos vários anos e das diferentes disciplinas. estruturado em um ambiente de busca de conhecimento. tem como objetivo encorajar o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. desenvolver a percepção visual e auditiva. animações. colocando o “Mundo” como espaço de aprendizagem. 130 . a memorização. devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. face ao seu caráter educacional.

os primeiros se convertem em leitores. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. dentre muitas. entre muitas outras ações. participantes da cultura escrita. é a forma de abordagem. Fase Complementar: 4º e 5º ano. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. acima de tudo.2 131 . 2006. Contudo. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. ou seja. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. isoladamente. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. para fazer uma receita. ela estará presente sim! O que muda. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. e a decifração é apenas uma. 2º e 3º ano. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. para saber como vão pessoas que estimamos. Como já dissemos. vale ressaltar que isso não quer dizer que a Gramática Normativa não será trabalhada nos anos iniciais. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças dessa faixa etária. São ações que podem e devem ser aprendidas. se queremos formar leitores plenos. na rotina. Em geral. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. de forma organizada e sistemática. serão priorizadas nos anos relativos à Fase Complementar (4º e 5º ano). para localizar endereços e telefones. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano de um centro urbano como Santos. emitindo sons para cada uma das letras. assim. pois entendemos que seja necessário partir do seu uso. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. para prestar contas do nosso trabalho. para comprar algo. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. atribuir significado. para pagar contas. nas situações reais de produção de texto. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. de sistematização e normatização da língua. Cortez.” Emília Ferreiro. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. para anotar um recado para alguém. 12 11 12 Fase Inicial: 1º. Hoje. Como tal Sistema está organizado em fases11. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Ler. propomos um trabalho baseado em práticas de Linguagem epilingüísticas. para solicitar algo. São Paulo : SME / DOT. ou seja. Pelo contrário. Além disso. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. Assim sendo. 104p. suas regras e suas partes.: il. Enfim. entre outros. Trata-se de incorporar. com diferentes intenções. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. entretanto. Ed. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. para nos divertir ou emocionar. E escrevemos para distintos interlocutores. das competências envolvidas neste ato. As atividades metalingüísticas. para tomar decisões. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. Ler é. Não se trata mais de ensinar a língua. para reclamar de alguma coisa. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. – v. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades.

São Paulo : SME / DOT. 115p. · Observar e analisar o valor e a posição das letras nas palavras visando à compreensão da natureza do sistema alfabético. realizada · Aprender comportamentos leitores.: il. a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação da linguagem que se escreve. situações de produção escrita pelo professor e/ou pelos próprios alunos. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. Garantir momentos de intervenções pontuais com alguns grupos de alunos. de brincadeiras preferidas. Em função disso.: il. Análise e reflexão sobre o sistema de escrita · Refletir sobre o sistema de escrita alfabético. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Diária – texto literário. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. Organizar agrupamentos produtivos. 2006. textos instrucionais etc. 13 14 São Paulo : SME / DOT. Semanal – jornal e científicos. de rótulos etc. ingredientes de uma receita. Leitura e escrita de títulos de livros. · Conhecer as letras do alfabeto e sua ordem. ao mesmo tempo. Diária (quando há na classe crianças nãoalfabéticas). é claro. de situações de trabalho com a oralidade. parlendas. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:14 Situação Didática Objetivos (o que os alunos aprendem e como) Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. poemas. leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda não lêem convencionalmente. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. o espaço. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. os materiais. Nessa proposta de alfabetização. 2006. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. 115p. listas. Ler com diferentes propósitos.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. Freqüência O que é importante observar · Compreender a função social da escrita. 132 . buscando fazer a correspondência entre os segmentos da fala e os da escrita. Solicitar a leitura (ajuste) do que é lido e/ou escrito pelo aluno. de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana. · Compreender as regras de funcionamento do sistema de escrita. além. · Ampliar o repertório lingüístico. Oferecer textos de qualidade literária em seus suportes reais. Leitura do abecedário exposto na sala.A organização de uma rotina de leitura e escrita 13 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. de professores e funcionários). Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala.

instrucionais. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. individual. Exposição de objetos. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. Produção coletiva. ditando para o professor ou o colega. Identificar quais crianças precisam ser convidadas a relatar. Ler sem saber ler convencionalmente utilizando índices fornecidos pelos textos.Comunicação oral Produção de texto escrito · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. materiais de pesquisa etc. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. · Aprender comportamentos leitores. relatar acontecimentos. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. · Utilizar a linguagem oral. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. · Desenvolver atitudes e Leitura realizada pelo disposições favoráveis à leitura. Envolver os alunos com escritas présilábicas na atividade – produzindo oralmente. entre outros). o possível e o necessário” (Ed. de um texto instrucional etc. em duplas. sabendo adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. Artmed). conhecer diferentes suportes de textos. · Ler com autonomia crescente. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. Reescrita de textos conhecidos – coletiva. Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. sem privilegiar excessivamente alguns e deixar outros de lado. Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. · Explorar as finalidades e funções da leitura. curiosidades etc. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. Uma vez por semana. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não lêem com autonomia. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. Uma vez por semana. semana. 133 . de filmes etc. · Aprender comportamentos escritores. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. defender pontos de vista. expor sobre temas etc. em dupla e individual – de um bilhete. expor etc. aluno · Desenvolver procedimentos de seleção de textos buscando informações.

uma mostra de trabalhos produzidos. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. um livro. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Hora das curiosidades científicas ou das notícias etc. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. 134 . mas não têm um produto final. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. Embora não decorram de propósitos imediatos. • Projetos. as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma seqüenciada. nesse caso. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. Roda semanal de conversa ou leitura. Atividades seqüenciadas São atividades planejadas em uma seqüência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Os próprios projetos são constituídos por atividades seqüenciadas. jornal ou texto etc. São muito parecidas com os projetos. mas sim um resultado: pode ser uma festa. semanalmente. para ensinar um jogo complexo etc. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. quinzenalmente etc) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. 15 Texto produzido por Rosaura Soligo. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto.Formas de organizar os conteúdos escolares 15 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos.). a organização de uma biblioteca de classe. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. hábitos ou atitudes. Oficina de produção de textos ou de arte. não significa algo “palpável”. Nos projetos. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia) etc. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos etc. • Atividades seqüenciadas. uma apresentação pública de leitura ou jogral.

2. • Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. sala de vídeo etc). Ler. Nos anos seguintes. conjugando temas de diferentes áreas do saber. os textos instrucionais ou prescritivos têm a finalidade de ensinar a fazer coisas. É importante que tenhamos claro quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano. manual de instruções de algum objeto. dentro da proposta de currículo em espiral defendida por Jerome Bruner (1998). Como exemplos. Segundo classificação de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (1996). manuais de instruções etc. Para finalizar. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto. bem como o grau de complexidade em relação aos anos anteriores. será proposto que as crianças entrem em contato mais sistematizado com outros gêneros textuais. quadra de esportes. não se podem perder o foco e os objetivo propostos para o trabalho com a Língua. Assim sendo. nessa classificação. cardápio mensal da merenda da escola. textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias. a fim de pensar o ensino da língua de forma encadeada e com grau de complexidade crescente. com ajuda do professor. Assim. Coletânea de textos. de acordo com a realidade de seu grupo. registrar e ensinar a outras pessoas. cabendo ao professor a escolha e seleção do conteúdo com que pretende trabalhar. as características de seu portador. o professor poderá escolher. de forma que possamos traçar metas claras e objetivas em nosso trabalho. considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita. formular e responder perguntas. instrucionais. qual gênero e portador traria maior interesse e significado para as crianças num trabalho mais sistemático e aprofundado com a Língua. 135 . entre outros). 2000. regras de jogos. manifestar opiniões. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. embora seja desejada essa articulação. dar instruções sobre determinado procedimento e. com autonomia. entre outros). ouvindo com atenção. revistas. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero instrucional.Os projetos da fase inicial foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. encontramos os gêneros receita. A gama de possibilidades é bastante diversificada. Entretanto. ao final do 3º Ano. Sendo assim. devido à adequação à faixa etária. explicar e ouvir explicações. cartaz com regulamentos das dependências da escola (sala de informática.3. esperamos que. brinquedo ou material de interesse dos alunos) etc. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): criar um livro com as regras das brincadeiras selecionadas pelo grupo e finalizar com uma manhã de brincadeiras em que os alunos ensinarão as regras a uma outra classe. os alunos sejam capazes de: • • Participar de situações de intercâmbio oral. cartas. 16 MEC (SEB). • Reescrever de textos (contos. livro de regras das brincadeiras preferidas da turma. lendas. • Ler. do gênero e do sistema de escrita. desde que focando o gênero textual definido para este Ano da Fase Inicial de escolaridade. diferentes gêneros (notícias. temos: livro de receitas para a mamãe. Vale ressaltar que. usando-os como instrumento para aprender novas brincadeiras. priorizou-se para o 3º Ano a produção de textos instrucionais. artigos. textos informativos. V. Justificativa: A confecção de um livro de brincadeiras possibilita às crianças colocarem em jogo seus conhecimentos sobre a língua escrita. regulamentos. contos. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. regras de jogos.16 Projeto: Vamos brincar? 1. utilizando alguns recursos da linguagem escrita. entre outros). informativos.

Referências Bibliográficas BRUNER. 2000. Coletânea de textos. mediante o uso. possibilitar que os alunos exerçam diferentes funções em todas as tarefas e brincadeiras. favorecer as iniciativas pessoais e coletivas. Ática. São Paulo: Cortez. Diretoria de Orientação Técnica. Rio de Janeiro: Ed. MEC (SEB). Bloch. Além da alfabetização.S. 2006. LERNER. desenvolver atitudes cooperativas. 1996.3. Passado e presente dos verbos ler e escrever. 4. Ler e escrever na Escola: o real. Ana. Porto Alegre: Artmed. garantir. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. 1998. J. desenvolver atitudes de respeito para com os colegas. utilizar procedimentos de revisão e reescrita de textos. – São Paulo : SME / DOT. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. incluir a participação dos alunos a cada retomada do planejamento do projeto. apropriar-se. 2002.). acolhendo as idéias dos alunos e possibilitando que sejam colocadas em prática. 136 .3. 2002. FERREIRO E. Delia. V. O que se espera que os alunos aprendam: ampliar o repertório de brincadeiras. Liliana (org. o possível e o necessário. fazer ilustrações considerando a complementaridade com o texto escrito. São Paulo. sempre que possível. revisar textos. TEBEROSKY. das características de um texto instrucional. SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Secretaria Municipal de Educação. TOLCHINSKY. escrever as regras das brincadeiras respeitando as características do gênero textual. possibilitar que os alunos procurem soluções para os conflitos durante as brincadeiras. propor questões que façam os alunos pensarem sobre o texto específico. escrever considerando a diagramação desse tipo de texto. promover momentos de escrita coletiva das regras das brincadeiras escolhidas. sua diagramação e função da ilustração. colocando e jogo os saberes individuais. o trabalho em grupos para que os alunos possam ser parceiros de fato. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. escutar os colegas. opinar nas questões do grupo favorecendo o entendimento. aprender procedimentos de consulta a livros instrucionais. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: levar para a classe livros instrucionais a fim de que os alunos consultem sempre que for preciso.

como: memorização. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. incentivando-o a participar dos trabalhos em grupo. Y). o professor deve desenvolver técnicas básicas associadas ao aprendizado. A criança nessa idade. a adivinhar. dos jogos e das demais atividades. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês. revisão do que foi aprendido e feito na aula e termine com uma música. é útil e eficaz. umas são mais visuais. apagar as luzes e acalmá-los. oferecendo variedade. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever. como já dissemos. e imagens. precisa que as aulas sigam uma rotina. do sensorial e das ações. DVD. recorte e colagem. Como as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. jogos) para poder mudar a atividade se algo não funcionar bem. procedimentais e atitudinais ) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. uso de fantoches. duplas e individuais. troca de papéis. em inglês. X. Além disso. outras. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). chapéus. leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. de forma a criar um ambiente alfabetizador. mas o professor precisa ler em voz alta ou. Como dissemos. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. físicas (com encenações e atividades de TPR). recursos visuais. cante uma música. Em inglês. é fundamental que o professor. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. flash cards. o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. no caso da língua estrangeira. além de alternar as em grupo. atividades do livro didático. músicas. expressões simples em situações reais. etc. material de áudio. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas.). Ao assimilar um vocabulário básico. Durante as aulas. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. No início do 2º ano. como os flashcards. Na preparação da aula. o CD. jogos de adivinhação. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico.INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Outra técnica poderia ser começar a cantar uma música de que as crianças gostem. Não se deve exigir que um aluno que ainda não está alfabetizado escreva. cooperação. A relação dos conteúdos ( conceituais. etc. vídeo e estímulos verbais do professor). O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. fantoches. ou sair da classe. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. com atividades lúdicas. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. num primeiro momento. considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. usamos com maior freqüência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. a recordar. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. uso de massa de modelar. o aluno passa a desejar aprender mais. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR (Total Physical Response) para executar instruções. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). Uma nova opção seria fazê-los mudar de posição. do contrário. as letras devem ser digitadas claramente em letra de fôrma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. a imaginar. como suporte ao aprendizado oral. jogos. trabalho em pares ou grupos. artísticas (desenhos. a criança gosta e precisa de repetição e rotina. criatividade e expressão física. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. recursos materiais. depois introduza o conteúdo a ser aprendido oralmente por meio de atividades orais (com materiais de áudio. W. bem baixinho. ao chegar. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. O 137 . mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. como música calma para trabalhar. Colocar música em volume baixo enquanto as crianças trabalham também ajuda. como realias (material concreto). o vídeo ou o colega) para obter informações. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. pintura. que façam sentido à sua vida. previsão. sugerimos que o professor. interessantes. Nessa fase. vídeo. auditivas. desafiá-los a pensar. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. portanto. e ainda há as que são mais cinestésicas. ou rock para atividades motoras grossas. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido.

listen. Pede-se aos alunos que executem um certo número de atividades de TPR. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. you're welcome. line up. Para ser bastante eficaz. etc. ask. very good. fornecer um elemento cômico. pois é o 138 . enquanto o professor permanece sério no comando da situação. além de incentivá-las. yes. acariciá-los). programas de TV infantis não existiriam. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. fine. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. point. além de ser uma ocasião divertida na aula. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. great. As aulas não devem ficar “presas” ao uso da apostila ou material fotocopiado. sit down. Alguns professores têm o hábito de usar o fantoche para cumprimentar os alunos no início da aula (fazer o fantoche dar-lhes a mão. ou "listen and do". DVDs e livros. beautiful. associar. a pronúncia correta das palavras. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música. Há vídeos. além dos vídeos Magic English disponíveis para empréstimo na SEDUC. 4 ou 5 aulas. a mostra deverá ser renovada freqüentemente. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. por meio de atividades diferentes. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição. Além disso. além da internet. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. sing. por conseguinte. de maneira que os alunos possam corrigi-lo. see you. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. come here. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Os posters podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. let's sit in a circle. May I go to the toilet?. fazer encenações. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. thanks. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. o que faz com que os alunos se sintam mais seguros e interessados. answer. draw. please. não entenda algo). look. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. Ele pode falar aos alunos (fornecendo. abraçá-los. How are you?. mas não precisa ficar “preso” a elas. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. let's go. Há momentos em que o próprio aluno pode utilizar o fantoche. Além disso.: Good morning/afternoon. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. dar segurança. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. stand up. No entanto. you can do it better/nicer. Ele também pode cantar e encenar canções.tempo gasto com os exercícios de colorir. no. bye-bye. repeat. um modelo lingüístico) de forma engraçada. durante as quais se praticam os elementos lingüísticos.uma tática que deixará os alunos seguros de si. Ex. circular e desenhar deve ser menor. say. O professor pode apresentar o conteúdo novo como se o fantoche fosse parte da turma (nesse caso. hi. let's sing. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. thanks/thank you. principalmente em grupo. O professor deve dar as músicas do CD do livro. finja “errar”. assim. O fantoche mostra aos alunos que não é errado não saber alguma coisa e lhes dá a oportunidade de corrigir seus erros .

é possível articulá-los aos conteúdos de história. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente. folclore. modelagem. concomitantemente. Esta avaliação pode ser feita. ou outros sites da internet. em língua portuguesa. procedimentos e atitudes de ciências. idade. como também com a equipe pedagógica. O importante é aproveitar as RAPs para conversar com os professores. lã. junto ao professor de classe. para os cabelos. cometer erros. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. uso do calendário. nesta faixa etária.). à família. o uso do dicionário português-inglês e vice-versa. As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores. de meias (com a ajuda dos pais. sem estarem psicologicamente expostos. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. como os de dedo (feitos com cartolina e desenhado pelos alunos). mas não o colega ao lado neste momento. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas. Pronúncia O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos. hábitos alimentares. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do Portal Aprende Brasil. Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda. Isso lhe dá a chance de falar.fantoche (e não ele) que está falando ou agindo. feitos com rolos de papel higiênico. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. de pintura. Os alunos podem até criar seus próprios fantoches e utilizá-los durante as aulas. presos em palitos de sorvete. porque. rimas. com cinco a dez alunos por vez. Outra forma de avaliação pode ser por meio de projetos em grupo. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. o professor de inglês pode abordar. eles podem costurar botões para fazer os olhos. Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. Com o professor de arte musical. em parceria com o professor da classe. alimentos e o corpo humano. • • • • • • • • • O uso dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. responder a perguntas e sentir-se no comando. sendo permitido consultar o livro. na língua portuguesa. potes de iogurte ou de yakult. as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. Caso a escola não possa fazer cópias das provas.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. os conceitos. atividades de expressão corporal. aniversário. etc. expressões corporais. o professor pode usar as “activity pages” do final do livro para avaliá-los. o uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. nas aulas de informática. dia do mês. brinquedos. pode abordar. a fim de planejar as aulas. Algumas danças. podem-se trabalhar melhor as canções. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. porém de forma diferente. Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. montagem de brinquedos com sucata. Quando o professor da classe introduzir. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. 139 . etc. por exemplo. Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos.

É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good. et alli. et alli.. 140 . mesmo que. Referências bibliográficas DEL PASO. HARPER. Assim sendo. HERRERA. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 5 ou 6 anos. Mexico. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. 2000. K. a princípio. Inc. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. great. D. Oxford: Oxford University Press. M. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3. et alli. New York: Addison Wesley Longman. good work. quando a auto-estima do aluno é reforçada de forma positiva. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar.F.: Richmond Publishing.F. 2000.Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. É muito importante elogiar a produção do aluno. A. L. New Parade 1 – Teacher’s Edition. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. et alli. de forma espiralada. etc. A. Assim. São Paulo: Macmillan. REETZ. T. Mexico. Tentar falar em inglês. SALVADOR. segunda impresão. não podemos exigir perfeição das crianças. está se empenhando e precisa ser motivado. 2005. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões.: Macmillan. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. assim. 2006. R. 1999. mesmo que não esteja como o professor esperava. 2002. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. D. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. esteja “errado”. Hong Kong: Oxford University Press. W.. MELO. & ZANATTA. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. excellent. Kids United – Livro do Professor 1.

MEC. por meio de atividades simples de pulso. oral. escrita. possibilitando o uso da linguagem musical em outras situações. naquele momento. em contato com diferentes formas de representação e sendo desafiada a delas fazer uso. sendo muitas de péssimo gosto. Sua relação com o outro. deixando-a mais feliz e confiante. para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. principalmente na primeira infância. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto. explorando os conteúdos conceituais. para se atingir os objetivos com clareza. O planejamento do professor precisa ser flexível. “[. Nessa idade. professores.” Não podemos esquecer de que. nós. a articulação do professor de música com o professor de classe é fundamental. É importante ainda que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. acento. Porém. Outra sugestão é que o professor leia o plano de curso de outras disciplinas. principalmente quando se estabelece uma parceria com o professor de classe.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. fonte sonora etc. como uma forma a mais de expressão. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Desta forma. a criança vai descobrindo e. p. rítmica e melódica. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. Projetos interdisciplinares são fundamentais. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. Para isso. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. ao mesmo tempo em que permite reforçar os hábitos adquiridos e assimilar a realidade. aprendendo a usar as múltiplas linguagens: gestual. de forma mais significativa. Vale lembrar que. na educação musical. aliados a uma criteriosa escolha de repertório. pois ele precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. por exemplo. Em Ciências. mas somente as populares. acento. replanejando quando necessário. Nesse processo é importante avaliar. de pouco ou nenhum valor musical. sobretudo. devem ser breves. para que possa interar-se dos conteúdos que o professor de classe irá trabalhar. ou seja. Segundo Stateri (1997). além de favorecer a assimilação de outros conteúdos. uma linguagem que. por meio de um jogo musical. lanche. consigo mesma e com diferentes objetos da natureza e da cultura que a circundam é mediada por essas formas de expressão e comunicação. facilitando a interdisciplinaridade.. lateralidade. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. chega mais fácil ao âmago da criança. Ao trabalhar pulso. ( Ensino fundamental de 9 anos . por exemplo. atenção e prontidão. a linguagem do faz-de-conta. muitas vezes. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. pois envolvem a música com as outras áreas do conhecimento. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. As canções e suas letras. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem.20 ) Conceitos e teorias não devem ser tratados nesta fase. estes não devem ser trabalhados de forma linear. 141 . do brincar. nesta fase. altura e canto e até mesmo uma conversa. também somos vítimas desta situação. Momentos de apreciação. É importante que o professor de Arte Musical faça um diagnóstico da sua classe. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. o que é bastante pertinente a muitos jogos musicais.).]as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. a orientação é de que se inicie com atividades de exploração do próprio corpo.Orientações gerais. O elemento descontraído que o jogo proporciona favorece a expressão e a comunicação. mesmo que a ênfase.. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. assim. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. progressivamente. aquela que lhe é mais peculiar e específica. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. esteja em um tópico específico. musical e. para que a criança faça bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. corporal. levam a criança a uma deformação da estética musical. plástica. saída etc.

reeducação do movimento. Brincadeiras cantadas. E quando lentamente fortalece seu cerne e adquire a segurança de um pulso próprio. Não existem fórmulas prontas. para que a criança avance com segurança. espera-se que a criança responda bem aos exercícios de pulso e. por ser o primeiro. a velocidade e a noção espacial. quando já deveriam tê-las superado. 142 . como nos diz Marcelo Petraglia. A pulsação deve estar sempre presente durante as aulas. canções. p. pois isso significa abandonar a consciência de união com o meio ambiente e penetrar com mais confiança e profundidade na própria corporalidade. duração e intensidade. De grande ajuda para a criança nesse momento. que possam contribuir para uma maior capacidade de concentração e prontidão para a aprendizagem. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. uma intencionalidade. a criança se conscientize da importância de se preservarem as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade e cultura. brinquedos cantados.música para o desenvolvimento humano . A expressão musical é feita por um corpo. possa até mesmo seguir seu próprio pulso e controlá-lo. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. aos poucos. controlando o tamanho do passo.Gráfico sonoro (notação não convencional) O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. estimulando atividades de autoconhecimento. vivenciando o fluxo musical através de nós. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. por exemplo. Lateralidade De acordo com Granja ( 2003. Este acaba sendo um pré-requisito para um trabalho com andamentos mais consistente e seguro. seja na sua altura. que ao redor dos nove anos de idade começa a se consolidar e torna-se musicalmente audível. conhece e se movimenta de acordo com um projeto. Se a criança se movimenta. Procure aumentar a dificuldade dos exercícios gradualmente. Este é um passo fundamental no desenvolvimento da individualidade. Cuide para que estes alunos não se sintam constrangidos e ajude-os. A criança trabalha no sentido de levar sua consciência até as extremidades dos seus membros. podem ser os exercícios em que ela é solicitada a manter um pulso ou ritmo próprio contra os demais. Ritmo e pulso são aqueles elementos que nos colocam musicalmente em contato com o tempo e a terra. aos poucos. jogos. com a apresentação de outros assuntos. Procure. com movimentos corporais para a direita e para a esquerda. está exercitando sua lateralidade. Neste gesto de independência encontramos o primeiro alicerce para um agir autodeterminado e livre no futuro. o professor pode criar formas de representar o som. seja depois abandonado. danças O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. percepção corporal. Manifestações folclóricas: jogos. danças etc. é capaz de se antepor como indivíduo aos demais e ao mundo. Isso não quer dizer que. Andar pela sala ou pátio seguindo o pulso de uma canção sem esbarrar nos amigos ajuda a criança a conhecer o seu lugar no espaço. O professor pode associar uma atividade de pulso. parlendas. É preciso muita paciência com alunos que apresentam dificuldades nesta fase. Mas é preciso que. tomando assim posse do seu corpo. que percebe. Cantar. Petraglia ). 211). Uma proposta de Educação Musical centrada na percepção deve considerar o papel do corpo e do movimento na construção do conhecimento.Marcelo S. ( OuvirAtivo® . A escola deveria dar mais atenção ao corpo como instrumento de conhecimento. cantigas de roda. jogar. Batemos palmas e os pés no chão. Nesta etapa. brincar. Um exercício de altura com movimentos para cima e para baixo. Pulsação A pulsação pode ser o primeiro tópico a ser trabalhado pelo professor.

Hino Nacional Brasileiro. […] Nesta fase não se deve conceituar para a criança ou dar definições por escrito.. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. utilizando breves explicações. A própria natureza fez de ti um gigante.Hino Nacional Brasileiro Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. agora que somos livres. com bravura e firmeza. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. Maria Zeí. neste caso. São Paulo: Fermata do Brasil. ou seja. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. “[. As terminologias grosso e fino. ouvindo. sentimos descer à terra.nas divisas com os outro países da América do Sul. Estes conceitos devem ser trabalhados em todas as ocasiões em que haja oportunidade. o estudo das propriedades seja iniciado pela altura. Seguimos com a introdução da nomenclatura dos sons. dividindo-o em várias aulas. Ó Pátria amada. Após a percepção do som grave e agudo. Entre outras terras mil. com muita tranqüilidade e respeito. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. observando. Terra adorada. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. pela terminologia correta. percebendo cada uma delas sem conceituação técnica. timbre e duração É de suma importância o trabalho com as propriedades do som de forma lúdica. “ Sugerimos que. naquele momento. determinado som é mais fino ou mais grosso (pois as crianças trazem consigo esta terminologia) em relação ao primeiro. devem ser substituídas. pode parafrasear o Hino ( veja o quadro abaixo ). Propriedades do som: altura. forte e rápido são entendidos como a mesma coisa. és o destaque da América. identificando. Mas. cantando. Muitas vezes grave. BIAGIONI. Tocar devagar significa para elas tocar fraco (embora nem sempre estejam tocando lento). podemos partir para a escala ascendente e descendente. sentindo corporalmente.] esses conceitos se apresentam confusos para as crianças. se fores convocado para a luta. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. as notas musicais. mostrando-lhe que não cantamos o hino somente nos jogos da copa do mundo. Ratificamos a importância 143 . Brasil. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. mostrando à criança a função do Hino em nosso país. Devemos fazer com que elas vivenciem e cheguem a concluir os conceitos. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. forte e colossal que reflete em teu futuro. Conforme Suzigan ( 1996). estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal. Se conseguimos conquistar essa igualdade. intensidade. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Brasil. Ó Pátria amada nós te saudamos. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. nos te saudamos. 2000. lembrando as glórias do passado. As outras propriedades podem ser trabalhadas durante os momentos de apreciação musical e durante o momento do canto. progressivamente.. É importante classificar sempre em comparação com um som inicial. Nossa vida mais amores”. de forma simples. vivenciando. despertando seu interesse e curiosidade. porém. ou seja.

músicas que contam uma história etc. Se houver possibilidade. ela pode ser feita junto com a expressão corporal. como dinâmica. o professor pode utilizar espaços alternativos. a assimilação de padrões e estruturas e o desenvolvimento da memória musical. gestual ou plástica. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. folclóricas. “Música clássica afugenta muita gente. seja na execução ou apreciação musical. gestual. tornando-os mais agradáveis e de fácil assimilação. o motivo é a preguiça: o que é estranho. como em trilhas sonoras. de ninar. em desenhos animados. cativando-a e envolvendo-a emocionalmente.de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. Durante a apreciação musical e o canto. facial e/ou plástica O desenvolvimento físico-motor por meio do movimento. mais tarde. do ritmo e do caráter das peças musicais. com exercícios de alongamento ou não (principalmente a música erudita). a tarefa principal do professor é saber interessá-la. falar sobre o compositor e/ou função daquela música (cantigas de trabalho. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. 144 . danças e dramatizações é essencial para a aprendizagem e interpretação musical. A partir daí. A apreciação musical não precisa ser encarada como uma atividade estática. Desde bebê. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita. Sugerimos o site Mundo da Música. vídeos ou mesmo pela Internet. como o pátio. o aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. cantar e ouvir. No fundo. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. variadas) Educar musicalmente implica também desenvolver na criança o prazer de ouvir música (boa música e num volume adequado) e. Aprender a ouvir o outro. gestual. Como já foi exemplificado anteriormente. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser apresentados pelo professor com muita tranqüilidade. A apreciação pode ser feita também em momentos de relaxamento. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. facial e/ou plástica são ferramentas que auxiliam a criança a expor suas impressões. Podemos dizer que crianças que se exercitam. por motivos variados: a vastidão do repertório. Espera-se também que. o professor saiba facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia e que normalmente ele não percebe. 24 de março de 1998 ). timbres. em conjunto. Música erudita Nesta etapa. Expressão corporal. a desinformação sobre o assunto. no portal Aprende Brasil. a concentração necessária. nas salas de informática.). quebrando preconceitos. seja por fotos. em comerciais de TV etc. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. a harmonia do todo. coletivamente. estimulam sua concentração e seu envolvimento com a prática musical. a pompa dos concertos. eruditas. A vivência e a reação da criança a diferentes estilos e culturas musicais por meio do movimento contribuem para a aquisição de conceitos. com a intenção de aprimorá-la.” ( Folha de São Paulo. Escuta e apreciação de obras musicais (regionais. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. É interessante que o professor comente a obra e destaque aspectos que possam ser identificados pela criança. a quadra ou outros ambientes. O cantar é a grande alavanca da educação musical da criança pequena. Canto coletivo A cada momento a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. Outra forma para se conduzir a apreciação é a apresentação dos instrumentos. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. danças. a expressão corporal. dentro desse trabalho de apreciação musical. este é o grande aprendizado que ela pode fazer por meio da música. suas brincadeiras são na maioria cantadas ou ritmadas. a consciência da pulsação. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando.

FOLHA DE SÃO PAULO. A linha melódica deve ser bem nítida. por meio de ações aparentemente muito simples. São Paulo: Ed. Estratégias de Ensino na Musicalização Infantil. como não gritar. São Paulo: CLR Balieiro. Educação Musical: Um fator preponderante na construção do ser. Maria Zei.Música para o desenvolvimento humano. Carlos Eduardo de S. Linguagem. Ensino fundamental de 9 anos . Cruz. Oliveira. 1-8. e explicando-lhes que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. Pp. Unesp. Osasco: Fundação Instituto Tecnológico de Osasco.<http://www. Hino Nacional Brasileiro. conhecimento e Ação. mostre-lhes a importância da expressão e da articulação. OuvirAtivo® . O ouvido Pensante. 211.br/textos/ed%20b. Portanto. L. 2003 p. terça-feira. STATERI. São Paulo: Ed.com.<http://www.A escolha dessas canções é das mais melindrosas. trabalhe a dinâmica das músicas e os ajude a conhecer um universo sonoro diferente do que normalmente conhecem. p.com. G. os ritmos facilmente assimiláveis. Murray. Orientações Programáticas do Ensino da Música no 1º Ciclo do Ensino Básico. São Paulo. […] Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. 24 de março de 1998.educacional. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. 2000. Setembro 2006. SUZIGAN. C. Fermata do Brasil. cantando ou não. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). 1997.br/> Mundo da Criança. GRANJA. é necessário cuidar da própria voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles.ouvirativo. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças.com. <http://www.20 PETRAGLIA.htm> acessado em 18/12/2006. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. Referências bibliográficas BIAGIONI. Como o professor deve ser uma referência para o aluno. José Julio. M. VASCONCELOS. MEC.aprendebrasil. António Ângelo. se necessário. e. 145 .br> SCHAFER.Orientações gerais.1996. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. SUZIGAN. MEC. Mundo da Música . clara como um fio de água que corre em direção definida: os intervalos devem ser naturais. Portal Aprende Brasil . Marcelo S. Especial Música. R. Portugal: APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical.1991. desestimulando a ação de gritar.

) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. Começa a se interessar mais pelo mundo ao seu redor do que por si mesma. conhecer a vida de alguns artistas. Não é apenas uma etapa do processo. a criança terá condições de fazer uma leitura conceitual. as crianças entre 6 e 10 anos de idade estão saindo do estágio pré-operacional e entrando no estágio representacional. Exposição A exposição da produção artística das crianças fez parte do ensino de arte. a argumentar sobre suas idéias e a desenvolver o respeito pelo seu próprio trabalho e pelo trabalho de outro. seu trabalho muda no meio do caminho. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Na fase inicial do Ensino Fundamental. 2º e 3º anos. já que a leitura informal ela já faz naturalmente. Consegue compreender o processo de expressão e criação. 1º. Muitas vezes. Segundo Piaget. as fases de desenvolvimento cognitivo de quem vai aprender. Isso concede-nos alguns parâmetros: A criança já consegue dominar alguns instrumentais de artes. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Os trabalhos em grupo permitem que a criança aprenda a ouvir a opinião dos outros. no momento do planejamento. Ela mais pesquisa do que se expressa. Chama-se a atenção da criança para os detalhes de algumas obras. num processo divertido e prazeroso de pesquisa. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. a criança inicialmente percebe os elementos mais simples (cores. Leitura de imagens Quando uma obra de arte é observada. contextualizadas como manifestação cultural de uma sociedade específica. Quando organizamos uma exposição. linhas. prestar atenção a alguns fatos e materiais interessantes e se expressar por meio dos conhecimentos que adquiriu. Adquirindo este conhecimento.ARTES A metodologia da área de Artes deve levar em conta. de fato. Devemos envolver os alunos nessa produção. respeitando-se a idade da criança. Ressalte-se que a ordem dos conteúdos propostos pelo plano poderá ser alterada. a criança ainda busca o domínio de forma e da representação. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. todas as possibilidades e limitações desses materiais. formas etc. Tendo em vista essas possibilidades da criança. 146 . para contemplar o trabalho interdisciplinar. ter outras experiências. texturas. o trabalho prevê a apresentação de imagens situadas em determinado tempo e espaço. necessário para a leitura de imagens. para que as suas experiências sejam diversificadas e para que possa perceber. Prevê-se o uso dos mais diversos materiais. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. antes de mais nada. para que desenvolva um senso crítico e estético. Na área de Arte. As atividades permitem ao aluno experimentar. É capaz de criar símbolos e representações. os quais deverão ser aproveitados. Elas estão intimamente ligadas aos objetivos que se pretende atingir e servem de ferramentas para sua concretização. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar.

tanto para que possa progressivamente. A arte é uma linguagem por tratar-se de um sistema de representação que utiliza principalmente signos não-verbais ( cor. Teatro. cultura ou país. 147 . temos acesso aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época. Dança. compõe uma obra atribuindo significado a esses elementos. cênicos. musicais.Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de Arte. com alguma intenção. Por meio da arte. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. é a visita a museus e exposições de arte. escolas e estilos etc. gesto. o mediador entre arte e aluno. Música e Teatro. adquiram competências de sensibilidade e de cognição em Artes Visuais. progressivamente. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. diante de sua produção e no contato com o patrimônio artístico. exercitando sua cidadania cultural com qualidade. pictóricos. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. Espera-se que os alunos. valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. desfrutar.) com os quais o artista/aluno. assim conhecedores de uma parcela da produção artística realizada desde que o ser humano habita o planeta. forma. movimento. etc. povo. A arte deve ser entendida como conhecimento e linguagem. apreciar. Música. mas para todas as outras áreas. O professor de Arte é um alfabetizador artístico/estético. som. gestuais. Seu objetivo maior será tornar seus alunos leitores e produtores de textos visuais. O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens de área de Arte/Artes Visuais. Dança. luz.

o contato com músicas do universo infantil. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. como um estímulo para a expressão corporal. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. Seja num jogo recreativo. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. construção de bonecos. afetiva.” 148 . Em sala de aula. nesta fase. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. trabalha-se no plano dos conceitos. de relação interpessoal e inserção social). coordenação motora e espacial. Sabendo que as crianças nesta faixa etária podem pensar em símbolos. Lembramos também que. ética. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. a discutir as regras e estratégias. transitando pelos diversos conteúdos propostos ( jogos. a cada um. Nesse sentido. as atividades devem envolver todo o grupo. ressignificá-los e recriá-los. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. social e de autonomia. de acordo com as suas habilidades. estética. elas necessitam de diversos estímulos ( visuais. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. além das técnicas de execução. auditivos e cinestésicos). neste momento. apreciá-los criticamente. pré-desportivo ou numa dança. corporal. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. atividades rítmicas e expressivas. filmes. conhecimentos sobre o corpo). Compreende-se a dança. aquilo que era material ( corridas. visando a seu aprimoramento como seres humanos. embora muito estreita. sugerimos então que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. giros) torna-se conceitual. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. mas ainda não podem usar a lógica. dentro de um contexto cooperativo. é pouco percebida. assim. seu processo de crescimento e desenvolvimento. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. ao mesmo tempo que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. de forma democrática e não seletiva. o aluno deve aprender. Podemos oferecer. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. saltos. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. músicas entre outros recursos. musicalidade. A relação entre a educação física e outras disciplinas. sem a preocupação com estilo ou técnica. teatros de marionete e outros. a educação física “trabalha no plano da ação motora. criatividade e interação do grupo.

estamos trabalhando noções de seriação e classificação. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. Assim. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. utilizando sua imaginação e percepção. 149 . em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. Portanto. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. tamanhos ou quantidades). podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade.Muitas vezes. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade.

as diferentes histórias. enquanto os filhos de brancos eram tratados com todo cuidado pelas mães e escravas domésticas. escolas que ficam no Centro da cidade poderiam estar visitando à Ilha Diana. sugerimos o livro Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha. É importante a percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos dos “outros” de outros tempos que possuíam uma dinâmica de vida completamente distinta da nossa época. Por isso. Identidade: eu e os outros O trabalho com a construção da identidade envolve conceitos de continuidade e de permanência. família. faz-se necessário que sejam trabalhados de forma contextualizada. para que possibilitem não uma mera constatação. ilustração. brincar. Uma sugestão seria fazer um intercâmbio com outra escola que pudesse gerar: troca de cartas. Valha-se do trabalho com fotos. Para trabalhar com esta temática. posteridade e simultaneidade em relação aos modos de vida no Brasil atual e em outras épocas. É importante que o aluno vivencie diferentes formas de organizar o tempo a partir dos conceitos de anterioridade. eram usadas como animal de estimação. mais próximo à orla. ter saúde. lazer e amor. dedicatória. Por exemplo. aos sete anos. que aborda de forma simples toda a temática infantil e os direitos básicos como estudar. procure pesquisar na própria cidade. crianças escravas que cresciam juntos com os filhos de pessoas livres e. calendários. muitas vezes. é necessário que o aluno compreenda que o conhecimento do outro acarreta um maior conhecimento sobre si mesmo. brincadeiras e escola. do século XIX: 150 . fotos e desenhos e até uma visita. Sugira que os alunos tragam histórias sobre si mesmo que podem ser organizadas em forma de livro com capa. Ao mesmo tempo. Utilize imagens antigas para demonstrar como viviam crianças de outras épocas. à medida que conhece outras formas de viver. títulos para cada história e até dia de lançamento. e da presença de diferentes tempos históricos no mesmo tempo cronológico. A proposta é que os alunos identifiquem mudanças e permanências em relação a nomes. crianças abandonadas. estas do fotógrafo Marc Ferrez. mas a ampliação dos conhecimentos e vivências dos alunos por meio de questões problematizadoras e que os levem a compreender como e por que as coisas acontecem e aconteceram. como sujeito histórico. por exemplo. eram separadas dos pais e vendidas para trabalhar. crianças ricas.HISTÓRIA Os conceitos de espaço e tempo são fundamentais ao desenvolvimento do pensamento histórico. sendo que. Procure levantar semelhanças e diferenças entre a vida das crianças do passado. Por exemplo. culturas de tempos e espaços diversos e que todos têm direitos e deveres que devem ser respeitados. Importa para o aluno conhecer crianças que vivem em uma realidade diferente da sua. mas também das crianças de diferentes realidades nos dias de hoje: crianças indígenas. aniversários. Assim. já que em Santos há escolas na zona rural. no centro. é parte atuante no processo de produção de conhecimento. fazendo um paralelo com a atualidade. em mangues etc. Ë necessário que o aluno compreenda que a história se constrói pela ação humana e que ele. crianças que trabalham etc. em morros. data e local. autores.

É valorizar o modo como a avó faz determinado doce. contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que. um chá. Brasil ou localidade com que o aluno possa relacionar. os grupos e. como o avô pesca ou planta. tentando imaginar como era o local antigamente. século e milênio. a tia que faz remédios caseiros. partindo do hoje e voltando ao início do século XX. de Jose Carlos Sebe Bom Meihy. em que se encontram dicas e projetos que deram certo em várias escolas. como igrejas e museus. as comunidades. É necessário que aluno compreenda que patrimônio não são apenas prédios históricos. Para saber mais. mas também a sua escola e a sua casa. manchetes de jornais e revistas que façam menção ao bairro e monte um quadro-mural sobre isso. moradia e escola do passado. inclusive em Santos. conhecimentos e técnicas e também os instrumentos. em alguns casos. ou seja. Como exemplo. Divida-os em grupos e deixem que falem sobre sua vida. Aproveite para trabalhar a noção de patrimônio e a necessidade de preservar a escola. Acesse o site do Museu da Pessoa. ordenação e seqüência. Família. a partir de algumas referências temporais. representações. sucessão e datação. Organize junto com os alunos perguntas sobre família. “O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente.” O Bairro Promova uma troca de idéias sobre o bairro onde está localizada a escola. objetos. quando se trata do meio ambiente.Diferentes linhas do tempo A montagem da linha do tempo. Atualmente a noção de patrimônio ampliou-se. mas também o imaterial. por exemplo. 151 . 2006. vale a pena consultar o livro Manual de História Oral. Estimule os alunos a fazerem suposições sobre a sua origem. on line). expressões. moradia e escola Utilize o procedimento de história oral para iniciar a temática sobre família. o local onde vivemos e relacionar com Ciências. merece ser preservado. pois patrimônio não é apenas o que é material. tudo isso é patrimônio e merece ser preservado. a nossa casa. portanto. mas também nos relatos das pessoas. de sua interação com a natureza e de sua história. Reúna folhetos. é uma atividade muito interessante para que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. Esta atividade permite desenvolver noções de simultaneidade. artefatos e lugares. gerando um sentimento de identidade e continuidade. além de propiciar o trabalho com valores e ensino religioso. Faça a conexão com matemática. propomos: • Solicite aos alunos que entrevistem pessoas idosas. Organizar uma visita a uma casa de repouso para idosos será uma atividade bem interessante. na memória dos familiares e nas lembranças das pessoas do seu convívio. É importante que os alunos comparem suas linhas de tempo ou que a professora com a ajuda dos alunos confeccione uma linha do tempo com fatos sociais acontecidos nos últimos anos. moradia e escola. Para melhor visualizar o passado. pois eles deverão ter consolidados os conceitos de década. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN. • Organize um encontro com os avós dos alunos. trabalhe uma linha do tempo ao contrário. no mundo. É importante que o aluno perceba que as fontes não estão somente nos documentos escritos. as práticas. levando-os a concluir que os bairros têm história. conceitos fundamentais para o ensino da história.

é possível abordar hábitos de consumo. evidenciando a presença portuguesa e a formação das cidades no litoral. como Santos. como Belo Horizonte. Disponível em www. etc. Companhia das Letrinhas. produtor e origem. fazendo o elo com Geografia. Disponível em http://portal. com noções de transporte e comunicação. considerando o trajeto casa-escola. por que existem trabalhos diferentes etc. MEIHY. sempre fazendo comparações com o passado e como as coisas se modificaram. Manual de História Oral. o que permaneceu ou não.br/portal/montarPaginainicial Museu da Pessoa. nome da empresa.net/. O trabalho doméstico deve ser apresentado como de vital importância para as famílias. pois assim será possível traçar um perfil do local. como na China. Peça para que os alunos tragam embalagens de produtos que consomem todos os dias.Atividades econômicas Faça um levantamento prévio a respeito do que a criança entende sobre o que é trabalho. É importante que o aluno perceba que é por meio do trabalho que o homem transformou a natureza e que a sociedade atual é fruto do trabalho humano.iphan. Solicite que os alunos registrem os estabelecimentos comerciais existentes no bairro. Solicite que os alunos entrevistem suas mães e avós sobre as tarefas do dia-a-dia para que o levem a refletir sobre a necessidade de valorização do trabalho doméstico. Juntamente com matemática. comparando com o levantamento da história do local onde se vive. Ao trabalhar com esse tema. 152 .gov. Ruth.museudapessoa. Levante dados sobre os produtos consumidos. Faça comparações com a produção antigamente. diferencie as etapas da produção. o caderno que usa na escola. Loyola Portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). reciclagem. quem fez o pão que consumiu de manhã. e as planejadas. na Índia etc. Pesquise a história delas na internet para trabalhar sua origem. Brasília etc. depois organize-os em: nome do produto. pode-se ainda montar gráficos sobre profissões dos pais dos alunos. discuta hábitos de consumo. onde os pais trabalham. meio ambiente. Origem das cidades Existem cidades que datam de mais de 5000 anos atrás. Jose Carlos Sebe Bom. Referências bibliográficas ROCHA. diferenciando cidades naturais. Os Direitos das Crianças. Por meio do diálogo. saúde.

