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Citologia, Histologia e

Embriologia
Dra. h.c. Enf.ª Jade R. C.
Passos
CAPÍTULO 3 - COMPONENTES CELULARES

Introdução

Aprofundar-nos-emos agora no conhecimento sobre as estruturas da


célula para compreender suas funções e reconhecer quais são suas organelas.

É necessário termos essa definição para não nos perdermos durante o


conteúdo.
3.1. Organização e formas celulares

As células podem apresentar estrutura e formas variadas, geralmente


associadas a especializações funcionais. A maioria das células, especialmente
de organismos multicelulares (metazoários), exibe uma forma fixa e típica.
Em um organismo unicelular (constituído por uma única célula), todos os
processos vitais ocorrem dentro da célula. Se um organismo contém muitas
células, ele é multicelular. Todos os organismos, unicelulares ou multicelulares,
apresentam as seguintes características:
1) reprodução;
2) utilização de alimento como fonte de energia;
3) síntese de substâncias e estruturas celulares;
4) excreção de substâncias;
5) resposta a alterações ambientais;
6) mutações, que são alterações súbitas em suas características here-
ditárias, embora ocorram raramente.
Tudo na célula tem seu devido funcionamento básico, desde a entrada de
substâncias e toda a sua organização até a sua comunicação com o mundo exterior –
as muitas funções de uma célula realizam gasto de energia.
Separando o interior do exterior da célula, há uma membrana que delimita o
espaço celular, permitindo que as funções celulares funcionem internamente. Isso
mantém as suas organelas trabalhando de maneira eficiente e satisfatória.
3.2. Membrana Plasmática A membrana plasmática é uma estrutura
celular de grande importância. Ela é responsável
não apenas por determinar os limites de uma célula,
mas também por regular a entrada e a saída de
substâncias dela.
É a membrana plasmática a responsável
pelos processos de transporte de substâncias. Esse
controle só é possível pois a membrana plasmática
possui uma característica denominada
permeabilidade seletiva.

A membrana que delimita as células é denominada “membrana plasmática”, ou


“membrana celular”, enquanto as membranas que delimitam os compartimentos intracelulares
são denominadas conjuntamente por “endomembranas”.
Lipídeos das Membranas

Fosfolipídeos: contêm um grupo fosfato na região hidrofílica, região comumente


denominada “cabeça polar”; na região hidrofóbica apresentam duas cadeias
lineares, que normalmente são ácidos graxos de constituições diferentes, em
geral referidas como “caudas apolares”.
A interação das longas cadeias lineares hidrofóbicas dos lipídeos
possibilita a associação dos lipídeos para formar a bicamada lipídica.

Glicolipídeos: contêm glicídeos (hidratos de carbono) na região hidrofílica.


Geralmente, a porção hidrofílica é constituída por uma molécula de glicerol e
glicídeos, e a porção hidrofóbica é formada por duas moléculas de ácidos graxos.
Colesterol: Na membrana, a maior parte da molécula (a porção hidrofóbica) fica
imersa na bicamada lipídica, e a pequena porção hidrofílica fica nas membranas
celulares. O colesterol interfere na fluidez da membrana – quanto maior a quantidade
de colesterol em uma membrana, menor será sua fluidez.

Proteínas das membranas: A estrutura básica das membranas é estabelecida pela


bicamada lipídica, mas a atividade metabólica das membranas é realizada pelas
proteínas.

Proteínas Integrais ou Intrínsecas: interagem fortemente com a porção hidrofóbica


da bicamada lipídica. Apresentam regiões hidrofóbicas que se prendem à porção
apolar dos lipídeos por interação hidrofóbica, e suas regiões hidrofílicas ficam voltadas
para o meio aquoso. As proteínas integrais que atravessam totalmente a bicamada
lipídica são denominadas “proteínas transmembrana”.
Proteínas Periféricas ou Extrínsecas: ligam-se à bicamada lipídica por
interações fracas. Não interagem diretamente com a porção hidrofóbica da
bicamada lipídica, mas com as porções hidrofílicas das proteínas integrais ou dos
fosfolipídeos.

Carboidratos: A quantidade de proteínas, lipídeos e carboidratos das membranas


varia de acordo com a atividade da membrana.
As endomembranas possibilitam a compartimentalização das atividades
metabólicas, segregando enzimas e outras moléculas específicas de cada
organela.
3.2.2. Especializações da membrana

Na membrana celular existem estruturas especializadas em aumentar a


absorção de substâncias e a aderência entre as células, ou para melhorar
movimentos celulares. Algumas especializações são microvilosidades,
desmossomos, interdigitações, glicocálix e bainha de mielina.
3.2.3. Tipos de transportes e movimentos de partículas

Transporte de substâncias de um lado da membrana para outro (uniporte) e


co-transporte de substâncias (simporte e antiporte).
Transporte através da Membrana Plasmática

As membranas formam barreiras de permeabilidade seletiva regulando a


composição molecular e iônica do meio intracelular.
• Compostos hidrofóbicos e compostos hidrofílicos.

Transporte Passivo: difusão simples, osmose, difusão através de canais proteicos,


difusão facilitada, permeabilidade a água.

Transporte Ativo: primário e secundário.

Endocitose/exocitose
3.3. Citoesqueleto e movimentos celulares

O citoesqueleto é uma rede de proteínas fibrosas que se estendem por todo o


citoplasma, desde o envoltório nuclear até a membrana plasmática.

3.3.1. Componentes do Citoesqueleto

Possui três componentes: filamentos finos (microfilamentos), filamentos


intermediários e microtúbulos.

Citoplasma: Citoplasma é o local da célula onde estão inseridas as organelas.

3.3.2. Comunicação celular


3.4. As estruturas e organelas celulares

3.4.1. Mitocôndrias: O papel da mitocôndria é a liberação de energia


indispensável para o trabalho celular.

3.4.2. Retículo Endoplasmático (RE): O RE ocorre em duas formas: a rugosa e a lisa.

3.4.3. Complexo de Golgi: Concentração de proteínas a serem secretadas pela


célula.
3.4.4. Lisossomos: a função dos lisossomos é a digestão.

3.4.5. Peroxissomos: é responsável pelo metabolismo celular.

3.4.6. Ribossomos: participa da síntese de proteínas citoplasmáticas.

3.4.7. Núcleo: a informação genética das células está acumulada no DNA do


núcleo.

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