Portanto. que dá preferência a um determinado lado da folha. mas caminharão num sentido semelhante a uma elipse em que antigas habilidades serão acionadas para a elaboração de novos conceitos. Essas comparações devem gerar discussões que permitam que os alunos se questionem sobre o porquê isso acontece. os alunos desenharam objetos vistos de cima. ou seja. distâncias e direções não mais em relação à sala de aula ou à escola. por exemplo. Lembremos que. a criança já pode tomar como ponto de referência um objeto em relação a outro e não mais em relação a si própria. por exemplo. Mas é importante deixar claro que esse trabalho é um processo em que as etapas não podem ser “puladas”. Aos 8 anos. visão do alto e criação dos próprios códigos surgirão 153 . No 3º ano. há grandes chances de os desenhos se aprimorarem. mas as questões colocadas devem ser mais desafiadoras. Portanto. de Istvan Banyai. O mapa O mapa é o meio mais eficaz e conhecido de representação do espaço. mas da padaria ao ponto de ônibus. O que acontece no 3º ano é que algumas noções já foram construídas. que possui um tamanho significativo no mapa da cidade. Para o desenvolvimento da representação em diferentes visões. observando a visão do alto. os alunos podem também começar a pensar sobre títulos e legendas de cada um. pois é por meio da fala que os alunos tomam consciência do espaço real. Também terá noções rudimentares da noção de legenda. as crianças ainda desenham o que sabem e não o que vêem. É uma convenção. para a criança. também deve continuar. Maquete A atividade da maquete permite que o aluno perceba o registro cartográfico convencional. aos poucos. o bairro. pois criou símbolos junto com outras crianças e o professor. isso não é tão simples assim. como em um mapa convencional. que utiliza signos que podem ser compreendidos por diferentes pessoas em diferentes locais do planeta. não serão procedimentos repetitivos. na classe eles vão acontecer cada vez com um objetivo diferente. o professor deve respeitar sua produção – pois se utilizam de transparências e confundem perspectivas. É algo que exige um grau de abstração. adquiriu maior autonomia em suas representações. ela pode estar representada somente por um ponto. a maneira como se faz em mapas e plantas. criando legendas próprias (sem auxílio do professor) e dominando o espaço melhor do que uma criança de 6 anos. Um bom exercício para se fazer com mapas convencionais é comparar a representação de um mesmo lugar em mapas diferentes. O aluno de 8 anos tem mais facilidade de ocupar a folha toda. A grande conquista dessa idade é dos espaços e pontos de referência exteriores a si próprio. pois a visão que temos no dia-a-dia é lateral. Com o desenvolvimento dessas atividades. É importante registrar as percepções do grupo sobre todas as atividades. Mas. da editora Brinquebook. é fundamental solicitar que falem sobre suas produções. portanto. permitindo que se perceba a relação todo/parte em que a parte está contida no todo ao mesmo tempo que o todo é formado por partes. Neste. ou seja. pois entendemos que a alfabetização cartográfica é um processo que inicia no 1º ano e se amplia nos anos seguintes. do Palavra Cantada. e o livro “Zoom”. ao mesmo tempo. proporcionalidade. sendo importante que o professor conheça seu grupo para saber em que momento ele pode avançar e quais pontos são passíveis de uma atenção maior. dos 6 aos 8 anos. Isso é interessante para perceber que embora muitos procedimentos sejam similares no plano de curso. a cidade está bem menor e. o que nem sempre acontece com um aluno mais novo. até porque a criança de 8 anos já possui algumas construções mentais mais elaboradas que a criança de 6 e 7. não pode mais ser observado no mapa do estado. no mapa do país. apontando e permitindo que esse aluno ouse cada vez mais na comparação de distâncias entre um lugar em relação a outros. O aluno. também podem ser utilizados para ampliar essa discussão. O professor é fundamental nessa “passagem de visão”. a escola. Nessa linguagem. a visão que se tem é vertical. por exemplo. O trabalho com vários tipos de mapas. visão do alto. a rua da escola. e também outros espaços como: a sala de aula.GEOGRAFIA O Plano do 3º ano contém alguns acréscimos em relação aos do 1º e 2º. na sala de aula. Além de perceber que cada mapa representa um lugar. de frente e de lado. A música “Ora Bolas”. Porém. pressupõe-se que ela já terá mapeado o próprio corpo. a criança deve primeiro se colocar no papel de mapeadora do seu espaço para que compreenda o sistema de códigos utilizado nos mapas convencionais. Assim. pois as noções de escala.

Depois o mesmo deve ser feito com a largura e dobra-se o mesmo número de vezes que o barbante anterior. O passo seguinte pode ser a elaboração de uma legenda que pode ser elaborada em conjunto após discussões. nesse primeiro momento. por exemplo. É claro que os alunos utilizarão uma linguagem mais simples. Medida padronizada e não padronizada Atividades de medidas da classe podem despertar a curiosidade a respeito da medida padronizada. as pessoas não conseguirão se entender a respeito da dimensão dos locais. outros objetos. altura e largura de coisas. mas pequena em relação ao bairro. as crianças vão pensar sobre e importância de medir objetos e lugares. nas séries mais adiantadas. os alunos com esse conceito construído reconhecerão a função da escala em um mapa convencional. Disso. passa a ser pequena quando representada juntamente com outras construções e a rua. Seria interessante que os alunos pudessem comparar as duas produções. As maquetes podem ser montadas dentro de caixas de papelão. No 3º ano. O professor deve instigar o grupo com perguntas como: e se fossem os pés de outra criança? E se fossem os meus pés? A medida seria a mesma? Esses questionamentos devem ser feitos até que as próprias crianças percebam que. Ou seja. altura de pessoas etc. O professor recorta esse barbante e cada aluno cola no papel. barbante barbante sala de aula ESTUDO DO MEIO reduzida 16 vezes 154 . mas tem 16 vezes menos o seu tamanho. seu estojo e a sala de aula utilizando os dedos. a maquete ilustrará locais cada vez maiores em relação aos anteriores. Um barbante pode ser utilizado para medir a sala de aula. se cada um utilizar um modelo de medida. os alunos deverão anotar no caderno que a sala está representada. um papel celofane transparente pode ser colocado na boca da caixa e cada aluno utiliza a caneta de retroprojetor para “contornar” os “lugares” que observam embaixo. Supondo-se que o barbante foi dobrado 16 vezes. é importante somente uma introdução. podemos ir para além da noção de um para um. a discussão sobre escala pode se aprofundar um pouco mais. Confeccionando a maquete do quarteirão da escola. para construir o conceito de continuidade (a escola é grande sozinha. As crianças poderão medir a carteira.dessas discussões. os pés e posteriormente registrarão de quem é o pé que foi utilizado como padrão. e assim por diante). por exemplo. No 3º ano. o conceito que está sendo construído é o de proporcionalidade. Assim. porém. ele tem que ser “diminuído” muitas vezes. Em Geografia. esse barbante pode ser dobrado até que seu comprimento “entre” na folha de papel. Medidas é um tema comum à área de Matemática. mas a elucidação e o registro dessas descobertas são fundamentais para futura elaboração e compreensão de mapas mais complexos. o aluno perceberá que a escola que era grande e solitária em uma maquete que representava só ela. mas pode-se discutir que para um lugar ser representado em um mapa. Depois. O resultado será uma planta baixa do local representado. uma vez que o tamanho do que representamos não é o tamanho real do representado. o palmo. Futuramente.

Essa noção é bastante abstrata e deve ser construída aos poucos. por meio de campanhas. montanhas. cortiça e um copo d’água. e que os grupos sociais o constroem para atender necessidades próprias. dependendo do que se quer mostrar para o “leitor”. O estudo do meio também é importante para aguçar o senso crítico. Daí a importância de perceber. comércio). A conversa pode iniciar com as perguntas: a sombra fica sempre na mesma direção? Vamos observar ? Os professores junto com os alunos podem medir no chão a sombra no início e no final da aula e perguntar: o que aconteceu? As crianças tendem a achar que o Sol e a Lua é que mudam de lugar. rios. Primeiro as crianças podem ser questionadas sobre o que pensam a respeito do assunto. 155 . girando em torno de uma vela ou abajur (representando o Sol) dará a idéia de por que acontecem o dia e a noite. observar os serviços do bairro. Ele permite que o aluno conheça o espaço. porque é fruto das relações humanas. Dessa maneira. e se desdobre em outras atividades interdisciplinares de produção de texto. outras questões podem surgir como: em relação ao nosso grupo. como agulha. praças. pequenas. O registro dos trajetos por meio de mapas. Os estudos do meio também podem ser realizados por temas. pois sugere uma observação questionadora: as ruas do bairro são asfaltadas? Em que lugar as pessoas jogam o lixo? Os orelhões estão em bom estado? Como o meu bairro ou a minha cidade pode se tornar melhor? O que os governantes podem fazer para sanar esses problemas? De que maneira meus vizinhos podem contribuir? De que maneira eu posso contribuir? Essas questões podem ser pensadas pelo grupo resultando em alguns caminhos para a solução dos problemas. amplia a noção cartográfica e o aluno percebe que um mesmo percurso pode ser representado com diferentes enfoques. No final do 3º ano. número de cômodos. pelo estudo do meio. o comércio. Ele pode e deve acontecer várias vezes e com diferentes objetivos. O professor pode perguntar: em que lado é dia? Em que lado é noite? Essa discussão pode avançar para os pontos cardeais. estudo da fauna e flora locais. da região que conhece para a que ainda não conhece ou com a qual não tem muita familiaridade. Muitos deles podem ser realizados na própria escola. em que direção está a entrada da escola? E o pátio? A cozinha? Os mapas convencionais também podem ser observados nesse momento para que os alunos observem a rosa-dos-ventos contida neles. Deve-se perceber também.O Estudo do Meio é um grande aliado nesse processo de alfabetização cartográfica. o represente com desenhos. em relação aos espaços. e assim por diante. número de andares) e outros. A bússola também pode ser apresentada para a classe nesse momento. praias. Essas atividades não precisam e nem devem acontecer no mesmo dia. utilizando-se medidas convencionais e nãoconvencionais. Então é importante partir do local de onde ela está. as diferenças e semelhanças entre construções quanto a: a que se destinam (moradias. sem perceber que nós isto é. Outro ponto interessante para esse ano é a observação de que o espaço é transformado pelo homem. alvenaria). viadutos). O famoso experimento científico da laranja (representando a terra) no centro. Os mapas e a bússola podem ser colocados no chão e as direções equiparadas ao desenho contido no pátio. o que é natural (morros. no tamanho (grandes. sendo que a direção em que o Sol aparece no período matutino é o Leste e desaparece no vespertino é o Oeste. Uma noção que já pode ser desenvolvida no 3º ano é dos movimentos de rotação e translação. Essa observação pode resultar em um desenho da rosa-dos-ventos no chão. os aspectos físico e humano caminham lado a lado e o espaço é percebido não como pronto e acabado. à medida que a classe avança em suas noções espaciais. por exemplo. Um bom início é começar com questões como: quais bairros e regiões da cidade você conhece? O morro que avistamos fica no nosso bairro ou não? Estamos perto ou longe da praia? Perto ou longe do Porto? Uma comparação com o mapa convencional também se faz necessária para que o aluno veja que espaços que ele não é capaz de enxergar estão representados no mapa e também para que observe sua localização em relação a outros lugares. cartas aos governantes e mudança de atitude individual. serras) e o que é modificado (ruas. contendo a legenda do que foi observado. podendo inclusive ser confeccionada com materiais simples. Daí. emprego de materiais (madeira. daí a importância de se observar os títulos “Mapa dos pontos comerciais do bairro” ou “Mapa das casas dos alunos do 3º ano”. algumas questões sobre a cidade em que se vive também devem ser “pensadas” como: em que cidade moramos? Como ela é? Qual é o nosso bairro? Fica em qual parte da cidade? Em que se parece com os outros e em que é diferente? Esses questionamentos devem ser feitos tendo em vista que o pensamento dessa criança de 8 anos ainda é concreto. a Terra é que está girando. mas dinâmico. pontes. até porque a cidade não é constituída de bairros isolados.

Converse com seus alunos antes. se possível. grafites. Mas. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. o aluno construirá o conceito de permanências e mudanças. esculturas. Em História. O registro sobre as mudanças é fundamental. fotografias. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. lugares. Nas atividades com fotografias e entrevistas (aprofundado posteriormente). que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. ensaie antes com a classe para que. a escola. Se os alunos puderem sair da classe e se posicionarem no local próximo de onde a foto foi tirada. pois as crianças colocarão suas hipóteses e observações a respeito dessas mudanças. a rua da escola. a atividade será ainda mais rica. e. histórias em quadrinhos. Entrevistas A entrevista com um funcionário antigo ou morador antigo de bairro pode ser uma experiência muito especial para a turma. da transformação do espaço por meio do trabalho humano atendendo necessidades sociais. O ideal é que cada aluno traga uma foto. construções etc. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? 156 . para a elaboração de questões. matérias de jornal. As respostas podem ser registradas em forma de texto coletivo. pinturas. é possível trabalhar conceitos das áreas de História e Geografia ao mesmo tempo. os arredores. mas. se isso não for possível. de Tarsila do Amaral. a turma se preocupe com o depoente. a geografia pode contar com muitos aliados: música.. de preferência de um lugar conhecido de todos. a casa.. filmes. para ter diferentes visões do mesmo local. culturais. Por meio de fotos antigas. Mas se na classe já houver alguns alunos formulando o nível alfabético de escrita. como exemplo. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. Mas não pára por aí. Gravar a entrevista é um bom recurso para o registro posterior. o professor pode reproduzir uma foto (tipo xerox) para que cada aluno tenha uma imagem para comparar. diários de viajantes. Essa atividade é importante para que as crianças reconheçam que os espaços são modificados pelo homem. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. a turma pode ser dividida em grupos para que funcionários diferentes sejam entrevistados. em Geografia. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. na hora da entrevista. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. como já dissemos anteriormente.Fotografia: fonte de informação Os alunos poderão comparar o ontem e o hoje ampliando suas noções do papel do homem nas transformações dos espaços. A construção do conhecimento em geografia A geografia é uma ciência de observação. e que pessoas diferentes possuem experiências particulares na relação com os espaços. políticas e econômicas.

levantando hipóteses próprias. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem.É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Com as informações em mãos. Cartazes. A partir delas. textos da Internet. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. desenhos. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. Além dos textos. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. que podem culminar em uma exposição. 157 . comparar com outras imagens. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. gráficos e esquemas. peça de teatro. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. levantamento de interesse junto aos alunos. Aos poucos. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. enciclopédia eletrônica. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. Enfim. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos.

ar. solo. lago etc. em todas as vezes que as atividades exigirem. como organização e rigor nas observações e análises. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Destruição dos ambientes naturais. • Seres vivos e materiais e suas utilidades para o homem (alimento. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. • Seres vivos ameaçados de extinção 158 . fabricação de objetos etc. PROCEDIMENTAIS • Formulação de perguntas e suposições sobre o tema proposto. • Identificação das características de alguns seres: forma. • Respeito e apreço pelos seres vivos que vivem nos diferentes ambientes. vestuário. sobre as opiniões dos colegas ao trocar idéias. • Valorização de atitudes e comportamentos favoráveis à saúde. comprimento. ao trazer imagens para um mural). • Ambientes pouco modificados pelo homem (campo). morros. • Dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. • Emprego de medidas padronizadas de tempo e as não padronizadas de massa. medicamentos. • Conhecimento. em relação à alimentação e à higiene. de pequenos experimentos para constatação da dependência dos seres vivos em relação ao ambiente. • Preservação do ambiente.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. • Existência de diferentes componentes (água. • Levantamento de dados e investigação da regularidade dos acontecimentos e dos fenômenos que ocorrem no ambiente. volume. • Ambientes naturais (floresta. seres vivos). • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Registro de informações. matérias-primas). solo. calor. materiais de construção. para o seu crescimento e desenvolvimento. sobre os fenômenos observados e respeito. • Observação da diversidade de seres vivos presentes nos ambientes e a existência de outros componentes ambientais (ar. • Elaboração de critérios para classificação de diferentes tipos de seres vivos. mangues. Diversidade dos seres vivos • Relações entre seres vivos e o homem. sombra e escuro. tomando como base suas vivências e buscando mais informações. • Espaço habitado (cidade). Serra do Mar. qualidade dos alimentos e ambientes em que vive. • Poluição das praias. por exemplo. Educativa) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Dia e noite • Luz. água. • Demonstração dos cuidados com a higiene pessoal. calor). semelhanças e diferenças. com auxílio do professor. encaminhando diálogos que permitam relatos. luz. luz. vestuário. • Planejamento.) • Seres vivos e não vivos. principalmente os utilizados pelo homem na alimentação. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. elaboração de tabelas simples de comparação ou estatística. • Desenvolvimento de novos hábitos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados aos cuidados com os animais e responsabilidade para com eles. • Sol. como organização e rigor nas observações e análises. • Comparação entre diferentes tipos de ambiente naturais e modificados pelo homem investigando características comuns e suas particularidades. tamanho. fonte de luz e calor. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação.

• Prevenção de acidentes com animais. • Animais selvagens e domésticos. peixes. aves. Corpo humano e saúde • Noções de crescimento e desenvolvimento. • Reprodução humana.CONCEITUAIS A flora: vegetais • Tipos de vegetais ( aquáticos e terrestres ). • Algumas características dos mamíferos. sobre os assuntos em estudo. • Domesticação de animais. • Animais em cativeiro. 159 . • Aquáticos e terrestres. carnívoros e onívoros. • Herbívoros. carapaça e musculatura em animais aquáticos e terrestres). • Partes dos vegetais. • Plantas tóxicas. • Animais transmissores de doenças. horta e pomar. • Germinação (experimentos). • Jardim. • Reprodução por sementes. • Ovíparos e vivíparos. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas e entrevistas com familiares ou profissionais de diferentes áreas. • Animais de estimação. répteis e anfíbios. • Necessidades vitais das plantas. • Animais que podem picar ou morder. • Higiene e saúde. A fauna: Animais • Sustentação e locomoção (presença ou não de coluna vertebral. • Higiene dos alimentos.

reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana. • dúzia e meia dúzia. • Curiosidade por questionar. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura. • Valorização da troca de experiências com seus pares como forma de aprendizagem. necessários em seu dia-a-dia. • Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais diante de situaçõesproblema. utilizando para tanto conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. que envolvam números naturais. • multiplicando até 3ª ordem (centena). como fonte de aprendizagem. • par e ímpar. 160 . • Uso do conceito de subtração. • Subtração • situações de tirar. • Leitura. combinatórias e organização retangular na resolução de situações problema que envolvam números naturais. explorar e interpretar os diferentes usos dos números. como idéia de juntar. • Exposição e registro preciso de informações. unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. -. • Multiplicação • situações que representam adições de parcelas iguais • situações que envolvam a idéia combinatória. • Respeito pelo pensamento do outro. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. • Aplicação de diferentes operações para resolver um mesmo problema.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. • valor posicional. • sucessor e antecessor. na resolução de situações-problema do cotidiano que envolvam números naturais. na resolução de situações-problema do cotidiano. • ordem crescente e decrescente. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. como idéia de tirar. • operação inversa. • Adição • situações de juntar e acrescentar • operações com duas ou mais parcelas. • nomenclatura. • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado. • Interesse e curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo. escrita. idéias e cálculos. acrescentar quantidades. comparar ou completar • operações com e sem reagrupamento. • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. comparar e completar quantidades. Educativa) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999 • centena. :. PROCEDIMENTAIS • Observação de números no contexto diário. • Uso da multiplicação como idéia de juntar quantidades iguais. • com e sem reagrupamento. • números ordinais (até 20). • Utilização de sinais convencionais (+. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. • Uso do conceito de adição. • nomenclatura. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal (valor posicional). • multiplicador até 9. • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. x. • Utilização de diferentes estratégias para identificar números em situações que envolvem contagens e medidas. =) na escrita das operações.

• dividendo até 99. • divisor até 9. Relação entre as unidades de tempo — dia. Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. Construção e representação de formas geométricas. 161 . Registro pessoal para comunicação das informações coletadas. Jogos e desafios envolvendo as quatro operações. bimestre) temperatura (nublado. etc). semestre. • Classificação dos sólidos geométricos que rolam e que não rolam. • determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra. Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. frio. ensolarado. • propriedades – sem uso obrigatório da nomenclatura • dobro e triplo. Estabelecimento de comparações entre objetos do espaço físico e objetos geométricos. Procedimentos diversos para resolução de um mesmo desafio. Divisão. na resolução de situaçõesproblema. etc. resultados de campeonatos e jogos. chuvosa. Uso da divisão.• • • • • • produto até 999. relação dos nomes dos alunos. Grandezas e Medidas • Noções de medida: • comprimento • capacidade • massa • medidas padronizadas e não-padronizadas • tempo (dia. • Percursos e trajetos e pontos de referência. mês. empregando números e quantidades. do cotidiano que envolvam números naturais. Linguagem oral e escrita como forma de comunicação dos resultados obtidos • • • • • • • • • • • • • Espaço e Forma • Figuras geométricas planas: quadrado. • metade. • com e sem reagrupamento. Elaboração de registros e organização de informações. Comparação de grandezas de mesma natureza. • Simetria. • exata e não exata. mês. Observação das formas dos objetos do espaço em que vivemos e as formas geométricas em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e de suas características: arredondadas ou não. • nomenclatura. ano. bimestre. • nomenclatura. como idéia de repartir em partes iguais. na resolução de situaçõesproblema presentes no cotidiano. tabelas e gráficos simples. medidas e códigos numéricos. Leitura de horas em relógio de ponteiros. Utilização de calendários. Situações-problema que envolvam contagens. Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. triângulo e círculo. semana. • situações de repartir uma quantidade em partes iguais. semana. por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos. quente etc) • o valor dos objetos – medidas monetárias Tratamento da informação • Leitura e elaboração de listas. simétricas ou não. retângulo.

trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos.3º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. • Valorização do uso das TICs na vida diária e no ambiente escolar (My Kid. etc) Internet • • • 162 . menu iniciar. clique. • • ATITUDINAIS Interação com seu grupo de forma cooperativa. Portal Educacional. Mesa Alfabeto. minimizar. Paint. Hardwares: • Estabilizador • Gabinete • Monitor • Teclado • Mouse • Impressora • Scanner Softwares: • CDs • Mesas Educacionais Aplicativos (Tux Paint. janelas do Windows e/ou Linux. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • PROCEDIMENTAIS Uso adequado de drive de disquete e cd-rom. • Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. • Reconhecimento das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. Internet. • Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. • Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. de comunicação e convívio social. etc). • Uso da linguagem computacional: ícones. • Desenvolvimento de habilidades na resolução de desafios. • Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. assim como dos outros hardwares apresentados.

Uso constante do dicionário. • Acentuação (agudo e circunflexo). Coerência em diálogos. antecipação. Preparação (ensaio) para apresentações orais. Prática da leitura por prazer. Autonomia crescente nas produções escritas. Produção de livro de receitas ou outro gênero que enfoque o uso de textos instrucionais. parênteses e aspas).3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. menus. Observação de gêneros e suas funções sociais específicas. • Itens da gramática normativa: Gênero. Aplicação de letras maiúsculas ou minúsculas de acordo com a necessidade evidenciada pelo texto. 163 . piadas. Seleção de vocábulo pertinente à coerência de cada tipo de produção escrita. dança. Construção de autonomia leitora. receitas. encadeando idéias coerentes e cronologicamente organizadas. Aplicação de novos vocábulos nas composições escritas. histórias em quadrinhos. notícias e embalagens. Criticidade quanto às suas produções escritas. • Textos extraverbais (ex. • Reescrita de textos. relatos. orientação. Utilização de textos de diferentes tipologias na prática diária da leitura. fotografia. • Sinais de pontuação (dois pontos. • Letras maiúsculas e minúsculas. poema. Uso do dicionário para solucionar dúvidas de grafia a partir do conhecimento da ordem alfabética. mímica. fábulas. escultura. a partir de planejamento. próprio. • Leitura e interpretação de textos com estratégias combinadas (decifração. • Sinônimo /antônimo. adivinhas. • Paragrafação. Enriquecimento das produções textuais a partir do conhecimento adquirido sobre as diferenças entre as palavras (classes gramaticais). Observação de palavras cuja classificação já é conhecida. Hábito do questionamento sobre as regras da língua formal. seleção. Leitura • Textos orais e escritos de diferentes categorias: bilhete. Produção individual e coletiva de textos. anúncio. Combinação de estratégias de entendimento dos textos que integram a competência leitora. concordando nomes e ações. Aplicação das convenções ortográficas estudadas em suas produções escritas. reflexão e seleção das idéias. lendas. pintura. • Verbo (ação e concordância verbo-nominal). simples e composto). • Convenções ortográficas na escrita de palavras conhecidas: • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Apresentações orais para o coletivo. contos de fadas. entrevistas. arquitetura). • Ordem alfabética. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Participação social. instruções de jogos. a fim de tecer generalizações e ampliar do repertório. número e grau do substantivo (comum. canções. inferência e verificação). Escrita • Produção individual e coletiva de textos. • Articulação entre língua oral e escrita. música. • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. • Adjetivo.

a partir de um tema gerador previamente selecionado. Características do gênero/portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo.• Regularidades Contextuais (o uso do R/RR e M antes de P e B). sol o tomou. etc – e terminação em Am ou ÃO – ex: chegaram ou chegarão). o Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. o Regularidades Morfogramaticais (terminação em U ou L – ex: pastel. o Irregularidades ortográficas. o 164 .

finger(s). foot. objetos da sala de aula: blackboard. Perguntas e respostas sobre: cores: What color is it? It’s . juice.. os membros do corpo e indicar a idade. candles. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por meio de vídeos. cookies. purple. And you? Apresentação: What´s your name? My name is ….. hello. ear(s).. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. hand(s). • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Uso. book.. How are you? I’m fine. pencil. pencil case. nose.. black.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. animais da fazenda: cow. pencil sharpener. crayon. good morning. Contato com músicas. schoolbag. duck. pink. Uso dos números para quantificar objetos. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. partes do corpo humano: head. toes. cake. pen. table. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. good night. horse. Vocabulário: números: 1 a 20. desk. teddy bear. rabbit. eye(s). yellow. objetos da sala de aula: What’s this? It’s a . balloon.. Uso dos nomes dos alimentos para fazer um lanche. feet. Respeito ao momento em que o outro fala. em situações cotidianas. book. party. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • o o o o o • • o o o Cumprimentos: hi. thanks. hot dog.. white. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. na ordem correta. CDs e internet. leg(s). sobrenome e palavras que ainda não sabe escrever em inglês. shoulders. festa de aniversário: presents. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. knee(s). ouvindo com atenção. good-bye. hamburger. idade: How old are you? I’m…years old.. blue. coke. pessoas. Uso do alfabeto para soletrar nome.. dos membros da família: He/ She is my. brinquedos: dog. arm(s). alimentos: sandwich. doll. party hat.. good evening. do vocabulário e diálogos aprendidos. gray. animais da fazenda: What is it? It’s a. ice cream. orange. pizza. dos substantivos com adjetivos no singular e plural. o o o o o 165 . red. good afternoon. mouth. Is it a…? Alfabeto completo. cores: brown. green. Uso dos nomes dos objetos utilizados em uma festa. notebook. presentes de aniversário: What are your presents? It’s a . • • • • • • ATITUDINAIS Respeito por outras culturas. Cooperação com os colegas durante as atividades de sala de aula. bike. dos presentes para crianças e suas respectivas cores. cake.. Uso. pig.

aunt(s). uncle(s). mother. he. Mother’s Day. Easter. 166 . Halloween. cousin(s. she.presente simples • Pronomes pessoais: I. to like . Father’s Day. grandfather(s). • Manifestações culturais da civilização inglesa e norte-americana: Valentine’s Day. Thanksgiving and Christmas.CONCEITUAIS o membros da família no singular e plural: father. it. sister(s).] • Verbos: to be. grandmother(s). brother(s). you.

levando a uma melhor qualidade de vida. representação e demonstração das propriedades do som por meio de pesquisas. Valorização e responsabilidade pelos sons do ambiente. Valorização do corpo e da voz como instrumentos de comunicação. embaixo/em cima. brinquedos cantados. • Representação rítmica e melódica por meio de gráfico sonoro. jogos. gestual. identificação. Música erudita. exercícios de percepção. objetos sonoros. • Prática de atividades corporais estimulando a locomoção. Interesse. prontidão e concentração por meio de jogos. destacando-se o compositor e sua breve biografia. • Jogos de imitação e improvisação – células rítmicas e melódicas. acento e desenho rítmico das melodias. Gráfico sonoro: som e silêncio. mesma altura) • Timbre . percussão e movimentos corporais. canções. folclóricas. sonorização de histórias. • Percepção e marcação do pulso e do acento nos compassos e do desenho rítmico da melodia. • • • • • • • • • 167 . Pulso. MPB e Hino Nacional Brasileiro. brinquedos cantados etc. de outras crianças e da produção de arte em geral. danças. reconhecendo os instrumentos musicais. de entoação de intervalos e graus conjuntos). observação. • Formação de repertório: canções infantis. direita/esquerda. • Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio do aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. • • • ATITUDINAIS Valorização das próprias produções. Atribuição da devida importância aos diferentes gêneros musicais propostos. brinquedos cantados. • Expressão corporal. Canto coletivo.fonte sonora. improvisação. Hino Nacional Brasileiro. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro. pulsação. pulso e acento. Andamentos (rápido / lento / intermediário). • Intensidade – dinâmica das canções. Hino da Bandeira. brincadeiras. reflexão e contextualização das letras das canções. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. parlendas. dinâmica etc. Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. sons ascendentes e descendentes. utilizando instrumentos de percussão. • Interpretação. PROCEDIMENTAIS • Audição.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. descendente. do cotidiano. por meio de canções conhecidas. Manifestações Folclóricas: jogos. Identificação das propriedades do som • Altura . • Canto coletivo. percebendo o que pode ser mais saudável. • Apreciação da música erudita. • Duração – células rítmicas.direção sonora (ascendente. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • Lateralidade: frente/atrás.

Valorização da solidariedade e da cooperação. • Experimentação da expressão artística tridimensional. 168 . Cuidados na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. • Observação da diversidade cultural através da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Respeito à própria produção e à do outro. • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Respeito às normas de funcionamento. às idéias dos demais. • Participação em jogos dramáticos. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. Valorização do próprio corpo e do espaço que ocupa.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. gestual. textura e linha na produção artística. • Exploração e comunicação na forma de expressão corporal. forma. Desenvolvimento da criatividade. • Utilização de técnicas teatrais como forma de expressão. • Utilização da cor. • Experimentação de materiais diversificados. facial e plástica. Valorização ambiental. • Construção de objetos artísticos como produção cultural. por meio do uso da sucata como matéria-prima artística. suas possibilidades. recursos e plasticidade. Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Fís) ARTES CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • Cores neutras Nuance de cores Arte indígena ( Sugestão: tecelagem ) Formas ( Sugestão: Volpi e Kandinsky ) Escultura (Sucata) Dobradura Cores quentes e frias Arte africana Teatro de sombras Mosaicos Desenhos figurativos e abstratos Jogos dramáticos Expressão corporal PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. • Socialização e registro na forma de produção artística.

arremessar. Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. observação e memória. assim como em danças. Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. girar. Noções de higiene e saúde. Respeito às suas possibilidades e limitações corporais. Resolução de problemas corporais individualmente. Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. chutar. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças.3º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. brincadeiras e danças cooperativas. rolar. gráfica. Criação de brincadeiras. rastejar. flexibilidade e direção. motores. bater. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. expressar e comunicar idéias. bate. rebater. • • • 169 . saltar. plástica e corporal. Participação em atividades rítmicas e expressivas. Atividades em sala de aula. • • • • • • • ATITUDINAIS Reconhecimento. Cuidado com o próprio corpo. simbólicos. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. Respeito às regras. apoios variados. observação e memória. amortecer. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. Atividades com jogos cooperativos. atividades em equilíbrio. desenvolvendo atenção. rolar. jogos populares. saltos. Reconhecimento da importância do cuidado com o próprio corpo. velocidade. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • Jogos sensoriais. Elaboração e desenvolvimento de jogos. rebater. respeitando as diferenças. Movimentos por meio das possibilidades: arrastarse. rolamentos. Respeito e reconhecimento das diversidades de idéias. valorizando a participação de todos. Valorização da convivência solidária ao invés da competitiva. Circuitos de força. receber. como meio para produzir. Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. Participação em jogos coletivos. Uso da atenção.) Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. Movimentos de habilidades (correr. chutar. amortecer. brincadeiras e danças. saltar. arremessar. Exercício da cooperação durante as atividades. Utilização de habilidades (correr. agilidade e habilidades motoras. etc. Valorização dos momentos de reflexão. Atividades com noções de equilíbrio. Discussão das regras dos jogos. matemática. Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. engatinhar. Valorização de algumas diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. girar) durante jogos. brincadeiras ou outras atividades corporais. Utilização das diferentes linguagens: verbal. com ajuda do professor. • • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Participação em jogos pré-desportivos. Brincadeiras cantadas. força. Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas.

• Observação e análise de imagens de fontes diversas: fotos. quadros comparativos. Valorização da escola como lugar de aprendizado. Aceitação das diferenças e características de cada um. Respeito às regras produzidas coletivamente. • Produção de pequenos textos com a ajuda do professor. • Pesquisa oral ou escrita sobre a escola. • • • • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito mútuo. diferenças e semelhanças em relação aos costumes. Valorização da expressão artística da cultura brasileira. • Pesquisas. o respeito às diferenças: direitos e deveres das crianças. • Coleta de dados por meio de entrevistas. • Registro coletivo de rotinas diárias por meio de quadros de horário e calendários. • Comparação entre os modos de vida das crianças. • O tempo histórico: as mudanças visíveis nas pessoas com o passar do tempo (linha do tempo).3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Identidade: eu e os outros • A diversidade existente entre os alunos. Valorização da diversidade cultural dos povos e suas contribuições. que trabalham etc. 170 . • Crianças de ontem e hoje: permanências e mudanças ao longo do tempo. origem etc. • Elaboração de linha do tempo com fatos principais da vida do aluno e/ou da escola. desenhos. • Registro das descobertas por meio de tabelas. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. Modos de viver • As moradias de ontem e hoje. Família • O grupo familiar e suas relações. colagem etc. Valorização da própria história e da família. formação familiar e formas de morar de ontem e hoje. revistas. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. respeitando o pensamento do outro. obras de arte. de sociabilidade e de trabalho. • Elaboração de linha de tempo com dados coletados. coletas e organização de informações obtidas em diferentes fontes. gostos. • Crianças que vivem no campo. Aceitação das diferenças e características de cada um. jornais etc • Elaboração de árvore genealógica da família do aluno. lazer. PROCEDIMENTAIS • Produção de regras e combinados a fim de valorizar ações conjuntas que repercutem na melhoria das relações pessoais. Empenho nas atividades realizadas em grupo e individuais. semelhanças e diferenças entre formas de viver. • Mudanças e permanências. • As maneiras de medir o tempo: ontem. • Transformações e permanências dos costumes das famílias das crianças. • Elaboração de registros pictóricos sobre festas juninas. em aldeias indígenas. • Famílias de ontem e hoje. na cidade. • Uso de fontes documentais sobre a vida do aluno e/ou escola. • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. Respeito às diferentes pessoas do seu convívio escolar. Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos diferentes povos e culturas formadoras do nosso país. hoje e amanhã.

ex-alunos etc. • Diferenças entre escolas: escola indígena. funcionários. 171 . endereço. objetos etc. danças. brincadeiras. • As escolas existentes em Santos. tipos de aula. escola rural e outras realidades. nome. • Manifestações artísticas: o festas juninas ( músicas. • História da escola: origem. • A escola de hoje e ontem: vestimenta.CONCEITUAIS A escola • A escola como local de aprendizagem. costumes alimentares e vestimentas ).

• Profissões envolvidas nos processos de transformação do espaço. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta como jornal. em cima de que. • Serviços do bairro. comparando os do próprio bairro com os de outras localidades conhecidas. abaixo de que – deslocando o eixo de si próprio para outros pontos de referência. • Diferentes técnicas de transformação da natureza. • Paisagem de Santos observando-se seus aspectos biofísicos: relevo. 172 . • Registro por meio de desenho e/ou fotografia das paisagens próximas. • Atitude responsável em relação a ambientes de convívio. quadros e outros – observando paisagens naturais e modificadas. • Confecção de bússola artesanal. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. tais como lazer. • Relação entre as pessoas e o lugar onde vivem nos aspectos de identificação. • Distâncias e direção ampliando noções anteriores: perto de. • Mapas de diferentes tipos privilegiando os que registram localidades próximas do aluno: sua rua. bairro. mapas simples e outros. utilizando o corpo e a paisagem como ponto de referência – posição do sol e sombra. • Leitura. hidrografia e clima a partir do ambiente próximo. afetividade e condições sociais. enciclopédias. cidade. • Leitura de imagens diversas – fotografias. na produção industrial e artesanal e outras. • Construção de maquete simples com auxílio do professor e do grupo. litogravuras. entrevistas. longe de. • Observação da paisagem próxima reconhecendo as modificações realizadas pelo homem. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. internet. escola. fotografias. transporte e outros. • Diversidade cultural da comunidade em que se vive. livros. saúde. • Elaboração de gráficos simples como forma de sintetização e organização de dados e informações com auxílio do professor e do grupo. • Valorização da diversidade cultural e étnica da comunidade de convívio. elaboração e interpretação de diferentes tipos de mapas e plantas com auxílio do professor e do grupo. destacando-se os tipos de moradias construídas pelo homem de acordo com sua cultura e necessidades. PROCEDIMENTAIS • Orientações espaciais. desenhos.3º ANO SOCIEDADE (Hist / E Rel / Geo) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Características físicas do caminho casa-escola reconhecendo a paisagem natural e as modificações realizadas pelo homem. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. observando suas características étnicas.

• Normas coletivas de convivência. Valorização da troca de ideias e de opiniões. Respeito ecopedagógico • Conscientização da necessidade de mudança de valores e atitudes no sentido da formação do eco-cidadão. Seleção e organização valorativa de fotos. • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Levantamento das Tradições Religiosas existentes na sala de aula e entorno. Adoção de atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas e compreensão. A ideia do Transcendente • A ideia do Transcendente constrói-se de maneiras diversas. Reconhecimento da singularidade de cada um. Pesquisa por meio de entrevistas percebendo que as construções religiosas são tão mais ricas quanto mais coletivos e coletivizados forem os processos de relação. que julguem importantes. • Os símbolos no cotidiano.3º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS Alteridade • Eu e o Outro – Eu. Narração de fatos importantes da vida do aluno e família. da solidariedade e do diálogo. • Os valores aproximam. • • • • • • • ATITUDINAIS Valorização da família. Símbolos • A força do símbolo em “re-unir”. Respeito aos sentimentos do outro. descrevendo seus significados. Comparação entre as idéias diferentes do Transcendente de cada Tradição Religiosa para as pessoas e grupos. 173 . Semelhanças entre as Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. • Os símbolos religiosos intensificam a relação com o Transcendente. Manifestação de curiosidade e interesse pela religião do outro. Valorização da justiça. Observação de que existem maneiras diversas de nomear o Transcendente em cada Tradição Religiosa. Uso cotidiano de expressões de cortesia. símbolos em geral.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 4º ANO Ensino Fundamental 174 .

busca e registro de informações. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. o aluno necessita coletar novas informações. experiências valores culturais e sua observação natural. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. Dificilmente. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. a experimentação e a leitura de textos. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. a transversalidade. Mas esse processo não é espontâneo. como a problematização. Para tanto. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. Sendo assim. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. a investigação. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. comparação. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. Nesse tipo de observação os alunos podem 175 . o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. criando situações interessantes e significativas. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. com o outro e com o ambiente. A partir disso. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. vegetais. o trabalho em grupo. é construído com a intervenção do professor. elaborados e acumulados pelo homem. Dessa forma criam-se situações em que.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. animais etc. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. de gerações a gerações. a busca de informações. Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. No entanto. em língua portuguesa. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Da mesma maneira que. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. Para aprender Ciências. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. sobre os fenômenos naturais. cabe ao professor selecionar. Para que ocorra a problematização. Desse modo. Sendo assim. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. para encontrar soluções. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. Ao longo do ensino fundamental. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos.

a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. Nessa fase. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. elaboração de listas. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. sintetizar. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. portanto. como microscópios. As experiências sugeridas não devem. Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. podem ser preparadas algumas atividades experimentais. com a ajuda ou não do professor. compreender procedimentos. Um dos objetivos dessas atividades é. pequenos textos. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. Trabalho com projetos Os projetos. esquemas. tabelas. sempre que possível. Além do desenho. como por exemplo. e entender a idéia de pressão. nesse sentido. como fotos. vídeos. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. listas. 176 . de modelos científicos como argumentar. analisar. Por exemplo. manipulação de objetos e materiais e construções. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. de estudos do meio e de Webquest. etc. A atuação do aluno é. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. materiais. muitas vezes. Além disso. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. justamente. mapas. criar atividades. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. entre outros. levantadas em um determinado problema. sugando o ar que está lá. líquido e gás. fundamental. por exemplo. Na observação indireta. assim como a reconstrução de categorias de ideias. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. ou seja. lupas.utilizar todos os sentidos na busca de informações. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. seres vivos. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. identificar. para que os alunos entendam o que significa sólido. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. na produção de um texto coletivo. esquemas. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. etc. É o caso que envolve visitas. Experimentação Por meio dela. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. em situações reais de comunicação. gravuras. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. Os alunos podem comparar entre si objetos.

Tratados como temas. se possível. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. desenvolvimento de iniciativa. como a agricultura e a ocupação urbana. com outras áreas do conhecimento. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. por meio do estudo das relações entre seus elementos constituintes. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. Neste ano. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. uma notícia de jornal. tomada de decisões. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente. e. ao solo. os conteúdos relacionados à água. por outro lado. Por exemplo. 177 . com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. Normalmente. Algumas fontes e transformações de energia são abordadas também neste bloco.Jogos e atividades lúdicas O jogo. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. que têm. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. associados a diferentes atividades humanas. Recursos tecnológicos e Temas transversais”. elencamos. como o respeito aos colegas. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. especialmente o solo e a água. Ampliar conhecimentos. quando proposto como atividade lúdica. a História e a Geografia. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. pode resultar em aprendizagem conceitual. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. o seu aspecto individual e. para este ano. A poluição dos ambientes também é trabalhada como resultado de diferentes interações do homem com seu meio. O importante. Ambiente Das temáticas ambientais consideradas consagradas no ensino de ciências. ou seja. levando-se em consideração a realidade do aluno. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. esses assuntos podem ser vistos por enfoques de diferentes conhecimentos científicos nas relações com aspectos socioculturais e devem se trabalhados em conexão com o bloco “Ser humano e Saúde. além de fornecer motivação. Hoje em dia. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. por exemplo. Escolhido e orientado pelo professor. um filme. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. testar as habilidades. à poluição e à energia. De certo ponto de vista. os temas são aleatórios. Esses componentes também são investigados como recursos naturais. um programa de TV. As atividades lúdicas. a sua parte universal. por um lado. o que representa a sua comunidade. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. ampliam-se as noções de ambiente natural e ambiente construído. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. estudando-se seus usos e consequências. estabelecimento de regras. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. expressar a imaginação. etc. ao ar. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. os conteúdos são extensos. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. de procedimentos e de atitudes.

como consequência. • A água como solvente (misturas). Trabalhando com a perspectiva do corpo como um todo integrado. que o identifica como espécie. Esses conteúdos. o conhecimento sobre o corpo humano para o aluno deve estar associado a um melhor conhecimento do seu próprio corpo. O equilíbrio dinâmico característico do corpo humano é chamado de estado de saúde. Uma disfunção de qualquer aparelho ou sistema representa um problema do corpo todo. que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito. Esses ritmos apresentam um padrão comum para a espécie humana. o que o identifica como individualidade. sempre que possível. que se repetem com determinados intervalos de tempo. conforme a temperatura ambiental e as atividades realizadas. Essa visão favorece o desenvolvimento de atitudes de respeito e de apreço pelo próprio corpo e pelas diferenças individuais. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. isto é. Portanto. orienta esta temática. abrangendo os conteúdos conceituais. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. Assim considerado (um sistema. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre o tema. Por exemplo: a temperatura e a pressão variam ao longo do dia. há também necessidades individuais. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. Vamos selecionar alguns conteúdos dos três blocos que podem interessar para o planejamento: • Presença da água na natureza. 178 . A falta de um ou mais desses condicionantes da saúde pode ferir o equilíbrio e. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. Pode-se então compreender que o estado de saúde é condicionado por fatores de várias ordens: físicos. pode-se compreender que o corpo humano apresenta um equilíbrio dinâmico: passa de um estado a outro. • Estados físicos e mudanças de estado. ou seja. Em outras palavras. todos os dias. aparelhos. mas apresentam variações individuais. por um determinado tempo. o corpo apresenta funções rítmicas. Recursos tecnológicos Neste bloco. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. Transpira-se mais ou menos e urina-se mais ou menos. volta ao estado inicial. em um bimestre. máquinas.Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado. deverão abranger os três blocos do ano. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. • Características e propriedades da água. mas cada corpo é único. deverá fazer uma seleção dos principais conteúdos conceituais com os quais quer trabalhar. pode fazer o corpo adoecer. • Importância da água para os seres vivos. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. fruto das interações entre suas partes e com o meio). psíquicos e sociais. Se há necessidades básicas gerais. Exemplificando: Vamos supor que o professor escolha o tema Água no planeta. E esta é outra ideia extremamente importante a ser considerada no trabalho com os alunos: o corpo humano apresenta um padrão estrutural e funcional comum. a doença passa a ser compreendida como um estado de desequilíbrio do corpo e não de alguma de suas partes. como por exemplo. e assim por diante. Primeiramente.

a urina e o suor são misturas de água com diferentes materiais. entre outras. irá trabalhar. que o professor planeje uma abordagem que permita a integração da área de Ciências com as demais áreas do conhecimento. filtração da água lodosa. como Saúde. A escolha dos estudos a serem realizados pode tomar como referência os problemas ambientais locais. concluindo. Por meio de experimentos. buscarem informações e verificá-las. Por meio de atividades experimentais orientadas pelo professor. na torneira. estuda-se sua importância para a higiene pessoal e ambiental. Ao mesmo tempo. Possibilita ao professor conhecer as representações dos alunos e organizar os passos seguintes de sua intervenção. que são medidas de caráter preventivo fundamentais à manutenção da saúde. pela ideia de transformação. os alunos entram em contato com o fato de a água ser um solvente. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. estudando-se sua variedade e suas composições: as formas de vida presentes. por exemplo.seres vivos Poluição da água e suas consequências Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela água poluída ou contaminada. seres vivos e outros materiais. Meio ambiente. mas com os enfoques de cada área. os alunos podem estabelecer a relação entre troca de calor e mudanças de estado físico da água. sais minerais e outras substâncias. geleiras. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. constituem-se em convites para os alunos expressarem suas suposições. ao escoamento e tratamento dos dejetos. misturada ao solo. Podem ser abordados os ambientes aquáticos. Essas questões. A garantia da saúde da população é o acesso à água tratada. para que sirva à sua • • • • • • 179 . possibilitando uma aproximação do conceito de ciclo da água. pois o que muda é a forma como se apresenta o seu estado físico. tal verificação suscita dúvidas que são esclarecidas à medida que os alunos conhecem as propriedades ou características da água. São inúmeras as possibilidades de trabalho com os conteúdos relacionados com a presença da água no planeta. Problemas relevantes como: onde existe água no planeta? A água das nuvens. a causa dessa mudança é a troca de calor entre a água e o meio. vários sais e outros componentes. seus sintomas. principalmente com Geografia e História. por exemplo. Esse conhecimento é fundamental para a compreensão de como a água se transforma. Observações diretas e indiretas e leituras são meios de os alunos obterem informações sobre a relação da água com as diversas atividades humanas. Ao verificarem que diferentes materiais podem estar dissolvidos na água. o sangue. nos canos. rios. A poluição da água por lixo e esgoto e seus problemas. Levando-se em conta as características da comunidade com que trabalha e os objetivos que intenciona cumprir. as quantidades de sais dissolvidos e a constituição do fundo dos rios e dos mares.Ciclo da água na natureza Relação água . investigar algumas relações entre água. em que o mesmo tema é sugerido. a relação com a luz. dos seres vivos e dos rios é a mesma? A água na natureza jamais acaba? permitem discutir a presença da água no planeta e suas transformações. é possível essa verificação. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. um suco vegetal contém água misturada a vitaminas. Higiene pessoal e ambiental Saneamento básico. no corpo dos seres vivos. o professor poderá propor para a sua classe. modo de contágio e prevenção são assuntos que não poderão faltar. nos poços. calor. abrangendo as doenças de veiculação hídrica. à coleta de lixo e à preservação do ambiente. É interessante que os alunos verifiquem e/ou sejam informados de que a água na natureza se encontra misturada a outros materiais: o mar é uma mistura de água. É importante. na chuva. bem como por intermédio de alguns processos simples de separação de misturas. Ética. verificando também se há a possibilidade de fazer conexões com alguns temas transversais. decantação da água salgada ou lodosa. Ainda relacionado à qualidade da água como solvente. evaporação e condensação da água de sucos vegetais também constituem oportunidades de discutir as possibilidades de muitos materiais dissolverem-se na água. que a água é a mesma. para um trabalho mais amplo. Os alunos poderão. Da mesma maneira. deverá priorizar com quais conteúdos procedimentais e atitudinais referentes ao assunto. Investigações sobre as formas com que a água se apresenta no ambiente podem ser organizadas de modo a permitir a verificação da existência de água nos mares. Enfim. algumas investigações sobre o saneamento básico.

ao desenvolvimento de valores. um texto ou trecho de texto. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. que interprete uma história. ou seja. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas.aprendizagem. proceder a determinadas formas de registro. estabelecer relações. um problema ou um experimento. 180 . Desta forma. à construção da cidadania. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. de procedimentos e de atitudes. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. uma figura. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas.

a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. não enfatizar só um aspecto da matemática. As atitudes que as pessoas aprendem. além de explorar ideias numéricas e contagem. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. Segundo MACHADO (2002). O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. interesses. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. medidas e estatística. acentuar as condições e as consequências positivas. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. sentimentos. devemos oferecer aos alunos várias situações que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. não a utilizar como punição. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. além de ser agente da construção de seu conhecimento. o afetivo e o motor. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. evitar humilhações. • autonomia nos esforços. também aprende na interação com seus parceiros. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. utilizar material concreto. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. Assim. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. possibilitar discussões em grupo. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. Alunos e professores interagem e crescem. • prazer na resolução de problemas. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. Sendo assim.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. mapear e tecer. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. mediar. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. Nesse processo de construção do conhecimento. em situações de desafio. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. para isso. o cognitivo. Nessa concepção de ensino. no processo e. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. Por outro lado. tais como: 181 . aberta à incorporação de novos conhecimentos. desafiadoras e interessantes de ensino. As crianças têm ideias próprias. acentuamos a ideia de que o aluno. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. considerando aspectos transversais. Considerando essas dimensões. Para atingir os objetivos. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. isto é. encorajar a autonomia para a aprendizagem. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. Dessa forma. rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. podemos trabalhar com noções de geometria. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem.

Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática.Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. os dados e a operação a ser usada. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis. reversibilidade. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas.). ou seja.é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. Sendo assim. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. Quando os alunos formulam problemas. tendo assim. o aluno aprende matemática. Ao formular problemas. a pergunta e a resposta. criação de um banco de problemas. . Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. troca entre os alunos. um repertório como apoio. confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. . etc. flexibilidade dos processos mentais. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. simplicidade. o professor deve saber que: . construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. Quando falamos sobre a resolução de problemas. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. percebem a relação entre os dados apresentados. • processamento da informação matemática (generalizar.a essência está no problematizar. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. Toda criança encanta-se por desafios. resumir os processos. articulam o texto. divisor. comunicar ideias. Enquanto resolve situações-problema. livro de problemas ou problemoteca. da língua materna e da combinação de ambas. interpretar e produzir textos. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática.39). é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. inclinação pela claridade.problema é toda situação que permite problematização. estabelecer relações e aplicar conceitos. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. • retenção da informação matemática. Assim. semelhanças e diferenças entre os textos. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. acreditamos que. economia e racionalidade da solução. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. p. conto. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. Que opere por princípios. dobro. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. problema com rima. um processo investigativo. ao trabalhar com a resolução de problemas. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os textos de acordo com a resposta. ler. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. etc. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar. No processo educativo. levantar hipóteses. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. 182 . seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. 1803. dos quais se originam toda a ação” (Kant. charada. Para a formulação de problemas.

A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). autoconfiança e autonomia. bem humorados. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. mecânica e repetitiva. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. enriquece suas aulas. dicas 183 . imagem. folheto. de um fôlder. cardápio. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. charada. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. Por meio dos jogos. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. sem solução. propaganda. contar histórias desses povos. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. de maneira lúdica. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. podemos trabalhar. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. novos problemas são introduzidos na caixa. podendo. Os problemas devem ser desafiadores. desafio ou jogo. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. respeitar regras. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. até mesmo. os erros e. um jogador ganha e outro precisa perder. a partir de um gráfico ou tabela. enigma. poderão potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. fotografia. etc.A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. propiciando novas tentativas. num jogo. o que foi difícil. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas. Por isso. receita. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. As tentativas. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. conteúdos importantes. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. com ilustração irreverente. Números e operações. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. porém não de forma rotineira. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Além de jogar. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. os problemas que já resolveu. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. por exemplo. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. divulga os mais interessantes. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. principalmente para crianças dos anos iniciais. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem. Na construção da problemoteca. durante o ano. sem deixar marcas negativas. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. coletados da cultura popular. com excesso de dados. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. Na bibliografia desse trabalho. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. a necessidade. com dados insuficientes. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. com muitas soluções. Assim. Cada criança controla na sua tabela.

suas dúvidas. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. nesses casos. com os personagens. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. Depois. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. etc. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às ideias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. ainda. expectativa. entre outras coisas. o professor poderá analisar a capa.para se jogar melhor. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. os alunos podem elaborar o final da história. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. Você pode ter um livro por duplas. 184 . servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. (SMOLE. das diferentes respostas obtidas. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. características e acontecimentos na história. • O ideal não é explorar um livro a semana toda. Segundo SMOLE (1999). 1996. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. o jogo não se tornará mero lazer. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. Além disso. Alguns livros não apresentam um final definido. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. o giz e o livro didático”. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. Nesse sentido. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. assim como explore lugares. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história.. etc. álbum seriado. A partir da discussão estabelecida. Assim. o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas. Nas situações de jogo. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”.. problematizações especialmente preparadas para isso. p. em que os alunos levantam e testam hipóteses. com emoção. • Não há necessidade de um livro para cada aluno. enquanto lê. suas aprendizagens. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. Além da socialização de idéias. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. Dessa forma. usar a literatura infantil “. percepções e experiências. mas uma nova forma de aprender Matemática. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. mas aos poucos. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. A leitura poderá ser feita em vários dias. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas.

seleção de informações e resolução de problemas. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. escrita. enigmas. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. • diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. promovendo. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. os textos. Na maioria dos casos. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. Assim. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. adequar o tempo à sua proposta. Nesse contexto. • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. mas que envolvem duas ou mais delas. cognitiva e social. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. e destes com o professor. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. mais uma vez. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. o original e a sua reescrita. Por meio dos projetos. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. uma propaganda. Durante o desenrolar do projeto. visualização e trocas. Para a realização desse trabalho. • não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. Assim. 185 . uma tabela. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. em quais os recursos necessários. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. pensar na organização da classe. portanto. considerando suas dimensões afetiva. um gráfico. Para reformular um texto. • favorecer uma compreensão da matemática como ciência. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. Ao delimitar o tema. Por meio das atividades propostas. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. especialmente arte e língua materna.Além dos livros infantis. que opiniões têm e que hipóteses levantam. interdisciplinares.

reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. padeiro. utilizando a matemática. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. tecnológico e econômico. mas sim exercícios de criatividade. Não mera manipulação de técnicas. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. pedreiro? Para D´Ambrósio. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. operadora de caixa. na avaliação e no planejamento. De acordo com os PCN ( Brasil. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. 186 . mas uma matemática interessante. garçom. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. arquitetos. sua relação com a ética e consumo. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. resgata a própria identidade cultural. construir. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. cozinheiro. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. divertida e desafiadora. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. Os urbanistas. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. contador. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. arquiteto. engenheiro. como a linguagem. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. por outro lado. nesse sentido. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. representante de vendas. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. sejam capazes de tomar decisões. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. modificar e integrar ideias. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. com um estilo próprio. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. • • • • História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. Tecnologias da informação O acesso a computadores. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. 2001). as crenças e os hábitos. ter. exploratória. com objetos e situações que exijam envolvimento. Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. sociológica e antropológica e. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. os costumes. construção e localização de monumentos). os valores. Devem-se apresentar curiosidades. Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. pelas experiências vividas na escola.pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos.

foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. no processo de seleção de conteúdos. ao explorarem este artefato cultural. assim. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. investigar as propriedades dos números. tornando-se mais significativo para os alunos. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. palitos de picolé. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. Assim. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. Assim. saber pesquisar e comunicar suas ideias. Para esse fim. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas.). pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. jornais. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. custo de uma produção. Nosso desafio. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”. contas. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. pedrinhas. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. figurinhas. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. promove resolução de problemas. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. Atualmente. promovendo. à estimativa.• • • • • • • • • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas.16). Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. p. entre outras coisas. Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. 187 . Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. o desenvolvimento do raciocínio matemático. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. inferência. O professor poderá propor que os alunos tragam botões. quando usada de modo planejado. caixas de fósforos vazias. pelo contrário. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. libera o aluno de longas. tem efeito motivador na resolução de problemas. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. A seguir. recomendamos a organização de materiais diversos. ou seja. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. possibilita verificar as regularidades. o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. folhetos de supermercado etc. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. previsão). bolinhas de gude. à decomposição. como afirma D'Ambrósio (1993. etc. a calculadora não inibe o pensar matemático. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. tabelas e gráficos). Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. embalagens. formular hipóteses e verificar resultados. rótulos. enfadonhas e desnecessárias tarefas.

comparações e ordenações. 188 . Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. 2. Para que a criança construa o significado de uma operação. 6. de um fôlder. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. cálculos. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. ele acontece naturalmente. sugerimos algumas situações didáticas: . multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. de um desenho. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos.Desafios para semana: ao início de cada semana. o aluno irá ampliando seu conceito de número. 8. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais. tão necessárias no dia-a-dia. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). professora e alunos desvendam o desafio. Enunciados abertos. ordenar. e construído na escola. de uma programação de televisão. arredondamentos e cálculo mental. Utilização do raciocínio por dedução. 3. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. medir. Situações qualitativas. 7. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. que provoque curiosidade para descoberta. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. Para chegar à solução. de uma foto. a reflexão e a introspecção. onde haja a expressão. Ressaltamos que. ou seja. de um esquema. codificar. por isso. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. Fora dela. num cartaz. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. de um prospecto. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. resgatando a histórias de lugares. em que eles possam exercitar a independência. mas de forma incompleta para se chegar à solução. de uma manchete de jornal. Ao final da semana. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. As operações fundamentais (adição. material dourado e ábaco. Ao decidirem. O raciocínio lógico é um processo pensado. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. indução e analogia. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. O aluno criará o enunciado. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. 5. não se necessita de nenhuma operação. Pensando em tudo isso. Portanto. segundo Fernandez Bravo: 1. Ainda em relação às operações. Situações sem número. subtração. aos poucos. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. é importantíssima a exploração de jogos. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. a partir das relações com o mundo. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática.Blocos de conteúdos 1. planejado. o professor poderá propor uma situação-problema. 4. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. nas quais.

A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. São fornecidos vários enunciados. convivência e relação com o meio. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. textos. Apresentam-se enunciados incompletos. 13. enciclopédias. e mediante as operações indicadas. O aluno completará o enunciado. unicamente. com o qual se possa responder. Apresenta-se um problema indicando sua solução. o enunciado de partida. 14. 17. e apenas um. 20. Apresentam-se dois problemas diferentes. 16. é imprescindível facilitar o êxito da busca. 26. com solução única. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. Resolver problemas apresentados de forma completa. 10. 25. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. 22. 18. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. de modo que não se pode responder a sua pergunta. 15. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. deixando-se os espaços em branco. 11. Misturam-se os processos de resolução. Apresentam-se várias perguntas. apenas um. 28. sem solução. várias perguntas e várias soluções ou operações. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. 27. requer a consulta de dicionários. Resolver o novo problema. Observar e comparar ambas as soluções. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. 21. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. 30. Observar e comparar as soluções de ambos. De seu enunciado.9. ou simplesmente sair para o pátio. que não nos permite chegar à solução expressada. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Mistura dos processos de resolução de dois problemas. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. para ser respondida. Resolver novamente o problema. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. 29. Existe um dado. mas têm correspondência entre si. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. ou se apresentam dois enunciados misturados. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. Apresenta-se uma pergunta que. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. de cujo enunciado apagaram-se os dados. com várias soluções. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. todas as perguntas apresentadas. Inventar um enunciado. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. Estão todos fora de ordem. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. 19. e apenas um. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. Para 189 . 23. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. 12. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. Apresenta-se um problema resolvido. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. apagaram-se os dados. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. 24.

ordenar e classificar figuras. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. fita métrica. tangram. esculturas e artesanato. 31. representar e descrever o mundo em que vive. Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . manipular.. de obras de arte. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. Uma poesia. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. 3. moldar. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. analisar. construir. sucata. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. identificar. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. o mundo em que vive. piada. recortar. deslocamentos no espaço. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. deformar. em número e conteúdo. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. Espaço e Forma Para compreender. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. porque. trabalharemos com situações reais de medição. comparar frações e ordená-las na reta numérica. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. etc. de forma organizada. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. Para isso. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. e . o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. um conto breve. Grandezas e medidas Neste bloco. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. 2. desenhos. pinturas. passos. esticar. Mais uma vez. cardápio. à sua idade -. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. numa linguagem gráfica. compreensão de frações equivalentes. receita. por meio deles. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. tabelas. 1997. charadinha. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano.. pontos de referência e também a observação. diagramas. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações. p. descrever e representar. metro. montar. 190 . usando medidas nãoconvencionais e convencionais. colar.isso. pés. Embalagens. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. enigma. relógio. Os alunos deverão reconhecer. decompor.

colher de chá. pedir para que os alunos as tragam. de tintas.Atividades que façam uso de cédulas. coleta e organização de dados estatísticos. e criar situações de medidas na sala de aula. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. dedal. pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. . colher de sobremesa.quantos alunos deitados no chão para medir a classe. . 191 . Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento. cronômetro. etc. . trena. . Tratamento da informação Neste bloco. elaborar livros de receitas culinárias. animais de que mais gostam. colher de sopa. ampulheta. .sala de aula: número de passos X metros. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. . tabelas e gráficos. . jarra.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família.Escrita de textos a partir da observação de listas. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. xícara. programas de TV preferidos. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. .calendário. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. Indicamos também: .quantas jarras para encher um balde. colher de café.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. balança. 4. Assim. metro. moedas e calculadoras.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. etc (ampliar e reduzir receitas). copo dosador.Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas. por exemplo: .mesa: palmas da mão X centímetros. Outras idéias são: . como: pedaços de barbante. . relógio. . fita métrica. tabelas ou gráficos. metro de madeira. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade.quantos copos para encher a jarra. termômetro. de massas de modelar.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. etc. régua. . . entre outros. tabelas e gráficos. copinho de remédio.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos.

Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed. UNICAMP. 2005. CARDOSO. Ensaios construtivistas. 2001. LA TAILLE. 4 cores. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Os conteúdos na reforma.C. São Paulo: Summus. 2005. Petty. Sanches e BRAVO. Florianópolis: Insular. Vygotsky. Gente miúda na cozinha. Kátia Regina Ashton. CARRAHER. 2001. 1996. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. 2002. Bernabé Sarabia e Enric Valls. 2001. na escola zero. BRITO. São Paulo: Casa do Psicólogo.O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Yves de La Taille. Porto Alegre: Artmed. Epistemologia e didática. J. SESI. A. Juan Ignácio Pozo. Petrópolis. Conhecimento. Terezinha Nunes. 4 cores. Virgínia Cárdia. ______. LIMA. Ensaios Pedagógicos. Valéria Amorim Arantes. ALS. 2005. Lino de Macedo. ______. Aprender matemática resolvendo problemas. J. Porto Alegre: Artes Médicas. Petrópolis: Vozes. senha e Dominó. Fazendo arte com a matemática. São Paulo: Perspectiva. São Paulo: Escrituras. São Paulo: Escrituras. N.C. 1993. Ação – ensaios de epistemologia e didática. ______. ALS. MACEDO. RJ: Vozes. César. São Paulo: Cortez. Porto Alegre: Artmed. 2008. a criança e a educação. David Carraher e Analúcia Schliemann. Fernández. 2006. 2000. Porto Alegre: Artmed. César Coll. Papirus. Pedagogia da autonomia. Passos. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. Aprender pensando. Petty. O uso de quadriculados no ensino da geometria. 2000. ______. tecnologias e temas afins. 1994. Lino de. Porto Alegre: Artmed Editora. 2005. Nilson José Machado. ______. COLL. O jogo da Onça. 1997. Tradução João Paulo Monteiro. ______. ______. FREIRE. ______. Vânia (coordenado por). 2003. Mauricio e Antônio Barreto.USP. ______. OCHI. Psicologia da Educação Matemática. São Paulo:Cortez. tradução Beatriz Affonso Neves. São Paulo: Cortez. 192 . ______. Roseli Palermo. Na vida dez. 1995. Paulo. 1991. ______. ______. São Paulo: Cortez. 2005. Educação Matemática números e operações numéricas. N. 1996. São Paulo: Cortez. Estela Kaufman e NUNES. MACEDO. 2001. ______. Materiais didáticos para as quatro operações. ______. 2006. Campinas. 2004. Heloysa Dantas.Matemática e Educação: alegorias. 1998. O jogo como espaço para pensar. Linguagem. Educação e autoridade. 2002. de. 2000. 2002. organizadora. 2006. São Paulo: Cortez. Educação: Projetos e Valores. ______. Nilson José. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. MARINCEK. Márcia Regina F. Marta Kohl de Oliveira. Cybele. ______. senha e dominó. Petrópolis: Vozes. Piaget. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Paz e Terra. Jogos infantis: o jogo. 2006. ______. São Paulo: Summus.C. Terezinha Carraher. 2003. Johan. Yves de. Dissertação de Mestrado. HUETE. ______. São Paulo: Escrituras. MACHADO.Bibliografia Sugerida BRENELLI. 1997. organizadora. Lino de.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. O método clínico usando os exames de Piaget. São Paulo: Escrituras. Aprender com jogos e situações problema. 1997. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. Plantares. Fusako Hori et al. GIORGI. Passos. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Casa do Psicólogo. Porto Alegre: Artmed. 1986.USP. São Paulo: IME. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. HUIZINGA. Cidadania é quando. São Paulo: IME. São Paulo: Casa do Psicólogo. FAINGUELERNET. 1992.

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18 assim. para reclamar de alguma coisa. devem ser exploradas com maior intensidade. entre muitas outras ações. emitindo sons para cada uma das letras. No entanto. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. para tomar decisões. acima de tudo. para comprar algo. Como já dissemos. Hoje. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. as atividades metalinguísticas. 2006. Trata-se de incorporar. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. Para saber mais sobre o assunto. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. Como nosso Sistema está organizado em fases17. Ed. e a decifração é apenas uma. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que.br/seduc.santos. Por isso. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Da mesma forma. para localizar endereços e telefones. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. na rotina. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças. ou seja. atribuir significado. se queremos formar leitores plenos. E escrevemos para distintos interlocutores. é importante convidá-los sempre a escrever. Cortez. Em geral. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. suas regras e suas partes. São Paulo : SME / DOT. Para esses. Ler. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. de forma organizada e sistemática. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. – v. 17 18 Fase Inicial: 1º. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito. pesquise no site da educação www. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional.portal. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita.: il. participantes da cultura escrita. Além disso. para prestar contas do nosso trabalho. 2º e 3º ano. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita.gov. por isso. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. de sistematização e normatização da língua. Fase Complementar: 4º e 5º ano. isoladamente. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. a sistematização e a classificação de suas características. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. para nos divertir ou emocionar. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. das competências envolvidas neste ato. Ler é.sp. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais.2 194 . em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. para pagar contas. Na fase inicial.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. entre outros. Na fase complementar. 104p. ou seja.” Emília Ferreiro. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. dentre muitas. para saber como vão pessoas que estimamos. para fazer uma receita. para anotar um recado para alguém. para solicitar algo. os primeiros se convertem em leitores. em diferentes situações. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. São ações que podem e devem ser aprendidas. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. com diferentes intenções. Enfim. Não se trata mais de ensinar a língua. Fase Final: 6º a 9º ano. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa.

Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. o espaço. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. textos jornalísticos. 195 . Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:20 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. parlendas. os materiais. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. · Aprender comportamentos leitores. Em função disso. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura. 2006. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. é claro. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. instrucionais. Ler com diferentes finalidades. · Utilizar a linguagem oral. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos). científicos. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. Identificar quais crianças precisam 19 20 São Paulo : SME / DOT. realizada · Aprender comportamentos leitores. · Explorar as finalidades e funções da leitura. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. listas. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. além. · Ler com autonomia crescente. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. ao mesmo tempo. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. poemas.A organização de uma rotina de leitura e escrita 19 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. · Ampliar o repertório linguístico. de filmes etc. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. conhecer diferentes suportes de textos. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. etc. 115p. entre outros). a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. semana. materiais de pesquisa etc. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão. Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. jornal e Ler com diferentes propósitos. .) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. São Paulo : SME / DOT. 2006. situações de produção e revisão de textos. leitura realizada pelos alunos. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia.: il. de situações de trabalho com a oralidade. 115p. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Exposição de objetos. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor.: il.

sobre o que se pretende ensinar. procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. · Aprender comportamentos escritores. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. ou repetitivo. alunos. curiosidades. determinados aspectos. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. opiniões sobre acontecimentos. expor temas. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. Uso de rascunho. intencional. expor. defender pontos de vista. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. para torná-lo mais legível revisão. etc. criteriosamente e legenda de fotos. em duplas. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 196 . problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. ser convidadas a relatar. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. planejada. buscando acrescentar. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. deslocar ou transformar Selecionar. semana. a cada atividade de partes. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. dos textos. relatar acontecimentos. sem sentido melhorados.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. etc. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. Produção coletiva. individual. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. etc. uma ou duas questões a para o leitor. confuso. etc. serem tematizadas: não tem sentido. onde exista um interlocutor real. retirar. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo.

e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição. de pontuação. alternativas.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). um conjunto de regras. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. sem privilegiar excessivamente alguns e 197 . o possível e o necessário” (Ed. Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. concordância. promovendo um as separem em grupos. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. pedindo que observem a revisar os próprios textos. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. Escrever ortograficamente. possibilidades de pontuar um texto. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. mas não significa que o aluno adoção. arrastam/ arrastão). será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. sistematização e a classificação de suas características específicas. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. de seja objeto de revisão. de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas.: adoçam/ língua. entre outros. adjetivo. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. Listas de palavras que não devem errar. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. há entre elas? No jeito de falar? No verbo. pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. Artmed). busca de sabem nomear o grupo. ditá-lo. Após espaço de discussão de estratégias separá-las.

Formas de organizar os conteúdos escolares 21 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. hábitos ou atitudes. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. 198 . materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. • Atividades sequenciadas. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. semanalmente. • Projetos. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. etc. Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. fatos ocorridos na escola ou na comunidade. Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. para ensinar um jogo complexo. São muito parecidas com os projetos. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. mas não têm um produto final. organização de agendas de leitura. Oficina de produção de textos. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. nesse caso. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. mas sim um resultado: pode ser uma festa. não significa algo “palpável”. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Roda semanal de conversa ou leitura. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. quinzenalmente etc. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente. uma mostra de 21 Texto produzido por Rosaura Soligo. • Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. Embora não decorram de propósitos imediatos. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto.deixar outros de lado. etc. Ex: Leitura diária feita pelo professor. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias.

trabalhos produzidos, uma apresentação pública de leitura ou jogral, a organização de uma biblioteca de classe, um livro, jornal ou texto, etc.). Nos projetos, as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada, têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos), “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais), “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe), Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia), etc. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária; daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual. Entretanto, os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente, conjugando temas de diferentes áreas do saber. Vale ressaltar que, embora seja desejada essa articulação, não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. Assim sendo, priorizou-se para o 4º Ano a produção de um jornal, por ser um portador de texto que traz informações diversificadas, pois apresenta vários gêneros textuais – notícias, reportagens, crônicas, anúncios, resenhas e, eventualmente, entrevistas, biografias, poemas, etc. Todo esse material é organizado em cadernos temáticos – esportes, economia, cultura, cotidiano e outros. É importante que, por meio do projeto, os alunos aproveitem de fato a oportunidade para se atualizar, saber a opinião de outros, saber mais sobre o país, sobre os esportes, sobre outros locais, enfim, compreender que a leitura dos jornais pode possibilitar o conhecimento de assuntos diversos, e vivenciem comportamentos típicos de um leitor de jornal. É necessário cuidar para que esses momentos não sejam encarados pelos alunos como uma atividade meramente escolar. Ao ler textos jornalísticos, é salutar estimulá-los para que expressem suas opiniões e debatam ideias, utilizando para isso seu próprio conhecimento de mundo, além da interpretação do texto lido. É importante que tenhamos claras quais competências e habilidades devemos esperar das crianças ao final de cada ano, de forma que possamos traçar metas objetivas em nosso trabalho. Sendo assim, esperamos que, ao final do 4º ano, os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção; formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões. Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita. Reescrever textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos jornalísticos, entre outros), utilizando recursos da linguagem escrita. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. Para finalizar, sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero jornalístico. Projeto: Plugado no mundo 3. Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): elaboração de um jornal da escola como uma situação real, que deverá ser reproduzido e destinado a outros leitores. 2. Justificativa: o jornal é um objeto relevante culturalmente, que tem valor pelo seu uso social, fundamental para a formação de leitores críticos, de pessoas que desejam se informar, se divertir, obter indicações de leitura, cinema, etc. São muitas as oportunidades que se pode criar a partir do uso do jornal no cotidiano da escola, visando a aprendizagens no eixo da oralidade, da leitura e da escrita. A leitura do jornal permite que as crianças tenham acesso às informações que circulam em seu bairro, na cidade, no país e no mundo, podendo externar opiniões e ideias. Possibilita que elas aprendam para que se usa um jornal, que tipo de informações podem ser encontradas ali, que conheçam as práticas usuais dos leitores do jornal.

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3. O que se espera que os alunos aprendam: identificar as características do texto jornalístico, praticar a leitura desse gênero e seus usos sociais (informar, comprovar informações, aperfeiçoar dados, comparar notícias, entreter, argumentar e defender um ponto de vista), ampliar sua possibilidade de expressão e comunicação, reconhecer-se como produtor de texto, envolver-se em práticas de escrita e revisão de textos, registrando informações relevantes para o jornal escolar. 4. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: ler jornais tanto para obter informações (acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que marcam as dia-a-dia: eleições, campeonatos mundiais, fenômenos naturais, etc.) quanto para se distrair; disponibilizar jornais para que escolham notícias para ler e comentar experiências e conhecimentos, confrontando pontos de vista e tomando posições; relacionar o conteúdo de uma notícia com outros textos conhecidos; arquivar as notícias lidas pelos alunos em uma espécie de álbum, construindo assim uma hemeroteca, ou coloque-as no mural da classe, servindo para consulta ou estudo posteriormente; elaborar coletivamente um pré-texto, respeitando o esquema de composição das notícias e dos aspectos gráficos e tipográficos, propiciar momentos de produção da escrita das notícias, legendas, editoriais, etc.; possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente, em dupla ou individualmente, fazendo as intervenções necessárias, encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua; edição do jornal; garantir o trabalho em grupos, para que as crianças possam ser parceiras de fato, colocando em jogo os saberes individuais.

Referências Bibliográficas
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INGLÊS
O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Ao assimilar um vocabulário básico, expressões simples em situações reais, que façam sentido à sua vida, o aluno passa a desejar aprender mais, entendendo a real importância que a língua inglesa tem na vida de todos nós. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas, interessantes, com atividades lúdicas, músicas, uso de fantoches, jogos, máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. Como dissemos, é fundamental que o professor, num primeiro momento, leia seus planos de curso para elaborar seu próprio planejamento. A relação dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento, plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico, do sensorial e das ações, introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita, como suporte ao aprendizado oral. Aqui entram as atividades de encenações (role-play), movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR22 (Total Physical Response) para executar instruções, jogos de adivinhação, troca de papéis, trabalho em pares ou grupos, além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor, o CD, o vídeo ou o colega) para obter informações. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras), de forma a criar um ambiente alfabetizador, sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. No início do 4º ano, o professor de inglês pode ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula, mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada, pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. Além disso, em inglês, usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K, W, Y). Como temos o livro didático Spaghetti Kids, os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês, mas o professor precisa ler em voz alta ou, no caso da língua estrangeira, tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em inglês sozinhos. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras, comparando-as com a língua portuguesa. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem, pois os alunos terão, além do português, mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto, ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. A criança, nessa idade, ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. Sugerimos que o professor, ao chegar, faça um jogo de warm-up ou cante uma música. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais, com auxílio de recursos de áudio, vídeo e estímulos verbais do professor, físicas (com encenações e atividades de TPR), artísticas (desenhos, recorte e colagem, uso de massa de modelar, pintura, etc.), atividades do livro didático, revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode, ainda, terminar com uma música. Como as crianças ainda não conseguem se concentrar por longos períodos de tempo, é preciso estar sempre pronto para o inesperado. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters, flash cards, jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo, além de recorrer a diversas estratégias para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. Durante as aulas, sugerimos que o professor desenvolva práticas básicas associadas ao aprendizado, como: memorização, previsão, cooperação, criatividade e expressão física. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos, desafiá-los a pensar, a recordar, a imaginar, a adivinhar, incentivando-os a participar dos trabalhos em grupo, dos jogos e das demais atividades. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem, umas são mais visuais, outras, auditivas, e ainda há as que são mais cinestésicas. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. Em inglês, recursos visuais, como os flashcards, e imagens, recursos materiais, como realias (material concreto), fantoches, chapéus, material de áudio, vídeo, DVD, etc. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito, as letras devem ser digitadas claramente em letra de forma maiúscula ou escritas com caneta ou pincel atômico preto, como já dissemos. Na preparação da aula, as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma; do contrário, os alunos podem se animar
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Mais informações sobre TPR Activities: (http://www.tpr-world.com)

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demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades, além de alternar as em grupo, duplas e individuais. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes, oferecendo variedade, é útil e eficaz, considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. O tempo gasto com os exercícios de colorir, associar, circular e desenhar deve ser menor, visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões, promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Para ser bastante eficaz, a mostra deverá ser renovada frequentemente.

Compreensão oral (listening)
Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos, além dos vídeos Magic English, disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e, por conseguinte, deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR, ou "listen and do", durante as quais se praticam os elementos linguísticos. Ex.: Good morning/afternoon; hi; How are you?; fine, thanks; stand up; sit down; line up; come here; please; thanks/thank you; you're welcome; bye-bye; see you; very good; great; beautiful; May I go to the toilet?; yes; no; let's sit in a circle; draw; you can do it better/nicer; repeat; ask; answer; look; listen; point; sing; let's sing; let's go; say; etc.

Produção oral (speaking)
Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano, durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos. No entanto, devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição, principalmente em grupo, com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. Além disso, as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. O ensino do inglês (e até da língua materna) requer máxima atenção aos modelos de pronúncia oferecidos, porque, nesta faixa etária, as crianças são muito sensíveis e receptivas a novos sons. O professor precisa estar atento à sua pronúncia para ensinar corretamente.

Uso de canções
Se as crianças não aprendessem melhor com músicas, programas de TV infantis não existiriam. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. O professor deve trabalhar com as músicas do CD do livro, mas não precisa ficar “preso” a elas. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3, 4 ou 5 aulas, por meio de atividades diferentes. Além disso, é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos, movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. O professor precisa estudar bem a música, a pronúncia correta das palavras, além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. Há vídeos, DVDs e livros, além da internet, em que estes movimentos são demonstrados e explicados. Muitas vezes, os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer.

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Uso de fantoches
Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças, pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos, fornecer um elemento cômico, fazer encenações, dar segurança, além de incentivá-las a se expressar oralmente. No entanto, no 4º ano, as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. Cabe ao professor decidir, junto aos alunos, se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu, caso decidam que sim. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista, relacionando-os e construindo pensamentos. Além disso, proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play), aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro, vencer a timidez, liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo.

Interdisciplinaridade
O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas, pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem, uso do calendário, dia do mês, idade, etc.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. • Algumas danças, atividades de expressão corporal, jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. • Com o professor de arte musical, podem-se trabalhar melhor as canções, rimas, expressões corporais, gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome, à família, hábitos alimentares, aniversário, brinquedos, além das manifestações culturais dos países de língua inglesa, é possível articulá-los aos conteúdos de história. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores, de pintura, modelagem, folclore, montagem de brinquedos com sucata, jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches. • Quando o professor de inglês trabalhar os animais da fazenda, alimentos e o corpo humano, pode abordar, junto ao professor de classe, os conceitos, procedimentos e atitudes de ciências. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/news.php), ou outros sites da internet, nas aulas de informática educativa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom, o qual pode ser usado ao final de cada unidade, no laboratório de informática. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais, em reunião pedagógica, explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. Na escola, sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores, pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Portanto, os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads Inglês • Best sites for teachers: http://www.sitesforteachers.com • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos, o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos

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conceitos, porém de forma diferente, na língua portuguesa, em parceria com o professor da classe. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”, “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas, como também com a equipe pedagógica, a fim de planejar as aulas, projetos, atividades e apresentações de forma interdisciplinar.

Avaliação
Avaliamos constantemente nossos alunos, mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. Esta avaliação pode ser feita, por exemplo, com cinco a dez alunos por vez, sem que eles saibam que estão sendo avaliados. É imprescindível ainda elogiar sempre o empenho dos alunos e dizer very good, excellent, good work, great, etc., certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões. É muito importante elogiar a produção do aluno, mesmo que não esteja como o professor esperava. Temos que ter em mente que o aluno tem somente 8 ou 9 anos, está se empenhando e precisa ser motivado. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola. Assim, o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. Tentar falar em inglês, ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. Os alunos precisam se sentir confortáveis para falar, mesmo que, a princípio, esteja “errado”. Devemos ter em mente que o ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos, quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva, assim, não podemos exigir perfeição das crianças, ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos, de forma espiralada, proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes. Assim sendo, o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas.

Referências bibliográficas
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Na educação musical. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. esteja em um tópico específico. improviso dirigido. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. 205 . mas somente as populares. envolvendo a música com as outras disciplinas. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. de pouco ou nenhum valor musical. como mais uma forma de expressão. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. Momentos de apreciação. Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. Desta forma. para que possamos. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. normalmente destinada a uma apresentação. neste processo. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. pois. Se o professor vai conceituar pulso e acento. acento. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. replanejando quando necessário. aos poucos. Ao trabalhar pulso. Nesse processo. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática.. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. saída. lateralidade. As canções e suas letras. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. (STATERI. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. O planejamento do professor precisa ser flexível. por meio de atividades simples de pulso. atenção e prontidão. cuidadosamente escolhidas. etc. sendo muitas de péssimo gosto. levam a criança a uma deformação da estética musical. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. o aluno é movido por desafios. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. Desta forma. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. naquele momento. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós.. lanche. etc. [. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. mesmo que a ênfase. deixando-a mais feliz e confiante. como pequenos vocalizes. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. por exemplo. também somos vítimas desta situação. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. rítmica e melódica.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. musical e artístico. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. de forma mais significativa. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. acento. Porém. Então. professores. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. é importante avaliar. Nesta fase. explorando os conteúdos conceituais. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. por meio de um jogo musical. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos.

expressão e dança. Porém. O professor pode criar formas de representar o som. propriamente dita. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. 206 . A seguir. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). com interferências do professor nos momentos de execução musical. Quanto mais a criança aprender a observar. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. entre outros. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. relacionando-as com a linguagem musical. pulso. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. até mesmo pequenos ostinatos. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. o pulso. o acento e falando sobre o timbre. Além de extremamente prazeroso. duração e intensidade. pode haver uma resignificação destas propriedades. este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. é importantes que. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. Improvisação sonora dirigida. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. Ao utilizar a grafia convencional. Em altura. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. destacando na música as partes mais agudas e graves. seja na elaboração. o professor pode utilizar espaços alternativos. aos poucos. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. utilize atividades variadas. o ritmo da canção. Procure. perguntas e respostas rítmicas e memorização. Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. as notas musicais. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. intensidade. o acento em diferentes compassos (binário. Desta forma. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. A cada retomada de um determinado tópico. trabalhando a dinâmica. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções. Se houver possibilidade. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. ou seja. timbre e duração. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. durante a improvisação. Acento. como o pátio. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. quadra ou outros ambientes. Entendemos que. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. Para isso. seja na sua altura. nesta fase. por meio do improviso.Propriedades do som: altura. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. seja na execução musical. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. durante o canto coletivo. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros.

jogos. autores e breve biografia. paráfrase. és o destaque da América. nas divisas com os outro países da América do Sul. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. etc. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. A própria natureza fez de ti um gigante. Nossa vida mais amores”. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. 207 . danças. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. é importante que este seja estudado mais formalmente. aos poucos. Brasil. nos te saudamos. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. agora que somos livres. despertando seu interesse e curiosidade. porém. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. Brincadeiras cantadas. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. dividindo-o em várias aulas. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. Ó Pátria amada nós te saudamos. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. Hino Nacional Brasileiro. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Ó Pátria amada. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. Maria Zeí. lembrando as glórias do passado. naquele momento. Quanto aos outros hinos pátrios. se fores convocado para a luta. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Brasil. Mas. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. com bravura e firmeza. as crianças. BIAGIONI. Terra adorada. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. Com uma lateralidade mais desenvolvida. Mas é preciso que. 2000. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. cantigas de roda. etc. mas sim buscar. Entre outras terras mil. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. forte e colossal que reflete em teu futuro. São Paulo: Fermata do Brasil. sentimos descer à terra.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. canções mais apropriadas à faixa etária. nesta fase.

o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. em desenhos animados. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. o motivo é a preguiça: o que é estranho. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. clara como um fio de água que corre em direção definida: [. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. Espera-se também que. que ela pode fazer por meio da música. com a intenção de aprimorá-la. Aprender a ouvir o outro. coletivamente. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar. a pompa dos concertos. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer..Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. 208 . deve ser uma referência para o aluno. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. além de muitos outros. Desde bebê. Podemos dizer que crianças que se exercitam. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento.. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. O cantar é a grande alavanca da educação musical. e. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. quebrando preconceitos. se necessário. portanto. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). professor. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. desestimulando a ação de gritar. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir.]. A partir daí. Música clássica afugenta muita gente. a concentração necessária. Mostre a importância da expressão e da articulação.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. estes são grandes aprendizados. a harmonia do todo. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. Trabalhe a dinâmica das músicas. cantar e ouvir. (Folha de São Paulo. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. suas brincadeiras são. por motivos variados: a vastidão do repertório. Você. os ritmos facilmente assimiláveis. etc. cantando ou não. A linha melódica deve ser bem nítida. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. em conjunto. em comerciais de TV. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. normalmente. a desinformação sobre o assunto. No fundo. mais tarde. Desta forma. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. cantadas ou ritmadas. na maioria. que.

pensa e transforma. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. vídeos. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. CDs. manifestações artísticas da comunidade. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. de acordo com o andamento das atividades. sua curiosidade. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. à clareza e funcionalidade do ambiente. revistas. luminosidades. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . No percurso criador específico da arte. para favorecer a produção artística dos alunos. à característica mutável do espaço. materiais trazidos pelos alunos 209 . que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. ou seja. em consonância com os conteúdos da área. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. à criação. em ruídos. envolvendo questões relativas às técnicas. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. texturas. A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação.A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. sente. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. mídias em geral. fitas de áudio. ligados à construção da forma artística. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. sons. .Problemas inerentes ao processo criador do aluno. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. do ambiente que recebe os alunos. suas habilidades em desenvolvimento. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. volumes. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. o contato com suas necessidades expressivas. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. exposições. apresentações musicais e teatrais. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. cores. suas possibilidades de avaliar resultados. Na área de Arte. gestos. não é apenas uma etapa do processo. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. ritmos. inerente às propostas feitas pelo professor. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. objetos e trabalhos. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. Além disso. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. segurança para experimentar e correr riscos.

também possibilita avaliar. o humor. propõe questões relativas à arte. o mistério. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. 210 . Acolher materiais. exposições. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. criador na preparação e na organização do espaço. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. materiais e técnicas. Criar formas de apreciação da arte. poemas e contos durante a aula. desenvolvendo seu conhecimento artístico. desafiando o conhecimento prévio. ao mesmo tempo. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. apresentações. um livro ou um objeto trazido de casa. texturas. escolhendo obras e artistas a serem estudados. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. os quais deverão ser aproveitados. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. o divertimento. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). o nacional e o internacional. a questão difícil.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. ensaios. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas.). já que a leitura informal ele já faz naturalmente. um vizinho artista. formas. linhas. estudioso da arte. Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. uma dança. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. etc. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. incentivando a curiosidade. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. Adquirindo este conhecimento. apreciador de arte. apresentações de trabalho de alunos. escolher objetos como elementos para uma aula. etc. construindo junto com eles a surpresa. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. como por exemplo. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. uma história contada. leitura da notícias. como ingredientes dessas atividades). Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. sugestões. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. o constante desafio perceptivo. uma música. uma festa da comunidade. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. etc. a incerteza. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação.

afetivas e imaginativas.Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas.org. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular.br 211 . O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. seu corpo movimenta-se. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte. perguntas e inquietações de artistas. o ouvido e a palavra aprimoram-se. Em contato com essas produções. sensitivas. medos. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. Sugestões de sites: www. suas mãos e olhos adquirem habilidades. Dança. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. ele está completando o ciclo do fazer artístico. é a visita a museus e exposições de arte. Ao mesmo tempo. Teatro). apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. documentam fatos históricos. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. formas. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. escolas e estilos. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. Quando organizamos uma exposição. Música. mas para todas as outras áreas. Nesse sentido. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. manifestações culturais particulares e assim por diante. de relações humanas.br www. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. de sonhos.portinari. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. Devemos envolver os alunos nessa produção. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia.itaucultural. gestos e cenas. sons. etc. falam de problemas sociais e políticos. cores.org. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram.

como um estímulo para a expressão corporal. seu processo de crescimento e desenvolvimento. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase. A relação entre a educação física e outras disciplinas. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. conhecimentos sobre o corpo). visando a seu aprimoramento como seres humanos. Podemos oferecer. é pouco percebida. a educação física “trabalha no plano da ação motora. coordenação motora e espacial. social e de autonomia. músicas. giros) torna-se conceitual. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. corporal. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. Seja num jogo recreativo. a discutir as regras e estratégias. afetiva. assim. estética. aquilo que era material ( corridas. musicalidade. apreciá-los criticamente. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. de forma democrática e não seletiva. o aluno deve aprender. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. criatividade e interação do grupo. Compreende-se a dança.” Muitas vezes. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. tamanhos ou quantidades). permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. neste momento. ressignificá-los e recriá-los. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. de relação interpessoal e inserção social). A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. pré-desportivo ou numa dança. Nesse sentido. auditivos e cinestésicos). nesta fase. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. o contato com músicas do universo infantil. teatros de marionete e outros. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. construção de bonecos. Em sala de aula. a cada um. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. ética. sem a preocupação com estilo ou técnica. Lembramos também que. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. dentro de um contexto cooperativo. embora muito estreita. as atividades devem envolver todo o grupo. além das técnicas de execução. Assim. de acordo com as suas habilidades. entre outros recursos. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. trabalha-se no plano dos conceitos. filmes. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. estamos 212 . atividades rítmicas e expressivas. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. saltos.

13-38.). Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. p. 4a edição. Portugal. Campinas. cit. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. In: DEL PRIORI. 1982. BROUGÈRE. 1. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002.7-18. São Paulo: Pioneira. SP: Papirus. p. Philippe. PUC-RIO. Marinheiro. p. 84-106. BIÃO. Crianças escravas. KRAMER. Manuel Jacinto (coords. Editora Brasiliense. 2000. Revista Repertório Teatro & Dança. 1999. In: DEL PRIORI. 1986. Boletim do Programa Salto para o Futuro.). Manuel. Rio de Janeiro: Achiamé. 2002. Portanto. Mary (org. In: PINTO. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. Ediouro. KRAMER. História social da criança e da família. p. Mary. São Paulo: Martins Fontes. Neil. _. Reflexões: a criança. julho de 2001. In: PINTO. Centro de Estudos da Criança. Mikail (Volochinov). Maria Ignez. S. Rio de Janeiro: Guanabara. O que é folclore. Rio de Janeiro: Salamandra. 2a edição. mimeo. Armindo. BARROS. Infância: fios e desafios da pesquisa. ARIÈS. Manuel. 1982. Rio de Janeiro: TV Escola.20-38. Formação social da mente. In: KISHIMOTO. Sonia. Coleção Primeiros Passos. a educação. 1991. Manuel e POSTMAN. Rio de Janeiro: Graphia.).). Bibliografia ANDRADE. Rio de Janeiro: Ravil. A criança e a cultura lúdica. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. In: BAZILIO e outros (orgs. In: DEL PRIORI.).3373. Um exército de seis milhões de crianças. Walter. São Paulo: Summus Editorial.177-191. cit. Carlos Drummond de. JORNAL DO BRASIL. 6. CASCUDO. UFBA. p. p. crianças dos escravos. delimitando o campo. Bibliografia BATALHA. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. colocando como desafio completá-las e cantá-las em voz alta. Sonia. p. 1984. Manoel de. Infância tutelada e educação. 1997. José Roberto de & FLORENTINO. 1999. Dicionário do Folclore Brasileiro. 213 . COUTO E MELO.). op. 2a edição. 1997. Luís da Câmara. Apresentação.Educação. utilizando sua imaginação e percepção. Rio de Janeiro: Record. BENJAMIN. maio de 2002. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. 1998. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. op. DEL PRIORI. L.).). BARCELLOS. Gilles. T (org. 1996. GÓES. cit. BRANDÃO.19-32. SARMENTO. PINTO. Carlos Rodrigues.9-33 VYGOTSKY. São Paulo: Contexto. CCE. Manuel Jacinto e PINTO. Manuel Jacinto (coords. O desaparecimento da infância. As crianças e a infância: definindo conceitos. p. 1o caderno. p. Especialização em Dança. 1999. Exercício de ser criança. Manolo. A infância como construção social. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Simone. In: KRAMER e LEITE (orgs. Mary (org. Manuel e SARMENTO. São Paulo: Hucitec. In: A senha do mundo. op. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 1959. BAKHTIN. Universidade do Minho. n. 1992. Celina & CALFA. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. Braga. As crianças: contextos e identidades. Proposta da Série Família e Escola. o brinquedo. História das crianças no Brasil. MEDINA. O brincar e suas teorias. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas.trabalhando noções de seriação e classificação. Mary (org. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. SARMENTO. Carlos Alberto de.

1995.a formação e o sentido do Brasil. 214 . Darcy.GABRIEL. Roque de Barros. Eleonora & ROBERTO. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ. Jorge Zahar Editor. Cultura. Frank Wilson. LARAIA. um conceito antropológico. O folclore na EEFD-UFRJ. 2000 RIBEIRO. O povo brasileiro . 1999. Companhia das Letras.

pois permite a elaboração. cartas. e que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. é um material de apoio. revistas. 3. delimitação. por natureza. vestimentas. para isso. levando em conta fontes como relatos orais. Conhecer e valorizar o local em que se vive. o estudo do meio. como recurso didático. 1. ou seja. de distância.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador O estudo do meio proporciona ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. A Secretaria de Educação disponibiliza material didático específico sobre a história local. cheia de interesses." (Marc Bloch) O ensino de História e construção de conceitos No ensino da História. enquanto que o conceito de espaço envolve categorias referentes à orientação (lateralidade ou profundidade). jogos. para o ciclo I. 2. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. O estudo do meio. a vivência do que se aprende em sala de aula. por meio de atividades realizadas no entorno da escola. constitui-se como importante a valorização de temas que dizem respeito à vida do aluno. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. mas conflitante. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. não linear e evolutiva. A história local é o ponto de partida para a aprendizagem histórica. que deve ser visto apenas como mais uma versão da História e não como única fonte de conhecimento. análise de comportamentos. O conceito de tempo envolve duração (permanências. gravuras. média e longa).História de Santos No 4º ano. a partir de uma reflexão do que é vivenciado. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. mas uma construção. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a ser alcançados.HISTÓRIA "O objetivo da História é. no próprio bairro ou a localidades mais distantes. A cidade de Santos é rica em acontecimentos que se ligam com a história do país e caberá ao professor fazer essa relação entre o micro e macro. publicações em jornais locais (Diário Oficial de Santos e outros). mas ele não está encerrado em si mesmo. brincadeiras. fotografias. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. os alunos entram em contato com a história da cidade de Santos. pesquisas arqueológicas na cidade. objetos antigos. ritmos (curta. versões. medição e velocidade.Documentos 215 . pois possibilita a professores e alunos o trabalho com a realidade mais próxima e com o meio em que vivem e atuam. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. com múltiplas interpretações e análises. o homem. Nesse processo. interioridade e exterioridade. bem organizado. Segundo o PCN de História e Geografia. É papel escola proporcionar esses estudos. que antes não eram valorizadas no processo historiográfico. os conceitos de tempo e espaço são fundamentais ao desenvolvimento do raciocínio histórico. entre outras. músicas. rupturas e simultaneidade). faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes.

Cabe a nós decodificar seus ícones. é reconstruída a cada época. de seus hábitos. porque estariam retratando fielmente uma época. Ao trabalhar com seus alunos a tela de Benedito Calixto sobre a sua versão sobre a fundação de Santos. A ela são agregados novos valores e interpretações. como fonte histórica. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. 4.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. pois ela não representa a realidade histórica em si. talhadas. da sociedade que o criou. de imagens pintadas. de Benedito Calixto. A observação direta. mas deve-se sempre levar em conta que. Tudo o que o homem diz ou escreve. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. usou e o transformou. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade.1545 Artista: Benedito Calixto Data: 1922 Bolsa do Café – Santos -SP 216 . desenhadas. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. da complexa rede de relações. indo além do que é visível. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula.. uma paisagem ou um determinado costume. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. por alunos ou por especialistas. modeladas. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. valores e preferências de um grupo social. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. deve ser explorada com cuidado. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. dos gostos. um acontecimento. ainda esculpidas. a manipulação e questionamentos de documentos produzidas pelo homem. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. então. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não.“[. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. forjada ou inventada. Ao fazermos uso.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. para o estudo da história de Santos. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. por exemplo. Fundação da Vila de Santos . idealizada. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. Como qualquer outra fonte. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. tudo o que fabrica. do seu nível tecnológico e artesanal. podem revelar muitas informações.. pois como qualquer outro artista. impressas ou imaginadas e. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem.

Didática de História: o tempo vivido. GRUNBERG.br> http://canalkids. 1870/1913..museudocafe. Santos – um encontro com a História e Geografia. LANNA. Santos: Grupo Rodrimar. Uma cidade na transição: Santos. Santos:PRODESAN.br.Santos de ontem .museuimperial. A incrível saga de um país. F.com. Adriana. . Santos: Secretaria Municipal de Cultura. Editora Abril. 1980. CARDOSO. Brasilia: MEC/SEF. de Lourdes.gov. ANDRADE.sp. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO & al. I.M. Cartilha da História de Santos. Santos na História do Brasil. SANTOS.santos. David. Eliane e Irene Barcelos. 1976. São Vicente: Caudex.br http://www. 1997. História de Santos (vol. 1992. DIAS.br> http:// www. HORTA. 2000. . D. Nelson S. Santos: Instituto Histórico e Geográfico de Santos e da Academia Santista de Letras.inf> http://vivasantos. 2003. Traficantes e Degredados.gov.br http://www.itaucultural. Gohajo – Capitania Hereditária de São Vicente.novomilenio. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO. 2002.org. São Paulo: Editora Ática. A. Wilma T. Guia Básico de Educação Patrimonial.museudapessoa. 1986.Indicações Bibliográficas .pinacoteca.br> http://:www. O PODER DA COMUNICAÇÃO.br/prc/engenho http://www. Náufragos. BUENO.br http://www.unisanta.com. Santos: Leopoldianum Editora Universitária. M. 1996 NEMI. & CERQUEIRA. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO VICENTE. Sao Paulo: HUCITEC.net 217 . Olao. 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. Eduardo. Brasília: IPHAN: Museu Imperial.usp. 1999. Coleção de Olho no mundo. Rita M. II e III). Ana Lúcia Lana.br http://www. uma outra história? São Paulo: FTD. São Vicente: Caudex. L. 2001. RODRIGUES. Rio de Janeiro: Objetiva. Sites: http://www. 1999. _______________Brasil: uma História. Santos na formação do Brasil: 500 anos de História. 1992 BARBOSA. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil. ________________Nos tempos dos nossos avós . CABOCLO. São Vicente. Maria V.com. Francisco Martins. Poliantéia Vicentina – 450 anos de Brasilidade. 1996.

O subsídio Santos – Vivenciando a História e Geografia apresenta material bastante variado: fotos atuais e antigas. jogos. e tem por objetivo servir de apoio ao trabalho do professor. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. de Tarsila do Amaral. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. charges. ampliando a realidade espaço-temporal. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. lugares. como exemplo. os alunos acompanham as transformações do espaço geográfico por meio das suas vivências em outros espaços e grupos sociais. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. pois trabalha com a paisagem local e o espaço vivido pelos alunos. 218 . matérias de jornal. conhecimento espontâneo. fotografias. Em seu dia-a-dia. enciclopédia eletrônica. gráficos e esquemas. a casa. a escola. a rua da escola.. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. construções etc. são abordados aspectos geográficos do município de Santos. que precisa ser sistematizado e transformado no espaço escolar. O estudo do município constitui-se uma realidade próxima ao aluno. esculturas. histórias em quadrinhos. diários de viajantes. desenhos. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles. que podem culminar em uma exposição. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. Com as informações em mãos. pinturas. grafites. textos da Internet. mapas. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. pinturas. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. música. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. Enfim. A construção do conhecimento em Geografia A geografia é uma ciência de observação. levantamento de interesse junto aos alunos.. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. comparar com outras imagens.GEOGRAFIA No Plano de Curso do 4º ano. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. filmes. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. peça de teatro. os arredores. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. Além dos textos. Aos poucos. por meio do qual se torna possível a compreensão de outras realidades que o cercam. Cartazes. entre outras. Mas não para por aí. levantando hipóteses próprias. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. a geografia pode contar com muitos aliados: música. A partir delas.

de viver. maquetes e plantas. Os aviõezinhos representam aeroportos. os diferentes modos de morar. a cidade. a referência espacial da criança é o corpo. folders turísticos. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. Para tal. estilos de arte. pois permite a elaboração. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. etc.: porto. converse sobre as razões desse fato. Em seguida. construa escalas intuitivas. separa). morros de Santos. nas séries finais do ciclo I. o bairro. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. Inicie o trabalho com mapas simples. o estado e o país. a classe poderá concluir. depois e entre). discutindo as usadas convencionalmente. Segundo o PCN de História e Geografia. • • • 219 . fotos de satélites. Assim. onde o aluno tenha questões para resolver. Engenho dos Erasmos. ou seja. existe um grande número de migrantes. Mapas. sugerimos: • Explore a noção de legenda. os traços azuis representam rios. O estudo do meio. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. separação (aquilo que limita. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. bem organizado. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. para o ciclo I. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. como recurso didático. seja para se comunicar ou para obter informações. a percepção do que é maior ou menor e legendas. que. partindo da sala de aula para a rua. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. maquetes e plantas Bibliografia Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas.) empregando sucata. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. por exemplo. Explore a procedência das famílias. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. etc. centro histórico. ordem ou sucessão (antes. Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. mas. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. na cidade de Santos. o estudo do meio. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem.Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. etc. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. Num primeiro momento. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). Nessa atividade. plantas da cidade.

reescrita. Assim como o barbante.Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. braça. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto.santos.5 centímetros entre São Paulo e Santos. a distância de 1. praças. que escrevem suas opiniões no jornal diário ou que fazem comentários sobre as pessoas do lugar. depois. com questões como: Por que a cidade está localizada nessa parcela do território? Por que a cidade se desenvolveu em torno de um porto? Onde vivem seus habitantes e porque escolhem esses lugares? Como é feito o abastecimento de água? Para onde vai o lixo? Como esse espaço foi construído e de que modo continua se transformando? São questões que levam os alunos a compreender que a cidade é algo dinâmico. depois parta para a sala de aula. Para o trabalho com poesia. é necessário discutir com os alunos o processo de construção desse espaço. • A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço na nossa cidade. Nesse sentido.sp. pessoas que a visitam. representação por meio de desenho. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. tais como: palmo. criação de poemas. em grupos. dramatizações. Relatos de viagem. saber o que significa.000 (“um para quinhentos mil”). hospitais. recortes de jornal e revistas. melhores condições de saúde. que há bancos. entre as fotos e as pessoas.br/#santos Ocupação. analisem as diferenças de tamanho entre elas. • O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. Comece com objetos. letras de música. pode-se ficar apenas no levantamento dos dados superficiais. A sua representação depende da escala adotada. transformando-o com o uso da tecnologia” são importantes para se compreender a organização espacial e perceber que o modo como a sociedade produz o espaço geográfico depende de como o trabalho é realizado. escolas. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. tais como de que modo a cidade se organiza a partir de um centro onde estão os prédios da administração pública. Ao estudar a cidade de Santos. http://www. chegando à noção espontânea de escala. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. interferências. por exemplo. Para compreender essa redução. é feito um trabalho processual. pé. seus costumes. ou seja. podem se usados outros padrões de medida. indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. que as pessoas se movimentam à procura de lazer. entre outras. Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. para isso. uma boa fonte são os 220 . espaço e trabalho A temática “trabalho e como o homem apropria-se do meio. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. Para que a investigação ultrapasse a mera descrição da cidade. transporte e trabalho. palito.gov.

Sites http://www.com.org.htm http://www. Didática de Geografia: memória da Terra : o espaço vivido. Jussara. São Paulo: Hucitec.hpg.desertdesmat. Milton. Educação e Realidade.no.com. São Paulo: Hucitec.sogeografia. pequena história crítica. Metamorfoses do espaço habitado. MORAES.com. Vicente de Carvalho e Rui Ribeiro Couto.gov.br 221 . A. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. Geografia.sapo.br/ http://www. Bibliografia HOFFMANN.sapo. 1996.com/ http://www.pt/JogoAgrMun. Salete.br/jogos/ http://edumed. 1992.embrapa.ibge. Porto Alegre. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado.htm http://edumed.no.br/home/ http://www.cnpsa.poemas de Martim Fontes. São Paulo : FTD. As imagens deverão ganhar legendas. 1988. ora do trabalho ou simplesmente do lazer. títulos.br/ http://www. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais da própria cidade já conhecidos ou não.geoelearn.br Jogos online http://www. Avaliação. KOZEL. textos explicativos.aprofgeo.inpe. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. mito e desafio. com os seus costumes e espaços ora da infância.yupis. 1994. SANTOS.br/ http://www.sosmatatlantica.pt/JogoMigMun. Carlos R. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre a cidade para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. pois retratam a cidade do seu tempo.

• Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício. como. por exemplo. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Vegetação e erosão. coleta de materiais. e as conseqüências das formas inadequadas de ocupação dos diferentes 222 . • Organização e registro de dados sobre o tema estudado por intermédio de desenhos. alimentos. • Características e propriedades da água. solo e outros materiais. • Respeito pelas coisas da natureza. • A energia no planeta. no desenvolvimento de novos aparelhos domésticos. • Uso indiscriminado dos recursos naturais. solar. dos combustíveis. • Valorização do saneamento básico como técnica que contribui para a qualidade de vida e a preservação do meio ambiente. calor) e seus efeitos. • Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. • Materiais retirados do ambiente e utilizados pelo homem (areia. lixo. minerais. entre outros). • Ar e combustão. ATITUDINAIS • Colaboração quando necessário (por exemplo. • Fertilidade do solo. • Estados físicos e mudanças de estado. • Fontes poluidoras (navios. luz. tabelas.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • O solo e sua ocupação: urbana e rural. madeira. elétrica. utilizando diferentes critérios para classificá-los. água e solo e suas consequências. a fim de entender os aspectos da dinâmica ambiental. • Persistência na busca e compreensão das informações obtidas por investigação. • Atmosfera e gases. seres vivos. luminosa. • Avaliação da influência dos componentes ambientais na vida dos animais e vegetais. • Ciclo da água na natureza. esquemas. indústrias. jornais. veículos. • Posicionamento diante de conquistas e inovações tecnológicas valorizando a contribuição da ciência para a melhoria da qualidade de vida.água . quadros. • Transformações da energia (luz. ao trazer amostras de solo para observação). calor. • A água como solvente (misturas). • Leitura de textos informativos e comparação de ideias. manipulação. eólica). • Presença da água na natureza. • Valorização das coisas da natureza. textos. como organização e rigor nas observações e análises. PROCEDIMENTAIS • Pesquisas em diferentes fontes (revistas. petróleo entre outros). bem como das intervenções do homem no ambiente. • Poluição do ar. • Enumeração das atitudes e comportamentos favoráveis à higiene e à prevenção de acidentes. • Formas diferentes de energia (térmica. • Desenvolvimento de hábitos novos e predisposição a alterar os antigos hábitos relacionados ao cuidado com a saúde. • Uso de técnicas de investigação ao observar e descrever imagens de diferentes objetos em diferentes fontes. • Observação de fenômenos e objetos e formulação de perguntas e suposições sobre o tema em estudo. • Utilização do vocabulário adequado para descrição dos fenômenos observados. • Investigação das relações entre água. • Respeito às opiniões das pessoas.ar e seres vivos. • Erosão do solo e suas consequências. conhecendo como a exploração irracional dos recursos naturais pode prejudicar o meio ambiente. mais elaborados. • Realização de trabalho de campo para observação. • Relação solo . • Importância da água para os seres vivos. listas. • Vento: utilidades e perigos. • Tipos de solo e o solo de nossa região. livros paradidáticos) sobre o tema em estudo.

• Higiene pessoal e ambiental. as consequências para a saúde pessoal e ambiental. para se aproximar da noção de energia como capacidade de realizar trabalho. utensílios. ferramentas. • Preservação dos recursos naturais. Água potável. • Investigação da origem e destino social dos recursos tecnológicos. • Verminoses mais comuns na infância. reservatórios de água e distribuição de água. • Destino das águas servidas (sistema de esgotos) e tratamento de águas servidas. relacionando o seu funcionamento à utilização de energia. • Tratamento da água.Ser humano e saúde • Ocorrência de doenças no homem transmitidas pela: água. • Materiais usados no dia-a-dia e o lixo. com a supervisão do professor. • Prevenção de acidentes. Recursos tecnológicos • Saneamento básico. • Coleta seletiva de lixo. 223 . • Reciclagem de materiais. • Tratamento do lixo. distribuição e armazenamento da água). • Comparação e classificação dos equipamentos. ao estudar por exemplo gráficos de consumo de energia elétrica. • Análise de dados. • Manejo de material e montagens de experiências simples. ar e solo poluídos ou contaminados. • Água e abastecimento (captação.

observando que as soluções dos outros fazem sentido e podem ser utilizadas. . para tanto. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis para a aprendizagem de Matemática. escrito. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. utilizando. • Uso do termo unidade de milhar relacionado ao conjunto de 10 centenas. : =. . .4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. . Subtração: . • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais. • Avaliação de resultados obtidos por meio das operações inversas. escrita. • • • • 224 . = e ≠). na resolução de situaçõesproblema do cotidiano. • Curiosidade por conhecer diferentes estratégias de cálculo (mental. que envolvam números naturais. =. como ideia de juntar.operações com e sem reagrupamento.multiplicador com um ou mais algarismos .valor posicional. • Interação com seus pares de forma cooperativa.sucessor e antecessor. >. aproximado). . • Perseverança. • Registro do antecessor e do sucessor de um número natural. Multiplicação . de acordo com as regras do sistema de numeração decimal e ordinal. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema. comparar ou completar .) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. . na resolução de situações-problema do cotidiano.<. • Exposição e registro preciso de informações.999 . . respeitando o pensamento do outro. • Utilização de sinais convencionais (+.situações que envolvam a idéia combinatória. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999.símbolos (>.com duas ou mais parcelas.unidade e dezena de milhar. • Esclarecimento de dúvidas. que envolvam números naturais.nomenclatura. que envolvam números naturais.situações de tirar. ≠) na escrita das operações.nomenclatura. -. comparar e completar quantidades. empregando números e quantidades. • Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. .operação inversa. necessários em seu dia-a-dia. . idéias e cálculos. conceitos fundamentais e vocábulos matemáticos. Números ordinais (até 50). -propriedades. exato. • Perseverança. que envolvam números naturais. Educ. . • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. esforço e disciplina na busca de resultados. • Uso do conceito de adição. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar.multiplicando até 3ª ordem (centena).com e sem reagrupamento. <. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. x.par e ímpar. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. comparação e ordenação de números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal. . • Respeito às regras de jogos.situações que representam adições de parcelas iguais . . na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. esforço e disciplina na busca de resultados. • Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. acrescentar quantidades. Adição . • Leitura.com e sem reagrupamento. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. transpondoas para a sua rotina.com duas ou mais parcelas. na resolução de situações-problema do cotidiano. • Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. 100 dezenas ou 1000 unidades.ordem crescente e decrescente.produto até 999. .

triplo. • Utilização de calendários. Números fracionários . .História de sistemas de numeração antigos. • Relação entre as unidades de tempo — dia. . • Aplicação de diferentes estratégias de contagem. . • Ampliação dos significados do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem.comparação de números decimais. na natureza e nas criações artísticas • Representação de formas poligonais em trabalhos artísticos.dobro . unidades de medida e instrumentos utilizados por diferentes grupos culturais e reconhecimento da importância do uso adequado dos instrumentos e unidades de medida convencionais. quádruplo e quíntuplo. precisão e correção na elaboração e na apresentação dos trabalhos. . . ordem. . .por 10. . • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. . • Curiosidade em conhecer a evolução histórica das medidas. usando critérios como número de lados. . • Utilização da decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado.por 10. . . • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. • Criação de figuras simétricas por meio de dobraduras • Observação de formas poligonais no dia-a-dia. • Resolução de operações com e sem reagrupamento. ATITUDINAIS • Respeito pelo pensamento do outro.metade. • Utilização das quatro operações em situações-problema. 1000. . Espaço e Forma • Posições de uma reta (horizontal. Números romanos . semestre.adição e subtração com números decimais. • Apreciação da limpeza.representação fracionária.dividendo até 999.adição e subtração de frações com o mesmo denominador. etc. • Construção de sólidos geométricos a partir de suas principais características.Operações inversas • Divisão . ano.exata e não exata. • Hábito de analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. como fonte de aprendizagem.frações equivalentes. evitando interpretações parciais e precipitadas. eixos de simetria. • • • 2. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. terça e quarta parte. direção e sentido.divisor com 2 algarismos. . bimestre. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de ideias.semelhanças e diferenças entre polígonos.CONCEITUAIS . número de ângulos. • Aplicação de estratégias pessoais para o cálculo das quatro operações.operação inversa.leitura de frações .exata e não exata.fração de uma quantidade Números decimais . vertical e inclinada). • Observação de figuras simétricas na natureza e em obras artísticas. como o egípcio. • Percepção do eixo de simetria. • Ampliação e redução de figuras planas pelo uso de malhas. • Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. .comparação de números fracionários.divisor com 2 algarismos. • Localização de pessoas ou objetos no espaço por meio do emprego de vocábulo e linguagem geométrica de posição. mês. semana. 100. . . • Uso do número em situações cotidianas que envolvam códigos numéricos e contagem e medidas. maia e romano (destacar o último por estar bem presente no cotidiano dos alunos).o décimo. PROCEDIMENTAIS • Utilização de diferentes operações para resolver um mesmo problema. • Leitura de horas num relógio de ponteiros. 225 . 100 e 1000.leitura e escrita de números decimais.

• Simetria • Ângulos • Polígonos • Sólidos geométricos. . ATITUDINAIS • • • 4. • Construção de listas. vale. • Produção de textos escritos. Perímetro PROCEDIMENTAIS • Comparação de grandezas de mesma natureza.composição e decomposição de figuras planas e identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares. • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. etc.Lucro e prejuízo . 3. gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. nota fiscal. de dupla entrada e gráficos de barra para comunicar a informação obtida. Medidas de capacidade: litro e mililitro. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. • Coleta. . Tratamento da informação • Listas.CONCEITUAIS . • Cálculo de perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros de duas figuras sem uso de fórmulas. .Grandezas e Medidas • • Medidas de tempo: hora e minuto Sistema monetário. • Criação de registros pessoais para comunicação das informações coletadas. tabelas e gráficos 226 . • Posições de duas retas (paralelas.elementos do sólido geométrico: faces. tabelas simples. resultados de campeonatos e jogos. relação dos nomes dos alunos. organização e descrição de dados. etc. recibo.três dimensões: comprimento. . concorrentes). por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos (recipientes de um litro).Documentos relacionados ao processo de compra e venda: cheque.Sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. • Elaboração e problematização de listas e tabelas simples (lista de aniversariantes do mês. Medidas de massa e comprimento. para identificação de acontecimentos e resultados de pesquisas. perpendiculares. largura e altura.Breve contextualização história do sistema monetário (sistema de trocas das antigas civilizações) . . • Realização de estimativas. a partir da interpretação de gráficos e tabelas. tabelas. científicos ou outros. arestas e vértices. • Leitura e interpretação de informações contidas em imagens. diagramas e gráficos) e construção dessas representações.Sistema monetário brasileiro (cédulas e moedas/ real e centavos). • Interpretação e elaboração de listas.).

227 . * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. Mesa Alfabeto. * Uso de atividades lúdicas como forma de aprendizagem. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. máquina digital. impressora. de comunicação e convívio social. * Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas atividades cotidianas. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da nomenclatura básica. * Desenvolvimento da habilidade para organizar informações. e-mail. ATITUDINAIS * Convivência em grupo.4º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. levantar hipóteses e pensar estrategicamente. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. a coordenação motora. a inter-relação de pensamentos. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. mouse pad. sites de busca: iniciação à pesquisa. Site da Educação. ideias e conceitos. drive de disquete. a memorização. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. outros). *Utilização de sites para complementar as aulas. * Valorização das tecnologias ( My Kid. mouse. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. * Utilização dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet. teclado. * Manuseio adequado de dispositivos externos (scanner. CD-Rom).

Produção de jornal escolar (seleção de seções. pintura. • 228 . Valorização da leitura. lendas. primitivos. • Leitura e interpretação de texto. fábulas. o Substantivos coletivos. o Sinônimo / antônimo. oral e escrita. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Aplicação das regras da língua padrão em situações de expressão oral e escrita. mas também fora dele. comunicar em voz alta. trissílabas e polissílabas. Ampliação do repertório vocabular. Preservação e cuidado com livros. Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. relatos. ingresso para eventos. escolha de reportagens. • Itens da gramática normativa: o Substantivo próprio / comum. pesquisar. Valorização do uso do dicionário. quadrinhas. Combinação e seleção de estratégias de leitura. lembrar. divertir-se. Produção de diferentes textos. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem oral • Linguagem e participação social (leituras variadas. notícias (via rádio e TV). interpretação e intercâmbio: seminário. • Coesão e coerência textual. instruir-se. Valorização da pesquisa como fonte de conhecimento e aprendizagem. o Número do substantivo e do adjetivo ( singular / plural). Leitura com diferentes finalidades: estudar. entre outros suportes de escrita. registros. • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão. palestra. cartão-postal. Leitura e escuta de textos de gêneros diversos. documentos. música. receitas. informar-se. Utilização e seleção de vocábulos adequados aos objetivos pretendidos. elaboração de texto e revisão.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Arte / Ed. dança. parlendas. de acordo com as necessidades textuais. emocionar-se. notícias e manchetes. poemas. mesa-redonda. entrevistas. Análise de textos bem escritos para observação do processo de escritura de diferentes autores consagrados. etc. simples / composto. trava-línguas. não apenas no ambiente escolar.). Operação coerente da língua de acordo com objetivo da mensagem. escultura e outros). Exercício da cidadania por meio do domínio da língua formal. canções. dissílabas. pátrios. escolha de imagens etc). piadas. Autonomia e criticidade crescentes nas produções escritas. mitos. instruções. Escrita • Produção de texto coletiva e individual. o Palavras monossílabas. o Adjetivo. etc. • Textos extraverbais (ex: fotografia. derivados. Leitura • Textos de gêneros diversos: contos.

reportagem. já que.CONCEITUAIS o Pronomes pessoais e possessivos. o Palavras oxítonas.) /portador de texto (jornal). paroxítonas e proparoxítonas. o Expressões de temporalidade e causalidade (nas situações de uso da língua): quando. cantasse. o Tempos verbais: presente. enquanto. etc. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 229 . etc – e terminação dos verbos em SSE – ex: chegasse. a partir de um tema gerador previamente selecionado.. 2ª e 3ª conjugação. o Frases: afirmativas. interrogativas. o Verbo (infinitivo).. passado e futuro. o Discurso direto e indireto. o Verbos: 1ª. terminação em ESA para lugar de origem – ex: francesa. visto que. depois que. • Características do gênero (texto jornalístico: manchete. editorial. até que. portanto. etc). negativas e exclamativas. como etc. artigo de opinião. notícia. • Regularidades Morfogramaticais (terminação em L no final dos coletivos – ex: canavial cafezal. portuguesa. etc –. o Ortografia: • Regularidades Contextuais (o uso do S/SS). o Diferentes usos e grafias: por quê? Por que. • Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. falasse. porque. o Sinais de pontuação (vírgula).? porque. o Irregularidades ortográficas. legenda de fotos. logo que. porquê. depois que.

good night. Uso do verbo “to have” para falar sobre seus pertences. Uso dos verbos “to like” e “to love” para expressarse sobre as coisas que gosta de fazer e preferências. do vocabulário e diálogos aprendidos. membros da família. dining room. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. garage. good afternoon. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. giraffe. cut. it’s easy. bathroom. I can’t. swim. fly. erase the board. jump. snake. living room. Uso do verbo modal “can” para expressar o que consegue e não consegue fazer. Uso do alfabeto para soletrar o próprio nome. draw. shake your leg.? I like/love… I don’t like… o Localizações: Where’s …? She/he/it is on/under the/in… o Pertences: What do you have? I have a …. o Habilidades: Can you…? Yes. Contato com músicas. 230 .. close/open your book/the door. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. brinquedos. hello. • Sugerir praticar algo: Let’s play … Perguntas e respostas sobre: o Ortografia: How do you spell LION? L-I-O-N. monkey. cook. em situações cotidianas. animais. Respeito ao momento em que o outro fala. play. And you? • Apresentação: What´s your name? My name is _. • Comandos: sit down. I can. good bye. glue. o Preferências: What’s your favorite. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra por intermédio de vídeos e CDs. Uso do verbo “to hate” para expressar-se sobre o que não gosta de fazer. o Datas e comemorações: What’s your favorite holiday? / When is your birthday? / What day is today? It’s … • Vocabulário: o Animais (tiger. please. repeat. ouvindo com atenção. write. crocodile. raise your hands. panda. / No. partes do corpo.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. garden). bears). How are you? I’m fine. color. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Cumprimentos: hi. cross your arms. elephant. thanks. speak. stand up. o Cômodos da casa (kitchen. zebra. aniversário.. bedroom. o Alimentos e bebidas. run. thank you. good evening. PROCEDIMENTAIS Uso. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. look at my…. read. congratulations. good morning. lion. sobrenome e palavras que não compreende.

Halloween. mother. o Família (father. o Jogos e brinquedos (puzzles. o Meses do ano. jump. Father’s Day. under. play). fly. o Celebrações (Christmas. dominoes. memory game. Independence Day). Gramática: Verbo “to be”. • Preposição de tempo: in. swimming. brother. yo-yo. o Habilidades(run. volleyball. “to hate” presente simples. Carnival. it. dance. chair. Mother’s Day. Verbo modal: can. table. children’s Day. • Pronomes possessivos: my. o Esportes (soccer. fridge). Easter. sister. they. your. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 231 . sofa. toilet. tennins. Carnival. o Números de 1 a 100. on. grandmother. she. stove. cook. “to love”. he. robot. car). Christmas. Easter. June Festival. swim).“to like”. Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. Thanksgiving.CONCEITUAIS o Móveis da casa (bed. Teacher’s Day. New Year’s Eve. closet. teddy bear. Mother’s Day. speak. shower. you. grandfather). o Dias da semana. basketball. Father’s Day. play. Preposições de lugar: in. Pronomes pessoais: I.

Música erudita. ATITUDINAIS Sensibilização e familiarização com a linguagem musical. descendentes e de mesma altura). concentração. desenho rítmico da melodia das canções. canções. Percepção e demonstração do pulso. objetos sonoros. Interpretação. Formação de repertório. exercícios de percepção (leitura e ditado rítmico / melódico). (Ostinato) Memorização rítmica e melódica. brinquedos cantados. etc. Improvisação sonora dirigida. Células rítmicas e melódicas. Timbre (sons simultâneos). Manifestações folclóricas: jogos. facial e/ou plástica em momentos de apreciação e canto. Apreciação da música erudita. Hino Nacional Brasileiro. reconhecendo os instrumentos musicais.LINGUAGENS 4º ANO (A Mus / L Port / Ing / Art / Mov) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Propriedades do som: Altura (sons ascendentes. estimulando a locomoção. memorização rítmica e melódica por meio de canções. do cotidiano. Valorização da cultura popular e manifestações folclóricas brasileiras 232 . dinâmica etc. improvisação. levando a uma melhor qualidade de vida. brincadeiras. Duração Acento. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. percussão e movimentos corporais. destacando-se o compositor e sua breve biografia. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. identificação. Valorização da voz como instrumento de comunicação e expressão. danças. Andamentos (rápidos. sonorização de histórias. Interesse. Hino à Bandeira Nacional. por meio de canções conhecidas. Canto coletivo. auditivas. Gráfico sonoro (altura/intensidade e duração). brinquedos cantados. PROCEDIMENTAIS Audição. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente Expressão corporal. utilizando instrumentos de percussão. Valorização das próprias produções. Intensidade – dinâmica nas canções. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. representação e demonstração das propriedades do som por meio de jogos. do acento nos compassos binário. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Canto coletivo. de outras crianças e da produção de arte em geral. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. entre outras. Hino da Independência. pulsação. jogos. Hino da Proclamação da República. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. gestual. brincadeiras. parlendas. moderados e lentos). prontidão. observação. etc. Repetição de frases rítmicas e melódicas. corporais. pulso. ternário e quaternário e do desenho rítmico da melodia. percebendo o que pode ser mais saudável. Composição de atividades orais. Pergunta e resposta rítmica.

reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais. Simetria na arte. espaço e planos nas manifestações artísticas. Vitrais. Tangram. Valorização do próprio corpo e reconhecimento do espaço que ocupa. Arte Indígena. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. 233 . não-convencionais. Máscaras com sucata. Experimentação de materiais diversificados. Mímica. • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação das cores nas manifestações artísticas (sugestão: Van Gogh). Experimentação das formas artísticas e tudo que se integra a uma ação criadora (sugestão: Pablo Picasso). Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). Respeito às normas de funcionamento. Experimentação de materiais diversificados. Uso da expressão fisionômica e das possibilidades corporais na encenação teatral. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. Maquetes (Sugestão: Benedito Calixto). Construção de objetos tridimensionais (maquete). Lasar Segal). argila. papel machê. Quadro vivo. Uso do corpo como expressão artística. Respeito à própria produção e à do outro. tamanho e proporção. Desenvolvimento da criatividade. Folclore. Experimentação de técnicas e materiais diversificados. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. Plano. (Sugestão: Portinari. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções artísticas. As formas geométricas na arte. Uso da arte como registro histórico (sugestão: obras de Rugendas e Debret). Valorização da solidariedade e da cooperação. ativando a memória afetiva. Observação da diversidade cultural por meio da leitura das manifestações artísticas desenvolvidas. Respeito a formas de expressão artísticas diferenciadas. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • • • • • Cores complementares. Expressão fisionômica. etc.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização e respeito a outras culturas. Desenvolvimento do senso crítico. bem como o reconhecimento de suas possibilidades nas produções individuais e grupais. às idéias dos demais. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. espaço. Observação da forma. Disco das cores.

girar) durante jogos. • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. • Atividades com danças simples ou adaptadas pertencentes a manifestações populares e folclóricas.4º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Exercício da cooperação durante as atividades. • Atividades com jogos sensoriais. esportes e brincadeiras. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. • Reconhecimento da importância da valorização e apreciação das manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano. repudiando qualquer espécie de violência. rolamentos. • Experimentação de atividades de danças. memória e observação. engatinhar. • Atividades em sala de aula. • Jogos individuais e coletivos. • Atividades pré-desportivas. expressar e comunicar suas idéias. respeitando o grau de dificuldade da criança. como meio para produzir. • Observação dos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. atividades em equilíbrio. dignidade e solidariedade em situações competitivas. • Respeito à utilização dos espaços comuns. brincadeiras e danças cooperativas. rebater. matemática. PROCEDIMENTAIS • Participação em jogos pré-desportivos. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira. • Atividades com noções de equilíbrio. • Valorização da convivência solidária. • Resolução individual de problemas corporais. Danças pertencentes a manifestações culturais da coletividade ou outras localidades. • Respeito às regras. valorizando a participação de todos. rolar. com ajuda do professor. flexibilidade e direção. • Discussão das regras dos jogos. bater. apoios variados. por meio da adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. assim como em danças. motores. rastejar. amortecer. • Utilização de habilidades (correr. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. brincadeiras ou outras atividades corporais. • Movimentos por meio das possibilidades: arrastar-se. • Cuidado com o próprio corpo. • Respeito a suas possibilidades e limitações corporais. saltos e arremessos. desenvolvendo atenção. respeitando as diferenças. • Criação de brincadeiras. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. • Brincadeiras cantadas. velocidade. • Circuitos abertos com corridas. simbólicos. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. • Uso da atenção. ATITUDINAIS • Reconhecimento. • Noções de higiene e saúde. saltos. • Responsabilidade com a sua saúde e a dos outros. gráfica. arremessar. jogos populares. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. força. • Expressão de opiniões pessoais quanto a atitudes e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. observação e memória. brincadeiras e danças. saltar. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. chutar. • Valorização dos momentos de reflexão. • Localização no espaço percebendo seus limites e os do outro. • Participação em jogos coletivos. plástica e corporal. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Atividades competitivas. 234 .

• Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. 235 . agilidade e habilidades motoras. • Circuitos de força. • Atividades com divisões de grupos. • Uso de suas possibilidades e limitações corporais. • Atividades pré-desportivas. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. estabelecendo relações com o espaço disponível.

cidade. Representação teatral. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Produção de regras e combinados coletivos a fim de valorizar ações conjuntas. Caracterização do local em que se vive: bairro. junto com o professor. porto. o o ressurgimento do porto: o açúcar e a construção da Calçada do Lorena. país e suas relações. Coleta de dados em diferentes fontes e documentos escritos. • A chegada de Martim Afonso e o início da colonização oficial do Brasil: fundação da Vila e engenhos. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. cartazes. diferenças e permanências no modo de vida da população. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. Elaboração de síntese histórica: linha do tempo.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes grupos que habitaram a região antes da chegada dos portugueses: os homens de sambaqui e os indígenas. • A chegada dos portugueses às terras brasileiras e o início do povoamento. o a invasão de estrangeiros na Vila de Santos • O comércio na Vila de Santos: o o monopólio do sal.) • A produção açucareira em Santos e o desenvolvimento o a concorrência do açúcar nordestino e a saída para a crise: as bandeiras. etc. documentos. • Valorização da cultura indígena • Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. musical ou poética do encontro de diferentes culturas. • Integração aos grupos dos quais faz parte. Planejamento e realização de estudo do meio. respeitando o pensamento do outro. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. • Valorização da história da cidade. textos. • História inicial de Santos • Elevação de Santos à categoria de Vila: o escolha do nome de Santos.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. etc. jornais etc. • Aceitação das diferenças de opinião. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos povos formadores da nossa cultura. estado. • Reconhecimento das semelhanças. iconográficos e cartográficos. Relig. Construção de maquetes. Pesquisa em diferentes fontes: livros. obras de arte. Leitura de documentos. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. Emprego de diferentes estratégias de pesquisa. ao professor e demais pessoas do seu convívio escolar. Organização dos dados coletados por meio de gráficos. • Reconhecimento das diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. considerando época e linguagem. 236 . Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares. indígenas e negros.. Elaboração de textos a partir do material coletado. Discussão dos termos invasão. • Desenvolvimento econômico da localidade e os diferentes grupos sociais que conviviam na coletividade: portugueses. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação ao local onde se vive. o desenvolvimento econômico da Vila (engenhos. Uso de textos como forma de ampliar e discutir os conhecimentos elaborados. • Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Formação inicial da cidade de Santos: povoado do Enguaguaçu e suas relações sociais. • Valorização da história do local onde se vive. encontro e descobrimento.

• Respeito à sociodiversidade. • Transformações ocorridas a partir da expansão do café pelo interior de São Paulo e a importância do Porto para a economia nacional. ATITUDINAIS • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. costumes e alimentação). • Crescimento do turismo. músicas. o Quilombo do Jabaquara. • A expansão urbana da cidade e o desenvolvimento econômico. 237 .CONCEITUAIS • A participação dos santistas nas lutas pela Abolição da Escravatura. • Valorização do patrimônio sociocultural. • Participação do proletariado santista na luta por melhores condições trabalhistas. • A imigração e a substituição do trabalho escravo. comidas típicas. • Elevação da Vila à categoria de Cidade. • Santos e a Independência do Brasil: a participação de José Bonifácio. sociais. reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. • Contextualização temporal da história do Brasil e de Santos • Localização espacial e temporal na História de Santos. brincadeiras e festas do folclore santista. PROCEDIMENTAIS • Coleta de dados sobre as diferentes manifestações artísticas contidas nas festas populares existentes em Santos • Elaboração de registros pictóricos sobre folclore santista. levando em consideração a importância dos imigrantes na formação da população santista. a expansão da orla e a migração nordestina. • História recente: o regime militar em Santos e a volta da democracia. • Lendas. • Manifestações artísticas e culturais: o Festa junina em Santos (danças. • Principais acontecimentos políticos. econômicos e culturais atuais.

ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. áreas populacionais e outros. tais como: mão-de-obra para a indústria. 238 . desemprego e influências na cultura da cidade. enciclopédias. • Semelhanças e diferenças físico-sociais da cidade e do campo. compreendendo suas consequências. fotografias. Confecção de maquete com escala. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. destacando-se os mapas que retratam Santos e Região da Baixada Santista. escala e legenda. gráficos. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. poluição e outros.4º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo/ Ens. observando a industrialização e comercialização. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. fotografias. Relig. desenhos. internet.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. legenda e título. destacando-se o Porto. • Ocupação do espaço físico da cidade de Santos diferenciando as zonas rural e urbana. construção de pontes. • Valorização da diversidade cultural e étnica da cidade de Santos. ocupação do espaço. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambos. plantas e outros. • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. obras-de-arte e outros. • • • • • PROCEDIMENTAIS Leitura. • Características de urbanização da cidade de Santos. hidrografia. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. recursos naturais. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios. • Aspectos físicos da cidade de Santos: relevo. Registro por meio de listas. • Movimento de migração. mapas. aplainamento de morros. textos narrativos. livros. clima.

transporte. empregado). • Modos de vida dos diferentes grupos sociais locais comparando-os a outras áreas da cidade e região. secundário. por setor (primário. energia elétrica. terciário). espacial (cidade e campo). lazer. saneamento básico. • Processo de urbanização e modernização da cidade de Santos promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 239 . moradia. outro transporta.CONCEITUAIS • Divisões do trabalho – por tarefas (um planta. movimentos populares e organização político-administrativa do município. tendo como foco a dinâmica da economia na cidade de Santos e Região da Baixada Santista. outro embala e outras). programas assistenciais. social (patrão.

• Grandes acontecimentos são celebrados. entendendo a liberdade que o outro também tem de expressar-se quanto à própria crença. • • • • • • Valorização da família. presentes no nosso cotidiano. principalmente. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais / religiosas. africana. Pesquisa dos modos de celebrações e solenidades dos grandes acontecimentos que são chamados de rituais pelas Tradições Religiosas e apresentados nos textos sagrados. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas mais significativas para o grupo. suas não explicações sobre a realidade complexa e pouco compreendida. 240 . classificandoos conforme a matriz de origem: ocidental.4º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Os acontecimentos religiosos são fatos marcantes e podem originar mitos. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • Expressão da sua crença com liberdade. Rituais • Celebrações tornam-se práticas religiosas. de modo que cada grupo apresente sobre uma Tradição Religiosa diferente da que professa. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. Discussão em grupos sobre os mitos que se criam ao redor de pessoas (artistas. Troca de opiniões e experiências com os colegas. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para nossas expressões. Formação do povo brasileiro • Diversidade étnica da cultura negra e indígena. Relação de significados entre os diferentes símbolos religiosos. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. indígena. oriental. Exposição de trabalhos em grupo. Levantamento junto aos familiares das histórias (crendices) que se contam em famílias e que passam de pai para filho como se fossem verdades. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. personagens públicas) como forma de o mundo moderno explicar suas projeções. seus desejos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 5º ANO Ensino Fundamental 241 .

experiências valores culturais e sua observação natural. o professor deve considerar a possibilidade de os alunos observarem de forma direta e indireta fatos e fenômenos que nos rodeiam. a busca de informações. Mas esse processo não é espontâneo. percebem os limites de seus modelos e explicações e a necessidade de mais informações. a transversalidade. nesse momento ainda podemos aceitar as concepções alternativas que as crianças apresentam. Quando confrontam suas ideias com outras explicações. No entanto. deverão ser incentivados a aprender procedimentos simples de observação. comparação. para encontrar soluções. Dificilmente. Para que ocorra a problematização. cabe ao professor selecionar. em língua portuguesa. Na observação direta os alunos entram em contato com os objetos de estudo: ambientes. Observação Observação é um procedimento em que os alunos obtêm informações por meio dos sentidos. Ao longo do ensino fundamental. Dessa forma criam-se situações em que. os alunos poderão ter uma aprendizagem que lhes seja útil para a vida se nos orientarmos por uma didática com enfoque abstrato. Nesse tipo de observação os alunos podem 242 . Alunos dessa fase já têm acumulado um repertório de informações sobre os fenômenos da natureza. Problematização A problematização busca promover a mudança conceitual. a experimentação e a leitura de textos. de gerações a gerações. Para aprender Ciências. Desse modo. elaborados e acumulados pelo homem. A busca de informações em fontes variadas é uma estratégia que auxilia tanto o professor quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem. o trabalho em grupo. Sendo assim. propondo articulações entre os conceitos construídos para organizá-los em um corpo de conhecimentos sistematizados. A partir disso. animais etc. A compreensão dos fenômenos naturais deve ser construída. busca e registro de informações. devemos levar em consideração que as ciências naturais agrupam os conhecimentos relativos à natureza.CIÊNCIAS Considerações gerais sobre o ensino de Ciências Para construir uma proposta pedagógica sobre o ensino de Ciências. Os procedimentos que podem ser utilizados na busca de informações são: a observação. Para tanto. é necessário ter contato com a realidade para interiorizar o mundo que nos rodeia. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover a aprendizagem. Sendo assim. e também desenvolver atitudes de responsabilidade para consigo. a aproximação com o conhecimento científico faz-se gradualmente. É no processo de busca de informações e confronto de ideias que o conhecimento científico é construído. o professor pode usar estratégias que o auxiliam no planejamento. o que poderemos conseguir é desmotivá-los nessa área do conhecimento. a interdisciplinaridade e o trabalho com projetos. baseada apenas na memorização de fatos e conceitos. esperamos que o aluno se aproprie da norma culta. partindo-se dos conhecimentos prévios que os alunos têm em relação ao assunto que será abordado. sem prejuízo para a aprendizagem dos conceitos científicos. é construído com a intervenção do professor. com o outro e com o ambiente. retornar a seu modelo inicial e adequá-lo. em ciências pretendemos que ele se aproprie do conhecimento científico. fornecendo explicações que permitam a re-elaboração e ampliação dos conhecimentos prévios. algumas delas muito lógicas e consistentes com o seu conhecimento. o aluno necessita coletar novas informações. sobre os fenômenos naturais. vegetais. mas também apresentam suas hipóteses e explicações para esses fenômenos. estabelecendo conflitos necessários à aprendizagem. desenvolvendo aprendizagem significativa dos conceitos científicos. criando situações interessantes e significativas. É imprescindível que o professor aproveite esta vontade de saber. como a problematização. o professor deverá elaborar questões e proporcionar situações em que os alunos percebam que os conhecimentos prévios são insuficientes. a investigação. Da mesma maneira que.

Por exemplo: os alunos podem comparar as características de uma água limpa com as de uma água barrenta. para mostrar algumas diferenças importantes entre elas. Além disso. Nessa fase. líquido e gás. como microscópios. A aprendizagem do vocabulário científico não deve ser priorizada e nem realizada por meio de memorização. vistas pela ótica infantil e mediadas pelo professor. elaboração de listas. esquemas. fundamental. É a pressão atmosférica que empurra o líquido. listas. Trabalho com projetos Os projetos. como por exemplo. de modelos científicos como argumentar. Mas quem faz o líquido subir é a pressão. essa estratégia reúne os conhecimentos prévios dos alunos e os aprendidos em sala de aula. A explicação é que diminuímos a pressão dentro do canudo. ser consideradas como meras demonstrações de um conjunto de informações fornecidas pelo professor. assim como a reconstrução de categorias de ideias. nesse sentido. os alunos podem pôr em ação algumas de suas ideias sobre fatos e conceitos e testar hipóteses. ressaltando a distinção entre o significado comum e o científico. utilizando e aprimorando os conceitos e procedimentos adquiridos em Língua Portuguesa e Matemática. justamente. Experimentação Por meio dela. seres vivos. os estudantes obtêm informações por meio de recursos técnicos. Um dos objetivos dessas atividades é. tabelas. Os alunos devem saber o que observar e como proceder antes de realizarem a atividade. lupas. Tanto na observação direta com na indireta é necessário que os alunos registrem suas conclusões. A experimentação desenvolve a habilidade de organizar e manipular materiais. sintetizar. outras formas de registro podem ser usadas: recorte e colagem. Por exemplo. vídeos. etc. colocar os alunos em contato com o vocabulário utilizado em ciências para descrever todos esses fenômenos. pequenos textos. As habilidades de observação e comparação de semelhanças e diferenças permitem a estruturação de processos mentais mais elaborados. entre outros. ou seja. com a ajuda ou não do professor. Os alunos podem comparar entre si objetos. a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos adquiridos. levantadas em um determinado problema. 243 . e entender a idéia de pressão. O professor deve ensinar o aluno a discernir o uso do termo e do conceito em diferentes contextos. como fotos. Esse registro pode ser feito por meio de desenhos. sempre que possível. compreender procedimentos. a capacidade de narrar ou descrever um fato pode ser enriquecida pelo desenho que progressivamente incorpora detalhes do objeto ou fenômeno observado. o aluno deve observar o que acontece quando bebe refrigerante de canudinho.utilizar todos os sentidos na busca de informações. maquetes ou mesmo instrumentos e aparelhos. sugando o ar que está lá. analisar. esquemas. por exemplo. identificar. materiais. manipulação de objetos e materiais e construções. mapas. Na observação indireta. para que os alunos entendam o que significa sólido. no caso do “conteúdo estados físicos da água e mudanças de estado”. etc. mas como um desafio para que os alunos coloquem em prática os conhecimentos que já possuem. gravuras. de estudos do meio e de Webquest. A atuação do aluno é. incentivando o contato do aluno com diferentes tipos de textos. possibilitam o tratamento de temas transversais e dos relacionados aos conteúdos específicos da matéria. criar atividades. em situações reais de comunicação. são estratégias de trabalho em grupo que favorecem a interdisciplinaridade e. mas sim por meio de múltiplas aproximações com a realidade dos alunos e. Além do desenho. portanto. Leitura e escrita O ensino de Ciências pode potencializar essa aprendizagem. Por exemplo: para observar a força que o ar atmosférico (pressão) exerce sobre os corpos. muitas vezes. As experiências sugeridas não devem. na produção de um texto coletivo. fazendo-o subir pelo canudo até a sua boca. É o caso que envolve visitas. Comparação é também uma forma de coletar dados durante uma observação. observar os resultados e compará-los com as hipóteses iniciais. podem ser preparadas algumas atividades experimentais.

lança-se mão de conhecimentos da Química. do desenvolvimento e evolução dos ecossistemas. o importante é articular os conteúdos dos três blocos entre si e com os temas transversais. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e valores. oferece subsídios para a formação de atitudes de respeito à integridade ambiental. da dinâmica das populações. uma notícia de jornal. Normalmente. qualquer que seja o critério usado para a seleção dos conteúdos pelo professor. Escolhido e orientado pelo professor. e que a natureza tem ritmo próprio de renovação e reconstituição de seus componentes. As atividades lúdicas. estabelecimento de regras. da Biologia e de outras ciências. da Geologia. A abordagem do conteúdo pode ser realizada por meio de elementos do dia-a-dia das crianças. manipular objetos são ações comumente relacionadas a jogos e outras atividades lúdicas. A Ecologia será o principal referencial teórico para os estudos ambientais. A sequência a ser desenvolvida fica a seu critério. um programa de TV. pode resultar em aprendizagem conceitual. mas eles abrem um “leque” de opções para a abordagem da ciência. apresentamos algumas sugestões na organização dos conteúdos que deverão ser estudados pela classe. iniciados no 4º ano. a Ecologia estuda as relações de interdependência entre os organismos vivos e destes com os componentes abióticos (sem vida) do espaço que habitam. ou seja. 244 . do ciclo dos materiais e fluxo de energia. com a finalidade de realizar processos consistentes de ensino e aprendizagem. Em cada um desses capítulos. também exercem um forte apelo ao envolvimento e à participação dos alunos. Por exemplo. é um instrumento do desenvolvimento cognitivo das crianças. aplicadas aos múltiplos conteúdos da temática ambiental. matéria e energia. e. É importante desenvolver os conceitos num determinado contexto. por um lado. um filme. como o respeito aos colegas. por meio de processo complexo. Planejamento Buscando auxiliar o professor na elaboração do seu planejamento e na sua intervenção direta no processo de ensino-aprendizagem. observando-se o longo período de formação dos ambientes naturais. Tais relações são enfocadas nos estudos das cadeias e teias alimentares. os temas são aleatórios. de forma que os conteúdos possam ser trabalhados da mesma maneira como analisamos os acontecimentos do cotidiano. além de fornecer motivação. Os conteúdos de Ciências desta série são apresentados em três blocos temáticos específicos: Ambiente.Jogos e atividades lúdicas O jogo. consumo e decomposição). se possível. levando-se em consideração a realidade do aluno. procurando-se ampliar a abrangência e a profundidade dos estudos ambientais do ponto de vista de Ciências. quando proposto como atividade lúdica. expressar a imaginação. da Paleontologia. tomada de decisões. é que ele privilegie o que é mais pertinente para aquele momento. o uso do computador para jogos e atividades lúdicas educacionais pode auxiliar os alunos na aprendizagem e na verificação dos conhecimentos adquiridos. da Física. Em uma definição ampla. por outro lado. O enfoque das relações entre os seres vivos e não-vivos. os conteúdos são extensos. O importante. que têm. por exemplo. locais ou planetárias. dos níveis tróficos (produção. Ser humano e saúde e Recursos tecnológicos. de procedimentos e de atitudes. em dimensões instantâneas ou de longa duração. etc. Hoje em dia. a História e a Geografia. um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem trabalhados e converterem-se em temas de investigação. o que faz da Ecologia uma ciência interdisciplinar. propomos a sequência de conteúdos que tratam da energia e suas transformações. O importante é sempre escolher abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual da classe. resultando em um sistema aberto denominado ecossistema. Ambiente No 5º ano. o professor tem a liberdade de organizar o seu trabalho em temas abrangentes ou gerais. com outras áreas do conhecimento. o seu aspecto individual e. De certo ponto de vista. Ampliar conhecimentos. desenvolvimento de iniciativa. testar as habilidades. a sua parte universal. o que representa a sua comunidade. Eles não devem ser trabalhados de maneira linear.

Por exemplo. que se enfatize a possibilidade de realizar escolhas na herança cultural recebida e de mudar hábitos e comportamentos que favoreçam a saúde pessoal e coletiva e o desenvolvimento individual. É essa relação que assegura a integridade do corpo e faz dele uma totalidade. considerando-se as demandas individuais e as possibilidades coletivas de obter alimentos. Não são aspectos que possam ser vistos diretamente. Motivo: consumo de sanduíches e doces no lugar de refeições com verduras. Estes conteúdos podem ser tratados em conexão com outros na dimensão das atitudes. A alimentação. É importante que o trabalho sobre o crescimento e o desenvolvimento humano leve em conta as transformações do corpo e do comportamento nas diferentes fases da vida — nascimento.É importante considerar que os conceitos de Ecologia são construções teóricas e não fenômenos observáveis ou passíveis de experimentação. transporta e elimina água. infância. cereais e legumes. do fluxo de energia. por exemplo. físicas. desenvolve-se. Atualmente. evidenciando-se e intercruzando-se os fatores biológicos. refletir e manifestar-se. lipídios. vem crescendo o número de crianças com índice elevado de colesterol. ao menos parcialmente. a mídia tem se incumbido de ditar a alimentação mediante a veiculação de propaganda. Assim como a natureza. O desenvolvimento de uma consciência com relação à alimentação é necessário. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado continua a nortear os estudos nesta série e orientar a temática. que podem. Importa. idade adulta e velhice —. cresce. como a valorização e preservação dos ambientes. construindo-se conceitos menos abstratos e mais simples. de menor grau de abstração. que no referencial teórico comporta implicações biológicas. vitaminas. É muito importante estar atento às ciladas que a propaganda prega. Importa. para ser também de crianças. neste 5° ano. Todos têm necessidade de consumir diariamente uma série de substâncias alimentares. por exemplo. os diferentes aparelhos e sistemas que o compõem devem ser percebidos em suas funções específicas para a manutenção do todo. Tanto quanto as relações entre aparelhos e sistemas. da biodiversidade. não importando o comprometimento da saúde. Pesquisas têm mostrado que o índice elevado de colesterol no sangue deixou de ser um problema apenas de adultos. Como ser vivo que é. 245 . obtém energia. rituais próprios de cada cultura. coordena e integra as diferentes funções. A carência nutricional. comportamentos. é possível a observação da degradação de diferentes materiais. apontados no tema transversal Meio Ambiente. O consumo é o objetivo principal da propaganda — de alimentos ou de medicamentos —. são idéias construídas com o auxílio de outras mais simples. as interações com o meio respondem pela manutenção da integridade do corpo. é uma necessidade biológica comum a todos os seres humanos. interferem na sua arquitetura e no seu funcionamento. Neste conteúdo. no processo de convívio democrático e participação social. culturais e sociais que marcam tais fases. E não se trata de casos esporádicos. a afetiva e a social. só podem ser interpretados. o ser humano tem seu ciclo vital: nasce. para se tratar conteúdos tendo em vista o desenvolvimento de capacidades inerentes à cidadania é preciso que o conhecimento escolar não seja alheio ao debate ambiental travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar. juventude. buscase explicar como as várias dimensões dos conteúdos estão articulados entre si e com os conteúdos de educação ambiental. desenham o corpo humano. ouvindo os membros da comunidade. fundamentais à construção e ao desenvolvimento do corpo — proteínas. se defende da invasão de elementos danosos. da adaptação dos seres vivos ao ambiente. químicas e geológicas. a idéia abstrata de ciclo dos materiais nos ambientes. se reproduz e morre. ainda. Cada uma dessas fases é fortemente marcada por aspectos socioculturais que se traduzem em hábitos. o corpo humano deve ser visto como um todo dinamicamente articulado. portanto. da fotossíntese. Os tipos de alimentos e a forma de prepará-los são determinados pela cultura e pelo gosto pessoal. é importante conhecer os vários processos e estruturas e compreender a relação de cada aparelho e sistema com os demais. compreender as relações fisiológicas e anatômicas. pode ganhar sucessivas aproximações. Com isso. Este é o caso das cadeias alimentares. oxigênio. Para que o aluno compreenda a maneira pela qual o corpo transforma. alimentos. carboidratos. ser objeto de investigação por meio da observação e da experimentação diretas. Em síntese. examinando-se a incidência de fungos na decomposição de restos de seres vivos. sais minerais e água.

atividade que o sujeito desenvolve e clima da região onde vive. etc. Vamos supor que o professor escolha o tema Alimentação. cuja oferta e aplicação se ampliam significativamente na sociedade brasileira e mundial. Recursos tecnológicos Neste bloco. enfocamos as transformações dos recursos materiais e energéticos em produtos necessários à vida humana. para pessoas de todas as idades. caça e pesca predatória. que a manifestação da sexualidade assume formas diversas ao longo do desenvolvimento humano e. com relação à utilização dos vegetais pelo homem. por se tratar de um tema extremamente importante. as consequências para a saúde pessoal e ambiental e as vantagens sociais do emprego de determinadas tecnologias são exemplos de aspectos a serem investigados. Por exemplo: as funções de nutrição podem ser trabalhadas em conexão com este bloco. Também cabem relações com aspectos político-econômicos envolvidos na disponibilidade de tais alimentos. A sexualidade humana deve ser considerada nas diferentes fases da vida. Sendo assim. também. aparelhos. em um bimestre. é a compreensão de que o corpo humano é sexuado. como por exemplo. criação de animais (granjas. A indústria alimentícia pode ser discutida. o professor precisa escolher o tema e delimitar o campo de investigação sobre ele. identificar valores agregados a essas informações e realizar escolhas. abrangendo os conteúdos conceituais. é modelado pela cultura e pela sociedade. Tão importante quanto o estudo da anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores. Pode-se. do parto. que incluem. adição de substâncias corantes. compreendendo que é um comportamento condicionado por fatores biológicos. podem-se abordar as necessidades alimentares de acordo com idade. culturais e sociais. masculino e feminino. A seleção dos conteúdos conceituais.É papel da escola subsidiar os alunos com conhecimentos e capacidades que os tornem aptos a discriminar informações. Os conteúdos tratados neste bloco temático permitem inúmeras conexões com aqueles propostos nos outros dois blocos. perceber e respeitar suas necessidades e as dos outros. Ao lado do conhecimento sobre as substâncias alimentares e suas funções no organismo. tais como extração ou cultivo das plantas que são alimentos. A origem e o destino social dos recursos tecnológicos. Esse conhecimento abre possibilidades para o aluno conhecer-se melhor. bem como com os temas transversais Saúde e Orientação Sexual. como qualquer comportamento. sempre que possível. realizar escolhas dentro daquilo que lhe é oferecido. Exemplificamos aqui um modelo para o desenvolvimento de um tema previamente selecionado. pastagens). pode-se focar seus possíveis usos como alimentos. Sua presença no plano decorre da necessidade de formar alunos capazes de compreender e utilizar recursos tecnológicos. Sugestão de planejamento a partir do plano de curso anual. foram priorizados os seguintes conteúdos: 246 . a dimensão biológica. sexo. garantindo a melhoria da qualidade de vida. Por exemplo. embalagens. pode-se ainda investigar técnicas que possibilitam a obtenção e utilização desses recursos. mas a ela não se restringem. É elemento de realização humana em suas dimensões afetivas e sociais. das formas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. etc. e que pode gerar maior consciência crítica. por um determinado tempo. estudar o problema da deterioração dos alimentos e as técnicas desenvolvidas para conservação. devem ser levadas em conta as conexões existentes entre eles. procedimentais e atitudinais pertinentes e possíveis. ou seja. máquinas. que tem um significado muito mais amplo e variado que a reprodução. instrumentos e processos que possibilitam essas transformações e as implicações sociais do desenvolvimento e do uso de tecnologias. deverá abranger os três blocos da série. A utilização dos seres vivos como recursos naturais pode ser abordada em conexão com os blocos Ambiente e Ser humano. da contracepção. Ao escolher um assunto para ser desenvolvido em sua classe. remédios. conservantes. considerando-se o alcance social de tal desenvolvimento. da gravidez. investigando-se alguns processos de transformação dos alimentos.

Os alunos podem. • Fotossíntese. • Higiene e saúde. sobre os próprios hábitos alimentares e de pessoas da comunidade de diferentes idades permite conhecer alimentos mais consumidos nas diferentes refeições. fonte e funções.• Alimentos: origem. legumes e verduras ou carnes. como refrigerantes. • Elaboração de cardápios. • Conservação de alimentos. salgadinhos. os alunos podem verificar a presença de água. A pesquisa sobre hábitos alimentares em outras culturas. embutidos. Os conteúdos procedimentais e atitudinais devem ser estabelecidos levando-se em conta os objetivos propostos para o tema em destaque. fazer o pão e observar o fenômeno de fermentação. A leitura de rótulos de diferentes alimentos industrializados informa sobre as demais substâncias. da cultura e do conhecimento. açúcar refinado. • Hábitos alimentares. por meio da fotossíntese e sua importância para os seres vivos. • Cadeia alimentar. enlatados. A análise dos dados obtidos e organizados poderá proporcionar o entendimento sobre as influências do gosto pessoal. na formação dos hábitos alimentares. motivos do consumo. Os desafios para experimentar podem ser ampliados quando os alunos realizam experiências culinárias. açúcares e amido em diferentes alimentos. entre outros aspectos de relevância local que podem ser investigados. por exemplo. Pode-se investigar a origem dos nutrientes industrializados. sendo pertinente falar sobre as relações que estabelecemos com os animais e vegetais. investigar aspectos culturais e educacionais dos hábitos alimentares e a importância da higiene na alimentação. próximas ou distantes no tempo e no espaço. em que alguns fenômenos podem ser verificados. pois os alunos consomem grandes quantidades desses alimentos. A conexão com o ambiente pode ser feita quando se aborda o assunto “fonte e origem dos alimentos”. gostos pessoais. como por exemplo. 247 . na obtenção de alimentos bem como a produção de alimentos pelos vegetais. • Contágio por vermes e micro-organismos • Alimentos industrializados. • Alimentação equilibrada. como esses foram formados. das condições socioeconômicas. preferência por alimentos crus ou cozidos. balas. • Preservação dos recursos naturais. por frutas. entre outros. Por meio de experimentos simples. Outra investigação possível diz respeito às substâncias que compõem os alimentos e seus papéis no funcionamento do corpo. independentemente do nível de poder aquisitivo.

um problema ou um experimento. um texto ou trecho de texto. ou seja. Avaliação Coerentemente à concepção de conteúdos e aos objetivos propostos. são utilizadas para o fornecimento de energia e de materiais de construção do corpo. que interprete uma história. 248 .O estudo das funções específicas dos diversos nutrientes não é adequado neste momento. à construção da cidadania. O conhecimento da dieta equilibrada não é o único envolvido na mudança de comportamento alimentar dos alunos. a escolha de conteúdos de qualquer bloco temático deve ser cuidadosa. como usar talos e cascas de vegetais. proceder a determinadas formas de registro. a avaliação deve considerar o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação à aprendizagem de conceitos. de procedimentos e de atitudes. cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos. para que sirva à sua aprendizagem. A elaboração de cardápios a partir das informações sobre a utilização de recursos disponíveis é estimulante para a construção de um padrão nutricional desejável e compatível com a realidade. São situações que induzem o aluno a realizar comparações. ao desenvolvimento de valores. os alunos podem compreender que as substâncias alimentares. tanto a evolução conceitual quanto a aprendizagem de procedimentos e atitudes estão sendo avaliadas. estabelecer relações. Entretanto. uma vez que um mesmo nutriente pode cumprir diferentes papéis e alguns deles são utilizados com diferentes fins. Enfim. Visitas a postos de saúde locais ou entrevistas com agentes de saúde podem fornecer informações sobre a máxima utilização dos alimentos. etc. Desta forma. respeitando o amadurecimento correspondente à faixa etária e levando à aprendizagem de procedimentos. no seu conjunto. entre outros procedimentos que desenvolveu no curso de sua aprendizagem. mas de obtê-los nas proporções adequadas e garantir que sejam de boa qualidade. pois não se trata apenas de ingerir todos os nutrientes. como enriquecer o pão. dependendo do estado nutricional do indivíduo. A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas. para que seja estimulante e de real interesse dos alunos. uma figura.

influenciam seus comportamentos de aproximação-evitamento em direção às ideias matemáticas. acentuamos a ideia de que o aluno. tentando eliminar as circunstâncias que geram aversão ou atitudes negativas. é preciso refletir sobre como a estrutura do nosso Plano de Curso se transformará em prática educativa. A aquisição dessas atitudes deve ser uma das metas dos educadores e para que isso ocorra é necessário garantir aos seus alunos: • espaço para o desenvolvimento do autoconceito positivo. Por outro lado. cabe ao professor propiciar situações motivadoras. • transformar o conhecimento matemático formalizado em conhecimento escolar que possa ser compreendido pelo aluno. O conhecimento matemático não deve ser encarado como um conjunto de conceitos a serem memorizados. A Matemática faz-se presente em diversas atividades realizadas no cotidiano pelas crianças. estão inseridas numa cultura e são capazes de aprender Matemática e desenvolver-se cognitivamente. que são: mostrar às crianças a utilidade da matemática. Para atingir os objetivos. isto é. reconhecer os interesses variados dos alunos e seus conhecimentos prévios e valorizar seu grande potencial criativo. evitar diferença de tratamento entre meninos e meninas. As ideias matemáticas apresentadas na escola devem relacionar-se com a vivência das crianças. destacamos a necessidade de promover atitudes positivas em relação à matemática. sentimentos. • analisar e refletir sobre os conceitos e procedimentos que se pretende ensinar expressos no Plano de Curso. Sendo assim. nas quais é estimulado a estabelecer relações entre os conhecimentos já construídos e os novos. A cooperação entre os alunos na busca de soluções. Existem possíveis caminhos para minimizar a ansiedade nas atividades matemáticas. ajudar seus alunos a adquirir confiança e prazer em aprender os conteúdos da área. o levantamento e confrontação de hipóteses favorecem a construção e ampliação do próprio pensamento. precisamos considerar que trabalhamos com salas heterogêneas. mediar. Alunos e professores interagem e crescem. nas quais o aluno possa interagir com o objeto de estudo. acentuar as condições e as consequências positivas. mapear e tecer. • prazer na resolução de problemas. manter uma atitude positiva com relação a essa disciplina. devemos oferecer aos alunos várias situações que 249 . podemos trabalhar com noções de geometria. evitar humilhações. interesses. além de ser agente da construção de seu conhecimento. exemplos e demonstrações seguidas de exercícios de fixação. o cognitivo. também aprende na interação com seus parceiros. As crianças têm ideias próprias. não enfatizar só um aspecto da matemática. Considerando essas dimensões. medidas e estatística. o afetivo e o motor. Segundo MACHADO (2002). rompemos com a idéia de que cabe ao professor transmitir os conteúdos por meio de explicações. não a utilizar como punição. utilizar material concreto. Nessa concepção de ensino. Dessa forma. Nesse processo de construção do conhecimento. A aprendizagem atua em três domínios diferentes. • autonomia nos esforços. possibilitar discussões em grupo. a função do professor é associar-se aos alunos na busca de novos conhecimentos e assim suas ações são: fabular. valorizar diferentes procedimentos de solução de problemas. evitar o excesso de cobrança e punição quando ocorrem respostas erradas. encorajar a autonomia para a aprendizagem. em situações de desafio. além de explorar ideias numéricas e contagem. no processo e. é necessário: • desenvolver uma concepção do conhecimento matemático como ciência viva. desafiadoras e interessantes de ensino. As atitudes que as pessoas aprendem.MATEMÁTICA Encaminhamentos metodológicos Ao pensar o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na fase complementar. para isso. aberta à incorporação de novos conhecimentos.

39).problema é toda situação que permite problematização. É preciso que as crianças leiam o que fizeram. economia e racionalidade da solução. reversibilidade. tendo assim. Bons problemas são aqueles relacionados à realidade do aluno e que envolvam temas motivadores que favoreçam a aprendizagem. Assim. Formular problemas é uma forma de estimular a capacidade inventiva e questionadora dos alunos e uma forma de fazer matemática por meio da possibilidade de questionar. inclinação pela claridade. simplicidade. Que opere por princípios. é preciso que eles tenham contato com diferentes tipos de problemas. misturar textos bem elaborados com textos que apresentam falhas e modificar os 250 . Ansiamos que todos os alunos tenham oportunidade de vivenciar diversos tipos de experiências de aprendizagem. As orientações que seguem têm como objetivo contribuir no planejamento de situações didáticas que favoreçam a construção das competências esperadas. Outro aspecto que exige esclarecimento é que trabalhar apenas com os problemas convencionais pode levar o aluno a uma postura de fragilidade e insegurança diante de situações de desafio maior. é possível esclarecer que não há necessidade do aluno possuir todas as informações e conceitos envolvidos na situação-problema. ou seja. os alunos precisam reconhecer os dados disponíveis.). No processo educativo. um processo investigativo. Britto (2001) destaca que a solução de problemas é encaminhada em estágios que envolvem habilidades matemáticas como: • obtenção da informação matemática. o professor deve saber que: . um repertório como apoio. é necessário criar um ambiente de produção ou de “re-produção” do saber. o aluno aprende matemática. • processamento da informação matemática (generalizar. ler. Quando falamos sobre a resolução de problemas. acreditamos que. ao trabalhar com a resolução de problemas. • retenção da informação matemática. dos quais se originam toda a ação” (Kant. Ao formular problemas. os dados e a operação a ser usada. interpretar e produzir textos. percebem a relação entre os dados apresentados. tais como: Resolução de problemas “O que importa sobretudo é que a criança aprenda a pensar. a pergunta e a resposta. O ensino dessa disciplina pode ampliar as possibilidades dos alunos compreenderem e transformarem a realidade. considerando aspectos transversais. Quando os alunos formulam problemas. a situação criada e evidenciar a existência de um problema por meio da pergunta inventada. relatem dúvidas e debatam sobre as incompreensões. estabelecer relações e aplicar conceitos. Sendo assim. cada pergunta nova transforma-se num novo desafio para o aluno. p. resumir os processos. semelhanças e diferenças entre os textos. reproduzir textos com algum tipo de incorreção para que os alunos identifiquem as falhas. levantar hipóteses. a utilização de recursos adequados e a vivência da matemática de forma rica e diversificada. Enquanto resolve situações-problema. articulam o texto. comunicar ideias.possibilitem o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade e a capacidade de resolver problemas. O professor pode organizar a sala para produção coletiva e deve encontrar formas para fazer intervenções: reproduzir o texto em transparência. Toda criança encanta-se por desafios. todos os alunos deverão ter oportunidades de se envolver em diversas experiências de aprendizagem. também podemos propor aos alunos a formulação de problemas. 1803. flexibilidade dos processos mentais. a essência está no problematizar. Para que os alunos sejam capazes de formular seus próprios problemas. desenvolve procedimentos e modos de pensar e põe em prática habilidades básicas como verbalizar.

A definição de problema envolve a ideia principal de que não há um caminho direto e óbvio para se realizar a mudança do estado inicial (contato com a questão do problema) para o que se deseja (solução). coletados da cultura popular. sugerimos um repertório de problemas que atenda os quatro blocos de conteúdos (Espaço e forma. Números e operações. de maneira lúdica. com muitas soluções. A problemoteca é organizada por meio de fichas numeradas e. pois os alunos devem lidar com as dificuldades da linguagem matemática. mecânica e repetitiva. fotografia. Grandezas e medidas e Tratamento da informação) e que envolva problemas não-convencionais. dobro. sem deixar marcas negativas. etc. construção de uma folha com aqueles criados pelas crianças. ajudar seu adversário a melhorar suas habilidades e entenderão que. divisor. criação de um banco de problemas. Assim. podemos trabalhar. Uma sugestão é pedir que os alunos formulem problemas com palavras específicas da linguagem matemática: adição. os conteúdos atitudinais também estarão presentes nessas aulas. poderão 251 . confecção de um mural com os mais interessantes e desafiadores e envio para jornal da escola ou página na Internet. O objetivo do trabalho pode ser o de apresentar um conteúdo novo ou fixar conteúdo trabalhado ou mesmo promover a investigação por meio de solução de problemas.textos de acordo com a resposta. a partir de um gráfico ou tabela. Mediar a tarefa de solucionar problemas significa promover o diálogo e evitar a instrução. é necessário que o professor crie uma intenção real e um destinatário efetivo para as produções dos alunos: sorteio de problemas para serem resolvidos por todos da classe. cardápio. A tarefa de solução de problemas envolve o desejo. propiciando novas tentativas. As tentativas. charada. da língua materna e da combinação de ambas. Para a formulação de problemas. um jogador ganha e outro precisa perder. sem solução. A problemoteca envolve liberdade de escolha do problema a ser resolvido. A resolução de problemas constitui um contexto de aprendizagem que favorece a integração do raciocínio e da comunicação. receita. Outra é a criação de problemas que tenham uma certa estrutura textual: poema. Por meio dos jogos. Na medida em que o professor propuser boas questões aos alunos. permitindo que a criança desenvolva iniciativa. desafio ou jogo. livro de problemas ou problemoteca. desafiadores e curiosos na hora da roda de conversa sobre solução de problemas. envolvendo diversas estratégias e métodos de resolução e precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. enigma. de um fôlder. etc. Nosso desejo é que os alunos se tornem leitores e escritores em matemática. Na construção da problemoteca. os problemas que já resolveu. Formular problemas é uma ação mais complexa do que resolver problemas. Os jogos no ensino de matemática estimulam não só o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. divulga os mais interessantes. Cada criança controla na sua tabela. problema com rima. troca entre os alunos. autocorreção e desmitifica a solução de problemas. Os problemas devem ser desafiadores. conto. como também propiciam a interação e o confronto entre diferentes formas de pensar e permitem ao aluno vivenciar uma experiência com características sociais e culturais. pois fornece indícios observáveis do desempenho dos alunos. As crianças aprenderão a trabalhar em grupo. propaganda. com excesso de dados. novos problemas são introduzidos na caixa. porém não de forma rotineira. os fracassos durante os jogos devem ser encarados de maneira desafiante e podem ser revistos de forma natural durante as jogadas. a necessidade. com ilustração irreverente. durante o ano. torna-se um instrumento de avaliação o tempo todo. proteger a divergência de pontos de vista e colocar-se com neutralidade de procedimento. charada. bem humorados. Assim. num jogo. com dados insuficientes. imagem. até mesmo. respeitar regras. autoconfiança e autonomia. os erros e. por isso ela se distancia da arbitrariedade e se aproxima da autonomia intelectual. assim como tentativas para encontrar a solução e não há um procedimento facilmente acessível que garanta a solução imediata. Jogos Acreditamos no ensino da Matemática de corpo inteiro. folheto. conteúdos importantes. É uma atividade muito importante para despertar atitudes positivas em relação à solução de problemas. A experiência de investigação na solução de problemas proporciona satisfação. seleção de alguns criados e troca entre classes do mesmo ano. Propor jogos nas aulas desse componente curricular é uma maneira desafiadora e prazerosa de os alunos participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem.

o educador pode perceber o raciocínio de cada aluno e planejar as intervenções apropriadas.. desenvolvendo um trabalho interdisciplinar. o jogo não se tornará mero lazer. enriquece suas aulas. ao decidir trabalhar com histórias infantis nas aulas de matemática. o giz e o livro didático”. escreve e conversa sobre as idéias matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. Na bibliografia desse trabalho. encoraja reflexão e possibilita a organização das ideias. assim como lançar mão dos conhecimentos matemáticos que já possui de forma mais integrada e “inteligente”. pois acreditamos ser essa uma parceria extremamente importante e necessária. as crianças devem conversar sobre o jogo discutindo sobre o que foi fácil. Além da socialização de idéias. • Lembrar que nenhuma exploração matemática pode vir antes da própria história e nem tampouco deturpar o sentido da história. ainda. enquanto lê. Existem jogos infantis praticados no mundo inteiro. argumentam e comunicam oralmente ou por meio da escrita suas conclusões. (SMOLE.potencializar suas capacidades para compreender os conceitos matemáticos presentes nos jogos. 252 . Além disso. os alunos poderão registrar suas descobertas com desenhos ou textos coletivos. suas dúvidas. as quais serão proporcionadas pela utilização dos jogos como recurso pedagógico. Essa comunicação permite que os alunos reajam frente às idéias dos outros e que considerem pontos de vista alternativos. Nas situações de jogo. por exemplo. o que foi difícil. servir como um complemento para o material tradicionalmente utilizado nas aulas: a lousa. localizar num mapa ou globo terrestre os países citados. suas aprendizagens. Escrever sobre Matemática ajuda na aprendizagem das crianças. Além de jogar. podendo. contar histórias desses povos. É fundamental que o professor crie oportunidades para as crianças verbalizarem suas construções mentais sobre o que foi trabalhado. poderia ser um modo desafiante e lúdico para as crianças pensarem sobre algumas noções matemáticas e. o professor pode criar situações na sala de aula que encorajem os alunos a compreenderem e se familiarizarem mais com a linguagem matemática. entre outras coisas. usar a literatura infantil “. 1996. é preciso atentar para alguns aspectos: • Conhecer a história antes de apresentá-la aos seus alunos para saber quais as possibilidades de trabalho que ela permite e se estão adequadas à sua classe. o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se juntas. Matemática e o Ensino da Língua Sugerimos a integração entre a Língua e a Matemática. das diferentes respostas obtidas. etc. o professor deve levar em conta a importância da definição dos conteúdos e das habilidades presentes nos jogos e o planejamento de sua ação. proporcionar a fabricação do jogo com material alternativo. Por isso. Segundo SMOLE (1999). estabelecendo ligações cognitivas entre a linguagem materna. A partir da discussão estabelecida. ao optar por trabalhar a Matemática por meio dos jogos. mas uma nova forma de aprender Matemática.. A relação entre o jogo e a Matemática é muito significativa. assim como explore lugares. pois é nesse período que elas devem encontrar o espaço para explorar e descobrir elementos da realidade que as cerca. em que os alunos levantam e testam hipóteses. o aluno volta ao texto muitas vezes para acrescentar outras expectativas. enfim proporcionando a investigação e a relação com outras áreas do conhecimento. conceitos da vida real e a linguagem matemática formal. Dessa forma. 68) Por meio da conexão entre literatura e matemática. Quando o professor escolhe jogos de outros povos para trabalhar com os alunos. Os alunos devem ter oportunidade de vivenciar situações ricas e desafiadoras. a história contribui para que ele aprenda e faça matemática. um jogo pode servir como ponto de partida para uma atividade de investigação. percepções e experiências. As crianças também poderão criar seus próprios jogos ou modificar regras. Nesse sentido. Utilizando a literatura infantil nas aulas de Matemática. É importante que as crianças sejam estimuladas a buscar soluções para os cálculos e problemas e que tais soluções sejam discutidas coletivamente. a criança é capaz de construir conceitos de uma forma muito mais lúdica e prazerosa. O diálogo capacita os alunos a falarem de modo significativo sobre seus conhecimentos. Assim. características e acontecimentos na história. É neste contexto que a conexão da matemática com a literatura infantil aparece. principalmente para crianças dos anos iniciais. p. você poderá encontrar sugestões de sites e livros para pesquisa. dicas para se jogar melhor.

etc. levando-os a colocar suas expectativas em relação ao texto a ser lido. mas que envolvem duas ou mais delas. em quais os recursos necessários. Os textos de jornais e revistas oferecem uma oportunidade para trabalharmos com os alunos conceitos de matemática. de uma experiência vivenciada pelo grupo de alunos. um gráfico. produzir textos em matemática auxilia na apropriação do vocabulário específico e na compreensão de noções matemáticas. é necessário ter clareza do que se pretende alterar. Por meio dos projetos. os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo. Na maioria dos casos. pode ser realizada a comparação da versão dada pela classe com a originalmente proposta no livro. nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento. também é preciso observar cuidados necessários: ao selecionar um artigo. aproveitando os fatos e acontecimentos que fazem parte do dia-a-dia dos alunos. Para reformular um texto. os textos. no qual a intervenção do professor fará com que os alunos progridam e escrevam textos cada vez mais complexos. uma propaganda. A leitura poderá ser feita em vários dias. os alunos podem elaborar o final da história. possibilitam a observação das semelhanças e diferenças entre eles e a problematização com o objetivo de alcançar a clareza e o aperfeiçoamento do texto. Você pode ter um livro por duplas. prever problematizações e registros que os alunos produzirão. charadas e quebra-cabeças enriquecendo a proposta de resolução de problemas. o professor poderá analisar a capa. com emoção. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem. propor aos seus alunos que façam a leitura intuitiva. é importante que o professor tenha traçado quais são seus objetivos. assegurando a fidelidade aos conceitos matemáticos e aspectos linguísticos. Jornais e revistas possibilitam explorações numéricas. Assim. etc. apresentam gráficos e tabelas de diferentes tipos. o original e a sua reescrita. ao mesmo tempo em que podemos desenvolver habilidades de leitura. Ao escolher um livro infantil para ser explorado. Realização de projetos Os projetos didáticos são situações que partem de um desafio. A escrita em matemática é marcada por um processo de idas e vindas. Depois. O professor precisa valorizar o hábito da leitura e escrita. problematizações especialmente preparadas para isso. os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica. Além dos livros infantis. grupos de 4 ou mesmo um único livro em transparência. Não há necessidade de um livro para cada aluno. nesses casos. enigmas. Os temas dos projetos podem surgir da curiosidade dos alunos em aprender algo. adequar o tempo à sua proposta. de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. um passatempo ou outro texto qualquer de jornal e revista. com os personagens. possibilitando a conversa com a classe sobre as possibilidades dos próximos acontecimentos. interdisciplinares. assim um mesmo livro pode levar um ou dois meses sendo trabalhado com a turma. O professor deve fazer isso em uma aula por semana. mas aos poucos. procurar discutir as palavras novas presentes na história e escutar e perceber as críticas e opiniões dos alunos sobre a história.• • • O primeiro requisito para uma exploração de matemática a partir de um livro de histórias é que as crianças gostem e se envolvam com ele. álbum seriado. pensar na organização da classe. Alguns livros não apresentam um final definido. Nesse contexto. Para a realização desse trabalho. 253 . seleção de informações e resolução de problemas. O ideal não é explorar um livro a semana toda. pois trazem assuntos que podem ser explorados em sala. verificar se o texto escolhido tem uma linguagem acessível aos seus alunos. podendo até mesmo registrar em forma de texto coletivo a continuação sugerida pelas crianças. os jornais e revistas também são fontes de materiais interessantes para as aulas de matemática. de uma situação-problema que esteja ocorrendo na escola ou na comunidade. expectativa. escrita. Os alunos precisam adquirir o hábito de revisar a sua escrita antes de a considerarem concluída. O conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. uma tabela. portanto. por um fato da atualidade ou de uma questão suscitada a partir do projeto anterior.

• • • • • • • • expor um modo mais dinâmico de abordar os conteúdos de matemática. diminuir a distância entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo. favorecer uma compreensão da matemática como ciência. com um estilo próprio. pensar em como considerar as diferenças e ritmos de aprendizagem entre os alunos. se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico. História da Matemática Segundo Ubiratan D`Ambrósio. rever concepções de conhecimento e inteligência que conduzem as ações docentes. o professor precisa conhecer o que os alunos já sabem a respeito. para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas. o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. na avaliação e no planejamento. os valores.Ao delimitar o tema. procuramos: • ampliar a forma como encaramos os alunos em sala de aula. tendo a oportunidade de interagir com outras pessoas. tecnológico e econômico. e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução. e destes com o professor. buscar formas de envolver a comunidade no trabalho da escola. pelas experiências vividas na escola. as crenças e os hábitos. construir. Durante o desenrolar do projeto. os costumes. Materiais manipuláveis são um recurso privilegiado para introdução e suporte de conteúdos escolares. para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimentos. com objetos e situações que exijam envolvimento. de suas aprendizagens e dos problemas que têm que superar na vida real. considerando suas dimensões afetiva. 254 . no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões. mais uma vez. dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de seus procedimentos. como jogo e como instrumento de resolução de problemas . visualização e trocas. Além de vivenciar ricas experiências de aprendizagem. modificar e integrar ideias. como a linguagem. aliados para uma reflexão constante sobre o ensinar e o aprender. ter. que opiniões têm e que hipóteses levantam. deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos. não desprezar os conhecimentos matemáticos que vêm da criança e de sua comunidade. que são habilidades tão necessárias no aprendizado da Matemática. a História da Matemática é importante para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos. especialmente arte e língua materna. para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade. Ressaltamos a importância da exploração do Material Dourado para a assimilação do conceito da dezena por meio da manipulação. momentos de investigação e comunicação entre os alunos. os projetos didáticos propiciam o estudo de problemas reais. e avaliar as consequências socioculturais dessa incorporação. cognitiva e social. Por meio das atividades propostas. promovendo. os alunos devem ter a oportunidade de utilizar recursos de natureza diversa. ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto. Assim. sejam capazes de tomar decisões. Nosso desejo é que os alunos nunca percam a curiosidade pelo saber matemático e que.

o aluno tem mais tempo disponível para trocar ideias e testar um maior número de alternativas. coisas interessantes e que poderão motivar alguns alunos. operadora de caixa. ela não torna obsoletas e desnecessárias as técnicas de algoritmos. enfadonhas e desnecessárias tarefas. Não mera manipulação de técnicas. incentiva e facilita o espírito de pesquisa. garçom. pedreiro? Para D´Ambrósio. 255 . Razões para utilizar calculadora: • é ferramenta comum entre a população. É necessário definir a contribuição da tecnologia para o espaço escolar e questões metodológicas sobre sua utilização no processo ensino e aprendizagem. nesse sentido. De acordo com os PCN ( Brasil. • • • • • • • promove a interação do aluno com a tecnologia ao solucionar problemas. divertida e desafiadora. Entrevistar profissionais que utilizam a matemática para realizar atividades diárias. representante de vendas. é instrumento fundamental para o desenvolvimento de aptidões ligadas ao cálculo e esses não se dispersam com operações trabalhosas. cozinheiro. softwares e calculadoras é uma realidade para parte significativa da população e representam um novo desafio para a escola. políticos e empresários realizam estudos preliminares e traçam projetos para execução. Qual a importância do conhecimento matemático para o trabalho de um farmacêutico. A matemática explorada na sala de aula deve levar em conta a historicidade do indivíduo. pode ser concebida como um precioso recurso de mobilização do raciocínio matemático. deixando-o com mais tempo para aprimorar sua capacidade de raciocinar e desenvolver-se mentalmente.Exercícios interessantes de natureza histórica são: identificar a Matemática do cotidiano. engenheiro. utilizando a matemática. exploratória. Tecnologias da informação O acesso a computadores. resgata a própria identidade cultural. Devem-se apresentar curiosidades. suas contribuições para o processo educativo e desafios que a proposta pode enfrentar. 2001). mas sim exercícios de criatividade. A formação do indivíduo faz-se com estímulos matemáticos. reconhecer os seus saberes e fortalecer a sua identidade. sociológica e antropológica e. Não é possível negar a existência da calculadora proibindo-a na escola. a História da Matemática no ensino deve ser encarada sobretudo pelo seu valor de motivação para a Matemática. o levantamento de fatos matemáticos numa comunidade ( traçado de uma cidade. arquiteto. É necessário ter claro as intenções do educador quando introduz a utilização da calculadora. construção e localização de monumentos). sua relação com a ética e consumo. a conexão entre o conceito matemático e sua história constitui-se de informação cultural. arquitetos. libera o aluno de longas. assim como professores de Matemática das séries finais ou do Ensino Médio. contador. padeiro. Os urbanistas. possibilita ampliar a compreensão sobre o funcionamento das operações. Reconhecemos que situações extremas que envolvem o uso de tecnologia não contribuem para o processo ensino e aprendizagem da Matemática. por outro lado. mas uma matemática interessante.

figurinhas. nos preocupamos em identificar não só os conceitos. você encontrará a descrição de cada bloco de conteúdo. possibilita o desenvolvimento de conceitos e habilidades de pensamento (análise. o desenvolvimento do raciocínio matemático. p. rótulos. Assim. Sempre que é retomado surge sob um novo enfoque. que serão manipulados pelos alunos no decorrer do ano. O professor poderá propor que os alunos tragam botões.). Para enriquecer e facilitar o trabalho que será realizado em sala de aula. nenhum bloco de conteúdo será esgotado num único momento. atitudes frente ao ensino e aprendizagem de Matemática. sua criatividade e sua capacidade de analisar e de criticar. embalagens. dá chance aos professores de proporem problemas com dados mais reais e auxilia na elaboração de conceitos e na percepção de regularidades. foi selecionar dentro de cada um desses blocos de conteúdos quais conhecimentos e competências contribuiriam para o desenvolvimento intelectual do aluno. recomendamos a organização de materiais diversos. os alunos precisam de muito mais do que uma coleção de informações memorizadas. A retomada de temas em diferentes momentos do processo possibilitará a integração de diversos conteúdos. saber pesquisar e comunicar suas ideias. custo de uma produção. quando usada de modo planejado. mas também os procedimentos e as atitudes a serem trabalhados em classe. etc. tornando-se mais significativo para os alunos. previsão). Atualmente. tem efeito motivador na resolução de problemas. um mesmo tema é trabalhado várias vezes. jornais. apresentamos um conjunto de sugestões didáticas que deverão ser adaptadas a cada realidade. juntamente com orientações e sugestões para a concretização dos conteúdos propostos no Plano de Curso. A seguir. possibilita verificar as regularidades. o estudo do espaço e das formas e o estudo das grandezas e das medidas e o tratamento das informações cotidianas (dados estatísticos. assim. ao explorarem este artefato cultural. Lembramos que todo trabalho realizado em Matemática deve partir de uma situação concreta. Organização do Plano de Curso de Matemática De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Para esse fim.• • • • • • • • estimula o aluno a buscar novos procedimentos para resolver problemas e desafios. no processo de seleção de conteúdos. contas. ou seja. à estimativa. auxilia os alunos a lidar com problemas de seu dia-a-dia (compra e venda de produtos. aprimorando seu raciocínio lógico-matemático. 256 . o que trará certamente um enriquecimento ao processo de ensino e aprendizagem. decidimos organizar nosso Plano de Curso contemplando o estudo dos números e das operações. promovendo. Nosso desafio. palitos de picolé. à decomposição. entre outras coisas. O conteúdo matemático deve ser contextualizado em situações típicas da infância. bolinhas de gude. tabelas e gráficos). Assim. precisam de procedimentos de busca e de interpretação de informações. investigar as propriedades dos números. pelo contrário. folhetos de supermercado etc. pedrinhas. Esse material deverá ser devidamente selecionado e organizado.16). inferência. como afirma D'Ambrósio (1993. a calculadora não inibe o pensar matemático. formular hipóteses e verificar resultados. conhecer técnicas e dominar estratégias para resolução de problemas. Os conteúdos foram organizados de forma espiralada. de modo a permitir ao aluno muitas oportunidades de aprendizagem. promove resolução de problemas. caixas de fósforos vazias. os estudantes desenvolvem habilidades vinculadas ao cálculo mental. “ignorar a presença de computadores e calculadoras na educação matemática é condenar os estudantes a uma subordinação total a subempregos”.

codificar. o professor poderá propor uma situação-problema. que auxiliam na compreensão do sistema de numeração decimal e das quatro operações e até mesmo da calculadora tão utilizada no cotidiano dos alunos. comparações e ordenações. de um fôlder. 34. conhecendo as idéias e propriedades de cada uma delas. Apresenta-se um enunciado e uma pergunta com sentido lógico. ou seja. Situações sem número. ele acontece naturalmente. O aluno criará o enunciado. a reflexão e a introspecção. Dá-se uma informação ao aluno: a partir de uma frase. O trabalho consiste em inventar uma situação problemática em que utilize essa ideia. de um esquema. de uma programação de televisão. arredondamentos e cálculo mental. sugerimos algumas situações didáticas: . que provoque curiosidade para descoberta. nas quais. em que eles possam exercitar a independência. cálculos. Trabalhar a história do número propiciará o reconhecimento de problemas vividos pela humanidade. segundo Fernandez Bravo: 32. tempos e povos antigos e ajudando ao aluno a entender melhor a Matemática. Problemas de lógica em que não intervém o algoritmo. a decisão só pode ocorrer num ambiente onde haja a possibilidade de escolha. não se necessita de nenhuma operação. ordenar. Os alunos terão a semana toda para encontrar a solução. As operações fundamentais (adição. 36. para o trabalho com esse bloco de conteúdo. é preciso que ela se depare com diferentes situações em que essa operação se aplica ou não. Utilização do raciocínio por dedução. a pergunta e o processo que possa ter correspondência com a solução de partida. material dourado e ábaco. Pensando em tudo isso. em que o número e as operações apareçam nas mais diversas situações: quantificar. onde haja a expressão. É importante que o professor encontre situações que privilegiem a construção dessas competências. Ainda em relação às operações. Outro aspecto que merece destaque são as atividades que envolvam estimativas. Sugestões de como pode ser proposta aos alunos a solução de problemas. trabalhar com o sistema de numeração decimal possibilitando situações reais de contagens. resgatando a histórias de lugares. de uma foto. 35. a partir das relações com o mundo. medir. é importantíssima a exploração de jogos. Para chegar à solução. Enunciados abertos. Portanto. de um prospecto. 33. multiplicação e divisão) deverão ser trabalhadas a partir de situações-problema. mas de forma incompleta para se chegar à solução. por isso. Apresenta-se um problema sem dados numéricos. oferecendo oportunidades aos alunos para refletirem a respeito do valor posicional dos algarismos nos numerais.Desafios para semana: ao início de cada semana. desejamos que o trabalho que será desenvolvido possibilite a busca de estratégias próprias para resolução de problemas. Vai-se completando tudo o que se necessite à medida que o aluno vá pedindo. Situações qualitativas. indução e analogia. O raciocínio lógico é um processo pensado. planejado. Para que a criança construa o significado de uma operação.Blocos de conteúdos 1. Fora dela. há um claro julgamento de valores e escolha consciente de um caminho entre vários. subtração. professora e alunos desvendam o desafio. Números e operações Os conteúdos deste bloco deverão ser trabalhados de forma contextualizada. Inventar e resolver um problema a partir de uma solução dada. tão necessárias no dia-a-dia. Ressaltamos que. 257 . o aluno irá ampliando seu conceito de número. precisamos possibilitar aos alunos momentos de decisões. num cartaz. de uma manchete de jornal. Ao decidirem. em que o aluno perceba que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações e que diferentes problemas podem ser solucionados utilizando-se uma única operação. Ao final da semana. de um desenho. e construído na escola. aos poucos.

Apresentam-se várias perguntas. A tarefa do aluno consiste em criar perguntas que possam ser respondidas levando em conta. a solução do problema dada e os dados numéricos apresentados que devem aparecer no enunciado. Criação de um enunciado e de uma pergunta que tenha correspondência com o conteúdo de relação aplicativa da expressão de partida. 45. 42. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada. Mudar os tempos verbais nos quais se expressa um problema já resolvido. Mudar a pergunta de um problema já resolvido para que a nova solução seja a mesma anteriormente obtida. 258 . Apresenta-se um enunciado com perguntas em branco. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a operação. Observar e comparar ambas as soluções. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução que nos indicaram e utilizar (todos/ apenas alguns) os dados numéricos oferecidos. Inventar e resolver um problema cumprindo duas condições: chegar à solução dada e aplicar a (s) operação (ões) indicada (s). 41. e apenas um. e mediante as operações indicadas. o enunciado de partida. Expressar as perguntas que tenham correspondência com o enunciado e com a solução. Observar e comparar as soluções de ambos. apenas um. 49. Inventar e resolver um problema a partir de uma expressão matemática. Estão todos fora de ordem. capaz de responder a todas as perguntas apresentadas. 48.37. mas têm correspondência entre si. 39. com o qual se possa responder. 51. Inventar um enunciado. Resolver o novo problema. 44. Averiguar o dado falso de um problema dado aos alunos com a solução correta. unicamente. Existe um dado. Inventar um enunciado que tenha correspondência com uma pergunta dada e o processo de resolução. São fornecidos vários enunciados. Cada uma dessas perguntas indica a operação que é preciso aplicar para obter suas respostas. e apenas um. Expressar perguntas e respondê-las a partir de um enunciado dado. Buscar a correspondência enunciado-pergunta-solução. 46. Mudar a ordem em que aparecem as proposições do enunciado de um problema já resolvido. 40. Há um enunciado e algumas perguntas em branco. 38. Apresentam-se várias perguntas acompanhadas da indicação de operação (ou operações) que se tem de aplicar para se chegar à sua resposta. 47. Inventar um enunciado que tenha correspondência com várias perguntas dadas. A tarefa do aluno consiste em criar um enunciado. várias perguntas e várias soluções ou operações. 43. que não nos permite chegar à solução expressada. O trabalho do aluno consiste em encontrar a correspondência enunciado-pergunta-solução. 50. todas as perguntas apresentadas. Resolver novamente o problema.

Resolver problemas apresentados de forma completa. checar a lista dos alunos do colégio para recolher a informação necessária. 57. de cujo enunciado apagaram-se os dados. ou simplesmente sair para o pátio. de modo que não se pode responder a sua pergunta. Resolver um problema que se apresenta de forma diferente da habitual. 62. em número e conteúdo. Misturam-se os processos de resolução. é imprescindível facilitar o êxito da busca. 55. Apresentam-se enunciados incompletos. Mistura dos processos de resolução de dois problemas.52.. Número racional: O trabalho com números racionais tem como objetivo principal levar os alunos a perceberem que os números naturais não são suficientes para resolver determinados problemas. um conto breve.. O aluno completará o enunciado. Apresenta-se um problema resolvido. entre as quais se possa selecionar e extrair os dados necessários para resolver o problema. Misturar o enunciado ou enunciados de um ou mais problemas. A atividade consiste em escolher o lugar necessário dos dados para resolver o problema. deixando-se o espaço correspondente para que o aluno complete. Selecionar a informação necessária mediante a consulta de documentação. deixando-se os espaços em branco. textos. operações e relações lógicas para as necessidades habituais de desenvolvimento pessoal. convivência e relação com o meio. Apresenta-se fora do problema uma série de dados. Completar os dados do enunciado de um problema a partir do processo de resolução. 59. charadinha. para ser respondida. Apresentam-se dois problemas diferentes. Se nossos alunos pertencem ao ensino fundamental. cardápio. Inventar um problema com um vocabulário específico e a solução apresentados. na qual muitos deles perderiam tempo sem que o esforço rendesse. disponibiliza-se ao aluno uma série de fichas elaboradas pelo professor – adaptadas. Apresenta-se um problema indicando sua solução. com solução única. Apresenta-se um problema cujo enunciado é sem sentido porque está desordenado. Compor o enunciado ou os enunciados de um ou mais problemas a partir de todos/ alguns dos dados fornecidos e resolver a situação problemática. Uma poesia. enigma. Completar os dados do enunciado de um problema a partir da sua solução. 58. 60. 56. requer a consulta de dicionários. piada. enciclopédias. sem solução. De seu enunciado. com várias soluções. Sua tarefa consiste em responder à pergunta do problema ou dos problemas. Para isso. Inventar um problema com um vocabulário específico e a operação (ou as operações) que deve ser utilizada para sua resolução. receita. numa linguagem gráfica. Dá-se ao aluno o necessário para que os possa ordenar sem nenhuma ambiguidade e resolvê-los. 61. cuja resolução favoreça a aplicação dos conceitos. A tarefa do aluno consiste em identificar cada processo com o problema correspondente. tabelas. apagaram-se os dados. 53. Mudar os dados de um problema ou problemas Expõe-se ao aluno que todos ou alguns dados que aparecem foram mudados e não ocupam o lugar que lhes corresponde. diagramas. Apresenta-se uma pergunta que. à sua idade -. 54. ou se apresentam dois enunciados misturados. 259 .

manipular. Embalagens. é importante realizar experiências oferecendo situações onde visualizem. Grandezas e medidas Neste bloco. compreensão de frações equivalentes. ressaltamos a importância do trabalho com a história da Matemática. p. construção e comunicação de figuras geométricas planas e espaciais. de obras de arte. usando medidas nãoconvencionais e convencionais. tangram. metro de madeira. calendário. Espaço e Forma Para compreender. comparem e desenhem formas: é o momento do dobrar. É interessante que os alunos vivenciem processos de medição com palmos. esculturas e artesanato. 2 4 3 as ideias básicas sobre operações com frações.sala de aula: número de passos X metros. sucata. O principal objetivo do ensino de conteúdos de geometria é resolver problemas do cotidiano. fita métrica. possibilitando constatação da trajetória do homem em buscar instrumentos de medida cada vez mais precisos. o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender. pinturas. e criar situações de medidas na sala de aula. Sugerimos que o trabalho seja realizado a partir da exploração de objetos do mundo físico. termômetro. representar e descrever o mundo em que vive. colher de café. O conhecimento é construído quando o sujeito é desafiado a solucionar situação-problema utilizando recursos didáticos e valorizando a interação social. como: pedaços de barbante. dedal. construir. desenhos. etc. xícara. passos. etc. 55): Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de matemática no ensino fundamental. jarra. descrever e representar. identificar. esticar. o mundo em que vive. recortar. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL. trabalharemos com situações reais de medição. por exemplo: .Os esforços deverão estar voltados para: • • • • frações simples como 1 3 1 . montar. Os conceitos geométricos trabalhados nesse bloco de conteúdo visam ao reconhecimento do espaço onde o aluno vive. é necessário que o aluno saiba localizar-se e movimentar-se no espaço e perceba o tamanho e forma dos objetos que o rodeiam. deformar. 260 . Os alunos deverão reconhecer. deslocamentos no espaço. colar. cronômetro. Para isso. e . relógio. porque. Poderá pedir que as crianças tragam vários instrumentos de medidas para que o grupo organize a caixa de medidas padronizadas ou não. colher de chá. copinho de remédio. por meio de atividades que trabalhem a lateralidade. colher de sobremesa. ampulheta. 3. geoplano e dobraduras são importantes recursos para o trabalho com os conteúdos deste bloco. pontos de referência e também a observação. trena. balança. por meio deles. de forma organizada. pés. régua. metro. O professor também poderá promover atividades de estimativas sobre medidas e uso de instrumentos de medidas como balança. analisar. colher de sopa. em que os alunos observarão o que se pode medir e como pode fazê-lo. comparar frações e ordená-las na reta numérica. 2. fita métrica. copo dosador. o que permitirá conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento. Mais uma vez. ordenar e classificar figuras. moldar. metro. decompor. relógio. 1997.

Atividades que permitam fazer marcações do tempo e solucionar problemas.Escrita de textos a partir da observação de listas. . Psicologia da Educação Matemática. elaborar livros de receitas culinárias. Papirus. 2000. Bernabé Sarabia e Enric Valls. César Coll.Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos. 4. animais de que mais gostam.Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família. . 2006. etc. CARDOSO. etc (ampliar e reduzir receitas). Os conteúdos na reforma. na escola zero. de massas de modelar.quantas jarras para encher um balde. . Juan Ignácio Pozo. moedas e calculadoras. 2002. 2001. . Florianópolis: Insular. o professor poderá criar atividades de leitura e produção de listas. Na vida dez. 1996. Tratamento da informação Neste bloco. São Paulo: Cortez. comunicando por meio de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles. ______. Virgínia Cárdia. organizadora. Materiais didáticos para as quatro operações. Petrópolis: Vozes. São Paulo: Cortez. . CARRAHER. Também poderá explorar jornais de propaganda de supermercado. Estela Kaufman e NUNES. bem como iniciar um trabalho de exploração de algumas noções de estatística e probabilidade. Kátia Regina Ashton. tradução Beatriz Affonso Neves. . Outras idéias são: . FAINGUELERNET.. ______. Educação Matemática números e operações numéricas. Aprender pensando. Indicamos também: . Terezinha Nunes. 2005.mesa: palmas da mão X centímetros. Sugerimos a exploração de jornais e revistas e a relação de dados obtidos a partir de pesquisas realizadas em outras áreas do conhecimento.Resolução de situações-problema a partir de dados apresentados em listas. pedir para que os alunos as tragam. São Paulo: Cortez. situações que acarretam prejuízo e que apresentam vantagens. Fazendo arte com a matemática. 2006. 1998.Atividades que façam uso de cédulas. Bibliografia Sugerida BRENELLI. . tabelas e gráficos. 1986. de. O tratamento da informação estará presente em todos os demais conteúdos como uma ferramenta importante para que o aluno analise e perceba regularidades. O método clínico usando os exames de Piaget. ______. . Márcia Regina F.Observação de embalagens para identificar grandezas e suas respectivas unidades de medidas. Assim. coleta e organização de dados estatísticos.Organização de pesquisas relacionadas a assuntos diversos: desenvolvimento físico e aniversário dos alunos. BRITO. . pretendemos explorar diferentes formas de organizar e comunicar informações numéricas. . .quantos copos para encher a jarra. 261 .quantos alunos deitados no chão para medir a classe. de tintas. Porto Alegre: Artes Médicas. tabelas ou gráficos. César.Mostrar à classe outras moedas que o Brasil já teve.Análise de situações apresentadas em folhetos de supermercado para identificar ofertas enganosas. O jogo como espaço para pensar. Terezinha Carraher. David Carraher e Analúcia Schliemann. tabelas e gráficos. programas de TV preferidos. entre outros. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: IME. COLL. Roseli Palermo.USP.

Jogos infantis: o jogo. Porto Alegre: Artmed. 2000. PEREIRA. São Paulo: Summus. MACEDO. RJ: Vozes. Guy Brousseau. tecnologias e temas afins. Cecília. Luzia Faraco. Passos. a criança e a educação. Heloysa Dantas. MACHADO. 2006. ______. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. 2000. Rio de Janeiro: Interciência. Ensaios construtivistas. Pedagogia da autonomia. HUETE. – Outros autores: Maria Suzana de Stefano Menin. Educação: Projetos e Valores. 2005. São Paulo: IME. Allessandrini. 1993. GIORGI. 1991. Lino de. Fusako Hori et al. Juan Acuña Llorens. J. Philippe. PIAGET. Didática da Matemática – Reflexões Psicopedagógicas.1997. São Paulo: Escrituras. Johan. OCHI. 1995. 2002. ______. ALS. 2006. organizadora. I. São Paulo: Casa do Psicólogo. Porto Alegre: Artes Médicas. Campinas. Nilson José Machado. ______. ______. A solução de problemas. ______. 2005. organizador Lino de Macedo . Aprender com jogos e situações problema. 1998. Sanches e BRAVO. Porto Alegre: Artmed. Valéria Amorim Arantes.C. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2002. PCN. 262 . Porto Alegre: Artmed Editora. RAMOS. George. 2001. São Paulo: Escrituras. 2001. Mônica Gather. São Paulo: Perspectiva. Frações sem Mistérios. Linguagem. A. Lino de Macedo. Delia Lerner. N.USP. MARINCEK. Yves de. ______. Tradução João Paulo Monteiro. Jogos uma forma de ensinar e aprender matemática. Patrícia Sadovsky. THURLER. Porto Alegre: Artmed. 2003. 1996. Cristina Dias. 1997. O raciocínio na criança. 1997. Grécia Gálvez. Luis A. Secretaria de Educação Fundamental. ______. Lino de. HUIZINGA. 1994. O jogo da Onça. Fernández. Juan Ignácio (organizador).O Jogo e suas possibilidades metodológicas no processo ensino-aprendizagem da Matemática. Petrópolis. Aprender matemática resolvendo problemas. Piaget. Cidadania é quando.C. senha e dominó.Brasília: MEC/SEF. 4 cores. ______. ALS. Jogo e projeto: pontos e contrapontos. A arte de resolver problemas. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. São Paulo:Cortez. Belo Horizonte: Origem Jogos e Objetos. Dissertação de Mestrado. 1997. São Paulo: Ática. Irma Saiz. Yves de La Taille. 2006. Belo Horizonte: Universidade. 2004. 2001. 1999. Plantares. 1992. MACEDO. ______. . ______. 2005. O ensino da Matemática – fundamentos teóricos e bases psicopedagógicas. MACEDO. As competências para ensinar no século XXI. Record.Matemática e Língua Materna: análise de uma impregnação mútua. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2001. Ação – ensaios de epistemologia e didática. I et al. Conhecimento. senha e dominó – caderno para atividades propostas em 4 cores. Yves de La Taille. ______. São Paulo: Summus. Nilson José. ______. Cinco Estudos de Educação Moral. Porto Alegre: Artmed. N. MACHADO. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Petty. ______. São Paulo: Paz e Terra. senha e Dominó. Roland Charnay. Cybele. 1996. 2008. LA TAILLE. PERRENOUD. Mauricio e Antônio Barreto. 2003.C. O uso de quadriculados no ensino da geometria.Matemática e Educação: alegorias. ______. 2005. Nilson José. 2002. São Paulo: Escrituras. LIMA. Maria das Graças Barbosa. Vygotsky. São Paulo: Cortez. J. UNICAMP. Marta Kohl de Oliveira. Paulo. São Paulo: Casa do Psicólogo. Santaló. Petty. ______.FREIRE. Porto Alegre: Artmed. Passos. Ulisses Ferreira de Araújo. Gente miúda na cozinha. SESI. Jean. Educação e autoridade. Vânia (coordenado por). 1996. São Paulo: Cortez. Ensaios Pedagógicos. Epistemologia e didática. Petrópolis: Vozes. ______. Porto Alegre: Artmed. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. POLYA. Trad. POZO. 4 cores. Porto Alegre: Artmed. São Paulo: Escrituras. Lino de. Tradução Beatriz Affonso Neves. Brasil. PARRA.

Saída pelo triângulo.______. ______. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. Malba. TAILLE. São Paulo: Ática. Ler. São Paulo: Ática. São Paulo: Ática. David L.Constance Kamii Coleção grandes educadores – Edgar Morin Construtivismo e práticas pedagógicas . Belo Horizonte: Editora do Brasil. 1998. ______. STIENECKER. 1993. Geometria na Amazônia: Ática. ______. SOUZA. 1992. Maria Ignez Diniz.. 1998. David L. Vygotsky. Sugestões de vídeos que complementam o estudo: • • • • • • • • Autonomia . Eliane Reame de Souza. Maria Ignez Diniz e Patrícia Candido) PCN na escola Salto para o futuro 263 . Piaget. Diversão Multicultural para idades de 8 a 12 anos. Meu anel de sete pedras. Números . Artmed. Yves de La. Ernesto Neto. Ana Ruth. São Paulo: Ática. ROSA. Heloísa Borges. 1996. ZASLAVSKY. Eliane Reame. Multiplicação . 1991. 2000. Rio Grande do Sul: Cotidiano Pedagógico. 2003.Lino de Macedo Jean Piaget -Yves de La Taille Jogos indígenas do Brasil – Ministério da Cultura e Origem O brincar e a Matemática (Kátia Stocco Smole. 2001. Aventura decimal. São Paulo: IME – USP. escrever e resolver problemas.Problemas jogos e enigmas. Uma proporção ecológica. ROCHA. 1998. Jogos Matemágicos. Katia Stocco. SMOLE. Curitiba: Renascer. São Paulo: Moderna. 1999. Rosa Monteiro Paulo e Fusako Hori Ochi. Jogos e Atividades Matemáticas do Mundo Inteiro.. STAREPRAVO. O jogo e a Matemática no ensino fundamental. Didática da Matemática. A matemática das sete peças do Tangram. TAHAN. Rio de Janeiro: Record. Cláudia.Problemas jogos e enigmas. São Paulo: Moderna. Tânia. STIENECKER.

entre muitas outras ações.portal. pesquise no site da educação www. voltado para a conquista das competências esperadas na fase inicial. para aprender a ler é preciso praticar a leitura constantemente e. para pagar contas. para tomar decisões.santos. pois é no esforço de pensar sobre a forma de grafar as palavras que se compreende como se estrutura o sistema de escrita. a sistematização e a classificação de suas características. Para esses. Fase Final: 6º a 9º ano. entre outros. 2006. ou seja. de forma a tornar o ensino mais coerente e significativo. em que o aluno pode agir reflexivamente sobre a mesma antes de chegar aos conceitos. nossos alunos sejam verdadeiros leitores e escritores. a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida com diferentes fins comunicativos para leitores reais. mas de incorporar as ações que se fazem com textos no cotidiano. Essas atividades devem ser desenvolvidas no sentido de possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento. nas mais variadas situações: para relatar como estamos para pessoas distantes. para saber como vão pessoas que estimamos. Como já dissemos. participantes da cultura escrita. para reclamar de alguma coisa. Além disso. devem ser exploradas com maior intensidade. não podemos considerar alfabetizados aqueles que sabem apenas o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus. Ed. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa.br/seduc. acreditamos que o ensino da Gramática Normativa deve ocorrer nas situações reais de produção de texto. praticar a língua partindo de situações reais de uso social. normas e regras pertinentes a qualquer idioma. 24 assim. 23 24 Fase Inicial: 1º. mesmo que os alunos ainda não escrevam de forma convencional. para prestar contas do nosso trabalho. Ler. Enfim. Trata-se de incorporar. No nosso dia-a-dia lemos com os mais diferentes propósitos: para nos informar sobre as atualidades. com diferentes intenções. No entanto. para fazer uma receita. para solicitar algo. mas esta aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das situações reais e com textos de verdade – que comunicam e que foram feitos para leitores. ou seja. sabemos que não basta ler um texto em voz alta para que seu conteúdo seja compreendido. Na fase complementar. Durante muito tempo a tradição escolar definiu como conteúdo de leitura o aprendizado da decifração. Cortez. na rotina. em diferentes situações. Por isso. Como nosso Sistema está organizado em fases23. de forma organizada e sistemática. é importante convidá-los sempre a escrever. o Plano de Curso é um instrumento que visa a orientar o trabalho do professor de forma que este possa contemplar. Trata-se então de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontecem fora dela. enquanto os outros costumam ter um destino incerto. acima de tudo. para localizar endereços e telefones.sp. É importante ressaltar que o resultado apresentado nas avaliações diagnósticas do início do ano deve auxiliar o professor na observação dos alunos que ainda necessitam de um trabalho diferenciado. e a decifração é apenas uma. para anotar um recado para alguém. as atividades metalinguísticas. Nosso grande objetivo é que esses alunos avancem em suas hipóteses de escrita. usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas. o mínimo necessário a todos os alunos da nossa rede. “Passado e presente dos verbos ler e escrever”. Da mesma forma. Hoje. e não a partir de listas de exercícios esvaziados de significado e sentido para as crianças.” Emília Ferreiro. suas regras e suas partes. é tão importante permitir que vivenciem várias situações nas quais utilizem o que já sabem sobre a língua escrita para interpretar o que está escrito.gov. os primeiros se convertem em leitores. 2º e 3º ano. Em geral. – v. Ler é. especialmente no que diz respeito às competências e habilidades esperadas em Língua Portuguesa. para nos lembrarmos daquilo que temos de comprar. Para aprender a escrever é necessário praticar a escrita. o trabalho proposto está baseado em práticas de linguagem epilinguísticas. Não se trata mais de ensinar a língua. para nos divertir ou emocionar. é importante continuar a propor atividades que favoreçam a aprendizagem do sistema de representação da língua escrita. por isso. atribuir significado. das competências envolvidas neste ato. trata-se de propor que a versão de leitura e de escrita presente na escola seja a mais próxima possível da versão social e que. emitindo sons para cada uma das letras. é imprescindível que haja uma integração entre o trabalho e o conteúdo desenvolvido nos anos iniciais. 104p. isoladamente. Na fase inicial.: il.LÍNGUA PORTUGUESA “Há crianças que ingressam no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura e outras que ingressam através do treino das tais habilidades básicas. São Paulo : SME / DOT. E escrevemos para distintos interlocutores. São ações que podem e devem ser aprendidas. traduzidas em comportamentos – de leitor e de escritor – que precisam ser ensinados. dentre muitas. era a situação que ilustrava a aprendizagem da leitura. se queremos formar leitores plenos. Fase Complementar: 4º e 5º ano.2 264 . de sistematização e normatização da língua. para comprar algo. Para saber mais sobre o assunto. Isso não é tarefa simples: implica redefinir os conteúdos de leitura e de escrita. área do conhecimento que instrumentaliza o aluno em todas as situações de interação e ação em sua vida cotidiana.

etc. Frequência O que é importante observar Diária – texto literário. . Reconto de histórias conhecidas Duas vezes por ou pessoais. pelo professor · Entender a escrita como forma de representação. • jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos).A organização de uma rotina de leitura e escrita 25 Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula. Comunicação oral · Participar de diferentes situações comunicativas considerando e respeitando as opiniões alheias e as diferentes formas de expressão.: il. Oferecer textos de qualidade literária Semanal – em seus suportes reais. imprimindo maior qualidade no uso da linguagem. listas. · Ampliar o repertório linguístico. textos jornalísticos. parlendas. entre outros). · Explorar as finalidades e funções da leitura. · Ler com autonomia crescente. Por exemplo: leitura diária em voz alta pelo professor. · Desenvolver procedimentos de seleção aluno de textos buscando informações. · Desenvolver atitudes e disposições Leitura realizada pelo favoráveis à leitura.) e o tipo de ação que o aluno vai fazer com cada texto. a rotina deve contemplar situações didáticas de análise e reflexão sobre a língua. 265 . situações de produção e revisão de textos. 115p. Ela se expressa na forma como são organizados o tempo. Garantir que conheçam o conteúdo a ser explorado. São Paulo : SME / DOT. organizamos um quadro orientador em que é apresentado o que uma rotina semanal de leitura e de escrita deve contemplar. Ler várias vezes um mesmo texto com diferentes propósitos. Veja como é possível organizar a rotina para o trabalho com leitura e escrita nas séries iniciais:26 Objetivos (o que os alunos aprendem e como) · Compreender a função social da escrita. mas que pode ser mediada pelo professor (leitura de textos informativos. uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor. finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos. de filmes etc. além. Exposição de objetos. jornal e Ler com diferentes propósitos. Situação Didática Exemplos de algumas atividades Leitura em voz alta realizada pelo professor: • textos literários. Não é preciso inventar novas atividades a cada dia. Antecipar as informações que os alunos vão encontrar nos textos. instrucionais. 2006. Ampliar a compreensão leitora: leitura de textos que os alunos ainda não leem com autonomia. é claro. Identificar quais crianças precisam 25 26 São Paulo : SME / DOT. Nessa proposta de ensino da Língua Portuguesa. as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas. científicos. leitura realizada pelos alunos. 2006. os materiais. 115p. realizada · Aprender comportamentos leitores. materiais de pesquisa etc. o espaço. Em função disso. · Aprender comportamentos leitores. semana. Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e. conhecer diferentes suportes de textos. mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos. Leitura · Conhecer diferentes textos e autores. poemas. de situações de trabalho com a oralidade.: il. · Utilizar a linguagem oral. ao mesmo tempo. sabendo Roda de biblioteca com diversas Diária. Situações que permitam emitir Observar com atenção como as crianças se comportam numa situação em que têm de ouvir e falar uma de cada vez. Ler com diferentes finalidades.

Revisão de texto Revisar textos em autênticas situações de comunicação. · Produzir textos buscando aproximação com as características discursivas do gênero. planejada. problematizando o que professor sobre aspectos a serem está ambíguo. curiosidades. Troca de textos entre os grupos Chamar a atenção para para revisão. Revisão individual para Oferecer ajuda aos alunos para que observação dos problemas do aprendam a pensar na organização texto. intencional. colocando Revisão em duplas a partir de boas questões para serem bilhetes com observação do analisadas. sobre o que se pretende ensinar. ou repetitivo. defender pontos de vista. permitindo a análise de todos os problemas do aprender que o que se escreve texto ao mesmo tempo. Revisão coletiva de um trecho Uma vez por Organizar agrupamentos produtivos. etc. uma ou duas questões a para o leitor. expor temas. alunos. determinados aspectos. etc. em duplas. as características pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. pensando em três Reescrita de textos conhecidos – aspectos: o conhecimento dos alunos coletiva. Uso de rascunho. buscando acrescentar. só para pode sempre ser modificado e torná-lo bem escrito de imediato – o melhorado. Produção coletiva. a cada atividade de partes. Garantir que os papéis sejam trocados em outras produções para que todos os alunos vivenciem os dois papéis. objetivo é que os alunos Apresentação aos alunos de textos 266 . procedimento de não é produtivo e nem eficaz propor passar o texto a limpo. criteriosamente e legenda de fotos. expor. etc. ser convidadas a relatar. individual. sem sentido melhorados. para torná-lo mais legível revisão. Dividir tarefas nos agrupamentos: um aluno dita o texto e o outro grafa. · Aprender comportamentos escritores. etc. relatar acontecimentos. em dupla e Duas vezes por Agrupar os alunos de forma individual – de uma notícia. opiniões sobre acontecimentos. dos textos. confuso. Analisar as características do gênero e olhar a própria produção com olhos críticos procurando melhorá-la. onde exista um interlocutor real. · Produzir textos considerando o leitor e o sentido do que quer dizer. serem tematizadas: não tem sentido. · Desenvolver atitudes de escuta e planejamento das falas. semana.Produção de texto escrito adequá-la às situações em que queiram expressar sentimentos e opiniões. Garantir momentos de intervenções escolhido pelo professor para ser semana pontuais com alguns grupos de melhorado. retirar. deslocar ou transformar Selecionar.

o possível e o necessário” (Ed. e não forma como utilizam (ou não) tornar perfeito um ou outro texto que recursos de substituição.Gramática Normativa Analisar e refletir sobre a linguagem utilizada nos textos e falar sobre ela a partir de um vocabulário próprio (metalinguagem). de autores consagrados para desenvolvam a capacidade de análise. conforme classificação adotada por Delia Lerner em seu livro “Ler e Escrever na Escola: o real. promovendo um as separem em grupos. sugerimos que os conteúdos sejam organizados em modalidades organizativas. Possibilitar ao aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua. busca de sabem nomear o grupo. colunas e discutir: que diferenças Saber o que é substantivo. Após espaço de discussão de estratégias separá-las. alternativas. Organizar um glossário para consulta em caso de dúvidas. é um Ditado interativo: ditar um texto já conteúdo procedimental que se conhecido e pausar em algumas aprende no uso. será capaz de construir bons textos Discutir sobre as diferentes empregando esses conhecimentos. Escrever as palavras de um texto Duas vezes por Favorecer o trabalho em grupo em atividades de análise e reflexão conhecido e solicitar que os alunos semana sobre a língua. Aprender a pontuar não é aprender Analisar um texto pontuado. pontuação e saber para que servem Ditado estudado: oferecer um texto não garante aos alunos o domínio do interessante para ser estudado uso da pontuação nos textos pelos alunos em casa e depois escritos. Pontuar textos analisando os efeitos estilísticos. ditá-lo. Pensando em gerenciar melhor o tempo didático da sala de aula. entre outros. sem privilegiar excessivamente alguns e 267 . há entre elas? No jeito de falar? No verbo. adjetivo. comparação de Observar palavras em duas diferentes pontos de vista. um conjunto de regras. de seja objeto de revisão. Artmed). pedir que verbalizem para resolução das questões que se qual foi o critério utilizado e se colocam como problemas. palavras para discutir com os Saber os nomes dos sinais de alunos sobre a sua grafia. pedindo que observem a revisar os próprios textos. Escrever ortograficamente. sistematização e a classificação de suas características específicas. arrastam/ arrastão). Registro de conclusões sobre a descoberta de regras ortográficas Pesquisa em dicionário. Listas de palavras que não devem errar.: adoçam/ língua. de pontuação. possibilidades de pontuar um texto. concordância. Tais modalidades organizativas têm a função de permitir com que o professor priorize de forma bastante prática e coerente os conteúdos que pretende desenvolver. permitindo que reconheçam a qualidade estética do texto. artigo facilita a comunicação jeito de escrever? E no que nas atividades de reflexão sobre a querem dizer? (Ex. mas não significa que o aluno adoção.

fatos ocorridos na escola ou na comunidade. para ensinar um jogo complexo. tornando-a um espaço sistemático de intercâmbio entre os leitores. Rosaura Soligo sintetizou as idéias expostas por Delia Lerner no texto que apresentamos a seguir. quinzenalmente etc. etc. 268 . Situações independentes Ocasionais: são aquelas que não foram planejadas previamente. Podem ser propostas pelo professor ou pelos alunos. mas que se considera relevante inserir ou “aproveitar” no trabalho. etc. para ensinar a produzir um determinado tipo de texto. organização e funcionamento de uma biblioteca de classe. Embora não decorram de propósitos imediatos. materiais interessantes enviados pelos pais ou encontrados pelos alunos. Projetos. registros de comentários e apreciações sobre leituras realizadas. organização de agendas de leitura.) durante um período (curto ou longo) porque são importantes para o desenvolvimento de determinados procedimentos. mas não têm um produto final. Ex: Assuntos importantes que são notícia e que interessam aos alunos. semanalmente. Formas de organizar os conteúdos escolares 27 Os conteúdos escolares podem ser organizados de diferentes formas: • Atividades permanentes. São muito parecidas com os projetos. Ex: Situações de retomada do que foi ensinado sobre um determinado conteúdo para organizar as informações disponíveis e favorecer a sistematização (pelos alunos) dos conhecimentos adquiridos. hábitos ou atitudes. Leitura sistemática de curiosidades científicas ou das notícias. Ex: Leitura diária feita pelo professor. • • • Atividades sequenciadas. a partir de idéias defendidas por Délia Lerner e Mirta Castedo. Roda semanal de conversa ou leitura. Os próprios projetos são constituídos por atividades sequenciadas. De sistematização: são aquelas que contribuem para que os alunos sistematizem os seus conhecimentos sobre um determinado conteúdo aprendido. Atividades permanentes São atividades que acontecem com regularidade (diariamente.deixar outros de lado. Atividades sequenciadas São atividades planejadas em uma sequência inclusiva: o que vem a seguir depende do que já foi realizado (e aprendido) anteriormente. Oficina de produção de textos. Ex: Atividades para ensinar as operações matemáticas. 27 Texto produzido por Rosaura Soligo. Situações independentes: ocasionais ou de sistematização. essas atividades têm relação direta com as expectativas de aprendizagem definidas para um determinado período.

etc. Reescrever textos (contos. Para finalizar. Localizar informações explícitas e implícitas em um texto. esperamos que.Projetos São situações didáticas em que o professor e os alunos têm propósitos comuns e se comprometem com a conquista de um produto final. utilizando recursos da linguagem escrita.sp. ao final do 5º Ano. ouvindo com atenção. Identificar tempos verbais e conjugações como elemento determinante de sentido ao texto. etc. que é fruto do trabalho de todos e tem um sentido social real (“produto”. Animais em extinção (estudo de alguns animais em extinção e produção de uma pequena enciclopédia). Assim sendo. as características de seu portador. jornal ou texto. Os projetos da fase complementar foram pensados com foco na Língua Oral e Escrita e nas competências sugeridas para cada faixa etária. “Brincadeiras” (resgate de brincadeiras antigas e produção de um livreto de textos instrucionais). explicar e ouvir explicações. os projetos podem ser pensados interdisciplinarmente. lendas. encantamento e magia. entre outros). conjugando temas de diferentes áreas do saber. uma mostra de trabalhos produzidos. Nos projetos. sugerimos uma organização dos conteúdos do projeto que se pretende desenvolver com as crianças dentro do gênero literário: contos (de assombração). não significa algo “palpável”. textos jornalísticos. a organização de uma biblioteca de classe. daí a necessidade de priorizar determinado gênero e portador textual.portal. Escrever alguns textos de autoria (bilhetes. têm relação entre si e fazem sentido em função do resultado que se deseja alcançar. Entretanto. não se podem perder o foco e os objetivos propostos para o trabalho com a Língua. manifestar opiniões.santos. assombro.br/seduc. do gênero e do sistema de escrita. pesquise no site da educação www. “Paisagens” (estudo de como pintores de diferentes épocas retrataram as paisagens e organização de uma mostra com produções da classe). as ações propostas ao longo do tempo são planejadas de forma sequenciada. considerando as ideias principais do texto fonte e características da linguagem escrita. regras de jogos. Inferir o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação expressiva ou de outras notações. mas sim um resultado: pode ser uma festa. Sendo assim. Siga o caminho dos seguintes links: conteúdo/downloads/ língua portuguesa. Ex: “Coleções” (organização de coleções para aprender conteúdos matemáticos). Estabelecer relações entre partes de um texto. Para encontrar sugestões de contos de assombração. priorizou-se para o 5º Ano a produção de um livro de contos de assombração. os alunos sejam capazes de: Participar de situações de intercâmbio oral. nesse caso.gov. identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade. 269 . pois essas narrativas assustadoras cativam os alunos por meio do suspense. embora seja desejada essa articulação. formular e responder perguntas. Vale ressaltar que. um livro. cartas. uma apresentação pública de leitura ou jogral. auxiliando-os a se apropriarem da linguagem escrita e das características específicas desse tipo de narrativa. entre outros).). Ler com autonomia e reconhecer a finalidade de diferentes gêneros apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto.

Rio de Janeiro: Bloch. possibilitar a revisão dos textos produzidos coletivamente. usando as marcas do texto. V. especificamente dos de assombração. em dupla ou individualmente. pelos viajantes. SÃO PAULO.Projeto: Contos de assombração Objetivo compartilhado com os alunos (produto final): livro produzido pelos alunos com contos de assombração. TOLCHINSKY. TEBEROSKY. contadores de histórias que habitaram e habitam as mais diversas regiões do Brasil.Justificativa: os contos populares têm sido recontados ao longo de nossa história pelas amas de leite. planejar o produto final dando oportunidade para os alunos selecionarem os contos que serão lidos em voz alta. Secretaria Municipal de Educação. Liliana (org. combinar com as crianças. 2. 1998. de outros contos de assombração. São Paulo: Cortez. edição do livro (capa. para que as crianças possam ser parceiras de fato. ler contos de assombração selecionados. Ana. com leitura em voz alta pelos alunos para os convidados de honra. que receberão o livro autografado pelos autores. FERREIRO E. o projeto tem como objetivo resgatar contos de assombração conhecidos pela comunidade. São Paulo: Ática. 270 . J. 3. O projeto possibilitará também a ampliação de conhecimentos sobre linguagem oral e aprofundamento da reflexão sobre a linguagem escrita. utilizando a linguagem própria desse gênero literário. Coletânea de textos.). 2000. fazendo as intervenções necessárias. durante todo o projeto. Uma Nova Teoria da Aprendizagem. Passado e presente dos verbos ler e escrever.3. Ler e escrever na Escola: o real. 2002. Lerner. ilustração. O que o professor deve garantir no decorrer do projeto: compartilhar com os alunos a proposta do projeto. 4. Delia. Além da alfabetização. Essas narrativas populares ajudam a desenvolver o hábito da leitura e o gosto por ouvir histórias. o possível e o necessário. Diretoria de Orientação Técnica. compreendendo a importância do preparo para ler em voz alta. 1996. Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. O que se espera que os alunos aprendam: a linguagem escrita própria dos contos. abrir espaço para pessoas da comunidade que sejam bons contadores de contos de assombração para compartilharem suas histórias com os alunos. encarando esse momento como uma boa situação de aprendizagem de análise e reflexão sobre a língua.). etc. Nesse contexto. O professor poderá programar uma situação de comunicação oral: lançamento do livro. 2006. Porto Alegre: Artmed. procedimentos de leitura em voz alta de contos de assombração para determinado público. fazer um levantamento dos contos conhecidos pelos alunos. mascates. no dia do lançamento do livro. propiciar momentos de reescrita e produção de novos contos de assombração.S. 2002. procedimentos de produção e revisão de texto de forma individual e coletiva. diagramação. momentos de contar histórias para que elas possam treinar diferentes entonações. : Referências Bibliográficas BRUNER. MEC (SEB). Secretaria Municipal de Educação. em casa. Projeto Toda Força ao 1o Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação do trabalho com o 1o ano do Ensino Fundamental. propor aos alunos a investigação. – São Paulo : SME / DOT. garantir o trabalho em grupos. para garantir o contato intenso dos alunos com bons modelos do gênero. colocando em jogo os saberes individuais. a reescrever contos de assombração.

vídeo e estímulos verbais do professor. além de recorrer a diversas técnicas para obter a atenção dos alunos sem que seja necessário levantar a voz. jogos. o professor de inglês pode ainda ser o escriba e usar sempre letra bastão maiúscula. sem obrigar o aluno a saber ler e escrever em inglês. pois os alunos terão. atividades do livro didático. jogos) para poder mudar a atividade se algo não der certo. Esses questionamentos são importantes e enriquecem a aprendizagem. faça um jogo de warm-up ou cante uma música. de forma a criar um ambiente alfabetizador. W. além de exercícios de compreensão oral (ao escutar o professor. em inglês. A relação dos conteúdos (conceituais. os educadores têm mais estas ferramentas para tornar as aulas mais significativas e atrair o interesse dos alunos e estimular o trabalho em equipe. Sugerimos que o professor siga uma abordagem metodológica global que desenvolva prioritariamente a habilidade oral (escutar e falar) por meio do lúdico. troca de papéis. a adivinhar. quando o vínculo entre o professor e os alunos estiver estabelecido. mesmo que a criança peça a letra cursiva ou já esteja alfabetizada. uso de massa de modelar. A habilidade de leitura deve ocorrer indiretamente (com associação de palavras a um desenho ou procura de palavras). ainda precisa que as aulas sigam uma rotina. comparando-as com a língua portuguesa. além do português. ou sentarem em círculo se estiverem de pé. o educador saberá quando poderá iniciar e permitir o uso da letra cursiva em inglês no 5º ano. Estas técnicas podem ser tão simples como apagar e acender a luz quando for preciso obter silêncio na sala. Além disso.). incentivando-o a 28 Mais informações sobre TPR Activities: (http://www. introduzindo gradualmente as habilidades de leitura e escrita. recorte e colagem. procedimentais e atitudinais) deve servir de referência para a elaboração do planejamento. Depois introduza o conteúdo a ser aprendido por meio de atividades orais. do sensorial e das ações. jogos. apagar as luzes e acalmá-los. Não se deve exigir que os alunos que ainda não estão completamente alfabetizados leiam ou escrevam em ingleses sozinhos. as crianças ainda não conseguem concentrar-se por longos períodos de tempo. interessantes. Eles provavelmente questionarão as diferenças entre a escrita e a pronúncia das palavras. é preciso estar sempre pronto para o inesperado. pintura. ficar em pé e fazer alguma atividade se estiverem sentados. Alunos do 5º ano adoram confeccionar maquetes. Como temos o livro didático Spaghetti Kids. como: memorização. uso de fantoches. Aqui entram as atividades de encenações (role-play). flash cards. usamos com maior frequência letras com as quais ela ainda não está muito familiarizada (K. O professor deve ter todos os materiais prontos à mão (posters. no caso da língua estrangeira. movimentos que expressem a letra de uma música e de TPR28 (Total Physical Response) para executar instruções. o aluno passa a desejar aprender mais. Outra opção seria fazê-los mudar de posição. as orientações didáticas e o teacher’s guide do Spaghetti Kids referente ao 5º ano para elaborar seu próprio planejamento. a recordar. Durante as aulas. criatividade e expressão física. que façam sentido à sua vida. O professor deverá fazer muitas perguntas aos alunos. trabalho em pares ou grupos. bonecos e outros objetos com material de sucata. num primeiro momento. máscaras e demais recursos para que a criança seja envolvida de forma prazerosa no processo de aprendizagem. cooperação. etc. Como dissemos. nessa idade. revisão do que foi aprendido e feito na aula e pode. expressões simples em situações reais. Colocar música calma em volume baixo enquanto as crianças trabalham. entendendo a real importância que a língua inglesa tem nas vidas de todos nós. quartetos. com auxílio de recursos de áudio. artísticas (desenhos. Sugerimos que o professor. começar a cantar uma música de que as crianças gostem. a imaginar. os alunos começam a ser introduzidos na leitura e escrita em inglês.tpr-world. físicas (com encenações e atividades de TPR). ao chegar. ou rock para atividades motoras grossas. o CD. mas o professor precisa ler em voz alta ou. ou sair da classe. com atividades lúdicas. Ao assimilar um vocabulário básico. músicas. é fundamental que o professor. Mesmo nessa idade. como suporte ao aprendizado oral. Assim. No início do 5º ano. desafiá-los a pensar. Y). ainda. agrupá-los em duplas. trios. bem baixinho. mais um idioma para comparar e compreender que o sistema de escrita é diferente da forma que se fala. No entanto. sugerimos que o professor desenvolva técnicas básicas associadas ao aprendizado.com) 271 .INGLÊS O objetivo principal do ensino de inglês do 1º ao 5º ano em nossa rede é tornar a língua inglesa familiar para os alunos. Aos poucos. previsão. tocar o CD que acompanha o livro tudo o que precisar ser lido. plano de aula e a seleção das atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano. pois está sendo apresentada a uma diferente relação fonética entre sons e letras. jogos de adivinhação. terminar com uma atividade de reflexão sobre o que os alunos aprenderam na aula e como se sentiram. leia seus planos de curso. ainda não podemos exigir que o aluno escreva em inglês sem a existência de um banco de palavras para usar como referência. o vídeo ou o colega) para obter informações. A criança. Isso significa ensinar-lhes por meio de aulas descontraídas.

as crianças estendem o aprendizado para seus familiares. duplas e individuais. thanks. stand up. yes. 272 . beautiful. O CD e o vídeo que acompanham o livro Spaghetti Kids são ótimos recursos. em que estes movimentos são demonstrados e explicados. May I go to the toilet?. mas não precisa ficar “preso” a elas. No entanto. movimentos e até coreografias que representem o que está sendo cantado. oferecendo variedade. Ex. por meio de atividades diferentes. How are you?. say.participar dos trabalhos em grupo. ask. auditivas. e ainda há as que são mais cinestésicas. do contrário. Devem-se utilizar diversos tipos de atividades. Dessa forma. os alunos podem se animar demasiadamente e perder de vista o objetivo da aula. Além disso. look. as canções oferecem a oportunidade de utilizar o idioma oralmente dentro de um contexto seguro. promovendo interdisciplinaridade e também envolvendo os pais no sentido de acompanhar o progresso de seus filhos. Produção oral (speaking) Deve-se dar aos alunos um "período de silêncio" no início do ano. principalmente. a pronúncia correta das palavras. uma dobradura. como os flashcards. Há vídeos. let's go. vídeo. no. please. Este é mais um motivo para trabalhar em equipe com os docentes de todas as áreas. um fantoche) para casa e o nomeia em inglês. Além disso. O professor deve trabalhar as músicas do CD do livro. listen. point. sit down. let's sing. a mostra deverá ser renovada frequentemente.. dos jogos e das demais atividades e. devem ser incentivados a fazê-lo por meio de atividades orais e de repetição em grupo. é útil e eficaz. além de alternar as em grupo. repeat. Também é bastante útil haver um local onde se possam expor os trabalhos das crianças. Na preparação da aula. as letras devem ser digitadas num tipo de fonte e tamanho legíveis ou escritas com caneta ou pincel atômico preto. durante as quais se praticam os elementos linguísticos. fantoches. Uso de canções Se as crianças não aprendessem melhor com músicas. recursos visuais. as atividades mais agitadas deverão ser previstas para o final da mesma. etc. see you. great. deve-se estabelecer o hábito de responder às atividades habituais em inglês.: Good morning/afternoon. disponíveis para empréstimo na videoteca e biblioteca da SEDUC. Além disso. draw. A maior parte do tempo de aula deve ser gasta na apresentação dos novos elementos e nas atividades de listening e speaking. Em inglês. line up. Se os flashcards estiverem com o vocabulário escrito. come here. you can do it better/nicer. e imagens. material de áudio. very good. além da internet. é mais interessante para o aluno se ela for executada com gestos. além dos vídeos Magic English. Pode manter as músicas preferidas dos alunos durante várias aulas e diversificar as técnicas de ensino para que eles aprendam o mesmo conteúdo em 3. circular e desenhar deve ser menor. ou "listen and do". considerando-se o tempo relativamente curto de concentração dos alunos e os seus diversos estilos de aprendizado. chapéus. Pede-se aos alunos que executem certo número de atividades de TPR. recursos materiais. além de praticá-la antes de cantá-la com os alunos. fine. Para ser bastante eficaz. um carro. outras. O professor precisa estudar bem a música. umas são mais visuais. por conseguinte. com o auxílio do CD que acompanha o livro didático. let's sit in a circle. Os cartazes e material confeccionado pelos alunos podem ser feitos de papel pardo ou cartolina contendo as produções dos alunos. thanks/thank you. visto que enfocamos o desenvolvimento da competência comunicativa. É preciso ter em mente que há crianças com estilos diferentes de aprendizagem. answer. É necessário ter recursos prontos para serem utilizados em cada aula. Trabalhar oralmente de maneiras diferentes. Uma mostra bem organizada pode ser a base para discussões. como realias (material concreto). As aulas não devem ficar “presas” ao uso do livro ou material fotocopiado. a questionar. O tempo gasto com os exercícios de colorir. programas de TV infantis não existiriam. DVD. é motivo de orgulho para os pais quando a criança leva um objeto (ex. DVDs e livros. bye-bye. sing. you're welcome. durante o qual eles escutam o inglês sem pressão de responder oralmente. Os alunos não devem ser forçados a responder verbalmente enquanto não estiverem prontos e não se sentirem à vontade com o professor e o grupo. hi. associar. A música é extremamente importante nas aulas de inglês. etc. 4 ou 5 aulas. A quantidade de inglês utilizada para dar instruções deve aumentar gradativamente e. Compreensão oral (listening) Os alunos devem ser expostos o máximo possível ao inglês em sala.

modelagem. • Proponha o uso do dicionário português-inglês e vice-versa para solucionar dúvidas de grafia. 273 . Isso é uma forma do aluno estudar em casa de forma lúdica e reforçar a assimilação do conteúdo das aulas em casa. Uso de fantoches Os fantoches são excelentes para ensinar inglês às crianças. • Algumas danças. proporciona oportunidade de dialogar e ouvir atentamente. como também com a equipe pedagógica. explicando-lhes que o CDRom do aluno só abre a unidade seguinte após o aluno conseguir adquirir 100 pratos de “spaghetti”. o evento pode tomar proporções maiores e ser bem envolvente. o qual pode ser usado ao final de cada unidade. é possível articulá-los aos conteúdos de história. • O emprego dos números em inglês deve ser trabalhado durante todo o ano em inúmeras situações (contagem. se eles desejam ou não fazer uso dessa ferramenta e possam construir o seu.santos. as crianças talvez precisem de uma abordagem mais “pré-adolescente” no uso do fantoche. em parceria com o professor da classe. • Os conteúdos desenvolvidos podem ser complementados com atividades do NOVO SITE DA EDUCAÇÃO (http://www. podem-se trabalhar melhor as canções. Encenar estimula a percepção de si mesmo e de outros pontos de vista. • Ao desenvolver os conteúdos relacionados ao próprio nome. folclore. aprender a construir bonecos/personagens e improvisar histórias é ótima oportunidade de ter contato com os elementos do teatro. Sugerimos que o CD do aluno seja entregue aos pais. gestuais e faciais nas melodias apreciadas e cantadas. pois as atraem e podem ter uma série de funções: apresentar conteúdos. idade. • Ao apresentar o uso do plural dos substantivos e a posição dos adjetivos. Caso os alunos se sintam inibidos em encenar situações em inglês (role-play). fazer encenações. no 5º ano. Se houver espaço suficiente. Esse tipo de atividade os estimula a cantar em inglês e os professores devem tirar proveito de toda oportunidade que aparecer. de pintura. além das manifestações culturais dos países de língua inglesa. O material que acompanha a coleção Spaghetti Kids é composto também de um CDRom. atividades e apresentações de forma interdisciplinar. hábitos alimentares. o professor de língua inglesa pode relacioná-lo e contrastá-lo com o uso dos mesmos conceitos. na língua portuguesa. brinquedos. jogos e brincadeiras podem ser trabalhados junto com o professor de educação física. Além disso. Interdisciplinaridade O professor de inglês deve estar em sintonia com o professor de classe e os demais professores especialistas.br/seduc/news. à família. • As atividades em arte podem ser trabalhadas interdisciplinarmente com o estudo das cores.) e pode complementar as atividades desenvolvidas nas aulas de matemática. • Quando o professor de inglês ensinar as roupas e acessórios é divertido organizar um desfile de modas – fashion show – revezando quem descreve o colega que estiver desfilando.php). etc. liberar a criatividade e conhecer melhor a si mesmo. caso decidam que sim. além de incentivá-las a se expressar oralmente. pois os conteúdos de inglês podem ser trabalhados constantemente de forma interdisciplinar. Cabe ao professor decidir.Muitas vezes. vencer a timidez.” Aproveitem as RAPs para conversar com os colegas de outras áreas. jogos dramáticos (role-play) e teatro de fantoches.portal.gov. aniversário. No entanto. montagem de brinquedos com sucata. a fim de planejar as aulas. • Com o professor de arte musical. ou outros sites da internet. relacionando-os e construindo pensamentos. porém de forma diferente. rimas. no laboratório de informática. dia do mês. projetos. junto aos alunos. nas aulas de informática educativa. uso do calendário. atividades de expressão corporal. O “TEACHER’S GUIDE” que acompanha o material do professor do Spaghetti Kids traz idéias interessantes em “ATIVIDADES EXTRAS”.sp. em reunião pedagógica. “TEMAS TRANSVERSAIS” e “SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA REALIZAR COM OS CARTAZES. os próprios alunos conhecem filmes e seriados de TV em que as músicas são em inglês e há danças coreografadas. dar segurança. expressões corporais. fornecer um elemento cômico.

A. Esta avaliação pode ser feita. pois este é o único que não tem as unidades bloqueadas. Site educacional SEDUC – SANTOS: http://www. J. REETZ. ainda mais porque os conteúdos conceituais são revistos em todos os anos. 2000. et alli. Sugerimos manter um controle das atividades feitas e dar uma nota para o empenho do aluno durante as aulas. E. SALVADOR. É muito importante elogiar a produção do aluno. 2005. TAPIA. 2006. Tentar falar em inglês. New York: Addison Wesley Longman.F. Deve-se deixar claro que é preciso errar para poder aprender e é para isso que eles estão na escola.br/seduc Áreas do Conhecimento Inglês Material Virtual Downloads • Kidlink: Inglês http://www. São Paulo: Loyola. São Paulo: Macmillan. L. assim. & FITA. 2002. etc.org • Best sites for teachers: http://www. de forma espiralada.F. 2000. sugerimos que seja instalado o CDRom do professor em todos os computadores. Isso demanda tempo e relacionamento afetivo estável entre os alunos e o docente da classe. a princípio. Mexico. Elogios ao empenho dos alunos e dizer very good. MELO. good work. Assim. ser corrigido e não ter medo de errar devem estar nessa lista. mesmo que. D. – A motivação em sala de aula – o que é. Let’s Go 1 – Teacher’s Book. Hong Kong: Oxford University Press. o professor de inglês não deve ser inflexível em relação às notas. sem que eles saibam que estão sendo avaliados. o professor e o grupo têm de fazer alguns “combinados”. New Parade 1 – Teacher’s Edition. et alli. Kids United – Livro do Professor 1. Os alunos precisam se sentir confortável para falar. segunda impresão. et alli. HARPER. T. Spaghetti Kids – Teacher’s Book 1. com cinco a dez alunos por vez. HERRERA. 274 . como se faz. & ZANATTA. proporcionando a assimilação (acquisition) de um conteúdo específico em momentos diferentes.sitesforteachers. Kinder Steps – Teacher’s Guide Level 3.. Inc. A. M. Oxford: Oxford University Press. excellent. os alunos poderão ser levados pelo professor de inglês e pelo professor de informática para fazer os exercícios em uma aula de 45 minutos após terminar o conteúdo da unidade.com Avaliação Avaliamos constantemente nossos alunos.gov. não podemos exigir perfeição das crianças. A.: Macmillan. K.sp. 1999. certificando-se de que eles compreendam o significado dessas expressões são sempre ótimas formas de motivar os alunos. C. Squeeze 3 – Teacher’s Edition. D. Portanto.portal.: Richmond Publishing. great. mas nem sempre conseguimos lembrar o nome de todos e seu desempenho nas aulas. O ensino de inglês do 1º ao 5º ano deve fazer parte dos momentos prazerosos. esteja “errado”. 2006. Mexico..santos.kidlink. W. Assim sendo. et alli.Na escola. R. mesmo que não esteja como o professor esperava. por exemplo. quando a autoestima do aluno é reforçada de forma positiva. Referências bibliográficas DEL PASO.

Sugerimos que o professor de faça um diagnóstico da sua classe. aos poucos. levam a criança a uma deformação da estética musical. musical e artístico. como pequenos vocalizes. O elemento lúdico (o jogo) é muito importante para que a criança se entregue de forma espontânea à aprendizagem. A música deve fazer parte do dia-a-dia da criança para que haja uma “intimidade” com esta linguagem tão prazerosa. (STATERI.. sendo muitas de péssimo gosto. pois. etc. para que a criança faça o bom uso e se beneficie da linguagem musical é preciso que esta seja apresentada de forma cuidadosa e adequada. muitas vezes nos deixando levar pelo modismo e nos habituando a aceitar ou mesmo gostar daquilo que nos é imposto pelos meios de comunicação. por exemplo. envolvendo a música com as outras disciplinas. 1997) Não podemos nos esquecer de que nós. Então. ou mesmo na representação de canções trabalhadas. aliado a uma criteriosa escolha de repertório. para que possamos. o aluno está também exercitando sua percepção auditiva. também somos vítimas desta situação. trabalhamos tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. altura e canto e até mesmo uma conversa para saber qual é o universo sonoro em que eles vivem. desafios nos quais estes conteúdos sejam assimilados. Se o professor vai conceituar pulso e acento. como mais uma forma de expressão. normalmente destinada a uma apresentação. Ao trabalhar pulso. é importante avaliar. o que vai despertar um verdadeiro interesse estético. Quanto ao conteúdo específico de Arte Musical. estimulamos a prática musical dos alunos e a valorizamos em outras situações além da aula de música. relaxamento e execução musical podem e devem ser vivenciados durante todo o processo de aprendizagem. neste processo. com textos inadequados para as crianças sem se falar na tessitura e “desaprendizagem” da língua nacional. em que o lúdico e a prática musical estão extremamente ligados. por meio de um jogo musical. 275 . Desta forma. As canções e suas letras. de pouco ou nenhum valor musical. O planejamento do professor precisa ser flexível. esteja em um tópico específico. Projetos interdisciplinares são muito importantes nesta fase. improviso dirigido. atenção e prontidão. o professor deve estar atento às reais possibilidades desta criança em assimilar a linguagem musical e seus conceitos. de forma mais significativa. rítmica e melódica.. professores. cuidadosamente escolhidas. Porém. Desta forma. mas de nada valem se estiverem distantes dessa prática. sugerimos que os conteúdos conceituais sejam apresentados ao aluno de uma forma descontraída e que se incluam. lanche. Ao ensinar a leitura de notas que faça uso dessa leitura em situações de canto. acento. o aluno é movido por desafios.] as emissoras de TV e rádio não divulgam as tradicionais músicas folclóricas. [. fornecendo a partitura da linha melódica aos alunos e fazendo com eles a análise da canção. observando e refletindo sobre o que está dando certo ou errado. Conceitos e teorias passam a ser necessários para uma prática mais significativa. Criatividade e disposição são imprescindíveis para conquistar e manter o aluno motivado a participar. Não se trata apenas de incluir na rotina da criança canções para a hora da entrada. Embora os conteúdos estejam organizados por tópicos (pulso. naquele momento. deixando-a mais feliz e confiante. As ações devem estar abertas a mudanças e adaptar-se a imprevistos ou projetos que podem surgir no decorrer do ano. procedimentais e atitudinais do Plano de Curso. etc. É importante que a aula de música seja um momento de prazer e qualidade. Nesse processo. devem ser analisadas e contextualizadas junto com os alunos. o professor precisa ficar atento para que a aula de música não perca esta característica que tanto incentivamos nos anos iniciais. deve então elaborar atividades em que fique evidente a importância desse conhecimento. Momentos de apreciação. por meio de atividades simples de pulso. lateralidade. Isso é bastante preocupante porque essa invasão de canções populares. Uma brincadeira cantada pode envolver mais de um conteúdo. Na educação musical. mesmo que a ênfase. desenvolver o senso estético musical e formar um ouvinte consciente. saída.) estes não devem ser trabalhados de forma linear. mas somente as populares. explorando os conteúdos conceituais.ARTE MUSICAL A importância da Arte Musical para a criança é evidente e indiscutível. Nesta fase. O professor precisa saber qual é a real vivência musical de seus alunos. proporcionando momentos de uma execução musical mais elaborada. o professor poderá elaborar seu planejamento direcionando seus objetivos e estratégias de acordo com cada classe. acento. uma linguagem que chega mais fácil ao âmago da criança. replanejando quando necessário.

Explore as propriedades do som nos vários momentos: durante a apreciação musical. orientando para que esta representação realmente aconteça e seja eficaz. quadra ou outros ambientes. podemos partir então para a escala ascendente e descendente e a introdução da nomenclatura dos sons. ou seja. Pode também solicitar que os alunos criem uma forma de registro. O improviso precisa ser “preparado” pelo professor por meio de inúmeras atividades de vivência rítmica e melódica. durante a improvisação. mais facilmente irá recordar esses conceitos e melhor será sua entoação. Quanto mais a criança aprender a observar. durante o canto coletivo. Se houver possibilidade. o pulso. utilize atividades variadas. por meio do improviso. o aluno resgata sua aptidão para criar e expressar-se rítmica e melodicamente. perguntas e respostas rítmicas e memorização. o acento em diferentes compassos (binário. até mesmo pequenos ostinatos. Ao utilizar a grafia convencional. pulso. O improviso tem sido motivo de grande discussão na pedagogia musical. Procure. como células rítmicas e ostinatos rítmicos e melódicos. seja na execução musical. Desta forma. é importantes que. presumimos que a criança já desenvolveu a percepção destas qualidades sonoras em todas as suas variações. como jogos musicais e no acompanhamento de canções. o estudo destas propriedades poderá agora ser um pouco mais contextualizado. tornando estes mais agradáveis e de fácil assimilação. Uma vez que as propriedades do som têm sido o foco na aprendizagem musical desde o primeiro ano. O professor pode criar formas de representar o som. o professor pode utilizar espaços alternativos. Entendemos que. pode haver uma resignificação destas propriedades. como o pátio. Porém. propriamente dita. o trabalho com células rítmicas exige o uso do raciocínio lógico matemático. A seguir. buscando uma variedade no uso de materiais sonoros e do próprio corpo. A cada retomada de um determinado tópico. o aluno adquire a liberdade para criar e executar células rítmicas em momentos diversos. seja na sua altura. Improvisação sonora dirigida. Em altura. o ritmo da canção. timbre e duração. Células rítmicas e melódicas O trabalho com células rítmicas poderá ser iniciado com exercícios de repetição de pequenas células. destacando para o aluno as diferentes características sonoras e a importância da utilização dessas variações na interpretação musical. aproximar a forma do gráfico com a notação convencional. O gráfico sonoro é um grande recurso para o aprendizado das propriedades do som. como semínimas e colcheias (sugerimos o método Kodàly). Ratificamos a importância de explorar jogos e brincadeiras que podem ser adaptados para apresentação de conteúdos. desenho rítmico da melodia das canções Uma vez que a criança já teve diversas experiências com o pulso das canções.Propriedades do som: altura. as notas musicais. entre outros. Diferenciar o desenho rítmico da melodia. Acento. vai ajudar a criança nos momentos de execução instrumental ou vocal. com interferências do professor nos momentos de execução musical. intensidade. duração e intensidade. Um registro só é válido se pode ser decodificado posteriormente. nesta fase. o acento e falando sobre o timbre. aos poucos. É interessante que o professor faça uma pequena revisão com exercícios de percepção das propriedades do som. expressão e dança. Para isso. seja na elaboração. é necessário que ele possua um conhecimento prévio dos elementos a serem utilizados. relacionando-as com a linguagem musical. Além de extremamente prazeroso. estimulando e desenvolvendo a percepção da escala por meio de vivência corporal e também com a utilização de gráficos sonoros. ternário e quaternário) e os diferentes andamentos. 276 . este é o momento de conscientizá-la dos outros conceitos rítmicos que envolvem a canção. seja iniciada a leitura rítmica com figuras simples. destacando na música as partes mais agudas e graves. trabalhando a dinâmica.

Mostrar às crianças as diferenças entre eles para que o aluno seja capaz de reconhecer e identificar cada um. se fores convocado para a luta. desafiaremos essa liberdade com a própria morte. Quanto aos outros hinos pátrios. porém. Brasil. mostrando ao aluno a função do Hino em nosso país. O fato de estarmos trabalhando com crianças mais velhas não significa que devemos abandonar estas atividades. és o destaque da América. verás que teus filhos irão te defender porque te amam. Hino Nacional Brasileiro. para tornar este aprendizado mais significativo para o aluno. nos te saudamos. Brasil. Com uma lateralidade mais desenvolvida. com bravura e firmeza. quando vemos brilhar o Cruzeiro do Sul em teu formoso céu. sugerimos que mantenham a prática de contar o seu histórico. um sonho intenso e os raios vívidos de amor e de esperança. pode parafrasear o Hino (veja o quadro a seguir). A própria natureza fez de ti um gigante. Hino Nacional Brasileiro Embora a criança já tenha contato com o Hino Nacional no dia-a-dia escolar. Ó Pátria amada nós te saudamos. dividindo-o em várias aulas. 277 . aos poucos. paráfrase. Maria Zeí. nas divisas com os outro países da América do Sul. etc. cantigas de roda. BIAGIONI.Manifestações folclóricas O folclore deve estar presente no dia-a-dia da sala de aula. sentimos descer à terra. costumam apreciar cirandas e outras danças com passos mais elaborados e aspectos rítmicos mais complexos. idolatrada e mãe carinhosa dos filhos deste solo. Brincadeiras cantadas. Lentamente podemos apresentar o Hino Nacional ao aluno. é importante que este seja estudado mais formalmente. a criança se conscientize da importância de se preservar as manifestações folclóricas porque elas fazem parte da nossa identidade cultural. Nossa vida mais amores”. naquele momento. canções mais apropriadas à faixa etária. Entre outras terras mil. São Paulo: Fermata do Brasil. auxiliam no aprendizado musical e transformam a aula de música num momento muito mais agradável. danças. nesta fase. autores e breve biografia. Teus bosques têm mais flores do que os bosques de outras terras prósperas e citando Gonçalves Dias “Nossos bosques têm mais flores. mas sim buscar. 2000. Mas. agora que somos livres. despertando seu interesse e curiosidade. em nosso imenso repertório folclórico brasileiro. é tu Brasil nossa terra adorada e a mãe carinhosa dos filhos deste solo. etc. mostrando-lhe que não cantamos o Hino somente nos jogos da copa do mundo ou Olimpíadas. Ó Pátria amada. as crianças. lembrando as glórias do passado. iluminado pelo Novo Mundo que desponta. forte e colossal que reflete em teu futuro. que a tua bandeira estrelada seja símbolo de amor eterno e que o Verde-Amarelo sejam representantes da paz do futuro. Mas é preciso que. Se conseguimos conquistar essa igualdade. Terra adorada. O professor deve estudar o vocabulário para eventuais perguntas. a liberdade raiou como um sol com seus raios brilhantes. Paráfrase do Hino Nacional Brasileiro As margens tranqüilas do riacho Ipiranga ouviram o grito de Independência ou morte e. Geograficamente situado ao som do mar banhando a sua costa e à luz do céu. jogos.

278 . em comerciais de TV. normalmente a capacidade receptiva das primeiras idades. A partir daí. normalmente. em conjunto. coletivamente. em desenhos animados. o motivo é a preguiça: o que é estranho. a insegurança sobre a melhor maneira de ouvir. Este conceito e a terminologia correta (erudita ao invés de clássica) devem ser retomados pelo professor com muita tranquilidade. É a principal fonte de produção musical da criança e é quando ela põe em prática os elementos que aprendeu na aula. cantadas ou ritmadas. estão praticando uma vontade social construtiva e buscando. o aluno não percebe: nas trilhas sonoras. (Folha de São Paulo. é necessário cuidar da sua voz e começar a ensiná-los a cuidar da voz deles. o professor procure facilitar a aproximação do aluno com este universo sonoro tão presente no seu dia-a-dia. a perceber a consonância ou dissonância do todo e encontrar a maneira adequada de com eles se relacionar.. Coisas aparentemente muito simples como não gritar e explicar que as nossas “cordas” vocais não podem ser trocadas como a de um violão. escuta as cantigas de ninar na voz da sua mãe. a harmonia do todo. os ritmos facilmente assimiláveis. quando se pensa que é a preguiça de se dar um prazer. ao trabalhar a música erudita em sala de aula. é preferível reservá-las para mais tarde – a sutileza transcende. No fundo. Desta forma. sugerimos que o professor cante muito com seus alunos. repetindo a mesma canção ou peça instrumental. Você. a criança vivencia a alternância entre atuar e observar. a concentração necessária. a pompa dos concertos. professor.]. (Raquel Marques Simões – Canções para Educação Musical). suas brincadeiras são. adaptado ao andamento normal da canção às possibilidades das crianças. por motivos variados: a vastidão do repertório. estes são grandes aprendizados. com a intenção de aprimorá-la. Espera-se também que. se necessário. que ela pode fazer por meio da música. Podemos dizer que crianças que se exercitam.[…]Quanto a sutilezas de tendências modernas ou exóticas. Música clássica afugenta muita gente. além de muitos outros. mais tarde. portanto. Aprender a ouvir o outro.. e. Trabalhe a dinâmica das músicas. que. desestimulando a ação de gritar. etc. A linha melódica deve ser bem nítida. Desde bebê. na maioria. cantando ou não. deve ser uma referência para o aluno. Ajude-os a conhecer um universo sonoro diferente daquele que normalmente eles têm oportunidade. podemos incentivar e promover uma maior aproximação com a música erudita seja na execução ou apreciação musical. quebrando preconceitos. a desinformação sobre o assunto. clara como um fio de água que corre em direção definida: [.Música erudita O aluno deve ser capaz de identificar e diferenciar a música erudita da música popular. A escolha dessas canções é das mais melindrosas. O cantar é a grande alavanca da educação musical. Mostre a importância da expressão e da articulação. O cantar é a bagagem que o aluno traz consigo. 24 de março de 1998) Canto coletivo A cada momento. cantar e ouvir.

é importante que o espaço seja concebido e criado pelo professor a partir das condições existentes na escola. A aprendizagem dos alunos também pode ocorrer por meio de uma outra classe de problemas.Problemas inerentes ao processo criador do aluno. organizados numa forma que realize sua intenção criadora. assim como nas outras disciplinas do currículo escolar. aos materiais e aos modos pessoais de articular sua possibilidade expressiva às técnicas e aos materiais disponíveis. antes e durante o processo de criação artística dos alunos. Tais orientações referem-se ainda às escolhas do professor quanto aos conteúdos selecionados para o trabalho artístico em sala de aula. compreender e analisar os próprios trabalhos e apresentar noções e habilidades para apreciação e análise crítica do patrimônio cultural artístico. São ideias e práticas sobre os métodos e procedimentos para viabilizar o aperfeiçoamento dos saberes dos alunos em Arte. nos trabalhos dos colegas e nos que eles mesmos vêm realizando. suas habilidades em desenvolvimento. Podemos identificar duas classes de problemas que fazem parte do conjunto de atividades da área artística: . à clareza e funcionalidade do ambiente. inerente às propostas feitas pelo professor. São questões que se apresentam durante sua atividade individual ou grupal. Tal intervenção pode ocorre em vários aspectos dessa atividade. o contato com suas necessidades expressivas. envolvendo questões relativas às técnicas. tendo como princípio que ele é antes de mais nada um educador que intencionalmente cria. suas possibilidades de avaliar resultados. à característica mutável do espaço. de acordo com o andamento das atividades. sente. entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõem. O que é resolver problemas em arte? A partir da reflexão sobre essa pergunta. e também durante as atividades de apreciação de obras de arte e de reflexão sobre artistas e outras questões relativas aos produtos artísticos. que caracterizam uma intervenção fundamentada em questionamentos como parte da atividade didática. ou seja. sua disponibilidade para conviver com a incerteza e o resultado não desejado e muitas outras possibilidades que fazem parte de todo processo de criação. aos direcionamentos para que os alunos possam produzir. segurança para experimentar e correr riscos. pensa e transforma. ligados à construção da forma artística. à marca pessoal do professor a fim de criar “a estética”. O processo de conhecimento na área artística dá-se especialmente por meio da resolução de problemas. para favorecer a produção artística dos alunos. Tal concepção diz respeito: à organização dos materiais a serem utilizados dentro do espaço de trabalho. objetos e trabalhos. Esses métodos e conhecimentos deverão levar em consideração o valor educativo da ação cultural da arte na escola. Quanto à organização do espaço e do tempo de trabalho. sua curiosidade.ARTE As orientações didáticas para os cursos de Arte referem-se ao modo de realizar as atividades e às intervenções educativas com os estudantes no domínio do conhecimento artístico e estético. 279 . são apresentados alguns pontos que a visam a orientar os professores de arte na compreensão das tarefas e papéis que podem desempenhar a fim de instrumentalizar o processo de aprendizagem dos alunos. que mobilizam o conhecimento que têm dos conteúdos de Arte. à criação. os alunos estabelecem relações entre seu conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta. No percurso criador específico da arte. entre o que observam nos trabalhos dos artistas. que permite novos remanejamentos na disposição de materiais. incluindo a participação dos alunos nessa proposta. A intervenção do professor abarca diferentes aspectos da ação pedagógica e caracteriza-se como atividade criadora. sensibilidade para observar e refletir sobre seu trabalho.

o mistério. exposições. em consonância com os conteúdos da área. apresentações musicais e teatrais. revistas. fitas de áudio. materiais e técnicas. A Produção do Professor Antes da aula: O professor é um pesquisador de fontes de informação. 280 . etc. sugestões. A apreensão da arte ocorre como fenômeno imerso na cultura.) e gradativamente vai percebendo os mais complexos. desafiando o conhecimento prévio. o divertimento. mas relacionam-se com as ideias e tendências de uma determinada época e localidade. mídias em geral. como ingredientes dessas atividades). gestos.A criação do espaço de trabalho é um tipo de intervenção que “fala” a respeito das artes e de suas características por meio da organização de formas manifestadas no silêncio. formas. estudioso da arte. volumes. Propiciar a flexibilidade da percepção com perguntas que favoreçam diferentes ângulos de aproximação das formas artísticas: aguçando a percepção. apreciador de arte. Leitura de Imagem Quando uma obra de arte é observada. construindo junto com eles a surpresa. Durante a aula: O professor é incentivador de produção individual ou grupal. a questão difícil. A avaliação é um instrumento importante no processo de ensino/aprendizagem. etc. o humor. o nacional e o internacional. Pesquisar elementos que contribuam para o enriquecimento da aprendizagem artística de seus alunos: imagens. sons. Além disso. propõe questões relativas à arte. o aluno terá condições de fazer uma leitura conceitual. desenvolvendo seu conhecimento artístico. aceitando a aprendizagem informal que os alunos trazem para a escola e. A Percepção de Qualidades Estéticas É importante criar formas de ensinar os alunos a perceberem as qualidades das formas artísticas. e sim uma atividade continuada que deve acompanhar o processo todo e não só um produto final. ritmos. registro escritos (diários de bordo) em grupos ou individualmente. já que a leitura informal ele já faz naturalmente. Na área de Arte. texturas. criador na preparação e na organização do espaço. Criar formas de registrar e documentar atividades desempenha um papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho. CDs. textos que falem sobre a vida dos artistas e artesãos locais. linhas. respostas de acordo com o conhecimento que tem de cada aluno. materiais trazidos pelos alunos também possibilita avaliar. cores. o aluno percebe os elementos mais simples (cores. em ruídos. luminosidades. tendo em vista seu contexto histórico e pré-requisitos adquiridos fora da realidade escolar. ao mesmo tempo. incentivando a curiosidade. o processo deve levar em conta as etapas do desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. texturas. oferecendo outras perspectivas de conhecimento. História da Arte Conhecer a história da arte é compreender que os trabalhos de arte não existem isoladamente. não é apenas uma etapa do processo. interferindo tanto no processo criador dos alunos (com perguntas. Adquirindo este conhecimento. vídeos. os quais deverão ser aproveitados. manifestações artísticas da comunidade. que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local.) quanto nas atividades de apreciação de obras e informações sobre artistas (buscando formas de manter vivo o interesse dos alunos. escolhendo obras e artistas a serem estudados. do ambiente que recebe os alunos. a incerteza. temos ainda a autoavaliação com relatos de descobertas realizadas durante as aulas.

formas. ideias e sugestões trazidas pelos alunos (um familiar artesão. Visita a Museus Uma das atividades que contribuem não só para a área de arte. Formular um destino para o trabalho dos alunos (portfólios. poemas e contos durante a aula. As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressão da riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Acolher materiais. o constante desafio perceptivo. Os alunos deverão fazer um registro sobre o que viram. para que a aprendizagem também possa ocorrer a partir dessa análise. dada a própria natureza de seu objeto de conhecimento. O museu é um espaço onde estão expostas obras de arte. cores. mas para todas as outras áreas. apresentações de trabalho de alunos. um livro ou um objeto trazido de casa. na apreciação que cada aluno faz por si do seu trabalho com relação ao dos demais. como por exemplo. apresentações. etc. a atenção e o esforço necessário para a continuidade do processo de criação artística. gestos e cenas. leitura da notícias. 281 . uma música. bem como as formas da natureza e das que são produzidas pelas culturas. ele está completando o ciclo do fazer artístico. Quando o aluno expõe seus trabalhos aos pais e familiares. Em contato com essas produções. escolas e estilos. organizadas por diferentes critérios: tempo cronológico. um vizinho artista. Devemos envolver os alunos nessa produção. visitas a ateliê e oficinas de artesãos locais. uma história contada. Criar formas de apreciação da arte.Estimular o olhar artístico com relação às formas produzidas por eles. pelos colegas e pelos artistas e temas estudados. aprendemos mais sobre o conteúdo que foi ensinado. o que envolve seu conhecimento da faixa etária do grupo e de cada aluno em particular. Propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade. uma dança. perceber os critérios de organização do espaço e o tipo de postura para a visitação. o que contribuirá para o enriquecimento do trabalho artístico dos alunos.). escolher objetos como elementos para uma aula. etc. Descobrir propostas de trabalho que visem a sugerir procedimentos e atividades que os alunos possam concretizar para desenvolver a percepção de linhas. exposições. Reconhecer o ritmo pessoal dos alunos. apresenta-se como um campo privilegiado para o tratamento dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. sons. ensaios. Exposição A exposição da produção artística dos alunos faz parte do ensino de arte. Arte e os Temas Transversais A área de Arte. Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos junto com eles. é a visita a museus e exposições de arte. Quando organizamos uma exposição. a qualidade lúdica e a alegria (aspectos importantes nesta faixa etária) estejam presentes junto com a paciência. o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas. sensitivas. maneiras inusitadas de apresentar dados sobre artistas (ex: teatro). uma festa da comunidade.

itaucultural. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais. Sugestões de sites: www. Música.org. Projetos Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. de relações humanas.br www. suas mãos e olhos adquirem habilidades. falam de problemas sociais e políticos. enquanto desenvolvem atividades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. Dança. de sonhos. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa.portinari. manifestações culturais particulares e assim por diante. no qual cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar. perguntas e inquietações de artistas. documentam fatos históricos. o ouvido e a palavra aprimoram-se.org. Teatro). Nesse sentido.afetivas e imaginativas. podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente. pois a estrutura de funcionamento dos projetos cria muita motivação nos alunos e oportunidade de trabalho com autonomia.br 282 . seu corpo movimenta-se. Ao mesmo tempo. medos. ou mesmo referentes a apenas uma das formas artísticas (Artes Visuais. organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte.

social e de autonomia. atividades rítmicas e expressivas. tamanhos ou quantidades). visando a seu aprimoramento como seres humanos. quando utilizamos as múltiplas linguagens nas atividades práticas. Lembramos também que. da cultura popular e outras que estejam fora do seu cotidiano. pois a concentração ainda está presente em curtos períodos. o contato com músicas do universo infantil. a cada um. contribuindo para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e das pessoas de que dele fazem parte. trabalhamos de maneira interdisciplinar sem nos darmos conta disso. estética. Outro aspecto fundamental é o conhecimento sobre o próprio corpo. seu processo de crescimento e desenvolvimento. conhecimentos sobre o corpo). criatividade e interação do grupo. cabe ressaltar que os alunos que apresentam deficiências físicas não devem ser privados das aulas de Educação Física. Em sala de aula. trabalha-se no plano dos conceitos. ética. transitando pelos diversos conteúdos propostos (jogos. entre outros recursos. nesta fase. Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido. propomos que isso seja vivenciado tanto durante as atividades práticas como também por meio de desenhos. permitindo compreendê-los como direitos humanos fundamentais. No que diz respeito ao conhecimento do próprio corpo. auditivos e cinestésicos). construção de bonecos. neste momento. Podemos oferecer. giros) torna-se conceitual. saltos. A relação entre a educação física e outras disciplinas. teatros de marionete e outros. Compreende-se a dança. estamos trabalhando noções de seriação e classificação. a educação física “trabalha no plano da ação motora. os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva. além das técnicas de execução. dentro de um contexto cooperativo. ressignificá-los e recriá-los. pré-desportivo ou numa dança. como no simples fato de solicitarmos a uma sala que se divida em dois grupos com o mesmo número de alunos. as atividades devem envolver todo o grupo. Como as crianças necessitam de diversos estímulos (visuais. assim. filmes. Assim. Sugerimos que o professor adote uma visão ampla da educação física escolar. de acordo com suas necessidades” Karl Max O objetivo principal da educação física escolar do 1º ao 5º em nossa rede é dar a oportunidade para que todos os alunos desenvolvam suas potencialidades. afetiva. a discutir as regras e estratégias. de forma democrática e não seletiva. de relação interpessoal e inserção social). sugerimos que sejam utilizados materiais coloridos de diversas texturas e tamanhos. ao mesmo tempo em que dão subsídios para o cultivo de bons hábitos de alimentação. embora muito estreita. aquilo que era material ( corridas. de acordo com as suas habilidades. Os jogos e as brincadeiras pertencentes à cultura popular são um grande aliado nesta fase.EDUCAÇÃO FÍSICA “De cada um. músicas. A educação física escolar deve permitir que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. estamos ampliando ainda mais as possibilidades das relações entre as disciplinas. Os jogos devem ter regras simples e todos devem participar do início ao fim. higiene e atividade corporal e para o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo. mas quando a maneira de propor as atividades provoca tomadas de consciência. corporal. apreciá-los criticamente. o aluno deve aprender. como um estímulo para a expressão corporal. assim como elementos construídos com sucata podem trabalhar a imaginação e a criatividade. Outro exemplo seria estimular as crianças com histórias e músicas ouvidas e vivenciadas. colocando como desafio 283 . musicalidade. Interdisciplinaridade Segundo João Batista Freire. é pouco percebida.” Muitas vezes. sem a preocupação com estilo ou técnica. Seja num jogo recreativo. Numa simples atividade de solicitar à classe que todos corram e tragam um determinado objeto (variando entre cor. que são construídos concomitantemente com o desenvolvimento de práticas corporais. Nesse sentido. coordenação motora e espacial.

1959. Manuel Jacinto (coords. 1997. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Dicionário do Folclore Brasileiro.). 4a edição. op. KRAMER. GABRIEL. Braga. T (org.). 284 . Gilles. Sonia. GÓES. Mary (org. São Paulo: Pioneira. História social da criança e da família. 1999.). mimeo. A infância como construção social. Eleonora & ROBERTO. 2a edição. São Paulo: Summus Editorial. BROUGÈRE. Mary (org. As crianças: contextos e identidades. PUC-RIO.).19-32. p. PINTO. p. Exercício de ser criança. Pesquisando infância e educação: um encontro com Walter Benjamin. A criança e a cultura lúdica. In: KISHIMOTO. Manuel Jacinto (coords. Portugal. BAKHTIN. 1o caderno. 1984. 13-38. Rio de Janeiro: Salamandra. Walter. 6. cit. Reflexões: a criança. Maria Ignez. Manoel de. p. julho de 2001.9-33 VYGOTSKY. Armindo. Centro de Estudos da Criança. Editora Brasiliense. S. MEDINA. SP: Papirus. 2002. op. Manolo.). Campinas. 1996. COUTO E MELO. José Roberto de & FLORENTINO. Manuel. 1997. Crianças escravas. Rio de Janeiro: Record. O obsceno em cena ou o Tchan na boquinha da garrafa. Programa do curso de pós-graduação EEFD-UFRJ. O folclore na EEFD-UFRJ. Celina & CALFA. SARMENTO. Carlos Alberto de. BARCELLOS. In: KRAMER e LEITE (orgs. Manuel. KRAMER. Proposta da Série Família e Escola. fica a critério do professor utilizá-lo na seqüência que mais se adapte a sua realidade. Mikail (Volochinov).). _. Frank Wilson. SARMENTO. DEL PRIORI. Universidade do Minho. a educação. Reflexões sobre a função social da leitura e da escrita numa escola de Educação Infantil da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Ravil.3373. Philippe. utilizando sua imaginação e percepção. In: BAZILIO e outros (orgs. 1982. O desaparecimento da infância. Manuel e POSTMAN. O brincar e suas teorias. JORNAL DO BRASIL. op. Bibliografia BATALHA. In: DEL PRIORI.). O que é folclore. Apresentação.Educação. 1. p. Considerações finais O nosso plano de curso é anual. In: DEL PRIORI. São Paulo: Contexto. L. p. UFBA. Mary (org. Revista Repertório Teatro & Dança. 84-106. CCE. Mary. Carlos Drummond de. crianças dos escravos. Formação social da mente. 1991. In: A senha do mundo. Um exército de seis milhões de crianças. Especialização em Dança. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 2000. Infância: fios e desafios da pesquisa. Reconstituindo a história do atendimento à infância no Brasil. Manuel e SARMENTO. Luís da Câmara. Ediouro. delimitando o campo.7-18. 1986. ARIÈS. 2a edição.). Simone. maio de 2002. Bibliografia ANDRADE. cit. Marinheiro. As crianças e a infância: definindo conceitos.20-38. In: DEL PRIORI. Rio de Janeiro: Achiamé. cit. BARROS. p. BIÃO. 1999. Rio de Janeiro: Guanabara. o brinquedo. São Paulo: Martins Fontes. Monografia do Curso de Especialização em Educação Infantil: perspectivas de trabalho em creches e pré-escolas. CASCUDO. p. História das crianças no Brasil. Rio de Janeiro: Graphia. Edição do Departamento de Arte Corporal EEFD-UFRJ.177-191. sempre respeitando a faixa etária com que se está trabalhando. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. Neil. 1982. p.completá-las e cantá-las em voz alta. p. São Paulo: Hucitec. In: PINTO. 1999. Rio de Janeiro: 7 de maio de 2002. In: PINTO. Manuel Jacinto e PINTO. 1998. Sonia. Carlos Rodrigues. em que se sugerem conceitos a serem desenvolvidos durante o ano. Coleção Primeiros Passos. 1992. Rio de Janeiro: TV Escola. Infância tutelada e educação. 1999. n. Boletim do Programa Salto para o Futuro. Portanto. BENJAMIN. podendo também incluir outros conteúdos importantes para sua realidade. BRANDÃO.

LARAIA.a formação e o sentido do Brasil. um conceito antropológico. Companhia das Letras. Cultura. Roque de Barros. O povo brasileiro . 2000 RIBEIRO. 285 . Darcy. 1995. Jorge Zahar Editor.

mas conflitante. precisamos ir além da pedagogia do exótico ou da folclorização da participação dos negros na sociedade." (Marc Bloch) O ENSINO DE HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS A construção de conceitos. sujeito e fato histórico de forma que os transformem em leitura crítica do mundo. entre outras. cheia de interesses. na nossa língua.” (Paulo Freire) A multiplicidade de raízes da nossa formação cultural não pode ser desconsiderada pela escola. principalmente os existentes nos livros didáticos. independentemente da cor ou posição social. na culinária. Mas para que estas e outras questões sejam abordadas em sala de aula.HISTÓRIA "O objetivo da História. o homem. construa de forma contextualizada os conceitos de tempo. Esperamos que o aluno. com múltiplas interpretações e análises. 1 . a fim de que garanta na prática a diversidade étnico-cultural presente diariamente na nossa vida. a fim de que o aluno possa compreender tais noções e. na dança. de modo prático. é preciso que a escola incorpore. Somos um país multicultural e pluriétnico e os nossos currículos precisam contemplar o conhecimento dos povos que formaram esse país. onde todos têm importância. Cabe à escola propor situações de aprendizagem que considerem a importância do negro e dos afro-descendentes em nossa sociedade. é um dos objetivos da fase complementar em relação à disciplina História. faz-se necessário que professores e alunos se posicionem em relação ao conhecimento de forma questionadora e busquem contrapor fontes. expressando-se na música. É papel também da escola refletir sobre as constantes representações sociais negativas. 286 . versões que investiguem e percebam que o conhecimento histórico não é algo pronto. por meio de estigmas e estereótipos que marcam a população negra. A complexidade desses conceitos exige do professor um trabalho contextualizado. mas uma construção. é por natureza. para isso. na literatura.DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL “Ensinar é inserir-se na história: não é só estar na sala de aula. a temática da igualdade e diversidade em sala de aula. não linear e evolutiva. ao longo do processo. mas num imaginário político mais amplo. especialmente de tempo histórico.

Conhecer e valorizar o local em que se vive. a vivência do que se aprende em sala de aula. ou seja. novas imagens e visões da história? Jean-Baptiste Debret.1830. conhecer suas histórias e locais de valor para comunidade é uma grande ferramenta para a construção do conhecimento histórico. 287 . proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. para o ciclo I. o estudo do meio. BA . é papel da escola proporcionar esses estudos.Geralmente as imagens dos negros estão associadas à escravidão. O estudo do meio. Escravo sendo açoitado Retrato de Luís de Gama . favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. como recurso didático. por meio de atividades realizadas no entorno da escola e no próprio bairro. Segundo o PCN de História e Geografia. novos pintores. bem organizado.1882. Salvador. pois permite a elaboração. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. novos contos.Estudo do Meio: a cidade como espaço educador A Secretaria de Educação oferece estudos que proporcionam ao educando o contato com o objeto vivo do conhecimento. SP Militão Augusto de Azevedo Rubem Valentim Objeto Emblemático 3. Além disso. Precisamos de referências positivas da participação do negro na História do Brasil. São Paulo. 1969 Coleção Roberto Bicca de Alencastro Acervo Museu Afro Brasil 2 . permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. Que tal levar para a sala de aula novos heróis.

de Debret. devemos sempre nos posicionar de maneira crítica em relação à sua versão dos fatos. 288 . 5 – Pesquisa A pesquisa é um caminho para descobertas. da complexa rede de relações.Leitura de imagens Vivemos em um mundo imagético.3 . 4 . Após saber o que eles já sabem. por exemplo.Documentos “[. professor e aluno trazem à luz novos significados à medida que questionam se de fato foi daquele modo que aconteceu ou não. sua obra é resultado de seleções e fruto de uma época.. ela é um registro histórico realizado por meio de ícones. levantar hipóteses. São registros com que os professores devem estabelecer um diálogo contínuo. planejar momentos de troca de informações e principalmente dar uma função social com as informações e descobertas realizadas. idealizada. A observação direta. gravadas em material fotográfico e cinematográfico. Como qualquer outra fonte. Cabe a nós decodificar seus ícones. tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele” (Marc Block) A história faz-se com documentos. O fato é que a História é sempre reconstruída e não algo pronto e acabado. forjada ou inventada.. pois como qualquer outro artista. então. A ela são agregados novos valores e interpretações. do seu nível tecnológico e artesanal. uma paisagem ou um determinado costume. de imagens pintadas. Um simples objeto pode trazer à luz uma série de informações. Ao fazermos uso. A iconografia é uma fonte histórica das mais ricas. O mais importante no uso da imagem em sala de aula é que ela também ao ser lida deslocada do seu tempo. e não mais simples ilustração de um texto ou livro didático. indo além do que é visível. usou e o transformou. modeladas. mas deve-se sempre levar em conta que. estabelecimentos de relações e construção de conhecimento. refletir sobre que fontes usar. sistematizando os conhecimento e divulgando-os. como fonte histórica. Tudo o que o homem diz ou escreve. Mas o que é documento? Documento é tudo em que o homem deixa marcas. porque estariam retratando fielmente uma época. Cabe ao professor trabalhar essa diversidade de testemunhos em sala de aula. basta questioná-lo a respeito do seu contexto histórico-temporal. por que não fazer uso da leitura de imagens dentro da sala de aula? Ela pode nos fornecer dados interessantes sobre a vida do homem. de seus hábitos. valores e preferências de um grupo social. analisar e construir novos saberes. desenhadas. organizar os dados. sua cultura e modo de viver no presente e no passado. dos gostos. traz embutidas as escolhas do produtor e todo o contexto no qual foi produzida. portanto. é reconstruída a cada época. um acontecimento. pois não são raros os casos em que elas passam por verdade. da sociedade que o criou. está na hora de transformar o tema em questões a serem resolvidas. lembre-se que pesquisar é buscar a resolução de problemas. É preciso saber indagá-los e deles escutar respostas. desde a poda de uma árvore até a produção de um documento escrito. deve ser explorada com cuidado. Ao solicitar uma pesquisa.] a diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. impressas ou imaginadas e. tudo o que fabrica. comece sempre com o levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema em estudo. a manipulação e questionamentos de documentos produzidos pelo homem podem revelar muitas informações. talhadas. por alunos ou por especialistas. basta que lhe façam perguntas apropriadas: o que é ele? De que material é feito? Como é produzido? Por quem foi produzido? Para quê e para quem? Qual o seu valor? E muitas outras questões levam o educando a descobertas e ao aprendizado de como o conhecimento é construído ao longo da história. ainda esculpidas. cabe ao professor tornar esta atividade algo realmente produtivo. torná-los inteligíveis aos olhos dos nossos alunos. discutir sobre as possibilidades e maneiras de encontrar as respostas ou não. pois ela não representa a realidade histórica em si.

GRUNBERG.org. Filmes Kiriku e a Feiticeira (Kiriku et la Sorcière). que nasceu com a missão de salvar sua aldeia da cruel feiticeira Karaba. Didática de História: o tempo vivido. direção: Michel Ocelot Baseado em uma lenda da África Ocidental.br/prc/engenho http://www.inf http://vivasantos. O PODER DA COMUNICAÇÃO. Editora Abril.br 289 . Ana Lúcia Lana. São Paulo: Editora Ática. A incrível saga de um país. Livro do Estudante.br http://www.usp. Náufragos. 1999. 1996 NEMI. GRUPIONE. mas dons especiais.casadasafricas. uma outra história? São Paulo: FTD. L. A. Ed.br http//www.unisanta. . Brasilia: MEC/SEF.casadeculturadamulhernegra. Para entender o Negro no Brasil de Hoje .museudocafe. Guia Básico de Educação Patrimonial. . Coleção de Olho no mundo. Realidades. HERNANDEZ. Luis Donisete Benzi e LOPES DA SILVA. 2005 HORTA. Sao Paulo: HUCITEC.br. A África em Sala de aula – São Paulo: Selo Negro. um garoto pequeno. MEC/MARI/UNESCO. 116 min.santos. Problemas e Caminhos.br http://www.sp. MUNANGA.gov.com. Traficantes e Degredados.br http://www.br http://www. D. 2001.br http:// www. CABOCLO.com. direção: Darrel Roodt Na África do Sul. Gente de São Paulo São Paulo da Gente São Paulo: Editora do Brasil.com. Sarafina.gov.br http://canalkids. Aracy.pinacoteca. 1998.br http://:www.Indicações Bibliográficas BUENO. 254 págs.museudoindio. 1997. 1870/1913. 1993.palmares.net http://www. LANNA. Adriana. 1996. Eduardo.museudapessoa. essas lições serão um rito de iniciação na vida adulta. Leila Maria Gonçalves Leite. Kabenguele e Nilma Lino Gomes.org. USA.br http://www. org. O Som da Liberdade (Sarafina). 200 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História e Geografia. Eveline e QUEIROZ MONTEIRO.org.br http://www. professora ensina jovens alunos negros a lutarem por seus direitos. Para uma aluna em especial.gov. França/Bélgica/Luxemburgo. na forma de uma brutal tomada de consciência a respeito da realidade que a cerca.geledes. M. 1999. Rio de Janeiro: Objetiva. Eliane e Irene Barcelos.História.org. 2003. 71 min. Uma cidade na transição: Santos. A temática indígena na escola: novos subsídios para professores do 1º e 2º graus – Brasília.com.com.br http://www. de Lourdes.museuimperial. _______________Brasil: uma História. a animação conta a história de Kiriku. 1995.br http://www.itaucultural. Brasília: IPHAN: Museu Imperial.Ação Educativa. Sites: http://www. Global .mundonegro.novomilenio.

fotografias. textos da Internet. interpretação e análise de informações obtidas a partir da vida concreta. como exemplo. levantamento de interesse junto aos alunos. Utilizando-se a obra “Morro da Favela”. jornal impresso ou falado também podem encerrar um trabalho desse gênero. Além dos textos. os diferentes modos de morar. a rua da escola. pois proporciona a participação ativa do aluno na construção do conhecimento além de ser um grande aliado no processo de alfabetização cartográfica. que deve ser a habilidade mais desenvolvida com os alunos em uma experiência significativa de construção da noção de espaço. conhecer a construção das noções e representações do espaço é essencial para que a reprodução de informações dê lugar a uma elaboração de conhecimento verdadeiramente significativo. assim como das dúvidas e conhecimentos prévios trazidos por eles.. os arredores. Cartazes. o professor deve habituar seus alunos a construírem também suas próprias perguntas. o estudo do meio. mas é interessante que o professor os tenha como ponto de partida e não como recurso complementar. pode-se perguntar: Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Como vivem? Que tipo de construção é essa? Que materiais foram utilizados na construção? Que tipo de mão-de-obra? Quanto tempo demorou? A que classe social as personagens pertencem? Que tipo de relevo é esse? As construções são próprias para esse tipo de relevo? Você conhece algum lugar que se pareça com esse da imagem? Como é? É claro que as perguntas devem ser adaptadas à faixa etária e ao objetivo proposto. matérias de jornal. 290 . Mas não para por aí. a casa. Estudo do meio O estudo do meio é um importante recurso didático. levantando hipóteses próprias. mas vale ressaltar que um bom trabalho exige um tempo de planejamento. de viver. E o espaço distante? Como pode ser percebido? Para isso. favorece uma participação ativa do educando na elaboração de conhecimentos. Não é necessário que todo trabalho resulte em uma exposição. os alunos podem construir um texto sobre o que aprenderam e uma lista de perguntas sobre as dúvidas que permanecem. histórias em quadrinhos. para o ciclo I. peça de teatro. Ao invés de ler um texto no livro didático e complementar a informação com imagens. filmes. enciclopédia eletrônica. construções etc. Material diversificado nas diferentes etapas de pesquisa e constante avaliação do que está sendo feito são bem-vindos. desenhos. os conhecimentos apreendidos podem ser organizados em álbuns de textos. lugares. grafites. Segundo o PCN de História e Geografia. esculturas.GEOGRAFIA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM GEOGRAFIA A geografia é uma ciência de observação. a escola.. comparar com outras imagens. aprenda a ler o mundo sobre as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. de Tarsila do Amaral. Com as informações em mãos. Enfim. Essas representações do passado e do presente podem auxiliar de diversas maneiras. a geografia pode contar com muitos aliados: música. A partir delas. e outros recursos podem e devem ser utilizados para que o aluno conheça outros povos. pois permite a elaboração. que podem culminar em uma exposição. como recurso didático. formas de organização do trabalho e da relação com a natureza e seus recursos. pinturas. comparar com o local onde vivem e outros procedimentos de pesquisa que se julgar necessário. pode-se realizar um trabalho de pesquisa em livros. Ele permite que o aluno se aproprie do espaço. Um produto final que contenha as informações apreendidas pelos alunos também é muito importante. O espaço que cerca o aluno deve ser o ponto de partida para a observação: a sala de aula. o professor pode primeiro levar a imagem e criar questões a respeito dela estimulando a curiosidade. estilos de arte. Aos poucos. gráficos e esquemas. diários de viajantes.

a percepção do que é maior ou menor e legendas. os traços azuis representam rios. o professor poderá trabalhar com a construção de uma maquete de algum ponto estudado da cidade (ex. sugerimos: • Explore a noção de legenda. a distância de 1. a referência espacial da criança é o corpo. Para tal. proporcionando aos alunos a oportunidade de compreender a diversidade de interpretações sobre a mesma realidade e organizar suas próprias conclusões sobre o local em que vivem. A sua representação depende da escala adotada. Na passagem do tridimensional (a realidade) para as representações planas (bidimensionais). Ex: propaganda de lançamentos imobiliários. 291 . analisem as diferenças de tamanho entre elas. existe um grande número de migrantes. bem organizado. etc. nas séries finais do ciclo I. envolvimento (dentro e fora) e continuidade que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho de representação espacial. É uma boa oportunidade para observar os vários estados brasileiros e questionar sobre as suas diferentes ocupações. Engenho dos Erasmos. mas. já consegue trabalhar com espaços cada vez mais distantes e desconhecidos. quantas nasceram no lugar e quantas se mudaram para aquele lugar. na cidade de Santos. Para compreender essa redução. saber o que significa. ou seja. onde o aluno tenha questões para resolver. discutindo as usadas convencionalmente. o bairro. • • • Noções de escala O mapa é um modelo da Terra ou de alguma parte dela. Assim. ou seja. Nessa atividade. partindo da sala de aula para a rua. O importante é que ele perceba que os símbolos possuem um significado e que há uma correspondência entre o objeto e o símbolo representado no mapa. a cidade.) empregando sucata. Cabe ao professor direcionar esse olhar na direção dos objetivos a serem alcançados. a classe poderá concluir. etc. depois e entre). por exemplo. por exemplo. maquetes e plantas. Explore a procedência das famílias. Os alunos já possuem noções de vizinhança (ao lado de). que. o que influencia na quantidade de detalhes que aparecem no mapa. Mapas.5 centímetros entre São Paulo e Santos. permite o desenvolvimento do olhar sobre a realidade. Num primeiro momento.O estudo do meio. plantas da cidade. Inicie o trabalho com mapas simples. seja para se comunicar ou para obter informações. centro histórico. entre as fotos e as pessoas. ordem ou sucessão (antes.: porto. depois. converse sobre as razões desse fato. morros de Santos. é feito um trabalho processual. chegando à noção espontânea de escala. maquetes e plantas Os alunos trazem consigo uma série de informações referentes à elaboração de mapas. etc. considerando os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. o estado e o país. construa escalas intuitivas. separação (aquilo que limita. fotos de satélites. em grupos. Seguem algumas sugestões: • Peça aos alunos que tragam fotos da cidade de Santos e. Em seguida. por exemplo: por que tem mais gente morando no sudeste? Traga para a sala de aula diferentes representações do espaço para que possam comparar. Os aviõezinhos representam aeroportos. separa). folders turísticos.

que escreveram suas opiniões ou que fizeram comentários sobre as pessoas do lugar. entre outras. a sociedade construiu uma relação predatória com a natureza. Ao discutir a construção do espaço geográfico no contexto da industrialização.• O uso do barbante é um grande aliado para a percepção da noção de escala. representação por meio de desenho. interferências. Cabe à escola implantar um programa de educação ambiental que promova o desenvolvimento de conhecimento. podem se usados outros padrões de medida. Diários de viagens também são bons recursos e as crianças adoram organizar um caderno narrando visitas imaginárias a lugares distantes ou mesmo aos locais já conhecidos. mostre diferentes mapas e explique que um mapa com escala 1:500. No processo de urbanização e industrialização. Educação Ambiental Ao produzir seu espaço. palito. obras literárias e filmes Os relatos de viagem de ontem e de hoje são fontes importantes para conhecer como se deu o processo de construção do espaço. confeccionar mapas ilustrados com fotografias de um único aspecto a ser observado. pessoas que visitaram os lugares. tais como: palmo. Nesse sentido. modo de vida e atividade econômicas são importantes fontes de pesquisa. recortes de jornal e revistas. Assim como o barbante. de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. cabe questionar como o equilíbrio ambiental está sendo afetado e o que pode ser feito para modificar as atitudes dos cidadãos. depois parta para a sala de aula. depois vá dobrando até que a redução caiba na folha. que resultou da exploração dos recursos naturais gerando uma crise ambiental.000 (“um para quinhentos mil”). indica que o espaço representado foi reduzido em 500 mil vezes a partir do seu tamanho natural para ser representado no papel. 292 . Obras literárias e letras de música retratam lugares e modos de viver e podem ser utilizadas de diferentes modos em sala de aula: leitura e comentário. • Relatos de viagem. criação de poemas. letras de música. painel e cartazes com fotos relacionadas ao conteúdo trabalhado. títulos. braça. reescrita. estique o fio do barbante na extensão da parede ou do objeto. para isso. Comece com objetos. A fim de aprofundar os conhecimentos nessa fase. além de estimular a análise e a interpretação das imagens. textos explicativos. pé. seus costumes. A exploração didática do uso de fotos de jornais e revistas facilita a percepção visual e o entendimento de conceitos abstratos. o homem modifica a natureza. cujas imagens deverão ganhar legendas. Sugerimos o uso de jornais do município que sempre trazem imagens sobre São Paulo e o Brasil para montar uma coleção em um caderno onde os alunos poderão anotar suas reflexões. dramatizações.

listagens que refletem. fonte e funções. entrevistas. PROCEDIMENTAIS • Estabelecimento de relações entre os diferentes aparelhos e sistemas que realizam a função de nutrição para compreender o corpo como um todo integrado. Respeito às diferentes opiniões dos demais. • Elaboração de folhetos para divulgação de medidas de prevenção de algumas doenças • ATITUDINAIS Colaboração em atividades coletivas (por exemplo. Desenvolvimento de uma concepção crítica diante do consumismo e desperdício e de atitudes compatíveis com a preservação da natureza. análise e observação (ao fazer gráficos. leituras de textos. • Contágio por vermes e micro-organismos. Conhecimento sobre as opiniões dos colegas ao trocar ideias. • • • • • • • • 293 . imagens selecionadas. das embalagens de alimentos etc.) • Estabelecimento de conclusão com base na análise de dados do assunto em estudo. maquetes. Incorporação de hábitos simples e necessários de alimentação e preparação dos alimentos. • Sol x plantas x fotossíntese. • Organização e registro das informações por meio de desenhos. • Mudanças sexuais. Interesse em conhecer o funcionamento do corpo. tabelas. • Hábitos alimentares. Empenho nas atividades de grupo e na realização de tarefas individuais. • Cadeias alimentares.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Info) ) CIÊNCIAS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ambiente • Como se relacionam os seres vivos. • Principais sistemas e aparelhos. adotando atitudes promotoras de saúde. • Noções de ecologia. • Alimentos: origem. hábito alimentar. dados e conclusões. • Etapas do crescimento e desenvolvimento. Desenvolvimento e valorização de atitudes científicas. listas. sobre o funcionamento do corpo. quadros. • Comunicação oral ou escrita das suposições. esquemas. textos mais elaborados. • Busca e coleta de informações por meio da observação direta ou indireta. tabelas. • Ecossistemas (exemplos de ecossistemas). ao trazer imagens para uma atividade de recorte e colagem). • Higiene e saúde. Desenvolvimento de hábitos relacionados ao cuidado com o corpo. e respeito. • Desequilíbrio ecológico. • Levantamento de dados. por exemplo. • Animais em extinção. • Defesas naturais e estimuladas. experimentações. cultura. • Transformações sofridas pelo alimento no organismo. emoções e vivência social. por exemplo. Corpo humano e saúde • Visão geral do corpo humano. • Descrição dos próprios hábitos alimentares e comparação com os de outras pessoas do seu convívio e de outras regiões. • Elaboração de cardápios. necessidades energéticas para diferentes atividades físicas. organização e rigor nas observações e análises. • Estabelecimento de relações entre hábitos alimentares. como curiosidade. • Alimentação equilibrada. • Ecossistemas ameaçados.

por exemplo. • Questionamentos sobre degradação dos ambientes. • Conservação de alimentos. e em outras regiões. particularmente na região onde vivem. • Vacinas. • Comparação dos principais órgãos e funções do aparelho reprodutor feminino e masculino. Recursos tecnológicos • Alimentos industrializados. identificação e descrição das transformações físicas. • DST (formas de contágio e prevenção). 294 . infecciosas. • Comparação entre diferentes ambientes em ecossistemas brasileiros quanto à vegetação e fauna e suas inter-relações e interações. • Valorização da vida em sua diversidade • Exposição de ideias. relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade. • Reconhecimento da importância das campanhas e medidas de preservação da saúde. nos debates sobre adolescência e preconceito ligado ao sexo. • Observação. fisiológicas e psicossociais na infância e adolescência. • Observação de animais e seus hábitos. • Conhecimento de seus direitos e deveres como. • Divulgação de informações sobre transformações provocadas nos ambientes pela ação humana. • Comparação da reprodução humana com a de outros animais. • Aids e abuso de drogas. • Descrição de medidas de proteção e recuperação do ambiente. • Gravidez e parto.• Reprodução humana • Sistema reprodutor: feminino e masculino. • Preservação dos recursos naturais. sentimentos e conflitos na área da sexualidade para que reconstruam por si mesmos seu modelo de interpretação da realidade. • Sexualidade e gravidez na adolescência.

o Multiplicação e divisão por 10. evitando interpretações parciais e precipitadas. ATITUDINAIS • Desenvolvimento de atitudes favoráveis • • • para a aprendizagem de Matemática. respeitando o pensamento do outro. Persistência na resolução de problemas e na construção de suas próprias idéias. o Números primos. Hábito em analisar todos os elementos significativos presentes em uma representação gráfica. PROCEDIMENTAIS • Elaboração de registros e organização de informações. • Comparação e ordenação de números racionais na forma decimal. Confiança em suas possibilidades para propor e resolver problemas. o Divisores de um número natural. que envolvam números naturais. acrescentar quantidades. transpondoas para a sua rotina. pela observação de representações gráficas e de regularidades nas escritas numéricas. de acordo com as regras do sistema de numeração decimal. • Tipos de frações: o própria. que envolvam números naturais. Convivência com o erro como parte do processo de aprendizagem. Números e operações • Sistema de numeração decimal até 999. Números Racionais • Fração de uma quantidade. Apropriação de diferentes estratégias para resolução de qualquer tipo de trabalho. combinatórias e organização retangular na resolução de situações-problema.999. 1000. • Uso da multiplicação como ideia de juntar quantidades iguais. o Divisibilidade. • Uso da divisão como ideia de repartir em partes iguais.5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. na resolução de situações-problema do cotidiano. comparar e completar quantidades. Interação com seus pares de forma cooperativa. Respeito às regras de jogos. que envolvam números naturais. interpretação. na resolução de situações-problema do cotidiano. Educ. empregando números e quantidades.com e sem reagrupamento. • Operações e conceitos: o Adição e subtração . formulação e resolução de situaçõesproblema. Respeito pelo pensamento do outro.divisor com 1 e 2 algarismos. o Divisão . o Multiplicação com números naturais (multiplicador com 1 e 2 algarismos). compreendendo diferentes significados das operações envolvendo números naturais. • Comparação e ordenação de números racionais. que envolvam números naturais.multiplicador com 1 e 2 algarismos. • Emprego de diferentes estratégias pessoais e técnicas operatórias (algoritmo) das 4 operações. • Leitura. na resolução de situações-problema presentes no cotidiano. • Frações equivalentes • Simplificação de frações. • Uso do conceito de subtração como ideia de tirar. Interesse na leitura de tabelas e gráficos como forma de obter informações. • Ampliação do repertório básico das operações com números naturais para o desenvolvimento do cálculo mental e escrito. o Multiplicação . • Produção de frações equivalentes. comparação e ordenação de representações fracionárias de uso frequente. escrita. trabalhando coletivamente na busca de soluções de problemas. o Divisão com números naturais (divisor com 1 e 2 algarismos). • • • • • • • 295 . o multiplicação de um número natural por um número fracionário. • Uso do conceito de adição como ideia de juntar.) MATEMÁTICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. • Análise. • Operações com frações: o adição e subtração de números fracionários com denominadores iguais.999. valorização do trabalho cooperativo e do intercâmbio de idéias. na resolução de situações-problema do cotidiano. como fonte de aprendizagem. o imprópria. 100. gráficos e tabelas. Exposição do próprio pensamento de forma autônoma e criativa. o Múltiplos de um número natural.

100 e 1000). organização e descrição de dados. • Construção de sólidos geométricos. • Utilização de procedimentos e instrumentos de medida. transpondoas para a sua rotina. • Formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica. Segurança na defesa de seus argumentos e flexibilidade para modificálos. • Produção de textos escritos. o transformação de unidades • Interpretação de dados apresentados por meio de tabelas e gráficos. • Triângulos: classificação. • Círculo e circunferência 3. • Medidas de capacidade: o litro e mililitro. 100 e 1000). • • 2. quilograma. • Localização de dados numa tabela. interesse em conhecer e utilizar diferentes estratégias para calcular e os procedimentos de cálculo que permitem generalizações e precisão. • Construção de gráfico de colunas. multiplicação (por 10. • Utilização do sistema monetário brasileiro em situaçõesproblema. • Representação de dados em tabelas. comparação. • Reta e segmento de reta. • Ângulos. comprimento e quilômetro. para identificação de características previsíveis ou aleatórias de acontecimentos. o transformação de unidades • Medidas de comprimento: o metro. arestas e vértices. largura e altura. Confiança na própria capacidade para elaborar estratégias pessoais de cálculo. o três dimensões: comprimento. • Construção de polígonos a partir de suas principais características. • Observação de objetos presentes em nosso cotidiano e as formas geométricas espaciais. Perseverança. divisão (por 10. 296 . • Uso da calculadora. Grandezas e Medidas • Sistema monetário. subtração. escrita. diagramas e gráficos) e construção dessas representações. tabelas. Espaço e Forma • Sólidos geométricos: o elementos do sólido geométrico: faces. PROCEDIMENTAIS • Cálculo simples de porcentagens. • Manuseio de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores. • Estabelecimento das relações entre unidades usuais de medida de uma mesma grandeza. tonelada e arroba. fração decimal e porcentagem. esforço e disciplina na busca de resultados. o transformação de unidades • Medidas de massa: o grama. • Cálculo de perímetro e de área de figuras desenhadas em malhas quadriculadas e comparação de perímetros e áreas de duas figuras sem uso de fórmulas. em função do problema e da precisão do resultado. pela observação da posição dos algarismos na representação decimal de um número racional. • Leitura e interpretação de dados apresentados de maneira organizada (por meio de listas. a partir da interpretação de gráficos e tabelas.CONCEITUAIS Números Decimais • • • • • • • • • leitura. • Quadriláteros: classificação. operações com números decimais: adição. • • ATITUDINAIS Respeito às regras de jogos. bases. científicos ou outros. construção de gráficos e tabelas com base em informações contidas em textos jornalísticos. • Coleta.

297 . Volume: o metro cúbico e decímetro cúbico.quadriláteros e triângulos. Tratamento da informação • Leitura. listas. o área: . centímetro quadrado e quilômetro quadrado. tabelas e gráficos. o transformação de unidades (de superfície).CONCEITUAIS • Perímetro Superfície: PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS o metro quadrado. interpretação e construção de textos. 4.

hardware e software).5º ANO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (Ciên / Mat / Inf. a coordenação motora. a inter-relação de pensamentos. * Interação com seu grupo de forma cooperativa. *Desenvolvimento da percepção visual e auditiva. a memorização. * Uso das atividades lúdicas como forma de aprendizagem. transformando informações em conhecimento. * Uso dos diversos softwares e aplicativos para complementar as atividades do conteúdo curricular de maneira interdisciplinar. * Comunicação via internet (e-mail. * Uso responsável da Internet como ferramenta de apoio educacional. homepage). * Uso dos recursos de informação e comunicação disponibilizados pela Internet de modo a promover navegações seguras. ATITUDINAIS *Convivência em grupo. a utilização das linguagens como meio de expressão e comunicação. 298 . Mesa Alfabeto. Site da Educação. * Responsabilidade no manuseio dos equipamentos. ideias e conceitos. trabalhando coletivamente na busca de novos conhecimentos por meio dos softwares e aplicativos. * Utilização dos recursos de multimídia para pesquisa. * Refinamento de pesquisa. de comunicação e convívio social. * Valorização das tecnologias (My Kid. Educativa) INFORMÁTICA EDUCATIVA CONTEÚDOS CONCEITUAIS * Monitor * Mouse e mouse pad * Teclado * Estabilizador * CPU/Gabinete * Impressora * Scanner * Webcam *CD e DVD * Softwares utilitários (processador de texto) * Mesas Educacionais * Internet * Sistemas Operacionais: Windows/Linux PROCEDIMENTAIS * Uso da linguagem computacional (Processamento. * Organização adequada em arquivos na área de disco (pastas e subpastas). outros).

indefinidos e demonstrativos. Adoção de espírito investigativo (pesquisa). possessivos. Aprofundamento e estudo das diferentes classes de palavras e seus significados. mas também fora dele. Produção e revisão de texto relacionado ao projeto desenvolvido na sala de aula. fábulas. Hábito da pesquisa em dicionário. • Textos extraverbais (ex: fotografia. de tratamento. Fís) LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS CONCEITUAIS Linguagem Oral • Linguagem e participação social. canções. oblíquos. Leitura de textos de gêneros diversos. instruções.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. ° Discurso direto e indireto. piadas. etc). música. Produção de textos de diferentes tipologias. sotaques. não apenas no ambiente escolar. mitos. pintura. Preservação do patrimônio cultural e coletivo em língua escrita. ° Revisão: verbos (conceito / infinitivo). dança. ° Concordância verbo-nominal. ° Preposição. • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Observação e uso da língua oral em situações sociais de comunicação. tritongo. ° Divisão silábica: dígrafo. Aplicação do conhecimento gramatical em situações de comunicação oral e escrita. ° Pronomes: pessoais. diário pessoal. notícias. futuro). relatos e entrevistas. a partir do domínio crescente da língua. cartas. encontro consonantal. ° Tempos verbais (presente. Uso de diferentes discursos em situações de comunicação escrita. história em quadrinhos. pretérito. literatura de cordel. • Leitura e interpretação de texto. operando com os conhecimentos sobre a língua. Exercícios da cidadania crítica e reflexiva. trava-línguas. Uso da leitura como instrumento de pesquisa. Hábito diário de leitura de fontes diversas. Pesquisa no dicionário para o aperfeiçoamento da ortografia nas produções textuais. hiato). lendas. Autonomia e criticidade crescentes em relação às produções escritas. notícias. escultura e outros). Uso sistemático do dicionário em qualquer situação de escrita em que se faça necessário. • 299 . • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferentes formas de expressão oral (regionalismo. Escrita • Produção de texto individual e coletiva. Leitura • Textos de gêneros diversos: poemas. contos. • Intertextualidade. • Itens da gramática normativa (revisão): ° Substantivo (conceito). Construção de significados intertextuais em obras já conhecidas. parlendas. encontro vocálico (ditongo.

ANÇA. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS ° ° ° ° 300 .) 2.CONCEITUAIS Artigo definido / indefinido. modo. substantivos terminados em ANCIA. negação. Segmentação entre as palavras de um texto ou frase. Irregularidades ortográficas. ° Numeral (noção e escrita dos cardinais e ordinais). Interjeição. Adjetivo e locução adjetiva. ° Advérbios (tempo. afirmação). Regularidades morfogramaticais (terminação em EZA de substantivos derivados de adjetivos. ° Sinais de pontuação (ponto e vírgula). a partir de um tema gerador previamente selecionado. ° Ortografia: 1. terminação em OSO/OSA de adjetivos. ° Acentuação (crase). Grafias e expressões: a gente / agente. a / há. dúvida. • Características do gênero (contos de assombração) /portador de texto escolhido para ser estudado pelo grupo. onomatopéia. 3. ° Verbos e concordância verbal (revisão). ENCIA.

___is.. PROCEDIMENTAIS Uso. Uso da capacidade simbólica para a aquisição de um novo idioma. Parceria na construção da pronúncia dos colegas. please.. o As condições do tempo: What’s the weather like? It’s. swim.. congratulations. o As profissões das pessoas: Is . jump. Respeito ao momento em que o outro fala. speak.. stand up.. cross your arms.. run.. play. write. run. / They are ____ing..? At ____ o’clock.. play soccer. Fís) INGLÊS CONTEÚDOS CONCEITUAIS Comandos: jump. • Perguntas e respostas sobre: o O que está fazendo: He/She is ____ing. repeat. ride a bike. swim. raise your hands.. dance. brincadeiras e atividades feitas pelas crianças dos Estados Unidos e Inglaterra. draw. o A estação do ano preferida: What’s your favorite season? It’s. / What time do you. ATITUDINAIS Respeito a outras culturas. Cooperação e respeito aos colegas durante as atividades de sala de aula. sit down. o Expressar-se quando não souber dar uma resposta: I don’t know. read. / No. respeitando os “erros” e comentando-os de forma positiva. it’s easy. shake your leg.. a _____? Yes. do vocabulário e diálogos aprendidos. Reconhecimento da importância do trabalho em equipe. skate. o Falar sobre a profissão dos pais: My mother/father is a/an…. cut. o As habilidades de cada um: What can you do? I can/can’t. fly.. watch TV. Contato com músicas... close/open your book/the door. o As cores das roupas: What color is it? It’s. Responsabilidade ao desenvolver as atividades em sala de aula. thank you. ouvindo com atenção. ___ isn’t. 301 . are there? There is/are . color... em situações cotidianas.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. erase the board. cook.. What color are they? They’re… o A quantidade de peças de roupas: How many . look at my…. o Os nomes de outras pessoas: What’s her/his name? o As horas: What time is it? It’s .. glue.

jeans. sister. brother. negativo. hospital. • Gramática: o Verbo “to be” . o Pronomes possessivos: my. o Profissões: teacher. have breakfast. brush my teeth. watch TV. o Estações do Ano: Summer. short. glasses. o Condições do tempo: sunny. old. o Presente simples. driver. ugly. fat. Thanksgiving. hot. Fall. do homework. engineer. shorts. firefighter. police officer. listen to music. tall. sneakers. partes da casa. watch TV. Spring. student. Christmas. swim. have dinner. o Modal: can (para indicar possibilidade e habilidade) – afirmativo. jacket. o Relacionado ao tempo: clock. June Festival. pilot. o Membros da família: mother. Easter. dance. fly a kite. cloudy. tennis shoes. he. go to bed. o Conhecimento das principais manifestações culturais da civilização inglesa e da brasileira: Valentine’s Day. go home. father. we. Father’s Day. jeans. you. Mother’s Day. secretary.números. dias da semana. architect. o Roupas: dress. nurse.presente simples. his. Winter. lawyer. play. o Pronome pessoal: I. cold. thin. windy. good-looking. boots. interrogativo. o Descrições físicas: pretty. meses do ano. and young. she. her. noon.      CONCEITUAIS • Vocabulário: o Revisão: Esportes. have lunch. skirt. o Present continuous. your. rainy. they. animais. T-shirt. sweater. skate. ride a bike. o Ações: jump. take a shower. snowy. dentist. Carnival. run. it. midnight. o Locais de prestação de serviços: fire station. go to school. doctor. Halloween. get up. socks. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS     302 .

danças. marcial e fanfarra. Fís) ARTE MUSICAL CONTEÚDOS CONCEITUAIS Ostinato Improvisação sonora dirigida. Leitura e ditado rítmico (subdivisão binária): Figuras de valores. brinquedos cantados. Interpretação. brincadeiras e histórias do folclore brasileiro. dinâmica. Formações instrumentais: Orquestra de cordas. Valorização da voz como instrumento de comunicação.sinfônica/filarmônica. Valorização e responsabilidade pela audição e produção de sons do mundo. O Maestro Instrumentos de orquestra. de entoação de intervalos e graus conjuntos). Cordas. canções.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. Valorização da produção artístico-musical individual e do grupo. reflexão e contextualização das letras das canções e hinos pátrios. Uso de pergunta e resposta rítmica por meio de textos rítmicos em grupos ou individualmente. Reflexão e avaliação: do repertório trabalhado durante o ano. Realização de jogos. Hino Nacional Brasileiro. • Identificação dos diferentes tipos de formações instrumentais. parlendas. do aprendizado e uso da linguagem musical por meio de debate. Formação de repertório. Hino da Proclamação da República. Conscientização no cuidado com o uso da voz por meio de aquecimento e desaquecimento vocal e relaxamento corporal (exercícios de articulação. etc. reconhecendo os instrumentos musicais. de câmara. • • • • Valorização da música enquanto linguagem e forma de expressão. brincadeiras. Interesse. Apreciação da música erudita. • Criação de improvisos sonoros. percussão e movimentos corporais.. • PROCEDIMENTAIS Leitura e ditado rítmico introduzindo figuras de valores gradativamente. do acento e utilização de ostinatos. utilizando instrumentos de percussão. Banda sinfônica. Manifestações folclóricas: jogos. • Criação e grafia de motivos rítmicos. Atribuição da devida importância musical aos diferentes gêneros propostos. 303 . Música erudita. dirigidos pelo professor. Percepção do pulso. respeito e curiosidade pela riqueza do patrimônio musical brasileiro e de outros países. da qualidade vocal do grupo. Sopros (madeiras e metais) Percussão (com altura definida e sem altura definida). ATITUDINAIS • • • • A Orquestra Naipes da orquestra e suas disposições. Hino à Bandeira Nacional. levando a uma melhor qualidade de vida. pulsação. Canto coletivo. do cotidiano. por meio de canções conhecidas. etc. destacando-se o compositor e sua breve biografia. objetos sonoros. percebendo o que pode ser mais saudável. Canto coletivo. Valorização da cultura popular. Hino da Independência.

• Apreciação de imagens diversificadas. 304 . Textos teatrais. • Análise da arte como registro histórico e como produto cultural. • Uso dos elementos da composição visual como o instrumento de leitura diante das manifestações artísticas. Modelagem . • Modelagem de bonecos • Confecção de licocós (Arte Indígena). Valorização do silêncio diante da concentração. Respeito às normas de funcionamento. • Análise da arte como registro histórico e produto cultural. (Sugestão: Paul Klee). às idéias dos demais. PROCEDIMENTAIS • Observação das cores nas manifestações artísticas. ativando a memória afetiva. Arte africana. reflexão. Desenvolvimento do senso crítico. Arte abstrata. Fís) ARTE CONTEÚDOS CONCEITUAIS • • • • • • • • • • Monocromia e policromia. Respeito às normas de funcionamento. (sugestão: leitura e contextualização das obras de Rugendas e Debret). • Observação da realidade e do meio em que está inserido como fonte de inspiração para registro em quadrinhos e criação de personagens. Respeito à própria produção e à do outro. • Interpretação. Respeito às formas de expressão artística diferenciadas. Pontilhismo. reconhecendo suas possibilidades físicas e emocionais. Valorização da solidariedade e da cooperação.bonecos (sugestão: Mestre Vitalino). • Observação das formas e movimento nas manifestações artísticas abstratas. não convencionais. contextualização e encenação de histórias infantis e encenação. Cuidado na utilização dos materiais de trabalho e organização pessoal. bem como o reconhecimento do que já existe. • Uso do corpo como expressão artística. • Uso do papel como expressão tridimensional. Origamis. Colagem na obra de arte. Desenvolvimento da criatividade. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. às idéias dos demais. • Observação do fazer artístico como experiência de interação. Cuidado na preservação da produção artística pronta.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Exploração de técnicas de colagem na produção artística. à colaboração e à iniciativa própria e alheia. • • • • • • • • • • • ATITUDINAIS Respeito às diferenças. Arte indígena História em quadrinhos. (sugestão: Seurat e Claude Monet).

• Brincadeiras aprendidas em contextos extraescolares. jogos populares. levando à autonomia • Participação em jogos coletivos. • Valorização da convivência solidária. adotando atitudes de cooperação e solidariedade. • Experimentação de atividades de danças. • Uso da atenção. matemática. • Jogos individuais e coletivos. a cooperação. • Reconhecimento. 305 . agilidade e habilidades motoras. Fís) EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Jogos pré-desportivos. • Discussão das regras dos jogos. • Regras dos jogos. • Reflexão sobre valores como autonomia. • Elaboração e desenvolvimento de jogos. • Atividades em sala de aula. • Atividades competitivas. brincadeiras. rebater. ATITUDINAIS • Resolução de situações de conflito por meio do diálogo. arremessar. gráfica. amortecer. respeitando o grau de dificuldade da criança. • Exercício do “ganhar” e do “perder”. • Responsabilidade e compartilhamento com a intenção de afastar ao máximo a probabilidade de ocorrerem acidentes e atender as necessidades dos participantes. • Participação em atividades rítmicas e expressivas. apresentando mais uma opção. • Respeito as suas possibilidades e limitações corporais. agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva. cooperação. bater. plástica e corporal. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. saltos e arremessos. chutar. • Construção de novas regras e estruturas dos jogos. rolar. expressar e comunicar suas idéias. assim como em danças simples ou adaptadas e brincadeiras pertencentes a manifestações populares e folclóricas. limite e participação social. • Utilização de habilidades (correr. elevação dos batimentos cardíacos. ritmo e coreografias simples. observação e memória. como meio para produzir. valorizando a participação de todos. • Valorização e apreciação de danças e brincadeiras pertencentes à cultura brasileira.5º ANO LINGUAGENS (A Mus / L Port / Ing / Art / Ed. • Interiorização de uma nova postura perante a dinâmica da competição. estabelecendo relações com o espaço disponível. • Circuitos de força. • Danças expressivas da cultura popular. PROCEDIMENTAIS • Participação em atividades cotidianas. •Constatação de alterações corporais nos exercícios que envolvam esforço. • Jogos cooperativos e recreativos como forma de integração social. brincadeiras e danças. • Noções de higiene e saúde. girar) durante jogos. • Respeito às regras. • Circuitos abertos com: corridas. • Utilização das diferentes linguagens: verbal. • Atividades com divisões de grupos. • Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas. • Participação em jogos pré-desportivos. • Desenvolvimento de uma atitude crítica reflexiva em relação a padrões impostos pela cultura. • Noções de atitudes corporais dos gestos e da postura em situações cotidianas. memória e observação. • Valorização de momentos de reflexão. • Adoção de hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida. saltar. brincadeiras ou outras atividades corporais. • Construção de regras de jogos. valorização e sustentação da participação de todas as diferenças. • Uso da cooperação durante as atividades. reconhecendo os próprios limites. desenvolvendo atenção. cooperativos e recreativos. • Resolução individual de problemas corporais. excesso de excitação e cansaço. com ajuda do professor. • Valorização das diferentes manifestações de cultura corporal presentes no cotidiano.

repudiando qualquer espécie de violência.• Uso de suas possibilidades e limitações corporais. • Expressão de opiniões em situações de jogos. esportes e brincadeiras. esportes e brincadeiras. • Respeito aos limites impostos pelas regras dos jogos e brincadeiras. respeitando as diferenças. dignidade e solidariedade em situações competitivas. • Adoção de atitudes de respeito mútuo. 306 . •Uso de opiniões e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos. • Localização no espaço percebendo seus limites e do outro. • Respeito na utilização dos espaços comuns.

• Integração aos grupos dos quais faz parte. • A importância da África na formação do povo brasileiro.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. etc. • Os africanos : o continente africano e sua diversidade paisagístico-cultural. a dos portugueses e a dos indígenas: • Primeiras viagens e a colonização no Brasil • Capitanias hereditárias: implantação da cultura da cana-de-açúcar. 307 . teatro. Leitura de textos de fontes diversas: música. texto jornalístico. tabelas. Contextualização dos principais acontecimentos e suas transformações para a sociedade de ontem e hoje. década e século). documentos escritos. Relig. Discussão dos termos encontro. Apropriação dos dados coletados por meio de pinturas indígenas. • Valorização da cultura indígena. • Respeito às formas de luta do passado e do presente. • Valorização da cultura negra como formadora da cultura brasileira. Pesquisa sobre personagens da história da sua localidade. • Respeito às diferenças culturais e étnicas que formam o povo brasileiro. • Conhecimento sobre a realidade dos afrodescendentes no Brasil atual. • Reconhecimento da importância de saber situarse no tempo. capitania de São Vicente e Pernambuco. ATITUDINAIS • Respeito às regras produzidas coletivamente. • Valorização da própria história de vida. etc. texto. • Adoção de postura crítica em relação à conquista dos povos nativos. • Exposição do próprio pensamento. Coleta de dados sobre as diferentes nações indígenas que habitavam e as que habitam o Brasil. Planejamento de estudos do meio com a ajuda do professor. • Aceitação das diferenças de cada um. • Inserção do negro na economia colonial: a canade-açúcar e a mineração. • Medições de tempo: calendário cristão (ano. • Valorização da diversidade cultural dos povos. • O Brasil indígena: o Brasil antes da chegada dos colonizadores: as nações indígenas. hábitos. • O negro na sociedade atual: a desigualdade vivenciada pela população negra e outros setores da população. • Empenho e colaboração nas atividades em grupo. pinturas.) HISTÓRIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • História: o que é? • História pessoal: a história de vida do aluno e o uso de documentos. Uso de diferentes fontes históricas: fotos. • Reconhecimento da importância da participação da população nas lutas pela democracia e o poder do voto. músicas. histórias de vida. rupturas e transformações. • Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos amigos. Troca de informações sobre o modo de viver. poesia. poesia. etc Discussão sobre o encontro de culturas e as formas de dominação portuguesa. hábitos. Diálogo sobre temas propostos. relação com a natureza e problemática atual ) • Os colonizadores: o encontro de culturas. gravuras. os indígenas hoje ( modos de vida. Estabelecimentos de diferenças entre o hoje e o ontem: permanências. textos e maquetes. ao professor e às demais pessoas do seu convívio escolar. • • • • • • • • • • • • • • PROCEDIMENTAIS Pesquisa sobre a própria história e da família por meio de entrevistas com pessoas do seu convívio. • A África e o Brasil: a escravidão negra ( o tráfico de escravos para o Brasil e a exploração da mãode-obra). conquista e descobrimento. quadros. • Ser escravo no Brasil: resistência negra: quilombos e líderes negros. Organização e registro das informações por meio de desenhos. • Fundação da Vila de São Paulo (1554). listas. com as demais pessoas do convívio escolar.

CONCEITUAIS • Transformações econômicas. • Organização de entrevistas ou depoimentos com pessoas que viveram a época da ditadura em Santos. • Direitos e deveres do cidadão na atualidade. eleição. voto. as fábricas e o movimento operário. • O movimento abolicionista e republicano. • O desenvolvimento da indústria: condições de vida dos operários. • Discussão sobre liberdade. democracia e ética. porto de Santos. etc. • Por meio de desenhos. • Principais acontecimentos políticos e sociais na atualidade. transporte. • Brasil República ontem e hoje. • Os direitos dos trabalhadores: leis trabalhistas. • O trabalho: a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado. • A expansão cafeeira: urbanização. Constituição. tabelas. sociais e políticas com a vinda da família real portuguesa para o Brasil: a independência do Brasil. textos e maquetes. ATITUDINAIS 308 . culturais. Legislativo e Judiciário). • Os imigrantes: influência na história de São Paulo e Santos. • A organização político-administrativa (Poderes Executivo. PROCEDIMENTAIS • Discussão sobre o papel do negro na sociedade atual e das diversas formas de preconceito existentes no Brasil. etc. • Regime democrático X regime ditatorial Assembléia Constituinte. listas. quadros. • Uso de mapas geográficos e históricos.

construção de pontes. • Desenvolvimento da autonomia na orientação espacial e temporal. Relig. • Aspectos físicos do país: relevo. • Registro por meio de listas. • Confecção de maquete com escala. fotografias. • Características de urbanização do Brasil observando a industrialização e comercialização percebendo-os a partir do próprio convívio. • Ocupação do espaço físico do Brasil reconhecendo as semelhanças e diferenças físicas e sociais das zonas rurais e urbanas. gráficos. internet. • Valorização das diferentes manifestações culturais dos grupos étnicos do nosso país. compreendendo problemas característicos do nosso país. identificando a relação de complementaridade e interdependência existente entre ambas (noções gerais). aplainamento de morros. livros. • Uso dos mapas e plantas como fonte e registro de informações. textos narrativos. mapas.) GEOGRAFIA CONTEÚDOS CONCEITUAIS • Diferentes tipos de mapas observando título. desenhos. • Relação homem-natureza reconhecendo as intervenções humanas no ambiente natural de acordo com suas necessidades: canalização de rios.5º ANO SOCIEDADE (Hist / Geo / Ens. • O papel do trabalho e da tecnologia na transformação dos espaços. obras-de-arte e outros. • Pesquisa em diferentes fontes de consulta tais como: jornais. interpretação e elaboração de mapas e plantas com escala. PROCEDIMENTAIS • Leitura. legenda e título. ATITUDINAIS • Desenvolvimento do hábito de pesquisa em diferentes fontes de consulta. clima. distinguindo-os de acordo com as regiões. áreas populacionais e outros. fotografias. • Valorização de formas sustentáveis de apropriação e transformação dos recursos naturais. 309 . • Consequências da transformação da natureza pelo homem: desmatamento. plantas e outros. enciclopédias. reconhecendo o objetivo de cada um. • Utilização da bússola e a rosa-dos-ventos como instrumento de orientação. hidrografia e recursos naturais. poluição e outros. escala e legenda.

social (patrão. tendo como foco a dinâmica da economia brasileira. outro transporta. ocupação do espaço. movimentos populares e organização político-administrativa. compreendendo-as a partir de situações reais como uso de máquinas e computadores na elaboração de produtos utilizados no dia-a-dia. lazer. secundário. outro embala e outras).CONCEITUAIS • Implicações do processo de industrialização tais como modernização da economia rural para atender a indústria. • Coexistência de grupos que vivem de maneiras diferentes em uma mesma cidade/estado/país. empregado). e revolução digital. • Movimento de migração e imigração e suas consequências tais como: mão-de-obra para a indústria. terciário). moradia. • Processo de urbanização e modernização do país promovido pela industrialização: concentração maior de pessoas. • Modos de vida dos diferentes grupos sociais comparando a nossa região a outras áreas do país. desemprego e influências na cultura do país. espacial (cidade e campo). transporte. saneamento básico. energia elétrica. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS 310 . por setor (primário. • Divisões do trabalho: por tarefas (um planta. programas assistenciais.

da linguagem. classificando-os conforme matriz de origem. com o grupo. • Respeito à vida. Reflexão sobre os interesses (econômicos. Troca de opiniões e experiências com os colegas. • • • • • • Valorização da família. religiosos) envolvidos na criação e disseminação dos mitos. valores humanos). Pesquisa de mitos sobre a criação do mundo a partir das Tradições Religiosas mais significativas. preservando a sua memória e garantindo a continuidade da cultura. Montagem de painéis com os diferentes nomes com os quais o Transcendente é chamado nas Tradições Religiosas. • Entendimento da dimensão da religiosidade humana e sua relação com o Transcendente por meio do conhecimento das várias cerimônias religiosas. narrativa. seleção e discussão de mitos criados ao redor de crendices. Pesquisa. 311 . Pesquisa de letras de músicas que abordam questões sociais (religiosidade. Socialização de histórias da família. da culinária. Avaliação do próprio comportamento ante a maneira de encarar as diferenças. bem maior do homem. Reconhecimento de que todo ser vivo depende de outro ser vivo. • Origem dos mitos e os segredos sagrados na história dos povos. Posicionamento pessoal de repúdio em relação aos vários tipos de preconceitos. Rituais • A busca do Transcendente em práticas religiosa e nos mistérios. valor supremo do povo. políticos.5º ANO NATUREZA E SOCIEDADE (História / Ensino Religioso / Geografia) ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDOS CONCEITUAIS História das narrativas sagradas orais e escritas • Reconhecimento de que a origem da palavra mito (do grego – mythos) etimologicamente significa fábula. Divindades • As representações do Transcendente. sociais. PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS • • • • • • • • Elaboração de um calendário rudimentar das celebrações (datas comemorativas) das diferentes Tradições Religiosas. • Palavra sagrada para os povos. • As práticas religiosas e os desígnios do Transcendente. Reconhecimento e valorização da pluralidade de manifestações culturais/religiosas. Símbolos • Os símbolos são significativos e necessários para as Tradições Religiosas se expressarem e para nosso cotidiano. • As práticas religiosas e a relação com o Transcendente. na qual a palavra é usada para transmitir e comunicar coletivamente a tradição oral. Visualização no mapa dos locais de predominância das diferentes Tradições Religiosas.

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